quarta-feira, 4 de junho de 2014

SESSÃO DO SEXO (UMA HISTÓRIA)




Sessão 3176 PEQUENO GRUPO PRESENTE
SÁBADO, 31 DE AGOSTO DE 2013

Transcrição e tradução: Amadeu Duarte



SEXO E CONTROLO


Inna: Eu tive uma pequena ideia. Gostava que esta sessão... gostava de te apresentar um tópico...


Elias: Muito bem.


Inna: ...e deixar que debatas o tópico. O tópico é o sexo e a sexualidade. A ideia que tenho é a de que o sexo não representa somente um instinto nem apenas para procriação, mas constitui mais uma experiência espiritual e sagrada. Creio que sofreu mudanças ao longo da história da humanidade e que terá saído da concepção original, e gostaria de te ouvir falar sobre essa concepção original, a concepção que temos para esta dimensão e o sentido do sexo no panorama mais amplo.


Elias: Muito bem. Terá algum de vós privado pessoalmente com as interacções e as interacções sexuais dos golfinhos?

...


Os seres humanos assemelham-se-lhes muito. Os golfinhos, conforme estarão cientes, à semelhança das baleias, são diferentes dos outros animais ou do que classificam como animais, conforme debatemos, por também constituírem a essência. Nessa medida, muitas baleias expressam-se igualmente de forma muito similar só que não são tanto objecto de observação. Os golfinhos são mais abundantes e mais facilmente observáveis.
 


Por isso constituem um exemplo acessível. Os seres humanos assemelham-se-lhes bastante em relação à sexualidade. O aspecto que associam com a espiritualidade é desenvolvido, querendo com isto dizer que ao longo dos tempos e da história associaram significados ou associações de carácter espiritual à sexualidade. Mas tens razão, por não ser uma acção que tenham concebido unicamente com o propósito da procriação. É uma acção – ou uma interacção, melhor dizendo – que empregam por uma questão de prazer, de ligação a fim de experimentarem de uma forma física a interligação. Optaram por criar uma realidade física em que, conforme discutimos, existe um elemento básico de separação e em que individualmente ocupam formas separadas e na circunstância desse projecto isso cria automaticamente uma alteração na vossa expressão natural de interligação. Vós achais-vos interligados, mas ao criarem esta manifestação física e a singularidade que a caracteriza na realidade física, isso cria esta separação que cobre, por assim dizer, esse aspecto da interligação.


Bom, conforme já tive ocasião de referir muitas vezes, tudo isso é bastante propositado na vossa realidade física a fim de lhes permitir certos tipos de experiências que diferem daquilo que naturalmente já é do vosso conhecimento e experimentam enquanto consciência – que não engloba qualquer separação. Mas para incorporar um aspecto qualquer dessa interligação num ambiente físico e em relação a essa separação da singularidade que expressam em corpos individuais. Incluíram uma forte expressão sexual e uma significativa diversificação de graus de impulsos sexuais, e os vossos corpos acham-se concebidos de uma maneira por que são bastante sensíveis a estímulos de ordem sexual por variadíssimas formas.


Os vossos corpos físicos não são unicamente sensíveis à energia sexual nem à actividade sexual; em certas áreas toda a consciência do vosso corpo é projectada de modo a ser sensível ao estímulo sexual, muito à semelhança dos golfinhos. Esses indivíduos também incorporam uma consciência corporal bastante sexualmente animada. Por isso, qualquer das áreas da consciência corporal deles pode estar envolvida no acto de estimulação sexual, o que proporciona não só a interligação no sentido lato da ideia das relações ou do coito, da penetração, mas a consciência do corpo combina a energia com a de outras consciências corporais, e isso facilita a experiência física de toda essa inteira interligação.


Nessa medida, se observarem o comportamento dos golfinhos, que não se acham sujeitos à institucionalização da crença – não porque não comportem crenças, porque comportam, embora diferentemente de vós – pois são essência, e por tomarem parte nesta realidade física, e isso fazer parte do vosso modelo nesta realidade física, por isso eles também incorporam crenças, só que as expressam diferentemente de vós. E o que vós com a vossa espécie fizestes foi criar uma direcção de desenvolvimento por certos modos, institucionalizando certas das vossas crenças principalmente com respeito às crenças religiosas e às crenças subordinadas ao relacionamento.

Com isso, ao longo da história, desenvolveram diferentes conceitos sobre a sexualidade e o modo como se enquadra nas vossas sociedades. O que é aceitável e o que não é admissível. Geralmente isso baseia-se num acordo subordinado ao que aceitam como aceitável para o todo, para o colectivo de qualquer sociedade desenvolvida.


Eu diria que cedo, durante a vossa história, o comportamento sexual era muito mais similar ao que absorvem agora nessas manifestações dos golfinhos, por ainda não se ter dado o desenvolvimento dos conceitos em torno da conduta sexual. Entendam que ao longo da vossa história, durante os desenvolvimentos iniciais da vossa história, muitos desses conceitos que foram desenvolvidos em torno da actividade sexual eram benéficos por razões práticas ligadas à forma como a sexualidade era expressada, e nessa medida, de certa forma por razões que se prendiam com a protecção – que também poderemos incluir no caso dos vossos golfinhos. Nos vossos mares, os golfinhos são o que designariam um ser enorme; não são pequenos. São maiores do que vós, e além disso não têm muitos predadores naturais – eles são predadores! Por isso, gera-se uma necessidade literal de protecção. 


Vós enquanto espécie, muito embora sejais igualmente predadores, ao longo da vossa história passastes pela experiência de um mundo em que engloba outros predadores maiores ou mais fortes do que vós. Por isso, esse factor representou um factor considerável para que a alteração do comportamento sexual se tornasse uma necessidade. Por distrair. Se as pessoas participarem na actividade sexual e na estimulação a sua atenção focar-se-á nesse sentido, e terão menos consciência do perigo que poderia potencialmente ser prejudicial para eles.


Por isso, essa é uma das razões por que os conceitos se desenvolvem e alteram as práticas sexuais. Outras razões empregues - a doença. Geralmente, a maioria das razões centradas em torno de um potencial dano que foi mais provável ou que tenha constituído mais um potencial de se dar a partir da destruição da actividade sexual. Portanto, se observarem os golfinhos, eles envolvem-se de uma forma considerável na actividade sexual, e fazem-no durante uma porção considerável do seu tempo. No vosso mundo e na vossa realidade, enquanto criaturas terrenas, isso não se revelou prático, e abre caminho a muitas variáveis nocivas para chegar a influenciar.

Agora; isso desenvolveu-se de outros modos, e por outros conceitos, ao redor da actividade sexual por uma acção que é muito familiar à vossa espécie – que é o controlo. Essa é uma actividade bastante natural para vós e constitui uma expressão poderosa. É importante e como tal, focar-se num assunto e numa acção importante torna-se num alvo fácil para o controlo.
 

Por isso, relativamente a esse aspecto do controlo – e a vossa espécie é especialista nisso – ele foi desenvolvido por muitas expressões e por muitas formas a fim de suprimir a actividade sexual e a interacção e para incutir regras e directrizes quanto ao que seja aceitável ou não, como expressar e utilizar a vossa sexualidade e como não o fazer. Uma outra coisa que é factor nisso é que, durante grande parte da vossa história e até esta altura da mudança, a vossa realidade tem sido dominada pela energia masculina. Ora bem, recordem que a energia masculina é energia intelectual; não que seja necessariamente mais forte nem que a energia masculina seja naturalmente mais vigorosa, porque não é. Isso foi desenvolvido ao longo da vossa história, mas não foi assim que teve início. Tem início com a energia dominante, a energia masculina sendo a energia intelectual ao invés da energia intuitiva, e com isso geralmente a energia masculina – embora nem sempre, por não ser por regra – ser geralmente expressada pelos indivíduos do sexo masculino. Por isso, as pessoas do sexo masculino tornam-se no sexo dominante na vossa espécie, pelo que, e por extensão, as pessoas do sexo masculino expressam esse aspecto do controlo primeiro e desenvolvem-no em primeiro lugar. E ao se tornar no sexo dominante, a primeira direcção óbvia que os machos dominariam seria as fêmeas.


O que em parte também é influenciado pela observação dos vossos animais. Na maioria das espécies, o macho é a figura dominante, o que uma vez mais constitui igualmente uma extensão de vós, por os vossos animais constituírem uma extensão de vós. Todavia, em alturas anteriores da vossa história, vós enquanto espécie, não éreis tão desenvolvidos intelectual nem emocionalmente quanto o sois agora, conforme eram há mil anos atrás. Por conseguinte, ao não preservarem qualquer recordação a fim de experimentarem a pureza desta realidade, e sem terem uma noção objectiva de que os animais constituíam um reflexo de vós próprios e ao não terem consciência, observaram os animais e passaram a dispor de pistas quanto ao comportamento, sem saberem que o seu comportamento constituía uma extensão do seu próprio, e sem terem um conhecimento objectivo de que os animais reflectem a vossa própria energia. Sem terem consciência disso. Por isso, empregaram nesses reflexos como observações: “Esta é a maneira como os animais se expressam, pelo que deve constituir a ordem natural. A nossa ordem natural igualmente; pelo que o macho se torna dominante e isso progresso até se desenvolver a partir desse ponto, desse conceito.


Bom; ao ter início o desenvolvimento das sociedades, na vossa ideia gera-se uma maior necessidade de controlo. Por isso, desenvolvem instituições e começam com as instituições religiosas. E uma vez mais, o temo, por toda a parte é a de que a sexualidade constitui uma expressão muito poderosa, e como tal, se controlarem essa expressão, controlarão as pessoas. Revelastes a vós próprios ao longo da vossa história que é sobremodo difícil controlar ideias. É muito difícil, por parte disso ser a maneira forte como vos expressais para controlar os pensamentos ou as ideias das pessoas. Mas podem controlar as acções, e nessa medida, um dos maiores instrumentos que inventastes relativamente ao controlo é o medo; por isso, se expressarem um conceito que instile medo, automaticamente sereis capazes de controlar. 


E com isso desenvolveis ideias destinadas à promoção do medo. A vossa espécie tem-se baseado no medo durante milhares e milhares de anos, porém não começou nessa direcção - desenvolveu-se nessa direcção ao se tornarem conscientes da ideia de que o medo constitui uma via excelente para o controlo. Por isso representa um benefício, e é perpetuado. Nessa medida, dão origem às vossas filosofias que são parcialmente baseadas numa curiosidade genuína e numa percepção de que vós próprios e a vossa realidade são mais do que aparentam. E de que a realidade envolve mais do que aquilo que conseguem ver. Por isso, a ideia ou conceito de um poder superior ou Deus, tem início. E nessa medida, em parte isso brota de uma curiosidade genuína e do percebimento de que vós próprios sois superiores àquilo que pareceis. E de que a vossa realidade envolve mais do que parece.


A partir daí desenvolveram-se conceitos de que a existir um poder superior, então esse poder superior que pode ser usado com o intuito do controlo. Por a esse poder superior poder ser atribuído aquilo que quereis controlar, e nessa medida, a colectividade em geral é muito menos provável que questione, por ela própria também acreditar que ela e a sua realidade envolvem mais do que aquilo que percebe. Por conseguinte acredita que esse poder superior, ou Deus, exista, e que se a Deus são atribuídas certas expressões, preferências e aversões, e se é todo-poderoso, vós enquanto colectividade naturalmente havereis de agir em direcções que agradem a Deus (riso) e não de que não goste. E depois, claro está que Deus é uma figura masculina, por a figura masculina dominar. Nessa medida, e também em relação à sexualidade, isso torna-se numa maneira em que o controlo começa a correr de forma desenfreada.

Devido a que não só Deus ser masculino e expressar as ideias e as directivas quanto ao comportamento que terão e quanto à forma como expressam a vossa sexualidade, mas a espécie masculina se achar igualmente no controlo quanto à forma como isso é expressado.
E nisso, conforme vós já estareis cientes, isso floresce por entre uma miríade de diferentes expressões do que seja aceitável e do que não seja aceitável, e torna-se cada vez mais rígido.

Agora, a dificuldade implícita a tudo isso deve-se ao facto de se moverem na direcção de se tornarem cada vez mais restringidos ao extremo relativamente à sexualidade, e cada vez mais fora de equilíbrio em relação aos géneros, e em relação à energia masculina em oposição – em vez de como um complemento – à energia feminina. Avançastes de uma forma consistente cada vez mais para o extremo a ponto do vosso século vinte, quando isso começou a sofrer uma quebra, em que começou a virar. E esta mudança de consciência teve início, e a energia começou a mudar, e a energia feminina começou a tornar-se a energia mais dominante na vossa realidade, e isso provocou uma mudança significativa.Só que o aspecto traiçoeiro da questão está no facto de que, quando as pessoas começam a tomar consciência de que estão a ser controladas, ou que estão a ser dominadas, elas formulam automaticamente isso como uma forma de opressão, e que estão a ser objecto de opressão, o que quererá dizer que não lhes estará a ser permitido que se expressem com liberdade.


Ora bem; eu estou a mencionar isto propositadamente devido a que ao longo da vossa história – durante a maior parte dela – as pessoas não tiveram consciência disso, por variadíssimas formas, de que estavam a ser controladas, ou que isso lhes estava a ser negado; aceitavam os seus papéis. Mas quando as pessoas se tornam cientes destes tipos de situações, a reacção automática – não resposta, mas reacção – é a de avaliarem de imediato que estão a ser oprimidos, e rebelarem-se. Que foi aquilo que fizeram! E nessa medida, conscientizaram-se do facto de estarem a ser controlados, e de que na verdade tinham as vossas próprias ideias, os vossos próprios desejos, os vossos próprios quereres, as vossas próprias preferências, E por que não haveríeis de lhes dar expressão? E assim, isso deu início ao período de rebelião, como quem diz. Bom; esse período de rebelião ocupou o vosso século vinte na sua globalidade.


Todo esse século representou muito mais uma rebelião sexual, só que também atingiu o extremo, e a rebelião promove a oposição e a tentativa de provar, e quando tomais a via da tentativa de provar, estais a dar expressão a duas acções em simultâneo: uma, é a oposição; a outra, consta de vos desconsiderardes muitíssimo. Não acreditais que tendes valor ou que ainda não mereceis, pelo que tentais prová-lo externamente – o que não constitui uma expressão natural; mas ao faze-lo, criastes dificuldades consideráveis e consideráveis manifestações; desenvolvestes doença em volume considerável, por variadíssimas formas.


Eu diria que antes do vosso século vinte, a ideia e a expressão do cancro praticamente não existia. Por isso, relativamente à sexualidade, não pensem que existam apenas grupos isolados de indivíduos que tenham sido afectados por esse estágio de rebelião. Não. Todos vós sois afectados. A taxa e a percentagem da infertilidade que teve lugar no vosso século vinte é fenomenalmente mais elevada do que alguma vez terá sido na vossa história. As expressões de violência e de mutilação em relação à sexualidade – masculina e feminina – foi, ou tem sido, desenfreada e mais expressivas do que alguma vez o terão sido na vossa história. Somente neste século! 


Por isso, de certo modo, fazer balançar o pêndulo para o extremo oposto, também terá – como quem diz, nos vossos termos – exigido o seu preço também; mas é isso que acontece com os extremos, não será? Criais extremos e também criais dificuldades – por não criardes apenas o extremo numa direcção – tudo o que fazeis se acha interligado! – e por conseguinte criam um extremo e ele derrama-se por todas as áreas.


No sentido de expressarem a força da independência sexual, do género e das pessoas do sexo feminino, num século produziu-se o que vós encarais ou classificais como mais defeitos congénitos do que alguma vez terá ocorrido na vossa história. Rejeitaram mais a entrada de novas essências, pelo que designais como abortos espontâneos, durante esse século vistas mais abortos espontâneos do que em qualquer outro da vossa história, mesmo antes de todas as vossas defesas médicas.


Pergunta: Nesta era actual...?


Elias: Está a começar! Agora, neste século, estais a começar a mover o vosso pêndulo para o centro, estais a começar a mover-vos no sentido do equilíbrio, o que representa a razão por que também estais a começar a ver mudanças significativas no vosso mundo, relativamente à sexualidade. Estais a começar a testemunhar mudanças significativas com relação às expressões e às licenças – independentemente de poderem defrontar-se com oposição, existem subsídios – quanto às preferências sexuais, seja o que for que compreendam.


Estais a começar a testemunhar alterações nas instituições filosóficas, ao alterarem as posições categóricas (de carácter absolutista) em relação à sexualidade, seja por que forma for. Estais igualmente a observar e a testemunhar mudanças nas expressões das pessoas que se permitem uma maior liberdade; pais que com os filhos se mostram muito mais abertos à discussão relativamente à consciência do corpo e à sexualidade; muito mais permissivos relativamente à actividade sexual no caso de crianças pequenas – o que durante séculos, ao longo da vossa história, era considerado tabu - por as crianças serem puras e em definitivo não poderem expressar nenhum tipo de actividade sexual! Mas essa não é necessariamente a situação actual. E estar em mudança.


Mas eu diria que, falando em termos relativos, está a mudar consideravelmente rápido, se considerarmos que levastes milénios sob controlo e supressão. Diria que dentro de relativamente pouco tempo, menos de cem dos vossos anos, tereis criado alterações consideráveis na percepção que tendes em relação à sexualidade, à conduta sexual, às preferências sexuais, e às interacções sexuais. Diria igualmente que é aceitável que as pessoas do sexo feminino expressem a sexualidade e que desfrutem dela. (Riso) Diria mesmo, dentro de setenta e cinco dos vossos anos – antes não era aceitável – por isso há pessoas que têm existência no vosso mundo actualmente, que terão existido por essa altura, em que esses tipos de expressão não eram aceitáveis. Podíeis empregar a actividade sexual enquanto dever, mas não desfrutar dela. Não vos cabia desfrutar dela.


Por isso existem alterações consideráveis que foram produzidas na vossa realidade, algumas das quais foram consideravelmente alteradas durante o vosso tempo de vida, pelo que está a avançar de uma forma consideravelmente rápida nesse sentido, por essa constituir uma expressão naturalíssima. Vou acrescentar que nesta altura, as pessoas além das idades das outras lições estão unicamente agora a começar a explorar realmente o quanto ainda resta por conhecer acerca da actividade sexual e o quanto mais há a explorar relativamente àquilo que podem fazer. A consciência do vosso corpo é muito versátil e extremamente sensual; é muito sensível à detecção de estímulos por parte dos sentidos, e nessa medida, grande parte da actividade sexual tem que ver com a receptividade dos sentidos, pelo que unicamente agora estão a explorar a diversidade que os vossos sentidos podem apresentar através da expressão.


O que se está a tornar diferente, agora, ao balançardes o pêndulo mais para o centro, é o facto de estarem a tornar-vos mais conscientes de vós próprios e do que preferem, do que lhes agrada, daquilo que querem; não do que rotulam como bem ou mal. De que é isso que sois, e que todas as vossas preferências são todas aceitáveis – e que vós próprios sois aceitáveis. E de que vós podeis facultar permissão a vós próprios para ser e fazer o que escolherdes. E que o prazer não é prejudicial, e que a diversão não é, em definitivo, prejudicial, e que vós mereceis experimentar-vos a vós próprios, e que merecem produzir a plenitude do que quer que conseguirem experimentar. O que circunscreve claramente a interacção sexual, o acto sexual, as expressões sexuais, os encontros sexuais, as actividades, e com isso estão igualmente a começar a outorgar permissão a vós próprios para desfrutarem dos vossos corpos e a não os encarar como prejudiciais ou como um objecto que devesse ser ignorado ou rejeitado ou como um objecto que devesse incorporar moção própria separada de vós próprios, como se o vosso corpo fosse uma parte de vós – mas não é concha nenhuma, é uma expressão de vós, uma parte do vosso ser nesta realidade física.


Agora, relativamente à expressão que dais à espiritualidade, caso tenhais consciência de vós próprios enquanto consciência e vos moverdes cada vez mais com base na expansão da vossa percepção, a definição que dais à espiritualidade altera-se. A espiritualidade constitui a expressão de tudo quanto são – todos os aspectos de vós próprios são espirituais. Por conseguinte, sim, dessa forma, a sexualidade e a actividade sexual poderão igualmente ser encaradas enquanto expressões espirituais por serem parte de vós e da vossa autenticidade, e tudo quanto referir a vós próprios e à vossa natureza genuína é espiritual.


Inna: Eu estava a pensar que o sexo em si mesmo pudesse constituir um método de nos juntarmos ou fundirmos. É como a oração, por que razão oramos? Por que razão as pessoas vão sentar-se para as montanhas anos a fio. Por querem estabelecer uma união. E eu estou a ponderar se o acto sexual de facto não terá sido concebido de forma a conseguirmos isso, por realmente nos encontrarmos envoltos na separação, mas se não terá sido construído em torno de um método pelo qual essa união se torne fácil e experimentar à semelhança de Moisés.


Elias: Precisamente. Isso é precisamente aquilo que vos dizia. E para empregar o exemplo dos golfinhos, é precisamente uma ilustração daquilo que estás a expressar. Sim, tens razão. Constitui uma parte do vosso modelo desta realidade. Que foi que vos dei a conhecer a todos antes? Quais são os dois elementos base desta realidade? O físico e o emocional. E quais serão esses elementos? O físico constitui a sexualidade, e o emocional é a comunicação. Esses são os dois elementos básicos da vossa realidade em toda a sua inteireza. A sexualidade e a comunicação...

Inna: O que representa uma ligação.


Elias: Correcto. Por isso, sim, constitui um factor base na vossa realidade, o qual foi concebido relativamente a esse factor da separação.


Inna: Foi o que eu senti. (Elias: Sim, tens razão.) E senti que a mulher, a concepção da mulher tardia tenha constituído quase como um portal através do qual o homem poderia conectar a Totalidade. Que poderia ser usada como um portal.


Elias: Sim. Podias perceber facilmente a coisa dessa forma. 


Inna: Isso constituirá uma crença? Ou será um modelo real?


Natasha: Podia representar uma preferência...


Elias: Não representa um modelo, mas um conceito. Um conceito que podeis desenvolver ou que tenhas tu própria desenvolvido em certa medida, na forma como traduzes essa interacção e essa comunhão. E como a percebes e consequentemente o que ela significa para ti. Mas não diria ser inexacto.


Daniel: O contrário também não será um tanto uma verdade principalmente para que, porventura (...) o desconhecido ser mais masculino (...)? Para o homem, a vida ou Deus poderiam parecer um tanto femininos, e poder percebê-los de uma forma um tanto imprevisível, emocional ou algo do género. Para a mulher, o Espírito ou Deus poderão parecer um tanto mais masculinos, de modo que, esse tipo de simetria tenta uma espécie de religar com o oposto.


Elias: Podiam estar agora a desenvolver isso, mas não foi assim que o expressaram ao longo da vossa história. O sexo masculino e o sexo feminino expressaram o mesmo género nessa ideia de Deus. A ideia de Deus, à excepção de muito poucos e de reduzidos grupos que existiram por todo o vosso mundo, no estabelecimento global da filosofia, o conceito de Deus foi geralmente empregado como pertencendo ao sexo masculino. Em certos meios deu-se uma tolerância ao aspecto feminino, só que reduzidos. Não enquanto Deus, nem enquanto o máximo ou o derradeiro, o definitivo. Não, a atracção pelo oposto foi desenvolvida. Eu dira, uma vez mais, à semelhança do exemplo dos golfinhos, que no vosso estado natural anterior ao desenvolvimento do conceito relativo ao controlo, a gravitação para um género específico, para além do propósito da procriação não representou qualquer factor. E que mesmo o aspecto da procriação era diferente por, uma vez mais à semelhança dos golfinhos, a comunidade não incorporar um conjunto de progenitores masculino e feminino. Isso foi fruto de um desenvolvimento relativamente aos conceitos que empregastes ao longo da vossa história a fim de promoverem determinados aspectos do controlo.


Natasha: Poderá ser considerado que após a mudança... (Inaudível) para além dos bebés serem... (Inaudível)?


Elias: Muito mais, sim. Mas não é tão singular. Não é tão possessivo, por as crianças não serem vistas como objecto de pertença nem possessões, mas como uma parte da comunidade.


Natasha: Mas e em relação a essa conexão especial que as crianças... (Inaudível) há sempre uma ligação especial entre... (Inaudível) e a criança.


Elias: Isso não será reduzido, por ser partilhado. Não reduz essa ligação ou laço, mas nem todas as mães expressam tal coisa; muitas expressam-no, mas não todas. Muitas expressam-no por elas acreditarem que seja suposto expressá-lo, ou que esperem que o façam. Nem sempre constitui uma expressão natural no caso de cada indivíduo do sexo feminino – elas criarem esse acto de parir; tampouco o emudecimento gera automaticamente esse laço com a criança. Isso, uma vez mais, foi desenvolvido por intermédio do conceito...


Natasha: Muito bem: O reino animal não comporta ideias e crenças, mas eu percebo através de diferentes animais, a chita e o leão, cuidam das crias... (É interrompida pelo Elias)


Elias: Cuidam, mas não o fazem do modo que vós fazeis, exclusivamente, conforme a forma que o fazeis, por partilharem. Sim, a mãe biológica geralmente alimenta as crias biológicas dela, mas para além disso, a assistência e o verdadeiro círculo das crias é atendido de forma comunitária. E em espécies que não empregam comunidade, apenas a progenitora cuida delas, e não o companheiro.


Muito bem. Vamos fazer um intervalo, está bem?


Grupo: Sim. Muito obrigado.


Elias: E já continuaremos, dentro de pouco tempo.


(A sessão é interrompida a esta altura. A Mary surge e cumprimenta os presentes, e pergunta o que decidiram fazer: se decidiram fazer intervalo ou parar, ao que eles respondem que pararam de modo a pôr termo à sessão.)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS