segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

PROBLEMAS DO FORO DA RESPONSABILIDADE PESSOAL




Sessão1857

Terça-feira, 18 de Outubro de 2005 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael) e Liana (Poncet)

Tradução: Amadeu Duarte

(Tempo de chegada do Elias: 19 segundos)

ELIAS: Bom dia!

LIANA: Elias. É formidável poder falar contigo; muito obrigado!

ELIAS: Ah ah! Não tens o que me agradecer.

LIANA: Passei por imensas experiências fantásticas de aprendizagem, e apreciei toda a ajuda que me deste. Não sabia que me estavas a ajudar. (O Elias sorri) Aprendi imenso. Estarás de acordo comigo?

ELIAS: Estou.

LIANA: Está bem, óptimo! (Ambos riem) Neste momento gostava de saber que crença estarei e utilizar para criar a experiência por que passo de ter gente emocionalmente instável na minha vida.

ELIAS: A crença mais fortemente expressada está associada ao papel de teres que desempenhar a função de cuidares dos outros. A crença tem que ver com a responsabilidade pessoal.

LIANA: Quando referes cuidar de outros, não queres dizer somente a capacidade de resposta emocional; referes-te ao facto de eu assumir responsabilidade.

ELIAS: Sim. Consequentemente, atrais a ti pessoas que percebes estarem carentes numa esfera qualquer.

LIANA: Que crença serviria de antídoto para isso?

ELIAS: Não está necessariamente ligado à substituição de uma crença por outra mas o reconhecimento de que incorporas essa crença e de avaliares em ti o que te motivará a avançar na direcção de corrigires os outros ou de pensares que seja função que te caiba.

LIANA: O que me ESTÀ a motivar? Já reflecti um pouco sobre isso, e estou à procura de uma maior clareza.

ELIAS: Mas, até agora que impressão colheste?

LIANA: É quase um substituto para uma experiência de primeira mão de qualquer tipo. Isso fará sentido? Como não sentir que estou viva e isso me transmitir uma sensação de estar mais viva do que de outro modo.

ELIAS: O que na verdade representa uma camuflagem.

LIANA: Uma camuflagem do quê?

ELIAS: Do facto de não te permitires dar expressão à tua liberdade. Porque se focares a tua atenção nos outros, isso distrai-te do facto de teres que dar atenção a ti. Por conseguinte, envolve uma situação em que não te permites expor.

LIANA: Expor? Que queres dizer com expor?

ELIAS: Não te estás a permitir expressar genuinamente exposição em relação a ti própria, para focares a tua atenção em ti e te permitires familiarizar-te de uma forma mais íntima contigo própria e com as preferências que tens, as crenças que tens, as tuas verdades, e focares a tua atenção na manipulação da tua própria energia e expressares as tuas próprias verdades e preferências independentemente do que os outros escolham ou expressem. Se estiveres continuamente distraída com a preocupação pelos outros e com o que andam a fazer, com aquilo por que optam, o comportamento que adoptam…

LIANA: E que é que eu quero?

ELIAS: Como poderás responder a essa indagação se não prestas atenção a ti e se não tiveres consciência das preferências que tens?

LIANA: A razão por que queria saber acerca da crença deve-se à dúvida que tenho quanto a ser a mesma crença que me cria… (Inaudível) gente com agendas muito temerosas? Parece em definitivo um tipo de pessoa a que atraio à minha vida, gente do mais extremo. Pelo que te perguntava se será a mesma crença que esteja a operar isso.

ELIAS: É, mas comporta diferentes factores. Porque ao não prestares atenção a ti própria, deixas de reforçar a confiança que tens em ti. E se não confiares em ti, passas a projectar uma energia de desconfiança. E nessa medida, atrais pessoas a ti que te reflectirão isso.

LIANA: Então, quanto menos confiar em mim própria, mais atraio gente que desonesta.

ELIAS: Correcto.

LIANA: Então ultimamente devo ter confiado muito pouco em mim própria já que atraí esta pessoa, a Tanya, à minha vida, não?

ELIAS: Sim, mas exploremos essa situação. Tu atrais essa pessoa a ti, mas que é que experimentas?

LIANA: Foi como meter o dedo numa tomada eléctrica. A negatividade foi igualmente intensa, e eu vi mais ou menos o meu próprio foco… Eu tinha estabelecido uma determinada direcção.

ELIAS: Que era qual?

LIANA: No sentido de me focar em mim própria. Mas de súbito fui arrastada de volta a uma experiência bastante negativa de não confiar nas decisões que tomava. Foi como se tivesse passado de uma situação positiva para uma bastante negativa, uma logo a seguir à outra.

ELIAS: Qual foi a experiência? Que aconteceu?

LIANA: Duvidei da decisão de não contactar o Steve. Telefonei à tal mulher e perguntei-lhe se trabalhava lá, por andar a verificar se me dizia a verdade. E descobri que não me dizia. A seguir envolvemo-nos numa enorme discussão que trouxe ao de cima muitas mentiras e deturpações da parte dele, a aí enredei-me com a apresentação da desonestidade de que usei. Isso cresceu até se tornar num tornado de medo e de desconfiança.

ELIAS: Mas tu iniciaste isso, e a motivação que tiveste para o iniciares deveu-se ao facto de não estares inicialmente a expressar confiança.

LIANA: Em mim própria.

ELIAS: Correcto.

LIANA: E na decisão que tinha tomado de deixar de o contactar.

ELIAS: Exacto. Nessa medida, começaste a focar a tua atenção fora de ti. Já te encontravas a expressar dúvida, uma falta de confiança e desconfiança no teu íntimo. A seguir a isso, volveste a tua atenção para fora de ti e focaste-a de uma forma intensa no outro e preocupaste-te com o que ele andava a fazer.

LIANA: Certo. Eu queria conhecer uma forma eficiente de pôr termo a toda esta situação com esta mulher e este relacionamento com o Steve. Será deixar de o contactar de novo?

ELIAS: Antes de mais, explica-me aquilo que designas por enredo que tens com essa outra pessoa.

LIANA: Supostamente ela ia processá-lo por assédio sexual e andava a gravar conversas, e eu não quero ter nada a ver com o potencial disso.

ELIAS: E como poderias envolver-te nisso?

LIANA: Eu não sei se alguém terá gravado a conversa que tive com ela por telefone ou se… Não sei. Não estou bem certo do modo como poderia ser envolvida, mas creio que receio ver-me envolvida.

ELIAS: Mas tu estás a produzir as tuas escolhas. Por isso, cabe-te governar o teu barco. Não é responsabilidade que te caiba governar o barco da outra pessoa nem sequer conduzir o barco dela como ajudante de piloto. Não é da tua conta. Da tua conte és tu e as tuas escolhas.


Nesta situação, não estás verdadeiramente enredada. É uma questão de prestares atenção a ti e às escolhas que promoves, e àquilo com que optas por te deixar envolver e deixar de te envolver.

LIANA: Então, basicamente, se não estiver envolvida com o Steven, então não me verei envolvida na sua acção judicial potencial, por estares a ver o potencial de uma acção judicial.

ELIAS: Isso constitui um potencial, mas não te diz respeito, por não estares a tomar parte.

LIANA: Pois, isso constitui um enorme alívio para mim. Obrigado.

ELIAS: É uma questão das tuas próprias escolhas, minha amiga, daquilo que escolheres. Se não participares não serás envolvida.

LIANA: É mesmo aquilo que precisava ver clarificado – a intenção de não me envolver absolutamente nisso.

ELIAS: Certo, e de não te preocupares com isso. Não te debruces sobre as possibilidades ou os potenciais do que os outros escolham ou empreendam. Preocupa-te com o que TU estás a escolher e aquilo em que estás a participar.

LIANA: Eu quero que a minha vida siga uma outra direcção, de modo que vou retirar a minha energia disso por completo.

ELIAS: Muito bem, e eu encorajo-te essa acção. Posso-te dizer, minha amiga, que é importante que concedas a ti própria um tempo em que concentres a tua atenção em ti.

LIANA: Queres dizer diariamente?

ELIAS: sim.

LIANA: Ou apenas durante um período de dias ou de semanas? Um período diário?

ELIAS: Durante algum tempo, temporariamente, cujo período não te especificarei em termos definitivos, por isso poder ser um tanto difícil. Depende de ti. Mas nesse sentido, seria bastante propositado e importante que tu concentrasses a tua atenção em ti e nas escolhas que promoves e na tua energia, e avalies e descubras as tuas verdades e preferências, sem distracção. Nessa medida, aquilo que te estou a referir em relação à distracção é a interacção com outras pessoas que te encorajem a focar a tua atenção nelas

LIANA: Referes-te a tirar umas férias do trabalho, ou será alguma coisa que consiga fazer durante o dia, ou ficar a sós durante uma hora?

ELIAS: Não é preciso que fiques completamente só ou isolada mas que tenhas consciência de ti e te afastes das pessoas com quem automaticamente te envolves em conflito ou para te afastares das pessoas que te desencadeiem o facto de focares a tua atenção nelas. Essa é uma acção bastante automática da tua parte, e torna-se importante que interrompas esse padrão automático que estabeleceste de te deixares conduzir para aqueles que te encorajam a deixar de prestar atenção a ti própria – não que a outra pessoa esteja a produzir isso.

LIANA: Eu entendo. É só que me está a fazer…

ELIAS: Provoca-te.

LIANA: Compreenderá isso um período de vários dias completos ou apenas períodos do dia em que me foque com clareza em mim própria?

ELIAS: Encorajar-te-ia a praticá-lo todos os dias, ao longo do dia, focar-te em ti e prestares atenção à tua energia e ao que estás a fazer. Também te encorajo durante o período de várias semanas a ter consciência dos exemplos em que és provocada por outra pessoa e voltas a tua atenção, para te concentrares nelas. Nessas alturas, detém-te e permite-te afastar-te dessa pessoa temporariamente.


A título de exemplo, se estiveres na tua área de emprego, durante o dia presta atenção às escolhas que promoves, ao que estiveres efectivamente a fazer e à tua energia, e talvez uma outra pessoa te aborde e notes que a tua energia e a tua atenção se comece a focar por completo nessa pessoa e comeces a preocupar-te com essa pessoa quanto ao que ande a fazer e ao que ande a expressar. Nesse instante, permite-te deter-te e afastar-te de uma forma concreta da presença dela temporariamente. Isso produzirá uma interrupção dessa provocação automática.


Essa acção particular que empregas é-te de tal forma familiar e é tão facilmente despoletada e de tal modo forte que…

LIANA: Estou a tomar consciência disso e de como na realidade quase encontro um certo conforto nela.

ELIAS: Estou a entender.

LIANA: Eu dirijo a minha vida de uma forma que me recorde de ser criança, porque em criança, parecia que o adultos sempre me estavam a dizer o que fazer e…

ELIAS: Exacto.

LIANA: …e se eu fizesse o que me era pedido, estaria a salvo. Assim, dá-me uma sensação de segurança.

ELIAS: Estou a compreender, mas também restringe sobremodo, e também te deixa na posição ou no papel em que te ditam ordens.

LIANA: Mas também não será que quando eu era criança e aprendi esse padrão, que também nessa altura constituiria uma restrição?

ELIAS: Constituía.

LIANA: Só que não tinha noção de constituir uma restrição.

ELIAS: Eu estou a compreender. Mas isso não importa. O que é significativo é o agora.

LIANA: É só por as pessoas pensarem na infância como imaculada e livre, e o que eu estou a perceber é que na infância “contraí” um monte de maus hábitos, como quem diz, e estou realmente procurando endireitar isso, separar isso do resto.

ELIAS: Eu estou a compreender.

LIANA: Eis uma pergunta que quero fazer. Uma coisa que queria fazer era saber em que crença me poderei focar que me crie… Notei que uma das coisas atractivas no relacionamento que tinha com o Steve era aquela alegria simplesmente bela que sentia pelas coisas simples, e aquela euforia e doçura e entusiasmo que sentia quando estava com ele. Uma das minhas maiores tristezas era a de acreditar que ao abandonar a relação estaria a abandonar essa experiência. Por isso, em que crença me poderei focar…

ELIAS: Deixa que te diga, minha amiga, que a razão por que empregas essa resposta de temor ou de tristeza pelo facto de que se abandonares esse outro indivíduo também abandones esse tipo de experiências que tanto aprecias, a razão por que geras essa associação deve-se ao facto de lhe creditares a tua expressão a ele. Não estás a creditar a ti própria aquilo que tu própria criaste. Creditas-lhe a ele, e por isso, não te permites expressar esses tipos de experiências, por a fonte dessa permissão se ter agora evaporado, por a fonte de tal permissão ter sido o outro indivíduo. E isso não é verdade.

LIANA: Poderei criar isso por mim própria?

ELIAS: Podes!

LIANA: Bom, como o haverei de conseguir? Que crença…



Prestando atenção a ti própria e descobrindo as preferências que tens.

Bom; talvez…

LIANA: Essa para mim é verdadeiramente significativa.

ELIAS: Eu estou a compreender. Talvez possas começar por identificar o que não represente uma preferência para ti. Do que é que não gostas?

LIANA: Não gosto de ser aborrecida, não gosto de não ter graça, não gosto de todas essas coisas que não são Sumari. Não me agradam. Gosto de experimentar essa doçura de estar nas nuvens, como que num avião. Isso para mim é emocionante. Gosto de experimentar a doçura de uma alegria infantil, como quando vejo os passarinhos ou… Essas pequenas emoções tão intensas…

ELIAS: Eu compreendo.

LIANA: É tão doçe.

ELIAS: Estou a compreender. Ao identificares as preferências que tens, aquilo de que gostas, permite-te usar a imaginação e explorar e descobrir mais do que és capaz de produzir em associação com as preferências que tens.


Mantém na tua atenção a consciência da forma como a consciência do teu corpo responde a isso. Presta atenção à consciência do teu corpo físico e ao facto de se encontrar tenso ou relaxado. Foca-te na tua garganta, nos teus ombros, no teu plexo solar, nos teus braços, nas tuas pernas e…

LIANA: E quanto às palpitações cardíacas?

ELIAS: Isso também influenciará eventualmente. Porque na medida em que intencionalmente te permitires relaxar cada porção do teu corpo físico que estejas a notar tensa, coisa que és capaz de fazer, isso permitir-te-á focar-te com uma maior clareza em ti própria e também te permitirá produzir uma maior energia de calma, uma energia mais centrada, e isso também te permitirá mais facilmente empreender essa nova aventura de descobrires as preferências que tens.

LIANA: (Suspira) Parece que a partilha dessas experiências seja importante. Como terão mesmo eclodido essas experiências se não existia uma estima mútua entre mim e essa outra pessoa?

ELIAS: Essa é a tua nova aventura, descobrir outros modos de criar experiências semelhantes sem o envolvimento de outra pessoa – temporariamente. Porque assim que genuinamente te familiarizares contigo própria, assim que começares a apreciar de uma forma genuína as preferências que tens e a usá-las, a tua energia deverá mudar e aquilo para que serás conduzida deverá mudar, por não seres atraída para pessoas que te ditem vontades. Serás conduzida para pessoas que também tenham estima por elas e assim te reflictam essa estima a ti. Mas a chave reside em prestares uma forma autêntica a ti própria e à tua energia e ao que estás a fazer, às tuas preferências, e permitir-te expressar essas preferências e empreender acções que interrompam essas reacções automáticas que tens.

LIANA: A esta altura tenho umas quantas perguntas. Com o Steve, ele disse que jamais chegou a sentir qualquer vínculo, que jamais sentira qualquer vínculo forte em relação a uma pessoa. Chamamos a isso um psicopata. Porque será? Como foi que chegou a criar isso? Que será que cria isso?

ELIAS: Mas, e porque te preocupas com isso?

LIANA: Por achar que pareça triste.

ELIAS: Mas essa é a escolha do outro indivíduo.

LIANA: Mas é claro que é algo que podia ser alterado.

ELIAS: Caso ele escolha, mas essa é a escolha dele.

LIANA: Então, a mim, nem sequer deveria preocupar-me.

ELIAS: Correcto.

LIANA: Nesse caso, uma das maneiras mais eficientes para eu prosseguir no meu caminho rumo à alegria é deixar de estar em contacto com essa pessoa em absoluto?

ELIAS: Isso é o que eu te sugeriria.

LIANA: Incluindo deixar de escutar as mensagens de voz dele ou algo, apaga-las mesmo, não?

ELIAS: Também te encorajaria a isso. Porque ao empregares isso, minha amiga, isso apenas te encoraja a prosseguires a focar a tua atenção fora de ti e a preocupar-te com o outro indivíduo. Isso é para o que estamos a encaminhar-nos no sentido de interromper e alterar, e a prestares uma maior atenção a ti própria. Por isso, se continuares a interagir com esse indivíduo, estarás a continuar a encorajar-te a não prestares atenção.

LIANA: Disseste certa vez que havia o potencial de sermos parceiros, e muito embora nesta altura isso possa parecer bastante improvável, ainda representa um potencial?

ELIAS: Um tanto, mas muito menos agora, por te estares a voltar numa direcção diferente. Tens quereres diferentes: queres dar expressão à tua própria liberdade; queres expressar as tuas próprias preferências, e queres ter muito mais consciência de ti própria e por isso estás a dirigir-te muito mais no sentido do que queres. Se continuares nessa expressão de querer, a potencial para interagires com esse indivíduo tornar-se-á muito menor, por o rumo do outro indivíduo não ser realmente compatível com as preferências que tens. Conforme eu te dei conta, a interacção com ele, assim como com outras pessoas que se expressam de forma semelhante, apenas te desencadeia as reacções automáticas e te encorajam a DEIXAR de prestar atenção a ti própria.

LIANA: Haverá algum potencial significativo de eu encontrar a minha alma-gêmea/companheiro e esse indivíduo ser piloto?

ELIAS: É possível.

LIANA: É que de facto voar deixa-se extasiada.

ELIAS: É possível, mas uma vez mais eu te digo, a importância inicial diz respeito a ti e ao que fazes com a tua energia e o facto de estares efectivamente, genuinamente a sentir estima por ti própria.

LIANA: Que será que está a travar-me o progresso rumo à obtenção de licença para voar?

ELIAS: o mesmo: não confiares em ti própria.

LIANA: Gostava de saber sobre a minha saúde.

ELIAS: E que avaliação fazes?

LIANA: Sinto que o meu fígado tenha sido afectado de novo.

ELIAS: Um pouco.

LIANA: Mas não a sério? É um alívio.

ELIAS: Um pouco, mas não de uma maneira intensa.

LIANA: Depois a minha garganta, cá no fundo estou sempre a duvidar se não quero voltar a criar um tumor na garganta.

ELIAS: Neste momento não estás a criar.

LIANA: E todas estas palpitações cardíacas?

ELIAS: Isso, conforme te expressei, está igualmente associado à intensidade de energia que estás a expressar ao deixares de confiar em ti e ao não prestares atenção a ti mesma. O que, conforme expressei anteriormente, se tu empregares esse exercício de relaxamento, de intencionalmente relaxares diferentes áreas da consciência do teu corpo físico ao longo do dia, isso também deverá suavizar essa resposta que o teu coração tem.

LIANA: Será causado por uma energia eléctrica em demasia através do meu corpo? Ou demasiada pressão?

ELIAS: Pressão.

LIANA: Então, é a pressão oriunda do meu fígado e do vaso sanguíneo?

ELIAS: Isso está interligado, mas está a ser gerado por ti ao te pressionares.

LIANA: De acordo com o conselho dado por (Inaudível) então, o meu passo eficiente seguinte é o de tratar de um novo emprego. Sei que não confio em mim nessa área, de modo que, por exemplo, fazer um dos meus procedimentos do simpósio ligado à Psíque e confiar em mim própria quanto à criação de uma situação de emprego compatível, isso será o mais eficiente? (Pausa)

ELIAS: É. Mas a chave assenta na calma, em prestares atenção à tua própria energia e em confiares. Produz cooperação em vez de oposição em ti própria e com as outras pessoas.

LIANA: No que estou a criar oposição por esta altura, para além de o fazer com esses dois indivíduos, a Tanya e o Steve, que vai agora sair da minha vida?

ELIAS: Estás a gerar uma oposição considerável em relação a ti própria.

LIANA: Será essa a área primordial em que me estou a opor?

ELIAS: É. Essa é a razão por que estás a gerar esse tipo de expressões físicas e confusão e porque continuas a expressar esse tipo de resposta automática ao te preocupares com as outras pessoas, por não confiares em ti mesma nem sentires apreço por ti própria, e não cooperares contigo própria em associação com as tuas próprias preferências, e por que te estás a opor a ti própria por meio da dúvida.

LIANA: Entendo. Que crença poderei usar que me sirva de antídoto para a dúvida? É mesmo a confiança? Estarei a tornar a coisa demasiada simplista?

ELIAS: Não, estás a complicar. Deixa que te diga para não te preocupares com crenças nesta altura. Preocupa-te meramente com a tua energia e com o que efectivamente estás a fazer; isso é suficiente. Isso por si só já pode ser bastante desafiador. Preocupa-te simplesmente com o prestar atenção ao que estás a fazer e com a energia que estás a projectar. Permite-te notar esse tipo de oposição, permite-te parar e afastar-te fisicamente dos factores de desencadeamento até um ponto em que se te torne mais natural, até ao ponto em que consigas efectivamente expressar de uma forma confortável uma confiança genuína no teu íntimo e uma estima genuína.

LIANA: Houve um dia no trabalho, após aquele simpósio do Psiquismo em que me senti invulgarmente concentrada de uma maneira que relacionei com os pacientes e em que senti uma enorme energia. Terá esse sido um estado genuíno do ser ou terá sido uma camuflagem de um tipo qualquer?

ELIAS: Não, essa foi uma expressão genuína.

LIANA: Notei que jamais me senti dessa forma antes. Não sabia que era possível sentir-me assim centrada em mi própria.

ELIAS: Mas essa foi a razão por que apresentaste a ti própria essa experiência, por agora saberes.

LIANA: Pois, e ela foi realmente uma experiência maravilhosa, também. Por vezes, por uma razão qualquer, a dúvida surge como que por hábito, e eu preciso ser muito, muito consciente de não reagir.

ELIAS: Pois.

LIANA: Com o meu filho, ele está sempre a dizer-me que tem dores de cabeça e sensação de entorpecimento nas costas e coisas desse tipo… (Suspira) Eu cheguei mesmo a sentir uma enorme tomada de cuidado em relação a ele, mas estou um pouco a começar a sentir, como que haja algum problema e eu devesse fazer alguma coisa.

ELIAS: (De uma forma deliberada) Não te diz respeito. Não é escolha tua. É escolha que cabe a ele fazer.

LIANA: Eu sinto essa preocupação natural, e não quero que ele sofra. Ele é meu filho, e não quero que acabe por ter um problema crónico de costas e…

ELIAS: Eu estou a entender, mas isso diz respeito à escolha dele, o facto de abordar essa situação ou não, e TU não consegues corrigi-la.



LIANA: Eu perguntei-lhe se ele queria que o ajudasse com certas coisas metafísicas. Estava a pensar que pudesse ser o Psique-K. Assim, dado que ele me deu permissão, será ele a exigir ajuda? Seria adequado que eu fizesse alguma coisa?

ELIAS: Caso o outro indivíduo solicite a informação ou a interacção, fica ao teu critério optares por fazer isso ou não. Caso o outro indivíduo não o solicite, não te cabe preocupares-te por o instruir. Podes partilhar experiências com ele sem a expectativa de que ele venha a alterar qualquer das suas expressões, mas apenas num acto de partilha genuína sem expectativas. Isso expressa o exemplo do “Pequeno Rebento” (NT: Metáfora que o Elias usa para a preocupação com a própria individuação e sobretudo o exemplo que daí pode advir para o crescimento alheio)

LIANA: Então aquela interacção que tivemos em que lhe perguntei se queria que o ajudasse em alguma coisa do foro da metafísica a que ele respondeu pela afirmativa, isso não contou como uma solicitação de ajuda?

ELIAS: Isso é um pedido. Se te tiveres oferecido e a pessoa não tiver mostrado interesse e tiveres continuado esse curso, isso já não ajudaria. Mas se tiveres oferecido e o outro indivíduo tiver respondido com interesse, estarás dessa forma numa posição de optares por participar ou deixar de participar junto dele. Mas lembra-te, não estás a instruir, e não expresses expectativas.

LIANA: Será que lhe pergunto qual dessas crenças quererá resolver? Como no caso da Psique-K, as três crenças básicas? Como, eu quero viver, eu amo-me, ou deverei simplesmente começar por isso?

ELIAS: Indaga.

LIANA: Haverá mais alguma coisa em que eu esteja agora a trabalhar agora mesmo que me possa ser benéfica se tomar conhecimento disso e o debater contigo?

ELIAS: Posso-te dizer, minha amiga, que o que debatemos já é suficiente. Isso já deverá constituir um desafio suficientemente difícil de envolver. Estás a praticar o teu exercício de valorização?

LIANA: Tornou-se verdadeiramente difícil para mim, e de facto quase impossível. Esbarrei com um muro de concreto, e fiquei extremamente frustrada por ter esbarrado nele. Queres falar sobre isso?

ELIAS: Não conseguirás expressar NENHUM elemento de apreço por ti própria em absoluto?

LIANA: Sim, consigo expressar algum, mas ainda assim, o exercício conforme o subentendi pretendia que expressasse apreço durante o dia todo. Na altura, parecia que não conseguia valorizar coisa nenhuma, embora agora pareça ter feito um certo progresso nisso. Estou a valorizar-me mais.

ELIAS: Muito bem. Encorajo-te a prosseguir com esse exercício de valorização. Permite-te unicamente ter uns dois ou três momentos ao dia em diferentes períodos em que te permitas deter-te e gerar um tipo qualquer de apreço, independentemente do que seja, independentemente do facto de o avaliares como muito reduzido ou significativo. A questão está em que em dois ou três momentos do teu dia efectivamente produzas uma expressão qualquer de apreço genuíno.

Esse exercício é muito importante e no teu caso será verdadeiramente instrumental, por te encorajar a continuares a prestar atenção a ti própria, o que para ti é um acto inabitual. Além disso, encorajar-te-á mais a confiares em ti própria e a aceitares-te a ti própria. Estes são os aspectos mais importantes a abordares agora

LIANA: Eu quero continuar a dar andamento a alguns dos meus projectos físicos, como acabar a minha casa, e a remodelação de coisas desse tipo, mas notei que me atolei, e não pareço estar a andar para a frente. Parece que a minha casa está a ficar numa confusão, em vez que estar a ficar sucinta. Porque será isso, qual será a fonte disso?

ELIAS: Isso também é a distracção. Não te estás a concentrar. Estás a permitir-te dispersar e distrair-te. Se focares genuinamente a tua atenção no agora e não te distraíres, descobrirás que terás muito mais tempo para conseguir aquilo que queres.
Foca a tua atenção numa direcção de cada vez. Eventualmente, poderás começar a permitir-te uma maior flexibilidade. Mas familiarizaste-te de tal modo com a distracção e a dispersão, que por esta altura te será muito mais benéfico focar a tua atenção numa direcção de cada vez. Elege uma tarefa, e não te distraias com raciocínios respeitantes a outras tarefas. Foca-te meramente numa tarefa, e permite-te completá-la.
Esse também poderá ser um modo pelo qual poderás praticar a valorização em relação a ti própria, por te poderes reconhecer-te à medida que realizares cada tarefa. Nesse sentido, também evitarás sobrecarregar-te.

LIANA: Ao eleger essas tarefas – não constituem minimamente qualquer ameaça nem nada disso – não me trará um maior benefício tratar de pequenas tarefas, como hoje em que vou somente completar o acto de engomar, ou hoje vou tratar de uma secção de um quarto?

ELIAS: Sim, sim. Encorajo bastante isso. Se te permitires o que designas por pequenas tarefas que possas realizar num breve período de tempo, isso permitir-te-á focar a tua atenção de uma forma mais clara e exclusiva, o que te permitirá evitar dispersares a tua energia. Também te facultará uma via por que poderás realizar, e consequentemente, poderás reconhecer-te e valorizar-te, o que te reforçará a confiança e a aceitação.

LIANA: Noto que de momento tenho sentimentos do tipo, não sei que palavra empregar, quase um desejo de ter um tipo qualquer de amizade com o Steve, mas não tenho a certeza da razão porque quero ter amizade por ele.

ELIAS: Por isso constituir uma outra via familiar, e por te providenciar uma outra camuflagem. Tendo o relacionamento que tens com esse indivíduo, deverás meramente alterar a camuflagem que usas, ao alterares esse relacionamento para um tipo diferente de amizade, só que isso continuará a permitir-te a desculpa para continuares a interagir, o que dará continuidade aos factores de desencadeamento e de distracção e continuará…

LIANA: Então, por outras palavras, não existe positividade por detrás da minha motivação?

ELIAS: Correcto.

LIANA: A motivação que terei será essencialmente a de me distrair?

ELIAS: Exacto, e a de prosseguires nesse padrão habitual em que a tua atenção está focada e a preocupar-te com o outro indivíduo e as suas opções, e por conseguinte, não mais estarás a conduzir o TEU barco.

LIANA: Eu sei que é um impulso muito forte a resgatar nas situações imperfeitas.

ELIAS: Pois, e é bastante habitual.

LIANA: E as emoções que ele sente em relação a mim, também não passarão de uma distracção?

ELIAS: Não importa a expressão que ele utilize. Toda a vez que te expressas desse modo, estarás uma vez mais a distrair-te e a desviar a tua atenção, ao te preocupares com o outro indivíduo. Por isso, isso também poderá ser incluído no teu exercício de prestares atenção ao que estás a fazer.

LIANA: É como abandonar o vício das drogas!

ELIAS: Eu estou a entender.

LIANA: Estamos terminados com a nossa sessão, e agradeço-te imenso. Eu sei que te pedi ajuda a curto prazo, mas tu de certeza que ma prestaste. Muito obrigado

ELIAS: Não tens o que agradecer, minha amiga, mas recorda-te que a minha energia está sempre contigo.

LIANA: Fico muito feliz com isso. Estás a ajudar-me de verdade. Sinto-me muito melhor. Agradeço toda a tua ajuda.

ELIAS: Há há! Não tens o que agradecer. Fico a antecipar o nosso próximo encontro, e expresso-te um enorme encorajamento, minha amiga. Com um enorme afecto e a minha expressão de apreço por ti, au revoir

Elias parte após 1 hora e 6 minutos.

©2010 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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