segunda-feira, 15 de agosto de 2016

RESENHA DE TERMOS 3



TRANSIÇÃO

A transição pode ser a manifestação, num foco não físico, de algo em que acrediteis.

JIM: Curiosidade em relação ao que estávamos a debater antes da tua chegada, sobre acordos entre essências que parecem ter lugar nas vidas das pessoas e na deste indivíduo que estava apegar fogo na casa duma mulher, e daquele que parecia perseguir a família por todo o lado, e talvez saber o que poderá isso envolver.

ELIAS: Vou-te dizer, antes de mais, que as essências não se acham “apegadas à Terra”. Não existe situação nenhuma em que uma essência se veja ligada ao que designaríeis como “o plano terreno” contra a sua vontade. As essências experimentam a transição, e nesse estado, existirão alturas em que poderão alinhar a sua energia mais próximo do foco físico. Isso não quer dizer que a sua essência se veja “amarrada” ao foco físico, porque a sua essência acha-se afastada do foco físico, e acha-se nos horizontes das suas crenças. A sua energia pode achar-se relacionada, e mais alinhada, com o foco físico. Por isso haveis de chamar a isso de energia residual que poderá, durante um certo tempo, permanecer ligada a certas áreas, ou ligada a certos indivíduos.

Já vos terei referido previamente que vós incoporais áreas de energia no espaço em que viveis. Vós depositais energia em áreas do espaço que vos circunda. Vós identificais-vos e ligais-vos a certas áreas dentro do espaço físico. Nesse sentido, poderá, tal como já referi, tratar-se dum canto do vosso quarto. Quando experimentais a transição, podeis identificar-vos com uma área do vosso foco físico, em termos de energia. A vossa essência não passará a ocupar esse espaço. Não existe nenhum “fantasma” a residir aí mas pode subsistir uma energia a prolongar-se. A energia acha-se constantemente em movimento. Dependendo da experiência que possais incorporar na transição, essa energia pode igualmente ser afectada e passasr a mover-se de formas pouco usuais. Isso não quer dizer que toda a vez que experimenteis fenómenos estranhos no foco físico, que não consigais explicar, isso se ache ligado a uma essência que se acha em transição; porque, muitas vezes, tal como já referi, vós próprios, na energia da vossa essência e no quadro da vossa consciência, podeis projectar expressões físicas exteriores ao vosso próprio estado emocional. Podeis separar elementos da vossa energia e projectá-los no exterior, e chegar a afectar.

Muitos indivíduos encaram esse tipo de fenómeno como “possessão”, ou como elementos de “assombração”. Os vossos instrumentos físicos hão-de registar certos surtos de energia específica mas não vos explicam a origem dessa energia. Vós especulais que essa energia tenha origem de uma entidade não física. Esse nem sempre é o caso. Existem muitas alturas em que podeis projectar-vos fora de vós, e criar esse tipo de fenómeno. Sabe-se de casos em que indivíduos falaram em línguas estranhas, o que explicam como sendo um fenómeno de outra entidade a “possuir” o seu corpo físico. Isso está incorrecto. Eu já declarei, muitas vezes que as essências não são intrusas. Por isso, aquilo que mobilizais nesses exemplos são outros focos, em relação aos quais admitis um trespasse para o vosso presente, ou o que percebeis ser a vossa presente consciência, permitindo uma fusão, e desse modo expressando elementos em relação aos quais normalmente não teríeis qualquer conhecimento.

Isso também não quer dizer que por vezes as essências que se situam no estado de transição não afectem o foco físico, porque por vezes elas afectam. Nos vossos “jogos psíquicos” podeis interagir com outras essências. Podeis interagir com aquelas que se acham em transição, ou com as que não se encontram em transição. Quando é expressada acção de um modo que podeis designar como indesejável, o mais provável é que sejais ou vós a criar isso através da vossa própria consciência, ou se trate de energia residual duma essência que se ache em transição. As crenças afectam bastante em todo este fenómeno.

ELIAS: Vou estender o meu auxílio ao Dosh (Rex), na experiênica recente do enfoque pessoal. O indivíduo por quem sentes preocupação acha-se, por assim dizer, óptimo. Passarei a explicar que no element de transição de um enfoque para o outro, ou de uma área da consciência para outra, proporciona o que perceberíeis, neste vosso período, como um ligeiro periodo de paz, separado das crenças. Isso constitui uma reacção automática, por assim dizer, por parte da essência em oferecimento de um adiamento à permanência temporária da consciência antes de atender às crenças que possam achar-se associadas ao foco pré-existente, por assim dizer.

Portanto, no curto período de tempo subsequente ao que percebeis como morte, instaura-se uma tranquilidade e uma paz que vos permitem um acúmulo de energia que se terá dispersado por altura do começo da transição. Nesse período, o indivíduo experimenta apenas uma sensação de paz. Não subsiste qualquer noção de forma, nem mesmo de consciência mas somente a sensação de paz; assemelhando-se na realidade bastante ao que percebeis como sendo o estado de sonhos, nos quais não recordais. No vosso estado do sonhar, muitos de vós não tomais consciência de vós. Desse mesmo modo, e nos começos da área da transição, o indivíduo também não experimenta nem detém qualquer noção da experiência do eu. Nesse sentido, ele concede a si próprio a experiência da paz total; uma experiência isenta de distorções. Portanto, mantém a alegria!

REX: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Já tentei previamente, neste fórum, dar-vos conta dos elementos da transição e conceitos respeitantes ao que encarais como morte. Nesse sentido fi-lo com o propósito de vos permitir uma consciência mais alargada e para vos proporcionar uma oportunidade de abrirdes mão do temor inerente a tal acto ou evento da consciência; porque na realidade não existe qualquer elemento de temor. Por isso, não é necessário que abrigues essa emotividade nem percepção. Portanto, além disso por vezes, quando a oportunidade se apresentar com naturalidade a fim de colectares uma maior informação respeitante a esse assunto, isso torna-se uma ajuda; não só à experiência do próprio indivíduo que experimenta afectação mas a todos vós igualmente, em prole duma melhor compreensão.

ELIAS: Quando entrais no foco físico, achais-vos no que designaríeis como ligeiramente desfocados. Encontrais-vos a mudar duma área de consciência não física para uma área da manifestação física. E essa acção em si mesma incorpora transição; porque, cada vez que passais para uma outra área da consciência, precisais passar um acto de transição. Todos esses elementos vos são familiares no não físico, quando vos aproximais da entrada da manifestação física.

Enquanto sois bem pequenos, achais-vos bem conscientes dos elementos não físicos. Continuais num estado de transição, a aclimatar-vos a uma nova noção da consciência. Nesse sentido, aclimatais-vos ao vosso ambiente, assim como ao ovimento da consciência. Isso inclui (um elemento do) tempo. Também inclui uma manipulação diferente, porque manipulais a energia para criardes em termos físicos; tal como quando vos vedes a encetar o acto da morte, segundo a percepção que dela tendes, em que também passais para uma área de transição, por vos terdes de aclimatar a um novo ambiente. Portanto, ao entrardes, vós tendes consciência de elementos não físicos. A vossa realidade é expressada mais próximos do que actualmente vedes como o vosso estado de sonhar, porque isso é aquilo com que vos achais familiarizados. Ao vos desprenderdes do foco físico, levais convosco aquilo com que vos achais familiarizados. Não morreis e passais automaticamente para uma área semelhante a uma núvem, em que vos vedes destituídos de corpo e a pairar por entre o nada, na posse do conhecimento de tudo! (De modo bem humorado)

CATHY: Porquê? (riso)

ELIAS: Vós moveis-vos com a consciência dos elementos da consciência que vos são familiares. Por isso avançais com a consciência do corpo físico, e com um foco de consciência objectiva.

Ao entrardes no foco físico, a acção de criardes é-vos pouco familiar. Apesar de terdes experimentado o foco físico noutras manifestações, vós divorciais-vos dessas recordações ao vos permitirdes focar-vos de modo singular, desde o que designaríeis como o início, ao criardes este foco individual.

Além disso, tomai consciência de que o aspecto da consciência que entra num enfoque físico qualquer não é “usado”. Não se está manifestar de novo como se fosse um produto usado. É uma nova criação. Sois vós; e apesar de verdes que dispondes de focos passsados e futuros, e eu vos dizer que detendes focos simultâneos, tal como tenho referido, eles sois vós, mas também não são; porque vós sois o que sois de modo singular, nnovos e em transformação, não já produzidos, não já utilizados num outro foco, nem uma outra versão de vós; porque na singularidade que vos caracteriza, só existe uma versão de vós.

Por isso, ao entrardes de novo na manifestação da vossa escolha, vós entrais trazendo convosco uma noção de recordação. A recordação que detendes é, nos termos da vossa concepção, imediata. A memória imediata não é física; é uma noção da extensão das vossas capacidades criativas. Em adultos, observais esse aspecto nas crianças como imaginação. Na realidade, isso consiste numa forma de conhecimento da realidade. As crianças experimentam através da consciência e da criatividade, por estarem a aprender a forma de manipularem a energia em termos físicos. Acham-se a colher limites que estabelecerão por si mesmos no foco físico. À medida que vão crescendo, aprendem com uma maior eficiência o modo de estebelecerem esses limites. Esses não são termos negativos, mas movimentos altamente especializados da consciência.

Percebei no exercício da vossa experiência a dificuldade inerente à distinção dos vossos sentidos, e à minupação individual desses mesmos sentidos enquanto vos atendes ao vosso foco. Trata-se dum movimento altamente especializado na manipulação da energia física. Do mesmo modo, vós aprendeis a especializar-vos no foco físico. Por isso dirigis a vossa atenção cada vez mais e por incrementos.

… No vosso desejo de compreenderdes o movimento inerente à transição, para lá do foco físico, tal como o designareis, vós reforçais as crenças em que vos depreciais, por encarardes a vossa especialização como uma coisa “má”. Desejaríeis não experimentar, vós mesmos, e por vezes que os outros não experimentassem a consciência própria da criança. Mas tal desejo constitui uma depreciação da vossa realização em termos de especialização no vosso foco.

Aqueles que se acham nesta companhia escolheram alargar os horizontes da consciência no foco físico, em antecipação da transição. Nesse sentido, ser-lhes-á estendida informação, como já o foi, a fim de servir de ajuda; mas do mesmo modo que as notas não tocadas são essenciais para incutir melodia à sinfonia, também todos os aspectos da criação que moveis vos são essenciais a vós.

Estes são conceitos importantes para vós contemplardes, porque a introdução das contrapartes irá desafiar a importância dos vossos eus individuais. E existem muitos aspectos no que toca a esse tema das contrapartes. Eles ão se limitam à vossa própria essência. As contrapartes entretecem-se por toda a consciência. E na implementação de contrapartes não existe qualquer barreira nem limite. Por isso existem muitos aspectos e acções distintas que esses elementos inerentes a tais elementos da consciência; razão porque escolho presentemente prefaciar o nosso movimento de passagem para esse assunto com informação relativa à importância e à validade de vós próprios. Não vos digo de ânimo leve serdes o centro do universo, porque sois! Por isso, recordai isso à medida que formos avançando para áreas que vos possam causar desfocagem, na consciência que tendes de vós.

JENE: Eu tenho uma pergunta a colocar. Tive a impressão, esta tarde, que um fragmento dum essência muito próxima terá reajido a um deslize de boca, por assim dizer, com alegria e criatividade e lambendo-me a cara toda, assim que o tratei por Scottie. Existirá alguma familiaridade com essa essência, no âmbito da consciência?

ELIAS: (Avalia) Do modo em que estás a colocar esta pergunta, não. No enquadramento da consciência uma essência pode escolher, uma vez na área de transição, interagir com muitos aspectos diferentes da consciência no foco físico. Durante a transição, a direcção que a energia toma é dispersa e não é dirigida no que podereis designar como a maior parte; porque esses indivíduos assumem uma direcção e podem dirigir a sua atenção para certas áreas, mas geralmente, a energia é bastante dispersada e não é focada.

Isso ocorre muitas vezes na consciência das criaturas, porque as vossas criaturas discriminam menos e acham-se mais expostas à disponibilidade de outras energias, e reconhecem-nas. Podeis não reconhecer sempre aquilo que elas reconhecem, mas muitas vezes elas também servem de faróis, por assim dizer, para a interacção. Por isso aquele que tiver aprendido a dirigir a energia a fim de criar um contacto específico pode escolher esse veículo da energia; não que a criatura constitua esse veículo, mas a energia, para que não tomemos erradamente uma mannifestação física qualquer e a classifiquemos como um receptáculo ou um veículo, o que não será; a energia é que, ao ser distribuída pode tornar-se no veículo que se torna capaz de reconhecer o contacto ou a intersecção. Por isso, essencialmente, sim, estás correcta na avaliação que fazes dessa interacção, só que não constitui nenhum resultado dum aspecto qualquer desse indivíduo.

JENE: Essa energia irá manter-se neste foco particular, ou por se achar tão dispersa e isso ter sido reconhecido, poderá decidir expandir-se e avançar mesmo enquanto se acha em transição, e deixar de abranger esta essência em particular deste animal particular?

ELIAS: Todas as essências, todos os indivíduos que se acham em transição se acham em constante movimento e estão continuamente a transformar-se, tal como vós; por isso, nos vossos termos, estão continuamente a aprender e em crescimento constante. Estes são termos físicos bastante limitativos. Eles acham-se num estado de expansão e de transformação. Acham-se num movimento constante. Por isso, não continuarão numa dada acção de forma indefinida, nos vossos termos; mas precisais entender que vos focais numa densidade de tempo. Vós, no foco físico, preservais em elemento de tempo que é sequencial. No foco não físico não subsiste qualquer elemento de tempo. Por isso, aquilo que percebeis como um período continuado de tempo não representa nada disso. Só o é em relação à vossa própria percepção do foco físico.

ELIAS: Também vos direi que numa manifestação final podereis por vezes deter consciência dum foco inicial, por terdes noção de todos os vossos outros focos, por os intersectardes. Isso dependerá do vosso desejo e objectivo inerente a essa manifestação final. Se o vosso objectivo abranger um desejo de empreenderdes transição no foco físico, haveis de vos permitirdes intersectar todos os vossos focos, o que quererá dizer que admitireis uma maior influência da parte de todos esses focos e conhecimento relativo a eles. Por isso, também podereis sentir a sensação dum foco inicial. Ele pode “transpirar” ou trespassar e revelar-se. Por isso, podeis ficar confusos, e expressardes estar a experimentar o vosso primeiro foco e o último; apesar de não terdes nenhum primeiro nem último! Tereis iniciado e interrompido, porque não existe nenhum início nem nenhum término! (Ri para si mesmo)

Essa é a explicação que vos dou para o facto de terdes tanto pressentimentos como sensações. No vosso foco de iniciação não tendes consciência do vosso último. A sensação revelar-se-á diferente. Isso constitui igualmente uma acção bastante criativa no foco físico, porque vós proveis-vos de sensações de cada foco. Aqueles que voltam a manifestar-se, os quais não são de iniciação nem finais sabem que são focos de continuidade. A manifestação que está a iniciar sente ser nova. Sente-se como se estivesse num estado de tabula rasa e não comporta qualquer memória. Uma manifestação pode obter a sensação da manifestação inicial, só que sente igualmente a sua qualidade de finalidade. Sabe estar a desprender-se do foco físico, e prepara-se para o enfoque não físico. Por isso, vós sabeis sempre onde vos situais em meio aos vossos focos. Sois sois assim tanto um mistério para vós próprios! (Ri para si próprio)

JENE: Tenho uma pergunta. Neste foco físico temos muita consciência da densidade duma dimensão de tempo, e é sequencial. Na transição, qual será o botão de escape, ou o desejo, ou o objectivo para nos voltarmos a manifestar ou para a interrupção? Existirá algum período de tempo de aprendizagem em que experimenemos a consciência do corpo, ou a a consciência objectiva e subjectiva, o Todo? E quando isso tem lugar, nós escolheremos nessa altura, por ser tudo o produto duma escolha, o desejo e o objectivo para a nova manifestação? Ou…

ELIAS: Isso penetra numa área difícil, porque tu continuas a pensar em termos de reencarnação. Voltar a manifestar-vos não significa reencarnação. Trata-se de elementos completamente distintos, porque não existe reencarnação. Também pensais em termos de sequência, coisa que também não tem qualquer relevância na concepção não física.

Por isso, as perguntas que me colocas dirigem-se no sentido de me perguntar: (de modo bem humorado)”Se eu morrer, passo para uma área de confusão e de caos e espero um tempo nessa confusão. Mestres de elevado calibre abordam-me e dão-me conta de verdades. Aí torno-me versado e opto por nascer.” Não! Vós não vos moveis dessa forma. Vós constituís uma nova criação. Vós não reencarnais!

CHRIS: Então aquilo a que nos referimos como outras vidas são apenas outros eus?

ELIAS: (Para a Christy) São outros focos.

(Para Jene) Bom; continuando com a pergunta que me colcoaste; vós interrompeis um foco físico. Tal como o Lawrence perguntou, mesmo com essa interrupção do foco físico, o vosso acto possui significado. Por isso, de desejardes expirar durante o sono e escolherdes ser enterrados na vossa Terra, a escolha que fizerdes na transição há-de ser diferente da escolha durante a trandsição no caso de escolherdes ser comidos, ou consumidos pelo fogo, ou ser vaporizados pelas vossas armas atómicas, ou desvanecer-vos! A escolha que fizerdes de desenlace do foco físico vai influenciar bastante a vossa escolha durante a transição. Nesse sentido, continua.

Existem muitas escolhas que podereis empreender na área de transição. Se vos achardes enamorados por este ciclo da manifestação física, nessa área da transição podeis escolher fragmentar-vos e escolher focar a vossa essência completa no foco físico. Por isso, deveis voltar a nascer. Se o escolherdes, podeis envolver aspectos da vossa experiência de forma que possais continuar no foco físico, já que outros aspectos passam para outras áreas da consciência. Se escolherdes, podeis terminar o enfoque físico; altura em que, tal como foi referênciado, depende da escolha de cada um alinhar ou fragmentar-se, ou outras acções diversas.

VICKI: Bom, o que aconteceu à Lydia e ao Tweety quando este nasceu? Que aconteceu à personalidade da Lydia?

ELIAS: A personalidade da Lydia não foi assimilada. Não foi engolida pelo Tweety! Entre a Lydia e o Tweety fundem-se aspectos da consciência a fim de formarem a manifestação, o foco, poor intermédio do acordo e da cooperação. Outros aspectos do Tweety e da Lydia prosseguem como manifestações da personalidade, nas suas próprias direcções individuais. Os aspectos fundidos da consciência criam uma nova personalidade pertencente aos focos que se terão fundido.

VICKI: Então deve ser aí que o “novo” faz a sua entrada, mas então os aspectos da Lydia e do Tweety continuam?

ELIAS: Exacto; sem perderem a sua individualidade ou integridade.

ELIAS: Como vós pensais em vós próprios em termos de entidades individuais, pensais no singular. Pensais mover-vos de um foco para outro tal como sois, só que sois mais do que o que reconheceis. Vós só perspectivais um aspecto de vós. Vós pensais nos termos do vosso eu objectivo e pensais que isso seja a entidade que se desloca através da consciência para “lugares”, áreas da consciência! (Dito de forma bem humorada)

Vós passais do vosso “plano” físico enquanto o indivíduo que sois, para um “plano” de transição não físico, o que naturalmente deve constituir um local, porque vós precisais ocupar um local! E desse local no plano de transição passais para um plano “superior” dotado dum conhecimento mais abrangente, e possivelmente rumo a um mestre professor como eu! (riso) Muito errado!

Vós sois muito mais do que o que percebeis objectivamente. Não existem planos, nem níveis. Vós não vos moveis cada vez mais “alto”, rumo a um “reino celestial”. Já estais presentemente a ocupar o vosso reino celestial! Já constituís a vossa mais elevada expressão! Só passais para diferentes manifestações da experiência.

… Estás correcta na avaliação que estabeleces acerca do elemento tempo como bastante diferente e não contendo qualquer significado na área de transição. Desculpa; detém pouco significado, porque durante a trasição dá-se um ligeiro reconhecimento de elemntos de tempo como uma continuidade da conexão ao foco físico, e além disso, no movimento das crenças pode dar-se uma identificação do elemento tempo, também. Na realidade, a experiência da dimensão verdadeira do tempo não existe, mas a experiência de sentir o elemento do tempo pode existir. Nisso, o indivíduo pode igualmente projectar energia. Essa não é a mesma acção que fazer com que, por assim dizer, ou permitir que um aspecto da consciência passe a residir nouto elemento.

JENE: Então é uma experiência temporária de energia.

ELIAS: É um movimento de energia. É uma tentativa de comunicação. Muitas essências em focos individuais que passsam pela experiência da transição tentam, com alguma dispersão de energia, comunicar, ou o que encaram como a criação duma intersecção com o foco físico. E podem-no conseguir, apesar de ser muito de modo muito não dirigido. Na vossa ficção científica, é como se eles disparassem a sua arma de raios e o raio atingisse o alvo errado! Involuntariamente poderá aproximar-se do seu foco desejado, mas eles não são muito adeptos de focar a energia na densidade deste elemento do tempo de forma intencional. Por isso resulta desgovernado, apesar de serem bem sucedidos a aproximar-se!

ELIAS: Já tentei, neste fórum, anteriormente, dar-vos conta de elementos da transição e conceitos respeitantes ao que veedes como morte. Nisso, o objectivo vai no sentido de vos possibilitar uma consciência mais alargada, e permitir-vos abrir mão do medo inerente a essa acção ou evento que tem lugar na consciência; porque na verdade não existe elemento nenhum de temor. Por isso, é desnecessário sustentardes essa emoção ou percepção. Por isso também, por vezes, quando a oportunidade se apresenta de modo natural, aceder a uma maior informação respeitante a este assunto torna-se útil; não só para a personalidade individual que experimenta a afectação com para todos também, para uma melhor compreensão.

JENE: Nem sequer sei como formular a pergunta, por isso, faz o favor de me sondar e de responde, fazes o favor? (A rir) Sinto este interesse pela transição e sinto cuirosidade em relação ao critério empregue no movimento da transição, quer no sentido de nos voltarmos a manifestar quer pasa passarmos além. Existirá um critério? Estou a pensar no facto do Scott ter partido aos onze anos de idade e a energia ainda se achar dispersa. Ainda experimento a sua energia num tipo de direcção espalhada por áreas distintas. Existirá algum critério para o movimento na transição? Existirá, vou utilizar este termo, um período de tempo? Existirá “algo” que se mova durante a trasição? Saberás o que estou a tentar dizer?

ELIAS: Não existe nenhum intervalo de tempo.

JENE: Muito bem. Bom, eu estou ciente disso, só que é o único modo que conheço para explicar aquilo que busco conhecer neste momento.

ELIAS: Portanto, vós percebeis uma estrutura de tempo e referes onze anos, o que te parecerá uma parcela de tempo significativa. Na área de transição do foco não físico, isso não assume o mesmo aspecto; apesar de ainda sustentardes consciência objectiva em diferentes graus. Por isso, um elemento de tempo ou sensação de tempo também pode ser identificado, só que de modo diferente daquele que identificais, por existir igualmente um influxo de tempo simultâneo. O passado e o futuro sobrepõem-se, mas como os indivíduos continuam a deter consciência objectiva, a sua compreensão da simultaneidade do tempo não é o que designaríeis como completa. Por isso perspectivam parcialmente um movimento de tempo, diferentemente de vós, mas também percebem a sobreposição do passado e do futuro. E isso pode tornar-se factor de confusão.

Agora, no vosso elemento do tempo, tal como com a comparação, já vos referi que o vosso elemento de tempo representa um abrandamento na consciência, a criação duma densidade que passa a ser desenvolvida para experimentardes. Na consciência não física, esse aspecto de tempo deverá parecer mais acelerado. Por isso aquilo que encaras como um período de onze anos pode representar onze minutos para a consciência do indivíduo, por ser assim tão acelerado.

Quanto ao método do movimento, não existe método nenhum. Cada foco individual experimenta a transição individualmente, porque cada um de vós dirige-se às suas próprias crenças. Isso depende igualmente do vosso desejo e da intenção na escolha de voltardes a manifestar-vos ou não.

Se escolherdes não voltardes a manifestar-vos, a vossa acção será diferente; porque se escolherdes voltar a manifestar-vos, não se revela necessario passar as crenças todas em revista, porque ides dar continuidade a algumas crenças noutros focos.

Isso não implica nenhum carma! Vós não “carregais nenhuns elementos maus nem perversos” covosco. Continuais a ater-vos às crenças, no decurso da vossa escolha de não interomperdes o vosso ciclo da focagem física.

Com a escolha de não voltardes a manifestar-vos, a acção já se revela diferente, porque optais por percorrer todos os sistemas de crença físicos. Isso inclui não só esta dimensão e período de tempo mas todas as crenças de todos os vossos focos, o que pode representar um feito, dependendo dos vossos focos.

Se vos focardes fisicamente em muitas direcções ao mesmo tempo, haveis de abrigar imenso número de crenças. Em simultâneo, também tentais, uma vez na transição, como esse indivíduo fez, atacá-las a todas de uma só vez; apesar de essa constituir a abordagem mais difícil, tal como vós no foco físico tendes consciência de que, quanto mais arduamente tentardes, mais dificilmente o alcançareis. Quanto mais forçardes, menos avançareis. A esse mesmo respeito, se encarardes todos esses focos e todas essas crenças como precisando ser acatadas e ultrapassadas, estareis de facto a realizar o mesmo tipo de movimento; a forçar de encontro à parede, e a não vos permtitirdes liberdade de movimentos. (pausa)

Ao consentirdes essas crenças, e ao admitirdes e aceitardes todos os aspectos da mente objectiva, sem juízo crítico, vós passais a aceitar e a conceder a vós próprios a liberdade de movimentos na transição; representando isso igualmente a acção que também adoptais presentemente no foco físico, porque no início, a acção da mudança e da transição assemelham-se bastante.

A escolha nem sempre é definida no momento em que o indivíduo se desloca dum foco em particular. A escolha por vezes é estabelecida mais tarde, nos vossos termos. Em muitos aspectos, tal como declarei previamente, muitos não entendem a área de transição, por continuarem na sua consciência objectiva. Nesse sentido, eles ao pensamento físico. Não compreendem o simbolismo; a tradução e prosseguem na crença de que o pensamento objectivo seja tudo o que existe na realidade. Isso, de acordo com a escolha também, pode exigir o que designais como um período de tempo de ajustamento.

Recorda-te da analogia que empregamos do nascimento no foco físico. Vós, por altura do nascimento e enquanto sois infantes, estais a ajustar-vos com o tempo. Estais a aclimatar-vos ao vosso novo ambiente. Grande parte da actividade que prevalece é subjectiva. A maior parte da vossa realidade é subjectiva em relação ao não físico, porque é isso que recordais.

Do mesmo modo, ao passardes para o não físico, ao vos desprenderdes do corpo, também precisais aclimatar-vos a um ambiente diferente. Passais para uma área da consciência diferente em que precisais integrar-vos. Isso representa aquilo que designaríeis presentemente como um processo de aprendizagem. Na realidade, trata-se dum processo de recobrar o recorado. Permitis-vos recobrar a memória, mas no que designaríeis como a maioria dos casos isso não subentende uma ocorrência instantânea mas sim um processo, porque vós escolheis que isso seja um processo.

ELIAS: Eu já te expressei que vós não pondes termo ao foco físico, ou morreis, para entrardes num mundo de bem-aventurança e de omnisciência. Vós entrais numa área de transição, para a qual carregais convosco os vossos pensamentos objectivos e sentimentos. Já te expliquei que, quando uma criança entra no foco físico, ela tras consigo, na consciência, uma continuidade da actividade subjectiva, a qual interpretais como uma grande abertura da parte dos pequenos que perdeis à medida que ides crescendo. A interpretação que passarei a fazer é diferente, mas essa é uma interpretação.

Do mesmo modo, já vos expressei que ao passardes para uma outra área da consciência, também levais convosco a recordação da actividade a que estais acostumados. Nesse sentido, os sentimentos são realçados, por passarem a ser experimentados dum modo mais puro. Esses sentimentos não se associarão a identificações de certo nem de errado. Apenas se farão presentes. Isso não é para te dizer, que vós, com a experiência desses sentimentos em torrente, não desejareis interromper muitas deles, só que não lhes associareis noções de certo nem de errado. Eles prosseguem, do mesmo modo que as crenças têm prosseguimento, até recorrerdes a eles, até expandirdes a vossa consciência e os aceitardes e os admitirdes.

Vós dais continuidade aos sentimentos por tentardes desaprová-los; essa é a razão porque experimentais alegria e felicidade por breves instantes e tristeza por longos períodos de tempo, porque vos permitis experimentar alegria. Isso, não procurais reprovar. Já com os sentimentos que encarais com maus, tentais rejeitar. Tentais asfixiá-lo, e ao criardes esse acto perpetuais a sensação na consciência, por a preservardes. Na área da transição não associareis ideias de bom ou mau, certo ou errado a essas expressões de sentimentos. Por isso, permitir-vos-eis senti-los e passar pela sua experiência. Com isso dissipar-se-ão e deixarão de continuar a apresentar a sua atracção; é por isso que vos disse para vos não preocupardes (overly) com a emoção que presentemente experimentais. Isso, para vós ambos; porque essa tristeza há-de passar se vos permitirdes reconhece-lo e passardes pela experiência dessa emoção, e tomardes consciência de que estará a vir ao de cima como uma acção de recordação inerente ao acto de transição.

VICKI: E essa essência que se acha na transição não física presentemente está basicamente a incorporar a mesma acção, certo?

ELIAS: Exacto.

VICKI: E esse sentimento avassalador que tanto o Michael como eu sentimos associado a uma grande solidão, isso terá sido uma interpretação nossa?

ELIAS: Assim como uma interpretação do indivíduo tambem, apesar de também poder ser percebida sem ser como uma interpretação. Trata-se duma percepção, mas também duma percepção correcta, porque a identificação do sentimento não se acha atado a vós. Na área e na acção da transição, haveis de estabelecer uma relação empática com os sentimentos. Por isso, haveis de obter uma noção alargada da consciência e daquilo que compreende, e haveis de sentir isso igualmente, duma forma empática.

Nesse sentido, não estareis a experimentar pesar por vós. O que experimentais é uma sensação de empatia em ligação com aqueles que se acham a prestar atenção a isso e traduzis isso em vós. Também isso, se admitirdes experimentá-lo de modo total, pode ser bastante benéfico para aquele com quem contactais pela empatia; porque ao atrairdes a vós a experiência do sentir empático com o indivíduo, podeis experimentar de modo total no enquadramento do consentimento e da compreensão, e isso deverá afectar menos e diminuir a experiência física assim como a experiência não física do outro.

CAROL: Eu disponho dum local, não posso dizer que se trate dum local porque sei bem não ser um local, mas tenho uma experiência no que parece um cenário tipo parque e já observei pessoas lá antes, que terão transitado. Já lá vi uma amiga e não sabia que ela tinha transitado porque ela tinha ido para o sul, e fazia muito tempo que deixara de a ver. Por essa experiência pude confirmar que ela tinha transitado, mas em seguida investiguei e acabei por descobrir que de facto tinha ocorrido tal coisa. O seu nome era Claudette. Fico na dúvida se isso terá sido verdadeiramente um fragmento da sua essência ou da sua energia, ou se terá sido a sua energia autêntica. Provavelmente não estou a utilizar os termos correctos que tens vindo a empregar, pelo que não sei se o que estou a dizer fará sentido.

ELIAS: Já abordamos aquilo que sois capazes de encontrar no campo da energia e da identidade de indivíduos no acto da transição. Podeis intersectar e passar a lidar com um depósito de energia do indivíduo. Não intersectais o próprio indivíduo, mas podeis intersectar a energia do indivíduo como um depósito de energia na consciência. Também podeis contactar um outro foco, paralelo e em cooperação com o actrual foco e esse depósito de energia, o que vos poderá parecer aquilo que identificareis como sendo o indivíduo; apesar de na verdade não ser.

…Todo o indivíduo neste planeta toma parte da mudança. Trata-se de um acordo estabelecido ao nível da consciência. Por isso, todos fazem parte desta mudança. Alguns escolhem tornar-se instrumentos. Alguns escolhem servir de apoio aos outros na acção desta mudança, a fim de aliviarem a possibilidade de trauma. Nesse sentido, tu és um deles; tal como muitos que são atraidos para este fórum. Esse indivíduo de que falas serve de auxílio num sentido diferente. Muitos indivíduos servem de ajuda no quadro desta mudança, mas nem todos se acham activos na mesma direcção. A tua direcção pessoal também se acha em alinhamento com outros indivíduos deste fórum. Além disso, não faças pouco caso da acção que empreendes, porque eu te direi que eu te “Enviarei à frente”! (dito de modo sarcástico, seguido de imenso riso) “Em verdade to digo!”

CAROL: Estás a fazer troça de mim, mas isso faz parte da razão porque, por vezes, me interrogo se o devia fazer, ou se deveria deixar de o fazer, e seguir o meu caminho! (A rir)

ELIAS: Defacto estou a troçar, apesar de também de dizer com toda a verdade que dispuseste certas probabilidades neste foco que estás a cumprir, e nesse sentido, também estás a reconhecer o movimento que se processa na consciência que é inerente a esta mudança, e podes tornar-te instrumental no auxílio a outros indivíduos com tal acção. Serviste-te de informação que te será útil, e hás-de continuar a recolher informação que poderás utilizar a fim de serevir de auxílio na acção desta mudança.

Recorda igualmente que grande parte da informação que incorporas é igualmente individualmente dirigida para ser utilizada, porque escolheste incorporar esta informação a fim de compreenderes como processar a transição no foco físico; sendo essa uma acção comum a muitos, não a todos, mas a vários outros indivíduos no quadro desta comunicação igualmente.

CAROL: Por outras palavras, a preparar-me para a transição em adição ao facto de me achar envolvida com esta mudança? Estarei a compreender correctamente?

ELIAS: Exacto. O acto de transição pode ser encetado durante o foco físico. O acto de transição é empregue no foco físicoem grande medida. Esses indivíduos, e tu entre eles, escolhem empreender tal acto de transição numa probabilidade diferente; sem se envolverem na acção convencionada oficialmente como de senilidade.

NORM: Eu tenho uma pergunta. Não estou certo de merecer ser debatida, mas pressinto que a área de colaboração seja provavelmente bastante importante na minha vida. A relação entre a cooperação e a separação ou a individualidade, não quererás empregar nenhum comentário sábio em relação a isso?

ELIAS: Hás-de apresentar a ti próprio, tal como de facto já tens consciência disso, as oportunidades de observares aquilo a que escolhes dar atenção. Com respeito à cooperação e à separação, ambas dependem da tua escolha; apesar de, ao escolheres expandir-te e ao formulares a ti próprio um pedido de informação e de auxílio, vires a apresentar a ti próprio uma oportunidade de perceberes aspectos de ti que poderás notar serem menos eficientes. Por isso hás-de instaurar a oportunidade de escolhas no quadro das probabilidades de mudança, e eventualmente hás-de abrir-te ao reconhecimento da direcção no quadro da cooperação, à medida que fores aprendendo a compreender não existir separação.

Isto é um problema muito difícil para todos vós, sem excepção; devido ao facto de terdes criado um foco físico que compreende uma camuflagem de separação. Não se trata de ilusão nenhuma, mas de uma camuflagem bastante eficaz de separação. Quando tomares consciência da inexistência de separação, e da inexistência de secções, por não existirem laranjas, (Ri) também te permitirás uma maior compreensão acerca da cooperação.

Lembrai-vos objectivamente de que sois parte de tudo e tudo é uma parte de vós, a despeito do bom gosto que sentis por um aspecto qualquer. Podeis perceber um outro indivíduo qualquer, ou actividade como detestáveis, mas eles são elementos de vós. Não tem importância. Não vos achais deslocados nem separados de todos. Não existe nenhum muro a erguer-se entre vós. Apenas concedeis a vós próprios uma percepção temporária que parece ser seccionada; mas apesar de criardes uma manifestação física, até mesmo isso não se acha encerrado nem seccionado em relação aos demais.

Além disso, também hás-de descobrir, à medida que prossegues no teu processo de expansão, tal como muitos dos meus amigos terão continuado junto a mim, no período destas sessões, que se pedir a vós próprios a vossa própria expansão também haveis de a mobilizar, para vossa confusão, e por vezes mesmo para vossa consternação! Mas te-la-eis requerido. Tal como falamos, vós escolheis de forma objectiva. Não sois vítimas duma conscpiração decorrente dum movimento subjectivo. Vós escolhestes, e haveis de apresentar a vós próprios esses elementos de que precisais ver para vos concientizardes e vos expandirdes; o que vos possibilitará afeiçoar a vossa mudança de um modo mais eficiente, uma transição no foco físico isenta de senilidade!

ELIAS: Alguns indivíduos escolhem, segundo a concepção que fazeis, eventos “maus” ou experiências. Nesse sentido poderão não criar o seu drama individualmente e por si sós, mas proporcionam a si mesmos exemplos definitivos através da experiência a fim de esclarecerem a informação. Não é incomum, no que designamos como um foco “final”(a rir para si) como tu escolheste, proporcionar toda uma onda de eventos que possas perceber como negativos ou com situações más. Não é regra, sequer! (ri para o Norm) Só não é incomum. É uma concentração de eventos, por acreditares que mais rápido é melhor! Por isso, proporcionas a ti própria muita informação num pequeno período de tempo, por acreditares que isso te traga um maior benefício à tua transição.

Um objectivo de darmos continuidade a estas sessões é o de que todos vós tomeis consciência de que podeis incorporar suficiente confusão e esforço ao empreenderdes a transição no foco físico sem criardes um trauma adicional à vossa experiência de aprendizagem, nos vossos termos; Ttal como temos que o Michael também tome consciência!

VICKI: Eu tenho uma pergunta acerca disso, em nome da Jessele (Margot). Ela interroga-se se, quando obtem imagens nos sonhos dum indivíduo focado no físico que se encontra às portas da morte, mas sem efectivamente ter falecido, se isso será um indicador da entrada no estado de transição.

ELIAS: Por vezes. Não sempre; mas existem ocasiões em que podereis contactar essas imagens e isso ser um indicador dum indivíduo que se encontra a efectuar uma acçãop de transição no foco físico.

RETA: Já referiste umas quantas vezes, se estou certo, que eles podem iniciar a transição antes de se desprenderem do corpo?

ELIAS: Exacto.

RETA: Não poderás explicar isso um pouco melhor?

ELIAS: Muitos de vós já o efectuais, tal como designais esse estado como uma condição física que classificais como de senilidade.

RETA: Então é como se já tivessemos partido enquanto o nosso corpo permanece aqui.

ELIAS: Também vos encontrais aqui!

RETA: Bom, tammbém estamos aqui, só que em parte, e não completamente alerta.

ELIAS: Estais completamente alerta. Empreendeis o acto de transição. Não vos tereis desprendido do foco físico.

RETA: E em relação àquelas pessoas que se encontram bastante doentes, deitados numa cama, num estado de coma? Tratar-se-á da mesma coisa? Terão já encetado a transição e ainda não se desligaram do corpo?

ELIAS: Não. Já debatemos previamente a manifestalção do que designais por coma, e podes (referring) a essa informação. No acto da criação de senilidade estais a empreender o acto de transição.

RETA: É interessante.

ELIAS: Não é necessário cair na senilidade a fim de procederem à acção da transição no foco físico; e tal como haveis de tomar consciência tanto no presente como num futuro próximo, haveis de ver as vossas ciências afectar de modo eficiente o que pensais ser a senilidade. Isso assenta num acordo, por estardes a entrar na vossa mudança; porque as pessoas através da consciência reconhecem não ser necessário criar essa “condição” ou “doença” a fim de empreenderem a transição.

DREW: Então abordam-na como uma crença ao invés duma escolha?

ELIAS: A acção é gerada com uma explicação aceitável na vossa realidade física. Encarais essa acção como sendo uma doença. Por isso ela é aceitável. Mas não é necesssário procederdes à criação dessa doença. À medida que avançais na vossa mudança, reconheceis isso. Por isso, criais uma cura bastante conveniente para a vossa doença!

RETA: Existem diversos tipos de senilidade. Tal como referiste, o coma constitui uma coisa, enquanto a senilidade constitui outra. Mas existem pessoas que são quase como vegetais. Só o seu corpo se encontra presente, e para nós, eles não apresentam reconhecimento de nada. Porque permenecerão se o seu corpo não funciona? Ou terá sido uma crença que tenham tido anteriormente, a de não conseguirem abandoná-lo?

ELIAS: Não se trata necessariamente duma crença. Trata-se da escolha duma experiência que podereis dizer alarga os limites da consciência do corpo. Podeis estar, tal como referi previamente, a fazer uso duma informação anterior, o que vos explicará essas situações.

ELIAS: O assunto da transição é amplo e complicado. Além disso é bastante individual tanto na sua actualização como no movimentos que compreende. Existem alguns pontos comuns que poderemos debater e que as pessoas podem experimentar, apesar de mesmo neles existirem variações; porque cada foco experimenta elementos diferentes e eventos diferentes na transição. Inicialmente, dirigir-me-ei às crenças que as pessoas comportam; não necessariamente neste grupo fisicamente presente, mas no caso de indivíduos que se acham privados desta informação.

Quando escolheis desprender-vos do corpo físico entrais numa área da consciência, uma acção, à qual chamamos de transição. Já tive ocasião de referir, muitas vezes, que a estrutura do tempo, nos vossos termos, é muito diferente do tempo do indivíduo que experimenta a transição não física. Por isso, inicialmente expressar-vos-ei que no tempo que reconheceis, poderá parecer-vos que um indivíduo possa continuar nessa área de transição por muitíssimos anos. Mas isso não vos deve preocupar. Por isso, não é necessário que vos preocupeis com o processo de pensamento de aquirirdes um método de auxílio a tais indivíduos, a fim de os fazerdes pôr termo à transição mais rapidamente. Isso deverá representar o que muitos nas suas crenças designam como ajuda àqueles que se acham “do outro lado”, guiá-los na direcção da luz. Isso não passa duma crença. Cada indivíduo empreende a acção de transição num período de tempo que, nos vossos termos, lhes é necessário a fim de darem atenção às suas crenças e de se desprenderem delas para avançarem na consciência. No âmbito não físico do acto da transição, o indivíduo não experimenta o tempo do mesmo modo que vós.

Já falamos anteriormente de indivíduos focados no físico e de essências não físicas que têm o objectivo e a acção de prestarem ajuda a alguns indivíduos após a altura que descreveis como morte, e de os levarem a agir. Isso é diferente daqueles que se ocupam inteiramente com a transição dentro do seu fluxo natural. Alguns, tal como declaramos previamente, passam para a fase de se desprenderem do foco físico e não acreditam terem passado para esse estado. Alguns deixam-se confudir desse modo, e agarram-se com firmeza à consciência objectiva. Com isso impedem o próprio avanço na área da transição. Por isso há essências que se encarregam de ajudar a faze-los passar para a acção da transição.
Tal como já referi anteriormente, as vossas formas de pensar baseiam-se em verdades. Baseiam-se em realidades conhecidas de acções não físicas. Só são distorcidas sob a forma de crenças. Por isso é que obtendes ideias de salvamento de indivíduos e de os conduzir, após a morte, para a luz cósmica. Aqueles que se ocupam da transição automaticamente passam para áreas de confronto com crenças abrigadas. Elas não se aplicam no foco não físico. Por isso tornam-se alvo da vossa atenção no acto da transição.

Tal como já referi, cada indivíduo empreende esse acto de forma singular, de acordo com a percepção individual e maneira de pensar Por isso essa acção pode representar o que pensais ser uma acção mais prolongada, no enquadramento do vosso tempo, ou mais curta.

Alguns alcançam uma acção parcial de transição no foco físico. Isso tem tido lugar ao longo da vossa história. Não se trata dum conceito novo, nem duma acção nova. Cada indivíduo que passou pela experiência da senilidade ao longo da vossa história esteve a empreender o acto da transição no foco físico. Isso assume continuidade nas áreas não físicas da consciência, após a morte. Nesses casos, o acto de transição, segundo a concepção que tendes dum tempo de duração, virá a ser alcançado de forma muito mais rápida.

Lembrem-se de que quando vos desprendeis do físico podeis escolher voltar a manifestar-vos; mas vós também não repetis a manifestação física do eu que reconheceis e pelo qual vos perfigurais, porque não sois partes usadas! Cada manifestação é nova. Por isso, no acto da transição um certo elemento sempre presente um certo compromisso das formas de pensar; porque, tal como declarei esta noite, elas não têm aplicação no foco não físico, e como ides prosseguir no foco não físico, elas não se prestam mais à utilização pela vossa parte. Ao mesmo tempo, um outro aspecto vossso que tereis escolhido voltar a manifestar-se pode albergar esses modos de pensar estabelecidos.

Já referimos anteriormente que quando vos voltais a manifetar, sustentais modos de pensar ou crenças; sendo que isso constitui uma base para outra amneira de pensar que tendes, no campo da reencarnação e do carma. Essas crenças acham-se distorcidas, mas alcançam o estatuto de facto ao abrigardes maneiras estabelecidas de pensar quando voltais a manifestar-vos. Por isso, naquilo que designais como uma manifestação “final” na transição vós ocupais-vos com as crenças comportadas por todos os vossos focos. Aqueles que se ocupam da acção de transição numa manifestação final deverão experimentar de forma muito mais intensa e diferente do que aqueles que escolham experimentar a transição e escolham também voltar a manifestar-se, coisa que podes fazer. No foco final, vós ocupais-vos da totalidade dos vossos focos. Por isso, se escolherdes experimentar a transição nesta manifestação física, deveis abrir-vos e admitir trepasses, provenientes de todos os vossos focos. Podeis não contactar todos eles, mas haveis de contactar muitos. Existe muito mais informação concernente a este assunto.

VÓS CRIAIS A VOSSA REALIDADE

ELIAS: A máxima mais difícil que alguma vez vos expressei é a de que vós criais a vossa própria realidade, porque isso não só vos inclui a vós como a todo o indivíduo separado e distinto de vós, por ele também criar a sua própria realidade; Na vossa realidade cada um de vós criou sistemas de crenças de certo e de errado, com o que passais a criar a vossa realidade de acordo com essas crenças.

ELIAS: Vós criais a vossa própria realidade! Elegeis as vossas próprias escolhas para obterdes as vossas próprias experiências, a cada momento da vossa existência física. Consequentemente, vós não sois vítimas das experiências do passado, por assim dizer. Nesse sentido, vós albergais uma outra crença; que vos foi inculcada ou incutida ao longo do vosso foco por influência de outros indivíduos que exerceram controlo sobre vós; por ser óbvio que não possuís uma mente nem livre arbítrio absolutamente! Portanto, estais reduzidos a zero para além do produto das vossas próprias experiências! Isso é bastante incorrecto! Vós escolhestes as experiências por que passais, tal como todo o indivíduo escolhe as suas experiências. Vós não detendes o “melhor modo”, mas um “modo diferente.”

ELIAS: Podeis expressar para vós próprios repetidas vezes aceitardes o conceito de serdes os criadores da vossa realidade. Haveis de o aceitar de forma limitada, por descobrirdes áreas e aspectos da vossa realidade que não aceitais serem uma criação vossa. Cada momento da vossa existência no foco físico, em qualquer foco, é criação vossa. Cada experiência que experimentais, é criação vossa.

ELIAS: Vós estais actualmente em busca, no âmbito da presente mudança, de uma nova consciência; estais em busca duma expansão da vossa consciência e duma compreensão objectiva do modo COMO criais a vossa realidade. Vós criais a vossa realidade só que grande parte dessa operação é-vos velada. Devido à singularidade com que focais a vossa atenção, não vos permitis perceber o modo como a criais no enquadramento da linha de probabilidades que vos assiste com cada acção que escolheis. Essa é a acção da mudança actual, passar a ter uma consciência objectiva da criação da vossa realidade, de modo que a consciência vos possibilite consequentemente uma expressão completa da vossa criatividade e um movimento mais livre.

ELIAS: Eu sugeri-vos, neste fórum, a terminologia da justificação; os vossos “direitos”. Um indivíduo pode assumir uma expressão grosseira para convosco que vós sentis-vos justificados no acto de dardes expressão a uma retaliação. Um indivíduo pode “ferir-vos o sentimento”. Essa é uma expressão clássica! Trata-se duma expressão que me diverte imenso, por constituir uma tremenda desculpa para que cada um de vós passe a condenar os demais e passe a desviar a sua atenção de si próprio, deixando de olhar à criação da vossa própria realidade.

Ninguém vos fere o sentimento. VÓS sois quem fere o vosso sentimento, porque outro indivíduo pode proferir uma declaração aberta, mas sois VÓS quem admite a intrusão (por parte desse acto) por estardes em acordo com tal declaração, e ser ESTA atitude que vos produz a mágoa. Posso-vos dizer que por vezes podeis ser objecto da desconsideração. Mas vós haveis de me dizer que “tal não é aceitável, e que isso vos fere o sentimento.” Eu não vos estou a ferir o sentimento. Vós concordais com a minha declaração e no vosso íntimo expressais: “Tu tens razão. Eu não sou digno, por expressar modos de falta de consideração, por vezes. Consequentemente, devo ser péssimo e inaceitável.”

E quando não vos aceitais, passais a responder aos outros, só que deixais de acatar a responsabilidade pela vossa própria realidade por não vos estardes a aceitar e estardes a dar expressão à vossa própria duplicidade. Consequentemente, projectais no outro e referis que seja ELE quem vos está a criar a realidade, e que seja ELE quem vos está a causar mágoa no vosso sentimento.

ELIAS: Ao entrardes no foco físico e vos manifestardes nesta dimensão, escolheis um corpo físico e uma função, o género (sexo). Além disso escolheis igualmente uma orientação. Essa orientação presta-se a ajustar-se a qualquer dos géneros. Cada uma das três formas de orientação (a comum, a intermédia e a suave) adequa-se a cada um dos sexos. Portanto, cruzam umas às outras sem que uma dite as demais. Esse é um outro elemento das vossas suposições que vos gera uma grande confusão íntima, porque ao vos identificardes fortemente com o sexo, também vos confundis em relação à orientação, porque essas formas de orientação não se enquadrarem num sexo em particular e não estarem directamente associadas umas com as outras.

A orientação traduz a vossa percepção. É o que vos cria a percepção. As vossas crenças e suposições influenciam-vos a percepção. É isso que vos cria a percepção. As vossas crenças influenciam-vos a percepção e consequentemente a vossa percepção igualmente, mas a vossa orientação constitui um componente principal da vossa percepção.

A vossa percepção consiste no modo como vos encarais, como encarais o vosso mundo, a forma como interagis com ele, a forma como interagis convosco próprios, uns com os outros, e o modo COMO CRIAIS A VOSSA REALIDADE. Vós criais a vossa realidade por meio da percepção que tendes. A percepção não consta duma função visual. A percepção não se acha limitada ao vossos processos do pensar. Não está limitada à emoção, mas abrange tudo, e é aquele elemento de vós próprios que não podeis identificar como uma coisa, por não constituir o vosso corpo nem o vosso cérebro. É o vosso elemento que vos cria a realidade e que vos posiciona em meio a uma consciência da realidade nesta dimensão física. É a consciência que tendes, a vossa consciência objectiva.

ELIAS: A percepção não é o âmago do vosso ser. A vossa orientação e a emoção que abrigais nesta dimensão física – não na totalidade da essência, mas nesta dimensão física particular - a vossa percepção é gerada pela vossa emoção e pela vossa sexualidade. Esses são os elementos que compõem o âmago do vosso ser, os componentes que traduzem aquilo que o vosso ser compreende, tal como vos conheceis em termos físicos. A vossa percepção é gerada por esses elementos, e constitui o aspecto de vós que consequentemente é responsável pala criação da vossa realidade.

ELIAS: O que estou a expressar-vos é o seguinte; inicialmente podeis notar estar a ser afectados. Esse é o vosso primeiro passo, notar AQUILO que vos está a afectar e detectaras reacções que isso suscita da vossa parte.

Subsequentemente passais ao passo seguinte, o qual consta da identificação do que vos influencia nessa área, do que vos influencia a percepção e move as reacções, que são as crenças. Isso é o que influencia e a consequente criação das reacções que tendes por meio da percepção. Esse é o passo dado no sentido da identificação. O segundo passo, o da identificação. Tereis passado do percebimento para a identificação e de seguida passais para o vosso terceiro passo. Já procedestes à identificação das formas de conduta, das crenças e suposições, dos efeitos e das reacções, e quando tiverdes identificado todos eles, passais ao vosso terceiro passo que é o de dardes atenção a esses aspectos.

Ora bem; a atenção não significa concentrar-vos continuamente em todos os elementos que fazem parte do segundo passo. Esse é o propósito do segundo passo – o de reconhecer, identificar e examinar. Esta área cria – na maioria e no caso de muitos – imenso conflito. É a vossa área do conflito, o vosso segundo passo, a fase da identificação, por assim dizer, e se prosseguirdes com todos esses conflitos podereis igualmente reconhecer não estar ainda a dar atenção, mas estar unicamente a identificar.

Ao passardes ao vosso terceiro passo, começais a permitir-vos libertar a pressão que exerceis sobre toda essa energia, e a reconhecer, no terceiro passo, como quem diz, que já tereis identificado. Já reconheceis o vigor da tensão da vossa energia, e o quão automaticamente respondeis e reagis.

ELIAS: Deixai igualmente que vos diga que uma das razões porque aqueles que têm diferentes orientações se deparam e criam imenso conflito nas suas relações se deve à percepção que têm, a qual é directamente influenciada pela sua orientação, porque é no âmbito da vossa orientação que percebeis a diferença inerente a vós e ao vosso mundo. Consequentemente, também passais a responder a vós próprios, a cada um, e ao vosso mundo de modo bastante diferente. As vossas expressões são estranhas para cada um de vós, e poderá parecer por vezes como se ocupásseis planetas completamente diferentes e não apenas países diferentes, por a vossa realidade SER bastante distinta.

Nesse sentido, as crenças das massas também desempenham uma função, porque os sistemas de crença das massas referem-vos a existência de absolutos, e que detendes determinadas áreas na percepção da vossa realidade que são idênticas, mas eu afirmo-vos que isso é incorrecto. Cada um de vós possui a própria percepção individual única.

Agora; ao terdes uma orientação idêntica apresentais semelhanças, mas a expressão individual que sais a essas semelhanças difere. A intenção consiste em reconhecer todas essas diferenças, toda essa diversidade, e tomar consciência da maravilha de todas essas expressões. Não precisais ser todos iguais. Isso não tem qualquer importância!

Vós criastes a vossa realidade de modo bastante eficaz a fim de acomodardes todas a singularidade dessas diferenças. Por isso não precisais destrinçar todas as coisas. (A rir)

ELIAS: Esse termo da criatividade não é definido unicamente para passardes a incluir expressões artísticas; isso consta da identificação que fazeis, e por conseguinte, do emprego de limitações. Se não beneficiardes de certos talentos na vossa realidade física também vos haveis de confundir, por não terdes uma definição para a criatividade.

É por tal razão que vos ofereço informação a todos, a fim de vos expor a consciência, de forma a poderdes perceber que as definições que vos são ditadas pelas crenças, na vossa realidade, são irrisórias, e que muito mais do que é inerente à vossa realidade aguarda um empenho no emprego de todos os vossos dotes criativos, de todos os vossos conhecimentos e de todas as vossas liberdades.

Mas através da interacção que tenho convosco, tomo consciência de que isso também gera um tremendo elemento de temor, por não ser muito familiar, razão porque os encorajo a todos a reconhecer-vos, para poderdes permitir-vos ter confiança em vós próprios. Permiti que isso seja um passo inicial, começar por vos validardes, o que vos permitirá dar um passo firme e passar a empregar mais o vosso novo movimento nas expressões de liberdade.

Como havereis de identificar a vossa criatividade individual se não vos identificardes a vós próprios? Como havereis de actualizar a vossa própria expressão de liberdade e de criatividade se não reconhecerdes nem identificardes as vossas próprias expressões, as vossas criações, os vossos rumos, nem os vossos desejos? Essa é a razão porque continuo a expressar-vos a todos para identificardes, reconhecerdes e passeis a usar informação referente a vós, porque não podereis permitir-vos incorporar as vossas próprias liberdades se não vos conhecerdes a vós próprios!

ELIAS: Não é a vossa realidade que vos cria! Consequentemente, não é tudo aquilo que ocorre na vossa realidade que vos cria. VÓS é que estais a criar tudo dentro da vossa realidade por meio das escolhas, só que percebeis isso ao contrário.

(Com humor) percebeis, independentemente do que digais – ACREDITAR que criais a vossa realidade – de facto, acreditais que é a vossa realidade que vos cria! Consequentemente, tornais-vos vítimas dessa vossa realidade, por não dispordes de escolha. E do mesmo modo, não exerceis controlo – outro pássaro avultado que faz parte da gaiola, o sinistro pássaro do controlo e o seu gémeo da infame FALTA de controlo! (Riso) Mas eles movem-se bastante bem em conjunto, e criam-vos a realidade! Vós não estais a criar a vossa realidade porque é a realidade que vos cria. Vós não sois quem a cria. (Com ironia)

Vós criastes todas essas crenças! Vós criastes todas essas gaiolas assim como todos os pássaros que encerram, e eles serviram-vos os propósitos de forma exponencial ao longo de toda a vossa história, ao longo de milhares de anos, mas já não se revelam mais maléficos do que já se revelaram anteriormente, na vossa realidade.

Estais a alterar a vossa realidade a fim de a expandirdes, mas para poderdes expandir a vossa realidade, também haveis de permitir-vos aceitar o que criastes, aceitação essa com que também reconhecereis a vossa responsabilidade – do facto de vós próprios estardes a criar a vossa realidade EM TODOS OS SEUS ASPECTOS, e de que não são eles que vos estão a criar.

Mas mesmo agora – que já me dirijo a vós há algum tempo – consoante o vosso ânimo, expressais diferentes termos como o de que o universo esteja a fornecer-vos certos elementos da realidade a que vos encontrais sujeitos. Ainda que por uma questão de gozo, vós reflectis aquilo em que acreditais, mas aquilo em que acreditais não é necessariamente o facto de criardes a vossa realidade, mas sim algum elemento cósmico, algum eu superior, algum aspecto “inconsciente”, por se achar nos controlos, por um mero capricho por meio do qual vos suprima o controlo... mas aí estão novamente os dois pássaros!

ELIAS: Vós, na dimensão física, espelhais muitos elementos inerentes à consciência – não todos, mas muitos elementos inerentes ao estado natural da consciência – e objectivais esses elementos em termos concretos e físicos. Criais o movimento físico; criais objectos; criais imagens com uma densidade que vos permite percorrer de um modo físico, o que gera um abrandamento da acção e vos proporciona uma oportunidade de ver com intensidade cada aspecto desta área particular da consciência.

Tudo aquilo que criais nesta dimensão serve de espelho para diferentes aspectos do movimento da consciência. Também consta tudo duma tradução que é transferida para a solidez física.

Até mesmo os vossos pensamentos e a vossa comunicação apresenta uma qualidade física e uma densidade de energia que é traduzida por meio duma estrutura de tempo, a qual confere densidade às expressões de tudo o que criais nesta dimensão física.

Por isso, com que intenção? A intenção desta dimensão física consiste meramente na obtenção de experiência. Vós não estais a dirigir missão nenhuma, nem estais em nenhuma demanda pelo sagrado.

ELIAS: Bom; eu afirmo-vos que vós criais TODA a vossa realidade. Criais cada instante da vossa realidade – cada sopro, cada pensamento, cada emoção, cada sentimento, cada acção, cada encontro. Todas as interacções que ocorrem na vossa realidade – toda a circunstância e tudo na vossa realidade – é criado por vós.

Mais ninguém, nem circunstância alguma, essência, elemento algum inerente à consciência poderia criar-vos o menor aspecto que fosse da vossa realidade, pela vossa vez. Isso representaria um acto de intromissão, e nem a consciência nem as essências invadiriam o vosso domínio. Essa é uma qualidade intrínseca à consciência, não se intrometer. Consequentemente, NENHUM elemento inerente à vossa realidade poderá ser criado por nenhuma outra expressão exterior a vós.

Agora; vós criais a ilusão no enquadramento das suposições que abrigais em relação à hipótese das influências externas vos criarem aspectos da vossa realidade, só que de facto vós SEMPRE dispondes de escolha.

ELIAS: (De modo deliberado e intenso) A identificação a que procedeis é a de que para expressardes o desejo de endireitardes um outro indivíduo, projectareis uma energia de genuína compaixão e de amor e apoio, mas eu digo-vos presentemente que isso não corresponde aos factos. Não passa da definição que lhe dais, mas a definição está errada.

Uma expressão genuína de apoio e de amor e compaixão passa pelo reconhecimento da aceitação de que cada indivíduo cria propositadamente cada instante da sua realidade, sem margem para acidentes, e da inexistência de qualquer elemento inerente à realidade seja de quem for que precise ser endireitada, por não se encontrar danificado. A expressão genuína de apoio e de compaixão consiste em prestardes atenção a vós próprios, e em aceitardes tudo o que a(o) vossa(o) companheira(o) produz assim como tudo o que criais na vossa realidade, como dotado dum objectivo.

Nesse sentido, o que se torna significativo é a permissão que concedeis a vós para prestardes atenção a vós próprios, porque não dispondes da capacidade de endireitar nenhum outro indivíduo nem para criardes a sua realidade ou as escolhas que lhe digam respeito.

Portanto, o que criais na VOSSA realidade e na VOSSA percepção é uma desvalorização automática e uma condenação pessoal em meio à incapacidade que tendes de criar qualquer expressão pela vez do outro. Mas ao vos permitirdes reconhecer de que tudo o que existe na vossa realidade é dotado dum objectivo e não existir nenhuma expressão inerente à vossa realidade que se encontre danificada, também podereis mudar o rumo à vossa percepção e permitir-vos prestar atenção ao que ESTAIS a criar, porque isso influenciará mais do modo que pretendeis do que uma continuada condenação de vós próprios e duma desvalorização pessoal.

Isso permite-vos, tal como à(ao) vossa(o) companheira(o), reconhecer a capacidade que possuís, ao invés da ineficácia.

ELIAS: Eu afirmo-vos que o perdão consiste, ainda, numa expressão que não é aquilo que aparenta ser. Existem muitos aspectos da vossa realidade que não são aquilo que parecem ser.

O perdão, segundo a definição que lhe dais, é um acto que encarais como positivo e um reforço necessário para passardes a aceitar. Posso-vos dizer que isso representa o “lobo em pele de cordeiro”, porque na realidade o perdão não passa da desvalorização do outro, e na expressão íntima de que o outro vos tenha errado ou magoado ou vos tenha ofendido. E ninguém poderá assumir tais expressões para vós, e todos vós criais a vossa realidade. Por isso, se estiverdes a fazer face à ofensa, tereis dado azo à criação disso no vosso íntimo. Mais ninguém vo-lo poderá atirar à cara. Isso deve-se à faceta da vossa percepção e ao poder da vossa percepção.

Nesse sentido, o perdão desvaloriza o outro e dá corpo à expressão de que exista algum elemento respeitante ao outro indivíduo que precise ser endireitado, ou que assuma expressões inadequadas, ou esteja errado – e não existe coisa tal como estar errado. Além disso também vos desvaloriza, porque ao passardes a perdoar outro indivíduo, passais a desvalorizar as próprias escolhas e a capacidade que tendes para criardes a vossa realidade de modo adequado sem incorporardes o papel de vítima.

Também consta duma outra expressão de reforço da vitimização. Porque se vos sentirdes como vítimas, haveis de instaurar a incapacidade da escolha, e a percepção disso há-de ser inadequada ou errada ou prejudicial.

ELIAS: Existem crenças das massas que são expressadas em relação à nova expressão da metafísica, ou, no vosso vernáculo, aquilo que identificais como a vossa Nova Era do pensamento, por assim dizer. Essas crenças das massas expressam-vos métodos que podeis empregar e aplicar no vosso movimento que vos venha a permitir criar aquilo que quereis. Mas na realidade, não estais a voltar-vos para a criação desta mudança da consciência no vosso foco numa data futura; vós já estais a alterar e já alterastes aspectos da vossa realidade física actual no alinhamento desta mudança de consciência. Por isso, os métodos que possam ter sido empregues anteriormente no alinhamento das crenças das massas não mais têm lugar na realidade que estais presentemente a criar.

Agora; para explicar quais sejam esses métodos e o que NÃO mais encaixe na vossa presente realidade, podeis permitir-vos reconhecer o que tereis empregue. Vós pisastes claramente o método expressado pelas crenças das massas: dirige os teus pensamentos para o objecto do teu desejo, visualiza aquilo que queres, concentra a atenção do teu pensamento objectivo na visualização desse objecto – nesse cenário, no objecto do teu desejo – afirma a ti próprio confiares vir a manifestar isso, e subsequentemente cria acção que produza a manifestação do que queres.

Deixa que te diga, meu amigo, que essa particular concepção da percepção constitui um instrumento formidável, por vos reflectir com precisão, clareza e duma forma imaculada o que criais duma forma detalhada. Tu apresentas a ti próprio interacções com outros indivíduos que te aparentam estar a bloquear a manifestação do que pretendes, mas esses indivíduos estão precisamente a reflectir-te uma identificação das tuas crenças e dúvidas, e o próprio alinhamento que estabeleces com os métodos que te não criam realmente aquilo que queres.

Não são os vossos pensamentos que vos criam a realidade. Os vossos pensamentos são concebidos para interpretar e traduzir comunicações, informação. A visualização move-se estritamente no alinhamento do pensamento, e a simples visualização duma vontade não garante a actualização dessa vontade; é a percepção que a actualiza. Apresentaste a ti próprio uma espantosa oportunidade de perceber com toda a clareza o alinhamento que estabeleces com as crenças das massas expressadas pela vossa metafísica, as crenças das massas expressadas nos avanços convencinais da sociedade e do teu próprio desafio de redefinires a tua realidade individual.

Deixa que te diga, meu amigo, ao voltares a atenção para ti próprio e ofereceres permissão para criares o que tu próprio queres, sem que incluas mais ninguém, poderás proporcionar a ti próprio o reconhecimento duma nova liberdade espantosa. De certo modo, o que tens vindo a expressar recentemente em termos de avanço, nos vossos termos, não passa da acção de tentativa de terraplanares as escolhas dos outros, associando às tuas crenças que eles estejam a co-criar contigo.

Eu posso-te garantir que, ao voltares a atenção para ti, poderás terraplanar o teu monte de dúvida relativo à tua própria incapacidade de criares cada aspecto da tua realidade e de alisares o monte de crenças que te dão conta de estares apenas a criar alguns aspectos da tua realidade, quando outros aspectos dessa realidade te estejam a ser ditados por outros ou por certas circunstâncias ou certas situações.

Não importa literalmente aquilo que os outros escolham, porque eles não te estão a criar a realidade, não te estão a criar a percepção, não te estão a ditar o que as tuas escolhas comportem ou possam vir a comportar. A chave reside numa confiança genuína nas tuas capacidades.

ELIAS: ...Todo o indivíduo à face do vosso planeta expressa uma energia, e todo o indivíduo expressa um alinhamento por expressões de bom e de mau, de comportamentos certos e de errados. Nisso reside a questão do que estivemos a debater, o reconhecimento de não estardes a eliminar as vossas crenças.

Não vos estou a dizer que não expresseis bom ou mau, certo ou errado, mas que reconheçais que isso não passa de crenças. Não são absolutos. Não existe nada que seja absolutamente certo nem absolutamente errado, e ninguém é vítima nem ninguém perpetra ataques a outros, por isso sugerir que os outros possam criar-vos a vossa realidade, quando NINGUÉM vos poderá criar a realidade. Vós criais toda a vossa realidade a cada instante, em todas as suas expressões. Consequentemente, quem será o perpetrador? Em que assentará a expressão do mal. Quem será o terrorista?

Se tiverdes gerado imagens de terrorismo, tereis sido VÓS quem o terá criado e vós sereis a sua expressão. Mas também sois a vítima.

ELIAS: O pensamento não vos cria a realidade. Podeis pensar sem parar, e concentrar a vossa atenção no vosso pensamento até deixardes o vosso cérebro a doer de tanto pensar que isso não vos cria necessariamente AQUILO que pensais.

Preocupais a vossa atenção com o pensar, e estais a acreditar que o vosso pensar seja o instrumento que produza a energia que passe desse modo a produzir a vossa realidade. Não, não produz. O que ESCOLHEIS e aquilo que percebeis é que vos cria a realidade. O vosso pensamento consiste no mecanismo que traduz informação. O pensar consiste num instrumento. É real, só que não vos cria a realidade.

ELIAS: Nesse sentido, ao vos familiarizardes de modo intencional com o movimento da vossa atenção por meio da prática, podeis permitir-vos acostumar-vos mais com outras expressões vossas que não representam simples mecanismos.

O pensamento consiste num mecanismo de tradução; é uma máquina de tradução objectiva. Tendes todos razão quanto ao facto de constituir uma realidade, só que ele não vos cria a realidade. Podeis concentrar-vos de forma objectiva no vosso pensamento, desde este instante e até ao momento em que escolherdes passar desta vida, a tentar manifestar aquilo que pensais querer por meio da concentração do pensamento, sem gerardes a manifestação disso todavia. Porque o movimento e a função do pensamento não reside na criação mas em traduzir, pelo que é isso que ele faz.

Mas ele nem sempre estabelece essa tradução de forma apurada. Porque, o facto de o fazer de forma precisa ou não depende da informação que lhe é sugerida, e a informação é-lhe estendida por meio da direcção que a vossa atenção toma. Por isso, se a vossa atenção se achar focada no pensamento ao invés do que comunicais a vós próprios, deixais de propor ao mecanismo do pensamento informação suficiente para ser traduzida.

Mas deixai igualmente que vos diga – com toda a satisfação, segundo a concepção que tendes – que o pensamento consiste num mecanismo de tal modo eficiente que até mesmo nas alturas em que não se encontra a traduzir com precisão ou emprega algum aspecto de distorção, ele incorpora algum aspecto de ausência de distorção. Ele permite-vos um reconhecimento objectivo em termos genéricos de informação que estais a apresentar a vós próprios. Apenas não vos estende informação alguma nessa sua tradução.

ELIAS: ...Essa é uma função inerente à vossa manifestação física objectiva. Mas nem por isso uma função menor da vossa consciência física...

Por não ser uma função inferior à dos batimentos cardíacos nem à da respiração. É bastante válida e é gerada continuamente. E não se detém da mesma forma que o vosso batimento cardíaco ou a vossa respiração não se detêm. O que acontece é que vós deslocais a vossa atenção. Por vezes prestais uma atenção intensa aos pensamentos que tendes, e por vezes deixais de o fazer.

Aquilo que vos estou a dizer não tem a intenção de desvalorizar o mecanismo do pensamento, mas de realçar o reconhecimento daquilo em que ele consiste, a compreensão de não constituir comunicação nenhuma, por não preceder a criação da vossa realidade.

Podeis pensar e pensar sem parar, que isso não vos irá criar a realidade. Podeis desejar tudo o que desejardes e pensar no que desejais sem necessariamente o criardes, e a razão porque podeis deixar de o criar assenta no facto de que o pensamento não é que cria a realidade. Ele não estabelece a realidade mas interpreta-a. Ele traduz comunicações e vós estendeis a vós próprios muitas vias de comunicação. E é uma função de tradução aquela que o caracteriza.

Mas se não estenderdes ao mecanismo do pensamento uma informação adequada associada às vossas comunicações, ele não a traduz convenientemente. Passa a traduzir em termos generalizados, e nisso reside a importância de prestardes atenção ao que vos influencia as escolhas e de prestardes atenção às escolhas que estabeleceis.

Aquilo que escolheis pode estar associado à direcção que tomais. As vossas escolhas são aquilo que fazeis e não necessariamente o que pensais. Podeis num dado momento pensar para convosco, “Neste momento vou atravessar a sala e tomar uns aperitivos.” E aquilo que efectivamente podeis fazer é voltar a atenção para a pessoa sentada ao vosso lado e encetar conversa com ela. Não estais a FAZER aquilo que pensastes, mas sim o que desejastes, em associação com a direcção que tomais.

Nisso reside a importância do prestardes atenção ao que fazeis e ao que vos influencia o que fazeis. Porque aquilo que fazeis é produto da vossa escolha, e aquilo que vos influencia a escolha é bastante importante, porque as vossas crenças influenciam-vos continuamente as escolhas.

ELIAS: Deixa que te diga para teres presente que o pensamento não cria mas traduz. O pensamento é um mecanismo para traduzir informação. Ele não vos cria a realidade. Consequentemente, podeis pensar: “Escolho deixar de expressar mais esta crença e opto por expressar outra.” Isso é pensar; mas não é criar. A evidência das crenças que expressais é revelado no que fazeis e nas respostas que gerais.

Bom; nisso reside o significado de identificardes especificamente as crenças que abrigais e de reconhecerdes quais sejam as influências que exercem. Porque se reconhecerdes e identificardes aquilo que uma crença subentende e as influências que causa, também do mesmo modo podereis escolher o modo como podereis passar a avançar, como podereis expressar-vos quer no alinhamento ou não com uma crença particular expressada, com consciência de continuardes a empregar essa crença, mas permitindo-vos escolhas num momento qualquer. Nesse sentido, existem muitas crenças a actuar, em cada cenário.

ELIAS: Posso-te dizer, tal como já referi a esses outros indivíduos e a muitos outros, não te deixes confundir. O pensamento não vos cria a realidade. Não é função que lhe caiba. A sua função consiste em traduzir e interpretar o que comunicais a vós próprios. Consequentemente, é tão eficaz quanto a informação que lhe estendeis. Se não vos permitirdes dar à vossa atenção a flexibilidade para prestardes atenção a tudo o que transmitis, em termos de comunicação, a vós próprios, e para passardes a ter consciência do que estiverdes efectivamente a fazer – que representa aquilo que estareis a escolher – não estareis a proporcionar uma informação precisa ao mecanismo do pensamento, e consequentemente, ele não poderá estender traduções exactas do que estiverdes a comunicar ou do que estiverdes a fazer. Essa é a razão porque muitos se deixam confundir, por o pensamento não corresponder ao que estão a fazer nem às comunicações que recebem.

Mas se produzirdes uma condição de equilíbrio por meio do reconhecimento de que se moverdes a vossa atenção para todos os três factores ou elementos vossos – pensamento, comunicação e escolha/acção, porque o que fazeis é sinónimo de escolha, se vos permitirdes uma flexibilidade de atenção em relação a esses três aspectos vossos, haveis de notar quando um deixa de estar em harmonia com os outros dois, e com isso estareis a oferecer a vós próprios informação. Esse é o modo através do qual começareis a estabelecer um equilíbrio e começais a reconhecer a “razão” por detrás do que criais.

Eu encorajo as pessoas a concentrar-se no factor “quê” inerente às suas criações, por vos concentrardes excessivamente nas razões sem que consigais com isso sugerir resposta alguma, por a questão ser demasiado familiar. Mas se prestardes atenção e estabelecerdes equilíbrio entre esses três factores vossos, haveis automaticamente de oferecer a vós próprios a razão, o “porquê”, sem colocardes a questão.

ELIAS: ...Tu podes criar e crias efectivamente toda a tua realidade, e podes interagir com o outro indivíduo. Aquilo com que estarás a interagir é com a sua energia; não estarás a interagir com o indivíduo em termos físicos, concretos. E isso é criação, uma projecção tua. Recebes a energia da parte do outro e por conseguinte projecta-la automaticamente e configura-la numa forma física. TU fazes isso. Tu interages com essa forma física que estás a criar. Estás a interagir com a energia do outro indivíduo, em grande medida.

Por vezes, podes interagir com um depósito de energia de outro indivíduo, a qual não comporta necessariamente a atenção desse indivíduo. Nessas situações, poderás notar que tu e o outro estais a participar num mesmo local físico, por intermédio de algum tipo de interacção, e que a percepção que tereis disso assumirá uma direcção enquanto o outro indivíduo incorporará uma estimativa completamente diferente. Isso ocorre com mais frequência do que tendes consciência.

Cada um de vós está a criar individualmente toda a sua realidade. Não existe uma realidade que seja oficial. A realidade oficial é a que cada um de vós cria. Nesse sentido, um indivíduo pode dar lugar à criação dum cenário enquanto outro poderá criar um cenário diferente, o que na realidade se revela bastante eficaz, por constituir uma validação e uma confirmação de efectivamente poderdes criar o que quer que desejardes independentemente do outro.

Podes participar junto com outro indivíduo. Neste exemplo, podes criar o cenário do teu companheiro ser completamente fiel, segundo a concepção que tens disso, enquanto na realidade do teu companheiro, ele pode estar a interagir com muitos outros indivíduos. Isso não é uma situação de negação. Isso não traduz a situação de ser, o que designais como desatento. Trata-se duma situação real em que criais duas realidades bastante diferentes, enquanto continuais a tomar parte um com o outro. Nisso reside a tua liberdade. Podes criar o que quer que desejares, independentemente de qualquer outro indivíduo da vossa realidade física, por já estardes a criar tudo.

ELIAS: Mas, a consciência não é uma COISA. Esse é o aspecto que se torna confuso para muitos, por pensardes na consciência como numa coisa, algum tipo de entidade interminável, que não é. A consciência consiste numa acção, que cria coisas a partir de coisa nenhuma. A acção cria coisas, e vós enquanto consciência criais igualmente coisas. Criais-vos a vós próprios, o que é, em si mesmo, uma coisa.

Nesse sentido, se vos distanciardes, ainda que momentaneamente, daquilo que conheceis, e vos afastardes da experiência do que é conhecido na vossa realidade – a qual se acha bastante ligada à emoção, por esse ser um dos elementos base do modelo da vossa realidade – é certo que, quando o afastais experimentais a consciência dum modo que parecerá bastante estranho em relação ao que experimentais nesta realidade. Não é necessariamente mais verdadeiro, mas mais essencial. Não é mais real, pois isso depreciaria ou desvalorizaria a realidade que experimentais aqui, além de desvalorizar igualmente a VERACIDADE da realidade que estais actualmente a criar. É diferente e mais consistente, devido a que o elemento desse vazio, por assim dizer, esteja presente em toda a realidade, por ser essencialmente aquilo que sois.

Nesse sentido é por tal razão que vos ofereci informação em relação à vossa realidade e ao modo como ela funciona, como ela opera, ao modo como vos moveis e criais com base nela, acerca do significado da energia e como tudo aquilo que empreendeis se acha interligado e inter-relacionado, e acerca do significado do reconhecimento das emoções enquanto comunicados. Os sentimentos acham-se associados à consciência objectiva.

No domínio da consciência que se situa fora da realidade física não existe qualquer consciência objectiva por não ser necessário. Isso só é necessário em relação às manifestações físicas, por ser o elemento da consciência que vos permite criar realidades materiais, por constituir o cerne da percepção, e a percepção ser o que cria a realidade, a realidade material. Assim, destituídos da consciência objectiva, vós já possuís consciência do que quer que o comunicado (da emoção) possa conter, sem que seja preciso incorporar essa forma de comunicação que é a emoção.

ELIAS: Vós criais a vossa realidade. Sempre criastes a vossa realidade! Por isso, o que experimentais é produto vosso, para poderdes notar. Deixa que te diga que vós vos percebeis como um instrumento capaz de tocar um conjunto restrito de notas e de acordes. Encarai-vos como uma sinfonia. Sois os instrumentos todos e sois igualmente o condutor da orquestra. Para onde quer que a vossa atenção se projecte, o instrumento individual toca, em todos os elementos do vosso foco. Consequentemente, vós criais as vossas experiências todas.

Se focardes a vossa atenção no compositor, percebereis que esse compositor que tenha composto uma sinfonia, tal como a quinta sinfonia do vosso Beethoven; passaremos a empregar esse exemplo em benefício do Michael (Mary): bastante rude, um som tempestuoso e lutador, trágico. Encarareis isso como mau? Não. Não questionais o compositor acerca da razão que o tenha levado a compor uma peça musical tão terrível. Banqueteais os ouvidos e os sentidos com tal composição e deleitais-vos com a beleza do tom. Só a percebeis como diferente porque a sexta sinfonia desse mesmo compositor, que é mais suave, e cómoda e graciosa e bela e alegre. Ambas são composições. Ambas são belas. Ambas são criações que não são boas nem más, mas que são engenhosas e ambas sugerem o que é experimentado.

Do mesmo modo, vós orquestrais o vosso foco de desenvolvimento passando a incorporar a tragédia e a alegria, por uma questão de o experimentardes. Há alturas em que orquestrais a tragédia a fim de experimentardes a vitalidade do vosso ser. Isso não quer dizer que o que percebeis como negativo ou o que experimentais como trágico seja mais vital que o que é alegre, só que a intensidade pode diferir; por isso a experiência pode ser diferente. Focais-vos mais nessas experiências. Tentais descobrir como se processam, pelo que elas vos atraem a atenção. Nesse sentido, observai as vossas experiências. Compreendei que as tereis criado para poderdes discernir e passardes a perceber o que podereis extrair das vossas experiências a fim de promoverdes o vosso desenvolvimento e expansão.

ELIAS: Também te direi que apesar de criardes toda a tua realidade, tal como qualquer outro indivíduo, vós não criais a realidade dos outros, mas interagis, e exerceis influência. É aí que assentam de forma espontânea os vossos acordos, na qualidade generalizada de um acordo; a de que se um optar por responder, no âmbito da consciência, à vossa influência ou energia - porque podeis nem sempre influenciar, segundo a definição que abrigais, só que podeis influenciar por intermédio da energia; e se o indivíduo passar a responder a isso, será óbvio que terá concordado em responder.

Esses, tal como afirmei, não são acordos individuais. Trata-se dum acordo generalizado, ao nível da essência e de outras áreas da consciência, a fim de permitirdes ou deixardes de permitir uma resposta na Área Regional 1. Por isso, se perceberdes que um indivíduo esteja a responder a pensamentos que possuas a que não dês voz, não minimizes; por isso ser precisamente ao que estará a responder! (Ri) Os pensamentos são energia e a energia encontra-se continuamente em movimento. A energia é um facto.

VICKI: É que é simplesmente espantoso dispor dum exemplo específico como esse. É de tal modo espantoso para mim que dois indivíduos distintos, diante dum mesmo exemplo, possam ter duas formas de percepção completamente diferentes.

ELIAS: Cada indivíduo cria a sua realidade por intermédio da própria percepção. Ao vos expandirdes, começais a incorporar uma maior compreensão e aceitação da realidade; assim como da vossa mecânica, naturalmente, e da vossa consciência. Se lhe permitirdes uma expressão natural e equilibrada entre o intelecto e a intuição, podeis afectar de forma bastante específica! Agora, podes pensar nisso e empregar essa ideia quando te digo que vós já influenciais por intermédio da consciência! (Pausa, a sorrir, e a tamborilar com as mãos na cadeira de uma forma exagerada)

Isto é referido em benefício da Shynla (Cathy) por ela gostar muito de bater com os dedos! (A rir, a seguir ao que diz à Vicki) Esse foi um bom exemplo de detecção e de combinação do intelecto com a intuição, e de empregardes esta informação de forma a poderdes ver o quão isento de esforço podeis alcançar resultados por intermédio deste método mais natural. Se não vos confinardes às “normas” haveis de experimentar um fluir mais natural, que é igualmente isento de esforço.

SCOTT: Um dos outros assuntos com que me deparo ao pensar em dar início a um novo negócio surge em relação ao dinheiro necessário para tal fim. Essa é uma das crenças que tenho que procuro aceitar, só que ainda tenho problemas com isso. Sinto precisar aceitar um trabalho para me capacitar a prover à despesa da casa e da família e tudo o mais enquanto tento conseguir o dinheiro para dar início ao negócio, ou algo assim. Poderás colher uma perspectiva do que estarei a projectar nisso?

ELIAS: Antes de mais, deixa que te recorde o seguinte: Vós criais aquilo em que vos concentrais. A concentração não está obrigatoriamente associada ao pensar. Aquilo em que te concentras é o que estarás a gerar, em associação comas crenças a que dás expressão. Consequentemente, o teu indicador relativo àquilo em que te estás a concentrar reside no que estiveres realmente a fazer.

Agora; isto torna-se no que podereis designar como uma área traiçoeira, por não estardes acostumados a prestar atenção ao que fazeis de facto. Nesse sentido, se te concentrares na falta, isso deverá vir a corresponder ao que passarás a criar. (Nota do tradutor: Esta passagem refere o sentido por detrás do princípio ou da acção que subjaz à acção que desenvolvemos quanto pretendemos contornar ou evitar os obstáculos da vida baseados na preocupação e na ansiedade, e por força de tal acção, acabamos caindo neles) Se estiveres a gerar confiança em ti mesmo quanto ao facto de estares realmente a criar aquilo que queres – não a adquirir – isso permitir-te-á acalmar a tua energia e permitir-te-á de facto criar no sentido que pretendes. Esta é a razão porque te digo que empregues flexibilidade no que te diz respeito.

O dinheiro pode ser produzido por múltiplas e variadas formas, e muitas vezes podeis realmente começar a criar o que quereis em relação a um negócio sem começardes por começar por fazer surgir o dinheiro, em primeiro lugar. É apenas uma questão de prestares uma atenção genuína, de confiares em ti e de admitires as tuas expressões de criatividade, e de te desafiares quanto à forma como poderás criar o teu negócio da forma que pretendes, sem te preocupares com determinados elementos que são passíveis de se tornar em obstáculos, tal como o dinheiro.

A intenção passa pela atenção pelo processo e não pelo resultado. Eu compreendo que inicialmente isso parecerá confuso, por estares a ver o emprego do dinheiro como o início do negócio, quando na realidade, pelo modo como abordas a questão, o dinheiro torna-se no factor no resultado antes de mais, o que te distrai do processo da criação da manifestação efectiva – que consiste no negócio.

Ao confiares em ti e não te concentrares na carência, poderás gerar uma maior flexibilidade de modo a permitir-te gerar o dinheiro por diversas formas criativas. Se voltares a tua atenção no sentido da consciência do que já terás criado e do que já terás realizado e do que continuarás a realizar, isso afastar-te-á a concentração da carência e permitir-te-á produzir um movimento muito mais bem sucedido na realização do que pretendes.

VICKI: Em relação a isto de “Vós criais a vossa realidade”, e s estas expressões individuais inerentes aos eventos de massas; na realidade, nós criamos a nossa realidade individual num acordo massivo com todos os demais, não?

ELIAS: Exacto.

VICKI: Então que porção da nossa própria realidade estaremos de facto a criar?

ELIAS: Toda. (Sorri)

VICKI: Bom, isso torna-se verdadeiramente confuso, sabes? Onde será que um terá início e outro terminará?

ELIAS: Não existe começo nem término! (Dá ruma risada) Não há divisões. Não existe separação.

VICKI: Bom, assim parece que a criação da nossa própria realidade saia bastante afectada pelas criações uns dos outros.

ELIAS: Absolutamente, por estarem todos ligados pela consciência. Não podeis inspirar o ar sem afectar o todo, nem serdes afectados pela totalidade. Podeis escolher, tal como já referi anteriormente, isolar-vos completamente, e deixar de ter qualquer contacto com mais ninguém ao longo de toda a vossa manifestação física, qualquer contacto ou comunicação com outro ser. Vós jamais estais isolados. Estais continuamente em comunicação com tudo. (Pausa)

VICKI: Então, quando parece imperar uma total divisão entre duas pessoas, isso não passará duma diferença de interpretação da parte de cada um?

ELIAS: Exacto. A vossa percepção pode ser bastante individualizada. Não existe separação! ( A rir)

ELIAS: A cada instante, vós estais a criar a vossa própria realidade. Portanto, a vossa expressão é real. Muitas vezes expressais uns para com os outros, num esforço por proporcionar auxílio, a vossa opinião quanto à realidade do outro; O que tem lugar na vossa realidade, mas não necessariamente na dele.

Deveis empregar cuidado na compreensão, e uma vez mais, no respeito para com as diferenças e cada um e para com a criação individual que promove em relação à sua própria realidade; sendo essa uma área em que vós, no vosso íntimo abrigais avaliações pela percepção que tendes dos outros, com o que, passais a expressar aquilo em que acreditais na vossa própria realidade; o que, de facto, não traduz necessariamente a realidade! Daí pode advir a confusão, em ambos. (Pausa)

A expressão disso não te seria oferecida se não estivesses de acordo com o emprego dessa acção. Escolheste mover-te nessa direcção, e nesse sentido, tu formulaste um pedido de auxílio; marcos no caminho, a que nós respondemos. (Pausa)

O que não quer dizer que cada um se deva calar e deixar de oferecer qualquer informação; porque, conforme já tive ocasião de vos referir a todos, a interacção faz-se importante, por partilhardes percepções. Nesse sentido, proporcionais percepções alternativas uns aos outros, permitindo-vos a vós próprios e os outros uma oportunidade de alterardes a percepção, assim coo de expandirdes a vossa consciência (conhecimento). Só vos dizemos para usardes do cuidado de perceber, em meio à compreensão daquilo que expressais individualmente, o que motivará isso. (Pausa) Não é necessário que avalieis os outros. Tampouco é necessário que vos avalieis a vós!

ELIAS: Vou-vos estender um outro pequeno exemplo de algo que cada um terá igualmente experimentado. Apenas não facultais a vós próprios uma recordação disso, por se tratar de eventos não oficiais, e não apresentarem qualquer explicação, segundo a percepção que tendes. Em consequência disso descartais a coisa de forma automática. Experimentastes, no que percebeis com passado, um envolvimento com o Michael (Mary) no qual a Shynla (Cathy) também tomou parte; uma conversa, em que o Lawrence (Vicki) insistiu para que tivesse lugar. O Michael não tem memória desse evento. Vós repetistes isso no vosso novo “jogo”

Nota da Vicki: Elias refere-se ao que é comummente designado por regressão a uma vida passada mas a que nós nos referimos como um Encontro Trans-Focal. Temos vindo a ajudar-nos uns aos outros nesse domínio, faz alguns anos. É certo que não temos qualquer treino, mas funciona à mesma! O método básico que empregamos passa por aquele que facilita a ocorrência disso falar sobre o assunto por intermédio do emprego generalizado dum relaxamento corporal, em seguida ao que se encoraja o sujeito a contactar qualquer que seja o aspecto dele próprio à sua escolha, facto que se for acompanhado duma permissão do próprio para se embrenhar, de seguida lhe fazemos perguntas sobre a experiência. O termo operativo é “permitir”. Frequentemente o sujeito sente como se estivesse a inventar tudo, o que não se processa desse modo, segundo o Elias.

por terdes actualizado aquilo que vos expressei. Podeis influenciar a percepção e a memória dum outro indivíduo e ele poderá influenciar a sua própria memória e percepção através da alteração das suas probabilidades, deixando, desse modo, de empregar essa acção; apesar de conservardes uma lembrança do acto.

Vós não encontrais explicação para tais eventos. Por isso, quando ocorrem, parecem-vos, na percepção que tendes, ser irrisórios. Podeis mesmo dar lugar à incorporação duma irritação temporária, ou frustração, mas passado muito pouco tempo deixareis de recordar esses eventos, por eles não seguirem a vossa realidade oficial, razão porque deixarão de ter importância. Não estais atentos ao que encarais como destituído de importância, independentemente da noção que tiverdes da importância do evento. Se confiardes que a vossa casa seja importante, será nessa área que a vossa atenção passará a focar-se; e passareis a realizar, ou a deixar de realizar esses actos, dependendo da percepção que tiverdes da sua importância.

Já tivemos ocasião de debater estes elementos anteriormente. Não vos digo que andeis a saltitar através do cosmo, por meio da consciência, a saltitar por entre focos dispostos por aqui e por ali, a alterar a realidade por toda a parte e a apagar recordações dos indivíduos por todo o universo, porque não o fazeis! (Riso) Também não vos estou a dizer que realizeis isso em massa, ou por intermédio do que percebeis ser (sublinhai “percebeis”) contactos mais afastados; mas no que percebeis como contactos duma maior proximidade, podeis realizar tal acção, dependendo das probabilidades que escolhais.

Vós estais continuamente a criar a vossa realidade. A vossa realidade não depende de mais nenhuma personalidade nem essência. Consequentemente, cada probabilidade que escolhais consiste numa criação da vossa realidade individual.

Eu posso escolher uma probabilidade diferente, alterar a lembrança, sem alterar a realidade nem a acção; Porque no âmbito da acção, todas as coisas são actualizadas, tal como declaramos. Mas, tal como vós podeis brincar com os vossos carros de choque, também podeis chocar com uma acção “fora do âmbito dos seus limites”, por assim dizer. Ela continua a existir, só que num foco individual, uma lembrança á igualmente passível de sofrer um “embate”.

Estes são conceitos difíceis, estou bem ciente disso; mas tal como o meu querido camarada (Paul Patel) referiu, vós estais preparados para aceitar estes conceitos. É por isso que eles vos são estendidos. Eles poderão exigir um pouco mais de esforço na realização da vossa ausência de esforço (A rir) mas haveis de alcançar uma percepção mais alargada e vireis a compreender! Também em razão disso me dirijo ao Lawrence (Vicki); antes de passarem às perguntas, contemplai; primeiro considerai. Concedei à vossa consciência a liberdade para terdes atenção pela periferia. Se continuardes a experimentar muita confusão, eu ajudar-vos-ei.

VICKI: Está bem. Contudo, é difícil de verdade! (A rir)

ELIAS: Eu reconheço isso! Nós compreendemos a dificuldade que esses conceitos abrigam; porque, conforme já enunciei, vós voltais-vos numa única direcção, enquanto nós sugerimos informação relativa a uma outra. Não estais familiarizados, pelo que passa a tornar-se inadmissível; mas mantendes uma disposição para examinardes e para admitirdes que a vossa consciência se expanda, mesmo em meio à confusão em que vos encontrais. Também vos direi a todos que vos estais a sair bastante bem. (A Vicki suspira) Uma vez mais invalidação pessoal! (Riso)

VICKI: E que tal uma perguntinha pequenina?

ELIAS: Mas, é claro, Lawrence (Vicki)! (A rir) Apesar de afirmar que eventualmente, tu não passes a contrapor telepaticamente, e a dizer que não estás a expandir-te muito bem! Eventualmente hás-de passar a aceitar-te! Fico na antecipação desse dia! (A rir) Prossegui.

VICKI: Poderias muito brevemente explicar, uma vez mais, porque razão o Michael (Mary) esqueceu essa conversa?

ELIAS: Há muitos factores envolvidos nessa situação. O Michael estava a eleger probabilidades que lhe permitissem perceber um “apagão”; estava a usar o que vós, nesse segmento do agora designáveis por “difuso”. Na realidade, tal como vos estava a dizer, ele estava a permitir-te contactar e perceber a eclosão do “apagão”; nesse sentido, estava a alterar a percepção de modo a não se focar tanto duma forma consciente na eclosão da eclosão inerente a esta dimensão particular e realidade, e a perceber outro aspecto da vossa realidade; nesse sentido, estava a alterar a probabilidade inerente aos eventos; por isso, na realidade não estava a participar na conversa com o grau de envolvimento que o Lawrence percebeu estar a ter.

Vós, no quadro oficial desta realidade “real”, percebeis os eventos que se actualizam, e percebeis os eventos não convencionais como “aspectos fantasma”. Se mudardes a percepção, podereis penetrar áreas inerentes à vossa consciência física actual nas quais, os “aspectos fantasma”, de que já falamos, se tornam primários; e em que este aspecto que percebeis como real, se torna num “aspecto fantasma”. Por isso, a conversa teve lugar, só que não na realidade do Michael. Por isso é que ele não tem qualquer recordação. O Lawrence lembra-se, porque na realidade a conversa teve lugar, na sua realidade.

Podeis encarar isso como um exemplo de como cada um de vós cria a vossa própria realidade independentemente uns dos outros, e de que apesar de poderdes perceber uma realidade em simultâneo na mesma dimensão e no mesmo foco, outro indivíduo poderá perceber uma realidade completamente diferente em relação ao mesmo evento; sendo essa também a razão para vos ter apelado a cada um, recentemente, à cautela; porque à medida que estais a expandir a consciência que tendes, vós tornais-vos mais conscientes da realidade inerente ao: “Cada um cria a sua própria realidade”. Nesse sentido, estais a começar a aceitar a vossa responsabilidade pessoal relativa à criação da vossa própria realidade.

ELIAS: As notas não tocadas na sinfonia da consciência:

Já vos referi previamente que representais as notas não expressadas da consciência. Com este conceito o que vos digo é que, aquilo que percebeis como “não expressado” é igualmente tão importante como o que percebeis como “expressado”; porque, tal como vos disse, sem todas as notas por tocar, não teríeis sinfonia. Nesse sentido, existem muito mais notas das que encarais como não tocadas do que existem tocadas. Isto serve como analogia para as probabilidades e vós; todos os vossos canais, todas as vossas identidades alternas, todas as vossas contrapartes, todos os vossos bancos de dados inerentes à consciência, todos esses elementos que não vos são visíveis.

Podeis pensar nisso de forma muito semelhante às vossas partículas. Os vossos cientistas não vêem partículas; vêem apenas vestígios do movimento das partículas. O que não quer dizer que esses vestígios de movimento não sejam reais, porque são. Apenas não constituem símbolos, apesar de serem símbolos, mas também possuem a sua própria integridade. Vós também constituís vestígios do movimento da atenção do Eu. Cada um dos focos da atenção da essência constitui um vestígio. Cada um detém a sua própria identidade, a sua própria realidade, a sua própria integridade; mas na realidade, é essencialmente a mesma coisa que o vestígio de movimento duma partícula. A essência, ao não ser encarada como uma partícula, não é vista, mas vós tendes consciência da existência da partícula, por perceberdes os vestígios do seu movimento. Tendes consciência dos vossos focos, por verdes as vestígios dos movimentos da essência.

(Com firmeza) Desejo dizer-vos nesta noite, não cometam erros; vós sois uma realidade. Vós criais a realidade. A realidade que criais constitui o vosso foco. Essa é a realidade que vos detém a atenção. Consequentemente, passa a assumir uma importância suprema neste foco individual; por ser aquilo que identificais como sendo vós. Compreendam isto com clareza; porque nos nossos debates subordinados às probabilidades, e aos eus prováveis, aos eus alternos e às contrapartes, haveis de vos inclinar automaticamente para a desvalorização da suprema importância de vós próprios.

Cada um de vós tem o seu sistema de crenças referente à duplicidade em que o eu assenta, que alinha pelo conjunto de crenças das massas, assim como da falta de importância do foco individual. Podeis perceber, na vossa ideia, serdes dotados de importância e podeis dizer uns aos outros acreditardes no vosso mérito e na importância de que vos achais investidos. Na realidade, vós provais diariamente não acreditar no que dizeis. Desejaríeis acreditar nisso, só que abrigais suposições, no alinhamento das crenças das massas, que desvalorizam o indivíduo. Consequentemente, torna-se-vos demasiado fácil e automático desvalorizar a vossa própria importância, quando vos deparais com o que encarais como o vosso eu “maior”. O termo maior não significa necessariamente “melhor”. Quer dizer mais expansivo, por serdes mais vastos do que tendes consciência.

Foi-vos sugerido um exercício para vos focardes nessa atenção, para vos focardes na clareza inerente ao vosso foco, por meio da permissão da capacidade de obterdes uma maior clareza na consciência que tendes dos outros focos.

(Nota: O exercício da clareza representa uma ferramenta que aguça os sentidos físicos ao realçar a nossa capacidade de nos concentrarmos, observarmos, e de nos focarmos no momento presente. Apesar de melhorar os cinco sentidos físicos, o seu intuito é igualmente o de manter a clareza do foco em estados alterados da consciência.

ELIAS: A intenção do exercício da clareza reside em vos permitir uma oportunidade de manipulardes os sentidos externos, mas poderá também proporcionar-vos uma maior compreensão de como manipulardes os sentidos interiores com uma maior eficiência e de utilizardes os sentidos interiores em conjugação uns com os outros, tal como utilizais os vossos sentidos externos uns com os outros, só que não vos permitis manipular eficazmente os vossos sentidos EXTERNOS, com que estais bem familiarizados!

Por isso é que vos sugeri esse exercício em particular para que possais familiarizar-vos mais com a manipulação desses sentidos com que vos achais familiarizados, com o que podeis passar a estender a oportunidade de manipular com uma maior eficiência os vossos sentidos interiores, o que vos proporcionará uma maior informação no âmbito da consciência, assim como vos tornará útil na manipulação da energia no enquadramento desta mudança de consciência. (#336)

Já vos referi muitas vezes que vós influenciais todos os vossos focos, assim como eles vos influenciam todos; por serdes eles, apesar de eles serem eles próprios, mas serem igualmente vós.

A consciência é muito mais sublime, em termos de vastidão, do que presentemente – não alguma vez, mas presentemente – podereis possivelmente entender. A consciência tem aspectos duma gama infinita. Existem ligações duma gama infinita; mas, como focais a vossa atenção no singular, não reconheceis a vastidão inerente à consciência, ou ao vosso próprio ser. Digo-vos, nesta noite, para que vos permitais expandir a crença de serdes “inferiores”, por não o serdes.

Nisso, falamos das crianças, e da consciência que têm e da inexistência de separação. Vós, nas ideias nas suposições que alimentais encarais isso como “melhor”. Percebeis, na ideia que fazeis, mover-vos através do vosso foco físico tornando-vos “inferiores” ou menos, e a ser delimitados; mais separados e menos eficazes. Vós concebestes o foco físico da forma que ele é. Criastes, propositada e engenhosamente um sistema magnífico de desenvolvimento físico. Elegestes um sistema no foco físico em que vos concentrardes, com uma exactidão progressiva nas experiências físicas; essa é a questão!

Não é para ser encarado como algo negativo, o facto de criardes de forma selectiva. Nós mencionamos o intuito da pureza inerente à experiência. E vós não obtendes a pureza no foco físico se recordardes aquilo que já sabeis!

Quando penetrais no foco físico, permaneceis no que designaríamos como ainda ligeiramente desfocado. Estais a passar da área da consciência não física para a área da manifestação física. E essa acção, em si mesma, incorpora uma transição; porque, de cada vez que passais para outra área da consciência, precisais passar por uma acção de transição. Todos estes elementos já vos serão habituais no domínio não físico, ao vos aproximardes da entrada da manifestação física.

Enquanto sois bem pequenos tendes muita consciência dos elementos não físicos. Nesse estado transaccional, estais continuamente a aclimatar-vos a um conhecimento relativo à nova forma de consciência. Nesse sentido, aclimatais-vos ao vosso ambiente e à noção da consciência. Isso engloba um elemento temporal. Além disso inclui também um diferente manipulação da energia, por terdes de a manipular a fim de passardes a criar em termos físicos; Tal como vos encarais quando empregais a acção da morte, segundo a noção que dela fazeis, em que passais igualmente a uma área de transição, por vos estardes a aclimatar a um novo ambiente. Consequentemente, ao entrardes, passais a ter consciência de elementos não físicos. A vossa realidade expressa-se mais exactamente em termos do que actualmente encarais como o vosso estado de sonhos, por ser a isso que estais mais habituados. Quando vos desprendeis do foco físico, levais convosco aquilo a que estais habituados. Não morreis e automaticamente passais para uma área semelhante a uma nuvem em que não possuís corpo, e flutuais pelo vazio, com conhecimento de todas as coisas! (Proferido com humor)

CATHY: Porque não? (Riso)

ELIAS: Passais levando convosco a consciência dos elementos inerentes à consciência que vos são familiares. Portanto, fazeis a passagem carregando a consciência do corpo físico, e o foco objectivo da consciência.

Quando entrais no foco físico, o acto de criar é-vos estranho. Mesmo apesar de terdes experimentado o foco físico noutras manifestações, divorciais-vos dessas recordações ao vos permitirdes focar-vos de modo singular, desde o que designaríeis como o começo, na criação desse foco individual.

Tomai igualmente consciência de que o aspecto da consciência que entra num dado foco físico não é “usado”. Não consiste numa manifestação repetida como se dum produto usado se tratasse. Trata-se duma criação nova. Sois vós; e apesar de perceberdes ter focos passados e futuros, e eu vos dizer que tendes focos em simultâneo, conforme disse, eles sois vós, e ao mesmo tempo não são; porque vós sois únicos, novos e estais em transformação, não já produzidos, nem já usados num outro foco, nem outra versão vossa; porque subjacente à singularidade ou exclusividade que vos caracteriza, existe apenas uma versão de vós.

Por isso, ao entrardes de novo numa dada manifestação da vossa escolha, entrais com a noção da recordação. A memória que possuís é, nos vossos termos, imediata. A lembrança imediata é imaterial; uma consciência da extensão das vossas capacidades criativas. Como adultos, encarais esse mesmo aspecto nas crianças como imaginação. Na realidade, isso traduz um conhecimento da realidade. As crianças fazem experiências com a consciência e com a criatividade, por estarem a aprender a forma de manipular a energia em termos físicos. Eles aprendem a definir os limites que passarão a estabelecer para si próprios no foco físico. Ao crescerem, aprendem a estabelecer esses limites com uma maior eficiência. Estes não são termos negativos, mas movimentos altamente especializados da consciência.

Vede em meio ao vosso exercício a dificuldade que sentis na distinção dos vossos sentidos e em manipulardes individualmente esses sentidos ao mesmo tempo que mantendes a atenção. Esse é um movimento altamente especializado na manipulação da energia física. Da mesma forma, aprendeis a especializar-vos no foco físico. Consequentemente, dirigis a vossa atenção de forma crescente e por incrementos.

...No desejo que abraçais de compreender o movimento da transição que se dá além do foco físico, tal como o designareis, vós reforçais as suposições da desvalorização pessoal, por perceberdes que essa especialização seja “má”. Desejais no vosso íntimo, e por vezes chagais mesmo a expressar tal desejo, ter a consciência duma criança, ao invés. Esse desejo representa uma desvalorização da realização que obtendes na especialização do vosso foco.

Os indivíduos que pertencem a este agrupamento escolheram ampliar a consciência no foco físico, numa antecipação da transição. Nesse sentido, passará a ser sugerida toda uma informação, que já está a ser estendida, em auxílio; mas, tal como as notas não tocadas são essenciais à melodia da sinfonia, assim também todos os aspectos da criação do que criais vos são essenciais.

Esses são conceitos importantes para contemplardes, porque a introdução das contrapartes irá constituir um desafio para a vossa importância individual. Existem muitos aspectos ligados a esse assunto das contrapartes., Elas não estão limitadas à vossa essência mas entrecruzam-se ao longo de toda a consciência. Não existem barreiras nem limitações inerentes à criação de contrapartes. Por isso, existem muitos aspectos e acções distintas nestes elementos da consciência; sendo isso a razão porque escolhi presentemente prefaciar o nosso movimento de introdução a este assunto com informação relativa à vossa importância e à vossa validação pessoal. Não vos digo de ânimo leve que constituís o centro do universo, porque o sois! Por isso, lembrais-vos disso ao passarmos para as áreas que possam ocasionar desfocagem, na consciência de vós próprios que abrigais.

...Aborrecimento e perturbação deverão estar na ordem do dia, com o emprego da informação que vos será dispensada; porque mesmo na criação da vossa nova religião da “metafísica”, sois ensinados ou levados a acreditar que este foco, ou esta vossa vida, representa uma luta por uma realidade “melhor”. Gera-se uma desvalorização essencial desta realidade que criais, assim como em relação ao vosso foco e à vossa criatividade.

É-vos dito que vos reduzis e que não vedes tudo o que podereis ver. Também vos transmito esses conceitos, só que, ao mesmo tempo digo-vos que aquilo que criais não é insuficiente, e não menos uma realidade do que qualquer outra área da consciência. É-vos dito que este foco que experimentais consiste numa ilusão; que este é o vosso estado de sonhos, e que o vosso estado de sonhos é que é real. Isso consiste numa outra desvalorização da vossa criação e de vós próprios.

Não vos fornecerei informação que vos vá desvalorizar nenhuma das vossas criações. Esta é a vossa realidade, e é real. Esta é uma manifestação da realidade, e uma manifestação duma realidade perfeita. Não tem defeito nem é errada. Vós não tendes defeitos, nem criais erros. Não cometeis erros, porque não existem erros. Por isso, muitos haverão de se sentir perturbados com esta informação. Vós pedistes para desafiar o sistema de crenças estabelecido, e por isso haveis de o desafiar.

A vossa atenção (foco) envolve uma precisão suprema, uma precisão imaculada, uma criatividade essencial. Vós criais uma selectividade de modo intencional. Se não desejásseis ser selectivos, não escolheríeis envolver-vos no foco físico. Tal como foi referido, há essências que escolhem envolver-se em foco físico de nenhuma espécie, como quem diz. Essências há que escolhem envolver-se com focos físicos bastante estranhos em relação ao que encarais como o vosso foco físico, mas vós escolhestes o presente. Não fostes atirados para ele! Vós escolhestes, propositadamente, este foco físico, esta manifestação, e criai-la na perfeição com o vosso próprio intuito, o qual se centra na (obtenção de) vossa experiência.

Primeiro dia, primeiro capítulo, Elias: O vosso intuito centra-se na experiência.

DREW: Apesar de sentir uma sensação de me encontrar à beira de dar a volta às coisas, eu olho para trás e para o que manifestei presentemente na minha vida, e só sinto uma sensação de frustração e de carência. Então todas estas coisas estão como que ligadas. Deixa-me colocar-te isso a ver de que modo responderás e o que poderás ter a dizer.

ELIAS: Muita gente já colocou o conceito do: “Vós criais a vossa realidade”. E muitos crêem aceitar tal conceito como uma verdade. Teoricamente aceitais o conceito. Na realidade, aceitais o conceito. Na realidade, não o aceitais enquanto uma realidade mas como uma ideia. Torna-se fácil e admissível aceitar a ideia e o conceito como um ideal, algo por que lutar, algo a atingir, algo que desejareis passar a criar, mas na realidade poucos indivíduos empregam tal conceito como uma realidade completa. Podeis arranjar exemplos em toda a parte, e podeis constatar que, apesar de poderdes pensar que aceitais isso, na realidade não o fazeis. Essa é a razão porque vos é referido uma e outra vez, de modo que eventualmente, passeis realmente a aceitá-lo como uma realidade.

Se fordes confrontados com a situação dum catraio numa situação que encarais como de injustiça, haveis de deixar de considerar a hipótese desse catraio estar a criar a sua própria realidade. Aplicais condições à criação da vossa realidade. Se estiverdes a criar uma realidade com que vos acheis satisfeitos, aí acreditais estar a criar a vossa própria realidade. Se não vos sentirdes satisfeitos, haveis de não acreditar essa mesma realidade, porque nas suposições que abrigais atêm-se às crenças das massas que referem que se perceberdes elementos da vossa realidade como negativos, não sereis responsáveis por esses elementos. Ao aceitardes o conceito de que criais a vossa própria realidade, procurais aceitar toda a vossa realidade só que deixais-vos confundir, por também abrigardes suposições conflituosas que vos propiciam a ideia de que parte dessa realidade não seja obra vossa.

Na realidade, isso conduz-nos para áreas complicadas, por se tratar de elementos da realidade que vós não criais, mas para os quais vos deixais atrair. Existem elementos da vossa realidade que vos influenciam e que podeis não estar individualmente a criar, mas com que tereis escolhido envolver-vos. Outros poderão criar determinadas acções. Outros podem eleger certas opções que vos afectem, mas vós tereis escolhido envolver-vos e deixar-vos afectar. Por isso, num certo sentido, estais também a criar essa realidade. Podeis não estar a criar as opções, mas tereis escolhido o envolvimento. Por isso, também estareis a criar essa realidade no âmbito de um acordo.

Quanto a comportamentos, as pessoas dão expressão a muitos tipos diferentes de conduta. Vós escolheis diferentes expressões para atrairdes a vossa própria atenção. No vosso íntimo, podeis escolher certas alturas para notardes diferentes aspectos de vós próprios, Isso pode tornar-se árduo para a vossa percepção, por nem sempre compreenderes as razões que acompanham as manifestações que promoveis na altura em que as manifestais. É por essa razão que escolheis expandir a consciência que tendes. É igualmente a razão porque tereis todos escolhido, no âmbito da vossa mudança, dar lugar à própria mudança, de forma a poderdes ter consciência do modo como criais a vossa realidade. Presentemente procurais activa e objectivamente essa consciência por sentirdes frustração por saberdes que as suposições que abrigastes no passado não mais são educativas.

Muitos indivíduos no presente sentem-se em apuros. Encontrais-vos nos estágios iniciais desta mudança, pelo que se traduz por um período de incerteza. Muitos sistemas de crença estão a ser desafiados e questionados, o que dá lugar ao conflito e à confusão. Estão presentemente a dar-se imensos movimentos ao nível da consciência que estão a dar lugar a uma distracção no vosso foco objectivo. Consequentemente, muitos sentem falta de motivação. Experimentam muitos efeitos emocionais a que não estão habituados e exibem comportamentos com que não estão familiarizados, ou percebem estar a alterar as condutas que adoptam. Isso pode tornar-se-vos perturbador, por não compreenderdes toda a acção que está a ter lugar e a propiciar tal comportamento.

Quanto ao facto de estardes ou não a criar a vossa realidade, estais. Existem muitos elementos que vos influenciam a criação dela. Deixaste-vos atrair para este fórum a fim de adquirirdes informação respeitante a vós e à realidade, respeitante à consciência e à função que desempenha nesta realidade. Desse modo podereis melhor compreender como realizais a criação da vossa realidade, tal como tem lugar em todos estes indivíduos que escolhem deixar-se atrair para esta audiência.

Vós comportais muitas questões complicadas. Presentemente, permitis-vos um período de confusão, o que possibilita um intervalo em que não dais atenção a certos desafios e em que também não confrontais determinadas crenças. Também a isso optastes por dar atenção ao vos deixardes atrair para o confronto. Deixastes-vos atrair para aqui a fim de possibilitardes a vós próprios uma oportunidade de vos confrontardes.

Existem outros elementos em marcha nesta situação, os quais estivestes a escutar através das explicações dadas esta noite a outros. Presentemente também vos envolveis num período de recordação, o que complica e confunde outras situações por realçar os sentimentos, só que não compreendeis a que atribuir esses sentimentos, em razão do que dizeis para convosco estar a experimentar depressão; uma desculpa plausível.

Não me interpreteis mal. Eu não estou a desvalorizar as emoções que sentis, por serem reais e por também afectarem. Apenas não têm origem no que julgais que têm. Na altura presente, torna-se-vos admissível rotular certas acções como depressão atribuíveis ao stress ou à falta e auto-confiança ou a acções ou experiências passadas só que isso são métodos convenientes de desviardes a atenção de vós próprios. A psicologia propõe uma verdade idêntica à da ciência, a qual é reduzida; só que no vosso presente período, muitos aceitam essas ciências como uma verdade. Sois inundados com informação subordinada a essas áreas desde a infância. Por isso, elas tornaram-se com toda a beleza em sistemas de crença plausíveis.

Podes chegar a alterar ideias e humores de forma artificial, mas isso não aliviará os problemas. Volta-te para dentro de ti própria. Examina a falta de motivação. Em seguida examina o verdadeiro desejo. O verdadeiro desejo não é impossível. (Pausa prolongada)

DREW: Jamais pensei que a motivação pudesse fazer parte do dilema que vivo. Jamais tive consciência de que a motivação fizesse parte da minha...

ELIAS: Existem muitos elementos de que tu não tens consciência, por escolheres não ter consciência.

DREW: Motivação em que sentido? No sentido de voltar a atenção para dentro?

ELIAS: Não. Sentes receio do reconhecer da actividade subjectiva, mas a motivação ou a falta de motivação representa uma expressão objectiva, que transparece ou se transfere para a tua experiência de todos os dias. Isso influencia-te o estado de alma de melancolia ou depressão e os sentimentos de carência.

DREW: Eu tenho vontade de compreender isso e sei que queres que eu entenda isso! O que estará a influenciar-me tais sentimentos é uma transferência da minha... O termo motivação surge novamente e deixa-me confundida por ser algo que nunca representou uma dificuldade para mim, em termos do alcance de coisas materiais ou duma procura, duma busca espiritual. Sempre pensei sentir-me motivada em ambas essas duas direcções. Por isso, agora que o termo surge, sinto-me um tanto confundida por ele e faz-me interrogar-me sobre a razão, no caso de escolhermos a nossa própria realidade, porque razão terei escolhido uma realidade com que não me sinto satisfeita.

ELIAS: Muitos encaram a sua realidade desse modo. Antes de mais, digo-te que isso está relacionado com as crenças. Não te sentes satisfeita com a tua realidade por lhe associares crenças duma conotação negativa que te sugerem que não te sentes satisfeita. Tu crias a realidade que crias pela experiência que desejas experimentar.

A motivação não está relacionada somente com o que percebes como exterior. Podes ser induzida à realização e a uma busca pela realização, e não te sentires necessariamente motivada. Nas suposições que abrigas podes convencer-te duma forma objectiva, tal como todos o fazeis ao vos convencerdes, em meio às muitas crenças, de que certas acções ou condutas sejam boas e correctas, e podeis associar ideias de motivação e tais acções. Isso não quer necessariamente dizer que se comportem motivação.

Já referi a todos esses indivíduos que na base dos vossos sistemas de crença, todos acreditais na duplicidade referente ao eu. Nesse sentido, também comportais uma desconfiança básica. Isso, tal como recentemente foi exibido no caso desses indivíduos, é espelhado igualmente no exterior, através das expressões de desconfiança que adoptais em relação aos outros. Sofre uma maior incidência no próprio porque, contrariamente ao que a maioria de vós acredita, haveis de ter mais confiança e de ser mais simpático para com outro antes de terdes confiança e de serdes simpáticos convosco próprios.

Não me interpretem mal. Não vos abordo para vos dizer, tal como os vossos psicólogos, que vos odiastes durante toda a vossa vida, e que odiastes os vossos pais, e que tereis criado uma realidade terrível para vós! Não refiro essas ideias de todo. O que expresso é o elemento básico que todos os indivíduos detêm n foco físico, por ser um elemento dos sistemas básicos de crença que todos comportais, a despeito do facto de o reconhecerdes ou não.

Com isso, por vezes também dais por vós a criar elementos na vossa realidade com que não vos sentis satisfeitos e que vos confundem e que não compreendeis, por acreditardes não comportar tais sistemas de crença, só que comportais; Mas ao aprenderdes sobre vós próprios, também haveis de aceitar isso e desse modo haveis de atravessar esses elementos, permitindo-vos uma oportunidade de alterardes intencionalmente a realidade que criais. Isso não quer dizer que não possais alterar a vossa realidade de imediato e no presente instante, porque podeis; apesar de poderdes não acreditar serdes capazes disso!

DREW: Mas a confusão que sinto terá brotado de acreditar que compreendo, ou da crença de acreditar ter criado a minha realidade, quando de facto, se tratava do conceito inerente a essa crença e não duma crença fundamental nisso.

ELIAS: Não a actualização.

DREW: Exactamente, razão porque me tenho vindo a sentir frustrada e confusa.

ELIAS: Isso é factor comum a muitos. Apresentaste-te este conceito, que soa a verdadeiro por saberes que traduz uma verdade, só que esqueceste o modo de o actualizar. Por isso, aceitas o conceito, mas não o actualizas. Trais os próprios esforços que empreendes por continuares na área das suposições existentes.

DREW: Mas para além do esforço por crescer que até à data estabeleci, a leitura e a meditação e a minha vinda aqui esta noite, a atenção que tenho para com os sonhos, tudo o que empreendi, que mais se poderá fazer para mudar as crenças fundamentais e aprender mais sobre si próprio e confiar em si próprio? Parece que já venho a tentar faz tempo conseguir o que estás a referir. Se ainda não o estou a conseguir correctamente, que será que devia estar a fazer que não estou?

ELIAS: Ah! Antes de mais, não estás a “deixar de o fazer correctamente”, porque não o estás a fazer de forma errada! Mas dir-te-ei que muitos se esforçam por explorar muitas áreas da consciência e jamais chegam a envolver as suas crenças básicas. Muitos indivíduos que poderás fisicamente perceber e chamar de “mestre” envolvem-se em várias actividades em muitas áreas da consciência e não expandem as crenças nem as reconhecem, e dão-lhes continuidade.

Podeis explorar muitas áreas e experimentar essas áreas. Se tiverdes um desejo de avançar na consciência a fim de expandirdes o vosso conhecimento, então precisais voltar-vos para vós e examinar essas crenças, e compreender e reconhecer e aceitar as crenças. Nesse sentido, haveis de influenciar o modo como criais a vossa realidade. As pessoas, presentemente, nesta altura actual, incorporaram, como vós dizeis, o vosso modo Nova Era de pensar. Procederam à criação da sua nova religião da metafísica e prosseguem munidos apenas de novos termos, enquanto dão continuidade às suposições que têm vindo a prolongar-se por toda a vossa história.

A intenção desta interacção consiste em permitir-vos reconhecerdes as crenças que abrigais no foco físico, e ao reconhecerdes essas crenças podeis igualmente passar a aceitá-los e desse modo a difundi-las.

DREW: Mas eu posso reconhecê-las por meio das acções que empreendo e por meio do que manifesto? Se não estiver actualmente consciente delas, qual será a melhor forma para tomar consciência das minhas crenças fundamentais?

ELIAS: Hás-de, à medida que o exigires, apresentar a ti própria frequentes exemplos. Tal como foi referido na antiguidade: “Tenham cuidado com o que pedem, porque podeis justamente obter isso!” (Essa é uma meia verdade!)

Ao pedirdes a expansão da vossa consciência, haveis de a expandir. Haveis de atrair a vós informação que vos desafie. Haveis de passar a notar as vossas próprias acções; haveis de notar os indivíduos ao vosso redor. Haveis de notar ao vosso redor, no dia-a-dia. Essas crenças que precisam ser reconhecidas e aceites haverão de se apresentar a vós, porque haveis de as apresentar a vós próprios.

Podereis inicialmente reconhecer de forma automática e identificar as crenças. Podeis perceber acções similares a ocorrer repetidamente diante de vós, e podeis perceber essas acções durante um período de tempo antes de reconhecerdes o que estareis a apresentar a vós próprios. Podeis envolver-vos com indivíduos deste fórum e trocar impressões com eles, porque eles também experimentam isso e poder-te-ão estender auxílio e instruir-te, por já terem experimentado este fenómeno da identificação de crenças. Iso não é tão simples quanto parece!

DREW: Não soa a coisa simples!

ELIAS: Tal como declarei, carregastes sistemas de crença ao longo de séculos e trabalhas-te-os. Não estais tão ansiosos por os aceitar nem por os desinvestir do poder de que se revestem. Muitos são bastante vigorosos. Nem sequer reconheceis que tudo o que fazeis no foco físico está relacionado a um sistema e crenças. Cada acto que empreendeis no foco físico está relacionado a uma crença. Isso não é prejudicial, mas tão só o que criastes. Só que agora deixou de se tornar eficiente. Tal como preferi, esta noite, haveis de continuar a manter as vossas crenças, mesmo para além da mudança, só que haveis de as compreender e de as aceitar. Consequentemente, não havereis de ser influenciados nem cegados por elas tal como o sereis presentemente.

Nesta acção de movimento da consciência, neste início desta mudança, tal como declarei, está igualmente a ocorrer uma recordação. Nesse âmbito, pensais nesse termo recordação e imaginais vir a dispor duma memória límpida. Inicialmente não haveis de ter tal coisa. Haveis de experimentar sentimentos. Isso é um elemento que se enquadra na vossa presente experiência. No início duma recordação, inicialmente haveis de ter sentimentos.

Olhai para a actividade que tendes na esfera dos sonhos, porque haveis de perceber pistas para a recordação nessa acção da criação de imagens, também. Prestai atenção ao movimento da missão dos sonhos, porque à medida que se prolongar também haverá de ser instrutivo.

Esta é uma situação temporária que haverá de passar, se o permitirdes. O período de tempo por que se estenda será da vossa escolha, ao não permitirdes o vosso próprio movimento e expressão. A aceitação do vosso próprio ser, da vossa própria expressão, dos vossos próprios sentimentos, independentemente da vossa compreensão, far-se-á útil.

ELIAS: Vós escolheis as vossas probabilidades com base na realização de sentido de valor, a partir de todos os ângulos da percepção da realidade; do passado, do futuro e do presente. Tudo isso ocorre em simultâneo e não em sequência. Em razão do que é influenciado mutuamente e vós sois tudo isso. Nesse sentido, escolheis as probabilidades que vos beneficiem em cooperação e conjunção com aqueles com quem interagis; porque vós não criais a vossa realidade somente com base no cumprimento de sentido de valor. Criai-la com o intuito do mais elevado sentido de valor mas também pelo cumprimento de valor de todos os demais, porque toda a consciência se acha interligada. (Proferido de modo deliberado)

Consequentemente, podeis pensar para convosco “querer” uma certa coisa, e concentrar-vos na coisa e na criação dela, e não chegar a manifestá-la; porque, enquadrado na cooperação de todos quantos se achem envolvidos convosco e da consciência, isso pode não representar o mais elevado sentido de valor para todos.

Bom; expressamos que alguns indivíduos poderão encarar o seu foco como não preenchendo o mais elevado sentido de valor, pelo que poderão desprender-se do seu foco. Mesmo no quadro dessas decisões e escolhas, o sentido de valor é realizado no âmbito da consciência em relação a todos os envolvidos. Por isso, a interrupção de um foco, que encarais como interrompido em resultado da falta de realização de sentido de valor individual, deverá simultaneamente servir à realização do sentido de valor inerente à consciência de todos quantos se achem envolvidos com o indivíduo. (Proferido com firmeza) Tudo se acha ligado! Toda e qualquer acção afecta todas as demais acções.

ELIAS: Cada um de vós escuta o conceito do: “Vós criais a vossa própria realidade: Conforme declaramos anteriormente, isso constitui um conceito, na vossa maneira de pensar; porque cada escolha que estabeleceis incorpora igualmente um elemento de informação extra-oficial (não convencional). Vós não reconheceis a informação extra-oficial, por não permitirdes que a vossa atenção perceba essa informação. Por isso, nem sempre estais satisfeitos com as vossas escolhas. Eu digo-vos, se vos voltardes para vós vereis que cada sopro que dais, cada escolha, independentemente do quão irrisória possa parecer, pela percepção que tendes, consiste numa escolha consciente.

Já falamos anteriormente de não serdes vítimas da orientação subconsciente. Não estais a ser conduzidos ao longo deste foco por espíritos e por uma informação subjectiva de que não estais cientes. A comunicação que se gera no todo da vossa experiência é exacta. É extremamente eficiente, criativa, e comunicativa.

Vós escolheis duma forma objectiva. Podeis expressar para vós próprios falta de compreensão quanto às vossas escolhas, mas vós escolheis continuamente. O que presentemente procurais compreender é a direcção das probabilidades que vos estão a influenciar as escolhas. Isso aponta no sentido da informação extra-oficial. À medida que começardes a olhar todos os aspectos da informação extra-oficial que vos cercam continuamente, haveis de proporcionar a vós próprios uma maior informação relativamente às próprias direcções que tomais no âmbito das escolhas de probabilidades.

DREW:...Está bem. Então a pergunta seguinte que tenho é: quase sinto medo de a colocar! A que nível serão as escolhas definidas? Porque tenho absoluta certeza de estabelecer escolhas de que não tenho consciência. Além disso interrogo-me se não existirá uma diferença entre o conhecimento consciente e aquilo que podemos chamar de consciência do dia-a-dia, existe? Se for verdade que tudo nos sucede em resultado das nossas escolhas, eu atrever-me-ia a adivinhar que aqueles que são vítimas de homicídio e aqueles que sofrem acidentes de viação e os que sofrem de doenças terminais, não estejam a estabelecer tais escolhas na sua consciência do dia-a-dia. Tal como no caso de eu poder amanhã, ou imediatamente já, na consciência do dia-a-dia que tenho, proceder a uma escolha que me altere a minha realidade... As escolhas que empreendo na minha consciência do dia-a-dia não se reflectem na minha realidade com frequência.

ELIAS: Ou não pareça ser assim! (A rir)

DREW: Eu interrogo-me a que nível essas escolhas serão estabelecidas, e de que forma poderemos aceder a esse nível?

ELIAS: Essa é a razão porque estamos presentemente a debater a informação de carácter extra-oficial, de modo a melhor poderdes compreender a forma como estais a criar a vossa realidade por meio dum testemunho e da atenção para com toda a vossa realidade, e não somente àquilo a que estais habituados a prestar atenção. Eu afirmo-vos que na realidade, as vítimas de assassinato, os homicidas, as vítimas de acidentes, ou todo aquele, seja em que situação ou circunstância for, se realmente tiverdes noção de toda a informação que se vos acha disponível, vereis que assinalais as probabilidades disso. Tal como podereis, em circunstâncias óbvias e bastante objectivas, perceber em vós próprios um padrão que conduza a uma certa realização, e podeis igualmente perceber objectivamente, se o notardes, indicadores que incorporam informação extra-oficial que vos anunciará a direcção que tenhais escolhido pela vossa atenção, e as probabilidades que tendeis a criar.

Além disso, tal como na função dos sonhos (Nota: No original é referido “Missão” e não função, designação conferida às imagens que se geram durante o sono, que consistem numa tradução ou interpretação, mas que têm outras aplicações, tal como a da assinalação de movimentos), podeis encarar a coisa com criatividade. Compreendei que sois seres criativos. Por isso, um indivíduo pode escolher um acidente de viação debilitante, nos vossos termos. E isso acontecer de forma inteiramente surpreendente. Na realidade, se notardes toda a informação disponível na realidade desse indivíduo, haveis de perceber um factor “condutor” à criação do desfecho drástico e dramático por razões que se enquadram nas probabilidades que o indivíduo terá escolhido.

Caso em questão: o Jaren (Jason). Num estudo relativo ao comportamento e às probabilidades e à interacção com os outros, se notardes a informação extra-oficial que ladeia a informação convencional aceite, havereis de perceber um indivíduo a proceder à criação da opção de assumir a acção temporária de contraparte, sem estar a desejar continuar nesta posição por todo o seu foco.

(Nota do tradutor: Este caso começa por ser colocado com a irmã mais velha dele a colocar uma pergunta relativa a alguma ajuda por parte do Elias quanto à situação que o garoto está a criar, de asma e alergias múltiplas. Ao que o Elias responde dizendo que: “...Existem outros elementos passíveis de ser agregados à manifestação disso, como uma reacção emocional subjacente ao meio e às situações” e acrescenta que os jovens, em especial, dão expressão às suas reacções emocionais que geram em relação aos elementos do seu foco por meio de manifestações (sintomas) físicas, por encararem a expressão verbal disso como inadmissível. Muitas vezes, e a despeito da sua idade, sentem não ser aceitável dar expressão aos seus verdadeiros desejos. Por isso, como toda a energia acaba por se expressar, eles expressam-na noutros elementos da sua realidade. Essas situações, ou o que designais por sintomas, constituem expressões de desalinhamento com o foco físico; não desejar situar-se na área relativa à situação em que o indivíduos e encontra. Em razão do que a expressão se manifesta. “Gera-se um elemento inerente à escolha de outro passar a incorporar aquela posição, só que no âmbito duma escolha de incapacidade de dar expressão ao desejo ou escolha do indivíduo, pelo que o Jaren opta por se expressar de outro modo; segundo a percepção de ser pequeno, menos poderoso, assim como de se encontrar à mercê da autoridade. Há desejos que pretenderia expressar mas ele sente-se desautorizado para tal fim. Pelo que se geram essas manifestações físicas, pela admissão dum elemento de conforto; porque aqueles que se focam conjuntamente com o Jaren hão-de manifestar um conforto parcial para com aquilo que manifesta, se não o verdadeiro desejo.”)

Em razão do que se exibem sinais, nos vossos termos, que apontam o desejo de não continuar nessa acção de contraparte. Além disso, parte dos sinais do pai são exibidos de modo que a acção de contraparte deixe de ser necessária, por o sentido de valor ter sido satisfeito. Por isso, nos limites do relacionamento, a escolha é estabelecida no sentido de alterar o foco.

O foco sofre uma alteração drástica, num acto de interrupção da acção de contraparte e numa continuidade do foco individual na direcção de probabilidades que esse indivíduo terá escolhido para o seu próprio foco. Nesse sentido, a escolha é estabelecida por um evento dramático; um acidente de viação; que cria, nos termos que aplicais somente, uma acção e uma reacção íntima devastadora naqueles que rodeiam fisicamente o indivíduo, rompendo o laço da interacção de contraparte, restabelecendo a direcção de probabilidades que tenham inicialmente sido escolhidas para que esse foco individual prossiga, e permitindo a satisfação do pai na experiência expressada.

Eu entendo que isto seja complicado, mas se observardes de perto certos comportamentos, (percebereis) certas escolhas, certas acções que vos servirão de indicador, pistas quanto à direcção que tomais. Precisais empregar o perímetro ou os limites externos para poderdes compreender que toda a realidade que criais não se confina a uma linha estreita, e que atraís a partir dos ângulos mais diversificados (numa acção) enquadrada nas vossas probabilidades, e também interagis e intersectais com eus alternos. Muito mais acontece na vossa realidade do que aquilo que percebeis!

Nesse sentido, ao atenderdes o modo como estais a criar a vossa realidade, também precisais levar em linha de conta a realidade toda e todos os seus ângulos, por existirem muitos. Cada acção que escolheis pode de facto não estar directamente relacionada à acção directamente anterior a ela. Poderá parecer que a acção se enquadre num seguimento linear de probabilidades ou siga uma certa linha de eventos, mas esse não é sempre o caso; apesar de ao mesmo tempo isso também ter cabimento no esquema do movimento actual, só que comporta ramificações que vão além das presentes circunstâncias.

Vós não pensais para convosco próprios nas influências que vos pressionam continuamente. Vós tendes muitos focos ao nível da essência. Tendes muitos focos alternos num único foco. O vosso eu futuro, conforme pensais nele, também vos influencia bastante o presente. Uma vez mais, isso não quer dizer que não tenhais um controle objectivo e orientação, porque tendes. Apenas não voltais o olhar no sentido dessa acção.

Eu afirmo-vos que a mais pequena acção, nos vossos termos, que alterais na vossa rotina diária é escolhida com precisão. Podeis acordar numa certa manhã e optar por pentear o cabelo de uma maneira diferente. Podeis escolher tomar os vossos cereais antes do vosso café ou do chá. Essas poderão parecer alterações insignificantes, mas também consistem em escolhas conscientes que vos afectam; por terdes escolhido, nesse dia em particular, um tipo diferente de rotina.

Escolhestes alterar os vossos métodos, e com isso alterais todo o vosso ser. A vossa percepção sofre uma mudança. Podeis não notar uma alteração na percepção tão dramática quanto isso, mas a vossa percepção deverá sofrer uma alteração. Este é um exemplo bastante suave que vos providencia uma ligeira, uma pequena alteração da vossa realidade; mas que serve de exemplo do modo como cada escolha é estabelecida, o que vos altera a percepção e também gera a criação da vossa realidade.

(Com firmeza) São tudo escolhas objectivas. Vós não andais a percorrer esta realidade física adormecidos! Não estais a abordar os outros nem o vosso emprego como se estivésseis a sonhar! Permaneceis acordados. Gozais de objectividade. Dispondes de pensamento. Tendes possibilidade de escolha. As vossas escolhas são estabelecidas duma forma objectiva. Vós estais na direcção.

ELIAS: Vós no foco físico falais de objectivos. Estabeleceis objectivos para vós próprios os quais passais a tentar atingir, e muitas vezes dais lugar ao desapontamento, por não materializardes aquilo em que vos focais com os vossos objectivos. Definis limites para realizardes esses objectivos, e acabais angustiados convosco próprios por não os realizardes com êxito. Voltais-vos para vários mestres diferentes que vos dizem para afirmardes para convosco próprios um pensamento positivo, que com ele - se vos concentrardes o suficiente e de forma exclusiva - haveis de materializar aquilo que quiserdes. Eu referi previamente que vós manifestais aquilo em que vos concentrardes, apesar disso ter sido mal interpretado; por não ser necessário estardes continuamente a concentrar-vos numa área específica. Muitas vezes derrotais-vos a vós próprios desse modo.

Voltemo-nos momentaneamente para a vossa história relativa à vossa Mudança de Consciência, porque todos estes elementos devem ser levados em consideração neste presente momento se quiserdes manifestar os vossos desejos.


Como estais presentemente a atravessar essa mudança que a consciência está a sofrer, estais também a lidar e a atravessar muitas suposições, ou crenças convencionadas, que vigoram como a corrente principal. Ao longo do presente século vós tendes vindo a atacar - tanto individual como colectivamente - essas crenças, e ocasionastes guerras mundiais a fim de atacar e de demolir o sistema vigente e as crenças convencionais. Estais a abandonar o vosso elemento ou era religiosa rumo a uma nova era da consciência. Em muitos dos vossos eventos de massas, tais como as vossas guerras e conflitos, a religião desempenha um papel de relevância. É verdade que nos eventos de conflito a religião sempre desempenhou uma função marcante ao longo da história, mas presentemente e ao longo deste século vós tendes vindo a guerrear o enfoque religioso no geral; não no sentido de converterdes os outros a uma facção do pensamento religioso, mas numa tentativa de eliminardes a concepção das ideias religiosas; por reconhecerdes intuitivamente no vosso íntimo que o movimento da consciência se afasta desse elemento rumo a um novo parto e a uma nova área de consciência, no vosso foco físico. Isso torna-se igualmente relevante para cada um de vós, porque cada um comporta muitas crenças que precisa expandir e passar a aceitar antes de poder manifestar muitos dos seus desejos.

Cada um de vós é capaz de apontar desejos materiais bastante concretos neste foco particular. Podeis desejar ter uma saúde melhor. Podeis desejar ter uma situação financeira mais estável. Podeis querer uma outra casa. Podeis desejar uma nova carreira. E lutais por essas coisas e apontai-las como objectivos, a seguir ao que podeis concentrar-vos de modo bastante singular neles; com afirmações repetidas para vós próprios e pensamentos positivos no sentido de o alcançardes, segundo a concepção que tendes; mas sem que vejais qualquer materialização, pelo que acabais frustrados. Individualmente estais igualmente a batalhar com muitas formas de pensar, à medida que estais a avançar na acção desta Mudança. Por isso, não estabeleceis a diferença automaticamente, devido a que as correntes de crença que comportais vos bloqueiem os desejos.

Podeis pensar não sustentar crenças nenhumas. Por isso, que vos estará a bloquear os movimentos e a deixar de permitir que atinjais o vosso objectivo? Eu digo-vos que cada um abriga formas de pensar ou suposições que vos restringem. Uma dessas crenças é a de que se fizerdes uso repetido de afirmações para vós próprios, haveis de manifestar aquilo que quereis. Podeis olhar para vós próprios e constatar como isso não opera. Em determinados casos isso poderá dar-se, só que existem outros factores que acompanham a materialização dos desejos no caso daqueles que alcançam o êxito; porque eles estabelecem o que é representado pelo seu desejo, e deixam acontecer, sem dar abrigo a qualquer expectativa. Por isso, eles colhem aquilo que terão escolhido criar e aquilo em que se terão focado.

Num certo sentido, passais imenso tempo a afirmar para vós próprios aquilo que desejais, ao mesmo tempo que reforçais as suposições que abrigais, que vos sugerem não conseguirdes alcançar isso. No vosso íntimo, expressais para com o vosso eu interior não merecerdes aquilo que desejais. Podeis tornar-vos “iluminados” e passar a atribuir a vossa falta de movimentos a crenças abrigadas noutros focos: “Um “eu” alterno ou um outro foco meu abriga esta crença, e isso está a afectar-me.” Mas vós não sois vítimas! Vós criais a vossa realidade – toda ela. Se vos aceitardes e tiverdes confiança em vós, haveis de materializar aquilo que colocais diante de vós como objectivo. Isto parece muito simples, mas na realidade é uma das tarefas mais árduas, por não vos aceitardes nem confiardes em vós. Se confiardes em vós podeis dizer: “Eu escolho gozar duma saúde excelente”, e não mais pensar em tal escolha por ela se concretizar, por acreditardes e confiardes que venha a concretizar-se. Não abrigais a menor dúvida. Aposto que ninguém neste fórum estará em posição de afirmar que não tem a menor dúvida! É na área respeitante a isso que podeis praticar as vossas afirmações, só que não da forma a que estais acostumados; por meio da récita vezes sem conta das vossas frases, como uma máquina, na esperança de eventualmente no vosso íntimo passardes a acreditar em vós e nas vossas afirmações. Eu digo-vos que podeis afirmar o que quer que desejeis no vosso íntimo e em seguida passar a acreditar nisso.

Uma vez mais, vós não vos haveis de deixar ficar mal! Vós constituís a vossa mais elevada expressão, e haveis sempre de zelar pelo vosso mais elevado sentido de valor, e haveis igualmente de o alcançar. Podeis dizer estardes a experimentar conflito; por estardes a lutar sem parar, sem realizardes o que desejais realizar, e a vossa existência comportar tanta luta e conflito; podeis mesmo referir não compreender o vosso propósito ou intenção. Se concederdes a vós próprios a liberdade de vos aceitardes e de terdes consciência de que vos manifestastes a fim de experimentardes, e de que nenhuma experiência é melhor nem pior, assim como se vos habilitardes à consciência de estardes a criar na perfeição a cada instante do vosso foco, haveis de eliminar grande parte do vosso conflito.

Eu já referi isto muitas vezes, apesar de até ao presente instante no vosso foco físico não o terdes compreendido. Desejais sair em busca de outros indivíduos que passem a cartografar-vos o mapa por vós, e vos digam: “Procede deste modo. Executa isto. Ocupa-te desta tarefa. Passa a tornar-te criativo nesta área, que desse modo obterás êxito.” Vós haveis de ser bem sucedidos quando passardes a acreditar em vós. Quando vos permitirdes abrandar a firmeza que estabeleceis na duplicidade que vos caracteriza, aí passareis a realizar; mas como continuais a perceber em termos de “melhor” e “pior” e continuais a batalhar sem dardes atenção às suposições que abrigais, permaneceis no vosso conflito. Não pensais que se não fosse assim, ao longo das vossas eras alguém no vosso planeta já vos teria dado a conhecer o método para o sucesso total seja em que área for?

Vós sois criaturas engenhosas. Sois extremamente criativos. Sois capazes de construir maquinaria a fim de explorar o vosso espaço físico, mas não sois capazes de resolver esses problemas pessoais insignificantes para vós, como os referentes ao êxito; porque nenhum profeta ou vidente vos poderá apontar um método de realização, se não confiardes em vós.

DAVID: Bom, há um monte de coisas que penso que gostaria de conhecer. Mas antes de mais, neste ano que passou, quase nestes dois últimos anos, passei pela transição mais estranha da minha vida, mais ao nível interno, e ainda me encontro a atravessá-la. Não tenho bem a certeza para onde ela me conduzirá nem quanto ao modo como venha a sair dela de modo a dizer: Oh, pois! Agora tenho consciência da razão para tanta dor e tanto tumulto!” E tudo brotou dum acidente emocional que tive com uma pessoa em que ainda me encontro perdido. Sinto-me confuso. Não sei. Estarei no sítio adequado? Andarei a correr atrás de idílios? Acreditarei que essa pessoa me ama e as outras não? Quero dizer, essas são as interrogações que tenho - parte delas.

ELIAS: (A sorrir) Confusão e conflito! Os nossos temas favoritos! Não te sintas tão só nessa confusão e conflito, porque muitos outros estão presentemente a passar pela experiência desses mesmos elementos. Vou sugerir que deverás continuar nessa confusão apesar do conflito poder diminuir. A confusão prosseguirá enquanto continuares a permitir-te abrir mais para o teu próprio eu. Se continuares a expandir a tua própria consciência e admitires que trespassem efeitos indesejáveis para a tua consciência objectiva do estado de vigília, haverás de experimentar confusão. Não busques um término desse estado durante algum tempo; porque à medida que esta mudança na consciência alcança maior maturidade, não somente tu hás-de experimentar mais elementos desse eu a trespassar para a tua consciência objectiva, que te não são familiares, mas isso também será reforçado através da consciência colectiva e do movimento que se está a gerar nas massas. Isso presta-se à acção dessa mudança, da qual és parte.

As pessoas presentemente, e tu também, interpretam grande parte dessa confusão por muitas das crenças que presentemente sustentam. Atribuís a maior parte da vossa confusão e conflito a elementos objectivos – aspectos do vosso presente foco com que vos achais familiarizados e que se enquadram no terreno das vossas crenças estabelecidas. Neste actual período estais todos a experimentar um novo reconhecimento dos sistemas de crenças e da sua realidade, assim como da realidade que tendes neles. E nesse processo confundis-vos, por não associardes os vossos sistemas de crenças nem compreenderdes a influência que têm em toda a vossa acção e interacção e em todas as experiências que atraís a vós.

Nada acontece na vossa realidade que não atraiam a vós. Nada vos é infligido. Ninguém vos confunde. Vós confundis-vos, mas isso assenta no domínio das crenças e daqueles que cedem o seu poder e controlo aos outros. Por isso, sentis-vos sujeitos às escolhas dos outros indivíduos, coisa que não estais. Vós criais aquilo que escolheis criar.

Nessa medida, a tua interrogação comporta dois aspectos. Por um lado estás a experimentar mais “trespasses” de ordem subjectiva, o que consiste num elemento inerente à expansão da consciência porque passas e do conforto pessoal que sentes em relação à realidade e consideração que consegues em relação às crenças; mas quanto ao segundo aspecto, tu não compreendes completamente o que estás a apresentar a ti próprio. Por isso, associas as experiências que tens a elementos que te são familiares no âmbito das crenças que comportas.

Falas de relacionamento, coisa que podemos usar a título de exemplo. Experimentas confusão e conflito, e atribuís isso a outros indivíduos. Isso representa o reforço duma crença subjacente que não reconheces de forma objectiva, quanto ao facto dos outros te estarem a manipular ou a controlar as reacções que tens. Os outros não detêm controlo sobre as tuas respostas!

Nessa medida, estás a apresentar a ti próprio objectivamente as tuas próprias crenças e a interpretá-las de forma incorrecta, enquanto continuas a habilitar-te a obter um sentido dessas crenças por meio das experiências; e ao te sentires frustrado com a ausência de solução para o teu conflito, começas a permitir-te perceber de onde é que o conflito brota realmente. Tu camuflaste o conflito ao atribuí-lo a um relacionamento ou a à actividade da vida do dia-a-dia, ou ao facto de não estares a lograr tão rápido quanto preferirias lograr, ou a muitas outras desculpas que escolhes apresentar a ti próprio. Na realidade estás a oferecer a ti próprio a oportunidade de perceberes essas crenças que te motivam as experiências e as reacções que crias em todas essas acções. O reconhecimento das crenças e do conceito - porque presentemente ainda não passa dum conceito para todos vós - de criardes a vossa realidade torna-se bastante difícil de aceitar e de vos aclimatardes a ele, por não vos resultar familiar. Podeis acreditar que o aceitais e que o tereis actualizado durante a vossa vida, mas isso também não passa duma crença; por estardes inundados de informação e de influências e de sistemas de crenças ao nível das massas que vos influenciam por intermédio de todas as convicções, pelo que podereis não reconhecer esse facto.

Quando te falo do teu tempo de vida, isso refere-se à totalidade dos teus focos e não apenas a este. Eles influenciam-se mutuamente, pelo que acabas por sentir influências (trespasses), que agem pelo reforço das crenças que agora abrigas, provenientes desses teus outros focos.

Reconhece igualmente que isso consiste numa acção que está a ser confrontada na vossa presente mudança; mudança essa que afecta mais e se torna mais importante de reconhecer do que muitos actualmente compreenderão, por terdes concordado em desempenhar essa acção de alterar a consciência. Por isso ela avança, e acelera e ganha energia com esse movimento, o qual provoca a activação duma maior confusão em cada indivíduo – um maior conflito e uma menor capacidade de orientação – por cada um não compreender o que experimenta. Não importa que tenham alguma compreensão. Haveis de o experimentar independentemente disso, por isso corresponder à escolha de que definistes.

Tu, assim como outros indivíduos, buscais o vosso propósito, o vosso ponto de chegada, a vossa orientação. Procurais respostas em meio às experiências pessoais que fazeis, de modo a serdes capazes de proporcionar a vós próprios algum tipo de orientação para a vossa atenção; mas no presente movimento que a consciência atravessa, existem muitas orientações que estão a ser abordadas.

Eu sugiro-te que, em meio à confusão de indivíduos que apresentas, procures reconhecer-te. Reconhece a grandeza que te caracteriza; e que essa essência que possuis, que é tudo o que és, não se sujeita a nenhum elemento nem acção sem um acordo. Tu tens a capacidade de criares o que quer que escolhas criar. Poderás ser influenciado por um outro indivíduo, mas a escolha depende de ti. Tu atrais a ti experiências a fim de que te falem e te transmitam alguma informação a que desejes dar atenção a cada instante presente. Por isso, considera as tuas experiências e avalia no teu íntimo a razão por que te terás deixado atrair para elas. Se te sentires descontente ou confuso com uma experiência que tenhas atraído a ti, recorda-te de que podes escolher alterar essa situação em qualquer altura. É uma escolha que te assiste. Jamais deixas de ter escolhas. Tu crias a tua realidade!


REDEFINIÇÃO DE TERMOS

AUTOESTIMA

ELIAS: Existem determinados elementos da vossa realidade em relação aos quais vos digo que continuais a manter um certo elemento de lassidão na vossa energia com relação a determinadas áreas, por assim dizer, da vossa atenção no vosso foco.

Existem áreas de contínua expressão de falta de aceitação pessoal em relação ao modo como sois percebidos pelos demais; Na maior parte indivíduos da família. Continuam a ter lugar expressões de responsabilidade pessoal em relação ao vosso companheiro(a) e também em relação às expressões exteriores do que designais como os vossos negócios, porque os vossos negócios, em conjugação com o vosso companheiro, acham-se intimamente envolvidos no vosso relacionamento. Vós mantendes um relacionamento com as vossas criaturas de forma semelhante ao que mantendes com o vosso companheiro, e sustentais responsabilidade em ambas essas áreas. Vós também, tal como já declarei, detendes dificuldades na área da percepção pessoal em relação à família. Essas são dificuldades que se prolongam e a que voltais mas às quais não pusestes cobro por completo e relicários particulares que não desmantelastes. Por isso, continua a fazer-se patente um elemento de enorme importância nessas áreas, em termos de energia, porque isso reflecte-se em vós pela forma como vos percebeis, naquilo que avaliais de vós próprios.

Ora bem; Digo-vos que no presente, isso se torna numa dificuldade que se anuncia de modo objectivo no caso de muitos indivíduos. Também é influenciado pela presente onda que a consciência atravessa, à medida que as pessoas se estão a expor à exploração de si próprias e a dirigir-se a áreas que poderão ser desconfortáveis, essa consideração da avaliação que fazem de si próprios – e tu também – e a MEDIDA DA AUTO ESTIMA.

Nesse contexto, dir-te-ei do mesmo modo que a outros:

A tua dignidade não é determinada pela opinião ou percepção dos demais. Ela nem mesmo é determinada pelas tuas próprias experiências nem pela percepção que tens, porque a percepção que tens de ti próprio é bastante influenciada e colorida pelas crenças que sustentas, enquanto que a tua dignidade é independente das tuas crenças e das crenças e expressões dos outros.



Por isso, do mesmo modo que com muitos outros – apesar de reconhecer o movimento muito mais expressivo que empreendes, mais do que no passado, em termos de confiares em ti . Actualmente moves-te em áreas duma maior aceitação e de confiança em ti próprio.

Mas continuas a abrigar certos elementos da tua percepção que se movem na direcção dum questionamento ou depreciação do teu valor por intermédio da aceitação das expressões dos outros indivíduos, OU por meio da TUA percepção de como as pessoas te PODERÃO perceber. Não sequer chega necessariamente a ser expressado por eles, mas aquilo que percebes que eles vejam em ti, e isso desloca-se no sentido da percepção que tens da medida do teu mérito.

Isso também está a vir ao de cima e continuará a fazê-lo à meddia que continuares a expandir a tua consciência, de modo que permitas uma oportunidade cada vez maior de dares atenção a esses relicários, (Nota do tradutor: Elias utiliza o termo para ilustrar a noção de algo que preservamos intocável, pelo incómodo que a conscientização do seu teor envolve) a essas dificuldades, de forma que consigas desmantelá-las e mover-te de modo muito mais completo para a área da auto aceitação e da auto confiança, e desse modo possas executar com muito mais eficiência a objectivação do teu propósito em conjugação com esta Mudança.

E tudo isto traduz a questão, de que os indivíduos venham a munir-se duma cada vez maior consciência objectiva, dum número crescente de desafios destinados à expansão da consciência que têm, e à medida que cada vez mais se movem nessas direcções, também concedam uma maior energia à actualização da inserção esta Mudança da Consciência na globalidade da vossa realidade.

BENEFÍCIO

O benefício consiste num acréscimo à experiência. Vós encarais o termo como significando um elemento bom. Colheis benefício duma relação, pelo que ela vos proporciona um elemento bom. Mas vós estais sempre a colher benefícios. Podeis não o reconhecer, mas lucrais sempre. O que obtendes das vossas experiências é informação.

Benefício, nos vossos termos, nem sempre significa positivo! Tal como a tua condição de enfermidade que não é encarada como positiva, mas que te tem sido bastante benéfica pelo facto de a criares e anulares.

Bom; eu digo-te que já dispensei informação a todos vós muitas vezes e referi que todos os vossos comportamentos e todas as vossas escolhas se situam no enquadramento da vossa realização de valor, e tudo isso é benéfico. Isso não quer dizer que seja tudo eficiente, mas é tudo benéfico.

Agora; deixem que vos diga que “benéfico” pode ser num aspecto, enquanto que “eficiente” pode revelar-se a par com benéfico de outro ponto de vista. Ambos correm em paralelo, mas um não é bom enquanto que o outro não é mau. Um não é melhor nem o outro pior. São meramente diferentes no seu movimento ou destreza, nos vosso termos, por intermédio da energia.

Por isso, encarai a vossa realidade não como um movimento através duma substância a que podeis associar um sentido de negatividade, ou a qualquer tipo de substância que vos forneça positividade por intermédio dum processo agregado, mas ao invés, encarai a vossa realidade como um labirinto, labirinto esse em que podeis deslocar-vos por inúmeros corredores diferentes que não são melhores nem piores que outros aí existentes, mas apenas que não têm saída. Por isso, tu, alcançando o término desse corredor particular, tens de andar para trás e de ganhar destreza por entre os diferentes corredores desse labirinto

Todas as passagens através do labirinto são idênticas. Todas são criadas de forma semelhante. Todas têm o mesmo aspecto. Apenas se movem em diferentes direcções. Para alcançardes um determinado ponto no que podeis designar como probabilidades, pode não se tornar eficiente mover-vos através de certos corredores do labirinto, por eles poderem não apresentar uma passagem clara para a área que desejais alcançar, mas eles podem revelar-se benéficos, por vos poderem oferecer informação de forma a formardes novos cálculos sobre como vos moverdes mais rápido e com mais eficiência pelo labirinto...

A eficiência é considerada como sendo equivalente a suavidade, menor tensão. Não quer necessariamente dizer que seja SEMPRE uma expressão mais veloz ou mais rápida, mas a expressão que propicia uma maior suavidade e uma menor tensão no vosso foco...

Também direi que por vezes a vossa expressão eficiente pode expressar-se de forma mais veloz ou rápida. Apenas depende do que estiverdes a criar e da direcção para a qual vos estiverdes a mover. Quero apenas dizer-vos que vós não equacionais a rapidez apenas com eficiência, porque muitas vezes a rapidez também pode ser atribuída a aspectos benéficos, e eles podem não ser necessariamente isentos de esforço ou eficientes.

COMPAIXÃO

A compaixão consiste no acto da compreensão.
A compaixão consiste na compreensão destituída de consciência crítica
Não me interpreteis mal ao pensar que eu advogue ausência de preocupação ou de interesse pelas pessoas, mas podeis não sentir um verdadeiro interesse pelos outros até serdes capazes de abrigar um sentido de dignidade e de preocupação por vós; porque se não vos valorizardes a vós próprios, podeis não valorizar mais nada.

A compaixão não é amor... A compaixão possui a sua definição individual. Compaixão é compreensão destituída de julgamento – apenas compreensão. Aceitação é sinónimo de ausência de juízo crítico. A compaixão consiste numa via que incorporais a fim de propiciar a expressão do amor. A compaixão significa uma expressão de compreensão, e essa expressão de compreensão estabelece uma via de compreensão a fim de vos permitir voltar no sentido da expressão de amor.

Ora Bem; a “compaixão”, na redefinição de termos... E que faz parte desta mudança da consciência, porque vós estais igualmente a redefinir a vossa realidade, e o modo por que a redefinis passa pela redefinição dos termos que utilizais, do significado deles. Ao redefinirdes o termo “compaixão”, o sentido lato e genuíno de compaixão traduz compreensão e não pena: porque isto não quer dizer que não vos importeis. É que as pessoas confundem o interesse com a preocupação.

Quando ao compromisso ou à cooperação, a cooperação não é sinónimo de trabalho de equipa. A cooperação consiste numa acção que gerais em vós próprios. Trata-se duma acção que incorporais, por assim dizer, a fim de vos honrardes. É a acção de não vos opordes. E o compromisso traduz um acto de oposição em termos de energia. Existe sempre uma expectativa de qualquer género associada ao compromisso.

COMPARAÇÃO

Existem comparações que são expressadas entre os desempenhos dos indivíduos e que afectam directamente as percepções e as avaliações de mérito de todos os indivíduos que participam, e o elemento da competição introduz juízos de valor automáticos além da força de motivação dos participantes no sentido de terem razão e de vencerem, e essa é a expressão que vós utilizais como uma manifestação exterior para medirdes as vossas capacidades e a vossa dignidade...

Esta é a razão porque vos dirijo repetidas vezes a atenção com vigor para vós próprios e para a compreensão da percepção, porque a vossa percepção é extremamente poderosa, e de certa forma manipula objectivamente toda a vossa realidade.

Por isso, ao criardes num sentido ou expressão de extremos ou de intensidade, outras expressões também se seguirão por uma questão de adaptação, por assim dizer, por essa ser a direcção que a vossa atenção toma. Por isso, empreendeis outras interacções, e elas também se tornarão exageradas ou extremadas.

Coisa que também vos direi, tal como referi junto de muitos recentemente, o elemento chave de todas essas formas de interacção que vos poderá ser útil através da recordação, consiste na força da associação que fazeis com a semelhança e a diferença.

A semelhança em todas as suas expressões possibilita-vos uma validação exterior, a qual procurais, por não oferecerdes a vós próprios uma validação automática a partir do íntimo, por não estardes acostumados a manter a atenção em vós próprios. Por isso, vós procurais experiências e formas e interacção que vos validem a partir do exterior. A diferença ameaça-vos e em razão disso rejeitai-la, por vos comparardes...

Por isso, ao vos comparardes com qualquer outra expressão da vossa realidade, se percebeis existir semelhança, validais-vos, e gerais para vós uma maior expressão de mérito. Se vos defrontardes com a diferença, sentis-vos ameaçados, por isso ser automaticamente avaliado como uma forma de depreciação, por pressentirdes poder comportar alguma expressão ou elemento vosso que seja inaceitável ou errado e necessite ser questionado...

Bom; Compreende também que todas essas expressões podem não ser filtradas por meio do vosso processo do pensar numa altura qualquer. Podes passar a assumir expressões automáticas e de imediato expressar para o exterior - ao voltardes a tua atenção para as circunstâncias ou para as situações dos outros, ou até mesmo para os objectos – e expressares que eles te ESTEJAM a depreciar ou...

PERGUNTA: Pois. Eu deprecio-os.

ELIAS: Correcto; através da expressão objectiva, da reacção automática.

Mas a acção subjacente na realidade não consiste na expressão da depreciação de mais ninguém ou de mais nenhuma situação, mas no reconhecimento de estares a depreciar-te, por estares a duvidar de ti na capacidade que possuis de realização, e isso é o que propões a ti próprio com esse acto da comparação e da competição – validares-te a ti próprio. Estás a compreender?

PERGUNTA: Estou. Estou, sim.

ELIAS: Portanto, ambas essas situações consistem naquilo que apresentas a ti próprio - por te teres permitido prestar-lhes atenção – de ambos esses dois aspectos da convicção e das suas expressões: da comparação e da competição.

Deixa igualmente que te diga que podes empreender esses jogos tal como concebidos, sem incorporares qualquer expressão genuína de comparação ou de competição. (Pausa) Não é iso que tu FAZES, mas É exequível.

PERGUNTA: Se eu alterar a minha atitude... Ou a perspectiva que tenho, a forma como encaro a situação.

ELIAS: Ao te permitires expandir objectivamente a consciência que tens e mudar a percepção que tens, sim; nesse contexto dir-te-ei com autenticidade, isso afecta enormemente os outros.

Cada um de vós cria o seu movimento e as suas imagens de forma única e distinta, mas automaticamente expressais depreciação pessoal ao recorrerdes à comparação, e como continuais a criar esta comparação entre vós, também vos depreciais.

Porque eu garanto-te que poderás prosseguir no teu foco e descobrir algum indivíduo que, de algum modo venha a expressar algum aspecto da sua realidade que julgues ser “melhor” ou superior em carácter que tu própria ou mais expansiva ou aberta em termos de consciência, por ele poder estar a criar diferentes tipos de experiência ou possas vir a deparar-te com vapores luminosos na tua realidade, ou possas começar a ouvir vozes vindas do além!

Mas a questão está em te familiarizares contigo própria a cada instante, e em reconheceres aquilo que TU estás a experimentar e a criar, e o modo como manipulas a energia não só a fim de criares as tuas experiências, mas a exploração que empreendes desta dimensão física e do movimento que empreendes no sentido duma recordação autêntica, o que consiste no existir e na incorporação da ACÇÃO, a actualizar o auto conhecimento, o conhecimento da essência e da consciência.

Podes defrontar-te com indivíduos que empreendam muitas expressões que possam ser julgadas como teatrais, e eles poderão impressionar-te de forma bastante objectiva, por tu não empreenderes esse mesmo tipo de acção. Mas estará o indivíduo que cria essas acções teatrais a empreender uma consciência relativa à recordação autêntica de si próprio, (Nota do tradutor: Elias nesta passagem refere uma capacidade inerente às faculdades supranormais, em oposição ao domínio da ilusão) ou estarás a defrontar-te com meros truques?

Posso igualmente dizer-te que outro factor que exerce influência se traduz na tendência que tens para te comparares com os outros. Quando geras esse acto de te comparares, reforças em ti própria essas expectativas, as quais não se acham necessariamente em harmonia com o teu fluxo natural da energia.

Com a aceitação da tua expressão natural e das tuas preferências, e permissão para exprimires uma liberdade de expressão do modo que TU desejas, deixarás de gerar esse tipo de conflito associado ao que expressas com naturalidade e àquilo que esperas poder vir a expressar.

Permite-te reconhecer constituíres a manifestação que escolheste e de que isso é aceitável. Não é necessário que te conformes àquilo que vês ser as expressões dos outros. Tal como declarei muitas vezes no passado, as pessoas experimentam validação de si próprios e um conforto objectivo na semelhança, e experimentam sensação de ameaça com a diferença. Mas a diferença consiste na vossa expressão de singularidade.

Nesse sentido, todos vós sois indivíduos altamente singulares. Cada forma e atenção é única em si mesma. Mesmo na condição de essência não existem duas formas de atenção que sejam idênticas. Cada forma e atenção (Nota do tradutor: Que representa na terminologia empregue pelo Elias uma postura ou modo de ser) é única em si mesma o que traduz uma expressão duma espantosa diversidade e consiste numa assombrosa expressão da consciência, que permite que cada atenção explore o seu próprio modo, e gere as suas próprias escolhas singulares. O desafio que se vos apresenta nesta dimensão física associado com a mudança consiste em reconhecerdes a vossa singularidade de carácter e em prestardes a tenção a vós e reconhecerdes que a singularidade que vos caracteriza é aceitável e que não precisa conformar-se à singularidade dos outros.

A comparação consiste na expressão da depreciação do indivíduo. Ela deprecia o outro assim como vos deprecia a vós.

A comparação consiste num jogo perigoso que sempre acaba por vos deixar diminuídos. Mesmo que estejais a comparar-vos e a elevar-vos, a comparar-vos com outro indivíduo e julgueis ser melhor que ele através da comparação que estabeleceis, estais também a depreciar-vos com esse acto. Porque que será que experimentais no caso de outra pessoa vos elevar acima dela própria através da comparação? Será que isso...

PERGUNTA: Torna-se desagradável.

ELIAS: Correcto. Aceitareis o facto ou recuais automaticamente dum tipo de expressão desses? Porque sentis automaticamente no vosso íntimo tratar-se duma depreciação pessoal por constituir igualmente uma diminuição do outro, e por a verdade que abrigais seja a da igualdade – o que consta duma outra verdade que não corresponde a um facto, porque vós sois talvez iguais por ambos serdes consciência, mas sois todos igualmente únicos.

Vós equacionais a igualdade como sinónimo do que é semelhança, mas vós não sois iguais. Sois todos diferentes; cada um de vós é único. Por isso, nos vossos termos, não sois iguais. Não sois uma mesma coisa.


COMPETIÇÃO

...Nesse contexto, tu proporcionas a ti próprio a oportunidade de perceber a influência da competição – e as crenças que a competição expressa e manifesta – assim como a da comparação. Essas duas expressões particulares são extremamente vigorosas na vossa realidade física e em variadíssimas das vossas sociedades. Elas influenciam sobremodo em muitas áreas do vosso foco físico e afectam grandemente a percepção que tendes no vosso foco...

Podes igualmente desviar a atenção e permitir-te encarar as actividades desportivas como um exemplo evidente e objectivo de muitas outras acções em que participais no vosso foco e que se manifestam por padrões semelhantes.




Nesse contexto, a competição gera juízo crítico. A expressão da competição, no modo como se manifesta, cria uma espantosa expressão de julgamento e de reforço da duplicidade. Além disso a comparação cria esse mesmo tipo de acção. Ambas essas expressões são intimamente exibidas nos desportos em que participas e identificas como qualquer tipo de desporto.

Agora; entende que o desporto em si mesmo consiste num jogo. O próprio desporto não expressa a competição nem a comparação, porque o próprio jogo, em si mesmo, não passa da mera participação de vários indivíduos a que se divertem.

Mas as vossas crenças acham-se bastante envolvidas nessas acções e já se expressaram a um tal extremo que deixaram de se poder distinguir, na percepção que sustentais presentemente, em relação ao próprio jogo. Elas formam um aspecto complexo do jogo.

Podes expressar para ti próprio e até mesmo para os demais – para aqueles que participam no jogo, aqueles que treinas ou com quem partilhas experiências relativas ao jogo – que é o jogar que detém importância, e não o vencer. Mas na realidade, esse constitui um elemento subjacente que se acha sempre presente, porque as crenças são extremamente fortes.

Aquilo que estás a expressar a ti própria é uma redefinição das tuas escolhas e do modo como hás-de expressar essas escolhas; que podes expressar certas actividades, o que não quer dizer que te tornes ou precises tornar-te complacente com grupos de indivíduos que geram determinadas expressões que encaras como desnecessárias...

De certa forma ambos incorporam diferentes acções mas a sua expressão básica é bastante similar.

CONFIANÇA

ELIAS: Confiai em vós. Prestai atenção aos vossos impulsos e à vossa intuição. Haveis de não vos trair! Outros poderão esperar que os possais trair, na percepção que têm; mas vós não vos traireis!

ELIAS: Por vezes podes experimentar confusão, à medida que vais aprendendo a escutar essa pequenina voz interior. Já te ofereci imensa informação quanto à identificação do teu eu; e como estás a dar atenção, até mesmo o acto do reconhecimento de estares confusa consiste numa exibição do acto de estares a tentar dar atenção a ti própria. Já vos referi a todos imensas vezes que o vosso eu não vos trairá. Mas vós, a despeito do que quer que possais dizer-me, não acreditais nisto!

PERGUNTA: Não acreditamos no quê? Em que não nos havemos de trair a nós próprios?

ELIAS: Sim. Comportais uma crença fortíssima na duplicidade do vosso carácter (ego). Por isso não acreditais, quando vos dizem que haveis de não vos trair a vós próprios; Mas eu digo-te com total sinceridade que haveis de não vos trair a vós próprios! Haveis de dar os passos no sentido da realização do vosso sentido de valor e, tal como toda a consciência, haveis de acrescentar simultaneamente para a realização do valor de toda a consciência...

Tu estás sempre a “falar” contigo própria! Só te deixas confundir, por experimentares estar numa encruzilhada, ou no teu caminho diante de cada determinada escolha (ri para dentro) a despeito do quanto aparente ser mundana, e o teu pensamento diz, “Que escolha será a acertada?” Por isso crias o teu drama ao redor da escolha; e como criaste este foco físico, esta manifestação, esta experiência que incorpora um grande foco emocional, perpetuas o teu drama por uma questão da tua experiência. Eventualmente, ao continuares neste fórum, começarás a entender poder escolher de modo eficiente sem o extremo do drama, e essa ausência de esforço aparecerá nessa tranquilidade. À medida que te cansas do teu drama, começarás a prestar atenção ao teu silêncio e começarás a confiar. Vou-te dizer: confia, confia, confia, confia, confia!

PERGUNTA: Se eu seguisse os meus sentimentos íntimos havia de acreditar conhecer a maior parte do meu propósito, mas diria que o conflito se imiscui quando não me permito seguir essa via, ou permito que aqueles que me rodeiam me desencorajem disso.

ELIAS: Justamente; porque eu te digo para te voltares para ti própria. Confia em ti. Isso é da maior importância; não sigas mais ninguém nem permitas que o conflito seja de quem for te influencie, mas trata de te tornar num pequeno rebento e de te preocupares unicamente contigo.

Não te hás-de trair! Conheces, no teu íntimo, em que direcção desejas prosseguir. Mas vós permitis, ao deixardes de confiar em vós, ser manipulados ou influenciados pelos outros ou pelas circunstâncias ou pelas crenças. Torna-se bastante difícil confiar em vós, no foco físico, e saber que não vos traireis. As pessoas referem, “Confiem no universo, que ele vos há-de prover.” Eu digo-vos que isso não está assim tão equivocado. Confiai em vós, e haveis de prover em vosso próprio benefício...

Tu, uma vez mais, não te haverás de trair. Tu consistes na tua mais elevada expressão, e haverás sempre de zelar pela realização do teu mais elevado valor, e hás-de realizá-lo. Podes referir experimentar conflito; por não parares de lutar e não estares a realizar aquilo que escolheste realizar, e a tua existência comportar tanto esforço e conflito; e podes até mesmo expressar não compreenderes o teu propósito ou o sentido disso. Se te permitires a liberdade de te aceitares e de saberes que te manifestaste a fim de experimentar e que nenhuma experiência é pior nem melhor e que crias na perfeição a cada instante do teu foco, haverás de eliminar muito desse conflito.

Já referi isto imensas vezes apesar de até ao momento, e no teu foco físico não o entenderes. Desejas ir em busca de indivíduos que te tracem o rumo por ti, e que te digam, “Faz assim. Realiza isto. Empenha-te nesta tarefa. Torna-te criativo nesta área, e acabarás por ser bem sucedido.” Hás-de ser bem sucedida quando acreditares em ti. Quando te permitires soltar a pressão que exerces na duplicidade de carácter do eu, então realizarás; mas como continuas a perceber em termos de melhor e pior e a esforçar-te a não te voltares no sentido das crenças que sustentas, hás-de continuar em conflito. Não pensarás que se não fosse assim, teriam aparecido indivíduos, ao longo das eras, que teriam já formulado o método completo para o sucesso absoluto em qualquer área?

Vós sois criaturas engenhosas. Sois extremamente criativos. Sois capazes de construir maquinaria para explorar o vosso espaço físico mas mostrais-vos incapazes de resolver estes diminutos problemas individuais do sucesso; porque nenhum profeta ou psíquico vos poderá alguma vez expressar um método para a realização, se não confiardes em vós.

ELIAS: Vós, como já referi, haveis de não vos trair. Haveis de o provar vós próprios. Só precisais avaliar as crenças que vos toldam a percepção; e no que toca a essas crenças, tal como ainda hoje referi, se estiverdes a dar a vós próprios indícios de esforço seja em que direcção for, podeis estar seguros de estardes a lidar com uma crença! Quanto mais vos esforçardes e debaterdes com dificuldades, mais vos defrontareis com crenças; porque na aceitação duma crença e de vós próprios, existe ausência de esforço. Passa a fazer-se presente uma calma de movimentos. Não é preciso tal esforço, apesar da criação dos vossos dramas se tornar num entretimento! Mas como já alcançastes este período em que já vos cansastes desse jogo, escolhestes tornar-vos mais criativos na consciência e em permitir-vos novas liberdades sem as restrições das vossas crenças.

Prestai atenção àqueles elementos que se apresentam durante o teu tempo de vida, porque esses são elementos que atrais-te a ti própria por propósitos que te dizem respeito, e pela realização do teu propósito e realização do teu sentido de valor; sendo por isso que vós vos deixais confundir, por não prestardes atenção ao que atrais a vós. Não é por acaso que esta essência se dirige a vós.

PERGUNTA: (Emocionada) Sinto já ter sofrido bastante e já estou cansada disso, cansada desta vida ou foco. Já estou farta dela! Só tenho vontade de mudá-la. Diz-me, em que consistirá a missão da minha vida? (Pausa)

ELIAS: Que experiências sentes vontade de alterar?

PERGUNTA: Que experiências? Quero experimentar mais alegria e quero alterar a tristeza que sinto, o sofrimento que albergo! (Bastante emocionada)

ELIAS: Eu expresso-te que o modo mais eficiente de alterares a tua experiência e de incorporares alegria no teu foco consiste em olhares para ti e deixares de te preocupar com todos os elementos que te são exteriores. Hás-de encontrar a tua tranquilidade e a tua segurança e a tua própria aceitação dentro de ti. Se permitires que os outros te afectem hás-de continuar a criar conflito em ti própria. Mas se começares a olhar para ti própria e a aprender contigo mesma e a aceitar-te, isso tornar-se-te-á útil. Aquilo que experimentas faz parte daquilo que és. Ao negares aquilo que és, geras para ti própria conflito.

PERGUNTA: Aquilo que sou? Que estarei eu a negar? Não compreendo.

ELIAS: Cada experiência que cries, permite que seja criada.

Por isso, se aceitares os actos que crias e compreenderes que as experiências que atrais a ti própria não são más, afectarás e eliminarás grande parte do conflito que alimentas. Se não te permitires aceitar as experiências que atrais a ti própria e abrigares temor e falta de compreensão em relação às tuas experiências, também criarás conflito em ti, e batalharás contigo própria. (Pausa)

PERGUNTA: Está bem. Não sei... Preciso pensar nisso! Que missão me estará destinada nesta vida? Em que consistirá o propósito da minha vida?

ELIAS: Em termos duma missão, ninguém em qualquer foco detém qualquer missão a menos que escolha criar uma missão, apesar disso ser desnecessário. Tu penetraste o foco físico unicamente por uma questão de experiência.

PERGUNTA: Para quê? Apenas para viver aqui?

ELIAS: Pela experiência deste foco físico. Agora; também te direi que no foco físico as pessoas escolhem linhas de probabilidade que as conduz - no enquadramento do desejo e propósito de cada foco individual - a um determinado curso da atenção. Nesse sentido podeis escolher criar determinadas experiências por meio das quais podeis oferecer auxílio aos outros que estejam a passar pela mesma acção ou por uma acção semelhante. Não podereis estender esse auxílio a outra pessoa se não tiverdes a experiência como vosso mestre. Por isso, ao te abrires em relação às tuas próprias experiências, também poderás estender auxílio àqueles que estejam a experimentar o mesmo.

Presentemente, neste período temporário actual, tu assim como o teu planeta inteiro nesta dimensão, estais a experimentar os começos duma mudança global da consciência. Nesse sentido muito são aqueles que deverão experimentar imensa confusão e imenso conflito. Pessoas como tu podem tornar-se dum grande auxílio, já que passas por essas experiências e além disso buscas informação que te possibilite compreender as experiência que estás a criar ou que estás a permitir que trespassem para a tua presente consciência. À medida que atrais uma maior informação que te possa ser útil no quadro da tua própria compreensão, também concederás a ti própria a habilidade de instruíres e ajudares outros indivíduos que serão atraídos para ti. (Pause)

PERGUNTA: Devo instruir outras pessoas? Como?

ELIAS: Isso não estou eu a referir-to no contexto do actual presente. No presente, se desejares uma missão, expresso-te que te interesses pela missão de reunires informação, de forma que se te possa tornar útil a ti em primeiro lugar; à medida que fores obtendo informação, outros se deixarão conduzir para ti no futuro e saberás de que forma poderás servir-lhes de apoio. (Pause)

PERGUNTA: De que modo poderei criar uma maior abundância na minha vida? (Pausa)

ELIAS: Por meio da confiança.

PERGUNTA: Confiando em quem? Em mim própria?

ELIAS: Sim. As pessoas interrogam-me a respeito disso muitas vezes. Elas encaram a abundância em termos monetários; encaram a abundância em termos da emoção da felicidade. Eu digo-te que todos esses elementos que buscais são um subproduto natural da vossa confiança em vós próprios. À medida que vos permitis abrir mão da luta e de todos as formas de “dever” no vosso foco, também oferecereis a vós próprios uma maior liberdade, liberdade essa com que permitis uma maior criatividade, com o que concedeis uma maior abundância. E tudo isso brota do acto de confiardes em vós próprios. (Pausa)

PERGUNTA: Em que consistirá o meu mais elevado caminho, exactamente agora? (Pausa)

ELIAS: Em confiares em ti... Além de ser o teu mais difícil!

PERGUNTA: É o mais difícil? Está bem... Para mim, penso.

ELIAS: Para TODOS.

DAVID: Muito bem, então, qual será a definição que dás ao egoísmo da essência?

ELIAS: Isso é diferente da definição de egoísmo, porque vós possuís crenças que agregais a esse termo, egoísmo. Vós comportais crenças religiosas nessa área e associais uma conotação negativa a essa palavra. Em relação à essência, isso representa a definição de olhar para si antes de tudo o mais.

DAVID: Isso será aceitável?

ELIAS: É. Nisso reside a questão! Porque vós distrais-vos de tal forma na vossa atenção ao olhardes continuamente para fora de vós em busca de respostas e de rumos! Nesse sentido, o egoísmo da essência reúne a questão; voltar-vos para vós próprios em busca das respostas e rumos que procurais, sem vos tornardes dependentes da informação exterior.

PERGUNTA: A única coisa que me confunde é... Bom, uma série de coisas, desde logo! Mas agora, não entendo muito bem... Como haverei de colocar isto? Como virá isso a ser aceite? Por exemplo, a minha mãe contava-me acerca daquela senhora que conversou com ela, e que experimentava a mudança duma forma avassaladora, e sobre como não conseguia operar. Tu o que ela fez foi ir ao ginásio, enquanto a família dela toda pensava que ela estivesse maluca. Parece que se o mundo está todo nesse estado, nesse caso, quem haverá de o dirigir, não é? É com isso que me preocupo.

ELIAS: É por essa razão que a informação vos está a ser oferecida. A pessoa que mencionaste recebeu informação e em razão disso experimenta actualmente um menor trauma no presente e goza duma grande capacidade de lidar, por assim dizer, com a abertura que permitiu fazer. Cada um virá a oferecer informação a si próprio a fim de explicar a confusão que sente, e nesse sentido, cada um virá a compreender mais essa acção da consciência.

Eu refiro a muitos indivíduos e a ti também: Os outros e as escolhas que promovem não é o que tem importância nesta mudança que a consciência atravessa. O que importa é que olhes para TI. Não te preocupes com os outros nem com o modo como haverão de manifestar a sua realidade durante esta mudança. Preocupa-te com o modo como TU manifestas a TUA própria realidade, porque com a concessão que dás, também cedes energia aos outros, a fim de diminuírem o próprio trauma. Vós estais todos interligados.

Eu expresso-te duma assentada que não importa aquilo que os outros expressem ou experimentem. Também te digo que importa, porque à medida que obtendes informação, também podereis ser de auxílio através da partilha da informação de que dispondes.

PERGUNTA: Verbalmente?

ELIAS: Por vezes. Descobrirás que à medida que ocupares a tua atenção contigo própria e com as tuas próprias experiências e concederes a ti própria uma cada vez maior aceitação de ti e das tuas experiências, também deterás uma maior compreensão dos outros. Nesse sentido, saberás de que modo haverás de contactar os outros de forma a auxiliá-los. Isso pode não ser exactamente a oferta da informação do Elias! Pode ser que tu, na interacção que mantiveres com outro indivíduo, reconheças neles experiências, sentimentos e confusão que também tenhas experimentado. Nesse sentido podes-lhe oferecer ajuda por meio da expressão de não estar a atravessar nenhuma loucura; e de que na realidade é a sua realidade que está a sofrer uma alteração, e a questão reside nisso. (Pausa)

Procurai permitir-vos penetrar nas áreas da experiência enquadradas nesta mudança sem medo, enquanto continuais a focar a vossa atenção no presente momento; pois nenhum outro existe. Não existe futuro; ao existe passado: Existe o agora – continuamente. Por isso, permiti-vos experimentar agora e confiai em vós. À medida que permitis uma maior expansão também permitis uma maior comunicação para vós próprios, na vossa própria linguagem. Por isso, também passais a oferecer a vós próprios mais informação respeitante a vós e à direcção que deveis tomar e às escolhas. Se vos preocupardes com o futuro, passais a distrair-vos em relação à atenção que deveis dar a vós. As pessoas referem a esta essência, “Que haverei de fazer? Que direcção deverei tomar?” Vós podeis responder a essas interrogações vós próprios se derdes atenção a vós. Se focardes a vossa atenção no momento podeis surpreender-vos e ver que o vosso próprio eu vos falará por meio de impressões e impulsos e essa pequenina voz dentro de vós que vos fornecerá as vossas próprias direcções e respostas.

Não precisais depender dos outros nem desta essência para vos fornecer respostas porque sois capazes de oferecer essas respostas a vós próprios duma forma impressionante. É apenas uma questão de recordardes e de dardes atenção a vós próprios, e sabereis no vosso íntimo quando estais a falar para vós próprios. Haveis de reconhecer impressões que, por palavras vossas, vos parecerão apropriadas e sabereis que direcção desejais escolher dentro do quadro das vossas probabilidades. É nisso que reside a questão, e a razão porque expresso frequentemente às pessoas para se focarem no agora, e nelas próprias; porque com isso, deixais de precisar interrogar esta essência! Eu posso-vos oferecer explicações concernentes à vossa realidade, e posso oferecer-vos ajuda na vossa confusão, mas esta essência não é quem procede à escolha das vossas probabilidades por vós. Nenhuma essência o fará. Vós próprios sois quem escolhe. E se estiverdes a dar ouvidos aos outros ou sequer ao que entendeis como outras essências a direccionar-vos, suspeitai disso, porque ninguém vos poderá fornecer a vossa direcção. (Pausa)...

Já foi colocada previamente a seguinte pergunta: “A que voz devo dar ouvidos? Se eu estou a sugerir a mim próprio duas vozes e disponho mais do que uma escolha, que escolha deverá corresponder à acertada e qual corresponderá à voz interior e às minhas impressões?” Eu digo-te que isso é um excelente exemplo da situação.

Agora olha as duas vozes distintas. A voz mais expressiva é aquela que te indica para te deslocares para o teu local no monte. A voz mais diáfana é aquela que te fala através das crenças – as crenças de deveres empreender determinados actos, por isso te possibilitar a disciplina que sentes faltar-te, na tua maneira de ver, além disso produzir um indivíduo mais responsável. Isso não passa duma crença. Por isso, uma voz dirige-se-te a partir das crenças. A outra voz fala-te a partir da intuição. Quando te deparares com duas vozes diáfanas no teu íntimo, interroga-te com toda a seriedade em relação a qual te estará a falar com base nas crenças? Desse modo aprenderás a dar ouvidos à outra voz.

Por isso, eu não te proponho as tuas próprias escolhas, mas digo-te que atendendo à tua voz da intuição se tornará numa probabilidade mais expressiva do que dar ouvidos à voz das crenças. Isso poderá proporcionar-te pistas sobre em qual direcção poderás escolher.

Confiai em vós. Não considereis os demais nem as suas crenças nem os julgamentos que promovem nem as avaliações que fazem das vossas escolhas. Confiai apenas em vós e não vos traireis. Havereis de não criar conflito íntimo se confiardes em vós e não dirigirdes a atenção para as crenças dos outros.

Confundis-vos quando olhais para fora de vós em busca de respostas, porque ao vos voltardes para o exterior, estais a olhar por meio dos filtros das crenças dos outros e isso causa-vos confusão e conflito. Por isso, confiai na vossa própria voz e dai atenção à linguagem que usais para convosco próprios. Foi isso que eu vos expressei no começo. Se olhardes para vós próprios, se vos abrirdes à experiência e derdes atenção a vós, haveis de propor a vós próprios impressões de modo bastante concretos sobre em que direcção deveis seguir, facto que haveis de confirmar a vós próprios unicamente por meio da atenção para convosco próprios. Já dispondes das respostas. A vossa impressão pertencia-te e não foi sugerida por esta essência, porque esta essência pode servir de auxílio na confirmação que vos sugere em relação às vossas próprias impressões, porque vós aprendestes demasiado bem a não confiar nas vossas próprias impressões nem na linguagem que utilizais para vós próprios! Mas também isso é acção que faz parte da mudança, a de passardes mais para uma confiança e ausência de separação em relação à essência... E ela fala-vos! Jamais permanece em silêncio.

ELIAS: Ao longo da vossa história muitos mestres se moveram no sentido de vos expressar a todos, por meio dos mais diversos sistemas de crença, que para poderdes amar outro indivíduo, tendes primeiro de vos amar a vós mesmos.

Eu posso expressar um conceito semelhante, embora não completamente igual, porque vós possuís uma capacidade inata de projectardes a aceitação dos outros em determinadas áreas que não podeis proporcionar a vós próprios, e pela própria natureza do vosso ser, existem aspectos de vós que haveis de nutrir e de amar nos outros que não amais nem nutris em vós próprios, porque isso não passa tudo de crenças, e as crenças das massas movem-se no sentido da depreciação pessoal e da criação de martírio.

Haveis de ser indivíduos excelentes se fordes destituídos de egoísmo. Se estiverdes constantemente a dar, sois indivíduos excelentes. Já se receberdes, se aceitardes em benefício próprio, se vos concentrardes em vós próprios, se fordes EGOÍSTAS, haveis de ser muito maus. ISSO é duplicidade, a sustentação de duas formas de percepção em simultâneo, o facto de serdes bons e maus ao mesmo tempo, e no vosso íntimo, moveis-vos no sentido de vos manter nessa posição com força, e haveis de vos passar a diminuir com habitualidade.

(De modo intencional) Já tive ocasião previamente de expressar que cada um de vós pode tornar-se muito mais prejudicial e destrutivo para si próprio do que qualquer outro indivíduo em toda a vossa dimensão o poderá ser para vós, porque ninguém vos poderá afectar mais sem o vosso consentimento, enquanto que nem sempre devereis estar em acordo convosco próprios! Podeis achar-vos em conflito e a esforçar-vos no vosso íntimo, e as pessoas são BASTANTE prejudiciais para si próprias.

Vós criais indisposições físicas, doenças, e retendes a vossa energia, o que se torna doloroso. Criais traumas emocionais, insatisfação, disfuncionalidade, desequilíbrio, desarmonia, e temor e infelicidade. Mas eu digo-vos, com toda a sinceridade, SÊDE EGOÍSTAS. Olhais antes de mais para vós próprios, e estendei a vós próprios todos os elementos que podeis oferecer ao outro, por SERDES dignos, e serdes criaturas magníficas e perfeitas em toda a sua expressão.

E não tem importância que não acrediteis em mim, porque EU SEI, por me recordar, e vós não. Por isso, posso expressar-vos com toda a confiança: vós SOIS perfeitos, e imaculados, e apenas necessitais atestar isso a vós próprios.

Porque na expressão da aceitação de vós próprios e da confiança em vós, automaticamente haveis de projectar aceitação dos outros, e eles automaticamente hão-de deixar-se atrair para vós, e o subproduto natural dessa confiança e aceitação há-de ser o vosso contentamento, o que é bastante cómodo e requer unicamente a aceitação de vós próprios!

À medida que avançares de modo mais completo para uma expressão da aceitação e de confiança em ti, também soltarás esse elemento do medo e ele deixará de te afectar fisicamente.

ELIAS: Ora bem; as expressões de crença das massas, na vossa sociedade direcciona-vos a todos em determinadas direcções, e expressa-vos ser saudável criar a vossa realidade – de certa forma – ao nível singular, e encoraja-vos bastante a centrar a vossa acção em vós próprios, porém, não do modo que eu refiro que deveis focar-vos. Eu digo para vos focardes em vós de um modo egoísta, e sugiro-vos a definição que dou na terminologia que emprego para o termo, o que refere que deveis olhar primeiro para vós próprios com confiança e com aceitação da confiança.

Bom; voltando-me agora para a tua situação individual, também me podia pronunciar-me em relação às experiências das massas, porque tu alinhas pela experiência da expressão das massas e sustentas as mesmas crenças nesta área e deténs os mesmos obstáculos que os outros experimentam também. Uma diz respeito à falta de familiaridade na confiança das tuas capacidades.

Nos pensamentos que sustentas, tu concentras-te na confiança em ti, e afirmas para ti própria repetidas vezes CONFIARES nas capacidades que possuis de manifestar uma situação financeira, porque acreditas que se te empenhares numa acção – e mesmo a concentração é uma acção – virás a manifestar aquilo que queres. Por isso concentras-te e afirmas-te no sentido de expressares confiança em ti própria, com a ideia ou o pensamento de que esse seja o elemento que te dará a volta ao que crias e ás circunstâncias, e em resultado venha a criar aquilo que desejas. Mas em simultâneo também sustentas a crença pertencente à área do ganho financeiro, de precisares adoptar uma acção e produtividade – um elemento qualquer que brote do esforço que venha a criar ou a gerar esse tipo de expressão.

Referes para ti própria que o dinheiro não cai dos céus nem se materializa do nada. Por isso, tem que ser produzido por meio da acção. Nesse sentido equacionas essa acção que virá a produzir o dinheiro em termos de esforço, ou designa-lo como “trabalho”. Nesse sentido estabeleces um obstáculo, porque um outro aspecto de ti própria do domínio da expansão da consciência acha-se em conflito com tal crença. Tentas passar mais para uma expressão mais significativa de auto-confiança, apesar de não compreenderes muito bem ainda o que a definição da auto-confiança representa. Por isso, na tradução que fazes, concentras-te na tua dignidade e no conceito – não no facto mas no conceito – de teres a capacidade de criar qualquer elemento na tua realidade.

Ambos esses pensamentos, esses dois conceitos, essas duas áreas da tua realidade acham-se em conflito. Numa expressão, vós estais todos a atravessar a acção desta mudança e estais a expandir a consciência que possuís. Estais a voltar a atenção cada vez mais para vós, mas subsiste confusão nesse voltar a atenção para vós próprios.

Desejais experimentar uma maior liberdade, mas não desejais experimentar mais liberdade. Em termos ideais e no enquadramento desta mudança, estais a dar passos na direcção da liberdade e de menos limitações e da confiança e aceitação de vós próprios, mas em termos práticos, olhais para esse ideal e ficais confusos quanto ao modo como haveis de mover-vos nessa liberdade, por vos achardes pouco familiarizados com isso.

A liberdade consiste no reconhecimento de não precisardes controlar, mas o controle é-vos sobremodo familiar e representa um pássaro gordo na gaiola. Acha-se bem nutrido e é uma ave briguenta porque este pássaro morde!

Nesse sentido, como ESTAIS a direccionar a vossa atenção para vós próprios e a expandir a vossa consciência, voltais a atenção para as crenças e para a examinação de todos os aspectos das vossas crenças. Recorreis à gaiola e procurais abordar esse pássaro particular do controle. Estendeis o dedo, para que ele possa saltar para ele e serdes capazes de o retirar da gaiola, tornando-o, desse modo, livre.

Mas para vossa surpresa, ao estenderdes o dedo a esse pássaro, ele morde-vos o dedo e dá-vos uma bicada, e acabais por retirar o dedo e a mão com rapidez da gaiola, e fechais a porta e olhar para ele e dizeis, “É melhor deixar este pássaro em paz. Ele morde e eu vou deixar que ele continue com a expressão que lhe é característica e não o interromperei. Vou dirigir a minha atenção para os outros pássaros. Deixem, todavia, que vos diga que esta ave do controle exerce bastante controle, por assim dizer, na situação completa da gaiola, porque sem esse pássaro particular, podeis estender a mão para os outros pássaros que eles não vos mordem, mas esse pássaro em particular cria em vós reacções automáticas.

Nesse sentido, a ideia da liberdade pode tornar-se bastante desconfortável, porque subsiste confusão em relação à forma como havereis de criar se não exercerdes controlo.

A expressão da confiança consiste numa expressão de liberdade – na permissão de um fluxo natural, da permissão para a energia se mover de um modo natural que foi iniciado na linha das probabilidades que escolhestes criar, e pela realização de não precisardes exercer uma energia espantosa a fim de actualizardes essas probabilidades, porque uma vez tenham sido postas em marcha, já tereis direccionado a energia e ela receberá permissão para fluir e se manifestar com naturalidade.

Mas isso é contrário ao que vos é familiar, e isso traduz que deveis dirigir em temos objectivos e nos moldes do controle. Isso penetra igualmente na área da causa e do efeito. Se criardes uma acção específica, podeis esperar determinados resultados, por assim dizer.

Essa é uma área que se torna difícil para muitos indivíduos porque o conflito acentua-se em expressões bastante distintas – o que é familiar e o que não é. O aspecto familiar representa o modo como criastes a realidade nesta dimensão – em termos individuais para ti – o modo como criaste a tua realidade ao longo do teu foco.

Além disso estais bastante acostumados a criar toda a vossa realidade sob o elemento controle, e torna-se-vos enervante e suspeito permitir-vos uma falta desse controle, mas isso representa a área da confiança.

Vós dispondes de informação que vos proporciona uma direcção diferente no sentido do que não vos é familiar, da área da confiança e da liberdade, mas achais-vos bastante acostumados à acção da direcção que os outros vos imprimem e não vos dirigis a vós próprios.

Encarais a vossa situação como a de permanecer à beira do precipício e podeis escolher saltar e estatelar-vos no solo e controlar todas as vossas acções, porque percebeis que desse modo, sereis capazes de antecipar e de esperar um resultado específico, por assim dizer, apesar do resultado não se mover necessariamente na direcção objectivamente esperada, porque ao saltardes, podeis perder a firmeza, por assim dizer, e podeis cair no vosso chão, e o resultado não corresponder ao esperado. Ou podeis permitir-vos dar um salto em queda livre, com a confiança de que apesar de não abrigardes qualquer expectativa em relação ao resultado ou ao modo como haveis de chegar ao solo, por assim dizer, confiais ser capazes de criar a vossa realidade de modo incólume, e que não importa o modo COMO possais realizar tal coisa mas sim que vireis a realizá-la.

Nesse contexto, tal como já declarei a outros, a chave disso reside no conhecimento e na confiança, não nos elementos externos, nem na área da causa e do efeito, mas no conhecimento íntimo, na confiança de que a despeito do raciocínio objectivo vireis a alcançar isso, por CONHECERDES as vossas capacidades.

Agora; uma dificuldade inerente a essa área consiste num elemento desta mudança. Já alcançastes além daquilo que poderá ser designado como o meio termo da acção desta mudança na consciência, e tal como já expressei previamente, a energia está a ganhar impulso. Nesse sentido vós começais todos a aprender na direcção da realização dessa mudança da consciência.

Já referi muitas vezes que esta mudança não consiste num evento. Não compreende nenhuma explosão da consciência que se venha a materializar num momento futuro, mas está a ser actualizada a cada instante por meio da expansão da consciência e da aceitação e da confiança de cada indivíduo, e à medida que cada indivíduo confiar mais e se aceitar a si mesmo a cada momento, a acção dessa mudança adquire impulso e em resultado torna-se progressivamente numa expressão colectiva, mas isso começa nos indivíduos.

Nesse sentido, à medida que os indivíduos a actualizarem, também se moverão em conjunto e criarão uma realidade colectiva que se actualizará.

Quanto a essa área das finanças – do dinheiro, da moeda e da acção do câmbio monetário das vossas sociedades – vós estais todos a experimentar um desassossego. Tendes um conhecimento íntimo subjacente de progresso dessa acção da mudança; de estardes a passar para uma expressão da criação colectiva da realização de que a participação que tendes nesse tipo de câmbio é desnecessária.

Mas individualmente, no sentido figurado, vós moveis a vossa consciência objectiva um pouco além da expressão das massas, e compreendeis e a frustração de que esse método de câmbio que estabelecestes ao longo da vossa história se revela ineficiente e aborrecido, e tendes consciência dos limites que expressais com ele. Por isso é que vos impacientais ao reconhecerdes que durante mais algum tempo precisareis continuar com a realidade convencional e com o que estabelecestes como forma de intercâmbio, mas continuando a abrigar frustração diante do reconhecimento das limitações dessa criação particular.

Nesse sentido, o meio através do qual virá a expressar-se na expressão das massas – e isto é chave – consiste nas expressões individuais da criação de confiança em vós próprios e do reconhecimento individual de poderdes criar qualquer dessas expressões. Podeis gerar ganho financeiro, por assim dizer, com bastante facilidade e com ausência de controlo através da vossa expressão de auto-confiança e da aceitação pessoal e do conhecimento – não através da dúvida, mas do CONHECIMENTO – de possuirdes tal capacidade, e por isso mesmo, da ausência de questionamento.

Já tive ocasião de referir isso anteriormente mas vou repeti-lo de novo: Voltai-vos para o vosso foco individual. Olhai os eventos que criais no vosso foco com total ausência de esforço, sem a menor concentração nem dúvida. Olhai cada acção que é criada na vossa realidade de modo fácil e vireis a reconhecer que um elemento chave na criação disso reside em vós e na vossa ausência de questionamento em relação à sua criação. Isso estende-se em todas as áreas da vossa realidade.

Vós, com total ausência de pensamento, dais um passo em frente e caminhais e conseguis deslocar-vos duma ponta do vosso quarto à outra sem pensar e com uma percepção destituída de esforço, e não vos questionais, no vosso íntimo, que possais realizar esse feito.

Podeis empreender a condução do vosso veículo motorizado no vosso foco, e sem qualquer esforço participar e sofrer uma colisão com outro veículo. Isso será alcançado de modo completamente rápido e destituído de esforço e sem pensardes.

Ora bem; não tendes a menor dúvida nem vos questionais sobre se deixardes de prestar atenção durante a condução que estiverdes a fazer, vireis a colidir com outro veículo ou objecto. Não tem importância. Nem duvidais de que possuís a habilidade de colidir sem o menor esforço contra qualquer estrutura física existente na vossa realidade na direcção que imprimis ao vosso veículo. Dir-vos-ei que ao invés, vós detendes uma enorme dúvida quanto a serdes capazes de dirigir o vosso veículo e alcançardes avanço nele se não prestardes atenção nem exercerdes controlo e não vos concentrardes, sem vos esbarrardes.

Mas pensai na vossa realidade, porque passais por essa experiência, assim como muitos outros. Olhai para determinadas alturas da vossa realidade física. Podeis empreender o acto de conduzir o vosso veículo e conseguir deslocar-vos dum ponto a outro, e quando alcançais o vosso destino, podeis sair do veículo e expressar para convosco e para os demais: “Não encontro explicação, mas não recordo como é que este veículo conseguiu chegar a este destino sem que eu tivesse prestado atenção, sem todavia ter colidido com coisa nenhuma. O veículo dirigiu-se por si mesmo.” Isso é um exemplo, em termos bastante concretos, de vos permitirdes criar um movimento, ou de alcançar um rumo e de chegar ao destino sem esforço nem concentração, e de confiardes em que não encontrareis obstáculos.

Mas não concedeis a vós próprios esse tipo de acção deliberada, em certas áreas, e essa área do ganho financeiro em particular representa uma área bastante ampla através da qual vós e outros fazeis uso da falta de auto-confiança, e perpetuais o alimentar do pássaro do controle e da impaciência e da frustração, o que vos volta no sentido da falta de confiança, por isso dar lugar ao movimento de exprimirdes concentração no próprio tema da confiança.

A confiança não é alcançada por meio da concentração objectiva.

PERGUNTA: Tenho vindo a dar atenção ao encorajamento que me endereças – pelo menos tomo isso como uma forma de encorajamento – no sentido de expandir a compreensão que tenho da consciência, de expandir a consciência que tenho, e só recentemente comecei a conceder algum tempo e energia ao acto da meditação.

Também passei a aceitar a ideia de conseguir utilizar a informação intuitiva em meu benefício e para conferir poder a mim próprio – refiro-me a um sentido material – e nos últimos quatro ou cinco meses, procurei fazer um esforço honesto para captar intuitivamente determinados títulos no mercado de acções e no meu findo de aposentadoria, e de capitalizá-los e ganhar algum dinheiro com eles, e de certo modo tenho vindo a obter sucesso, nesses quatro ou cinco meses, e quase dupliquei o meu dinheiro.

Descubro que essa é uma área particular da actividade em que temos de nos dedicar de verdade naquilo que somos capazes e não ser frívolos, porque de outro modo, podemos queimar-nos. Mas descubro que a necessidade de nos dedicarmos de verdade e de prestarmos verdadeiramente atenção ao que sucede na verdade cede energia ao meu propósito fundamental aqui, o qual consiste em desenvolver uma maior consciência da informação que se me acha disponível.

ELIAS: Justamente! Tens razão, porque isso traduz as imagens objectivas que estás a criar a fim de sugerires a ti próprio um tipo de exercício, e de poderes praticar a aceitação e confiar em ti e nas capacidades que possuis.

Podes experimentar uma actividade, que podes encarar objectivamente através do que consideras como termos concretos, que te proporcionará uma compensação objectiva e tangível que poderás igualmente transferir a outras áreas do teu foco que poderão não ser tão tangíveis nem materiais, mas que te afectam igualmente no teu foco.

Isso proporciona-te, na tua experiência, uma oportunidade de experimentares a confiança em ti, e permite-te um reconhecimento e uma validação de que ao confiares em ti, hás-de oferecer a ti próprio a tua compensação e hás-de permitir-te realizar, a despeito da direcção que escolheres.

Essa é uma questão significativa, porque é a motivação que detém significado em meio a essas imagens que tu próprio criaste.

Porque vós, na vossa realidade individual, criais a escolha de empreender a direcção do ganho financeiro. Essa é uma direcção que um imenso número de indivíduos desejam criar, mas na avaliação que fazem, eles não obtêm sucesso na materialização desse ganho, por assim dizer. Tenho vindo a expressar a muitos, durante o período compreendido por este vosso ano em particular, para examinarem a motivação subjacente que sentem, e que isso influencia bastante no modo coo materializarão ou deixar de materializar a sua vontade objectiva.

Essa vontade é semelhante em todos vós, mas a motivação subjacente pode ser bastante distinta.

A vontade objectiva é no sentido de alcançar ganho financeiro. A motivação subjacente consiste no factor determinante.

A motivação subjacente àquilo que TU estás a criar consiste na implementação dum exercício objectivo que possa praticar nos teus termos objectivos e que te proporcione uma oportunidade de te validar as tuas capacidades duma forma sólida, tangível e objectiva.

E isso cede energia ao reforço da tua confiança em ti, além de ceder energia no reforço de ti próprio quanto ao facto de DETERES a capacidade de criar o que ESCOLHERES criar, de seres o director da tua realidade, e de ESTARES a criar a tua realidade DE MODO EFECTIVO, o que te direcciona no sentido do teu objectivo, por assim dizer, tal como o defines, de expandires a tua consciência, de te permitires aceitar-te e de confiares em ti próprio.

Outros desejam objectivamente criar o mesmo tipo de imagens de ganho financeiro, mas a sua motivação subjacente é bastante diferente. A sua motivação subjacente vai no sentido de estabelecerem um conforto no seu foco, e de criarem ou alcançarem uma via para atingir todos os outros prazeres materiais e vontades que procuram, usando o elemento do ganho financeiro como ponto central ou pedra angular, por assim dizer, com base no que passarão a construir todos os seus movimentos; NÃO em deslocar a sua atenção no sentido da auto-confiança, NEM creditando a si próprios a criação dessas coisas, mas creditando isso ao ganho financeiro enquanto elemento auxiliar do avanço nos seus focos.

Por isso, a motivação e a direcção distanciam-se deles próprios e a auto-confiança é transferida para a confiança numa criação em particular.

PERGUNTA: Isso que acabaste de referir realmente soa-me bastante a verdade.

Eu vivi num pequeno e atarracado apartamento durante uns oito anos e no ano passado escolhi encontrar um outro local para viver, e defini determinadas características, tal como o facto de ter muita luz, e querer que fosse amplo e tivesse uma cozinha bonita, e defini determinados parâmetros que desejava. E em seguida, após ter procedido a isso, dei por mim a fazer mentalmente o exercício, “Bom, na verdade não penso ser capaz de suprir a esse desejo nesta área. De que teria eu que desistir?” etc., e comecei a perceber o quanto me estava a derrotar ao fazer isso.

Por isso, basicamente o que fiz foi confiar na capacidade de criar aquilo que queria, e quando o pensamento desse novo apartamento voltou a invadir-me o pensamento, exigi manter o desejo com base numa confiança de que isso havia de acabar por suceder. E fiquei, com toda a sinceridade, completamente admirado por o local onde actualmente estou a habitar se ter materializado a uns quantos quarteirões do local onde estava a residir, sem que tivesse ideia da sua existência quando decidira querer encontrar um sítio melhor para viver. O apartamento possui todos os requisitos que eu tinha exigido, e é acessível, e tudo se conciliou sem que o dinheiro constituísse qualquer dificuldade.

E descobri que quando considerara usar o mercado de acções como uma via para desenvolver as minhas capacidades intuitivas, uma das minhas maiores dificuldades era, “Será que desejo realmente esta forma adicional de poder? Desejarei de verdade este dinheiro extra?” Porque, durante a maior parte da minha vida fui educado a pensar que a pobreza e o esforço eram requisitos nobres, de um ou outro modo, e senti ter que ultrapassar isso. Tive que suplantar a depreciação de mi próprio que fazia, além duma espantosa quantidade de duplicidade nessa área.

ELIAS: Precisamente!

PERGUNTA: E tive que enfrentar isso, o que tenho vindo a fazer, e no último... Desde Abril, que me tenho espantado pelo que tenho sido capaz de fazer quando me PERMITI agir de formas que não compreendiam qualquer duplicidade, e que não compartilham com estas crenças que simplesmente não resultam com a maioria das pessoas, nem tampouco comigo!

ELIAS: Justamente, e com isso reforças a tua auto-confiança e a confiança que depositas nas tuas capacidades, o que estabelece como que um círculo. Apesar de te espantares com cada uma das tuas realizações também crias um reforço que gera um maior à-vontade em cada movimento subsequente, circulo esse em que, se torna progressivamente mais fácil confiar em ti e nas tuas capacidades.

Com isso permites-te harmonizar mais contigo próprio e com as tuas impressões e voz da intuição. Por isso, como proporcionas a ti próprio informação em QUALQUER direcção, começas a confiar nessas impressões que propões a ti próprio, a despeito do quanto possam parecer irracionais no momento.

PERGUNTA: (Ri) Obrigado! (Elias ri) Sim, sei exactamente aquilo de que falas! (Elias ri para dentro)

Escolhi passar uns trinta minutos, antes de me retirar ao fim do dia e quando acabo de me levantar, a fim de os passar em tranquila meditação. Tens alguma sugestão a fazer-me a mim em particular na prossecução desse empenho?

Eu procedo a partir dum ponto que o Seth referiu – ele designou-o em termos de tempo psicológico, e eu estou simplesmente a começar a observar as imagens que me afloram a mente, sabes, e a acalmar as ideias e a permitir que essas coisas sucedam. É por onde estou a começar, mas interrogo-me se não terás alguma sugestão a acrescentar.

ELIAS: Aquilo que te proponho é que te permitas, durante esse período, aceder ou notar imagens que se repitam.

PERGUNTA: Muito bem....

ELIAS: Porque nisso, se te permitires notar determinados elementos que se repetem em termos de imagens nas tuas meditações ou visualizações, também te permitirás reconhecer que essas imagens repetitivas poderão ser usadas como estímulos, e quando puderes dispor desses estímulos para aceder a diferentes áreas da consciência...

PERGUNTA: Excelente. Obrigado! Vou prosseguir com isso, e fico a antecipar o debate disso. (Elias ri por entre os dentes)

ELIAS: Não é necessário incorporardes culpa nem preocupação no vosso foco!

Vós criais preocupação ao vos depreciardes e às vossas capacidades e à vossa falta de confiança em vós, por não deterdes a capacidade de realizar-vos com sucesso e duma forma, para o referir por palavras vossas, adequada.

Vós incorporais preocupação por meio da expressão do que identificais como falta de controlo. O controlo, vou-vos dizer, não passa duma ilusão! Trata-se duma manifestação, que tem assento na percepção que tendes, que é directamente influenciada pelas vossas crenças, e NÃO é, na realidade uma coisa actual.

Não existe controlo. Ele não passa duma ilusão que forneceis a vós próprios, de modo a poderdes possibilitar algum elemento de permissão no sentido de manifestar determinadas coisas no vosso foco material que desejais manifestar... Mas que não é completamente bem sucedido!

A preocupação consiste na perpetuação da falta de confiança em vós. A culpa consiste na perpetuação de aceitação de vós próprios.

Já declarei previamente e volto a faze-lo, que a confiança e a aceitação não são sinónimos. Trata-se de dois movimentos distintos. Duas expressões diferentes. Podeis confiar em certos elementos pessoais e nas vossas capacidades e criação sem incorporardes aceitação pessoal. Por isso, não são a mesma coisa.

A preocupação apega-se à confiança, sob a forma da duplicidade. A culpa apega-se à aceitação de vós próprios, sob a forma dum parasita, segundo a definição que fazeis de parasita. Por isso, trata-se de expressões que não vos oferecem, segundo a avaliação que fazeis de negativo e de positivo, qualquer compensação positiva.

Além disso ambas revelam-se desnecessárias, por não haver qualquer necessidade de as gerar, porque, que ocorrerá no vosso foco material que possa tornar-se numa expressão aceitável de culpabilidade, além das vossas crenças? Que será que perpetua essa expressão de culpa? Na realidade não sois vós, no vosso estado natural, nem o vosso fluxo natural da energia, mas a incorporação que fazeis de crenças e noções de dever e de não dever.

ELIAS: O desapontamento brota como uma resposta automática das expectativas que deixais de estabelecer de forma objectiva, mas criais aquilo em que vos concentrais.

A concentração, vou repetir uma vez mais, não significa pensamento. Podeis pensar de forma interminável, que isso não vale como uma expressão de concentração. Concentração é aquilo em que acreditais. ESSA é a área em que vos concentrais, por ser a área a que dais atenção. A vossa atenção não se foca com muita intensidade no sentido do que encarais como as vossas vontades inapreensíveis. A vossa concentração foca-se naquilo em que acreditais.

Por isso, podeis expressar para vós próprios, uma e outra vez, “Eu quero criar este rumo particular no meu emprego. Eu quero instaurar esta directriz nas minhas expressões de criatividade. Eu pretendo criar esta expressão no sentido dum relacionamento íntimo.”

E em simultâneo acreditardes não possuir a capacidade de gerar nenhum desses elementos, nem que isso venha a impor-se e venha a ser o que passe a suceder, por ser nisso que acreditais, e ser a energia que projectais no exterior, e a energia que projectais no exterior ser aquilo que vos atrai a energia de volta, porque haveis de atrair a vós aquilo que venha a reforçar-vos aquilo em que acreditais, assim como os outros atraem da mesma forma.

ELIAS: Aceitação e confiança são suas acções distintas.

Aqueles para a companhia de quem te deixas conduzir e com quem interages expressam externamente uma energia de confiança em si e nas suas capacidades.

ELAINA-JOY: Confiança neles ao contrário de aceitação de mim própria, sou capaz de distinguir a diferença, ou de a sentir.

ELIAS: Podes confiar em ti e expressar confiança nas tuas capacidades e não te aceitares. Rata-se de acções bastante distintas. Mas a confiança e a expressão de confiança nas tuas capacidades conduz a um movimento que dá início a uma exploração da expressão da aceitação porque acrescenta energia em termos de validação e de reforço de ti própria, porque a confiança consiste numa expressão exterior e objectiva.

ELAINA-JOY: No entanto, durante essas duas semanas, especialmente na segunda, quando fui para o Tennesse com a Alya, eu confiei. Geralmente não... Não se tratava de confiar em mim. Eu confiava nos outros. Confiava na situação; confiava na honestidade generalizada das pessoas. Não tomei precauções, e...

ELIAS: Vou-te fazer parar.

ELAINA-JOY: Tudo bem.

ELIAS: Essa é a expressão da razão do conflito que experimentas. É a identificação do que estás a criar na tua realidade que te gera conflito, porque tu estás a voltar a tua atenção para o exterior, enquanto expressas para ti própria estares a confiar, mas não estás.

Podes expressar para ti própria repetidas vezes estares a confiar numa situação ou noutros indivíduos, mas essa expressão está mal colocada. Não tem importância que refiras para ti próprio ou a quem quer que seja que tens confiança no outro ou na situação. Não é necessário. Aquilo que tem significado é que confies em ti própria e nas tuas capacidades.

Porque, quando diriges a tua atenção para o exterior e projectas esse elemento da confiança nos outros ou nas situações, na realidade aquilo que estás a criar é uma expressão de camuflagem. Estás a criar expectativa em relação aos outros. Estás também a reforçar a tua depreciação, e a colocar em marcha uma probabilidade de criares desapontamento.

Porque com a expectativa, estás a colocar-te no papel de vítima, na expectativa de que os outros venham a criar a tua realidade em teu lugar, do modo que desejas.

Quando voltas a atenção para ti própria, passas a assumir responsabilidade pelo que crias. Não assumes a função de vítima, e com essa acção, expões-te a uma nova liberdade ao proporcionares a ti própria escolha. No papel de vítima ti negas a ti própria essa escolha.

Pergunta por parte da Mary: “À luz desta informação e da compreensão limitada que tenho dela, se eu pensar que alguém me tenha feito algo que eu pense ter sido prejudicial e eu perder a confiança nessa pessoa, como voltarei a obter essa confiança nela?”


ELIAS: Muito bem. Podes estender ao Michael a seguinte explicação: tal como já tem consciência, antes de mais, a atenção deve dirigir-se para o próprio. Por isso, na realidade, não se trata de saber como ele poderá reconquistar a confiança noutro indivíduo, mas em identificar aquilo que não está a merecer confiança no próprio que propicie tal situação. O outro indivíduo, sejam quais forem as suas escolhas, não te cria a realidade.

Por isso, em relação a esta questão, posso questionar o Michael sobre aquilo em que realmente está a deixar de confiar, em si mesmo? Ele pode dirigir essa questão em relação a outro indivíduo, por não estar a confiar na sua própria capacidade de criar aquilo que quer de modo adequado e continuar a perceber que o outro lhe dite as escolhas, o que é inexacto. Não são os outros que vos ditam as escolhas. Mas muitas vezes, as pessoas permitem-se ser dirigidas, por perceberem não dispor das suas próprias escolhas.

PERGUNTA: Elias, existirá na duplicidade algum remédio em termos de perdão, ou que função terá o perdão, tanto do nós próprios como dos outros ou deles para connosco?

ELIAS: Posso-te dizer que o perdão é uma vez mais uma expressão que não é aquilo que parece ser. Existem muitos aspectos da vossa realidade que não são aquilo que aparentam ser.

O perdão, na definição que lhe dais, é uma acção que encarais como positiva e de reforço e necessária para passarem a aceitar. Posso-te dizer que isso representa o “lobo em pele de cordeiro”, porque o perdão, na realidade, consiste na depreciação do outro, através da expressão íntima de ele ter errado ou vos ter prejudicado ou ofendido. Mas ninguém poderá causar-vos tais expressões, porque as essência não se intrometem, e vós criais a vossa realidade de fio a pavio. Por isso, se estiverdes a experimentar ofensa, vós tereis criado isso no vosso íntimo. Nenhum outro indivíduo criará isso contra vós. Essa é uma faceta da vossa percepção e do poder dessa percepção.

Nesse sentido, o perdão deprecia o outro e expressa existir um elemento qualquer respeitante ao outro indivíduo que precise ser reparado, ou que ele se ache incapaz na sua expressão, ou que esteja errado – mas não existe nada errado. Além disso diminui-vos, porque, à medida que vos voltais para uma expressão de perdão em relação a outro indivíduo, estais a depreciar as próprias escolhas e a vossa capacidade de criar adequadamente a vossa realidade sem incorporardes o papel de vítima.

PERGUNTA: Que papel terá então o perdão pessoal?

ELIAS: Também consiste noutra expressão de reforço do papel de vítima. Porque se vos tornardes numa vítima, tereis criado uma incapacidade de escolher e a percepção que tiverdes disso há-de ser inadequada ou errada ou má.

PERGUNTA: Bom, então, que resposta poderemos dar à duplicidade que constitua uma cura?

ELIAS: Aceitação e confiança. Ambos esses elementos deverão afectar fundamentalmente ao permitir-vos passar para lá dessas formas de juízo crítico que atribuís a vós próprios ou aos outros, e ao expressarem uma confiança genuína em vós próprios e nas vossas capacidades e ao passardes, no vosso próprio processo individual, para uma aceitação.

Também te posso dizer, minha amiga, que também te poderás apoiar em ti própria. À medida que estabeleces a expressão do teu foco e da tapeçaria das tuas experiências que compreendem a exploração do teu foco, as sombras tornam-se igualmente tão importantes quanto a luz, por conferirem profundidade.

Existe uma diferença entre a expressão da aceitação e a expressão da confiança. Agora permites-te criar uma expressão de aceitação de ti própria muitas vezes, e permitiste-te familiarizar-te com essa expressão da auto aceitação ao te condenares muito menos vezes. Mas confiar na tua capacidade é bastante diferente, e tu questionas essa confiança em ti...

For I may express to you, at this point now within your movement and your awareness and the information that you have offered to yourself and your assimilation of information, affirmations are

Porque te posso dizer que no teu actual movimento e consciência e toda a informação que propiciaste a ti própria, a sua assimilação, as afirmações constituem um reforço da FALTA de confiança pois tu exprimes para ti própria precisar repetir essas afirmações a fim de gerares confiança em ti própria. Mas com a repetição daquilo que encaras como uma afirmação positiva, na realidade estás a expressar um reforço da dúvida que abrigas em relação à tua confiança, porque de cada vez que geras tais afirmações, aquilo em que te estás a concentrar realmente, é que se tu confiasses em ti não precisarias repetir essas afirmações.

PERGUNTA: Descubro que algumas das coisas que quero fazer, sinto abrigar esta crença, ou não confiar em algumas pessoas que me podiam auxiliar, como se precisasse de fazer uso de advogados e editores, gente dessa área que me pudesse prestar orientação e apoio. Receio que algumas das ideias que possuo venham a ser roubadas ou usurpadas. Até mesmo em relação à minha poesia me sinto na necessidade de proteger, o que me bloqueia na hora. Dou-me conta da crença. Percebo-a, mas não estou certa de como a alterar.

ELIAS: Isso é uma questão de confiança, e tal como já declarei, aquilo que projectas no exterior tu o reflectirás. Por isso, se estiveres a projectar no exterior uma energia de protecção pessoal, estarás a expressar no exterior uma falta de confiança e ela ser-te-á reflectida.

As pessoas nesta dimensão física percebem a sua realidade ao contrário daquilo que é. “Se eu expressar auto protecção, hei-de conseguir impedir que o prejuízo me afecte.” Na realidade, quanto mais expressardes auto protecção, mais convidareis a ofensa, por já estardes a ser ofensivos em relação a vós próprios. E projectais isso no exterior e reflectis isso de volta, de modo bastante eficiente, de modo que vos permita perceber objectivamente aquilo que estais a fazer.

Portanto, se estiverdes a gerar receio de roubo, projectais essa energia no exterior, e torna-se bastante provável que venhais a criar uma situação de roubo.

PERGUNTA: Razão porque me sinto bloqueada. Não avancei por saber de onde parto.

ELIAS: Isso, uma vez mais, é uma questão de voltares a atenção para ti e de te não preocupares com o que estiver a ser expressado fora de ti nem com as escolhas dos outros nem com as suas expressões, mas de prestares atenção a ti e de confiares na tua expressão, com o conhecimento de que a tua realidade está a ser gerada por ti.

Nenhuma expressão relativa a quem quer que seja poderá florescer em associação contigo que tu não geres. Tudo é um objectivo teu. Por isso, se confiares em ti e se te passares a conhecer, familiarizar-te intimamente contigo, atrairás a ti expressões de confiança.

Isso não é sinónimo de carma – porque não existe carma algum. Trata-se unicamente dum fluxo natural da energia. Esta dimensão física é bastante diversa e altamente eficiente. Ao instaurardes a expressão da singularidade (indivíduo) e a separação, proporcionastes a vós próprios um método bastante eficiente, por assim dizer, de vos passardes a conhecer por meio dum reflexo contínuo. Carpe diem, (aproveita o dia) minha amiga. (Ri)

PERGUNTA: Outra coisa em que tenho pensado, recentemente, não estou muito segura sobre como poderei formular isso soba forma duma pergunta mas vou tentar. Sinto que em relação ao meu movimento actual, sinto-me confusa em relação à diferença entre dirigir-me de forma consciente e confiar apenas e conceder permissão a mim própria. Não me parece que exista realmente um conflito entre ambas essas coisas, mas neste instante parece-me existir.

ELIAS: Tens razão. Na realidade não existe conflito. Mas a razão porque expressas confusão e alguma expressão conflituosa deve-se ao facto de estares a complicar.

Com isto, estás a tentar separar aquilo que pensas ser acções diferentes, mas na realidade não se trata de acções diferentes. Porque se prestares atenção a ti própria e confiares em ti e te concederes liberdade de expressão, estarás a dirigir-te de forma intencional. Aquilo que se te aparentará confuso, a ti, é a acção deliberada da escolha de direcções específicas e saber aquilo que queres realizar nessas direcções e criares isso de forma deliberada.

Bom; tal como já declarei, na realidade não existe qualquer conflito entre permitir e dirigir. Parecer-te-á a ti como achando-se em conflito ou numa confusão, porque o acto de te dirigires intencionalmente a ti própria requer uma intimidade em termos de familiaridade contigo própria. Nesse contexto, tu geras essa intimidade e conhecimento de ti própria se prestares atenção a tudo o que comunicas a ti própria continuamente e prestares atenção ao que estiveres a fazer, assim como às traduções que formulas em termos de pensamento. Todas essas três acções se tornam importantes e se movem em harmonia se voltares a tua atenção para a incorporação delas.

Ora bem; nisso, também se faz necessário que mantenhas a tua atenção no momento e tenhas consciência de todas essas acções à medida que ocorrem no momento, e em cada instante. Quando te tiveres permitido tal flexibilidade da atenção terás consciência das influências causadas pelas tuas crenças e terás igualmente consciência das tuas escolhas. Portanto, TRATA-SE duma expressão de confiança em ti própria e de permitires que a tua energia se mova nas direcções que desejas naturalmente e com liberdade, sem que isso requeira nenhum processo de pensamento ou de análise do que estarás a fazer ou daquilo que pretendes. Apenas te permites expressar com liberdade, o que terá lugar por meio da confiança em ti própria.

Bom; com isso, à medida que continuares a praticar manter a tua atenção no momento e prestares atenção a esses três aspectos de ti própria, essas tuas funções, isso deverá tornar-se mais familiar e mais fácil e haveis de experimentar menos confusão e menos conflito. Trata-se unicamente duma questão de não complicares o processo, por assim dizer.

PERGUNTA: O que se passa comigo é que nunca sei em que confiar. Esse, penso eu, constitui o meu maior problema. Não sei se será o meu pensamento com base na lógica, em termos de causa e efeito sabes, ou se será a minha intuição. Perco-me frequentemente e fico sem saber em que confiar, e penso que isso é o meu problema principal.

ELIAS: Deixa que te diga que o pensamento consiste numa função. Uma função de tradução.

Ora bem; podes confiar no pensamento, mas reconhece igualmente que muitas vezes o pensamento é incompleto. Nem sempre se mostra exacto nem preciso. O mais das vezes ele expressa traduções generalizadas. Por isso, é muito menos errado prestar atenção às tuas actuais vias de comunicação. E a intuição constitui uma dessas vias.

Porque as tuas vias de comunicação proporcionam-te uma informação exacta e fidedigna, e se prestares atenção ao que estiveres a expressar a ti própria, proporcionarás a ti própria uma tradução disso mais precisa, em termos de pensamento. O meio através do qual poderás reconhecer se o teu processo de pensamento é exacto e completo é ver se se acha em harmonia com as tuas comunicações e com o que estás de facto a fazer.

PERGUNTA: É justamente aí que me perco.

ELIAS: Ambas essas duas expressões definirão se o teu pensamento está a traduzir com exactidão. Ele só traduz com precisão lhe ofereceres uma informação precisa. O meio através do qual lhe poderás proporcionar essa informação consiste em voltar a tua atenção – a qual não consiste em pensamento – para aquilo que estiveres a fazer e o que estiveres a comunicar a ti própria.

PERGUNTA: Percebo isso, mas o problema é que muitas vezes, durante o dia, dou por mim a fazer algo sem ter realmente vontade de o fazer. Na realidade isso engloba a minha vida toda. Tenho a sensação de ser tão estúpida. Eu entendo isso, mas ainda assim nada faço para o melhorar, parece-me a mim. Abrigo apenas um propósito, ou penso ter um propósito, mas nada faço. Noto a contradição entre o que penso e aquilo que realmente quero fazer. É isso que se passa.

ELIAS: Isso é bastante comum. A razão porque esse tipo de comportamento ocorre deve-se a que tu, do mesmo modo que muitíssimos outros, estejam tão pouco acostumados a prestar atenção a vós próprios e a conceder a vós próprios permissão para gerardes as escolhas que pretendeis. Porque associado às vossas crenças, expressais expectativas pessoais e com tais expectativas expressais absolutos, como TERDES que actuar de certas formas e não abrigardes escolha – o que é incorrecto mas é o que mais vos é familiar.

PERGUNTA: Entendo o que me estás a dizer, mas também acho que existam algumas outras coisas que faço e que não me sejam exigidas pela parte de ninguém, apenas por estar habituada a faze-lo ou lá o que for. Continuo a fazer isso e ressinto-me disso, mas continuo a faze-lo. Como será isto possível? Porque razão não conseguirei fazer nada em relação a isso? Porque não estarei a avançar?

ELIAS: Por te ser pouco familiar, e isso tem muita força. Destituída da experiência, a informação permanece como conceito intelectual até que vos permitais experimentar a coisa. Quando gerais a experiência, o conceito intelectual deixa de ser conceito para se tornar realidade. Sem a experiência, podeis pensar compreender um conceito particular, porém, a implementação desse conceito permanece-vos estranho por não vos terdes oferecido a experiência de conhecerdes objectivamente aquilo em que essa realidade consiste.

Bom; nisto, podes praticar um pequeno exercício, o qual poderás gerar a qualquer instante durante o teu dia. Assim que detectares estar a gerar uma reacção automática – o que em si mesmo por vezes pode aparentar ser traiçoeiro, porque as reacções automáticas são precisamente isso, automáticas – mas assim que deres por ti a gerar uma reacção automática e reconheceres não ser aquilo que pretendes fazer, permite-te deter-te por momentos e no teu íntimo atribui a ti própria um ponto, por teres detectado isso ao invés de te diminuíres. Interrompe esse padrão e atribui a ti própria um ponto, e permite-te dar umas risadas sonoras e deliberadas, porque também isso consiste num acto que interromperá o padrão automático.

Agora; quanto tiveres atribuído a ti própria um ponto e tiveres dado umas gargalhadas, interroga-te no teu íntimo sobre o que realmente sentes vontade de fazer nesse momento. E seja qual for a resposta que deres a ti própria, permite-te escolher isso.

PERGUNTA: E se não souber aquilo que quero fazer nesse instante, se não souber de verdade...?

ELIAS: Não tem importância. Porque nessa altura, não precisa ser nenhuma acção extravagante nem nenhuma acção continuada. Interroga-te unicamente no teu íntimo sobre o que será que nesse instante quererás fazer. Poderás oferecer a ti própria uma resposta imediata, tão simples quanto: “Eu quero apenas sentar-me.” Admite essa resposta e permite-te implementá-la.

Bom; de início isso poderá parecer-te bastante simplista, especialmente em associação com o pensamento, mas na verdade é significativo, porque estarás a incorporar uma acção que se desvia dos teus padrões e reacções conhecidas, aceites e familiares.

Mesmo pequenas interrupções tais como a que sugeri são bastante significativas, porque o que acontece é que esses pequenos actos vos permitem de facto deslocar a vossa atenção para o momento. Muitas das vossas reacções automáticas não se acham associadas ao instante. Acham-se associadas ao passado ou ao futuro. Ao deslocardes a vossa atenção para o instante, gerais actos bastante diversos e diferentes escolhas.

Com isto, estou ciente de que tu e muitos outros poderão intelectualmente expressar para vós próprios este conceito da presença no momento, mas ainda se trata dum conceito, porque a acção correspondente não é implementada com muita frequência. Esse é um método que vos proporcionará uma via direccionada para o instante, que se poderá tornar bastante útil.

PERGUNTA: Okay. Vou tentá-lo! Vou tentar.

ELIAS: Muito bem. Além disso interrompe o padrão da familiaridade que envolve a diminuição de ti própria.

PERGUNTA: Eu tenho um caso pendente com os Serviços de Emigração e Naturalização, com o governo, relacionado com a minha imigração para os Estados Unidos, por estar casada com uma cidadã americana. Os meus papeis extraviaram-se, e já pela segunda vez. Porque terei dado lugar a tal coisa? Porque estarei a postergar a solução do meu problema de imigração?

ELIAS: Isso acha-se associado ao teu próprio controle e à criação da tua livre e espontânea vontade, e não depende de ninguém. È significativo que te permitas uma avaliação, por gerares no teu íntimo uma expressão subjacente de ser melhor realizares-te de modo independente e sem ajuda da parte de mais ninguém – o que não corresponde à verdade, mas a uma crença expressada de forma vigorosa. Deixa que te diga, meu amigo, que se torna bastante benéfico permitires-te receber.

PERGUNTA: Sinto frequentes vezes que se deixar de forçar os outros a ajudar-me, eles me deixarão de o fazer, como se nada acontece se não insistir continuamente. Preciso estar a insistir com o meu advogado por ele não agir nem ser muito profissional, insisto para que me investigue o caso, preciso que... Sempre que quero ver algo levado a cabo, preciso controlar as pessoas, porque elas não cumprem o que prometeram a fim de me auxiliar.

ELIAS: Isso é uma questão de falta de confiança nas tuas próprias expressões e de não te permitires descansar na tua própria confiança e segurança. Se te permitires expressar com autenticidade e confiares em ti próprio, deixará de se fazer necessário continuar a forçar a energia. Na realidade, quanto mais forçardes em termos de energia, mais criareis em oposição àquilo que pretendeis. Quanto mais duvidardes que os outros venham a desempenhar actos que queirais, mais eles deixarão de os implementar, por não estardes a confiar que os estais a criar. Por isso, tu estás a forçar a TUA energia e isso reflecte-se de volta pela falta de realização que se expressa por meio dos outros. Estás a compreender?

PERGUNTA: Elias, recentemente, temos vindo a debater no BlueFlash o conceito do saber e da confiança em termos da criação daquilo que queremos. A título de exemplo, eu pego nesta caixa e não preciso de pensar no acto, apenas sei como é. Aquilo que tenho vindo a debater ali é se existirá o saber, o facto de não precisarmos realmente pensar no que fazemos. Apenas fazemos isso. A confiança assemelha-se quase a um caminho e edificação rumo ao saber. Tal com se eu der uma martelada no dedo, só disporei de dois por cento de confiança de que não irá doer, e isso dói. Aquilo que sugeri no BlueFlash foi que pratiquemos a confiança nas pequenas coisas primeiro, de forma a edificá-la. Eventualmente, deixaremos de...

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: Será essa a relação existente entre a confiança e o saber? O saber não se assemelha a termos consciência de podermos faze-lo; apenas o fazemos sem pensar.

ELIAS: Não resta dúvida.

PERGUNTA: Chegaremos a esse ponto através da edificação da confiança, por meio dum processo?

ELIAS: Chegais. Sim?

PERGUNTA 2: Então, se edificar a confiança em que mudarei as crenças que abrigo isso mudará o meu mundo exterior?

ELIAS: Não. Não estais a alterar as crenças, nem a eliminá-las; não estais a eliminar as crenças; não estais a mudar as crenças. Mas estais a tomar mais consciência delas. As vossas crenças não constituem o vosso inimigo!

PERGUNTA 2: Por exemplo, eu acreditava que se comesse doce de chocolate isso me faria engordar. Se for capaz de alterar essa crença, e de que não importa aquilo que coma...

ELIAS: Não, não estás a alterar a crença. Estás a escolher a influência que escolhes expressar. Podes continuar a abrigar a crença de que o bolo de chocolate incorpora o potencial de gerar gordura, mas estás a escolher uma influência diferente, não em relação à crença do bolo de chocolate mas daquilo que consomes. Essa é a crença, de que aquilo que consomes te afecta o peso ou a aparência. Estás a escolher alterar a influência dessa crença que desejas expressar, e isso proporciona-te uma maior liberdade para o fazeres.

É isso que quero dizer quando refiro que as vossas crenças não representam um inimigo para vós. Sim, vós incorporais uma crença de que aquilo que consumis vos afecta o peso e a aparência. Mas no enquadramento dessa crença, podeis escolher uma miríade de produtos consumíveis que sejam compatíveis convosco. Podeis escolher o que consumir e o modo como isso vos afectará.

PERGUNTA 2: Então penso que não se trate duma mudança, mas continuo a repetir... Quero implementar esta mudança na minha vida de modo a tornar-me mais criativa no trabalho e nas minhas actividades diárias, e ser mais eu própria, e no entanto sinto que a cada dia continuo a criar a mesma situação. Chego perto daquilo que quero, e aí sinto como que voltasse atrás. Mas não chego bem lá. Então se não se trata de mudar uma crença respeitante à minha pessoa, então de que necessitarei para suplantar isso?

ELIAS: Isso não é de todo invulgar. Aquilo que estás a fazer é a perder vista do processo. Estás a focar-te no resultado. Quando te focas no resultado deixas de prestar atenção ao processo, e deixas de permitir que esse processo se desdobre. Com isso geras algum movimento, mas não te permites realizar aquilo que queres, por não estares a prestar atenção àquilo que estás a fazer. Estás a focar-te no resultado.

O resultado consiste numa intenção. Uma vez tenhas estabelecido a intenção, deixa de se tornar necessário permanecer nesse resultado, porque quanto mais o fizerdes, menos atenção prestareis ao que estiverdes actualmente a fazer no vosso processo, e menos atenção prestareis ao modo como poderá desdobrar-se com naturalidade por modos surpreendentes.

Eu empreguei recentemente uma analogia, que passarei a estender-te também. Se detivesses uma bela flor na tua mão e a quisesses ver florir, não precisarias puxar-lhe as pétalas nem forçá-la a abrir-se. Usarias de paciência, o que significa permissão, e permitirias que se desdobrasse e que trouxesse consigo a surpresa que o desabrochar proporciona. Aquilo que aparece exteriormente como um botão poderá parecer bastante diferente quando desabrochar. E poderá surpreender-te. Pode mostar-se cor-de-roza exteriormente e amarelo ou laranja interiormente, coisa que podereis não ter esperado.

Passa-se o mesmo com as vossas experiências. Estabeleceis uma intenção e deixais de vos preocupar mais com isso. Presta atenção ao desenrolar do teu processo e gera uma abertura em relação a surpresas inesperadas. Nisso reside a questão de prestares atenção ao tipo de energia que projectas. Tal como expressaste, se confiares em ti, não se trata mais do resultado mas da permissão de ti própria para te moveres rumo ao resultado através dessa edificação da confiança e da prática do saber (certeza), da prática da ausência de dúvida.

Haveis de notar, qualquer um de vós, que realizais a expressão mais significativa do vosso sucesso quando vos determinais, e o factor comum nessa determinação reside no facto de não duvidardes. Tendes a CERTEZA de virdes a realizar isso. Sentis-vos determinados a faze-lo. Nesse sentido tornais-vos imparáveis. E todos vós passais por experiências dessas.

Lembrai-vos da vossa determinação. Permiti recordar a vós próprios a que se assemelhará isso quando vos sentis determinados. Não autorizais que mais nenhuma expressão vos detenha. Não vos deixais dissuadir; não vos distraís. Mantendes-vos concentrados, e alcançais e realizais com facilidade e com espanto e surpresa. Porque geralmente expressareis assim que tiverdes realizado; “Não consigo acreditar como isso foi tão fácil. Os factores passaram a encaixar no devido lugar e ocorreram elementos inesperados, mas acabaram por ter lugar.” É claro que tiveram lugar, por não terdes duvidado, e terdes incorporado tal determinação. Quando vos sentirdes frustrados, recordai a vossa determinação e ao que ela sabe.

PERGUNTA: Dirias que a confiança se acha, no geral, mais envolta com o processo?

ELIAS: Sim.

PERGUNTA: Nesse caso a confiança consiste num processo.

ELIAS: Sim, em absoluto. E confiança quer dizer ausência de dúvida.

CONHECIMENTO

ELIAS: A sabedoria, ou sensatez, consiste no conhecimento. O conhecimento está na informação, na adopção de conhecimento através da experiência, o que gera um saber genuíno – não o mero conceito, nem a ideia, não uma filosofia nem a teoria, mas a incorporação de conhecimento por meio da experiência, o que dá lugar a uma realidade que inclui um saber genuíno.

PERGUNTA: Sempre foi algo por que me senti atraída e em relação ao que pensei ser bom possuir. Portanto, é mais uma coisa que brota da experiência do que do acúmulo de conhecimento.

ELIAS: Sim, e essa é a razão porque nos vossos clichés expressais que a sabedoria sobrevém com a idade, porque à medida que prosseguis na vossa jornada, experimentais mais e assimilais essas experiências. Passais a possuir o conhecimento associada a essas experiências, e isso gera o conhecimento, e nisso reside a expressão de sabedoria.

Mas permite igualmente que te interrogue, qual é a motivação que sentes na criação dum tipo de acção desses?

GERALD: É conhecer – em vez de acreditar, obter conhecimento.

ELIAS: Mas tu podes alcançar isso agora, no teu foco físico. Tal como já referi, toda a vossa realidade é filtrada pelas vossas crenças, mas além disso tu, ao possibilitares informação a ti próprio por meio da acção de te tornares genuinamente familiarizado contigo e com as crenças que comportas, podes gerar esse tipo de informação associada ao conhecimento mesmo no foco físico. Porque, as vossas crenças não constituem verdadeiramente um impedimento para vós. Por vezes poderão sê-lo, em associação com as respostas automáticas. Mas se tu íntima e genuinamente incorporares um conhecimento e te familiarizares contigo próprio e tiveres uma consciência genuína das tuas crenças e das suas influências, tu passas a incorporar um conhecimento genuíno em relação a servirem de linhas mestras ou princípios mas de não serem verdadeiras, e darás lugar a uma compreensão possuidora de mais clareza em relação a ti próprio e à tua realidade, àquilo que crias, ao teu mundo, e ao que actualmente estará a ser gerado na tua realidade. Isso também te permite rarefazer esses véus de separação – porque a separação também consiste numa crença – que nem por isso estará a ser mais eliminada do que qualquer outra crença existente na vossa realidade física, mas pode sofrer um relaxamento ao ponto de te permitir uma maior mobilidade e uma maior flexibilidade, e permitir-te empreender acções que não te permitirias necessariamente realizar ao te agarrares a essa crença da separação com mais robustez.

Nesse sentido, e a título de exemplo, ao adelgaçares esses véus de separação, tornas-te muito mais consciente, através do conhecimento de não consistires em nenhuma entidade separada em relação a todo o teu ambiente, de que tudo o que é criado na tua percepção consiste numa extensão efectiva de ti próprio, a despeito daquilo em que essa manifestação consista. Também te permitirá perceber o teu meio ambiente e o teu mundo de modo muito diverso, com o que começarás a reconhecer ser menos sólido do que aquilo que aparenta ser. Além disso também te permitirá interagir com outras pessoas que não mais participam no foco físico e permitir-te-á interagir de forma objectiva com outras essências que não se acham focadas necessariamente no físico ou que não estão a participar na tua realidade física em particular. Por isso geras uma maior mobilidade.

PERGUNTA: Esse “saber” de que falas, eu penso que finalmente entendo aquilo em que consiste o amor, mas podes corrigir-me se eu estiver errado acerca disso. Por fim penso que consigo captar mais ou menos aquilo que o amor é, porque tu me deste uma definição de amor em termos tanto de apreço ou gratidão e conhecimento...

ELIAS: Correcto.

PERGUNTA:...E há uns dias isso finalmente despertou em mim, aquilo que esse saber traduz; é o que chamo de intimidade. Trata-se dum saber a um nível realmente profundo. Será isso exacto?

ELIAS: É.

PERGUNTA: Penso que seja isso o que me conduz na tentativa de me manter em contacto com o Jim, devido a que tenhamos este relacionamento tão conturbado. Uma das coisas de que sinto verdadeiras saudades no nosso relacionamento é o facto de não ter possuir essa intimidade. A intimidade não era somente a um nível emocional, mas existia também um nível de conhecimento, dum conhecimento profundo do outro, de cada um de nós.

ELIAS: Correcto.

PERGUNTA: Além disso, quando falas deste saber destituído de pensamento ou de sentimento, o termo mais aproximado a que consigo aceder efectivamente é o dum conhecimento directo, tipo intuitivo, através do qual simplesmente temos consciência de sabermos.

ELIAS: Pois.

PERGUNTA: É disso que falas?

ELIAS: É. Existem muitíssimas expressões na vossa existência, por assim dizer, que constituem exemplos de conhecimento. O conhecer consiste numa genuína ausência de dúvida e numa confiança genuína, isenta de questionamento. A título de exemplo, isso traduz a diferença entre as expectativas e o saber, um exemplo bastante simples. Ao vos abeirardes duma porta e colocardes a mão no manípulo e o girais e empurrais a porta, ela abre-se. Vós sabeis que ela abrirá.

PERGUNTA: É, de certo modo, quase como a confiança, sem termos de pensar nela.

ELIAS: Correcto. Trata-se dum conhecimento, e por isso vós apenas criais. Quando vos deparais com a energia de outro indivíduo, automaticamente tendes consciência de terdes abordado a energia dele e imediatamente configurais essa energia numa forma. Não questionais esse procedimento; Não envolveis nenhuma comunicação em termos de pensamento nem de emoção com relação a essa acção. Apenas sabeis e agis.

PERGUNTA: É basicamente o modo como criamos todas as nossas percepções aqui.

ELIAS: Correcto.

PERGUNTA: Não pensamos nisso nem andamos com a cabeça numa barafunda em torno disso e colorimos os quadros rapidamente. Elas apenas surgem por sabermos que elas surgirão.

ELIAS: Correcto! E essa é a razão porque vos digo a todos frequentemente que conheceis mais do que aquilo que pensais conhecer.

PERGUNTA: Penso que por vezes o termo “saber” se nos torna um pouco obscuro, porque para nós, para mim, o saber geralmente envolve conhecimento, o que difere do saber de que falas.

ELIAS: Correcto.

PERGUNTA: Deve ligado ao sentido conceptual interior, não?

ELIAS: Está.

PERGUNTA: E provavelmente também aos demais sentidos, certo?

ELIAS: Correcto, mas deixa também que clarifique. O saber consiste de algum modo numa expressão de conhecimento, só que não segundo a definição que lhe emprestais. Porque vós incorporais uma definição de conhecimento como passível de adquirir por meio duma aprendizagem, e este conhecimento é intrínseco. Apenas se faz presente.

Mas a avaliação de mérito próprio ou auto-estima, e nós debatemos isso na nossa última sessão... Tal, como debatemos em todas as sessões em que alguma vez falamos! (Ambos riem)

Mas a vossa auto-estima não depende das vossas obras nem depende das vossas acções. Existem muitas coisas de que não depende e tu expressaste na última sessão que nós procuramos validação exterior e aplicámo-la a nós próprios como uma forma de avaliação do mérito próprio, e do facto de constituir uma falsa avaliação de mérito, da confiança, das capacidades e da auto-confiança.

O Michael e eu estivemos a conversar sobre a semelhança e a dissemelhança e a preferência etc. E parece existir, penso eu,
algum tipo de... Eu gostava de encontrar um substituto para essa acção que eu sinto que sentimos necessidade a partir do exterior. Bem sei que é a confiança procedente de dentro, mas gostava de ver se não poderia investigar isso de algum modo ou descobrir-lhe ligações de algum tipo de forma que consiga começar a procurá-la não tanto no exterior mas me volte com mais intensidade para o interior e me torne mais auto confiante, nessa área íntima.


ELIAS: Muito bem. Responder-te-ei em relação ao presente diálogo.

Estás a perguntar em que consistirá o mérito ou a dignidade pessoal? Como haverás de reconhecer o mérito próprio se não o identificares segundo todos os exemplos que traçaste – sobre os quais já falamos previamente – e como poderás aceder ao reconhecimento disso, não é?

JIM: Correcto, e muito bem colocado.

ELIAS: Muito bem.

Neste contexto, o mérito pessoal é expressado no conhecimento.

O auto conhecimento não é, tal como debatemos previamente, necessariamente a identificação que fazeis da interpretação por meio dos pensamentos ou das emoções ou da validação externa, porque todas essas expressões são passíveis de ser influenciadas pelas vossas crenças e afectadas pela vossa percepção.

O auto conhecimento, o conhecimento de VÓS e daquilo que SOIS e QUEM sois, é-vos inerente. E nesse sentido, essa expressão ou esse conhecimento inato NÃO depende nem é influenciado das vossas crenças nem da vossa percepção, porque ele estende-se para lá desta dimensão física.



Podeis aceder a esse conhecimento do vosso mérito ou dignidade por intermédio duma acção de libertação de tensão de energia, dum relaxamento da vossa energia e permitindo-vos familiarizar-vos CONVOSCO próprios.

Estou plenamente ciente de ter divulgado isto muitas vezes a todos vós. Também estou ciente de que até agora, isso na sua maior parte, é adoptado enquanto conceitos e de que nem sequer estais a começar a adoptar nem a familiarizar-vos convosco próprios duma forma que vos possibilite um reconhecimento objectivo da vossa dignidade pessoal, tal como vos É inerente.

O começo reside na atenção e no reconhecimento da tensão que cada um de vós incorpora em termos de energia e em permitir-vos dissipar essa tensão e passar a incorporar um relaxamento da energia, porque ao incorporardes tensão também criais barreiras, e essas barreiras estabelecem separação.

Por isso, criais separação na vossa consciência objectiva, entre essa consciência objectiva pessoal e a familiaridade, a familiarização e o reconhecimento pessoal na sua totalidade.

E até este momento nesta altura do fórum, os indivíduos continuam a encarar-se a si próprios enquanto manifestações duma entidade singular numa dimensão física, distinta na identificação que fazem duma outra entidade que definem em termos de essência, essência essa que se acha separada doutra entidade que é definida em termos de consciência, consciência que ocupa um espaço físico – assim como não físico, apesar da identificação que fazeis do não físico incorporar um aspecto físico – nalguma outra entidade que vem a ser definida como o cosmo!

E nesse contexto, ao voltardes a vossa atenção para vós nesta vossa manifestação física e na identificação que fazeis de vós próprios, percebeis-vos como esta entidade singular composta de matéria física que se acha separada de todas as outras expressões físicas e todas as expressões não físicas, até mesmo de vós próprios!

Aquilo que vos estou a dizer é que a vossa atenção nessa percepção corporal incorpora tensão, e essa tensão perpetua a separação, por ela vos dirigir a atenção duma forma singular.

Isso pode ser visto em CADA expressão. Podeis oferecer a vós próprios exemplos em termos de expressão material e eles aplicarem-se a TODAS as vossas expressões da energia. Quando incorporais tensão também criais uma forma de atenção singular e uma separação na vossa criação da realidade por meio da percepção.

Por isso, o começo, para vós, através do vosso método de descoberta da vossa dignidade interior consiste em vos permitirdes detectar e reconhecer a tensão que adoptais na vossa energia, e em vos permitirdes incorporar um RELAXAMENTO da vossa energia, porque isso possibilita uma abertura.

Eu digo-te, meu amigo, que a expressão de conhecimento te é inerente. Em relação aos outros, tu já os conheces. Em relação a ti próprio, isso pode tornar-se num desafio maior.

Porque na expressão de separação e segunda a concepção da vossa dimensão física, vós criastes um tipo de padrão que, por uma questão de obtenção de pureza através da experiência, aquilo que tereis separado tenha sido o conhecimento de vós próprios, e não o conhecimento dos outros. Vós dispondes dum modelo de expressão física que continuamente vos reflecte e espelha imagens de vós próprios, de forma que possais permitir-vos conhecer-vos a vós próprios. Torna-se desnecessário conhecer os demais, por já admitirdes essa expressão.

COOPERAÇÃO

A cooperação consiste no acolhimento das vossas escolhas sem as limitardes a expressões do tipo “uma coisa ou outra”, nem vos submeterdes a expressões porque não nutris preferência ou que não pretendeis adoptar, mas ao invés, em vos permitirdes empreender a vossa criatividade e explorar mais as vossas expressões a fim de descobrirdes as similitudes nas diferenças que podem gerar a cooperação.

COR

A cor é passível de ser traduzida por uma acção. Pode traduzir-se numa personalidade. Pode traduzir-se em manifestações e processos de pensamento...

QUALQUER elemento existente na vossa dimensão física que se expresse sob um tipo qualquer de criação – interacções, emoção, pensamento, acção, qualquer evento, uma situação qualquer ou criação – porque todas elas detêm a qualidade duma acção vibratória, porque tudo é energia. Por isso, como a cor é igualmente energia imbuída duma velocidade vibracional, por assim dizer, é passível de ser usada em conjugação com um tipo qualquer de expressão no foco físico.

A cor consiste num absoluto. Já referi isso previamente. Elas possui tonalidade e dimensão, além de vibração.
A cor traduz uma verdade
A qualidade da cor consiste numa qualidade específica da consciência e traduz uma natureza vibratória. Nesta dimensão vós criastes muitas crenças respeitantes à cor e nisso estabelecestes crenças referentes á área do que designais como chakras (pontos de energia subtil que têm estreita correspondência com as glândulas endócrinas) que pela minha parte designo como centro de energia e que na verdade consistem em centros de energia que se situam nas vossas formas físicas e que projectam energia ao redor da vossa forma física, a que, por sua vez, chamais aura, ou o campo de energia que todos possuís. Esses são elementos muito reais mas vós desenvolvestes igualmente imensas crenças em torno dessas questões. Cada um desses centros de energia detém a qualidade da consciência específica de cada cor que opera de diferentes modos. Cada família da essência (agrupamentos de essências) nesta dimensão também alinha por uma determinada qualidade vibratória que é também identificada como uma cor. Por isso, torna-se significativo que sejam identificadas (famílias da essência) pela cor.

CRESCIMENTO

Vós estais a preparar-vos para completar o vosso círculo. Torna-se importante que pratiqueis agora. Isso permitir-vos-á deslizar para o vosso novo foco de modo confortável, pelo que se vos tornará familiar. Quando as coisas aparentam familiaridade não se tornam assustadoras. Essa é uma experiência nova e maravilhosa. Não vos devia parecer desconfortável nem assustadora. Tal como anteriormente referi, até mesmo o bem, nos vossos termos, ouas coisas positivas ou maravilhosas se podem tornar opressivas se não compreenderdes e se sentirdes dificuldade em vos relacionardes com elas.

Isso faz tudo parte da vossa presente transformação. Não desejo empregar termos como crescimento. A razão porque não utilizo esse termo crescimento e utilizo o termo mudança em vez disso tem que ver com o facto da mudança apenas representar uma direcção diferente. O crescimento indica uma passagem para um nível superior. Vós já representais a vossa expressão mais elevada. Em razão disso é que não estais a crescer.

ELIAS: Não. (Pausa) Vós estais a pensar em termos de crescimento representado pelo desenvolvimento físico. Isso não é correcto. Estes focos de desenvolvimento físico destinam-se à vossa experiência; a experiência, na sua totalidade, traduzem aquilo que designais por crescimento. Não precisais adoptar conhecimento da vossa essência através do desenvolvimento físico. A vossa essência incorpora informação respeitante a experiências tidas através do desenvolvimento físico. Não existe (Pausa) qualquer “revisão” por si só. Isso constitui uma crença que é influenciada pelos focos religiosos. Não existe qualquer necessidade de revisão porque não estais a julgar o que designais por desempenho passado. Por outro lado, podeis adoptar um acto de rever, em determinada extensão, unicamente pelo propósito de expandirdes a consciência que tendes. Isso não o fazeis a título de prevenção em relação à repetição de comportamentos passados, porque se desejardes voltar a experimentar comportamentos anteriores, experimentá-los-eis. Tal como já tive ocasião de explicar, estes focos de desenvolvimento destinam-se à vossa experiência. No vosso estado da essência, não sois materiais. Por isso não “colheis experiências” físicas. É por isso que escolheis manifestar-vos na matéria.

PERGUNTA: Talvez anseie imediatamente por isso, e não o consiga obter com suficiente rapidez. Por outro lado, sinto dificuldades, sabes, coisas pessoais com que me encontro a lidar que me estão a fazer vergar com o peso. Tal como tenho vindo a sentir-me como que numa rotina ultimamente, com um sentimento de não ganhar nada, mas estou bem ciente da existência de muito por todo o lado, à espera. Quero dizer, tenho consciência de fragmentos, e só desejo obter mais de forma a obter uma imagem completa, e eu poder aceitar a minha sorte para a qual concorro. Mas de momento contemplo isso tanto com alegria como com um sentimento de tristeza.

ELIAS: Mas, nós interpretamos. A impaciência, enquadrada nesta experiência da pressa; o desejo, aos quatro meses de “gravidez”, de te descartares dessa situação; com a compreensão de que o desenvolvimento ainda não alcançou uma posição viável de estabilidade, e por isso concedendo permissão à continuação da gestação. O “nascimento” já ocorreu. Agora, incorporas a impaciência de novo ao contemplares este novo milagre e expressas: “Agora, caminha! Vou já alistar este pequenote de imediato na universidade! Agora quero-o ver já a pedalar numa bicicleta!”

Todas as coisas se manifestam no seu devido tempo, por assim dizer. Por vezes certos elementos aparentam mover-se com lentidão e passais a desejar respostas imediatas; apesar de já dispordes das respostas de que necessitais! Por isso, eu digo-te que é desnecessário que expresses impaciência porque se desejares presenciar manifestações, tu podes criá-las! Tu deténs todas as capacidades no presente. Não as consegues vislumbras, porque não te permites vê-las, por não as quereres ver! O teu eu objectivo expressa, “Eu desejo contemplar muitos elementos. Eu desejo experimentar. Desejo expandir-me. Quero ser grande!” mas ao comunicares isso ao teu eu subjectivo, ele responde, “Muito bem. Oferecer-te-ei tudo aquilo que desejas. Olha para mim e contempla.” O teu eu subjectivo começa a encarar-te a ti e afasta-se com medo de se envolver dizendo, “Oh, não! Não tenho vontade de ver isto, porque isto não é o que sou!” Por isso, tu afastas-te. Em seguida voltas-te para o exterior, uma vez mais, e expressas: “Mostra-me aquilo que desejo conhecer.” Aquilo que desejas conhecer já eclodiu e encontra-se diante de ti, dentro de ti! Mas, do mesmo modo que experimentas a “gestação” e as “dores de parto” e o “nascimento”, agora adoptas um período de crescimento. Agora deténs a responsabilidade de crescer e de cresceres e de te educares; tal como com o exemplo do foco físico a tua tarefa não termina com o nascimento, mas apenas começa. Por isso contempla agora o teu chamado começo com contínua excitação!

Posso-vos referir o crescimento como um sinónimo de aprendizagem e de conhecimento e do saber e da transformação.

CULPA

ELIAS: Deixa que te diga que esta criação, esta experiência da culpa, é muito pouco prolífico. Por isso, também te peço para recordares que se existisse uma acção para o desperdício de energia, esta a ilustraria! Não te inclines a atribuir qualquer expressão de culpa. Essa é uma manifestação extrema decorrente do sistema de crenças da duplicidade (bem e mal). Cada um cria a própria realidade. E estes indivíduos estão igualmente a criar a sua realidade!

...Agora; não refiro isso para que confundas esta informação nem a distorças numa situação de criação duma maior atribuição de culpabilidade a ti próprio ou da criação duma maior responsabilidade ou da culpa adicional sobre a questão da duplicidade, mas antes para que possas encarar todas as situações e todos os aspectos da participação nessa situação e com isso consigas proporcionar a ti próprio uma oportunidade para influenciar a área da aceitação íntima de ti próprio, e eliminares a expressão da culpa, e também a aceitação esses dois indivíduos e da criação da sua realidade, a qual eles ESTÃO a criar! (Pausa) Estás a compreender?

A pergunta seguinte é sobre a minha mãe. Vou-te dar conta das impressões que obtenho. Penso partilhar outros focos com ela e que esses focos me influenciam bastante este actual. Importo-ma bastante com ela, mas experimento emoções em relação a ela que realmente não compreendo, sendo uma delas esta terrível sensação de culpa. Penso que ela pertença à família Vold, e alinhe pela Sumari. Ela é bastante emocional e em larga escala consigo relacionar-me com ela e com as suas emoções, mas por vezes não sei mesmo de que forma deva lidar com elas (emoções). Sinto como que se ela estivesse a responsabilizar-me e me culpe por algo. O impulso que sinto é o de a abandonar por estar tão cansada de me sentir culpada. Não poderás dizer-me o que se passa?

ELIAS: Com isso, o que estás a experimentar é, uma vez mais, a tua própria falta de aceitação pessoal, e nessa falta de aceitação, estás a criar no teu íntimo expectativas e sensação de culpa.

Já referi imensas vezes previamente que apesar de não existir nenhuma expressão de real desperdício de energia, essa expressão em particular da energia da culpabilidade anda perto do que poderás designar como um desperdício de energia, por ser bastante ineficiente e uma forte expressão da duplicidade.

Nesse contexto, tu aceitas energia desse indivíduo que vai validar as dificuldades que sentes na área da duplicidade. Reforças a tua própria falta de aceitação pessoal – E a tua falta de aceitação dela – ao criares essa energia de culpa.

(De forma intensa) Bom; nisto, ao te permitires reconhecer que cada indivíduo – tu e a tua mãe – cada um cria a sua própria realidade... E eu afirmo-te que mais ninguém te dita a realidade! Por isso, ninguém te dita as escolhas nem as reacções nem os teus sentimentos nem as tuas acções nem o teu comportamento. TU é quem escolhe ou cria todos esses elementos. Do mesmo modo, também o outro o faz. Se compreenderes de forma autentica e aceitares esta verdade de que tu crias a tua própria realidade – a tua realidade TODA – e de que os outros criam a sua, poderás proporcionar a ti própria a destreza de aceitares a expressão de quem quer que seja sem olhar à escolha da forma como tenha sido expressada... E também de reconhecer que isso não te dita a realidade nem as reacções (que deves assumir)!

Tu não és obrigado por ninguém a permitir que a sua energia te invada o teu campo de energia. Isso não quer dizer que não aceites tal expressão, a despeito do que possa comportar. Podes aceitar de bom grado a sua expressão, sem que isso tenha qualquer importância, mas não precisas necessariamente aceitar a penetração dessa energia da forma que é expressada. Podes aceitar essa energia e reconstruí-la duma forma benéfica, e de molde a que possa conceder benefício á tua própria energia.

Agora; compreendo perfeitamente que isso envolve uma tarefa difícil de realizar no foco físico, porque quando outro indivíduo te aborda dum modo aparentemente ofensivo, passas a reagir de forma condicionada.

Eu afirmo-te que o que te poderá ser de mais utilidade, caso escolhas empreendê-lo, é permitires-te deter-te momentaneamente toda a vez que experimentares esse tipo de acção, e sempre que detectares a experiência da ofensa ou da culpa, permite-te parar por um momento e te interrogares sobre o que TU estiveres a criar. Reconhece que a criação dessas emoções está a ser implementada por ti própria e não pelo outro, assim como a razão porque estejas a aceitar a expressão dela – porque essa expressão te está a reflectir um elemento do teu íntimo que não estás a aceitar e em relação ao que te estás a sentir indigna intimamente. Estás a compreender?

JOANNE: Elias, é a Joanne. Eu tenho uma pergunta. Eu tenho notado ultimamente que sempre que saio e me divirto, em seguida fico adoentada. Já não faço isso, mas ainda abrigo esta sensação tremenda de culpa, como se tivesse cometido algo errado.

ELIAS: A! Mais uma vez, uma das duas expressões que quase completam um desperdício de energia: a culpa e a preocupação!

JOANNE: Exacto, tenho vindo a recordar isso a mim própria, e que eu passei um bom bocado, sem que isso tenha tido importância. Não penso que a culpa tenha cabimento numa categoria emocional, onde está necessariamente a mostrar-me outra coisa além do facto de não dever sentir-me culpada por me divertir um pouco.

ELIAS: Ah, mas TRATA-SE dum comunicado emocional.

JOANNE: Então, a culpa é... Sabes, eu não classificaria a culpa como emocional, mas atribuir-lhe-ia uma categoria diferente.

ELIAS: Trata-se duma comunicação emocional que te está a expressar aquilo que estás a criar no momento em termos de auto depreciação e o alinhamento que fazes com uma crença bastante enraizada que te influencia a percepção, de ser inaceitável e uma irresponsabilidade divertires-te, e de precisares ser séria.

JOANNE: Eu também notei isso. Eu detectei isso.

ELIAS: Muito bem. Ao identificares esses comunicados e te permites dar-lhes atenção, e não meramente ao sinal, também proporcionas a ti própria a oportunidade de te examinares e de te questionares naquilo que expressas em ti própria no momento. E ao estabeleceres esse exame, começas a permitir-te identificar aquilo em que consiste a acção que operas em qualquer momento em particular, aquilo porque estás a alinhar com a expressão das tuas crenças, e com esses movimentos libertas-te, porque proporcionas a ti própria escolha.

JOANNE: Sim, eu prestei atenção a esse grande momento. Sinto que detectei um monte de coisas diferentes que têm estado a decorrer, e em determinadas áreas, senti que tivesse voltado a atenção estritamente para a detecção do que estava a fazer. Cada coisa que atraí à minha a tenção... Tal como o desejo de perder peso, e em seguida comecei a notar quantas vezes estabeleço escolhas que me reforçam a opinião que tenho de mim.

ELIAS: Certo.

JOANNE: Vejo-me com peso em demasia, por isso, se os garotos estivessem no exterior a jogar baseball e eu sentisse vontade de ir para junto deles e jogar, eu pensaria “Oh meu deus, havia de fazer boa figura, lá fora a jogar”, e isso reforça a imagem que tenho de mim próprio. Em vez de dizer, “Bom, e depois? Vai lá e brinca com eles – quem se importará?”, eu reforçaria constantemente a percepção que tenho de mim própria.

ELIAS: Certo.

JOANNE: Por isso, tenho vindo a notar isso. È todo um montão de coisas que não passarei a aborrecer ninguém com elas! Existe muita coisa que estou a notar, mas a da culpa está de facto a começar a enervar-me.

Outro dia fomos num passeio de aulas e voltei para casa com um sentimento de culpa, por ter passado um bom bocado. A forma como as coisas se desenrolaram, eu fiquei a fazer par com um cavalheiro em vez duma das outras mães. Quando regressei a casa, mesmo apesar de ter passado um tempo bastante agradável, senti-me culpada, e em seguida comecei a pensar o que toda a gente pensaria pelo facto de ter feito par com o cavalheiro em vez duma outra mãe e continuei às voltas com isso. Mas aí disse para comigo própria, “Calma, espera lá, porque razão haveria de me sentir culpada? Passei um dia excelente na companhia do meu filho, diverti-me e tive uma boa conversa – porque diabo deveria sentir remorso disso?”

Mas nos últimos meses têm vindo a surgir cada vez mais coisas. Saía e passava um bom bocado e no dia seguinte... Já não ficava doente, o que realmente aprecio (riso) mas sentia esta coisa da culpa e começava a gerar infecção relacionada com a sinusite. Se passava um bom bocado, tornava-se certo que viria a contrair uma infecção logo de seguida. Já não faço nada disso, mas a culpa... Por isso, penso que estou a avançar por etapas.

ELIAS: Estou a entender – por etapas. Em grande parte, vós crias todos um processo através do qual incorporais os vossos passos de realização. Concedeste a ti própria um passo em que deixas de te punir por te divertires e teres sido jovial. Agora estás a permitir-te notar mais com a tua consciência objectiva e já não te punes mas ainda geras sentimento de culpa.

Mas à medida que continuares a prestar atenção e a notar aquilo que estás a criar e a prestar atenção ao comunicado, também poderás eliminar a culpa e proporcionar a ti própria escolha a fim de apreciares aquilo que estás a criar com graça e de modo divertido, sem obrigação e sem contemplares expectativas dos outros.

JOANNE: Isso constituiu uma enorme surpresa, porque está a surgir cada vez mais, e eu estou a notar o quanto me importava com o que as outras pessoas pensam.

ELIAS: Justamente, e isto também consiste numa oportunidade. A culpa é o conflito e a consciência que tens dele é agudo.

JOANNE: Oh, claro.

ELIAS: Por isso está criada a oportunidade de ajustares a tua atenção a ti própria e àquilo que TU estás a criar, e à avaliação das crenças que te influenciam a percepção.

JOANNE: Considerarias falar sobre isso? Como o caso em que regressei a casa do passeio escolar no outro dia, e entrei a porta, e o meu marido estava lá, e eu contei-lhe o sucedido. Disse-lhe sentir como que tivesse feito algo errado por ter estado a conversar com aquele cavalheiro todo o dia, mas por alguma razão senti-me mesmo culpada, senti-me mal, como se tivesse cometido algo de errado.

ELIAS: Portanto também expressas para ti própria a necessidade ou a esperança da confissão.

JOANNE: Bom, eu pensei nisso. Tive um momento em que pensei, “Vou cortar isto pela raiz”. Porque se houver alguém que vá a correr lá a casa a contar ao meu marido que eu estivera a conversar com aquele outro tipo, ele vai ficar a saber disso antes! Mas houve uma pequena parte de mim que pensou que, se eu disser isto em voz alta, e não necessariamente apenas a ele mas a mim própria, “Sim, fiz isso” isso não representará como que um passo, talvez um passo pequeno, na consideração do facto que ocorreu, sem que subsista qualquer necessidade de abrigar sentimento de culpa em relação àquilo? Apenas continuar em frente e deixar que as coisas aconteçam.

ELIAS: Certo!

JOANNE: ...E então podemos relaxar e esquecer o assunto.

ELIAS: Por vezes. Isso depende do indivíduo, assim como do rumo da consideração de certas expressões. Por vezes, alguns indivíduos incorporam esse efeito de expressarem verbal e exteriormente aquilo que observam ou criam, de forma a reforçarem a consciência que têm em termos físicos.

JOANNE: Mas não foi isso que eu fiz; eu confessei.

ELIAS: (Dá risadinhas) Posso-te dizer que no caso de o expressares a ti própria em termos verbais, a fim de obteres uma maior consciência e compreensão objectiva da tua criação e do que estavas a comunicar a ti própria, isso nessa tua expressão individual ter-te-ia validado a ti própria.

JOANNE: Certo. Mas em vez disso corri para a casa e confessei.

ELIAS: Exacto.

JOANNE: Apesar de não ter feito nada de errado! (Riso)

ELIAS: Tu continuas a desdobrar-te em desculpas. (Dá risadinhas)

JOANNE: Bom, eu preocupo-me! No entanto estou a trabalhar nisso.

ELIAS: Muito bem!

PERGUNTA: (A rir) Muito bem. Sinto um pouco de curiosidade em relação à razão porque deverei continuar a sentir-me culpado e a punir-me, quando há 25 anos que tenho vindo a esforçar-me por me educar no sentido de não o fazer, sabes, e em relação à razão porque ainda sinto recuar para as velhas crenças e conceitos religiosos, e porque me deparo com resquícios disso a envolver-me.

ELIAS: Isso constitui uma influência das crenças religiosas. Também te referirei existir uma influência nessa expressão, de continuares a voltar a atenção fora de ti.

Deixa que te diga que és capaz de apresentar a ti próprio exemplos suficientemente claros e objectivos da forma como poderás expressar compaixão e permissão em relação às escolhas e expressões dos outros e até mesmo em relação a algumas expressões de aceitação das suas escolhas, e que podes tu próprio expressar escolhas ou acções bastante similares sem que concedas a ti próprio o mesmo tipo de permissão que estendes aos outros.

Isso é um elemento chave da duplicidade que incorporaste no teu foco, e uma outra razão porque te refiro que te permitas familiarizar contigo próprio – com a tua energia e com o teu fluxo natural.

Tu, na tua interacção individual mantida no teu foco, permitiste que as expressões das correntes de opinião e crença das massas se incorporassem nas tuas, e com isso, as tuas crenças influenciam-te a percepção, e a tua percepção volta-se para ti próprio em condenação.

Agora; volta-te para o indivíduo que referes assumir a função de tua filha. Quando este indivíduo estabelece condenação em relação a ele próprio, que experimentas? Concordas com essa condenação?

PERGUNTA: Não. Penso que esteja a ser injusta com ela própria.

ELIAS: Justamente. Agora; em razão disso, deixas de mostrar concordância com o juízo que ela formula em relação a si própria, não é?

PERGUNTA: Correcto.

ELIAS: E não sentirás compaixão em relação a esse indivíduo?

PERGUNTA: Sinto.

ELIAS: E não expressarás para ti próprio o desejo de o ver interromper a auto depreciação que faz, a atribuição a si próprio de juízo crítico e a incorporação da culpa no seu foco?

PERGUNTA: Sim, bastante.

ELIAS: Porque não proporcionarás essa expressão a ti próprio?

PERGUNTA: Por falta de razão.

ELIAS: Permite que te interrogue, serás um indivíduo menos significativo e uma expressão menos gloriosa da consciência do que esse indivíduo que percebes ser tua filha?

PERGUNTA: Não. Estás absolutamente certo.

ELIAS: Bom; do mesmo modo que provês essa expressão e esse desejo em relação à tua filha, permite-te também expressar isso em relação a ti próprio.

Vou-te dizer, tal como já disse muitas vezes previamente a outros, que a culpa e a preocupação constituem as duas expressões de energia que podem ser encaradas como a aproximação mais exacta do desperdício de energia que podeis manifestar. Nenhuma energia que seja expressada é (alguma vez) desperdiçada mas essas duas expressões podem ser as mais próximas disso porque, o único propósito que ambas servem é o da perpetuação das expressões da duplicidade no propósito da auto depreciação.

Uma expressa essa depreciação em relação à aceitação; a outra expressa-a em relação à confiança. A culpa expressa essa auto depreciação através da aceitação; a preocupação expressa-a através da confiança.

PERGUNTA: Isso é formidável e realmente ajuda-me bastante a compreender isso!.

ELIAS: Mas eu dirijo-te a pergunta da razão porque hás-de referir isso em relação a ti próprio? Porque haverás de criar uma manifestação de energia e manter-te fechado nessa armadilha da depreciação? Porque tu não mereces essa expressão, porque nenhuma expressão da consciência, seja em que manifestação for, merece ser depreciada na sua própria confiança ou aceitação. (De modo bastante deliberado)

PERGUNTA: Isso é potente, Elias.

ELIAS: Por isso, meu amigo, estende a ti próprio o dom da permissão de expressares o mesmo tipo de compaixão e de aceitação em relação a ti próprio que estendes àqueles com quem te relacionas, e que proporcionas a esse indivíduo por quem nutres tão grande afecto, a tua filha, e com isso, também lhe oferecerás o maior dom que poderás oferecer, o de ti próprio como um exemplo da sua própria energia e do que ela é.

ELIAS: Permite que te estenda uma informação que te pode ser útil na tua aceitação e compreensão não só deste indivíduo mas de muitos.

Nesse sentido, este indivíduo, se o posso dizer, desejou incorporar um papel autêntico de mãe e expressou um desejo genuíno de se relacionar com uma criança. Mas esse indivíduo também expressou uma enorme dificuldade relacionada com a culpa e auto depreciação, diminuindo as capacidades que possuía em relação ao desejo que expressara. Por isso, nessa tremenda depreciação dela própria e expressão de culpa, isso foi canalizado, por assim dizer, para uma expressão externada de culpa, o que gera um enorme conflito.

Muitas vezes as pessoas expressam uma intensidade de auto depreciação assim, e geram essa expressão particular de culpabilidade. Isso torna-se numa fonte de espantoso conflito e até mesmo de trauma, porque como tens consciência, aquilo que gerais no vosso íntimo vós projectais no exterior, e ao projectardes no exterior, também reflectis de volta a vós aquilo que estais a expressar dentro de vós. Com isso reforçais aquilo que estais a gerar no íntimo.

Com ela, a culpa resultou da expressão da percepção que tinha de depreciação própria. Por isso, essa é a energia que é expressada no exterior. Nesse contexto, quando a energia é expressada no exterior, o indivíduo dá corpo a expressões que lhe reforçam a desvalorização pessoal; o que, quando a culpa é gerada, segue-se-lhe o conflito, o que justifica a culpa. De certo modo, isso assemelha-se a um círculo.

JOSEPH: Houveram alguns exemplos em que senti forte emoção. Tu repetes sistematicamente que... Eu tenho uma sessão diante de mim em que referes a alguém não estar a reagir com a emoção que sente, mas estar a comunicar algo através dela.

Houve duas coisas em particular que desejaria que desenvolvesses ou me explicasses. Uma é, quando senti toda aquela emoção, choro, quando fui na viagem duma Igreja com o meu amigo Warren, talvez há uns vinte anos. Penso que tenha sido a eclosão dum foco meu. Passado uma semana tudo estava acabado. Eu estava obter uma impressão disso, não? Existirá mais alguma coisa aí além disso?

ELIAS: Sim, valido-te a impressão que tiveste. Também te direi que o comunicado associado ao sinal contido nessa emoção traduziu uma expressão dirigida a ti próprio referente ao tema da morte e da associação com a separação, o qual é expressado em relação a essa questão e à associação com essa expressão de separação.

JOSEPH: O outro foi um tremendo ataque de choro que experimentei no trabalho. Ele seguiu o entardecer antes disso, quando eu obtive a impressão de ser o Lewis, da expedição Lewis e Clark. Não foi isso que provocou aquela reacção. Não fui acometido por muito pesar quando obtive a impressão desse foco, mas quando pensei na Sacagaewa (personagem duma mulher índia que os acompanhou nessa mesma expedição) aí fui avassalado pela torrente de pesar. Sinto curiosidade em relação a conhecer o que isso possa ter-me comunicado. Poderias, por favor, clarificar isso?

ELIAS: Essa foi uma diferente expressão, na realidade. Porque nessa experiência, posso-te dizer estavas a gerar uma enorme tensão e restrição da tua energia. Nesse contexto, a título de libertação dessa energia, geraste esse efeito físico do choro.

Agora...

JOSEPH: Porque teria eu sofrido uma tal tensão que precisasse libertar? Qual terá sido a base de fundamento disso?

ELIAS: Uma associação da auto depreciação em relação a uma expressão de culpa.

JOSEPH: Culpa?

ELIAS: Sim, em atribuição de juízo a algumas escolhas de experiência e expressões que foram incorporadas nesse foco, o que neste actual expressaria condenação, caso tu gerasses algumas dessas expressões na actualidade.

A culpa consiste num sentimento. Constitui o sinal, e isso acha-se associado às comunicações que estendeis a vós próprios em relação ao juízo que atribuís a vós e a desvalorização pessoal.

CURIOSIDADE

É uma expressão natural da consciência, de inquisição, por tratar da admissão da motivação da exploração e da criação de novas experiências.

DESEJO E QUERER

ELIAS: O “querer” (subentenda-se por isso igualmente a necessidade e a vontade) constitui um sistema de crença! Vós só quereis aquilo que não tendes, por serdes influenciados por sistemas de crença que vos dão conta de que o que possuis não é adequado ou que o que experimentais não é adequado. Em razão disso “quereis” uma experiência diferente. Isso resulta da influência directa dos sistemas de crenças. Se aceitardes que vos manifestais pela obtenção de experiência, e confiardes nas escolhas das probabilidades e confiardes em vós próprios, eliminareis o querer; mas como não vos aceitais nem aceitais a vossa experiência, traduzis por meio do sistema de crenças do querer, por traduzirdes pelo sistema de crenças do “melhor”. Existirá algo superior ou melhor do que aquilo que vos é dado experimentar actualmente; apesar do facto de que, no vosso drama também experimentardes a ilusão, por não vos permitirdes a experiência do momento. Vós experimentais o que percebeis como tendo já sido criado ou aiinda por criar.

BOB#1: Expectativa.

ELIAS: É verdade. Consequentemente, projectais-vos na ilusão e experimentais o drama inerente à ilusão, enquanto a realidade se situa no instante (agora).




ELIAS: O vosso propósito, tal como tenho dito, consiste na experiência; mas tendes razão quanto ao facto de que em cada foco possuís um propósito individual, e como comportais esse propósitos também gerais desejos, e nesse âmbito, dais lugar à criação de probabilidades de escolha a partir dum acervo que alinha pelo vosso propósito.

NORM: As “ideias chave” aqui são o paralelismo da finalidade e do propósito. O propósito, para mim, constitui uma área psicológica profundamente arraigada no meu foco, enquanto a finalidade traduz as ideias correntes que me passam pela cabeça. Seria correcto interpretar desta forma o modo como empregas os termos propósito e finalidade?

ELIAS: Essa é uma interpretação aproximada segundo o vosso modo de pensar, como quem diz, porque o vosso propósito constitui a direcção global, por assim dizer, enquadradas na linha das probabilidades que criais num dado foco físico, ou EM qualquer foco da essência, físico ou não físico. O propósito traduz a direcção das probabilidades pelo potencial da criação que lhes assiste. É a direcção do vosso desejo em qualquer foco particular da essência.

A vossa finalidade é mais imediata. A vossa finalidade ou objectivo move-se mais no sentido dos vossos quereres físicos concretos. Por isso, a vossa finalidade consiste no movimento momentâneo duma dada situação e traduz-se pelas ideias e sentimentos a respeito a qualquer dessas áreas, as quais vos afectam a criação das probabilidades que vos assistem, mas que diferem do vosso propósito. O vosso propósito consiste mais no sentido global do vosso desejo num dado foco.

ELIAS: Os vossos quereres nem sempre acompanham o vosso desejo. O vosso desejo é aquele movimento que segue de perto o vosso propósito, e muitas vezes o vosso desejo consiste num elemento subjectivo. O vosso querer traduz sempre um elemento objectivo. O vosso querer pode não seguir necessariamente o vosso desejo, e em consequência não estardes necessariamente a criar o vosso querer. Mas se estiverdes a criar de acordo com o vosso propósito, e seguirdes o vosso desejo sem gerardes conflito nessa área, podeis actualizar qualquer das vontades objectivas que criardes conscientemente.

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