sábado, 13 de junho de 2015

MUDANÇAS GLOBAIS



Diria que na sua maior parte o nosso tópico de hoje prender-se-á com o que está a ocorrer actualmente no vosso mundo, e com o rumo que tomam, por conseguinte, aquilo para que será benéfico que se preparem, aquilo que estão já a passar, assim como aquilo que rapidamente se está a aproximar com respeito ao vosso mundo, ao vosso meio ambiente, e em relação às alterações que se estão a dar na forma como interagem, e no que irão ver-se, por assim dizer.


Nessa medida, permitam-me que lhes diga a todos que em relação à introdução prévia que fizemos deste assunto, quem quer que entretenha a ideia de que o que está rapidamente a aproximar-se não os afectará, eu diria que será melhor que reavaliem isso. Porque independentemente do local onde residirem, independentemente do que fizerem, irá afectá-los a todos. Por isso, preparação e acção não se limitam àqueles que possam vir a ser deslocados, mas a todos, porque aqueles que forem deslocados virão até junto da vossa soleira da porta. Por isso irá envolvê-los a todos.

Trata-se de uma reconfiguração massiva, e nessa massiva expressão, conforme já apresentei desde o início deste fórum, envolve uma mudança global. Não se limita a uma nação, a uma área geográfica do planeta, mas envolve o vosso planeta inteiro, toda a gente, todos os locais do próprio planeta. E nessa medida envolve-os a todos.
Contudo digo-lhes que isto não representa a condenação nem o fim. De verdade. Não irão provocar a destruição do vosso planeta nem da vossa espécie. Portanto, é simplesmente uma questão de estarem informados e assim produzirem as escolhas mais eficazes para cada um de vós, e esse é o papel que me cabe, auxiliá-los em tal tarefa.
Abro a sessão a todas as perguntas que tenham a colocar.

Pergunta: De que modo poderemos preparar-nos melhor? Disseste que devíamos preparar-nos. Como é que nos preparamos para algo quando nem sequer sabemos aquilo para que nos estamos a preparar?

Excelente pergunta. Primeiro informam-se. Informam-se de uma forma realista, de forma imparcial, em relação ao que está presentemente a ocorrer. Como hão de fazer isso é prestando atenção ao próprio planeta.

Eu advogo que prestem atenção aos vossos cientistas, por eles estarem informados, e estarem a observar e a participar, e dispõem de informação válida. Mas se optarem por não dar ouvidos aos vossos cientistas, coisa que muitos fazem, prestem atenção ao vosso planeta. Ele está em movimento. E conforme referi previamente, não há como deter esse movimento. Não se trata de uma questão de prevenção ou de detenção nem de eliminação. É uma questão de fluírem e de aceitarem e de reajustarem, por terem empregue gerações e mais gerações neste movimento, e a pôr acções em marcha que não vão agora a esta altura ser detidas. Nessa medida, até mesmo entreterem a ideia de poderem reverter o que está a ocorrer ou travá-lo soa ridícula. Não pode ser travado. Já provocaram tanta afectação que agora o vosso planeta está a reagir. Já está a fazê-lo – já o fez – e está a fazê-lo em voz alta.

Não está a morrer. Não está ferido, mas a sofrer uma reconfiguração. O vosso laneta assemelha-se bastante a um camaleão, e altera-se e reconfigura-se relativamente ao que é expressado ao seu redor. Quando lhe alteram certos factores, ele reajusta-se simplesmente e reconfigura a energia. O que não quer dizer que tal reconfiguração de energia seja sempre fonte de conforto para vós nem para muitas espécies. Mas ao contrário de vós, muitas das espécies que está a afectar não incorporam crenças, e como tal, não acatam isso com a percepção de ser bom ou mau. Elas simplesmente ajustam-se igualmente, ou optam por deixar de participar, coisa que muitas estão a fazer. Mas vós não. Vocês continuam a aumentar em quantidade. E com isso, conforme estão cientes, estabeleceram-se com relação a este mundo, e co isso, é apenas uma questão de se reconfigurarem relativamente à forma como o vosso planeta está a reconfigurar-se.

Conforme expressei anteriormente, o volume mais elevado e a maior concentração de população reside nas zonas litorais, em todas as áreas do vosso planeta. Isso representa a maior concentração de gente residente, enquanto em muitíssimas áreas do vosso mundo existem vastíssimas áreas por completo abandonadas. Por vocês tenderem a gravitar para as regiões litorais, o que é compreensível, por causa do comércio e da necessidade de sustento, só que não é prático, ou não o será por muito mais tempo.
Pergunta: de que modo estão essas mudanças a ocorrer, em relação à terra? Irá passar a haver tempestades, inundações, vulcões?

Bom, essa é igualmente uma importante questão, por ser o que automaticamente presumem, catástrofes, e isso poderá não corresponder ao que venham a criar. Não se trata de uma situação em que não disponham de alternativa. Não podem deter, mas também podem escolher a forma de fluírem com isso e a forma em que passarão a interagir com tal movimento.

Nessa medida, podem não ser eventos catastróficos. Pode ser uma multiplicidade de eventos de menor monta que vão invadindo e invadindo, assim como poderá ser um movimento gradual de invasão e de erosão – mas existem outros factores.
Conforme referi, vocês provocaram modificações suficientes a ponto de afectarem as placas da vossa própria terra, o que está a provocar isso, o planeta está a reconfigurar-se. Um dos métodos que ele utiliza na sua própria reconfiguração, ou na reconfiguração das suas massas de terra são os terramotos, de que produziram enormes concentrações, que cresce em volume, aproximadamente nos últimos trinta ou quarenta anos, o que é significativo, por constituir quantidade de tempo reduzida relativamente a centenas de anos em que produzistes muito poucos. Agora estão a produzir um significativo aumento do volume deles em várias áreas do vosso mundo, e chegaram a reactivar vulções que tinham estado adormecidos há centenas de anos. Por conseguinte isso também poderá constituir um factor, só que não necessariamente de tipo catastrófico.

Por conseguinte, poderá não envolver tremendos furações ou tsunamis ou terramotos que arrasem com tudo, mas a combinação de todas essas acções gera uma instabilidade em diversas áreas do vosso mundo, e quanto mais instáveis se tornarem no apoio às estruturas, ou aquilo que chamam de infraestruturas, mais passarão a exigir que abandonem certas áreas e se mudem para outras áreas de terra mais estáveis e mais capazes de suportar a vossa espécie.

Felizmente a vossa espécie é muito adaptável e é capaz de sobreviver em qualquer continente e é capaz de sobreviver em qualquer terreno, ao contrário de muitas outras espécies. Por isso, dispõem de um leque de alternativas formidável quanto à vossa adaptação e ao que fazem. Mas conforme referi, aqueles que não residem em áreas de baixa altitude ou litorais não estão imunes ao que ocorre. Deixem que lhes coloque uma pergunta, vocês estão de visita a uma cidade litoral, presentemente. Quantos habitantes comporta esta cidade?

E de todos esses indivíduos, caso essa cidade começasse a desaparecer, para onde é que iriam? Ver-se-iam deslocados, mas precisam residir em qualquer parte. Por conseguinte, todos aqueles que ocupam massas de terra no interior irão sofrer uma invasão, por as pessoas precisarem ir para qualquer parte.

Que não estejam a compreender entendo bem, por terem a ideia de disporem de muita terra, e de que as pessoas possam mudar de lugar e acomodar-se. Não podem não, não presentemente. Não conseguem mudar milhões de indivíduos – MILHÕES – não centenas. Caso não disponham de infraestruturas que lhes forneça apoio não conseguirão mudar milhões de indivíduos. E quantos anos exigiria a construção de infraestruturas que lhes forneça apoio? Já existem áreas no vosso planeta que se acham sobrelotadas com a deslocação de milhões de pessoas que estão a ser identificadas e classificadas como refugiados, e que não dispõem de lares. Elas inundam as cidades, mas essas cidades não têm meio de as acomodar, por não disporem de estrutura a proporcionar-lhes. Não dispõem de casas. Isto não é fantasia nenhuma, meus amigos. Isto já está a ter lugar, agora, neste mesmo dia de hoje.

Pergunta: Se bem, entendi, trata-se da questão da sobrepopulação.
Não, não é uma questão de sobrepopulação. Essa seria a justificativa que as pessoas tendem a apresentar, mas não, não é.

É uma questão que envolve todas as vossas cidades, municípios mesmo, ou até mesmo as pequenas vilas das áreas rurais; Vós já dispondes de infraestruturas específicas, como estradas, lares, apartamentos, edifícios governamentais, parques. Isso faz tudo parte dessa infraestrutura. Nessa medida, ela já se encontra de pé, e feita para acomodar o número de pessoas que já consegue suportar. Poderá acomodar um afluxo ligeiramente superior; talvez um milhar consiga ser acomodado na infraestrutura que já existe na maioria das vossas cidades e municípios.

Nessa medida, não é uma questão de sobrepopulação, mas uma questão de reconfiguração do local em que as pessoas passam a residir e das áreas que desaparecem relativas às suas residências. Pessoas que residiram há gerações e gerações e há centenas e milhares de anos em determinadas áreas não podem passar a existir mais nessas áreas, por passarem a submergir. Deixa de existir terra, por ficar debaixo de água, e isso está a suceder com uma maior rapidez do que percebem. Já estão a deslocar milhões de pessoas, e esses indivíduos inundam as cidades existentes, as quais não os conseguem suportar, e essas cidades existentes já se estão a tornar enormes guetos.

Pergunta: Em termos de probabilidades, estaremos a falar de um potencial de um número massivo de mortes?

Para ser realista, diria que isso ainda está por ver. Por haver a possibilidade de parte disso se dar com relação a algumas acções que designariam de desastres naturais, embora não de carácter catastrófico necessariamente; Mas relativamente a êxodos em massa por essa via, a probabilidade não é tão expressiva. Poderão surgir pequenas expressões dessas, tal com a que já sucedeu com relação aos tsunamis e terramotos e mesmo furações. Mas eu diria que neste momento a energia das massas não aponta na direcção de uma vasta expressão desse tipo de êxodo da vossa realidade. Não, na realidade, estão como que a voltar-se na direcção oposta e a aumentar o número de casos do que a diminuir.

Pergunta: Até mesmo ao longo desse período de reconfiguração, é provável que incrementemos o número?

É.

Pergunta: Mesmo apesar de estarmos a perder extensões de terra? Ou iremos obter outras extensões…?

Estão a perder terras extensões de terra, sim, mas isso não quer dizer que não disponham de terra suficiente para os suportar a todos. Porque dispõem. Em definitivo dispõem de terra suficiente para os suportar a todos. Conforme disse, vocês enquanto espécie são bastante adaptáveis, o que joga bastante a vosso favor, por conseguirem adaptar-se a qualquer clima e a qualquer configuração de extensão de terra. Nisso não se parecem com as outras espécies, por serem amplamente adaptativos.

Sim?

Pergunta: Porque razão estaremos a optar por este método, de redução da massa terrestre e da submersão pelas águas?

Essa é igualmente uma excelente pergunta.
Bom; pensem no propósito que esta mudança tem; se uma das expressões desta mudança não será a realização da consciência objectiva da interligação?

Pergunta: A solidariedade.

De certo modo – aquela interligação, aquele reconhecimento de que não estão todos separados.

Nessa medida, conforme já referi desde o começo do fórum, esta mudança far-se-á acompanhar de trauma, mas a direcção que tomam no sentido de realizar, as expressões e o sentido que pretendem realizar são enormes. Este é um Evento Principal da Origem, e vós nunca empreendestes um evento desta amplitude neste mundo. Trata-se de uma mudança tão grande que a sua inteireza não pode sequer obter expressão na vossa realidade física.

Nessa medida, envolve a reestruturação e a reconfiguração de toda a vossa realidade. Não de modo a reestruturar-se a vós próprios enquanto espécie, mas já puseram de parte tudo quanto edificaram. É demasiado restritivo e nega-lhes a liberdade, assim como o movimento natural de exploração que possuem.

Nessa medida, conforme expressei, um dos movimentos significativos desta mudança consta daquele reconhecimento da interligação, que consiste no descartar daqueles véus de separação e na diluição desses véus de separação, coisa que estão a fazer, de uma forma espantosa. Mas quanto a isso, ao darem maior expressão à separação em que se encontram e ao reconhecerem a interligação que os une, estão a mover-se no sentido de uma direcção completamente diferente daquela que conhecem e do que construíram. Tudo quanto edificaram foi edificado com base na separação. Tudo quanto fizeram, toda a direcção que tomam, ergue-se com base nessa separação, e com isso, vós criastes estruturas espantosas. Não me estou meramente a referir às estruturas de carácter físico, mas às estruturas relativas à forma como funcionam nas vossas vidas. O comércio não representa uma estrutura de carácter físico, embora incorpore alguns aspectos físicos. Não representa uma estrutura física, mas é considerável e constitui um dos fundamentos do vosso mundo, e de todas as vossas criaturas.

E alterar de forma dramática esses tipos de estruturas e de concepções exige-se um movimento significativo. Vocês não mudam facilmente. Independentemente do facto de a mudança lhes ser natural e de estarem constantemente a mudar, não empreendem uma mudança significativa sem dar luta. Querem que tudo permaneça familiar, por isso os fazer sentir-se em segurança. Mas vocês também são, por natureza, exploradores; são aventureiros. Apenas esqueceram o facto de serem aventureiros e amedrontaram-se.

Nessa medida, descobrir a individualidade que os caracteriza e a vossa autonomia e a importância do indivíduo em vez da importância dos testas de ferro que deem ordens às pessoas e vós cegamente as obedeçam, ao redescobrirem a importância e o significado e o valor do indivíduo, essas estruturas deixam de os servir. Isso está a criar uma tremenda agitação por todo o vosso mundo, o que está a fazer esta mudança seguir em frente, mas também está a provocar reacções de medo.

Pergunta: Pelo que consigo apreender esse tipo de mudança envolve, conforme experimentamos no passado, o consumo de um âmbito significativo de tempo em que experimentamos destruição. Não será verdade? Quanto tempo durará essa destruição?
Agradeço o facto de teres colocado isso, por isso corresponder à percepção mais comum. Essa é a percepção que a maioria das pessoas por todo o vosso mundo têm, mas está inteiramente incorrecta, por a destruição já tem estado a ter lugar. Não têm estado a prestar atenção! Já está a ocorrer há anos e anos e anos sem fim. Já está a ocorrer há meio século, mas vós não estais a prestar atenção. Vocês já puseram essa “locomotiva” em movimento, e numa alta velocidade, e ele já está a correr desenfreado pelos carris, e está a consumir-se nesses carris. Já foi activado.

O tsunami que reclamou, por assim dizer, tantos, ou com que tantos optaram por passar desta vida, que foram pessoalmente afectados nesse grupo, terremotos, incêndios – mais incêndios do que vocês criaram durante centenas anos – e a concentração durante os passados cinquenta anos ultrapassam tudo quanto se terá dado em centenas de anos: fogos, terremotos, inundações, tsunamis, tufões, tornados…

Pergunta: Então será o quê, guerras?

Pergunta: Protestos?

Protestos, não necessariamente guerras. Diria que essa não faz parte da forma
como estão a diminuir a população, porque pela primeira vez na história estão a dar expressão a menos guerras do que antes, e por conseguinte é uma situação em que estão todos muito mais cientes dos conflitos que empreendem ou que os outros indivíduos ou nações empreendem. Estão todos muito mais cientes disso, o que, uma vez mais, constitui um exemplo desta mudança.

A invenção de todos os aparelhos que possuem não constituem acidente nenhum, meu amigo, e fazem todos parte desses movimento no sentido da redução da separação. Eles ainda não estão propriamente a criar uma expressão de menor separação entre as pessoas, mas estão a criam uma menor separação relativamente ao conhecimento e à percepção, por estarem cientes do que está a ocorrer por todo o vosso mundo. Nessa medida, por estarem mais conscientes, estão a prestar uma maior atenção aos números daqueles que participam nas guerras ou que saem feridos ou são mortos na guerra.
Mas para sermos realistas, relativamente a percentagens ou rácios, estão a produzir um menor conflito relativamente a guerras por esta altura do que alguma vez na vossa história, e estão a aumentar a vossa população. A guerra sempre constituiu um meio de reduzir a população, mas vós não a estais a usar desse modo desta vez.

Pergunta: Para termos uma maior interconexão precisamos abrir-nos mais, mas aquilo que me é dado ver é que nós nos fechamos.

Estou de acordo.

Pergunta: O nacionalismo na Europa e na América, e os movimentos religiosos no médio oriente, e toda a gente a fechar-se e a lutar. Assim, onde está a abertura?
O que foi o que disse relativamente aos vossos aparelhos, o facto de ainda não terem contribuído para isso. Na realidade, contribuiu para uma maior separação individual. As pessoas têm uma menor interacção genuína uns com os outros, por esta altura, mas isso representa uma expressão um tanto natural.

A acção de alcançarem uma maior consciência e de instaurarem uma menor separação - mas uma maior interligação ao invés - uma vez mais, representa um processo, e bastante pouco habitual. Nessa medida, apresentaram a vocês próprios uma nova maneira que constitui um reflexo de vós próprios e uma maneira de o conseguirem. Só que lhes é tão pouco habitual que ainda não entenderam muito bem a forma como os afecta ou como utilizá-lo de uma forma eficaz e benéfica. Mas o começo disso está em que está a gerar uma maior consciência do que se está a passar no vosso mundo. Isso representa um primeiro passo. Daí começarão a avançar por modos de uma maior interligação.

Este é um aspecto importante, também. Por vezes as pessoas sentem-se desencorajadas e dizem que não percebem evidência alguma desta mudança de consciência. Encontram evidência dela por todo o lado ao vosso redor. Eu expressei desde o início deste fórum que esta mudança de consciência não vem instaurar a utopia. Está a criar diferença. Não é que estejam a criar a expressão do Céu na Terra, não, mas o facto de a vossa percepção vir a expandir-se enormemente e de se encaminharem do facto do indivíduo ser dotado de uma importância e significado primordial e de virem a orientar-se a si próprios. E vós ESTAIS a avançar nessa direcção, e há prova mais que suficiente disso. Em relação a isso, conforme referi anteriormente, também é uma questão daquilo a que prestam atenção. Se a atenção que estiverem a prestar não for no sentido do ver o que está a ocorrer, não verão o que se está a passar.

Nessa medida, essa é igualmente a razão por que se torna significativamente importante ter noção do tipo de energia que vós próprios expressais, ter consciência daquilo para que estão a contribuir. Estarão a contribuir para uma maior tempo e energia de conflito e de abrandamento do movimento e para a negação, e por conseguinte, para um maior trauma? Ou estarão a contribuir para uma energia que os faça mexer com uma maior rapidez, com uma maior suavidade, e que produza uma maior abertura na realização e reconhecimento do que está a mudar e do que já está a ser realizado? Mas há consideráveis mudanças já em curso. Nessa medida, é uma mera questão de o reconhecerem.

Vejam-se a vós próprios como exemplo disso. Se apresentarem a vós próprios mudanças significativas na vossa vida individual, independentemente do facto de as julgarem boas ou más, nem sempre saltam cheios de entusiasmo na direcção delas. Esperam; avaliam; consideram, podem até sentir-se apavorados. Podem nem sempre adoptar a mudança. Em grande medida, repelem-na e negam-na, e dizem: “Não, não, não, não!”

Vejam-se como exemplo e conseguirão compreender o mundo com uma maior clareza, por o vosso mundo constituir um exemplo de um reflexo de vós. Por isso, que energia que estão a expressar e de que forma estarão a interagir? Estão a envolver-se? Conforme disseste, notam uma maior separação. Concordaria com isso de certa forma relativamente à interacção individual que têm. Isso é óbvio. Nessa medida, estarão a prestar atenção ao que cada um de vós está a fazer ao longo de um dia? Quantas vezes estão de olhos fixos nos vossos telemóveis quando têm outras pessoas em pé ou sentadas à vossa frente e não interagem com elas? Estão a interagir com o dispositivo. Quanta vez estão a interagir com o vosso computador e têm a família presente ao vosso redor e não interagem com ela? Estão a interagir com o aparelho.

Pergunta: Mas o dispositivo leva-nos a contactar com outros ao redor do mundo, o que nos ajuda a estabelecer contacto.

É uma questão de equilíbrio, e nessa medida, estão a fazer o pêndulo ao extremo, por não estarem a prestar atenção ao que tem lugar no imediato ao vosso redor. Não estou a dizer que os vossos aparelhos não sejam importantes ou que não sejam úteis ou que não sejam um reflexo de vós e do poder que têm e do movimento que empreendem para a frente. Porque são, mas não a ponto de sacrificarem aquilo que estão destinados a realçar, que é essa interligação, essa força entre todos vós.

Pergunta: Toda esta discussão acerca das mudanças terrenas suscitou em mim a lembrança de que o Seth certa vez disse que não existe somente uma terra, mas que existem outras. Ele estava a dar um exemplo ao… não me recordo do nome dele agora…
Ele disse-lhe que tinham alterado a probabilidade na vida deles, por existir uma Terra em que a Segunda Grande Guerra teria acabado numa destruição atómica e nós não tínhamos tomado esse caminho. Assim, de que tipo de Terra estaremos aqui a tratar?
Estamos a referir-nos a esta! (Riso por parte do grupo) Aquela em que existem fisicamente actualmente. Deixem que vos diga que eu reconheço isso, e está certo. Só que essas outras Terras constituem realidades prováveis e realidades alternadas, mas vós não existis nelas. Vós existis nesta.

Pergunta: Quem terá tomado a decisão de ir nessa direcção?
Vós!

Pergunta: Nesse caso, talvez alguma dessa gente possa decidir passar para uma realidade diferente, não?

Não. Não estás a entender. Quando definem uma escolha, criam outras realidades prováveis. Elas existem lado a lado. Vocês não abandonam uma e passam para outra. O que criam é um fragmento vosso, pelo que agora passa a existir dois de vós. Mas VÓS permaneceis nesta realidade, e agora encontrais-vos igualmente noutra realidade. Vós ocupais um número incontável de realidades, mas também continuam nesta.
Nós estamos a referir-nos a esta que estais a ocupar, por não abandonarem esta, a menos que optem por perecer! Caso contrário, apenas fragmentarão outros aspectos de vós próprios e criam outras realidades que poderão experimentar acontecimentos catastróficos.

Pergunta: Tu também falas nessas outras realidades, no sentido de prestares ajuda?

Em algumas, não todas.

Pergunta: Milhões?

Mais.

Pergunta: Biliões?

Mais. (Riso da parte do grupo)

Pergunta: Diz que seja uma infinidade.
Para além do que conseguem contar, por esse ser o aspecto principal da vossa mudança de consciência.

Pergunta: Por que razão seremos tão importantes?

Por se dever à escolha colectiva o facto de terem movido esta acção. Vós escolheis: a vossa realidade física, a vossa dimensão tem poder de escolha. Por conseguinte, aquilo que lhes diria é que não é somente o vosso planeta que está a tomar parte nisto. Há muitos outros planetas que estão a tomar parte nesta mudança, por eles fazerem igualmente parte da vossa dimensão física, do vosso universo físico, e colectivamente, a vossa dimensão optar por empreender esta mudança de consciência. Estará este tipo de comunicação a decorrer noutros mundos? Está, da mesma forma, a fim de evitar tanto trauma quanto possível, com respeito a esta mudança.

Pergunta: Também nessas outras realidades?

Em algumas, não todas.
Pergunta: Que via empreenderão quando nenhuma comunicação ou mudança ocorre? Em que direcção pendem?

Na direcção que escolhem. Mas não importa, por isso não ser necessariamente relevante para o que estais a experimentar.

Pergunta: Foi só por curiosidade. (Elias ri juntamente com o grupo)

Pergunta: Estávamos há pouco a conversar acerca das pessoas de mudarem para o interior; poderias dar-nos um exemplo hipotético daquilo que eu poderia fazer? Não vou começar a trabalhar numa grua nem esse tipo de coisa. Por isso, que tipo de coisas poderemos fazer para começar a preparar-nos para esse tipo de situação? Creio que também o esteja a indagar ao nível energético e não simplesmente começar a preparar cestas básicas. Que opção haverá? Um exemplo de como poderemos começar a resolver esse problema.

Muito bem. Como poderão começar, para além de se informarem e de se consciencializarem a vocês próprios, passa por uma decisão quanto ao tipo de energia que queiram instaurar mais, e com isso, lembrem-se que isso é o que fazem, quer tenham ou não consciência disso.

Vós sempre estais a criar mais do que quer que estejam a prestar atenção. Por conseguinte, aquilo a que prestam atenção, e com isso, envolver as acções desta mudança, uma das quais passa por uma maior interligação. De que forma estará isso relacionado com o tema? Isolar-se ou passar a ignorar o que está a ocorrer e deixar de partilhar com os outros não fomenta a interligação. Não serve de ajuda. Nesse sentido, poderás não ser um desses que andam a colocar cimento ou a fundir aço a fim de ajudar a criar infraestruturas amplas, mas podes ser um indivíduo que auxilia à expressão de partilha a fim de fomentar a consciência dos outros.

Na anterior interacção que tivemos, em que comecei a introduzir este assunto, essa interacção começou com uma pergunta subordinada à forma de interagirem com outros que não têm a mesma consciência ou sensibilização que vocês têm, e o quão irritante é interagir com pessoas que expressam uma menor consciência de si do que vós, e do quão aborrecido é, e como produzir um tipo de interacção dessas e o que fazer. Esse é um excelente exemplo para começo, por todos partilhardes essa situação. Todos vós ocupais o planeta, e todos sereis – e já estão a ser – afectados pelas situações que o planeta apresenta, alguns muito mais que outros. Mas, independentemente disso, esse é um caminho a que poderás dar início. Que é que estás a criar mais? De que modo estarás a implementar esta mudança no quadro dessa interligação e partilha de informação e expansão por maneiras efectivas, práticas e materiais? Nessa medida, a utilização das oportunidades, não de pregar, nem para fazer proselitismo, mas para partilhar, para convidar a partilha com os outros, abordá-los, colocar-lhes perguntas. De que terão consciência? Por uma partilha, não instrução, usa a consciência que tens para ajudar aqueles que não têm. Esse seria um excelente começo.
 

Os aspectos físicos sucederão, mais cedo do que esperam, por necessidade. Ver-se-ão forçados. Mas poderão preparar-se por um envolvimento, pela utilização da consciência que têm a fim de se interligarem, de partilharem. Usa os talentos que tens. Todos vós possuís talentos Todos vós possuís capacidades e pontos fortes e criatividade. Usa os talentos que tens para expressares essa interligação com os outros. Que é que já estás a implementar? De que modo já te estarás a expressar? Que paixões terás? Que talentos terás? Não importa quais sejam, literalmente. Pode ser um talento para números, pode ser talento para cantar, pode ser talento para joalharia. Pode ser talento com os animais. Pode ser talento com qualquer coisa; não importa. Usa os talentos que tens para te ligares: talento para a leitura, qualquer que seja – aquilo em que expressares a tua paixão, aquilo que amas de uma forma autêntica, aquilo de que gostas, aquilo em que te distingues. Faz isso e inclui os outros. Aproxima-te, mais a tua energia, do exterior e cria elos de ligação. Implementem essa interligação nas vossas famílias, com os outros, com todos que conheçam.



O que não quer dizer que te envolvas numa discussão filosófica com alguém no supermercado! (O grupo ri) Não. Mas podes alargar-te. Podes fazer comentários. Podes empregar uma frase a que o outro não te possa responder, mas o faça pensar ou lhe desperte a curiosidade. Não é uma questão de se tornarem pregadores no cimo de um monte, mas de se permitirem começar a fazer o que dizem e pensam e leem. Vocês falam e pensam em expandir-se. Agora façam-no!

Pergunta: Vou mudar para outra coisa. Torna-se difícil ser preciso com respeito à pergunta, mas eu queria perguntar acerca da mudança com respeito ao Médio Oriente, e o que tem vindo a suceder nos últimos anos, com as revoluções e os protestos que se tornaram num pesadelo e deixaram de criar o efeito desejado, ou impacto, e com os ditadores subsequentes e a matança de pessoas. Que pensarás disso? Que comentário poderias fazer? E que probabilidades assistirão à situação?


Esse é igualmente um assunto significativo, e está interligado ao que estivemos a debater anteriormente. Mas um outro aspecto ou outra fase da forma como se encontra interligado é o facto de visar a questão da percepção.

Deixa que volte a afirmar que, antes de mais, na vossa realidade não existe nenhuma percepção ou realidade oficial. Tudo é individual. Cada um de vós individualmente cria a própria percepção pessoal e única, que por sua vez cria a vossa realidade. Esse é o mecanismo que cria tudo, cada instante, cada movimento, cada pensamento, cada sentimento, tudo. Cada pedra da vossa realidade é criada pela vossa percepção. E embora partilhem denominadores comuns com outras pessoas relativamente à percepção que têm, também se destacam algumas diferenças significativas.
Agora, com respeito àquilo que referiste nessa área do mundo e à discórdia e à agitação, e o que referiste quanto à passagem num sentido indesejado, não, não foi completamente indesejado ou não teria ocorrido.

Esta é uma questão significativa por apresentar significativas diferenças na percepção – o que não equivale a dizer que uma facção esteja certa e a outra esteja errada. Elas são diferentes, e com tais diferenças, as pessoas discordam facilmente com as divergências, e cada expressão de diferença é capaz de justificar a sua percepção a dobrar. Cada pessoa é capaz de justificar a percepção que tem do que acredita ser correcto. Uma pessoa que percebas ser, ou que expresses ou definas como humanitária é capaz de justificar as suas acções, a sua filosofia, as suas crenças, a opinião que defende assim como a sua percepção, mas uma pessoa que seja um ditador é igualmente capaz de justificar outro tanto, e o ditador acredita estar igualmente com a razão do seu lado. Todos vós acreditais que a percepção individual que têm, a filosofia, e bastante significativo, princípios sejam os certos, e com isso, automaticamente projectam essas directrizes no exterior com respeito ao mundo.

Agora; isto envolve dois factores. Não está errado projectarem as vossas directrizes. Não está certo que esperem que os outros adiram às vossas directrizes ou as ponham em prática. Não é errado vós manterdes a vossa própria filosofia e a vossa própria opinião. Para vós, pessoalmente, isso é correcto. Mas outra pessoa que tenha uma crença muito diferente – e lembrem-se, que coisa é acreditar? É apenas uma outra palavra para a confiança – portanto, outra pessoa que creia que uma acção que produza a morte de muitos outros indivíduos e que inclua o próprio suicídio, elas são motivadas por tal acção por acreditarem terem razão. Eles confiam na filosofia que abraçam. Estarão menos certos do que uma pessoa que creia ser errado matar outras pessoas ou matar-se a si mesmo? Não. Não tem menos razão. É diferente.

Conforme expressei previamente, o que se torna num perigo é quando as directrizes pessoais e as opiniões pessoais e justificações são expressadas por extremos, quando se tornam fanatismo. Quando as pessoas expressam fanatismo, elas separam-se – em certa medida, não por completo – mas isso pode levar a um corte completo, por as poder conduzir à agressão. Conforme referi, a agressão é aquela acção que podem empreender no foco físico que pode expressamente separá-los. Não é a única acção que podem expressar que resulte nisso, por isso não lhes ser natural. Vós achais-vos interligados por natureza. Acham-se misturados na energia, por natureza. Isso é o que são, enquanto consciência, essência. Mas vocês podem alterar isso, e a agressão é aquela expressão que lhes alterará isso e que romperá tal elo de ligação – não permanentemente, mas enquanto o expressarem. Não só os conduz à separação, como também separa quem quer que seja visado. É por isso que o fanatismo constitui uma expressão perigosa, mas nas expressões de fanatismo as pessoas percebem ter razão.

Ora bem; da perspectiva de uma pessoa, tal como tu, e da percepção da maioria daqueles com quem interages, tal como todos aqueles que aqui se encontram, vós partilhais um ponto comum no âmbito da percepção da honra da vida e da valorização da vida, e da honra e valorização da liberdade enquanto têm existência no foco físico. Outros indivíduos que vós rotulais no presente de terroristas também valorizam a liberdade. Simplesmente não é tão importante para eles no foco físico, por acreditarem que alcançarão isso para além do físico, e isso ter mais importância para eles. É uma questão de importância e de percepção.

Nessa medida, esse é o significado do vosso poder, não de influenciar outras pessoas, a menos que as influencie com respeito a terem mais apreço por si próprias no presente. Esse é um factor que conduz muitas das expressões de fanatismo, o projectar. Elas projectam no futuro, e desconsideram o presente e o agora. Por isso, dispõem-se a sacrificar o presente em função do futuro. Nesse sentido, um componente significativo disso está no facto de terem sido doutrinados e terem aprendido – de forma bastante similar à maioria de vós, em grau diverso, senão mesmo todos vós, em grau diverso – que não possuem valor em si mesmos, e que não têm importância enquanto indivíduos, e que sejam inferiores.

Eu diria que, todos vós fostes ensinados em grau diversificado que em última análise não sejam importantes, que não são a pessoa mais importante do mundo – só que são. Que não são o centro do universo – mas são. Que em última análise não têm valor – mas têm. E que a menos que alcancem, não merecem em absoluto – mas merecem. Merecem pelo simples facto de existirem e respirarem. Não há mais nenhum requisito. Enquanto continuarem a respirar, são merecedores. Mas não é isso que lhes ensinam; não é isso que aprendem. Mas em grau variado as pessoas aprendem isso por diferentes formas de força.

As pessoas aprendem que têm importância caso tenham poder, só que esse poder é-lhes exterior. Nem sequer compreendem o que a ideia ou o conceito do poder do indivíduo, do poder pessoal interior envolve e o quão potente é. Fazem uso do medo e reforçam isso com a agressão e os ditames. E devido a que a todos vós desde a nascença tenha sido dito que não têm uma importância fundamental, e que não sejam o centro do universo, que não sejam de importância primária, mas secundária, e devido a que lhes tenham transmitido isso ao longo das vossas vidas, vocês concordam e sujeitam-se àqueles que expressam esse poder exterior por intermédio do medo, por já se sentirem atemorizados. Por ter sido isso que lhes inculcaram desde a nascença, a ter medo e a não serem valorizados pela importância que merecem por direito.

Até mesmo as crianças, quantas lactentes são expostas à instrução inicial como não tendo uma importância primária por os pais permitirem que chorem sem parar? Uma criança chora por estar a comunicar, e isso representar a linguagem verbal inicial, fazer barulho, que é o que faz. Chora sempre que tem um querer, e quando é ignorada – e os pais justificam esse acto de ignorar ao dizerem estar a ensinar à criança a acalmar-se por si mesma, ou que não quer estragar a criança – ao aprender a não ser exigente. E a vários níveis, todos vós tereis experimentado isso e mais ao longo das vossa vidas.
Ora bem; também arrecadaram bastante informação. Vocês são buscadores, buscam informação. Mantiveram aquela centelha da vossa própria importância. 

Independentemente do quão fundo se encontrasse enterrada, permaneceu uma pequenina fagulha e vocês atearam-na ao longo das vossas vidas. Poderão tê-la mantido debaixo de uma jarra, mas jamais se extinguiu, ou não estariam a interagir comigo neste momento. Agora estão a redescobrir a importância que têm.

Nessa medida, encontram-se igualmente a descobrir o poder que a percepção tem, e o quão fortemente pode ser mantida em termos absolutos, diria que qualquer de vós dirá que tem razão, que a guerra seja coisa errada, que o assassínio seja errado, que a mutilação de menores seja coisa errada, que a tortura dos animais seja coisa errada -- e utilizam termos que apoiem a ideia: tortura, mutilação, terrorismo. Nessa medida, acreditam de todo o coração estar do lado da razão, e justificam-se, e expressam fortes crítica aos demais quando expressam o contrário e discordam deles dizendo estarem errados, coisa que eles fazem na mesma medida. Mas a questão está em que VÓS fazeis a mesma coisa. Vocês julgam-nos na mesma medida com que eles os julgam a vós. Essa é a questão, e é assim que voltamos ao tema inicial, com base em tal interconexão.

Não é necessário que concordem uns com os outros; não precisam ter a mesma opinião. Não é errado que tenham a vossa própria filosofia de vida, nem manter essas decisões de terem razão e de que o outro esteja errado. Isso, em si mesmo, não é errado. Torna-se perigoso e intrusivo começarem a expressar essas directrizes e opiniões por extremos e começar a desvalorizar por completo os outros. Poderão não concordar com eles, poderão mesmo acreditar que estejam errados, mas também são gente, do mesmo modo que vós, e merecem o mesmo que vós. Eles têm a mesma importância que vós e o mesmo valor. Até mesmo u ditador, um líder militar, é um indivíduo que tem igual importância e valor. Apenas não concordam com o que ele faz.

Com respeito ao que está a suceder nessa área do vosso mundo, de certo modo, é a vez deles de servirem de exemplo. As culturas tiveram a sua vez, ao longo das eras, de estarem na frente da fileira do descontentamento e da agitação, de servir de sinal de aceno e que dá expressão ao descontentamento e à agitação e insatisfação que sente, e de valorizar o indivíduo. E quando o indivíduo se ergue no seu valor há muitos que o pretendem esmagar, por representar uma ameaça. Todos reagem à ameaça e ao perigo, e caso percebam outro indivíduo como um perigo para vós, o provável é que ataquem. E nessa medida, a justificação da razão que lhes assiste apenas reforça a justificação que sentem para atacar.

Mas eu diria igualmente que não existem acidentes. Embora possam ter noção de milhares de indivíduos que concordem convosco, no presente a combinação daqueles que discordam de vós mais aqueles que concordam mas se sentem receosos, iguala as vitórias da outra facção, e eles expressam o poder exterior. Será essa uma avaliação da maioria das pessoas e da sua filosofia? Não, em absoluto. Mas constitui uma avaliação pormenorizada daqueles que ainda não se encontram preparados para se expressar e expressam mais medo do que confiança. Nessa medida, a facção mais forte volta-se para o poder – para o poder externo, e não necessariamente o poder individual que têm.
Nessa medida, conforme referi com respeito à história, a vossa espécie constitui ua espécie dominante. Está-vos na natureza. Isso tem-lhes sido dito no sentido de o esmagar, de o reprimir, de lhes transmitir que esse aspecto de vós não é bom e que em definitivo não devem acalentar isso, o que faculta um influxo de medo. Mas o medo é reforçado pela vossa natureza, a qual consiste em ser dominante -- não agressivo, mas dominante – e nessa medida, as pessoas utilizam essa capacidade de dominar e o medo para se imporem aos outros.

É uma história antiquíssima, meus amigos, que têm vindo a expressar ao longo da história. Estão a avançar num sentido diferente. Mas eu dir-te-ia, conforme fiz recentemente junto de outros, não lhes transmitirei o conforto de estarem a dar expressão a uma utopia, e que ninguém no futuro venha alguma vez a expressar domínio ou agressão contra o semelhante, ou em relação a um animal ou criança- Vós não estais a criar utopia nenhuma. Mas quando isso ocorrer, aquele que estiver a cometer isso e aquele que estiver a tomar parte nisso terão noção de estar a escolher isso. Essa será a diferença.

Por conseguinte, não imperará a percepção da vítima e do agressor. Não imperará a expressão da opressão de um povo por parte de alguns, por as pessoas virem a estar capacitadas e a orientar-se ao nível pessoal, pelo que não aceitarão mais esse tipo de acção. Mas isso, uma vez mais, constitui uma outra faceta desta mudança e alteração espantosa. Isso foi o que conheceram ao longo da história. Desde o começo do ser humano que conhecem o domínio e o usaram de forma a oprimirem, a agredirem, e mudar essa expressão para o reconhecimento do domínio pode envolver toda uma definição. Mas que é que tenho expressado desde o início destas sessões? Vos estais a redefinir a vossa linguagem, e estão a redefinir a vossa realidade.

Nesse sentido, isso por si só, já constitui uma enorme mudança. Acreditar que aqueles que se vêm como poderosos, fortes e dominadores, aceitem o facto de não o serem e de que não têm mais importância que vós… eles não o aceitarão de ânimo leve por não renunciarem a esse controlo de boa vontade. Mas de onde procede o controlo?

GRUPO: Do medo.

Do medo. Essa é a razão por que qualquer um de vós expressa controlo seja por que forma for. Trata-se de um medo base.

Posso sentir empatia pela percepção que tens e os sentimentos que tens com respeito ao teu país e ao teu povo e ao que percebes como injustiças e atrocidades. Não vos posso oferecer um conforto realista com respeito às nações, mas posso fazê-lo em relação a vós enquanto indivíduos e ao que elegem e reforçá-los dizendo-lhes que se tiverem consciência e se expandirem e prestarem atenção, aí não dareis azo à criação de tais acções contra vós, individualmente. Quanto mais estiverem em contacto com os outros e partilharem, mais provável será que influenciem de modo a que essas acções não sejam perpetradas àqueles que os rodeiam ou por quem sentem apreço. Não é garantido, por elas também criarem a própria realidade, mas tende a tornar-se mais provável.

Quanto mais contactarem mais tenderão a influenciar. Mesmo quando não têm consciência do quanto influenciam, influenciam. A vossa energia não conhece limites, e eu posso enfatizá-lo o suficiente, por ser bem real. A vossa energia não conhece limites no tempo e no espaço. Ela move-se por todo o vosso planeta. Embora nem sempre consigam ver de que modo afecta, ela afecta. Essa é a razão por que importa ter consciência do tipo de energia que estão a projectar e do que estão a fazer.
Por isso, para um jovem que no presente esteja a dar início a uma família e que tenha uma criança que dê expressão à mesma mensagem junto da criança, de não ter importância e não lhe ligar quando chora, este é um exemplo prático da forma como as pessoas continuam a perpetuar a energia da desvalorização.

Pergunta: Na qualidade de pais, se tivermos experimentado isso toda a nossa vida, poderemos ter conhecimento conceptual desse “Eu mereço,” mas se tivermos experimentado falta de dignidade não poderemos, creio bem, transmitir iso de uma forma realista à criança. Precisaremos, penso eu, tratar disso em nós próprios antes de mais e descobrir o valor, essa dignidade por nós próprios. Mas se tivermos sentido isso durante um longo período de tempo, qual seria a forma prática de descobrirmos tal dignidade e de estabelecer essas crenças, ou porventura de alterar a percepção que temos quanto à forma com isso pesa na nossa vida?

Grande parte do merecimento que têm é expressado naquilo que fazem, e no facto de concederem a vós próprios permissão para prestarem atenção a vós próprios ou não. Grande parte do merecimento que têm é expressado nisso. Por isso, a expressão pratica passa por prestarem atenção ao que fazem e à forma como respondem.

Digamos que és o pai, e que queiras transmitir esse encorajamento ao teu filho, e não tenhas completa consciência de como o fazer. A forma como poderás dar início a isso é estabelecendo pausas e avaliares nas situações uma simples ideia: “Estás a escolher ou estás a reagir?” Não “que é que estou a sentir,” primeiro, mas o “Estarei a reagir?” Em primeiro lugar. E se estiveres a reagir, nesse caso que estarás a sentir, que estará a motivar essa reacção, que será que sentes, que representará esse sentimento para ti?


Digamos, muito simplesmente, que o teu filho esteja a chorar, e que tu estás ocupado, ao que reages ficando aborrecido e irritado. E digamos ainda que te voltas para a criança e que interages com ela por reconheceres que esteja a chorar e que quer, mas sentes-te irritado.

Ora bem; estás a projectar energia para a criança. Independentemente de lhe teres respondido, a criança recebe essa energia de não quereres interagir com ela e de estares aborrecido. O provável é que a criança continue a chorar.

Mas conquanto este seja um exemplo simples, fazes uma pausa. Observas: "Estou a reagir. Isto é uma reacção; que será que estou a sentir? Estou irritado; que será que isso significa para mim?" Não dizes: "Porque estarei irritado," porque expressarás a ti próprio de imediato que estás irritado por a criança estar a chorar. Isso não te faculta qualquer informação. "Que informação será que isso me transmite, que estou irritado? Eu fui interrompido. Porque acharei isso aborrecido? Eu estava concentrado; Estava agostar daquilo que estava a fazer, mas mesmo que não estivesse a gostar do que fazia estava a sentir-me satisfeito por o estar a fazer, por me sentir satisfeito com o que estou a realizar com isso, e não queira ser interrompido. Porquê? A interrupção não deixa ninguém irritado. Pode irritar algumas pessoas, mas outros não se deixam aborrecer pela interrupção. Porque será que a interrupção me deixa irritado? Por ter muitas experiências em que não sou importante, em que não sou valorizado, de modo que, seja o que for que esteja a fazer não será importante - um outra expressão qualquer sempre suplanta o que eu quero fazer.

Isso poderá ser válido como uma associação que poderás abordar, mas no momento - e essa é a peça chave - presta atenção ao momento, ao que sucede no momento. Nesse instante essa criança não te está a interromper por não seres importante ou porque o que estejas a fazer não seja importante. Essa criança está a interromper-te por seres muito importante.

Pergunta: Creio que uma forma de percebermos isso... creio que poderíamos encarar o que estejamos a fazer de momento como de algum modo mais benéfico para nós do que o que quer que estivéssemos a fazer. Talvez o momento forneça a oportunidade de realizar tanto ou talvez mais.

Precisamente. Nesse sentido, isso contribui para a corrente, e assim... eu sou fortemente apologista da corrente, de todos vós fazerem parte da corrente, de serem riachos a contornar por todos os lados tudo quanto se lhes apresente no caminho, por qualquer coisa que se lhes apresente no dia, no vosso caminho, fluam com isso em vez de se lhe oporem.

Dessa forma não são afectados por esses obstáculos. Não são afectados, por se permitirem mover no presente. Deixam de projectar de momento a momento quanto ao que irão fazer no momento seguinte. "Se não fizer isto agora, o que virá a acontecer daqui a uma hora, se não realizar esta acção agora?" Quase seria capaz de garantir - embora não existam absolutos - que o vosso mundo não irá acabar se deixarem de fazer algo no momento e o momento mudar, ou por esse acto ter que esperar, por um outro acto os levar a pô-lo de lado.

Muitas dessas acções são motivadas por ditames externos, por fontes exteriores: "Devia fazer isto agora. mas não é isso que a comunicação que emito a mim próprio refere. Essa comunicação expressa-me que não quero fazer isso neste momento, mas devia, ou sinto-me na obrigação de o fazer, e por isso, vou fazê-lo. Mas, e se eu não o fizer? Que consequências terá isso?" Vocês pensam demais! (Grupo ri)

Nessa medida, torna-se muito mais simples dar atenção a vós próprios de verdade e obter essa fluência. Requer muito mais energia manter todos esses deveres e obrigações e o que precisam fazer ou deixar de fazer. Isso requer muito mais energia e organização de ideias que chega a ser, na sua maior parte, pouco produtivo, em vez de lhes proporcionar obtenham essa fluência para se moverem em consonância com o que quer que se lhes apresente. Não é por acaso que lhes sucede isso. Vocês apresentam-no a vós próprios. Não se encontram e qualquer local ou situação ou época em que não se tenham metido. Poderão não gostar disso, e isso poderá representar a oportunidade de darem atenção ao factor de que não gostam e de definirem escolhas no sentido de o alterar. Mas a questão está em que não estão nela por a situação lhes ter sido imposta. A criança a chorar não te foi atirada nem se está a expressar desse modo para te interromper o negócio. Tu não és vítima desse catraio. Tu constituis o facto mais importante para ele.

Frequentemente olham para uma dada situação ou expressão com base na perspectiva de que seja errada. "Que se passará contigo, porque estás a chorar?" em vez de aferirem o que a situação apresente de acertado, qual será o benefício que apresente. Mesmo com relação à inquietação e ao terror e à guerra e aos ditadores, em vez de encararem tudo isso da perspectiva do que seja errado com toda essa situação, isso apresentará uma oportunidade de benefício? De que modo poderá isso chegar a ser um benefício? Quando se voltam nessa direcção vocês capacitam-se, e obtêm apoio em concordância convosco em vez de discordância.

Pergunta: Na reconfiguração planetária que terás a dizer, acerca das comunicações globais? Quão provável será que algo como a Internet venha a sobreviver a isso?

Ah, irá sobreviver. Vocês estão a avançar tecnologicamente a uma velocidade incrível. Estão a desenvolver-se muito rapidamente. Essa é a razão porque vos referi que é muito provável antes ou mesmo quando a mudança alcançar a sua conclusão, que estejam consideravelmente para além do vosso planeta. Irão explorar o vosso universo para lá do vosso sistema solar.

Pergunta: Em termos físicos?

Sim. A vossa tecnologia está a mover-se a um ritmo de tal modo acelerado por esta altura, e vocês estão a avançar tanto que, conforme te disse, vocês estão a duplicar e a duplicar cada vez mais rápido. E à medida que continuarem a fazê-lo - coisa que estão - não as vossas comunicações não irão ser sufocadas ou detidas. Apenas irão aumentar, e aumentar para além do vosso planeta.

Pergunta: Nesse caso estás a referir-te a colónias fora da Terra?

Essa é uma possibilidade fortíssima e inicialmente representará uma probabilidade, não que venha a ser completado por essa altura, mas como um começo sim.

Pergunta: Quererá isso dizer mais...? Eu tenho um foco comum, de modo que consigo entender o que estás a referir, mas ainda me sinto muito investido a permanecer aqui. Que quererá isso significar para nós, para as outras pessoas? Quer dizer, sinto-me interessado em contactar todas essas coisas e tudo isso, é adorável...

Não é precisos que vás! (Grupo ri)...

Entusiasmo, novas explorações, possibilidades grandiosas, uma maior expansão e uma maior interconectividade.

Não é questão de virem a ser ameaçados no vosso lar aqui. Não serão, e ele continuará a existir. O vosso planeta tem capacidade de os sustentar por muito tempo no futuro, de modo que isso não envolve qualquer ameaça nesse sentido.

Pergunta: No webinar que fizeste, tocaste num outro aspecto, que foi o de virmos a viver muito mais do que o habitual. E eu tinha duas perguntas a fazer com relação a isso. Antes de mais, isso virá a ser possibilitado pela tecnologia ou por virmos a estar mais presentes nos nossos corpos?

Ambas as coisas.

Pergunta: A segunda é que tenho notado desde o ano passado, quando atingi os quarenta, que está a surgir muito envelhecimento na sociedade ao nosso redor, por depois de uma certa idade esperarmos ser mais... não nos expandirmos tanto, tipo poupar dinheiro e viver uma vida mais estável e coisas desse tipo. Assim, como haveremos de lidar com tais expectativas em especial quando elas se acham tão presentes? Por um lado temos expectativas, mas por outro constatamos que o nosso corpo muda à medida que envelhecemos, de modo que automaticamente criamos esta associação da limitação, associamos a idade a algo igualmente limitativo. Se viermos a viver muito mais que sugerirás que façamos já para continuarmos a expandir-nos e não encararmos o envelhecimento como um limite?

Quantos de vós terão um animal de estimação? Quando têm um animal de estimação a vossa percepção volta-se para o lado contrário ao vosso. Quando têm um animal de estimação, vocês valorizam-no e querem que continue a viver. Querem que viva por muito anos, e quanto mais velho ele for melhor. Quanto mais tempo o tiverem, melhor. Não percebem que seja inútil depois de uma certa idade. Continuam a expressar a percepção de que querem que se encontre activo e que viva tanto quanto possível. mas convosco vocês mudam de figura, e com respeito à idade expressam isso lá pela metade do marcador da idade, o facto de já estarem a tornar-se inúteis e de já estarem numa espiral descendente, menos produtiva. O vosso corpo torna-se menos activo, menos capaz, e vocês precisam ater-se àquilo que tiverem criado e poupado, por isso ser tudo quanto terão. Vocês possuem uma determinada porção de energia. Vocês possuem um determinado número de células. Vocês dispõem de determinada quanta de dinheiro. Vocês dispõem de uma quantidade determinada de tudo, e uma vez isso gasto então precisarão ater-se àquilo que tiverem, e expressar isso por tanto tempo quanto puderem para vosso desespero. E isso não é divertido.

Aquilo que eu lhes diria, tal como já disse a outros, é que se encontram numa altura da vossa história e com relação à expansão da vossa consciência, que por sua vez também está a imprimir uma expansão à consciência do vosso corpo. A consciência do vosso corpo não é concha nenhuma; nem receptáculo, mas uma expressão viva de vós, e nessa medida, está continuamente a regenerar-se. Quanto mais conscientes se tornam, mais ela se regenera., por menos a estarem a instruir no sentido de deixar de o fazer - a menos que estejam a ater-se a esse desespero de terem alcançado metade do marcador, coisa que ainda não atingiram, mas que estão a aproximar-se tão rapidamente dele que será necessário que se detenham, por só possuírem determinada energia para expressar, e já a gastaram quase toda.

Não, ainda não gastaram nenhuma, porque "gastar" é um conceito que refere que estejam a expulsar e a afastar e que isso seja irrecuperável: assim que a terem gasto estará gasta. mas não é assim que a energia opera. Ela multiplica-se continuamente. Ela está continuamente em movimento e em crescimento e se a energia estiver continuamente em crescimento então vocês não a estão a gastar. Nesse sentido ela não é limitada, nem tão pouco o vosso corpo é limitado do modo que o foi ao longo da vossa história. Tem limitações, por atribuírem limites à consciência do vosso corpo e à vontade de continuarem a tomar parte na realidade física, e isso torna-se num factor significativo. Mas também se acha muito interligado com a ideia de que envelhecem e de que começam a deteriorar-se, o que está errado. Isso só ocorrer por acreditarem que seja assim, mas não naturalmente. Não é acção natural em relação à consciência do vosso corpo. Ele sofre mudanças. Ele está continuamente a mudar. O que não quer dizer que passe a funcionar menos ou que possua menos energia ou que seja menos capaz. Não.

Também experimentei isso. É só que notamos o tipo de reflexo que obtenho da parte da sociedade. O tipo de empregos que nos são proporcionados, por começarem a ser mais restringidos e coisas assim.

Ah! Mas, onde é que tens a atenção?

Pergunta: Na resposta que os outros proporcionam.

Precisamente. Nos empregos que lhes são proporcionados - não empregos que vocês criam, não no que vocês expressam, não no que vocês estão a fazer - no que lhes é proporcionado, o que se acha ao vosso dispor. Isso é prestar atenção às fontes externas e depender delas para o que criam, o que consequentemente o que quer essencialmente dizer que elas lhes criam a realidade e que vocês se sujeitam a elas.

Pergunta: No ano passado estive mesmo numa situação algo restrita, mas aí decidi que nada daquilo fazia sentido. Sabia que não conseguia deter a expansão por os outros expressarem perspectivas com respeito ao envelhecimento. Agora encontro-me fora disso, de modo que sinto ser capaz de continuar a expandir-me.

Deixa que te diga que também é uma questão de não encararem a questão em termos de branco e preto mas de reconhecerem as vossas capacidades, os talentos que têm, o que estávamos a debater à pouco, e de as usar e no que quer que estejam a fazer, até mesmo num emprego particular. Sê criativo. Usa aquilo de que dispões e expande-o em qualquer coisa. Assim não te deixará sempre numa posição de "assim ou assado," uma coisa ou outra, ou que padeças de limitações ou que te sacrifiques, ou: "Se quiser expressar-me terei que o fazer num ambiente particular. Não, poderás fazê-lo em qualquer ambiente em que te encontres, caso te permitas ter consciência de estares a produzir tais escolhas.

As limitações que constatam, as limitações que experimentam, são criadas por vós, tal como as vossas conquistas são criadas por vós. Quando obtêm êxito, não é mais ninguém que lhes possibilite ser bem-sucedidos. São vocês que obtêm esse sucesso. Já ao contrário, quando se restringem, não é o mundo todo que os está a restringir, mas opção vossa colocar-se na posição de se limitarem. Entendo perfeitamente que isso também envolve uma questão de consciência, por poderem não ter uma percepção objectiva do que estejam a fazer, em resultado do que não verão as alternativas que vocês próprios estão a produzir que gere tais situações. É por tal razão que se torna importante que expandam a vossa consciência e que prestem atenção ao que estão a fazer e que o questionem - ou seja se tornem mais autônomos.

...
Pergunta: Numa sessão anterior falaste acerca das mudanças a verificar-se nas zonas costeiras que estão por vir e de como as coisas terão ultrapassado o ponto de retorno. Entendo que a prospecção de petróleo e de gaz e as fracturas provocadas, entendo que tudo isso esteja a contribuir, mas haverá mais alguma coisa que tenhamos feito para além da poluição do ar que está a provocar tais mudanças?

Há. 

É interessante que incluam esses assuntos da fracturação e da fragmentação e do petróleo ou dos combustíveis fósseis, por esse também constituir um factor igualmente significativo. Essa fracturação também está a afectar de uma forma formidável, e está a alterar outras áreas do vosso planeta e das massas de terra que não são propriamente costeiras mas que são afectadas. São não só afectadas em relação à libertação do gás, que se escapa e deixa de estar todo contido, como também afecta em relação à massa terrestre e à produtividade que tem, que vocês estão a alterar de uma forma considerável. Não diria propriamente que a estejam a encolher, por existir um volume considerável de massa terrestre que vocês não estão a usar e que podiam usar, mas vocês estão a reconfigurar. Aquelas áreas que foram previamente denominadas terreno fértil e área cultivável estão rapidamente a tornar-se terreno improdutivo e área deserta que deixará de suprir alimento que exigem para sustentar o planeta. Mas, com respeito à pergunta que fizeste, há o que encaram como acções naturais que ocorreram com uma maior frequência, tais como os incêndios florestais, etc.

Ora bem, vocês acham que isso seja uma ocorrência natural, mas na verdade só parcialmente é natural, por ser em parte influenciada por vós pelo modo como optam por povoar e do que fazem para o conseguirem, a forma como escolhem determinadas áreas e como alteram essas áreas. Por isso, produzem acções ou aceleram acções tais como incêndios florestais a um nível formidável. Diria que o fogo constitui um forte contributo para a alteração da vossa atmosfera. Nessa medida, ele contribui consideravelmente para a alteração da composição química da vossa atmosfera, e vós produzistes não só mais incêndios florestais coo também criam fogos de forma intencional. Produzem queimas consideráveis e isso vai produzir cada vez mais alterações na atmosfera, o que em definitivo lhes afecta o planeta e contribui para o aquecimento dos polos e o derretimento do gelo e a elevação do nível das águas do mar.

Até mesmo nas regiões interiores das vossas nações, no centro dos vossos continentes que geograficamente se acham deslocadas das zonas costeiras, o que fazem no centro dos vossos continentes afecta o facto desse nível das águas do mar se eleva ou não, por estar a alterar a vossa atmosfera. Não é só as emissões produzidas pelos vossos veículos tais como automóveis, camiões, comboios, aviões, barcos, não é só isso. Há u volume tremendo de emissão de químicos com que contribuíram para a vossa atmosfera por meio do escape dos gases, que é muito mais do que têm sido levados a acreditar. Essa acção da fractura, com relação ao que designam por gás natural, é extraordinária. Também direi que você estão a libertar tremendas quantidades de gás que não se acham contidos e que são filtrados para a vossa atmosfera, para o vosso ambiente e que estão a afectar por formas de longo alcance e não só nas áreas imediatas.

Também direi que a opção de não prestarem atenção ao que fazem e do que empregam e descartam - por descartarem facilmente tudo quanto não lhes capte o interesse por qualquer período de tempo, desde objectos inanimados até mesmo pessoas - tudo quanto descartam e não vêem como importante, contribuem para todo esse acúmulo crescente de elementos que estão a alterar o vosso planeta e a forma como está a reconfigurar-se.

Todo esse desperdício deve ser posto em qualquer parte. Que farão com tudo isso? Tem que ficar em algum sítio, por não se poder desintegrar de imediato. E vós produzistes cada vez mais manifestações que poderão deixar de servir por períodos prolongados de tempo mas que existirão durante muito tempo. E que é que fazem com eles? Criam aterros. Mas que será um aterro? Precisamente isso, ocupa a terra. E que é que isso faz? Contamina a área. E que é que isso provoca? Cria uma reacção da parte do planeta, que procurará reconfigurar-se para se acomodar ao que estão a colocar nele. Vocês estão não só a extrair dele como também estão a depositar nele.

Pergunta: Toda a vez que ouço falar de mudanças nas zonas costeiras penso na relação que a Terra tenha com a Lua, por a gravidade da Lua exercer um enorme impacto na Terra. Como irá isso ser afectado, a acção conjunta entre a gravidade da Lua. Irá fazer aumentar essas mudanças?

Isso irá depender da forma como a Terra se reconfigurar, porque, na presente trajetória que apresenta, é provável que o que comece a ocorrer é os polos começarem a mudar, e se isso ocorrer, então, sim. Dar-se-á uma interacção entre a Lua e a Terra, por a própria Terra mudar no seu movimento.

Se pegarem num objecto que seja oval - e o vosso planeta não é completamente redondo; é mais uma oval que uma esfera - e lhe designarem o topo e o fundo da oval, se voltarem esse topo para o fundo, a maneira em que essa oval roda também sofrerá uma mudança. Com respeito à configuração e a relação existente entre a terra e a lua e a forma como se influenciam mutuamente, sim; se a terra sofrer mudanças com relação aos seus polos, então a sua rotação tornar-se-á diferente, de modo que a relação que tem com a lua também sofrerá uma mudança.

Agora, quando isso se altera, então ocorrem outras formas de agitação. por a vossa terra girar numa órbita particular e de uma forma particular, coisa que também acontece com a vossa lua, e o que cria um tipo de simetria no vosso sistema solar, por assim dizer. Todos os vossos planetas e as suas luas estão, de certa forma, em simetria no vosso sistema solar, e enquadram-se uns nos outros na perfeição, uma vez que todos giram.

Ora bem; uma alteração de um provocará alterações na simetria dos outros. Por isso, aquilo que fazem e o que acontece co o vosso planeta não se limita somente ao vosso planeta. Tal como referi muitas vezes em relação a vós enquanto indivíduos, que tudo quanto fazem se propaga ao exterior e que tem uma alcance muito mais vasto do que conseguem apurar objectivamente, a vossa energia é projectada e vai afectar imensamente. Tudo quanto existe na vossa realidade, a qual inclui o vosso universo, que é muito mais vasto do que aquilo de que sequer ainda têm consciência, tudo na vossa realidade constitui um reflexo numa escala maior de vós próprios e daquilo que fazem e do que são naturalmente.

De modo que, se provocarem alterações profundas em vós, tudo ao vosso redor será alterado. E com os vossos planetas não é diferente. Conforme já referi muita vez com respeito à astrologia, não é que os planetas os governem ou as estrelas nas suas casas nem nada disso os governe ou decretem por vós. Vocês é que o fazem; eles apenas espelham isso. Eles reflectem isso tudo para vós pelo que já tiverem expressado e escolhido. E em relação ao vosso planeta e às alterações que estão a ocorrer com respeito ao que criaram, passa-se o mesmo. Também está a propagar-se ao exterior e um sistema solar vai afectar outros, e afectar galáxias, etc. Tudo isso influencia imenso. Por isso, sim, irá afectar a interrelação existente entre a lua e o vosso planeta. Consequentemente, irá isso afectar os vossos oceanos, os vossos mares, as vossas marés? Vai, sim.

Agora, esse aspecto é um tanto natural. Não que a forma como esteja a ser produzido seja inteiramente natural, mas quando um planeta se reconfigura, automaticamente todos esses outros factores passarão a entrar na jogada de uma forma natural, por existir ua relação e diferentes tipos de atracção gravitacional nessa relação existente entre a terra e a lua. Nesse sentido interage não só com os oceanos como também com as vossas massas terrestres.

Dir-lhes-ia que actua de uma forma combinada com os vossos vulcões igualmente. A lua constitui um factor contribuinte significativo para a actividade dos vulcões, na forma como se relaciona mutuamente com a terra.

Pergunta: Poderias pronunciar-te com relação às mudanças políticas e económicas típicas que estão a ocorrer que iremos ver durante esta presente onda religiosa?

Vocês já estão a começar a assistir à afectação que a onda religiosa está a provocar em relação à expressão económica e à expressão sociológica. Ela está a enfatizar o quê? Tudo quanto fazem, por estar a enfatizar aquilo a que prestam atenção, e qual será o aspecto mais significativo que está a ser enfatizado senão o "sim" e o "não"?

Por isso, já está a afectar significativamente as vossas situações e o vosso estado político. Olhai para o vosso próprio país. Olhai para muitos países, por na realidade não ser só no vosso. Diria que no geral as pessoas se estão a desiludir mais com a autoridade. Sentem-se menos motivadas do que em qualquer outra altura na vossa história, quanto á participação, e menos motivadas com respeito às expressões políticas. Estão a perder o interesse pela expressão da autoridade. Também diria que isso afecta bastante em termos económicos, por as pessoas se interessarem menos com o que os governos querem e estão mais interessadas com o que elas próprias querem.

Extraído da sessão 3278
Sábado, e de Maio de 2015 (Grupo/Roma, Itália) 



Traduzido por Amadeu António

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS