quinta-feira, 27 de novembro de 2014

SOBRE A ACEITAÇÃO






Sessão de 2013/07/10 Ann

Trascrição e tradução: Amadeu Duarte



Elias: Que tens tu estado a realizar, minha amiga?



Ann: Ai, que é que tenho vindo a realizar... Recentemente, creio eu, nos últimos dois dias, notei - senti! - senti estar a aceitar mais os outros, creio bem, e penso que esteja a conseguir aceitar-me mais a mim própria.



Elias: Excelente!



Ann: E isso conduz a um assunto sobre o qual queria conversar contigo hoje, que é o facto de querer passar a aceitar-me por completo, a aceitar tudo; quero aceitar-me mas não sei bem a que se assemelhará isso, mas sei, comecei a pensar no meu ex-namorado e se ti o meu coração a ficar amaciado, mas isso não é fácil por eu ainda abrigar umas quantas questões em relação a ele,. só que não é nada de significativo. Mas o meu ex-marido, em relação a quem me tenho sentido bem irritada e a quem não suportei durante muito tempo; sinto estar a abrandar nesse sentimento também.



Também queria perguntar-te em relação a esta companhia para quem trabalho, esta experiência que eu (...) este vice-presidente da empresa para quem trabalho, por pensar que ele seja a mesma essência que a do meu pai. Poderás confirmar-me isso?



Elias: É observador. Expressam uma energia semelhante, não?



Ann: É. Expressam uma energia muito similar. Mas seja como for, eu fiquei irritada com ele, por todas as razões - eu não gosto mesmo dele, seja por que razão for, mas nós tivemos uma conversa em que ele me deu boas novas acerca da empresa, e eu perguntei-lhe se ele gostava de toda a gente no departamento, e ele respondeu-me: "Isso quererá dizer que não estás mais fula comigo?" E eu disse-lhe que não e depois olhei ara ele e disse: "É um milagre!" E depois ele começou a rir e eu ri, mas não consigo agora lembrar-me. Porque se associar isso ao passado e ao meu pai, senti como que o meu pai não estivesse mais chateado nem eu estivesse mais chateada com ele. E comecei a interrogar-me sobre qual seria o problema. Qual será o problema?



De modo que é isso que eu tenho estado a sentir e com que tenho estado a estabelecer ligação. Gostaria de saber se de algum modo estaria em interacção com ele, e se ele me estará a ajudar a suplantar o que quer que também tenha tido com o meu pai.



Elias: Estavas. Agora, nisso, deixa igualmente que te lembre que a aceitação não requer que vós passeis automaticamente a concordar, em relação aos outros. Além disso quer dizer que também poderás voltar-te na direcção e para a expressão de aceitação de outro indivíduo sem concordar com o comportamento que evidenciar, e sem concordar com as suas escolhas, pelo que nisso, um outro aspecto relacionado com a aceitação é o de que não te é necessário que gostes de certas expressões. Quando aceitas isso não quer dizer que tu automaticamente gostes de uma expressão qualquer; poderás não gostar, e continuar a não gostar do que a pessoa faz, ou do seu comportamento, ou da forma como se expressa. E poderás mesmo sentir aversão pela sua energia, por poder não entrar em ressonância contigo. mas nenhuma dessas expressões são requeridas para conseguires aceitação. Mas eu devo reconhecer que pela descrição que fazes, que tenhas sentido um abrandamento no sentir, como quem diz, por isso um tanto exacto, porquanto quando expressam uma aceitação genuína, vós experimentais uma leveza na vossa própria energia, e ela torna-se mais leve, pois a não aceitação, o ter que vos bater com todos requer uma maior energia e intensidade, logo, uma maior densidade.



Nesse sentido, o "milagre," por assim dizer, o formidável benefício que decorre da aceitação está no facto de vós não mais vos sentirdes incomodados; ainda que discordem, ou mesmo sintam aversão ou repulsa, deixa de vos incomodar mais.



Ann: Só o facto de estar aqui sentada a ouvir tudo isso leva-me a sentir um tanto flexível - não chego a sentir vontade de chorar, mas chego a sentir-me mais capaz de flectir, e sinto como que um libertar de algo que sabe bem, e entendo o que me estás a dizer. Como no caso do meu ex-marido, com quem não concordo em relação à maior parte do que faz, mas isso não me incomoda (mais.) Simplesmente ocorreu. Como foi que isso aconteceu? Realmente parece que acontece por acaso, entendes?



Elias: Ah ah ah ah ah ah ah!



Elias: Mas eu digo-te que isso não é invulgar, mas na realidade não ocorre por acaso. Tu tens vindo a voltar-te nessa direcção de uma forma consistente há algum tempo. Mas quando vós, por assim dizer, completais um movimento desses, e deixa de existir qualquer vestígio de reserva, então experimentam por completo essa condição de ausência de incómodo, e compreendem por experiência própria aquilo que vos tenho vindo a dizer a todos - que poderão continuar a ter a vossa opinião, que poderão continuar a discordar e que poderão mesmo sentir aversão, e mesmo assim aceitar.



Ann: Muito bem, vamos voltar a questão ao contrário e dirigir-nos a mim, à aceitação de mim próprio. Eu como que sinto que uma parte de mim fale em separação, uma vez que me encontro na condição física e tenho sentimentos próprios e distintos, mas por poder chegar a separar-me ainda mais de mim própria, poder chegar a cometer actos de que uma parte de mim não goste, e ainda conseguir sentir aceitação por mim própria...



Elias: Mas tu podes...



Ann: …mas creio que aquilo que estou a tentar… Sabes, por vezes sinto que preciso de um pequeno empurrão, e de um reconhecimento qualquer, como se tivesse coisas em relação a mim própria que encaro de forma crítica. Ocorre-me pensar nos aspectos, e em como me encaro de forma crítica, e também penso muito nisso, e penso: “Oh, creio que devo ter um aspecto assim ou assado. Mas parece-me que se me detiver simplesmente e disser – mas bem sei que o que estou a dizer não corresponde a uma afirmação verdadeira, não sinto que corresponda, mas de algum modo corresponde àquilo que penso - se me detiver a pensar: (Ah, não, tu és bela da forma que és,” o que soa a “penso-rápido” e não traduz a verdade, ou por vezes poderá sê-lo mas noutras alturas não o será. Mas se eu me aceitar, digamos, da forma que era, e aceitar a coisa com base no aspecto sem ter que lutar para o alterar, por querer parecer diferente; quer seja apenas perder uns 4.5 kilos, ou passar a ter um aspecto mais jovem. Seja o que for, eu quero parecer diferente daquilo que sou neste instante. De modo que há uma parte de mim que diz: “Bom, se eu aceitar isso, então vou permanecer como estou.”



Elias: Não necessariamente. Esse é um equívoco bastante comum. Mas utilizemos esse exemplo que acabaste de fornecer, relativo à aparência. E talvez o relativo ao peso. Nessa medida, a aceitação expressar-se-ia pelo facto de não seres incomodada…



Ann: Aaah. Pois!



Elias: …pela aparência que tens. O que não quer dizer que não possas igualmente querer expressar a aparência que tens de uma forma diferente…



Ann: Claro.



Elias: …ou que possas não querer conseguir uma expressão diferente; no entanto a expressão actual, a aparência actual deixa de te incomodar.



Ann: Claro. Agora, quanto a isso, poderás continuar a manter a opinião que tens, ou a expressão das preferências que tens, que se traduz pelos gostos e aversões, relativamente a uma aparência particular, e poderás aplicar isso a ti própria, e dizer que gostas da aparência da expressão de um corpo mais delgado; ou que gostas da aparência do cabelo, de uma forma particular. Na verdade o cabelo constitui um excelente exemplo, por poderes optar por alterar o teu cabelo de uma forma qualquer, e subsequentemente voltar a querer alterá-lo, o que não quer dizer necessariamente que te sintas incomodada, pelo modo como o passas a apresentar. Pode dar-se o simples caso de tu seres diferente (?) e tenhas um gosto por um estilo diferente, e por conseguinte permites-te dar expressão a esse estilo diferente.



Esse é um exemplo, um tanto ou quanto benigno da expressão actual de uma aparência por que não te sentes incomodada, mas que também poderias querer mudar…



Ann: Claro. Se eu agir… eu não cultivo isso de… tal como no caso do meu corpo, a postura e a conduta… Por te ter ouvido dizer que na maior parte do tempo a nossa postura acompanha a sensação, de modo que tenho andado a experimentar manter a postura a ver se a sensação a acompanha…



Elias: Excelente.



Ann: …o que sabe bem. De modo que o mesmo em relação à aceitação, tal como no caso da postura do meu corpo, quanto à aceitação de mim própria, ela seguirá o mesmo caminho, não?



Elias: Sim!



Ann: Então se aceitar a postura corporal, tenho mais ou menos uma ideia do que isso implica. Quase poderia parecer… como as pessoas que andam por aí, em relação às quais somos capazes de atestar se se sentem confortáveis e apurar as pessoas que não se sentem tão confortáveis com a postura…



Elias: Sim.



Ann: …ou com o que estabelecem. Assim, se conseguir enquadrar-me nessa postura, isso provavelmente irá ajudar. Não pensas?



Elias: Sim, concordo que sim. Mas queria lembrar-te que também é uma questão do que estás a fazer por que seja importante, porque mesmo que seja importante para ti, mesmo que seja importante ou não, tu prestas-lhe atenção, por isso, torna-se significativo ter consciência daquilo a que estás a prestar atenção, em relação a querer passar a aceitar. Observa aquilo a que prestas atenção e a seguir questiona-te se aquilo a que prestas atenção será efectivamente importante ou não. Por tu criares importância ao lhe prestares atenção. Mas será efectivamente importante? Isso é significativo em relação a esse assunto – querer passar a aceitar-te mais. Quando avalias quais os aspectos que consegues perceber que ainda não aceitas, que parte de ti ainda não conseguirás aceitar quando observas aqueles aspectos ou aquelas experiências ou aquelas tendências, ou expressões de ti própria, avalias: “Será isto realmente importante?”



Digamos, em termos hipotéticos, que tu avalias quais sejam os assuntos em que não te estejas necessariamente a aceitar, e digamos que um deles possa ser o facto de quando interages com outras pessoas e elas expressam uma opinião com que não concordas necessariamente, tu notas que tu automática e rapidamente saltas para a expressão da opinião que tens ao outro. E que ao te observares notas isso e que tenhas notado isso em diversas situações, posteriormente à situação; sentes-te um tanto desconfortável, e referes não gostar propriamente do acto automático que praticas, e que não te sentes confortável com isso. Ora bem; de certo modo, estás a atribuir um juízo a ti própria relativamente a essa acção.



Mas se avaliares aquilo que te motiva a esse tipo de acção, e o que realmente importa nessas situações – “Será realmente importante que exprima a minha opinião, ou estarei a exprimir a opinião que tenho numa tentativa de corrigir ou de instruir o outro? E quando avalias e és capaz de discernir se isso será efectivamente será importante, isso ajuda-te a endereçar-te no sentido de te tornares capaz de aceitar. Porque muitas situações, em muitas expressões e em muitas acções – e mesmo escolhas – não têm importância para ti. Mas tu atualiza-las por não prestares atenção àquilo que são, para além do facto de serem automáticas.



Por isso, quando és capaz de avaliar aquilo que é importante para ti, isso também te ajuda a aceitar mais, porque nessa medida, digamos que nesse mesmo cenário hipotético, tu avalias que a motivação que sentes para expressares a opinião que tens de imediato, quando outro indivíduo expressa a que tem, com a qual estejas em desacordo. Digamos que em tal situação não estejas efectivamente a tentar corrigi-los, nem a instruí-los. Digamos que percebes que a motivação que sentes na verdade seja a de te entreteres, de seres um catalisador, e que na realidade nenhuma das opiniões seja tão importante quanto isso, para ti, e que o que é mais importante para ti seja o facto de te estares a permitir enfrentar essa parede, para te tornares num catalisador, ou mesmo para seres antagonista, e isso para ti constitua um entretenimento, Nessa situação, se avaliares ser capaz de definir qual seja o aspecto importante para ti, então poderás aceitar isso, e da vez seguinte em que envolveres tal acção, em vez de mais tarde sentires desconforto, ou angústia quanto a te questionares ou dizeres a ti própria: “Talvez não devesse ter dito isso ou expressado dessa maneira inadequada,” em vez de dares expressão a tais juízos relativamente a ti própria, sentir-te-ás mais inclinada a automaticamente aceitar que isso não passa de uma acção que cometes a fim de te entreteres, coisa que sim, será importante para ti. Entreter-te é importante para ti, e por conseguinte, deixarás de produzir esse aborrecimento relativo à expressão ou à experiência. Estás a compreender?



Ann: Estou, estou. Penso que… claro, creio que estou. Vou deixar isso assentar, mas creio estar muito próximo, creio que vou experimentar isso um pouco.

Elias: Eu estou de acordo quanto ao facto de te encontrares muito próximo.

Ann: Claro, creio estar. (Distorção de som) Elias, estás aí?

Elias: Sim.

Ann: Poderás repetir o que acabaste mesmo de dizer?

Elias: Estava a dizer que reconheço a realização que estás a ter.

Ann. Ah! Obrigado. (O Elias ri) Só sinto curiosidade relativamente a outras coisas. Assisti àquele filme intitulado “Criaturas Maravilhosas,” filme que apresenta uma cena em que há um cavalheiro em uniforme da guerra civil que está a morrer, e uma mulher a correr na direcção dele num vestido branco. E há vários anos atrás, quando andava a tentar visualizar, houve uma altura em que consegui visualizar e obter imagens muito marcantes ou muito nítidas, devo corrigir, e que me chegavam com muita facilidade; e eu costumava atribui-las a outros focos. Mas isso durou muito pouco tempo e acabei por perder isso, ou melhor, deixou de ter lugar e tu disseste-me… mas eu experimentei isso um bocado, e uma das coisas que sucederam, e que pareceram vir ao meu encontro - coisa que tiveste ocasião de verificar - foi aquele soldado morto, que representa um foco que tenho.

De modo que quando vi esse filme e assisti àquela cena pareceu-se tratar-se exactamente da mesma coisa…

Elias: Uma cena muito semelhante, muito semelhante…

Ann: …de forma que te perguntava se eu estarei ligada a esse filme de algum modo ou não passou de uma simples cena idêntica?

Elias: Eu diria que se tratou de uma cena muito parecida, que despoletou em ti uma recordação. Sim, foi muito parecida. Por conseguinte, terás alguma ligação com o filme? Tens! Por teres passado, ao longo das próprias vidas que tiveste, por experiências e imagética muito similares.

Ann. Claro. Certo. Mas depois uma mão cheia de perguntas. O John, o meu marido, será o seu foco e o do Hemingway o mesmo foco?

Elias. Esse também é observador.

Ann: E será ele a mesma essência de quando eu me encontrava no liceu e quando namorei um tipo chamado Jim? Serão a mesma essência?

Elias: São. (A Ann sustém a respiração)

Ann: Ai meu Deus, eles pertencem à mesma essência. Isso é entusiasmante.

Elias: (Ri) Ou redundante, de algum modo… (A Ann desata na gargalhada, e o Elias acompanha-a)

Ann: Poder-se-ia dizer que “redundante” seja admissível mas não o vi por não ter durado e ter sido um romance muito curto…

Elias: Aah! Muito bem. Eu isso para “amostra.” (Ri)

Ann: Está bem, obrigado. Isso é muito mais… uma amostra que voltou a mim pelo que passei a dispor mais do mesmo. (Ri, e o Elias acompanha-a) Mas depois… espera aí, que era aquilo que queria perguntar? Ah! Na verdade deixa que te coloque umas quantas perguntas em nome do Arthur. A namorada dele, a Isabel, ele crê que ela seja Sumafi. Primeiro disse Tumold, mas depois modificou isso para Sumafi Zuli.



Elias: Correcto.

Ann: E Religioso?

Elias: Correcto.

Ann: E Comum?

Elias: Sim.

Ann: Muito bem. Mas depois ele gostaria de conhecer o nome da essência dela?

Elias: Nome da essência: (Pausa) Cayia.

Ann: E quantos focos partilham eles?

Elias: Presentemente, cento e vinte e dois.

Ann: E qual será o número total dos focos que ele tem neste momento?

Elias: Presentemente, 443.

Ann: Okay. Quatrocentos e quarenta e três? Ele estava mais inclinado a uns quatro mil faz algum tempo. O tom intenso que a Ann usou, provocou nova distorção na chamada.

Elias: (…) eu diria que de um modo figurativo de falar, esse agente está a empregar uma pausa.

Ann: Ah! Tudo bem.

Elias: Por isso, eu diria ser consideravelmente provável que o número de focos venha a sofrer um tremendo incremento no que designaríeis por um período futuro de tempo que se avizinha.

Ann: Muito bem. Bom, falemos do facto de eu teleportar da noite para o dia um pedaço de papel para a mochila. Isso constituiu uma surpresa divertida.

Elias: Ah ah ah ah.

Ann: Isso foi de tal forma que nem sequer sou capaz de te dar detalhes; penso que nos últimos, talvez dois ou três ou quatro dias teleportei algo de novo. Mas não posso recordar a razão. Pensei em (te pedir) alguns detalhes acerca disso, ou algo. Este é um daqueles casos em que sinto poder estar a inventar. Terei eu recentemente teleportado alguma coisa?

Elias: Ah ah ah ah. Vou-te dizer minha querida amiga que tu és mesmo divertida.

Ann: Ena pá, então porquê? Nós teleportamos coisas a toda a hora?

Elias: Vós fazei-lo com bastante frequência; (a rir) apenas não estendeis a vós próprios prova disso. (Ri)

Ann: Está certo.

Elias: Eu diria que sim, que o fizeste, e que é provável que venhas a apresentar a ti própria uma prova concreta. Isso constitui uma possibilidade espantosa no futuro que se avizinha…

Ann: Muito bem.

Elias: …por isso, presta atenção, por poderes surpreender-te a ti própria.

Ann: Muito bem, eu vou prestar atenção; eu gosto de me surpreender a mim própria. (O Elias ri) Certo. Eu creio ter estado a pensar querer obter uma percepção mais acentuada acerca disto, acerca da razão porque terei feito isso, e talvez a certa altura tenha tido, só que não recordo porquê, mas vou-te perguntar com relação a isso de qualquer modo (A Ann parece hesitar em faze-lo)


Muito bem, por duas vezes já – quem sabe, poderá ter sido mais que duas vezes – só Deus sabe, tivemos conversas em que apresentei a mim próprio mais comprovação que isso, mas depois na conversa que tivemos, eu criei um equívoco relativamente à uma informação que me deste, e talvez isso também suceda com frequência, mas foi do tipo: Se tu fosses um outro ser humano, ou se outro fosse outro ser humano e nos relacionássemos, eu teria consciência desse mal-entendido e teria desvendado isso e dito: “Não, não, não me ouviste correctamente, mas foi isto que eu disse.” E tu não o fizeste, e deixaste que continuasse a pensar que o que tinha escutado era o que tinha escutado. Acho isso curioso, e bem sei que já to perguntei antes, porque é que tu me corrigiste. Da última vez que te pus essa questão tu disseste que não me cabia a responsabilidade de corrigir-te.  Que é perfeitamente justo e creio que me agrada por tampouco não me caber a responsabilidade de corrigir os outros…



Elias: Isso está correcto.



Ann: Só que queria saber… tudo bem, então por que razão suscitarei… quero dizer, isso salta-me evidentemente à atenção, e sinto curiosidade quanto à razão porque trago isso à minha atenção.



Elias: Por também referir a questão do que tem importância. Porque será importante que corrijas ou que sejas corrigida…?



Ann: Bom, porque…



Elias: …isso representa a avaliação de que a interpretação esteja errada.



Ann: Claro. Mas é assustador.



Elias: Porquê? (Interrompendo a Ann) Por diminuir aqueles factores absolutos.



Ann: Bom, não estou certa de ser isso que me deixa assustada, talvez seja, mas a primeira coisa que me assusta relativamente a isso é o facto de não deixar regras, tipo verdade e falsidade, e eu não creio que esteja muito dependente de verdades e falsidades, mas preciso ter alguma coisa… (Ri)



Elias: (A rir)



Ann: Para me poder orientar… Quero dizer…



Elias: Mas tu deverás faze-lo automaticamente, minha amiga. Porque no foco físico vós sempre incorporais as vossas próprias directrizes; elas são-vos inatas.


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