domingo, 9 de março de 2014

INTERPRETANDO SONHOS



Sessão 30

Quarta-feira, 16 de Agosto de 1995 ©
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), e a Elizabeth (Elizabeth).


ELIAS: boa noite. O Michael em breve descobrirá que falarei e que o surpreenderei sem que ele esteja à espera disso! (Riso) (1)


Não tenho muitos, mas mais do que um assunto a tratar convosco esta noite. Vou-me dirigir em primeiro lugar ao vosso estado do sonho e ao vosso problema do sono. Antes de mais, vou-vos dizer que não vou voltar atrás no que afirmei quanto ao facto de fisicamente não precisarem de oito horas para dormir. Em segundo lugar, dir-vos-ei que se se sentirem irritados com este exercício, então poderão optar por não o praticar, mas não vou “andar ao redor” a rir-me e a dizer que sois tolos por não confiardes em vós próprios!

(Riso) Tendes razão quanto ao facto de não precisarem acreditar em tudo quanto vos dizem, mas este não é o caso de eu estar com brincadeiras. Vós próprios estais a despertar-vos. Eu estou a assistir e a interagir, mas não vos estou a despertar. Vós estais a fazer isso por meio do desejo que tendes de experimentar, e também mostrastes a vós próprios que a minha expressão estava acertada e era verdadeira. Se não tiverem conseguido recordar um sonho pessoal que tenham tido, agora podem recordá-los todos.


Também vos vou falar acerca dos sonhos, quanto à ligação de sonhos do Ron e do Lawrence – ou de uma combinação de sonhos, os quais, ao se revelarem simbólicos, parecem não fazer sentido. Vou primeiro explicar que a “chatice” da canção (2) constituiu um prelúdio para um sonho seguinte, directamente ligado e relacionado com o mesmo assunto, o que conduziu ao recente sonho em que a Catherine (Debbie) apareceu, e estando igualmente ligado ao sonho que o Ron teve que envolveu o “estojo” dele; sonhos simbólicos mas que expressam o mesmo assunto, ou seja, o conhecimento precognitivo de uma escolha que se apresentará no vosso foco no que designais por futuro, escolha essa que tem que ver com a interacção com uma outra essência... olá gatinho... ou comigo. (3)


A “tua” canção expressa uma escolha que se foca na essência original. Caso tivesses percebido essa canção como ligada ao foco físico e à informação, conforme declarei, que também é simbólica; eu represento a essência original, e tu estavas a confrontar-te com uma outra essência, ou “suposta” essência que te forneceria informação passível de causar conflito, que, sem conhecimento anterior e informação precognitiva causaria um maior conflito, razão porque me foquei no teu sonho na forma de precognição.


Quanto ao sonho, a situação de lealdades foi suscitada, a situação do que percebeis como decepção, engano, e a situação de escolhas. Além disso focaste cabanas junto a ti, as quais simbolizam protecção e segurança enquanto símbolos do lar, o que também representa um símbolo que te é próximo, nos teus termos, “próximo ao lar”. O problema que tiveste com a lareira, num local geográfico que já é temperado, simboliza o que percebes como demasiado calor no exterior, aquecimento originado pelo conflito, ao contrário do aconchego e sensação positiva da lareira no lar; o que para ti simboliza uma confiança em ti enquanto a tua própria base, assim como o facto de estar afastado de problemas conflituosos, o que representa o afastamento que revelaste do conflito.


Onde interpretaste erradamente foi ao incorporares a aliança entre ti e a Catherine e a sua essência recém-descoberta. Outros alinharão com a Catherine, e felicitá-la-ão e agradecer-lhe-ão pelo conseguido. Isso deve-se ao facto de no foco físico as pessoas se deixarem facilmente agitar. Estais a lidar com essências, energias, e elementos não físicos. Podes não ser mais capaz de provar que eu existo do que outro poderá provar que uma outra essência exista. No vosso foco não existe como medir tais verdades. Eu não me apresento a vós para vos desafiar. Se não desejardes aceitar a minha presença ou a minha informação, isso fica ao vosso critério. Não tenho a missão de me fazer provar. O teu sonho incorporou um conhecimento de um conflito futuro, quanto ao desafio da minha validade.


Isso, também o direi a breves trechos, quando o Michael vir esta cassete em particular, isso irá provocar-lhe muito conflito, por ele já estar a vacilar ao não ter a certeza da direcção que tome em relação a mim, e já entender que o futuro possa trazer-lhe conflito, por esse constituir um foco não aceite. Não estou aqui para obter a aprovação, estou aqui para “ir junto” com as crenças aceites. (Para a Vicki) A pesquisa que fizeste dos teus livros representou a minha mensagem em preparação para esta noite. (4)


(Para o Ron) O teu estojo está directamente envolvido com este assunto, um conhecimento íntimo da verdade e de teres entrado em contacto com esta informação, e energias, e comigo. A tua compreensão, ou indagação, envolveu a ideia de teres sido o inventor. Tu serviste de núcleo para esta interacção, pelo que já possuis certas respostas. Por conseguinte, a ideia da tua avalanche, ou investida por parte do conflito, não importa, por esse não constituir o problema central importante. O problema está mais alinhado com o conhecimento da verdade.


(Para a Vicki) Anteriormente, tu expressaste informação, em termos de energia, à Catherine, sem expressares verbalmente esse desejo, mas questionando-te se eu teria estado a assistir. Conforme já te disse antes, eu estou sempre a observar. Devo dizer-te que o receio dela conduziu-a a enfoques actuais que entram em conflito com o Elias.


Também empregaste simbolicamente no teu sonho o foco da essência incorrecta como escuridão, e o da correcta essência como luz, o que simboliza a vossa dualidade de luz e escuridão, que não passa de uma crença, mas que é incorporada dentro de símbolos no vosso estado do sonho; Uma identificação a partir da essência de algo que virás a entender. Embora te tenhas visto a avançar na direcção da Catherine, por ela ser tão conhecedora e esperta e possuir a correcta informação, isso representou uma ilustração da essência a falar-te, e a dar-te toda a outra informação sobre o lar e a terra, e o aconchego e a segurança, e a luz contra a escuridão, e a exemplificar-te também que sem confiança, tu também facilmente poderás ser seduzida; essa é a razão porque o Ron não se preocupou com a avalanche real dele, ou a possibilidade de conflito, mas ter estado mais interessado e concentrado em resolver o conflito, e o funcionamento dele.


Já fostes todos expostos a muita informação junto de mim para agora poderem ver por vós próprios, sem se deixarem agitar facilmente; Mas, conforme expressei na nossa última sessão privada, quando me pronunciei acerca do Kasha, eu expliquei-vos que o foco do Kasha o tinha deixado numa “zona de perigo”. Também vos disse para repararem e para não fazerem caso dessa situação, por também servir de prelúdio para esses sonhos e ligações. Algumas pessoas acreditam ter entrado em contacto com uma essência, ou o que dizem poder ser uma entidade, por sentirem estar a perceber energia física. Existe uma diferença entre sensação de energia física, do vosso ponto de vista psicológico, e não do vosso foco físico, nem da essência, nem de uns para os outros, não haverão de experimentar esse tipo de ligação espantosa com outra essência; o que constitui um elemento psicológico fabricado que satisfaz a necessidade de ligação, que uma pessoa parece não ter a capacidade de fazer no foco físico. Parecem ser muito abertos e magnânimos na aceitação, e na realidade encontram-se bastante bloqueados e fechados em razão do medo. Esses dois indivíduos, a Catherine e o Kasha criaram uma situação de bloquei com base no medo, coisa que tenho vindo a dizer faz imenso tempo.


Tu, ao estabeleceres contacto e ao te abrires e expandires, percebeste na tua consciência física um novo conhecimento de informação. Por isso, estendo-te um enorme reconhecimento por tal feito. Além disso, ao sentires na nossa área regional 2 que o Michael devia ter conhecimento disso, projectaste-lhe uma imagem de ligação que ele não conseguiu decifrar, mas que estava ciente o suficiente para distinguir tanto o calor como o frio, e as vossas pedras. Na nossa última sessão referi que, à medida que progrides com a interacção que tens no teu estado do sonho, eu estaria disponível para interpretar alguns sonhos. O que expressa, de forma bem evidente e altissonante, entre ti, e tu também, (para o Ron) o enfoque que exerceis no sonho, pelo que parece a altura apropriada para que eu interprete a interacção que tiveste com o teu primeiro sonho; o que também representa um reconhecimento da tua expressão de dar seguimento à experiência do estado do sono, sem ser aquilo a que estais habituados, e pelo esforço que mostrastes em vos ligardes a despeito do facto de não estarem de acordo com o Elias. O meu reconhecimento destinou-se a dar-vos conta de uma interpretação. Haveis de ver, no futuro, que muitos dos vossos sonhos poderão parecer estranhos, ou inconsequentes, ou mesmo uma tolice, mas muitos deles falam-vos em termos simbólicos. Apenas não compreendeis a sua interpretação.


Além disto, vou-me focar no nosso jogo. (Pausa) esta noite desejamos que o Elias leia as nossas mentes, de modo que assim será! (Com sentido de humor) Por isso, em primeiro lugar, para vos deixar na expectativa, vou expressar o meu reconhecimento à Shynla, por ela ainda não ter obtido um ponto, mas eu estar perfeitamente ciente das tentativas que empreende e podeis dizer-lhe, por ela ainda não conseguir dar-me ouvidos, que ela se encontra próximo. Vou igualmente alterar a minha regra do jogo, apenas por uma sessão, por entender que o meu jogo venha a compreender um ponto apenas por sessão para cada indivíduo em sessões futuras, mas por causa dos enormes esforços evidenciados pelos nossos presentes no sentido de estabelecer ligação, o Lawrence e a Elizabeth. Também vou atribuir um ponto à Elizabeth por causa da essência feminina. Vou igualmente referir um ponto ao Lawrence por ter obtido o nome correcto Miranda.


Vou também dizer à Elizabeth que o nosso jogo de estabelecer ligação não é tão sério que precises permitir-te ficar chateada, conforme o fizeste ontem à noite, ao sentires que não “ganhas”, por já teres ganho. Tu estabeleceste a ligação. E eu devia igualmente estar ciente de que a ligação do Lawrence empregava automaticamente o Michael, mesmo na pressão da energia que imprimiu a outro indivíduo. O Michael, com toda a probabilidade também estabelecerá uma ligação, por elas se encontrarem tão ligadas. O que não minimiza a ligação que estabeleceste. Não só eu reconheço a tentativa que promoveste e o resultado, como também o teu desejo. (Pausa) Desejareis perguntar mais alguma coisa, para além de o fazerem ao Tabuleiro Ouija? Já estais cientes de que eu não vos falo por intermédio de um tabuleiro. Eu posso falar por mim próprio sem o uso de qualquer parafernália.


ELIZ: A minha mãe e o Lawrence disseram ter visto, verão, que vêm pessoas, mas elas não estão verdadeiramente presentes.


ELIAS: (Inclinando-se na direcção da Elizabeth) E tu desejarias que se encontrassem trancadas agora? (Riso) Isso não é lá muito “normal”! (A sorrir) Na verdade eles estão a ver essências, o que constitui uma ocorrência natural no processo de expansão; também representa uma ocorrência que podem não compreender na globalidade ou identificar, e o Lawrence é mais receptivo a isso de ver as essências do que o Michael. O Michael, embora ligue muito, ainda se encontra muito focado na lógica, e é muito rápido a racionalizar, embora eu também vá reconhecer isso, o facto de ele estar a expandir-se e estar a aceitar mais acontecimentos pouco usuais; essa essência é a mesma com quem o Lawrence estabeleceu contacto, ao tornar a sua presença notada em termos físicos. Muito vistoso, devo dizer! (Com uma indignação bem-humorada) Embora todos nós tenhamos as nossas peculiaridades! (Riso)


VICKI: Tu realmente chamaste a minha atenção com aquilo do sonho!


ELIAS: Eu tinha a intenção de o conseguir. (Risada)


VICKI: Haverá alguma vulnerabilidade específica de que precise ter consciência?


ELIAS: No teu caso?


VICKI: Eu pensava mais no caso do Michael.


ELIAS: Essa é uma expressão mais realista. Dir-te-ei que nessa ligação que os dois tendes, tu és mais forte no foco do que o Michael. Nesse sentido, não quero dizer que o Michael seja menos forte ou carente em termos de vontade ou de desejo, mas que tu tens um elemento mais forte de fixação, de ligação à terra, por isso constituir um elemento que tu possuis mais, nesta separação da essência. Por isso consegues estabelecer ligação na essência, e também consegues aceitar, e sentir-te segura quanto a isso. O Michael, por outro lado, possui, conforme referi anteriormente, o aspecto mais volúvel da personalidade. Esse aspecto não tem que ver com a racionalidade ou a inteligência. Esse aspecto tem que ver com as influências; o Michael, em certa medida mais do que o Lawrence, sente o problema da responsabilidade pessoal. Por isso, esta situação que eu incorporo muitas vezes gera conflito nele.


Dir-te-ei que a visita que fizeste ao Peter esta tarde servirá de exemplo. O Lawrence, ao ter os pés na terra e ao ter noção da ligação com verdade, foi muito indiferente quanto à informação fornecida pela tia do Peter. O Michael não estava a emitir uma opinião, pela razão que isso te atingiu no Michael refere como “pontadas”. As crenças de um outro indivíduo foram afectadas, coisa por que o Michael se sentiu pessoalmente responsável. Ele vacila muito em relação a essa questão. O que não é invulgar. Ele não tem qualquer quadro de referência, na verdade, em relação aos outros indivíduos que estiveram envolvidos nesse fenómeno. Por conseguinte, ele acredita que eles aceitem bastante e que sejam sempre prestativos. Ele não entende que todas as pessoas que manifestam acordo quanto a este tipo de fenómeno experimentam o mesmo tipo de vacilação.


Precisas entender que não obstante a medida de expansão em que te creias encontrar, ainda estás a ir de encontro às crenças oficiais estabelecidas, e também contra as crenças oficiais estabelecidas em ti, ainda que reduzidas. Por isso, o Michael, ao ser igual aos outros envolvidos neste fenómeno, passa por alturas em que não tem certeza, e deseja interromper. Eventualmente, isso passará. Eventualmente, a informação que eu facilito será igualmente considerada pelo Michael, e el sentir-se-á mais confortável. Esta é uma experiência muito recente, e ele tenta comparar-se com um indivíduo que não veio a público com a informação deste fenómeno até ele ter sido utilizado por três dos vossos anos. E o Michael só ainda só tem uns quantos meses.


Além disso, com respeito ao sonho que tiveste de natureza precognitiva, isso iria naturalmente, no estado de vacilação em que se encontra, criar conflito, por ele não desejar conflito a ninguém, ou sentir responsabilidade por perturbar as crenças dos outros. Esse sonho engloba conflito. O que não representa o fim do mundo! (A sorrir) Também representa, conforme eu disse, uma expressão de percepção em antecedência destinada à compreensão e ao preparo, desse modo reduzindo conflito futuro ou expressão emocional.


Nessa medida, vou-te dizer, com respeito à preocupação que sentes, que o Michael poderá igualmente ser lembrado que, como outros indivíduos envolvidos neste fenómeno possuíam elementos de auxílio em torno de si, também ele tem. Ocasionalmente ele sente-se receoso, que esta possa ser uma fidelização temporária. Vou-lhe recordar, por ele ir constatar nesta cassete; não se trata de um caso de fidelização passível de mudar. Este é o caso de uma ligação de essências, que se estende muito para além do foco físico, e que não é tão frágil quanto a fidelização do foco físico. (Pausa)


VICKI: Esta noite parecias diferente. Serei eu, ou serás tu?


ELIAS: (A sorrir) Dir-vos-ei a ambos. Vós incorporais uma consciência muito mais ampla agora do que incorporáveis no passado. Haveis de me começar a ver de uma forma diferente, por poderdes começar a perceber-me de uma forma mais realista do que antes. (Pausa) (5) Mas vou perguntar ao Lawrence, quão perspicaz terá quanto à energia que lhe foi endereçada agora?


VICKI: Muito séria.


ELIAS: E que mais?


VICKI: Muito carinhosa.


ELIAS: Muito bem! (A sorrir)


VICKI: E, impressionante. (6)


ELIAS: Desejareis mais informação, esta noite?


VICKI: Creio que conseguiste fazer um excelente trabalho ao me calares a boca, esta noite!


ELIAS: Eu sou excelente nisso, não? (Risada)


VICKI: És! (A rir)


ELIAS: Se eu tivesse um enfoque orgulhoso, diria estar orgulhoso de mim próprio! Confio que vos tenha dado bem que pensar por esta noite, neste nosso pequeno período de tempo.


VICKI: Bastante mesmo. Obrigado.


ELIAS: Vou-se desculpar e permitir que a ligação que estavam a ter com o Michel continue, e podes ir deitar o Ron. Eu sempre exerço o mesmo efeito nele! (A sorrir) (7) Dou-vos o meu adeus.


VICKI: Au revoir.


Elias parte às 10:14 da noite


NOTAS:


(1) O Elias esta noite chegou muito rápido, em cerca de dez segundos.


(2) Eu tinha vindo a acordar todas as manhãs, há duas semanas, escutando uma melodia que não conseguis identificar. No fim-de-semana antes desta sessão, finalmente consegui identificar essa canção após a ter escutado no emprego. No dia anterior à sessão, tinha comprado a canção, e por fim obtive uma oportunidade de a ouvir. A música chama-se One Promise Too Late, cantada pela Reba McEntire.


(3) Directamente após as palavras “interacção com outra essência,” o Jack saltou para a mesa e posicionou-se, cara-a-cara, com o Elias.


(4) Incluído na compra da canção que tivera feito havia cinco livros. Dois deles não só não passaram no scan, na verificação, como também não apareceram no meu computador. Ambos eram livros do Seth. O comentário do vendedor, ao final dos trinta minutos de provação foi: “Esses livros não querem mesmo fazer parte do sistema!”


(5) A observação que a Mary fez: Esta pequena parte que o Elias disse foi tão baixinho que pareceu emanar algum tipo de energia carinhosa que tinha percebido da sua parte certa vez antes, mas que não consigo bem recordar quando tenha sido. Voltei de novo a vislumbrar um raro mas familiar olhar que é bastante cativante.


(6) Observação da Vicki: Obtive um verdadeiro sentido do quão verdadeiramente espantoso este fenómeno realmente é, e mais, do quão o Elias realmente é espantoso, e mesmo mais, do quão formidável toda a essência é. Realmente não fazemos a menor ideia do quão vasta e do quão importante, ou do quão carinhosa a essência realmente é! Caramba!


(7) Tanto o Ron quanto a Elizabeth adormeceram durante a maior parte desta sessão, durante a qual me interroguei como poderiam fazer semelhante coisa quando o Elias se revela tão cativo. Não é entendimento meu que o Elias tenha orquestrado tal coisa, tal como o terá feito várias vezes antes.


A pedido da Mary, vou incluir uma breve descrição de cada um dos sonhos. O sonho que eu tive, tirado das notas que rabisquei, começara com uma aventura Africana. Eu sei que a Debbie e a Cathy se achavam presentes, e possivelmente a Mary, o Ron, a Jo, e a Elizabeth.


Pernoitava-mos em cabanas primitivas Africanas, mas todas tinham excelentes lareiras compostas de pedras lisas e cinzentas que pareciam polidas. Recordo de olhar para aquelas pedras, e de me questionar de como tinham conseguido encaixá-las de forma tão perfeita. Também recordo pensar como a lareira era a única coisa que tínhamos para nos aquecermos, o que era estranho por também ter tido consciência de nos encontrarmos num clima muito quente. Isso foi reforçado por uma lembrança de uma interacção que tive com o namorado da Cathy, durante a qual ela ria, por as acções que estava a levar a cabo tornavam óbvio o facto de eu ter odor de transpiração e mau hálito.


O senário era o de estarmos a abandonar as cabanas em pequenos grupos por vários dias de cada vez, e de pois estarmos de volta para nos reagruparmos e limparmos tudo. Havia um negro que era o “mau da fita” e um homem branco que era o “herói”. Sentíamo-nos preocupadas por a Debbie estar a tomar o partido do negro, sem que nenhum de nós conseguisse compreender porquê. Parecia que ela se tinha voltado para nós. De algum modo, descobrira que o branco nos enganara, e percebi que o negro se tinha esforçado por expor a trapaça que o branco cometera, e que a Debbie tinha sido instrumental no auxílio que lhe dera.


No final do sonho, todos estávamos a rir do quão na perfeição a Debbie tinha desempenhado o seu papel, e do quão doce ela era, de novo a pequena Debbie. Todos nos sentíamos agradecidos do perigo em que ela se tinha colocado em benefício de nós os quatro.


O sonho do Ron foi muito breve, e aparentemente sem ligação com o meu. Ele enfrentava uma iminente avalancha de neve, mas achava-se preocupado com isso. Ele concentrava-se num kit de sobrevivência, que el sabia ter desenvolvido.


O sonho da Mary foi igualmente breve. Ele teve uma visualização das pedras como sendo parte de um objecto alto e não identificado que tinha uma forma afunilada no topo. Pensou por breves instantes que tal objecto pudesse ser uma lareira, mas descartou a ideia por ter tido uma impressão de frio. As pedras dela também pareceram ser polidas, e encaixar-se na perfeição.


©1995 Mary Ennis / Vicki Pendley. Todos os Direitos Reservados.


O MATERIAL ELIAS