segunda-feira, 15 de agosto de 2016

MATERIAL ELIAS - SEGUNDA PARTE




Nota da Vicki: Vamos começar a tentar incluir notas de rodapé. Elas passarão a ser indicadas por um algarismo, e deverá situar-se no final da transcrição.
ELIAS: Boa noite. (Pausa, a seguir à qual ri de modo forçado) Estais todos com um espírito muito brincalhão! Não estou certo que o Michael venha a juntar-se a nós, esta noite. Ele é capaz de decidir ir para longe! (1) Vamos começar por abordar o tema escolhido. Podeis escolher o assunto que quiserdes subordinado ao nosso tema do elemento religioso, ou podeis optar por colocar perguntas. (Pausa)
VICKI: Eu gostava de escutar mais coisas acerca do elemento religioso.
ELIAS: A qual dos aspectos inerentes a esse elemento preferireis que dê continuidade?
VICKI: Que tal as crenças ou os sistemas de crença, tanto neste como em outros focos?
ELIAS: Sistemas de crença. Cada foco incorpora sistemas de crença. Seja em que dimensão for que vos manifesteis, precisais fazer uso de sistemas de crença. Estes conferem-vos linhas de orientação quanto ao modo de perceber o vosso mundo. Isso não se acha limitado a este mundo, mas inclui todas as dimensões e todos os focos em manifestação – não a totalidade daqueles focos que não se manifestam no físico, ou imateriais, mas todos os focos que se manifestam em termos físicos. A maioria dos sistemas de crença são muito semelhantes, tal como a maioria deles no vosso planeta constitui basicamente o mesmo. Os sistemas de crença desenvolveram-se, basicamente, a partir duma ideia religiosa. Diferentes culturas desenvolvem ideias religiosas diferentes. Vós classificais tais ideias e atribuí-las a um enfoque religioso, por uma razão de uniformidade de grupo. Fazei-lo a fim de vos permitirdes identificar uns com os outros.
Originalmente, vós não incorporáveis sistemas de crença religiosos. Originalmente - neste foco, por onde começaremos, por vos ser familiar – não necessitáveis dum enfoque religioso, por nessa altura vos encontrardes mais ligados ao estado da vossa essência, Gozáveis, ainda, duma consciência da vastidão do envolvimento que tínheis no relacionamento uns com os outros. Mesmo quando decidistes manifestar-vos em termos físicos e criar a separação dos corpos físicos, vós estáveis ainda de tal modo ligados ao estado da vossa própria essência que não diferenciáveis, mesmo em termos de corpo físico. Somente após terdes começado a focar-vos no singular (eu), nesta manifestação física, se tornou necessário que desenvolvêsseis sistemas de crença independentes. Primeiro, desenvolvestes sistemas de crença referentes a vós próprios; ao fazerdes isso, acreditastes existir em separado. A seguir precisastes interrogar-vos: “Mas, em relação ao que existirei eu, em separado?” Cada sistema de crença que utilizeis provoca uma interrogação. Cada interrogação torna-se causa duma outra crença. Foi assim que começastes. Desde os vossos começos, já incorporastes miríades de sistemas de crença neste foco físico. Os vossos sistemas de crença não empregam somente o que designaríeis actualmente por crenças religiosas. Os vossos sistemas de crença incorporam tudo o que tenha que ver com a vossa manifestação física. Incorporam o modo como encarais tudo. Os vossos sistemas de crença foram criados com base em informação que vos foi fornecida pelos vossos sentidos físicos. Vós criastes os vossos sentidos físicos a fim de interpretardes tudo no vosso meio material, o que também vos inclui a vós.
Quando escutais um pássaro, acreditais que esteja a cantar. Quando vedes uma maré no vosso oceano, acreditais que se encontre em movimento. Quando sentis temperatura, acreditais que signifique quente e frio. Quando cheirais uma flor, acreditais que seja agradável. Essas são formas de percepção que brotam dos vossos sentidos físicos, que fornecem informação ao vosso cérebro físico criado. Este cérebro fornece informação à consciência não física, relativa às realidades físicas. Eu declarei anteriormente que, se pudésseis experimentar a existência física sem vos tornardes físicos, não teríeis precisado criar esta existência física. Por isso, necessitais de utensílios físicos para poderdes interpretar a experiência material que fazeis. Nessa medida, desenvolveis sistemas de crença em relação àquilo que experimentais e ao que percebeis. Os vossos sistemas de crença empregam informação exterior. Os vossos sistemas de crença, originalmente, empregavam as vossas percepções procedentes do interior. Mas vós desligastes-vos desses sistemas de crença, e de modo bem eficaz, devo acrescentar!
Porque a vossa essência é tão vasta, e esta experiência física é somente uma parte dela, vós, ao longo da vossa história, sempre tivestes percepções de um “além”, algo que tivesse uma existência para além do que era visto, um “conhecimento” de mais do que podíeis perceber em termos físicos. Neste foco físico, vós sois também seres curiosos. Essa curiosidade serve como motivação para a exploração, mas à medida que explorais e formulais interrogações, desenvolveis sistemas de crença relativos àquilo sobre que vos interrogais. Esta experiência física representa uma existência muito do tipo “mostra-me, prova-mo”. Isso nem sempre foi assim, mas à medida que vos fostes desenvolvendo ao longo do tempo, haveis incorporado mais elementos físicos, a ponto de chegardes a acreditar que tudo deva ter uma resposta científica.
Há muito tempo, na vossa história, vós não éreis tão orientados para ciência. Isso não quer dizer que a curiosidade e o desejo nesse sentido não se achassem presentes. Achavam-se, só que a informação de que dispunham era limitada. Por isso, permitíeis mais do que haveríeis de chamar, ou acreditar ser, misticismo. O que é divertido em meio a isso é o facto de desenvolverdes termos técnicos, mas não ides a parte nenhuma com isso! (A sorrir) Incorporais mais características materiais na vossa existência, e sabeis menos sobre a realidade! A diferença agora é que a vossa intuição está a “cotucar-vos”, e as vossas essências encontram-se aborrecidas com o conhecimento físico de que dispondes, por não se revelar suficiente. Lutais para passardes a incorporar mais e mais experiências, mas elas jamais se revelam suficientes. Foi por isso que escolhestes criar esta mudança (de consciência).
Crenças são desenvolvimentos muito complicados. Tal como já vos declarei, não gozam duma natureza intrínseca. São algo adquirido. Também são todas muito cambiantes. É por isso que não constituem verdades. As verdades não mudam. As crenças sempre mudam. Está-vos na natureza mudardes, neste enfoque. Até mesmo o vosso desenvolvimento físico se acha sujeito à mudança. Vós não viveis durante noventa anos neste planeta como bebés. O vosso corpo altera-se, desenvolve-se e amadurece, e experimenta a mudança. Isso deve-se ao facto de acreditardes dever passar por isso. Vós criais a vossa realidade! Se acreditásseis que a vossa primeira infância durasse vinte anos, havíeis de andar de fraldas durante esses vinte anos! Se acreditásseis poder viver durante novecentos e sessenta anos, como o vosso Matusalém, haveríeis de viver novecentos e sessenta anos! Até mesmo no que diz respeito a detalhes como o da vossa cor de cabelo, isso não passa de um sistema de crença. Acreditais na vossa genética, e que se os vossos pais exibirem certas e determinadas características, haveis igualmente de as exibir. Possuís sistemas de crença para coisas tão simples quanto o vestuário, ou o que deveis ou não usar. Eu forneço-vos estes exemplos de modo que não resulte qualquer engano quanto ao facto de que as crenças não abrangem somente o campo religioso.
Elas envolvem tudo o que existe no vosso foco. Se acreditardes que haveis de adoecer, haveis de adoecer! Se acreditardes ser atletas, isso será no que vos tornareis! Se vos desvalorizares continuamente a vós próprios, haveis de vos tornar naquilo que invalidais! Se não recordardes, e repetirdes que não recordais, haveis de não recordar! Se acreditardes ser um grande pintor, haveis de pintar magnificamente!
É por isso que vos expresso o quão importante se torna que percebam isto, porque as crenças que albergais limitam-vos o desenvolvimento. Elas limitam-vos a expansão, a consciência que tendes e as percepções. Por vezes também se revelam bastante insidiosas. Conforme vos disse anteriormente, podeis pensar que acreditais em algo, e uma vez confrontados com essa coisa, a crença que tínheis pode não ser aquilo que pensáveis. Tal como no pequeno exemplo, O Michael pensa acreditar na cura, e pensa que não acredita na vossa profissão médica. Ele já teve ocasião de revelar a ele próprio que isso não corresponde inteiramente à verdade, apesar de o dever felicitar pelos esforços que tem evidenciado por alterar esses sistemas de crença actualmente. Isso constitui um passo espantoso de efectuar.
Isso, eu gostaria também de vos dirigir a todos, utilizando-o como um exemplo, de que a razão porque vos falo na expansão das crenças que albergais se deve ao facto delas afectarem tudo. Mas vós não alterais simplesmente as crenças que tendes. Não as desligais qual lâmpada de iluminação. O modo como haveis de começar a afectar crenças enraizadas é vivendo-as, mesmo quando não acreditais, mesmo quando sentis medo, ou não estais convencidos, ou não estais a acreditar. Tendo fé na vossa essência, e vivendo-as de qualquer jeito, haveis de ver por vós próprios. Isso é coisa difícil de fazer, eu compreendo, porque se não acreditardes numa coisa, não desejareis sequer considerar outras opções.
Os sistemas de crença são muito vigorosos. Já tive ocasião de vos referir, em sessões passadas, que os vossos sistemas de crença são tão vigorosos que os carregais para lá da vossa expressão no físico. Vós carregai-los de um para outro foco. (O Elias desatou a rir ao pronunciar a frase seguinte) O que é bastante divertido é quando incorporais sistemas de crença que entram em conflito, situação em que acabais por vos confundir, como o Lawrence, que criou diferentes dimensões com os seus sistemas de crenças! (Riso) Isso gera demasiada confusão, mas em termos explicativos haverão de ver o quão fortes esses sistemas de crenças são. O que não quer dizer que o que acreditardes que exista não exista. Serve unicamente a título de ilustração de que os sistemas de crença existem igualmente nesse foco, o que irá confundir esse foco. Isto é somente para ilustrar que esse foco também comporta sistemas de crença, coisa que irá deixar este foco na confusão. Outras dimensões e outras formas de existência acreditam noutras coisas. Elas basicamente assemelham-se às crenças que tendes, por serem influenciadas pelas mesmas coisas; experiências. Podem passar por experiências diferentes, podem incorporar informação sensorial diferente, mas desenvolvem igualmente sistemas de crença baseados nessas coisas, do mesmo modo que vós.
Estas são áreas diferentes subordinadas ao assunto. Posso-vos dizer que vos poderia resultar mais fácil aceitar e compreender crenças inerentes a uma outra dimensão, a qual poderia ser considerada como uma espécie completamente diferente da vossa. Existem igualmente sistemas de crença em dimensões alternas, que consistem em ramificações da vossa própria dimensão; eus alternados vossos, outras probabilidades. Cada uma delas incorpora sistemas de crença. Vós podeis, nesta dimensão e foco material, acreditar dever conduzir o vosso carro pelo lado direito da estrada. Num outro foco dimensional, podeis utilizar um sistema de crença de não utilizardes estradas para conduzir, e em que conduzis através da relva, sem jamais tocar na estrada. Cada foco incorpora as suas próprias crenças.
Eu podia teoricamente passar horas convosco a explicar-vos diferentes sistemas de crença dimensionais. Isso ser-vos-ia muito informativo, mas completamente inútil, porque os sistemas de crença de albergais são os que empregais e aqueles com os que tendes de lidar. São aqueles que vos afectam a realidade. Nessa medida, tal como já declarei imensas vezes, vós também criais a vossa realidade! Se isso fosse a única coisa que alguma vez fosse capaz de vos transmitir, seria a mais importante! Cada pensamento, cada emoção que experimentais, é uma realidade. Tudo o que percebeis, desenvolveis um sistema de crenças ao redor disso, e isso cria-vos a vossa realidade. Com muitos dos vossos sistemas de crença, vós provocais a vós próprios um imenso dano. Isolais-vos da vossa essência. Mesmo quando acreditais estar a expandir-vos e estar a incluir a vossa essência, ao incorporardes medo na vossa realidade vós bloqueais-vos, não somente a vós próprios em relação aos outros que vos cercam no foco físico, mas em relação a vós próprios.
A vossa essência não vos profanará. Por isso, se incorporardes alguma coisa neste foco físico, a vossa essência permitir-vos-á que o experimenteis, mesmo que diga respeito à vossa própria destruição. Ela não interferirá nos desejos nem nas crenças que utilizardes. Se criardes algo nesta realidade física, a vossa essência, em respeito por isso, permiti-lo-á. É por isso que a vossa essência não intercede por vós, impedindo-vos de magoardes outra pessoa ou a vós próprios. Podeis criar o que quer que penseis. Podeis criar o que quer que sintais. Vós, neste foco, sois o único que pode alterar isso, ou não.
Também vos posso dizer que se torna causa de tristeza para nós, ao vos expressarmos a realidade disto, testemunhar a renúncia pessoal, neste foco físico, diante do facto de dizerdes: “Oh, bem, eu estou a experimentar.” (A esta altura o Elias assume um ar grave como jamais vira anteriormente) ISSO ESTÁ ERRADO! DEFINITIVAMENTE! Não existe nada como: “Oh, bem, estou simplesmente a experimentar”!
Com cada experiência que escolheis, vós afectais probabilidades, tal como os exemplos que vos forneci anteriormente, relativos aos pensamentos e aos sentimentos do cartão, da flor e do quadro. Quer tenhais ou não, no foco físico, consciência do modo como afectais cada essência, vós afectai-la! Isso é uma realidade! Podeis percorrer os focos físicos de olhos vendados sem jamais ter consciência desta verdade, mas todos vós aqui presentes, sem excepção, decidistes não vos voltar a manifestar fisicamente de novo. Por isso é que falo convosco de modo diferente daquele que usaria com outros. É por isso que se torna importante que escuteis. Também traduz a razão porque se torna importante que compreendais estes conceitos, por não serem meros conceitos, mas uma realidade!
Além disso, uma das razões porque pedistes esta audiência e auxílio prende-se com esse facto de não vos voltardes a manifestar no físico. Também não vos introduzireis num foco que designaríeis presentemente como “mundano”. Vós sois todos essências inteligentes e bastante unidas. Tendes “coisas a fazer”. Ainda tendes realizações diante de vós. É importante que vos associeis. Vou-me reportar a este grupo de modo diferente do que o faria, esta noite, se estivessem presentes outras essências. Das essências presentes neste grupo, espero eu uma maior interacção. Vós estais a praticar e estais a notar. Estais a trabalhar arduamente. Eu reconheço e louvo isso. Além disso espero que isso tenha continuidade. Espero também que vos associeis uns com os outros. (2)
Tal como iniciei, vós não sois uma laranja. Não conto que penseis em vós como laranjas. Sois capazes de incorporar muito mais, e se não incorporardes muito mais, deverá resultar unicamente da existência de sistemas de crença limitativos. Conforme referi, não me encontro aqui para alterardes as crenças, mas apenas para expandirdes a percepção que tendes e para passardes a incorporar mais no vosso foco, coisa que sois perfeitamente capazes de aceitar. (Pausa) Será isto suficiente para pensardes com respeito a esta área? (Pausa prolongada)
VICKI: Dá muito que pensar. (A chorar, seguida duma outra pausa)
ELIAS: Sim? (Voltado para a Elizabeth)
ELIZABETH: Muito bem. Tive um sonho uma noite destas com um catraio negro com quem tinha uma ligação profunda, e isso deixou-me emocionada, nesse sonho. Eu interrogo-me se me poderias revelar algo relacionado com ele...
ELIAS: Vou explicar em primeiro lugar à Elizabeth, que não te ignorei. Tu não quiseste prestar atenção. Eu respondi-te mas tu estavas bastante ocupada. (A sorrir) Esse foi um sonho interessante. Vou-te explicar antes de mais que, todas as coisas constituem probabilidades. Nada constitui um absoluto. Como probabilidade, isso representou um sonho precognitivo, o que significa que isso foi um espreitar dum incidente que ocorre no que designais por futuro. Isso não é para te surpreender nem devia surpreender-te que, de entre todos, tu experimentes um foco futuro, por teres feito isso ao longo da tua vida. (A sorrir) Tu falaste a ti própria desde um ponto de vista futuro enquanto criança. Tens estado em ligação com a tua essência e o reconhecimento da não linearidade de tempo desde pequena, neste foco de desenvolvimento. Já tiveste muitos sonhos precognitivos antes. Isso deve-se ao facto de estares a observar o que sucede nos teus outros focos. Tu observas constantemente o que ocorre no teu passado, e observas o que se passa no teu futuro, não apenas no teu estado de sonhos enquanto dormes, mas também no teu estado desperto, por meio do que chamas de devaneios. Trata-se apenas dum desvanecimento do estado de vigília a fim de observares outras dimensões. Este sonho, apesar de ter sido bastante emocional, não representou o que designarias como um sonho mau, e culminou num sonho positivo.
Neste sonho tu experimentaste essa tremenda e opressora emoção, porque se escolheres que isso ocorra numa probabilidade futura, quando isso suceder tu recordarás, e não se sentirás oprimida pela emoção, por lhe conheceres o resultado. Isso constitui uma outra via por meio da qual falais a vós próprios. Tens toda a razão em dizer que aprecias bastante a companhia de ti própria, e aprecias, e falas contigo própria o tempo todo. Eu diria, que isto vos pode ser bastante instrutivo a todos. (O Elias encara todos os presentes, a seguir ao que o gato se aproxima dele, roça-se nele, e ele o acaricia) Olá gatinho. Tu és muito bonito! (Riso)
Se praticardes esta mesma expressão, podereis todos sintonizar as vossas essências, e haveis de experimentar o que já vos referi muitas vezes, de não vos separardes pela ideia do tempo. O tempo consta unicamente duma ideia. Não traduz realidade nenhuma. É por tal razão que realizais tais coisas. Podeis efectivamente falar com um eu futuro ou um eu passado, por não existir qualquer elemento de tempo. Mesmo aqueles de entre vós que não experimentam isso, passam por experiências de ausência de períodos de tempo. Vós envolveis-vos de tal modo, por vezes, com os sentimentos ou pensamentos que tendes, que deixais de ter qualquer noção ou consciência do tempo! Apenas escolheis deixar de incorporar isso nos vossos sistemas de crença. É por isso que achais tão difícil aceitar. Não vos estou a falar de coisas que já não conheçais, mas apenas de coisas que esquecestes.
ELIZABETH: Pois.
VICKI: Eu tenho uma pergunta. (A esta altura, chega a Christie)
ELIAS: Seja o Oliver bem-vindo!
CHRISTIE: Viva. (Riso forçado)
ELIAS: Sim? (Para a Vicki)
VICKI: Numa sessão recente, mencionaste que frequentemente, quando temos o que designamos por pesadelo, não nos sentimos “tão bem”. E ao tentar trabalhar nessa área dos sonhos, por várias vezes ao longo desta semana, tive dias em que não me sentia bem e outros em que me senti num estado maravilhoso após ter recordado uma experiência positiva de sonho. Nos dias em que não me senti bem, não tenho a menor ideia de ter tido pesadelo algum. Penso que a pergunta se resuma ao seguinte: em que consistirá um sonho?
ELIAS: Antes de mais, dir-te-ei que a razão porque não te “sentiste tão bem” no dia seguinte - parabéns por o sentires - (riso), não se deveu ao facto de teres tido um pesadelo. Não recordas os eventos dos teus sonhos, o que te provocou uma imensa frustração. Ao sentires essa frustração no teu estado de sonhar, tu expressaste esse sentimento no estado de vigília no dia seguinte. Por vezes sentis-vos frustrados antes mesmo de acordardes! Saís-vos muito bem mas ainda assim ficais em dúvida. Por isso, criais frustração antes mesmo de acordardes, pelo que acordais sem recordardes, e reforçais essa frustração! Uma dessas formas de frustração não terá sucedido antes da outra! (A rir) Ambas se reforçam simultaneamente uma à outra. (O Elias e a Vicki riem juntos)
Já no caso dum pesadelo é diferente. Geralmente, um pesadelo não representa aquilo que pensais que seja. Pensais que se trate duma fantasia, dotada dumas proporções descomunais, criada pela vossa imaginação. Geralmente, é percebida como algo temível. Os pesadelos nem sempre correspondem às invenções da vossa imaginação, apesar de aduzir a título de rodapé que a imaginação constitui uma realidade. Os pesadelos podem representar uma expressão qualquer que julgueis ser causadora de desconforto, quer se trate duma cena que percebais como um produto da invenção, ou algo que possa de facto acontecer no físico, no estado de vigília. Muitas vezes, os pesadelos são criados com o propósito expresso de permitir que o indivíduo expresse emoções. Também constituem um salvo-conduto para o medo. Podeis experimentar medo numa tremenda profundidade num pesadelo, sem que nada vos suceda. Haveis de acordar e sentir-vos “não muito bem”, mas fisicamente haveis de vos sentir óptimos. Podeis ter o pesadelo de serdes atropelados por um comboio, mas quando acordardes ainda vos encontrareis aí, e os vossos ossos não estarão partidos.
Vós expressais o desejo e a necessidade de sentir sensações físicas ou sentimentos emocionais. Podeis por vezes sonhar com um terramoto, por sentirdes bastante temor dum terramoto. Numa expressão dessas, permitis-vos experimentar esse medo sem o manifestardes em termos físicos, nesse foco. Isso não quer dizer que não alcance expressão e não se manifeste num outro foco, porque o faz, mas não vos afecta este foco. É por isso que vos digo que o vosso estado do sonho consiste numa realidade efectiva. Todas as coisas expressadas se manifestam em termos físicos, numa outra dimensão. (O Jim chega) Damos as boas-vindas ao Yarr.
JIM: Obrigado. Boa noite.
ELIAS: Não posso realçar o suficiente que a energia que é expressada traduz uma realidade. Toda a energia consta duma realidade. Todo o pensamento é energia. Toda a emoção é energia. Tudo é uma realidade.
CHRISTIE: Por isso devíamos, pelo nosso melhor, pensar em termos positivos. Os pensamentos que temos deviam ser positivos.
ELIAS: Exacto. Efectivamente tens razão, Oliver, porque toda a expressão negativa do pensamento ou da emoção se manifestarão de um modo negativo na realidade, e toda a expressão de energia afecta todas as essências, em todas as dimensões e em todos os focos. Não existe separação. Não existe divisão alguma. Não existem secções.
JO: Não existem laranjas.
ELIAS: Exactamente, Joseph. Não existem laranjas.
CHRISTIE: Bem, devo dizer-te que isso está a servir como ajuda. Tal como mencionei da última vez, tenho vindo a conversar com uma amigo e a dizer-lhe umas quantas coisas que tu disseste, e isso está de facto a servir de ajuda na sua vida, pelo modo da experiência do erro. Através do que fui capaz de lhe dar conta de que a sua auto-estima não era muito elevada por ele sentir que as experiências dele constituíam erros, e que se mudasse essa ideia ele se sentiria muito melhor em relação a ele próprio, por ele já não se sentir mais tão deficitário nesse aspecto. É tipo: “Oh, está certo, experiências, formidável”, e isso lhe ter auxiliado de verdade a sua auto-estima.
ELIAS: Não é tão espantosa a forma com a verdade liberta? (Todos concordam) Muitas religiões referem dar-vos a verdade, que essa verdade vos libertará, mas a verdade real não carece de crença religiosa nenhuma a sustentá-la, e pode tornar-se factor de libertação por si só.
JIM: Se abrigarmos pensamentos negativos em relação a algo que desejemos, e não possuímos. A ideia... À medida que a ideia opera, pensamentos estúpidos e negativos sobrevêm-nos à mente. Existirá um modo de procedermos a uma “limpeza”? Haverá algum modo de determos todo o lixo que nos acomete, por assim dizer?
ELIAS: Tal como declarei, o negativo, do mesmo modo que o positivo, são relativos. O ideal, se pudésseis apenas focar-vos no positivo, isso seria maravilhoso, não? Vós não sois seres focados no singular. Parte da vossa experiência consta do que designais por negativo. Se não desejardes dar expressão a essa negatividade, o melhor modo de procederdes a uma “limpeza da casa” assenta em tomar conhecimento; não necessariamente em permanecer constantemente nisso nem em ceder energia à expressão de negatividade de que isso esteja imbuído, mas também em não bloqueardes. O “negativo” consta unicamente duma outra expressão e duma outra experiência. Se não a reconhecerdes nem a experimentardes, e se vos afastardes do negativo, vós bloqueais. E quando bloqueais, dais lugar à criação do vosso “efeito géiser” (retenção e posterior manifestação física e mesmo de ordem telúrica). Para não criardes esse efeito de géiser precisais experimentar. Precisais encarar isso como uma outra forma de experiência, e passar a aceitá-la e a reconhece-la. Podeis mesmo “odiar” algo ou alguém, (a sorrir para a JO) e não precisar dar expressão à expressão disso, por vos terdes facultado a experiência disso, e considerardes essa experiência e a emoção que comporta. Não é errado nem prejudicial experimentar esses sentimentos. Se não vos permitirdes experimentar as emoções negativas, produzis mais negatividade. Quando não passais pela dúvida ou pelo medo ou pela negatividade, tal como com toda a facilidade passais pelo positivo e pela felicidade e pela alegria, vós retendes a experiência disso. Ao vos apegardes a essa experiência vós bloqueais-vos, e passais a afectar em termos negativos todas as outras, e tornais a vossa vida numa infelicidade! (Riso)
CHRISTIE: Isso é interessante.
ELIAS: Eu sou sempre interessante! (A sorrir, seguido de riso)
CHRISTIE: Bem sei que és! Houve uma altura na minha vida em que tinha uma casa. Tive que a vender, e durante um certo tempo isso fez-me sentir aborrecida, e provavelmente eu tornei-me bastante obcecada pelo sucedido. E cheguei a pensar que, conforme estava a evoluir, quanto mais permanecesse bloqueada em relação a essa coisa, eu... não sei... talvez isso viesse a repercutir ou algo assim. Mas depois pensei que talvez as nossas experiências, talvez nos encontremos aqui a fim de experimentarmos as coisas... Eu pensava nesses termos anos atrás. E que realmente precisamos deixar de pensar nisso e seguir o nosso caminho, a fim de sermos capazes de experimentar outras coisas, e que se nos agarrarmos a elas, tornaremos a coisa mais difícil. (3) Por isso, o que me estás agora a dizer é que aquilo que eu pensava há quatro anos, ou há três anos ou assim, é que eu estava certa. É isso que estás aqui a dizer, e isso é muito excitante!
ELIAS: Isso é correcto. Tal como deixais que os impulsos e os sentimentos positivos passem, sem que provoquem qualquer repercussão, se vos libertardes das percepções negativas, elas não criarão repercussão alguma, tampouco. Isso é coisa que tendes muita dificuldade em fazer, apesar de todos o poderdes realizar no vosso actual conhecimento consciente. A razão, tal como expliquei à Catherine, porque vos prendeis de tal modo a essas experiências deve-se ao facto delas vos fascinarem. As experiências prazenteiras são-vos comuns, e sempre fizeram parte da vossa realidade. As experiências negativas já constituem, falando em termos relativos, uma experiência nova. Por isso, vós desempenhai-las em toda a sua extensão. Elas, para vós, são causa de fascínio, tal como o rato fascina o gato. O gato não deseja necessariamente devorar o rato mas apenas brincar com ele, e experimentar essa brincadeira, e continuar a experimentar essa brincadeira, e mesmo quando o rato acaba... morto, (riso) o gato dá continuidade à sua brincadeira, por se sentir fascinado com o movimento, tal como vós continuais a ensaiar essa emoção da negatividade, uma e outra vez, até que feneça e deixe de se mover, mas vós continuais a forçá-la pela experiência que vos propicia! (Riso) Por não constituir, conforme disse, um elemento natural da vossa essência mas uma experiência física que vos causa fascínio, só que já vos fascinou por demasiado tempo. Esse jogo está a chegar ao seu fim e não se revela mais necessário que vos fascine mais ou que continueis a experimentá-lo. (Pausa) Vamos “experimentar” um breve intervalo, e continuar rapidamente? (Riso)
INTERVALO
ELIAS: Agora, para continuarmos, passemos a permitir que coloqueis perguntas.
VICKI: Eu tenho uma pergunta da parte do Michael. Ele questiona-se em relação ao sonho que teve em que a mãe se encontrava presente numa sessão e te colocava as próprias perguntas, e interroga-se se terás algum comentário a fazer em relação a esse sonho.
ELIAS: Vós, neste foco, tal como declarei uma vez, previamente, tendes a tendência para acreditar que quando morreis, passais a conhecer “tudo”, e que a vossa consciência percebe todas as coisas. Isso está errado. Mas isso presta-se bastante como ilustração das crenças que abrigais. Acreditais compreender esse conceito de que quando morreis, não sabeis todas as coisas, mas isso serve como um exemplo do conflito que abrigais inerente às crenças.
Essa essência da mãe dele encontra-se no estado de transição. Nesse estado de transição, ela não se acha focada no físico. As percepções que tem são mais vastas do que seriam no foco físico, mas são igualmente influenciadas pelas crenças mantidas no foco físico. Nesse estado de transição, ela empregou uma certa expansão dos sistemas de crença que abrigava. Outros foram descartados. Ela não se encontra “bloqueada” nos sistemas de crença, tal como explicamos em relação a certas essências, mas está a incorporar uma compreensão mais alargada das crenças. Está a preparar-se para voltar a manifestar-se, e ao faze-lo, está igualmente a explorar percepções mais vastas.
Tratou-se dum indivíduo que não acreditava no conceito da reencarnação. Acreditava que um único foco era tudo o que existia. Ao compreender, no estado de transição, que isso estava errado, o pedido de informação foi formulado relativamente a essa questão. Essa informação podia ter surgido a essa essência sob variadas formas. Essa essência escolheu vir a mim, mas ao escolher vir a mim, também escolheu vir à sua filha. Isso foi levado a cabo pela questão duma mais ampla compreensão da parte do Michael, de modo a ele poder entender melhor o que designaria por “outro lado” deste foco físico. Isso foi o que ela fez, ao visitar o Michael neste sonho, a título duma dádiva, e ao lhe expressar que ele também terá perguntas quando voltar a focar-se depois deste foco de desenvolvimento (no outro lado).
Estas perguntas que ela me colocou não foram, conforme o Michael terá percebido que tivessem sido, perguntas características dum néscio, nem mesmo estranhas. Se um indivíduo termina o foco físico preso a sistemas de crença estreitos, passará a experimentar o que esperar experimentar no foco imaterial. Esse indivíduo começou a experimentar aquilo que as suas crenças já lhe tinham expressado. Ao encontrar-se em transição, passou a dar-se conta da realidade de não existirem sistemas estanques, mas ao não se tornar “omnisciente”, formulou interrogação em relação à informação relativa aos focos de desenvolvimento dela. Essa não seria uma pergunta que esse indivíduo colocaria neste foco físico, por não ter sido incorporada nos seus sistemas de crença. Ao perceber o seu estado actual, ela faz perguntas, tal como vós, neste foco que presentemente experimentais, perguntastes. Não é mais néscio para ela formular tais questões do que vós formulardes as mesmas questões. Trata-se unicamente duma curiosidade relacionada com a união com o nosso ser mais elevado. Ao voltar a manifestar-se, a sua consciência (conhecimento) expandir-se-á, permitindo desse modo uma mais ampla experiência e uma maior experiência de alegria. Essa essência está a reunir toda a informação que vós estais presentemente a reunir. Esse indivíduo também irá ter conhecimento disso a seguir, porque ela se vai manifestar após a vossa mudança, e irá experimentar a inclusão da expressão física e da consciência da essência.
O Michael acreditou que esse interrogatório fosse um contra-senso, por acreditar que ela devia ter conhecimento dessas respostas agora que não se encontra na manifestação física, tal como vós podeis ter indivíduos a quem tenhais estado ligados, e que não se encontrem na manifestação física. Eles não têm conhecimento de todas as coisas, e também colocam perguntas. Não experimentam do mesmo modo que vós experimentais, porque eles também não experimentam o que julgais como negativo, excepto inicialmente, se os seus sistemas de crença forem suficientemente enraizados para lhes provocar isso. Com excepção da experiência inicial, por darem continuidade aos sistemas de crença que abrigavam, não subsiste qualquer expressão de negatividade. Ela presentemente experimenta um enfoque bastante agradável e está a aprender muito, e a incorporar vastos volumes de conhecimento.
Isso representou igualmente uma expressão de contacto com uma essência familiar, numa demonstração dum cruzamento entre focos dimensionais. O Michael, a despeito de todos os seus esforços, muitas vezes não acredita em tais cruzamentos, por não ter experimentado pessoalmente tal coisa neste foco. Ele esqueceu outros focos e experiências. Acredita que tais experiências sucedam, só que aos outros, e não necessariamente a ele próprio. Tal como referi, ele está a avançar com bastante rapidez, todavia, ao passar a incorporar crenças novas, e está a experimentar com muita rapidez, num período do vosso tempo bastante concentrado, o que todos tereis experimentado ao longo das vossas vidas. Para alguns de vós, com tais experiências, ele igualou-vos; para outros, com essas experiências, ele suplantou-vos. Isso representou apenas uma outra experiência a validar a realidade de outras realidades à compreensão dele. Tenho a certeza absoluta de que com esta explicação, isso passará a fazer muito mais sentido para ele, e que deixará que formular mais perguntas a esse respeito.
VICKI: Eu tenho uma outra pergunta acerca do Michael. Que se terá passado de errado com o estômago dele na outra noite? (4)
ELIAS: Essa foi uma interpretação acertada da parte dele, com respeito a ter sido, de facto, um padecimento físico. Desejamos expressar um enorme aplauso pela tentativa que fez de confiar, porque agora verá que a confiança que conseguiu realizar valeu bem a pena. Se o Michael não tivesse ido em frente com a confiança que evocou, ele teria experimentado as vossas cirurgias físicas. Isso representou uma cópia da mesma enfermidade da Kasha, que no vosso foco físico acreditais poder ser unicamente influenciada pela vossa classe médica. Isso não é verdade. Isso constitui uma crença. Existem muitos modos de vos curardes. Apenas não acreditais. Hás-de poder verificar, em termos físicos, por intermédio da tua percepção visual, que essa área não apresenta presentemente qualquer distensão. A infecção não se acha presente, sequer. Isso foi conseguido sem a abertura do vosso corpo físico. Eu compreendo que isso seja bastante difícil de aceitar e de acreditar, mas vós e os vossos corpos, e outras essências, quando não sabeis como, sois capazes de vos curardes e de vos curardes sem interferência do exterior. Podeis remover partes infectadas sem interromperdes ou cortardes o vosso corpo físico. A capacidade que vos assiste e a vossa energia é muito mais vasta do que sois capazes de conceber.
O Yarr estava a perguntar acerca dos centros de energia. Esse centro de energia, representando o que designaríeis como o vosso segundo chakra, de cor laranja, ao rodar de forma apropriada e ao radiar energia de forma apropriada, torna-se bastante curativo. Não é necessário que o vosso corpo físico experimente dor, mas quando o faz, possuís a capacidade de alterar esse estado. Ele haverá, como todos vós, de aprender sobre os vossos centros de energia e de ligar-se mais às cores, e de compreender as capacidades que possuís no sentido de manipular os vossos próprios poderes.
Eu elogio tal acto, por ter exigido muita concentração da sua parte. Além disso, a escolha que a Elizabeth e o Lawrence fizeram no sentido de não participarem não constituiu uma expressão de falta de interesse ou de desejo nessa matéria. Foi um reconhecimento, ao nível das essências, da necessidade que o Michael tinha de compreender e de confiar. Isso, na realidade, foi útil, por agora ele não vos poder atribuir esse sucesso a vós. Ele atribui esse sucesso a mim, só que em cooperação com ele próprio. Ele reconhece a participação que tem, e isso nós reconhecemo-lo enormemente. (De modo suave e repleto de sentimento) Ele possui um desejo excepcional, e nós expressámos um tremendo carinho para com esta essência. (Pausa, seguida dum silêncio tão profundo que podíamos ter ouvido “uma gota de água a bater de encontro ao solo”) Será isto suficiente?
VICKI: É. (A chorar de novo, seguido duma outra longa pausa)
JIM: Eu gostava de perguntar em relação ao meu foco passado que se expressa em relação aos Incas, na função de Xamane. Serei uma alma antiga ou nova a vir a este mundo, por assim dizer? Terei andado por aí há muito tempo?
ELIAS: Diríamos que, falando em termos relativos, tu não serias considerado como uma alma tão antiga assim, na fragmentação, quanto o Joseph, mas também não serias considerado uma alma tão nova quanto o Michael. Serias considerado... lá pela metade! (Riso) Diríamos que quanto a estes focos de desenvolvimento, tu experimentaste muitos. Não te diríamos que a sua duração, em termos de datação, se estenda por tanto tempo quanto a do Joseph. Essa expressão de Inca foi suscitada, como foram os diferentes focos de desenvolvimento de cada um de vós, por ter sido o mais chegado, relativamente falando, em termos de afinidade. Tu identificas-te com esse foco, por ter sido um foco satisfatório e alegre. Esses tipos de focos de desenvolvimento são os mais fáceis de resgatar em termos de explicação, por vos identificardes com eles. O que não quer dizer que não te tenhas manifestado muitas vezes antes dessa, mas tal como a Catherine se sentiu desapontada com o “pobre mercador” dela, (riso) muitos de vós ficaríeis desapontados com expressões de vida “mundanas”, como diríeis. A maioria dos vossos focos de desenvolvimento, em relação a todos vós, não foram o que diríeis ser grandiosos nem especiais, apesar de todos serem grandiosos e especiais, mas não os perceberíeis como tal. Esse foi um imbuído duma tremenda criatividade e união com a essência, pelo que prontamente te identificas com esse foco. Tu foste muitos outros indivíduos, em circunstâncias muito menos encantadoras. Não penso que desejes que te forneça detalhes duma peixeira Irlandesa. Isso não resultaria tão colorido!
JIM: Já chega, obrigado. (O Jim ri)
CHRISTIE: Certa vez fiz uma regressão a uma vida passada, há uns anos, e vi-me na qualidade dum garoto de onze anos que vivia no campo, e que ao atravessar a rua foi atropelado por uma carroça de algum tipo. Isso foi o que me foi dado ver, e nesta vida, por altura dos meus dez anos, pensei que quando atingisse os onze, isso seria tudo quanto me seria dado viver. Conforme atribuí, quando escutei a regressão a essa vida passada, pensei que talvez se tratasse duma recordação. Não estou certa.
ELIAS: Isso é correcto. Tal como a Elizabeth assumiu expressões neste foco de desenvolvimento que constavam de recordações de focos de desenvolvimento passados, tu também experimentaste isso. Isso é muito mais comum de acontecer com as crianças, na ausência de doutrinação com respeito a crenças - identificar-se com focos de desenvolvimento anteriores. Algumas identificam-se em termos mais realistas e conscientes do que outras. No teu caso, e a esse respeito, à semelhança da Elizabeth, isso representa uma expressão do conhecimento que possuis em termos de consciência. Isso representa igualmente a razão porque experimentas um menor conflito com a mudança, por a tua consciência já estar a ser incorporar neste foco, e a ter conhecimento disso desde que eras criança.
Esse foco de desenvolvimento também ocorreu neste país, antes da Mary. Muitas vezes, apesar de corresponder a um acordo, quando um indivíduo termina um foco físico numa idade tenra, especialmente quando se trata dum término traumático desse foco, a consciência dessa criança não será completamente incorporada nos estágios de transição, e é transferida para focos de desenvolvimento futuros. Se escolher voltar a manifestar-se, essa experiência não se repetirá, por já ter sido compreendida. Por isso, não será necessário repeti-la nem focar-se nessa emoção.
CHRISTIE: Estou a entender. Então, essencialmente, na nossa vida actual, se sentirmos uma emoção cujo fundamento não compreendamos, e nos focarmos nisso a fim de obtermos um maior entendimento, isso servirá como um pequeno exemplo da perspectiva mais ampla que decorre em vários focos de desenvolvimento. Por outras palavras, se algo suceder noutro foco de desenvolvimento que não compreendamos, quando nos focarmos nisso, e o entendermos, nesta mesma vida, no caso dos pequenos, isso representa mais ou menos...
ELIAS: Exacto.
CHRISTIE: Nesse caso, representa uma outra forma de nos libertarmos disso.
ELIAS: Isso está igualmente correcto. A falta de conhecimento gera falta de compreensão. Hás-de lembrar-te de que nas primeiras sessões que tivemos, eu vos expliquei que se torna importantes que adquiram conhecimento. Ele é importante, por gerar compreensão. A compreensão gera percepção e habilitá-los-á a expandir a consciência que possuís.
CHRISTIE: E a expansão da consciência servirá de auxílio à... (A esta altura, ambos, a Christie e o Elias completam a frase em conjunto) “mudança”.
ELIAS: (Para a Vicki) Sim?
VICKI: Chegará a existir uma altura qualquer em que, o facto de obtermos conhecimento dum foco de desenvolvimento se preste como uma ajuda a esta mudança?
ELIAS: Todo o conhecimento é benéfico. Se vos focardes em focos anteriores de desenvolvimento a título de curiosidade, isso não se revelará tão instrutivo. O conhecimento de focos de desenvolvimento anteriores pode ser instrutivo no caso de estardes a passar por uma experiência traumática. Se experimentardes situações de choque no foco actual de desenvolvimento que não consigais explicar, por vezes torna-se benéfico empregar (o conhecimento de) outros focos de desenvolvimento. Respondo à tua pergunta, apesar de não estares a experimentar trauma nesta mudança, mas reconhecer o que me perguntas. (A sorrir)
Sucederam muitos focos de desenvolvimento noutras formas de desenvolvimento místicas, por a tua essência se ter fragmentado noutros enfoques dimensionais. Isso respondeu pela consciência de muitos focos de desenvolvimento, apesar de não terem sido compreendidos. Ao não terem sido compreendidos, tu incorporaste (muitas formas de) misticismo e busca de (outros) sistemas de crença, numa tentativa de incorporação daquilo que não compreendias. Não estavas preparada, na consciência que comportavas, para compreender. Por isso, incorporaste outras crenças pertencentes a enfoques religiosos, que nem sempre se enquadravam nos sistemas de crença Cristãos. Estiveste bastante ligada a uma... (pausa) área geográfica que actualmente chamais de Turquia. O sistema de crença (em que te inserias) seria o que também designaríeis por o de um cigano, errante, (a sorrir) possuidor de sistemas de crença que englobavam a magia da Terra. É muito interessante que te atraia tanto o facto de te deixares confundir, não somente noutros focos dimensionais, como nestes focos de desenvolvimento físicos, desde a magia da Terra até ao Cristianismo! (Riso) Isso responde pelo conflito que sentes. Possuis actualmente uma muito maior compreensão da confusão que te acomete, mas também chegarás de entender que agora poderás empregar todos esses sistemas de crenças, conforme declarei, coisa que não desejamos que se torne objecto de erradicação mas tão só duma expansão. Descobrirás que não se conflituam entre si. Essencialmente, todos são, de certo modo, acertados, porque todas as expressões se tornam realidade, coisa que actualmente compreenderás e terás a capacidade de assimilar. Estás a compreender?
VICKI: Tanto quanto me é dado faze-lo, em meio à confusão que me invade! (Todos riem)
CHRISTIE: Eu tenho uma pergunta. Eu sinto um enorme pavor das aranhas, e sempre pensei que talvez me tenha encontrado deitada num deserto, numa outra vida, e tenha tido aranhas a rastejar por mim acima, e o medo que sinto nesta vida seja apenas uma extensão disso. Ora bem, existirá alguma das minhas vidas passadas com a qual eu tenha que chegar a um acordo de modo a pôr um termo a este absurdo?
ELIAS: Isso está correcto. A tua impressão está certa, mas o medo que sentes brota do término dum foco físico ligado a uma mordedura venenosa. Isso, não te deveria preocupar, no teu presente foco, porque mesmo que fosses ferrada por uma aranha venenosa, não morrerias. Os focos de desenvolvimento anteriores não possuíam a capacidade técnica para alterar tal coisa, e de prolongar a vida. Vós sempre possuístes a capacidade de reparar isso vós próprios, mas não acreditáveis nisso. Mas agora, quer acredites ou não na capacidade que te assiste, a vossa ciência é capaz de o reparar. Por isso, o medo que sentes não merece mais a atenção que lhe dás. (Pausa) Que te poderá essa pequena criatura fazer? (A sorrir, seguido de rido generalizado)
JIM: Eu tenho algumas tarântulas lá na loja, se quiseres experimentar isso!
CHRISTIE: Óptimo! Poderás ajudar-me a tornar-me uma só com as aranhas!
ELIAS: Contávamos que indicasses a “Raposa Prateada” ou dos “bichinhos peludos de estimação”! (Riso)
JIM: Também temos desses!
ELIAS: Mas é caso para perguntar, o Joseph não tem perguntas?
JO: Na verdade entendo tudo com muito mais facilidade do que pensava. Por isso, nesta altura, não.
ELIAS: Nesse caso, estás a pôr-te em dia! (A sorrir)
JO: À “grande e à francesa”!
ELIAS: Isso é óptimo. Mas, vamos perguntar à Kasha se não terá alguma pergunta a colocar.
BILL: Não neste momento. Eu quero sentir, quero absorver aquilo que referiste esta noite.
ELIAS: Isso é admissível. (Pausa) Mas, esta semana tu fartaste-te de experimentar com os sonhos que tiveste. Ficaremos na expectativa de mais experiências dessas, e se necessitares da minha assistência, estarei ao teu dispor. (Inclina-se) Só pedimos que não tenhamos que proceder a muito mais cirurgias! Não temos necessidade de assumir um aspecto tão dramático no nosso estado de sonhos! Mas experimentar é saudável, e eu dir-vos-ei que voltarei a interagir convosco em breve, e que me encontrarei convosco antes disso, mais do que sois capazes de supor. E vou-vos desejar as boas noites.
BILL: Boa noite, Elias.
JO: Nós encontrar-nos-emos contigo esta noite!
ELIAS: Obviamente! (Rimos todos, damos as boas noites, e terminamos às 9:53 da noite)
NOTAS DE RODAPÉ
(1) A Mary também se encontrava num estado de espírito muito brincalhão. Quando o Elias apareceu, ela decidiu “ficar por perto”, durante os primeiros minutos, durante os quais ela “fazia experiências” com as cores dos chakras dela. Em resultado disso a voz do Elias foi afectada, no sentido de se ter tornado bastante “cavernosa”, durante um certo período, após o que voltou ao normal. O comentário que fez, quanto ao facto do Michael não se lhe ter juntado, foi feito relativamente á sugestão que a Vicki terá feito à Mary de poder querer ficar à “escuta” em relação à sessão da noite.
(2) A forma como o Elias orquestrou esta parte da sessão foi bastante interessante. O Ron esteve presente durante toda a sessão, à excepção do curto intervalo em que o Elias se dirigiu a todos como essências que teriam decidido não voltar a manifestar-se no físico. Durante esse período, o Ron afastou-se da sala, foi para a cama, e pouco tempo depois voltou a juntar-se ao grupo. Durante o intervalo disse-nos que a voz do Elias se tornara bastante hipnotizante, e que subitamente se sentira muito ensonado. Curiosamente, o Ron tem um forte pressentimento de que voltará a manifestar-se. Além disso, o Jim e a Christie não tinham chegado antes desta parte da sessão.
(3) A esta altura a Christie encara a Vicki e diz-lhe: “eu sei que vais detestar esta”! A Vicki responde-lhe: “Adoro”! Trata-se duma brincadeira entre a Christie e a Vicki, por as perguntas da Christie serem tão compridas, e ela falar tão rápido, que se tornam difíceis de captar da gravação. A razão porque a Vicki respondeu “Adoro” deve-se ao facto da Mary recentemente ter concordado com a transcrição das gravações. Christie, a resposta que a Mary te deu foi: “Tens razão, Christie, eu concordei”!
(4) Quinta-feira de manhã, a Mary começou a sentir dores e um inchaço na região inferior do abdómen, sintomas que se foram agravando ao longo do dia e que culminaram numa dor aguda e numa distensão, e numa descoloração dessa área. A Mary esteve com a Vicki o dia todo, e na conversa que travaram em relação a isso, estabeleceram um “acordo” no sentido de se reunirem nessa noite num sonho, a fim de passarem a “reparar” essa situação, ao invés de irem ao hospital. Tenham em mente que a Mary não acreditou de verdade que isso resultasse, e imaginou que se ela conseguisse resistir, por ter aventado a possibilidade de não resistir, ela iria ao hospital na manhã seguinte. Tenham igualmente em mente que a Vicki se sentiu bastante agitada e responsável a noite toda, a ponto de não conseguir pregar olho. Nenhuma delas acreditou de verdade que isso pudesse resultar. Por fim, notem igualmente que a enfermidade da Kasha, a que o Elias se referiu, foi uma apendicite.
Nessa noite, no seu estado de sonhos, a Mary projectou-se para a casa da Vicki a fim de recrutar auxílio da sua parte, conforme o acordo estabelecido, mas a Vicki disse-lhe que se sentia “muito cansada para aceder”. Em seguida a Mary projectou-se de novo para casa a fim de solicitar ajuda da parte da Elizabeth, conforme idêntico acordo estabelecido entre elas, mas ela também se sentia demasiado cansada. Por essa altura o Elias apareceu à Mary no seu sonho, e quando a Mary solicitou a sua ajuda, ele começou a fazer manipular-lhe o segundo chakra. A Mary viu ele a remover uma bola alaranjada da área abdominal dele e segurá-la durante algum tempo, a seguir ao que lhe aplicou uma descarga eléctrica e a voltou a colocar no lugar, dizendo: “Como te sentes?” A Mary percebeu nesse instante que a dor tinha sumido. Quando acordou, na sexta-feira de manhã, só conseguia notar uma pontada nessa área, e nenhum inchaço, e no Sábado de manhã já se sentia completamente bem.
Ela ainda não tem a certeza quanto ao modo como isso tenha operado, mas certamente que se sente grata! O comentário sistemático que costuma fazer ao sucedido é: “Não precisamos acreditar que podemos fazer algo assim, apenas precisamos libertar-nos da descrença e do medo que sentimos, e faze-lo por qualquer processo”! O comentário sistemático que a Vicki fez acerca disso foi: “Muito obrigado, Elias, por teres removido a culpa que me acometia, em relação à decisão que tomei de não conduzir a Mary ao hospital, e por não me ter juntado a ela no sonho nessa noite.” Porque, permitam que vos diga que me sentia apavorada! Mais uma vez, obrigado, Elias! E obrigado, Mary, também. Adoro-vos de todo o meu coração, mais do que conseguiria expressar. Mas eu estou a aprender!

------------------


ELIAS: Boa noite. Vamos continuar com o nosso debate subordinado ao elemento religioso. Mas primeiro, vou passar a admitir perguntas da vossa parte. As boas vindas da nossa parte ao Peter.
JULIE: Olá.
ELIAS: Estamos a ver uma essência nova. Sê bem-vindo.
KEN: Obrigado.
ELIAS: Começaremos por abordar a confusão que sentis. Podeis colocar as questões. (Pausa)
VICKI: Eu tenho algumas perguntas da parte do Michael. Será que essa coisa das vias neurológicas terá algo que ver com o facto do Eu provável se ter apresentado num tom acinzentado, e ficado desfocado após um minuto? (1)
ELIAS: (A sorrir) Ele está-se a sair muito bem. Esse é um tema difícil de abordar. Vou explicar dizendo que, ao conceberdes esta manifestação física, e ao vos desligardes da essência, estabelecestes na consciência um marco de separação. Ao fazerdes isso, e ao possuirdes uma expressão física sob a forma do vosso corpo, passastes a incorporar elementos físicos nesse mesmo corpo. Nessa medida, um desses mesmos elementos é constituído pelo vosso cérebro, que constitui a parte do vosso corpo que mais informação processa. Todos vós estais cientes de não fazerdes uso de todo o vosso cérebro físico, mas, ao terdes separado a consciência que tendes da vossa essência, passastes a impor “barreiras” no vosso cérebro físico. Fazeis isso a fim de permitirdes à vossa manifestação física uma expressão total em termos de experiência. O que não quer dizer que os incidentes neurológicos não prossigam nessas partes do vosso cérebro. Apenas quer dizer que não reconheceis nem processais essa informação em termos físicos.
Já declarei anteriormente que todos vós possuís a capacidade de intersectar outros Eu suplementares ou Alternos. Por esse modo particular, já se revela um tanto mais difícil. Para poderdes intersectar um Eu Alterno, precisais abrir um novo corredor neurológico, a fim de passardes a incorporar uma informação renovada. Isso não é tão difícil quanto o percebeis. Acreditais precisar passar por tinidos eléctricos a soar no vosso cérebro para expandirdes a consciência que tendes. Não precisais ter um entendimento dos processos físicos que se processam. Apenas precisais possuir o desejo e a confiança para permitirdes que tais corredores se abram. Se fizerdes isso, podereis intersectar outras probabilidades.
Nesse caso, a razão porque apresenta ausência de cor assenta no facto de, se escolherdes interagir com uma outra probabilidade, até que vos habitueis mais, acreditais que a vossa identidade possa sofrer uma ameaçada. Na percepção que tendes, sois o indivíduo singular que vos caracteriza. Vós, no vosso subconsciente ou numa outra forma de consciência, tendes receio de perder a identidade que tendes. Por isso, precisais estabelecer uma distinção entre vós, e um (outro) Eu Alterno. Ao estabelecerdes isso, criais um véu dimensional. Esse véu (tem por função) separar e atribuir uma ausência de coloração. Isso também dá origem a uma situação de “desfocagem”. O vosso cérebro, ao admitir uma nova via neurológica, não é capaz de aceitar tal informação por um período de tempo prolongado, no início. Eventualmente, quando vos sentirdes mais seguros na vossa identidade, e na identidade da vossa essência destituída de secções, a cor passará a ser incorporada.
Actualmente, e duma forma subconsciente, isso ainda não apresenta segurança ao Michael. Ele não compreende o que está a fazer. (A sorrir) Por isso, são impostas barreiras no seu próprio foco físico a fim de lhe assegurar a protecção da sua própria identidade. Isso, na realidade, não é necessário, mas cada um de vós passa pela experiência desse mesmo fenómeno. Esse Eu Alterno não tem consciência da identidade dele. Ele há-de descobrir que só avançará a ponto de ser capaz de intersectar esse Eu Alterno. Cada um de vós aqui pode intersectar esse Eu Alterno com toda a segurança, e fornecer uma informação mais detalhada sobre esse Eu Alterno ao Michael, se o desejardes. A razão disso assenta no facto de fazer parte da sua própria essência e não constituir uma parte que se tenha fragmentado. É uma ramificação, como explicamos, que segue um caminho paralelo. Se o Michael interferir demasiado, a esta altura, ele irá alterar a outra probabilidade. Eu entendo que ele não tenha vontade de provocar tal coisa, mas, conforme disse, ele não compreende aquilo que está a experimentar. Não é danoso que ele investigue. Isso, uma vez mais, corresponde a uma expressão dum desejo extremado, e servirá o propósito de ampliação da informação e da compreensão. Por isso, pode ser considerado como uma “coisa boa”.
VICKI: Então, provavelmente também deve ter entrado em conta, em relação à existência duma barreira física ao contacto.
ELIAS: Isso é parcialmente acertado. Em parte, essa barreira consiste numa barreira dimensional, que cada um de vós pode cruzar. De mesmo modo, se entrasses em contacto com um Eu Alterno teu, ele (o Michael) gozaria da capacidade de cruzar essa barreira dimensional com o teu Eu Alterno. É-te possível cruzar a tua própria, só que neste foco físico isso apresentar-se-ia como bastante improvável. Tu, em cooperação com o teu Eu Alterno, crias uma outra barreira, em paralelo com essa barreira dimensional. Isso separa-te do propósito da identidade individual, o que propicia a criação do que pensais ser uma “zona de segurança”. Vós, na vossa expressão física desta dimensão, tal como eles também, nas suas dimensões físicas, percebeis ser o vosso foco principal. Acreditais que a vossa essência se identifica, na sua totalidade, com a personalidade que assumis e com as vossas características. Isso, de facto, pode não corresponder à realidade. Vós próprios podeis constituir um Eu Alterno! Mas, por razões que se prendem com a identidade e a importância, inerentes a cada foco e a cada dimensão, vós comportais essa crença, porque se acreditásseis não ser o “mais importante”, não sentiríeis qualquer motivação. Por isso, se fordes “o mais importante” e o predominante, isso confere-vos razão para acreditardes em vós. Tal como disse, é possível eliminar tal barreira, mas conhecendo o Michael e a teimosia e o desejo que ele apresenta, (a sorrir) ele bem que consegue realizar isso! Mas, não é habitual.
VICKI: Ele tem uma outra pergunta relacionada com isso, mas não me quero intrometer, pelo que...
ELIAS: Isso é admissível, por dispormos de muito tempo e de muita paciência para aceitarmos mais perguntas.
VICKI: Muito bem. Uma das perguntas que ele tinha: Como pode ter três filhas e ainda assim constituir uma ramificação ou divisão independente? (2)
ELIAS: Isso servirá a todos como informação. Não tendes uma compreensão clara quanto ao nosso tema da ramificação, ou da fragmentação, ou dos Eus Alternos. Passo a explicar. Essa ramificação separou-se, segundo os termos que empregais, antes do nascimento da sua segunda filha, mas não teve a confiança necessária para dar prosseguimento ao seu próprio desenvolvimento duma forma independente. Por isso, continuou em paralelo com o Michael. Ao completar essa divisão, ou ramificação, ele segmentou-se após o terceiro parto, e, dando continuidade à confiança individual, procedeu à elaboração de diferentes escolhas. Além disso, essas escolhas achavam-se em cooperação com uma outra essência, pelo contacto com essa essência.
Foram atribuídas diferenças físicas a essa nova divisão. Nesse estágio final da divisão, esse Eu Alterno escolheu juntar-se a um outro indivíduo. O Eu Alterno optou por se casar com a essência paterna, ao passo que o Michael continuou, e escolheu juntar-se a uma nova essência. Isto foi o que esses enfoques produziram... assim: (faz uma demonstração gestual, unindo as palmas das mãos, para em seguida as separar) Elas continuam a parecer-se bastante uma com a outra, apesar desse Eu Alterno comportar um enfoque muito mais emotivo. Contudo, esse Eu Alterno ainda se acha incorporado na essência do Michael. Acha-se incluído na original, só que tem existência e continuidade independentes, e estabelece as suas próprias escolhas.
Essa criança, que estabeleceu a confusão, foi aquela mesma criança que ele não incorporara após o nascimento. Como vós diríeis, essa criança morreu, apesar da criança não ter morrido, porque ainda existe, e ainda está a viver e a crescer no enfoque dum Eu e duma dimensão alternas. Vou sugerir, apenas a título de curiosidade, informação não requerida, quanto ao facto dessa criança ter sido chamada Stephanie. (A sorrir, enquanto a Elizabeth se põe às risadas) Mas a Elizabeth fica a saber da existência duma outra Elizabeth, (a sorrir) e, infelizmente, duma outra Donnalie também, apesar de elas não possuírem as vossas exactas características de personalidade. A razão porque tais diferenças físicas ocorreram deveu-se a que, ao estabelecerem essa escolha de se juntarem à essência do pai dessas crianças, esse Eu Alterno jamais esteve ligado à essência que o Michael escolheu. Nesse sentido, o Michael optou por fazer outras coisas na sua vida, as quais resultaram num acidente com os dentes, o que lhe alterou o aspecto facial. O eu alterno não passou por essa alteração do aspecto facial, por possuir os dentes originais.
VICKI: Esse Eu Alterno algum dia se tornará um fragmento independente?
ELIAS: Isso depende do desejo desse Eu Alterno em particular. Neste presente momento, conforme o encarais, ele não possui tal desejo.
VICKI: Serão todos os fragmentos independentes, antes de mais, um Eu Alterno?
ELIAS: Essa é uma pergunta difícil. Por um lado, sim; por outro, não. Um fragmento não constitui sempre uma ramificação (da essência). Conforme expliquei, um fragmento pode ser criado a partir dum foco de desenvolvimento passado, o que não seria a mesma coisa que uma divisão (ramificação). Para perceberdes esta ideia da ramificação, visualizai uma árvore. Vós sois a árvore. Todos os seus ramos constituem divisões vossas, ainda ligadas e ainda a pulsar junto com a essência original e ainda como parte dela, mas a crescer de modo independente e a proceder à criação da sua própria forma, uma forma que não reflecte a própria árvore, mas em que cada folha constitui uma divisão dessas ramificações! (Riso de confusão) Apesar de poderdes - se imaginardes uma árvore enorme - perceber igualmente as sementes ligadas a ela, e a separar-se, e a tornarem-se as suas próprias árvores, mas imbuídas de todo o conhecimento da árvore original a fim de se tornarem numa outra árvore, exactamente igual. (Pausa) Isto servirá de ajuda?
VICKI: Serve. (Não muito convincente) Obrigado. (Pausa)
CAROLE: Elias, sinto uma enorme confusão com respeito a várias disciplinas inerentes a este foco desta dimensão humana, relativamente à necessidade e à realidade e à validade dos vários tipos de medicina Indianas, do sistema de crenças das Índias Ocidentais e dos sistemas Druidas. No meu próprio caso, que será que corresponde à verdade, o que se apresenta como necessário, e se isso se situará num nível vibratório mais baixo do que aquele para onde nos conduzes, e para onde estaremos a endereçar-nos.
ELIAS: Antes de mais, vou-me dirigir à confusão que manifestas. Tal como no caso do Lawrence, tu fazes uso de vários sistemas de crença, não pertencentes necessariamente a este enfoque físico, mas muitos sistemas de crença. Nessa medida, e por se tratar duma manifestação final, eles juntam-se todos e deixam-te confusa, por não saberes qual hás-de escolher. Todos estão correctos e todos são aceitáveis.
Tu, à semelhança do Lawrence, (a rir) tiveste vários focos de desenvolvimento sem ser nesta dimensão, o que serve para te deixar ainda mais confusa, porque essas manifestações comportam sistemas de crença muito diferentes daqueles da Terra. (Todos rimos, inclusive o Elias) Tu, nesta manifestação tentaste incorporar todos esses sistemas de crença. Todos eles comportam algumas verdades. A inclusão de várias verdades revela-se bastante positivo, por te expandir a percepção, e a compreensão que tens.
Não te manifestaste neste foco físico nem nesta dimensão muitas vezes; apenas as suficientes à obtenção de experiência. Nessa medida, empregas não somente este foco físico dos sistemas de crença, como além disso, a tua essência, ao comunicar contigo, faz uso de outros sistemas de crença. (A rir) Tu, por tua vez, esforças-te por descobrir um sistema de crenças com que esses outros coincidam, mas eles não coincidem! (Riso) Hás-de entender. Não podes empregar sistemas de crença inerentes a um outro planeta, e incluí-los na magia Índia, e esperar que se ajustem! (Voltamos todos a rir novamente) O envolvimento e o interesse que manifestas por esses sistemas de crença é-te instrutivo e presentemente prestam-se a uma expansão da consciência e da compreensão que tens, ao fazeres uso do teu Eu Maior.
Tu empregaste, nesta dimensão física, informação inerente a outras dimensões físicas, que utilizas como uma realidade, apesar de constituir uma realidade a partir da dimensão errada! (Com muito humor) A identificação que estabeleces com outras realidades é de tal modo forte que não tens sido capaz de diferenciar uma realidade da outra. Isso não quer dizer que todas não sejam reais, porque todas o são. Apenas não têm que ver com este foco dimensional.
Isso pertence a uma outra dimensão, o que não quer dizer que não exista ou que não seja uma realidade, porque é. Só não o é nesta dimensão. Tu cruzaste as vossas dimensões, tal como o Michael se esforça neste momento por cruzar as dimensões em termos físicos. Tu já o conseguiste, de onde te provém o fascínio que sentes pela magia da terra e pelos cristais. Nesse outro foco de desenvolvimento, na dimensão da Atlântida, isso foi tremendamente empregue por meio de sistemas de crença. É aí que a ligação com isso se estabelece. (A Carole começa a chorar)
A identificação que estabeleces com um outro sistema planetário está correcto, sendo que também traduz um enfoque e uma identificação associada aos teus filhos. Presentemente, eles não têm consciência de tal ligação, e seguem o seu próprio percurso. Eles hão-de tomar consciência disso. Tu, num foco que designas por futuro, sem ser na manifestação física, instruí-los-ás e isso irá beneficiá-los por estarem relacionados, e mesmo sem acreditarem, acreditarão terem contactado a mãe. Isso há-de servir como uma ponte. Passaremos a explicar que, do mesmo modo, a ligação que tens com os cristais, e a cura, e o Merlin, têm que ver igualmente com uma outra dimensão, igualmente real, mas por ser usado numa outra dimensão, onde terás aprendido as capacidades curativas que empregas na ajuda que dás às outras essências. Além disso, tu também não acreditas na habilidade que tens. É maior do que aquilo que percebes, e pode revelar-se bastante útil para as essências que não possuam a capacidade de se curarem a si próprias por intermédio dos sistemas de crença. (A olhar para a Julie, a sorrir) Não sinto o menor desejo de te aborrecer mas só de confirmar. (O Elias diz isto por a Carole continuar ainda a chorar)
CAROLE: É claro que sim. Obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer. (Pausa) Vamos dirigir-nos ao Peter. É admissível que não acredites na tua própria essência. É aceitável e compreensível que não acredites na tua própria capacidade de cura, o que também se aplica à Catherine, porque se acreditásseis nessa capacidade, haveríeis de a realizar, apesar da Catherine possuir um sistema de crenças mais amplo nessa área, e fazer uso duma maior aceitação da essência nessa área. O Peter necessita focar-se no Peter. Tal como declarei, outras essências hão-de focar-se em si mesmas. Não te compete a ti interessar-te por elas ou responsabilizar-te por elas. Compete-te responsabilizar-te pela tua própria essência. Se os sistemas de crença que abraças tiverem que ver com a vossa profissão médica, nesse caso devias procurar os seus préstimos. Tu tens vindo a instruir-te por um em que acreditas, e conheces, e com que já te identificas. Por isso, digo-te que escutes. Estás a compreender?
JULIE: Estou. (A chorar)
ELIAS: Também podes - por falar na vossa profissão médica - indagar sobre o vosso potássio. (Chega a Christie) Damos as boas vindas ao Oliver.
CHRISTIE: Olá.
DEBBIE: O Michael e a Lawrence e eu estávamos a falar sobre a cura, há umas noites atrás. Quando parecemos não ser capazes de o fazer sozinhos, tu mencionaste um poder colectivo inerente às energias das pessoas, tal como sucede em Lurdes ou em Fátima. Será possível que consigamos curar-nos uns aos outros, por esse mesmo meio?
ELIAS: Absolutamente! Tal como tenho vindo a anunciar, cada um de vós possui em si mesmo esse poder, individualmente, mas vós nem sempre entrais em sintonia com a capacidade que possuís. Por isso, por vezes ao tentardes curar-vos, isso não funciona. É por essa razão que outras essências possuidoras de capacidades curativas podem ser usadas a título de auxílio. Na realidade, quem cura de verdade sois vós próprios! (A sorrir) Não são as vossas drogas, nem as vossas ataduras. É o vosso próprio poder, o poder da vossa essência. Vós simplesmente não sintonizais esse poder. Por isso é que outros podem servir de instrutores e de auxiliares. Além disso, colectivamente, podeis, sem possuirdes qualquer conhecimento do que estais a fazer, curar-vos uns aos outros por meio das energias colectivas e da confiança uns nos outros. Isso representa o uso de outras essências, numa cooperação convosco. Isso gera uma ligação muito poderosa. Também se presta como uma validação de vós próprios, na capacidade que possuís.
CHRISTIE: Então, somos capazes de nos curar somente por meio da nossa fé, ou seremos capazes de não adoecer se acreditarmos nisso. Não será verdade?
ELIAS: É verdade, mas não precisais acreditar!
CHRISTIE: Bom, eu tive um amigo que andou constipado durante uma semana, e manifestou vontade de se manter afastado de mim, e eu disse-lhe para não se preocupar, que eu acreditava não ser contagiada por aquela constipação!
ELIAS: Nesse caso não serás contagiada, apesar de poderes vir a contrair qualquer coisa em termos físicos, não uma constipação (necessariamente), e não saberes com te livrares disso. Podes também não acreditar que possuis a capacidade de alterar isso. Não tem importância. Podes alterar o teu resultado sem a ajuda duma crença em termos absolutos. O que é requerido é confiança. Precisas incorporar uma confiança na tua essência para transpores a crença. Tal como expliquei que precisais confiar na vossa própria essência para transpordes um receio, precisais igualmente confiar na vossa essência para transpor uma crença. Os sistemas de crença são muito poderosos! Eles não se desvanecem simplesmente nem são facilmente substituíveis, (a sorrir) mas possuem uma qualidade bastante aderente! (Riso)
O que não quer dizer que não consigais afectar algo por deterdes um sistema de crença contrário, porque os vossos sistemas de crença hão-de mudar automaticamente e ser postos de lado pela confiança que tiverdes, porque a vossa confiança mostrar-vos-á a verdade, e a verdade há-de suplantar o sistema de crenças.
CHRISTIE: Então, se tivermos confiança, poderemos praticamente eliminar a preocupação.
ELIAS: Absolutamente! Não existe necessidade alguma de preocupação! Fico reconhecido a todas as religiões por isso, que todas elas empregam em comum, o facto de a preocupação ser inútil, coisa que é facto! Ela não vos altera o resultado, nem influencia nenhuma energia positiva. Apenas serve para vos confundir e para vos tornar infelizes! Por isso, não comporta qualquer objectivo.
DEBBIE: Será possível eliminarmos a energia negativa em relação aos outros?
ELIAS: Absolutamente. Tal como vós emanais energia positiva que afecta todas as coisas no foco físico, e em todas as outras essências, também podeis afectar toda a gente com energia negativa. Confirmaremos isso à Catherine, presentemente, por emanar uma tremenda energia nessa direcção, energia essa que está a ser sentida pelo Michael.
DEBBIE: De que forma? Negativa ou positiva?
ELIAS: Positiva, e em termos bastante concretos, (pausa) porque o Elias tem também bastante consciência do efeito dessa sensação física, sobre este corpo.
CHRISTIE: Quando “passamos” para o “outro lado”, onde tu te encontras, contemplaremos as nossas vidas e faremos uma revisão do que tivermos feito nesta nossa última manifestação? E depois, isso terá alguma coisa a ver com o que fizermos na manifestação seguinte?
ELIAS: Vou-me desculpar para com o Oliver, e vou-me dirigir a essa pergunta, mas primeiro vamos fazer um breve intervalo, por o Michael estar a ser bastante “afectado na sua energia”, e se sentir confuso. Por isso, e com a vossa indulgência, vou dirigir-me à tua pergunta num instante.
INTERVALO
ELIAS: Vamos continuar. Suponho que agora o Michael disporá dum retracto mais amplo das essências! (3) Ele está determinado a experimentar coisas que não compreende. (A sorrir) Vamos prosseguir com a atenção que estávamos a dispensar ao Oliver. (Pausa) Devo apresentar um pedido de desculpas, o que vos surpreenderá a todos, mas é que a interferência causada pelos campos de energia erradicou a última pergunta! (Rimos todos, incluindo o Elias) (4)
CHRISTIE: Muito bem. Eu disse algo do género, quando passamos desta vida, e vamos para o “outro lado”, conforme chamo a isso, se chegamos a examinar a nossa última… Quero dizer, presumo que examinaremos a nossa última manifestação física, e se por essa altura aquilo que tiver ocorrido nos afectará nesse “lado de lá”, e à manifestação seguinte que estabelecermos.
ELIAS: Essa pergunta dirá respeito ao vosso estado de transição?
CHRISTIE: Diz.
ELIAS: Porque existe uma diferença entre o estado de transição da nova manifestação, ou voltar a focar-se numa outra consciência.
CHRISTIE: Muito bem. Bom, deixa que acrescente um pouco mais a isso. Se não temos consciência de que necessitamos de mudar as crenças que abrigamos, e precisamos fazer algo nesta manifestação física, e ainda assim não o fazemos, e passamos desta vida para o “outro lado”, bem sei que não existe Carma (retribuição inerente às noções de causa e de efeito) nem nada semelhante, mas isso não atrasará o nosso processo, ou evolução, ou seja lá o que for?
ELIAS: Não. (Pausa) Tu estás a raciocinar em termos de crescimento nos moldes físicos. Isso está errado. Estes focos de desenvolvimento físicos destinam-se à experiência; a experiência, na sua globalidade, como representação do que designaríeis por crescimento. Não é necessário que incorporeis conhecimento da vossa essência através do desenvolvimento físico. A vossa essência está a incorporar informação relativa às experiências por meio do desenvolvimento físico. Não existe... (pausa) “revisão”, por si só. Isso assenta num sistema de crenças que é influenciado pelos enfoques religiosos. Não há necessidade de revisão, por não estardes a julgar o que designais por desempenho passado. Por outro lado, podeis escolher optar por rever, até determinado ponto, unicamente com o objectivo de expandirdes a consciência que tendes. Isso não se destinará a uma prevenção contra a repetição de comportamentos prévios, porque se desejardes voltar a experimentar o comportamento anterior, haveis de o experimentar. Conforme terei explicado, estes focos de desenvolvimento destinam-se à vossa experiência. No estado da vossa essência, vós não sois tendes corporeidade. Por isso, não “experimentais” a natureza física. É por isso que escolhestes manifestar-vos no físico.
Vós fazeis isso em muitas dimensões, em simultâneo. A esse respeito, a vossa essência adquire experiência, uma experiência simultânea, a partir de todos os focos que possui nos domínios físicos, cada um comportando as suas próprias regras, conforme temos designado. Na realidade, não se trata de regras conforme as entendeis mas, tal como expliquei que ao escolherdes manifestar-vos neste foco físico, deveis manifestar-vos pelo menos três vezes, noutras manifestações físicas e dimensões, aplicam-se outras regras. Isso faculta à vossa essência uma cornucópia de experiências, que ela não poderia obter sem se manifestar em termos físicos. Isso não quer dizer que repitais uma e outra vez por não conseguirdes “acertar”! (Riso) Muitas essências repetem uma e outra vez, mas isso deve-se ao facto de se satisfazer com a expressão física. É a vossa escolha.
CHRISTIE: Então, num certo sentido, cabe à nossa escolha eleger o facto de podermos utilizar esta expressão física como um jardim infantil, e adoptarmos todo o tipo de divertimento!
ELIAS: Correcto. (A sorrir)
CHRISTIE: Se mudarmos simplesmente os sistemas de crenças que temos, e percebermos e passarmos a ter conhecimento de podermos fazer isso?
ELIAS: Parcialmente correcto.
CHRISTIE: Conquanto tenhamos confiança.
ELIAS: Sim. Não se trata do caso de mudar os sistemas de crenças. Conforme tenho expressado, não vos podeis manifestar no físico sem sistemas de crenças. Eles traduzem-se pela informação que dispondes em relação à vossa manifestação. Por isso, não podeis separar as manifestações físicas dos sistemas de crenças. Se não possuísseis sistemas de crenças, não vos teríeis manifestado em termos físicos; mas, se pudésseis escolher e realizar (a sorrir) sistemas de crenças somente positivos e divertidos então, sim, possuíeis a capacidade de o experimentar na manifestação física. Isso, conforme previamente expliquei, não corresponde ao que escolheis manifestar. Podeis experimentar na vossa essência incorpórea. Isso constitui uma expressão natural para a vossa essência; a negatividade já não. Por isso, se escolherdes experimentar algo diferente, escolheis manifestar-vos no físico.
Vou afirmar, uma vez mais, que este período da manifestação física caracterizado pelo emprego de negatividade, está a chegar ao fim. O jogo está quase terminado. Não importa o quanto continueis a experimentá-la, apesar de por intermédio de um acordo entre todas as essências, num período do vosso futuro, conforme o encarais, deverá suceder uma intersecção em que o jogo terminará, quer estejais ou não preparados para tal. Como estais presentemente a experimentar e a expandir a consciência que tendes, haveis de entrar numa maior sintonia convosco próprios. Haveis de passar a incorporar uma maior compreensão da vossa essência, e de todas as probabilidades que ela comporta,  de todas as suas divisões,  de todos os seus fragmentos e de toda a interacção que estabelece.
Ao fazerdes isso, haveis de tomar consciência daquilo de que vos falo, quando vos digo que vos preparais para evitar o trauma, tal como expliquei, à Catherine e à Elizabeth, de modo a perceberdes os sonhos dotados duma natureza precognitiva como destinados a preparar-vos para a manifestação física desses eventos, de modo que não sintais uma emoção esmagadora quando ela se manifestar de facto no físico. Além disso, se tiverdes conhecimento antecipado desta Mudança, e dispuserdes de consciência, estareis parcialmente preparados. Com a actualização dessa mudança não experimentareis tal trauma. Quanto mais presentemente passardes a incorporar numa actualização da mudança, em todas as áreas, mais facilmente haveis de passar por ela. (Pausa) Estás a entender estes conceitos? (A Christie acena afirmativamente) Também damos os parabéns pela realização que o Oliver obteve ao associar-se ao Michael através dos sonhos, e por incluir igualmente o Lawrence, (pausa) e expressamos que contamos com uma maior capacidade de recordação da parte do Olivia! (A sorrir)
DEBBIE: Elias, eu trouxe um convidado, por me ter sentido impelida a isso.
ELIAS: Isso é aceitável. A intuição da parte da tua essência faculta-te um pressentimento no sentido de a satisfazeres. Nós expressamos à Catherine o nosso reconhecimento pelo avanço obtido nesse contacto estabelecido, ao empregar confiança em ti própria.
DEBBIE: Nesse caso, far-me-ias a vontade, e revelar-me-ias o nome da essência dele?
ELIAS: O nome da essência desse indivíduo; vais-nos dispensar um instante, se fazes o favor. (Pausa) Essa essência deverá ser identificada pelo nome de Robert. Isso reporta-se a uma cultura ocidental, mas diria com respeito a essa essência, que os seus focos de desenvolvimento passados se acham mais ligados às filosofias orientais, o que torna a escolha de um nome ocidental para identificação bastante interessante. Essa essência identifica-se fortemente com as filosofias orientais da cultura Indiana e está ligada ao Oriente, e apresenta afinidade por dragões. Diremos que tal afinidade para com o que designareis neste foco físico como algo pertencente ao foro lendário ou imaginário, constitui unicamente uma percepção deste foco físico, mas noutras dimensões é actualizado como uma realidade, tal como vós vos actualizais em termos duma realidade, aqui. Também sugeriríamos, uma breve ligação com as Índias Ocidentais, apesar de não ser do mesmo tipo da Catherine, num continente do sul destas Américas, mas mais ligado á Índia do Norte. Não estou a conseguir obter o nome Índio. Estou incapaz de aceder a uma identificação oriental para além de Robert, apesar de, se desejardes essa informação, ela te poder ser facultada no nosso próximo encontro.
DEBBIE: Permites que coloque mais uma pergunta, que já me calo? Ele sente preocupação em relação ao pai. Poderás dizer-lhe (algo) em relação a isso?
ELIAS: (A esta altura, o Elias foca a sua atenção directamente no Ken) Que desejarás, em auxílio a essa essência?
KEN: Ele passou desta vida era eu ainda criança, pelo que senti que... (Aqui, o Elias interrompe o Ken)
ELIAS: Desculpa por perguntar, mas porque razão te preocupas em relação a essa essência? Desejas exprimir alguma ajuda a essa essência?
KEN: Bem, se isso for possível. É que eu sempre senti que ele tenha sido levado demasiado subitamente.
ELIAS: Vou-te dizer que, neste foco de desenvolvimento, não necessitas manifestar qualquer auxílio em relação a essa essência. Poderás desejar entrar em contacto com essa essência e, se desejares tal coisa, ser capaz de realizar isso. Essa essência não voltou a manifestar-se em termos físicos. Por isso, se desejares (estabelecer) uma comunicação que cruze os véus dimensionais, isso tornar-se-á possível. A atracção que manifestaste em relação a essa essência serviu para causar uma confusão temporária durante a transição. Essa confusão já não se apresenta. Essa essência encontra-se bem. Por causa de (certas) crenças, fez-se necessário utilizar, por um breve período, um “hospital”. Estes, ao contrário dos hospitais de que dispondes no foco físico, não se assemelham, porque no estado incorpóreo vós não apresentais ferimentos nem enfermidades. Por isso, não se faz necessário qualquer hospital real, apesar de por meio das crenças que abrigais, quando morreis - conforme designais a essa passagem - podeis acreditar sentir-vos necessitados de um hospital, (riso) apesar de na realidade não necessitardes, mas em reconhecimento desses sistemas de crença, e num acto de facilitar a transição, tais acomodações são empregues. Essa essência já aí não se encontra, por não mais se revelar necessário.
Existem indivíduos aqui, no vosso planeta, no vosso foco de desenvolvimento, que se especializam no contacto com essências que não se encontram neste plano físico, e que não se tenham voltado a manifestar. Podes, se contactares um desses indivíduos, entrar em contacto com essa essência. Eu facultar-te-ia uma maior assistência nessa área, mas esse não é o meu enfoque. Eu não estabeleço contacto com essas essências, por me votar presentemente ao foco de desenvolvimento do ensino. Existem muitas outras essências que apresentam uma especialização dessas. Será isso de algum auxílio, por mais diminuto que seja?
KEN: É, bastante. Obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer.
CAROLE: Elias, o termo Merkaba terá algum significado? E serás capaz de me dar... (Aqui, o Elias interrompe a Carole)
ELIAS: Isso diz respeito a um prisma. Um prisma utilizado em associação com a espiritualidade. Isso é o que o Michael usa como aquilo que faz “girar”! (Pausa) Estamos todos tão calados! (A sorrir)
VICKI: Eu tenho uma pergunta relacionada com as ramificações.
ELIAS: Sim?
VICKI: Portanto, nós poderíamos ser considerados divisões ou ramificações?
ELIAS: Podeis.
VICKI: Mas não existe qualquer diferença, ou existe, quanto ao modo como vos havíamos de sentir?
ELIAS: Direi, em primeiro lugar, que interrompemos por breves instantes o assunto da vossa essência e do seu elemento, esta noite, a fim de responder a perguntas. Isso será continuado mais a fundo na nossa próxima sessão. Dir-te-ei que podeis constituir uma ramificação, (a sorrir) assim como podeis constituir um fragmento. Ora bem; também te direi que neste foco de desenvolvimento, e no vosso presente, alguns de vós desenvolvestes uma filosofia a fim de explicar essa divisão ou fragmentação, que antes não conseguíeis explicar. Nessa medida, desenvolvestes termos tais como “Transmigração” (substituição do espírito num mesmo corpo, segundo a concepção de certas correntes ocultistas). Os “Transmigrados” não são essências que invadem outras essências, apesar de poderem representar a vossa própria essência a fragmentar-se num foco de desenvolvimento.
Podeis experimentar, num foco de desenvolvimento individual, uma altura específica em que vos sintais perdidos, e em que vos sintais a vós próprios, nesse caso, como algo novo. Nessa medida, estareis a experimentar o vosso fenómeno da fragmentação, ou da divisão; mais frequentemente o da fragmentação. Vós sentis, e tendes comummente consciência das divisões que ocasionais durante o vosso tempo de vida. Ao vos fragmentardes nesses focos de desenvolvimento individuais, sofrereis um impacto muito maior. Haveis de sentir quer uma tremenda mudança em vós próprios, ou a consciência duma essência nova. Isso não representa uma outra essência a ocupar a vossa. É a vossa própria essência, em toda a sua vastidão, em acordo com uma divisão no sentido de se tornar num fragmento. Esse fragmento pode optar por continuar nesta dimensão física, e vós podeis escolher continuar numa outra dimensão, cruzando-vos. (A esta altura ilustra a ideia por um entrecruzar dos dedos) É bastante possível cruzar dimensões. Vós fazei-lo com mais frequência do que o percebeis.
Uma ramificação também deverá ser sentida por vós. Quando experimentais um período de desorientação, ou de confusão, ou duma enorme emoção, ou de falta de motivação, ou uma sensação de vazio, estais a experimentar juntamente com uma ramificação, cada um de forma independente, cada uma a tomar parte, cada uma com desejos individuais, cada uma idêntica à outra. Por vezes ao vos dividirdes cruzais dimensões. Podeis permanecer aqui durante quarenta e cinco anos e dividir-vos, e essa ramificação de vós permanecerá aqui, enquanto vós continuareis numa outra dimensão, plenamente cientes do vosso passado em ambas as dimensões, plenamente cientes de todas as vossas experiências, só que a sentir-vos diferentes.
CHRISTIE: Isso explicará o caso no qual, eu própria, há anos atrás, tive uma sensação de ter sido transplantada, e de ter “caído abruptamente” aqui? Como se não pertencesse aqui, e pertencesse a uma outra época. Contudo, estava ciente desta época, com excepção de alguns apagões da infância, só que sentia não pertencer aqui. Era como se pertencesse a alguma outra parte.
ELIAS: Isso está certo. (A esta altura a Christie diz: Ena pá!) Isso, vou passar a explicá-lo, traduz apenas uma fragmentação parcial e incompleta. Tratou-se duma divisão real, e de um acordo para te tornares numa fragmentação independente da essência. Isso também foi experimentado pela Dimin, e pela Catherine. No caso da Dimin, constituiu uma troca completa, em termos de fragmentação. Conforme declarei, todas as novas essências fragmentadas comportam todo o conhecimento prévio, toda a (recordação) das experiências anteriores, e são essencialmente as mesmas que a essência a partir da qual se fragmentam. Isso responde pelo facto da Dimin se sentir como uma essência nova, mas possuidora ainda de recordação, porque esta essência incorpora todos os mesmos elementos originais. No caso da Catherine, a essência fragmentada é dela. Ela não constitui o fragmento. Tu passaste por uma fragmentação, o que incorporou uma desorientação na tua consciência, uma sensação de falta duma parte.
Tais sensações, quando as experimentais no foco físico, revelam-se muito intensas. Também provam ser bastante difíceis de explicar se não possuirdes informação. Foi por isso que inventastes o mito novo da “Transmigração” para explicardes aquilo que não compreendeis mas sabeis corresponder a uma realidade, e sabeis ser sentido pela vossa essência. Vamos incluir igualmente neste tema o Robert, na sua experiência do tempo de divisão neste foco de desenvolvimento, um período de confusão e de letargia, embora breve. Todos vós passastes pela experiência da ramificação da essência. Apenas não conseguis identificar aquilo que experimentastes. Nem sempre sentis essa fragmentação quando procedeis a escolhas, mas alturas há em que subsiste uma certa consciência. Trata-se duma remoção da vossa essência, que ainda se acha incorporada. Não se acha separada, mas é sentida como uma remoção, e é reconhecida.
Até mesmo a nossa pequena sentiu isso, ao fragmentar a Mattie. Torna-se mais dramático quando fragmentais uma ramificação num foco actual de desenvolvimento. Torna-se menos desorientador fragmentar-se conforme a Elizabeth o fez no caso da Mattie, mas vou-vos dizer que isso ainda assim é efectivado, porque a Mattie existe em simultâneo, e não pertence ao passado. Vós só sentis, física e emocionalmente, essa remoção como um pouco mais acentuada, quando envolve uma divisão a fragmentar-se do vosso actual foco de desenvolvimento, por terdes mais consciência do vosso presente foco de desenvolvimento.
VICKI: Isso terá alguma coisa que ver com o facto do Michael e eu partilharmos uma sensação de sermos “almas jovens”?
ELIAS: Correcto. A Kasha, o Michael e a Catherine são novos. Ao se fragmentarem, a partir da minha essência, eles fragmentaram-se em diferentes períodos, mas são relativamente novos; a Kasha foi a primeira, tendo o Michael sido o último. Ao fragmentar-se do Paul, a Elizabeth foi a primeira, e o Lawrence quem o fez mais recentemente. Isso responde pela ligação que a Catherine estabeleceu com os primeiros focos de desenvolvimento, pelo que designais como épocas, que não aconteceu ao Michael. Se a Kasha sentisse interesse, (a sorrir) identificar-se-ia com épocas anteriores às da Catherine, e de facto identifica-se - com focos ligados ao Egipto. A Catherine não se estende tão longe.
Também direi que a Dimin não se estende tão longe, e só a esta vida física, nos vossos termos. Isso parecer-vos-á uma contradição, por ter referido precisardes experimentar três focos de desenvolvimento, quando escolheis manifestar-vos nesta dimensão física. Isso não representa contradição nenhuma porque a sua essência manifestou-se nesta dimensão física muitas vezes, mas ao fragmentar-se neste foco, tornou-se numa essência nova neste foco físico. Isso corresponderia ao que designastes como “mudança dos onze” (11:11).
CAROLE: Onze, onze...
ELIAS: Essa é a designação que empregais. Essa mudança constituiu o vosso ponto de fragmentação no desenvolvimento duma nova essência; um “aniversário”. Compreendo que estes sejam conceitos bastante difíceis. (A sorrir) Eles revelam-se muito confusos. Haveis de os compreender. Além disso, notai, à giza de um exercício, as alturas na vossa vida, como quem diz, em que tenhais procedido a escolhas e sentido uma “influência” por causa dessas escolhas, quer seja na associação com um outro indivíduo, ou com uma “influência” pessoal. Se notardes, haveis de ver quando tiverdes experimentado tal atracção, e haveis de lembrar-vos da árvore que referimos e dos seus ramos, e não esquecereis as suas... folhas! (“Folhas” dito em uníssono com vários de nós, seguido de riso generalizado)
CHRISTIE: Elias, como me ramifiquei a partir da minha essência, isso será... quero dizer... disseste que me situava num enquadramento composto por areia e faraós, e agora sinto-me um tanto confusa. Serei uma alma velha que se tenha dividido recentemente?
ELIAS: (Ri, com um ar divertido) Fico muito satisfeito por expressares a confusão que sentes, por isso dever parecer confuso! (Riso) Conforme disse, a vossa essência é muito mais vasta do que aquilo que sois capazes de conceber. Vós assemelhais-vos a uma célula, que abrange tudo, parte do que, igualmente por meio duma cooperação. Tu, a parte de ti com que te identificas, constitui como que um pensamento da tua essência, tal como tu também formas pensamentos teus. A tua essência possui todo o conhecimento, e todas as experiências, que terás experimentado. Por isso, ao te fragmentares, ou te dividires, enquanto as partes todas e apenas uma, também experimentas e possuis conhecimento de todas as coisas. Conforme expressei, as ramificações não se tornam todas na sua própria essência. Algumas continuam incluídas na essência original. Algumas, ao expressarem um enorme desejo de se fragmentarem, acabam por se tornar na sua própria essência; mas tal como expliquei quando referi que não sois laranjas, e não sois constituídos por secções, vós não sois diferentes e não existis separados da essência. Por isso, podes situar-te no tempo dos faraós e não te situar nele, ao mesmo tempo! (Riso)
CHRISTIE: Muito bem. Uma outra pergunta. Ao descreveres isso nos termos duma célula, ou duma ideia que a nossa essência tem, e a nós como parte dum todo mais vasto, descreverá isso também a Unidade Universal e o Todo, e o modo como somos divisões dela, e constituiremos uma ideia efectiva nessa Unidade?
ELIAS: Muito bem, Oliver! (A sorrir) Bom; se fores capaz de aplicar esse mesmo princípio a ti próprio, sim. Ela (a essência) tampouco constitui laranja nenhuma, nem possui secções, e como não possui secções, mas tu és ela, e ela és tu, embora se estenda para além de ti, então como poderás possuir secções? Não podes constituir uma laranja se ela não constituir tal coisa. (A sorrir)
CAROLE: Posso colocar uma pergunta de cunho pessoal?
ELIAS: Podes.
CAROLE: A essência que conheci sob o nome de Michael, na forma física... poderás revelar-me algo acerca da ligação existente entre essa essência e a minha?
ELIAS: Não será tão divertido, para todos nós, que sintamos atracção pelas essências que repelimos, quais ímãs? (Riso) Eu, inclusive, na minha manifestação física, também me sentia fascinado por esse processo, devo dizer, mas todos já fizemos isso. Já estivestes ligados anteriormente. No foco de desenvolvimento anterior da tua essência, essa essência esteve igualmente associada, na qualidade dum irmão, um irmão não muito bem acolhido, em que apresentavam muita briga e não muita cooperação entre ambos, e que tendo acordado voltarem a manifestar-se e a interagir juntos de novo, repetiram essa fricção. Essa é uma sábia decisão, a de pôr termo aos padrões anteriores. (Pausa) Passemos a reconhecer a Elizabeth, (riso) antes que ela saia do corpo de tanto “rebolar”! (Riso forçado)
ELIZABETH: Quase ia esquecendo de perguntar! Na noite passada o Michael e eu estávamos a conversar, e nas duas últimas semanas, pressentimos a presença duma essência diferente, mesmo por altura de nos irmos deitar, e interrogamo-nos se terá sido o Paul, ou de quem se terá tratado.
ELIAS: Mas, quem acreditastes ser? (Sorriso rasgado, seguido de riso) Interessava-nos que a Olivia e o Lawrence reconhecessem esta energia, por também fazer parte da fragmentação deles. Já fostes informados, pelo Paul, que ele e eu nos encontramos neste mesmo enfoque, e que nos encontramos em comunicação, apesar dele ter sido mais relaxado na comunicação, e se mostrar disposto a comunicar. (A esta altura o Elias senta-se todo hirto, a falar com muito humor e folgazão) Apesar de dizer que fui eu quem tomou a liderança! (Riso generalizado) Por me encontrar presente, enquanto ele não passa de impressões! Não precisas preocupar-te. Também estavas correcta quanto a eu ter tido consciência da preocupação que sentistes na noite passada, e quanto ao facto de não teres tido a certeza na identificação que estabeleceste em relação à energia do Paul; eu estava a prestar-vos assistência e consolo, e a dar-vos a entender que estais bem, e que vos encontrais familiarizadas com essa energia.
ELIZABETH: Obrigado.
ELIAS: Haveis de vos habituar todos a essa outra energia, muito em breve.
VICKI: Eu tenho uma pergunta relativa às conexões. Tenho vindo a sentir uma enorme ligação entre a Elizabeth e o meu filho, recentemente.
ELIAS: (Pausa) Ela também constitui... (pausa) um fragmento, (pausa) não do Paul... (pausa) mas do Lawrence. (5) Por isso, a ligação prossegue. As essências que se fragmentaram experimentam uma maior atracção umas pelas outras, e em relação às essências de que se fragmentaram, tal como podemos sentir-nos atraídos pelos nossos filhos e também nos sentirmos atraídos por alguns, não por todos, dos seus filhos, por serem essências interligadas a nós. O que não quer dizer que não sintam uma ligação por todas as outras essências. Só que vos sentis mais familiarizados com as essências a partir de que vos tenhais fragmentado, ou vos fragmentardes. A energia ser-vos-á familiar, por ser uma parte de vós. Isso responde pela atracção.
CHRISTIE: Será por isso que o Michael sente tal atracção pela neta dele, tal como sinto uma grande atracção pela minha neta?
ELIAS: Correcto. Essas novas essências fragmentaram-se a partir das vossas. Tu fragmentaste a tua, e ele fragmentou a dele. Já expliquei que os vossos filhos nem sempre constituem fragmentos, apesar de poderem ser. Haveis de partilhar em conjunto o facto dessas essências fragmentadas - de ti e do Michael - exibirem uma maior teimosia do que cada uma de vós! (Riso, seguido duma pausa prolongada, durante a qual o Elias olha ao redor, na direcção de cada um de nós) Desejareis colocar mais alguma pergunta? (Pausa) Tanto pensamento e sentimento por estas bandas. (Pausa) Esta noite não esperamos que se dê mais nenhuma mudança significativa na vossa Terra! (Referindo-se ao terramoto de Domingo passado, a seguir ao que se gera uma risada geral, e suspiros de alívio) Por não se revelar mais necessário, agora que estais cientes, apesar de poderdes ocasionar mudanças noutro lado qualquer! (Riso) Ficamos a antecipar uma interacção entre estas essências imbuída de muita diversão, por a diversão ser terapêutica. Desejo-vos uma boa noite, e que fiqueis numa antecipação do nosso próximo encontro, que eu vou tornar-me, conforme o Michael dirá que sou, “prolixo”! (Riso) Porque vou ter muito a revelar acerca dos nossos elementos no nosso próximo encontro. Por isso, vou-vos desejar a todos uma paz muito especial e carinhosa para todos vós, da parte da nossa Unidade Criadora Universal e do Todo, e da minha parte, e da do Paul, e vamos ficar numa carinhosa antecipação em relação ao nosso próximo encontro, e alegremente a desejar-vos, (a olhar para o Ken) uma boa noite, a todas as presenças. (Terminamos às 9:23 da noite)
CHRISTIE: Caramba!
NOTAS:
(1) Esta pergunta surgiu em referência a um sonho que a Mary teve, no qual se viu face a face com o que acreditou ser um “Eu Alterno”. Essa pessoa parecia-se exactamente com ela, mas ambas ficaram a olhar uma para a outra espantadas, ao reconhecerem tal facto. A Mary formulou perguntas, tais como: “Como te chamas? (Mary) Que idade tens? (Quarenta e um, o que corresponde à idade actual dela) Quantos filhos tens? (Nós temos três) És casada? (Sou)” A Mary também tentou tocar-lhe, mas sentiu uma barreira a impedi-la de o fazer.
(2) A Mary tem dois filhos sobreviventes. Ela perdeu um filho, uma rapariga, quando se encontrava por volta dos seis meses e meio de gravidez, e um outro, um rapaz, que morreu com a idade de dois meses. A rapariga prematura foi a segunda gravidez. Ela sente que esse seu Eu Alterno se tenha tornado numa ramificação independente após o nascimento da Elizabeth - que corresponde à sua terceira gravidez - o que explicará que o seu Eu Alterno possuísse três filhos. Curiosamente, o nome escolhido para essa segunda filha foi Stephanie. Por causa da sua morte, ela decidiu também chamar à Elizabeth Stephanie, mas logo após o nascimento dela, a Mary obteve uma impressão distinta de que a Elizabeth queria chamar-se Elizabeth, facto esse que foi confirmado pelo pai da Elizabeth. De notar que a Elizabeth é a única pessoa do grupo cujo nome é igual ao seu nome da essência. Além disso, o Elias declarou que ela escolhera chamar-se Elizabeth.
(3) A Mary disse-nos, durante o intervalo, que tinha tomado consciência das proporções enormes que a essência do Elias assumia. Não tinha a certeza se isso se deveria à presença de energias inabituais na sala ou não; ela apenas comentou que sentiu ser enorme, e que se tinha interrogado se todas as essências se assemelhavam à dele.
(4) Isso foi assombroso para todos nós, por o Elias sempre ter continuado exactamente a partir do ponto em que tinha largado a conversa, após o intervalo; o que também nos assombrou a todos! Surgiu muita interferência nessa noite, em termos de energia, a envolver um membro do grupo, mas também a envolver outras essências presentes, não focadas no físico. Tal interferência foi sentida por todos nós, de um ou de outro modo.
(5) Esse tipo de pausas é bastante comum, sempre que o Elias responde a esse tipo de perguntas. Achamos interessante, por parecer que acede a uma informação proveniente da parte de algum “banco de dados computorizado”. Isso não ocorre com a mesma frequência quando transmite informação pertencente ao cunho do ensino, à excepção das alturas em que procura alguma palavra mais apropriada.

--------------------~

ELIAS: Boa noite. (Pausa) Estou confiante de que todos vós aquiescestes quanto ao pedido que tinha formulado para esta noite. (*1)
GROUP: Sim.
ELIAS: Óptimo.
VICKI: Há mais alguns que supostamente também virão.
ELIAS: Se preferirdes, podemos atrasar o nosso exercício para mais tarde.
VICKI: Penso que deixo isso ao teu critério.
ELIAS: Vamos dar continuidade ao nosso tema do elemento religioso, se for o que desejais. Podemos guardar o nosso exercício para uma participação mais alargada. Isso é aceitável. Que parte do vosso elemento desejareis abordar? (Pausa)
VICKI: Alguém terá uma sugestão?
BILL: Não, realmente não.
VICKI: E que tal o da imaginação?
ELIAS: A imaginação está interligada a todas as partes do vosso elemento religioso. A vossa imaginação é empregue no vosso estado desperto, assim como no vosso estado de sonhos. É empregue no vosso desenvolvimento histórico, e na criação que fazeis das religiões. Também é usada nos sistemas de crença que usais. (A esta altura chega o Jim) Boa noite, Yarr.
JIM: Boa noite, Elias.
ELIAS: Foi-vos inculcado que a imaginação não é real, e que não passa dum “fingimento”, duma simulação. Isso está errado, porque na vossa consciência - essa parte de que não estais cientes - toda a vossa realidade é forjada com base na imaginação e tem origem nela. Aquilo que conscientemente percebeis como imaginação, ou fingimento, consiste numa imagem espelhada da vossa essência e dos seus pensamentos, sendo a parte mais criativa da vossa essência. A imaginação é empregue em todos os focos do desenvolvimento físico. É empregue em todas as dimensões, e em todos os focos não físicos. Trata-se dum instrumento maravilhoso e glorioso. Todos os vossos planos e todos os vossos desejos, toda a vossa motivação, procedem da imaginação. Toda a vossa criatividade tem início na imaginação. Contrariamente ao que vos é ensinado, consiste numa realidade, pois conforme disse anteriormente, todo o pensamento é actualizado. Por isso, o que quer que possais imaginar será criado. Todas as vossas civilizações brotaram da imaginação colectiva. Não surgistes meramente com civilizações sem que tenha sido com base numa ideia, sendo que por ideia me refiro ao que imaginastes desejar criar, e passastes a criar em seguida, em resultado disso. Destituídos de imaginação, não teríeis criado este planeta, e todas as suas coisas “espantosas”. E essa é uma criação fantástica! Ela brotou da vossa imaginação conjunta. É bastante apropriado escolher esse tema da imaginação para esta noite, por se enquadrar na perfeição nos nossos exercícios, pois vou-vos instruir a fazer uso da imaginação por intermédio da visualização.
Quando iniciastes este foco físico, a imaginação era tudo o que tínheis. Desde esse ponto, começastes a criar. Para testardes as vossas criações, permitistes que a vossa imaginação rugisse, permitindo-vos, desse modo, escolher por entre todas as probabilidades ao vosso dispor. Colectivamente, escolhestes um foco e uma criação particulares. À medida que essa criação se foi desenvolvendo e vos fostes tornando hábeis no seu manuseio, a vossa imaginação passou a focar-se noutras áreas, o que deu lugar aos sistemas de crença que albergais. Em primeiro lugar criastes o vosso mundo, e em seguida criastes a forma como haveríeis de viver nele.
À medida que a vossa história se foi desenvolvendo, passastes a gerar cenários mais complicados para poderdes interagir. Todas essas coisas brotam de dentro. Nada tem início fora de vós. Tudo tem início no interior, e a imaginação constitui a fagulha. As vossas religiões brotaram todas duma imaginação prolífica. Além disso, a maior parte das vossas filosofias brotaram da imaginação. Todas as vossas ciências foram desenvolvidas com base na imaginação. Tem início numa ideia, como um sonho ou uma intuição que é actualizada. É interessante que desvalorizeis tanto a imaginação. Dir-vos-ei que as coisas que brotam da vossa imaginação não são somente actualizadas noutras dimensões. Pudestes comprovar, com os vossos próprios olhos, o desenvolvimento e a materialização da imaginação por todo o lado, ao vosso redor. Todo o vosso equipamento moderno, a vossa televisão, o aproveitamento que fazeis da electricidade, os vossos veículos, as vossas habitações, as vossas vestimentas, tudo o que vedes, teve origem na imaginação. Trata-se, conforme declarei, dum processo maravilhoso. Essa é a parte mais criativa da vossa essência.
Os vossos cientistas lidam continuamente com a imaginação, acreditando estar a lidar com factos. Já sabemos que os factos não são aquilo que eles acreditam que sejam. Esses factos brotam da curiosidade e são motivados pela imaginação. Se fossem desprovidos de imaginação, nada os motivaria a olhar para as estrelas, ou a seguir as pistas dos átomos ou a inventar fosse o que fosse. Até mesmo a vossa música constitui uma invenção da imaginação. Todos os vossos instrumentos, criados para reproduzirem sons musicais radicam na imaginação. Maravilhosas expressões e uma enorme variedade e diversidade foram empreendidas por essa estupenda parte criativa que possuís. Todos os animais que conheceis brotaram dela. Quão estupendo contemplar a infinita criatividade por meio da imaginação. Vós criais mesmo aquilo que não conseguis ver. Não é nada de se deitar fora! Mas vós fazei-lo, com frequência. Quando pensais no vosso íntimo e procurais identificar-vos com outras partes da vossa essência, desvalorizai-las como o produto da imaginação. Isso está errado, porque cada vez que dizeis “isto não passa de imaginação”, estais efectivamente a dizer “isto é uma realidade”. Agora, podeis pensar nisso um bocado. (A sorrir) A realidade e a imaginação bem que podem ser entendidas como sinónimos, porque sem uma, a outra não existiria.
Vamos empregar o nosso exercício a título de ilustração. Ele também deverá incorporar outras partes deste elemento que estivemos antes a debater. Ele permitir-vos-á exercitar a visualização e a imaginação. Trouxestes um retracto dum animal. Quero que o situeis diante de vós. Tal como referi, não deve corresponder a nenhum animal de estimação. Ao olhardes para esse animal, desejo, antes de mais, que imagineis o ambiente natural do animal. Agora, nesse ambiente, imaginai-vos na pele desse animal.
Senti aquilo que esse animal sente. Pensai no que ele pensa. Contactai aquilo que esse animal contacta. Se se tratar dum predador, visualizai essa parte da consciência do animal a ser usada na sua realidade. Isso traduz a experiência dele. Não é certo nem errado, mas neutro. Trata-se simplesmente da experiência que lhe é inerente. Se não se tratar dum predador, visualizai a expressão que assume na sua realidade. Senti o contacto que estabelece com os outros animais, que têm um enfoque semelhante ao seu.
De que modo perceberá ele o seu mundo? Que significado terá a natureza para esse animal? Que significado terá esse mundo para esse animal? Imaginai-vos de tal modo como parte dessa criatura que consigais sentir-lhe a cobertura. Se estiverdes diante dum animal que se identifique com a água, senti a que se assemelhará a sensação da água de encontro à sua pele, por a pele que tiverdes nesse caso ser diferente. É a dessa criatura. Senti-lhe a temperatura. Imaginai o foco que essa criatura estabelece; aquilo que é importante para ela, o que ela faz com o tempo de que dispõe, a forma como experimenta o tempo, o qual deverá divergir da forma como vós experimentais o tempo. Se esse animal possuir asas, experimentai-lhe a sensação de ter asas, e a forma como se alça acima da terra, e como comunga com o seu ambiente. De que forma comungará ele com os membros mais novos? Como será que interage com os outros da sua espécie? Bom; pensai na comunicação que estabelece, porque todas as criaturas comunicam. (Pausa prolongada, enquanto todos se esforçam por obter a visualização disso)
Este exercício permitir-vos-á ver e experimentar, e sentir um outro enfoque da consciência, para além do vosso. Ajudar-vos-á a alargar a perspectiva que tendes. Também vos ajudará a colmatar o fosso existente entre vós e o que encarais como a natureza. Sentis-vos separados da natureza, mas fazeis tanto parte dela quanto esse animal com que escolheste comungar, nesta noite. Vós estais todos interligados. A consciência dele contacta a vossa, e vós com a deles todos, sendo que este, na realidade, constitui um exercício espantosamente agradável que podeis repetir, e apreciar cada sentimento de paz ou de emoção resultante dessa comunhão. É também bastante fascinante, a harmonia que haveis de experimentar ao focardes a consciência de um modo diferente. Foi por isso que vos pedi para não trazerdes nenhuma fotografia dum animal de estimação. Não estabeleceríeis o contacto, nem compreenderíeis a mesma profundidade de consciência, no caso de se tratar dum animal que vos fosse familiar. No futuro, se praticardes esse exercício, podeis sentir vontade de despender vários minutos com cada sensação que vos descrevi. Quanto mais empregardes a consciência que tendes de modo não separado, mais facilmente abrireis mão da percepção que tendes das “laranjas” e dos “gomos”.
Agora vou-me dirigir aos vossos retratos. Neste exercício, vamos focar-nos em duas direcções diferentes, de forma a conceder-vos duas perspectivas distintas. Em primeiro lugar vou-vos instruir no sentido de identificardes essa vossa fotografia, com consciência de serdes vós próprios, é claro. É parecido convosco. Recordais a altura em que tirastes esse retrato. Se pensardes nisso, podereis mesmo identificar sentimentos que tivestes nessa particular altura. Bom, identificando-o convosco, convosco próprios, vamos desviar-nos por um momento. Isso poderá fornecer-vos um ponto de referência, na identificação da vossa essência.
Tendo presente o John, que não teve origem nesta nação, começai com essa ideia. Vós não sois originários desta nação, num contexto de tempo. Não vos estou a falar em termos geográficos. Estamos a falar de tempo, conforme o vosso país se acha inserido nele. Originalmente, viestes dum país específico no tempo, na vossa essência. À medida que fostes crescendo, deixastes o lar e aventurastes-vos por conta própria, afastando-vos na direcção dum outro país, no tempo. Agora; ao irdes para um outro país, precisais aprender uma nova língua. Ao passardes para cada país através do tempo, e vos afastardes do vosso lar, passais duma língua para outra. Eventualmente, o vosso idioma de origem torna-se difuso, tal como aconteceu com o John. Ele teve origem num país europeu, e falou a língua que adoptara com bastante fluência, enquanto criança. Não utiliza mais essa língua, por a ter esquecido; por não ser mais pronunciada de forma contínua na sua presença. Razão por que a terá esquecido, tal como vós passastes a utilizar novos idiomas, e esquecestes o vosso idioma original.
Em casa, os vossos pais, representando a parte mais significativa da vossa essência, continuam a enviar-vos mensagens e cumprimentos. Vós recebei-los, só que em grau cada vez menor. Não respondeis por terdes esquecido o vosso idioma original. Foi desse modo que chegastes a separar-vos. Tal como no foco físico vós vos separais individualmente, pela questão do crescimento, e vos tornais independentes, pela questão da exploração, também vos separastes da vossa essência com o propósito de explorardes e de experimentardes duma forma independente. A única diferença existente nesse cenário é a de que o John continuará a separar-se, e a não se recordar da língua original que tinha. Haveis de dar a volta completa e de vos voltardes a unir, e de passar a empregar o vosso idioma original.
Pode-se-vos tornar mais fácil compreender as questões que se prendem com a separação se entenderdes a tolerância, e empregardes mais na consciência que tendes de vós próprios. Voltai a olhar para vós. (Pausa, enquanto olhamos todos para as nossas fotografias) Agora; visualizemos; Kasha, altera a cor para o negro; Joseph, altera para a imagem dum Oriental; Lawrence, altera a imagem para a de um indivíduo da América do Sul; Elizabeth, altera-a para a de um Aborígene; Olivia, altera para a imagem dum Europeu; Peter, muda-a para a de um Italiano; Yarr, altera-a para a de um Índio. Ao vos verdes nesse retracto, percebei agora como sois nessa orientação. Percebei a vossa pele a mudar de cor. Percebei as alterações provocadas nas vossas feições. Senti a cultura em que vos inseris nesse foco. Pensai nas crenças que empregais nessa cultura. De que modo interagireis com uma outra cultura? Como interagis com a vossa presente identidade? Senti o vosso ambiente nativo. Estareis habituados a temperaturas amenas, e a sentir aversão pelo calor? Estareis habituados ao frio, e achais este calor insuportável? Que forma de comércio praticais? Como é que interagis com a vossa sociedade? Que é que essa pessoa sente, presentemente, neste país? (Outra pausa, uma vez mais, para tentarmos visualizar)
Ao examinardes outras consciências, vós explorais outras partes de vós próprios. Cada um de vós já terá sentido outros focos, pertencentes a outras dimensões e a outras culturas. Isso poderá prestar-se a uma ampliação da consciência que tendes da vossa essência. A vossa essência incorpora os focos todos. (A esta altura entra a Carole) Vamos dar as boas vindas à Dimin.
CAROLE: Obrigado. Peço desculpa. (Ela desculpa-se por ter chegado atrasada)
ELIAS: Não há necessidade de te desculpares. (A sorrir) Este exercício também se servirá para vos instruir a consciência, presentemente, através da tolerância. Torna-se difícil permanecer intolerante em relação a um outro indivíduo, se perceberdes esse mesmo indivíduo como vós próprios. A vossa consciência acha-se interligada. As vossas essências acham-se ligadas. Não existe separação. Esperamos que passeis a adoptar estas coisas na vossa consciência com uma maior prontidão.
Devo, todavia, confirmar muito rapidamente a presença do Paul, por ele se estar a fazer bastante notado! (Riso) E, em reconhecimento disso, direi: “Sê bem-vindo, meu velho amigo!” Conforme declarei, haveis de vos habituar bastante a esta energia. Ela tem vindo a afectar fortemente o Michael. É bastante interessante, o processo de troca de energias que se opera no foco físico, por assumir um aspecto totalmente diferente. (2)
Este grupo de exercícios consiste num conjunto de ilustrações subordinadas à imaginação, mas, conforme experimentais a imaginação disso, haveis de mostrar a vós próprios sentir aquilo em que vos estais a focar. Se vos estiverdes a focar numa lontra, e derdes rédea solta à imaginação, podeis fisicamente sentir a água em contacto com o seu pelo. Podereis sentir o frio transmitido pela água. Podeis sentir a alegria das suas brincadeiras, e a falta de interesse que sente pelo mundo à sua volta. Vou-vos agora instruir no sentido de explicardes o nosso exercício à Dimin, e de o partilhardes com ela, por crer que ela o possa achar bastante interessante, e de ser capaz de incorporar essa outra consciência de modo efectivo, através da identificação duma outra consciência, de qualquer maneira. No presente momento, vou pedir desculpa, e passar a tranquilizar o Michael uma vez mais, por ele não estar habituado a estes surtos energéticos, e estar a sentir-se muito vulnerável. Continuarei num instante.
INTERVALO
ELIAS: Vamos continuar. Vou-vos propor, muito rapidamente, uma explicação quanto à fragmentação e à ramificação, associadas à vossa essência no foco não físico. Já mencionamos a forma como vos fragmentais e ramificais nos focos físicos, mas também mencionei que também fazemos isso nos nossos focos não físicos. Isso pode ser ligeiramente mais difícil de compreender. Pensai somente, em como é interessante que, não importa quem quer que conheçais, esse indivíduo, caso tenha uma ligação com alguém que tenha “falecido”, conforme diríeis, pode estar permanentemente em contacto com esse “falecido”. Não terá importância que ele tenha “falecido” há um ano ou há oitenta anos, segundo os termos que empregais. Ele sempre será capaz de contactar alguém que esteja em contacto com esse “falecido”. Isso não quer dizer que o agente intermediário que contacte esse “falecido” esteja errado, ou esteja a ser menos verdadeiro, porque não está. Também não quer dizer que esse indivíduo não se tenha voltado a manifestar. Quando interrompeis uma manifestação física, podeis ramificar-vos. Podeis escolher voltar a manifestar-vos no físico, assim como podeis escolher não o fazer. Podeis fazer ambas as coisas! (A Vicki ri e dá um sacolejão à Elizabeth, que está a entrançar-lhe o cabelo)
ELIZABETH: Espera lá! Penso que tenha perdido algo! Conta lá isso mais uma vez para mim! (Elias ri, e nós acompanhámo-lo todos)
ELIAS: (A sorrir) Eu referi que vós não possuís secções, e não sois uma laranja. Por isso, se escolherdes experimentar a manifestação física, mas também escolherdes continuar na manifestação não física, e expandirdes a consciência, podereis faze-lo. Muitas essências voltam a manifestar-se, mas os seus entes queridos, da anterior manifestação, ainda comunicam com eles conversando com eles, enquanto eles dialogam de volta. Vós pensais em termos de vós próprios, tal como vos “manifestais no físico”. Por isso ao vos manifestardes no físico não vos podeis situar no que designareis por “dois lugares ao mesmo tempo”. Mas vós não sois apenas o que se manifesta no físico. Vós sois mais vastos do que este segmento.
Conforme expressei na nossa última sessão, não constituindo uma laranja caracterizada por gomos, e conforme o Olivia identificou e correctamente, ao comparar essa condição à da Unidade Criadora Universal e ao Todo, que também não comporta secções. Mas vós estais todos aqui! (A sorrir) Todos vós possuís essências, mas sois todos a Unidade Criadora Universal e o Todo, e ela sois vós, e mais para além de vós. Existis em separado, e ao mesmo tempo não estais em separado. Apenas existis em separado numa porção da vossa consciência, e no foco que estabelece. Existirá um pensamento separado de vós? Os vossos sentimentos existirão em separado e distanciados de vós? Não existem. Eles fazem parte de vós, mas são independentes de vós. São criados a partir do vosso íntimo, e tanto podem manifestar-se como não manifestar-se em termos físicos. Já referi muitas vezes, que sois muito mais vastos do que o que percebeis ser. A complexidade que a vossa essência compreende torna-se incompreensível para a vossa consciência, conforme ela é dotada, no foco físico. Só vos estendo esta informação de modo a poderdes pensar no assunto, e tentardes expandir a consciência que tendes. Alguma da informação que vos estendo, vós não a compreendereis. Não sereis capazes de a aplicar fisicamente à vossa realidade, mas ela servirá o propósito de vos expandir a percepção, concedendo à vossa intuição uma “visão periférica”. Vou, muito rapidamente, permitir uma outra secção relativa ao elemento religioso, que passarei a iniciar, e em seguida vou disponibilizar-me para as questões que queirais colocar. Podeis escolher a parte seguinte do nosso elemento religioso. (Pausa, enquanto a Christie considera a lista de assuntos subordinados ao tema religioso, e se segue a conversa que passamos a transcrever, acompanhada de imenso riso)
CHRISTIE: O bem e o mal. Vamos ao “bem” e ao “mal”.
JULIE: Parece-me perfeito!
ELIAS: Já ...
VICKI: (Interrompendo o Elias) Já abordamos esse tema.
JULIE: Foi aquele a que eu faltei!
CHRISTIE: Está bem. E que tal: “As crenças neste...”
VICKI: (Interrompendo a Christie) Também já cobrimos esse!
CHRISTIE: Já teremos abordado o: “Como percebemos Deus”?
GRUPO: Não, ainda não.
CHRISTIE: Está bem, então vamos lá a isso.
VICKI: O Elias está-se a divertir bastante com isto! (Riso geral)
ELIAS: Já estais finalmente de acordo? (Riso) Eu estou a emitir um aviso ao nosso amigo Paul, no sentido de o prevenir de que este grupo é muito “complicado”! Ele poderá escolher focar-se de outro modo! (Desfazemo-nos a rir)
Os conceitos que empregais para o que designais por Deus! Isso deve também envolver a questão da vossa imaginação, porque aquilo que sois capazes de imaginar, sois capazes de criar, à semelhança de Deus. Cada cultura e cada civilização, e cada foco, em cada dimensão da manifestação física, gera uma percepção de Deus. Essa ideia possui muitos nomes. O que constitui, basicamente, uma ideia. A necessidade que sentis de criar um Deus, ou Deuses, ou Deusas, brotou da vossa separação. Conforme ilustramos anteriormente, com o nosso exercício da imaginação, à medida que vos afastais do lar e do vosso idioma nativo, esqueceis tudo aquilo que possuís. Por isso, tornais-vos conscientes duma falta de informação. E precisais criar uma explicação para essa informação em falta. Isso nem sempre é identificado pelo que pensais como um foco religioso, porque algumas (culturas) não possuem aquilo em que pensais, em termos de religião. A espiritualidade delas é incorporada na sua cultura, e faz parte do viver do dia-a-dia deles. Eles estão menos separados do que vós, por vos terdes separado mais, e precisardes estabelecer um contacto por intermédio da religião. As culturas que não possuem um sistema religioso comunicam com os seus Deuses por intermédio da natureza e deles próprios, com a compreensão da existência duma menor separação do que a que percebeis.
Deus é um ponto de focagem. É um ponto destinado à possibilidade de vos identificardes com ele, ao não compreenderdes a separação que gerastes em relação à vossa essência. Todas as essências em todas as manifestações compreendem, intuitivamente, que existe mais do que aquilo que é manifesto. Nessa medida, precisais criar uma explicação imaginativa. Alguns acreditam que uma estrela seja Deus. Outros, criam uma imensidão de Deuses, através dos elementos naturais que os rodeiam. Na realidade, tais modos de identificação são mais acertados do que os enfoques religiosos que utilizais caracterizados por Deuses únicos, porque vós, na vossa essência, sois Deus. Por isso, tudo o que é criado, a natureza toda, todos os elementos, todos os universos, tudo se acha incluído em vós. Falando em termos realistas, torna-se-vos muito difícil, no foco físico, incorporar este conceito. Na realidade, isso não consiste apenas num conceito, mas traduz uma verdade. Podeis pensar acreditar serdes Deus, mas mesmo que o expresseis em termos verbais, haveis de sentir uma “pontada” no vosso íntimo, por vos terem ensinado que seja bastante presunçoso da vossa parte, declarar ser Deus! Deveis ser lunáticos para pensardes ser Deus! Que divertido encontrarmos tantos “lunáticos” a perambular por aí, e no entanto esses “lunáticos” criaram tantos mundos!
Já vos referi que a Unidade Criadora Universal e o Todo sois vós, mas que também é mais do que vós, tal como vós vos encontrais no vosso corpo, mas constituís mais do que aquilo que sois. Ela sempre existiu! Estou bastante ciente de que todas as vossas religiões estabelecidas professam essa mesma verdade, apesar de não pensardes nisso de verdade, por estardes sempre a pensar em termos de tempo, num começo e num fim, e num movimento para a frente. Não o podeis evitar, por corresponder àquilo que experimentais fisicamente. Podeis conceptualmente pensar noutras direcções, mas não chegais efectivamente a incluir tal coisa na vossa realidade.
É por isso que realço a união que deveis estabelecer com o vosso estado de sonhos, porque nesse estado não existe tempo. Não existe sucessão. Não existe organização. As coisas movem-se para a frente e para trás. As coisas podem desenrolar-se ao contrário, por isso corresponder à natureza da realidade. Muito antes desta vossa terra, vós já existíeis. Estais habituados a ouvir e a pensar em termos dum movimento para diante, e de futuro. Agora, pensai ao contrário, porque isso também é igualmente importante para a vossa percepção. Torna-se-vos fácil focar-vos em frente. Torna-se-vos fácil identificar-vos com o movimento futuro. Podeis encarar o mundo físico que vos rodeia, e identificar-vos com a vossa tecnologia, e imaginar o crescimento que sofra. Podeis olhar para vós próprios fisicamente, e imaginar as mudanças futuras que venhais a sofrer numa época futura. Podeis antecipar a vossa morte, nos vossos termos, e imaginar o que venha a ocorrer. Agora, olhai para trás. Imaginai aquilo que fostes, por não existir “fostes” algum, e isso corresponder ao que sois. É por isso que o vosso passado encerra igual importância, por não constituir um passado, mas corresponder ao agora.
Falando de enfermidades físicas, vós “acreditais” que algo tenha obedecido a um contracto físico anterior. Pensais que se tenham desenvolvido com o tempo. Não pensais poder afectar essa enfermidade se lidardes com o vosso passado. Acreditais precisar lidar com ela no presente, ou no vosso futuro. Podeis lidar com ela dum modo mais efectivo onde tenha tido origem, o que se situa ao vosso lado, presentemente. Pensais no fenómeno de outros “seres”, e pensais que devam proceder de algum outro universo, o que envolve “viajem no tempo”. Não existe tempo para poderdes viajar através dele!
Só existem dimensões que precisais cruzar. Ao pensardes em termos físicos, e pensardes no tempo e na exploração da frente para trás, empregai-vos a vós próprios como o criador (disso). Não existe uma entidade “cósmica”, a esvoaçar ao redor e a criar universos, e a “despejar-vos” neles! Vós criastes tudo, por serdes tudo, e esse pequeno termo que designa Deus pode ser equiparado a um outro termo reduzido, por serem sinónimos, em tudo, porque o todo compreende todas as coisas, e isso corresponder àquilo que vós sois! Se tiverdes pensado que a vossa essência seja demasiado grandiosa para sequer pensardes nela, agora podeis pensar em termos ainda mais grandiosos, por serdes agora não apenas uma essência, mas serdes igualmente, aquilo que designais por Deus! Não vou estabelecer distinções afirmando que tenha existido uma essência original, porque isso só serviria para vos perpetuar a ideia que fazeis da laranja; mas em termos físicos, dir-vos-ei que podeis pensar no vosso conceito de Deus tal como pensais no vosso ser físico, que teve início num único átomo que se reuniu a outros átomos para formar uma célula, célula essa que se dividiu para criar o que agora percebeis em termos físicos. Vós tivestes início num átomo, fisicamente. Na realidade, tivestes origem na consciência, a qual nem sequer consiste num átomo; mas não tivestes início, porque sempre exististes, tal como o vosso deus sempre existiu! (A esta altura o Elias ri enquanto fala)
As religiões e as culturas criam imaginativamente Deuses à sua própria imagem, por uma questão de conforto. Isso ajuda-vos a sentir uma menor separação da vossa essência. Deus jamais criou o homem à sua imagem. As manifestações físicas sempre criam Deus á sua imagem, na sua imaginação. As culturas, tais como as Índias e as dos ciganos, que se identificam com a magia da terra, estão mais próximas duma união verdadeira. Não existe “intermediário” algum! Não existe nenhum Deus a criar a natureza, e a criar o homem, e a criar tudo o mais, e o homem por seu lado a criar aquilo que imagina, e a natureza a criar aquilo que imagina. Isso está errado. Vós criastes tudo!
Essa é a razão porque podeis focar-vos no retracto do animal e estabelecer o contacto, por a vossa consciência o ter criado, e o conhecer, e o poder sentir, por ele ter brotado da vossa imaginação. Há muita gente que perceberá esta informação como sacrílega. Isso só fica a dever-se ao facto de no foco físico, vos terem ensinado que deveis desvalorizar-vos. Foi-vos incutida uma duplicidade. Estais agora a experimentar “vicissitudes”, (a sorrir) o que deverá incorporar uma informação renovada, informação essa em que encontrareis muita libertação! Vós sois, á semelhança de Deus, essências maravilhosamente gloriosas e criadoras, destituídas de limites e de secções. O que deverá tornar-se num foco assombroso e maravilhoso de contemplar, assim que tiverdes completado a vossa mudança, e passardes a incorporar a beleza, a união e o amor, que todos possuís naturalmente. (Pausa) Será isto suficiente para o momento? Porque, estou certo que havemos de dar  mais prosseguimento a isso. (Pausa)
CAROLE: Posso colocar uma pergunta? (Elias, como sempre, diz que sim) Se todos os focos ocorrem e têm uma existência simultânea, isso tem que ver comigo, por eu ser duma linhagem tipo “nascida nas estrelas”; quererá isso dizer que eu esteja a experimentar essas vidas ao mesmo tempo que esta, ou, conforme no meu caso, existirá alguma separação?
ELIAS: Vós estais a experimentar em simultâneo. Por isso, incorporais, apesar de te poder dizer que na fragmentação que sofreste te permitiste um descerrar do véu que te permite passar a incorporar na tua consciência, um reconhecimento e uma informação mais intuitivas de outros focos. Isso consiste numa identificação com a tua essência. Algumas essências identificam mais, e têm uma maior consciência de outros focos. Se este véu não tivesse sido descerrado, não terias consciência dessa ligação, e não se prestaria como uma realidade, para ti. Além disso, se não tivesses escolhido esta probabilidade da fragmentação, não te terias expandido a este ponto. Poderias ter obtido informação acerca de outros focos de desenvolvimento, mas eles não teriam passado duma fantasia para ti. A razão porque reconheces a realidade deve-se ao facto de teres escolhido a probabilidade da fragmentação neste foco, descerrando desse modo esse véu particular. Ainda te sentes confusa?
CAROLE: Não, estou mais... a minha mente rebentou, mais do que qualquer outra coisa que possa descrever. Obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer. (Pausa) Vamos abordar as vossas perguntas. Vamos dizer-vos que, conforme mencionei estar consciente de outras energias, vou continuar atento a essas energias, e elas vão-se revigorar. Digo-vos isto para vos prevenir quanto a qualquer alarmismo, por vos poderdes estar pouco familiarizados. Outras essências têm interagido comigo continuamente, e estão a manifestar energia física. Podeis tranquilizar o Michael quanto ao facto disto se achar sob controlo! (A sorrir) Estou suficientemente inteirado, conforme tenho vindo a estar, faz tempo. Também entendo que isso possa ser enervante! Uma coisa é terdes uma essência ao vosso redor. Outra, é ser bombardeado por uma dependência cheia delas!
JULIE: Bom, se elas foram tão espantosas quanto tu, penso que isso seja muito bem-vindo!
ELIAS: Todas as essências são maravilhosas! (Pausa) Vamos dizer ao Ron para não se concentrar com tanta intensidade. Isso há-de voltar. Não acredito que o Paul venha a estabelecer acordo algum com o Michael, em termos de contacto. Ele está muito ligado a ti, tal como eu tenho estado ligado ao Michael, coisa que compreendereis. (3) Também tranquilizarei esta companhia de que isto não se tornará numa “borla para todos”, porque as essências respeitam bastante as outras essências! Por isso, podereis não sentir que venha a suceder muita confusão e caos. Essa expressão só tem existência nas vossas imaginações religiosas. Na realidade, não acontece. As essências não são rudes mas sim brincalhonas! (Riso, seguido duma pausa) Estou surpreendido por esta noite não termos perguntas!
JO: Terei alguns fragmentos da minha essência neste foco?
ELIAS: Nesta manifestação física, (pausa) não. Tens ligações, por intermédio de outras essências, que são bastante fortes. Também tens muitas ramificações deste foco físico, algumas bastante em paralelo com a tua, presentemente. Existem fragmentos ligados a um foco feminino que parece bastante ligado a ti, mas tu ainda não fragmentaste o teu próprio ser.
JO: Foi o que pensei. Obrigado. (Elias, como sempre, diz: “Não tens do quê”)
RON: Poderás dizer-me, se alguma coisa houver a dizer, qual o significado dos nomes “Marshuka”, “Amandy” e “Mouthful”?
Nota da Vicki: O Ron teve um sonho na noite anterior em que viu cinco bebés com cinco nomes. Ele recordou esses três. Na realidade, esses nomes constituem o início do nosso jogo.
ELIAS: (Dá uma risada) presentemente, vou reservar essa informação, por te servir a curiosidade, juntamente com o Michael, para investigardes mais os sonhos que tendes. Isso também irá servir para vos motivar a explorar mais. Vou dizer que se tratam de essências que se acham presentes. São energias que se estão a manifestar com as quais vireis a familiarizar-vos, incluindo a origem do vosso Elias, mas podeis descobrir o enigma de quem eu sou! Essas essências encontram-se todas neste enfoque, e tens também razão quanto ao facto de todas elas começarem por um “M”. Dir-te-ei também, que devias colocar os óculos ou trabalhar melhor a visão que tens quando estás a dormir, porque o teu “Amandy” era “Mamandy”, assim como poderás optar por trabalhar a visão que tens no estado dos sonhos, tal como o Lawrence, e corrigir isso. (A sorrir)
JULIE: Elias, eu sonho... Eu sei que referes que o passado exista agora, mas eu sonho frequentemente com o que pensava ser o passado. (A esta altura o Elias toma uma bebida) Sonho constantemente com um monte de amigos de infância e de pessoas, e pensei mesmo que devesse haver uma razão para isso tudo. Não estou certa.
ELIAS: Os sonhos que tens são a visão dum outro foco, um outro elemento de ti. O vosso estado de sonhos nem sempre comporta o que designais por “sentido”. Encarais o tema do “sentido” como significando uma outra coisa qualquer para além do que experimentais. Tu estás a experimentar e a ver outros focos e dimensões, e probabilidades, e eus alternos, no teu estado de sonhos. Quando te encontras no teu estado de sonhos, a tua consciência entende perfeitamente aquilo que esteja a suceder. Só não compreendes o que acontece no teu estado desperto, por te esforçares arduamente por o converter numa linguagem qualquer que possas compreender. Dir-vos-ei que muitas vezes, ao converterdes os sonhos para uma linguagem que possais entender, vós distorceis a informação que eles vos apresentam, quase a ponto de a tornardes irreconhecível. Por isso, não é importante que interpreteis. O importante é que experimenteis.
Também vos sugeriria a todos, a título de exercício duma perspectiva diferente, uma vez mais, que sugeris conscientemente a vós próprios, antes de entrares no estado de sono, para perceberdes o vosso estado desperto como um sonho. Já vistes o vosso sonho como um estado desperto. Agora vede o vosso estado desperto como um sonho. Isso não se revelará tão difícil quanto o percebeis, por sonhardes continuamente com relação ao vosso estado desperto. Sonhais com os vossos empregos, sonhais com os vossos jogos, sonhais com aqueles com quem interagis. De modo que pensais muito no vosso estado desperto. Agora, se pensardes no vosso estado desperto no sonho que tiverdes, tornai esse estado desperto num sonho. Isso conferir-vos-á uma perspectiva que se aproximará da realidade.
JULIE: Uma noite destas, fui capaz, pela primeira vez, de parar um sonho.
ELIAS: Isso consiste numa excelente realização! Mas tornou-se desconfortável e tiveste que exercitar uma tremenda confiança e segurança na tua consciência.
JULIE: Fiquei bastante excitada!
ELIAS: Podemos atestá-lo. Reconhece tu, também, a realização que alcançaste, porque de cada vez que reconhecerdes as vossas realizações, isso se prestará para o realce da vossa confiança e segurança, da confiança em vós e nas habilidades que possuís. Quanto mais confiardes, mais podereis ultrapassar as crenças ou temores que sentis, e mais realizareis, por não possuirdes limitações. Também vamos ficar a aguardar mais demonstrações de realizações, por da parte da Dimin. Teve lugar um contacto e um descerrar de véus. Não tens razão nenhuma para não acreditares em ti.
CAROLE: Está a chegar lá.
ELIAS: Estou a reconhecê-lo. Haveis de vos surpreender bastante com as capacidades que possuís e as realizações que obtiverdes. Também vos direi para encorajardes esta essência, no sentido de prosseguir com o contacto obtido, o qual está a preparar-se para emergir. Estais a compreender aquilo de que estou a falar?
CAROLE: Penso que sim.
ELIAS: Óptimo.
CAROLE: Posso-o confirmar?
ELIAS: Podes.
CAROLE: Terá sido a terceira essência que terei pressentido esta noite? Será dessa que estás a falar? Tu , e o Paul, e a terceira que estou a pressentir?
ELIAS: Isso está parcialmente acertado. Estou também a falar da ligação que tendes com um outro indivíduo, que está a preparar para permitir que uma outra essência possa emergir. Esse indivíduo esteve ligado a ti num foco de cura, uma mulher, que se acha bastante próxima, mas pode encontrar-se necessitada dum encorajamento, por a essência que está a aguardar ter muito a revelar, mas poder ser bloqueada por uma questão de temor, da parte desse indivíduo. Esse indivíduo interagiu com a tua aula e possui essa capacidade, mas não possui muito apoio no foco físico. Estás confusa.
CAROLE: Bom, pode tratar-se de mais, como do exemplo dum casal diferente de pessoas. Posso dar-te os seus primeiros nomes? (Elias diz que sim) Será Suzanne?
ELIAS: (Pausa) É. Correcto. Não há necessidade alguma de protecção, só que esse indivíduo está receoso.
CAROLE: Penso que tenha manifestado vontade de canalizar, e se sinta muito receosa.
ELIAS: Posso-o confirmar, e estou a dizer que não existe elemento algum a recear. Não é preciso protecção alguma. Ela já vos é fornecida. Isso é difícil de traduzir por palavras, mas tu, tendo interagido bastante comigo, e sendo capaz de identificar as verdades que isto encerra, compreendes. Por isso, prestas-te como uma instrutora. Estará isto entendido?
CAROLE: Está. Obrigado.
ELIAS: Nós perguntaríamos à Kasha se desejará colocar alguma pergunta, esta noite, ou se vai continuar sempre a parecer um sapo, sentado no teu cepo, sossegado?
BILL: Eu aprecio o meu cepo. Sinto-me confortável.
ELIAS: Tenho noção de teres muitas perguntas. Isso é aceitável, mas não te surpreendas por, quando te sentires preparado, eu pôr a tocar o disco da meditação e começar a coaxar! (Dito com humor, seguido de riso generalizado) Vou dizer à Kasha que se ela vai continuar assim tão devagar no foco seguinte, nós vamos dar um passo atrás, a dizer: “Anda daí”! (Voltamos todos a rir, incluindo o Elias) Reconhecerás que eu estou a brincar?
BILL: É, estás a brincar, mas isso traduz igualmente alguma verdade.
ELIAS: Podemos pensar que se torne divertido ser uma “tartaruga” no foco físico, só que há coisas a aprender, e uma expansão a realizar, e permanecer como um sapo não significa expandir-se, à excepção da comunicação com o charco que isso faculta! (Mais riso) E o Oliver, também não tem perguntas? Esta é nova!
CHRISTIE: Bem, na realidade tenho, mas não estou certa de estar a regredir ou a progredir com as perguntas desta noite. Hoje passei por uma experiência interessante, em que não me estava a sentir assim tão bem com relação às decisões que tinha estabelecido no passado, concernentes a experiências que tive. E devo ter tido um sonho respeitante a uma casa de que costumava ser proprietária, e estar a sentir-me bastante por baixo em relação a isso, desejando não a ter vendido, e a interrogar-me em relação ao modo como a minha vida viria a tornar-se, e quão diferente se tornaria se não a possuísse, e a sentir-me desalentada por não experimentar a vida conforme desejaria, monetariamente. E de repente, alguém me disse que a questão não residia em permanecer nela mas em fazer acontecer de novo. Por outras palavras, não sei quem me tenha dito aquilo, mas foi-me dito que se eu abrisse mão de tudo, conseguiria obter ainda mais do que tinha conseguido, mas que eu precisava acreditar e confiar que aquilo tudo poderia acontecer.
ELIAS: Isso está correcto, e tu tens consciência dessa verdade no teu íntimo. Dir-te-ei, contudo, que não estás a andar para trás só por experimentares um período momentâneo de ociosidade. Tu avançaste de forma bem consistente, e expandiste-te e passaste a assimilar. Também te prestaste a servir outras essências, neste foco físico, na expansão do seu próprio foco, e da sua percepção. É bastante natural experimentar o que designais por “folgas”. Vós encontrais-vos no foco físico, e lidais com elementos físicos. Não estais a viver nas nuvens. Dispondes de elementos físicos que precisais incorporar e com que precisais trabalhar. E eu diria que tu os incorporas bastante bem. Não devias sentir estar a regredir, se estiveres a experimentar períodos de reflexão e de dúvida. O que te diria é que tenhas atenção. E que percebas que ao reflectires, e sentires dúvidas, e contemplares probabilidades, quais serão as probabilidades que podem causar-te conflito, ou confusão, ou sentimentos negativos. Se notares isso, poderás eliminá-los.
Também te direi, todavia, para os não eliminares sem os experimentares, porque aí provocas o vosso “efeito de géiser”. (Nota do tradutor: Elias refere-se aos resultados da acumulação de tensão, seja de que ordem energética for) Não existe nada de errado com a experiência de sentimentos ligados a reflexões relativas a probabilidades. Se os experimentardes, permitireis que se gere uma expressão natural. Também permitireis que tal expressão se dissipe. Se bloqueardes o sentimento, por pensardes não dever sentir tal coisa, ou preocupar-vos com isso, vós criais o vosso “efeito de géiser”, por ser por tal razão que esse sentimento volta a surgir. Ele foi sentido anteriormente. Foi pensado anteriormente, mas a sua experiência foi bloqueada. Os pensamentos entraram em conflito com o sentimento e provocaram a ideia: “Sentir isto não passa dum desperdício de tempo e de energia. O que está feito está feito.” Isso está errado. Estabeleceis ligações, e possuís sentimentos, e se experimentardes esses sentimentos, e os deixardes expressar-se, permitireis que se dissipem. Pensa lá, pelo melhor de que fores capaz, em sentimentos positivos e em sentimentos paralelos, e em como permitirás que se dissipem, e crias uma expressão idêntica em relação ao que acreditas serem sentimentos negativos. Estás a compreender?
CHRISTIE: Penso que sim.
ELIAS: Estou confiante de que consegues alcançar isso. (A sorrir)
CHRISTIE: Obrigado.
ELIAS: O Lawrence está muito calado, esta noite!
VICKI: Está. Todavia, e muito rapidamente, sinto um forte pressentimento de que vou conhecer o Paul esta noite, e um forte pressentimento de que isso foi conseguido por intermédio da contribuição do contacto, com a Elizabet. Será que esta ligação de energia entre as essências facilita muito este tipo de conhecimento? (4)
ELIAS: Facilita. É uma identificação. Uma forma de conhecimento. Vós partilhastes muita energia. Tornou-se uma coisa do teu conhecimento, pelo que facilmente é identificado. Vou-te dizer que presentemente, e durante um breve período de tempo, tu e o Ron… (A olhar directamente para o Ron)
RON: Obrigado. (5)
ELIAS: Não tens o que agradecer. (A sorrir)… Mas a Elizabeth pode apoiar o Michael, na identificação e encorajamento dessa energia, por ainda ser, em certo sentido, pouco conhecida, e um tanto perturbadora. Ele não está familiarizado com essa energia, como tu estás. Ele é capaz de lhe reconhecer a presença, e está a familiarizar-se mais, mas ser-te-á de maior valia permanecer em contacto e dar apoio. Mas, estás absolutamente certa quanto ao facto de terdes estado ligadas, e é uma coisa espantosa, não é?
VICKI: Bastante!
ELIAS: E diremos que as tuas tentativas serão bem sucedidas! (Para o Ron)
RON: Espero que sim.
ELIAS: Podes estar confiante. Também vou dizer à Dimin, que essa outra essência está em contacto contigo, por via da fragmentação, e é bastante estranha ao Michael. Conforme disse, as essências não são mal educadas nem intrusivas. Por isso, elas não convergirão todas ao mesmo tempo! (Riso) O Paul passou para uma posição mais familiar.
Essa é a terceira energia em relação à qual o Michel precisa de apoio no sentido da identificação. Essa outra essência, a qual o Michael identifica como nova, está ligada à Dimin, e tornar-se-á do teu conhcimento. Quando essa essência passar para a posição de tornar a sua presença mais conhecida, e passar a exibir mais a sua energia, então passareis a dar uma energia de maior apoio, tal como A Lawrence e o Ron presentemente fazem. Estás a compreender isto?
CAROLE: Estou.
ELIAS: Eu conto com o apoio da parte destas essências. (A sorrir) Eventualmente, apelaremos ao apoio por parte de outras essências, em ligação com o Ron e o Michael. Essas essências ainda não se acham focadas, mas fá-lo-ão em breve. Já gastei muito do tempo, esta noite a explicar essas energias com que vos passareis a familiarizar e a conhecer e a interagir, porque não é só as essências que aqui se encontram que estão a interagir. Nós estamos emiscuidos. Gera-se uma troca. Estabelecem-se acordos. Não se trata de intromissão nenhuma. (Pausa)
Se não desejardes colocar mais nenhuma pergunta esta noite, vou-vos desejar a todos uma boa noite, e vou-vos dizer para terdes bons sonhos e para vos aceitardes com carinho, e às vossas expressões. E eu e o Paul expressámo-vos o nosso amor e alegria. Em breve encontrar-me-ei convosco.
GRUPO: Boa noite. (Terminamos às 10:04 da noite)
NOTAS FINAIS:
(1) Quinta-feira à  noite, a Mary inesperadamente apareceu em casa da Vicki e disse: “O Elias tem-me estado a dizer o dia todo que quer falar contigo”. Após alguma conversa, decidimos dar seguimento à impressão da Mary. Essa sessão tornou-se numa ocorrência fora do habitual, por sempre ter estado presente um grupo de duas o mais pessoas em cada sessão. Durante essa sessão, que consistiu em alguma informação pessoal destinada à Vicki, ao Ron e à Mary, o Elias disse à Vicki para contactar todos os membros do grupo e para lhes pedir para trazer dois retractos na sessão de Domingo. Esse é o pedido a que ele se refere, na declaração de abertura.
(2) Elias parece estar a referir-se às diferenças existentes entre a energia inerentes às sensações físicas, as quais obviamente experimenta enquanto “utiliza” o corpo da Mary e às trocas de energia com as energias não físicas, às quais está mais acostumado no foco dele.
(3) Esta não é a primeira vez que o Elias terá “sugerido” ao Ron que ele viria a “canalizar” o Paul. O Ron tem vindo a tentar estabelecer o contacto, mas sente muita incerteza quanto à forma de proceder em relação a isso!
(4) Nota da Vicki: Eu estava “fora de sintonia” durante a maior parte da segunda metade desta sessão, o que jamais tinha ocorrido antes. Senti uma forte ligação em termos de energia entre mim própria, a Elizabeth, e o Paul, sendo o Paul a essência que me terá fragmentado a mim, à Elizabeth e ao Ron. Durante esse tempo, mal escutei a informação apresentada pelo Elias. Eu estava num outro local qualquer”, o que se traduziu por uma experiência pela qual adoraria passar de novo!
(5) Este agradecimento da parte do Ron surgiu em resposta ao facto do Elias o ter tratado por Ron, em vez de Olivia. O Ron jamais expressou o desejo de ser tratado por Ron por parte do Elias, mas revelou-mo a mim, várias vezes. O Elias, obviamente, “escutou”! Esta não foi a primeira vez em que tomamos consciência de que o Elias nos escuta. Frequentemente, após um intervalo, ele refere-se às conversas que teremos tido durante esse intervalo. Existem muitos outros exemplos, que seriam demasiado numerosos para aqui serem descritos.

-----------------


Nota de Vicky: Esta gravação inicia-se alguns minutos antes da sessão. Durante o diálogo mantido nesse período faço um comentário sobre um pressentimento que tinha tido ao longo das vinte e quatro horas anteriores de que esta sessão iria ser interessante, coisa que outras revelaram ter tido igualmente. Imagino que isto possa ter sido um primeiro contacto parcial de aproximação com a Mary.

Elias chega às 7:00 da tarde. (tempo de chegada é de 30 segundos)

ELIAS: (A rir para dentro) Estamos todos de bom humor esta noite! (Risos) Vamos prosseguir com o nosso tema sobre o elemento religioso, mas antes vamos dar lugar a perguntas.

JO: Okay Vicky. Coloca as tuas perguntas!

VICKI: As minhas perguntas TODAS? (Risos) Vou colocar as de Mary. Que tal?

ELIAS: (1) Não será necessário! (Exclamações de surpresa) Passo a explicar. O Michael vai juntar-se a vós. Por isso, será capaz de colocar as perguntas dele! (1)

VICKI: Isso parece uma excelente ideia! Uma das perguntas que anotei foi a seguinte: “Porque razão esta semana nos pareceu tão difícil... (ao Michael e a mim) Quanto aos demais não sei porém, tem sido uma semana especialmente frustrante no que toca à recordação dos nossos sonhos, e questionámo-nos sobre a razão disso.

ELIAS: Vocês experimentaram todos esse mesmo desenvolvimento; não só aqueles que se acham aqui presentes como outros deste grupo também experimentaram este mesmo tipo de desenvolvimento. Vocês estão a criar uma pequena mudança ao tentarem incorporar o vosso estado de sono na vossa realidade e isso está a dar origem a um bloqueio. Mas isso passará. Esse bloqueio constitui igualmente uma defesa neurológica que faz parte da noção de separabilidade que adoptastes na vossa manifestação. Até ao momento, essa separabilidade tem-vos permitido concentrar-vos em desenvolvimentos materiais bem como na experiência da vossa essência em separado. Actualmente, com a vossa expansão, estão a começar a adoptar mais, na vossa manifestação E o vosso cérebro físico não compreende o modo como há de adoptar esta nova adição. Havereis de descobrir que, com a prática, vos movereis para além deste bloqueio.

Alguns não conseguem recordar o estado onírico por não terem alcançado o ponto em que permitem a si mesmos recordá-lo. Além disso vós ainda vos agarrais a um conjunto de crenças que vos sugere que os vossos sonhos não passam do produto da imaginação. Ainda não os incorporastes inteiramente na vossa realidade, e enquanto depreciardes esse estado ele deverá continuar a iludir-vos de modo parcial. Vireis a desenvolver a capacidade de recordar periodicamente os sonhos, porém, não o conseguireis de forma consistente. Assim que começardes a abrir mão desse véu de crenças que diz que a imaginação não é uma realidade, então adoptareis esse estado com maior facilidade.

Descobrireis que mesmo com a incorporação do estado de sonhos na vossa realidade vos deparareis com pontos de bloqueio, como mencionei anteriormente. A expressão material do vosso cérebro físico não está acostumada a este desenvolvimento. A vossa expressão física, apesar de ser manipulada por vós, também adopta a sua própria consciência, razão porque esta situação dá origem a uma ligeira luta. Eventualmente passareis à frente, porém, o vosso corpo e o seu funcionamento não desistirá disso sem se exprimir!

A sugestão que vos ofereço é a de que não permitais que a frustração os bloqueie ainda mais as vossas tentativas. Vocês conseguirão pôr mão nessa divisão. Vocês têm a esperança de que tais actos surtem efeito num instante! (Risos) Eles não ocorrem com tal rapidez! Vós não só incorporastes ESTE desenvolvimento físico de manifestação, na direcção desta separabilidade, como adoptastes igualmente MUITOS manifestações de desenvolvimento. A expressão do vosso corpo físico divorciou-se da vossa essência e não volta a fundir-se a ela de forma automática! (A rir para dentro)

Endereçar-me-ei também, ainda que de modo parcial, ao nosso “quebra-cabeças” já que se estão a debruçar sobre o vosso estado do sonhos. Um ponto para o Lawrence pelo púrpura que se adequa à quinta criança. Um ponto também para o Michael pelo quarto nome (Mobowah). Podeis conferir e dar prosseguimento à vossa “caça ao tesouro”! Por ora, não vos direi se alcançaram a informação correcta. Estou a gostar deste jogo! (A rir para dentro) (2)

Desculpem-me por um momento. (Aqui Elias fecha os olhos enquanto parece ficar à escuta) Vou dirigir-me à questão colocada pelo Michael. Isto deverá envolver alguma confusão no que toca à evolução e à extinção das espécies. É um assunto complicado.

Explicar-vos-ei em primeiro lugar, que num certo sentido, como já anteriormente tive ocasião de referir, existe uma evolução, só que não nos moldes científicos que acreditais como verdadeiros. As espécies não evoluem dumas para as outras. Tampouco vós evoluístes a partir duma outra forma humana. Os vossos cientistas, antropólogos e arqueólogos ainda andam à procura do “elo perdido” . Vão continuar a procurá-lo PARA SEMPRE porque não existe qualquer “elo perdido”!

O homem já conheceu muitas expressões, cada uma na sua própria manifestação, cada uma constituindo a sua própria espécie. A actual expressão do homem não evoluiu do Neandertal mas constitui em si mesma a expressão que vós criastes como a vossa manifestação final. Essa constitui a forma que escolhestes adoptar como a que é mais eficiente em termos funcionais. Já expliquei que “no começo” vós experimentastes outras manifestações da atenção durante o vosso desenvolvimento não manifesto (na condição anterior à encarnação física). Também aqui os vossos cientistas podem não encontrar qualquer razão para a extinção. Eles procuram adoptar a evolução a fim de tentarem explicar o desaparecimento de outras formas humanas. Isso volta-nos na direcção da extinção.

Na sua maior parte, porém não sempre, a extinção é percebida, todavia aquilo que sofreu extinção desapareceu simplesmente. Antes de mais vou explicar-vos que a extinção não consiste naquilo que julgais porque trata-se sempre de um acordo. Do mesmo modo, uma dada espécie pode, em qualquer altura, decidir ter experimentado aquilo que escolheu experimentar, colocando assim um término na experiência. É por essa razão que desaparece sem deixar “vestígios” e vós deixais de poder encontrar quaisquer rastros dos corpos desses animais. Eles simplesmente deixam de permanecer aí! E quando deixais de os ver dão-nos como extintos. Mas em desenvolvimentos posteriores vocês poderão vir a descobrir evidências da sua existência, e parecer-vos-á que eles tenham “abandonado a vossa Terra” sem qualquer explicação! Vós procurais criar explicações e apresentais razões de porte ambiental para ocorrências que tais. Isso satisfaz-vos a curiosidade mas não está correcto. Animais tais como as vossas criaturas pré-históricas experimentaram a sua existência. Outros animais surgiram a fim de experimentar outro tipo de experiência. Mas isto não significa evolução mas substituição tão só. No futuro descobrireis o surgimento de novas criaturas porquanto aquelas que existem no presente estão continuamente a deslocar-se para fora desta manifestação da experiência. (Aqui chegam Christie e o Gaylon) Bom dia Oliver.

CHRISTIE: Bom dia Elias.

ELIAS: Damos também as boas vindas ao novo… Quem é?

CHRISTIE: Este é o meu amigo Gaylon. Já te falei dele umas quantas vezes.

ELIAS: Estou recordado. Sê bem vindo.

GAYLON: Obrigado.

ELIAS: Agora, também vos digo que subjacente a esta mudança de consciência a que estais a dar lugar, do mesmo modo que a vossa Terra reage com alterações, também toda a natureza responde da mesma forma. Podeis racionalizar e pensar que invadis território virgem e desse modo provocar a extinção de plantas e de animais, porém, vós desenvolveis-vos exactamente do modo que planeastes desenvolver-vos. Além disso, as vossas criaturas e vegetação também se estão a alterar rumo a novas direcções. Vós acreditais que a extinção constitua o fim duma forma de existência mas não é. Apenas convergiu para outra manifestação, devido a que esta tenha deixado de servir os seus propósitos. Existem aqueles que sentem necessidade de “salvar a Terra” e para eles isso é louvável. A Terra que eles pretendem salvar não precisa ser mais salva do que as vossas almas, às mãos dos Cristãos! (A rir para dentro) Ela desenvolve-se e altera-se. A mudança faz parte da natureza do universo e tudo no universo sofre mudança e se acha em contínuo movimento e alteração a manifestar-se e a voltar a manifestar-se de novo. E quando um elemento volta a manifestar-se desaparece dum ponto para aparecer noutro.

Por isso não se aflijam com as criaturas e as plantas que podeis deixar de ver. Isso assemelha-se à acção de vos apoquentardes por deixardes de vos perceber para sempre como crianças! Vós desenvolveis-vos e o vosso mundo desenvolve-se igualmente, do mesmo modo que a vossa manifestação se desenvolve. Vós interpretais de modo incorrecto ao pensardes que quando alguma coisa volta a manifestar-se tal manifestação se tenha separado de vós e extinguido. Do mesmo modo que vós não vos extinguis quando morreis e voltais a manifestar-vos, culturas inteiras não se extinguem quando voltam a manifestar-se noutras direcções, nem tampouco espécies inteiras sofrem extinção. (Aqui chega a Julie) Damos as boas vindas ao Peter.

JULIE: Olá !

VICKI: Posso fazer uma pergunta rápida?

ELIAS: Podes.

VICKI: Será a energia despendida por alguns indivíduos, no sentido de salvar a Terra, ou qualquer espécie animal em particular, um desperdício, ou, pelo contrário, deve ser uma expressão normal para eles, na sua manifestação?

ELIAS: Essa é uma boa questão! NÃO constitui desperdício nenhum. Antes de mais vou-vos explicar mais uma vez que NENHUM dispêndio de energia é alguma vez desperdiçado. Além disso será uma expressão por meio da qual esses indivíduos se ligarão mais à natureza, deixando, desse modo, de se manterem mais na separação. Nem todos os indivíduos devem expressar-se dessa forma; alguns sentem-se bastante na obrigação de o fazer. Trata-se duma excelente expressão de assimilação das suas próprias criações. Constitui um acto de apreciação para com a essência pelas manifestações criadas (Quinze segundos de pausa)

Também me expressarei muito rapidamente quanto às interpretações erradas. Recentemente gerou-se um enorme dispêndio de energia sob a forma de confusão. As pessoas andam confusas quanto às suas ligações e à sua vida e à atenção que recebem de mim. Dir-vos-ei que, a despeito da vossa aceitação ou do vosso reconhecimento quanto ao meu propósito, EU PERMANEÇO junto de vós. Não estou separado de alguns. Não distingo nem me centro de modo mais intencional com alguns ao invés de outros pois isso seria bastante contrário ao meu interesse. Digo-vos que me encontro mais ligado ao Michael, porém, por razões bastante óbvias! (Riso geral)

Haverei de assinalar outras más interpretações e noções erradas, porém, vou esperar pela presença de Dimin.

VICKI: Também quero fazer uma pergunta rápida acerca disso.

ELIAS: Qual é?

VICKI: Nas alturas em que, por exemplo, te sentimos por perto de modo bastante objectivo, será isso resultado duma abertura da nossa parte para passarmos a sentir tal coisa?

ELIAS: Em parte, mas isso não é necessário porque eu sou bastante capaz de me expressar sem o vosso reconhecimento! (Dito com humor)

VICKI: Por vezes sinto-te de um modo bastante palpável e objectivo.

ELIAS: Eu sou bastante electrizante, não sou? (A rir para dentro, acompanhado de imensas risadas)

VICKI: Muito!

CHRISTIE: Na Quinta-feira estava a fazer determinada tarefa e pedi a tua ajuda, mas não senti uma presença por aí além. No entanto, senti a presença de alguém. Eu necessitava de mais energia. Estavas lá comigo?

ELIAS: Eu estou sempre atento, mas nem sempre a responder. Como já tive ocasião de referir com o exemplo do Michael - ele não fica muito satisfeito por ser uma vez mais usado como exemplo – eu não me encontro aqui convosco para vos para vos conduzir a cada um pela mão. Estou aqui para vos auxiliar instruindo-vos e a vós compete percorrer o vosso caminho.

VICKI: Então por que é que, por vezes, essas sensações físicas são tão intensas?

ELIAS: Isso, devo dizer-vos, deve-se à incorporação da vossa parte, bem como à expansão da vossa consciência. À medida que assimilais e vos ides expandindo também vos habilitais mais a notar presenças de energia, e com uma maior frequência. Também vos capacitais para o reconhecimento das diferenças entre essas energias, não obstante dever dizer-vos que a minha energia é bastante difícil de DEIXAR de ser notada! (A rir para dentro) Com a incorporação vós também vos tornareis mais receptivos. E à medida que vos tornais mais receptivos também expandireis a vossa compreensão e capacidades. Também devo dizer-vos que, quando vos abris mais passais a experimentar.

JIM: Posso perguntar uma coisa? O Michael e eu estávamos outro dia a falar... Ao dissiparmos as nossas crenças... As pessoas rezam a Jesus, rezam a Deus, pedem por coisas externas que as ajudem. Conforme estamos a aprender, nós SOMOS essas coisas externas, por assim dizer, e não existimos em separado com relação a coisa nenhuma. Até onde poderemos chegar? Podemos penetrar em nós próprios, alcançar o nosso eu superior? Mas isso ainda se acha ligado a nós e não existe em separado. Iremos a alguma parte ou haverá alguém a quem perguntar ou qualquer coisa assim, a quem possamos pedir forças, compreensão ou... Qual é o termo que não me ocorre mesmo? (Aqui Jo diz: “Ajuda?”) Ajuda! É isso, ajuda! (Nós desfazemo-nos todos a rir) Mas sabes, tudo aquilo com que crescemos e a que nos apegamos, estamos a deixar tudo isso para trás, pelo que sentimos que ficamos como que... Tu compreendes...

ELIAS: Antes de mais, dir-vos-ei uma vez mais que não estamos aqui para dissipar crenças mas para os instruir sobre como se expandirem; não estamos aqui para eliminar mas para que adopteis mais. Ao incorporardes mais e ao vos expandirdes mais porque havereis de sentir carência se todas as vossas respostas se acham no vosso íntimo? Todas as respostas se acham em vós. A vossa essência possuiu todo o conhecimento. Vós só precisais explorá-lo.

Muitos oram. A oração, na sua essência, não passa duma forma de conversação. O que eles não conseguem é escutar! Podeis orar por auxílio ou por uma resposta para qualquer problema, com relação ao que quer que desejeis. Podeis falar para uma pedra, se o desejardes! Mas a resposta, essa haverá de partir de VÓS.

Existindo pela consciência da separabilidade, vós criastes barreiras. Com tais barreiras desenvolvestes crenças que vos sugerem que tudo procede do vosso exterior, razão por que vos voltais para esse exterior. Vós buscais as vossas experiências fora. Vós buscais as vossas respostas fora e quando procurais dentro de vós, tudo o que encarais é um “buraco negro”! (Risos)

GAYLON: Além da tentativa de o preencher.

ELIAS: Ele já se encontra cheio! Só que...

GAYLON: Nesse caso, porque precisaremos de ler livros?

ELIAS: É interessante! Como já tive ocasião de sugerir antes, a informação torna-se necessária e importante por uma questão de conhecimento. O conhecimento é importante para a ligação. Ao ligar-vos, isso permite-vos uma expansão da consciência. À medida que a vossa consciência se expande vós tornais-vos mais aptos a acolher a verdade. Ao tornar-vos mais receptivos à verdade também passais a aceitar-vos mais. A verdade pode ser-vos exposta e podeis aceitá-la antes de vos aceitardes a vós próprios. A vossa essência contém todo o conhecimento, todavia vós escolhestes tornar-vos materiais e com isso escolhestes separar-vos, em termos físicos, da vossa essência. Isso não significa que seja impossível voltarem a unir-se a ela. Apenas requer atenção. Haveis de descobrir que, ao voltar-vos para dentro, podeis converter a ideia que tendes desse “buraco negro”, para nos servirmos desta mesma imagem, e tomar consciência da existência de mais energia e poder concentrados num buraco negro do que em qualquer outro lugar.

GAYLON: Os buracos negros do espaço não absorvem a totalidade da energia?

ELIAS: Isso é bastante correcto, além de sustentar essa energia em si mesmo, ao mesmo tempo que gera mais até ser “se virar do avesso”. Vós acreditais que os vossos vórtices - ou aquilo a que chamais vórtices - existentes no vosso planeta, constituam centros; um “puxão”, uma entrada de energia. Um buraco negro consiste numa força de atracção dessas, em termos de energia. VÓS consistis num puxão de energia do mesmo modo que numa expulsão de energia! Vós já possuís todo o talento. Vocês apenas vos separastes, em termos de consciência, e criastes sistemas de crenças de bloqueio que vos impedem de tomar consciência desta verdade. Quando desejais alguma coisa com bastante desespero, vós realizai-lo. Aquilo que não entendeis é que não precisais sentir tanto desespero aliado ao vosso querer; que ainda assim vós podeis voltar a ligar-vos. Estamos aqui a fazer o reconhecimento dessa tentativa manifesta pelo acto de atenderem a esta nossa sessão, como uma mudança.

GAYLON: No doubt about that. Ho, absolutamente, absolutamente! Não resta a menor dúvida a respeito.

JULIE: Elias, eu sinto curiosidade com relação ao fenómeno da síndroma da “personalidade múltipla”.

ELIAS: Iremos discutir isso quando tratarmos da questão da vossa psique. Isso será incluído no vosso elemento religioso. Quando tiverem chegado a acordo quanto à questão desse elemento, eu ficarei mais do que encantado em discuti-lo convosco.

VICKI: Tenho mais uma pergunta a fazer.

ELIAS: Sim, Lawrence?

VICKI: Esta noite pareço estar cheia delas. Ultimamente tenho-me sentido pouco à vontade quando ouço alguém dizer: “Bom, não existe nenhum carma, e por isso não há nada a temer.” Isso está a deixar-me pouco à vontade e eu queria saber se não poderias comentar a declaração que fizeste sobre a inexistência de carma, e quanto às interpretações erradas que isso suscita, por parte de alguns.

ELIAS: Diria que se trata duma interpretação errada! Isso seria o mesmo que dizer: “Oh, bom, nós estamos a experimentar.” Incorrecto! Já expliquei que TUDO o que fazeis afecta TODAS as essências em TODAS as manifestações e em TODAS as dimensões. TODA a energia é não só expressa como também recebida. Vocês todos deviam ter consciência disso ao experimentardes intercâmbio de energias com a Catherine. Podeis não vos moverdes duma manifestação de desenvolvimento para outra carregando quaisquer consequências, todavia vós ESTAIS a afectar. Vós detendes responsabilidade pessoal.

Ao dizer-vos que não existe qualquer carma, no modo como interpretais o termo, isso é feito com base no sentido da vossa libertação. Não precisais estar constantemente a castigar-vos devido a experiências que tenhais tido. É desnecessário perpetuar tal coisa. Isso afecta de igual modo pela negativa. Por isso podeis não carregar carma nenhum, porém, como experimentais a negatividade vós afectais através da energia negativa. Portanto, ao explicar-vos que não vos encontrais aqui a pagar qualquer dívida – que não transferis de manifestação para manifestação – e que não faz o menor sentido castrar-vos pelo que chamais de experiências passadas, não o faço com o fito de vos dar a entender que não vos torneis responsáveis! A diferença reside no modo como encarais essa responsabilidade. Se compreenderdes que a vossa energia afecta a restante energia, podeis tornar-vos capazes de vos permitir optar por uma energia positiva, porquanto quando direccionais energia negativa na vossa direcção, vós afectais todas as outras.

Foi por isso que referi, ainda que para descrédito do Peter, que as vossas mais negativas expressões não se centram nos assassinatos nem nos actos de violência, os quais constituem acordos estabelecidos pelas essências em meio às experiências, mas sim nas energias negativas direccionadas para vós próprios porquanto essas afectam muito mais e são muito mais destrutivas, pois não só vos afectam a vós como afectam a todas as demais essências. Numa acção violenta, é escolhido e praticado determinado acto. Na expressão de negatividade para convosco próprios, é como o nosso rato! (Pausa) (referência ao hamster e á sua acção de fuga e perpétuo desencontro)

CHRISTIE: Após a última sessão conversei com a Lawrence e ela contou-me a história da ajuda à velhinha e do que se passou em seguida, e tive ocasião de apreciar imenso a resposta que deste a isso. Pensei nisso na primeira pessoa, como no caso do acidente que tive, ao sair, certa vez, da via rápida. Bom, já tive três acidentes nas saídas da auto-estrada, mas isso foi tudo o que sofri! Mas neste, em particular, este acidente que não passou de chapa amolgada, pensei que a razão para este acidente ter ocorrido terá tido a ver com um aviso a mim própria no sentido de ter cuidado ao sair das auto-estradas pois podia ter atropelado uma criança ao invés dum pequeno toque no pára-choques. Quando ela me contou esta história, isso veio-me à lembrança e aí eu pensei: “Uau!” Penso que isso esteja relacionado, não?

ELIAS: Está. É importante em termos de reconhecimento pessoal e de ATENÇÃO. Já utilizei esse termo muitas, muitas, muitas vezes! (A rir para dentro)

CHRISTIE: Bom, eu estou a prestar atenção!

ELIAS: Isso é bom! Há uma razão para eu realçar essa atenção. Para mudardes a consciência e expandirdes a vossa atenção tendes de observar. Assim que tomardes interesse e atenção tendes de admitir. Não é suficiente prestar atenção pois vós estais continuamente a prestar atenção a coisas ao vosso redor e em vós próprios. Além disso vós estais continuamente a racionalizar! (Todos nos desfazemos em riso)

CHRISTIE: Continuando com a história de Lawrence, será para nós importante fazermos o que estiver ao nosso alcance para ajudar os outros, além de com isso reduzirmos a possibilidade de trauma? Assim, se dermos o suficiente de nós na ajuda aos outros isso estará a contribuir para nos ajudar, no que a isso diz respeito?

ELIAS: Direi ao Oliver que se o Oliver despender tanto tempo na sua própria direcção e se conectar com a sua própria essência como se despende a converter o mundo, ele encontrará imensa satisfação além de muitas respostas! (De modo humorado enquanto nos desfazemos todos a rir)

Já referi MUITAS vezes junto de vós que é aceitável, além de ser bastante positivo, oferecer assistência a outras essências encarnadas. O que na verdade importa mais é que estabeleçais uma ligação com a vossa essência, e noteis e experimenteis e admitais a vossa própria voz.

Vós constituís a vossa mais elevada expressão. Possuís já todas as vossas respostas. Vós expressais a mais refinada beleza. Não é necessário “puxar a partir do exterior” pois vós já possuís tudo. Se vos ligardes à vossa essência sereis cumulados. Desse modo deixará de se tornar necessário alcançar o que quer que seja. Não quer isso dizer que devêsseis centrar-vos unicamente na vossa individualidade de tal forma que bloqueie tudo o mais ao vosso redor porque a união faz parte da vossa essência e a consciência da união é bastante importante. Aquilo que vos estou a dizer, a vós e a todos, é que cada um experimentará a ligação com a própria essência de um modo inerente à sua própria manifestação. Não vos cabe a tarefa de converter os demais!

A partilha de informação constitui uma expressão muito positiva e frequentemente constitui um auxílio para a expansão dos outros igualmente mas nessa partilha de informação o objectivo não deve centrar-se neles. Como já referi, não será já demasiado significativa a tarefa de vos responsabilizardes pela VOSSA própria essência e pelas VOSSAS próprias probabilidades? Vocês não detêm qualquer responsabilidade pelas outras essências porquanto cada uma é responsável por si. Vós só sustentais responsabilidade pelas VOSSAS expressões.

Se tentardes estabelecer ligação interior havereis de descobrir uma ligação comigo também. A minha energia não tem origem no exterior, sob a forma de ondas eléctricas vindas do éter circundante que vos afectam a partir do exterior mas brota do íntimo e irradia para fora do mesmo modo que os vossos contactos, energia e saber; todos procedem do íntimo. Vós CONSTITUÍS esse vórtice. Cada um de vós é o buraco negro que contém toda a energia.

Também me vou referir à interpretação de expressões emocionais. Isso está a mudar. (A olhar para Jim) Podes conversar com outros aqui presentes no seio do nosso grupo e descobrir que, de modo similar, eles também mudaram. É divertido!

JIM: Obrigado! (Riso)

Nota da Vicky: Tanto quanto me consigo recordar isto saiu em referência a algumas expressões bastante emotivas que experimentamos nessa altura, além de o termos notado nos outros.

ELIAS: O propósito desta mudança extrema deve-se a que tenham bloqueado em extremo. Por isso, o vosso pêndulo está agora a pender para o lado oposto. Ele acabará por encontrar o ponto de equilíbrio e vós descobrireis, por meio da comunicação com os outros, que nesse equilíbrio adoptareis uma enorme compreensão destas coisas com as quais não entrastes em contacto anteriormente. Tereis experimentado essa mudança e permitir-vos-eis a capacidade de a assumir, proporcionando a vós próprios uma enorme tolerância e aceitação com relação aos demais. A vossa compreensão sofrerá um enorme incremento a ponto de as experiências triviais se revelarem bastante inconsequentes e desnecessárias na vossa experiência.

Com isto dir-vos-ia a todos que isto representa o começo da vossa mudança. Já tive ocasião de declarar que, quando o vosso círculo se achar completo a vossa mudança será realizada e desse modo deixareis de incorporar mais negatividade. Com estas pequenas mudanças podereis notar o modo como esta negatividade se tornará inconsequente e ficará deixada de lado, pouco a pouco. Deixará de ser importante. Experimentareis eventualmente, de modo real, aquilo que o vosso mestre Jesus expressou em termos de “dar a outra face”. Isso deixará de vos parecer absurdo pois absurdo parecerá responder na mesma moeda. Isso não ocorrerá de forma instantânea. Podeis ainda ser levados a sentir vontade de “esbarrar o vosso punho” (A rir enquanto todos riem) mas isso passará.

JIM: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Por vezes torna-se mais fácil mudarem por meio de certos desenvolvimentos quando vos é assegurado que não duram para sempre! (A rir para dentro, riso esse que é seguido duma pausa)

JULIE: Posso suscitar uma coisa extraordinária? Estás familiarizado com o nome Lily Langtry Elias?

ELIAS: Não, mas que significado dás a isso? (A rir para dentro)

JULIE: Só por curiosidade…, foi algo que escutei na TV esta manhã.

ELIAS: Ultimamente a vossa televisão tem promovido bastante controvérsia no que toca a crenças! Não estou muito seguro de se tratar duma invenção benéfica! (Riso)

CHRISTIE: Acertaste! Elias, poderias fazer o favor de me dizer o nome da essência do Gaylon?

ELIAS: Com certeza. (Voltando-se para Vicky) Eu compreendo essa impaciência mas digo-te: ESPERA! (Vicky desfaz-se a rir) Vamos favorecer a nossa rosa. (Por vezes Elias refere-se à Christie como “a nossa rosa”. Desculpem-me por uns instantes. Serei breve. (Vinte e três segundos de pausa)

Esta essência identificar-se-á mais no masculino pelo nome de Thomas. Esta essência manifestou-se por diversas vezes em focos religiosos ligados à Igreja Católica, identificando-se com a posição de cardeal. Desse sistema de crenças resultou um enorme apego. Essa essência também se identifica com uma manifestação índia, por mera questão de experiência. Numa porção mais vasta, esta essência identifica-se basicamente com manifestações tidas na história europeia e não se expandiu por exemplo até ao tempo dos faraós; tratando-se duma fragmentação mais recente com forte acento de identificação na experiência medieval. Será isto aceitável?

CHRISTIE: Haverá alguma manifestação em que estaremos juntos? (Pausa)

ELIAS: Um breve encontro mas não estiveram ligados em termos de relacionamento. Não estás associada à fragmentação nem a uma amizade duradoura, como poderias referir. Partilhastes um breve encontro numa reunião tida num castelo inglês, porém, foi muito pouco consequente tratando-se mais dum encontro com um desconhecido.

CHRISTIE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Agora anuncio-vos o adiamento disto para procedermos a um breve intervalo e depois permitirei que explorem o vosso tema seguinte do elemento religioso, ao qual poderemos, pelo menos, dar início. E se o Peter se empenhar mesmo, poderá deitar cá para fora o “assunto dele”! (Risos) Retornarei em breve.

INTERVALO 8:28 DA TARDE CONTINUAÇÃO 9:07 DA TARDE (Tempo de chegada é de cinco segundos)

Nota da Vicky: Quando Elias regressa eu e o Jim estamos a conversar. (3)

VICKI: Estávamos a criar laços de amizade!

JIM: Sim. Estávamos a falar de jardinagem!

ELIAS: Não permitam que vos interrompa! (A rir para dentro enquanto todos se desfazem a rir)

VICKI: Desculpa-nos!

ELIAS: Surpresa! (A rir)

Antes de continuar expressarei as minhas desculpas ao Oliver pelos seu constrangimento. Não foi com a intenção de te levar a sentir alienada mas conseguir que te concentres mais na realidade. Compreendo que a aceitação que mostraste ao formular as perguntas se destina à aplicação pessoal. Também compreendo que muitas destas ideias não passam de ideias, e eu desejo dar-te a conhecer uma ligação com a essência em termos reais e não só sob a forma de ideias. Exprimiste uma enorme capacidade no que designas como o teu passado. Isso vai continuar em larga escala no futuro. Refiro-me a um contacto contigo própria, por meio do qual prestes mais atenção a ti própria. Tu és da máxima importância para ti própria, como já tive ocasião de referir num encontro que mantivemos anteriormente em que expressaste muitas dúvidas, e que podias não continuar; tu tens muito a absorver. E se não estiveres atenta não serás capaz de absorver tanto quanto a tua capacidade to permitirá. Expresso-te um tremendo sentimento de amor pela tua essência e faço votos de que nas tuas escolhas possas prestar atenção ao que te disse esta tarde e pensar nisso, pois podes vir a achá-lo muito importante e merecedor duma atenção mais concentrada. Como acontece com qualquer coisa que desejes alcançar, deves fazer um esforço para o conseguir.

CHRISTIE: Obrigado, eu tentarei.

ELIAS: Agora irei permitir a vossa escolha quanto ao nosso próximo tema do elemento religioso, a que darei início em breve. Tenho vindo a ser bastante cutucado pelo Michael para não “desperdiçar o fôlego” esta noite! (Risos) Por isso vou-me conter. Sobre que escolhem falar?

RON: Que tal falarmos acerca da psique?

JULIE: Eu redobro o vontade!

ELIAS: Eu estava aqui a sentir um suspence! (Desfazemo-nos rir) Havereis de ver que, em termos que vos são familiares, vós abristes uma “lata de vermes” porque esse assunto necessita igualmente de bastante tempo, do mesmo modo que o tema da fragmentação.

A vossa psique é composta de muitas partes. Essas partes são partes de vós que na manifestação física interpretais como a vossa consciência. Não é a vossa consciência completa mas a vossa interpretação da consciência apenas, e “incorpora” também aquilo que designais por “inconsciência”. Isto envolve imensa interacção.

O Peter interroga-nos sobre as personalidades múltiplas, pelo que começaremos por aí. Isso seria o que designais por parte anormal da consciência. Na verdade não é anormal! Constitui apenas um aspecto mais separativo. Vós, colectivamente, aceitastes certos limites e um certo conjunto de acções que designais como normais, o que completa aquilo que acordastes ser uma expressão aceitável. Na verdade não existe qualquer normalidade, excepto a expressão de todas as coisas.

Alguns manifestaram-se muitas vezes através de vidas materiais, mas desejando experimentar a separação ainda mais do que já tinham experimentado, separaram a própria consciência. Ao fazerem isso separaram todas as partes da sua consciência. Alguns não tomam consciência de toda essa separabilidade. Outros experimentam ou tornam-se conscientes apenas de parte. Outros ainda tomam consciência dumas tantas personalidades, que nalguns casos até atingem mesmo a centena. Isso permite a experiência da separação e a experiência de cada uma das partes individualmente. Nenhuma interpretação da experiência se faz necessária porque cada parte experimenta a sua própria manifestação. Deste modo, esse indivíduo é capaz de experimentar umas poucas de vidas numa só.

Na vossa falta de contacto e conhecimento, designais aquilo que não compreendeis como anormal. Acreditais que as diferenças possam de algum modo constituir uma disfunção. Isso não é verdade. Haveis de descobrir que sois capazes de aprender com esses indivíduos! Digo-vos que até mesmo o vosso grande psicólogo Carl Jung tomou consciência, já tarde no seu tempo de vida, da espiritualidade associada à consciência dos indivíduos que vós julgaríeis não passarem de “loucos”.

A vantagem em formar manifestações individuais da vossa consciência consiste em que, ao experimentardes cada uma delas não cruzais com outra. Portanto, numa experiência dessas resultará menos confusão porque haverá menos lugar à interpretação. Alguns desejam experimentar uma compreensão isenta de muita interpretação por não desejarem despender uma tremenda energia com interligações.

Também vos direi que, o modo como encarais estes indivíduos, como havereis de ver com relação a muitos outros, constitui um reflexo dos vossos conjuntos de crenças. Não consiste necessariamente numa verdade. Isso não quer dizer que alguém que experimente a consciência de múltiplas personalidades se ache mais em contacto do que vós, porque não está. Na verdade o que está é a experimentar uma desconexão alargada. Escolheu experimentar uma última separação, mesmo com relação a si próprio.

VÓS acreditais que essa experiência brota duma experiência menos saudável ou duma situação abusiva tida durante a infância ou a juventude. Não vos causará espanto o facto de todos os indivíduos que fazem a experiência destas mesmas coisas durante a juventude não se dividirem em personalidades múltiplas? Alguns dos casos de personalidade múltipla não experimentam nenhum trauma assim tão cedo, durante a juventude, porém, não deixam de manifestar essa “condição” - como a designareis.

Isso constitui uma opção. Parte dessa escolha consiste em não desejar assumir responsabilidade pessoal por si próprio. Tal não é assumido no que designais como nível consciente. O indivíduo fisicamente manifesto, ainda que em cooperação com a essência, optou por não se tornar responsável pela energia despendida e deseja somente experimentar. Isso é conseguido no vosso “plano” físico porque vós os encarais como não-responsáveis, segundo a crença de que todo o indivíduo que actue fora do que julgais como sendo a “ norma” não pode ser responsabilizado se com isso apenas afecta a si próprio. De certa forma, para dizer a verdade, isso apresenta-se menos destrutivo para o indivíduo do que outras escolhas que possais eleger com relação a vós próprios e à actualização de certas condições em vós próprios. Na sua grande maioria, estes indivíduos não infligem muita dor a si próprios, subsistindo apenas mais confusão do que qualquer outra coisa. Já outro pode adoptar uma crise psicológica que lhe desencadeie uma devastação na sua individualidade por intermédio da sua psique, tanto emocional como fisicamente.

Existem muitas partes da vossa psique que os vossos médicos, psicólogos e cientistas podem estudar sem que jamais cheguem a compreender, porque estas coisas não procedem unicamente do vosso cérebro físico. Existe energia consciente por detrás da interacção que ocorre no vosso cérebro.

Existem muitas “disfunções” psicológicas, como o designaríeis, e essas disfunções na verdade são percebidas como tal, como já referi, apenas porque colectivamente vós aceitastes uma certa linha de manifestação. Aqueles que se desviam dessa linha escolhem fazer experiência de condições que não poderiam experimentar se permanecessem “dentro da norma”. Não vou explorar a questão a fundo mas todos vós vos surpreenderíeis se soubésseis ter experimentado, ao longo de diferentes manifestações físicas, aquilo que designareis como “loucura”, ainda que de forma temporária. Existem muitas expressões que não compreendeis e quando não entendeis aquilo com que lidais criais todo um conjunto de crenças com o propósito de o explicar. Mas muitas vezes, a vossa explicação permanece bastante distante da verdade! (Risos)

Ao discutirmos as disfunções como uma primeira escolha para o rumo neste debate, também referirei que a conotação que endossais à senilidade é igualmente incorrecta. Os vossos cientistas trabalham intensamente para tentar corrigir esta disfunção e nalguns casos haverão de descobrir a possibilidade de, no futuro, alcançarem uma mudança para tal doença. Isso só será conseguido em determinados casos porque a senilidade nem sequer anda perto de ser aquilo em que acreditais. Os indivíduos que experimentam esse “padecimento”, como o designais, não se acham “fora de controle” mas preparam-se para reiniciarem outra manifestação. Escolheram preparar-se nesta manifestação no corpo físico ao invés de experimentarem a transição durante a manifestação imaterial. (Comentário da Mary: UAU!) Eles sentem não ter tempo suficiente durante a permanência durante a manifestação imaterial para tal contra-senso, nos vossos termos. Assim sendo, eles voltam a ligar-se à essência durante a manifestação física. Têm bastante consciência do que empreendem ao emergir para dentro e para fora da consciência da manifestação física, e acham-se mais ligados à essência do que à própria manifestação física.

Entretanto vós interpretais isso em termos de perda da memória. Contudo, eles não perdem mais essa memória do que vós com relação aos vossos sonhos! O vosso estado de sono faz parte do vosso período diário de vinte e quatro dias, não faz? Porém, vós considerais o dia como sendo unicamente aquelas horas que são incorporadas no vosso estado de vigília. Mas isso é incorrecto. As horas passadas no estado de sono fazem parte do vosso dia; razão porque recentemente experimentais frustração com relação à falta de memória, devido a que estejais a começar a assimilar essas horas na totalidade do vosso dia, e a não a separá-las. Os indivíduos que se acham sujeitos à senilidade são bastante capazes de relatarem experiências e lembranças da parte vetusta das suas vidas. Eles não esquecem as vidas que tiveram. Apenas não conseguem lembrar-se do presente em que se acham. Isso fica a dever-se à mesma razão porque vós não vos recordais do vosso estado de sono. Eles ligam-se a outras probabilidades, à essência, a outras manifestações e a outras dimensões e, nesse estado, o seu cérebro torna-se incapaz de assimilar a informação, razão porque não se recordam.

Eles pulam para dentro e para fora da realidade física. Não se passa nada de errado com esses indivíduos! A sua consciência não se acha em desarranjo! Apenas se acham incapacitados por essa “falha” na qual emergem para dentro e para fora da consciência da realidade! (Aqui Elias começa a rir, obviamente agradado com a piada) Esta noite também me sinto bastante divertido! (Desfazemo-nos todos a rir)

Se escutarem estes indivíduos que se acham nesse estado, ao invés de depreciarem tudo o que dizem, podereis aprender bastante com eles sobre a essência, mas vós não escutais e depreciais a sua experiência por se situar além da normalidade. Eles não experimentam a transição quando seria “suposto” experimentarem-na, após a morte! (Com humor) Eles experimentam-na antes e, à medida que experimentam com mais intensidade emergem para fora com mais frequência, e por períodos mais alargados de tempo, regressando a esta manifestação actual cada vez menos vezes, aproximando-se de forma crescente do abandono final, acabando eventualmente por se afastarem completamente!

VICKI: E nesse caso não passam pelo estado de transição?

ELIAS: Correcto. Eles experimentaram-na durante a manifestação material e acham-se prontos e capacitados para se deslocarem directamente para qualquer das manifestações em que encontram continuidade.

VICKI: E essa escolha já terá sido empreendida por eles durante esse período de tempo?

ELIAS: Isso também é verdade. Escolheram previamente experimentar essa direcção de afastamento.

VICKI: Isso também se aplicará ao que designamos como a doença de Alzheimer?

ELIAS: São sinónimos.

JULIE: Bom, então nesse caso a minha mãe permaneceu nesse estado de transição durante bastante tempo! (desfazemo-nos todos a rir)

VICKI: E com relação àqueles, digamos, que se acham em coma ou em estados catatónicos?

ELIAS: Existe uma diferença entre os vossos estados de coma e catatónico.

O coma é experimentado por um indivíduo que não decidiu se pretende regressar ou não (a assumir a manifestação) e passa por um período de escolha; razão porque muitas vezes, enquanto um indivíduo experimenta esse estado pode ser atraído de volta para a consciência física, de forma consciente, pela acção de outros ao seu redor, no estado de vigília. Vós, no vosso estado de consciência de vigília, experimentais o tempo de forma linear; eles no estado de consciência em que se encontram não. Por isso a sua decisão para se moverem para uma nova manifestação ou de se reunirem a esta consciência pode parecer bastante irrisória como também demasiado prolongada. Para o indivíduo que se acha nesse estado de indecisão não passa dum período variável de momentos. Na consciência em que se acham podem experimentar apenas a passagem de alguns segundos assim como para alguém que assista de fora pode parecer uma duração de meses. O indivíduo nesse estado de coma pode experimentar minutos de indecisão enquanto que aquele que se encontra a assisti-lo pode passar anos à espera. Nesse estado comatoso eles não estão bem em ligação com a essência, porém, experimentam uma atracção nessa direcção; contudo não se acham nessa ligação sequer. Estão a pairar entre esses dois estados, a decidir por uma direcção.

No caso do indivíduo que opta pelo estado catatónico isso torna-se diferente. Não se trata da escolha duma direcção; eles escolheram o rumo e optaram por se removerem de forma consciente permitindo que apenas uma porção da consciência permaneça na manifestação física, forçando a maior parte da sua consciência física para fora. Ainda nutrem o desejo de experimentar a existência física, porém, não se sentem satisfeitos com a sua escolha relativa à manifestação. Não sentem vontade de pôr término à manifestação física tal como referimos no debate do tema do suicídio; porém, também não sentem vontade de participar. Por tal razão forçam a sua consciência para fora da sua expressão física, permitindo somente o suficiente dessa consciência para poderem continuar a funcionar fisicamente nos seus corpos, com todos os órgãos e ondas cerebrais em funcionamento. Porém, sem qualquer consciência para empreenderem qualquer experiência.

Isso assemelha-se àquilo que vos referi durante o debate do tema da projecção de parte da vossa consciência para um animal, passando desse modo a experimentar a perspectiva da existência física, sem todavia SE TORNAREM o animal. Apenas permitem que uma porção da consciência assuma aquela expressão, apenas por uma questão de fazer a experiência. Isto serviria de comparação com aquele que escolhe o estado catatónico. Nesse estado há aqueles que optam por voltarem a ligar-se a esta vida e podem despender bastante tempo nesse estado catatónico para de repente, voltarem a emergir e continuarem na mesma consciência e a funcionarem normalmente, como diríeis.

VICKI: Se um indivíduo se encontrar, digamos, em coma e nós tentarmos mantê-lo vivo por meia das máquinas, fará isso parte dum acordo estabelecido ao nível da essência?

ELIAS: Em parte sim e em parte não. O acordo teria que ver com a continuação do funcionamento. A essência que recebe o suporte de vida aquiesce com tal oferta de suporte. Se uma essência (alma) não deseja verdadeiramente ser mantida por meios artificiais então não apresentará qualquer função cerebral e desse modo escolherá dar a conhecer a sua decisão. Haveis de entender que a vossa classe médica não vos prolongará a vida se o vosso cérebro ou coração falhar. Desta forma VÓS escolheis. Se escolherdes deixar de permanecer aqui, deixareis de permanecer aqui.

VICKI: Nesse caso não será necessário recorrer a todos os meios legais para prevenir estas coisa.

ELIAS: Não.

CHRISTIE: Contudo há casos em que, mesmo quando as máquinas são desligadas o organismos físico continua a viver.

ELIAS: Isso é verdade. E prende-se com a razão do indivíduo em questão simplesmente continuar, sem auxílio. E ele continua por uma razão: escolhe adiar a deslocação para uma ligação existente. Haveis de descobrir que nestes cenários ocorre muitas vezes o indivíduo não obter permissão para partir, por assim dizer, mas no caso de tal permissão lhe ser dada, aí ele rompe com os laços da continuidade. Ocasiões há em que as vossas crenças vos impedirão de partir. Já referi que as vossas crenças são tão vigorosas que podeis carregá-las para além da manifestação física da atenção e experimentardes um período de ajustamento em que deixais cair por terra todas as crenças, no caso de não escolherem voltar a manifestar-vos. Também por isso, enquanto continuam a experimentar a manifestação física e não vos deixais partir, as vossas crenças podem impedir-vos de partirdes até que vos tenha sido concedido que partais. Como também ocorre, pelo inverso, poderdes não precisar de qualquer permissão e experimentardes outros indivíduos a tentarem preservar-vos vivos de modo selvático e ainda assim partirdes. Não importa o quanto eles se esforcem por vos preservar a permanência da essência na manifestação física; se tiverdes escolhido deslocar-vos para outra manifestação assim o fareis.

(Intently) (De modo enfático) Nenhuma essência pode levar outra a escolher o que quer que seja. VÓS procedeis às vossas escolhas. Vós tomais as vossas decisões. Nenhuma outra essência tem controle sobre qualquer outra essência.

VICKI: Voltando ao caso (hipotético) da pessoa com síndroma de personalidade múltipla. Será possível, nesse caso, que esse indivíduo desenvolva “a regra de desenvolvimento ao longo das três manifestações” nessa vida particular?

ELIAS: (A rir) Lawrence está à procura de um meio de “ludibriar” o jogo! Não! (desfazemo-nos todos a rir) Não se trataria de tal expressão. Isso consistiria unicamente na expressão de separação da personalidade em manifestações físicas individuais. Dir-vos-ei que se o desejardes, podereis experimentar esta separação na forma de macho ou fêmea ou “outro” ou todos! E podeis repeti-lo em cada manifestação se o desejardes mas não podeis “numa só” criar um atalho!” (A rir)

Permitimos que coloqueis mais uma pergunta por esta noite porquanto estou ciente da energia que a Elizabeth emite no sentido de se desligar. (A sussurrar) Vocês podem todos ficar furiosos com ela! (Pausa) Já discutimos tanto “desarranjo” que já estamos todos a ficar com desarranjo e desligamentos! (Riso)

VICKI: Eu tenho mais uma pergunta a fazer. Só estou a tentar não ser rude.

ELIAS: Sim?

VICKI: Poderá esta condição da epilepsia ter mesmo cabimento nisto que debatemos?

ELIAS: Sim, pode. Esta, à semelhança de todas as outras disfunções ou doenças, teve início na psique em ligação com a essência. No caso particular da Lawrence, eu perguntaria, antes de mais, se desejarias uma resposta verdadeira.

VICKI: Absolutamente.

ELIAS: it is rather weak, of incorporating medical advice to maintain physical focus with your consciousness in this dimension. This is not necessary. You have known this for quite some time.
Esta expressão constitui um acto deliberado de perda de contacto, razão porque tu experimentaste essa epilepsia de modo diferente dos demais; de um modo que não te causa dano à expressão física. Foste um pouco excessivamente zelosa numas quantas vezes, porém, tinhas bastante consciência de que isso não constituía o teu ideal. Essa condição permite que a tua consciência se separe da tua manifestação física. Tal expressão, devido a que tu centres a tua essência em muitas direcções e se caracterize como uma essência controladora, leva-te a sentir necessidade de estar “atenta”. De modo distinto do da Elizabeth, que permanece atenta enquanto prossegue na consciência, tu abrigas a convicção de que não podes estar atenta enquanto permaneces conscientemente focalizada nesta dimensão. Por isso tu desligas-te. Além disso desenvolveste um conjunto de crenças, todavia bastante inóquo, no sentido de adoptares orientação médica a fim de preservares o foco físico com a tua consciência nesta dimensão. Tal não se faz necessário e já há algum tempo que tens conhecimento disso.

È divertido como tu te separas de modo tão efectivo em tantas áreas; esta acaba por constituir apenas mais uma. Do mesmo modo que podes acreditar em mim ou no Paul ao invés da tua ligação ou capacidade próprias, também acreditas que outros, e até certo ponto tu também, podem curar determinados males que incorporas. Mas tu ainda não confias completamente nisso. Da mesma forma que não confias em ti mesma e na tua união com a tua essência em meio a esta mesma questão, também não depositas confiança na união com a tua essência nessa tua expressão da epilepsia. Também te direi que, quando te ligares mais no teu estado de sono, descobrirás ser capaz de vigiar E tornar-te consciente desta manifestação física, e aí descobrirás que os fármacos viciantes são desnecessários. (Pausa) Suspeito que não fui ofensivo.

VICKI: De todo.

ELIAS: Nesse caso vamos romper com a comunicação por esta noite, mas não sem te adiantar, como diríeis, que permanecerei em sintonia convosco antes da sessão da próxima semana. A Lawrence e o Michael têm tempo para ficar, como vós dizeis, presas às nossas transcrições, e como tal continuarei com o nosso debate na quarta-feira.

VICKI: Obrigado pela informação.

ELIAS: Não tens de quê. Dir-vos-ei a todos que permanecei diariamente em afectuosa união convosco, e serei um auxiliar por meio da expressão de energia, enviando-vos energia positiva, mesmo que por entre a ira. (A sorrir para o Jim)

JIM: Dez e quatro! Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Para o Gaylon) E tu podes continuar a expandir e a deixar de duvidar da tua própria expressão porque, como com todas as essências, é bastante maravilhosa!
(Para a Julie) E estamos a experimentar uma maior concentração na cura com esta!

(Para a Elizabeth) E a ti voltarei a ver-te mais tarde!

O Michael vai ficar bastante excitado com esta sessão, ainda que não esperem que ele se vos junte com frequência pois ele permanece demasiado ocupado com a sua exploração! Desejo-vos a todos uma boa noite com bons sonhos e uma excelente conexão.

Elias parte às 10:19 da noite.

Notas de rodapé:

(1) Esta foi a primeira sessão em que a Mary permaneceu “por perto” para poder escutar e colocar as suas próprias questões. Mais tarde disse-nos que, conquanto tenha sido uma experiência interessante, não pensava repeti-la com frequência por ter muitas “outras coisas interessantes a fazer!”

(2) Muitos perguntaram como teve início o jogo. Na verdade começou com um sonho que o Ron teve acerca de cinco bebés (sessão#20 com a data de 9/07/95) porém, esta é a primeira sessão em que Elias oferece pontos com base em sonhos e impressões tidas no decorrer da semana. O Ron não se recorda muito bem acerca do comentário da manifestação ou do país, à excepção de que tinha tido um sonho que tinha que ver com um bebé, luz e escuridão, manifestação vs. país.

(3) Quando nos reunimos após o intervalo, o Jim e eu envolvemo-nos num debate completamente desatentos para com a chegada de Elias, chegando mesmo a ignora-lo completamente. O Elias divertiu-se imenso com aquilo! Foi a “volta” mais rápida que já tínhamos visto, além de nos colher completamente de surpresa!


----------------------


ELIAS: Boa noite. (Pausa) As boas vindas, uma vez mais, à Shynla.
CATHY: Obrigado.
ELIAS: Estivemos a debater o elemento da vossa psique, no contexto do vosso elemento religioso. Desejais dar continuidade a esse debate?
VICKI: Com certeza!
ELIAS: Nesse caso vou dirigir a coisa de um modo ligeiramente diferente, para começar. Vós na discussão anterior manifestastes o desejo de informação relacionada com os distúrbios. Agora vamos endereçar-nos a questões mais imediatas relacionadas com a psique. Compreendei que a composição psicológica que vos caracteriza envolve certas crenças entrecruzadas, mas essas crenças tornam-se aparentes nas expressões psicológicas que assumis através da interacção que tendes com os outros.
A vossa psique, constituindo a vossa composição psicológica, originalmente interpretava os vossos sentimentos e os vossos pensamentos, e transferia-os do foco físico para a vossa essência. Antes de terdes criado as crenças, isso não provocava conflito. Encararíeis agora esse estado de constituição psicológica como comparável à constituição psicológica dos animais, que não empregam pensamento racional como podeis constatar. Acreditais ter evoluído e ter-vos tornado racionais, indivíduos dotados de pensamento, que caracteriza a vossa espécie. Na realidade, ao vos separardes da essência apenas passastes a incluir crenças, e desse modo complicastes a vossa constituição psicológica.
Incluídas nelas estão as crenças religiosas. Essas não alinham obrigatoriamente pelas crenças Cristãs, na vossa terra, mas vamos basicamente cingir-nos a esse enfoque religioso, por ser aquele que é o dominante, e o que mais influencia. Todas as crenças religiosas influenciam a acção e a reacção psicológica. Foram-vos ensinados certos elementos sobre a forma como agir na sociedade, e nas relações, e nas interacções que tendes com os outros. Foram-vos incutidos termos tais como certo e errado, bom e mau, e termos como responsabilidade e egoísmo, e foi-vos ensinado a encarar todos esses termos como opostos. Isso forma ideias psicológicas, que influenciam o modo como passais a lidar com o mundo.
Tais conceitos ou ideias não constituem verdades, mas vós aceitastes essas ideias duma forma tão profundamente arraigada que nem sequer pensais neles. Apenas lhes reagis. Reagis a uma dada situação segundo o que acreditais ser correcto, ou bom, ou responsável. Acreditais na generosidade e na compaixão, no auxílio e na compreensão. Vós acreditais em serdes bons e compassivos e em ajudar e ser compreensivos. O que não quer dizer que ao nível da vossa essência não sejais já tudo isso, mas em resultado da separação da essência, vocês interpretaram mal o uso desses termos e acções. Todos vós já passastes por situações nos vossos focos, no relacionamento com outros, em que tereis reagido e em que vos tereis sentido confusos e entrado em conflito. Isso deve-se ao facto de fazerdes uso de crenças, e responderdes psicologicamente às mais variadas situações.
Basicamente, o que vos expressei já é bastante simples. Não vos estou a expressar “verdades sublimes” que não possais passar a incorporar, porque se estiverdes atentos, podeis incorporar aquilo que vos digo, e se agregardes essas coisas, haveis de vos impressionar com o contacto que estabeleceis convosco próprios, e com os demais, (ao nível da) essência. O conflito nesta fase do vosso desenvolvimento é desnecessário. Apenas precisais descobrir um modo de o eliminar. Não é tão difícil quanto acreditais que seja. Só precisais descobrir um modo de o eliminar. Não é tão difícil quanto acreditais. Tal como referimos anteriormente, no nosso cenário do gato e do rato, vós encarais essa situação pessoalmente e notais... Creio que usaremos um letreiro a fazer uso apenas duma palavra: ADVERTÊNCIA! Se reparardes, haveis de sentir conflito. Também haveis de sentir quando o conflito não se achar presente.
Todas as experiências que compõem a vossa constituição psicológica são registadas na vossa memória e na vossa psique. Isso não quer dizer que todas as vossas experiências sejam registadas no vosso cérebro físico. Não são. Podeis retirar uma determinada porção do vosso cérebro físico e descobrir que uma porção das vossas experiências parecerá ter sido igualmente retirada. Ao mesmo tempo, podeis dividir o vosso cérebro em dois em termos concretos realmente, e remover metade do vosso cérebro, acreditando que vireis a perder a vossa memória, e não a perderdes. Todas as vossas experiências ainda se lá deverão encontrar-se. O vosso cérebro não comporta aquilo que sois. A vossa psique não é o vosso cérebro físico.
É por isso que os vossos cientistas se deparam com tanta frustração e confusão ao tentar arranjar a vossa psique, por não saberem de verdade em que consiste a psique. Também não é a vossa essência, por ser individual e inerente ao vosso foco. A vossa psique difere da de um “eu” alterno. Faz parte da vossa consciência, da consciência que identificais com um foco particular. Acha-se incorporada na vossa essência, mas não constitui tudo. Ao separar-se da essência, é passa a encarregar-se de interpretar a experiência.
Onde encontrais problemas nessa área é quando “brincais com o vosso ratinho”. Tendes experiências, relacionamentos, amizades, e relacionamento de amizade em ambientes de trabalho. Tudo isso fica registado na vossa psique como parte da vossa experiência. Quando vos defrontais com experiências desconfortáveis, criais um local especial para elas. (A sorrir) Criais um “relicário”onde as passais a guardar, e quase passais a adorá-las. Guardai-las, e agarrais-vos fortemente à chave que as mantém encerradas. Não deixais que se evadam.
Nessa medida, podeis recorrer à vossa chave sempre que o preferirdes, e ter acesso às experiências que tiverdes tido com que não estiverdes satisfeitos. Podeis traze-las conscientemente à vossa memória tão frequentemente quanto o desejardes. Mas, ao vos prenderdes a esse “relicário”, agis de modo zeloso e não desejais que mais ninguém se atreva a vo-las tirar! Quando vos confrontais com uma situação de abrir mão de um desses “relicários”, rapidamente passais a criar um outro “relicário”, quase idêntico ao original. É desse modo que repetis os vossos padrões, e repetindo os vossos padrões, vós disfarçai-los e encobri-los sob termos tais como bondade, auxílio, compaixão e consideração. Isso concede-vos permissão... (a esta altura a Caleigh, que é uma cadela, sobe para o colo do Elias) Vamos acolher outro indivíduo esta noite e reconhecer que a sua participação será muito menos conflituosa do que a de qualquer outro! (Riso)
Ao expressar tal ideia, podemos empregar o nosso pequeno amigo a título de exemplo. Se esta consciência (Caleigh) se confrontar com uma consciência semelhante que se revele subjugadora ou prejudicial, ou que entre em conflito com ela, eu atrevia-me a afirmar que ela não dará prosseguimento à relação! (Riso) Afastar-se-á, e não se deixará atrapalhar pelas crenças inerentes à obrigação. Não se sentirá “aborrecida” por estar a magoar os sentimentos dessa outra consciência nem por estar a deixar de fazer a sua parte, enquanto indivíduo que é, e não se encarará como “boa” nem “má” na experiência por que passa. (A Vicki desata a rir) Apenas será o que é. Eu tenho dito em sessões anteriores que podeis aprender muito com as vossas criaturas, por elas não se divorciarem numa extensão dessas, e por estarem em ligação com uma consciência organizada. Elas não se agarram a sistemas de crenças nem à racionalidade, e vós reduzis isso ao nível do instinto animal, sendo que o instinto consiste unicamente numa acção que é repetida. Não quer dizer estupidez. Vós experimentais o instinto de vos prejudicardes. Reflictamos nisso por breves instantes!
Um animal, na sua consciência organizada, experimenta instintos que apenas têm que ver com a sobrevivência, a alimentação, de consideração, de sociedade, de comunidade, de sentimentos, de protecção, de auxílio e não de descuido. Não comporta instintos de agressão pela agressão. Ele não possui o instinto duma contínua ofensa. Não tem o instinto de ajudar outra consciência que não deseja ser ajudada. Os humanos, por outro lado, empregam o instinto de não proteger, de prestar auxílio àqueles que não desejam receber qualquer auxílio, da compaixão em situações que não envolvem compaixão, ou da ofensa a si próprios e aos outros, da agressão gratuita. Não estou a referir isto para vos encarardes como “maus” ou “menos importantes” do que o animal, porque isso é bastante errado. Essencialmente sois seres belos e maravilhosos. Apenas vos separais, e não vos permitis ser o que sois com naturalidade.
Vós incorporais crenças que vos distorcem a constituição psicológica, e incorporais muita confusão e conflito na vossa vida. Dais lugar á criação de condições de enfermidades físicas ou de dor por intermédio do que sentis psicologicamente. A vossa psique torna-se insatisfeita com o enfoque que estabelece, por empregar tantos “relicários” de tal modo que não consegue discernir mais nada, e para dardes lugar á esperança desses “relicários” poderem dissipar-se e desvanecerem-se, vós criais expressões no vosso corpo físico. Elas podem manifestar-se por enfermidades, podem manifestar-se por depressão, assim como podem manifestar-se por condições que não se traduzam por enfermidades. Pode tratar-se de dores de cabeça, ou dores nas costas, ou dores nos dedos, (a sorrir) ou um tipo qualquer de dores que provocam um tipo qualquer de desculpa plausível para experimentardes conflito. Quando não conseguis descobrir como entrar em contacto com a essência, acabais por descobrir uma expressão física que dê continuidade à experiência do conflito físico. Pensais que isso seja tudo que existe. Sentis que não vos resta qualquer escolha. Tal como referi na minha última sessão, vós sempre dispondes de escolha. Se perceberdes as escolhas que vos assistem, sempre podeis escolher a criação de conflito, ou deixar de lhe dar continuidade. Quando sois capazes de vos voltar para vós e perceber as vossas acções como nem certas nem erradas, e como nem boas nem más, aí podeis estabelecer a vossa escolha de experimentar sem conflito.
Parece que no caso da maioria dos indivíduos, no foco físico, o conflito mais generalizado tem lugar com os outros. Isso faz parte da vossa falta de compreensão da separação da essência. Não faz parte da vossa natureza separar-vos. Afastastes-vos tanto do vosso lar, e esquecestes tão bem a linguagem que utilizáveis, que não conseguis recordar-vos de que não estais separados (basicamente). Tentais experimentar a vossa própria individualidade e as vossas próprias experiências, enquanto sentis a atracção para vos envolverdes com os outros, só que sem saber muito bem de que modo incorporar isso. Por isso, despendeis o vosso enfoque de desenvolvimento a tentar e a tentar e a tentar, e a sentir não o estar a fazer a coisa “direito”. Mas não existe nada a fazer direito, por não existir “direito” nenhum! Trata-se apenas duma experiência. Em meio a essas experiências, o que mais reclamais nesse enfoque que usais é o de apenas desejardes ser felizes. Isso é o que encarais como o vosso maior desafio e a mais árdua das tarefas. É divertido, por não constituir um desafio, e constituir a tarefa que tendes que se revela como mais fácil e mais isenta de esforço. Se aceitardes e contactardes e comungardes realmente com a vossa essência, haveis de não experimentar conflito. Por isso, haveis de ser felizes.
Também vou referir que não existe neste enfoque (físico) coisa alguma que goze do prestígio de constituir, em última análise, (um estado de) felicidade com respeito a tudo, porque a vossa mudança ainda não se deu. Razão porque precisais defrontar-vos com aqueles com quem não concordais, ou que vos causam conflito, mas podeis sempre diminuir esse conflito se empregardes mais de vós próprios. Ao terdes de lidar com outro indivíduo torna-se difícil, por precisardes tomar consciência de que só podeis levar em consideração a vossa pessoa. Não controlais ninguém, mas também não precisais alinhar por nenhuma outra essência. Vós estais todos unidos ao nível das vossas essências. Também estais em contacto físico no espaço vivo. Não vos necessário que vos ligueis a toda a gente em termos íntimos. Sempre que estiverdes em contacto íntimo com um indivíduo, torna-se importante que reconheçais e observeis quando o conflito ocorre. Quando o conflito ocorre, podeis consultar o nosso exercício sobre a eliminação do conflito. Podeis igualmente tomar consciência de que em cada situação na vossa vida diária, a vossa psique comporta crenças que vos influenciam essas situações, e frequentemente isso provoca conflito. Tal como este pequena (Caleigh) no caso de vir a ter crias, e essas crias começarem a mordê-la, o mais provável é que ela não as morda, mas se retire e vá para longe. Ela não vai permanecer nessa situação e encorajar os pequenotes a mordê-la até sangrar! Nessa medida, podeis estabelecer uma comparação com a consciência que tendes, e com o quanto desnecessariamente incorporais conflito.
Na constituição psicológica de alguns, eles incorporam conflito duma forma intencional, mas não o conseguem experimentar duma forma completa sozinhos, por não existirem no planeta sozinhos. Encontram-se na companhia de outros indivíduos. Existem situações desse tipo em que as pessoas estabelecem um tal grau de separação e de conflito que acabam por se tornar confusos que a sua psique acaba a clamar por ajuda. Ela não sabe como ajudar-se a si própria, nem compreende de que forma voltar a estabelecer o contacto. Contudo, haveis de descobrir que no caso desses indivíduos, se ao menos se entregarem ao próprio chamado, a sua essência responderá, por uma ou outra forma.
Nos vossos termos concretos dais expressão à ideia disso com termos como: “bater no fundo”. Existem muitos que criam uma realidade que devem desempenhar o próprio fim psicológico absoluto, em que sentem não dispor de mais nenhuma direcção a seguir à excepção da morte, ou passar a focar-se em si mesmos. Em situações dessas em que desejam o vosso auxílio, vós não lhes prestais qualquer serviço no sentido de os ajudar. A sua essência sempre lhes responderá. Podereis dizer para convosco próprios: “Mas se eu não prestar ajuda alguma, ele poderá pôr um termo à própria vida!”, mas se ele puder pôr um termo à sua própria vida, ele terá escolhido fazer isso, e a sua essência terá escolhido responder por uma expressão dessas.
Há alturas nas experiências de todas as pessoas em que elas necessitam do auxílio dos outros. Nesta altura que o vosso mundo atravessa, haveis de vos deparar com um imenso brado de socorro por ajuda a que não conseguireis prestar assistência. Tornar-se-vos-á progressivamente mais óbvio que todos ao vosso redor parecerão experimentar uma maior aflição e confusão, e podeis sentir precisar prestar auxílio. Isso representará um sintoma do começo da vossa mudança. As pessoas estão a divorciar-se da sua essência. Elas tornam-se confusas e experimentam conflito. Não entendem de que modo poderão voltar a reunir-se de novo. Não temais por elas, porque a sua essência está no controlo e responder-lhes-á, e é muito mais capaz de prestar auxílio do que os indivíduos no foco físico.
Isso não quer dizer que devais pensar unicamente em vós, e que passeis a desinteressar-vos pelos outros. Contudo, haveis de descobrir que, ao estabelecerdes a união com a vossa própria essência, a vossa compaixão, a vossa tolerância, a equanimidade, o auxílio e o amor se expressarão, e de uma forma correcta a fim de influenciar sem provocar conflito. Haveis de distinguir a diferença. Tenho consciência de que todos passastes pela experiência de prestar auxílio e de sentirdes conflito ao mesmo tempo. Mas, se sentirdes conflito, estareis a derrotar o vosso propósito.
Vou dar-vos a oportunidade de colocardes perguntas e de passardes a interagir, se o preferirdes. Mas antes disso, vou expressar duas coisas ao Lawrence. Confirmamos ,é claro, um ponto para ele, por ser tão bom desportista! Agora podeis acreditar estar todos empatados! Além disso, não sinto preferência por ovos e presunto mas sim por biscoitos belgas! (O Elias ri a bandeiras despregadas, junto com a Vicki) (1) Vamos ter muito a explorar no que toca a esta assunto da psique, mas vou dar lugar às vossas perguntas individuais, só que não pretendo sobrecarregar-vos com dissertações que comportem demasiada informação de uma só vez.
RON: Eu gostava de colocar uma questão. Existirá alguma situação em que não tenhamos vontade de nos desviar do conflito?
ELIAS: Absolutamente! Vós criastes este foco a fim de experimentardes. Existem muitos que terão criado o seu foco simplesmente para experimentarem conflito. (O Ron diz: “Oh, tinha-me esquecido disso!” e rimos todos) Contudo, dir-te-ei que nesse tema do conflito, foram-vos ensinados em determinados enfoques religiosos e em certas situações termos como o de precisarem “amar” o vosso conflito e as vossas experiências negativas, de modo a permitir que “se dissipem”! Isso não provocará a sua dissipação! Dir-vos-ei que se adorardes os conflitos porque passais, haveis de sentir uma problema psicológico bem mais difícil do que o que compreendeis! (Riso) Isso é ridículo! Vós não adorais o conflito, não adorais o ódio, não adorais o prejuízo; mas podeis aceitá-los. Existe toda uma diferença (nisso).
JO: E que dizer de alguém que não pareça sentir-se feliz a menos que se encontre num conflito tremendo?
ELIAS: Isso representa a expressão do indivíduo que ou terá tomado a decisão de experimentar o conflito até ao fim, ou que tenha optado por experimentar a manifestação física a fim de experimentar o conflito. Para vossa imensa descrença, há indivíduos que se terão manifestado unicamente para experimentarem o conflito.
JO: Acredito que sim! Eu conheço alguns.
VICKI: Quando um indivíduo parece ter “batido no fundo”, como dizeis, e é alguém que amamos, e que vem ao nosso encontro em busca de auxílio após ter batido no fundo, como saberemos o que ajudará de facto essa pessoa?
ELIAS: Essa é uma pergunta interessante. Dir-vos-ei, e vós não sois burros, que vós tendes olhos, e cérebros, e sois capazes de ver se o indivíduo está a expressar sinceridade no desejo que manifesta por alterar a sua realidade. O indivíduo há-de alterar a sua realidade por si próprio. Vós não a mudareis em lugar dele. Podeis prestar auxílio, e haveis de ver confirmado a vós próprios quando o vosso auxílio é requerido, aceite, e empregue, porque não haveis de experimentar conflito. O que não quer dizer que o indivíduo que tenha estabelecido a vontade de alterar a sua realidade não possa tropeçar e cair, por ter criado uma realidade diferente por um período tão prolongado de tempo, segundo os próprios termos, que tenha acabado por se habituar a ela. No seu caso resulta natural. Já se torna menos natural proceder à criação duma realidade renovada. É fácil retroceder ao que era habitual. Se o indivíduo não se achar preparado para proceder à criação duma realidade nova, ela não se manifestará. Ele pode tentar, brevemente, devido à acção exercida pelas influências externas, mas não terá procedido a uma escolha disso, por razões de índole interna.
A vossa essência distinguirá a diferença, porque haveis de experimentar conflito nessa ajuda. Podeis não vir a experimentar esse conflito de imediato. Podeis expressar ajuda, e não experimentar mais nada para além de ajuda. Podeis, logo a seguir, começar a pensar nessa situação. Se vos tiverdes expressado com autenticidade, e isso tiver sido recebido com autenticidade, não haveis de pensar mais na situação. As expressões e as aceitações verdadeiras hão-de “proliferar” como uma experiência positiva. Tal como referimos anteriormente, vós não vos baseais unicamente nas experiências positivas. Só vos baseais naquilo que vos fascina, e nós estamos bem conscientes daquilo que vos fascina, dos vossos “relicários” e do vosso “ratinho”!  (Riso)
CATHY: Então estás a dizer que devíamos evitar o conflito, ou experimentá-lo, e em seguida talvez procurar solucioná-lo?
ELIAS: Isso depende da vossa escolha. Se desejardes experimentar conflito pela experiência de o resolverdes, e passardes pelas complicações da resolução, isso será uma escolha, a qual deverá depender da vossa opção. Se apenas estiveres a falar dum conflito desnecessário que não desejes experimentar, nesse caso dir-te-ia que te assiste a escolha de o evitares. Não precisais entrar em situações conflituosas. Vós sempre dispondes de escolhas! Se não desejardes experimentar conflito, não tendes de o criar. (A sorrir) Se pensardes que os outros o criam, e não dispuserdes de outra escolha para além duma participação, isso estará igualmente incorrecto. A vossa criatura (a Caleigh) não opta por se ver confrontada com um São Bernardo que apareça a morder-lhe a face, mas também não escolhe subjugar-se e deixar que a outra criatura a morda! Ela afasta-se duma situação dessas. Vós, ao não desejardes experimentar o conflito, gozais da mesma (capacidade de) escolha da vossa criatura.
CATHY: É apenas uma questão de escolha. Então, as pessoas que se revelam briguentas entram em situações de conflito pela (simples) razão de gostarem?
ELIAS: Muitas vezes essa é uma (descrição) bastante correcta. Existem muitos que têm prazer em experimentar esse tipo de conflito. Eles têm muita consciência de assistir a outras reacções. Sentem que isso seja interessante. As pessoas, os indivíduos não fazem nada que não lhes traga algo em troca. Se não colherdes nada com uma determinada situação, não haveis de a criar ou de ter parte nela. Só participais quando tendes algo a receber. O vosso adágio que diz: “Nada se obtém de mão beijada” é bem verdadeiro! Não vos envolveis com coisa nenhuma que não vos permita obter algo em troca, seja o que designais como positivo ou negativo. Não importa. Algo haveis de colher (com isso). (Pausa) Estamos demasiado pensativos! (Riso)
CATHY: E que dizer daqueles que nada fazem e obtêm uma reacção? Eu sou bastante boa nisso!
JO: Mas não fazer nada é fazer alguma coisa.
CATHY: Bom, nada representará alguma coisa?
ELIAS: Isso também está bastante correcto. Cada expressão, seja uma ausência de expressão ou uma expressão declarada, é concebida por meio do que designais por “reacção”. Se não receberdes qualquer acção em resposta ao experimentardes situações difíceis, não as haveis de repetir. Isso representa igualmente a razão porque a recusa de participar nos conflitos dos outros detém o conflito, por o propósito deles se dirigir no sentido da interacção e da continuação do conflito, e se eles não receberem a contrapartida que é o seu objectivo, não lhes será necessário que continuem. Isso revelar-se-ia estéril.
VICKI: Quando um indivíduo experimenta uma grande (sentimento de) separação ou de ansiedade em relação a alguém que lhe seja muito chegado e de quem dependa bastante, dever-se-á isso ao facto de se achar mais separado da sua própria essência do que uma pessoa que não experimente isso?
ELIAS: Correcto. Quanto mais vos separardes da essência, mais confusão tendeis a incorporar. Por isso, ao estabelecerdes essa confusão, vós estais a andar às voltas no exterior, por acreditardes que é aí que encontrareis a ligação. Isso é o que designaríeis, em termos psicológicos, pelas inseguranças que sentis; a expressão de alguém em busca dessa ligação (desse ponto de contacto), só que voltando-se na direcção errada. Procura fora dele próprio, e busca outros indivíduos dotados de um enfoque psicológico mais forte, na esperança de que por meio duma associação com esses indivíduos ele venha a descobrir a conexão. Se ele se voltasse para dentro haveria de descobrir essa conexão, e o medo que sente dissipar-se-ia. O medo que sente só é perpetuado por procurar “fora”.
VICKI: E quando uma pessoa dá por si a contactar com uma maior facilidade, digamos, com um cão do que com outros indivíduos da sua própria consciência, isso será indicador de quê?
ELIAS: Vou referir que isso por vezes representa uma desilusão com a separação estabelecida pelos da vossa espécie, e um reparo disso. Muitas vezes um indivíduo é capaz de notar essa separação extrema e de ficar entristecido com tal situação, sem perceber muito bem na sua psique a razão porque sente tal expressão. Os animais não experimentam essa separação. Eles dão de forma livre, e expressam-se com liberdade, e amam de forma espontânea, e não vos enganeis a ponto de acreditardes que os animais não amem, porque amam. Se reconhecerdes estas criaturas haveis de sentir uma ligação, e além disso, em parte, pelo que designais pelo vosso termo “inconscientemente”, haveis de sentir inveja, um desejo de estabelecerdes uma ligação por esse mesmo modo, neste foco físico. Muitas vezes torna-se muito mais fácil ligar-vos a um animal do que com um outro indivíduo da vossa espécie. Isso fica a dever-se à razão dos vossos animais não se encontrarem tão baralhados. Eles não arrastam os seus “relicários”, por não abrigarem nenhuns.
Vós, neste tempo novo, possuís uma expressão referente àqueles que carregam a sua “bagagem”. Mas vós reunistes todos uma bagagem bem volumosa, alguns mais do que outros. Esses relicários tornam-se demasiado pesados e demasiado opressivos e tendem a bloquear-vos a visão, e alguns percebem a situação e tendem a retrair-se da situação. Não desejam tomar parte na continuidade dessa separação. Não encontram indivíduos por quem sintam afinidade e com quem possam estabelecer contacto em pé de igualdade, pelo que passam a ligar-se em vez disso às criaturas. Vós aqui presentes podeis dar-vos por bastante sortudos - como se existisse coisa alguma como sorte, que não existe – (riso) por terdes encontrado outras consciências individuais da vossa própria espécie e no vosso próprio foco com quem podeis estabelecer contacto. Nem todos podereis partilhar experiências comuns, mas todos partilhais desejos comuns, e uma consciência comum da essência, e uma consciência de algo mais para além da vossa expressão física, e um desejo de contactar com isso. Também partilhais uma consciência da ligação que as essências mantêm entre si.
JO: Poderás dizer-nos que ligação terá a Cathy connosco?
ELIAS: Neste grupo de indivíduos neste...
JO: Sim, neste grupo.
ELIAS: Vão dar-nos um instante. (Pausa) Esta essência é muito interessante! Esta essência também se fragmentou do Paul. Representa o que designaríeis como a vossa ligação mais vasta. Vou referir que esta essência passou por uma enorme diversidade de experiências associadas a focos desta dimensão física. Um laço de afinidade por um foco na Austrália, sem ser um nativo, mas estando incluído nas tribos nativas, agregado a uma tribo particular de Aborígenes, e sentindo uma enorme afinidade por esse foco em particular. Além disso, e bastante interessante, tendo ligações com a África do Sul. Esta essência esteve em contacto com o Joseph num foco vetusto nos anos que antecederam o vosso calendário. Incorpora também um foco como um Índio da América do Sul, que não pertence aos Incas mas sim aos Maias.
Tu viajaste muito a fim de experimentares focos de desenvolvimento em diferentes culturas. Também tens bastante experiência noutras dimensões. Isso está igualmente ligado ao Lawrence, assim como à Dimin, nesse outro foco dimensional. Também empregas bastante auxílio e compaixão num sentido similar ao da Elizabeth, num foco que tens nas Índias Orientais. Uma elevada espiritualidade e uma elevada conexão (com a essência). Isto servirá de ajuda no enfoque que tens na ligação com esta situação de grupo? (Pausa, durante a qual alguém por fim diz: “Cathy, isso serviu de ajuda?”)
CATHY: (A rir) Eu sinto-me simplesmente surpreendida, por estar a ouvir tudo isto. Com certeza! Não sei porque me encontro aqui. Eu sabia que devia existir uma razão, só não sabia qual seria.
ELIAS: Tu estás a expandir-te.
CATHY: Eu estou o quê? (Alguém responde: “A expandir-te”) Então estou a expandir-me?
ELIAS: Hás-de ver estes indivíduos como bastante úteis de um modo não conflituoso (a sorrir, seguido de riso) para a tua expansão da consciência. Também pressinto uma enorme ânsia no mesmo sentido, em relação ao Michael e ao Ron, de partir em busca de exploração! (Pausa) Damos as boas vindas à Dimin.
VICKI: Tenho mais uma pergunta em relação à detecção de conflitos. Temos uma decisão a tomar, e ao pensarmos nela, notamos que envolve uma direcção que aponta no sentido do conflito, enquanto aquela outra direcção não, e sentimos vontade de evitar esse conflito, aí passamos a encaminhar-nos na outra direcção. Correcto?
ELIAS: (A rir por entre os dentes) Continua... (Rimo-nos todos diante da recusa do Elias em se comprometer até escutar o resto da pergunta)
VICKI: A minha pergunta na verdade reduz-se a este negócio de confiarmos plenamente na nossa essência, o que pode tornar-se difícil, porque diante dum cenário desses, uma pessoa é capaz de ficar em dúvida se o nosso nome será Lawrence,  se estaremos a ler a experiência correctamente ou não! (Riso)
ELIAS: Descobrirás que estarás a ler a pergunta de modo correcto quando não resultar nenhum conflito. Podes descobrir não englobar o tempo todo uma situação do tipo claro e escuro. Poderás ter a tua situação de conflito, mas não deverás passar instantaneamente para uma situação oposta dum “menor conflito” antes de alcançares a ausência de conflito. Poderás ter que passar por uma variação no grau do conflito até chegares a abrigar uma situação de ausência de conflito. Isso não quer obrigatoriamente dizer que devas experimentar “menos conflito”, só que não serás sempre capaz de dar o salto de forma automática, na observação que faças, para a ausência de conflito. Na observação que fizeres, poderás ter que ensaiar outros cenários antes de chegares àquele que propicia a criação duma ausência de conflito, mas hás-de notar a tua “lâmpada luminosa” e hás-de sentir uma confirmação no teu íntimo, procedente da essência, e hás-de saber quando tiveres chegado à ausência de conflito.
Vou-vos dizer que vamos proceder a um pequeno adiamento a fim de fazermos um curto intervalo, e logo voltaremos, mas não me vou estender demasiado na minha prelecção após o intervalo, e dir-vos-ei na nossa próxima reunião porquê, por presentemente não ser importante para a informação que pretendeis. Voltarei após o vosso intervalo, para colocardes as vossas perguntas e o envolvimento que tivestes. Mas primeiro, vou expressar um enorme afecto pela Dimin, após o que, regressarei daqui a instantes.
INTERVALO
ELIAS: Vamos prosseguir, mas primeiro, antes das perguntas, vou dirigir-me à concepção errada que o Lawrence tem. Quando te falei anteriormente estava bastante ciente de que resultariam conclusões equivocadas, mas era necessário, expressar determinadas ideias e conceitos num sentido específico por uma questão de dirigirmos o pensamento duma forma correcta. Tu fizeste uso de tal direcção mas presumiste conclusões equivocadas.
Antes de mais, em relação à ajuda relativa aos outros, dir-te-ei que se estabeleceres um vínculo com a tua essência e o reconheceres, passarás a entender que não serão necessários quaisquer “requisitos” a tal ajuda. Se expressares ajuda, experimentarás isso pela resposta que obterás. Não importa de que modo ela seja recebida. Se escolheres prestar auxílio a um outro indivíduo pela questão da “resposta” externa que obténs, haverás instantaneamente de ter consciência disso, tal como te estou a dizer neste momento que te estás a expressar num sentido inadequado. Se o desejo que tiveres for de prestar auxílio, e puderes prestar auxílio a um indivíduo sem provocares dificuldades nem conflito em ti, aí estarás a expressar-te de forma adequada. Se lhe estiveres a prestar auxílio por uma razão da expectativa de resultados da sua parte, isso envolverá uma expressão inadequada. A vossa ajuda deve ser expressada e estendida duma forma livre. Dir-vos-ei que a maioria das vezes tu não fazeis isso. Expressais uma ajuda na esperança de receberdes algo em troca, um resultado. Tal como expressamos anteriormente, no caso da Shynla, vós não fazeis nada se não receberdes alguma coisa em troca. Isso não quer dizer que esse retorno deva traduzir-se por uma expressão material. O que recebeis tanto pode ser de ordem externa como interna. O que é recebido interiormente traduz a expressão adequada (reconhecimento). O que é recebido exteriormente traduz uma expressão inadequada (resultado).
Se te confrontares na rua com um indivíduo, fora de casa, que te seja completamente estranho e te peça dinheiro, será que darias dinheiro a esse estranho? Podes não dar, por poderes pensar que ele possa desperdiçar esse dinheiro que lhe tenhas dado gratuitamente. Mas não lho terás dado de forma gratuita, porque se o tivesses dado de forma gratuita não teria importância a expressão que ele desse a essa dádiva. Seria dele para fazer dele o que bem quisesse. A responsabilidade por isso não te cabe a ti. A essência dele dirigir-se-lhe-á quando ele estiver preparado para lhe dar ouvidos. Tu, apesar de todos os esforços que empreendas, não serás escutada antes da sua própria essência o ser.
A dádiva gratuita duma expressão restitui-te de volta. (Dirigindo-se à Vicki) Na ajuda que dispensaste àquela mulher idosa, tu não esperavas nada em retorno da parte dela. Não te preocupaste com a interpretação que ela tenha feito desse acto. Onde ela se dirigiu ou o que tenha escolhido fazer a seguir foi coisa que não te preocupou, mas deste expressão a uma dádiva gratuita, estendendo a ti própria por essa via uma dádiva positiva, ao aceitares para ti o que procede da essência. Ao dares a um indivíduo qualquer, quer se trate dum estranho ou de alguém a quem ames, poderás sentir estar a causar prejuízo, mas se não abrigares nenhuma expectativa em termos de retorno, isso não terá importância. Toda a expressão formulada com liberdade é usada pela essência, através da psique, no foco físico individual. Pode não ser empregue de início, ou nesse exacto momento, mas há-de vir a ser. Por isso, à semelhança de toda a energia, não traduz qualquer expressão de desperdício. *
A diferença é determinante tanto no caso de dares sem restrições como no de não o fazeres. Quando fores capaz de considerar no teu íntimo e dar a um indivíduo carente independentemente das circunstâncias que apresente, ou da atitude que assuma, ou do que estiver a dar em termos de manifestação, e permitires que a expressão disso se esvaia qual bolha, sem te preocupares quanto ao resultado ou que possa sumir-se, aí estarás a dar com liberdade. Quando ofereces e te sentes insatisfeita quanto ao modo como essa dádiva é recebida, não estarás a dar de forma livre (e espontânea), pelo que se traduz por uma expressão inadequada. Não importa a percepção que tenhas do que o indivíduo esteja a criar em termos de manifestação. Não és tu quem o está a criar, nem tens razões para o fazer. Diz respeito à criação dele e à sua experiência, e ele tê-lo-á criado por razões do seu foro. Não te cabe julgá-lo. A essência não julga. A Unidade Criadora Universal e o Todo não faz uso de qualquer julgamento. Apenas nas manifestações físicas os indivíduos empregam o julgamento, em relação uns aos outros, e a si próprios.
Isso é o que estais a aprender antes da vossa Mudança. Estais a aprender a incorporar a essência, a qual expressa tolerância e aceitação e compaixão e ama com liberdade, sem nada esperar em retorno. Até mesmo por este conceito, (isso) foi expressado nos enfoques religiosos que tendes em todas as dimensões, mas em todas as dimensões e em todos os focos vós interpretastes de forma errada. Não compreendeis a liberdade de expressão. Eu expresso-me para com todos vós com liberdade. Não antecipo nem espero nenhuma expressão em troca. Isso fica a cargo da vossa escolha. Se escolherdes não me dar ouvidos, se escolherdes deixar de usar (o que vos transmito), se escolherdes afastar-vos, isso não me afecta, nem me leva a entrar em conflito, por não me estar a expressar para convosco na base de alguma expectativa. Vós também possuís a capacidade de realizar esta mesma expressão na manifestação física, só que esquecestes como. Em razão do que precisais praticar, e se praticardes, acabará por se vos tornar mais fácil e natural, e estabelecereis uma conexão com a essência, a qual passará a honrar aquilo que expressardes.
VICKI: Então, se eu estiver a tentar decidir-me se devo ou não ajudar alguém, o meu objectivo deve voltar-se no sentido de a ajudar sem esperar receber nada em troca, como no caso da senhora idosa, e o que esse alguém faça com essa ajuda nada terá que ver com isso em absoluto.
ELIAS: Não é da tua responsabilidade. A responsabilidade que te diz respeito é para contigo própria e para com a tua essência, e em seres verdadeira para com a expressão que assumes. Se estiveres a ajudar alguém... Empreguemos um exemplo que não envolva dinheiro; expressemos um exemplo de auxílio em troca de alimentação ou de abrigo a alguém que necessite dessas coisas, por ter criado uma realidade em que não se tenha capacitado a adquirir essas coisas por si próprio. Se estiveres a expressar uma dádiva dessas e te arrependeres, ou estiveres a antecipar o arrependimento, ou a antecipar a priori um sentimento negativo, ou estiveres a experimentar um padrão de pensamento negativo, nesse caso não te estarás a expressão com liberdade. Se te estiveres a expressar com liberdade não experimentarás conflito. Se estiveres a dar expressão a uma dádiva mas estiveres a experimentar conflito, melhor te será não propores tal dádiva do que experimentares conflito, para acabares provocando mais conflito.
VICKI: Portanto, a questão não assenta em estarmos efectivamente a ajudar a pessoa. A questão é se podemos ou não estender a dádiva com liberdade.
ELIAS: Correcto, porque na ajuda, tal como referi, uma dádiva estendida de forma gratuita consiste numa expressão de energia que jamais é desperdiçada e sempre é aceite, e que passará a alcançar expressão. Uma dádiva oferecida com ressentimento, mesmo quando não acreditais estar a ser invejosos, uma dádiva estendida em conflito ou que venha subsequentemente a criar conflito não serve de ajuda, por perpetuar uma criação negativa. Ficou melhor entendido?
VICKI: Ficou. Obrigado por teres clarificado.
CAROLE: Eu tenho uma pergunta que se enquadra nisso. Por vezes podemos ter a sensação de estarmos a dar algo de forma incondicional a uma pessoa, e a compulsão ou a necessidade de dar algo ou de ajudar essa pessoa é tão forte que parece tornar-se incondicional. Que acontecerá no caso de descobrirmos não ser, ou de que forma poderemos ter a certeza? Porque isso, para mim, essa compulsão de querermos ajudar alguém pelo que considero ser um modo incondicional, penso que me deixa numa posição de não conseguir distinguir se isso irá provocar conflito de alguma ordem.
ELIAS: Se notares, hás-de reconhecer o conflito. Se notares, hás-de conceder a ti própria todos os cenários possíveis, e habilitar-te a uma resposta. Se acreditares estar a dar de forma gratuita... (A esta altura o Elias começa a tossir e de seguida parece sufocar. De seguida ingere um gole) Vamos instruir o Michael para não brincar com os chakras, por não estar a ajudar! (A tosse prossegue) Para dares de forma gratuita deverás poder interrogar-te como te sentirás se esse indivíduo responder à tua dádiva de um modo que designarias como inadequado. (Pausa)
Peço que me desculpem, mas preciso ter uma palavra com o Michael! (Pausa prolongada) De momento ele vai parar com a acção que estava a provocar. Frequentemente sinto como se estivesse a lidar com uma criança! (Riso) Ele é muito brincalhão, mas não entende o que provoca com as brincadeiras dele. Em continuação, e desculpem-me, por favor... (O Elias começa novamente a tossir, e em seguida diz alto) Vamos passar a dizer ao Michael que proceder à limpeza do chakra azul não ajuda a situação, especialmente quando não compreendeis o que a limpeza de um chakra envolve! (2) As minhas desculpas à Dimin. Ele é muito brincalhão! Vou pedir a minha bebida. (Toma um gole prolongado) Obrigado. É uma coisa estupenda amá-lo como o amo, ou teria que assumir uma postura de irritação! (Riso) Felizmente para o Michael eu não me irrito. A sorrir)
Bom, vamos prosseguir. Proponhamos um pequeno exemplo. Digamos que tenhais decidido ter alguém em necessidade, e vós desejais estender auxílio, e fazer uma dádiva. Tomai um instante antes de dardes expressão a essa dádiva, e colocai a vós próprios algumas perguntas. Nessa inquirição, procurai representar mentalmente todos os cenários possíveis. Se sentirdes uma pontada - não precisa tratar-se duma sensação opressiva, mas uma pontada de qualquer tipo a acometer-vos - havereis de ter consciência de não traduzir necessariamente liberdade de expressão.
Muitas vezes o desejo que tendes é grande, e desejais expressar ajuda, e desejais de verdade estabelecer uma ligação, e desejais efectivamente usar de liberdade de expressão, e mais tarde ficais desapontados por o não terdes feito. É nessas situações que vos digo que é melhor não vos expressardes do que expressar-vos com reserva, porque vós não só não satisfazeis o outro indivíduo da forma que pretendíeis satisfazer, como provocais conflito em vós próprios também. Por vezes torna-se difícil conhecer a situação, em vós próprios, quando estais a ser autênticos.
Também podem consultar a parte que recebe acerca da forma como ele encara a vossa expressão. Podeis colher um enorme esclarecimento acerca da percepção que tenha, porque se vocês não estiverem a expressar-se livremente, a essência dele terá conhecimento, e ele irá imediatamente ter percepção disso. Vocês podem ofuscar-se com os seus sistemas de crenças e intenções, mas a outra essência, ao receber, não se achará confusa e irá ter conhecimento. Vocês não conseguem pedir, porque aí vocês deixariam de ser tão "nobres" na expressão que adoptam, mas conseguirão ser mais humildes na vossa expressão se exigirdes a verdade. A humildade é uma expressão natural da vossa essência. Ele nada procura para si, pois já contém tudo. Apenas o foco físico precisa ser nutrido.
Vamos dizer ao Ron que nos futuros encontros que tiver, para consultar o Paul antes de se pôr a experimentar as coisas que não entende. Para não seguir o exemplo de Michael nesta área! (Riso) Ele é zeloso demais, às vezes. Vou expressar, contudo, que ele está a aprender, e à semelhança duma criança, não podeis aprender se deixardes de experimentar. (Pausa) Vocês desejam colocar mais perguntas?
CATHY: Eu queria saber se os animais criam dor neles à semelhança de nós, os humanos.
ELIAS: Os animais não incorporam o mesmo tipo de enfoque psicológico. Os animais sintonizam com a natureza por meio duma expressão diferente, por não se terem separado (tanto quanto) vós. Na área subordinada à dor, segundo o conceito que dela fazeis, eles não operam desse modo. Mas na do conceito da criação de dor (factual), ou da criação de enfermidade, ou da produção de ferimentos, sim. Eles não o fazem pela mesma razão que vós o fazeis, mas os animais sintonizam bastante com a própria consciência, e com os seus corpos e a expressão física. Além disso também estabelecem um vínculo com a consciência do seu foco, e por razões de índole individual eles podem escolher dar expressão a um ferimento ou a uma enfermidade, desse modo criando uma situação de protecção ou de morte.
Eles não produzem situações de dor por uma razão de chamar a atenção. Eles provocam situações por uma questão de expressarem o seu desejo de voltarem a focar-se, ou pela expressão dum desejo de protecção. Se sentirem necessidade de protecção, se sentirem carência dessa expressão, podem escolher ficar magoados, assim como podem escolher produzir uma enfermidade não mortal durante algum tempo. Isso não comporta nenhuma expressão de prejuízo em relação a si próprios. Vós não compreendeis a consciência dos animais quando dão expressão a uma condição qualquer no seu foco que é passível de se tornar debilitante.
Isso acontece no caso dos animais domésticos, pois eles aprenderam com a vossa espécie alguns dos vossos instintos "menos bons", e podem optar por copiá-los e expressá-los com um propósito de protecção. Na natureza, os animais podem dar lugar à criação dum ferimento ou duma doença, e podem continuar a existir, mas não experimentam dor da maneira que vocês a entendem. Num rebanho podem escolher criar algum foco debilitante, mas não experimentarão dor em tal situação. Eles fazem isso por uma questão de protecção extra, porque o rebanho os protegerá. Um animal que cria uma situação dessas quando está só não incorporará dor, e irá compensar a experiência que tiver criado, ou em que escolherá pôr um termo ao foco. Eles não criam situações ao nível psicológico como o fazem os humanos.
CATHY: Então se eles criarem algo, uma enfermidade digamos, e passarem a obter a resposta pretendida, em termos de protecção, no caso dum animal doméstico, então nesse caso a enfermidade poderá desaparecer por ter obtido essa protecção, por causa da protecção que lhe damos? Ou irá continuar a manter isso, de modo a obter mais protecção?
ELIAS: É teoricamente possível que um animal inverta o estado de enfermidade. Isso geralmente não acontece. Um animal doméstico é capaz provocar uma enfermidade, e passar a receber a protecção que lhe seja dispensada pela parte da pessoa a quem esteja ligado, e de seguida seguir o seu caminho.
Eles não criam temporariamente algo. É aí que eles diferem de vós. Mas também vos direi que, conforme vos disse em sessões anteriores, devíeis ter consciência da afectação que causais nos vossos animais domésticos, por eles darem expressão a focos (de energia) que são provocados por vós. Eles comportam sentimentos. Eles possuem consciência. Eles pensam. Além disso, também reagem à vossa energia. Se vos sentirdes excessivamente deprimidos, o vosso cachorro ou gato, inicialmente procurará fornecer-vos energia que vos distraia a atenção de modo a deixardes de vos sentir deprimidos. Se isso não for satisfeito, o vosso animal deprimirá, e pode mesmo estender essa sua depressão a ponto de pôr termo à vida. Eles são bastante sensíveis, em termos de consciência, em relação àqueles que os rodeiam. São altamente sensíveis ao débito emocional daqueles indivíduos a quem se acham mais ligados, e reagem a isso.
Dir-vos-ei que um cão, por exemplo, o qual é bastante inteligente - segundo o modo como o designais - um cão é capaz de ser criado numa família, e jamais passar por uma experiência pessoal de crueldade, nem ter sido treinado para atacar; pode jamais ter sido violentado, e pode, sem razão aparentemente nenhuma, voltar-se e atacar um membro dessa família. Alguns poderão atribuir um acto desses a uma determinada casta de animais, mas isso não é verdade. Esse cão não precisa receber nenhum tratamento impróprio, mas terá a consciência e a expressão emocional daqueles de que se ache rodeado, e sentirá os sentimentos que eles abrigarem à medida que procuram suprimi-los. O animal, por não possuir racionalidade, e por não criar nenhum géiser (Nota do tradutor: acção de acúmulo de tensão emocional ou sentimental característica de certas tendências que nos caracterizam), dá expressão ao que sente. Por isso, a expressão que adoptar parecer-vos-á ter vindo do nada, de tão súbita, mas na realidade, terá sido nutrida durante um determinado período de tempo na consciência emocional daqueles que o rodeiam, acabando por criar a expressão disso por uma situação que a sua contraparte humana não é capaz de a expressar. (Pausa)
CATHY: Como será que tens conhecimento disso tudo? (Riso)
CAROLE: Eu queria falar de algo que na verdade foi debatido antes, esta noite. Ao percebermos a probabilidade da necessidade duma mudança na nossa vida, e ao lidarmos com a mudança dum postura de conflito para uma de ausência de conflito, por vezes torna-se apavorante abrir mão da situação de conflito, por frequentemente envolver toda a segurança que sentimos em termos da habituação que temos com ele, e a segurança do dinheiro, coisas dessas. Se escolhermos deixar de fazer essa transição, assim que atravessarmos o ponto espiritual da impossibilidade de voltar atrás, como o refiro, não a pessoa comum na rua, se quisermos, mas mais como neste grupo. Se escolhermos deixar de responder às sugestões que nos incitam, teremos alguma opção de verdade, ou eventualmente sentiremos o tapete a ser-nos retirado debaixo dos pés?
ELIAS: (A sorrir) Vou dirigir-me às duas partes que essa pergunta envolve. Antes de mais, vou-vos dizer que vós, aqui presentes neste grupo, não sois diferentes de mais nenhuma essência. Não sois diferentes do vosso Charles Manson que se encontra na prisão! (Riso) Sois todos iguais. A consciência que tendes pode ser mais vasta, mas a vossa essência é a mesma. Também direi, tal como disse ao Oliver, que não existe “pontapé cósmico nenhum”! (Mais riso) Não haveis de levar nenhum “pontapé cósmico no traseiro”, nem vereis o tapete cósmico retirado debaixo dos vossos pés! Podeis levar uma rasteirada da parte do Elias a chamar-vos à atenção, mas isso não passará dum acto afectuoso de informação. (A sorrir)
Em relação às consequências, a única consequência que recebereis é a de vós próprios. Não tereis “nenhuma aparição do cosmos” a observar-vos e a apontar-vos o dedo a dizer: “A Dimin precisa agir assim!” Incorrecto. Vós procedeis às vossas escolhas. Se o medo que sentirdes vos impedir de reconhecerdes a consciência que tendes, se o medo vos impedir de vos direccionardes no sentido da vossa essência, haveis de lidar convosco! A vossa essência não se afastará. Tal com dizeis no foco físico: “Para onde fordes, aí estareis!” (Riso) Podeis tapar os olhos e fingir que o não percebeis, mas já o tereis percebido. Mesmo nos vossos enfoques religiosos, o verdadeiro pecado que as vossas religiões evocam consiste no acto de vos afastardes da verdade. Isso não é um pecado, porque não existe pecado algum, por (também) não existir Juízo, para além daquele que infligis a vós próprios.
Se não vos tivésseis separado e não vos tivésseis desligado, tampouco vos julgaríeis. Mas achais-vos separados e desligados, e nessa medida, se vos expandirdes e tiverdes consciência, a vossa essência dirigir-se-vos-á a fim de estabelecer uma ponte de ligação. Podeis optar por não dar ouvidos. A Catherine optou por não dar ouvidos. A consequência, se fordes dados a pensar nela nestes termos, será a de serdes infelizes. Se estiverdes a sentir medo ou infelicidade, se tiverdes voltado as costas a uma dádiva, haveis de sentir ainda mais (infelicidade). Se nutrirdes o temor que sentis não acabareis por vos vir a sentir melhor. Deixareis de sentir conflito e sentir-vos-eis melhor quando tiverdes passado pelo medo que sentis. Eu entendo perfeitamente que isso não seja fácil de conseguir.
O elemento de que dispondes no foco físico que mais separação causa é o medo. O medo ata-vos e prende-vos mais do que qualquer outro elemento. Não podeis saltar por cima dele, nem contorná-lo, nem afastá-lo. Precisais passar por ele. Precisais experimentá-lo de forma consciente, e permitir-vos fazê-lo. E tu presentemente estás a forçar; estás a notar o medo e a dizer: “Oh, não, não, não!” Não estás a atravessá-lo. Estás a manter-te à distância. Tal como no caso do Lawrence, na associação que consegue com a água, visualiza o medo que sentes a tornar-se água, e nada por ele adentro.
Tal como expressei anteriormente, isso não constitui uma expressão de “sentirdes amor pelo vosso medo”, da mesma forma que não “amais” a negatividade. Não estamos aqui a pretender ser ridículos nem a ser confusos! O medo não deve ser amado, mas sim aceite. Constitui uma realidade, e se não for aceite, não poderá ser experimentado, e se não for experimentado, acabará por voltar! Isso é igualmente o que estás presentemente a experimentar. Tu tentaste, tal como acreditaste ou pensaste, conquistar o temor, ao vires aqui e tornares-te parte da audiência que me escuta. Não há nada a conquistar. Não és nenhuma guerreira, mas sim uma essência adorável, e necessitas unicamente atravessar esse medo. Dir-te-ei que desse modo acabarás por descobrir não constituir nenhum “monstro adornado com garras!”
Ao imaginares o pior cenário, que poderá revelar-se tão horrível? Haverias de me dizer: “mas, Elias, posso-me tornar uma mendiga”, mas se fosses uma mendiga, haverias de experimentar uma comunhão com as essências que nada mais fazem do que dar, e não se encontram sobrecarregadas com coisas. Vós agarrais-vos às vossas coisas com a mesma tenacidade com que o fazeis em relação aos vossos “santuários”, mas nada disso tem importância. O que importa sois vós, e a ligação que mantendes, e a vossa essência, e além disso existem sempre aqueles que estão prontos a auxiliar. Apenas não acreditais nisso, por vos bloqueardes e separardes ainda mais. Sois tão peritos na separação! Essa é uma das melhores actividades em que sois perfeitos! (Sorri, sendo seguido de riso)
Vós não só suspeitais de vós próprios como também suspeitais das outras essências. Não só vos separais da vossa própria essência como também vos recusais a aceitar da parte das outras essências. Recordai a declaração que proferimos em relação à humildade. Do mesmo modo que referi que a oração consta duma conversa, e de não serdes muito bons a escutar, dar é bastante fácil. Receber é idêntico a escutar. Negaríeis a uma outra pessoa a capacidade de dar à própria essência pela recusa da dádiva que vos estendesse? Não havereis de vos sentir gratos se outro indivíduo vos negar a expressão de dádiva que tiverdes no caso de estardes a dar de livre e espontânea vontade. Mas se ele estiver tão bloqueado que não consiga receber, havereis de experimentar dificuldade, por vos sentirdes impedidos e não vos deixarem experimentar o acto de dar. Mas vós, (pela parte que vos toca) fazeis o mesmo ao deixardes de receber.
É difícil nadar por entre o medo, mas tu tens essa capacidade, e não constitui nenhuma maldição recorrer às outras essências em busca de auxílio. Aqui dispomos da situação inversa daqueles que se negam a receber o auxílio que genuinamente requerem, e outras essências, cientes disso podem oferecer, mas hás-de descobrir que no foco físico as pessoas só vão até determinado ponto, com medo de levar com a porta na cara demasiadas vezes. Esse ainda não é o caso, mas estou a referir isto a fim de te impedir de fazeres isso. Além disso, os outros ao terem consciência devem estender auxílio.
Tal como expressamos, este grupo destina-se a um enfoque político imbuído do propósito da interacção! Não podeis prestar auxílio se não interagirdes. Não podeis estender a dádiva se não interagirdes. Não podereis receber se não interagirdes. Todavia haverás de descobrir que atravessar o medo que sentes revelar-se-á fácil se contactardes outras essências. Não te é necessário separares-te ainda mais de modo a teres que fazer tudo sozinha. Se esse fosse o caso eu não estaria a falar num fórum político e falaria individualmente. Nós, no nosso enfoque, não andamos às voltas pelo cosmos individualmente em cápsulas! Nós misturámo-nos. Não existem entidades separadas. O que existe são essências agregadas, unidas. Por isso te digo para te associares e contactares!
VICKI: Porque será que... é tão frustrante, sabes, porque nem sequer podemos conhecer alguém que diga que vem a uma sessão a fim de realmente levar a cabo isso, quanto mais ter uma conversa ou interagir. Porque razão será assim tão difícil?
ELIAS: (Sorri e inclina-se para a Vicki) Porque razão será isso tão importante? (Ligeira risota)
VICKI: Só por estarmos sempre a falar acerca da interacção é que sou levada a pensar que talvez seja importante.
ELIAS: (Inclina-se de novo) Não tens ninguém com quem interajas?
VICKI: Não, isso não é verdade. Eu conheço alguns indivíduos estupendos com quem interagir.
ELIAS: Nesse caso porque te preocupas com aqueles que não pretendem interagir?
VICKI: Eu não me preocupo de verdade. (O grupo ri) Só estou como que curiosa em relação à razão porque estabelecem tal escolha.
ELIAS: (A sorrir) Pela própria experiência! (Todos rimos) Vamos repetir à Lawrence: “Porquê, porque razão a criança (do exemplo que usamos) patinha no charco de água?”! (Dito com humor) Porque razão necessitará duma razão (para o fazer)? Não é que esses indivíduos não tenham a sua razão, porque têm, por não serem mais crianças pequenas, e à medida que cresceis nos focos de desenvolvimento obtendes razões, ou o que julgais ser razões, ou o que não passa de desculpas, para criar aquilo que desejais. Isso não vos deve preocupar. Estarei eu preocupado?
VICKI: Duvido.
ELIAS: Vêem-me a questionar-vos em relação ao sítio para onde vão estes indivíduos todas as semanas?
VICKI: Não.
ELIAS: Por não me dizer respeito. É escolha deles. Se eles optarem por se juntar, aí escolherão expandir os horizontes, e eu estarei disponível para os ajudar. Se optarem por não se juntar, nesse caso escolherão deixar de se expandir, e preferirão continuar apenas na manifestação física, e somente nos limites da experiência física. Isso é escolha deles, e nós respeitamos essa escolha. Tal como disse não estar a pregar “as palavras do” Elias, vós não estais a pregar o evangelho do Elias. Estais unicamente interessados na vossa própria essência; e aqueles que desejarem interagir, é no que deveis concentrar-vos.
VICKI: Então, enquanto dispusermos nem que seja de uma pessoa com quem interagir, isso será suficiente?
ELIAS: Correcto. (Pausa) Eu não vejo apenas um indivíduo presente. Estou, ao invés, a deparar-me com uma enorme oportunidade de interacção e de contacto. É opção vossa dar-lhe continuidade, e podeis igualmente dizer ao Michael, que ele não precisa responsabilizar-se por toda a gente. Recordo-me de ter dito isto anteriormente, mas uma vez mais, ele não estava a dar-me ouvidos. Apesar de poder dizer que no caso daqueles que se acham presentes, se preferirdes um foco complicado, será melhor escolherdes um de responsabilidade do que um completamente desconexo! (O Elias ri e nós juntamo-nos a ele) desejareis colocar mais alguma pergunta, ou desejareis pôr termos a esta sessão?
CAROLE: Eu tenho mais uma coisa. Há tempos atrás, o nome dum indivíduo foi referido numa sessão, eu não estava presente, que seria de supor poder exercer impacto no grupo, e esse nome não me sai da ideia o tempo todo. Foi o do indivíduo que se dá pelo nome de Dave. Existirá alguma coisa ou razão por que sinto curiosidade por ele, ou andarei lá por perto?
ELIAS: Isso refere-se a uma ligação que se prende com o meu propósito, e envolve igualmente o Lawrence. Ainda não se chegou a esse ponto, porque o Lawrence ainda está a batalhar com o Elias sobre a questão da publicação. Eu estou a considerar. Mas o tempo está em breve para chegar e vós ireis conhecer o nosso Dave. Prestai atenção. Esse Dave deverá assumir uma função específica que não representará acidente nenhum.
RON: Será Dave o nome de um foco ou o nome duma essência?
ELIAS: É o nome de um foco de desenvolvimento (Pausa prolongada) Que silêncio! Vou-vos dar as boas noites, e ficar a antecipar o nosso próximo encontro, mas dou-vos os parabéns pela interacção que tivestes no estado de sonhos, e fazer votos para que continueis, e expressar-vos a todos um glorioso afecto. Notai que eu mantenho-me em contacto. Boa noite.
(A sessão terminou às 9:40 da noite)
NOTAS FINAIS:
(1) Anteriormente, nesse mesmo dia, eu tinha estado no emprego, onde exerço na qualidade de empregada de mesa, e então peguei em três talheres de prata e fui com eles para uma mesa. Assim que lá cheguei notei que se encontravam lá quatro pessoas à mesa. Pedi desculpa e disse que voltaria de imediato com um outro par de talheres de prata. Menos de quinze segundos mais tarde, chego novamente à mesa, coloco o par de talheres, e apercebo-me da presença unicamente de três pessoas de novo. Olhei para elas e perguntei onde tinha ido a quarta pessoa tão rapidamente, e eles ficaram a olhar para mim como se eu estivesse maluca! A essa altura, tornou-se-me óbvio que algo de não habitual se tinha passado. Fiz um gracejo acerca do amigo imaginário dos presentes, disse que lhe serviria presunto com ovos, e todos acabamos a rir. Gostaria de estender aqui um especial agradecimento ao Elias por me esclarecer a confusão!
(2) A Mary disse-nos mais tarde, que ela tinha andado a meter o bedelho no chakra azul numa tentativa de reduzir a rigidez que sentia na região dos ombros. Ela disse que essa tensão tinha desaparecido após a sessão, presumindo que o Elias tenha feito algo para a fazer desaparecer, desse modo distraindo-a da situação. Ela não teve a menor consciência do Elias estar a sentir-se sufocado, e ficou bastante surpreendida ao ver o comportamento dele na gravação. E ele engasgou-se bastante!
NOTAS DO TRADUTOR:
* Não resisto a comentar o seguinte: Quanta verdade isto encerra! Nisso reside o “segredo” da sua plausibilidade assente na unidade, o carácter inalienável e intrínseco à natureza do “dar e receber”, como expressão de quem realmente somos – o EU SOU – ou da realização interna da verdade do enunciado. Já, se procedermos com base na busca de resultado – desse resultado específico – tal actuação deverá redundar no fracasso e pode mesmo adoptar os traços do esforço, por isso não constituir dádiva nenhuma externa a nós próprios nem à consciência. Excelente material!

---------------------


ELIAS: Saudações. Esta noite vamos discutir mais acerca da vossa psique e vou fornecer-vos informação que não dispensei na última sessão. Já falei nisto ao Michael, como preparativo para este tema. Estivemos anteriormente a discutir as questões do conflito e o modo como podeis lidar com os conflitos. Vou começar pelo início que é um bom ponto para começar, não acham? (Com humor) Vou começar por colocar-vos uma questão. Onde acreditais ter começado a existir, e quem achais que sois? (A sorrir) (Pausa)

...

Acreditais ser a Cathy, ou o Jim, ou o Ron, ou a Vicky? É isso que vós sois? (Pausa)



Acreditais ter tido origem num átomo?

PERGUNTA: Acreditamos. Tudo teve que ter origem a partir de alguma coisa. Os tijolos elementares de toda a construção são os átomos, ou assim se pensa. Essa é a percepção que temos, por aquilo que os cientistas nos revelaram. Mas estou certo de existirem porções mais diminutas do que os átomos.

ELIAS: É por aí que vamos pegar-lhe. Isso não está correcto.

PERGUNTA: (A rir) Bom, isso não faz sentido. Olhas a coisa e ela desmorona-se, pelo que deve existir outra explicação.

ELIAS: Vós adoptastes crenças religiosas e crenças científicas e quando sentis falta dumas passais a incorporar as outras e andais a saltar entre os dois tipos de crença. Não tivestes origem num átomo nem tampouco o vosso universo teve origem num átomo. Para o referir nos vossos termos, teve início na consciência, porque não teve propriamente um começo. Já referi muitas vezes que vós não tivestes qualquer começo.

Para vós é fácil incluir a crença de que podeis não ter um fim, porquanto sois capazes de olhar em frente e perceber na vossa existência física elementos que parecem ter uma continuidade infinita. Podeis contemplar o horizonte e perceber que o vosso mar se dilui no vosso céu que, segundo a percepção que tendes, prossegue sem fim. Desse modo podeis imaginar-vos numa continuidade infinita num movimento rumo ao futuro. Para vós torna-se sobremodo difícil esse mesmo princípio no sentido inverso porque acreditais terdes tido origem algures. Mas não tivestes início. Na verdade o nosso universo não teve começo. Apenas se organizou de modo diverso. Os elementos inerentes à consciência sempre existiram. Eles escolhem variadas configurações e reagrupam-se de modo diferente, porém, sempre existiram.

Vou desviar-me por um instante só para vos recordar que não tivestes qualquer início - só tivestes um começo no que se refere ao vosso enfoque físico; Mas no vosso começo material, neste planeta em particular, tal como já referi anteriormente, vocês estavam num estado que designamos como uma atenção desfocada, o que se aproxima bastante do que chamais de estado de sonho. Não quero dizer que vos encontráveis a deambular pelo planeta como num sonho porque não foi assim. Já tomei consciência, previamente, de alguns mal-entendidos acerca disso. Vós acháveis-vos completamente despertos; a concentração da vossa consciência era apenas diferente. Nesse estado, como também referi, vós não tínheis qualquer necessidade de crenças. Acháveis-vos em contacto com a Essência como que a testar as águas em relação à manifestação física.
Já falamos sobre este enfoque físico mas como estamos a abordar o tema da psique vou limitar-me aos termos que têm que ver unicamente com o enfoque físico. É isso que vos ocupa e aquilo com que tendes de viver, pelo que será por onde começaremos, pelo enfoque físico, pelo vosso começo.

Por ora passarei sobre este tema da atenção desfocada para atender os sistemas de crenças porque é com eles que lidais presentemente, além de ser aquilo que vos causa conflito. No começo da vossa manifestação pela atenção consciente, começastes a experimentar a manifestação física. Por essa altura do vosso desenvolvimento já vos tínheis separado consideravelmente da Essência. Ao faze-lo tornaste-vos confusos e carentes de respostas que explicassem algumas das experiências por que passavam. É aí que tem início a inclusão de sistemas de crenças religiosos.

Vou utilizar a título de exemplo a situação daqueles indivíduos pertencentes a uma tribo, pois eles representam aquilo que pensais ser pré-históricos. Criemos um cenário dum dia ordinário da vossa vida de todos os dias composto por experiências comuns. Vós, na vossa jornada ao longo da vida fazeis aquilo que normalmente fazeis todos os dias e escolheis passar pela experiência duma caçada. Viajais para longe na companhia dum amigo e achais-vos bastante concentrados nessa caçada. Durante o processo dessa expedição surgem no vosso percurso certos elementos com que não contáveis. O vosso companheiro empurra-vos de forma acidental e vós despenhais-vos do rochedo e desse modo tem fim a vossa manifestação física. O vosso companheiro regressa à vossa aldeia e relata que vos empurrou acidentalmente do rochedo, e que agora encontrais mortos.

O vosso companheiro fica bastante angustiado e experimenta uma reacção emocional. Outro indivíduo pertencente à tribo deixa-se envolver nessa acção e começa a sentir uma emoção de simpatia pelo vosso companheiro e confuso por não saber como acalmar essa emoção no outro. Tende presente que, no início, essas experiências não incluíam consequências e que toda a motivação envolvida era completamente sincera e positiva. Não era vingativa nem violenta mas tinha por vista unicamente acalmar a experiência emocional, pelo que o culto objectivado a seguir sugeria ter que se oferecer qualquer coisa pela parte de quem causara os danos a fim de acalmar a resposta emocional do companheiro. No início, a compensação não era muito expressiva e não passava dum mera acto expressivo, porém, serve de exemplo de como, à medida que vos deslocastes na vossa separação e fostes esquecendo a vossa Essência também passastes a adoptar mais sistemas de crenças, que se foram avolumando de forma crescente.

Depois sucedeu um tempo em que a expressão verbal não era suficiente. A atenção do homem para com essas expressões emocionais tornou-se confusa, e para que fossem acalmadas começou a parecer ser necessária uma forma de retribuição, uma forma de compensação sob uma expressão idêntica, e se fossem responsáveis pela morte de alguém, devíam passar pelo mesmo como medida compensatória. Foi aí que tiveram início as ideias religiosas de “Dente por dente”. Vocês deram prosseguimento a essas expressões e acabaram por ampliar essa separação até à sua máxima extensão, chegando mesmo ao ponto de, quando na vossa actual sociedade civilizada não vos sentis compensados com a medida “Dente por dente”, adoptardes a vossa ideia do Carma. Se vos sentirdes violados, desejais que o mesmo indivíduo passe pela forma de violação que praticou sobre vós, ou se fordes bastante civilizados (Com humor) podeis não desejar a mesma violação, todavia havereis de expressar que eventualmente “eles se verão a contas com o Carma”! (Riso geral) Tem que existir sempre algum tipo de retribuição porque isso consiste no juízo, justiça e igualdade, e lixo! (Todos nos desfazemos a rir, incluindo o próprio Elias)

(A sorrir) Não é desse modo. Vós não estais a ampliar a separação. O que estais a alargar é a inclusão da Essência. A vossa Essência não possui tais crenças. Isso são expressões materiais e quando as examinardes verdadeiramente vereis o quanto elas têm de ridículo. Não é necessária qualquer retribuição. Não é necessária qualquer igualdade pela negativa. Essas não passam de ideias fundadas na separação e muito encorajadas pelas vossas religiões. São igualmente influenciadas pelos elementos científicos de que dispondes, porque as vossas ciências adoptam o princípio da “Causa e efeito”, o que, portanto, vos reforça as crenças religiosas.

Essas crenças religiosas são carregadas de foco para foco (Vida) conforme já o referi previamente. Quanto mais manifestações físicas e manifestações evolutivas adoptarem, mais crenças religiosas possuís. As crenças científicas, em termos que vos sejam familiares, são relativamente novas. No vosso passado não foi permitido que elas entrassem em conflito com as crenças religiosas, razão porque não entraram. O facto das vossas ciências se terem separado e terem estabelecido o seu próprio rumo aparte das crenças religiosas, sem adoptarem qualquer crença religiosa, consiste num desenvolvimento relativamente recente, mas mesmo aí ainda têm em conta os vossos sistemas de crenças religiosos. Vós pensais que não o fazeis e pensais que ambas constituam pólos opostos mas não são. Ambas constituem explicações provenientes da consciência de separação, a qual vos confunde. Bom, ao criarmos esta base, voltar-me-ei para os vossos conflitos, com a consciência de que os vossos conflitos se baseiam todos nessas crenças. Já me referi às crenças por diversas vezes. Mas vós continuais a pensar e a incluí-las e com isso enredais-vos completamente nelas e depois questionais-vos porque razão não vos libertais! E tal como já referi, as respostas são, na verdade, bastante simples e encontram-se todas em vós.

Na separação que experimentais, podeis fazer face a situações que parecerão incorporar conflitos de algum género. Também já me referi a isso, quando disse que podeis necessariamente não saltar de forma automática da separabilidade para uma integração plena e instantânea. Vós tomastes muitas vidas evolutivas a fim de vos separardes, não obstante teoricamente, se o desejásseis de verdade, poderdes saltar completamente para a Essência, mas nesse caso deixaríeis de permanecer aqui! Haveríeis de vos “desvanecer!” (A sorrir) Quanto a uma resolução com relação à abordagem do conflito, já vos facultei essa resposta previamente. O vosso conflito inclui crenças. Quando eliminais essas crenças só restais vós. E para lidardes convosco na relação que tendes com os demais, se vos ligásseis à essência e acreditásseis em vós, e tivésseis confiança em vós, só precisaríeis pensar em vós. Agora; vós tendes termos que referem crenças tais como a do “egoísmo”. Mas eu pergunto-vos: em que consiste o egoísmo? (Pausa)

PERGUNTA: Pensar em nós antes do outro.

ELIAS: E isso é mau? Ou a questão reside aí?

PERGUNTA: Eu não sei. Parece ser danoso.

ELIAS: Aí é que está a questão! (Riso) A questão reside no egoísmo. Isso não passa dum termo pejorativo devido a que o vosso enfoque religioso tenha procedido a uma interpretação de cunho negativo. Se todos vós vos considerásseis a vós próprios e pensásseis antes de mais em vós não teríeis porque experimentar conflito. Se vos observardes a vós próprios e notardes os vossos impulsos - vamos enfatizar a palavra impulsos - não vos preocupareis com os demais nem eles se preocuparão convosco, e, de forma ideal, não alimentareis conflitos com relação a eles, se todos vos preocuparem apenas com a vossa Essência. Mas infelizmente não pensais na vossa própria Essência, nem tampouco ninguém no vosso planeta. E isso é um resultado da vossa separação. Não quer isto dizer que não possais alcançar isso, mas apenas que tendes que trabalhar de forma um pouco mais árdua para tal fim.

Incorporar-se verdadeiramente na Essência - a vossa Essência é atenciosa e compassiva e não rude nem intrusa mas acha-se bastante compenetrada em si mesma e é bastante egoísta e auto-centrada; mas isso são tudo elementos positivos inerentes à Essência, porque constituem a sua expressão criativa e a sua motivação. Não vos digo que sigais um egoísmo tal qual vos foi retractado pelas vossas crenças religiosas, porque isso radica na negatividade, na indiferença e no distanciamento, mas que se vos abrirdes à Essência havereis de incorporar expressões positivas.

Tal como expliquei ao Oliver quando me perguntou como poderia estabelecer contacto com uma pessoa tão fechada; não tem importância porque se vos abrirdes à vossa Essência ela revelar-se-á tolerante, carinhosa e compassiva. Essas são expressões naturais inerentes à vossa Essência. Ela não busca qualquer vingança nem rudeza nem intromissão; não é danosa nem agressiva. Portanto, ao abrir-vos ao contacto com a Essência, que basicamente é positiva, como podereis referir algo negativo? (Pausa, a sorrir) O Lawrence ainda se sente confuso!

PERGUNTA: Frequentes vezes, ao evitarmos o conflito ainda assim acabamos criando-o para outro.

ELIAS: Se expressares o desejo de não criar conflito em ti própria, sentirás algum desejo de originar conflito em mais alguém?

PERGUNTA: Não.

ELIAS: Nesse caso não se trata de responsabilidade tua.

PERGUNTA: Bom, é aqui que reside a confusão, onde começa e termina a responsabilidade pessoal, bem como a reponsabilidade do outro, e além disso há aquela área em que ambas se misturam mutuamente, devido à ssemelhança, é difícil dar uma ideia de onde a nossa responsabilidade pessoal começa e termina. Porque, se tudo aquilo que fazemos vai afectar toda a gente, então precisamos ter consciência disso.

ELIAS: Até certo ponto vós tendes consciência, mas numa extensão mais vasta, deixais de ter. Compreendo o que me estás a dizer. E repito que se vos abris ao contacto com a Essência e não expressais qualquer intenção negativa que envolva outra pessoa, vós estais acertadamente em comunicação com a Essência. Não quer isso dizer que devais permitir que o vosso cão morda o vizinho e depois dizer-lhe que se tratou duma experiência do teu cão e colocar-lhe a perna à disposição para morder tenha sido um problema dele. Vós sois responsáveis! Se não vos importardes com os outros isso representará uma expressão incorrecta de ausência de comunicação com a Essência. Mas se vos abrirdes à comunicação com a Essência e examinardes a motivação, nesse caso, pode ser que se procederem a uma escolha ela não agrade a todos quantos vos rodeiam mas isso não quer dizer que se trate duma escolha errada. Não quer dizer que estejais a proceder a uma escolha incorrecta. Estareis a proceder a uma eleição incorrecta se a motivação por detrás for apenas em função dos outros. Se a motivação que imprimirdes na escolha dum rumo for a de evitar um sentido de egoísmo, tratar-se-á também dum sentido incorrecto. Até mesmo os vossos psicólogos, nesta era em que estais, entendem a importância de vos focardes (darem atenção) em vós próprios, e eu digo-vos que eles não costumam acertar lá muito! Mas isso haveremos de discutir mais tarde porque se trata dum assunto que vai enredar o Michael pois ele confia tanto nessas avaliações quando elas estão tão deslocadas! (Com assombro)

Tendes exemplos de indivíduos, no vosso planeta, que podeis observar nas suas próprias manifestações como o de Gandhi, que acreditava que o seu propósito se destinava ao bem da humanidade, tendo-se caracterizado por uma orientação política (um dos quatro tipos de orientação que nos caracterizam, segundo o léxico empregue pelo Elias, e que se não deve confundir com a política enquanto ciência; a sabertais orientações são: emocional, política, religiosa e pensamento); mas a expressão que usou para atingir tal fim foi a de se centrar na sua própria Essência e em si próprio. A expressão que usou não foi a da comoção temperamental mas a de se sentar passivamente. Ele não se preocupou em alimentar as multidões; ele quase não se preocupava por se alimentar a ele próprio! A sua expressão centrou-se somente em si próprio; todavia nessa expressão por ele próprio, ele falou e moveu a consciência do planeta inteiro. Se esse homem pequeno, que era tão simples, foi capaz de se abrir e de se expressar através do seu ser, vós também sois. Também vos digo que neste exemplo que referi do Gandhi, inicialmente ele não pensava nessa direcção. Na sua juventude ele era bastante casmurro e pouco tolerante, o que abriu caminho para uma abertura para com a Essência, que se expressou por meio da tolerância e da compaixão, sem jamais ser intrometido.

Vou servir-me do vosso exemplo mundano de tocardes a vossa música demasiado alto; se comunicásseis com a Essência desde logo que não fareis isso porque a vossa Essência tem consciência de não ser intrusa. Portanto, digo-lhes que o ideal - no que chamais de “mundo perfeito” - se todos vós vos preocupásseis com a vossa Essência egoísta então não haveria conflito! (Sorri para Vicki) Todavia isso não vos resolve o problema actual! (Vicki ri) E o Lawrence espera que o Elias faculte a todo o mundo todas as respostas para todos os seus problemas! E eu na verdade podia, porém, posso preferir não o fazer. (A rir para dentro) A tua expressão está a começar a tomar uma direcção acertada, e além disso estou-te a dar a resposta que esperas. Só que tu não a escutaste. Desse modo, para evitar repetir-me e tornar-me supérfluo podeis recorrer às vossas anotações e voltar a le-las e nesse caso a vossa lâmpada pode acender-se e descobrirdes que a resposta que desejais está nessa informação. (Pausa)

Vou falar-vos muito rapidamente acerca dos impulsos, porque no fundo eles são importantes para a abertura, além de serem a única coisa que ignorais com mais frequência; razão porque não vos abris à comunicação com a Essência, justamente por não prestardes atenção aos impulsos. Os impulsos, conforme previamente referi, não são pensamentos nem emoções. Eles são capazes de despoletar um pensamento ou uma emoção mas, em si mesmos, não são nenhuma dessas coisas. Eles são apelos insistentes, um factor de atracção, e acontecem-vos a cada dia que passa. Não me refiro apenas à vossa vida apenas no que respeita a este vosso foco evolutivo, mas à completa manifestação física. Em cada dia que experimentais a manifestação física experimentais também impulsos. Nas nossas primeiras sessões eu expliquei que os impulsos podem ser bastante mundanos mas expressei igualmente que observar os pequenos impulsos confere-vos a oportunidade de vos familiarizardes com eles e de confiardes nas vossas acções ao deixar-vos guiar por eles.(Intuição)

Podeis sentir um impulso suficientemente leve ou mundano de vos levantardes e irdes a uma outra dependência a fim de apanharem um livro. Isso não engloba qualquer emoção nem pensamento tampouco. Os pés conduzem-vos a essa outra dependência mas podeis apanhar o vosso livro e dizer para convosco próprios: “Porque peguei este livro?” isso foi um impulso. E esses impulsos acontecem-vos numa base diária. Se os atenderdes, tal como referi acerca do tema de atender a tudo o mais a que não atendeis, estabelecereis uma comunicação. Também ficareis a saber como é que esses impulsos ligam as acções entre si. Compreenderão que esses impulsos são a linguagem da vossa Essência, a linguagem que vós esquecestes e que actualmente vos parece estranha, a linguagem que vos encontrais a aprender de novo. Na verdade é mais difícil voltar a aprender essa linguagem do que aprender uma nova língua! (Olha para Cathy, que se acha presentemente a aprender Alemão)

...

A razão disso está em que para aprenderdes uma nova língua vós concentrais-vos nela, aceitai-la e não racionalizais a coisa. Aprendeis unicamente. Os impulsos acham-se em vós o tempo todo, mas vós não só não os notais como, quando o fazeis não prestais atenção ou então racionalizais. Não vos questionais realmente nem sequer por um momento: “E se eu satisfizesse este impulso?” Nem sequer chegais a isso! (Riso) Ou então, se chegais a fazê-lo, podeis também interrogar-vos: “Que poderá acontecer se eu seguir este impulso?”, porém não vos interrogais. Até mesmo quando observais, olhais para vós próprios e pensais no quão tolos sois, no quão tolo parecerá tudo isso e pareceis vós. Digo-vos que pareceis muito mais tolos ao manter-vos fechados a tal comunicação, em convulsão e confusos! (Riso) Trata-se unicamente duma percepção racional que vos leva a acreditar serdes tão inteligentes e impressionantes quando, ao mesmo tempo sois racionais, e enquanto as coisas se processam ao vosso redor e no vosso íntimo e as negais aqui e ali, em todo o lado! (Dito com bastante humor)

Haviam de ficar assombrados com as conexões que se estabeleceriam se notassem os vossos impulsos; mas para além de os notarem - o que perfaz um primeiro passo - deveis poder agir sobre eles. É muito acertado e divertido brincar com experiências no campo da consciência, estados alterados da consciência, meditações, visualizações e ideias, e andar de um lado para o outro a dizer: “Estou em comunicação com a Essência!” (Riso) Todavia, se não agirdes não estareis a comunicar; estareis unicamente a perceber. Mas podeis estar sempre a perceber e não estabelecerdes a comunicação. Podeis perceber um tigre a andar de um lado para o outro e podeis andar num vivo rodopio e apenas vos estareis a conseguir divertir. Mas não estareis a agir.

Vou utilizar o Michael a título de exemplo dum pequeno impulso, muito embora ele possa lamentá-lo. Podeis sentir um impulso para não introduzir a moeda na máquina, conforme aconteceu com ele, e depois pensardes: “Que tolice, não tenho qualquer razão para sentir o impulso de não meter a moeda nesta máquina”, não obstante podermos dizer, em jeito de rodapé, que tal pensamento não chegou realmente a ter lugar porque ele não analisou a situação com esse alcance. Ele meteu prontamente a moeda e ela desapareceu! Tivesse ele seguido esse impulso e ainda teria a moeda no porta-moedas; mas não o fez e agora a moeda encontra-se na máquina encravada. (Riso) Isto não passa dum pequeno exemplo. Estou bastante certo de que todos vós já passastes por exemplos bem mais significativos em que tereis sentido o impulso para fazer ou deixar de fazer determinada coisa e o ignorastes. (Pausa)

...

Vamos prosseguir com as vossas perguntas mas antes, vou dar atenção uma vez mais aos mal-entendidos. (Com humor)

...

O primeiro mal-entendido vai para a ideia que fazeis da sociedade, a qual não vos inflige ideias nem crenças. Se escolherdes podeis adoptar ideias e crenças. Se escolherdes não os adoptar, não os adoptareis. Vós escolheis. Vós dispondes sempre de escolha. Se tendes crenças, vós escolhestes adoptá-las. Elas ganham relevo e são reforçadas pela vossa escolha de vos alongardes na separação com a vossa Essência, o que consiste igualmente numa crença. Vós optais por permanecer separados. Todas as vossas experiências consistem em escolhas. Vós não sois vítimas mas participantes activos através da escolha; sempre.

Ao expandirdes a consciência não estais a eliminar os sistemas de crença. Podeis permitir que elas se distanciem de vós mas isso não significa que as tenhais eliminado. Apenas significa que escolhestes não os adoptar na vossa realidade. Existe muita diferença. Vós não apagais (eliminais) experiências nem eliminais os sistemas de crença.

Também vos colocarei um pensamento, o de que ainda que admitais a convicção de vos terdes permitido distanciar das vossas crenças cristãs, vós adoptastes crenças provenientes do oriente, o que representa o mesmo. Portanto, podeis dizer que não possuís mais crenças religiosas; mas, tal como referi, podeis pensar não abrigar crenças mas abrigais. Ao expandirdes a vossa consciência e ao contactardes com a Essência tomareis consciência de que as crenças são desnecessárias.

Todas as crenças religiosas, como previamente referi, são basicamente idênticas e apenas comportam alguns elementos de maneira diferente. Elas disfarçam-se e camuflam as ideias de maneira diferente, porém, os conceitos básicos em que assentam são todos iguais, até mesmo no que se estende a outras dimensões e sistemas planetários. Os sistemas de crença religiosos são isso mesmo, quer sejam inerentes ao vosso planeta ou pertençam a outro planeta situado noutra galáxia, ou no que pensais ser outro universo. Vamos também dirigir-nos à ideia dos outros universos, porém, isso vai constituir um imprevisto para o Michael. (Pausa)

...

PERGUNTA: E com relação aos outros universos?

ELIAS: Dir-vos-ei, muito rapidamente, que o conceito do universo que possuis é pouco acertado. Acreditais que ele seja aquilo que vós e os vossos instrumentos científicos vedes, e acreditais também que - em conjunto com os vossos cientistas - para além daquele que conseguem ver existem outros universos. Existem, como vocês diriam, muitos universos, porém, eles não se acham além. Eles existem numa simultaneidade e ocupam o mesmo espaço. Este espaço em que presentemente vos sentais é ocupado por incontáveis outros universos dimensionais, alguns totalmente em paralelo ao vosso e outros completamente exteriores. Dir-vos-ei que aquilo que foi percebido na vossa “Experiência de Filadélfia”* foi isso. Aqueles indivíduos não foram projectados para outro lugar. Eles jamais abandonaram o lugar original que fisicamente estavam a ocupar, o que aconteceu foi que foram dimensionalmente removidos para outro universo.

Cada um desses universos não inclui tempo do mesmo modo que o vosso. Alguns não incluem tempo completamente nenhum. Outros não incluem qualquer espaço. Outros ainda podem incorporar tempo mas com total ausência de espaço. Trata-se de conceitos e realidades muito distantes da vossa compreensão. Contudo expressarei que nesses universos que adoptam tempo e espaço, eles podem ser incorporados de forma bastante diferente da vossa. Aqui devo oferecer uma explicação com respeito à experiência que o Michael teve com o tempo, a qual, vou-vos dizer, fui fundamental na concepção dele. Não o fiz unicamente por uma questão de diversão mas com um propósito instrutivo também pois tinha consciência de que viríamos a discutir esse assunto, além de se tratar dum tema ao qual o Michael associa fortes crenças, e acha serem ideias difíceis, não obstante agora ter experimentado esta situação e ser capaz de a achar fácil de incluir na sua realidade. Em alguns universos dimensionais o tempo move-se de tal forma lenta que vos pareceria fácil realizar o valor das experiências dum ano inteiro num único segundo da sua existência. Noutros universos dimensionais o tempo desloca-se tão rápido que podeis ter continuamente indivíduos pertencentes a esses universos ao vosso redor e não dar por isso, devido a que se desloquem de tal modo rápido que não conseguis percebê-los.

Na diversão que iniciei com o Michael, alterei o seu tempo de forma a mexer-me tão devagar que lhe possibilitou experimentar a acção e a reacção e o movimento, tudo num segundo do vosso tempo. Isto parecia ser impossível na realidade dele mas só é impossível para o vosso pensar racional e na percepção do tempo que têm, nessa manifestação e enfoque físicos. Noutras dimensões também há manifestações físicas, e os seus habitantes experimentam o tempo da mesma forma que vós; contudo, o tempo deles é bastante diferente. Já me perguntaram uma vez... se existirão outros seres a habitar o vosso planeta ao vosso lado, e eu respondi que não. Mas essa foi uma resposta parcial, como muitas vezes faço. No vosso modo de pensar e percepção, eles não habitam. Mas ao mesmo tempo habitam, porque eles ocupam o mesmo espaço. Contudo, no espaço deles vós não existis, porque vós ocupais uma dimensão diferente, tal como na vossa dimensão eles não existem. Foi por isso que expressei que vós não partilhais o mesmo espaço com outras criaturas nem com outros indivíduos noutros focos, porque em termos do (seu) espaço vós não partilhais. O espaço dimensional deles é diferente; mas se pensais no espaço em termos materiais - coisa que acontece porque esse é o modo como o vosso cérebro físico opera - então sim, eles ocupam o mesmo espaço.

O vosso universo não se expande. Não se expande nem se contrai. Ele não teve início com o vosso surgimento nem terminará com essa singularidade. Ele amplia-se com o conhecimento mas em termos de espaço, isso não ocorre. Encontra-se em contínuo movimento como toda a energia, de resto, porém não se encontra em crescimento nem a encolher-se porque já é tudo. Este conceito é não só difícil de intuir na experiência física como é impossível de o ser porque sempre pensareis em termos do que está para além. (Pausa) Contudo, se o universo é tudo, então não existe o que quer que possa residir para além dele; tal como vós sois tudo.

Eu perguntei-vos antes, a cada um de vós, como é que se vêem a vós próprios. Eu digo-vos que o modo como se encaram é capaz de ser ligeiramente mais amplo ou alargado do que percebiam antes do Elias surgir; Contudo, continuais a ver-vos basicamente como vós próprios, indivíduos separados, na posse da vossa consciência pessoal, da vossa Essência (alma), o vosso próprio ser; coisa que sois, porém, também não sois. Sois uma personalidade individual da Essência mas não existis em separado nem sois diferente, nem existis aparte nem sois limitados. Vós jamais tivestes início, jamais tivestes fim e além disso contêm tudo. E estou bem ciente de ter dito que vós jamais tivestes qualquer fim porque, de qualquer modo, tudo é simultâneo. (Falando com humor para a Vicki) Assim, quando alcançardes esta parte da vossa transcrição não precisareis discutir com o Elias dizendo que é errado dizer que nunca tendes fim. Não me vou pronunciar mais em detalhe porque primeiro vou permitir que o Michael digira isto, e poderemos continuar com este tema do vosso universo noutra altura. (Pausa enquanto olha em volta para o grupo) Será preciso delegar as perguntas a alguém ou estão todos roucos? (Riso)

PERGUNTA: Muito bem. Eu tenho umas perguntas aqui anotadas. Uma é da Carole (Dimin) e a pergunta dela refere uma classe de canalização de que ela ouviu falar, e o professor dessa classe de canalização informou-a que todos os seus estudantes estariam a canalizar mestres ascencionados, e ela pergunta se poderias comentar. (Aqui Elias sorri e começa a rir para dentro) A esta altura também se poderá perguntar, em que consiste realmente um mestre ascencionado?

ELIAS: (Com humor) Isto é bastante divertido! Aí está outro exemplo das nossas crenças, e do que, se a minha resposta for transmitida a esse indivíduo, pode representar outro exemplo de conflito! (Riso) Vou dizer-vos que se estivesseis na situação duma classe e todos os indivíduos estivessem a canalizar a Essência dum mestre ascencionado, por assim dizer, o provável é que virásseis costas! (Desfazemo-nos a rir)

Antes de mais vou referir que não existe coisa nenhuma ascencionada porque as Essências não ascendem. Elas ampliam a sua consciência; mas, do mesmo modo que elas não têm que subir escadas, também não ascendem a planos. Esse será o nosso primeiro esclarecimento para a Dimin. Segundo ponto; aqueles que designais como “mestres”, neste tipo de situação, não estariam a falar através dum indivíduo focado no físico. Eles ampliaram a sua consciência a um tal extremo que as qualidades vibracionais que possuem não podem ser veiculadas por nenhuma manifestação do foco físico. Eles podem comunicar com a vossa Essência, porém, não se materializarão verbalmente por meio de nenhuma manifestação física individual. Mesmo comunicando com a vossa Essência, devido a que a vossa Essência ainda incorpore a manifestação física, vós não entenderíeis.

Por outras palavras, podeis considerar uma Essência como eu ou o Paul como mestres, mas essa também é uma assumpção incorrecta. Tal como referi na nossa primeira sessão ao Lawrence, ao Oliver e ao John, eu sou uma personalidade da Essência tal como vós e todos os demais, e não incorporam planos distintos mas tão só uma expansão da consciência, tal como vós tendes consciência da manifestação física e possuís a capacidade de ampliar a vossa consciência para além dela e podeis até adoptar e intersectar outras dimensões e outras probabilidades bem como eus alternados e a Essência. Quando não vos encontrais a manifestar-vos fisicamente a vossa consciência amplia-se mais.

Em sessões prévias referi a consciência que a Essência nossa conhecida como Seth adopta, que é mais expandida e mais abrangente do que a minha. Para vós eu posso tornar-me facilmente reconhecível e aparecer mesmo, por vezes, no vosso subconsciente, assemelhando-me ao que pensais ser um anjo ou um deus. Eu sou exactamente o mesmo que vós e vós sois exactamente o mesmo que o Seth, e o Seth é exactamente o mesmo que as Essências mais distanciadas em termos de consciência, e todos somos exactamente o mesmo que o Uno Criador Universal e o Todo. Não existe qualquer diferença. Não existem secções. Não existem mestres. Não existem anjos nem deuses excepto no que toca a vós e o único termo que me agradaria adoptar seria possivelmente o de guias, só para referir as Essências que estão sempre agregadas; mas mesmo com este termo, todas as essências se acham fundidas umas com as outras, pelo que não existe diferença alguma. Vocês não trazem pequenos querubins constantemente atrás de vós a seguir-vos por toda a parte, nem mestres de robe com um aspecto estóico, a carregar coisas enquanto vos seguem. A vossa informação e conhecimento procedem de vós. Podeis receber auxílio de outras Essências, em termos de energia, porém, as vossas respostas procedem de vós. A vossa Essência é tão gloriosa quanto qualquer outra Essência gloriosa.

PERGUNTA: Nesse caso que é que imaginas que esta gente esteja a fazer nessa classe?

ELIAS: Estão a misturar crenças com estados alterados de consciência. Já referi que os vossos sistemas de crença são bastante vigorosos. Não penso que compreendam o quão vigorosos são; e se os carregais convosco duns focos evolutivos para outros, porque haveriam de pensar que não os carregais convosco para outros estados de consciência? Aqui diríeis: “Nesse caso como é que havemos de saber que o Elias é real?” Eu afirmo-vos que não tenho a pretensão de ser vosso mestre. Também não reclamo qualquer diferença em relação à vossa Essência. Tive todo o cuidado de referir não estar a dar início a nenhuma religião nova nem nenhum sistema de crenças novo. Segundo a consciência do Michael, se ele estivesse a falar-vos a partir dum estado alterado de consciência e adoptasse as suas próprias crenças, o mais provável seria que escutassem uma porção de “Ave Marias” ou talvez algumas entoações do tipo “Om” (Riso) mas definitivamente ele não vos transmitiria nenhuma informação que entrasse em conflito com as crenças dele. Estou bastante certo de que se investigardes vereis que estes indivíduos não estão a proporcionar qualquer informação contrária àquilo em que acreditam.

Não é assim tão difícil penetrar noutro estado da vossa própria consciência. A única razão porque o acham tão difícil deve-se a que estejam a tentar alcançar um estado fidedigno de autorização para outra Essência falar. Se não se concentrassem nessa direcção podiam estar sempre a falar o que quisessem, porém, estariam a facultar informação de vós próprios. Esta informação nem sequer incorpora informação proveniente da vossa Essência, pois ela é capaz de fornecer igual tipo de informação àquela que eu vos dispenso. Vocês não ouvirão dizer que alguém canalisa informação a partir da sua própria Essência. Isso não ocorre pela mesma razão por que sentem dificuldade em intersectar outros “Eu” alternados. Se pudésseis canalizar a vossa própria Essência, os vossos circuitos neurológicos tornar-se-iam de tal modo confusos que perderíeis a identidade pessoal (que vos caracteriza) na manifestação física. E vós dais lugar à criação dessa forma de separação de forma intencional. Esses são pontos inerentes ao enfoque físico de que presentemente não saís. A identidade que vos caracteriza na manifestação física é demasiado delicada para poder incorporar determinada informação.

Portanto, quero transmitir à Dimin que, a despeito do respeito que ela tem pelo professor dessa classe, o que, em si mesmo é divertido, esse indivíduos não se encontram a canalizar mestres ascencionados nem mestres descendentes nem mestres oriundos das bandas! (Riso) A Dimin, do mesmo modo que todos os demais, será capaz de reconhecer uma Essência genuína que se esteja a expressar por intermédio duma manifestação física, porque ela não oferecerá informação com que estejais a contar! Também não oferecerão informação que se concilie com as vossas crenças porque, como referi previamente, as Essências não manifestas fisicamente não adoptam crenças. Por isso elas não encorajarão as crenças nem oferecerão mais crenças. (Pausa)

...

PERGUNTA: Já que é suposto empreendermos uma maior interacção, tal como fizemos nesta semana que passou, que é exactamente aquilo que constitui a interacção? Será, talvez, juntar-nos a conviver socialmente sem falarmos do tema do Elias, será isso interagir?

ELIAS: A interacção é exactamente aquilo que a definição do termo refere, interagir. Isso não quer dizer que devais centrar-vos no Elias com cada expressão da vossa atenção. A interacção constitui uma via para a comunicação. Ao partilhardes experiências com os demais, isso faculta-vos uma oportunidade de observardes e de tomardes mais consciência de vós próprios. Permite-vos que noteis os vossos impulsos, as vossas emoções, os vossos pensamentos e comungeis com eles e desse modo comuniceis com a Essência. A interacção não significa que eu deseje que vos senteis em conjunto e converseis apenas sobre as sessões do Elias. Estas sessões não vos ocupam a atenção total. Eu ofereço auxílio no sentido de dispensar informação destinada à vossa expansão e à vossa comunicação e a evitar o trauma. Vocês estão a assimilar. E ao assimilardes dirigis-vos a todos os vossos focos da atenção. Vós expandis a vossa consciência em toda a vossa completa manifestação (Vidas). A cada momento de cada dia apresentais a vós próprios uma oportunidade de ampliação. Se não observardes, não aproveitais a vantagem da oportunidade para se expandirem. A interacção de que podem empreender pode igualmente ter lugar com o vosso cão! (A sorrir) Foi por isso que referi ao Lawrence (Lawrence Durrel, escritor francês do início do século XX, que é igualmente um foco paralelo da Vicki) não ter importância que tipo de indivíduo possa participar nas nossas sessões. Aquilo que vos expresso a cada um, acerca da interacção consiste numa referência pessoal que endereço a cada um de vós para interagir de forma continuada, não somente com os indivíduos deste grupo mas com todos.

...

PERGUNTA: Eu tenho uma pergunta com respeito à fragmentação. Quando nos sentimos muito ligados a outra pessoa, e temos consciência de não sermos “companheiros de fragmentação”, tal como temos vindo a chamar-lhes, então chegamos inevitavelmente à conclusão que a questão da fragmentação não tem realmente nada que ver com mais ou menos ligação entre as pessoas, certo?

ELIAS: Não é que não tenha nada que ver com isso, mas não tem tudo a ver com isso. A questão da fragmentação pode ou não ligar-vos a outro indivíduo que se fragmentou a partir da mesma Essência. Em alguns casos experimentais uma forte atracção em relação àquilo que designais por “companheiro da fragmentação”. Na realidade, na maior parte das situações sentis essa atracção. Isso não quer necessariamente dizer que vos chegueis a ligar mas tão só que sentis uma atracção, que consiste num reconhecimento duma fragmentação em comum. Em alguns casos a questão da fragmentação comporta uma ligação mais forte do que noutros. Depois existem também ligações que podem igualmente parecer vigorosas entre indivíduos que não se fragmentaram a partir da mesma Essência; mas como vos achais todos interligados deveis poder contemplar o intricado inerente às Essências.



ELIAS: Essa ligação de que tens consciência, é bastante real. Vós estabelecestes um acordo a fim de vos manifestardes várias vezes juntas, por vezes somente no enquadramento do foco físico e sem se acharem fisicamente interligadas, e por vezes fisicamente associadas no que designais como relação. Isso deve-se à vossa fragmentação. Já tive ocasião de referir previamente, ainda que por alto, que tanto o Paul como eu somos o que designais como extremamente chegados. Também referirei que tanto ele como eu nos fragmentamos a partir de outra Essência, o que deu lugar à criação dum elo extremamente indelével entre nós. Foi estabelecido um acordo entre nós e o Paul – tenham em mente que tudo isto está a ser referido nos vossos termos físicos para vos facilitar a compreensão. Esse acordo foi no sentido de permitir a fragmentação dos mesmos focos desejados. Esses mesmos desejos foram experimentados e expressados em simultâneo, e foram igualmente fragmentados em simultâneo, bem como interligados na altura da fragmentação quase ao ponto de constituírem um único fragmento, mas sem o chegar a ser.

Essas fragmentações individuais, por estarem tão ligados entre si, assumem a opção de prolongarem a ligação durante a manifestação física. O que foi interessante foi que as probabilidades não apontavam para tal ligação neste foco físico em particular, porém foram alteradas. Isso servirá como um outro exemplo de como podem alterar as vossas probabilidades em qualquer altura. Eu sugeri ao Peter que suspeitasse dos psíquicos que vos predizem o futuro, porque podeis, em qualquer altura, alterar uma probabilidade. O Michael alterou as probabilidades dele neste foco. O Lawrence continuou no mesmo caminho do desejado ao longo de toda esta manifestação física. O Michael alterou as probabilidades várias vezes. Ao fazê-lo, ele criou fragmentos e bastantes divisões menores; mas, por meio do desejo, com o conhecimento de se encontrar numa última manifestação física, escolheu alterar as probabilidades e ligar-se novamente. Trata-se duma expressão da Essência bastante complicada e é muito difícil de explicar, por meio de termos físicos, o intricado dessa expressão da fragmentação. Mas tens razão quanto a não ser necessário ter-se fragmentado a partir da mesma Essência para se estar ligado em extremo, por outros modos. A fragmentação não constitui o único factor de atracção nem a única forma de ligação. Vós experimentais diversas, algumas mesmo de forma mais intensa do que a fragmentação. Será isto suficiente?

PERGUNTA: É, e é genial, obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Pausa) O Oliver está tão calado! (A sorrir)

PERGUNTA: O Oliver esta noite está muito cansado e está apenas a desfrutar do que ouve.

ELIAS: Isso é aceitável. Fico encantado por ser tão relaxante. Desejam colocar mais alguma pergunta esta noite?

PERGUNTA: Eu quero fazer uma pergunta. Será esta a minha última vida?

ELIAS: Não.

PERGUNTA: Também pensei que não fosse! (Riso)

PERGUNTA: Mas ele e pode mudar isso, certo?

ELIAS: Pode.

PERGUNTA: Só para confirmar e ter a certeza de que tinha entendido correctamente!

ELIAS: (A sorrir) Isso não representa aquilo que estão a pensar como uma maldição! (Riso) Esta Essência está a escolher voltar a manifestar-se, porque na verdade está ansiosa e sente enorme excitação. Essa manifestação subsequente terá lugar após a mudança que ocorre no vosso mundo. Vocês experimentarão uma manifestação física com conhecimento da consciência. O Ron também participará nessa manifestação subsequente com a experiência tanto física como não física em simultâneo. O Oliver também o experimentará. Trata-se dum fascínio comum inerente à vossa Essência que desejareis experimentar. Numa sessão anterior expressei que as Essências que não desejam voltar a manifestar-se podem mudar de ideias. Em termos de manifestação física, essa será uma grande era. Realizar-se-ão novas descobertas e ireis experimentar fisicamente coisas fascinantes nunca antes experimentadas no enfoque físico. Disporeis de muito mais no vosso enfoque do que alguma vez dispuseram na manifestação física, incluindo (a consciência de) outros enfoques dimensionais. Nenhum enfoque dimensional alcançou tanto individualmente, antes.

Também vos direi que não experimentareis negativismo no vosso enfoque nem na vossa dimensão nem na manifestação. Isso não quer dizer que a agressão ou o negativismo não existam noutro enfoque dimensional. Somente não terá lugar no vosso, porque podem escolher não vos envolverdes com outros enfoques dimensionais que incorporam esses elementos. Apartar-vos-eis e adoptareis somente aquilo que desejardes, e tereis a capacidade de o alcançar. Não sereis visitados pelos pequenos Greys (extraterrestres percebidos como não tendo forma precisa) porque eles não se incluirão; mas, tal como expliquei esta manhã, muito rapidamente, todos os universos ocupam o mesmo espaço, só que em dimensões diferentes. Portanto, ao expandirdes a consciência a fim de comunicardes com a Essência e admitires a experiência de todas as dimensões, também podeis deparar-vos com aquelas que são mais similares à vossa experiência presente. Elas não são menos evoluídas que vós. Só não possuem um conhecimento tão amplo. Algumas fazem também parte de vós. (Pausa)

PERGUNTA: Possivelmente, com a nossa comparência junto de ti, estamos a preparar-nos para essa próxima manifestação seguinte, não será? Quer dizer, será que isso faz parte dum preparo ou esta manifestação não tem nada a ver com a próxima?

ELIAS: Oh, não! Tem! É por isso que vos encontrais aqui comigo. Estais a assimilar informação a fim de expandirdes a vossa consciência e como forma de prevenção para possível trauma durante a nova experiência desta mudança. Aqueles de entre vós que escolherem voltarem a manifestar-se beneficiarão desta informação porque tereis incorporado estados alterados de consciência e estados de sonho a fim de vos familiarizardes com a vossa nova consciência, a qual será adoptada como a vossa realidade principal. Aqueles de entre vós que não desejam voltar a manifestar-se estão comigo com um propósito de se instruírem para poderem continuar para um enfoque não-físico, que deverá ocorrer na esfera do ensino. Qualquer das duas escolhas inclui a possibilidade de trauma, uma vez destituída de instrução.

...

PERGUNTA: Eu tenho uma pergunta a fazer. Eu fui a uma outra sessão da canalização, noutro país, e lá havia um clarividente e um médium, e eu pergunto-me se não poderias comentar, quer dizer, se alguém te oferecer uma bebida, és capaz de pegar no copo, levá-lo à boca e ingeri-la. Com aquele indivíduo em particular, o clarividente levava-lhe o copo boca e ele bebia imensa água. Eu não penso que ele fosse proveniente da esfera do ensino, contudo não sei, porque tudo o que ele fazia era responder sobre o passado da minha amiga, a quaisquer perguntas que ela tivesse, e a única coisa de que tenho consciência é que tudo o que dizia acerca dela eram coisas com que eu concordava ou julgava correctas. Pergunto-me se poderás fazer algum comentário sobre esse médium, se possível, com relação à sua habilidade física. Quer dizer, és capaz de te levantar se sentires vontade? Serias capaz de te levantar exactamente neste momento?

ELIAS: Vou erguer-me e se quiserem que eu caminhe um pouco vereis... (1)

PERGUNTA: Olhem para aquilo! Alguma vez ele fez isso antes?

PERGUNTA: Não. Mas tu pediste, por isso...

PERGUNTA: Que tal?

ELIAS: Sentimo-nos fisicamente bastante estranhos! (Riso)

PERGUNTA: Tipo parecido como uma peça do mobiliário, hum?

ELIAS: Vocês possuem um gosto muito estranho para o mobiliário nesta era! Dir-vos-ei que a manipulação da matéria física requer concentração da energia. Para mim é mais fácil manipular um corpo físico do que segurar um copo. Na verdade, parte disso não tem que ver com o segurar no copo fisicamente mas aquilo a que chamaríeis encontrar o copo; pela razão de que há alturas em que a minha visão não é a mesma que a visão que o Michael (Mary) capta através dos olhos físicos dele. Para mim não se torna necessário estar continuamente a visualizar os vossos corpos físicos nem a vossa mobília nem o que quer que seja no vosso quarto. Eu posso enxergar as vossas Essências diante de mim, e muitas vezes isso basta.

Não desejo sobrecarregar o corpo físico do Michael além do necessário porque a troca de energias força o físico. Este corpo foi criado pelo Michael e consiste na expressão dele. As moléculas e células que o compõem estão acostumadas à consciência dele e respondem-lhe. A consciência que as células deste corpo possuem não se acha familiarizada com a minha energia e em resultado disso cria um certo grau de confusão no corpo. Nesse sentido, não quero confundi-la mais do que é preciso dentro do acordo que estabelecemos. Tal como está, uma determinada área da vocalização é afectada de certa forma, do mesmo modo que a área ao redor da parte de cima do torso, o que por vezes dá lugar a um certo desconforto muscular ou mesmo secura na garganta. (Referindo-se ao pedido para comentar sobre o médium) Isso pode dever-se a que o indivíduo físico se ache menos aclimatado no acordo que tem com o corpo físico. A maioria do fenómeno depende do acordo do indivíduo fisicamente manifesto e do quanto estão dispostos a cooperar. Não se trata unicamente dum trato psicológico ou da consciência mas incorpora igualmente um acordo físico.

Quanto à habilidade dele com o copo, tal como já referi, no meu caso, ao ter permissão total para manipular o corpo por meio do acordo com o Michael, sou capaz de manipular um copo ou um objecto, e com a prática posso manipulá-los mais e cada vez melhor. Mas só não consigo encontrar sempre o copo, porque a energia do copo é de tal modo ligeira que nem sempre o visualizo. É-me fácil visualizar a energia da Essência. Um copo, apesar de conter a consciência dos átomos, não irradia tanta aura. (A sorrir) se o indivíduo que se acha na manifestação física não concorda em ser totalmente removido, a Essência experimentará uma expressão corporal bastante limitada. Alguns indivíduos permitem uma expressão corporal total e concordam, segundo os propósitos que têm, em dar à Essência uma mobilidade total. No entanto, haveis de ver que isso acontece com aqueles que, conforme vós designais, “canalizam conscientemente uma Essência.” Um indivíduo que permite que uma Essência se expresse dentro dos moldes do acordo e do modo como o Michael me permite que expresse, geralmente não “anda por aí a rodar”! (Com humor) Porque isso inclui um enorme dispêndio de energia física.

PERGUNTA: Mais do que no caso daquele que canaliza conscientemente?

ELIAS: Absolutamente! O Michael removeu a sua consciência física do corpo. Nesse sentido, a consciência dele foi tão completamente removida que ele não tem consciência física deste corpo. Foi por isso que eu lhe disse, na nossa sessão anterior, para ele ter cuidado; porque com a remoção total da consciência e ao confiar e permitir que outra Essência se desloque tão completamente para este espaço físico, ele podia muito possivelmente destruir este corpo físico sem intenção, e deter a sua existência. Mas ele já se eslocou dessa posição. Não obstante o vosso corpo possuir uma consciência - coisa que não discutiremos agora porque iremos debater isso quando falarmos acerca do tema do vosso corpo – essa consciência não lhe permite sobreviver de forma independente da vossa consciência. (Para a Cathy) Desejas mais informação desta Essência?

PERGUNTA: Seria ele um mestre?

ELIAS: Diria que esta Essência não se situa no nosso enfoque; portanto, diria que não. Mas essa Essência revela bastante afecto pelas crianças e é muito boa a entabular brincadeiras com elas e esteve igualmente em contacto com a nossa Elizabeth.

PERGUNTA: Sabes o nome dela?

ELIAS: Desejas conhecer o nome da expressão ou o nome da Essência?

PERGUNTA: É o único nome que conheço.

ELIAS: O nome dessa Essência será (Pausa) Tompkin em Essência, assume o nome Amos através da canalização, e deverá pertencer a (Pausa) Jargar, o qual a Elizabeth interpretava como George.

PERGUNTA: Em que tipo de enfoque se encontra ela?

ELIAS: Esses enfoques não possuem títulos nem nomes. Ao referir-vos que me encontro no enfoque do ensino, tal como o Paul, eu estava a revelar-vos algo que podiam compreender. Mas existem imensas Essências tais como essa que se encontram estreitamente ligadas com esse plano físico, se desejardes chamar-lhe plano físico. Algumas dessas Essências experimentam um grande sentimento de amor e de apreço pelo enfoque físico e pela manifestação e experimentaram uma ligação de tal modo estupenda com a manifestação física que, quando optam por não voltarem a manifestar-se, escolhem permanecer próximo à manifestação física. Além disso elas servem, de modo bastante propositado, de ponte entre Essências mais amplas e a manifestação física, sendo capazes de servir de intérpretes entre uma e a outra. (Pausa)

PERGUNTA: Estou incapaz de assimilar qualquer outra informação esta noite!

ELIAS (Com humor) Estás a dizer que sentes o cérebro dorido? (Riso) Nesse caso anuncio o “fim da emissão a partir desta estação!” Falarei com o Ron mais tarde.

...

Notas

(1) Para espanto de todos os presentes, Elias levantou-se com bastante facilidade e caminhou ali pelo quarto. Não sei porque razão tínhamos assumido que não fosse capaz de o fazer pois é óbvio que ele se aclimatara bstante bem ao corpo da Mary.

Notas do Traductor

* Alegadamente, uma experiência da marinha americana (Projecto Rainbow) feita em 28 de Outubro de 1943, durante a qual um destroyer, o USS Eldridge, foi tornado invisivel, desmaterializado e teletransportado de Filadélfia na Pensilvânia até Norfolk na Virginia, e trazido de volta à base naval de Filadelfia.
A experiência foi supostamente dirigida pelo Dr. Franklin Reno como uma aplicação da teoria do campo unificado de Einstein. A experiência provaria uma relação entre a gravidade e o electromagnetismo: um salto espaço-tempo electromagnético.


-----------------


ELIAS: Boa tarde… Esta tarde farei um pronunciamento breve com o intuito de vos transmitir apenas um pouco de informação e darei lugar às vossas perguntas. Não vai ser um discurso interminável! (A sorrir) Conduzirei a vossa atenção por breves momentos para o nosso tema da psique endereçando-me à vossa questão dos psicólogos. Já tínhamos falado acerca das vossas crenças religiosas e incluído em parte as vossas crenças do foro científico. Só ainda não tínhamos incluído as vossas crenças psicológicas.

Nesta vossa era a psicologia tornou-se um assunto de debate bastante amplo. Vós recorreis aos vossos psicólogos em busca das muitas respostas para os vossos problemas diários e para os vossos relacionamentos com os outros mas eu digo-vos que com isso apenas estais a encorajar mais a vossa separação. Facultais a vós próprios respostas que parecem validar as vossas experiências e vos permitem sentir que essas experiências são correctas. Todavia dir-vos-ei que a vossa informação psicológica não é mais válida nem positiva do que os vossos sistemas de crenças, devido a que se achem fundadas igualmente em informação negativa. Nos tempos que correm vós dais atenção à informação do tipo que designais como auto-ajuda e adoptais termos como “pensamento positivo”, acreditando que os vossos psicólogos vos prestam um grande serviço ao adoptarem tais ideias. Aquilo que não percebeis é que a vossa psicologia se acha igualmente baseada numa percepção negativa do indivíduo. A psicologia adopta tanta duplicidade de julgamento quanto a religião. Entendo que isto possa causar conflito ao Michael (Mary) e tenho a certeza positiva de que as essências aqui presentes serão partidárias desse ponto de vista.

Acreditais que a vossa psicologia, ao dar-vos atenção, vos proporciona respostas e vos auxilia na vossa atenção mas eu digo-vos que não obstante a vossa psicologia parecer ter evoluído, ela ainda se acha de facto bastante enraizada nos vossos conceitos Freudianos. Se o encarardes de forma realista, havereis de notar que os vossos psicólogos sempre sugerem algum trauma como a origem da vossa condição. Eles desvalorizam o indivíduo e não admitem a Essência. De acordo com eles, não passais dum ser físico pertencente ao momento actual. Eles não aceitam qualquer “Além” e muito menos a Essência. Não se atrevem nem sequer a conceber crenças religiosas tão simples quanto a da alma. Devido a que se baseiem numa informação do tipo científico eles dispensam todo um volume de informação menos pessoal ou sem associação com o indivíduo, num modo de procedimento idêntico ao das outras disciplinas científicas.

A ciência dos vossos dias não dá atenção ao indivíduo nem tampouco a algo que se situe para lá do que seja fisicamente percebido. * Segundo a percepção que têm, tanto o vosso mundo como o vosso universo e vós próprios não passais dum caldo caótico e errático de átomos destituídos de consciência destituídos de qualquer existência para além da vida físico. Os vossos psicólogos acabarão por vir a considerar ligeiramente mais o indivíduo, porém só numa certa extensão. Observareis que os poucos psicólogos da actualidade que penetraram o “além” inerente a esta manifestação física se acham estarrecidos e na incerteza quanto ao que fazer com tal informação. Pensam que talvez devam escrever um livro (A sorrir) acabando desse modo por partilhar essa informação sob pesado risco para as suas carreiras profissionais porque as ideias estabelecidas pela psicologia incluem uma abordagem básica e unilateral do indivíduo: “Oh não, os demais psicólogos hão-de franzir o sobrolho com relação a isto!” Além disso encorajam o indivíduo em situações de falta de confiança em si mesmos.

Já discutimos a importância dos impulsos. Este constitui um tema suculento para os psicólogos; os impulsos são uma “coisa má”. Eles não querem que sigais impulsos mas que analiseis aquilo que fazeis; querem que investigueis o vosso passado bem como todos quantos influenciaram esse vosso passado. Eles propiciam condições de suspeição, e depois sugerem que penseis em termos “positivos”! (A sorrir) E eu pergunto-vos de que modo podereis pensar positivamente quando sois encorajados a pensar que tudo que vos rodeia é negativo? Os vossos psicólogos seguem directamente o mesmo curso dos vossos cientistas ao expressarem que o homem é responsável por todos as maldades do mundo, por assim dizer. Impulsos inadvertidos darão lugar a assassinos em série, a violadores ou a desordens psicológicas no indivíduo. Mas isso está tudo bastante errado porquanto os impulsos previnem essas ocorrências quando são auscultados ao invés de bloqueados. Se as vossas crianças não fossem bloqueadas nos seus impulsos e não lhes fosse incutido que não devem expressar-se dalguma forma em particular, haveríeis de descobrir que eles o expressariam de diferentes formas controladas e esporádicas, sem terem necessidade de se expressarem em termos negativos nem violentos; desse modo, ao passarem à fase adulta não sentirão necessidade de expressar comportamentos negativos ou inaceitáveis, segundo a vossa consideração.

Os vossos psicólogos tiveram enorme influência no encorajamento desses defeitos na sociedade. Torna-se bastante difícil pensar em termos positivos e fazer uso de afirmações acerca da vossa própria perfeição, ao mesmo tempo que a vossa psicologia vos afirma que sois todos cheios de falhas e deformações devido à vossa experiência. Além disso encorajam todo o indivíduo a não se responsabilizar pela sua vida. Não precisais ter sentido de responsabilidade por vós próprios uma vez que a vossa mãe, ou o vosso pai, ou tio ou quem quer que tenha sido abusou de vós no passado, ou se vos encontrais em meio a um relacionamento que vos é doloroso. Os vossos psicólogos reforçarão essa falta de responsabilidade. Existem muitos que se irritarão comigo, estou bastante certo disso. (1)

...

Digo-vos que ao referir que sois vós quem cria a vossa realidade, isso não significa que o façais em determinadas alturas. Não quer dizer que crieis a vossa realidade quando atingis os sessenta. Vós criais a vossa realidade desde o momento da concepção! Vós elegeis as vossas opções. Vós escolheis as situações. Vós escolheis as vossas experiências de vida, assim como as crenças. A psicologia não vos auxilia! Além disso também é bastante interessante o modo tão distorcido como interpretam a vossa consciência, da forma como constroem, inscrevem e circunscrevem sem que nem sequer possais mais perceber quem sois, devido a que tantas coisas vos influenciam a consciência sem que tenhais, obviamente, qualquer controlo. Não passais duns bananas moles que andam para aí ao sabor da corrente sempre prontos a ser calcados! (Sorri acompanhado por riso) Não creio que vos vejais dessa forma. É bastante fácil aceitar a psicologia. Porque razão não haveria de ser? Ela livra-vos de todas as vossas experiências e de toda a responsabilidade, e estamos todos tão preocupados em acorrer a salvar alguém!

Vou apresentar-vos isto como uma introdução. Tenho consciência de que o Michael vai apresentar muitas interrogações e discussão (Comentário da Mary: “E tens toda a razão!”) Todavia, podeis dizer-lhe que se ele acreditou que o pequeno debate que tivemos acerca dos universos foi perturbador, então com relação a este assunto da psicologia tenho muito mais a dizer! Tal como referi, no que respeita à percepção que têm, os vossos psicólogos encontram-se bastante por fora, mas eu irei permitir que ele pense sobre estas coisas e me ponha à prova porque isso dará lugar a uma expansão, e eu estou sempre pronto para desafios! Podeis colocar as vossas perguntas. (Pausa)

PERGUNTA: Tenho uma pergunta rápida acerca deste assunto. Então todo o tempo que as pessoas investem em terapias contribui apenas para uma maior separação?

ELIAS: Elas procuram respostas que as façam sentir-se melhor. Elas já criaram a separação, e estão em busca de algum tipo de resposta, devido a que não se sintam “lá muito bem”. Podem não ter confiança nas abordagens da religião e pensar que a ciência não lhes oferece elementos de recurso. Desse modo voltam-se para aqueles que se especializam no campo da mente, porém, infelizmente esses profissionais que se especializam no campo da mente nem sequer entendem aquilo em que a mente consiste! Apenas acreditam saber. Eles dir-vos-ão que são peritos no assunto. E eu digo-vos que podem até assumir uma reflexão amplamente elaborada e um extenso vocabulário mas o seu entendimento da realidade não passa a ser por aí além. Digo-vos que qualquer garoto de três anos possui mais entendimento acerca da realidade, devido a que estejam mais ligados a ela. A terapia que esses indivíduos buscam não se presta a um alargamento da consciência. Aí eles não encontram respostas. Quem responde é a sua Essência, mas não o faz por meio dos seus psicólogos. É por tal razão que havereis de ver que aqueles que recorrem às terapias vêem essa mesma busca prolongar-se por anos. Eles não recebem as respostas que procuram. Se as recebessem não continuavam na terapia. Não quer dizer que eles se estejam a separar-se mais com isso. Tal como o referi, eles já deram lugar a essa separação. É isto que faz com que continuem a sentir-se confusos e em conflito, por não compreenderem o modo por meio do qual podem voltar a viver em união e andem em busca dalgum tipo de resposta.

Existem certos psicólogos que, a nível individual, detêm uma maior compreensão, razão porque, em parte, poderão constituir uma mais valia no auxílio. Mas no geral, em termos gerais e não a nível individual, os conceitos avançados pela ciência da psicologia acham-se bastante incorrectos. Já tivemos ocasião de referir algumas das suas concepções erradas, no que respeita as desordens psicológicas, que eles percebem como situações de insanidade; ao revelarem-se incapazes de as controlar ou curar, limitam-se a afectar a química do vosso organismo de forma temporária, o que por si só, se revela mesmo como uma tentativa bastante pobre. (Pausa)

...

PERGUNTA: Poderás apresentar alguma sugestão sobre como lidar com uma pessoa como aquela que não teve, digamos, a chance de se exprimir quando criança e por essa razão exprime comportamentos menos aceitáveis?

ELIAS: Esse indivíduo já deu lugar à criação do seu “geyser”**. Deviam lidar com ele do mesmo modo como lidais convosco próprios, expressando-lhe informação conducente a uma (profilaxia) prevenção para a criação desse geyser. Digo-vos que o meio efectivo para revelardes qualquer coisa junto de outro indivíduo consiste em não vos focardes nele, não o focardes objectivamente. Ao permanecerdes alicerçados na separação, torna-se bastante natural que defendais o vosso espaço. Defendeis a vossa própria individualidade e a vossa concentração, e além disso foi-vos dito que é aceitável que vos expresseis e vos cinjais à vossa identidade na sua qualidade de distinção e individualidade. Foi-vos inculcado que estais certos ao ater-vos às vossas crenças.

Portanto, sendo colocados diante dum desafio, antes mesmo de pensardes, já estais de forma automática defender-vos. É muito mais fácil expressar-vos junto dum indivíduo em termos que não o objectivem directamente. Todos os princípios... (A Mary retoma a consciência de forma inesperada, interrompendo o discurso) (2)



ELIAS: (Para a Vicki) Estávamos a debater a tua questão antes de sermos interrompidos de forma tão rude. (Riso) Se desejardes que continue com isso, acederei amavelmente... A resposta que obtiveste foi suficiente?

PERGUNTA: Foi sim.

ELIAS: Podia deixar o Michael explicar-te a ideia que tem sobre o assunto, já que ele estava tão aflito para voltar! Eu vou explicar àqueles que se acham presentes que, ao permanecerdes tão próximos ao vosso corpo físico, em consciência, não obstante poderdes deixar de escutar o que se passa ao vosso redor, a vossa consciência tem amplo conhecimento disso. É por isso que podeis reagir fisicamente - não obstante poderdes não ter percebido de forma consciente que tínheis consciência do que se passava ao vosso redor. Podeis não ter consciência dos elementos materiais que vos rodeiam se vos tiverdes estado a projectar para além deles; mas se permanecerdes assim tão próximo, vós afastais apenas determinados elementos que vos distraem a concentração. Podeis experimentar esse mesmo fenómeno por meio do vosso estado de meditação...

PERGUNTA: Tenho uma pergunta a fazer-te. Já tentei anteriormente concentrar-me nos meus sonhos; tenho consciência de não o ter tentado de modo afincado, todavia eu tentei. Será a dificuldade disso apenas dependente da pessoa?

ELIAS: Há-des descobrir que muitos encontram um certo grau de dificuldade. O teu problema pessoal está em que tu não o procuras alcançar de forma genuína, devido a que te concentres em não interromper o teu sono, o qual acreditas estar completamente em branco, em termos de inconsciência total. Mas tu ainda interages nesse estado; apenas não te permites recordá-lo. E não to permites recordar por acreditares que nesse caso ficarias cansada. Mas não vais ficar cansada.

PERGUNTA: Por vezes penso que se me concentrasse antes de adormecer, acabaria por não adormecer e ficaria acordada a noite toda.

ELIAS: Eu duvido que isso aconteça! (A sorrir) Eu sinto-me bastante ligado a ti enquanto pessoa e por isso te garanto que não experimentarás qualquer dificuldade em adormecer. Afirmo-te que se puseres a cabeça sob o travesseiro, adormecerás rapidamente! (Riso) Isso não passa duma desculpa.



ELIAS: Ficarás surpreendida com o modo esplêndido como te vais sentir assim que tiveres começado a actuar no estado de sonho. Também podes surpreender-te com as respostas que a tua Essência te facultará, em resolução de questões que te encontras a experimentar. (Pausa)

PERGUNTA: Será o estado meditativo idêntico ao estado de sonho?

ELIAS: Pode ser. Há aqueles que têm muita prática em meditação e que são capazes de alcançar um estado de consciência tão profundo quanto o do estado de sono, ao mesmo tempo que permanecem plenamente conscientes. Em meditação isso requer enorme disciplina e prática. O mais provável é que penetreis noutro estado de consciência. Existem muitos estados de consciência que designaríeis como “alterados”. Todos eles são bastante normais, porém, não perfazem a vossa consciência de vigília convencional. Assim, designais esses estados como sendo “alterados”. Existe uma infinidade de graus de consciência que podeis alcançar por meio da meditação. Podeis descobrir ser mais difícil atingir o estado de sono em meditação, razão porque vos encorajei a concentrar nos sonhos, por se tratar duma acção que alcançais com facilidade todos os dias. Não tendes que praticar esse estado mas apenas a sua recordação.

PERGUNTA: Essa é a parte mais difícil que eu descubro porque quando medito percebo e visualizo bastante a maior parte das coisas que consigo visualizar através dos sonhos; sou capaz de recordar tudo o que me é dado perceber num estado meditativo enquanto que não consigo lembrar-me lá muito bem dos sonhos que tenho.

ELIAS: A razão porque o alcance dum estado semelhante ao estado de sonho por meio da meditação exige muita disciplina e bastante prática prende-se com o facto de, no vosso estado de sonhos vós vos encontrardes numa porção da consciência que se acha numa posição bastante remota em relação ao vosso estado de vigília. Esse estado de consciência é bastante mais profundo do que a maioria dos estados de meditação.

Na meditação permaneceis ainda bastante cientes da vossa consciência, facto esse que vos faculta a lembrança. Na vossa prática do estado de sono podeis deparar-vos com muito mais do que sois capazes de encontrar no vosso estado meditativo, unicamente devido a que façais parte da vossa cultura ocidental, e não tenhais recebido a prática da meditação desde a infância. Isto não quer dizer que esse mesmo estado de consciência se torne impossível de alcançar. Apenas exige um muito mais consciente desprendimento. No vosso estado de sono não precisais sentir permissão para vos soltardes; conseguis isso de forma automática. No estado meditativo, todavia, necessitais obter essa liberdade. (Pausa)

PERGUNTA: Queria perguntar o seguinte: Existirá alguma verdade na questão da “árvore da vida” e da “árvore do conhecimento”? E a existir podes explicar?

ELIAS: (A sorrir) Trata-se dum conceito complicado esse. Dir-vos-ei, antes de mais, que isso assenta numa crença. Também vos direi que todos os conjuntos de crenças traduzem alguma verdade. As vossas religiões distorceram a verdade, como de resto tudo, no foco físico, é distorcido. Associastes simbolismo a ideias ou a conceitos que não passam de explicações que encontrais para questões que foram suscitadas como consequência da separação. Na realidade, essa árvore do conhecimento e árvore da vida consistem de expressões simbólicas da vossa Essência, sendo a vossa Essência aquilo que possui todo o conhecimento e do que vos encontrais separados na vida física.

A vossa árvore da vida consiste na representação simbólica daquilo que na vossa vida material interpretais como sendo Deus, apesar de na realidade referir de facto a vossa Essência, porquanto vós sois o mesmo que o Todo Universal Uno. Por isso vós sois criadores e animadores de todas as coisas. A vossa Essência estende-se muito para lá da compreensão que tendes na manifestação física. Esse conceito, à semelhança de muitos outros conceitos do campo religioso, também contém elementos de verdade. A ideia do homem como criador duma situação que o levou a separar-se conceptualmente da árvore do conhecimento está bastante correcta, porque ao dardes lugar à criação da vossa manifestação física vós separaste-vos da Essência, criando desse modo uma barreira entre o vosso foco físico e o conhecimento.

Tal como referi, haveis de descobrir a existência duns tantos elementos “fidedignos” em muitos dos vossos enfoques religiosos. Até ao momento não nos expressamos em profundidade acerca de ideias e conceitos tais como o de Buda nem de Jesus nem de outras Essências, porém digo-vos que a mensagem que eles expressaram continha mais verdade do que podeis alcançar. Só que foi bastante distorcida. Do mesmo modo, certos elementos das manifestações físicas desses indivíduos, conforme lhes chamais, foram distorcidos por meio de toda a informação do campo religioso; mas assim como também referi, isso foi bastante propositado. Tratou-se duma criação imaginativa por parte da vossa consciência colectiva destinada a fornecer-vos uma explicação para a separação, e dir-vos-ei também que foi alcançado de forma muito bela e engenhosa.

...

Notas:
(1) Por favor, tenham presente que esta foi a primeira sessão que “inspirou a Mary (a médium) a anotar uma longa lista de perguntas e argumentos, a qual trouxe na sessão seguinte, com a exigência de que fossem colocadas! A parte inicial dessa sessão seguinte (6 de Agosto) revela-se bastante interessante e consiste num excelente exemplo do quanto alguma dessa informação entra em conflito directo com as suas crenças.
(2) Logo após a palavra “princípios” ter sido pronunciada o gato saltou para as teclas do piano. A Mary reagiu imediatamente voltando à consciência arregalando muito os olhos e fazendo uma expressão facial de surpresa! Supomos que o súbito ruído tenha causado isso, apesar de em sessões anteriores se terem dado interrupções de todo o género, nos quais Elias parece não ter “perdido pitada” Por alguma razão aquele ruído em particular revelou-se como uma interrupção, bem como um pequeno choque para todos nós, incluindo a Mary!


Notas do tradutor:

*- O sentido aqui referido prende-se com o facto da psicologia se basear em respostas feitas, o mais das vezes arquitectadas com base em estereótipos e fundamentos teóricos ou comprovados numa base empírica sem, todavia, jamais se revelar capaz de enfrentar a condição do indivíduo no seu todo, facto que será tanto melhor compreendido se encararmos que cada indivíduo é um caso singular, e o que serve para uns, ou a massa, não serve necessariamente para outro. Em resultado a sua preocupação centra-se sobremodo numa abordagem das disfunções em detrimento da pessoa.

**- O termo “geyser” traduz uma analogia empregue com o fenómeno natural caracterizado pelo mesmo nome, e que à semelhança do efeito intermitente do acúmulo de tensão exercida pela obstrução do vapor, das nascentes de água quente, fazendo-o jorrar em eflúvios intermitentes.
Aqui é empregue com um sentido psicológico com o intuito de referir fenómeno idêntico, e que responde pelo resultado dum acúmulo de tensões decorrentes do conflito imposto pela negação de impulsos e de emoções, por acção indirecta das crenças, e que contribui para que a energia assuma contornos algo “explosivos”.


Podemos assistir ao fenómeno decorrente da negação dos impulsos conforme são expressos usualmente na área sexual e na puberdade mais concretamente, onde se assiste à eclosão de erupções cutâneas características ao nível do rosto.



No campo emocional, a negação dos impulsos e das emoções pode conduzir a resultados mais ou menos dissociativos, se reflectido na personalidade, ou de comportamentos violentos, quando tardiamente expressa.
Pode-se também entender os impulsos como uma forma de insistência ou de instigação por parte da Essência.


Apesar da psicologia encarar a natureza dos impulsos como elementos intervenientes no quadro da motivação, a par com a pulsão da necessidade, e considere que podem dar lugar à frustração e ao conflito uma vez negados, ainda os encara com alguma ambivalência e certa duplicidade, com a justificação de poder proceder da dicotomia da imperfeição, (à semelhança da Igreja, de resto, com sua noção do pecado original).


Mas a sociedade depende da espontaneidade e da realização individual. A sociedade de que dispomos actualmente encontra-se em dificuldades não por nos termos tornado indulgentes em relação à espontaneidade e à realização do indivíduo mas justamente por as negarmos e as nossas instituições se basearem na premissa de que, entregue a si próprio, o homem no uso pleno das suas inclinações naturais venha a destruir a civilização. Mas, poderemos perguntar, que outra coisa terá sido responsável pela civilização senão as inclinações naturais do homem?

Equiparamos a espontaneidade à irresponsabilidade, e a naturalidade a uma coisa prejudicial. Se usarmos de à-vontade e nos revelarmos tal qual somos, pensamos nada colher disso. Mas o mundo não se acha em apuros por confiarmos em nós próprios mas justamente pelo oposto. As nossas instituições destinam-se a limitar o indivíduo ao invés de lhe permitir que se desenvolva. A guerra resulta por não se permitir que o indivíduo exerça o seu direito de liberdade natural, o que implica que a civilização se veja negada na sua capacidade cultural e o empenho sadio do homem e da mulher que conhecem o seu lugar e a alegria peculiar que cabe à capacidade privada sejam comprometidos.


-----------------------


ELIAS: Saudações. Esta noite temos uma energia interessante! Devo comentar, antes de mais, que me sinto imensamente divertido com a reacção do Michael. O que não quer dizer que não estivesse à espera dela; mas ele, sendo verdadeiro quanto à forma, expressou-se dentro da probabilidade que eu estava à espera. Eu tenho consciência da sua presença, e que ele tem perguntas esta noite. Por isso, vamos dar continuidade ao nosso tema da psique. (Para a Vicki) Podes perguntar. (1)
VICKI: Muito bem. Com relação à declaração que proferiste quanto à psicologia não ser mais positiva ou válida do que a religião, o Michael diz: “Isso é bastante incorrecto, como será que podes afirmar tal coisa?! Os psicólogos lidam com as experiências das pessoas e procuram superá-las, e não propõem filosofias imaginativas!” (Todos rimos, inclusive o Elias)
ELIAS: Declaro que não vou retirar a afirmação que fiz sobre a psicologia consistir igualmente numa crença. A respeito de ser comparável com as crenças religiosas, também não retiro isso. A estrutura da vossa psicologia baseia-se na observação das experiências. Isso é correcto. A interpretação que fazeis quanto ao sentido psicológico que associais a essas experiências está incorrecta. O Michael discorda da ideia da religião se basear na imaginação, que é expressada como uma fantasia. Eu disse-vos que apesar dos enfoques que estabeleceis na religião poderem assentar na distorção, eles estão baseados em verdades. Baseiam-se em verdades que incorporam a imaginação, a qual consiste numa realidade. A ideia que ele faz toma o rumo de histórias, como a base para a religião; por isso estabelecendo uma distinção com o caso da psicologia, por se achar baseada no que designais por factos que se reportam à experiência e não um produto da imaginação. Antes de mais, vou declarar que se pensardes nesses termos, nem todos os elementos da psicologia se baseiam nos vossos factos físicos. Existe muita coisa na vossa psicologia que designaríeis como baseado na imaginação. As alucinações não constituem o que designais por factos concretos, mas sim o que chamais de imaginário. Isso não quer dizer que não constituam uma realidade. Estou a estabelecer uma distinção na forma como as interpretais.
As vossas crenças religiosas, ao se basearem em verdades, oferecem-vos algumas explicações plausíveis para (certas) experiências e padrões de pensamento. Durante séculos, as pessoa procuraram os líderes religiosos ou as autoridades em busca de concelho tal como agora vós procurais os vossos psicólogos. Essencialmente, vós tornastes a vossa psicologia numa nova religião, baseando-a apenas mais no campo das ciências. A psicologia brotou da ciência, sendo nisso que o Michael estabelece a distinção, por acreditar que a ciência e a religião constituam pólos opostos sem ter nada que ver entre si. Isso também constitui uma imprecisão. A direcção que o seu foco toma desvia-se em certas ciências; mas de facto, as indagações que alimenta são as mesmas. A religião coloca questões acerca do indivíduo e do universo e da ligação que existe entre ambos. A ciência indaga acerca das mesmas dúvidas. A psicologia, ao constituir um outro ramo da ciência, lida com o indivíduo e a relação que ele tem com o seu mundo, nem sempre indo suficientemente longe a ponto de incluir o universo mas pelo menos empregando o seu meio ambiente.
Se ele, o Michael, (Michael é o nome da essência da Mary, a médium do Elias) se permitir parar de berrar e começar a dar atenção, estes conceitos não são difíceis, nem devem tornar-se na causa de conflito, por constituir apenas uma outro sistema de crenças. Estou certo de que ele não vai achar que esta resposta seja suficiente, mas ele pode chegar a obter uma justificação à medida que nos formos alongando nas questões que coloca. Não desejo despender muito tempo esta noite com cada pergunta que ele coloca, ou ficaríamos aqui a noite toda! (Riso) Continua.
VICKI: A pergunta que ela coloca a seguir... na verdade não estou a apresentar perguntas mas sim argumentos. Mas, uma vez mais: “Com poderás afirmar tal coisa!” relativamente à declaração que fizeste da psicologia incorporar tanta duplicidade quanto a religião.
ELIAS: (A rir) Interrompe por um instante. Ele está a dizer-me que tinha consciência de que tu és “qualificada” para colocares isso! (Riso) Ele manifesta descontentamento quanto à declaração que fiz e está a dizer à Lawrence: “Continua no modo como referi isso!”
VICKI: “A psicologia não faz uso da desonestidade!” Este é o argumento a respeito do facto da psicologia fazer tanto uso da duplicidade quanto a religião.
ELIAS: Ele tem um problema com esse termo da duplicidade. (A sorrir) Peço que me seja permitido discordar do Michael. É fácil para vós aceitar que as vossas religiões façam uso da duplicidade. Desculpa. Vamos estender as boas vindas ao Kali.
Acreditais que a psicologia seja uma ciência complicada da mente, e que se debruce numa busca respeitante ao indivíduo e à sua psique. Eu vou-vos dizer que a psicologia, desde o seu surgimento, fez uso da duplicidade. O vosso pai da psicologia, tal como o designais no foco físico e lhe passastes a atribuir tal título, Freud, baseou a sua ciência na duplicidade ligada ao indivíduo. Não deveis confiar nos vossos impulsos, segundo a psicologia de Freud.
Faz o favor de mencionar na transcrição disto, que se o Michael vai ficar a tagarelar em relação às repostas que eu dou, eu não poderei responder às perguntas!
VICKI: Provavelmente ele está a tagarelar com respeito ao Carl Jung.
ELIAS: É. Eu estava a chegar aí! (Riso) Contrariamente à argumentação do Michael quanto ao Carl Jung, descobrireis que até à data, quase cem anos após o início da vossa psicologia Freudiana, ela continua a ser um foco primordial no estudo dessa ciência; e que além disso, na vossa terapia convencional, estais a defrontar-vos com muitos psicólogos que se baseiam nesse tipo de psicologia. Eles buscam as influências do que vos atormenta no vosso passado. Não empregam o vosso sistema de crenças da religião nem admitem a consciência, nem muitos dos conceitos que o Carl Jung avançou posteriormente. Ainda empregam a psicologia do Freud. Se cada um de vós fosse analisado - cada um de vós aqui presente - por um psicólogo independente, estou absolutamente certo de que discordaríeis das descobertas que apresentaria quanto à vossa constituição psicológica; porque nenhum de vós haveria de resplandecer como um indivíduo completamente estável, por eles não acreditarem que existam indivíduos completamente estáveis psiquicamente. Podem fazer ligeiras referências a tendências anómalas. Elas baseiam-se na psicologia freudiana.
Também diria ao Michael que o seu adorado Carl Jung foi um estudante do Sigmund Freud, e empregou bastante as suas crenças. O vosso Carl Jung expandiu-se para além dessas crenças e conceitos, mas não eliminou os conceitos originais. Compreendo que o Michael seja um grande fã do Carl Jung, mas ele não incorpora o homem completo mas apenas aquilo que deseja incorporar, o que designaríeis por “partes sãs”, e rejeita as partes com que não concorda como inválidas. Podeis, se o desejardes, fazer isso com as vossas religiões; porque nas crenças que abrigais, elas constituem conceitos. Não podeis focar-vos numa “metade do indivíduo”. (Pausa, durante a qual começa a rir) Vamos prosseguir. Vou pedir que me desculpeis por um instante. (Pausa) Podeis continuar. O Michael pode estar calado, ou ir ocupar-se com alguma coisa!
(Riso generalizado em resposta às contínuas interrupções da parte do Michael. Comentário da Mary: Talvez o Elias me devesse chamar Fala-barato!)
MARY: Estás errado! A psicologia faz uso da alma!
ELIAS: Não achareis interessante que existam tão poucos indivíduos que sejam capazes de dizer a uma essência que ela está errada? (A sorrir, seguido de riso generalizado) Acredito que o Michal seria capaz de afirmar que Deus está errado! A psicologia não emprega ideia alguma acerca da alma. Pode incorporar a ideia dum inconsciente colectivo, mas enquanto ciência, não emprega o conceito da alma nem de algo que julgue estar associado às crenças religiosas. O emprego da alma representaria um enfoque religioso, e a psicologia constitui uma ciência. Eles fazem questão de se distinguirem como apartados das crenças religiosas, apesar de serem exactamente a mesma coisa! (Com humor)
Dispondes presentemente de alguns indivíduos, muito poucos, no campo da vossa psicologia, que passaram por um despertar (da consciência) espiritual; e apesar do Michael não ter captado esta declaração enquanto estava a escrever, eu referi isso anteriormente. Tal como agora os vossos cientistas estão a começar a tornar-se conscientes. Isso é apenas um começo, mas como estais todos a aproximar-vos da vossa mudança, mais e mais informação está a tornar-se disponível a todas as vossas ciências. Elas estão a tomar consciência de que os conceitos e as ideias que empregam são demasiado irrisórios para empregarem realidade. Não estou a afirmar que todo o psicólogo em toda a parte nesse planeta esteja inconsciente quanto a uma consciência mais ampla. Eu estava a referir-me ao tema da psicologia enquanto ciência e do enfoque que os psicólogos exercem, independente das pessoas, no tratamento que dispensa aos seus clientes, e que deve existir algo para além do que tradicionalmente lhes foi incutido pela tradição. É por essa razão que o vosso fenómeno do que designais por “alienígenas”está agora a ser exposto, por a ciência da psicologia estar a aceitar esse fenómeno e estar a atrair as atenções para ele. Mas tal como no caso das crenças religiosas, existem certos e determinados elementos na psicologia que são verdadeiros e são dotados de consciência. É unicamente o mecanismo da sua prática generalizada que está por “fora”.
MARY: Com relação às crianças que dão expressão aos impulsos descontrolados, assisti recentemente na TV a um programa acerca dumas crianças que eram tão violentas que mesmo em idades de quatro ou cinco anos já eram incontroláveis e faziam coisas horríveis tal como deitar fogo às habitações, etc. Deveríamos permitir que essas crianças façam o que querem?
ELIAS: Eu diria que a palavra-chave empregue nesta interrogação envolve os impulsos. Essas crianças não dão expressão aos impulsos. Essas crianças estão a dar expressão a emoções, apesar de se tratar dum caso interessante de expressão. A ideia que ela referiu (Mary) acerca do desafio está um pouco “deslocada”, mas isto servirá como um exemplo a explicar.
Há alturas, como expressamos previamente, em que uma essência escolhe voltar a manifestar-se sem se permitir um ajustamento durante um período de transição. Nesse caso, várias expressões passam a ser exibidas nessa situação em que o indivíduo se volta a manifestar. No caso desses pequenos que dão expressão a temperamentos e a expressões violentas, eles focaram-se em ligação com a mesma essência enquanto pai ou mãe, uma vez mais a partir de um foco anterior. Precisais entender que sem o elemento do foco físico o tempo não tem qualquer significaria. Por isso, quando refiro que uma essência se projecta sem se permitir um tempo para dar lugar ao ajustamento da transição, esses termos destinam-se à vossa compreensão, porque não chega a decorrer tempo nenhum.
A essência apenas projecta aquela parte da sua consciência de novo para o foco físico sem se expor a uma transição; nessa medida, se tiver previamente experimentado uma relação desagradável com o mesmo indivíduo, ela passa a exibir essas emoções ainda em criança, por ainda se achar a experimentar o que designaríeis por raiva e estar a dar-lhe expressão por essa via, por essa criança.
Isso recebe atenção da vossa parte, por não estardes à espera que uma criança tão pequena exiba um comportamento desses. As crianças, na estimativa das crenças que abrigais, são inocentes, adoráveis, indivíduos maravilhosos e vós não pensais sequer que esses indivíduos pequenos, adoráveis e maravilhosos possam ter uma essência que se tenha manifestado no foco físico durante o que designais por milhares de anos. Esta essência pode ter tido muitas experiências físicas, mas como de qualquer maneira tudo existe em simultâneo, as experiências ainda estão muito frescas. E as crianças possuem uma característica que difere dos adultos por se acharem apenas mais ligadas à sua essência, pela uma ausência do enfoque individual de desenvolvimento durante essa fase. Por isso, não deveria parecer inusitado nem mesmo estranho que um indivíduo numa idade tão tenra possa exibir uma raiva dessas.
Quanto à pergunta que ele coloca: “Se deverão deixar essas crianças portarem-se de modo violento?” direi, em primeiro lugar, que os impulsos não são emoções. As emoções constituem uma outra questão em si mesma. Também direi que ao deixardes de concordar em participar na expressão dessas expressões de violência, esses pequenos deixarão de receber a “recompensa” que recebem da vossa parte. Deixa de ter propósito, mesmo para um catraio com três anos, expressar tais comportamentos se não receber nada em troca. *
Esses pequenos manifestaram-se outra vez juntos com os que os recebem, com um conhecimento de que eles reagirão, e que esses pequenos receberão a sua compensação. O Michael tem razão quanto ao facto disto encerrar muito mais para além do facto de consistir numa experiência, só que comporta um acordo. Também não se fica pelo facto do acordo, mas vós dispondes sempre de escolha para alterardes as probabilidades.
Os adultos envoltos numa situação dessas perpetuam essa situação. Podem ir à televisão para que tu e o Michael tomem conhecimento, e dizer: “Eu não quero que o meu filho se expresse deste modo, por isso por favor ajudem-me”, mas eles também estão a conceder a “compensação” aos pequenos. Eu atrever-me-ia a dizer, como não vi pessoalmente esses pequenos na TV do Michael, que se lhe perguntásseis, esses pequenos não exibiram esse comportamento na televisão dele. Por estarem a receber suficiente atenção nesse enfoque, que lhes anulava qualquer propósito de deitar o fogo às residências. (Pausa) Podeis prosseguir.
MARY: Se for verdade que a psicologia encoraja os defeitos da sociedade, nesse caso porque razão será requerida a presença dos psicólogos junto dos criminosos, no sentido de lhes dar a volta?
ELIAS: Eu estou surpreendido com o Michael! Essa é uma pergunta de algibeira. (Esta resposta fez com que a Vicki se engasgasse ao tomar a bebida dela) Ele podia ter respondido à própria pergunta dele! Se tiverdes criado uma situação que não desejásseis ter criado, certo será que não gostaríeis de assumir responsabilidade por essa situação. Consequentemente, a resposta natural que daríeis no foco físico seria no sentido de “encobrir” o caso. E que melhor modo de encobrir uma situação do que dizer que a “corrigireis”? Para início de conversa ao bloquear os impulsos a vossa psicologia encoraja a situação. Eles estão motivados para expressardes as emoções. Eles só não pretendem que expresseis os “instintos animais”. Eles não assumem responsabilidade pela criação dessa situação, por não reconhecerem os impulsos. Os impulsos não se enquadram no esquema psicológico. De qualquer maneira não deveis agir com base nos impulsos!
Isso conduz-nos ao ponto original que assinalei, de que se seguísseis os impulsos desde pequenos, não incorporaríeis tais comportamentos em adultos, só que a psicologia encoraja-vos a não seguir os impulsos. A sociedade inculca-vos, e os vossos pais, e os vossos pares, que os impulsos são errados. Até mesmo os vossos elementos religiosos vos expressam que os impulsos que sentis são errados. Por isso, a vossa psicologia é igualmente responsável pela criação desses defeitos na sociedade, conforme os apelidais, e nessa medida, esse é o exemplo que emprega da duplicidade. Os vossos psicólogos dir-vos-ão que sois indivíduos adoráveis e maravilhosos, e que sois bons; só que também vos dirão para não vos deixardes guiar pelos vossos impulsos - que vos são naturais - por serem maus. Consequentemente, a vossa natureza básica é (intrinsecamente) má. Se isso não representa duplicidade, não entendo o que represente!
VICKI: Bom; nem mesmo eu compreendo esta!
ELIAS: (A sorrir) Não desejo que o Lawrence teça comentários pessoais. (A Vicki ri e diz: “Está bem”) Nesse caso passaríamos a confrontar-nos com discussões e o Michael aos berros em altos brados! (Mais riso)
MARY: Com respeito ao pensamento positivo e às afirmações, ao contrário da psicologia a dizer-nos que somos cheios de defeitos devido às nossas experiências, eles não nos dizem que somos cheios de defeitos. O que eles dizem é que as nossas experiências não deformadas.
ELIAS: Mas vós escolhestes as vossas experiências. Por isso não podeis distinguir, e se não vos separardes das experiências porque passais, isso conduzir-nos-á de novo à duplicidade que referimos. Isso também me leva a reforçar a declaração que proferi originalmente, de como será que podereis pensar em termos positivos e conceder a vós próprios estupendas afirmações e acreditar nelas se ao mesmo tempo vos é dito basicamente que não deveis acreditar em vós? Se os impulsos constituem a vossa natureza “básica” e não são dignos de confiança, esse conceito há-de sistematicamente regressar de novo e gerar conflito. (A sorrir) Continua.
MARY: A psicologia não nos encoraja a manter-nos numa situação de abuso. Apenas remete a responsabilidade para o perpetrador dos abusos.
ELIAS: Uma vez mais, vamos continuar na linha da última resposta que dei. A psicologia não transfere a responsabilidade. Nega a responsabilidade. Não vos aponta como responsáveis, por não acreditar que criais a vossa realidade. Encoraja-vos a tornar-vos vítimas, e porque não o haveria de fazer? Isso propicia-lhes o negócio! Ele não se vai sentir agradado com esta resposta!
VICKI: Vamos voltar ao: “Os psicólogos não nos encorajam a manter-nos numa situação de abuso.”
ELIAS: Isso é correcto, mas eu direi que os psicólogos também são gente, e com certeza que não são estúpidos. Eles são inteligentes. Porque haveriam de vos expressar para continuardes numa situação de desconforto? Vós ides ao encontro deles pela razão de vos sentirdes desconfortáveis e descontentes, e por não desejardes continuar a experimentar tal situação. É ridículo pensar que eles vos encorajassem a permanecer exactamente em meio àquilo que vindes à procura de eliminar! Eles na verdade também não vos encorajam a assumir responsabilidade por essa situação. Vós sois a vítima. Não provocastes a situação. Apenas constituís parte da situação de mais alguém, uma parte inocente. Podeis encontrar-vos numa situação de vítima, só que vós tereis igualmente provocado essa situação. (2)
Isto, por si só, perfaz a ideia com que a maioria sente dificuldade, porque no foco físico não desejais responsabilizar-vos, e quando o fazeis é só apenas em relação à acção positiva. Quando surgem elementos negativos, não pretendeis que pensem que o tenhais criado, ainda que em parte. Além disso também haveis de ver que as vossas vítimas se encaram a si próprias como “pessoas boas”. Os “maus” não se tornam vítimas. Esses são os perpetradores. Os bons não provocam situações desagradáveis. Aqui temos uma outra área em que a vossa psicologia tem comissão, ao encorajar a diferença. Eles distinguem as pessoas ao classificar algumas como boas e outras como perturbadas.
VICKI: Será desse modo que eles perpetram as situações de abuso?
ELIAS: Os psicólogos não cometem a situação. O indivíduo é quem a comete. O psicólogo encoraja a ausência de responsabilidade, o que indirectamente perpetra a situação. Ainda não teremos mesmo terminado com as perguntas do Michael? (Riso)
VICKI: Não. Isto ainda foi o fim da segunda página. Só restam umas quantas.
ELIAS: A qualquer altura vamos passar às perguntas de mais algum indivíduo! (A sorrir para todos de forma bem humorada)
MARY: Como poderás afirmar que a psicologia não nos ajuda? A psicologia fornece-nos informação e conhecimento relativo a nós. A informação e o conhecimento não serão o que nos ajudará a alargar (os horizontes)?
ELIAS: Eu estava à espera disto!
MARY: Ha ha ha, virei as tuas palavras contra ti próprio!
ELIAS: Eu vou dizer ao Michael que sim, muito bem, o conhecimento e a informação prestam-se á vossa expansão. Informação e conhecimento incorrecto não se prestam à expansão. Só se prestam a enraizar-vos ainda mais nos sistemas de crenças, e perpetrar ainda mais a separação. Ele é tão divertido! Eu diria que as ideias com que a psicologia avança são, na melhor das hipóteses, explicações, dada a situação da separação. Também direi que ao adquirirdes conhecimento e informação para além do campo da psicologia, todos vós, incluindo o Michael, vos prestareis a uma expansão da vossa consciência e a dar lugar à essência. Não encontrareis um só psicólogo, até mesmo daqueles que designais por da “nova era”, que empregue a essência.
MARY: Com respeito à declaração que proferiste: “Estamos todos tão preocupados em acorrer a resgates,” que será que pretendes dizer com isso? Será conjecturável que não nos preocupemos com os outros? Será de esperar que não nos interessamos pelo facto das pessoas passarem por traumas psicológicos? E que dizer de toda a gente que a psicologia auxilia de verdade?
ELIAS: Há, no foco físico, alguns que acreditam ter sido ajudados -conforme apelidais tal acção - pelos psicólogos. Na realidade, foram eles que se auxiliaram a si próprios. Eles terão estado em comunicação com a essência e terão alcançado as suas respostas por mote próprio; do mesmo modo que os vossos doutores de medicina ou os vossos curadores da “nova era”também não vos curam. Eles podem prestar assistência, podem ajudar, eles podem dirigir, mas vós, enquanto indivíduos, sois quem realiza a cura. Isso também se aplica à cura psicológica. Vós curais-vos a vós próprios. Dais ouvidos à vossa própria essência. Podeis acreditar ter sido auxiliados pelos vossos psicólogos, e a razão disso reside no facto de que na nossa área regional da consciência dois, reunistes circunstâncias e situações e expressões, em conjunção com este outro indivíduo que é o psicólogo, a fim de transmitirdes a vós próprios a vossa mensagem. Originalmente não dais atenção a vós próprios, por vos ter sido ensinado, uma vez mais, a não dar ouvidos a vós próprios, por não poderdes confiar em vós em nos vossos impulsos. Por isso, transferis a vossa confiança para um outro indivíduo que julgais ser um profissional bastante culto nesse campo, e em seguida concedeis a vós próprios permissão para dar ouvidos á resposta que a vossa essência vos dá por intermédio do psicólogo. Vós curais o vosso próprio ser.
Também não estou a dizer que não devais preocupar-vos com os outros, ou que deveis percorrer o vosso planeta sem jamais pensardes em nenhuma outra situação para além do vosso próprio foco. Estou a expressar que vós defendeis causas; por acreditardes que isso vos confere um propósito e também vos validar a ideia que tendes de vós próprios como “bons” ou “gentis”, porque os bons ajudam os outros e expressam uma defesa de causas. Essas causas não têm necessariamente que passar por eventos à escala nacional e podem cingir-se unicamente à escala de interacções privadas. Ainda assim constituem uma causa! (A Vicki ri) Não vos estou a dizer para vos tornardes insensíveis. O que estou a dizer, uma vez mais, é que se confiardes na vossa própria essência e lhe derdes ouvidos e seguirdes os vossos impulsos e entrardes em contacto com a vossa essência, haveis naturalmente de dar expressão a todos os objectivos dos “exemplos” que seguis, só que empregando-vos a vós próprios e à vossa essência na eliminação do conflito; E qualquer um que dê início ao uso do emprego da essência será menos um a perpetrar conflito. Por isso, cada um de vós marca a diferença! Antes de nos desculparmos por um intervalo, vou deixar-vos um único pensamento, e a seguir continuaremos para dar lugar às perguntas dos outros! (Riso)
Cada um de vós constitui o centro do universo! Tudo o mais gira à vossa volta. Não estou a falar em termos de colectividade. Estou a referir-me a cada indivíduo. Vós constituís o centro mais importante, e afectais tudo o mais!
Vou referir que iremos proceder a um breve intervalo, e logo retornaremos para mais perguntas.
INTERVALO
ELIAS: Vamos continuar. Mas eu não sou nenhum diminuido, apesar de acreditar em fantasmas! (Em resposta à conversa mantida durante o intervalo) Vamos continuar com as vossas perguntas!
JO: Eu tenho uma pergunta acerca dos fenómenos que surgem nas searas de trigo. Será isso uma mensagem, possivelmente procedente dum outro enfoque físico? Fará parte da mudança (de consciência)?
ELIAS: Eu dir-te-ia que em relação à vossa mudança, isso pode ser incluído no contexto dessa realidade mas não como uma mensagem. Trata-se da perspectiva que colheis duma interacção inter-dimensional. Se não vos estivésseis a aproximar da vossa mudança, essas ocorrências não atrairiam a vossa atenção. Ao vos aproximardes da vossa mudança, estais a incorporar uma realidade caracterizada por encontros e movimentos inter-dimensionais. Por isso, ao aceitardes a realidade disso, estais a notar as evidências da realidade disso. Vou-te dizer que esse tipo de evidências inter-dimensionais sempre ocorreram ao longo da vossa história. Elas foram objecto duma outra interpretação , como a explicação de actos de bruxaria ou obra das fadas ou de feitiçaria e até como mensagens procedentes dos anjos, só que não eram encaradas de forma mais realista. Vós só estais a fazer uso das próprias explicações e definições que empregais em relação a essas ocorrências, agregando-lhes o significado de que se revestem pelo sentido de mensagem.
Noutros enfoques, isso poderá ser alvo duma interpretação como aquela que fizestes em relação às marcas feitas no solo a identificar determinadas seitas. Nos vossos tempos antigos, os vossos Cristãos faziam marcas numa escala muito menor, mas nessa altura a vossa realidade também tinha uma expressão muito pequena, em termos concretos, marcas de um peixe, que servia de sinal de identidade para essa seita dos Cristãos. Essas marcas, criadas numa escala muito maior, são do mesmo tipo. Elas não se prestam a uma identificação de vós, nem numa mensagem que devais interpretar. Elas constituem as marcas de identidade de seitas pertencentes a outras realidades dimensionais.
Eu já referi que os vossos universos se sobrepõem. Vós ocupais um espaço. Também já referi que as vossas dimensões se fazem “trespassar” mutuamente. Esta é a explicação. Na realidade deles, a impressão desse sinal ou símbolo não é feito na vossa realidade. A sua impressão terá trespassado o vosso foco dimensional. No foco deles também surge, só que no seu espaço e realidade dimensional os quais se manifestam de modo diferente em termos físicos. Isso responde pelo que encarais como as dimensões amplas do tamanho que assume. Para esses indivíduos que se encontram no outro foco dimensional, eles têm um tamanho normal.
JO: A mesma explicação aplicar-se-á ao caso dos símbolos das planícies de Nazca?
ELIAS: Aproximadamente.
JO: É semelhante?
ELIAS: Não exactamente, porque o primeiro símbolo é, no seu enfoque, estacionário até na forma como eles o interpretam em termos de marca. Nessa outra situação, ele é usado mais como o trespasse dimensional duma impressão.
RON: Então deverão existir outras marcações idênticas noutros locais. Elas apenas surgem quando passa a existir algo em que possam revelar-se? Como quando surgem ao longo de uma estrada ou algo assim, e jamais são vistas por nós, mas continuam a poder ser vistas a partir dos focos das outras dimensões?
ELIAS: Correcto. Conforme referi ao falar de universos, muitos acontecimentos se estão a dar ao vosso redor de que não tendes a menor consciência. Isso fica a dever-se ao facto de terdes estreitecido o vosso foco a fim de o focardes unicamente nesta dimensão. Esta área da vossa consciência encontra-se a experimentar nesta dimensão particular. Por isso, para eliminardes confusão, deixa de incorporar outras áreas de consciência que a vossa essência ocupa. À medida que vos aproximais da vossa mudança e passais a desenvolver um maior vínculo com a vossa essência, também haveis naturalmente de passar a perceber mais aspectos inter-dimensionais, sendo essa a razão porque vos disse que vos estou a falar, a fim de evitar traumas. Se tivésseis que incorporar todos esses focos dimensionais sem um conhecimento prévio, haveríeis de sair bastante traumatizados e sem saber o que pensar. Não haveríeis de compreender, por até à data não ter feito parte da vossa realidade.
Tal como presentemente se apresenta, mesmo com o seu emprego e conexão, haveis de descobrir que se passardes a empregar elementos da realidade que não sejam empregues na vossa realidade física, haveis de vos sentir bastante intimidados. Garanto que até mesmo o Lawrence, ao ser confrontada em termos físicos com um eu alterno ou um fragmento, cara a cara, se sentiria intimidado! Esses não são elementos que façam parte da vossa realidade oficial deste foco. Estais apenas a começar a empregar a ideia da existência de realidade para além daquilo que vos é dado conhecer. O que não quer dizer que já estejais a aceitar a realidade completa disso. Tal como todos vós agora, quer a recordar-vos ou não, encarais eventos físicos nos vossos sonhos a fim de vos preparardes ao nível emocional para os acontecimentos que se aproximam, também estais presentemente a preparar-vos para o que designais por eventos futuros.
Também vou aprofundar um pouco a questão relacionada com este tema: se estais a perceber todas as coisas como existentes em simultâneo e elas já estão a decorrer, e já vos encontrais essencialmente conscientes, o que justificará, pois, a vossa necessidade de auxílio? Vou referir-vos que vós criastes este foco físico fazendo uso de tempo e de espaço. Concebeste-lo precisamente no sentido de poderdes mover-vos numa determinada direcção e de o fazer por intervalos e dentro de velocidades vibratórias específicas. Fazeis isso por uma experiência particular; mas ao fazê-lo, vós bloqueais toda a restante informação. Por isso, esta área da vossa consciência, que se acha focada no físico, esqueceu propositadamente a essência. Nessa situação do esquecimento da essência, pedistes ajuda no sentido de relembrardes (essa condição ou essência), tal como pedis auxílio para a recordação dos vossos sonhos. Descobris por vós próprios que se vos concentrardes e vos focardes nos vossos sonhos, concedereis a vós próprios permissão para recordardes e contactardes, com prática. Esse mesmo princípio aplica-se à demanda duma audiência deste tipo.
TOM: Elias, eu sinto uma enorme dificuldade em recordar os meus sonhos. Que coisa poderei fazer no sentido de os recordar?
ELIAS: Não estás a conceder permissão a ti próprio para o fazeres. Dir-vos-ei que a maioria de vós está a criar essa mesma situação. Aquilo que designais por inconsciente, coisa que já tivemos ocasião de referir não ser inconsciente, absolutamente, escolhe não recordar. A vossa consciência nessa área ainda não se acha bem em concordância. Compreende que a vossa consciência de vigília esteja ciente dos acordos, só que ao agarra-se à sua identidade e foco, não se sente muito segura de desejar acomodar-se. Por isso, sugerir-vos-ei que tomeis consciência das crenças antes de mais. Aquilo que apelidais de vossa “mente inconsciente” não tem mais força do que a vossa mente consciente, o que consiste num outro ponto que a vossa psicologia defende que não é correcto.
A psicologia ensina-vos que a vossa mente inconsciente ocupa mais de vós do que a vossa mente consciente, e que vos manipula furtivamente sem a vossa permissão. Isso está completamente errado. Não existe porção alguma da vossa consciência a que possais aceder que não se ache bem presente, e a única diferença assenta no facto da vossa consciência desperta estar condicionada para pensar numa direcção específica. Nessa medida, passou a assumir um papel subserviente em certas áreas. Em determinadas áreas a vossa consciência desperta afirma-se como a parte controladora do vosso foco, mas apenas no vosso estado desperto. Sob essa consciência desperta acha-se um dragão avultado a que chamais de “subconsciente”, oculto na sua caverna, a vigiar tudo o que fazeis e preparado para atacar se fizerdes alguma coisa que ele acredite estar em conflito consigo próprio, ou se sentir precisar afirmar-se ou à sua posição dominante. Vós não sois dois indivíduos alojados numa só casa, a lutar entre vós. Sois uma só consciência.**
Se descartardes a crença de que não estais no controlo de vós próprios - coisa que estais - podereis pôr em prática a abertura da vossa consciência. Podereis continuar a dar a vós próprios permissão para recordardes a interacção que tendes durante o vosso estado de sono. Nessa medida, também precisais reconhecer antes de mais que o vosso estado do sono não é diferente do vosso estado desperto (de vigília). Não se acha separado por uma parede, que atravessais por uma porta pela qual passais para uma outra terra. Faz parte do vosso dia físico composto de vinte e quatro horas. (Deliberadamente) É igualmente uma parte bem natural da vossa consciência.
Vou-vos dizer que os vossos animais sonham, sendo que se trata de um estado natural da vossa consciência, a parte da vossa consciência que vós criastes para possibilitar o contacto com a essência. Ao criardes o foco físico, não decepastes um pedaço da vossa essência para o remover. Este foco físico acha-se contido na vossa essência. Vós ainda vos achais conectados. Não sois independentes dela. Por isso, ainda estabeleceis um contacto por via do vosso estado do sono, o qual constitui a forma de comunicação mais fluente e frequente que tendes com a essência. Fala para ti próprio, para o teu eu maior ao entrares no estado do sono. Na verdade estarás a falar para o teu eu desperto quando estás a penetrar no estado de sono. Estás a dizer a ti próprio: “Vou sonhar isto.”
RON: Eu já o tentei e não resultou.
ELIAS: Isso deve-se ao facto de tu, na tua consciência desperta, te achares separado. Deves falar contigo próprio, não com o Ron, nem com a Kali, nem com a Shynla, nem com o James, nem com o Joseph, nem com a Elizabeth, nem com o Lawrence. Deves falar com o teu eu maior, e incorporar a tua consciência toda. Ainda estás a estabelecer distinções. Mas enquanto continuares a separar, haverás de te deparar com uma quantidade imensa de bloqueios na recordação (dos sonhos).
TOM: Obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer.
TOM: Uma outra pergunta. Tu mencionas isso de nos dirigirmos (falarmos) ao nosso eu maior. “Maior” do que a nossa essência?
ELIAS: Não existe nada que seja maior que a vossa essência. (Pausa prolongada) (4)
RON #2: Eu tenho uma pergunta de carácter diferente, Elias. Visto do telescópio Hubble, quando ele tirou aquelas imagens do planeta Marte, eles também encontraram pirâmides e descobriram aquela enorme face na superfície de Marte. Significará isso que a determinada altura tenha existido um tipo idêntico de indivíduos extra-terrestres, ou que ainda exista, digamos, por entre os planetas?
ELIAS: Eu vou-vos dizer que não existem “Marcianos”! (Com humor)
TOM: Terá existido vida em Marte antes?
ELIAS: Na compreensão física que tendes desses planetas, não. Noutros focos dimensionais, sim. Ainda pensais que os vossos planetas e o vosso sistema solar e a vossa galáxia e o vosso universo vos pertençam unicamente, e que outros universos se encontrem para lá deste. Todos os outros universos ocupam o mesmo espaço; e uma vez mais vou dizer que isso não é raro, e que podeis continuar a procurar mais em busca de novas marcas e formas de “trespasse” por vos estardes a aproximar da vossa mudança. Isso não são expressões que se encontrem no vosso foco dimensional. São “trespasses” de outros focos dimensionais, só que estais agora a perspectivá-los por a vossa consciência estar a expandir-se. Eu referi que esta mudança deverá suceder ao nível global. Isso foi um acordo que foi estabelecido no foco não material. Por isso deverá acontecer, quer estejais ou não cientes da sua chegada, e todos os indivíduos deverão experimentar uma visão das mesmas ocorrências quer estejam ou não fisicamente conscientes do porquê. (Pausa) estamos a notar a energia da Shynla. (A Cathy ri)
RON: Deverão todas as essências em todas as dimensões passar pela experiência desta mesma mudança ou tratar-se-á mais de...?
ELIAS: Não. Esta mudança é incorporada no vosso foco. Isso permitir-vos-á interagir com todos os outros focos, mas eles não estão todos a experimentar esta mesma mudança. Outras áreas da vossa essência não estão a passar por uma mudança pelo facto de terem noção de todos os focos dimensionais. Hão-de perceber-vos, ao se defrontarem convosco, tal como vós haveis de ter consciência, ao vos defrontardes com eles; mas eles não terão consciência de todos os outros focos, somente dos vossos. Isso assemelhar-se-á à questão de esta mudança e vós terdes sido criados por um outro foco dimensional ou não. Eles podem interagir convosco pelo que designaríeis por uma base bastante regular, mas vós não incorporaríeis todos os outros tipos de focos mas somente os deles.
Isso é em parte o que julgais estar a fazer com os vossos “extraterrestres”. Acreditais que eles existam em separado e apartados de vós como uma cultura tremendamente avançada que dispõe duma tecnologia e duma capacidade de desempenhar viagens inter-dimensionais e de interagir convosco. Tal interpretação está errada. Conforme previamente declarei, se eles fossem tanto mais tecnologicamente avançados do que vós, haveriam de utilizar tecnologias muito mais avançadas que envolvessem as vossas interacções. Já vos declarei, se não achareis isso um tanto esquisito, que o avanço que lhes atribuís apenas suplante ligeiramente aquilo que vós neste foco sois capazes de imaginar? Podeis imaginar que possuam utensílios com um aspecto diferente, mas o seu funcionamento é o mesmo; e em certas áreas, a vossa própria tecnologia suplanta a deles. A única diferença que incorporais na interpretação imaginativa que fazeis é o facto deles andarem por aí ao redor nas “naves espaciais”que devem ser tecnologicamente muito avançadas! Elas não são tecnologicamente avançadas, apenas são modeladas de modo diferente; porque conforme estais actualmente a aprender, em certas áreas eles tomaram consciência de não estar a viajar fisicamente através do espaço mas através de véus dimensionais, não necessitando por isso de mísseis, apesar, de facto, de nem sequer terem descoberto duma forma intencional de que modo se pode penetrar tais véus, excepto de forma acidental.
JO: Terá sido isso que sucedeu em Roswell, Novo México? Terão de facto penetrado, e de algum modo não terão conseguido voltar? Ter-se-ão despenhado nesta dimensão?
ELIAS: Existem muitos exemplos de outros focos dimensionais que penetram o véu, incluindo a penetração que fazeis por outra forma; e tal como o vosso próprio exemplo terá penetrado o véu e terá deixado resquícios desse fenómeno, também o deles exibe o mesmo fenómeno. No foco deles, é lá que residem a sua individualidade e os seus aparelhos, tal como a vossa essência se pode achar em dois sítios ao mesmo tempo. Vós pensais somente em vós. (A sorrir para a Vicki) Existem vestígios dos vossos viajantes abandonados com artefactos noutras dimensões, mas também retornam aqui, exibindo-se em ambas as dimensões como nada para além de artefactos.
VICKI: É muito interessante.
JO: Gosto disso. Caramba!
RON #2: Bom, se eles penetraram a nossa dimensão, e nós penetramos a deles, seja por que razão acidental for, fará isso parte da razão porque a dimensão sofrerá uma mudança, por causa dessa brecha?
ELIAS: Não. Isso não traduz um caso de causa e de efeito, conforme já tive ocasião de referir, que não corresponde a um facto para início de conversa. Isso traduz um acordo que as vossas essências estabeleceram, concebido para este foco físico particular. Estão a dar-se ocorrências em resultado da aproximação da presente mudança, mas isso não opera ao contrário. Vós não estais a mudar em função das ocorrências.
VICKI: E que dizer das ocorrências em que as pessoas desaparecem sem deixar rasto, como em locais como o Triângulo das Bermudas?
ELIAS: Isso consiste numa escolha. Eu vou referir que se o Lawrence ou outro indivíduo visitar o Triângulo das Bermudas, carregando crenças, poderá permitir-se desaparecer deste foco físico sem nenhuma explicação. Poderíamos não voltar a ver o Lawrence de novo. Essa constitui uma área do vosso planeta no interior da qual vós vos permitis desfocar-vos. Guarnecestes-vos de modo bem engenhoso de todas as direcções possíveis no vosso foco físico, e habilitastes-vos a uma explicação e a uma autorização em todas as direcções. Se desejardes “sumir-vos”, podeis permitir-vos satisfazer esse desejo de um modo aceitável pela sociedade e pelas culturas.
VICKI: Mas nós realmente podíamos “sumir-nos” em qualquer parte. Não seria preciso irmos ao Triângulo das Bermudas.
ELIAS: Isso é correcto, mas muitas essências não se habilitam a faze-lo, por isso não alinhar com o foco oficial aceite nesta dimensão. O que não quer dizer que não tenhais providenciado certas rotas de fuga! (A sorrir, seguido de riso) Haveis igualmente de notar que essa área do triângulo das Bermudas se presta a todo o género de fenómenos admissíveis. Todas as superstições que albergais na vossa imaginação podem ser satisfeitas com a permissão que essa área disponibiliza. Podeis desaparecer assim como podeis reaparecer quarenta anos mais tarde, e apresentar-vos na mesma idade que tínheis.
VICKI: Tal como na Experiência de Filadélfia?
ELIAS: Correcto.
TOM: Porque razão terão encoberto tanto o Experimento de Filadélfia?
ELIAS: Vou-te dizer que no foco físico, ao separar-vos da essência, existem muitos elementos inerentes à vossa sociedade e aos vossos fenómenos que não sois capazes de explicar. Isso não traduz nenhum desenvolvimento recente. Vós focais-vos nesses exemplos por isso fazer parte da cultura material actual. Nos séculos anteriores, outras coisas eram igualmente “encobertas”, conforme o designas, por razões que se prendiam com outras crenças. Os conceitos que empregais são basicamente os mesmos ao longo da história dos tempos. Desenvolvimentos sucedem sem que vós apresenteis qualquer explicação para eles; razão porque os não discutis. Em focos de desenvolvimento anteriores na história dos tempos, atribuístes diferentes tipos de fenómenos a experiências, tal como referi, à intersecção de fadas e de bruxas; e não somente “encobríeis” essas experiências como também destruíeis as evidências ao dar cabo dos próprios indivíduos. Actualmente, não é admissível proceder à destruição de pessoas por acções do tipo “caça às bruxas”, pelo que só destruís as evidências.
Também vou dizer que isso, tal como muitas outras ocorrências, ainda não é oficialmente aceite no vosso enfoque, o qual se encontra em mudança, por entrar em conflito com as vossas crenças religiosas e científicas. Os vossos cientistas não desejam observar de forma insuficiente com falta de conhecimento ou com um conhecimento incompleto ou incorrecto, e as vossas religiões não desejam informação que entre em conflito com as suas crenças. Por isso, sendo o vosso enfoque o da separação, isso traduz expressões naturais ao homem. Haverás de notar que à medida que vos fordes aproximando da mudança, não somente os vossos extra-terrestres se tornarão mais do domínio público e passarão a ser aceites por todas as pessoas, como mesmo as vossas “bruxas” estão a ser aceites.
JO: Então é tipo aquele caso de: “Se não conseguem explicar a coisa, negam a sua existência.”
ELIAS: Isso, muitas vezes, traduz uma ocorrência natural, especialmente à medida que vos aproximais duma era cada vez mais tecnológica na qual acreditais ser capazes de explicar o vosso universo e tudo aquilo que contém. Isso incita a ideia de não querer que se exponha uma informação que seja passível de causar conflito; Mas, tal como referi, isso está igualmente a mudar. Está a tornar-se-vos óbvio não ser necessário negar essas realidades. Além disso, enquanto população, tampouco aceitais mais as vossas crenças científicas. Elas estão a atingir o ponto de alcançar uma posição paralela à das vossas crenças religiosas, e não mais a provocar tanta ameaça.
VICKI: Eu tenho uma pergunta subordinada ao tema de falarmos com o nosso eu mais maior. Na noite passada tentei curar uma dor que tinha à uma semana, coisa em que me saí muito bem, e nesse tentativa que fiz procurei comunicar com essências presentes, ao invés de o fazer em relação a mim própria. Qual terá sido o grau de aproximação dessa experiência em relação ao objectivo?
ELIAS: Sim. Nessa expressão, tu estás, antes de mais, a confiar, e depois estás igualmente a formular o desejo de empregar mais do que a consciência deste enfoque físico, unicamente. Nessa medida, se acreditares dever fazer uso de outras essências para fins de auxílio, isso é admissível; porque, tal como expressei, deveis avançar passo-a-passo, e se avançardes por passo-a-passo, passareis a incorporar continuamente mais. Também referi que apesar de poderdes curar-vos, nem sempre sereis capazes de acreditar serdes capazes de vos curar. Não tendes confiança nas vossas próprias capacidades, pelo que passais a buscar informação auxiliar, por isso vos permitir curar-vos, expressão essa que designaríeis por encaminhar-vos na “direcção correcta”.
VICKI: E acerca da Minerva?
ELIAS: Ah! Lá voltamos ao nosso jogo! (Riso) Agora estamos a assistir ao Ron a acordar, nem que seja para assistir a outro indivíduo a receber um ponto! (Todos desatam a rir) Vou atribuir um ponto ao Lawrence e confirmar o resultado alcançado, por isso não ter sido alcançado através dos sonhos, mas do emprego da confiança. Isso é digno de reconhecimento.
VICKI: Obrigado.
ELIAS: Também vou atribuir um ponto à Elizabeth por ter obtido o que actualmente é designado por o nosso quarto bebé, Marshuka, e vou também expressar à Elizabeth a confirmação da confiança alcançada através da confiança naquilo que o Elias vos transmitiu, que se rastejásseis um pouco mais ao longo do vosso túnel, haveríeis de conseguir ver esses bebés. Por isso, estou a confirmar a acção avançada com base nessa confiança.
RON: Quem será o Lazour?
ELIAS: É uma essência que se encontra em contacto com o propósito de auxiliar, mas que não faz parte dos nossos planos. Se fizesse parte dos nossos planos, eu deveria ter que emitir um segundo ponto para a Elizabeth pela ligação que ela teria estabelecido. (Voltando-se para o Ron) Agora já podes deixar-te deslizar para o outro estado, uma vez mais. (Riso) Fico tão satisfeito por ver que estou a receber tanta atenção! (Dito com humor, seguido de mais riso)
RON #2: Será que cada um de nós dispõe igualmente dum guia?
ELIAS: Vou-te dizer que já nos referimos anteriormente a essa questão do que designais por guias, anjos ou mestres. Outras essências alinham convosco imbuídos dum propósito de auxílio e vós no foco físico podeis chamar-lhes guias, apesar de essencialmente não constituírem guias, por de facto tal não ser necessário, por a vossa essência possuir a orientação suficiente para vos dar.
RON #2: Poderemos contactá-los? Poderei contactar o meu guia, ou terei que recorrer a algum vórtice ou a qualquer lado para poder de facto alcançá-lo?
ELIAS: (De forma muito paciente) Isso representaria o uso de crenças; mas se empregares essa crença do vórtice como gerador duma maior energia de auxílio, nesse caso bem que poderás experimentar uma maior ligação com um desses centros, apesar de poderes contactá-lo em qualquer parte, mas dir-te-ei que o teu melhor guia és tu próprio.
RON #2: Obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer. Reconheço, contudo, existirem muitos indivíduos que parecem não ser capazes de usar a própria essência como seu guia. Por isso, se acreditardes que uma outra essência vos possa auxiliar e orientar-vos, existem muitas essências que passarão a prestar-se a isso. (Pausa) (5)
TOM: Elias, da última vez disseste que o James (referindo-se à sua própria essência como em separado) comporta muitas tendências a proceder a um acúmulo de tensão (géiser). Ter-me-ei descontrolado?
ELIAS: Não existe coisa alguma incontrolável. Tudo consiste em escolhas. Estás sempre no controle de ti próprio. Vós escolheis as expressões que usais. Não existe parcela alguma da vossa experiência ou foco ou essência que não controleis, tal como foi ligeira e rapidamente exibido pelo “regresso” do Michael na nossa última sessão, passando a fornecer-nos um excelente exemplo do controlo. Podeis escolher estar no controlo dessa situação. Escolheste não estar a controlá-la, mas presentemente, estais a tornar-vos mais conscientes. Com tal consciência, podeis proceder à escolha de alterar este foco. Se contactardes a essência, podeis passar a habilitar-vos a reconhecer os vossos impulsos e a deixar de bloquear os vossos impulsos e as situações emocionais, deixando desse modo de dar lugar à criação desses acúmulos de tensão. (Pausa) Desejareis colocar mais alguma pergunta esta noite?
CATHY: Sim, eu tenho uma. É apenas uma pergunta insignificante. Disseste que da última vez notaste a minha energia. Terei eu notado a tua energia, algures ao longo desta tarde?
ELIAS: Eu dir-te-ei que estiveste a notar a minha energia pelo que designas por alguns dias.
CATHY: Alguns dias... Hmm. Sinto como te tivesse andado atarefada no meu foco físico, mas ainda estou a tentar entrar em sintonia.
ELIAS: Isso representa uma expansão da consciência. O que não quer dizer que no foco da tua vida diária te desligues disso, e que não vivas a tua vida oficialmente aceite. Só quer dizer que empregas uma maior observação e uma maior consciência de elementos no teu íntimo e a cercar-te. Quando te encontrares mais habilitada nessa capacidade de observação, começarás a fazer uso desses elementos em todo o teu foco diário e isso substitui-lo-á e tornar-se-á normal, mas tens razão no reconhecimento que fazes da minha energia a entrar em contacto contigo. Apenas precisas deixar de racionalizar isso, porque isso se manifesta de qualquer maneira!
CATHY: Óptimo!
VICKI: Bom, certamente que és perito em captar a atenção das pessoas, por diferentes vias!
ELIZABETH: Oh, obrigado por permitires que o meu relógio atendedor de chamadas desse o berro!
ELIAS: A Elizabeth não aprecia as minhas brincadeiras! Bem, eu apenas estava a deixar de me meter com o vosso tempo oficial, o que se traduzia por tudo o que de facto me pedistes para fazer! (Riso) Nós somos muito dados à brincadeira, conforme referi. No foco físico, vós sois demasiado sérios. Havíeis de fazer bem se brincásseis mais. Isso deve constituir um elemento de encorajamento para a Shynla praticar enquadrado nos exercícios de forçar a energia, mas apenas a título de brincadeira, se por nenhuma outra razão for.
CATHY: Bom, é uma altura de tensão. Que poderei dizer? (Riso)
ELIAS: Terá isso traduzido uma expressão deste indivíduo durante todo o seu foco de desenvolvimento? (A Vicki desata a rir) Eu estou a referir que este indivíduo tem vindo a experimentar um período de tensão, desde a infância! (O Ron, a Vicki, a Jo e a Cathy riem em conjunto) Bom, vamos referir que podeis passar a dar largas à expressão do vosso “défice de diversão”, segundo os termos que o Michael emprega, e a divertir-vos que na verdade isso não tem problema!
CATHY: Bom, eu estava a pensar nesses termos, de qualquer modo!
ELIAS: (De forma exagerada) Não temos pretensão alguma de vos afastar desse enfoque ou criação da realidade! Fico-vos agradecido pelo desenvolvimento que conseguistes! (A rir para dentro) Vou tentar ultrapassar essa também! (Riso)
CATHY: Óptimo!
ELIAS: Eu não sou assim tão mau tipo. (Mais riso)
RON: Ela já se saiu com pior!
ELIAS: Pelo menos sou libérrimo na aceitação, além de exibir um sentido de humor razoável, e gostar bastante de brincar! Se não houver mais questões esta noite, e o Michael não se acha mais no nosso meio para colocar mais perguntas, (riso) vamos dar por terminado o debate desta noite, e passarei a enviar-vos energia por todo o tempo que anteceder o próximo encontro, para “sintonizardes”.
(A sessão terminou às 9:48 da noite)
NOTAS DE RODAPÉ:
(1) Tornar-se-á notório, após a leitura desta transcrição, que a Mary esteve presente na primeira metade desta sessão! Sempre que a pergunta dela era formulada directamente, tal como ela a escrevera, eu utilizei o seu nome como a autora da pergunta. De facto, coloquei todas as perguntas em nome dela, o que foi bastante difícil!
(2) Nota da Mary: “Penso que o Elias tenha ficado um tanto exasperado comigo a esta altura. Agora, até eu sou capaz de perceber a redundância das perguntas. Contudo, devo admitir que ele continua a responder a todas as perguntas. Isso em si mesmo revela-se como uma enorme paciência, a esta altura.”
 (3) A esta altura o Ron #2 tentou interromper, mas o Elias continuou a falar, obviamente determinado a apresentar o seu ponto de vista.
(4) Nota da Mary: “Ena lá! Essa foi uma declaração profunda e desconcertante! Vou pensar no assunto durante algum tempo. Nada mais vasto do que a nossa essência! Ena!”
(5) Nota da parte da Mary e da Vicki: “A esta altura o Elias dá-nos um excelente exemplo de paciência e de carinho, e em especial, de tolerância. Podíamos ter todos aprendido um pouco mais de tolerância e a aceitar as crenças dos outros.

NOTAS DO TRADUTOR:
* Aqui, o Elias refere-se claramente ao efeito que pretender obter da parte das pessoas, que, pelo facto de se apresentarem oposição vai reforçar e justificar os seus actos.
** Esta sessão alude vagamente ao facto da psicologia de Freud, dotada de parâmetros assentes num paradigma supostamente moderno, se achar já, ao tempo da sua afirmação, ultrapassada, pelo menos na percepção que começou a eclodir com o pensamento dos finais da Renascença e culminou em Williams James, e mais tarde Maslow, carl Rogers e Rollo May, dando lugar ao movimento do potencial humano, e à percepção de que o potencial da expansão inerente à nossa condição, a tendência natural para a auto-actualização e o desenvolvimento de que todo ser vivo é dotado, só será travado mediante a imposição de circunstâncias impeditivas, como programas rígidos de comportamento e as estreitas e noções que confinavam o homem à condição medida pelas noções antropocêntricas do universo e por condições traumáticas que lhe bloqueassem a capacidade de crescer.
A ideia fundamental era que o processo natural de crescimento podia ocorrer apenas quando o indivíduo soltava ou abandonava o material internalizado que, perspectiva que por altura dos fins do século 18 tinha começado a eclodir no pensamento de Locke e de Kant e Kierkgard, e que antes se centrava no determinismo e na causação das noções gregas de que tudo tinha sido causado com um propósito, e da atribuição de todo o estímulo criativo às musas, e nas noções Judaico-cristãs, para quem a inspiração brotava do divino e se baseava no pressuposto de que todas as coisas criadas encontravam o seu propósito nos desígnios de Deus. Pensava-se que tudo tinha sido criado e a nós restava cooperar com a criação por não estarmos destinados à criatividade nem à mudança.
O comportamento era explicado em termos configurados pelas necessidades e estímulos cognitivos, a repressão, fontes subconscientes e inconscientes que determinavam o seu pensamento. Contrariamente ao postulado anterior, surgiu a concepção filosófica de que o ser humano é definido pela liberdade, pela criatividade, e de que a personalidade segue a criação. Noções de gestalt e da dinâmica inerente ao próprio problema como solução de si próprio passaram a ganhar novo estatuto e a influenciar as pesquisas no sentido de desbloquear capacidades inibidoras ao nível subconsciente, e a maneira de alcançar processos não conscientes (reprimidos) e involuntários, o que permitiu o rompimento com as velhas ideias.
A psicologia também assenta em paradigmas de causalidade, à semelhança dos da religião, por buscar no passado “causas” para os comportamentos adoptados, e atribui, conforme o Elias descreve, a causa das disfunções  a traumas passados e nesse passado se estriba para fundamentar o seu postulado.
O chamado “subconsciente”é mais consciente do que a consciência que o chamado estado de vigília comporta. Ele retém, aloja e guarda toda a informação, todas as experiências por que passamos na nossa presente experiência de vida. Ele é o guardião do conteúdo que preenche as realidades internas que nos influenciam através do que somos. Essas realidades apenas influenciam – não nos controlam! Ele é o guardião de toda a formação interna.
O subconsciente é encarado como a nossa procedência, como um servente, como aquilo de que precisamos desligar-nos, como um inimigo, um escravo; não como aquilo para onde precisamos encaminhar-nos, nem como um amigo. Torna-se importante abandonarmos a pretensão da separação expressa na noção da motivação subconsciente ou acção do subconsciente e nos voltarmos para esse segmento imbuídos duma perspectiva e de um propósito e dum sentido do nosso próprio poder diferentes.
O inconsciente - para estabelecermos uma distinção conveniente em termos de ilustração da ideia - encerra a informação desta e de todas as nossas experiências de vida desta e de outras dimensões, e é por isso mesmo sumamente consciente. É similar, e por isso mesmo é frequentemente alvo de confusão com o subconsciente, por ambos terem a “função”de guardar informação. Um preserva a informação interior enquanto o outro guarda a informação relativa às outras experiências, que designamos por vidas passadas, futuras concorrente e paralelas. Eles armazenam e velam por essa informação e deixam a cargo da mente consciente a determinação da forma e do contexto em que essa informação deva passar a ser inserida e, ou, interpretada. A Essência, ou Mente Superior, é o guardião de todas as possibilidades e de toda a informação – TODAS – e não somente aquelas que identificamos em termos de mudança, crescimento, transmutação, transformação, e transcendência.
A diferença responde primordialmente pelo facto de compartimentarmos e seccionarmos a nossa consciência em segmentos separados, por uma questão de comodidade e conveniência em termos da facilitação da identidade, coisa que está mudar na decorrência dum afluxo incomensurável de energia que vem causar uma interacção forçada com os outros “níveis” da consciência. Mas todas as porções da sua constituição são conscientes.

-----------------------


ELIAS: Boa noite. O Michael vai chamar-me enfadonho! (Dito em relação ao facto da Mary o ter retido no início da sessão) Vamos dar as boas vindas a um novo indivíduo (A Jo). (Pausa) Vou começar esta noite por me dirigir de forma extensiva ao assunto referente ao estado de sonhos, por parecer causar imensa confusão e preocupação nestes indivíduos. Ao falar com o James na nossa última sessão, referi de devíeis considerar fazer um exame das crenças que abrigais respeitantes á recordação que fazeis dos sonhos. Nessa medida, vou passar a orientar-vos no sentido de reparardes que as vossas crenças vos dão conta duma contínua separação, não só quanto à ideia de que o vosso estado de sonhar seja fruto da imaginação, mas confundindo-vos igualmente as crenças que abrigais quanto ao período do sono. Eu proporciono-vos uma maior informação, com o reconhecimento de que, quanto mais informação obtiverdes, melhor equipados estareis para lidardes com a vossa situação.
Vós, especialmente na cultura ocidental, sois criados duma forma que vos incute a identificação de certas horas do dia como próprias do estado de vigília e certos períodos do dia apropriadas ao estado de sono. Também vos é incutido que deveis acreditar necessitar dormir um certo número de horas. Tal como expressei anteriormente nas primeiras sessões, o vosso corpo físico não necessita de nenhum sono para se reabastecer. Necessita, sim, dum estado de repouso para regenerar as energias, mas o objectivo do vosso estado de sono reside na preservação do contacto com a essência. Haveis de descobrir que se continuardes com a crença de que o vosso corpo necessita de oito das vossas horas de sono, haveis, muitas vezes, de experimentar um esquecimento automático das actividades oníricas que tiverdes, em razão de estenderdes o vosso estado de sonhar para além do período de tempo que requer. Como na realidade não existe tempo, o ponto de referência que utilizais no vosso foco físico tanto pode ser comparativamente o de um segundo como o de um ano. Isso não provoca necessariamente um bloqueio mas sim um desfecho natural na recordação. Se não estenderdes o vosso período de sono por tanto tempo, haveis de notar que o vosso corpo se sentirá igualmente renovado, e além disso recordareis os vossos sonhos com maior facilidade.
No início da vossa semana, o Michael sentiu um choque em relação a uma impressão que teve dele mesmo, ao detectar uma crença relacionada com o estado do sono, por não interromper o seu sono para anotar os sonhos, acreditando que não conseguiria voltar a adormecer. Vou passar a considerar isso como a detecção duma crença. Esta crença serve como um exemplo daqueles de que já vos dei conta, que se situam abaixo dos sistemas conhecidos.
Já vos estendi bastante informação relativa às transmissões e às vias neurológicas, à expressão de direcção para com a vossa essência, à concentração, ao enfoque, e à expansão, relativamente ao vosso sonhar. Também vos direi que as vossas horas de sono afectam. Já vos disse que o emprego de substâncias externas ou de químicos podem afectar-vos o estado do sonhar. Acrescentarei a isso o facto de que, sem alteração alguma provocada a partir do exterior, podeis alterar a recordação se dormirdes por demasiado tempo. Vós fostes condicionados pela vossa cultura e pela vossa sociedade a acreditar que necessitais de tal período de sono. Eu vou-vos dizer que isso não é correcto.
O vosso corpo físico é capaz de suportar quatro ou cinco horas de sono, e de se sentir perfeitamente bem. A vossa comunicação com a essência não requer nem sequer tal montante de tempo, mas num período diminuto de tempo desses também haveis de notar que nas vossas tentativas para recordardes o vosso estado do sonhar, todos tereis experimentado uma tentativa de voltar a dormir, ainda que por breves instantes, a fim de recordardes o vosso sonho. E também notastes que tal método não resulta. A razão porque não realizais o que desejais prende-se com o facto de estardes a fazer o oposto do que necessitais fazer. Não necessitais acrescentar mais tempo ao vosso estado do sono para recordardes o vosso sonho. O que precisais é de reduzir mais o vosso período de sono para recordardes.
Isto também irá provocar conflito na Elizabeth, à semelhança do Lawrence. Isso envolve uma crença. Já vos expliquei a todos que vós fazeis uso duma crença que vai mais além dos enfoques religiosos que comportais e que se tornará mais difícil de alargar, de modo a poderdes passar a dar lugar a uma nova informação. Com isto passamos ao território que vai além dos conceitos e que avança para o terreno do viver do dia-a-dia! (Com humor) Esta ideia envolve um espaço vivo efectivo: o vosso período do sono. Esta representará uma ideia mais difícil de expandir, apesar de na realidade constituir uma ideia menos complicada e em que será mais simples agir fisicamente, só que vos interrompe o estilo de vida que levais. Eu vou dizer que se experimentardes esta ideia, haveis de vos surpreender. Haveis de notar que na vossa meditação, ou no caso de favorecerdes uma sesta, as visualizações que obtiverdes dos vossos sonhos ou estados alterados se tornarão vívidas e frescas, e facilmente recordadas. Não terá decorrido período algum de tempo para o esquecimento. Se experimentardes, também haveis de notar que num período de tempo de um quarto de hora de sono por dia, a título duma sesta, se tornará mais refrescante e produtivo do que permitir-vos tirar uma sesta de três horas.
TOM: Estarás a referir-te ao dia de ontem? (Elias sorri apenas)
ELIAS: Podeis experimentar por vós próprios. Podeis sentir o desejo de fazer a experiência durante as vossas horas de sono numa altura em que não vos seja requerida actividade alguma no dia seguinte, o que servirá de desculpa e de permissão para experimentardes sem produzirdes quaisquer efeitos adversos nem preocupação por vos virdes a sentir tão cansados para operardes no trabalho no dia seguinte. Surpreendentemente, podereis descobrir que de qualquer forma, não vos sentireis tão cansados quanto isso!
Vou referir o exemplo relacionado com a questão da ligação estabelecida pelo Lawrence e pelo Ron e pelo Michael que ocorreu recentemente, em que o Lawrence e o Michael não despenderam nenhumas oito horas consecutivas a dormir durante a noite, e em que cada um deles também recusou permanecer acordado após um tal período de tempo, retornando por breves instantes a dormir, e todos revelaram operar em perfeitas condições sem que nenhum se sentisse exausto, nem a sentir-se privado de um precioso período de tempo a dormir, e até mesmo com uma actividade acrescida durante as horas anteriores da noite, que deviam ter sido gastas a dormir. Não estarei certo?
VICKI: Estás. Contudo, eu recuperei o período de sono na noite seguinte! (A rir)
ELIAS: Também acrescentarei que vós não recuperais! (A sorrir) Ou contactais ou deixais de contactar. Não completais o período perdido numa ligação dessas.
RON: Posso arriscar uma pergunta breve? (O Elias, como sempre, diz que sim) Já tive vários casos em que tive que me levantar antes dum período extenso de horas a dormir e descobri que consigo funcionar perfeitamente, mas muitas vezes, posso passar a primeira parte do dia sem que tome consciência de estar a operar normalmente. Isso dever-se-á a alguma crença?
ELIAS: Correcto. Fostes condicionados e foi-vos ensinado que não funcionareis devidamente se não passardes um certo número de horas a dormir. O vosso corpo físico foi condicionado e treinado para responder desse modo, apesar de vos poderdes surpreender com a facilidade com que o vosso corpo se ajusta, caso permitais que essa crença seja descartada, quase instantaneamente. Quando vos encontrais doentes, o vosso corpo transmite-vos a informação de necessitardes de mais tempo de sono, em razão de necessitar de reservar energia para lidar com a doença. Quando não vos encontrais doentes, forçais o corpo a dormir, acreditando que se o não fizerdes, ele perca a intensidade à semelhança dum relógio e isso possa dar lugar à criação duma situação pouco saudável. O vosso corpo não é tão susceptível a uma situação dessas quanto acreditais. Vós não “apanhais” uma gripe, como se se tratasse duma bola que alguém vos atirasse! Isso encontra fundamento numa crença, com base na qual procedeis à criação duma constipação no corpo físico. Se não acreditardes que podeis adoecer, não contraireis a doença. Se acreditardes que uma falta de horas de sono vos possa afectar o desempenho no dia seguinte, aí o vosso desempenho sairá comprometido. Em termos realistas, o vosso corpo não requer um descanso tão prolongado.
Também descobrireis, tal como vos vou passar a dizer, conscientes de não poderdes passar a incorporar isso de imediato, que a atribuição que fazeis do vosso período de sono ao período nocturno não é natural e é igualmente pouco acertado. Se passardes a interagir e a observar o vosso corpo nas horas que antecedem a vossa madrugada, haveis de descobrir uma nova perspectiva do vosso mundo e da vossa consciência. As pessoas têm a ideia de serem “madrugadoras” ou “noctívagas”, ou nenhuma dessas coisas. Isso não passa duma fantasia. Vós, no foco físico incorporais de facto um relógio biológico, mas acertaste-o de modo incorrecto pelo tempo natural. A vossa percepção física, psicológica e consciente sofrerá uma grande alteração se vos permitirdes ver o vosso mundo e a vossa própria consciência em diferentes alturas. (Pausa) Estamos todos tão pensativos!
VICKI: Eu tenho umas perguntas. Frequentemente, quando durmo, acordo duas, três ou quatro vezes por noite, e nessas duas, três ou quatro vezes não recordo nenhum sonho, mas depois, ao acordar de manhã, é justamente quando costumo recordar os sonhos que tive. Desse modo, isso contradiz directamente aquilo que acabaste de referir.
ELIAS: Porquê?
VICKI: Bom, porque, se tiver estado a dormir digamos três ou quatro horas e acordar, se bem entendi o que disseste, deveria ser mais fácil para mim recordá-los.
ELIAS: Eu não referi que as vossas horas de sono devam seguir uma determinada ordem. Eu só referi um período de tempo. Por isso, vou-te dizer que se começardes a dormir tarde da noite, e vos permitirdes um reduzido número de horas de sono, haveis de experimentar o mesmo resultado. Não estou necessariamente a expressar que possas ir para a cama às oito da noite e levantares-te à uma da manhã e anotares um sonho que tenhas tido. Referi-me a um período de tempo, por vos centrardes bastante em períodos de tempo. O modo pelo qual escolhas ordenar esse período de tempo é lá contigo. Além disso, também te apontarei o facto de que, se precisasses de tanto tempo de sono, não acordarias quatro ou cinco vezes por noite!
VICKI: Bom, isso faz todo o sentido.
ELIAS: Obrigado! (Ri para dentro)
VICKI: Não tens o que agradecer! (Riso) Mas ainda assim resulta um tanto confuso quando a maioria da recordação dos sonhos que tivermos tido só é relembrada após sete ou oito horas de sono. Parece...
JIM: (Interrompendo) Mas isso é o que tu pretendias, desde logo. À partida pretendias dormir oito horas. Se pretendesses dormir apenas cinco, isso sucederia após esse período de cinco horas, não será?
ELIAS: Exacto. Estás a fazer uso duma crença.
RON: Essa vai ser difícil para ela entender.
ELIAS: (A sorrir) E para a Elizabeth, também!
TOM: É difícil para o James, também!
JIM: Então, começas desde o início e dizes: “Só vou dormir cinco horas.”
ELIAS: Só espero que algumas das nossas essências no foco físico não comecem a experimentar este conceito tão cedo!
VICKI: Mas eu entendo-te correctamente, que se fizermos essa experiência de dormirmos um pouco menos, obteremos um maior sucesso no contacto com os sonhos que tivermos.
ELIAS: Correcto. (A Vicki suspira) Agora, também te vou dizer que se vos concentrardes com uma intensidade extrema, e pensardes: “Esta noite vou dormir quatro horas! Vou acordar daqui a quatro horas! Acordarei e anotarei o sonho que tiver tido, pois serei capaz de o recordar!” o mais provável é não te recordares! (Todos desatam na risota)
Passará a instalar-se um bloqueio deliberado, por não dares permissão a um fluir natural! Tenho-te estado a dizer, quase desde a altura em que começamos estas sessões, que deveis, antes de mais, dar lugar a um fluir. Se vos focardes de modo demasiado sério ou deliberado, acabareis por o bloquear. Não se trata dum caso como o de pregar um prego com o martelo, em que quanto mais baterdes no prego, mais eficazmente ele penetrará na madeira. Estamos a falar de contactar e de comunicar com a essência, que, tal como no caso dos vossos impulsos, constitui um fluir suave e silencioso. Ela não se dirige a vós aos berros, conforme citaste. Se forçardes a vossa consciência a “a dar saltos a atravessar os arcos” como uma foca, ela desligar-se-á e não vos responderá. Se te focares no experimento somente para veres o que sucede, e permitires um fluir, e não esperares ser confrontada com o desapontamento, quando acordares, poderás surpreender-te. Isto terá respondido à tua pergunta?
VICKI: Respondeu.
ELIAS: Eu diria que já vos forneci suficientes ideias sobre como estabelecerdes contacto nos vossos sonhos, por esta altura, de modo que já poderíamos escrever um livro intitulado “Como Recordar os Vossos Sonhos!” (Com humor, seguido de riso) (Pausa) Damos as boas vindas ao Joseph.
JO: Obrigado. Olá.
ELIAS: Agora, para nos desviarmos da discussão subordinada ao estado de sonhar, vou-me dirigir ao nosso novo amigo, e perguntar se deseja informação de carácter pessoal. Como terás notado, eu interrompi-te antes de poderes sequer pensar! (Directamente para a Vicki, a sorrir, o que a leva a rir)
GUIN: Não.
ELIAS: Muito bem. Se no futuro, conforme os termos que empregais, desejares informação sobre a essência, eu estarei ao teu dispor para ta transmitir. Dar-te-ei, a título duma oferta de boas-vindas, o nome Sophia como o nome da tua essência.
GUIN: Obrigado. (Baixinho)
ELIAS: Não tens o que agradecer. Vou permitir que vos desvieis, após a sessão que tivemos na semana passada, e escolhais um novo elemento que diga respeito ao vosso enfoque religioso, se o desejardes, pois mais tarde voltaremos ao assunto da vossa psique, por notar que possais estar a ficar “psicóticos”! (Riso, seguido duma prolongada pausa)
VICKI: E que tal um tema subordinado aos nossos corpos?
ELIAS: Muito bem, mas para o que desejarás que me dirija em primeiro lugar, num tema desses?
VICKI: Bom, que não verse sobre o sono! (Pausa, a rir) A saúde.
ELIAS: (A rir) Vou perguntar ao Lawrence se ele não poderia indicar um assunto mais generalizado, pode? Desejarás saber de que forma promover a saúde, ou falar de cuidados de saúde, ou sobre profissionais de saúde, ou talvez sobre a falta de saúde? (Todos se desmancham de tanto rir, inclusive o Elias)
TOM: Penso que seria melhor reflectirmos um pouco sobre isso.
RON: E que tal sobre os chakras. Sempre me interroguei sobre a função que desempenharão no corpo.
ELIAS: Os vossos chakras, conforme expliquei previamente, constituem centros de energia, e desempenham um papel muito importante. Haveis de descobrir que se dispensardes uma maior atenção e estudo a esses centros de energia, muito menos necessidade tereis das cirurgias empregues pelos vossos médicos.
Cada um desses chakras afecta determinadas áreas do vosso corpo, cada um dirige certos elementos energéticos, e cada um exibe igualmente qualidades vibratórias, tal como no vosso espectro luminoso em que a luz exibe uma qualidade vibratória. A luz não vibra toda à mesma velocidade. Cada uma das cores exibe uma velocidade vibratória individual, o que se aplica igualmente aos vossos centros de energia físicos situados no vosso corpo. Diferentes partes do vosso corpo possuem também qualidades diferentes. Por isso, diferentes cores ou combinações de cores a girar juntas podem afectar diferentes funções corporais. (1)
Sendo o roxo a cor que vós tendes que possui uma vibração mais forte, haveis de notar que constitui o vosso chakra coronário, que se encontra localizado na vossa cabeça. Essa não é uma localização simbólica. Na realidade constitui o centro vibratório de energia que dirige os outros centros de energia todos; sendo por isso o centro que mais instruções transmite, além de ser o mais poderoso e o que emana mais energia; Esse centro também é o mais poderoso em termos de receptividade, pelo que o designais como associado às faculdades “psíquicas”.
Fisicamente, o vosso quarto chakra, o qual é verde, é o vosso chakra que mais propriedades de cura apresenta; esse centro de energia dirige a sua energia para a manutenção das vossas funções corporais, e mantém a expressão do vosso corpo em sintonia, por assim dizer. Quando criais uma situação de enfermidade ou de doença, ou tendes um acidente que vos crie ferimentos físicos, esse centro verde é o centro que dirige a atenção para essas áreas. Também podeis rodar essa cor na direcção oposta e provocar desordens físicas com a sua energia.
RON: Qual será a rotação apropriada?
ELIAS: Nos termos que empregais, é no sentido dos ponteiros do relógio. Isso não vos deverá parecer estranho, por baseardes a rotação apropriada de todas as coisas nessa direcção, pela simples razão de ser a direcção apropriada para a rotação. Vós, no que designais por inconsciente, dirigis os vossos relógios e todos os elementos rotativos nessa direcção. Além disso, inconscientemente também compreendeis que um sentido de rotação no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio queira dizer a ideia de “desfazer” algo. Essa ideia não surgiu simplesmente do nada. Ninguém na vossa antiguidade vos terá aparecido a dizer: “Penso que devíamos rodar no sentido dos ponteiros do relógio”, por não existirem relógios! Essa era uma expressão natural. Os vossos planetas giram nessa direcção. Toda a energia dotada de uma expressão criativa gira nessa direcção. Se pretenderdes “desfazer”, ou usar do que designais por “acção negativa”, a rotação passa a inverter-se, chegando mesmo a aplicar isso aos elementos constituintes dos vossos átomos, ao criardes a expressão da carga negativa dos electrões e a sua rotação no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, sem criardes elementos nenhuns. Para criardes precisareis empregar uma interacção positiva. Uma carga positiva não necessita de mais nenhum elemento para chegar a criar. A carga positiva não necessita de mais nenhum elemento para poder criar, pois por si só é capaz de criar.
Por isso, e para voltarmos aos nossos chakras, eles rodam no sentido dos ponteiros do relógio. Contudo, isso na realidade, constitui uma excelente informação para vós, por não pretenderdes rodar os vossos chakras, por um processo de visualização consciente, na direcção oposta, desse modo dando possivelmente lugar à criação de desconforto em vós próprios, apesar de poder dizer-vos que se visualizásseis os chakras e os fizésseis rodar, haveríeis automaticamente de os rodar no sentido correcto. Precisáveis abrigar um desejo inconsciente “destrutivo”, conforme é designado, para realmente os rodardes no sentido contrário. Os chakras envolvem muitos elementos, e dir-vos-ei que haveremos de falar sobre eles individual e colectivamente, mas não de todos a um só tempo, por consistir igualmente numa matéria que virá a necessitar de muita atenção. Além disso também envolve crenças, e afectação em relação a todas as partes do vosso corpo. Por ora, vou fornecer-vos uma pequena lista dos vossos centros de energia e das características que comportam.
O vosso primeiro chakra, que é vermelho, constitui a cor base ou fundamental; sendo a cor que vos liga ao foco físico e vos ancora nele. Podeis designar a sua energia como de ancoragem, por permitir que os enfoques que estabeleceis na vossa consciência física continuem a ser dirigido no singular (em termos individuais).
O vosso segundo chakra, é o que corresponde à cor laranja; o elemento básico dessa cor é o de afectar o desejo sexual e a implementação de tal função, sendo o centro de energia que controla a manifestação física da vossa procriação, e também os vossos desejos e expressões físicas, além de criar o ritual de acasalamento; esse centro é o centro revitalizador.
O vosso terceiro chakra, é o correspondente à cor amarela; esse é o vosso centro emocional, constituindo o chakra que mais é afectado naqueles que têm um foco do tipo emocional, razão porque podem expressar sensações na região do ventre; esse chakra também envolve o desapego, e permite um desapego em relação à expressividade emocional. Ele não só possui a característica de criar ou de atrair energia emocional como também a do desapego e do soltar, do deixar que se dissipe.
RON: Precisaremos rodar essa cor no outro sentido ou ela rodará no sentido dos ponteiros do relógio?
ELIAS: Essa na realidade constitui uma excelente pergunta, mas não, não precisais rodar essa cor de forma consciente no sentido contrário. Contudo, haveis de descobrir que, se vos familiarizardes com esses centros de energia e os chegardes a visualizar, e a aprender a alinhá-los, sempre que um - o mais provável é que seja o amarelo – se encontre fora de alinhamento, ele estará a rodar na direcção oposta ou então estará a rodar muito devagar ou com bastante preguiça, ou aos saltos; além disso, esse centro amarelo será o mais difícil de trazer de novo ao alinhamento, por ser o mais teimoso. Também é a cor responsável por vos influenciar na criação dos vossos “relicários” (refere-se por isto à tendência para preservarmos conteúdos sem lhe darmos atenção, como se duma relíquia se tratasse), sendo o amarelo uma cor bastante forte no foco físico. As manifestações físicas focadas no emocional são muito fortes, e o amarelo controla-as.
O vosso quarto chakra, de cor verde, constitui o chakra do coração, o centro de energia responsável pela criação do amor; diferente da emoção: amor. Não me estou a referir às expressões do romantismo. Estou a referir o amor verdadeiro, o qual não incorpora a mais pequena expressão de emoção. Existe toda uma diferença. Além disso essa cor verde encontra-se concentrada com o propósito de curar; sendo o centro de energia que é invocado na ligação com a cura duma enfermidade, ou problemas emocionais, ou problemas psicológicos, além de todos os de carácter físico. Essa cor exibe bravura; a vossa expressão de auto-afirmação e de positividade também tem procedência nesse centro de energia.
A vossa quinta cor na escala, é a azul; ela acha-se associada ao centro de energia que vos controla a comunicação.
RON: Essa é a favorita do Michael! (A rir)
ELIAS: Absolutamente! (A sorrir) Esse é o instrumento mais poderoso que tendes na vossa expressão física. Esse chakra também é responsável pela exibição de sentimentos de lealdade, sendo aquele por intermédio do qual expressais lealdade seja em relação ao que for. Se esse centro energético se achar enfraquecido, haveis de poder apontar indivíduos que parecerão não ser capazes de alcançar lealdade em relação a coisa nenhuma, além de apresentarem problemas ao nível da comunicação. Podereis descobrir que aqueles que apresentam alguma forma de inibição, a quem chamais de tímidos, têm dificuldades com esse centro energético. Esse centro particular de energia causa imensos problemas aos indivíduos focados no físico, pelo que também se traduz por um centro de energia que é difícil de rodar de modo adequado. Ele não se põe às sacudidelas como o vosso amarelo, mas a sua rotação nem sempre gira adequadamente, por isso mesmo levando o indivíduo a tornar-se demasiado extrovertido ou demasiado introvertido. Isso pode ser enormemente afectado pelo alinhamento dos chakras. Esse é também o vosso chakra mais instrumental na atracção de energia de uma outra essência, sendo igualmente o chakra mais poderoso no contacto com outras essências (indivíduos).
O vosso sexto chakra, o índigo, é o vosso azul-escuro ou a cor azul-marinho; é o vosso chakra da intuição. Esse centro de energia constitui o vosso enfoque do pensamento. Os vosso indivíduos focados no pensamento rodam muito bem esse chakra e com muita rapidez, sendo que esse chakra é o menos destrutivo de todos os sete, no caso de rodar em perfeita harmonia com os outros; embora esse centro de energia também seja bastante afectado pela velocidade de rotação, mas se rodar muito devagar resulta em indivíduos que chamaríeis também de “lentos”, sendo daí que terá derivado esse termo, por o seu centro de energia girar devagar. Eles podem não ser idiotas, mas são lentos. Se esse chakra rodar mais rápido, haveis de notar que passais a descrever esses indivíduos como “perspicazes”, por representar a expressão do centro de energia a girar rápido. Esse é igualmente o vosso chakra mais criativo; por estranho que pareça, haveis de descobrir poucos indivíduos que descrevam a sua cor favorita como sendo o índigo; por estranho que pareça, essa é a cor e o centro de energia mais criativo, e a segunda cor que possui uma qualidade vibratória mais elevada.
O vosso sétimo chakra, o da cor roxa, é aquele que mais está ligado à consciência em todas as suas formas, em todas as áreas regionais. Esse chakra, tal como disse, constitui o vosso centro de energia que mais dirige todos os outros. Também possui o maior poder de todos eles. Esse centro de energia, uma vez conectado adequadamente, pode-vos abrir mundos. Toda a ligação íntima que tiverdes com a consciência e com a essência, deve passar em primeiro lugar por esse centro de energia. O Michael está a complicar os centros de energia dele! (A sorrir) podeis dizer à Shynla para não se preocupar. Já discutimos isso, e ele está actualmente a tornar-se perito em brincar com esses centros. Eles constituem um fascínio até ele os descobrir, a seguir ao que deixarão de constituir tal fascínio, por o fascínio seguinte passar a entrar em jogo. Esse centro de energia final, usado em conjugação com todos os demais, realça-os. Também constitui o centro de energia que possui uma potência energética suficiente para alinhar o centro amarelo, pelo que também constitui uma cor complementar.
O branco liga os centros de energia todos. Se visualizardes as cores, podereis alinhá-las todas como contas todas alinhadas numa fiada, sendo esse fio composto pela cor branca, por incorporar as cores todas ao mesmo tempo. (A sorrir) Bom, vou sugerir que façamos um intervalo, a seguir ao qual poderemos dar continuidade às vossas perguntas.
...
INTERVALO
...
ELIAS: (Pausa) A Joseph está atarefada a girar as rodas! (Riso, à medida que a Joseph estuda o gráfico das cores)
...
Desejais colocar mais perguntas?
JIM: Eu tenho uma pergunta. Há bastante tempo que sinto imensa vibração na área do plexo solar, e isso não me parece preocupar, mas gostava de saber mais acerca disso.
ELIAS: Eu diria que isso constitui um exemplo da ligação que tendes com as vossas consciências, uns em relação aos outros, incluindo-me também a mim; porque com esta pergunta que o Yarr colocou, passamos instantaneamente a experimentar uma reacção da parte do Michael. Direi, inicialmente, que o Michael comporta uma forte crença respeitante ao aconselhamento ou às respostas que eu forneço aos outros com respeito ao envolvimento físico do corpo. Também direi que a vossa consciência se encontra de tal modo ligada que a energia emitida por cada uma das perguntas que me dirigis, é experimentada pelo Michael. Ele pode não ter consciência da pergunta que colocais ou da resposta que eu dou, mas a sua consciência está alerta no que toca às perguntas que possam passar a envolver conflito com as crenças que abriga. Todavia, tratarei de responder a essa pergunta. Essa situação consiste numa combinação de elementos envolvidos em termos físicos. Estareis preparados para essa pergunta?
JIM: Eu suponho que terei pedido uma resposta.
ELIAS: Estou-te a perguntar por uma questão de cortesia para com os presentes.
JIM: Obrigado.
ELIAS: Inicialmente, essa sensação física foi incorporada nessa porção do teu corpo em representação do conflito causado pela interrupção de certas práticas físicas que envolviam certas substâncias, o que provocou o envolvimento de crenças e a criação de conflito, conflito esse que surgiu da crença em relação a certos efeitos que essa substância te oferecia. Provocaste conflito com crenças recém-adquiridas que se prendem com a contestação disso. Tentaste concentrar-te em ti a fim de notares os teus impulsos e expressões emocionais, duma maneira que também envolvia a tua crença anterior de que tais expressões emocionais sejam exibidas mesmo na ausência duma continuação do uso dessa substância. Essa sensação física foi incorporada na tua expressão corporal por muito mais tempo do que a tua actual escolha ou decisão de interromperes a sua prática. Essa expressão física estava anteriormente a tornar-se notada, por a tua consciência estar já a antecipar a escolha futura. Tu estiveste a preparar-te para essa escolha durante um certo tempo. Tu não estás a experimentar nenhum problema cardíaco. Estás a experimentar um conflito.
Isso também envolve esse chakra situado na quarta posição, o da cor verde e não amarela da área do plexo solar; e chakra do coração, sendo a sua cor a que se relaciona com a cura. Esse processo de cura teve início antes da actual interrupção dessa substância. Recentemente tens vindo a obter uma maior consciência, por não andares tão baralhado na percepção que geras.
Também te direi haver alturas em que sentes essa particular expressão física mais do que noutras, por isso envolver uma outra essência, numa ligação de ajuda por esse centro de energia em particular, no teu próprio processo de cura. Fica seguro de que esse processo, uma vez focado de forma positiva, conforme o designais, tornar-se-á benéfico e não destrutivo.
Além disso, também te vou dizer, assim como a todos vós, que vos seria útil pesquisardes o material disponível respeitante ao vosso sistema de chakras, por vos poder ajudar a dirigir o vosso foco em relação ao alinhamento dos chakras. Haveis de ficar surpreendidos com o quanto pode ser alcançado por meio do simples alinhamento desses chakras. Tal como usais o vosso quiropata a fim de alinhardes o vosso corpo físico, e vos sentis melhor com esse alinhamento, se alinhardes os vossos centros de energia também haveis de notar uma diferença significativa, em termos físicos. Prestais muito pouca ou nenhuma atenção aos vossos centros de energia, pelo que eles passam a girar de qualquer maneira. Ao deixardes que as suas energias se dispersem, também permitis que a confusão se instale no vosso corpo físico. Isso, sem a menor ajuda adicional por parte das crenças, provoca conflito na expressão do vosso corpo físico.
Eu já expliquei que o vosso corpo físico possui uma consciência. Essa consciência constitui uma unidade colectiva que é criada pela incorporação de cada uma das células individuais. Cada uma delas possui a sua própria consciência. Ao dispordes de todos esses biliões de células que compreendem a expressão física isso vai criar a consciência do vosso corpo, sendo igualmente essa a razão porque um corpo físico é capaz de expressar movimento directamente após a vossa consciência se ter retirado ao passar deste foco físico para um outro foco, por a consciência que o vosso corpo contém não ter sido completamente removida, senão posteriormente. Acreditais que a consciência constitua uma tal magnífica criação que deva tornar-se posse apenas da vossa mente. Na realidade, toda a energia possui consciência. Toda a matéria é feita de energia. Toda a expressão física é criada com base na energia. Por isso, tudo o que podeis ver é dotado de consciência. Será isto suficiente?
JIM: É sim, muito. Muito obrigado.
ELIAS: Não tens de quê. Ides dizer ao Michael que eu abordei este tema, para ele ficar prevenido, apesar de pensar que ele não venha a experimentar conflito; talvez se eu abordar esse tipo de assunto várias vezes, ele passe a descontrair um pouco mais, e a confiar que eu não estou a conduzir ninguém à sepultura! (Riso, seguido duma longa pausa)
GUIN: Eu tenho uma pergunta. Eu queria saber se as cores dos chakras... Se ao longo de todo o nosso foco físico teremos... Recordo-me de ser criança e ter a minha cor favorita, e em certas alturas da nossa vida determinadas cores passarem a alcançar uma certa predominância no nosso gosto, e se isso estará relacionado com os chakras. E no caso de estar, se isso se deverá ao facto de estarmos em conflito com um chakra particular ou se será por estarmos associados a ele, por esse chakra se achar mais alinhado do que os outros.
ELIAS: Antes de mais, vou dizer que isso é correcto por estar ligado a essas cores e a esses centros de energia, e estar a influenciar o que designais ou pensais ser a vossa cor favorita. Isso pode expressar-se pela razão de, por vezes, sentirdes uma afinidade por esse particular centro de energia. (Pausa) Damos as boas vindas mais uma vez à Elizabeth.
Também pode consistir numa expressão da vossa consciência que sentais em vós, não necessariamente com a consciência com que pensais, em relação à necessidade do elemento em que essa cor e esse centro de energia particulares se focam primordialmente.
Vamos empregar o caso do Michael nessa área a título de exemplo. Durante a maior parte do presente foco de desenvolvimento do Michael, a sua cor favorita tem sido o vermelho, que constitui a expressão duma necessidade de estabelecer bases. Ele não deverá interpretar isso do mesmo modo, por não pensar na ligação que isso tem nem nessa interpretação, tal como cada um de vós não pensais na vossa cor favorita e não considerais aquilo que significa. O Michael experimentou uma carência na área de se firmar neste foco de desenvolvimento. Presentemente, encontra-se no processo - sem todavia o reconhecer por completo - de adquirir uma nova cor favorita após todos estes anos, sem que precise mais duma identificação para se firmar, por se ter firmado a si próprio presentemente. O seu foco está a mudar a fim de passar a incorporar uma expressão... só não em termos de carência, sendo isso unicamente uma identificação com a cor duma energia como ligação. No futuro haveis de descobrir que ele se sentirá mais atraído para as vossas cores do verde e do roxo, cores essas que o Michael sempre achou detestáveis no passado e por que jamais sentiu atracção, cores que presentemente constituem um reflexo e uma expressão do seu presente estado, por se encontrar mais firme e experimentar uma maior tolerância e um maior afecto, e estar a começar a focar-se duma forma renovada na cura, coisa de que ainda não está ciente; além disso, por estar a incorporar um tremendo foco na espiritualidade que é representado pelo roxo, sendo que essa é uma cor dominante, por estar progressivamente a identificar-se com esse elemento da espiritualidade.
Descobrireis que as pessoas poderão experimentar um período no seu foco de desenvolvimento em que sintam uma enorme aversão pelo amarelo, o que representará um afastar das expressões emotivas, e um desejo de não estabelecerem uma ligação (com elas), mas também sem entenderem os princípios do distanciamento. O distanciamento não representa uma separação, um corte. Assim como podeis descobrir uma pessoa que procede à alteração da sua cor favorita de ano em ano, passando a usar novas cores à medida que muda no seu foco, permitindo que uma cor seja posta de lado à medida que novos elementos passam a ser incorporados.
Isso é passível de ser expressado nos dois sentidos; por estar a sentir uma afinidade por esses elementos pertencentes às cores individuais, ou por estar a sentir uma carência quanto a esses mesmos elementos, e desejar passar a incorporar mais certos elementos. Depois, também existem aqueles, como a Elizabeth, que, desde criança, terão gostado da cor roxa; e que continuam, com toda a probabilidade, no seu foco de desenvolvimento a ter essa cor como a favorita. Existem muitos que podem escolher uma cor favorita, ou sentir atracção por essa cor, e que podem usá-la ao longo do seu foco de desenvolvimento. Muitos flutuam, todavia. É mais comum a flutuação do que o gosto contínuo por uma só cor, tal como o laranja. (A olhar para o Ron) Isto responderá à tua pergunta?
GUIN: Responde. Obrigado.
ELIAS: Não tens de quê. (Pausa)
VICKI: Eu tenho uma pergunta. Na semana passada, eu passei pela experiência de sentir muita dor na região da caixa torácica, que acabei por decidir tentar trabalhar por mim própria, a qual acabou por passar uns dias depois, mas na noite passada voltou. Eu pergunto-me se me poderias fornecer algum esclarecimento acerca dela.
ELIAS: Como estamos a falar sobre os chakras, e do emprego da ajuda na cura, dir-te-ei para empregares o azul em conjugação com o vosso verde. Faz emanar essas cores para a área em que sentes a dor. Permite que essas cores e a sua energia rode e penetre através dessa área. Visualiza a vossa água, Lawrence. Visualiza essa conexão na água, como o teu banho de água quente com as suas borbulhas azuis e esverdeadas a afectar essa área. Essa deve ser uma visualização fácil para ti, além duma forma de ligação fácil, a do emprego da água. Além disso dir-te-ei para te examinares, por estares a criar tensão. Examina a área de onde procede essa tensão, por a estares a reunir nessa área.
ELIZ: Enquanto estamos a debruçar-nos sobre tema da dor...
ELIAS: O Michael não vai gostar desta sessão! (A sorrir)
ELIZ: Durante a semana passada ou por aí, passei pela experiência de fortes cãibras, penso que pior do que alguma vez em que as tenha tido, mas nos dois últimos dias, fartei-me delas, e comecei a sentir não querer mais passar por essa experiência, e actualmente sumiram-se. Terei eu conseguido erradicá-las?
RON: Não, fui eu! (A Elizabeth ri)
ELIAS: Vou-te estender os meus parabéns, apesar de acrescentar para te congratulares por dares ouvidos à tua própria essência, por teres recebido – nos moldes da linguagem dos sentimentos que usais - a mensagem procedente da tua essência, e por não só teres dado ouvidos e notado com também agido. Isso, também vou o referir a fim de o incluir, também representou uma expressão de contacto e de alinhamento e identificação com o Lawrence, e ao dares atenção à tua essência ela expressou-te não te ser necessário incorporar dor física para estabeleceres uma ligação tão forte com esse outro indivíduo; apesar de, por ser um indivíduo com um foco emocional, e qualquer outro indivíduo focado no físico poder perceber isso como uma expressão dum enorme elogio, a essência toma consciência de não ser necessário. Por isso, para à Elizabeth, um: “Bem conseguido.”
ELIZ: (A sussurrar para a Vicki) Eu sabia que tinha uma ligação contigo!
JIM: Eu tenho uma pergunta rápida.
ELIAS: Eu acho muito interessante o facto de ninguém dizer que tem uma pergunta longa! (Riso)
JIM: Que tipo de foco terei? Em termos físicos, sabes, como do tipo emocional, político, religioso, pensamento. Já tirei algumas conclusões acerca disso, mas gostava de o ouvir da tua boca, de qualquer jeito.
ELIAS: Eu direi ao Yarr que, ao contrário do que os teus contemporâneos acreditam, tu não constituis um indivíduo focado no pensamento. És um indivíduo focado no emocional, razão igualmente para teres expressado essa manifestação de energia física a afectar o corpo físico, em resposta ao conflito.
JIM: Isso é óptimo! É uma grande coisa. Porque cada pequeno pedaço de conflito começa a solucionar-se de várias formas e a dissolver-se.
ELIAS: Correcto. Tu estás a trabalhar com muito afinco no sentido de estabeleceres contacto e de te tornares receptivo, e eu reconheço-te esse esforço. Fica igualmente seguro de que nenhuma expressão de energia é desperdiçada. Por isso, hás-de receber a tua “compensação”!
JIM: Obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer.
VICKI: Eu estava interessada nessa mesma informação em relação ao Ron, à Sophia, à Joseph, ao James e à Shynla.
ELIAS: Eu vou responder que o James é um indivíduo focado no emocional. Vou começar por explicar que um indivíduo focado no emocional não dá necessariamente expressão a uma desenvoltura emotiva, tal como a Elizabeth. Os indivíduos focados no emocional reagem às emoções. Além disso, também são muito mais afectados pelas emoções. Também são capazes de empregar bastante pensamento e raciocínios intelectuais, mas não utilizam tão bem a ideia de abrir mão das emoções tão rápido quanto aqueles focados no pensamento. Por isso, vou dizer ao Joseph que se foca no emocional, e dizer o mesmo à Sophia. Vou dizer que o Ron se foca no pensamento mas vou acrescentar igualmente que ele conseguiu um equilíbrio em termos de consciência neste foco de desenvolvimento de modo a incluir uma compreensão da esfera emotiva, assim como ao não permitir que a focalização no pensamento domine excessivamente essa compreensão emocional. A Shynla é um indivíduo focalizado no aspecto do pensamento, chegando a incorporar em larga medida o mesmo tipo de focalização no pensamento que o Lawrence e o Michael, mas sendo afectada pelas expressões emotivas, só que basicamente incorporando a esfera racional. (Pausa) Desejareis colocar mais perguntas? (Pausa)
JO: Só mais uma “pequena” pergunta! (Desmancham-se todos a rir)
JIM: Eu estive a ler um material da Cathy sobre os animais, e será que poderemos... Quando um animal passa deste plano, eu já ouvi dizer que eles passam por uma grande agitação com as energias. Poderemos efectivamente transmitir-lhes energia positiva, como que por intermédio de um mantra, a fim de auxiliarmos a energia do animal? Eu sei que não podemos ajudar, mas também creio... É sempre uma perda para mim, ver um animal morrer, e sinto existir algo que eu gostaria de poder fazer. Será suficiente transmitir uma energia positiva, e desejar boa sorte à essência do animal nessa passagem, ou poderemos efectivamente afectar esse processo?
ELIAS: Nesta pergunta deste lugar à possibilidade de várias respostas!
JIM: Sim, eu sei. Podes dirigir-te a elas mais tarde, se o desejares.
ELIAS: Antes de mais, vou afirmar que os animais não constituem essências. Eles possuem consciência, e a sua consciência possui uma qualidade vibratória mais elevada do que outras criações, mas não são essências. Vós sois essências. Existe uma diferença vastíssima!
Depois, vou-me dirigir à questão do grande conflito que os animais experimentam ao passarem de um foco físico para outro. Isso é errado. As essências experimentam esse tipo de conflito, porque as pessoas no foco físico incorporam crenças. Os animais não, pelo que não passam por nenhuma transição, por não abrigarem crenças nenhumas. Ora, vou também afirmar que os animais se voltam a focar. A consciência pode voltar a manifestar-se, e pode escolher voltar a manifestar-se por expressões muito diferentes. Tratando-se da consciência dum animal, geralmente ela volta a manifestar-se de novo como um animal. Isso não consiste em regra nenhuma, mas numa probabilidade. Para me dirigir à tua expressão, não é precisa a tua ajuda em relação a esse animal ao passar desta vida e ao voltar a manifestar-se, tal como pode ser útil para um indivíduo que passe para a transição, mas podeis experimentar conflito e sentimento de perda com a passagem dum animal, sendo esse um laço natural que criais no envolvimento e ligação e criação da natureza, de que o animal faz parte.
Muitos indivíduos experimentam sofrimento com a passagem dum animal. Nesse sentido, tal como vos expressei anteriormente, nenhuma expressão de energia é jamais desperdiçada. Todas as projecções de energia positiva, seja de que forma for que as crieis, serão enviadas e recebidas e incorporadas universalmente, e manifestar-se-ão como uma expressão positiva. Todas as expressões duma energia de afecto são incorporadas, duma forma essencial e universal. Por isso, a direcção da energia que terás enviado a esse animal pode não se revelar útil para a repetição da sua manifestação, mas a expressão da energia será recebida universalmente, e aplicada noutro lado qualquer.
As expressões de energia focadas nesse tipo são positivas e curativas, e prestam-se a uma ajuda no âmbito das formas de cooperação das energias curativas em áreas que vos deixariam espantados, e na realidade criam uma sensação de enorme realização e de alegria e de satisfação em vós próprios, de modo que essa expressão, motivada pelo sentimento que expressaste por esse animal, terá servido para a cura de uma outra essência. Também te direi que nesse âmbito, se a tua expressão relativa ao animal que estiver a fazer a passagem não lhe for dirigida só a ele mas entrar em contacto com a natureza, a tua energia curativa, ao invés de ser dirigida para uma outra essência, será dirigida à natureza, porque tudo se acha compreendido num círculo. Tudo é vivificante em relação ao Todo.
Se desejardes, no nosso próximo encontro procederei à explicação detalhada de outras questões que envolvam os animais que tenhais, e o seu comportamento, e a ligação que têm convosco. Será isso aceitável?
JIM: É, positivamente. A explicação que deste foi simplesmente espantosa.
ELIAS: Nesse caso vou-vos dar as boas noites por hoje, e expressar também que ficarei atento a ver se aplicareis a experiência que vos forneci.
TOM: De deixar de dormir, queres tu dizer? (Riso)
ELIAS: E vou aguardar pela nossa próxima sessão para ver os resultados, no caso de terdes procedido a uma tentativa nesse sentido. Também vos direi que passarei periodicamente a interpretar os vossos sonhos, futuramente, num gesto de auxílio. Isso poderá igualmente servir de motivação para a conexão que conseguirdes.
VICKI: Então, só para ficar com a certeza, deixa ver se entendi direito! (Riso) Esse exercício tem basicamente que ver com a crença de acreditarmos precisar de muito mais tempo de sono do que o que realmente necessitamos.
ELIAS: Correcto.
VICKI: Está bem.
ELIAS: Direi que o Lawrence e a Elizabeth deverão tornar-se nos nossos clientes mais “renhidos!” (Com humor, seguido de riso geral)
ELIZ: Não estou certa de gostar dessa crença!
ELIAS: Não precisas fazer uso dela! (Riso) Tal como disse, tudo consiste numa escolha! (A rir para dentro) Em seguida vou passar a endereçar-vos o meu adieu.
GRUPO: Obrigado. Boa noite.

Notas do tradutor:
(1) Os Chakras, conforme aqui são citados, com uma designação que deriva do Ioga, constituem a origem da nossa consciência superior. São um “modelo” da chamada Essência. É através do sistema de chakras localizados no corpo físico que a essência deixa a sua impressão no plano terreno. Passarei a fazer referência a matéria adicional alusiva ao tema, proveniente de fontes paralelas igualmente bastante credíveis, que todavia não citarei, não obstante a tendência que apresentam para uma conceptualização baseada na distorção. Aqui segue um primeiro excerto:
“Os chakras são uma estrutura da anatomia etérea que encontra assento em determinados pontos anatómicos situados no corpo físico, e são eles quem animam o corpo. Os chakras são um padrão que a mente penetra na base do qual estabelece um modelo correcto para si própria. De cada vez que meditais nos chakras, de cada vez que a mente se expõe a esse escantilhão e penetra esses vórtices de energia, reforça positivamente o padrão dessa perfeição. Como tal, estais a lidar com um padrão de comportamento inerente ao esclarecimento. Se meditardes nos chakras, que já constituem um modelo de perfeição pessoal e de relevo para o indivíduo, criareis um reforço positivo à memória da perfeição. Em seguida, quando os chakras se abrirem, ou melhor, quando a mente se abrir a essa perfeição, ocorrerá a inspiração.
Os chakras são o assento da consciência de todos os indivíduos. Por altura da transição a que chamais morte física, são os chakras e várias anatomias subtis e meridianos que sobrevivem. De facto, poderá ser mais exacto referir que vós sois esses chakras, sois essas energias subtis, por elas constituírem verdadeiramente as raízes da vossa consciência. Quanto mais vos focardes nessas realidades, maior comando tereis sobre a realidade verdadeira do que sois.
Os sete principais chakras (na realidade perfazem um conjunto de doze) são comuns a todas as culturas e a todas as expressões. Nos sistemas do pensamento Judeo-Cristão, são referidos como a “Árvore da Vida”. Também constituem as “Sete Igrejas” do Livro da Revelação (o Apocalipse do Novo Testamento). Eles são representados pelas “Rodas” pelo pensamento do sistema Oriental. Ou as “Sete Serpentes” da mitologia de Quetzalcoatl; os “Sete Espíritos” no homem e na mulher que, uma vez plenamente integrados, se tornam no modelo do Eu Superior. Vulgarmente descrevem aquilo que no sentido popular é tido na conta de “Morada Aberta”.
O primeiro chakra encontra-se situado na base da espinha dorsal, ou no cóccix; o segundo chakra, encontra-se no sexo (nos ovários, no caso da mulher e nos testículos, no caso do homem); o terceiro chakra reside nas regiões do estômago ou do abdómen; o quarto reside na região do timo (glândula endócrina), ou do coração; o quinto localiza-se no interior da garganta, ou nas actividades da tiróide (a maior das glândulas endócrinas); o sexto, ou o que designais por “Terceiro Olho”, localiza-se na área da glândula pituitária; e o sétimo, ou coronário, constitui a glândula pineal, situado no topo da vossa cabeça.
Quando percebidos através dum elevado estado de clarividência, esses chakras assemelham-se a raios que se estendem desde o seu assento na anatomia ao longo da coluna espinal e no sentido do exterior, de forma não muito diferente do espectro natural do vosso arco-íris. Esses raios estendem-se ao infinito, porque a própria essência constitui uma grandeza infinita, enquanto o corpo físico traduz a habilidade que a essência tem de se focar no tempo e no espaço. Desse modo, a essência cria o corpo físico de acordo com as leis naturais do enfoque terreno, de modo a conceder a si própria permissão para se concentrar no tempo e no espaço.
Os sete raios estendem-se desde o infinito da essência para a limitação do factor espácio-temporal, a fim de criar o fenómeno dos chakras por meio do qual a essência se identifica com a personalidade individual duma dada encarnação. Por isso, desse modo podeis perspectivar os raios como uma extensão da essência a criar um holograma dos chakras ou modelo em que o corpo físico (assim como a mente subconsciente e a consciente), modelo esse em que é criado.
Os sete raios consistem na individualização da força da essência na relação que tem com a Mente Superior Universal. Aliás, são a própria força através da qual a mente universal, ou a própria essência se individualiza. Os chakras, ou sete assentos da consciência, estão associados a certas palavras-chave. Para o primeiro chakra, a primeira palavra-chave é compreensão, porque para progredirdes em qualquer área, a primeira coisa que se requer é compreensão. A palavra-chave para o segundo chakra é criatividade, porque vós criais a vossa própria realidade a partir das bases da vossa compreensão. A palavra-chave para o terceiro chakra é sensibilidade, porque precisais ter sensibilidade e empatia pelos outros, a fim de vos realizardes. A palavra-chave para o quarto chakra é amor, porque o amor traduz a harmonia inata que existe em todas as coisas, e por precisardes ter harmonia em tudo o que compreendeis, criais ou sentis. Para o quinto chakra, temos a expressão, a questão da articulação, a capacidade de vos expressardes aos outros partidos. Ao sexto chakra atribui-se a visão, a capacidade de conceber um sentido de finalidade. Por fim, o propósito divino é sinónimo do sétimo chakra ou do chakra coronário.
Os chakras governam-vos a realidade física. Aquilo que adquire a aparência de acontecimentos gerados ao acaso na vossa vida, tais como pessoas, oportunidades e vários outros assuntos, são frequentemente reflectidos nas anatomias subtis muito antes de se manifestarem no físico. Os chakras e os seus relevantes padrões de energia são as forças que atraem as pessoas e as circunstâncias apropriadas à vossa vida. São padrões formados por energia magnética que tanto atraem como repelem. De acordo com essas energias, vós atraís a vós pessoas e circunstâncias de acordo com as suas polaridades naturais e influências magnéticas. Porque de facto, a vida consiste apenas numa série de vibrações coordenadas, num sistema de atracção e de repulsão, e o grau em que focardes os chakras há-de ser o grau em que haveis de trazer uma manifestação exterior mais harmoniosa às circunstâncias da vossa vida pessoal.
A abertura dos chakras pode representar uma chave na focalização que conseguirdes em meio à vossa natureza verdadeira. O bem mais precioso que possuis é a vossa personalidade. A personalidade é o vocabulário pelo qual comunicais com todos os outros seres. Porque de facto, o ego humano, ou a personalidade humana, é isso mesmo – um vocabulário. Nem mais nem menos. É o meio e a maneira pela qual o vosso carácter se articula a ele próprio. E a personalidade, esse vocabulário, é um produto dos chakras e do grau em que se encontrarem abertos ou fechados.
Quanto mais trabalhardes o vosso ser na dimensão espiritual, mais os chakras se abrirão. Mas aqui reside um mistério – os chakras jamais chegam a abrir-se ou a fechar-se de verdade. Efectivamente os chakras encontram-se abertos o tempo todo. É somente a mente quem se fecha. Mas quando sintonizais a mente pelos centros espirituais, ela abre-se por acção da influência dos chakras.
O corpo físico não difere dum holograma. Tal como as vossas ciências recriam imagens tridimensionais por um processo holográfico, também pela vossa parte sois seres dotados de sete dimensões. Consistis de altura, largura e profundidade, assim como de tempo, espaço, mente, e consciência. Por estas sete dimensões se revela o vosso espectro total como seres conscientes. Do mesmo modo que no plano terreno dispondes de três níveis de consciência (consciente, subconsciente e super consciente), por habitardes um plano de três dimensões (altura, comprimento e largura), por sua vez a essência possui sete níveis de consciência e habita as sete dimensões que comporta. Essas dimensões entrecruzam-se e encontram o seu foco nos chakras, os sete níveis de consciência que compõem a soma total e a essência da influência procedente da alma que se reflecte nos assuntos diários do vosso viver.
Se reflectirdes na natureza dos chakras na meditação Kundalini, abris-vos aos centros da consciência onde as verdadeiras raízes da personalidade são reveladas, porque a substância da vossa personalidade encontra o seu foco através dos chakras. Do mesmo modo que o cérebro material é especialista nas suas funções e vos permite a capacidade de discurso, da lógica, da intuição e da criatividade, também por seu turno o próprio corpo físico constitui, no seu todo, o assento da essência, o assento da anatomia dos sete chakras.
A mente estende-se a todos os aspectos do corpo físico através dos tecidos neurológicos, quais raízes que se estendem terra adentro para obter nutrientes. O corpo físico constitui um ponto focal e os tecidos neurológicos representam as raízes da consciência, a estender-se fundo na habitação do templo que é representado pelo corpo físico para ser elaborada e realizada conscientemente e de seguida tecida numa tapeçaria que se torna na vossa personalidade. Mas, e depois? Porque a mente não é a vossa única fonte de consciência; vós também tendes as vossas dimensões espirituais. E é através dos chakras que o vosso espírito passa a integrar plenamente a trindade da mente, corpo e espírito, ou essência.
As vossas ciências procuram a personalidade nos padrões biológicos e psicológicos do corpo físico, mas apenas encontram reflexos dessas coisas nas várias propriedades químicas que observam. Eles não passam de sombras da verdadeira força causal, que consiste nas rodas da revelação, os chakras, que continuamente animam o corpo físico desde o nível molecular até ao anatómico. O produto disso é a vossa personalidade e o vosso padrão pessoal de vida.
É através dos chakras que vos estendeis ao infinito. É também através dos chakras que a alma molda a intimidade no plano terreno, intimidade essa que é traduzida pelas vidas que viveis. Quando alinhais os chakras, podereis então passar a dispor dos assentos da memória da essência, porque a essência estende-se ao infinito e ocupa todos os sectores do tempo e do espaço. E é por meio dos chakras que o holograma do corpo físico é criado e adquire animação e coordenação qual instrumento delicado e energia radiante.
Existem muitas técnicas para revigorar os chakras. Primeiro precisais ter conhecimento daquilo que eles operam e da sua área particular de influência. Os chakras inferiores são frequentemente dados à procriação, Mas além disso, as proteínas produzidas tanto no homem como na mulher que tanto se prestam á ovulação como à produção de esperma podem ser novamente utilizadas no corpo físico para a sua própria fortificação espiritual. Essas proteínas são em seguida transmitidas ao sistema sanguíneo ou às vias circulatórias, onde se dá uma filtragem no baço e a produção de certos hormonas e anticorpos que espiritualizam o corpo físico ao longo de linhas do foro da bioquímica. Elas representam as actividades biológicas dos chakras.
Mas, além disso, quando essas energias são aplicadas ao corpo físico, passam a intensificar a cura espiritual, a qual eventualmente molda a personalidade do homem, a qual representa o instrumento que ele utiliza para se expressar espiritualmente e aprender no seu plano. Isso pode ser conseguido por intermédio da meditação, do ioga, da oração, e do jejum.
Como os chakras dizem respeito à essência, quando sintonizais os chakras, sintonizais a função especializada que a essência manifesta no plano terreno, que vos molda o carácter e a natureza de acordo com as lições que vós, enquanto essências, desejais plenamente aprender. Quanto mais consciência tomardes desse fenómeno, mais a vossa mente se abrirá aos seus recursos mais elevados. E quanto mais restaurardes a vossa natureza angélica, mais vos tornareis num ser infinito. O espírito, a essência, está sempre alinhada pelo divino. Os chakras estão permanentemente abertos, por constituírem os portais para o divino. É apenas a mente quem confere a ilusão do encerramento dos chakras. Por isso, à medida que tranquilizais a mente e dais ouvidos ao eu completo, também passais a conhecer, todo o pensamento cessa, e penetrais nos profundos recursos do estado  meditativo, de que saís transformados, e todas as coisas saem rectificadas.
...
Se lhes derdes meia chance, os chakras corrigem-se a eles próprios completamente. Eles encontram-se sempre em estado de equilíbrio; apenas sois vós quem aceita, ou deixa de aceitar, a informação que eles vos trazem. Na realidade não se trata de alinhardes os chakras, mas de vos alinhardes pelos vossos chakras.
A cura constitui um produto do alinhamento desses chakras. Não será um facto que sois capazes de curar úlceras ao aliviardes estados de ansiedade? E não serão a maioria das alergias um produto do stress mental? Assim, pois, a cura consiste no processo de alinhamento pelos chakras e de permissão  para a mente divina entrar em acção. Porque, se a mente mundana, ou a mente consciente, possui a faculdade de curar, imaginai somente o que a mente divina não será capaz de fazer.
Pensai os chakras como num sistema harmónico. Cada pessoa possui um diapasão particular com o qual se acha em sintonia, de acordo com o harmónio dos seus chakras. Certas cores possuem notas musicais específicas, ou oitavas, associadas a elas. A cor porque uma pessoa se pode sentir atraída é chave em relação à parte do instrumento humano que está em sintonia com uma oitava particular.
...
Imaginai a espinha dorsal como uma série de escalas musicais em que os terminais nervosos se expõem. Atribuí uma oitava a cada um dos pontos chakras – um no cóccix, outro nos tecidos associados ao género sexual, outro no estômago, outro no coração, e por aí fora até à pituitária e à pineal – e haveis de dispor duma escala completa. De seguida, por meio duma série de sustenidos e bemóis sereis capazes de sintonizar oitavas particulares, escalas, e notas com os rins, o fígado, etc., tocando literalmente o instrumento humano. A glândula pineal constitui o assento principal ou centro da consciência. Junto com a glândula pituitária, (a pineal) é comummente referida como o “terceiro olho”. A própria glândula pituitária consiste no chakra coronário, a glândula melhor protegida de todo o corpo. Estimula as regiões do hipotálamo e constitui efectivamente a verdadeira sede da consciência no corpo. Os tecidos cerebrais operam os aspectos mais mundanos da intuição e da análise, enquanto a glândula pineal constitui verdadeiramente a sede da própria consciência.
O modelo mais aproximado que posso sugerir a fim de descrever o interface existente entre a essência e a sede física da consciência é aquele em que o vosso camarada Marconi, se o sugeri correctamente, difundiu ondas magnéticas por um cristal. O cristal entrou em ressonância, do que resultou um som audível da transferência para impulsos eléctricos resultante. De muitos modos, a glândula pineal tem uma acção bastante similar. Sendo rica em propriedades de silicone, creio, o qual é muito semelhante ao quartzo nas propriedades cristalinas que possui, a essência estabelece um interface (interligação) com ela e cria uma ressonância, o que passa a ser detectado pelas funções eléctricas da biologia do corpo, as quais estimulam o processo de divisão das células através duma fluência ao longo dos meridianos e outros campos de energia concentrados em torno dos chakras. Por isso, não difere muito do modo como um cristal de quartzo é capaz de colher energia electromagnética refinada e convertê-la (traduzi-la) em energia física audível.
...
Os chakras encontram-se permanentemente abertos. A melhor coisa a fazer é tranquilizar a mente. Deixai os chakras fazer o seu trabalho sem que a mente interfira com ele. O cérebro esquerdo gosta de interferir nas coisas. A coisa primordial é que ao vos actualizardes a vós próprios por intermédio dos chakras e das anatomias subtis, passais a recordar todas as coisas. Isso alinha-vos a super consciência, pelo que o que restará será o Todo (Deus). Isso dá lugar à manifestação dum sentido predominante de perfeição, um profundo altruísmo, e um forte desejo por viver a vida com simplicidade. Chamais a isso “êxtases” – uma forma divina de loucura, dependendo do quão bem saibais manipular esses estados.
...
Os chakras encontram-se permanentemente aberto; apenas devido ao facto de negardes que estejam abertos que talvez pareçam encontrar-se fechados. Eles operam em vós o tempo todo, porque de outro modo a própria vida teria cessado. É apenas em função do grau em que nos tornamos receptivos à informação que fornecem que somos levados a pensar que estejam abertos ou fechados. Até mesmo o conceito de “aberto” ou “fechado” se acha incorrecto, porque o espírito se acha continuamente junto de vós. Apenas a ilusão da mente consciente – de consistir em mente e corpo unicamente – que confere a aparência de estarem fechados. Como tal, os chakras estão sempre abertos, trata-se unicamente de os alinhardes de modo a poderem transferir-vos energias de um modo mais apropriado.
Tampouco podem os chakras alguma vez sofrer qualquer bloqueio. A essência jamais é bloqueada. Não existem barreiras. Apenas a mente pode passar a fechar-se. Por isso, abri as vossas mentes. Esquecei os chakras e abri as vossas mentes. Pensai nos chakras como um armazém que permanece aberto o tempo todo e em que podeis fazer “compras” a qualquer hora.
Alguns chakras revelam-se mais sensíveis do que outros a diferentes níveis da memória por meio da recordação das vidas passadas. Do mesma forma que utilizais diferentes regiões cerebrais a fim de recordardes vários aspectos da existência imediata aqui no plano físico, também por sua vez os chakras são utilizados em diferentes formas de recordação relativamente a vidas passadas. Cada chakra possui um nível de informação distinto de igual modo e de forma compatível. E apesar de um chakra poder abrigar um aspecto inicial nessa recordação, todos os sete carregam essas memórias num todo.
Armazenada em cada um dos chakras encontra-se informação destinada à mente. A mente, por intermédio dos cinco sentidos físicos, acredita que toda a informação se encontra fora de si própria. Acredita em toda a informação que lhe chega por intermédio dos cinco sentidos físicos – toque, paladar, olfacto, vista e audição. Mas na realidade, cada um desses sentidos é enganador, porque cada um deles foca constantemente a mente consciente no perímetro limitado de si próprio. Por isso, a mente está permanentemente a ser atraída para fora de si própria, quando na realidade os perímetros totais da mente se acham armazenados nos tecidos musculares do corpo físico. Ela (mente), por intermédio do sistema nervoso central e simpático, recebe as várias reclamações provenientes dos vários tecidos localizados no corpo, interpreta-os em termos de dor e diz: “Não me incomodes. Não estou interessado nas tuas dores nem mágoas.” Só deseja dar continuidade ao diálogo facultado pelos sentidos. Isso torna-se bastante sedutor e vós criais a ilusão da realidade física a fim de explicardes as vossas dores e mágoas.
Os chakras constituem os campos da força vital que animam constantemente as células, moléculas e átomos do corpo. Os vários chakras e raios estendem-se ao infinito. São os éteres que vos criam a forma física. A essência e os campos de luz que vos rodeiam o corpo. Por isso, sempre que me interrogais sobre o processo de obtenção de informação, eu digo-vos que ela procede dos próprios níveis da essência, por a essência ocupar todos os sectores do tempo e do espaço, e coordenar as suas actividades na forma física por intermédio dos chakras, ou os éteres, que não passam de reflexos da essência a passar por aqui, do mesmo modo que a mão ao atravessar o ar provoca uma brisa.
Á medida que a essência olha para baixa a partir do infinito, ela cria um foco físico que consiste no corpo físico. O corpo física consiste na capacidade que tendes de vos focar no tempo e no espaço. A essência cria esse foco ao se projectar por meio dos sete raios, que consistem na personificação através da essência individual, que alcançam um maior grau de personificação com a experiência individual que tem no tempo e no espaço. Desse modo, os sete raios são portadores de informação individualizada mas, ainda assim, universal. As extensões directas da perfeição da essência numa forma individualizada. Os chakras , então, constituem o interface entre a dimensão física e a espiritual. Por isso, os chakras e os raios são, de facto, sinónimos. ´
É unicamente que os chakras constituem o ponto íntimo por meio do qual podeis fazer o interface convosco próprios enquanto seres físicos e etéreos.
Quando a mente deixa de continuar a receber estímulos ou informação externa e passa a recebê-la a partir das estruturas internas é que os chakras se alinham e vos tornais em consciência pura. Estendeis-vos ao infinito ao vos voltardes para dentro, onde descobris a vossa convergência nos chakras.
Demasiada concentração nos chakras “inferiores” leva-vos a atrair unicamente indivíduos numa base física. Uma concentração excessiva no chakra “médio”, o das emoções, e começareis a expandir-vos e a ocupar o vosso espaço legítimo no planeta. Uma concentração excessiva nos chakras visionários, como nos elementos mais elevados das coisas, e passareis a dispor duma visão destituída de fundações. Por isso, o objectivo consiste em abrir cada um dos chakras por intermédio duma meditação, equilíbrio e tranquilidade apuradas.
Do mesmo modo que o sol irradia e estende a sua luz a fim de nutrir a planta e esta sempre cresce na direcção do sol, do mesmo modo a vossa essência vos envia a sua força vital com base na qual a vossa forma física se desenvolve. Quanto mais energia dessa receberdes por intermédio dos chakras – os quais constituem os canais apropriados - mais iluminados vos tornareis. Sugerimos que comeceis a trabalhar com os chakras, por eles delinearem o vosso currículo para a consciência elevada.
Como podereis abrir a mente? Meditando, simplesmente. É a coisa mais relaxante e benéfica que podeis fazer. Dizeis: “Não consigo fazer isto”, mas isso não passa duma mentira. Porque adormeceis e dormis, e quando o corpo adormece, começais a obter memória, e começais a recordar. Essas recordações constituem os sonhos. Muitas dos intelectuais dizem não sonhar, mas são aqueles que são dotados duma maior faculdade intelectual que geralmente têm paredes mais finas. Insistiremos convosco para recordardes a existência da vossa essência, que é o vosso portal para a identidade mais elevada e que se foca continuamente em vós através dos portais abertos que são os chakras. Porque essas portas que são abertas pelo eu superior - o Cristo - e jamais podem ser encerradas por qualquer homem ou mulher, permanecendo eternamente abertas. Depende unicamente do grau com que a mente, por meio da fé (no sentido de confiança e não da crença) o aceite e passe a praticá-los e a torná-los parte do padrão pessoal que se torna na personalidade. Aqueles que abrem os portais dos sete chakras, aceitam a sua identidade total enquanto essências.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS