segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O MATERIAL ELIAS - PRIMEIRA PARTE



O Material de Elias
Livro 1
Tradução de Amadeu Duarte
Índice:
Introdução ......................................................................................3
Uma Perspectiva Sobre o Fenómeno da Mediunidade ...............6
A Minha Experiência de Incorporação do Elias .........................11
O Surgimento de Elias ..................................................................17

Perguntas e Respostas ..................................................................19

A Arte de Viver...............................................................................27

Suicídio e Sexualidade ..................................................................32

A Entrada do Espírito no Corpo do Recém-Nascido                     
Possessão ........................................................................................41

Outros Focos
Fragmentação
A Bíblia; uma Compilação de Histórias! .......................................52

O Propósito Original da Separação
A Partilha Deste Material ...............................................................63

Crenças: Duplicidade .......................................................................70

Os Processos do Pensamento ..........................................................77

Sessões Privadas ..............................................................................90

Elementos da Essência: Religioso
Mudança da Consciência
Círculo/Ciclo ..................................................................................102

Extraterrestres ..............................................................................115

Elementos Religiosos: O Bem e o Mal ..........................................132

Fragmentação
A Realidade da Possessão .............................................................147

Elementos Religiosos: Sistemas de Crença
A Natureza dos Pesadelos
A Efectividade da Libertação pela Verdade
Cirurgia e Cura  ............................................................................ 155

Aspectos Alternos
Mais Acerca de Fragmentos
Vós Curais-vos a Vós Próprios!
A Verdade Há-de Suplantar a Crença! ........................................171

Elementos Religiosos: Imaginação: O Conceito de Deus
Sonhos: Não é Importante Interpretar mas sim Experimentar 187

Personalidade Múltipla/Senilidade/Catatonia/Coma
Evolução e Extinção
Recordação dos Sonhos ................................................................. 202

Psique
Instinto Animal
O Verdadeiro Auxílio Envolve Espírito de Equanimidade
Os Benefícios da Dádiva Desinteressada ......................................220

Não Existe Começo… Não Existe Final
O Princípio ......................................................................................239

Energia e Impulsos .........................................................................256
A Ciência da Psicologia: Um Conjunto de Crenças
Violência Infantil Assente na Falta de Atenção
A Diferença Entre Expressão e Ausência de Expressão dos Impulsos
A Recompensa Manifesta na Oposição às Manifestações Indesejáveis
Os Fenómenos dos Círculos nas Searas e do Triângulo das Bermudas 263


Duração Ideal do Período de Sono
Recordação dos Sonhos
Os Centros de Energia e O Seu Papel Vital
Consciência Animal ........................................................................282


Introdução
Elias representa uma voz que se presta ao esclarecimento do indivíduo numa época conturbada como aquela em que vivemos, caracterizada por todo o tipo de adversidades e desafios inéditos, e propõe um esclarecimento que só terá encontrado par nos tempos das pregações originais dos profetas bíblicos, cujo teor se perdeu por força da interpretação mais ou menos gratuita e das distorções impostas pelos séculos que resultaram em grande medida em vários tipos de dogma.

Um esclarecimento que se desdobra numa exposição que não é passível de se encontrar em mais nenhuma parte por esta forma isenta e clara, e que visa uma abordagem de nós próprios, do mundo e da realidade mais consciente e responsável, que tenha base não tanto num auto-questionamento como no questionamento dos fundamentos do que constitui um estorvo para o indivíduo, mais do que uma garantia, por assentar nos pilares frágeis das crenças e fundamentos convencionados pelas massas, um esclarecimento que se acha imbuído do propósito primordial de nos fortalecer as bases da edificação do significado e dos nossos destinos, encorajando, como o faz, a compreensão das abordagens e das atitudes a que recorremos para tal fim.

A sua “mensagem”, os seus ensinamentos, sugerem uma expansão da consciência que passa por uma análise clara e inequívoca dos meandros da complexidade e do significado de toda a acção que nos limita, ao invés de o fazer com base na luta contras as correntes dominantes, por tal atitude comportar a negação mais evidente das liberdades e dos desejos mais caros ao crescimento pessoal, e assentar na contradição.

Difíceis são os tempos que vivemos, por razões que se prendem com o peso que os velhos conceitos exercem sobre o indivíduo, o peso propagandístico dos meios de informação que, como nunca, servem aqueles os propósitos de quantos continuam a contribuir para a separação e para a mentira, mas também tempos em que os homens estão igualmente a despertar e consequentemente a negar o significado e os malefícios, por exemplo, da guerra, da centralização das diversas formas de poder e estão a questioná-lo como jamais o fizeram. Tempos que exigem esperança, portanto, e o acalento de novos paradigmas, que indiscutivelmente terão que passar por uma acentuação do questionamento do “velho”. Tempos que exigem coragem e consciência, acima de tudo.

Acreditando que esta partilha pode representar uma mais-valia para quantos se achem suficientemente dispostos a acolhe-la, voto-me à imensa tarefa de proporcionar a tradução de pontos essenciais que contribuam para um salto qualitativo no campo da realização dessa mudança de consciência, em moldes duma certa elegância, pela eliminação do esforço e do conflito.

Porque elegi, exactamente, Elias como representante dessa possibilidade? Bom, especialmente por constituir uma fonte de informação que se preocupa por traçar todo um mapa da consciência que mais parece adequar-se à nossa demanda do momento, que de tão profundas e irrevogáveis alterações se faz, e o fazer precisamente com o cuidado que tal empresa requer, ao dispensar uma informação dotada dum mínimo de distorção possível e centrada na redefinição dos conceitos. Exactamente por isso - e não porque denuncie qualquer carácter sectário, exclusividade ou autoridade - o Material de Elias parece constituir-se na súmula de variadas correntes por entre as mais dignas e fiáveis que se enquadram no perfil que tracei, aventurando-se mesmo além dos limites do conhecido para tocar a fímbria do sagrado, de um modo que mais nos enriquece e se revela indulgente para com o que, em boa verdade, vem a corresponder à natureza mais vasta da nossa sede de conhecimento da essência do ser, fazendo-o com a categórica firmeza que o caracteriza, e sem revelar qualquer incoerência!

Elias endereça-nos justamente para a compreensão de que a nossa liberdade reside precisamente na proporção do interesse com que nos empenhamos na compreensão das causas, decisões, opções, expectativas e convicções que nutrimos com base nas suposições que alimentamos e por que nos aferimos e em que fomos condicionados – o que, se por um lado não constitui propriamente uma novidade, por outro se apresenta neste fórum de uma forma completamente original e não menos sucinta, primando por uma abordagem personalizada (porque cada indivíduo constitui um caso único e como o centro nuclear de toda e qualquer colectividade) e sumamente exacta dos factores que respondem pelo significado do que traduzimos, em grande parte de forma inconsciente, agarrados aos princípios que radicam na repetição de “velhos modelos” de avaliação e de orientação que mais não parecem servir por terem dado prova suficiente do que valem.

Depois, por estabelecer, com uma grande profusão de exemplos, o que, por assim dizer, se assemelha a um quadro de factores que indiciam todo um “processo” que circunscreve uma acção estritamente não linear, dotado como é duma eficaz activação de certos pontos-chave da transformação, e que abrange um conjunto de considerações como a da percepção e a da identificação das crenças, por meio de um reconhecimento assente numa clareza abrangente (que possibilita que o que permanece inconsciente se torne consciente) com a faculdade de dirigirmos a nossa atenção para essas causas de forma a reduzirmos o conflito e ansiedade, que toldam a percepção e pavimentam os corredores da infelicidade e da confusão, da desvalorização pessoal e do juízo de valor – possibilitando desse modo um incremento da liberdade e duma mais efectiva aceitação de nós próprios, o que constitui como que a Chave d’Ouro do processo de realização pessoal.

Por outras palavras, aponta-nos o facto de não existirem, num universo em que tudo se revela relativo ao observador, factores absolutos por que possamos estabelecer qualquer sentido pejorativo e induz-nos à compreensão de que, se não gostamos da vida que levamos nem do mundo com que nos deparamos, ao invés de reagirmos de forma condicionada e automática (o que tende a reforçar o próprio carácter disso) devemos endereçar a atenção para a compreensão das inclinações, propósitos, intenções e expectativas que abrigamos e das noções que alimentamos sobre nós próprios, num afã de crescimento a partir de dentro, mas sem passar pela culpabilização nem se ficar a dever ao acaso nem à desordem nem a factores igualmente inconsequentes.

Elias é bastante peremptório ao afirmar que somos, nós próprios, os únicos responsáveis por toda a diferença na criação do que almejamos, diferença essa que se perfila acima de tudo pelo sentido de valor que pretendemos objectivar com os actos que promovemos. Isto pode soar algo deslocado do “fundo” cultural que nos foi incutido pelos moldes da educação em que fomos condicionados, todavia Elias comprova o que refere por meio de análises exaustivas dos factores que denuncia nas exposições que tem ocasião de fazer junto de cada inquiridor que o aborda com o propósito de encontrar uma luz de entendimento imparcial e isenta que o capacite a uma compreensão da sua condição e a um alívio do seu sofrimento.

Realça, frequentemente, a importância do indivíduo, do livre-arbítrio, do espírito de iniciativa como peças-chave na compreensão e edificação da sua realidade e fá-lo, conforme já referi, à semelhança de um Buda ou de um Cristo, para quem o verdadeiro objectivo da realização passava, antes de mais e sobretudo, pela liberalização do indivíduo, como condição sine qua non para a aceitação dos demais e do mundo. Realça ele que a escolha e a acção apropriadas repousam na atenção, factor que eleva à condição do mais elevado potencial no que toca à implementação dos patamares duma consciência dos propósitos e das orientações requeridas para responder aos desafios, e refere-se à primordial função que as impressões, a imaginação, a intuição (e a criatividade em geral) assumem na realização desse sentido de valor.

No exercício de tradução livre das transcrições que aqui apresento tenho a preocupação de preservar o sentido original, e de procurar respeitá-lo tanto quanto possível, permitindo desse modo uma menor possibilidade de deturpação das ideias expressas com um rigor que procuro que seja bem conseguido, não obstante a dificuldade manifesta em certas passagens que se apresentam duma enorme exigência.

Amadeu Duarte

UMA PERSPECTIVA SOBRE O FENÓMENO DA MEDIUNIDADE

A mediunidade assume diversas vertentes e não é fenómeno novo nem está circunscrito ao domínio das correntes espiritualistas, podendo ser apontado ao longo da história das mais diversas culturas, que o encaravam com espanto e veneração, por os seus agentes serem frequentemente elevados à categoria de sacerdotes e sacerdotisas, e de indivíduos de espiritualidade avançada e serem vistos como privilegiados, por possuírem o dom da comunicação com os deuses.
Além disso, tem sido fonte de revelação desde os tempos bíblicos, encontrando-se, em grande medida, na base de todas as grandes escrituras religiosas. Em determinadas passagens bíblicas podemos identificar tal facto como no caso desta admoestação que Moisés faz aos hebreus: "Que entre nós ninguém use de sortilégio e de encantamentos, nem interrogue os mortos para saber a verdade" (Deuterônimo) e outras que deixam transparecer que os participantes falavam nas “línguas dos anjos”, ou como passagens destas, “Não era eu que falava, mas o espírito através de mim”. Para além dessas há outras que sugerem que João revelava a possibilidade de comunicação entre dois mundos, mas alertava para a qualidade dessa comunicação: "Não acrediteis em todos os espíritos, mas procurai apurar se serão provenientes de Deus" (I João).

Podemos também apontar exemplos relacionados com a cultura grega, como o dos oráculos do santuário de Apolo, em Delfos, localizado nas encostas do monte Parnaso, no golfo de Corinto, e da sua pitonisa, que, sentada numa trípode, entrava em transe ou num "delírio divino", enquanto transmitia as palavras inspiradas pelo deus Apolo e interpretava a vontade divina. Existiam muitos outros locais como o oráculo de Zeus em Dodona, o oráculo de Epidauro ligado ao deus Esculápio e o de Anficléia, associado ao deus Dioníso. Na babilónia, estava associado à deusa Astarte, no séc XI antes de Cristo.

As descrições mais comuns desses relatos dão-nos conta que, aqueles que serviam de “canal” para o intercâmbio com os deuses eram considerados profetas desses mesmos deuses. Mesmo nos nossos dias, e em muitas culturas e correntes vigentes que se acham imbuídas duma feição religiosa, podemos assistir a fenómenos de “possessão pelo espírito” e de inspiração variada.

O fenómeno expressa-se por meio de estados alterados da consciência que se traduzem pelo transe, que as disciplinas votadas ao estudo da mente começam a admitir duma forma incipiente, vocacionada como ainda se encontra para os modelos mecanicistas que subscrevem teorias da consciência como um produto mais ou menos acidental dum “caldo” químico, de um processo orgânico que decorreu por mero acidente e que fundamenta o princípio da prevalência dos mais fortes. As correntes dominantes referem que a consciência se traduz essencialmente pelos processos do pensamento e defendem que o fenómeno da mediunidade não passa de alucinação fraudulenta resultante da acção de disfunções de variada ordem, inserindo-as mesmo  no quadro das desordens da personalidade. Todavia, tais perspectivas decorrem duma clara adesão ao preconceito que as ciências cognitivas alimentam, e ao desconhecimento em relação à natureza da personalidade.
Contudo, se lançarmos um olhar atento para lá das fronteiras do pensamento ocidental moderno, poderemos deparar-nos com a riqueza de todo um acervo de material que trata deste assunto com uma abrangência bastante significativa e uma compreensão livre dos denominadores comuns próprios dos dogmas religiosos e científicos e que reflecte verdades universais tão velhas quanto o tempo.


Uma interpretação que se impõe será a de se tratar da comunicação de informação procedente duma fonte que se diz pertencer a uma dimensão da consciência ou inteligência que possui uma existência independente da vida corporal de quem a veicula, e que pode assumir contornos bastante diversificados, de acordo com a cultura em que se insira. Para além do termo “médium” ou “canal”, outras designações se têm prestado à descrição de gradações do fenómeno, vulgarmente conhecidas como xamane, médico bruxo, curandeiro ou feiticeiro, como podemos constatar nas culturas autóctones anteriores à padronização cultural contemporânea. São igualmente designados na gíria por adivinhos, videntes, oráculos, visionários, para além de no contexto das várias religiões serem levados na conta de sacerdotes, gurus, profetas, místicos, santos, e no das escolas do pensamento dos mistérios terem sido conotados como iniciados, adeptos e magos.

A partir de começos do século vinte a mediunidade foi repescada pelas manifestações de salão que a corrente espírita promovia, embora caracterizando-se sempre por um envolvimento com o que é vulgarmente designado por sexto sentido e estados alterados de consciência, o vulgar “transe”, conforme nos círculos médicos da mesma altura, em geral, era encarada a hipnose, vertente essa que passou a incorporar, mais ou menos à revelia das correntes dominantes, a pesquisa dos estados subjectivos da mente.

A canalização mediúnica pode tornar-se num manancial particularmente válido, no caso duma crise espiritual, ou de disfunções da alma, mas é essencialmente como uma fonte de conhecimento “superior” respeitante à evolução da consciência neste plano, conhecimento esse que é veiculado por “entidades” ou “espíritos”, conforme vulgarmente os designamos, que a despeito de se encontrarem para além da forma participam ainda da personalidade em esferas da inteligência e da vida que se estendem para além da esfera do que a percepção do estado de vigília nos permite perceber.

Todavia, a distorção tende a abundar nesses meios – como de resto no âmbito das ortodoxias – porquanto não é possível veicular nenhuma mensagem por intermédio dum canal, seja um médium ou a palavra escrita, sem que essa informação não seja tingida pela coloração dos conceitos limitativos daquele que a profere ou interpreta. E nesse âmbito os médiuns de excelência são como os bons artistas, pelo que se requer uma mente razoavelmente destra para não tomar as interpretações as explicações resultantes à letra nem as escrituras de forma unilateral, a menos que se trate dum caso de excelência.

Os apologistas das velhas escolas dos mistérios defendiam que a canalização  mediúnica enquanto experiência mística constituia a tradução das expressões do Eterno e transcendental, que vulgarmente designamos por Deus. Mas a mediunidade constitui apenas um dos aspectos do espectro mais vasto que circunscreve a esfera dos sentidos interiores, e permanece como tema provocativo por abranger aspectos não cartografados da mente do homem e da natureza da sua consciência e destino, enquanto o médium pode se tornar alvo da crítica de representar um indivíduo dotado duma particular índole diversa da habitual, sensível a agentes “sobrenaturai”.
Recentemente, porém, este é um campo que tem vindo a merecer uma maior atenção, por se ter actualizado de tal modo que se tornou num instrumento de sobranceria na formação duma nova consciência. Estamos a atravessar mudanças no campo da consciência que – para o melhor ou para o pior – se fazem enunciar por todo um conjunto de peculiaridades que são alvo duma atenção privilegiada por parte dos agentes que se manifestam pela via mediúnica e que devotam uma especial atenção ao potencial que tal mudança encerra, que, como tal, apresenta um desafio e uma oportunidade, por se tornar imperativo que o indivíduo desenvolva a capacidade de discernir e eleja um rumo de desenvolvimento em moldes que lhe permitam diferenciar o que se apresenta como e factor válido de esclarecimento e formação dum sentido de responsabilidade, e se apresenta como uma pedra de toque do novo paradigma que assenta na consciência da liberdade.
É significativo que definamos rumos de orientação com base no uso de espírito crítico e não mais continuemos a aceitar as orientações das correntes dominantes como base de desenvolvimento ou ponto de partida, por corresponderem a um modelo que não mais se afirma como possível, em face das enormíssimas contradições e a elevada gama de exigências que a mudança eminente apresenta. Este é um fenómeno que tende, de forma crescente, a prestar-se a uma resposta aos anseios legítimos do homem por uma expansão, que parecerá não poder prevalecer nos moldes da cultura Judeo-cristã que não mais servem os desígnios duma busca legítima por intermédio dum maior conhecimento de nós próprios e de forma coerente com todo um sentido amplo de identidade que atenda aos legítimos anseios por mais e melhor vida.
Basicamente, contudo, requer que se definam critérios de aferição da validade que correspondam a uma exigência de consistência e de congruência a fim de podermos apurar se o que é transmitido será vantajoso e corrobora o fortalecimento do sentido de valor. Importa que averiguemos se nos deixa à-vontade e nos expande os horizontes, ou se pelo contrário, nos restringirá as perspectivas e provocará anseios de variada ordem; se nos auxiliará nos caminhos da transformação que caracteriza a condição em que nos encontramos e nos ajudará a compreender-nos, ao invés de exigir qualquer tipo de obediência da nossa parte.
Sempre encontramos quem nos incita a fazer uso apenas do lado racional do nosso ser, ou do lado sentimental, como se os “caminhos do coração” ou do pensamento, por si só sejam garante dum desenvolvimento salutar. Contudo, o desafio que se nos apresenta é o do desenvolvimento duma harmonia entre as energias femininas e masculinas caracterizadas pela iniciativa e pela agressividade, pela capacidade de decisão, determinação; pelo poder e razão, por um lado, e por outro pela imaginação, pela sensibilidade, pela percepção e pela intuição, para podermos responder aos desafios da mudança duma forma cabal, ou seja, ao seu comando.
Há, pois, que considerar basicamente, se a mensagem transmitida apresentará consistência e se a entidade ou “energia” canalizada se apresenta isenta de contradição. Pode não conseguir transmitir tudo o que corresponda à sabedoria e ao conhecimento que comporte mas, aquilo que transmite pontualmente apresenta-se claro e revela-se minimamente coerente? Ou tende a desinvestir o indivíduo do poder e autoridade que lhe são inatos, tornando-o num simples acólito de novos credos ou filosofias? Cumpre exactamente ao leitor usar dum discernimento e dum cepticismos suficiente para poder divisar a diferença, porque nada é exigido nem se propõe qualquer termo extravagante que envolva receios infundados nem propósitos de salvação. Os ensinamentos veiculados tendem a encorajar, da parte do leitor, restrições de alguma ordem como o duma fé inabalável e o da obediência a um credo ou mestre, ou noções arbitrárias dotadas de espírito crítico? Se for esse o caso, desencoraje-se o meu leitor de prosseguir nessa via, pois jamais deverá aceitar seja o que for num estado de fé cega só por ser transmitido por uma entidade tida em conta de “superior”. Nisto, como em qualquer outra área do viver, exige-se bom senso.
Logo, a informação fará sentido? As abordagens e sugestões empregues revelar-se-ão eficazes e inspirarão o leitor a viver de um modo mais proveitoso? Essa informação encorajará o leitor a tornar-se numa pessoa realizada e íntegra? Se lhe reforçar uma expansão salutar da consciência, e desenvolver um espírito de equanimidade e uma maior motivação e o tornar numa pessoa sincera e honrada, então deve dedicar-lhe a atenção. Não deverá o leitor, jamais empregar nenhum outro critério menos válido e menos exigente.
Muitos procuram tornar o que interpretam numa panaceia, julgando que as entidades de outros planos comportem todas as respostas e o poder de fazer as suas vidas funcionar, o que se inscreve no sentido da “salvação” que empreguei atrás. Desengane-se desde já o leitor. Se algo de proveitoso puder obter será no campo da realização holística e não no da distinção gratuita, porque o poder que projectamos nos agentes externos são ainda uma espécie de anulação daquele que nos assiste. É demasiado fácil projectar nestas entidades a figuram paternal ou maternal do guru, do mestre, mas isso encontra unicamente fundamento no terreno da crença e não apresenta um fundamento objectivo.
A noção de “poder” está a ser transferida para a esfera do consciente, quando anteriormente era outorgada às autoridades, ao sacerdote, ao profeta, ao destino, á Consciência Superior ou a Deus, como símbolos de representação do inconsciente. Estamos a começar a descortinar que esse poder reside no factor “consciência” e assenta em particular em aspectos como os da responsabilidade e da escolha. Isso encoraja-nos a abandonar os caminhos da vitimização e do martírio e do conflito, por não se apresentarem como solução. Os tempos da vida idílica e inocente dos ideais alimentados e regulados pelas massas (inconscientes) estão a dar lugar ao crescimento consciente alicerçado na deliberação e na escolha, uma escolha fundada na consciência da responsabilidade – esse garante das liberdades. É tempo de tomarmos as rédeas da decisão e de definirmos rumos e vontades com base numa atitude adequada e de nos apossarmos verdadeiramente de conceitos que ainda não são pertença nossa mas carecem de ser verdadeiramente experimentados em primeira mão, por de outro modo nos sufocarem o crescimento.
O poder transferiu-se, como dizia, do inconsciente para o subconsciente, conforme foi descrito por Freud, ao sugerir que a motivação brotava das experiências do passado, da infância, e procedia dessa influência que tende a governar-nos a vida, com a sua libido ou energia, a identidade, etc. A razão para agirmos do modo que agíamos ficava a dever-se à particularidade de actuar de forma automática: a motivação brotava de traumas por que passamos e das experiências passadas. Actualmente o poder de governar a nossa vida está a transferir-se para o consciente, para os factores associados à atenção e à percepção; cada vez mais tomamos decisões de forma consciente, quando antes podíamos dizer não saber o que nos motivaria uma ou outra acção, o que é um sinal inequívoco duma consciência acrescida de nós próprios e de que deveras criamos a nossa realidade, deixando o futuro de ser predestinado nem necessariamente influenciado pelo passado, nos termos duma causa e efeito, mas da escolha efectiva.
Isso ainda assusta muito boa gente, que acorre aos centros de ajuda de vária ordem em busca de orientação e de “resposta”. Tudo o que antes era concreto e objectivo e mesmo factor determinante e de predestinação, apresenta-se agora como subjectivo e dependente do factor decisório da escolha, e isso apavora. No passado, alguns poucos descobriram essa autoridade íntima, esse poder, e assumiram-no duma forma consciente, acabando por se tornarem faróis a indicar o caminho aos demais. Cabe-nos agora a nós uma actualização de tudo o quanto se apresente como válido e digno do mais nobre esforço por nos libertarmos de forma a podermos responder a uma ordem de desafios sem paralelo na história, como os da actual época.
Amadeu Duarte



A MINHA EXPERIÊNCIA DE INCORPORAÇÃO DO ELIAS
Mary Ennis
Um intercâmbio de energias com outra essência que se não acha focada na esfera material é um processo estranho, invulgar, e em grande parte fascinante, além duma experiência extraordinária que parece estar constantemente a mudar.

Uma parte desse intercâmbio de energias em que participo junto com o Elias e em relação à qual a maioria das pessoas sente curiosidade, prende-se com a curiosidade em procurar saber para onde me dirijo durante uma sessão, enquanto o Elias conversa com as pessoas. E a experiência que atravesso nessa área também sofreu alterações muitas vezes.

No início destas sessões, em Abril de 95, eu era capaz de equiparar as minhas experiências ao que é identificado como projecção astral e parecia capaz de me permitir uma grande liberdade de exploração. Nessa altura ainda preservava consciência da actividade que envolvia emoções e um certo sentido de informação (como visual e por vezes até mesmo auditiva, por exemplo). Brincava com os centros físicos da energia, projectava-me de ângulos a partir dos quais parecia observar as funções dos órgãos do corpo físico e por vezes aventurava-me por outras áreas da consciência. Na sua maior parte, essas experiências resultavam interessantes e divertidas.

Durante uma sessão, enquanto o Elias conversava com um grupo de pessoas, eu projectei-me para o interior do meu cérebro e senti-me minúscula e como se estivesse de visita a uma paisagem de um outro planeta e observasse criaturas estranhas em acção que pareciam ignorar a minha presença. A matéria cerebral em si mesma parecia uma paisagem bastante lisa mas montanhosa. Os nervos pareciam-se com criaturas dum tipo de ficção científica e imaginário. Elas aspergiam uma substância ao moverem-se e consumiam a substancia de outras criaturas. Foi uma experiência fascinante.

À medida que o tempo foi passando e o intercâmbio das energias se alterava, as acções que eu efectuava durante as sessões também se alteraram e eu distanciei-me da interacção com o meu corpo físico. Não me refiro a distância em termos de espaço mas em termos de consciência e de atenção. Actualmente durante uma sessão não obtenho qualquer sentido de informação visual, auditiva ou sensorial e parece que não resulta a menor consciência do que seja. Tenho consciência da energia e do movimento, o que se torna de todo impossível de descrever, além de ter consciência de mim. Ou melhor. Estou consciente daquela parte de mim que responde por aquilo que sou. Nesse estado também não penso nem sito nada, mas não se assemelha nada ao sono nem ao sonhar.

A explicação mais aproximada à qual consigo chegar passa por uma comparação em termos físicos. Tenham presente, contudo, que a comparação que estabeleço é física, enquanto a experiência real não possui qualquer característica física.

Para aqueles que já experimentaram um passeio à beira mar deve ser muito fácil visualizar a explicação. Imaginais-vos na praia, em pé, junto à água. Enterrais os pés na areia e afundai-los o suficiente para vos firmardes bem. Ao estenderdes o olhar sobre as águas vedes uma onda duns quinze metros, uma barreira de água a vir na vossa direcção que vos atinge com tal força que precisais lutar para vos manterdes de pé; até mesmo no caso duma onde de metro e meio já sabeis o desafio que é.

Para aqueles que nunca foram à praia, podeis imaginar uma experiência semelhante com o vento; imaginais-vos a tentar permanecer de pé sem vos mexerdes e em meio a um tornado ou a um furacão. Essa é a experiência porque actualmente passo. Os outros experimentam conversar e sentir o Elias durante a sessão; eu experimento-me a mim própria e à energia. Torna-se interessante equiparar forças de energia. É um fenómeno fascinante.

Tudo começou em 96 quando estava a praticar meditação em casa Eu tinha convidado um fulano que ensina meditação para vir lá a casa e ensinar-me meditação de modo a ajudar-me a centrar-me e a tornar-me um tento mais realista, porque na altura já tinha uma filha de dezasseis anos e andava de cabeça perdida. Ele concordou em ir e eu consegui convencer a piegas da minha querida amiga Vicki a ficar por me estar a sentir nervosa, pelo facto de não o conhecer. Ela não tinha vontade de ficar mas lá acabou por ficar à conversa comigo até ele chegar, o que é típico e normal entre nós. Lá fomos conversando e às tantas eram cinco horas da tarde. Em seguida chegou o Laszlo e a namorada e ele disse-nos para visualizarmos ou meditarmos numa folha ao sabor da água ou uma pena a flutuar em pleno ar.

Ele tinha uma voz incrível e parecia muito bom naquilo que fazia. Era muito fácil de praticar aquela visualização, enquanto o escutávamos a conduzir-nos. É claro que logo estávamos a meditar, pelo que todos permaneciam de olhos cerrados e ninguém conversava, e eu não dei por nada de invulgar. Lá dei início àquilo da pena a flutuar e pensei para com os meus botões: “Óptimo, estou a sair-me muito bem; já entendi.” E de repente a pena transformou-se num prisma arroxeado que permaneceu em pleno ar ali a rodar, enquanto eu pensava; ”Oh, eu devo ser mesmo muito boa nisto para ter conseguido transformá-lo numa outra ciosa! Estou mesmo a ficar iluminada!”

Ali permaneci sentada e a olhar aquela coisa púrpura a girar e aquilo de que tomei consciência a seguir foi de baterem na mesa. Abri os olhos e disse: “Oh, foi mesmo agradável! E sabeis que mais? Eu consegui! Mas não foi por muito tempo; eu senti que apenas tinham passado uns três ou quatro minutos”, mas ninguém proferiu palavra. Estavam todos sentados no chão de boca aberta.

O telefone tocou e eu dei um salto para o atender. O telefonema era dirigido à minha filha que estava no quarto a fazer os trabalhos de casa com uma colega. Eu disse-lhe: “Telefone para ti” e ela respondeu-me: “Mãe, és tu?” Eu respondi: “Não, é um extraterrestre... É claro que sou eu!” ao que ela retorquiu: “É só para saber.” Eu fiquei a pensar que é que tinha acontecido com toda a gente. Voltei à sala de estar e a Christie e o Laszlo e a Vicki ainda permaneciam sentados sem dizerem uma palavra, pelo que disse: “Muito bem, alguém quererá dizer-me o que se terá passado? Aconteceu alguma coisa estranha convosco ou com a meditação?” A Vicki foi a primeira a fazer-se ouvir e perguntou-me: “Já ouviste falar do Seth?” “Não, respondi.” E ela continuou: “Sabes alguma coisa sobre a canalização de entidades?” “Não”, disse eu. E ela prosseguiu: “Oh, isto vai levar um bocado de tempo...”

No começo a energia encontrava-se e tal modo dispersa que muitos reagiam de forma enérgica e acelerada às sessões, e a Christie achava-se entre esses. Ena pá, parecia ser capaz de correr uma maratona nessa noite! Não conseguia permanecer quieta e em seguida começou a falar sem parar. Nessa noite a Vicki deve ter pronunciado “Uau!” umas quinhentas vezes. “UAU! Que estupendo! Uau, não imaginas quantas vezes eu desejei ter-me defrontado com o Seth. UAU!” Eu pensei: “Okay, seja o que for.” E em seguida explicaram-me que aquela “coisa” tinha estado a conversar com eles durante uns quarenta ou quarenta e cinco minutos e que lhe tinham dirigido perguntas. Todos achavam que tinha sido verdadeiramente estupendo – excepto o Laszlo, que estava confuso com o sucedido. Ele não disse muita coisa, e de cada vez que me chegava junto a ele, ele recuava a dizer: “Não, não, não.”

No final da noite... Quer dizer, eles ficaram até às três da manhã a falar sobre o sucedido. No final, a Vicki estava de tal modo entusiasmada que foi directamente para casa, tomou um banho e foi directo para o trabalho. Ela pegava às 4:00 da manhã. Mas no final da noite eles perguntaram-me se eu tinha vontade de repetir tudo de novo, a ver o que acontecia. E eu respondi que sim. E lá fizemos. Dessa vez fomos até à casa do Laszlo e é claro que Laszlo se portou como um verdadeiro metafísico e queimou incenso e acendeu umas velas. A Vicki e eu estávamos chocadas mas ele não desistiu som aquela parafernália espiritual e colocou mesmo música de fundo, com grilos e sapos a coaxar. Nós éramos assim: “Oh, meu deus!” Ele dise tratar-se de música metafísica para me espevitar a disposição mas acabou foi mesmo por se tornar bastante divertido. Quer dizer, não nos conseguíamos concentrar com tanto ruído, pelo que o obrigámos a desligar tudo.

Em seguida o Laszlo entrou de novo em meditação e aquilo ocorreu de novo. Dessa vez encontrava-se presente mais uma pessoa, a Debbie, mas mesmo diante da perspectiva da sua presença eu passei a tarde a vomitar, por ser tão má a fazer aquilo. Foi bom que a Debbie tenha estado presente, apesar de tudo, porque ela teve a presença de espírito para começar a anotar tudo, e desse modo anotou cada palavra que o Elias pronunciou.

No começo o Elias falava muito devagar, tão devagar que as pessoas podiam escrever textualmente tudo o que ele dizia. Aconteceu por uma segunda vez em que ele falou durante uns 45 minutos. Em seguida decidimos reunir-nos umas duas vezes por semana para tentarmos fazer aquilo acontecer. E aconteceu e ainda acontece.

Há cerca de um mês, penso eu, desistimos da meditação por eu não precisar dessa parte. Tudo o que precisava era pelo menos descontrair o suficiente para deixar acontecer. Eu sempre fecho os olhos por me sentir nervosa; não é que precise faze-lo, mas é que ajuda a esquecer que as pessoas estão a olhar para mim, e facilita tudo. E acontece com a maior das facilidades. Ao longo dos anos está a tornar-se cada vez mais rápido, de tal modo que actualmente leva apenas uns segundos. Antes costumava levar uns minutos para ele surgir, mas agora é verdadeiramente rápido.
...
A energia do Elias acha-se sempre presente – SEMPRE. Na verdade houve uma altura em que não se fez presente, o que resultou numa situação verdadeiramente estranha. Em seis anos, unicamente uma vez a sua energia não esteve presente, o que me levou a sentir de forma estranha. Logo no começo ele tinha-nos dito que era intrometer-se, duas essências procederem a uma troca de energia (mediunidade) ao mesmo tempo e na proximidade física, por constituir uma distracção. Penso que pudesse resultar demasiado confuso para os presentes, devido às energias serem demasiado poderosas. Ouve outra altura em que se deu outra troca de energias na mesma casa e a energia do Elias simplesmente esvaneceu-se! Foi a única altura em que isso ocorreu. Para além disso, nos últimos seis anos o Elias jamais deixou de estar presente, razão porque não tenho que fazer nada; ele está sempre presente. Alturas houve, n início em que ele quis falar, e eu não o permiti propriamente; mas foi um tanto esquisito, sabem? Houve outras ocasiões em que nos encontrávamos em locais inapropriados e em que realmente não seria de todo conveniente um “morto” desembuchar de forma aberta. Num restaurante não dá o menor jeito; assim como tirar a oportunidade de alguém brilhar.

Pareceu-me que sempre que entrava num estado de descontracção, por mais leve que fosse, esta coisa acontecia de rompante. Tive ocasião de comparecer a um evento em que procediam a uma demonstração, e a um solstício da Primavera em que estavam mais de duzentas pessoas reunidas na mesma sala e em que pretenderam proceder a uma pequena meditação, e eu disse cá para com os meus botões: “Okay Lá tenho eu que abandonar o compartimento. Até depois!” Ou então permanecia onde colocavam outros tipos em estado hipnótico e eu os acompanhava e o “morto” começava a falar, e eu: “Oh meu deus!” Desse modo em várias alturas eu tive que me afastar de certos locais de modo a evitar dar lugar ao ingresso do Elias.
...
Pergunta: Se te sentires doente, será que essa energia te auxilia de algum modo? Será que te facilita a cura ou alguma vez te terá...?

Mary: Não. Não faz nada do género de cura. Mas posso-vos garantir que já participei em muitas sessões em alturas em que me encontrava verdadeiramente doente, e na altura em que procedi à sessão não me sentia doente de todo. Após a sessão, e durante umas horas, sentia-me mesmo melhor, enquanto aquele resíduo de energia durava, por me fazer sentir um pouco melhor.

Pergunta: Não poderás pedir a alguém para colocar alguma questão enquanto te encontras no estado de transe e te sentes doente, para perguntar sobre a forma de te curares, como o Edgar Cayce fazia?

Mary: Suponho que sim; jamais fiz isso mas suponho que isso seria possível. Não penso que exista qualquer razão para isso acontecer, apesar de poder igualmente dizer que durante muito tempo - vários anos mesmo - tive problemas com pessoas que colocavam questões ao Elias sobre o foro médico. A esta altura deixou de constituir um problema por estar certa de ele ser capaz de lidar com qualquer tipo de pergunta que lhe coloquem, e ou lhe responde ou não responde. Já não me importo com isso mas no início eu abrigava um sentido de responsabilidade pessoal que me levava a sentir esquisita. Se alguém lhe colocava alguma pergunta e ele respondia duma forma que talvez viesse a ser mal interpretada, ou fizessem da resposta algo diverso do pretendido, eu era levada a sentir-me responsável a valer, com a eventualidade de lhes acontecer alguma coisa. Hoje em dia já não penso muito nisso.

Quanto à pergunta mais referida, referente ao local em que me encontro durante uma sessão, não me encontro em lado nenhum. Não estou em parte nenhuma; tenho apenas consciência da energia. Estou sobremodo consciente da minha energia e da energia do Elias. No começo eu tinha bastante noção da energia das pessoas que participavam no grupo, mas depressa aprendi a regular isso, e actualmente já faz tempo que não sinto nada disso. Mas foi uma coisa boa porque é muito difícil ser-se só e ter que lidar com esta energia IMENSA desta essência e com a energia colectiva das pessoas. A maior parte das vezes, as pessoas nem sequer têm noção do que ocorre no seu íntimo e da energia que projectam, de toda a emoção e coisas do género, e quando nos abrimos a isso, assemelha-se tudo a bolas gigantescas de energia que nos agitam. É quase como Aaaah! Mas eu aprendi depressa a bloquear isso.

De vez em quando o fenómeno atravessa mudanças, a cada seis ou oito meses, e uma das mudanças mais recentes que ocorreu foi parecer instaurar-se uma maior abertura. Não sei se serei eu ou os outros que se apresentam com uma maior abertura, não tenho a certeza. Mas por vezes - nem sempre - há alturas em que me torno muito ciente da energia da pessoa que está a interagir com o Elias. Normalmente não tenho consciência da sua energia. A energia dele assemelha-se a uma onda gigante que me avassala e diante da qual tento me segurar. Mas por vezes, quando me parece... Bom, não é necessariamente uma sensação mas parece abrir-se um enorme buraco nesta onda gigante e se dá uma outra onda vinda da outra direcção de encontro a esse buraco e ambas como que se fundem enquanto permaneço no meio de ambas. Já tomei consciência de se tratar da energia das outras pessoas a eclodir conjuntamente. Não acontece com frequência e chego a pensar ter que ver com a abertura e a fraqueza da pessoa que está a conversar com o Elias, e de se estar a abrir de verdade, porque então sucede essa fusão de ambas as ondas, e eu obtenho consciência disso.

Mas nos últimos seis anos isso atravessou imensas mudanças; eu atravessei um monte de mudanças nestes últimos seis anos. Penso que actualmente serei uma pessoa bastante diferente do que era há seis anos, e que tenho mais confiança, sem dúvida, e que sou muito mais descontraída em relação a tudo. Eu costumava ser um caso perdido nesta situação (ri) e uma ruína total, e sempre que tinha uma sessão de grupo pela frente, precisavam ter uma licença e fazer parte dum campo muito estreito para obter acesso à sessão – FBI, CIA, prestar uma declaração por escrito, etc. (riso) e precisavam literalmente passar por um exame psíquico. Eu dispunha duma guarda avançada por toda a parte. Tinha gente ao meu redor que faria... Precisavam precisar pelos canais antes de poderem chegar a mim, e o passo final era encontrar-se comigo em pessoa antes de poder frequentar uma sessão. E aí eu podia passar-me e pensar: “Oh, meu deus, este tipo ainda se vai pôr a queimar crucifixos no meu jardim, depois disto! Poderei confiar neste tipo para o deixar entrar? Oh, meu deus, se eu sei!”

No começo só permitia que afluísse uma pessoa de cada vez, pelo que havia uma fila de gente a aguardar por vez: “Desculpe mas esta semana não pode ser.” E coisas do género. Houve uma altura ou outra em que me reuni com alguém a quem tive que dizer que “Não, você não pode comparecer” por uma simples questão de medo. Para a seguir acabar descobrindo, assim que ele entrava, que tudo estava sob controle.

Eu sentia-me extremamente insegura e sem saber que diabo estaria a fazer, a tentar perceber se seria esquizofrénica ou se teria algum tumor na cabeça ou ainda se sofria de síndrome de personalidade múltipla ou se estava a ser possuída pelo diabo, ou o que quer que fosse, e a pensar que a Vicki e o Ron e a Cathy e o Jim e a Christie, e o Laszlo e a Debbie estavam todos a delirar por me darem atenção (riso) e que deviam estar verdadeiramente carentes de auxílio psiquiátrico! Foi verdadeiramente difícil. Foi um percurso verdadeiramente difícil no início. Acabou por se revelar interessante e espantoso mas também se revelou duro. Mas eu comecei a divertir-me a valer assim que ultrapassamos o factor do medo.

Mas o Elias revelou-se sempre consistente, o que acabou por ser formidável. Ele é formidável. Eu não estou certa do que ele seja mas, seja lá o que for, é espantoso, e penso que isso assentará no facto de não ser humano, porque ele aceita tudo completa e incondicionalmente! Não importa o que seja. Podemos ser santos ou assassinos que o Elias nos encara de igual modo. Penso que essa seja uma das qualidades mais espantosas, que ele, de resto, traduz muitíssimo bem e de forma veemente. Não há como deixar de sentir isso da sua parte.
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Nota: O que passo a descrever procede da memória da perspectiva que a Vicki colheu.

VICKI: A Mary tinha-me convidado para ir a sua casa nessa noite em particular, a fim de participar numa meditação. Ela tinha pedido ao Laszlo se a ensinava a meditar, por ele se achar bastante envolvido com a meditação. Ele concordou e a Mary disse-me igualmente que a Christie e a Debbie também tinham sido convidadas. O convite tinha sido marcado para as sete horas da tarde de Sábado. Eu disse-lhe que tinha que trabalhar, tanto no Sábado como no Domingo, pelo que talvez fosse provável que não viesse a estar presente, mas como a vontade que tinha de conhece-lo era tão forte eu passaria por lá para a visitar, após o trabalho. Ela concordou.

Cheguei a sua casa por volta das três da tarde de Sábado e começamos a conversar. De súbito eram seis horas e eu pensei para comigo: “Bom, talvez acabe ficando.” Talvez só dure até às oito ou oito e meia.” O Laszlo e a Christie chegaram por volta das sete e vós conversamos durante uns trinta minutos. A Debbie acabou não aparecendo, pelo que decidimos começar a meditação.

O Laszlo passou a expor os princípios básicos da meditação e forneceu-nos sugestões visuais. Concordamos em que ele bateria na mesa três vezes a assinalar o fim da meditação. Fechamos os olhos enquanto ele falou connosco durante algum tempo. Em seguida sentamo-nos em silêncio a praticar as nossas visualizações. Pela minha parte, experimentei visualizar uma folha e uma pena a flutuar mas acabei terminando num coração. Eu concentrava-me nele e sentia-me bastante descontraída. De repente escutei uma voz masculina dizer: “Boa noite!” Passaram-me um milhão de ideias pela mente em poucos segundos, numa tentativa de o explicar a mim própria antes de reabrir os olhos. Nada parecia fazer sentido e acabei por abrir os olhos. Olhei para a Christie e para o Laszlo, e tornou-se óbvio que ambos tinham escutado o mesmo que eu. Eu estava situada junto da Mary, sentada no chão. Olhei para a minha direita, para onde ela se posicionava e dei-me conta de que ela não mais se encontrava presente.

Não consigo descrever por palavras o que senti nessa altura, de tão indescritível que era. Eu não me senti assustada mas surpreendida, assarapantada sem saber o que fazer ou dizer. Em seguida “Mary” voltou a cabeça, olhou-me directamente nos olhos e disse: “Então! Tens perguntas a colocar!” Eu pensei para comigo, “Oh, Deus, se tenho! Eu quero fazer perguntas mas não tenho a menor ideia do que queira perguntar!” por fim lá consegui balbuciar: “Quem és tu?” A resposta foi: “Eu sou uma essência da personalidade.” A minha mente voltou aos livros de Seth que eu lera nos anos setenta e o termo pareceu-me familiar. Eu disse: “De onde vens?” Ao que ele respondeu: “Do mesmo lugar que tu.” Lembro-me de ter perguntado: “Como te chamas?” Ele respondeu: “Sou o Rastin, mas podes-me chamar Raz.” Em seguida sorriu.

Num instante senti-me confortável; pelo menos muito mais confortável do que tinha sentido! Olhei para a Christie e o Laszlo. Eles estavam ambos sentados de olhos esbugalhados e a fixar a Mary de boca aberta. Pensei para comigo, “Bom, o melhor é aproveitar a situação e colocar algumas perguntas!” E desse modo comecei a colocar perguntas. Não as recordo com nitidez mas lembro-me de ter perguntado sobre as dores que a Mary sentia nas costas e a epilepsia de que eu padeço. Nós tínhamos, a Mary e eu, estado a discutir essas coisas nessa tarde. Tenho consciência de que a Christie colocou algumas perguntas, mas não me recordo de quais. Recordo que lá para o fim dessa alteração ( da personalidade) ele (Rastin/Elias) encarou o Laszlo e perguntou-lhe se ele tinha alguma pergunta a colocar. O Laszlo respondeu que não. De facto não chegou a formular uma única palavra nessa noite, segundo o que recordo.

A experiência durou trinta ou quarenta minutos e o Raz disse-nos que o “Michael” estava a sentir ansiedade e que em virtude disso nos iria deixar. Disse-nos que poderíamos conversar com ele noutra altura; proferiu um “Boa noite” e partiu. O laszlo teve a intuição de bater três vezes na mesa nessa altura, e todos os três ficamos ali sentados a ver o que iria acontecer a seguir. Foi um momento de grande intensidade para nós por desconhecermos qual viria a ser a reacção que a Mary iria ter! Ela abriu lentamente os olhos, espreguiçou-se e disse, “Uau! Aquilo foi formidável! Temos que voltar a repetir isso noutra altura qualquer! Já nem sequer sinto dores nas costas!” Ficamos ali todos os três sentados como palermas, incapazes de pensar no que dizer. “Felizmente” o telefone tocou. A Mary ergueu-se de um salto para o atender e pediu a quem lhe telefonava para voltar a telefonar-lhe por ter que transferir o telefone para outro quarto. A chamada era dirigida à Elizabeth que estava no quarto.

Eu fiquei bastante nervosa nessa altura porque a Elizabeth tinha passado pela sala, a caminho do quarto de banho, a meio da sessão, e tomara imediatamente noção de que a sua “mãe” não se encontrava ali. Notei o aspecto do seu olhar e fiquei sem saber o que fazer, pelo que nada fiz; Mas tinha consciência de que a Mary ia defrontar uma Elizabeth muito assustada assim que penetrasse no quarto. Recordo-me de ter contido o folgo, a ver o que se iria passar a seguir. A Mary ausentou-se por uns instantes mas logo regressou à sala e disse: “Muito bem. Que diabo aconteceu aqui?”

Em seguida tentamos explicar-lhe o que se tinha passado, tarefa essa que não se afigurou fácil porque não tínhamos qualquer pista em relação ao sucedido! A conversa durou até cerca da uma da manhã. Decidimos voltar a encontrar-nos todos na Segunda-feira seguinte, a ver se poderíamos “tentar” uma vez mais. Sei que não dormi nada nessa noite, e apenas permaneci deitada, a dizer para comigo, “Uau!” Creio ter proferido essa palavras pelo menos umas cinquenta vezes nessa noite, durante a conversa, e ainda continuo a repeti-la.

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Nota da Vicky: Os apontamentos desta sessão foram feitos pela Debbie, já que eu considerei impossível faze-los. Credito-lhe toda a minha confiança, por ter sido capaz de conseguir tal feito logo na primeira sessão. A transcrição que se segue constitui uma revisão do original produzida pela Debbie.

Nota da Debbie: Na sua primeira aparição, o Elias apresentava uma aparência ligeiramente vaga e entusiasmada ao redor do rosto da Mary. À medida que a sessão progrediu, o Elias, no corpo da Mary, tornou-se mais distinto, mais focado nos contrastes e mais nítido. O Elias balançou o corpo para a frente e para trás e olhou ao redor da sala, sem jamais demorar o olhar demasiado em ninguém nem em objecto nenhum. Encarou cada um dos presentes durante uns instantes, como a reconhecer cada um.

ELIAS: Boa noite. (Pausa) Vamos debater a “Arte de Viver” (voltando-se para a Debbie) Na última vez não estiveste presente.

DEBBIE: Não.

ELIAS: Sê bem vinda. (Sorriu, seguido duma pausa)

CHRIS: Na última sessão fizeste menção à ligação existente entre mim e o Michael, no papel de mãe.

ELIAS: Tu foste mãe dele: ele era teu filho. Tratou-se dum encontro breve. Por vezes torna-se difícil aceder ao tempo exacto, mas não é importante. Tens alguma razão para o perguntar? Consideras importante saber?

CHRIS: Penso que desejaria estabelecer uma associação.

ELIAS: Nós reunimo-nos com um propósito; não por acaso. Todos vós vos encontrais num certo nível de compreensão. Foi por isso que escolhi falar convosco, e pela razão de que vireis a contactar outros que colherão benefícios da compreensão que apresentais. Há muitos que passarão a compreender. E que são dotados dum “espírito semelhante”. (Sorri)

DEBBIE: Eu preciso saber qual é o meu propósito.

ELIAS: O teu propósito? (A Debbie responde com um firme mas suave “Sim”) O teu propósito consiste em experimentar. O teu propósito consiste em te focares na tua essência. O teu propósito é o de vivenciares uma vida física. Tu não podes guiar os outros; eles guiar-se-ão a si mesmos. Deves focar-te na interacção que exerces com a tua própria essência pois isso irá afectar outros. Deves compreender que não podes mudar os outros. Deves concentrar-te nas tuas próprias experiências e na tua própria essência.

Nota da Debbie: A conversa que ocorreu a seguir não está clara. Foi colocada uma pergunta em relação ao Michael e à ligação que ele tinha com o Elias. Elias declarou estar sempre presente junto do Michael e falar-lhe com frequência, todavia...

ELIAS: Eu falo com o Michael a toda a hora mas ele nem sempre dá atenção!

Nota da Debbie: A Vicki declarou ter uma lista de perguntas da parte do Michael, devido a que ele não pudesse estar presente para as colocar em seu nome. Além disso queria saber se ele alguma vez conseguiria observar tais procedimentos.

ELIAS: Isso é uma criação resultante das alturas em que não se foca. É o que passará a experimentar quando não se achares focada no físico.

VICKI: Coloca uma pergunta relativa às ocorrências negativas que se dão por todo o mundo: bombas, etc. Essa pergunta fora colocada pela Mary, inspirada pelo recente desastre de Oklahoma.

ELIAS: “Negativas” é um termo relativo. Todas as coisas se manifestam por um motivo. Vós escolheis criá-las, e fazei-lo tanto individual como colectivamente. Não existe nada de negativo. Vós precisais focar-vos na vossa própria essência. Precisais obter conhecimento porque o conhecimento conduzir-vos-á à compreensão, e a compreensão conduzi-los-á à paz, e à aceitação do “que é”.

CHRIS: Onde obteremos conhecimento?

ELIAS: Existem vastas fontes de conhecimento ao vosso dispor aqui; quer junto de indivíduos, livros, ou vós próprios. A vossa essência já possui as respostas, se prestardes atenção. Só precisais desviar a atenção.

VICKI: É difícil entender a razão porque coisas más nos acontecem.

ELIAS: As pessoas estabelecem decisões e escolhas antes mesmo de se manifestarem e essas escolhas são todas imbuídas dum propósito colectivo. Por vezes é para fazer despertar outros indivíduos. Por vezes é para fazer despertar o governo. Sempre existe uma razão. Esses indivíduos que terão escolhido tais experiências, fazem-no por um propósito elevado. Não deveis preocupar-vos com isso, por se tratar duma mera passagem. Vós não ides permanecer aqui por um período muito longo. Está esclarecido?

LASZLO: De que melhor forma poderemos experimentar a nossa essência?

ELIAS: Por meio dos vossos sonhos. Nos vossos sonhos é onde mais vos aproximais do vosso estado natural!

Nota da Debbie: Elias mencionou o conceito de que as nossas vidas constituem uma ilusão; de que elas constituem o sonho, enquanto que o estado de sonhos é a nossa realidade verdadeira, a nossa existência real. (Posteriormente ficamos a saber que tal tinha representado um erro de interpretação)

CHRIS: Mas nós nem sempre recordamos os nossos sonhos.

ELIAS: Não recordais os vossos sonhos por vos divorciardes da vossa essência. Torna-se mais seguro desligar-vos daquilo que não conseguis ver.

VICKI: Nesse caso, seremos capazes de os recordar? Os sonhos conterão alguma mensagem que nos seja dirigida?

ELIAS: Contêm.

VICKI: Então seria bom procurar recordá-los?

ELIAS: Seria. (Sorri) Não existe nenhuma mensagem superior. Vós sois criadores divinos. Não existe nada de superior nem de transcendente a buscar. Tudo o que existe é infinito.

VICKI: Quem é o Elias?

ELIAS: Elias é um nome. Cada um de vós possui um nome. Eu tive o nome de Elias, numa experiência física.

VICKI: O Michael prefere Elias. (Tenham em mente que o Elias, na primeira sessão se apresentou sob um outro nome: Rastin)

ELIAS: Pois. Ele é tolo! (A rir de modo forçado) Mas isso é admissível.

VICKI: Teremos todos nomes para designar o que somos?

ELIAS: Dêem-nos um instante. (Pausa prolongada, e em seguida, dirigindo-so à Christie) Oliver. (Para o Laszlo) John. (Para a Debbie) Catherine. (Para a Vicki) Lawrence. Não são importantes. Haveis de ser conhecidos por muitos nomes. Elias é apenas um deles. Se ele vos deixa mais confortáveis, então é aceitável.

LASZLO: Conheceste um Juan? Don Juan? Foste mestre dele?

ELIAS: Se eu fui mestre do Juan? (Laszlo responde com um “Sim”) Não, não fui.

CHRIS: Onde se situará a razão do elo que nos une, ao Laszlo e a mim?

ELIAS: Num local de areia e faraós.

DEBBIE: Posso perguntar acerca do relacionamento em que me acho envolvida?

ELIAS: (A sorrir) Uma alma amável, um indivíduo bastante compassivo. Uma situação positiva.

VICKI: Já que todos estão a fazer perguntas, também gostava de saber algo acerca do relacionamento em que me acho envolvida.

ELIAS: Um indivíduo positivo que se prolongará pelo vosso tempo e irá prosseguir mais além. (Para a Christie) Vocês têm estado ligados por uma relação emocional, pelo que continuais ligados.

VICKI: Teremos almas gémeas?

ELIAS: (Riso forçado) Alma gémea é um termo que vós inventastes no vosso romantismo. Vós sois todos almas gémeas!

CHRIS: A minha mãe encontra-se do lado de lá. Pressinto que ela não se encontra bem.

ELIAS: Isso não é exacto. (A sorrir) Ela acha-se num período de espera para uma manifestação. Isso não passa duma interpretação intelectual. Não existe nenhum “sentir-se bem ou encontrar-se bem”! (Riso) Ela está a preparar-se e a definir escolhas.

VICKI: Algumas vez chegamos a escolher outros planetas ou universos para nos manifestarmos?

ELIAS: Vós possuís a capacidade de vivenciar todas as imagens, mais do que a vossa imaginação neste foco poderá conceber. Eu não... É difícil explicar isso por palavras. Podeis experimentar dimensões, enquanto aqui vos achais, por meio duma alteração selectiva do vosso foco da atenção.

VICKI: Estarão as pessoas aqui a receber visitas por parte de extraterrestres?

ELIAS: Não.

VICKI: Mas, estás a dizer que todos quantos defendem ter tido encontros ou visto extraterrestres estarão errados?

ELIAS: Isto é complicado. Esse é um outro foco da realidade. Vós acreditais que a vossa realidade é única, mas não é. Existe um número incalculável de realidades. Por vezes elas entrecruzam-se por breves instantes. (Faz uma demonstração cruzando os dedos das mãos)

VICKI: Coloca uma pergunta relativa ao conceito dos discos voadores, e ao facto dos relatos das visões deles constituírem uma fantasia.

ELIAS: Somente o conceito constitui uma fantasia; a experiência é real. A interpretação não está correcta. É por isso que o conhecimento e a compreensão são importantes; para evitar más interpretações.

LASZLO: O meu pai está morto. Hoje é o seu aniversário e eu depositei flores no jazigo dele. Ele terá conhecimento disso?

ELIAS: (Faz uma pausa, a sorrir) Ele não se encontra aqui. Ele encontra-se de novo entre vós. Ele não tem percepção das tuas flores. A sua essência está convosco; no sentido da manifestação física - que ele recreou de novo.

LASZLO: Mais alguém?

ELIAS: Sim, um bebé.

DEBBIE: Posso perguntar acerca do meu pai? Ele morreu quando eu tinha dois anos.

ELIAS: Ele não está aqui. Ele é uma criança, uma menina. Ele não se encontra nesta área. Ele está numa área distante do vosso planeta.

LASZLO: Quem é o meu pai, actualmente?

ELIAS: Quem é o teu pai agora?

LASZLO: Será um dos meus filhos?

ELIAS: Não, ele manifesta-se numa localidade próxima, no vosso país. Neste, não, num outro estado, no Ari... Ari...

LASZLO: Arizona?

ELIAS: (Acena com a cabeça) Arizona. Ele está com dois dos vossos anos.

VICKI: Gostava de perguntar se o meu pai terá finalmente encontrado alguma paz.

ELIAS: Ele ainda se encontra aqui. O tempo não tem o mesmo significado aqui. Vós experimentais a passagem de momentos (numa sucessão); nós, não.

VICKI: Então será possível viajar no tempo?

ELIAS: É.

VICKI: Poderemos anular o tempo, tal como o conhecemos?

ELIAS: É. O Michael faz isso.

VICKI: Faz?

ELIAS: Faz. (a sorrir) Agora ele não tem noção do vosso tempo. Este é apenas a percepção física que dele fazeis. E não é real. Ele encontra-se deste lado, só que não tem noção do tempo.

VICKI: Onde está o Michael?

ELIAS: Ele está aqui. Ele interroga-se sobre o motivo...(Impreciso) Ele está concentrado. (Aqui Elias explica a necessidade que o Michael/Mary sente de observar de modo confortável o prisma roxo)

VICKI: Poderá o Michael tomar parte neste debate?

ELIAS: O Michael não tem que se concentrar tanto no foco que exerce. Ele não vai sair por aí a voar!

VICKI: O Michael estava a questionar-se em relação à ansiedade que sente. Estará melhor?

ELIAS: Está, ele está melhor.

LASZLO: Coloca uma pergunta acerca do prisma roxo.

ELIAS: Nós trabalhamos juntos durante muito tempo, tal como percebeis o tempo. No seu inconsciente ele sente precisar dum ponto de concentração, pelo que foca a atenção no prisma. Ele roda enquanto ele o observa, o que lhe ocupa o tempo! (Ri junto com todo o mundo)

VICKI: Tu gostas do Michael de verdade, não gostas?

ELIAS: (Radiante) Oh, muito! Nós estamos demasiado ligados.

CHRIS: Poderemos contactar facilmente os nossos guias?

ELIAS: Podeis. Vós já o fazeis só que não acreditais nisso. Precisais parar de repetir para convosco, e de modo voluntário, não se tratar dum facto real. Vocês hão-de contactar os vossos guias.

CHRIS: Será o meu pai o meu guia?

ELIAS: As vossas essências sempre estarão ligadas. Tu hás-de comunicar com o teu foco. Muda; ele há-de ajudar-te.

VICKI: Poderias escolher outra pessoa por intermédio de quem pudesses falar?

ELIAS: Não. Eu despendi muito tempo com o preparo do Michael, o que exigiu uma concentração excepcional a fim de efectivar o contacto, além de muito trabalho para... É difícil de explicar. Seria necessário muito trabalho para estabelecer o contacto com outro indivíduo.

VICKI: Em que consistirá o Carma e de que modo estará ele relacionado com a reencarnação?

ELIAS: Nos termos da interpretação que lhe dais, o carma não existe.

DEBBIE: Graças a Deus! (riso)

ELIAS: Os incidentes não são regidos por nenhuma lei de causa e de efeito. Vós não carregais incidentes dumas vidas para as outras! Não se trata de nenhum resgate de dívida nem de punição. Vós sois seres divinos. Não tendes nenhuma dívida a saldar! Isso não tem lugar na manifestação sucessiva. Vós manifestais-vos mais do que uma vez, só que não a fim de saldardes dívidas nem de resgatardes problemas. Vós manifestais-vos a fim de vivenciardes experiências.

VICKI: Sempre neste planeta em particular?

ELIAS: Quando optais por escolher este ciclo, por certo. Quando escolheis outro foco, sim. Terá ficado esclarecido?

VICKI: Tão esclarecido quanto creio ter ficado!

ELIAS: Se escolherdes este ciclo haveis de vos manifestar até que estejais prontos para deixar de repetir.

VICKI: Reincarnar-te-ás de novo aqui?

ELIAS: Não.

VICKI: Serás capaz de te manifestar noutro sítio qualquer, como outro planeta?

ELIAS: Sou. Posso escolher manifestar-me num foco diferente, assim como escolher não o fazer. Estará isso esclarecido?

CHRIS: Porque razão escolheremos vidas tão difíceis?

ELIAS: Pela sua vivência.

CHRIS: Mas, porquê?

ELIAS: Porquê? Porque razão perguntas porquê? Não te viras para uma criança e a interrogas acerca da razão porque salta para uma poça! Vós manifestais-vos pela experiência, e tu ainda me perguntas porquê. A experiência que fazeis consiste na vossa manifestação. Vós escolheis. Trata-se unicamente duma questão de experiência. Vós não estais a direccionar-vos para coisa nenhuma!

VICKI: Faz uma pergunta acerca das dores nas costas que a Mary sente.

ELIAS: A dor é desnecessária. Quando escolheis a dor, isso deve-se a que sintais medo. Bloqueais uma determinada área, o que gera dor. Isso constitui a manifestação dum medo do contacto com a vossa essência, o que pode ser causado pela crença que tendes noutras coisas que chocam com o vosso conhecimento essencial. Sempre que deixais de compreender, passais a criar coisas que se tornam numa fonte de dor.

CHRIS: Será como nos casos em que as pessoas se sentem magoadas ou deprimidas?

ELIAS: É. Quando deixais de confiar ou entrais em conflito com as crenças que abrigais, isso era confusão. E quando vos confundis, o vosso corpo reage.

DEBBIE: A minha mãe causou-me dor. Só preciso saber porque razão.

ELIAS: Vós estabelecestes ambas um acordo intencional em conjunto. Por vezes uma essência situa-se demasiado no aqui e agora, em termos físicos. Por vezes sente necessidade de controlar; mas vós ambos concordastes com isso. O conhecimento que obtiveres deverá ser o da tolerância.

VICKI: Faz uma pergunta acerca da razão porque a Mary continua com as dores nas costas.

ELIAS: O Michael não está a dar continuidade a nada! O que ele não está é a exercer a confiança e faria bem melhor em se desprender do sentimento de responsabilidade que tem pelos outros e em confiar, e em deixar de se sentir tão fortemente ligado aos filhos. Eles hão-de estar sempre ao seu redor. Ele não há-de ficar só.

VICKI: Sentirá o Michael muito medo em vir a ficar só?

ELIAS: Ele alimenta conflitos bastante complicados em relação a certos problemas com que precisa trabalhar.

VICKI: Faz uma pergunta acerca da epilepsia de que padece.

ELIAS: Tu não interpretaste bem a explicação que te dei. Eu não quis dizer que todas as entidades duma essência se sintam seguras, ou que não possam ser prejudicadas. Se tiveres confiança... (passagem imprecisa) Primeira precisas trabalhar as crenças que tens. (Pausa) Vou admitir mais uma pergunta.

LASZLO: Poderei tocar-te? (Elias acena afirmativamente com a cabeça e o Laszlo adianta-se e toca-lhe na mão. Elias sorri) Obrigado.

VICKI: Deveremos preocupar-nos em relação à frequência com que poderemos fazer isto? De que modo deverá isso a afectar o Michael? Poderemos voltar a comunicar contigo?

ELIAS: O Michael permitir-vos-á saber quando se sentir confortável com isso. Sim, eu estou ao vosso dispor, para qualquer debate.

VICKI: Poderei perguntar se as questões que colocamos serão tolas?

ELIAS: Não. (A sorrir afectuosamente) Boa noite.

GROUP: Boa noite.
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ELIAS: Boa noite. (Olhando para o Ron) Tu és...?

RON: Ron. (Ron é o marido da Vicki)

ELIAS: Sê bem vindo! (Para o Donovan) Olá de novo! Esta noite vamos concentrar-nos nas questões já debatidas. (Pausa) Geraram-se alguns mal-entendidos em torno de certas questões. Eu já disse ao Michael mas ele acha-se demasiado focado para se permitir fluir. Vamos, antes de mais, discutir as perguntas. (Pausa) Não, vou responder às perguntas mais tarde.

De início vamos voltar-nos para um mal entendido do Oliver. Com respeito aos sonhos e ao foco que exerceis nesta realidade, ele não é menos real do que os vossos sonhos. Na explicação relativa aos sonhos que vos dei – como sendo uma condição natural – não pretendia que interpretásseis isso como sendo o único foco que tendes dotado de significado. Esta experiência é dotada de propósito e não deveria ser considerada com insignificante. Os acordos são estabelecidos antes da manifestação, mas tal não quer dizer que estabeleçais acordos em relação a tudo e mais alguma coisa. Não estabeleceis o acordo de travar uma conversa! Concordais em nascer e em vos envolverdes em eventos. Mas não acordais nada em concreto. Tudo traduz uma probabilidade e pode ser alterado. Entendes?

CHRIS: Entendo.

ELIAS: Existem muitas questões que dizem respeito ao que designais como morte. Isso é coisa que não existe. Trata-se somente dum nascimento, duma passagem dum nascimento a outro.

Surgiu um mal-entendido em relação a grupos e a eventos. Vós podeis estabelecer acordos em situações de grupo. Eles também não são concretos, mas dão dotados dum propósito. Vós utilizais palavras, termos como avalanches de emoções ou vendavais de pensamentos ou eventos que abalam, mas eles não procedem do vosso subconsciente; são o que vós criais. Eles não vos sucedem a vós; ocorrem por vossa causa. São criações vossas, em acordo com outras essências num propósito de grupo.

Ora bem; existe toda uma condição epidémica no vosso tempo que foi criada com um propósito colectivo. Deu-se uma certa ridicularização e... um momento... perseguição de certos indivíduos. Colectivamente, esses indivíduos procederam à criação duma declaração destinada a chamar-vos à atenção. Trata-se dum distúrbio (Pausa prolongada) que virá a ser designado como uma doença do sangue (Referência à Sida) Muitos sentem que precisam sustentar uma convicção relativa ao elemento da orientação sexual, sem compreenderem que a vossa essência não tem nada que ver com isso. E as essências que têm consciência de tal divisão criaram uma condição para vos chamar à atenção. Entendeis estas coisas?

VICKI: Eu sinto uma certa confusão.

ELIAS: E qual é?

VICKI: A confusão que sinto diz respeito a determinados tipos de orientação sexual como não naturais.

ELIAS: Para ti, no teu foco.

VICKI: Pois.

ELIAS: O que não quer necessariamente dizer que não seja natural. Já te expliquei que vos encontrais aqui por uma questão de vivenciardes (tudo). Não existe qualquer juízo envolvido nisso.

VICKI: Eu compreendo.

ELIAS: Não te sentes esclarecida?

VICKI: Não completamente.

ELIAS: Desejas alguma informação que te esclareça?

VICKI: Sem dúvida!

ELIAS: Não possuímos orientação em tal âmbito. Na vossa existência, e por razões há bastante tempo pertinentes, vós separastes as vossas experiências e desenvolvestes crenças em torno delas. Bom, passastes a adoptar as vossas crenças de tal modo que passaram a parecer-vos reais, e adoptastes juízo crítico em áreas que vos levam a sentir-vos seguros. Quando não compreendeis, estabeleceis explicações a fim de aclarar as crenças que abrigais. Tu ainda sentes dificuldade por isso estar de acordo com as crenças que sustentais. Mas isso há-de estar em desacordo com muitos grupos de crenças!

Eu tenho vindo a estar em contacto com cada um de vós, em conjugação com as essências que são vossos guias, a fim de promover esta situação para vossa crescimento. Alguma da informação que disponibilizamos pode não ser já incorporada na vossa experiência. Torna-se-vos difícil compreender. Vireis a entender, ao nível da essência, em breve. Vós sois todos dotados do mesmo espírito. Existem também outros igualmente dotados de espírito idêntico. Eles ainda aqui não se encontram; alguns ainda não se sentem preparados. (Pausa, a olhar para a Vicki)

Tu tens dúvidas relativas a outras realidades. Isso é difícil de explicar. Existem muitos outros focos, para além dos vossos, que pensam igualmente ser os únicos em existência. Também eles estão errados, tal como vós. Posso...? (Olha ao redor com as mãos dispostas em forma de copo; a Christie estende-lhe uma bebida que ele passa a tomar) Obrigado.

Outras realidades; existem muitas mais do que a vossa compreensão poderá assimilar neste enfoque e nesta altura. Eles assemelham-se mais a vós do que imaginais sequer, mas não vivem junto de vós. Mas por vezes podeis contactá-los. E por vezes eles entram em contacto convosco, mas nem sempre compreendem a ligação que mantêm convosco, tampouco. Não existe qualquer conspiração! (Ri de modo forçado) Trata-se somente dum erro de interpretação em relação ao enfoque. Eles existem noutras dimensões da realidade; e viajam – alguns, não todos. Mas não viajam na realidade que atribuís ao espaço. Entendeis? (Pausa, e a Vicki suspira) Não? Estás à procura duma interpretação diferente?

VICKI: Só me interrogo sobre o porquê de algumas vezes contactarmos.

ELIAS: Por terdes concordado!

VICKI: Existirá sempre uma razão seguramente razoável por detrás do acordo?

ELIAS: A razão está em terdes concordado antes de vos manifestardes. Vós pensais em termos de separação da vossa existência em relação à deles, mas isso está errado! A essência deles é a mesma. Só se manifestam de modo diferente. Vós aceitais o facto de estabelecerdes acordos antes de vos manifestardes, porém, não aceitais o facto de estabelecerdes acordos para vos manifestardes em diferentes realidades!

VICKI: Isso faz sentido, mas situa-se um tanto além da nossa capacidade de compreensão.

ELIAS: Iremos debater mais isso, quando te sentires mais esclarecida no teu enfoque.

Há também perguntas relativas às vossas próprias essências e às manifestações da vossa personalidade. Inclinais-vos por natureza à superstição devido a não compreenderdes e fazeis das realidades superstições. E existem realidades no que toca à personalidade da essência.

A essência é dotada de personalidade e manifesta-se muitas vezes com essa personalidade. Escolheis nascer em certas alturas do ano por isso reflectir a vossa personalidade. Pegastes em coisas de origem ancestral e delas fizestes superstições. Alguns elementos permanecem na mesma mas outros já são acrescentados para emprestar colorido. Na concepção que fazeis, vós manifestais-vos num determinado signo astrológico. Esse é um conceito antiquíssimo, num mundo tal como o que conheceis, que se acha incluído em todas as culturas. Mas tal fica a dever-se a uma causa. A vossa personalidade manifesta-se nessas alturas por um motivo.

Se derdes atenção aos vossos sonhos, havereis de descobrir as manifestações que tendes noutras existências, em que vos manifestais na mesma altura do ano. É óbvio que não conseguis verificar isso nos vossos registos, mas ao nível da essência haveis de saber se isso soa a alguma verdade. Manifestais essas características da personalidade que os vossos signos astrológicos vos descrevem, e fazeis isso duma forma bastante divertida, porém, os elementos básicos hão-de corresponder à verdade. (Para a Debbie) Sentes a mão cansada?

DEBBIE: Sim, bastante.

ELIAS: Gostarias de parar por um minuto?

DEBBIE: Sim, se for possível.

Nota: A princípio todos pensamos que o Elias ia simplesmente fazer uma pausa, por não termos tido qualquer intervalo antes. Quando a Mary reapareceu ficamos surpreendidos. Ela parecia ligeiramente desorientada e disse pensar que o Elias tivesse terminado. Após um curto espaço de tempo voltamos a tentar a nossa meditação. O Elias voltou a aparecer e continuou a conversa exactamente onde a tinha deixado. Todos achamos aquilo fascinante, assim como um aspecto interessante do fenómeno da canalização.

ELIAS: (para a Debbie) Já sentes a tua mão melhor?

DEBBIE: Já, obrigado.

ELIAS: Nós estávamos a falar em nascer em certas estações, segundo a ideia que fazeis dos signos astrológicos. Vou reiterar que a maior parte disso se tornou fantasia na vossa época actual, mas existem muitos factos no que refere às vossas personalidades individuais. Isso também conta como o intervalo de tempo de espera entre as manifestações, segundo a ideia que tendes. Parte dessa espera resulta da escolha que fazeis, de modo que possais manifestar-vos numa época igual à da vossa anterior manifestação. Dessa forma podereis constatar o quanto criais a vossa realidade. Esses conceitos astrológicos ou religiosos são uma criação vossa e não existiam antes. Vós os criastes como uma explicação para a vossa existência.

Muitas essências manifestam-se em determinadas épocas e locais idênticos por um motivo, tal como mencionamos quando referimos os eventos de grupo como acordos. Além disso, essências individuais eclodem juntas com o propósito de aprenderem. Não é que aprendam sobre alguma “verdade sublime” mas tão só a aprendizagem respeitante à vossa própria essência, um contacto com a vossa essência num grupo de partilha dotado do mesmo espírito, o que vos possibilita uma união mais rápida. Vós achais-vos, no vosso enfoque, num determinado nível de compreensão. É por isso que aqui vos encontrais. E é também por essa razão que outros aqui não estão presentes.

Não nos ocuparemos com questões inconsequentes. Não vamos falar dos vossos problemas com os veículos nem de coisas afins e inconsequentes! Vós sereis capazes de lidar com tais coisas. Iremos responder a perguntas respeitantes às realidades. Não é importante descrever o quadro em que tiveram a vossa infância. Vós passastes por ela! Já a conheceis! (riso) Não estamos interessados em truques de salão! (Pausa) Agora, podeis passar às perguntas.

VICKI: Quem é esse “nós”?

ELIAS: Há muitas essências envolvidas numa interacção com todos vós e com o Michael. Outras contribuem com informação destinada à interpretação. Entendeis?

VICKI: Entendemos. (Amigos, não permitais que ela vos engane! Ela não faz a menor ideia!)

DEBBIE: Eu sinto vontade de crescer. Quero entrar em contacto com os meus guias a fim de que me ajudem a crescer.

ELIAS: Tu já estás junto dos teus guias. Muitos mestres se acham envolvidos convosco, presentemente. Tudo o que precisais é mudar o enfoque da vossa atenção para os contactardes. Mas vós racionalizais toda a interacção que exercem e afastai-la. Não os vedes, razão porque não acreditais que eles se dirijam a vós. Eu falo frequentemente ao Michael, e frequentes vezes ele deixa de ouvir! (Ri de modo forçado, seguido duma pausa, enquanto contempla o Laszlo) Tens alguma pergunta a fazer?

LASZLO: É a mesma pergunta, basicamente.

ELIAS: Quando mudardes o enfoque da vossa atenção, haveis de o notar. Na concepção que fazeis, pensais que essas “coisas são tolas” Mas não são! Se prestardes atenção ao vosso enfoque haveis de detectar a interacção que empregamos. Vós sentis a nossa energia. Podeis sentir energia na meditação, mas não precisais necessariamente meditar para saberdes que estamos presentes! Nós estamos convosco na vossa sala, sempre. Se alterásseis o enfoque (da vossa atenção) um pouco mais, podíeis mesmo ver-nos! Os vossos animais por vezes são capazes de detectar a nossa essência, mas nem sempre.

VICKI: (Começa a balbuciar uma questão subordinada aos animais)

DEBBIE: (Vindo em seu auxílio) Os animais terão alma?

ELIAS: Não. Eles não se assemelham a vós. Mas pressentem-vos a energia, assim como sentem a nossa, e reagem-lhe sem fazerem relação a isso um juízo mais racional ou qualquer avaliação em relação a essas coisas. Eles possuem uma menor capacidade para focarem a energia. Por vezes tornam-se em indicadores. Mas não são afectados pelo pensamento racional. São capazes de sentir emoções, além de as expressarem também. E isso estabelece a situação da reacção à emoção, o que se acha mais focado e se afeiçoa como mais real do que a lógica. Entendes?

VICKI: Entendo, mas posso elaborar um pouco mais? De que modo chegam eles a ser diferentes?

ELIAS: Esse assunto irá levar um certo tempo. Digamos que são uma criação vossa. Continuaremos com isso mais tarde. Ides precisar de muitas explicações. Queres colocar mais alguma pergunta?

VICKI: Eu gostava de perguntar... Fizeste menção à arte de viver.

ELIAS: A vida consiste numa expressão de beleza. Torna-se-vos importante centrar-vos sobre a beleza da vida duma forma que isso se torne parte da vossa experiência. Passais demasiado tempo com o que considerais como não sendo belo; demasiado tempo com a dor e as coisas negativas. Se passásseis metade do vosso tempo, segundo a compreensão que tendes do tempo, concentrando-vos na beleza, haveríeis de descobrir uma ausência de esforço na vossa existência e achá-la muito mais agradável. Este assunto também irá requerer imenso tempo, mas iremos debater isso. (Para a Christie) Sim? Pressinto que queres colocar uma pergunta qualquer.

CHRIS: Esta noite sinto estar somente a evocar questões inconsequentes! (A este ponto Elias ri e mostra um sorriso encorajador à Christie) Essa coisa da beleza; isso não abrangerá também o amor?

ELIAS: O amor é do máximo interesse. Ele é beleza; e a beleza é amor, e vós focais-vos no termo “amor” de uma forma romantizada ou material. Mas ele é de muito mais vasta consequência que aquilo em que vos focais. Vós limitais bastante o conceito que fazeis dele. Podeis adorar uma mesa unicamente pela sua existência na qualidade de peça de arte, produto da cooperação diversificada de várias essências, a fim de criarem algo em vosso proveito. Terá ficado esclarecido?

CHRIS: Não!

ELIAS: (Sorri) Tudo é dotado de consciência. Deveríeis sentir apreço por todas as coisas, devido a que no seu elemento básico sejam dotadas de consciência. Também possuem consciência sob a forma de partículas individuais. Cada átomo que faz parte da vossa mesa possui consciência. Por isso, ao amardes toda a consciência precisais expandir o vosso foco a fim de incluirdes toda a existência. Terá ficado claro? (Pausa, em silêncio)

Vamos atender a mais uma pergunta porque o Michael acha-se em estado de ansiedade. Não, ele está excitado! (Riso)

CHRIS: Quando nos focamos na nossa essência, quando nos transformamos, abandonamos a nebulosidade? (Pausa) Esta é uma pergunta idiota.

ELIAS: Não é uma pergunta idiota! Não mudais o enfoque que exerceis de uma só vez, mas gradualmente. Não saltais dum penedo e dizeis: “Cheguei!” Haveis de vos deparar com pequenas mudanças. Já estais a passar por isso; só deveis praticar mais. Podeis partilhar a vossa experiência junto com os demais, por meio de perguntas! Se diminuirdes o controlo, haveis de ficar surpreendidos com as ligações (com que vos deparareis). Mas vós agarrais-vos ao material com tal intensidade que sois incapazes de abrir mão. Eu já disse ao Michael que ele não irá sair por aí a voar. Tampouco vós! (A sorrir)

Boa noite.

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Nota: Esta sessão teve lugar na casa de Laszlo. Começamos, como anteriormente, de resto, com uma meditação conduzida pelo Laszlo, durante a qual demos, a título de experiência, as mãos, o que pareceu não afectar de todo. Além disso não incluímos mais ninguém esta noite por estarmos curiosos em relação a uma diferença aparente manifestada na energia do Elias, na sessão que tivéramos anteriormente. Interrogámo-nos se o Ron e o Donovan teriam afectado o fenómeno. Uma vez mais, esse não pareceu ser o caso. O Elias surgiu passados uns dez minutos da nossa meditação.

ELIAS: Boa noite. Vamos direccionar a nossa atenção para as vossas perguntas. Recentemente interrogastes-vos bastante em relação a vós próprios Podeis perguntar.

VICKI: Estivemos todos a falar sobre o suicídio, anteriormente. Gostarias de fazer algum comentário sobre esse tema?

ELIAS: Esse é um assunto complicado. Algumas essências crêem que este enfoque não é apropriado para elas e não sentem vontade de lhe dar continuidade. Não são capazes de focar a sua energia na criação duma doença no corpo físico, pelo que em consequência escolhem destruir a sua existência física.

Outras essências manifestam-se com o intuito duma curta duração de vida. Durante o seu foco nesta existência física, vêem-se impedidos de fazer uma passagem de um modo natural. Isso provoca desorientação nas suas vidas. Eles cumpriram os seus propósitos aqui e sentem-se confusos, por não conseguirem estabelecer um nexo de causalidade nesse aspecto, pelo que decidem morrer.
Alguns focam-se numa causa Isso pode também merece ser enquadrado no âmbito do suicídio; elegem uma causa pela qual querem morrer, por não conseguirem descobrir uma causa pela qual viver.

Muitos não conseguem comunicar com a sua essência num foco em particular, o que provoca confusão, que por sua vez se manifesta fisicamente na depressão. Eles parecem não conseguir mudar de modo a corrigirem a condição. Isso leva-os a fazer a escolha de porem um termo à vida.

Existem igualmente outras condições, no que concerne a este tema. Alguns completaram aquilo que queriam completar numa vida particular, e escolhem não continuar. Existem igualmente alguns que sentem ser necessário eleger um manifesto para chamar a atenção, em relação a um problema particular ou a uma preocupação premente. Esses, tanto individual como colectivamente, também estabelecem a escolha de porem um termo à sua vida actual. Existem muitas razões. Sempre existe uma razão, contudo.

DEBBIE: Existem “walk-ins”? (Nota do tradutor: entidades que supostamente assumirão o corpo de outra entidade encarnada, ainda que de passagem)

ELIAS: Eu pergunto-lhes: de passagem para onde? (Riso generalizado) Eu peço desculpa. (Ele ainda está a rir) Isso não passa duma fantasia. Nenhuma essência será tão rude para invadir a vossa.

DEBBIE: Adorável!

VICKI: Esta pergunta é em nome duma amiga. Será a experiência do suicídio algo que escolhamos antes de pararmos com as nossas manifestações aqui’

ELIAS: Não. Podem escolher por termo a uma manifestação particular numa determinada altura. Isso não quer dizer que não escolham voltar a manifestar-vos noutro foco. Algumas essências não se manifestam por não sentirem ser necessário à sua experiência, mas isso não é regra.

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

LASZLO: Que métodos poderemos praticar para contactarmos a nossa essência?

ELIAS: Precisas praticar mudar o enfoque da atenção que exerces. Eu sei que já referi isso várias vezes. Mas entendo igualmente que não compreendeis! (riso) É um tema difícil. Precisais praticar a aceitação das experiências com que vos achais envolvidos: na interacção que tendes com os outros, na interacção que tendes convosco próprios, na interacção que tendes com as outras criaturas e com a natureza. Vós estais todos ligados mas encarais a vossa existência em separado, mas não está. Vós sois uma parte inalienável delas. Só precisais entender isso e perceber as coisas ao vosso redor. As vossas próprias emoções e pensamentos testemunhar-vos-ão isso continuamente. Tudo o que precisais é prestar atenção! Precisais praticar deixar de racionalizar tudo na vossa vida! Então começareis a reconhecer aquilo que vos une. Ao partilhardes as vossas experiências entre vós, obtereis informação e validareis o contacto. Todos vós estais juntos neste propósito de reforço uns dos outros. Não existem coincidências! (Ri, seguido duma pausa)

DEBBIE: Elias, eu necessito de algo. Necessito de remover a dúvida. Preciso que me reveles algo de que o Michael não tenha conhecimento.

ELIAS: O quê?

DEBBIE: Algo que jamais tenha contado ao Michael.

ELIAS: Sinto que iremos entrar nessa área daqui a pouco. Sinto que primeiro precisas aprender a confiar. Confirmar-te-emos isso, só que quando menos o esperares.

DEBBIE: Obrigado.

ELIAS: (Para a Christie) Queres fazer uma pergunta?

CHRIS: De facto não. (A esta altura todos estávamos a encorajá-la a colocar a pergunta que queria fazer, mas em vão. O Laszlo saiu em sua salvação)

LASZLO: Eu ia perguntar acerca da cura, mas provavelmente isso prende-se com o foco que exercemos.

ELIAS: Exacto. Isso é igualmente muito mais complicado do que pensas e está directamente envolvido com as crenças que sustentais. Precisais focar-vos nas vossas crenças, antes de mais; então haveis de estabelecer automaticamente casos de cura nos vossos corpos. Há práticas que podeis adoptar mas elas só lidarão com os sintomas e não com as causas.

Vós reforçastes as vossas próprias crenças em coisas negativas por meio da vossa própria sociedade e ensinais isso aos vossos filhos desde que nascem; inoculais os vossos filhos ainda bebés. E continuais a reforçar a vossa crença, em questões de saúde debilitante e a deixar de confiar no vosso corpo físico e nas suas capacidades, ao longo de toda a vossa vida. Além disso ides de tal modo longe que chegais a recriar as estações do ano e a nomeá-las de novo com designações como “ a estação das alergias”! Isso não corresponde à verdade! (riso)

O vosso corpo é suficientemente capaz de se sustentar. Ele consegue curar qualquer coisa em si mesmo, mas não acreditais nisso! É por isso que funciona, para o referir nos vossos termos, com aqueles que visitam locais como Fátima ou Lourdes; unicamente porque essas pessoas se reúnem com uma energia de crença enorme. É isso que as cura e não o local.

VICKI: Isso agrada-me!

DEBBIE: A mim também!

ELIAS: Precisas que te esclareça em relação a questões que referimos previamente?

LASZLO: Sim. Que tal sobre a sexualidade?

ELIAS: Qual é a pergunta? (A esta altura, Laszlo tenta dar voz à pergunta mas acaba por se voltar num tom inquisidor para a Vicki)

VICKI: Muitos sentem ter problemas com a orientação sexual. Poderias fazer um comentário sobre a orientação sexual que mencionaste na última sessão, por favor?

ELIAS: A vossa essência não possui uma orientação sexual específica. Vós não sois nem masculino nem feminino (ao nível da essência) Possuís qualidades de ambos os sexos, mesmo em meio à vossa manifestação física. Tendes uma metade do vosso cérebro que é masculina e outra que é feminina; identificais o vosso lado esquerdo com o aspecto masculino e o direito com o feminino. Não vos cortais pela metade a fim de separardes o masculino do feminino! O vosso corpo acha-se sempre numa condição de integridade; tal ocorre pelo facto do vosso corpo ser uma expressão material da vossa essência! Tal como o quadro do pintor constitui uma expressão do artista, também o vosso corpo constitui uma expressão da vossa essência. Por isso, é natural que ela não possua orientação.

Vós criastes essa separação por meio dos conceitos da vossa religião e da vossa filosofia. Mas eles não correspondem aos factos. O vosso estado natural não tem preferência. Haveis de verificar isso nas vossa histórias de mitologia, que são uma criação da vossa própria espécie. Não existia preferência alguma em relação à orientação sexual! Isso sucedeu mais tarde com o desenvolvimento do enfoque religioso. (Elias faz uma pausa, olha ao redor e diz:) Eu gostava... (A Vicki estende-lhe uma bebida) Obrigado.

Nós conversamos brevemente sobre este tema. Existem alguns, na vossa época, que ao nível da essência têm consciência do facto de que não deveria existir preferência. Eles desencadearam uma epidemia à escala mundial, na vossa época, a fim de protestarem contra o preconceito que abrigais. Estavas certa na interpretação que fizeste. Só não fui claro nas palavras que empreguei. Chama-se SIDA.

VICKI: Mas parece que a epidemia acicatou o preconceito!

ELIAS: Toda e qualquer epidemia que surgiu ao longo da vossa história foi criada com um propósito. Por altura da peste a vossa população não encarava as vítimas como “uma coisa boa”, mas sim como uma coisa má, como gente paupérrima e suja; mas tais condições despoletaram uma vontade de dar atenção às questões da insalubridade quanto às condições de vida (de então) Da expressão da morte resultou um desenvolvimento positivo. (Pausa)

VICKI: E em relação à realidade da tua existência? Como são as coisas onde te encontras? Onde estás?

ELIAS: Eu estou aqui! (Ri para dentro)

VICKI: Onde te encontras quando não te encontras aqui?

ELIAS: Eu não me encontro num local, conforme encarais o vosso mundo. Ao mesmo tempo que conversamos também me foco noutras realidades. Vós estais focados nesta realidade mas partilhais uma experiência semelhante comigo no enquadramento da simultaneidade da vossa existência. É aí que as vossas vidas se entrecruzam. Eu faço a mesma coisa. Todas as coisas ocorrem em simultâneo. Eu foco-me noutras essências para além de vós. Vocês são agradáveis; eles também são. Eles instruem-me, só que dum modo mais complicado.

VICKI: Então, esta é uma experiência agradável para ti?

ELIAS: É. E fonte de indizível prazer, para nós.

VICKI: Também é muito prazenteira, para nós!

ELIAS: Nós experimentamos tudo de forma plena e dum modo muito mais profícuo do que imaginais; mas o vosso enfoque actual destina-se a uma vivência diferente, e neste momento devia ser encarado como imbuído duma importância e de vivência máximas. (Pausa longa e silenciosa) Estão todos muito calados esta noite!

DEBBIE: Poderás dar-me algo a conhecer sobre uma vida anterior? Uma qualquer.

ELIAS: Catherine, dás-nos um instante? (Pausa) A Catherine foi, numa vida neste enfoque em particular, um mercador. Ele era muito... Rechonxudo! (Riso) Um homem amável que gostava imenso de estar sempre a mascar qualquer coisa! (mais riso) Os negócios que fazia lidavam com bronze; potes, creio.

DEBBIE: Que excitante. (De modo sarcástico)

ELIAS: Isso não se revelou suficiente para ti?

DEBBIE: Eu tinha esperança de ser um artista famoso ao algo assim! (Digno de nota é o facto da Mary e da Debbie serem ambas dotadas presentemente duma criatividade artística notável)

ELIAS: Na linha artística, tu e o Michael e o Lawrence estiveram comigo em França. O Lawrence tinha muito pouco talento! (Ri para a Vicki, enquanto todos desatam na gargalhada) Contudo, ele era um bom amigo. Tu e o Michael eram bons amigos e partilhavam o talento e o espírito artístico.

Isso repetiu-se numa outra manifestação física. Resultou dum acordo estabelecido entre ti e o Michael. Ficaste bastante feliz por partilhares dessa experiência e concordaste em repeti-la. Isso sucedeu também numa outra manifestação comigo. Isso deve situar-se na década de de 1880. Nessa altura ele (Mary) era francês, tu (Debbie eras inglês e eu era irlandês.

Tu sentias um enorme apreço por todas as artes e continuas a abrigar esse sentimento neste foco igualmente. É a natureza básica da tua essência. Foi disso que falamos no nosso último encontro, quando falamos sobre voltardes a manifestar-vos em épocas idênticas como um reflexo das características básicas da personalidade.

VICKI: É óbvio que a natureza básica do Lawrence não é artística! (riso)

ELIAS: (a sorrir) Eu não disse isso. Eu só disse que ele não era lá muito bom na pintura.

VICKI: Estou a entender. Será o Lawrence bom em alguma coisa? (riso)

ELIAS: Ele é bom em muitas coisas. É bastante talentoso noutras áreas de persuasão artística. Não se abona a ele próprio o suficiente nas relações que tem com as relações que estabelece com ela. Pois não acredita na sua própria inclinação artística; mas a capacidade para a perceber nos outros devia deixar entender que ele está a relacionar-se com mentes semelhantes. Sublinhai semelhantes!

CHRIS: Aquilo que disseste sobre a Catherine e a natureza da sua essência, poderias revelar algo semelhante sobre mim próprio e uma das minhas vidas passadas?

ELIAS: Tu tiveste um enfoque numa manifestação sobre a qual já nos pronunciamos anteriormente, juntamente com o John. Foi um foco de areia e de faraós; um período muito belo da vossa história. Muita maquilhagem artística da face ; arranjos soberbos de cabelo; vestes muito adornadas. Esse não foi um foco particularmente criativo para o John. Ele estava mais interessado em barcos do que em mulheres! (Riso)

CHRIS: Nesta vida em sempre me debato com aquilo que faço. Poderias dizer-me que poderei fazer para melhorar, agora?

ELIAS: Aquilo que de melhor farás é o que gostas mais de fazer!

CHRIS: Não me poderás dizer o que é? A Catherine é artística. Que coisa serei eu?

ELIAS: Todos vós sois dotados de persuasão artística. Não acreditais possuir tais capacidades e apenas as percebeis nos outros. Tu e o Lawrence têm muito em comum! (Riso) Hás-de ver que, se permitires que a tua veia artística se expresse te surpreenderás com a sua naturalidade e quão bem consegues. Se amas a música devias focar-te nela.

CHRIS: Eu adoro a música e a natureza. Terá havido alguma altura em que tenhamos estado todos juntos?

ELIAS: Posso-te fazer um pedido antes de te responder a essa pergunta? O corpo do Michael está a sentir desconforto. Prosseguiremos num instante. (Após alguns instantes...)

MARY: Tenho que ir fazer xixi! (Desfizemo-nos todos a rir)
INERVALO

Nota: A duração do intervalo não foi anotada, mas o Elias apareceu muito mais rápido do que o costume, no início das sessões. No começo referiu-se à conversa que tivemos durante o intervalo em que estivemos a debater se o contacto visual que estabelecemos com ele lhe causaria alguma diferença ou lhe afectaria a energia de algum modo. É de notar que todos achamos um tanto desconcertante que o Elias “escute” as conversas que temos!

ELIAS: Estávamos a debater a ligação, e a pergunta sobre se estavam todos envolvidos numa mesma época.

Antes de mais, nós não estamos num limbo qualquer! Estamos aqui a interagir convosco. Faz muita pouca diferença que estabeleçais contacto visual comigo. Eu utilizo o foco visual, que no corpo do Michael nem sempre resulta claro. Por vezes sou capaz de os visualizar. A maior parte das vezes, percebo a vossa essência mais do que a vossa forma física propriamente.

Em relação ao enfoque das relação partilhadas: na minha última vida, esse era o foco em que a Catherine era um cavalheiro inglês. O Michael era francês, e um estimado amigo meu; mas não meu amante. Essa foi uma ligação que marcou várias outras manifestações físicas. Ele e eu jamais fomos parentes. Fomos sempre amantes; mas não na minha última manifestação.

O Oliver manifestou-se na América. Eu conheci-o numa conferência que fiz aqui (como Oscar Wilde, em 1881). Ela era uma actriz bastante graciosa e isso impressionou-me bastante! (Riso) Eu não era particularmente dotado do dom de me render aos seus encantos mas sentia um profundo carinho e apreço pelo talento que revelava (enquanto Mary Anderson).

O Lawrence também se encontrava em Inglaterra. O John estava na Irlanda. Ele chamava-se Willy. Nós nem sempre nos demos bem, mas eu gostava muito dele.

A Catherine auxiliou-me bastante e reconfortou-me muito nessa manifestação, em alturas muito difíceis. O Michael esteve presente por altura do meu falecimento (enquanto Oscar Wilde em frança). Vós não vos conhecíeis todos numa só manifestação física, mas estáveis todos ligados a mim nessa vida. Será isto suficiente para responder à tua pergunta? (Pausa em silêncio)
Vós estabelecestes o acordo de vos associardes comigo, não nesta manifestação física, mas antes de vos manifestardes nesta vida actual. Está esclarecido?

VICKI: Está. Será a regressão a vidas passadas uma coisa necessária ou benéfica?

ELIAS: Não é necessário. Se vos sentis inclinados à dúvida, tal como o Michael, e não conseguis aceitar a vossa essência pelo que é e vos focais na experiência presente e na direcção do futuro, podereis achar isso um tanto esclarecedor; apesar que o Michael não se focou nessa obsessão por muito tempo! (ri de modo forçado)

CHRIS: Como hei-de colocar isto? Tenho vindo a pensar esta semana no caminho que tomei para chegar a este ponto. Dei imenso lugar a sofrimento com perdas de amores, e ao olhar para trás vejo que não precisava ter sofrido. Não precisarei apenas manter-me focada?

ELIAS: Manter-vos focados é muito importante. Hás-de ver que por vezes se torna válido a fim de acederdes a padrões do passado. Isso pode-vos ajudar na situação actual. Se vos ocupardes da s vossas crenças, haveis de vos concentrar. Isso há-de vos ajudar a criar uma realidade habilidosa. Também vos há-de ajudar a atrair a vós aquelas essências e as coisas de que precisais e desejais.

Precisais igualmente ter consciência da beleza com que vos deparais e que abrigais no vosso íntimo. Quando tomardes consciência da beleza da vossa própria essência haveis de, à semelhança da rosa, emanar uma fragrância maravilhosa que atrairá outros à apreciação da vossa beleza. Isto servirá de ajuda?

(Pausa prolongada durante a qual a Christie estende uma bebida ao Elias) Obrigado. Tendes mais alguma pergunta? (Outra pausa prolongada)

VICKI: Bom, se mais ninguém tem, eu tenho! Eu tenho sempre algo a perguntar!

ELIAS: (Ri de modo forçado)O que, como havemos de ver, é uma qualidade do Lawrence! Ele tem sempre muitas perguntas! (riso)

VICKI: Como começamos?

ELIAS: Como começais o quê? (A rir por entre os dentes)

VICKI: de que modo tem a vida início?

ELIAS: De que modo terá este foco, esta manifestação, início?

VICKI: Não. Quer dizer, alguns acreditam na evolução, outros acreditam na história de Adão e Eva, outros ainda crêem que viemos de outros planetas, etc.

ELIAS: Esse assunto, tal como o dos animais, vai levar um certo tempo. De momento dar-lhes-ei uma pequena explicação. Mais tarde havemos de prosseguir com mais material. Essas são perguntas válidas e importantes para o vosso crescimento.

Os vossos cientistas acreditam na evolução. As vossas religiões acreditam em superstições e histórias. Parte disso é verdadeiro e exacto, mas a maioria não. Vós não saístes de nenhum peixe! (riso) Também não aparecestes por aí a comer maçãs! (Mais riso) Vós criastes esta realidade. Criastes este mundo, Antes deste planeta e sistema solar existir, vós existíeis. Vós estabelecestes escolhas a fim de criares, juntamente com muitas outras essências – sublinhai “muitas”! Vós focaste-vos na experiência.

As histórias que vos chegam do vosso mestre Platão são mais exactas do que a vossa religião ou evolução. Isso não quer dizer que os animais ou as plantas não evoluam, porque evoluem, tal como vós. Presentemente estais a evoluir.

Vós criastes este mundo e focastes a vossa consciência aqui, primeiro. De certa forma serviu como um período de teste. Nós chamamos a esse período uma “manifestação desfocada”. Só vos encontráveis fisicamente focados parte do tempo. A maior parte do tempo existíeis no estado de sonho, o que poderá ser comparado ao inverso da vossa presente existência, com poucas das vossas horas de tempo – na concepção que dele fazeis – focadas neste tipo de consciência. Muitas das vossas horas achavam-se focadas no estado de sonho. Esse foi um período de ensaio, a fim de vos acostumardes a criar a vossa existência física, e a vossa existência enquanto criaturas, neste planeta.

Vós criastes tudo que existe aqui. Colectivamente, manipulastes todas as partículas e átomos a fim de formardes montanhas e mares e criaturas. É por isso que os vossos animais não possuem alma. Eles não são essências independentes, mas uma criação vossa. Apesar de terem evoluído e de se terem desenvolvido por direito próprio, fostes vós quem lhes conferiu a existência original. Actualmente eles existem com a sua própria consciência. (Pausa) Vamos admitir mais uma pergunta.

CHRIS: Eu tenho uma pergunta a colocar. Eu sei que o meu pai está muitas vezes junto a mim; eu sinto-o ao meu redor. Haverá alguma coisa que me queira dizer?

ELIAS: Esse não é o nosso enfoque. Eu passo a explicar. Existem algumas essências que, digamos, se especializam em contactar essências individuais. Isso explica o fenómeno físico que certos indivíduos psíquicos apresentam, conforme os designais, capazes de contactar as essências individuais. Outras há que se não focam com tal propósito. Eu situo-me num domínio de ensino, no qual é difícil contactar com essências que não se acham no mesmo foco. Posso referir impressões, mas não me situo num foco que possa dar-vos conta de qualquer informação.

Vós acreditais que quando morreis e cruzais o umbral duma outra existência, automaticamente passareis a incluir tudo e vos tornareis iluminados! (riso) Eu quisera que assim fosse, mas isso não é uma realidade! (Ri)

Tenho a impressão de que a essência de que falas te rodeia continuamente. É mais fácil comunicar com as vossas essências e os seus fragmentos do que comunicar com certas essências que se situam num foco diferente. Está esclarecido? Será tudo?

VICKI: Está esclarecido, mas por certo que não é tudo! (riso) Eu tenho muitas perguntas. (A esta altura o Laszlo encoraja a Vicki a fazer outra pergunta)

ELIAS: Não estejas a encorajar o Lawrence! (A rir por entre os dentes, enquanto nos desfazemos a rir) Vou-vos desejar boa noite.
GRUPO: Boa noite.

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ELIAS: Boa noite. Nesta sessão, nós damos as boas vindas a novos rostos. (A sorrir para o Bill e a Julie) Começaremos por mudar a direcção do assunto que cobrimos no nosso último encontro. Não vamos despender muito tempo nem interesse por esse tema. Em seguida vamos passar a dar atenção às vossas muitas perguntas! Estávamos a falar das vossas origens. Nesse sentido, dirigir-vos-ei para um ligeiro “jogo”, se preferirdes. Num futuro próximo deverá surgir um tema que dirá respeito a uma questão em que o Michael não é lá muito versado. Também está ligado a esse assunto que cobrimos anteriormente.
Há quem tenha colocado questões do foro de coisas tais como as que designais por “nascidos nas estrelas”. Esse assunto não é completamente falso. Não traduz aquilo que é suposto traduzir, mas de certa forma, é parcialmente verdadeiro. Antes de criardes este mundo, vós existíeis; mas onde? (A rir de modo forçado) Nessa altura estáveis focados. Havemos de debater isso mais aprofundadamente noutra altura, mas por ora, vou tocar nisso ao de leve.
Vós não criastes somente esta existência. Num certo sentido, criastes uma multiplicidade de existências. Vós pensais em termos de tempo por incrementos. Pensais em vós, em relação a outras “vidas”, como separadas de vós. Elas não estão! No foco desta vida, vós não separais a vossa infância da idade adulta como uma forma de existência distinta, mas separais uma vida de outra. Isso está errado! Trata-se duma mera passagem, duma fase ou nível de desenvolvimento para outra.
Já mencionei anteriormente que não existe morte. Apenas existe nascimento. O significado do vosso termo “nascimento” consiste em emergir. Isso é verdadeiro.Vós emergis dum foco de desenvolvimento para outro. Do mesmo modo, vós emergistes nesta existência, neste planeta, a partir de um outro foco anterior. Contudo, não viestes das estrelas! Isso não seria consistente com a criação! Porque razão haveríeis de criar uma estrela, que consiste numa bola de fogo, e emergir duma existência nela? Vós criastes muitos mundos. E haveis de criar muitos mais.
Vós acreditais, em termos religiosos, na imortalidade da alma; mas somente no sentido dum movimento para a frente. Isso é inconsistente com o vosso foco. Se uma coisa não tem fim nem princípio, nesse caso sempre terá existido. Por isso, nos vossos termos, vós tivestes muito tempo para criar antes deste mundo. Quanto à relação que tendes com a Unidade Criadora Universal e o Todo, a palavra que empregais para designar isso revela-se insuficiente. Esse termo é Deus; um termo bastante reduzido para designar um conceito bastante reduzido! (A Vicki e o Bill desatam a rir)
O Todo Universal consiste em todas as coisas, e parte de todas as coisas. Em relação à criação, vós sois parte dela, e ela é parte de vós; só que é maior que (a soma das) suas partes. Vós sois forças criadoras. Não existe essência superior à vossa. Estamos esclarecidos?
DEBBIE: Estamos.
ELIAS: (Para a Christie) Ficou claro?
CHRIS: Ficou claro, sim.
ELIAS: Presentemente, vamos dispensar este assunto. Eu só queria clarificar-vos quanto a isso. Agora, podeis colocar as vossas perguntas.
LASZLO: Esta é do Willie. Porque razão terei nascido na Hungria, desta vez?
ELIAS: Por teres escolhido essa experiência! (Riso) Escolheste essa experiência por determinados elementos inerentes a ela própria, em relação a sentimentos de ordem política e pessoal. Desejas experimentar. Ainda te encontras bastante focado na experiência. Apenas alteraste o teu foco a fim de passares a experimentar um nível diferente. (Pausa) Desejas mais?
LASZLO: És capaz de revelar mais?
ELIAS: Em relação à tua essência, e à tua criação, e à continuação da tua vida... esta palavra “vida”, passarei a usá-la num contexto diferente daquele a que estais habituados. Empregá-lo-ei no sentido de abranger a existência toda e não apenas este estágio de desenvolvimento. Cada um de vós alcançou um estágio semelhante de desenvolvimento. Isso foi instaurado ao longo de muitas vidas, segundo o termo que empregais. No termo que emprego para designar a vossa vida inteira, vós escolhestes muitas experiências. Esta vida imediata, segundo os termos que aplicais, foi passada a focar-te em eventos de grupo ao contrário de interesses de ordem pessoal. Experimentaste-o. Agora, puseste-lhe fim.
LASZLO: Obrigado.
ELIAS: Não tens que me agradecer! (Riso forçado) Tu produziste a criação disso! (Riso)
LASZLO: Obrigado por mo recordares.
ELIAS: Não tens o que agradecer. Posso? (Pausa, enquanto a Christie estende uma bebida ao Elias) Obrigado. Pressinto que há para aí muitas perguntas! (Riso) Podeis perguntar.
JULIE: Eu pergunto. Eu sou nova. Chamo-me Julie.
ELIAS: Pois. (Sorri, de forma a encorajá-la.)
JULIE: Li nas transcrições que as pessoas que sentem afinidade (por isto) juntar-se-ão neste grupo. Serei eu dotada de tal afinidade?
ELIAS: Tu encontras-te aqui! (Riso) Não tem importância a idade biológica que tenhas neste foco. Essa afinidade não reconhece qualquer idade! Podeis ser muito velhos, segundo os termos que utilizais, assim como muito jovens. Há uma outra essência, bastante jovem, segundo os termos que empregais, que virá a fazer parte deste grupo; mas essa essência ainda não tem a certeza.
DEBBIE: (A Debbie) coloca uma pergunta respeitante ao Michael, com respeito a quem deveria assistir às sessões, e quantos deveriam assistir.
ELIAS: (A sorrir) Isso é muita gentileza, e eu devia contar com isso da parte da tua essência. Isso diz respeito ao Michael, não a mim, mas por outro lado, diz, por eu estar ligado ao Michael. Isso deixa-o numa posição desconfortável. Actualmente ele está a aprender. No futuro deverá tornar-se mais confortável, mas por ora, vamos-lhe fazer a vontade. (Pausa) O Lawrence não está a fazer perguntas! (Riso)
CHRIS: Imagina só! (Mais riso)
JULIE: Eu terei alguma ligação com alguém que esteja presente?
ELIAS: Essa é uma pergunta repetitiva. Sim, tens uma ligação com o Oliver. (Pausa) Dá-nos um instante. (Pausa) Existem muitas ligações que se entrecruzam convosco todos. O foco que tiveste com o Oliver foi recente. O Oliver foi (uma) Mary aqui. Tu eras um amigo chegado. Ele também era uma actriz talentosa. Tu encontravas-te nessa mesma profissão. (Pausa) Sinto que desejas conhecer o nome que tinhas. (Da essência)
JULIE: Estás absolutamente certo!
ELIAS: Peter. (A Vicki desta a rir, tendo posteriormente revelado ter imediatamente pensado em Peter em referência às definições anatómicas angulares)
Vou oferecer a informação à ... Kasha (A sorrir para o Bill)
Além disso, tu estás a interrogar-te quanto à nomeação inconsequente do foco anterior. (A sorrir para a Debbie) Vou-te fazer a vontade.
DEBBIE: Está bem!
ELIAS: (Para a Vicki) Robert. (Para a Debbie) Robbie. (Pausa) Esta está errada. Peço desculpa. Tu não foste o Robbie. Foste tu. (Indicando o Bill)
BILL: Eu fui o Robbie?
ELIAS: Correcto. A Catherine e o Michael estiveram unidas como amigos. A Catherine chamava-se Frank. O Michael era Pierre. Isso, podereis verificar. A razão porque vos transmito essa informação é para que vejais uma porção das vossas personalidades, do mesmo modo que a porção da criança ainda faz parte do foco do adulto. (Pausa) Estou à espera! (A rir para a Vicki)
VICKI: Pensei que devesse dar uma oportunidade de falar a toda a gente.
ELIAS: Eles falarão, assim que estiverem preparados!
VICKI: A pergunta que se segue destina-se ao Donovan. (Elias acena afirmativamente) Quando é que o espírito penetra no corpo?
ELIAS: Essa é uma boa pergunta. Muito boa gente, na vossa era dá início a disputas por causa dessa questão. Ela é causa de imenso conflito. Já vos expliquei anteriormente que vós criais a vossa realidade. Essa realidade não é criada a partir dum ponto intermédio, mas desde o início. Vós moldais o vosso corpo físico desde a sua primeira célula.
VICKI: Importas-te de fazer um comentário acerca do aborto?
ELIAS: Isso envolve uma experiência individual. Também compreende um acordo estabelecido anteriormente, entre a essência da mãe e a essência da nova criança. O que não quer dizer que qualquer dano causado a uma outra essência seja alguma vez experiência admissível; mas não comporta consequência alguma, segundo a noção que albergais, devido a ter correspondido a um acordo inicial. Este tema também vai levar muito tempo.
VICKI: Esta pergunta também é destinada ao Donovan. De que modo escolhemos os nossos pais?
ELIAS: Agora fazes-me parecer redundante! (Riso) Isso também corresponde a um acordo. Tu podias-lhe ter respondido a essa!
VICKI: Não creio que me tivesse dado mais ouvidos do que a ti!
CHRIS: Coloca uma pergunta acerca dum sonho que teve recentemente, no qual se mudava para uma casa mais pequena. Ela interrogava-se como é que devemos considerar os sonhos que temos, e sobre a forma como expressamos os desejos que temos nos sonhos.
ELIAS: O Oliver faz perguntas muito complicadas. Isso não será respondido suficientemente por ora. Reflectis alguns desejos por intermédio dos sonhos que tendes. Outros casos de sonhos que tendes correspondem ao que criais presentemente. Outros correspondem a criações no vosso futuro, e representam pequenos vislumbres do vosso futuro, como uma espreitadela por uma janela para um outro quarto. Alturas há, nos vossos sonhos, que podem representar interligações estabelecidas entre as vossas outras vidas, segundo os termos que empregais. Isso não representa eventos passados, mas existências simultâneas que se interligam no vosso estado de sonhos. Já vos falei sobre isso. Instruí-vos quanto a poderdes focar-vos nos vossos sonhos e a entrardes em contacto convosco próprios, para vosso espanto! A capacidade de manipular os vossos sonhos não é tão difícil quanto o percebeis. É apenas uma questão de desviar o enfoque que exerceis. Compreendo que isto soe repetitivo, mas a Kasha é capaz de explicar a projecção do eu nos sonhos, se a contactardes.
VICKI: A questão da protecção, e se será ou não necessária, continua a surgir por parte de certas pessoas. Quererás fazer um comentário acerca disso? (Referindo-se à protecção espiritual; à invocação, às luzes brancas, etc.)
ELIAS: Esse é um tema entediante! (Com toda a firmeza)
VICKI: Estou de acordo!
ELIAS: Muitas essências focam-se na superstição. Sentem receio de estabelecer contacto com a sua essência mais vasta. Não entendem a ligação que têm com a Essência Universal e o Todo. Sentem temor. Esse medo é em seguida projectado no seu mundo físico. Sentem necessidade de se protegerem, e a toda a gente ao seu redor. Isso não é necessário! Não existe essência alguma que seja tão rude a ponto de vos invadir!
VICKI: Obrigado.
BILL: Tu dirigiste-te a mim esta noite por dois nomes diferente. Por favor, explica.
ELIAS: Kasha é o nome duma entidade. Tenho noção de que isso não é importante para ti. Foi por isso que não te perguntei se desejarias conhece-lo. Também estou ciente de que os meus amigos ficarão curiosos. (A rir) Isso não foi para tua informação ou benefício. Foi para o deles.
JULIE: Poderás revelar-me mais acerca do Peter?
ELIAS: O Peter és tu! (Riso)
JULIE: Está bem...
ELIAS: Desejas conhecer mais acerca da tua essência? (A sorrir)
JULIE: Desejo, se fizeres o favor.
ELIAS: Antes de prosseguirmos, podemos fazer um ligeiro interregno no nosso encontro?
JULIE: Certamente! (A rir, enquanto nos juntamos todos)
INTERVALO
ELIAS: Desculpa, John! Peço desculpa por te interromper. (O Elias surgiu muito rapidamente, interrompendo a meditação que o Laszlo estava a fazer)
LASZLO: Não precisas pedir desculpa. Agradeço a tua presença!
ELIAS: Vamos dar continuidade às vossas perguntas.
JULIE: Eu estava a perguntar se me poderias revelar mais acerca do Peter.
ELIAS: Estávamos a falar da essência do Peter. Possui apenas alguma importância o facto de obterdes informação do que designais por “existências passadas”. É essa importância parcial que vamos abordar.
A vossa essência criou, ao longo de muitas vidas, focos similares por uma questão da experiência. Cada essência possui uma natureza básica. Já abordamos isso anteriormente. Abrangemos esse assunto em relação à forma como vos manifestais em cada foco da existência. Na vossa natureza básica, existem algumas experiências que valorizais mais do que outras. Algumas essências focam-se em experiências excitantes, segundo os termos que empregais. Para nós, todas as experiências são excitantes! O teu foco, ao longo de muito tempo - uma vez mais referindo-o no contexto dos termos que empregais - tem sido o das emoções; da criação de situações nos teus relacionamentos, por meio de diversos modos, a fim de experimentares a profundidade do envolvimento emocional. Por vezes encaras tal coisa como causa de desconforto. Isso faz igualmente parte da escolha que promoves no contexto da experiência que tens. Situaste-te noutros focos rigorosos para experimentares o que classificarias como trauma. Isso dotou-se do objectivo de sentir, sublinhai, a experiência disso. Nesta vida actual prossegues com isso. No teu passado criaste situações, como situares-te com uma criança em meio a uma inundação. Essa foi uma experiência bastante rigorosa. A ideia que geraste em relação a isso foi a de experimentares o trauma emocional que lhe é inerente. Isso presentemente serve um objectivo. Permite-te tornar-te mais sensível e em sintonia com aqueles que passam por experiências de traumas emocionais e sentimentos fortes. Será isto de alguma valia, para ti?
JULIE: É. Obrigado. (A chorar)
ELIAS: Desculpa-nos, por favor. Não desejávamos criar-te nenhuma situação de desconforto. (A sorrir afectuosamente para a Julie)
JULIE: Não, não estou a sentir desconforto algum. É que sou mesmo muito emotiva e sensível.
ELIAS: Lá isso é verdade! (Ri, a seguir ao que se gera uma pausa)
Vou abordar alguma confusão existente. Eu referi previamente que existem outros focos que não se encontram relacionados com o meu. Eu desejava conhecer todas as coisas, só que isso não corresponde à realidade! Contudo, há uma questão à qual poderei responder acertadamente. Eu disse existirem outras essências que se encontram melhor equipadas no sentido de se endereçarem a alguns outros focos. Isso deve-se ao facto de terem escolhido ligar-se a isso, agora que não mais estão a manifestar-se na vossa realidade. Existem muitas questões a que tenho acesso. Em questões de... (A esta altura, o Elias começa a tossir) O corpo do Michael está a admitir uma infecção. Desculpem-me. (Dá-se uma pausa, e a tosse termina)
Com respeito à nossa questão: Quando vos manifestais, conforme tinha dito, vós criais a vossa realidade. Nessa realidade, procedeis à criação de todas as escolhas e situações. Se escolherdes pôr um termo a essa criação, nesse caso parareis de criar! O vosso corpo físico constitui uma expressão da vossa essência. Uma outra essência, ao desejar expressar-se no vosso foco, fá-lo-á com uma criação própria. O conceito da troca de formas físicas não é correcto! Por favor, na vossa anotação, frisai isso com clareza. Não corresponde à realidade! Ainda haverá alguma confusão quanto a esta questão?
DEBBIE: Não.
ELIAS: Estaremos esclarecidos quanto a esta pergunta e a esta matéria?
LASZLO: Coloca uma pergunta subordinada à questão de se saber se uma outra essência poderá ou não esvaziar um corpo de forma poder ocupá-lo.
ELIAS: Não. (Com toda a firmeza)
LASZLO: Pergunta sobre o fenómeno da “possessão”.
ELIAS: Não existe possessão! Uma “entidade”, ou essência, criará a sua própria realidade. Esse assunto da possessão não passa dum mal-entendido. Não envolve a invasão da vossa essência por parte duma outra essência. Isso corresponde unicamente à percepção que tendes.
Vós criais a vossa realidade. Se desejardes proceder à criação duma outra personalidade, ou aquilo que acreditais ser uma “entidade”, ela passará a ser criação vossa. Isso deve-se à razão do medo. O medo é o vosso único inimigo, em tais termos. Se confiardes na vossa essência, haveis de ver, tal como o Lawrence virá a ver, que não vos haveis de trair! Vós estais todos ligados a, e emergis da Unidade Criadora universal e do Todo. Nela não existe “negatividade” alguma! Por isso, como podereis, na vossa essência, ser negativos? (A sorrir)
DEBBIE: Coloca uma questão relativa ao facto de sabermos se este tempo terreno irá sofrer um término ou não. Refere a variedade de livros que põem tal tema em discussão, em termos do nosso envolvimento espiritual relativamente à mudança do eixo da Terra.
ELIAS: Vós estais, presentemente, conforme anunciei anteriormente, a evoluir. O que não quer dizer que este tempo terreno esteja a terminar! Está apenas a evoluir para um outro estágio de desenvolvimento. (A sorrir) Vós, enquanto seres individuais ao longo da vossa história evoluístes por meio de muitos níveis de compreensão. Continuais a emergir desse modo. Já despendestes muito tempo, nos vossos termos, a experimentar aspectos físicos inerentes às existências neste plano. A vossa essência está a mudar. Está a tornar-se mais consciente. Está a continuar a escolher uma experiência física, mas cingida por menos barreiras. Isso perfaz o círculo. Foi aí que começastes este foco. É aí que estais a unir-vos com o vosso círculo. Estará claro?
DEBBIE: Está.
VICKI: Com respeito ao conceito do tempo, segundo os termos em que o empregamos... (Riso)
ELIAS: Obrigado! (A rir)
VICKI: ...poderias, por favor, fazer um comentário sobre o experimento de Filadélfia?
ELIAS: Desejas saber se será possível?
VICKI: Desejava saber se ocorreu!
ELIAS: Existem muitos mais factos envolvidos, mas é-vos possível a todos superar o tempo e o espaço. Esses não passam de termos e conceitos relativos. Na realidade não têm existência. É por isso que isso pode ser realizado. Não necessitais de experiências sofisticadas para alcançardes isso! Existe muita gente da ciência que não acredita poder realizar isso sem medição detalhada de tudo e mais alguma coisa! Eles “acidentalmente deparam-se” com estados que são bastante naturais, e em seguida sentem ter descoberto algo extraordinário! Tentam reservar essa informação para si próprios, não porque seja danosa, mas por desejarem apropriar-se disso e não terem vontade de partilhá-lo, além de também não compreenderem. Vós no vosso foco tendes a habilidade de realizar as mesmas coisas que eles! Só que eles ACREDITAM que essas coisas devam ser alcançadas por meios específicos. O problema deles reside no facto de não compreenderem o que terão feito. Se alterassem o enfoque que empregam, ficariam sem saber o que fazer! Os seus instrumentos de medição tornar-se-iam desnecessários. Mas isso enerva a comunidade científica. (A sorrir)
VICKI: Adorei essa resposta! É simplesmente maravilhosa!
ELIAS: Tereis mais perguntas?
LASZLO: Quem terá matado o Presidente Kennedy? (Desatamos todos a rir)
ELIAS: O John está a ser muito tolo! Esta pergunta é, sublinhai-o, inconsequente! (A rir)
JULIE: Estareis vós cientes das escolhas que fazemos quanto à duração das nossas vidas?
ELIAS: No formato de período de duração?
JULIE: Sim.
ELIAS: Isso é difícil, Quando escolheis deixar de permanecer na manifestação física, essas coisas do tempo distanciam-se, nos termos que empregais, para a vossa essência. O tempo não existe. Eu não me habituaria muito ao próprio elemento de duração da minha existência. Só sou capaz de descrever impressões em termos de curta ou prolongada, velho ou novo. Tornar-se-ia muito difícil fazer um relato do número exacto de anos. Estarás a compreender?
JULIE: Estou.
CHRIS: Se um de nós não viesse a permanecer mais neste grupo, ou só viesse assistir uma vez, poderias dizer-nos algo que ajudasse esse indivíduo na sua jornada?
ELIAS: Eu estava à espera dessa pergunta, da tua parte! (A sorrir) O que eu vou responder ao Oliver é que dispõe duma informação importante para o seu crescimento, e que ele não se devia ocupar em desviar o enfoque que estabelece nesta altura. Existem muitas coisas importantes a envolver o vosso crescimento, mas se escolheres não prosseguir, isso será admissível.
JULIE: Coloca uma pergunta relacionada com a permanência dela no grupo.
ELIAS: Sim, se desejares participar.
VICKI: Coloca uma pergunta relativa aos diferentes níveis de energia que foram percebidos duas sessões antes, e se os dois novos indivíduos terão afectado ou não a mudança.
ELIAS: Estou ciente disso. Deu-se uma diferença na minha energia. Isso foi mal entendido, creio. Nós operamos em diferentes frequências de qualidade vibratória daquela que caracteriza a vossa existência física. Eu não me tinha aclimatado ao corpo físico do Michael. Essa foi a primeira experiência de aclimatização. A energia era... Poderia ser comparada à das vossas máquinas de raio X. Se o raio de energia não for directamente focado, ele espalhar-se pela máquina. Se for dirigido, emitirá um único raio. O corpo do Michael seria comparável à máquina. A minha essência seria comparável ao raio X (energia). Não se tendo aclimatado ao aparelho físico, a energia não foi tão bem dirigida, e espalhou-se. (A sorrir)
Essa foi a interpretação correcta no caso do Oliver, acompanhada de muita sensação de energia nas pernas dele. Quando me habituei à máquina, tornei-me mais habilitado a direccionar a minha própria essência e energia em conjugação com ela. Isso é igualmente muito complicado, e envolve muita cooperação, sublinha-o, com o Michael. Também envolve muito acordo com o Michael. Essa é a diferença na energia que poderás ter experimentado fisicamente. O Michael sabia que eu estava mais focado, mas não vos apresentou qualquer explicação. Isto servirá de ajuda?
VICKI: Serve.
ELIAS: (Pausa, durante a qual se consegue escutar os grilos por entre a janela aberta) Os sons da natureza são agradáveis. São uma parte inesquecível da vossa experiência física. (A sorrir)
JULIE: Coloca uma pergunta respeitante à perda do padrasto, e à dor que sente. Além disso, indaga se se tratará duma pergunta consequente.
ELIAS: Isso é consequente. O assunto é difícil. Isso não se situa no âmbito do foco que estabeleço. (Pausa) Ele emergiu não há muito tempo. Essa essência ainda se encontra num período de ajustamento. Foram estabelecidas crenças incorrectas durante o presente foco físico. Quando se apresentam crenças a envolver a passagem de alguém, eles não se “esvaem” automaticamente! (A rir de modo forçado, enquanto nos rimos todos) Precisa passar algum tempo, em certo sentido, a desapegar-se dessas crenças. É nesse estado que essa essência se encontra.
JULIE: Coloca uma pergunta idêntica acerca da sua avó.
ELIAS: Qual é a tua pergunta relativamente a essa essência?
JULIE: Se ela também se encontrará num período de ajustamento, ou onde se encontrará a sua essência?
ELIAS: Não. Dá-nos um instante. (Pausa) Essa essência acha-se feliz. Essa essência encontra-se centrada, e não voltou a manifestar-se. Esta essência focar-se-á noutras realidades. Ela não voltará a focar-se nesta realidade física uma outra vez.
JULIE: Obrigado.
CHRIS: Tu dizes que o nosso corpo físico constitui uma expressão da nossa essência. Porquê, então, terei um problema de peso?
ELIAS: Esse é um problema comum neste foco. O vosso corpo físico expressará, em termos físicos, as crenças que albergais, em determinados momentos da vossa manifestação física. Quando vos desligais, ou passais por conflitos nas vossas crenças, criais situações que vos reflectem essa confusão. Todas as manifestações físicas constituem reflexos directos das vossas crenças. Vamos endereçar-nos à questão das vossas crenças com grande detalhe. A vossa inteira existência, e tudo o que se relaciona com ela, gira em torno dessas crenças. Aquilo em que acreditais será aquilo em que vos tornareis! Se acreditardes ser saudáveis, haveis de ser saudáveis. Se acreditardes ser vulneráveis, sereis vulneráveis. Se acreditardes ser magros, sereis magros! Faremos mais um comentário relacionado com as crenças. Tal como ao passardes da vossa manifestação física as crenças que albergáveis não desaparecerão, isso sugerir-vos-á a profundidade e a importância que elas têm. Também vos fornecerá pistas acerca do quão difícil pode ser alterá-las. (Pausa prolongada, durante a qual o Elias toma uma bebida)
JULIE: (Para a Vicki) Queres perguntar acerca do nome?
VICKI: Oh! Qual será o teu nome da essência que nos terás revelado previamente?
ELIAS: Rastin. O Michael não o achou aceitável! (Riso) Mas é aceitável para mim! (Riso forçado)
VICKI: Com um “T”?
ELIAS: Sim.
VICKI: Estou preocupada com a menção que fizeste à infecção do Michael.
ELIAS: Ele precisará concentrar-se duma forma mais diligente. O Michael tem o hábito de ignorar o corpo dele. Isso permite que o seu corpo físico se debilite; apesar de vós todos, e o Michael também, gozardes da faculdade de provocardes cura ou destruição no vosso corpo físico. Ele é uma expressão física. Sublinha isso! Ele, à semelhança de todas as coisas na natureza, requer alguma manutenção. As vossas flores não crescem simplesmente sem água nem terra. Os vossos corpos também precisam ser nutridos.
JULIE: Indaga acerca da percepção que tem do Elias usar um acento.
ELIAS: Isso provavelmente parecer-te-á ter uma origem qualquer. Na verdade, isso assenta na combinação duma manipulação de traduções, e de identificação com a minha essência; por me ter manifestado previamente em certas áreas Europeias muitas vezes. Todavia, a maioria disso seria atribuído à interacção mecânica da tradução. Essa tradução, para as vossas palavras, é muito mais complicada do que percebeis.
JULIE: Tenho a certeza que sim!
ELIAS: Isso não é num nível de tradução duma para outra língua. Nós não usamos idiomas! (Dá uma risada)
VICKI: Eu tenho uma pergunta acerca dos tipos básicos de personalidade. Tu falaste de tipos de personalidades artísticas e tipos de personalidade emocional, e eu gostava de saber se...
ELIAS: Vou parar o Lawrence por instantes! (A rir, seguido de riso geral) O tipo de personalidade dele, o qual será reforçado pela verificação de existências prévias, foi muito em termos literários. Tinhas razão ao interpretares o talento musical do Oliver, o que não se aplica ao Lawrence. O teu talento artístico assenta mais nas palavras.
VICKI: Obrigado, mas a pergunta que tinha feito não foi exactamente essa. Para ser mais específica, teremos todos um tipo de personalidade básico, ou vários?
ELIAS: Neste grupo?
VICKI: Neste planeta!
ELIAS: Neste planeta?! (Expressa admiração) Existem muitos, muitos, muitos tipos diferentes de personalidade! Vós sois todos dotados duma persuasão artística, mas existem muitos outros enfoques. Existem relativamente poucos tipos de personalidade artísticos, por si mesmos.
JULIE: Toda a gente neste grupo será dotada dum tipo de personalidade artística?
ELIAS: É, (riso forçado) apesar de existir um que terá batalhado com isso ao longo de várias existências. Isso refere-se à Kasha.
BILL: Como é que eu sabia que isso ia surgir? (Riso)
JULIE: Onde residem os meus talentos artísticos?
ELIAS: (A sorrir) Tu ainda não desenvolveste essa expressão. Desenvolveste a base disso através dos laços emocionais, que se prendem com o temperamento artístico.
VICKI: Nós devemos todos possuir um enorme sentido de humor, no teu domínio!
ELIAS: O humor, tal como a cor, constitui uma expressão extremamente vívida, para nós! (Faz uma pausa, a rir) Essas eram todas as perguntas que tínheis?
DEBBIE: Para esta noite! (Toda a gente permaneceu em silêncio)
ELIAS: Nesse caso, vamos desejar que tenham uma boa noite.
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ELIAS: Boa noite! (Olha ao redor, para toda a gente) vamos dar as boas vindas ao Mattie. (A sorrir para a Elizabeth) Temos estado à espera! Estou satisfeito por teres procedido á escolha que fizeste. (Pausa, a olhar ao redor) O John está ausente? (Referindo-se ao Laszlo, ao que acenamos afirmativamente) Isso é admissível.
Vamos começar a focar-nos nas crenças. No nosso último encontro estávamos a falar de peso. Esse tema tem muito que ver com os vossos sistemas de crença.
As vossas crenças abrangem tudo. Neste foco, também são adquiridas. Não fazem parte da vossa essência. Vamos procurar clarificar algumas questões relativas às vossas crenças.
De certa forma, as crenças assemelham-se bastante às cores. Vós olhais para o vosso céu e percebeis a cor azul. Esse céu é duma enorme extensão. Do mesmo modo, podeis incorporar vastíssimos sistemas de crença, que podem dizer respeito às formas de governo, assim como podem dizer respeito à natureza e ao vosso planeta. Esta é uma simples comparação com a dimensão do vosso céu, tendo presente que só é azul por terdes criado essa cor e terdes escolhido torná-lo azul. Do mesmo modo, possuís crenças de menor estatura, tais como a cor da roupa que acreditais que vos fica melhor. Isso, sendo uma das crenças de menor estatura, podia ser comparado ao azul duma pequena flor do vosso planeta.
Eu estabeleço estas comparações para vos mostrar o quão importantes as vossas crenças são. Elas coloram-vos a vida toda! Tudo na vossa vida gira ao redor das crenças que tendes. Não consigo enfatizar suficientemente o facto de que criais a vossa realidade! Esta frase deve ser sublinhada na totalidade. Hei-de-vos repetir isso a todos muitas vezes. Isso fica a dever-se ao facto de ser da maior importância que compreendais. A coisa mais importante que envolve a criação da vossa realidade são as crenças que sustentais. Tal como o sangue que circula ao longo de todo o vosso corpo e vos mantém o foco com vida, assim também as crenças que sustentais se revelam motivo para tudo na vossa vida.
Vamos deter-nos por breves instantes, para esclarecer um ponto, em relação à sua definição. Quando menciono os focos da vossa vida inteira, refiro-me ao enfoque da vossa vida inteira, que engloba esta realidade e este planeta. Quando me refiro aos desenvolvimentos ou aos períodos de desenvolvimento da vossa vida inteira, estou a referir-me ao que designais em termos de “vidas passadas”. O passado não comporta qualquer realidade, tal como pensais nele. Tudo se situa no agora. Nesse tipo de enfoque e de entendimento, abordaremos os desenvolviementos que a Elizabeth sofreu, que é em simultâneo a Mattie. (Para a Elizabeth) Isto, nos vossos termos, deveria ser levado na conta duma vida anterior. Isso está errado. É por isso que falas com ela. (Mattie) Tu falas somente com um outro foco da tua essência. Em relação à realeza... Eu não foquei devidamente este tema, mas isso deve ser suficiente, segunda a nossa estimativa,.. tu eras uma rainha da representação; uma actriz maravilhosa, originária dum local por que não sentes gosto; um local por que não nutres sentimentos muito positivos! (A rir) O foco que tinhas nessa altura era o da Madame (Sarah) Bernhardt. Por vezes é inestimável dispor duma informação acerca dos períodos de desenvolvimento da vossa vida inteira, apenas no que diz respeito ao contacto e falta de contacto com a vossa essência.
Uma vez mais, as vossas crenças governam tudo. Se o temor que sentirdes se ligar à vossa essência, haveis de criar situações que vos cinjam. Isso confere-vos um sentimento de segurança. Quanto mais vos encerrardes nesse espaço reduzido das crenças, mais pensareis estar seguros. Isso está errado! A vossa essência sempre será verdadeira para convosco, e não comporta qualquer prejuízo.
Se eu estiver a falar demasiado rápido, façam o favor de interromper. (Todos rimos á medida que tentamos energeticamente rabiscar, a tentar anotar cada palavra do que ele profere)
Não consigo enfatizar a extensão do que é abrangido pelas vossas crenças; desde aquilo que ingeris, até ao tamanho de pé que achais dever ter, (riso) passando pelo grau de desconexão do vosso corpo em relação à natureza; o que não corresponde à verdade, só que acreditais nisso (piamente); terminando no conceito que fazeis do vosso universo, e nas crenças de... não concernentes a Deus, mas à nossa Unidade Criadora Universal e ao Todo. Estas coisas, entendo-o perfeitamente, tornam-se-vos muito difíceis de entender. Tendes muitas crenças relativas a coisas não físicas. Muitas delas estão erradas, pelo que vos geram temor e desconforto. Se realmente puderdes fazer uso das crenças que tendes em harmonia com a vossa essência, haveis de eliminar muitos problemas.
Abordando agora as questões de natureza não física: vós sentis-vos desligados das outras essências quando elas escolhem desenvolver-se mais, durante o seu tempo de vida. Isso não é assim. Elas estão sempre ligadas a vós, e não se encontram separadas de vós. Vós apenas as deixais de ver mais, em termos físicos. Se compreenderdes as essências individuais e as escolhas que promovem, todas as essências procedem a escolhas; como em relação à altura em que pretendam finalizar um foco ou dar início a outro. Isso, se as crenças que tiverdes alinharem pela vossa essência, não vos deveria causar tamanho desconforto.
Não encarais bem o leão quando ele opta por aniquilar o antílope. A existência do antílope não mais se foca na sua manada, mas isso torna-se-vos aceitável; mas quando encarais outros da vossa própria espécie, isso deixa de ser aceitável, mas isso não apresenta qualquer consistência, e constitui uma interpretação errónea das crenças que sustentais em relação à natureza. Vós moveis-vos pela natureza com tanta facilidade e sintonia quanto o leão. Vamos despender muito tempo a falar das crenças a respeito disso. Interpretações deformadas e crenças erradas criam-vos todo o conflito, confusão e dor. Posso tomar... (Olha ao redor em busca do copo, que o Bill lhe estende) Obrigado. Tendes perguntas?
ELIZ: Sinto curiosidade em relação a algo.
ELIAS: (A sorrir) Sim?
ELIZ: O Michael e eu sentimos curiosidade quanto à relação que tenhamos tido em vidas passadas, se alguma tivermos tido.
ELIAS: (Pausa, a obter acesso) Isso engloba um foco que seria considerado agradável, ao contrário da aversão que sentes pela França! Tu e o Michael eram irmãs; numa grande família Irlandesa, na região sul. Eram muito chegadas, tal como sois actualmente. (Pausa)
VICKI: Eu tenho uma pergunta.
ELIAS: Sim, Lawrence.
VICKI: Porque razão parecemos manifestar-nos em grupos?
ELIAS: Isso é muito mais complicado do que consegues perceber. Vou tentar explicar. (Pausa prolongada) Cada um de vós constitui uma essência individual. Cada um de vós nem sempre pertenceu à essência actual particular, e individual. Alguns brotaram doutra essência. Isso sucede com frequência. Iremos empregar o Mattie com exemplo, de forma a melhor serdes capazes de compreender.
Elizabeth é igualmente o nome da essência da Elizabeth. A Elizabeth criou um fragmento da sua essência. Esse fragmento desenvolveu actualmente a sua própria essência. Tal como vós, no foco físico, dais à luz os vossos filhos, também a vossa essência é capaz de se fragmentar e dar à luz a outra essência. Isso não descarta a validade nem a divindade da nova essência. Trata-se, de algo que, em todos os aspectos, se assemelha ao que se passa convosco; não nos termos da personalidade, mas da qualidade. Este é um conceito difícil. Isso pode igualmente fornecer-vos alguma explicação para certas essências que acreditam ser “almas novas”. De certo modo, elas são. Vós, na vossa essência, haveis de guiar e proteger bastante essas novas essências.
CHRIS: Encontrar-se-ão aqui entre nós algumas que sejam novas?
ELIAS: O termo novo, precisais entender, é relativo. O Mattie é bastante novo. Alguns de vós sois novos, mas não tão novos. Cada um de vós já foi parte dos outros, noutras essências.
CHRIS: Será por isso que por vezes nos sentimos tão ligados a outras pessoas?
ELIAS: Isso está completamente correcto. É também a razão porque vos sentireis atraídos ou arrastados para alguns durante o vosso tempo de vida; por terdes partilhado uma essência comum.
JULIE: Terão o Peter e o Lawrence partilhado algumas vidas, anteriormente?
ELIAS: Partilharam, como Nativos Americanos. Vós estivestes ligados por laços de pai e de filho. (Pausa)
VICKI: Poderias falar mais acerca dos fragmentos?
ELIAS: Certamente. Com o que é que te sentes confundida, especificamente?
VICKI: É um conceito difícil de compreender no geral.
ELIAS: É muito difícil. Jamais existiu um número exacto de essências originais. Originalmente, as essências, por assim dizer, brotaram da Unidade Criadora Universal e do Todo. Elas não são entidades separadas dessa Unidade; constituem apenas focos dela. Esses focos, em relação aos quais nos referimos como essências, escolhem experimentar diferentes enfoques. Sinto uma enorme dificuldade em explicar estes conceitos na vossa linguagem, por o Michael não comportar um vocabulário suficientemente vasto para dar expressão de determinados conceitos. Isso deve-se apenas ao facto de não possuirdes um dicionário suficientemente vasto! (Todos desatamos a rir)
VICKI: Possuiremos um cérebro suficientemente amplo para podermos compreender? (Riso)
ELIAS: (Dá uma risada) Possuís! A expressão física que dais à essência é suficientemente ampla para entenderdes estes conceitos e aceitardes a vossa essência, e todo o conhecimento que comporta.
DEB: Existirão anjos, ou eles fazem parte dos sistemas de crença?
ELIAS: Essa é uma excelente questão! Nós utilizamos termos como “guias”. Isso presta-se unicamente ao vosso entendimento. Não existem essências distintas como essas. Eu, por mim próprio, não sou guia do Michael; apesar de, com respeito a determinado aspecto, ser. Eu foco-me no Michael por estarmos ligados. Ele constitui um fragmento da minha essência. Isso também é verdade no caso da Catherine e da Kasha. É por causa disso que é tão facilmente realizável, um com o outro. Se acreditásseis em... (Para a Debbie) Entre parêntesis, está bem?...
DEB: Exacto. (Apesar de “aspas” constituir o termo adequado)
ELIAS:...”almas gémeas”, as quais debatemos anteriormente, seria daí que o vosso conceito deveria provir. Num certo sentido, o Michael tem estado acertado ao imaginar as “dissociações”.
CHRIS: Será que alguém na minha vida constituirá um fragmento de mim? Ou alguém aqui presente?
ELIAS: Constitui. Tu e o Peter constituís igualmente fragmentos duma outra essência. A Elizabeth e o Lawrence e... o Ron(?)... (A Vicki acena afirmativamente)... pertencem à essência do Paul. Todas as essências se assemelham umas às outras na criatividade divina. Não existe nenhuma que seja mais especial do que as outras.
DEB: Bom, nesse caso isso suscita um monte de perguntas, da minha parte! E em relação ao Jesus? Terá ele feito unicamente parte dos nossos sistemas de crença? Ou, em relação ao diabo?
ELIAS: Jesus foi uma essência que se focou no físico, e não constitui uma crença: ele teve uma existência verdadeira! Um diabo não tem! (Riso)
CHRIS: Então, isso quererá dizer que nos focarmos no físico, poderemos fazer como fez Jesus, em relação aos milagres?
ELIAS: Vós já possuís essa capacidade. Não existe diferença alguma entre as essências.
JULIE: Estará a bíblia baseada na ficção ou... ?
ELIAS: Existem... Desculpa. Isso irá aborrecer muitas crenças. Acreditais estar preparados para aceitar a verdade? (Olha para cada um, à medida que cada um de nós reconhece tal facto)
BILL: Bem ... (Riso)
ELIAS: A Kasha é tola! (A rir) A bíblia consiste numa compilação de livros escritos por essências num foco físico. Em relação à sua verdade, em oposição ao facto de não ser verdade, trata-se duma história. Foi uma consumação magnífica do imaginário colectivo; Um espantoso tributo às vossas essências criadoras.
ELIZ: Nesse caso, o Michael tinha razão.
ELIAS: O Michael não tem a certeza. O Michael deseja acreditar, mas o Michael focou-se com intensidade no desenvolvimento físico. Ele tenta aceitar conceitos que têm permanecido estranhos ao seu foco em muitos desenvolvimentos da sua vida. Contudo, está a sair-se muito bem.
JULIE: Tu disseste antes que o meu pai se encontrava num período de ajustamento. Poderia isso ficar a dever-se á crença que ele tinha na Bíblia?
ELIAS: Sim. Mesmo quando acreditais ter passado a assumir um foco na compreensão espiritual que tendes que vos leva a sentir libertos, haveis de descobrir que ainda questionareis. Mesmo quando sois capazes de aceitar, ainda tereis indagações a fazer. Esse é o enfoque que o Michael exerce. Ele é capaz de aceitar princípios e conceitos, mas alturas tem em que, quando contempla as estrelas, se interroga: “Existirá um céu de verdade?” ou “Quem terá realmente razão?” Ele há-de avançar. Já está a avançar, e está a evoluir bastante, rumo a um novo enfoque.
Isso faz igualmente parte da interacção que tenho convosco todos, assim como com o Michael. Já falamos do vosso círculo estar a fechar-se. Todos vós possuís afinidade. Todos os vossos círculos estão a completar-se neste foco. Por isso, eu encontro-me aqui para ajudar nos preparativos, de modo a não experimentardes trauma durante a transição. Terá isto ficado claro? (Pausa) Lawrence?
VICKI: Sinto-me bastante excitada! (Riso)
ELIAS: (A rir) Vamos parar por um momento, para que todos possais descansar os dedos, e em seguida continuaremos com as perguntas. Será isso aceitável? (Todos dizemos que sim)
INTERVALO
ELIAS: Vamos prosseguir. O Michael é muito tolo! (Em referência ao pedido que a Mary tinha formulado para todos fecharmos os olhos enquanto estávamos à espera do Elias)
Estávamos a falar de essências, que estão a completar os seus círculos. Essa conclusão do círculo não representa uma “fusão” nem uma absorção de cada essência na Unidade Criativa Universal e no Todo. Compararíamos esse círculo ao que designais por “círculo da vida”. A única diferença assenta no facto de que o que designais por “círculo da vida” apenas abrange o foco duma vida. Eu emprego o termo “círculo da vida” em conjugação com a definição que dou à vida.
Falávamos dos focos iniciais da vossa manifestação física neste planeta. Falávamos de como deram início a essa experiência física aqui. Ao completardes o vosso círculo, retornareis a esse foco original. Falávamos do vosso foco original como sendo mais caracterizado como um estado de sonhos do que o que vós tendes. Actualmente estais a evoluir de volta à vossa essência, e a criar um foco que se assemelhará mais a isso. Tornar-se-á mais natural para a vossa essência. O que não quer dizer que vos estejais a preparar para morrer! (Riso) Não significa que o vosso desenvolvimento físico actual esteja para terminar em breve. Encontrais-vos num período de transição no vosso foco.
No nosso anterior encontro falamos de alterardes o enfoque que exerceis, e de criardes uma realidade existencial nova e mais natural. Isso está a ser realizado. Vós estais todos prontos para procederdes a essa mudança. Os únicos impedimentos que tendes nessa área residem nas crenças existentes. Iremos trabalhar essas crenças erradas e baseadas no temor, como preparativo para essa nova experiência maravilhosa! (Pausa) Por hora, isto é suficiente. Podeis colocar perguntas.
JULIE: Existirá coisa tal como “experiência fora do corpo”?
ELIAS: (A sorrir) Sim, isso corresponde a uma realidade. O Michael já consegue isso. A Elizabeth faz isso com o Mattie. A Kasha fá-lo nos sonhos que tem. Cada um de vós já passou por experiências desse enfoque. Nos vossos sonhos, projectais a vossa essência para além do vosso corpo físico. Só não tendes consciência de que já sois exímios nisso! Apenas necessitais prestar atenção, e compreender aquilo que estais a fazer. Apenas necessitais aceitar e acreditar o que já estais a consumar. Fazei-lo muito mais vezes do que aquelas que vos permitis acreditar ou notar. A Elizabeth faz isso quando sonha acordada (tem devaneios). A Kasha e o Lawrence fazem-no quando escutam música. Podeis fazer isso no estado de meditação. A Catherine e o Michael realizam tal acto por meio das fotografias. Cada um de vós realiza esse acto por diferentes modos, mas todos o realizais, do mesmo modo. (Pausa, e a seguir, para a Catherine) Terás alguma pergunta?
CHRIS: Tenho, tenho umas quantas perguntas. Quando mencionaste os fragmentos das nossas essências, disseste-me que o Peter e eu estávamos ligados por essa via. Existirá mais alguém na minha vida, que aqui não se encontre, a quem eu esteja ligada desse modo?
ELIAS: Existe. Tiveste uma filha, e uma actual irmã. Elas também pertencem à mesma essência. O teu filho não pertence à mesma essência; mas escolheu o seu nome, tal como o fez a Elizabeth. (Pausa bastante prolongada)
Estamos todos tão contemplativos, esta noite! (Riso)
CHRIS: Eu tenho mais uma pergunta. Tu disseste ao Peter que a sua natureza básica é emocional. Disseste à Catherine que a dela é artística. Poderias, por favor, dizer-me qual será a minha?
ELIAS: Por vezes, ao fragmentardes uma personalidade a partir duma essência, esse fragmento é dotado dum elemento particular da personalidade. Isso é feito de modo a que a essência possa experimentar a perspectiva concentrada duma parte particular. Nessa medida, o fragmento desenvolve a sua própria personalidade e torna-se na sua própria essência. A tua essência não se focou singularmente em nenhuma experiência particular, mas envolveu uma inspiração em termos de expansão e de dádiva, o que criou na tua essência a qualidade da dádiva e da compaixão. Também expressou júbilo, em resultado da alegre qualidade da dádiva que a essência original possuía. Tu foste dotada com capacidades artísticas do domínio do drama e da música. Tu hás-de sentir uma enorme afinidade por esses tipos de enfoque artístico.
CHRIS: Nesse caso, seria lógico que se eu me desprendesse da minha essência, não fosse uma pessoa lá muito compassiva e compreensiva, certo? (A Christie sentiu imensa dificuldade em expressar esta pergunta, mas o Elias pareceu, conforme o habitual, compreender)
ELIAS: Eu compreendo. Em parte, quando ages contra a tua essência hás-de sentir um sentimento de incoerência ou de separação. Também poderás escolher - ante a vasta quantidade de probabilidades de que dispões na vida – deixar-te atrair para uma experiência de algo contrário á tua personalidade básica. Isso dever-se-á unicamente à experiência. Pode representar o que designarias como a consciência que tens; quando ages de forma contrária à personalidade básica da tua essência. A única clarificação que acrescentaria, relativamente à consciência, é em relação à interpretação que fazeis desse termo. Atribuís-lhe uma conotação negativa, o que é desnecessário. Nenhuma consequência vos advirá do facto de escolherdes experimentar de forma contrária à da vossa essência. (Pausa)
JULIE: Existirá coisa tal, ou pessoa, como aquela a quem chamamos de clarividente?
ELIAS: Existe. Há muitos indivíduos que alteraram o seu foco a um grau tal, que abriram a consciência em relação à sua essência, e à de outros. Isso é acertado. Tu também possuis essa capacidade! Só não confias, razão porque não a praticas. (A rir)
DEB: Contaste ao Oliver coisas sobre as essências dos filhos dele. Poderias dizer-me algo sobre a essência do meu menino?
ELIAS: O teu filho não pertence á mesma essência que tu. Ele está ligado a outra, mas possui uma alma muito mais antiga do que tu, para o colocar nos termos que empregais.
VICKI: E com relação ao meu filho?
ELIAS: Ela (no original) é uma outra criação da essência, que criou um outro fragmento de si própria. Também constitui um fragmento da essência que tem um enfoque muito mais antigo. Por vezes, as essências que têm um enfoque mais velho parecem aprender, segundo os vossos termos, mais depressa do que as outras, ou ser mais dotadas. Isso fica unicamente a dever-se ao facto de terem passado por mais experiências.
JULIE: Serás capaz de me dizer algo sobre as essências das crianças não nascidas?
ELIAS: Que desejarias conhecer sobre as essências que ainda não se manifestaram?
JULIE: Elas manifestar-se-ão? Chegarei a ter filhos?
ELIAS: Isso depende da escolha que fizeres. Ainda não procedeste a tal escolha, apesar de pensares teres decidido pela escolha de teres filhos. A tua essência ainda está a proceder a acordos. Isso fica a dever-se ao facto da tua manifestação física, a qual se acha desligada da tua essência, ainda não se ter decidido terminantemente. Ainda sentes conflito em relação a essa questão. Há uma parte de ti que deseja experimentar a maternidade. Há outra parte que ainda não está certa que venhas a ser boa nessa área! Quando escolheres, hás-de ser muito boa. (A sorrir)
ELIZ: Por vezes parece que temos amigos imaginários. Eles serão reais?
ELIAS: São. Os teus amigos imaginários, à semelhança dos do Michael, não são um produto da vossa imaginação. Tu tiveste um amigo com a Kasha. Eles... Ele era real. Existiram... Desculpa. Existiu um outro amigo que tiveste junto com ela, que se te apresentava por uma questão de diversão. Ela era uma alma mais velha, segundo os termos que empregais. Essa experiência foi dotada dum propósito. O seu propósito destinou-se à recordação, de modo a permitir que o teu enfoque se ligasse mais à tua essência, por meio da crença. Tal propósito foi realizado, pelo facto de te teres ligado ao Mattie. (Pausa)
VICKI: Sinto-me confusa em relação à questão do feminino e do masculino. Tu dizes que o género não existe, mas empregas termos tais como “ele” e “ela”.
ELIAS: Isso são termos inerentes à linguagem que empregais. Se empregasse o termo (isso), não o encararíeis como pessoal, e deixaríeis de personalizar, por meio do pensamento. Por isso opto por empregar termos que vos sejam familiares, e por suscitar uma resposta que encaixe em moldes acertados e favoráveis.
BILL: Revela-me mais coisas acerca da essência Kasha, se fizeres o favor.
ELIAS: Desejas desenvolvimentos passados?
BILL: Não, sobre a essência efectiva Kasha, não experiências passadas.
ELIAS: Essa essência Kasha, aquela que mencionamos anteriormente em relação à Elizabeth, era diferente e dizia respeito a um nome inerente a este foco físico. Foi um nome local duma criança inerente à experiência da Elizabeth. (Para a Elizabeth) Certo?
BILL: (Para a Elizabeth) Tu conheces esse nome?
ELIZ: Conheço. (Ela explica ter-se tratado dum dos seus companheiros de infância, chamada Kathy, cuja tradução em Polaco é Kasha)
JULIE: Eu tomei conhecimento disso noutras sessões, em que o Oliver e a Lawrence perguntaram o significado desses nomes. Eu gostava de perguntar acerca dos meus.
ELIAS: (A hesitar) Outros, sig... ni... fi... ca... tivos? (Riso)
JULIE: Do meu companheiro. (A rir)
ELIAS: Do teu companheiro! (Dá uma risada) Isso é... Os “companheiros” por vezes geram desconforto! (Riso) O relacionamento que tens com essa pessoa; obtenho a mesma impressão quanto a essa interacção que a que obtive no caso do Oliver e do John, só que não por meio de nenhum sentido imediato. Isso depende das escolhas que formulares. Contudo, subsiste conflito; muito interesse, um enfoque bastante emocional, repleto de amor, mas em termos bastante limitados; mas também de conflito.
Eu não consigo... Não, desculpa. Não vou referir probabilidades futuras, só por constituirem probabilidades! Vós sempre dispondes de escolha. Além disso, há muitos exemplos em que um “vidente”, conforme lhes chamais, ou uma outra essência se atreve a avançar com suposições acerca de probabilidades futuras. Isso está errado. A razão porque é prejudicial é que por vezes estabelece condições na vossa psique e crenças, que vos influenciarão as escolhas. Eu não desejo influenciar-vos as escolhas quanto às probabilidades. Vós haveis de escolher o vosso próprio caminho. (Pausa)
DEB: Foste mesmo a manifestação física do Oscar Wilde?
ELIAS: Fui. Essa foi uma das minhas manifestações no foco físico. Felizmente, essa foi a minha última manifestação. Não foi o foco mais agradável que tive! (A rir de modo forçado, seguido duma pausa)
CHRIS: Eu tenho uma pergunta. Se, nas crenças que comportamos e na mudança do nosso foco, começarmos a acreditar sermos capazes de alterar as nossas crenças, isso representará uma mudança da consciência?
ELIAS: Representa.
CHRIS: Então se acreditássemos de verdade que somos capazes de fazer ou de obter qualquer coisa que quiséssemos, nesse caso isso representaria uma mudança?
ELIAS: Representava; mas isso é muito mais complicado do que percebeis. Podeis pensar acreditar em algo, e na realidade, processardes a ocultação duma crença conflituosa qualquer. Para materializardes as coisas, precisais acreditar nelas sem sombra de dúvida.
CHRIS: Será isso o que Jesus fez?
ELIAS: Em certa medida. Ele foi um grande mestre. Ele não realizou todas as façanhas físicas que lhe são atribuídas, mas as crenças colectivas, das gentes daquele tempo, eram duma tal intensidade que não tinha importância o facto dele ter realizado o que quer que fosse em termos concretos ou não. Elas criaram a realidade por ele. Por outro lado, ele possuía a capacidade de criar o que quer que fosse, nos vossos termos, e fazia-o, por meio da manipulação das crenças das massas. Ao pregar a verdade, ele realizava tudo o que desejasse. Estará isso claro? (Pausa, e nós acenamos afirmativamente)
Teoricamente, se desejásseis atravessar uma parede, éreis capazes de realizar isso - se as vossas crenças não manifestassem nenhum conflito. Na realidade, a vossa parede é mais sólida que o vosso ar!
JULIE: Então, quando as pessoas falam de fantasmas... (Elias tenta alcançar o copo, que a Julie lhe estende)
ELIAS: Obrigado.
JULIE: Não tens de quê.
ELIAS: Fantasmas? (Ri na direcção da Julie, que começa a rir)
JULIE: Eu ouço contar que as pessoas realmente visualizam espíritos!
ELIAS: Existe uma diferença. Não existem ... “fantasmas”! (Riso) Tal como declarei anteriormente, tendes a possibilidade de ver essências. Podeis conseguir isso, se alterardes o enfoque que empregais.
Existem igualmente outras explicações para fenómenos desses. Já falamos a breve trecho sobre isso, em relação aos nossos temas enfadonhos da protecção e da possessão. Os fenómenos que ocorrem, em muitos casos, constituem criações das vossas próprias essências; com base no medo, e manifestam-se na forma física. Todavia, isso presta-se a um propósito construtivo, de forma que sois capazes de perceber em termos físicos a forma efectiva como conseguis criar coisas físicas a partir dos vossos pensamentos. Eles são bastante poderosos. As vossas crenças, conforme terei declarado anteriormente, são de tal forma poderosas que não só vos moldam a vida e a existência, como também conseguem materializar os pensamentos de forma concreta. As vossas crenças são igualmente poderosas a ponto de se sobreporem à vossa essência, na transição que se dá de nascimento em nascimento. Conseguem mesmo prender-vos, durante um tempo, numa materialização sua. Quando morreis, nos vossos termos, ou nasceis, nos termos que eu emprego, (A sorrir) podeis experimentar um período em que as crenças da vossa anterior existência ainda se sobreporão à vossa essência. Isso acaba por ceder terreno, mas essas crenças são de tal modo vigorosas que são capazes de vos manipular contrariamente ao vosso estado natural.
ELIZ: Será típico duma manifestação final ter um carácter desagradável?
ELIAS: Desagradável no enfoque que gera, tal como foi na minha última manifestação física? (A Elizabeth acena afirmativamente) Não, não envolve qualquer regra. Vou fazer uma ressalva na declaração que proferi de desagrado em relação à última manifestação que tive. Em muitos aspectos foi desagradável. Mas, apesar disso, envolveu uma tremenda abertura, em termos de compreensão, para com a minha essência, e envolveu o percebimento duma enorme beleza e amor, na acepção muito mais elevada da palavra. Foi uma experiência duma tremenda revelação. Durante um certo tempo também se achou envolta em crenças conflituosas. É por isso que vos falo com tanto empenho das crenças.
DEB: Coloca uma pergunta acerca dessa expressão sublime de amor, especificamente em relação ao modo como sente em relação ao companheiro.
ELIAS: Isso não envolve a interacção comum característica do enfoque humano. Trata-se duma compreensão mais elevada do termo que empregais (amor). Uma compreensão superior, por envolver uma abertura para com cada essência a fim de permitir uma união. Isso, quando o experimentardes, possibilitar-vos-á compreender que o termo “amor” é muito limitado. Numa expressão dessas, vós tocais a vossa essência.
Vamos atender só mais uma pergunta. (Pausa) O Lawrence tem estado a noite toda muito sossegado, sem muitas perguntas! (Riso)
CHRIS: Poderás fornecer-nos algo sobre que pensar até à nossa próxima sessão?
ELIAS: Dir-vos-ei, para concluir, que já vos dispensei bastante informação para pensardes esta noite! (Desatamos todos a rir) Deixo-vos com esses pensamentos. Boa noite.
Elias parte às 9:05 da noite.
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Nota: Até à data, as nossas tentativas de gravação das sessões não foram bem sucedidas. O Ron experimentou uma máquina de filmar portátil com um micro e condensador nesta sessão, e foi bem sucedido. A pedido da Mary, nós não estávamos realmente a filmar; só que o Ron secretamente carregou no botão e voilá! Eis a nossa primeira fita de vídeo!
Elias “chega” às 6:23 da tarde. (“O tempo de chegada” é de 45 segundos)
ELIAS: Boa noite. (Pausa) Damos as boas-vindas de novo ao John! (A sorrir) Vamos dar as boas vindas ao Ron, e a um novo rosto. Este é... quem é?
VICKI: Este é o Aram. É o meu filho. (Elias sorri para o Aram)
ELIAS: No nosso último encontro, estávamos a focar-nos no tema das vossas crenças. Isso é de extrema importância. Agora vamos continuar a abordar esse assunto. Gerou-se alguma confusão quanto a determinados conceitos. Antes de mais, vamos abordar o tema da complicação que as vossas crenças apresentam para cada um de vós. Vamos igualmente abordar a forma como as vossas crenças nem sempre são reconhecidas pelos vossos eus individuais.
Possuís a crença básica na duplicidade inerente ao vosso ser físico. Isso está errado. Criastes uma divisão no vosso foco físico e na vossa essência com um propósito. Isso não compreende o menor engano por parte da natureza. Trata-se unicamente duma separação e dum mal-entendido gerado no vosso foco. Criastes isso com o propósito de experimentardes no vosso foco físico. Já expliquei que criastes esta existência pela sua experiência. Esse é o seu único propósito. Vós desligais-vos para tão longe da essência que chegais a esquecer aquilo que realmente possuís!
Fazeis todos parte da natureza. Este é um conceito que se vos torna difícil. Neste foco, percebeis-vos como seres separados, quer uns dos outros quer em relação à natureza. Isso está errado. Vós criastes a natureza, e sois parte dela. Vou tentar traçar-vos um pequeno exemplo.
Imaginai-vos sentados na relva verde, num campo. Na vossa frente situa-se uma única flor. Vós não separais essa flor, no seu actual estado, da natureza. Agora, imaginai-vos, na terra; Essa flor, vós colocai-la num pequeno jarro. Distinguireis agora a flor da natureza? Não, não a distinguis. Será que a flor se percebe a si mesma de modo diferente, agora que não está ligada à terra? Não, não percebe. Ela percebe os seus estames e folhas e bolbo do mesmo modo, sem se diferenciar. Não se desliga da natureza. Vós fazeis igualmente parte da natureza. Todavia, percebeis estar desligados. Os vossos pés não se acham plantados no solo; pelo que percebeis existir separados dela (terra). Isso está errado. Um fragmento da vossa essência está focado na realidade física, mas outras partes ou fragmentos focam-se na natureza, noutras áreas. Parte do vosso foco colectivo faz girar os vossos planetas. Parte das vossas essências colectivas respondem pela criação do vosso tempo, e das vossas marés, e pelo crescimento de todas as coisas. Vós não percebeis essas partes da vossa essência, pelo que não acreditais que existam.
Existiu uma razão para criardes tal separação entre a essência e o foco físico, originalmente. Torna-se difícil experimentar seja o que for se possuirdes um conhecimento prévio disso. No estado da vossa essência, vós possuís conhecimento de todas essas coisas, obviamente por as terdes criado! Para poderdes experimentar um foco físico, escolhestes esquecer a vossa essência. Isso, durante um certo tempo, segundo os termos que empregais, (sorri, enquanto todos rimos) serviu o seu propósito. Permitiu-vos experimentar em profundidade o foco físico. Muitos ainda se encontram bastante focados numa situação dessas.
Vós que aqui vos encontrais reunidos chegastes a um ponto em que isso não deixou de ser completamente necessário. Estais a completar os vossos círculos, tal como declarei anteriormente. Isso não quer dizer que termineis com o vosso foco físico! Significa unicamente que experimentareis um enfoque em profundidade, se o desejardes. (Pausa)
Tendes a capacidade de experimentardes coisas físicas e de simultaneamente ter consciência das coisas pertencentes à vossa essência. Já tinha declarado antes que a única divisão existente entre a vossa essência e este seu foco fragmentado reside no vosso medo, por esta altura.
Vamos também falar com respeito à vossas crenças; sobre o quão insidiosas podem ser, e também como vós individualmente, a cada dia das vossas vidas, reforçais as divisões que alimentais. Na simplicidade da linguagem que usais, vós invalidais-vos continuamente! Ao fazerdes isso, reforçais a divisão desnecessária. Quando conversais uns com os outros, pedis desculpa pelos sentimentos que abrigais! (Riso) Classificais as declarações que proferis uns aos outros. Sentis uma indignidade inerente ao vosso ser. Isso é errado. O único propósito que isso serve é o de vos gerar desconforto e confusão.
Muitas coisas no foco físico são automática e engenhosamente controladas pela vossa essência. Os vossos corpos físicos - já o expliquei - constituem expressões directas da vossa essência. Estes corpos não são – sublinhai o “não” – apenas recipientes, conforme referis! Eles são uma expressão criativa e engenhosa da vossa essência. Ela possui a capacidade de criar, a cada instante, o funcionamento de cada célula e de cada partícula dos vossos corpos.
Quando vos sentais numa sala, e de repente sentis um ímpeto para irdes para uma outra dependência da vossa habitação, sentis um pensamento a motivar-vos a isso. Não pensais em todos factores engenhosos que contribuem para a realização desse pequeno acto. Não pensais na forma como respirais, nem em como o vosso sangue circula. Não considerais, antes de mais, cada movimento gerado por cada músculo para fazer mover o vosso corpo. Contudo, o vosso corpo move-se! Cada célula viva e partícula que contém em si se acha ligada, e em comunicação com a vossa essência. É daí que recebe a sua direcção.
Os vossos cientistas, mesmo agora na vossa era tecnológica, não compreendem os trabalhos engenhosos dos vossos cérebros. Cada molécula da vossa expressão física é uma obra consciente de arte. Desse modo, não vos achais divorciados da vossa essência. Simplesmente não recordais a ligação que tendes com ela.
Num outro sentido, vós acreditais estar separados e desligados do vosso universo. Percebeis-vos como um “ser” que perambula ao redor, e não como uma nuvem gasosa a flutuar pelo espaço. Essa nuvem não se encontra mais ligada ao universo do que vós vos encontrais. Também não está menos desligada.
Aceitais, tanto por meio de palavras como por meio de filosofias, conceitos de crença relativos a estardes ligados ao que designais por Deus, mas na realidade, não acreditais nessa ligação. Sentis ter aprendido e estudado muito. Em razão do que acreditais ser “esclarecidos”. Em termos conceptuais, percebeis-vos como criadores, e como parte da Unidade Criadora Universal e do Todo. Na realidade, ao contrário dos conceitos de defendeis, não acreditais que isso seja verdade! Demonstrais isso continuamente. Como podereis acreditar estar ligados a tal imensidade de conceito quando nem mesmo conseguis entrar em contacto convosco próprios? (Riso) Nem sequer entrais em contacto com a vossa própria essência! Não conheceis as ligações, até mesmo no vosso foco físico!
As vossas emoções constituem uma parte integral do vosso foco físico. Também são uma expressão directa, por meio deste foco físico, da vossa essência. Vós desligais-vos mesmo de elementos básicos tais como as vossas emoções! Não confiais nelas, pelo que as “desligais”, (riso) e não vos permitis senti-las. Não confiais nos vossos próprios pensamentos físicos. Por isso, também os “desligais”! Se não conseguis contactar com o foco físico que expressais, como podereis esperar acreditar em algo que seja verdadeiramente mais grandioso?
Vai ser nisso que nos vamos focar em conjunto. Já vos referi que a vossa essência não vos prejudicará, se confiardes nela. Ela não comporta mal algum ou negatividade. Faz parte da Unidade Criadora Universal e do Todo. Vós fazeis parte dela. A esse respeito, nada existe a temer da sua parte.
Entendo que estas sejam questões difíceis para todos vós. Ao falarmos convosco, podeis conceptual e intelectualmente aceitar aquilo que vos digo. Aplicar esses conceitos à vossa realidade já é outro assunto completamente diferente! (Pausa, a sorrir)
Temos tido consciência de terdes experimentado emoções de desconforto recentemente. Nessa medida, iremos dirigir-vos uma breve mensagem.
As emoções ou sentimentos constituem uma expressão da vossa essência. Constituem uma experiência. Vós criai-las de forma mais árdua do que é necessário. Confundis-vos. O vosso intelecto foi criado a fim de interpretar estímulos externos. Foi concebido para vos auxiliar a compreender as vossas experiências e aquilo que criais. Não foi criado para avaliardes outras funções que são básicas à vossa essência. Os vossos sentimentos são básicos em relação à vossa essência. Onde estabeleceis conflito e desconforto desnecessário é quando permitis que o intelecto interfira com os processos naturais dos impulsos e da emoção. Pegais em dois elementos básicos da vossa essência e fazeis com que rivalizem entre si. Ao fazerdes isso, estabeleceis confusão e conflito. As vossas emoções estão imbuídas dum propósito. Vós sois uma espécie social. As vossas emoções constituem os vossos pontos de união. Por permitirdes que o vosso intelecto as questione e interfira com elas, criais demasiada dor em vós próprios. E isso é desnecessário.
Também declarei que a compreensão é demasiado importante; não somente compreensão de vós próprios, mas de todos os que interagem convosco. Mas primeiro, precisais focar-vos em vós próprios. Não podereis entrar em contacto com o outro, de verdade, até entrardes em contacto convosco próprios. (Pausa prolongada, durante a qual o Elias toma uma bebida)
Vamos interromper por uns instantes, a fim de passarmos a interagir com qualquer pergunta enquadrada neste contexto. (Outra pausa prolongada) Vós sois todos tremendamente compreensivos! (Desatamos todos a rir)
LASZLO: Tu deves-me ter escutado ontem. Eu estive a pé com o vento, e os meus dois filhos, e essas eram exactamente as perguntas que tinha às quais respondeste. Por isso, não as posso voltar a colocar, creio!
ELIAS: Tivemos noção da tua ausência no nosso último encontro. Com respeito a determinado aspecto, encontro-me sempre em contacto com cada um de vós. Este conceito torna-se difícil para a vossa compreensão. Só uma porção da minha essência se encontra focada junto de vós, mas ela tem suficiente noção das coisas. A esse mesmo respeito, as vossas essências, tal como declarei previamente, não são inferiores, nem menos criativas, nem menos capazes de se focarem em várias áreas em simultâneo.
LASZLO: Poderia colocar uma pergunta simples? Eu tenho uma questão pessoal relativa aos meus dois filhos mais novos, o Matthew e o Mickey. Parece existir algum tipo de ligação especial extra com o mais novo; o meu Mattie; e desde que li o que foi publicado na semana passada, eu gostava de saber...
ELIAS: Estás certo ao assumires que a criação disso tenha sido estabelecida com base na tua essência. Já falamos resumidamente de fragmentos da essência, antes. Esse assunto é extremamente complicado e apresenta demasiadas expressões.
Vós, enquanto essências criadoras, possuís a capacidade de vos fragmentardes. Nessa medida, dais origem a outras essências, que se tornam independentes da vossa essência. Isso nem sempre ocorre, mas pode dar-se. O teu bebé foi um fragmento da essência num foco anterior a este, do mesmo modo que o Mattie actualmente constitui um fragmento da essência da Elizabeth, só que muito independente da essência dela. Num foco futuro, conforme os designais, a Mattie nascerá noutro foco físico. Nessa medida, ela também estará ligada à Elizabeth, só que num tempo simultâneo nesta mesma dimensão física. Essa é também a ligação que o teu filho pequeno tem contigo. Compreendes?
LASZLO: Penso que sim.
JULIE: Tu dizes que nós nos desligamos das emoções, e estou ciente de que certas pessoas o façam. Sinto que expresso as emoções que sinto com regularidade. Será isso incorrecto?
ELIAS: Não. Mas apesar de existir muita gente que se desliga das próprias emoções e que invalida a própria essência ao negar os sentimentos, num outro sentido, admitis que intersectem com o vosso intelecto, por intermédio de ideias que por vezes vos invalidam os sentimentos. É um instrumento positivo. Mantendes-vos abertos em relação aos vossos sentimentos, porque eles consistem numa expressão natural. É sempre incorrecto invalidá-los. Sublinhado! O modo como invalidais esses sentimentos é permitindo que os pensamentos interfiram com eles. (Outra pausa prolongada)
Bom, posso constatar encontrarmo-nos na companhia de grandes mentes! (Riso generalizado) Vamos permitir que façam um breve intervalo na nossa sessão, e logo prosseguiremos. (Todos rimos, por o Elias experimentar dificuldade com o uso da palavra “sessão”, arrastando-a demasiado e enfatizando o S)
INTERVALO
ELIAS: Vamos prosseguir. Vou-me dirigir agora ao teu enfoque. Tens a oportunidade de clarificar. (Outra pausa prolongada) Vamos começar pelo Lawrence! (A rir de modo forçado, enquanto toda a gente ri)
VICKI: Bom, só me sinto completamente confusa em relação a toda a primeira parte. Nem sequer sei como formular a questão! Sinto-me completamente confusa.
ELIAS: (De forma paciente) Serás capaz de referir em que é que reside a base da confusão que sentes?
VICKI: Penso que a base dela resida em ser capaz de assimilar a informação de tal modo que possa ser aplicada à minha vida.
ELIAS: Conforme declarei, as vossas crenças são empregues em tudo o que fazeis. Antes de poderdes alterar o vosso enfoque seja em que questão for, precisais lidar com as crenças que albergais. De cada vez que estabeleceis uma mudança, ou melhor dizendo, permitis uma mudança no vosso enfoque, afectais uma crença existente. Permitam-me uma ligeira correcção: Em muitos de vós; quanto a todos vós, vós empregastes crenças ao longo de muitos focos de desenvolvimento. Não adquiristes as crenças que albergais neste foco presente em particular. Quando vos sentis bloqueados numa área qualquer, voltais-vos para as influências que recebestes enquanto crianças. Isso só em parte está correcto. Tal como vos disse, o vosso período de vida transpõe muitos focos de desenvolvimento. Vós desenvolveis uma afinidade para com certos sistemas de crença ao longo de muitos desenvolvimentos. E reforçai-los ao longo de muitos desses desenvolvimentos.
Um exemplo que deveria ser fácil de assimilardes no vosso presente foco situa-se na área das crenças religiosas. Vós repetis crenças Cristãs ao longo de vários focos de desenvolvimento. Mesmo quando tentais afastar-vos desses conceitos e dessas crenças, eles são utilizados no vosso foco físico de tal forma enraizada que não são simplesmente removidos de vós. Isso exige muito trabalho. Requer muita percepção dessas crenças. Por vezes torna-se difícil quando nem sequer tendes consciência do quão profundamente tereis incorporado essas crenças.
As crenças religiosas, conquanto seja fácil identificar-vos com elas, não constituem os únicos sistemas de crença que empregais. As crenças que dizem respeito ao modo como interagis uns com os outros nos relacionamentos constitui um outro sistema de crença óbvio. Existem muitas crenças que empregais no vosso foco físico. Essas são apenas algumas.
O primeiro elemento consiste em reconhecer quando uma crença está a provocar conflito entre o sentimento e o pensamento. Haveis de compreender quando esse conflito ocorrer. O modo como haveis de entender reside no facto de terdes de escolher entre o pensamento ou o sentimento. Quando vos encontrais em harmonia e as vossas crenças não vos estão a criar conflito, não tereis de escolher entre pensamentos e sentimentos. Isso ocorre a cada dia do vosso foco.
Esta semana podeis considerar um exercício, nos vossos termos. De cada vez que experimentais um impulso ou uma emoção, não importa o quão diminuta, notais os padrões que os vossos pensamentos assumem. Tentai perceber se estarão em harmonia. Se não estiverem, haveis de experimentar um impulso. Esse impulso revelar-se-á por meio duma desculpa, ou duma invalidação, ou de racionalização. Por vezes, não experimentareis o que sentis ser uma emoção, e apenas experimentareis um impulso. Não desvalorizeis esses impulsos mais do que faríeis em relação a um sentimento actual. Estará isto claro?
VICKI: Está, penso que sim. Uma pergunta: nesse caso, esses impulsos constituirão basicamente o mesmo que o sentimento emotivo?
ELIAS: Não. Peço desculpa pelo mal entendido. Não são sempre a mesma coisa. Podeis experimentar impulsos sem sentimento ou sensação alguma. Quando sentis o impulso no sentido de fazer algo, não sentis necessariamente nada em relação a isso. Apesar de tudo, um impulso constitui um incitamento da parte da vossa essência. Por vezes haveis de experimentar um impulso físico. Isso não será equiparado a uma emoção. O que não quer dizer que não seja reconhecido. Quando o vosso corpo experimenta impulsos naturais inerentes a funções físicas naturais, vós automaticamente dais-lhe ouvidos. (A sorrir) Se sentirdes sede haveis de a procurar apagar. Não sentireis conflito em relação a isso por o reconhecerdes, a seguir ao que agireis automaticamente sobre tal impulso, sem pensar. Nisso reside a divisão - quando permitis que se instale o conflito entre o pensamento e um impulso ou uma emoção natural. É nessa altura que experimentais confusão e desconforto. Estará claro?
VICKI: Está, isso auxilia bastante. (Pausa) Só para completar o tema, eu senti uns quantos impulsos para partilhar o material que tenho vindo a anotar nestas sessões com aqueles que creio possam gostar dele, e que têm vontade de o ler, mas outros pensam que não seja lá muito boa ideia.
ELIAS: E tu, que é que sentes? Apesar de na realidade não precisar perguntar-to! (Riso)
VICKI: Eu sinto que gostaria de o compartilhar com aqueles que acredito o podem tirar proveito e apreciá-lo.
ELIAS: Eu já vos disse a todos que existe muita gente que sente afinidade por isso. Muitos serão os que beneficiarão com os nossos debates. O Michael consiste num óptimo exemplo de conflito entre a emoção e os impulsos, quanto a esse respeito. Ele instaurou muito conflito desnecessário ao permitir que os pensamentos entrem em conflito com os sentimentos naturais e com a criação de grupos. Penso que todos entendereis onde é que ele terá gerado demasiado conflito desnecessário no seu próprio foco, em relação a evitar outra essência qualquer. Vós frequentemente gerais esse mesmo conflito ao deixardes de aceitar uma outra essência. Fazeis isso por acreditardes que as vossas crenças sejam mais “iluminadas” do que as dos outros. (A sorrir) Não são, necessariamente. Cada essência ter-se-á desligado pelo propósito desta experiência física. Ao proceder desse modo, escolhe diferentes crenças. O que não quer dizer que seja melhor que o outro. Algumas só são ocultadas com uma maior sagacidade.
DEB: Posso colocar um argumento?
ELIAS: Podes. (A sorrir)
DEB: Com respeito à partilha desta informação com quem sente afinidade por ele, não nego tal coisa. Mas será que a partilha desta informação com quem não sente afinidade, e com aqueles que se acham em conflito com o que estavas a dizer, prejudicará a algum de nós, ou ao Michael?
ELIAS: Aqui, voltamos ao nosso enfoque original, de confiardes na vossa essência e nos vossos sentimentos. Quando estiverdes em contacto com os vossos sentimentos e o vosso intelecto não se achar em conflito, a vossa própria essência corrigirá apropriadamente, por vós. Cada um de vós terá conhecimento, intuitivamente, quando vos deparardes com um espírito afim. (Pausa prolongada)
Não resta mais nenhum mal-entendido? (Riso) Eu compreendo que grande parte da informação não possa ser processada tão rapidamente! (Todos concordamos) Por isso, vamos terminar e permitir que passeis a fazer uso e a assimilar a informação, e vamos passar a dirigir um novo foco no nosso próximo encontro. Será isso aceitável? (Toda a gente confirma) Nesse caso, vou-vos dizer a todos para ficardes em harmonia, e para não abrigardes qualquer conflito na vossa essência, até nos reunirmos novamente.
Elias “parte” às 8:50 da noite.
Nota da Vicki: Esta revisão foi feita a 6 de Agosto de 1996. Ao faze-la, leio a transcrição enquanto assisto a esta primeira fita de vídeo. Que experiência! Eu tinha esquecido o quanto esse fenómeno mudara no ano passado. Por exemplo, o Elias costumava falar muito mais devagar; suficientemente devagar, de facto, para que conseguíssemos transcrever à mão durante as sessões. Hoje, tal coisa seria impossível! Além disso, actualmente ele encontra-se muito mais animado; quer por meio de gestos físicos, como de inflexões verbais, ou de expressões faciais. Ele sempre utilizou um sentido de humor, mas a diferença que se nota na entrega de tal humor é mais drástica, quando costumava ser mais subtil. Agora, é bastante directo, e faz-se acompanhar por linguagem corporal. Se esse fenómeno vos interessa, sugiro que venham aqui e espreitem esta gravação. Haveis de ficar espantados!
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ELIAS: As crenças são duma importância extrema porquanto governam o vosso enquadramento físico. Tudo o que fazeis obedece a uma crença. Para muita gente isto torna-se um tema bastante difícil. Esta sessão é importante para a vossa compreensão. Muitos que me vêm escutar acreditam que o fazem para se tornarem “esclarecidos” mas isso não é necessariamente correcto. Alguns vêm para assistir ao fenómeno, outros a fim de escutarem o que digo, mas apenas por algum tempo. Outros ainda desejarão verdadeiramente expandir os horizontes...

Vós, juntamente com uns quantos mais, possuís ao nível da Essência o conhecimento de que o vosso ciclo neste enquadramento físico está prestes a completar-se. É por isso que vos abris desse modo à informação que eu dispenso. Alguns dos que se nos associam nestas sessões repetirão esta experiência física. Eles podem não sentir a insistência procedente da sua Essência de forma tão forte quanto vós. Isso deve-se a que as vossas Essências se preparem para um novo enquadramento. Incluímos o Michael nesse novo enquadramento igualmente. Ele não está muito certo disso, porém está certo no pressentimento que tem, coisa em que ainda não acredita. Ele não prosseguirá neste enquadramento físico. Desse mesmo modo, vós também escolhestes esse novo caminho. Mas não estais sós nisso; outros sentirão esta ânsia de voltarem a enquadrar-se. Ainda não alcançaram a situação em que já vos encontrais. Sereis capazes de o partilhar com eles e de os auxiliar.

...

Continuando, o Michael sente uma forte atracção pelo Lawrence e pelo Oliver... Por tal razão é que escolhemos ajustar-nos a vós. Ambos possuís uma enorme compreensão. E servireis de bastante auxílio e suporte ao Michael. Isto é importante. Não obstante ele estar a aprender muito rápido, ainda se acha confuso. Também está algo assustado com esta experiência. Ele não está ajustado e está a entrar em conflito com as crenças que abriga. Está a deslocar-se mais rápido do que está a conseguir assimilar. Na minha perspectiva isso não constitui factor nem problema; na vossa perspectiva, até mesmo uma mudança positiva pode tornar-se esmagadora. Mas com a confiança que deposita em vós ele aceitará o vosso suporte. Isso faz parte da vossa intenção. Trata-se dum acordo que esquecestes. Agora é tempo de recordardes esse vosso acordo, ajudando-vos uns aos outros.

Esta noite vamos deixar a escolha do tema ao vosso critério. Se desejardes colocar questões vamos concentrar-nos nas questões; se desejardes informação oferecer-vos-emos informação. É convosco!

PERGUNTA: O Michael passou por uma experiência diferente e indescritível durante a nossa mais recente sessão. Podes falar-nos sobre isso?

ELIAS: O Michael está a mover-se muito, muito rápido e em meio à excitação que sente ele projectou-se para lá de qualquer enquadramento conhecido ou imaginado. Projectou-se muito longe e isso é bastante incomum. Isso correspondeu ao enorme desejo que ele tinha de conhecer coisas fora deste enquadramento. Passamos a explicar.

Ele projectou-se muito para além de mim rumo a uma dimensão e enquadramento com que me acho familiar, mas em que não me encontro. A razão porque sente dificuldade em descrever a experiência que teve deve-se a que, o plano para onde se projectou não pode ser descrito por palavras. Também não existe qualquer tradução para isso em nenhuma língua, em nenhuma outra dimensão nem no enquadramento físico.

A presença que sentiu era a de mestres extremamente evoluídos. Eles não possuem forma, do modo como estais habituados a pensar em qualquer coisa com forma. Entendo a dificuldade que sentiu em pronunciar-se com relação às cores que perspectivou. Eu tive uma percepção dessa impressão de cor e é ainda mais sublime do que a minha. O nosso espectro colorido é indescritível em termos físicos mas esse espectro colorido ainda transcende o nosso. Ele não teve a percepção de som mas se o fizerem recordar ele será capaz de se lembrar de sons pouco familiares no enquadramento dele e no meu; tons duma tal magnitude artística que são capazes de tornar qualquer dos sons mais comovedores que já experimentastes no vosso enfoque incrivelmente diminutos. Não sou capaz de descrever tal dimensão, unicamente porque só dela obtive um vislumbre, e apenas parcial. Aconselhamos o Michael a adoptar precaução para não se habituar demasiado a esse tipo de projecção.

PERGUNTA: Será por não ser bom para ele?

ELIAS: Não é uma questão de “ser bom para ele” (A sorrir), trata-se de ele poder “evadir-se”. Pode ser que ele ache difícil voltar atrás. Eu não estava à espera da extrema ânsia que ele manifestou quando referi que ele poderia não se evadir.

...

PERGUNTA: O Michael sente-se confuso com relação ao sonho que teve ontem à noite. Podes-nos dizer algo acerca dele?

ELIAS: O Michael não pratica e fica confuso por não se lembrar! Mas ele saiu-se muito melhor hoje. O Michael por vezes espera que eu lhe sirva de intérprete mas ele possui a capacidade de interpretar por si só. Tal qual uma criança que deseja que os pais façam tudo por ela, ou que não sente vontade de caminhar e está à espera que os pais a carreguem ao colo, o Michael parece não querer mover-se em determinadas áreas e está a contar que eu me ofereça para o levar comigo. É importante que observe e pratique durante o tempo que passa a dormir. Também o é para vós, pois vós despendeis imenso tempo nesse estado. E essa constitui a oportunidade mais fácil e mais completa de contactarem a vossa Essência, o que não devia ser negligenciado.

PERGUNTA: Como poderemos praticar?

ELIAS: Podeis começar por dizer a vós próprios, antes de mergulhardes no sono, para observardes os movimentos que ocorrerem durante o sono, ou simplesmente para recordarem uma impressão colhida durante um sonho. Mas lembrem-se sempre de que deveis começar com pequenos passos; não podeis simplesmente cair no sono esta noite e projectar-vos rumo às estrelas de forma automática! Tendes que praticar. Podeis igualmente tentar uns breves exercícios para o vosso estado de vigília, que podeis descobrir ser um método de contacto mais acessível. Podeis começar por uma visualização ou por uma simples meditação.

Eis aqui um exercício simples que podeis estabelecer e vos auxiliará a ter confiança em vós próprios. Sentai-vos numa cadeira e relaxai o corpo. Visualizai por instantes alguma coisa com que vos sintais confortáveis. Não vos concentreis demasiado. Quando se sentirem concentrados e relaxados abandonai a visualização. Senti ou imaginai o vosso corpo como que a fundir-se à cadeira. Não precisa ser uma experiência ou um exercício demasiado alongado pois destina-se somente a proporcionar uma alteração no vosso ajustamento. Quando tiverdes consciência de poderdes alterar a vossa aproximação sereis mais capazes de confiar e havereis de sentir ser mais fácil contactar os vossos sonhos e a vossa Essência.

PERGUNTA: Questiona acerca de algumas experiências anteriores tidas durante uma meditação, e dá conta de alguns eventos pouco usuais que teve com tais experiências.

ELIAS: Essa é uma maravilhosa observação respeitante à vossa capacidade criativa. Tal como referi na nossa discussão das crenças, vós não acreditais ser Essências verdadeiramente criadoras. Estes pequenos exemplos, se prestardes atenção, conduzi-los-ão à verificação de que sois Essências criadoras. Sois capazes de criar qualquer coisa que desejeis! Não será tão engraçado que não abrigueis qualquer dúvida quanto à vossa capacidade de produzirdes coisas tão “más” e não acrediteis na vossa criatividade quando ela se manifesta numa expressão de beleza?

PERGUNTA: Se acordarmos de manhã e não sentirmos nada para fazer de positivo, por vezes somos capazes de criar algo negativo como a depressão?

ELIAS: Isso é complicado. Não se trata duma questão de causa e efeito nem duma questão de terdes de criar pela negativa simplesmente porque vos sentis preguiçosos para criar pela positiva. Vós desejais sempre criar positividade mas isso faz-nos voltar para as vossas crenças e ao tema de perderem o contacto com os vossos impulsos.

Os impulsos consistem numa forma de incitação natural da vossa Essência que, quando ignorados ou postos em conflito ao fim de várias tentativas de expressão, acabais por sair frustrados. E com essa frustração, a expressão natural resultante deverá tornar-se uma criação negativa. Assimilaríamos isso às vossas nascentes de água quente, ou geysers, que brotam da terra. O seu fluxo por vezes é restringido, o que cria um acúmulo de gazes. Esse acúmulo natural, por falta de melhor expressão, faz com que o geyser jorre. Do mesmo modo que fazeis parte da natureza e da sua força criativa, quando bloqueais impulsos naturais durante um certo período de tempo, a reacção natural deverá ser a de fazer a energia jorrar através de vós.

PERGUNTA: Possuiremos impulsos anti-naturais?

ELIAS: Não. Existem apenas diferenças na expressão.

PERGUNTA: Inquire acerca da sensação de conflito que sentimos quando bloqueamos os impulsos e se não representará um “pontapé no traseiro universal”. (Nós rimos)

ELIAS: Isso não está correcto! (A rir para dentro)

PERGUNTA: Então nesse caso é a minha essência quem me está a dar um chuto no traseiro?

ELIAS: Isso já é correcto! Tu e o teu “pontapé cósmico no traseiro”, (aqui desfazemo-nos a rir) deviam notar agora ainda de forma mais realista a insistência procedente da tua essência! A vossa manifestação física dá lugar à criação de situações em acordo com as vossas crenças. Nos termos com que vos achais familiarizados, elas nem sempre vos são benéficas. Mas consistem em experiências. Esse é o vosso objectivo: experimentar. Mas, se não desejardes criar experiências “negativas”, nos vossos termos, então deveis notá-las quando as estais a criar. Deveis observar a forma como elas vos fazem sentir. Quando tiverdes notado essas coisas e avaliado a forma como deixais de gostar delas, então podeis alterar a vossa perspectiva e passar a criar de outro modo.

PERGUNTA: Questiona acerca das crenças, dos temores e das necessidades.

ELIAS: Há alturas em que não acreditais completamente em mudar a vossa atitude mas inicialmente isso não possui muita importância. Quando sobrepujais o vosso medo e até mesmo quando, em meio ao sentimento de temor confiais, a vossa essência corroborar-vos-á. Ela não vos desapontará! Aí olhareis para trás e direis: “Olha, resultou!” Então reconhecer-vos-eis a vós próprios, e merecereis uma palmadinha nas costas! (Riso geral) Se, mesmo por entre o temor e a descrença, apenas recordardes todas essas experiências de realização, havereis de comprovar o quanto estais verdadeiramente em contacto com a vossa essência.

...

ELIAS: Continuando. Com relação à questão da vossa crença acerca da duplicidade do vosso ser físico, vamos, em primeiro lugar, procurar ter a certeza de que entendemos o conceito. Compreendeis aquilo que quero dizer quando refiro que acreditais na vossa duplicidade básica?

PERGUNTA: Não completamente.

ELIAS: Obrigado. Ao longo de múltiplas manifestações evolutivas vós adquiris crenças que não só vos reforçam a separação da vossa essência como também vos asseguram que não deveis confiar em vós próprios porque vireis a enganar-vos a vós próprios. É por isso que não sois capazes de confiar. Mas isso não é verdade! (Dito com firmeza)

As vossas Igrejas doutrinam-vos nessa convicção quase a partir do berço, ao incutir-vos a crença básica na vossa natureza pecaminosa. Isso instila-vos a crença de que a vossa natureza não merece confiança. E isso é reforçado ao longo de várias manifestações evolutivas. As vossas crenças cristãs influenciaram-vos mais do que podeis ter consciência. Se escutardes os vossos padres e pastores de qualquer enquadramento cristão ouvi-los-eis expressar-vos que a natureza básica do homem não é digna de confiança, além do que, se abandonada à sua condição natural, revelar-se-á negativa e maldosa. É por tal razão que vos é apregoado que necessitais de Deus - para o referir nos termos que empregam. Mas isso não está correcto porque não necessitais de algo que já possuis! A Unidade Criativa Universal e o Todo é parte intrínseca vossa do mesmo modo que vós fazeis parte dela. Ao existe qualquer separação. Por isso, não necessitais do que já sois!

Vós fostes doutrinados no decorrer de múltiplas manifestações, na crença da separação. A fim de perpetuar essa crença, incluístes uma outra crença, crença essa que se tornou tão útil quanto destrutiva, e que reside na crença da vossa duplicidade. Mas isso, voltamos a frisar, não é correcto. Mas devido a que acrediteis nela, a inclinação prevalecente é a de duvidardes da vossa essência. É em razão disso que criais conflito... Perdão... Que permitis que o conflito medre na relação entre os sinais de insistência ou emoções da essência e os vossos pensamentos da essência. Clarificando a última frase; os pensamentos da essência não significa o que a vossa essência esteja a pensar mas antes que os pensamentos constituem uma criação básica e natural da vossa essência...

Quando tiverdes praticado o exercício que vos apresentei na última sessão, notareis essa divisão bem como o conflito entre os pensamentos e as emoções, ou os impulsos. Mas ainda vos achais em conflito com eles. (A olhar para a Vicki)

PERGUNTA: Sinto dificuldade em identificar os impulsos.

ELIAS: É possível que sejas capaz de identificar de modo mais fácil o termo insistência ou atracção do que impulso. Um impulso não consiste numa emoção; quando sois acometidos por uma emoção sentis algo, mas quando experimentais um impulso não tendes qualquer sensação. Não sentis nada parecido com uma emoção quando desejais comprar um carro. Podeis comprá-lo “levados pelo impulso”

PERGUNTA: Portanto, se comprarmos um carro movidos por um impulso, então isso ligar-nos-á mais à nossa essência?

ELIAS: Depende. Se agirdes com base no impulso em resultado de não actuardes sobre os impulsos, tal como mencionamos com o exemplo do geyser, isso não será seguir correctamente um impulso. Se estiverdes constantemente a identificar os impulsos e em harmonia com eles, aí comprareis o carro, e sentir-vos-eis bem com relação a isso.

PERGUNTA: Então o truque reside na harmonia, em nos acharmos em harmonia?

ELIAS: Correcto. (Pausa, e logo em seguida para a Elizabeth) Temos consciência de energia vinda da tua direcção.

RESPOSTA: Sinto um monte de sensações. As coisas estão a vir ao de cima e a mexer com um monte de emoções diferentes.

ELIAS: As emoções, tal como já referi, consistem em experiências. Devem ser encaradas enquanto que tal e nada mais que isso. Da mesma forma com que procurei expressar ao Michael, aquilo que percebeis como sendo emoções positivas são reconhecidas como experiências a que dais livre curso; não vos agarrais a elas. Àquelas emoções que percebeis como negativas, já não dais livre curso. Sentis ter que vos agarrar a elas e preservá-las, o que não é correcto, porque elas não são diferentes; ambos os tipos consistem em experiências. Acreditais que aderindo a essas emoções dolorosas ou confusas, de algum modo elas desabrocharão em algo maravilhoso? (A Elizabeth abana a cabeça num gesto de negação) Não, não acreditais! Nesse caso, porque razão havereis de escolher aderir a elas?

PERGUNTA: Então isso tem que ver com a duplicidade?

ELIAS: Correcto. Vós só permitis que a frustração e a confusão se instalem em vós ao deixardes que o conflito entre os elementos básicos da vossa essência ocorra. Tal como referi, o vosso intelecto - que podemos equiparar aos vossos pensamentos – consiste num elemento básico da vossa essência que vos serve numa relação bastante significativa e positiva porquanto vos faculta informação. Foi criado com a intenção de processar informação para a vossa percepção sensorial e não com o fim de servir como avaliação para as vossas emoções. A vossa essência já é capaz de avaliar as vossas emoções sem necessitar que os vossos pensamentos a auxiliem com isso.



Não existe qualquer positivo ou negativo reais. Os vossos pensamentos, no seu elemento natural, são neutros. Não são positivos nem negativos. Apenas servem o objectivo de processar a informação oriunda dos vossos sentidos. Eles constituem uma interpretação da vossa expressão física para a vossa essência. (Pausa) Estarei a processar informação demasiado rápido? (Riso geral)

...

PERGUNTA: Estamos todos preocupados com a Catherine. Estou certa de que estás a par da situação. Devíamos falar com ela ou deixá-la a sós? Poderemos afectá-la numa decisão que tome em qualquer sentido?

ELIAS: A Catherine procederá à sua própria decisão, em qualquer caso.

PERGUNTA: Nesse caso isso quererá dizer que devemos deixá-la só?

ELIAS: Não. A Catherine acha-se presentemente na mesma condição que uma pequenina flor delicada que pode ser facilmente esmagada se não se tiver cuidado. As pétalas dela podem facilmente sofrer mazelas se aqueles que as manipulam não usarem de suavidade. Ela necessita de aceitação e acha-se bastante temerosa. Apenas necessita ver confirmado o seu valor, mas ela procederá às suas próprias escolhas...

PERGUNTA: É bastante interessante que apenas eu e a Lawrence, e agora também a Elizabeth sejamos as únicas presentes nesta sessão. Isso leva-me a sentir-me especial.

ELIAS: E podes sentir-te especial! Na realidade não sois mais especiais do que qualquer outra essência existente; mas já que cada uma constitui aquela que é mais especial e a mais artífice e a expressão mais bela da Unidade Criativa Universal e o Todo, é muito “apropriado” que te sintas bastante especial. Também possuis uma aproximação distinta da das outras essências. Isso, tal como referi, continuará a estar em relação directa com o Michael. Dessa forma tu és diferente; porque eu acho-me directamente ligado ao Michael. A tua relação continuará para além daquilo em que as outras deverão tornar-se. Também declaramos que aqueles aqui presentes, além de uns quantos mais, estarão a completar este enquadramento físico. (Para a Elizabeth) Tu ligar-te-ás ao Mattie no mesmo tipo de aproximação e relação com que eu estabeleço com o Michael. Isso serve-te de consolo?

RESPOSTA: Serve. (Dito com toda a determinação)

PERGUNTA: Será que todos os que estão prestes a completar o seu círculo obtêm este tipo de auxílio?

ELIAS: Não.

PERGUNTA: Nesse caso porque razão seremos tão afortunados?

ELIAS: Vós pedistes. (Aqui dá-se uma longa pausa enquanto a Vicki espera, de caneta na mão, que o Elias termine a frase. Por fim ergue a cabeça e descobre que ele está a olhar fixamente para ela) Não estás a compreender! Ao nível da tua essência, tu tornaste-te bastante consciente. Tu, na tua essência, foste longe através deste teu enquadramento físico e ao fazeres isso a tua essência formulou o pedido.

PERGUNTA: Disseste que obteremos recordação do nosso acordo. Quando e como deverá isso ocorrer?

ELIAS: Vós podeis não recuperar a memória desse acordo por meio de pensamentos ou de palavras. Mas por meio dum contacto com a vossa essência, através de laços emocionais, vós recordareis. Nem tudo, no vosso enquadramento físico, tem que ser interpretado por pensamentos.

Aqui, podemos utilizar a Elizabeth uma vez mais, a título de exemplo. Ela relaciona-se na área das definições emocionais, as quais nem sempre estão ligadas ao pensamento ou à palavra, mas assumem identificação definitiva sob uma outra forma, forma essa que consiste nas sensações. E a vossa essência é tão capaz de compreender as sensações quanto o é de compreender as palavras. Algumas das essências que se acham no enquadramento físico identificam-se mais de perto com o pensamento, mas nenhum meio é mais eficiente do que outro. Todos consistem em modos diferentes de expressão e de identificação.

PERGUNTA: O Michael disse-me que eu falei enquanto dormia, no outro dia. (Aqui Elias ri abertamente e grunhe o seu riso especial)

ELIAS: Isso foi muito divertido! Isso ficou a dever-se ao teu sonho, o qual não recordas. O teu sonho foi com respeito a resmas de transcrições. Nessa expressão tu exclamaste: “Demasiadas palavras!” Eis aqui um exemplo magnífico da diferença da forma com que uma essência se identifica no seu enquadramento físico. Tu, no teu enfoque, identificas-te com sensações e sentes que as palavras as obscurecem muitas vezes. O Michael identifica-se com as palavras e não se relaciona com as emoções devido a que pense que as emoções lhe obscurecem o pensamento. Mas ambas estão correctas. (Pausa)

Pensas (Para a Elizabeth) ou sentes (Para a Vicki) ter obtido suficiente informação esta noite? (Todas concordamos com bastante riso) Nesse caso vamos deixá-las nas vossas divisões do pensamento e da sensação, esperando que elas não vos deixem em conflito, mas possam dar lugar a expressões de beleza! (A sorrir) Boa noite!

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ELIAS: Falamos recentemente sobre muitas questões importantes. Elas envolveram-vos bastante no vosso íntimo, e isso é bom.



Vocês contêm quarto elementos básicos na vossa essência. Falamos de dois; intelecto e emoção. Vamos atribuir-lhes as funções respectivas de filosofia e arte. Também possuís uma moldura política e uma outra religiosa. Tudo isso, é claro, não passam de palavras, para o referir nos vossos termos. Eles cobrem um espectro vasto. A veia artística consiste na expressão que a vossa essência usa através da emoção. Podeis nem sempre vos identificardes com isso mas a arte consiste numa expressão emocional. O pensamento ou o intelecto consiste na expressão filosófica da vossa essência.

A vossa parte política é aquilo que se expressa por si só, através da vossa interacção com as outras essências. Isso tem um enorme alcance mas não encontra cabimento nas vossas definições sobre política. Ao invés, consiste na expressão da vossa interacção com todas as outras essências, sob qualquer forma que seja; desde os vossos filhos até às vossas famílias, às vossas comunidades, às vossas nações até ao vosso mundo bem e a outros mundos. Vós interagis com eles, só que não neste foco físico.

O aspecto religioso da vossa essência consiste naquilo que aplicais a vós próprios, aquilo que envolve todas as partes da vossa essência, bem como a relação que tem com a Unidade Criativa Universal e o Todo. E envolvida nessa expressão religiosa da vossa essência acha-se todo o enquadramento da vossa essência.



Eu atribuí-vos estas definições. Agora vamos adoptar uma nova perspectiva, tal como sugeri numa sessão anterior. Podeis escolher a parte em que nos concentraremos, pois o permitirei a bem duma compreensão mais acentuada. Tenho absoluta consciência de que é difícil processar este volume enorme de informação apenas com a mente, e que deverá tornar-se mais fácil se agirmos em conjunto. Todos esses elementos básicos da vossa essência serão debatidos. Podeis escolher a ordem. (Pausa) Tantos rostos inexpressivos! (Riso, seguido doutra pausa) Lawrence?

VICKI: Bom, e que tal começarmos pela parte filosófica?

ELIAS: Desejas conhecer algo acerca do processo de pensamento da vossa essência?

VICKI: Desejo.

ELIAS: Os pensamentos consistem em energias criativas, porém, muito complicadas. Realmente não compreendeis o verdadeiro poder que eles envolvem. Falais dos pensamentos como se consistissem em ondas de energia pertencentes a uma motivação criativa mas não acreditais necessariamente que eles próprios têm o poder de criar. Mas têm! Antes do pensamento emergir, são processados outros padrões que já se acham em acção na vossa essência. Eles dão lugar ao pensamento físico. Esses pensamentos assumem propriedades energéticas. Essa energia é projectada no exterior sob a forma duma força criada.

Mesmo quando não estais a “pensar” não estar a criar algo, na realidade estais. Todo e qualquer pensamento que se manifeste sob a forma de energia, quer actueis com base nele ou não, dá lugar a uma perturbação da energia no campo de forças que vos envolve o corpo físico. Essa extensão de energia projectar-se-á e afectará outros ao vosso redor. Não existe coisa alguma como pensamento desperdiçado. Cada pensamento estabelece uma inter-ligação com a consciência.

De certa forma vós achais-vos todos interligados. Todos constituís essências individuais mas simultaneamente achais-vos todos ligados. E cada molécula de energia que criais afecta tudo o resto. Neste foco físico vós não o compreendeis. A maioria de vós não acredita realmente nisto; mas onde não sois capazes de podeis perceber essa interligação ela existe, até mesmo nos vossos sonhos, os quais encarais como um produto da imaginação e da fantasia, ou como uma sequência de acontecimentos já realizados. É desse modo que encarais o vosso estado de sonhos. Na realidade consiste numa percepção por meio de processos que, na sua energia, receberam permissão para se manifestarem noutro enquadramento. É por isso que conseguis ver, através desse estado, manifestações de vós próprios ou outras manifestações evolutivas vossas.

Os vossos pensamentos, por vezes, quando permitis que fluam neste enquadramento, podem tornar-se prejudiciais. Quando lhes dais demasiado enlevo, podem - à semelhança de qualquer outra coisa - ganhar proporção. Ao faze-lo, deixais que vos passe a governar no vosso enquadramento físico. Isso confunde-vos a essência e entra em conflito com outros elementos básicos que ela possui. Como em qualquer exemplo, demasiada atenção numa direcção específica cria uma situação de prejuízo para as restantes. E isso dá origem ao conflito. A razão para isso reside em que, quando tomais consciência e em seguida procurais usar outros elementos básicos, já não os compreendeis, pois soam-vos muito pouco familiares, e deixais de entender o que fazer com eles.

(Para a Vicki) Tu, à semelhança do Michael, és muito orientada para o pensamento, neste foco. Isso serviu o teu propósito, até certo ponto. Agora, quando tentas incluir outras partes da tua essência já encontras dificuldade. Vós precisais aprender a deixar-vos fluir, e deixar-vos levar pelos vossos temores. É nisso que consiste o vosso bloqueio. Nós só tememos aquilo com que não nos achamos familiarizados, e é estranho ao nosso foco físico. Mas não existe nada que não seja familiar na vossa essência. (Pausa) Vós ainda pareceis estar confusos.

VICKI: Sim, estou confusa. Não entendo como podemos incorporar outras coisas na abordagem que fazemos, além de nos centrarmos no pensamento.

ELIAS: Nós discutimos esse pequeno exercício numa outra sessão. Isso ter-te-ia possibilitado um vislumbre da inclusão de dois elementos aparentemente opostos. O problema está em que esses elementos não são contrários mas consistem em partes distintas da vossa essência. É completamente desnecessário criares esse conflito no teu íntimo. (1)

Algumas essências sentem com mais facilidade do que pensam, e experimentam igualmente uma enorme dificuldade devido a que sejais todos ensinados, desde tenra idade, que deveis pensar no que sentis. Também vos ensinam, desde a vossa infância, que os sentimentos nem sempre são aceitáveis. E com isso eles são invalidados. Até mesmo as sensações biológicas são invalidadas nos catraios. É isso o que aprendeis desde cedo, ou seja a não expressar. E isso não é adequado.

Alguns são capazes de se adaptarem a isso. Outros ajustam-se pelo pensamento, o que lhes invalida a capacidade emotiva e os incapacita a moverem-se ao longo das suas vidas com mais facilidade. Alguns, que possuem um forte elo de ligação com as emoções, acham esse processo difícil. Descobrem que esse desenvolvimento da negação é bastante árduo. Isso provoca muito mais conflito nesses indivíduos do que nas essências que se adaptam ao pensamento.

De certa forma é, diria antes que parece, que eu esteja a referir que as questões e desafios por que passais não sejam tão difíceis quanto aqueles de quantos se ajustam por intermédio do foco emocional. Mas isso não pretende invalidar os desafios que experimentais, mas tão só dizer que num foco emocional por vezes torna-se mais difícil perceber com clareza tudo o que se apresenta.

Compreendo que estes são conceitos difíceis de entender. A vossa essência é bastante complicada e difícil e não vos pode ser explicada em breves momentos!

Esta noite tenho consciência duma enorme confusão! (A rir para dentro) Por enquanto vamos atender a perguntas que vos possam servir de apoio para a vossa compreensão destas questões. (Pausa, para em seguida se dirigir à Elizabeth) Sim, pequena?

ELIZ: Como é que hei-de colocar isto? Falaste um bom bocado acerca dos sonhos, e outro dia tive um sonho verdadeiramente perturbador que não estou certa de compreender. Se eu continuasse a pensar nele, ou a senti-lo com intensidade criaria obrigatoriamente essa situação?

ELIAS: Depende. De certa forma já desde lugar à criação dessa situação. Por outro lado, tudo aquilo que criaste através do sonho já foi criado num outro enquadramento. Num outro sentido, se tens dúvidas quanto a criá-lo em termos físicos neste enquadramento, isso depende do teu desejo. Isso não se aplica obrigatoriamente no caso de sentires o desejo de empreenderes algo fisicamente. Se o desejo for suficientemente forte, ele pode ser alcançado até mesmo sem qualquer acção física.

ELIZ: Bom, como estava a dizer, o sonho foi bastante perturbador e eu não desejo que se torne realidade, quer dizer tenho a esperança de que não esteja...

ELIAS: Quando passas pela experiência dos sonhos muitas vezes expressas medos que não desejas manifestar na presente manifestação física. Esse é o objectivo. Expressarás essa energia sob a forma de pensamentos num sonho material. Aí eles manifestam-se, porém, não nesta manifestação física. Isso permite-te experimentar emoções físicas no decurso do sono, o que ocasiona respostas físicas e te permite soltá-las. Todos os pensamentos se manifestam, só que não se manifestam todos neste enquadramento nem nesta dimensão. Mas todos se manifestam.

...

DEB: Tenho uma pergunta sobre sonhos, que se enquadra nas mesmas linhas. Passei por experiências em que tive bastantes sonhos desagradáveis que se concretizaram em termos materiais. De que forma poderás explicar isso?

ELIAS: Um sonho desagradável… Não interpretes mal. Tal como referi à Elizabeth, o desejo e o objectivo constituem a diferença quanto à localização da manifestação da energia do sonho. Não importa que o sonho seja negativo ou positivo, segundo os vossos termos, porque não existe negativo nem positivo. Eles consistem em experiências. Experiências que de outro modo poderíeis não ter contactado numa forma física.



Portanto, manifestareis esses pensamentos primeiro através dum sonho. Isso, por assim dizer, vai prepará-los para manifestardes esses mesmos pensamentos no vosso foco físico. O vosso trauma não será tão grande se vos deparardes com uma situação que já tereis encontrado previamente. Isso consiste num espantoso sistema de protecção que vós possuís que vos ajuda na vossa acção. Isso devia igualmente servir-vos de indicador do quanto, pela observação dessas coisas, sois verdadeiramente criativos.

CAROL: Posso fazer uma pergunta sobre os sonhos?

ELIAS: Podes.

CAROL: Os meus sonhos são simbólicos - os que eu consigo recordar. Eu não costumo ter sonhos específicos, coisas que veja que se manifestam por si só. Será que poderias comentar isso?

ELIAS: Tudo consiste num símbolo. Trata-se apenas da vossa interpretação desses símbolos. Cada minuto do vosso foco físico constitui um símbolo para a vossa essência. A vossa essência tem conhecimento e está bastante acostumada a ver todas as manifestações como símbolos. Mas vós não o encarais desse modo; pelo menos pensais assim! (A sorrir) Na realidade são tudo símbolos. Somente carecem de interpretação.

Podeis encetar uns exercícios no vosso estado de vigília que vos familiarizarão de modo mais fácil com os símbolos. Durante as vossas visualizações, escolhei concentrar-vos em qualquer momento da vossa presente manifestação evolutiva física. Quando tiverdes visualizado esse momento, permiti que a concentração se expanda. Havereis de notar a ocorrência doutros pensamentos ou recordações em meio a essa visualização. Não os bloqueeis. Alguns parecerão completamente destituídos de relação. Outros tornar-se-ão facilmente identificáveis. Aqueles que são facilmente identificáveis, podeis pensar, não precisam ser interpretados. Percebereis o cintilar duma variedade de imagens. Desse modo, quando conceberdes um quadro completo e acabado podeis desmontá-lo e interpretá-los para vós próprios. Do mesmo modo, à medida que fordes praticando a atenção no estado de sonhos, tornar-vos-eis familiarizados com os vossos símbolos. Eles constituem a linguagem que a vossa essência utiliza a fim de comunicar convosco. (Pausa a olhar ao redor para todos) Ainda estamos todos muito na incerteza! (Riso)

VICKI: Tenho uma pergunta a colocar em relação ao material que forneceste há instantes. Estavas a falar sobre como, a partir da infância, somos educados para… (Pausa enquanto Elias olha para o copo da Mary, que a Christie lhe chega à mão)

ELIAS: (Para a Christie) Obrigado.

CHRIS: Não tens de quê.

ELIAS: (Para a Vicki) Continua.

VICKI: Existem expressões das nossas emoções que são invalidadas a partir da infância, e eu concordo com isso. Eu própria tive essa experiência. A minha pergunta é, sendo esse o caso, como é que certas pessoas possuem um foco tão emotivo? De que forma suplantam essa invalidação?

ELIAS: Não se trata do caso de suplantarem. Hás-de notar que ao falares com essências que pertencem a um foco emocional, elas não terão suplantado isso mas estão continuamente a lutar com isso. Nos vossos termos, acham-se sujeitas a uma grande intensidade de sentimentos negativos. Não tem que ver com o suplantar porque se trata dum elemento básico da sua essência, um foco mais vigoroso do que os outros; tal como, se fosses desencorajada desde tenra idade de pensar, haverias de não conseguir abster-te de o fazer, mas havias de o fazer de modo reservado. Essas essências aprendem a expressar as suas emoções unicamente consigo próprias. Compreendem que os seus sentimentos são aceitáveis para as suas essências, do mesmo modo que os vossos pensamentos são aceitáveis para a vossa essência. Mas isso não quer dizer que acreditem que esses focos emocionais sejam aceitáveis para os outros. Ficou claro?

VICKI: Ficou.

ELIAS: É por isso que estamos aqui, para auxiliar na integração da essência toda e na criação duma harmonia que capacitará as vossas essências a juntar-se num foco íntegro. (Aqui dá-se uma pausa durante a qual o único são audível é o da Debbie a chorar baixinho)

Estou a par do intenso conflito aqui com a nossa florzinha. (A sorrir para a Debbie) Vamos interromper por um momento e durante este intervalo regareis essa flor na minha vez. Obrigado.

...

Vamos prosseguir. O termo para esta noite deverá ser vicissitude. Ele descreve aquilo que todos estais presentemente a experimentar. Vou exercitar a minha essência e não vou revelar o significado disso! (Riso) Como pais... Não será isto correcto pequena?... Deveis instruir as vossas crianças através dum exercício em que aprendam a “andar de cabeça erguida”. (Riso)

CAROL: Posso colocar uma questão?

ELIAS: Podes, Dimin.

CAROL: O Michael pediu para perguntar pela razão da dor de cabeça que teve esta semana, num dos lados da sua cabeça.

ELIAS: (A sorrir) Pergunta ao Michael que lado da cabeça lhe doeu? Arrisco-me a dizer-vos que haveis de descobrir tratar-se do lado do raciocínio! (O esquerdo)

CAROL: Foi.

ELIAS: Trata-se da incorporação da sua essência a expressar-se por meio duma expressão física completamente devotada ao pensamento, a incorporar o lado menos familiar. Ele revela um fraco pelo sentido do dramático com essa expressão! Na realidade não é necessário, mas isso chama-lhe a atenção. Ele é sincero no desejo que revela por aprender. Se se permitir visualizar um pouco mais do seu medo ele passará a conseguir abrir mão dele. Isso irá acontecer. No momento ele acha-se apenas confuso e a sentir-se como que no “olho do furação” segundo o juízo que faz. Mas esse tipo de furações não range. Ele apenas teme aquilo com que não se sente familiarizado.

Vós todos possuís a capacidade de vos incluirdes e de vos ajudardes uns aos outros. Ao serdes indivíduos caracterizados mais pela faculdade do pensamento - que serão poucos - podeis auxiliar os que se focam no sentimento por meio da clarificação dos seus sentimentos. Ao pertencerdes ao tipo do sentimento e da emoção -que são muitos mais - podeis auxiliar aqueles que são mais focados no pensamento a incorporar as suas emoções. Haveis de descobrir que, apesar das essências que se inclinam basicamente para quadros emotivos deverão ter-se esforçado imenso ao longo das suas vidas; eles são mais receptivos ao pensamento e são capazes de comportar pensamentos com maior facilidade. Para aqueles que se baseiam mais no pensamento, ao contrário, torna-se muito mais difícil incorporar emoções e sentimentos no seu foco. Eles podem não ter tido que lidar com a dor emocional, como vós tivestes no vosso foco, mas para eles torna-se muito mais difícil incorporar outras partes da sua essência que não incluam pensamentos. Compreendido?

CAROL: Estarás a dizer que aqueles de entre nós que passaram por uma grande comoção se acham realmente melhor situados em relação ao sentimento? Estarei a compreender bem?

ELIAS: Estou.

CAROL: (Suspira) Está bem.

ELIAS: Vós pensais poder não estar apenas por que não entendeis que o vosso foco aqui se destina à experiência. Isso é tudo. Ponto final. Vós experimentais continuamente devido a sentirdes. Aqueles que se baseiam no pensamento muitas e muitas vezes negam as experiências.

...

JULIE: Então deve ser natural para uma pessoa emocionalmente focada sentir-se frustrada com uma essência focada no pensamento no caso de... Como hei-de expressar isto? Entre o Lawrence (Vicki) e mim, aconteceu que o pai dela passou desta vida e ela não derramou uma lágrima. E eu não compreendo isso! Percebes aquilo que te estou a dizer?

ELIAS: Essa é uma analogia que nem sempre vos auxiliará no entendimento disso. Há certos exemplos em que uma essência emocional se pode sentir extremamente frustrada com uma essência focada no pensamento. Mas isso é natural, tal como o será se os vossos elementos básicos entrarem em conflito uns com os outros. Quando vos confrontais com um elemento básico da essência noutra pessoa, que difere do vosso, isso confere amplitude à situação.

No foco daquilo que designais como “morte” – nós não designamos isso como morte. Já dissemos anteriormente que isso se trata unicamente dum outro nascimento. Até mesmo uma essência emocionalmente focada pode deixar de responder com um sentimento aparatoso ao facto desse emergir, por parte de outra essência para um outro foco. Se compreenderem verdadeiramente tratar-se de crenças, podem não responder sob a forma de pesar. Contudo é mais provável que respondam com tristeza em face do reconhecimento da vossa própria perda ou da perda da continuidade dum laço físico com essa outra essência que passa desta vida. Isso, entre parêntesis, é “normal”. (2)

Tens razão quanto à confusão que revelas em relação às essências focadas no pensamento, com respeito à situação de, quando uma outra essência decide avançar para um outro foco, a despeito das crenças daquele que fica, deverem sentir uma sensação de perda; não em relação à essência que passou mas em relação ao foco físico. Não podeis voltar a ir assistir a uma partida de futebol com essa essência; não podeis voltar a conversar ao telefone. Podeis contactar com essa essência que faleceu através dum modo muito mais satisfatório, mas até que as vossas crenças sejam adoptadas a uma escala que possais focá-lo e aceitá-lo como uma realidade, haveis de continuar restringidos aos limites do vosso foco físico. E nesse foco físico, dadas as crenças que ele comporta, vós experimentais um género de perda. Deixar de experimentar esse tipo de perda por meio de sentimentos constitui a negação duma expressão particular da vossa essência em relação ao foco físico. E isso é comum em relação àqueles focados no pensamento, mesmo no caso em que as suas crenças não foram inteiramente incorporadas. Isto servirá de ajuda?

JULIE: Bastante. Obrigado.

CAROL: Posso colocar uma outra questão que se enquadra nas mesmas linhas? Tu no teu lado encontras-te em contacto com aquelas essências que passaram desta vida e que se achavam ligadas a nós?

ELIAS: Não. Já expliquei uma vez muito brevemente. Existem muitos focos em que uma essência se pode manifestar ou escolher quando termina um foco físico. Em qualquer dos casos, eu não me acho directamente em contacto com essas essências.

Eu encontro-me no foco do ensino. Nisso reside a minha especialidade. Outros possuem especialidades que se prendem com essências que recentemente se voltaram a focar (neste lado); algumas no período de transição a fim de voltarem a manifestar-se no foco físico nesta dimensão, outras em ligação com outras essências a fim de se focarem noutras dimensões.

Algumas focam-se especificamente em actos de emersão desta vida bastante recentes, por ser nisso que centram a sua atenção. Isso é aquilo que as suas essências adoram fazer, seja para auxiliar no próximo foco físico evolutivo ou no encaminhamento dessas essências para a compreensão da sua capacidade de avançarem. Vós dispondes todos de muito mais na vossa essência do que a vossa imaginação poderá possivelmente conceber. Mas por vezes necessitais dum pequeno auxílio! (Riso)

VICKI: Eu tenho uma pergunta. Podes por favor redefinir esses quatro elementos básicos sobre os quais começaste a falar anteriormente?

ELIAS: Eles fazem todos parte da vossa essência. Quando vos falo deles vós pensais em termos bastante limitados. Eu compreendo. Havemos de cobrir esses temas mais vezes. Não podereis defini-los apenas uma vez porque eles são bastante diversificados.

Nós falamos da base emocional da vossa essência, que definimos como sendo a qualidade artística da vossa essência. Trata-se da vossa expressão artística. Falamos acerca da base do pensamento da vossa essência. Trata-se da expressão filosófica da vossa essência.

Mas não falamos da base política, a qual consiste na expressão que a vossa essência assume por meio da ligação com todas as demais essências e consciências em todos os focos. O termo que empregamos de político possui um sentido completamente diferente daquele que usais, exactamente como o termo “vida”, que abrange uma perspectiva muito mais alargada do que o termo que utilizais para a referir. Política significa toda a interacção da vossa essência em relação a cada parte e a toda a consciência universal.

A porção final da vossa essência consiste no foco religioso, o qual refere a expressão da vossa essência em relação a si própria e em relação à natureza e também em relação à Unidade Universal Criadora e ao Todo. A expressão ou o foco religioso da vossa essência também não comporta uma definição idêntica ao termo que empregais aqui neste foco. O termo que usais como religioso ou religião é idêntico à vossa designação de Deus. Tal como previamente declaramos; trata-se dum termo bastante diminuto bem como dum conceito irrisório. E religião consiste igualmente num termo bastante reduzido. Trata-se dum conceito bastante alargado que não tem cabimento em nenhuma denominação, tal como as referis. São expressões materiais que brotam da vossa vontade de estabelecerdes contacto.

Na realidade, as vossas expressões de crenças religiosas são bastante criativas! (Riso) Constituem histórias belíssimas; exemplos bastante requintados da vossa criatividade. Tal como um pintor pode expressar uma forma bela numa tela, também vós, nas vossas essências colectivas expressastes uma beleza imaginativa através do pensamento com a criação das vossas religiões. Tudo serve um propósito de ligação. No entanto nenhuma é exacta! (Riso)

JULIE: Então nesse caso as orações não têm utilidade. Será isso acertado?

ELIAS: Esse é um assunto complicado. Todas as expressões de comunicação com a vossa essência têm alguma serventia. Além disso, tal como explicamos, as vossas crenças representam tudo para vós neste foco físico. Por isso vós expressais-vos de acordo com essas crenças. Todo o pensamento constitui uma realidade. Portanto, toda a expressão constitui também uma realidade. Nenhuma expressão é alguma vez desperdiçada. O que acontece é apenas que alguma expressão leva mais tempo a chegar ao seu destino! (A sorrir)

CAROL: Posso colocar outra questão? Estás actualmente a falar através doutros veículos noutros lados deste nosso mundo a fim de ensinar a mesma coisa a outros que estás aqui a ensinar?

ELIAS: Estou. Já expressei a esta companhia previamente que uma porção da minha consciência permanece junto de vós e acha-se completamente focada junto de vós. Mas também se resume a uma porção. E eu sou outras porções além desta. Do mesmo modo que as vossas essências se fragmentam, a minha encontra-se numa posição de poder abranger vários focos em simultâneo. Para mim e para outras essências focadas no meu foco isso não é difícil. É natural. Sou capaz de conversar convosco e de focar a minha atenção aqui e em simultâneo focar a minha atenção de forma igualmente completa junto de outros, noutro local do vosso país, nos vossos termos. Isso para mim é tão facilmente alcançável quanto para vós... Mastigar pastilha elástica enquanto caminhais! (Riso geral)

CAROL: E será que todos os grupos a quem te diriges te tratam por Elias?

ELIAS: Não, não tratam. Já vos dei o meu nome da essência.

GROUP: Rastin.

ELIAS: Correcto. Alguns dirigem-se a mim sob essa designação. Este nome da essência, tal como já referi previamente, constitui o nome duma manifestação física, tal como Oscar, e Braun. (Não estou certa da forma com se escreve) Isso não passa de nomes. E este nome é mais aceitável para o Michael.

DEB: Por falar de nomes, mencionaste antes qualquer coisa acerca da verificação duma vida prévia, em que todos fazíamos parte da tua vida. Será que o nome Frank Harris significa...

ELIAS: Harris. Esse eras tu.

DEB: Obrigado.

ELIAS: Por vezes torna-se difícil, nos vossos termos, recordar tais detalhes. Mas eles não têm importância. Apenas pareceu que teriam importância para ti na altura. Senti-me obrigado a fazer-te a vontade neste jogo. Para mim era aceitável. Tal como já expliquei é difícil estabelecer uma associação com épocas passadas ou com períodos de tempo. Também era difícil estabelecer contacto com os nomes, mas eu obtive ajuda! (Riso)

CAROL: Poderás por favor, clarificar o nome por que me trataste por duas vezes, esta noite?

ELIAS: Dimin. D-I-M-I-N.

VICKI: Eu tenho uma pergunta.

ELIAS: Lawrence! (Riso)

VICKI: Esta é uma pergunta pessoal só por pura diversão, estou a falar a sério. Sinto-me curiosa pela razão porque te sentiste surpreendido ao veres o Ron de novo.

(Gostaria de dizer que no discurso que se seguiu o Elias foi do mais divertido e dramático que se pode imaginar)

ELIAS: Estamos a par... Desculpa. (Aclara a garganta) O Michael não está a prestar atenção! (Riso) Estamos cientes de que o Ron não se encontra, digamos, no mesmo tipo de busca, o que é aceitável. Ele já obteve consciência duma grande parte da sua essência, e acha-se mais ligado à sua realidade do que até mesmo aquilo de que está consciente. Eu hesito em dizer “ele” já que isso vai de encontro à preferência da sua essência, mas por uma questão de respeito para com este foco evolutivo, na preferência que elege pela masculinidade, nós usamos essa designação! (Riso)

RON: Que alívio!

ELIAS: E não haveria de ficar “nervoso” (Num sussurro que causa, uma vez mais riso generalizado) se lhe disséssemos que ele já foi igualmente macho mas nem por isso particularmente interessado nas mulheres? (De novo sussurrado junto com a sentença seguinte) Não lho vamos dizer. (Aqui perdemo-nos todos de riso!)

CHRIS: (Para o Ron) Não tens vontade de conhecer o teu nome da essência?

VICKI: Eu tenho. Qual é o nome da essência dele?

ELIAS: (Para o Ron) Devo referi-lo, ou não para não te deixar embaraçado?

RON: Eu também acho que gostaria de o conhecer.

ELIAS: Será o nome da essência... Olivia!

GROUPO: Olivia!? (Riso geral)

CHRIS: Eu tenho uma pergunta.

ELIAS: Oliver! (Riso)

CHRIS: Estivemos a falar acerca das nossas crenças e da profissão médica. Começamos a acreditar que não estamos bem quando levamos as nossas crianças aos médicos, etc. Doem-me os joelhos mas não sinto necessariamente vontade de ir ao médico. Se eu conseguir alterar a minha perspectiva e realmente passar a acreditar, eles sararão?

ELIAS: Correcto.

DEB: Mas como haveremos de fazer isso?

ELIAS: Isso requer imensa prática, a menos que instantaneamente manifesteis um espantoso desejo nesse sentido. Muitas vezes, criais sintomas físicos desagradáveis e acreditais ou pensais não ter vontade de que eles prossigam. Mas isso nem sempre é verdade. Alturas há em que dais lugar à criação de dor física ou permitis que se dê um rompimento na vossa estrutura celular. E por vezes fazeis isso por uma questão de medo, e por vezes não. Por vezes, adoptais sintomas físicos como um lembrete. O vosso corpo consiste na expressão física da vossa essência. E se por qualquer forma se torna aborrecido assinala-vos a fim de alterardes algo. Se os teus joelhos te incomodam, eles estão a instigar a tua atenção, para que deixes de continuar no que te cria desconforto.

Isso é igualmente muito complicado. Se vos fosse possível adoptar completamente as vossas crenças, deixaríeis de sentir desconforto, dor física, ou doença; mas por ser tão difícil quanto podeis pensar, isso nem sempre incorpora uma nova crença no vosso foco físico. O teu corpo está fisicamente a expressar-te reacções por meio de impulsos e de emoções a que não estás atento. Por isso, a fim de obter a tua atenção de outro modo em que não o ponhas de lado, ele causa uma expressão física de doença ou de dor ou de desconforto.

Quando na vossa essência sentis ter criado uma doença que vos ameaça a vida, por vezes dais atenção de forma espontânea a essa situação. A vossa essência intercede por vós sem ter que o fazer através de outros canais mas tomará a iniciativa e corrigirá fisicamente o problema no vosso lugar. Mas isso só ocorre determinadas vezes. Só acontece quando a essência “tiver mudado de ideias”.

Já vos falei uma vez sobre eventos de grupo no caso hipotético duma viajem de avião. Vinte pessoas decidem embarcar numa viajem de avião, num acordo em relação a esse avião se despenhar e elas porem término às suas vidas desse modo. No último instante uma dessas pessoas muda de ideias. Isso faz sempre parte da vossa escolha pois nada é predestinado.

Dispondes de milhões de probabilidades a cada instante do vosso foco. Por isso uma essência pode escolher pôr termo ao seu foco físico por meio da criação duma doença. Durante a aceleração desse mal físico a essência pode decidir ter ainda alguma coisa a realizar nesse foco físico particular antes de avançar em frente. Com esta escolha a essência alterará a sua escolha, por assim dizer, e irá desfazer a criação física que tinha promovido. Irá retornar a um tempo passado, nos vossos termos, a um tempo em que essa condição não existia e incorporá-la-á no foco presente, nos vossos termos.

Isto torna-se difícil de compreenderdes apenas devido a que penseis em termos de incremento de tempo. Mas não existem tais momentos de tempo. Por isso nenhum é passado. Por isso é que não vos é impossível alterá-los. Vós achais-vos num presente eterno. Por isso todas as coisas se tornam possíveis. Nada está perdido. Nada existe em concreto. Será isso suficiente?

CHRIS: É.

CAROL: Posso colocar uma pergunta relacionada com isso? Que papel caberá aos curandeiros em todo esse quadro?

ELIAS: Eles exercem um propósito definido; sendo o de que as essências que se manifestam no foco físico por vezes esquecem a própria habilidade de se curarem a si próprias. Com respeito a isso, torna-se benéfico que uma essência que se ache ligada à cura guiá-las. O curandeiro não exerce o seu dom de cura de forma mágica sobre a outra essência porque sois vós que vos curais a vós próprios. O curandeiro guia-vos e auxilia-vos, do mesmo modo que eu vos guio através dos ensinamentos e à semelhança com que outros vos guiam ao passardes deste foco.

Tal como já referi, cada faceta do vosso foco acha-se imbuída de crenças. Há alturas em que uma essência num foco físico, por meio das suas crenças, não só deixa de se recordar possuir a capacidade de se curar a si mesma, mas ao contrário, passa a acreditar nos poderes de outra essência. As outras essências não possuem poderes que cada um de vós não possua em si. Vós apenas acreditais que elas são mais poderosas. Mas tal como nós expressamos em relação à breve explicação que demos em relação à fragmentação, nenhuma essência é menos do que outra. Todas são o mesmo. Em cada foco e em cada função, em todas as dimensões tudo é o mesmo, essencialmente.

JULIE: Para mim é difícil relacionar isso, porque só de pensar que a minha essência possa ser idêntica à dum assassino... Entendes aquilo que te estou a dizer?

ELIAS: Isso está correcto. O teu foco é diferente. As tuas experiências são distintas. As escolhas que promoves diferem. Mas a vossa essência é a mesma. Vós escolheis as vossas experiências. Se tiverdes escolhido a experiência de vítima tereis entrado nesta experiência em cooperação e em acordo com outra essência que deseje experimentar o foco do perpetrador porque nenhuma experiência é menos válida do que outra; nenhuma é melhor ou pior. Elas são unicamente experiências, e todas brotam dum acordo antes de serem executadas.

Vós confundis-vos! (Riso) Fazeis isso devido às deturpações da vossa filosofia e das vossas crenças religiosas. Não me estou a referir aos elementos básicos da vossa essência tais como o filosófico e o religioso. Refiro-me aos vossos termos de filosofia e de religião, os quais possuem um sentido completamente diferente. Vós acumulais crenças religiosas e filosóficas ao longo dos vossos focos evolutivos.

Eu já expliquei que as vossas crenças não são intrínsecas à vossa essência, mas adquiridas. Criastes divisões por meio dessas crenças. Também criastes visões de bem e de mal, de certo e de errado. Isso não passa de conceitos ao invés duma realidade. Vós encontrais-vos aqui neste foco a fim de experimentardes uma realidade física particular, quer possa ser violenta ou passiva, segundo a concepção que fazeis. Conquanto existam explicações para certos comportamentos violentos, elas não servem necessariamente de explicação psicológica. Isso têm que ver com o bloqueio de impulsos.

Vós, uma vez relegados ao vosso estado básico, expressareis imensos impulsos. E haveis de agir com base neles. Eles não se tornarão negativos nem positivos por si só. Contudo, se forem bloqueados podem manifestar-se dum modo tal como o que já referi antes, com relação à expressão do geyser natural que tem lugar no vosso planeta. Quando os seus gases são bloqueados pelo acúmulo de terra, eles sofrem um acréscimo de pressão e em seguida expressam-se de um modo enérgico e explosivo.

Ao bloqueardes os impulsos ou as emoções seja em que área for, isso irá dar lugar à criação duma situação dessas em vós.

Ao bloqueardes os impulsos naturais, isso mais tarde poderá vir a manifestar-se ao longo do vosso desenvolvimento. Nem sempre é o caso mas em certos casos é. Outros criam uma simples situação de violência a fim de experimentarem a situação, mas ao criá-la tê-lo-ão feito em acordo com a essência que se acha na posição contrária. Nessa encenação ambos desempenham papeis. E ambos os representam. E ambos colhem a sua experiência. Estás a entender?

JULIE: Compreendo muito bem aquilo que estás a dizer, mas ainda assim é de difícil compreensão. Eu penso que sou uma pessoa boa e penso que um assassino seja uma pessoa má, mas o que dizes faz sentido.

ELIAS: Isso deve-se unicamente às vossas crenças.

JULIE: Certo. Eu entendo.

ELIAS: Não vos iludais. Todas as essências aqui presentes têm a percepção de serem (Pausa) boas pessoas! (Riso) Apesar dessa designação de “boa pessoa” e não fazerem nada que possa magoar nenhuma outra essência ou pessoa no foco físico, elas podem magoar-se a si próprias no seu foco; o que, na realidade, não difere duma pessoa má! (Pausa prolongada e profunda) Estais calados. (Mais uma pausa prolongada)

Nesse caso vamos terminar por hoje. Esperamos que todas as vossas essências possam comungar em harmonia, e que possais toda a beleza que se encerra em vós e no vosso exterior. Boa noite.

GROUP: Boa noite. Obrigado.

...

Notas Finais:

(1) Isto é um exercício. “De cada vez que experimentardes um impulso ou uma emoção, não importa quão pequeno, observai os vossos padrões do pensamento a ver se estão em harmonia. Se não estiverem haveis de experimentar um ímpeto. Esse ímpeto revelar-se-á sob a forma de desculpa, ou de invalidação ou sob a forma de racionalização. Por vezes, deixareis de sentir aquilo que sentis ser uma emoção. Só experimentais um impulso. Não deprecieis esses impulsos mais do que faríeis em relação a uma sensação efectiva.”

(2) Elias utilizou o termo “parêntesis” em vez de “aspas” durante umas semanas. Eu sabia aquilo que ele queria dizer mas jamais o corrigi. Finalmente ele acabou por descobrir isso.

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Nota: Estes comentários iniciais surgem em resposta àqueles que pediram para ter sessões privadas.

ELIAS: Boa noite. Suspeito que todos terão reflectido nas nossas sessões recentes. Estais certos no raciocínio que formulais. Isso acha-se imbuído dum propósito de grupo. O Michael estava certo quanto à interpretação que fez da resposta que dei em relação ao sonho que teve. Eu não estou a ajudar-vos no sentido de agir pela vez do Michael e de vós próprios. Esse aspecto da nossa interacção deve proceder da vossa parte.

Parece-me que não terei tornado o meu propósito claro. Tenho consciência de que as essências em questão não se acham presentes. Mas vou-vos ensinar a todos, de qualquer modo. É importante que preserveis a interacção entre as vossas essências porque iso se acha imbuído dum propósito. Se eu não tivesse consciência da vontade que tendes de aprender e da mudança adequada necessaria para evitardes o trauma para as vossas essências, neste enfoque, eu não teria acorrido junto de vós, e teria, em vez disso, surgido individualmente.

Mas essa é uma convergência incorrecta para o vosso crescimento. Já possuís a crença de vos achardes já separados uns dos outros, assim como em relação à natureza e à Unidade Criadora Universal e o Todo, e em relação a nós. Essa é uma crença inexacta. E dirigir-nos a vós individualmente apenas serviria para perpectuar essa crença imprecisa que abrigais. É por isso que me dirijo a vós. Estendo-vos a oportunidade de compreenderdes e de vos unirdes de modo mais pleno à vossa essência e àqueles que vos rodeiam.

Desejo igualmente esclarecer, a fim de que futuramente se não gere nenhum mal-entendido, que o propósito que nos impele a ensinar-vos a todos visa o vosso enfoque actual. Não existe futuro algum, em nenhum estágio nem dimensão, fragmento ou parte da vossa essência. Existe unicamente o presente eterno e contínuo. Por isso, focardes a vossa atenção em algo do que designais em termos de futuro não vos trará qualquer serventia. Tudo o que existe, existe agora. Vós estais em contínuo estado de transformação; jamais chegareis a ser um producto acabado. Do mesmo modo que a Unidade Criadora Universal ou o Todo, que jamais se acha completa mas permanece num estado de transformação, assim também vós estais. Qualquer que seja o enfoque que escolhais, seja onde for que escolhais manifestar-vos, isso situar-se-á sempre no agora e não no futuro.

Eu compreendo que estes sejam conceitos difíceis. Vós não dispondes de qualquer passado, tal como o concebeis, assim como de futuro. Apenas dispondes do vosso presente; mas eu vou retractar o termo “apenas”, uma vez que o vosso presente abrange todas as coisas, concernentes a todas as épocas, e de todas as focalizações em simultâneo, tudo a ocorrer agora. Imbuido do desejo de vos ajudar acorri aqui apenas com o fito de vos ensinar de modo a aumentardes o conhecimento que possuís relativamente a tudo o que sois. Por isso, quando o vosso tempo e o vosso enfoque se alterarem num todo, já estareis familiarizados com essa mudança e não vireis a experimentar qualquer trauma.

Todos notais uma mudança na consciência do vosso mundo. Até mesmo aqueles que não têm conhecimento disso são capazes de notar uma mudança na consciência. Trata-se dum novo emegir duma consciência admirável com que todos acordastes e que decidistes conduzir à realização. Vós caminhais numa era que não é distinta daquela que caracterizou os começos da vossa Igreja Cristã, caracterizada por um espantoso esforço criativo e dum movimento que alterou o rumo do vosso mundo por umn longo período de tempo, segundo a concepção que dele fazeis, e neste planeta. Outra grande mudança está a ter lugar, devido a vos encontrardes preparados e ansiosos. Alguns estarão mais preparados que outros. Este não é um enfoque a que estejais habituados, razão porque teremos escolhido servir de auxílio nas tentativas de evitar o trauma.

Este não é um enfoque religioso, a que pdeis estar habituados. É, ao invés, um novo florescimento da vossa consciência numa união com a própria essência, uma expansão do vosso conhecimento e da vossa visão. Aqui já estais a experimentar essa mudança; já possuís consciência de estardes a mudar a cada dia. Mas aquilo que vireis a realizar será aos vossos olhos algo de assombroso. A vossa essência é algo verdadeiramente assombroso, e capaz de muito mais do que a vossa imaginação é capaz de conceber neste foco. Vós sois muito mais coisas do que tendes noção.

É por isso que vos dirijo a focalização para os vossos sonhos. Conforme já referi, vós despendeis muitas das vossas horas no estado de sono. Acreditareis que isso se deva a que o vosso corpo físico necessite de dormir? Não. (riso) Não é. O vosso corpo físico é capaz de se regenerar e de se recarregar de energia apenas permanecendo inactivo. Não é pelo benefício do vosso corpo físico que dormis. Um bebé não se exercita demasiado e no entanto dorme muito mais do que um adulto. E isso fica a dever-se ao facto de reconhecer a união que preserva com a sua essência, e preferir a sua própria companhia. (riso)

Vós, ao longo da vossa vida, segundo a concepção que dela fazeis, distanciastes-vos bastante. O sono constitui o estado que vos possibilita voltar a estabelecer a ligação. Sem querer menosprezar a experiência física do estado de vigília, eu ensinar-lhes-ia, todavia, que na focalização da actual mudança adquire uma maior importância que vos conecteis através do estado do sono com maior atenção, porque isso possibilitar-vos-á uma maior compreensão assim como vislumbres daquilo de que vos falo. Havereis de descobrir vir a tornar-se muito mais fácil entender os conceitos que vos transmito se detectardes a acção e a interacção que assumem durante o estado de sono. Se experimentardes dificuldades em estabelecer contacto com essa área, podeis particar durante o vosso estado de vigília.

Ao praticardes no estado de vigília podereis artificialmente produzir experiências semelhantes por meio de jogos. Se vos concentrardes, podereis… Desculpai. Estou a receber uma sugestão. Ao contrário de explicar unicamente, e em anuência para com a sugestão recebida, vou-vos convidar a experimentardes um pequeno jogo imediatamente. Podeis focar-vos no pensamento que tendes sobre uma experiência. Escolhei qualquer coisa, como um passeio à praia, ou uma experiência do 4 de Julho ou uma experiência de Natal.

Focai-vos numa experiência individual à vossa escolha, mas não vos concentreis demasiado. Permiti que o pensamento vagueie à deriva. Ao vagar à deriva, haveis de notar outras imagens ou impressões ou sensações relacionadas a esse evento que constitui esse enfoque original. Haveis de notar uma expansão do pensamento. A medida que esses pensamentos se expandem eles parecerão tornar-se símbolos. Podeis interpretá-los do mesmo modo que interpretais os vossos sonhos. (A esta altura dá-se uma pausa durante a qual todos experimentam o exercício)

Podeis praticar pequenos exercícios como este com frequência. Isso há-de mostrar-vos, nos termos da vossa consciência de vigília, o modo como a vossa mente se expande automaticamente, se derdes azo a isso. Nesse sentido, ao vos permitirdes uma liberdade renovada apenas deixando de manter os vossos pensamentos com tanto zelo, podeis descobrir ser fácil deslocar-vos pelo vosso estado de sono. O factor que responde pela instauração do à-vontade em cada situação é a familiaridade. Quando algo deixa de soar familiar, deixais de vos sentir à vontade com isso. Portanto, deixais de permitir o seu fluxo natural. E isso aplica-se como uma verdade em todas as coisas, com todas as coisas sobre as quais falamos, assim como todas que viermos a mencionar no futuro, nos vossos termos.

Não vos preocupeis por não conseguirdes interpretar o que ocorre nos sonhos. Isso inicialmente não é importante. Foi-nos apresentado um sonho duma casa pequena. Os sonhos são multidimensionais. Frequentemente, se recriardes um determinado sonho mais do que uma vez, em termos concretos, vós fazei-lo por estardes, por assim dizer, a preparar-vos para o criar em termos físicos.

Tudo é criado, em termos de energia, na vossa outra consciência, antes de mais. Não utilizaremos o termo inconsciente porque ele gera a ideia ou a sensação de algo à parte e irreal, além de vos fazer pensar em termos de não vos poderdes associar a isso. Encarais a ideia que tendes do inconsciente como algo desligado de vós, algo a que precisais ter acesso. Mas isso não é verdade. A vossa outra consciência constitui somente outro foco, só que se acha bastante em união convosco e bastante operacional a cada dia dos vossos dias.

O vosso estado de sonhos representa a expressão física de parte da vossa outra consciência, que se vos dirige continuamente. Vós também vos dirigis a ela e expressais-lhes desejos como o de uma pequena casa. A vossa essência responde e forma imagens. A vossa essência estende-vos de volta à vossa consciência focada no físico a imagem do vosso desejo. Se o vosso desejo for suficientemente intenso, ele há-de operar em conjunto com a vossa essência a fim de concentrar essa energia numa manifestação física.

Essa é a razão porque, quando sou solicitado para interpretar um sonho, se torna muito mais complicado do que podeis imaginar. Não se trata unicamente duma imagem que tendes na cabeça. Cada símbolo que surge pode significar a representação dum desejo focado no físico, ou um símbolo duma mensagem procedente da vossa essência. Pode igualmente tratar-se do reconhecimento de um evento passado simultâneo. Pode significar uma olhadela ou vislumbre ou mesmo a interacção noutras dimensões. É por isso que não compreendeis aquilo que sonhais. Classificais automaticamente as imagens todas e procurais relacioná-las com aquilo com que vos achais familiarizados. Associas-lhes significado apenas duma forma concreta e material. E quando esses símbolos deixam de traduzir um sentido qualquer, (pausa) parêntesis… Não será correcto? (Para a Vicki)

VICKI: Aspas.

ELIAS: Aspas. Sempre que, entre aspas, “Isto não faz sentido”, vós regeitais os símbolos, pensando não serem válidos, por os não entenderdes. Além disso, no vosso estado de sono, haveis de reconhecer que o tempo não apresenta referência alguma. Os eventos podem dar-se ao contrário. Podem acontecer de trás para a frente e entretanto um evento pode eclodir da frente para trás e aí um acontecimento pode… Zás! … Apresentar-se à frente deles. E parecerá não haver qualquer nexo de continuidade. Isso é real. Não a sequência do tempo; ou melhor, as coisas sucedem a um só tempo. Por isso, não éw de todo inconsistente que os eventos se apresentem fora de sequência. Não vamos falar disso a sessão inteira, mas é importante que aprendais estas coisas, porque elas acham-se envolvidas no enquadramento da mudança (de consciência) Quando tomardes consciência da imensa vastidão da vossa própria essência, haveis de incorporar novas experiências.

No pequeno exercício para o estado de vigília que vos sugeri também haveis de notar a ausência de continuidade de tempo. Podeis evocar um evento da altura em que tínheis dez anos. Se expandirdes o exercício podeis obter pensamentos ou ideias que inicialmente parecerão ir além da idade dos dez anos, nos vossos termos. Depois podeis experimentar uma impressão ou lembrança desse mesmo pequeno evento ou de um evento relacionado, da idade dos vossos sete anos, o que vos paracerá baralhado. É nisso que reside a intenção. Ponto final. Para poderdes compreender a simultaneidade da vossa existência, precisais notar essas coisas que constituem expressões dessa simultaneidade, ao vosso redor. Estais a compreender aquilo de que vos estou a falar? (Pausa)

GRUPO: Um pouco.

ELIAS: Isso é um indicativo de confusão! (riso, seguido de outra pausa)

VICKI: Se tudo é simultâneo, nesse caso já não teremos feito essa experiência da transição?

ELIAS: Já está a ocorrer presentemente, sim.

VICKI: Isso da simultaneidadde deixa-me completamente baralhada, porque se é tal qual se afirma, nesse caso porque precisaríamos de qualquer ajuda?

ELIAS: Vós escolhestes criar, por uma porção das vossas essências, uma focalização física linear. Nesta parte da vossa essência vós estais a experimentar a sucessão de momentos de tempo, muito devagar, numa qualidade vibrratória bastante lenta. Fazeis isso pela experiência. Por vezes, neste foco, para poderdes experimentar por em cheio, desligais-vos de tal modo da vossa essência, e esqueceis tão completamente, que até de como recordar vos esqueceis.

VICKI: A parte do esquecimento eu entendo!

ELIAS: Isso instaura uma divisão desta parte da vossa essência. Essa, na verdade, constitui uma excelente pergunta, porque aí podeis pensar; “Porque razão esta parte insignificante da minha essência inteira haverá de merecer tal atenção?”

Quando pensais em vós próprios, em quem pensais? (riso) Pensais em vós como sendo o vosso corpo? Não. Mas também não pensais em vós nos termos da vossa essência. Pensais no que passastes a designar como a vossa alma, ou a vossa mente, ou em vós próprios, ou da vossa psique. São tudo termos para a vossa consciência focada no físico, essa parte da vossa essência de que vos divorciastes com o propósito de vivenciardes esta experiência.

Vós só pensais em vós sob os traços do actual eu. Podeis acreditar numa alma imortal e criadora, mas de algum modo desligais-vos mesmo disso até que acrediteis estar… mortos! (riso) porque aí, de algum modo a vossa alma criadora e imortal torna-se vós próprios miraculosamente! (riso, e em seguida de modo bastante dramático…) Essa núvem ensombreada que sois vós, uma vez na vossa alma, “esvoaça” e torna-se parte da consciência universal - a qual não compreendemos o que seja. Mas, para voltarmos ao “mundo real”, na vossa consciência de vigília vós não vos encarais como sendo a vossa alma. Encarais-vos como sendo… vós! (riso) É por isso que me encontro aqui.

Este foco físico, apesar de ser apenas uma parte, não é “apenas”; pois é idêntico em importância e focalização a qualquer outra ou a todas as partes da vossa essência, do mesmo modo que cada um pertence a uma essência e sois igualmente parte da Unidade Criadora Universal e do Todo. A energia não se acha separada. Não existe divisão de ordem alguma. Ela pode assumir forma se assim o escolher, mas energia é energia, e não algo que seja passível de ser dividido. Não podeis simplesmente cortá-la em pedaços. Não a podereis alguma vez separar porquanto não é passível de ser separada. È desse modo que todos estamos ligados. A energia é tudo no universo, em todas as dimensões. Apenas se manifesta em diferentes formas ou frequências, sem que subsista a menor diferença, mas ela não pode ser dividida. Ela não é uma entidade. Não é coisa alguma que possais deter. Por isso não a podeis separar. Isso deve servir… como uma ideia em que podereis meditar! (pausa)

CHRIS: Tu dizes… Estamos juntos porque vamos… Não queremos que as nossas essências… Qual é o termo?... Trauma… Contraír demasiado trauma. Penso que entendo aquilo que referes, porque quando eu era nova, eu morria de medo diante da ideia da morte. Não conseguia lidar com isso de todo. Mas tampouco conseguia formar um conceito referente a ela. Todavia, antes do meu pai falecer, comecei a ler sobre metafísica e reincarnação e tudo passou a fazer sentido para mim em relação a isso, e o problema da morte dissipou-se completamente, de modo que quando ele morreu não sofri qualquer trauma. Por isso confio em que isso tenha representado uma mudança similar à que estamos actualmente a debater.

ELIAS: Isso foi uma mudança. É por isso que se torna importante que noteis as mudanças que vos acontecem e tudo o que sucede convosco, não só quando experimentais conflito mas quando não o estais a experimentar também. É importante por criar uma base de familiaridade. Desse modo tornar-vos-eis capazes de mudar com mais facilidade. Tornar-se-á mais natural e não permanecerá não familiar.

O conceito de ausência de esforço que o Michael faz é mesmo mais acertado do que ele tem consciência. Essa é verdadeiramente a natureza da vossa essência. Vós só complicastes este enfoque, mas estais agora a aprender a regressar à ausência de esforço que caracteriza a vossa essência. Vós não trabalhais quando estais a sonhar. E esse estado faz tanto parte da vossa essência quanto o estado de vigília. O vosso estado de consciência de vigília pode ser tão desprovido de esforço quanto o vosso estado de sono. É nosso entendimento que vos sintais bastante felizes e confortáveis com o estado de sono. Mas os estados de consciência de vigília podem ser tão fáceis quanto esses. (para a Elizabeth) Tu abanas a cabeça em sinal de descrença.

ELIZ: Não, eu acredito. Só não gosto de acordar! Eu era capaz de dormir durante um imenso tempo.

ELIAS: Nesse caso, vamos pedir-te para notares os teus sonhos pois vou visitar-te.

ELIZ: Obrigado.

CHRIS: Quando te referiste à alma, e de como não sentimos ser uma até morrermos, e de como a nossa alma é a pessoa que somos. Penso que isso se deva a sermos humanos… A nossa alma é algo que é perfeito, e no entanto nós não somos perfeitos e encaramos os nossos erros e a nós próprios como qualquer coisa menos que a nossa alma, devido a esses erros. Contudo, se os encarássemos como não sendo erros mas experiências apenas, nesse caso havíamos de nos perfilhar com essa alma e de perceber sermos mais completos. Será isso exacto?

VICKI: Isso é como aquilo da duplicidade, não será?

ELIAS: Vou dar instruções ao Lawrence no sentido de na transcrição referir que o Elias disse: “Precisamente!” ao Oliver. (riso generalizado) Vós apenas pensais que cometeis erros. Mas que direis vós serem os vossos erros? Um relacionamento? Uma avaria no carro, por falta de atenção? Um emprego com que não vos sentis satisfeitos? Uma decisão que penseis poder ter sido tomada de forma mais acertada ou melhor? Não são erros mas experiências tão só. Tudo isso serve um objectivo. Se possuísseis algum conceito que se aproximasse de poder ser encarado como um erro, isso haveria de corresponder unicamente ao medo, mas até o vosso medo por vezes se presta a um propósito de demonstração da vossa capacidade de realização.

CHRIS: Ultrapassarmos o medo que sentimos?

ELIAS: Exactamente. (pausa) É por isso que é importante que interagis em grupo. Há essências que terão, nos termos empregues pela Elizabeth, “captado”, tal como o Oliver. (pausa) Tendes mais perguntas?

VICKI: Eu tenho uma pergunta. Não é em meu nome, é em nome da Catherine.

ELIAS: Catherine...

VICKI: A Catherine telefonou-me hoje e pediu-me para te perguntar uma coisa em seu nome. E a pergunta é que ela pretende saber porque razão ela abriga sentimentos conflituosos em relação a assistir a estas sessões; porque razão ela sente tal insistência para não participar e em seguida se sente instigada, e finalmente, que opinião terás, se achas que ela deve participar ou não. Por isso, eu disse-lhe que perguntaria na sua vez.

ELIAS: Estou a compreender. Também podes dizer à Catherine que lhe estendo o reconhecimento pela tentativa de me expressar isso neste fórum e não individualmente, porque isso, em si mesmo, é um feito. A catherine experimenta conflito por sentir medo. Nós já mencionamos isso anteriormente. A essência da Catherine instiga-a no sentido das nossas sessões. Ela sente-se atraída por reconhecer a verdade (do que é referido). Ela conhece confiança e sabe que irá ser fácil, com alguma ajuda, proceder a transições e mudanças.

A Catherine carrega muito conflito no foco físico. Noutras áreas não experimenta apoio e isso dá lugar a conflito. Isso é uma insistência da parte da vossa essência, a de pretender ligar-vos às essências ao vosso redor. Vós nem sempre acreditais que isso seja poossível. Mas é. Nós acreditamos que a Catherine ficaria muito bem servida se continuasse connosco. Respeitamos a escolha da Catherine de reconsiderar. Não vamos dizer á Catherine que ela deva aceitar a sugestão. Não temos vontade de encorajar sentimentos de desconforto… por um lado. Por outro lado, pretendemos encorajar sentimetos de desconforto! (mais riso) Isso é um indicativo óbvio de mudança e de vos tornardes mais conscientes. Apenas desde que cada um de vós se sente ligado a mim, todos tendes, individualmente, sentido conflito e desconforto de distintos modos. Mas isso é produtivo.

Entendo que na vossa ideia, no princípio acreditáveis que se encontrásseis uma “entidade” automaticamente haveríeis de ficar “vidrados”. (riso geral) Também compreendo que se vos deparásseis com uma “entidade”, haveríeis de ter acesso a todas as vossas respostas automaticamente. Eu vou-vos dizer que quando encontrar uma “entidade” eu o partilharei convosco! (riso generalizado, de novo) Eu não sou uma “entidade”. Eu sou uma essência da personalidade, assim como vós, também. Eu colho o benefício de obter imensa sabedoria ao receber ensinamentos por parte dos mestres. Vós defrutais do benefício da minha sabedoria ao vos perspectivardes comndo estar a ser ensinados por um mestre.

Passo a explicar que a Catherine acabará por notar uma diminuição no conflito se a mudança por que passar lhe possibilitar uma abertura na focalização. Eu tenho vindo a validar-vos a todos e a cada um, ao nível da essência, a fim de vos possibilitar a percepção da verdade e da união e da segurança. Nem todos vos ligastes por intermédio dum acto recíproco, mas eventualmente acabareis por o fazer. Vós experimentais conflito por não compreenderdes. Além disso, entendo que por mais que eu repita, vós continuais sem entender! Mas isso é admissível. Eu sou dotado duma imensa paciência! (riso, seguido dum acordo generalizado)

VICKI: És, sim!

ELIAS: Nós desejaríamos que Catherine continuasse, em reconhecimento dos seus conflitos e da luta, e por nos aprecebermos que isso prossiga por um tempo, mas nós partilhamos dum espírito idêntico e com carinho e harmonia desejamos passar a gozar da companhia da sua essência nesta aprendizagem e partilha. (pausa) Podemos terminar, se o desejardes, ou interromper por um instante. Isso fica ao vosso critério.

VICKI: Vamos fazer um intervalo.

BILL: Sim, vamos fazer um intervalo.

CHRIS: Um intervalo breve! (riso e acordo generalizado)

ELIAS: aceitável.

INTERVALO

ELIAS: Vamos continuar. Desejais tratar dum outro tema.

BILL: Com certeza!

ELIAS: Vou-te permitir que o refiras, apesar de já ter conhecimento daquilo em que te focas. (pausa)

VICKI: Eu desejava voltar ao elemento político.

ELIAS: Isso é adequado, dar continuidade ao enfoque que iniciamos nesta sessão. Em relação à ligação que as essências apresentam, e também aos estados de sonho, isso acha-se interrelacionado. O elemento político da vossa essência constitui a parte da vossa essência que se foca não só convosco mas na interacção e na ligação com outras essências. Essa ligação, como em tudo o mais associado à vossa essência, não se foca unicamente nesta dimensão. Ao referirmos o elemento político da vossa essência estamos a referir-nos a todo o género de interacção existente entre todas as essências, em todas as dimensões e em todas as épocas, segundo a concepção que tendes.


Tudo aquilo a que a vossa essência se liga, para além de vós, é abrangido pelo vosso elemento político. Como é um elemento básico da vossa essência, devia tornar-se óbvio para todos que possuís um senso básico para não permanecerdes separados, por ser contrário à vossa essência. Esforçais-vos arduamente para vos isolardes e vos separardes. Até ,mesmo quando pensais estar a tentar contactar outras essências, a focalização física procura ainda desligar-se. Vós pensais que isso seja uma expressão da vossa individualidade, mas isso não é verdade. Acreditareis que a vossa individualidade possa ser envolvidos se estiverdes ligados a outra essência? Não é. A essência sois vós. Vós interagis com outras essências continuamente a partir duma necessidade básica.

Este assunto também vai precisar de muita atenção por se estender muito para além daquilo que vos é dado conhecer. Vós, enquanto essências individuais, mas também enquanto ligados a todas as essências – repito as essências todas – não só do vosso mundo, mas todas as essências. Vós afectais as essências todas com cada pensamento e impulso que emitis. Vós não acreditais nisso unicamente por não o verdes. Não obstante, é uma realidade. Vós não compreendeis a grandeza da vossa essência e o modo como ela afecta em relação a todos os eventos, seja a vossa vida individual ou no âmbito do vosso mundo inteiro.. A vossa energia afecta a totalidade da energia. Vós não estais separados. Só não compreendeis.

Pensais que as guerras têm todas início de uma só vez? Na verdade é uma essência que dá início à sua eclosão, ao que outros passam a juntar-se, situações como essa sofrem rapidamente uma escalada, mas têm início na essência do que designais como uma pessoa. Na vossa guerra mundial… A segunda guerra mundial… Todo o vosso mundo foi afectado por esse conflito espantoso. Acreditais que esse conflito tenha começado por envolver todas essas essências a um só tempo? Mas é claro que não começou. Teve início através de pequenos incrementos. E essa parte vós não vêdes. Apesar de terem havido acordos estabelecidos para tal fim e para a prarticipação numa dada situação, deviam tomar nota e ter consciência do poder de afectação de cada essência em todo o vosso planeta.

Tivestes, ao longo da história, exemplos repetidos da eficácia das essências individuais e do modo poderoso como afectam a consciência do planeta inteiro. Se uma essência individual é capaz de afectar um planeta inteiro, também afectará o universo inteiro, segundo a concepção que dele fazeis. Isso não se acha limitado a certas essências. Também não se acha limitado ao que percebeis com eventos mundiais. Não se trata unicamente dum conceito pensar na afectação que a energia positiva exerça numa situação meio mundo afastado no vosso planeta.

Toda a energia que emitis, mesmo quando não acreditais que esteja a ser enviada, está toda a ser recebida e a ser reenviada de novo. Está tudo agregado. Em escalas mais pequenas, podeis pensar para vós próprios nos termos da causa e efeito, e deparar-vos logicamente com pequenos exemplos dessa mesma cadeia de energia. Haveis de chamar a isso coincidência. Mas não é. Também não se trata de causa e efeito.

Vós estais todos aqui presentes, não em resultado da coincidência mas devido à interligação das essências. Do mesmo modo, essências que acreditais nem sequer conhecerdes são continuamente afectadas por todas as coisas que fazeis. Vós não estais separados em unidades singulares. Vós sois indivíduos, mas ao mesmo tempo estais todos interligados. Acreditais que conseguis manter segredos uns dos outros apenas deixando de verbalizar o seu conteúdo. Tal coisa não existe. Todas as coisas são do conhecimento de todas as essências. Trata-se meramente duma cortesia não o reconhecer ou não vos focardes em determinados aspectos, mas não vos enganeis a vós próprios pensando ser tão privados. Podeis não voltar a repetir uma palavra para o resto das vossas vidas, que todos os demais vos hão-de conhecer do mesmo modo.

Isso não é uma coisa negativa; é a realidade somente. Não existe nada em vós que necessite de ser escondido. Nada existe em vós que não seja admissível. Até mesmo as essências que escolhem manifestar-se num foco físico no vosso planeta – no foco de alguém que encareis como sendo mau ou maléfico, tal como o foco físico chamado Hitler – não é diferente da vossa própria essência. Apenas o enfoque e a experiência divergem.

Vós tendes enraizados na consciência do vosso enfoque físico termos e conceitos e crenças no bem e no mal; no certo e no errado. Mas esses termos ou conceitos são incorrectos e não correspondem a uma existência real, apesar de algumas essências numa manifestação física, tal como declarei anteriormente, poderem evitar alguma acção violenta ou negativa apenas por intermédio da comunhão com a sua própria essência e não danao azo a um acumular de impulsos (não respeitados). Até mesmo os impulsos enquadrados neste foco físico se podem tornar no que designais como algo negativo se forem repetidamente bloqueados e não permitirdes a sua expressão. Esse é um enfoque psicológico bastante complicado. Esta noite não vamos tratar do vosso aspecto psicológico, apenas porque isso há-de ser abordado quando debater mos o vosso elemento religioso. No vosso elemento político tratamos unicamente a interacção e a importância das ligações que vos caracterizam.

Nets audiência, estais a satisfazer o elemento político da vossa essência por intermédio da participação com outras essências e da associação com elas. Também estais a receber a oportunidade de ver o efeito e a interligação que tendes com as outras esssências. Isso pode manifestar-se num nível tão simples quanto as coincidências físicas inconsequentes.

Tu, Oliver, podes amanhã contemplar um postal. Ao faze-lo, algum outro indivíduo noutra parte pode ser afectado pelo que vires no postal. Digamos que ves a imagem duma flôr.. Algué, distante de ti ao mesmo tempo pode entrar numa loja em busca duma prenda para comprar. Esse indivíduo há-de captar a ideia duma flor, e por seu turno há-de comprar uma flôr. Em seguida escolha e cor. Alguém noutra parte pode estar a pintar e aquela cor da flôr há-de sobrepor-se na sua mente. Ela não terá qualquer conhecimento do teu postal nem da flôr do outro indivíduo. Apenas colherá a impressão duma determinada cor, mas tudo se acha em comunicação.

Vós acreditais que o único modo pelo qual podereis afectar outra essência individual seja no caso de estardes directamente envolvidos com ele. Mas isso não é exacto. Vós afectais outras essências continuamente e nem sequer tendes conhecimento disso. A Elizabeth pode ir para a escola. Pode pôr-se a apreciar a cor duma secretária durante um instante. Outra pessoa noutra parte do vosso mundo pode sofrer o impacto desse pensamento do mesmo tipo de madeira para a construção da secretária. Vós não pensais que estas coisas tenham alguma ligação mútua. Mas não tendes razão nenhuma. Podeis escolher não participar na companhia de mais ninguém durante o dia mas apesar disso estareis a afectar unicamente com a vossa existência e pensamento, todas as demais essências existentes. É por isso que se torna importante que compreendais não existirdes em separado nem estardes desligados. Também é por essa razão que escolho dirigir-me a vós em grupo. Haveis de vir a experimentar mais comunhão continuamente Haveis de vir a obter conhecimento duma ligação mais vasta com outras essências, mas precisais começar por aqui. (A esta altura tomo conhecimento de que o gravador de video parou e mudo a fita sem saber se teremos ou não perdido alguma informação)

CHRIS: Então...

ELIAS: Primeiro vamos aplaudir ao Lawrence! (riso generalizado em reconhecimento do facto de ter sido a primeira vez que terei operado a cãmara de vídeo sozinha, e bastante nervosa, devo acrescentar!)

VICKI: Obrigado!

CHRIS: Então… Estás a dizer que as nossas acções e pensamentos afectam o planeta?

ELIAS: Exacto.

CHRIS: E que quando decidimos manifestar-nos nesta vida física, talvez o nosso objectivo tenha sido o de esperarmos contemplar a beleza em todas as coisas, obter harmonia e amor… Apesar de sabermos que na manifestação física vamos ser atingidos por coisas que não permitirão que isso suceda, altura em que entra a experiência. Não será exacto? Desse modo experimentamos falta de harmonia e de carinho por uma questão de o vivenciarmos, quando o objectivo da nossa presença aqui seja o de experimentarmos isso e ainda assim obtermos harmonia e amor, e de estarmos ligados a toda a gente.

ELIAS: Isso está muito acertado. Vós ainda não vos encontrais numa focalização de contacto que vos possibilite isso, mas essa é a mudança rumo à qual vos deslocais. Até agora tendes-vos separado e focado unicamente na experiência. Actualmente estais a completar o círculo, e já vos achais preparados para incorporar a vivência disso ao mesmo tempo que tendes consciência da vossa essência e da sua plenitude.

Isso pode ser comparado à experiência de vos tornardes conscientes dum sonho. Quando realizardes essa pequena experiência no vosso enfoque haveis de beneficiar duma maior compreensão do que vos estou a explicar. Quando fordes capazes de recordar um sonho e de ter consciência de que também podeis fazer parte do vosso sonho, ainda que permaneçais separados, por o estardes a ver a decorrer, ainda estais em contacto com ele, e tudo ainda assim fará parte da experiência do sonho. Mas vós estais a experimentar dois ou mais focos diferentes em simultâneo. Se validardes esse tipo de consciência, isso permitir-vos-á obter uma percepção mais fácil da realidade daquilo que vos estou a explicar.

CHRIS: Então… Quando referes estarmos no estado de sono e acordados ao mesmo tempo, estou confiante de que isso possa ter algo que ver com a meditação, por menos que seja.

ELIAS: Vós podeis experimentar isso igualmente na meditação. A única razão porque não me foco mais em todos vós no estado meditativo prende-se com a vossa cultura, por não se tratar dum enfoque que tenhais iincorporado nem praticado desde pequenos. Vós praticais os sonhos e eles tornam-se-vos por demais naturais. No enquadramento da vossa cultura, a meditação nem sempre se torna numa focalização natural; por isso vós nem sempre alcançais os mesmos resultados. Isso não quer dizer que não seja possível, mas tão só que não vos achais familiarizados com esse processo. Os sonhos são-vos mais naturais e achais-vos mais familiarizados com o seu processo. Por isso eles tornam-se num método mais fácil, para vós. Até mesmo na meditação, se a praticásseis haveríeis de descobrir tornar-se mais difícil estabelecerdes contacto. As imagens dos vossos sonhos fluem com facilidade. Além disso podereis sugerir a vós próprios diferentes focos para os vossos sonhos. Podeis falar para vós próprios e responder. Sentir-vos-eis compelidos a isso, nos sonhos.

ELIZ: O Michael… (pausa, enquanto ingere uma bebeida) O Michael disse que quando eu era bebé, neste foco actual, que eu tinha muitos pesadelos, até mesmo quando eu tinha dois meses. E nós interrogámo-nos sobre a razão que poderá ter assistido a isso.

ELIAS: A essência da Elizabeth não é nova, mas é muito criativa e já passou por muitas experiências. Esta essência, num enfoque anterior, escolheu pôr término ao foco quando era nova, experiência essa que não foi agradável mas uma extrema, que envolveu muito trauuma. Nesse foco extraiste a tua essência demasiado rápido da experiência física. Num estado parcial de confusão também te projectaste de volta com bastante rapidez. Com isso, a recordação do foco físico prévio ainda estava muito fresca. Em criança não permitiste que a tua essência esperasse e se ajustasse aos processos da novidade inerente ao foco. Isso tornou-se em causa de conflito em ti, ainda bebé e criança. Os teus sonhos não diziam respeito à experiência do nascimento mas reportavam-se, como lembranças, a um foco de desenvolvimento anterior. O que experimentaste neste enfoque emocional deste foco actual foi causado pela mesma razão, um desconforto em criança sentido num foco anterior, a criar o desejo de não repetir essa condição de ser pequena neste foco de novo. A esta altura, se existisse algo como (walk ins) entidades que assumam o corpo de outra em fase ulterior, tu terias escolhido saltar a infância e recomeçar numa idade mais avançada. Mas não existem entidades dessas pelo que terás começado a acriar este foco de desenvolvimento pelo começo, como toda a gente. Entendes?

ELIZ: Creio que sim. Vou deixar que isso seja asssimilado.

ELIAS: Creio que todos estão a deixar que isso “seja assimilado”! (riso, seguido duma pausa alongada) Não temos mais perguntas? (pausa) Nesse caso vamos deixar que todos assimilem, até ao nosso próximo encontro em conjunto!

CHRIS: Elias, eu não vou poder comparecer ao próximo encontro e vou sentir saudades disso, mas só te quero pedir desculpa por não comparecer, por ter um assunto de família a tratar. Mas com a informação que obtive esta noite, penso que venha a ser uma coisa maravilhosa para mim. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Nós também vamos sentir a falta da tua presença, mas desejamos que colhas bastante prazer e contacto com as essências da tua família e dos seus fragmentos.

CHRIS: Obrigado.

ELIAS: Nós iremos encontrar-nos de novo. Boa noite.


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ELIAS: Passamos algum tempo divertido em conjunto e agora vamos centrar-nos num assunto mais sério. Já falamos de elementos da Essência e nesta discussão vamos prosseguir. Admitirei perguntas sobre assuntos relacionados com esta questão dos elementos da Essência. Prosseguirei com o nosso debate sobre o elemento final da vossa essência, o qual é o vosso elemento religioso. Estou ciente de vos ter feito esperar antecipadamente com relação a este assunto. Trata-se dum aspecto pertencente à vossa Essência que é bastante difícil de explicar devido a que o vosso entendimento neste foco seja tão limitado. (Para a Vicki) Tu chamar-me-ás à atenção quando estiver a falar demasiado depressa. Este assunto é importante para o vosso entendimento, todavia não vamos cobri-lo na sua inteireza nesta sessão de hoje pois contém demasiadas facetas para um único pronunciamento.

Esta questão do vosso elemento religioso envolve todas as coisas que pessoalmente vos abrange enquanto indivíduos. Trata-se duma faceta elementar bastante diversa do vosso elemento político, o qual assenta no relacionamento com outras essências. Esta envolve o vosso relacionamento convosco, com a natureza, e com o Todo Universal Criador. Isto não passa duma simplificação tremenda. Quando vos falo da vossa Essência individual, isso envolve algo monumentalmente mais vasto do que compreendeis. Vós achais-vos a focar-vos nesta dimensão física mas simultaneamente vós achais-vos focados em incontáveis outros focos. Na vossa condição de Essência, vós envolveis-vos em mais probabilidades e dimensões do que podereis possivelmente alguma vez compreender nesta existência física, neste planeta singular. Na verdade vós simultaneamente envolveis-vos com probabilidades neste mesmo planeta através de muitas outras formas e focos. Essas são também outras partes da vossa Essência. Constituem uma parte bastante pequena, falando em termos relativos. Vós envolveis também a vossa Essência em outros focos que nada têm que ver com esta expressão física, ou corpo, ou dimensão.

O vosso elemento religioso abrange igualmente a vossa criatividade pertinente à vossa expressão de toda a manifestação. Existe uma expressão deste elemento que se envolve com a criação do vosso sistema de crenças. Isso não se limita à definição que empregais para o termo religião. Tal como referi anteriormente, a definição que empregamos para a expressão religiosa difere bastante da que empregais actualmente.

Este elemento irá igualmente envolver a questão da fragmentação da vossa Essência. Envolve igualmente a vossa natureza verdadeira enquanto Essências de energia que se expressam através da forma física, porém, não verdadeiramente separadas da natureza nem do universo. Farei uma breve pausa momentânea no que toca a este aspecto para vos apresentar um pequeno exemplo. Vós pensais na vossa Essência como constituindo uma “Coisa”, uma “Entidade”. Como já tive ocasião de referir eu não sou nenhuma “Entidade”; tampouco o sois vós. Uma “Entidade” denuncia uma coisa separada e vós não sois uma coisa. Michael estava parcialmente correcto ao apoiar-se na minha definição ou explicação que lhe dei do copo e do oceano, mas achava-se parcialmente errado também.

O oceano que podereis conceber é igualmente, na vossa abordagem, uma coisa que podeis sustentar. Explicar-me-ei, ao invés, por meio da comparação de que a vossa Essência não constitui uma coisa do mesmo modo que a ideia que fazem do ar. Não conseguis deter o vosso ar; nem sequer podeis vê-lo. Podeis engarrafá-lo e arrolhá-lo, aprisionando-o desse modo e o ar no interior da garrafa apenas se achará rodeado, e não será distinto do ar no exterior. Se a desarrolhardes, esse ar será indistinguível daquele que rodeia a garrafa. Não podeis nem aprisionar as mesmas exactas moléculas que tínheis aprisionado originalmente pois não sereis nem mesmo capazes de identificar uma única molécula que possuíeis inicialmente pois ele terá saído e misturado com as demais moléculas gasosas.

Da mesma forma também a vossa Essência não se acha desligada do Todo. Ao mesmo tempo, a vossa Essência é bastante individualizada. Entendo que estes conceitos podem ser bastante difíceis para vós, por parecerem tão contraditórios e irracionais. Todavia, essa é a natureza da vossa Essência. Recomendo-vos exercícios a fim de ilustrar aspectos dos vossos diferentes focos, porém, eles também vos servem de ilustração do foco contínuo, mesmo através de sonhos simbólicos, os quais não são facilmente interpretáveis. Todavia existem imagens.

A tudo aquilo que sonhais emprestais uma interpretação de algum género, relacionada com o foco físico. Pode não ser sempre este foco em particular mas o vosso cérebro interpretá-lo-á em termos físicos. Isso não é propriamente “mau”. Nesta parte da vossa Essência encontrais-vos focados no aspecto material. Tínheis que interpretar as coisas desta parte da vossa Essência em termos físicos pois confundir-vos-íeis tremendamente se falásseis para vós próprios nos vossos sonhos por meio doutra linguagem. Se o fizésseis noutra linguagem dimensional, deveríeis definitivamente confundir-vos, e deixaríeis de prestar atenção, pois deixaria de fazer sentido para vós. Esses são sonhos que se procura interpretar por meio desta dimensão material que podem não ser oriundos dela. Trata-se unicamente de experiências de outras partes da vossa Essência.

No vosso elemento religioso, vós também adoptais a vossa identificação relativa às vossas origens tanto neste foco como em qualquer outro que possua origens. Isso não quer dizer que tenhais tido uma origem. Presta-se unicamente ao esclarecimento de que sois originários de alguma manifestação física, em termos que vos sejam familiares. Falámos anteriormente, ainda que brevemente, da vossa origem física e da manifestação deste planeta. Antes dessa expressão criativa, vós achaste-vos envolvidos nas expressões criativas de outros mundos. È aqui que vos deparareis com alguma confusão, devido a que vos percebais como uma “Entidade”. Vós podeis constituir fragmentos de outras essências porém, possuís todas as qualidades e experiência. Não quer isso dizer que originalmente não vos achásseis lá, para o referir nos vossos termos, na criação deste planeta ou de outros antes dele devido a que vos tenhais fragmentado. Vós acháveis-vos lá em experiência. Fostes igualmente criados recentemente. Vós criastes muitos universos, do jeito que os percebeis, e desde então fostes criados como que pela primeira vez. (pausa) Já vos achais suficientemente confusos? (Riso geral)



Existe uma simultaneidade no que toca à vossa Essência. Se não pensardes em termos de coisas e desconhecerdes o tempo, nesse caso podereis entender de que modo será possível ser uma Essência criativa e uma Essência fragmentada ao mesmo tempo, porquanto possuís todas as coisas e sois todas as coisas, sempre. O ar que vos rodeia não experimenta qualquer tempo nem tampouco ocupa espaço. Tampouco vós, a menos que o escolheis fazer, em determinados focos. Já fostes muitas coisas. Encontrais-vos em simultâneo no vosso futuro presentemente. A vossa Essência é imensamente criativa. Constitui a expressão mais maravilhosa, criativa e bela possível do Todo Criativo Universal, o qual não é, igualmente, coisa nenhuma. Não é “Entidade” nenhuma e nem é distinto de vós. Sois vós, e vós sois Ela, e para além dela! (Pausa) Somos capazes de sentir a imensa confusão da parte da Lawrence! (Riso) estou a achar isto bastante divertido! (pausa)

Este assunto deverá tomar-nos muito tempo, conforme já expliquei. Vamos segmentá-lo ao dirigir-nos a partes específicas em separado. Existem partes que se prendem com a vossa criatividade na criação de mundos. Há partes que se prendem com a vossa criatividade na criação de civilizações. Existem expressões bastante criativas, concebidas de forma bastante artística no vosso foco, relacionadas com a religião, formas de governo e expressões individuais. Vós sois extremamente criativos e possuís a habilidade de criar tudo o que sois capazes de pensar. Não tendes noção do tremendo poder e maravilha que possuís. É-vos difícil identificar-vos com alguns desses elementos desta questão devido a que vos acheis tão focados no tempo e no espaço. Tal como já referi, é por tal razão que vos sugiro tais exercícios. Isso ajuda-vos a desligar-vos de tal constrangimento relativo a este foco como sendo o único.

Alguns de vós escolheram “missões” para o vosso foco físico. Sentis ter que satisfazer determinada coisa de forma intencional, para além de experimentardes unicamente. Não é necessário, mas a vossa Essência... desculpem-me... (aqui a fita termina e é trocada) Não é necessário... será que estou a ficar como um gravador que se repete todo o tempo? (Riso) porém podeis escolher, ao nível da vossa Essência, experimentar o vosso foco físico e conferir-lhe uma expressão de constituir “uma missão”. Isso pode ser no que toca a salvar o vosso mundo ou salvar outras essências em apuros. (Riso) Percebeis isso como actos nobres. Mas, como já disse, não é necessário. Não existe qualquer outra essência viva que necessite do vosso socorro e não tenha escolhido o seu percurso, a sua experiência. Ela salvar-se-á, se necessário for. Contudo, todas as essências condescendem com as outras e permitem tal expressão inerente a esse jogo. È pela experiência, mas como já referi, se possuirdes a noção de estardes somente a representar não podereis colher uma verdadeira experiência. Desse modo o vosso foco físico desliga-se da vossa Essência a fim de poder experimentar, em toda a sua extensão, qualquer jogo que eleja representar, em qualquer tempo que seja.

É também por isso, tal como já referi antes, que não existe bom nem mau mas apenas o que escolheis experimentar. Nesse experimentar, haveis de vos aliar, de tempos a tempos, com indivíduos de espírito idêntico, coisa que fazeis a fim de vos reforçardes. Outras vezes, nos vossos termos, envolver-vos-eis com essências focadas bastante pelo contrário do que sois. Isso confere-vos uma experiência de conflito mas, de modo contrário ao que acreditais, há alturas em que desejais experimentar conflito e o elegeis, apesar de nesta altura deste vosso foco de desenvolvimento seja importante compreenderdes a forma de vos voltardes a ligar à vossa Essência deixar a separação por não mais ser necessário. Estais a mover-vos rumo a uma nova era, tal como já expliquei.

Se escolherdes não mudar ides experimentar muita dificuldade. A minha assistência a fim de não experimentardes tal dificuldade. Esta era já tinha sido acordada, e já se encontra presentemente a ser implementada, nos vossos termos. Até mesmo neste momento estais presentemente a criar, em conjunto com o planeta inteiro, uma mudança na abordagem. Portanto ela vai realizar-se e o processo não se reverterá. Nesta mudança ainda vos vereis capazes de experimentar conforme o fazeis agora, porém incorporareis muitos outros aspectos dimensionais da vossa Essência. Havereis de experimentar, não somente de forma mais plena e mais rica como também tereis a capacidade para muito mais... diversão, neste foco! O presente foco é... demasiado sério! (Dito de forma bastante dramática e humorada, a que se seguiu muito riso) Não é necessário. (Pausa)



Deverá ser muito mais rica (experiência) do que presentemente experimentais. Se permitem que vos estenda um exemplo bastante simples e limitado, será como um “sonho acordado”.



Uma vez ocorra essa mudança, e ela seja experimentada de forma global pela vossa espécie a violência não mais será necessária. Na medida em que cada um de vós comportar um reconhecimento da própria Essência, se vos focardes nela e não em separado, obtereis o conhecimento de que a vossa Essência não possui nada de danoso nem de negativo. Isso não passa dum enfoque puramente material. Portanto, ao adoptardes a vossa Essência e o seu enfoque renovado no plano material deixará de se fazer necessária qualquer expressão negativa. Isso deverá levar bastante tempo a realizar-se no vosso planeta, nos vossos termos. Mas virá a realizar-se.

Havereis de observar, mesmo actualmente no vosso planeta, que do mesmo modo que sois capazes de focar que vos parecem bastante negativas, também sois capazes de reconhecer muitos movimentos positivos. Enquanto espécie, encontrais-vos presentemente mais conscientes do que alguma vez fostes ao longo da vossa história, da vossa relação com a natureza e com o universo, assim como com cada um. Mesmo no terreno político estais a tornar-vos conscientes dos aspectos desnecessários do conflito, da violência e das guerras. Elas ainda existem, porém, encontrais-vos muito mais conscientes duma coexistência pacífica do que alguma outra vez na vossa história. Tudo isso faz parte desta mudança com que já concordastes, e a qual começastes a implementar.

A criação da mudança da consciência religiosa do enfoque das vossas crenças Cristãs, não foi concretizada num dia mas ainda assim foi realizada de forma extremamente imaginativa e artística e durou uma era. Nem esse enfoque nem essa era servem mais a vossa imaginação pelo que elegestes avançar além dela e vos considerardes a vós próprios, em vez de unicamente às vossas ideias.



Havereis a assistir a partes (da referida mudança de consciência, durante o vosso tempo de vida) Esta é uma mudança que está a ser implementada de forma muito rápida, para o referir nos vossos termos, e este novo século de que vos aproximais será duma tremenda criatividade nessa mudança. O seu começo deverá ser bastante dramático. Dependendo do quanto desejeis continuar, em anos humanos, neste enfoque de desenvolvimento, podeis assistir a tremendas mudanças. Mas deverá realizar-se muito mais neste próximo século, o qual tereis, pelo menos, metade para experimentar! (A sorrir após o que sussurra algo indicando Vicki) Ele não entende! (Abana a cabeça a que se segue muito riso da parte do grupo)



Aquilo que estou a tentar explicar, nos vossos termos bastante limitados, é uma incorporação da Essência no enfoque material. È muito difícil de vos explicar. Continuareis a experimentar a passagem de momentos sucessivos no vosso enfoque material, contudo havereis de vos ligar, num estado muito mais consciente, à vossa Essência. Nesse sentido a vossa consciência sofrerá uma mudança e ao fazê-lo deixará de existir o “subconsciente” ou qualquer outra forma de consciência e tudo passará a ser consciente; tudo permanecerá num estado de consciência e essa consciência deverá ser de tal modo abrangente que se torna sobremodo difícil de comparar com as vossas actuais experiências.

Presentemente tendes consciência de indivíduos que designais como “psíquicos”. Esses indivíduos já efectuaram uma mudança parcial e podem já experimentar um outro enfoque tanto na consciência como na realidade, contudo com uma percepção bastante limitada. Pois será de longe para lá dessa percepção. Deverá tratar-se dum CONHECIMENTO de vós próprios bem como de todos ao vosso redor e sem ser ao vosso redor, todas as demais essências que habitam o vosso planeta. Não estareis num enfoque como eu me encontro por que ainda estareis fisicamente focados. Existe uma diferença todavia tereis um entendimento muito maior e uma maior consciência e tereis muito mais capacidade de realizar e de criar.

Vós também havereis de poder contactar muito mais às vossas essências recentemente “falecidas”. Tereis a capacidade e o contacto para poder falar com eles, do mesmo modo que conversais entre vós. A linha divisória dimensional será muito fina, contrariamente ao “muro de pedra” actual. Vós não entendeis que actualmente possuís a capacidade de penetrar outras dimensões mas nesta nova mudança de consciência deixareis de encontrar problemas ao atravessar outros focos dimensionais. Deixará de ser ocorrência acidental conforme actualmente pois desenvolvereis a capacidade para o fazer de forma intencional, à vontade.

PERGUNTA: Eu tenho que te perguntar uma coisa. Peço desculpa se ela me envolve pessoalmente mas é que eu queria…

ELIAS: Não tens que te desculpar por isso!

PERGUNTA: É estranho como, esta noite descreves coisas que eu pretendia perguntar. Eu experimento determinadas coisas e penso que gostaria que validasses se estou no caminho certo. Está a tornar-se natural mas eu quero ser capaz de o conseguir de forma intencional. Por vezes ouço um ruído em surdina. Será isso um nível vibracional diferente que eu escuto?

ELIAS: Exacto. Trata-se duma experiência que já explicamos a breves traços de que os vossos animais estão conscientes. Acreditais que eles possuem um sentido de audição mais apurado do que vós próprios mas isso é inexacto. Eles não possuem uma audição mais apurada mas apenas não possuem racionalização com relação ao que ouvem. Ao vos estabelecerdes na vossa mudança de consciência, podereis experimentar ouvir e mesmo ver outras essências. Vós todos ficaríeis bastante surpreendidos se soubessem que o espaço que ocupais neste momento também é ocupado por um tremendo número de outras essências! Isso constitui exactamente uma expressão de mudança que deveríeis reconhecer e praticar. Não invalideis essas experiências pois elas são uma realidade. (Pausa)



Vamos continuar… De inicio vamos abordar os mal-entendidos de que pareceis estar cheios! (Elias ri para dentro) Eu tinha noção de que não entenderíeis a informação referente a este assunto, com excepção da compreensão parcial da Catherine. (Pausa) Parcial!

...

Em primeiro lugar, vou explicar. Esta mudança que se aproxima abrangerá a totalidade das essências manifestas no nível material. Já o referi anteriormente. Mas é óbvio que isso não foi entendido. Todas as essências que se acham em enfoques religiosos ou hábitos em todas as culturas desta dimensão e neste enfoque material experimentarão essa mudança. Deverá ser o que designareis como uma ocorrência à escala global. A interacção que estais a ter comigo destina-se a minimizar mal-entendidos e traumas envolvidas que essa mudança envolve. Tal como o referi, a razão porque os de vós presentes experimentais menor trauma nesta mudança de consciência deve-se a que inquirais. Eu apenas escolhi responder.

Há alguns dos presentes que já elegeram este seu foco de desenvolvimento a sua manifestação final. Há outros que escolheram continuar neste foco de manifestação. Trata-se duma escolha individual. Cada um de vós, na vossa própria Essência e na vossa própria expressão mental vireis a conhecer ou então já conhece que escolha será a vossa. Muitos de vós presentes nesta audiência já escolheram não voltar a manifestar-se nesta expressão material. Desse modo experimentareis o início dessa mudança global da consciência nesta manifestação final. Outros escolheram continuar neste enfoque material, se bem que não por necessidade; apenas por terem escolhido continuar a experimentar em termos materiais. Vós escolheis igualmente experimentar a combinação de experiência material com o conhecimento da Essência.


Há alguns que não estão certos. Tomaram a decisão de não voltarem a se manifestar nesse foco material mas actualmente estão a reconsiderar a escolha de voltarem a manifestar-se uma vez mais, simplesmente devido a esta experiência da nova consciência física. Qualquer que seja o foco para que vos voltareis, nos termos do vosso futuro, será escolha vossa.


Existem alguns enfoques experimentais, não físicos, que poderão não ser alcançados imediatamente após voltar a focar de outro modo, assim como eu não estava capaz, nos vossos termos, de alcançar instantaneamente os grandes mestres conforme os designo, porém, nos vossos termos, eu serei considerado um grande mestre. Existem outros focos que designaremos, de modo a que entendam, como situando-se “para além” do meu. Esta é uma explicação bastante estreita devido a que, essencialmente não exista qualquer “além”. Mas do mesmo modo que vós, no vosso enfoque físico possuís uma compreensão limitada de outros enfoques, o meu entendimento dos enfoques mais abrangentes que se situam para além do meu também é limitado. Do mesmo modo, aqueles sobre quem poderia referir como grande mestres, para mim possuem mestres “para além” deles. E isso prossegue sem fim.

Isso não se trata realmente da existência de níveis de desenvolvimento. Na verdade trata-se somente duma consciência acrescida da nossa própria Essência. Não é que alcanceis um plano e em seguida vos direccioneis para outro. Não “ides” a lado nenhum! Já sois! Não atingis a perfeição porquanto já a atingistes. Já a atingistes. È apenas uma questão de vos tornardes... sublinhem duas vezes!... mais conscientes do que já sois. Nesse sentido, tal como já referi, não existem níveis. A realidade não possui estados. Existem apenas diferentes enfoques e consciência, e no vosso tornar-vos, o qual é eterno, vós expandis-vos e passais a adoptar mais da vossa Essência. Isso representará aquilo que pensais ser planos ou níveis, devido a que penseis em termos de coisas. Mas vós não subis degraus nenhuns a fim de “chegar ao topo”! Estais unicamente a expandir a vossa consciência com relação ao que já sois. Isto, eu entendo, soa-vos difícil de entender, mas vós... “chegais lá!” (Aqui Elias mostra-se visivelmente divertido, sorri e ri para dentro)

Com respeito às culturas ou expressões negativas neste foco físico, tal como referi nesta sessão, quando esta mudança do planeta estiver cumprida, essas expressões serão eliminadas, por não mais serem necessárias. Elas não passam de expressões de experiências oriundas de mal-entendidos. Uma vez que possais compreender e vos vejais unidos à vossa Essência, deixará de ser necessário criar conflito em vós próprios ou com outras essências.

...

Desse mesmo modo, com a eclosão desta mudança global... ocupar-vos-eis com coisas muito mais significativas do que com querelas ou com a ocupação do vosso tempo com superstições. Não será necessário. Contudo ainda tendes bastante que experimentar neste foco, de forma bastante sublime. As vossas expressões imaginativas expressas nos filmes de fantasia e de ficção científica são mais reais do que podeis acreditar. A tal respeito vós tendes muito mais a experimentar neste foco físico. As experiências que vireis a encontrar no vosso futuro, nos vossos termos, não têm paralelo com a vossa presente pequenez e expressão de negatividade.

Contudo também me referirei a uma questão de essências individuais possuidoras do sentimento de se encontrarem aqui com um objectivo, termo este que tem outro significado que aquele que já expressamos, da experiência, o qual na realidade consiste no vosso propósito. Não obstante alguma essências acreditarem possuir um objectivo a experimentar, enquanto se acham aqui isso é aceitável mas desnecessário. Por vezes auxilia outras essências na sua experiência, o que nos vossos termos, constitui uma coisa positiva. Faremos breve menção ao exemplo de algumas essências que acreditam terem-se manifestado aqui de socorrer essências recém-falecidas. Elas acreditam, e por vezes correctamente, que essas essências que transpuseram o limiar da morte se acham “presas”. Por vezes essas essências que passaram o limiar da morte acham-se “presas” de forma bastante temporária nas suas crenças. Isso não significa que elas eventualmente, nos vossos termos, não voltem a focar-se e não prossigam, porque o farão. Todavia, poderia considerar-se que o auxílio a essas essências “presas”, nesse vosso foco físico, constitui um esforço nobre e auxiliá-las-á a retomar um enfoque mais depressa. Portanto, não se trata de desperdício de nenhum de energia.

Aquilo que precisam entender é que não estão aqui numa “missão”. Estais aqui unicamente a fim de experimentarem, a fim de enriquecerem a vossa essência e alargar o seu enfoque. A vossa essência experimenta uma miríade de focos dimensionais em simultâneo, devido a que o deseje, e não alberga qualquer “missão”. Apenas deseja experimentar. Contudo constitui verdadeiro auxílio que algumas essências assistam a outras, do mesmo modo como eu vos assisto, pela razão de eu o querer e vós pedistes. Portanto, com respeito a isso, alguns de vós podem escolher assistir a algumas outras essências e, para o enquadrar correctamente nesta mudança global, devido a que tenhais querido faze-lo. Nenhuma energia estendida num acto de assistência será recusada. No vosso estado de essência, em oposição ao vosso estado material, vós sois muito mais receptivos e delicados – nos vossos termos – do que o sois nesta condição. Todas as expressões de energia são reconhecidas e nenhuma deixa de ser validada. Todas são reconhecidas e aceites. Vós avançastes tremendamente em frente na vossa mudança por meio da aceitação da minha assistência num enfoque físico.


Não posso referir-vos devidamente o quanto sois maravilhosas criaturas divinas nem dar-vos conta da vossa expressão tremendamente criativa e da vossa capacidade de criar tal beleza. Faríeis bem se vos centrásseis mais nesta área porque possuís uma tremenda capacidade de expressão. Já vos referi o conceito de constituirdes energia e também referi que a energia não pode ser separada. Do mesmo modo que não podeis fender o vosso ar também não podeis separar a energia. Por isso vós estais interligados. No estado de essência, como o designaríeis, vós tendes suficiente consciência disso. È devido a isso que deixe de ser necessária qualquer expressão negativa uma vez o vosso círculo é completo. E esta mudança de consciência consiste na conclusão do vosso círculo. Esse círculo teve início a partir duma expressão criativa de experiência no foco material. Vós criastes este mundo, este planeta, este sistema solar, este universo. E ao faze-lo originalmente neste foco, vós encontráveis-vos neste estado, do qual estais a aproximar-vos de novo, mas que presentemente também já experimentais.



Sugiro que se divirtam. A vossa essência não é assim tão séria! Na verdade é bastante divertida! A sua natureza é criativa, expressiva. Nesse sentido vós experimentais muita alegria a divertimento!



PERGUNTA: Poderias, por favor, explicar de novo a diferença entre o nosso ciclo e o nosso círculo?

ELIAS: O vosso círculo é aquilo que estamos a falar nesta sessão. Consiste no retorno ao enfoque material com a adopção uma nova consciência. Isso não se limita a vós aqui presentes nesta audiência. A vossa espécie toda neste planeta haverá de experimentar este círculo. A única diferença consiste em que eu me encontro aqui convosco para auxiliar neste ajustamento. Existem outros neste foco de ensinamento que escolheram auxiliar junto de outras essências que o solicitaram, noutras áreas do vosso planeta. Vós não sois os únicos, porém, constituís uns poucos que foram seleccionados.

O vosso ciclo, a que nos referimos previamente, consiste nesse todo abrangente composto por focos de desenvolvimento existentes nesta dimensão, todas as vossas expressões de manifestação física. É com respeito a isso que anteriormente referi, em termos familiares para vós, que podeis manifestar-vos tão poucas vezes como três ou tantas como centenas. Isso procede da vossa escolha. Quando escolheis manifestar-vos fisicamente nesta dimensão, concordais em manifestar-vos materialmente e experimentar pelo menos três focos de desenvolvimento. Isso dar-vos-á a oportunidade de experimentardes sexualmente em diferentes expressões. Haveis de, se escolherdes três manifestações apenas, experimentar uma como macho, outra fêmea e (sussurrado) uma outra. (Riso)



Podeis também escolher múltiplos focos de desenvolvimento. Podeis gostar duma multiplicidade de experiências nesses focos de desenvolvimento e escolher repeti-las. Podeis escolher repetir focos possuidores duma certa orientação sexual. Podeis eleger uma orientação como predominante, assim como podeis não o fazer. Mas contrariamente à vossa questão da suicídio, numa sessão anterior, isso não constitui uma necessidade antes de escolherdes não voltar a vos manifestardes. Podeis não experimentar esse suicídio. Quando elegeis esta opção de vos manifestardes fisicamente nesta dimensão vós seguis algumas regras, nos vossos termos, e uma delas consiste em experimentardes pelo menos três formas de orientação sexual de manifestação da experiência. Isso consiste numa escolha que todas as essências estabeleceram.

Como tal poderia ser considerado como uma regra, não obstante poderdes escolher terminar qualquer uma dessas manifestações em tenra idade, nos vossos termos. Podeis não desejar experimentar muitos anos nesse foco. Isso também deverá proceder da vossa escolha. Muitas essências escolhem experimentar o foco físico mais do que três vezes. Geralmente é quando chegais ao término do vosso ciclo que vos tornais descontentes com a experiência. Na verdade, do mesmo modo que uma criança se aborrece com o jogo, depois de um certo tempo, vós na vossa essência manifesta neste foco físico aborreceis-vos com este jogo, e elegeis jogar outro...



PERGUNTA: Tenho uma pergunta com respeito ao número de manifestações físicas. Como é que isso se enquadra com outras origens planetárias?

ELIAS: Isso não tem nada que ver com este foco de manifestação física. Isso só se processa em relação a este foco físico planetário, o qual constitui um enfoque individual para si mesmo. A vossa experiência com outros enfoques planetários ocorrem noutros enfoques dimensionais que não terão ligação nenhuma com este enfoque dimensional. Eles também ocorrem em simultâneo com este actual.

PERGUNTA: Penso não gostar lá muito deste.

ELIAS: Isso deve-se a que te encontres à beira da conclusão do teu ciclo...

PERGUNTA: (Interrompendo) Com isso estou em acordo!

ELIAS: …e te encontres aborrecida com este foco. Partilhas essa experiência de sentimento junto com muitos outros nesta companhia.

...

PERGUNTA: Será esta mudança de consciência que experimentamos actualmente similar à mudança que terá ocorrido no tempo da Atlântida e da Lemúria?

ELIAS: Não. Esta mudança nunca foi realmente experimentada neste vosso planeta. Esta será a primeira vez... perdoem-me... para além da vossa criação inicial deste foco, mas daí para cá, a vossa espécie presente nesta dimensão não experimentou tal tipo de mudança. Tem vindo a preparar-se para esta mudança de consciência. Todos vós tendes vindo a praticar a vossa criatividade imaginativa há milhares de anos e criastes tremendos sistemas de crenças a fim de experimentardes a vossa capacidade criativa. Agora escolhestes expandir a vossa concentração. Experimentastes tudo o que era possível a esse foco físico no vosso presente estado e não é mais necessário repetirem. Por isso escolhem um novo tipo de experiência, que consiste em incluírem a vossa Essência e a vossa consciência junto com o vosso foco físico. Até mesmo uma criança se aborrece por jogar o mesmo jogo demasiadas vezes. Vós tendes vindo a jogar este jogo há milhares e milhares de anos na vossa forma de medir o tempo. Presentemente achais-vos aborrecidos, na globalidade e é tempo de vos expressardes dum modo renovado. Só sabeis experimentar as mesmas coisas um sem número de vezes! Mas já não é preciso.

...

PERGUNTA: Então quer dizer que esta mudança global que se encontra em curso, é a isto que as pessoas se referem em termos de Armagedão, o fim do mundo, a segunda vinda de Cristo, etc., etc.? (Riso geral)

ELIAS: Alguns et ceteras! (A sorrir) Não a classificaria como o Armagedão, não obstante os vossos Cristãos acreditarem ser o caso. Na realidade não existe nenhum Armagedão. O que existe… é difícil de explicar. Na expressão que dais à vossa religiosidade, através da imaginação e das histórias, as vossas crenças Cristãs referem um porvir em que as almas, por assim dizer, se reuniriam na forma física. A história prossegue referindo que sereis elevados ao céu nessa forma física. O conceito não passa dum rude esboço preliminar conducente à expressão do quadro final. O conceito de irem para o céu está incorrecto, porém, a expressão de incluírem a forma física, bem como a Essência ou alma, está mais próximo da verdade. A esse respeito eles estão quase correctos na interpretação que fazem. Tal como referi, o esboço inicial dum quadro pode sofrer muitas alterações antes do produto final desse quadro completo se achar completado. Com isto quero dizer que o vosso “quadro” se acha nos estágios finais e não se parece nada com o esboço original.

Esta mudança foi antecipada pelas vossas Essências desde o que designais como o início deste foco físico e fazia parte do plano. As religiões orientais também estão parcialmente correctas na expressão que adoptam de se tornarem uma coisa só, universal. Aquilo em que se desviam é deixarem de incorporar a individualidade em simultâneo.

...

PERGUNTA: Queres dizer que devido a que a nossa Essência e nós nos encontremos aborrecidos, estamos como que a destruir este mundo a fim de começarmos de novo, e retomarmos as nossas energias para prosseguirmos para o universo, por assim dizer?

ELIAS: Não. Isso é uma interpretação incorrecta. Não estais a destruir nada mas apenas a incluir mais; estais a expandir-vos na vossa experiência e a criar mais.

PERGUNTA: Corrigiste-me, obrigado. Era isso que eu queria dizer.

ELIAS: Não há qualquer destruição envolvida mas apenas uma maior expressão de criatividade.

PERGUNTA: Elias, dizes-me algo que possa... ou algum concelho que eu seja capaz de transmitir a alguém que me é bastante chegado e que é um Cristão renascido e possui um temor profundo com relação ao que se está a passar além de ter a certeza de que lá pelo ano dois mil não existirá nada nem ninguém?

ELIAS: Não nos interpreteis erradamente. Não estamos a julgar nenhuma crença ou abordagem. Todas se prestam a um propósito individual. Cada Essência se associa a alguma crença neste foco físico e se apoia a essa crença com estreiteza. Tal como referi, algumas são apenas mais óbvias do que outras, no sentido de serem mais evidentes aos olhos dos demais. Isso não as torna incorrectas ou erradas porque toda a crença comporta uma realidade. Isto não é conceito, isto é uma verdade, e invalidar tais sistemas de crença é incorrecto.

Estes indivíduos que acreditam no Armagedão e no arrebatamento final deverão ficar surpreendidos quando tal não acontecer – e não acontecerá mesmo! Também são capazes de experimentar algum alívio! (Riso) Eles deviam centrar a sua atenção muito mais no seu poder criativo e na sua capacidade criativa para manipular as condições vigentes no vosso planeta, do que nos chamados eventos celestes que não se materializarão, porque essas são condições presentes nos seus focos físicos que eles ajudam a criar e a manifestar por meio da sua própria energia. Aconcelhá-los-ía mais a não darem lugar a terramotos do que a aguardarem pelo arrebatamento! ( Faz um pausa, a sorrir)

Compreendo a vossa preocupação com aqueles que se concentram em crenças religiosas. Isso assemelha-se, se comparardes, àquele que se encontra na facha etária dos cinquenta mas permanece na idade mental de cinco anos. Isso causa-vos conflito e preocupação, aos que prosseguem com o seu desenvolvimento sucessivo normal, todavia, deveis compreender tratar-se duma escolha eleita por eles. Eles escolheram experimentar isso. Vós também já escolhestes essa experiência anteriormente, e elegestes prosseguir. Também eles alcançarão um certo nível de compreensão e escolherão prosseguir. Só ainda não se acham nesse estado. Na associação que estabelecerdes com a vossa própria Essência passareis a aceitar e a experimentar uma tremenda tolerância para com o nível de desenvolvimento e da experiência de cada essência, com o conhecimento de que eles hão-de experimentar o vosso desenvolvimento no devido tempo.

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ELIAS: Bom… dia! (Olha em torno e ri para si mesmo, ao dar-se conta de se tratar da primeira sessão a decorrer durante a manhã) Hoje de manhã estamos todos a ser bastante tolos! (Riso) Neste encontro tenho muita coisa a considerar e estou ciente de terem muitas perguntas. Ontem à noite procurei, mas sem sucesso, falar ao Michael. Ele é muito teimoso... Assemelha-se muito a uma criancinha na sua teimosia! No entanto essa constitui uma boa expressão da individualidade. Na sessão desta manhã vamos regressar temporariamente à nossa abordagem prévia do vosso elemento político. Mais tarde continuaremos com o tema do vosso elemento religioso mas antes, desejo incluir alguma informação numa continuidade deste tema do elemento político da vossa Essência.

Esse tema contém muitos aspectos a que não dedicamos muito tempo nem devoção. Parte deles tem que ver com a presente situação da vossa condição planetária e do tempo. Vocês ficam chocados com a invulgaridade dos vossos padrões meteorológicos. Ao mesmo tempo o vosso planeta tem experimentado - tanto presentemente como no vosso passado recente - bastantes condições de erupção vulcânica e terramotos. Essas condições, vou-vos dizer, são criação vossa. Estivemos a falar sobre o vosso círculo estar a completar-se. E isso faz parte desse círculo. Eu expliquei a coisa em termos dum acontecimento global. Tudo o que diz respeito ao vosso planeta é afectado pelos vossos pensamentos e impulsos e pela focalização emocional. Sempre que se dá um emergir dum estado para outro a energia também sofre uma ruptura. E isso é o que estais a experimentar de momento.

Não se iludam com a crença de que vós próprios, colectivamente, não criais essas perturbações porque o fazeis efectivamente. Vós falais do vosso planeta como a “Mãe Natureza” mas isso não passa dum termo inventado que atribuístes à vossa Terra. A “Mãe Natureza” sois vós, e tudo aquilo que ela realiza, vós estais a realizar. Não existe nenhuma entidade separada chamada natureza; vós sois a força motriz e o elemento criador por detrás de todos os processos naturais. Foi por isso que me enderecei a vós - durante a última sessão – dizendo em termos cómicos, que os vossos cristãos deviam preocupar-se mais por não criar tantos terramotos do que com o arrebatamento. Se desejarem escapar, tudo bem, mas o mais provável será que venham a criar perturbações na energia dos elementos físicos na vossa condição física, antes de o conseguirem.

E vocês fazem-no continuamente, colectivamente. Quando, em massa, experimentais um excesso de emoções destituídas de qualquer interpretação, ou um excesso de bloqueio dos impulsos, isso afecta o vosso ambiente. Podeis assistir ao efeito disso nos vossos oceanos e no vosso tempo e no que designais como desastres naturais. Todavia, tenham em atenção que estamos a falar duma mudança global na consciência. Não fará pois sentido, para vós, que o vosso planeta experimente uma mudança idêntica? Vocês deixam-se surpreender pela existência de tantos terramotos espalhados pelo mundo actualmente. Isso não vos devia surpreender, porque vós estais a mudar e a vossa Terra acha-se também a responder a essa mudança, do modo idêntico. Para aqueles de entre vós que temem essas ocorrências, seria aconselhável que examinassem os próprios temores e pensamentos porque esses pensamentos e essas emoções bloqueadas estão a propiciar a própria coisa que é temida!

O vosso elemento de enquadramento político tem muitos aspectos que ainda nem sequer começamos a explorar. Tal como expliquei esse elemento envolve todas as coisas e essências que vós considerais exteriores à vossa própria essência, mas que no entanto não são. Todavia, conforme explicamos, vós continuais a encarar a vossa Essência como uma laranja formada por gomos, em oposição à imagem do ar indivisível. Este tema inclui também, junto com a percepção que têm da natureza, a vossa ligação às vossas criaturas. Tal como referi, no princípio vós, na qualidade de criadores todo-poderosos, também criastes as vossas criaturas, porém, isso em termos inteligíveis, sucedeu num tempo muitíssimo remoto. Subsequentemente eles desenvolveram a sua própria consciência e ajustamento. Mas são capazes de vos instruir bastante.

Nesta discussão sobre as vossas criaturas (animais) dirigir-me-ei, por breves instantes, à comunicação com outros enfoques dimensionais da atenção, para que não os entendais, em parte, como outros “seres”, como lhes chamais. Algumas Essências presentes nesse enfoque físico interpretam os “encontros” que têm com esses outros “seres” como experiências negativas. Antes de mais, permitam que dirijamos a vossa atenção para o facto... não me agrada o termo “facto”... Mas de momento terá que servir pois de momento estou a sentir alguma dificuldade no acesso a um termo melhor. Permitam que lhes direccione a atenção para o facto de que esses “seres” não são “seres” nenhuns. Alguns são apenas outros enquadramentos da vossa própria essência a interagir com a vossa expressão fisicamente focada. (Aqui Elias Ri para dentro) O Lawrence vai bater com a cabeça nesta mesa! (Riso) Alguma interacção processa-se com outras Essências, não diferentes da vossa própria. A única diferença reside no foco da atenção que empreendem.

Já falamos sobre o tema do vosso ciclo… Perdão… Círculo, que estais presentemente a “cruzar”. (Demonstra cruzando os dedos) Vós só ainda não o fazeis de forma intencional. Quando cruzardes o vosso círculo fá-lo-eis de modo propositado, e obtereis uma compreensão e uma consciência mais claras daquilo que estiverdes a realizar. Nesse encontro desagradável ou negativo com aquilo que essas Essências experimentam, fariam bem em incluí-los na sua experiência física e lembrarem-se dessa mesma situação no tratamento que dispensam aos seus animais, quando lhes violam a consciência. Vós, na consciência da vossa experiência física, não gostais de ser violados. As vossas criaturas, na sua consciência fisicamente focada, também não apreciam isso! Pensais estar a fazer-lhes a melhor coisa, ao pensardes que sois mais inteligentes e sabeis mais, além de serdes mais responsáveis. Eu aconselhá-los-ia a “pensar na questão”. Toda a energia possui consciência, até mesmo uma pedra. Ela apenas possui uma vibração mais lenta. Mas isso não quer dizer que não possua uma consciência. Quanto mais não será, neste caso, a consciência duma mente que vibra de forma mais elevada?

Em alguns dos encontros tidos entre outros enfoques dimensionais e os vossos enfoques físicos, eles procuraram expressar-vos alguns destes princípios. Eu vou explicar-vos que, na maioria dos casos, essas experiências brotam da vossa própria essência, que comunica convosco a partir doutro enquadramento ou dimensão. Ela procede desse modo devido a que vós penseis em vós próprios como uma laranja com gomos. Vós não dais atenção aos vossos impulsos, ou àquilo que percebeis como sendo os vossos pensamentos, sensações e impulsos. Por isso, a vossa Essência fala-vos por termos que possais escutar.

Nós incluímos isto no elemento político devido a que, por vezes, não se trate da vossa própria essência a falar-vos. Por vezes, pode tratar-se doutra essência, do mesmo modo que a minha essência comunica com a vossa. Outra essência pode escolher manifestar-se de um modo que vos “capte a atenção”, e certamente consegue-o! Acredito tratar-se dum meio bastante inventivo e duma expressão muito imaginativa para atrair a atenção. Em qualquer altura sou capaz de considerar uma dessas manifestações! (Com muito humor) O Michael não se surpreenderia se lhe aparecesse como um desses seres pequenos e de forma difusa? (Muito riso, já que esse é um termo que a Mary utiliza para descrever um extraterrestre) Por vezes ele é bastante tolo!

Vós associais a esses outros enfoques dimensionais características com que podeis identificar-vos. Trata-se duma cooperação entre a vossa essência e uma outra, ou a vossa Essência a cooperar consigo própria através de diferentes dimensões de modos que sejais capazes de interpretar. Algumas essências estão actualmente a expressar-se no foco físico de um modo idêntico ao que utilizo para me dirigir a vós, porém, elas escolhem identificar-se como essências “extraterrestres”. Trata-se duma outra tentativa de “atrair a vossa atenção”. As Essências têm vindo a falar convosco durante séculos, no modo a partir do qual actualmente vos falo. Existem muitos que não me prestarão atenção mas, se eu aparecer a alguém numa visão de olhos esbugalhados e com uma característica corporal estranha, e roupa esquisita, eu diria que obterei a sua atenção! E haverão de escutar-me! (Dito de modo bastante deliberado e com humor, seguido de riso) Do mesmo modo que algumas essências se prestam a desempenhos teatrais para vosso benefício e a fim de vos captar a atenção, admitamos que eu também possa representar, só que no meu caso eu já consegui atrair a vossa atenção! (A sorrir) Da próxima vez que sentirem ou pensarem serem responsáveis pelas vossas criaturas, eu sugiro que... Lhes peçam a opinião!

Também vos falarei sobre o vosso enfoque emocional, a fim de que possa ser reconhecido e expressado na direcção que preferir fluir. Instruirei as nossas essências focadas no elemento emocional aqui presentes a fim de ajudarem as que se acham focadas sobre o pensamento e se sentem frustradas por bloquearem impulsos e expressões emocionais. Essas essências do enquadramento no pensamento são bastante mais poderosas do que conseguem antecipar, em contraste com as expressões emocionais. Da mesma forma que as essências emocionais, as essências do elemento do pensamento bloqueiam esses impulsos da emoção e dão lugar à criação dum efeito do tipo geyser. É desse modo que chegais a experimentar padrões de tempo invulgares, ou correntes de ar pouco usuais ou mesmo marés extraordinárias. Vós contribuís para as vossas expressões de cheias e tornados e furacões ou de terramotos, mas mesmo simples variações do clima representam em grande medida um bloqueio de impulsos. Essa energia que não é expressada tem que ir para algum lado! Acreditareis de verdade que a energia simplesmente desaparece por não ser expressada? Incorrecto. A energia jamais desaparece. Energia é energia. Ela apenas assume uma direcção diferente e volta a manifestar-se a si própria numa outra direcção.

Vamos pedir-vos que falem com o Michael sobre isto, dado que ele não poderá falar comigo. Ele é muito cabeça dura! (Riso) Se ele aprender a admitir a expressão emocional e a atender aos impulsos e às experiências, digam-lhe que ele criará um melhor clima no aniversário dele, e em conjunto com essências colectivas de mentalidade idêntica, podem mesmo chegar a não ter chuva. Podeis também expressar-lhe, em meu lugar, que ele escutar-me-á mesmo quando não o pretender, pois eu consigo ser tão persistente quanto ele! Nós formamos um par e tanto! (Dito a rir)

Vamos dirigir-nos igualmente à questão da outra Essência proveniente do nosso enquadramento. A partir daqui eu falar-vos-ei nos vossos termos. Estou confiante de que entendeis os meus termos e sois capazes de interpretar de acordo com eles. Desse modo torna-se desnecessário que eu continue com este ridículo de “meus termos” e “vossos termos”. Vós sois todos essências inteligentes e capazes de interpretar por vós próprios sem necessitarem dum auxílio extremo da minha parte. Essa essência é uma a que chamais “Seth”. Esse não é o seu nome mas um nome que escolheu a fim de se identificar junto de vós. Tal como já referi, os nomes não são importantes. Essa Essência do Seth, com quem interagi, instruiu-me bastante. Essa Essência já não se acha incorporada no meu presente enquadramento mas expandiu a sua consciência ou enfoque para o plano que o Michael visitou e já não deverá mais falar convosco neste enfoque físico. Ele tinha uma mensagem espantosa a transmitir-vos e fê-lo. E eu, num acto de admiração e respeito, dou continuidade a essa mensagem.

No que respeita a essa mensagem, também me endereçaria ao Lawrence na sua atitude de Tomás descrente! Existem verdades absolutas. A minha realidade não consiste em crença nenhuma. Vós no vosso enquadramento não vos resumis a uma crença. Apenas incorporais crenças com o propósito da interpretação, quer se trate duma interpretação física ou filosófica ou religiosa ou política, ou artística ou emocional, ou mesmo pelo pensamento. As crenças são interpretações da manifestação e não constituem necessariamente verdades. Na vossa dimensão ou noutras dimensões os factos consistem em interpretações. Eles não são verdades. Existem verdades universais que se aplicam a todos os enquadramentos em todas as dimensões e em todos os universos, por todo o lado. Não vos falo de crenças novas ou diferentes mas ofereço-vos expressões da realidade. E isso não consta de nenhum sistema de crenças. Com respeito a isto, também outras essência vos estendem esta mesma informação, quer se trate de expressões de extraterrestres ou expressões de essências como a de Seth. Esta informação, tal como referi, trata da realidade, assim como constitui uma oportunidade que vos é oferecida de expandirdes o vosso enquadramento de forma a incorporardes a totalidade da vossa essência e incluirdes o Todo.

Compreendam que mesmo completando o vosso círculo neste enquadramento físico, vós não incorporais o Todo. A vossa essência, tal como já expliquei, acha-se muito para lá da vossa compreensão e não é possível incorporar a sua totalidade nesta expressão física. No meu enquadramento também não é possível incorporar a sua totalidade, não obstante a assimilação que consigo da minha própria essência se achar bastante distanciada da vossa expressão, consciência ou compreensão. Mas, do mesmo modo que sois essências que se acham num processo de “tornar-se”, também eu sou uma essência que está a “tornar-se”, do mesmo modo que está o Uno criador Universal e o Todo a “tornar-se” (Pausa) Vamos dar lugar às vossas perguntas. (A esta altura Elias toma um trago, e por que se trata da primeira sessão a decorrer na manhã, esta é a primeira vez que a Mary estava a beber café. Ele faz uma careta de desaprovação e diz) O Michael tem gostos esquisitos!

PERGUNTA: Queres antes um pouco de água?

ELIAS: Não é preciso, obrigado.

PERGUNTA: Eu tenho uma pergunta a fazer com relação aos animais. Eu estive outro dia a ler um livro sobre material canalizado e aquela essência ou personalidade declarou que por vezes escolhemos manifestar-nos como um animal, a fim de colhermos uma perspectiva diferente. Será isso verdade?

ELIAS: Em parte. Explicar-vos-ei que não reincarnais como um animal. Vós não escolheis voltar na qualidade dum cão. Não escolheis enquadrar-vos no foco físico evolutivo como um animal. No entanto, por uma questão de perspectiva e da experiência de colher compreensão, podeis optar por enviar aquilo que designaríeis como um pedaço da vossa consciência para habitar uma forma animal. Tereis toda a consciência de não se tratar do vós próprios. Compara-se a colocar um pedaço do vosso corpo, tal como um dedo, num copo. (Aqui Elias coloca o dedo na caneca do café da Mary e diz, a sorrir: “muito frio”) Experimentais a sensação mas o dedo não sois vós. É apenas uma expressão física que vós admitis e experimentais. Não encarais o vosso dedo e dizeis: “Isto sou eu”! (Riso) Não projectais um pedaço da vossa consciência num animal e a identificais como sendo vós. Existe toda a diferença.

Mas eu vou explorar esse assunto do animal. Por vezes, associais demasiada consciência a esses animais e outras vezes associais muito pouca. Eles podem não constituir uma Essência tal qual vós contudo possuem consciência e podem voltar a manifestar-se. Podem não conseguir manifestar-se como humanos mas podem voltar a manifestar-se como outro animal por uma questão de perspectiva e de colher experiência. Um leão pode encarnar na sua função de leão e depois, como dizeis, morrer. Posteriormente pode voltar a manifestar-se como um antílope a fim de experimentar o outro lado da sua existência, adoptando desse modo uma completa harmonia, comunicação e compreensão da natureza. A este título, podeis escolher projectar um pedaço da vossa consciência até mesmo numa planta, a fim de lhe experimentar a perspectiva que tem da natureza. Isto bastará?

...

PERGUNTA: Será errado comermos carne? Estamos a comer outros animais, coisas vivas e eu sinto um entrave ao comer carne.

ELIAS: Isso consiste numa crença. Na realidade não faz a menor diferença. Se desejardes adoptar uma crença que não incorpore carne ou qualquer outra forma de alimentação carnívora, tudo bem. Isso não vos causará pesar. Trata-se apenas da assimilação duma energia diferente. Se, ao invés, desejardes identificar-vos com a energia das plantas, criareis uma crença que contemple tal situação. Durante os vossos estágios iniciais de desenvolvimento do enquadramento físico, vós escolhestes comungar por meio duma condição muito mais natural. Desse modo, tal como alguns animais - como o exemplo do vosso leão - consumia outros animais, também os humanos passaram a consumir. E vós destes continuidade a essa prática durante o resto da vossa existência. Também vos direi, no entanto que, lá por escolherdes consumir plantas, elas também possuem consciência.

Todas as coisas se consomem umas às outras no enquadramento físico porque isso insere-se no design que vós estabelecestes. Não existe uma via que seja mais aceitável do que outra. Toda a energia possui consciência. Até mesmo aquilo que julgais estar morto, como esta mesa, possui uma consciência colectiva de átomos. Se não consumirdes coisa nenhuma que contenha consciência, o vosso foco de consciência não poderá permanecer aí! (Riso) Trata-se unicamente duma escolha vossa.

PERGUNTA: Certos animais parecem possuir capacidades incríveis... Por exemplo, vi um gorila expressar-se através da linguagem gestual, ou podemos assistir a uma ave a cantar ou a falar como as pessoas. Como o explicarias? (Elias ri para dentro)

ELIAS: É espantoso que quando nos achamos fisicamente encarnados sintamos ser o centro do universo e nos achemos numa tal consumição com a nossa consciência que ela acaba por se tornar tão superior! Os vossos animais possuem uma enorme destreza em termos de consciência. Apenas não vos dais conta disso. Muitos deles possuem a sua própria língua que utilizam entre si. Diria que todas as criaturas possuem uma linguagem individual própria. Aquilo que anteriormente referi foi que alguns animais possuem aquilo que julgais ser uma inteligência elevada que incorpora linguagem. Isso não é necessariamente preciso mas os humanos são tão inteligentes e sentem-se de tal modo superiores a todas as outras pequenas criaturas que elas não podiam ter todos esses atributos! (Dito com bastante humor e seguido de muito riso) mas não é verdade. Toda a energia consiste em consciência. E toda a consciência possui inteligência, até mesmo uma simples célula.



Quando nos referíamos às essências perigosas estávamos parcialmente a considerar a diferença em relação ao Lawrence, e ao facto da essência dele não constituir um perigo para ele. Por falarmos em essências perigosas não é minha intenção sugerir esse perigo como um mal. Claro que uma essência pode, em qualquer altura, escolher – tal qual vós podeis escolher em qualquer altura – mudar o seu ponto de vista. Com respeito a isso, ela pode decidir tornar-se perigosa, para o referir nos vossos termos, naquilo que previamente pode não ter escolhido. Contudo quando isso envolve outra essência sempre satisfaz um acordo. Enquanto Essências, vós podeis tornar-vos perigosos para vós próprios. Isso não envolverá qualquer acordo com nenhuma outra essência mas deverá tratar-se unicamente da vossa própria experiência, ou duma expressão de temor decorrente do enquadramento físico. Quando outra essência escolhe experimentar aquilo que compreendeis como negativo, ou o que designareis como mal, incluirá outras essências que se acham em acordo com isso. Na nossa próxima sessão explicaremos essa questão do bem e do mal, quando explorarmos o vosso elemento religioso, sobre o seu significado bem como a sua expressão e realidade. Estamos cientes de que se tratará de informação muito bem vinda para o Peter, ainda que ele não concorde comigo! (A Julie ri)

PERGUNTA: Muito interessante, obrigado. Tenho outra coisa a perguntar. Na última sessão disseste que uma essência não precisa auxiliar nenhuma outra essência. Esse auxílio deverá ser solicitado de alguma outra forma?

ELIAS: Frequentemente. Todos vós presentes nesta sociedade solicitastes esse auxílio. Tal como referi, vós pedistes por auxílio, e eu estou a responder. Se o pedirdes, esse mesmo pedido deverá suscitar uma resposta. Nenhuma expressão de energia alguma vez se desperdiçará nem passará despercebida, nem tampouco qualquer expressão será alguma vez invalidada por qualquer outra essência. Mas isso não contempla a vossa expressão fisicamente enquadrada. No presente enquadramento vós frequentemente invalidais-vos. Contudo, no estado da vossa essência nenhuma essência o fará. Isso não faz parte de nenhum aspecto essencial vosso.

PERGUNTA: Portanto, será possível estabelecer algum acordo no estado anterior ao presente enquadramento, com vista a um auxílio mútuo no enfoque subsequente?

ELIAS: Absolutamente. Vós estabeleceis imensos acordos, e fazem-no fora deste enquadramento físico. Também procedeis a acordos com vista ao futuro e ao passado, já que, de qualquer forma, todos eles se situam no presente. Vós procedeis a acordos continuamente. Podeis decidir tornar-vos uma essência assistente. Pelo que disse na nossa última sessão, não era intenção minha dar-vos a impressão de que o auxílio sofresse qualquer depreciação. Apenas desejei expressar-vos que tal não consiste no vosso propósito mas sim numa escolha vossa. Algumas essências que se acham no enquadramento físico confundem estes dois conceitos e acreditam estar imbuídos dum propósito de que não se devem desviar, além de que outras essências se acham desesperadamente necessitadas do seu auxílio! (Riso) Isso não é correcto. Trata-se unicamente de acordos.

Essencialmente a vossa essência não necessita do que quer que seja que não possua já. Isso não quer dizer que não possa tornar-se receptiva à assistência quando se acha “bloqueada”. Outras, pretendendo dar apoio oferecerão auxílio. E vós aceitais. Isso constitui acordos. Apenas desejamos expressar-vos que não percais de vista o poder da vossa essência individual. Se outorgardes o vosso poder todo a outra essência nesse caso confundireis a vossa própria essência. E ela sabe aquilo de que sois capazes. Mas quando insistis na negação da vossa capacidade dais lugar à criação de conflito e de confusão. Mas, do mesmo modo que vós, no enquadramento físico vos voltais para os outros no mesmo enquadramento, em busca de auxílio para problemas físicos e emocionais ou problemas relacionados com o pensamento, vós aceitais o auxílio oferecido com um reconhecimento de não possuirdes sempre uma compreensão física das soluções. Noutros enquadramentos também aceitais auxílio com vista a ajudar-vos a ajustar-vos de forma mais fácil e mais rápida.

PERGUNTA: Alguma vez surgirá um desacordo entre essências, quando não se acham simplesmente em acordo?

ELIAS: Somente em certos enquadramentos. Não se trata do caso no que refere ao estado da vossa essência, porém, em enfoques diferentes, parte das essências estão sempre em desacordo! (Elias sorri e nós rimos)

PERGUNTA: Isto não vem a propósito mas sinto curiosidade. Quando era mais nova passei pela experiência de ir a uma sessão e vi certos objectos da dependência em que nos encontrávamos a deslocar-se sozinhos e a levitar no ar, etc. Tratar-se-ia dum efeito resultante da combinação das nossas energias? Será que nós fizemos aquelas coisas deslocar-se? Serás capaz de explicar?

ELIAS: Por certo. Mas antes, vou pedir-vos… (A rir para dentro, em resposta à Julie) Ele vai ficar outra vez zangado comigo! Vou pedir-vos que permitam que o Michael regresse por breves instantes, se não se importarem. (O grupo concorda)

INTERVALO

ELIAS: Vamos prosseguir. Estávamos a falar do assunto que o Peter colocou acerca da sessão e dos objectos que se moveram, e da dúvida que sente quanto à participação da vossa energia no fenómeno. Mas digo-vos que, tal como previamente referi, se alterardes a vossa percepção sereis mesmo capazes de nos ver. Do mesmo modo, isso depende. Frequentemente a energia colectiva envolvida nessa sessão, atrairá, por solicitação, outra essência que pode não se achar encarnada. Neste fórum, por vezes, a essência solicitada tornará a sua presença notada por uma questão de pura diversão. Dir-vos-ei que quando vedes objectos no vosso enquadramento a mover-se, usualmente isso não se deve à vossa energia colectiva. E a razão disso prende-se com o facto de, no enquadramento físico vós, tanto individual quanto colectivamente não acreditardes ser capazes de o fazer. Isso não é correcto porém, assume importância ao deixardes de acreditar na vossa própria capacidade. Desse modo, mesmo colectivamente não deslocareis a vossa mesa nem as vossas cadeiras nem fareis tremeluzir as vossas luzes. Isso deverá ser accionado pela energia de outra essência. Por vezes poderá compelir-vos a uma manifestação de movimento físico. Outras vezes pode manifestar a sua energia de um modo que sereis capazes de a perceber como proveniente dessa fonte. (essa essência) Eu próprio já o fiz convosco, previamente, neste nosso fórum. Nem todos vós percebeis a minha essência mas isso deve-se unicamente a que não estejais a olhar.

PERGUNTA: Eu quero tanto mas não entendo porque eu percebo que consigo.

RESPOSTA: Tu duvidas.

PERGUNTA: Não sei como.

ELIAS: Isso está correcto. Quando dizes que “pensas” conseguir mas referes não saber, automaticamente invalidas a tua percepção.

PERGUNTA: Bom, porque desejo de tal modo e tu disseste que não obstante o desejarmos, subconscientemente podemos não o conseguir.

ELIAS: Em determinados casos isso está certo mas quanto à invalidação da vossa percepção e da vossa capacidade, vós racionalizais aquilo que percebeis.

PERGUNTA: Isso deixa-me tão zangada, devido a que o deseje tanto!

ELIAS: Da próxima vez que “pensares” ver-me não racionalizes essa percepção, poorque sem dúvida que verás a minha essência. Tenho sido percebido, em meio a este colectivo de essências assistentes presentes nas nossas sessões, de variadas formas, por muitos indivíduos. Nem todos visualizam a minha energia mas alguns como tu e a Elizabeth, (Filha da Mary) que não se acha presentemente aqui, “pressentem” a minha energia e a minha presença e obtêm a percepção da minha essência noutro enquadramento, porém, de forma tão realística quanto outros me percebem visualmente.

PERGUNTA: Portanto, quando eu… Não, definitivamente não obtive qualquer percepção, mas a impressão que tenho, conforme referi ao Lawrence anteriormente, é a de ti como um homem simpático e velho. Será isso a impressão que colho da tua essência?

ELIAS: Pode ser.

PERGUNTA: Eu tenho uma percepção de ti como um homem velho e meigo, ou assim.

ELIAS: É muito interessante, só que isso deve corresponder a um enquadramento ou enfoque evolutivo (encarnação) por que eu sinto carinho, em cujo enquadramento me identifiquei com tal imagem, durante esse tal enfoque evolutivo. Contudo, no geral eu identifico-me mais aproximadamente com o enquadramento do Elias (Encarnação passada sob o mesmo pseudónimo) por uma questão da percepção que podeis ter de mim. Falando em termos físicos, eu repeti muitas vezes esse enfoque ou encarnação, dando lugar à manifestação do aspecto fisionómico de tal forma similar que quase parecia exactamente o mesmo. Eu sou muito bom na criação disso. Mas essa percepção física não deverá corresponder necessariamente à imagem do “velho simpático”, mas antes, de forma a preencher melhor as minhas intenções, eu ver-me-ia a mim próprio como um “homem forte, grande, jovem e viril!”

A Eu identifico a minha essência por intermédio duma percepção masculina, tal qual todos vós aqui presentes. Descubro uma maior afinidade com essa orientação por mais facilmente se identificar com o meu próprio sentimento. Vós possuís fotos materiais pertencentes a uma outra “encarnação” minha, evolutiva, que acabou por se tornar a minha última manifestação. Ela corresponde de muito perto a uma percepção visual daquilo com que me identifico. Podeis-me ver por meio dessa percepção porque isso corresponderá ao que vos materializarei, não obstante as percepções emocionais também serem bastante correctas. A maioria das percepções que a Elizabeth tem com relação à minha essência consistem na projecção de sensações emocionais ao contrário de percepções visuais. Mesmo nesse enquadramento desse elemento emocional podeis mesmo visualizar a minha essência. Pode não vos parecer assumir a aparência dum outro ser, em si mesmo. Podeis apenas visualizar campos de energia. Mas também isso corresponderá a uma percepção correcta da minha energia e essência a materializar-se.

PERGUNTA: Portanto, isso quererá dizer que basicamente nós vemos aquilo que queremos ver?

ELIAS: Muito acertado. Alguns não me desejam perceber visualmente. Nas crenças que sustentam, eles bloqueiam essa percepção pela simples razão do temor. Já outros, diríamos, esforçam-se demasiado por me ver. E isso bloquear-vos-á automaticamente a percepção, tal como acontece com o exemplo do que designais como a aura de outra essência. Se forçardes demasiado a percepção dela, falhá-la-eis.

PERGUNTA: Consigo compreender isso mais do que consigo sentir o receio.

RESPOSTA: Tu esforças-te demasiado e acabas bloqueando-te.

ELIAS: Naturalmente que todas as coisas resultam sem esforço para a vossa essência.

PERGUNTA: É quase como quando estou à noite na cama e: “Por favor, deixa-me ver, por favor deixa-me ver!”

RESPOSTA: O querer está presente.

PERGUNTA: “Fala comigo, deixa-me ver alguma coisa”, a olhar de esguelha com toda a atenção.

ELIAS: Isso relaciona-se igualmente com o tema do nosso círculo, subjacente à percepção que tendes no estado de sonho. Inicialmente, se vos esforçardes e tentardes demasiado não colhereis coisa alguma. Se permitirdes que a vossa atenção vagueie, tal como expressamos com os exemplos e os exercícios do estado de vigília, havereis de experimentar qualquer coisa. Inicialmente, a vossa tarefa consiste em soltar-vos e vagueardes e eventualmente podereis assumir o comando dessa situação e desse estado de sono, tal como no presente o vosso ajustamento consiste em soltar-vos, e quando o vosso círculo se completar achar-vos-eis no controle das vossas acções e da vossa penetração em outras dimensões durante o vosso estado de sonhos.

Além disso, no início não vos concentreis de modo tão intencional. Eventualmente podereis falar com o Michael sobre o controle que deveis desenvolver. À medida que fordes praticando adquirireis mais controle nesse estado de sono e tornar-vos-eis capazes de direccionar o vosso estado de sono de modo a serdes capazes de ir onde pretenderdes ir. Também vos tornareis capazes de interpretardes por vós próprios todo o vosso simbolismo presente ao sonhardes. Podeis até alcançar o ponto em que, tal como o Michael fez, podeis rejeitar uma essência como a minha, a partir desse estado. (Riso) Merece todo o meu crédito pela capacidade e aprendizagem demonstradas. Isso resulta tudo do desejo. Se o vosso desejo for grande assim será também a vossa realização.

PERGUNTA: Se eu vir o rosto do Michael ou da Mary num sonho, isso não deverá representar o Elias, deve?

ELIAS: Não. Isso significará interacção entre ti e o Michael, sob a forma de projecção. Isso traduzirá um acordo no vosso estado da essência, coisa que já ocorre com frequência. Isso já ocorreu com o Lawrence e com o Michael e acontece ao Michael e ao kasha. O Michael gosta imenso de “andar a brincar pelo Cosmo!” (Riso) Ele está a divertir-se muito com a experiência de outros enfoques dimensionais, e está a tornar-se bastante eficiente nesse sentido.

PERGUNTA: Porque eu acordo e penso ter visto o Michael, ou seja a Mary, no sonho que tive na noite anterior, mas aí não consigo recordar nada do que tenha ocorrido.

ELIAS: Correcto. Também vos dareis conta, ao falardes uns com os outros, de que recordareis um breve período do estado de sonho em que vos vistes uns aos outros. Acreditais que o estado de sonho não passa de imaginação mas já vos expliquei que isso não é correcto. Trata-se dum enquadramento ou enfoque dimensional inteiramente real. Muito mais daquilo que faz parte da vossa realidade da essência é alcançado, anunciado e percebido nesse estado de sono. É por isso que vos embrenhais nesse estado, tal como já tinha referido.

Ele não é necessário à manutenção do vosso corpo físico mas sim à manutenção do contacto com a vossa essência. Ficareis surpreendidos com o contacto com outras essências, particularmente agora, ao focar-vos no vosso estado de sonhos junto com essências participantes nas nossas sessões. Podeis mesmo planear viagens em conjunto; trata-se duma questão de prática. Também haveis de notar na vossa consciência de vigília, tal como já percebestes no vosso passado, que quando sofreis aquilo que designais como um pesadelo, no dia a seguir não vos sentis “muito bem”. Quando passais um tempo aprazível no vosso estado de sono, a explorar e a voar e vos permitis contactar com a vossa essência, aí já vos sentis em excelente forma no subsequente estado de vigília! (Pausa)

PERGUNTA: Os sonhos sempre me fascinaram e na maior parte do tempo eu costumo sonhar imenso e recordá-los sem dificuldade. Eles são tão vívidos...

ELIAS: Bom; deves estender essa percepção até ao desenvolvimento seguinte. O primeiro passo consiste em recordá-los. O passo seguinte consiste em dar atenção ao que ocorre, ou aos cenários, obter consciência do local em que vos achais bem do que estivestes a fazer. Após essa atenção, o passo seguinte consiste em implementar uma manipulação consciente. E todos vós sois capazes de o fazer. Podeis manipular o vosso ambiente do estado de sonhos mais facilmente e melhor do que o fazeis no vosso estado desperto. Após terdes alcançado a manipulação nesse estado deslocais-vos para o vosso passo seguinte da projecção consciente. Nele revelais a vós próprios a capacidade não só de manipular o ambiente como também de o alterar. Admitis em vós próprios uma abertura rumo a um estado de consciência da “grandeza” da vossa essência. Quando tiverdes conseguido projectar-vos podereis começar a incorporar mais do que um enfoque ou dimensão em simultâneo. Para além disto, sereis capazes de vos projectardes e de vos concentrardes em simultâneo noutras dimensões.

Podereis explorar qualquer parte deste universo, ou todas as partes em simultâneo, qualquer uma por que decidirdes. Descobrireis que quanto mais alcançardes e vos sentirdes confortáveis neste estado mais divertidos vos tornareis com ele e mais alegres vos sentireis no estado desperto. Obtereis a consciência de possuirdes um conhecimento no vosso íntimo, de forma consciente e desperta. Tentai a experiência de ter um sonho acordados, de forma consciente. Ficareis abismados com a realidade dele. Mudai o vosso papel no vosso estado de sono e sugeri à vossa consciência que o vosso estado desperto é o sonho, e que o sonho é o vosso verdadeiro estado desperto. (Pausa e sorri) Estás confusa! (Para a Lawrence)

PERGUNTA: Eu só não tenho sido capaz de conseguir isso! (Riso)

ELIAS: Tudo isso requer prática. O Lawrence está a conseguir bastante, através dos primeiros passos da recordação, dos estados de sonho. Tal como referi, esses são estados sucessivos, e tal como já disse em sessões anteriores, não podeis simplesmente deitar-vos e “alçar voo rumo às estrelas!”

PERGUNTA: Eu tive um sonho, há muitos, muitos anos atrás, mas não estava familiarizada com o que realmente ocorreu, mas até ao presente consigo recordar de modo vívido cada aspecto desse sonho. Era bastante nova, provavelmente adolescente, mas muito jovem. Terá isso sido uma viagem inesperada a outro enquadramento?

ELIAS: Nos sonhos muito vívidos, tal como referi, isso pode constituir a expressão duma recordação. Pode ter sido uma expressão dum enfoque evolutivo prévio. Frequentemente, a recordação de lembranças de enfoques prévios evolutivos apresenta-se de modo bastante vívido. Além disso, com frequência esse tipo de sonhos deverá ser o que se repete até que sejam reconhecidos através da recordação. Num outro sentido, sonhos bastante vívidos podem significar uma penetração noutro enquadramento dimensional em que a vossa essência se ache presentemente envolvida. Contudo, é mais comum que penetreis aquilo que designais como a identificação duma vida passada, já que esta, na realidade, está a decorrer em simultâneo. Portanto, na essência, só estais a perfurar o véu de outro enfoque dimensional da vossa essência, e a presenciar a sua ocorrência ao mesmo tempo que o vosso enquadramento.

Presentemente, a Elizabeth empreende essa actividade junto com o Mattie. O Michael também já andou por essa actividade mas já não se acha comprometido com ela. Ela pode tornar-se instrutiva para vós por uma explicação da sequência dos sonhos, com respeito às manifestações passadas evolutivas simultâneas e da actividade que decorre nelas. Por outro lado, a Elizabeth acha-se activa em manifestações dimensionais simultâneas. Isso não consiste inteiramente em manifestações evolutivas passadas mas consiste igualmente no reconhecimento duma penetração dimensional. Quer dizer, contrariamente ao elemento de sonho do Michael, nesta matéria, a Elizabeth envolve-se com esta essência nova chamada Mattie, e troca energias com ela. Por isso a coisa assumiu uma outra expressão independente duma manifestação evolutiva prévia.

Outras alturas há em que o vosso estado de sono vos indicará, de modo igualmente vívido, aquilo que designaríeis como evento futuro. E como um evento futuro não se distingue dum passado, porque ambos existem em simultâneo com o presente, não é invulgar nem difícil reconhecer eventos futuros. É por essa razão que sugerirei que mantenhais um registo dos vossos sonhos, pois surpreender-vos-eis agradavelmente ao verdes um sonho materializar-se no vosso futuro. (Pausa)

...

PERGUNTA: Existe tanto nos meus sonhos que eu quero compreender, em parte.

ELIAS: Tu chegarás a um ponto em que compreenderás enquanto te achas em meio ao estado de sono. Poderá não parecer fazer sentido no teu estado de vigília, mas tu obterás a recordação consciente nesse estado de, durante o sonhar, teres compreendido.

PERGUNTA: Eu tenho uma pergunta a fazer acerca dos quatro elementos básicos, (da essência) para variar de tema. Também teremos uma personalidade politica e religiosamente enquadradas?

ELIAS: Têm. Isso é bastante acertado. Uma essência politicamente enquadrada manifestar-se-á neste enquadramento físico da mesma forma como os vossos Madre Tereza ou Gandhi, ou aqueles pertencentes a esta nação como o Martin Luther King Júnior, (vós escolheis nomes bastante compridos neste enquadramento!) ou daquele conhecido como Jefferson, ou James Carter. Existe uma imensidão de essências politicamente enquadradas. Uma essência que se enquadre do elemento político também incluirá um enquadramento do pensamento e um outro emocional, porém, expressará o elemento de interesse político, o qual contempla as outras essências, mas manifestá-lo-á de forma predominante. Ele deverá tornar-se o elemento com mais vigor e o mais expressado, por essa essência.

Também existem manifestações no elementos religioso, mas essas não se tornarão tão universalmente conhecidas porque eles não se concentram na arena política. O interesse que manifestam inscreve-se unicamente na área da sua própria essência, bem como na sua busca por uma abertura da sua consciência com relação a si próprios e ao Uno Criador Universal e o Todo. Eles no geral isolam-se e revelam muito pouca relação com qualquer interacção com outras essências, não obstante incorporarem parcialmente os demais elementos das suas essências, tal como todos vós, até certo grau. Um exemplo do enquadramento desse elemento será o que designais como o vosso Dalai Lama. A interpretação que fazem da sua própria essência pode não se distanciar muito da que vós fazeis mas a sua busca enquadra-se numa característica singular, muito por obra da exclusão do enquadramento dos outros elementos da vossa essência, tal como tu (Indicando a Vicki) excluis o teu elemento emocional na tua manifestação.

PERGUNTA: Será uma personalidade enquadrada no elemento religioso muito rara?

ELIAS: No contexto da exclusão dos demais elementos da essência, e relativamente falando, são.

PERGUNTA: Existirá alguém no nosso grupo que assuma um enquadramento da personalidade político?

ELIAS: Ainda não. Por favor, entendam que cada enquadramento, por mais que se apresente como o elemento dominante, não é suficientemente equilibrado para o vosso todo se poder manifestar através dele. Vós não sois melhores pessoas por vos enquadrardes em termos religiosos. Também não sois pessoas mais completas se vos enquadrardes apenas no elemento político. Somente com a inclusão de todos os elementos da vossa essência, e com uma expansão da consciência, vos tornareis equilibrados.

PERGUNTA: Dirías que uma essência ou uma pessoa enquadrada no elemento político da personalidade possuirá muitos sistemas de crenças, ou mais vigorosos, ou em maior quantidade do que outra?

ELIAS: Não necessariamente. Não se limita a nenhum enquadramento de elementos da essência no que toca às crenças. Vós desenvolveis as vossas crenças de acordo com o vosso enquadramento mas isso não significa que uma manifestação possua mais nem menos que qualquer outra. Elas são distintas.

PERGUNTA: Então a finalidade residirá em incluirmos todos esses elementos na nossa personalidade, num estado de equilíbrio entre si.

ELIAS: Correcto, não obstante cada essência sempre ser dotada duma inclinação para um elemento, o qual deverá ser mais forte e mais concentrado do que os restantes. Isso não representa uma coisa negativa, mas perfaz a realidade inerente à individualidade das essências. Vocês tornar-se-iam bastante aborrecidos se não passassem de clones! (Riso)

PERGUNTA: Será que durante as nossas manifestações evolutivas temos uma tendência para carregar essa perspectiva connosco?

ELIAS: Absolutamente. Podeis escolher por vezes enquadrar-vos com outro elemento predominante. O mais provável, contudo, é que fragmenteis esse elemento para obter a experiência desse elemento como o enquadramento mais significativo. Se escolherdes experimentar completamente o elemento emocional, optareis por fragmentar a vossa essência, e ligar o elemento emocional a esse fragmento.

PERGUNTA: Será isso o que se passou entre ti e a Catherine?

ELIAS: Correcto, contudo não concentrei todo o meu foco emocional na Catherine, mas uma grande parte. (A sorrir)

PERGUNTA: Será essa a razão por que eu soube que o meu nome da essência seria Joseph, por me achar mais em contacto do que supunha ou alguma vez pensara?

ELIAS: Correcto. Tu, nesse teu enquadramento, com respeito à mesma situação que com a Elizabeth, ou com o Olivia, encontras-te realmente mais em contacto do que imaginas. Esse é o nome com que escolheste identificar-te, do mesmo modo que a Elizabeth escolheu identificar a sua essência sob esse pseudónimo. Se tu te voltares a manifestar nesta realidade física, o mais provável será tu escolheres o teu nome como Joseph, ou um derivado qualquer dele, dependendo da orientação sexual que elegeres, e dessa vez torná-lo conhecido dos teus pais, tal como a Elizabeth fez com o Michael. Isso não acontece com frequência, porém, por uma questão da própria firmeza da essência, e da sua criatividade, ela pode tornar-se capaz de expressar os seus desejos, a despeito da vontade das outras essências já fisicamente focadas. A identificação que tens com o nome Jo, ainda que o teu nome de baptismo não seja Jo, emergiu do teu desejo de te tornares conhecida pela ligação com a tua essência e desse modo seres reconhecida pelas outras essências no teu estado verdadeiro.



PERGUNTA: Terá a Jo alguma similitude… Que contactos terá a Jo com este grupo?

ELIAS: Dêem-nos um momento. (Pausa) Esta essência possui imensas ligações com relação ao Oliver, num período de tempo de areia e faraós. Existe também outra ligação ao Oliver, neste país dos Estados Unidos, em manifestações prévias da Mary. Existe uma ligação ao Kasha numa manifestação evolutiva de herança índia da América do Norte. Existe uma ligação com o Michael e a Catherine em manifestações evolutivas passadas na França. Esta não é uma alma nova; nem nenhum fragmento recente. Existem muitas manifestações evolutivas que datam muito para trás na história. Existem manifestações históricas que se situam muito para além no tempo do vosso calendário cristão. Esse deverá incluir a manifestação duma camponesa na geografia do vosso Médio Oriente. Imensas manifestações evolutivas e muitíssimas experiências. Além disso, deram-se muitas fragmentações nesta essência de modos bastante criativos e imaginativos. Muita expressão de criatividade por intermédio da admissão de fragmentações de manifestações evolutivas prévias para o desenvolvimento da capacidade da sua própria essência. Presentemente a Elizabeth está comprometida nesse tipo de actividade com o Mattie.

PERGUNTA: Tu falaste dum Peter, não sei se isso será inconsequente ou não, e de se encontrar numa cheia ou inundação em determinada época. Serás capaz de dizer onde e quando, ou terás muita dificuldade em fazê-lo?

ELIAS: Dêem-nos um momento. (Pausa) Essa foi também uma manifestação evolutiva pertencente a uma época... Desculpem-me... Isso também se acha em ligação com a Jo. Essa época situa-se… Não estou muito certo quanto à geografia. Deve relacionar-se algures por uma localização geográfica no Médio Oriente. É bastante antiga. Deve pertencer a um enquadramento evolutivo anterior ao vosso calendário cristão aí por uns seiscentos anos, diríamos nós. Sofreram uma cheia com o transbordo dum rio. Nesse foco evolutivo tu eras a mãe. Essa situação decorreu da destruição duma aldeia por uma inundação. Tu, nesse enfoque passaste pela experiência de morreres afogada junto com uma criança pequena. Isso decorreu da tua tentativa de protegeres essa criança. Não foste bem sucedida mas tratou-se dum acordo. Contudo, nessa manifestação evolutiva isso constituiu uma experiência bastante traumática que te causou bastante desconforto emocional, e ocasionou que essa essência voltasse rapidamente a manifestar-se neste enquadramento da expressão física, numa tentativa de se reajustar com relação a esse enquadramento emocional prévio. Por vezes as essências fazem isso, com mais frequência do que podeis imaginar, dependendo realmente da experiência prévia dum enquadramento evolutivo.

Podem optar por voltar num “fisgar” a esse enquadramento físico. Por vezes são capazes de o fazer dum modo que resulta na sua própria confusão e desorientação pela pressa com que o fazem. Eventualmente, durante esse enquadramento particular, eles ajustam-se, embora por vezes o trauma provocado por tal acção possa causar-lhes imensos anos de desconforto – nos vossos termos físicos. Existem variadíssimos aspectos inerentes ao vosso elemento religioso, e esse é um deles, de que falaremos na sessão que destinarmos a esse elemento religioso. Não conseguirei explicar todas as facetas desse elemento, já que é tão amplo para poder ser explicado numa única sessão, todavia começaremos... Pelo início! (Riso)

PERGUNTA: Portanto aquilo que estás a dizer é que a minha essência possui uma personalidade religiosa?

ELIAS: Essa será uma interpretação incorrecta, não obstante tu, em muitas manifestações te teres alinhado por crenças religiosas de forma indelével. Alinhaste-te por crenças cristãs de uma forma vigorosa e profunda no enquadramento de várias manifestações evolutivas no Vaticano, identificando-te profundamente com esta Igreja. (Pausa)

PERGUNTA: Já terminaste?

ELIAS: (A sorrir) Não me vês a tapar a boca!

PERGUNTA: Penso que esqueci o que te queria perguntar. Era acerca do Seth. (Pausa) Então o Seth achava-se enquadrado no mesmo reino da aprendizagem em que te achas enquadrado presentemente?

ELIAS: Estava.

PERGUNTA: E actualmente já não se acha mais focado nele?

ELIAS: Não. (Pausa) Parcialmente… Eu declarei no início desta sessão que me pronunciarei nos “vossos termos”.

Admitindo isso interpretareis dum modo que abranja os “meus termos”. Incorporando a simultaneidade dum tempo que não existe, Seth acha-se incluso no meu enquadramento, mas ao mesmo tempo também não está.

PERGUNTA: Este fenómeno da canalização… Procederá ele sempre desse plano da aprendizagem?

ELIAS: Não. Procederá mais facilmente do meu enquadramento, mas não é de todo impossível que uma essência vos contacte a partir do que encararíeis como o plano em que o Seth se acha presentemente. Tal como outros elementos da essência de Seth, incorporados a partir duma consciência mais expandida do enquadramento, (Em oposição a outro plano) ele pode igualmente, se o escolher, interagir de igual modo convosco no presente, tal como qualquer essência que o Michael encontrou nesse estado que o Seth presentemente ocupa, pode dirigir-se-vos se o escolher, e tal como eu no futuro poderei adoptar uma expressão mais ampla da minha própria essência para vos falar, o que podereis identificar como sendo outra essência, apenas porque pensais em termos de laranjas! (Compostas por gomos separados) (Riso) Tais expressões da consciência raramente são expressadas nesse enquadramento físico, unicamente porque não compreenderíeis nem assimilaríeis o que vos estaria a ser relatado. O seu único objectivo em qualquer expressão seria apenas o de se vos expressar a si própria, de modo que pudésseis ter consciência da sua existência.

Também vou responder a uma questão bastante inconsequente, que tem que ver com a maravilhosa essência do nosso amigo Donovan. A minha transmissão jamais se assemelhará à de Seth, porque eu sou o Elias. Não existe qualquer problema com a minha “radiodifusão”. Apenas é mais suave e afável porque a escolho desse modo. (A declaração seguinte é pronunciada em vivo tom) NÃO QUE EU NÃO ME CONSIGA PROJECTAR ALTO E BOM SOM, SE O ESCOLHER, MAS PREFIRO NÃO O FAZER!!! Seria inconsistente com a minha natureza básica. (Muito riso)

PERGUNTA: Bom, posso dizer-te que o Olivia prefere muito mais a tua natureza básica do que a de Seth, em todo o caso.

ELIAS: Eu também! (Riso)

PERGUNTA: Eu desconheço quem é esse Seth, por isso estou confusa.

ELIAS: Seth é uma energia da personalidade da essência, nos seus próprios termos. Ele pronunciou-se neste enquadramento físico, durante algum tempo, a fim de vos instruir com uma maior sabedoria, compaixão e amor, de tal modo se achava interessado – e ainda se interessa actualmente, tal como antes de se expressar – no vosso próprio desenvolvimento. (pausa) Têm mais perguntas?



Então vou despedir-me desejando-vos que passeis uma boa tarde, e na esperança de que encontreis um verdadeiro júbilo no vosso estado de sonho, e tal como vos prometi, visitá-los-ei e vós dareis por mim.


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ELIAS: Boa noite. Mais uma vez encontramo-nos durante o vosso entardecer. Tal como tive ocasião de o referir previamente, a noite de hoje será votada à discussão do enquadramento do elemento religioso da vossa Essência. Tenho consciência de que a nossa escolha da terminologia empregue com relação ao elemento religioso está a causar-vos muita confusão. Eu já expliquei que isso não tem que ver com o que designais como religião, mas nos termos que vos são familiares, a religião consiste numa expressão formidável desse elemento da vossa Essência. É por essa razão que é um termo apropriado para tal tema. Esse enfoque elementar possui muitas secções ou partes. Vamos tentar falar sobre cada um deles.

Uma questão inerente a esse elemento diz respeito à vossa capacidade de vos fragmentardes. Outro diz respeito à vossa criatividade e imaginação presentes na criação do que tratais como vossas religiões. Outra questão inerente a esse elemento refere as vossas crenças no bem e no mal. Esta questão do foro do vosso elemento religioso inclui os vossos sistemas de crença, os quais são individuais e dizem respeito a cada um de vós. Eles são adoptados por vós e adquiridos tanto nesta como noutras manifestações. As crenças não se limitam apenas a este enquadramento físico, neste planeta em particular. Cada manifestação que diligenciais a partir da vossa essência inclui crenças. O enfoque do elemento religioso é bastante complexo e incorpora além disso o modo como vedes o vosso mundo e a vós próprios. Incorpora o que designais como o vosso Deus, no enquadramento de qualquer uma das crenças religiosas com que escolheis identificar-vos. Também inclui a maquilhagem, a vossa composição psicológica completa - ou, para o descrevermos de forma mais concisa – a vossa psique. Todas as coisas que têm que ver com a vossa Essência individual se acham incluídas nesse enfoque. Ofereço-vos a escolha da questão com que gostariam de começar.



Cada uma dessas questões, eu acabei de vos declarar, constituem todas parte do vosso enfoque e do elemento religioso e são todas distintas. As vossas criações religiosas perfazem uma; a vossa capacidade de vos fragmentardes perfaz outra; a vossa manifestação física, outra; a vossa questão das crenças tanto neste enquadramento como noutros completa outra, e a vossa questão do bem e do mal outra ainda. Todas elas consistem em aspectos desse elemento. Tal como referi, todas as coisas que vós julgais como pertinentes à vossa individualidade - o modo como vos encarais assim como às vossas crenças - tudo isso se acha incluso nesse elemento. É por isso que deverá exigir algum tempo e consideração da nossa parte a explicar.

PERGUNTA: Podemos tratar do bem e do mal?



ELIAS: É aceitável. É por onde vamos começar… Pelos vossos pensamentos de bem e mal. Isso deverá incluir as vossas crenças. Nessa questão haverão de notar que as vossas crenças subordinadas a esse tema em particular não são sustentadas globalmente de igual forma. Existem algumas culturas no vosso planeta que não sustentam as mesmas crenças no bem e no mal, ou no certo e no errado, do mesmo modo que vós. Isso, antes de mais, deveria deixar expresso que os vossos sistemas de crença no bem e no mal são relativos. Não constituem verdades básicas mas unicamente expressões das vossas crenças. A maioria das pessoas desta nação (América) que presentemente habitais, acham-se basicamente enquadradas no sistema de crença cristão. Esses indivíduos manifestaram-se nesta nação carregando essas crenças consigo a partir de manifestações evolutivas prévias. A esse mesmo respeito, ao longo de muitas manifestações evolutivas vós adoptastes essas crenças implantadas duma tal forma que acabaram por se tornar naturais para vós. Não consistem mais apenas no conceito duma crença; vós acreditais nessas coisas, e até mesmo quando vos apartais de um enquadramento religioso em particular, vós continuais a agarrar-vos às crenças básicas que são ensinadas por esses conceitos religiosos...

PERGUNTA: Terão o bem e o mal sempre tido... Para mim, o bem e o mal não têm necessariamente nada que ver com a religião.

ELIAS: Vou continuar. Por si só não estão associados à religião, mas têm que ver com as crenças adquiridas e essas crenças adquiridas são grandemente influenciadas pelas crenças religiosas. Tal como referi, podem não proceder da presente manifestação evolutiva mas isso não as torna menos reais. Elas foram conduzidas a partir de focos evolutivos anteriores. È por tal razão que encontrareis determinados indivíduos que parecem ser atraídos ou conduzidos por crenças que incluem o que podem designar como ligações à magia terrestre. Isso pode não ser um ajustamento correspondente à manifestação evolutiva presente e pode não ter sido implantado desde tenra idade em conjunto com as suas crenças, mas posteriormente, ao longo da vida, deixam-se atrair por essas crenças devido a que tenham sido adoptadas numa manifestação evolutiva prévia.

O mal, do mesmo modo que o bem, é um termo relativo. Ao nível da vossa essência nenhum deles tem existência. Mas aí vós podeis dizer-me: “Mas, então porque é que existem pessoas más?” Não existem pessoas “más”! O que existe são expressões negativas. Trata-se dum assunto complicado. O mal, tal qual o percebeis, consiste unicamente numa expressão da experiência. Será que todos os que aqui se acham presentes acreditam na existência de pequenos diabos vermelhos que andam pelo vosso universo a corporificar o mal? Eu adiantaria que não acreditais em nada disso. (A sorrir) também não acreditais que venhais a acabar num calabouço de fogo na companhia dum demónio com chifres porque isso não passa de fantasia! Constitui uma invenção da imaginação, uma invenção bastante colorida e artística da imaginação e bastante digna da maior confirmação de criatividade. Contudo não é uma realidade. Portanto, se não acreditardes neste lado contrário à Unidade Universal Criativa e do Todo, então como podereis acreditar que a essência possa ser má? O mal nem sequer tem uma existência real.

No enquadramento físico existem expressões negativas mas elas não constituem mal nenhum. Podeis considerar aqueles que criam situações em que de comete crimes graves que julgais ser perpetrados contra a humanidade, e que colocais atrás das grades das vossas cadeias, bem como o comportamento que evidenciam, que na vossa perspectiva não é aceitável, mas isso prende-se com o facto de não se achar em conformidade com o que designais como “normalidade”. Desde crianças que vos é incutida a expressão do que julgais ser o “normal” mas isso nem sempre se conforma à vossa essência. Certas essências são mais expressivas do que outras, durante a manifestação física. E, se lhes for permitido agir com base nos seus impulsos naturais desde tenra idade, isso não há-de causar-lhes qualquer bloqueio sobre esses impulsos nem nenhum acúmulo como aquele que é denunciado no efeito de nascente de água quente (geyser). Quando alcançam a adolescência e a idade adulta não terão qualquer necessidade de erupção sob qualquer expressão menos aceite. E aí vocês dir-me-ão: “Mas e então o que dizer das crianças que se portam de forma maldosa?”

...

Essas crianças possuem várias razões para se expressarem da forma que designais como maldosa. Algumas, ainda em tenra idade, podem ter sido influenciadas por uma manifestação evolutiva prévia, o que afectará a forma como lidam e se expressam psicologicamente com os que as rodeiam, bem como consigo próprias. Se algum regressou à manifestação demasiado rápido sem ter permitido ajustar-se, isso pode causar-lhe muita confusão, e levar o indivíduo presente em meio à manifestação física a comportar-se no modo que designaríeis como inapropriado ou inaceitável. Eles podem escolher uma expressão de extrema irritação assim como podem optar por uma expressão de recolhimento em si próprios.

Existem variadíssimas razões para expressões de comportamento negativo, mas isso não classifica uma pessoa ou uma essência como má. Trata-se unicamente duma experiência. Podem nem ter consciência, neste enquadramento físico, dessa experiência, mas isso ficará a dever-se do mesmo modo às vossas crenças colectivas. Se os vossos sistemas de crença não se achassem em tão boa ordem de funcionamento essas essências permitir-se-iam expressar a si próprias desde cedo, por altura do início do seu desenvolvimento individual, e desse modo prescindiriam de lhes dar continuidade, sob formas estressantes tardias, nas suas vidas. Estou absolutamente certo de que todos vós experimentastes alturas, uma vez já adultos nesta presente manifestação, em que bloqueastes um impulso ou uma emoção. Se prestardes atenção, quando o fazeis, esse impulso ou emoção não desaparece, mas acaba voltando com uma maior magnitude para vos aborrecer mais do que originalmente o terá feito. Se inicialmente tivesse sido expressado podia ter tido permissão para se tornar livre.

Vós empreendeis esse acto tão bem e com tanta frequência, durante a vossa manifestação física, que acabais criando muito conflito em vós próprios. Só escolheis tornar-vos destrutivos, em vós próprios, pelo bloqueio de vós próprios. Já em relação a outra essência, ela pode escolher não se tornar auto-destrutiva e sê-lo exteriormente. E isso irá afectar outras essências. Além disso, tenham em mente por favor, que quando isso resulta na afectação de outra essência, assenta num acordo. Se, no decorrer da manifestação física optardes por vos tornardes auto-destrutivos, isso deverá proceder da vossa própria escolha e não envolver mais nenhuma essência. Se escolherdes expressar externamente essa negatividade ela irá afectar outras essências, e terá que assentar num acordo prévio.

Há também casos em que uma essência escolhe e empreende acordos a fim de experimentar a particularidade da negatividade. Também pode escolher mudar de ideias. Tal como referi, nada se acha gravado na pedra. Portanto, se uma essência elaborou um acordo para se tornar violenta ou destrutiva, e depois escolhe não se tornar nisso, isso não significa que a outra essência que tem parte no acordo se sente a dizer: “E agora que é que faço? Afinal não vou ser morto hoje!” Não é esse o caso. Tão prontamente alterais um acordo, ele torna-se instantaneamente conhecido da outra essência, e aceite. Não se faz necessário elaborar um acordo prévio correspondente a essa alteração, porque a possibilidade ou probabilidade sempre existiu, em todo o caso.

Eu compreendo que seja bastante difícil aceitardes que uma pessoa que se ache no vosso enquadramento físico possa não ser designada como má ou malfeitora. Isso só acontece por necessitardes duma explicação com relação ao comportamento que designais como inaceitável. Não existe, obviamente, nenhum comportamento inaceitável, ou não o experimentaríeis. Se não considerásseis aceitável escolher uma experiência de violência, ou de destruição, ou de causa de danos, ela não teria lugar. A vossa essência não o permitiria, mas não existe coisa alguma que seja inaceitável. Trata-se unicamente de experiências.

Que estranho é que vos possais dispor a aceitar um comportamento inaceitável da parte de alguma pequena tribo que designaríeis como “primitiva”. Na vossa perspectiva isso é aceitável. Se escolherem matarem-se mutuamente ou mutilar-se, ou até comerem-se uns aos outros, vós aceitais o facto, porque eles não são “civilizados”. Mas suas essências não diferem da vossa. O que é que tornará esse comportamento aceitável para as suas essências mas não para as vossas? Isso serve como ilustração para a ausência de diferença. Vós escolheis perceber uma diferença devido às vossas crenças. Um nativo da selva pode expressar um comportamento inaceitável, e tornar-se perigoso. Já um indivíduo duma sociedade civilizada, como a dos vossos romanos, vós actualmente já percebeis em termos históricos como inaceitável, não obstante no tempo desses romanos, até para eles era aceitável.

Ao longo da história do vosso planeta, a vossa espécie evidenciou comportamentos inaceitáveis, mas sempre existirão aqueles que, em cada encarnação evolutiva, vos darão conta de se tratar dum comportamento inaceitável. Mas isso não está correcto. Trata-se unicamente de experiências que sempre perfazem acordos. Não é uma questão de certo nem de errado. Eu referi que este tema deveria ser inaceitável para vós, e que em vós próprios haveríeis de vos tornar argumentativos. (A sorrir) Mas eu compreendo. Trata-se dum conceito de difícil aceitação. No entanto tenham também presente que, aquilo que vos expresso não procede duma crença, tal como declarei. Procede duma expansão da consciência da essência, bem como de verdades.

PERGUNTA: Penso que a parte mais difícil que sinto ao lidar com isso da falta de aceitação de certas coisas reside na minha falta de compreensão, digamos, para com a razão da violação duma criança de dezoito meses. Não compreendo que tipo de acordo poderá possivelmente existir. Quer dizer, eu não consigo entender tal coisa.

ELIAS: Mas isso ainda consiste num aspecto das vossas crenças porque não existe qualquer correcto nem incorrecto, além daquilo que acreditais sê-lo. Se não adoptásseis essa crença do que é correcto e do que é incorrecto, não veríeis qualquer expressão desses actos. Havereis de notar que outras culturas ao longo da vossa história, que designais como culturas não “civilizadas”, não se expressam desse modo nem incorporam esse problema. Trata-se dum problema ocasionado pelos sistemas de crenças os quais, e em consequência do que, criam bloqueios das emoções e dos impulsos. Durante um período de várias manifestações evolutivas, esse bloqueio de impulsos e de emoções tende a sofrer um acúmulo. E ele tem de ir para qualquer lugar. Toda a energia tem que ser expressada. Ela é fluida e acha-se constantemente em movimento; ela não desaparece. Portanto, ela tem que se expressar. Além disso não tem qualquer relação com o tempo. Desse modo, não importa que estejais a expressar (energia) decorrente de manifestações evolutivas prévias porque a energia não tem qualquer relação com o tempo.

Isto representa uma sobreposição da realidade. Por um lado, é certo que a vossa essência escolhe manifestar-se aqui fisicamente neste planeta, mas por outro, existem determinados princípios de verdade universais que podem não ser afectados nem sofrer alteração devido a isso. Uma dessas verdades diz respeito ao tempo. Trata-se unicamente duma criação imaginativa do enquadramento material. E a realidade dessa situação do tempo refere que – por ser basicamente inexistente - todas as coisas e todas as manifestações se afectam entre si. Não podeis separá-las, tal como já o expliquei. Não podeis separar a energia. Também não podeis evitar a sua expressão, mesmo no vosso enquadramento físico. Portanto, se não incorporásseis as vossas crenças da forma que o fazeis, não bloquearíeis os impulsos nem as emoções que vos são naturais. Desse modo, não expressaríeis esses actos que julgais inaceitáveis porque isso deixaria de ser necessário. Isso não se manifestaria. Tampouco teriam realidade no vosso enquadramento.

É por isso que os vossos sistemas de crenças vos parecem tão intricados no vosso enfoque físico. È igualmente por isso que passo tanto tempo a explicar-vos acerca da importância das vossas crenças, e sobre a afectação que exercem na vossa manifestação física. Por favor, tenham também em mente que as crenças, tal qual eu declarei, não são intrínsecos à vossa essência mas são, ao invés, adquiridos ao longo de manifestações evolutivas da existência física, correspondentes a esta porção da vossa essência. A compreensão desse conceito deverá tornar-se-vos extremamente difícil. Não estou à espera que ele seja aceite inicialmente. Tampouco espero que possa ser compreendido. Eu ofereço-o a vós em reposta à vossa pergunta, e como uma explicação da realidade. Mas não “acredito” que o aceiteis. Podeis aceitá-lo assim como podeis não o aceitar. Eventualmente, quando o vosso círculo se completar, havereis de compreender, e ele será aceite. Tal como falámos previamente, quando o vosso círculo se completar deixará de existir qualquer necessidade de violência ou de negatividade. Isso deve-se a que a vossa essência venha a ser incorporada na vossa experiência física, e compreenda tratar-se duma expressão desnecessária.

PERGUNTA: Nesse caso estaremos nós a tentar livrar-nos dos nossos sistemas de crenças?

RESPOSTA: Como? Como poderemos fazer isso?

ELIAS: Isso, antes de mais, não é possível no enquadramento físico. Não vos digo que dissipeis as vossas crenças mas unicamente que expandis a vossa compreensão e a vossa consciência da essência. Ao conseguirdes isso, e ao reconhecerdes e tomardes consciência da vossa essência, vós individualmente permitireis que crenças desnecessárias e inúteis possam cair por terra. Não vos digo que altereis as vossas crenças. Isso seria inaceitável da minha parte! (A sorrir) Também se trataria duma expressão contrária à verdade, e existe um respeito básico por todas as essências e por todas as suas manifestações porque cada enfoque serve uma intenção e proporciona uma experiência. Além disso as crenças tornam-se necessárias na manifestação, pelo que se tornaria bastante derrotista dissipar um elemento tão necessário à vossa manifestação. Se não necessitásseis de sistemas de crenças nesse enfoque não disporíeis deles nem os adoptaríeis. Portanto, eles são necessários. Contudo, a vossa essência tem consciência de muito mais, porque tem conhecimento de todas as vossas manifestações individuais. E vós não vos manifestais unicamente deste modo; vós não sois apenas a Catherine ou a Debbie nesta vida. A Catherine assume em simultâneo muitos outros enfoques não só nesta dimensão como em muitas outras dimensões, sob variadíssimas outras expressões deste universo. E cada uma expressa-se de forma diferente. E essas formas de expressão destinam-se todas a proporcionar experiência e colorido à vossa essência.

PERGUNTA: Não será tolo da nossa parte, ou inaceitável sentirmos compaixão por alguém que passa por um mau bocado na presente manifestação, causado por alguém igualmente presente na manifestação física?

ELIAS: Não.

PERGUNTA: Então é perfeitamente normal e aceitável sentirmos compaixão por alguém?

ELIAS: Todas as expressões do vosso enquadramento físico são aceitáveis. Do mesmo modo que as expressões do “mal” são aceitáveis e “normais”, também as vossas expressões positivas de compaixão são aceitáveis. Podeis descobrir que ser fácil avançardes por meio das expressões positivas, conforme as designais. Expressões, impulsos, emoções e pensamentos são tudo experiências inerentes a este enquadramento físico. Podeis sentir que as expressões negativas são mais espessas e proporcionam uma deslocação mais dificultada. Vós podeis manifestar essas expressões da experiência unicamente por essa razão - a de experimentardes o peso e a lentidão que lhes são inerentes. As expressões, os pensamentos e as emoções positivas são muito mais fluidas, e permitem uma mais fácil deslocação. É por isso que experimentareis “soltar-vos” e como que um à vontade com as expressões positivas, e as encarareis como mais rápidas do que as negativas, se as equacionardes através do peso da energia. Descobrireis que as expressões negativas são dotadas duma qualidade vibratória mais baixa, razão porque experimentais aquilo a que chamais “permanecer atado a sensações baixas” por demasiado tempo, ao contrário da brevidade duma expressão duma energia positiva sentida com toda a propriedade.

Vós, no vosso enquadramento físico desta dimensão, também pareceis sentir uma atracção bastante comum por essa lentidão ou peso; sentis tal atracção por essa lentidão e por essa sensação e essa expressão negativa que chegais a glorificá-la, ao expressardes uns para os outros o quão sagrado e santificado é ser-se um mártir. Vós agarrais-vos demasiado a essa lentidão e peso, contudo existe uma explicação para isso; a qualidade vibratória do estado natural da vossa essência é bastante rápida e ligeira. Portanto, ao desejardes passar por experiências de outro género, vós escolheis manifestar, expressar, permanecer, recrear e repetir vibrações de baixa frequência que serão designadas como experiências negativas. Chegais mesmo a desfrutar da sensação de vos “sentirdes mal!” (Riso)

PERGUNTA: As drogas e o álcool terão cabimento nessa ordem de abrandamento das coisas, ou da sua tentativa, que nos afecta as experiências? Como quando induzimos esses estados e ficamos com a ideia de que seja outra coisa que esteja a ocorrer, e acabamos por vir a constatar que na realidade é isso que nos está a causar dano e a interferir com a nossa capacidade de experimentar dum modo total?

ELIAS: Este tema é igualmente complicado. Vós experimentais a ingestão de alguma substância condutora duma vibração de qualidade ainda mais lenta do que já possuís, o que vos induz o organismo a um estado de depressão. Pode igualmente repercutir na vossa psique, como uma reacção física. Isso deverá consistir num desejo de vos expressardes de forma ainda mais lenta do que aquela em que vos expressais. Nesse caso, se vos expressares de forma mais lenta transformar-vos-eis numa pedra! (A sorrir, seguido de riso)

Existem também outras expressões com substâncias que vos alteram a química do corpo e vos aceleram o organismo. Elas elevam a vossa gama de vibrações mais do que é normal. Isso é levado a cabo com o propósito de experimentardes uma comunicação mais próxima com a vossa qualidade vibratória original. Uma vez no enquadramento físico, esqueceis que esses elementos ou substâncias jamais elevarão a vossa qualidade vibratória ao nível da vossa essência, porém, esquecestes a forma de voltar a comunicar, como “voltar a casa”. E de tal modo o fazeis que induzis uma expressão artificial. Existem também substâncias que vos produzem um estado eufórico, e vos criam aquilo que designais como alucinações e essas constituem igualmente tentativas para vos reunirdes e contactardes o estado da vossa essência. Mas sugiro-vos que sois capazes de o fazer de forma bastante eficiente através dos vossos sonhos, e sem qualquer ingestão de substâncias.

As substâncias ingeridas no vosso organismo não só vos alteram a química e vos confundem o arranjo da vossa expressão física como também interagem com as vossas crenças. Sois ensinados a ver isso como uma coisa “má”. Por isso, não obstante poderdes expressar a possibilidade de não o serem, os vossos sistemas de crenças passaram a adoptá-lo e acabareis por expressar efeitos físicos adversos, assim como evidenciareis igualmente efeitos positivos pela ingestão de substâncias que vos foram inculcadas como “boas”. Isso não passa tudo de crenças. Do mesmo modo que com o bem e o mal, uma substância não é melhor nem pior do que outra. É tudo anormal ou antinatural e estranho à vossa química original, não obstante as vossas crenças permitirem que as substâncias reajam de modo diversificado. Se acreditardes que o médico vos ministrará um medicamento que vos irá curar uma doença, ele fá-lo-á. Se acreditardes que uma substância ilegal ou má vos poderá causar dano, ela causará. Depende daquilo que acreditardes. Contudo, por vezes as vossas crenças também podem tornar-se insidiosas. Podeis, tal como referi, pensar que acreditais uma coisa quando na realidade acreditais no contrário. (Pausa) Vamos interromper em benefício do Michael e voltar rapidamente?

INTERVALO

ELIAS: Vamos prosseguir. Podeis escolher continuar com este tema do vosso elemento religioso ou podemos responder a perguntas. A escolha deve proceder de vós.

PERGUNTA: Eu tenho uma pequena pergunta a fazer. Ao discutirmos sobre as crenças e mesmo após disso, desde essa discussão acerca dos sistemas de crenças e acerca das nossas experiências, ao invés de erros, eu tenho vindo a sentir-me realmente bem. Quase passei por uma mudança só de acreditar nisso. Sinto-me muito melhor com relação a mim própria, sabes, só de pensar que não estou a cometer erros mas sim a obter experiências. E depois tenho uma amiga que... Se acha no lado negativo, tal como as pessoas que se agarram à sua negatividade, a continuam a agarrar-se, e obtêm imenso do que quer que consigam a partir desse estado. De que modo... Eu quero ajudá-la mas não tenho a certeza de como abordar a questão, além de... Quer dizer, será que o que estamos aqui a fazer é a aprender acerca disto de forma a avançarmos e ensinarmos os outros acerca destas coisas, tu sabes, dizer às pessoas para não serem tão más nem duras consigo mesmas, além de que o que estão a fazer não constitui um engano mas se trata unicamente duma experiência? Será isso plausível? Compreendes o que estou a querer dizer?

ELIAS: Antes de mais, deixa-me dizer-te que não existe nenhuma mudança provável nem possível. Aquilo que estás a experimentar é mudança. Também com relação a esse outro indivíduo, tal como referi previamente, tu não podes mudar o outro. Podes expressar-lhe esse conceito sobre a experiência, e ele, na sua falta de compreensão do mesmo, pode encarar-te de modo bastante... Empertigado! (Aqui, Elias inclina o corpo para a frente todo empertigado) Ele pode não aceitar necessariamente aquilo que lhe expressas. Isso, tal como te referi, constitui um desenvolvimento individual. E cada essência encontra-se a desenvolver a experiência. Nem todos se acham a experimentar a mesma consciência ao mesmo tempo. Nós expressamos isso junto da Dimin, numa sessão anterior, em relação à preocupação demonstrada por um amigo, e ao desejo de o “esclarecer”. Vós não possuís a capacidade de realizar esse acto.

Cada essência, na sua manifestação física, desenvolve a sua própria consciência no seu tempo apropriado. Ao completarem o vosso círculo, todas as essências alcançam um ponto mútuo. Todos experimentarão esta mudança da consciência. Alguns experimentá-la-ão com um enorme trauma, devido a que se agarrem continuamente às suas convicções. Contudo, eles acordaram colectivamente, tal como vós, que o tempo era apropriado para esta mudança da consciência. Vós, tal como já expliquei, achais-vos prontos para adoptardes uma maior consciência das vossas essências. Estais prontos para expandir o vosso conhecimento. Outros, no enquadramento físico, podem não se achar tão prontos; mas isso não vos deve causar transtorno. Se eles presentemente se sentem seguros nas suas crenças particulares, e não desejam expandi-las, não vos cabe a vós informá-los em sentido contrário.

Não me dirijo a vós como discípulos, nem vos instruo a fim de que vão pregar as “palavras do Elias”! Não é essa a minha intenção. Eu apenas me focalizo em vós a fim de vos auxiliar a expandirdes a vossa consciência e a suavizardes a vossa realização da mudança por vos achardes prontos, além de o fazer, tal como já referi, porque o terdes pedido. Muitos outros não o fizeram e não esperam por qualquer ajuda a este nível. Essa característica individual pode ser atribuída ao que designais de personalidade teimosa. Mas é aceitável porque cada essência é um indivíduo, não obstante se achar em ligação (com o todo). Cada essência possui a sua própria individualidade, a qual é distinta de todas as demais em existência. Isso é o resultado da criação dessa espantosa variedade, mas não vos deve preocupar porque todas as essências acabarão eventualmente por alcançar o mesmo ponto. Trata-se unicamente duma questão do modo como escolhem realizar isso.

Do mesmo modo que não podeis eleger um enquadramento evolutivo pela vez de outro, também não podeis escolher as crenças que eles devem eleger. Por vezes pensais poder alterar as crenças dos outros. Muitos dos vossos políticos e líderes religiosos pensam, para sua ilusão, que conseguem modificar as crenças das pessoas, mas isso não é verdade. Eles podem influenciá-las de forma temporária mas é a essência individual quem altera as suas crenças, ou quem adopta outras. Isso não vos deve, tal como referi, preocupar-vos.

Existem efeitos naturais que se desenvolvem ao expandirdes a vossa consciência. Tal como expressei previamente, quando o vosso círculo se completar, a vossa consciência e a incorporação da vossa essência atingirão uma extensão que tornarão qualquer comportamento negativo desnecessário.

A vossa preocupação devia centrar-se no conhecimento que possuis da vossa própria essência. Acabareis por descobrir que, ao expandirdes a consciência que tendes da vossa essência, causareis um impacto natural sobre os que vos rodeiam. Isso não se presta necessariamente a mudá-los, mas essa percepção da essência pode permitir um alargamento da sua própria percepção e uma aceitação da vossa essência. Isso deve-se a que a vossa essência inclua o seu enfoque positivo, incorporando a sua expressão de amor e beleza. Ao expandirdes a vossa própria consciência isso torna-se numa expressão natural. E desse modo isso far-se-á notado junto dos outros.

PERGUNTA: Qual foi o objectivo porque fomos dotados da expressão do negativismo, para início de conversa? Porque não assumimos a nossa expressão positiva?

ELIAS: Essa é uma boa pergunta, porém, merece uma resposta bastante simples. Vós, no vosso estado de comunicação original com a essência não possuís pólo algum de negativismo. Como tal ele não tem existência na vossa realidade. É uma expressão assumida pela essência destinada à experiência. Trata-se duma incorporação da experiência. Tal como referi, vós não sois, jamais fostes nem alguma vez vireis a ser perfeitos, porque vós estais todos continuamente a tornar-vos; em todo o vosso passado, presente e para todo o sempre. Desse modo vós adoptais experiência, seja em que enquadramento for, e não importa de que experiência se trata. Ela não passa duma expressão e duma experiência.

PERGUNTA: Ela é necessária?

ELIAS: Correcto. Se não tiverdes experimentado ver-vos-eis limitados no vosso conhecimento. Podeis ter conhecimento com relação a algo, porém, se não obtiverdes a experiência desse conhecimento, não o incluireis como uma coisa real. Ao emprestardes realismo à vossa realidade, ao vos expandirdes e ao vos ampliardes continuamente, vós experimentais.

PERGUNTA: Eventualmente, o nosso conhecimento sofrerá uma expansão para lá de todo o negativismo?

ELIAS: Isso é verdade, porque aquilo que actualmente classificais como negativismo só pode tornar-se objecto da experiência numa certa extensão. Tal como expliquei com relação ao fechar do vosso círculo, a vossa expressão física neste enquadramento de manifestações físicas só pode ser repetido um certo número de vezes, antes que deixe de ser necessário repeti-la por uma questão de obtenção de experiência. Tal como já expliquei, vós só podeis jogar um jogo um certo número de vezes antes de vos entediardes com ele. Nesse mesmo sentido, só podeis experimentar algo um determinado número de vezes antes de ele ser incorporado na vossa realidade, e depois deixa e existir o móbil para continuarem a experimentá-lo. Se isso não fosse verdade, vós haveríeis de ser para todo o sempre semelhantes a um pequeno hamster, a andar às voltas e às voltas sem jamais vos deterdes, sempre a mesma coisa entediante. E vós não sois essências entediantes! Vós estais constantemente a tornar-vos. Estais constantemente a experimentar. Estais constantemente a criar e a expressar. Desse modo, quando tiverdes expressado esse negativismo o suficiente, escolhereis outro enfoque e experimentá-lo-eis.

Tal como referi, vós encarais-vos e às vossas essências tal como vedes uma laranja, formada por secções. Acreditais que quando uma secção se acha completa e repleta, vos deslocareis para a secção seguinte, e como procedeis desse modo neste enquadramento físico, como se duma laranja se tratasse, usais a secção seguinte. Isso não está correcto pois vós não possuís secções, nem tampouco a Unidade Criadora Universal e o Todo possui quaisquer secções! (Aqui o Elias ri para dentro e nós rimos) Desculpem-me mas essa expressão soa bastante divertida!

Não existe qualquer divisão mas vós, no enquadramento físico insistis em criar essa divisão, e em classificar tudo. Haveis de chegar a uma consciência em que entendereis, e não precisais encontrar-vos num reino do que designais como mestres elevados, para obterdes consciência disso. Presentemente tenho consciência de que a minha consciência se está a expandir, e me estou a tornar continuamente mais consciente, constantemente a mover-me com fluidez. Todas as coisas se acham em constante movimento. Não existe estagnação. A energia é fluida e move-se e expande-se e altera-se continuamente. Podeis não o perceber com os vossos sentidos físicos exteriores mas é uma verdade.

Vós percebeis esta mesa como encontrando-se num estado estacionário, sólida e imóvel. Mas ela apenas se move numa vibração mais lenta do que a vossa, do mesmo modo que uma rocha se move numa vibração mais lenta do que vós. De conseguísseis deter o movimento do vosso planeta por mil anos e observásseis uma pedra, haveríeis de ver com os vossos olhos físicos que a pedra se teria deslocado fisicamente, durante esse período de tempo. Podeis não o perceber, porque tudo se acha em movimento por toda a parte do universo. Por isso vós não percebeis a maior parte desse movimento. À medida que as vossas essências se ampliam e se tornam mais conscientes, esse movimento e conhecimento tornar-se-ão do vosso conhecimento. Passarão a existir menos divisões e vós compreendereis.

Além disso, com a vossa expansão da consciência, deixareis de ter necessidade de experimentardes aquilo que experimentais aqui nesse enquadramento, como a desistência, e deixareis de abrigar sentimentos de não serdes merecedores da vossa energia. Essa sensação é uma expressão deste enquadramento físico, nascido da frustração. Mas assim que o vosso foco se ache mais alargado e inclua mais apenas sentireis estímulo para prosseguirdes, pois deixareis de sentir barreiras que vos bloqueiem.

PERGUNTA: Durante o intervalo estivemos a conversar acerca dos chakras e das energias que se acham no interior do nosso corpo, no contexto da tradição Hindu. Elas fazem parte desses chakras, por onde a energia se concentra nos nossos corpos? Teremos determinados centros de energia situados no nosso corpo?

ELIAS: Na realidade isso está correcto. Pode não estar associado com termos tais como “chakras” mas no vosso enquadramento esses termos são aceitáveis enquanto definições. A energia centra-se em determinados centros, e tal como acontece com o vosso corpo físico também se centra em determinados lugares do vosso planeta. Havereis de descobrir que determinadas áreas do vosso planeta são mais concentradas de energia do que outros. Muitos têm consciência desses centros de energia; não obstante na realidade e devido à vossa manifestação e expressão de energia, podeis, por meio da prática, localizar determinar determinadas áreas das vossas casas como pontos de maior reunião de energia do que outras. Podeis descobrir que num canto do vosso quarto, ou no centro dele, ou numa parede, sois capazes de sentir mais energia concentrada do que noutras dependências da casa. Isso deverá corresponder a uma expressão das vossas energias sob a forma de uma reunião de energia que depositais ao vosso redor. Podeis sentir afinidade por um determinado objecto, em vossa casa, para o qual transferistes uma porção da vossa energia, e quando o vedes ou o tocais, observareis que ele se carrega.

Também possuís centros de energia nos vossos corpos físicos. Os vossos “chakras” tal como são designados pelas correntes religiosas orientais, são bastante exactos. Também vos explicarei que a sua ligação com a cor, em relação a esses centros de energia, também é correcta. A cor consiste numa verdade universal além de ser uma expressão da energia. A cor também se expressa no meu enquadramento, através da energia, bem como por meio de qualquer outro ponto de concentração ou de consciência da essência. Ela apenas ganha um maior realce na expressão, conforme expliquei ao dirigir-me à questão do prisma do Michael, quando referi que agora parece ser branco mas na realidade contém e consiste numa expressão de todas as cores. Isso ele também não é capaz de perceber, conforme disse, no modo em que vedes as cores, mas assim que se tornar mais consciente, ele poderá experimentar essas cores, tal como vós experimentais essas mesmas cores nos vossos centros de energia. Servir-vos-ia, de forma excelente, para a vossa própria compreensão, assim como para a da vossa essência, centrardes mais a vossa atenção nas vossas energias coloridas do que vos concentrardes nas expressões físicas das vossas doenças. Ficou compreendido?

...

PERGUNTA: Declaraste que a tua essência está a expandir-se, tal como nós, o que eu interpretaria como querendo dizer que te encontras a aprender, tal como nós, “nos nossos termos”. Sentes que possas estar a aprender connosco, e em caso afirmativo, o quê?

ELIAS: Não, não estou a aprender convosco. Com isto não pretendo parecer insultuoso nem dar a entender que isso seja depreciativo para a vossa experiência. Eu já experimentai o vosso enquadramento e aprendi com a experiência obtida nele. Mas já não se revela necessário para a minha experiência. A minha própria aprendizagem, conforme a interpretaríeis, advém-me por intermédio de essências que se expandiram para além do meu próprio enquadramento e alcançaram uma maior consciência da totalidade das suas essências - não obstante não existir nenhuma essência que consiga abarcar tudo, porquanto nesse caso teria que ser perfeita, e perfeição é coisa que não existe. Tal como referi, vós não estais a atingir coisa nenhuma, do mesmo modo que eu (de resto). Eu, de igual modo que vós, já possuo tudo. Trata-se unicamente duma questão de eu incorporar mais e de obter mais conhecimento acerca da minha divindade, tal como acontece com as vossas essências. Não existe qualquer expressão que seja superior – apenas mais vasta. No entanto também vos direi que vos comunico o conhecimento que eu próprio experimento no mesmo e exacto modo que outros me comunicam a sua experiência alcançada no campo do seu conhecimento. Do mesmo modo que a minha comunicação vos incita a um movimento vibratório mais elevado por intermédio da expansão da vossa consciência, também as comunicações que me fazem me estimulam...

PERGUNTA: Estou intrigada com relação às vidas passadas. Eu sei que é suposto ser tão importante como isso, e na verdade não estou sempre a pensar nisso, mas tu mencionaste o Fragonard. Não poderás esclarecer-me com relação a esse nome um pouco mais?

ELIAS: Ele foi (Pausa) um pintor, um artista duma qualidade invulgar para o seu tempo, que além disso não era muito conformado com os métodos tradicionais. Também viajou bastante, durante a sua manifestação, foi possuidor duma grande paixão e enquadrou-se no elemento emocional, possuidor dum carácter caprichoso além duma certa teimosia, ao não se deixar subjugar pela pressão política, vindo mais tarde a ser persuadido a conformar-se mais a um convencionalismo através do seu pensamento e expressão. Essa parece ser uma característica comum da vossa essência, esse ímpeto individual de romperdes (com o sistema) e de expressardes as vossas próprias convicções e sentimentos, e de sentir que a necessidade de conformismo, tal como expressa pelos outros, afecta a própria essência. Essa essência enquadrou-se de forma bastante emocional ao longo de diversas manifestações evolutivas, o que deu lugar à criação de conflito em cada uma delas, por vezes mais numas que noutras. Essa essência também repetiu a expressão artística muitas vezes, porque essa expressão constitui um escoadouro para a expressão tanto pessoal como individual, facto que ninguém poderá negar. Eu diria que é prova suficiente da vossa criatividade. Mas mesmo ao conformar-se e ao adoptar o ponto de vista político, enquanto Fragonard, ainda assim não deixou de expressar-se em termos pessoais, ao extremo. Descobrirás, (para a Debbie/Catherine) ao identificá-lo contigo, que a tua expressão sofreu uma considerável mudança nessa manifestação evolutiva, assim como noutras. Se apenas te limitares a essa manifestação evolutiva, podes investigar-te a ti própria e o teu estilo tão cambiante, em contraste com outros indivíduos enquadrados na expressão artística que prosseguem por todo o enfoque evolutivo numa única expressão característica. E isto não expressa nem inclui os anos de experiência, mas refere apenas a expressão da maturidade.

Com respeito a isso também vamos, já que nos estendeste a oportunidade de adentrarmos este tema, vamos igualmente fazer a vontade ao Michael (Mary). O seu enquadramento evolutivo que designei sob um nome, foi referido igualmente como encontrando-se presente por altura da minha passagem. Tratou-se dum engano intencional, não para dizer que não correspondesse à verdade, porque correspondeu, na essência, ou seja, que a sua essência estava comigo durante a minha passagem e que me dispensou um extremo conforto. Também referi que nesse enfoque evolutivo não nos achávamos em contacto físico. Podeis expressar ao Michael que os outros nomes do Pierre foram também Auguste e Renoir, que nasceu no ano de 1841. Se ele desejar uma maior confirmação pode pedir, e desta vez estarei atento.

PERGUNTA: Ele (Mary) também sonhou com a Vigée (1). Que relação terá com ela?

ELIAS: Quanto a isso não lhe darei qualquer informação, porque eu forneci-lhe este nome correspondente a esse tempo na esperança de que ele desejasse investigar, por isso ele poderá encontrar essa informação por si próprio!

...

PERGUNTA: Eu não quero fazer mais perguntas, mas gostava de voltar à questão do elemento religioso, porém não se trata duma questão. Trata-se antes duma declaração.

ELIAS: Que questão do elemento religioso?

PERGUNTA: A fragmentação.

ELIAS: (A rir para dentro) Estamos conscientes de que o Lawrence sente imensa dificuldade com este tema! (Riso) Vós possuís, no vosso estado da essência, a capacidade de vos fragmentardes, tal como a Unidade Criadora Universal e o Todo se fragmentou em todas as essências. A única razão porque sentes tanta dificuldade com esta questão deve-se a que estejas habituada a pensar no tempo de forma linear e te seja sobremodo difícil compreender secções em simultâneo. É por isso que procuro enfatizar a inexistência de secções. (A rir para dentro) Podia optar por brincar contigo e confundir-te ainda mais do que já estás! (Riso) Não o farei, todavia. No início deste vosso planeta – vamos começar por aí. Talvez devido à sua extensão limitada isto venha a tornar-se mais fácil de entender. Se envolverdes um elemento de tempo tereis que afastar as secções. (Riso)

Permitam que avancemos com o exemplo duma essência hipotética, fisicamente enquadrada, que dá prosseguimento às suas expressões da experiência. À medida que prossegue através do tempo nas suas expressões naturais, no tempo dedicado ao sono e no estado de vigília, ela passa pela experiência de cada estado. Este indivíduo, ao completar um certo número de manifestações evolutivas, morre, e desse modo emerge para um outro enquadramento evolutivo. Digamos que este indivíduo se volta a manifestar quatro vezes. Na quarta manifestação opta por recordar, durante o sono, outro enquadramento evolutivo. Isto, nos vossos termos lineares, representa unicamente uma recordação. Mas então, nesse estado de sonhos, ao tomar consciência do poder criativo que possui, decide conferir ao seu sonho uma existência independente. (A rir abertamente) É tão difícil explicar-te este conceito sem afastar o tempo ou os elementos seccionados. De qualquer modo, o indivíduo permite que a recordação do sonho ganhe vida, ao tomar consciência de que o sonho consiste num enquadramento distinto, e percebe que se trata doutra dimensão. Talvez com o exemplo das dimensões possamos incluir a noção de secções.

Nessa outra dimensão, o indivíduo pode admitir que essa recordação de outro enfoque dimensional se “encarne”. Portanto, a encarnação prossegue a partir daí e passa pelas suas próprias experiências e pela sua evolução e escolhas próprias. Isso não erradica a recordação deste enquadramento passado, mas prossegue a partir do seu assim chamado ponto de partida. Onde encontrareis maior dificuldade será em não incluíres qualquer tempo nem secções, porque vós também podeis fragmentar um enquadramento ou manifestação evolutiva futura. Também deveis compreender que esse fragmento particular não é diferente nem possui menos experiência nem qualidade de essência do que o vosso. Portanto, não obstante ele ter tido início quando vós o fragmentastes a partir do vosso enfoque evolutivo, ele também se achava presente e consciente ao iniciardes o vosso enquadramento evolutivo, do mesmo modo que vós sempre estivestes presentes e sois indivisíveis da Unidade Criadora Universal e do Todo (2), sem terdes sofrido qualquer começo.

Digamos, a título doutro exemplo, que vós, nesta dimensão e neste enquadramento evolutivo possuís uma abundância dum determinado pensamento ou emoção que consideraríeis subconsciente. Por não vos achardes actualmente conscientes durante o vosso estado de sonhos, desejareis extrair de vós próprios essa concentração de pensamento ou de emoção em particular. No vosso sonho associais isso a um outro eu e fingis separar essa parte em excesso ou indesejada para esse eu duplicado no vosso sonho. Aquilo que não compreendeis é que criastes outro eu noutro enquadramento dimensional, possuidor duma individualidade e essência próprios. Isso não quer dizer que todo e qualquer foco evolutivo que possais ter se fragmente, porque tal não acontece. Apenas ocorrerá se escolherdes conferir independência a esse foco evolutivo, em relação à vossa essência, e no caso desse foco evolutivo ter desejado prosseguir de forma independente. Trata-se duma cooperação procedente do vosso eu. (Elias, referindo-se ao Lawrence, diz) Ele acha-se realmente confuso! (Riso)

Posso complicar ainda mais? Na vossa fragmentação (3) podeis incluir outros enquadramentos dimensionais com que nem sequer vos achais familiarizados, porque a vossa essência acha-se enquadrada em todas as dimensões. Portanto, podeis simultaneamente estar a experimentar uma outra existência completamente estranha, noutra dimensão e podeis optar por fragmentar um foco particular dessa dimensão e deixar que esse indivíduo possua a sua própria essência.(4) Isso também vos explicará o fenómeno daqueles indivíduos aqui enquadrados neste planeta que encontram aquilo que julgam ser extraterrestres, mas que igualmente se identificam com esses extraterrestres como parte deles mesmos, ou possuidores duma relação com a sua linhagem. Alguns acreditam ser provenientes de mundos extraterrestres, e isso deve-se a que de forma similar às suas existências e experiências físicas, eles o sejam. Ponto final.

PERGUNTA: Então isso quer dizer que não somos os únicos seres fisicamente enquadrados neste planeta? Existem outros seres noutros planetas que estiveram fisicamente manifestados?

ELIAS: Este planeta é habitado por vós, que vos encontrais aqui fisicamente manifestados, mas as vossas criações noutras dimensões, “escorrem”, tal como referimos, e entram em contacto convosco; porém, tal como vós vos achais singularmente enquadrados fisicamente, nesta dimensão, também eles estão - mesmo a despeito de fazerem parte da vossa essência - enquadrados noutra dimensão. Por vezes eles não entendem o contacto que estabelecem convosco, tal como vós não compreendeis o contacto que estabeleceis com eles. Outros exemplos há em que podeis estar a expandir-vos, noutra dimensão, de forma mais rápida do que o fazeis nesta. Por vezes outros focos da vossa essência entrarão em contacto com este foco dimensional, ao procurar instruir este sobre como expandir a vossa consciência. Eu não sou a única voz que vos fala.

PERGUNTA: Quero ficar com a certeza de que não compreendi mal algo ligado ao processo de fragmentação. Nós fragmentamos algo que não desejamos mais manter?

ELIAS: Isso não é necessariamente verdade. Pode acontecer, mas ao fazerdes isso deveis ter consciência de que se separardes de vós uma manifestação que não desejais, deveis pensar nas consequências que accionais ao criardes outra essência a partir do que pensais ser as “vossas sobras” e aquilo em que a existência desse indivíduo consistirá.

PERGUNTA: Tu sabias aquilo que estavas a fazer ao fragmentares-te da Catherine e do Kasha?

ELIAS: Sabia. Vós não andais às voltas tal como um hamster. Foi-vos dada a vossa individualidade e as vossas próprias opções, devido a que possuísseis o desejo de o fazer. Se eu me estendesse para trás no tempo, nos vossos termos, ao longo de manifestações físicas evolutivas, vós deveríeis constituir uma manifestação evolutiva minha, e seriam eu próprio, e eu seria vós próprios. O vosso desejo de constituir a vossa própria essência foi o que vos criou tal como sois. Agora vamos mesmo fazê-los pensar, pois vós já passastes por essa fragmentação, todavia aqui e agora vós constituís um foco evolutivo passado em relação ao vosso futuro. (Riso confuso)

PERGUNTA: Isso fará parte do círculo?

ELIAS: Isso consiste na tal interligação, pela qual não vos podeis separar em secções. (Aqui Elias ri) Vós haveis de compreender e de obter o equilíbrio. A vossa consciência expandir-se-á e vós abarcareis a compreensão disso. No final não importa que compreendais todas as coisas. Eventualmente essa compreensão sucederá. Não procureis forçar muito o cérebro à procura do entendimento disso. Ele virá a vós. Não gostaríamos, tal como expressamos, que o Lawrence desse lugar a uma dor de cabeça. (Todos riem, incluindo Elias)

Desejais interromper a sessão? (Todos concordam) Isso é aceitável. Então vou desejar-vos uma boa noite e dizer-vos que não penseis demasiado nestas coisas, mas que procureis reconhecer as coisas com a vossa alma, que o vosso foco se expandirá automaticamente. Procurarei visitar cada um de vós em contacto com a vossa essência, e sereis capazes de reconhecer quando se tratar de mim. Boa noite.


Notas do Traductor:

(1) (Marie- Louise Elisabeth Vigée Le Brun, prolífica pintora parisiense nascida em 1755)

(2) Termo que Elias emprega para designar o princípio ou força a que chamamos Deus, e que Elias diz consistir não num ser mas numa acção (Verbo).

(3) Os fragmentos correspondem às chamadas “almas recém-criadas” por uma essência. Todos os fragmentos duma essência constituem projecções da personalidade raiz. Um fragmento da personalidade possui as mesmas propriedades que as da essência de que se fragmentou, embora possa não ter consciência disso e possuiu esse conhecimento em estado latente. Esses fragmentos possuem total independência e, por sua vez, dividem-se em si, formando novos fragmentos. Será essa realmente uma matéria difícil de assimilar se compararmos com o exemplo da nossa manifestação material que se subdivide através da concepção de outros seres?

(4) O termo “essência” pode, por sua vez, ser equiparado às seguintes designações: Superego, Supermente, Entidade, Eu Superior, e Consciência de Cristo.


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ELIAS: Boa noite. (Para a Carol) Uma vez mais, sê bem-vinda. (Pausa) Entendo que te sintas bastante confusa por causa da última sessão que tivemos. Eu já esperava uma reacção dessas. Nesse caso, vamos abordar o tema do elemento religioso da fragmentação. Conforme expliquei, este conceito torna-se bastante difícil para vós, pelo que passaremos a defrontar um enorme número de perguntas acerca disso. Desse modo, vamos iniciar com a vossa essência, e como ela se fragmenta. Vamos utilizar, uma vez mais, o exemplo dum foco físico, na esperança de, com toda a probabilidade, (enfatizado com humor) podermos tornar a coisa mais inteligível!
Vamos empregar o exemplo duma pessoa. Essa pessoa nasce. No decurso do seu desenvolvimento, ela vai crescendo a aprendendo. Digamos que lá pela idade dos dez anos, essa pessoa chega a uma intersecção no seu pequeno percurso de vida, em que tenha que proceder a uma escolha mais avultada. Digamos que a criança escolhe mudar de escola. Um aspecto do foco dessa criança opta por uma outra escola, e continua a crescer e a desenvolver-se. Ao estabelecer tal escolha, a criança opta igualmente pela outra escola numa outra probabilidade dimensional. À medida que a nossa primeira criança continua a crescer e a desenvolver-se, alcança a idade adulta e escolhe casar-se. Ao estabelecer essa escolha, num outro foco dimensional uma outra parte desse indivíduo escolhe não se casar. Esta pessoa original já se terá - nessa sua vida relativamente curta - fragmentado duas vezes. À medida que continua, depara-se com situações relativas ao emprego. Escolhe uma carreira. Numa outra dimensão, a escolha que tenha sido feita materializa-se, o que passa a constituir uma terceira fragmentação. À medida que essa pessoa prossegue, contrai uma enfermidade física e morre, mas numa outra probabilidade continua, e vive uma vida saudável normal e produtiva.
Cada encruzilhada e decisão que se prenda com o vosso foco de desenvolvimento constitui uma escolha. Cada escolha dessas não ocorre no singular. Todas as coisas ocorrem em simultâneo. A acrescentar a essa simultaneidade de acções, todas as probabilidades, de um ou de outro modo, são actualizadas em diferentes dimensões. Esta é uma explicação muito simplificada. A razão porque estendo esta explicação simplificada deve-se ao facto de terdes a tendência, especialmente se estiverdes a eleger a opção de não vos voltardes a manifestar mais, de perder interesse por este foco físico. Ao perderdes interesse, vós também esqueceis a imensidão de ligações, e de fragmentação, e de afectação que o vosso enfoque exerce sobre todos os outros focos. Vós, no vosso foco de desenvolvimento, afectais miríades de outros focos dimensionais com cada decisão e escolha que estabeleceis, porque cada escolha que deixais de manifestar na vossa própria dimensão física, manifestar-se-á em termos físicos noutra. Além disso, vós próprios podeis ser a manifestação física duma probabilidade não escolhida por um outro foco. É nessa medida que, em última análise, vos achais interligados. Quando vos falo em termos da laranja, e da analogia a que se presta, ao não existir secções nem separação na energia, não o refiro em termos conceptuais. Estou a referir-me á realidade, tal como já expliquei várias vezes. A vossa mesa não é mais sólida do que vós. Vós apenas a percebeis desse modo. Essa constitui a parte da vossa essência que deseja experimentar este foco físico. Nessa interligação, também vos explicarei que esta mudança da consciência não se acha apenas limitada a vós. Com poderá isso acontecer, se a vossa essência se acha ligada a focos dimensionais? Por isso, a vossa mudança global, tal como escolheis pensar nela, é muito mais vasta do que o que percebeis, e compreende uma interligação entre todos os focos.
Vós colocais perguntas relativas a outros “seres”. Esses outros “seres”, tal como já referi... alguns são expressões das vossas próprias essências fragmentadas noutras realidades dimensionais. Outros não são. Alguns pertencem à sua própria essência, que não se manifesta nesta dimensão. Eu colocar-vos-ia uma pergunta: não acharão estranho que esses “seres” que os vossos companheiros humanos “encontram” sempre apresentem uma falta de cor? A apresentarem um elemento qualquer, fazem-no de forma muito suave sob a forma dum castanho, o qual assume quase um cinzento. Não achareis - com os vossos cérebros criativos - que isso seja interessante? Não achareis, na percepção que tendes, que a forma e as características que apresentam sejam sempre as mesmas? Isso que “trespassa” dum enfoque dimensional são fragmentos e focos de desenvolvimento das vossas próprias essências. Vós escolheis não lhes atribuir cor, por constituírem uma sombra de vós. E as sombras não possuem cor. Direi, em resposta à interpretação que o Lawrence fez desse encontro, que ele está parcialmente correcto, ou como diríamos, está no “caminho certo”. Esse é um dos modos que a vossa essência tem de explicar certos elementos pertencentes ao mesmo princípio de que vos falo.
Há, no vosso foco físico humano, outras experiências inerentes a esses encontros que constituem uma interpretação. Isso não vos deveria surpreender, porquanto sendo seres sexuais como sois neste foco, que tenhais encontros sexuais e interpretações dessa natureza. Este é um conceito muito simples. Achamos bastante divertido que forceis tanto os vossos cérebros a tentar descobrir isso, quando sois vós próprios quem cria tal coisa! (A rir) Falais a vós próprios no vosso próprio idioma, o qual entendeis, e em seguida trocais-lhes as voltas de modo a deixardes de o compreender, e acabais numa confusão! A razão porque esses “trespasses” ocorrem, todavia, deve-se ao facto da vossa própria essência se achar muito mais em contacto convosco do que podeis perceber, seja em que nível for da vossa experiência ou existência.
Quanto ao conceito que tendes da fragmentação, no vosso foco físico e compreensão, a que associais noções de causa e de efeito, precisais entender que, para cada causa que escolheis, também escolheis, não um efeito, mas uma outra causa. Vós não vos fragmentais unicamente nos focos de desenvolvimento. Também não vos fragmentais somente neste foco de desenvolvimento. Todos os outros focos passíveis de ser considerados não humanos também se fragmentam. Vós assemelhais-vos à imagem duma flor de lótus, cujas folhas estão continuamente a brotar, e em que todos os seus fragmentos também se fragmentam. Alguns desses fragmentos são representados pelas vossas crianças, sendo essa a razão porque não se terão focado no físico antes de nascerdes. Por altura da sua concepção, podereis ter escolhido um elemento de vós, que não se tivesse expressado, a fim de criar uma nova essência. As possibilidades da fragmentação são infinitas.
Conforme declarei, podeis fragmentar-vos tanto no passado como no futuro. Podeis escolher fragmentar-vos neste instante, num outro universo, ou numa outra galáxia, ou num outro planeta, em simultâneo com o instante. É por isso que existem partes de vós que não sois capazes de explicar e porque sentis afinidade no vosso íntimo, e em relação ao que parecerá não sobejar qualquer explicação lógica. A explicação que damos para isso é a de que o vosso universo tampouco é lógico! (A rir) Se fosse, os vossos cientistas não se sentiriam tão confusos! Se olhardes para os elementos mais diminutos disponíveis à observação no vosso foco físico e compreensão actuais, e eles apresentarem comportamentos em vários universos, e eclodirem e se apagarem, e aceitardes que isso seja o que designais por “tijolos” da vossa existência física, então porque razão havereis vós de ser diferentes? Vós sois compostos por elementos desses - exactamente os mesmos.
A vossa expressão física não passa duma colecção incontável de átomos. Os átomos são probabilidades inconsistentes e ilógicas. Assim também vós sois inconsistentes, ilógicos, e expressões físicas que eclodem e se apagam, e à medida que eclodis e vos apagais, encontrais-vos no vosso estado afastado numa outra dimensão. Só que a vossa eclosão ocorre de modo tão rápido que não chega a ser percebida por vós, mas conforme declaramos em sessões anteriores, manifestais-vos numa vibração de tal modo lenta que de qualquer modo não se tornaria muito difícil possuirdes vibrações mais rápidas ao vosso redor, através de expressões de vós próprios.
Estou ciente de incompreensão. Ser-vos-á duma maior ajuda, pelo menos tentardes não pensar na vossa essência como uma laranja. Trabalhar com os sonhos que tendes pode tornar-se duma maior valia nessa área. (Para a Vicki) Fiquei bastante agradado com a tentativa e os esforços, percepção e interpretação que envidaste em relação aos encontros que tiveste no estado de sonhos. Também preciso explicar que, como é habitual brincar convosco, Venus de Milo foi apenas um outro aspecto que foi acrescentado, apesar de achar interessante que o Michael opte por o interpretar em termos tão sérios! (A rir) Isso é interessante, por não ter envolvido qualquer encontro de carácter mais grave. Isso serve para ilustrar a tracção que sentis para descobrir significado oculto em meio a tudo! Vós mantendes-vos bastante entretidas neste foco, e sois bastante criativas!
Voltando ao nosso assunto da prática relacionada com os sonhos, haveis de descobrir que estes conceitos da fragmentação se tornarão muito mais fáceis de aceitar, mesmo que os não compreendais. A interacção com os vossos sonhos permite-vos perspectivar outras dimensões, outras línguas que a vossa essência utiliza na comunicação convosco, com outros eus. Ao vos familiarizardes mais com a vossa essência, e a capacidade e criatividade que possuís no estado de sonhos, haveis de poder ligar-vos mais positivamente ao vosso estado de vigília. Podereis questionar-vos sobre qualquer coisa, e responder a vós próprios. O conceito ou realidade da fragmentação também não se acha limitado aos focos físicos. Eu posso - e faço-o - fragmentar continuamente a minha essência no enfoque que assumo. Cada foco, independentemente do que seja, faz isso. Isso não deveria provocar-vos nenhum conflito, porque se a Unidade Criadora Universal e o Todo é criadora, e se vós da mesma forma possuís tudo o que existe, e sois igualmente criadores de tudo, porque razão então não haveis de criar? É o que fazeis! (Pausa) Vou passar a admitir as vossas perguntas, pois isso dar-vos-á muito o que “absorver”!
CAROL: Terei entendido que parte da fragmentação abrange os nossos filhos?
Pode abranger. O que não quer dizer que o faça sempre. Só quer dizer que pode abranger. Tornar-se-á bastante reconhecível para vós por meio da perspectiva dum aspecto, o qual se apresente como muito dominante numa criança, que representa um desejo e uma capacidade latente em vós próprios. Um desejo não expressado é frequentemente manifestado nos vossos filhos, através da criação e da fragmentação. O que não consiste em regra nenhuma. Trata-se somente duma possibilidade. Isso, também não quer dizer que essa essência se tenha necessariamente fragmentado neste foco particular de desenvolvimento. Pode ter sido criada como vosso filho num outro foco de desenvolvimento. Pode não ter sequer ocorrido nesse reconhecimento de sistemas planetários. Frequentemente, contudo, resulta uma estranheza, desse reconhecimento, sem compreenderdes sempre esse reconhecimento, mas reconhecimento que opera entre pai e filho. O pai reconhecerá partes de si próprio na criança. O filho reconhecerá que o pai apresentará partes por desenvolver e que não ele terá escolhido manifestar. Isso pode implicar confusão em determinados aspectos de ambos, mas em grande parte, nenhum deles permanecerá por muito tempo nela. Apenas o facto de começar a trazer isso à atenção o fará começar a questionar, e focar-se e compreender. (Pausa) Uma noite destas, numa sessão futura que tenhamos iremos pedir aos presentes para trazerem um retracto favorito de família ou de alguém. Com isso, vou aceitar um breve comentário da parte do indivíduo, ao que responderei com uma interpretação da fragmentação e do foco que cada um de vós tiver tido.
CAROL: Haverá algo que, esta noite, me possas dizer de específico em relação aos meus dois filhos? Tenho muitas perguntas a respeito do relacionamento que tenho com eles, e em relação a eles.
ELIAS: Perguntas destinadas a eles?
CAROL: Acerca do relacionamento que tenho com eles e em relação a eles, e como chegamos a ficar juntos.
Isso resultou da atracção, por parte de ambas as essências, na medida dum enorme desejo. Vou-te dar um pequeno exemplo do desejo que as essências podem apresentar de se juntarem num foco físico, usando o Michael como exemplo. Isso poderá falar-te das essências dos teus filhos por uma relação mais profunda. O Michael e a filha dele, a Elizabeth, escolheram separar-se durante um tempo. Neste foco físico, não entenderam o acordo que tinham estabelecido. Todavia, isso envolveu um acordo. Fez-se necessário um período de separação entre ambos a fim de se unirem na compreensão um do outro. Foi uma separação que se estendeu por vários anos, e a sua reunião, por causa de circunstâncias físicas, tornou-se difícil. Existiam demasiados obstáculos a impedir-lhes a reunião física. Contudo, cada um dos desejos deles era de tal modo intenso, mesmo ao não alcançar expressão entre si nem para com os outros, que a sua energia os acabou por reunir de novo. Desse mesmo modo, os teus filhos, conhecendo previamente a tua essência, nos vossos termos, deixaram-se atrair para ti de novo. Não são necessários nenhuns convencionalismos num foco físico para passar a existir ligação. Eles estiveram ligados a ti durante muito tempo. Hás-de ficar surpreendida se souberes que a tua filha, na realidade, constitui um fragmento da tua própria essência. Esse é um laço bastante estranho. O teu filho tem estado ligado a ti na sua essência ao longo de muitos focos físicos, e para além deles. Podes experimentar frustração ou conflito neste foco, por não compreenderes a expressão do foco físico dele. O que não quer dizer que não se ache excepcionalmente ligado. Podes não concordar com aquilo porque o teu filho alinha, assim como podes não concordar com as crenças que a tua filha abriga. Isso não tem importância.
VICKI: Eu tenho uma pergunta. Quando começaste a falar sobre a fragmentação, disseste que toda a decisão... (A esta altura o Elias toma uma bebida) A pergunta é se terás referido isso em termos literais, quando mencionaste que cada decisão que tomamos se torna numa realidade numa outra dimensão?
ELIAS: Sim. Não vos estava a falar em termos conceptuais nem no sentido figurado. Já vos dei conta disso. Estava a falar-vos em termos literais. Tal como fingis na dimensão física, quando dizeis que deveis ter algures no vosso mundo um duplo, e na realidade, algures no vosso universo, possuís milhares de imagens espelhadas!
VICKI: Isso é assustador!
ELIAS: Isso não quer dizer que todas se assemelhem a vós. Algumas poderão assemelhar-se a... (a seres acinzentados e esquálidos”! (A sorrir)
VICKI: Por falar nisso, penso ter uma compreensão parcial daquilo que estás a referir. A pergunta que colocaria é a seguinte: porque é que ao longo de tantos anos me tenho sentido tão fascinada com este tema dos extraterrestres?
ELIAS: Por a tua essência sempre ter procedido a uma identificação da verdade e da realidade que isso envolve. Ao criardes uma manifestação física final, a vossa essência acha-se mais em contacto convosco, ou passais mais a tornar-vos uma parte dela do que aquilo que percebeis. Possuís um maior entendimento e ligação com a verdade. A interpretação que fizerdes poderá firmar-se num enfoque físico, mas a consciências da verdade que possuís acha-se presente. A esse respeito cada um escolhe o seu enfoque e ligação. Isso, em termos individuais - e no caso do Lawrence - correspondeu ao enfoque, por se tratar dum enfoque dimensional com que te envolveste bastante, e com que te identificas de perto. Tu escolheste manifestar-te e focar-te nessa dimensão. Tal como no caso da Dimin, que escolheu focos fora deste planeta, e se identifica com eles, o que a conduziu à sua última manifestação, subsiste uma grande consciência e identificação com esse foco.
VICKI: Uma outra pergunta. Os meus planos e os do Michael para sonhos em conjunto.
ELIAS: Sim? (A sorrir)
VICKI: Isso representará alguma possibilidade? (A rir)
ELIAS: O que é que pode constituir uma possibilidade? (Também a rir)
VICKI: Os nossos planos para nos juntarmos. Os nossos encontros. Os encontros que temos nos sonhos.
ELIAS: (A sorrir) Já destes início a tal empenho! Eu pergunto-te porque razão me questionas se o consegues fazer? Vós ambas, à semelhança de todas as essências que se acham envolvidas comigo, ou todas as essências em toda a parte, já possuís a habilidade de criar seja o que for que desejardes ou escolherdes, seja em que tipo de enfoque escolhais criá-lo. O vosso estado de sonhos constitui somente um outro enfoque. É igualmente tão real quanto esta realidade do estado de vigília!
CAROL: Poderás prestar-me alguma assistência em relação ao meu estado do sonhar, por não conseguir recordar. Cheguei apenas ao ponto de ter consciência de ter estado a sonhar a noite toda, mas não recordo nada. Ou isso faz parte do plano?
ELIAS: De facto, faz parte dum plano. Esse estado do sonhar comporta estágios. Esses são os mais fáceis de vos focardes, tal como numa outra cultura, quando ensinais os vossos garotos a meditar, não esperam que com um garoto de três anos se produzam os mesmos resultados que são obtidos com o vosso Dalai Lama! (Riso) No vosso estado do sonhar isso torna-se num enfoque natural para vós. Contudo, nesta cultura, foi-vos ensinado que os sonhos não passam de imaginação, e que não são “reais”. Por isso, tu praticaste durante muitos anos com respeito a essa disposição. Agora eu surjo e digo-vos para prestardes atenção! Não podeis dar a volta a isso como se dá ao manípulo duma torneira, automaticamente, pelo que precisais praticar. Levou-te muito tempo a deixar de prestar atenção. Agora vai levar-te algum tempo, mas não muito, a prestar atenção.
O facto de perceberes que estás a sonhar, já é bom. A seguir, trabalha a consciência e a união que obténs a fim de recordares. Mesmo que só recordes uma impressão, e não chegues efectivamente a visualizar, isso deverá servir de reforço para a tua consciência física, a qual por sua vez te possibilitará uma maior liberdade. Quanto mais praticares, mais dextra te tornarás. Quanto mais realizada te tornares nesse estado, mais te unirás à tua essência, além de passares a dispor dum maior prazer! Isso não é por uma questão de vos divertirdes, somente, apesar disso ser admissível, mas é que passais a experimentar uma existência mais alegre no vosso estado de vigília. Um estado afecta o outro. Eles interagem continuamente. Mas, se uma parte qualquer da vossa expressão for bloqueada isso passa a resultar num tipo de detrimento, seja de que tipo for. Toda a energia - coisa que já tive ocasião de referir – deve ser expressada. Ela acabará por se expressar, dê por onde der. O vosso estado de sono, ao contrário do que vos foi ensinado pela cultura em que vos achais inseridos, deveria ser considerado como algo bastante especial e digno de ser apreciado, por constituir uma expressão mais realista e abrangente da vossa essência. Também haveis de descobrir que obtendes uma maior liberdade e capacidade de criar o que quer que desejeis criar, nesse estado.
VICKI: Mal posso esperar ir para a cama! (A rir)
CAROL: Vou passar a adoptar todo um ponto de vista novo, em relação a isso. (Pausa) Poderemos colocar algumas perguntas pela vez do Donovan?
ELIAS: Podeis.
CAROL: Especificamente relacionadas com exemplos respeitantes à vida dele, e à da Roselyn Bruier, e do que o Donovan parece pensar poder ter sido possessão. (A este ponto o Elias expressa um total desespero, coisa que anteriormente só terá sucedido uma vez, acompanhado de muitas expressões faciais. Nós rimos todos)
ELIAS: Vou referir, uma vez mais, esse assunto. (O Elias suspira, e nós voltamos todos a rir) Já expliquei esse assunto pessoalmente ao Donovan, mas ele não presta atenção, só que já estou habituado a isso com o Michael, e suponho constituir um enfoque habitual neste desenvolvimento. No caso relacionado com a experiência que ele teve com a mulher que ele terá percebido como “possessa”, antes de mais, permitam que passemos a explicar ter existido um acordo entre essa mulher e a mulher dele. Tratou-se dum acordo que dizia respeito a uma troca de energias. Essa troca de energias constituiu uma expressão de partilha de descontentamento e de manifestação de ira, e na expressão de infelicidade neste foco actual. Diante dum sentimento de falta da capacidade para expressar esses enfoques emocionais de um modo e intensidade apropriados, foi decidido manifestar essa energia sob a forma de divisões. Essas divisões são constituídas por energia da personalidade. Isso não deve ser confundido com a divisão ou rompimento psicológico da personalidade no físico. Alguns, ao criarem bloqueios e produzirem o efeito de retenção (géiser), escolhem uma expressão em termos dessa energia por intermédio duma interpretação mística dessas. Podem exprimir-vos “pavor” em relação a essa natureza sem vos magoar. Podem dar expressão a comportamentos violentos sem que isso tenha qualquer repercussão em si mesmo por meio dum enfoque físico, por não reclamarem qualquer responsabilidade física por aquilo que estiverem a criar. Ao darem expressão a uma coisa dessas, manifestam a energia da sua expressão emocional numa outra “forma fantasma”. (Dito duma forma bem humorada, seguido de riso)
Quanto à situação da experiência da visita à prisão, esse indivíduo possui uma compreensão parcial das ligações que se operam entre as essências. Parcial – subentenda-se! Isso é comum no foco físico. Perguntaremos ao nosso bom amigo Donovan, se ele não terá consciência de algo de estranho que se estivesse a passar com esse indivíduo, quando ela optou por fazer uma reunião com o fito da compensação monetária em troca duma expressão espiritual? Isso não quer dizer que o indivíduo não se ache ligada, por que está. Mas ela também se encontra equivocada no foco físico que estabelece e tem permitido que um elemento demasiado focado no físico lhe provoque desgaste na direcção que estabelece. Direi ao Donovan que conseguir uma audiência com esse indivíduo, que ele acredita ter descoberto, lhe custaria agora muito dinheiro. A expressão desse indivíduo não resultou duma visualização efectiva de entidades ou essências “maldosas”, que, como já sabemos, não existe nenhuma, de qualquer modo. Tratou-se apenas duma expressão de desconforto em que esse indivíduo se colocou neste fórum (foco?) físico. O nosso amigo tem muita confiante nele, mas pode ser enganado. Sentes que esta resposta seja suficiente?
CAROL: Sinto, certamente que o é. Muito obrigado.
ELIAS: Não tens de quê.
CAROL: Pode representar mais do que o Donovan podia esperar!
ELIAS: Tereis mais alguma pergunta para esta noite??
VICKI: Já tenho bastante em que pensar!
ELIAS: Muito bem.
RON: Poderei colocar uma pergunta?
ELIAS: Podes. (A sorrir)
RON: Eu gostava de saber de que essência se trata que se reúne a ti nestas sessões, e que se senta ao teu lado. O homem maior.
ELIAS: Isso não corresponde a uma essência que se “junta a mim”. Trata-se duma manifestação minha que tu visualizas. Reconheço que tens uma percepção excelente da minha essência, mas posso-te colocar uma pergunta? (O Ron acena afirmativamente. De notar que esta foi a primeira vez que o Elias coloca uma pergunta deste tipo a um membro do grupo) E então, que pensas de mim??
RON: Estou altamente impressionado!
ELIAS: Obrigado. Eu procuro (impressionar)! (A rir)
RON: Mas consegue-lo bem!
ELIAS: (Dito com muito humor) Eu diria que sou bastante artístico e criativo, não concordarás? (Riso generalizado) E modesto, também!
VICKI: E maravilhoso!
ELIAS: Sem dúvida! (De novo, muito riso) Fico a ansiar pelo nosso próximo encontro e por expressões de diversão que resultem a partir de agora e até então, à nossa próxima sessão, e fico a aguardar por uma expressão de bom-humor da vossa parte, nessa altura. Podeis permitir-vos brincar. É salutar, além de ser “bom para vós”! E talvez, também venha a visitar-vos, ou talvez vos venha a apresentar a Vénus de Milo! (Todos rimos) Até ao nosso próximo “encontro”, no qual poderei apresentar-me com uns “olhos esbugalhados e uma cabeça esquisita” (com muitos gestos cómicos) Dou-vos as boas noites, e os meus votos de bons sonhos!

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