quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"COMUNICAÇÃO PROVENIENTE DE ESSÊNCIAS”





“ASPECTOS DA ESSÊNCIA"

“KRYON”

Sessão 977



Domingo, 6 de Janeiro de 2002 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael) e uma nova participante, Ingrid (Allie)
Elias chega às 12:31 da tarde. (Tempo de chegada: 21 segundos)

Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS: Boa tarde!

INGRID: Boa tarde, Elias. Esta é a primeira sessão...

ELIAS: Saudações!

INGRID: …que tenho contigo, mas já tinha lido umas quantas sessões tuas, antes. Mesmo há instantes, antes de te ligar, surgiu uma pergunta, por ter estado a ler uma sessão que tiveste com Castille respeitante às emoções.

ELIAS: Muito bem.

INGRID: Eu tenho um cachorrinho pequeno e sempre que o mimo isso dá-me uma sensação doce de felicidade. Essa sensação será o resultado do acariciar o cão ou será um comunicado da minha “esfera” subjectiva?

ELIAS: Ambos, por estares a empregar uma acção que constitui uma expressão objectiva que se conjuga com a comunicação que estás a expressar a ti própria. A emoção é… (Interrupção sonora na linha telefónica)

INGRID: Está?

ELIAS: Sim?

INGRID: Ah, gerou-se um ruído estranho no telefone. Peço desculpa, pensei que tinha perdido a ligação.

ELIAS:
Ah ah ah! A emoção produz um sinal, que se traduz pelo sentimento que experimentas. Esse sinal identifica-te o facto de estares a estender a ti própria um comunicado emocional, um comunicado de natureza subjectiva endereçada à tua consciência objectiva com respeito ao que estás a produzir nesse momento.


Nessa medida, tu estendes a ti própria a comunicação e o sinal, que é a sensação, e empregas uma acção que se move em conjunção com o comunicado. A comunicação representa a identificação do que estás a experimentar e do que estás a produzir interiormente no momento.

Por conseguinte, ao produzires essa sensação ou sinal de contentamento, a mensagem que estás a estender a ti própria no comunicado emocional consta de uma validação que lanças a ti própria, por nesse momento te estares a permitir expressar o que poderá ser identificado como uma expressão genuína de amor. Conforme já tive ocasião de definir anteriormente, a expressão actual do amor pode ser identificada como compreensão e valorização. Nesse momento, optas por objectivar uma expressão externa dessa acção de amor, de compreensão e de valorização (apreço), por uma expressão de contacto físico com a criatura. Estás a compreender?

INGRID: Estou, sim. Então, não há emoções que não representem comunicações? Toda a emoção representa sempre uma comunicação?

ELIAS: Sim, tens razão.

INGRID: Eu tinha uma outra pergunta relativa a isso. Desde os quatro anos que tenho sentido um tipo de presença que sinto rodear-me. Por vezes, quando penso determinada coisa, passo a ter a sensação de que essa presença pensar que seja engraçado e de começar a rir relativamente a isso. Ela expressa a si mesma o facto de eu me estar a rir, mas eu sei de uma forma clara que não sou eu quem se está a rir. Não sei se compreendes, ou se fará sentido para ti.

ELIAS: Sim, estou a compreender.

INGRID: A pergunta que te faria agora é a seguinte: será isso igualmente uma comunicação proveniente de mim própria, ou será uma comunicação oriunda dessa presença? De algum modo isso deixa-me confusa, por não ser capaz de distinguir essas coisas.


ELIAS: Essa presença na verdade és tu, mas de certa forma, um sentido de ti mais vasto do que o que tu reconheces como sendo tu própria neste foco. Por conseguinte, existe um aspecto objectivamente de falta de familiaridade na energia.

Por te encontrares familiarizada com a energia que expressas neste foco sob a forma de ti própria, mas enquanto essência – que poderá ser identificada como MUITO mais vasta do que a expressão de um único foco da atenção, que representa uma manifestação ou aquilo que identificas como tu própria neste foco – a energia de toda a essência poderá parecer-te diferente daquilo que é expressado apenas neste foco, mas és tu. Trata-se apenas da totalidade daquilo que és, o que incorpora muitas mais expressões de energia do que poderá ser expressado apenas num foco.

INGRID: Então, isso faz parte da essência, ou será algo estranho? Faz parte da essência, disseste tu?

ELIAS: Faz.

INGRID: Será talvez… eu não sei, espero que me compreendas. Será um outro foco que eu tenha numa outra dimensão, ou o que será?

ELIAS: Não.

INGRID: Será alguma coisa diferente?

ELIAS: Na realidade, é uma comunicação que tens neste foco com a totalidade da essência.

INGRID: Porque, estás a ver, por vezes não me fala. Já tenho isso desde os quatro anos, e por vezes sinto que está a sorrir. No início comecei a colocar-lhe perguntas, mas isso não responde a perguntas. Acena com a cabeça ou abana a cabeça, e por vezes com esse aceno e abano da cabeça chego a pensar que me esteja a mentir. Pelo menos cheguei a pensar isso, quando lhe colocava questões. Toda essa coisa me deixava bastante confusa.

ELIAS: Eu estou a compreender. Porque nisso, estás a apresentar a ti própria uma tradução enquadrada no âmbito do teu pensar. Por isso, traduzes essa energia como uma outra entidade com quem estejas a tentar comunicar.

INGRID: Pois, é isso que faço.



ELIAS: Ora bem; quanto a isso, não se trata de outra entidade. É a totalidade de ti própria, mas não tem importância que optes por traduzir essa acção do modo como encaras esta comunicação, com que diz, como se de uma outra entidade se tratasse, por isso ser apenas a maneira por que te permites um tipo de compreensão objectiva da interacção que tens.


Mas trata-se de uma interacção que estás a abonar entre este foco da atenção que reconheces como tu própria e a totalidade da essência e diferentes aspectos da essência em diferentes alturas…

INGRID: Que quererá dizer “diferentes aspectos da essência”?

ELIAS: Existem muitíssimos aspectos da essência. Vós incorporais um incontável número de aspectos da essência, e por conseguinte podeis estar numa altura particular a voltar a vossa atenção para um outro foco específica da atenção da essência assim com podeis estar a voltar a vossa atenção de uma forma generalizada para a totalidade da expressão que dais à essência.


Agora; nisso, ao experimentares essa acção que traduzes como inquirir ou fazer perguntas relativamente à tua essência, é perfeitamente compreensível, em especial nesta altura em que vigora esta mudança de consciência, que venhas a responder a ti própria por esse tipo de acção que incorporas como um mero aceno ou assentimento de cabeça, por encerrares as respostas para as tuas perguntas no teu íntimo. Por isso, ao não apresentares a ti própria o que identificas como uma resposta concreta, isso representa um encorajamento para com este teu foco no sentido de voltares a tua atenção e para explorares e descobrires as respostas no teu íntimo pela acção de te familiarizares contigo própria e desenvolveres uma intimidade em relação a ti própria. Estás a compreender?

INGRID: Sim, estou. Eu tentei isso, por na verdade corresponder a um desejo profundo que tenho. Tenho frequentado um grupo espiritual há mais de vinte anos, e tive um mestre espiritual, e de alguma maneira entendo agora que provavelmente tenha correspondido ao que eu tenha decidido relativamente a isso, só que aceitei tudo quanto me revelou de uma forma categórica (em termos absolutos). Entendes o que te estou a dizer?

ELIAS: Sim.

INGRID: Eu aceitei tudo quanto ele disse como um absoluto e quando abandonei esse grupo… na realidade eu tive que deixar o grupo.
Porque mesmo antes de sair, tomei uma decisão. Eu andava a ler um livro do Kryon – não estou certa se significa alguma coisa para ti; trata-se de um ser que é canalizado por intermédio de alguém – e de um jeito qualquer acabei por perceber que queria viver o propósito de vida que tinha custasse o que custasse, por pressentir que de qualquer maneira estava encalhada nele. De modo que anotei por escrito a determinação de querer viver o objectivo que tinha na vida e que também queria ajudar os outros caso pudesse. Além disso queria ascender, pro nesse livro vir escrito muita coisa acerca da ascensão. Anotei isso tudo e lia-o em voz alto para o universo, e cerca de duas semanas mais tarde estava separada do grupo de uma forma bastante dramática.


Por ao mesmo tempo, creio que dois ou três dias após ter estado a ler isso, comecei a abrir-me relativamente à canalização e isso começou a despertar o interesse em mim. Mas esse aspecto da canalização não faz parte do programa desse grupo espiritual, e é algo que é evitado ao máximo. Mas de qualquer jeito, mesmo que soubesse de tudo isso, era algo que precisava fazer. Parecia fazer parte de mim ou da minha orientação, chamasse o que lhe chamasse, como se estivesse a ser empurrada nessa direcção. Pelo menos foi o que me pareceu.


Quando o fiz, me abri para a canalização, passei a incorrer em sérias dificuldades. Eu ouvia vozes a toda a hora. Sempre que acordava, passava a escutar vozes a todo o instante, e não tinha como saber lidar com esse tipo de coisa. Por vezes assomava-se como uma séria ameaça. Essas vozes disseram que eram fulanos de tal, mas na verdade não eram quem diziam ser. Passaram-me todo o tipo de instruções e de coisas que passei a seguir, por ser tão ignorante quanto a essas coisas. Não tinha qualquer ideia de como lidar com isso, de modo que representou um sério drama para mim. Foi de tal modo intenso que precisei contar ao director desse grupo espiritual, a seguir ao que tive que abandonar o grupo por me ter dito ser impossível permanecer nele.


De modo que abandonei o grupo, voltei para a família, e vi-me impossibilitada de contar à família acerca disso, ou pelo menos penei que não devia. Assim, abandonei a Alemanha, por eu ser Alemã, e vim para uma ilha situada no oceano atlântico e dei início a uma vida completamente nova. No começo assomou-se bastante difícil, por desconhecer a forma de lidar com este tipo de coisas.

Voltei a evidenciar algumas tentativas de canalização, e toda a vez que o fiz resultou no desastre. Comecei de novo a escutar vozes. Sempre que lidava com essas vozes, quando me voltava para elas, sentia como que elas me tomassem as rédeas do meu viver. Não sei se me faço entender. Como se a minha identidade se visse ameaçada por isso, como expressaste numa das tuas sessões. Pelo menos foi isso que experimentei. Senti não estar mais sozinha no meu corpo com todas essas influências oriundas de diferentes tipos de seres ou seja lá o que forem, isso ameaçou-me de verdade. A única coisa que fui capaz de fazer foi deter por completo esse tipo de coisa. Assim, poderias comentar isso, se fazes favor?



ELIAS: Muito bem. Antes de mais, deixa que faça uma advertência. Eu compreendo o método através do qual te permitiste passar para novas experiências no âmbito da orientação que tinhas associado ao desejo de te familiarizares de uma forma íntima contigo própria e desse modo com a essência e o movimento que empreendes, e nessa medida, estás a avançar no alinhamento desta mudança de consciência. Por isso, inicialmente, permite que te encoraje nesse passo e te reconheça pela permissão que moveste nesse sentido.


Mas permite igualmente que te explique aquilo que geraste, e te previna quanto ao movimento que estás a criar actualmente. A prudência diz respeito ao emprego de informação sem que te permitas reconhecer que a informação com que estás a contactar, por assim dizer, não representa qualquer absoluto e além disso é influenciada por crenças.

INGRID: Não entendi a última palavra que proferiste. É influenciada por...?

ELIAS: Crenças.

INGRID: Crenças, pois, obrigado.

ELIAS: Ora bem; deixa que clarifique e que te diga que TODA a informação que poderás apresentar a ti própria deverá ser filtrada por meio das crenças que tens. Mas parte da informação que poderás apresentar a ti própria pode alinhar bastante por certas crenças e ir reforçar certas crenças que tens.
Agora; deixa igualmente que te diga que isso não é grave, por si só, mas caso não reconheças o movimento que empreendes nem o movimento desta mudança de consciência, poderás facilmente reforçar certas das crenças que tens, o que poderá criar um enorme desafio no sentido da aceitação das crenças. Porque, ao reforçares determinadas crenças, também crias uma densidade por meio da qual quase solidificas essas mesmas crenças.


Ora bem; antes de mais, vou-me reportar à informação que apresentaste a ti própria referente ao que tem sido apresentado por essa essência chamada Kryon. Nesse sentido, fica ciente de que a informação apresentada por essa essência se acha bastante entrelaçada com o reforço das crenças de massas existentes.


Agora; tu deixaste-te arrastar propositadamente para esta informação de forma que isso te facultasse uma forma de movimento no sentido de te afastares de, pro assim dizer, ensinamentos e de conceitos que associaste durante muitos, muitos anos, conforme estarás ciente. Por conseguinte, incorporar essa informação proveniente dessa essência representou um benefício para ti.


Só que comporta ciladas, por assim dizer, por aquilo a que estás habituada é a incorporar informação e, uma vez assimilando essa informação, passar para a associação de absolutos como uma verdade. Quando na realidade, conforme afirmei tanta vez, a verdadeira verdade concernente à consciência parece-vos, na dimensão física, insignificante. Por buscardes a verdade através no âmbito de crenças, e as crenças não constituem expressões da verdade.


Ora bem; nessa medida, tu incorporaste a informação disponibilizada por essa outra essência como um trampolim, como quem diz, que te serviu de uma forma bastante benéfica no movimento que empreendeste no novo rumo de exploração de ti própria. Por isso, não me interpretes mal. Não estou a ignorar o valor do que permitiste conceder a ti própria ao te deixares arrastar para essa informação. Estou somente a prevenir-te para teres consciência de que essa informação comporta distorção.


Bom; conforme declarei, tu deste esse passo como um trampolim. Nesse sentido, nessa altura a que te referes, permitiste-te uma abertura para com o eu enquanto essência. Conforme te disse, admitiste uma expressão de comunicação e exploraste-te a ti própria enquanto essência, o que optaste por incorporar como um acto do que designais por canalização.

Essa acção de canalização consiste precisamente nisso. Na concessão que o indivíduo dá a si próprio para canalizar a energia da sua essência num todo ou a partir da sua essência sob determinados aspectos, quer um outro foco situado numa outra dimensão, ou outra atenção com assento numa área não física da consciência, ou mesmo de um outro foco que ocorra na dimensão que presentemente ocupais. É o acto de canalizar a energia da essência da pessoa num todo, ou o que podereis em termos figurados designar como em parte, de uma área da consciência para a consciência deste foco da atenção que reconheceis como vós próprios. De certa forma é uma acção de afunilamento da energia e da informação derivada de um aspecto ou área da essência para outro, ao te permitires a abertura para com a expressão mais ampla de ti própria enquanto essência.



Mas também te posso certificar que, se não compreenderes a acção que estás a empregar de uma forma objectiva, isso pode tornar-se num desafio significativo e numa confusão e poderá mesmo, com essa confusão, despoletar expressões de temor.

INGRID: Pois é, nunca na minha vida tinha experimentado tanto medo como nos últimos quarto anos.

ELIAS: Certamente, por estares a envolver o que percebes constituir factores do desconhecido, experiências e expressões que te são objectivamente bastante estranhas, e por não teres proporcionado a ti própria uma explicação adequada referente ao que estás a envolver.


Essa, minha amiga, é uma das experiências com respeito às quais me dirijo às pessoas, relativamente ao tremendo potencial de experimentarem trauma com a acção da mudança de consciência. Por a acção desta mudança de consciência consistir no alargamento da consciência que têm e na passagem para novas expressões da realidade, e consistir consequentemente na alteração objectiva da realidade física que têm nesta dimensão. Essa é uma acção bastante desconhecida, e por isso gera-se um enorme potencial para a criação de trauma em relação a essa expansão da consciência e abertura para com a essência e a expressão que isso pode assomar na vossa dimensão física.


Bom; nisso, reconhece que o teu objectivo consiste, por assim dizer, em expandires a consciência que tens, de uma forma objectiva. Mas isso não representa a expressão de uma passagem para um plano mais elevado da consciência, por não existirem planos mais elevados da consciência. É uma abertura de si próprio, o que constitui uma expressão natural da consciência e da essência. Essa é a acção da consciência e da essência, uma abertura e um contínuo desdobrar de si mesmo enquanto consciência a fim de explorarem e de expandirem no âmbito da acção do vir-a-ser (transformação), que representa o desdobrar e a exploração do ser. Aquilo que estás a incorporar agora é uma nova acção de descoberta no enquadramento desse vir-a-ser, em associação com esta mudança de consciência.


Antes do início desta mudança na consciência, vós todos nesta dimensão física estiveram a explorar de uma forma objectiva os aspectos físicos e manifestações e criações que expressam nela. E esgotaram, por assim dizer, essa exploração. Por isso, decidiram colectivamente expandir a exploração que empreendiam nesta dimensão física e empregar um movimento novo, o qual permite a consciência de uma forma objectiva de expressões subjectivas e da consciência e da existência, passando a incorporar portanto uma intimidade genuína e poder e Liberdade íntimos.


E isso inclui o acto de se orientarem a si mesmos e de interromperem a acção de permissão para que os outros ou as situações ou circunstâncias ou as manifestações ou sequer as filosofias lhes ditem as escolhas que devem definir ou os rumos, por estarem a avançar para a acção do reconhecimento de vós próprios e das capacidades que têm e para a permissão de se orientarem a si mesmos.

Nessa medida, prosseguiste também no sentido de continuares a apresentar a ti própria meios que te poderão facilitar o desejo que tens de realizar tal acto de expansão da consciência e de te familiarizares de uma forma íntima contigo própria e com as capacidades que tens. Por conseguinte, com os passos que empregaste no método individual que utilizaste, passaste do dirigir a tua atenção para o emprego da informação relativa a essa outra essência e passaste agora para apresentação a ti própria de uma maior informação de validação pessoal, e deixaste-te conduzir a este fórum. Perceberás como efetuaste o desvio da tua atenção para uma crescente ausência de distorção?

INGRID: Sim, mas ainda assim, por exemplo quando chego a casa vinda do trabalho à hora do almoço e me deito a repousar por um bocado e a relaxar, sinto que sou acometida por umas certas vozes. Na realidade trata-se de duas energias distintas, duas crianças que chamam pela mãe. Uma das crianças parece feliz enquanto a outra parece triste. E eu não sei o que isso seja. Poderias fazer um comentário?

ELIAS: Isso são dois (dos teus) focos. Estás a permitir-te incorporar o acto de transição nesta altura e estás a mover-te em associação com esta mudança de consciência, que eu compreendo que por vezes possa ser bastante confuso.

INGRID: (A rir) É!

ELIAS: Nessa medida, posso sugerir-te que se te permitires unicamente relaxar sem forçares a tua energia nem exerceres pressão sobre essas experiências que estás a facultar a ti própria, e se aceites simplesmente aquilo que estás a apresentar a ti própria, poderás vir a reconhecer que terás muito menos ansiedade e uma expressão muito menor de medo, por estares unicamente a apresentar a ti própria um reconhecimento objectivo dos diferentes aspectos de ti própria.



Todos esses focos de atenção que possuem enquanto essência se acham presentemente dentro de ti. Apenas parecem estar separados de ti pelo tempo e pelo espaço, mas na realidade são todos tu mesma, e consequentemente acham-se todos presentes dentro de ti e na verdade ocupam o mesmo espaço e tempo que tu. Por o tempo e o espaço, por assim dizer, embora constituam uma realidade, também constituem uma ilusão por constarem do que te é apresentado pela percepção.

Bom; na vossa dimensão física, são bastante reais por a vossa percepção os projectar como uma realidade, mas de certa forma constituem uma expressão da projecção. Conforme já referi anteriormente a outros indivíduos, constituem um tipo de projecção que vós no reconhecimento que fazem neste período de tempo poderão de forma similar identificar como associado a hologramas. No instante em que são projectados são bastante reais, mas na associação que têm com as consciência e a essência, constituem uma projecção. Por isso também comportam uma qualidade de ilusão, ilusão essa que nesse sentido se torna bastante sólida, o que dá lugar à criação de uma expressão de separação, a qual antes do movimento desta mudança de consciência foi bastante propositada.

Mas à medida que avançam para a inserção dessa mudança de consciência neste presente século, essa separação está a ser ignorada, e vocês estão a permitir adoptar uma maior abertura e uma menor expressão de separação no desejo que têm de se familiarizarem intimamente convosco próprios enquanto essência e como tal incorporam um reconhecimento objectivo autêntico de todas as capacidades de que dispõem nas vossas expressões físicas.

Nessa medida, na medida em que te permites relaxar em meio a tais experiências, também te permitirás compreender informação que estás a apresentar a ti própria. Não é acidente nenhum o facto de optares por ver e experimentar outros focos da tua essência, de ti própria, não é acidente nenhum e é bastante propositado que te permitas abrir-te na consciência que tens para com diferentes aspectos de ti própria enquanto essência por variadíssimas formas.

Nas alturas em que apresentas a ti própria essas vozes que podes identificar como indivíduos em particular, estás a permitir-te aceder a outros focos da atenção de ti própria. Nos períodos em que experimentas energia que traduzes para ti própria coo sendo uma outra entidade mas que não consegues reconhecer como sendo um indivíduo específico, estás certa, não se trata de um indivíduo específico, nem sequer chega mesmo a ser uma entidade real. Trata-se de um outro aspecto de ti enquanto essência e de uma diferente qualidade de energia que incorporas, que estás a apresentar a ti própria a fim de te familiarizares com as próprias expressões de energia que adoptas.

Se recordares a ti própria que isso é tudo aspectos de ti mesma, poderás permitir-te descontrair e deixar de sentir medo, por não te invadires a ti própria com tais experiências. Estás propositadamente a permitir que isso seja transferido, como quem diz, por teres o desejo de reconheceres intimamente todas as expressões que adoptas enquanto essência. Porque assim que te permitires familiarizar com as energias e te permitires descontrair ao receberes essas vozes ou até mesmo visões, por assim dizer…

INGRID: Ou mesmo toques, por vezes.

ELIAS: Exacto.

INGRID: Porquanto eu encontrava-me deitada no sofá, coberta com um cobertor e estava de olhos fechados a relaxar, e de súbito pude sentir que o cobertor me era retirado de cima. Ainda cheguei a pensar que fosse o meu cão que tivesse vindo para o sofá, mas a seguir abri os olhos e vi que ele se encontrava no outro canto do quarto. Mas estou certa; senti o cobertor mover-se, ao mesmo tempo que uma voz me dizia: “Não te quero assustar,” e assim que escutei a voz ainda senti medo. Mas antes não tinha.

ELIAS: Exacto, mas essas experiências são bastante reais…

INGRID: Foi, foi bem real.

ELIAS: …mas não constituem ameaça alguma, pelo que poderás permitir-te relaxar com essas experiências, com consciência de que não representam ameaça nem te prejudicam, e de que tampouco estás a ficar louca.

INGRID: Não estou?

ELIAS: Não. Estás unicamente a permitir-te abrir-te e expandir a tua consciência. Apenas as crenças que tens te indicam, por intermédio do processo do pensamento, que estejas a ter uma expressão qualquer de insanidade, coisa que não estás.

INGRID: Ou esquizofrénica, ou não sei mais o quê. A minha mente é acometida por todo o género de coisa. (O Elias ri) Actualmente acontece muito menos do que antes.

Uma pergunta que tinha com respeito às crianças que ouço falar. Sempre me perguntam “Mamã, amas-me?” Nunca sei se deva responder a isso ou se deva apenas observar. Como deverei portar-me numa situação dessas?

ELIAS: Cabe a ti escolher, mas se optares por isso, podes experimentar e responder.

INGRID: Posso?

ELIAS: Podes.

INGRID: Porque certa vez creio que estava a ler uma das sessões em que dizes que não devemos intrometer-nos nesse tipo de coisa, mas fiquei sem saber como interpretar isso correctamente.

ELIAS: Estou a compreender. Eu apresentei essa informação especificamente a indivíduos que usavam da acção de tentar alterar as experiências de um outro foco da atenção da sua essência. Nessa medida, aquilo que ocorre numa acção dessas – por tu dispores da capacidade de incorporares uma acção dessas, por todos os focos da essência serem tu mesma, mas cada foco da atenção incorpora livre-arbítrio e escolha – e com o acto de tentarem alterar as escolhas de um outro aspecto vosso, estão a negar-lhe a faculdade de escolha.

Agora; isto na realidade pode ser percebido como um assunto muito mais complicado do que a informação que estou a proporcionar-te. Posso dizer-te que as essências não se intrometem umas com as outras, mas há o potencial de uma essência se intrometer em relação a si mesma, conforme estarás ciente; por mesmo na vossa expressão física poderás reconhecer que podeis ser muito mais intrusivos em relação a vós próprios do que em alguma outra expressão de outro indivíduo. Na realidade, não conseguem ser intrusivos com outro indivíduo, pois isso representaria a expressão de criarem a realidade dele e vós não podeis criar a realidade dele. Por conseguinte, não conseguem ser intrusivos relativamente a outro indivíduo, mas podem-no ser relativamente a vós próprios.

Numa outra altura futura irei debater esse tema mais a fundo e de uma forma mais explícita juntamente com as pessoas, e oferecer uma explicação quanto á maneira como esse tipo de acção pode ser usada e da razão porque é referido para não usarem de um tipo de acção dessas, por na realidade lhes ser prejudicial. Mas esse é um tema diferente daquele que estamos presentemente a tratar.

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