domingo, 12 de outubro de 2014

"RECORDAÇÃO DO PASSADO"





Sessão 2894

Participantes: Terri (Uliva)
Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Transcrição: Charmaine C.

Tradução: Amadeu D.



Elias: Boa tarde.



Terri: Boa tarde. Com que então, temos muito de que falar.



Elias: Ah!



Terri: E tudo quanto posso dizer é caramba!



Elias: Ah ah ah.



Terri: Mas tu já sabias. Ah ah ah. As perguntas são sobre a sessão que tivemos que continua a vir-ma à ideia, em que te perguntava se ela teria ciúmes de mim por o meu pai me dar mais atenção. Mas tu disseste que não… sabes… estaria eu a acertar naquilo, por essa altura? Que eu saberia mais do que pensava saber, mas que ainda não conseguia descobri-lo ainda?



Elias: Sim, eu concordaria. E diria, uma vez mais, que isso é um exemplo do modo como, muitas vezes, muitas das vossas respostas estão bem diante dos vossos olhos e – por assim dizer – são tão óbvias que as não conseguis ver.



Terri: Óptimo. Porque de certeza que não vi essa a aproximar-se.



Elias: Ah ah ah ah ah.



Terri: Então, a teoria que tinha de que a coisa toda assentava no facto de ela não ter qualquer vínculo comigo e estar apenas chateada com isso, e acabou por me provocar isso em mim?



Elias: Em parte. Eu diria, tal como te disse anteriormente, que havia diferentes elementos que constituíam um problema dela própria. E que a percepção que ela tinha não se compagina bem com o que tu imaginaras, por os problemas que ela estava a ter terem mais que ver com ela própria e as expectativas que ela tinha em relação a ela própria que ela não conseguia satisfazer.



Terri: Então ela terá criado toda aquela história do quão grandioso seria ter um bebé e do quão grandioso seria, história essa que se lhe afigurava demasiado além da medida para se sentir à altura?



Elias: De certo modo. Existem vários factores que para que melhor compreendas precisam, como quem diz, ser levados em consideração. O tempo constitui um desses factores. O elemento do momento envolvia pressões e expectativas dela própria enquanto pessoa, enquanto mulher, e do que exigia dela própria.



Terri: terá sido por isso que o meu pai começou a beber em demasia? Por ter sentido que falhara nesse papel?



Elias: Sim, em parte. E que falhara noutros papéis também.



Terri: Pois. Parece que terá começado com as melhores intenções e que depois terá dado para o torto.



Elias: Pelo que te diria....



Terri: Só que para ela?



Elias: Sim.



Terri: E para ele também?



Elias: Sim. Por conseguinte a responsabilidade é igualmente encarada como maior...



Terri: Ressentimento por ter elegido essa opção, desde logo.



Elias: Sim. Não necessariamente ressentimento relativamente à criança...



Terri: Razão porque ela era tão apreciada no trabalho?



Elias: Sim.



Terri: Foi o que eu pensei.



Elias: É uma simulação.



Terri: E foi o que eu sempre disse. Era tipo Jekyll e Hyde.



Elias: Correcto, por isso representar uma simulação...



Terri: Então isso veio a recair sobre mim?



Elias: Sim. Por nisso precisar existir uma saída para...



Terri: Para ele?



Elias: Conforme já referi, embora incorrecto, por isso ter igualmente sido uma escolha dele...



Os apegos, em muitos aspectos, englobam um lado destrutivo por exercerem uma forte influência no que esperais de vós próprios, quanto ao que sereis, ao modo de ser, e se não o forem gera-se uma desconsideração automática, só que nem toda a gente abrange as directrizes ou a personalidade ou o desejo ou porventura mesmo a intenção de empreender determinadas orientações e certas acções na sua vida que as crenças de massas defendem que deviam.



Terri: Deve tê-la deixado de rastos ver que as irmãs tiveram dois e três e conseguiram crias três enquanto ela não, nem sequer criar um em condições e... Pensas que isso terá... que ela se terá sentido ressentida por isso e que tenha parecido... ela conversava com elas todos os dias.



Elias: Mas isso é bastante compreensível e óbvio, não concordas? Porque se ela não estivesse com elas isso reflectir-se-ia no que ela não estava a fazer...



Terri: O que era parte da simulação.



Elias: Correcto. Porque...



Terri: Foi uma confusão e tanto.



Elias: Sim.



Terri: Muito triste. Foi uma tragédia mas correu mal, muito mal.



Elias: Mas isso são escolha s que as pessoas elegem no que experimentam. E nessa medida, nem todo o enfoque é feliz. Tampouco todo o enfoque luta por ser feliz.



Terri: Ela saberá que está morta, agora? Ela já o perceberá?



Elias: Não.



Terri: Não? Então crê estar ainda no hospital ou em casa dela?



Elias: Sim.



Terri: E que vai para o emprego e...



Elias: Sim.



Terri: Que ainda está a interagir?



Elias: As pessoas que criam determinados métodos para provocar a morte, tais como doença ou depressão, assim que tiverem passado esses métodos já terão satisfeito aquilo que deviam satisfazer, pelo que não mais será necessário incluí-los na imagética objectiva. Por isso, uma pessoa que tenha falecido motivada por uma doença, assim que tiver falecido e esteja de novo a gerar uma consciência objectiva, ela não mais engloba a doença.



Terri: Bom, estaria eu... uma teoria que ela imaginou quando ouviu dizer que podia voltar para casa no prazo de sete dias, e que poderia reabilitar-se... Eu creio que ela terá pensado que não, que não estava a fazer por isso e basicamente terá criado o ataque cardíaco.



Elias: Sim, tens toda a razão. Mas nisso, aquilo que encaraste como teimosia foi na realidade uma tentativa desesperada de proteger...



As recordações podem representar elementos traiçoeiros. Toda a vez que evocam lembranças também alteram o passado. Por isso, embora por um lado a memória possa ser traiçoeira, por outro altera a realidade. O que ela estava a fazer era proteger uma lembrança da realidade, de uma realidade passada, e nessa realidade passada nem tudo era desolador nem devastador quanto ela percebia na altura. Ao relembrar esse passado ele alterou-se e tornou-se menos alvo de desconsideração e de horror e tornou-se mais perfeito e mais de acordo com a comparação que fazia com ela própria e com os outros e com o ideal que tinha. Mas para poder manter isso precisava ser protegido, e para o proteger, não podia ser perturbado...



Terri: De modo que lhe seria mais fácil consegui-lo sem mim ao redor.



Elias: Sim. Também era mais fácil de conseguir sem o teu pai. Quando o teu pai faleceu ela passou fortemente a proteger essas recordações de um modo diferente daquele que tu recordas. E nessa medida, foi por essa razão que ela terá parecido ser obstinada quando na realidade, proteger isso significava também proteger o seu santuário. O lar.



Terri: (Inaudível)



Elias: Correcto, por não dever mudar. Precisa ser preservado, para preservar a recordação precisa ser protegido. Por isso, precisa englobar uma certa aparência pata manter esse disfarce que acabou por se tornar numa tal simulação eminente que ela própria se deixou enganar pela camuflagem que usou. Nisso, o momento decisivo que eu diria ter sido quando o teu pai faleceu. Esse foi um momento significativo. Uma altura em que ela terá começado a escolher genuinamente fechar-se e proteger as recordações alternativas que tinha e preservá-las. E dir-te-ia que ninguém tinha permissão para tocar nisso. Não só tu própria.



Terri: Bom, sim, parecia que ninguém conseguia transpor a entrada da casa.



Elias: Por o lar constituir o santuário…



Terri: Então, que terá isso a ver com o santuário que faço da família, por eu sentir que uma grande parte disso se terá fendido.



Elias: Eu estou de acordo, em definitivo. Por o que ocorreu nesta situação ter duas facetas. Uma, tu criaste aquilo que percebeste como compensação para ti própria em relação a ela e ela criou uma compensação. O que ela não te conseguiu dar em vida na percepção que tinha, deu-te na morte na esperança de que te gerasse uma maior facilitação que ela não terá podido expressar antes. Mas isso não foi apenas criação dela. Isso constituiu o aspecto dela na criação disso por isso também ser criação tua. Tu também criaste isso, mas não unicamente como…



Terri: Creio que isso em, larga medida terá dissipado igualmente a corrente subjacente que tenho.



Elias: Concordo contigo. E estendo-te um enorme reconhecimento…



Terri: (Inaudível)



Elias: Estou de acordo.



Terri: E um bocado assustador.



Elias: Pois, por agora…



Terri: Eu queria fazer-te uma pergunta acerca da minha amiga Lisa. A mãe dela ainda andará por aqui?



Elias: De que forma?



Terri: Bom, a olhar por ela, e pregar-lhe partidas. Como no caso do pai dela, que tem uma certa acção sobre o cão dela e se encontra sempre por perto… (Inaudível)



Elias: Anda.



Terri: Ela dar-lhe-á palpites quanto ao facto de se encontrar presente, que ela não detecte?



Elias: Dá.



Terri: E à semelhança do meu pai, que se manifesta através da electricidade, ela usará algum… (Inaudível) para captar a atenção dela?



Elias: Vários, não da electricidade mas de odores; por meio da temperatura; há variações na temperatura que são gerados no lar dela, e que constituem indicações.


Terri: Então, ela teria noção do que isso significa, no caso de estar a prestar atenção.



Elias: E os odores. Odores reconfortantes.



Terri: essas são as duas formas principais?



Elias: São.



Terri: Haverá alguma mensagem que ela queira transmitir à Lisa?



Elias: Não necessariamente uma mensagem. Eu diria que na sua maioria aqueles que faleceram não têm realmente mensagens na sua grande maioria. Caso as expressões que têm se traduzissem por um tipo de mensagem, geralmente seria de encorajamento por toda a forma e uma expressão de amor genuíno por os velhos apegos não mais se aplicarem e por isso não mais se apresentarem obstáculos na expressão dessa autenticidade. Não existe culpa, não existe condenação. Há somente um apreço genuíno e de uma forma que geralmente não é expressado no foco físico – não que não possa ser, mas geralmente não é.



Terri: Poderei perguntar-te pelo nome da essência da Lisa?



Elias: Nome da essência: STARR.



Terri: Quantos focos partilharemos juntas?



Elias: Focos partilhados: 113.



Terri: Achei tão interessante a forma como me senti que acho que deveria voltar ao contacto e corrigir o relacionamento que tivemos anteriormente neste ano. Portanto, tive mais ou menos consciência de uma probabilidade disto vir a precisar do apoio dela.



Elias: Sim.



Terri: E creio que a confusão que sinto neste momento tenha que ver com coisas acessórias à identidade. Sinto que devia voltar a arranjar outro emprego tão breve quanto possível, muito embora tenha noção de não precisar, mas creio que se essa é a crença actual que tenho mesmo que o faça será a breve prazo até que me habitue a ele. Pensas que isso esteja correcto?



Elias: Em parte. Diria igualmente que isso constitui um outro aspecto da direcção que tomas e do que estás a criar, conforme tens estado a processar. E nessa medida, estás a fornecer uma outra via em que poderás empreender o que terás querido empreender mas terás percebido anteriormente ser irrealista, por não te fornecer o aspecto financeiro em que te concentravas. Mas agora proporcionas a ti própria uma outra vez como oportunidade de retomares a direcção de produzires a interacção que tinhas com as tuas criaturas e as organizações que lhes prestam assistência conforme inicialmente querias mas não te permitirias…



Terri: Isso são excelentes notícias. Tal como a entrevista que irei ter hoje será, que consideraria um sentimento acessório a que deveria dar continuidade mas em que não quererei necessariamente embarcar.



Elias: O que é importante em relação aos acessórios de apego é que te permitas genuinamente proceder a uma avaliação. Ora bem, quando refiro “avaliar genuinamente” por vezes poderá haver acções associadas a acessórios de apego em relação aos quais poderás não te sentir necessariamente entusiasmada com o uso, mas que também poderás reconhecer que possam constituir um aspecto do teu próprio processo. Mas também há alturas em que poderás gerar uma acção relativamente a um acessório que constitua uma expectativa de ti própria que não queiras necessariamente empreender.



Terri: O que seria o caso desta tarde?



Elias: Sim. Não é que não queiras empreender um sentido que possa acarretar a situação de um emprego, só que não este.



Terri: O centro de emprego que telefonou enquanto estava a discutir com a Patricia que apresentava uma oportunidade criativa de se tornar num trabalho em tempo parcial. Isso pareceu interessante. Isso (…) apresentaria uma maior probabilidade nesse caso?



Elias: Apresenta.


Terri: Apresenta, agora consigo um monte de informação sobre os meus pais biológicos. Mas eu sei porque após tudo por quanto passei com o Kenny e o Curtis, ao ir vê-lo, sei que terá sido escolha minha. Mas também sei que eles teriam que estar de acordo. Agora, seria bom tentar procura-la? Esse seria um resultado positivo provável? Ah, ah, ah.



Elias: Isso depende de ti, que é que queres? Terás um interesse genuíno e quererás seguir nessa direcção? Ou sentes-te meramente curiosa?



Terri: … (Inaudível) curiosa por esta altura.



Elias: A sugestão que te daria seria no sentido de arranjares tempo e caso essa curiosidade se altere e a motivação que tiveres for diferente e genuinamente quiseres investir nessa direcção, isso será diferente.



Terri: Coisa que de momento não reúno. Ah, ah. Eu e o Hugh estivemos Domingo de manhã sentados no carro a conversar enquanto o carro se encontrava em andamento e de súbito as portas trancaram. Terá sido o Patel a brincar?



Elias: Uma combinação dessa energia e das vossas próprias energias.



Terri: Eu vejo um Cadillac azul enorme que passa muito devagar e a primeira tendência que tenho é que seja o meu pai mas depois a cor azul dissuade-me e leva-me a pensar que em parte também possas ser tu. Será uma combinação?



Elias: É.



Terri: De encorajamento e...



Elias: Sim, e de presença.



Terri: Para me fazeres saber que estás presente. (Inaudível) Eu sei… (Inaudível)



Elias: Sim. Ah ah ah. Precisamente!



Terri: Está bem. E o Zeus, (cão) conseguirás ver alguma coisa agora ou sentir-se-á de tal modo aclimatado que sabe mais ou menos para onde vai?



Elias: Algumas sombras.



Terri: Mas, porque é que ele está a escolher isso? Por teres dito anteriormente que ele poderia optar por seguir nessa direcção. Que não se faria necessário um reflexo da minha parte, a escolha que está a eleger.



Elias: Pelo que diria que é uma escolha relacionada com interligação. Empreender essa escolha permite-lhe expressar uma maior interligação relativamente à sua própria personalidade; contigo e com a outra criatura do que conseguiria relativamente à sua personalidade de outra forma.



Terri: Então ele estará a abrir-se mais…



Elias: De certo modo, sim. O que em parte constitui um reflexo parcial de ti.



Terri: Há anos que acordo às três e trinta a manhã. Começamos isso porque… tem algo que ver com… (Inaudível) ter que me levantar cedo para ir para o trabalho mas depois o micro-ondas a desligar-se às 3:30 ou às 3:32, penso que seja mais um laço com a altura da passagem do meu pai. Por eu acordar todas as manhãs a essa hora?



Elias: Em parte, e em parte essa é uma altura consistente para a presença.



Terri: …(Inaudível) dele?



Elias: Sim.



Terri: Por que eu tento levantar-me e prestar mais atenção em determinadas manhãs; mas não é necessariamente para ver alguma coisa…



Elias: Não, não. É apenas um lembrete.



Terri: E tenho tentado entra em contacto com a Twyla para relaxar. Estará a resultar? Ah ah.



Elias: Está?



Terri: Eu sinto que está mas de novo, não sei se estarei a inventar isso ou se está a acontecer de verdade. Ah ah.



Elias: Tu não estás a inventar. Ah ah ah ah.



Terri: E em relação aos meus olhos, sabes, sinto que tenho estado, será que terei deixado onde estava a trabalhar e assim que tiver aquelas férias, será isso que me facultará uma maior cura aos meus olhos?



Elias: Quanto mais relaxares, mais te permitirás voltar em direcções que te tragam um conforto genuíno e que mais gostes. Agora que percebes que podes, mais isso influenciará.



Terri: Eles estavam a ficar pior por eu continuar a lutar e tentar permanecer lá?



Elias: Sim.



Terri: E eu… (Inaudível) disseste que não demoraria muito e eu consegui… (Inaudível)



Elias: Eu concordo. Ah ah ah





Terri: Eu tenho que puxar pelas coisas. Ah ah ah.



Elias: Ah ah ah ah ah.



Terri: Então...



Elias: Eu diria que conseguiste um enorme feito e reconheço que muitas vezes com enormes conquistas vêm desafios significativos, ou são precedidos por enormes desafios, mas agora posicionaste-te de uma forma que tudo quanto precisas é esticar a mão adiante e agarrar o anel.



Terri: Ah ah ah, e receber.



Elias: Sim



Terri: Chegou o final do nosso tempo… (Inaudivel) Obrigado.



Elias: não tens de quê, minha amiga. Aproveita!



Terri: Obrigado.



Elias: Expresso-te um enorme encorajamento conforme habitualmente, e fico a antecipar o nosso próximo encontro.



Terri: Eu também.



Elias: E mais sucesso da tua parte.



Terri: Obrigado.



Elias: Com um enorme carinho, como sempre, para ti minha querida amiga. Au revoir



Terri: …(Inaudivel)



©2009 Mary Ennis. Todos os Direitos Reservados.

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