segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

UMA CRIAÇÃO FÍSICA DRAMÁTICA




UM EXERCÍCIO DESTINADO À DISSIPAÇÃO DO ESFORÇO E DAS EXPECTATIVAS EXIGIDAS A TI PRÓPRIA”
Sessão1704
Domingo, 30 de Janeiro de 2005 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael) e Liana (Ponset)
Tradução: Amadeu Duarte
(Tempo de chegada do Elias: 12 segundos)
ELIAS: Boa tarde!
LIANA: Viva! Obrigada, por falares comigo.
ELIAS: (Ri) Não tens de quê.
LIANA: Tenho algumas perguntas acerca do meu fígado e do que se passa nele.
ELIAS: Muito bem.
LIANA: Poderias dar-me uma visão global? (Pausa)
ELIAS: Diria que se acha um tanto agitado, certo?
LIANA: Sim.
ELIAS: E que impressão tens quanto ao que estás a criar?
LIANA: Creio tratar-se evidentemente de uma apresentação dramática destinada a captar a minha atenção, coisa que conseguiu. Aquilo que queria saber é, que será que está a requerer a minha atenção. Terá alguma coisa que ver com o facto de ter ficado deprimida assim que comecei a exercer o poder que me assiste de uma forma mais completa, como dever fazer um trabalho melhor, por exemplo?
ELIAS: Em parte, mas também é uma manifestação que estás a produzir em associação com a pressão que estás a exercer sobre a tua energia, a produção de restrições pessoais e de hesitações, e o facto de não te concederes liberdade e de forçares a tua energia em relação ao que esperas de ti própria.
LIANA: Poderias ser mais específico em relação à pressão que exerço sobre a minha energia e o que espero de mim própria?
ELIAS: O que esperas de ti própria em associação com o desempenho ou as interacções que tens com os outros ou com o comportamento que tens.
LIANA: Isso engloba muita coisa.
ELIAS: Estou ciente disso!
LIANA: Creio que espero alguma coisa. Penso que espero produzir alguma coisa e…
ELIAS: Isso tem mais que ver com as preocupações que nutres acerca do “deveres” e dos “não deveres” ligados às tuas expressões.
LIANA: Em termos das expectativas que tenho em relação a mim própria?
ELIAS: Sim. A todas as expressões que empregas em que dizes a ti própria que DEVIAS ESTAR a produzir.
LIANA: Deve ser a independência financeira; devia ter uma carreira, como quem diz; devia ser auto-suficiente e não depender de mais ninguém. Devia ser capaz de ter uma carreira qualquer que me facultasse uma maior liberdade na minha expressão criativa.
ELIAS: E que será que NÃO devias estar a fazer?
LIANA: Bom, não devia ser enfermeira no hospital onde trabalho. Não devia estar a fazer isso. Não devia estar a acatar ordens de toda a gente. Faço alguns juízos bastante negativos acerca de mim própria acerca da forma com sou tratada, pelo facto das pessoas me darem ordens por aqui e por ali, como se não merecesse qualquer respeito. Não me é permitido proceder a contribuições. Tenho um monte de sentimentos negativos acerca disso.
ELIAS: Isso são exemplos da forma como pressionas a tua energia. Todos esses exemplos do que DEVIAS ou NÃO DEVIAS fazer constituem expressões da forma como estás a forçar a tua energia e a expressão aspereza em relação a ti própria, e por conseguinte a produção de uma manifestação física proporcional à força e à severidade das expectativas que tens em relação a ti própria e à pressão energética que geras sobre ti própria.
Ora bem; nisso, que dirias que reconheces e aprecias em ti?
LIANA: O que é que aprecio em mim no trabalho?
ELIAS: Em ti em qualquer situação.
LIANA: (Suspira) Não estou assim a apreciar-me tanto por estes dias.
ELIAS: Estou ciente disso.
LIANA: Sinto que aprecio o trabalho que fiz na minha casa. Aprecio o facto de dar o melhor da minha parte para estabelecer contacto com os meus pacientes e proceder a projectos criativos com eles, coisas do género. Sinto que já em relação a mim própria me sinto menos grata.
ESSA: Essa é a questão - não apreciares aquilo que fazes, mas apreciares AQUILO que és. Nisso reside a questão.
LIANA: Por que sofreu isso uma redução substancial? Eu costumava sentir-me mais grata por mim própria.
ELIAS: Por estares de uma forma incrementada a produzir expectativas em relação a ti própria por meio das quais te desconsideras, por não estares a conseguir de modo suficientemente bom. Não reconheces aquilo que ESTÁS a conquistar, o que PRODUZISTE, o que REALIZASTE. Estás a focar a tua atenção no que NÃO tens ou no que NÃO estás a fazer, e por conseguinte a desconsiderar-te em vez de admitires para ti própria e sentires apreço por ti.
LIANA: Terá isso que ver com o facto de estar numa relação com o Steve? Ou representará ele simplesmente um símbolo disso? (Pausa)
ELIAS: Um reflexo disso.
LIANA: Sinto que as coisas se tenham tornado um tanto confusas. Gostaria de saber se os remédios que ando a tomar, se não terá sido isso que causou a agitação no meu fígado.
ELIAS: Não, embora essa possa ser a explicação da possibilidade que os vossos podem expressar. Mas na realidade, estás a criar pressão e intensidade de energia em ti própria com essa desconsideração de ti própria, e isso está a provocar essa irritação. Conforme expressei, a irritação que estás gerar fisicamente é proporcional ao que estás a expressar na tua energia. Por isso, com a força da expressão energética que estás a provocar através da aspereza que demonstras por ti própria e com a desconsideração que manifestas por ti, criaste uma manifestação física que te reflecte isso numa área da consciência do teu corpo físico que é significativa.
LIANA: Poderias dar-me uma sugestão qualquer acerca do modo como poderei curar o meu fígado, reprimir esta agitação?
ELIAS: Antes de mais, posso-te dizer para começares a notar todas as alturas em que te desconsideras pelas expressões do “dever” e do “não dever”. Também te sugiro que se notares a frequência com que expressas esses “deveres” e “não deveres” te permitas intencionalmente relaxar e não necessariamente aquiescer aos “deveres” e aos “não deveres”.
LIANA: Que queres dizer com “não aquiescer”?
ELIAS: Não fazer uso disso. Notas que estás a expressar isso, mas não empregas isso.
LIANA: Por exemplo, no meu emprego, uma das coisas de que realmente não gosto é o facto de sentir que as pessoas me tratem como alguém que não investe na unidade, alguém que não é capaz de dar uma contribuição criativa. Tenho sentido alguma raiva e hostilidade que me são dirigidas por eu obter mais trabalho do que as outras pessoas. Não estou bem certa do que isso possa significar, mas parece ser negativo. Nessa situação, de que forma conseguiria actualizar a sugestão de não fazer emprego dos “deveres” e “não deveres”?
ELIAS: Muito bem. Nesse exemplo que apresentaste, reconhece que aquilo que estás a empregar na interacção que tens com os outros indivíduos constitui um reflexo do que estás a projectar pela energia. Por isso, ao perceberes e experimentares um desconforto ou conflito na interacção, permite-te deter por instantes, desvia a atenção para ti, e não projectes a tua atenção para o outro. De certa forma, conforme já sugeri a outras pessoas, finge por momentos que o outro indivíduo terá desaparecido.
Agora não mais estás a interagir directamente com esse indivíduo. Estás simplesmente a interagir contigo própria. Examina dentro de ti aquilo que estás a desconsiderar no teu íntimo, e nesse momento, permite-te expressar um elemento qualquer de apreciação pessoal no momento. Não importa o que escolheres apreciar, mas gera uma expressão qualquer momentânea de apreço por ti própria. Isso deverá interromper a energia que estás a projectar de desconsideração por ti própria; isso deverá mudar a energia que estás a projectar. E isso ocorre automaticamente. Assim que te tiveres permitido uma expressão qualquer de apreço por ti, independentemente do volume por que a estimes – quer se trate de um apreço significativo ou insignificante de ti própria, que não importa – por a questão assentar no mero acto - isso alterar-te-á automaticamente a energia.
Subsequentemente a isso, reaparece o outro indivíduo, e ao te aparecer o outro indivíduo, olha para ele e por momentos permite-te apreciar algum aspecto, QUALQUER aspecto, do outro indivíduo.
Por exemplo, podes estar a ter uma interacção com outra pessoa e talvez ela te apresente uma situação conflituosa, pela qual te expresse algum tipo de ressentimento. Nesse instante, fazes desaparecer momentaneamente o indivíduo, e permite-te reconhecer que isso ocorre por te estares a desconsiderar de um modo qualquer. Nota simplesmente isso. Não é necessário que ALTERES o que estiveres a fazer, mas meramente notares e reconheceres isso. A seguir a notares e reconheceres isso, permite-te apreciar algum elemento teu, talvez nesse instante aprecies o facto de conseguires fazer desaparecer o outro por momentos.
Subsequentemente, olha para o outro, faz que ressurja na tua realidade, e por momentos permite-te apreciar um aspecto qualquer desse indivíduo nesse instante. Para ti pode ser tão significativo quanto apreciares os sapatos que ele estiver a usar no momento. Não importa o que seja que aprecies. A acção é que é significativa.
Porque nessa acção, nessa apreciação momentânea, tu automaticamente alteras a energia que projectas no exterior. Interrompes esse ciclo de desconsideração pessoal, e permites-te voltar-te numa direcção diferente, o que dissipa a energia conflituosa existente entre ti e o outro. Isso desfoca o assunto e permite que respondas de uma forma diferente. O outro receberá a energia de apreço que projectas, e isso também dissipará a energia de oposição que gera em relação a ti. Por a resposta automática desse tipo de situação residir no facto de estares a apresentar oposição a ti próprio, e consequentemente, estares igualmente a responder pela oposição. O acto de te opores constitui uma forma de defesa.
Ora bem; em vez de te opores e de te defenderes, permite-te voltar-te no sentido da cooperação. A cooperação pode ser expressada sem acordo. O acordo não representa requisito nenhum para a cooperação.
LIANA: Só de falarmos disto, sinto a raiva a vir ao de cima, por me sentir tão restringida no meu ambiente de trabalho e tão incapaz de fazer as coisas que quero fazer…
ELIAS: Estou a entender. A raiva serve de sinal dirigido a ti de não perceberes quaisquer escolhas. Nessa medida, eu digo-te que se praticares o apreço por ti própria, produzirás uma energia bastante diferente e começarás a reflectir isso a ti própria. Se te apreciares a ti própria e concederes a ti própria uma maior gentileza e uma maior aceitação na energia que geras contigo própria, isso também se deverá reflectir pelos outros e pela apreciação que ELES manifestarem em relação a ti e a aceitação de uma maior liberdade tua, também.
LIANA: Eu sei em absoluto que sou eu que produzo esta raiva e a percepção da falta de escolhas. De algum modo sinto ter que ver com o começo deste processo de criação de uma emprego melhor, e a um nível qualquer profundo, não acreditar que o consiga criar. Estará esta avaliação correcta?
ELIAS: Está.
Ora bem; nisso, temporariamente permite-te um período de tempo em que não te foques nessa acção. Foca a tua energia no agora e presta atenção ao que efectivamente estás a fazer agora. Permite-te a cada dia uma expressão genuína de apreço de ti própria. Nessa medida, permite-te continuar a sentir apreço por ti própria, por isso te permitir começar a relaxar a tua energia.
Bom; vou-te propor um exercício que te ajudará a dissipar essa acção de forçar a tua energia com essa aspereza de energia que geras. Posso-te dizer para produzires uma visualização de um pequeno pássaro – um passarinho bem pequenino, um passarinho muito colorido. Nessa visualização do passarinho muito colorido, sustenta o passarinho na tua mão e permite-te sentir a docilidade e a macieza que exprimes ao segurares nesse passarito. Permite-te sentir a fragilidade do pequeno passarinho, e experimenta genuinamente a docilidade do acto de sugurares nesse passarinho frágil na tua mão. Esse passarinho és tu. Isso representará a acção de usares da tua gentileza para contigo própria.
Emprega essa acção várias vezes por instantes a cada dia, durante um período de tempo de doze dias. Isso proporcionar-te-á uma prática significativa de interrupção da aspereza que expressas para contigo própria. Também produzirá uma energia de cura em ti, por te permitir relaxar e criar uma gentileza em ti, e isso ir de algum modo influenciar a tua manifestação física.
LIANA: Estará o meu fígado o que designaria por permanentemente danificado?
ELIAS: Não, não neste momento. Isso constitui um potencial, caso continues a dar expressão a essa aspereza na tua energia e continues a forçar a tua energia e a desconsiderar-te e a negar-te e à liberdade de que gozas. Mas não representa absoluto nenhum, e tu dispões de escolhas.
LIANA: Disseste que não era absoluto nenhum que venha a sofrer danos permanentes? Por outras palavras, Se exercitar e praticar o que me indicaste no trabalho, isso irá curar o meu fígado?
ELIAS: Tu podes alterar aquilo que estás a criar com essa manifestação física.
LIANA: Não compreendo por que razão estou a ser tão severa comigo própria. Como foi que cheguei a usar disso como uma via de motivação pessoal?
ELIAS: É tudo movimento num processo, minha amiga. Nessa medida, o valor nem sempre é expressado pelo conforto.
LIANA: (Suspira) Bom, adoro fazer isso!
ELIAS: Valorizas a informação; valorizas a compreensão. Por vezes podes produzir acções e criações que podem não ser necessariamente confortáveis mas são válidas, por te motivarem uma procura de informação e uma produção de compreensão. Também te motivam a tornar-te mais intimamente familiarizada contigo própria. Por isso, elas são propositadas, e como tal, são valorizadas.
LIANA: Bom, eu gostaria de substituir este método de aspereza por um método de docilidade, por valorizar o meu corpo e a minha saúde.
ELIAS: Estou a entender, e essa é a razão por que optas por ter esta conversa, a fim de apresentares a ti própria essa informação e para começares a usar dessa suavidade contigo própria e para notares sempre que o não fazes.
LIANA: Esta severidade será apenas um hábito ou fará parte de uma crença?
ELIAS: Tudo quanto fazeis é filtrado por crenças. Toda a acção, todo o momento da vossa manifestação nesta realidade física é filtrado por meio das crenças que tendes. Essa acção particular que tens vindo a usar nessa severidade contigo própria é familiar.
LIANA: Familiar em que sentido? Porque estarei familiarizada com isso?
ELIAS: Por teres vindo a empregar essa acção há um tempo considerável. É automática.
LIANA: Como terá sido que aprendi a fazer isso, a ser severa comigo própria? Terá sido com a minha mãe?
ELIAS: Não necessariamente. Não é uma questão de culpa. Está associado às crenças e à forma como medis o valor que tendes. Está associado às crenças que TU tens, a medida do valor que tens está associada ao que fazes e ao que produzes.
Essa na verdade NÃO é a medida do valor que tens; a medida do valor que tens reside naquela que és, e não no que fazes. Mas muitas pessoas têm essa crença de medir o mérito que têm associando-o ao que fazem. Também abrigas fortes crenças na responsabilidade, que implica muitos deveres e não deveres.
LIANA: Sinto que este ambiente em que me encontro com o meu trabalho me está a reforçar estas crenças negativas, e de momento estou a procurar trabalhar num local diferente que me valide mais. Será isso alguma coisa com que concordes que me seja útil?
ELIAS: É, mas temporariamente, conforme disse, permite-te deixar de te focar nesse assunto. Temporariamente mantém a tua atenção em TI no momento. Isso é significativo, por constituir uma acção necessária a incorporares neste momento, dirigir-te ao que estás a criar agora.
LIANA: Será que me virá ao encontro uma outra posição, ou precisarei fazer alguma coisa para conseguir um ambiente diferente? Virá isso a cair-me no colo, por assim dizer?
ELIAS: Isso seria uma escolha. Se estiveres a produzir com êxito o que estivemos a debater e se passares a valorizar-te a ti própria de uma forma genuína e a produzir uma maior aceitação de ti própria sem expressares oposição, poderás criar uma ocorrência dessas, em que um outro ambiente se acabe por te apresentar.
LIANA: Isso, creio bem, seria o mais livre de estrese que podia alcançar, e deixar de andar activamente em busca de qualquer coisa, mas apenas focar-me em mim própria e tornar-me num passarinho.
ELIAS: Pois.
LIANA: Tenho consciência de também me julgar muitas vezes por estar numa relação com o Steve. Poderás falar-me um pouco sobre isso?
ELIAS: Utiliza os mesmos exercícios em relação a isso, e lembra-te de que o que quer que estiveres a produzir na interacção com o outro indivíduo será um reflexo do que estarás a expressar no teu íntimo.
LIANA: Em relação a ele sinto que ele realmente é muito leal e solidário, mas também sinto um monte de coisas negativas em relação a ele, por parecer que emocionalmente ele se foge de mim. Por outras palavras, o que entendo do que estás a dizer, quando sinto que ele foge de mim emocionalmente, devia… Não “devia” mas seria benéfico fazer com que ele desaparecesse, descobrir algo sobre mim própria que aprecie, para depois o fazer aparecer e descobrir nele algo que eu aprecie.
ELIAS: Sim. (Pausa)
LIANA: Esta coisa do fígado aqui está a pôr-me doida…
ELIAS: (De forma veemente) Concentra-te nos teus exercícios. Não te concentres na manifestação física. Porque quanto mais te concentrares na manifestação física, mais a reforçarás.
LIANA: Quando começo a sentir este receio em relação ao meu fígado, devia fazer a mesma coisa, fazer por que desapareça…?
ELIAS: NÃO; não. Nas alturas em que estiveres a produzir esse temor, emprega a visualização do teu passarinho pequenino.
LIANA: Também te queria perguntar muito rapidamente acerca da sensação que tenho no meu peito em relação ir para… (Inaudível) o Oregon. Esse será um local que me traga benefícios, ou não passará de uma fantasia evasiva?
ELIAS: Está em ressonância com a tua energia.
LIANA: Mais do que o local em que actualmente vivo?
ELIAS: Sim, mas isso também é uma escolha. Está simplesmente associado às preferências.
LIANA: Sinto-me um pouquinho mais relaxada. (O Elias ri baixinho) Isto ajudou-me bastante. Esse exercício do passarinho ajudar-me-á a criar um companheiro? Bem sei que estreso em relação a isso também. Penso que não venha a ser capaz de criar um companheiro, por ter demasiado problemas e ninguém que reria estar junto de alguém com tantos problemas assim. Adiantará pensar no passarinho?
ELIAS: Ajudava, bastante.
LIANA: Espero que isto não pareça demasiado “bola de cristal”, mas dar-me-á algo de positivo em que me focar. Poderás traçar-me um prazo para encontrar um companheiro?
ELIAS: Isso depende do que escolheres, minha amiga, e depende do quanto consigas produzir essa estima genuína por ti própria. Porque assim que produzires isso, a energia que projectares no exterior tornar-se-á bastante atraente.
LIANA: Nesse caso, exercitar aquilo do passarinho, por ser mesmo a coisa em que deverei focar-me no que toca à criação de um companheiro.
ELIAS: Sim.
LIANA: Óptimo. Isso dá-me um maior sentimento de esperança.
ELIAS: (Sorri) Muito bem!
LIANA: Haverá mais alguma coisa de carácter físico em que deva trabalhar ou com que deva relaxar para além do meu fígado?
ELIAS: Não. Permite-te unicamente acalmar a tua energia.
LIANA: A última pergunta é que na noite passada, o Steve e eu fomos ao cinema. Ele disse: “Estou verdadeiramente encantado por termos visto este filme juntos,” e realçou bem o termo “juntos.” Só queria saber por que terá sido isso, por que razão terá enfatizado a palavra, e porque terá dito aquela frase.
ELIAS: Aquilo foi uma expressão de apreço, pela partilha.
LIANA: Estou a entender. Bom, muito obrigada.
ELIAS: Não tens de quê, minha amiga. Fico a antecipar o nosso próximo encontro, e estendo-te a minha energia num acto de encorajamento e de apoio nos esforços que empreendes com os teus exercícios.
LIANA: Muitíssimo obrigado.
ELIAS: Expresso-te a afeição e o carinho que sinto, em amizade. Para ti, minha amiga, au revoir.
Elias parte após 44 minutos.
©2008 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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