segunda-feira, 15 de agosto de 2016

RESENHA DE TERMOS 2




CANALISAÇÃO/MEDIUNIDADE


ELIAS: Bom; sejamos claros. Não existe nenhum aspecto da essência que represente um poder superior, por assim dizer. Não existe qualquer expressão ou entidade da vossa essência que resida em alguma área esquiva da consciência que esteja a dirigir como uma força omnipotente. Vós, neste foco da vossa atenção, personificais a essência na sua inteireza. (Enfatisado)

Por isso, tudo o que pode expressar-se, em qualquer foco da atenção, em qualquer aspecto da essência, acha-se presente em vós nesta manifestação física. Trata-se unicamente duma questão de expandirdes a vossa consciência e de permitirdes abrir-vos à periferia, e de permitirdes que o vosso foco relaxe a singularidade da sua atenção que exerce, desse modo passando a incorporar mais dessa vossa totalidade...

ELIAS: Muito bem. Permitam que vos diga que uso duma distinção entre a acção do intercâmbio de energias e o acto da canalização.

Um intercâmbio entre diferentes energias consiste numa acção que traduz a ocorrência duma participação entre vós e uma outra essência, tal como a que se opera nesta acção empreendida com o Michael neste fenómeno em particular. Este pode ser interpretado como um intercâmbio de energias. Dá-se a participação de mais do que uma essência na troca de energias.

O acto da canalização traduz uma acção através da qual vos permitis canalizar energia da vossa própria essência – de diferentes aspectos da vossa essência – por meio da via do vosso foco particular da atenção. Nessa acção, o indivíduo permite-se abrir a consciência a outros aspectos da sua essência, seja físico ou não físico, seja implícito à expressão desta dimensão física em particular ou de outra qualquer, outro foco ou expressão da sua essência.

Nesse acto de canalizardes energia da vossa essência para a consciência do vosso foco particular da atenção, podeis criar uma expressão exterior semelhante à da do intercâmbio de energias, só que sem a participação de mais nenhuma essência.

RONDA: Oh!

ELIAS: Nesse contexto, e no teu presente movimento, tu ESTÁS a criar um sentido que te poderá permitir empreender essa acção da canalização de outros aspectos da tua essência para a consciência do teu foco particular da atenção, desse modo permitindo-te outra informação respeitante à consciência.

Ora bem; deixa que te diga que não deprecies esse tipo de informação, porque ele é igualmente válido em termos de informação quanto o que te poderá ser sugerido por um intercâmbio de energias com outra essência, porque vós detendes o mesmo tipo de informação que qualquer outra essência do domínio da consciência. Trata-se unicamente duma situação de permissão que estabeleceis ao acederdes a essa informação e de a canalizardes para a consciência da atenção subjectiva deste foco.

ELIAS: Posso-te dizer, meu amigo, que existem aspectos da vossa essência que ocupam outras áreas da consciência que podeis aceder e com que vos podeis permitir interagir dessa forma, por assim dizer, ou de proporcionardes informação. Nesse sentido, não precisais empreender nenhuma troca de energias com mais nenhuma essência, por poderdes exercer o mesmo tipo de acção ao vos permitirdes aceder a outros aspectos da vossa essência.

Mas posso igualmente expressar-te que na realidade o movimento no sentido da permissão em relação a qualquer dessas direcções é bastante semelhante porque o modo através do qual vos permitireis realizar esse tipo de acção passa por vos permitirdes abrir duma forma que propicia a recepção do movimento da energia na vossa expressão física.

De facto, o requisito mais significativo, por assim dizer, para além da abertura no vosso foco individual é a confiança. Esse é maior factor, por assim dizer, que vos permite a canalização, por assim dizer, da energia para o vosso foco através de outras camadas da consciência, seja em relação a outro aspecto da vossa essência, ou à troca de energias com outra essência.

PERGUNTA: Será mais fácil ligar-nos à nossa própria essência?

ELIAS: De certa forma, é, na vossa dimensão física. Porque subsistem dois elementos que poderão afectar bastante nesse tipo particular de acção – um é a expressão da familiaridade, e o outro é o medo. Porque no contacto com a vossa essência individual, vós incorporais um menor sentido de temor por a energia vos ser mais familiar. Por isso, dá-se uma menor resistência na expressão física actual. Dá-se uma maior aceitação da energia em relação à consciência do vosso corpo físico e uma menor interrupção do vosso movimento individual nas suas diferentes expressões respeitantes à consciência do vosso foco físico, e por isso mais facilmente podereis permitir-vos a abertura e o relaxamento necessários para a aceitação da expressão da energia que permitis filtrar.

No acto de empreenderdes um intercâmbio de energia com outra essência através de camadas de consciência e de união convosco na vossa expressão física, dá-se uma maior resistência em relação à consciência do vosso corpo físico, porque a energia funde-se com o vosso foco nesta dimensão física; e como não conseguis separar a consciência do vosso corpo físico de outras expressões da consciência que incorporais na vossa dimensão física – porque a vossa forma física consta de outra expressão vossa – existem disposições específicas da consciência do corpo que de certo modo são usadas para a expressão da vossa frequência de vibração. Nesse contexto, o intercâmbio com outra essência sofre uma resistência pelos aspectos físicos da expressão da vossa consciência no vosso foco em particular.

Por isso, sim, é mais fácil, nos vosso termos, ou menos difícil encetar aspectos da vossa essência individual e afecta menos a expressão física.

PERGUNTA: A segunda pergunta que tenho é: De que modo poderei eu, na minha própria privacidade, ser capaz de comunicar ou canalizar uma fonte superior com a tua? Que procedimento, que método, que técnica deverei usar em privado para realizar isso?

ELIAS: Permite que te explique que o acto dum intercâmbio entre diferentes energias, envolve uma grande trabalho de preparação. Trata-se dum acordo estabelecido entre a essência focado no imaterial e o foco individual que se acha focado no físico. Nesse contexto, as essências não focadas no físico despendem, no vosso modo de pensar, um imenso tempo no preparo do indivíduo fisicamente focado, para permitir a realização desse intercâmbio.

Existem muitos elementos envolvidos num intercâmbio de energias. No vosso modo de pensar, isso pode ser fisicamente encarado como bastante complicado. Existem qualidades vibratórias que carecem ser ajustadas.

Existem elementos físicos que precisam sofrer um ajuste. Faz-se presente todo um trabalho de condução no sentido da manifestação ou ocorrência física que envolve a ocorrência duma interacção de que vós geralmente não tendes consciência objectiva.

Se escolherdes essa troca de energias ou, por palavras vossas, contactar uma essência não focada no físico, vós podeis alcançar isso; apesar disso não querer dizer o mesmo que a acção que designais como canalização. Uma troca dentre diferentes energias difere duma interacção com uma essência não focada num corpo físico. Podes a título privado...

OU segundo a tua concepção de privado (ri para dentro)... Entrar em contacto ou comunicação com outra essência, e ter consciência objectiva dessa interacção. Não existe qualquer truque de magia! O que se faz presente unicamente é tão só aceitação e vontade desse intercâmbio. Como estás a permitir uma abertura e uma aceitação de ti própria, também incorporarás aceitação em relação à essência, o que te permitirá comunicar com essências não físicas.

Podes propor-te a ti própria em termos objectivos como um dinamizador dum intercâmbio entre energias, mas isso dependerá igualmente do acordo entre as essências que não se acham focadas no físico. Por isso, sem o acordo podeis cantar com frequência (riso) assim como podeis escutar a vossa própria essência ao invés de outra! Todavia digo-te que a tua essência contém a imensidão do universo inteiro em termos de informação. Portanto, o acesso a ti próprio proporcionar-te-á satisfação do mesmo modo que recorrendo ao intercâmbio com outra essência; porque nenhuma essência é superior ou mais gloriosa que a tua.

ELIAS: Eu já vos expressei que esta união, nos vossos termos, se está a tornar mais completa. Nos vossos termos, está a actualizar-se e a tornar-se mais abrangente. Nesse contexto, existe uma fusão com a inteireza da essência, o que possibilita um reconhecimento de todos os aspectos e daqueles com os quais não vos achais familiarizados na energia identificável que reconheceis no foco físico.

Esses são movimentos subjectivos que mais comportam uma união na troca de energias; tal como expressamos na explicação que demos do Seth Dois recentemente, e eu vos referi que numa época futura podereis vir a experimentar uma interacção semelhante; porque, à medida que o Michael se aclimata e permite uma maior fusão com a globalidade da essência, também passa a ter lugar a permissão duma informação por parte de outros aspectos que se acham, nos vossos termos, mais distanciados do foco físico. Podeis vir a experimentar tais flutuações num grau menor antes da actualização da comunicação.

O efeito que reconheceis como torpor, ou aquilo que podeis interpretar para vós próprios individualmente como entorpecimento, é uma resposta no enquadramento da energia de energia que não reconheceis. Essa energia já foi incorporada previamente uma vez, de forma bastante breve, e é destituída da qualidade emocional. Por isso, torna-se-vos irreconhecível e vós apresentais uma reacção automática de afastamento.

Por isso, podeis incorporar essa informação e avaliar lá para convosco o modo como minimizais a informação inconvencional ao apresentardes a vós próprios automaticamente as explicações racionais de vos sentirdes fatigados. Com isso permitis-vos notar uma ligeira flutuação, uma resposta inusitada, mas não demasiado, e podeis imediatamente começar a racionalizar a resposta sem aceitardes nem investigardes a informação inconvencional, o que vos fornece um excelente exemplo das vossas acções automáticas, as quais procuramos alargar.



CLAREZA


Com a analogia que empregamos da televisão, declaramos existirem muitos canais que podeis sintonizar. No vosso presente momento, também incorporais tecnologia nova que, como com todas as outras formas de tecnologia, vos espelha expressões subjectivas íntimas. Isso encontra todo o cabimento na analogia que empregamos. Trata-se dos novos equipamentos que utilizais em conjugação com os vossos aparelhos de televisão. Com essas novas máquinas podeis ver um canal particular na vossa televisão enquanto simultaneamente podeis estar a gravar um outro programa que esteja a ser transmitido noutro canal. Por isso, estais a receber dois canais em simultâneo. Também dispondes de nova tecnologia para sintonizar ao mesmo tempo diferentes canais no vosso ecrã, enquanto gravais informação de um outro canal que não esteja a ser visualizado. Por isso, várias acções se acham em decurso a um só tempo.

Podeis perspectivar o programa que estiver a ser gravado como representando a vossa actividade subjectiva; O elemento da vossa actividade subjectiva que vós, nos vossos termos, encararíeis como sendo o vosso subconsciente, o que - já referimos - não existe nenhum subconsciente! Mas esse programa, por assim dizer, decorre em paralelo em relação à vossa consciência objectiva, aquilo a que dais a vossa atenção.

Esta noite vou propor um exercício, por ser difícil reconhecer canais alternados, enquanto compreendeis a transmissão que ocorre nos canais alternados quando não sintonizais inteiramente o canal que vos capta a atenção. O foco que estabeleceis acha-se nublado. Acreditais que a vossa atenção seja directa e possua clareza no canal que percebeis; a vossa atenção objectiva; mas em breve percebeis o quanto a vossa atenção se acha verdadeiramente nublada! Já debatemos os vossos sentidos exteriores, tal como os encarais; a sua função e o modo como os criais. Neste exercício, iremos focar-nos nesses sentidos; porque até que aprendais a sintonizar a vossa atenção com clareza, não compreendereis a interacção que podeis perceber no enquadramento dos canais substitutos. Podeis ajustar-vos a esses outros sentidos mas eles parecer-vos-ão ainda mais nublados e confusos do que aquele a que prestais atenção durante o vosso estado de consciência de vigília. Por isso, vou-vos orientar com um exercício.

Explicar-vos-ei, a breves trechos, e antes de mais, que tal como mencionamos previamente em relação às ligações existentes no quadro da consciência de muitos indivíduos que moldam as massas, e do modo como se encontram continuamente a afectar-se uns aos outros, os vossos focos alternados estão continuamente a afectar a vossa expressão privada e pessoal. No quadro das vossas bolsas individuais de probabilidades e de eus alternados, vós estais continuamente a interagir e a afectar uns aos outros; Tal como a analogia que vos foi apresentada da flor, e da cor, e do cartão comemorativo. Em diferentes áreas da localização e de distintos indivíduos aparentando não se acharem ligados uns aos outros, eles estão ligados pela consciência e afectam uns aos outros.

Desse mesmo modo, de modo directo e contínuo, os vosso canais alternos estão constantemente a afectar-vos. Vós não reconheceis essa afectação, mas por vezes, reconheceis elementos que encarareis como fora do vulgar; pequenas actividades ou detecção de movimento; insignificantes; que ignorais. Essas são diferentes formas de afectação provenientes de probabilidades alternadas e eus alternados; os vossos outros canais. Eles são traduzidos de forma diferente.

Podeis incorporar uma canal na qualidade duma dona de casa, e no cenário do dia-a-dia, despenderdes a actividade mundana de limpar o pó. Nessa actividade vós limpais alegremente a vossa casa e abeirar-vos duma estante onde repousa a vossa bíblia da família. Num instante pegais nela para limpar o pó que se acumula por debaixo do objecto e voltais a colocá-lo enquanto dais prosseguimento à vossa actividade. Num outro canal alterno, está a correr um programa religioso. O programa religioso ter-vos-á afectado directamente a acção de pegar no livro. Isso poderá não ter exercido uma afectação muito profunda, mas constitui um pequeno exemplo das variadíssimas actividades e formas que cada canal intersecta com os demais continuamente, a cada instante.

Tal como já declarei, é importante que encareis o canal que detém a vossa atenção dirigida com clareza. Nesse sentido instruir-vos-ei com este exercício. No começo deste exercício, vou-vos pedir que controleis o vosso campo de visão; sem fechar os olhos; porque vós estais a ajustar-vos a essa forma da atenção, e essa estação, e esse canal. Estais a detectar e a conceder clareza a esse canal. Portanto, a intenção consiste em não alterardes o vosso estado.

Nesse sentido, peço-vos para vos sentardes de modo confortável. (Pausa) Concentrai-vos em qualquer objecto físico existente no compartimento mas não vos concentreis com demasiada intensidade nesse objecto. Permiti que a vossa visão abranja o compartimento por inteiro, num foco único. Não crieis tensão nem forceis uma concentração demasiado tensa em nenhum objecto. Com isto, ajustai a consciência aos vossos sentidos. Tomai nota da vossa visão. Permiti que a visão se torne tão clara quanto possível. Sintonizai a audição e prestai atenção a todos os ruídos que ocorrem. Ocorrem muitos ruídos que vós automaticamente deixais de sintonizar e não prestais atenção. Prestai atenção ao vosso corpo; às sensações físicas; à temperatura do vosso corpo. Prestai atenção ao vosso sentido do toque. O cabelo toca-vos a pele continuamente. As roupas que envergais roçam-vos a pele. Esses são todos elementos que fazem parte da clareza do vosso foco, e aos quais prestais muito pouca atenção. Detectai os odores. Prestais pouca atenção ao vosso sentido do olfacto ao longo do vosso viver diário mundano. Prestai atenção ao vosso sentido do paladar. Percebeis que se não estiverdes a consumir coisa alguma não estareis a saborear nada. Os vossos sentidos acham-se em alta sintonia, e respondem sem dardes atenção. Eles incorporam um estímulo contínuo. Apenas escolheis deixar de perceber esses sentidos.

Demorai um instante a concentrar-vos, sem tensão, sobre a actividade de todos esses sentidos que incorporais a cada momento do vosso foco físico.”

Agora, passarei a instruir-vos a cada um no sentido de fechardes os olhos e de permitirdes que a vossa atenção divague. Não vos concentreis nos vossos sentidos externos, por assim dizer. Permiti que vos sintais confortáveis e calmos e tranquilos. (Trinta segundos de pausa) Chega de divagar!

Haveis de notar que com os vossos olhos fechados vós tendeis a divagar. Já experimentastes, nas vossas tentativas esporádicas de meditar, uma certa dificuldade em manterdes a vossa concentração. Vós experimentais, durante a maior parte do vosso tempo no estado de sonhar, uma incapacidade de manter e de focar e manipular nesse foco. Este exercício de sintonização da vossa atenção dirigida, a vossa consciência que se ajusta a este canal, ajudar-vos-á bastante nas áreas da instrução sobre a vossa capacidade de manipulardes dentro de canais alternados. Se detiverdes a capacidade de manipulardes de forma consciente na consciência que vos prende a atenção, mais facilmente aprendereis a manipular e a compreender dentro dos canais alternados da consciência. Por isso, ao longo desta semana, e até ao nosso próximo encontro, oferecer-vos-ei a oportunidade do que designaríeis como trabalho de casa! Irei passar a instruir-vos na prática deste exercício três vezes a cada dia. Podeis incorporar este exercício em qualquer altura, porque tendes os olhos abertos, e prestais atenção a todos aqueles que vos rodeiam, assim como a qualquer actividade que empreendais, porque estais a ajustar a vossa consciência com mais clareza. Não estais a divagar. Não vos estais a colocar em nenhum estado de consciência alterada. Por isso, este exercício não vos interromperá a vossa actividade normal. Ninguém te encarará coo esquisita! (Para uma participante) Ninguém chegará a ter conhecimento objectivo sequer.

Nesse sentido, adoptai uma altura para iniciardes este exercício durante o vosso entardecer, quando vos encontrardes a relaxar em vossa casa, cada um de vós. Por isso podeis prosseguir com a vossa sintonização dirigida ao canal da vossa atenção fechando os olhos e permitindo-vos divagar. Enquanto vos permitis divagar, podeis incorporar essa acção com brevidade; somente num espaço de tempo a fim de vos dardes conta do que estiver a ocorrer. Podem ser flashes luminosos, podem ser sensações, pode tratar-se de cenas. Podeis obter visualizações, ou podeis obter imagens mentais, tal como as designais. Podeis dar por vós a adoptar pensamentos que vos perpassam com rapidez. Prestai atenção ao que ocorre.

Não vos concentreis demasiado na experiência. Trata-se apenas dum exercício. Não é necessário ser demasiado sérios nem afincar-vos! (Com humor) podeis adoptar isso como uma diversão, e por breves instantes. Não precisais despender horas do vosso tempo a concentrar-vos de forma bastante controlada na sua realização! É mais importante que sintonizeis conscientemente, e com os olhos abertos, com a consciência com que vos achais familiarizados; porque à medida que aprendeis a dirigir-vos e a manipular no enquadramento dessa capacidade, também aprendereis a dirigir realidades alternadas.

Eu digo-vos que podeis manipular na vossa clareza, porque aquilo que experimentastes presentemente com este exercício refere apenas a atenção. À medida que a vossa semana for passando e continuardes a adoptar esse exercício, podereis procurar manipular esses sentidos. Permiti escutar com objectividade e em seguida desligai-o sentido da audição de forma intencional. Permiti que o olfacto adquira clareza, e em seguida interrompei-o. Permiti-vos uma oportunidade de perceber a vossa própria capacidade de manipular a vossa própria consciência e as suas funções; porque com isso, podereis passar a reconhecer muito melhor a forma de manipulação quando vos deparardes com diferentes eventos no enquadramento dos focos alternados.

ELIAS: A clareza, na vossa expressão física, é alcançada através da permissão que podeis conceder a vós próprios da consciência e da atenção, no momento, de tudo aquilo que criais nesse momento, o que se expressa não só não apenas por meio das vossas acções, não apenas por intermédio dos vossos pensamentos nem das vossas emoções, mas do que se expressa na inteireza de todo o vosso ser a cada momento, e da permissão de tomardes consciência objectivamente de todos os vossos movimentos.

Existe muita coisa a cada instante da vossa realidade a que deixais de prestar atenção. Vós focais a vossa atenção de forma singular, por vos achardes familiarizados com esse procedimento. Isso não é mau. É familiar e nessa singularidade da vossa atenção, vós escolheis determinadas expressões da comunicação que venham a dominar certas forças na vossa realidade.



CONCENTRAÇÃO


A concentração é a área da focagem da vossa atenção. Também está relacionada com o modo como vos moveis ou manipulais a energia em conjugação com o vosso foco da atenção, a vossa concentração. A concentração repousa nas crenças, e as crenças influenciam a percepção, que é aquilo que vos cria a vossa realidade!

A concentração não significa pensar, mas centra-se nas vossas crenças.

Não vos estou a falar sobre o pensamento. Estou-vos a falar da concentração da vossa atenção em termos de energia, e a vossa concentração move-se no alinhamento directo das vossas crenças. As vossas crenças influenciam directamente a vossa percepção. A vossa percepção é o instrumento que vós incorporais nesta realidade física a fim de criardes a vossa realidade. Por isso, à medida que concentrais a vossa energia nas vossas crenças, vós criais a manifestação dessas crenças.



CONSCIÊNCIA


A Unidade Criadora e o Todo é consciência. Trata-se de uma acção. Ela inclui tudo. Antes da incorporação da essência, por assim dizer, existiam elementos de consciência. Podeis designá-los igualmente como “unidades”, termo que outros empregaram anteriormente. Esses elementos pertencentes à consciência não conhecem limites de tempo nem de espaço. Podeis pensar neles como pequenos buracos negros, ou, se preferirdes, em termos físicos menores do que a menor das vossas partículas materiais; mas são esses elementos que criam toda a expressão material. Tudo, no vosso universo e em todas as dimensões é criado por acção desses elementos da consciência, que se traduzem por todas as coisas. São não só a força dinâmica subjacente à matéria e a toda a acção como também são a matéria e a acção; constituindo essa a base do que designais como “Deus”...

A essência não criou a consciência. A consciência existe. A consciência cria tudo. Tudo se acha num estado de transformação, do mesmo modo que a Unidade Criadora Universal e o Todo, a qual não é um produto acabado mas um movimento contínuo, que se acha sempre presente, como agora. Essa Unidade Criadora Universal e o Todo é consciência e muito mais. Deus é uma experiência. É um movimento. Uma acção que abrange tudo. Toda a consciência brota dessa acção. Podeis não ter percepção da vastidão da experiência de que falo. Torna-se-vos automático conceber um ser imenso que dizeis achar-se para além da vossa compreensão, mas vós agregais uma forma de entendimento a esse ser imenso! Mas esse “ser” não existe! Aquilo que existe é a totalidade da experiência. Toda a consciência procede dela...

A essência é aquilo que designaremos como uma porção desse todo abrangente, apesar de não ser porção nenhuma! (Sorri) Nas limitações da vossa linguagem torna-se-nos impossível expressar-vos a inexistência de divisão e de separação; sendo por isso que vos peço para conceptualizardes estes conceitos que vos proponho, porque nos padrões do pensamento inerentes ao foco físico, não vos é de todo possível eliminar toda a separação e passar a compreender tais conceitos. Quando vos refiro que a consciência comporta todos os sistemas, e que todos esses sistemas se acham à vossa disposição, isso é justamente o que se pretende expressar em relação à consciência. Vós possuís isso. Cada elemento da consciência possui todos os elementos do todo.

...O Todo antes da existência ou deste universo. Uma acção. Não um ser. E ela comporta todas as coisas...

Todo o elemento da consciência possui todos os elementos do Todo, que escolhe manifestar-se de acordo com o próprio desejo e função. Uma flor manifesta-se na plenitude das suas capacidades. As unidades de consciência que a compõem são os mesmas que aquelas que vós possuís igualmente...

A consciência, para o empregar no sentido figurado, a coisa que manifesta e gera as coisas, por assim dizer, na vossa realidade.

...Aquilo que estais a alcançar é um contínuo desdobramento em vós próprios, que traduz a acção da transformação, a qual consiste na acção da essência e da consciência, e se traduz na dimensão física pela exploração que é gerada por meio do acto de experimentar.

...A acção da consciência consiste numa mudança contínua, que se traduz por uma constante e interminável auto descoberta desprovida de começo. Essa é a acção da totalidade da consciência e como tal, engloba o acto do auto conhecimento, da transformação e da exploração. É acção de si própria explorar, por ser desse modo que ela se expande. Mas não se trata duma coisa definida; tampouco o sois vós!

É aquilo que aceita ou reconhece a informação que a atenção acolhe.

ELIAS: Bom; isto conduz-nos de volta, uma vez mais, à área da percepção dos vossos aspectos. Já debatemos todos os “Eus” que fazem parte do vosso eu, que são aspectos vossos, porque tal como previamente afirmei, tudo o que encarais nesta dimensão física consiste numa projecção de vós. Não existe separação. Apenas vos parece, na percepção que tendes, que se insere em cada momento do vosso tempo linear, que existis em separado e que detendes distinções em termos de entidades, separadas e apartadas de todo e qualquer outro tipo de entidade.

A vastidão daquilo que sois, em muitos aspectos torna-se-vos incompreensível no foco físico. Essa é igualmente a razão por que nos começos destas sessões eu encorajava as pessoas a fazer uso do seu sentido conceptual, porque isso concederá uma maior facilidade no entendimento de muitos dos conceitos que vos apresento, tendo em mente que tudo aquilo que designais por conceitos constitui uma realidade efectiva. Apenas deixam de o ser na percepção que tendes.

Vejamos o funcionamento da consciência – o que a consciência É – e as distinções existentes entre consciência e essência. Podeis dar-vos conta de que em toda esta informação eu estabeleço uma distinção entre a essência e a consciência. A essência é consciência, mas existe consciência que não é essência. A essência é também ilimitada. Essa é a área que se torna de todo difícil para o vosso entendimento no foco físico, por estarem bastante acostumados a pensar em termos exclusivos. Tudo aquilo que criais na vossa dimensão física move-se nesse sentido.

Vós criais coisas. Vós identificais coisas. Mesmo aquelas coisas que não conseguis perceber são classificadas como coisas, e isso dá lugar a uma enorme dificuldade no vosso pensar e na vossa imaginação de como poderá existir algum elemento que não seja coisa nenhuma e que possa conter uma qualidade em si mesma e ao mesmo tempo seja ilimitada, em que se possa pensar em termos de distinção mas sem separação...

Nesse sentido, já mencionei previamente a existência de “elos de união” da consciência. Esses elos também não são coisas. São elementos da consciência, todavia não possuem forma. Eles não se situam naquilo que designais como tempo, mas a própria moldura de tempo é abrangida por “elos de consciência”, e esses elos não possuem necessariamente qualquer organização em termos de espaço. Eles existem em todas as formas de organização de espaço em simultâneo e em todas as molduras temporais ao mesmo tempo.


Ora bem; esses elos podem agregar-se e em agrupamentos específicos e chegar a criar um tom, e escolher colectivamente passar a criar em conjunção com esse tom o que poderá ser identificado como personalidade. A personalidade consiste numa organização específica de movimento enquadrado na qualidade vibratória de uma expressão colectiva desses “elos de consciência”, o que neste tipo de configuração cria o que designamos por essência.

(Com intensidade) A essência não se acha separada nem apartada da consciência. Não existe nada separado nem apartado da consciência. Não existem fronteiras para a consciência. Ela não comporta limites. Portanto, não existe nenhum elemento nem acção exterior à consciência, porque não existe nenhum exterior. No enquadramento da consciência, chama-se essência à configuração desses “elos de união” que são responsáveis pela criação do tom da personalidade.

Essas configurações não existem em separado nem apartadas umas das outras, pois recordai que vos referi, que cada “elo da consciência” ocupa todas as disposições de espaço e todas as molduras temporais e toda a consciência. Por isso, um elo de consciência pode representar um elemento que faça parte duma configuração ou grupo que em si próprio inclua a criação da vossa essência, enquanto simultaneamente, esse mesmo elo de consciência ocupa todas as demais essências. (Pausa)

Permitam que vos diga que todos vós detendes um imenso leque de qualidades distintas. E cada uma delas é uma qualidade e uma qualidade que vos diz respeito. Abrigais preferências. Expressais uma percepção e essa percepção torna-se-vos única. Onde assentará a vossa percepção? Que percepção tereão? Pensai numa qualidade qualquer que tenhais. Sois um indivíduo que expressa nobreza e carácter. Isso será a designação duma qualidade que podeis exibir. Onde reside ela? Apresentai-me essa nobreza que vos distingue! (Estende uma mão com a palma voltada para cima, enquanto fixa todos) Em que consistirá a nobreza que possuís?

PERGUNTA: Ela expressa-se por meio da acção.

ELIAS: Moldai isso num objecto. Não é. É uma qualidade. De certo modo é uma coisa, por constar de uma projecção. Aquilo por que se traduz é energia. Em que consistirá a energia? A energia não é uma coisa. Energia é movimento. É um movimento, uma acção.

PERGUNTA: Do quê? Da consciência?

ELIAS: É uma acção desses “elos da consciência”. A própria energia, que identificais em termos de uma coisa, é uma acção. Não é uma coisa, apesar de a identificardes como uma coisa.

Os “elos de união da consciência” não são uma coisa. Eles traduzem uma existência, mas não formam nenhuma entidade. Eles não são coisa nenhuma. Não os podeis tocar, nem segurá-los, nem tampouco vê-los. Eles EXISTEM tão só.

Já procurei trazer esta área para o debate, antes, junto com as pessoas, mas ao apresentar o assunto nesta mesma sessão, o Elias procurou voltar-se na direcção desta questão, mas ESTE assunto torna-se-vos demasiado difícil de entender e vós revelais muita resistência ao assunto, por pensardes em termos de coisas e de absolutos, e implícita à estrutura de idealização da vossa linguagem, as vossas próprias palavras se revelarem contrárias às próprias explicações.

Já referi previamente que na consciência - que engloba TUDO - não existem absolutos; e deparei-me com a declaração, “Mas essa declaração consiste num absoluto!” A vossa linguagem não facilita nenhum tipo de conceito que vos possa proporcionar essas ideias adequadamente. As próprias afirmações que faço poderão parecer-vos inconsistentes, por a vossa língua se basear naquilo que conheceis no foco físico, no que criais no foco físico, naquilo que é fruto da criação da vossa percepção no foco físico.

Por isso, posso-vos dizer com toda a verdade que não existem absolutos na consciência. Um “não” é um absoluto. E um absoluto é um absoluto. Sim, é um absoluto! Posso expressar-vos que a energia consiste numa acção, e vós podeis perguntar-me: “Uma acção de quê?” Esse “quê” representa uma coisa. Podeis assimilar que a energia seja um movimento, mas para vós é demasiado difícil assimilar que um movimento não constitua coisa nenhuma! Não existe coisa nenhuma que possa representar o movimento.

Nesse sentido, como vos moveis por meio das criações da consciência - da consciência que se orienta a si própria - a essência orienta-se a si própria mas a consciência é que a dirige, e dirige a consciência, porque ambas são a mesma coisa apesar de deterem configurações de agrupamentos distintos com um aspecto diferente. Existe uma completa ligação e uma harmonia totais. Não existe separação.

A expressão mais aproximada que vos posso sugerir, dentro dos limites da vossa linguagem é que adoptem o termo “fusão”, porque com esse termo desenvolvereis a ideia no vosso íntimo de mais do que uma coisa a ser absorvida na outra, e isso apresenta-vos um conceito muito reduzido da ausência de separação. Mas até com essa fusão vós vos deparais com a separação, porque concebeis a existência de várias coisas que se reúnem e se deixam absorver pelas outras, e a existência de qualidades dessas coisas individuais que vêm a ser distintas ao se unirem.

Nesse contexto, se vos voltardes no sentido de um “elo de consciência” singular – que não consta de coisa nenhuma – uma expressão de energia, de que modo poderá essa expressão de energia ocupar todas as disposições de espaço, e ser a totalidade da consciência e a totalidade das essências todas em simultâneo, se não passa de uma coisa?

Referir-me-eis tratar-se de uma coisa imensa. Estes conceitos que vos apresento, são apresentados de modo bastante reduzido, e de uma maneira diminuta, mas eles são muito mais vastos do que podeis compreender e vós nem sequer perto chegais de lhes actualizar a efectividade na vossa realidade.

É por essa razão que vos digo para omitirem essa parte porque tenho consciência de poderem não compreender a informação que lhes estendo, e de que uso poderá servir ela na vossa realidade? Por não poderem aplicar essa informação na vossa realidade física de maneira que vos possa resultar benéfica por nem sequer conceberem a realidade que envolve!

PERGUNTA: E precisaremos?

ELIAS: Não. É por essa razão que foco a minha atenção em vós e na vossa realidade física e no que criais na vossa realidade física, e na forma de manipular energia de uma maneira mais eficiente nela, e na consideração das áreas que escolhestes criar nesta dimensão física com uma maior ausência de esforço e de possibilidade de trauma. Entendo sem a menor dúvida que este tipo de informação pode tornar-se fascinante e bastante interessante de escutar no foco físico, mas não se vos torna útil na maioria das áreas do vosso dia-a-dia.

PERGUNTA: Nesta altura? Viremos a sentir uma maior necessidade após a mudança de consciência?

ELIAS: Existem elementos desta informação que hoje vos apresentei que havereis de achar úteis e auxiliar-vos futuramente, por virem a facultar-vos um maior entendimento do que criais, e com a acção dessa mudança, ao acederdes a outras áreas da consciência também podereis encará-la como um auxílio na manipulação de energia que fazeis... Mas lembrem-se de que a energia não é uma coisa! É um movimento.

Na realidade, tal como expressei nos começos das nossas sessões, ao vos referir, de forma complacente com as crenças arraigadas que sustentáveis nessa altura – o conceito que fazeis de Deus ou da Unidade Criadora Universal e do Todo, e ao vos dizer não se tratar de entidade nenhuma mas de uma acção... coisa que nenhum de vós compreendeu! - vós aceitastes a afirmação mas sem a compreender - e agora voltamos ao mesmo conceito de um modo mais avançado e volto a repeti-lo, dizendo que não se trata de nenhuma situação de entidades mas de acção.

A consciência toda consiste numa acção, e não numa coisa. Por isso, é um movimento... Sem que exista o que quer que crie esse movimento! E VÓS sois movimento, sem terdes nada a imprimir-vos esse movimento. Vós sois acção.

PERGUNTA: Então, enquanto acção, que dizer do conceito da identidade e da personalidade nesse caso? Tratar-se-á igualmente de uma acção?

ELIAS: Correcto.

PERGUNTA: Intangível.

ELIAS: Correcto.

FRANK: Eus prováveis...

ELIAS: Tudo isso são manifestações.

Bom; isso não quer dizer que tudo aquilo que vós criais não seja real! NÃO é o que designais como uma ilusão. A qualidade física que vos caracteriza a forma física, não é uma ilusão! Vós sois uma realidade, e tudo aquilo que criais É uma realidade.

Cada expressão da energia, cada movimento traduz uma realidade. Trata-se de diferentes expressões e de configurações da energia, de movimento, que por intermédio de diferentes combinações cria diferentes expressões da realidade.

O tempo consiste numa expressão de “elos de consciência” agrupados para criarem densidade que propicie as criações físicas. O tempo é um factor que facilita a criação das vossas dimensões físicas: a matéria. Sem a configuração do tempo, também seríeis incapazes de criar qualquer expressão física, ou matéria física. Mas o tempo não passa de uma outra expressão da consciência, uma configuração formada por “elos da consciência” agrupados numa organização diferente da essência a fim de criar uma acção que propicie as manifestações físicas. As manifestações agrupadas em conjunção com o tempo formam os elos de consciência que geram certas organizações de cooperação com as organizações do tempo, o que dá lugar à criação das manifestações físicas...

Esta solidez, (bate com o pé no chão) estes elementos que vos parecem sólidos, (bate no estribo da madeira da cama) é uma percepção. É um MOVIMENTO. Isto não passa de um MOVIMENTO. (Indicando a madeira)

Vós no foco físico tendes um significado muito parcial disso, com a investigação que empreendeis das moléculas e dos átomos e do que designais como partículas subatómicas. Como as percebeis em movimento e como se configuram em cooperação umas com as outras, elas geram a matéria sólida. Mas vós propondes apenas parte da explicação a vós próprios quanto ao que esteja a criar essas partículas. De que modo surgirão essas partículas na vossa dimensão física a fim de criar qualquer dos vossos objectos materiais, e assumir uma espessura física?

Elas são dirigidas por Vós, porque na sua configuração, através da cooperação e da organização de “elos de união de consciência” que criam o tom – o qual gera a personalidade, que é a identificação da essência - a essência também dirige esses “elos de consciência” por meio de diferentes movimentos e configurações de organizações, que vos criam todas as dimensões físicas. E nesse contexto, ISTO não se acha separado de VÓS. (Bate na madeira) VÓS, SOIS ISTO. (A bater na madeira de acordo com a cadência das palavras) A vossa percepção, no foco singular de atenção que assume como um aspecto de vós na dimensão física e no movimento lento do tempo, é o que estabelece densidade e uma perspectiva da percepção que vos faz crer que ISTO (batendo na madeira) exista em separado DISTO. (Bate na perna da Mary)



CONSCIÊNCIA COLECTIVA


A consciência colectiva consiste na totalidade da consciência focada no material e engloba o vosso globo inteiro. TODOS vós vos achais envolvidos com todos os outros indivíduos existentes no vosso planeta e com todas as suas experiências. A área em que vos ligais a todos os indivíduos é a Área Regional 3



CRENÇAS/CONVICÇÕES/CORRENTES DE OPINIÃO


As crenças ou correntes de opinião são a invenção que criais a fim de explicardes aquilo que não entendeis. As verdades são imutáveis. A realidade traduz uma verdade, mas a forma como encarais a realidade consiste numa forma de crença.

Os sistemas de crença não traduzem nenhum aspecto da essência. São uma criação, um instrumento destinado à manipulação da percepção nas dimensões físicas, que vos influenciam e criam a realidade.
Não estais a eliminar os conjuntos de crenças.
O próprio conjunto de crenças constitui, tal como já tive ocasião de declarar muitas vezes, uma “gaiola”. Os aspectos relativos às crenças representam os pássaros que se acham encerrados nessa gaiola. Todos esses pássaros se acham bastante animados, cheios de vivacidade, cheios de energia, e a afectar bastante, tal como uma ave real do vosso foco físico que se ache presa numa gaiola, incomoda. Requer atenção e por vezes chega mesmo a exigi-la. Requer comida e água e cuidados, como a vossa atenção, além de requerer que vos relacioneis com ela, e os pássaros que se encontram nesta gaiola do conjunto de crenças – dos aspectos das crenças – são bastante similares. Eles são bastante exigentes em relação à atenção que requerem da vossa parte, e deslocam-se no sentido de querer ser alimentados do mesmo modo que as vossas aves do vosso foco físico, e vós sois bastante eficientes a alimentar todos esses aspectos, porque lhes DAIS atenção e lhes reforçais as energias, que é a maneira como os alimentais.

Bom; também vos sugerirei que no âmbito da acção desta mudança que a consciência atravessa, a questão reside em “abrir a porta” a esses pássaros que se encontram nessa gaiola e em permitir-lhes voar em direcção à liberdade, neutralizando dessa forma as correntes de opinião e as convicções por meio do esvaziamento dos aspectos das crenças – esvaziando a gaiola dos pássaros – mas com essa acção, não estais a eliminar os conjuntos de crenças. Não vos estais a desfazer da gaiola. Apenas estais a esvaziar a gaiola e desactivar as exigências relativas à gaiola, e subsequentemente podereis permitir-vos utilizar essas gaiolas para ornamentar, no contexto da vossa criatividade, e alterá-las segundo os padrões que escolherdes, refazer a sua energia num produto mais eficiente e benéfico.

A aceitação de uma crença, a permissão para que as aves voem em liberdade, consiste no reconhecimento de cada um desses pássaros sem criar juízo nenhum, por a aceitação constar da ausência de qualquer forma de julgamento, e toda a vez que se permitirem mover no sentido de não empregar sentido nenhum de juízo em relação a qualquer aspecto de uma crença, estais a permitir que o “pássaro” voe em liberdade e estais a retirar um outro “pássaro” da gaiola.

Por isso repito uma vez mais, a questão não está em eliminardes as crenças nem em as alterardes mas em aceitardes as crenças que comportais porque elas constituem um elemento complexo do vosso foco físico que não pode ser eliminado. Fazem parte do seu modelo. Vós criastes esta realidade incluindo as crenças. Elas são-lhe intrínsecas. Elas SÃO a vossa realidade. Por isso não estamos a tentar eliminá-las, mas a aceitá-las.

A aceitação de uma corrente de opinião, o acto de permitir que os “pássaros” ganhem asas, representa o reconhecimento de cada um desses “pássaros” sem a criação de qualquer consciência crítica, porque a aceitação consiste na ausência de consciência crítica, e toda a vez que vos permitis voltar na direcção da ausência continuada de espírito crítico em relação a cada aspecto de um dado conjunto de crenças, estais a permitir que um “pássaro” desses voe para a liberdade e estais a retirar mais um “pássaro” da gaiola.
Lista dos Conjuntos de Crença Básicas:

Conjunto de Crenças relativas ao Relacionamento

Conjunto de Crenças relativas à Duplicidade

Conjunto de Crenças relativas à Sexualidade

Conjunto de Crenças relativas à Verdade

Conjunto de Crenças relativas à Emoção

Conjunto de Crenças relativas à Percepção

Conjunto de Crenças inerente a certos Sentidos

Conjuntos de Crenças Religiosas

Conjunto de Crenças ligadas à Ciência

Conjuntos de Crenças relativas à Criação Física do vosso Universo
CRENÇAS BÁSICAS
As crenças foram inseridas nesta realidade física objectiva, do mesmo modo que vós inseris nesta mesma realidade todas as vossas criações físicas. Os vossos elementos da sexualidade e da emoção não constituem inserções subsequentes nesta realidade física, mas um elemento básico da criação desta realidade em si mesma.

Aquilo que se acha sujeito à mudança ou é passível de mudar.

As crenças consistem em expressões objectivas - em explicações, por assim dizer - inerentes à interpretação da vossa realidade física, pertinentes em cada aspecto da vossa realidade física.



TRESPASSES (DE EFEITOS INDESEJÁVEIS)


ELIAS: Juntos, colectiva e subjectivamente, vós “acordastes” todos em proceder a certas organizações da energia que se manifestam em determinados objectos que designais como matéria. Existem algumas manifestações com que nem todos “concordais”. Por isso, podeis criar o objecto material, mas esse objecto material não terá permanência.

Bom; dir-vos-ei que o tema envolve mais coisas, porque já vos referi que por vezes no vosso foco gera-se um trespasse de efeitos indesejáveis que conseguis visualizar em termos físicos. Por isso, depende da acção. Com um acordo, certos indivíduos podem abrir-se conjuntamente à percepção de um trepasse espontâneo. Noutras situações, as pessoas podem criar a própria imagética e traduzir a simbologia que compreende em termos físicos.

ELIAS: O tempo cria muitas das próprias dimensões. Isso é diferente das áreas da consciência, de que falamos anteriormente.

Se pensardes em termos de coisas, podeis pensar no tempo como uma coisa que se dispersa por muitas outras coisas, criando muitas dimensão a partir de si própria. Elas assemelham-se a diferentes compartimentos da casa; cada compartimento simboliza uma dimensão distinta, enquanto a casa comporta os compartimentos todos.

Já falamos dos vislumbres passageiros que se dão num piscar de olhos e por intervalos de tempo. Já mencionamos a sinfonia da consciência e indicamos que vós representais as notas que não são tocadas. A parte da sinfonia que é expressada são os “elos da consciência”, os quais criam todas as coisas. Eles situam-se em todas os períodos de tempo, e em todo o lugar ao mesmo tempo. Vós focais-vos exclusivamente na qualidade das “notas” que não são expressadas.

Subjacente ao tema dos períodos de tempo, mencionamos anteriormente, em relação ao ritmo da vossa criação particular do tempo, da vossa dimensão do tempo, que na vossa dimensão da realidade também abrangeis muitas dimensões menores, por todos os períodos de tempo existirem em simultâneo, apesar de o encarardes em termos lineares. Portanto, na realidade de uma dimensão de tempo existem muitas dimensões temporais que percebeis como passadas, futuras e presentes.

Os quadros temporais não têm todos um ritmo completo, consistente e imaculadamente preciso. Tal como os vossos cientistas já têm consciência, o tempo é flexível, elástico. Por isso, os intervalos não se acham espaçados de uma maneira uniforme. Em todas as outras dimensões, os intervalos tampouco se acham espaçados com regularidade. Por isso, “por vezes” (a rir) esses intervalos intersectam-se. Podeis ter uma dimensão cujos intervalos de tempo cintilam alternadamente, digamos como um fio de luzes a tremeluzir sem cintilarem exactamente ao mesmo ritmo. Se colocardes, digamos, um outro fio com luzes a cintilar perto desse, também não piscarão no mesmo ritmo. Eventualmente, algumas luzes hão-de piscar em simultâneo.

Do mesmo modo, vós experimentais trespasses de efeitos desses indesejáveis em certas alturas. Experimentais trespasses desses na realidade dos vossos outros focos. Podeis experimentar sensações de “dejá vu”, sobre as quais já falamos anteriormente. Mas apresento-vos agora a de possibilidade de um maior entendimento dessa experiência do “dejá vu” (sensação interna de uma pessoa que sente já ter passado por uma determinada experiência presente). Já referi previamente que isso se acha envolvido com o vosso elemento do tempo e a vossa percepção do tempo. Vós detendes a vossa atenção de modo singular; mas apesar de projectardes um foco numa moldura temporal única, conheceis de forma inata a multidimensionalidade que vos caracteriza. Por isso, estais receptivos ao reconhecimento desses trespasses relativos à informação não convencional. Nem sempre possuís uma explicação para tal informação, porque a esqueceste propositadamente. Por isso, criais explicações novas, tais como a sensação do “dejá vu”.

Vós também experimentais trespasses provindos de outras dimensões. Esses trespasses, em certas alturas, não se acham limitados à vossa própria realidade. Alguns desses trespasses que vos acometem podem constar de uma intersecção de uma existência completamente estranha, em relação ao vosso modo de pensar, que podereis testemunhar de modo realista no vosso estado de consciência objectivo. As pessoas vislumbram naves (voadoras) e não encontram qualquer explicação para a sua existência, já que elas desaparecem igualmente com bastante rapidez. Isso, por vezes, também é uma intersecção que se dá entre intervalos de tempo. Trata-se de informação não convencional.

ELIAS: Já referi que globalmente, as pessoas virão a experimentar trauma com a acção desta mudança. Vós próprios experimentais efeitos indesejáveis que trespassam da consciência subjectiva e que inicialmente vos poderão confundir. Aprendeis a identificar esses trespasses subjectivos e a compreender que são elementos que fazem parte de vós próprios. Aqueles que não dispõem de um conhecimento objectivo acerca da consciência subjectiva apenas desenvolvem a nova crença de estarem a sofrer de insanidade, porque eles também experimentarão os mesmos elementos que vós experimentais. Apenas não encontram qualquer explicação para essas experiências; sendo por essa razão que existem aqueles que buscaram informação, a fim de auxiliarem os outros em termos de consciência e prestarem assistência ao avanço da mudança.

PERGUNTA: Descreve um pouco mais a fundo esses trespasses. Tratar-se-á de uma alteração que sofremos no campo da visão?

ELIAS: Esses trespasses podem ocorrer de muitas e variadas formas. Trata-se da consciência subjectiva, aquilo que na vossa terminologia concebeis como o inconsciente, o que não é inconsciente porque não existe nenhum inconsciente! Tudo é consciente! Mas a actividade e consciência subjectiva é aquilo de que vós nem sempre tendes uma consciência objectiva no estado desperto.

Isso são elementos vossos. Elementos que fazem parte da vossa essência; actividade, acção, eventos, movimento que ocorre continuamente no avanço desta mudança que a consciência atravessa. À medida que todos vos posicionais de acordo com a esta mudança, também vos permitis experimentar aquilo que designamos por trespasses da actividade ou consciência subjectiva para a vossa consciência desperta e objectiva. Fazeis isso porque se vos abrisses completamente e de uma só vez a todo o vosso conhecimento subjectivo haveríeis de sofrer um trauma. Por isso, escolhestes fazer trespassar essa informação aos poucos. Pode ocorrer por meio de visões. Pode ocorrer por meio de eventos, por meio da identificação de outros focos ou de um aumento da actividade do estado de sonhar. Podeis experimentar a visualização de diferenças no vosso estado de vigília relativas a objectos físicos, assim como a indivíduos; o que vos parecerá, por vezes - se não dispuserem de informação - uma distorção da vossa visão. Na realidade, trata-se de um trespasse de conhecimento subjectivo.

É como se o vosso estado de sonhar se sobrepusesse ao estado desperto. No estado do sonhar as vossas crenças encontram-se afrouxadas. Por isso, permitis-vos experimentar acções, eventos e elementos que não acreditais poder realizar no vosso estado desperto. Podeis voar nos sonhos. No estado de sonhos podeis realizar acções que são contrárias às crenças sustentadas no estado da consciência de vigília; mas como nesse estado do sonhar as vossas crenças sofrem um relaxamento e vós experimentais um enquadramento temporário diferente e não linear, vós aceitais uma actividade menos usual, nos vossos termos.

Do mesmo modo, estais actualmente a permitir que trespasses desse tipo de actividade - tal como a actividade que decorre no estado de sonhar - se sobreponham ao estado de vigília. Podeis experimentar diferenças ou alterações no tempo. Podeis experimentar uma passagem de tempo mais rápida ou mais lenta, o que vos demonstra a activação dos vossos sentidos interiores. Podeis experimentar ver um objecto no vosso quarto que se distorce por momentos e se torna noutro objecto por meio da percepção visual que tiverdes, para de seguida se tornar de novo no que parecia ser originalmente. Podeis experimentar fragrâncias, cheiros que vos sejam pouco familiares. Podeis experimentar escutar diferentes elementos. Podeis experimentar uma maior projecção da consciência, aquilo que designais como experiências de projecção fora do corpo (viagens astrais). Também haveis de notar em maior número, todos vós, aquilo que encarais como coincidências. Elas hão-de ocorrer em toda a parte, mais do que sereis capazes de explicar a vós próprios!

Isso são trespasses subjectivos. São formas de conhecimento que comportais sempre convosco mas que nem sempre reconheceis, por terdes criado esta realidade material para ser encarada de modo subjectivo. Por isso, na vossa consciência objectiva não reconheceis muitos dos elementos da realidade subjectiva, a qual existe em paralelo e tem um desempenho harmonioso com a vossa realidade objectiva. Durante a vossa história, tem sido testemunhado que apenas uns poucos indivíduos especiais, dotados de dons psíquicos, ou de bruxaria ou de feitiçaria, gozariam da privacidade desses tipos de conhecimento. Na actual circunstância, à medida que vos deslocais para a acção da vossa mudança de consciência, todos começais a experimentar esses elementos de conhecimento subjectivo e a permitir que trespassem para a consciência de vigília e objectiva, de forma que possais reconhecer a informação não convencional; porque a informação não convencional é tão real quanto a vossa realidade oficialmente aceite. Apenas comporta mais!

Sendo que isso representa outro elemento do que temos vindo a debater, dada a permissão de trespasses subjectivos. Não se trata daquilo que acreditais como sendo uma entidade cósmica que está a vir ao vosso encontro! Isso é a essência. É uma comunicação de vós para convosco próprios. Vós experimentais dúvida e temor e em razão disso fizestes com que a essência se vos dirigisse e vos oferecesse auxílio e informação. Com isso, não corrais a abrigar-vos debaixo dos cobertores! Acolhei-a, com o conhecimento de serdes vós no vosso elemento mais amplo, por assim dizer, o qual não vos há-de trair e vos oferecerá auxílio através da compreensão e da identificação das crenças que presentemente comportais, bem como dos temores que surgem em resultado dessas crenças.

Nesse sentido, se vos permitirdes ter uma interacção dessas com a essência, também podereis descobrir vir a experimentar uma maior tranquilidade e um sentimento íntimo de segurança; porque, quando as pessoas deixam de conseguir aceitar-se, passam a colar-se ao exterior, aos outros. A essência dirige-se-vos numa tentativa de levar a cabo tal aceitação, mas o temor que sentis mantém isso à distância, e em vez disso arrepiais-vos todos. Experimenta o teu próximo encontro e permite que o teu sentido intuitivo se mantenha alerta, porque o sentido intuitivo que possuis acha-se em boa sintonia. Por isso, presta atenção ao teu próprio tom.

LESLIE: À medida que vamos atravessando esta mudança de consciência, que poderemos esperar experimentar em termos das nossas emoções, das experiências psicológicas que temos, e coisas desse género? Talvez isso pudesse explicar aquilo por que tenho passado nos últimos dois anos. Fará isto sentido?

ELIAS: Absolutamente. Vireis a experimentar um enorme trespasse de informação subjectiva para a realidade objectiva. Nesse contexto, permite que te diga que a definição que emprego em relação à actividade subjectiva é o de todos os conteúdos da consciência que não têm cabimento na consciência de vigília, o que inclui todos os estados alterados de consciência – para o referir por palavras em entendeis – todos os outros focos, todas as imagens oníricas, tudo o que vós considerais afastado ou subconsciente. Muitos, nas escolhas que fazem, também atribuem isso a uma Supraconsciência ou a uma Consciência Cósmica. É tudo a mesma coisa. Trata-se de uma consciência subjectiva que compreende o aspecto mais amplo de vós, enquanto essência, que detém uma informação e uma capacidade de imaginação espantosas.

Nesse sentido, e nesta dimensão em particular, tendes sido extremamente selectivos na vossa manifestação, ao vos limitardes a doses ligeiras de trespasses subjectivos. No contexto da acção desta mudança de consciência, abristes as “comportas” e permitistes que a consciência subjectiva se precipitasse para a objectiva. Por isso podeis experimentar muitos tipos de ocorrências na consciência que reconheceis como sendo o que sois, e de que estais cientes, ou o estado de vigília.

Alguns encontram-se presentemente a deparar-se com o que designam por extraterrestres. Trata-se de focos das suas essências. Outros experimentam aquilo a que chamam transmigração da personalidade, o que representa uma troca com outros focos pertencentes a outras dimensões - que são reais. Alguns experimentam trespasses de informação e de imagens pertencentes a outros focos desta dimensão, aquilo que classificais como vidas passadas. Podem experimentar alterações nas imagens que visualizam na sua experiência do dia-a-dia, no estado de vigília. Certos objectos da sua experiência podem sofrer uma alteração. Podeis estar a contemplar uma cadeira e ela subitamente tornar-se num outro objecto, para posteriormente voltar ao formato da cadeira. Podeis experimentar diversos estados alterados de consciência de forma espontânea, sem esforço nem a menor intenção. Podeis experimentar um acréscimo na projecção fora do corpo ou experiências de viagem astral. Tudo isso são elementos naturais e normais da essência de que estais a permitir-vos tornar-vos objectivamente conscientes.

Com tal acção, também vos deparais com muitas das vossas crenças, por elas constituírem elementos de bloqueio. Por isso, elas vêm à superfície a fim de vos captarem a atenção, de molde a serem aceites e a poderdes expandir a consciência que possuís nessas áreas; porque com a realização global da vossa mudança de consciência, não existe lugar para a falta de aceitação dessas crenças. Não se trata da eliminação das crenças! Trata-se, sim, de uma aceitação assente na consciência da sua existência e de uma neutralização do seu poder.

ELIAS: Vós possuís somente três (sentidos interiores). Não é preciso ficardes chocados com todas essas categorizações. Possuís o vosso sentido empático, o vosso sentido da conceptualização, e o vosso sentido da diferença de tempo. Isso é tudo aquilo de que precisais para vos unirdes a toda a vossa actividade subjectiva e a fim de que isso vos permitir uma compreensão da informação que “trespassa” ou “derrama”.

ELIAS: Existem outros elementos que surgem na vossa dimensão, aqueles que designais como os “círculos dos campos de trigo” que não são criados por vós. São algo que trespassa de outras dimensões; sinais, placas de sinalização, por assim dizer, que trespassam de outras dimensões e se imprimem na vossa. Isso não é criação vossa, mas aparece na vossa dimensão.

ELIAS: Vós encarais muitos elementos desta dimensão particular como constantes e como verdades, por definirdes esta realidade como universal, significando com isso que este universo abrange toda a realidade, o que não acontece. Existem muitos universos dentro de universos em variadas e diversas dimensões a ocorrer todas em simultâneo, e tal como já expressei no nosso último encontro, todos as disposições do vosso espaço, todas as vossas dimensões se acham incluídas umas nas outras. Todas as dimensões, todos os universos ocupam as mesmas disposições. Podem configurar-se de modo diferente, mas acham-se todos sobrepostos uns nos outros. Apenas se acham velados, uns em relação aos outros…

JEN: Por isso surgem trespasses?

ELIAS: Dão-se trespasses, mas em grande parte eles são velados uns dos outros de forma a permitir a cada dimensão ou a cada realidade a pureza das suas experiências particulares.

JEN: Então esses trespasses poderiam comprometer uma dimensão por colocar essa pureza em questão?

ELIAS: Não necessariamente. Não se direcciona no sentido do comprometimento porque tudo consiste em experiências, e todos os focos influenciam os demais, e por sofrerdes algum tipo de influência entre cada um de vós e com todos, por a consciência não comportar separação. Por isso, toda a acção, todo o movimento afecta todos os demais movimentos. Tudo se acha unido a tudo o mais mas podem existir alterações em diferentes áreas da consciência devido a que certos elementos trespassem, porque como acedeis a uma outra realidade, também a influenciais num sentido mais objectivo.

É por essa razão que apesar de encorajar as pessoas a investigarem os outros focos que possuem, também as previno para não interagirem continuamente com esses outros focos nem se concentrarem demasiado nem intensamente neles, porque com essa acção estareis a provocar alterações na realidade desse outro foco, devido a que a influência que exerceis se torne num forte factor objectivo. No entanto, estais a influenciar ao nível subjectivo, mas isso traduz a acção da interligação de todos os vossos focos e é acordado ao (nível) da essência. Mas nesse sentido, também quero referir que cada foco detém a própria integridade e independência, por assim dizer, em razão do que cria completamente a sua própria realidade e as escolhas no enquadramento do livre arbítrio de que goza.

TIM: Eu interrogava-me sobre o que é que o Elias pensa ou no que comentaria em relação ao termo “dejá vu” e de que modo estará relacionado com o tempo simultâneo, as eras, os focos físicos e coisas assim.

ELIAS: Na realidade existe uma explicação para esse fenómeno que referes como “dejá vu”. Nesse contexto, aquilo que experimentais, muito simplesmente, é um trespasse de efeitos indesejados.

Cada foco – sendo que designo um foco como aquilo que sois (ou vida) – contém toda a informação e memória relativa a todos os outros focos da vossa essência mantidos nesta dimensão em particular; de outras dimensões também, mas a atenção acha-se mais focada nesta, por ser onde colocais a vossa atenção. Nesse sentido, e subjectivamente, vós detendes toda a informação e todas as experiências de todos os outros focos. Por vezes essa informação escorre para a vossa consciência objectiva. Bom; isto é uma explicação, mas vou-te oferecer outra.

Nesse sentido, podeis estar a experimentar essa sensação de “dejá vu” ao permitirdes que trespasse informação relativa a outro foco para a vossa consciência objectiva. Por isso é que parece que tenhais estado num certo local ou situação antes. Isso deve-se a que outro foco da vossa essência, situado nesta dimensão esteja a experimentar a mesma situação ou acção ao mesmo tempo. Essa é uma das acções que isto engloba. Nessa acção em particular, representa uma semelhança na identificação do tom.

Pensai para convosco nas experiências que podeis fazer no foco físico em qualquer altura em que por uma questão de diversão dais por vós a sussurrar ou a cantar em uníssono com uma gravação, e em que, se atingirdes um certo tom da escala musical em simultâneo com a gravação, sentis uma vibração dentro de vós. O som provoca uma ressonância e vós sentis o efeito físico de vibrar à mesma escala. Do mesmo modo, ao permitirdes uma acção de trespasse relativa a uma mesma acção de um outro foco ao mesmo tempo, isso cria ressonância, e vós experimentais um saber relativo a ambas essas duas acções que ocorrem ao mesmo tempo.

ELIAS: À medida que avançais na acção desta mudança de consciência, também expandis a consciência que tendes e permitis alargar o campo da vossa visão, não só física como também intuitivamente, e com essa acção, também vos abris mais para com a realidade da consciência, acção com que, tal como declarei previamente, diluís mais os véus e podeis penetrá-los com uma maior facilidade. Por isso, as pessoas podem perceber muito mais elementos da vossa realidade do que se permitiam antes.

Já referi imensas vezes neste fórum para vos manterdes vigilantes porque haveis de vir a perceber mais sobre a vossa realidade do que vos permitistes perceber durante milénios, e actualmente abris a consciência aos milagres assombrosos que a vossa realidade global traduz e que se vos acham disponíveis! Apenas escondestes esses elementos pertencentes à vossa realidade de vós próprios, na singularidade da vossa visão. Mas haveis de perceber histórias ainda mais espantosas no futuro! (A rir)

Referi recentemente que estais actualmente a passar para o ano final deste século e deste milénio. Isso é significativo, por terdes cedido muita energia a esse evento. Cedestes muita energia a esta faixa temporal durante grande parte da vossa história e encarais este período como um ponto de viragem, razão porque virá a ser um período de viragem, devido a que o tenhais criado!

Já cedestes uma energia espantosa a essa área, e eu já vos referi, faz tempo, que cabe-vos escolher que opções passareis a inserir na vossa realidade objectiva convencional. Percebeis o que estais a inserir na vossa realidade, e que ESTAIS a dar os vossos passos, e estabeleceis cada vez mais aquilo que percebeis e o que progressivamente se torna aceite, não como inusitado, mas aceite e acolhido na vossa realidade como “normal”.

JEN: É excitante!

ELIAS: Absolutamente! Vós estais a embarcar numa nova aventura que está a ganhar ímpeto numa base diária! Esta altura deste ano particular deverá traduzir-se por MUITAS mudanças.

JEN: Este ano, ou o 2000?

ELIAS: Centramo-nos neste ano final do século e do milénio por ser o que ocupais!

Nesse sentido, podeis perceber muitas alterações e mudanças, as quais vós próprios vireis a iniciar e pôr em marcha, por ESTAREM a permitir-se uma maior consciência. Por isso, as pequenas percepções insignificantes que tendes podem tornar-se muito mais comuns à medida que avançais mais no ímpeto desta mudança. Ao passardes para o novo milénio, como já vos referi anteriormente a título de preparo, essa força ou ímpeto deverá sofrer um acréscimo formidável. A onda desta mudança deverá avançar imensamente à medida que passardes para o vosso novo milénio.

RICHARD: Essa onda ainda está a erguer-se?

ELIAS: Absolutamente!

PAT: Tenho o que poderá representar uma pergunta engraçada. Há este tipo chamado Whitley Strieber que já escreveu muitos livros sobre a comunicação com o espaço exterior e ovnis, a que chamou “Comunhão” e “Transformação”, segundo os quais, durante toda a sua vida tem sido visitado por esses seres, bom já sabes… Ele pertencerá à família da essência Ilda? (Riso) Sinto-me curiosa quanto à possibilidade dele pertencer à família Ilda e se será devido a isso que ele estará a passar por essas experiências.

ELIAS: Não. Nem é por essa razão que esse indivíduo escolhe adoptar essas experiências.

Alguns, em conjugação com esta mudança que a consciência está a sofrer escolhem permitir a acção daquilo que poderá ser designado como “trespasses de outras dimensões”. Nesse sentido, aquilo com que estão a interagir é bastante real mas consiste noutro foco deles próprios, e aquilo com que interagem, bem como o modo como o fazem, consiste numa tradução dirigida a esta dimensão física, e essa tradução é expressada com base no que é do conhecimento desta dimensão.

Por isso, a tradução daquilo com que o indivíduo está a interagir não é inteiramente exacta. Aquilo que ele percebe, aquilo com que interage, aquilo que até mesmo fisicamente pode tocar consiste numa interpretação que é traduzida pela percepção que tem. Mas ele está a permitir um trespasse real a fim de perceber um outro aspecto de si próprio enquanto essência, um outro foco da sua atenção que está a ocupar outra dimensão física.

Alguns permitem-se empreender uma acção dessas; outros permitem-se incorporar uma acção relativa a focos que incorporam NESTA dimensão, mas isso é expressado com menos frequência porque uma acção dessas gera um perigo ou ameaça maior para a identidade singular que o indivíduo possui nesta dimensão material do que relacionando-se com um foco de uma outra dimensão. Porque, segundo as crenças que abrigais, vós associais um grau de separação entre vós e aquele que manifestais e uma outra manifestação vossa, enquanto essência, que esteja a ocupar outra dimensão material.

Agora; Posso-te dizer que esse indivíduo, do mesmo modo que muitos outros, permite esse tipo de experiência em conjunção com o movimento desta mudança de consciência que está a diluir os véus de separação da consciência. O que não quer dizer que o indivíduo reconheça de forma objectiva aquilo com que está a interagir como outro foco dele próprio, enquanto essência, mas o mero acto de diluir os véus da separação através da concessão que cede a esse tipo de interacção traduz um movimento que se coaduna com esta mudança da consciência. Por isso não importa que o indivíduo reconheça ou identifique objectivamente que se trata de outro foco da sua essência.

PAT: Nesse caso, a minha pergunta é: percebo um foco que tenho na qualidade de soldado, mas só o vejo quando estou a dormir. Ele não me vem visitar nem o vejo em termos físicos, nem converso com ele nem escrevo um livro sobre o encontro que tenho com ele. Por isso, como é se compreende que esse tipo esteja a fazer o mesmo tipo de coisa? Estou a tentar compreender. Será mais fácil faze-lo se pensarmos tratar-se de homenzinhos verdes?

ELIAS: Para muitos, é.

PAT: Bom, ele já publicou uma data de livros em torno disso, de modo que resultou com ele. Mas nesse caso, não se trata da família a que pertence (Ilda) de qualquer forma. Fiquei com a ideia de poder pertencer a essa família por ele estar a ter essas comunicações.

ELIAS: Isso consiste unicamente numa expressão e escolha diferente sobre o modo como podereis adoptar passos em relação a essa mudança de consciência. Cada um de vós dirige a sua atenção de forma diferente e permite expressões e experiências distintas no avanço e na acção que empreende da ampliação da consciência, e isso traduz a escolha de alguns.

Gostava de começar com uma pergunta. Disseste, se bem te entendi, que eu estava a lidar com um trespasse de um outro foco concorrente que possuo, antes do acidente que sofri. E gostava de dar uma espreitadela no tipo de trespasse que isso envolverá. Quer dizer o quê, percebes? (Elias ri)

Elias: Muito bem. Esse indivíduo que tu permitiste que trespassasse passou por uma experiência invulgar. Bom; essa experiência resultou de certa forma da combinação de diferentes elementos. Gostavas de conhecer o nome dele?

Rose: Gostava

Elias: De modo que talvez possas interceptá-lo – mais?

Rose: Sim.

Elias: Muito bem. O nome concreto desse indivíduo é Robert. Esse indivíduo, enquanto criança, nesse foco, adoptou a capacidade de aceder a outras áreas da consciência e de explorar outros focos dimensionais com bastante facilidade. Ora bem; enquanto criança, ele não questionava isso e até se permitia incorporar essa acção com alguma frequência. Enquanto criança, aqueles adultos que o rodeavam, não encaravam tal acção como ameaçadora, nem como estranha, devido a que o aceitassem como uma criança bastante imaginativa. De certo modo, a sua experiência era encorajada.

À medida que começou a ter mais idade, as experiências prosseguiram, mas ele começou a fazer uma maior segredo delas por reconhecer que os indivíduos que o rodeavam não mais o encaravam como imaginativo mas inusual, ao invés. Por isso ele começou a retrair-se em relação a tais experiências. Por altura do que designarias como os seus vinte e poucos, ele começou a colocar-se em questão. Com isso, começou a ter algumas experiências que não se achavam associadas necessariamente a outros focos dimensionais nem a outras áreas da consciência, mas traduziam experiências inerentes à sua, que ele não conseguia compreender em termos objectivos. Com isso, ele começou a avaliar as experiências que tinha como prova de que ele era aquilo que lhe mostravam, ou por palavras vossas, instável. Começou a dirigir-se na direcção dessa percepção, e começou a acreditar que as suas experiências não eram reais e que seriam erradas.

Com essa percepção… Cada vez a retrair-se mais dentro dele mesmo, mas sempre a atribuir sentido crítico a si próprio, por possuir facetas que não eram normais e eram erradas, e que eram instáveis e até certo ponto incontroláveis, gerou uma maior autodepreciação e confusão consigo próprio. Eventualmente ele recomeçou a permitir essas experiências relativas aos outros focos dimensionais, os quais, como poderás reconhecer, lhe reforçaram a avaliação e a ideia que fazia dele próprio, de estar errado, de não ser real, e de estar cada vez mais a deslizar para um estado incontrolável.

E assim, esse Robert tinha um amigo com quem se permitia partilhar algumas – muito poucas – mas algumas das experiências, e apesar do amigo sentir um interesse genuíno, ele também concordou que as experiências não eram reais e que eram perigosas.

Na avaliação que estabeleceu, em relação à única maneira para controlar e silenciar as suas experiências, que começara a avaliar como perigosas, para além de já pensar não ser normal, tomou a decisão de se remeter ao silêncio.

E nos vossos termos, foi isso que ele fez. Escolheu pôr termo à vida pelo método do suicídio. Deixa que te diga que – quando passais desta vida, não é apenas que deixeis de existir - coisa que não deixais - MAS tampouco as vossas recordações deixam de existir. As vossas recordações permanecem; tal como ontem mencionamos na conversa que tivemos, vós SOIS essência.

E sem a independência, ou essa separação que se verifica entre o foco individual e a essência, todas as experiências e todas as recordações de todos os vossos focos se acham presentes e incluídas. Agora; no foco físico, o receptáculo ou o detentor da recordação é o vosso corpo físico. A consciência do vosso corpo retém todas as recordações relativas a todas as experiências que tendes neste foco.

Quando passais desta vida, as recordações não são perdidas mas são transferidas do receptáculo, ou o… (forte expiração por parte da Rose, que oblitera a audição da palavra em falta) que é a consciência do vosso corpo físico, para a essência enquanto consciência. Por isso, permanecem; apenas deixam de continuar encerradas na consciência do corpo. Com isso, qualquer recordação, qualquer experiência, pode ser acedida por parte de qualquer foco – e pode ser incluída na experiência de um outro foco da (mesma) essência.

Tal como expliquei previamente, não é que essas recordações ou experiências sejam impostas ou forçadas em qualquer foco da essência, mas antes que o foco individual pode passar por uma orientação semelhante à de outro – e portanto isso vai estabelecer uma abertura para com tais recordações e aquilo que passa a ocorrer é que o indivíduo passa a permitir que essa informação trespasse desse outro foco, por ele próprio já se encontrar a empreender alguma experiência ou acto, ou direcção, ou exploração semelhante à desse outro foco. E quando um trespasse desses é permitido, ele vai realçar a experiência do foco que concede tal permissão.

Bom; isso não quer dizer que ao permitirem esse trespasse, os focos entendam objectivamente aquilo que estão a fazer. Muitas vezes não entendem. Muitas vezes a sua experiência sai realçada. Mas objectivamente, não incorporam necessariamente nem compreendem aquilo que está a ocorrer. Porque o que ocorre não se apresenta sob a FORMA de uma recordação, mas sim sob a forma de uma experiência presente. Por isso, o indivíduo que o está a experimentar não distingue de forma objectiva que possam existir factores que não fazem necessariamente parte da sua experiência, nem a possibilidade de poderem haver factores que estejam a ser incluídos a título de recordações, mas que não têm a aparência de recordações na sua consciência individual, mas representam sombras, num sentido figurado do falar.

São imagens fantasma. Mas o indivíduo não reconhece necessariamente isso de uma forma objectiva, e encara tudo isso como uma experiência sua, e assim, muitas vezes o indivíduo fica confuso e pode mesmo sentir-se oprimido ao deixar de compreender objectivamente aquilo em que está a participar. De modo bastante semelhante ao do Robert, deixa de compreender aquilo em que está a “meter pé”. Durante o seu tempo de vida, a ideia ou conceito de outras vidas, de outros focos, de outras manifestações físicas, em outras dimensões, não era assunto que tivesse cabimento.

Era – nos vossos termos – coisa que não se ouvia, impensável. Não impensável no modo do que poderia suceder, nem coisa sobre o que se pense – impossível. Mas impensável no sentido da falta de motivação e até mesmo de estímulo para entreter a ideia. Ou até mesmo para dar lugar à criação de tal ideia.

Por isso – a avaliação que ele fez, com a compreensão de que dispunha – foi que se tratava de experiências que eram geradas por ele próprio nesse seu foco, e eram muito confusas. Porque muitas das realidades não teriam cabimento – na tua realidade. Mas eram bastante reais. E com isso deixou de perceber de modo objectivo que dispunha da capacidade de reconciliar aquilo que as suas experiências representavam. Assim como a visão que tinha da realidade.

De modo bastante semelhante ao que poderás, de certo modo, designar por “Antiguidade”, em que as crenças das massas referiam que o vosso mundo não era um planeta, mas uma outra manifestação caracterizada por fronteiras ou limites, das quais podíeis na verdade cair ou despenhar-vos.

Tais ideias tinham um grande assento na realidade, na percepção que tinham da realidade inerente aos seus tempos. Estariam correctos? Não necessariamente. MAS, se um indivíduo perceber estar empoleirado nas bordas do seu mundo, poderia realmente criar o acto de cair e desaparecer? PODIA – porque isso era real, e tal como já referi muitas vezes, podem existir muitos elementos da vossa realidade ou relativos às vossas experiências que não são necessariamente válidos, nem são necessariamente genuínos, nem que têm autenticidade, que isso não nega o facto de serem reais.

E como são reais, podeis criar qualquer experiência real. A partir desses conceitos em que acreditais.

Acreditais ser real, pelo que se TORNA real. E nesse contexto podeis criar muitos aspectos da experiência bastante reais a despeito do facto de serem ou não válidos.


Consciência resultante da união ou fusão da consciência subjectiva com a objectiva. Alguns no vosso presente deparam-se com o que designam como seres extraterrestres, que são focos da sua essência. Alguns passam pela experiência do que chamam “Transmigração da Alma” (ou walk-ins, em que uma personalidade distinta parece assumir o lugar da anterior, em relação à qual se diferencia, e que não passa de um aspecto alternado do mesmo indivíduo). Isso consiste num intercâmbio entre focos de outras dimensões, os quais são reais. Algumas pessoas experimentam a percepção e imagens ou a obtenção de informação referente a focos, daquilo que designais como vidas passadas. Isso são tudo elementos naturais e normais da essência em relação aos quais vos permitis tomar consciência de forma objectiva.



ESSÊNCIA/ENTIDADE/EU SUPERIOR


ELIAS: Vós pensais na vossa essência como uma “coisa” – uma entidade. Tal como expliquei, eu não sou entidade nenhuma. Nem vós tampouco. Uma entidade denota uma coisa separada. Mas vós não sois coisa nenhuma.

ELIAS: A vossa essência é criadora de todas as coisas e consiste na expressão mais maravilhosa, criativa e bela possível da Unidade Criadora Universal e do Todo, o que também não é coisa alguma. Tampouco uma entidade. Nem se acha separado de vós. Sois vós, e vós sois isso, e isso vai mais além!

ELIAS: Está bem, vamos adoptar o termo “eu superior”. Isso representa aquilo que escolho expressar nos termos de essência, o que é a mesma coisa que o vosso “eu superior”. A razão porque foi sugerido sob o título de eu superior, ao invés de alma somente, reside no facto do conceito de alma consistir na vossa consciência. No contexto desse termo, cada foco possui a sua própria alma, embora esta consciência se achar incorporada e ser inseparável da consciência maior, que incorpora todos os focos. Daí o temo eu superior, o qual abrange todos os focos, ou alguns.

ELIAS: Em relação aos aspectos, vós sois a essência. Eu não aprecio o termo “parte”. Por isso elimino-o, por ele encorajar a noção de secções. E vós não possuís secções. Possuís aspectos. Todos os focos que percebeis constituem focos da essência, todos incorporados na essência, mas todos separados e individualizados.

ELIAS: A vossa manifestação física – não receptáculo – é muito mais eficiente e espantoso do que aquilo de que tendes consciência. Já referi muitas vezes tratar-se duma manifestação material da essência. Por isso, ela é dotada duma grande capacidade.

ELIAS: Essência é um termo que é utilizado em vosso benefício; para que compreendais a identidade de um tom inerente à consciência que mantém um certo sentido, um certo propósito para a sua criação da manifestação. A consciência é toda dotada dum propósito, propósito esse que é inerente à própria realização de sentido de valor. A essência é aquele tom que escolhe manifestar-se no enquadramento da personalidade a fim de obter determinadas experiências. Isso é o que vós sois. Todas as demais manifestações possuem consciência e se acham cientes de si próprias e possuem propósito do sentido de valor, até mesmo ao ponto do mais diminuto elo de consciência; e em conjunto, tudo isso perfaz a acção da Unidade Criadora Universal e do Todo, o que não constitui nenhuma entidade nem ser, mas uma acção, um movimento…

Vós percebeis-vos como uma entidade. Percebeis possuir uma única mente, um corpo. Não sois! Encarais a vossa consciência como uma mente dotada de pensamento, um processo distinto de pensamento. Mas consistis em incontáveis processos de pensamento. Nenhum dos vossos focos constitui uma entidade. O ar que preenche este compartimento ocupa um só espaço. Não constitui nenhuma entidade. Do mesmo modo, vós focais-vos numa expressão material, mas a vossa consciência é tudo menos singular. A expressão do vosso corpo físico ressoa com o vosso tom, de ser um foco único; não em relação à essência inteira, mas em relação ao foco individual; porque cada foco consiste numa criação nova. (É expressão de algo que) sempre existiu mas é novo…

Não existiu nenhuma entidade em nenhum suposto “começo” que tenha criado a essência. A essência não consiste em nenhuma entidade contida (por parte de algo). Não existiu “coisa” alguma que tenha criado outras “coisas”, que por sua vez tenham criado outras “coisas”. É tudo consciência. Eu posso passar a dar instruções ao Lawrence no sentido de escrever todos os objectos com letra maiúscula! Por isso, vamos realçar a divindade e a importância de toda a consciência, manifestação e criação, porque elas são inseparáveis. Além disso também consistem numa mesma coisa. Apenas escolhem diferentes disposições.

RETA: Tenho uma pergunta. Estavas a falar duma essência que enviou todos esses focos ou lá como foi. Existirá, assim como quem diz, uma altura em que essa essência particular reúne isso tudo, e regressa em conjunto, e em que todos os focos completam a manifestação e com as experiências, e recolhe tudo para voltar a combinar? Estávamos a dizer que já teremos feito isso tudo, que já teremos passado por essa experiência. Avançaremos para alguma coisa mais avançada e superior, por assim dizer? Sairemos da transição? Alguma vez chegaremos a reunir tudo o que somos numa só coisa, como uma essência completa?

ELIAS: Já debatemos isso previamente, mas vou explicar de novo. Vós não vos fragmentastes, segundo a terminologia que empregais, até ao momento, nem estais a ser reabsorvidos pela totalidade porque constituís esse todo a cada momento. Por isso, isso é diferenciado unicamente pela dimensão e pela atenção. Sim, podeis escolher, enquanto essência, deixar de incorporar qualquer foco físico na vossa essência, mas não estais e chamar de volta todos os vossos filhos de volta de volta a casa para vos reunirdes numa colectividade! (Ao nível da) essência podeis optar por penetrar o ciclo da manifestação, e podeis experimentar isso pela designação de focos em dimensões da manifestação material. Podeis também optar por abandonar o ciclo da manifestação material. Nisso, podeis escolher aquilo que pensais ser a perfeição ou totalidade do foco imaterial.

Estes são termos extremamente simplificados. Recordo-vos que, à medida que a vossa compreensão sofre um incremento, informar-vos-ei futuramente que vos parecerá, uma vez mais, contraditória; porque vos hei-de referir que vireis a deter manifestações físicas quando vos achares completamente focados de modo subjectivo e imaterial. De momento vamos evitar entrar nesse domínio, porque isso só vos reforçará a confusão; mas no quadro da simultaneidade do tempo, tudo ocorre a um só tempo. Não se trata da criação da situação da experiência dum ciclo de manifestação em determinadas dimensões físicas para depois avançardes de modo linear, e subsequentemente, sublinhai, deixar o foco físico para vos manifestardes de forma completamente subjectiva. Sucede tudo em simultâneo. Por isso, tudo se acha incluso durante o tempo todo.

Podeis ser – não sois – mas podeis ser uma essência que escolhe não participar em nenhuma forma de manifestação em nenhuma dimensão, e haveis de não experimentar este tipo de realidade subjectiva. Por isso haveis de vos reunir continuamente, sem quaisquer dedos a espalhar-se para diferentes dimensões que preciseis puxar de volta a vós, enquanto essência! Haveis de vos mover rumo a áreas da manifestação imaterial e material ao mesmo tempo.

Algumas essências também escolhem permanecer continuamente na manifestação física; sendo essa a escolha que formulam, por uma questão de desejo; Desejarem empreender uma manifestação física contínua. Este não constitui nenhum plano inferior, sublinhai uma vez mais, de existência inerente à consciência. Apenas é diferente. È uma escolha. Todas as vias pertencentes à consciência constituem uma escolha da experiência subordinada à acção da transformação.

ELIAS: Aquilo que actualmente encarais como estados alterados de consciência, são uma coisa natural para a essência. Aquilo que experimentais consiste num estado alterado! Também faz parte da vossa confusão; Porque quanto mais avançais rumo a uma comunicação com a essência, também começais a experimentar a multidimensionalidade da essência, a qual podereis sentir como um estado alterado de consciência contínuo a prolongar-se por todo o vosso dia. Na realidade, isso é natural e já foi vos foi referido muitas vezes que sois muito mais do que aquilo que vos é dado perceber. Vós não constituís uma entidade singular. Existem miríades de aspectos que possuís. Apenas vos familiarizais com um.

ELIAS: As criaturas (animais) não são a essência. Por isso, de modo diferente da essência, que se foca em simultâneo em muitas dimensões distintas, as criaturas não passam duma criação vossa (ao nível) da consciência. Elas consistem numa direcção da energia da consciência. Por isso, vós dirigis a energia em cada manifestação física em alinhamento com a moldura dessa dimensão particular, tal como a vossa codificação genética inerente a esta dimensão física, que deixa de ser incorporada noutras dimensões físicas. Nesse sentido, achais-vos presentemente noutras dimensões físicas. Enquanto que o vosso elefante não. Trata-se de algo único inerente a esta dimensão e a este foco físico.

As criaturas também dispõem de livre arbítrio e de escolha, porque toda a consciência dispõe de livre arbítrio e de escolha. Vós manifestastes isso, mas uma vez criado, pode sempre prosseguir dentro do quadro das suas próprias escolhas. Por isso é capaz de escolher, por uma questão do seu próprio sentido de valor, experimentar uma outra dimensão no quadro da manifestação física. Nesse contexto, e de acordo convosco, elas extinguir-se-ão (a criatura) mas a sua energia sofrerá uma reorganização e manifestar-se-á numa outra manifestação física, codificada segundo as especificidades necessárias a essa dimensão.

Os vossos dinossauros existem numa outra dimensão. Movem-se em liberdade e possuem o mesmo aspecto que vós visualizais na vossa dimensão, porém, não existem mais no vosso enquadramento temporário. Existem numa outra dimensão e possuem uma outra codificação diferente. Não é necessariamente um código genético semelhante ao vosso, porque esse é inerente à vossa dimensão.

Vós sois um foco da essência e contendes todos os aspectos da essência. Focais a vossa atenção numa direcção específica, representando isso um foco, o qual reconheceis como sendo o que sois – vós; mas com a expansão desse reconhecimento e através da permissão de prestardes atenção à vossa periferia, e a permissão para perceber mais a essência, começareis a possibilitar a vós próprios uma compreensão da consciência e uma ausência de separação.

ELIAS: À medida que entendeis mais sobre vós próprios e sobre a essência e a acção da manifestação e sobre todos os vossos focos, e compreendeis mais sobre a realidade das crenças, também haveis de reunir uma maior compreensão e tolerância em relação às relações que estabeleceis, com a noção de que criais a vossa realidade. Cada instante da vossa realidade, seja ele objectivo ou subjectivo, sois vós que criais a cada momento. Por isso, ao começardes a compreender objectivamente essas acções e a incorporá-los como uma realidade - e não apenas enquanto conceito – isso também deverá influenciar na alteração da percepção da vossa experiência.

A essência é um elemento da consciência, e consiste na identificação em termos de personalidade inerente à individualidade que a consciência assume. Ela não existe em separado. Por isso, não existe nenhuma “coisa” ou entidade que tenha existido “primeiro” e tenha procedido à criação de tudo, ou à sementeira de todas as dimensões. Só existe consciência. (Pausa)

Existem áreas inerentes à consciência. Existem focos que a consciência assume. Existem formas de atenção que a consciência formula. Existem traços de identificação da personalidade; mas tudo isso se situa no âmago da consciência. Nada existe em separado. Nenhum aspecto da consciência tem qualquer primazia em relação a nenhum outro e nenhum existiu “antes” de qualquer outro; porque jamais existiu qualquer começo.

ELIAS: Se passasse instantaneamente para a esfera do tempo simultâneo e imaterial, e percebesse todos os focos e a vastidão compreendida pela essência, um foco haveria de não conseguir compreender. Estamos a falar dos focos e não da inteireza da essência! Por isso, o foco precisa despir-se das crenças inerentes à realidade física e de expandir a consciência que possui e a atenção, de forma a abranger a totalidade da essência. E isso em parte pode ser alcançado no foco físico.

PERGUNTA 1: Eu tenho uma pergunta que vem no seguimento do debate da semana passada sobre a consciência do corpo. Existirá consciência aparte da essência?

ELIAS: Existe.

PERGUNTA 1: Certo. E o propósito da consciência consiste em se transformar e em experimentar, não será?

ELIAS: É.

PERGUNTA 1: Então, se existe consciência que não é essência, que será que fará a experiência e essa transformação? Será apenas consciência pura?

ELIAS: É.

PERGUNTA 1: Muito bem. Então a diferença entre a consciência e a essência é que a última envolve tom?

ELIAS: Tom inerente à personalidade.

PERGUNTA 1: E a consciência não?

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA 1: E existirão dimensões que consistem em consciência pura destituída de essência? Será isso correcto?

ELIAS: É.

PERGUNTA 2: Criadas pela essência?

ELIAS: Não; criadas pela consciência.

PERGUNTA 2: Então, existem dimensões que compreendem o que chamamos de consciência que não sofre qualquer interacção ou… Que nada têm que ver com a consciência?

ELIAS: Exacto. Isso é representado pela expressão que vos estendi no começo das nossas sessões, ao vos sugerir um termo que pudesse ser entendido na vossa língua, no estabelecimento duma distinção entre a essência e aquilo que vos propus como sendo a Unidade Criadora Universal e o Todo.

PERGUNTA 2: Oh.

ELIAS: O que não é deus, e o qual consiste em mais do que na soma das suas partes; a totalidade da consciência; apesar disso ser difícil de se exprimir na vossa língua e na compreensão que possuís no foco físico, porque a essência acha-se misturada com a consciência toda sem que exista qualquer separação. No foco físico, não é possível expressar-vos a realidade de tal conceito, por ser como expressamos com a analogia do ar que empregamos: podeis captar ar num copo, mas uma vez liberto, ele tornar-se-á indistinto.

PERGUNTA 2: Bom, nesse caso, porque haverei de empregar maiúsculas ao escrever essas palavras?

ELIAS: Isso destina-se à ênfase e à distinção. Vós funcionais no quadro das vossas crenças e da língua. A língua, no foco físico torna-se importante para comunicardes. Por isso, na vossa língua, eu estabeleço distinções por uma questão da vossa compreensão. Não és a única que adquire esta informação ou que lê as transcrições que fazes.

PERGUNTA 2: Bom, estou ciente disso. Só que se a Unidade Criadora Universal e o Todo é formado de consciência…

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA 2: ... Não entendo.

ELIAS: É TUDO formado por consciência; a totalidade.

PERGUNTA 2: Nesse caso a consciência existirá numa totalidade??

ELIAS: De certa forma ... A qual é ilimitada!

PERGUNTA 2: Certo, mas ainda não faz sentido para mim. Não faz.

ELIAS: É escolha minha.

PERGUNTA 2: Eu percebo isso, eu percebo, mas não entendo.

PERGUNTA 1: Nas limitações da nossa língua e da nossa capacidade de compreensão, vou-te colocar de novo uma questão recorrendo a termos que ajudarão a aclarar isso ao nosso entendimento. Eu compreendo que não existam divisões. Não obstante, existe essência, e existe consciência separada da essência. Existirão algumas outras categorias da consciência, se quiseres, além da essência que existe separada da consciência?

ELIAS: De certo modo.

PERGUNTA 1: Alguma em relação à qual possamos chegar a compreender?

ELIAS: Não.

PERGUNTA 1: É o suficiente para aceitarmos a sua existência. (Elias concorda com um aceno) Muito bem. Ilimitadas?

ELIAS: Sim.”

ELIAS: A essência não comporta sexo. A essência não comporta quaisquer tabus. A essência não possui certo nem errado. Com base nas crenças que estabelecestes nesta dimensão vós separais. Por isso, distinguis através da criação de diferentes sexos. Nas manifestações que apresentais, ao acordardes participar nesta dimensão pela experiência sexual, escolheis manifestar-vos através da criação pelo menos por essas experiências: sendo que uma é a de macho, outra fêmea, e a outra homossexual. No contexto dessas experiências estabelecestes muitas crenças, mas essas crenças servem o propósito de vos separar da recordação da essência, em razão do que vos possibilita uma maior carácter de pureza na experiência. Se não comportardes a crença dos tabus relativos à homossexualidade, por exemplo, não proporcionareis a vós próprios pureza na vossa experiência.

Além disso, detendes crenças que vos servem como uma motivação. Se vos for inculcado que cada elemento constitui um tabu, isso cria um fascínio automático em vós. Por isso, sois motivados para a exploração e moveis-vos para além dos confins e das limitações da duplicidade e concedeis a vós próprios permissão para explorar essas áreas que constituem um tabu. E mesmo que procedais a essa exploração a título privado e penseis em termos reservados, continuareis a sentir motivação para explorar.

Num exemplo em que uma pessoa vos dirija, “Tu não podes fazer isso,” haveis automática e naturalmente de responder no vosso íntimo com um, “EU HEI-DE fazer isso,” porque na essência possuís o conhecimento de não existir qualquer elemento que vos possa ser negado. Também comportais o conhecimento de não existir certo nem errado. Isso fornece-vos, a despeito das vossas crenças, uma forte motivação para vos deslocardes para áreas que vos são negadas em resultado das vossas crenças.

Isso não quer dizer que as crenças que abrigais não vos tenham limitado em muitas áreas assim como nas orientações sexuais que vos caracterizam, porque vós também sentis pavor da danação das vossas almas imortais, ao penetrardes áreas que trepassem a linha do tabu e isso deixe de ser aceitável. Mas estais a penetrar uma informação e um conhecimento referente à inexistência de limites pessoais, e da não existência de área alguma que possa não ser aceite em termos de experiência.

Também fostes informados de que o prazer é bom, por vos providenciar uma tranquilidade à vossa realização de valor. Podeis realizar o vosso sentido de valor sem prazer, mas se vos voltardes no sentido do prazer, haveis de realizar o vosso sentido de valor com menos tensão.

PERGUNTA: Eu possuo aquilo a que chamo a minha própria fonte, na falta de melhor terminologia. Eu canalizo e essa fonte, a minha própria fonte fornece-me montes de informação, auxilia-me numa base diária, e parece achar-se presente sempre que dela preciso. Poderias, por favor, descrever para mim essa minha fonte de informação, quem é que me fala com frequência através da minha própria mente?

ELIAS: É a tua essência a dirigir-se a ti.

Ora bem; muitos estabelecem muitas e variadas terminologias para essa mesma acção. Podes dizer para ti própria tratar-se do teu eu superior, do teu poder mais elevado. Pode ser designado por deus. Pode ser chamado de teu guia. Podem empregar muitas expressões distintas. Na realidade, porém, o que ocorre é que tu permitiste-te abrir-te à essência e deixar que a informação fluísse de forma a servir-te de auxílio neste foco em particular, obtendo desse modo acesso à linguagem que deves empregar no teu próprio caso e prestando atenção à tua própria essência.

Agora; NÃO se trata duma entidade separada de ti. ÉS tu. É apenas o aspecto mais amplo de ti, o qual na compreensão que tens, percebes como algum elemento separado, situado fora, ou além ou acima de ti. Na realidade, é uma parte de ti e ÉS tu. É apenas aquele aspecto de ti que se acha separado no foco físico, porque no foco físico, vós automaticamente voltais-vos na direcção de sustentar a atenção dum modo singular, e por isso separais-vos da vastidão da essência. Este aspecto de ti, da essência, oferece-te não só informação como também a recordação de ti própria; a recordação da essência e a imensidão que ela compreende.

PERGUNTA: Comunicará esse eu superior também com outros aspectos de si próprio ou de mim própria ao mesmo tempo ou em alturas diferentes?

ELIAS: Absolutamente. Acha-se subjectivamente em contínua comunicação. O que não quer dizer que qualquer outro foco que se foque fisicamente em qualquer dimensão material, possa ter consciência objectiva dessa comunicação conforte tu terás, porque nem todos os focos se permitem tal abertura nem um acesso objectivo à informação que está a ser oferecida. Mas a essência acha-se continuamente em comunicação com todos os seus focos. Por isso, sim, comunica com outros aspectos seus, por SERES tu.

PERGUNTA: Por vezes eu envio amor aos meus outros aspectos assim como para o meu eu superior. Será que esses outros aspectos meus os recebem ou terão consciência de se tratar de outra parte deles a enviar-lhes esse amor?

ELIAS: Por vezes isso apercebem-se disso e gera-se uma consciência dessa acção. Noutras alturas, não subsiste qualquer entendimento objectivo ou consciência do que lhes está a ser projectado, mas é sempre recebido. Jamais DEIXA DE SER recebido. Por vezes poderá não ser compreendido ou não se dar uma consciência objectiva, e nessas situações a energia é automaticamente recebida e reconstruída sob qualquer forma que possa ser a mais benéfica para esse aspecto particular ou foco. Noutras alturas, tal como já referi, gera-se uma consciência da energia que é projectada e pode ser recebida no modo como terá sido emitida, assim como poderá ser objectivamente manipulada através duma reconstrução da forma mais eficiente para esse foco particular. Mas a despeito da forma como é recebida por outro foco ou aspecto vosso, é sempre recebida, e sempre recebida do modo mais benéfico.

BOBBI: Tenho uma pergunta sobre uma experiência que tive na primavera passada. A Vivien hipnotizou-me e instruiu-me para me dirigir a um determinado local… Acredito que ela tenha dito que eu precisava lá ir, e esperava que fosse uma experiência relacionada com outro foco. Como acabou por suceder, dei por mim num local que se assemelhava a uma perspectiva com enormes pétalas de flores, ou uma nuvem. Ela tinha vários matizes de azul; muito bonitos e enormes. Eu encontrava-me como que a flutuar em direcção a ela, e à medida que me aproximava mais do centro, alguns rabiscos pequenos e dourados vinham a sair do meio dela. Na altura tornou-se-me difícil transferir (o que via). Ela perguntava-me o que é que eu estava a experimentar, que é que estava a visualizar, e senti uma enorme confusão em relação ao local exacto onde me encontrava nessa experiência.

ELIAS: Nesse estado de focagem relaxada, são-vos sugeridas direcções por parte do auxiliar, sugestões essas em relação às quais condescendeis ao escolherdes relaxar o vosso foco da atenção. Mas em certas situações, a direcção que vos é sugerida pode ser deixada ao vosso encargo, uma vez que não é designada especificamente. Com o acto de vos permitir escolher a vossa própria direcção a tomar, por vezes também se gera uma confusão da linguagem enquanto vos achais a relaxar a atenção do foco particular.

Ao penetrardes essa área de relaxar a vossa atenção , o indivíduo poderá expressar-vos que podeis passar para uma área que “preciseis” focar, e na interpretação que fazeis disso, podeis assumir o sentido duma área em que QUEREIS focar-vos, porque o termo “precisar” não se traduz correctamente nas áreas subjectivas da consciência, porque na realidade, não existe qualquer elemento de necessidade. Esse é um aspecto das crenças que é reconhecido pela vossa consciência subjectiva e que até mesmo na manifestação física, não encontra qualquer realidade que se plasme na necessidade de qualquer elemento, acção ou direcção.

Dessa forma, vós traduzis automaticamente isso para uma linguagem mais subjectiva e reconstruís essa instrução particular mais numa área do querer – aquilo em que escolheis focar-vos. Por isso, isso abre-vos uma abertura de movimentos direccionados em múltiplos sentidos, porque só depende do momento e do que esse teu aspecto em particular escolhe ver, na escolha que elege no momento.

Nesse sentido, a escolha que promoveste no momento foi realmente a de veres a ausência de separação que existe entre ti, tal como te encaras objectivamente, e aquilo que criaste objectivamente, com um conhecimento de que na realidade não existe separação, mas enquanto continúas a focar a tua atenção nos elementos físicos.

Por isso, escolheste focar a atenção na área de apresentares a ti própria imagens que correspondem às criações físicas, embora ligeiramente diferentes, porque com a ausência de separação, a aparência que esses elos da consciência que se reúnem em conjunto a fim de moldarem as vossas criações físicas não se encontram tão rigidamente delimitados, razão porque adquiriram uma aparência distinta na visualização que tiveste. Ofereces a ti própria uma visualização mais verdadeira do que aquilo que fisicamente te é dado perceber no teu campo de visão.

Com a tua visão física tu percebes objectos, objectos esses que te parecerão muito bem definidos e claros, comportando cores e formas muito distintas. Ao te permitires ver nesse tipo relaxado de focagem, tu permites mais que a consciência subjectiva penetre a tua visão objectiva. Continuas a reter alguns elementos de forma naquilo com que te achas familiarizada, pelo que identificas algumas formas, mas também comportas um conhecimento íntimo que a identificação que fazes dessas formas parece inadequada.

Percebes um objecto e respondes ao outro indivíduo que esse objecto consiste numa nuvem ou numa flor, mas como estás a comprovar através da experiência que estás a fazer, o termo flor ou nuvem não parece adequar-se muito para descrever aquilo que realmente estás a ver, por não terem cabimento total no que vês no foco físico. Nesse sentido, aquilo que ESTÁS a ver é mais uma ausência de separação de ti própria em relação a tais elementos. Eles não são aquilo que parecem ser, tal como tu não és aquilo que aparentas, tal como já declaramos previamente no contexto desta mesma sessão. Consistem, (ao invés,) em elementos que tu projectas. Por isso são essencialmente o que poderás designar como uma parte de ti.

Não são entidades separadas. É por isso que te parecem claros, mas ligeiramente desfocados. Na tua visualização parecem apresentar uma qualidade de crispação e de vivacidade mas ao mesmo tempo parecem desfocados, e não apresentam a solidez dos objectos reais apresentam, mas também apresentam um maior brilho. Isso representa a qualidade da vivacidade que estendeis a vós próprios nesses tipos de projecção. Nesse sentido, isso permite-vos perceber outros elementos de vós próprios, sabendo que esses elementos são partes de vós próprios ou aspectos que também podeis escolher explorar.

Bom; isso endereça-nos, uma vez mais, para a área da percepção dos vossos aspectos. Já debatemos todos os vossos “eu”, que consistem em aspectos que possuís, mas existem mais aspectos do que apenas esses “eu” que vos caracterizam, porque tal como declarei anteriormente, tudo o que encarais nesta dimensão física consiste numa projecção de vós. Não existe separação. Parece-vos, na percepção que tendes a cada momento do tempo linear, que existis em separado e que sois caracterizados por distinções sob a forma de entidades, que se acham separadas e à parte de qualquer outra entidade.

A vastidão daquilo que sois no foco físico, em muitos casos é para vós incompreensível. Essa é também a razão porque nos começos destas sessões eu encorajava as pessoas a fazerem uso do seu sentido conceptual, devido a que ele facilite mais a compreensão de muitos dos conceitos que vos apresento, levando em conta que tudo o que designais como conceitos constituem a realidade. Apenas não representa essa realidade na percepção que tendes.

Vejamos o modo como a consciência opera – em que CONSISTE – e as distinções entre a essência e a consciência. Podeis, em meio a toda esta informação, notar que emprego uma distinção entre os termos essência e consciência. A essência é consciência, mas existe consciência que não faz parte da essência. Além disso a essência é ilimitada. Essa é a área que se torna difícil para a vossa compreensão no foco físico, por estardes tão acostumados a pensar em termos singulares. E tudo aquilo que criais na vossa dimensão física se move nesse sentido.

Criais coisas. Identificais coisas. Até mesmo coisas que podeis não ver vós classificais como coisas, e isso estabelece uma grande dificuldade na vossa forma de pensar e de imaginar coo poderá existir algum elemento que não seja coisa nenhuma e possua em si própria simultaneamente uma qualidade ilimitada, que posso ser perspectivada coo distinta mas sem existir em separado, (para a Bobbi) o que se relaciona directamente com a experiência que fizeste.

Nesse sentido, já mencionei previamente os elos da consciência – que também não são coisas. São, ao invés, elementos pertencentes à consciência que não possuem forma. Eles não se encontram restritos a um quadrante temporal, mas o próprio quadrante compreende elos de consciência, elos esses que não possuem qualquer disposição em termos de espaço. Existem em todas as disposições de espaço e em todos os quadrantes de tempo ao mesmo tempo.

Bom; esses elos dotados de consciência podem agrupar-se e com tipos específicos de agrupamento criar um tom, e podem colectivamente escolher criar em conjugação com esse tom aquilo que poderá ser identificado como personalidade. A personalidade consiste numa forma de organização específica do movimento dentro do quadro duma qualidade vibratória, a qual neste tipo de configuração estabelece aquilo que designais como essência.

(De forma deliberada) A essência não se acha separada nem à parte da consciência. Não existe nada separado nem à parte em relação à consciência. A consciência não possui limitações nem fronteiras. Por isso, não existe coisa nenhuma nem acção que seja exterior à consciência, porque simplesmente não existe “exterior”. E na consciência, as configurações que esses elos sofrem na criação fo tom da personalidade consiste na designação de essência.

Essas configurações não se encontram separadas nem à parte umas das outras, porque lembrai-vos de que já vos disse que cada elo de consciência ocupa todas as disposições espaciais e todos os quadrantes temporais e toda a consciência. Por isso, um elo formado de consciência pode representar um elemento dessa configuração de grupo que englobe a criação da vossa essência, enquanto em simultâneo, esse mesmo elo de consciência ocupa todas as demais essências.

Deixa que te diga que tu possuis muitas e distintas qualidades. Cada uma dessas qualidades constitui uma qualidade tua. Tens preferências. Manifestas uma forma de percepção. Essa percepção é-te única. Em que repousará essa tua percepção? Em que consistirá ela? Pensa numa das qualidades que possuis. És um indivíduo que expressa delicadeza. Isso deverá servir como designação para uma qualidade que exibes. Onde se situa ela? Mostra-me a tua gentileza! (Estende uma mão aberta com a palma voltada para cima, enquanto olha na direcção de toda a gente). Que coisa é a tua gentileza?

PERGUNTA 2: Ela expressa-se por meio da acção.

ELIAS: Molda-a num objecto. Não podes. Trata-se duma qualidade. De certo modo é uma coisa, por consistir numa projecção. Mas aquilo que é, é energia. Que coisa será a energia? A energia não é uma coisa. A energia é movimento. Uma moção, uma acção.

PERGUNTA 3: De quê? De consciência?

ELIAS: É a acção de elos da consciência. A própria energia, que identificais como sendo uma coisa, consiste numa acção. Não é coisa nenhuma apesar de a identificardes como tal.

Os elos de consciência não consistem em coisa nenhuma mas traduzem uma existência, mas sem serem entidade nenhuma. Eles não são coisa nenhuma. Podeis não conseguir tocar-lhes, nem segurá-los na mão, nem vê-los tampouco. Eles apenas EXISTEM.

Eu tentei debater este assunto com as pessoas previamente, e como isso se apresentou nesta mesma sessão, o Ellius procurou passar para a mesma direcção deste tema, mas ESTE tema torna-se-vos particularmente difícil de perceber e demonstrais uma grande resistência ao tema por pensardes em termos de coisas e de absolutos, e na própria concepção da vossa língua, as vossas próprias palavras revelam-se contrárias às próprias explicações.

Eu já referi previamente que na consciência, que engloba TUDO, não existem absolutos, e deparei-me com a declaração, “Mas essa declaração consiste num absoluto!” A vossa linguagem não facilita nenhum tipo de conceito que vos possa proporcionar essas ideias adequadamente. As minhas próprias declarações poderão parecer-vos inconsistentes, por a vossa língua se basear naquilo que conheceis no foco físico, no que criais no foco físico, naquilo que é fruto da criação da vossa percepção no foco físico.

Por isso, posso-vos dizer com toda a verdade que não existem absolutos na consciência. Um “não” é um absoluto. E um absoluto é um absoluto. Sim é um absoluto! Posso expressar-vos que a energia consiste numa acção, e vós podeis dizer-me, “Uma acção de quê?” O “quê” é uma coisa. Podeis assimilar que a energia seja um movimento, mas para vós é demasiado difícil assimilar que um movimento não constitua coisa nenhuma! Não existe coisa nenhuma de que possa representar o movimento.

Nesse sentido, como vos moveis através das criações da consciência, da consciência que se orienta a si própria, a essência orienta-se a si própria mas a consciência é que a dirige, e dirige a consciência, porque ambas são a mesma coisa apesar de deterem configurações de agrupamentos distintos que têm um aspecto diferente. Existe uma completa ligação e uma harmonia totais. Não existe separação.

A expressão mais aproximada que vos posso sugerir dentro dos limites da vossa linguagem é que adoptem o termo ligação íntima, porque esse termo desenvolvereis a ideia no vosso íntimo de mais do que uma coisa a ser absorvida na outra, e isso possibilita-vos um conceito muito limitado da ausência de separação. Mas até com essa ligação vós vos deparais com a separação, porque concebeis a existência de várias coisas que se reúnem e se deixam absorver pelas outras, e a existência de qualidades dessas coisas individuais que virão a ser distintas ao se unirem.

Nesse contexto, se vos voltardes no sentido dum elo de consciência singular – que não consta de coisa nenhuma – uma expressão de energia, de que modo poderá essa expressão de energia ocupar todas as disposições de espaço, e ser a totalidade da consciência e a totalidade das essências todas em simultâneo se não passa duma coisa?

Referir-me-eis tratar-se duma coisa imensa. Estes conceitos que vos apresento, são apresentados em modos bastante reduzidos, e numa medida diminuta, mas eles são muito mais vastos do que podeis compreender e vós nem sequer perto chegais de lhes actualizar a efectividade na vossa realidade.

É por essa razão que vos digo para saltarem essa parte porque tenho consciência de poderdes não compreender a informação que vos estendo, mas de que uso poderá servir ela na vossa realidade? Porque podeis não aplicar essa informação na vossa realidade física de maneira que vos possa ser benéfica por nem sequer conceberdes a realidade que envolve!

PERGUNTA: E precisaremos?

ELIAS: Não. É por essa razão que foco a minha atenção em vós e na vossa realidade física e no que criais na vossa realidade física, e na forma de manipular energia de modo mais eficiente nela e na consideração das áreas que escolhestes criar nesta dimensão física com uma maior ausência de esforço e de possibilidade de trauma. Entendo sem a menor dúvida que este tipo de informação pode tornar-se fascinante e bastante interessante de escutar no foco físico, mas não se vos torna útil na maioria das áreas do vosso dia-a-dia.

Aquilo que TE estou a dizer é que nenhum outro elemento exterior – nenhuma energia, nenhum aspecto da consciência, nenhum elemento exterior – procede à criação dessas manifestações físicas. És tu quem cria essas manifestações.

Também entendo muito bem que na ideia que tens, és capaz de admitir esta declaração e revelar acordo com ela, em termos de pensamento.

This is the separation — in your beliefs — of the objective and the subjective awarenesses.

Mas na realidade, quando dás lugar a uma manifestação física, a crença imediata que empregas é a de que algum outro elemento te tenha criado essa manifestação em termos de afectação física e te esteja a afectar, e que tu não o tenhas criado.

Nas crenças que sustentas, alinhas com a ideia de que a tua consciência objective seja um elemento que faça parte de ti, enquanto que a tua consciência subjectiva constitua um elemento diferente, e de que ambos se movem de modo independentes um do outro, sem qualquer comunicação.

Podes atribuir-lhes a designação de consciente e subconsciente, objective e subjectiva que isso não tem a menor importância. Os termos não são tão importantes quanto a própria ideia e a própria crença – da existência de algum elemento na vossa realidade que vos cria a realidade por vós sem vosso conhecimento ou permissão.

NÃO é o que ocorre mas corresponde àquilo em que acreditais.

Esse é um aspecto das crenças bastante difícil de aceder, por ao longo da história terdes abrigado essa crença. Ela consiste numa crença das massas e eu digo-te que TODAS as pessoas sustentam de algum modo um elemento qualquer desse to das crenças.

PERGUNTA: Correcto. Eu estava mesmo a conversar com a Mary acerca disso, porque sempre que pareço situar num ponto de que não consigo sair, aí eu converso com a Margaret, mas eu distingo-a de mim. Não pareço conseguir manter-nos juntas no mesmo tacho, sabes o que quero dizer?

Mas, é, eu faço isso. Sempre que tenho uma indisposição física, eu culpo-a, mas procuro compreender aquilo que ela me está a dizer. Tomo consciência disso estar a ocorrer, mas não me parece que alguma vez tenha mão naquilo que está a acontecer na altura. Culpo-a – por toda a espécie de coisas que estejam a dar para o torto, é eu culpo-a – e estou sempre à procura de ter a certeza que não faço nada que a leve a fazer-me alguma coisa, nem sei como deter esse processo de pensamento!

ELIAS: Isso é o que te estou a revelar.

TU ÉS A ESSÊNCIA. A essência não é algo que exista à parte de ti, nem és nenhuma “peça” que pertença à essência.

Por isso, a essência não é a porção maior de que tu faças parte como um fragmento. Tu compreendes a essência toda. Apenas focas a tua atenção nessa direcção particular.

Ora bem; deixa que te diga que as pessoas se confundem no conceito que fazem da essência, e reforçam essa confusão ao fazerem perguntas sobre o nome ou o tom da essência.

Quando recebeis objectivamente um nome da essência, isso possibilita-vos automaticamente e com todo o conforto mover-vos no alinhamento com as crenças que já se acham estabelecidas e sustentadas em ti, e permite-te um rumo confortável e familiar de separação.

Agora; nesse contexto, permite que te exprima um tipo diferente de directriz.

Considera-te a ti própria. Olha a tua manifestação física, o eu que tu conheces e com que te identificas, esse indivíduo chamado Leslie. Olha para o pé. Será ele a Leslie? (Nome do indivíduo que está a colocar as perguntas)

PERGUNTA: É.

ELIAS: Olha para o dedo. Será ele a Leslie?

PERGUNTA: É.

ELIAS: É… E não é!

PERGUNTA: Oh!

ELIAS: Porque é a Leslie, embora não completamente, mas não pode separar-se da totalidade que a Leslie forma, exacto?

PERGUNTA: Um-hmm.

ELIAS: Por isso, tu não te diriges ao teu pé nem ao teu dedo para lhe chamar Aaron nem Kathleen, nem ao do teu corpo físico todo para lhe chamar Richard, porque aquilo que és é a Leslie. Não, tu não separas desse modo. Reconheces que cada elemento do teu corpo físico é um elemento que faz parte de ti, mas que não existe em separado, nem é diferente; não tem existência fora de ti.

Mas reconheces também que esse elemento de ti que identificas como sendo tu, esse elemento de ti que é indefinido e que não consiste meramente no teu corpo físico, esse elemento teu que cria as emoções que sentes, e que te cria os pensamentos, que te cria a percepção, não é uma peça do teu corpo físico.

Mas não consegues separar o teu corpo físico de todos os seus elementos – do teu cérebro, dos teus órgãos físicos, dos teus ossos, do teu sistema circulatório nem to sistema respiratório – não podes separar esses elementos de ti.

(De modo deliberado) Nesse sentido, olha para ti precisamente pelo que acabei que referir seres. A tua manifestação física – que designas como Leslie – é a imagem que o espelho reflecte, a projecção da essência numa manifestação física.

Dirás para contigo que a inteireza do teu corpo físico tenha uma identificação diferente da Leslie? Não, não dizes. Olhas-te no espelho, e vês o teu corpo físico e dizes para contigo própria, “Esta sou eu.” Não dizes tratar-se da imagem de outra pessoa; dizes, “Esta sou eu.”

Essa que o espelho reflecte é a imagem da Leslie.

Essa manifestação consiste na projecção numa dimensão física e num tempo concreto enquanto reflexo da essência da Margaret (nome da essência da interlocutora).

Apenas estabeleces a identificação com o nome físico de Leslie a fim de identificares uma distinção entre um foco da atenção e outro foco dessa atenção que se manifesta em simultâneo, do mesmo modo que o teu corpo físico.

Identificas um dedo como um dedo; um pé como um pé; uma cabeça como sendo uma cabeça. Todos existem ao mesmo tempo e isso és tu própria, a Leslie. Mas cada manifestação, cada element teu detém uma identificação. O teu fígado recebe a denominação de fígado!

Tu, enquanto um foco da atenção que és, identificas-te nos termos da Leslie, mas tu és a Margaret, porque és a essência, do mesmo modo que o teu dedo é a Leslie. É um dedo, mas é a Margaret. Estás a compreender?

Essência é um termo que é empregue em vosso benefício; para compreenderdes a identificação um tom da consciência que detém uma direcção própria e um certo propósito para a criação que faz da manifestação. Toda a consciência detém propósito no contexto do sentido de valor. A essência consiste naquele tom que escolhe manifestar-se através da personalidade para obter determinadas experiências. Isso és tu. Todas as outras manifestações possuem consciência e estão cientes de si próprias e possuem um propósito de realizar sentido de valor, até mesmo os mais ínfimos elos de consciência; e em conjunto, tudo isso perfaz a acção da Unidade Criadora Universal e o Todo, o qual não consiste numa entidade nem num ser mas numa acção. É um movimento…

Uma qualidade que a consciência possui que se identifica através dum tom vibratório numa personalidade. Essa personalidade consiste na identidade ou na frequência de vibrações, por assim dizer, duma essência individual.

A essência não passa duma mera identificação da personalidade e da individualidade no contexto do tom. É uma qualidade da consciência mas não se acha separada da consciência toda.

A essência são todas as vossas formas e atenção. (Eus) As vossas formas de atenção são todos os focos da essência, todos presentes no vosso presente local físico, mas não no tempo. Os focos são meramente diferentes formas da vossa atenção.

PERGUNTA: Eu tive um sonho que... Bom, na verdade não foi bem um sonho. Eu apenas acordei e permanecia na cama a pensar no meu negócio e naquilo que pretendia criar no meu negócio e aquilo de que a seguir tive conhecimento foi um pensamento ou o que quase se assemelhou a um sonho – só que de facto acredito que estava acordado – de estar no exterior dum avião que voava rente ao chão, um daqueles velhos DC3. A primeira reacção que tive foi a de me encontrar na camada externa no aparelho e sentir necessidade de entrar nele, coisa que, se eu realizasse, logo percebia não conseguir. Em seguida tentei descobrir um modo de me agarrar a algo de forma a não cair do aparelho.

Consegui-o e após ter conseguido isso apercebi-me de que assim que o aparelho começou a desacelerar eu começava a voar separado dele, e era impelido para a frente. Por isso procurei por outra coisa a que me agarrar e que me capacitasse a manter-me preso durante a aterragem, mas não consegui. Aquilo de que tive consciência a seguir foi de que talvez pudesse estar bem posicionado do modo como me encontrava pendurado no aparelho, e de que eu podia manter-me apesar de me encontrar numa má posição; e em seguida saí daquilo. A pergunta que coloco é se aquilo terá sido um sonho ou não. Que terá aquilo representado exactamente? Em segundo lugar, que terá sido comunicado por intermédio daquilo?

ELIAS: Apresenta a impressão que tens.

PERGUNTA: Em relação à primeira, não me parece que se tenha tratado dum sonho, pelo que é essa resposta que tenho a apresentar. No que concerne à impressão do que traduz o que me tenha comunicado penso que, primeiro, provavelmente terá algo a ver com a atitude ou com o processo de pensamento relativo ao meu negócio e àquilo que procuro criar, por ter acontecido de forma coincidente ou ao mesmo tempo com o facto de estar a pensar naquilo que pretendia criar.

Em relação ao conteúdo da mensagem, diria ter algo que ver com o que chamarias de crescimento enquanto indivíduo nos termos do que debatemos nestas sessões e do que seja necessário ou venha a ser necessário a fim de criar aquilo que pretendo.

ELIAS: Muito bem. Vou-te dizer, antes de mais, que isso não traduz aquilo que geralmente designais como imagens de sonho, apesar de na realidade se achar estreitamente relacionado. Não é exactamente um estado meditativo nem um estado de sono, mas a acção é similar. Porque neste contexto pode assemelhar-se mais àquilo que reconheceis no foco físico como um estado hipnótico, no qual não estás de facto a dormir mas também não crias um estado meditativo.

Nesse contexto permites que a expressão física relaxe profundamente e permites-te gerar actividade subjectiva e traduzir essa actividade subjectiva objectivamente por imagens, e reconhecer essas imagens objectivas ao mesmo tempo que a actividade subjectiva.

No estado de sonhos, as imagens objectivas que apresentas a ti próprio são geralmente reconhecidas no espaço de tempo subsequente à actividade subjectiva, e em termos objectivos tu recordas

Agora; muitas vezes no estado meditativo, a tradução em termos objectivos que fazeis também se segue ao actual estado meditativo. Recordais objectivamente o que tiver sido gerado nesse estado, por assim dizer.

Neste tipo de acção permites-te traduzir objectivamente e reconhecer ao mesmo tempo que a acção decorre.

Agora; estás certo na associação parcial que estabeleces entre a tradução respeitante ao que crias no campo do teu negócio, por assim dizer, e isso também segue a par com o que expressas para ti próprio relativamente ao teu foco e a relação dele com a essência. Tu estás a criar ambas as coisas em paralelo uma com a outra. Aquilo que expressas (com essa experiência) é uma identificação, por assim dizer, e por palavras vossas, de te sentires no exterior da expressão da essência – como um aspecto dela, mas que formula um desejo de se situar dentro dela, e o reconhecimento da percepção de seres uma parte dela, só que exterior.

De modo semelhante, e paralelo, tu crias a tradução relativa ao que identificas como sendo o teu negócio por meio do reconhecimento do potencial de negociar dessa entidade, a qual é percebida como maior e mais vasta que a tua e o desejo de te inserires nela, ou da criação da percepção dela de facto se achar em ti e de brotar de ti, ao invés de te achares de fora dessa vasta entidade do negócio mas ainda fazendo parte dela e por isso estando agarrado a ela, segundo a tradução de te achares no lado de fora dela.

Ambas são percebidas como entidades mais vastas do que tu e não como autenticamente geradas a partir de dentro, embora quase percebida desse modo, apenas não ainda, e por isso, como quem diz, preso às suas dobras, por ser percebido como criada em separado de ti próprio. Estás a compreender?

PERGUNTA: Estou. É bastante interessante.

ELIAS: De facto isto são imagens bastante embaraçadas que apresentaste a ti próprio mas bastante exactas relativamente à percepção que tens, do reconhecimento parcial de constituíres uma parte e de te apoiares nessas duas expressões, a par do reconhecimento de desejares de te inserires nelas ao invés de permaneceres separado delas, mas reconhecendo genuinamente que a tua percepção ainda não expressa o facto de te achares dentro delas.

FRANK: Mas de me estar a mover nessa direcção?

ELIAS: Sim.

FRANK: Então, aquilo que estávamos a dizer quando nos referíamos a isso, a situação relativa ao negócio constitui um reflexo do que se passa relativamente à minha essência.

ELIAS: Exacto.

FRANK: E aquele sonho ou estado hipnótico, seja lá como for que o refiras, estava a comunicar-me relativa ao que se está a passar no negócio, o que constitui numa mensagem sobre o que se passa relativamente à minha essência.

ELIAS: Exacto.

Consiste na mera designação das expressões da consciência por meio de energia da personalidade.


PERCEPÇÃO

ELIAS: Ao entrardes no foco físico e vos manifestardes nesta dimensão, escolheis um corpo físico e uma função, o género (sexo). Além disso escolheis igualmente uma orientação. Essa orientação presta-se a ajustar-se a qualquer dos géneros. Cada uma das três formas de orientação (a comum, a intermédia e a suave) adequa-se a cada um dos sexos. Portanto, cruzam umas às outras sem que uma dite as demais. Esse é um outro elemento das vossas suposições que vos gera uma grande confusão íntima, porque ao vos identificardes fortemente com o sexo, também vos confundis em relação à orientação, porque essas formas de orientação não se enquadrarem num sexo em particular e não estarem directamente associadas umas com as outras.

A orientação traduz a vossa percepção. É o que vos cria a percepção. As vossas crenças e suposições influenciam-vos a percepção. É isso que vos cria a percepção. As vossas crenças influenciam-vos a percepção e consequentemente a vossa percepção igualmente, mas a vossa orientação constitui um componente principal da vossa percepção.

A vossa percepção consiste no modo como vos encarais, como encarais o vosso mundo, a forma como interagis com ele, a forma como interagis convosco próprios, uns com os outros, e o modo COMO CRIAIS A VOSSA REALIDADE. Vós criais a vossa realidade por meio da percepção que tendes. A percepção não consta duma função visual. A percepção não se acha limitada ao vossos processos do pensar. Não está limitada à emoção, mas abrange tudo, e é aquele elemento de vós próprios que não podeis identificar como uma coisa, por não constituir o vosso corpo nem o vosso cérebro. É o vosso elemento que vos cria a realidade e que vos posiciona em meio a uma consciência da realidade nesta dimensão física. É a consciência que tendes, a vossa consciência objectiva.

PRESENÇA

CELIA: Elias, tu falaste-nos noutras ocasiões sobre a consciência subjectiva. A compreensão que disso tenho é a dos outros estados de consciência que experimentamos, tais como os das experiências fora-do-corpo, e o estado do sonhar. O período de tranquilidade de que falaste nesta manhã, poderei interpretá-lo como o estado meditativo? E a voz que eu escuto nesse estado, nessa serenidade, a voz por vezes mencionado como o nosso eu superior, será ela o mesmo que a nossa essência a falar-nos?

ELIAS: De certo modo. Não precisais meditar a fim de escutardes a vós próprios na vossa tranquilidade. Podeis escolher essa acção se o preferirdes, mas não é necessário. Quando vos refiro que escuteis no estado de tranquilidade, o que vos estou a dizer é para parardes o drama. Já vos falei muitas vezes do agora. Vós acreditais estar a habitar e a viver e a experimentar no momento, no agora, mas na maior parte das vezes vós não estais. Projectais-vos para a frente ou para trás, conforme o entendeis. Preocupais-vos com eventos que já ocurreram ou enervais-vos com eventos por ocorrer. Não prestais atenção ao momento, e é no momento que se situa a tranquilidade; porque esses elementos com que vos irritais não se situam no agora.

DREW: Certa vez disseste que a utilização do método da meditação ou da visualização pode auxiliar a actualização duma probabilidade, e no entanto hoje disseste que seríamos melhor servidos ou que seria mais eficiente unicamente concentrar-nos no agora. Existirá alguma discrepância entre essas duas afirmações? Como poderemos reconciliar a utilização disso como um método de actualização duma probabilidade ao invés de nos deixarmos envolver mais no agora?

ELIAS: Se meditardes também vos envolvereis no agora, se perceberdes o agora, o momento, na meditação.

DREW: Se nos abeirarmos da meditação com o propósito da visualização como um método para a actualização e isso constituir a energia por detrás do acto de meditar (o seu móbil) não dirias que será melhor que não o façamos e nos foquemos antes no agora durante a meditação? Será esse um método útil ou uma distracção?

ELIAS: Em certa medida CONSTITUI uma distracção, apesar disso não menorizar a utilidade para cada indivíduo específico, no enquadramento das suas crenças e na necessidade que sente de criar métodos.

Torna-se-vos mais eficiente a todos concentrar-vos no agora e perceberdes todos os elementos que estabeleceis no momento, mas se a pessoa desejar engajar estados alterados, tal como os entendeis, ou estados meditativos, como um método pessoal isso não deve ser subestimado. Tal como referi, os métodos são desnecessários, mas VÓS acreditais serem necessários. Por isso podem tornar-se eficazes para o indivíduo segundo o desígnio das suas próprias crenças.

MIKE: Numa das últimas sessões, penso que me forneceste uma forma de detecção, por assim dizer, de expectativas e de crenças por meio da observação dos desapontamentos e de certas reacções a situações, e eu sinto curiosidade em relação a um método que me possa levar à descoberta de expectativas subjacentes. (Pausa)

ELIAS: Poderás identificar as expectativas que abrigas se reconheceres as próprias reacções que despoletas em face dos mais diversos eventos na tua realidade, em conjunção com as tuas crenças.

Agora: Eu propus o método anterior, por assim dizer, que podes praticar, porque ele oferecer-te-á a oportunidade de perceberes mais as reacções que geras nas interacções, e com mais clareza; e quanto mais te familiarizares com as tuas próprias reacções, mais à-vontade isso proporcionará na identificação das tuas próprias expectativas por formas menos óbvias e em termos concretos.

Nesse sentido, é importante que te familiarizes com todos os aspectos das tuas próprias crenças, assim como que te familiarizes com as próprias reacções que assumes em face de cada situação, porque para cada situação ou evento, tu reservas uma reacção. Se prestares atenção ao agora, poderás permitir-te perceber as respostas que geras.

Bom, estou bem ciente de que isso poderá ser exprimido com facilidade, e posso-te dizer que poderás detectar reacções automáticas que tendes a gerar, mas a actualização dessa detecção em relação a essas reacções automáticas pode não se tornar tão fácil quanto isso, porque nesse âmbito, vós criastes determinadas expressões na vossa realidade que se tornaram, de certo modo, naturais.

Por isso, tornaram-se aceites no teu foco SEM que prestes atenção a isso, porque tu nem mesmo reconheces ESTARES a criar uma resposta automática.

Nesse sentido, ao avançares de forma mais cabal na exploração das tuas próprias reacções, do teu comportamento e crenças, assim como de todos os aspectos das tuas crenças, também deverás começar a notar que exigirás de ti próprio uma disciplina acrescida em termos de atenção, e uma detecção mais acentuada dos teus comportamentos e criações. Essa acção aproxima-te mais e de modo mais completo do agora.

Eu tenho vindo a referir faz tempo que essa é a orientação mais eficaz que possuís, a de vos perceberdes em meio ao, e interagirdes com, o que manifestais assim como com toda a vossa realidade no momento, a cada instante.

Isso torna-se sobremodo difícil para aqueles que se acham no foco físico, por ser pouco habitual e familiar, mas essa acção de perceberdes os vossos próprios comportamentos e os aspectos das vossas crenças há-de levar-vos automaticamente cada vez mais na direcção e no rumo duma acção de vos permitirá permanecer presentes no momento.

Nesse contexto, como permaneceis atentos a cada momento, também possibilitais uma oportunidade e capacidade de alterardes as vossas próprias reacções, reconhecendo que detendes escolha no momento.

Muitas são as dificuldades que se apresentam às pessoas devido a que não reconheçam dispor de escolha, por NÃO se acharem presentes no momento. A sua atenção não se acha focada no agora.

Mas, à medida que prosseguires nessa acção, dir-te-ei poderes antecipar o passo que virás a dar, no sentido duma tomada de consciência e de exigires de ti próprio muito mais disciplina em relação à atenção do que automaticamente te permites presentemente. Estás a compreender?

MIKE: Estou.

ELIAS: Esses conceitos, se bem que num aspecto sejam bastante simples, tornam-se difíceis de realçar por meio da sua actualização no foco físico em relação a todas as vossas crenças. Eu compreendo perfeitamente esse elemento da vossa realidade.

Poderá parecer por vezes que esses conceitos possam ser bastante simplistas na forma como são promulgados, mas na realidade, considerando o vigor da energia das vossas crenças todas, isso dá lugar a demasiada dificuldade nos movimentos que empreendeis nessas áreas, devido a que no vosso foco físico sejais bastante indisciplinados.

Considera o exercício da clareza, e do focar a vossa atenção apenas nos vossos sentidos exteriores e na manipulação desses sentidos, e como experimentais tanta dificuldade com essa manipulação, por lhes permitirdes uma expressão automática.

Eu digo-te que te permites igualmente, por meio do teu processo de pensamento e das tuas expressões emocionais, uma profusão de reacções automáticas, e nesse sentido, requer-se uma grande dose de disciplina para se perceber sem se deixar passar para a área das reacções automáticas.

FRANK: Será esse o objectivo da Meditação Oriental? Será essa a sua intenção?

ELIAS: Em parte.

FRANK: Em não entreter demasiadas ideias mas tão só abandoná-las e em ter confiança?

ELIAS; Justamente.

Bom; desenvolveram-se crenças nessa área e em torno de tais acções, mas a ideia, o conceito, brota do reconhecimento de que vos podeis distrair imenso e confundir-vos com todas essas reacções automáticas, todos esses outros elementos, procedam eles da criação de outro indivíduo ou de vós, porque isso não importa! Eles são todos elementos de distracção e elementos que vos estenderão uma maior confusão por serem expressões que incorporam crenças, e se não vos concentrardes em nenhuma dessas áreas, também não admitireis a influência decorrente das crenças.

Bom; não te estou a dizer que percorras o teu foco ao longo da tua manifestação sem alguma vez vires a incorporar qualquer ideia ou expressão emotiva! Apenas te digo para que te detenhas na reacção que geras, por momentos, e em relação às criações a que estás a reagir de forma automática. Altera a tua resposta.

Porque se praticares – recorda que este é o nosso terceiro passo e não necessariamente o nosso último passo, apenas o terceiro passo – e à medida que praticares esse terceiro passo, tu substituis uma reacção automática por outra. Geras uma resposta automática em lugar da reacção automática familiar, o que te levará mais perto da aceitação, e que deverá neutralizar completamente os efeitos.

FRANK: Está bem. Então teremos acrescentado, ao nível da essência, uma outra crença que lida com a minha condição física – pelo facto de abrigar a crença de que a minha condição física se acha separada da minha espiritualidade. Isso é algo a que realmente não tinha dado atenção, quase de modo indirecto, em relação à consciência do efeito disso. Então agora também disponho disso, o que penso ser significativo para a minha situação global.


ELIAS: Exacto, o que sempre se terá achado presente, mas que na atenção que dispensaste a esses problemas não terás manifestado prontidão na sua consideração, até agora, por isso se tornar mais abstracto.

Tens vindo a mover-te, junto comigo, na área das expresses físicas do tipo: “Diz-me, Elias, em termos absolutos, e por conceitos que eu seja capaz de compreender em termos concretos,” forma através da qual eu te terei proporcionado informação. Agora avanças para áreas que poderás perceber como ligeiramente mais abstractas, a área da ausência de separação entre a tua forma física e o elemento que percebes ser a tua consciência. Não existe separação.

Eu digo-te que poderás remover qualquer elemento da tua forma física que ela continuará a comportar toda a restante codificação relativa à tua forma física. Não comportará nenhuma outra característica vibratória além da tua. Do mesmo modo, a tua consciência É a tua forma física, e não pode ser separada desse elemento esquivo que tu identificas como sendo aquilo que és. Um elemento do ser que és É a tua expressão física! Não existem duas entidades. Trata-se duma só criação, e nesse sentido, quando começares a reconhecer isso, também poderás dar atenção ao movimento e ao funcionamento da tua forma física.

Simultaneamente, também encetarás o terceiro passo, e isso deverá afectar-te o físico igualmente. Mas no reconhecimento da falta de separação... Porque que haverás tu de separar se se trata duma só coisa e não de duas entidades? Nesse reconhecimento da inexistência de separação, também começarás a dar atenção ao conceito de que o teu corpo físico não procede à criação de nada para além da permissão que lhe concedes, ou para além do controle que exerces. Ele não está a sabotar-te!

FRANK: Bom, eu senti isso umas quantas... Várias vezes!

ELIAS: As pessoas referem muitas, muitas vezes terem noção de estarem a criar o que estão a criar. Não, não têm, por continuarem a perceber que o seu corpo físico está a criar um elemento de agonia para lá do seu controlo, mas eu digo-te que não existe controlo! Estais apenas a criar, e não estais a criar nenhum elemento da vossa realidade de forma inconsciente, porque tampouco existe inconsciente!

Tu estás a criar de forma propositada, mas poderás dizer-me: “Como haverei de desfazer o que estou a criar se estou a criar com um propósito?”

FRANK: (Ri) Já tinha pensado nisso! Que acontecerá nesse caso?

ELIAS: Mas eu digo-te que cada um de vós no foco físico escolheis certas expressões a fim de obterdes a vossa atenção, o que não quer dizer que gostes ou encontres prazer no que estás a criar. Por isso, isso detém um propósito temporário, mas também pode ser interrompido, e se desejares interromper uma expressão, também o expressarás.

Eu digo-te que existem muitos, no teu foco físico, que procedem à criação de indisposições, como quem diz, sem comportar conflitos na sua implementação nem procurar alterar a sua criação, e em casos em que aceitam o que estão a criar. Isso parecer-te-á estranho porque as tuas crenças se movem por áreas diferentes, mas essa é igualmente a razão porque cada um de vós me terá considerado. Vós clamastes por informação a fim de criardes a vossa realidade de modo mais eficaz e com menos conflitos e um menor trauma. Por isso eu respondo-vos por meio da oferta de informação para a criação do que desejais... Apesar de não ser a vossa fada madrinha! (A rir para dentro)

FRANK: Isso é uma perspectiva e tanto! (A rir) É um retracto excelente!

ELIAS: (A rir para dentro) Vós haveis de criar e desfazer esses elementos, vós próprios!

FRANK: Certo. Temos que o fazer. Não temos alternativa, penso eu.

ELIAS: Ah! Errado! Vós tendes SEMPRE escolha!

FRANK: (A rir) Diverte-te lá com essa! Eu estava suficientemente descontraído!

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah!

INGRID: Pois. Estás a ver, existe uma outra questão que te queria colocar. Tenho vindo a meditar há 25 anos, durante várias horas ao dia. Actualmente, desde que me acho fora deste grupo, no começo aida meditava com regularidade cerca de hora e meia na manhã e hora e meia à tarde; mas agora, desde há uns três anos, tornou-se numa experiência bastante interessante. Por vezes tenho a sensação de querer meditar, sinto querer voltar a mim própria, e durante um período breve de tempo, de alguns minutos apenas, sinto como se algo me puxasse do exterior, os meus olhos abrem-se, e de algum modo colho um sentimento, que o contexto ou o tema desta coisa seja o de que o meu ser se ache em todo o lado. De algum modo obtenho - quando abro os meus olhos, por exemplo - experimento, que tudo o que me contemplava era de algum modo eu própria, como se quisesse dizer não restar qualquer necessidade, para o eu interior, do modo que antes usava. Porque o meu ser também se acha no exterior.

ELIAS: Exacto.

INGRID: Essa é a impressão que colho, mas talvez possas comentá-la.

ELIAS: Está correcto. Tu expressas-te para ti própria por imagens bastante concretas e objectivas, e aquilo que exprimes é no sentido de abrires os olhos e com tal acto reconheceres que tudo o que se acha na tua dimensão física que é percebido e experimentado por ti é também gerado por ti.

Deixa que te diga, tal como já tive ocasião de dizer a outros indivíduos, em geral, e por intermédio de interacções que mantive com eles, tu não estás necessariamente a reconfigurar a energia do outro. Por isso, na interacção que estabeleces com ele, tu recebes a energia dele e projecta-la em quadros reais de imagens. Tu crias a forma actual do outro, estás a criar-lhe a expressão, o seu comportamento, mas tu crias isso na tradução do que terás recebido em termos da projecção da sua energia. Em termos gerais, é quase – não completamente, mas quase – exacto em relação ao que o outro está a projectar. É claro que existem sempre elementos que de certo modo se diferenciam, porque tu estás a filtrar a sua energia por intermédio das tuas associações e crenças. Por isso não se trata duma coisa exactamente precisa, aquilo que projectas em termos de imagens relativas a ele, mas anda perto o suficiente para responder pelo facto de que, quaisquer diferenças que possas criar na tradução serão tão escassas que não terão importância.

Mas o que é decisivo em associação com a interacção com outro indivíduo, especialmente se estiverdes a gerar uma orientação no sentido de criardes um relacionamento, reside em teres consciência do tipo de energia que TU estás a projectar, porque seja o que for que estejas a projectar, também hás-de reflectir. E vós todos fazeis isso de forma automática. Todos vós reflectis para os outros aquilo que recebeis deles. Por isso, se projectardes uma energia que se veja desprovida de expectativa e que exprima apreço pessoal assim como apreço pelo outro, e se ESTIVERES a projectar uma energia de liberdade, também haverás de reflectir isso de volta a ti por aquilo que recebes por parte do outro.

O desafio desponta nas alturas em que apresentas a ti própria diferenças. Porque através da apresentação disso, tu, geralmente geras respostas automáticas, as quais, em termos gerais, são do tipo taxativo e polarizado disto ou aquilo: ou nos movemos nos termos do que tu queres ou avançamos nos termos do que eu quero; assim ou assado. E isso gera competição, o que estabelece igualmente a expectativa do compromisso ou da complacência, ao invés de te permitir voltar para uma expressão de cooperação com o reconhecimento das diferenças e a descoberta doutras escolhas não comprometedoras para ambos os indivíduos.

E eu posso-te dizer, minha amiga, que tu és bem capaz de gerar esse relacionamento, mas isso depende de ti.

ONGELIC: Eu sei! É esse o meu problema. Será somente procurar manter o foco em mim próprio?

ELIAS: É.

ONGELIC: Essa é a parte difícil.

ELIAS: E em estares presente em ti.

ONGELIC: Poderás explicar essa parte de estar presente?

ELIAS: Sim. Podes preservar a tua atenção no momento, e em certas alturas poderás mesmo focar, de certo modo, a tua atenção em ti própria, mas estar presente em ti própria, agora, especialmente em associação com outros indivíduos, consiste nesse acto de interagires com eles e de prestares atenção à energia que emitem e ao que exprimem e ao modo como partilhas essa interacção; estar consciente do modo como ajuízas o que quer que estejas a receber por parte deles, estar consciente do que TU estás a fazer com a tua energia, daquilo que TU estás a avaliar, do que estás realmente a FAZER a cada instante, do que geras em resposta e em relação a que influências estarão a ocorrer em ti. Isso é estar presente em ti própria. Consiste em te concederes permissão para interagires e partilhares com outros, sem deixares que isso te distraia no teu estado de presença, no teu próprio ser, na participação que estabeleces, na tua própria existência.

Já tive ocasião de vos dizer muitas vezes que, geralmente, a maioria das pessoas passa o dia na posição de co-piloto no seu próprio avião, enquanto a posição do piloto se acha vazia. Por isso, passais o dia a gerar acções de tal modo automáticas que não prestais atenção ao que está realmente a fazer. Nem sequer tendes consciência da vossa própria presença, da vossa própria existência.

Torna-se de tal modo automático que, quando dais pela vossa existência e pela vossa própria presença é quando exprimis algum tipo de comunicação emocional mais vincada. Geralmente, posso-te dizer que tendes mais noção da vossa própria presença - de vós próprios e da vossa existência - quando proporcionais a vós próprios uma comunicação emocional de desconforto, quando estais ansiosos, tristes ou deprimidos. Esses são sinais emotivos que comportam uma comunicação emocional que desencadeiam uma resposta no sentido de vos tornares presentes convosco próprios. Tendes consciência de vós próprios; estais conscientes da vossa existência e da vossa própria presença.

Mas muitas vezes, durante o dia, se não sugerirdes a vós próprios um tipo de comunicação emotiva desses, não vos tornais necessariamente cientes da vossa própria presença. Não vos tornais presentes em vós próprios. Projectais na direcção do passado ou do futuro, ou então a vossa atenção foca-se em algum elemento externo ou em mais alguém e nas expressões ou comportamentos que ele assume, ou numa situação ou circunstância que esteja a decorrer no vosso ambiente físico. O principal consiste em não excluir essas expressões externas, porque elas são todas extensões de vós, mas em vos tornardes simultaneamente conscientes da vossa própria presença com elas. Nisso reside o desafio.

Sois bastante peritos em focar a vossa atenção fora de vós em relação a uma situação ou circunstância ou a outro indivíduo a ponto de vos excluirdes a vós próprios. Achais-vos familiarizados em focar a vossa atenção de tal modo intensa em algum elemento externo que acabais por vos tornar objectivamente inconscientes de vós próprios. Por isso, estais a excluir-vos da vossa atenção.

Ao invés disso, não vos achais familiarizados, e sentis ser um desafio propor esse tipo de foco à atenção. A intenção consiste em deixardes de focar a vossa atenção em vós próprios para exclusão do vosso mundo e para exclusão de tudo o que criais no vosso ambiente – porque isso também consiste num extremo – mas em gerardes um equilíbrio em que estejais conscientes e presentes em vós próprios. Tendes noção do agora e tendes igualmente noção das interacções e do que estais a criar no vosso ambiente individual. Coisa que, por se tratar duma acção pouco familiar, requer uma certa prática. (Riso)

ONGELIC: A forma como tendo a fazer tal coisa, ou procuro fazê-lo, é em sentar-me à noite a escrever, num diário que criei. Contemplo aquilo que estou a gerar e aquilo que quero, e sento-me e procuro calcular as coisas. Será essa uma forma apropriada?

ELIAS: É. Talvez também possas praticar diariamente falar contigo própria e interrogar-te, por momentos: “Que estarei eu a fazer neste momento? Que estarei a experimentar neste momento? Onde se achará a minha atenção neste momento? Onde se achará a minha própria presença neste momento? E isso pode literalmente ser expressado num instante. Mas deve proporcionar-te uma prática que permitirá que te familiarizes mais com o acto de estares presente contigo própria.

LETTY: Elias, eu tive tanto preparo, e no entanto ao final de cada dia, não me resta nada. Eu consegui captar de verdade onde se situa a minha carência e a minha falta de descontracção e a minha oposição em contraste com a cooperação, mas ao mesmo tempo tenho vindo a sentir esta energia espantosa que preciso libertar. Tenho vindo a chorar imenso e concedo uma maior permissividade por causa disso, e sinto-me melhor após tê-lo feito, em relação à frustração que sinto. Ao prestar igualmente atenção ao que estou a fazer e à razão que me leva a julgar não estar a criar aquilo que quero, sem que entretanto na realidade nada esteja a mudar. Apenas ao escutar-te esta manhã, acabo convencendo-me de ter mudado bastante desde a nossa última conversa, mas não necessariamente onde pensava ter querido chegar.

Uma das coisas que colhi foi o golfe, e estou a ter bastante sucesso com ele. Sou péssima nesse jogo, mas faço-o apenas por uma questão de prazer. No fim-de-semana passado estive no México num torneio com a família. E reconheci algo que desencadeaste mesmo agora quando estavas a conversar com a Cindel, em relação a eu estar a forçar demasiado e a isso constituir um quadro perfeito para mim. Tanto quanto me permite obter gozo, a situação permite-me perceber um monte de influências. Reconheço ter vindo a tentar demasiado, o que traduz a crença de não estar mais a lutar, o que eu pensava ter ultrapassado, e por isso aqui estou eu de volta a alguns desses problemas relacionados com aquilo que os outros pensam.

Penso que isso tenha tido igual impacto em algumas das frustrações que sinto, e não me encontro mais a gerar dinheiro, apesar de ter criado uma situação divertida de trabalho em part-time com a descontracção que obtenho junto daqueles com quem trabalho. Não existe pressão nem tensão alguma, eu estou a obter dinheiro, e isso deu-me uma oportunidade de voltar a dar por mim na rotina de me levantar e de ir para o trabalho, e de regressar aquando da hora da refeição.

Não sei se tenho alguma pergunta em particular, porque penso estar a entender tudo, mas queria ver se me poderias ajudar a orientar-me um pouco melhor quando me espalho a tentar calcular o que fazer e o que deixar de fazer, e tento prestar atenção às crenças que me estão a afectar ao mesmo tempo que me sinto descontrolada em relação a isso. Tem sido uma pequena bola de energia sobre a qual por qualquer motivo queria falar contigo há quatro semanas, e que se manteve adiada por uma razão qualquer. Estou em situação de conseguir compreender o que me está a atravessar, estou a ser uma óptima analista, mas ao mesmo tempo dou-me conta da oposição que apresento em relação à minha própria energia. Estou na defensiva em relação a mim própria, julgo eu.

ELIAS: Sim, eu estou a entender. Bom; de modo similar ao do da Cindel, dir-te-ia ser importante tornares-te presente contigo própria. Estar presente contigo própria não significa o acto de exclusão do teu ambiente nem de nenhuma das tuas interacções nem de deixares de prestar atenção ao que estiver a ocorrer fora de ti nem ao teu redor. Estar presente contigo própria é teres noção de ti própria como um elemento do que está a decorrer – em teres noção da tua presença, da tua existência.

As pessoas podem gerar uma percepção das crenças que as estejam a influenciar nas mais diversas situações e podem ter noção das influências oriundas de certas crenças e reconhecerem que isso seja o que esteja a influenciar-lhes a percepção a fim de gerarem determinadas acções ou expressões ou comportamentos. Mas isso pode não significar necessariamente que estejais presentes convosco próprios no momento, agora. Existem muitíssimas alturas durante o dia em que podeis criar acções ou interacções, e subsequentemente, podeis identificar aquilo que vos terá levado a agir ou a reagir de forma particular, porém, na altura, não vos acháveis necessariamente presentes convosco próprios. Na realidade não tendes consciência da vossa presença real, da vossa existência real.

Deixa que te refira, tal como o fiz recentemente a outros, porque este assunto em particular está nesta altura a ser expressado por muitos. Podeis observar lá para convosco que vos achais bastante presentes e possuís a mais aguçada noção de vós próprios - do que estais a fazer e do que estais a experimentar - se estiverdes a sentir desconforto. Porque se estiverdes numa situação de desconforto, automaticamente haveis de focar a vossa atenção no que estiverdes a fazer de forma a gerardes tal desconforto. Mas podeis necessariamente não traduzir com precisão e de modo objectivo o que esteja a gerar esse desconforto no momento.

Bom; isso não quer dizer que não possais estar presentes convosco próprios em qualquer altura, porque podeis. Isso pretende unicamente fornecer-te um exemplo do significado de permanecer presente consigo próprio. Se vos achardes numa posição de desconforto, a consciência que tereis da vossa existência e de vós próprios será engrandecida, e o desconforto pode-se expressar de muitas formas.

Na situação relativa a esse jogo (golfe) que começaste a usar, eu encorajo-te a dares-lhe continuidade, por se poder tratar dum modo através do qual poderás libertar energia duma forma bem sucedida, mas se não te encontrares a gerar competição.

LETTY: Não, não aprecio a competição, de qualquer modo.

ELIAS: Nesse sentido...

LETTY: Essa é uma actividade que descobri que implica que nos concentremos no momento na pequena bola, no nosso corpo, na nossa postura e no impulso. E tem-me ajudado ao prestar atenção mais ao momento.

ELIAS: Eu estou a entender. Se empregares a tua atenção nos outros e te preocupares com a percepção que tenham de ti, isso será uma (outra) expressão de competição. Por isso, isso não te permitirá libertar energia de modo eficiente e bem sucedido, por te reforçar a tensão. Por isso a consciência do teu corpo gera outros métodos para libertar essa energia, o que, como terás tido noção, a consciência do teu corpo terá escolhido o choro a fim de libertar tal energia.

Mas a actividade do jogo pode tornar-se num método eficiente pelo qual poderás gerar essa libertação de energia por via natural, ao incorporares a acção do exercício enquanto te permites estar presente de forma genuína contigo própria sem te preocupares com os outros nem estares a competir, e sem gerares qualquer avaliação relativa a seres ou deixares de ser boa o suficiente a jogar, nem se deverás ser melhor ou progredir ou gerar o jogo duma forma melhor ou mais adequada, mas ao invés permitindo-te gerar esse à-vontade e uma expressão natural de energia e libertar energia, permanecendo presente contigo própria e dando lugar ao jogo por te proporcionar diversão. Nesse sentido, posso-te dizer que obterás um maior sucesso com a forma como jogas o jogo, por não incorporares a tensão que estabelece o obstáculo.

Tal como no exemplo da Cindel, da forma como o tempo pode criar um obstáculo e por isso tornar-se no foco da vossa atenção, sem incorporardes qualquer outra acção durante esse período, o que estabeleceria a percepção da perda de tempo ou da não realização. De forma similar à do jogo, tu estás a gerar essa tensão, e crias um obstáculo por meio do qual não te permites realizar na plenitude do teu potencial, nem executá-lo.

STELLA: Elias, isso é genial. Vou ter que dar atenção a isso.

LETTY: Penso que também terei estabelecido um pouco de relação com a Cindel, acerca do medo ou da protecção. Eu não tinha noção disso, mas tive um sonho, Elias, em que me encontrava naquele local, numa loja, em que a minha família geria a loja ou isso. Havia gente bastante estranha ao meu redor, tal como se estivessem a preparar um roubo ou algo assim, e lembro-me de voltar ao meu carro e ir ao porta-luvas à procura duma arma para me defender. E de ter pensado, “De onde terá isto vindo?”

Eu tenho consciência de abrigar a crença relativa à protecção, que emprego de modo bastante automático, e no entanto falo do quanto prescindo de protecção por criar a minha própria realidade. Apesar de dizer isso para comigo própria, sei bem não ser completamente verdade, por ainda dar por mim nesse acto de procurar protecção, e por ainda não prescindir do cinto de segurança ou trancar o meu carro quando estaciono num bairro mais duvidoso. Isso será algo que tenha surgido sorrateiramente em mim ou que se ache envolto um pouco naquilo por que tenho passado na frustração de pensar não estar a criar aquilo que quero e na frustração das minhas escolhas, das minhas preferências?

ELIAS: É.

Bom; além disso, vou reiterar-te de novo, as crenças que abrigas não são o inimigo. Elas não estão a ser eliminadas nem tampouco são prejudiciais. Nesse sentido, dado que me apresentaste esse assunto da protecção neste momento, a associação que estabeleceste automaticamente foi de que essas crenças sejam prejudiciais, de que tenhas gerado a ideia, uma vez mais, de que tenhas de algum modo suplantado essa crença referente à protecção.

Antes de mais, a crença na protecção não é prejudicial. Em si mesma, ela é neutra. Depende das influências que escolheres e mesmo isso não é bom nem mau. É somente uma questão do tipo de influências que se achem mais em conformidade com as tuas preferências e de te permitires criar aquilo que queres. Mas não é danoso, porque vós não transpondes as vossas crenças; não superais as vossas crenças; não eliminais as crenças. Escolheis é influências diferentes.

Se escolheres trancar o teu carro ou usar o cinto, isso são actos que não são prejudiciais. Podem é estar associados às tuas preferências. Tal como estarás ciente, eu também já debati isso contigo, Cindel, em associação com a protecção e o modo como poderás incorporar essa crença e poderás gerar influências oriundas dela numa expressão de cooperação e numa expressão das tuas preferências. Não é necessariamente o facto das acções que incorporas relativas à protecção serem automaticamente danosos e te bloquearem a capacidade de gerar aquilo que queres.

Aquilo que é significativo é que te permitas perceber a altura em que essas influências se alteram, e quando começas a expressar influências oriundas duma crença que te seja familiar, e que não tenhas vindo necessariamente a expressar recentemente e que possas estar a expressar de novo agora, e possas estar a detectar que tais influências familiares de certa forma possam estabelecer obstáculos ou impedimentos para ti.

Esse é o elemento fortalecedor não somente do facto de reconhecerdes as crenças mas igualmente decorrente de lhes identificardes a influência, porque ao gerardes essa consciência de forma objectiva, isso possibilita-vos o poder de escolherdes outras influências intencionalmente, e por isso também pode alterar aquilo que estiveres a fazer, e também por isso alterar o que estiveres a criar e alterar o que quer que resulte em consequência.

O sinal que expressas em relação a ti própria, de que possas estar a expressar de algum modo mais intenso outras influências de protecção que te sejam familiares, traduziu-se pelas imagens que obtiveste no sonho, a resposta automática de teres que usar dum tipo de acção ofensivo – em termos de defesa e não de ofensa, por meio dum comportamento associado com a tua própria protecção. Nas imagens que colheste nesse sonho, tu expressaste uma reacção automática de defesa, e por isso, a tua reacção automática em relação à tua acção defensiva foi a de gerares uma acção de defesa e recorreres à utilização duma arma.

Isso são imagens que apresentas a ti própria a fim de enfatizares aquilo que estás a fazer, por estares a escolher as influências inerentes à crença da protecção que te influenciam a percepção e te levam a perceber-te como uma vítima. Isso gera uma reacção automática que incorpora uma acção que se equipara à energia de defesa, a qual, uma vez mais, consiste numa outra forma de expressão de oposição.

A energia da oposição é expressada com bastante facilidade nesta altura. Está a ser expressada de forma colectiva, o que gera um maior à-vontade e um potencial no sentido da, como quem diz, intersecção ou exploração dessa energia e da sua criação no vosso íntimo. Essa é a razão porque é importante estares presente contigo própria, de forma que saibas e tenhas consciência do tipo de energia que estás a expressar e possas reconhecer, sempre que expressares uma energia de medo ou de vitimização ou de comparação ou mesmo de defesa, porque todas essas formas de identificação geram uma energia de oposição. (Nota do tradutor: E oposição, como sabemos, só reforça o objecto a que tendemos a votá-la, o que por sua vez, se deverá reflectir de volta a nós próprios, sempre no sentido da integração e da afirmação natural)

Quer seja de forma associada aos demais ou a ti própria, isso não tem a menor importância, porque a energia expressar-se-á, e fá-lo-á no sentido do exterior. Por isso, se te opuseres a ti própria, deverás expressar uma energia de oposição rumo ao exterior, de algum tipo. Essa é a razão porque expresso com um tom veemente a importância de estardes presentes convosco próprios a fim de reconhecerdes o tipo de energia que expressais no momento, além de ser a razão porque vos encorajo a todos no sentido de que, ao gerardes esse tipo de conscientização também exercitais o vosso poder e concedeis a vós próprios uma enorme liberdade, o que é primordial.

FRANK: A primeira questão que tenho a colocar é de saber se me perceberás de algum modo diferente, por nos encontrarmos fisicamente no mesmo compartimento, ou se não terá importância para ti o facto de poder estar ao telefone ou sentado diante de ti.

ELIAS: Não existe qualquer diferença por eu estar a interagir com a tua energia e não adoptar realmente um campo visual da forma idêntica à que usais, por isso requerer mais energia do que seria necessário. Mas, de certa forma, eu adopto um campo visual de energia, só que não em relação aos objectos presentes.

FRANK: Mas podias, se o quisesses?

ELIAS: Podia.

FRANK: Isso é interessante. Bom, isso é um tanto estranho para mim. Tenho vindo a conversar contigo há mais de cinco anos já, e defrontar-te finalmente em pessoa é uma experiência completamente diferente.

Ora vejamos... Penso que a primeira coisa que eu gostaria de colher seria algumas coisas que nós... Na verdade, tudo o que tenho vontade de debater como que desemboca naquilo sobre que conversamos na última vez. Primeiro, da última vez mencionamos a equipe de baseball que eu tenho vindo a gerir, e tu mencionaste a forma como a minha atitude se tem demonstrado em relação ao modo como afectou a sua falta de sucesso. Desde então, tem vindo mesmo a revelar-se surpreendente, e ainda não perdemos um jogo, pelo que te agradeço pelo teu...

ELIAS: Ah! Então tu estás a alterar a percepção que TENS em relação a essa equipa.

FRANK: Tenho. Algo mudou. Não estou realmente certo do quê, mas resultou. Resultou até muito bem.

ELIAS: Do mesmo modo que a alteração da interacção que vinhas a ter, o que muda o resultado.

FRANK: Sim, foi espantoso aquilo que aconteceu. Por algum tempo ninguém quis dar a cara nem revelou qualquer interesse, e agora estão todos a aparecer e toda a gente está a divertir-se. Eles estão a ganhar e a sair-se bem. Isso leva-me a olhar para trás e a pensar na forma como terei conseguido tal coisa. Como terá operado isso, para além dos conselhos que me deste no sentido basicamente de me voltar mais para mim? De qualquer modo, resultou num tipo interessante de lição que me deixa desejar que tudo pudesse revelar-se tão fácil.

ELIAS: Mas, usa mais o entusiasmo que sentes.

FRANK: Sim. Não estou certo quanto ao modo como o consegui, para além de me ter decidido a envolver-me mais e a deixar-me entusiasmar mais.

ELIAS: Perfeitamente simples.

FRANK: Parece quase perfeitamente simples, mas...

ELIAS: É nisso que reside a questão. Não é preciso que compliqueis. A maioria das acções que empreendeis são realmente simples.

FRANK: Bom, nesse caso tenho a esperança de que as outras coisas sobre as quais te quero falar se revelem tão simples quanto isso. (Elias ri) Outro problema que debatemos foi a equipa de baseball em que jogo e da forma como eu participo nela, e nós já mantivemos uma longa conversa dedicada a esse tema. Relativamente ao facto de não ter obtido qualquer mudança no resultado, interrogo-me se não poderias dizer-me algo acerca do que sentes sobre isso, da posição em que me encontro e quanto ao que preciso fazer.

ELIAS: E que avaliação fazes disso? Tendo presente a conversa que tivemos, tu e eu discutimos a expressão física que tinhas vindo a usar e a apreensão subjacente relativa à situação, assim como outros problemas subjacentes ao facto de não expressares a tua própria confiança. Mas que avaliação farás tu em relação a isso?

FRANK: Penso que terei superado a parte de poder sofrer um novo ferimento em grande medida devido ao que me transmitiste. De vez em quando recordo a mim próprio aquilo que me disseste e não penso que isso constitua mais um problema. Mas por alguma razão, penso que ainda não conseguirei manifestar a confiança (desejada) porque as coisas ainda não sofreram qualquer melhoria. Uma vez mais, desejava que as coisas pudessem ser tão simples quanto o foram em relação à outra questão que acabamos de mencionar, mas ainda não consegui dar esse salto, o de voltar a conquistar a confiança que senti.

ELIAS: Deixa de estabelecer comparações.

FRANK: Em relação a mim próprio, ao que consegui?

ELIAS: Para de te comparares contigo, em relação ao teu eu ideal e aos outros indivíduos.

FRANK: Eu faço isso com frequência?

ELIAS: Fazes. Não te comparas tanto quanto os outros, mas um tanto. Comparas-te de forma considerável com o teu eu ideal, o que também envolve a comparação em relação ao que terás concretizado no passado e com o que estás a deixar de conquistar actualmente, o que, por sua vez, não te abona na segurança nem na confiança que revelas em ti próprio nem na tua capacidade. Pára com a comparação.

FRANK: Isso é mais fácil de dizer do que de fazer.

ELIAS: Estou ciente disso. Mas esse pode ser o teu maior obstáculo presentemente. Permite-te apenas concentrar em ti e na tua habilidade do momento, sem te projectares rumo ao teu eu ideal, nem te projectares na direcção do passado no sentido do que alcançaste anteriormente, mas permite-te ficar presente contigo próprio no momento e experimentar o poder que te assiste. Experimenta a tua força e concentra-te. Tu pensas estar a concentrar-te ao jogares, mas achas-te distraído, por subsistirem comparações subjacentes e isso te distrair a concentração. Por te distrair o foco que exerces.

FRANK: Queres dizer, enquanto estou a jogar?

ELIAS: Sim. Por isso, se te achares genuinamente presente em ti próprio no momento e a experimentares a tua força e o teu poder, hás-de permitir-te realizar e restabelecer a tua confiança.

FRANK: Eu não vou conseguir colocar isto muito bem por palavras, mas deixa-me tentar. Nos intervalos entre os períodos em que jogo, deverá servir-me de algum auxílio tentar recordar onde terei jogado bem ou esse tipo de coisa?

ELIAS: Serve, mas somente se não estabeleceres comparação entre o que estiveres a fazer no momento e o que tiveres feito anteriormente. Se te estiveres a reforçar-te por meio da lembrança dos teus feitos e a sentir reconhecimento em relação a ti próprio e a reforçar a confiança nas tuas capacidades, isso poderá servir de ajuda. Mas se te deixares deslizar para a diminuição de ti próprio no momento, isso será um indicador de estares a comparar, e isso não serviria de muita ajuda.

FRANK: Penso que seja uma resposta automática que passe a gerar nessa altura.

ELIAS: Sim. Essa é a razão porque se torna importante que estejas presente em ti próprio. Sê consciente. Estar presente de ti próprio significa uma consciência, uma sensibilidade de ti próprio, da tua existência. Isso poderá parecer simplista, mas na realidade, com que frequência costumas ter consciência da tua existência efectiva?

FRANK: Com pouca, mas isso não me parece simplista de todo.

ELIAS: Isso é estar presente, e permitir-vos experimentar de modo genuíno a vossa existência e a vossa força e poder em meio a tal existência.

FRANK: Essa é difícil.

ELIAS: Mas que te capacita enormemente.

FRANK: Sim, sinto ser capaz disso. É quase como o que aconteceu com a equipa de baseball que eu treino. Tudo bem, sinto-me capaz de conseguir qualquer coisa.

ELIAS: Isso também consiste num reforço. Isso é uma conquista. Reconhece isso no teu íntimo e fica a saber que podes conseguir isso com idêntica facilidade e simplicidade e tornares-te igualmente bem sucedido.

FRANK: Ou outra coisa qualquer.

ELIAS: Sim.

FRANK: Pelo menos encontro-me agora numa situação em que, ao contrário de vários anos atrás, em vez de chafurdar na lama pelo facto da coisa não funcionar bem, agora aceito mais; só preciso tentar perceber o que está a acontecer nisto.

ELIAS: E forneces a ti próprio uma prova do teu avanço e das tuas conquistas. É apenas uma questão de continuares a reconhecer e a admitir essas conquistas, ao invés de as ignorares por alguma via.

PAUL: Bem, tratava-se duma festa surpresa destinada a mim de forma tão simbólica que se tornou num presente imbuído dum sentido de apreço. O facto de ter alguém que eu pensava ser uma esposa podia ser uma representação da minha parte a ver se me sentiria confortável no futuro, na companhia duma.

ELIAS: Em parte.

PAUL: E em parte o que mais?

ELIAS: Em parte também uma permissão para perceberes as interacções e as reacções que terias. Tens razão em relação à associação ligada à celebração. Isso consiste numa expressão de reconhecimento pessoal e dum reforço dessa apreciação. Em associação com o outro indivíduo que encaraste como tua esposa, isso serviu mais como uma expressão em imagens por meio da qual te permitiste encarar-te e perceber as tuas respostas automáticas associadas aos outros através do relacionamento.

As relações, no teu caso, sempre te geraram um certo elemento de dificuldade. Por isso ainda subsiste no teu íntimo um questionamento relativo aos relacionamentos e ao modo de gerares esse tipo de expressão de forma bem sucedida. Mas tu apresentaste a ti próprio informação suficiente para te levar a reconhecer que não diz respeito ao outro, e que para obteres sucesso e à-vontade num relacionamento com um outro indivíduo - a despeito do tipo de relação que isso subentenda - te é necessário que tenhas consciência de ti próprio e do que estás a fazer e do que estás a expressar e do tipo de energia que estiveres a projectar, e portanto, daquilo que te for reflectido da forma que desejas. Isso consiste num desafio, porque também exige que tomes consciência das reacções automáticas e das associações automáticas e das expectativas que abrigas, o que influenciará o tipo de energia que projectas e por isso, o tipo de energia que reflectes (de volta) para ti próprio.

PAUL: Pensas que me tenha tornado mais proficiente a detectar as minhas reacções automáticas e a acalmá-las agora em comparação com o ano passado?

ELIAS: Sim.

PAUL: Também acho! Só que é um processo tão lento... Procuro notar a projecção de energia que faço, agora como noutras alturas. O modo como procuro focar a minha atenção dessa forma, para além de notar o que estou a fazer e de procurar por pistas objectivas, é pensando na região do meio do meu corpo. Provavelmente é um bom tipo de começo, não será?

ELIAS: É, mas tem noção de que o que estás a fazer não é necessariamente físico.

PAUL: A minha projecção de energia, é o que queres dizer?

ELIAS: Com isso, sim – das associações que estiveres a criar em cada situação, do que estiver a ocorrer em ti. Canalizar significa ter consciência das reacções automáticas, porque elas são precisamente isso, são automáticas e não requerem qualquer pensamento. Por isso, é mais difícil observar e ter consciência das suas ocorrências.

Tornas-te ciente dos resultados ligados a elas, em especial resultados com que te não sentes confortável ou por que não nutres simpatia, mas é uma questão de estares genuinamente presente em ti próprio no momento – não apenas de teres consciência do momento, mas em te achares presente contigo próprio. Entendes o que significa estar presente consigo próprio?

PAUL: Eu ia perguntar-te se não haverá algum tipo de procedimento que pudesse praticar que me habilite mais a colocar-me mais no presente.

ELIAS: Eu não referi NO presente; O que expressei foi ESTAR presente agora.

PAUL: Não. (Ri) mas eu estou aberto ao que queres a dizer. E não penso que tenha uma consciência excelente disso, Elias.

ELIAS: Em que altura dirás que experimentas o sentido de presença com mais intensidade numa dada experiência?

PAUL: Parte de mim tem vontade de dizer logo a seguir ao término dum processo de reacção automática em que eu começo a analisar e a buscar no meu íntimo uma razão para o ter feito, enquanto a outra parte de mim quer apontar a altura em que caio no sono, à noite.

ELIAS: Deixa que te diga, que as alturas em que tu e a maioria das pessoas se acham mais presentes consigo próprios é naquelas em que vos sentis desconfortáveis por qualquer via, geralmente dum modo extremo.

PAUL: Tipo uma discussão, um problema, um acidente?

ELIAS: Se estiverdes a experimentar um desconforto extremo físico ou emocional ou o que designais como mental, tornais-vos sobremodo presentes em vós próprios no momento. Tornais-vos sobremodo conscientes da vossa existência, e do facto de que efectivamente existis. Alcançais consciência da vossa presença física, e tornais-vos conscientes da vossa experiência.

Geralmente, nesses momentos, gerais uma força em termos de energia que procura eliminar a experiência ou alterá-la, mas não é aí que reside o essencial. A questão reside em vos permitirdes genuinamente recordar um momento em que crieis esse tipo de presença em vós próprios, gerando uma efectiva noção da vossa existência.

Falando em termos gerais, a maioria das pessoas não se acha presente. Não estão cientes de existirem realmente, e apenas se movem e geram acções e processos de pensamento só que sem terem consciência da sua real existência. Isso é significativo porque do facto desse estar presente consigo próprio resulta uma espantosa informação.

PAUL: Uma chave para o processo da acção nesse sentido consistirá quer na lembrança do passado, no qual tenha sentido um elevado grau de desconforto, desconforto esse em que tenha investido com energia sem ser necessariamente pelo tema do desconforto em si ou o que penso...

ELIAS: Exacto.

PAUL: ...Senão apenas pelo sentido de desconforto?

ELIAS: E pela consciência que tens de ti próprio nesse momento, a consciência da tua presença, a consciência da tua existência.

Deixa que te forneça um caso hipotético a título de exemplo. Uma pessoa pode incorporar uma dor grave em qualquer região do seu corpo físico. Num momento, se a dor for suficientemente grave, a resposta automática que há-de apresentar para essa dor será a de que o indivíduo preferirá eliminar esse aspecto do seu corpo físico. Se a dor se situar no pé, ele desejará cortá-lo a fim de eliminar a dor da sua existência. Porque, nesse momento, essa condição extrema gera uma presença real do indivíduo e ele torna-se altamente ciente da sua existência real e da presença que alcança em si próprio. Geralmente isso gera um desconforto, e tal como já declarei, a pessoa geralmente deseja separar esse ponto de focagem que lhe estará a criar essa presença inerente à existência.

Mas essa não é a única maneira por meio da qual podereis experimentar uma consciência mais exaltada de vós próprios em termos de estardes presentes convosco próprios. Geralmente é o modo através do qual as pessoas se permitem momentos duma percepção em relação à sua existência. Porque em termos gerais, as pessoas deixam-se ocupar duma tal forma que isso acaba distraindo-as em relação a essa consciência da sua própria presença e da sua existência. Deixam-se preencher por ocupações, tanto no campo da acção como do pensamento, e ocupam-se com análises. Mas onde VOS encontrareis vós em meio a toda essa ocupação? Onde estará o âmago do que sois, a essência? Porque, a essência do que sois está a gerar toda aquela informação relativa ao que sois, que é ignorada.

Essa é a razão porque, por vezes, vós gerais sonhos que vos parecerão bastante esquisitos, por estardes continuamente a gerar uma quantidade de informação para vós próprios e permanecerdes inconscientes da vossa presença. Por isso mesmo, ela está a ser ignorada, mas continua a expressar-se e por vezes pode surgir no que podereis designar como imagens estranhas dos sonhos ou visualizações que vos parecerão incompreensíveis. Mas nesse sentido, tereis oferecido a vós próprios imagens por intermédio desse sonho a fim de sugerirdes a vós próprios uma pista relativa à presença em vós próprios, reconhecendo-vos e apreciando-vos, e por isso celebrando, mas igualmente com uma consciência da vossa presença convosco próprios a fim de vos permitir descobrir em que consistirão as vossas reacções automáticas em determinadas situações, sendo que as do relacionamento servem para ti como uma expressão excelente que desejas explorar.

PAUL: Eu disponho de duas vias destinadas à prática. Uma é a recordação de algum evento desconfortável e tentar focar-me na consciência de mim próprio.

ELIAS: Sim.

PAUL: Outra via será a de me colocar numa situação desconfortável numa dessas três categorias. Posso encontrar-me no exterior a correr e sentir uma dor no pé. Isso é desconfortável. Devo dirigir a minha atenção para a dor que sinto no pé ou devo apenas procurar tentar manter-me consciente durante o sucedido?

ELIAS: Sim, porque não é uma questão de focares a tua atenção na dor mas de a focares de modo que possas ter noção da presença e da existência que está a sentir a dor.

PAUL: Poderei fazer isso igualmente em relação ao refluxo de acidez que sinto?

ELIAS: Podes.

A presença consiste numa consciência objectiva de vós, de que existis. A presença é a consciência que tendes de serdes seres e de que existis neste momento. Traduz uma consciência da vossa totalidade no momento.

A presença não consiste necessariamente em prestardes atenção àquilo que transmitis a vós próprios. A presença não significa necessariamente ter noção do vosso meio ambiente. A presença não traduz necessariamente ter consciência do que estais a fazer. A presença não é nem sequer necessariamente ter consciência do tipo de energia que estais a projectar.

(Falando com lentidão e de modo bastante claro) Presença é ter consciência de que existis de facto e na experiência dessa vossa existência. Esse é um assunto bastante significativo. Assim como um assunto com que a maioria das pessoas se acha bastante pouco familiarizada ao longo de toda a sua realidade. Mas ao mudardes e com assento neste movimento que está a decorrer nesta altura e no à-vontade com que a oposição está a ser expressada, torna-se importante ter consciência da vossa presença.












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