segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

UMA ALMA-GÊMEA ENGANADORA E MENTIROSA




UMA ALMA-GÉMEA ENGANADORA E MENTIROSA

FACILITAR A CURA NOS OUTROS

Sessão 1634
Quinta-feira, 28 de Setembro de 2004 (Privada/Telefone)

Participantes: Mary (Michael) e Liana (Poncet)

Tradução: Amadeu Duarte

(Tempo de chegado do Elias: 16 segundos)

ELIAS: Bom dia!

LIANA: Bom dia.

ELIAS: Ah ah ah! Sê bem-vinda!

LIANA: Obrigado. A primeira pergunta que tenho é acerca do meu nome da essência. Não é (inaudível). É algo um pouco diferente, creio bem. Terás acesso a isso?

ELIAS: E que impressão tens?

LIANA: Creio que terá sido Pointset.

ELIAS: Poncet.

LIANA: Em relação ao meu filho, creio ter entendido que o alinhamento que tem e a família da essência a que pertence sejam Sumafi/Sumari?

ELIAS: É.

LIANA: Agradeço-te isso. O maior problema que pareço enfrentar de momento é o relacionamento que tenho com o meu amigo Steve. Tinha sentido que éramos almas-gêmeas; essa foi a impressão que tive. Estará ela correcta?

ELIAS: Está.

LIANA: Posso perguntar porquê, se somos almas-gêmeas, estamos a passar por tantas dificuldades?

ELIAS: (Risadinha) Antes de mais, deixa que te diga que a identificação de alma-gêmea nem sempre implica que devais produzir harmonia e relações românticas. É a identificação de uma outra essência com quem tivestes muitas interacções e tivestes muitas, muitas, manifestações juntos.

LIANA: Neste exemplo particular de nos conhecermos – sei que consegues ver os problemas todos e isso – um dos problemas principais para mim prende-se com o facto de ele ter estado com outras mulheres e buscado outros relacionamentos enquanto estava a meu lado e sem mo dizer. Isso tem representado um obstáculo bastante intransponível para mim e descubro que ele não está disposto a avançar nada em relação a isso e que me diz que estou a delirar. Poderias comentar isso?

ELIAS: Antes de mais, deixa que te faça uma pergunta. Que perceberias de diferente caso o outro te contasse acerca das interacções que teve com os outros indivíduos?

LIANA: Isso levar-me-ia a sentir que confiava em mim, em vez de ter medo de mim, e assim seria capaz de tratar disso. É o que penso disso.

ELIAS: E será o que efectivamente expressas? Quer o indivíduo to diga ou não, a questão não reside no facto de ele o expressar ou negar mas no facto de ter usado dessa acção.

LIANA: Pois.

ELIAS: Por conseguinte, independentemente do facto de ele to expressar de boa vontade admitindo que usa dessa acção ou negue tal acção, na verdade tem muito pouco significado, por ter sido a acção em si mesma que provocou o problema.

LIANA: O acto de ele ir junto de outras em… não estou bem certa da razão por que ele vai à procura de outras mulheres. Creio que seja por causa de uma falta de confiança em mim; esta é a forma como percebo a coisa. Creio que assumo isso a nível pessoal e que me desconsidero a mim própria.

ELIAS: Exacto, porquanto associado às crenças que tens na monogamia, existem muitas influências dessa crença que são expressadas de uma forma muito forte relativamente à lealdade, ao empenho, ao apreço, à confiança, á atracção, à adequação, à aparência, ao desempenho…

LIANA: Desempenho de que forma?

ELIAS: Desempenho ligado ao afecto e à actividade sexual.

Todas essas influências são despoletadas em associação com a crença na monogamia. O facto de terem uma crença na monogamia não é grave, e pode chegar a representar uma crença que adquira uma forte expressão. Aquilo que é significativo é que te permitas reconhecer essa crença e todas as suas influências e tudo quanto desencadeia, e reconheceres que essa possa ser uma das tuas verdades que esteja a ser expressada de forma veemente, e passares para uma avaliação genuína dessa verdade que abrigas e permitires-te reconhecer que é uma das verdades que prezas, uma das directrizes por que TE reges. Por conseguinte, ao ser uma das tuas directrizes, é o que utilizas no sentido de determinares a conduta e a expressão que assumes, e pode não ser necessariamente aplicável a outra pessoa. O que não quer dizer que o outro esteja errado ou que tu estejas certa, ou vice-versa.

LIANA: Eu compreendo. Nesse caso, se essa é uma das verdades básicas do Steve, o facto de ele não acreditar na monogamia, então isso tornar-nos-á incompatíveis?

ELIAS: Não obrigatoriamente. Depende daquilo que TU quiseres e da forma como perceberes a situação. Se te apreciares e reconheceres que abrigas essa verdade da monogamia e que essa é a tua directriz, e reconheceres que a expressas - não empregas mais do que um companheiro nem mais do que um relacionamento de carácter romântico - de modo que te aténs à preferência que tens e dás-lhe expressão. Se optares por produzir a percepção de que não tem importância o facto do outro não empregar essa expressão, poderás criar um relacionamento com ele, e realmente chegar a criar um relacionamento bem-sucedido. Mas isso depende de ti e daquilo que queres, e das preferências que tiveres e daquilo a que quiseres dar expressão.. O que não quer dizer que se aceitares as opções do outro indivíduo e continuares a produzir um relacionamento com o indivíduo essa seja a melhor expressão; porque não é necessariamente, por depender das opções e das preferências que tiveres. Poderás não querer necessariamente envolver-te num relacionamento com uma pessoa que não...

LIANA: Diria que provavelmente não corresponde à preferência que tenho.

ELIAS: Eu estou a compreender. Nessa medida, torna-se importante que reconheças e avalies as crenças que ESPRESSAS e as preferências em associação com as tuas crenças expressadas, reconhecendo que essas crenças não são ruins.

LIANA: Certo. Com esta pessoa, uma das coisas por que me sinto lesada, é o facto de não me dar a conhecer que esta desonestidade assim como procurar outras mulheres poderia tornar-se destrutivo para o relacionamento. Descubro que - sei que soa bastante humano - mas muito prejudicial que ele me diga que eu esteja a delirar, e tenha um comportamento destes em perceber que podia destruir o relacionamento. Poderias explicar-me isso?

ELIAS: Eu estou a entender, por isso tocar numa outra das tuas verdades respeitante à honestidade e à sinceridade. Uma vez mais, isso corresponde à directriz associada às preferências que tens e opções que tomas e comportamento que adoptas, e não se aplica necessariamente a nenhum outro indivíduo. Mas entendo que produzas esse sentimento de ofensa, por ele ter desencadeado essa resposta à verdade que defendes.

Agora; o sentimento da ofensa constitui um sinal, e há uma comunicação associada a isso. O que estás a gerar é o sinal para desviares a tua atenção para o comunicado emocional. Aquilo que estás a expressar a ti própria com esse comunicado emocional é que te está a ser negada a tua liberdade de criares quilo que queres, por a criação daquilo que queres depender da escolha de um outro indivíduo. É isso que está a ser despoletado e corresponde ao que a tua comunicação emocional te está a transmitir, e nessa medida, percebes que não te possas expressar a ti própria. O que, neste cenário, caso o outro indivíduo manifestar desonestidade para contigo, isso despoletar a tua verdade respeitante à honestidade, e também despoletar uma negação de ti própria, por negares a ti própria a tua expressão de apreço, por isso representar uma resposta automática. Se outra pessoa não se mostrar honesta para contigo, isso ditará uma resposta automática através da qual subsequentemente não consegues sentir apreço pelo indivíduo. Por conseguinte, negas a tua própria liberdade e a tua própria expressão.

LIANA: Exactamente, exactamente. Não consigo sentir apreço por ele. Mas ele deve ter consciência desse ser o resultado, de modo que não sei por que adoptaria um comportamento desses.

ELIAS: Não necessariamente. Isso é uma presunção, por essa presunção se basear na percepção que tens das verdades que defendes. Por isso, assenta nas directrizes que defendes, por caso não fosses honesta com outra pessoa, reconheceres que isso produziria um perigo potencial.

LIANA: E ele não reconhece isso?

ELIAS: Não necessariamente.

LIANA: Ah, pelo amor de Deus!

ELIAS: Esse, minha amiga, é um ardil que é comummente expressado no caso de muitas, muitas, pessoas. Percebeis automaticamente que o outro indivíduo deva ou venha a perceber do mesmo modo que vós, e essa não é necessariamente a situação.

LIANA: Este é um programa social muito comum à nossa cultura, de modo que...

ELIAS: É.

LIANA: Fico surpreendida que ele não tenha a mesma percepção. Resultará isso da opção que toma ou das experiência de vida por que passou, ou ele simplesmente nunca captou isso na nossa cultura?

ELIAS: Não é que constitua um factor de desconhecimento; é uma opção. Não é que o indivíduo não tenha consciência que as outras pessoas tenham uma forte alinhamento pela monogamia; é uma opção. Tão forte quanto a forma como expressais as vossas opções e as vossas verdades, também ele o faz de igual modo.

LIANA: Certo, então ele sente que para poder manter a liberdade de que goza, precisa mentir. Sei que isso soa terrível, mas...

ELIAS: Compreendo o que me estás a dizer. De certo modo, sim, por isso gerar uma fuga ao facto de se desconsiderar a ele próprio e permite-lhe que se justifique as escolhas que elege.

LIANA: Ele não sentirá ser digno de um relacionamento monógamo?

ELIAS: Isso pode representar um certo factor, mas não por completo.

LIANA: Que é que vês que tenha?

ELIAS: Mais um certo medo de uma exposição autêntica e de uma intimidade genuína.

LIANA: Bom, isso é realmente o que eu quero dele e de qualquer jeito sinto que chegamos a criar isso juntos (suspira) Sei que existirão diferentes probabilidades. Encontro-me numa situação de escolha acerca de que via tomar, mas sinto-me verdadeiramente em farrapos.

ELIAS: Estou a entender. Essa é a razão por que é importante e significativo que TU avalies aquilo que queres - não o que queres da parte do outro, mas aquilo que queres expressar e as preferências que tens sem te comprometeres e sem aquiesceres, mas reconhecendo o que é importante para ti, as preferências que tens, o que queres, e se te permites expressar aquilo que queres caso continues a criar o relacionamento com essa pessoa. ESSA é uma questão significativa, por poderes dizer a ti própria que pretendes continuar a criar um relacionamento com esse indivíduo, por incorporares sentimentos.

LIANA: Eu tenho um sentimento forte de amor.

ELIAS: Bom, deixa que te questione...

LIANA: Chego a admirar a coragem que ele tem ao desafiar os costumes sociais na busca que empreende da sua própria verdade, embora reconheça que não seja compatível com as directrizes por que me rejo. Assim, sinto que encerre amor, por reconhecer a diferença, porém aprecio a coragem que tem em relação à sua própria verdade, embora seja diferente da minha.

ELIAS: Muito bem. Eu estou a entender. Nesse sentido, podes incorporar um amor genuíno em relação ao outro, e podes permitir-te continuar a expressá-lo, e podes igualmente optar por não incorporares um tipo particular de relacionamento com ele. Podes continuar a dar lugar ao relacionamento, mas optares por um tipo de relacionamento diferente com ele em associação com as preferências que tens e permitir-te a liberdade de que gozas para dares expressão às tuas preferências.

Bom, conforme te disse anteriormente, dispões da capacidade de criares um relacionamento romântico com o indivíduo, com consciência das diferenças e aceitação dessas diferenças, mas isso necessitará de uma considerável alteração da percepção que tens.

LIANA: de temer contrair uma doença qualquer.

ELIAS: O que constitui um outro aspecto.

LIANA: Certo. Eu basicamente sinto não ter um grande desejo de alterar a percepção que tenho nesta área.

ELIAS: O que é perfeitamente aceitável. Isso, na realidade, move-se mais em sintonia, por assim dizer, com as crenças individuais que tens, em vez de forçares a energia numa oposição a elas e produzires trauma.

LIANA: Exactamente. Estou confusa quanto à razão porque haveria de conhecer uma alma-gêmea por quem senti tais intensos sentimentos de euforia e (comovida) para depois não ser capaz de completar o relacionamento.

ELIAS: Ah, mas isso foi bastante propositado, por te ter fornecido uma informação espantosa, e talvez, caso tivesses conduzido uma outra pessoa a ti que não fosse uma alma-gêmea, não terias necessariamente prestado atenção com tal clareza nem com a intensidade que prestaste a este relacionamento.

Com tal intensidade, proporcionou-te considerável informação respeitante às verdades que defendes, às preferências que tens, às directrizes por que te reges, diferenças e a capacidade que tens de aceitar as diferenças continuando a dar expressão às preferências que tens. Permitiu-te vislumbrar a capacidade que tens – embora não tenhas ainda muito bem reconhecido a capacidade por ti própria – mas está a tornar-se mais claro que tu de facto incorporas a capacidade de apreciar a diferença e de reconhecer a diferença e de aceitar a diferença enquanto continuas a expressar as tuas preferências, e isso é tremendamente significativo.

LIANA: Isso é verdadeiro amor, não?

ELIAS: Exacto.

LIANA: O que estou a entender disto até agora é que este indivíduo e eu não seremos capazes de permanecer numa relação matrimonial devido às diferenças que apresentamos. Eu realmente queria estar numa relação de alma-gêmea e numa união de parceiros, em especial agora que experimentei o que se assemelha a estar com uma alma-gêmea. Gostava de saber de que modo poderei criar isso.

ELIAS: Como poderás criar isso, conforme incorporas muitas almas-gêmeas, é prestando uma atenção genuína a ti própria, permitir-te genuinamente expressar esse tipo de apreço por ti própria e brandura por ti própria, expressando conforto com as linhas de orientação por que te reges e as preferências que tens, e permitindo-te a liberdade de expressares isso. Produzirás exteriormente uma energia que atrairá esse tipo de energia.

LIANA: Referes-te a uma alma-gêmea no relacionamento?

ELIAS: Sim.

LIANA: Em relação ao Steve, eu só queria aqui atar um pouco as coisas. Ele terá esse mesmo sentimento de alma-gêmea de forte ligação comigo? (Pausa)

ELIAS: Ele tem percepção de uma forte ligação mas não necessariamente pela identificação de alma-gêmea.

LIANA: Mas sentirá ele a forte ligação?

ELIAS: Sente.

LIANA: Eu gostava de manter a amizade que sinto por ele, ainda que do que posso entender ele possa não estar a esta altura para se expor e ter uma intimidade genuína com outra pessoa. Como poderemos conseguir reaproximar-nos e ser apenas amigos?

ELIAS: Isso depende de ti e de te permitires a liberdade de expressar isso.

LIANA: A ele?

ELIAS: Não necessariamente pela simples expressão ao outro do desejo que tens de criar laços de amizade, mas em o pores efectivamente em prática.

LIANA: Que queres dizer?

ELIAS: Que é que fazes com um amigo?

LIANA: Creio que o que estou a dizer em termos concretos é que tenho receio de o chamar e de lhe dizer: “Vamos apenas começar como amigos.” Estás a afirmar que isso seria bem acolhido?

ELIAS: Aquilo que te estou a dizer não é necessariamente para te expressares dessa forma mas para empregares a acção de amizade.

LIANA: Então, basta chamá-lo e dizer: “Vamos lanchar, vamos jantar fora, vamos a um cinema”?

ELIAS: Sim.

LIANA: Estou bem certa de que por esta altura ele se sentirá muito zangado comigo, por de facto me ter tonado íntima e o ter exposto de uma maneira que… Bom, suponho que ele tenha escolhido isso, mas ainda assim isso causou-lhe trauma. Como me poderei reaproximar com tudo isso em curso?

ELIAS: Expressando a estima que sentes.

LIANA: Mesmo que lhe telefonasse hoje e lhe expressasse essa estima, isso seria suficiente?

ELIAS: Caso não estejas a gerar expectativa alguma. Se estiveres genuinamente a expressão estima ou valorização, isso provocará uma energia muito diferente. Se empregares esse tipo de interacção e abrigares uma espectativa qualquer, isso deverá criar um resultado completamente diferente.

LIANA: Creio que esperaria que ele... (Suspira)

ELIAS: Nisso reside a questão. Era isso que te estava a explicar, o facto de não dizer respeito ao outro indivíduo nem ao que expressar nem à escolha dele. É uma questão do que TU queres produzir e expressar de ti própria, e não do que esperas receber da parte dele, mas de uma apresentação genuína da tua própria expressão com a liberdade de que gozas e sem abrigares qualquer expectativa. Assim que produzires uma expectativa, isso projectará uma energia de ameaça. Se produzires uma estima genuína e aceitação e empregares a acção da amizade, isso produzirá um tipo de energia muito diferente.

LIANA: Eu gostaria de, por exemplo, levá-lo a lanchar hoje; Todavia, não quero conduzir até lá onde ele trabalha para no final me dizer para me vir embora. Dirias que isso seria uma expectativa?

ELIAS: É.

LIANA: Seria uma expectativa?

ELIAS: Sim. Se te deres ao trabalho de te deslocares até a esse local com a intenção de lhe pedir que participe na iniciativa de se juntar a ti para lanchar mas sem incorporares nenhuma expectativa quanto à resposta e aceitares que te possa dar um “não “ por resposta, mais provável será não seja um “não”, por não estares a projectar expectativa nenhuma, e por isso, não resulta qualquer ameaça.

LIANA: Essa é uma excelente experiência de aprendizado de como manter uma ligação amorosa com uma pessoa que tem directrizes muito diferentes das minhas. Vou admitir isso. (O Elias ri) não me estou a rir, mas vou admiti-lo.

ELIAS: (Ri) Muito bem! Presta atenção às tuas comunicações. Presta atenção aos sinais que emites, às fisgadas em que tu hesitas ou…

LIANA: Que queres dizer com “quando hesito”?

ELIAS: Haverás de saber. Em alturas em que negas a própria liberdade, deverás experimentar uma fisgada e uma hesitação e uma restrição da própria expressão.

Presta atenção aos teus comunicados emocionais, por eles te identificarem aquilo que estás a fazer, as respostas automáticas que estás a empregar e as crenças que te estão a influenciar no momento. Isso é significativo, pois quanto mais te permitires prestar atenção a esses comunicados, mais te familiarizarás contigo própria, e mais facultarás a ti própria uma direcção clara relativamente às escolhas que promoves.

LIANA: Quanto ao sistema de crenças da monogamia, esse é o sistema de crenças com que me acho mais familiarizado. Contudo, por várias ideias que tive, e também da leitura das transcrições, estou a começar a questionar se essa será realmente uma crença exequível ou exacta. Bem sei que na verdade não existe coisa alguma quanto uma crença exacta, mas estará mais próximo da verdade dos relacionamentos? Parece…

ELIAS: É a TUA verdade quanto aos relacionamentos, e é aceitável. Há muitos outros indivíduos que dão expressão à mesma verdade.

LIANA: Só que parece que a monogamia enquanto estilo de vida parece estar a cair no esquecimento, por assim dizer.

ELIAS: Não necessariamente. Não é uma expressão de ser mais ou menos iluminado o facto de incorporardes a crença na monogamia ou não. Trata-se apenas de escolhas e de preferências. E as preferências constituem crenças que preferis, e…

LIANA: Parece que uma pessoa que seja monógama teria uma maior intensidade de intimidade com outra.

ELIAS: não necessariamente. Mas depende da pessoa.

LIANA: No meu caso?

ELIAS: Sim.

LIANA: Foi o que me pareceu.

ELIAS: Sim.

LIANA: Mas em relação ao meu amigo, Steve, isso não será necessariamente verdade? Terá ele uma maior intimidade quando tem muitas…?

ELIAS: Não necessariamente, não.

LIANA: Apenas não deseja ter intimidade?

ELIAS: Não se trata necessariamente de desejo. Conforme expressei, trata-se de um temor.

LIANA: Muito bem. Eu queria saber se haverá alguma questão que possa formular-te que comporte informação que ele pudesse querer, ainda que não lhe tenha formalmente pedido.

ELIAS: Isso fica ao critério dele.

LIANA: Eu perguntar-lhe primeiro?

ELIAS: Não necessariamente. Se o indivíduo desejar colocar-me alguma pergunta, isso estará ao seu dispor e fica ao seu critério.

LIANA: Ele contou-me um sonho que teve, e havia qualquer coisa sobre ele a contar-me esse sonho que me impressionou de modo que o anotei e pensei em interrogar-te. Seria apropriado traze-lo ao de cima nesta altura?

ELIAS: Fica ao teu critério.

LIANA: Ele sonhou que se apresentava ao novo patrão, dizendo: “Vai ser estupendo trabalhar consigo,” e depois descobria que era o candidato errado e que ele não ia ser o patrão dele. Qual terá sido o significado desse sonho?

ELIAS: E que impressão tens?

LIANA: Senti que ele provavelmente ia sofrer uma mudança de percepção em relação a algo.

ELIAS: Em parte. Também incorpora simbologia respeitante às expectativas.

LIANA: Que queres dizer?

ELIAS: Criar expectativas em relação ao outro indivíduo, e com a expressão dessas expectativas, deixar de criar o que quer.

LIANA: Então ele está a gerar expectativas em relação a mim? Poderias explicar isso de uma forma mais directa?

ELIAS: O sonho não esteve necessariamente associado a ti. Esteve associado, no geral, a outros indivíduos, dos quais tu és uma, mas não esteve exclusivamente associado a ti. Foi uma imagética que ele criou para ele próprio respeitante à expressão de expectativas e do que ocorre ao gerar expectativas. Falando em termos gerais, ao expressarem expectativas em relação a outros indivíduos, criais desapontamento, por, para falar em termos gerais, muitas vezes criais aquilo que não quereis.

LIANA: Terá isto tido que ver com o facto do nosso relacionamento estar a ficar pesado?

ELIAS: Teve.

LIANA: Porque me contou ele esse sonho?

ELIAS: Ele expressou-te a ti, e tu expressaste-lo a mim, para que te proporcionasse informação, igualmente, respeitante às expectativas. Não existem acidentes. (Ri)

LIANA: Então, por outras palavras, estamos ambos a gerar expectativas, o que cria desapontamento?

ELIAS: Correcto.

LIANA: Isso foi deveras útil. Muitíssimo obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

LIANA: Eu estou a trabalhar no sentido de alterar as percepções que tenho acerca das capacidades que tenho, e tive alguns pressentimentos em relação à percepção e à natureza da percepção. O modo como a mim me parece é que é um holofote, que seja para onde for que o volte faz surgir. Estará isso correcto?

ELIAS: De certo modo, está.

LIANA: Estou a ter a sensação do holofote e da sensação de o operar. Descrevê-lo-ia como bem situado por detrás da minha cabeça, acima da minha cabeça, o holofote, e a sensação que tenho é a de deslocar o holofote de lugar para lugar ou de percepção em percepção. Ainda não sinto saber muito bem o que estou a fazer.

ELIAS: (Ri) Mas, estás a explorar!

LIANA: Estou. De que modo conseguirei ser melhor…? Por exemplo, gostaria de optar por perceber que sou bem-sucedida com a prática dessas formas de cura com que estou a trabalhar. De que modo conseguirei ser mais precisa na alteração da percepção que tenho nesse sentido utilizando esta sensação que tenho?

ELIAS: Reconhecendo que o que realmente estás a fazer é produzir uma cooperação com outros indivíduos. Não estás a manipular a energia dos outros indivíduos; estás a gerar uma cooperação no sentido do apoio dos outros. Eles recebem a tua energia e manipulam-na em associação com a própria energia e como tal, estão a produzir a sua própria cura.

LIANA: Eu sinto uma maior atracção pelo método Yuen por ser tão simples e elegante, embora o outro seja bastante interessante em termos de uma maior construção mental em certos aspectos. Terei que escolher um desses dois?

ELIAS: Não.

LIANA: Poderei combiná-los?

ELIAS: Podes, e também podes usar a tua própria intuição e o teu próprio sentido empático. Permite-te fundir com outras pessoas e desse modo mais claramente identificar aquilo que estão a manifestar.

LIANA: Estou a entender. Suponho que isso não subentenda nenhum período específico de tempo, não? Tenho a crença de que terei que passar por um certo volume de tempo e de prática, e sinto que estou de alguma forma a impedir-me quanto a fazer isso. Só não percebo estar a fazer isso. Poderás ajudar-me nisso?

ELIAS: Permite-te incorporar efectivamente as acções. Nessa medida, em vez de esperares por um acontecimento futuro, presta atenção ao que estás a fazer agora.

LIANA: É à estagnação que te estás a referir? Estou a fazer isso por estar a desconsiderar as capacidades que tenho?

ELIAS: Exacto.

LIANA: Bom, sabes, não estou a seguir os métodos prescritos.

ELIAS: (Ri) O que não tem importância! Podes produzir o teu próprio método.

LIANA: Sinto que é isso que irá acontecer.

ELIAS: E isso poderá resultar tão bem-sucedido quanto o método do outro indivíduo.

LIANA: Creio que isso possa estar certo, por apenas sentir que estes métodos de certo modo apenas tornam tudo mais complicado. A sério, parece de tal modo complicado que não o consigo manter na minha mente. De facto sinto que foi por isso que perdi a pasta de trabalho, por uma parte de mi saber que não preciso de toda essa complexidade…

ELIAS: Correcto.

LIANA: …e que a simples intenção e a percepção serão suficientes.

ELIAS: Correcto.

LIANA: Por intermédio da capacidade que tenho de perceber o indivíduo curado, essa é a energia que cedo.

ELIAS: Exacto, e pro conseguinte dando um apoio, mas com o reconhecimento de estares a apoiar e que estás a cooperar, e que fica a cargo da opção do outro a forma com acolherá e manipulará essa energia.

LIANA: Certo. Sinto que preciso de uma validação qualquer nessa área para poder edificar a minha confiança.

ELIAS: Tu dispões da capacidade de produzir essa acção. Trata-se unicamente de uma questão de fazer. Permite-te fazer uso do teu sentido empático e produzir essa fusão, que poderás experimentar em relação a qualquer manifestação a fim de proporcionares a ti própria a experiência e a comprovação da capacidade que tens. Poderás empregar o teu sentido empático com uma criatura ou uma planta.

LIANA: Já estou ao corrente disso. Na verdade estou de tal modo rodeada de informação que chego a sentir-me oprimida. (O Elias ri) Isso chega a ser uma espécie de problema para mim.

ELIAS: CONCENTRA-TE. Permite-te focar-te no sentido particular que desejares a qualquer momento. Mantém a tua atenção no momento e concentra-te numa direcção. Essa é a razão por que muitos indivíduos fazem uso de pontos focais (de referência), por lhes permitir focar a sua atenção numa direcção com uma intenção específica.

LIANA: Que coisa será um ponto focal?

ELIAS: Pode ser qualquer expressão que tenha lugar na tua realidade. Pode ser um objecto, pode ser um raciocínio particular…

LIANA: Poderá ser aquilo a que chamamos métodos? Esses métodos não passarão de pontos focais?

ELIAS: Pode.

LIANA: Ah, estou a entender. Nesse caso se me surgir um ponto focal que se enquadre a mim, isso ajudar-me-á?

ELIAS: Exacto. Muitas pessoas empregam objectos como pontos focais para que lhes permitam focar o rumo que tomam e…

LIANA: Que tipo de objecto será…? Não estou com isto apenas a procurar tomar o caminho mais fácil, mas se tivesse alguma orientação quanto ao tipo de objecto que deva usar isso ajudaria.

ELIAS: O que quer que tu preferires. Certas pessoas fazem uso das cartas do Tarot. Elas constituem um ponto focal. Outras pessoas fazem uso de cristais. Isso são pontos focais. Outras pessoas ainda podem utilizar uma pedra.

LIANA: Eu estava a pensar numa pedra. (O Elias sorri) Tenho todas aquelas pedras no meu quarto por uma razão qualquer. Mas jamais ouvi falar de quem quer que fosse que utilizasse uma pedra como ponto focal, mas na verdade sinto uma atracção por pedras por uma razão qualquer.

ELIAS: (Ri) Trata-se de uma mera expressão que vos permite focar a vossa energia e a vossa atenção numa direcção particular com uma intenção particular. A concentração num objecto, para muitos indivíduos, constitui um método fácil e simples que lhes permite focarem a atenção. No geral, seja qual for o ponto focal, deve corresponder a uma manifestação qualquer que agrade à pessoa.

LIANA: Há umas quantas coisas que tenho vindo a esperar praticar fisicamente, creio que para minha própria valorização, como por exemplo, certas alterações que aparecem na minha aparência corporal, com o que me sinto bloqueada. Sinto-me como na dúvida em relação à capacidade que tenha de experimentar as minhas próprias capacidades.

ELIAS: (Sorri) Eu estou a compreender.

LIANA: Que poderei em relação a essa situação?

ELIAS: Experimenta, e com essa experimentação faz uso do ponto focal que elegeres. Reconhece genuinamente que crias toda a tua realidade e que a consegues criar pela forma que quiseres.

LIANA: De que forma o recurso a um ponto focal me prestará assistência nisto? Digamos que esteja com a minha pedra, e diga: “Muito bem, pedra, eu desejo estas mudanças no meu aspecto físico.” E depois?

ELIAS: Reconhece-te e permite-te sentir estima por ti própria. Produz a experimentação a título de jogo, em vez de usares de toda essa seriedade.

LIANA: Assim que tornei isso numa prova, tornou-se muito tensa.

ELIAS: Exacto. Em vez disso, faz uso de uma brincadeira contigo próprio e produz uma energia de diversão, e poderás produzir um maior êxito.

LIANA: Estou a entender. Por exemplo, como dobrar uma colher.

ELIAS: Sim. Mas que propósito terás no dobrar da colher? Apenas o de dobrares a colher como uma forma de entretenimento e uma acção engraçada, o que é divertido. Não apresenta nenhum objectivo real, mas constitui um entretenimento, uma acção divertida.

LIANA: E o propósito constituirá a expectativa?

ELIAS: O propósito será o de produzires divertimento.

LIANA: Por outras palavras, é suposto que façamos das nossas vidas uma diversão. Não “é suposto que seja,” mas…

ELIAS: Sim.

LIANA: …como uma intenção. Então essa sensação de dobrar uma colher, se estender isso a mais coisas, então obterei melhores resultados?

ELIAS: Sim.

LIANA: Eu queria perguntar-te umas quantas coisas. Eu noto que sinto uma certa sensação de formigueiro na minha garganta, e queria saber se isso significará se estarei a atingir um período excitante da minha vida?

ELIAS: Mudança, sim.

LIANA: Isso estará relacionado com este homem que conheci?

ELIAS: E outros sentidos.

LIANA: Serás capaz de me dizer quais sejam?

ELIAS: Não quererás investigar por ti mesma?

LIANA: Eu sabia que ias dizer isso! (O Elias ri) Este homem que conheci também será uma alma-gêmea?

ELIAS: É.

LIANA: Eu senti mais ou menos que pudesse ser.

Além disso, eu sinto que no relacionamento que tenho com o meu amigo Steve existam alguns focos mútuos de carácter negativo e manifestações que estejam a exercer impacto na nossa relação actual. Isso estará preciso?

ELIAS: De certo modo. Sim tens relacionamentos de adversos noutros focos. Eles não estão a provocar conflito nesta relação, mas há influências, por atraíres essa energia a ti.

LIANA: Pois é, devido à natureza do…

ELIAS: Sim.

LIANA: …do que estamos a fazer. O que eu quis fazer foi, como quem diz, se eu pudesse neutralizar essas energias negativas conseguiria ter um conflito menor no foco actual?

ELIAS: Coisa que deverá automaticamente ocorrer se alterares o sentido que tomas. Se alterares a energia que estás a expressar, deverás automaticamente atrair a ti energia de outros focos que te estendem uma maior energia de apoio quanto a essa energia que estás a expressar.

LIANA: Eu tenho uma outra pergunta em relação ao Steve, mas sei que estamos no final do nosso tempo. Tenho um desejo tão forte de ter um relacionamento íntimo com ele. Haverá alguma coisa que me possas dizer sobre isso?

ELIAS: Recorda que existem muitas espécies diferentes de intimidade; não existe apenas uma. Mantém a tua atenção em TI, e não te permitas cair na cilada das expectativas quanto a ele nem do que esperas que ele produza em troca do que produzas.

LIANA: Não me permitir cair na cilada em relação às expectativas quanto a ele ou…?

ELIAS: Nem quanto às expectativas quanto á resposta que dê.

LIANA: Agradeço imenso toda a ajuda que me deste. Se alguma vez sentires que me queres dirigir alguma energia extra para me ajudar a passar alguma pequena protuberância, adoraria!

ELIAS: Ah ah! Muito bem! Está feito! (Ri)

LIANA: Hurra! Muitíssimo obrigado!

ELIAS: Fico na antecipação do nosso próximo encontro, e estendo-te a minha energia e apoio e encorajamento.

LIANA: Muitíssimo obrigado.

ELIAS: Como sempre, estendo-te o meu afecto e apreciação. Com um enorme carinho e amizade, minha amiga, au revoir.

LIANA: Au revoir.

(Elias parte após 1 hora, 7 e minutos.)

©2008 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados




Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS