sexta-feira, 28 de novembro de 2014

“PERCEPÇÃO”






Sessão sem número

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014 (Privada/Telefone)

Participantes: Mary (Michael) e Linda (Ruthana)

Tradução de Amadeu Duarte

Transcrição: Wendy Beall


Elias: Bom dia.


Linda: Bom dia, Elias. Cumprimenta o Elias, Brenda.


Brenda: Olá Elias!


Linda: A Brenda está aqui mas está de saída para o emprego.


Feliz Halloween! Lá conseguimos conversar com o morto, por altura do Halloween, um fantasma!

Elias: (Ri, juntamente com a linda) Quão apropriado!


Linda: É sim. Bem, hoje vamos ter uma sessão muito curta Estabeleci um pacto comigo própria, ou uma jogada com base em… desde o Outono ou pelo menos desde Outubro, não estar ansiosa e estar numa postura de “basta,” matéria que pareço praticar cada vez mais. De modo que talvez a sessão breve me mantenha mais focada no momento do que qualquer das perguntas que te possa colocar em Novembro ou Dezembro.


Elias: Muito bem.


Linda: Tenho andado a vacilar, sem que chegue a uma decisão quanto ao que se tem vindo a passar comigo, por achar que tudo esteja a correr bem e que o meu corpo se encontra bem com a situação de Dallas, o emprego que tenho e todas essas coisas. Mas subitamente, como que vindo do nada, no dia seguinte, literalmente - quase parece ser no instante seguinte – o meu estômago começa a entrar num estado que me leva a que pareça ter conseguido uns quantos quilos a mais. Nada se verificou em termos de mudança, no entanto eu engordei, e se no dia anterior conseguia envergar as roupas que usava, no dia seguinte é como se tivesse um corpo completamente diferente. Mas depois padeço destas oscilações em que pareço chegar a ponto de não conseguir suportar mais isto, não quero passar mais por isto, e isso faz-me sentir extremamente frustrada.

De modo que não sei bem o que esteja a passar-se, nem o analisei ao pormenor ainda.


Elias: Ah!


Linda: (Ri) Ou talvez já esteja a fazê-lo.



Elias: Esse é um exemplo excelente da percepção. Por evidenciar o poder que a percepção tem. Esse é um exemplo formidável por a percepção não ser o que pensais que seja. E muitos ficam confusos relativamente à percepção, por terem a ideia de que a percepção seja aquilo que pensais; o que pensais relativamente a uma situação, o que pensais em relação ao vosso corpo, o que pensais relativamente a vós próprios, ou às acções, mas na realidade isso não é uma descrição da percepção.


A percepção envolve todos os vossos sentidos, e na verdade é o que usam na criação da vossa realidade. Esse é o instrumento que empregais na criação de tudo quanto tem lugar na vossa realidade; por conseguinte, relativamente à percepção, o que quer que seja que perceberdes levará os vossos sentidos a validá-lo, por isso, mesmo em relação ao que sentis – não sentir apenas em termos emocionais, embora isso também possa ser afectado – mas a ponto mesmo do que sentis fisicamente, do que veem ao espelho, do que veem ao vosso redor; os sentidos validam aquilo que a vossa percepção está a criar, e a vossa percepção é muito flexível, pelo que o que dizes está literalmente correcto – que num dia, ou mesmo numa hora, podem perceber estar num estado qualquer, e no dia seguinte ou no momento seguinte, poderão perceber estar numa situação completamente diferente.


Linda: (Começa a tossir) Peço desculpa. Entro nestas situações em que o meu corpo reage assim prontamente, não é?


Elias: É! E nesse sentido, o que estou a dizer é que a percepção que têm é muito influenciada pelo que estão a fazer, pelo que estão a sentir. Lembra-te de que estou ciente disto poder parecer uma redundância, (A Linda continua a tossir) mas é importante (perceber) que os vossos sentimentos constituem sinais, e que vos expressam e alertam para o que estão a fazer. E há tantas alturas em que as pessoas não prestam atenção àquilo que sentem, porque aquilo que fazeis é – conforme dei conta na interacção de grupo que tive – vocês prestam atenção ao que quer que o primeiro sentimento que produzem revele. E qualquer sensação ou sentimento que produzam subsequentemente a essa sensação inicial, vocês ignoram por estarem a prestar atenção ao sentimento mais evidente. Ou, por outro lado, podem não prestar atenção aos sentimentos que estejam a produzir em primeiro lugar, e poderão prestar atenção a um sentimento subsequente por se fazer ouvir mais alto. É mais forte. Vós prestais tenção ao sentimento que se apresentar como mais forte, e generalizais, tal como podem (…) expressar um sentimento de entusiasmo ou sentir-se confortáveis e contentados. Podem identificar esse sentimento, por ser o mais forte, e avaliar que se sentem satisfeitos com o que estão a fazer nesse dia em particular.


Poderão existir outros sentimentos que possam ter andado a produzir ao longo do dia, e que poderão ter ignorado, ou deixado de lhe prestar atenção, e nessa medida generalizar e dizer: “Eu estava a sentir-me esplêndida, mas aí começaram a ocorrer acções diferentes e tornou-se tudo muito confuso,” quando na realidade podem ter estado a produzir outros sentimentos ao longo desse período que não se fizessem ouvir tão alto, e por conseguinte fossem mais fáceis de deixar de prestar atenção ou ignorar. E nessa medida, parecerá que estejam a gerar essas alterações rápidas e aleatórias que conduzem à confusão. Mas quanto a isso, já referi, os sentimentos que têm contribuem, poderá não ser por completo, mas contribuem para o que produzis na percepção que tendes.


Por isso, poderás, digamos hipoteticamente, que num dia em particular, várias acções ou interacções ou situações que na estimativa que faças pareçam mínimas, e que não consigas encontrar uma blusa particular que queiras usar e possas estar a sentir-te ligeiramente chateada, mas vais em frente e escolhes um outro equipamento e esqueces a coisa. E porventura uma hora mais tarde abordes um membro da família e ele se expresse de maneira que na avaliação que fazes, esteja a deixar de te ouvir; e tu ficas frustrada. Mas expressas para ti própria que não é importante e prossegues.


A seguir talvez produzas algumas acções com que te sintas satisfeita, tu estimes que o dia está a correr bem e que te sentes bem e esqueces a frustração ou o aborrecimento. Mas depois sucede uma outra acção em que voltas a sentir-se aborrecido. Mas parece-te insignificante e rapidamente a rejeitas como sem importância, e tentas manter essa boa sensação. Por conseguinte, aquilo a que estás a prestar atenção será a todas as acções que se tiverem verificado ao longo do dia que validem o facto de se tratar de um dia excelente; por isso corresponder ao que tiveres optado basicamente por dar atenção.


Agora - nos vossos termos – como é que isto funciona? Nesse sentido, não é grave estares em primeiro lugar a prestar atenção ao dia como um dia esplêndido e ao facto de te sentires satisfeita e de estares a avançar no sentido do conforto, mas toda a vez que ignorares qualquer dos outros sentimentos e o puseres de parte, em vez de o reconheceres – lembra-te da metáfora que empregamos do contentor em que depositais energia no decurso do que começa a deitar por fora. É isso que acontece. Toda a vez que descartas qualquer desses outros sentimentos ao invés de o reconheceres no momento, estarás a colocá-lo no contentor, e no dia seguinte, poderás ter que começar o dia com um aborrecimento qualquer, e isso poderá levar o contentor a deitar por fora.


E agora a tua atenção centra-se numa direcção diferente o que consequentemente te influencia a percepção, e agora a tua percepção está a criar um quadro completamente diferente por meio do qual, sempre que te vês ao espelho, passas a veres que da noite para o dia engordaste 4,5 quilos, e a fim de validarem isso, os teus sentidos expressam-se da mesma forma. 


Por conseguinte, o sentido do tacto que tens representa mais do que o mero toque. O teu sentido do toque prende-se com todo o teu sentido físico, com o modo como sentes o teu corpo.

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