segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

“EXPRESSÕES DE OPOSIÇÃO”





“A EXPRESSÃO DE ACEITAÇÃO DA DIFERENÇA”
“PERCEBENDO O TIPO DE ENERGIA QUE PROJECTAM”

Sessão 1904 (EXCERTO)

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006

Participantes: Mary (Michael) e Tom (Malhai)

Tradução: Amadeu Duarte

...

TOM: Então todas as impressões dela estão acertadas. (O Elias ri) Ela é muito boa nisso. (Ri) Para qual me deverei voltar? Ela tem uma outra. Muito embora a Ionna e a Dale gostem uma da outra, elas sentem uma certa distância entre ela, e a Dale disso à Ionna que se sentia ameaçada por ela, e senti que isso possa estar relacionado com a expressão a que a Ionna se permitiu. Poderás dar alguma ideia acerca disso e da distância que se criou entre cada uma?

ELIAS: Isso assenta numa questão de diferenças e um tanto na falta de compreensão do que a acção da aceitação das diferenças representa, e a confusão entre a expressão pessoal com o facto de não prestarem uma atenção clara ao tipo de energia que está a ser projectado e os julgamentos que estão a ser projectados. Isso envolve a verdade do indivíduo e as diferenças que as caracterizam, assim como a expressão de julgamento mais da parte da Jene (Dale).

TOM: Muito bem.

ELIAS: E nessa medida, ela ainda não está completamente certa quanto à expressão da aceitação da diferença.


Tal como afirmei, não é preciso estar de acordo com outra pessoa, nem é necessário gostar das escolhas ou das expressões de outra pessoa para as aceitarem, mas também, aquilo a que não presta atenção é à energia de oposição, porquanto o que não está a ser produzida é uma cooperação.


O acordo e o agrado não têm que ver necessariamente com a cooperação nem a aceitação, mas com base na cooperação, isso gera um tipo de interacção muito diferente, que evita o conflito. Mas se o indivíduo não tiver uma percepção clara a energia, pode facilmente projectar oposição e desse modo criar conflito e criar o reflexo dessa oposição. Essa é a razão por que é importante que cada pessoa preste atenção a si mesma e ao que efectivamente está a fazer.


Nessa medida, os desacordos nem sempre geram conflito. Depende de cada um e do tipo de energia que projecta e das associações que cria relativamente àquilo com que não concorde. Caso o indivíduo preste atenção a si mesmo, poderá reconhecer poder estar a gerar um tipo qualquer de ameaça em associação com o que o outro esteja a expressar. Essa ameaça não será expressada pelo outro, mas ganha expressão em si mesmo. E isso é o que precisa ser abordado.


Além disso, por vezes as pessoas adoptam a expressão de tentar instruir ou corrigir, mas isso gera igualmente uma forte corrente de energia de oposição.


Conforme disse recentemente junto de várias pessoas, existem muitíssimas expressões de oposição. Mas, se quiser evitar o conflito, torna-se significativo que o indivíduo reconheça aquilo que gera uma energia de oposição. Nessa medida, as expectativas geram oposição, atitude de defesa, concordância, compromisso, a tendência para instruir, responsabilidade pessoal, dúvida. Existem muitas expressões que podem criar uma energia de oposição. A frustração cria uma energia de oposição.                          

TOM: Interessante.

ELIAS: E se não tiverem consciência da energia que produzirem e da forma como a projectam, poderão na verdade perpetuar essa energia que não quereis, por a oposição ser facilmente alimentada. E facilmente se move para um ciclo.

A razão por que facilmente se pode perpetuar deve-se a que a energia de oposição bloqueie a via da comunicação da imaginação. A imaginação fornece à pessoa inspiração e uma via criativa que provenha soluções para os desafios. Mas a energia de oposição bloqueia isso, e por isso, gera um ciclo em que o indivíduo pode facilmente criar mais expressões de energia de oposição, por não estar a proporcionar respostas a si mesmo, por deixar de prestar atenção a ele próprio para além desse ciclo de oposição, e isso cria um tipo de carrossel, que se perpetua.


Se uma pessoa se permitir genuinamente deter-se e prestar atenção a si mesma, e afastar temporariamente o outro da situação, e afastando todo e qualquer elemento da participação que esse outro indivíduo tenha a ponto dele ficar entregue a si mesmo a fim de examinar o que ele próprio esteja a fazer, em vez de andar para a frente e para trás em associação com o que o outro está a fazer e o que ele próprio está a fazer, - coisa que consigo admitir ser um enorme desafio, por constituir um território estranho, e a maioria das pessoas ainda não praticam uma presença plena e genuína e consciente e prestar atenção à sua energia a cada instante do dia.

TOM: A maioria de nós ainda age automaticamente.

ELIAS: Pois. E com isso, muitas vezes, como as pessoas não prestam uma atenção plena ao que fazem, mas em vez disso reagem e respondem em associação com outra pessoa ou situação, não têm noção da energia que geram e da forma como é expressada e acolhida.

TOM: Bom, isso consigo entender. É similar ao que estavas a dizer... e mais ou menos parte da razão do que ia perguntar em relação a esse determinado ciclo em que determinadas áreas parecem ser recreadas. Ficamos a saber tudo acerca da forma como criamos e coisas assim, e em tantas áreas é tão simples, mas há determinadas áreas que parecem repetir-se uma e outra vez, e isso deve-se à energia dessas áreas.

ELIAS: Exacto. Presentemente, e na maioria dos casos, as pessoas compreendem esses conceitos de uma forma intelectual, mas não os compreendem necessariamente com clareza nem em termos experimentais.

TOM: Isso também sou capaz de constatar. Parece muito fácil de pôr em acção. Quero dizer, a energia é algo que é tão... é o que fazemos todos os dias. Quero dizer, é algo que parece completamente natural e fácil. É natural. Parece acessível. Estou a tentar evitar o termo “controlo”, por realmente não existir controlo; existe apenas uma direcção.

ELIAS: Eu estou a entender. Mas por mais fácil que pareça intelectualmente, é mais fácil pôr em piloto automático. E pode tornar-se tão fácil ter consciência da energia que gerais a cada instante quanto dar expressão ao piloto automático, mas dar início a isso pode representar um desafio e tanto, por não ser habitual.

TOM: Ah, em definitivo.

ELIAS: Terás noção da energia que produzes ao abrir uma porta? Terás noção da energia que expressas caso estejas a fazer uma sandes? Terás consciência do tipo de energia que expressas ao lavares os pratos?

TOM: Compreendo que ninguém realmente encara as coisas mundanas como a energia que expressamos.

ELIAS: Algumas pessoas fazem-no. Não muitas, mas há alguns indivíduos que se movem nessa direcção e que geram essa consciência e que prestam atenção. Mas nesse sentido, conforme previamente declarei, a questão assenta no facto de que produzis acções repetidas a cada dia de carácter mundano em cuja prática não incorporais qualquer pensamento; simplesmente praticam-nos. E muitas dessas acções que empreendem repetidamente a cada dia representam a mesma energia que produz eventos de desconforto que ocorrem, ou que geram conflito, ou que são causa de perturbação e que não quereis.


Recentemente, expressei um tipo de analogia a outro indivíduo respeitante a isto. A cada dia, cada um de vós, para falar em termos figurativos, puxa para o seu lado um contentor suficientemente grande, e toda a vez que empreenderem uma dessas pequenas e irrisórias acções mundanas, que na percepção que tiverem não requeiram pensar, poderão introduzir essa energia nesse contentor que trazem a vosso lado ao longo do vosso dia. Continuam a colocar essa energia nesse contentor um e outra vez durante um certo tempo. Eventualmente, o contentor começará a transbordar. Nessa altura, voltais-vos e notais, e criam uma acção ou um acontecimento qualquer que corresponda a toda a energia que tenha sido colocada nesse contentor. E produzis uma perturbação significativa na vossa experiência, uma que venha a ser confusa e depreciativa ou fonte de desconforto ou de conflito. Criam um tipo de projecção concentrada de energia que corresponda toda essa energia contida. Mas se prestarem atenção, a cada dia, e tiverem consciência da energia, e do modo como flutua, de uma forma muito ligeira nas diferentes acções que incorporais, e se tiverem noção do que motiva cada acção que empreendeis, isso proporcionar-vos-á um indicador do tipo de energia que estais a projectar.


A título de exemplo, se empreenderes o acto de fazer uma sandes, e estiveres especificamente a construir a sandes, e a criares de uma forma consistente da mesma maneira toda a vez que a criares, que te motivará a isso? O que poderá motivar isso é a associação com a estrutura ou uma maneira correcta de fazer uma sandes, e uma maneira incorrecta de criar a sandes. Não pensas nessas associações, mas estarás a criá-las. Por isso, estarás igualmente a gerar um tipo particular de energia, que poderá ser estruturada; poderá ser um tanto rígida e inflexível.


E nessa medida, poderá igualmente subsistir uma forma de juízo subjacente, que será aceite, por se enquadrar na preferência que tens, e mesmo o acto de criar uma sanduíche pode representar um acto associado a uma das tuas verdades, a uma das linhas de orientação de como te comportares e das escolhas que geras, e das directrizes que te assistem à forma como crias. Mas como com todas as tuas directrizes e todas as tuas verdades, também atribuis um “certo” e um “errado”, o que também é aceite, por representar um “certo” e um “errado” para ti. Por conseguinte, é a directriz por que te orientas, por te orientar no sentido que preferes e por que te expressarás, mas não se aplica necessariamente a nenhum outro indivíduo, e as verdades e directrizes deles serem igualmente tão reais quanto as tuas.


Nessa medida, não é necessário concordar com as directrizes deles ou com as verdades que defendem ou com a forma como se expressam ou comportam, mas ao deixares de reconhecer a tua energia e a forma como estiver a ser expressada, facilmente poderás projectar essa oposição. Ao criares a sanduiche sem teres consciência da motivação por detrás da forma como a crias, poerás estar a colocar energia no teu contentor da rigidez e do juízo e da oposição. Poderá ainda não estar a obter expressão em associação com os outros, mas está a ser contida e eventualmente, todos esses pequenos actos mundanos que produzem determinados tipos de energia de que não terás consciência se tornarão numa fonte de quebra significativa na tua experiência, e uma que, geralmente falando, não desejarás. Ao passo que se tiveres consciência, poderás começar a esvaziar o contentor sem compensares a energia contida nele, pois se estiveres ciente do tipo de energia que projectares a cada instante, poderás fazer uso da liberdade de escolha. Caso estejas a expressar uma energia de oposição poderás optar por parar. Poderás escolher alterar isso. Mas se não tiveres noção do que estiveres a fazer não poderás proporcionar a ti próprio essa liberdade de escolha.

TOM: Interessante. Então, mesmo em meio a pequenas acções de carácter mundano as coisas podem acumular numa repetição de criação daquilo que não queremos, e que nem sequer parecerá estar relacionado, mas está relacionado com a energia que projectamos.

ELIAS: Correcto.

TOM: Então, (Inaudível) está sempre relacionado com dinheiro, por o dinheiro aqui parecer representar a liberdade. O dinheiro representa uma energia que, caso se encontre em falta, se deverá à projecção de energia.

ELIAS: Correcto.

TOM: Interessante. Isso é bem interessante, e explica muita coisa. Mas é claro que sempre o fazes. (O Elias ri) Isso é...

ELIAS: O desafio que isso representa, meu amigo, está no facto das pessoas acolherem esta informação e perceberem a simplicidade de que se reveste e a compreenderem intelectualmente, mas não a implementarem em termos experienciais.


TOM: Estás a afirmar que eu não o faço?

ELIAS: Eu estou a dizer que a maioria não a implementa em termos experimentais. Só em certa medida, mas apenas em parte. Não chega a ser expressada por uma atenção genuína a cada instante, e por vezes, as pessoas nem chegam a definir com clareza qual seja a sua energia ou como percebê-la. Eu posso dizer-te, conforme já estarás ciente, que uma forma por que poderás prover um forte indicador da tua energia é prestando atenção à consciência do teu corpo físico, por a cosnciência do teu corpo imediata e automaticamente gerar uma resposta ao tipo de energia que estiveres a projectar.

TOM: Ah, absolutamente. E se projectarmos uma determinada energia, encontra formas de rejeitar isso, de modo que aparece uma criação quase instantânea.

ELIAS: Pois.

TOM: Porque mesmo a minha situação não estava presente há vários meses atrás no meu organismo, (Inaudível) o que criei no mês passado.

ELIAS: Correcto.

TOM: E de facto notei estar a usar a energia de determinadas formas que realmente não tinha intenção de forma consciente, (ri), mas ainda assim eu estava. É realmente fácil dizer que conscientemente não... que não estamos cientes, mas estamos.

ELIAS: Eu estou a compreender. E isso, uma vez mais, constitui um outro exemplo desse contentor figurativo e da criação de uma correspondência de toda essa energia a uma explosão.

...

O MATERIAL ELIAS