segunda-feira, 15 de agosto de 2016

RESENHA DE TERMOS 5



INFORMAÇÃO

ELIAS: Deixa que te diga que estás correcta quanto ao facto de vós terdes pedido e eu ter escolhido responder.
Agora; para além do que esta declaração circunscreva, dir-te-ei que a questão principal consiste em evitar o trauma. Não importa, nesta interacção que estabeleço convosco, que venhais a aplicar a vós QUALQUER parte desta informação que vos estendo. Eu apenas partilho essa informação de modo que possais colher dela aquilo que vos puder conceder numa revogação do trauma.
Por isso, não tem importância. Não vo-la estendo para que vos torneis iluminados nem detentores dos segredos do universo! Estendo-a de forma a que não venhais a propor nenhuma expressão traumática a vós próprios, no decurso desta mudança. Por isso, sugiro-vos que elimineis aquilo que implicar trauma ou conflito.
Com isto, o que vos estou a dizer é que se estiverdes a experimentar conflito, examinai o que quer que esteja a criar esse conflito e sereis capazes de escolher uma orientação diferente para a vossa atenção, e de eliminar o vosso conflito. NISSO reside a questão.
As pessoas ao se depararem com toda esta informação e com a actuação recíproca que exerço junto de vós deixam-se confundir como se isso representasse uma oportunidade de se tornarem espirituais e iluminados! Não vos deixeis iludir nessa área, porque aí reside a expressão objectiva da confusão que formulais. Vós já sois seres espirituais e iluminados! Não precisais nem requereis o meu auxílio para realizardes isso, porque já expressais tal acção!
Em relação ao auxílio da minha parte, aquilo que meramente requerestes foi apenas um envolvimento ou um abrandamento ou a eliminação do trauma que possais vir a criar em conjugação com esta mudança da consciência, e é por isso que vos concedo esta informação. Mas vós, no vosso foco físico, complicais a informação que vos é estendida por meio do vosso intelecto. Mas ela não é tão complicada assim quanto o percebeis!
Já te propus o cenário do exercício da ausência de conflito, com o que propusestes a ti própria um envolvimento e validastes-te em relação ao facto de seres capaz de obteres resultados com o seu uso. Eu apenas vos estendo uma outra informação a fim de vos validar as próprias expressões, porque vós deixais-vos prender nas malhas da duplicidade até vos embaraçardes nelas, com cuja expressão passais a bloquear muitas das escolhas e deixais de vos permitir perceber todas as opções que se vos acham disponíveis; e podeis simplificar muitas das vossas expressões se retornardes ao exercício da ausência de conflito.
Que vos estará a propor tal conflito? Que será que não vos impõe conflito? À medida que identificais as situações que estiverem a gerar-vos conflito também podereis identificar que, se interromperdes a criação disso, haveis igualmente de interromper o conflito que sentis!

JEN: Bem, uma das coisas que envolvem a partilha desta informação no fórum da amizade ou das relações, que sempre parece surgir de todo o lado, no meu caso, em relação àquilo que li ou aprendi... Mas há uma outra parte que enuncia que precisamos ir à escola a fim de partilharmos esta informação com outros, e talvez o facto de não ser faça parte desta mudança da consciência.

ELIAS: Não se faz necessário. Vós possuís a informação em vós, do mesmo modo que todos os demais. Apenas ofereceis ajuda ao lhes permitires que se abram em relação ao próprio conhecimento.
Todas as pessoas detêm esta informação. Aquilo que sugeris por meio do auxílio não passa dum movimento de despoletar a recordação, porque é a isso que todos estais a aceder, às vossas recordações da essência, porque vós já possuís todos esta informação, e isso constitui tudo o que vos estendo, o encorajamento no sentido de acederdes à recordação da vossa recordação; não vo-la comunicar em vosso lugar, mas em encorajá-los a confiardes em vós e a vos aceitardes, porque no que toca à recordação e ao esquecimento inerente à vossa “prisão” esquecestes também a confiança em vós, e voltais-vos para os outros em busca de orientação e de directrizes. Mas vós possuís a capacidade de vos orientardes, e a capacidade de tomardes nas mãos o comando do vosso próprio barco!

ELIAS: Na interacção objectiva que empreendeis comigo, também estais a participar de forma subjectiva, e na incorporação subjectiva desta troca de energias, estais a permitir-vos partilhar a informação. À medida que recebes a informação dum modo objectivo com a transcrição que fazes, permites-te igualmente incorporar essa informação dum modo objectivo, mas assimilas essa informação objectiva com maior facilidade, por já incorporares a informação de forma subjectiva.

ELIAS: Estais a começar a perceber mais a fundo a extensão do voltar a vossa atenção para vós próprios, e com isso, estais a começar a entender existirem muitos mais aspectos com que vos achais envolvidos – e muitas mais áreas de resposta automática que originais – do que inicialmente vos tereis permitido perceber de forma objectiva.
Nesse processo que empreendeis de continuamente vos voltardes para vós próprios assim como para todos os aspectos das crenças que estão a exercer influência na área da não aceitação pessoal, vós estais a mover-vos para lá da zona das soluções imediatas, por assim dizer, e estais a obter resultados.
Bom; deixai igualmente que refira que apesar de ser possível que ultrapasseis uma dificuldade de modo instantâneo, também vos darei conta do conhecimento que possuo em relação à vossa realidade, e na vossa realidade não se vos apresenta a capacidade prática de suplantar as dificuldades de forma imediata. Por isso, a realidade da situação é a de que vos moveis por processos, razão por que me dirijo a vós deste modo, por incrementos ou passo a passo, por ser desse modo que criais a vossa realidade.
Não me estou a dirigir a ti no singular, porque vós TODOS criais a vossa realidade dessa forma, nesta dimensão. Nesse sentido, como também me posso dirigir a ti e te posso fornecer informação que te deixe entender que de facto deténs a capacidade de alterar ou de mudar instantâneamente o teu sexo – tu deténs essa capacidade e isso é possível – isso não quer dizer que o venhas a pôr em prática, porque isso simplesmente não teria cabimento na tua realidade convencional. Por isso também não dispões de nenhum processo para tal fim.
Ora bem; posso-te dizer que tu podes passar e dar atenção a qualquer dos teus problemas individuais de modo instantâneo do mesmo modo que te é possível criar um sexo físico diferente em ti de imediato e neste momento. Não te permitirás efectuar isso. Por isso, é ridículo eu dirigir-me a ti desse modo.
A tua realidade é a tua realidade! É real, e nessa realidade, atravessas problemas por incrementos e sugeres a ti próprio informação por acréscimo e avanças pela aceitação passo a passo, e é isso o que estás presentemente a fazer.
Admites pequenas quantidades de informação de modo que a possas assimilar, e à medida que vais assimilando cada bocado dessa informação também avanças, e ao avançares estabeleces o processo passo a passo, o que é aceitável, por se tratar da realidade que concebes!
Nesse âmbito, por vezes também apresentas a ti próprio passos esquivos, nos quais alivias temporáriamente os elementos do conflito com soluções imediatas.
O Mikah, tal como lhe disse, encara muitas áreas do seu foco e a atenção que exerce dum modo bastante singular, e como continua a encará-la e a concentrar a sua atenção no singular, também produzirá, na sua experiência, a situação de não perceber a informação toda que se lhe acha disponível e a não conceder a ele próprio a faculdade de perceber toda a criatividade e escolhas de que dispõe.
Nesse âmbito, eu dirijo-me a vós individualmente e de modo diferente, por estardes a permitir-vos perceber mais elementos da vossa realidade.
Tenho vindo a referir, desde o início destas interacções, destas sessões, junto de todos, que uma das acções que mais influência gera é a da observação, mas se olhardes de forma singular, também haveis de perceber de forma singular.
Mas se vos permitirdes abrir à periferia e expandirdes a consciência, também haveis automaticamente de NOTAR a cada passo, elementos da vossa realidade - em cada interacção e com cada experiência - que vos hão-de proporcionar uma maior informação no sentido de dardes atenção aos próprios elementos a que escolheis dar atenção.
Vós atraís a vós continuamente imagens e informação e experiências que dizem respeito aos próprios elementos a que desejais dar atenção. É apenas uma situação de dardes atenção AO QUE estais a atraír a vós e o QUE estais a sugerir a vós próprios através das experiências que tendes, porque elas estão continuamente a apresenta-se-vos, por estardes continuamente a deixar-vos atraír para elas. Apenas não vos permitis notar toda a informação que vos é apresentada.

ELIAS: Posso-te dizer que a adopção desta informação e a sua aplicação, pode influenciar sobremodo o vosso avanço se vos permitirdes estabelecer um maior à-vontade e um menor conflito nas vossas experiências, e talvez mesmo um realce das vossas experiências de modo preferível. Mas isso é uma opção.
Não é necessário forçar nem pressionar por meio da energia. Nesse sentido, à medida que incorporais esta informação, torna-se importante recordardes a alegria e não adoptardes uma tremenda seriedade, por se assemelhar a um jogo. Isso é o principal, incorporar uma consciência mais abrangente ou completa, e por isso um maior à-vontade no que fazeis e uma maior expressão da realização das vossas capacidades, do que podeis realizar e sobre o que empreender de modo associado ao que quereis.
Eu não estendo às pessoas uma informação que lhes crie uma sobrecarga de trabalhos, mas ao invés duma forma a diminuir-lhes o conflito e o trauma e que vos sirva através duma assistência que vos leve a familiarizar-vos mais convosco, e a vos apoiar dum modo muito mais efectivo. É escolha vossa a forma como usais esta informação e em que quantidade.

ELIAS: Muito bem. Antes de mais, reconhecei e entendei que a informação é fornecida àqueles que se acham nesta dimensão física de modo associado à capacidade de compreensão objectiva e vontade de assimilar. Por isso, em relação a certas expressões, elas podem ser estendidas de modo associado à vontade de receber que aqueles que a recebem manifestam, no sentido de assimilarem o que lhes é oferecido, assim como à capacidade que acreditam possuir de receber essa informação. Outro factor reside na essência que oferece informação e na orientação que a essência individual escolhe em relação ao seu propósito individual ou ordem de prioridades, por assim dizer.

Agora; em relação ao vosso mestre anterior, por assim dizer – Seth – essa essência transmitiu-vos informação destinada a criar abalar o sistema, por assim dizer. O objectivo consistia em introduzir informação a fim que servisse de auxílio às pessoas na vossa dimensão física e no reconhecimento das crenças e da sua expressão nesta dimensão física. Essa sugestão informativa não foi intencionalmente apresentada de forma contrária às crenças mas ao invés unicamente para expor a existência das crenças, assim como para sugerir uma informação àqueles que nesta dimensão podem servir de apoio, por assim dizer, e de auxílio na vossa passagem para um conhecimento objectivo relativo a esta mudança que a consciência atravessa, com a noção de que a acção nessa altura se aproximava da inserção objectiva desta mudança sem que, todavia, se exprimisse ainda, continuando por isso a reconhecer o movimento subjectivo desta mudança. Por isso, a ênfase não se centrava na proposta duma informação que se pudesse mover fora do âmbito das vossas crenças nem do conflito com essas crenças. A intenção não consistia em expressar uma informação que viesse a gerar mais conflito ou trauma em associação com a mudança mas unicamente em oferecer informação respeitante a crenças, o que se revelou bastante profundo e significativo.

Ora bem; quando iniciei esta interacção objectiva pela energia com o Michael, em associação com o grupo inicial de indivíduos, também me dei conta do vigor das crenças adoptadas por aqueles que participaram comigo nessa interacção, no sentido dum reconhecimento da realidade mais ampla, por assim dizer. Com tal identificação, expressaram concessões temporárias por meio do reconhecimento de que, se não tivessem sido expressadas, com consciência de que o movimento haveria de exceder tais concessões e com conhecimento das vossas capacidades para aceitar esse movimento por deterdes um intelecto espantoso, a informação foi estendida de forma parcial e não dum modo em que o movimento deste fórum viesse a ver-se frustrado. Aqueles que participaram, e mais significativamente o Michael, que permite a troca de energias, não teria continuado caso eu tivesse oferecido uma informação da forma que actualmente está a ser propagada.

Mesmo a esta altura, eu transmito a informação por incrementos, com o reconhecimento do que aqueles que participam no fórum aceitam e permito que a assimilem em conjugação com o avanço que conseguem nesta mudança e a expansão da consciência que atravessam. Aquilo que podíeis ter assimilado há dez anos, no quadro do vosso tempo linear, já ultrapassastes de longe, actualmente. E aquilo que sois capazes actualmente de assimilar, teríeis rejeitado há dez anos, porque não disporíeis da capacidade de assimilação, devido a que a vossa consciência não tivesse sofrido tal expansão ao ponto de vos permitirdes uma compreensão objectiva dessa informação.

Por isso, e associado à repetição da manifestação - isso consiste apenas num outro termo para a reencarnação. Em associação com as crenças expressas nessa altura, a crença na reencarnação mostrava-se revolucionária para quantos participavam neste fórum de grupo, e foi expressada com dificuldade de aceitação do conceito. Por isso, avançamos por incrementos na sugestão dessa informação, mas com ligeireza.

Eu refiro o conceito da repetição da manifestação ao escolher não incorporar terminologia com que vos achais familiarizados como a da reencarnação e a fim de introduzir pontos de partida informativos que permitirão uma informação adicional e uma alteração da existente que não se revele conflituosa. Porque, se desejardes, podereis expressar-vos no alinhamento com a crença da reencarnação. Em associação com a moldura linear de tempo existente na vossa dimensão física, isso pode ser referido como repetição da manifestação, o que é bastante real, por estardes a associar em termos de linearidade temporal.

Em associação com a consciência exterior a esta dimensão física – e nem todas as dimensões físicas incorporam tempo linear - a repetição da manifestação é relativa à vossa dimensão e às vossas crenças. Fora do âmbito desta dimensão física, na actualidade da essência, o que estais a gerar é a manifestação dos vossos focos todos em simultâneo.

Agora; em associação com as crenças que comportais, uma vez mais, o tempo linear e a singularidade da atenção que exerceis sobre um só foco, isso pode ser levado na conta de exacto, o facto de referirdes a repetição da manifestação. Mas para além das vossas crenças ou daquelas que vos são familiares, indo além das associações com que vos achais familiarizados, e para vos propor uma informação que vos estenda a oportunidade de expandirdes a consciência e de vos encarardes dum modo mais completo em relação ao que sois, sem o véu da separação – o qual também só é relativo a esta dimensão – ao vos ser sugerida uma informação respeitante à presença da totalidade e simultaneidade dos vossos focos todos, eles deixam de vos parecer tão afastados. Não precisais buscá-los numa outra faixa de tempo em que se achem mortos, ou que ainda não tenham nascido, e torna-se mais difícil associar-vos à sua presença ou encará-los como sendo vós.

Além disso, na continuidade da informação que vos estendo a todos, eu continuo de modo propositado a estender-vos essa informação dum modo que não vos leve automaticamente a criar associações familiares às vossas crenças, desse modo permitindo que sugeris a vós próprios a oportunidade de ir além do que é familiar, a fim de expandirdes a vossa consciência e de realizardes uma noção de que sois todos esses focos. Não se reporta ao passado nem se dirige ao futuro. É um movimento de observação como que para o lado, e vós incorporais a capacidade, neste presente, de voltar a vossa atenção e não encarar apenas um foco vosso, uma outra manifestação vossa, mas de voltar a vossa atenção e...

LUANA: E de sermos isso.

ELIAS: Sim, porque sois. Também tendes a capacidade de serdes vós próprios e de continuardes a centrar a vossa atenção nesta manifestação enquanto sois os outros indivíduos em simultâneo.

LIBERDADE

A liberdade consiste na mera consciência da expressão da escolha em cada e todas as situações.

A liberdade é expressada no reconhecimento das vossas verdades e na coragem para expandirdes a vossa consciência e arriscar-vos a não terdes razão – mas também não estais errados. Elas são meras verdades que abrigais, e não é preciso comparar nem convencer, porque em ambas as situações vós depreciais-vos assim como depreciais o outro.

A liberdade não reside na independência. A faculdade de vos afastardes, de vos apartardes reside na independência.

R: Nesse caso, deixa que te pergunte. Em que consiste a liberdade, então?

Elias: A liberdade consiste no conhecimento genuíno do vosso ser autêntico e é sinónimo de interligação. A ausência de fronteiras em vós, com tudo o que é. O reconhecimento de que tudo se acha interligado e por isso todos os recursos se vos acham ao dispor. Não é preciso ganhardes a lotaria porque todos os recursos se vos acham disponíveis. Todos eles sois vós, e pertencem-vos de modo intrínseco. Quando vos separais, aí criais a estrutura em que tudo passa a deixar de vos pertencer. Tudo deixa de estar interligado a vós e passam a existir aspectos da realidade que se acharão afastados de vós. Por isso dá-se um contínuo esforço por lutar em qualquer direcção. Até mesmo um indivíduo como aqueles que chamais de sem abrigo, luta para alcançar.

ELIAS: Mas deixa que te diga igualmente que nesta altura, muitos indivíduos, inclusive tu, estão a apresentar a si próprios novas expressões de liberdade, mas a liberdade é-vos bastante pouco familiar! (A Robin ri) Por isso vós esforçais-vos e esforçais-vos para implementar essa expressão da liberdade, e ao conseguirdes isso e ofereceis essa liberdade a vós próprios, assim como o reconhecimento das vossas escolhas, também vos imobilizais por ficardes sobrecarregados e encarardes (A arfar) “Eu criei todas essas escolhas, e não sei o que escolher!” (Ri para dentro)

E NISSO reside a intenção de vos familiarizardes convosco, e de vos permitirdes prestar atenção ao que comunicais e ao vosso desejo e orientação.

Tu sempre dispuseste de miríades de escolhas a cada momento. Agora estás a permitir-te reconhecer objectivamente todas as tuas escolhas e liberdade. Mas não estás a prestar atenção ao outro aspecto dessa acção, de também teres noção de ti própria e do teu desejo, e de te permitires acompanhar esse desejo sem condenação, porque a condenação cria obstáculos.

Se permitires o teu fluxo natural de energia, e CONFIARES em ti, isso criará igualmente um à-vontade nos teus movimentos, e permitir-vos-á a realização do vosso desejo.

MEDO

ELIAS: Muitas vezes, quando tomais parte nas crenças mais baixas, tal com já declarou anteriormente, dais início a um esforço para atingir a vossa área ou acção da ausência de esforço. Se não sentirdes vontade de empregar esse esforço inicial para imprimirdes movimento à consciência, haveis de permanecer na segurança do vosso medo. Não vos incomodais em empreender esforço.

ELIAS: Elementos ou acções com os quais não te aches familiarizada, ou eventos, ocorrências ou energia com que não estejas familiarizada, tudo isso pode dar lugar à acção do temor. Nesse sentido, tu apresentas a ti própria, no actual presente, muitos aspectos novos da acção e da consciência e de informação decorrente de trespasses com que te não achas familiarizada, e em razão de cujo medo bloqueias a tua consciência objectiva, com a excitação e o desejo de passares para uma acção de expansão da consciência. Por isso, nem sempre te permites perceber aquilo que poderás designar como o temor subjacente. Não te preocupes com isso porque no teu desejo exerces um ímpeto similar ao do Michael. O temor também se faz presente na criação da realidade deste indivíduo, mas ele também incorpora o desejo e permite-se impulsionar em frente, por assim dizer, a despeito disso. Com essa acção o aspecto do temor acaba por ser dissipado, e fica pelo caminho automaticamente com tal pressão para abrir caminho, dirigido pelo vosso desejo…

PERGUNTA: O temor deverá indicar movimento. Se sentirmos medo em relação a coisas que não sentíamos no passado, isso há-de implicar alguma acção ou movimento…

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: ...O que...

ELIAS: ...Não deve ser encarado em termos negativos!

PERGUNTA: É crescimento. Trata-se ou não duma questão de permitirmos que esse medo nos impeça de crescermos, ou de o suplantarmos.

ELIAS: Exacto. Vós estais a realizar; tal como vireis a reconhecer-vos também no vosso avanço e realização, tal como já declarei, a realização dessa expansão também se acha intimamente ligada ao movimento das crenças e das dificuldades das pessoas deste fórum e da pirâmide. Por isso, a expansão prossegue e sofre aceleração. E nesse sentido, podeis aperceber-vos de que estais a realizar, porque essa acção não deveria ter lugar no presente.

PERGUNTA: Tenho uma pergunta a fazer. Não sei muito bem como chegar à questão mas quero tentar descrever aquilo que está a suceder de forma a chegar à questão. Eu tenho vindo a enfrentar medos neste meu foco da Gail, e a trazer imagens objectivas e símbolos à minha consciência de forma a enfrentá-los. Mas encontro-me igualmente a contactar um foco diferente, e parece-me que essa pessoa tenha tido experiências semelhantes às minhas. Sempre que me deparo com medos deste foco, estarei simultaneamente a resolver medos nesse outro foco?

ELIAS: Estás. Já te referi previamente que qualquer acção que empreendas neste teu presente afecta todos os outros focos, mas por vezes, poderás apresentar a ti própria actos específicos que estejam especificamente ligados a outros focos individuais da tua essência; E ao escolheres dar atenção às dificuldades e às crenças que envolvem, tu podes auxiliar na alteração do outro foco… Bem como na alteração do teu. (Dá risadinhas para a Vicki) Sendo essa também a acção dos focos extraterrestres, que se acham em contacto directo com a afectação deste foco! (Para a Gail) A permissão que te concedes para estabelecer esse contacto com os outros focos proporciona-te informação para que avances por entre as dificuldades do presente, p que alterará tudo o mais. Tu estás sempre – sempre – a exercer influência através da consciência.

PERGUNTA: Neste meu foco, estou a afectar esse outro foco, mas estou também a afectar ou outros que possam ter tido…

ELIAS: Sim.

PERGUNTA: Então isso assemelha-se a uma reacção em cadeia ao longo da simultaneidade do tempo, pelo que, quando sinto este medo, todos os outros medos venham sofrer alteração nessa mesma disposição?

ELIAS: Exacto, assim como em termos futuros, também.

PERGUNTA: Gostava de obter conhecimento do medo; o medo em que vivemos no nosso dia-a-dia, a sua capacidade, além do modo como poderemos desprendê-lo das nossas vidas…

Medo: Esse é um tema que no presente se revela premente e em relação ao qual todos comportais elementos. Por isso vamos dar início à questão. O medo traduz um assunto complicado. Cada um de vós possui elementos diferentes de temor que se reflectem em áreas distintas e em diferentes graus, mas todos vós comportais temor.

No foco físico o maior medo que sentis relaciona-se com o foco físico. Ele é-vos pouco familiar. Trata-se dum experimento levado a cabo no campo da experiência, pelo que, penetrais num estado de atenção com que não vos achais familiarizados. Estais a penetrar numa área da exploração. Essa é a natureza da essência e de toda a consciência – outro tema que poderá ser acrescentado à nossa lista do que poderá ter interesse, esse da consciência. Vós entrais em qualquer dimensão física com o propósito da exploração, que é outro aspecto da transformação inerente à essência e à consciência, o da exploração daquilo que vos é desconhecido, e de vos permitir novas experiências; Mas como não vos achais familiarizados com isso, também comportais temor.

Bom; deixai que vos explique que em todas as diversas dimensões não abrigais temor, porque algumas não comportam crenças que venham a ocasionar temor. Por isso explorais a vossa nova dimensão e foco físico noutras dimensões sem esse elemento do temor.

Mas nesta dimensão vós criastes esse foco particular de conter muitas crenças e emoções. O temor acha-se igualmente relacionado com a emoção. Por isso, nesta dimensão em particular torna-se num elemento saliente na vossa realidade, por se achar ligado à vossa emoção. Nas crenças que sustentais, vós detendes um temor em relação ao desconhecido. E todos os elementos desta dimensão constituem algo para vós desconhecido. Por isso o temor consiste também num elemento intricado da vossa realidade.

Por um lado, isso faz parte da vossa realidade, a qual é complicada, e serve uma disposição propositada na vossa realidade. Pode tornar-se-vos motivador assim como pode tornar-se-vos numa forma de prevenção. Por isso serve como um benefício em termos do auxílio que vos dá nesta realidade particular. Por outro lado, pode tornar-se limitativo para vós. Depende do uso que derdes a essa emoção e à manipulação que fizerdes em relação a ela, o que há-de brotar da compreensão que tiverdes dela.

Na compreensão que possuís em relação a essa emoção, ela pode ser manipulada dum modo que vos seja benéfico. Existem elementos nesta dimensão em particular que se acham além da vossa compreensão, e em relação ao que, se tiverdes temor, também vos impedireis de penetrar em áreas que vos podem tornar-se confusas ou que poderão originar conflito. Torna-se-vos limitativo que abrigueis temor em relação a esta realidade material em si mesma. A exploração desta dimensão e desta realidade física consiste num desconhecido, por vos ser pouco familiar. Por isso, sustentais temor em relação a tudo isso. Tal como havíeis de sentir se partisses à conquista da vastidão do vosso espaço, por assim dizer, em relação ao que pudésseis encontrar, por poder não ser amistoso e ser desconhecido.

Do mesmo modo, nos vossos movimentos do dia-a-dia, no vosso foco, aquilo com que vos podeis deparar pode também não ser amistoso. Isso inclui-vos, porque vós estais a explorar-vos do mesmo modo que ao vosso ambiente. Por isso, aquilo que estais a explorar consiste objectivamente num desconhecido para vós, tanto na atenção do vosso foco como nos recessos do espaço exterior. É por essa razão que vos refiro tantas vezes que vós sois dignos, que vos encontrais a salvo em vós próprios, e que não precisais apavorar-vos em relação a vós.

A vossa maior limitação consiste no temor pessoal que abrigais; não em relação ao vosso meio ambiente, não em relação aos outros, mas de vós próprios e daquilo que possais criar para vós e descobrir em relação a vós. Por isso, abrigais um temor em relação ao “buraco negro” que é o vosso íntimo mais profundo, o qual encerra todos os vossos mais obscuros segredos que nem sequer permitis que o vosso eu objectivo perceba. Mas nos recessos desse buraco negro que sois vós só se acham as crenças que adquiristes e que vos sugerem não serdes dignos ou não conseguirdes realizar-vos, ou que alguém seja MELHOR que vós. Na realidade, tal como já tive ocasião de referir tantas e tantas vezes, vós sois perfeitos como sois, a cada instante. Estais a realizar a cada momento aquilo que escolheis realizar em perfeito alinhamento com o vosso propósito, mas no instante em que deixardes de realizar em perfeito alinhamento com o vosso propósito, vós interrompereis a vossa vida, porque deixareis de obter sentido de valor inerente à vossa pessoa nesta dimensão particular.

Entendo perfeitamente que muitos sintam descontentamento em relação ao foco físico e criem um sentimento de infelicidade nos seus focos individuais. E isso brota igualmente do vosso temor. Isso não quer dizer que não continueis a mover-vos no enquadramento do sentido de valor, mas reconheço que no foco físico, a vossa experiência pode sugerir desconforto e descontentamento. Podeis esforçar-vos por descobrir “um caminho melhor” no vosso foco, com um maior conforto, mais à-vontade, menos dificuldades, menos conflito, menos aflição. É por essa razão que vos falo frequentemente na inexistência de certo e de errado, bom ou mau. Isso são produtos das vossas crenças, as quais vos influenciam bastante.

Não estou a minimizar a realidade dessas crenças nem o quanto elas vos influenciam e estabelecem a realidade, porque aquilo que sentis e experimentais É REAL. Se vos sentirdes infelizes, sentis-vos infelizes. É a vossa realidade, e não se trata de nenhuma ilusão. É estabelecido pelas vossas crenças, mas também faz parte da vossa realidade.

Eu não vos digo que não existe certo, errado, bem , mal para poderdes eliminá-los da vossa realidade e do vosso foco, mas para expandirdes a consciência que tendes para o facto da existência de mais para além das vossas crenças. São essas crenças que vos limitam e vos criam essas situações de infelicidade e temor. Mas também vos posso dizer que em muitos casos, as vossas experiências de aflição e de infelicidade também contribuem para a vossa realização de sentido de valor, por vos captarem a atenção. Já referi imensas vezes que vós prestais muito mais atenção àquilo que percebeis como experiências negativas do que o fazeis ao que encarais como experiências positivas.

Nas nossas primeiras sessões, eu apresentei exemplos de indivíduos e de experiências. Se estiverdes a experimentar alegria ou júbilo, felicidade, um dom, recebeis e experimentais isso, e em seguida deixais que passe. Não vos prendeis a isso. Por isso, vós encarais a felicidade ou a alegria como transitórias, por as encarardes meramente por aquilo que são – experiências – e deixais que a experiência disso se esfumasse sem vos deixardes aprisionar por ela. Mas se estiverdes a criar o que acreditardes ser uma experiência negativa – uma experiência dolorosa, temível ofensiva – aí já vos detendes nisso. Jogais o vosso jogo do gato e do rato; e mesmo que o rato esteja morto, continuareis a bater-lhe e a examinar e a fazer rodar o rato morto, porque isso vos fascina!

Na essência imaterial vós não possuís qualquer “negativo”. Não existe nada positivo nem negativo nem certo nem errado, nem bom nem mau. Apenas existis. Experimentais esses elementos meramente por uma questão de abrigardes crenças que vos sugerem tais elementos e vos influenciam os estados emocionais PELA experiência. Dizei-me, com base na vossa lógica: Não será lógico que ESCOLHAIS explorar elementos com os quais vos ACHAIS pouco familiarizados, como escolheis bater no rato morto por vos ser tão pouco familiar? É por isso que sentis tanto fascínio por esses elementos e eles vos captam a atenção, e lhes prestais muito mais atenção do que à alegria. Apesar da alegria também não constituir um elemento do foco não físico, nas vossas crenças, ela acha-se mais próxima da familiaridade do que o temor. (Pausa)

Como podereis eliminar o temor? (Para a Vicki) Isso é a segunda parte da pergunta que colocaste! A eliminação do temor passa pela confiança e pela aceitação. (O grupo suspira em uníssono) O que, todos vós sentados nos vossos acentos, presentemente direis para convosco, “Ah, pois. Mais uma vez isso! Estou perfeitamente ciente que a aceitação pessoal e a confiança em nós eliminará o temor. Prossigamos lá com isso!” (Riso) Aquilo de que NÃO vos apercebeis é que podeis expressar o mesmo para vós próprios, mas ainda não compreendeis a realidade destas palavras. Elas não passam de palavras.

A verdadeira aceitação pessoal e a confiança em si mesmo, não deixam espaço para o temor, porque ele é automaticamente erradicado; porque, a razão porque não eliminais o medo deve-se ao facto de continuardes a sustentar crenças e continuardes a reforçar as crenças básicas da duplicidade, e não vos aceitardes.

(Decididamente) Já referi isso recentemente – e uma vez, anteriormente – mas vou repeti-lo uma vez mais: Sugiro-vos a todos que durante um certo período de tempo dais lugar em vós a um exercício que vos foi proposto nas nossas primeiras sessões, de notardes todas as vezes que vos diminuirdes ao dia. Sugiro que ficareis surpreendidos pelo número de vezes, a um só dia, vos depreciais e reforçais as vossas próprias crenças no terreno da duplicidade, desse modo reforçando o vosso próprio temor. Toda a vez que vos justificais ou vos desculpais pelos vossos actos ou pensamentos, toda a vez que vos diminuís ou expressais que podíeis ter realizado de modo mais eficiente nesse momento, ou melhor, estais a reforçar as vossas próprias crenças da duplicidade.

Isto não pretende dar a entender que vos esforçais por nada, ou que não podeis estabelecer movimentos no sentido duma consciência mais expandida, mas que uma consciência mais expandida não significa “melhor”! Tem mais que ver com uma recordação e com um conhecimento de si, mais com a aceitação de si. NÃO se trata de se melhorar. Essa é a crença que é interpretada como expansão da consciência. E vós não vos estais a tornar indivíduos melhores. Estais a tornar-vos indivíduos mais CONSCIENTES. Estais a recordar a vossa condição e a aceitar-vos, desse modo diminuindo a influência das vossas crenças e do temor de vós próprios no vosso foco físico.

Por isso digo-vos também para não reforçardes a crença de que a expansão da consciência crie uma pessoa melhor, porque não estais a dar lugar a uma pessoa ou a um indivíduo melhor. Estais mais a estabelecer uma consciência e uma maior aceitação em tudo o que sois, e a reconhecer que todas as vossas crenças MOLDAM a vossa realidade, o que é aceitável. Como podereis aceitar crenças se objectivais certas crenças como inaceitáveis? Torna-se demasiado fácil aceitar as crenças que concernem àqueles correntes de opinião e convicção que dão resultados, mas se albergardes outro conjunto de crenças que subscrevam que certas crenças sejam inaceitáveis e prejudiciais, podeis jamais vir a aceitá-las, mas elas SÃO um elemento da vossa realidade e aquilo que vos cria a realidade; que sois vós.

Portanto, a chave para a aceitação passa pela aceitação de TODA a vossa realidade, seja no que concerne às crenças – boas ou más – TUDO o que é criação vossa, o que sois VÓS; mas como não aceitais certos elementos das vossas criações, as vossas crenças, VÓS, também reforçais o vosso elemento de temor. (Pausa)

(Com humor) Esta noite não vou embaraçar a Shynla! (A Cathy estava farta de se rir durante esta dissertação) Mas sugiro-vos que olheis ao que vos concerne, em oposição ao presente fórum, e que cada um tente dar com os segredos (que esconde). (Para a Cathy) Não vamos despender mais uma sessão com segredos esta noite! (Riso)

PERGUNTA 2: Eu estava a ficar preocupada!

ELIAS: Mas cada um de vós detém elementos dentro de vós que para vós próprios consistem nos vossos segredos, aqueles elementos que encarais como completamente inaceitáveis. Examinai-os, porque são eles que vos criam o temor que abrigais, porque ele é bastante influenciado pelas crenças que sustentais. E como podereis identificar as crenças que vos estão a influenciar essas reacções, esses segredos, e o modo como eles vos fazem sentir, também podeis proporcionar a vós próprios informação que vos poderá auxiliar a dissipar elementos do vosso temor. (Sorri para a Vicki)

PERGUNTA 3: Elias, eu estava para aqui sentado e senti um clarão desta coisa da morte de que falamos antes…

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA 3: E fiquei com a impressão de se tratar duma questão mais ampla do que pensava.

ELIAS: Essa é a razão porque reténs tal medo. Isso é igualmente reforçado pelas crenças das massas. Lembrai-vos disto, porque o medo do espectro da morte é sustentado colectivamente, por todo o vosso planeta…

PERGUNTA 2: Eu quero saber como uma pessoa poderá sentir apreço vida e pelas belezas que contém e ainda assim sentir vontade de resmungar.

ELIAS: Continuemos com o assunto do temor! No temor inerente ao foco físico, ou à vida, por assim dizer, podeis sentir essas duas emoções ao mesmo tempo. Isso deve-se a que o indivíduo possa sustentar crenças conflituosas.

Mencionamos previamente que as pessoas por vezes comportam crenças conflituosas ao mesmo tempo. Isso pode gerar muito conflito na pessoa. Podeis ter a crença que vos diz que DEVÍEIS sentir apreço pela vida e pela criação, por vos terem ensinado nas vossas religiões, ciências e sociedades a apreciar tudo o que vos rodeia, mas não sustentais uma apreciação por VÓS PRÓPRIOS e sustentais duplicidade (em vez disso).

Na realidade, sustentais duplicidade em ambas as áreas. Em determinados elementos NÃO comportais apreciação pela vida nem pela beleza que a caracteriza nesta dimensão física em particular. Já noutras áreas, já SENTIS esse apreço porque atribuís bem e mal a todas as coisas e até mesmo ao vosso ambiente. A razão porque um indivíduo sentirá esse conflito deve-se a que sentis gratidão pelos elementos que vos são parecem ser exteriores, na crença de que vos achais removidos desses elementos. Podeis olhar o vosso ambiente natural, a vossa “natureza” tal como a designais, e percebe-la como separada de vós e exterior; em razão do que A apreciareis, ao passo que a VÓS já deixais de apreciar.

Sustentais crenças que vos dizem não serdes dignos, e criais terminologia que reforça isso. Alguns serão melhores, outros serão especiais, outros ainda serão abençoados, e outros são ordinários e “inferiores”. Vós automaticamente vos situais em áreas em que vos tornais inferiores, menos especiais, indignos; porque nestas crenças da duplicidade, apesar delas vos reforçarem a vossa falta e aceitação pessoal, encarais isso como bom; Não vos fazerdes superiores a quem quer que seja, não vos tornardes arrogantes, não dar DEMASIADO valor a vós próprios por isso tudo ser errado.

Por isso andais num rodopio por entre essas crenças e deixais-vos confundir com elas. Essa é a razão porque muitas vezes vos digo para não vos preocupardes com os demais mas para olhardes para vós e para vos reconhecer e praticardes a aceitação pessoal; porque se torna sobremodo difícil lidar CONVOSCO próprios e com as crenças que comportais mas vós reforçais essas crenças e o vosso círculo fechado e o intercâmbio que estabeleceis ao recorrerdes a umas e a outras, quando aceitais as críticas dos outros indivíduos.

Podeis dizer para convosco que não tenha importância aquilo que os outros percebam em vós. Eu digo-vos que isso está incorrecto. Ninguém, nem uma única pessoa entre vós aceita essa crença! Todos vós comportais a crença que vos atribui uma certa importância; como os outros vos perceberão. Isso detém importância aos vossos olhos. Isso consiste numa crença; e tal como já vos referi, nem uma só pessoa até ao momento conseguiu aceitar uma crença, tampouco vós. Por isso, enganais-vos ao referirdes lá para convosco que aquilo que os outros pensem de vós não tenha importância.

TEM importância para vós porque comportais crenças que vos dizem que vos deveis mostrar de certos modos aos outros, para que vos aceitem, e por isso ser aceites por vós próprios; porque vós procurais a aceitação e vós próprios a partir do exterior, e não a partir de dentro. Se procurardes dentro de vós pela vossa própria aceitação, deixará de ter importância o modo como o outro vos perceba, porque haveis de ser aceites por vós.

Não series aceites pelos outros. Vós racionalizais no vosso íntimo e dizeis para convosco que já sabeis disso. Por isso torna-se-vos pouco importante que sejais aceites por muitos, mas é da maior importância que sejais aceites por aqueles que percebeis como mais próximos; as vossas famílias, os vossos amigos, aqueles a quem respeitais e a quem aceitais. E desejais ver isso acontecer ao contrário (em vós). Nessa área detendes crenças potentes.

Isso é o que está a influenciar essa área sobre a qual me interrogas. Como o indivíduo se prontifica a aceitar os elementos exteriores a si, também pode dar-se alturas de júbilo e de gratidão, mas serão fugazes, devido a que a aceitação não se situe no íntimo mas sim no exterior. Com a falta de aceitação de vós próprios e da vossa própria existência e das vossas próprias expressões, a despeito do que elas envolvam, haveis de estabelecer o conflito; e uma vez mais, na crença que comportais haveis de vos voltar para “Outra área que vos satisfaça mais. E a interrupção da vida parecer-vos-á mais atractiva do que a continuidade, por ser diferente.”

CATHY: Aposto que sim! (Riso)

ELIAS: Mas eu afirmo-vos que haveis de dar por vós no ponto em que vos situais!

CATHY: Então, essa aceitação, não poderá ser feita por incrementos?

ELIAS: Absolutamente!

CATHY: Nesse caso, quem vencerá?? (Riso)

ELIAS: Não haveis de aceitar... PUF! (Riso) Ninguém vence! (A rir para dentro)

CATHY: Bom, se pode ser conseguido por incrementos, tem que haver uma escala!

ELIAS: Haverá?

CATHY: Porque não?

ELIAS: Vós estais todos a mexer-vos.

CATHY: Mas trata-se do foco físico. Nós usamos escalas! (Riso)

ELIAS: Ah! Mas nós vamos permitir-te criar esse gráfico! (Riso)

Dir-vos-ei que o desenlace e a passagem para a transição do foco não físico tornar-se-á diferente, mas haveis de continuar a ser quem sois (vós). O ambiente será diferente, por assim dizer – apesar de “ambiente” não ser o termo adequado, por inferir no termo “local” – mas o temor, a felicidade devem prosseguir, por brotarem da falta de aceitação de vós próprios; Se não vos estiverdes a aceitar neste momento, podeis morrer já de seguida que haveis de continuar a não vos aceitar. Não desaparece meramente por terdes mudado de área da consciência ou a direcção da vossa atenção ter sofrido uma alteração, porque continuareis a ser vós (quem sois).

Podeis alterar as circunstâncias em que vos achais. Podeis alterar a apresentação que fazeis da aceitação de vós. Podeis eliminar a dificuldade que sentis com a aceitação dos outros ao passardes (desta vida), mas haveis de continuar a lidar com a aceitação de vós próprios e a descartar essas crenças que vos influenciam essa situação. Isso não desaparece!

SUE: Nesse caso, o desenlace não nos traz subitamente a iluminação nem torna tudo… Isso é verdadeiramente deprimente! (Riso) Não quer dizer que planeio passar por isso em breve, mas é que eu pensava que isso pudesse ser algo que pudéssemos esperar encontrar! (Elias acena negativamente com a cabeça)

ELIAS: Isso é outra crença! Podeis abandonar já (esta vida) que haveis de continuar com as vossas crenças. É por isso que penetrais a área da transição, a fim de descartardes tais crenças, mas será escolha vossa quanto ao período de duração dessas crenças.

Aquilo com que vos ocupais presentemente, ao identificardes no vosso íntimo as crenças deverá constituir a mesma acção que haveis de empreender no estado de transição. A diferença é a de que no foco físico vós dais continuidade a tais crenças. Apesar de poderdes aceitar essas crenças, prosseguis com essas vossas crenças ao longo do vosso foco físico. Durante a transição, vós descartais tais crenças; mas nos vossos termos, o processo é bastante similar. Tendes de identificar, tendes de reconhecer, tendes de aceitar, e deveis libertar todas as vossas crenças que comportastes durante o foco físico, porque nas áreas da consciência não física, elas não servem qualquer propósito, por serem relativas ao foco físico.

PERGUNTA: Muito bem. Vou-me esforçar por examinar essas crenças um pouco mais de perto. Surgiu uma que eu penso fazer parte disso, e tem que ver com o meu sentido da segurança e medo de me sentir completamente fora de mim.

ELIAS: E essa constitui um “pássaro” extremamente gordo! (alusão à analogia da gaiola e dos pássaros que representam as crenças e a prisão que implicam) Nesse sentido deixa que te diga que no foco físico, desenvolveste essas crenças da existência de necessidades, em cuja base desenvolveste igualmente muito temor, por temeres deixar de não satisfazeres essas necessidades, por assim dizer.

Mas deixa-me igualmente dizer-te que, contrariamente aos processos de pensamento que estabeleces, quanto mais te permitires confiar em ti própria e abrires mão da presa que exerces sobre essas crenças e da energia que depositas neles, mais proporcionarás a ti própria liberdade para manifestares os próprios elementos que desejas. Quanto mais te agarrares a essa energia inerente a esses aspectos dessas crenças, mais crias o próprio elemento que NÃO desejas.

Aquilo que sentes como medo, tu estás a mover-te no sentido de o criar, porque o medo é um movimento de energia bastante poderoso. Quanto mais atenção dedicares ao teu temor, mais te deslocarás na direcção da actualização da manifestação desse mesmo medo e da criação dele. Ao te permitires afastar-te desses elementos do medo e concederes a ti própria uma maior confiança, isso também te proporciona uma maior validação no sentido do reforço da tua confiança.

Deixa que te diga que por vezes, as pessoas podem inicialmente voltar-se na direcção de expressarem para si próprias estarem a confiar no universo, por assim dizer. Isso pode server como um método excelente, por assim dizer, mas temporário, de vos voltar mais no sentido de vos permitirdes confiar em vós, porque eventualmente podereis traduzir “universo” por “eu” e reconhecer que VÓS constituís o elemento que procede à criação de todas as acções da vossa realidade.

Mas temporariamente, podeis permitir-vos confiar nessa fonte externa, por assim dizer, que é o universe, e expresser para convosco que todas as vossas necessidades, como quem diz – as quais na realidade não constituem necessidades, mas desejos – sejam atendidas adequadamente, se vos permitirdes confiar nisso.

Ao vos permitirdes validar tal confiança ao propordes a vós próprios exemplos de como o universe, por assim dizer, poderá prover em vosso lugar, também reforçareis a vossa aceitação e confiança em vós, e com isso podereis subsequentemente voltar-vos no sentido de confiardes que na realidade, VÓS constituís o elemento da força, como quem diz, que procede ao provisionamento das vossas realidades na vossa realidade física, por assim dizer.

A segurança consiste numa ilusão, e é um elemento das crenças que vós criastes no foco físico. Vós possuís a capacidade de manipulardes cada aspecto da vossa realidade de modo bastante eficiente, assim com de criardes AQUILO que quiserdes. Somente as vossas crenças impõem restrições a tal criação.

Vós não acreditais possuir a capacidade de prover de forma adequada aos vossos desejos, o que vos é reforçado através da vossa corrente de opiniões da duplicidade, que vos diz que talvez não seja BOM para vós prover aos vossos desejos. Por isso, criais esse círculo em que continuamente andais às voltas, e reforçais todas essas crenças.

Eu digo-vos que possuís a capacidade de providenciar com bastante eficiência qualquer aspecto da vossa realidade que escolheis por vós próprios. Existem muitos exemplos no vosso próprio foco que podeis associar e permitir-vos a validação dessa actualização da sua criação.

DAVID: Pois, na verdade ultimamente tenho andado um pouco confuso. Justo quando a minha vida, em termos de obter dinheiro e assim… Quero dizer, adoro ter dinheiro mas na situação em que me encontro… Sinto-me um pouco confuso. Eu desejo tornar-me actor; penso que tenha a ver com sermos famosos – não sei do que se trata – ou a arte, ou a representação, ou a mistura do dinheiro com tudo o mais, mas também me contenho no que toca a alcançá-lo. Tenho medo, penso que realmente é isso que sinto, de atingir isso, e penso que falharia. Quero dizer, eu crio a minha realidade. Eu devia focar-me nisso, no sucesso.

ELIAS: Ah! E dizes a ti próprio que o medo que sentes é uma expressão do fracasso! Posso-te esclarecer, meu amigo? O medo que sentes não é do fracasso. O teu medo tem que ver com torrentes de sucesso, com o que percebes ser a responsabilidade associada ao sucesso, o trabalho, a manutenção do sucesso, o estresse que o sucesso provoca, e aquilo que percebes como tensão.

Presentemente envolveis-vos neste relacionamento um com o outro. Em cada uma das vossas percepções, valorizais o vosso relacionamento mútuo bem como com cada um por si. Nas opiniões que sustentais, expressais a ameaça de não dispordes desse relacionamento se criardes esse sucesso.

DAVID: Oh, agora o entendo.

JENNY: Por vezes também penso nisso.

DAVID: Porque, na verdade, no outro dia pensei nisso, e disse para comigo mesmo; “Bom, podia concentrar-me em ambas as coisas e criá-las exactamente do mesmo modo.”

ELIAS: E podes. Não se trata da questão da habilidade que detenhas para criar mas daquilo em que crês porque as tuas crenças influenciam-te a percepção e a tua percepção cria a tua realidade na sua inteireza, a cada momento. Por isso, as tuas crenças tornam-se significativas porque hão-de influenciar-te o modo como passarás a criar a tua realidade.

As expectativas que sustentas também influenciam e à medida que projectas a tua atenção no futuro e deixas de a manter no momento mas crias expectativas e antecipas o futuro…

DAVID: Afectará o momento?

ELIAS: …Deixas de permanecer vigilante em relação àquilo que crias no momento. Voltas a tua atenção, sem observares aquilo que estás agora a criar, e com isso, começas a criar o movimento da tua expectativa.

Tu crias agora; Não crias no passado nem no futuro. Por isso, à medida que focas a tua atenção no futuro, estás a criar AGORA a manifestação dessas expectativas. Por isso torna-se significativo que te permitas estar atento em relação às tuas crenças e àquilo que estás a criar neste momento presente.

Não te estou a dizer que não possas criar fama nem fortuna assim como a intimidade dum relacionamento como o que já criaste. Mas se não prestares atenção ao que as tuas crenças já estão a expressar em termos de influência no momento, podes precisamente criar aquilo que não desejas criar, e isso dá lugar ao medo, e ao bloqueio.

DAVID: Suponho igualmente que o estarei a criar precisamente agora. Aquilo que de momento desejo, sabes, que me leve onde desejo ir - que deve ser a felicidade - se corresponder à situação em que me encontro agora. (Ri)

ELIAS: Precisamente! Que procurarás tu que já não possuas?

DAVID: Pois, isso de facto faz imenso sentido.

ELIAS: Mas posso-te dizer, meu amigo, que se te permitires prestar atenção a ti próprio no momento e confiares nas tuas próprias habilidades, haverás facilmente de criar aquilo que queres.

Se estiveres a expressar medo, reconhece a o que esteja a causar essa expressão de temor que está a ser gerada. Estarás efectivamente a criar uma acção nesse momento em particular que te esteja a ameaçar? Eu posso-te dizer, minha amiga, que muitas vezes não estás. No momento o temor está a ser criado pelas expectativas e antecipações futuras e pela tua falta de confiança em ti na altura.

IRENE: Certo. Mas ainda sinto dificuldade ao pensar no que devo fazer a fim de gerar o momento nos termos daquilo que quero que o futuro seja.

ELIAS: Continua apenas a manter a tua atenção neste instante. Não se trata do que deverás ou precisarás fazer. Tu ESTÁS a agir ao permitires-te praticar a confiança em ti própria. Porque ao confiares em ti a cada instante e ao manteres a tua atenção no momento E em ti própria, permitir-te-ás optar por expressões que criarão aquilo que queres. E tu bloqueias essa acção ao projectares continuamente a tua atenção no futuro e no exterior, sobre os demais.

Isso traduz a acção do livre fluir. Ao te permitires um livre fluir deixarás de sentir necessitar de criar controlo. Deixarás o agir apenas a cargo do ser.

Aquilo que estás a criar é o fluir do teu curso individual e a criar barragens em muitas secções desse curso, de modo a obstruir esse seu curso natural, e a procurar controlar esse fluxo e a direcção que toma; mas se removeres as barragens, ele passará afluir com liberdade. Não é necessário controlares esse fluxo. Não precisas projectar - para o referir por palavras vossas – em antecipação ao seu objectivo, por assim dizer. Ele cavará a sua direcção apenas por acção do seu fluir. (Pausa)

IRENE: Mas ainda me sinto confusa. No presente, enquanto permaneço aqui sentada, estou para aqui a pensar no que será suposto eu fazer. Se me focar no presente, estarei a focar-me no facto de permanecer sentada á minha secretária e de estar a trabalhar numa folha de papel ou na subscrição duma bolsa ou numa carta destinada a alguém, mas tudo isso deverá ter resultados futuros.

ELIAS: (Com suavidade) Mas isso é o que te estou a dizer, minha amiga. Os resultados futuros não têm importância, porque eles são realizados no momento. Tu proporcionas uma oportunidade a ti própria neste mesmo momento presente de praticares aquilo que te estou a dizer.

Neste instante presente, que estás tu a criar? Que estarás a empreender?

IRENE: Estou, por exemplo, a tentar escrever uma petição para uma bolsa que me providencie dinheiro para eu poder permanecer onde quero estar.

ELIAS: Não! Neste preciso instante estás a ter esta conversa comigo.


IRENE: Muito bem. (Ri)

ELIAS: Não estás a escrever; não estás a propor; não estás a tentar obter uma bolsa. Neste momento estás a procurar estender a ti própria informação por meio deste diálogo que estás a ter comigo. Mas distrais-te ao projectares neste instante a tua atenção no futuro e ao te preocupares com outros actos que não estão a decorrer no presente.

Essa é a razão da confusão. Como poderás criar o instante com eficiência e escolher a tua direcção se não tens a atenção presente no momento?

IRENE: É isso que eu não… Como serei capaz de escolher o meu rumo futuro quando permaneço no momento?

ELIAS: Porque é aí que o teu futuro é criado.

Permite que te diga com autenticidade, minha amiga, que se não estiveres a confiar em ti AGORA, criarás neste momento manifestações que te reflectirão isso no futuro. Se não preservares a tua atenção no instante nem estiveres AGORA a criar confiança na tua capacidade de criar AGORA aquilo que desejas, criarás precisamente aquilo que a tua atenção expressa.

Exemplo: Tu dizes-me, “Estou empenhada num trabalho noutro local físico de que não gosto. Mas também estou empenhada neste local por que nutro preferência. Não desejo voltar para o outro local e dar continuidade ao trabalho por que não sinto preferência.” Mas a tua atenção não está direccionada para ti própria no momento, mas dirigida para as expressões futuras do temor. Por isso, que estás a criar neste instante? Medo, depreciação de ti própria, além duma expressão de ansiedade e de falta de confiança na tua capacidade. Por isso, que haverás de criar? A manifestação dessas expressões.

IRENE: Portanto, diz-me positivamente o que fazer nessa situação. Tu revelaste-me o que não fazer; agora revela-me o que fazer.

ELIAS: No momento, assim que voltas a tua atenção para ti própria e te permites confiar na tua capacidade, tu passas a criar isso.

Deixa que te ofereça outro exemplo. Podes hipoteticamente estar a empreender uma conversa com outra pessoa e nesse intercâmbio podes expressar afecto por essa pessoa, acto esse com que, poderás sentir vontade de interagir por meio duma permissão para exprimires esse afecto em termos objectivos com essa pessoa.

Agora; podes apresentar a ti própria a expressão duma escolha diferente em relação ao outro indivíduo. Por isso ele poderá expressar que a sua atenção ou escolha seja a de não empreender uma relação íntima contigo. Mas subjacente a isso, aquilo que estará a ser criado ou expressado nesse momento será a tua própria falta de confiança quanto a poderes criar aquilo que queres nessa situação.

Tu estás a exprimir a ti própria que a escolha que eleges de criares uma certa expressão depende da escolha do outro indivíduo, quando de facto não depende. Porque, à medida que te familiarizares com essas crenças que sustentas, também serás capaz de reconhecer que aquilo que expressas constitui a negação de ti própria e do que desejas no momento, devido a que a tua atenção se projecte no que te é exterior, ou seja, no outro.

Ao voltares a atenção para ti própria e ao ofereces permissão a ti própria para criares A TUA expressão de afecto no momento em relação ao outro indivíduo, isso alterará automaticamente a tua realidade, porque estarás a prestar atenção ao instante e esse MOMENTO cria o futuro. Se estiveres a referir a ti própria, no momento, “ Não consigo estabelecer a minha relação de afecto com este indivíduo porque ele não escolhe expressar afecto por mim”, tu estarás a negar a tua escolha.

Por isso, que estarás tu a criar? Crias desapontamento, além de negares a tua própria escolha, e deixas de dar lugar à concessão duma expressão de afecto em relação ao outro. Correcto?

IRENE: Sim. Então se nesse determinado momento eu der continuidade ao afecto que sinto em relação a essa pessoa, ela responderá da mesma forma?

ELIAS: POSITIVAMENTE! Porque isso é criação tua; resulta da concessão que votas à coisa. E o modo como hás-de realizar isso passa por prestares atenção ao momento e por confiares na tua capacidade, e por não duvidares em relação à tua capacidade de gerares fisicamente aquilo que queres.

IRENE: E isso será igualmente válido em relação a tudo o mais, estás tu a dizer.

ELIAS: Sim.

IRENE: Essa é uma excelente analogia, por não transmitir à pessoa, “Tu deténs a escolha de me amar.” Estou simplesmente a dizer, “Tampouco estou a pensar nisso, apenas evoco o amor que sinto por ti.”

ELIAS: Correcto.

IRENE: E em relação ao meu emprego, não é questão deles escolherem contratar-me, mas de pensar no carinho que sinto pelo emprego que tenho.

ELIAS: Correcto, e em te permitires expressá-lo, porque há-des atrair para ti uma expressão semelhante.

IRENE: Oh, meu deus! Levei algum tempo até entender isso! (Elias ri) Percebo aquilo que queres dizer. (Com emoção) Eu adoro aquilo que faço. E em função disso só posso faze-lo e continuar a sentir o carinho que sinto pelo que faço, fazendo-o...

ELIAS: Correcto.

IRENE:... Sem ir além disso no que toca a qualquer aspecto da minha vida.

ELIAS: Correcto.

IRENE: Oh, meu deus.

ELIAS: Proporciona, minha amiga, a ti própria, permissão para criares aquilo que queres, porque esse é o teu desejo e a TUA preferência. Essa é a tua expressão.

IRENE: Mas nem sequer consiste em pensar onde isso conduzirá mas em pensar naquilo onde se situa...

ELIAS: No agora.

IRENE: ...No agora.

ELIAS: Correcto, e em te permitires uma apreciação genuína dessa expressão e da tua pessoa no momento, (com a certeza de que) o futuro desabrochará a partir disso.

IRENE: Obrigado!

ELIAS: Não tens de quê.

IRENE: Penso que atingimos o término da hora, embora eu preferisse continuar. (A rir)

ELIAS: Ah, ah, ah! Mas eu ofereço-te um convite aberto por me achar sempre disponível para ti.

IRENE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Também te dirijo a minha energia a encorajar-te e numa expressão que permaneça junto de ti, subjectivamente, de modo a que te recordes para continuares a focar a tua atenção na apreciação da tua pessoa. Poderás, por vezes, encarar a minha energia em matizes de azul, e reconhecerás objectivamente que eu estou presente junto de ti.

SCOTT: Fixe. (Riso) Essa foi fácil! Além disso existe uma ligação com a redução de trauma, e com o facto de ter imensa energia para toda a gente, por ali. Penso que o trauma, a crise de energia, se centre nos temores que sentimos em relação a não virmos a ser capazes de nos proteger no futuro, será que isso…?

ELIAS: Não necessariamente. O medo que sentis é em relação ao que não vos é familiar. Nesta altura está a ocorrer um movimento espantoso e as pessoas por todo o vosso mundo estão cientes disso, com o que não vos achais muito familiarizados.

As pessoas acham-se objectivamente mais informadas em relação à sua realidade do que aquilo que têm sido ao longo da história. Existem actualmente mais expressões avançadas, para o referir por palavras vossas, a reflectir-vos a qualidade da essência e as capacidades que possuís em termos de manifestações materiais objectivas do que tereis gerado ao longo da vossa história, o que se evidencia por intermédio daquilo que criais, as vossas comunicações de massas.

Até vós aqui presentes neste compartimento, se cada um de vós se tivesse manifestado cem anos antes, não havíeis de aqui permanecer, porque não vos havíeis de conhecer uns aos outros objectivamente, por não incorporardes a manifestação deste tipo de comunicação de massas de actualmente dispondes. Na realidade, há dez anos, vós tampouco aqui estaríeis reunidos. (O grupo murmura em acordo)

Vós estais a acelerar com bastante rapidez na acção de vos espelhardes na qualidade da essência e das capacidades que possuís na vossa realidade material através das coisas que criais e inventais, o que constitui um outro aspecto desta mudança da consciência. Estais a acelerar essa mudança e estais a tornar-vos mais conscientes da vossa interligação.

Qual é a terminologia que usais associada aos computadores, presentemente? Internet, interligados!

SCOTT: Em relação à tecnologia dos jogos de vídeo, será que eles nos fornecem um meio de distracção de forma a permitir um fluxo de informação subjectiva? Porque recentemente comecei a jogá-los, nunca lhes tinha tocado muito, mas recentemente comecei a jogá-los e descobri que isso me permitiu relaxar de verdade e fui capaz de pensar nas coisas a fundo e deixá-las passar, sem cortar a mensagem que me transmitiam, nem a minha faculdade de pensar nelas, mas de obter a tradução de tudo o que me transmitiam.

ELIAS: A realidade virtual não é tão virtual assim! (Riso) Um outro espelho de vós.

Que foi que vos disse desde o início deste fórum? Que constituís como que um holograma, e que criais os vossos jogos para espelhardes aquilo que estais a criar nesta realidade, que é um jogo! (A sorrir)

KAREN: Elias, não poderemos trazer para este debate…

Estavas a falar sobre a atenção, e como ela opera em conjunto com a sincronicidade e como ela desencoraja a energia e estabelece não só a atenção entre as pessoas mas nos eventos causais, e os alinha com os eventos sincronísticos, e como leva as pessoas a focar a atenção umas nas outras assim como a criar algum tipo de rede de comunicações desse modo?

ELIAS: É bastante natural. Vós projectais energia no exterior; e atraís a vós de modo bastante semelhante. Trata-se dum movimento natural.

Todos vós estais a exprimir uma abertura espantosa. E essa é a vossa expressão de interligação por excelência que não é bloqueada pelas vossas crenças na separação. A energia é expressada. Expressais continuamente a energia de modo natural para o exterior.

SCOTT: É por isso que se assemelha à cadeia de moteis Holiday Inn Express! (Riso, enquanto o Elias refere: Um ponto!)

ELIAS: Vós atraís a vós naturalmente como um reflexo, e é em razão disso que não existem acidentes nem coincidências. Tudo ocorre de modo bastante propositado e todos crias um modo bastante eficiente por meio do qual vos podeis ver e avaliar nesse reflexos.

KAREN: Ao empregarmos a nossa intuição, e coisas assim?

ELIAS: Isso é uma questão de prestardes atenção a vós próprios. O que quer que empreendais na vossa realidade que possa associar-se a algo que podeis perceber fora de vós – outro indivíduo, um ambiente, um animal – tudo isso é expressado por meio da vossa percepção como um reflexo de vós e do que estais a criar no momento. Porque aquele que menos conheceis objectivamente sois vós; por isso forneceis a vós próprios inúmeros modos através dos quais podeis reflectir-vos.

ELIAS: Que avaliação fazes dos teus medos?

LAURA: Medo de ser criticada – esse parece ser o mais significativo. Não importam o quanto continue a escutar ser eu quem cria a minha realidade, ou obtenha experiências directas desse cunho, o medo apresenta-se quase como uma constante, a menos que me encontre verdadeiramente focada em mim. Ao me ocupar da minha vida diária, eu não dou por isso, mas estou ciente disso permanecer lá no fundo, e de estar sempre lá.

ELIAS: Por isso, aquilo que estás a experimentar actualmente não é necessariamente uma expressão desse medo a ser actualizado continuamente na tua vida do dia-a-dia, tal como referiste, mas uma constante antecipação subjacente.

LAURA: Pois, é exactamente do modo que o colocaste.

ELIAS: A sugestão que te faço é a de que foques mais a tua atenção no que estás actualmente a criar e no que estás efectivamente a fazer e a expressar, o que não significa criar essa manifestação por antecipação.

Bom; reconhece igualmente que o medo não se acha relacionado com o agora mas está associado à antecipação do que possa ocorrer futuramente, e uma associação com o que terá ocorrido no passado, mas sem que te reconheças naquilo que estás realmente a fazer agora e continuando a flutuar entre o passado e o futuro. Por isso, faz-se presente uma falta de apreciação em relação àquilo que estás efectivamente a fazer agora, o que se torna significativo.

Reconhece também que para poderes expressar a tua liberdade, também deves gerar uma abertura na tua receptividade. E para dares lugar a tal abertura através da tua receptividade, quase se impõe um pré-requisito em relação a essa expressão da vulnerabilidade ou da exposição. Ao te permitires expor-te tal como és, também geras uma abertura em relação ao acto de receber. Se não te expuseres não poderás receber, porque, se não expressares essa vulnerabilidade, crias um bloqueio e deixas de permitir o receber. A recepção é importante, porque consiste na tua permissão para receber dos outros e no sentido de te permitires uma abertura a ti própria. Nesse sentido, isso gera a liberdade para te expressares de modo mais completo e gerares a expressão da liberdade.

Agora; a hesitação dá-se em associação com o medo. Mas se te recordares que esse medo está a ser gerado em associação com o passado e com o futuro e não está realmente a ser expressado agora, apesar de o poderes sentir no momento, ele não se acha associado com o instante. Não está associado com o que estás a gerar no momento ou com o que estás a experimentar no momento.

Ora bem; se gerares uma experiência no momento em que estiveres a confrontar-te com esse medo e se der uma expressão de interacção entre ti e o outro que confirme esse medo – pelo que estará a ser actualizada por ele estar a expressar uma crítica em relação a ti e à tua expressão ou comportamento – podes deter-te nesse instante e reconhecer que, brotando da tua concentração nessa antecipação, terás atraído a ti uma pessoa que te reflicta aquilo que estás a criar no teu íntimo.

Agora; nesse instante, poderás reconhecer que isso não será necessário. Tu criaste isso de forma a validares o teu medo. Mas incorporas igualmente a capacidade de reconfigurar essa energia nesse momento e de te aperceberes de ti própria, e ao fazê-lo, ISSO irá reconfigurar a energia do outro e desse modo irá alterar o cenário e mudar a situação. A expressão altera-se.

Ao reconheceres poderes estar a dar lugar à criação desse medo no momento, numa experiência actual, permite-te deter-te, considera isso – não te deprecies, o que será uma resposta automática – mas admite isso com brandura e permite-te uma expressão qualquer de estima, a despeito do que possa ser, nesse momento. Pode ser uma apreciação do outro, pode ser a apreciação de algum elemento da situação, e pode ser uma apreciação de ti própria de alguma forma. Não importa. A questão reside em interromper o padrão e em interromper aquilo que estiver a ser gerado. Por isso, a despeito do quanto a apreciação que fazes te possa parecer diminuta ou deslocada no momento, permite-te reconhecê-la e expressá-la.

As duas perguntas que vos coloco são: Em que consiste o vosso maior medo, e em que consiste a vossa maior irritação? Dirijo-vos ambas essas questões em relação a vós e em relação à interacção que exerceis em relação às interacções com os outros…

Todo vós aqui presentes neste fórum hoje possui alguns elementos e vós que se opõem e estão a gerar esse medo e irritação, e isso diz respeito à diferença. A questão reside em avaliardes genuinamente a partir do que esteja a ser gerada, porque ela NÃO está a ser gerada a partir do vosso exterior. Não se reporta aos outros nem a nenhuma colectividade nem a governos nem a nenhuma outra expressão. É aquilo a que vos estais a opor e aquilo que estais a negar dentro de vós.

É isso que continua a ser expressado e em razão do que esta onda em particular não está a ceder, coisa que se está a expressar em termos bastante óbvios em relação ao vosso mundo, que está a atravessar uma enorme agitação e uma polarização e oposição formidáveis.

A questão está em que cada um da vós dá uma contribuição. Que contribuição será essa? Será oposição? Porque não existe colectividade sem indivíduos. O que tem maior significado é o indivíduo. Isso encerra o movimento da mudança, movimento que se volta no sentido de vos tornardes autónomos e não permitirdes que os outros ou as autoridades ou as colectividades vos ditem aquilo que deveis escolher e criar, por vós, e em vos investirdes de poder e no reconhecimento da vossa liberdade e da vossa energia e firmeza.

Alguns de vós estão a gerar uma maior consciência disso e estão a criar menos oposição e conflito, enquanto alguns estão a gerar mais conflito e mais oposição. Mas cada um incorpora algum elemento através do qual gera oposição, e isso dá lugar ao medo e à irritação.

A questão está nisso, em ter consciência daquilo que estais a gerar em vós que estabelece esse medo e essa irritação. Não podeis dirigir-vos àquilo que não estais a expressar ou a criar se não tiverdes consciência do que isso seja. É importante que tenhais consciência e vos permitais ver-vos de facto e terdes consciência de não serdes vítimas, e que ESTAIS a gerar todas essas escolhas, e conhecer que tipo de energia é o que estais a projectar que vos influencie o ambiente e aquilo que criais externamente.

As pessoas recentemente têm vindo a projectar volumes de energia em termos de “Porquê? Porque ocorrerá isto? Porque razão estará isto a acontecer? Porque estarei a fazer isto?” E não encontrais nenhuma resposta, coisa a que já tive ocasião de me dirigir previamente. A questão do “porquê” é de tal modo familiar que deixais de responder se inquirirdes em relação a essa razão. Apenas dais início à agitação ininterrupta sem que ofereçais qualquer informação. Mas posso-vos dizer, em termos figurativos, (com sarcasmo) que nós no cosmos temos vindo a receber tremendos clamores de “porquê?”. (Riso) É por essa razão que me dirijo a vós, pois a minha energia permanece sempre junto de vós.

Mas é responsabilidade vossa gerar essa abertura de forma a receberdes a informação ou a munir-vos dessa informação, e é isso o que cada um está a fazer nesta momento. Vós estais a criar isso. Estais-me a criar a mim como um meio para vos fornecer informação. Creditai a vós a informação que estais a receber neste dia. Não a crediteis a mim, porque sois vós quem está a criar todo este cenário…

ELIAS: O modo como poderás dar atenção numa altura dessas passa pelo tomar consciência e te permitires avaliar de modo realista em que consiste o medo que sentes e o que estará a motivá-lo. Dever-se-á a uma experiência actual ou à antecipação da experiência? Se o medo estiver a ser gerado pela antecipação da experiência, não é real. Não passa duma especulação. Podes reforçar-te a ti próprio por meio da confirmação daquilo que tiveres realizado, através do que estiveres a fazer e daquilo em que a tua experiência consistir e não por intermédio daquilo em que ela não consiste, nem projectando-te no futuro por meio da antecipação duma experiência não realizada.

Deixa que te diga, meu amigo, que um dos grandes obstáculos que poderás gerar ao te depreciares e reforçares a falta de confiança é expressando um termo; “E se?” Com esse único termo, tu deprecias-te de modo severo assim como à tua confiança em ti, e estás imediatamente a projectar-te no futuro, por meio da antecipação. E que estarás também a operar?

ANTONE: Tornar-se infeliz?

ELIAS: Agitado.

ANTONE: Regressamos de novo à agitação! Estou a entender. É bastante esclarecedor.

ELIAS: A antecipação dá lugar à agitação.

ANTONE: Sim! Oh, isso faz imenso sentido!

ELIAS: Trata-se duma outra expressão que é subtil e importante prestar atenção e estabelecer essas associações do que criará a agitação.

Nesse sentido, se te permitires confiar e te permitires expressar jovialidade para contigo próprio – e não preocupação nem antecipação – apresentarás um tipo de energia bastante diferente. Passas a projectar um tipo de energia bastante distinto, que gerará um maior à-vontade e te possibilitará criar aquilo que queres com muito mais facilidade. Também te possibilita a criação de surpresas.

ANTONE: Eu estava mesmo a pensar nisso, tal como o saberás, não é?

ELIAS: E a surpresa pode tornar-se muito divertida.

ANTONE: Absolutamente! (Ri)

ELIAS: Com isso, também te reforças e reforças a tua habilidade e a tua confiança e a tua segurança. Mas com a continuidade da agitação, eventualmente hás-de desgastar essa confiança e começas a deslizar para a dúvida em relação a ti e começas a recriar os padrões familiares.

ANTONE: Foi o que recentemente ocorreu quando “perdi” o comboio da realização.

ELIAS: (Ri) Ah, mas talvez por esta altura, nesta experiência do momento venhas de novo a apanhá-lo, porque te estás a permitir expressar e a incorporar jovialidade e diversão. Lembra-te disso durante a aventura que tiveres esta manhã. Recorda-te da apreciação e da diversão que geraste, e deixa que a energia flua com liberdade, e sem agitação.

ELIAS: O vosso conforto situa-se no momento – agora. O conforto reside no que fazeis, naquilo que vos permitis fazer. As vossas preocupações ou anseios envolvem a antecipação de acções futuras, quer receeis o que possa ser ou fazer, ou o que quer que deixeis de realizar, o onde vos podereis encontrar. Tudo isso traduz formas de preocupação que deixam de estar associadas com o momento, e não passam de especulações. Além de não serem reais interrompem o vosso instante. As vossas preocupações por vezes subtraem-vos o conforto porque vós substituís o conforto pela preocupação, e essa preocupação ocupa-vos o tempo e distrai-vos da realização precisa daquilo que essa preocupação comporta.

Há muitos anos que venho a expressar que a acção mais importante que todos podeis empreender consiste no sentido de presença. No entanto constitui o maior desafio devido a ser tão pouco familiar e difícil de empreender para a maioria. Todavia, uma vez presentes as vossas preocupações desaparecem devido a que o presente não contenha qualquer preocupação. Não estais mortos nem a morrer mas a realizar, e também não sois indigentes, e ainda que fosseis necessitados, podíeis encontrar conforto nisso permanecendo presentes.

Estar presente não constitui unicamente uma questão de permanecer no agora. Podeis ter consciência do instante e ainda assim não vos encontrardes presentes. Podeis ter conhecimento do que está a ocorrer agora, do que vos rodeia bem como do ambiente em que vos envolveis. Podeis até ter consciência do que estais a empreender agora e não estardes presentes. Não estais presentes convosco próprios, reconhecendo a própria existência. Porém, ESTAIS presentes quando vos sentis confortáveis.

Já tive ocasião de expressar anteriormente, que um dos momentos mais auspiciosos em que vos achais presentes em vós próprios é quando experimentais dor. Porque, se experimentardes a dor, focais-vos de modo acentuado no desconforto e criareis um sentido de presença bastante acentuado. Tornais-vos altamente cientes da vossa existência devido à dor. Mas quando expressais um sentimento de conforto genuíno também gerais essa presença de espírito. É tudo uma questão de permitirdes a vós próprios reconhecerdes o vosso conforto e de vos estribardes nesse presente, sem permitirdes que antecipações futuras os interrompam, de modo a se permitirem apreciar cada momento a despeito do que estiverdes a empreender. Quer estejam a escovar os dentes ou a conduzir o vosso veículo ou ainda vos encontreis sentados numa cadeira – não importa. Trata-se duma questão de deslocardes a vossa percepção para aquilo que realmente “é”.

A vossa percepção é grandemente influenciada pelas associações que gerais. Muitas dessas associações não se acham ligadas ao momento. Pode tratar-se de associações passadas ou associações futuras, porém, muitas delas não se acham ligadas ao momento. Nem sempre pensais nessas associações e por isso elas não se tornam proeminentes. Muito embora as expressais de forma proeminente, podem não ser reconhecidas como tal. Todavia, elas influenciam sobremodo a vossa percepção, e isso é o que gera a vossa realidade.

Com isto, se vos permitirdes estar presentes convosco próprios podeis começar a notar as vossas associações em meio a qualquer situação, porque elas também vos incitam as respostas, os vossos actos bem como o modo como interagis ou deixais de interagir com ambos. Muitas vezes expressar-vos-eis de determinados modos com os quais estabeleceis fortes associações, porém, podereis não ter consciência do porquê. Essas associações que gerais podem na verdade não ser válidas, mas automáticas tão só. Podem não ter uma ligação real convosco nem com aquilo que estais ou não a fazer, contudo influenciam-vos no modo como perspectivais os demais.

MORTE

ELIAS: Já vos referi previamente que apesar de encarardes a acção da morte como uma passagem para uma área da consciência onde vireis a incorporar a posição de “Deus” e a ter “conhecimento de tudo”, vós jamais vireis a conhecer tudo, porque estais continuamente, tal como todas as essências, e a Unidade Criadora Universal e o Todo, do mesmo modo, num contínuo estado de transformação; sempre em mudança, sempre em movimento. Não existe destino. Por isso não é contraditório que uma essência possa escolher incorporar o foco físico ao mesmo tempo que detém uma consciência mais vasta do que uma essência, por assim dizer, que não incorpora (a experiência do) foco físico; Mas segundo as crenças que comportais na vossa espiritualidade, vós acreditais que ocupais este “plano inferior de evolução”.

(Com bom humor) Tal como já referi muitas vezes, não existem planos ou níveis. Só existem diferenças baseadas nas escolhas das probabilidades e em relação às áreas da consciência, em relação às quais vos permitis uma consciência maior ou menor da essência; através do vosso elemento do pensamento, não do cérebro! Porque o vosso cérebro físico não “vos acompanha” no foco não físico! Apesar de o poder fazer por meio da energia!

PERGUNTA: Que relacionamento existirá entre a consciência do nosso corpo e a consciência da nossa personalidade após termos “dado à sola?” Por exemplo, existirá algum significado em relação à escolha de sermos enterrados ou cremados, ou do que quer que escolhamos em termos de meios, antes de termos deixado esta vida?

ELIAS: Tem significado, sim. Todas as vossas escolhas têm significado. Por isso, a escolha que estabeleceis em relação à passagem dum foco em particular também tem significado. Se escolherdes ser cremados, ou se escolherdes passar desta vida por intermédio do fogo mas de um outro modo, isso torna-se significativo para a separação da consciência do corpo físico, em relação a um foco particular; uma completa assimilação de retrocesso da energia, um movimento total de energia para fora do foco físico. Na escolha de permanecer (o corpo) vós também detendes aspectos na consciência do corpo. Isto pode tornar-se difícil para o vosso entendimento.

O vosso corpo possui a sua própria consciência; porque cada célula, cada molécula do vosso corpo possui uma consciência individual, e em conjunto, formam um evento de massas em termos de consciência, que designareis como a consciência do vosso corpo. Nesse sentido, ao escolherdes desprender-vos dum foco particular, também podeis escolher não vos desprenderdes completamente do foco físico. Por isso, permitireis que um aspecto da vossa energia, da vossa consciência, seja assimilado pela consciência do vosso corpo, que posteriormente irá sofrer uma mudança de forma e ser assimilado por outras formas de consciência, que permanecem no foco físico.

Se escolherdes desprender completamente a consciência dum foco físico particular, nesse caso escolhereis um processo, ou o que designais um método, que não volte a assimilar a vossa energia na energia já existente nesta dimensão e nesse foco. Por isso removereis a consciência do corpo juntamente.

Quanto à retenção de aspectos da vossa consciência no foco físico, podeis escolher faze-lo por diferentes vias. Podeis escolher reconstruir a vossa energia, e assimilá-la nos elementos naturais da vossa Terra. Podeis também escolher que a vossa energia seja assimilada pela energia duma criatura (animal). Isso será efectivado ao vos desprenderdes do foco físico pelo processo de serdes comidos. Se fordes ingeridos por outra criatura, ela assimilará a vossa energia; Não na sua inteireza, mas um aspecto da vossa energia, que vos permitirá uma continuidade no foco físico.

PERGUNTA: Muito bem, eu tenho perguntas sobre o estado de transição… Ela quer saber sobre esta crença que refere que quando morremos duma forma traumática ou por meio dum acidente súbito, precisamos de algum tipo de ajuda, algum tipo de salvamento em resultado dessa morte traumática, e sente curiosidade em relação ao que tenhas a dizer.

ELIAS: Vamos agora passar para a nossa mais sagrada área metafísica da religiosidade? Isso é um mandamento, creio eu! Salvar aqueles que sofrem uma morte violenta! Não estou a ver nenhum incenso nem quaisquer campainhas a tocar! (Riso)

Isso, uma vez mais, consiste numa crença. As pessoas podem escolher desprender-se do foco físico por meio daquilo que percebeis como eventos drásticos ou traumáticos, mas isso não indica qualquer necessidade de ajuda. Tal como percebeis o suicídio como um grito de socorro, no terreno da consciência esse é um acto que é empreendido na medida em que o indivíduo não realiza o seu sentido de valor num foco em particular.

Cada pessoa escolhe o método, se quiserdes, de se desprenderem do foco físico. Alguns escolhem passar por um tipo de despedida dessas por razões bastante diversas. Alguns escolhem dramatizar uma encenação final, outros escolhem pelo que nas crenças que comportam acreditam ser um meio rápido e sem dor. Muitos não acreditam que possam alcançar isso através do sono. Apesar de poderem abrigar esperanças vãs nesse sentido, não acreditam ser capazes de o fazer, e abrigam temor em relação a tal acto ou evento que designais como morte. Por isso, escolhem atravessar esse evento com rapidez. Existem igualmente outras razões em relação à questão do porquê um indivíduo escolhe uma passagem por tais vias, tal como existem imensas razões para as pessoas escolherem o desenlace por via da criação duma doença. Isso são tudo escolhas.

Quanto à questão desses indivíduos estarem a precisar duma maior ajuda que qualquer outro, isso não é exacto. Há indivíduos que morrem num estado de tranquilidade, e sem drama, e não aceitam nem se dão conta de terem empreendido tal acção objectiva, por não se permitirem passar objectivamente para a área da transição, da qual falamos anteriormente. Esses indivíduos podem necessitar de assistência em termos de informação em relação ao seu posicionamento em termos de consciência mas isso não se sustenta na sua escolha quanto ao método do desenlace.

VICKI: O sentimento que ela alberga é o de que o neto já tenha parcialmente entrado nesse estado da transição. Será isso exacto?

ELIAS: Ligeiramente.

VICKI: A outra pergunta que eu tenho nessa área é: lembro-me que há algum tempo falavas em algumas pessoas que escolhem voltar a manifestar-se rapidamente, em resultado de algum tipo de trauma.

ELIAS: Isso não se deve necessariamente ao trauma do acto da morte; mas na experiência do foco, uma pessoa pode escolher desprender-se dum foco e impelir-se para outro de forma deliberada, não permitindo, para o vosso modo de pensar, qualquer período de transição.

VICKI: Nesse caso, ele há-de penetrar esse foco com a maior parte das suas crenças ainda intactas?

ELIAS: Muito acertado, assim como com grande parte da identificação do foco prévio. Muitos desses indivíduos experimentam muito conflito ao se impelirem desse modo para outro foco. Eles também não se ajustam - muitas vezes, segundo os vossos termos – à consciência objectiva do novo foco. Por isso retiram-se mais para a subjectividade, o que assumirá, aos vossos olhos, os traços da insanidade ou duma anomalia.

DREW: Gostava de te interrogar acerca do assunto do suicídio. Uma vez mais, evocas um assunto em que tenho andado a semana toda a pensar.

BOB: Oh, Drew! (Bob, tu partes-me toda!)

DREW: Não é nada pessoal! (Riso geral)

ELIAS: (Ri) Estou a entender muito bem! Não vamos ter que encomendar um serviço fúnebre em tua honra!

DREW: Eu tenho uns amigos em relação a quem isso se coloca. Tu mencionaste que uma morte violente ou suicídio pode ser uma forma de se desligar da vida, em resultado dum incumprimento de sentido de valor. Poderão esses actos também alinhar por uma realização de sentido de valor?

ELIAS: Podem. Tal como já mencionamos anteriormente, alguns também poderão escolher tal acto como uma forma de auxílio a terceiros. Existem muitos aspectos diferenciados porque um indivíduo pode escolher empreender tal tipo de evento. A maior parte do vosso tempo, podeis dizer, esses indivíduos sustentam uma insatisfação em relação à criação da realidade que manifestam, e não têm consciência objectiva de estarem a realizar esse seu sentido de valor. Compreendei que o sentido de valor não se restringe singularmente a vós. Quando realizais sentido de valor, influenciais a consciência toda. Por isso, se isso não estiver a ser efectuado, haveis de ter consciência disso no vosso íntimo. Haveis de o sentir. Portanto, haveis de sentir insatisfação e vontade de morrer.

Outros exemplos há em que as pessoas podem escolher esse evento do suicídio de modo a oferecer aquilo que expressei em termos de declaração objectiva destinada a captar a atenção dos outros, o que contribui para a realização de valor de todos. Apenas atribuís ideias negativas a tais acções. Na realidade, trata-se simplesmente de eventos que fazem parte do movimento ou acção da consciência. Eles não são negativos nem positivos. São o que são.

DREW: Nesse caso, será possível que através duma acção homóloga (correspondente) ou subordinada a um acordo subjectivo, o acto do suicídio não resulte necessariamente de nenhum tipo de insatisfação, mas antes duma acção efectivada para aprendizagem de todos os que se acham envolvidos?

ELIAS: Exacto.

DREW: Nós somos objectivamente ensinados que quando se fala de suicídio, ainda que por brincadeira, se trata de algo que deveria ser considerado com seriedade. Também somos inclinados a acreditar que, se não conseguirmos evitar que alguém cometa suicídio - que eu compreendo que provavelmente não podemos evitar qualquer coisa que escolham levar a cabo - que devíamos procurar impedi-lo, se possível. Por isso, sinto-me um pouco despedaçada com os sinais que recebo por parte das pessoas que devíamos levar a sério, respeitantes à possibilidade de cometerem suicídio, e em relação ao que devíamos fazer, se alguma coisa devemos fazer, em relação a isso.

ELIAS: Eu digo-te que isso depende da escolha do indivíduo, apesar de também te dizer que não notais ou que possais ser insensíveis a tal acção; porque na consciência subjectiva, a despeito das razões que apresentardes para tal acção, o indivíduo experimenta uma formidável insatisfação com a sua manifestação e incorpora imensa confusão no foco. Estes indivíduos são concretamente bastante atormentados, nos vossos termos, e experimentam imenso trauma. Por isso, ao reconhecerdes isso, o auxílio ou a ajuda em termos de energia pode ser, de certos modos, proveitoso para o indivíduo ao lhe permitir reconciliar objectivamente as suas acções objectiva e subjectiva. Isso pode não impedir a acção que está a ser escolhida, mas podeis estender conciliação ao indivíduo, o que lhe assegurará alguma tranquilidade ou restauro da confiança.

Cada um de vós encara as suas acções como estando a precisar dum resultado palpável. Também detendes expectativas em relação a esses resultados. Por isso, abordais um indivíduo que experimenta trauma, ofereceis-lhe apoio e esperais ver uma mudança objectiva, um resultado da influência. Vós tereis influenciado, mas pode ser que durante o vosso tempo de vida não possais testemunhar a extensão de tal influência. A consciência é muito mais vasta do que os limites dum foco. Um foco é muito mais vasto do que aquilo que imaginais. Por isso, podeis estar a afectar bastante sobre outras camadas deste foco em particular. Cada acto que incorporais serve de auxílio à realização do sentido de valor de todos, e não só de vós. Por isso, estais a ser úteis a vós próprios ao ajudar o outro.

Muitos dos vossos líderes ao longo da vossa história que vós associais ao vosso elemento religioso expressaram muitos destes conceitos, nos seguintes termos: aquilo que manifestardes aos outros manifestais a vós próprios. Trata-se dum conceito que não é novo. Eu acrescento-vos que na medida em que vos expandis na consciência que possuís, também vos tornais cada vez mais conscientes da interligação de toda a consciência, e de que o que se manifesta no outro também se manifesta em vós. Estais a afectar todos, do mesmo modo que todos vos estão a afectar. Podeis realizar isso de modo bastante eficiente. Permiti-vos utilizar o sentido de empatia. Permiti-vos reconhecer os vossos sentidos interiores, e nesse sentido tratai de ser aquilo que procurais ajudar. Portanto, haveis de compreender e haveis de ter clareza quanto ao modo de realizardes isso. Lembrai-vos de que qualquer oferta é inútil se envolta na expectativa (de resultados). A expressão de boa vontade torna-se útil e significativa se oferecida com pureza e sem expectativa.

Se desejardes servir de auxílio a um outro indivíduo, sede esse indivíduo, e sabereis aquilo que é requerido.

DREW: Porque razão tingirá a expectativa essa expressão de apoio?

ELIAS: Por deterdes um sentido de valor crítico

DREW: E ele torna-se numa forma de manipulação?

ELIAS: Justamente.

DREW: Será o incumprimento de valor uma escolha?

ELIAS: É.

DREW: Então, se alguém considerar o desenlace por não estar a realizar o seu sentido de valor, isso será uma escolha que pode ser alterada.

ELIAS: Pode, mas pode ser que não a altereis.

DREW: Eu entendo. Só podemos tentar compreender e ajudar o próprio a alcançar compreensão, e em seguida deixá-lo proceder à sua escolha.

ELIAS: E podeis influenciar. Podeis não escolher nem criar a realidade na vez do outro, mas podeis influenciar.

DREW: Ajudando-o a entender as coisas que não tenha compreendido antes?

ELIAS: Justamente; sendo por isso que vos encorajo continuamente a interagir. Vós diminuís a vossa objectividade como sendo uma imagética sem importância. Por isso depreciais-vos e à compreensão que possuís. Ofereceis entre vós muito mais auxílio através do intercâmbio. Também vos referi que esse intercâmbio verbal no foco físico ajuda o processo da actualização, porque vós produzis um pensamento em termos de energia e manifestais no concreto por meio da verbalização. Provocais uma reacção química que é actual. Trata-se duma outra acção inerente ao foco físico. Os vossos pensamentos consistem numa acção e são reais. São energia. A sua verbalização consiste numa outra acção que possui uma realidade diferente e se torna concreta.

ELIAS: Nos começos, por assim dizer, das nossas sessões, eu estendia às pessoas desse fórum um exercício, não só para detectarem mas para escreverem no papel cada vez que se estivessem a invalidar-se ou a reagir com base numa crença. Podeis reagir tanto por meio do que designais como positivo como negativo que isso não importa. Mas se reconhecerdes cada reacção, também sereis capazes de oferecer a vós próprios informação sobre o modo como alinhais com as crenças; Porque podeis reagir a uma pessoa que vos pode comentar que o pai ou mãe tenha abandonado o foco físico. O seu parente terá falecido e a reacção imediata que podeis dar, no enquadramento das vossas crenças, pode ser a de expressardes, “Oh, sinto muito.” Porquê??? (Riso) Não ocorreu nada de negativo ao indivíduo. Ele terá intencionalmente escolhido desprender-se deste foco físico e mover-se para a área da transição e proporciona a si mesmo muito mais escolhas. Por isso, porque razão haveis de sentir pesar?

Isso não passa duma crença. Uma reacção automática que tendes continuamente! Podeis reconhecer que com essa reacção, a qual não encarais como negativa… estais a oferecer conforto e interesse! Mas com tal reacção também podereis reconhecer estar a alinhar por uma crença das massas, e desse modo estais a ceder energia à perpetuação dessa crença das massas. Também estais a reforçar a vossa crença nos elementos negativos agregados ao acto de morrer e a ceder energia às vossas próprias crenças do temor, com essa declaração reconfortante.

NORMA: Mas nesse caso estás a referir-te à negação do sentimento, sobre a não aceitação dos sentimentos, porque isso faz parte do sentimento! Tal como alguém que abandona este foco, e somos levados a sentir saudade dessa pessoa. Não é, “Bom, eu entendo que ele tenha partido por querer.” Seja como for, eu sinto a sua falta! E agora?

ELIAS: Isso é bastante real! Eu não estou… NÃO… vos estou a dizer para negardes nenhum dos vosso sentimentos, emoções ou pensamentos! Apenas vos digo para reconhecerdes o enquadramento que esses pensamentos e sentimentos tomam. Isso não quer dizer que tais expressões estejam erradas, porque não existe nada errado. Não vos digo para vos negardes a vós próprios, porque essa é a vossa realidade! Não quer dizer que não possais oferecer consolo à outra pessoa, com base numa autenticidade de sentimentos. Reconhecei apenas que essa expressão brota duma crença.

NORMA: A expressão do sentimento? Que expressão?

MARCOS: Quando dizemos: “lamento”. Sabes, aquilo que dizemos em primeiro lugar quando alguém morre é, “Oh, lamento muito.”

NORMA: Mas porque o sentimos! Não me estou a referir a tu estares a dizer-me como me devo sentir. Ainda que não expresse sentir pesar, eu sinto isso! Não é por querermos que se saiba que sentimos tristeza. Não. É algo que se assemelha a algo interior, sabes? Eu não carrego as crenças das pessoas ou a amabilidade na tristeza que sinto mas sinto isso interiormente, sabes? E mesmo que compreenda e aceite que essa pessoa tenha decidido deixar-nos por ter descoberto um mundo melhor ou seja lá porque razão for, ainda sinto pena disso. E não se trata da questão de o revelar. Não me importa se as pessoas acreditam ou deixam de acreditar nisso. Não me importa que elas me venham dizer, “Oh, pobre Norma.” Não. É algo que sinto, e é algo que mesmo que seja capaz de aceitar por perceber que a pessoa possa achar-me bem noutro sítio qualquer, sinto pesar por mim própria, sabes?

ELIAS: Justamente.

NORMA: E não se deve a nada que me tenha sido dito ou que se diga que: “Se uma pessoa morre, deve-se sentir pesar,” porque talvez o meu marido me morra e eu não venha a sentir pesar em relação a isso, sabes? Dizem que: “Devemos sentir pesar no caso do nosso marido ou da nossa mãe nos falecer.” Até mesmo quando se diz: “Quando a mãe morre, a filha deve mostrar pesar,” talvez eu não sinta pesar, não estou certa.

ELIAS: Entendo perfeitamente aquilo que estás a expressar. Procura compreender o que te estou a propor. Toda a vossa realidade é filtrada pelas vossas crenças. Não importa que vos tenha sido expressado objectivamente. Podeis não experimentar em toda a vossa “vida” os termos verbais exactos que vos digam que “devais” sentir-vos deste ou daquele modo porque vós sentis, no enquadramento das vossas escolhas porque desejais alinhar. Esta dimensão em particular acha-se sobremodo focada na experiência da emoção. Por isso, acha-se intimamente envolvida em tudo aquilo que vós criais. Nesse contexto, as vossas emoções também são influenciadas pelas vossas crenças. Essas crenças, tal como referi, também podem constituir um trespasse dos vosso outros focos.

Pode não vos ter sido objectivamente ensinado… Apesar de vos poder dizer que foi… Que deveis expressar-vos de certo modo. Podeis ainda expressar nesses moldes, por alinhardes com as crenças das massas. Deixa que te diga que muitos não apresentam aquilo que designam como envolvimento com o campo religioso de forma objectiva ao longo de toda a sua vida. Podem até dizer-te que jamais terão ido, nos vossos termos, a uma instituição religiosa e que os seus pais não tenham discutido qualquer religião com eles. Ainda assim haveis de ter crenças religiosas, porque a vossa cultura se baseia nas crenças religiosas. Por isso elas trespassam para a vossa consciência e vós passais a aceitar o facto. A vossa cultura refere-vos que “Não deveis matar outro ser humano. Isso é errado.” E isso consiste numa resposta directa às crenças religiosas.

Podeis não ter nenhum outro indivíduo a dizer-vos que quando a nossa mãe abandona o foco físico, devas sentir-te triste. Podes automática e genuinamente sentir-te triste. Isso é uma realidade. Mas também decorre da filtragem que fazeis por meio das crenças. Nem sempre dispondes duma consciência ou duma identificação objective daquilo em que tais crenças consistem, mas elas existem por serem a vossa realidade. Podes reagir de modo bastante diferente e o teu marido expirar sem que te venhas a sentir triste, o que deverá igualmente ser influenciado por uma crença; porque se não vos mostrardes entristecidos com a passagem duma pessoa, deveis ter-vos sentido pouco agradados com ele! (Riso) E se vos sentirdes entristecidos, deveis ter vivido bastante apegados a ele, para sentirdes saudades, por acreditardes – palavra chave! – terdes deixado de interagir com ele. Se compreendesses não existir separação, a vossa emoção não sofreria qualquer afectação; mas isso também se destina à vossa experiência, porque esta dimensão incorpora experiências emocionais. Por isso, a reacção que tiverdes não há-de ser errada nem acertada. É a resposta que dais, e é válida, e é real.

(Com firmeza) Não vos aconselho a negardes esta realidade mas a aceitá-la, a detectardes as crenças que vos estejam a influenciar tais expressões; sem criticardes essas crenças, mas permitindo-vos uma oportunidade de identificardes a influência que exercem. Porque não efectivareis a acção da vossa mudança da consciência se não começardes por identificar e aceitar a existência dessas crenças. Não podeis aceitar uma determinada crença se não identificardes a sua existência! O objectivo da mudança reside na aceitação das crenças.

DEBI: Existirá alguma razão para que no passado a minha família tenha falecido?

ELIAS: Vou-te sugerir a minha resposta padrão, está bem? Hoje sinto-me bastante divertido! (Ri) A título inicial, para brincar contigo, dir-te-ei que foi escolha deles!

DEBI: Foi escolha deles.

ELIAS: Cada um escolhe desprender-se do foco físico na altura em que o desejam, no contexto da acção da escolha de abandonarem esta vida. Se escolheres morrer ao ser comida por um urso, serás comida por um urso e morrer desse modo. Se escolheres passar no estado de sonhos, isso há-de acontecer no estado de sonhos. Se escolheres ser cremada antes de falecer e ser consumida pelo fogo, tu estarás a escolher essa experiência e ela há-de acontecer (desse modo). Ninguém abandona o foco físico de forma acidental ou sem escolha. É sempre escolha vossa desligar-vos no momento em que o desejardes.

DEBI: Será essa escolha estabelecida antes do nascimento?

ELIAS: Não. Haveis de escolher interromper o foco físico por não estardes a realizar mais o sentido de valor. Como tereis realizado o sentido de valor que escolheste para o foco físico, continuais focados no físico. Mas quando procurais cumprir o vosso sentido de valor e não o conseguis, vindes a escolher desprender-vos. Vós estais continuamente a criar a cada momento. Estais a escolher probabilidades a cada momento. Por isso, não estais a escolher projectar probabilidades diante de vós numa linha sequencial, como se estivessem gravadas na pedra, que precisem ser absolutamente realizadas no vosso futuro. Podeis escolher determinadas probabilidades antes de vos manifestardes fisicamente, mas isso permanece como probabilidades que põem sofrer alteração. Podeis escolher continuar nessa linha, por assim dizer, de probabilidades que tereis escolhido antes da manifestação física, mas também podeis não o fazer. Trata-se continuamente duma escolha vossa.

Dir-te-ei que, para além da escolha que as pessoas fazem para vos desprenderdes do físico, também escolhestes passar pela interacção e a experiência da acção do desligar-vos por uma questão colherdes benefício. Vós escolheis os indivíduos que vireis a ter como familiares. Essa escolha não é feita por ninguém em vosso lugar, e eles não são quem vos escolhe. Vós fostes quem os escolheu. Trata-se dum círculo contínuo, na medida que a essência que se manifesta escolhe todos os elementos do foco em que entrará; todos os membros da família, todo o código genético e toda a linhagem que venham a possuir. Vós escolheis isso tudo ao penetrardes um foco físico desta dimensão. Aqueles que vos dão à luz, escolhem meramente tal obrigação de acordo com o desempenho de se tornarem pais e de terem uma família. Tal prossegue na medida em que todos vós escolheis, durante o vosso tempo de vida, ser pais, concordando apenas em conceber a criança; mas a criança terá escolhido todos os elementos entre os quais pretende focar-se.

CHRIS: Penso que é bastante interessante, mas já me estou a sentir verdadeiramente cansada disto! Não tenho a certeza de estar a trabalhar isso por ainda pressentir medo nessa área, e nada do que pareça fazer o dissipa. Eu sou capaz de as matar e ainda assim… Eu vi uma tarântula! Quer dizer, não só tenho aranhas em casa como tenho aranhas grandes e pequenas em grande variedade! Que se estará a passar?

ELIAS: Bastante criativa! (Riso) Sugiro-te que, no caso de escolheres apresentar a ti própria um problema, apresentarás a ti própria imagens que te reforcem a atenção para com esse problema! Por isso, se não estiveres a dar atenção ao problema nem às crenças agregadas ao problema, poderás apresentar a ti própria aranhas ainda maiores!

Em certos problemas, nem sempre basta que apresenteis a vós próprios uma razão objectiva. Por vezes podeis manter um certo assunto, especialmente na área do temor, o que representa o baluarte mais vigoroso dos problemas do foco físico nesta dimensão. O problema e o elemento do medo podem ser mantidos com tal vigor que tereis tornado esse particular problema num relicário. Por isso, o mero conhecimento de terdes sido mordida por uma criatura dessas num foco simultâneo, e que isso te terá posto termo à vida, não é suficiente para te fazer avançar nesse medo. Não estás a dar atenção à crença subjacente ao problema, a qual é a crença da morte! (Pausa)

Não existe morte, Oliver. Por isso, não tem importância que outro foco tenha escolhido interromper a experiência física com a cooperação duma criatura, nem importa que neste foco tu escolhas o mesmo tipo de acção; porque a interrupção da vida consiste unicamente na passagem para um novo território no contexto da consciência. Por isso, é essa a crença subjacente ao problema do temor, e se fores capaz de lhe dar atenção e de te permitir aceitar isso, aí não sentirás temor quanto à acção da morte. E por isso, essa criatura tão pequena deixará de se apresentar de forma tão temível.

CHRIS: Isso faz sentido.

ELIAS: Muito obrigado! (Riso)

VICKI: Será essa mesma crença que me causará sentir mais medo dum rato morto do que dum vivo?

ELIAS: Absolutamente, porque se apresentares a ti própria aquilo que designas como morte, ela há-de reforçar-te o temor que sentes em relação a ela. Uma criatura morta não se move de forma objective. Por isso, certo será que tenha deixado de existir e passado a ser nada. Isso também encerra a vossa crença de como vos separais e encarais a manifestação física como um recipiente, coisa que não é!

CHRIS: Nesse caso estou para aqui a pensar, “Caramba, isto é mais vasto do que eu pensava”, e fico a interrogar-me se o meu problema com o peso e outros… É quase como se tudo assentasse nesta questão da morte, porque ela afeiçoa-se-me mais vasta do que aquilo que eu inicialmente pensava. Quando era criança e a minha avó ou as minhas tias morreram e eu me passei, não me deixaram assistir aos serviços fúnebres, por me sentir oprimida com aquilo tudo. E já mais velha, tive um bom amigo que morreu, e pensei para comigo, “Porque terá ele morrido, este tipo tão exemplar? Como eu não sou!” E tem sido assim ao longo de toda a minha vida. É quase como…

ELIAS: Isso também comporta outras crenças, concernentes à questão de quem morre e em que idade? Vós abrigais crenças religiosas de que se uma pessoa for “boa”, haveis de ter a vida interrompida ou morrer novos. Se fordes “maus”, será mais certo que venhais a ter vidas longas, cansativas e infelizes! (Riso)

CHRIS: Exacto!

ELIAS: Eu sugiro-te que investigues a crença concernente a essa área e prestes atenção a essa declaração: Na realidade tendes mais medo da vida do que da morte. (Pausa) Mesmo no que toca à vossa consciência subjectiva ligada ao foco físico, vós tendes mais medo de viver, tal como o referis, do que de morrer.

CHRIS: Isso faz ainda mais sentido!

ELIAS: Porque vos achais pouco familiarizados com a vida física, enquanto a essência imaterial vos é bastante familiar. Apenas vos encontrais temporariamente num experimento a fim de experimentardes uma área da consciência que vos é pouco familiar, o que se traduz pelo foco físico.

JIM: Passando para o assunto das Experiências de Quase Morte; os casos em que as pessoas são declaradas clinicamente mortas mas voltam à vida por qualquer meio. Têm surgido milhares de casos, mas um dos mais extraordinários é o de Dannion Brinkley, que foi atingido por um relâmpago em 1975 e morreu durante dezoito minutos, e em seguida regressou apenas para voltar a falecer alguns anos mais tarde no decurso duma operação ao coração e sobreveio pela segunda vez. Quase que podíamos que ele estivesse indeciso quanto a manter o foco físico! Ele descreveu aquilo como uma dor agonizante, e como uma libertação que foi seguida por uma enorme sensação de paz, e em seguida por uma experiência de projecção fora do corpo em que ele contemplou o corpo físico e aqueles que lhe prestavam assistência a partir de cima, seguido duma precipitação para um túnel escuro, que deu lugar à presença de seres de luz, tal como os designou, e uma sensação geral de bem-estar e duma revisão da vida em que tudo o que lhe tinha ocorrido foi revisto, assim como à pessoa com quem estava a interagir. Ele foi capaz de o perceber a partir do ponto de vista dela. Ele matara pessoas no Vietnam, e era capaz de experimentar as suas mortes. Será isso aquilo que nos acontece quando deixamos o foco físico?

ELIAS: Depende das vossas crenças. Para esse indivíduo isso foi real, porque as suas crenças lhe ditaram isso; que tendes que abordar um exame da vida e experimentar aquilo que tereis infligido na sua experiência. Isso é uma crença associada ao carma. Mas não existe carma algum. Existem MUITAS crenças.

Bom; posso-te dizer que algumas dessas experiências são comuns a muito, muito indivíduos ao passarem do foco físico; o pairar momentaneamente e visualizar o corpo físico é bastante comum. Muitos focos individuais escolhem passsar por isso. Separam-se da consciência do corpo físico e avaliam momentaneamente a escolha que fazem dessa separação e o modo como se terão desligado da consciência do corpo físico. Portanto, por momentos percebem o corpo físico e permitem igualmente uma interacção final com ela; uma última comunicação.

Subsequentemente a tal acto, que é bastante momentâneo, muitos entram num estado temporário de paz, antes de encetarem a transição. Isso também pode ser encarado como momentâneo, nos vossos termos. É aquilo que podereis designar como um estado breve de descanso, por assim dizer; de paz, antes de entrarem na área da transição. Uma vez entrando na área da transição, o modo como transitais é ditado pelas vossas crenças. Alguns detêm crenças de passarem para a luz; o túnel que os conduzirá para as áreas celestes e para aquilo que encaram, nas crenças que comportam, para a glória eterna. Alguns detêm crenças que passarão imediatamente para a área do inferno, o que também não existe, mas eles criarão temporariamente e experimentarão a todo o gás, porque o vigor e a intensidade das suas crenças se farão presentes.

Aquilo que experimentardes após vos terdes desprendido é absolutamente ditado pelas vossas crenças, e por aquelas através das quais tenhais passado e aceite e tiverdes abrigado com vigor, assim como se tereis escolhido passar pela transição enquanto ainda vos encontráveis no foco físico. Isso também pode afectar bastante o que podeis experimentar, uma vez tendo passado para a área não física da transição.

DREW: Tenho uma pergunta a fazer sobre a transição. Será correcto dizer que um foco não seja uma coisa mas sim um foco de energia?

ELIAS: Exacto.

DREW: Nesse caso, quando morremos, que é que passa a abandonar as crenças?

ELIAS: A personalidade que se acha focada. A energia configure-se segundo o plano da personalidade, o que é o indivíduo. Nesse sentido, o indivíduo que se acha no foco – a atenção focada do elemento da essência – cria e sustenta crenças. Por isso, ao passar para as áreas não físicas da transição, o acto da transição destina-se à eliminação e ao descartar dessas crenças; descartar a camuflagem.

DREW: E após a morte física, a personalidade tem continuidade?

ELIAS: Exacto.

DREW: Para todo o sempre, segundo os termos que empregamos?

ELIAS: Exacto.

DREW: Ah… Despido das crenças a que nos teremos ligado na realidade física?

ELIAS: Exacto.

DREW: E então acha-se livre para explorar as dimensões que escolher explorar por uma questão da experiência.

ELIAS: Exacto.

DREW: Ah! Então a nossa personalidade prossegue e sempre terá existido.

ELIAS: Sim. (Pausa)

VICKI: Ficamos atolados em nós próprios! (Riso geral)

ELIAS: Justamente! (Ri para dentro)

DREW: Se quiséssemos identificar-nos com essa personalidade tanto quanto possível, será muito diferente de tentarmos entrar em contacto com a nossa essência?

ELIAS: De certa forma.

DREW: Existem características que são únicas à personalidade

ELIAS: Exacto.

DREW: E com todos os exercícios que temos vindo a fazer e toda a informação que temos vindo a obter, destinar-se-ia isso a levar-nos a um maior contacto com a essência ou a nossa personalidade?

ELIAS: Ambas as coisas.

DREW: Está bem. Teremos algum modo de sabermos estarmos em contacto com um desses aspectos ao contrário do outro? Existirá alguma diferença na qualidade da experiência ou da acção?

ELIAS: Objectivamente, e em grande parte, vós não recordais as ligações ou interacções da essência que explorais. Por vezes podereis recordar tal interacção, mas deverá situar-se bastante fora de toda a familiaridade com o vosso foco físico. Tais interacções com o alinhamento com o tom, os quais já foram experimentados previamente neste fórum pelo Michael (Mary), consiste na experiência da interacção com a essência, mas não apresenta nenhuma familiaridade convosco na vossa consciência objectiva. Detém muito pouco significado para a vossa compreensão, por se achar tão removido da vossa atenção conforme a dirigis.

Nesta dimensão, e seja em que foco for, a vossa atenção é dirigida de forma bastante singular e directamente para a manifestação do foco físico. Por isso, a vossa energia é dirigida desse modo. A interacção com o todo da essência é bastante pouco familiar para a atenção dirigida do foco, mas é possível e exequível chegar a interagir com a essência de modo objectivo.

DREW: Será pois justo referir que as experiências por que passamos e que recordamos de forma objectiva se assemelhem mais a uma interacção com a nossa personalidade do que com a essência?

ELIAS: Não necessariamente, porque vós também estais a envolver mais aspectos da essência do que vos permitistes previamente na vossa atenção. Contactais outros focos da vossa essência, os quais são todos elementos de vós enquanto essência…

DREW: Mas são todos personalidades.

ELIAS: Exacto.

DREW: Por isso, uma vez mais, trata-se de interacções com as personalidades ao contrário da essência.

ELIAS: A essência também consiste na personalidade.

DREW: Pois, eu entendo mas é que....

ELIAS: Esses são todos os aspectos do todo formado pela personalidade, tal como vós detendes num único foco muitos aspectos da vossa personalidade. Possuís humor, tristeza, emoção, consciência física, pensamentos. Possuís a vossa espiritualidade, a vossa psique. Tudo isso são diferentes aspectos do vosso próprio foco. Desse mesmo modo, cada foco consiste num espelho da essência, de certa forma, porque a essência detém igualmente personalidade, e todos os seus focos consistem em todos os aspectos dessa personalidade.

DREW: Existem aspectos da essência que não consistem em personalidade. Não será verdade?

ELIAS: Não podem ser separados.

DREW: Bom, a personalidade é essência e a essência é personalidade, mas a essência não é SÓ personalidade, será?

ELIAS: Não Segundo a definição que dais à personalidade.

DREW: A minha pergunta fará sentido?

ELIAS: (Ri) Faz! (Riso)

DREW: Porque, aquilo que me conduziu aqui inicialmente foi saber o que será que após a morte se detém aí tem que descartar as suas crenças, e tu referiste que era a personalidade. Mas tenho a percepção de que existe muito mais na personalidade do que unicamente a personalidade. Existe toda a consciência…

ELIAS: Exacto.

DREW: …A qual não consiste estritamente, nos nossos termos, na personalidade.

ELIAS: Exacto; mas tu estás a estabelecer uma distinção na essência.

DREW: Se existem aspectos da essência que não são personalidade, que aspectos serão esses, se não diferenciados de forma nenhuma?

ELIAS: Existe uma diferença, nos vossos termos, porque a essência comporta a consciência toda, mas é definida pela personalidade individual.

DREW: O que consiste no tom.

ELIAS: Exacto.

DREW: Então, de certo modo, a consciência toda possui uma vibração que é única em si própria.

ELIAS: Exacto.

DREW: Mas será isso que a nossa personalidade que se acha na transição é, será que é isso que leva consigo? Será somente uma frequência desse tom particular?

ELIAS: Exacto.

DREW: Ah! Muito bem, obrigado.

ELIAS: Mas recorda-te que isso não diminui o foco, porque o foco detém a essência toda. Por isso, ao te deslocares através da transição, tal como referi, não sois absorvidos por essa gigantesca “amiba que é a essência” como um elemento que faz parte dela, mas detendes a essência toda e prosseguis para as áreas não físicas da consciência. Vós não “voltais”. Não reincarnais. Prosseguis. Tereis proporcionado a vós próprios a experiência física. Por isso torna-se desnecessario continuardes. Apenas entrais num estado de transição a fim de descartardes as crenças. É semelhante a passardes dum compartimento da vossa habitação a outro e a descartardes as vossas roupas. Descartais a camuflagem.

DREW: Bom, uma personalidade particular é capaz de se situar em mais do que numa… Será uma personalidade capaz de se situar em mais do que uma dimensão ao mesmo tempo? Deve ser, porque o tempo é simultâneo.

ELIAS: É.

DREW: Então, após termos deixado a realidade física, havemos de penetrar áreas em que já nos encontramos, de algum modo. Por isso, porque razão haveríamos de necessitar de descartar as crenças quando já experimentamos essas outras dimensões antes

ELIAS: As crenças são relativas apenas ao foco físico e não às áreas não físicas da consciência. (Pausa) Isso leva-nos para a vossa área do tempo simultâneo, o qual nem o Siman (Bob) compreende verdadeiramente! (Ri)

DREW: Bom, é DEVIDO ao tempo em simultâneo que isso me parece estranho que tenhamos que descartar as crenças, porque todas essas áreas que teremos que explorar quando morrermos, nos nossos termos, já estamos a explorar.

ELIAS: Exacto.

DREW: Por isso, porque razão precisaremos passar por um período de transição a fim de descartarmos as crenças relativas a esta dimensão quando já nos encontramos a experimentar as outras dimensões?

ELIAS: Porque vós criastes dimensões físicas a PARTIR das molduras temporais.

DREW: Ah... Está bem.

JIM: Essas crenças, com a nossa passagem para a área da transição, serão também sustentadas subjectivamente?

ELIAS: Exacto. Em certa medida.

DREW: Bom, uma vez mortos, não existe nada excepto a subjectividade!

(Nota da Vicki: Consegue-se escutar o riso de fundo da Cathy)

ELIAS: Não inicialmente! (A rir) Inicialmente, no acto de transição, continuais a sustentar uma consciência objectiva. Por isso sustentais as vossas crenças. Também tendes conhecimento da consciência do vosso corpo.

DREW: Temos consciência objective depois de morrermos?

ELIAS: Exacto.

DREW: A mesma consciência subjective que actualmente tenho?

ELIAS: Exacto.

DREW: Nesse caso, se me encontrar no caixão, lá na sepultura, eu ainda terei essa consciência?

ELIAS: Exacto. (A esta altura gera-se uma pausa pesada)

HELEN: (Murmúrios) Oh meu deus!

(Nota da Margot: Creio que acabei por me decidir pela cremação, mesmo!)

DREW: Ah! Na verdade, penso ter experimentado isso numa experiência transfocal, (designado comummente como regressão a vidas passadas) não terei? (Elias acena afirmativamente) Recordo-me disso. Só uma última pergunta ainda sobre isto: Não obstante a simultaneidade do tempo, assim que estivermos mortos e tivermos passado à (fase de) transição, teremos alguma recordação aí, sobejar-nos-á alguma recordação desta experiência da realidade da experiência física?

ELIAS: Têm, mas é diferente daquilo que o vosso processo de pensamento vos dita neste foco particular. Neste foco, encarais-vos como o que sois, e nada mais além disso. A vossa atenção acha-se completamente focada nesse aspecto da personalidade. Por isso, também acreditais que quando morrerdes e tiverdes passado a fase da transição, continuareis a ser a entidade singular que sois e a recordar este foco com toda a clareza, como único e da mais alta importância. Voltareis o olhar para trás – o que não quer dizer olhar para trás – para a vida que tens enquanto Drew, não como a essência do Mattew (que és) e dirás para contigo própria, “Ah, pois! Recordo-me do meu décimo aniversário! Ah, que Natal maravilhoso tivemos aos vinte e três! Oh, que morte horrível tive!” (Riso)

Isso não é assim, porque passais para a área da essência e do tempo não material e simultâneo, onde todos os aspectos são focados e efectivados ao mesmo tempo. Por isso, nenhum elemento detém mais significado que qualquer outro, e existe um número incontável de elementos. Mais do que podereis contar. Sublinhai esta frase.

DAVID: Será nessa fase que o trauma sucede? Na da transição? Ao fazermos face a tudo isso sem sermos capazes de termos consciência do que se acha em transição?

ELIAS: Em parte.

DAVID: Nesse caso não é uma experiência agradável.

ELIAS: Não é agradável nem desagradável. É como é.

DREW: Eu penso que o trauma seja dar-nos conta de estarmos no caixão!

ELIAS: Não necessariamente. Isso depende das vossas crenças!

JIM: Tudo isso depende das crenças, em relação à quantidade de trauma geraremos durante a transição.

ELIAS: Justamente!

DAVID: Bom, com as crenças que tenho, eu hei-de sentir trauma, e dor a cem por cento!

ELIAS: Já falamos previamente, quando fomos interrogados, acerca da interacção existente entre as essências e as pessoas fisicamente focadas, numa tentativa de ajudar certos focos na fase da transição; porque por vezes, um foco individual pode acontecer oferecer resistência à transição e manter-se no limbo, por assim dizer, durante o que encarais como um determinado período de tempo, apesar de parecer não demorar tempo nenhum para esse foco. Eles meramente existem, mas também não experimentam o acto da transição.

DREW: Esta é uma pergunta que se acha algo relacionada, e em relaão à qual sempre senti muita curiosidade. Existirá alguma diferença, em termos de... Por falta de um termo melhor, da libertação da energia da consciência do corpo, entre o enterro convencional e a cremação?

ELIAS: Isso também depende da escolha apenas. Vós não “libertais” a consciência do corpo. Vós escolheis tanto objectiva como subjectivamente o modo de direccionardes a consciência do corpo quando estiverdes a remover a consciência subjectiva por altura da passagem. Escolheis isso por muitas e variadas razões. Alguns escolhem não acolher muita consciência do corpo inicialmente, no acto de transição, e de dar atenção às crenças predominantes. Por isso podem escolher permitir que a consciência do corpo continue no lado material durante algum tempo. Muitos, ao abrigarem fortes crenças escolhem esse tipo de acção, o que lhes permite um período para poderem lidar com as crenças vigorosas que sustentavam e permite que a consciência do corpo prossiga subsequentemente, nos vossos termos.

SUE: Posso perguntar… Recentemente li uma novela acerca da Evita, Eva Peron, cujo corpo... Após a sua morte, o seu corpo foi embalsamado, e levado para vários locais durante anos, e coisas diferentes que lhe aconteceram. Foi espantoso, as coisas que lhe aconteceram ao corpo após ter falecido uns trinta anos antes. E fiquei na dúvida se existiria alguma parte dela que ainda se acha-se ligada, alguma parte da sua personalidade que ainda se achasse associada àquele corpo, à medida que ia de um sítio para o outro enquanto lhe sucediam incidentes?

ELIAS: A consciência do vosso corpo consiste num aspecto do foco que é uma expressão da essência. Por isso, apesar da consciência subjectiva se achar removida do sentido que a consciência do corpor toma, a própria consciência do corpo constitui um elemento da essência, e por isso um aspecto da essência que permanece no corpo físico.

DREW: Contudo isso deve representar uma coisa subjectiva, não?

ELIAS: Não.

DREW: Consciência do corpo? Não será a consciência uma coisa subjectiva...?

ELIAS: Existe o subjectivo E o objectivo. A consciência do vosso corpo traduz uma consciência objectiva. Representa uma manifestação objectiva; uma imagem objectiva.

DREW: Que requer algum tipo de interacçãop subjectiva.

ELIAS: Para poder ter continuidade, por certo.

DREW: Por isso é tanto subjectiva quanto objectiva.

ELIAS: Não. Necessita da consciência subjectiva para poder funcionar.

DREW: Pois. Hmm! Bom, como poderá alguma coisa ser objectiva se não existir o lado subjectivo?

ELIAS: Essa é a razão porque não pode continuar a FUNCIONAR quando o lado subjectivo é removido durante um certo período de tempo. É uma expressão objectiva.

DREW: De quê?

ELIAS: Da essência.

DREW: A qual consiste numa acção subectiva? Não quero empregar o termo “coisa”.

ELIAS: Exacto.

DREW: Então existe acção subjective?

ELIAS: Não. (Riso)

DREW: Bom, como poderá alguma coisa ser objectiva? O subjectivo não virá primeiro que o objectivo, nos nossos termos?

ELIAS: Não. Ambos sucedem em simultâneo, mas eu entendo aquilo que estás a referir; mas o lado objectivo é a imagem que é apresentada. Tudo aquilo que vêdes no foco físico, tudo o que se apresenta a si mesmo sob a forma material, traduz a expressão objectiva.

DREW: Do subjectivo....

ELIAS: Da projecção.

DREW: Ah, já estou a entender.

ELIAS: Não está a dirigir as suas funções, mas consiste numa projecção objectiva.

DREW: Da parte de quem?

ELIAS: Da essência.

DREW: Hmm! Bom, não quero prolongar isto, pois estou certa de que os outros têm perguntas a colocar, mas eu...

ELIAS: Deixa que te diga que, do mesmo modo que estabeleceis véus entre as vossas dimensões de forma a não as penetrardes – porque penetrá-las é coisa que não vos permitis – ao escolherdes desprender-vos do foco físico criais um véu entre a expressão objectiva e subjectiva da consciência do corpo. Removeis a direcção do seu funcionamento. Por isso ele deixa de funcionar e permanence como aquilo que descrevereis como sendo um artefacto, que contém uma consciência objectiva, porque toda a vossa matéria contém consciência. Por isso, ela possui uma consciência objectiba, mas não mais possui qualquer interacção com os elementos subjectivos.

DREW: Portanto, as células do corpo, que possuem a sua própria consciência...

ELIAS: Exacto.

DREW: …Não estão a interagir subjectivamente com a personalidade que a estava a dirigir antes.

ELIAS: Não.

DREW: E essas células, e a consciência que encerram, os elos de consciência que se encontram no corpo, não interagem com NENHUMA essência?

ELIAS: Não. Elas interagem subjectivamente no contexto da consciência mas não estão ligadas à essência nem à personalidade.

NORM: E serão capazes de se projectar numa existência objectiva?

ELIAS: Elas têm uma existência objectiva.

NORM: E não precisam projectar continuamente? Muito bem.

DREW: Como poderão eles achar-se ligados à consciência sem contudo interagirem com a essência? Porque, não serão a essência e a consciência a mesma coisa?

ELIAS: São, sob determinado aspecto; mas, tal como declarei, a essência comporta uma distinção sob a forma da personalidade.

DREW: Quando o corpo se deteriora e as células se desintegram em pó, nos nossos termos, a consciência que se achava no corpo vai para onde?

ELIAS: É reconstruída em energia e regenerada na essência.

DREW: Muito bem. Existe algum tipo de interacção entre a consciência objectiva e a essência que seja distinta da interacção subjectiva…

ELIAS: Da do foco. Exacto.

DREW: Que precisarei explorar numa outra altura contigo, por se tratar de algo que para mim ainda é novo. Trata-se dum tipo diferente de interacção.

ELIAS: Exacto.

DREW: Hmm! Terá ela alguma coisa a ver com a projecção das pessoas que observam o corpo?

ELIAS: Em parte.

DREW: Muito bem. Obrigado.

ELIAS: Porque, como no alinhamento do foco individual que se terá desprendido, a sua atenção também consente as crenças desse indivíduo, elas também detêm um aspecto da sua atenção nessa expressão.

Se escolherdes aniquilar a vossa forma física através do fogo, aqueles que permanecerem ou continuarem no foco físico hão concordar com a vossa escolha. Por isso, a vossa expressão não sofrerá qualquer influência por parte de nenhuma energia… A vossa expressão física não sofrerá qualquer incremento por parte daqueles que vos circundarem. Se escolherdes ser mumificados, a vossa expressão obterá energia a fim de permanecer na matéria física objectiva, porque a atenção é igualmente sustentada pelos outros.

DREW: Se isso explicasse tudo, eu entenderia! Mas é essa parte da consciência que de algum modo não interage subjectivamente que eu não entendo, mas não pretendo gastar mais tempo com isso esta noite, por isso vou pensar nisso durante a semana.

ELIAS: Muito bem. Essas são áreas difíceis, porque vós não compreendeis muito bem todas as acções e os elementos da essência e da consciência e de cada foco, que detém muitos mais aspectos do que podeis pensar.

SUE: Portanto, a morte não nos trás subitamente o esclarecimento nem torna tudo… Isso é verdadeiramente deprimente! (Riso) Não é que esteja a planeá-la para breve, mas sempre pensei que pudesse ser o género de coisa que pudéssemos esperar conseguir! (Elias abana a cabeça)

ELIAS: Isso é uma outra crença! Podes falecer já que há-des continuar na posse das tuas crenças. É por isso que penetrais a área da transição, a fim de descartardes as crenças, mas o tempo em que escolherás continuar a ater-te a essas crenças é escolha vossa.

Aquilo que presentemente empreendes através da identificar para ti própria das crenças é a mesma acção que empreenderás na altura da transição. A diferença está em que vós, no foco físico dais continuidade a essas crenças. Apesar de poderdes aceitá-las, no foco físico dais-lhes continuidade. Na altura da transição descartais essas crenças; mas, nos vossos termos, o processo é bastante semelhante. Precisais identificar, precisais reconhecer, precisais aceitar, precisais abrir mão de todas as crenças que carregastes ao longo do foco físico, porque nas áreas não materiais da consciência elas não servem qualquer propósito. São relativas apenas a este foco físico.

FORREST: Continuando com as perguntas. O Bunny pergunta se não poderás amplar a revelação daquilo que acontece à consciência do corpo no caso de escolhermos ser cremados? Será, ou não, preferível ser cremado, e para quem?

ELIAS: Não existe “melhor” nem “pior” em relação a essa situação. Trata-se duma escolha. Existe uma diferença na acção e na influência sobre a consciência resultante do modo como descartais a consciência do corpo, mas nenhuma é melhor nem pior. Trata-se meramente de escolhas. Se escolherdes a acção da cremação também escolheis desprender-vos da consciência do corpo num curto período de tempo, desse modo reunindo a energia da consciência do corpo àquela da consciência objectiva que se situará na área da transição. Cada escolha que empreendais em conjugação com o desprendimento do foco físico irá criar um tipo diferente de cenário na vossa passagem para a área da transição.

ELIAS: O desenlace de qualquer foco físico constitui uma escolha, e vós haveis de saber quando estiverdes a estabelecer tal escolha.

Todos os indivíduos que se acham no foco físico detêm consciência da sua escolha de se desprenderem do foco físico. Alguns têm consciência disso durante algum tempo enquanto outros só têm consciência disso mesmo antes de se desprenderem. Isso também consiste numa escolha, de cuja experiência vos permitireis ter consciência em cada foco particular.

ELIAS: Já declarei muitas vezes que esta mudança que a consciência está a sofrer se limita a esta dimensão. Trata-se duma escolha VOSSA inerente a esta dimensão e neste planeta e realidade, e nesse sentido podeis permitir-vos descartar esses véus da vossa atenção sungularmente focada e interagir e perceber muito mais sobre a realidade que criais enquanto essências. Isso proporciona-vos a oportunidade de perceber e de participar no acto de transição, o qual até recentemente, por assim dizer, em relativos termos, as pessoas só escolhiam encetar após o desenlace do foco físico.

O desenlace do foco físico, tal como é bastante provável que tenhais consicência, consiste naquele instante em que decidis, porque VÓS escolheis, desprender-vos desta manifestação, ou aquilo a que comummente vos referisa em termos de morte. Eu não escolho o termo “morte”, por não existir morte nenhuma. Apenas existe um emergir, o que significa um nascimento. Por isso, por altura do desenlace, vós nasceis e não morreis. ( A rir para dentro)

Mas com esse acto de nascerdes e de emergirdes, entrais numa acção que é designada como transição. Essa transição destina-se a escartar completamente a consciência objectiva e as renças sustentadas durante esssa consciência objectiva, de forma a poderdes re-emergir – não emergir de novo, mas re-emergir - no foco não físico e vos voltardes na direcção que escolherdes avançar, por vos achardes num contínuo estado de transformação, e serdes isso. Por isso, se vos questionardes acerca de quem sois, ou do que sois, vós sois a essência e achais-vos num contínuo estado de transformação. Isso é a consciência. Isso é a essência. Isso sois vós.

MICHAEL: Eu pedi algo aos falecidos, e queria saber se eles me escutaram.

ELIAS: Deixa que te diga, antes de mais, em resposta à tua pergunta, sim. Mas permite que continue com esta resposta, de forma a poderes obter maior claridade. Ao usares o termo “falecidos”, eles são focos de essências que emergiram apenas do foco físico para uma outra área da consciência, mas que em termos de realidade, se encontram bem vivos!

Nesse sentido, muitos comunicam com focos individuais ou grupos de focos, aquilo que designais como pessoas. Eu utilizo a terminologia de foco. Muitos rezam, falam ou comunicam com esses focos, esse outros indivíduos que eles percebem residir em algum “além”. Na realidade, se concentrardes a vossa atenção nas crenças relativas à morte e vos referirdes a focos... ou aos mortos, porque isso nas vossas crenças indica indivíduos que se terão manifestado fisicamente e terão falecido. Por isso, representa uma classificação, e na realidade, aquilo com que falais são aqueles focos que ocupam uma área que é designada como de transição.

Bom; aqueles que se eituam na área da consciência da transição e empreendem o acto de transitarem para o imaterial, escutarvos-ão, por assim dizer, mas em grande parte também não se preocuparão com um foco individual por estarem a ocupar a área da transição na qual todos os seus focos ocorrem em simultâneo e de modo objectivo diante de si, e nisso a sua acção consiste em descartar todas as suas crenças que terão sustentado no foco físico, além de se afastarem e descartarem a sua consciência objectiva, passando a adoptar uma consciência inteiramente subjectiva, de forma a poderem pasar para áreas da consciência e dar prosseguimento às suas escolhas no campo da transformação.

Agora; também vos referirei e qualificarei a existência de áreas da consciência que são ocupadas por essências não fisicamente focadas mas que se acham directamente envolvidas com fosos físicos. Por isso, ao acederdes a essas essências, também podereis obter acesso a um auxílio e a uma formidável dádiva de energia.

Ao obterdes acesso às essências - “dos mortos que se acham no estado de transição” – podeis comunicar mais, e aquilo que podeis receber ser travessuras, porque um foco constitui apenas uma lente da câmara em meio a milhares para esses indivíduos que se acham no estado de transição. Por isso aquilo que possam expresser não tem importância, e por vezes eles podem tornar-se bastante brincalhões e travessos – não prejudiciais, mas travessos e brincalhões – o que poderá ser interpretado no foco físico como algo temeroso, apesar de não ser, mas nas interpretações que estabeleceis com base nas vossas crenças.

Por isso vou vos sugerir que podeis direccionar a vossa energia e a vossa atenção de forma consciente para essa Área Regional 3, que possui um aspecto de transição e um outro aspecto de consciência das massas ou consciência colectiva directamente associada a esta dimensão em particular. Mas também existe um elemento da Área Regional 3 que é ocupada por aquelkas essências que escolhem permanecer ineractivas ou interligadas aos indivíduos que ocupam a Área Regional 1, que sois vós. A Área Regional 1 consiste na vossa realidade do estado despertos, nesta dimensão em particular.

Existem igualmente essências que se manifestam em focus nesta dimensão particular que se acham associadas ou ligadas à essência na Área Regional 3, e que se concentram em afrouxar as barreiras e os véus entre vós, na vossa consciência objectiva da vossa realidade desta dimensão, e a essência, em área imateriais. Nesse contexto podeis dirigir as vossas perguntas e desejos para tais essências, as quais vos serão de muito mais ajuda do que aquelas que ocupam a transição, por o seu foco ser diferente. A sua atenção está dirigida de diferente modo.

PEGGY: Virei a encontrar o meu marido ou os meus pais, quando fizer a passagem?

ELIAS: Deixa que te diga, em relação a isso, que se trata duma questão interessante, e que te sugere, a ti e aos outros, informação relativa à área das crenças das massas, porque vós ACREDITAIS que quando vos desprendeis do foco físico – ou morreis – passareis para uma área não física onde sereis acolhidos por todos os vossos parentes e entes queridos que tiverem passado antes de vós, por assim dizer.

Bom; deixa também que te diga que isso consiste numa crença, apesar de em parte se achar baseado numa vedade, porque ao penetrardes a área da transição, todos os focos que sustentastes nesta dimensão se apresentarão diante de vós e vós haveis de participar em todos eles ao vos desprenderdes ou descartardes as vossas crenças. Por isso, dá-se um encontro com todos os indivíduos com quem tivertes participado nos focos físicos, mas o relacinamento com esses indivíduos assume um significado renovado, porque deixareis de contemplar apenas um foco.

Aquilo que presentemente experimentais é um foco singular, ou aquilo que designais como “uma vida”. Esse foco “único” é apenas um entre uma infinidade de focos. Por isso, cada indivíduo com quem vos deparais ou com quem tendes um relacionamento neste foco único representa...

PEGGY: Está bem. Poderás dizer-me se os meus animais de estimação irão para lá? Irão eles para lá?

ELIAS: Permite que prossiga com a resposta que te estava a dar, e em seguida responderei à pergunta sobre os animais de estimação.

PEGGY: Está bem.

ELIAS: Aqueles que percebes neste foco não têm, para ti, a intensidade de significado assim que te encontrares no acto da transição, porque eles só têm importância neste foco. Estás a compreender?

PEGGY: Estou.

ELIAS: Por isso, a tua atenção não se focará com tanta intensidade nesses indivíduos em particular ao penetrares a área da transição.

Quanto à pergunta que colocas relativa aos vossos animais de estimação, eles são parte da consciência. Não são essência.

PEGGY: Não são o quê?

ELIAS: Não são essência.

PEGGY: Ah, estou a entender.

ELIAS: VÓS sois essência e os animais são criação vossa. Por isso, não, eles não vos acompanham na área da transição.

PEGGY: Então, quando partem, nunca mais os vemos.

ELIAS: Não....

PEGGY: Muito bem, agora, poderás dizer-me alguma coisa em relação aos meus filhos? Gostava de saber, por exemplo, onde é que o meu filho Dave e a sua mulher Olga e a família se encontram, e se se acham correctamente orientados.

ELIAS: (A rir para dentro) Antes de mais, vou endereçar-me à declaração que pronunciaste que quando vos desligais do físico não mais vereis os vossos animais de estimação, porque isso está ligeiramente distorcido, porque vós tendes conhecimento de toda a consciência, e como as vossas criaturas fazem parte da consciência, vós reconheceis e tendes consciência da sua presença em termos de energia e consciência, quando voltam a restruturar-se na consciência, quando passais do foco físico.

Portanto é bastante simplista referir que não os voltais a ver, quando passardes dete foco físico. Essa é uma ideia bastante singular mas demasiado insignificante para poder abranger a coisa real, o conhecimento e a consciência que experimentais quando penetrais no foco não físico.

PERGUNTA: Tenho vindo a interrogar-me se os sonhos em que morremos, ou em cujo contexto parecemos morrer, terão algum significado. Porque é algo que acontece muito raramente.

ELIAS: Deixa que te diga que a razão porque não empreendeis essa acção enquanto sonhais e apenas sugeris tal experiência a vós próprios com pouca frequência, se deve a que sustenteis crenças que associais a essa acção. Vós albergais crenças aliadas ao campo da morte, por assim dizer, assim como um temor objectivo que sentis em relação a essa escolha – porque a morte não é uma coisa que vos suceda, mas uma escolha que estabeleceis de modo propositado num dado momento em que procedeis à sua activação. Nesse sentido, e apesar das vossas crenças sofrerem um relaxamento durante o sonhar, elas continuam a ser mantidas. Por isso, não vos permitis conceber a acção do morrer por meio do estado de sonhos, por associardes a crença de que, se vos sentirdes a morrer durante o sonhar, podereis efectivamente passar a efectivar tal acto!

MIKE: Eu tenho certas questões a colocar em relação à morte e ao morrer, tal como o designamos. Sempre senti um fascínio por isso, sem que saiba porque razão. Mas sempre quis saber; por um lado se quando as pessoas escolhem de modo óbvio desprender-se do corpo, se terão consciência disso antes de o empreenderem.

ELIAS: Têm.

MIKE: Certo. Está bem. A pergunta seguinte situa-se mais no contexto do que penso, tanto em relação à maioria das pessoas como a mim próprio, como não comportando necessariamente qualquer medo concreto em relação à morte, mas sim medo em relação ao morrer. As pessoas sempre associam toda a sorte de dores ao que tem lugar no decurso do processo, e eu sentia curiosidade...
Como em determinadas situações, não necessariamente de doença, mas em situações em que somos talvez desmembrados ou baleados ou então caímos duma encosta ou sofremos um acidente automóvel ou assim – será que por estarmos a escolher o desenlace estaremos presentes o tempo todo quando o corpo deixa de funcionar? ELIAS: Isso depende da escolha do indivíduo.

Em determinadas situações, sim, a vossa consciência acha-se presente ao longo de todas as escolhas que tiverdes escolhido empreender no processo de desenlace… Ou morte, como o designais.

Por vezes, alguns escolhem remover a consciência subjectiva da consciência do corpo, enquanto continuam a ter uma consciência objectiva no foco físico. Nesses tipos de situação, aquilo que o indivíduo cria assemelha-se a uma experiência de projecção extra corporal, sem que seja exactamente a mesma coisa, por terem escolhido remover toda a sua consciência subjectiva da consciência do seu corpo.

Por isso decorre um tipo de separação em que, como a consciência do corpo deixa de receber orientação da consciência subjectiva, ela deixa de funcionar na forma física.

MIKE: Está bem, então penso que também dependerá da pessoa para onde se dirigirá em seguida.

ELIAS: Não necessariamente. Em relação à escolha daquilo que devem criar em obediência às suas crenças, sim. Inicialmente, no que passam a criar em termos de imagens em conjugação com as crenças que poderão comportar de modo vigoroso no foco físico, sim. Podem até criar imagens temporárias que se assemelhem a um local ou a um tipo de acção ou experiência.

Mas, sejam quais forem as crenças que o indivíduo comporte, cada foco individual que se desliga deverá passar para uma acção de transição e atender às crenças que terá sustentado no seu foco físico.

MIKE: Está bem. Não estou certo se terás sido tu a dizer, ou o Seth, mas um de vós referiu algo, de tempos a tempos, sobre o adiamento por que uma pessoa pode optar por criar, antes de penetrar na transição.

Dá-se um intervalo, penso eu. Agora; aquilo que estás a dizer é que esse intervalo que foi mencionado se adequará à crença, seja ela qual for, tal como a de irmos para o céu ou para o inferno, ou de termos que enfrentar juízes ou lá o que for? Seria esse o adiamento que sucede antes da transição? ELIAS: Deixa que te diga que também já vos ofereci informação acerca disso, tal como a essência do Seth.

Nesse sentido, digo-te que um elemento inerente à atenção que é dada às crenças no acto da transição – e ao descarte dessas mesmas crenças – pode por vezes envolver a criação de imagens que se alinharão por essas mesmas crenças.

Aquilo que te estou a dizer é que, por vezes, no acto de darem atenção a uma crença efectiva que pode dizer respeito à ideia do céu ou do inferno, isso pode ser temporariamente criado pelo próprio, de modo a que possa obter uma percepção e dirigir a sua atenção para essa crença em particular, de forma a proporcionar-lhe a compreensão de que, de facto, isso não constitui um local em que venham a residir, de forma automaticamente associada ao acto da morte.

Quanto ao período de tempo que alguns indivíduos podem escolher precisar e que designas como adiamento, trata-se dum tipo de período de tempo intermédio que é estabelecido pelo foco entre o desenlace e o acto da transição.

Agora; por vezes, pode envolver imagens que se achem ligadas às crenças que foram sustentadas durante o foco individual físico. Por isso, poderá por vezes, envolver actos tais como o céu ou o inferno ou o limbo, ou qualquer outra manifestação dum local físico que o próprio escolha criar.

Mas pode não criar necessariamente esse tipo de acção e manter-se num estágio intermédio no qual continuará a criar imagens que lhe parecerão físicas, e dar por si no alinhamento com os aspectos familiares da realidade física, ao mesmo tempo que concede a si próprio a capacidade de alterar e de manipular a energia a fim de criar diferenças nessas realidades físicas.

Essa realidade possuirá qualidades físicas mas elas serão muito mais flexíveis, por não constituírem criações físicas efectivas mas se assemelharem mais à ideia que fazeis dos hologramas na vossa realidade actual.

MIKE: Que interessante! ELIAS: São a projecção de imagens físicas mas de facto não são construções físicas que sustentem uma estrutura molecular material e sólida como a que a vossa realidade física detém nesta dimensão. São a mera projecção duma imagem que parecerá assemelhar-se à vossa realidade.

Ora bem; por meio dessas imagens os indivíduos rapidamente tomam consciência de ser capazes de as alterar com bastante facilidade.

Nesse sentido, podem proceder à criação dum cenário físico, por assim dizer, dum campo aberto, por exemplo, e reconhecerem deter a capacidade de alterar a aparência desse campo com toda a facilidade.

Do mesmo modo que no caso do holograma, eles podem acrescentar ou apagar qualquer aspecto das imagens à sua escolha. Por isso, poderão plantar uma árvore bem no centro desse campo ou então deixar que pedaços desse campo não apresentem um aspecto tão sólido, e desse modo assuma mais a qualidade do ar ou da água.

Podeis manipular essas imagens nesse estado de consciência, por assim dizer, do jeito que entenderdes.

Alguns, ao se desprenderem do foco físico, escolhem brincar com as imagens, centrando-se na sua consciência objectiva e dando continuidade à criação de tipos físicos de imagens, concedendo a si próprios a liberdade de brincar com essas imagens, reconhecendo a sua capacidade de manipular a energia seja em que direcção for.

Outros, podem mover-se para as áreas do medo – do mesmo modo ditadas pelas suas crenças – em que poderão bloquear os seus movimentos no sentido da transição mas em que não se permitem divertir nem obter acesso às imagens do modo que acabei de referir. Mas esses indivíduos podem agarrar-se com tenacidade à sua consciência objectiva sem se permitirem mover-se para outras áreas da consciência, o que por vezes, temporariamente, poderá produzir uma situação em que se vejam presos, por assim dizer.

Nessas situações, existem outras essências que poderão servir de auxílio a esses focos particulares e que lhes endereçarão estímulos, por assim dizer, destinados a estimulá-los, em termos figurados, de forma que lhes permita afastar-se da sua expressão de temor e de modo que lhes possibilite passar mais facilmente para outras áreas da consciência.

SUSAN: O meu filho cometeu suicídio em Maio de 98 aos vinte e três anos de idade, e com esta informação – e estou certa de terem existido alturas em que pude pressentir o teu auxílio – fui capaz de assimilar isso intelectualmente e compreender a realidade por que ele tenha passado, mas tudo bem. Isso não altera os meus sentimentos em relação a ter sido uma má mãe e de ter existido algo que tenha podido fazer em relação à situação. Poderás auxiliar-me nisso? ELIAS: Dir-te-ei que isso é bastante comum na tua realidade física e em muitas das sociedades que estabelecestes por todo o vosso globo - porque vós comportais crenças muito fortes em relação aos relacionamentos, e um dos aspectos dessa crença é esse relativo à função da mãe - e em certas sociedades a expressão desse aspecto da crença é extremada e intensa devido a alinhardes com muito vigor por esse aspecto.

Posso-te dizer, antes de mais, que o vosso papel de mãe ou de pai será aquilo que quiseres que ele seja, com base nas vossas crenças, mas que para além dessas crenças, não detendes responsabilidade nenhuma.

SUSAN: Isso para mim é fácil de entender intelectualmente. Mas não ajuda nada aqui (Aponta o coração).

ELIAS: Tens razão, e com isso, ao alinhares de modo tão intenso com os aspectos de tais crenças, também crias reacções emotivas.

Deixa que te diga que todos esses elementos se acham bastante entrelaçados. Vós não criais uma crença da qual resulta uma emoção.

Não criais uma emoção para em seguida criardes uma crença em resultado dessa emoção. As próprias crenças acham-se entrelaçadas e os elementos da emoção e da sexualidade, que constam como elementos básicos desta realidade física particular, acham-se igualmente bastante entrelaçados com as vossas crenças.

Agora; o conjunto de crenças mais vasto que comportais nesta dimensão física, é o da duplicidade. A duplicidade

(Nota do tradutor: O significado do termo alude ao carácter duplo dum tipo de atitude que compreende dois postulados de forma contraditória e que na maioria das vezes estará relacionada com a hipocrisia e a má-fé) abriga a maioria dos “pássaros”, “pássaros” esses que se juntam a todos os outros “pássaros” pertencentes a todas as outras crenças. Eles não se acham separados.

Esta gaiola é uma gaiola que não é distinta de nenhuma outra. Cada uma das outras crenças, cada um dos outros grupos de crenças possuem a sua gaiola individual, o seu agrupamento individual, por assim dizer, que comporta de aspectos, e apesar de se poderem transpor umas às outras, e por vezes até se moverem em conjugação umas com as outras, consistem em crenças individuais, direccionadas em sentidos específicos.

Essa crença da duplicidade não tem sentido próprio, mas move-se em conjugação com os outros conjuntos todos de crenças, e influencia e tinge cada aspecto de cada crença particular.

Agora; nesse sentido, podes estar, tal como declaraste, a assimilar intelectualmente ou a referir para ti própria que compreendes duma forma objectiva e racional, ou por meio do pensamento, e com isso estares a confundir-te, por não entenderes porque razão pareces evidenciar uma incapacidade de traduzir aquilo que conheces na tua ideia naquilo que sentes.

SUSAN: Exactamente.

ELIAS: Tu não estás a dar atenção no teu pensamento àquilo a que estás a dar atenção através da tua emoção. (A sorrir) No teu pensamento, tu estabeleces uma atenção racional e encaras crenças específicas dum modo intelectual – aspectos específicos das crenças – e em parte, percebes também a interacção da crença da duplicidade, só que de forma bastante vaga e generalizada. Estás a ver a gaiola, mas não os “pássaros”.

Na tua expressão emocional, estás a incorporar os pássaros, e eles traduzem-se por aqueles aspectos que te referem o valor próprio, a tua dignidade e a tua capacidade, e esses “pássaros” apontam-te o melhor e o pior, e que se criares pelo melhor, criarás aquilo que queres.

Isso conduz-nos, de novo, para a área em que podeis referir repetidas vezes estardes a criar a vossa realidade, enquanto na crença que comportais, acreditais que é a vossa realidade que vos cria a vós, além do facto de que vós criais a realidade dos outros.

SUSAN: Para mim, isso tudo traduz um reflexo da minha falta de dignidade, não é? ELIAS: É.

SUSAN: Está bem. Sou eu a dizer: “Oh, já não sou mãe, pelo que não devo ser coisa nenhuma, tal como era antes de ser mãe! ELIAS: E de que não estás a desempenhar bem o teu papel. Por isso, como o jovem escolheu o desenlace, isso não traduz somente a sua escolha, mas a medida do teu mérito e da tua capacidade, porque VÓS olhais todos para as expressões dos outros e medis o vosso valor e a vossa dignidade e as vossas capacidades pelas expresses dos outros.

E, conforme estivemos a debater esta noite, isso também traduz aquilo que te estou a transmitir – de que tu deténs a capacidade de escolha e de que o comportamento e as manipulações que fazem em relação à energia ou em relação às escolhas não te dita as escolhas nem a forma como hás-de receber a energia.

Nesse sentido, escolhas consistem tão só em escolhas e não traduzem nenhum reflexo do teu mérito nem da tua dignidade. Nem sequer a percepção que tens de ti própria constitui qualquer medida do teu valor nem da tua dignidade, por se tratar da percepção que tens e por ser influenciada pelas tuas crenças. Por estar tingida.

SUSAN: Isso entendi eu! Realmente aproveitei algo de tudo isto. Pois, penso ser capaz de levar isto a algum lado. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, e eu digo-te, com toda a honestidade, que o teu mérito é muito mais significativo do que podes conceber.

SUSAN: Eu encontro-me aqui, não?! (A rir) Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

O indivíduo optou pela escolha de não desejar participar física e objectivamente nesta mudança da consciência.

SUSAN: Definitivamente, sou capaz de entender isso.

ELIAS: Muitos – no que percebes como o passado recente, o presente e o futuro – escolhem essa mesma orientação, a de não desejarem participar em termos objectivos e físicos na acção desta mudança, por INCORPORAR um grande potencial traumático.

SUSAN: Pois.

ELIAS: Nesse sentido, existem muitos que escolhem não participar fisicamente mas uma participação indirecta ao invés, por meio da consciência, e que têm manifestações futuras, quando esta mudança da consciência se acha completamente instaurada, e apenas deixam de sentir qualquer desejo de participar nesse trauma.

SUSAN: Isso faz sentido.

ELIAS: Não se trata de nenhum reflexo de ti.

SUSAN: Estou a entender.

ELIAS: Tampouco constitui uma medida da tua dignidade ou capacidade.

SUSAN: Nem uma medida da dele ou dele próprio.

ELIAS: Não.

SUSAN: Pois, estou a entender. Ah! É incrível! Sinto vontade de chorar. Percorri um imenso caminho nestes últimos minutos! Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, e podes manifestar a tua expressão emocional do modo que entenderes, porque isso consiste numa escolha e não possui a menor importância! (A rir para dentro)

VIVIEN: Oh, vá lá, chora à vontade!

SUSAN: Lembro-me de ter lido algo sobre teres andado a largar lenços de papel por toda a sala. Isso dava-me imenso jeito, neste momento! (Riso)

ELIAS: Ah! Posso-te dizer que, como vós costumais dizer, tenho o meu stock de verdades esgotado neste momento! (Toda a gente se desfaz a rir)

CAROLE: Elias, os jovens que escolhem interromper a vida devido ao potencial traumático inerente à mudança, isso terá alguma possibilidade de se achar relacionado com os assassínios que estão a ocorrer em grandes agrupamentos? Talvez isso seja o método ou a exibição externa do modo objectivo em que ocorre, ou esses indivíduos que perpetram tais actos também terão a intenção de pôr termo à vida?

ELIAS: Têm, em parte; apesar de vos poder dizer que não é numa antecipação do trauma decorrente, mas no reconhecimento do trauma que já está a ter lugar. Não se relaciona com o futuro, mas com o AGORA.

VIVIEN: Então é o mesmo efeito que aquele dos tremores de terra que aconteceram recentemente e das guerras que estão a decorrer – é o mesmo tipo de coisa? ELIAS: Sim, em parte.

Existem mais elementos que criastes em conjugação com a vossa expressão das crenças e em conjugação com a presente onda que a consciência atravessa, coisa que já tive ocasião de referir. Mas EXISTEM elementos nessas acções que estão a acontecer de forma colectiva, através do quais muitos escolhem não participar no trauma inerente a esta mudança, por saberem que se trata unicamente duma opção.

Vós não estais CONDENADOS a dar continuidade ao foco físico. Podeis escolher interromper a vida em qualquer momento porque isso consiste unicamente numa escolha que não comporta implicações.

CAROLE: E não será igualmente verdade que toda a morte – sempre que alguém morre, para o enquadrar no modo correcto da semântica – constituirá uma forma de suicídio? Porque todos escolhemos faze-lo. Só que não dessa forma objectiva, à altura.

ELIAS: Vós optais todos. Apenas estabeleceis uma distinção na descrição que fazeis.

SUSAN: Do suicídio como um método condenável.

ELIAS: Exacto.

Todos vós escolheis a altura do vosso desenlace assim como o modo como virá a ser levado a cabo na vossa realidade física. Algumas opções inerentes à vossa realidade convencional são aceites enquanto outras não.

Achais aceitável desprender-vos calmamente por intermédio do sono.

Achais aceitável desprender-vos através do que DESIGNAIS como acidente… Que é algo que não existe! (A rir para dentro) É aceitável ser comido por um urso! (Riso) Não aceitais o assassínio. Não aceitais o suicídio, na estimativa que fazeis. Não aceitais que vos possais separar do corpo por intermédio da doença, porque haveis de vos esforçar sem parar para alterar a escolha dos que optam por isso! GRETA: E se somos nós quem escolhe o desenlace, também seremos quem escolhe vir aqui? Por outras palavras, também escolheremos nascer? ELIAS: Escolheis. Escolheis manifestar-vos ou obter experiência nas dimensões físicas e escolheis interromper essa manifestação, e cada um desses actos representa apenas um emergir para outras áreas distintas da consciência – algumas físicas e outras não físicas, mas áreas da consciência que escolheis explorar.

GRETA: Eu tenho uma neta que foi adoptada, que nasceu no exacto dia e na exacta altura em que a minha mãe passou desta vida. Actualmente ela está com treze anos e parece-se, em quase todos os seus atributos físicos e hábitos do dia-a-dia, com a minha mãe! ELIAS: Bom; vou-te dizer, que esse tipo de situação ocorre na realidade física, o que concede energia à crença que abrigais do que designais como reencarnação.

Eu digo-vos que um indivíduo pode desligar-se do foco físico e projectar, por opção, um aspecto desse seu foco – ou de si mesmo – que escolherá manifestar-se em termos físicos. E pode, figurativamente falando, exibir essa nova manifestação, porque todas as manifestações se dão em simultâneo… …Mas nesse tipo de acção, o aspecto do indivíduo que escolhe manifestar-se pode comportar muitas das qualidades da personalidade que o outro aspecto comportava na realidade física.

Trata-se dum aspecto diferente, e como tal não se trata duma repetição, por assim dizer, nem reencarnação do outro indivíduo, mas doutra manifestação desse foco, um outro aspecto desse mesmo foco, pelo que objectivamente vos dais conta de muitas similitudes existentes na expressão exterior, emocional, intelectual, criativa e até mesmo através dos maneirismos. (A sorrir)

GRETA: Hmm. Por vezes, quando damos por isso a coisa torna-se assustadora! (A rir)

ELIAS: Estes indivíduos também podem permitir-se muitas vezes, recobrar, através da memória, elementos do outro foco, o que também concede energia à crença da reencarnação, porque esses indivíduos podem passar a transmitir informação em conjugação com o outro foco com o que vos espantará a todos e levar a dizer: “Como terá este indivíduo conhecimento disso referente ao outro foco? Mas é claro que se trata do mesmo indivíduo!” NÃO é o mesmo indivíduo, mas detém muitas das mesmas qualidades, por ser um elemento desse foco.

SUSAN: Então, quando morremos motivados por uma doença ou um acidente, trata-se duma desculpa para procedermos a uma investigação.

ELIAS: Não se trata de desculpa nenhuma, mas duma escolha. (A rir)

SUSAN: Não, não quero dizer isso! (Riso) Quer dizer, é como, em vez de dizermos apenas, “Está bem, estou a investigar, deixa-me em paz”, trata-se duma ferramenta.

ELIAS: É uma ferramenta e um método. É uma opção e as pessoas escolhem propositadamente a forma como se dará o seu desenlace.

Muitas vezes, ao escolherem actos como os do suicídio ou a doença ou o que VÓS designais como acidente, elas terão escolhido esse método não apenas em conjugação com a exploração que fazem da sua experiência mas também com CONHECIMENTO da interacção que ocorre entre eles e todos os demais que tenham estado objectivamente ligados a eles.

GRETA: A minha mãe encontrava-se doente e numa cama de hospital enquanto eu permanecia à sua cabeceira, e uma certa manhã ela disse-me ter recebido uma visita do meu falecido irmão, que tinha vindo ao seu encontro e que ela lhe tinha dito que não estava preparada para partir. E acabou vivendo até aos noventa e dois anos. Mas ela referiu isso tal e qual – que o tinha visto e que ele tinha vindo ao seu encontro.

ELIAS: Isso também...

GRETA: E ela é aquela que a minha neta... Neta adoptada. Eu estou a colocar isso assim duma forma tão sucinta por ser algo que me impressiona tanto! ELIAS: Isso também não é uma expressão assim tão invulgar no foco físico.

Posso-te dizer que alguns indivíduos escolhem criar aquilo que podereis designar no foco físico como experiência de quase-morte, e ao referirem para si próprios, e para vós, ao “regressarem” – coisa que eles de facto não fazem – mas ao regressarem da quase-morte, dirão ter-se deparado com algum outro indivíduo que lhes terá designado uma missão, e não se acharem ainda prontos ou continuarem a sentir a existência dum propósito no foco físico.

Um encontro com o que designam como sendo outro indivíduo não é invulgar. Na realidade nem sempre traduz a expressão dum encontro com outra essência em algum local etéreo, (A rir para dentro) mas a escolha do indivíduo de se aproximar, por assim dizer, do desenlace, sem no entanto desejar completamente levar isso a cabo.

Por isso, por momentos situa-se numa paragem em que estabelece uma opção, e em cujo sentido também procede à criação de imagens que o influenciará no sentido da orientação para que deseja mover-se.

É por essa razão que não ouvis dizer nem vedes casos de pessoas que tenham escolhido desprender-se do corpo a vos digam não estarem a morrer, por terem escolhido tal acto! (A rir para dentro) Aqueles que revelam movimentos no sentido dum “regresso”, nos vosso termos, ao foco físico, não terão escolhido colocar um termo. Terão escolhido “testar as águas” e acham-se curiosos, e em razão disso permitem-se um vislumbre momentâneo, mas na realidade não estão a escolher o desenlace. Por isso não partem, e dizem-vos terem sido iluminados e recebido uma missão, razão porque deverão prosseguir no foco físico, ou então declaram-vos, “Não desejei partir.” GRETA: Foi o que ela me disse! Que ainda não se encontrava preparada.

(Elias ri para dentro)

JOHN: Bom; o avô da minha mulher faleceu recentemente, e eu recordo-me de ler nas transcrições o quanto de cada indivíduo constitui um caso único, mas interrogo-me onde ele terá ido desde então, após ter falecido, como terá chegado, e o que será que faz actualmente. Ainda andará ao redor da família, ou será isso uma opção? (Elias ri para dentro) ELIAS: Antes de mais, dir-te-ei que quando uma pessoa se desprende do corpo dá lugar ao que podereis designar como energia residual. Isso é um depósito de energia que permanece na vossa Área Regional 1 (Nota do tradutor: Refere-se à Terra).

Nesse âmbito, como o corpo físico também permanece na vossa dimensão física, a consciência do corpo participa e prossegue durante algum tempo.

Ora bem; nesse sentido, e no início, muitos que continuam no foco físico por mais algum tempo, em relação ao falecimento do indivíduo, hão-de permitir-se uma abertura através da qual obterão consciência e notarão - e com o qual por vezes chegam mesmo a interagir – o depósito de energia que prossegue na realidade física.

Por isso, as pessoas poderão referir sentir uma presença, ou achar-se a interagir com o indivíduo a despeito dele ter falecido, ou então que notam certos actos ou notam certas ocorrências em relação a esse indivíduo.

Isso consta da expressão do depósito de energia que o indivíduo permite que se situe na vossa realidade ao escolher desprender-se dela, e com isso, esse depósito de energia ganha um maior vigor, na maioria dos casos, já que o corpo físico também continua a permanecer na vossa realidade física.

Aquilo que te estou a dizer é que, se uma pessoa escolher desprender-se do corpo e este também for removido da vossa realidade física, a expressão do depósito de energia passará a ter uma expressão (força) menor na vossa realidade física, devido a que o indivíduo tenha escolhido remover a consciência toda desta realidade física.

Continuará a subsistir uma expressão de energia sob a forma de depósito mas ela não parecerá ser tão forte na sua expressão quanto poderia, caso o corpo físico continuasse a existir.

Agora; com relação ao aspecto individual, tu tens razão quanto ao facto de cada um criar diferentes tipos de expressão e acção quando o desenlace sucede. E grande parte da sua acção, ou aquilo que poderão criar em termos de imagens depende das crenças que tiverem sustentado de modo associado a esta realidade.

Nesse âmbito, esse indivíduo acha-se presentemente num estado objectivo, por assim dizer. Ainda continuará a subsistir uma consciência objectiva.

Bom; deixa igualmente que te diga que essa consciência objectiva actual – ou que tu associas ao presente – não está a centrar a sua atenção no vosso foco físico.

Esse indivíduo removeu elementos da sua consciência antes do desenlace, para as áreas não físicas da consciência. Por isso, subsiste uma consciência do indivíduo não se achar mais a interagir com esta realidade física, apesar dele continuar a criar imagens objectivas associadas a esta realidade física objectiva.

A diferença reside em que este indivíduo escolhe experimentar a capacidade que sente em relação à manipulação das imagens.

JOHN: Certo, mas somente na sua realidade, ou na percepção que tem.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Pergunta: não será o suicídio simplesmente uma outra forma queas pessoas escolham para se desligarem da vida? É tão fácil atribuirjuízo crítico a esse acto quanto abrir-nos à sua aceitação. Parece quenão importa que alguém escolha essa forma de partir.

A ideia que faço disso, contudo, é que apesar de não ter importânciaque nos desprendamos dessa forma, podemos dar enlevo ao desafio queterá conduzido a tal acto. Porque de outro modo é como rotular issocom um carimbo da finalidade, e se fizermos isso, não teremosigualmente que superar isso na transição?ELIAS: De certa forma, sim. Posso-te dizer que tens razão; trata-seduma escolha.

Nesse sentido, e falando em termos gerais – apesar de nem sempre ser ocaso – aqueles que executam essa acção de interromper a vida por meiodo que chamais suicídio incorporam uma acção física objectiva queexpressa a experiência do desespero, e a comunicação que lhes ésugerida nessa experiência do desespero traduz-se por umreconhecimento opressivo da negação da sua capacidade de estabelecerescolhas. Essa negação de si próprio pode chegar a ser expressada detal forma que a comunicação subjectiva se torna extremada a fim decaptar-lhe a consciência objectiva e de dar atenção ao que o indivíduoestá a expressar e a criar durante esse período, o qual consiste numacontinuidade da negação da escolha.

Agora; nos vossos termos físicos, e falando em termos figurados, aexperiência formidável da negação da escolha que um indivíduo podefazer, de certa forma, pode revelar-se torturante, por ser bastantecontrário à vosso estado natural, o qual incorpora escolha.

RODNEY: Aquilo que estou a ouvir tu a dizeres, a ideia que estou afazer, é que isso pode representar ambas as coisas. Por um lado, poderepresentar um fenómeno do tipo despertar ao passarmos para atransição, de forma a detectar que é o que estamos a criar – o querepresenta uma possibilidade – e por isso esteja melhor preparado paralidar com isso ou para expandir a consciência que temos quanto ao queestamos realmente a fazer.

Por outro lado, pode ser justamente o contrário. Pode transferir-separa a fase de transição, de forma a criar-nos uma situação deidêntica dificuldade nessa fase, com a expansão da consciência emrelação ao que tivermos efectivamente cometido.

ELIAS: Deixa que te diga que, ao incorporar esse acto do suicídio emrelação ao desespero o indivíduo pode desprender-se do foco físico,mas geralmente, não adoptará imediatamente a acção da transição e emvez disso deverá continuar a criar imagens objectivas que incorporam amesma questão.

RODNEY: Uau.

ELIAS: Nesse acto do suicídio, o indivíduo adopta uma acção de fuga emrelação ao que está a criar, e no sentido de alterar a experiênciarelativa à questão que está a apresentar a si próprio; mas o acto dodesprendimento desta dimensão física não altera necessariamente aexperiência.

Tal como já referi a outros indivíduos, vós podeis desligar-vos e oque alcançardes com esse acto não passar duma acção bastantesemelhante à de vos mudardes fisicamente para uma outra nação. E vóscontinuais a comportar aquilo que sois. Ao VOS mudardes, continuais acomportar o indivíduo que SOIS. Não deixais para trás o que fostes nalocalidade física anterior.

Por isso, ao vos desprenderdes do corpo – esse acto assemelha-sebastante ao que adoptais na vossa dimensão física ao vos mudardesfisicamente para o que designais como um país estrangeiro. O ambientepoderá parecer diferente, a língua também, e o que vos rodeia, porassim dizer; poderá parecer-vos diferentes, mas vós continuais a serquem sois.

RODNEY: Então, o que isso me deixa entender é que continuamos numambiente objectivo a fim de lidarmos com a situação do desesperoproveniente da falta de escolha. Damos continuidade a isso.

ELIAS: Exacto.

NICKY: Bom, não continuaremos, no estado de consciência em quetivermos “permanecido” ao nos desprendermos por outros meios –acidentes, doenças, sei lá?ELIAS: Não necessariamente.

NICKY: De que forma? De que modo poderá isso ser diferente?ELIAS: A escolha de se desligarem por meio da manifestação duma doençaconsiste na escolha de incorporação dum método específico que seráaceitável no âmbito das crenças que sustentais em relação aofalecimento. É a escolha de adoptar um tipo específico de método. Vóssempre escolheis a forma como haveis de vos desprender, e nessesentido, as crenças que abrigais, influenciam-vos a escolha de vosdesprenderdes do foco físico.

Mas na situação desse acto particular, de adoptardes a acção dodesespero – que já referi que nem todos os actos de suicídioincorporam essa experiência – mas naqueles casos que incorporam aexperiência do desespero, o indivíduo cria a percepção duma absolutaausência de escolha, e como tal deixa de realizar sentido de mérito,em resultado do que escolhe a via da fuga, por assim dizer.

Mas quando vos desprendeis do foco físico não interrompeis aconsciência objectiva. Continuais a incorporar consciência objectiva aseguir ao vosso desenlace do foco físico, ou morte.

NICKY: Sem que importe o modo que tivermos escolhido adoptar para esse fim?ELIAS: Exacto. É por isso que adoptastes essa acção da transição, afim de descartardes a consciência objectiva que se acha associada aesta dimensão física, e descartardes as crenças que se achamassociados a esta dimensão física.

Por isso, TODOS os que se desprendem do foco físico nesta dimensão,continuam a sustentar algum aspecto temporário de consciênciaobjectiva, e passam para a acção da transição a fim de porem fim aessa consciência objectiva e às vossas crenças associadas a estadimensão física.

Agora; nessas situações do suicídio em particular levadas a cabo noque designais como um estado de desespero, apenas moveis a vossaatenção duma área da consciência para a outra, de modo semelhante apassardes dum país para outro. Não interrompeis as crenças que tendese estais a passar para as áreas não físicas da consciência com totaladopção da vossa consciência objectiva, consciência essa que continuaa criar imagens que parecerão bastante físicas e relacionadas a estadimensão física.

Bom; existem igualmente outras expressões que poderão ser adoptadas eque parecerão bastante estranhas e bastante fora de alinhamento com avossa dimensão física actual, porque vós podeis passar a criar imagensfísicas na vossa expressão que se poderão manifestar em relação àsvossas crenças de um modo ligeiramente diferente, porque a únicamanifestação de imagens será a vossa.

RODNEY: Se me deixares sugerir um exemplo; se um homem, com umaprofunda convicção sentir que quando morrer irá para o céu e tiver umanoção clara do que isso possa comportar – onde será possível ocorrermilagres - e que se ele tiver que se desprender dum corpo doente,poderá criar (por meio da sua crença) a imagem objectiva dum indivíduono céu a curá-lo? Será esse o tipo, a título de exemplo, do modo comouma crença pode transferir as imagens objectivas após o desenlace?ELIAS: É, isso pode servir de exemplo, mas como representação dumapossibilidade. Não se trata de nenhum absoluto, porque um indivíduopode abrigar crenças bastante vigorosas e ser muito expressivo emrelação a tais crenças ao tempo do foco que empreende nesta dimensãofísica, e após a separação passar para uma acção de transição sem queincorpore necessariamente tal intervalo de tempo, por assim dizer, emque crie uma manifestação das suas crenças. Depende do indivíduo e daescolha de movimentos que pretende empreender por altura da morte.

RODNEY: Isso suscita uma questão da minha parte. No caso da minha mãe,antes do seu falecimento, ela sentiu-se rodeada pela presençaconsciente de seres que a visitavam constantemente, durante os poucosmeses em que ela esteve no lar de idosos. E, se bem te entendi, tudisseste que ela via outros focos dela. Implicará isso que elaestivesse a mover-se com uma maior rapidez ou com maior facilidaderumo à essência e a contornar as imagens objectivas, ou pelo menosimagens menos objectivas assim como um menor tempo, se quisermos,passado nessa transição?ELIAS: Não menos tempo nessa transição.

RODNEY: Não menos tempo?ELIAS: Um menor período intermédio, ou por palavras vossas, nesseperíodo intermédio da expressão de imagens objectivas que antecede aacção da transição.

RODNEY: Estavas a dizer que o tempo nesse período intermédio seria menor?ELIAS: Na realidade, esse indivíduo deu lugar a um quase imediatopasso no sentido da transição.

RODNEY: Estou a entender. Ela ainda se encontrará em transição? (Pausa)ELIAS: Não.

RODNEY: Não? Não poderias indicar, segundo a nossa ordem de temposequencial, quanto tempo terá permanecido nesse estado? (Pausa)ELIAS: Na identificação dos termos de tempo físico que incorporais, oseu movimento para lá da transição poderá ser associado ao períodocorrespondente ao vosso ano passado. (778).

HOWARD: Em Dezembro passado, um amigo meu, ou um conhecido que eutinha, faleceu. O nome dele era Gage T. Só tive conhecimento do seufalecimento há umas semanas atrás, e fiquei bastante perturbado.

Tentei descobrir de onde procedia a emoção que me assaltou, porque mefartei de chorar. Após ter falado com a Margot e os amigos que tenhono blogue de conversação da CC, concluí que talvez aquilo com que meachava perturbado não tivesse que ver com a passagem do Gage mas antescom o término dum relacionamento que estávamos a desenvolver.

Apesar de pensar que o Gage e eu estivéssemos bastante ligados aolongo de várias vidas, só de falar nisso já me sinto emocionado, porter perdido o contacto com um velho amigo com quem me permiti voltar aencontrar e reacender uma amizade, e lá se foi ele de novo!(Emocionado) E isso aflige-me por não entender de onde provém osentimento. É essa a pergunta que tenho a fazer.

ELIAS: E eu vou-te sugerir, Bosht (Howard) que te permitas abordar ati próprio de um modo diferente e que alteres a pergunta quecolocaste. A questão que colocaste a ti próprio era respeitante àfalta de entendimento quanto à proveniência da emoção que te assaltou,para o referir por palavras tuas.

Agora; posso-te dizer que na realidade é isso o que estás a expressarpara ti próprio, objectivamente, porque a confusão que sentes, naverdade, não se prende com a emoção mas com o conteúdo dessa emoção.

Porque posso-te dizer que já proporcionaste a ti próprio ideias evalidação, por assim dizer, tanto em relação a ti próprio como atravésda interacção que mantiveste com outros, que justificam a expressãodessa emoção, mas continuas a questionar a emoção porque essasjustificações são inadequadas.

As razões porque as justificações se mostram inadequadas está em queprocures propor a ti próprio explicações em relação a uma realidadeque não estás mais a criar. Por isso, as explicações que sugeres a tipróprio não encontram cabimento na realidade que estás agora a criar.

Deixa que te diga com toda a honestidade e de modo realista: nestaaltura já falamos muito em relação à mudança que a consciência está aatravessar, e muitos já se permitiram obter um vislumbre do conceitodessa mudança da consciência, mas continuam a percebê-lo como umevento futuro. Já vos referi - durante o período de tempo compreendidopelo ano transacto, e continuo a referir – que estais a inserir essamudança da consciência na vossa realidade objectiva agora. Por isso,ela está a passar da expressão dum conceito para a expressão dumarealidade.

O que quero dizer com isso é que na verdade já alterastes a vossarealidade. A vossa realidade continua a alterar-se por meio da acçãodo que designais como o dia-a-dia, uma acção que ocorre a todo oinstante. Ela está, de facto, a ser criada de modo diferente. Porisso, as definições que se possam ter aplicado em relação à tuarealidade anterior deixam de encontrar cabimento na realidade queestás actualmente a criar.

HOWARD: Exactamente.

ELIAS: Por isso, ao experimentares um movimento como aquele que estása estabelecer agora, e ao teres estado relacionado com o assunto desseindivíduo e da sua escolha de se desprender, ou do que designas comomorte, procuras definições e explicações porque as expressões queusavas não mais encaixam na presente experiência da realidade. Elaster-se-ão justificado, por assim dizer, anteriormente, na realidadeque terás criado previamente. Mas, de certa forma, essas explicações edefinições revelam-se insignificantes NESTA realidade.

E isso, na realidade, a natureza do teu questionamento não é, “De ondeprocede essa emoção”, para o colocar por palavras tuas, mas, “Em queconsistirá essa expressão emotiva? Que definição se aplicará a essarealidade que estou a criar e na qual estou actualmente a participar?”Portanto, em que consistirá o comunicado?HOWARD: Pois, e eu penso ter dito exactamente a mesma coisa, de setratar duma situação de mudança e que a consciência que eu tive doconhecimento casual e da sua passagem e do vazio que senti, como tendosido e continuando a fazer parte desta mudança.

ELIAS: É uma nova forma de reconhecimento que propões a ti próprionesta expressão alterada da realidade.

HOWARD: É, sim.

ELIAS: E nesse sentido, não queres explorar a identificação efectiva ea comunicação dessa tristeza e desse vazio?HOWARD: Eu acredito ser capaz de o fazer.

ELIAS: Muito bem.

HOWARD: E acredito que aquilo que terei aprendido com esta situaçãoser-me-á duma grande ajuda, pelo menos quanto a um reconhecimentofuturo.

ELIAS: Sem dúvida! E se preferires, expresso-te a minha contínuadisponibilidade para te propor explicações, se o desejares.

HOWARD: Penso que o que vou fazer é começar por trazer de novo o debate que tivemos em relação à passagem do Gage T. e da sugestão que me fizeste de estares disponível para conversar sobre a sensação que tenho em relação a essa retirada, esse retrocesso súbito que se deu na minha vida. Eu disse-te acreditar que daria atenção ao caso durante o ano, mas entretanto o ano passou e aqui me encontro diante doutra sessão.

Pensei que a alusão disso pudesse ser pertinente em face da súbita partida da Vicki e do modo como isso afectou imensa gente, além de apurarmos a existência de algo que não tivéssemos abordado relativamente à lacuna, o vazio – peço desculpa (Emocionado) - que sentimos sempre que um amigo parte. É tudo. Trata-se dum apelo que deixo em aberto, se quisermos, em nome da compreensão.

ELIAS: Muito bem. Isso, na realidade, pode proporcionar-te a oportunidade de examinares o vigor das tuas crenças, sem ser unicamente na forma de conceito. Nesse tipo de situações, meu amigo, apresentais a vós próprios uma experiência actual relativa à intensidade da influência das vossas crenças associada à vossa percepção e uma oportunidade de notardes a realidade da vossa percepção e a forma como essa percepção cria efectivamente a vossa realidade física. Porque nisso, como vos permitis prestar atenção ao que gerais com tal intensidade por meio do que identificais como sentimentos, também passais agora a apresentar a vós próprios uma oportunidade de examinardes a informação que vos tenho apresentado não apenas como um mero conceito mas a fim de explorardes essa informação e esses conceitos de modo a permitir-vos torná-los numa realidade ao invés de conceitos intelectuais.

Já vos referi que a emoção consiste numa comunicação. Também vos referi que nesta dimensão física vós gerais uma espantosa expressão de separação, a qual antes desta mudança que a consciência atravessa se prestou de um modo propositado e vos serviu bastante bem ao permitir-vos uma concessão em relação à obtenção experiências duma forma pura. Mas também referi que no âmbito desta mudança vós estais a desanuviar, e mesmo em certos aspectos a descartar, esses véus de separação. Tendes uma consciência disso, ao nível intelectual e do conceito, mas também gerais confusão quando à forma como haveis de criar essa expressão de descartar esses véus.

Desde o início deste fórum que tenho vindo a referir, meu amigo, que um dos véus de separação que estais a penetrar nesta acção de mudança é aquele que se situa entre o foco físico e as expressões não físicas, e o conceito da morte. Também já vos disse a todos para voltardes a vossa atenção para vós próprios e para vos permitirdes ter percepção das vossas capacidades efectivas.

Esta mudança está agora a progredir para uma inserção objectiva na vossa realidade. Recentemente estendi-vos informação a todos no sentido de prestardes atenção ao modo COMO criais a vossa realidade, e não só em relação ao que CRIAIS na vossa realidade. E agora, meu amigo, estão a surgir surtos de energia vigorosos que quase vos estão a FORÇAR a deslocar a vossa atenção para vós próprios em associação com todos esses conceitos, a fim de gerardes uma realidade efectiva.

Isso são tudo aspectos desta mudança, e já fiz menção ao facto do quanto esses movimentos podem dar lugar a situações traumáticas. Nesse sentido, ao vos permitirdes prestar atenção a todos esses conceitos que vos ofereci em termos de informação e juntá-los a todos como um puzzle gigantesco, podeis começar a obter uma compreensão do modo COMO criais os movimentos que criais.

Permite-te reconhecer o que estou a referir em relação ao poder da percepção e da forma como efectivamente ele cria tudo – TUDO – na vossa realidade física, e como nesse sentido não vos estou a falar em termos figurados quando vos digo que, apesar de interagirdes com as energias dos outros, individualmente vós, na percepção que tendes, gerais com efeito a manifestação física dos outros.

Propus recentemente informação respeitante ao que abordais nas trocas de energia ou nas interacções que estabeleceis com a energia dos outros. Expliquei que muitas vezes vos permitis de facto receber a expressão de energia, a projecção, proveniente de outra pessoa que é expressada pela atenção que ela aplica, mas existem ainda outras ocasiões, ou alturas, em que interagis com a energia deles, mas não necessariamente uma energia que encerre a sua atenção. Pode tratar-se de depósitos de energia que eles tenham deixado, que são igualmente reais e consistem em aspectos da energia projectada por eles, sem que incorporem necessariamente a sua atenção. Sugeri uma explicação sobre a forma como podereis reconhecer essa diferença, porque todos vós abordais essa acção ao longo dos vossos focos.

A questão porque partilhei tal informação centra-se no facto de vos conceder uma explicação referente à atenção do indivíduo, à VOSSA atenção, e ao que estabeleceis por intermédio da percepção que tendes com respeito àqueles que tenham passado (desta vida). Porque mesmo no caso em que um indivíduo continue a manifestar-se na vossa dimensão física, aquilo com que interagis nessa manifestação real consiste numa criação vossa. É uma projecção da VOSSA percepção.

Por isso, sugeri-vos informação que vos permitisse reconhecer, para o referir por palavras vossas, o significado da interacção que estabeleceis com a expressão da energia de outro indivíduo e de que no foco físico essa acção não difere da do foco não físico. A energia com que escolheis interagir é a mesma, e além disso vós incorporais a capacidade de gerar a configuração dessa energia através de expressões físicas do mesmo modo como fazeis em relação a uma pessoa que participa no foco físico, assim como com uma que tenha escolhido desprender-se através do que designais como morte e possa achar-se focada no não físico. Isso também pode ser gerado em associação com outros focos da vossa própria essência nesta dimensão e noutras dimensões.

Propus a explicação, desde o começo deste fórum, que isso constitui um aspecto desta mudança, mas agora, como estais a inserir essa mudança na vossa realidade objectiva, estais a conduzir a vossa consciência ao ponto de efectivamente reconhecerdes as capacidades que vos assistem nessas expressões. Inicialmente pode parecer-vos confuso, mas agora estais com efeito a permitir-vos começar a criar tais acções e não só a assimilá-las de forma subjectiva.

Nesse contexto, a razão porque gerais tal intensidade de tristeza em relação à escolha que outro indivíduo tenha elegido no sentido de morrer, reside no facto desse tipo de escolha vos enfatizar o vigor da associação que estabeleceis com as crenças referentes à separação. O que efectivamente está a ser comunicado através dessa emoção é a clara identificação da influência dessas crenças a referir-vos, “Neste momento estás a proceder à negação de escolha duma forma extremada e a depreciar a tua capacidade.” Tal como referi recentemente a outros, em termos figurados e de um modo que consigais compreender de forma objectiva, a negação das vossas escolhas e a diminuição extremada das vossas capacidades são expressões bastante contrárias à expressão natural da essência, porque a escolha é tão intrínseca à essência que isso traduz uma expressão que quase é capaz de levar a essência a chorar.

Eu posso-te dizer, meu amigo, que esse tipo extremado da negação da escolha no que toca à pessoa não é expressado com frequência, mas nas alturas em que o é, vós incorporais uma consciência objectiva formidável porque a comunicação que estabeleceis para convosco chega quase ao nível do grito, e chega a ser gerado com uma intensidade extrema, e é isso o que vós experimentais por intermédio do sinal, no sentimento da espantosa tristeza e por meio do que referiste como uma imensa lacuna. Não se trata de nenhuma expressão que tenha sido gerada pela escolha de nenhum outro indivíduo ou de estardes a sentir a sua falta, apesar de se tratar duma resposta automática, além de ser o modo como definis aquilo que sentis. Na realidade, aquilo que sentis é uma tremenda incapacidade para vos permitirdes gerar o mesmo tipo de acção de interacção com a energia do outro, conforme vos tereis permitido fazer antes do seu desenlace.

Deixa que te diga, com toda a verdade, que existem alguns que se permitem continuar a interagir com as expressões de energia dos outros. Mesmo após o seu desenlace. Alguns permitem-se abrir o suficiente para darem lugar a uma interacção auditiva por meio da qual chegam a escutá-los. Outros permitem somente a inclusão de impressões provenientes da parte deles. Outros dão lugar à interacção por meio dos sonhos que têm com eles. Mas há certos indivíduos que se permitem efectivamente participar no mesmo tipo de interacção através da energia com uma pessoa que tenha deixado o foco físico e geram uma manifestação física real do outro, da mesma forma que se permitiam antes dele se desprender.

Ora bem; a vossa sociedade encara este tipo de expressão como uma forma de insanidade e expressa uma espantosa descrença quanto à possibilidade de alguém empreender esse tipo de interacção, mas sou capaz de te dizer de forma literal, que existem indivíduos que são capazes de se permitir continuar a gerar, por meio da percepção, uma manifestação física efectiva do outro do mesmo modo que o fazia antes do seu desprendimento do físico, por se tratar duma criação VOSSA.

O único véu que permanece entre a vossa energia e a energia do outro é aquele que vós gerais em associação com as vossas crenças – PONTO FINAL. Porque na realidade, NÃO EXISTE separação. Por isso, a energia continua a ser expressada tanto por vós próprios como pelo outro.

HOWARD: Eu escrevi, faz algum tempo, após ter lido um dos livros do Krishnamurti, que a diferença entre a criação da nossa realidade e tornarmo-nos numa vítima consistia realmente na forma como nos percebemos, que se vivermos do modo como os outros nos perceberem, tornámo-nos numa vítima. O único modo de fazer as coisas deve ser o de vivermos a nossa vida do modo como nos percebemos.

ELIAS: E em concederdes escolha a vós próprios.

JOANNE: A Margot deu início a toda esta coisa acerca de eu estar morta e não o saber. Quando a minha mãe me disse isso, foi quase como se tivesse sido golpeada no peito. Foi quase, Oh meu Deus! Pareceu-me uma realidade autêntica – estarei morta sem o saber? Bom, talvez, olha, estou morta sem que suspeitasse disso! (Ri) MARJ: É como, estás acordada ou a dormir? Quase como nos sentimos por vezes, quando não conseguimos diferenciar ambos os estados.

JOANNE: Andei às voltas durante a semana inteira a dizer para com os meus botões, “E se estou morta e nem o suspeito?”

ELIAS: Ah, mas tal como referi, eventualmente hás-de reconhecer.

JOANNE: Imaginei que talvez fosse um pouco retardada, e estivesse a dar lugar à ocorrência de me contares outras coisas e a lidar com as crenças, coisa que se circunscreve no acto da transição, não é?

ELIAS: Mas tu estás.

MARJ: Ela encontra-se no estado de transição, Elias?

ELIAS: Sim.

MARJ: (Para a Joanne) E tu não tinhas qualquer indício disso?

JOANNE: Não, eu suspeitei.

ELIAS: Eventualmente, num espaço curto de tempo, por assim dizer, após o desenlace, se continuardes a adoptar a criação de imagens objectivas em associação com esta realidade física, começareis a notar uma diferença, porque deixareis de continuar a interagir com outros indivíduos. Estareis a gerar imagens, mas elas serão desprovidas da energia real dos outros indivíduos, e englobarão apenas a vossa energia e acabrão por se tornar bastante previsíveis.

JOANNE: Porque pensei que as coisas tinham mudado desde que me embrenhei em toda esta informação. Agora escuto coisas, vejo coisas, pelo que era como se estivesse lentamente a dizer a mim própria, “Hei, tu estás morta. É por essa razão que estás a ver e a escutar coisas, sabes.” Em seguida dizia para comigo, “Se estou morta, então nesse caso as regras deixaram de se aplicar e não precisas mais limpar a casa nem ir às compras nem pagar os impostos.

ELIAS: Exacto, apesar disso depender do que estiveres a gerar na continuidade dessa percepção objectiva, ao criares imagens objectivas e ao criares aquilo que te é familiar, em associação com a realidade física.

JOANNE: Era no que eu estava a pensar, eu havia de criar tudo o que me parecesse familiar até que lentamente descobrisse a existência de algo diferente.

ELIAS: Exacto. Aquilo que se torna saliente é a falta duma participação real da energia de outros indivíduos. Por isso, os outros indivíduos tornam-se ocos e tendem a responder-vos sem revelar qualquer surpresa, porque vós estais a gerar as suas escolhas todas.

Eles constituem as vossas imagens desprovidas de outras energias, razão porque todas as interacções que gerais se tornam bastante previsíveis, porque elas são aquilo que vós criais, sem que subsista a menor surpresa.

JOANNE: Elas actuam do modo que quero que elas se comportem.

MARJ: Actuam como fantoches.

ELIAS: Precisamente.

JOANNE: Bem, nesse caso não estou morta! (Ri) ELIAS: Exacto.

MARJ: Porque as pessoas estão contra mim! (Ri) ELIAS: É por essa razão que digo que se questionares a tua continuidade ou não no foco físico, poderás usar um método bastante simples a fim de te convenceres. Podes pedir a alguém para criar um acto imprevisível numa altura em que não estejas à espera disso. Nesse sentido, será escolha dele gerar a acção e determinar o tempo para a ocorrência desse acto de que não estarás à espera.

JOANNE: Então se for surpreendida...

ELIAS: Sim.

JOANNE: Ainda estarei viva, e se disser saber com antecedência o que ela ia fazer, então devo estar morta. (Riso)

ELIAS: Não necessariamente!

MARJ: Se vier alguém e te der uma chapada na cara, sem estares à espera disso, aí dizes, “Oh, devo estar viva!” (Riso)

JOANNE: Sem problemas!” (Ri)

MIKE: Deixa que te pergunte, Elias, porque é com isto que entro em conflito. Já tocamos antes neste assunto. Que será que me torna diferente em relação a todos os outros que consideram somente os fins e na realidade são capazes de alcançar esses fins? Quer dizer, eu procuro esses fins, e interesso-me com os fins e com o sucesso e os resultados. Porque razão estarei a criar conflito relacionado com isso, quando outros que poderiam estar a fazer o mesmo na verdade conseguem aquilo que almejam?

ELIAS: Estou a entender. A diferença reside na interacção e na acção do processo. Outros podem, segundo a tua ordem de ideias, estabelecer objectivos para si próprios, por assim dizer, diferentes tipos de realização que desejam levar a cabo, e esses objectivos ou realizações, na crença e no seu modo de definir e nas acções que estabelecem pode exigir, da parte da sua atenção, diferentes processos para o seu alcance. Os indivíduos geram uma percepção distinta da tua, por incorporarem aceitação em relação ao processo e se permitirem apreciar o processo e realizar o objectivo como uma recompensa, por assim dizer, mas não encaram a realização como um produto final. Eles não percebem o resultado actual ou essa realização necessariamente como uma finalidade.

Tu geraste uma percepção em que cada feito, a despeito do sentido em que te estejas a mover, consiste de facto num ponto final, não num começo. Aqueles que criam sucesso no processo que empreendem, seja em que sentido for, na realidade não encaram o resultado como um final, mas como um começo.

Nesse sentido, permite-te avaliar o desenlace a título de exemplo, porque pode ser usado como um exemplo em relação a outras orientações e a outras acções – nos relacionamentos, na escola, nas viagens. Isso pode igualmente aplicar-se em muitas outras direcções e expressar o mesmo tipo de percepção.

Vós contemplais a acção do desenlace, e a avaliação que fazeis de tal acção é a de que ele dará lugar a um final. Trata-se duma linha terminal, e tudo passará a ser completamente diferente. Mas nisso subsiste um elemento de incerteza, porque nesse produto final vós não incorporais a garantia de não se tratar efectivamente dum ponto final genuíno e de que não exista nada além disso.

Mesmo que consideres a possibilidade – e estou a dirigir-me a ti individualmente – duma possível existência para além desse ponto final, ele permanece imperscrutável, e em resultado disso o ponto final da morte, na percepção que tens, gera um tipo de existência completamente diferente. Por isso, na avaliação que estabeleces, trata-se dum ponto final autêntico; não dum ponto de começo.

MIKE: Correcto. Então, é essencialmente por isso que não morro?

ELIAS: Subsistem elementos de medo; subsistem elementos de dúvida na tua capacidade, o que também se expressa em toda a direcção que incorporas no teu foco, e não apenas respeitante à morte. Tu duvidas da tua capacidade de realizar de forma bem-sucedida, mas o sucesso seja em que direcção for, continua a ser percebido como um final. E existe uma energia inteiramente diferente, que se expressa na criação da percepção do sucesso como um ponto de começo em vez dum ponto final.

Qual será a razão e que será que gera motivação se estiveres meramente a mover-te na direcção dum final?

MIKE: Penso que consigo entender isso.

ELIAS: Não subsistiria qualquer motivação na consciência, ou fim, se todo o movimento se direccionasse no sentido dum ponto final de qualquer tipo. Pois, que propósito teria a exploração se houvesse algum ponto final?

MIKE: Nesse caso permite que te pergunte o seguinte: talvez parte da razão porque eu me volto nessas diferentes direcções como finais se deva ao facto de não ter, ou pelo menos pensar tal coisa, um sentido em cuja direcção me sinta suficientemente seguro de querer prosseguir.

Não que eu queira ver algo realizado como um ponto final e queira alcançá-lo e isso seja tudo, mas é que eu realmente... Digamos, como a psicologia. Eu estou a estudar psicologia; não pretendo tornar-me psicólogo – tudo o que quero é entender a ciência da psicologia. Mas para além disso, não sei aquilo que quero fazer com esse título académico nem quando me diplomar ou... Não se trata de nada que seja novo. É sobre isso que tenho vindo a falar contigo desde que o tenho vindo a fazer.

Pelo que mais parece que não sei o que realmente desejo como deixar de encarar estas coisas como um produto final, porque para mim não existe nada para além dessas coisas. Na verdade não disponho de mais nada porque esperar. (Pausa) Será que isso faz sentido? ELIAS: Faz. E que será que esperas encontrar na morte?

MIKE: Com toda a honestidade, quando penso em morrer... Quer dizer, esta sessão era suposto ser, originalmente, uma sessão em que te perguntaria porque razão penso que sejas tão “cheio de tretas” (Elias ri de modo estridente), e agora dou por mim a precisar de algumas respostas e contigo a tentar fornecer-mas. Mas com tal percepção de pensar que sejas tão cheio de tretas, e só de pensar – na verdade não és só tu, mas qualquer religião organizada, qualquer filosofia – só isso torna-se opressivo para mim; é do tipo: “Qual deles, para citar a coisa, dispõe da resposta correcta sobre que é que realmente acontece após a morte?” Com base no teu modelo, do modo como apresentas aquilo que ocorre e em face do que o Seth apresentou em relação ao que ocorre, isso deixa-me intimamente confortado. Razão porque, quando penso nisso nesses termos, sinto vontade de morrer por desejar um tipo diferente de realidade. Não que eu pense poder realizar melhor nem algo assim mas é mais o facto de me sentir como metido numa caixa neste mundo físico, e a única altura em que me sinto okay é quando não estou acordado. Mesmo quando me encontro consciente de estar a sonhar ou estou apenas a ter a recordação dum sonho ou a ter as fantasias que tenho, essas são verdadeiramente as únicas alturas em que me sinto bem. Quando estou desperto e a lidar com este reino, não gosto; dá-me vontade de me evadir da minha pele. Por isso, parte do que sinto quando penso em morrer reside no desejo de mais opções. Eu quero lidar e interagir com um tipo diferente de realidade.

ELIAS: Mas isso é igualmente um processo.

MIKE: Correcto, mas trata-se de algo novo. Penso que também faça parte disso, o facto de para mim ser tão velho. Parece-me quase como estar sempre a fazer a mesma coisa. E eu quero que isso termine. Quero tentar algo diferente. E se isso significar que vou terminar em conflito e atravessar o mesmo processo, ou o mesmo processo mas num novo ambiente, não me importo. Só desejo uma mudança.

ELIAS: Ah, mas é óbvio que não escutaste de verdade as explicações que disponibilizei acerca do desenlace, mas posso reiterá-las. Isso constitui igualmente um processo, e um processo que depende de TI, do mesmo modo que depende de ti actualmente, ou seja, do modo como hás-de dirigir isso. Já referi que as pessoas podem desprender-se mas muitas vezes ao se desprenderem nem sempre estabelecem necessariamente o acto da transição de imediato. O tempo...

MIKE: Será que isso se aplica a mim? Como no case de eu cair morto neste instante, estás a dizer que eu não haveria de dar início imediatamente à transição? ELIAS: Posso dar-te conta dum potencial nesse sentido. Não te posso referir nada em absoluto em termos de previsão, porque isso refuta a escolha. Mas posso dar-te conta do potencial e daquilo que poderás designar como uma probabilidade, o que for mais provável de acordo com a tua energia, a orientação que segues e as tuas crenças.

Nesse sentido, o potencial revela que, se te dissociasses já, não havias de criar a transição de imediato, mas havias de continuar a gerar imagens objectivas e a criar um mundo físico real, por assim dizer, coisa que te é familiar. Eventualmente, havia de começar a tornar-se cada vez mais óbvia para ti a existência de diferenças, e eventualmente havia e se tornar objectivamente evidente para ti o facto de criares tudo nesse mundo e de criares todos os outros indivíduos sem a sua participação, e que tu manipulavas as imagens todas, porque eventualmente haverias de deixar de te surpreender.

(Mike ri) Outros indivíduos projectam energia na tua direcção, e em termos gerais, tal como já referi anteriormente, tu não reconheces a sua energia. Por isso, aquilo que projectas por intermédio da percepção que tens do outro e aquilo que ele expressa é precisamente quase a mesma coisa que ele está de facto a projectar. Por isso, os outros são capazes de se expressar de formas surpreendentes a teu ver, por agirem de forma inesperada.

Mas se de facto não estiveres a fazer face à energia dos outros e estiveres a gerar as imagens todas sem incorporares qualquer participação da sua parte, hás-de começar a deixar de te surpreender.

Durante um certo tempo poderás surpreender-te mas eventualmente deixarás de o fazer e reconhecerás não existir qualquer participação nem investimento da sua parte. E com esse reconhecimento começas a compreender que és tu quem gera todas essas imagens, o que começará a deixar-te perceber que não estarás mais de facto a participar nesta realidade. Por isso, poderás gerar a avaliação de estares morto. (O Mike ri) Bom; a essa altura, muitas vezes as pessoas podem escolher continuar a expressar imagens objectivas durante um certo tempo. Porque nesse reconhecimento de estarem de facto a criar todas as imagens que estão a apresentar a si próprios, também tomam consciência de incorporarem a capacidade de manipularem qualquer acção na sua realidade, e por vezes as pessoas escolhem divertir-se com essa capacidade e só depois passam à transição. Mas a questão...

(Nota da Bobbi: o telefonema desliga-se e o Mike volta a ligar, após o que tem lugar uma breve conversa com a Mary, antes do Elias retornar)

ELIAS: Continuemos! (Ri para dentro)

MIKE: Por certo!

ELIAS: É evidente que não estás tão receptivo assim em relação ao que te estou a transmitir!

MIKE: Contudo, ainda estou para aqui a escutar!

ELIAS: (Ri) Muito bem! Vou prosseguir.

Nesse sentido, reconhece que aquilo que poderás gerar quando morreres pode tornar-se bastante similar ao que estás a gerar actualmente, e pode incorporar aquilo que poderás perceber ser todo um período antes que tomes consciência de não estares a conviver com mais nenhuma energia.

Deixa também que te diga que o tempo não físico é distinto do tempo físico. A título de exemplo, na vossa realidade configurais o tempo dum modo específico, por meio do qual percebeis que ele se processa duma forma linear. Os minutos permanecem minutos, as horas são horas, os dias são dias, os anos são anos. Ao continuardes a incorporar uma consciência objectiva no não físico, parecer-vos-á que se move de modo bastante similar, mas isso é aquilo a que estais acostumados. Na realidade, pudesses tu dar um passo fora do que estivesses a criar e perceber a realidade física e o movimento temporal que incorpora, e a realidade não física e a incorporação objectiva do tempo, perceberias que na realidade podem passar-se seis meses, por assim dizer, que na tua percepção isso poderia equivaler a seis minutos.

MIKE: Estás a ver, isso parece divertido, Elias.

ELIAS: Ah, pode tornar-se, por meio daquilo que imaginas. Mas seis meses no tempo linear poderão passar que tu apenas te terás movido num instante em que dês por ti desperto.

MIKE: Estou a entender.

ELIAS: Por isso, não te aperceberás de terem passado seis meses no foco físico. Mas apesar da incorporação de tempo que fazes se configurar dum modo diferente, por assim dizer, para te fazer crer que se passe mais rapidamente no “plano” não físico, pudesse ele ser equiparado à forma como encarais o tempo físico, e poderias ocupar-te desse estado de consciência objectiva, através da expressão imaterial de imagens físicas, por todo um período talvez duns dez ou vinte anos.

MIKE: Uau! (Elias ri) Mas a experiência que resultaria da percepção que tenho a partir desse ponto havia de parecer o quê? Umas poucas horas ou semanas? ELIAS: Não! MIKE: De facto eu havia de experimentar...

ELIAS: A experiência que farias seria a duma inclusão do tempo. Pode é necessariamente não SER essa quantidade de tempo. É isso o que te estou a transmitir. Pode tratar-se de facto da configuração do tempo real dum ano apenas, mas a percepção que terias disso deverá ser a de dez ou de vinte anos, por continuares a gerar uma percepção objectiva, uma consciência objectiva.

O propósito da transição não se centra somente no descartar das crenças associadas a qualquer dimensão física em particular mas em descartar a consciência objectiva igualmente, por se tornar desnecessária. A consciência objectiva só é gerada de forma associada às dimensões físicas. A percepção constitui um utensílio inerente à consciência objectiva; como tal, também não é necessário. Nas áreas não físicas da consciência não existe percepção. Ela acha-se apenas associada às realidades físicas. Mas essencialmente consta duma configuração de energia vigorosa que não é de imediato descartada pelo facto de escolherdes dissociar-vos. É isso o que te estou a transmitir. Isso consiste igualmente num processo que gera um início.

MIKE: Muito bem, permite que te coloque a seguinte pergunta, Elias.

Qual será exactamente... Qual será o sentido de valor que procuro realizar neste foco? Qual será ele que continua a fazer com que exista? Porque, de acordo com o que tenho lido, a partir do que já transmitiste e do que me disseste, quando o nosso sentido de valor é realizado, ou deixa de o ser, nós separamo-nos do físico e prosseguimos. Por isso é óbvio que deve existir algo que esteja a continuar a realizar. Que será isso, e de que forma o poderei tornar numa experiência mais agradável? ELIAS: Ah. Bom; essas são duas direcções distintas, porque a associação automática que estabeleces em relação ao valor e à realização é a de que tenha que ser positiva e agradável, mas tal como já referi anteriormente, o valor nem sempre se expressa por intermédio do conforto. A associação automática que estabeleceis é de que o seja.

Mas tal como já tive ocasião de me endereçar a grupos de indivíduos e inquirir, “Que é que vós valorizais?”, em termos generalizados a resposta que a maioria dá é a de alguma forma de conforto ou de alegria ou de felicidade ou dalguma expressão positiva. E eu posso dizer-te, tal como já disse a outros, que isso não é verdade.

Vós valorizais muitas expressões E valorizais expressões desconfortáveis. Se não as valorizásseis, não as criaríeis. E não criais aquilo que não valorizais. E o valor nem sempre se acha ligado ao positivo, porque isso está associado às crenças, crenças de que aquilo que merece ser valorizado também merece o esforço ou o sacrifício ou o desconforto ou a espera. Existem muitas expressões na vossa realidade que vão valorizadas e que não são necessariamente confortáveis.

MIKE: Então, que será que o meu foco valoriza? Quem me dera poder responder. Tu vais dizer: “Diz-me tu”, e eu vou responder de imediato que não tenho a menor pista, por desconhecer verdadeiramente que coisa seja que valorizo. Compreendo as coisas, a experiência negativa e positiva, além do facto de associar automaticamente o valor a algo positivo. Em retrospecto, penso poder identificar algumas dessas experiências negativas que tenha tido, e tive-as, já olhei para trás com olhos de valor e, oh meu deus, como valorizei isso! Mas estou só a tentar descobrir uma réstia do tema inerente à minha realização de valor. Que tipo de experiências devo levar a cabo a fim de valorizar? ELIAS: Tu valorizas os enigmas.

MIKE: Eu? Valorizo os enigmas?

ELIAS: Valorizas.

MIKE: Estou a ver. Está bem. Correcto... (Ri)

ELIAS: Valorizas qualquer sentido de orientação na exploração que fazes, quando se trata dum enigma. Se não comportar nenhuma resposta simplista mas perplexidade, se a descoberta das peças do enigma representar um desafio, tu valorizas essa expressão, a despeito do facto de ser confortável ou desconfortável.

E tu geras diferentes peças enigmáticas a fim de criares a desorientação ou o enigma. Só a incorporação duma acção tal como a do desenlace parecer-te-á demasiado simples. (O Mike ri) Por isso, torna-se mais interessante quando se torna num enigma. Se adoptares medo ou hesitação, desafias-te a ti próprio a tornares-te mais criativo e a gerares a desorientação. Não se trata da questão de te moveres do ponto A até ao ponto B; trata-se de te moveres até ao ponto B, passando pelo X e pelo R, pelo T e pelo W.

MIKE: (Ri) Penso que terá sido a primeira vez em que tenha dado por mim ou por seja quem for, a perguntar-te isso e tu a dares-me uma resposta tão detalhada. Quererá isso dizer... Quer dizer, a concepção que tenho da realidade e do porquê das pessoas, porque razão as essências aqui vêem, é quase para descobrirem um enigma de algum modo, pelo que me interrogo sobre o quanto de comum ou de incomum comportará esta minha realização de valor.

ELIAS: Isso não é necessariamente...

MIKE: Penso que esteja a querer perguntar se representarei um padrão?

ELIAS: Responder a essa pergunta seria um desafio, porque vós sois únicos, e o modo através do qual escolheis gerar a exploração que empreendeis é-vos peculiar. Isso não quer dizer que não possam existir outros indivíduos que escolham orientações semelhantes e expressões e experiências semelhantes, mas o modo segundo o qual tu crias é exclusivo e individual.

Por isso, a resposta à pergunta deve compreender ambas as coisas – sim, isso é exclusivo, mas também não é, pode necessariamente não ser incomum como uma orientação generalizada. Mas tampouco é comum, necessariamente.

MIKE: Bom; eu já me sinto preparado com esta coisa da mudança e esta onda da verdade e tudo o mais. Não quero nenhuma reiteração disso, por si só, mas tenho vindo a tornar-me cada vez mais consciente, ou nem sequer consciente mas tenho vindo a criar uma percepção cada vez mais robusta do modo como de facto não me encaixo em nenhum grupo, do modo coo toda a gente ao meu redor o faz, e isso, como um reflexo, está tornar-se cada vez mais forte.

Quando me volto para trás isso deixa de me parecer algo novo. Já desde a idade de dez anos que me dou conta de situações em que não consigo relacionar-me com muita gente por causa das minhas experiências. Por isso, quando procuro interagir com a maioria das pessoas, é como se não me importasse de interagir com elas e penso até que alguma parte de mim consegue relacionar-se mas não sinto que consigam relacionar-se comigo.

ELIAS: Estou a entender.

MIKE: Por isso interrogo-me… Tudo bem, eu tenho consciência de que o que vou dizer se acha imbuído de juízo critico, mas espero que tu ultrapasses isso. Penso que o que quero perguntar seja, qual será a disfunção de que sofro?

ELIAS: É o que temos vindo a identificar, a atracção que sentes pelos enigmas e a exploração disso que empreendes. Nesse sentido, o que é gerado é um tipo de percepção através da qual te percebes não apenas como diferente mas mais complicado do que os outros, o que de certa forma és, por resultar daquilo que fazes. Tendes a complicar ao invés de simplificares, o que em si não é prejudicial; não passa da escolha duma orientação. Isso gera-te esses enigmas, o que por sua vez te gera a realização do sentido de valor. Mas por vezes isso gera também uma percepção no teu íntimo de que os outros são mais simples.

MIKE: (Ri) Pois! Penso que isso seja verdade!

ELIAS: (Ri para dentro) O que também dá lugar a uma certo discernimento de que na sua simplicidade eles não são tão profundos quanto tu.

MIKE: (Ri) Todavia isso corresponde à verdade, não?

ELIAS: AH, AH, AH, AH! Eles podem não ser necessariamente tão complicados quanto tu e isso tampouco ser mau! (Ambos riem) Mas existe uma diferença, a qual tal como tens consciência, consiste numa expressão forte que está a receber a vossa atenção nesta onda subordinada às verdades.

MIKE: E então o que dizer destas… já falei contigo em diferentes ocasiões, e de cada vez que falei contigo acerca disso colhi um estímulo diferente, penso eu, pelo que agora me sinto incapaz de identificar que causa se aplicará a este sintoma físico. Mas parece exactamente a mesma coisa que tenho vindo a experimentar, aquilo de que te dei conta antes, relacionado com as dores de cabeça e as tonturas. Penso que da última vez que falei contigo o sinal estaria ligado ao açúcar, e que eu começava a ter dificuldade em me lembrar.

Ultimamente, durante os últimos meses, tenho sentido estas ondas… Nem sequer consigo dar um passo na tentativa de descrever aquilo a que se assemelha. Não se trata de tonturas nem embaraço. É mais o tipo e sensação de ter a minha cabeça num reboliço. Por vezes dói, por vezes não. Mas parece que exerce demasiada pressão na cabeça e que isso me impede de pensar, e não me deixa concentrar. E quando me encontro nesse estado não consigo fazer muito. Quando me encontro nesse estado, todo o meu corpo começa a contorcer-se e não consigo trabalhar; não consigo fazer nada. É como se tivesse vontade de me sentar a olhar para a parede. E isso acontece o tempo todo, sem que consiga identificar o que esteja a activar tal coisa.

ELIAS: (Ri para dentro) O que está a desencadear isso é aquilo que temos vindo a debater ao longo desta conversa. Não se trata duma acção em particular mas dum movimento generalizado.

Isso, uma vez mais, tal como um enigma, incorpora uma complicação através da qual te permites deter-te e propor a ti próprio uma desculpa viável para não prosseguires na acção que sentes dever empreender, seja ela qual for, que não desejas levar a cabo, e para a qual não encontras qualquer expectativa da parte dos outros para que deixes de fazer o que DEVIAS fazer por isso ser uma desculpa aceitável.

MIKE: Certo, então com este exercício que me forneceste para o Verão, sempre que tivesse sintomas físicos, creio ter sido para me concentrar na lavanda, ou me serenar ou algo assim. Será que uma coisa dessas conseguiria dissipar-me os efeitos? Porque se trata duma experiência verdadeiramente desconfortável.

ELIAS: Consegue, e quando conseguires descontrair-te a um determinado ponto, permite-te dar lugar à fantasia.

MIKE: Fantasia?

ELIAS: Sim, ou aquilo que designas como tal.

Permite-te voltar a experimentar diferentes tipos de abordagem das aventuras por que tens passado noutros países, porque isso fornece-te uma distracção, e nessa distracção passas a gerar uma abordagem da energia de um modo diferente. Tu estás a permitir-te reconhecer e a encontrar validação, ao invés de te voltares na direcção duma expressão de decepção. Por isso interrompes o fluxo da energia, o qual se move dum modo familiar, no sentido da decepção. Com isso, reconfiguras a energia e geras validação e permites-te um momento de apreço, o qual estendes muito pouco a ti próprio...

MIKE: Sim, tenho consciência disso.

ELIAS :...E que te poderá resultar benéfico se o praticares.

DREW: Por falar na morte, conforme estávamos há um instante atrás, será verdade afirmar que estamos todos mortos? ELIAS: De certo modo – tão verdade quanto afirmar que estais todos vivos.

DREW: Então, do ponto de vista da percepção, a consciência desta morte na minha realidade, significará tão só uma expansão da consciência.

Correcto? Não existe diferença real na...

ELIAS: Não necessariamente. A consciência de querer morrer por altura da morte traduz-se por uma consciência do desenlace. É por tal razão que utilizo esse termo – interrupção ou descontinuidade da participação na realidade física.

Bom; a consciência de tal escolha pode, assim como pode não se estender para lá do momento da escolha. Por isso podereis necessariamente não incoporar inicialmente uma consciência expandida.

Porque muitos geram uma consciência dessa escolha de morrer na altura em o que estejam a escolher, e têm consciência de estar a escolher continuar dum modo diferente. A seguir a essa escolha, passarão a esquecer e deixam de ter consciência de ter empreendido tal escolha e continuam a gerar imagens objectivas e a dar por si no foco físico. E parece-lhes exactamente tal como era, com algumas ligeiras alterações apenas, durante o período em que se encontravam, efectivamente a participar no foco físico.

DREW: Então que diferença haverá? ELIAS: Ah! A diferença será a de que assim que o indivídiuo se tiver dissociado (desta realidade) e no caso de continuar temporariamente a gerar uma consciência objectiva e imagens objectivas, ele deixará de se encontrar de facto a interagir directamente com a energia dos outros indivíduos, como o faria de facto no foco físico. Ele continua a gerar imagens do mesmo modo, mas deixa de se dar uma projecção real por parte da energia dos outros que ele receba.

Eventualmente, reconhece que tudo aquilo que está a criar se torna bastante previsível, e eventualmente reconhece a ausência duma participação directa junto das energias de todos os demais a quem ele aborda e com quem interage. Poderá percebê-los como concretos e dum modo tão realista quanto percebeis uns aos outros, mas não se dá qualquer projecção real que possa receber.

Agora; por vezes, e em especial agora - nesta altura em que vos encontrais a dar passos no sentido da expressão objectiva desta mudança, os véus da separação estão a adelgaçar-se duma forma verdadeiramente significativa. Nesse sentido, por vezes, vós no foco físico podeis projectar energia por intermédio desses véus da separação na direcção dum indivíduo que se tenha dissociado desta realidade, o que possibilitará que ele receba directamente parte dela – não toda – mas parte da energia e da atenção que projectais associada ao que estiver a criar, à projecção que ele faz de vós. O que, em muitas situações aquilo que actualmente está a ocorrer de alguma forma contribui para a percepção do indivíduo como estando a participar no foco físico; mas não prolonga necessariamente o período de tempo no qual comecem a dar conta de não mais estarem.

DREW: É em relação a isso que sinto maior curiosidade. Explicaste aquilo que ocorre tecnicamente, mas eu interrogo-me a partir dum ponto de vista prático. Será possível que eu tenha elegido a escolha de me desprender sem que tenha consciência disso? ELIAS: Não.

DREW: Não, não será possível, ou...?

ELIAS: Tu não o fizeste. (Riso) Sim, entendo a tua questão do ponto de vista hipotético. É possível que estivesses a gerar uma realidade objectiva tal como essa, a interagir comigo e com todos os demais, o que te pareceria bastante normal.

DREW: Então, em que altura - e talvez seja diferente com cada indivíduo, e estou mesmo a ver que dirás ser - mas em termos gerais de que pistas disporemos? Quando é que essa consciência começa a ganhar contornos, e tratar-se-á apenas duma consciência de podermos fazer coisas que antes não conseguíamos?

ELIAS: Em parte.

DREW: Poderás explicar o que isso essencialmente...?

ELIAS: Em parte, podeis, para o colocar por palavras vossas, estar a criar diferenças na vossa realidade que tereis desejado efectivar na vossa realidade física mas não reconhecestes a capacidade de o fazeres.

Por exemplo, o indivíduo pode estar a criar uma realidade física tal como esta, ou imagens correspondentes, duma participação num grupo de acção recíproca como este e a distraír-se nesse processo, e de repente deixar-se envolver, por assim dizer, no acto de projectar a sua atenção numa direcção diferente e para um lugar diferente. Subitamente dará por si lá, ao invés de continuar aqui, o que representará uma discrepância e o incitará a notar a ocorrência de diferenças.

Uma pista que é comum expressar-se que é facilmente reconhecível é o facto de, na associação com os outros não ressaltar qualquer surpreza.

O que quer que crieis nas imagens objectivas que estabeleceis em relação aos outros, isso não gera surpreza e tudo aquilo que eles expressarem por meio dessa interacção e imagens será previsível.

No foco físico podeis testar o facto da vossa continuidade pedindo a outra pessoa que por um certo período de tempo vos crie algum tipo de surpreza de que não estejais à espera, e isso deverá servir-vos de indicador de que vos encontrais a interagir directamente com as energias dos demais.

Na realidade, já debati isto com uma pessoa que acreditava ter falecido – ah, ah, ah! – e não tinha! E continua a não ter falecido! (Ri)
DREW: Nesse caso, à medida que essa consciência se expande, ou essa realização sofre uma expansão, o foco artificial desaparece, essencialmente? ELIAS: Pode desaparecer e também pode não desaparecer. Começa por ser uma escolha, uma escolha objectiva, e vós tendes conhecimento disso e conseguis prosseguir. Porque alguns continuam, por encararem isso como divertido e jovial, essa manipulação no “nível” não físico, e a criação de imagens físicas e podem prosseguir nisso durante algum tempo.

DREW: Inicialmente servirá essa continuidade como um pára-choques contra o trauma?

ELIAS: Não necessariamente, não, porque muitos indivíduos ocupam-se dessa acção sem que isso seja regra. Alguns passam directamente para a transição. Depende do indivíduo.

RODNEY: Quando afirmaste isso, a primeira coisa que me saltou à cabeça foi, que é que acontecerá quando o meu corpor se for? Lançá-lo-ão no incinerador, mas ainda havemos de incorporar recordação, não é?

ELIAS: Essa é uma questão excelente. Permite que passe a explicar.

Quando escolheis o desenlace, quando morreis, gera-se um processo, processo esse no qual estabeleceis a opção de vos desprenderdes desta realidade. Dais início a essa escolha e passais para fora.

Ora bem; o que se pretende dar a entender com esse passar é que estais, de certa forma, a sair desta realidade mas ainda não tereis despertado na realidade imaterial. Tal como referi anteriormente, em relação ao indivíduo, esse processo consiste numa passagem literal, mas no vosso tempo linear leva aproximadamente duas semanas.

Nessas duas semanas dá-se uma transição. A energia do indivíduo permanece nesta realidade, pois ainda não se terá transferido para a realidade não física. Enquanto continua a permanecer nesta realidade, ela assimila tudo o que é proveniente da consciência do corpo, o qual se acha desprovido de vida. A consciência do corpo é descartada. É percebida e dada como morta, mas a energia, a essência, a atenção do indivíduo permanece e começa o processo de assimilar toda a informação que consta da consciência do corpo, o que ela assimila e com a qual se desloca rumo à consciência não física. Não está perdida.

RODNEY: (Inaudível) ELIAS: Pois.

LYNDA: Será isso o quererás dizer quando referes que aqueles que não escolhem transitar de imediato ou descartar as crenças inerentes à experiência da fisicalidade, como a razão porque continuarão a gerar imagens físicas? ELIAS: Não. Trata-se duma acção diferente. Quando a pessoa passa para a consciência não física – ou morre, para o referir por palavras vossas – e a sua atenção e essência não mais se acharem presentes na vossa realidade física – o que, tal como já tive ocasião de referir, leva aproximadamente duas das vossas semanas, mas equivale a um piscar de olhos para o indivíduo – quando ele gerar tal acção, geralmente o indivíduo não entra no estado de transição de imediato. Geralmente o indivíduo continua a criar imagens físicas objectivas em tudo similares ao que ele estaria a empreender no foco físico, com ligeiras variações.

Uma diferença é a de que o indivíduo imaginar-se-á numa idade média, e não com a idade com que tenha falecido. Também não recordará de imediato a sua própria morte. Por isso não terá noção de nenhuma das circunstâncias nem situações que tenham antecedido a sua morte. Se tiver sofrido de alguma doença, não se imaginará como vítima dela.

Há-de imaginar-se como saudável e funcional, por não se lembrar do que estaria a criar para dar início à morte. A despeito do tempo que o seu falecimento tenha envolvido, ele não recordará isso. Além disso adoptará imagens objectivas em relação ao que designaríeis como normal para ele, só que algo mais agradável.

Por isso, não haverá conflito. Se o indivíduo tiver gerado conflitos com membros da família ou amigos, isso não se fará presente. Ele há-de interagir com as imagens deles dum modo amigável e mais de acordo com o seu ideal. Mas não estará verdadeiramente a interagir com ninguém.

Estará a interagir com as próprias imagens que entretém de outros indivíduos. Por isso, não estará a interagir com a atenção de ninguém que permaneça no foco físico.

Eventualmente, começará a detectar discrepâncias nessa sua realidade, e começará a notar na interacção que mantém com os indivíduos com quem se encontra a relacionar - com as suas imagens - a inexistência de surprezas, e que essa interacção é sempre bastante previsível. Isso começará a aguçar-lhe a curiosidade e a levá-lo a questionar, e quando isso acontecer, geralmente o indivíduo começa por recordar a sua morte.

Quando recorda a sua morte, pode escolher quer voltar-se para a transição quer continuar a criar imagens objectivas. Muitos, mas muitos mesmo, escolhem dar prosseguimento à criação de imagens objectivas, por tomarem consciência de não mais estarem efectivamente a participar no foco físico, e por isso, também se dão conta de poderem manipular as suas imagens físicas com muito mais liberdade e de modo mais fácil. Tomam consciência de serem capazes de criar a imagem de caminhar por uma praia num dado momento e, com uma simples alteração do pensamento, conseguem dar por si noutro país, e experimentar um cenário completamente diferente.

Isso, para a maioria, revela-se excitante e divertido, e em razão disso, nem sempre optam por encetar de imediato a transição. Porque no plano não físico, as crenças sofrem um intenso afrouxamento. Ele continua a adoptá-las mas elas são de tal modo afrouxadas que mais se assemelham aos vossos sonhos, porque nos vossos sonhos sois capazes de alterar uma cena com bastante rapidez e de alterar um cenário subitamente. Eles podem fazer isso fisicamente, assim que tomam conhecimento de não mais estarem a participar no foco físico.

RODNEY: Isso soa quase como a última versão da experiência de projecção fora do corpo.

ELIAS: De certa forma. Na realidade, parece-se com um modo quase literal, porque não incorporais mais um corpo! (Riso) CURT: Haverá alguma oportunidade de interagir... (Inaudível)?

ELIAS: Há, de duas maneiras. Quando o indivíduo se desprendeu do corpo e ainda não deu por isso, pode continuar a interagir com aqueles que permanecem no foco físico. Pode ter consciência de indivíduos no foco físico e da sua energia e isso constitui um elemento que contribui para a recordação da sua própria morte. Assim que recorda o seu falecimento e tem consciência de não mais estar a participar no foco físico, conseguem participar junto de outros indivíduos que também não estão a participar no foco físico, e eles podem projectar energia no sentido daqueles que se encontram no foco físico.

HOMEM: Elias, esse período intermédio, esse lugar terá algum nome?

ELIAS: Não se trata de nenhum lugar. É aqui.

HOMEM: Quer dizer, no que toca à transição ou à realidade física, que comportará esse espaço intermédio? ELIAS: Não é espaço intermédio nenhum. A atenção do indivíduo, a sua energia, a sua essência permanece na vossa realidade física. Não terá passado para nenhum lugar diferente. Permanece nesta realidade.

Dir-te-ei o seguinte: se um indivíduo me abordasse e me dissesse, “Estou a ter a intuição de que certo amigo ou membro da minha família terá falecido, terá morrido ontem, e acredito que a partir dessa data ele não mais viverá.” Se esse indivíduo me pedisse para confirmar isso, eu dir-lhe-ia que não. O indivíduo ainda não se desprendeu. O seu corpo pode encontrar-se sem vida, tal como referis, mas o indivíduo ainda não foi ransferido desta realidade.

ELLA: Posso colocar uma questão relacionada com o corpo? (Inaudível) Que acontece no caso do próprio corpo se desfazer num par de dias ao invés de duas semanas? (Inaudível)

ELIAS: Não, porque imediatamente a seguir à morte da consciência do corpo, vós, na qualidade de essência, e a vossa atenção e a vossa identidade assimilais toda a informação.

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