sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

EXPECTATIVAS NO RELACIONAMENTO




EXPECTATIVAS NO RELACIONAMENTO

Sessão 1848
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2005 (Privada/em Pessoa)
Participantes: Mary (Michael) e Sabine (Sariah)

Tradução: Amadeu Duarte

(Tempo de chegado do Elias: 24 segundos)

ELIAS: Bom dia!

SABINE: Ah, bom dia!

ELIAS: Sê bem-vinda!

SABINE: Sê bem-vindo! Obrigado!

ELIAS: Bom, de que vamos falar?

SABINE: De que vamos falar? Essa é a pergunta que me coloco o tempo todo, e coloco-ta a ti. Sei que percebes que obtenho a resposta de imediato, de modo que não resta quase nada; mas devia ser agradável ter algo na gravação que se pudesse ouvir, e essa é a razão por que me encontro aqui sentada. Tenho alguns problemas, e talvez comece pela frase mais apreciada que surgiu ultimamente, que é: “O Paraíso não será chato sem merdas?” Quero ouvir-me a mim própria a dizer isso na gravação! (Ambos riem)


Eu gostava de saber se possivelmente poderei proferir aquelas outras frases também. A primeira data de dois ou três anos atrás; não me lembro. Esta é a tradução: “Se conhecêssemos a verdade brotariam maravilhas das mágoas.” Este ano tornou-se mais pequena. Falei com uma amiga, a Chris, e o que saiu foi: “Brotam maravilhas das mágoas,” e eu adoro isso. Eu sabia estar no processo de experimentar isso. Surgiu um monte de feridas e de dificuldades, lágrimas e sofrimento. Depois senti-me melhor com o exercício de equilíbrio a que procedi e com o facto de ter conversado contigo. Quando me sentia aterrorizada de morte, foi como se tivesse uma sessão. Obtive as respostas. Depois, numa certa manhã, escrevi num enorme pedaço de papel: “Acontecem merdas. Ponto final. Que aborrecido não seria o paraíso sem elas!” Mas tudo estava bem. Senti-me bem. Agora sei, e escrevo isso em postais e envio-os por toda a Alemanha: “O Paraíso não será aborrecido sem merdas?” (Ambos riem) É nessa que me encontro. (Pausa) Não quererás fazer nenhum comentário? Tudo bem. (O Elias ri)

Para que fique registado, Sariah, é o meu nome?

ELIAS: Da essência?

SABINE: Sim.

ELIAS: É.

SABINE: Shariah ou Sariah?

ELIAS: Sariah.


SABINE: Tumold/Sumari?

ELIAS: Correcto.

SABINE: Orientação, soft?

ELIAS: Correcto.

SABINE: A cor básica é o vermelho, quase negro?

ELIAS: É, crimson escuro.

SABINE: Crimson escuro? Jamais ouvi falar nisso, mas posso descobri-lo em algum sítio. E a cor actual assemelha-se à turquesa, ao azul esverdeado? Essa é a razão porque coloquei estes brincos.

ELIAS: É.

SABINE: Talvez comece por um problema relacionado com um relacionamento, que creio compreender por termos conversado sobre ele, mas ainda ter um tipo de sensação esquisita. Já falei sobre ela com a Lynda na noite passada, mas ela não estava muita certa se esse problema brotaria de mim ou da outra pessoa.


De modo que gostaria de conversar sobre o relacionamento que tenho com o Chris. Quero começar pela altura em que nos conhecemos, quando me deparei com este tipo. Vim onde ele vivia e fiquei lá, e a primeira coisa que surgiu em mim foi: “Saba.” Conversei com uma amiga e o que saiu foi: “Rainha do Sabá,” e eu tive a impressão de que ele seria o meu Salomão. Li a lenda desses dois personagens, e pensei que pudesse haver alguma coisa. Ele comportava-se de um jeito que não apreciei quando surge, mas sempre acontece que penso que ele é a pessoa mais sensata do mundo, por o que ele me faz me levar mais à frente. De modo que me forcei a abandonar o apartamento dele, e ele nunca mais falou comigo de novo. Escrevi-lhe vários mais sem esperar que respondesse. Mas ainda assim, creio que estava à espera. Estava à espera e estava a pressionar, mas não fui capaz de lidar com isso de uma forma diferente. Enviei-lhe um bilhete para vir comigo ao Vermont. Até ao último instante, até perguntar à hospedeira de bordo se o Sr. K. estaria no avião, não tinha a certeza se estaria ou não. Fiquei aliviada quando ela disse que não. Agora sei que tenho que fazer esta viagem sozinha, a fim de tratar de me conhecer melhor, e sem mais ninguém. Esse é o ponto de vista que tenho.

Por outro lado, teremos este foco do Holderlin a decorrer? Isso ainda estará a influenciar?

ELIAS: Não.

SABINE: Não está. Existirá mais algum outro foco? Creio que o conheço à centenas, à centenas de anos, e que já estivemos casados antes.

ELIAS: Já.

SABINE: Não estou certa se só nos teremos conhecido ao nos vermos um ao outro uma vez neste foco, e se voltaremos a ter um outro foco novamente juntos, mas desta vez aconteceu, não o voltarei a ver neste foco de novo – o que me faz sentir verdadeiramente triste – ou se existirá alguma outra possibilidade de um relacionamento com ele que possa aguentar, quando for conveniente para ele. Por ele me ter dito que sentia a garganta – não sei como dizer isso em Inglês – sente a garganta ameaçada quando ando ao redor. Quererás fazer o favor de dizer alguma coisa?

ELIAS: Antes de mais, vós atraís pessoas a vós propositadamente, e atraís indivíduos específicos em qualquer altura que reflictam com precisão aquilo que estiverdes a expressar, o que estiverdes a expressar em termos de energia. Ao reconhecerem isso, apresentais a vós próprios a oportunidade de vos familiarizardes de uma forma mais íntima convosco próprios e com o tipo de energia que expressais.


As pessoas experimentam a sensação de ameaça caso recebam uma energia de expectativa da parte dos outros. A expectativa apresenta automaticamente uma energia de ameaça. Por isso, e para falar em termos gerais, a maioria das pessoas produz respostas automáticas em relação a esse tipo de energia e de pressão, e expressam uma energia de oposição de inconformidade. Dependendo do tipo de energia que estiverem a projectar, essa oposição poderá ser mais forte ou menos forte. Está associado ao que estiverem a expressar. O mais importante é: reconhecermos e familiarizarmo-nos connosco próprios, com as nossas preferências, com as directrizes por que nos regemos, com aquilo que queremos.


Vós criais toda a vossa realidade, mesmo em associação com os outros. Por isso, ao expressardes clareza naquilo que quereis, criais isso. Posso dizer-te que é possível criar um relacionamento com esse indivíduo, mas isso depende de ti e do facto de produzires clareza em meio àquilo que queres. Quando te digo: “Clareza em meio àquilo que queres,” não estou a expressar o que queres da parte do indivíduo. Porque se estiveres a avançar na direcção do que queres da parte dele, estarás a expressar expectativa.


Em vez disso, o que te estou a dizer é que identifiques o que queres expressar, o tipo de energia que queres produzir: que apresente uma energia de livre expressão de ti própria por várias maneiras diferentes associadas às tuas preferências e produza uma energia de cooperação, de estima e de cooperação; não de comprometimento, nem de competição, nem de aquiescência, mas que produza igualmente apreço pelas directrizes do outro como fazes em relação às tuas, atendo-te às tuas próprias, atendo-te às tuas próprias verdades, e com conhecimento de estarem associadas às preferências que tens, e por conseguinte, não são alvo de comprometimento mas também não servem de oposição às directrizes do outro. Nessa medida, se estiveres genuinamente a projectar uma energia de apreço por ti, isso automaticamente te alterará a energia, e esse tipo de energia tornar-se-á tranquilizante e atractivo. As pessoas são automaticamente atraídas para um tipo qualquer de energia de valorização.



Também é significativo, na descoberta daquilo que queres, produzir clareza, e compreender o que motiva um determinado querer. Porque por vezes as pessoas pensam querer uma manifestação particular, e isso ser influenciado por certas crenças que têm ou certos problemas que possam estar a expressar. Uma pessoa pode estar a produzir um problema associado à confiança e provocar uma luta dentro de si mesmas, e nessa luta, podem conduzir-se a uma outra pessoa que lhe reflectirá a luta que está a vivenciar. Pode pensar querer ter um relacionamento com o indivíduo, por se sentir atraída pelo reflexo, mas também não. Sente-se atraída pelo próprio reflexo, mas também se sente repelida. Por isso se instaura luta no relacionamento, e existe conflito e oposição. Mas mesmo esse conflito e oposição reforçam o problema da pessoa e essa é a razão por que produz isso.

SABINE: Poderei perguntar uma coisa?

ELIAS: Podes.

SABINE: Será isso que está contido nesta frase que este homem me escreveu? "Sinto-me perdido contigo; não me sinto mais quem sou. Parece agradável, mas também perigoso." Terá sido isso que aconteceu mais tarde, o facto de ter procurado controlar-se de novo, e isso terá provocado estas interrupções, e essas coisas terão sucedido quando não tinha ideia do que estava a ocorrer, e no fim, acabei por me desconsiderar, e isso arremeteu-me para fora da casa dele?

ELIAS: Foi. Mas o que foi significativo foi permitires-te reconhecer o que estavas a fazer em ti mesma e a falta de clareza e a incerteza que sentias em ti mesma.

SABINE: Isso serviu de espelho.

ELIAS: Ao gerares essa incerteza, em vez de te retraíres em ti mesma, o que projectaste foi uma forte energia de defesa. A energia de defesa constitui sempre uma oposição. Por isso, o facto de te escudares e de projectares essa energia de defesa intensa projecta uma energia de oposição, independentemente do que pensares. A energia que projectas é uma de oposição, e essa é a razão porque o outro indivíduo recua. Por isso se tornar enorme factor de ameaça, e pode mesmo parecer sufocante ao outro indivíduo.

SABINE: Não conheço o termo “sufocante.” Poderás explicar-mo?

ELIAS: Deixar de gozar da faculdade de respirar.

SABINE: Ah, pois. A minha mãe não consegue respirar — a razão será a mesma?

ELIAS: Asfixia. Não literalmente, a pessoa não terá literalmente essa sensação física, mas poderá dizer-te que passa por um tipo de sensação como se estivesse a ser asfixiada ou estrangulada.


É importante ter consciência da própria apreensão que sentes, dos teus próprios medos, das tuas próprias hesitações, por isso serem expressões de estares a desconsiderar-te a ti própria. Quando vos desconsiderais a vós próprios criais situações em que conduzis certas pessoas específicas a vós que também vos desconsiderarão a fim de reflectirem aquilo que fazeis. Mas também é bastante propositado, por isso vos facultar a capacidade de saberem o que estão a fazer. Se tiverem noção disso, poderão alterá-lo. Se não tiverem, como o poderão fazer? Por isso, é benéfico, embora possa não ser confortável.

SABINE: Sim. É bastante interessante que após ter deixado o avião passados uns dez dias e após uma noite em que não ainda não tinha lá chegado, esta viagem se tenha tornado num milagre. Foi como se me tivessem começado a acontecer maravilhas, e esta dor decorrente da beleza percebida e do facto de estar aqui e de conhecer pessoas, não tinha passado por esse tipo de bem-estar... Ultimamente tenho estado muito tranquila, durante as últimas seis semanas que passei na Alemanha, e senti apreço e reconhecimento por mim mesma por me ter saído muito bem. Esta questão de ter clareza quanto àquilo que quero, isso foi sempre uma dificuldade desde os meus três, quatro, cinco, toda a minha vida. Foi um problema quando deixei a minha cidade-natal em Maio, por ter percebido que dava uma oportunidade a toda a gente, permissão para fazerem aquilo que quisesse, mas eu não o fazia. Desse modo, comecei. Comecei e isso tornou-se num processo.


Durante esse processo, conheci este homem que me espelhou com toda a clareza o facto de não ter clareza nenhuma, e para sair do processo, o começo do: "Acaba com isso! Precisas conhecer-te; que é que queres fazer?" Aqui tornou-se progressivamente mais fácil. Estou muito mais ciente de quando preciso mudar-me em vez de esperar. Tenho estado à espera, e esperar e ter expectativas é maravilhoso - não o quero dizer de uma forma depreciativa - é maravilhoso, pois já que não o faço mais, conheço a diferença patente na energia.

ELIAS: Pois.

SABINE: É maravilhoso sentir isso de imediato. Agora, quando o consigo, posso de imediato deter a coisa. posso de imediato ir de novo e dar a volta e avançar.

ELIAS: Pois.

SABINE: Foi o que aprendi. Disseste que não tínhamos nada a aprender...

ELIAS: Compreendo.

SABINE: ...mas é a experiência mais maravilhosa chegar a ter noção de quando a expectativa tem início.


Encontro-me actualmente numa situação, em Bristol, e tenho as mais encantadoras cercanias com tudo quanto tinha sonhado e com um homem que já conheço há 2000 anos. A primeira coisa que lhe perguntei foi que pensava, que tipo de experiência tínhamos tido juntos, e ele disse que tínhamos sido missionários em África. Creio que lá consigo expressar-me com uma maior liberdade do que alguma vez terei tido oportunidade de o fazer. Aprendi uma grande lição há duas noites atrás com este tipo, que me espelhou, acerca do tipo de energia, o facto de uma pessoa estar em necessidade e o facto de uma pessoa estar com expectativas e à espera, e o que a seguir acontece. Sinto-me de tal modo grata por ter conhecido este homem. Agora sei como chego a ameaçar as outras pessoas com essa coisa da expectativa por não me ter atrevido a fazer o que queria fazer. De modo que resultou na perfeição, toda esta lição.


Estou a chegar a saber o que quero fazer. Quando era mais nova fazia quadros, mas desisti por completo disso por não saber o que eram. Não sabia o que eram, de modo que deixei-me disso e fiz outra coisa. Agora tiro retractos. Adoro um fotógrafo - adoro bastantes fotógrafos - mas um deles faleceu este ano ou no ano passado, o Hlmut Newton, e veio-me à ideia que um fotógrafo seja alguém que aprecia simplesmente as suas próprias criações no momento.

ELIAS: Sim.

SABINE: E ele é o tal que adora as mulheres que cria! (Ri) Bom, de repente encontro-me neste negócio da fotografia. Tinha pensado fazer um calendário com poentes, por as pessoas adorarem ver a beleza. Agora estão a surgir outras coisas neste Bobcat Café, para ter pegado numas doze das duzentas e oitenta fotos que fiz e fazer uma exposição. E surgiu-me na mente; exposição, expõe-te! Mostra os teus retractos, assina-os, atreve-te a assiná-los! Nunca me tinha atrevido a fazer nada disso. E comporta cá uma sensação maravilhosa.

E aquele homem ali de pé, tão perto. Sempre que digo alguma coisa, ele responde: “Excelente.” Funcionamos na perfeição; rimos o dia todo! Ele diz piadas, e eu rio e digo piadas. Ele permanece em pé por detrás do balcão, eu converso com outras pessoas, ele não sente ciúmes, e eu tampouco! Penso que vai funcionar na perfeição. Sei que vai. Nada mais me incomoda. Estou mesmo bem. Tu estás a acenar afirmativamente. Não precisas comentar. Ei sei! (O Elias ri)



Eu sei que ele sabe disso, e pela primeira vez na minha vida – e quero que isso fique registado - pela primeira vez na minha vida falei sobre sexo e percebi o quão significativo ou irrisório esse tema é e o quão mais interessados estamos numa relação que dure toda uma vida, em vez de termos um romance para depois termos conflito e passarmos a sentir ciúme e toda essa coisa. Decidimos que não queríamos isso, e ao saber que tenho que me afastar e não sabemos quanto poderemos voltar a ver-nos, queremos gastar o tempo que temos a conhecer-nos um ao outro quando for a altura e quando for certo e quando nos sentirmos confortáveis com isso. Neste momento, nenhum de nós se sente confortável com isso. Não tenho que carregar isso e pensar nisso a toda a hora; quando estivermos preparados isso ocorrerá. De modo que tudo está na perfeição quanto a isso.


Eu quero falar do sonho que tive esta manhã. Em poucas palavras, eu tinha duas sacas grandes, e tive a impressão de estar sobrecarregada e que um altifalante estaria desligado. Naquele lugar, em Bristol, na casa do Dan, reparei no altifalante. Ele tem um equipamento estéreo, e só um altifalante funcionava, mas eu reparei-o. Ele disse: “Incrível como o conseguiste. Eu fartei-me de tentar e tu conseguiste-o.” Isso do altifalante veio a suceder de novo, um altifalante não funciona. Quero dar-te a conhecer a impressão que tenho disso. Em primeiro lugar, sinto-me sobrecarregada. Adoro conversar com as pessoas, e é engraçado que tenha deixado de escrever porque quando escrevo, estou no passado, por conversar sobre o passado e não sobre o agora. Foi por isso que parei de escrever. Quando converso com as pessoas percebo, que quando voltar para a Alemanha e todos quiserem saber o que terá acontecido, vou voltar ao passado. Por ter que repetir a mesma história a toda a gente. É muito divertido, fantástico, mas não preciso fazê-lo. Não estou a situar-me no momento se conversar com as pessoas e lhes contar a toda a hora a mesma história sobre o que aconteceu nestas duas pequenas semanas. É como se tivessem sido empacotadas há duas semanas. Essa é a mensagem que tiro, a de que estou sobrecarregada. Preciso anotar a história, tudo o que aconteceu. Aí, toda a gente a poderá ler, e poderei ocupar-me do momento!

ELIAS: Pois.

SABINE: Será essa a mensagem do sonho?

ELIAS: E equilíbrio.

SABINE: Eu consigo equilibrar-me, porque quando converso sobre o que acontece, sinto-me excitada em relação ao que acontece no passado. Quero sentir-me excitada em relação ao que ocorre no momento. De modo que o altifalante está desligado quando me sinto descarregada de novo e pode surgir uma outra voz de dentro de mim. Outro factor de desencadeamento é o facto de agora não estar presente de todo, e por vezes ter a sensação de não conseguir voltar a falar. Que a minha voz esmorece. Isso estará mutuamente relacionado?

ELIAS: Está, e também está associado ao equilíbrio.

SABINE: Quando não está presente, tudo vai bem, Encontro-me no momento.

ELIAS: Um forte elemento dessa simbologia onírica assenta no equilíbrio. Estás a apresentar a ti própria simbologia de extremos e de falta de equilíbrio. Com isso, estás a apresentar a ti própria informação sobre a importância de instaurar tal equilíbrio.

SABINE: Será a escrita um instrumento para chegar a tal equilíbrio?

ELIAS: Em parte é, por isso te permitir incorporar a memória ou a recordação de experiências e de eventos passados, mas também te permite continuar a ter consciência no momento do que estás a fazer.

SABINE: Sim. Não preciso estar repetidamente a dirigir-me a esse passado.

ELIAS: Exacto. Mas podes partilhar informação que apresentaste a ti própria nessa viagem e as experiências que criaste que te angariaram uma informação considerável e te permitiram tornar-te muito mais consciente de ti e muito mais íntima de ti própria, e também está a criar uma maior clareza em relação às tuas próprias preferências. Por isso, ao partilhares informação com as outras pessoas, elas também partilharão contigo, e permutais entre vós. E isso também te fornece informação relativa ao momento.



É dessa forma que conseguirás usar de um equilíbrio em relação ao passado, ao futuro e ao momento, sem exclusão de qualquer delas, mas permanecendo presente e consciente do que estás a fazer agora e do que virás a escolher que te permita influenciar a partir do passado, em vez de responderes automaticamente e deixares necessariamente que isso crie um benefício em termos de conforto pessoal. Isso também te facultará um escape para a energia de uma forma criativa, como a escrita e a fotografia.

SABINE: Pois, exacto. Eu quero associá-lo. Percebo que isso abranja algo mais do que a escrita. Tenho uma excelente oportunidade de lidar com esta coisa da fotografia. Isso surgiu por si só. Consegui obter a câmara, e bom, foi óptimo, mesmo! (O Elias ri baixinho)


Esta coisa da astrologia, eu queria falar disso. Eu fiz a astrologia da Mudança há uns anos atrás, e a razão por que não fui muito bem-sucedida, conforme percebi, deveu-se ao facto de não me ter reconhecido por a ter descoberto, de o ter feito, de o ter mudado. Eu descobri as crenças religiosas na astrologia contemporânea e as crenças psicológicas que encera, e alterei-o. Este tipo de astrologia que estou a fazer destina-se a mim, para além de conversar contigo sobre ela e de ler as transcrições dessas sessões. Mas para além disso, esta ferramenta, essa ferramenta que é a astrologia, a acção de espelhar os planetas está relacionada de uma forma diferente com o zodíaco da que costumava estar, e muitas outras coisas. Essa ferramenta deu-me azo a continuar, e é a ferramenta mais importante que descobri há 20 anos atrás. Só cheguei a ti no final do ano passado – foste a prenda de Natal que dei a mim própria – após ter passado por tudo aquilo da Bíblia, tudo aquilo da religião Cristã, e realmente fiquei em paz com isso. Foi mesmo feito e agora está terminado. Aí entramos em contacto.


A astrologia não se desvanece; o instrumento que representa não se desvanece. Pensei em escrever um livro, mas não sinto vontade. Não quero escrever livro nenhum acerca da astrologia; qualquer um poderá fazer isso. Mas posso apresentar esta coisa às outras pessoas para utilizarem por si próprias, quem quer que o quiser. Isso na verdade foi o factor de desencadeamento principal. Eu disse: “Esta coisa, não estou certa. Deverei ou não?” e essa é a razão porque procuro a Mary e quero conversar com o Elias. Agora já é um pouco diferente, por ter percebido que a razão por que ninguém a pediu se deveu ao facto de não o ter identificado por mim própria. Será assim?

ELIAS: É.

SABINE: Agradecida!

ELIAS: Não tens de quê. Mas talvez também consigas mesmo incorporar isso em associação com os teus retractos.

SABINE: Roterdão, será nesse local em que quererei fazer isso?

ELIAS: Será?

SABINE: É!

ELIAS: Muito bem!

SABINE: Eis o meu paraíso! (O Elias ri baixinho) Este Peter de Grote, quem serei eu nesse foco? (Pausa)

ELIAS: Um amigo.

SABINE: Foi o que pensei. Quem serei eu no foco do Frederico II, em 1151, que foi um rei da Sicília, na Itália, o rei da Alemanha e de Jerusalém? Creio que foi o seu escriba. Terei sido eu?

ELIAS: Foste.

SABINE: Aquele com… eu tenho esta coisa no olho que veio desse foco.


O Dostoievsky é cá uma coisa, a sua escrita. Ah, o Shakespear, é claro! Quero falar contigo acerca do Shakespear! Eu tive aquele projecto acerca do “Kaufman von Venedig” – qual será a tradução do Kaufman de Veneza? – O mercador de Veneza. Creio que essa tenha sido a peça mais brilhante e sábia que ele tenha escrito, embora não as conheça todas, mas é a sensação que tenho. Pensei que devesse fazer alguma coisa, mas aí desisti de novo; não sei bem como lidar com isso. Creio que seja para reconhecer a maneira como devia ser, esse Mercador de Veneza. Mas deverei interessar-me? Não creio de verdade que deva.

ELIAS: Não tem importância…

SABINE: Por conseguinte, devo ter vidas de escritor, e tenho essas duas. Sinto muita atracção pelo Dostoievsky, e uma enorme atracção pelo Shakespeare. Também sinto uma enorme atracção por muitos outros escritores, mas esses são os mais importantes. Assim, pensei que pudesse ser a esposa do Dostoievsky. Deverei ter sido isso?

ELIAS: Mãe.

SABINE: A mãe! E no foco do Shakespeare?

ELIAS: Um amigo.

SABINE: Um amigo chegado?

ELIAS: Sim.

SABINE: Haverá alguma coisa que sugiras no trato que tenho com o meu pai e que eu devesse tratar ou abordar ou seja o que for?

ELIAS: De que forma? Qual é a preocupação que sentes?

SABINE: A preocupação reside no facto de ter lá ido uma vez, dele não ter lá estado, e de eu me ter sentido bem. Consigo pensar nele com à-vontade. Não há nada que me reste procurar, explorar, conhecer. Se ele quiser, poderá… Pois é.


Restam-nos 15 minutos! Vamos divertir-nos! (Ri) Às vezes rio-me assim. Creio que tenha a garganta assim (faz um ronco com a garganta) por me rir tanto! Sei que sou capaz de conservar esta energia quando vou a Boston e entro no avião e volto à Europa e a Paris e a Hanover, a Braunschweig, a Darmstadt e a todas essas cidades. Sei que consigo manter-me nessa energia.

ELIAS: Consegues sim. E deixa-me dizer-te, minha amiga, para te lembrares para expressares gentileza em relação a ti própria. Não é preciso que expresses aspereza em relação a ti própria para conseguires aquilo que queres. Põe a docilidade em prática.

SABINE: Pois, pois! Há 50 anos que não o faço! Eu fui dura para valer – estou a exercitar, a praticar. Isso está no topo da lista! (Ri)

ELIAS: Tu mereces bem gentileza da tua parte, e podes consegui-lo e ser igualmente bem-sucedida.

SABINE: Eu estou a consegui-lo feita doida, desde o 1º de Maio.

ELIAS: E agora abriste novas vias de criatividade para tu própria explorares através de novas aventuras e de novos tesouros.

SABINE: E o mundo é a minha sala-de-estar! Adoro isso! (Ambos riem) Pois, e continuamos a conversar. Jamais esquecerei aquele período terrível por que passei – creio que tenha sido no aeroporto, em Paris – em que fiquei tão chateada por aquele tipo não ter aparecido. Comecei a contar pontinhos azuis até um total de 140, e aí fui ficando cada vez melhor. Sei que há uma parte de mim que diz que o que experimentamos aqui é intencional, e isso sempre me apazigua. Noutras alturas teria saltado do avião ou algo assim. Não sei, mas este lado, o qual és tu, é a ligação…

ELIAS: Sim.

SABINE: …estava ali sempre junto a mim a acalmar-me. Sempre estive ciente disso, e isso ajudou-me bastante. Por vezes tornava-se cá num tal aperto, mas eu só contava os pontos azuis, e logo ficava aliviada. Contei hoje à Mary e à Lynda acerca daquela experiência que tive com o polícia perto da fronteira após ter regressado aos Estados Unidos oriunda do Canada. Foi uma experiência e tanto, porque geralmente sempre que vejo um carro da polícia e não estou preparada para colocar o cinto de segurança, não quero ser surpreendida, e tenho com que um pequeno clarão – a polícia! Desta vez, quando aquele tipo me inspeccionou de alto a baixo, não senti nada. Não receei coisa nenhuma. Nem, sequer me senti inquieta ou trémula. Estava interiormente tão tranquila. Foi uma experiência e tanto. Depois, disse que tinha criado isso, o confronto com o polícia, e talvez me tenha investigado junto da CIA, do FBI, tudo, por dentro e por fora e do avesso, mas e depois?! Não teve importância. Esta manhã, o xerife cumprimentava-me e desejava-me um bom dia, e eu fiz o mesmo! Terei algum foco – bom, é claro que tenho – algum foco duro na segunda guerra mundial, no regime Nazi, e terá ele sido ameaçado pelo…?

ELIAS: Tens.

SABINE: Então, será daí que procede o temor?

ELIAS: Em parte.

SABINE: Existe esta coisa da inquisição, mas não precisamos falar dela. Isso só me mostra que provavelmente estarei feita, com o temor que tenho em relação aos uniformes, e àqueles que envergam uniformes, não?

ELIAS: Em parte, mas além disso também apresentaste a ti própria uma oportunidade, com um exemplo efectivo, do facto de não te ser necessário sentir apreensão nem medo nem ansiedade em associação com esses indivíduos, por na realidade não representarem uma autoridade para ti. Também concedeste a ti própria essas experiências a fim de validares intimamente a tua tranquilidade, a própria confiança que tens em ti mesma e o à-vontade que tens com a aceitação de ti própria.


Por isso, não há expressão nenhuma a provar, nem atracção pela aprovação. Por isso, poderás expressar a tua própria abertura, a exposição no âmbito de uma cooperação, uma vez mais não pela criação de uma energia de oposição e permitir-te ver esse exemplo da forma como não estiveste sob ameaça. Porque, se estiveres a produzir aceitação no teu íntimo, não te sentirás ameaçada, e por conseguinte, isso alterar-te-á fortemente a percepção que tens. O que quer que apresentares nas experiências que fizeres tornar-se-á numa mera oportunidade e numa maneira em que poderás de novo expressar a tua própria tranquilidade, a tua própria aceitação pessoal, e a ausência de ameaça no teu íntimo, e consequentemente, o teu mundo deixa de constituir uma ameaça.



SABINE: Pois foi. Penso que não tenha sido uma ameaça. E quando surge uma ameaça, assumo-a como no carro com o polícia.

ELIAS: Pois, e isso neutraliza-a.

SABINE: E ela é neutralizada de imediato. Sinto-o no meu íntimo. É serenidade mesmo.

Gostava de saber se seria diferente conversar contigo na dimensão física. Quero deixar isto registado que não. Não sinto uma energia diferente do que a que sinto quando converso contigo ao longo das vinte e quatro horas. É muito interessante.

ELIAS: Tu já te familiarizaste com a minha energia.

SABINE: Pois. Tu tens um acento. Tens um acento que se parece com o da Europa do leste. Costumava sonhar bastante com a Rússia. Ainda não descobri o que era. Um dia ainda poderei, por adorar viajar, e quero ir a Petersburg. Poderei descobrir o que terá havido. Teremos alguma coisa na Rússia?

ELIAS: Temos.

SABINE: Ah! Já lá chego! Não precisas dizer-me mais nada!

ELIAS: Isso representará mais uma das tuas aventuras na tua caça ao tesouro!

SABINE: Sim senhor! (Ambos riem)

SABINE: Talvez a Mary gostasse de voltar a ver a queridinha dela de novo! Ela está a dormir ferradinha no teu colo, lá. Parece-se com uma almofada, uma almofada de ar! Muito bem, Elias.

ELIAS: Não tem importância.

SABINE: Eu vi aquele filme “Schlafes Bruder” (Irmão de Sono, filme Austríaco de 1995). O personagem principal, a parte principal foi a do “Elias”, o que me levou a pensar que alguém que escreva uma história assim, aqueles que estejam envolvidos na sua produção, todos os actores, toda a gente que vir o filme, fará parte desse foco. Será assim?

ELIAS: Parte de que foco?

SABINE: Do foco que este filme ou esta história representa. É este filme representado em certas alturas, com certas pessoas, etc., e aquele quadro foi composto exactamente conforme o director e o autor pensaram qu teria sido.

ELIAS: Sim.

SABINE: Então todos quantos são abrangidos fizeram parte desse foco.

ELIAS: Sim.

SABINE: Foi o que eu pensei. Obrigado por acenares pela afirmativa a isso, e denuncio a estima que dirijo a mi mesma por ter confiado em mim e pela intuição que tive.

ELIAS: Pois, e reconhece a impressão que tiveste.

SABINE: Da próxima vou conduzir um carro sem rodas! (Ambos riem) Está bem, terminamos.

Obrigado! Caramba! É como uma representação. (Aplaude) Esta noite tive uma óptima actuação.

ELIAS: Muito bem. Estendo-te o meu enorme reconhecimento, minha amiga, e expresso-te um enorme apreço e afeição.

SABINE: Obrigado.

ELIAS: Com amizade e antecipando o nosso próximo encontro, au revoir.

SABINE: Au revoir.

Elias parte aos 59 minutos.

©2010 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


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O MATERIAL ELIAS