domingo, 31 de agosto de 2014

“ONDAS DE CALOR - MENOPAUSA"





“ATAQUES DE ANSIEDADE”


“MUDAR O CENTRO DA ATENÇÃO"


“QUARTZO ROSA”





Sessão 3137


Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012


Participantes: Brigitt Setter e Mary/Michael


Transcrito por Charmaine Cotton e Amadeu Duarte


E: Bom dia.


B: Bom dia.


E: Que vamos debater?


B: Eu sabia que ias dizer isso. (Ambos riem)


E: Sou bastante previsível.


B: A tua energia! A primeira vez que a senti, em Castaic, achei-a demasiado forte e desconfortável. Creio que terá sido isso que senti desde logo, porque normalmente não sinto. (Ambos riem) Mas agora não parece tão intimidadora. Será por me ter habituado mais a ela ou...?


E: E por te achares mais confortável.


B: Mais confortável...


E: Sim.


B: Eu queria falar sobre ondas de calor. Que diabo será que causa essas coisas? Já as tenho há dois anos e meio. Em parte será devido à crença do envelhecimento e... Sabes que estas coisas sucedem. Mas creio que possa conter muito mais.


E: Há dois factores a considerar. Um, sim, engloba as crenças que tendes relativamente ao envelhecimento e às mudanças que se dão na consciência do corpo, mas a outra na verdade é de origem fisiológica, por a consciência do corpo estar praticamente a reconstruir-se. Está em transição, por assim dizer, e a passar para uma função diferente.


A consciência do corpo da mulher está concebido, conforme estarás ciente, para gerar filhos, só que apenas durante um determinado período de tempo, e nesse sentido, à medida que esse período de tempo chega ao fim, a consciência do corpo passa por um reajuste para voltar ao estado em que se encontrava antes da menstruação começar. As crenças que tendes influencia certos sintomas do processo, por terdes crenças relativas ao envelhecimento, e a percepção que têm do envelhecimento ser a de que o vosso corpo esteja a mudar mais para um estado de deterioração do que para um de regeneração. Mas na verdade está a regressar ao estado natural que tinha antes da menstruação. Nessa medida, a afectação do que designais por ondas de calor constitui igualmente a combinação de ambos, de um aspecto fisiológico que decorre em que a expressão hormonal do estrogéneo... em que se gera uma função a que a consciência do corpo se aclimata.


E essa hormona particular, no caso das mulheres, começa a influenciar a regulação da temperatura corporal. Desloca-se ao vosso cérebro físico e presta-se à função de auxílio, não no sentido de uma regulação total mas para ajudar a regular a temperatura do vosso corpo físico, função essa que está relacionada com a fertilidade. A consciência do vosso corpo físico acha-se concebida de forma diferente da do homem por ter a função de apoiar uma outra forma, uma outra vida, por assim dizer. Nessa medida, torna-se necessário que a consciência do vosso corpo ajuste a sua temperatura para auxiliar uma vida adicional. Para tal, o estrogénio - uma das funções que tem, não todas - é a de influenciar uma determinada área do cérebro físico a fim de regular a temperatura do vosso corpo.


Quando entram nesse estado chamado menopausa, ou aquilo que chamais de pré menopausa, estais a gerar essa acção de levar a consciência do vosso corpo ao seu estado original. Nessa medida, a produção dessa hormona particular não se faz assim tão necessária. Consequentemente, a produção dela decresce de uma forma tremenda, só que a consciência do vosso corpo habituou-se à influência da temperatura corporal causada por essa hormona. Quando isso deixa de se dar, quando o estrogénio deixa de estar envolvido na regulação da temperatura do vosso corpo, o vosso corpo reage, por esse componente não mais estar a ser fornecido ao vosso cérebro físico, esse componente a que tanto se habituou. Consequentemente, durante um certo tempo fica confuso, e a capacidade que tem de regular a temperatura ajusta-se.


Quando são pequenos, a capacidade que têm de regular a temperatura do corpo é de certa forma - não por completo - mas de certo modo influenciada pelo vosso meio. É menos influenciada pelo vosso meio quando estão a produzir esse estrogénio, essa hormona. Por estar a substituír-se mais e se envolver mais. Nessa medida, quando essa paragem ocorre, a consciência do corpo leva um tempo - que adopta a aparência de ser de certa forma prolongado, mas na verdade é temporário - mas gera um ajustamento e tenta reconfigurar a vossa energia para passar a incluir a temperatura ambiental como influência para com a temperatura do vosso corpo. Não que venha a ser a única influência, mas uma vez mais torna-se numa outra influência, numa influência mais significativa.


Nesse sentido, para a maioria das pessoas pode tornar-se num desafio recordar, enquanto catraios. Se não conseguirem recordar as vossas próprias experiências, poderão observar os pequenos e ver como a temperatura dos seus corpos é influenciada pelo meio em que se encontram enquanto mantêm, por assim dizer, uma temperatura corporal estável. Sabes que os catraios toleram o frio, muito mais do que um adulto...


B: Claro que sim.


E:...um catraio facilmente correrá pela neve sem casaco e sem se sentir incomodado, por um certo período de tempo, porque eventualmente sentir-se-á afectado, mas a tolerância que apresenta é muito mais acentuada. Nessa medida, o corpo deles regula-a com uma maior facilidade, e conseguem reter o calor com muito mais facilidade. Os bebés retêm mais calor do que os adultos. Em geral os adultos vestem demasiado os bebés de uma forma consistente, mas eles não requerem tal isolamento; o seu corpo mantém automaticamente o calor. Agora, quando passam para esse período transicional, a consciência do vosso corpo recorda que dispõe da capacidade de reter calor; apenas de deixa confundir quanto à altura em que deve reter o calor (A Briggit ri). Consequentemente começa a experimentar e a reter calor de uma forma desequilibrada e por isso durante um momento - mas no caso de certos indivíduos frequentemente - essa retenção de calor torna-se um tanto esmagadora, e vós criais essa acção de ondas de calor, que representa uma libertação dessa energia. Por a consciência do vosso corpo estar desnecessariamente a armazenar energia, e começar a reconhecer: “Demasiada, demasiada,” e a libertar. E vós sentis-vos demasiado quentes e libertam essa energia em erupção, esse calor em erupção. Razão porque geralmente imediatamente a seguir a uma onda de calor a pessoa sente frio.


B: E transudação! Deus do céu! (Ri)


E: Sim.


B: Pois.


E: A transudação constitui uma acção natural por ser a consciência do corpo a gerar naturalmente o próprio sistema de arrefecimento. Mas, uma vez mais, de uma forma desequilibrada, pelo que transpiram e arrefecem rapidamente e ficam gelados.


B: Pois.


E: O que, diria eu, é temporário. Há acções que podeis empreender que podem ajudar. Diria que aquilo que consomem - em certa medida, não por completo, mas em certa medida - afecta, porque quanto mais tipos de comida consumirem que sejam concebidas para… ou que a consciência do corpo reconheça como alimentos de isolamento...



B: De isolamento...



E: ...que contribuem para a função orgânica da criação de calor. Os alimentos desse tipo de categoria, quanto menos os consumirem, menos estareis a comunicar à consciência do corpo que requeira isolamento...



B: Que tipos?



E: Alimentos de isolamento são alimentos densos. Alimentos densos são as carnes - nem todas - os amidos, lacticínios... mas isso não quer dizer que devam deixar de consumir qualquer deles...



B: Hmm.



E: ...mas prestar atenção, e usá-los com moderação.



B: Consumi-los numa menor escala.



E: Exacto. E em certas situações poderão optar por substitui-los por um tipo diferente de alimento menos denso, por alguns desses alimentos serem mais densos, e instruírem a consciência do corpo no sentido de proceder a isolamento. Notareis que a maioria das pessoas que reside em localidades que englobam mudanças sazonais, no inverno come de modo diferente...



B: Absolutamente. Posso reconhecer isso em mim própria.



E:...do verão. No verão é mais provável que consumam comida menos densa, por automaticamente - sem pensar - sabem que a consciência do vosso corpo não necessita reter calor. Por isso começam automaticamente a consumir alimentos menos densos. No inverno consomem automaticamente comida mais densa e referem ser alimento mais confortável. Consomem mais carne, e é provável que consumam alimentos que consistam mais em guisados, que encaram como comida confortável. A razão por que é comida confortável deve-se ao facto de sugerir calor. As batatas são muito mais consumidas no inverno do que no verão. Também representam um alimento mais denso, e nisso, produzem mais combustível ou calor. Por isso, essa é uma acção a que poderão prestar atenção - àquilo que consomem. Quanto mais densa for a comida, mais encorajarão essas ondas de calor por estar a comunicar à consciência do corpo para produzir calor.



B: Muito bem.



E: Outra acção que poderás empreender é prestar atenção à temperatura ambiental. Em certa medida podem regular a temperatura ambiental e nesse sentido baixá-la. Não em demasia, porque isso vai comunicar à consciência do corpo: "Agora precisas produzir calor," mas experimentar o ideal a produzir em termos de temperatura ambiental que complemente a temperatura do vosso corpo e o encoraje a expressar uma maior uniformidade. Mas, falando em termos gerais, uma temperatura ambiente baixa torna-se benéfica nessas situações. Uma outra acção que podem empreender, é usar um cristal de quartzo rosa.



B: Quarto rosa, certo.



E: Bom, permite-te uma caça ao tesouro, e tenta encontrar uma pedra de quartzo rosa com que te sintas confortável. Na realidade sugeriria que usasses duas. Uma relativamente pequena que possas usar de forma confortável na palma da mão.



B: Certo.



E: Sugeria que essa pedra fosse mais arredondada no formato. Mas podes usá-la na mão; pelo que poderás carregá-la com facilidade contigo em qualquer altura. Podes colocá-la no teu bolso, para que esteja facilmente acessível, e sugeria que desenvolvesses o hábito de segurar nela...



B: Está bem.



E: ...e de a carregar contigo, segurando-a. Mas não é necessário que lhe prestes sempre atenção. O quartzo rosa é uma pedra interessante pois, a sua função primária consiste em absorver. Ela absorve naturalmente energia. Por isso, se usares essa pedra com frequência ela estará constantemente a absorver a tua energia e ajudar-te-á a regular a temperatura do teu corpo. 

Noutras alturas, se estiveres num local ou numa situação que possa tornar-te mais difícil regular a temperatura ambiental, em que não te encontres em casa, ou que estejas em casa mas possas experimentar uma altura, um dia ou uma semana em que produzas mais dessas ondas de calor com frequência, nessas alturas ou situações sugeria que empregasses um pedra de quartzo rosa diferente, mais achatada, macia e maior, aproximadamente do tamanho de uma polegada e meia de diâmetro. Quando passas pela experiência de períodos desses, podes usar essa pedra e colocá-la próximo ao teu centro azul e cor-de-rosa de energia, na área da clavícula e da tua garganta, mas não no teu peito. Nessa área da tua clavícula, coloca-a aí e permite-te deixá-la lá ficar por aproximadamente quinze dos vossos minutos de cada vez.



Não importa a frequência com que faças isso, por instantânea e directamente te puxar a energia e num maior volume, ajudando desse modo a regular a temperatura corporal. Ora bem, quanto ao uso dessas pedras, dir-te-ia que o faças uma vez ao dia em relação a ambas elas, dependendo das vezes em que utilizares a pedra maior, mas se a estiveres a usar durante um período de aproximadamente dez dos vossos minutos, a determinada altura no teu dia, coloca a pedra no exterior num local em que fique directamente exposta à luz do sol. Permite que fique exposta à luz do sol por aproximadamente dez dos vossos minutos. Isso permitirá que a pedra liberte, e esvaziá-la-á. A pedra tem uma capacidade tremenda de puxar a energia para ela, mas torna-se-lhe necessário libertar energia periodicamente. Se usares a pedra todos os dias, continuadamente ou com frequência, exigirá aproximadamente dez dos vossos minutos para drenar a energia.



B: Numa base diária ou…?



E: Apenas se a usares continuamente. Se não a estiveres a usar diariamente, nesse caso não te será necessário produzir essa acção diariamente, mas se a estiveres a usar diariamente, sim.



B: Está bem. Caramba! É difícil mas apela à consideração disso por estar a chegar a altura do ano em que vou trabalhar cedo, ainda escuro, e chego a casa já escuro, e em que já está muito fresco no exterior mas...



E: Não te é necessário estar presente no exterior (...)



B: Ah, está bem. Claro.



E: Por conseguinte, o local em que a colocas directamente no exterior tampouco é importante. Não é necessário que estejas junto dela. Por isso, colcoa simplesmente a pedra no exterior durante aproximadamente dez dos vossos minutos, que se estiver exposta directamente à luz solar ela automaticamente drenará.



B: Será prejudicial deixá-la no exterior durante um dia? A temperatura afectá-la-á?



E: Não.



B: Não? Ah, óptimo. Está muito frio.



E: Não, não tem importância. Aquilo que te estou a dizer é que requer no mínimo uns dez minutos para escoar. Assim que estiver drenada, vazia, estará em situação de recolher mais. Nessa medida, a eficácia ou influência que exerce - se não permitires que drene - sairá diminuída.



B: Está bem. Óptimo. Isso soa bestial. Vou fazer isso.



Uma outra coisa. Ataques de ansiedade. 



E: Aaah! 



B: Isso! Sinceramente, não consigo descobrir por que razão nem quando terão começado. Tenho noção, recordo a primeira vez em que tive um, e de uma forma periódica ao longo dos anos enquanto conduzo, e sem qualquer razão particular, ou razão que possa apontar. Estará isso relacionado com as mudanças hormonais, ou envolverá mais? Diria que sim, que é bastante esquisito, mas não sou capaz de descobrir...



E: Pode ser agravada pelas mudanças hormonais, mas não é causado por isso. Ora bem, isso está directamente associado com o que estávamos a discutir na nossa interacção de grupo. A ansiedade consiste numa sensação...



B: Sim!



E: ...que representa um sinal. Nessa medida, é uma questão de que interrogares. Recorda aquilo que disse: a consciência do corpo não distingue necessariamente períodos de tempo. Por conseguinte, as sensações não ocorrem sempre de imediato relativamente a uma experiência. Por vezes ocorrem, por vezes, quando estão a produzir uma experiência, estão igualmente a produzir uma sensação. Mas em certas alturas, a sensação poderá seguir-se a uma experiência, por a sensação representar o sinal, e o sinal estar associado com essa instrução que a vossa consciência subjectiva está a expressar. Por vezes, no caso de certos indivíduos, a consciência subjectiva poderá processar uma experiência, sem que ainda tenha produzido a instrução. Quando o faz, produzirão uma sensação. Por isso, quando vos interrogais em relação à sensação, torna-se importante que não sejam tão rígidos para poderem expressar a pergunta: "Que estarei eu a fazer neste momento?"



B: Sim. Está bem.



E: Por poder não ser sempre nesse momento que esteja a despoletar o sinal, a sensação. Pode ser mais no geral. Pode ser o que estiverem a expressar relativamente a um dia, ou à situação. Se a experimentas quando estás a conduzir, uma vez mais, recorda aquilo que discutimos na interacção de grupo, relativamente ao factor da condução: estais encerrados no vosso próprio meio e torna-se-vos seguro expressar-vos de formas diferentes de outras situações. Por isso, o vosso veículo pode representar o vosso ambiente fechado em que sintam ser seguro expressar e para libertar energia como não se permitirão fazer noutras ocasiões. Produzir sentimentos num veículo é... de registar, por assim dizer, porque quando as pessoas produzem sentimentos nos veículos que não estejam relacionados com uma acção real que esteja a decorrer no imediato, esse sentimento está associado a uma expressão qualquer que não se permitem ter noutras alturas.



B: Está bem.


E: Por isso, se estiveres a experimentar ansiedade, que estarás a sufocar em outras alturas? Que estarás tu a encobrir noutras alturas? De que modo estarás a projectar-te noutras alturas que não de forma genuína ou de que estejas a expressar uma fachada?



B: Ah, quantas vezes… (Ri) Certo.



E: Mas o facto de provocares episódios consistentes de ansiedade no teu carro é bastante compreensível. Por ser uma questão de: “Isto é ansiedade; este é o sentimento. Que significará o sentimento para mim? Que será que este sentimento quer dizer para mim? Que será que é desconfortável? Qual será a ameaça? De que terei medo?”



B: A perda de controlo, creio bem. No meu caso eu perdi o controlo porque (…) quando nos encontramos num veículo e perdemos o controlo podemos provocar danos avultados, não é?



E: Mas, onde caberá a expressão disso noutras Alturas, noutras expressões? Quando te encontras a interagir com outros indivíduos, quando te encontras no teu local de trabalho, quando te encontras na tua casa, junto da tua família, com amigos… começa a avaliar qual será o sentimento efectivo que tens em relação a esses assuntos. Sentes-te confortável ou desconforto em relação ao emprego que tens? Que terá ele de desconfortável? De que modo expressas isso, ou chegarás a fazê-lo? Permitir-te-ás expressá-lo? Em que alturas não te permites libertar a energia que agora te é forçoso libertar neste meio, nesta situação? Mas é agravada, sim, por te encontrares num meio que poderia potencialmente tornar-se perigoso. Por isso, isso agrava…



B: É mesmo pior, exactamente. (Ri)



E: …Sim. Por isso te diria para prestares atenção ao que fazes na tua rotina diária, nas actividades que exerces no teu dia-a-dia que te estejam a sufocar, e que não te permitas ser de uma forma autêntica, ou em relação às quais hesites.



B: Caramba. Posso pensar um pouco nisso. (O Elias e a Briggit riem) Posso ser capaz de notar, mas… está bem, está bem.



E: Ah, mas… isso é importante… (Ambos falam ao mesmo tempo)



B: Detectar e reconhecer?



E: … que isso já representará um começo suficiente, (A Briggit responde com um “Está bem”) já é um começo suficiente. Não te sobrecarregues. Reconhece que isso envolve um processo. Quando estiveres pronta, quando conseguires detectá-lo, reconhecê-lo, define-lo, por o aspecto da definição poder ser igualmente um desafio… definir esses sentimentos, quando não estás habituada a prestar-lhes atenção…



B: É verdade, Consigo imaginar…



E: …pode representar um desafio. Por isso, dir-te-ia que o passo inicial está em prestar atenção, reconhecer, definir e admitir isso. Isso ainda é necessário fazer.



B: Está bem.



E: Quando tiveres dado esse passo de reconheceres e de definires os sentimentos e a ameaça, aquilo que te estás a impedir de fazer, assim que te familiarizares com essa acção e te sentires confortável com ela, então estarás preparada para passar ao segundo passo que será apresentar a ti própria escolhas; perguntares a ti própria: “Muito bem, isto é o que sinto, isto é o que significa, isto é o que a ameaça representa para mim, que escolha terei, para além de reagir ou de me expressar de forma automática? Que coisa poderei fazer nesta situação que seja diferente daquilo a que estou acostumada a fazer e que vá honrar aquilo que quero?”



Um excelente exemplo dado na interacção que tivemos de grupo foi aquele do indivíduo que apresentou a situação relativa a ele e à sua companheira, e como refere o automático: “Sim, tu tens razão.”



B: Ah, o Bill! Ah ah ah ah, pois!


E: Quando a companheira dele diz: “Certo?” ele responde “Sim.” Apenas para evitar. Isso não corresponde àquilo que sente. Não é a sua expressão genuína mas uma acção bastante familiar de evitar e na percepção dele, previne um maior envolvimento…



B: Pois.



E: ...de uma forma que cause desconforto.



B: Certo. Ah, eu faria isso. Ah ah ah.



E: Podes conseguir evitar um maior envolvimento por outras vias que não o evitar, o que te nega a ti.



B: É verdade.



E: Então encontras-te numa situação dessas, a desconsiderares-te, e a outorgar o poder que te cabe à outra pessoa e a permitir-lhe que te dê ordens. Pois agora ajustas as tuas escolhas a fim de as acomodar. Pensas estar a acomodar-te por não quereres continuar a envolver-te, razão por que o evitas. Mas na realidade estás a acomodar o outro indivíduo e estás a conceder-lhe o teu poder. As escolhas que te cabiam deixam de te estar sob a tua alçada, e estás a permitir que te dite as escolhas dele.


Nessa medida, conforme referi a esse indivíduo, uma das formas por que poderás reconhecer quando dizes a ti própria: “Que escolha terei’” Se a ameaça que sentires for: “Eu não quero sentir desconforto na continuação do envolvimento,” se a ameaça consistir nisso, será uma questão de – conforme referi – desviares o centro da atenção. O centro da atenção está focado em ti. Tu estás a mantê-lo focado em ti e por isso estás a produzir essa acção de evitar.



B: Muito bem.



E: Por o centro da atenção já se achar focado em ti, e representar o foco do medo, do desconforto que sentes. Usa essa expressão, usa esse centro da atenção e volta-o para o objecto que te está a influenciar o medo. Aquilo que te está a influenciar o medo é o outro indivíduo a expressar-te. Por isso, volta o centro da atenção para ele. Desloca-o de ti. Em vez de evitares, o que continua a manter o centro da atenção em ti.



B: Certo. 



E: Mas quando voltas o centro da atenção para o outro indivíduo, aquilo que estás a fazer é a reflectir-lhe. Lembra-te que ele não te está apenas a reflectir. Tu também o estás a reflectir ou não estarias na sua presença.



B: Pois.



E: Por isso, utiliza o reflexo. Reflecte de volta a ele aquilo que ele está a expressar. Faz eco disso.


B: Como é que fazemos isso? Ah ah ah. Em termos energéticos? Fazemo-lo verbalmente?


E: Podes faze-lo de ambas as maneiras. Diria que inicialmente poderá ser mais eficaz ambos – caso estejas efectivamente a expressar. Por ser evidente que ainda não és proficiente o suficiente ainda para manipulares a energia no sentido apenas de voltares o alvo da atenção em termos energéticos. Por o estares a voltar automaticamente para ti própria sem que tenhas consciência disso.


B: Pois, com certeza.


E: Por isso, inicialmente diria que pode ser mais benéfico ou mais eficaz envolveres-te.


B: Certo.


E: Afastar-te nem sempre consegue. Tu pensas que sim, mas não porque o afastamento apenas encoraja o outro a seguir-te.


B: Ah ah ah ah. Claro!


E: Quer te siga fisicamente ou em termos de energia. Mas seguir-te-á. Isso é o que o estás a convidar a fazer quando te afastas. Por isso não resulta eficaz.


B: Não.


E: E continuas a extrair a energia dele, sempre que te afastas. Pensas estar a barrá-la mas não estás, por continuares a preocupar-te com isso.


B: Sim.


E: E continuas a sentir desconforto. Afastas-te, mas não te sentes imediatamente bem.


B: Não, claro que não.


E: Não te sentes de imediato mais leve de modo a esqueceres o confronto. Não! Continuas a expressá-lo. Continuas a sentir desconforto por estares a carregar essa energia com que te segue. Apenas expressas a ti própria através do pensamento que o terás deixado. Mas não deixaste.


B: Certo.


E: Por isso, o que se revela mais eficaz é fazer eco ao outro. Quando ele estiver a declarar algo com que não concordes mas não queiras envolver-te numa conversa ou num confronto, faz-lhe eco disso. Qualquer que seja a afirmação que fizer valer, atira-lha de volta a ele.


B: A mesma declaração exacta… (Inaudível)


E: Altera-lhe as palavras. 


B: Está bem.


E: Altera-lhe as palavras e faz eco da mesma declaração. 


B: Fazer eco da mesma declaração mesmo que seja algo com que necessariamente não concorde?


E: Ao fazeres eco disso não estás a concordar. O que estás a fazer é... 


B: Certo (…) devolver à procedência. 


E: Sim. Aquilo que ele está a fazer é a projectar-te energia. Está a atirar-te com a bola. Não é necessário que apanhes a bola. Ele está a atirar-te a bola. Tu podes pegar na bola; ficar com ela; afastar-te com ela; continuar com ela – que é tudo quanto ele quer. Assim como poderás fazer eco. Altera-lhe as palavras, porque se expressares as mesmas palavras com exactidão ele acolhê-las-á e dar-lhe-á continuidade. Se lhes alterares as palavras ele escutará. Por agora o teres envolvido, que é aquilo que ele quer. Ele quer que o envolvas.


B: Certo.


E: Tu envolveste-o, mas sem concordares nem discordares. Apenas reconfiguraste as palavras que ele usou e devolveste-lhas; endereçaste-lhe de volta a expressão que ele usou.


B: Hmm.


E: O que consegue mais do que uma só acção. Permite-te ser genuína para contigo própria. Permite-te deixar de evitar e honrar-te a ti própria. Permite-te soltar a energia sem deixar que penetre em ti. Também vai considerar o outro por estares a responder. Por isso estás a considerar ao outro indivíduo.


B: Certo.


E: Considerar não quer dizer concordar nem discordar, mas apenas testemunhar. 


B: Certo.


E: Por isso, estás a reconhecer a existência do outro, a sua importância. Não estás a concordar nem a discordar, estás a considera-lo, o que representa o suficiente. Já a forma como ele acolha isso, não te diz respeito. Em muitas – se não na maioria das situações – ele poderá colher isso como uma concordância. Mas não importa que concordes ou deixes de discordar.


Se evitares não estarás a mostrar concordância mas a carregar a sua energia. Mas ele pensa que estejas de acordo por estares a expressar uma confirmação com esse evitar. (NT: Segundo a “norma” de que quem cala consente)


B: Pois.


E: Por conseguinte, qual será a acção mais benéfica? Desconsiderar-te, colocar-te numa posição de desconforto e reter a energia de forma a carregares ansiedade quando o que precisas é libertar a energia? Ou produzir o mesmo resultado? Em qualquer das situações, o outro indivíduo pensará que estejas de acordo. Ou poderá pensar que concordes quando não concordas de todo. Apenas lhe devolveste a energia.


B: Bom, vou… (Ri)


E: Quanto mais praticares isto, eventualmente aqueles que interagem consistentemente contigo irão entender.


B: Certo.


E: Eventualmente começarão a notar que não estás simplesmente a concordar com eles, mas não importará, por eventualmente começarem a reconhecer: “Na verdade não estás a concordar comigo. NÃO estás a confrontar-me.” E pararão.


B: Excelente.


E: Por deixarem de receber a compensação que pensam colher e eventualmente tornar-se-á desinteressante envolver-se, por não receberem o retorno. Só que o benefício que recai sobre ti é formidável.


B: É esclarecedor, diria eu.


E: Muito, mesmo. E honrar-te. Permitir-te passar a adoptar um maior equilíbrio. permitir-te funcionar de uma forma mais eficaz e efectiva por desse modo libertares de uma forma mais natural em vez de conteres e explodires.

B: Sim.

E: Permite-te sentir-te mais confortável contigo e com a tua prória expressão e as tuas próprias diferenças, por não te ser necessário ser igual aos outros. É aceitável que sejas tu própria.

B: Ah, óptimo. Ah ah ah.

E: É aceitável que sintas aquilo que sentes. É aceitável que te expresses da forma que naturalmente te expressas, e não é necessário que te conformes com qualquer outra expressão ou aspecto que qualquer outra pessoa emita.

B: Claro. Estava mesmo agora a pensar… Hmm.

E: Neste momento endereçar-te-ia um reconhecimento da minha parte.

B: Ah ah…

E: Quando iniciamos esta conversa a tua energia encontrava-se significativamente tensa e agitada...

B: Ah, claro. Ah ah ah.

E: E eu dir-te-ia que relaxou de uma forma considerável. E estendo-te uma nota de reconhecimento.

B: Ah, obrigado. Obrigado. Pois é. Não sou tão boa a identificar a energia mas estou a praticar ou a detectar a energia. Sabes como é. Tenho a tendência para o extremo e notei que ao longo da minha vida, e essa será porventura a razão porque contemos e contemos e contemos a energia, e depois a libertamos de uma só vez, e depois voltamos a conter e a conter...

E: Deixa que te diga que não é grave expressar-se por meio de extremos. Algumas pessoas fazem-no de uma forma natural. É uma questão de encontrares um equilíbrio que evite os extremos. Por poderes gerar experiências extremadas e mesmo expressões extremadas e mesmo assim alcançar um equilíbrio.

B: Óptimo.

E: E sem conter a energia, e sem explodir. Mas permite-te uma expressão natural. Vós não sois todos iguais.

B: É verdade.

E: Certas pessoas expressam-se de uma forma uniforme. Outras expressam-se de uma forma intensa. Certas pessoas produzem extremos em quase todas as acções que empreendem por isso para eles ser eficaz e representar a sua expressão natural. É a personalidade que têm. Isso é aceitável. Representa uma forma de se encararem e de expressarem de uma forma genuína para si mesmas: "Isto não é necessariamente grave."

Esses termos, drama, extremos, as pessoas automaticamente pensam sque sejam maus, graves, etc. Não são necessariamente. Certas pessoas produzem drama como um instrumento de manipulação e prestam atenção a isso. Por isso, para eles torna-se eficaz e efectivo. É importante que VOS avalieis e ao que vos é natural.

B: Essa é a caça ao tesouro que busco… (Ri)

E: Isso É a caça ao tesouro: DESCOBRIR-TE!

B: Identidade genuína, que diabo será isso?

E: É descobrir o que significa "Briggit," o significado dessa palavra. É uma palavra, e supostamente é a palavra que te corporifica e TE define. A qualquer outra palavra és tu capaz de associar uma definição, não?

B: Sou.

E: Que quererá dizer a palavra “Brigitt”?

B: Está bem. Muito obrigado.

E: Não tens de quê, minha amiga. Digo-te que tive um enorme prazer na interacção que tivemos.

B: Obrigado. Eu também. Estás sempre a ler-me o pensamento. (Elias ri) Presumo aquele final, não?…

E: E eu digo-te que fico a antecipar o nosso próximo encontro, e estendo-te um convite da minha parte.

B: Da minha também, obrigado.

E: Para ti com um enorme carinho e uma grande afeição, como sempre, e em reconhecimento do avanço e das capacidades que evidencias. Tu consegues, e conseguirás.

B: Obrigado.

E: Minha querida amiga, au revoir.

B: Au revoir.

©2012 Mary Ennis. Todos os Direitos Reservados.

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