segunda-feira, 15 de agosto de 2016

RESENHA DE TERMOS 4



DEUS/A TOTALIDADE
Deus sois vós.
Isso, na realidade, constitui uma expressão exteriorizada num acto reflexivo relativo à duplicidade que comportais em vós, porque Deus constitui uma imagem espelhada de vós.

Deus não é nenhuma entidade cósmica, sentada a julgar-vos a partir dalguma área distante da consciência! Deus sois VÓS. As ideias, os conceitos que fazeis de Deus são todos uma projecção vossa, imagens espelhadas daquilo de que tendes consciência de ser, conhecimento esse que projectais no exterior dum modo objectivo de tal modo que criais a percepção da existência dum elemento exterior a vós que designais como Deus; e como lutais contra vós próprios, também combateis Deus, porque ambos são sinónimos.

Na realidade, tal como expressei nos começos das nossas sessões ao vos referir – de forma complacente com as crenças que sustentáveis com tanta intensidade na altura – o conceito que abrigais de Deus ou a Unidade Criadora Universal Una e o Todo, e que vos mencionava não se tratar isso duma entidade mas duma acção... em relação ao que, nenhum de vós ainda compreendeu! Aceitastes a minha declaração sem a compreender, pelo que regressamos a esse conceito dum modo mais incisivo e eu expresso-vos o mesmo conceito, de não se tratar de nenhuma situação de entidades mas sim duma acção.

A totalidade da consciência não consiste em coisa nenhuma mas sim numa acção. E VÓS sois movimento, sem coisa nenhuma a criar esse movimento. Sois acção.

JOE: Muito bem. Muitas religiões ensinam uma fusão ou cedência da individualidade a uma divindade, a um Deus. Bom, Seth mencionou que o Todo é um doador de individualidade, individualidade essa que, uma vez atribuída, se torna inviolável. Concordas com isso?

ELIAS: Em parte. Dir-te-ei tratar-se duma explicação limitada, por continuar na expressão na crença da existência de algum elemento que se ache para além de vós. Mas isso indica uma separação entre a essência e o Todo.

Ora bem; digo-te estar parcialmente de acordo, porque em termos físicos, podeis conceber um certo tipo de separação – apesar de não existir separação nenhuma – entre a essência a totalidade da consciência, mas elas acham-se interligadas e de facto são uma mesma coisa. A única separação que poderá ser identificada é a da identidade inerente à consciência que identifica a essência num tom de personalidade, mas a essência consta de consciência.

Portanto, com isso, estou em desacordo em relação a cada elemento que seja “atribuído”, por assim dizer, porque isso implica a existência de algum ser ou de alguma entidade ou de algum estado de espírito que esteja acima de vós – vós que sois a essência e a consciência. Portanto, a designação do termo “Todo” consta somente duma designação diferente para o termo “Deus”, e eu digo-vos que no âmbito da consciência não existe separação.

Por isso, se te estás a referir a um aspecto qualquer da consciência que possa ser designado como Deus, estareis simultaneamente a expressar a vós próprios, porque é tudo a mesma coisa.

Nesse sentido, NADA vos poderá ser conferido que já não possuais.

Portanto, a consciência detém a qualidade da individualidade. Ela não vos é conferida; é possuída por vós. E nesse contexto, não existe nenhum elemento da consciência que vos separe da singularidade nem da individualidade, porque isso consiste numa escolha criativa do âmbito da essência. É uma qualidade que é suportada pela essência, mas não é elemento nem coisa nenhuma que vos seja conferida ou revogada.

A Unidade Criadora Universal e o Todo consiste na totalidade da consciência.

PERGUNTA: Existirá uma fonte infinita de onde proceda toda a energia?

ELIAS: De ti! (A sorrir)

PERGUNTA: Que maravilha! (A rir)

ELIAS: Que és infinita - ilimitada!

PERGUNTA: Então, não existe nenhuma, superior a todas as coisas? Não existe nenhuma fonte suprema de energia?

ELIAS: És tu – Tu és essa fonte de energia e ser supremo.

PERGUNTA: E a razão porque desconheço isso, terá o propósito de me levar a experimentar isso?

ELIAS: Sim, de certa forma, porque nesta dimensão física vós estabelecestes véus de separação, e esquecestes...

PERGUNTA: Mas porque razão?

ELIAS: …De propósito a fim de fazerdes a experiência pura da exploração segundo o modelo desta dimensão física.

PERGUNTA: poderias repetir isso de novo?

ELIAS: Vós estabelecestes véus de separação propositados a fim de vos permitir explorar esta experiência física na sua pureza.

Bom; associado à totalidade da consciência, mas não limitado à realidade expressa nesta dimensão física que incorpora emoção, posso-te dizer que em termos figurados, tens certa razão na avaliação que estabeleces quanto ao facto da totalidade da consciência não ter “consciência” de como chegou a existir, e decorrente disso se dar um contínuo acto de exploração disso.

Permiti que clarifique. Isso é uma distorção, porque não existe “ela/ele”. Mas nos termos daquilo a que associais nesta dimensão, e da associação que estabeleceis disso como “ela” ou “ele”, dá-se um contínuo acto de exploração – tal como já tive ocasião previamente de expressar, um tipo de desdobramento no qual reside a exploração que gera a expansão. Gera-se uma contínua expansão. (Pausa prolongada)

A consciência, tal como declarei, em termos figurados, pode não saber de que modo chegou a existir porque jamais chegou a existir, o que, compreendo, consiste num conceito difícil e um desafio associado à vossa realidade física, por ser contrário à forma como criais, por assim dizer, nesta dimensão. Porque vós criais manifestações, apesar de as criardes a partir de coisa nenhuma. E isso é uma função ou uma exploração da consciência.

Na realidade não se preocupa com o modo como terá chegado a existir, porque isso consiste numa questão discutível, porquanto jamais terá existido qualquer ponto de começo. Por isso Aquilo expressa continuamente uma transformação, o que traduz a acção da contínua exploração de si própria (consciência). Mais uma vez isso consta duma distorção, por não se tratar de nenhum “ele/ela”, mas duma acção.

There is no actual manifestation of consciousness outside of expressed physical realities, and those are expressions of explorations in the tremendous expression of creativity of this action, expressing the action in any and all manners that may be possible, which is, in a manner of speaking, never-ending.

Não existe nenhuma manifestação efectiva da consciência exterior às realidades físicas, e essas consistem em expressões da exploração dessa acção numa criatividade formidável, a expressar a acção de toda e qualquer maneira possível, o que é, de certa forma, interminável.
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Quanto ao relacionamento que tendes com a Unidade Criativa Universal e o Todo, o termo que lhe atribuís revela-se insuficiente. O termo que empregais é “Deus”; um termo bem irrisório para um conceito bastante insignificante.! O Todo Universal é todas as coisas e parte de cada coisa. Em relação à sua criação, vós sois parte dela, e ela faz parte de vós; só que ela é superior às suas partes. Vós sois forças criativas. Não existe essência superior à vossa.

Deus é um ponto de focagem. É o aspecto que tem por propósito a vossa identificação com ele, sem conceberdes a vossa essência em separado. Todas as essências em todas as manifestações compreendem intuitivamente existir mais do que é manifestado. Nesse sentido, vedes-vos na necessidade de criardes explicações imaginativas. Alguns acreditam que uma estrela possa ser Deus, outros criam uma multiplicidade de deuses, associando-os aos elementos naturais que os rodeiam. Na realidade essas manifestações acham-se mais acertadas do que o foco religioso que criais de deuses singulares, porque em essência vós sois Deus. Por isso, tudo o que é criado, toda a natureza, todos os elementos, todos os universos, se acham incluídos em vós. Falando em termos realistas, torna-se-vos bastante realista, no enfoque físico, admitir esse conceito. Na realidade isto não é só um conceito, porque se trata da verdade. Podeis pensar que acreditais ser Deus, mas mesmo que o expresseis em termos verbais, haveis de sentir uma pontada de remorço no vosso íntimo, por vos ter sido incutido que é bastante presunçoso qualquer indivíduo afirmar ser Deus! Precisais ser lunáticos para pensardes ser tal coisa! Quão divertido ter tantos “lunáticos” por perto, “lunáticos” esses que criaram tantos mundos!

Eu já referi que a Unidade Criadora Universal e o Todo sois vós, assim como igualmente algo além de vós, tal como vós sois o vosso corpo, mas sois mais do que vós. (gestalt) Sempre existiu! Estou bastante ciente de que as vossas religiões todas expressam essa mesma verdade, apesar de não pensardes verdadeiramente nisso, por estardes sempre a pensar em termos de tempo e em termos dum começo e dum fim, assim como nos termos dum movimento direccionado para a frente. Não conseguis evitá-lo, por isso corresponder àquilo que experimentais fisicamente. Podeis conceber outras direcções, mas na realidade não as adoptais na vossa realidade.

É por essa razão que enfatiso a união que estabeleçais por intermédio dos vossos sonhos, porque nesse estado não existe tempo, nem sucessão, nem organização. As coisas avançam para a frente e para trás. Podem suceder de cima para baixo, porque tal é a natureza da realidade. Muito antes da vossa Terra existir, vós já existíeis. Estais acostumados a ouvir e a pensar em termos de movimento para diante e em termos de futuro. Bom; pensai ao contrário, porque isso se torna igualmente importante para a vossa percepção. Torna-se-vos fácil focar a vossa atenção para diante e identificar-vos com movimentos futuros. Podeis contemplar o vosso mundo físico e identificar-vos com a vossa tecnologia, e imaginar o seu desenvolvimento. Podeis olhar-vos fisicamente e imaginar as mudanças que assumireis em épocas futuras. Podeis antecipar a vossa morte, segundo a concepção que dela fazeis, e imaginar o que venha a ocorrer. Mas agora voltai o lhar para trás. Imaginai aquilo que fostes, porque não existe “passado” algum,, porque sois. È por isso que o passado detém tal importância, por não constituir passado nenhum mas ser agora.

Falando dos males corporais, vós “acreditais” que algo tenha sido contraído anteriormente, em termos físicos. Pensais que isso que tenhais contraído se tenha desenvolvido com o tempo. Não pensais ser capazes de afectar essa forma de padecimento lidando com o vosso passado. Acreditais que precisais lidar com isso no vosso presente ou no vosso futuro. Podeis eficientemente lidar com isso onde tenha tido início, o que permanece igualmente lado a lado convosco, no presente. Pensais no fenómeno de outros “seres”. Pensais que eles devam proceder de algum outro universo, o que envolverá “viagem no tempo”. Mas não existe qualquer tempo em que possais viajar! Apenas existem dimensões às quais podeis aceder. Pensando em termos físicos e em termos de tempo, a explorar da frente para trás, adoptai-vos como o criador disso.

Não existe nenhuma “entidade cósmica” a esvoaçar ao redor e a criar universos e a “plantar-vos” neles! Vós criastes tudo por serdes tudo e esse reduzido termo que empregais de “Deus” pode ser equiparado a um outro termo diminuto, que é sinónimo dele, e que é o Todo, porque abrange todas as coisas, e por ser isso que vós sois! Se já pensavam que a vossa essência fosse demasiado vasta para a poderdes conceber, agora podeis pensar em termos ainda mais vastos porque não sois meramente uma essência mas também o que designais por Deus! Não vou aqui estabelecer qualquer distinção com afirmações da existência duma essência original porque isso apenas se tresta à perpectuação duma ideia que formais, da laranja e dos seus gomos; mas em termos físicos dir-vos-ei que podeis pensar nno termo que empregais (Deus) e concebe-lo de modo idêntico ao vosso corpo físico, que teve início com um átomo que posteriormente se reuniu a outros para em conjunto formarem uma célula, que por sua vez se dividiu para criar aquilo que podeis agora perceber. Fisicamente vós tivestes início num único átomo. Na realidade tivestes início na consciência, a qual nem sequer constitui um átomo; mas vós não tivestes começo porque sempre exististes, tal como o vosso Deus, que sempre existiu. (A esta altura Elias ri)

As religiões e as culturas estabelecem imagens de deuses à sua própria imagem para seu conforto. Isso ajuda-vos a sentir-vos menos separados da vossa essência. Deus jamais terá criado o homem à sua imagem. As manifestações físicas é que criam sempre Deus à sua imagem, ou imaginação. Em culturas tais como a dos indianos ou dos ciganos, que se identificam com a magia da terra, isso encontra-se mais próximo duma relação verdadeira. Não existe intermediário algum! Não existe nenhum Deus que tenha criado a natureza, ou o homem e tudo o mais, nem o homem por sua vez a criar aquilo que imagina, e a natureza a criar aquilo que imagina. Isso é incorrecto. Vós criastes tudo!

É por isso que podeis focar-vos na imagem do animal que vos caracteriza e sentirdes-vos em união, porque a vossa consciência o terá criado, e o conhece e é capaz de o sentir, porque ele terá procedido da vossa imaginação. Muitos hão-de entender esta informação como sacrílega, mas isso ficará dever-se unicamente à razão de que no enfoque físico vos tenha sido incutido que devais diminuir-vos. Foi-vos incutida a duplicidade. Estais actualmente a experimentar “vicissitudes” (sorri) o que passará a apresentar um novo conteúdo, conteúdo esse com que experimentais uma enorme libertação! Vós, à semelhança de Deus, sois assombrosamente gloriosos e essências criadoras que não têm limites nem secções. Tornar-se-á uma coisa espantosa e assombrosa de contemplar, assim que tiverdes completado a vossa mudança e adoptardes a beleza e a união e o amor que naturalmente possuís. (Pausa) Será isto suficiente por agora? Porque, tenho a certeza de que havemos de dar continuidade a isto. (Pausa)

ELIAS: ... Esta noite vamos debater a (natureza da) consciência. Isto também envolverá a questão referente ao Todo ou à Unidade Criadora Universal uma vez que ela é composta de consciência. Pensai nas vossas actuais crenças que em larga escala incorporam a vossa tecnologia científica e interrogai-vos de forma intelectualmente lógica e racional como podereis chegar a conclusões sobre um universo impessoal e sobre elementos portadores de consciência partindo da base da matéria destituída de consciência.

No enquadramento das vossas presentes crenças vós aceitais a (explicação) da ocorrência duma explosão cósmica que terá estado na origem do vosso universo - de forma completamente aleatória e destituída de consciência. O vosso mundo terá começado sob a forma de gases e rochas; elementos destituídos de consciência, segundo a vossa estimativa; a partir do que, através das crenças que tendes na evolução, passastes a acreditar que, de algum modo e duma forma miraculosa, a consciência se tenha agregado à matéria de forma (completamente) acidental. Se me perguntardes, dir-vos-ei que isso não possui lógica nenhuma. A matéria não surgiu de modo "cósmico" por meio dessa explosão para em seguida formar a consciência. A consciência já existia; existe.

Dir-vos-ei que, nos termos com que encarais o tempo – porque vós achais-vos focados no tempo – utilizaremos terminologia referente a "antes", o que é igualmente agora, (a sorrir) mas seremos complacentes para com uma terminologia com que possais relacionar-vos.

Por isso, antes da organização e da orquestração do vosso universo tal como o encarais, existia a consciência. Antes da essência, tal como a interpretais, existia o Todo. Podeis utilizar o termo que quiserdes para essa acção. Eu não utilizo o termo "Ser" propositadamente, porque o termo que empregais para designar Deus ou Tudo O Que Existe, ou "A Unidade Criadora Universal e o Todo, o que quer que seja que escolhais chamar-lhe, não é um ser. É a totalidade da consciência e consiste numa acção que incorpora tudo.

Esta experiência do que designais como Deus, comporta muitíssimos elementos. Antes da incorporação da essência, por assim dizer, existiram elementos de consciência. Podeis igualmente chamar a isso de "Unidades" tal como foi expressado previamente por outros. (Seth, por exemplo)

Esses elementos da consciência não conhecem limites de tempo nem de espaço. Podeis imaginá-los como buracos negros bastante diminutos. Podeis pensar neles, se preferirdes - em termos físicos - como elementos mais pequenos do que as mais pequenas partículas; mas é isso que cria toda a expressão física. Tudo o que existe, em todos os universos e em todas as dimensões, é criado por esses elementos da consciência, e eles são tudo. São não só a força motriz por detrás da matéria e da acção como são também a própria matéria e a acção; sendo isso a base do que designais como Deus.

Também vos direi, tal como o fiz inúmeras vezes previamente, que vós incluís exactamente todas as propriedades que essa acção ou Deus. Sois a mesma coisa; porém ela inclui mais. Constitui mais do que a soma de todas as dimensões, (gestalt) de todos os universos e de todas as partes; todavia, sem vós, não seria coisa nenhuma. Por isso, não existe qualquer separação; porque vós sois uma parte íntima. Adoptais a vossa própria individualidade e o vosso objectivo, os vossos próprios desejos e enfoque; porém, incorporais tudo o mais, do mesmo modo que a Totalidade vos engloba a todos, por assim dizer. Nenhum elemento - até à mais diminuta unidade de consciência - é menos que algum outro. Portanto, não existe contradição ao vos referirmos que cada um de vós, na vossa própria individualidade, constitui o centro do universo; pois isso corresponde à verdade.

A Essência consiste no que designaremos como uma porção deste Todo abrangente, apesar de não ser porção nenhuma! (sorri) Na limitação da vossa linguagem é difícil dar-vos conta da ausência de divisão e de separação; sendo essa a razão porque vos sugiro que conceptualizeis estes termos que vos estendo, porque dentro dos padrões de pensamento do vosso enfoque físico não vos é possível eliminar completamente toda a separação nem compreender tais conceitos. Quando vos digo que a essência incorpora todos os sistemas, e que todos eles se vos acham abertos e acessíveis, essa é a condição que caracteriza a consciência. E vós possuís essa característica. Cada elemento da consciência incorpora todos os elementos do Todo.

Cada elemento escolhe manifestar-se de acordo com o seu desejo e função. Uma flor manifesta-se na plenitude da sua capacidade. As unidades de consciência que compõe essa flor são idênticas às que vós possuís igualmente. O objectivo e a função da flor consiste em ser o que é – uma flor. O vosso objectivo e função consiste em adoptardes intelecto e intuição, a fim de dirigirdes o vosso universo do mesmo modo que o criastes. Por isso, não se iludam; vós dirigis toda a vossa manifestação física em toda e qualquer área. Já discutimos isso imensas vezes, em sessões prévias. Vós criais a vossa realidade individual e colectivamente, criais a realidade das massas. Por isso, vós sois os criadores de tudo aquilo que percebeis... e muito mais. (Pausa)

A vossa expressão religiosa baseia-se numa manifestação física à qual associais uma orientação masculina. Na maioria das religiões existentes no vosso globo, vós encarais Deus como caracterizado por orientação masculina, por isso vos servir de símbolo do poder. Tal como já vos expressei previamente, vós concebeis os vossos deuses como expressões da vossa própria imagem. Mas Deus não vos criou à sua imagem porque não existe nenhum “Ele”! Vós criaste-o, sublinhai isso, à vossa imagem, tendo criado igualmente os vossos elementos religiosos para envolver essa imagem desse Deus Todo-Poderoso.

Em tempos transatos da vossa história o Homem encarava a sua ligação com a consciência por intermédio da sua manifestação e de conceitos de deuses, ou de outros seres não distintos dele próprio. Isso assumiu imensas formas. Na cultura daqueles a que chamastes Egípcios, muitos deuses passaram a existir sob formas que não a do homem e muitas formas foram criadas em moldes tanto do homem como do que concebeis como bestas, em representação da interligação com toda a consciência. Muitas culturas criaram as suas imagens de deuses segundo outros moldes. As imagens que possuís dos totens constituem uma relação, do mesmo modo que as imagens compostas por uma metado besta e metado de homem, ou árvore ou folhagem, como uma representação dessa relação. Cada uma dessas expressões constitui uma manifestação física destinada unicamente à representação da ausência de separação entre o homem e a natureza, por não existir tal separação. Não se trata de dois elementos distintos. Na verdade não necessitais de termo algum como “natureza”, porque nada exite separado de vós. Esses deuses, ou imagens de deuses, serviram de símbolos, mas também tiveram a sua própria realidade; Eles constituiram “experimentos” focados dum modo realista, por parte da consciência.

Familiarizas-te-vos com o termo “Tudo o Que Existe”. Isso também se revela apropriado em termos de terminologia, como algo relativo à consciência. Não existe singularidade alguma no que toca à consciência que seja passível de ser excluída ou separada a fim de assumir a designação de Deus. Por isso, Deus não criou o vosso planeta, nem a vós. Vós criaste-vos e criastes igualmente o vosso planeta e o vosso universo. Se desejardes atribuír a terminologia de Deus a alguma entidade separada ou distinta, podeis aplicá-la a vós próprios, porque o sois!

...

Todas as culturas, por todo o vosso globo, sustentam a crença num “outro”; um ser supremo; Deus. Isso não passa duma interpretação (que foi sofrendo modificações ao longo dos séculos) daquilo que se tornou no conceito da essência. Porque, ao vos deslocardes para o foco físico e vos focardes nele, ao escolherdes o tipo de experiência do enfoque físico que desejastes prosseguir, afastastes-vos da memória. E ao vos distanciardes da memória escolhestes esquecer a essência, porque existem elementos em vós que vos são conhecidos, mas que não conseguis recordar.

Por isso é que formulais perguntas; e quando forlumais perguntas, também ofereceis a vós próprios respostas; e nessas respostas e durante o tempo da vossa manifestação, passais a assumir verdades tais como a da essência - que esquecestes – e a traduzi-las em termos de deuses.

Explicar-lhes-ei que durante a vossa história ancestral, que podeis encarar como a antiguidade, as vossas crenças conglomeraram-se numa objectivação de ideias dum deus segundo a compreensão que tínheis de vós próprios. Trata-se duma projecção do vosso conhecimento da essência e da consciência. Por isso, nesses períodos antigos haveis de identificar crenças assim como o reconhecimento da existência de vários deuses, porque ainda possuíam um conhecimento parcial das inúmeras facetas da vossa essência.

Por isso a interpretação que faziam do vosso deus fazia-se por meio duma multiplicidade. À medida que fostes avançando através da vossa história, também desenvolvestes um enfoque cada vez mais objectivo e intencional. Ao criardes neste enfoque uma singularidade de ajustamento também alterastes as crenças, pela continuidade duma projecção da vossa imagem.

As crenças religiosas expressam-vos presentemente que vós fostes criados à imagem de deus. Na realidade deus foi criado à vossa imagem, pois trata-se dum reconhecimento íntimo e duma conceptualização da essência. À medida que vos conscientizais mais no singular, o mesmo acontece com o vosso deus. Assim como continuais a descobrir diferentes aspectos do eu, também passais a incluí-los nos vossos sistemas de crenças. Por todo o vosso planeta muitas são as crenças religiosas - não só aquelas ligadas ao vosso Cristianismo – que incorporam mais do que um aspecto da unidade divina, num reconhecimento de que num único Eu comportais aspectos duma realidade subjectiva e objectiva.

Desse modo traduzis isso segundo o conceito de Deus. Isso não é inexacto nem errado; tampouco deixa de ser uma realidade porquanto tudo aquilo que criais no enquadramento das crenças - nesta dimensão e nesta forma de atenção - constitui uma realidade. Por isso, tal como vos referi previamente, da aceitação das crenças sobrevém um reconhecimento da total ausência de importância subjacente àquilo que sustentais objectivamente nas vossas crenças.

Nenhuma é superior ou inferior, nem melhor ou pior do que outra qualquer, e à medida que reconheceis ser todos um só e não existir separação... a inexistência de diferença entre a crença no vosso Deus e aquela de outro indivíduo, que pode não aceitar nenhuma crença em Deus, ou daquele que pode encarar Deus como sendo ele próprio; porque na realidade vós sois.

PERGUNTA: Deus?

ELIAS: Sim, segundo o conceito que sustentais com as vossas crenças. Na consciência imaterial não existe nenhum ser supremo porquanto não existe separação. Nenhum elemento da consciência é superior a qualquer outro. Nenhum elo da consciência é mais nem menos significativo que outro. Por isso não importa, pois é tudo o mesmo.

Com o reconhecimento destas crenças e a sua subsequente aceitação podereis reconhecer-vos e permitir-vos o conforto das vossas crenças, porque não existe certo nem errado. Isso consiste unicamente em diferentes expressões da filtragem das crenças – bastante criativa – no âmbito da invenção das explicações que dais a vós próprios para aquilo que não recordais, além de que isso, na vossa realidade, no vosso passado, e até ao presente, tenha sido bastante eficiente!

À medida que vos deslocais rumo à vossa transformação não precisais sentir-vos atemorizados por terdes perdido algo ou por terdes perdido a vossa fé porque ela só se realça com o conhecimento da vossa própria magnificência. Será isto admissível?

ESCOLHA/LIVRE ARBÍTRIO

ELIAS: Vós criais a vossa própria realidade! Vós elegeis as vossas próprias escolhas e as vossas próprias experiências a cada momento da existência física. Por isso, não sois vítimas de experiências passadas, como quem diz. Nesse contexto, empregais uma outra crença; a do que vos foi incutido e vos influenciou, ao longo do vosso foco, por via de outros que terão exercido controle sobre vós; porque é óbvio que não incorporais pensamento vosso, nem livre arbítrio nenhum! Por isso, estais reduzidos a nada mais do que o produto das vossas experiências! Bastante incorrecto! Vós escolhestes as experiências porque passastes tal como todos os demais escolheram. Vós não tendes um “modo melhor”. O que tendes é um “modo diferente”.

ELIAS: Estais actualmente a defrontar-vos com crenças profundamente estabelecidas. Quer reconheçais ou não a sua existência no vosso íntimo, elas existem. Também defendeis uma crença relativa ao Carma. Quer compreendais o termo, quer o tenhais estudado ou não, vós abrigais essa crença. Trata-se duma crença que as massas albergam. Acreditais que se estiverdes a experimentar qualquer elemento que seja danoso para outro indivíduo, isso operará em vosso detrimento e vós ficareis em dívida por isso. Por isso, haveis de manifestar uma forma de retribuição. Isso não é verdade. Isso não passa duma crença que vos reforça as ideias de certo e de errado, de bom e de mau. Reforça-vos a crença na doença e nas coisas estranhas, mas isso são escolhas vossas. Todos vós escolheis. Nada vos é imposto. Tal como já tive ocasião de declarar, vós podeis não compreender instantaneamente; compreender de forma objectiva aquilo que criais; mas enquanto falamos, vós reaprendeis em relação à vossa linguagem de novo, e por isso começais a compreender a criação daquilo que manifestais, bem como as suas razões.

ELIAS: Não existe diferença alguma entre o que é “suposto que sejais” e o que “escolheis ser”. É a mesma coisa, porque todas as coisas consistem numa escolha. Todas as acções, todas as probabilidades consistem em escolha. Vós escolhestes cada acção no vosso foco e encontrais-vos no sítio em que escolhestes estar. Se estiverdes a experimentar conflito naquilo que tiverdes criado, podeis inspeccionar o vosso íntimo e explorar as crenças que abrigais que vos não permitem que avanceis e que vos tolhem as escolhas, para poderdes experimentar ausência de conflito.

Vós detendes muitíssimas crenças, muitas das quais alinham com a obrigação para com os outros. Vós criais a vossa realidade de forma dependente das vossas crenças e das expectativas manifestadas pelos outros. Tendes que estar no vosso local de emprego a uma hora específica. Deveis realizar uma tarefa específica. Deveis falar de certo modo, de forma a não ofenderdes ninguém. Deveis manifestar interesse pelo próximo. Deveis, deveis, deveis! Todos esses “deveres” traduzem crenças. Podeis escolher comportar essas crenças e elas revelarem-se eficientes, e não experimentardes conflito algum com elas; mas podeis experimentar igualmente conflito, e ao implementardes isso, podeis avaliar essas crenças, reconhecendo que tudo aquilo que realizais, tudo o que fazeis, é filtrado por intermédio de crenças. Algumas dessas crenças resultam-vos de modo eficiente; outras não.

ELIAS: Não existem absolutos! Vós QUEREIS absolutos, mas não existem absolutos! Nesse sentido, a aceitação que fizerdes daquilo em que acreditais permite-vos formar uma opinião respeitante às vossas crenças, com que podeis escolher avançar, mas sem criardes nenhum juízo no que infere à sua natureza. Não existe certo nem errado nem bom nem mau que diga respeito às vossas escolhas. Elas são reconhecidas como meras escolhas, e nesse sentido vós ofereceis a vós próprios uma espantosa liberdade, e é nisso que reside a questão.

É uma configuração da energia.

Escolheis agora alterar a direcção que o vosso foco toma; não em relação aos relacionamentos nem à vossa participação junto com outros de forma íntima, mas no rumo do que designais no foco físico como carreira.

Isso é também, numa terminologia bastante concreta, uma escolha capaz de alterar uma vida. É uma escolha que vos faz voltar para uma linha diferente de probabilidades e vos volta a atenção dum ângulo do vosso foco para outro, o que vos coloca numa nova direcção...

Objectivamente tendes a consciência de que nenhum outro indivíduo vos poderá impedir de criar qualquer escolha que promovais, enquanto reconheceis igualmente que as reacções dos outros vos podem influenciar na área do reforço de certos aspectos da duplicidade.

Nesse sentido, o modo como os outros vos vêm assume importância, além DO MODO COMO VOS VEDES A VÓS, porque vós possuís a medida com que vos medis em comparação com o modo como os outros vos percebem além do alinhamento que estabeleceis com essa percepção. Isso usais vós no foco físico como uma bitola em relação à medida da vossa dignidade, como medida da vossa correcção ou falta de correcção, medida da vossa eficácia ou falta dela, medida da vossa bondade ou maldade. É medido pelo exterior e por aquilo que os outros percebem em vós. Por isso é que dais tão grande importância a essa área.

Bom; eu digo-vos que isso é um aspecto das correntes de opinião e crenças que por sinal é bastante forte! É por isso que eu redirecciono a vossa atenção continuamente num acto de insistência para que voltem a vossa atenção para vós próprios, com um conhecimento íntimo de que cada um detém as suas crenças individuais, cada um possui as suas opiniões individuais e detém a sua percepção individual, o que lhe cria a realidade individual.

Nesse sentido, a sua percepção consiste na sua realidade, o que é aceitável, sem que subsista qualquer condenação que precise ser atribuída à sua percepção. Mas do mesmo modo, sequer existe qualquer condenação que precise ser atribuída à vossa percepção, nem às escolhas que estabeleceis na vossa realidade. As vossas escolhas são as vossas escolhas, e constam apenas de escolhas que fazem parte de probabilidades relativas á criação de experiências, e nesse sentido, não importa aquilo que escolheis no vosso foco.

Também vos digo que as vossas escolhas tampouco ditam a medida da vossa estatura, nem ditam qualquer avaliação do vosso mérito nem da vossa aceitação.

As escolhas que promoveis são apenas escolhas destinadas à experiência. Não têm importância, e não constituem a medida da vossa estatura. Vós sois aquilo que sois. As vossas escolhas não passam da designação de probabilidades que vós escolheis actualizar no foco físico, o que vos faculta experiências, além duma oportunidade de explorardes esta área particular da consciência.

Nesse sentido, reconhecei que a percepção dos vosso pais – a que eles detêm quer individual quer em cooperação um com o outro – consta da sua realidade, e é bastante real! Mas é a SUA realidade e a crítica que aplicam a QUALQUER área não serve de bitola nem de indicador da vossa dignidade nem das escolhas que estabeleceis no vosso foco, porque todas elas vos são válidas, por vos fornecerem o sentido de valor...

Deixai que vos revele mais.

Isso não é uma questão de competição nem de desacordo mútuo. A situação pode ser entendida de modo diverso, sem ser necessariamente no sentido de, “Trata-se da tua vida, e tu podes orientá-la do modo que escolheres”. Vós tendes consciência disso. Cada um deles tem consciência disso. Não é isso que é posto em questão mas sim a criação da expressão – NESSE sentido – da justificação de vós próprios, a qual é completamente desnecessária.

Eles podem ter as suas opiniões. Podem voltar-se no sentido da sua percepção e da sua realidade e podem projectar exteriormente e na vossa direcção os seus pensamentos e as emoções na reacção que tiverem para com as vossas escolhas, e vós passardes a tomar consciência de que isso seja aceitável mas – não mas; E – vós haveis de prosseguir na vossa escolha quanto às probabilidades, porque vós não detendes responsabilidade quanto às suas reacções. As vossas escolhas são aquilo que vós escolheis, e qualquer individuo poderá concordar ou discordar delas porque, como isso não vos dita o mérito que possuís, é destituído de importância!

De modo semelhante, pelo que podereis perceber como o inverso, outra pessoa – ou um dos vossos pais – podem estabelecer uma escolha no seu foco com que não ESTEJAIS de acordo que isso não determina o seu valor, e vós tendes a noção de que a despeito do vosso acordo em relação à sua escolha, eles continuam a deter o seu livre arbítrio para criarem a escolha e se voltarem para a actualização da sua realidade, seja em que direcção for a que escolham, com ou sem o vosso acordo, aprovação ou compreensão.

Não importa, e isso não dita o mérito deles; nem o vosso tampouco!

ELIAS: Deixa igualmente que te diga, Marta, que como tu deténs a tua atenção na área dos outros e continuas a preocupar-te com as carências e os desejos e as criações e escolhas dos outros, hás-de continuar a manter-te em suspenso e a deixar de te mover através da tua abertura.

Porque não é nisso que reside a questão, isso é o que temos vindo a debater, que voltes a tua atenção para ti próprio, porque se expressares aceitação em relação a ti próprio e reconhecimento em relação ao TEU avanço, ao TEU desejo, também te permitirás avançar por essa abertura.

Mas lembra-te de que cada indivíduo cria a sua realidade por meio da percepção que tem e a orquestra por meio das suas escolhas. Não podeis criar a sua realidade na vez deles. Por mais intensamente que tenteis, não sereis bem sucedidos na criação da sua realidade na vez dele. Não foi desse modo que estabelecestes a realidade física.

Por isso, ela não te poderá criar a tua realidade. Nem ditar-te a conduta, porque isso te eliminaria a escolha, e de modo idêntico, tu não consegues impor-lhe os comportamentos, porque isso eliminaria as suas escolhas.

Podes não estar de acordo objectivamente com as escolhas dos outros – podes não te sentir concretamente à-vontade com as escolhas dos outros – mas elas não te pertencem, e se continuares a manter a tua atenção no sentido das escolhas dos outros, deixarás de prestar atenção às tuas.

MARCOS: Eu compreendo, e eu... Uma vez mais, entendo ao nível bastante conceptual. Penso que quando chega ao aspecto emocional é quando experimento conflito.

ELIAS: Absolutamente, mas volta a tua atenção para ti em meio a esse conflito e questiona para contigo o que tu – TU – desejas. Em que sentido te estarás a direccionar? Examina a TUA motivação, porque tu participas neste conflito continuado. Que contribuição darás a esse conflito continuado?

(De modo assertivo) Se examinares a tua contribuição, perceberás que a criação dessa acção será motivada pela falta da atenção para contigo próprio e por estares continuamente a voltar a atenção na direcção dos outros e a avaliar as escolhas e os comportamentos deles, e a camuflares para ti próprio não quereres que essas escolhas sejam reveladas nos outros, e de quereres que ele altere a sua realidade e as suas escolhas.

Nesse sentido, estás a referir não estar a criar a tua realidade; o outro está-te a criar a tua realidade. Por isso, se ela alterar a escolha que promove e tu continuares a desejar isso de verdade, talvez isso se chegue a realizar. Não. Não se realizará! Porque tu podes desejar, e continuar a desejar, que ela continuará a criar a sua realidade do modo que lhe é mais benéfico e da forma que elege criá-la, a despeito da opinião que tenhas.

E nesse sentido, continuarás às voltas devido a não voltares a atenção para ti próprio e não reconheceres que o teu comportamento não é ditado pelos outros. O teu comportamento e as tuas escolhas são ditadas por ti, a despeito das escolhas do outro assim como a despeito do facto de concordares ou te sentires confortável com as escolhas dos outros.

(Com Firmeza) Nesse contexto, lembra-te de que vós estais todos a explorar a experiência física. Por isso, não tem importância! Em cada foco, vós explorais elementos distintos da experiência física nesta realidade material.

Deixa que te diga, Marta, que isso pode tornar-se temporariamente numa ajuda para ti, ao obteres resultados durante os sonhos e na exploração que fazes de outros focos, no sentido de proporcionares a ti próprio uma identificação e uma ligação com outro foco que tenhas nesta dimensão com que tu próprio te irrites bastante nesse teu foco. Tu dispões dum outro foco nesta dimensão particular que poderá mesmo ser considerado repulsivo aos teus olhos presentemente, porque os comportamentos dele entram bastante em conflito com as crenças que deténs neste foco.

Com isso, ao te permitires contactar com um aspecto, um foco teu, da tua essência, que estabelece escolha dum modo bastante diferente do teu, poderás permitir-te ver que esses são elementos que todos vós sustentais no íntimo, e que apenas traduzem escolhas.

É bastante fácil, segundo a concepção das vossas crenças, passar a criticar os outros e a deixar de os criticar. É bastante fácil usardes juízo crítico e deixardes de o usar em relação a vós próprios. Mas ao vos permitirdes perceber que todos vós enquanto indivíduos escolheis uma variadíssima gama de experiências no foco físico – pelo facto de constituir a exploração duma área da consciência – nesse sentido, porque havereis de deixar de explorar cada aspecto da experiência física, cada aspecto da expressão emocional, cada aspecto das possibilidades de criação nesta dimensão física?

Esse indivíduo particular que constitui outro foco da tua essência nesta dimensão seria considerado bastante pernicioso. Esse aspecto da essência, esse outro foco, estabelece opções nesta realidade que podes perceber como formidavelmente falhas de consideração, egoístas, e objectivamente prejudiciais para os demais.

Isso NÃO se reflecte em ti, e nesse foco não está errado, por consistir apenas numa expressão de escolha, e aqueles que participam junto com esse indivíduo em particular também escolhem deixar-se atrair para os cenários representados, por assim dizer. TODOS VÓS DISPONDES DE ESCOLHA.

O propósito desta discussão que te estendo é o de não te depreciares e de te dizer que deténs escolha e de que não estás a exercitá-las do modo que desejas, por não te estares a permitir perceber essas escolhas, e estares a preocupar a tua atenção com as escolhas dos outros.

Nesse sentido, continuas para a frente e para trás a controlar-te e a impelir-te através de expressões de energia e a referir a ti próprio de forma concreta seres capaz de criar melhor ou que outro indivíduo poderá criar melhor. Tu já estás a criar na perfeição! Não se trata de criares a tua realidade de forma “melhor”.

Mas tu referes estar a experimentar conflito e desejares interrompe-lo. Isso tampouco consiste numa situação de melhor ou pior. É apenas uma situação de passar à margem e de perceberes que dispões de escolhas diferentes. Existe uma espantosa diferença entre a identificação de melhor e diferente.

Aquilo que estás agora a criar não é pior. O que estás agora a criar não é mau. Aquilo que estás agora a criar não é fracasso nenhum. Aquilo que já estás a criar é perfeito! O que estás actualmente a criar NÃO ESTÁ ARRUINADO.

O que estás a criar é o desejo de criares de modo diferente e de te abrires mais às tuas escolhas; não para criares escolhas melhores, mas para permitires uma abertura da consciência por meio da qual possas perceber mais as tuas escolhas, e reconhecer que todas as tuas escolhas constituem apenas escolhas.

Tu tens vontade de te voltar em diferentes direcções, e por isso expresso-te reconhecimento em relação a isso e dou-te a conhecer o método através do qual poderás cumprir essa acção.

E nesse sentido, poderás mesmo prosseguir nas escolhas que terás actualmente criado e permitir-te aceitá-las e o teu conflito dissipar-se. Não tem importância, mas reconheço que em termos objectivos, desejas alterar as tuas escolhas.

E nesse âmbito, se o desejo que tiveres for o de alterares as tuas escolhas, poderás permitir-te alterá-las se te permitires percebê-las, mas tal como já referi, se não te perceberes, se não prestares atenção a ti próprio, também não perceberás essas escolhas. Continuarás a perceber as escolhas dos outros, por ser aí que se centras a tua atenção. Estás a compreender?

ELIAS: Essas é a acção das probabilidades. As probabilidades são criadas, escolhidas e actualizadas no momento, e são passíveis de ser alteradas no momento seguinte na vossa realidade física, pelo uso que fazeis do tempo linear. Por isso, qualquer coisa que crieis ou manifesteis dentro da vossa realidade é criada como uma probabilidade escolhida, e manifestada no momento.

Agora; pode continuar a ser recriado em momentos subsequentes, ou pode ser alterado e deixar de ser criado. Esse acto da aceitação consiste na criação duma linha de opção das probabilidades, de modo idêntico a qualquer outra escolha que estabeleçais na vossa realidade.

Nesse sentido, na verdade não é diferente de criardes um osso fracturado. Num determinado momento escolheis uma probabilidade que passareis a actualizar e a manifestar e a inserir na vossa realidade física, e nesse momento haveis de vos permitir experimentar isso. E enquadrado do vosso tempo linear, no momento seguinte, podeis criar uma opção diferente e o osso fracturado deixar de permanecer quebrado.

ELIAS: As escolhas decretam as probabilidades. E as probabilidades são criadas no momento. Não são criadas no que percebeis como o vosso passado nem futuro. Todas as probabilidades são actualizadas no momento.

Ora bem; permiti que vos diga que por vezes ocupais os vossos pensamentos com a questão da imaginação e referis lá para convosco admiração em relação àquilo em que consista ou deixe de consistir a imaginação...

Em relação à vossa pergunta – se criareis ao mesmo tempo nalguma expressão “anterior”, por assim dizer, e se isso se materializará subsequentemente no que percebeis como eventos futuros – PARECE-VOS a vós que seja desse modo, mas na realidade, vós criais a vossa realidade do passado e do futuro agora.

A razão porque vos podeis confundir pelo que criais no que parecerá ser o futuro, consiste no facto de não prestardes atenção ao que estais a criar agora.

E como os momentos do agora prosseguem no seu movimento de concepção de tempo linear, pasmem pois que se tornam no futuro, e o futuro de repente torna-se agora, e as vossas escolhas ter-se-ão materializado ou tornado realidade, mas a escolha já terá sido criada no agora anterior, o que constitui agora o passado! Ah, ah, ah!

Porque vós estais a criar a cada passo, e criais aquilo em que vos concentrais. A concentração não se traduz pela expressão do pensamento. Podeis pensar e pensar e continuar a pensar. Podeis criar ideias uma e outra vez e podeis tornar os vossos pensamentos em mantras que repetis e isso não ser na realidade aquilo que vai actualizar a vossa realidade.
(Nota do tradutor: Mantra significa uma forma mística de encantamento ou invocação)

Porque a vossa realidade, uma vez mais, é criada por meio da vossa percepção, e a vossa percepção é influenciada pelas vossas crenças, e a vossa atenção e a concentração que estabeleceis assenta nas crenças que sustentais.

Por isso, podeis dizer para convosco, muito simplesmente, “Vou ganhar a lotaria, vou ganhar a lotaria, vou ganhar a lotaria” e podeis concentrar-vos nessa ideia repetidamente, “Vou ganhar a lotaria”, que não haveis de a ganhar, e a razão por que não ganhareis a lotaria deve-se a que aquilo em que acreditais seja o centro da vossa concentração, e essa crença vos diga, “Não ganho a lotaria, porque não tenho sorte.”

É ISSO o que vos dita aquilo que criais por meio da percepção. É por isso que centrar a vossa atenção no momento, permitir-vos perceber as vossas crenças em todas as suas expressões e aceitar-vos em todas as vossas capacidades é prenhe de importância e de significado.

Porque, se não vos permitirdes deter a vossa atenção no agora, não prestareis atenção ao que estais a criar, e isso porá em marcha o reforço daquilo em que acreditais, quanto ao facto de não criardes a vossa realidade, devido a que ela vos surpreenda e vos apresente elementos que não desejais empregar. Por isso, acha-se fora do vosso controlo – o que é uma outra coisa em que acreditais - o controlo.

Nesse sentido, também reforçais a diminuição pessoal ao depreciardes a vossa capacidade, por não deterdes a capacidade de criar a realidade do modo que desejais, e reforçais o papel de vítima, o que vos torna impotentes.

Bom; ao vos permitirdes ter consciência daquilo em que vos concentrais, segundo o que acreditais no momento... o que SE VOS acha acessível! Não está oculto. Não existe IN-consciente. Não existe subconsciente que vos esconda as coisas da vista. Apenas deixais de prestar atenção a vós próprios!

Vós não prestais atenção ao que estais a criar nem àquilo em que vos concentrais. Nem sequer vos permitis reconhecer aquilo em que acreditais, e dizeis abertamente não possuir crenças, mas possuís!

Ao proporcionardes a vós próprios uma consciência do momento, com conhecimento de estardes a criar o futuro nesse momento, e com um reconhecimento DO QUE estais a criar, ofereceis a vós próprios uma maior consciência PESSOAL.

Bom; deixai igualmente que seja claro, de forma a não dar lugar a qualquer má interpretação.

Criar agora – e eu digo-vos que vós estais a criar o futuro no momento; como podereis identificar em qualquer caso ou acção ou evento ou movimento específico que desejeis criar na ilusão do futuro, vós estais a cada instante a criar agora.

CARMEN: Estou aliviada por ouvir isso, porque eu tenho a tendência para me depreciar, o que, suponho me leva à pergunta seguinte.

Gostava de te perguntar especificamente em relação à depressão, ao aborrecimento, à impaciência e à raiva que tenho vindo a sentir com frequência actualmente e eu penso que devam existir vários factores que estejam a afectar isso ou a criar esse sentimento.

Antes de mais, penso que isso se deva em parte ao facto de eu poder ser designada um foco final. Frequentemente, tenho a sensação de ter terminado tudo aqui. Não resta mais nada para eu fazer, nada que me interesse... Mesmo apesar de eu saber intelectualmente existirem sempre escolhas que podia fazer que me levassem a sentir valer a pena continuar. Mas emocionalmente, por vezes, não sinto isso.

Depois, penso relacionar-se com a minha energia Vold que prospera em movimento. Se me sinto como que a estagnar, sinto-me péssima. Sinto-me morta por dentro. E parte disso... Oh, penso que teremos dado cobertura a isso da ultima vez, de não sentir estar a seguir o meu propósito tanto quanto devia. Mas existem alturas, actualmente, mesmo quando abordo qualquer acto criativo e objectivo, em que não sinto o desejo de o fazer.

Em seguida, não pareço estar a abrir-me assim tanto em relação à periferia, razão porque não estou a criar nenhuma sensação de movimento nesse sentido, mas por vezes até mesmo o pensamento disso deixa de me excitar. Por vezes é isso, sinto-me completamente cansada. Interrogo-me se poderias ajudar-me a clarificar porque razão por vezes me sinto tão bloqueada, e não sinto interesse.

ELIAS: Posso confirmar-te que sim, tu és designada como um foco final.

Agora; também te posso dizer que algumas dessas expressões que identificas – por meio das expressões emocionais ou através da falta de motivação que sentes – podem ser atribuídas, em parte, a essa posição de seres designada como foco final.

Bom; isso não é uma regra, mas existem muitos que são designados focos finais que experimentam muitos desses mesmos tipos de expressões no seu foco.

Também te direi que será escolha vossa focar-vos nessas sensações e estabelecerdes uma direcção de falta de motivação, assim como de proporcionardes a vós próprios um estímulo, por assim dizer, no sentido de alterardes a percepção que tendes e de vos permitirdes passar para um tipo diferente de direcção.

Nenhuma é boa nem má, mas consiste unicamente numa escolha. Mas tu estás a dar-me conta de estares a experimentar conflito e frustração no que estás a criar presentemente. Por isso voltámo-nos para essa frustração e para esse conflito ao reconhecermos que aquilo que pretendes é alterar a tua expressão e não continuar na direcção que até agora escolheste.

CARMEN: Sim.

ELIAS: Antes de mais, permite-te reconhecer com autenticidade que, aquilo que estás a sentir, aquilo que estás a criar no teu foco, foi ESCOLHIDO.

Já tive ocasião de referir recentemente, junto de outro indivíduo, e vou reiterar-to agora nos mesmos moldes, tu estás a avançar para um genuíno entendimento e aceitação do facto de que na realidade tu crias a tua realidade.

Mas tu também estabeleces uma distinção – em determinadas alturas e em certos momentos e em relação a certas experiências – que apesar de poderes estar a criar a tua realidade, não estás a ESCOLHER criar essa mesma realidade.

Por isso, sugiro que em primeiro lugar voltes a tua atenção para o reconhecimento da escolha, porque tu não te permitirás a liberdade de escolha naquilo que desejas até que te tenhas permitido reconhecer a escolha do que já estás a criar.

A escolha consiste num termo poderoso para uma acção vigorosa, e vós empreendeis essa acção a cada instante, e com isso, em cada momento em que criais a vossa realidade, também estais a ESCOLHER criá-la do modo que está a ser criada.

Por isso, se estiverdes a criar aborrecimento, tereis ESCOLHIDO criar aborrecimento. Se estiverdes a criar frustração, se estiverdes a criar falta de motivação, ou ansiedade, estareis a ESCOLHER criar cada uma dessas expressões.

Também te posso expressar em tom bastante definitivo não existir qualquer desperdício de energia. Por isso, cada criação que escolhas, será propositada. Tu não terás criado nenhuma acção nem qualquer expressão ao acaso ou de forma acidental.

Vós associais uma espantosa qualidade de absoluto às vossas experiências. Na crença que tendes, a experiência é uma coisa absoluta, e como tal, quando criais uma determinada experiência, quando empreendeis uma experiência, ela solidifica. Fica gravada na pedra, como um factor absoluto. E isso não pode ser desfeito.

O que não percebeis é que cada momento na vossa realidade consiste numa experiência e numa escolha, apenas – destituída de importância – e que a escolha se altera continuamente. A escolha está continuamente a alterar-se. Vós, estais a alterar-vos a cada instante.

Mesmo nas expressões que encarais objectivamente como em curso e inalteráveis, cada momento traduz a expressão duma escolha nova, e como tal, a incorporação duma ligeira alteração. Vós não criais a vossa realidade instante a instante como um fotógrafo...

Tudo aquilo que criais consiste numa escolha de experiência, e nesse sentido, podeis encarar isso com menos seriedade, e permitir-vos ter uma percepção de que isso não passa dum jogo e é divertido!

ELIAS: A expressão de vítima consiste na identificação da falta de escolha. Não é que seja negativa, nem má. Consiste apenas a identificação de que vós no momento não estais a apresentar a vós próprios a disponibilidade da escolha, e isso é a vossa expressão de liberdade, a proposta duma escolha.

Mas vós bloqueais as vossas escolhas continuamente. Referis a vós próprios não serdes capazes – não que não possais, nem que não venhais a poder, mas que não podeis – e que existem algumas expressões na vossa realidade que são impossíveis. (Prossegue de modo suave) Mas eu digo-vos, que gloriosa liberdade aquela de que na realidade dispondes, por não existir qualquer expressão na vossa realidade que seja impossível.

Se proporcionardes a vós próprios o reconhecimento de terdes escolha no momento em que associais não ter escolha, deixará de importar que propondes a vós próprios uma ou centenas doutras escolhas. É o reconhecimento de não serdes impotentes.

NEAL: Poderemos debater as crenças actuais que eu sustento que me limitam o reconhecimento e a consciência objectiva das capacidades inerentes que possuo, que me permitam experimentar o sentido de valor?

ELIAS: Posso-te dizer que uma crença actual que te limita bastante e pela qual alinhas está associada aos outros, a de que os teus movimentos e escolhas se acharem limitados pelas escolhas e expressões dos outros. Se outro individuo expressa uma escolha que percebes estar directamente associada contigo, e essa escolha não alinhar pelo que queres nem pelas tuas crenças, tu automaticamente limitas as tuas escolhas e concedes-lhe a faculdade de te ditar as tuas escolhas.

NEAL: Por uma questão de clareza, estás especificamente a referir-te à Karen?

ELIAS: Em muitas situações; apesar de criares esse tipo de expressão com outras pessoas, igualmente.

Posso oferecer-te um exemplo hipotético, em relação à atenção que actualmente dedicas aos centros de energia.

NEAL: Está bem.

ELIAS: Muito bem. Podes permitir-te interagir com outro indivíduo; tens a atenção concentrada no movimento dos centros de energia e no modo como te afectam a expressão física. Outro pode meter conversa contigo e expressar preocupação respeitante a um movimento de energia que perceba ocorrer no seu foco. Nesse exemplo, vamos usar de simplicidade e identificar a preocupação do outro como uma expressão física de energia que ele percebe estar a deixá-lo angustiado. Nesse sentido, ao interagires com ele, podes-lhe estender informação respeitante aos centros de energia e à manipulação desses centros de energia de modo a afectar a indisposição dele.

Bom; podes estender-lhe o que perceberás como uma expressão de auxílio e a sugestão de te permitires, segundo a noção que tens, interagir com a energia dos outros sob a forma de cooperação a fim de manipulares um centro de energia em particular de forma a ajudá-los.

Agora; o outro indivíduo pode dizer-te, “Não, não sinto vontade de empreender tal acção.” Por isso, nesse instante tu automaticamente alteras a tua escolha. Nesse instante tu AUTOMATICAMENTE passaste a expressar da negação da tua escolha...

NEAL: Ah! (Ri)

ELIAS:...Por teres aceite os ditames do outro, os quais automaticamente associaste como a negação da tua escolha: o outro exprime um não; ele escolhe outra orientação; por isso não poderás mais escolher a liberdade da tua expressão. Terás permitido uma reacção automática ao dares permissão aos outros para te ditarem aquilo em que deva assentar a tua escolha, e nesse sentido limitas a tua escolha.

Deixa-me propor-te outro exemplo numa expressão menos física, por assim dizer. Podes desejar expressar afecto por outra pessoa, ou em relação especificamente a outra pessoa, e podes desejar expressar esse afecto de forma romântica. Ela poderá responder-te que não, não escolher essa expressão em relação a ti. Mas que criarás tu, meu amigo? Desapontamento, mágoa, ansiedade. E em que consistem essas expressões? Isso são sinais. Mas, que acompanhará esses sinais, meu amigo? Emoções. E que mensagens encerrarão essas emoções? “Neste momento, estás a negar as tuas escolhas; presta atenção.”

Estás a assinalar a ti próprio que, nesse mesmo instante, estarás a criar uma negação da tua expressão individual e escolhas. Não importa que o outro expresse falta de reciprocidade em relação a essa escolha, por assim dizer. Podes permitir-te expressar aquilo que queres a despeito, porque as tuas escolhas não dependem das escolhas do outro. Estás a compreender?

NEAL: Perfeitamente.

ELIAS: E isso, no presente e durante uma certa altura no teu foco, afectou-te bastante os movimentos e a forma como crias a tua realidade.

NEAL: Como poderei efectivamente transcender essas limitações?

ELIAS: Prestando atenção a ti próprio, dando atenção aos passos que dás, ao que TU crias e deixando de projectar a atenção no sentido do outro e das suas escolhas, mas centrando a tua a tenção em ti próprio.

Deixa que te diga, meu amigo, com autenticidade, se prestares atenção a ti próprio e te familiarizares mais contigo – com as motivações que sentes, as condutas, as projecções de energia que crias, a associação que estabeleces contigo, aquilo em que acreditas, com o modo como crias, com aquilo que crias e o que comunicas a ti próprio por intermédio das emoções – ao dirigires a tua atenção desse modo haverás de proporcionar a ti próprio escolha, e reconhecerás com maior clareza e de modo objectivo aquilo que genuinamente quererás criar, e do mesmo modo haverás de proporcionar a ti próprio a criação exacta disso, a despeito do quanto se te afigure impossível, e a despeito do quanto te possa parecer não poderes criar certas expressões na tua realidade sem a cooperação de outro indivíduo. E isso não é assim. Não te é necessário que obtenhas essencialmente a permissão de mais ninguém para criares aquilo que queres, mesmo em relação a outra pessoa...

NEAL: Tu és excelente. (Elias ri para dentro) És excelente.

ELIAS: Eu estendo-te um enorme encorajamento, meu amigo, porque te situas no limiar duma espantosa abertura. Apresentas a ti próprio um desafio formidável, mas esse desafio engloba igualmente uma grande liberdade para a sua realização.

ELIAS: Isso é bastante significativo, meu amigo. Posso-te dizer que a negação das tuas escolhas e a expressão da falta de confiança em relação às tuas escolhas e às tuas capacidades é bastante significativa, porque é algo lastimável para a tua essência...

E por isso posso-te dizer que te poderá parecer ou tornar-se objectivo como uma expressão insignificante, e que a escolha não passe duma escolha e seja destituída de importância; Mas a negação da escolha é BASTANTE significativa e gera um conflito FORMIDÁVEL além de poder criar muita frustração.

Posso-te dizer literalmente que, a expressão inerente ao sinal da raiva consiste na sensação que é incorporada na emoção que vos comunica o facto de estardes a negar TODAS as vossas escolhas nesse momento. Deixais de perceber toda e qualquer escolha. A frustração é uma expressão por meio da qual reconheceis dispor de escolha mas objectivamente não estais muito seguros quanto ao modo como haveis de manobrar a vossa energia a fim de gerardes escolha.

A cólera consiste no extremo da frustração, na qual moveis a associação que estabeleceis com o conhecimento de dispordes de escolha para uma expressão na qual percebeis não mais dispor de qualquer escolha e a vossa atenção AUTOMATICAMENTE se projecta fora pelo que acabais tornando-vos vítimas, porque desse modo a vossa atenção é projectada no exterior no sentido das situações ou dos cenários ou dos outros indivíduos, e tal como já declarei, até mesmo dos objectos, através do que, a associação que estabeleceis vos diz que essa expressão exterior a vós está a gerar escolha no vosso lugar e vós não mais dispondes de escolha, ou então estará a comandar-vos e deixais de incorporar qualquer escolha.

E isso é sobremodo significativo. Porque, tal como vos recordareis, já declarei anteriormente que a preocupação e a culpa podem ser as únicas expressões que quase traduzirão um desperdício de energia – porque não existe desperdício de energia algum – mas a ausência de escolha, a situação de deixardes de conceder a vós próprios escolha e de negardes qualquer opção a vós próprios é de tal modo contrária ao movimento do fluxo natural da essência e da consciência que deve ser a única expressão que deverá dar à essência vontade de chorar, e isso é o que gera a cólera. Por isso, nas alturas em que experimentardes esse sinal, reconhecei que a mensagem que estais a oferecer a vós próprios através desse sinal é a de estardes a negar as vossas escolhas e estardes a expressar a vós próprios não dispor de escolhas. Portanto, proporcionai escolha, e o sinal deverá dissipar-se e desaparecer.

JANE: Pensas que eu eventualmente venha a voltar a sentir-me interessada em gerar um bom romance, um relacionamento com sentido – e eu quero empregar o termo “finalmente” (ri) – na minha vida? Ou será que o facto de me ter desinteressado disso, será que isso quer dizer que eu o tenha superado e isso não seja coisa que eu volte a revisitar?

ELIAS: Não necessariamente. Posso-te dizer que isso são escolhas. Aquilo que estás a gerar neste momento é passível de ser alterado no âmbito das tuas escolhas futuras, mas isso engloba apenas escolhas. Não se trata de nenhuma questão de destino nem de sorte nem de absolutos, que pelo facto de actualmente estares a gerar esse tipo de escolhas venhas a passar em termos absolutos para uma expressão de falta de interesse com a criação dum relacionamento romântico. Futuramente poderás ou poderás não o criar, mas isso não tem importância, porque isso são escolhas que geras em determinados momentos.

Vós, no vosso foco, não vos voltais em direcções absolutas, de forma que, pelo facto de no momento escolherdes determinada direcção venhais a continuar nelas durante todo o vosso foco – não, não necessariamente. Tu geras um movimento específico neste momento a fim de expressares uma orientação específica. Neste momento estás a conduzir a tua atenção de volta a ti e estás a reconhecer-te, a fim de te familiarizares mais contigo e de gerares uma intimidade contigo que te possibilite uma expressão de confiança e de aceitação pessoal, a qual, por essa via, te leve a conceder a ti próprio a criação de manifestações exteriores daquilo que individualmente desejas. Assim que te tiveres permitido esse período de tempo para expressares intimidade contigo próprio, poderás escolher, ou não, criar um relacionamento romântico e uma expressão de intimidade com outro indivíduo.

O que tem importância, meu amigo, é não te preocupares com o futuro mas prestares atenção ao momento e permitires-te criar o teu máximo sentido de valor agora. (Pausa) Posso-te dizer com toda a autenticidade que, quanto mais te familiarizares contigo própria e quanto mais te permitires criar intimidade contigo, maior capacidade de aceitação e maior intimidade poderás conseguir com outra pessoa.

O que procuras conceder a ti própria agora é um reconhecimento objectivo e genuíno de escolha. Essa é a expressão mais poderosa que podeis ter na realidade física, a concessão de escolha, e o modo como apresentais esse conceito a vós próprios é gerando precisamente o que tendes, todos esses exemplos de alturas em que vos constringis e restringis as vossas escolhas. Isso torna-se significativo, porque vos oferece uma oportunidade de reconhecerdes as crenças que vos influenciam essa restrição da escolha. Não que consigais eliminar tais escolhas, mas tão só reconhecer a sua existência e permitir-vos escolher aquilo que quereis.

Desejas criar liberdade de escolha para te expressares para o exterior num modo genuinamente afectuoso, de reconhecimento e de apreciação e do teu saber, sem qualquer associação imposta pelas restrições que atribuis a ti própria em associação com o ambiente ou com os outros, nem em relação às reacções automáticas que apresentas àquilo em que acreditas que se relaciona com a altura ou o comportamento e o ambiente apropriados ou inapropriados.

Confirmo-te que estás a apresentar a ti própria exemplos dessa crença e exemplos das tuas respostas automáticas associadas a tais crenças, porque vós não vos motivais nem criais uma expressão por meio da qual volteis a vossa atenção e a vossa percepção e vos concedais escolha se não reconhecerdes estar a restringir as vossas escolhas.

Por isso, tu já te impulsionaste, por assim dizer, figurativamente, para o que poderás designar como o teu ponto central ou o marco de metade do percurso, porque geraste uma permissão pessoal para perceberes as reacções automáticas e já detectaste as restrições. Também tens consciência das crenças que te provocam essas restrições e já exibiste de forma objectiva exemplos que te movem a atenção e que te levam a questionar-te e a examinares. Foi isso que te motivou a teres esta conversa comigo esta manhã, e isso é suficientemente merecedor de reconhecimento.

Bom; eu compreendo a confusão que está a ser gerada pelo outro indivíduo, e a preocupação, por assim dizer, que está a ser gerada por ti na confusão que sentes em relação aos teus avanços conseguidos neste momento.

Ela estabelece confusão em relação à orientação e procura avaliar a melhor orientação, o que consiste em projectar a atenção para o exterior e é fortemente influenciado pelas crenças respeitantes à escolha. Não se trata duma questão da melhor orientação, mas da permissão pessoal para gerares escolhas que genuinamente desejes e criares graça jovialidade, preferência e satisfação em ti.

Eu posso-te dizer que neste momento em essa expressão em particular está a ser considerada por muitíssimos indivíduos no vosso mundo, porque aquilo que estais a apresentar a vós próprios é voltar genuinamente a vossa atenção para vós próprios, e isso é uma acção com que vos achais MUITO pouco familiarizados. Proporcionar escolha a vós próprios na teoria é uma coisa excitante, porque possuís de algum modo consciência de que se concederdes escolha a vós próprios, também criareis uma espantosa expressão de liberdade. Mas pôr a escolha em prática já se torna num imenso desafio, porque ao tomardes consciência de que incorporais o potencial da escolha – não que SAIBAIS que incorporais escolha mas que potencialmente dispondes de escolha – abris as portas ou as comportas que se acham associadas à influência daquilo em que acreditais e de todas as expressões que vos restringem e por meio das quais expressais não poder encetar determinadas escolhas.

É isso o que motiva a ideia dirigida para a tentativa de avaliação do que seja a melhor via a tomar, porque não concedeis a liberdade de vos permitirdes escolher aquilo que quereis, não obstante as vossas crenças.

Ao andardes às voltas com as vossas crenças, por assim dizer – não alterar as crenças que abrigais mas reconhecendo incorporardes determinadas crenças – admitindo isso e concedendo escolha a vós próprios, apesar disso, mesmo que a escolha vos pareça estar em oposição às vossas crenças...

Ao dar-vos informação respeitante às crenças, não vos estou a expressar nenhum juízo crítico. Crenças são crenças; não tem importância. Nesse sentido, escolheis o que vireis a expressar ou não no alinhamento disso, porque reconheceis genuinamente que isso não tem importância nenhuma. É uma escolha que vos cabe. Vós incorporais autêntico livre arbítrio.

Estou consciente de que a vossa era religiosa expressou o conceito de livre arbítrio durante muitos séculos. Compreendeis de modo objectivo a expressão do livre arbítrio? Não. Permitis-vos expressar livre arbítrio? Não. Ele equivale à delegação de poder a vós próprios.

Cada um de vós possui uma formidável expressão de poder, e como estais a transformar-vos, posso-vos com antecedência expressar a informação de que não deis lugar ao medo, mas vós tendes medo do vosso próprio poder. Porque segundo o que acreditais, o poder é uma coisa negativa, por deter todo um potencial para se tornar prejudicial. Mas com toda a autenticidade, não existe nenhum prejuízo além daquele que vós próprios gerais.

ROBERT: Qual será a diferença entre aquilo que eu penso que quero e o que realmente desejo?

ELIAS: Ah! (Riso) Essa diferença expressa-se nos diferentes aspectos de ti próprio, pelo reconhecimento de que o pensamento é um mecanismo. É uma energia autêntica – é bastante real – só que não precede nem gera a tua realidade. Tradu-la somente.

Agora; nesse sentido, o pensamento traduz o que lhe é oferecido em termos de informação. Se lhe estiveres a estender uma informação geral – porque tu atendes parcialmente às tuas comunicações – hás-de gerar uma tradução e uma interpretação generalizadas daquilo que queres, o que poderá não ser necessariamente exacto. Pode ser generalizado mas não ser necessária nem exactamente preciso.

O modo por meio do qual te permitirás distinguir aquilo que queres e aquilo que pensas querer reside em prestares atenção ao que crias, ao que fazes. Porque isso é gerado por um aspecto de ti que escolhe, e aquilo que escolhes move-se em associação com a direcção que tomas nesse momento. Não distingue se aquilo que crias é confortável ou desconfortável, nem o facto de o avaliares como bom ou mau. Escolhe em associação à orientação que imprimes.

Por isso, prestando atenção ao que estiveres realmente a gerar, ao que estiveres a escolher, ao que estiveres a fazer... Porque muitas vezes continuais a dizer a vós próprios, “Eu não escolhi isto; simplesmente ocorreu.” Não importa. Foi criado; é isso que estás a FAZER.

Prestar atenção ao que estás a FAZER, constitui uma expressão do que escolheste, e em relação a isso, se prestares atenção ao que transmites a ti próprio por intermédios dos teus sentidos, os teus sentidos exteriores, os teus sentidos interiores, as tuas emoções – as quais são bastante exactas - e à tua imaginação, o que perfaz uma outra via de comunicação – e não é fantasia nenhuma, mas uma coisa bastante real – proporcionas a ti próprio uma avaliação exacta daquilo que queres genuinamente.

Podes dizer para contigo próprio, “Eu quero relacionar-me com aquele indivíduo. Reconheço uma atracção para com ele; eu desejo relacionar-me com ele”, e aquilo que estiveres a FAZER não ser isso. E se tentares forçar a tua energia, hás-de proporcionar imediatamente uma comunicação emocional.

A chave reside em prestares atenção, em auscultares e reconheceres estar a oferecer a ti próprio um comunicado, a fim de que isso te capte a atenção para o que estás a fazer.

ROBERT: E em relação ao desejo?

ELIAS: Hás-de conhecer o que desejas por intermédio do que fazes.

ROBERT: Então, dependendo do que diga, ou daquilo que exteriorize em termos do que quero, e do quanto o formule com clareza, será com essa mesma clareza que o defrontarei de volta?

ELIAS: Não necessariamente. Porque podes expressar isso em associação com o teu pensamento, o que está associado à crença de que, “Se pensar isso, então deve acontecer.” Não, não acontecerá. O pensamento não é que gera a realidade. O pensamento constitui um mecanismo de tradução. Ele não te cria a realidade.

Podes expressar para contigo próprio em pensamento, “Eu quero um carro novo, eu quero um carro novo, eu quero um carro novo.” (Riso) E podes continuar e repetir o pensamento interminavelmente, e referires por palavras, “Eu quero um carro novo!” Mas podes não materializar nenhum carro novo porque aquilo que estás a FAZER reflecte a orientação que tomas. O pensar não precede nem gera a realidade.

Bom; podes pensar “Eu quero um carro novo.” Isso pode ser uma tradução generalizada. Podes estar a oferecer a ti próprio informação por meio de transmissões, mas ao não prestares atenção a isso que comunicas a ti próprio, a tradução que fazes pode ser vaga e poderás dizer para contigo, “Eu quero um carro novo.” Na realidade, aquilo que podes estar a comunicar a ti próprio é, “Eu quero expressar um modo mais eficiente de facilidade nos meus movimentos; quero transportar-me de modo mais eficiente” e ao deixares de prestar atenção ao que estás a transmitir, podes traduzir isso segundo a ideia de “Eu quero um carro novo.” Mas não crias o carro novo porque o essencial não é isso, nem isso corresponde ao que desejas genuinamente. Aí reside a importância do prestar atenção.

FRANK: Eu quero ganhar o meu sustento. Quero sustentar-me com a minha música, e vê-la ser reconhecida e escutada pelos demais.

ELIAS: E que expressarás em ti mesmo que não possas escolher? (Pausa) “Não sou suficientemente bom ainda.”

FRANK: Exactamente.

ELIAS: Por isso, que estás a FAZER?

FRANK: Penso não estar a fazer nada.

ELIAS: Não, ESTÁS.

EDWARD: Estamos sempre a fazer.

ELIAS: Que estás a fazer? Escuta a expressão que utilizaste: “Ainda não sou suficientemente bom.” Que estás a fazer? (Pausa) Estás a diminuir-te e estás a projectar a tua atenção no futuro. Não estás a prestar atenção ao momento.

FRANK: Absolutamente.

ELIAS: E como poderás gerar aquilo que queres se não estás a prestar atenção ao momento nem te estás a conceder permissão para criar isso agora? Hás-de esperar e continuar a esperar, porque aquilo que crias agora é o que cria o futuro. O futuro consiste numa ilusão. Não existe futuro.

Aquilo que é, é agora. Se a concentração que estabeleces se centra na espera, hás-de continuar a gerar espera. A cada dia que continuares a expressar para contigo próprio não seres AINDA suficientemente bom, tu continuas a reforçar essa depreciação de ti próprio e a deixar de criares aquilo que queres. Nisso reside o significado de prestares atenção a ti próprio, de te familiarizares contigo próprio, com conhecimento das crenças que te estão a influenciar a percepção – a qual, na verdade, te cria a realidade – e de prestares atenção ao instante, tendo consciência do que estás AGORA a criar, a cada instante.

Estou ciente de que isso vos parecerá a todos bastante insignificante. “Aquilo que estou a criar agora, neste instante? Isso não tem importância. Não estou a fazer nada.” Incorrecto, ESTÁS a escolher.

Antes de fazermos um intervalo, vou-vos lembrar a cada um, tal como já o fiz imensas vezes, as correntes de opinião e as crenças não são passíveis de ser eliminadas. Eles perfazem um aspecto intricado desta realidade; e como tal não desaparecerão. Mas vós dispondes de escolha.

Bom; a maravilha disso está em que incorporais TODAS as crenças que se acham associadas a TODAS as correntes de opinião. Por isso, também incorporais escolha quanto às crenças que expressareis. Cada crença que é expressada em todo o vosso mundo, vós também o incorporais; apenas não as expressais todas. Expressais aquelas porque nutris preferência, mesmo que isso inclua aquelas que são passíveis de provocar desconforto; elas são preferidas. Mas vós podeis alterar as vossas preferências, ou continuar com elas e reconhecer que também dispondes de escolha, e podeis escolher que crença expressareis.

Prosseguiremos com este conceito após o intervalo, porque existe muita coisa a manipular em relação às vossas crenças e àquelas que escolheis expressar. A forma como escolheis expressar as crenças também constitui um método que proporcionais a vós próprios através do qual criais liberdade pessoal e interrompeis o conflito, e isso acha-se associado à não expressão de expectativas. Também iremos examinar esse método.

E fico na antecipação duma maior participação da vossa parte! (Ri para dentro) Muito bem! Vamos fazer o intervalo e logo prosseguiremos.

...

ELIAS: Continuemos! (Ri de forma contida) Bom; o passo seguinte do exercício...

VOZ DE HOMEM: Específico.

ELIAS: Exacto! Nesse sentido, haveis de proporcionar cenários de acções que podeis incorporar que poderão apresentar dificuldade ou desconforto ou conflito em vós ou em associação com outros, mas vamos examinar aquilo que FAZEIS, e qual a motivação para o fazerdes, que vos influenciará isso, e o modo como podereis manipular a energia a fim de admitirdes diferentes opções para expressardes o que estais a FAZER de modo diferente e que possa resultar menos conflituoso e possa gerar maior à-vontade nos passos que dais, e vos possa igualmente oferecer exemplos através dos quais possais prestar atenção a vós próprios.

Por isso, sugeri um exemplo.

KATHLEEN: Eu fiquei aborrecida com a máquina de fotografar do Rodney, e por isso disse em voz alta, “Isso é aborrecido”. Isso poderá servir de exemplo.

ELIAS: Muito bem. Tu estás a experimentar um sinal: aborrecimento. Qual é a mensagem que ele encerra?

KATHLEEN: O aborrecimento; o facto de me sentir aborrecida.

ELIAS: Isso é o sinal.

KATHLEEN: Ah! (Pausa) Está a distrair-me a atenção de mim própria devido à percepção que tenho do modo como a máquina me aborrece.

ELIAS: Muito bem; isso boa tentativa! (Riso) Tu experimentas um sinal: sentes-te aborrecida. Encetas uma reacção automática: o confronto indirecto. Ao invés de confrontares directamente o outro indivíduo na resposta automática, tu escolhes a reacção automática de evitares o confronto indirecto, expressando para contigo que te sentes aborrecida com o acto que o outro assume.

Ora bem, ao voltares a atenção para ti própria, questionas-te quanto à motivação que se acha na base do teu acto. Aquilo que FIZESTE foi expressares indirectamente um confronto. Se examinares a motivação que te levou a isso poderás deparar-te com o sentimento do aborrecimento. Qual será o sentimento de aborrecimento? Que estarás tu a FAZER que esteja a alterar esse sentimento? Não, “O que o Zacharie esteja a fazer,” porque ninguém poderá expressar os teus sentimentos; Não são os outros que vos causam os vossos sentimentos. Vós sois quem os cria; eles são gerados a partir de alguma expressão íntima vossa. Tu identificaste parcialmente – que estás distraída. Mas que se achará para além da distracção?

KATHLEEN: A motivação para não ser fotografada?

ELIAS: Exacto. Agora; isso é interessante! Estás a avançar junto comigo. Estás a identificar para além da reacção inicial.

Ficas aborrecida por desejares não ser fotografada. Agora examinemos isso. Que te estará a influenciar essa expressão que assumes? Não queres expor-te.

KATHLEEN: Compreendo.

ELIAS: Por isso, geras de imediato uma reacção automática. Não examinaste a motivação nem as influências, as razões, porém geraste a reacção automática. Podes confrontar a reacção automática se prestares atenção ao que fazes. E tu examinaste aquilo que fizeste.

Agora; ao reconheceres a apreensão que sentes em relação à exposição de ti própria, poderás ir mais além e continuar a examinar, porque isso também encerra uma expressão de medo – só que uma expressão ESPECÍFICA de medo, medo da exposição. Porque a tua atenção volta-se para o outro, e tu desejas não te ver a ti própria; por isso não desejas sequer que o outro te veja. Porque ao ver-te, poderá acontecer que algum elemento teu que constitua um aspecto sombra seja exposto, facto com que não te sentirás à-vontade. (Ligeira pausa) A sombra é o que vos confere profundidade.

KATHLEEN: Já me disseste isso anteriormente.

ELIAS: Estou ciente disso. (Sorri, enquanto o grupo ri)

Ora bem; nesse exame, ao reconheceres esses factores como aqueles que te motivam e influenciam, e ao perceberes a tua reacção automática – sem que forces a tua energia a expressar-se nem negues o que estás a expressar no momento, nem expresses nenhuma forma de juízo crítico em relação a ti própria, antes aceitando-o como aquilo que expressas, esse é o sentimento que exprimes. Essa é a mensagem que propões a ti própria; tu estás a reconhecer isso.

Isso não quer dizer que o sentimento se dissipe, porque tu não estás a procurar afastá-lo. Estás a aceitá-lo. Não estás a acolher ou adoptar aquilo de que não gostas. Estás simplesmente a aceitar que essa é a expressão que estás a sentir no momento e a escolher canalizar a tua energia dum modo eficiente que te não reforce a depreciação pessoal que já expressas. A expressão que propuseste no confronto indirecto deprecia-te automaticamente. Porque, que SENTES a seguir?

KATHLEEN: Vergonha.

ELIAS: Exacto, e voltas a diminuir-te.

Bom; isso constitui a reacção automática. Tenho vindo a referir, faz tempo, o significado inerente ao reconhecimento das reacções automáticas. Ao reconhecerdes a reacção automática, podeis escolher canalizar essa energia de outro modo. Podes abordar o Zacharie e dizer-lhe, “Não tenho vontade de ser fotografada.” Não que ser fotografada seja aborrecido por te separar do grupo – o que consiste num disfarce – mas reconheces estar a expressar medo na altura dessa exposição, reconhecendo-o, sem tentares afastá-lo de ti, nem procurares forçar a energia, mas oferecendo uma expressão genuína ao outro, expondo-te, como não sentindo vontade de seres fotografada.

O que acontece nesse cenário é que tu reconheces-te, e expressas confiança em ti, não forças a energia mas reforças a aceitação pessoal. Porque, o medo é dissipado por o teres expressado. Expuseste aquilo que tinhas medo de expor.

...

Proponham um outro exemplo!

JO: Somente que eu tive a mesma reacção, só que decidi deixar o Zacharie fazer o que estava a fazer sem permitir que me aborrecesse.

ELIAS: Muito bem, uma vez mais, o que constitui uma reacção automática numa tentativa de alterar a tua expressão dum modo que possa ser mais aceitável, e em razão disso, mais aplicável aos outros. Porque o medo e a motivação que expressas ao não assumires qualquer confronto move-se no sentido de afectar a percepção que os outros têm de ti, de que sejas aceitável por te acomodares, e como tal a camuflagem é a de que tu aceitas. Mas não aceitas, e tu também estás a forçar a energia, e procuras corrigir em ti uma expressão que não é aceitável para ti: “Eu devia aceitar as escolhas do outro indivíduo e as suas acções, e o que estou a experimentar é que não aceito. Por isso vou-me forçar e vou-me impor essa aceitação.” Mas isso também constitui um acto de evasão, uma tentativa de fuga, a evitar.

(Calmamente) A vossa libertação reside em vos conhecerdes, no conhecimento daquilo que expressais, do que fazeis, e do que motiva e vos influencia no que fazeis, porque é onde residem as vossas escolhas. As reacções automáticas são respostas polarizadas, em termos de coisas opostas. Constituem escolhas unilaterais, que tão limitativas se revelam para vós. E vós incorporais um leque ilimitado de escolhas.

Proponham um outro exemplo.

RON: Aborrece-me que o Rodney não me fotografe suficientemente perto! (Riso alto e prolongado)

ELIAS: (Para o Rodney) Olivia gosta de se expor! (Riso prolongado)

RODNEY: Baixa as calças, Ron! (Riso, enquanto o Elias ri para dentro)

RON: A sério, tenho problemas ao participar em actividades de grupo.

ELIAS: A sério?! (Ri de modo forçado, enquanto o grupo ri) E mesmo assim descobriste uma solução aceitável ao te juntares com outra que exprime o mesmo que tu! (Riso prolongado do grupo, enquanto o Elias ri abertamente). Coisa que também pode ser usada como exemplo das crenças e das influências, do seu reconhecimento e de não tentar alterá-las, mas reconhecer, ao invés, as vossas preferências e permitir-vos expressá-las – mas cada um de vós expressa uma expectativa em relação a si, quanto a DEVERDES participar mais.

Isto não traduz uma questão de deverdes participar mais. Isso é escolha vossa, e não tem importância que escolhais não incorporar uma participação mais objectiva junto dos outros do grupo. É uma questão de reconhecerdes as preferências que cada um abriga.

Mas muitas vezes vós descontais as vossas próprias preferências, por expressardes para vós próprios não serem aceitáveis, por não estarem associadas com as massas; E se expressardes as preferências que sentis e elas forem diferentes daquelas das massas, outros poderão percebê-las de um modo negativo. E isso é igualmente significativo, por se achar associado à vossa percepção própria.

Na maior parte dos casos, tal como demonstramos na nossa “sessão dos segredos”, a percepção dos outros pode diferir bastante da vossa, e aquilo a que eles dão atenção e aquilo com que escolhem interagir em relação à expressão da vossa energia pode ser bastante diferente do que vós percebeis que eles expressam. Isso constitui igualmente o significado da percepção de cada um, porque é isso o que vos cria a realidade individual.

Neste compartimento presentemente cada um de vós está a criar um cenário diferente. Pode assemelhar-se, por estardes a participar em conjunto e em razão disso resultar uma troca de energias que ocorre entre vós todos. Todos vós projectais energia através duma presença actual, mas o modo como cada um recepciona essa energia procedente de todos os indivíduos neste grupo é único para vós, e haveis de projectar a manifestação deste fórum, deste grupo, deste evento, no vosso modo singular e individual, por intermédio da vossa própria lente.

É significativo que tenhas proposto este exemplo, Olivia, porque esse é um exemplo da preferência. Mas concederás a ti próprio permissão para expressares preferência? Ou irás tentar forçar-te a obedecer às preferências dos outros, em razão do que permitirás que eles te ditem as escolhas? Liberdade ou vitimização? Escolha ou ausência de escolha?

PAT: Eu tenho uma pergunta... Não é bem uma pergunta mas apenas uma situação a colocar-te. Eu tenho uma filha que é muito dominadora. Eu tento lidar com ela, e adoro-a e tudo o mais. Também tenho uma nora de quem nenhuma de nós gosta, mas temos de aceitá-la por ela fazer parte da família actualmente. E elas estão a criar conflito.

Bom, no passado consegui colocar-me entre as duas sempre que criavam conflito – intrometer-me, como eu penso (A rir) – mas desta vez procuro não o fazer, e estou a procurar pôr-me à parte. Mas de cada vez que a minha filha vem a mim com queixas, eu dou por mim envolvida e do lado dela, e “pois, pois, pois!” Mas depois digo, “Não quero ouvir mais; não quero ter nada que ver com aquilo”, pelo que me interrogo do que estarei a fazer neste caso.

A minha resposta automática é para me colocar do lado da minha filha, mesmo sabendo que nove em cada dez vezes ela não tem razão, mas a antipatia que sinto pela minha nora intromete-se e eu como que me inclino mais para o lado da minha filha, por não gostar da rapariga.

ELIAS: Qual será o propósito de todos esses cenários senão o da liberdade? Esse é o vosso termo chave - liberdade.

Bom; que liberdade estarás a negar a ti própria nesse caso?

PAT: Deixar de me envolver por não me dizer respeito!

ELIAS: Não.

PAT: Não? Essa é nova para mim, mas está bem. (Riso)

ELIAS: Tu estás a negar as TUAS escolhas. Tu deste início a esse caso junto de mim, dando-me a conhecer o envolvimento que tens com outros dois indivíduos, um a tua filha e o outro a tua nova filha, por assim dizer. Uma de quem gostas, e outra por quem sentes antipatia. Aquela por quem sentes antipatia, dizes-me, “Mas, EU TENHO QUE a aceitar, porque ela é...”

PAT: A escolha do meu filho.

ELIAS:...A escolha que o teu FILHO elegeu.

PAT: Certo, mas actualmente ela faz parte da família. Como poderei negar-lhe o facto de ser uma boa sogra para ela?

ELIAS: Que é o que TU escolhes?

PAT: Desfazer-me dela! (Riso) Que se vá casar com quem quiser! Essa é a minha reacção honesta. Lamento mas essa é a verdade!

ELIAS: Nesse caso, não sentes nenhuma preferência por esse indivíduo.

PAT: De modo nenhum.

ELIAS: E desejavas não te relacionares com ela.

PAT: Mas tenho que me relacionar, por ela fazer parte da família.

ELIAS: Ah! E aí entra a negação da tua preferência. Reconhece a crença que te está a influenciar aquilo que fazes. Qual será a motivação que sentes? “Por ela fazer parte da família.”

PAT: Mas eu quero o amor do meu filho, e ela é a expressão do amor dele.

ELIAS: Em razão do que a expressão dele dependerá da expressão dela, não será? Não.

PAT: Está bem... Mas?

ELIAS: A relação que tens com o teu filho é escolha tua. Em ti própria estás a negar as tuas escolhas, por incorporares uma crença que refere ter que existir um tipo específico de relacionamento em relação à família, mesmo em relação à família que vem por acréscimo. Muito mais em relação à família biológica, mas até mesmo a família que resulta por acréscimo será adoptada enquanto família e como tal deve ser aceite. Onde residem as tuas escolhas?

PAT: As minhas escolhas são no sentido de a mandar à fava. (Ri)

ELIAS: A tua escolha não é expressada, por estares a permitir que essas reacções automáticas te comandem. Deixas de te direccionar. Estás a permitir que outros te orientem, e para onde permitirás que te conduzam o barco? De encontro a um glaciar?

PAT: Pois, más notícias.

ELIAS: Para onde encaminharás o teu barco? E COMO haverás de o conduzir? Por meio da atenção.

Onde terás a atenção? Em ti? Não. No teu filho e na tua nora e na tua filha, e no conflito que prossegue entre a tua filha e a companheira do teu filho.

Qual é a tua escolha?

PAT: Penso que a minha escolha será – e eu tentei fazer isso recentemente – não me envolver. Mas dou por mim, se me sento na companhia da minha filha, sinto que me inclino para o lado dela, da cólera. Ela é capaz de dizer coisas, e eu respondo, “Pois!”

Estou a tentar perceber onde me situo em meio a isso, porque razão não serei capaz de dizer, “Isso é escolha tua, é problema teu, e não meu. Não me envolvas.” Eu digo isso mas no meu coração inclino-me para aquela da minha escolha, que é a minha filha.


ELIAS: Muito bem. Neste cenário, decorrem várias acções e tu estás a expressar diversas direcções. Uma, é que tu expressas uma projecção da tua atenção na direcção externa da tua filha, e situas a tua atenção na tua filha, em busca de aprovação, em busca da aceitação da tua filha; e o modo por que expressas isso é alinhando com as suas expressões, porque isso torna-te mais aceitável se alinhares por ela e não expressares nada em contrário. Mas a associação automática é a de que desejas expressar à tua filha “Não me quero deixar envolver; não quero participar deste modo; isso é problema teu.”

Isso não é um problema, e o afastamento não passa da negação e deixares de ter noção de ti e das tuas escolhas, e isso não dissipará o sinal, que é o sentimento. Essa agitação que estás a experimentar deverá prosseguir a despeito do facto de expressares à tua filha: “Isso é problema teu; não me desejo envolver.”

Tu não estás a dar atenção a ti própria. Não estás a dar atenção à tua motivação, às influências que recebes, às tuas crenças, ou ao que estás a fazer. Por isso, o sinal prossegue. Podes deixar de ter participação física na discussão com a tua filha em relação ao outro indivíduo por adoptares a crença de que isso envolva a intriga, mas isso não dissipará a comunicação que estás a expressar para contigo própria, nem o sinal que está a ser expressado em relação a isso.

PAT: Como hei-de descobrir esse sinal, de qualquer forma?

ELIAS: Prestando atenção a ti própria e não ao que a tua filha quer, nem ao que o teu filho quer, não ao que a tua nora quer...

PAT: Eu quero paz na família.

ELIAS: Mas criarás a realidade dos outros?

PAT: Não, eu crio a minha.

ELIAS: Exacto.

PAT: Então, se eu tiver paz em mim própria, isso não terá importância.

ELIAS: Exacto.

PAT: Não importa. Gosto da forma como essa expressão soa! (Ri) Completamos o círculo, não completamos?!

ELIAS: Ao criares essa paz em ti própria, por assim dizer, por intermédio do reconhecimento de incorporares preferências, tu também incorporas opiniões, e os outros também, e elas podem diferir das tuas. Isso não expressa que as suas estejam erradas e as tuas sejam melhores, nem que as deles sejam melhores e as vossas sejam erradas. São apenas diferentes. E a diferença constitui o maior desafio desta mudança no que diz respeito à aceitação.

Agora; se prestares atenção a ti própria e te concederes permissão para escolheres aquilo que queres sem te preocupares com as escolhas dos outros, tu começarás a criar essa paz que procuras, sem a procurares nos outros.

Deixa que te diga, minha amiga, que ao criares em ti mesma com autenticidade, também o criarás no exterior. O que manifestares em ti mesma também expressarás em termos de energia no exterior, e isso vai criar-te uma realidade bastante diferente. A energia que atrais a ti em relação aos outros deverá reflectir a tua.

Por isso, em associação à tua filha e à tua nova filha, a energia que projectas do teu íntimo manifesta-se por intermédio da tua percepção, o que vai criar a realidade física actual. Por isso tu projectas essa falta de aceitação, e que é que manifestas? Conflito, e atrais a ti própria uma energia semelhante.

Isso não é Carma. E é bastante intencional. Isso é um prémio que cada um de vós oferece a si próprio nesta manifestação física, a oportunidade de vos perceberdes com clareza por intermédio dos reflexos das vossas relações com os outros. Por isso, se estiverdes a criar conflito e continuardes com esse conflito, e não estiverdes a prestar atenção a vós nem às vossas escolhas nesse tipo de cenário, atraireis para vós esse reflexo.

PAT: Então, haverá alguma coisa que eu possa fazer, além de olhar para mim própria e passar a aceitar mais? Haverá mais alguma coisa que eu possa fazer por esses dois, ou apenas permanecer fora?

ELIAS: (Com firmeza) Isso não é responsabilidade tua.

PAT: A responsabilidade que me cabe diz respeito a mim própria. Já falamos anteriormente sobre responsabilidade. Esse é o meu problema.

ELIAS: A tua responsabilidade não diz respeito a mais ninguém. Tu não crias a realidade dos outros. As escolhas que eles promovem dizem respeito a eles e não são más, e eles incorporam as suas escolhas intencionalmente, tal como tu. Isso não quer dizer que todas as vossas escolhas sejam confortáveis, mas elas são todas benéficas e intencionais.

Mas tu procuras corrigir. Mas não há nada errado.

ELIAS: Bom; tal como já declarei imensas vezes, podeis expressar aceitação nas crenças todas que incorporais e continuar a expressar as vossas opiniões individuais e as vossas preferências. Ambas essas posições não estão em desacordo. A aceitação é uma expressão em que não incorporais juízo crítico. O que não quer dizer que não incorporeis as vossas preferências individuais e as vossas expressões individuais e as vossas opiniões, só que com conhecimento de serem opiniões e preferências que defendeis e não são nem melhores nem piores do que as do outro indivíduo. São diferentes, tão só. A aceitação expressa-se na diferença, e a diferença torna-se num imenso desafio em termos de aceitação. Automaticamente expressais o desejo de semelhança, porque se fordes iguais haveis de validar-vos e a cada um dos outros. Se fordes iguais estareis a referir compreender uns aos outros de modo objectivo, o que é uma coisa boa.

Agora; tal como já tive ocasião de referir, o significado de reconhecerdes as crenças que vos estejam a influenciar as acções ao longo do dia reside no facto disso te proporcionar uma consciência íntima de ti próprio. Permite-te a liberdade de escolha. Não me interpreteis mal, as reacções automáticas são igualmente escolhas só que são limitativas, porque vós deixais de dirigir intencional e objectivamente essas reacções automáticas.

Não estou a falar de pensar continuamente, porque a escolha não requer nenhum pensamento. A acção não requer pensamento. Mas o pensamento é um instrumento poderoso que vós incorporais na vossa realidade física. Constitui um instrumento objectivo que vos traduz informação. Por vezes permite-vos uma maior clareza do que estais a criar.

Bom; muitas vezes não vos proporciona clareza. Oferece-vos confusão, por não estardes a propor ao mecanismo do vosso pensamento informação que ele possa traduzir de forma exacta. Por isso traduz em termos gerais, a seguir ao que acabais numa confusão e começais a andar às voltas. (Sorri)

ELIAS: A liberdade é simplesmente escolha e o conhecimento dela. Vós definis a liberdade de muitas e variadas formas. Definis a liberdade em termos financeiros, actividades, e na ausência de actividades. Na realidade, a liberdade consiste unicamente no conhecimento inerente à expressão da escolha em toda e qualquer situação.

ESPERANÇA

KEITH: Ultimamente tenho notado que credito muita energia na esperança. Descubro algo como por exemplo, o Elias, e passo a depositar esperança no Elias, no sentido de ma ajudar a mudar. No presente sinto-me como que feliz por sentir esperança em que o futuro venha a ser diferente daquilo que é actualmente.

ELIAS: Ah. Mas a chave...

KEITH: Quando constato que a esperança era falsa, fico bastante deprimido.

ELIAS: Estou a entender.

KEITH: Parece-me que quando fico deprimido, olho a minha vida e tendo a considerar tudo na minha mente; nada se manifesta lá fora em termos desta questão que sinto no relacionamento. As questões que se prendem com o sucesso, o aspecto que desejo que a minha vida assuma – eu viajo e possuo um negócio – esse tipo de coisas parece-me suceder com facilidade. Mas a interacção com os outros… Não sei como tornar-me no rebento exemplar da tua analogia. Sempre me interrogo sobre o modo como os outros me vêem, e estou sempre a ceder o meu poder, e a tentar encaixar nos moldes que me sugerem ao invés de investir na direcção do que quero.

ELIAS: A chave, meu amigo, reside em te fortaleceres no agora. A esperança consiste numa expressão interessante por propor às pessoas um falso sentido de si mesmas e do seu mundo, por se tratar duma expressão que reforça o acto de situardes a vossa atenção para além do momento. Por isso, como não prestas atenção ao momento, também não dás atenção ao que estás a fazer no momento, e muitas vezes ficas desapontado, porque não crias necessariamente com base no futuro aquilo que esperas criar.

Por vezes, as pessoas adoptam esta expressão da falta de esperança a fim de ver que isso lhes sirva no momento e lhes permita prestar atenção ao momento. Mas mais frequentemente, fazem uso dessa expressão sem atribuírem a si próprios uma oportunidade de escolha ou de mudança, por não estarem a prestar atenção àquilo que estão a gerar no momento. Mas isso é chave para a vossa liberdade – não aquilo que o futuro possa trazer mas aquilo que possais estar a fazer agora e o modo como expressareis o momento.

Essa é a sede da vossa liberdade e do vosso poder, e nisso reside o maior desafio, em prestardes atenção. Não apenas em prestardes atenção ao momento, o que é extremamente significativo, mas prestar igualmente atenção a vós próprios no momento, o que por vezes se pode tornar numa coisa traiçoeira. (Ri)

KEITH: Certamente que é.

ELIAS: Porque vós não estais acostumados a prestar atenção a vós próprios, nem estais familiarizados com o facto de manterdes a vossa atenção no agora a cada momento enquanto continuais a permitir-vos prestar atenção às expressões externas em simultâneo. Mas isso é bastante exequível, por assim dizer.

KEITH: Dotados de prática.

ELIAS: Exacto. É apenas uma questão de vos permitirdes começardes e reconhecerdes o modo como expressardes essas acções simultâneas sem vos permitir deslizar para a reacção automática que vos reduzem.

Mas mesmo no caso de estares a expressar reacções automáticas durante o período em que estiveres a praticar a tua atenção, um outro aspecto chave consiste em não te criticares a próprio nessa acção mas apenas aperceberes-te e reconheceres de que o momento seguinte representa mais um oportunidade para prosseguires com a tua prática. Nesse sentido, não se trata de arrecadares volumes de informação de modo a algum dia chegares a incorporar suficiente compreensão para alterares as tuas expressões ou o teu mundo individual, mas ao invés em começares agora a detectares e a proporcionares a ti próprio escolha. Porque aquilo que crias agora molda aquilo que criares no futuro.

O futuro é uma mera ilusão, meu amigo. Não é verdadeiramente real. Aquilo que é real é agora. Estará o futuro a ocorrer agora? Não. Além disso aquilo que crias e que escolhes agora constitui o cenário que estabelece o sentido dessa ilusão que é o futuro, porque vós moveis-vos através de contínuos movimentos do momento. Parece-vos que incorporais passado e futuro, por vos moverdes numa realidade que incorpora tempo linear, mas na realidade não passa dum movimento de sucessivos momentos.

Nesse sentido, que perceberás no teu íntimo neste dia somente, neste dia actual que te deprima ou te leve a experimentar ansiedade?

KEITH: Neste exacto momento?

ELIAS: Sim.

KEITH: A existência dum milhão de mulheres atractivas por aí enquanto eu me sinto completamente impotente e incapaz de fazer, ser, ter aquilo de que preciso de obter, e sinto este sentimento de falta de esperança em relação a isso.

ELIAS: Mito bem. O que te influencia isso é projectares a tua atenção no exterior e gerares expectativas relativamente ao teu comportamento e ao comportamento dos outros, além da redução que estabeleces de ti próprio, na tua capacidade de criar efectivamente aquilo que desejas.

Nesse contexto, se continuares a projectar a tua atenção para o exterior, continuarás a reforçar essa auto-depreciação, por deixares de te propor uma compreensão objectiva daquilo que estás actualmente a gerar, da energia que estás a projectar para o exterior e do que influencia isso.

KEITH: Eu saio e abordo uma mulher, e sinto-me hiper-consciente do que pressinto que ela vê em mim. Ao invés do que eu percebo nela, esforço-me por perceber aquilo que ela percebe, e salto imediatamente para a conclusão de que ela quer que eu me afaste, de eu estar efectivamente… Não estou certo, é algo que sinto não ser verdadeiramente positivo. E em seguida deixo-me enterrar na depressão.

ELIAS: Eu estou a entender.

Bom; ao te permitires reconhecer isto, facto que traduz que já conheces duma forma objectiva aquilo que estás a criar, também podes começar a direccionar a atenção para ti próprio.

Estabelece uma experiência. Presta atenção a ti e àquilo que desejas e àquilo que desejas expressar. Não interpretes mal e não te confundas com as expressões e os padrões familiares que expressas para contigo próprio, em termos de processos de pensamento, através da identificação daquilo que queres como situando-se fora de ti. Não é isso que te estou a dizer. Não digas a ti próprio, “Eu quero que outra pessoa, uma mulher, me preste atenção, e se expresse de determinado modo.” Não. NÃO é isso que tu queres. Isso é um subproduto daquilo que queres, e como tal constitui uma retribuição natural que te permite aquilo que queres genuinamente. Mas aquilo que queres com autenticidade é expressar-te com liberdade e sem hesitação, sem limitação alguma, e expressar uma vulnerabilidade e uma abertura e uma exposição de ti próprio destituídas de medo. Porque na medida em que te permitires a liberdade de te apreciares genuinamente e desse modo expressares-te com autenticidade para o exterior, também projectarás um tipo de energia bastante diferente. Deixas de gerar expectativas.

Os outros reconhecem a energia com mais rapidez do que qualquer outro tipo de comunicação. Seja o que for que possas dizer a outra pessoa, ou até mesmo o que fizeres, a tua há-de expressar-lhe aquilo que estiveres genuinamente a expressar. Nesse sentido, os outros reagem à projecção de energia que projectares, tal como tu respondes à energia que eles projectam.

Bom; a diferença que por vezes se constata é que alguns, tal como tu, geram uma tal tensão em termos de energia de protecção que, quando recebes a projecção da energia da outra pessoa tu, de certa forma, distorces-lhe a expressão, filtrando-a através das tuas crenças e configura-la de um modo através do qual crias uma percepção de suspeição. Não corresponde necessariamente à expressão da energia que o outro poderá estar efectivamente a projectar-te. Mas nesse medo e depreciação pessoal, é isso o que tu estabeleces através do mecanismo da tua percepção, e aquilo que crias por intermédio da percepção reforça-te o círculo da redução de ti próprio.

Ora bem; a chave reside em interromperes o círculo, e o processo através do qual poderás interromper esse círculo consiste em voltares a atenção na TUA direcção e não na do outro, e no reconhecimento de que poderás continuar a expressar temor e falta de confiança para te permitires expressar-te mas que estás a dar passos crescentes no sentido de te pores à experiência com a tua permissão.

Reconhece, por assim dizer, quantos danos terríveis haverás de expressar a ti próprio por te permitires uma liberdade de expressão. Porque, ao te protegeres, já estás a gerar ofensa no teu íntimo.

KEITH: Certo. Parece não poder tornar-se pior do que o que já está!

ELIAS: (Ri) poderás descobrir que essa expressão de liberdade que trazes no íntimo, é bastante prazenteira.

ELIAS: Antes de mais, vou-te atestar o facto de estares certo – que não expressaste expectativas.

Isto pode tornar-se confuso.

Tu manifestas uma sensibilidade considerável e uma paixão espantosa. E a combinação dessa sensibilidade e dessa paixão na extensão do que delas manifestas vai criar, por um lado uma formidável motivação e determinação, mas por outro, pode criar um espantoso desapontamento. Não é que estejas a gerar expectativa mas estás a gerar uma forma de esperança; e quando se combina a sensibilidade e a paixão na força com que as expressas e te voltas na direcção da esperança, isso torna-se por demais vigoroso, e se essa força não se concretizar, torna-se num desapontamento, por ser quase assemelhada ao fracasso. E tu és uma pessoa que não admite facilmente o fracasso.

Alguns geram diferentes associações em relação ao fracasso e conseguem chegar a percebê-lo como uma forma de inspiração, de motivação e de encorajamento mas outros, não; alguns geram uma associação de fraqueza relativamente ao fracasso, e depreciam-se e desmotivam-se.

Nesse sentido, o elemento chave reside em substituíres essa paixão e essa sensibilidade pela esperança, a qual não consiste necessariamente numa expectativa mas pode gerar um desapontamento tão reforçado quanto uma expectativa.

MARCOS: Pressinto a existência dum limite ténue a distinguir a esperança da expectativa…

ELIAS: Sim, tens razão. Não é necessariamente uma expectativa porque tu não estás necessariamente à espera que o outro gere nenhuma acção ou expressão específica, nem tampouco estás a gerar qualquer expectativa em relação a ti próprio, mas estás a agarrar-te à esperança, mas a esperança inclui um elemento de antecipação.

A esperança consiste num elemento da projecção da tua atenção no futuro. Eu compreendo que, para muitíssimos indivíduos existentes na tua realidade, a esperança constitua uma expressão que valorizeis, e no caso de muitos, permite mesmo que se apoiem num ideal que pretendem efectivar. Mas muitas vezes também é capaz de criar o reverso, por se tratar duma projecção no futuro. Não se faz necessário ter qualquer esperança em relação ao presente; já possuís aquilo que quereis ou o que actualmente exigis; por isso, as pessoas não albergam esperança em relação ao momento; vós abrigais esperanças em relação ao futuro.

O que poderá igualmente tornar-se benéfico é investigares esses outros focos por isso servir como um factor significativo na sua experiência mas, é expressado de modo diferente daquele em que o expressas. Essa seria aquele limite ténue que distingue a expectativa da esperança.

Eu dir-te-ia que, apesar da esperança poder servir como uma expressão benéfica em determinadas situações, ela é uma expressão a que deves dar atenção e em relação à qual te deves dissociar, no que se associa aos relacionamentos. Porque isso não passa dum modo diferente de te colocares no sentido do desapontamento, ou de te pressionares, e subsequentemente te depreciares e te questionares. Ela coloca em marcha muitas expressões diferentes que vos causam desconforto.

Também te diria que – reconheço que isto aparente ser um tanto difícil, todavia – ser-te-ia mais vantajoso praticar a presença genuína no momento e a apreciação daquilo que estiveres a gerar e a desenvolver no presente, que em relação aos outros ou aos potenciais relacionamentos – e não incluíres qualquer concentração nos resultados, mas para te permitires tornar presente e prestares atenção àquilo que estiveres a empreender no momento – sem antecipares nem entreteres as ideias dos resultados possíveis.

MARCOS: Eu sou muito bem nisso. (Riso)

ELIAS: Mas em determinados sentidos isso serve-te certos propósitos. Mas neste, não.

ESPIRITUALIDADE

ELIAS: Deixa que te diga que muitas vezes as pessoas voltam-se na direcção de distinguir aquilo que percebem como sendo a sua vida material objectiva, por assim dizer, e a sua espiritualidade. Com essa separação também estabeleceis imensos bloqueios porque não incorporais o todo ou a totalidade da vossa condição de união no vosso foco. Isso também, uma vez mais, se relaciona com tudo isso que temos vindo a debater nesta sessão.

Não existe separação entre estes elementos do eu porque tu te achas inteiramente no reino daquilo que designas como a vossa espiritualidade. Não existe qualquer elemento de ti nem das tuas acções nem das interacções que assumes que NÃO constitua uma expressão do vosso termo da espiritualidade, porque na realidade não existe qualquer espiritualidade, porque tudo é espiritualidade! Trata-se unicamente dum termo que atribuístes às vossas filosofias relativas aos elementos que percebeis como “superiores” ou duma maior “união” ou “melhores” do que o vosso eu da “escola de aprendizagem do plano terreno”. (Dá rizadinhas)

LESLIE: Então, por outras palavras, não é isto ou aquilo. É tudo.

ELIAS: Exacto, mas com isso proporcionas a ti própria uma oportunidade a cada instante de exercitares o todo e de te aceitardes a ti e aos demais, assim como a expressão daquilo que designas como sendo a tua espiritualidade, mas com isso recorda o que te disse também a ti, para moderares a tua própria direcção dentro do teu tempo cultural (intelecto).

ELIAS: Uma expressão mais realista da espiritualidade consiste em incorporardes a TOTALIDADE de vós, o que deveria também abranger todas as vossas expressões físicas, facto que vós – no enquadramento das crenças que albergais – vos inclinais a negar como elemento que não faz parte da espiritualidade. Nesse sentido, a aceitação do eu na sua inteireza e em todas as suas expressões e em todas as suas criações deveria constituir a definição da espiritualidade, não meramente as expressões dos aspectos não físicos da essência, ou daquilo que designais como vós próprios.

PERGUNTA: Então isso deveria reforçar a ideia de ser importante abranger a nossa natureza física na sua multiplicidade de facetas.

ELIAS: Justamente!

PERGUNTA: No contexto duma expressão mais realista da espiritualidade, isso inclui todas as coisas que ladeiam a particularidade de nos focarmos no material nesta magnífica área que designamos Área Regional 1, penso eu.

ELIAS: Sim, e o reconhecimento de não existir separação sequer na vossa expressão física, de que vos achais ligados e interligados com tudo aquilo que criais na vossa dimensão física. Os elementos físicos das vossas expressões são semelhantes na expressão da vossa espiritualidade, por assim dizer. É a expressão da vossa TOTALIDADE, não apenas um aspecto vosso que percebeis removido de vós ou exterior e focado no imaterial, como pensais em relação ao eu superior, o qual já tive ocasião muitas vezes de referir que é coisa que não possuís! Vós já CONSTITUIS a vossa expressão máxima. Vós apenas não incluís a totalidade de vós na expressão que concebeis da vossa espiritualidade, mas quando esta mudança de consciência se tiver concluída, tomareis consciência de tudo o que se acha incluso na nova definição da espiritualidade, incluindo todos os vossos focos e TODOS os aspectos das vossas manifestações físicas.

PERGUNTA: Então essa expressão mais realista da espiritualidade inclui um equilíbrio, talvez, entre o eu objectivo (consciente) e o subjectivo (subconsciente). Será isso exacto?

ELIAS: Certo.

PERGUNTA: E pereceria que um aspecto complementar disso também constituiria um equilíbrio entre o intelecto e a intuição.

ELIAS: Exacto; em equilíbrio.

ELIAS: ... Eu afirmo-te que a espiritualidade na sua definição actual se desvia bastante da definição que sustentais no foco físico, porque a espiritualidade consiste na aceitação de tudo o que sois – TUDO o que sois: todas as vossas escolhas, todas as vossas criações, todas as vossas probabilidades, e tudo aquilo que identificais como experiências e escolhas positivas E negativas, todos os vossos erros – se bem que não criais erros, mas identificais apenas desse modo – a admissão de tudo isso e da vossa expressão física: o vosso corpo físico, os vossos sentidos físicos, os vossos pensamentos, emoções, TODA a vossa expressão traduz a vossa espiritualidade.

E a aceitação de tudo isso, que consiste tudo numa expressão vossa, TRADUZ a espiritualidade efectiva; não os pensamentos altivos sobre as realidades cósmicas que aparentam achar-se muito afastadas de vós nem os planos superiores nem os eus superiores que também se acham afastados de vós e a que aspirais tornar-vos. Não! Vós já comportais toda a espiritualidade em tudo aquilo que sois, e na glória da vossa própria manifestação!

Nesse contexto, quando vos permitis inclinar-vos mais para uma aceitação do assombro que possuís, também propiciareis uma maior facilidade na exploração que empreendeis no vosso foco, porque no presente, tanto actual como previamente, vós agarrais-vos com força à vossa energia e guardais-vos ao vos encarardes como uma ausência de expressão de capacidades adequadas, por ainda não vos terdes tornado espirituais. Ah, ah! Mas eu digo-te, não, não, não!

Vós já detendes toda a vossa espiritualidade, e ela assemelha-se a uma flor prestes a desabrochar, e nesse sentido, à medida que vos concedeis permissão, encarar-vos e aos elementos que vos compõem como pétalas que se prendem ao botão com tanta força, se deixares de prender as pétalas que rodeiam esse botão da flor, também vos concedereis a liberdade para vos abrirdes e desabrochardes na totalidade da vossa expressão e da vossa criatividade. Nesse sentido concedereis a vós próprios a capacidade de aceder a outros focos e muito mais!

Tu incorporaste essa acção particular da experiência de quase morte a fim de admitires um elemento físico, e de trazer não só à tua atenção mas à de outros indivíduos da tua família os aspectos materiais desta dimensão, e o facto de não se acharem separados dos aspectos espirituais, por não existir qualquer inclusão de separação nesse dois conceitos do material e do espiritual e isso constituir uma expressão directa das crenças, porque vós não podeis adoptar aquilo que designais como espiritual sem a existência do elemento e do aspecto material.

Por isso, o teu relacionamento com esses indivíduos e a direcção que tomas em conjugação com esses familiares consiste em proporcionar a acção mútua dos elementos materiais em conjunção com o que eles identificam como espiritualidade. Estás a compreender?

STEPHEN: Estarás a dizer que os aspectos que fazem parte de mim estejam a agir contra mim ou a opor-se a mim próprio?

ELIAS: Não. Tu estás a propor a inclusão dos elementos materiais a título de exemplo, por assim dizer, aos demais segundo a expressão da inexistência de separação entre os aspectos material e espiritual da vossa realidade. Ambos movem-se em conjugação e harmonia.

Mas na crença de muitos e dos da tua família, eles criam uma enorme separação entre ambos os conceitos de material e espiritual, mas no sentido do teu foco individual, tu apresentaste a ti próprio o desafio de lhes propor a admissão dessa expressão, possibilitando desse modo uma ausência de separação entre o conceito espiritual e o material, por ambos não se acharem divorciados.

O teu propósito desloca-se não só no sentido apenas de te colocares desafios, mas de proporcionares desafios objectivos a outros indivíduos, de incitar os outros a pensarem e a avaliarem, de possibilitares informação e situações, experiências... Muitos tipos diferentes de expressões em conjugação com outros que possam desafiá-los em diferentes áreas dos seus focos.

Podes constituir um desafio para eles em relação aos talentos que detêm individualmente, ou o encorajamento de estímulos intelectuais ou emocionais. Alguns aspectos da proposta que estendes em termos de desafio ou provocação volta-se para a área da adopção da espiritualidade; não no sentido das expressões religiosas mas da admissão do indivíduo todo e de todas as suas expressões enquanto soma da sua espiritualidade, e não só aquilo que poderão identificar no quadro das suas crenças como elementos imateriais da sua consciência.

Por isso, neste foco, tu ofereceste a ti próprio muitos desafios que poderás traduzir junto dos outros, o que poderá tornar-se útil ao te permitir uma eficiência nas demonstrações que tiveres junto dos demais.

Isso move-se em conjugação com a actual mudança que a consciência atravessa à medida que mais indivíduos discernem a energia e se permitem uma mais vasta consciência através do reconhecimento das capacidades e as expressões que a consciência assume. Nesse sentido, tu ofereces uma centelha, por assim dizer, em ti próprio e junto dos demais, para se voltarem na direcção de notarem...

Agora; Tu interrogaste-me acerca do teu propósito e eu estendi-te uma explicação da direcção geral do teu propósito individual.

Mas reconhece que apesar de poderes identificar a escolha do propósito que fazes neste foco particular, isso não quer dizer que não estabeleças obstáculos nas expressões do teu foco em meio a tal propósito.

Mas isso também é intencional, porque ao criares a possibilidade de obstáculos a ti próprio, poderás permitir-te ver de forma objectiva aquilo que estiveres a criar e o movimento que incorporas, e com isso, também concedes a ti próprio uma maior expressão do teu propósito à medida que subsequentemente te permitires remover esses obstáculos ou limitações, com cuja acção te poderás tornar objectivamente mais benéfico na interacção que mantiveres com os outros.

Nesse sentido, poderás permitir-te expandir a tua consciência quanto à definição da espiritualidade. No contexto do presente – e isso prosseguirá no futuro, de forma temporária – gera-se um movimento na consciência, tanto objectiva como subjectivamente, movimento esse que se conjuga com a mudança, no sentido de redefinirdes certos termos pertencentes aos vossos idiomas que alinham fortemente com aspectos das crenças que são limitados.

Nesse sentido, a espiritualidade consiste num termo que também agrega imensas crenças. Existe muita separação que se acha associada a esse termo da espiritualidade, e em conjugação com o teu propósito, tu deslocas-te no sentido de te desafiares a redefinir esse termo de forma a adoptares uma menor separação e uma maior conhecimento da essência e da consciência, portanto.

Porque na realidade, a expressão da espiritualidade consiste na expressão da auto aceitação em tudo o que comportas, sem incluir a separação de qualquer elemento pessoal, mas possibilitando um livre fluxo da energia naquilo que identificas como elementos físicos e imateriais do teu ser – esses elementos de ti que poderão ser identificados como tangíveis e intangíveis, concretos e não sólidos.

Porque a espiritualidade não consiste em nenhum elemento que se situe fora de ti. Também não constitui nenhum elemento que ocupe apenas uma área dentro de ti; um ponto, por assim dizer, dentro de ti, mas é a totalidade do que és em todas as expressões que assumes, em todos os teus comportamentos; toda a tua manifestação que inclui todos os elementos da consciência num todo sem separação.

Por isso, as tuas crenças são postas à prova, à medida que isto elimina os pensamentos e filosofias de todo o tipo de separação em termos de “planos”, em termos de expressões de “eu superior”, ou essência como uma coisa distinta ou afastada de ti próprio neste foco.

Isso elimina igualmente graus de expressão da consciência em termos de mais ou de menos, porque tu automaticamente voltas-te no sentido de exprimir que as manifestações expressadas nas dimensões físicas sejam “inferiores” ou “não tão iluminadas do que” a totalidade da essência, desse modo estabelecendo a distinção de que toda a essência seja alguma expressão diferente da expressão que experimentais no foco. Mas eu afirmo-te que a totalidade da essência SE expressa no foco. Ambas não podem existir em separado.

Por isso, tu deparas-te presentemente com alguns elementos de dificuldade no teu avanço e na exploração da consciência, apenas pela razão de estares a desafiar-te na área da redefinição do próprio significado da espiritualidade mas à medida que te permitires expandir a consciência e prosseguires com a abertura também definirás esse termo de forma diferente, de modo que te permitirás remover certas limitações e obstáculos que se conjugam com esta ideia da espiritualidade. Estás a compreender?

FRANK: Estou, penso que sim. Basicamente, se te entendo correctamente, estás a dizer que preciso eliminar a ideia da existência de divisões na minha essência e de que de algum modo me acho separado das partes imateriais de mim próprio.

ELIAS: Exacto.

FRANK: Muito bem. Qual seria a única coisa que devia fazer já para me voltar nessa direcção?

ELIAS: Permite-te ter consciência de todas as tuas expressões. Permite-te detectar isso de forma objectiva porque esse é um instrumento inestimável.

Actualmente está-se a gerar um espantoso movimento em termos de conscientização associado a esta mudança, e esse movimento comporta muitos e diferentes ângulos, por assim dizer, que se poderão apresentar como uma concessão a ti próprio no sentido de objectivamente deteres uma maior consciência da tua realidade, e o aspecto mais benéfico que poderás incorporar no presente consiste em te permitires observar.

No vosso foco físico torna-se-vos demasiado fácil observar os comportamentos e criações e expressões dos outros indivíduos, e eu não te estou a referir que deixes igualmente de reparar em tais expressões. Mas ESTOU a referir-te que concederás a ti próprio um espantoso benefício se voltares a atenção para ti próprio e notares as TUAS expressões, criações e comportamentos.



Agora; o desafio inerente à situação consiste na permissão que deres a ti próprio para notares as reacções automáticas – em conjugação com outros indivíduos – em que tu não REPARAS. Existem muitas expressões e comportamentos que são gerados de forma tão automática que escapam regularmente a observação objectiva.

Por isso, em resposta à tua pergunta sobre o que poderás actualmente considerar em termos de eficiência nessa direcção particular de te provocares a ti próprio em conjugação com a definição que fazes da espiritualidade e de ti próprio, eu digo-te para observares.

ESQUIZOFRENIA

CAROL: Eu gostava de saber acerca da relação, neste foco, das crenças e das razões e crenças que estejam por detrás do relacionamento que tenho com o meu filho mais novo, que em grande parte abandonou o foco físico por meio daquilo que os doutores descrevem em termos de esquizofrenia, mas que já se encontra um tanto mais “no seu juízo”, actualmente. Ele e eu estamos presos em algum tipo de sistema de crenças ou acordo, e eu esforço-me por tentar compreender que será que é preciso alterar, se tal se revelar necessário, nas crenças que tem, ou se deverei alterar as minhas, e porque razão partilharemos tal acordo em que estamos envolvidos juntos.

ELIAS: Identificais a manifestação disso que designais em termos psicológicos por esquizofrenia, isso nos termos duma enfermidade mental; duma desordem. Isso consiste numa crença - o facto de ser uma enfermidade ou uma desordem; porque a manifestação disso não comporta qualquer desordem. Eu passo a explicar.

Muitos indivíduos optam por se manifestar no foco físico, e ao manifestar-se, durante o período em que são infantes eles passam por um ajustamento à criação objectiva e à realidade objectiva. Passam da realidade subjectiva para a objectiva. Por isso, encarais certas expressões nas crianças que pensais não ser próprias da idade adulta.

À medida que essas criança atingem a maturidade, nos vossos termos, crescem e começam a aceitar crenças e a realidade objectiva, e começam a criar em termos objectivos. Passam para uma área de separação objectiva em relação ao conhecimento subjectivo. Quando esses indivíduos alcançam uma certa idade, que vós classificais como adolescência, eles passam para uma aceitação da objectividade na sua realidade. Dissociam-se a eles próprios duma forma objectiva da compreensão que têm subjectiva, o que lhes possibilita um crescimento no modo funcional oficialmente aceite; na sociedade, no vosso foco físico. À medida que passam a alinhar pelos sistemas de crença das massas e a criar a sua realidade em conjugação com elas, tal como o fazeis todos, alguns optam por não adoptar tal acção.

Hás-de notar que a idade mais comum para o desenvolvimento dessa chamada doença não se dá na das vossas crianças pequenas. Mais comummente isso tem início, por assim dizer, na adolescência e nos jovens adultos. Podes verificar isso junto dos vossos psicólogos. A razão para tal reside no facto de que certos indivíduos, ao se manifestarem no foco físico, escolhem, por altura dessa passagem para a realidade objectiva, não passarem para a realidade objectiva, pelo que prosseguem em termos bem realistas numa troca com a realidade subjectiva, a qual consta duma realidade.

Nas vossas sociedades, não somente no presente mas ao longo da vossa história, isso constituiu uma forma de conduta e uma informação destituídas de carácter oficial, e não é aceite, por não alinhar pelas crenças das massas. Por isso, é rotulado como inaceitável, por não compreenderdes tal manifestação. Não compreendeis a criação disso. Por isso, como não encontra cabimento na vossa realidade oficial, passa a ser ostracizado até determinado ponto.

Esses indivíduos optam por dar continuidade à comunicação subjectiva. Por isso, eles estão em comunicação com outros focos, tal como estariam se não se manifestassem no físico, tal como estariam durante o período em que eram crianças pequenas. Nas crianças pequenas isso é aceitável, e é encarado em termos duma imaginação activa e duma criatividade. na idade adulta os parêntesis não mais são aceitáveis, por se esperar que o comportamento sofra uma alteração e passe a alinhar pelas crenças das massas.

Nessa medida, não somente na vossa presente era como também ao longo das vossas eras, esses indivíduos que manifestam essa escolha também comportam crenças; influenciadas por aqueles que os rodeiam, e pela consciência inerente aos sistemas de crenças das massas vigentes durante o período da sua manifestação, assim como da falta de aceitação por parte da colectividade. Por isso também comportam conflito, por manifestarem o que inicialmente lhes é dado compreender, mas eles também comportam sistemas de crenças adquiridos, que vão entrar em conflito com a manifestação que optam por actualizar. Nessa medida, digamos por hipótese que, se os homens conseguissem aceitar todas as escolhas inerentes à expressão e à manifestação, o conflito não teria lugar.

...

O conflito é originado por se gerar uma não aceitação do facto desses indivíduos optem por permanecer em comunicação subjectiva e objectiva com a essência (espírito), e como tal, com todos os aspectos que os compõem e todos os focos (da atenção, o que na gíria é interpretado por vidas) Eles não inserem uma cortina de separação entre a realidade objectiva e a subjectiva, e como tal, podem exibir comportamentos em que escutem outras vozes. Vós referis que tais vozes sejam imaginárias, e que não passam de delírios, alucinações. Essas vozes que eles conseguem escutar a falar com eles são as dos seus outros focos, de outros aspectos da sua própria essência que se acham em comunicação com eles. Isso não tem cabimento na vossa realidade convencional e consiste, conforme anunciamos no início desta sessão, uma informação destituída de carácter oficial.

E essa informação não oficial deixa os indivíduos apavorados, por lhes ameaçar as crenças. Infelizmente, para aqueles que se acham envolvidos na manifestação disso, eles também comportam crenças influenciadas pelo período de tempo em que se manifestam. Por isso, confundem-se e não aceitam a criação daquilo que geram. Não compreendem que não têm qualquer desordem nem estão doentes, e percebem-se à luz das mesmas crenças que a sociedade comporta, e encaram os próprios comportamentos como inadmissíveis. E isso provoca um tremendo conflito.

Tu deixaste-te atrair para essa experiência e colaste-te a ela para a tua própria expansão, e para auxiliares esse indivíduo na área da aceitação; porque à medida que cada um de vós reconhece os sistemas de crenças e os aceitais, esse conflito deverá diminuir.

CAROL: Obrigado. Esse é o sentido que temos vindo a trilhar progressivamente, com excepção do facto de que tivemos que actuar contra todas as crenças existentes.

ELIAS: O que, conforme presentemente descobres, também gera conflito, e por vezes se pode tornar bastante difícil.

CAROL: Sim. Na sessão de Domingo à noite mencionaste o facto de sermos capazes de sintonizarmos a consciência de outras essências. Eu passei pela experiência disso quando estava certa vez a fazer isso. Encontrava-me num comboio e o som do comboio começou a provocar uma alteração na minha frequência vibratória, e eu senti estar a começar a sintonizar outras pessoas que iam no comboio e a experimentar-lhes a essência. À medida que o fazia em relação a cada uma tinha conhecimento do que ela sentia e da sua história, sem ser por palavras mas através do sentimento. Depois conseguia passar para a pessoa seguinte e para a seguinte e por aí fora. Era sobre isso que estavas a falar? Eu não escolhi conscientemente fazer tal coisa. Foi uma experiência do tipo daqueles que sucedem espontaneamente. Ou estarias a referir-te ao caso em que alguém conscientemente procura apropriar-se (invadir) a consciência de alguém? Ou a experiência de impormos a nossa consciência temporariamente a alguém?

ELIAS: Ninguém pode apossar-se da consciência individual de outra pessoa. nenhum indivíduo, foco, essência pode assumir ou controlar a consciência de ninguém. Podeis fundi-las temporariamente. O que estava a referir na nossa sessão passada, vou passar a explicá-lo, em grande medida era a explicação da troca que se gera entre focos da vossa essência: apesar de poderdes fundir-vos temporariamente com outras essências, outros focos, sem ser da vossa própria essência. Isso não representa uma posse da consciência do foco individual. Trata-se duma fusão temporária com a consciência desse foco, por a energia e a consciência não comportarem divisões nem secções. Por isso, fazeis parte de tudo e sois capaz de intersectar todas as coisas, apesar de também dispordes da vossa singularidade individual e aspecto. Nessa medida, sois indivíduos, mas não existis em separado. Podeis experimentar uma fusão com outros indivíduos, o que representará uma acção empática abrangente.

CAROLE: Debatemos a esquizofrenia em relação ao meu filho mais novo, que a propósito se acha muito mais presente neste foco físico em resultado da opção que elege nesse sentido, apesar de não se achar suficientemente pronto para se encarregar de si próprio, mas estar a operar muito mais conforme é esperado por todo o mundo. Disseste que a esquizofrenia não é doença nenhuma. Isso poderá ser considerado na mesma linha que o cancro e a tuberculose e a herpes, como não sendo doenças?

ELIAS: Não.

CAROLE: É diferente?

ELIAS: Exacto. Estás a falar de doenças físicas, que as pessoas originam em conjunção com a retenção da energia e a opção de se expressarem por meio de tal retenção. Numa situação destas, que nos vossos sistemas de crenças designais por doença mental, isso não se traduz por doença nenhuma.


CAROLE: Então, estarão os médicos errados ao dizerem que se encontram fisicamente doentes? Porque eles referem tratar-se de doenças físicas.

ELIAS: Exacto.

CAROLE: Não são doenças físicas?

ELIAS: Não. Isso consta da escolha duma experiência, tal como referi, destinada à experiência do foco físico fora de alinhamento com a realidade convencionada como oficial e aceite.

CAROLE: Está bem. Então, o cérebro acha-se sujeito a doenças, mas não a estas doenças, certo?

ELIAS: O vosso cérebro físico É afectado pelo que escolheis passar a instruir à consciência do vosso corpo físico – se o elegerdes – no sentido da criação duma enfermidade nesse aspecto da consciência do vosso corpo, sem dúvida. Mas as situações daqueles indivíduos que apresentam o que designais por doenças mentais não traduzem a criação de uma enfermidade do modo que as vossas ciências médicas o referem. Isso consta duma escolha relativa à experiência.

O que não quer dizer que a doença também não traduza uma escolha, só que é diferente. Trata-se duma criação efectiva duma enfermidade na consciência do vosso corpo físico. E as vossas doenças mentais NÃO o são.

CAROLE: Caramba! Obrigado. É isso o que me parece, mas tanta coisa é apresentada em prova do contrário que me fez vacilar.

...Vou começar por mencionar o caso do meu filho Rick, de que estás ao corrente quanto à avaliação psiquiátrica de esquizofrenia. As perguntas que vou passar a colocar são dele. Bom, não estou certa de que não precises de algum fundamento para compreenderes o significado delas, o se poderei simplesmente colocá-las directamente à medida que as formula. Necessitas de algum fundamento ou posso ditá-las directamente?

ELIAS: Podes formulá-las directamente.

CAROLE: Está bem. Primeira pergunta: Porque razão o Wazi e o Katadaki me dispensaram uma informação errada e uma orientação errada sobre o íntimo, que acabou por me destruir a vida? (Pausa de 14 segundos)

ELIAS: podes oferecer a esse indivíduo a resposta que te vou passar a dar quanto ao facto da informação não ser errada nem estar incorrecta. Apenas traduziu uma comunicação dele mesmo. A associação que o indivíduo gera no sentido de lhe destruir a vida, por assim dizer, é o que ele gerou por meio da percepção que tem, que corresponde a uma realidade genuína, porque tudo o que cada um de vós cria por intermédio da vossa percepção constitui a vossa realidade genuína.

Por isso não desvalorizo o facto dele ter criado esse tipo de realidade, só que ele não foi ditado por aspectos que não lhe digam respeito. Isso tem-lhe sido reportado por meio da aceitação que estabelece em relação às comunicações procedentes de diferentes aspectos dele próprio, e numa interacção com as próprias crenças que sustenta neste foco, e com a associação que estabelece neste foco no sentido de se encarar como uma vítima. Isso constitui uma associação que esse indivíduo expressa fortemente, mas...

...

CAROLE: Fortemente o quê?

ELIAS: É uma associação que é fortemente expressada no caso desse indivíduo, e que prossegue a ser expressada com vigor, de existirem influências que ele acredita lhe ditam a sua realidade e de que ele é uma vítima, associação essa que ele continua a criar, e com a criação dessa associação continua a negar a ele próprio as suas escolhas, a negar o reconhecimento das suas próprias capacidades para criar opções.

Eu posso dizer-te, tal como já to disse anteriormente, que esse indivíduo alinha pelas definições e associações que são expressas pelas crenças das massas em relação à escolha daquilo que deve manifestar neste foco particular, o que lhe reforça a associação que ele estabelece de ser uma vítima, e todas essas expressões todas juntas criam-lhe a realidade efectiva em que continua a firmar-se, nessa expressão de vitimização.

CAROLE: Isso também faz todo o sentido. A sua pergunta seguinte, nas suas próprias palavras, é: “Que acontece quando cometemos suicídio?”

Estou ciente de que te terás referido a isso antes, mas talvez não te importes de reiterar isso, por ter consciência de que ele venha a dar atenção ao que lhe seja dito directamente, e que não considerará as outras transcrições. Ele ainda acredita que regressará como um de dois gémeos unidos caso ele cometa suicídio, e eu creio que seja a forma que ele encontra de o não levar a cometer suicídio. Também tem a crença de que eu devo regressar para me tornar (de novo) sua mãe, e eu já lhe disse que tu já referiste que ambos somos focos finais. Não me estendo em relação à coisa da simultaneidade do tempo por procurar aliviar-lhe a ansiedade que sente, mas de qualquer maneira, a pergunta que ele coloca é: “Que ocorre quando se comete suicídio?”

ELIAS: Eu posso responder que isso depende bastante do indivíduo, por constituir uma expressão e uma escolha individual, e as crenças que o indivíduo incorpora nesse tipo de escolha se acharem claramente implicadas.

Nessa situação, e dirigindo-me directamente a este indivíduo e à curiosidade que apresenta quanto ao que possa ocorrer caso opte por empregar essa acção do suicídio, posso referir que os desafios inerentes ao que ele percebe como dificuldades por que actualmente passa neste foco físico podem passar a expressar-se por intermédio dum imaginário diferente, mas não serão eliminadas nem desaparecerão como que por artes mágicas, para o referir nos termos que empregais, pelo emprego desse acto.

Ele pode optar por se desprender do foco físico, e eu posso-lhe dizer que isso não passa duma opção (que em sim mesma é) destituída de importância.

Mas as crenças e o vigor que a percepção deste indivíduo adquirem neste foco particular não serão automaticamente eliminados nem sofrerão alteração, passando a perfilhar-se por uma expressão de conforto e de bem-aventurança simplesmente pela acção de, falando no sentido figurado, se transferir para uma outra nação. Porque o movimento no sentido da expressão da morte e no sentido das áreas imateriais da consciência podem ser equiparadas a uma passagem para uma localidade numa nação diferente da vossa dimensão física. Ele apenas procede a uma alteração do ambiente, mas continua a estar presente nesse ambiente.

Eu posso-te dizer que a consciência objectiva não se desprende automática e imediatamente apenas pelo acto de vos desligardes do foco físico. Isso constitui um aspecto do movimento da transição, o descartar das crenças associadas a esta dimensão física e o descartar da consciência objectiva que lhe está associada, mas tal acto não constitui uma expressão imediata que ocorra na transição, e posso dizer-te mesmo que muitos nem sequer chegam a passar para acção efectiva da transição de imediato.

Reconhecendo a energia e a expressão e as crenças e desafios que esse indivíduo em particular está neste momento a gerar, posso afirmar com toda a autenticidade que, caso ele se votasse hoje mesmo ao desenlace, o imaginário que emprega haveria de lhe parecer tão concreto no foco não físico quanto lhe parece agora. A sua realidade e expressão objectivas seriam criadas com tal similitude quanto a que é expressada actualmente no foco físico, de tal modo que, enquanto indivíduo, ele não conseguiria distinguir as diferenças subtis, a ponto de poder optar por expressar mais aprofundadamente as crenças que comporta, (agora) e de permitir que alcancem expressão na manifestação física actual de uma forma objectiva.

Porque, na realidade, ele não continuaria a participar na vossa dimensão física actual, mas não vos equivoqueis quanto a isto. Como o indivíduo continua a fazer uso da consciência objectiva que tinha, a projecção que continua a fazer da imagética parecer-lhe-á tão concreta e real, em termos objectivos, em termos físicos, quanto lhe pareceria caso ele continuasse na dimensão física.

Nessa medida, a diferença consiste no facto de subsistir uma permissão em relação às crenças igualmente, e à concepção dos moldes dos processos do pensamento do indivíduo, que podem ser implementados plenamente na expressão física.

Por isso, existe um tremendo potencial para esse indivíduo, no caso de passar a separar-se do físico neste momento, para experimentar o que designais por um período associado à criação de um imaginário físico, como se, nos vossos termos, ele continuasse a tomar parte nesta dimensão física, e um tremendo potencial para a formação duma eventual passagem para uma permissão da expressão, por meio de imagens concretas, desse temor que ele passaria a manifestar – ou voltaria a manifestar, nos seus termos – de gémeos siameses num só corpo. Apesar de ele na realidade não chegar a voltar a manifestar-se nesta dimensão física, ele pode gerar esse tipo de imaginário objectivo com tal precisão que lhe poderia parecer tratar-se duma participação que ele estivesse a ter nesta realidade física. estás a compreender?

CAROLE: Estou, sim. Estou a compreender.

ELIAS: Por isso, posso-te dizer de forma bastante literal que, o que acontece na escolha de um indivíduo para o levar a criar esse acto do suicídio depende bastante do indivíduo, das crenças que sustente e da expressão da realidade que ele sustente, e do que comporte na percepção nessa altura da realidade física. Porque a escolha do suicídio é meramente a escolha da alteração do ambiente da consciência, mas não consta duma expressão que altere o indivíduo nem uma expressão da sua realidade em associação com as crenças que comporte.

CAROLE: Se eu partilhasse essa informação ou ele lesse o que acabaste de expressar, isso ser-lhe-ia benéfico, ou deixá-lo-ia ainda mais temeroso? (Pausa de 14 segundos)

ELIAS: Depende da opção que ele tomar quanto a permitir-se aceitar a oferta dessa informação, mas posso-te dizer neste instante, que a expressão desse indivíduo não é criada pelo que designarias como seguir uma direcção, por assim dizer. Ele segue uma direcção, mas a escolha do rumo dele consiste numa expressão bastante situada no momento. Por isso, de um momento para o outro, na vossa linearidade do tempo, o rumo que ele assume consiste em ser sensível ao que for expressado com vigor nele nesse momento.

Agora, deixa que te diga que nesse âmbito, ele pode adoptar uma compreensão quanto a esta informação num momento, e alterar essa compreensão num outro momento subsequente. Estás a compreender?

CAROLE: Estou a entender. Então ele irá vacilar. Será que o medicamento que ele começou há pouco... Eu sei que isto se assemelha a uma pergunta tipo bola de cristal, mas se dispuseres de alguma informação, por toda a dor que isto provoca, ficava-te grata. Será que o medicamento novo que ele anda a tomar lhe irá ser útil?

ELIAS: Terminologia interessante. Ser-lhe-á útil? Não. Será permitido que altere parte do que ele escolhe criar? Em parte, por as crenças que ele comporta também entrarem em cena, associado com isso. Mas dir-te-ei que as presentes crenças dele influenciam a criação associada a essa medicação, o que te poderá parecer não ser objectivamente benéfico...

ESTADOS ALTERADOS DE CONSCIÊNCIA

Estados alterados da consciência, como os designais, são aqueles canais alternativos da consciência ou actividades subjectivas subjacentes à vossa consciência de vigília. Os canais consistem em probabilidades alternativas ou eus que vos afectam directamente. Estes traduzem-se de forma diferente.

EVOLUÇÃO

Permiti-me um minuto. (A esta altura Elias fecha os olhos e parece permanecer à escuta) Vou dar atenção à pergunta do Michael. Ela envolve uma confusão respeitante à evolução e extinção das espécies.

Dir-vos-ei, em primeiro lugar, que, de algum modo, tal como já tive ocasião de referir anteriormente, existe uma evolução, só que não no sentido em que acreditais ser verdade, em termos científicos. As espécies não evoluem umas das outras. Vós não evoluístes a partir de outra forma humana. Os vossos cientistas, os vossos antropólogos e arqueólogos, ainda andam em busca do “elo perdido”. Eles hão-de prosseguir em busca dele ETERNAMENTE, porque não existe qualquer “elo perdido”!

Existiram variadas espécies humanas, cada uma caracterizada pelo seu próprio foco, cada uma constituindo uma espécie em si mesma. A vossa actual expressão humana não evoluiu a partir do homem Neandertal mas constitui em si mesma a expressão que vós criastes como o vosso último foco. Foi o foco que escolhestes adoptar por ser o que se apresentava como mais funcional e eficiente. Já tive ocasião de referir que “no começo” experimentastes outros focos no vosso desenvolvimento disperso. Mas também aí os vossos cientistas não serão capazes de descobrir qualquer razão para a extinção. Eles procuram adoptar a evolução a fim de explicar o desaparecimento das outras formas de aspecto humano. O que nos leva no sentido da extinção.

Na maioria das vezes, mas não sempre, dá-se a extinção, mas a coisa que se terá extinguido apenas “desaparece”. Antes de mais, vou explicar-vos que a extinção não consiste naquilo que pensais que seja. Trata-se sempre de um acordo estabelecido. Além disso, uma espécie pode, em qualquer altura, decidir ter experimentado aquilo que terá escolhido experimentar. Nesse sentido, escolhe não deixar de continuar a experimentar. É por essa razão que passará a “esvanecer-se sem deixar rasto”. Vós não encontrais rastos dos corpos desses animais. Eles não se encontram aí! Só tomais consciência de se terem extinguido quando não mais os podeis encontrar. Podereis, em futuros desenvolvimentos descobrir provas da sua existência, mas parecer-vos-á que eles se terão “desprendido da vossa Terra” sem qualquer explicação! Tentais definir explicações e referis razões ambientais para tal ocorrência, porque isso vos satisfaz a curiosidade. Mas não é verdade. Animais tais como as vossas criaturas pré-históricas experimentaram a sua existência. Novos animais passaram a existir para obterem uma nova experiência. Mas isto não equivale à evolução, mas sim a uma troca ou simples reposição. No futuro vireis a descobrir a inclusão de novas espécies de animais, porque eles no presente foco estão continuamente a “abandonar o foco”.

ELIAS: Estais a aproximar-vos da vossa mudança, e estas crenças tornar-se-ão nos vossos contos históricos, em vez duma realidade.

PERGUNTA: Certo. Tal como nos contos históricos, isso assemelhar-se-á às Tábuas da Mesopotâmia, de barro, ou isso também não passa dum conto? Tratar-se-á apenas dum outro conto religioso, da forma como nos chega?

ELIAS: Sim, isso está correcto.

PERGUNTA: Desde a Babilónia até…

ELIAS: Isso são contos destinados a ilustrar crenças que, já expliquei, adoptastes de modo bastante criativo e artístico. Não encareis tais crenças religiosas como más nem erradas, porque se as encarardes dessa forma estareis a destronar o objectivo, porque elas não estão erradas! (O interrogante suspira) Essas crenças foram escolhidas por vós e criadas por vós por uma razão. Elas serviram-vos bem.

PERGUNTA: Terá sido para nos manter presos à terra? Será por isso que temos essas crenças?

ELIAS: Não. (O interrogante parece frustrado e confuso) Vós estabelecestes as crenças por meio da separação. Incorporastes, de alguma forma, no foco físico a necessidade para estardes continuamente em contacto com a essência. Nesse sentido, diante da separação e do esquecimento da verdade, vós criastes essas crenças nos focos religiosos a fim de dardes continuidade a esse contacto com a essência, ainda que de forma distorcida.

PERGUNTA: Portanto, ainda sobre as crenças; peço desculpa por estar a tomar o tempo de toda a gente, mas estas são coisas que me têm vindo a atormentar a semana toda. Temos o Homo sapiens e o homem moderno e existe uma diferença entre ambos. Foi aí que tiveram início as crenças?

ELIAS: Explicar-te-ei, antes de mais, aquilo que já expliquei; O vosso conceito de evolução é tão distorcido quanto o conceito do vosso foco religioso (Nota do tradutor: o da criação). Não existe qualquer evolução nos moldes da teoria de Darwin. Vós não evoluístes do peixe nem passastes por estágios de evolução até alcançardes aquilo que conheceis actualmente, em termos científicos. Vós experimentastes, por assim dizer, diversos tipos de camuflagem. Escolheis diferentes roupagens em alturas diferentes. E destes prosseguimento a tais prática até colectivamente terdes decidido por uma camuflagem que servisse, uma que se adaptasse à vossa necessidade; esta que percebeis agora como a ideal.

Esta manhã, no nosso debate dedicado às probabilidades, vamos debater a selectividade, o que é, de facto, uma acção altamente refinada e desenvolvida que vós incorporais no foco físico. Vós criastes, na vossa expressão objectiva, uma selectividade altamente criativa e motivada no campo das probabilidades. Trata-se duma acção, na vossa maneira de pensar, que foi à muito tempo acordada na vossa história. Fizestes perguntas acerca dos “Videntes”. Esta noite vamos dispensar informação relativa a esses “Videntes”, no debate dedicado às probabilidades e ao modo efectivo como tereis escolhido incorporar a vossa selectividade no campo das probabilidades.

Já referimos muitas vezes que o vosso foco religioso e as vossas teorias Darwinianas estão, de facto, erradas, relativamente às criações da vossa realidade nesta dimensão. Não há qualquer progressão evolutiva relativamente a espécie nenhuma, conforte formulado nessas teorias. Existiu experimentação, no caso de cada espécie fisicamente manifesta. Nesse contexto, o homem também experimentou diferentes tipos de consciência, o que também traduz a acção das probabilidades. Nesses vossos acordos, vós escolhestes aquilo que actualmente encarais como a selectividade das probabilidades que presentemente estabeleceis.

Já vos referi as bolsas de probabilidades, as quais também podereis encarar como espécies formadas de consciência tanto inerentes ao foco físico como à experimentação que fazeis com a vossa espécie; apesar de todas as espécies, por entre todas as que encarais como organismos vivos existentes no vosso planeta, terem feito experiências relativas à sua espécie, desenvolvendo aquilo que escolhem ser a expressão mais eficiente que possam assumir no momento. Isso não quer dizer que não possais progredir mais na expressão relativa a cada espécie individual; porque vireis a faze-lo, por vos achardes continuamente num estado de transformação, tal como previamente tive ocasião de referir. Por isso, não há estagnação ou movimento estático na consciência. Inerente à ideia dessas bolsas de consciência e dos eus prováveis, vós estabelecestes, por assim dizer, uma linha de selectividade no campo das probabilidades.

Isso estende-se muito para lá das vossas expressões individuais, porque vós também estabeleceis isso colectivamente, e criastes isso ao longo de toda a vossa história. Os “Videntes” são aquilo que podeis encarar como “Caminhantes Do Sonho”, tal como anteriormente referimos. Se pensardes em termos físicos e no contexto do vosso elemento do tempo, podeis conceber que essas essências “deram início” à vossa expressão física; apesar de vos pedir para terdes em mente que isso são termos figurativos, porque não existe início nenhum, mas no propósito desta noite de vos fazer compreender, incorporaremos as vossas ideias relativas ao elemento do tempo, e lidaremos com as limitações que isso implica. Por isso podeis associar a concepção dum começo temporariamente aos vossos “Videntes”; essências não completamente manifestadas no físico. Essas essências, ligadas à família particular Sumafi, dirigiram experiências no campo da consciência a fim de se manifestarem, tal como o fizeram todas as outras famílias na sua respectiva equivalência à dos “Videntes”. Hoje não iremos incorporar nenhum debate relativo a todas as famílias representativas da essência. Só abordaremos o dos “Videntes”.

Nesse contexto, podeis visualizar para vós próprios essas essências num estado de passagem para estados diferenciados de consciência, tal como vós, mas com conhecimento do acto; por isso sem dirigirem a sua atenção duma forma tão singular e selectiva. Nesse sentido, a sua atenção era bastante ampla no foco físico parcial que estabeleciam. Se pudésseis imaginar esses “Videntes” em termos físicos, poderíeis imaginá-los como formados em termos físicos mas translúcidos. Isso poderá fornecer-vos uma ideia para poderdes criar um retracto mais realista para vós próprios dessas essências, as quais presentemente não conseguis perceber, com efeito, como reais.

Considerando essas essências, esses seres translúcidos, o objectivo (não iremos utilizar o termo propósito) inerente à sua intenção de se manifestarem na matéria residia em fazerem a experiência dessa manifestação duma forma eficiente. Por isso, os vossos cientistas actualmente poderão perceber aquilo que pensam ser evolução, porque poderão descobrir reminiscências de focos experimentais que não tiveram continuidade. Como não encontraram explicação alguma para essas reminiscências - ou o que encaram como sendo remanescentes - eles desenvolveram teorias de progressão; a evolução. Na realidade, gerou-se uma enorme experimentação associada a diferentes tipos de acção no campo da manifestação física.

PERGUNTA: Existirá algum meio, hoje em dia, pelo qual possamos compreender somente com a mente e sem a ajuda de qualquer tecnologia, as camadas profundas das pinturas rupestres que ainda descobrimos pelo mundo da realidade física? Existirá algum processo através do qual possamos aceder à mensagem que nos foi deixada nelas pelas civilizações anteriores ou traços de civilização que ainda podemos comprovar nelas, só que agora num tempo diferente e numa dimensão diferente? Poderemos presentemente obter acesso através da nossa capacidade física?

ELIAS: Absolutamente. Vós possuís a capacidade de aceder a toda essa informação. Nessas formas de expressão artística, elas constituem uma comunicação de experiências; o registo da experiência inerente às experiências obtidas em diferentes experimentos da manifestação objectiva. Vós percebeis a vossa história em termos lineares, além de a perceberdes em termos de progressão. Encarais isso como um processo evolutivo. Por isso perspectivais essas pinturas das cavernas como primitivas. Na realidade, elas não são mais primitivas do que a comunicação que estabeleceis actualmente no campo das vossa física. Constituem uma expressão da compreensão da experiência.

Deram-se muitos experimentos no foco objectivo físico, nesta dimensão. Não criastes um processo evolutivo tal como acreditais. O que criaste foi um número incalculável de focos experimentais, pelo que aqueles em que colocais a vossa atenção presentemente constituem apenas uma expressão dum foco experimental físico num diferente tipo de comunicações. Por isso, ao vos permitirdes aceitar essas crenças, também podereis permitir-vos compreender que nesta realidade vós não progredistes do modo que acreditáveis. Nesses períodos diferentes de tempo que compreenderam os vossos experimentos, só oferecestes a vós próprios diferenças na experiência, o que se acha registado; porque, no âmbito duma das vossas famílias da consciência, patenteia-se o objectivo de registar todas as experiências que mantivestes ao longo de todas as vossas eras.

Sugiro-te que, antes desses primitivos e dos seus desenhos das cavernas, tal como os encarais, também passastes por experiências nesta dimensão que excederiam a tecnologia do vosso presente, porque o vosso processo de vos representardes objectivamente não tem lugar através da forma que acreditais ser linear. Actualmente também podeis ser representados em termos objectivos. Podeis interromper a vossa manifestação e ser representados em termos objectivos na manifestação, não no que encarais como do futuro, mas pelo que podeis perceber ter sido antes do vosso passado.

O vosso planeta não se tornou objectivo do modo que acreditais. Além disso também não se manifestou por meio de nenhum processo evolutivo. Tal como vós tendes uma consciência conceptual das passagens para e desta realidade dimensional, também toda a vossa realidade, todas as vossas manifestações, todas as coisas que tiverdes criado, possuem. E isso também inclui o vosso planeta. Por isso, ele eclodiu muitas vezes, só que num diferente tipo de pulsação do vosso. Nessas diferentes pulsações, não recordais nem proporcionais a vós próprios informação objectiva de forma a descobrirdes as provas da vossa criação inerentes ao que designais como “antes do vosso começo”, apesar delas existirem.

Ao permitirdes aceitar tais crenças, ou seja, do facto de se tratar de crenças, e de que não passam de meras explicações que arranjais daquilo que não vos permitis recordar, podeis de forma bastante eficiente aceder a informação em vós próprios de modo a sugerirdes a vós próprios informação exacta daquilo que encarais como períodos de tempo anteriores. Tal como dominastes a capacidade na vossa espécie, e nesta dimensão, de criardes formas e estruturas formidáveis como as das vossas pirâmides – que aceitais ser impossíveis de criar – e desenvolveis crenças relativas a terdes recebido instruções por parte de “inteligências superiores” que terão sido instrumentais nessas criações, porque vós, seres inferiores (com humor) não deveis ter sido capazes de criar esses elementos magníficos! Bastante incorrecto! Vós não fostes visitados por outros focos dimensionais - os quais também sois vós – a fim de realizardes esses elementos na vossa dimensão física!

Vós possuís capacidades espantosas. Vós escolheis limitar-vos no acesso à vossa própria informação, mas em determinadas alturas concedeis a vós próprios um trespasse, e passais a descontrair as crenças e a dar lugar a uma expressão mais criativa.

Mas encarais isso como algo inconsistente e que deve ser atribuído a uma fonte superior; mas constitui exemplos desses enquadramentos temporais em que tereis descontraído as vossas crenças e permitido expressar uma maior criatividade. Nessa mesma ordem de ideias, também podeis expressar isso no presente. Podeis encarar as vossas pinturas físicas das cavernas e entender - se vos permitirdes descontrair a energia dessas crenças e as aceitardes como crenças - neutralizar o seu poder através da energia e conceder a vós próprios a capacidade de perceber muito mais sobre as vossas criações do que o fazeis no presente.

Como continuais a perceber um processo de progressão evolutiva, voltais-vos nas direcções mais variadas. Não admitis a informação que se acha presente e disponível. Percebeis a existência de seres primitivos e menos conhecedores que vós. Por isso desviais a atenção e deixais de compreender aquilo que encarais, porque não olhais ara as áreas existentes que podem servir de explicação; Do mesmo modo como não compreendeis o funcionamento da genética em vós próprios, por não vos permitirdes procurar a vossa informação. Só considerais o sentido físico, apenas. E desse modo limitais a informação de que dispondes.

Esses indivíduos não possuem menos inteligência nem capacidade do que vós. A sua forma de expressão e de criatividade através das pinturas poderão parecer-vos limitadas e primitivas, mas se compreenderdes a actividade que terá tido lugar no seu caso, parecer-vos-á que se tenha tornado necessário ocupar períodos de tempo na elaboração de pinturas evocativas de experiências, quando a experiência era mais importante? Por isso podeis entender isso como uma forma de estenografia! (Encara fixamente o interlocutor) Consideras esta informação aceitável?

PERGUNTA: Isso é completamente aceitável! (Riso) Compreendi correctamente por isso reflectir muito do que eu penso em relação ao assunto. A única coisa que acrescentaria é, porque razão não partilharemos mais este tipo de informação, no contexto da nossa civilização ocidental? Bem sei que se está a aproximar uma mudança por meio da qual poderemos vir a entender mais, no chamado futuro, mas actualmente, no momento, nós estabelecemos que essas pinturas das cavernas são primitivas. Porque razão serão partilhadas por tanta gente na nossa cultura e como tal negligenciadas na sua qualidade não primitiva, mas como a expressão duma consciência diversa a experimentar algo?

ELIAS: Não vos deprecieis nem à vossa consciência colectiva, porque vós estais agora a começar, e não no futuro, a compreender desse elemento; correcto? (O interlocutor hesita) Podes não ser o único indivíduo em todo o teu planeta a reconhecer tais elementos! Também outros se deixam atrair por esse tipo de informação, tal como o fazes neste presente instante. Isso faz parte da vossa acção de mudança, a qual já teve início, e está a ser levada a cabo e a decorrer agora, e não no futuro!

Por isso não te dirijas ao colectivo. Olha para ti próprio. Não fiques desapontado por a colectividade não reconhecer aquilo que desejas que reconheça, porque cada um de vós exerce uma atenção diferente e volta-se em diferentes sentidos, e cada um adquire e acumula informação diferente que resulta na vossa atenção. Muitos têm a atenção dirigida no mesmo sentido que tu. Muitos apresentam diferenças no sentido que dão à sua atenção. Por isso, podeis ser capazes de reconhecer toda a vossa informação, à medida que vos especializais naquelas áreas para que desejais voltar a vossa atenção; e à medida que cada um de vós empreende isso, passa a partilhar essa informação com os outros. (A sorrir)

Reconhece que essa acção tem lugar no presente. Isso também consiste numa crença, isso de a actividade vir a ocorrer no futuro, e terdes de aguardar pela objectivação dessa acção. Mas tem lugar agora!

Muitos apresentam perguntas em relação ao que encarais como mitologia nesta dimensão em particular. Já tinha mencionado nestas sessões que a vossa mitologia corresponde à realidade, apesar de nem toda ela compreender uma realidade que tenha sido inserida na realidade particular e convencional desta dimensão. Alguma desta mitologia brota dum conhecimento de dimensões paralelas a esta em particular, conhecimento esse que atravessa gerações nesta particular dimensão.

Uma em particular compreende a mitologia que referenciais relativamente ao vosso “continente perdido” da Atlântida. Essa tem evocado imenso questionamento ao longo das eras. Continuais a evidenciar esforços arqueológicos a fim de descobrirdes provas dessa chamada “civilização perdida”. Existem outros elementos que se conjugam com essa civilização que também preenchem as vossas histórias mitológicas.

Eu digo-vos que essa civilização é uma realidade. Só NÃO se acha inserida nesta dimensão física, ocupando antes uma dimensão paralela. Por isso podereis continuar à procura, através dos tempos, por evidências comprovativas da existência dessa civilização – que percebeis ter “desaparecido” – que não descobrireis quaisquer ruínas dela, devido a ela não estar a ocupar espaço físico desta dimensão, e se achar numa dimensão paralela à vossa.

Nesta dimensão particular, ESTA dimensão física, já referi muitas vezes: vós possuís um incontável número de outras dimensões nesta dimensão. Tendes dimensões de tempo e dimensões alternadas. Essas não constituem dimensões prováveis. Isso é um assunto completamente diferente, porque as realidades prováveis são aquelas realidades que vós nesta dimensão criais e inseris noutro lugar, na consciência. Estas sobre as quais esta noite vos falo, consistem em dimensões em si mesmas.

Mas voltemos ao que designais como “antes do começo”. Antes do começo daquilo que conheceis da vossa espécie actual, existiam nesta dimensão física em particular aquelas essência representativas de cada uma das nove famílias ou agrupamentos da essência, as quais designamos como Caminhantes do Sonho. Essas eram essências que não se achavam focadas duma forma completamente material. Elas deixaram-se inserir nesta dimensão a fim de a criarem, mas escolheram permanecer naquele estado e não se materializar por completo. Por isso o aspecto físico desses indivíduos que poderíeis conceber seria mais o duma forma translúcida. Algumas essências escolheram manifestar-se em termos completamente físicos, o que corresponderá ao início da criação que concebeis desta dimensão particular.

Bom; nesse sentido, esses Caminhantes do Sonho estiveram activos em dimensões paralelas à vossa. Nesse contexto, passaram a criar civilizações tais como a da vossa civilização da Atlântida, as quais ainda prosseguem actualmente.

Em relação ao tecido conjuntivo da consciência, este assunto assume uma importância particular, por vos estar a influenciar e poder oferecer-vos respostas para muitas das perguntas que tereis abrigado ao longo das eras. Nessa mesma dimensão em que os vossos Atlantes têm a sua existência, outras civilizações continuam a existir, já que se mudaram desta rumo a essa dimensão particular; tal como já tive ocasião previamente de vos referir que quando os animais existentes no vosso planeta definem a escolha de se deixar extinguir, segundo a forma como designais tal facto, eles apenas se deslocam duma dimensão para a outra. Eles não deixaram de existir. Apenas terão deixado de ter existência na vossa realidade convencional. Do mesmo modo, certas culturas também terão sofrido o que designais como extinção, pela passagem, através (do que vos parecerá extinção) para uma outra dimensão, e lá continuam.

Existem muitos mitos a rodear a vossa civilização Atlante. E muitas dessas histórias são mais precisas do que conseguis imaginar. Existem histórias ao redor dessa civilização particular, de essências que terão tido um aspecto inicial similar ao que vos referi como a dos vossos Caminhantes dos Sonhos. Essas essências eram aquelas que em termos religiosos terão sido classificadas como os “filhos da luz” ou os “entes supremos” e muitas outras terminologias que as distinguem na qualidade de “criadores”.

Lembrai-vos que essas formas de terminologia e essas histórias foram influenciadas pelas crenças, que são passadas de geração em geração, acabando MAIS influenciadas por crenças, especialmente na área que diz respeito à religião. Por isso haveis de encontrar muito material subordinado ao tema que vos há-de sugerir várias colorações religiosas.

Na dimensão que esses indivíduos ocupam, eles estiveram em interacção com os Caminhantes do Sonho, tal como vós, mas esses Caminhantes do Sonho continuam a interagir com eles até ao presente, tal como interagem convosco.

Já mencionei anteriormente as experiências levadas a cabo com formas físicas. O processo evolutivo que vos foi ensinado é incorrecto. Vós não evoluístes do modo que acreditais ter evoluído. As vossas ciências buscam o que designam como “elos perdidos” na cadeia evolutiva, porque nas descobertas de artefactos que efectuaram surgem lacunas que não conseguem explicar certos achados nem aquilo que chamais de “saltos” no desenvolvimento da cadeia evolutiva da vossa espécie, assim como em relação a algumas outras espécies. A razão porque existem “elos perdidos” deve-se ao facto de terdes desenvolvido conjuntos de crenças relativas à área das vossas ciências. Nesse sentido, vós aceitastes esta ideia de terdes evoluído durante um determinado período, como se dum facto se tratasse.


Deixai que vos diga que vós, enquanto indivíduos estais continuamente a passar para fora e para dentro da consciência. E nesse movimento estabeleceis essa passagem de tal forma rápida que o período em que recobrais a consciência - facto de que tendes consciência - parece completamente ininterrupto (Nota do tradutor: alusão aos fenómenos característicos que circunscrevem as visões e os contactos com óvnis e extraterrestres, como um exemplo). Não tendes consciência objectiva do tempo em que vos achais “fora”. Ao passardes do estado normal da consciência interagis com outras dimensões, mas a vossa atenção acha-se dirigida para esta. Menciono-vos isso, porque ao vosso planeta e a vossa existência nele, também atravessam estágios afins.

As vossas ciências referem que o vosso mundo possui uma idade definida. As vossas ciências não admitem muita informação relativa ao campo da consciência que não possa ser fisicamente comprovada, apesar de à medida que o vosso tempo avança eles vão descobrindo cada vez mais factos materiais comprovativos que apresentam inconsistência em relação às suas crenças anteriores. O vosso planeta em particular é muito, muito mais antigo do que aquilo em que acreditam as vossas ciências. E terá passado à existência e à inexistência por diversas vezes. Nesse contexto, vós enquanto espécie ocupastes esta particular “existência” por mais tempo do que tendes consciência. Já tive ocasião de referir, em relação a isto, que até mesmo no que diz respeito ao que chamais as vossas Américas, a existência da vossa existência estende-se para lá dos cinquenta mil anos até agora considerados. As vossas ciências encontrarão provas disso, e já se estão a deparar com tais evidências, actualmente.

Um outro mito que se conjuga ao da vossa cultura Atlante, refere que a vossa Atlântida se afundou nas profundezas dos vossos mares, mas não sem que os seus habitantes tivessem escapado do seu território nativo e se tenham espalhado por diferentes áreas do vosso globo, onde terão estabelecido novas culturas e criado o que podereis designar como as origens de novas civilizações.


Eu digo-vos que através do conhecimento dessa dimensão paralela, vós utilizais informação que preservais a fim de encontrardes explicações para a vossa existência e a das vossas próprias civilizações, e de responderdes às questões que as vossas ciências e as vossas religiões não conseguem responder adequadamente. Dir-vos-ei que esse conceito, essa história dos vossos Atlantes que escaparam e repovoaram diversas áreas do vosso globo se acham mais perto da verdade do que o que vos referem as vossas ciências.

A Atlântida não ocupou esta dimensão. Ela não se afundou nos vossos oceanos nem os seus habitantes se disseminaram, tendo vindo a estabelecer novas culturas por todo o vosso globo; mas o elemento da história que permanece EXACTO é que a vossa espécie teve origem em cada um dos continentes principais do vosso globo. A vossa espécie não teve uma origem única numa só área, a partir da qual se terá espalhado e migrado para norte para o que designais como a Europa e a Ásia; nem tampouco tereis emigrado por um estreito para povoar aquilo que encarais actualmente como as Américas. Esses Caminhantes dos Sonhos – dos quais sois parte, não se iludam em relação a isso – procederam à criação da vossa espécie em cada um dos vossos continentes ao mesmo tempo. Por isso vos deparais com diferenças no aspecto. Mas também isso constitui um elemento proveniente das experiências levadas a cabo com a forma física, por parte desses Caminhantes do Sonho.

Vós fizestes experiências no domínio da forma de muitas e variadas maneiras. Escolhestes experimentar variados tipos de forma diferentes, o que se revela igualmente no campo da vossa mitologia. Essas formas FORAM inseridas nesta dimensão particular e nesta realidade convencional. As vossas ilustrações e esculturas de criaturas que têm um aspecto metade animal e metade homem não constituem projecções da imaginação. Constituem uma recriação daquilo que sabeis ter tido existência neste planeta particular e nesta realidade e dimensão convencional, e terão resultado de experimentos com a forma que não tiveram continuidade e não foram adoptados como uma forma formalmente estabelecida, por se revelarem ineficazes. O que não quer dizer que fossem “más”, mas apenas ineficazes em face do que teríeis querido criar nas vossas civilizações.

Por isso, digo-vos que cada um dos vossos continentes também terá assumido formas resultantes de experiências, tanto por parte da vossa espécie como pela parte de outras. Vós escolhestes criar diferentes tipos de aspecto em locais diferentes do vosso planeta a fim de proporcionardes a vós próprios uma variedade impressionante. A vossa forma básica e o seu funcionamento permanecem o mesmo, mas a coloração da pele e a expressão dessas formas, variam ligeiramente. Isso proporciona-vos uma variedade visual além de vos proporcionar variedade e uma oportunidade de atribuirdes diferenças às culturas com base nas diferenças culturais.

A mitologia da vossa civilização Atlante sugere-vos igualmente ligações existentes entre esses indivíduos que se terão espalhado pelo vosso planeta e certas criações que tereis concebido enquanto espécie. Isso fornece-vos uma explicação para as vossas pirâmides e o aspecto que assumiram ao longo das diversas áreas do vosso planeta. Mas eu digo-vos que isso já penetra na área do vosso tecido conjuntivo da consciência.

Vós possuís muito mais consciência e conhecimento do que PENSAIS possuir. Vós estais continuamente a aceder ao que designei como Área Regional 3 da consciência, o que consiste na consciência colectiva. Nessa esfera colectiva podeis aceder a bastante informação e cruzar dimensões a fim de colherdes informação.

Nesse cruzamento das dimensões, vós permitis-vos, enquanto indivíduos e culturas, contactar outras culturas e outros indivíduos da vossa dimensão e expressar-vos, do mesmo modo. Isso proporciona-vos um contacto objectivo por meio do qual podeis objectivamente encontrar-vos no que chamais de lados opostos do vosso planeta sem recursos de comunicação tais como aqueles que actualmente a vossa tecnologia vos permite, e continuardes a permanecer ligados (e não separados) através da consciência, e continuardes a sugerir uns aos outros informação e a confirmação dessa informação por meio das vossas expressões objectivas.

Os Atlantes não ensinaram os Egípcios nem os habitantes da América Central nem da América do Sul a construir pirâmides. Fostes vós nesta dimensão quem criou essas maravilhas e acedestes à consciência colectiva a fim de partilhardes informação, de forma a validar-vos a vós próprios e de vos recordar da inexistência de separação na consciência, além de que, apesar de vos encontrardes aprisionados numa forma e vos encarardes como existindo separados uns dos outros e em relação a tudo aquilo que criais, não existis; existem elementos bastante poderosos inerentes à consciência que vos unem a todos e porque partilhais a mesma criatividade e orientação nesta dimensão.

Eu digo-vos isto para que possais olhar para a história conhecida nesta dimensão e possais perceber a interligação existente entre todos vós, e possais igualmente encarar o vosso actual presente e futuro em conjugação com esta mudança que a consciência atravessa e reconhecer que, do mesmo modo que tudo o que vos antecedeu não se encontrava separado, também aquilo que é presente não radica na separação, e tal como atravessastes uma expressão e criação que designais como passada, continuareis a mover-vos através de expressões e criações semelhantes, tanto actualmente como no futuro.

Por isso, apesar de poderdes encarar de modo objectivo o que percebeis ser um movimento lento ou ausência total de avanço, em relação ao envolvimento das pessoas nesta mudança da consciência, ficai seguros que isso se está a agravar e se ACHA em grande movimento no presente. Do mesmo modo que criastes as pirâmides nas vossas Américas sem um conhecimento objectivo, e que essas estruturas se situavam em áreas do vosso globo distanciadas meio mundo entre si, e sem conhecimento de que outros teriam criado o mesmo tipo de estrutura - porque não importa que tenhais uma consciência objectiva da imensidão do movimento. Vós moveis-vos na vossa própria esfera, por assim dizer, actualmente, na vossa localização actual, mas o movimento na consciência ganha aceleração e está a decorrer ao longo de todo o vosso globo. Isso também vos fornece elementos pertencentes à consciência, de molde a poderdes aceder a informação que vos venha a ser útil na jornada que empreendeis em meio a esta mudança, e possais igualmente servir de auxílio aos demais.

PERGUNTA: Estava a interrogar-me se algumas entidades ou formas de vida ou lá o que for de outras dimensões, se elas serão necessariamente mais antigas que nós, ou se terão mais experiência.

ELIAS: Não.

PERGUNTA: Não? Então, são tão confusas quanto nós? (Riso geral)

ELIAS: Justamente; (A rir) em determinadas áreas, apesar de existirem algumas dimensões de foco físico que não incorporam confusão, por não criarem a sua realidade na extensão com que criais a vossa. Não de forma tão complicada quanto a vossa. Em resultado do que, apresentam uma menor confusão, por não abrigarem crenças como as que apresentais nesta dimensão.

PERGUNTA: Então, como foi que chegaram a isso? Terão começado por onde nos encontramos, num plano físico, ou...?

ELIAS: Eles são bastante físicos!

PERGUNTA: São? Então está bem. Na nossa dimensão... Suponho ser o termo apropriado Começam na nossa dimensão e em seguida vão subindo? Será um sistema desses? Todos dizem que não...

ELIAS: Ah! A evolução, de novo!

PERGUNTA: Não será esse o programa?

ELIAS: Vós tampouco vos direccionais no sentido da evolução. Vós criais somente como criais, por meio das vossas escolhas. Não brotais do peixe nem evoluís através das eras. Vós não evoluís através das eras. Apenas vos recreais sob diferentes modos, mas possuidores dum protótipo básico, por assim dizer. As outras dimensões também não sofrem qualquer evolução. Apenas se criam da forma que escolhem e se recriam de modos diferentes, no caso de o escolherem fazer. (Elias começa a tossir) Outra vez! Isto é bastante enfadonho!

PERGUNTA: Em termos duma mudança com base no tempo, ou a evolução, a transformação, o Seth refere, e com todo o sentido, que partes da biosfera terão emergido em primeiro lugar, a fim de gerar um ambiente estável que permitisse este actual. Em seguida terá formulado que formas “superiores” de vida – como bactérias, peixes, formas vetustas de vida, terão emergido do mesmo modo. Agora; em relação à minha pergunta inicial em relação a ti e a esta simultaneidade – todas essas coisas existem ao mesmo tempo.

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: Estou a tentar conceptualizar isso e traduzi-lo com exactidão. Continuo a pressentir que quando as coisas começaram a emergir com o tempo, tudo ao mesmo tempo, tudo se encontraria aí, e ainda assim pequenos pedaços... Perece existir uma outra ordem de encenação. (Elias acena com a cabeça) Tu conferiste uma certa sequência ao propósito dos Caminhantes de Sonho e aos seus propósitos em relação a esta mudança, coisas dessa ordem, pelo que estás a querer dar a entender uma mudança baseada no tempo, mesmo a partir dessa área subjectiva.

ELIAS: Exacto. Não reduzas o elemento do tempo existente na vossa dimensão física. Porque, deixa que te diga que, sem a acção mútua com o tempo, não existe matéria física. Por isso, para poderdes gerar uma realidade física, uma dimensão física, deveis incorporar algum tipo de configuração de tempo, não necessariamente sob a forma linear, nem tampouco no modo como o configurais nesta dimensão física. Mas lembra-te igualmente que esta dimensão física em particular é uma das realidades mais complexas e diversificadas que têm existência na consciência. Por isso é que também incorporais uma expressão complexa de tempo, a fim de gerardes todas as manifestações físicas que criais nesta realidade física.

EXPERIÊNCIA

A experiência é o vosso melhor mestre. Ela providencia-vos informação com que vos podeis edificar. Eu posso-vos referir os conceitos um número infindável de vezes, tal como já o fiz! (Riso) Mas vós deveis experimentar, e ensinar-vos a vós próprios.

A experiência não é necessariamente gerada por aquilo que vós criais em termos objectivos e exteriores a vós. Vós experimentais movimento e escolhas a despeito do que crias exteriormente através das imagens objectivas. Isso torna-se significativo, porque já tive ocasião de referir muitas vezes que as imagens objectivas são abstractas e não têm importância. Constituem um reflexo do que criais interiormente no momento.

EXTRATERRESTRES

São focos da vossa essência. Eles são reais!

Eles são apenas EXTRAterrestres unicamente por vos encarardes a vós próprios como terrestres! E na vossa qualidade de “terrestres”, os vossos extraterrestres parecem bastante diferentes de vós. A sua forma acha-se bastante distanciada, mas tal como já referi, eles não adoptam uma aparência acinzentada e lânguida! Vós é que os percebeis desse modo, de forma a poderdes dispor duma aparência que vos seja familiar. Eles são aspectos de VÓS. Não são outros seres com existência noutros planetas e noutros universos. Eles são outros “eus” vossos!

IMAGINAÇÃO

Vós percebeis experiências distintas no vosso foco, e atribuís essas experiências à imaginação. Podeis deparar-vos com outro foco da vossa essência. Podeis experimentar diferenças na vossa realiade. Podeis permitir-vos projectar-vos por meio da consciência. Podeis criar uma variedade infinda de acções e experiências, a seguir às quais vos haveis de questionar com respeito a tais acções, se terá sido um produto da imaginação ou uma realidade.

Dir-vos-ei que as vossas invenções, como quem diz, referentes aos dragões e às fadas e aos duendes e aos anjos e às ninfas e a QUALQUER expressão que julgais produto da imaginação consiste na realidade na recordação duma expressão que tereis encontrado ou de que tendes conhecimento na consciência, e não é, com efeito o produto da imaginação.

Ou, quando vos deparais no vosso campo de visão física algum objecto que vos parece num dado momento diferente, e vós pestanejais e dizeis para convosco: “Isto deve ser a minha imaginação que terá criado esta ilusão na minha visão”, eu digo-vos, em conjugação com o que estivemos a debater esta noite, que não, não é a identificação, segundo a definição que lhe dais, da imaginação. Isso é real. Vós tereis criado isso e isso terá ocorrido de facto.

Aquilo que CONSISTE na imaginação é a identificação que fazeis do passado e do futuro, porque isso são ilusões. Não existe passado nem futuro. Tudo o que existe é o agora, um contínuo movimento do agora, e cada momento cria o passado e o futuro.

Por isso, na ilusão da vossa percepção, vós projectais a atenção nessas expressões fugazes do passado e do futuro e reforçais a associação que estabeleceis com elas, por terdes concebido uma realidade física que se move do modo duma estrutura temporal linear. Mas até mesmo nessa estrutura, tudo aquilo que criais é criado AGORA.

A imaginação consiste na expressão da intersecção do que é conhecido na consciência, e na canalização dessa informação que é conhecida para esta área da consciência que reconheceis como a consciência objectiva, e na sua tradução no que é reconhecido e encontra cabimento na vossa compreensão relativa à vossa realidade.

A imaginação consiste numa forma de comunicação que se move em associação com a inspiração e vos estende o espectro colorido da comunicação, aquilo que é visto como criativo. Muitas vezes encarais a imaginação como fantasia ou uma irrealidade; não é. Ela pode proporcionar comunicados procedentes de realidades conhecidas que não se manifestam necessariamente nesta dimensão física, mas o que quer que imagineis, existe.

INDEPENDÊNCIA

LYNDA: Portanto, tu dizes que os sentimentos são a coisa mais difícil de nos desligarmos, e aqui vou-me expressar em termos simples. Sou uma pessoa de sentimentos. Eu assusto-me; posso sentir-me oprimida; posso-me passar da cabeça; sou capaz de começar a temer a meio da noite. É o sentimento que associo a este ser tão verdadeiro e devido a não ter um eu genuíno excepto… por isso, agora isso representa um desafio. Estás a falar com alguém que já fez a experiência, como muito mais gente, estou certa, o desafio que é dissociarmo-nos dos nossos sentimentos. Penso que afasto para longe.

ELIAS: É uma questão de discernirdes quais são os sentimentos genuínos que acompanham um comunicado emocional actual e quais são os sentimentos que se acham associados aos apegos. O temor acha-se associado a um apego. Não está associado a nenhuma comunicação emocional. Uma comunicação emocional é uma comunicação que está a ocorrer agora e que está a identificar aquilo que estiverdes a fazer no momento.

LYNDA: Por isso, o estômago, no plexo solar, por essa zona, acha-se tensa. É uma sensação do tipo ansiedade, tensa. A sensação acha-se fisicamente em toda esta área. Será isso a comunicação emocional?

ELIAS: Não necessariamente.

LYNDA: O corpo restringe-se desse modo?

ELIAS: Um aspecto dele pode fazer isso. Pode tratar-se duma simples comunicação destituída da intensidade do sentimento. Pode tratar-se duma comunicação bastante simples que o que estiveres a fazer neste momento esteja essa sensação de opressão que se acha ligada a essa imagem de ti, não ao teu eu genuíno.

(Inclina-se para diante e chega perto da Lynda) Neste momento, finge, visualiza-me como uma imagem de ti. Eu assumo uma aparência física precisa e exactamente como tu apresentas no momento. (Elias volta a sentar-se, puxa os joelhos de encontro ao peito e abraça as pernas com os braços, tal como a Lynda presumivelmente está a fazer, e ela irrompe num riso aberto) Eu sou tu. Sou os teus apegos por que te tomas.

Ora bem; senta-te no teu lugar; eu sento-me neste lugar diante de ti. Eu sou tu. Conheço todas as tuas associações, conheço todas as tuas sensações, porque sou elas. E a energia flui. Daqui (Elias estende a mão e toca na Lynda), existe uma corrente de energia que liga fisicamente daqui até aqui. (toca na Lynda e recolhe a mão de volta) Ambos os corpos se acham ligados por essa corrente de energia. Este corpo (indicando-se a si mesmo) é capaz de fazer a energia fluir até esse corpo (indicando a Lynda), do mesmo modo que esse corpo a pode fazer fluir até este. Por isso, as sensações de temor ou de terror são capazes de passar deste corpo (indicando a ele próprio) através dessa corrente de energia para esse corpo (inclina-se para a frente e toca na Lynda). Será isso uma comunicação emocional tua? Não! A tua comunicação emocional pode neste momento uma “corrente de energia que está a ser gerada e que incorpora um sentimento bastante forte” mas esse sentimento consiste numa ligação. Aí reside a tua comunicação emocional.

A sensação que acompanha essa comunicação emocional é de tal forma diminuta e ofuscada pela imensidão do outro sentimento da ligação que não és capaz de o distinguir. O sentimento de temor ou de terror ou de perda, de te perderes nessa sensação de todas essas ligações de apego que tu associas estarem a ser descartadas e como tal estarem a fenecer. Mas não estão. O que estás é meramente a mover-te nessa transição a fim de identificares os apegos e naquilo em que consistes genuinamente. Os apegos não estão a desaparecer mas estão a ser reconhecidos pelo que são, permitindo-te desse modo gerar a liberdade de te reconheceres.

Agora; existem outros apêndices que se acham envolvidos neste processo. Um dos apêndices que é excepcionalmente forte – e eu dir-te-ei que na maioria existem muito poucos de vós, muito poucos mesmo, que não incorporam isso como uma forma de apego bastante forte – e esse apêndice em particular é e permanecerá difícil de vos captar a atenção, de reconhecerdes genuinamente, de compreenderdes autenticamente e de soltardes genuinamente - esse apego da independência.

LYNDA: Eu teria empregue qualquer coisa menos esse termo! Pensei que fosses referir o dinheiro, mas ias dizer… Não sei o que pensei acerca do que ias dizer.

ELIAS: Esse apego interligado a qualquer outro assunto que sejas capaz de imaginar.

LYNDA: Porque se trata do controlo, e da individualidade.

ELIAS: Digo-te, tal como disse aos nossos amigos, ontem – qual será que se acha interligada à independência? Ambas movem-se como uma luva: a responsabilidade.

Mas não importa. É capaz de se agregar ao dinheiro, à falta de dinheiro, a qualquer tema – não importa.

Quanto mais independentes forem, mais responsabilidade sentireis, e quanto mais independentes fordes, mais responsáveis sereis pelo que estiver a vosso cargo - seja objectos, estruturas, ou indivíduos; seja criaturas, ou expressões. Qualquer expressão que percebas ser deixada a teu cargo, sentir-te-ás responsável por ela, e sentes-te só, porque a independência implica na separação. A independência consiste em vos afastardes. Vós não gerais independência RUMO a algo; gerais independência DE qualquer coisa.

LYNDA: Permite que te coloque uma questão. Não sinto temor, mas ainda assim, porque se trata duma declaração tão opressiva…

ELIAS: (Tranquilamente e com intensidade) Isso é um encorajamento, por consistir na tua via para te ligares àquilo que és, a quem tu és. E tu és a essência.

Qual é teu nome da essência?

LYNDA: Ruther.

ELIAS: E quem é Ruther?

LYNDA: A Lynda.

ELIAS: Será?

LYNDA: Eu não sei.

ELIAS: Será isso uma associação? Acreditas genuinamente nisso? Não – incorpora outro nome, e como a tua essência incorpora um outro nome, tu automaticamente geras uma separação. Nesse sentido, tu permaneces independente dela. E independência, dir-te-ei com toda a honestidade, na vossa espécie consiste numa jóia inestimável.

LYNDA: Tens razão, é mesmo. Para as mulheres, em especial, ser independente, e serem elas mesmas… Essa coisa tem muitas facetas.

ELIAS: MUITAS, mesmo.

LYNDA: Também estou ciente de que permanecer aberto e receptor é verdadeiramente importante, e isso não está a suceder.

ELIAS: Quanto mais independentes forem, menos receberão.

LYNDA: Estou ciente disso. Permite-me que esclareça apenas uma questão. Eu gosto de viver só. Será isso mau?

ELIAS: Não.

LYNDA: Mas isso é diferente de querer ser independente. (Elias acena com a cabeça) isso é uma preferência que eu tenho. Eu escuto-te; apreendo o sentido da não separação, como a melhor coisa…

ELIAS: Qual será o oposto da independência?

LYNDA: O sentimento de fazer parte, de não existir em separado, de se achar incluído e de nos sentirmos ligados a tudo…

ELIAS: (Sorri e acena afirmativamente) A resposta automática representa a independência. Mas tens razão, o contrário da independência consiste na interligação, no relacionamento, no conhecimento do vosso valor no relacionamento aparte dos apegos. A independência encoraja os apegos.

LYNDA: Isso é muito vasto. O meu propósito neste foco traduz-se por um suporte de ligação independente ou duma expressão de serviço, que também se acha combinada aí. Sempre aceitei a parte da independência em termos de não me tornar dependente nem subserviente, de vir a ter as minhas próprias escolhas, mas por opção minha…

ELIAS: Porque dependência é o que defines como o contrário da independência, coisa que não é.

LYNDA: Está bem. Estou só a ver se não invalido todo o meu propósito com isto. Provavelmente isso irá desabrochar em qualquer outra coisa que eu sempre tenha desejado, imagino eu, a fim de servir de verdade e fazer parte da expansão e do crescimento das vidas das outras pessoas assim como elas das minhas.

ELIAS: E reconheceres de forma genuína o teu próprio mérito, reconhecendo desse modo que a tua dignidade engloba a tua realidade inteira, e que és igualmente válida para o resto da tua realidade quanto és para ti própria.

LYNDA: Mas antes disso vem essa ligação a mim própria.

ELIAS: Exacto, mas igualmente com a consciência de que os outros também te valorizam.

LYNDA: Eu nem sempre deixo de ter noção disso. Por vezes tenho consciência disso.

ELIAS: Do mesmo modo que muitos outros, por vezes. A transição para que te estás a direccionar actualmente, em relação à identidade consiste nesse saber contínuo, sem ser por meio dos apegos.

LYNDA: Eu havia de gostar disso. Não, Elias? Parece estar a surgir um monte de informação da parte de outros indivíduos relativa a esta mesma questão, de outros académicos, mas eu não quero fazer de ninguém um guru. Penso que seja por isso que interajo contigo, por não te apresentares como nenhum guru – a menos que todos o sejamos.

Tens razão, é um processo que me pôs verdadeiramente um travão! É um amontoado de palavras e tanto. Afeiçoa-se como a coisa mais difícil e mais incomensurável de considerar, por constituir o mérito de tudo, a independência.

ELIAS: É a jóia.


PERGUNTA: Poderás fornecer um exemplo duma associação à identidade que algum de nós empregue? Eu só queria... Porque não tenho certeza quanto à definição da separação...

ELIAS: Muito bem. Examinemos as associações ou ligações bastante reais e de certo modo facilmente identificáveis. Qual é a tua crença fulcral? A tua verdade essencial?

PERGUNTA: ...A integridade ....

ELIAS: E qual é a tua…?

PERGUNTA 2: Lealdade.

ELIAS: Lealdade e integridade. Bom; essas são as tuas crenças centrais e como tal uma parte que deverá achar-se associada à tua genuína identidade. Mas apenas uma parte. Uma parte diminuta. A parte mais vasta é a dos apegos. Lealdade e integridade, que poderá achar-se associado à lealdade e à integridade? Que experiências serão influenciadas por essas crenças centrais? Que proporás a ti própria que tenhas aprendido em relação a esses temas? Os termos. O próprio termo carrega definições e associações. Nesse sentido, como definirias a integridade?

PERGUNTA: Uma vez mais, não é fazer aquilo que não soa correcto fazer...

ELIAS: E um outro aspecto da integridade há-de ser a verdade?

PERGUNTA: É.

ELIAS: Ou a honestidade?

PERGUNTA: É.

ELIAS: Portanto, outra associação agregada à integridade centra-se no modo como encararás uma pessoa com quem te associes que minta e seja desonesto. Mas, como definirás mentir?

PERGUNTA: Não classifico isso necessariamente como mau. Por vezes mentir torna-se bastante benéfico... (Murmura)

ELIAS: Mas, como o definirias?

PERGUNTA: Mentir é não expressar a verdade, pelo menos na minha maneira de entender. É o que na realidade quer dizer.

ELIAS: Muito bem.

PERGUNTA: ...É tratar a coisa por outro nome e...

ELIAS: O que traduz uma definição adequada do mentir nos termos em que o concebeis. Mas, e no que consistirá a verdade?

PERGUNTA: A verdade é, uma vez mais, absolutamente expressada da mesma forma... Sem esconder. Enfrentar a dignidade.

ELIAS: Isso é uma leitura exacta e precisa.

PERGUNTA: Exacta, sim. Mais, precisa.

ELIA: Uma descrição exacta. Uma descrição honesta. Mas aquilo em que se traduz a verdade já é relativo.

PERGUNTA: É relativo, absolutamente de acordo.

ELIAS: E aquilo que traduz a mentira é relativo. Nesse sentido, isso são exemplos de formas de apego à crença central, a essa verdade essencial. A verdade essencial em si mesma, enquanto integridade, apenas te influencia de determinadas formas em seres aquilo que és nesta manifestação que em termos de tempo te influencia o modo como te expressas mas também carrega muita crítica e muitas formas de apego ao que não és de forma intrínseca mas em relação ao que te apegas em relação à tua identidade, por se achar associada à tua verdade essencial.

Lealdade. Em que consiste a lealdade?

PERGUNTA: Para a lealdade eu encontro várias definições. Uma consiste em me esforçar por auxiliar um amigo ou (cooperar com) um projecto ou outro empreendimento qualquer. Levar algo até ao fim. Lealdade traduz uma prontidão para auxiliar. Lealdade é... (inaudível) A questão da lealdade traz à mente a questão de sermos leais em relação a quem? Para comigo, para com o meu amigo ou quem mais? Penso que entendo a lealdade como dar o nosso melhor por um objectivo definido ou pessoa.

ELIAS: O que é óbvio que te deixa perceber o monte te associações que isso circunscreve. Todas as verdades essenciais, do mesmo modo que qualquer verdade, incluem várias associações. A lealdade consiste num acto de apoiar, apoio a uma ideia, apoio a um conceito, apoio a uma filosofia, apoio a uma acção, apoio a um indivíduo, apoio a ti própria, não traduz um acto de apoiar mas sim de ajudar. É a acção de apoiar sem hesitação o que quer que for dito ou aquilo com que concordais. Não podes sentir lealdade por aquilo com que não concordas, mas já o podes ser em relação àquilo com que concordares.

PERGUNTA: OK.

ELIAS: Ora bem; isso pode parecer muito taxativo mas na realidade não é. Porque, podes discordar com muitas acções ou expressões ou formas de conduta ou até mesmo ideias e continuares a ser leal, pois és capaz de ser leal a uma amizade com que te sentes de acordo ao mesmo tempo que discordas com muitos aspectos dessa amizade ou mesmo em relação ao outro indivíduo. E podes incorporar muitas formas de crítica em relação à questão, mas a lealdade reside no facto de suportares esses parâmetros, a despeito de poderem ou não estar errados, por haver um outro aspecto em relação ao qual sentes lealdade.

PERGUNTA: Pois.

ELIAS: A integridade assenta no facto daquilo para que te voltas como sendo ou julgando ser verdadeiro, correcto, exacto ou válido. Se contiver expressões que não encaixem nesses moldes, hás-de voltar-te noutro sentido ou passar a ignorá-lo. Nesse sentido também existem outras crenças que poderão não corresponder à tua verdade essencial, e constituir uma verdade sólida que abrigues e que uses frequentemente ou de forma consistente...

PERGUNTA: Muito bem. Nesse caso, permite que te interrompa por um minuto e te coloque a seguinte questão: Nesse caso, em que consistirão as associações? Realmente parecem ser as crenças subjacentes em relação às formas de conduta que estás a referir? Que queres dizer com a palavra apego? Não estou certa de entender.

ELIAS: As ligações são as associações, aquilo que é adquirido ou aprendido, aquilo que vos foi incutido, através do que as vossas experiências se tenham tornado em relação ao assunto das verdades essenciais, por assim dizer. Por isso, ao longo do teu foco incorporaste um sem número de experiências em relação à tua verdade central da integridade. Geraste inúmeras críticas em relação a ela, boas ou más, o que não tem importância. Aquilo que escolhes atrair ou afastar de ti. As avaliações e as associações que geras em relação a essa questão consistem nas que estabeleces em relação às experiências que incorporam essa ligação de bom e de mau.

PERGUNTA: Nesse caso, estarás literalmente a dizer que passa a fazer-se presente a rotulagem automática ou a minha verdade central... (Inaudível)?

ELIAS: Estou. E tu fazes isso o tempo todo por se tornar tão natural faze-lo fazer isso de forma automática. Muitas vezes sem pensar. Agindo apenas. E nesse sentido, se te enfrentasses a ti própria ou formulasses para ti própria um questionamento acerca da integridade, sobre a razão por que te expressas desse modo, a resposta natural que descobririas seria a de se ficar a dever ao facto de seres isso.

PERGUNTA: Por ser natural, é isso que queres dizer?

ELIAS: Exactamente. E por isso, se é natural, é o que sou. Faz parte de mim. Por isso equacionas a questão como sendo o que tu és.

PERGUNTA: Mas no início mencionaste…

ELIAS: Daí a tua identidade.

PERGUNTA: Mas tu referiste ser uma pequena parte duma porção mais vasta. É assim tão vasta?

ELIAS: É a parte mais abrangente. A parte mais diminuta consiste na verdade essencial que te influencia apenas naquilo que és, na tua existência. O que, por vezes, refiro coo podendo influenciar a vossa expressão, mas é mais o caso das associações te influenciarem a expressão do que a influência exercida pelas tuas verdades essenciais em relação à tua identidade e ao que és, a quem tu és. Esse aspecto da integridade isenta dessas ligações ou associações representaria meramente esse pequeno aspecto da tua própria identidade que constitui uma lente no modo como te percebes. Não necessariamente quanto ao modo como interages com os outros nem em relação ao que fazes. Isso é mais influenciado pelas associações. Em toda a sua autenticidade, essa integridade não inclui todas essas críticas ou formas de condenação. Ela apenas te influencia de um modo brando permitindo que sejas tu mesma. Procurar aquilo que poderias descobrir e definir com autêntico, o que representaria um outro termo para o real, quando o real se acha estampado ao teu redor. Tudo o que se expressa é real. Pode não ser genuíno, pode não ser válido...

PERGUNTA: Mas existe. (Inaudível)

ELIAS: Exacto. Por isso, neste exemplo podes constatar que uma crença central destituída de associações deixa de incorporar crítica e unicamente te influencia ou encoraja na tua existência a descobrir, a expandires a tua consciência em relação ao que é autentico ou real. No que toca à lealdade; o aspecto da lealdade que não incorpora crítica aparte das associações, esse aspecto da lealdade encoraja-te um apoio natural. Não de um modo opinativo mas existencial. Isso representa o teu ser natural que é um elemento da tua identidade. Mas as associações a essa lealdade não são. Mas parecem sê-lo. Por as teres expressado de tal modo consistente, ao longo do teu foco, ao longo da tua vida, que se torna tão difícil distinguir essas associações de quem tu és.

PERGUNTA: Parece que na realidade se nós... (Inaudível) Se fizermos uso da crença central e... Toda a crença central de como pensamos em relação a nós próprios, e removermos a parte crítica, ficamos com esta... (Inaudível) parte natural que precisamos debater. Nesse caso as associações são o equivalente ao juízo crítico, neste caso tanto em termos de bom ou mau. Não será correcto?

ELIAS: É. Mas o tema em si mesmo não é bom nem mau, a despeito da questão que encerre. Desse modo até mesmo a integridade ou a lealdade, a questão em si mesma não é nem boa nem má, são essas associações todas e tudo o que aprendeste e tudo o que te foi incutido tudo o que experimentaste em relação a isso que dão lugar ao bom e ao mau, e criam essas opiniões acerca do que é bom ou mau, que são fortemente influenciadas pelas tuas experiências. As tuas experiências boas e más, que consistem nas associações do que consideras ser bom e do que consideras ser mau. Essas são as associações que se ligam às experiências. Nesse sentido, tu perguntaste se a acção da canalização ou se a informação que está a ser oferecida está a despertar, por assim dizer. Eu diria existir muita informação que ainda não vos foi sugerida que ainda não vos achais preparados para receber, pelo que a corrente se fortalece ao invés de estar a diminuir e a fraquejar.

Nesse sentido, à medida que avançais com mais intensidade e gerais mais experiências associadas à mudança, e ides mais fundo imbuídos desse ímpeto de identificardes mais, mais sobre vós próprios, mais sobre o vosso mundo, mais sobre a vossa realidade, quer a entendais toda ou não, também avançais ou deixais de avançar nessa direcção.

PERGUNTA: Mas não compreendo porque, para mim não estou a avançar.

ELIAS: Ah, mas estás.

PERGUNTA: Sinto-me literalmente em baixo.

ELIAS: Vou-te dizer que o modo através do qual te posso garantir que estás efectivamente a dar passos, reside no reconhecimento de não estares a ser completamente complacente, e tu não estás. Falta de interesse em qualquer sentido, ausência de curiosidade em relação a qualquer expressão, falta de assombro em relação a qualquer assunto, ou de encorajamento ou impulso no sentido de o decifrar. Mas isso acha-se por de mais presente e como se acham bem presentes, estás a mover-te e a participar nesta mudança. O que te parece ser um falta de movimentos deve-se a que estejas a experimentar o que defines como falta de motivação, que de facto não é falta de motivação, mas duma diferenciação nessa motivação. As motivações estão a mudar. Por isso é que te parece que estejas a incorporar falta de motivação.

PERGUNTA: Certo.

ELIAS: Porque tu estás a definir a motivação que sentias sob os traços daquilo que sempre foste. Essa declaração da identidade proveniente da associação com o “Eu sou aquilo que sempre fui; aquilo que sempre fiz – eu sou isso.” Mas não és. Isso é o que te é familiar, o que agregaste à tua identidade. É o que te tem motivado; e justamente aquilo que agora não te está a motivar. Mas não é que não estejas desmotivado.

PERGUNTA: Agora estou a entender. A identidade e a falta de motivação acham-se de tal modo interligadas, porque é quase como que andarmos em busca duma identidade e as velhas motivações não operarem mais, por não sermos mais aquilo que pensávamos ser.

ELIAS: Exacto e por isso, não, tu não sentes motivação para criares ou expressares ou te comportares de forma associada a esses apêndices familiares porque eles não são aquilo que és genuinamente. Por isso, por não dispores dum conhecimento objectivo aquilo em que genuinamente consistes…

PERGUNTA: Exactamente!

ELIAS: …Defines estar desmotivado. O que não estás, mas essa é uma definição bastante factual em relação ao que estás a experimentar. Agora, em relação à cornucópia contínua da nova informação, como te encontras em plena expansão, também a informação que te poderá ser proposta está a expandir-se. Estás a entrar numa nova fase, por assim dizer, e um dos aspectos deste elemento da identidade e dos apêndices que se acham tão enraizados em ti, em todos vós, é o da independência.

PERGUNTA: (Inaudível)

ELIAS: Quanto a isso, digo-te que tende a tornar-se um assunto difícil, por se tratar dum termo por que tendes grande apreço. Não é um termo que encareis como negativo. Nem é um termo que encareis como de fácil desistência. É um conceito porque lutais. Uma jóia que percebeis como bastante preciosa e que cada um de vós deseja possuir e conservar. E a percepção de que não a incorporais torna-a alvo de cobiça. É um assunto bastante carregado e vós estais à beira de dardes atenção a esse apêndice, a essa associação.

PERGUNTA: Deus do céu. Isso soa a algo assustador.

ELIAS: Isso é um apêndice e não o vosso eu genuíno.

PERGUNTA: A independência é uma associação?

ELIAS: É. Bastante. A independência é o acto de vos manterdes e de vos afastardes. Trata-se duma acto de separação.

PERGUNTA: Foi o que pensei. Separação… (Inaudível)

ELIAS: A independência é a personificação da separação

PERGUNTA: Então, talvez na realidade de facto não exista coisa nenhuma como independência.

ELIAS: Exacto. Trata-se dum tema significativo porque vós encarais o ser independente como sendo bom, nobre e sinal de força.

PERGUNTA: Para mim a força acha-se mais associado ao carácter de nobreza e auto-suficiente… (Inaudível)

ELIAS: Ah, a auto-suficiência. Deixa igualmente que te diga que a independência não é a ausência de dependência e a expressão de afastamento da independência não quer dizer a dependência, o que, esses são dois termos que vós encarais de forma taxativa. Como bastante opostos um ao outro, mas o afastamento da independência não significa um movimento no sentido da dependência. A independência consiste na personificação da separação; um acto de afastamento de algo. Além disso também de não permitir acesso ou retrocesso em relação à recepção; por isso também envolve o afastamento da (possibilidade de) receberdes. Quando gerais um acto de independência estais a estabelecer uma acção a partir de algo, e não a avançar rumo a algo.

PERGUNTA: A afastar-nos da capacidade de recepção. Entendo.

ELIAS: A afastar-vos no geral, mas igualmente da capacidade de receberdes.

PERGUNTA: OK

ELIAS: Mas vós encarais isso como sendo uma coisa boa. Quanto mais independentes forem, melhor sereis. Mas o que casa de forma vigorosa com a independência…

PERGUNTA: A liberdade.

ELIAS: Esse é o modo como definis a independência. Defini-la como significando liberdade, mas isso é o modo como a definis.

PERGUNTA: (Inaudível)

ELIAS: Mas, que outra expressão casará com bastante vigor com a independência?

PERGUNTA: Bom, isso é aquilo que na metafísica muita gente chama de mal. Foi dada tanta ênfase à fusão do mal e à libertação dele. Mas terá sido essa independência que nos fecha e torna mais… (Inaudível) Quando me ocorreu poder ganhar a lotaria, descobri uma precaução em relação a isso, por pensar usar o dinheiro para pagar o acto de me livrar de… (Inaudível) problemas. Se ganhasse muito dinheiro, deixaria de ter problemas. Perderia a faculdade de me contextualizar. Tornar-me-ia de tal modo independente que deixaria de contactar com a vida.

ELIAS: Coisa que muitos não consideram, mas casa perfeitamente com a independência. Quanto mais independentes vos tornardes, mais vos tornareis o quê?

PERGUNTA: Poderosos?

ELIAS: Talvez. Talvez não.

PERGUNTA: Mais… (Inaudível)

ELIAS: Sim, mas quanto mais independentes vos tornardes, mais responsáveis vos sentireis. Tu és responsável por ti próprio. És responsável pelo teu meio ambiente. És responsável por tudo o que te rodeia. És responsável por tudo o que percebes pertencer-te ou está associado a ti. Porque, se fores completamente independente, sentirás a responsabilidade de interagires, tratares e preservares tudo aquilo que se achar a teu cargo. Quer se trate de objectos ou de indivíduos ou animais ou que manifestação for. Estará a teu cargo. Tu és inteiramente independente e por isso mais responsável és.


PERGUNTA: (Inaudível) Temos de cuidar de… (Inaudível). Temos de cuidar de… (Inaudível) Se tivermos uma casa grande teremos de cuidar dela. Teremos investimentos, barcos, seja o que for, e temos que cuidar de tudo isso…

ELIAS: Mas mesmo que não estejais a manifestar enormes somas de manifestações, mesmo no caso de escolherdes ser um indivíduo que possua muito poucas coisas, por assim dizer, mas te perceberes como inteiramente independente, ainda te sentirás responsável em relação ao que se situar ante o que percebes como a tua alçada. Mesmo que aquilo que estiver sob a tua alçada seja uma carroça e os poucos objectos que compreenda.

PERGUNTA: Mas para mim, a independência queria dizer algo completamente diferente do que descreves como responsabilidade. O facto de sermos responsáveis por isto e por aquilo, o que quer que seja… (Inaudível) Encaro isso como sendo diferente dessa responsabilidade, mas isso provavelmente serei eu. Mas aquilo que percebo igualmente acerca da independência e das associações é que de facto não existe nenhuma independência.

ELIAS: Oh, existe independência...

PERGUNTA: Não. Aquilo que acabaste de descrever, todas essas formas de responsabilidade, apêndices e associações que se acham agregadas a isso. Não existe independência efectiva. Não existe uma independência verdadeira.

ELIAS: Sim, tens razão, mas é bastante real na vossa realidade e na vossa percepção. Tens razão. Trata-se duma ilusão mas ao mesmo tempo também é bastante real. É um apêndice. Explica-me o modo como perceberias a independência ou a responsabilidade como deixando de estar em associação uns com os outros e quanto mais independentes fossem, menos responsáveis seríeis.

PERGUNTA: É a forma ideal como o encaro.

ELIAS: Como a expressarias.

PERGUNTA: Expressá-la-ia, uma vez mais, como não precisar de fazer nada dessas coisas que acabaram de ser descritas. Não precisaria tomar conta de tudo porque só com a vontade seria capaz de fazer qualquer coisa.

PERGUNTA 2: Por isso, estás a dizer que não precisarias ir para o trabalho…

PERGUNTA1: É claro. Poderia perfeitamente…

ELIAS: Não. Não é isso que eu estou a referir. Não estou a referir nenhum caso hipotético nem teórico nem conceptual. O que estou a dizer é o que efectivamente fazeis na vossa existência actual, presentemente.

PERGUNTA 1: (Inaudível) A responsabilidade significa cuidar de…

ELIAS: Por certo. Em termos ideais ou conceptuais tens razão. Não existe qualquer independência. E por isso não existirão esses apêndices, e nesse sentido a responsabilidade não se acharia envolvida, mas vós existis nesta realidade presente e estais a dar passos no sentido de explorar uma maior informação e mais sobre quem sois e daquilo que sois de forma a levar-vos a uma posição em que reconheceis em que consistem esses apêndices, e aquilo que é genuíno. Não o que é real. Porque aquilo que é genuíno e real, e a liberdade genuína reside nessa autenticidade de quem sois e do que sois, uma vez despidos desses apêndices. Não que essas associações sejam danosas ou devam ser eliminadas mas que podem ser eliminadas pelo que são. Que podem ser reconhecidas como associações e como tal podeis incorporar a liberdade de as ultrapassardes ou fora do constrangimento que envolvem, e elas são fortes agentes de influência na vossa realidade na vossa existência. E ao abrigardes estima algumas dessas fortes influências isso também vos cria fortes limitações.

Dir-te-ia que me teria sido fútil ter apresentado a questão da independência antes porque não o teríeis compreendido. Nem sequer vos teríeis permitido aceitar o assunto.

PERGUNTA1: A sério?

ELIAS: Porque ainda não estáveis à beira das vossas próprias descobertas em relação à vossa própria identidade, de forma a permitir-vos questionar a independência. A associação automática é a de que tal termo seja bom. Signifique liberdade. Para vós, a independência seja sinónimo de liberdade.

PERGUNTA 2: O que vai além da, digamos… (Inaudível) Troca, não é, porque me ocorre um exemplo em que alguém possuía uma boa soma de PERGUNTA: Poderás fornecer um exemplo duma associação à identidade que algum de nós empregue? Eu só queria... Porque não tenho certeza quanto à definição da separação...

ELIAS: Muito bem. Examinemos as associações ou ligações bastante reais e de certo modo facilmente identificáveis. Qual é a tua crença fulcral? A tua verdade essencial?

PERGUNTA: ...A integridade ....

ELIAS: E qual é a tua…?

PERGUNTA 2: Lealdade.

ELIAS: Lealdade e integridade. Bom; essas são as tuas crenças centrais e como tal uma parte que deverá achar-se associada à tua genuína identidade. Mas apenas uma parte. Uma parte diminuta. A parte mais vasta é a dos apegos. Lealdade e integridade, que poderá achar-se associado à lealdade e à integridade? Que experiências serão influenciadas por essas crenças centrais? Que proporás a ti própria que tenhas aprendido em relação a esses temas? Os termos. O próprio termo carrega definições e associações. Nesse sentido, como definirias a integridade?

PERGUNTA: Uma vez mais, não é fazer aquilo que não soa correcto fazer...

ELIAS: E um outro aspecto da integridade há-de ser a verdade?

PERGUNTA: É.

ELIAS: Ou a honestidade?

PERGUNTA: É.

ELIAS: Portanto, outra associação agregada à integridade centra-se no modo como encararás uma pessoa com quem te associes que minta e seja desonesto. Mas, como definirás mentir?

PERGUNTA: Não classifico isso necessariamente como mau. Por vezes mentir torna-se bastante benéfico... (Murmura)

ELIAS: Mas, como o definirias?

PERGUNTA: Mentir é não expressar a verdade, pelo menos na minha maneira de entender. É o que na realidade quer dizer.

ELIAS: Muito bem.

PERGUNTA:...É tratar a coisa por outro nome e...

ELIAS: O que traduz uma definição adequada do mentir nos termos em que o concebeis. Mas, e no que consistirá a verdade?

PERGUNTA: A verdade é, uma vez mais, absolutamente expressada da mesma forma... Sem esconder. Enfrentar a dignidade.

ELIAS: Isso é uma leitura exacta e precisa.

PERGUNTA: Exacta, sim. Mais, precisa.

ELIA: Uma descrição exacta. Uma descrição honesta. Mas aquilo em que se traduz a verdade já é relativo.

PERGUNTA: É relativo, absolutamente de acordo.

ELIAS: E aquilo que traduz a mentira é relativo. Nesse sentido, isso são exemplos de formas de apego à crença central, a essa verdade essencial. A verdade essencial em si mesma, enquanto integridade, apenas te influencia de determinadas formas em seres aquilo que és nesta manifestação que em termos de tempo te influencia o modo como te expressas mas também carrega muita crítica e muitas formas de apego ao que não és de forma intrínseca mas em relação ao que te apegas em relação à tua identidade, por se achar associada à tua verdade essencial.

Lealdade. Em que consiste a lealdade?

PERGUNTA: Para a lealdade eu encontro várias definições. Uma consiste em me esforçar por auxiliar um amigo ou (cooperar com) um projecto ou outro empreendimento qualquer. Levar algo até ao fim. Lealdade traduz uma prontidão para auxiliar. Lealdade é... (inaudível) A questão da lealdade traz à mente a questão de sermos leais em relação a quem? Para comigo, para com o meu amigo ou quem mais? Penso que entendo a lealdade como dar o nosso melhor por um objectivo definido ou pessoa.

ELIAS: O que é óbvio que te deixa perceber o monte te associações que isso circunscreve. Todas as verdades essenciais, do mesmo modo que qualquer verdade, incluem várias associações . A lealdade consiste num acto de apoiar, apoio a uma ideia, apoio a um conceito, apoio a uma filosofia, apoio a uma acção, apoio a um indivíduo, apoio a ti própria, não traduz um acto de apoiar mas sim de ajudar. É a acção de apoiar sem hesitação o que quer que for dito ou aquilo com que concordais. Não podes sentir lealdade por aquilo com que não concordas, mas já o podes ser em relação àquilo com que concordares.

PERGUNTA: OK.

ELIAS: Ora bem; isso pode parecer muito taxativo mas na realidade não é. Porque, podes discordar com muitas acções ou expressões ou formas de conduta ou até mesmo ideias e continuares a ser leal, pois és capaz de ser leal a uma amizade com que te sentes de acordo ao mesmo tempo que discordas com muitos aspectos dessa amizade ou mesmo em relação ao outro indivíduo. E podes incorporar muitas formas de crítica em relação à questão, mas a lealdade reside no facto de suportares esses parâmetros, a despeito de poderem ou não estar errados, por haver um outro aspecto em relação ao qual sentes lealdade.

PERGUNTA: Pois.

ELIAS: A integridade assenta no facto daquilo para que te voltas como sendo ou julgando ser verdadeiro, correcto, exacto ou válido. Se contiver expressões que não encaixem nesses moldes, hás-de voltar-te noutro sentido ou passar a ignorá-lo. Nesse sentido também existem outras crenças que poderão não corresponder à tua verdade essencial, e constituir uma verdade sólida que abrigues e que uses frequentemente ou de forma consistente...

PERGUNTA: Muito bem. Nesse caso, permite que te interrompa por um minuto e te coloque a seguinte questão: Nesse caso, em que consistirão as associações? Realmente parecem ser as crenças subjacentes em relação às formas de conduta que estás a referir? Que queres dizer com a palavra apego? Não estou certa de entender.

ELIAS: As ligações são as associações, aquilo que é adquirido ou aprendido, aquilo que vos foi incutido, através do que as vossas experiências se tenham tornado em relação ao assunto das verdades essenciais, por assim dizer. Por isso, ao longo do teu foco incorporaste um sem número de experiências em relação à tua verdade central da integridade. Geraste inúmeras críticas em relação a ela, boas ou más, o que não tem importância. Aquilo que escolhes atrair ou afastar de ti. As avaliações e as associações que geras em relação a essa questão consistem nas que estabeleces em relação às experiências que incorporam essa ligação de bom e de mau.

PERGUNTA: Nesse caso, estarás literalmente a dizer que passa a fazer-se presente a rotulagem automática ou a minha verdade central... (Inaudível)?

ELIAS: Estou. E tu fazes isso o tempo todo por se tornar tão natural faze-lo fazer isso de forma automática. Muitas vezes sem pensar. Agindo apenas. E nesse sentido, se te enfrentasses a ti própria ou formulasses para ti própria um questionamento acerca da integridade, sobre a razão por que te expressas desse modo, a resposta natural que descobririas seria a de se ficar a dever ao facto de seres isso.

PERGUNTA: Por ser natural, é isso que queres dizer?

ELIAS: Exactamente. E por isso, se é natural, é o que sou. Faz parte de mim. Por isso equacionas a questão como sendo o que tu és.

PERGUNTA: Mas no início mencionaste…

ELIAS: Daí a tua identidade.

PERGUNTA: Mas tu referiste ser uma pequena parte duma porção mais vasta. É assim tão vasta?

ELIAS: É a parte mais abrangente. A parte mais diminuta consiste na verdade essencial que te influencia apenas naquilo que és, na tua existência. O que, por vezes, refiro coo podendo influenciar a vossa expressão, mas é mais o caso das associações te influenciarem a expressão do que a influência exercida pelas tuas verdades essenciais em relação à tua identidade e ao que és, a quem tu és. Esse aspecto da integridade isenta dessas ligações ou associações representaria meramente esse pequeno aspecto da tua própria identidade que constitui uma lente no modo como te percebes. Não necessariamente quanto ao modo como interages com os outros nem em relação ao que fazes. Isso é mais influenciado pelas associações. Em toda a sua autenticidade, essa integridade não inclui todas essas críticas ou formas de condenação. Ela apenas te influencia de um modo brando permitindo que sejas tu mesma. Procurar aquilo que poderias descobrir e definir com autêntico, o que representaria um outro termo para o real, quando o real se acha estampado ao teu redor. Tudo o que se expressa é real. Pode não ser genuíno, pode não ser válido...

PERGUNTA: Mas existe. (Inaudível)

ELIAS: Exacto. Por isso, neste exemplo podes constatar que uma crença central destituída de associações deixa de incorporar crítica e unicamente te influencia ou encoraja na tua existência a descobrir, a expandires a tua consciência em relação ao que é autêntico ou real. No que toca à lealdade; o aspecto da lealdade que não incorpora crítica aparte das associações, esse aspecto da lealdade encoraja-te um apoio natural. Não de um modo opinativo mas existencial. Isso representa o teu ser natural que é um elemento da tua identidade. Mas as associações a essa lealdade não são. Mas parecem sê-lo. Por as teres expressado de tal modo consistente, ao longo do teu foco, ao longo da tua vida, que se torna tão difícil distinguir essas associações de quem tu és.

PERGUNTA: Parece que na realidade se nós... (Inaudível) Se fizermos uso da crença central e... Toda a crença central de como pensamos em relação a nós próprios, e removermos a parte crítica, ficamos com esta... (Inaudível) parte natural que precisamos debater. Nesse caso as associações são o equivalente ao juízo crítico, neste caso tanto em termos de bom ou mau. Não será correcto?

ELIAS: É. Mas o tema em si mesmo não é bom nem mau, a despeito da questão que encerre. Desse modo até mesmo a integridade ou a lealdade, a questão em si mesma não é nem boa nem má, são essas associações todas e tudo o que aprendeste e tudo o que te foi incutido tudo o que experimentaste em relação a isso que dão lugar ao bom e ao mau, e criam essas opiniões acerca do que é bom ou mau, que são fortemente influenciadas pelas tuas experiências. As tuas experiências boas e más, que consistem nas associações do que consideras ser bom e do que consideras ser mau. Essas são as associações que se ligam às experiências. Nesse sentido, tu perguntaste se a acção da canalização ou se a informação que está a ser oferecida está a despertar, por assim dizer. Eu diria existir muita informação que ainda não vos foi sugerida que ainda não vos achais preparados para receber, pelo que a corrente se fortalece ao invés de estar a diminuir e a fraquejar.

Nesse sentido, à medida que avançais com mais intensidade e gerais mais experiências associadas à mudança, e ides mais fundo imbuídos desse ímpeto de identificardes mais, mais sobre vós próprios, mais sobre o vosso mundo, mais sobre a vossa realidade, quer a entendais toda ou não, também avançais ou deixais de avançar nessa direcção.

PERGUNTA: Mas não compreendo porque, para mim não estou a avançar.

ELIAS: Ah, mas estás.

PERGUNTA: Sinto-me literalmente em baixo.

ELIAS: Vou-te dizer que o modo através do qual te posso garantir que estás efectivamente a dar passos, reside no reconhecimento de não estares a ser completamente complacente, e tu não estás. Falta de interesse em qualquer sentido, ausência de curiosidade em relação a qualquer expressão, falta de assombro em relação a qualquer assunto, ou de encorajamento ou impulso no sentido de o decifrar. Mas isso acha-se por de mais presente e como se acham bem presentes, estás a mover-te e a participar nesta mudança. O que te parece ser uma falta de movimentos deve-se a que estejas a experimentar o que defines como falta de motivação, que de facto não é falta de motivação, mas duma diferenciação nessa motivação. As motivações estão a mudar. Por isso é que te parece que estejas a incorporar falta de motivação.

PERGUNTA: Certo.

ELIAS: Porque tu estás a definir a motivação que sentias sob os traços daquilo que sempre foste. Essa declaração da identidade proveniente da associação com o “Eu sou aquilo que sempre fui; aquilo que sempre fiz – eu sou isso.” Mas não és. Isso é o que te é familiar, o que agregaste à tua identidade. É o que te tem motivado; e justamente aquilo que agora não te está a motivar. Mas não é que não estejas desmotivado.

PERGUNTA: Agora estou a entender. A identidade e a falta de motivação acham-se de tal modo interligadas, porque é quase como que andarmos em busca duma identidade e as velhas motivações não operarem mais, por não sermos mais aquilo que pensávamos ser.

ELIAS: Exacto e por isso, não, tu não sentes motivação para criares ou expressares ou te comportares de forma associada a esses apêndices familiares porque eles não são aquilo que és genuinamente. Por isso, por não dispores dum conhecimento objectivo aquilo em que genuinamente consistes…

PERGUNTA: Exactamente!

ELIAS: …Defines estar desmotivado. O que não estás, mas essa é uma definição bastante factual em relação ao que estás a experimentar. Agora, em relação à cornucópia contínua da nova informação, como te encontras em plena expansão, também a informação que te poderá ser proposta está a expandir-se. Estás a entrar numa nova fase, por assim dizer, e um dos aspectos deste elemento da identidade e dos apêndices que se acham tão enraizados em ti, em todos vós, é o da independência.

PERGUNTA: (Inaudível)

ELIAS: Quanto a isso, digo-te que tende a tornar-se um assunto difícil, por se tratar dum termo por que tendes grande apreço. Não é um termo que encareis como negativo. Nem é um termo que encareis como de fácil desistência. É um conceito porque lutais. Uma jóia que percebeis como bastante preciosa e que cada um de vós deseja possuir e conservar. E a percepção de que não a incorporais torna-a alvo de cobiça. É um assunto bastante carregado e vós estais à beira de dardes atenção a esse apêndice, a essa associação.

PERGUNTA: Deus do céu. Isso soa a algo assustador.

ELIAS: Isso é um apêndice e não o vosso eu genuíno.

PERGUNTA: A independência é uma associação?

ELIAS: É. Bastante. A independência é o acto de vos manterdes e de vos afastardes. Trata-se duma acto de separação.

PERGUNTA: Foi o que pensei. Separação… (Inaudível)

ELIAS: A independência é a personificação da separação.

PERGUNTA: Então, talvez na realidade de facto não exista coisa nenhuma como independência.

ELIAS: Exacto. Trata-se dum tema significativo porque vós encarais o ser independente como sendo bom, nobre e sinal de força.

PERGUNTA: Para mim a força acha-se mais associado ao carácter de nobreza e auto-suficiente… (Inaudível)

ELIAS: Ah, a auto-suficiência. Deixa igualmente que te diga que a independência não é a ausência de dependência e a expressão de afastamento da independência não quer dizer a dependência, o que, esses são dois termos que vós encarais de forma taxativa. Como bastante opostos um ao outro, mas o afastamento da independência não significa um movimento no sentido da dependência. A independência consiste na personificação da separação; um acto de afastamento de algo. Além disso também de não permitir acesso ou retrocesso em relação à recepção; por isso também envolve o afastamento da (possibilidade de) receberdes. Quando gerais um acto de independência estais a estabelecer uma acção a partir de algo, e não a avançar rumo a algo.

PERGUNTA: A afastar-nos da capacidade de recepção. Entendo.

ELIAS: A afastar-vos no geral, mas igualmente da capacidade de receberdes.

PERGUNTA: OK

ELIAS: Mas vós encarais isso como sendo uma coisa boa. Quanto mais independentes forem, melhor sereis. Mas o que casa de forma vigorosa com a independência…

PERGUNTA: A liberdade.

ELIAS: Esse é o modo como definis a independência. Defini-la como significando liberdade, mas isso é o modo como a definis.

PERGUNTA: (Inaudível)

ELIAS: Mas, que outra expressão casará com bastante vigor com a independência?

PERGUNTA: Bom, isso é aquilo que na metafísica muita gente chama de mal. Foi dada tanta ênfase à fusão do mal e à libertação dele. Mas terá sido essa independência que nos fecha e torna mais… (Inaudível) Quando me ocorreu poder ganhar a lotaria, descobri uma precaução em relação a isso, por pensar usar o dinheiro para pagar o acto de me livrar de… (Inaudível) problemas. Se ganhasse muito dinheiro, deixaria de ter problemas. Perderia a faculdade de me contextualizar. Tornar-me-ia de tal modo independente que deixaria de contactar com a vida.

ELIAS: Coisa que muitos não consideram, mas casa perfeitamente com a independência. Quanto mais independentes vos tornardes, mais vos tornareis o quê?

PERGUNTA: Poderosos?

ELIAS: Talvez. Talvez não.

PERGUNTA: Mais… (Inaudível)

ELIAS: Sim, mas quanto mais independentes vos tornardes, mais responsáveis vos sentireis. Tu és responsável por ti próprio. És responsável pelo teu meio ambiente. És responsável por tudo o que te rodeia. És responsável por tudo o que percebes pertencer-te ou está associado a ti. Porque, se fores completamente independente, sentirás a responsabilidade de interagires, tratares e preservares tudo aquilo que se achar a teu cargo. Quer se trate de objectos ou de indivíduos ou animais ou que manifestação for. Estará a teu cargo. Tu és inteiramente independente e por isso mais responsável és.


PERGUNTA: (Inaudível) Temos de cuidar de… (Inaudível). Temos de cuidar de… (Inaudível) Se tivermos uma casa grande teremos de cuidar dela. Teremos investimentos, barcos, seja o que for, e temos que cuidar de tudo isso…

ELIAS: Mas mesmo que não estejais a manifestar enormes somas de manifestações, mesmo no caso de escolherdes ser um indivíduo que possua muito poucas coisas, por assim dizer, mas te perceberes como inteiramente independente, ainda te sentirás responsável em relação ao que se situar ante o que percebes como a tua alçada. Mesmo que aquilo que estiver sob a tua alçada seja uma carroça e os poucos objectos que compreenda.

PERGUNTA: Mas para mim, a independência queria dizer algo completamente diferente do que descreves como responsabilidade. O facto de sermos responsáveis por isto e por aquilo, o que quer que seja… (Inaudível) Encaro isso como sendo diferente dessa responsabilidade, mas isso provavelmente serei eu. Mas aquilo que percebo igualmente acerca da independência e das associações é que de facto não existe nenhuma independência.

ELIAS: Oh, existe independência...

PERGUNTA: Não. Aquilo que acabaste de descrever, todas essas formas de responsabilidade, apêndices e associações que se acham agregadas a isso. Não existe independência efectiva. Não existe uma independência verdadeira.

ELIAS: Sim, tens razão, mas é bastante real na vossa realidade e na vossa percepção. Tens razão. Trata-se duma ilusão mas ao mesmo tempo também é bastante real. É um apêndice. Explica-me o modo como perceberias a independência ou a responsabilidade como deixando de estar em associação uns com os outros e quanto mais independentes fossem, menos responsáveis seríeis.

PERGUNTA: É a forma ideal como o encaro.

ELIAS: Como a expressarias.

PERGUNTA: Expressá-la-ia, uma vez mais, como não precisar de fazer nada dessas coisas que acabaram de ser descritas. Não precisaria tomar conta de tudo porque só com a vontade seria capaz de fazer qualquer coisa.

PERGUNTA 2: Por isso, estás a dizer que não precisarias ir para o trabalho…

PERGUNTA1: É claro. Poderia perfeitamente…

ELIAS: Não. Não é isso que eu estou a referir. Não estou a referir nenhum caso hipotético nem teórico nem conceptual. O que estou a dizer é o que efectivamente fazeis na vossa existência actual, presentemente.

PERGUNTA 1: (Inaudível) A responsabilidade significa cuidar de…

ELIAS: Por certo. Em termos ideais ou conceptuais tens razão. Não existe qualquer independência. E por isso não existirão esses apêndices, e nesse sentido a responsabilidade não se acharia envolvida, mas vós existis nesta realidade presente e estais a dar passos no sentido de explorar uma maior informação e mais sobre quem sois e daquilo que sois de forma a levar-vos a uma posição em que reconheceis em que consistem esses apêndices, e aquilo que é genuíno. Não o que é real. Porque aquilo que é genuíno e real, e a liberdade genuína reside nessa autenticidade de quem sois e do que sois, uma despidos desses apêndices. Não que essas associações sejam danosas ou devam ser eliminadas mas que podem ser eliminadas pelo que são. Que podem ser reconhecidas como associações e como tal podeis incorporar a liberdade de as ultrapassardes ou fora do constrangimento que envolvem, e elas são fortes agentes de influência na vossa realidade na vossa existência. E ao abrigardes estima algumas dessas fortes influências isso também vos cria fortes limitações.

Dir-te-ia que me teria sido fútil ter apresentado a questão da independência antes porque não o teríeis compreendido. Nem sequer vos teríeis permitido aceitar o assunto.

PERGUNTA1: A sério?

ELIAS: Porque ainda não estáveis à beira das vossas próprias descobertas em relação à vossa própria identidade, de forma a permitir-vos questionar a independência. A associação automática é a de que tal termo seja bom. Signifique liberdade. Para vós, a independência seja sinónimo de liberdade.

PERGUNTA 2: O que vai além da, digamos… (Inaudível) Troca, não é, porque me ocorre um exemplo em que alguém possuía uma boa soma de dinheiro que sempre lhe rendeu bom proveito, e (posteriormente) se separou, em seguida perdeu o dinheiro todo por uma via qualquer, e teve que passar a aceitar doações. Ele não pode ser tão responsável assim em relação a toda a gente, no velho sentido, e isso torná-lo mais aceite, mais aberto, e um pouco mais descontraído segundo parece, não é? Isso assemelha-se mais a uma situação que tem início no exterior. Mas não tem que ter origem no dinheiro nem achar-se relacionado com o dinheiro, não será? De alguma forma há-de ir mais fundo, não.

ELIAS: Exacto. Não se acha necessariamente associado ao dinheiro mas também está associado com o dinheiro, porque se acha associado a qualquer assunto. Acha-se associado a QUALQUER assunto. Quer disponhas ou não de dinheiro não influencia o modo independente como percebes ser.

PERGUNTA 2: Então, em que consistirá a falta de independência? De que modo me sentiria a afastar-me da independência? Digamos que me sinta a ser mais afectado no relacionamento pelo meu companheiro, pelos meus amigos, de cuja companhia, em termos de energia, faço de algum modo parte. Assemelha-se quase a uma perda da identidade de um modo em que isso quebra de algum modo as barreiras. Mas de que modo descreverias isso? Como haveria de me sentir?

ELIAS: Tens toda a razão. Estás muito próximo. Porque o abandono da independência consiste no movimento no sentido do reconhecimento da interligação. Isso não vos invalida nem diminui a vossa singularidade nem a identidade. Ele expando-vos isso por se tornar no reconhecimento genuíno da ausência de necessidade de permanecer em separado de algo e de que de facto existe mais liberdade em estar interligado. Existe um maior poder na interligação. Permite que te forneça um exemplo bastante simples mas bastante eficaz. A essência. Qual é o teu nome da essência?

PERGUNTA: Zynn.

ELIAS: Essa identificação dum nome diferente, cria uma separação nas associações que crias. Tu és o que és nesta manifestação física enquanto a essência permanece como uma outra manifestação. Na teoria, compreendes intelectualmente tratar-se duma extensão de ti, ou que tu és uma extensão dela. Mas em qualquer cenário permanece como uma coisa separada, tal como tu. Por isso existem duas partes de ti distintas. Isso subentende a separação. A independência toma parte nesse processo; através da independência em relação a essa parte. Tu és tu. Tu és independente pelo facto dela ser a essência e existirem muitíssimas manifestações que se expressam em termos físicos que também são independentes dela. Cada uma incorpora as suas próprias escolhas.

Cada uma delas incorpora livre arbítrio. Expressa as suas próprias formas de conduta e ideias e sentidos de orientação e não quer dizer que isso seja mau. Nem inválido tampouco ou irreal. É real e válido mas quanto mais a independência é expressada e glorificada e encarada como valoroso, mais a separação é expressada, mais esse abismo se torna no todo daquilo que és. A autenticidade daquilo que és, porque te terás separado daquilo que és, nessa independência. Em relação a quem és. Mas a ideia, a mera ideia de abdicares dessa independência é terrível. Que haveremos de ser? Escravos da essência? Mas, vós sois a essência. E através da vossa independência já estais a ser escravos em relação à vossa manifestação. A liberdade não reside na independência. A capacidade de continuardes a afastar-vos essa reside na independência.

PERGUNTA: Então deixa que te pergunte o seguinte. Nesse caso, em que consistirá a liberdade?

ELIAS: A liberdade consiste no conhecimento autêntico do vosso genuíno eu e traduz-se pela interligação. A inexistência do vosso ser é tudo o que existe. O reconhecimento de que tudo se acha interligado e como tal todos os recursos se vos acham disponíveis. Não é necessário ganhar a lotaria porque todos os recursos se vos acham disponíveis. Vós sois todos eles, e todos vos pertencem de um modo intrínseco. Quando existis em separado, aí passais a estabelecer a estrutura através da qual tudo deixa de vos pertencer. Tudo deixa de se achar interligado a vós e passam a existir aspectos da realidade que se acham afastados de vós. Por isso, tem lugar um forçar contínuo ou luta em qualquer sentido. Até mesmo um indivíduo que designais como um sem-abrigo luta, luta para obter.

PERGUNTA: (Inaudível) … interromper por hora, está bem? E continuaremos com mais questões… (Inaudível) Muito obrigado.

ELIAS: Muito bem. Continuaremos num instante.


PERGUNTA: (Inaudível) … interromper por hora, está bem? E continuaremos com mais questões… (Inaudível) Muito obrigado.



ELIAS: Muito bem. Continuaremos num instante.
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12/08/2009

PERGUNTA: Esta independência pode ser encarada por duas formas. Quer dizer, podemos tentar… Preservar a nossa independência como no caso de querermos defendê-la, quando alguém surge e pretende não permitir que nos tornemos independentes, ou em que podemos cede-la e… Como que passar a situar-nos em sintonia com os outros. Esse é um tópico bastante complexo, e assim que tento formulá-lo, ele escapa-se-me.

ELIAS: Mas tendes razão em dizeres tratar-se duma questão bastante complexa e duma questão que se acha profundamente enraizada em vós e com isso, tornar-se-á um desafio para cada um de vós dar atenção a esse assunto particular, porque a independência constitui um Apêndice na vossa identidade, e não faz parte da vossa identidade genuína. Trata-se dum apêndice, uma associação, e como tal a informação mais significativa a reconhecer em relação à independência é que a própria Independência traduz-se pelo acto de afastamento. É o acto da separação. Por isso, começa agora a tornar-se uma questão em cujo sentido vos estais a voltar, o de vos prontificardes para dar atenção efectiva a esse particular apêndice.

PERGUNTA: Estás claramente a dizer que… Digamos que eu sou isto e tu és aquilo. E estabelecemos limites definidos entre nós e lutamos para preservar esses limites? Por outras palavras, tão prontamente quanto nos damos conta do quem somos, deixamos de ter que lutar tanto para nos tornarmos independentes. Somos quem somos e nisso já nos conjugamos na perfeição com os outros com harmonia. Quanto mais cada um tiver consciência de quem é genuinamente, menos sentirá necessidade de lutar por se tornar diferente, por se tornar uma pessoa distinta por isso se encastrar de forma harmoniosa, sem toda essa luta.

Sim, tens toda a razão, mas existem muitos aspectos que se acham envolvidos na independência e que vos permeiam a existência toda, e se acham ligados a grande parte da vossa existência. Nesse sentido, sim, tens razão. Se tiveres uma consciência genuína e um conhecimento autêntico da tua própria identidade, sobre quem és e do que és, deixará de ser necessário que continues a gerar essa separação da independência e isso permite-te igualmente afastar-te dessa forte associação com a responsabilidade, porque a responsabilidade anda intensamente de mão dada com a independência.

Nesse sentido, quanto mais consciente te tornares, mais genuinamente reconhecerás e te permitirás reconhecer ser quem és e aquilo que fores, e menos importância a independência e a responsabilidade, ou esse tipo de responsabilidade que faz par com a independência, se tornam. O que te concederá uma liberdade efectiva para te voltares no sentido da interligação e do relacionamento em relação a tudo o que inclui todos os demais. Nesse contexto, o reverso da independência não reside na dependência. Reside, sim, na interligação e no relacionamento, enquanto na associação com a independência, que não passa dum outro termo para a separação, só vos estais a separar.

Mas com isto, tens razão, trata-se dum tema complicado por ser uma jóia por que tendes apreço. É isso pelo que sentis apreço. Por vos tornardes independentes. Além de ser aquilo porque vos esforçais por atingir; por vos tornardes assim independentes, em cujo sentido, equacionais independência com liberdade. E de facto a independência estabelece obstáculos e impedimentos enquanto que aquilo que vos proporciona liberdade genuína de serdes quem sois é o conhecimento do genuíno de vós próprios, a valorização disso e o facto de vos permitirdes, com esse conhecimento, reconhecer a interligação e o relacionamento.

Não que não continueis a avançar no sentido de explorar mais ou de vos desafiardes a realizar-vos mais, mas podeis realizar sem terdes de lutar através da independência.

PERGUNTA: Pois, pois, isto torna-se-me árduo de colocar por palavras. Eu entendo aquilo que estás a dizer… Tenho dificuldade em colocá-lo em palavras de novo, devido à falta de vocabulário, além de ter outros tópicos. Mas é bastante interessante. Diria que não tenho prosseguir a ser tão especial e por aí. Posso ser eu mesma de uma forma descontraída, e isenta de rigidez. Isso acha-se imbuído duma grande descontracção. Podemos mesmo sentir-nos independentes em relação ao que anteriormente achávamos ser. Deixamos de o assumir mais como importante. Damos um passo fora e dizemos, okay! Ah, ah, ah.

ELIAS: Ah, ah, ah, ah. Eu estou de acordo.

PERGUNTA: Pelo menos é como eu o sinto.

ELIAS: Sim! Coisa que te reconheço. Mas também realçaria que isso apresenta um desafio sob variados aspectos e junto de diferentes indivíduos, e …

PERGUNTA: Ah, ah. Certo. E isso pode…

ELIAS: Em relação à forma intensa como se associam à independência, e em relação à parelha que estabelece com a responsabilidade. Posso-te dizer, que esta é uma altura em que, por se tornarem conscientes de si e genuinamente conscientes da dignidade de cada indivíduo aparte de todos os demais apêndices ou associações relativas à identidade individual, isso é um desafio que está a ocorrer e que continuará definitivamente a ocorrer por algum tempo e a gerar neles situações traumáticas em grau variável, por constituir uma transição difícil e uma emergência numa nova maneira de vos definirdes, em meio a esta mudança.

PERGUNTA: Faz todo o sentido para mim. Ah, ah.

ELIAS: Ah, ah, ah



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