quarta-feira, 4 de junho de 2014

CONCEPÇÃO DE CRENÇAS (CONTINUAÇÃO DA ONDA RELIGIOSA)



“CONCEPÇÃO DE CRENÇAS E A INFLUÊNCIA QUE CAUSA NA CONDUTA E NAS ESCOLHAS”



“REDEFINIÇÃO E DISTINÇÃO DE TERMOS COMO CONSTRUÇÕES, ASSOCIAÇÕES E APÊNDICES”




Sessão 3226

Sábado, 17 de Maio,de 2014 (Grupo/Brattleboro, Vermont)
Participantes: Ken (Oba), Ben (Albert), Adam S, Debbie J., John (Rrussell), Brigitt (Camile), Bill (Zit), Tom (Abel), Melissa (Leah), Aaron (Todd), Kyla (Amie), Jeff (Galina), Inna (Beatrix), Margaret S., Val K. (Atticus), Jean (Lyla), Daniil (Zynn), Natasha (Nicole), Veronica (Amadis), Ann (Vivette), John (Lonn), Rodney (Zacharie), Lynda (Ruther), Mary (Michael)


Tradução: Amadeu Duarte



Elias: Boa tarde!



Grupo: Boa tarde.



Elias: No dia de hoje, vamos dar continuidade ao nosso debate subordinado a esta presente onda que decorre no âmbito da consciência – a onda religiosa. Nessa medida, vamos interagir em relação a diferentes crenças religiosas que porventura identificarão individualmente, e as concepções que terão desenvolvido em torno dessas crenças particulares. 



Esta onda em particular pode estar a criar um tanto mais de agitação do que as outras anteriores, devido a que, por entre todas as crenças que as compõem, o sistema de crenças religioso incorpore a maioria das crenças que envolvem concepções em torno das crenças. Nisto, uma ideia, ou idealização constitui uma adição ou uma coisa ligada à própria crença, e essa idealização, essa concepção gera um tipo de directriz a que aderem, geralmente automaticamente e sem reflectirem. Simplesmente aceitam essas concepções inerentes à crença sem reflectirem e expressam-nas, só que elas influenciam-lhes bastante os comportamentos e as escolhas que definem, e de muitos modos podem tornar-se limitativas e podem criar conflitos.



Relativamente ao sistema de crenças religioso – todavia, tenham uma vez mais em mente que as crenças religiosas não referem necessariamente a religião. Esse é um pequeno aspecto do sistema de crenças religioso. Geralmente as crenças religiosas são crenças que empregam em conjunção com a duplicidade, na definição do que seja certo e errado, e na definição de acções e de escolhas, ao expressarem diferentes matérias inerentes ao que seja bom ou mau, sobre a identidade e daquilo que são e da pessoa que são, e de como se expressam no quadro disso ou da pessoa que são, tudo quanto envolve a forma como se percebem no vosso mundo, o que se propaga na concepção das religiões que foram criadas enquanto óbvias idealizações de crenças religiosas.



Esse sistema de crenças envolve matérias inerentes a factores do desconhecido e às explicações que dais a vós próprios sobre o que esses factores representam, e por conseguinte criam deuses e anjos e guias e Eus Superiores*, e tudo isso faz parte do traçado das crenças religiosas, e da forma como os influenciam nos comportamentos que adoptam, nas escolhas que definem e nos rumos que tomam; se adoptassem simplesmente a crença para vós próprios isso não seria obrigatoriamente tão complicado quanto a concepção disso tende a torná-lo.

*NT: De notar, contudo, que nesta passagem, Elias não nega a existência daquilo que em última análise não passa de uma expressão da nossa alma, aliás, e de resto, como acontece quando se refere à inexistência de Deus, com que não pretende negar a existência do divino enquanto expressão superior de uma grandiosidade inqualificável. Fá-lo somente em relação aos equívocos que derivamos pela concepção distorcida que podemos fazer do tema.



Bom; na interacção de grupo que tivemos antes, debatíamos a sexualidade e a energia sexual e as expressões que as interacções e as práticas de carácter sexual adquirem, bem como os movimentos que os indivíduos e os grupos adoptaram ao longo dos vossos cem anos volvidos, como eles alteraram as vossas expressões da sexualidade, e a forma como isso influenciou as manifestações actuais físicas. Também discutimos os cetáceos enquanto essência que são, e a diferença que existe entre a forma como vós vos expressais enquanto seres humanos e a forma como os cetáceos se expressam a eles próprios, porquanto, na qualidade de essência, também aderirem ao modelo da vossa realidade física, dando desse modo um contributo, que inclui sistemas de crenças e convicções. 



Por isso, eles também incorporam crenças, o que lhes influencia o comportamento e as escolhas, só que não associam concepções ou ideias a essas crenças como vós o fazeis relativamente à vossa sociedade e às interacções que têm uns com os outros. E essas idealizações têm vindo a ser alvo de um acumular, século após século, até que na era actual, embora se vejam como homens modernos e conscientes e iluminados – coisa que são – continuam a aderir a muitas dessas concepções que envolvem as vossas crenças e a forma como os influencia. E assim, isso gera dificuldade entre vós e no vosso próprio íntimo e pode tornar-se fonte de conflito.



Um exemplo simples de uma crença e da concepção criada ao seu redor é o dos relacionamentos e da crença que se prende com a monogamia. A monogamia representa uma crença e além disso enquadra-se no sistema de crenças religioso. Ora bem; a monogamia, para o colocar em termos simples, resume-se à ideia das pessoas se unirem conjuntamente e de formarem uma parceria. Ponto final. Essa é o que envolve a crença inerente à monogamia. Não que venhais a envolver uma actividade sexual exclusiva somente com o indivíduo em causa; não que venhais unicamente a interagir em determinados tipos de relacionamentos com esse indivíduo, mas que escolheis esse indivíduo como um parceiro, com quem ireis ter uma parceria que poderá ou não incluir a criação de uma família conjunta.



Agora; as concepções que desenvolveram em torno desta simples crença são várias. Esse indivíduo representará sempre o foco primordial da vossa atenção, tereis uma intimidade sexual de carácter eterno apenas com esse indivíduo, definireis todas as escolhas que julgais importantes em conjunto com esse indivíduo, criareis um compromisso com esse indivíduo, compromisso esse que envolverá muitas mais implicações, muito mais ideias quanto ao que o compromisso significa e quanto à forma como deve ser expressado, e edificais as ideias quanto às expectativas daquilo a que o comportamento deve corresponder entre esses dois indivíduos, caso optem por alinhar pela monogamia. A monogamia representa a definição de uma parceria, e não todas essas outras concepções que desenvolvem ao redor dela.



Bom; isto não quer dizer que não possais concordar com muitas dessas idealizações, só que é importante entender a diferença existente entre uma crença e as concepções criadas ao seu redor, que vos influenciam, por isso também formar juízos de opinião, o que vos volta na direcção do certo e do errado, de quem estará certo e de quem estará errado, do que seja correcto e do que seja errado. E com isso tornais-vos categóricos naquilo que expressais, e isso é importante por impedir a aceitação. Um outro aspecto que iremos debater nesta conversa será a definição de novo daquilo que estais a fazer nesta mudança, daquilo em que estais a mudar, por poder haver consideráveis distorções no que as pessoas pensam que esta mudança deva compreender, e do que não deva compreender.



Ora bem; aquilo que vou pedir a cada um de vós é que tirem um momento e que pensem numa crença que tenham identificado no âmbito das crenças religiosas, para que possamos explorar as ideias que envolve. Uma que tenhais desenvolvido que exceda a própria crença. Conseguirão pelo menos identificar uma dessas crenças religiosas?



Ann: Eu vou tentar.



Elias: Muito bem.



Ann: Não estou bem certa da crença que envolva mas assim de imediato creio que (embora cada vez menos) se alguém me pagar para fazer uma coisa, creio que isso se torna no foco principal e temos que pôr aquilo que a pessoa quer à frente do que queremos, e assegurar-nos de que o cumpriremos tal como deseja. É algo que estou a experimentar, colocar-me em primeiro lugar; pelo menos é nisso que creio, mas não sei como identificá-la.



Elias: Mas é excelente por alinhar bastante no sentido do comércio e da troca e nessa medida, também indicar posições. As posições enquadram-se no âmbito das crenças religiosas – a casta - e a posição que ocupam quer na sociedade ou relativamente a uma outra pessoa qualquer, quer seja sob a forma dos papéis que expressais (por os papéis também se enquadrarem nesse sistema de crenças, tal como os de um amigo, uma mãe, uma filha, um filho, um pai): isso são tupo papéis que representais, mas também representam posições. Mas em relação à posição de um indivíduo que provê um serviço e à do indivíduo que paga por esse mesmo serviço – o que representa uma troca – nisso, a crença da troca (que é o que isso representa), a crença subjacente à troca constitui a crença original, destituída da concepção, ao contemplar a troca de uma acção por outra acção em igualdade de circunstâncias – um acordo que as pessoas firmam relativamente a acções, ou a que as acções corresponderão, e que desenvolvem com base numa troca de dinheiro. E nisso desenvolvem um sistema que determina a quantidade de dinheiro que poderá equivaler à acção produzida, que por sua vez trocam em igual medida.



Bom; uma vez mais, essa é a crença: a troca. A troca de uma acção por outra acção em igualdade de circunstâncias. Não que estejais obrigados a observar o que a outra pessoa quer, nem que a outra pessoa detenha uma posição mais elevada que vós, nem que se espere que sigais ditames de outros indivíduos, por isso representar as tais edificações que envolvem a crença da troca; são condições que referem que a troca seja efetuada só que com o acréscimo de todas essas diferentes condições. A de que uma pessoa possa estabelecer ordens e que outra deva obedecer. 



“Eu quero adquirir uma escultura; tu enquanto escultor, deves criar a escultura à maneira que eu gosto, que eu dito.” Não, não é isso que a crença da troca subscreve. Essa é a concepção criada ao redor da crença, as condições que desenvolveram em relação à troca, e por conseguinte também cria expressões adicionais de carácter separativo – este é um factor de importância, porquanto em muitas, senão em todas as concepções que criais, a separação é um factor na criação de uma SEPARAÇÃO adicional. 



Parte da acção principal desta mudança de consciência, conforme tive ocasião de referir previamente, que foi criada como um Evento da Fonte Superior, vai no sentido de alterar o modelo da vossa realidade, que envolve a separação. Mas o que têm vindo a fazer ao longo a história é avançar na criação de mais e mais separação, a ponto de, neste presente período de tempo terem alinhado pela mais aguda expressão da separação que vós enquanto espécie alguma vez expressastes ao longo da vossa história.



Este presente período actual representa a mais acentuada expressão de separação que vós enquanto espécie alguma vez expressastes ao longo da história. Desenvolvestes acções e tecnologia que vos permite a expressão de uma união maior do que alguma vez antes na vossa história, e utilizaste-a para criar mais separação do que alguma vez tereis expressado enquanto espécie.



Isso é igualmente intencional porquanto, segundo os termos que utilizais, o “parto” não se dar sem “dores,” e por a mudança não ser expressada facilmente em massa, por vós. Por isso, geralmente levam o pêndulo a balançar tanto para um lado quanto possivelmente conseguem, e isso provoca um conflito tal que se torna insuportável e vós mudais. E isso é o que estais a fazer! Só que não sem conflito, não sem trauma. Nessa medida, essa é igualmente a razão por que, à semelhança das associações, se torna importante que reconheçais as concepções que criais porque com isso conseguireis reconhecer as influências dessas associações; sim porque em muitas dessas associações, podereis de boa vontade escolher muitas influências, e podeis concordar, podeis querer expressar muitas das influências das associações, SÓ QUE existe uma diferença entre a escolha objectiva dessas influências e a reacção automática e a expressão dessas influências – em que não estais cientes daquilo que estais a fazer.



Do mesmo modo, a maioria das concepções criadas ao redor das crenças, conforme expressei, a maioria delas são criadas em torno das crenças religiosas, geram influências automáticas de que não estais cientes mas que expressais, e que podem gerar um conflito desnecessário. E essas concepções não são necessariamente verdadeiras – tal como a da troca. Desenvolvestes a ideia de que uma pessoa possa dar ordens a outra, ou que uma nação possa dar ordens a outra nação, e nessa medida alguma delas precisará obedecer a esses ditames – o que está errado, e não passa de uma ideia concebida.



Eu tenho vindo a dizer, desde o início deste fórum, que as crenças que têm não constituem o vosso inimigo. Vós colocaste-las no lugar como directrizes destinadas a auxiliá-los, mas as ideias arquitectadas em torno delas podem revelar-se conflituosas, e gerar dificuldade. Até mesmo o amor, que representa uma outra expressão sob a forma que a maioria de vós percebe como expressão, não passa de uma crença, assim como a forma como a expressais. Como será o amor expressado? Como reconhecem o amor? Que coisa será? Que é que fazem? Como é que o reconhecem sob a qualidade de expressão? Não é um sentimento, mas vós pensais que seja um sentimento, e por isso que coisa será? É uma expressão qualquer a que todos vós consideravelmente associais estima e valor, e que dizeis que devíeis sentir, mas que expressão será essa que devíeis sentir? Com é que a definis? Que acção envolve? Que aspecto terá?

Daniel: Bom, definimos esse amor... (é interrompido pelo grupo, que irrompe num riso geral). Que foi que aconteceu à livre fluência? De qualquer modo, definimo-lo como conhecimento e como apreciação, não é?



Elias: Certo. Mas que coisa será isso?



Daniel: Antes de podermos sentir apreço precisamos conhecer; não que o tenhamos que compreender, mas conhecer. Por isso, para mim, se conhecer a minha companheira cada vez mais e notar compreensão, sentirei amor... Isso representará o amor na expressão. (Pouco claro)



Elias: Estou de acordo. Mas para a maioria de vós, como é que vêem – não por palavras minhas – como é que expressais aquilo que seja o amor?



Daniel: Ainda não encontrei uma definição melhor. (Natasha ri)



Elias: Sem as minhas definições, a maioria de vós expressareis de imediato que o amor seja um sentimento e que sentis amor por uma manifestação particular – seja uma outra pessoa ou um outro ser qualquer por quem sintam afecto. E expressareis que esse sentimento seja muito desgastante e tão expressivo quanto convincente, o que não constitui uma explicação muito clara do sentimento. Para não mencionar o que essa expressão seja. Nessa medida, alguns dirão tratar-se de uma acção, e que colocar a outra pessoa acima de deles mesmos, ou agir em prole do próximo, ou dizem que o outro indivíduo seja o factor mais importante do amor que sente. Podeis acenar com as vossas cabeças em sinal de afirmação, por terem andado a escutar durante anos aquilo que digo, mas existem biliões de pessoas pelo vosso mundo que descreverão o amor dessa forma – quer concordem com isso ou não, por ser a maneira como o descrevem. E nessa medida, elas nem sequer se compreendem a elas próprias, quanto ao que envolva o amor. Definem-no meramente como um sentimento – coisa que não é – mas é desse modo que a maioria das pessoas o define.



Agora, já em relação às concepções que criais em torno das crenças, tal como a crença da expressão do amor – não do que verdadeiro significado, mas a crença na expressão em que assenta - o que engloba o amor de Deus, que representa uma uma criação de amor que tem uma incrível expressão, por existirem biliões de indivíduos por todo o vosso mundo que o atribuem ao “amor de Deus” e que lhe imputam essa expressão e significado, e a forma como o emulais por meio de acções e da diligência. Mas uma vez mais, a concepção de mais do que aquilo que efectivamente representa. A crença do amor constitui o sentimento; aquilo que é idealizado em torno disso constitui todas as condicionantes: a diligência, as expectativas, a devoção, a dádiva, sem que jamais recebam...



Lynda: Deus me livre!



Elias: Precisamente! Deus me livre! (Riso) Tudo quanto poderá compreender é abnegação, diminuir-se a si mesmo, colocar os outros à frente... Nessa medida, isso cresce e cresce em cada vez mais concepções, mais condicionantes, mais directivas, mais expressões do que seja aceitável e do que não seja. Mas que é que isso provoca? Isso anda de mãos dadas com a duplicidade e vai dar de volta ao certo e ao errado, tudo quanto envolve o juízo de opinião. Toda a opinião que cada um de vós incorpora possui um aspecto em termos de certo e de errado.

Uma opinião está correcta outra opinião está errada, e claro está que cada um de VÓS tem SEMPRE razão. (Riso)

LYNDA: Pois.

ELIAS: E todo aquele que discordar de vós está sempre errado. (Riso)

ANN: Fico satisfeita por teres esclarecido isso, Elias. (Em tom sarcástico, pelo que desatam todos a rir) Mas que queres dizer com isso?

ELIAS: (Com um tom de ironia) Isso não promove lá muito bem a aceitação. (Desata igualmente a rir)

ANN: Quão exigente!

ELIAS: Bom, proponham uma outra crença. (Dirige-se para outro participante) Sim!

BEN: Creio que o: “Nós Criamos a Nossa Própria Realidade” consiste numa crença religiosa. (Participação de fundo sob a forma de murmúrios do tipo “Oh, sai dessa!” “Pois é!” O grupo ri, aplaude e diz, “Agora abre lá essa!”)

ELIAS: Felicitar-te-ia por isso. (O grupo põe-se a falar em altos brados) Diria que em relação ao conceito real da criação da realidade, ele constitui uma verdade, só que na vossa realidade, eu concordaria que não seja entendido como tal. Diria que tornastes isso como representação de uma crença de carácter religioso.

VOZ FEMININA: Pois é, nós podemos... (Inaudível)

ELIAS: Podeis, sim senhor.

VOZ MASCULINA: Um monte de concepções.

ELIAS: Na tua estimativa!

VOZ FEMININA: Pois é, bastante.

ELIAS: Mas existem MUITAS concepções, com respeito a isso - como o fazeis, quão bem o fazeis, quão rápido o conseguis, quão lentamente o fazeis, se terão consciência de o fazer, (o grupo ri) se não estarão cientes disso, se estarão a consegui-lo correctamente, ou direito...

VOZ FEMININA: Claro.

ELIAS: Ou se o estarão a fazer mal, (risos teatrais de fundo) muitas concepções, muita arquitectura relativamente a isso. Mas tens razão, trata-se de uma crença, e nessa medida, a ideia é a da expressão da crença. O aspecto de o FAZEREM constitui a verdade, o conceito é que constitui uma crença, tens razão.

Outra!

BILL: Olá, daqui fala o Bill. O que isso acabou de me suscitar foi: “Fazei aos Outros como Quereis que Eles vos Façam a Vós.” (O Elias interrompe)

(NT: Uma das crenças que ele já me tinha referido pessoalmente, que se enquadra nesse grupo é a do: “Vós sois responsáveis pelo vosso semelhante”)

ELIAS: (Em tom intenso) Constitui uma crença, sem dúvida. (Desatam todos a rir)

BILL: Eu aposto que sim! (Mais riso)

ELIAS: E nessa medida, uma das crenças de carácter religioso que tem comummente expressão, não só com respeito à religião, mas que se expande a... para o referir no vosso vernáculo comum, é: “O que cá se faz, cá se paga.” (Gera-se um murmúrio generalizado no grupo) Também está muito ligado à crença relativa ao Carma. Isso representa um outro exemplo de uma verdade que se dissimula como crença; por o aspecto da verdade ser o de que estais já a influenciar; de que cada acção, cada escolha que gerais, de uma forma qualquer está sempre a influenciar, e que se propaga através da consciência.


Recordem-se de que as verdades representam aquilo que poderão nesta realidade definir como questões que são passíveis de serem traduzidas em (de forma intensa) todas as áreas de consciência – tanto físicas como não físicas; em todas as áreas da consciência – por elas não serem meramente designadas na vossa realidade. Nessa medida, o aspecto da verdade é o de que toda a escolha, toda a acção que é gerada por qualquer aspecto da consciência – coisa que cada um de vós é (aspecto da consciência) – se propaga e vai provocar influência. Mas aquilo que fazem é PERSONALIZAR isso, e desse modo concebem o: “Aquilo que fazem aos outros...” ou: “O que cá se faz...” ou o Carma; que o que quer que façam será pago na mesma moeda, (baixinho) o que não é necessariamente exacto. Ou a ideia de serem mais honrados, caso se expressem de uma maneira que beneficie o bem comum.


Mas isso é igualmente uma questão de percepção. E nessa medida, até mesmo a expressão do: “Fazei aos outros como quiserdes que vos façam a vós,” representa uma questão inerente à percepção individual. Uma pessoa pode sentir-se confortável como que VÓS identificaríeis como uma conduta abusiva, e consequentemente, pode expressar isso junto de uma outra pessoa e aceitar a expectativa de que lhe seja retribuído, por na percepção que tem não ser mau. Uma vez mais: o bom e o mau, o certo e o errado, caminham de mãos dadas com essas concepções.

NESTE caso, a concepção influencia as pessoas e leva-as a questionar-se: “Estarei certo ou estarei errado?” Também leva as pessoas a questionar os seus actos, e a questionar o facto de as suas escolhas serem aceitáveis relativamente às outras pessoas: “Eu sinto apreço por isto, eu gosto disto, eu quero isto, mas olho para fora de mim própria e tenho a sensação de que as outras pessoas não concordem necessariamente com isso.” Isso gera um outro conflito. O “fazei aos outros,” pode por conseguinte expressar-se pelo que poderão considerar como uma consideração, compaixão, e por uma forma de DÁDIVA aos outros. Mas isso poderá manifestar-se de uma forma por que os outros possam – para o referir nos vossos termos – aproveitar-se.

Porquê? Estais a criar o reflexo disso; já vos estais a desconsiderar com tal expressão, e não vos estais, em última análise, a apresentar como importantes. Que traduzirá o primeiro enunciado dessa declaração? Referirá o primeiro enunciado da afirmação o “Eu”? (Murmúrios por entre os participantes) Não. Refere os outros. Consta de consideração dos outros em primeiro lugar, isso é o que consta do primeiro aspecto do enunciado. Nessa medida, vós reconheceis-vos, só que o fazeis em segundo lugar... no próprio enunciado.


E a partir daí concebeis ideias em torno disso, e quanto à maneira como deveríeis expressar-vos relativamente às outras pessoas; e relativamente a tornar-vos cada vez mais abnegados. (Mais murmúrios da parte do grupo) Representa um encorajamento para a abnegação, e para a elevação, assim com para a criação de uma maior separação, uma vez mais.

Com isso, (de maneira branda) a intenção desta mudança de consciência é a de gerardes uma maior percepção da interconexão que vos liga e de uma MENOR separação. Esta mudança, enquanto Evento Principal da Fonte que é, foi concebida (com intensidade) por todos vós de forma a vos expandirdes enquanto espécie, para expandirdes a vossa consciência, e para (com intensidade) descartardes os véus da separação, e vos aterdes a alguns apenas de forma a manterdes a estrutura da vossa realidade física; Mas para terem consciência de que isso constitui uma escolha ilusória. (De uma forma intensa) Por não existir separação e por ser importante que reconheçais que ESTAIS todos interligados; que a expressão de autenticidade dessa expressão do “Fazei aos outros,” consiste em estarem presentes no momento, ter consciência de vós, colocar-vos na primeira posição, que a seguir a propagação que gerardes irá influenciar de uma maneira que será benéfica para toda a gente.

LYNDA: Ámen!

ELIAS: Não apenas cada UM, mas todas as COISAS. E nessa medida, aquilo que representa o vosso maior benefício será em benefício de Tudo Quanto Existe (de forma bastante intensa); essa é a intensão desta mudança – a expressão dessa expansão de consciência e acentuar o significado e a importância onde merece ser acentuadas – em vós. Em última análise, (com firmeza) isso representa o factor mais importante. E não permanecer inconsciente nem deixar-se afectar e influenciar cegamente pelas concepções com que podereis não concordar caso tenhais consciência delas.

Mas criai-las, por não terdes consciência delas. Tal como podereis estar numa conversa com um outro indivíduo e condescender, permitindo que ele vos dite ordens, e isso resultar numa forma de desconforto, e criar conflito. E que é que fazeis em relação ao conflito? Voltais-vos de imediato no sentido de vos questionardes: “Que será que estou a fazer de errado?” Essa é a resposta que a maioria de vós expressa: “Que será que estou a fazer de errado, ou que terei eu feito de errado?” (De maneira branda) Não é que estejais a fazer algo de errado, mas o facto de não estardes atentos do que vos está a influenciar naquilo que estais a fazer.

Isso também vos endereça no sentido de um factor de importância fundamental, que é ser responsáveis por vós. (Com intensidade) Essa é a única tarefa que vos cabe – ser responsáveis por vós. Se forem responsáveis por vós, o resultado automático será o de beneficiarem Tudo Quanto Existe. (1) Não é... (Inaudível) nem o facto de estardes a gerar acções erradas nem escolhas. Vós frequentemente expressais-vos dessa maneira em relação a vós próprios, questionais-vos e a primeira direcção em que vos voltais é a de tentardes aceder àquilo que estiver mal convosco próprios ou em relação à situação. Mas não é necessariamente uma questão do que esteja errado. É uma questão daquilo de que têm consciência e daquilo de que não têm consciência.


Esta é a razão por que tantos de vós, senão todos por vezes, referem que vêm uma situação ou uma escolha que tenhais criado no passado e dizeis para vós próprios: “Eu podia ter feito isso melhor.” Ou: “Eu estava enganado, para ter feito isso.” O: “Eu sei que podia gerar uma escolha melhor e mais eficaz.” Não, no momento escolhem aquilo de que têm consciência. Em retrospectiva, obtendes uma maior consciência, e consequentemente conseguis olhar para as experiências passadas da perspectiva da incorporação de uma maior consciência e dizer que podiam ter feito melhor, ou que estivestes errados numa particular experiência. Não; somente da perspectiva actual; mas da perspectiva da experiência passada o provável é que estivessem a actuar relativamente àquilo de que tinham consciência.


Há muito poucas alturas – mas não é que não as incorporeis sempre a todas, porque o fazeis – mas há umas poucas alturas em que a pessoa no instante reconheça poder gerar uma escolha diferente, e escolhe de outro modo a fim de gerar a escolha que não lhe trás necessariamente o maior benefício. Mas geralmente, em relação a essas escolhas de que tendes consciência no instante, não dizeis A posteriori: “Eu podia ter feito aquilo melhor.”


Geralmente congratulais-vos pelo que tiverdes feito no momento, por o escolherdes intencionalmente, mesmo que acrediteis ter sido mau. Secretamente congratulais-vos (riso) por terdes optado pelo que tiverdes optado de forma intencional. Nessa medida, a questão está na consciência que tendes. Estais a expandir a consciência que tendes todos os dias, a cada instante, e com isso, esta onda vai continuar a representar um desafio por se direccionar para essas construções criadas em torno das crenças e a forma potente como vos influenciam. E nisso, não deixa de enfatizar de certo modo as opiniões, e as diferenças patentes nessas opiniões, e poderá influenciar muita gente e levá-la a questionar a capacidade que tem de aceitação – ou parecer que presentemente seja muito difícil aceitar.


Porque, o que vos diria a todos é que isto representa uma transição, o reconhecimento de que existe mais, de que estais a expandir-vos, e de que uma das mais importantes indagações no que for que estiverdes a abordar, é: “Como será que isto cria uma maior separação?” ou: “Será que cria mais separação do que aquela que já estou a expressar?” Vamos fazer um intervalo, e continuaremos dentro de pouco tempo.

(Elias parte após 57 minutos e 5 segundos)

INTERVALO

ELIAS: Continuemos. (O Elias dá umas risadas e o grupo começa a rir) Têm a palavra. Sim. (Escuta-se ruído de movimento à medida que alguém se aproxima do microfone)

BILL: Mantém isso simples... (Inaudível) (Riso)

JOHN: Pois. Estou a tentar formular a pergunta que tenho a fazer. Creio que esta pergunta tem que ver com o envelhecimento, por concebermos um monto de ideias em torno do envelhecimento.

ELIAS: Muitas mesmo.

JOHN: Por exemplo, qual será a idade apropriada ou menos apropriada, mas ao mesmo tempo, algumas pessoas não têm a... ainda estamos contra a cultura que rodeia essas concepções, que não... o que nem sempre é fácil. Somos automaticamente afectados por elas em virtude de nos encontrarmos aqui. Assim, talvez pudesses falar um pouco acerca disso, e porventura acerca do que o envelhecimento parecerá despido dessas concepções, e da natureza da interacção destituída dos limites dessas construções.

ELIAS: Das construções que criais em torno do envelhecimento? Ou…

JOHN: Sim.

ELIAS: …da idade apropriada?

JOHN: Existirá alguma diferença? (Conversa cruzada)

ANN: Que diferença será?

ELIAS: Não, isso é diferente, por isso se relacionar com a idade e as acções e não necessariamente o ENVELHECER; a pertinência da idade não representa necessariamente uma concepção do envelhecimento.

JOHN: Bom, isso, eu entendo, mas presumimos - não é? - em termos históricos, onde existem concepções acerca da idade adequada que brota do curso natural do envelhecimento.

ELIAS: Sim, em certo grau, Concordo.

JOHN: Pois.

ELIAS: Em relação ao envelhecimento, e à aparência isenta das concepções do envelhecimento, isso é considerável. Uma dessas concepções significativas prende-se com a aparência. Uma outra é, por assim dizer, o colapso da consciência do corpo físico. Existe a ideia de que à medida que envelhecem, a consciência do vosso corpo possa sofrer desarranjos, ou desacelere, ou deixe de funcionar de certas formas; de que não tem a capacidade de se regenerar, o que está errado, mas essa é a edificação que criais relativamente ao envelhecimento.


A aparência que teria sem essas construções seria a aparência de indivíduos no que consideraríeis em tempos consideravelmente antigos em que eles não tinham qualquer crença no envelhecimento, e nessa medida, relativamente aos seus estilos de vida, ao tempo de vida de que dispunham, como quem diz, era mais curto do que o tempo médio de vida de que agora gozais, mas a sua aparência não era tão afectada conforme o é agora, no vosso presente. Por isso, uma pessoa com 50 anos de idade – que deveria ter sido considerada velha nessa época – teria uma aparência similar à de um indivíduo actual de 30 anos. Por isso, a sua aparência não reflectia a concepção criada em torno da degeneração. A vossa aparência reflecte isso relativamente à concepção que aceitastes em associação com essa crença particular. Bom; existem certas culturas isoladas no vosso mundo que não se deixam afectar tanto pelas construções tais como a do envelhecimento. Incorporam a crença do envelhecimento mas não obrigatoriamente as concepções, e em resultado, a sua aparência não reflecte essa qualidade degenerativa. 

Consequentemente, numa idade consideravelmente avançada poderão parecer semelhantes a vós, na idade da juventude. (NT: Os pigmeus e os bosquímanos, por exemplo)

Ora bem; eles incorporam algumas concepções relativamente ao envelhecimento que, com respeito à aparência, lhes dita a mudança da aparência, mas não empregam a concepção da degeneração, mas por aderirem - para o referir em termos gerais - à concepção de que a consciência do seu corpo se reconfigure com a idade; de que continua a regenerar-se, mas que se reconfigura e que muda de certa forma, pelo que a distribuição do peso se altera, coisa que também tendes na vossas sociedades, a de que à medida que envelheceis também gerais uma reconfiguração da consciência do corpo e de que o peso se redistribui por diferentes formas. E consequentemente a vossa aparência física altera-se de maneira a alterar a forma da consciência do vosso corpo.



Agora, relativamente à maneira com isso influencia/afecta, vós suportai-lo, o que também constitui parte das concepções, com a informação que apresentais a vós próprios por meio da ciência. Mas permiti que passe a explicar. Não é o caso das vossas ciências estarem a produzir desinformação, mas antes o facto de interpretarem mal o que a informação transmite. Por isso, as vossas ciências poderão estudar a consciência do corpo e extrair certas conclusões que passem a apresentar como uma sugestão, que é aceite em massa, e isso criar uma outra concepção em torno da crença do envelhecimento. Mas vós fazeis isso à medida que o tempo prossegue, cada vez mais. Incluístes factores como a dieta e os elementos, o tempo, o clima, o sol; o facto de estardes suficiente hidratados ou terem humidade suficiente na consciência do corpo. Isso são tudo factores que constituem concepções geradas em torno da crença do envelhecimento.

JOHN: Pois. Isso foi tudo interessante mas quando pronuncias o termo concepção, na minha... a maneira como penso nele como uma concepção social e a forma como está atado à religião ou ao Sistema de Crenças Religioso, por vezes não vejo que quando falas acerca de uma concepção social, quero dizer elas são...

ELIAS: Que é que te deixa confuso?

JOHN: Quando te estavas a referir às crenças religiosas antes, e às concepções, não é? Falavas de concepções no contexto de concepções sociais, que eu creio constituir o ponto crucial do Sistema de Crenças Religioso, não é?

ELIAS: Relativamente à maioria das concepções, sim.

JOHN: Certo, muito bem.

ELIAS: Mas o que estavas a expressar é que, enquanto indivíduo, serias afectado por elas; isso está correcto. Agora, também referiste que, se o indivíduo não imputar veracidade a tal concepção, mas for afectado pela sociedade...

BILL: Certo.

ELIAS: …ou pela expressão social.
Bom; aí, até ao momento, há muito, muito poucos indivíduos que têm noção suficiente das concepções para se deixarem afectar por elas. Por conseguinte, dizer que uma pessoa posa não atribuir veracidade a uma concepção e possa ser afectado ou influenciado por uma expressão social, se a pessoa tiver consciência e definir uma opção objectiva para não se mover em conjunção com essas concepções, a expressão da influência social seria nula, por isso não seria necessariamente afectado pela expressão de massas. Mas isso deveria igualmente querer dizer que o indivíduo teria consciência da concepção, e que escolheria atribuir-lhe veracidade ou não, e que teria consciência de si a ponto de se permitir deixar-se levar pela expressão de massas.


Essa é a cilada. Por poderem ter consciência de uma concepção sem que estejam suficientemente cientes de si próprios, nem da forma como estão a expressar a vossa energia a favor ou contra ela. Por isso, também consta de uma forma de terem consciência de vós próprios e da forma como essas concepções os influenciam e criam uma opção objectiva no sentido de adoptar uma forma diferente, caso discordem com a concepção, ou seja importante para vós.

Agora, em relação ao envelhecimento adequado: por um lado tens razão pelo facto de isso envolver um factor de crença, mas por outro lado, envolve igualmente uma questão de crenças comportamentais, e não por completo uma crença no envelhecimento. Devido a que, com respeito a isso, tenham criado concepções relativas a comportamentos e ao que seja apropriado ou não, e isso ser susceptível de uma mudança considerável em diferentes alturas.


Essa concepção em particular não tem carácter absoluto nem tão consistente quanto muitas outras. Devido a que, em diferentes alturas as pessoas alterarem a ideia que têm do que seja a idade apropriada e do que não seja. Há cinquenta anos atrás existiam expressões de definição mais estritas do que representava um comportamento adequado à idade ou não.


As crianças, por exemplo, no geral - na vossa cultura assim como em muitas outras culturas - obtinham quase a expressão de uma propriedade, por esperarem que se expressassem de uma forma muito limitada. Na presente época, em muitas das vossas culturas, essa concepção mudou e as pessoas expressam que as crianças devem ter uma maior permissão para se expressarem.

Os adultos, em épocas passadas, dispunham de uma maior permissão para se expressarem da forma que quisessem, e à medida que envelheciam mais dispunham dessa liberdade para se expressarem da forma que quisessem; pois, quanto mais velhos se tornassem mais livres seriam para se expressarem sem restrições, por isso ser aceite. Na presente época, essa concepção não se mantém, necessariamente.


E nessa medida, continuam a existir certas concepções apropriadas quanto ao envelhecimento, mas também se deram alterações que se tornaram muito mais flexíveis. Mas vós também criais concepções relativas à aparência apropriada à idade, com relação à vossa moda. Aquilo que usais, o facto de uma pessoa de cinquenta, sessenta, setenta anos usar uma roupa do mesmo estilo de um adolescente, é objecto de reprovação.


Por isso, podeis encarar essas concepções por muitas formas distintas que vos influenciam nos diversos momentos do vosso dia-a-dia (Dito calma mas firmemente) quase em todas os modos por que vos expressais.


Também em relação às concepções do envelhecimento (Ruído na parte de trás) há um outro factor que está a obter expressão na vossa época de uma forma diferente do que foi anteriormente, mas antes como agora, não é concepção que muitos de vós encarariam como positiva ou como um grande benefício, nem que envolva as crianças. Mas, em que idade poderão ter filhos e dar início a uma família de uma forma admissível?


Antes, era encorajado criar uma família e ter filhos em idades muito tenras, o que era restritivo; mas na vossa época actual, é-lhes dito para criarem famílias em idades mais avançadas, só que isso também gera consideráveis restrições. Por isso, essa deve ser uma outra concepção quanto ao que constitua a idade correcta para criar uma família.


Essas concepções têm um vasto alcance e acham-se de certo modo activas em quase tudo quanto fazeis - na forma como se debatem, em relação ao que comem, em relação àquilo que vestem, relativamente ao facto de terem relacionamentos ou não, à expressão que dão a esses relacionamentos, à forma como interagem com os estranhos - segundo os termos que aplicais - como interagis com os amigos, com a família; por muitas, muitas formas diferentes. Mesmo em situações mundanas em que nem pensariam sequer duas vezes. Relativamente à forma como lavam as vossas roupas, e ao aroma que exalam. (Riso brando acompanhado de murmúrios) Com relação ao cheiro que exalam... (Riso geral acompanhado de risadinhas) 


Nessa medida, há actos mundanos que exerceis todos os dias a que dais muito pouca ou nenhuma atenção, e que são influenciados por essas concepções, e vós aceitai-los. Mas com isso, quererá tal coisa dizer que seja em prole do vosso máximo benefício? Deixem que vos diga, a maioria das pessoas dirão que é higiénico e importante tomar banho pelo menos uma vez ao dia - já no caso de outras, talvez mais do que uma vez ao dia.

Sem essa concepção relativa àquilo que consideram ser higiénico, zelar e velar pela manutenção da consciência do vosso corpo e mantê-la limpa e natural - eu dir-vos-ia a todos que (De forma firme) tomar banho é algo que podiam fazer uma vez por ano. (A plateia irrompe numa apreciação ruidosa num misto de consternação e de surpresa, e todos acabam a rir)



Senão, olhai para as respostas que dais! (Desatam todos a rir e alguém diz: “Estás errado!”) A consciência do vosso corpo... (Não se consegue fazer ouvir, por causa do barulho) A consciência do vosso corpo... se não tomarem banho continuamente não deitará cheiro. (Sussurros) Vós estimulais glândulas na vossa pele a fim de responderem por diversos modos ao vos banhardes continuamente, e isso cria odor. Se não tomassem banho com essa frequência (Com firmeza), a consciência do vosso corpo funcionaria normalmente e não produziria odor algum.

VOZ MASCULINA: Havíamos de ter um dia daqueles. (Riso)

ELIAS: Ou não penseis assim. (Riso)

ANN: Mas, e que dizer do comer, será igualmente uma concepção?

LYNDA: Deus do céu.

ELIAS: Muito, mesmo.

ANN: Então, se não precisarmos comer todos os dias... não precisaremos comer todos os dias?

ELIAS: Não, não é uma questão de comerem, mas sim uma questão daquilo que comem. Por criarem essas concepções em torno do que seja saudável e do que não seja, e do que deviam comer e do que não deviam comer, e isso também constitui uma concepção flexível que terá mudado múltiplas vezes ao longo da vossa história, e que mesmo na vossa época actual continua a estar sujeita a mudanças.

Porque nesse âmbito uma sugestão é criada que diz que determinada não seja saudável, e vós passais todos a aceitá-la e a mover-vos nesse sentido. E outra sugestão dá-lhes conta de que outro alimento seja bastante saudável e vós aceitai-la, e começam todos a consumir isso! É uma questão de (De modo brando) mentalidade de rebanho. (Risadinhas e sussurros)

VERONICA: E vitaminas e suplementos e tudo o mais.

ELIAS: Sem dúvida! Isso faz tudo parte das concepções que edificais em torno do que seja saudável, do que não seja saudável, daquilo que deviam consumir, do que não deviam consumir, a fim de manterem a saúde.

KEN Dá que entender. (Desatam todos a rir)

RODNEY: Mas, não será a concepção em si mesma uma crença? Quero dizer, nós empregamos os termos, as palavras, mas elas são quase permutáveis. (Recebe um par de afirmativas da parte do grupo)

ANN: É, mais ou menos.

RODNEY: Quero dizer, se acreditarmos que temos que...

ELIAS: Não, são particularidades. Condicionantes inerentes à crença.

RODNEY: Particularidades. Bom, se acreditarmos que precisamos de vitaminas à medida que estivermos a crescer...

ELIAS: Uma baleia não tem a crença de precisar de vitaminas. (Riso) Tem a crença no envelhecimento e envelhece; mas não incorpora a concepção de que a aparência mude à medida que envelhece, e ela não muda. Assim que a baleia atinge a idade adulta, mantém a mesma aparência – desde esse ponto e até morrer – não sofre mudança. A baleia tem a crença de que precisa comer para sobreviver. Não incorpora a concepção de precisar consumir alimentos específicos nem vitaminas (John ri) nem suplementos, ou de que não deveria consumir certos alimentos. Ela come (Com firmeza) para sobreviver e não cria ideias em torno disso. Uma baleia não incorpora a ideia da idade adequada para ter determinado comportamento. Uma baleia jovem poderá apresentar determinado comportamento e uma baleia velha poderá exibir o mesmo comportamento.

RODNEY: Então, a concepção constitui mesmo uma particularidade…

ELIAS: Constitui.

RODNEY: …relativa à crença.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Quase permutável, poderíamos acrescentar.
Particularidade e concepção.

ELIAS: Sim. Sim.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Sim. (Respondendo a um outro participante)

DANIIL: Eu tenho uma pergunta. Ao prosseguirmos com as conversas que temos tido ao longo dos anos, tu tens usado uma certa linguagem relativamente às crenças: influências, acessórios ou apêndices (factores de apego), associações e agora concepções. Definirias cada um desses termos como contrário aos demais?

ELIAS: As associações não são crenças. As associações, conforme referi, constituem a avaliação que fazeis relativamente a toda e qualquer experiência que tendes, com o acréscimo de uma opinião, quer boa ou má – a experiência ou é boa ou é má – e com isso procedem a uma estimativa em grau variado, e essa é a associação que é anexada a uma experiência.

Os apêndices, ou acessórios, constituem crenças que utilizais como directrizes. São, por assim dizer, os adornos de uma crença, ou a ênfase da crença que utilizais como directriz em relação ao comportamento e às escolhas.
Concepções não são crenças. São particularidades que arquitectais sobre e ao redor das crenças. As crenças em si mesmo representam expressões que vos fornecem explicações para a realidade física.

DANIIL: Poderias dar um exemplo de cada um desses casos?

ELIAS: Escolhe um.

DANIIL: Do “sentido da vida,” digamos... (Inaudível)

ELIAS: Muito bem, “sentido da vida”. Por conseguinte, a crença seria a de que a vida tem um sentido. Por isso, essa é a explicação que dais a uma faceta da realidade física – a vida, e que ela incorpora sentido. Geralmente, e a título de aparte, as crenças em si mesmas constituem uma afirmação simples. Uma concepção em torno do sentido da vida; por a vida ser válida caso seja expressada de determinadas maneiras; que devia ser encarada como sagrada; que não devia ser desperdiçada; que devia ser expressada de forma a gerar uma contribuição para a vossa realidade; que o valor que tem seja medido pelo legado. Essas seriam as concepções que criais em torno da crença que a vida tenha um sentido.



Um apêndice, ou factor de apego acessório será: “a vida é valiosa e como tal é importante ser responsável por ela”; por o sentido da vida constituir aquilo que quiserdes que constitua, pelo que será importante que signifique alguma coisa. Ou por ser importante produzir acções específicas em sectores específicos da vossa vida que criem sentido.

DANIEL: Mas como é que diferem tais termos? Quando falaste acerca das concepções, disseste que a vida é sagrada, pelo que não se deve desperdiçá-la, mas agora falas de acessórios de apego e dizes simplesmente...

ELIAS: Mas isso é uma questão da criação de sentido. O “apêndice” (apego) será: Qual é o sentido? Definir o sentido, tal como carreira ou família, dessa forma. Que sentido dás ao valor? Por conseguinte, nisso crias o “acessório” da existência de determinadas acções. Lembra-te que os factores “acessórios” constituem directrizes, e geralmente vós concordais com eles. Por isso, os “acessórios” representam aquelas directrizes que – de certo modo e em certa medida – vos ajudam a expressar-se, tal como referir o sentido ao produzirem o quê? Caso a concepção envolver uma contribuição ou uma missão, um legado, como havereis de expressar esse sentido de legado ou de contribuição?
Interagem entre si.

DANIEL
: então deve ser uma... (Inaudível) concepção.

ELIAS: É.


DANIEL: Ah. E aí, influencia. Quando te referias às influências…

ELIAS: As influências, no caso das crenças, constituem a forma abstracta por que podeis expressar uma crença; essa mesma crença poderá ser expressada literalmente por centenas de formas abstractas. Por conseguinte, as influências constituem as escolhas relativas à forma como o expressais – não a ideia, mas a acção.

DANIEL: Por me recordar... (Inaudível) uma sessão em que terás dito que fumar representava uma crença, e que não era prejudicial. Creio que tenhas dito que não passava de uma influência.

ELIAS: Exacto. Nessa medida, e para me dirigir ao Zacharie, (Rodney) eu estava a referir-me à associação que ele estabeleceu.

BRIGITT: Pois.

ELIAS: Por isso, era uma expressão individual no caso dele, relativa à associação que estabeleceu com essa crença. Estás a compreender?



DANIEL: Mais ou menos. Muito bem, nesse caso poderemos voltar ao exemplo do tabaco de novo? Que coisa representará o “acessório” e que coisa representará a concepção nesse exemplo?

ELIAS: Muito bem. O “acessório” – que representa uma directriz, lembra-te – O “acessório” será o social.

RODNEY: Será o quê?

ELIAS: O social. (O grupo entoa a palavra “social” em coro) trata-se de uma acção social. Por isso será atraente. Nessa medida, lembrem-se, as linhas de orientação ou directrizes constituem os “acessórios” de apego e não são obrigatoriamente prejudiciais. Vós cultivai-los, por perceberdes que sejam bons ou positivos. Por isso, isso será o “acessório”, por os beneficiar de um modo qualquer.

Geralmente, o “acessório” é referido pela forma que os beneficie. A acção de como isso os vai beneficiar.

VOZ FEMININA: Ou prejudicar-nos.

ELIAS: Geralmente o “apêndice” é encarado como um benefício, razão por que lhe aderem. Mas geralmente têm uma maior consciência desses “acessórios”, e vêem-nos mais. Percebem o benefício do que o “acessório” refere – que constitui uma directriz quanto ao comportamento, relativamente a uma crença.

DANIEL: Está bem, vou precisar reflectir nisso. (Desatam todos a rir)

ANN: Poderíamos tentar o mesmo relativamente à separação, já que constitui uma das crenças para a mudança?

LYNDA: Estava mesmo a pensar nisso! Eu ia mesmo suscitar isso, mana!

ANN: Claro que há quem não pense de todo nisso, de modo que vamos fazer o mesmo em relação à separação.

ELIAS: Separação, em que contexto?

ANN: As concepções, os “apêndices”, tudo isso, sabes…

ELIAS: Muito bem. O “apêndice” ligado à separação é a exclusividade, (Sussurros) e a diferença, independentemente do facto de por vezes encararem a diferença como prejudicial ou indesejável, pois também a vêem como boa.
A individualidade representa uma “acessório”. A autonomia representa outro “acessório”.
A concepção inerente à separação é a de que vos achais desligados (De forma lenta) que sois incapazes de adentrar nada de uma forma total, por não conseguirem estabelecer um contacto total, por ESTAREM separados – por estarem sós.

ANN: Agora não parecerá que os “acessórios” que comporta sejam encarados mais como positivos e as concepções como negativas? (O Elias acena afirmativamente)

DANIEL: Mas, que será que representa a influência no exemplo da separação?

ELIAS: Implícita à separação? As influências são inúmeras – como a de que se movem de forma independente uns dos outros; da forma como interagem; como vêem tudo no vosso mundo, pro verem o vosso mundo como diferente ou separado de vós; por criardes tal dificuldade com a (Com firmeza) aceitação de vós próprios enquanto essência. (Com sentido de humor) Vós criais separação entre vós e a entidade elusiva que percebeis ser a vossa essência, a qual (Com firmeza) não constitui outra entidade. A separação influencia-os a explorar de uma forma independente, influencia-os através da motivação por descobrir que lhes incute, cria uma competição que pode ser construtiva, motiva-os a conseguir. Por isso é capaz de produzir o que designais por expressões ou influências muito positivas.



DANIEL: O que eventualmente se torna num “acessório”. Se escolhermos influências... (Inaudível)

ELIAS: Em certos casos, caso se generalizem, tal como no da independência. Sim, em que podem estar implicados, em massa, e não só ligados a um indivíduo. Mas existem muitas influências diferentes que se tornam um tanto menos óbvias – porque se vêem automaticamente como reduzidos.


A separação cria a influência de entidades individuais. Por isso encaram-se como entidades individuais, e nisso, relativamente ao mundo ou ao vosso universo, (Com uma voz branda) percebem ser muito reduzidos. Percebem ser demasiado diminutos. Não são tão amplos quanto o vosso mundo – uma montanha ou um oceano. Por isso, isso afecta o modo como percebem que sejam. Também afecta a forma como percebem a identidade que têm.

Conforme referi previamente, neste presente período de todas as interacções que têm tido comigo, continuamos a estabelecer uma distinção entre a essência observadora e a essência que dirige, por se sentirem ameaçados na vossa identidade caso tal distinção não se imponha. Não existe distinção alguma, mas vós experimentais uma maior segurança caso tal distinção se verifique. Por lhes ameaçar a identidade incorporar ou entreter a ideia de que vós, enquanto indivíduos – indivíduos distintos – poderem fazer parte de mais do que uma essência.



Isso, na percepção que tendes retira-vos a individualidade e a singularidade que os caracteriza. NÃO TIRA NADA, por serem únicos e indivíduos, mas também vos achais interligados e não separados. Existe uma diferença entre estar separado e ser um indivíduo. Ambos não são sinónimos. (Dá uma risada)

Sim!

BRIGIT: Portanto, antes que eu diga o que vou dizer, por poder estar completamente enganada, mas aquilo que estás a dizer é que aqueles que gostam de pesquisar os focos que têm ou descobrir focos da própria essência que basicamente pudesse ter sido quem quer que fosse, historicamente, em termos futuros, seja o que for, possa ser um foco da pessoa.

ELIAS: Sim, poderias dizer isso.

BRIGIT: Então, eu fui... (Inaudível) afinal.

VOZ FEMININA: Pois! Isso mesmo, menina!

BRIGIT:...(Inaudível) Cheguei a essa conclusão ultimamente após te ter lido a sério.

ELIAS: Sim.

NATASHA: Então dá-me mais definições e mais... (Inaudível) Bom, a pergunta que tenho a fazer, que é que havemos de fazer com tudo isto? (Riso) (O Elias sorri)

ELIAS: A questão está em que, quanto mais conscientes forem, mais conhecimento tereis. Conhecimento representa poder.

LYNDA: Pois.

ELIAS: E quanto mais conhecimento tiverdes, mais conscientes sereis, e mais (Com firmeza) podereis escolher de uma forma objectiva, e isso também faz parte desta mudança de consciência; expandir-se da percepção objectiva que têm a fim de se permitirem criar intencionalmente criar a vossa realidade no sentido que mais os beneficiar e que quiserdes. Nisso reside a questão.

E nessa medida, quando estão cientes, quando dispõem do conhecimento daquilo que os estiver a influenciar, por formas de que geralmente não têm consciência, (Com firmeza) estareis objectivamente melhor equipados para definir opções intencionais, em vez de reagirem, ou de definirem escolhas rotineiras ou de uma forma mecânica, em relação àquilo que realmente querem.

Deixem que lhes diga, prefeririam ter conhecimento de que oa veículos motorizados se deslocam sobre estradas, e que podem viajar relativamente rápido e que são extremamente pesados, para o referir nos termos que empregais, e que podem ser perigosos e passar-vos por cima? Prefeririam ter consciência disso e assim ter a opção de por o pé na estrada após os veículos passarem, OU deixar de ter consciência de todos esses factores e atravessar a estrada e ser atropelados? (Riso) Trata-se de uma escolha objectiva; dispondes do conhecimento que lhes permite definir escolhas que vos beneficiem. O conhecimento representa poder.

NATASHA: Sim, mas ainda assim, por vezes definimos escolhas que resultam em coisas que não nos beneficiam.

ELIAS: (De modo brando) Por vezes fazeis isso, o que representa aquilo que anteriormente disse. Por vezes definis escolhas de que tendes consciência, no momento, que não resultam no maior dos vossos benefícios, e fazem-no à mesma. E nessas situações - conforme referi previamente - já tendes consciência daquilo que estão a escolher; assim, de futuro não expressareis a vós próprios arrependimento algum quanto a: "Eu podia ter feito aquilo melhor," ou: " Podia ter feito aquilo de modo diferente."
(Alto) Vocês sabiam disso ao definir tal escolha. Por isso não estareis a expressar esse remorso, como quem diz, ao criarem essa comparação em retrospectiva. Já tínheis consciência daquilo que estáveis a fazer e optaram por fazer aquilo. E nessa medida, geralmente gerais um de dois actos, ou congratular-vos-eis em segredo por qualquer má escolha que tenham produzido, ou continuareis a desconsiderar-vos a vós próprios, que era o que estavam a fazer ao definir tal escolha.

NATASHA: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

VERONICA: Elias, eu sinto-me segura e satisfeita comigo própria quando leio as transcrições e quando me encontro sozinha, mas quando me deixo rodear pelas pessoas fico espantada com a adulação que elas têm pelos líderes religiosos. Pelos Rabis, pelo Papa, a adulação que sentem por essa gente. Se um Rabi proferir alguma palavra, ela tem a conotação da verdade absoluta, e consigo perceber as concepções que sõ produzidas ao redor disso. Se nos encontramos nesta onda - em todas estas ondas, na mudança - por que razão há tanta gente que não tem conhecimento? E por que razão estarei eu a atrair essa situação - em que se me apresenta toda esta gente?


ELIAS: Ah! Podes estar a apresentar isso a ti própria a fim de praticares a consciência e expressares aceitação. A outra...

VERONICA: Mas isso é tão difícil.

ELIAS: Pode ser difícil, dependendo das concepções que tiveres. As outras pessoas estão a mudar, mas poderão não estar a mudar da mesma forma que vós, ou ao mesmo ritmo que vós. E à semelhança de vós e muitos, muitos, muitos outros indivíduos - senão mesmo a maioria - muitos deles estão a colocar-se em situações e sentidos que eventualmente os FORÇARÃO mais no sentido do reconhecimento objectivo dessa mudança. E para isso, geralmente forçam-se para os cantos...

VERONICA: Pois é.

ELIAS:...em que criam situações que se traduzem por dificuldade e desconforto, até que (De forma suave) se sintam fartos da situação, ou até que se sintam desapontados. E nessa medida, cada pessoa escolha o próprio método que lhe transmita qualquer coisa, ou que os motive. E muitas pessoas colocam-se em situações que ou são muito depreciativas para elas próprias, ou que (Com firmeza) sejam demasiado desconfortáveis e mesmo perigosas, antes de se encaminharem por uma direcção diferente, por se agarrarem àquilo a que estão habituados. E todos fazem isso, de forma diferente.

A mudança é difícil. Quando experimental um tipo formidável de mudança, torna-se muito difícil. Aquilo de que lhes daria conta é de um tremendo reconhecimento que sinto pela vossa espécie por até ao momento terem evitado acontecimentos tremendamente traumáticos; por terem evitado criar acontecimentos catastróficos na vossa realidade a fim de vos forçardes no sentido de uma maior conscientização. por estarem a ser, independentemente do que possa parecer superficialmente, mais brandos convosco próprios...

LYNDA: Pois.

ELIAS:...e não estarem a criar ocorrências catastróficas e apocalípticas com que obliterem a maior parte da vossa espécie antes de despertarem.

RODNEY: Deixemos isso para o cinema.

ELIAS: Precisamente. (Recebe vários Ámens da parte do grupo) E nessa medida, há muitíssimos indivíduos que se agarram à religião e a diferentes filosofias, por elas serem familiares, e isso implicar segurança. Lembrem-se que a segurança (protecção) constitui uma sensação. A segurança (intrínseca) constitui um estado de espírito. Segurança é aquilo que sentem, e sentir-se inseguro representa um sentimento. A mudança para o novo e para o desconhecido prende-se com um sentimento de insegurança. Por não deixar nada a esperar, não apresentar orientações, e isso soar demasiado a insegurança para muito boa gente, senão mesmo para a maioria. E por isso, atêm-se ao que lhes pareça familiar, por isso soar a segurança.

Eventualmente o "familiar" torna-se fonte de desconforto - por a fundação começar a desagregar-se - e aí dá-se a mudança. Mas aquilo que vos diria é que essas pessoas estão a avançar, elas estão a mudar. Apenas o estão a fazer de uma forma diferente da vossa; e nessa medida, não sejam tão prontos a julgar. (A pessoa a interlocutora ri)

DANIEL: Mas, a título de aparte, haverá neste grupo quem se encontre nessa circunstância e até certo ponto dê expressão a um aspecto religioso?

ELIAS: Com certeza.

DANIEL: O Elias, para nós, representa aquilo que o Papa representa para certa gente... (Inaudível) eu próprio me encontre demasiado afastado dele.

ELIAS: Eu concordaria, razão por que referi para que não fossem tão prestos a julgar. (Riso acompanhado de sussurros) Vós não sois assim tão diferentes, expressais-vos unicamente de uma forma diferente, mas também vos estais a agarrar a certas concepções familiares similares às daqueles que têm a concepção de uma figura representativa. (Riso)

VOZ FEMININA: É confortável saber isso. Somos assim! (Mais exclamações)

VOZ MASCULINA: Saudações, Elias! (O grupo ri)

ELIAS: Não estou a dizer que nada disso seja errado ou mau, estou a penas a dizer que é importante que tenham consciência, e que se permitam ter liberdade para escolher. E se não tiverem consciência não poderão escolher. Se não dispuserem de conhecimento, não poderão ter um alicerce para a escolha. E ela representa um direito que têm. MERECEM escolher, e constitui o DIREITO que têm. E com isso, com o direito da escolha que têm, torna-se importante que tenham consciência do que possivelmente lhes possa alterar as escolhas, ou influenciar-lhes as escolhas por formas com que não concordem necessariamente, e consequentemente facultem a vós próprios, em última análise, (Com firmeza) liberdade de uma forma intencional e objectiva. (O grupo reage)

JEFF: Eu tenho uma pergunta relativa à concepção do universo.

ELIAS: Ah!

JEFF: Se olharmos um micróbio, poderemos perceber o átomo dotado de electrões a rodopiar à sua volta; se olharmos para o macrocosmo que é o nosso sistema solar, vemos planetas em revolução em torno do sol. Assim, parece que em qualquer das direcções, o modelo seja similar. Ora bem, se investigarmos do ponto de vista do átomo, ele pode não ter consciência de poder fazer parte de um órgão ou de uma mesa. E tu numa das nossas sessões comentaste que o nosso sistema solar tem um aspecto muito diferente do exterior. Poderias comentar isso, e ligar isso à concepção que estamos a percorrer hoje?

ELIAS: Muito bem, essa é uma outra ideia ou concepção que vacila. Por a concepção que têm do universo ter oscilado consideravelmente ao longo da vossa história, e continuar a oscilar. Nessa medida, a concepção é a de perceberem que constituam o centro do universo, e que o universo vos rodeie.

VOZ FEMININA: E não somos?

ELIAS: Não. (Riso) Não representam propriamente o centro, só que percebem ser, por essa ser a concepção que têm relativamente ao vosso planeta e ao vosso universo. O vosso planeta acha-se QUASE no centro do vosso sistema solar, o vosso sistema solar constitui o centro do vosso universo, e por isso VÓS constituís TODOS o centro. Nessa medida, dir-lhes-ia que não existe centro algum.

Essa é a primeira concepção; relativa à forma com percebem o espaço e a vós próprios, uma vez mais, (Com suavidade) gerando a concepção de vós próprios e do universo demasiado pequena; de serem muito diminutos nesse vasto universo. Na verdade não são tão diminutos quanto o que acreditam ser.
O tamanho físico não constitui necessariamente factor determinante. Lembrem-se de que se acham todos ligados (Com sentido de humor) pelo que o tamanho físico que tenham é quase irrelevante, por também produzirem um vasto corpo físico dotado de biliões de átomos físicos - ou algo assim. Nessa medida, diria que o universo é tão vasto comparativamente com o que percebem que seja, e nisso nem sequer ainda descobriram a totalidade do vosso sistema solar. Descobriram parte dele - uma parte considerável - mas não a totalidade. E existem aspectos do vosso sistema solar de cuja existência ainda nem sequer têm consciência. Por ainda não disporem da tecnologia para poderem aceder a certas partes do vosso sistema solar. Considerando tão só o vosso sistema solar, e não a vossa galáxia.



Eu diria que esse será o aspecto que parecerá diferente daquilo que vêm no vosso sistema solar. Nessa medida, os vossos planetas são um tanto diferentes daquilo que até este ponto percebem que sejam. Estais a facultar a vós próprios um maior conhecimento e uma maior informação para perceberdes o vosso sistema solar, ou para perceberdes os planetas do vosso sistema solar de uma forma mais clara, em grande maioria, aqueles que se acham mais próximos de vós, embora não tanto aqueles que se acham mais afastados de vós.
E nessa medida, eu referiria igualmente que uma outra concepção do vosso universo seja a de que não constitui uma extensão de vós.

VOZ FEMININA: Hmm!


ELIAS: Mas a criação de uma fonte mais elevada, mais vasta; não uma projecção de vós – por constituir uma projecção de vós – mas torna-se-vos difícil sequer imaginar que o vosso mundo constitua uma projecção de vós. E nessa medida, a vastidão o os factores do desconhecido inerentes ao vosso universo são difíceis de perceber enquanto extensão de vós próprios. E com isso retornamos, uma vez mais, à pequenez, à concepção que tendes de vós próprios no universo como a pequenez que representais, quando na realidade não sois pequenez nenhuma.

JEFF: Se o universo constitui uma extensão de nós, então devemos situar-nos no centro do universo. Por estarmos a criar esse universo ao nosso redor.

ELIAS: Tens razão.

JEFF: Por isso, muito embora geograficamente possamos não estar conforme a ciência busca por algo na borda externa da Via Láctea, mas como o universo constitui uma extensão de nós, então devemos, claro que na nossa maneira de pensa, ele estender-se-á a partir do centro, sendo nós.

ELIAS: Precisamente.

JEFF: Essa é a cilada, não?

ELIAS: Precisamente!
Mas...

JEFF: Foi mal.
(Desatam todos a rir)

ELIAS: Mas, uma vez mais, isso faz parte da concepção que têm se se situarem no centro, coisa que não estão. (Riso)

ANN: não estamos no centro por sermos todas as coisas?

ELIAS: E por não existir centro.

ANN: Certo.



ELIAS: Sim. (Geram-se sussurros por entre o grupo)

KEN: É como um pirolito... Podemos nunca chegar a saber! (Elias desata a rir) (Risadinhas da parte do grupo)

ELIAS: Vamos aceitar mais uma pergunta.

ANN: Por isso, que seja uma boa pergunta... (Inaudível)

ELIAS: (Desata a rir descontroladamente) Mas, (Com um imenso sentido de humor) lá está a concepção de novo! (Toda a gente ri)

ANN: Estou a tentar fornecer exemplos. (O Elias desata de novo a rir)

LYNDA: Eu tinha um pequeno pensamento para encerrarmos, uma confirmação ou uma observação.

ELIAS: Sim.

LYNDA: Sou eu, a Lynda. Gostava só de observar que tu tu realmente gostas de fazer aquilo que fazes. Sentes prazer com isso.

ELIAS: Precisamente.

LYNDA: Constituis uma óptima inspiração. (O Elias ri) O que poderás pensar serem minúcias para nós não passa de quinquilharia que tu gostas de dissecar e de explicar. Não sei mais como dize-lo mas eu, neste estado ou seja o que for em que me encontro, acho ser um privilégio observar o quanto tu adoras fazer aquilo que fazes. (O Elias dá uma risada) Por isso nos afectar, e ser interessante!

ELIAS: Aquilo que vos digo…

LYNDA: Pois sim.

ELIAS: …representa um afecto autêntico.

LYNDA: Claro.

ELIAS: Por todos vós E ISSO é o que importa.

LYNDA: E é bastante atraente.

ELIAS: Por traduzir um conhecimento genuíno e um apreço por todos vós e por cada um, assim como pelo potencial que têm em tudo quanto fazem e pela motivação que os move e pelo que escolhem, e pela incessante curiosidade que os impele, e ISSO é estupendo de contemplar, e formidável em termos de participação. E eu dou-vos conta do carinho genuíno que sinto por todos vós – tanto individual como pessoalmente. Com um tremendo afecto por todos vós, au revoir.

(Elias parte após 1 hora 1 hora, 17 minutos, e 55 segundos)


©2014 Mary Ennis. Todos os Direitos Resrvados.



Notas do Tradutor





(1) Longe de gerar consenso, esta passagem suscita um ponto pouco pacífico no entendimento do comum das pessoas (na verdade, no entendimento do mais irreflectido), a entender, o facto de que só partilhando da perspectiva comum ou pontos de vista colectivos se faça o que é vulgarmente encarado como “justiça”. Nada mais errado, conforme poderá o leitor atento constatar pela própria experiência. A partilha de pontos de vista comuns que passam pela vulgar “preocupação com os outros”, não refere a integridade que é aqui realçada e referida como um benefício para o Todo da consciência. Se desconsiderarmos a nossa própria pessoa, a partilha de noções comuns não irá colmatar a lacuna criada e só poderá reforçar a falta de justiça que inicialmente consideraríamos subjectivamente. Porquanto estaremos igualmente a desconsiderar a pessoa de cada um desses mesmos “outros”, que a lógica e o pensamento racional descreviam como primordiais. O interesse colectivo constitui, pois, uma cilada, por negar a integridade do que passa pela esfera do ser e representar um empecilho à clareza da intenção, do desejo e da escolha individual.


Exemplo disso justamente, se bem que plasmado em “terreno” diverso, é o do incitamento da revolta, tão comummente aceite como acto benéfico ou “acção”. Não é! É uma justificação, uma manifestação de descontentamento e de desagrado porventura, mas não constitui nenhuma acção concreta em si mesmo, capaz de produzir o contrário. (Só a compreensão é acção, e o seu efeito se produz na hora!) É um pouco mais do mesmo, se bem verificarem. Que revolta já terá produzido frutos duradouros e que não precisasse ter sido por sua vez erradicada por subsequentes revoltas? Muita gente até mesma nas fileiras deste fórum do Elias faz isso irreflectidamente, por altura de revoltas que grassam um pouco por todo o lado – incitamento à revolução, à revolta contra a tirania e as ditaduras – como se os diferentes povos que despertam para a consciência do estado em que se encontram pudessem mudar repentinamente para a consciência dos ocidentais e implantar a democracia, etc! Não é isso que prega o Elias! Só que á semelhança dos discípulos do Jesus histórico, eles não alcançam além do sentido da palavra. Ora bem; mas que quero dizer com isto?


A menos que aqueles que discordem dos métodos de opressão ou de tirania praticados sobre si, sem imporem métodos ou vontades contrárias, o façam de uma forma deliberada e consciente, e isenta de idêntica índole, eles estarão a ser justamente ditadores e demagogos como os outros! Estarão a querer responsabilizar-se pelos demais, pela razão errada. Então, em que ficamos? Se não desejarem ver-se oprimidos, deverão arregaçar as mangas e mudar de uma forma actuante o sistema – só que voltando-se para dentro, para si e não para o exterior, que é o que move todo o revoltoso na sede que tem de imposição e de culpabilização. O sistema encontra-se no estado em que se encontra porque ao se congregarem, o fazerem pelos motivos errados e inoperacionais, cujo alcance é invulgarmente muito reduzido. 


Terão liberdade de discordar? Terão dignidade? Terão coragem? Quererão a diferença que passa pela assunção livre daquilo que são sem constrangimentos? Se o fizerem activa e construtivamente, que é sem incitação à violência nem à injustiça tal como a concebem e a que dizem receber, terão sem dúvida, e não vejo porque deverão sair derrotados - quer isolada quer colectivamente! Dessa forma darão verdadeiramente um exemplo capaz de “mover montanhas” e beneficiarão a totalidade da consciência. Mas a consciência colectiva, aquele segmento da consciência que tende a reger as massas dos revoltosos na cegueira que os move, (que brota do inconsciente colectivo) não raro constitui um segmento da consciência que se acha carregado com o conteúdo mais inepto e mais vil – negativo, se quisermos – da consciência humana. Os verdadeiros reformadores da história fizeram-no individualmente. Esses deixaram a sua marca, conseguiram plantar a semente do verdadeiro sentido da “revolta” na consciência colectiva, e jamais o fizeram pela via da arrogância nem da violência. Lembro-me de figuras como Jesus, Gandi, Krishnamurti, luther King, etc.




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