sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

EXPECTATIVAS NO RELACIONAMENTO




EXPECTATIVAS NO RELACIONAMENTO

Sessão 1848
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2005 (Privada/em Pessoa)
Participantes: Mary (Michael) e Sabine (Sariah)

Tradução: Amadeu Duarte

(Tempo de chegado do Elias: 24 segundos)

ELIAS: Bom dia!

SABINE: Ah, bom dia!

ELIAS: Sê bem-vinda!

SABINE: Sê bem-vindo! Obrigado!

ELIAS: Bom, de que vamos falar?

SABINE: De que vamos falar? Essa é a pergunta que me coloco o tempo todo, e coloco-ta a ti. Sei que percebes que obtenho a resposta de imediato, de modo que não resta quase nada; mas devia ser agradável ter algo na gravação que se pudesse ouvir, e essa é a razão por que me encontro aqui sentada. Tenho alguns problemas, e talvez comece pela frase mais apreciada que surgiu ultimamente, que é: “O Paraíso não será chato sem merdas?” Quero ouvir-me a mim própria a dizer isso na gravação! (Ambos riem)


Eu gostava de saber se possivelmente poderei proferir aquelas outras frases também. A primeira data de dois ou três anos atrás; não me lembro. Esta é a tradução: “Se conhecêssemos a verdade brotariam maravilhas das mágoas.” Este ano tornou-se mais pequena. Falei com uma amiga, a Chris, e o que saiu foi: “Brotam maravilhas das mágoas,” e eu adoro isso. Eu sabia estar no processo de experimentar isso. Surgiu um monte de feridas e de dificuldades, lágrimas e sofrimento. Depois senti-me melhor com o exercício de equilíbrio a que procedi e com o facto de ter conversado contigo. Quando me sentia aterrorizada de morte, foi como se tivesse uma sessão. Obtive as respostas. Depois, numa certa manhã, escrevi num enorme pedaço de papel: “Acontecem merdas. Ponto final. Que aborrecido não seria o paraíso sem elas!” Mas tudo estava bem. Senti-me bem. Agora sei, e escrevo isso em postais e envio-os por toda a Alemanha: “O Paraíso não será aborrecido sem merdas?” (Ambos riem) É nessa que me encontro. (Pausa) Não quererás fazer nenhum comentário? Tudo bem. (O Elias ri)

Para que fique registado, Sariah, é o meu nome?

ELIAS: Da essência?

SABINE: Sim.

ELIAS: É.

SABINE: Shariah ou Sariah?

ELIAS: Sariah.


SABINE: Tumold/Sumari?

ELIAS: Correcto.

SABINE: Orientação, soft?

ELIAS: Correcto.

SABINE: A cor básica é o vermelho, quase negro?

ELIAS: É, crimson escuro.

SABINE: Crimson escuro? Jamais ouvi falar nisso, mas posso descobri-lo em algum sítio. E a cor actual assemelha-se à turquesa, ao azul esverdeado? Essa é a razão porque coloquei estes brincos.

ELIAS: É.

SABINE: Talvez comece por um problema relacionado com um relacionamento, que creio compreender por termos conversado sobre ele, mas ainda ter um tipo de sensação esquisita. Já falei sobre ela com a Lynda na noite passada, mas ela não estava muita certa se esse problema brotaria de mim ou da outra pessoa.


De modo que gostaria de conversar sobre o relacionamento que tenho com o Chris. Quero começar pela altura em que nos conhecemos, quando me deparei com este tipo. Vim onde ele vivia e fiquei lá, e a primeira coisa que surgiu em mim foi: “Saba.” Conversei com uma amiga e o que saiu foi: “Rainha do Sabá,” e eu tive a impressão de que ele seria o meu Salomão. Li a lenda desses dois personagens, e pensei que pudesse haver alguma coisa. Ele comportava-se de um jeito que não apreciei quando surge, mas sempre acontece que penso que ele é a pessoa mais sensata do mundo, por o que ele me faz me levar mais à frente. De modo que me forcei a abandonar o apartamento dele, e ele nunca mais falou comigo de novo. Escrevi-lhe vários mais sem esperar que respondesse. Mas ainda assim, creio que estava à espera. Estava à espera e estava a pressionar, mas não fui capaz de lidar com isso de uma forma diferente. Enviei-lhe um bilhete para vir comigo ao Vermont. Até ao último instante, até perguntar à hospedeira de bordo se o Sr. K. estaria no avião, não tinha a certeza se estaria ou não. Fiquei aliviada quando ela disse que não. Agora sei que tenho que fazer esta viagem sozinha, a fim de tratar de me conhecer melhor, e sem mais ninguém. Esse é o ponto de vista que tenho.

Por outro lado, teremos este foco do Holderlin a decorrer? Isso ainda estará a influenciar?

ELIAS: Não.

SABINE: Não está. Existirá mais algum outro foco? Creio que o conheço à centenas, à centenas de anos, e que já estivemos casados antes.

ELIAS: Já.

SABINE: Não estou certa se só nos teremos conhecido ao nos vermos um ao outro uma vez neste foco, e se voltaremos a ter um outro foco novamente juntos, mas desta vez aconteceu, não o voltarei a ver neste foco de novo – o que me faz sentir verdadeiramente triste – ou se existirá alguma outra possibilidade de um relacionamento com ele que possa aguentar, quando for conveniente para ele. Por ele me ter dito que sentia a garganta – não sei como dizer isso em Inglês – sente a garganta ameaçada quando ando ao redor. Quererás fazer o favor de dizer alguma coisa?

ELIAS: Antes de mais, vós atraís pessoas a vós propositadamente, e atraís indivíduos específicos em qualquer altura que reflictam com precisão aquilo que estiverdes a expressar, o que estiverdes a expressar em termos de energia. Ao reconhecerem isso, apresentais a vós próprios a oportunidade de vos familiarizardes de uma forma mais íntima convosco próprios e com o tipo de energia que expressais.


As pessoas experimentam a sensação de ameaça caso recebam uma energia de expectativa da parte dos outros. A expectativa apresenta automaticamente uma energia de ameaça. Por isso, e para falar em termos gerais, a maioria das pessoas produz respostas automáticas em relação a esse tipo de energia e de pressão, e expressam uma energia de oposição de inconformidade. Dependendo do tipo de energia que estiverem a projectar, essa oposição poderá ser mais forte ou menos forte. Está associado ao que estiverem a expressar. O mais importante é: reconhecermos e familiarizarmo-nos connosco próprios, com as nossas preferências, com as directrizes por que nos regemos, com aquilo que queremos.


Vós criais toda a vossa realidade, mesmo em associação com os outros. Por isso, ao expressardes clareza naquilo que quereis, criais isso. Posso dizer-te que é possível criar um relacionamento com esse indivíduo, mas isso depende de ti e do facto de produzires clareza em meio àquilo que queres. Quando te digo: “Clareza em meio àquilo que queres,” não estou a expressar o que queres da parte do indivíduo. Porque se estiveres a avançar na direcção do que queres da parte dele, estarás a expressar expectativa.


Em vez disso, o que te estou a dizer é que identifiques o que queres expressar, o tipo de energia que queres produzir: que apresente uma energia de livre expressão de ti própria por várias maneiras diferentes associadas às tuas preferências e produza uma energia de cooperação, de estima e de cooperação; não de comprometimento, nem de competição, nem de aquiescência, mas que produza igualmente apreço pelas directrizes do outro como fazes em relação às tuas, atendo-te às tuas próprias, atendo-te às tuas próprias verdades, e com conhecimento de estarem associadas às preferências que tens, e por conseguinte, não são alvo de comprometimento mas também não servem de oposição às directrizes do outro. Nessa medida, se estiveres genuinamente a projectar uma energia de apreço por ti, isso automaticamente te alterará a energia, e esse tipo de energia tornar-se-á tranquilizante e atractivo. As pessoas são automaticamente atraídas para um tipo qualquer de energia de valorização.



Também é significativo, na descoberta daquilo que queres, produzir clareza, e compreender o que motiva um determinado querer. Porque por vezes as pessoas pensam querer uma manifestação particular, e isso ser influenciado por certas crenças que têm ou certos problemas que possam estar a expressar. Uma pessoa pode estar a produzir um problema associado à confiança e provocar uma luta dentro de si mesmas, e nessa luta, podem conduzir-se a uma outra pessoa que lhe reflectirá a luta que está a vivenciar. Pode pensar querer ter um relacionamento com o indivíduo, por se sentir atraída pelo reflexo, mas também não. Sente-se atraída pelo próprio reflexo, mas também se sente repelida. Por isso se instaura luta no relacionamento, e existe conflito e oposição. Mas mesmo esse conflito e oposição reforçam o problema da pessoa e essa é a razão por que produz isso.

SABINE: Poderei perguntar uma coisa?

ELIAS: Podes.

SABINE: Será isso que está contido nesta frase que este homem me escreveu? "Sinto-me perdido contigo; não me sinto mais quem sou. Parece agradável, mas também perigoso." Terá sido isso que aconteceu mais tarde, o facto de ter procurado controlar-se de novo, e isso terá provocado estas interrupções, e essas coisas terão sucedido quando não tinha ideia do que estava a ocorrer, e no fim, acabei por me desconsiderar, e isso arremeteu-me para fora da casa dele?

ELIAS: Foi. Mas o que foi significativo foi permitires-te reconhecer o que estavas a fazer em ti mesma e a falta de clareza e a incerteza que sentias em ti mesma.

SABINE: Isso serviu de espelho.

ELIAS: Ao gerares essa incerteza, em vez de te retraíres em ti mesma, o que projectaste foi uma forte energia de defesa. A energia de defesa constitui sempre uma oposição. Por isso, o facto de te escudares e de projectares essa energia de defesa intensa projecta uma energia de oposição, independentemente do que pensares. A energia que projectas é uma de oposição, e essa é a razão porque o outro indivíduo recua. Por isso se tornar enorme factor de ameaça, e pode mesmo parecer sufocante ao outro indivíduo.

SABINE: Não conheço o termo “sufocante.” Poderás explicar-mo?

ELIAS: Deixar de gozar da faculdade de respirar.

SABINE: Ah, pois. A minha mãe não consegue respirar — a razão será a mesma?

ELIAS: Asfixia. Não literalmente, a pessoa não terá literalmente essa sensação física, mas poderá dizer-te que passa por um tipo de sensação como se estivesse a ser asfixiada ou estrangulada.


É importante ter consciência da própria apreensão que sentes, dos teus próprios medos, das tuas próprias hesitações, por isso serem expressões de estares a desconsiderar-te a ti própria. Quando vos desconsiderais a vós próprios criais situações em que conduzis certas pessoas específicas a vós que também vos desconsiderarão a fim de reflectirem aquilo que fazeis. Mas também é bastante propositado, por isso vos facultar a capacidade de saberem o que estão a fazer. Se tiverem noção disso, poderão alterá-lo. Se não tiverem, como o poderão fazer? Por isso, é benéfico, embora possa não ser confortável.

SABINE: Sim. É bastante interessante que após ter deixado o avião passados uns dez dias e após uma noite em que não ainda não tinha lá chegado, esta viagem se tenha tornado num milagre. Foi como se me tivessem começado a acontecer maravilhas, e esta dor decorrente da beleza percebida e do facto de estar aqui e de conhecer pessoas, não tinha passado por esse tipo de bem-estar... Ultimamente tenho estado muito tranquila, durante as últimas seis semanas que passei na Alemanha, e senti apreço e reconhecimento por mim mesma por me ter saído muito bem. Esta questão de ter clareza quanto àquilo que quero, isso foi sempre uma dificuldade desde os meus três, quatro, cinco, toda a minha vida. Foi um problema quando deixei a minha cidade-natal em Maio, por ter percebido que dava uma oportunidade a toda a gente, permissão para fazerem aquilo que quisesse, mas eu não o fazia. Desse modo, comecei. Comecei e isso tornou-se num processo.


Durante esse processo, conheci este homem que me espelhou com toda a clareza o facto de não ter clareza nenhuma, e para sair do processo, o começo do: "Acaba com isso! Precisas conhecer-te; que é que queres fazer?" Aqui tornou-se progressivamente mais fácil. Estou muito mais ciente de quando preciso mudar-me em vez de esperar. Tenho estado à espera, e esperar e ter expectativas é maravilhoso - não o quero dizer de uma forma depreciativa - é maravilhoso, pois já que não o faço mais, conheço a diferença patente na energia.

ELIAS: Pois.

SABINE: É maravilhoso sentir isso de imediato. Agora, quando o consigo, posso de imediato deter a coisa. posso de imediato ir de novo e dar a volta e avançar.

ELIAS: Pois.

SABINE: Foi o que aprendi. Disseste que não tínhamos nada a aprender...

ELIAS: Compreendo.

SABINE: ...mas é a experiência mais maravilhosa chegar a ter noção de quando a expectativa tem início.


Encontro-me actualmente numa situação, em Bristol, e tenho as mais encantadoras cercanias com tudo quanto tinha sonhado e com um homem que já conheço há 2000 anos. A primeira coisa que lhe perguntei foi que pensava, que tipo de experiência tínhamos tido juntos, e ele disse que tínhamos sido missionários em África. Creio que lá consigo expressar-me com uma maior liberdade do que alguma vez terei tido oportunidade de o fazer. Aprendi uma grande lição há duas noites atrás com este tipo, que me espelhou, acerca do tipo de energia, o facto de uma pessoa estar em necessidade e o facto de uma pessoa estar com expectativas e à espera, e o que a seguir acontece. Sinto-me de tal modo grata por ter conhecido este homem. Agora sei como chego a ameaçar as outras pessoas com essa coisa da expectativa por não me ter atrevido a fazer o que queria fazer. De modo que resultou na perfeição, toda esta lição.


Estou a chegar a saber o que quero fazer. Quando era mais nova fazia quadros, mas desisti por completo disso por não saber o que eram. Não sabia o que eram, de modo que deixei-me disso e fiz outra coisa. Agora tiro retractos. Adoro um fotógrafo - adoro bastantes fotógrafos - mas um deles faleceu este ano ou no ano passado, o Hlmut Newton, e veio-me à ideia que um fotógrafo seja alguém que aprecia simplesmente as suas próprias criações no momento.

ELIAS: Sim.

SABINE: E ele é o tal que adora as mulheres que cria! (Ri) Bom, de repente encontro-me neste negócio da fotografia. Tinha pensado fazer um calendário com poentes, por as pessoas adorarem ver a beleza. Agora estão a surgir outras coisas neste Bobcat Café, para ter pegado numas doze das duzentas e oitenta fotos que fiz e fazer uma exposição. E surgiu-me na mente; exposição, expõe-te! Mostra os teus retractos, assina-os, atreve-te a assiná-los! Nunca me tinha atrevido a fazer nada disso. E comporta cá uma sensação maravilhosa.

E aquele homem ali de pé, tão perto. Sempre que digo alguma coisa, ele responde: “Excelente.” Funcionamos na perfeição; rimos o dia todo! Ele diz piadas, e eu rio e digo piadas. Ele permanece em pé por detrás do balcão, eu converso com outras pessoas, ele não sente ciúmes, e eu tampouco! Penso que vai funcionar na perfeição. Sei que vai. Nada mais me incomoda. Estou mesmo bem. Tu estás a acenar afirmativamente. Não precisas comentar. Ei sei! (O Elias ri)



Eu sei que ele sabe disso, e pela primeira vez na minha vida – e quero que isso fique registado - pela primeira vez na minha vida falei sobre sexo e percebi o quão significativo ou irrisório esse tema é e o quão mais interessados estamos numa relação que dure toda uma vida, em vez de termos um romance para depois termos conflito e passarmos a sentir ciúme e toda essa coisa. Decidimos que não queríamos isso, e ao saber que tenho que me afastar e não sabemos quanto poderemos voltar a ver-nos, queremos gastar o tempo que temos a conhecer-nos um ao outro quando for a altura e quando for certo e quando nos sentirmos confortáveis com isso. Neste momento, nenhum de nós se sente confortável com isso. Não tenho que carregar isso e pensar nisso a toda a hora; quando estivermos preparados isso ocorrerá. De modo que tudo está na perfeição quanto a isso.


Eu quero falar do sonho que tive esta manhã. Em poucas palavras, eu tinha duas sacas grandes, e tive a impressão de estar sobrecarregada e que um altifalante estaria desligado. Naquele lugar, em Bristol, na casa do Dan, reparei no altifalante. Ele tem um equipamento estéreo, e só um altifalante funcionava, mas eu reparei-o. Ele disse: “Incrível como o conseguiste. Eu fartei-me de tentar e tu conseguiste-o.” Isso do altifalante veio a suceder de novo, um altifalante não funciona. Quero dar-te a conhecer a impressão que tenho disso. Em primeiro lugar, sinto-me sobrecarregada. Adoro conversar com as pessoas, e é engraçado que tenha deixado de escrever porque quando escrevo, estou no passado, por conversar sobre o passado e não sobre o agora. Foi por isso que parei de escrever. Quando converso com as pessoas percebo, que quando voltar para a Alemanha e todos quiserem saber o que terá acontecido, vou voltar ao passado. Por ter que repetir a mesma história a toda a gente. É muito divertido, fantástico, mas não preciso fazê-lo. Não estou a situar-me no momento se conversar com as pessoas e lhes contar a toda a hora a mesma história sobre o que aconteceu nestas duas pequenas semanas. É como se tivessem sido empacotadas há duas semanas. Essa é a mensagem que tiro, a de que estou sobrecarregada. Preciso anotar a história, tudo o que aconteceu. Aí, toda a gente a poderá ler, e poderei ocupar-me do momento!

ELIAS: Pois.

SABINE: Será essa a mensagem do sonho?

ELIAS: E equilíbrio.

SABINE: Eu consigo equilibrar-me, porque quando converso sobre o que acontece, sinto-me excitada em relação ao que acontece no passado. Quero sentir-me excitada em relação ao que ocorre no momento. De modo que o altifalante está desligado quando me sinto descarregada de novo e pode surgir uma outra voz de dentro de mim. Outro factor de desencadeamento é o facto de agora não estar presente de todo, e por vezes ter a sensação de não conseguir voltar a falar. Que a minha voz esmorece. Isso estará mutuamente relacionado?

ELIAS: Está, e também está associado ao equilíbrio.

SABINE: Quando não está presente, tudo vai bem, Encontro-me no momento.

ELIAS: Um forte elemento dessa simbologia onírica assenta no equilíbrio. Estás a apresentar a ti própria simbologia de extremos e de falta de equilíbrio. Com isso, estás a apresentar a ti própria informação sobre a importância de instaurar tal equilíbrio.

SABINE: Será a escrita um instrumento para chegar a tal equilíbrio?

ELIAS: Em parte é, por isso te permitir incorporar a memória ou a recordação de experiências e de eventos passados, mas também te permite continuar a ter consciência no momento do que estás a fazer.

SABINE: Sim. Não preciso estar repetidamente a dirigir-me a esse passado.

ELIAS: Exacto. Mas podes partilhar informação que apresentaste a ti própria nessa viagem e as experiências que criaste que te angariaram uma informação considerável e te permitiram tornar-te muito mais consciente de ti e muito mais íntima de ti própria, e também está a criar uma maior clareza em relação às tuas próprias preferências. Por isso, ao partilhares informação com as outras pessoas, elas também partilharão contigo, e permutais entre vós. E isso também te fornece informação relativa ao momento.



É dessa forma que conseguirás usar de um equilíbrio em relação ao passado, ao futuro e ao momento, sem exclusão de qualquer delas, mas permanecendo presente e consciente do que estás a fazer agora e do que virás a escolher que te permita influenciar a partir do passado, em vez de responderes automaticamente e deixares necessariamente que isso crie um benefício em termos de conforto pessoal. Isso também te facultará um escape para a energia de uma forma criativa, como a escrita e a fotografia.

SABINE: Pois, exacto. Eu quero associá-lo. Percebo que isso abranja algo mais do que a escrita. Tenho uma excelente oportunidade de lidar com esta coisa da fotografia. Isso surgiu por si só. Consegui obter a câmara, e bom, foi óptimo, mesmo! (O Elias ri baixinho)


Esta coisa da astrologia, eu queria falar disso. Eu fiz a astrologia da Mudança há uns anos atrás, e a razão por que não fui muito bem-sucedida, conforme percebi, deveu-se ao facto de não me ter reconhecido por a ter descoberto, de o ter feito, de o ter mudado. Eu descobri as crenças religiosas na astrologia contemporânea e as crenças psicológicas que encera, e alterei-o. Este tipo de astrologia que estou a fazer destina-se a mim, para além de conversar contigo sobre ela e de ler as transcrições dessas sessões. Mas para além disso, esta ferramenta, essa ferramenta que é a astrologia, a acção de espelhar os planetas está relacionada de uma forma diferente com o zodíaco da que costumava estar, e muitas outras coisas. Essa ferramenta deu-me azo a continuar, e é a ferramenta mais importante que descobri há 20 anos atrás. Só cheguei a ti no final do ano passado – foste a prenda de Natal que dei a mim própria – após ter passado por tudo aquilo da Bíblia, tudo aquilo da religião Cristã, e realmente fiquei em paz com isso. Foi mesmo feito e agora está terminado. Aí entramos em contacto.


A astrologia não se desvanece; o instrumento que representa não se desvanece. Pensei em escrever um livro, mas não sinto vontade. Não quero escrever livro nenhum acerca da astrologia; qualquer um poderá fazer isso. Mas posso apresentar esta coisa às outras pessoas para utilizarem por si próprias, quem quer que o quiser. Isso na verdade foi o factor de desencadeamento principal. Eu disse: “Esta coisa, não estou certa. Deverei ou não?” e essa é a razão porque procuro a Mary e quero conversar com o Elias. Agora já é um pouco diferente, por ter percebido que a razão por que ninguém a pediu se deveu ao facto de não o ter identificado por mim própria. Será assim?

ELIAS: É.

SABINE: Agradecida!

ELIAS: Não tens de quê. Mas talvez também consigas mesmo incorporar isso em associação com os teus retractos.

SABINE: Roterdão, será nesse local em que quererei fazer isso?

ELIAS: Será?

SABINE: É!

ELIAS: Muito bem!

SABINE: Eis o meu paraíso! (O Elias ri baixinho) Este Peter de Grote, quem serei eu nesse foco? (Pausa)

ELIAS: Um amigo.

SABINE: Foi o que pensei. Quem serei eu no foco do Frederico II, em 1151, que foi um rei da Sicília, na Itália, o rei da Alemanha e de Jerusalém? Creio que foi o seu escriba. Terei sido eu?

ELIAS: Foste.

SABINE: Aquele com… eu tenho esta coisa no olho que veio desse foco.


O Dostoievsky é cá uma coisa, a sua escrita. Ah, o Shakespear, é claro! Quero falar contigo acerca do Shakespear! Eu tive aquele projecto acerca do “Kaufman von Venedig” – qual será a tradução do Kaufman de Veneza? – O mercador de Veneza. Creio que essa tenha sido a peça mais brilhante e sábia que ele tenha escrito, embora não as conheça todas, mas é a sensação que tenho. Pensei que devesse fazer alguma coisa, mas aí desisti de novo; não sei bem como lidar com isso. Creio que seja para reconhecer a maneira como devia ser, esse Mercador de Veneza. Mas deverei interessar-me? Não creio de verdade que deva.

ELIAS: Não tem importância…

SABINE: Por conseguinte, devo ter vidas de escritor, e tenho essas duas. Sinto muita atracção pelo Dostoievsky, e uma enorme atracção pelo Shakespeare. Também sinto uma enorme atracção por muitos outros escritores, mas esses são os mais importantes. Assim, pensei que pudesse ser a esposa do Dostoievsky. Deverei ter sido isso?

ELIAS: Mãe.

SABINE: A mãe! E no foco do Shakespeare?

ELIAS: Um amigo.

SABINE: Um amigo chegado?

ELIAS: Sim.

SABINE: Haverá alguma coisa que sugiras no trato que tenho com o meu pai e que eu devesse tratar ou abordar ou seja o que for?

ELIAS: De que forma? Qual é a preocupação que sentes?

SABINE: A preocupação reside no facto de ter lá ido uma vez, dele não ter lá estado, e de eu me ter sentido bem. Consigo pensar nele com à-vontade. Não há nada que me reste procurar, explorar, conhecer. Se ele quiser, poderá… Pois é.


Restam-nos 15 minutos! Vamos divertir-nos! (Ri) Às vezes rio-me assim. Creio que tenha a garganta assim (faz um ronco com a garganta) por me rir tanto! Sei que sou capaz de conservar esta energia quando vou a Boston e entro no avião e volto à Europa e a Paris e a Hanover, a Braunschweig, a Darmstadt e a todas essas cidades. Sei que consigo manter-me nessa energia.

ELIAS: Consegues sim. E deixa-me dizer-te, minha amiga, para te lembrares para expressares gentileza em relação a ti própria. Não é preciso que expresses aspereza em relação a ti própria para conseguires aquilo que queres. Põe a docilidade em prática.

SABINE: Pois, pois! Há 50 anos que não o faço! Eu fui dura para valer – estou a exercitar, a praticar. Isso está no topo da lista! (Ri)

ELIAS: Tu mereces bem gentileza da tua parte, e podes consegui-lo e ser igualmente bem-sucedida.

SABINE: Eu estou a consegui-lo feita doida, desde o 1º de Maio.

ELIAS: E agora abriste novas vias de criatividade para tu própria explorares através de novas aventuras e de novos tesouros.

SABINE: E o mundo é a minha sala-de-estar! Adoro isso! (Ambos riem) Pois, e continuamos a conversar. Jamais esquecerei aquele período terrível por que passei – creio que tenha sido no aeroporto, em Paris – em que fiquei tão chateada por aquele tipo não ter aparecido. Comecei a contar pontinhos azuis até um total de 140, e aí fui ficando cada vez melhor. Sei que há uma parte de mim que diz que o que experimentamos aqui é intencional, e isso sempre me apazigua. Noutras alturas teria saltado do avião ou algo assim. Não sei, mas este lado, o qual és tu, é a ligação…

ELIAS: Sim.

SABINE: …estava ali sempre junto a mim a acalmar-me. Sempre estive ciente disso, e isso ajudou-me bastante. Por vezes tornava-se cá num tal aperto, mas eu só contava os pontos azuis, e logo ficava aliviada. Contei hoje à Mary e à Lynda acerca daquela experiência que tive com o polícia perto da fronteira após ter regressado aos Estados Unidos oriunda do Canada. Foi uma experiência e tanto, porque geralmente sempre que vejo um carro da polícia e não estou preparada para colocar o cinto de segurança, não quero ser surpreendida, e tenho com que um pequeno clarão – a polícia! Desta vez, quando aquele tipo me inspeccionou de alto a baixo, não senti nada. Não receei coisa nenhuma. Nem, sequer me senti inquieta ou trémula. Estava interiormente tão tranquila. Foi uma experiência e tanto. Depois, disse que tinha criado isso, o confronto com o polícia, e talvez me tenha investigado junto da CIA, do FBI, tudo, por dentro e por fora e do avesso, mas e depois?! Não teve importância. Esta manhã, o xerife cumprimentava-me e desejava-me um bom dia, e eu fiz o mesmo! Terei algum foco – bom, é claro que tenho – algum foco duro na segunda guerra mundial, no regime Nazi, e terá ele sido ameaçado pelo…?

ELIAS: Tens.

SABINE: Então, será daí que procede o temor?

ELIAS: Em parte.

SABINE: Existe esta coisa da inquisição, mas não precisamos falar dela. Isso só me mostra que provavelmente estarei feita, com o temor que tenho em relação aos uniformes, e àqueles que envergam uniformes, não?

ELIAS: Em parte, mas além disso também apresentaste a ti própria uma oportunidade, com um exemplo efectivo, do facto de não te ser necessário sentir apreensão nem medo nem ansiedade em associação com esses indivíduos, por na realidade não representarem uma autoridade para ti. Também concedeste a ti própria essas experiências a fim de validares intimamente a tua tranquilidade, a própria confiança que tens em ti mesma e o à-vontade que tens com a aceitação de ti própria.


Por isso, não há expressão nenhuma a provar, nem atracção pela aprovação. Por isso, poderás expressar a tua própria abertura, a exposição no âmbito de uma cooperação, uma vez mais não pela criação de uma energia de oposição e permitir-te ver esse exemplo da forma como não estiveste sob ameaça. Porque, se estiveres a produzir aceitação no teu íntimo, não te sentirás ameaçada, e por conseguinte, isso alterar-te-á fortemente a percepção que tens. O que quer que apresentares nas experiências que fizeres tornar-se-á numa mera oportunidade e numa maneira em que poderás de novo expressar a tua própria tranquilidade, a tua própria aceitação pessoal, e a ausência de ameaça no teu íntimo, e consequentemente, o teu mundo deixa de constituir uma ameaça.



SABINE: Pois foi. Penso que não tenha sido uma ameaça. E quando surge uma ameaça, assumo-a como no carro com o polícia.

ELIAS: Pois, e isso neutraliza-a.

SABINE: E ela é neutralizada de imediato. Sinto-o no meu íntimo. É serenidade mesmo.

Gostava de saber se seria diferente conversar contigo na dimensão física. Quero deixar isto registado que não. Não sinto uma energia diferente do que a que sinto quando converso contigo ao longo das vinte e quatro horas. É muito interessante.

ELIAS: Tu já te familiarizaste com a minha energia.

SABINE: Pois. Tu tens um acento. Tens um acento que se parece com o da Europa do leste. Costumava sonhar bastante com a Rússia. Ainda não descobri o que era. Um dia ainda poderei, por adorar viajar, e quero ir a Petersburg. Poderei descobrir o que terá havido. Teremos alguma coisa na Rússia?

ELIAS: Temos.

SABINE: Ah! Já lá chego! Não precisas dizer-me mais nada!

ELIAS: Isso representará mais uma das tuas aventuras na tua caça ao tesouro!

SABINE: Sim senhor! (Ambos riem)

SABINE: Talvez a Mary gostasse de voltar a ver a queridinha dela de novo! Ela está a dormir ferradinha no teu colo, lá. Parece-se com uma almofada, uma almofada de ar! Muito bem, Elias.

ELIAS: Não tem importância.

SABINE: Eu vi aquele filme “Schlafes Bruder” (Irmão de Sono, filme Austríaco de 1995). O personagem principal, a parte principal foi a do “Elias”, o que me levou a pensar que alguém que escreva uma história assim, aqueles que estejam envolvidos na sua produção, todos os actores, toda a gente que vir o filme, fará parte desse foco. Será assim?

ELIAS: Parte de que foco?

SABINE: Do foco que este filme ou esta história representa. É este filme representado em certas alturas, com certas pessoas, etc., e aquele quadro foi composto exactamente conforme o director e o autor pensaram qu teria sido.

ELIAS: Sim.

SABINE: Então todos quantos são abrangidos fizeram parte desse foco.

ELIAS: Sim.

SABINE: Foi o que eu pensei. Obrigado por acenares pela afirmativa a isso, e denuncio a estima que dirijo a mi mesma por ter confiado em mim e pela intuição que tive.

ELIAS: Pois, e reconhece a impressão que tiveste.

SABINE: Da próxima vou conduzir um carro sem rodas! (Ambos riem) Está bem, terminamos.

Obrigado! Caramba! É como uma representação. (Aplaude) Esta noite tive uma óptima actuação.

ELIAS: Muito bem. Estendo-te o meu enorme reconhecimento, minha amiga, e expresso-te um enorme apreço e afeição.

SABINE: Obrigado.

ELIAS: Com amizade e antecipando o nosso próximo encontro, au revoir.

SABINE: Au revoir.

Elias parte aos 59 minutos.

©2010 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

“INFIDELIDADE”



“RELACIONAMENTOS/DUPLICIDADE”


“ANALOGIAS”
“O JOGO DA VIDA”

Sessão 339

Sexta-feira, 13 de Novembro de 1998  © 1999 (Grupo/Connecticut)

Tradução: Amadeu Duarte


Participantes:  Mary (Michael), Betsy (Mary), Carole (Aileen), Joanne (Hariett), Sally (Bissell), Tom (Thomas), e uma nova participante, Pat (Ling Chu).
Elias chega às 8:59 da noite. (Tempo de chegada: 26 segundos)  

ELIAS:  Boa noite! (A sorrir)

GRUPO:  Boa noite, Elias!

ELIAS:  Cá nos encontramos de novo! Esta noite, vamos uma vez mais ficar receptivos às vossas perguntas, e passamos-lhes a palavra, por assim dizer. (Pausa)

BETSY:  Elias, eu tenho uma pergunta. Eu estava a escutar a agravação da sessão privada que fiz contigo em que conversávamos acerca dos relacionamentos e dos aspectos e das necessidades ao invés de desejos. A pergunta que tenho reporta-se ao facto de ter estado em conflito acerca dos relacionamentos que tive com os homens, com a minha família, e ao me situar em meio a um divórcio, e na semana passada ou por aí, parece ter-se gerado um imenso julgamento em relação a isso, e parte daquilo que estou a fazer é, considerar aquilo em que acredito e a forma como alinho, se quisermos, pelas crenças implícitas aos juízos formulados em torno de questões como a fidelidade, o empenho e o comprometimento, e gostaria de saber se poderás comentar algumas dessas coisas.

ELIAS:  Vós desenvolvestes muitos termos no vosso idioma que pretendem definir aspectos das crenças que tendes. Recentemente passamos para a área do debate do sistema de crenças da duplicidade, como o sistema de crenças seguinte que tínhamos a abordar, sistema de crença esse que interage com todos os outros e todos os aspectos dos outros sistemas de crenças.


Essa é a razão por que esse particular sistema de crenças se revela tão vigoroso, por não se limitar a si mesmo – à própria gaiola de pássaros que comporta – mas esses pássaros também se misturarem com todos os pássaros das outras gaiolas.


Nessa medida, no sistema de crenças do relacionamento e nos aspectos desse sistema particular de crenças, o que influencia sobremodo pelo reforço dos aspectos dessa crença particular é o elemento da duplicidade, por poderdes voltar-vos em qualquer direcção particular no âmbito do sistema de crenças do relacionamento – podeis identificar qualquer aspecto diferente – que também se revelará ligado com um aspecto de duplicidade, o que reforça o aspecto desse relacionamento.


Fidelidade: esse é um aspecto inerente ao sistema de crenças dos relacionamentos. Se estiverdes envolvidos num relacionamento individual com um companheiro, por assim dizer, também abrigareis uma expectativa – que corresponde ao aspecto da crença – que devereis respeitar nessa área, e que mantereis a vossa fidelidade. Nessa medida, atribuís um juízo a isso em termos de “bom”. A infidelidade enquadra-se no juízo do “mal”. Aceitável e inaceitável.


Isso, conforme afirmei, acha-se directamente sob a influência da duplicidade, porque se separardes a duplicidade do aspecto da crença em que assenta o relacionamento neste exemplo da fidelidade, não terá importância se respeitais ou se deixais de respeitar, porque ligado ao aspecto da duplicidade, torna-se importante para vós, por alinhardes com esses aspectos das crenças.


Conforme já estarás cientes, estás a fazer face a muitos aspectos inerentes aos sistemas de crenças. Estás a dar atenção a esses aspectos dos relacionamentos e estás a tentar transmitir informação a ti própria sobre essa área, de modo a seres capaz de permitir que esses pássaros voem em liberdade e passes a aceitar isso. Isso por vezes também cria dificuldades no teu foco físico, por nem todas as pessoas considerarem igualmente esses aspectos. Por isso, podes apresentar a ti própria informação, e as outras pessoas não perceberem essa mesma informação.


Nessa medida, continuam a avançar em alinhamento com os aspectos das crenças, mas como tu continuas a abandonar esse alinhamento, poderás notar que a oposição que recebes, por assim dizer, aumente, por aqueles que não se endereçarem nesse rumo ainda perceberem isso como estranho e ameaçador. Não compreendem aquilo que estás a considerar nem o passo que estás a criar, e com esse passo poderão ver, mas com a falta de compreensão de que padecem também se poderão insurgir, por assim dizer, contra o passo que dás.

Ora bem; as pessoas movem-se nessa direcção por uma questão de temor. Encarais as áreas estranhas como áreas que encerram temor. Não vos voltais facilmente na direcção do que seja estranho.



Além disso, as pessoas não aceitam facilmente qualquer outro movimento no sentido do que é estranho, por perceberem isso nelas próprias, e como TODOS vós detendes um aspecto da percepção que tendes de forma semelhante, olhais para vós próprios e para as percepções que tendes, e projectais a percepção que tendes nos outros.


Nessa medida, sentes a expectativa de que as outras pessoas tenham a mesma percepção que tens, e que criem a sua realidade da mesma forma que tu crias a tua própria realidade. Por conseguinte, geras a presunção automática de que vos compreendeis muito bem uns aos outros e de que todos instaurais as mesmas regras, só que não estais. Vós estais todos a criar diferentemente. Estais todos a criar com base nas percepções que tendes, individuais, e as percepções que tendes diferem todas.


Essa é a razão por que vos disse antes que por vezes pode ser bastante benéfico que façais uso dos vossos sentidos interiores e para recorrerem ao vosso sentido empático, por ele vos permitir que vos fundais com o outro a experimenteis a experiência por que ele passa, a qual assenta na percepção que tem, e que traduz a criação que faz da sua realidade, por não conseguirdes chegar a compreender objectivamente a percepção que o outro tenha caso não vos permitais experimentar a percepção dele. Nessa medida, podereis igualmente ver-vos nessa situação e expressar para vós próprios que não importa a percepção que o outro tenha daquilo que estiver a criar, por tu estares a criar a tua realidade.


Bom; estou perfeitamente ciente disto apresentar o aspecto de ser demasiado simples assim como bastante irrealista, pois de que modo chegareis a interagir com os outros e expressar a vós próprios que não tenha importância a ideia que tenham ou o que sintam, por isso também não ser aceitável. Tu criaste um carrossel gigantesco com base nas crenças que tens, por estares a tentar direccionar-te num sentido, e a duplicidade te puxar de volta para o carrossel em que te encontras e te desviar a atenção por qualquer via.

Tu apresentas a ti própria informação e voltas-te no sentido dessa informação, e defrontas-te com oposição, e com essa oposição voltas a percepção que os outros têm para a tua e geras culpabilização, e culpa, e acusações contra ti, tudo quanto traduz uma falta de aceitação de ti, e com uma expressão dessas perpetuas a falta de aceitação de ti própria e bloqueias essa aceitação, e a seguir voltas-te para a aceitação de ti novamente e todo o ciclo tem de novo início, por te defrontares de novo com a oposição e repetires o padrão.



E nesse imenso carrossel, tu experimentas frustração e confusão, e expressas a ti própria e aos outros a impossibilidade de todas as tuas situações, por não conseguires escapar a esse carrossel, por se estar continuamente a apresentar-te. A SOLUÇÃO – nos vossos termos (a rir) – para essa situação reside na aceitação de ti própria.


Nessa medida, podes perceber que a expressão inicial que te apresento seja de indiferença e de insensibilidade, egoísta, autocentrada, arrogância… minha nossa! Temos tantos termos para expressar todos esses elementos desagradáveis do vosso ser, (riso) e todas essas expressões constituem um reforço da vossa própria duplicidade!

Nisso, apresentei muitas vezes às pessoas a expressão do egoísmo; não de acordo com a terminologia que atribuís a esse termo segundo os moldes em que o definis, mas no contexto da definição de considerardes a vós próprios primeiro – de vos aceitardes a vós próprios antes de mais – independentemente das expressões do outro.


Tudo quanto vos tenho transmitido, em todas as sessões que vos tenho apresentado a todos, se move nesse sentido único. Proponho muitas analogias, muitas histórias diversificadas, diferentes ângulos de abordagem dessa questão da aceitação pessoal e do egoísmo pessoal segundo a terminologia da essência, que representa ausculta-vos a vós antes de mais, porque assim começareis automaticamente a aceitar os outros, e também descobrireis que com a aceitação de vós próprios, a expressão que os outros evidenciarem não terá importância, por começardes a proporcionar a vós próprios a compreensão dos outros e das crenças que têm e da motivação quer apresentam nos comportamentos que adoptam.


Isso não quer dizer que vos esteja a dizer para serem indiferentes ou insensíveis, para não sentirdes compaixão, por esses serem elementos que criastes com base nas emoções que tendes nesta dimensão física, mas podeis expressar bastante essas emoções e essas criações, e também podeis apresentar isso tudo a vós próprios.

Já debatemos isso, o facto de proporcionardes a vós próprios tudo quanto proporcionais aos outros, porque se o proporcionardes a vós próprios, o produto natural será a expressão para com os outros e a aceitação dos outros SEM a reacção em vós da ofensa, da culpa, da falta de aceitação, ou da falta de fiabilidade.



Eu apresentei recentemente – com o que privareis em breve – uma analogia que vos ilustra e à percepção e às crenças que tendes. Nesse sentido, também vos apresentei o exemplo da interacção de mais do que um indivíduo a participar nos vossos jogos no foco físico, o vosso “jogo da vida”, como quem diz, por ser o que estais a jogar.


Vós SEMPRE dispondes de escolhas. Nessa medida, como o stick constitui a crença que tendes e a bola representa a percepção que tendes, a percepção de uma outra pessoa poderá colidir com a percepção que tendes. A bola dela pode atingir a vossa, por ter sido directamente impulsionada pelo stick dela, pela crença que tem. Nessa medida, vós dispondes de escolhas. A vossa bola não está colada ao solo! Não está presa numa posição, e pode mover-se. Podeis mover a vossa bola, e a vossa bola não está limitada ao terreno. Pode ser atirada ao ar. Pode mover-se numa direcção, mas se optardes por colocar a vossa bola na rota de outra bola, por assim dizer, ela pode ser atingida.


(Com firmeza) Nesse jogo, não controlais os movimentos da bola da outra pessoa, nem vos cabe proporcionar orientação para a bola da outra pessoa. A responsabilidade que vos cabe reside em dirigir a vossa bola, mas se vos voltardes no sentido da preocupação e da atenção com a bola do outro, estareis a negligenciar a vossa própria bola! Como podereis dirigir a vossa bola se estiverdes tão ocupados a dirigir a bola de outra pessoa?


Ela não vos permitirá que lhe direccioneis a bola, não obstante, por dirigir a sua própria bola e a orientar com o próprio stick para onde escolher, e vós podeis muitas vezes dizer que pode estar a dirigir a sua bola para uma direcção diferente, e que sem acordo, a bola se moverá na direcção que escolher. Não é escolha vossa, não está sob a vossa alçada, nem é responsabilidade que vos diga respeito!


Nessa medida, se voltardes a vossa atenção para a vossa própria bola e permitirdes que o vosso próprio stick a direccione, os outros também terão a hipótese de avançar a par com a vossa bola ou de a seguir, ou de deixar de participar no jogo, que não importará, por colocardes a vossa atenção na vossa própria bola e no vosso próprio stick.

A questão está em vos orientardes no sentido de direccionardes a vossa bola com o vosso dedo e não mais com o vosso stick. (Fixa o olhar em todos com intensidade)

Isso requer grande parte da vossa atenção e concentração e energia. Por isso, não é necessário que vos movais na direcção da preocupação com os outros. NISSO reside o aspecto que vos apontei do “egoísmo”, o qual advogo vivamente, por nessa expressão serem dadas expressões automáticas a outros.


Não vos preocupeis com o pequeno rebento complicado. Ele endireitar-se-á se optar por isso. Não é responsabilidade vossa. A responsabilidade que vos cabe diz-vos respeito a vós e prende-se com o interesse pelas VOSSAS expressões.


Eu compreendo que as expressões das outras pessoas sejam encaradas como ofensivas, e que isso vos cause grande pesar. Isso pesa igualmente no teu jogo, por estares a agarrar-te à tua própria energia e estares a permitir a penetração.


Tal como declarei, propus várias analogias sobre a forma como criais na vossa realidade e como admitis todos os aspectos da vossa realidade que encarais como desagradáveis, mas vós estais a criá-los, estais a admiti-los, e estais a experimentar angústia em meio àquilo que estais a criar! Também sugeri as soluções para tais situações, mas não prestais atenção. Elas não são tão difíceis quanto isso, mas continuais a posicionar-vos e a arrastar-vos para situações que vos reforçarão a própria duplicidade.

(Com firmeza) Considerai essa crença e todos os aspectos que comporta, por influenciar sobremodo e ser muito resistente. Este sistema de crenças comporta muita energia. Foi-lhe cedida e emprestada muita energia, e conforme afirmei previamente, quase se tornou numa entidade em si mesma, por encerrar tanta resistência.


Nessa medida, toda a vez em que virem que vos sentis stressados ou desconfortáveis ou magoados ou entristecidos com as expressões dos outros indivíduos, podeis voltar-vos para os vossos próprios aspectos de duplicidade e dizer a vós próprios que a razão por que estais a experimentar o que encarais como sofrimento se deve ao facto de estarem a expressar para vós próprios que sois ruins ou deficientes, indignos, inadequados, errados.
Ao contrariais isso gerando raiva e projectando no exterior para os outros o que podereis expressar, nos vossos termos, como retaliação, mas que englobará essa expressão mas um espelho do que estais a expressar a vós próprios: a falta de aceitação de vós próprios. E com essa falta de aceitação de vós próprios nem sequer aceitais o facto de não vos aceitardes! (Riso)

Consequentemente, projectais no exterior para os outros uma justificativa, pelo facto de terem razão e estarem a ser vítimas, mas essa expressão consiste igualmente na falata de aceitação deles. Trata-se da vossa projecção da acção espelhada da vossa própria falta de aceitação de vós próprios. Se estivessem a encaminhar-se no sentido da aceitação de vós próprios, não sentiriam penetração alguma das expressões dos outros em vós, por não permitirdes tal penetração, por se aterem à própria aceitação e reconhecerem que as suas expressões não têm importância.

Interessante é que crieis terminologia no vosso idioma, no âmbito da vossa poesia infantil, que não respeitais e em que não acreditais. Examinemos... o que vamos aproveitar o ensejo para apresentar a uma outra essência que privará com esta sessão, a Giselle.

Dais expressão à canção infantil do: "Paus e pedras podem quebrar os ossos, mas as palavras jamais vos poderão magoar." Completamente errado! Os vossos paus e pedras não conseguem magoar-vos com a eficácia das palavras!

Outra pessoa pode magoar-vos fisicamente, que isso não vos magoará do mesmo modo com que as palavras proferidas por outra pessoa poderão magoar-vos, e a razão porque essas palavras vos magoarão não se deve ao facto do outro vos estar a prejudicar, mas ao facto de VÓS vos estardes a magoar.

E eu afirmei desde o início destas sessões que ninguém vos poderá parecer mais nocivo quanto o podeis ser para vós próprios. Sois bastante proficientes nessa área, e aprendestes muito bem!

Outra pessoa poderá expressar aquilo que quiser, mas sois vós quem gera a ofensa ou mágoa, do mesmo modo que outra pessoa poderá espirrar encima de vós e estarem a gerar uma doença qualquer, que vós não saireis contagiados como se numa bola pegassem! Se saírem contagiados com uma doença, segundo os termos que aplicais, não a tereis recebido da parte de uma outra pessoa. Ela pode dar expressão à energia, mas vós devereis criar a enfermidade por acção da vossa escolha. Ela não vos é lançada.

Do mesmo modo, uma outra pessoa poderá expressar um tipo qualquer do que podereis perceber ser uma expressão de mágoa, mas sois vós quem cria essa ofensa, por permitirdes que a própria duplicidade que abrigais vos dite a vossa falta de mérito  e falta de aceitação pessoal de que padeceis.

Uma pessoa poderá dizer-vos: "Acho os sapatos que calças detestáveis." Dispondes da escolha, caso vos aceiteis, para gerar riso e aceitação da expressão que vos lança e responder do seguinte modo: "Eu aceito aquilo que expressas, mas gosto bastante dos sapatos que calço. Não tem importância que não gostes deles. Não precisas calçá-los!" Mas se permitirdes que a duplicidade que abrigais vos influencie, a expressão que adoptardes poderá ser: "Ah, não! Deve haver alguma coisa de mal com os meus sapatos, por os achares detestáveis. Eles deixam-me os pés horrorosos! São demasiado largos ou demasiado pequenos. Entendes que me causem desconforto?" E começareis a questionar a vossa própria experiência, por terdes permitido que outra pessoa vos ditasse a direcção que deveis tomar. Estás a entender?


BETSY:  Hmm. As analogias agradam-me. Obrigado, Elias.

ELIAS:  Não tens de quê.


CAROLE:  Parece útil ao focos físicos afastar-se de outros focos físicos e dos seus sticks e bolas, para poderem mais ou menos regenerar-se e sintoninar-se com a essência. Eu sei que periodicamente exijo e anseio por isso, e depois sinto-me mais cheia de energia e mais fortalecida para regressar ao campo de acção com os outros sticks e bolas. Mas quanto mais sticks e bolas andarem ao nosso redor, mais difícil se torna manter-se em sintonia com as nossas próprias percepções. E parece que muita gente, que abriga o sistema de crenças do relacionamento – vamos usar o masculino e o feminino, um relacionamento amoroso – decide que não vale a pena o que temos que atravessar para estar na proximidade do stick e da bola de mais alguém com regularidade, e acaba em vez disso por não tomar parte disso. Poderás dar algum esclarecimento acerca disso?

ELIAS:  Isso é mais aspectos dos sistemas de crenças. No foco físico, ao experimentardes frustração e não vos abrirdes a todas as vossas escolhas e ao não vos aceitardes igualmente, voltais-vos no sentido de verem que, se criarem de forma singular, não precisareis criar em relação aos outros indivíduos, e isso eliminar-vos-á o estrese e o conflito que viveis, por não estardes a criar o vosso conflito. Os outros são quem cria o conflito que viveis, por eles criarem a vossa realidade! Na realidade, os outros influenciam-vos o conflito que vivenciais, por não vos voltardes para vós nem estarem a prestar atenção à forma COMO estais a criar, nem a dar atenção a vós próprios nem ao que estais a expressar a vós próprios em meio àquilo que desejais criar.


Podeis criar de uma forma mais eficiente em meio ao campo de acção com muitos, muitos outros indivíduos e todos os seus sticks e as suas bolas, e a vossa bola pode pular sobre todas as outras bbolas e sair intocada e não se afastar do campo de acção, por reconhecer que não é necessário permitir-se colidir com as outras bolas.



Isso não quer dizer que se retire! Isso por vezes é um aspecto do facto das pessoas não realizarem o seu sentido de valor, por não se permitirem ver as escolhas de que dispõem e continuam a criar no âmbito do conflito que vivem, e serem extremamente influenciados na falta de aceitação pessoal e da sua própria duplicidade, e isso muitas vezes leva as pessoas a retirar a sua bola do campo de acção e a separar-se.

CAROLE:  E que dizer se uma pessoa começa a aceitar-se e a confiar em si própria, e outros concorrentes parecerem estar enraivecidos com isso e apontarem as percepções e as crenças que tenham directamente para a pessoa que parece aceitar-se a si mesma?

ELIAS:  Precisamente, mas como referi no início desta sessão, isso é bastante comum. Vós não estais todos a avançar em direcção à aceitação das crenças à mesma velocidade, por assim dizer. Não estais todos a direccionar a vossa atenção do mesmo modo, nem vos estais todos a deixar conduzir para a mesma informação. Embora ESTEJAIS todos a conduzir-vos progressivamente mais rumo à mudança da consciência, podeis apresentar a vós próprios informação de muitas maneiras.

Agora; ao apresentardes a vós próprios informação por diferentes formas, automaticamente também criais novos sistemas e crenças: por o vosso método ser mais eficiente do que o método dos outros, e por o vosso caminho ser mais estreito do que o caminho dos outros, por estardes a criar uma maior aceitação e os outros não estarem.

Agora; porque te deixarás conduzir para a participação nessa situação da falta de aceitação do outro e para o extremo da oposição ao outro – por ESTARES a participar – se não apresentares a ti própria informação daquilo que ESTÁS a criar? ESTÁS A PRESENCIAR UMA ACÇÃO DO ESPELHO.
Consequentemente, se experimentares uma oposição intensa, essa será a tua oportunidade de veres isso e de reconheceres que estás a apresentar a ti própria a oportunidade de te veres e à tua própria falta de aceitação pessoal e das tuas próprias criações, e por conseguinte a própria falta de aceitação do outro, por ele não estar a participar nessa situação sozinho.
Outra pessoa pode dizer-te: “Tu não és aceitável! Eu experimento infelicidade contigo!” Mas, qual será a ideia que gerarias no teu íntimo?
 
CAROLE:  Bom, o provável é que me sentisse magoada.

ELIAS:  E que criarás? Crias os teus sentimentos de mágoa, e a retaliação e a justificação: “Tampouco eu gosto de ti!” (Riso)

CAROLE:  Abondono o campo da acção com o meu stick e a minha bola!  Vou-me embora!

ELIAS:  “Eu estou a criar uma grande capacidade de aceitação, e tu não estás!” Minha nossa, ESSA é uma declaração de aceitação que mais parece uma foirma descarada de julgamento!
“Eu estou a dizer-te que estou a tentar e a tentar, e tu não estás!” Outra expressão de julgamento.

“Estou a expressar carinho e compaixão por ti, e tu não te mostras recíproca!” Outra forma de julgamento.

“Eu sou muito boa e tu és muito mau, e posso justificar isto que afirmo, por TU teres dado início a este ciclo e toda esta agitação ao me dares a conhecer a falta de aceitação de mim própria!” Agora criaste uma forma de julgamento e uma justificação, e uma outra forma de julgamento e outra justificação, e trepaste de modo bastante eficaz no teu carrossel!

CAROLE:  De novo!

ELIAS:  E a solução que arranjas passa por retirares o teu stick e a tua bola e afastar-te da interacção e do campo de acção!

Ora bem; se te aceitares de uma forma genuína, outra pessoa poderá expressar-se pelo que poderá ser percebido como maneira ofensiva ou por meio de uma expressão de não-aceitação, que não será recebido dessa forma.

Ao vos apresentar a analogia do abono e da penetração e do amortecimento, que foi que vos apresentei com essa expressão? Que se outra pessoa expressar exteriormente se dá um abono à expressão, mas como a expressão, visualizada como uma bola, é projectada na vossa direcção e se aproxima do vosso campo de energia, se vos aceitardes e não vos ativerdes à vossa energia, a bola tornar-se-á numa bolha, e ao atingir o vosso campo de energia, estourará, e as partículas da bola podem reconfigurar-se no que escolherdes. Podeis criar água, podeis criar cores, podeis criar uma flor a partir da expressão da raiva, por a projecção não ter importância, mas o que admitis na sua configuração e a forma como recebeis isso e o que construís com base nisso. Podeis construir mandíbulas cortantes com isso que vos magoem por dentro, assim como podeis construir uma flor adorável que possais usar me vosso benefício.
Por vezes podeis optar por vos voltar numa direcção diferente. Não estou a dizer que continueis a ser, no teu campo de acção, a seguir em paralelo com a bola do outro caso não desejes participar com esse indivíduo em particular. Há uma diferença entre a remoção da vossa bola e direcciona-la num sentido diferente, e se empurrarem a vossa bola numa direcção diferente, caso estejam envolvidos numa relação de parceria, o outro indivíduo também detém escolhas e tanto pode seguir a vossa bola como não seguir, mas as vossas escolhas não dependem das escolhas dele, nem tampouco as escolhas dele vos ditarão as vossas. Por isso, vós criais as vossas escolhas dentro de vós, e permitis que os outros avancem em harmonia convosco, e caso não optem por estar em harmonia convosco, podeis escolher mover a vossa bola numa direcção diferente.

Não estais limitados a nenhum elemento no foco físico. Isso são TUDO aspectos das crenças que tendes, e constitui a vossa limitação, o que vos bloqueia a vossa liberdade.

CAROLE:  Que utilizaremos para proceder a escolhas quando reconhecemos as crenças enquanto crenças?

ELIAS:  Conforme expressei previamente, não estais a eliminar as crenças que tendes. Estais simplesmente a separar os aspectos. Conservais a gaiola, mas os pássaros esvoaçaram em liberdade. Por isso, podeis continuar a brincar com a vossa gaiola, mas as influências – com a resistência que apresentam e a capacidade de vos bloquear as expressões e as liberdades e a criatividade que tendes – são eliminadas.

Não eliminareis as crenças que tendes. Elas constituem um elemento base da criação que fazeis nesta dimensão e elementos inerentes à vossa experiência nesta dimensão. Esse é o equívoco que as pessoas têm ao acederem a esta informação.

Não vos estou a instruir no sentido de mudardes a crença que tendes ou de substituirdes a crença ou de criardes uma nova crença, mas de aceitardes as crenças que tendes, por não eliminardes as crenças! Eu referi isso muitas vezes. Elas são um elemento da vossa realidade física nesta dimensão. Sem as crenças que tendes, não criareis esta realidade particular, por elas constituírem um elemento base dela.

CAROLE:  Quando reconhecemos alguma coisa como uma crença e continuamos nessa acção, isso assemelha-se quase a um jogo e como que encenamos. É o que me parece.


ELIAS:  Vós ESTAIS a participar num jogo! Estais a criar a fim de experimentardes a realidade física, com o desejo de experimentardes certos aspectos específicos da realidade física criada. É uma brincadeira! E vós sois todos demasiado sérios!
BETSY:  Elias, para traçar uma analogia… quero dizer, parece exactamente neste instante, com o conflito, e com o conflito sobrevém a mudança, e isso não quer necessariamente dizer que seja mau, mas sinto-me como um pássaro na gaiola, a bater nas grades. Bom, podia optar por voar pela gaiola fora e ver a gaiola, só que a crença ainda lá tem assento.

ELIAS:  Exacto.

BETSY:  Então, como é que escolho? Como poderei chegar a ponto em que deixa de estar em conflito com a crença? Bem sei disso na minha cabeça, mas de que modo conseguirei mudar isso para deixar de estar em conflito e chegar a ponto de me aceitar a mim própria, de modo a poder ver o jogo e apreciá-lo?

ELIAS:  Vejamos uma pequena crença. Vamos voltar aos vossos sapatos! (Riso)

Todos vós empregais o hábito de usar sapatos. Isso, na crença que tendes, é aceitável. Não sentis qualquer conflito em relação a essa crença de usar sapatos. Tanto podeis usar sapatos como podeis deixar de usar. Torna-se-vos aceitável cobrir os pés para deixarem de andar descalços. Podeis todos optar por usar muitos tipos de sapatos variados assim como podeis optar por não usar nenhum, que isso não vos cria qualquer conflito.

O hábito de calçar sapatos constitui uma crença. Não é necessário, mas não sentis qualquer conflito com o facto de esardes sapatos nos pés. A crença prossegue, mas gera-se uma aceitação dela, mesmo a ponto de questionardes a forma de usardes os sapatos e a forma como haveis de colocá-los nos pés.


Ora bem; se colcoarem os sapatos, o direito no pé esquerdo e o esquerdo no pé direito, haveis de instaurar um conflito, por isso não estar de acordo com a crença. O direito pertence ao direito; o esquerdo pertence ao esquerdo. Podeis dar continuidade à crença e reconhecer a sua existência. Se os vossos sapatos forem suficientemente largos, não terá importância que os coloqueis no pé direito ou no esquerdo. Se os vossos sapatos forem demasiado apertados, restringir-vos-ão caso os calçeis no pé contrário, e deverão provocar dores e criar desconforto. Mas como criais sapatos suficientemente largos, eles não irão criar desconforto, e não importará em que pé os ireis calçar.


A crença terá continuidade, mas a forma como a construireis não terá importância e não criará conflito nenhum, e à medida que expandis a consciência que tendes, a crença prosseguirá, mas não terá importância, por não deter o poder que tinha e não provocar influência.

Isto será mais útil?

BETSY:  Bastante!  Obrigado.
 
CAROLE:  Essa foi uma analogia brilhante!

ELIAS:  É claro! Estaríeis a antecipar MENOS? Pois eu sou brilhante! (A rir, enquanto toda a gente desata na gargalhada)

Podeis dar rapidamente continuidade às perguntas que tendes, e iremos dar por terminado, por não desejar sobrecarregar o Michael esta noite! Continuem!

CAROLE:  Eu conversava com alguém ontem que referiu qualquer coisa em relação ao K-Y-C, algo que tem que ver com o que sucede no planeta, e aparentemente há alguém que canalisa informação, uma entidade, acerca do facto de a certa altura, certas pessoas irão passar para um outra dimensão. E ele sentia curiosidade quanto ao que pensarás disso. Não disponho assim de tanta informação sobre o assunto, mas disse que se a oportunidade surgisse, te perguntaria isso.

ELIAS:  Eu abordei isso anteriormente, e posso-te dizer que existem, conforme estarão cientes, muitas alterações que estão a decorrer na vossa dimensão, na vossa realidade, à medida que esta mudança na consciência se concretiza.


Nesse sentido, à medida que avançais de uma forma mais plena, tanto individual quanto colectivamente, na acção desta mudança da consciência, não vos fareis transportar para outras dimensões, por assim dizer. Mas conforme vos disse antes, tereis a capacidade de ter um acesso objectivo a outras dimensões à medida que derdes início à acção das experiências de projecção fora do corpo, e vos fizerdes transportar por meio da consciência.


Eu falei bastante em relação a essa área, que irieis mover-vos ATRAVÉS do espaço – e não ao redor do espaço – ATRAVÉS da consciência, e ter acessoa outras dimensões e ter acesso muitas mais realidades, por virem a permitir-se mais as capacidades que tendes de uma forma plena e não vos limitareis a esta dimensão particular.


Também vos referi que outras dimensões não estão a tomar parte nesta mudança da consciência. Por isso, não vos fareis transportar para outras dimensões a fim de fixarem residência, por já se encontrarem focados noutras dimensões!


Podeis visitar outras dimensões a fim de acederdes a informação sobre essas outras dimensões, se o quiserdes, e podeis igualmente aceder a áreas da consciência que encarais presentemente como veladas. Uma dessas áreas é a que se situa entre vós e aqueles que percebeis terem falecido. Percebeis um véu entre vós e esses indivíduos. Deixará de existir tal véu, e permitir-vos-eis interagir e comunicar, com reconhecimento de todos os aspectos da acção da transição.


Nesse sentido, certos elementos desta informação são acertados, e outros elementos são fortemente influenciados por crenças.

CAROLE:  Foi o que eu lhe disse que dirias!

ELIAS:  O aspecto de terem a capacidade ou de vos permitirdes ter consciência da capacidade de que já gozais, de poderdes aceder a outras áreas da consciência e a outras dimensões, está correcto; não de virdes a ser transportados para uma outra dimensão, por não estarem a passar, conforme referi previamente, do que percebeis ser a vossa terceira dimensão para a vossa quarta dimensão ou quinta dimensão! Estais simplesmente nesta dimensão particular pela acção da vossa atenção focada, mas também ocupais todas as outras dimensões em simultâneo. De modo que nisso, para onde vos dirigireis que já não ocupeis? (A rir baixinho)


Quanto ao elemento da informação que é presentemente apresentado da maneira que é apresentada no enquadramento dos elementos da troca de energias, não precisareis desta acção, por chegardes a recordar e a obter vós próprios a informação, e facultareis a vós próprios essas capacidades. Por isso, que intenção terá a interacção como esta desta troca de energias, se podereis aceder a essa informação por vós próprios?


CAROLE:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê. 


Mas nisso reside a questão que tenho vindo a referir-vos muitas vezes. VÒS haveis de proporcionar a VÓS PRÓPRIOS a recordação, e vós podeis aceder a esta informação por vós próprios. Cada um de vós é um ser glorioso e tendes as mesmas capacidades que eu tenho, e conforme vos tenho dito muitas vezes, a diferença assenta unicamente na recordação, no facto de eu recordar enquanto vós não, mas haveis de recordar! E ao recordardes, também vos permitireis a liberdade de grandes expressões e da capacidade de grandes explorações, nesta e em outras dimensões. (A sorrir)

CAROLE:  Obrigado pela ajuda proporcionada.

ELIAS:  Encorajo-te bastante! (A sorrir)

BETSY:  Elias, uma última pergunta. Ao falarmos sobre a aceitação de crenças e de tudo o que temos vindo a debater nesta noite, de que forma isso estará relacionado com a intenção da família Sumafi? Viremos a ensinar isso a outros, ou onde chegaremos com isso?

ELIAS:  No âmbito desta acção da mudança de consciência, a Sumafi deixa-se atraír para esta informação deste modo, de modo a não virem a distorcer a informação.

Conforme ao longo de todas as eras que despendestes no foco físico, a intenção da Sumafi permanece a mesma; portadores da informação, aqueles que se atêm à pureza da informação pela menor distorção possível, e aqueles que são mestres. Consequentemente, aqueles que se deixam conduzir para esta informação e que pertencem à Sumafi movem-se na direcção de incorporar ensinamentos quanto à intenção individual que tenham, em conjunção com o alinhamento que façam pelo foco.


Essa é a proposta dessa família e a participação que tem nesta mudança da consciência: clarificar, proporcionar informação com respeito às crenças, para clerificar as crenças que são apresentadas por outras fontes, de modo a poderem permitir-se uma compreensão mais clara e a poderem ser úteis nas áreas do ensino, com o reconhecimento de que a intenção desta mudança de consciência consiste em aceitarem as crenças, não em alterá-las, e com isso, a Sumafi cede uma enorme energia à compreensão, por portarem a clareza.

BETSY:  Obrigado, Elias.

ELIAS:  Não tens de quê.

BETSY:  Já o tinhas dito, mas eu precisava ouvi-lo de novo.

ELIAS:  Muito bem! (A sorrir)

CAROLE:  Elias, poderias fornecer à nossa convidada o nome da essência dela e a família a que pertence e a família por que alinha? Ela chama-se Pat, neste foco.

ELIAS:  Nome da essência, ling Chu; duas palavras. Família da essência, Sumafi; alinhamento, Tumold.

CAROLE:  Obrigado, Elias.

ELIAS:  Não tens de quê.

BETSY:  Elias, while you’re doing essence name and family alignment, can I ask for a friend of mine, John?

Elias, enquanto estás a dar nome da essência e alinhamentos, posso perguntar os dados de um amigo meu, o John?

ELIAS:  Nome da ess~encia, Fomage.  Família da essência, Tumold; alinhamento, Sumari.

BETSY:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

PAT:  Elias, eu sinto que haja algo ou alguém ao meu redor, certo? Posso estar errada. Creio que parece que podia ser a minha mãe, e caso seja, estará ela a tentar dizer-me alguma coisa, ou estará ela simplesmente aqui para me ajudar seja no que for?
 
ELIAS:  A energia quee stás a experimentar é a energia desta essência (Elias), e é-te apresentada de uma forma com que te familiarizes, e não te pareça ameaçadora e com que te possas sentir confortada e não te leve a retrair em ti mesma. Por isso, tem sido apresntada como uma dádiva, como quem diz, por uma expressão de familiaridade.

PAT:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

SALLY:  Elias, poderias dizer à Pat onde se encontra a mãe dela agora, que também foi a minha tia favorita, Sophie?

ELIAS:  Esse indivíduo empreende a acção da transição. Nessa medida, podes experimentar alturas que interpretarás como interacção entre ti e esse indivíduo.

Deixa que te explique que o que estás a abodar é um depósito de energia desse indivíduo que foi ofertado para te confortar em determinados períodos, mas o foco real da pessoa empreende a acção da transição, pelo que não está envolvido com o foco físico, por os focos individuais que se envolvel com a acção da transição não física não interagem directamente com as pessoas no foco físico.


Nessa medida, poderás derontar-te com indivíduos no foco físico que te digam que têm acesso a um parente falecido, como quem diz, ou amigo, ou outra pessoa qualquer. Eles têm, acesso a energia que esteve conjugada com esse foco individual, e como tal comporta a sua marca, por assim dizer, e encerra informação acerca do indivíduo, mas não constitui o indivíduo em si, por o seu foco individual se achar em transição, e no acto da transição, esse foco particular deverá envolver toda a sua atenção nessa área, e ver todos os focos que tem. Por isso, não interage directamente com o foco físico.


Além disso, a intenção da acção da transição é a de se desprenderem – de eliminarem, não de aceitarem, mas de eliminarem – as crenças. Por isso, não deverá reforçar essas crenças físicas pela interacção com focos físicos. Também tem o objectivo de,por assim dizer, se desprender da consciência objectiva. Nessa medida, também representaria uma derrota da intenção envolver o foco físico se o enfoque se situa no desprendimento da consciência objectiva.


Por conseguinte, o que estás a abordar é um elemento que o indivíduo terá projectado e permitido que permanecesse, por assim dizer, na vossa dimensão física, o qual consiste numa projecção da sua energia.

SALLY:  Agradecida.
 
ELIAS:  Não tens de quê.

SALLY:  Poderia perguntar-te mais uma coisa? No mês passado, quando seria suposto que estivesses aqui e não estiveste por o Michael ter adoecido, a Carole hipnotizou três de nós. Eu fiquei hipnotizada e tornei-me na Eli, e pedi-lhe para me levar de volta a essa vida em que me encontrava contigo, e fui ter com um amigo chamado Eli que tinha um cabelo loiro comprido, e que basicamente passou a vida a rir e a dançar e na brincadeira e a divertir-se de toda a maneira. E só queria saber, Eli, Elia, Elias, existirá alguma ligação?

ELIAS:  Permitis-te-te ver um outro foco da tua essência, mas não o foco que tiveste comigo.

SALLY:  Tudo bem.

ELIAS:  Isso é muito vulgar. Ao tentardes ver outros focos, é bastante comum que inicialmente não possais sempre abordar o foco específico em que vos concentrais, por ainda não estarem dextros no direccionamento da vossa atenção, e estarem a explorar. Por isso, abordareis algum foco particular que possa ser mais evidente para vós. Pode ser um foco que influencie bastante este presente foco particular, assim como pode ser um foco que vos providencie conforto e não vos deixe assustados.

SALLY:  Estou a entender. Bom, achei que tinha influenciado bastante por este camarada Eli, ele era alguém preguiçoso, andava na boa-vida que sempre precisava dançar e brincar e perder tempo. E nesta vida sou viciada no trabalho, e creio que estou a tentar chegar ao Eli para começar a fazer alguma coisa!

ELIAS:  Ah! E ao contrário dessa maneira de pensar, dou.te a sugestão para APRESENTARES a ti própria a lição desse indivíduo e para empreenderem mais essajovialidade, e para não te preocupares em lhe passar qualquer instrução no sentido de parar com a jocosidade ou jovialidade que expresa! (Riso)

SALLY:  Pois! (Elias sorri)  Obrigado!

ELIAS:  Não tens de quê.  Muito bem.  Expresso-vos a cada um nesta noite um enorme afecto.


Ah! Antes de interromper, poderão oferecer à bridget um aspecto de um encorajamento futuro, por estar ciente de um foco que está à espera, que apenas espera por conordância para entrar.

CAROLE:  Caramba!

NOTA DA VICKI:  Bridget é o nome da essência da nora da Carole.

ELIAS:  Fico na antecipação do nosso próximo encontro. A cada um de vós nesta noite, expresso a minha enorme afeição, e fico na antecipação do teu pequeno também!

Para cada um, um imenso carinho, e um caloroso au revoir!

GRUPO:  Au revoir!

Elias parte às 10:30 da noite.

© 1999  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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