segunda-feira, 15 de agosto de 2016

RESENHA DE TERMOS 6



MOTIVAÇÃO

CATH: Eu sou bastante competitiva em relação a mim própria. Não em relação a ninguém, mas a mim.

ELIAS: O que de modo bastante bem sucedido camuflas como uma forma de motivação. Na realidade, trata-se da mera expressão camuflada da falta de aceitação pessoal, de que se não instigares contigo própria, não estarás a ser suficientemente criativa para sentires motivação.

CATH: Hmm!

ELIAS: Tu és naturalmente motivada, porque tu és essência, e o teu movimento e expressão naturais vão no sentido da transformação. Por isso, ao te transformares, tu achas-te continuamente em movimento e como tal motivada. Mas as tuas crenças... Mesmo aquelas que consideras boas - já que o bom consiste igualmente numa crítica, bastante idêntica à do mau! - por isso, mesmo nas vossas expressões dos aspectos BOM inerentes às crenças, ainda estais a camuflar os “pássaros”, e estais a criar uma expressão aceitável desses pássaros brilhantes com que possais lidar, mas eles continuam a comportar o seu poder em energia, porque vós continuais a ceder energia à vossa crença da duplicidade. Apenas não prestais tanta atenção às vossas expressões do “bom” quanto às expressões do mau, porque o “mau” consiste no rato morto!
(Nota do tradutor: Expressão que alude à acção de repisar o mesmo)

DALE: E prestar atenção às nossas partes más é bom!

ELIAS: Ah!

DALE: Ou assim pensamos!

ELIAS: E complicais bastante com essa expressão, não?

DALE: De verdade!

Poderás dar-me alguns exemplos – quer dizer, eu consigo arranjar um ou dois, mas do modo como me foco, tenho a certeza de que haveria de esquecer algum – alguns exemplos do que me referiste na última sessão, sobre as expressões que estão a sofrer um bloqueio no contexto do que estávamos a debater? (Pausa)

ELIAS: Tal como te disse, tu moves-te no sentido de preservar a atenção que exerces de forma bastante singular e de forma concentrada e intensa numa área, e nesse sentido também estás a criar uma limitação ao te bloqueares, por não estares a permitir uma abertura em relação a outras acções e probabilidades a que podes ter acesso. Já abordamos isso de forma bastante detalhada.

MIKE: Bem, poderás dar-me… Quer dizer, estou ciente de que a acção sobre a qual estávamos a falar consistia no aspecto de grande parte da minha expressão se achar bloqueada. Mas tu referiste igualmente que essa seria apenas uma de entre várias das minhas expressões que estão a sofrer de bloqueio, e eu interrogo-me sobre quais serão essas outras expressões.

ELIAS: Nesse sentido, tu limitas a tua criatividade, o que por sua vez também te limita a motivação. Presta atenção ao teu factor motivacional, por assim dizer, e à forma como em certas alturas ele flutua. Por momentos podes sentir-te bastante motivado em certos sentidos, mas em grande parte, estás igualmente a experimentar uma falta de motivação para te voltares em qualquer sentido ou para criares qualquer tipo de experiências particulares para além do movimento inerente às tuas actividades mundanas. A razão porque estás a criar esse tipo de acção reside no facto de estares a bloquear a tua abertura para com a tua própria criatividade.

Nesse sentido, também criaste um período no qual poderá parecer exteriormente, junto dos demais, que estarás a ser relaxado ou preguiçoso. Eu digo-te que terás concedido a ti próprio esse período a fim de te descontraíres e não necessariamente para te distraíres em demasiadas actividades diferentes, de modo a te abrires à descoberta de mais coisas relativas às tuas capacidades criativas. A situação que aqui se verifica, que tu estás a experimentar, reside no elemento do bloqueio que incide na área da motivação.

Nesse sentido, tu acostumaste-te a essa situação da descontração e voltaste-te para outra área de distracção, e nesse sentido deixas necessariamente de te mover do teu desejo de descobrires mais sobre a tua criatividade e apenas te distrais dum modo mais eficiente, sem concederes a ti próprio uma perspectiva de qualquer dessas áreas particulares.

Agora; isto volta-te para a posição do alinhamento por um conjunto de crenças ou correntes de opinião vigoroso que é actualmente sustentado pelas massas, e que representa igualmente uma área na qual bloqueias a tua criatividade. Esse aspecto do conjunto de crenças das massas é aquele que responde pelo conceito do ganho físico destituído de esforço.

Bom; como te digo que avançar no alinhamento do teu propósito pode produzir tudo aquilo que procuras (alcançar) sem esforço, o termo que te sugiro, “sem esforço” não é a mesma coisa que ausência de acção ou deixar de empregares energia.

Ao fazer menção à ausência de esforço, aquilo que estou a expressar é que na tua criatividade e no enquadramento do teu propósito - ao dares seguimento a esses movimentos e ao estares a criar com aceitação e confiança em ti e a incorporares graça nessa tua criatividade - a acção e a energia que expelirás não revelarão esforço e deverão produzir a sensação de júbilo e de contentamento.

Agora; isso não quer dizer que a tua criação desse modo não venha a exigir algum movimento ou manipulação de energia ou acção, porque virá a exigir.

Não estou a referir a ninguém – na verdade, antes pelo contrário – que deve deixar-se ficar sentado sobre uma almofada para todo o sempre, que tudo aquilo que deseja virá a surgir diante dele!

Mas no tempo actual, as pessoas estão a gerar mal-entendidos em conjugação com esta mudança que assola a consciência. A interpretação que fazem vai no sentido de que, com esta mudança da consciência, toda a vossa realidade venha a ser alterada, e por isso não vos será exigido que empregueis nenhum tipo de energia ou acção seja em que sentido for, a fim de alcançardes o que desejais.

Mas eu digo-vos que isso é uma opinião errada e um mal-entendido, mas que está a dar origem a um novo aspecto das crenças, que refere que os indivíduos poderão focar-se em si mesmos e mover-se sem esforço – o que nos vossos termos significará não empregar nenhum tipo de energia ou de acção – que virão a alcançar todo o proveito financeiro e material quanto o que buscam. Nos vossos termos concretos mais vulgares, podemos dizer que esse novo aspecto da crença, que ganhou energia na justa proporção das massas, refere a aquisição de riqueza e bens sem qualquer esforço.

Eu digo-te que isso constitui um enorme mal-entendido em relação à informação oferecida, mas esse aspecto inerente às crenças das massas concede muita energia àqueles como tu, ao gerar uma ausência de motivação para implementardes a vossa criatividade e as vossas capacidades, porque vós perpetuais essa crença ao deixardes de agir e ao contribuirdes para a antecipação e ficardes à espera que os céus despejem a abundância que esperais no vosso colo!

Eu não transmiti a ninguém que não agindo podeis esperar encontrar tudo aquilo que desejais. O que ESTOU é a dizer-vos que essa acção pode ser destituída de esforço, mas isso não vos diz para não empreenderdes nenhum movimento, porque foi desse modo que criastes esta realidade física, de modo a empreenderdes acção e de forma a produzirdes algo. Como buscais algo, para o poderdes produzir, deveis implementar uma acção.

Isso não quer dizer que não possas a vir a implementar acção, o que será destituído de esforço e expressará a tua criatividade e capacidade de diversão.

MIKE: Certo. Não te terei ouvido dizer, no início, que eu estou a desviar-me para uma área de distracção em relação à descoberta da minha própria criatividade?

ELIAS: Sim.

MIKE: De que modo estarei a distrair-me?

ELIAS: Ao te voltares no sentido de te alinhares por esse aspecto das crenças das massas.

MIKE: Está bem. Agora, estou a distrair-me em relação ao quê? Que terá surgido diante de mim que eu não tenha... Que será que me estará a ser apresentado que eu não estou a prestar atenção?

ELIAS: Não se te está a apresentar nada, porque não estás a apresentar nada a ti próprio, por não estares a notar. Estás distraído.

MIKE: Estou o quê?

ELIAS: Estás distraído.

Nesse contexto, vou referir que poderão mover-se no sentido e criarem uma expressão que possa vir a assumir uma inserção provável da actualização dessa via na sua realidade, MAS – ah, ah, ah! O infame MAS! Também vos direi a ambos, tal como lhes disse anteriormente, que nisto se trata duma questão de confiardes em vós, e direi uma vez mais a ambos, que EXAMINEIS A MOTIVAÇÃO.

Eu vou ser bastante específico, neste momento.

Cada um deles, do mesmo modo que muitos outros, voltam-se no sentido de invocarem tipos diferentes de criação inventiva a fim de que isso lhes traga um ganho financeiro, monetário e físico rápido, e isso constitui a motivação subjacente... A qual não permanece tão subjacente quanto isso! (A rir para dentro) Eu estou perfeitamente ciente dessa motivação, e isso foi o que referi por diversas vezes – não que isso seja errado, porque a expressão disso não é errada. Não tem importância! Mas a motivação não se acha em conjugação com o objectivo.

NICKY: Certo, não se conjuga com o propósito.

ELIAS: Exacto. Isso não quer dizer que não possa vir a actualizar-se e eles não possam vir a a criar esse mesmo elemento.

Mas examinai o propósito, examinai a motivação, e examinai o que estais a criar e o elemento da confiança, porque nenhum desses indivíduos se move genuinamente ainda no sentido de confiarem na sua capacidade de criarem esse tipo de acção SEM AJUDA, e ainda subsiste um grande factor envolvido nesse tipo de situações, o facto da sua motivação não se achar em harmonia com o objectivo e com o seu desejo... E podes recordar ao Mika a diferença existente entre o desejo e o querer.

DARYL: Olá Elias. Não estou segura de saber como abordar aquilo que hoje pretendo trazer à conversa. Parte disso tem que ver com a frustração que sinto e por estar a sentir que algo me esteja a bloquear os movimentos. Já dediquei atenção à duplicidade que abrigo e aos medos e aos relicários, e sou capaz de pressentir o movimento, (semelhante a um comboio), e em especial na semana passada, tenho consciência de ter estado a trabalhar com esse relicário relacionado com o modo como os outros me vêem e da forma como eu sou do lado de fora, e com a concordância que sinto em relação a eles em lugar de atribuir validade a mim própria.

Também já tive períodos em que me senti verdadeiramente bloqueada. Quando me encontro a batalhar com esta entidade ou energia - que bem sei que aquilo com que estou a batalhar sou eu própria – tendo a alternar entre dois estados. Num, essa entidade é mais ou menos quem manda, e sempre sou levada a sentir uma grande dose de tensão e pressão na cabeça que se centra entre os olhos e o maxilar e o meu ouvido direito, e quando me sinto presa nesse estado parece que isso exerce um efeito em mim que faz com que me mantenha em pedaços, como me sinto quando me acho no enquadramento do medo. Além disso também me sinto bastante apartada em relação à essência e a mim própria, e em relação à interacção contigo.

Agora; existe um outro estado que tenho vindo a desenvolver mais nos últimos anos, que me faz sentir... O que quer que seja que eu me permito ser, tenho consciência de não fazer parte do meu eu total. E nesse sentido, consigo sentir a tensão passar para o outro lado do meu rosto. Ainda é desconfortável, só que menos, e sou capaz de sentir a energia a deslocar-se ao longo do meu corpo todo, o que não se passa nesse outro estado, e de alguma forma dou por mim... Apesar de não ser o produto acabado que acabarei por sentir ser quando finalmente me achar fora da caixa do medo.

Entendes aquilo de que estou a falar?

Penso que o que me preocupa é o facto de continuar a direccionar-me no sentido do estado mais desconfortável, e em seguida como que me sinto bloqueada aí, e quando recentemente dei por mim nessa situação, senti uma dor lancinante nos meus olhos que suplantou as dores oculares que normalmente sinto, e além disso durante o último ano o meu ouvido direito tem... Normalmente era acometida por aquele ruído de fundo de muito baixa frequência, nesse ouvido. Não se trata de nenhum zumbido – é um ruído de fundo – e na última semana, tal como em outras alturas, ele cresceu a ponto de me bloquear a audição, além de me distrair bastante. Penso que basicamente não compreendo porque razão eu comuto exactamente entre esses dois estados, nem como me hei-de desprender quando me sinto como que sob o aperto da entidade do medo.

ELIAS: Pois, absolutamente.

Bom; em primeiro lugar, deixa que te diga que aquilo que estás a criar constitui uma acção familiar, e é um tipo de criação que empreendes faz muito tempo.

Agora; nesse sentido, apresentas a ti próprio dois factores. Um é o da familiaridade. Moves-te nessa acção, por conheceres objectivamente essa mesma acção.

DARYL: Agora, quando referes acção, estarás a referir-te ao estado menos confortável?

ELIAS: Estou.

DARYL: Está bem.

ELIAS: Isso é-te objectivamente familiar. Por isso reconhece-lo e em certa medida compreendes a acção que estás a criar. E nessa familiaridade, tu deixas-te atrair para esse tipo de criação por essa mesma razão - devido ao facto da acção na qual estás a entrar, tanto objectiva QUANTO subjectivamente, (de dares atenção a este elemento do medo) te ser pouco familiar, e isso, no círculo das crenças e no círculo do relicário, criar a perpetuação da coisa.

Ora bem; não pretendo que te votes à ideia de te encontrares “bloqueada” nem impotente, porque na realidade, não estás a exibir nada disso. A percepção que tens, a qual te motiva o processo do pensamento, está a começar a direccionar-te no sentido do bloqueio e dum certo elemento de desamparo, mas isso consta unicamente dum aspecto da duplicidade que procura debater-se, por assim dizer, no movimento que estás a implementar.

Bom; o outro elemento que se faz presente nessa acção é o começo dum novo movimento. Eu digo-te que muitas vezes, no foco físico, as pessoas podem direccionar-se com empenho para certos problemas e certas crenças que são sustentadas com bastante vigor, e ao escolherem mover-se por entre esses problemas particulares, começam mas é a dar lugar a uma intensidade maior do que aquela que experimentavam antes. Isso constitui um elemento do processo que se acha em conformidade com as vossas crenças colectivas.

As crenças das massas ditam-vos que deveis deixar-vos levar mais pela turbulência da tempestade e que vos permitireis um descanso temporário uma vez no centro do ciclone. Mas a seguir à permanência no centro do ciclone, haveis de voltar de novo para a turbulência da tempestade, e essa segunda passagem para a turbulência da tempestade sofrerá um incremento antes de abandonardes a tempestade.

Isso constitui uma crença sustentada pelas massas que é amplamente difundida. Expressais a vós próprios, no vosso vernáculo, que os acontecimentos devem tornar-se piores antes de melhorarem.

Por isso, de acordo com tal crença, no passo individual que estabeleces, ao optares por te ocupares das áreas difíceis, e dos problemas fortemente enraizados, tu estabeleces uma altura a fim de te reforçares, e de modo a que isso te permita que reúnas objectivamente forças, falando em termos figurados – o que poderá ser encarado como o teu olho do ciclone - subsequentemente ao que, passas a criar uma intensidade.

Agora; lembra-te de que terás que ter passado pelo elemento inicial da tempestade a fim de alcançares o centro, mas agora deslocas-te para o elemento seguinte da tempestade antes de a abandonares. Nesse sentido, o segundo elemento, ou o elemento seguinte da tempestade é familiar, por conter as mesmas qualidades e acção do primeiro elemento da tempestade, apesar de parecer ser mais intenso.

Bom; eu digo-te que isso serve-te de indicador para o facto de estares a realizar e a criar. Estou ciente da luta e do desconforto que estás a experimentar individualmente, tanto ao nível físico como emocional.

Mas permite que te reforce o facto de estares a apresentar a ti própria tal tipo de criação – dado que te é familiar – com uma maior intensidade a fim de obteres impulso nessa tua motivação, porque te deixaste familiarizar de tal forma com certos aspectos das tuas próprias criações, em conjugação com o medo, que em parte também te tornaste complacente na área da motivação para a atravessares.

Por isso, para igualares a intensidade da motivação à intensidade do medo, tu aumentas aquilo que designas como um sintoma, e isso provoca um aumento no factor motivador que sentes a fim de prosseguires e atravessares essa dificuldade e desmantelares esse relicário.

Agora; tu não estás bloqueada, porque não estás a depreciar os passos que dás. Não estás a criar nenhuma situação em que te aches imobilizada ou em que te aches estática. Estás a continuar a desmantelar esse relicário, mas estás a elevar a expressão externa desse relicário, de modo que possas suprir mais a tua própria capacidade para o desmantelares.

Nesse sentido, permite igualmente que te diga para não te deixares voltar no sentido da depreciação desse passo nem da resignação, por assim dizer, no que estás a criar, porque isso constitui o reforço da duplicidade, o qual distorce o movimento de desmantelamento esse relicário.

Além disso, tem consciência, no avanço que estabeleces, do teu processo de pensamento e da tua expressão emocional nas alturas em que estiveres a criar esse tipo de expressão exterior, porque quando voltas os teus pensamentos e a tua atenção para a crítica e para o que percebes como negativo, também perpetuas a própria criação que desejas deixar de criar. Essa exibição física que estabeleces sofre um aumento e prolonga-se na medida em que lhe ofereces maior energia por parte do teu pensamento e da tua expressão emocional, na aversão que sentes por isso.

Não te estou a dizer para abraçares nem para te deixares cair de amores nem para adorares a dor! NÃO te estou a dizer isso. Aquilo que te ESTOU a dizer é que com a projecção de energia negativa apenas perpetuas a criação disso.

Não é necessário que gostes duma certa criação. Tampouco é necessário que deixes de gostar duma determinada criação. Nesse sentido, qualquer expressão tende a perpetuar isso.

DARYL: Pois, eu tenho sentido dificuldades em dar com esse meio termo por tender a ficar zangada e a sentir-me impotente, mas eu expressei uma reacção negativa a isso.

ELIAS: Justamente, e isso perpetua a acção. Esse é um conceito cuja compreensão, estou bastante ciente de ser bastante difícil no foco físico, o de que, ao vos concentrardes de modo objectivo em qualquer elemento do vosso agrado, venhais a perpetuar aquilo de que gostais. Mas esse movimento também tem lugar pelo inverso, ou seja, se não vos agradar um determinado aspecto do que criais e passardes a votar-lhe energia, estareis a criar a mesma acção que com a do agrado.

Trata-se dum mesmo movimento em termos de energia. Não importa que rotuleis um como positivo e o outro como negativo. Tampouco tem importância que rotuleis um de “agrado” e o outro de desagrado.

Ambos referem o mesmo movimento em termos de energia, e nesse sentido, aquilo que te estou a dizer é que te permitas perceber que isso não consiste nas tuas únicas escolhas. Tu dispões de outras escolhas que não são escolhas polarizadas (em termos disto ou daquilo), agrado ou desagrado, positivo ou negativo. Tu dispões de outras escolhas que se situam entre ambos esses pólos.

E nesse âmbito, à medida que te permites desviar a tua atenção da criação... Porque se te concentrares na criação disso, virás automaticamente a mover-te para o terreno do agrado e do desagrado, da avaliação e da condenação, por isso te ser automaticamente familiar.

Portanto, se desviares a tua atenção da criação disso e a voltares para ti, e ocupares a tua atenção com a tua aceitação, e uma aceitação genuína do que quer que faças em qualquer momento, e não atribuíres juízo crítico a isso, hás-de dissipar a energia que é projectada para a criação física actual. Estás a compreender?

DARYL: Estou. Apenas estou a ter uma enorme dificuldade em implementar isso. Será que se me distraísse isso se revelaria eficaz?

ELIAS: Sim.

DARYL: Distrair-me com uma actividade qualquer ou assim, que me fizesse depositar a minha atenção fora do âmbito dessa criação?

ELIAS: Sim.

DARYL: Porque a aceitação disso parece verdadeiramente árdua quando me acho sob o efeito da sua pressão ou num estado de agonia, (suspira) e nessa altura torna-se mesmo difícil aceitá-lo.

ELIAS: Absolutamente, e eu entendo essa dificuldade.

Deixa que te diga, a dor consiste na identificação dum sentimento que é suportado em termos negativos. Podeis experimentar exactamente o mesmo sentimento e ele ser percebido como prazer. É a vossa percepção que identifica a dor, e a dor consiste na expressão física da negatividade, na energia negativa. Por isso, nos vossos termos, representa um correspondente do prazer.

Agora; eu digo-te que são uma mesma energia. Apenas são definidos de modo diferente. São a mesma expressão de energia; o mesmo movimento de energia. A mesma intensidade de energia. São identificadas e definidas de forma diferente com base na percepção que tendes, e isso é o elemento que estabelece o conforto e o desconforto.

Nesse sentido, sim, temporariamente, tens razão. Se te permitires distrair-te, isso pode revelar-se uma ajuda, porque estás tão familiarizada a identificar-te com a dor que não te concedes mais nenhuma identificação. Não te concedes nenhuma outra opção. Por isso, se voltares a tua atenção da actual criação da dor, poderás distrair a tua atenção e interromper o fluxo de energia nessa direcção em particular.

DARYL: Está bem. Poderia eu igualmente tentar experimentar isso como algo mais além da dor? Isso seria igualmente eficaz?

ELIAS: Podes, sim. Agora; pensa contigo própria:

Na vossa dimensão física actual, as pessoas geram dor física intensa e extrema, ou a identificação da dor, em conjugação com o acto do dar à luz. Mas nessa acção, elas podem igualmente - desprovidas de quaisquer outras substâncias externas e apenas focando a sua atenção de modo diferente - podem empreender o acto de dar à luz sem experimentarem qualquer dor.

As pessoas podem empregar os procedimentos médicos cirúrgicos sem recorrerem àquilo que designais como anestésicos, apenas voltando a sua atenção e estabelecendo uma diferença na sua percepção.

Nesse âmbito um elemento chave é a distracção objectiva da atenção, voltando-a objectivamente para lá da criação de dor; não necessariamente afastando-a da acção física que está a ser levada a cabo, que supostamente há-de ser a origem da dor, mas apenas afastando-a do próprio elemento da dor.

Em termos bastante concretos, aqueles que se acham no foco físico são muito bem sucedidos nisso. A razão porque podeis realizar esse tipo de acção é a de que a dor não consiste em nenhuma entidade em si mesma. Não consiste em nenhuma manifestação física real, em si mesma. Consta apenas duma definição que se fundamenta na vossa percepção.

Por isso, ao olhares para um elemento de dor que estás a criar, recorda que a criação da dor consiste na criação duma definição dum sentimento físico que tem assento na tua percepção, mas a tua percepção pode ser distraída e desviada, e ao ser desviada, a dor é eliminada, por não consistir em nenhum elemento físico em si mesmo.

A motivação consiste na expressão de encontrarem o vosso valor e de confiardes nas vossas capacidades, não apenas no sentido de fazerdes aquilo que fazeis externamente, mas a capacidade que tendes de criar qualquer expressão que escolheis – a força desse saber. Descobrir a vossa motivação consiste em vos recordardes a vós e ao vosso avanço, à vossa formidável expressão de valor pessoal, ao vosso valor pessoal e à oferenda dessa expressão, a qual reside com muito mais vigor dentro de vós do que na expressão externa do que fazeis.

DON: Ainda dispomos dum pouco de tempo aqui. Elas apresentam duma outra pergunta: “Dou-me conta da forma como as motivações que sinto se transformam em expectativas. Tenho a sensação de que uma expectativa consiste numa motivação caracterizada por um pouco de energia específica – impaciência e suspeição, talvez. Por favor, define os termos motivação e expectativa.”

ELIAS: A motivação é aquilo que podeis encarar como um tipo de direcção inspirada pelo desejo; também pode ser inspirada pela carência, pelo querer. E também pode ser inspirada por ambas!

DON: Nesse caso, o querer e o desejo são diferentes?

ELIAS: São. A expectativa consiste na projecção por antecipação dalguma expressão que ainda não tenha sido gerada.

Agora; as expectativas por vezes podem estar associadas às preferências, mas ao não reconhecerdes que estejam associadas às vossas crenças, elas geralmente acabam por expressar algum sentido que incorpore um enorme potencial para o desapontamento ou a diminuição.

A motivação, eu quero falar um pouco sobre a motivação do ponto de vista da dimensão física. Existe toda uma escola de pensamento ou uma crença que diz que toda a actividade humana é motivada como uma reacção ao prazer e à dor, através da qual filtramos o que existe, mas não existem absolutos acerca do que seja agradável ou doloroso. Imagino que as pessoas no geral se sentirão motivadas para o prazer e para o evitar da dor. Não sei se isso será absolutamente verdade após ler as tuas sessões, e interrogo-me se o prazer e a dor, tal como os interpretamos, constituirão sinais para que nos movamos no sentido dalguma coisa ou nos afastemos de algo, nos termos das nossas vontades e desejos.

ELIAS: Depende do indivíduo e das crenças que formula. Isso acha-se fortemente associado às crenças individuais que formulais. Nesse sentido, já tive ocasião de declarar imensas vezes que todos vós incorporais as crenças todas, inerentes aos vários grupos de crenças, mas formulais umas quantas em associação com cada grupo de crenças. Por isso, a maioria das crenças acham-se em estado latente, por assim dizer. Elas existem, e são utilizadas por vós, mas vós podeis necessariamente não as manifestar. Aquelas que são formuladas evidenciam-se por aquilo que fazeis.


Bom; como as vossas crenças vos influenciam cada expressão e cada instante de todo o vosso foco, depende das crenças formuladas que utilizais e se isso virá a ser válido na vossa experiência, que vos direccioneis no sentido do prazer ou afasteis da dor.

TIM: Um exemplo disso, só para tentar rematar toda esta coisa da vontade, dos desejos e das crenças, muitos de nós nesta dimensão física acreditamos que devemos exercitar, ou fazer isso por uma diversidade de razões – para ganharmos peso, para perdermos peso, por questões de estética, de saúde, etc. – mas a crença acha-se presente, de que o exercício seria uma boa coisa para se fazer numa base contínua. Por isso havemos de pensar objectivamente necessitar dessas coisas e escolher fazer exercício com mais frequência, em vez de escolhermos sentar-nos diante do televisor e darmos lugar a isso e aos resultados que daí advêm. Penso que de facto a questão se inclina mais no sentido das vontades e dos desejos, apesar de já teres falado disso antes, de podermos desejar objectivamente algo, que o que escolhemos de facto é aquilo que queremos. Estarei a captar bem a coisa?

ELIAS: Ao contrário. Podes pensar desejar uma expressão em particular ou avançar numa direcção particular e o desejo que sintas ser diferente. O desejo que sentis constitui a motivação subjacente, embora muitas vezes as vossas vontades se achem em conjugação com o vosso desejo, mas existem igualmente muitas ocasiões e situações em que as vossas vontades podem não necessariamente estar associadas ao vosso desejo. O vosso desejo é aquilo que vos motiva o propósito. De certo modo, o desejo conduz o vosso objectivo.

Agora; as vossas vontades constituem expressões objectivas, as quais muitas vezes também se acham associadas ao vosso propósito, mas por vezes podem não estar, porque as vossas vontades são bastante influenciadas pelas vossas crenças. Nesse sentido, podem não se achar necessariamente em conjunção com o vosso desejo.

TIM: Então em relação ao desejo, quando referes achar-se em estado subjacente, será o desejo mais um componente da essência ou do foco?

ELIAS: É.

TIM: Então nesse exemplo particular, se alguém num momento particular opta por se sentar no sofá a assistir à televisão em vez de ir fazer exercício e em seguida sente alguma culpa ou remorso ou algo assim, será isso um sinal de que o desejo tenha sido o de ir fazer exercício e não tenha obedecido a esse desejo?

ELIAS: Não necessariamente. Em grande parte, tal como declarei, o desejo é o que vos conduz o propósito.

Agora; o vosso propósito expressa-se por muitíssimas direcções específicas, por constituir o que poderá ser designado como um tópico generalizado de experiência no vosso foco e o vosso desejo ser o de seguirdes qualquer tipo de exploração que se ache em conjunção com o vosso tema generalizado. Escolheis muitíssimas orientações específicas que se acham associadas a esse tópico generalizado; e por isso usais duma tremenda diversidade de experiências mas todas associadas a esse tema generalizado.

Também gerais uma realização de valor em associação às as vossas experiências todas. Tal como já declarei, se não estiverdes a gerar realização de sentido de valor, haveis de interromper a vossa participação nesta dimensão física. Mas o cumprimento desse sentido de realização não equivale sempre ao que designais como positivo nem agradável nem mesmo àquilo que designais como bom ou confortável, porque existem muitas experiências que vós gerais que valorizais mas que não associais necessariamente em termos de conforto.

TIM: Penso que poderíamos incluir nesse conjunto os eventos de massa ou as crenças que mencionaste numa sessão anterior – não o vou pronunciar de forma acertada – mas onde parece existir imenso conflito e trauma a um nível global, no que refere as crenças. Imagino que isso se encaixe na categoria de algo que valorizamos como uma experiência mas que não é muito confortável.

ELIAS: Exacto.

Agora; reconhece nisso também o facto de poderdes incorporar crenças declaradas, tal como a do exemplo que forneceste, e num determinado momento qualquer deixardes de estar de acordo com essa crença declarada, em razão do que, escolhereis diferentes acções; Mas isso também pode gerar alguma expressão de conflito, por estardes a mover-vos em oposição a uma crença manifesta que incorporais.

Se preferirdes não empreender essa actividade, devido a que num momento não estejais de acordo com essa crença manifesta em particular e incorporardes uma outra acção, aquilo que estareis a gerar é um acto de forçar em termos de energia. A razão porque incorporais a comunicação emocional da depreciação própria ou do desapontamento ou da frustração ou da culpa consiste no facto de estardes a comunicar convosco próprios, num acto de identificardes a crença e do que tereis cometido.

Tal como no exemplo que forneceste, é bom praticar exercício, e se não estiverdes a praticá-lo mas em vez disso estiverdes a entregar-vos à acção de dar atenção à televisão, haveis de sentir uma frustração posterior em relação a vós ou talvez sensação de culpa ou uma fraca apreciação pessoal devido a que a crença declarada seja a de que o exercício é óptimo, razão porque deveríeis empreender tal acção ou actividade.

TIM: No seguimento disso, se alguém pensa no exercício a fim de criar um resultado específico, como a perda de peso por exemplo, o que muita gente procura fazer, a fim de criar uma aparência mais agradável - pelo menos de forma subjacente às crenças do que seja esteticamente encantador - eu sou levado a pensar que podemos criar a nossa realidade toda e que o exercício não seja uma coisa necessária, que podemos criar esse físico sem nos exercitarmos. Mas não parece ser o que geralmente fazemos.

ELIAS: Exacto.

Bom; a avaliação que fizeste é exacta. Não é preciso exercitar-vos a fim de produzirdes um aspecto particular, mas não importa. As crenças são vigorosas e bastante reais. Nesse sentido, elas influenciam-vos a percepção de modo vincado, e a percepção é aquilo que vos cria a vossa realidade física corrente.

Por isso, a despeito de poderdes cogitar no conceito ou na teoria de deverdes criar um físico de determinada forma sem estabelecerdes exercício - porque podeis, mas isso depende do facto de identificardes ou não de modo efectivo essa vossa crença declarada referente ao exercício, do facto de aceitardes isso e de vos permitirdes gerar outras escolhas de modo intencional e a fim de manipulardes a vossa energia de modo diverso.

Agora; o que é automaticamente expressado é que eu te posso fornecer essa resposta de forma que possas contemplar essa explicação. E aquilo que a seguir procuras fazer, o que consiste numa associação automática, é tentares identificar a crença e ficares a pensar nela.

Bom; lembra-te de que o pensamento consiste num mecanismo de tradução. Ele não cria a vossa realidade nem tampouco precede as escolhas que estabeleceis. Apenas interpreta.

Agora; ao pensares na tua crença, poderás pensar para contigo, “Ah, eu reconheço esta crença e aceito-a.” Ou poderás pensar, “Não vou expressar mais esta crença; por isso, não deverá afectar-me mais.” Não. Porque o que estás é meramente a dar lugar à tradução de informação diferente que estás a notar, mas na realidade não terás alterado a tua energia nem aceitado a crença de modo efectivo, em razão do que, procuras eliminar a crença. A despeito de expressares para ti próprio o facto de reconheceres não estares a eliminar as crenças, essa é uma resposta automática. Tu automaticamente procuras eliminar as crenças, o que não logra aquilo que pretendes, por a crença não poder ser eliminada.

(Nota do traductor: O aspecto referido nesta passagem sucinta evoca uma questão que escapa à perspicácia do sujeito imbuído dum espírito mais apaixonado e voluntarioso, ao omitir, por uma simples questão de ordem prática, o aspecto angular pessoal monocromático com que tende a apreender tudo aquilo que toca com a sua percepção, ou seja, o carácter do que se acha revestido duma polarização em termos disto e/ou aquilo, assente que está no terreno da separação, quando nem essa separação é efectiva, e apenas constitui uma perspectiva singular e tendenciosa, nem a arquitectura com base nela encontra eficácia, em termos do que pretendemos efectivar – que apenas acaba mascarado ou assume contornos diversos.

O que é menos óbvio nesta matéria, e o que Elias refere quando diz que não eliminamos as convicções, é que a abordagem que se revela como mais eficaz é a negativa ou indirecta, ligeiramente desfocada por parte do sujeito, porquanto tudo o que podemos fazer em relação às crenças é unicamente fortalecê-las com os tipos de consideração exacerbada assente no carácter separativo da nossa percepção, ou orientado em temos positivos, ou então deixá-las permanecer intactas por uma ordem de consideração mais ampla que considera o objecto na sua dinâmica no seu todo, que as neutraliza de forma tanto mais efectiva quanto menos as tornamos alvo duma consideração que se pretende activa e orientada de forma positivista e directa empírica e dá lugar a uma compreensão holística, ou seja, integrada.)

TIM: Não conseguiremos neutralizar a crença?

ELIAS: A aceitação neutraliza a crença, mas para expressardes uma aceitação genuína em relação a uma crença deveis reconhecê-la, reconhecer as influências que exerce, a forma como essa crença vos influencia de formas variadas, por meio de múltiplas expressões, e gerar uma isenção autêntica em termos de crítica, com a consciência de continuares a incorporar essa crença como uma convicção não activa, mas com idêntica consciência de poderdes escolher mover a vossa energia de modo diverso. Isso não quer dizer que a crença não continue a ser expressada, porque continua, mas deixará genuinamente de ter importância. Não que as crenças deixem de ter importância, mas que em reconhecimento da crença o que tereis interrompido tenha sido a crítica que lhe movíeis.

PATRICK: Isso de nos focarmos em nós próprios é algo que a minha mulher e eu temos vindo a debater faz já algum tempo, mas eu queria estender isso para as decisões que estabeleço na minha vida. Poderás apontar ou sugerir o que parecerão ser as motivações principais que se acham por detrás das decisões que estabeleci na minha vida, até ao momento?

ELIAS: De que forma?

PATRICK: Bom, tudo, na verdade – trabalho, amigos, amor, etc. Ou será essa uma pergunta demasiado vaga?

ELIAS: Qual é a tua preocupação?

PATRICK: Eu apreendo toda uma mistura de motivos por detrás das decisões que tomo, sendo que uma delas é a da ambição relacionada com o mundo material. Também identifico medo, numa certa extensão, ou apenas uma evasão ao risco como parte da minha motivação para tomar decisões. Só gostava de sondar se tenho uma postura equilibrada.

ELIAS: Estou a compreender.

Bom; deixa que te diga não existir qualquer expressão errada em se ser ambicioso. Isso constitui apenas uma via de expressão da motivação que vos permite explorar continuamente as vossas capacidades, e motivar-vos a expandirdes as vossas capacidades naquilo que fazeis.

Agora; tu exprimes uma precaução, que por vezes se torna limitativa. Nesse sentido, existe um questionamento da tua capacidade criativa do que pretendes e do que efectivamente crias e em relação à dúvida de criares ou não o que queres ou se isso será criado de algum outro modo. Essa dúvida nas tuas capacidades de criares aquilo que queres gera uma hesitação no sentido de explorares de modo que designas como potencial causador de risco. Para ti parece-te mais confortável mover-te em direcções que te parecerão de algum modo mais seguras. Mas também te posso dizer que por vezes isso apresenta limitações e também te limita a liberdade de te expressares totalmente nas direcções que desejas, além de também te limitar nas associações que estabeleces com os outros, levando-te a sentir-te motivado para te mostrares por vezes mais complacente com as expressões dos outros, ao invés de confiares na tua própria expressão.

PATRICK: Eu reconheço isso. Que tipo de exercícios poderá alguém aplicar para melhorar isso?

ELIAS: Muito bem. Posso-te indicar vários. Posso-te dizer, que se prestares atenção a ti próprio e à energia que geras, se prestares atenção a ti próprio nas interacções que estabeleces com os outros e se notares nessa atenção uma hesitação em relação à interacção que estarás a estabelecer junto com o outro, permite-te deter-te e por momentos imaginar que o outro não existe, e permite-te avaliar aquilo que TU queres expressar nesse momento.

Agora; isto pode tornar-se um tanto ardiloso, porque a reacção automática consiste em identificares o que pretendes do outro indivíduo ou o que queres que ele expresse e como desejas que ele altere uma expressão, e não é aí que reside a intenção. Com esse exercício, o propósito reside em eliminardes temporariamente, por momentos, o outro da tua realidade. Ao implementares isso, avalia aquilo que QUERES expressar nesse momento; porque isso não diz respeito de modo nenhum ao outro indivíduo. A tua atenção é redireccionada para ti. Isso na verdade gera várias acções automáticas que são benéficas. Posso-te dizer que com um número relativamente pequeno de vezes da prática disso, deverá revelar-se suficiente para que comeces a prestar atenção a ti próprio de modo muito mais completo, automático e fácil.

Bom; também te posso dizer para prestares atenção ao que estiveres a fazer e a criar em reacção a ti próprio, porque muitas vezes geras uma expressão automática de expectativa em relação a ti próprio. E isso torna-se perigoso, de certa forma. Porque ao estabeleceres expectativas em relação a ti próprio, começas a dar lugar às reacções automáticas, que poderão não ser necessariamente aquilo que quererás fazer, mas gerares acções a despeito disso por estares a contar estabelecer determinadas acções. Mas isso também se derrama para o exterior, e automaticamente passarás a gerar expectativas em relação aos outros de modo similar.

Esses tipos de expressões estão nesta altura a ser muito mais realçados, porque vós estais todos a participar nesta onda que se debruça sobre as verdades. Não estais a apresentar verdades a vós próprios essas verdades de forma intelectual, do mesmo modo que as pessoas terão apresentado a si próprias as crenças, anteriormente. Nesta onda a acção está a ser aplicada às experiências. Por isso, a forma como identificais o que expressais é prestando atenção ao que experimentais e àquilo com que estais realmente a ocupar-vos. Isso é deveras significativo por estar a ser realçado nesta altura e por isso se achar um tanto numa posição mais extremada do que possa ter estado anteriormente.

Agora; ao prestares atenção à forma como reages a ti próprio, podes necessariamente não notar uma hesitação na tua interacção com os outros devido a que as reacções sejam automáticas e em razão disso sejam familiares. Nessa familiaridade poderás não gerar necessariamente uma hesitação. Mas aquilo que haverás de notar, se prestares atenção, é um tipo de pontada no íntimo. Pode não ser necessariamente uma hesitação mas há-de resultar nalgum tipo de expressão de desconforto ou um percebimento da estranheza no teu íntimo.

PATRICK: Peço desculpa por te interromper – mas será que essa observação da estranheza, será isso que acontecerá se eu me detiver por um instante para pensar em mim próprio?

ELIAS: É, e nisso, permite-te avaliar a expectativa que geras nesse momento.

Bom; nesse exercício, não é necessário que mudes realmente a acção que estiveres a empreender. Porque, não te sobrecarregues; a intenção desse exercício consiste unicamente em te levar a familiarizar-te com as reacções automáticas assim como com as expectativas que expressas em relação a ti próprio. Porque no âmbito dessa acção automática, é gerada muito pouca ou nenhuma tradução por parte do pensamento, e por isso, essas acções automáticas poderão passar a ser expressadas de modo bastante fácil sem serem notadas. Por isso, permite-te inicialmente apenas reconhecer a expectativa que tens em relação a ti próprio. Ao praticares a identificação do que esperas em relação a ti próprio, também se deverá tornar fácil identificar a forma como automaticamente reages às tuas próprias expectativas.

Assim que passares a avançar nesse sentido, também poderás permitir-te uma maior liberdade em relação à escolha e poderás permitir-te avaliar se essa expectativa será realmente necessária ou não. Na realidade, nenhuma expectativa é necessária, mas eu compreendo que as pessoas gerem algum tipo de expectativa em si mesmos, de acordo com as suas próprias preferências. Por isso, elas podem não ser necessariamente limitativas, porque elas reconhecem estar a gerar uma expectativa, e essa expectativa ser factor de motivação e se achar alinhada pelas preferências do indivíduo

OBSERVAÇÃO PESSOAL/DISCERNIMENTO

ELIAS: Para que a vossa consciência posa sofrer uma transformação e uma expansão, deveis dar atenção. E quando derdes atenção, deveis ser capazes de reconhecer. Não é suficiente prestar atenção porque vós reparais em coisas ao vosso redor e em vós o tempo todo. Presentemente, aquilo que é mais importante, é que contacteis a vossa essência, e presteis atenção, e experimenteis, e reconheceis a vossa própria voz.

ELIAS: Ao expandirdes e dardes atenção à consciência que tendes, vós começais a dar-vos conta da afectação exercida pelos vossos complementos ou duplos, ou os vossos aspectos, e do modo como eles vos afectam. Reconheceis a afectação que os outros aspectos exercem sobre vós antes de reconhecerdes a afectação que exerceis sobre eles, por vos ser mais fácil identificar-vos com essa informação. Dir-vos-ei que no foco físico, vós também vos concentrais demais; sendo que isso se deve a uma razão particular, para que não vos distrairdes continuamente.

Se perceberdes outros aspectos, também permitireis que eles vos afectem; mas com isso, só permitis que os aspectos vos afectem nas áreas que constituem um problema ou um desafio para vós. Se não fizerdes duma questão particular nenhum problema nem desafio, as experiências dos vossos aspectos que incorporam essas questões não vos afectarão, porque não permitireis que interfiram no vosso foco. Vós atraís a vós experiências destinadas ao vosso benefício, tal como referimos, em certa altura, em relação às compensações. As pessoas não adoptam atitudes que lhes não rendam retribuições. Vós não vos permitis experimentar a acção da energia dos aspectos se isso não vos render algum benefício, do mesmo modo que cada um de vós se deparou, no vosso foco físico, com indivíduos que tentam invocar qualquer reacção da vossa parte por intermédio de certos métodos de cariz emocional. Se não responderdes, estareis a bloquear-lhes a tentativa. Não sentis que seja necessário empregardes qualquer troca de argumentos com o indivíduo. Simplesmente pondes a acção de lado.

Na vossa outra consciência que designais como subconsciente, vós fazeis a mesma coisa. A acção de aspectos estão continuamente a ter lugar, mas vós ignorai-las, por não serem aquilo em que vos achais focados. Alturas há em que permitis a acção ou a experiência dum outro aspecto “trespassar” para a vossa realidade, e podeis experimentar emocional ou fisicamente esse trespasse. E permitis tal coisa com um propósito. Inicialmente poderá acontecer não compreenderdes a razão porque tereis permitido que isso acontecesse, mas se não o estivesses a permitir e a atrair isso a vós, não o experimentaríeis. Por isso, quando experimentais desconforto físico, estais a contactar um aspecto, uma contraparte ou experiência homóloga, seja lá o que for. Estais a capacitar a experiência que esse aspecto está a incorporar e a permitir que seja filtrada pela vossa consciência e expressão física, por estardes a propor a vós próprios uma oportunidade de aprender com essa experiência. A aceitação de tais experiências permite que sejam experimentadas, e possais prosseguir.

Vós nem sempre tendes consciência da razão porque atraís a vós certas experiências, mas noutras áreas da consciência, vós possuís razões. Dir-vos-ei que vós tendes igualmente acesso a essa informação. Não é que comporteis um outro “eu”, no armário escuro, a conspirar ou a tramar contra vós e a atrair experiências tais como aquelas que incorporais fisicamente, e não consigais abrir o armário a fim de descobrirdes porquê! Vós não incorporais nenhum armário escuro! Todas as vossas respostas acham-se-vos disponíveis. Muitas vezes apenas precisais passar para o lado um pouquinho, por estardes a focar-vos no aspecto que se prende convosco, e esse foco só traduz, “Porque estarei a experimentar aquilo que este indivíduo está a experimentar?” Se vos passardes ligeiramente para o lado, podereis em vez disso dizer a vós próprios, “Isto é apenas uma experiência; ela é aceitável, mas é tudo”, e descobrireis que se não vos concentrardes na experiência partilhada, não a perpetuareis, e ela esvanecer-se-á. (Pausa)

Tudo o que notais constitui uma maravilhosa percepção que estais a observais. Isso não significa que devais agarrar-vos à vossa observação e preservá-la como se fossem jóias que procuram evadir-se de vós, quando na realidade, para início de conversa nem desejais que sejam experimentadas com tal intensidade!

ELIAS: Presentemente, mal arranhais a vossa superfície, mas vós estais a aprender rápido e estais a observar, e à medida que detectais mais vos associais. Isto é o começo da vossa mudança e esta mudança implica uma grande expansão da consciência. Não vos seria muito possível, no foco físico, ter deduzido isso num simples estalar de dedos. Mas haveis de criar suavidade nesta área da consciência. Alguns não conseguirão suavizar tanto, (riso forçado) e hão-de experimentar umas sacudidelas, por não estarem preparados, e isso há-de incorporar trauma. Mas vós já destes início ao processo; por isso já começastes a eliminar esse trauma. (69)

(Nota da Vicki: Esta entrada súbita foi incitada pelo Jim ao expressar a confusão que sentia em relação a uma escolha de carreira recente. Por causa duma informação dispensada na sessão, ele interrogava-se se a sua escolha em recusar um emprego numa clínica veterinária equestre representaria um exemplo da sua falta de conexão com a natureza.)

ELIAS: Isso depende da direcção que a tua atenção tomar. Vou clarificar por causa do Yarr (Jim), para que não questione de modo tão grave, pelo padrão do que encarais como negatividade, quanto à escolha de probabilidades. Presta atenção à explicação que a expressão toda envolve. E nesse sentido, o essencial consiste em detectares a ausência de separação entre o que encarais como a natureza, ou a expressão natural e vós, porque vós sois parte disso; e apesar de tentares racionalizar a acção que esse emprego envolve como estando associada aos elementos naturais, por te envolveres com as criaturas (animais) esse envolvimento não será uma expressão natural.

JIM: Eu só me sinto um pouco confuso. A acção que não foi aceite não é necessariamente uma expressão natural?

ELIAS: Não. Eu passo a esclarecer.

JIM: Obrigado.

ELIAS: A acção do empregador do posto que consideraste não traduz uma expressão natural, e não possibilita uma ausência de separação entre o que percebes ser homem e natureza. Por isso, essa expressão é contrária à acção, em alinhamento com o desejo, do evento colectivo que a consciência está presentemente a expressar; com o qual tu alinhas.

JIM: Está bem.

ELIAS: Daí a escolha que fizeste para não aceitar a acção desse emprego.

JIM: Tal como no incidente da nossa amiga que lhe levou o cavalo, e da experiência porque passou?

ELIAS: O que consiste igualmente numa única probabilidade.

JIM: Estou a entender. Só acho espantoso como nos achamos ligados quando nem mesmo temos consciência disso.

ELIAS: É por isso que estás a perceber, e a razão porque estamos a a dirigir-nos a ti, pela tua observação. (Para a Vicki, a rir para dentro) Continua, Lawrence!

VICKI: Só uma pergunta. Então esta mensagem da não separação, terá muita gente incorporado consciência desta mensagem, presentemente?

ELIAS: Sim. Muitos mais do que podes ter consciência. Presentemente muitos apenas uma camada de probabilidades, devido a que a sua atenção se ache singularmente focada na área dos elementos materiais da propriedade e das finanças, questões pelas quais as pessoas se deixam presentemente atrair, numa camada bastante primária da consciência; mas esses indivíduos, de modo geral, porque cada indivíduo detém o seu livre arbítrio no enquadramento das suas próprias probabilidades, mas como dizia, no geral, muitos desses indivíduos deverão ir além dessa percepção do que encaram em termos de perda, e contactarão numa outra camada da consciência a fim de compreenderem o que é ganho, o que suplanta a perda. Já podeis vislumbrar influência dum alcance vasto para lá da vossa pequena comunidade, porque outros indivíduos por entre os vossos novos amigos também estão a ser afectados.

VICKI: E é disso mesmo que estaremos objectivamente conscientes?

ELIAS: Bastante acertado; mas, tal como referimos, é o que designaríeis como um ponto de partida; o vosso ponto de partida. (Pausa)

JIM: Então a intensidade e a energia que tenho vindo recentemente a sentir, estou ciente de ter trazido isso à minha atenção, para obter uma maior consciência da ligação mais vasta e duma menor separação. Pareço sentir energia sempre que noto a beleza de certas coisas...

ELIAS: De ti próprio!

JIM: De mim próprio... (O resto da sentença perdeu-se)

ELIAS: Tomai nota que essas expressões se destinam à vossa observação, e não se acham “fora” de vós.

JIM: Não, estão bem dentro.

ELIAS: Cada um de vós está a avançar para áreas de envolvimento da fusão das expressões objectiva e subjectiva, ao defrontardes crenças, ao permitirdes a eliminação de bloqueios e ao permitirdes um livre fluxo (da expressão). Isso haveis de notar que está a aumentar, ao permitirdes o avanço. Não se trata do envolvimento de nenhuma outra essência ou energia. Sois vós a comunicar convosco, a envolver-vos convosco e a amar-vos a vós próprios.

JIM: Eu pressenti isso dum modo bastante intenso. Obrigado. (Outra pausa prolongada)

ELIAS: (A sorrir) Uma vez mais, vou-me retirar. Adieu!”

ELIAS: Ao longo dos debates que temos subordinados às probabilidades, tenho vindo a instruí-los para prestarem atenção, assim como para expandirdes a percepção que tendes. Nesse sentido, apresentais um exemplo primordial. Notai o movimento que fazeis no quadro das probabilidades, ao recorrerdes aos sistemas de crença. Notai as vossas próprias acções individuais. Ao empregardes o que percebeis como “novas percepções”, ao recorrerdes aos sistemas de crenças, encetais que tipo de acção? (Faz uma pausa, fixando a atenção na Vicki, que não faz a menor ideia do que responder) Envolveis-vos numa luta! Já referi que as vossas expressões individuais e também os vossos eventos de massas se reflectem uns aos outros; pelo que a acção se torna numa mesma. Ao dardes início às probabilidades e ao movimento enquadrado na consciência numa área pretendida, vós também, em massa, vos envolveis com sistemas de crenças. Consequentemente, exibis o que percebeis inicialmente representar o “oposto do produto final”, segundo a concepção que tendes. Estas são ideias que pretendem instruir-vos a discernirdes e a expandirdes a compreensão que tendes. Na selectividade da vossa atenção, percebeis a activação duma probabilidade com base na exibição instantânea de resultado e não permitis que a compreensão relativa às acções e às probabilidades que ocorrem em simultâneo relativamente a um dado desejo aflore.

ELIAS: Vós nem sempre estais cientes da interacção ou intersecção ou do intercâmbio que estabeleceis, por criardes a vossa realidade de modo a que corra sem percalços. Não tendes consciência objectiva do facto do vosso planeta vacilar, só que vacila. Não tendes noção objectiva da intersecção que estabeleceis com os vossos eus alternados, mas se vos permitirdes detectar a informação não oficial e ver tal acção, haveis de obter uma maior consciência dessas intersecções, por elas fazerem parte da vossa realidade. Estais a abrir-vos à vastidão da realidade que não percebeis, e que assumis como dado adquirido, por vos ser tão eficiente. Não nos digais que não sois perfeitos criadores, porque sois essencialmente eficazes na criação do vosso foco físico e no seu movimento sem empregar a menor interrupção e com toda a informação contínua não oficial a decorrer a todo o instante. È algo bastante magnífico de contemplar!

DREW: Posso colocar umas perguntas, uma vez que estamos a debater os sistemas de crenças? A imaginação parece ser um bom modo de descobrir algumas das crenças e eu tenho tido algumas imagens ultimamente sobre as quais te queria perguntar. Uma tem sido as aranhas e as teias de aranha, tanto em sonos como em termos objectivos. Interrogo-me se poderás esclarecer-me isso.

ELIAS: Um exemplo empregue para que notes objectivamente o medo...

DREW: A sério!

ELIAS: ...porque na teia dos sistemas de crença, também te impões igualmente a esses receios que traduzes no enquadramento do temor; porque apesar de subsistir uma relutância para alterares ou aceitares os sistemas de crença, nessa acção evidencia-se o desejo de realizar isso. Presentemente isso envolve temor, por subsistir um conhecimento de precisares voltar a atenção para dentro, o que é assustador. Existe igualmente um conhecimento do emprego de actos que têm que ver com a expansão da consciência que presentemente circunscreve aspectos de temor inerentes à tua pessoa. Portanto, tu experimentas conflito com o desejo de cumprires o teu desejo, mas também tens medo em avançar com essa acção. Isso traduz a imagética objectiva que transmites a ti própria, em reconhecimento disso.

DREW: Eu tenho uma pergunta vaga a colocar-te relacionada com as imagens, mas permite que te interrogue igualmente acerca das outras imagens que também tenho vindo a ter, que acontecem quando estou a conduzir. Parece que os camiões enormes se posicionam na minha frente, ou me abrandam, ou então se colocam no meu caminho. Que será que isso me transmite?

ELIAS: Isso está igualmente relacionado com a outra acção, dos sentimentos ligados ao irrisório (no original é empregue o termo: “smallerness”). (O Elias está novamente a inventar palavras!)

DREW: Irrisório? (A Drew não entende o significado do termo “Smallerness”)

ELIAS: Sentimentos íntimos de te achares rodeada por elementos que te parecerão demasiado grandes para enfrentares.

DREW: Então quando me confrontar de novo com uma imagética destas, tal como há umas semanas atrás conversamos sobre imagens relacionadas com borracha e recuperação e esse tipo de coisa, que havemos de fazer com uma informação dessas? Será apenas para captar a nossa atenção, e logo para darmos atenção a essas questões? Ou no caso da borracha e da recuperação que subentende, isso não representará um desejo de recuperar, ou tipo uma probabilidade de recuperar...?

ELIAS: Ambas as coisas

DREW: Muito bem.

ELIAS: Vós sugeris a vós próprios imagens objectivas a fim de vos captar a atenção, de modo a poderdes propor a vós próprios uma oportunidade de compreensão, com o que possais mais eficientemente dirigir a vossa atenção àquelas questões que apresentais a vós próprios.

DREW: Então, no caso das aranhas e dos camiões, isso são vias pelas quais posso tomar consciência das crenças que abrigo? E no caso da borracha, representará um sinal para alguma acção que eu esteja para empreender? Parece que as imagens podem querer dizer variadíssimas coisas.

ELIAS: Quer, sim!

DREW: Pode representar acção, pode representar crenças, mas tem tudo que ver com o discernimento, não?

ELIAS: Sim; sendo que esse é um termo bastante importante. Eu empreguei esse termo desde o começo destas sessões, discernimento. Instruí as pessoas para criarem um sinal a fim de DISCERNIRDES, porque isso proporciona-vos uma oportunidade de compreenderdes e de reconhecerdes. Esse é objectivamente o vosso método para a comunicação com a actividade e a informação subjectiva. Se reparardes, se discernirdes, haveis de proporcionar a vós próprios uma oportunidade de alterardes a percepção que tendes. Não podereis alterar a percepção se não detectardes o que expressais para convosco próprios, só que com os vossos desejos comunicais de modo subjectivo à vossa consciência objectiva e sugeris a vós próprios imagens e informação com que possais avançar e manipular; mas se não observardes a comunicação que dispensais a vós próprios, não haveis de realizar tal coisa com essa eficiência.

DREW: No caso das imagens mudarem ou desaparecerem, quererá isso necessariamente dizer que a questão se tenha alterado ou desvanecido? OU será possível, por exemplo, se no espaço de algumas semanas as imagens das aranhas desaparecerem, os problemas ainda subsistam? Terei, por alguma razão, decidido deixar de notar ou de...

ELIAS: Depende das escolhas que estabeleces no âmbito das probabilidades. Podes interromper essa acção de empregares essas imagens ao não desejares dar atenção às crenças, assim como podes dar atenção às crenças de modo que tenhas alcançado a atenção. Por isso, não mais se faz necessário incorporar as imagens objectivas. Compreendes e terás consciência da direcção terás escolhido pelo comportamento e pelas acções que tiveres tomado. Saberás no teu íntimo se estarás a dar atenção às crenças. Continuarás a criar mais imagens, apesar de poderem ser diferentes, e continuarás a experimentar de forma variada. Além disso também saberás se terás escolhido deixar de dar atenção a essas suposições, por te resignares a elas e continuares a perpetuar a energia que as alimenta.

ELIAS: Vou-vos dizer, para início de conversa, para PRESTARDES ATENÇÃO. Este termo é muito importante. Notai não só o que vós próprios criais, como o que atrais a vós, assim como as qualidades dos outros indivíduos.

ELIAS: Pensai com os vossos botões nas vezes em que tereis corrido a oferecer auxílio a outro numa dada situação de conflito, enquanto se estiverdes a viver uma situação semelhante de conflito, podeis não aceitar o que estiverdes a criar como aceitaríeis a criação do outro indivíduo.

Proponhamos a expressão dum exemplo bastante generalizado. Podeis estar a interagir com outro indivíduo que pode estar envolvido num acto de roubo. Esse indivíduo pode subsequentemente dar lugar à criação dum sentimento do que designais por remorso, por se ter envolvido nesse acto de roubo.

Isso traduz uma questão ou uma acção que na vossa realidade oficialmente aceite é inadmissível. Cada um de vós atribui juízo crítico a essa acção, mas no caso de serdes abordados por um indivíduo que tenha empreendido tal acto e vos expresse angústia e vos transmita uma tremenda falta de aceitação pessoal em relação ao comportamento revelado, é bastante provável que passeis a admitir uma expressão de aceitação do indivíduo e de lhe dizer para não se penalizar tanto com tal falta de aceitação, por não ser um indivíduo mau e apenas ter dado lugar a um comportamento que é convencionado como inadmissível no quadro das crenças colectivas, e que enquanto indivíduo não é mau.

Vós estendereis uma expressão dessas a um outro indivíduo, mas se pela vossa parte estiverdes a dar lugar à criação dum mesmo tipo de acção, não estendeis essa expressão de consideração a vós próprios mas haveis de usar do mesmo tipo de expressão do outro tipo: “Eu sou ruim; não sou digno; não sou admissível.”

Cada um de vós cria esses tipo de expressões, e se derdes atenção ao conflito dum outro indivíduo, ele há-de expressar-se de modo bastante semelhante a vós. Podeis escolher diferentes tipos de expressões, mas implicitamente expressais o mesmo.

Um indivíduo poderá optar por evidenciar conflito pelo aumento do volume da voz; outro pode expressar conflito por meio de actos físicos. Mas implicitamente, os problemas inerentes às expressões são idênticos. Externamente poderão parecer diferentes, mas o que vos é dado perceber na expressão – e a razão dessa expressão – é o mesmo.

Ao vos chegardes aos outros que passam pelo conflito, estais a cometer esse mesmo acto. Estais a deixar-vos atrair para a participação com esse indivíduo na criação do seu conflito, de modo a poderdes reflectir para vós próprios as vossas próprias semelhanças e poderdes notar e identificar os vossos próprios aspectos inerentes às crenças em que tomais igualmente parte e que vos estão a criar conflito íntimo.

Bom; numa expressão dessas, posso-vos dizer que podeis ser úteis para vós próprios se notardes a VOSSA acção de reflexo e detectardes os vossos próprios problemas à semelhança do outro e notardes as diferenças que adoptais na expressão deles, e ao vos permitirdes entrar em contacto convosco próprios e reconhecer as vossas próprias crenças, as vossas formas de conduta, a criação de conflito que instaurais e identificardes isso para vós próprios e escolherdes diferentes acções, também podereis servir de auxílio para o outro.

Pensai para com os vossos botões quantas vezes no vosso foco empregais frequentemente a actividade de expressar a outro indivíduo a vossa opinião e as vossas ideias no sentido do que se vos afeiçoará como mais eficiente de criar no foco dele, e em seguida pensai na frequência com que isso NÃO é aceite pelo outro, e em vez disso ele escolhe agir de forma independente!

Mas reflictam igualmente nas situações em que não estais a expressar nenhum aconselhamento a esse indivíduo, mas estais a aceitar a sua expressão e estais apenas a ceder apoio pelo simples facto de serdes vós próprios – sem empregardes qualquer expressão de condenação nem de orientação para ele – e em que, por meio de tal expressão, podeis notar uma maior capacidade de resposta na interacção que tendes com ele.

Por isso, à vossa pergunta de como podereis servir de apoio a outro indivíduo, direi uma vez mais, que o sentido mais eficaz é o de detectardes o vosso íntimo e de dardes atenção a vós próprios, que com isso haveis automaticamente de ser úteis para ele, porque ele também passará a voltar a atenção para si próprio e passará a perceber-se, e cada um passará a criar escolhas diferentes.

(De modo decidido) Ninguém no vosso foco físico poderá escolher por nenhum outro. Isso são as vossas escolhas individuais.

Não podeis criar a realidade de nenhum outro indivíduo; apenas podeis criar a vossa. Não importa em que vos inclineis na direcção do vosso mais elevado desejo, e de QUERERDES proceder à criação da realidade de todos os outros, (A rir), por poderdes ser muito mais eficientes na expressão disso, isso não será o que tereis criado.

KEN: Haverá mais alguma coisa que gostasses de me dizer, que não faça parte da minha lista de perguntas?

ELIAS: Deixa que te diga, Connor (Ken) que te estendo o meu reconhecimento pela tua observação e que te encorajo a prosseguir com esse acto de detecção. Nesse sentido, ao voltares a atenção para ti próprio e ao fazeres maior uso da confiança em ti, deixa que te diga igualmente para não te desvalorizares relativamente às áreas em que não realizes tão bem quanto desejarias, porque nisso tenderás a desvalorizar as tuas realizações, por poderem não constituir a medida que desejas que sejam. Eu afirmo-te que todas as realizações são idênticas. Todas são formas de realização e nenhuma é superior nem inferior a nenhuma outra.

Nesse sentido, encorajo-te a dares prosseguimento à tua diversão e à atenção para com o momento, por estares a sair-te muito bem nessa área, e eu digo-te para continuares a expressar para ti próprio reconhecimento pelo que te caracteriza de assombroso. Podes confiar em vires a alcançar resultados nas áreas em que empregares a tua atenção.

Viremos novamente a falar sobre a questão das crenças relacionadas com as tuas finanças, por ser essa uma área vasta de dificuldade no teu íntimo, e por neste presente apresentares resistência a qualquer informação subordinada a esse tema, o que entendo perfeitamente, por te suscitar problemas relacionados com a duplicidade. Mas iremos dar passos nessa área, e eu encorajo-te e reconheço-te no passo que deste, e permanecerei a interagir contigo à medida que prosseguires na tua observação.

Agora, tenta perceber a energia que emprego na interacção contigo, ao avançares deste momento para momentos subsequentes. (A rir) E também brincarei contigo!

KEN: Maravilha, maravilha! De modos surpreendentes, estou certo! (A rir)

ELIAS: Precisamente... precisamente! Estendo-te um enorme afecto e encorajamento.

KEN: Obrigado, Elias. Fico bastante agradecido por isso. Diverte-te!

ELIAS: Como sempre! Mas eu digo-te o mesmo a ti! (A rir)

KEN: Obrigado.

PACIÊNCIA /DEIXAR QUE OCORRA

A paciência não consiste na acção de esperar mas sim na de deixar acontecer.

ELIAS: Qual é a definição que dais à paciência?

CATHY: Aquilo que não tenho!

DALE: Conhecimento e compreensão?

ELIAS: Não.

DALE: Permissão.

ELIAS: Deixar acontecer. Permissão é a definição da paciência. Compreendei que todos vós comportais algumas semelhanças de algum modo, no que estais a experimentar. As imagens podem diferenciar-se mas isso não tem a menor importância. Vós gerais esse processo do pensamento na impaciência, por terdes todos proporcionado a vós próprios um considerável volume de informação pelo que DEVÍEIS dispor da faculdade de estalar os dedos e de gerar aquilo que quereis no momento e de imediato. Apesar de efectivamente poderdes, eu já referi repetidas vezes a todos vós que geralmente não o fazeis.

CATHY: Porque não? Era tão mais fácil.

ELIAS: Porque vós estais a passar para o desconhecido. A despeito do vosso tremendo desejo de vos expressardes desse modo, aquilo que quereis é liberdade. Cada um de vós deseja incorporar a sua própria liberdade de alguma forma. Mas vós temeis essa liberdade, por constituir um desconhecido. Não é uma coisa que tenhais experimentado, pelo que vos é completamente desconhecido.

Em termos gerais, na maior parte das vezes, vós dais lugar a respostas automáticas. Sentais-vos no lugar do co-piloto e voais no vosso veículo mas na qualidade de co-piloto. Não estais ao comando desse aparelho porque o que o comanda é a vossa falta de atenção e as vossas reacções automáticas e o facto de deixardes de prestar atenção a essas reacções automáticas.

Vós podeis, com bastante rapidez na verdade, transferir essa informação do vosso cérebro, que de qualquer modo ela não se acha lá armazenada! (riso generalizado). Mas vós podeis passar essa informação do vosso cérebro para vós e para a vossa experiência actual – e é para aí que a desejais passar – prestando atenção ao que estais a fazer e interrompendo essas reacções automáticas. Se voltardes genuinamente a vossa atenção para um reconhecimento dessas reacções automáticas, e ESSE é o maior desafio, por elas serem precisamente automáticas, e geralmente vós não dispondes de nenhum pensamento associado a elas.

Onde a informação de que dispondes entra em cena é quando tendes consciência de estardes a comunicar convosco. Tendes consciência de gerardes sinais e comunicados emocionais. Muitos desses sinais podem ser bastante subtis, mas pode ser mais fácil prestar-lhes atenção do que às reacções automáticas.

Nesse sentido, assim que começardes a detectar sinais desses tal como o da hesitação, vontade de vos retirardes, pontadas de culpa, pacificar, esses poderão ser sinais um tanto subtis, mas são detectáveis. Nas alturas em que detectais esses sinais, eles estão a sinalizar-vos em relação a uma reacção automática. Não importa que o vejais em retrospecto, porque cada vez que notardes estar a gerar esses sinais, estareis a propor a vós próprios uma oportunidade de escolher de outro modo e de vos reconhecerdes.

Consiste num acto de deixar ocorrer. É a acção de descontrair e permitir que a energia o fluxo de energia no vosso íntimo e permitir-vos participar com outras energias ao vosso redor num acto de concessão seja em que direcção essa flua, sem expectativas.

ELIAS: Deixar acontecer não é uma não acção. Permitir não quer dizer existir sem exercer nenhuma acção. É incorporar acção mas enquanto se permanece aberto para com o que pode não acontecer de forma forçada nem ser visto de imediato.

MALE: (Inaudível)

ELIAS: É.

MALE: (Inaudível)

ELIAS: Sim, não é uma anão acção. Por isso, não existe nenhum paradoxo.

BILL: Será que a permissão incorpora uma grande confiança?

ELIAS: SIM, e um outro factor muito significativo em todas essas direcções é o da confiança.

BILL: Isso deve incluir, nesse caso, expectativas. Se permitir, quando estiver a criar isso contra as expectativas, o (Inaudível) é a confiança. Isso é o que eu espero; essa é a associação que faço. Por isso, não importa aquilo que crie, o que importa é a confiança e o deixar ocorrer. Mesmo que isso não se torne na direcção que espero seguir...

ELIAS: Pode ser.

VERONICA: Falaste antes sobre a imaginação, e disseste ser bastante simples e eficaz. Que importante ferramenta essa.

ELIAS: MUITO.

VERONICA: ...Na reversão do que acontece?

ELIAS: Muito. A imaginação é uma das vossas mais poderosas orientações e uma das vias mais poderosas de comunicação.

VERONICA: Isso afectaria também a minha realidade pessoal, e desde que todos nos achamos interligados, isso afectará tudo, esse deixar ocorrer?

ELIAS: Afecta.

FEMALE: (Inaudível)

ELIAS: Uma não segue a outra. Acontece no momento.

VERONICA: Elias, para voltar à imaginação. Será assim tão eficaz que possa causar uma mudança na sorte ou uma paragem nas direcções actuais?

ELIAS: É.

PROJECÇÃO

Na projecção permitis-vos mover a vossa consciência tanto subjectiva quanto objectivamente, em parte, como quem diz, para além da consciência do vosso corpo físico e sem a sobrecarga da matéria física ou da expressão corporal podeis permitir-vos uma maior liberdade de movimentos. De certa forma, no sentido figurado, dividis a vossa consciência e permitis que um elemento dela continue a interagir subjectivamente com a consciência do corpo, mas também permitis que um elemento dessa vossa consciência, tanto subjectiva quanto objectivamente, se mova com liberdade pela consciência e atravesse, por assim dizer, as barreiras do tempo e do espaço e mesmo dimensões temporais. Deixai que vos diga que isso também consiste num elemento das vossas crenças, porque na realidade, vós sois capazes de vos permitir empreender esse mesmo tipo de movimento POR MEIO do uso do vosso corpo físico.

Mas como vós não acreditais ser capazes de atravessar as disposições espaço temporais dimensionais empregando a expressão do vosso corpo físico, também não vos permitis a liberdade desse tipo de movimentos. Enquanto que vos PERMITIS esse tipo de avanço sob os traços do que criais e poderá ser identificado como o “corpo astral”. Isso consiste igualmente numa criação que empreendestes como um meio para prosseguirdes com a identificação que fazeis de vós próprios ao avançardes ao longo da consciência.

NORM: Uma das perguntas diz respeito à relação com o cérebro, e ao facto de usarmos partes do cérebro, e ao nosso mecanismo do pensar. E além disso, que acontece quando temos experiência fora do corpo no estado desperto, e além disso, teremos experiência fora do corpo no estão de sonhar? Pareceu-me a mim que, e pareceu-me ter tido uma experiência de projecção fora do corpo quando tinha quinze ou dezasseis anos, eu conseguia pensar do mesmo modo, durante essa experiência fora do corpo. Eu olhei para baixo, para o meu corpo e lá estava ele. Estou a tentar calcular que relação existirá entre o meu cérebro físico e a minha capacidade efectiva de pensar. Eu senti como se tivesse alguma essência ou forma espiritual que tivesse saído do meu corpo e me tenha acompanhado no meu quarto, em Sioux City, Iowa, em 45 ou 46. Portanto, será verdade que o meu pensar nada tem que ver com o meu cérebro?

ELIAS: (A rir para dentro) Essa abordagem é bastante divertida! Uma vez mais, vamos considerar as perguntas por ordem, as várias perguntas que a tua pergunta circunscreve!

RETA: É assim que ele coloca as coisas de qualquer modo! (Elias ainda ri para dentro)

ELIAS: Vós participais na acção do que designais como experiências de projecção fora do corpo no estado de vigília, durante o sono, conscientemente, inconscientemente e, segundo a noção que tendes, nos estados alterados de consciência. Podeis experimentar uma acção de acção fora do corpo, por assim dizer, no que designais como devaneio (sonhar acordado). Durante aqueles períodos de tempo que não conseguis explicar terem passado sem terdes consciência disso, tal como vos é dado experimentar, vós experimentais projecção fora do corpo. Experimentais essa acção na maioria do vosso tempo. Não tendes consciência objectiva dessa acção, porque não traduzis para a vossa linguagem objectiva a acção em que estais a participar.

Quanto ao facto de pensares enquanto tomais parte nessa acção de projecção fora do corpo; o acto do pensamento físico é bastante válido se puderdes treinar-vos a tornar-vos conscientes, de forma objectiva, durante o acto ou experiência de projecção fora do corpo. A criação de pensamentos é uma criação do foco físico. Vós pensais em termos de linguagem, o que é simbólico. Os pensamentos, no foco físico, consistem numa energia simbólica. São símbolos. São uma linguagem. Por isso, ser-vos-ia útil treinar a consciência objectiva, o vosso pensamento, para se misturar à actividade vossa actividade subjectiva a fim de criar uma linguagem eficiente para possibilitar uma linguagem eficiente na tradução da actividade subjectiva para o conhecimento objectivo. Vós não recordais as experiências que tendes fora do corpo por não terdes criado essa linguagem que traduza a actividade subjectiva. Por isso, não dispondes dum quadro de referências no vosso estado de vigília ou consciente. Por isso o que vos resta é um espaço em branco.

NORM: Nem sequer sensações ou intuições.

ELIAS: Vós estais a tentar traduzir uma acção da consciência subjectiva e não física para a consciência objectiva; sendo o mesmo que expressaste anteriormente com a acção da Área Regional 3, ao tentares compreender a mecânica dessa área da consciência. Estás a tentar rotular experiências que não têm cabimento nessa área da consciência. Por isso precisam ser traduzidas. Tudo aquilo que vedes consiste numa tradução. Tudo o que vos é dado pensar (sobre isso) não passa duma tradução. Noutras áreas da consciência, o pensamento não é o que “pensais”!

FRANK: Está bem. Diria que há aí uns oito ou nove anos em encontrava-me em viagem de negócios, e encontrava-me na costa oeste, num quarto de hotel, e acordei a meio da noite e senti-me quase como... na verdade, tal como se estivesse fora do meu corpo, como se a minha consciência andasse a esvoaçar o quarto, dum lado para o outro. E isso prolongou-se por vários segundos, e em seguida penso ter tomado consciência do que se passava, e aquilo terminou. A pergunta que te endereço é, que se terá passado a essa altura? Terá sido uma experiência fora do corpo, ou que terá exactamente sido isso?

ELIAS: Foi. Isso foi o que poderá ser chamado de projecção.

Deixa-me dizer-te que podemos definir uma diferença entre aquilo que designais como uma experiência de projecção fora do corpo e uma projecção de consciência. Porque na acção duma experiência fora do corpo, o que definis com essa acção é uma projecção da consciência subjectiva e da consciência objectiva completamente removidas da consciência do corpo.

Essa acção pode ser empreendida por qualquer indivíduo, só que temporariamente, apenas – se o indivíduo escolher continuar neste foco físico – porque a consciência do corpo físico requer a consciência subjectiva do indivíduo para dirigi-la e interagir com ela para funcionar.

Por isso, a consciência do corpo físico sustenta-se a si própria só que de forma temporária sem essa interacção, mas vós podeis criar essa acção em períodos temporários. Mas geralmente, não é isso que as pessoas empreendem nesta dimensão física, por subsistir um reconhecimento da influência mútua entre a consciência do corpo e a consciência subjectiva.

Geralmente, aquilo que criais nesse tipo de experiências a que te estás a referir é que vós, na realidade, estais a deixar que um aspecto da consciência subjectiva continue a ser suportada em relação à consciência do corpo e à sua orientação, e estais a permitir que a vossa consciência objectiva e um aspecto da consciência subjectiva se projecte da consciência do corpo e crie uma maior mobilidade na vossa dimensão física, e por vezes também noutras áreas da consciência.

A maior parte das vezes, as pessoas projectam a sua consciência nesta dimensão física e não noutras dimensões físicas nem noutras áreas da consciência, por essa ser a natureza da vossa atenção, tal como vos manifestais nesta dimensão física. Por isso, é compreensível que venhais a projectar a vossa consciência e a explorar outras áreas ou vias da experiência em relação a esta dimensão física. Estás a compreender?

FRANK: Estou sim. Bom, isso também não ficará a dever-se ao facto de não compreendermos outras dimensões?

ELIAS: Em parte, sim, tens razão.

Porque como vos manifestais numa dimensão física particular, a vossa consciência objectiva, ou aquilo que entendeis como a compreensão que tendes da realidade, baseia-se nas imagens dessa dimensão física particular.

Nesse contexto, ao projectardes a vossa consciência para outra dimensão física, podeis proporcionar a vós próprios experiências, só que elas não se traduzem na compreensão desta dimensão de forma genuína ou exacta, por se tratar duma tradução.

As outras dimensões físicas são bastante diversificadas, e as manifestações que incorporem podem expressar-se de forma bastante diferente do que reconheceis como manifestações físicas, e isso não se traduz de modo exacto na compreensão e compreensão que tendes.

FRANK: Está bem. Bom, voltando à questão, eu presumo que isso seja uma coisa que eu faço com regularidade.

ELIAS: É.

Eu posso-te dizer que vós TODOS estabeleceis esse tipo de projecção com bastante regularidade. Apenas não dais atenção a essa acção ao vos passardes objectivamente para a vossa consciência familiar. Por isso, deixais de proporcionar a vós próprios uma recordação ou lembrança objectiva dessa acção, mas trata-se duma acção que empreendeis com bastante frequência.

Muitas experiências desse tipo são efectuadas durante o sono, e muitos noutras culturas permitem-se esse tipo de acção durante o estado meditativo.

FRANK: Está bem. Se isto acontecesse no estado meditativo, será que recordaríamos melhor o sucedido, conscientemente?

ELIAS: Isso depende do indivíduo e do seu foco de atenção durante essa altura. Se estiver a dirigir a sua atenção a fim de lhe permitir ter consciência durante a experiência da meditação, sim, podeis possibilitar uma maior lembrança objectiva.

Mas também te posso dizer, existem muitos indivíduos que empreendem esse tipo de acção durante o estado desperto, enquanto empreendem diferentes tipos de actividades objectivas, e não permitem recobrar uma lembrança objectiva do que empreenderam.

Também te posso dizer que por vezes, todos tereis empreendido esse tipo de experiência. Muitos criam esse tipo de projecção enquanto no estado de vigília procedem a qualquer actividade que percebem como mundana ou monótona. Outros podem experimentar esse tipo de projecção enquanto conduzem os seus veículos.

FRANK: Isso será algo que eu faça com regularidade?

ELIAS: Por vezes.

Nesse sentido, ao vos deparardes com esse tipo de experiências, podeis permitir-vos perceber que não proporcionais uma recordação da acção que tivestes a empreender durante esse tempo, mas tendes consciência de ter a atenção focada de outro modo.

Reconheceis que ao conduzir o vosso veículo, não estais a prestar atenção a tal acção, e aquilo que referis a vós próprios subsequentemente é o facto de não saberdes como tereis passado esse tempo ou terdes sido levados para outro estado de consciência, sem que vos lembrais aquilo que tiverdes feito nem experimentado durante esse tempo.

FRANK: Está bem. Bom, isso acontece-me bastante! (a rir)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah!

FRANK: Após ter tido aquele sonho – quer tenha acordado ou tenha estado a sonhar ou estado mesmo a sair do sono – em todo o caso, eu permaneci deitado e ou escutei ou pressenti um garoto de cabelo castanho aí com uns cinco ou seis anos, a descrever uma experiência má que tinha tido com a mãe. Penso que estivesse a contar a alguém sobre lhe ter dito para não o magoar ou algo assim. E eu estava como que a escutar esse garoto, que eu pressentia, e a determinada altura na minha mente tive uma visão dele. Não penso que tenha sido um sonho, mas não estou certo. Por isso, por se ter passado um certo tempo, e por na altura não ter estado certo do tempo que terei dispensado, poderás dizer-me o que terá sido aquilo?

ELIAS: Tens razão; isso não foi um sonho. Isso foi uma projecção da consciência.

Lembra-te de que eu aplico uma distinção entre o que designais como uma experiência fora do corpo e uma projecção da consciência.
Aquilo que definis como uma experiência fora do corpo é o que eu expresso como uma projecção da consciência. Porque, na realidade, a distinção do que poderá ser designado por uma experiência fora do corpo na verdade consiste num movimento da consciência subjectiva e objectiva para além da consciência do corpo físico, coisa que não fazeis com frequência. Na realidade, essa acção não é expressada com frequência ou raramente no foco físico, mas vós criais projecções da consciência com bastante frequência. Apenas não ofereceis a vós próprios uma lembrança objectiva desse tipo de movimento.

Aquilo que terás criado nessa experiência foi uma projecção da consciência frequente e espontânea, e permitiste uma lembrança objectiva disso.

FRANK: Para onde estaria a projectar-me, ou em que altura? Seria alguém conhecido? Porque razão terá sucedido isso?

ELIAS: Tu permitiste-te projectar a tua atenção no que poderá parecer um modo ao acaso de percepção de outro indivíduo neste mesmo tempo, mas que na realidade não foi fruto do acaso. Porque o que te terás permitido experimentar foi uma projecção para outro local nessa tua faixa temporária actual e perceber outro indivíduo em meio a uma experiência que está a criar no presente. A razão porque terás proporcionado isso a ti próprio, por assim dizer, é para criares à-vontade em meio a uma concessão na percepção de outros focos teus que possam estar a experimentar desconforto associado às tuas crenças e experiências neste foco. Estás a compreender?

FRANK: Estou, sim.

ELIAS: Ao te permitires ter a percepção da experiência doutro indivíduo por breves instantes, não incorporas necessariamente as mesmas comunicações emocionais que podes ao estabeleceres contacto com as tuas próprias experiências noutros focos.

NICOLE: Eu tinha mais uma, em relação a essa estranha experiência fora do corpo que tive. Eu não tinha... Mas não sei bem. O que aconteceu foi eu ter abandonado o meu corpo, mas sem que tenha sido no sentido tradicional em que ficamos a flutuar acima do corpo nem nada disso. Senti aquela sensação estranha ao redor do meu corpo quase como que... (Inaudível) Não o compreendo muito bem, e esperava que me pudesses ajudar com isso.

ELIAS: Eu posso-te dizer, minha amiga, que todos vós incorporais essas projecções de vós próprios com bastante frequência. Apenas não vos permitis necessariamente obter uma consciência objectiva ou recordação das vossas projecções.

Também te posso dizer que mais do que pensais, as pessoas projectam a sua consciência sem gerarem que experimentem a sensação do que designais como uma experiência fora do corpo tradicional. Na realidade, raramente as pessoas experimentam esse tipo de projecção de apenas levitarem para fora do corpo, como quem diz, e de perceberem o seu corpo físico separado de si. Porque com toda a autenticidade, na experiência da maioria na vossa dimensão física, esse tipo de projecção pode ser associado a uma coisa bastante aborrecida, por terdes noção meramente da consciência do vosso corpo físico.

Na maioria dos casos, ao projectarem a sua consciência, as pessoas desejam explorar. Podeis ter percepção da consciência do vosso corpo físico numa lupa; Não é preciso erguer-vos do vosso corpo apenas para terdes percepção dele. Ah ah! Essa acção que incorporaste consistiu apenas numa experiência de projecção, através da qual te permitiste obter uma consciência objectiva de incorporares a capacidade de te projectar na consciência.

Agora; também te posso dizer teres gerado um tipo de experiência que referes como um ligeiro desconforto em associação com as tuas crenças. Algumas pessoas referem alguns aspectos de medo em associação com a projecção; alguns podem temporariamente expressar de modo automático algum desconforto, por subsistir a associação de crenças de que essa acção não seja natural – apesar de na realidade o ser. Mas a vossa atenção está fortemente associada à vossa manifestação física e por isso subsiste alguma dúvida quanto à acção da projecção da tua consciência para além da consciência do teu corpo físico ser aceitável ou saudável.

Mas eu posso-te dizer que propuseste a ti própria uma evidência e um reconhecimento suficiente da tua capacidade de poderes criar essa acção da projecção, e posso-te dizer que isso é bastante natural. Se escolheres no futuro permitir-te ter uma consciência objectiva das tuas próprias projecções, poderás permitir-te ter consciência do quanto isso consiste numa acção natural e de não precisares incorporar nenhuma expressão de desconforto, porque estás apenas a experimentar uma acção que geras com bastante regularidade, a despeito disso. Estás apenas a permitir-te ter uma consciência objectiva disso.

NICOLE: (Inaudível)

ELIAS: Desconforto.

NICOLE: (Inaudível)

ELIAS: Posso-te dizer que, se te permitires examinar as tuas crenças e as associações que estabeleces com tal acção, também te poderás permitir confiar em ti e por isso alterar a experiência, assim como poderás oferecer a ti própria uma maior liberdade; ou poderás não incorporar qualquer consciência objectiva dessas projecções, sem que isso tenha importância. É apenas uma escolha.

CAT: Óptimo! Experiências fora do corpo e projecções da consciência – eu tenho muitas coisas dessas, desde pequenina. Será isso na verdade uma experiência fora do corpo ou uma projecção da consciência?

ELIAS: Isso é uma projecção.

CAT: No outro dia - na verdade há duas manhãs – eu saí fora do meu corpo e decidi ir meter-me com o Mike no escritório dele. Eu estava a tentar afectar o monitor, mas não consegui faze-lo notar-me; ele simplesmente não deu por mim. Consegui pronunciar o nome dele, mas estava confusa, por parecer estar dividida. Aquilo em relação ao que tinha dúvidas foi em relação ao modo como poderia usar o meu corpo. Ele entrou e eu disse, “Olha para o monitor”, enquanto ao mesmo tempo tentava projectar-me. Numa projecção, ainda manteremos parte da nossa consciência subjectiva?

ELIAS: Mantendes.

CAT: Eu não teria conseguido fazer isso no caso de não ter sido uma experiência fora do corpo, certo?

ELIAS: No que terei identificado como uma experiência fora do corpo, isso é uma acção em que removeis a consciência objectiva e subjectiva da consciência do vosso corpo. De certo modo, desligais essas formas de consciência da do corpo. Por isso tendes razão – não incorporarias tal manipulação por parte da consciência do corpo físico, porque a consciência subjectiva não estaria ligada à consciência do corpo.

CAT: Então terei estado a projectar-me durante esse tempo todo?

ELIAS: Estiveste.

PAUL: A minha pergunta seguinte foi que tive o que poderá ter sido uma experiência fora do corpo, em que inicialmente me achava no quarto e abandonei o corpo e durante um momento... Aconteceram diversas coisas, mas tanto quanto me consigo recordar, durante um instante havia alguém que me surgiu no tecto. Era uma anomalia; não fazia sentido. Era como se existisse uma porta no tecto e aquela presença fosse enorme e ligeiramente rechonchuda com uma barba e cabelo ruivos e parecia ser uma pessoa bastante jovial. Mas em seguida ele não estava lá, e eu comecei a identificar-me com ser erguido e cultivar e radiar amor. Parecia que ia subindo e subindo até que em frente a mim vi as minhas mãos, e algumas esferas bem pequenas entre as palmas das minhas mãos. A seguir a isso eu encontrava-me de novo no meu quarto, e parecia que lama estava a ser espalhada por ali acima até à escadaria que parecia vir da cozinha, por abaixo de mim. Eu interrogava-me sobre o que é que se passaria, e antes que decorresse muito tempo eu abandonei aquilo e encontrava-me de novo no meu corpo físico. Por isso, que poderás dizer-me em relação a isso?

ELIAS: (Ri) Antes de mais, reconheço que sim, isso foi uma projecção através da qual te permitiste incorporar a tua consciência objectiva. Também identificarei o outro indivíduo que estava a interagir contigo, e dizer-te que se tratava daquele que me é querido, da essência que conheces como Patel. Também te posso dizer que essa essência é muito brincalhona, e a intenção foi a de te fazer ver que as projecções são divertidas e podem constituir uma brincadeira e que podes manipular nelas e gerar acções divertidas e não prejudiciais, e que ao interromperes a projecção, o teu mundo continuará a parecer bastante normal de novo. (Ri para dentro)

PROJECÇÃO FORA DO CORPO

Na segunda situação tu estás a criar o início duma experiência fora-do-corpo, e nos sonhos que tens em que voas, por assim dizer, tu não estás a sonhar. O que estás é a empreender o estado de projecção fora-do-corpo, e nesse sentido, torna-se bastante comum para as pessoas experimentarem essa sensação de voar. Tu criaste a situação da cama a elevar-se, por isso representar um início dessa experiência de projecção fora-do-corpo, devido a que te não permitas experimentar isso por em cheio, por te estares a permitir, nessa experiência, ter uma noção do teu próprio medo relativo às áreas com que te achas pouco familiarizado. Por isso contrais-te na situação de só permitires que a cama, contigo próprio, se eleve, sem que deixes de te confinar a essa cama e não te permitas passar além disso.

Isso acha-se em estreita conjugação com as imagens do sonho que apresentaste a ti próprio. Por apresentares a ti próprio imagens oníricas dum confronto com enormes criaturas ameaçadoras, moluscos, que podem abrir as suas conchas e fechar de repente e com força, prendendo no seu interior qualquer elemento que se aproxime demasiado, e com as suas poderosas mandíbulas dominar a vítima, por assim dizer, e impedir que escape das suas presas traiçoeiras! (A rir)

Nessa imagem, aquilo que estás a apresentar a ti próprio é a perspectiva que tens das crenças e das situações que poderão influenciar as tuas criações, e que as próprias situações se tornam nesses moluscos poderosos e traiçoeiros, e percebes ser vítima dessas criaturas, indefesa e impotente para afectares as suas mandíbulas.

Através dessas imagens tu referes a ti próprio a oportunidade de perceberes dois elementos distintos, um, a perspectiva que tens das tuas próprias crenças e o modo como os encaras, tão poderosas e o modo como te encaras na função de vítima dessas crenças e do seu poder, e além disso ofereces a ti próprio a oportunidade de perceberes que com essa perspectiva, com essa percepção que tens das crenças como tão vigorosas, tu estás a agregar uma qualidade negativa às próprias crenças, e isso, em si mesmo, é bastante limitativo na tua capacidade de aceitar as crenças.

Já referi imensas vezes que as crenças em si mesmas são neutras, e nem são boas nem más. A percepção que tens delas e a direcção para que te voltas sob a influência que exercem que se pode tornar limitativo ou não limitativo para ti. Algumas crenças, tal como expressei, podem tornar-se bastante motivadoras para vós, e nesse sentido encarai-las como bastante positivas. Não se trata da crença ser negativa ou positiva, boa ou má. Ela é o que é, mas essas crenças afectam-vos imenso.

Vós não sois vítima delas, apesar de, conforme falamos muitas vezes previamente, vós nas vossas crenças dais por vós nesse papel imensas vezes, e nesse sentido continuais em certa medida e sugeris a vós próprios imagens a fim de vos recordardes que estais a criar certas situações com as vossas próprias acções, por influência das vossas crenças, de vos achardes nesse papel de vítima. Vós agregais essa função aos relacionamentos, expressamente à área da família, o que, eu reconheço o avanço que conseguiste nessa área, mas tu criaste essas imagens oníricas de propósito, de modo a poderes recordar-te de que isso não é eficiente, avançares nessa direcção.

Subsequentemente a essas imagens oníricas tu ofereces a ti próprio um início duma experiência fora-do-corpo, de forma a permitir-te vislumbrar a tua própria capacidade de te moveres na direcção da liberdade, o que se torna numa validação para ti referente ao facto de não seres uma vítima dessas criaturas sinistras que te assombram, e de que tens a capacidade de ir além disso, por assim dizer, assim como para te permitires uma maior ligeireza em energia, o que deverá tornar-se muito mais eficiente na tua criação individual da realidade.

MARCOS: Formidável! Foi uma excelente explicação do facto. Muito obrigado, capitão!

(Distinto da projecção da consciência) trata-se dum movimento da consciência subjectiva e objectiva para além da consciência do corpor físico.

Uma experiência real de projecção fora-do-corpo consiste na remoção da vossa consciência subjectiva e da sua interacção com a consciência do corpo. Por isso, a consciência do corpo, como quem diz, deixada temporariamente a funcionar sem a interacção ou instrução da consciência subjectiva.

RAIVA

Consiste numa forma de comunicação, uma comunicação emocional, que define que o indivíduo está a expressar para si próprio uma falta de escolha.

Consiste num extremo da frustração através do qual deslocais a associação que fazeis do conhecimento de incorporardes escolha para uma expressão através da qual percebeis ter deixado de dispor de qualquer escolha e pelo qual a vossa atenção se projecta AUTOMATICAMENTE no exterior e vos torna numa vítima.

REALIZAÇÃO

Recordai que não existe diferença na realização. Ninguém fica para trás nem passa para diante.

A realização material consiste num aspecto amplo das crenças em que vos moveis, e nessa área EXISTE um elemento de falta de confiança e de aceitação pessoal, porque se estivésseis a deslocar-vos no sentido da aceitação e da confiança em vós, não criaríeis este impulso no sentido da realização. Aceitaríeis que cada criação que escolheis é perfeita na sua própria expressão e suficiente, e que não precisais estar continuamente a forçar.

Mas isso é igualmente reforçado pelas crenças das massas existentes nas vossas sociedades, e vós não vos achais imunes à afectação provocada por essas correntes de opinião e expressões das massas.

É por essa razão que estendi a informação acerca da permissão da ocorrência, da penetração e do amortecimento.

Agora; isso foi-vos sugerido a título dum exercício, por assim dizer, no relacionamento com outros indivíduos, mas pode igualmente ser adoptado em linha com a consideração das crenças das massas e das expectativas que elas alimentam e do efeito que permitis que exerçam no vosso íntimo.

Podeis conceder permissão à expressão das massas, mas à medida que ela é impelida de encontro a vós em energia, se confiardes em vós e vos aceitardes, não haveis de vos guardar na vossa própria energia, e desse modo, haveis naturalmente de permitir que o vosso campo de energia desvie a energia das expressões das massas.

Nesse sentido, criais um amortecimento natural e deixais de permitir que ela penetre, e se não concederdes terreno à penetração, não estareis a permitir que vos afecte, e dessa forma podereis reconstruir essa mesma energia dum modo mais benéfico para vossa experiência e a fim de vos auxiliardes a vós próprios, e isso reforçar-vos-á igualmente a vossa confiança e aceitação pessoal.

Toda a vez que vos moveis na direcção de reconhecerdes para vós próprios duma forma objectiva a vossa própria confiança e a vossa própria aceitação, a despeito da forma como as avaliardes – porque vós sois excelentes a medir expressões significativas e insignificantes – mas seja qual for a medida que empregardes na expressão, haveis de reforçar a vossa confiança natural em vós. Do mesmo modo, toda a vez que vos depreciardes e vos punirdes por novas realizações, estareis a reforçar a vossa própria duplicidade e falta de sorte.

É uma questão de escolha do cão que escolheis alimentar e qual se tornará no maior dos dois, (Riso) mas eu digo-vos que o cão da confiança e da aceitação é muito mais eficiente na criação da vossa realidade!

Traduz-se pela permissão que concedeis a vós próprios de reconhecerdes escolhas e pela permissão de gerardes escolhas de forma intencional a fim de criardes os resultados pretendidos.

Em associação com o termo “realização”, podeis associá-lo ao da manifestação. Não envolve qualquer aquisição, nem duma acção de aspirar a algo, mas antes da manifestação. E manifestar nem sempre é sinónimo da criação duma coisa. Pode envolver a realização dum conceito ou a realização duma crença ou dum aspecto de vós. Pode tratar duma expressão. Não necessariamente duma coisa física, por assim dizer, mas de qualquer jeito, a realização traduz a expressão da manifestação.



TERMOS AFINS
ATEÍSMO

Usamos o exemplo do enfoque religioso. Nesse sentido, podeis escolher experimentar o enfoque religioso, o qual consiste num tema muito abrangente; porque, para experimentardes a totalidade do enfoque religioso tereis que maninfestar-vos em cada vertente da crença religiosa inerente à vossa Terra e à vossa história Também precisareis manifestar-vos em cada nível desse enquadramento religioso porque o enfoque adoptado pelo sacerdote é diferente da experiência do enfoque do camponês. As crenças são interpretadas de modo diferente. Tereis igualmente que adoptar amanifestação do cepticismo e da descrença, por ambos geralmente fazerem parte do enquadramento religioso. Precisais manifestar a experiência do ateísmo ou da completa descrença em qualquer elemento associado à religião. Todas essas diferenças proporcionam uma perspectiva diversa do tema, constituindo unicamente um assunto que a vossa imaginação colectiva terá criado neste enquadramento dimensional. Tende em consideração os milhões ou biliões, o incontável número de assuntos que adoptais no enquadramento da experiência física e que podem ser experimentados.

A vossa essência vibra numa gama elevada. As manifestações físicas vibram muito devagar, e proporcionam uma experi~encia lenta, de modo a permitir que cada indivíduo vivencie na plenitude através dessa lentidão exagerada, o que confere à essência uma perspectiva total relativa a cada experiência manifesta no material; porém, a essência também não tem preferência pela adopção de um número ilimitado de manifestações físicas. Ela encontra-se a manifestar-se em muitas dimensões entre as quais esta figura apenas como mais uma, apenas. Por isso, em cada uma dessas manifestações diferentes ela opta por não repetir os enfoques físicos nem despender tanta energia com a adopção dessas experiências uma e outra vez, por tal não ser necessario. Vós possuís a capacidade de experimentar a totalidade em simultâneo. Porque haveríeis, pois, de não incorporar a simultaneidade se ela é mais eficiente? Nesse sentido, As vossas contrapartes experimentam a par convosco. Por isso é que se dá um reconhecimento entre as contrapartes, quer se trate dum reconhecimento de atracção ou dum reconhecimento através da repulsa, que também abrange.

Voltando ao nosso exemplo religioso, podeis ser um padre. A vossa contraparte, que experimenta a par convosco, pode ser um adorador dum culto satánico, o que vos levará a sentir repulsa. Haveis de experimentar um sentimento de horror por vos defrontardes e interagirdes com um indivíduo desses. Mas também haveis de ser capazes de o identificar. Podeis não o interpretar isso como uma identificação, por não vos associardes ao que apercebeis - apesar de vos associardes; todavia, se não fossem contrapartes também não sentiríeis tal repulsa., por não sentirdes qualquer interesse na experiência desse indivíduo. A razão porque sentis uma repulsa tão acentuada em relação a certos indivíduos prende-se com o facto de serem contrapartes que estejam a experimentar elementos diversos do mesmo assunto que vós experimentais. A identificação que vós estabeleceis em relação a eles, nos termos duma contraparte, atrai-vos a atenção e evoca uma reacção da vossa parte. Tal como podereis dizer lá para convosco em relação a um ente querido: “Se eu não sentisse carinho por ti não me zangaria por tua causa”, assim também se não vos identificásseis como uma contraparte, poderias revelar desacordo em relação a uma questão, que ele não evocaria tal reacção da vossa parte. Afastar-vos-ias sem serdes afectados.

Alguns indivíduos fazem despertar em vós uma reacção bastante acesa. Isso são contrapartes. Algumas têm uma relação de proximidade. Algumas experimentam de forma bastante idêntica à vossa experiência, geralmente em áreas em que a essência se regozija e geralmente através de elementos bastante criativos. A essência delicía-se com a criatividade! Por isso as essências estabelecem mais contrapartes a fim de experimentar de modo semelhante, porque isso dá lugar a um sentimento de plenitude e da alegria criadora da experiência criativa, tal como vós podereis escolher repetir uma experiência ou uma acção que vos produz contentamento uma e outra vez, o que constitui uma imagem espelhada da essência; Mas já não escolhereis magoar o dedo com um martelo, porque uma experiência nessa área so revelará suficiente para se expressar a vós! Não é preciso ser criativo nesse sentido. É agradável e prazeroso continuar a expressar criatividade noutras áreas.

Há-des deparar-te com indivíduos que partilham experiências, preferências, desejos ou capacidades semelhantes às tuas. (para o Ron) Há-des identificar-te com certos músicos e contactar com eles, sendo que isso exagera a criatividade da experiência, por esses indivíduos também serem contrapartes tuas, o que terás pouco contacto actualmente mas com o que terás parrtilhado um grande contacto no passado, uma tremenda ligação, com um indivíduo que também partilhou para além do papel de contraparte; isso, no foco físico, para além da fragmentação, pode constituir o vosso anelo mais vigoroso em relação a um outro indivíduo. Esse indivíduo partilha igualmente um elemento de fragmentação contigo. (pausa prolongada)

Por isso, haveis de ver que a atracção não é necessariamente no que percebeis como uma direcção positiva. Pode ser equivalente no que percebeis como uma direcção negativa; mas esses serão todos elementos da vossa personalidade, ou os vossos da delas. Eles coincidem e sobrepõem-se todos. Estes são todos termos bastante ineficazes na expressão destas ideias, mas são o que mais se aproxima da expressão da ideia. Tal como as vossas notas musicais podem ser tocadas num acorde, com todas as notas a serem tocadas em simultâneo a fim de criar um som, e todas individuais, mas com o som a ser incorporado como um só acorde; ou como tinta a ser misturada por intermédio de diferentes pigmentos uns nos outros, cada pigmento contendo a sua própria cor, e dando lugar a uma nova cor, na qual não conseguireis distinguir a original, mas como cores distintas, assim que o tiverdes completado.

Direi que não conseguis pegar num som do ar para separardes as vossas notas do acorde. Também não podeis separar as moléculas das vossas tintas e das vossas cores uma vez misturadas, por terem dado lugar a uma só; essa é a ideia das contrapartes. As distintas vibrações das notas individuais ainda subsistem, só que se fundem a fim de dar lugar a um som. As diferentes moléculas dos pigmentos ainda existem, mas misturam-se a fim de criar um cor. (pausa)

Eu entendo que isto seja um conceito difícil, mas vou-vos estender, uma vez mais, o conhecimento de que esta não é uma ideia impossível. Podeis experimentar dificuldade na fragmentação ou na divisão, e jamais, nos vossos termos, focalizados no físico, compreenderdes verdadeiramente todos os conceitos; mas o conceito da inexistência de separação, o conceito de serdes indivíduos mas serdes um só, já podeis compreender. Estais actualmente a avançar nesse sentido, coisa que o Michael tem andado a ver: a realização de estar ligado a um indivíduo fisicamente focado mas permenecer afastado ao mesmo tempo, e separado e apartado mas sem o estar. Isso pode ajudar em alguma da confusão que ele comporta. À medida que avançais no sentido de passardes a incorporar essa experiência pessoalmente, haveis de entender esse conceito melhor; porque sereis capazes de o experimentar em termos realistas, na vossa consciência de vigília, não durante a meditação, nem no estado de sonhos, mas na vossa consciência do dia-a-dia; representando isso, uma vez mais, o começo da vossa mudança. Eventualmente, assim que a vossa mudança se tiver completado, isso parecerá brincadeira de criança. (pausa)

DAVID: Bom, será este o meu último foco?

ELIAS: Exacto.

JENNY: Mas meu não é.

ELIAS: Não. Contudo, deixa que eu esclareça.

DAVID: Num certo sentido isso não quererá dizer a mesma coisa?

ELIAS: Quer, porque todas as vossas manifestações são simultâneas. Por isso vós não reincarnais. Não vos manifestais uma e outra vez. Este foco que incorporais no presente é único em relação a si próprio e não pode ser recriado, por consistir na expressão da vossa singularidade. A identificação de foco final ou daquilo que é interpretado como um foco de continuidade ou um foco inicial são apenas designações de posição.
Um foco inicial é aquilo que ocupa a posição de começo de todas as manifestações numa dada dimensão. Todas elas ocorrem em simultâneo, apesar dos vossos enquadramentos de tempo.
Um foco final também se presta como designação de posição, como aquele foco que assinala o desenlace de todos os focos duma dimensão em particular. Não é necessariamente o que possais designar em termos lineares o foco final em termos de tempo, porque vós tendes focos vossos no futuro. Mas isso não tem importância porque vós sois designados como uma posição, um sinal, ao invés dum enquadramento temporal.
Um foco de continuidade identifica-se como não incorporando o papel ou a posição de sinalização de ser o foco inicial ou o foco de desenlace.

JENNY: Que coisa serei eu?

ELIAS: Aquilo que poderá ser identificado como um foco de continuidade. Tu, enquanto essência, não és designada como o foco de iniciação nem como o foco final.
Existem certas qualidades que são expressadas objectivamente num foco inicial e num foco final que se tornam bastante óbvias à percepção desses indivíduos. Dá-se um reconhecimento definitivo da designação que as caracteriza e eles não abrigam qualquer dúvida a despeito das crenças que possam cercar essa identificação. Ela é passível de ser interpretada em relação à reincarnação, através do que o indivíduo poderá expressar: “Eu sou a última manifestação de mim próprio.” Isso pode ser expressado segundo a crença do indivíduo constituir a ÚNICA manifestação, e em termos de não existir continuidade alguma nesta realidade, para além dessa manifestação física.

JENNY: Será esse o caso do meu pai? Será o meu pai um foco final?

ELIAS: É.

DAVID: É por isso que tudo se prende com a razão porque um grande desejo meu seja o de ter consciência e de me projectar para for a do corpo, e de ser capaz de comunicar isso ao meu eu consciente, basicamente.

ELIAS: Muitos indivíduos designados focos finais dão lugar a esse tipo de associação e criam uma forte motivação nesse tipo de direcção na sua atenção. Muitos que são designados como focos finais incorporam aquilo que interpretam como uma fadiga na sua expressão corporal e ansiedade no sentido de “irem além”. Apesar de te prevenir – tal como eu faço a outros, apesar de não tão fortemente quanto a ti – em relação a esse tipo particular de criação ou de associação, que ao dirigires desse modo a tua atenção, também negas a ti própria a apreciação do que estás presentemente a empreender.

Aquelas contrapartes (Nota do tradutor: trata-se de experiências ou caracteres congéneres ou correspondentes embora dotadas de âmbito semelhante) que percebeis como vossos contrários são-vos, no seu respectivo foco e experiência, estranhos. Haveis de descobrir enorme dificuldade em lidar com esses indivíduos. Além disso, aqueles que vos são próximos poderão deparar-se com contrapartes contrárias de vós e notar essas qualidades opostas; apesar de geralmente, uma vez mais, não identificardes esses opostos, por serem extremamente diferentes de vós que não chegais a reconhecer todas as qualidades que seriam consideradas como o contrário de vós, ou do indivíduo que poderá ser uma contraparte da outra contraparte que estais a encarar.
Existem muitas contrapartes com que vos deparais. Elas assemelhar-se-ão mais a uma nuvem de chuva e a uma pequena neblina (Nota do tradutor: termo de comparação), com uma aparência semelhante e preservando igualmente qualidades semelhantes, apesar de bastante diferentes nas respectivas funções. Vós próprios haveis de o notar, sempre que encontrardes esse tipo de contrapartes.
Bom; deixai que vos diga que nem todos aqueles que encontrais constitui uma contraparte vossa. Também nem todo aquele com quem vos deparais constitui uma contraparte de alguém vosso conhecido, apesar de contrapartes deste último tipo se manifestarem uns com os outros, geralmente. Essas contrapartes hão-de interagir e intersectar-se no foco físico. As contrapartes que são o contrário de vós podem ocupar uma localização próxima de vós, ou poderão ocupar localizações no vosso planeta que sejam bastante remotas; tal como falamos previamente sobre o Peter, e da contraparte que tem num outro país. As contrapartes que se assemelham mas são variadas no seu foco, são aquelas como a nuvem de chuva e a pequena neblina; constituindo indivíduos com quem possais meter amizade ou com quem possais criar laços de companheirismo, ou com quem possais relacionar-vos. O que não quer dizer que todos os indivíduos com quem vos relacioneis sejam contrapartes vossas. Pode ser que o sejam, temporariamente, ou poderá ser que nem o sejam. Depende do seu foco e do desejo que abriguem, o que influencia o acordo para empreenderem a acção de contraparte.
As contrapartes também são sustentadas em todas as famílias. Cada um de vós é o que podereis designar como um membro, apesar desse ser um termo inadequado, duma família particular na consciência. E alinhais por essa mesma família ou por outra família num foco individual. Nesse sentido, haveis de formar contrapartes em todas as outras famílias, o que vos permitirá a experiência desses outros objectivos segundo a relação que mantêm com o vosso propósito, e proporcionando-vos um acréscimo à experiência que empreendeis. Por isso, podeis perceber que a acção de contraparte seja bastante extensa.

Ora bem; existem muitos tipos de relacionamentos diferentes que podeis sustentar e que encontrais no foco físico que não constituem acções de contraparte. Por isso, não vos consumeis com a análise das contrapartes nem a tentar perceber se cada indivíduo com quem possais ter uma relação seja uma contraparte, porque isso não é necessariamente exacto. A acção de contraparte destina-se a proporcionar-vos cada ângulo de experiência que se prende com um determinado assunto. Por isso, aqueles que são contrapartes vossas terão o mesmo objectivo, não ao nível da sua família mas ao do seu foco no enquadramento dum determinado assunto, tal como vós.
Tal como expressamos previamente, podeis tomar o foco religiosos a título de exemplo; o que se tornará um exemplo por demais óbvio e fácil que vos posso dar. Um indivíduo pode escolher empreender o serviço religioso; ele pode escolher tornar-se padre. Outro indivíduo, na qualidade de contraparte, pode escolher outra via do serviço religioso. Um outro indivíduo, na qualidade dum tipo de contraparte diferente, pode escolher tornar-se ateu. Outro pode tornar-se agnóstico. Todos esses elementos da mesma questão serão explorados e experimentados em todas as suas variações. Presentemente, só vos estendi quatro tipos diferentes de contraparte; mas ao obterdes experiência em relação a todos os aspectos dum enfoque individual ou assunto, podem gerar-se centenas senão milhares de variações que apresentarão todas uma acção de complementaridade (contraparte). Cada uma dessas contrapartes irá beneficiar todas as outras.

Agora; vós também tendes contrapartes fora desta dimensão particular. A acção de contraparte não se limita ao foco físico nem a esta dimensão em particular, espaço temporal. Por isso, a vossa experiência é igualmente influenciada por outros focos dimensionais. Pode tratar-se de outros aspectos da vossa própria essência ou de aspectos de outras essências, assim como as contrapartes no enfoque físico não estão limitadas à vossa própria essência. Vós intersectais contrapartes de outras essências, igualmente. (a sorrir) Eu já referi muitas vezes que não existem secções nem divisões e que nada existe em separado. Por isso, todas as coisas se intersectam entre si. Toda a consciência se mescla com a consciência toda.

KEVIN: Penso que estamos prontos para mudarmos de assunto, a esta altura. Eu tenho um irmão gémeo, uma irmã e um irmão mais velho. A impressão que tenho é que o meu irmão gémeo e a minha irmã sejam contrapartes. O meu irmão gémeo é um Cristão Renascido, a minha irmã é ateia e eu situo-me aí pelo meio! (Elias ri) Por isso, isso leva-me a interrogar-me sobre o tipo de conexão que teremos.

ELIAS: Tu estás certo ao associares a situação a uma acção de contraparte. Vós também incorporais vários outros focos que partilhais em comum e gerais um à-vontade nesse tipo de acção de contraparte existente entre vós, porque vós incorporais esse tipo de acção noutros focos igualmente.

KEVIN: Será o propósito desta acção de contraparte o de explorarmos essa questão da fé e da sua relação com a razão, e mais alguma coisa pelo meio?

ELIAS: Uma exploração de crenças religiosas, o que é muito extensivo.

KEVIN: O foco que mencionei anteriormente, da Mary, a partir do que me foi dado obter, essa Mary viveu durante algum tempo com duas companheiras de quarto. E eu interrogo-me se elas seriam o meu irmão e a minha irmã noutros focos.

ELIAS: Temporariamente, sim.

KEVIN: O Seth mencionou algo acerca dos gémeos. Eles possuem uma forte ligação ou terá parecido tipo uma forte conexão, de algum modo. Poderás dizer-me se existirá alguma coisa de extraordinário acerca do meu relacionamento com o meu irmão gémeo?

ELIAS: Deixa que te diga que por vezes essências que escolhem manifestar-se juntas da forma que designas como gémeos, podem também escolher por acordo entre si expressarem o seu sentido empático entre si duma forma mais consistente e com mais frequência e de forma singular. Sem incorporarem o uso desse sentido empático necessariamente com outros, mas focando-se o intercâmbio desse sentido empático uma com a outra de um modo único, o qual é passível de ser interpretado pelas pessoas como um vínculo espantoso ou poderes psíquicos entre ambas. Na realidade, todos incorporam esse sentido empático, mas a diferença está em que por vezes os gémeos escolhem adoptá-lo duma forma singular.

Por vezes – raramente, mas por vezes – uma essência escolhe manifestar-se em duas manifestações, em dois focos, os quais poderão ser encarados como gémeos; mas isso é bastante raro. Muitas vezes, em ocasiões raras como essa, as duas manifestações sofrem uma divisão e não incorporam a mesma família. É muito raro que uma essência se manifeste em dois focos e continue na mesma família e na mesma localidade, mas acontece.

Nessa escolha que tu incorporaste neste foco, numa certa extensão tu e o teu irmão permitis-vos por vezes focardes de forma singular esse sentido empático um no outro, só que não com tanta frequência como outros escolherão faze-lo. Vós escolhestes manifestar-vos desse modo, eu posso-te dizer, por uma questão de diversão – de certo modo, num expressão de diversão a fim de vos espelhardes um ao outro, não somente interiormente mas também exteriormente.

Na realidade, isso é uma expressão bastante divertida que vós incorporastes. Pode não parecer sempre desse modo, por poderdes incorporar algum desacordo. Mas na realidade, ter-vos-á servido bem como um reflexo um do outro.

Não importa que superficialmente possa parecer que incorporeis sentidos de orientação diferentes, o que consiste noutro aspecto da acção de contraparte que incorporais. Porque vós também espelhais um ao outro com bastante vigor – por vezes com muito mesmo, e proporcionais a vós próprios um reflexo interessante e divertido continuamente. Mas, tal como declarei, por vezes também vos reflectis um ao outro com bastante vigor. Talvez consigais observar as semelhanças no que parecerá ser bastante diferente.

CORPO ASTRAL

Trata-se da criação que empreendestes a fim de dardes prosseguimento à identificação em termos de “eu”, à medida que prosseguis ao longo da consciência.

Esse é o corpo da consciência, que vós possuís; Esse corpo compreende aquela forma que usais quando experimentais uma projecção fora do corpo. Para viajar utilizais outro corpo com uma forma que se identifica mais com a dos Videntes (Seers). Podeis referi-lo como um “corpo de luz” por ser essencialmente composto de luz. Não é aquilo que entendeis por luz, porque não se trata e luz visível.

HIPNOSE

VICKI: Eu gostava de conhecer a definição que empregas para a hipnose.

ELIAS: Ah, minha pequena Lawrence tão cheia de dúvidas, e tão determinada a recusar a sugestão para que te divirtas com essa acção! Aqui não há estranhos! (Mostra um sorriso amplo, seguido de imenso riso)

Pergunta bastante interessante, já que temos vindo a debater a consciência e as áreas da consciência. Vós normalmente, no vosso foco físico, havíeis de adoptar a explicação para esse estado de consciência, em termos duma semelhança que ele revela em relação ao vosso estado dos sonhos, ou com aquilo que os vossos cientistas encararão como um Estado Alfa da consciência. Na realidade, aquilo a que acedeis nesse estado de consciência, por meio da vossa própria vontade de expandir o vosso foco, é à exploração da área da consciência Área Regional 2, a qual vos permite ter uma maior percepção da vossa essência. Ele permite-vos uma percepção destituída de grande parte das obstruções, mas não de todas. Portanto, nesse estado, concedeis a vós próprios permissão para interagir e experimentardes, ou aquilo que entendeis como voltar a experimentar. Eu vou-vos sugerir que vós não repetis coisa nenhuma! Vós passais a ver por meio da deslocação para o lado, em termos de consciência, e percebeis outro foco (da atenção). Não é necessariamente um foco de desenvolvimento, mas dum outro foco qualquer, por meio duma outra lente da vossa essência, a qual percebe isso continuamente e em simultâneo.

Já vos referi que em cada uma das vossas fases do crescimento, seja em que foco de desenvolvimento for, também incorporais o vosso próprio eu individual. Cada instante que experimentais no foco físico constitui o seu próprio foco. Por isso, dais um passo para o lado para encarar um outro foco da vossa experiência, a qual está a decorrer na totalidade presentemente.

VIVIEN: Eu ia colocar uma pergunta acerca da hipnose e da técnica da indução rápida. Penso entender a dinâmica do seu funcionamento, mas gostava de ouvir uma correcta interpretação disso. Como é que isso opera?

ELIAS: Esses elementos “operam”, para empregar palavras vossas, em conjugação com as crenças que as pessoas abrigam. Não existe qualquer elemento de magia e na realidade nem existe qualquer método, apesar de acreditardes que ensinais métodos. Mas as pessoas... TODOS vós enquanto indivíduos, detendes, em termos de consciência objectiva, uma capacidade para vos deixar influenciar por intermédio da sugestão, e dependendo das crenças e dos desejos que comportais, esses elementos poderão ou não ser alcançados; Mas não se trata necessariamente de estardes a afectar elementos físicos do vosso cérebro. Na realidade estais apenas a operar no enquadramento das crenças de outros indivíduos, e do que acreditam poder permitir-se realizar ou não.

VIVIEN: Então é aquilo com que contam?

ELIAS: Justamente.

RODNEY: Senti que se me familiarizasse mais com a arte designada como hipnose, especialmente a auto-hipnose, isso me traria um enorme benefício, e há uma pessoa em particular no grupo a que me acho associado que vai dispensar algumas instruções relativas a essa técnica. Poderias fazer um comentário sobre o interesse que sinto nessa área em particular?

ELIAS: Isso poderá servir de grande auxílio, não somente para ti, no sentido de te permitir conectar outros aspectos de ti próprio e outros focos da tua essência, mas igualmente no sentido de auxiliares outros, na vontade que tens de servir de auxílio na acção desta mudança da consciência.

Eu encorajo bastante esse tipo particular de acção porque muitos dos que se encontram no foco físico agarram-se com todas as forças à singularidade da atenção que concentram no seu foco individual, e com isso deparam-se com uma enorme dificuldade em ceder a pressão que exercem, por assim dizer, nessa atenção ÚNICA, e limitam as capacidades que possuem no sentido de contactarem outros aspectos de si próprios e de oferecerem a si próprios (ou receberem) uma maior informação referente a si e à sua essência.

Nesse sentido, essa acção em particular proporciona-vos com facilidade a capacidade de vos relacionardes com vós próprios. Já tive ocasião de encorajar as pessoas nessa área em particular e encorajar-te-ei também a ti, por te poder servir de bastante auxílio.

Encorajo-vos a investigardes deliberadamente os vossos focos pela razão de que a investigação que obtiverdes desses focos vos possibilitarão uma muito maior intensidade e maior realidade na correlação, não só com a essência, mas com os VOSSOS outros aspectos. Vós inquiristes-me em relação à redução da separação. Essa é a oportunidade que apresentais a vós próprios de começardes a reduzir a vossa própria separação, ao vos permitirdes mover no sentido duma união com outros focos da essência que possuís.

Torna-se-nos bastante fácil, a mim ou a outras essências, facultar-vos informação relativa a essas áreas ou apenas transmitir-vos “histórias”, com a descrição de outros focos que tendes (ao “nível”) da essência, mas aquilo que significarão para vós não passará disso - apenas histórias. Porque elas não fazem parte da minha experiência, elas são a VOSSA experiência, e na expressão que eu lhes pudesse atribuir, elas seriam assimiladas unicamente como histórias que eu vos estivesse a dar conta.

Através da investigação que FAZEIS desses vossos focos, vós proporcionais a vós próprios a oportunidade de vos ligardes a vós próprios, à vossa essência, à realidade... e isso ganhará realidade junto de vós!

Existem muitíssimos processos através dos quais podeis empreender isso e eu encorajo-vos bastante a todos, por vos referir a importância de contactardes convosco próprios, com todos os aspectos vossos, e com a concessão de perceberdes a vastidão do ser que sois. Existe uma enorme diferença entre o que vos possa revelar quanto aos vossos focos e a expressão que OBTIVERDES relativa a esses focos!

Em sessões recentes tive ocasião de expressar às pessoas o meu encorajamento, e de lhes dizer, tal como vos digo a vós: um processo bastante eficiente de estabelecerdes o contacto nessa área consiste em vos voltardes na direcção do vosso novo jogo... o qual consiste numa expressão minha, facto esse que entendo. Vós designais isso como o acto hipnótico. Isso poderá tornar o seu alcance mais fácil, porque no vosso foco físico vós agarrais-vos com força à atenção que exerceis sobre a consciência objectiva.

Isso forma a vossa realidade. E é nisso que vós focais a atenção, e agarrais-vos a isso com todas as forças, sem vos permitirdes afastar daquilo que conheceis em termos objectivos. Mas existe muito mais que se vos acha disponível, e vós sois muito mais do que apenas esta atenção objectiva única! Tal como já vos referi, ela não passa duma lente da câmara ou dum foco. Mas vós possuís um número incontável de focos. Vós SOIS uma quantidade inumerável de focos, focos esses que estão todos a decorrer agora, todos em simultaneidade convosco na vossa atenção. Eles consistem unicamente em distintos focos da atenção, ou diferentes lentes da câmara.

Nesse sentido, muitos encontrarão um maior auxílio nesse método em particular do que noutros que podeis usar. Podeis designá-lo segundo o termo que mais vos agradar; regressão, movimento em frente, de lado, para trás, movimento de cima para baixo! Não tem importância porque é tudo a mesma coisa. Haveis de vos deparar com outros focos da vossa essência, o que servirá de muito auxílio.

Porque eu digo-vos que presentemente está a ocorrer não somente o acto de efeitos indesejáveis, ou “trespasse”, como à medida que esta mudança da consciência aumenta em termos de intensidade e ganha impulso, também a acção desse “trespasse” deverá aumentar. Isso constitui um elemento traumático inerente a esta mudança que a consciência atravessa, porque as pessoas não compreenderão aquilo que estão a experimentar, apesar de se tratar duma ocorrência natural.

À medida que esses efeitos indesejáveis ou “trespasse” se for tornando mais intenso, isso deverá tornar-se muito mais objectivo e afectar sobremodo... E vós já estais a experimentar esses efeitos indesejáveis! TODOS vós experimentais formas de “trespasse” dessas. Podeis não designá-las como tal, mas ESTAIS a experimentar “trespasses” provenientes de outros focos, o que se torna numa enorme influência!

Uma pergunta que é formulada frequentes vezes é, com é que criais a vossa realidade? Vós expressais aceitar que CRIAIS a vossa realidade, apesar de não aceitardes esse conceito. Trata-se dum mero conceito, que deverá continuar durante algum tempo. Mas também vos faz confusão quanto ao MODO como estais a criar a vossa realidade. Existem demasiadas influências que permitis no vosso foco, e essas influências movem-vos em muitas direcções distintas.

Umas dessas influências que é bastante vigorosa é a influência dos efeitos indesejáveis provenientes dos vossos outros focos, e se não tiverdes consciência da energia que vos estiver a ser expressada nem da influência que comporte, como havereis de dar atenção a essa influência? Como podereis expressar a vós próprios como estareis a criar a vossa realidade se nem sequer estiverdes a mover-vos no sentido de perceber a vossa realidade toda? Se não vos permitis perceber outros aspectos vossos, como podereis endereçar-vos ao modo ou à razão porque criais a vossa realidade?

Mas se fordes capazes de sugerir a vós próprios a informação de poder não se tratar de nenhum medo irracional que esteja a trespassar de outro foco, nesse caso podereis propor a vós próprios informação e sereis capazes de dar atenção ao facto.

Se derdes por vós a mover-vos em sentidos pouco habituais, para o referir por palavras vossas – inclinados ao extremo nas emoções, ou sentindo-vos bastante exaltados num momento e melancólicos no momento seguinte – podeis atribuir termos psicológicos a esses comportamentos, mas isso também será inadequado em termos duma explicação. Podeis permitir-vos contactar outros focos vossos, e podeis passar a perceber o modo como aceitais a energia dos diferentes focos e o modo como eles de certa forma vos influenciam até os temperamentos ou humores.

Por isso, encorajo-vos a investigardes essa área, e podeis interrogar o Michael que ele sugerir-vos-á dos “métodos” que propusemos nesse sentido.

À medida que fordes vendo e explorando esses diferentes focos, lembrai-vos, antes de mais, que esse tipo de experiência é divertido! Recordai-vos igualmente de ter presente que se trata de escolhas relativas às experiências dos outros e de que não são boas nem más, certas ou erradas, e que apesar de lhes atribuirdes juízo crítico por influencia das crenças que abrigais todas essas experiências vos acrescentam energia às vossas próprias experiências. Em alguns casos, como quando vos deparais com um foco que pode ser encarado como um canalha, esse foco fornece-vos a energia de que não precisais criar, por já estar a ser experimentada noutro foco, desse modo permitindo-vos a liberdade de explorardes experiências em áreas diferentes...

Já referi imensas vezes de que afectais todos os vossos focos, e de que eles vos estão a afectar. Dá-se uma acção mútua e um intercâmbio de energia que ocorre continuamente, só que no vosso foco particular podeis não ter uma compreensão objectiva das causas ou do funcionamento desse efeito recíproco.

À medida que começardes a explorar outros focos, também vos percebeis dos pontos comuns existentes nas experiências sentimentos desses focos e atraís a atenção para a energia que é expressada noutros focos e que é semelhante à vossa.

A razão porque vos deixais atrair para esses focos reside no facto deles vos estarem a ceder energia e ela não estar a ser reconfigurada por vós de um modo benéfico em qualquer outro sentido. Estais a aceitar essa energia do modo em que é expressada, e a razão porque a aceitais desse modo deve-se ao facto de vos identificardes com essa expressão, por assim dizer. Ela é-vos familiar. Vós já compreendeis essa energia e por isso não a reconfigurais mas permitis unicamente retirar para vós próprios uma energia equivalente.

Agora; também já referi previamente que ao vos deparardes com outros focos e os explorardes, e notardes esses pontos comuns e expressões semelhantes, proporcionais a vós próprios a oportunidade de reconfigurardes essa energia, porque muitas vezes a energia que permitis que passe sem que seja reconfigurada acrescenta uma intensificação da energia que percebeis como negativa ou conflituosa ou condutora ao que percebeis como infelicidade.

Agora; assim que tiverdes identificado que estais a “bater no ceguinho” (não abrir mão da situação), também haveis de tomar consciência de que muitas vezes, no foco físico, ao sentirdes fascínio pelo conflito e pelo drama e todos aqueles elementos que rotulais como negativos, torna-se bastante comum que vos inclineis a aceitar energia que venha a perpetuar esse tipo de experiências.

GEORGE: Ultimamente tenho lido muito, vários livros publicados por vários autores experimentados, assim como sobre a regressão hipnótica a vidas passadas e ao estado intermédio entre as vidas, e a pergunta que quero colocar é se a regressão hipnótica me auxiliará a identificar e a eliminar algumas influências indesejáveis (trespasse) procedentes de outra vida que me possa estar a causar problemas, e poderei localizar a minha origem – embora possa não ser necessário localizar o meu ponto de origem?

ELIAS: Dir-te-ei que o facto de te permitires obter uma percepção e investigares outros focos que possuis nesta dimensão física pode tornar-se benéfico para ti por te possibilitar uma compreensão mais clara e objectiva de ti próprio neste foco assim como da tua essência na manifestação que ela empreende nesta dimensão física em particular. Por isso, estou continuamente a encorajar-vos a permitir-vos esse tipo de informação.

Agora; também te poderei dizer que todos os focos duma essência particular incorporam aquilo que designais por trespasse de energia mutuamente entre si, e também te posso dizer que tu obténs energia de outros focos da essência de forma bastante deliberada a fim de realçares escolhas e experiências que incorporas no teu foco.

Ora bem; a questão, na investigação esses outros focos, não reside na eliminação desses trespasses ou energias que afectam, que podem ser consideradas ou encaradas neste foco como negativas, mas antes em vos permitirdes familiarizar com as experiências de outros focos e vos permitir obter um entendimento objectivo da razão porque vós, no presente foco, atraís para vós a energia e as experiências de alguns desses outros focos, que experiências estareis a criar neste foco em particular por meio da qual estareis a colher energia a fim de vos realçar a experiência deste e para oferecerdes a vós próprios informação que vos permita familiarizar-vos mais convosco próprios e com a forma como criais aquilo que criais na vossa realidade.

AMOR

A definição de amor consiste no conhecimento e no apreço, numa expressão genuína de gratidão pelo reconhecimento dum CONHECIMENTO genuíno de toda a expressão da consciência.

A definição de amor é amor e gratidão. Essa é a definição de amor na verdade da consciência, a qual pode ser traduzida sob qualquer forma de expressão em toda a extensão da consciência e em toda a dimensão física assim como em toda a área não física da consciência. Na vossa linguagem, na vossa dimensão física, essa é a tradução da verdade relativa ao amor: conhecimento e gratidão.

Amor humano. Antes de mais, sim, vós penetrais nessa acção e experimentais por escolha própria. O assunto do amor humano é complicado. Consiste numa acção espelhada do conhecimento sustentado ao “nível” da essência e da consciência, mas trata-se duma tradução para o foco físico... Determinados focos físicos. É influenciado pelas crenças e é uma expressão e acção da emoção, o qual traduz um elemento básico desta dimensão física particular...

Eu já referi que os dois elementos básicos desta dimensão física em particular são a sexualidade e a emoção. Vós criastes esta realidade para experimentardes e explorardes isso. Por isso o amor humano relaciona-se com ambos esses aspectos da vossa realidade e acha-se interligado com a exploração de ambos esses elementos.

Tal como declarado, consiste numa tradução. Por isso, em relação à verdade implícita ao amor – mas existem muitas verdades relativas à consciência, sendo o amor apenas mais uma – a sua tradução para o foco físico acha-se bastante removido da realidade dessa verdade inerente à consciência e à consciência, mas trata-se duma acto espelhado, tal como o vosso equipamento. O vosso telefone consiste numa acção reflectida duma verdade ou elemento da consciência conhecido, da comunicação e da interacção. Trata-se duma tradução bastante limitada, mas ainda assim consiste numa acção espelhada. As vossas máquinas voadoras traduzem uma acção espelhada da projecção em termos de consciência. São acções espelhadas bastante limitadas, mas reflectem aquilo que conheceis na consciência e expressais em termos objectivos. Desse mesmo modo também consiste numa projecção e numa tradução.

Aquilo que expressais no foco físico em termos de amor não passa duma interpretação. O amor é uma verdade que abrange todas as dimensões, todas as áreas da consciência, toda a realidade. Cada dimensão e foco físico detém a sua própria interpretação individual relativa ao acto do amor. A interpretação que fazeis do amor nesta dimensão traduz-se por um sentimento. Mas vós agregais também imenso número de crenças a esse conceito. Na realidade, o amor, sendo uma verdade, é dimensional; do mesmo modo que a cor e o tom. Ele detém muitos aspectos de si próprio. Vós encarais esse termo como traduzindo uma emoção, e por vezes como uma acção. Trata-se duma qualidade dimensional da consciência; uma verdade em si mesmo, dotada da sua própria integridade, tal como mencionamos previamente.

Nesta dimensão possuís muitas interpretações e definições para o amor. Nesta dimensão, podeis experimentar um aspecto da realidade da acção dessa verdade, apesar de não ser expressada com frequência; porque a experiência da verdadeira acção dessa realidade e dessa verdade, deveis facultar a vós próprios, no enquadramento do vosso tempo, um período de tempo desprovido de crenças e apegos, coisa que poderá temporariamente ocorrer. Mas isso também requer uma confiança irrevogável. Eu digo-vos que vós só podeis experimentar isso momentaneamente no foco físico, porque essa é a quantidade de tempo em que detereis a capacidade de reter a concentração da experiência. Poucos indivíduos no foco físico chegam a experimentar esse tipo de acção. Vós, nas definições, havereis de explicar essa acção em termos emocionais, e expressar exaltação na sua verdadeira forma. E poucos indivíduos experimentam isso.

Mas em relação à sua validade e à sua realidade, sim. Isso traduz uma verdade. Uma realidade que não é limitada por nenhuma dimensão nem nenhuma área da consciência. Apenas é interpretada e representada diferentemente em diferentes tipos de dimensões. Por isso é experimentada de modo diferente; Apesar de já ter explicado presentemente, se vos permitirdes, ainda que por um momento, despojar de crenças e abrir-vos à experiência da acção dessa verdade, isso também há-de transcender elementos dimensionais; porque cada dimensão há-de experimentar a mesma acção, alcançando esse particular momento nesse evento. Portanto, a vossa interpretação do amor é ausência de importância, porque numa outra dimensão a interpretação que será feita quanto ao amor pode diferenciar-se da vossa, mas a sua experiência, uma vez dada a justa permissão, virá a ser a mesma.

RON: Nesse caso o ódio deve constituir igualmente uma verdade? (Uma artimanha do Ron!)

ELIAS: Não.

LESLIE: Será o amor impessoal um objectivo realista?

ELIAS: Mas explica-me a mim aquilo que entendes por amor impessoal.

LESLIE: Onde não se traduz por uma emoção dirigida a uma pessoa ou a uma relação mas se estende a todos, a cada um e a tudo no universo.

ELIAS: Então não estarás a referir nenhuma expressão impessoal mas a sim uma expressão não individual de amor. Com a tua pergunta estarás a indagar sobre a possibilidade da criação disso?

LESLIE: Estou.

ELIAS: Isso é bastante possível, e mais do que isso, traduz a questão.

Com esta Mudança da Consciência vós estais a deixar cair os véus da separação. Estais a focar a vossa atenção em vós, na relação que tendes convosco próprios e no reconhecimento da vossa interligação com toda a consciência, bem como com a inexistência real de separação.

Eu posso-te dizer que a expressão do amor, em termos de verdade – não da tradução que estabeleceis nesta dimensão física associada à sexualidade e à emoção – consiste numa expressão de autêntico gratidão, gratidão genuína, a qual consiste na alegria fundamental: apreço por si próprio bem como apreço por todas as demais expressões da consciência, todas as demais essências, todos os indivíduos da vossa dimensão, e em vos permitirdes incorporar a capacidade de partilhar esse apreço e conhecimento disso.

LESLIE: O intelecto não interferirá com esse processo?

ELIAS: Interfere, por vezes, porque o intelecto incorpora a razão e alinha fortemente com as crenças das massas. O intelecto é igualmente concebido para interpretar e aceder á informação física.

Mas o amor não significa informação física mas uma verdade inerente à consciência, e as verdades são aquelas expressões inerentes à consciência que são passíveis de ser traduzidas em qualquer aspecto da consciência, em todas as áreas da consciência e em todas as dimensões sem limites, e não uma expressão criada unicamente em relação a uma área da consciência.

É por isso que referi previamente às pessoas ao me inquirirem, “Em que consistem as verdades do universo ou do cosmo?” A resposta que dei foi que essas verdades são expressões a que vós nesta dimensão física não associais um grande valor, mas representam constantes…

LESLIE: Então são a mesma coisa em todas as dimensões?

ELIAS: A sua tradução poderá ser adoptada de modo diferente, dependendo do desígnio da dimensão física em particular ou doutra área da consciência, mas são consistentes na sua expressão e passíveis de ser traduzidas.

THECALA: Bom, eu tenho vindo a tentar aprofundar a ligação que tenho ao amor e a estar presente tanto quanto possível comigo própria. Nesta altura da minha vida, eu, à semelhança de muito mais gente, estou numa relação. Possuo uma casa, tenho um filho, estou empregada e tenho dinheiro. Mas gostava de explorar o modo e o quê exactamente poderei fazer para continuar a chegar a uma situação duma maior honestidade comigo própria e tornar-me tanto quanto possível em amor na minha vida. Por isso é desse modo que iniciaremos! (Ri)

ELIAS: (Ri) muito bem. Mas em que termos descreverias esse “mais amor” em ti própria?

THECALA: Estar mais de acordo com a energia – mais profundamente ligada ou em união com tudo.

ELIAS: Muito bem. O que representará um acto de transformação associado a esta mudança da consciência, que tu já estás a fazer.

Nesse contexto, aquilo que crias que expresse um amor autêntico consiste numa apreciação genuína e num conhecimento do que quer que percebas, portanto, do que quer que pertença á vossa realidade física. O modo como expressarás isso há-de ser através duma mais íntima familiarização contigo própria e pela criação da aceitação de ti própria e das crenças que comportas, pela permissão da tua expressão livre associada às tuas verdades e às tuas preferências, e pela criação da aceitação das diferenças. Nessa ordem de ideias, à medida que aceitares a diferença, também abres a porta da permissão para agradecer e criar um conhecimento associado com a diferença, coisa que se tornará numa expressão de amor genuíno: conhecimento e apreço.

Ora bem; eu entendo perfeitamente, que dizer isso é demasiado fácil. Na realidade, pode tornar-se num enorme desafio de estabelecer, porque por vezes a diferença pode apresentar-se bastante ameaçadora. Por isso, pode representar um desafio aceitar a diferença e desse modo sentir apreço pela diferença.

O método para atingir tal acção consiste em genuinamente te familiarizares contigo própria, em identificares as tuas crenças que se tornaram nas verdades que abrigas, e em reconheceres que essas verdades que expressas te serão relativas e são aceitáveis, por se acharem associadas às tuas preferências em termos dos princípios segundo os quais escolhes e preferes expressar-te e expressar a tua conduta, mas reconhecendo igualmente não se tratar de nenhum absoluto nem realmente verdadeiras, razão porque não se aplicarão aos outros. Isso é o que gera as diferenças. As verdades dos outros consistem nos seus princípios e elas podem diferir bastante das vossas, mas isso não quer dizer que estejam erradas ou sejam más, a despeito da extrema diferença que possam comportar.

À medida que avançais para uma expansão da vossa consciência por meio duma familiaridade mais íntima contigo própria, também geras uma maior aceitação pessoal, o que cria o subproduto natural duma maior aceitação dos outros. Porque ao te aceitares a ti próprio, as diferenças que os outros manifestam tornam-se menos ameaçadoras para ti e por isso mais facilmente passíveis de ser aceites com naturalidade por ti.

É uma qualidade da consciência. É a acção da transformação

Traduz uma verdade, e a essência da tradução de amor no contexto da vossa dimensão física não consiste na atracção, mas no conhecer e gratidão, gratidão genuína, gratidão essa que se expressa por meio da aceitação. Nesse sentido, o conhecimento torna-se também significativo, o conhecimento efectivo de vós próprios e o conhecimento do outro, assim como a expressão duma aceitação que gera gratidão. Essa é a genuína expressão do amor.

O genuíno apreço traduz a expressão do amor. Posso-vos dizer que aquelas expressões por meio das quais estendeis uma energia autêntica de apreço sem incorporardes qualquer expectativa, podeis surpreender-vos a vós próprios e criar um reflexo daquilo que estendeis nesse apreço. Isso, meu amigo, como amor que é, traduz uma verdade.

PERDÃO

Eu posso-te dizer que o perdão ainda é uma expressão que não é aquilo que parecer ser. Existem muitos aspectos da vossa realidade que não são aquilo que parecem ser.

O perdão, segundo a definição que lhe dais, consiste numa acção que encarais como positiva que vos reforça e que se revela necessária para que vos movais rumo à aceitação. Eu posso-te dizer que isso traduz o lobo em pele de cordeiro, porque o perdão, na realidade, consiste na depreciação, no desprezo do outro, referindo no vosso íntimo que ele tenha errado ou vos tenha magoado ou ofendido. Ninguém vos pode apresentar tais expressões porque as essências não são intrometidas, e vós criais toda a vossa realidade. Por isso, se estiverdes a experimentar ofensa, vós tereis criado isso no vosso íntimo. Mais ninguém vos cria isso. Essa é uma faceta da vossa percepção e do poder da vossa percepção.

Nesse sentido, o perdão deprecia o outro e refere a existência de algum elemento respeitante ao outro que precise ser reparado, ou que ele não seja correcto na sua expressão, ou que esteja errado – e não existe erro nenhum. Tudo isso vos diminui, porque á medida que avançais para uma expressão de perdão para com outro indivíduo, estais a depreciar as vossas próprias escolhas e a vossa capacidade de criar adequadamente a vossa realidade sem incorporardes o papel de vítima.

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