sábado, 9 de novembro de 2013

AS DORES DE PARTO DA MUDANÇA



“A SEXUALIDADE E A ONDA RELIGIOSA”


“CONFIANÇA”


Sessão de Grupo 3195


Sábado, 26 de Outubro de 2013 (Hinsdale, New Hampshire)







Participantes: Mary (Michael), Aaron (Todd), Adam S., Alexi P., Ann (Vivette), Bill (Zit), Bonnie (Lyla), Brian, Brigitt (Camile), Charmaine S., Chris (Ailysta), Curt (Uceff), Daniel (Zynn), David C., Denise (Azura), Inna (Beatrix), Jan (Mona), Jean-François (Samta), Jenna (Nayreen), John (Lonn), John (Rrussell), Kathleen (Florencia), Kenneth (Oba), Kyla (Amie), Letty (Castille), Lynda (Ruther), Marcos (Marta), Natasha (Nichole), Pat (Triece), Paul (Paneus), Pete (Magnus), Rodney (Zacharie), Sandra (Atafah), Stella (Cindel), Suzanne (Zansa), Terri (Uliva), Veronica (Amadis), Wynn (Zai)


Elias: Sejam bem-vindos.


Grupo: (Tumulto generalizado)


Elias: No dia de hoje, vamos abordar a presente onda e o que tendes experimentado no âmbito dessa mesma onda. Por conseguinte, vamos solicitar a vossa participação pela apresentação das experiências que tendes feito em relação a esta presente onda, e as perguntas que possais ter a fazer em relação à forma como tem avançado.

Tenho consciência de estar a ocorrer um tumulto considerável no vosso mundo actualmente, e da preocupação que muitos sentem e alguns mesmo assustados em relação à situação geral ou estado em que o vosso mundo presentemente se encontra. Isso, na verdade, já se esperava em relação a esta onda.


Esta onda irá ganhar, e está a ganhar intensidade, por, de entre todas as ondas inerentes à consciência que têm que ver com os sistemas de crenças, provavelmente esta será a que maior afectação causará, e a que maior potencial incorpora para o trauma, por abranger temas e associações relativas a quase todos os aspectos das vossas vidas. A onda religiosa, conforme estareis ao corrente, diz respeito a muito mais do que às religiões, e nesse sentido, estais a tomar consciência de como muitas influências estão relacionadas com crenças religiosas podem não estar ligadas a nenhuma religião. 


Esta onda também abrange uma afectação considerável relativamente ao alargamento ou expansão da consciência que tendes da sexualidade; sexualidade em relação género e às actividades de cariz sexual; não sexualidade enquanto seres físicos, mas as acções que praticam relativamente ao facto de serem seres sexuados, e a forma como isso se acha relacionado com a onda religiosa é devido ao facto das crenças religiosas terem, durante séculos e séculos, gerado uma separação crescente entre o corpo e a espiritualidade.


E isso está a tornar-se num tema significativo no caso de muitíssimas pessoas, em especial em relação à expansão da consciência que tendes, pois quanto mais expandirdes a consciência que tendes, mais associações fareis relativamente a tornar-vos mais espirituais. E quanto mais espirituais percebeis ser, mais desligados dos vossos corpos percebeis estar, por se gerar essa separação automática entre o material e o espiritual.

Essa não é uma expressão natural, mas assenta em interpretações subordinadas às crenças religiosas que estão a causar muita influência e que têm dado lugar a muitas expressões neste século que antecedeu o actual que tanto afectaram o sexo masculino como o feminino, assim como as expressões que assumis e as vossas funções e a forma como vos expressais sexualmente, o que deu lugar a dificuldades consideráveis.


Eu forneci alguma informação previamente, este ano, em relação a esta onda, e associado a certos aspectos da sexualidade, das práticas sexuais, das expressões sexuais que têm vindo a ser afectadas e estão a ser afectadas à medida que evoluís e enquanto a consciência que tendes oscila entre os extremos. E quanto ao que isso originou ao longo deste século passado e ao que terá resultado disso: as pessoas do sexo feminino cada vez mais a incorrer em casos de infertilidade, indivíduos do sexo masculino cada vez mais a passar por situações de disfunção relativamente ao desempenho sexual, por essas serem questões importantes, por serdes seres sexuais.


Eu referi anteriormente que, enquanto seres sexuados que sois, vos assemelhais bastante aos cetáceos. Todos tereis consciência de que todos os cetáceos são a essência (NT: Por outras palavras, têm alma) e que se assemelham bastante na expressão a vós próprios, porém, eles não passaram por séculos e séculos de regras em relação às suas expressões sexuais, pelo que continuam a expressar-se com naturalidade. Nessa medida, dir-vos-ia a todos, que se vos deparásseis com cetáceos como os golfinhos, as baleias, ou se vos entretivésseis com um filme sobre os hábitos usuais e as interacções que esses seres têm, descobriríeis que, à semelhança de vós próprios enquanto seres que sois, mas sem todas as vossas regras, e que esses seres envolvem uma actividade sexual muito frequente e que não descriminam, e não com o único propósito da procriação.


Foi-vos ensinado e aprendestes e fostes condicionados e desenvolvestes apegos que vos voltam na direcção de que a procriação seja a directriz da actividade sexual – mas não é! Não sois o tipo de seres físicos que empregam a sexualidade apenas com o propósito da procriação. Caso fossem, não teríeis as sensações que tendes; o vosso corpo não teria sido concebido da forma que foi, nem teria sido concebido para ser estimulado por tantas formas quantas as que o estimulam. Não existe aspecto nenhum da consciência do corpo humano que se ache excluído da sexualidade. As vossas mãos, os vossos pés, o vosso estômago, as vossas costas, a vossa cabeça, o vosso cabelo; a consciência do vosso corpo não tem aspecto nenhum que se ache excluído da estimulação sexual. Mas vós limitais as directrizes e as ideias que tendes sobre a sexualidade a áreas muito restritas da consciência do vosso corpo, e produzis regras consideráveis quanto à forma de a expressar, com quem, de que forma, em que alturas, tendes muitíssimas regras. Esses são componentes básicos à vossa existência física e à vossa manifestação física, e nessa medida, estão a ser abordados com esta onda. Essa é apenas um das áreas da vossa experiência e da vossa existência que vos é básica e que está a ser abordada com esta presente onda.


Isso fornece-vos um exemplo do nível básico, por assim dizer, por que esta onda se dirige às crenças que tendes sobre a criação e sobre a existência na realidade física e na forma física. Nesse sentido, vou-vos convidar a todos a tomar parte, apresentando ideias ou matéria que tenhais vindo a notar, que se tenha tornado mais central na vossa atenção, relativamente a esta presente onda. Existem muitos, muitos temas a que esta onda se dirige, pelo que isso apresenta uma diversidade considerável no que podeis apresentar que possa envolver confusão ou preocupação, pessoalmente. Lembrem-se, conforme referi, que esta onda em particular incorpora um maior potencial para o trauma do qualquer das outras ondas. Por isso, usem esta oportunidade para clarificar e receber informação que vos ajude a evitar esse trauma por uma abordagem do que vos possa confundir ou preocupar seja em que sentido for, por esta onda engloba tudo isso.


Vou permanecer aberto a todos vós, e perguntar-vos qual de vocês passará a apresentar em primeiro lugar o que vos preocupa ou ao que estiverdes a notar em termos de diferença. Recordem que esta onda incorpora igualmente um tremendo potencial para uma enorme liberdade, para uma grande revelação, pois que por meio da abordagem desses básicos elementos de vós próprios e da vossa realidade, isso irá permitir-vos avançar e proceder a uma espantosa exploração e uma enorme revelação.

Muito bem, quem vai começar?


Sim?


Paul: Olá Elias, eu sou o Paneus. O que eu noto é que ao redor do planeta, do globo, há muita, aquilo que chamaria de frustração, em muita gente, em relação à governação, à política, e parece que esta onda esteja a tingir um cume de frustração. Não terá havido nenhum acontecimento seminal que tenha produzido tal frustração, ou envolverá apenas uma questão de causar diferentes políticas e diferentes bolsas ao redor do globo?


Elias: Excelente pergunta. Eu dir-te-ia que o facto de as vossas artes estarem, como sempre, a reflectir os tempos em que viveis e a reflectir os medos que sentis não é coincidência nenhuma, e uma das vossas artes é o vosso cinema. E nessa medida, existem grandiosas histórias de um apocalipse e de toda uma variedade de ideias diferentes sobre como isso irá surgir. 


Agora, relativamente à pergunta que fizeste, a razão por que gerais essas ideias de apocalipse deve-se a que esta presente altura se apresente como muito difícil para a maioria, se for caso disso, de vós imaginar como podereis produzir o que parece ser um enorme salto daquilo a que estais habituados para o que vireis a realizar relativamente a esta mudança de consciência num período relativamente curto de tempo. Já vos encontrais no vosso décimo terceiro ano do vosso novo milénio, e a cada ano estais a aumentar o tempo, e isso faz com que a forma como ireis alterar esta tremenda estrutura do intercâmbio - do dinheiro e dos governos - pareça demasiado confusa e inimaginável em um período tão curto de tempo. E nesse sentido, imaginais que a única forma como podereis conseguir isso seja pela criação de um tipo qualquer de acontecimento apocalíptico, por um acontecimento desmesurado qualquer e por um novo começo.

Vou reiterar aquilo que declarei no início deste fórum, nos vossos termos, há muitos anos atrás. Continuando até este dia, continuais a não optar por seguir nesse sentido; continuais a não optar pela destruição do vosso planeta nem da vossa raça. Na realidade, em períodos recentes, nos vossos termos, as pessoas estão a conhecer-se cada vez mais, e estão a ter uma maior noção de ocuparem o vosso planeta. E estão a encaminhar-se na direcção de não o destruir.


Actualmente estais a passar pela experiência de um período que se assemelha bastante a um parto. Toda a mudança significativa se torna difícil para vós, e durante toda a história da vossa espécie, e sempre que no horizonte se afigurava uma mudança significativa, aquilo a que vos habituastes foi a voltar-vos para a conquista, para o domínio, para a violência, para o controlo. Essas são expressões que enfatizam o controlo. E sempre que colectivamente vos sentis ameaçados, e individualmente, o recurso automático, por assim dizer, é no sentido do controlo e não da confiança. Nessa medida, presentemente não estais a mover-vos no sentido de gerar mais acções ou eventos apocalípticos. Não vos estais a encaminhar na direcção de envolver a maioria do vosso mundo numa acção de tremenda violência nem de uma acção de tremenda destruição.


Estais a avançar na direcção de reivindicar controlo com base no medo e na apreensão. E isso gera desconforto, e sempre que vos sentis desconfortáveis voltais-vos para o controlo. Nessa medida, o que está a acontecer é que há muitas facções, muitos grupos, muitas áreas ao longo do vosso planeta que estão a expressar uma inquietação, uma agitação considerável. Têm medo. Sentem-se apreensivos em relação à mudança, estão na incerteza, e não sabem o que esperar. E de maneira muito semelhante à maioria de vós nesta sala nas vossas vidas individuais, à escala das massas, as colectividades estão a passar por uma experiência muito semelhante.


Qual será o próximo passo? Já avançastes na direcção que discutimos muitas vezes, em relação à não continuidade das expressões familiares de fazer planos. Por isso, muitos sentem-se na incerteza – não sabem qual virá a ser a próxima expressão. Não têm mais um objectivo. Ainda não sabem qual será o objectivo. E nessa medida, não estão muito certos quanto ao método a empregar. Tudo quanto têm a certeza, e tudo quanto vós tendes certeza, é da mudança estar em curso, de estar iminente, e que haveis de fazer? E é em relação a isso que tendes vindo a mover-vos em relação àqueles termos que expressei milhares de vezes do confiar.


Agora é a vossa genuína oportunidade de encenardes isso, mas não só a vossa oportunidade de encenardes isso, como estais vós próprios a avançar no sentido de apresentardes cada vez menos opções para além da confiança. Por estarem a agarrar-se ao controlo, mas o controlo não está a conseguir. Nos vossos termos mais simples, o controlo não está a resultar. Está a funcionar mal. De modo que vos estais a colocar, de forma intencional, independentemente de terdes consciência disso ou  não, estais a faze-lo de uma forma intencional, estais colocar-vos em posições em que vos forçareis a confiar, por essa ser a opção desta Mudança.


O controlo não se revelará bem-sucedido com esta mudança, de modo que haveis de tentar e tentar e tentar e tentar, mas que foi que afirmamos em relação ao tentar? Tentar não é fazer! Tentar é mover-se em círculos e frustrar-vos. Confiar é a direcção que é requerida mas até ao presente tem-se revelado muito pouco familiar. E nessa medida, eu dei-vos conta previamente de um exemplo muito simples de vos permitirdes um exemplo do que representa a confiança de forma a ajudar-vos a reconhecê-la, e ao facto de estardes ou não a expressá-la. Vós expressais confiança todos os dias. Cada dia das vossas vidas, ao longo do vosso dia, expressais confiança, só não prestais atenção a isso como confiança.


O que é importante é que useis o vosso exemplo do confiar em vós próprios a fim de vos habituardes ao modo como isso é, o que representa quando confiais, e por conseguinte serem capazes de direccionar isso noutras direcções. Eu referi anteriormente, a maioria das pessoas conduz veículos, não? A maioria de vós conduz veículos a motor, mas mesmo que o não fizessem, compreendeis como faze-lo. Nessa medida, a condução do vosso veículo a motor constitui uma excelente tentativa fácil de confiança.


Quando vos quereis fazer transportar de um local para outro, entrais no vosso veículo. Quando entrais no vosso veículo não ficais lá sentados por meia hora nem por uma hora nem por três dias a analisar: “Como hei-de ligar o motor? Que acção deverei empregar para pôr o meu veículo em movimento? Estarei a faze-lo acertadamente? Estarei sentada de forma errada no meu veículo?...” Não! Entrais no vosso veículo, pegais nas chaves, ligais a ignição, pondes o vosso veículo a trabalhar, usais os pedais e o volante e conduzis. Sabeis como faze-lo, confiais em que sois capazes de o fazer, e fazei-lo. E não pensais no caso. Simplesmente fazei-lo. E fazeis-vos transportar de um local para outro, compreendeis as funcionalidades do veículo, não a ponto de compreenderem todos os componentes do motor nem as funções mecânicas todas do veículo, mas compreendeis que ele avança e que vos leva com ele. (Riso) E compreendeis que o dirigis que vos supera e vos domina fisicamente, por uma percentagem considerável.


Vós dirigis, e confiais no facto de serdes capazes de o fazer e confiais que o fazeis. Pois muita gente, por vezes confiais tanto nessa acção, que chegam a haver alturas em que vos fazeis transportar de um local para outro e quando chegais ao local podeis efectivamente sair do veículo e dizer a vós próprios: “Este carro conduziu-se sozinho. Nem sequer me lembro de o ter conduzido.” Por terem confiado nessa acção, por terdes confiado que produziríeis tal acção, e por o esperardes por completo sem duvidardes de vós quanto ao modo de o fazer. Nessa medida, é uma questão de empregardes uma acção tal como essa, ou de usardes o caso da vossa máquina do café. Não vos pondes diante da vossa máquina do café a perguntar como é que ela funciona, ou a perguntar se está a preparar o vosso café correctamente ou não. Simplesmente colocais-lhe  a cafeteira e permitis que faça aquilo que faz, e desfrutais do resultado disso. Essa é uma outra acção de confiança. Acções que praticais na base do dia-a-dia que vos proporcionam um exemplo do sentimento que a confiança transmite e o que envolveis quando confiais.

O que é que está ausente quando confiais? Que é?


Grupo: A dúvida. (Em uníssono)


Elias: A dúvida e que mais?


Grupo: Medo… pensamento…


Elias: O pensamento! Estão ausentes a dúvida e o pensamento quando confiais, por não estarem a analisar mas simplesmente a agir. Esse é um factor importante, e é uma expressão prática que vós podeis usar na vossa actividade diária a título de exemplo para vos recordardes: “Estarei eu a confiar ou estarei eu a controlar? Estarei a tentar controlar ou estarei de facto a confiar no que estou a fazer?”

Sim?


Terri: Muito bem, então em ambos esses exemplos, há algo que conseguimos constatar. Mesmo que não consiga ver o meu carro, posso deslocar-me nele do ponto A ao B. Já com a máquina do café, temos algo que conseguimos ver, e sabemos que é possível fazê-la trabalhar, por a termos podido ver antes. E já vimos que o carro funciona, antes. Já passamos pelo facto prévio de pessoas nos terem dado boleia. Mas em relação ao meu acampamento, não há nada que consiga ver. Não tenho nada que me indique, nada que me indique que esteja a aproximar-se em absoluto, que nos diga que tal pode acontecer, por precisarmos efectivamente de ver que despeja o café. Assim, onde iremos encontrar a confiança?


Elias: No que estiverdes a fazer no momento, em relação à máquina do café, em relação ao veículo, sem anteciparem o uso do que estiverdes a usar. Situais-vos no momento, e a confiança aplica-se ao que estiverdes a fazer agora. É uma questão de reconhecerdes, tal como no caso do veículo. Quando conduzis o veículo, tendes uma ideia, uma intenção quanto ao destino. Não vos encontrais nesse destino quando pegais no veículo, por estardes a começar a vossa viajem para tal destino. Mas confiais no que estais a fazer no momento ao conduzirdes esse veículo, quanto ao facto de ele vos levar a tal destino, de forma bastante semelhante a um plano ou a uma intenção.


Quando pretendeis criar uma expressão, uma manifestação qualquer, e gerais uma intenção: “É isto que eu quero; eu quero criar este emprego, eu quero criar uma área de acampamento, eu quero criar uma galeria,” não se acha fisicamente presente na vossa realidade, mas é a mesma acção que a condução do vosso veículo até ao destino. É uma questão de prestares atenção e de confiares no que estás agora a fazer que te enderece na direcção do destino que pretendes.

TERRI: Sinto que tenho conseguido isso cada vez mais, mas torna-se num desafio quando passam tantos momentos. Já passou mais de um ano, e ainda não parece estar tão próximo do que está. Ainda me sinto igualmente entusiasmada em relação a isso. E ainda me agarro à confiança de o estar a criar, mas quando não conseguimos ver nada em concreto torna-se num desafio. Mesmo que o nosso carro não funcione, sabes, podemos constatar isso no momento, e podemos constatar que nos vai atingir. Tratamos de o arranjar ou de chamar alguém. Mas só não sei…

ELIAS: Isso são tudo actos que empregais tal como empreendeis a acção de conduzir. Estais no momento. Estais no presente. Estais…

TERRI: E eu sinto que tenho realmente feito isso, mas então por que razão ainda permanecerá invisível?

ELIAS: Eu diria que talvez te pareça simplesmente invisível por essa ser a percepção presente que tens. Diria que pode estar mais próximo do que poderás ver, mas a percepção constitui uma parte igualmente significativa de qualquer questão, por a vossa percepção ser o que cria o que acontece. Recorda que em certas manifestações que pretendeis criar, para a maioria das pessoas, o processo que usam envolve a abordagem de diferentes aspectos delas próprias para conseguir isso, tal como tu e eu estivemos anteriormente a debater. Nessa medida, trata-se de um processo.

TERRI: E sinto ter trabalhado de forma diligente, e que tenho sido bastante consciente, competente, e que ainda confio em mim; só que se torna mais difícil quando não o conseguimos ver.

ELIAS: Eu estou a entender. Mas também te diria, tal como tive ocasião de discutir contigo anteriormente, que isso para ti também representa um desafio. Tu queres de imediato.

TERRI: Bom, é que já passou mais de um ano. (O grupo ri.)

ELIAS: Um ano é um período de tempo muito curto.

TERRI: Parece uma eternidade.

ELIAS: Eu compreendo, mas não tem importância. A expressão permanece em termos de quereres de imediato.

TERRI: Está bem, então, é disso que tenho tratado.

NATASHA: Pois é, na realidade, tenho uma pergunta similar. (Inaudível) na minha vida… (Inaudível) Como hei de… (Inaudível)? Como hei de… (Inaudível)

ELIAS: Apresenta um exemplo.

NATASHA: Muito bem. Por exemplo, eu… (Inaudível).

ELIAS: Muito bem. Antes de mais, tu não esqueces necessariamente a intenção que tens. Defines uma intenção, ou, nos termos que empregais, escolhes; estabeleces um objectivo. Tens uma ideia do que queres fazer, do que pretendes manifestar. Não se trata necessariamente de uma questão de o esquecer, por já estares activamente a empreender acções que se movem nessa direcção.


Nessa medida, é uma questão de não esqueceres, mas de não te focares nisso, de prestares atenção ao que estás a fazer no momento que te encaminhe nesse sentido. Digamos que pretendes envolver-te num evento ou numa jantar com um grupo de amigos. O jantar representa o evento; é a intenção que defines. E nesse sentido, dás passos e geras acções e actividades para criares o ambiente desse jantar. O que é mais benéfico é teres consciência do que estás a fazer agora, todas as acções que estás a empreender agora, que se movam nesse sentido, que se mova em harmonia com isso, e podem ocorrer muitas acções ao longo do dia que parecerão não ter relação com esse jantar. Mas na verdade, não deixam de ter, por tudo se achar interligado. Por isso, independentemente da aparência superficial, tudo quanto estás a fazer nesse período te moverá quer na direcção desse jantar ou não, por poderes focar-te no que venha efectivamente a ocorrer quando o jantar suceder. Que farão as pessoas? Que irá envolver? Será que toda a gente se mostrará amável com os demais? Irá toda a gente dar-se bem? E nesse sentido, não estás presente; não estás no momento, mas a pensar. E não estás a confiar na situação. Não estás a prestar atenção a ti própria. Estás a projectar na direcção de fontes externas, a questioná-las e estás a ajustar-te e ao comportamento que tens e às tuas escolhas de acordo com aquilo a que estás a prestar atenção.

NATASHA: Então, como é que havemos…? (Inaudível)

ELIAS: Volta a tua atenção. Detectas aquilo a que estás a prestar atenção, e colocas a ti própria uma pergunta muito simples: “Isso será agora?” Se não conseguires responder pela afirmativa a essa pergunta, não justificará o teu pensamento. Já definiste a intenção que tens; o teu pensar é concebido para se situar no agora – o que estás a fazer agora. Não vos estou a dizer que deixeis de pensar. O vosso mecanismo do pensar é tão vital à vossa existência no foco físico quanto o vosso fígado ou rins. Prestais atenção ao vosso fígado e aos vossos rins a cada instante? (O grupo ri) Estareis a cada passo a analisar o funcionamento do vosso fígado? Mas estais continuamente a analisar a função do vosso mecanismo do pensar. Essa não é a função que lhe cabe. A função que lhe cabe é a de traduzir. Não é via nenhuma de comunicação. Os vossos pensamentos não se comunicam convosco. Eles traduzem outras vias que comunicam convosco. Os vossos sentidos, os vossos sentidos interiores, a vossa intuição, os vossos impulsos, as vossas impressões, o vosso organismo, os sentimentos que tendes - isso são tudo vias de comunicação. O vosso pensar foi meramente concebido para traduzir em termos linguísticos o que todas as outras formas de comunicação estão a expressar.


Nessa medida, estais de tal modo acostumados a focar a vossa atenção com intensidade e por completo no vosso pensar que acabais por vos confundir, e por vos distrair, e deslocais-vos do presente. Projectais-vos para fora de vós próprios, e preocupais-vos com fontes externas. Que será que aquele indivíduo pensa? Que será que aquele indivíduo sente? Que sinais se me estarão a apresentar da parte deste ou daquele indivíduo? Que sinais devo atender ou buscar que me indiquem as minhas escolhas? Por todas as minhas escolhas dependerem de fontes exteriores e do que elas fizerem. Não, não dependem coisa nenhuma - ficai a saber! Por se tratar das escolhas que vos dizem respeito. Valeis muito mais do que isso. Sois muito mais importantes que isso. Mereceis mais do que isso. Reclamai-o. Cabe-vos por direito. Enquanto seres maravilhosos que sois, cabe-vos por direito dar expressão a vós primeiro e agora. Tudo o mais é insignificante. O amanhã materializar-se-á como tiver que se materializar. O hoje, o agora, é que tem importância, por o amanhã ser moldado pelo hoje. O próximo momento será moldado pelo momento presente. A vossa confusão e todo o vosso medo não se situam no agora. Trata-se de apreensão.


O medo consiste numa expressão de projecção. Trata de uma antecipação. Mas a antecipação não é agora, e sempre envolve o future. O medo não se situa no agora. Podeis sentir-vos desconfortáveis no momento. Podeis sentir-vos na incerteza no momento. Podeis dar expressão a um trauma no momento, mas o medo consta de uma antecipação. E deixai que vos diga que o medo, difere do terror.


O terror pode ser expressado no agora. (O grupo ri) Se estiverem diante de um tsunami, e estiver a segundos de vos engolir, o provável é que sintam terror. Isso é diferente do medo. Se estiverem posicionados no meio de um furação ou de um tornado ou de um tremor de terra, podeis experimentar trauma ou terror. O medo já consta de uma antecipação, e é diferente. E sempre representa uma desconsideração que indica que não sois capazes. O medo sempre inclui o: “Eu não consigo.”

ADAM: Quem fala é o Adam. Olá, Elias. Eu queria que voltasses a falar sobre a sexualidade, mas não percebi que estava a surfar tão bem esta onda ou sequer que estava a surfá-la, não sei bem. Mas queria pedir um aconselhamento qualquer sobre como acomodarmo-nos à sobrecarga. No meu caso, o que tenho notado é que a atracção sexual que sinto se tem baseado mais na conectividade, e no aspecto conectivo da intimidade com outra pessoa. Foi sempre mais ou menos assim, mas eu nunca me permiti desfrutar disso. Mas agora é simplesmente… tornou-se mais opressivo por estar a relaxar e a desfrutar de mim próprio… mas não queria ser hedonista nem desleixado nem atingir extremos, mas estou a desfrutar de… apreciei a liberdade. Percebo agora que sempre dispus dela, e também não aumentei necessariamente a actividade sexual, só que estou realmente a desfrutar dela por causa disso, e de uma maneira diferente está a levar-me a ser um pouco mais sensível a essa energia da parte de cada pessoa.

ELIAS: Mas, como definirias o desleixo?

ADAM: Bom, sabes, diria simplesmente que uma multiplicidade de parceiros é, sabes, sempre me atraiu e ainda me atrai, de modo que, sabes… não estou certo… como o facto de me agradar ter intimidade com as pessoas. Não é necessariamente por precisar de algo, mas simplesmente por gostar disso com elas, mas prefiro uma panóplia de energias diferentes e de experiências diferentes com cada pessoa, e cada uma é em definitivo algo por que me sinto atraído por haver algo que realmente vejo quando temos intimidade, de modo que… sabes como é… Creio que provavelmente a maior estranheza que tenho seja essa, de quantas energias necessito experimentar; justamente agora é a questão que coloco a mim próprio. (O grupo ri).

ELIAS: Eu diria que essa é uma pergunta individual, não é? Conquanto posa escolher várias.

ADAM: Bom, deixa-me preparar. (O grupo ri)

ELIAS: Eu dir-te-ia que não há limite. Não te encontrais restringido. Por isso, fica ao teu critério, quanto à quantidade daqueles com quem optares por interagir e entrar em contacto. Porque haverias de te limitar?

ADAM: Consideraria estar a ter uma prática segura, mas o medo aparece-me sempre estampado no rosto, não é? Estou a tornar-me muito melhor, mas tal como disse, não implica necessariamente num aumento da actividade sexual, mas é mais um desejo sincero de desfrutar dele agora, mas o que não me agrada, sabes, é o receio das consequências.

ELIAS: Ah! As consequências!

ADAM: Aquilo a que basicamente me refiro, sabes, é às tipo as doenças venéreas e a coisas desse tipo, sabes.

ELIAS: Ah! Mas vós sois quem cria todas essas consequências. Sórdido e indecente. (O grupo ri) Mas deixa que te diga que as consequências são sempre obra vossa. As consequências…

ADAM: (Inaudível) Eu podia criar um monstro neste exacto momento. (O grupo ri)

ELIAS: As consequências não têm existência para além do que fazeis com que sejam, o que nos volta de novo para o tema da confiança, e se confiares naquilo que estiveres a criar na tua realidade, e que crias a tua realidade de uma forma aceitável e segura para ti, e estar a seguir as tuas directrizes pessoais e estás a aceitar-te e àquilo que queres, passarás a criar essa realidade aceitável para ti ou que preferes. As consequências são uma invenção vossa. Cada um de vós inventas as suas próprias consequências, e não precisas vir para mim com o argumento de que as consequências existem independentemente daquilo que penso. Não existem, não senhor. “Ah, mas isso é que existem, Elias.” Porque se vos encontrardes numa situação particular, e digamos que apresentais a vós próprios um indivíduo abusador e violento, e isso tiver sucedido repetidas vezes, e souberes o que esperar da conduta desse outro indivíduo, não estás a prestar atenção àquilo que estás a fazer com tal comportamento, e em tal participação, e a antecipação e as expectativas que tiveres de tais consequências farão com que tenham lugar.


Independentemente do número de vezes que deres a ti próprio o exemplo de uma acção repetida, ela pode alterar-se num momento qualquer. Podes alterá-la independentemente da participação que tiveres junto de outros indivíduos. Vós influenciais-vos sempre uns aos outros, continuamente. Estais sempre a influenciar-vos uns aos outros. As pessoas criam as suas próprias consequências. Vós sempre criais as vossas próprias consequências, mesmo no caso de ser um outro indivíduo a exigi-lo. Criam-nas mesmo antes de contemplarem a adopção da expressão, por já estarem a projectar essa energia. Por isso, se confiares em ti, e prestares atenção a ti próprio, e não procurares controlar, não existirão consequências. Crias aquilo que optas por criar no âmbito da liberdade inerente à tua própria expressão.

Sim?

CURT: Eu só tenho uma coisa a partilhar. Eu sei que muitos de nós têm dificuldade em ter confiança, e eu também, a certa altura, mas o que descobri foi que empreguei a recordação da sensação da confiança. E, muitos de nós ainda poderão achar problemático conseguir tal coisa, mas eu… (Inaudível) um acontecimento passado que, a certa altura, me tenha desencadeado a sensação de confiança, e recordei-a, e ao recordá-la, foco a minha atenção, que é o mais importante; a intenção é o ponto de partida. Foco a minha atenção na sensação, que também descobri ter que ver com qualquer sentimento ou sensação que consiga recordar, e a sensação torna-se penetrante, de modo que enquanto conseguirmos focar a atenção e manter a atenção na sensação de confiança, isso eliminará a dúvida e situar-nos-á no momento, e…


ELIAS: Concordo plenamente.

CURT: E no meu caso funciona repetidas vezes. Eu passei por uma década de uma experiência horrorosa – de muita ofensa – de modo que agora, a lição que aprendi foi como lidar com isso, de modo que a confiança saiu reforçada com isso, embora eu seja um trapalhão. Mas sou muito menos trapalhão do que era há cinco ou dez anos atrás.

ELIAS: Parabéns.

CURT: Obrigado. Obrigado. (O grupo aplaude)

CHRIS: Olá Elias, daqui fala o Chris. Para mim, a Onda Religiosa tem sido incrível e verdadeiramente acidentada com muitas destas coisas, tanto assim que nem bem sei por onde começar com as experiências que tive, mas falar sobre a confiança suscitou todas as coisas que ocorreram nas últimas vinte e quatro horas que pensei partilhar – uma das quais sobre uma enorme oportunidade em que confiei e outra em que não confiei. Assim, a caminho daqui… alguns de nós encontram-se alojados numa casa que fica no meio de parte nenhuma, e eu não sabia como chegar lá, e tinha anotado alguns endereços, mas decidi que não queria tentar lê-los no carro, no escuro; e que iria em vez disso simplesmente usar o GPS do meu telefone, o qual me acabou por direccionar numa direcção completamente diferente. Acabei no meio de parte nenhuma, em estradas cada vez mais pequenas e sujas, quase como carreiros de carroças – completamente escuro – e eu comecei a sentir-me um bocado preocupado, sem ver por perto nenhuma placa de orientação que chegasse sequer a corresponder ao que tinha programado. E a certa altura, pensei: “Esta é uma excelente oportunidade para confiar.” Eu fiz uma viagem por Estrada, sabes, há ano e meio atrás para oeste com um amigo meu, e acabamos por conduzir durante dez dias, sem quaisquer planos, sem ter onde ficar – 5300 Kms – e tudo correu impecavelmente e sem termos perdido nada. E eu pensei: “Isto é bacana. Eu consigo fazer isto, um pouco assustado, mas consigo.” Cheguei à casa; por fim conduziu-me lá sem problemas, e aí percebi que na verdade não tinha qualquer reserve – nenhum plano operacional o tempo todo – de modo que não havia forma do GPS poder ter dado com ela por o meu telefone não estar operacional, mas de qualquer jeito lá acabou por funcionar.


De modo que mais tarde, nessa mesma noite, não consegui, pela minha vida, ir dormir, e foi terrível, por habitualmente eu não ter problemas com o sono. Estendi-me na cama; confiei que conseguia adormecer. Fecho os olhos; fico de fora até acordar, e sinto como que um milhão de dólares. Contudo, quando saio a visitar as pessoas, de férias e coisas do género, penso demasiado nisso, e fico preocupado com o facto de que, se não conseguir dormir, poderei não ser capaz de aproveitar o dia seguinte, e poder achar-me cansado para o acontecimento, e não ser quem sou, etc., etc. E assim lá passei por isso na noite passada, e fiquei acordado quase a noite toda às voltas, e achei que era bastante evidente o que estava a fazer; a minha mente viajava a um milhão de milhas por minuto. 

Pensei: “Não conheço assim tanto a maioria desta gente, e alguns de todo. Vou ficar cansado. Vou parecer desvairado. Não vou ser eu mesmo, nem vou conseguir ser tão sociável,” e estava a ficar verdadeiramente zangado comigo próprio, e estava a tentar forçar-me a dormir, o que é impossível. Estava a tentar, sabes… “Tudo bem, vou-me concentrar na minha respiração e vou abrandá-lo. Tudo bem, não está a funcionar. Tudo bem, agora vou tentar dar rédea solta a minha mente. Mas não, nem isso está a resultar.”  Mas é claro que bebi uma cafeteira de chá antes de me deitar, de modo que tive que me levantar para ir ao banheiro a cada vinte minutos, (O grupo ri) e tinha que me estar a levantar, porque assim que comecei a divagar, precisei levantar-me… (Inaudível) E foi terrível; foi como… (inaudível) mesmo acordado quase a noite toda. E por fim, acabei por desistir e por adormecer um pouco, mas logo acordei de novo, e foi bastante digno de nota comparar o sucedido com a experiência de cinco, seis horas prévias em que no carro não fui capaz de confiar. “Não vou mesmo conseguir fazer nada; vou ficar ali especado,” e não resultou muito bem. Mas acabou por ser interessante, em especial, sabes, noutras áreas, como, por exemplo, a do dinheiro, com que não tenho problemas… (Inaudível) durante os últimos oito anos, só confio que vou dispor de dinheiro suficiente, e sempre acabo tendo. Não importa o quanto eu gaste… (Inaudível)

Pensei: “Isso é um feito e tanto, mas não consigo dormir, e isso é… (Inaudível) Quero dizer, isto é ridículo.” De modo que, hoje sinto-me bem, por finalmente ter resultado.

ELIAS: Parabéns. Deixa-me dar-te alguma informação em relação a isso com o sono. Muitas são as pessoas que experimentam dificuldade no dormir, e para a maioria que têm dificuldade com essa expressão do dormir, isso está bastante associado a velhas associações que desenvolveram hábitos de que não estais inteirados. Um desses hábitos é o de pensar. O pensar nas horas nocturnas geralmente difere do pensar durante as horas, e nessa medida, por haver menos estímulo ao vosso redor. Geralmente, os vossos arredores e o vosso ambiente acham-se sossegados, e por isso, há menos distracção, e isso desencadeia o pensar.


Isso é um hábito que se desenvolve em pequeno, e geralmente, constitui uma acção de protecção, porque se estiverem a pensar, torna-se muito difícil dormir. Se estiverem a dormir, difícil será ficarem alerta ou ter consciência do que estiver a passar-se ao vosso redor. Isso não exige necessariamente que o pequeno tenha passado por um trauma espantoso, mas os pequenos geram muitos tipos de ideias diferentes quanto ao que lhes ameaça o ambiente, e a acção mais insegura a tomar é dormir, e como tal, começais em pequenos a desenvolver hábitos que são desencadeados quando entrais em ansiedade. Quanto mais ansiosos ficais, mais isso desencadeia essa acção de protecção. A acção de protecção visa: “Ficar alerta.” Estais em ansiedade, e se estiverem em ansiedade, deve existir uma ameaça, mesmo que não existe nenhuma. Deve existir uma ameaça, por vos sentirdes ansiosos, e como existe uma ameaça, precisais ficar alerta, despoletando desse modo a acção que mantém o estado de alerta, e o que acontece é que se torna muito difícil parar de pensar, por ser o pensar que vos mantém alerta e vos impede de dormir. Eu diria que podes alterar isso. É uma questão de te voltares a condicionar ou de estabeleceres um novo hábito que te substitua o velho hábito, e a forma como hás-de conseguir isso é olhares o teu pensar como coisas.


Finge, imagina que os teus pensamentos são objectos. Estás a pensar numa lista de compras; é um objecto de uma lista de compras. Se estiveres a pensar em te sentires cansado, estás a imaginar no objecto que és, cansado. Há objectos que associas ao que quer que estiveres a pensar, e assim que tiveres tais objectos, visualizas, e falas para eles como objectos como se cada um desses objectos constituísse a sua própria a sua própria entidade, e dás-lhes ordens, e o modo como o hás-de fazer é dizendo-lhes:  “Tu e tu e mais tu, saiam do meu quarto. Tu e tu e tu e tu, recuso-me a partilhar a cama convosco. A minha cama não tem espaço suficiente para todos estes corpos. Por isso, todos vós, (o grupo ri) saiam do meu quarto.” Não que precisem ser banidos por toda a eternidade, por serem unicamente banidos por essa noite. Eles podem regressar, mas não terão permissão para ocupar a mesma cama que vós, durante a noite. Podem exigir prática, mas também hás-de notar que afectarão de algum modo quase imediatamente, e também poderás incorporar uma visualização intensa de relaxamento. E se estiveres a visualizar, não poderás estar a pensar. Ou estás a pensar ou estás a visualizar. O vosso cérebro físico, ao receber os sinais do pensar, não conseguirá produzir ambas essas acções em simultâneo.

Um outro truque muito simples, que todos vós podereis usar, relativamente a qualquer período de pensar e de querer deter o pensar, consiste em escolher uma palavra. A palavra pode não traduzir acção nenhuma. Não pode corresponder à acção da “alegria”, ou do “amor.” Não, precisa ser uma palavra que represente uma coisa, mas uma coisa que corresponda a uma manifestação de que gosteis, mas isenta de qualquer acessório emocional, tal como "nuvem", ou “cão,”, ou “árvore.” Qualquer coisa de que gosteis, mas que não contenha obrigatoriamente um acessório emocional associado.

CHRIS: “Vaca.”

ELIAS: “Vaca.”

Quando tiverem escolhido a palavra, quando notarem que estão a pensar, e não conseguirem evitar fazê-lo, expressais muito rapidamente, durante pelo menos 10 ou 20 segundos: “Vaca, vaca, vaca, vaca, vaca, vaca, vaca.” O vosso cérebro biológico ver-se-á incapaz de pensar e de proferir a palavra rápida e repetidamente, ao mesmo tempo. Não conseguirá pôr em prática essa acção, pelo que assinala ao cérebro para parar. Assinala ao cérebro para parar de disparar em relação à recepção do pensar, e começareis a nota rem poucos segundos que a consciência do vosso corpo começará a relaxar, porque quanto mais pensarem, mais os músculos ficarão tensos. Essa é a razão porque o pensar excessivo se torna cansativo, e chega a produzir sensação de fadiga física, e assim haverás de notar muito rapidamente que o vosso corpo irá realmente começar a relaxar enquanto expressais o “Vaca, vaca, vaca, vaca…” Também haveis de notar que os 10 ou 20 segundos parecerão uma eternidade enquanto estais a repetir essa palavra. Mas nesse sentido, assim que tiveres empreendido essa acção várias vezes, poderás consegui-lo num ou em dois segundos, que resultará efectivo do mesmo modo. Interromperá muito rapidamente todo o pensar e instruirá a consciência do corpo no sentido de relaxar.

CHRIS: E vou só acrescentar a isso, conforme disse, que no geral jamais tinha tido problemas com o dormir, e geralmente vou para a cama com muita coisa na cabeça, pelo que começo a pensar e a pensar, e esses pensamentos transitam de certa forma para pensamentos mais abstractos, e eventualmente, transformam-se em sonhos, a seguir ao que passo á inconsciência. A única diferença está em que as Alturas em que não consigo dormir quase sempre se devem ao facto de surgir alguma coisa com que me preocupo com o mal que as pessoas possam pensar de mim, caso não me apresente na perfeição, e isso deve-se… (Inaudível) ao facto de não conhecer assim tão bem toda a gente; e por querer apresentar-me na melhor das formas.


No Verão estive num casamento em que fui padrinho de casamento, mas não pude responder por mim, por me encontrar a cair de bêbado. Mas ainda assim não consegui “pregar olho” por estar tão preocupado com o que pudesse surgir de ruim de qualquer jeito, sabes.

ELIAS: E por que será isso?

CHRIS: Deve-se ao facto de me preocupar com o futuro. Condeno-me, como nós fazemos. Na noite passada estava, a pensar, eis a razão por que não consigo dormir…

ELIAS: Por estares a projector, não só no future, mas por te estares a consumir com todas as fontes externas. Tu destituíste-te de importância.

CHRIS: Certo. Exactamente.

ELIAS: Todas as fontes externas se tornaram mais importantes.

CHRIS: Por na noite passada, conforme me ocorreu quando não conseguia dormir, ao pensar: “Bom, isto não representa uma verdadeira ameaça. Aqui estou quente e a relaxar na cama; óptimo.” O medo prendia-se com as consequências que podem ou não ocorrer, e que era: “Caramba, amanhã poderei parecer desfigurado e abatido.” Trata-se de um receio infundado, sabes. De modo que geralmente… é o que me mantém acordado nesses casos raros.

ELIAS: Mas pode-te ser vantajoso lembrar-te que tais consequências correspondem exactamente ao que referes como uma consequência fabricada.

Vamos proceder a um intervalo temporário, e logo prosseguiremos.

(Elias parte após 1 hora e 18 minutos.)


INTERVALO

(Tempo de chegada do Elias: 15 segundos

ELIAS: Continuemos. (Sorri)

Sim?

RODNEY: Tenho perguntas sobre a forma como presto atenção.

ELIAS: Ah!

RODNEY: Como na primeira metade desta sessão, pelo amor de mim, não conseguia permanecer desperto, e estava muito consciente de ter que permanecer desperto.

ELIAS: Como temos o reverso da situação… (Toda a gente ri)

RODNEY: Terá sido o cansaço ou a energia?

ELIAS: A energia.

RODNEY: A sério?

ELIAS: Sim.

RODNEY: É com isso que se parece?

ELIAS: É.

RODNEY: Acalmem-se lá, gente, Não consigo permanecer acordado. (O grupo ri.)

ELIAS: Uma sobrecarga.

RODNEY: Uma sobrecarga?

ELIAS: Sim.

RODNEY: Certo.

ELIAS: Uma sobrecarga de energia. Uma vasta concentração de energia. Certas pessoas…

RODNEY: Foi como se eu estivesse a ser engolido, sabes?

ELIAS: Algumas pessoas reagem automaticamente, e cada um responde a seu modo, mas certas pessoas reagem à maneira da consciência do corpo a uma sobrecarga do volume de energia. O que a consciência do corpo faz é emitir um tipo de ordem destinada a amortecer funções. Permite-vos continuar a assimilar a informação. A energia continua a ser recebida, mas encerra-vos os sentidos a fim de não permitir que mais nenhuma entrada para além da energia.

RODNEY: Caramba, é bastante… e o que é que a Polly anda a fazer com as feromonas no travesseiro?

ELIAS: Está a libertar energia.

RODNEY: Ela liberta… é ela que a está a deitar para fora? Muito bem. Outra pergunta: tem que ver com o pensar e com a atenção. Parece-me a mim que existem diferentes modos de pensar.

ELIAS: Existem.

RODNEY: Como a imaginação. Existe aquilo de que falamos do futuro – preocupar-nos em relação ao jantar da festa, sabes. É uma forma diferente, e existe mais ou menos… Eu jogo aquelas charadas, o Sudoku, e é como se estivesse a focar-me de tal modo focado que o resto do mundo se dissipasse. Quererás falar acerca desses vários modos de… por constituírem todos palavras ou imagens.

ELIAS: Linguagem.

RODNEY: Linguagem. São todos compostos por essa coisa a que chamamos linguagem, sabes, só que se enquadram em diferentes categorias.

ELIAS: Enquadram sim. Embora pudesse dizer que os exemplos que apresentaste, o que difere, é o exemplo do jantar da festa – a antecipação. A imaginação ou os quebra-cabeças – a imaginação constitui uma via de comunicação, e o mecanismo do pensamento desempenha a sua tarefa. Traduz essa comunicação para a linguagem. Consequentemente, associas que a tua imaginação representa uma forma de pensar, mnas não. O teu pensar traduz essa entrada de informação da parte da imaginação, tal como quando utilizas os teus sentidos físicos – o teu ouvido, a tua visão, o teu sentido do toque – estás a recepcionar informação de uma forma muito similar à da imaginação, e o teu pensar traduz essa informação para a linguagem.


Bom; nessa medida, em relação aos quebra-cabeças, tu pensas, mas estás a empreender uma acção, e o teu pensar está a traduzir para a linguagem aquilo que estás a fazer. Acha-se presente. Funciona da forma que é designada para traduzir para a linguagem aquilo que estás a fazer, e fá-lo de uma forma bastante rápida.

RODNEY: Eu diria que sim, porque, por exemplo, no caso do Sudoku, há padrões que emergem, e é como se não estivesse a pensar; reconheço o padrão. O padrão tem certas consequências. Tu ages com base nessas consequências, e trata-se virtualmente de um processo de pensar, mas não consegue ser por completo isento de pensar, por precisar estar a acontecer alguma coisa nisso.

ELIAS: Correcto.

Agora; isso apresenta gradações. Há certas comunicações em que o pensar não é exigido, por já saberes o que está a ser traduzido tal como quando usas a tua visão, e olhas para uma árvore. Já sabes o que esse objecto representa. Nãoopensas necessariamente: “Estou a olhar para uma árvore,” por não ser necessário. A tradução já se apresentou. Já a conheces, e por isso, não se faz necessário que empregues o teu pensar. Existem outras acções que empreendes, que de certos casos, já compreendes os símbolos com que estás a conectar-te, e por conseguinte, não se faz necessário que o teu mecanismo do pensar traduza isso em termos de linguagem.


Noutras situações, o teu mecanismo do pensar funciona no omdo para que foi concebido. Admites informação, e ele traduz essa informação nos termos da linguagem. A linguagem varia. Em grande parte, será na linguagem verbal com que stás mais familiarizado, por isso mesmo, palavras. Mas também se traduz por formas, imagens, ou símbolos.

RODNEY: Chamo isso mesmo de lógica pura e simples. Quero dizer, se virmos A mais B junto, saberemos que isso quer dizer alguma coisa; quer dizer, digamos, C. Assim, o facto de vermos A e B junto não precisamos sequer pensar C.

ELIAS: Correct.

RODNEY: Mas não o sabemos.

ELIAS: Correcto. Por o teu pensar jé ter executado a sua função, previamente.

RODNEY: Então podemos usar o termo “cognição”? Teremos —

ELIAS: É saber.

RODNEY: Podemos mesmo resolver um quebra-cabeças sem mesmo —

ELIAS: Pensar.

RODNEY: — pensarmos nele.

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Mas esse mecanismo do pensar deve poder servir-nos, se dele precisarmos.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Muito bem.

ELIAS: Serve uma função importante. Na realidade desempenha uma função vital, tanto quanto a função do vosso coração ou do vosso fígado – qualquer dos vossos órgãos – eles desempenham uma função na vossa existência física, na vossa manifestação física. O vosso pensar desempenha igualmente uma função vital ao traduzir a informação que tem muita importância.


A dificuldade está em que as pessoas, durante o período dos 200 a 250 vossos anos passados – muito recentemente, na vossa história – o que também se move em conjugação com esta onda, o que ocorreu de diferente foi terdes gerado colectivamente uma formidável sobretensão em ermos de energia, que se acumulou até ao começo desta mudança na consciência. E no período inicial desta mudança na consciência, sem saberdes objectivamente que estávam a mudar, produziram um salto evolutivo, por assim dizer, intelectualmente. Mas nessa direcção, abrindo-vos muito mais para com a vossa criatividade e imaginação, ao vos focardes no intelecto, o que fizestes foi, começar a equiparar o pensar com o intelecto e a produzir uma associação de serem quase sinónimos. Quanto mais pensardes, mais intelectuais sereis. Quanto mais pensardes, mais inteligentes sereis. Quanto mais pensardes, mais espertos sereis. Quanto mais exercitarem o vosso pensar, mais avançareis, e começareis a produzir, por intermédio da imaginação e da criatividade, um significativo surto em frente, o qual desencadeou uma tremenda capacidade de invenção e de criatividade, um aumento significativo em frente durante o período aproximado de um século. Destes um salto em frente na provisão da imaginação num grau formidável; começastes a equiparar o pensar ao intelecto, e a equiparar o intelecto à imaginação e a criatividade. Não é tudo o mesmo, mas equiparais isso tudo à mesma.


E nessa medida, gerou-se um enfoque e um encorajamento formidável durante esse período no sentido da atenção pelo pensar, e de tal modo, na medida que durante o século passado os catraios eram repreendidos caso não pensassem o suficiente, e chmavam-lhes preguiçosos caso não prestassem atenção ao pensar. Difundiu-se bastante por todas as vossas sociedades e por todo o vosso mundo.


E nessa medida, esse enconrajamento, esse estímulo no sentido de prestarem atenção ao pensamento criou, o que designaríeis por, uma epidemia de mau-funcionamento dos mecanismos do pensar. Pois, ao fazerem isso, creditais a esse mecanismo acções que não desempenha. Seria o mesmo que creditar ao vosso fígado a capacidade que possuís, (o grupo ri) e caso criassem uma obra-prima da pintura, ela brotasse do vosso fígado. (O grupo ri) O vosso mecanismo do pensar representa um mecanismo. Ele desempenha uma função específica, e não mais que isso. E nesse sentido, o que fizeste foi creditar vias de comunicação reais ao mecanismo do pensar, as quais ele não desempenha a ponto de, no vosso período da história mais recente, nos vossos recentes 25 a 30 anos – muito recentemente – produzites uma vez mais, ao creditardes um outro passo ao vosso pensar, ao expressardes que o pensamento vos cria a realidade. Não, não cria nada.


O pensamento não vos cria a realidade. A vossa percepção cria-vos a realidade, e aúnica influência mais significativa é a vossa atenção, independentemente daquilo em que pensardes. Nessa medida, quanto mais creditardes ao pensar acções que não desempenha, e por que não é responsável, quanto mais atenção lhe prestardes, mais confusos ficareis.

RODNEY: Isso terá lguma coisa que ver com o facto de ultimamente, tremendas quantidades de dinheiro destinados à pesquisa, por parte de cerrtas pessoas significativas, sobre como construir uma máquina que cature a consciência mundial durante a morte. E que nos preserva para sempre. E os nomes das pessoas associadas a esse tipo de coisa, é de nos deixar boquiabertos. E as pessoas… as pessoas que acumularam tremendas quantias de dinheiro, estão a verter dinheiro nessa pesquisa. Digamos que daqui a cinquenta anos, terão um computador do tamanho de um dedal que irão deitar todos os computadores existentes hoje fora de uso. E eles vêm este tipo de crescimento na tecnologia, e na verdade pensam que irão conseguir ser capazes de preservar a essência… (Inaudível) a personalidade. Quererás comentar isso muito rapidamente?


ELIAS: Muito bem. A pesquisa e acção empreendida nessa direcção irá incorporar mais tempo do que devia, por continuarem a associar isso e a vossa essência do vosso pensar. Eventualmente, é bastante provável que venham a dar um passo em frente e a reconhecer que isso não é a vossa essência, e chegarão mais perto de reconhecer a consciência.


Quanto à acção de capturarem a consciência, será muito semelhante a todas as vossas outras invenções, que constituem reflexos das vossas capacidades. Produzis barcos, produzis aceleradores de partículas, produzis aviões, criais computadores que transmitem sinais pelo ar. Estais a produzir manifestações físicas de vós próprios. Estais a expressar manifestações físicas daquilo que sois, e do que podeis fazer. Os vossos computadores – o que actualmente designais por internet – representa um espantoso reflexo da interligação que vos caracteriza, que não conhece limites, e do facto da proximidade física não representar qualquer factor. E nessa nova direcção, representa uma nova inspiração, e eles criarão uma manifestação física que não caturará a consciência, mas que, por opção e por concordância, será um suporte de depósitos de energia. Um depósito de energia pode conter a vossa visão do mundo, que representará a expressão de vós nesta manifestação física, neste foco físico. Será uma captura de vós enquanto essência? Não. A consciência não representa coisa nenhuma que possa ser capturada. É uma acção; não é uma coisa.


RODNEY: Certo, mas essa perspectiva do mundo de que falas…

ELIAS: Mas…

RODNEY: Será um elemento que consiga criar? Poderia imitar e pensar?

ELIAS: Não pensa. O pensar constitui uma função física. O pensar constitui uma manifestação física igual à função desempenhada pelo vosso fígado. Nesse sentido, diria que uma perspectiva do mundo constitui uma coisa, por se tratar de uma compilação da vossa energia. E a energia é bem real.

RODNEY: Mas não é a personalidade,é?

ELIAS: Contém a personalidade.

RODNEY: Contém?

ELIAS: Contém, e nessa medida, constitui a expressão da vossa manifestação física. Sereis vós? Não, mas é todas as avaliações que fazeis, todas as associações, e toda a vossa experiência introduzida, toda a vossa avaliação, toda a vossa percepção…

RODNEY: E então, virão a conseguir isso?

ELIAS: …da realidade na expressão física? Sim.

RODNEY: Virão a ser capazes de capturar isso?

ELIAS: Consegui-lo-ão? Sim.

LYNDA: Não leste o Oversoul Seven? (o grupo ri.) O Museu do Tempo? Ondes estás?

ELIAS: Sim, conseguem, e vós estais a aproximar-vos cada vez mais desse tipo de tecnologia. Significará isso capturar a essência ou capturar a consciência, não, por isso não ser coisa nenhuma. Não podeis capturar nada que seja coisa nenhuma, mas…

RODNEY: E em relação à criatividade? Conseguirão captar isso com essa coisa…?

ELIAS: A expressão e a percepção que o indivíduo tinha da criatividade, sim, por isso fazer parte da percepção do indivíduo. A percepção constitui uma expressão física. Está somente associada a esta realidade física. Não existe percepção fora da realidade física. Não é necessário. A percepção constitui uma outra função que, em conjunção com o tempo, cria uma projecção de energia que produz a matéria – a matéria física.

INNA: Poderias repetir isso de novo?

ELIAS: A percepção, em conjunção com o tempo, cria a matéria física.

RODNEY: Então, qunado afirmam que virão a apreservar a vida, tu dizes que virão a consegui-lo.

ELIAS: Eles conseguirão preservar a visão do mundo do indivíduo…

RODNEY: Está bem.

ELIAS: …a percepção.

RODNEY: A qual não representa a vida em si mesma.

ELIAS: Não. Não é a vida. É a projecção da energia da percepção que tendes.

DANIEL: Muito bem, então quando… quando falas da criatividade, certo… Por exemplo, quando o Beethoven escrevia as suas sinfonias, esse tipo de criatividade, sempre pensei que fosse a essência; era… (inaudível) como a imprevisibilidade.

ELIAS: Tudo quanto fazeis envolve a essência inteira. Sim.

DANIEL: Sim. Então agora, com esse aparelho, com essa máquina, a tecnologias que captura a criatividade, conforme dizes, seria essa máquina capaz de compor música similar mesmo após o compositor ter falecido?

ELIAS: Não.

DANIEL: Não. Muito bem.

ELIAS: Precisaria estar ligado, uma vez mais, a uma forma física.

RODNEY: Mas eles virão igualmente a conseguir isso.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Nesse caso, quando o conseguirem, terão conseguido restabelecer a vida.

ELIAS: Não, não terão recriado a vida. Terão incluido ou inserido a percepção...

RODNEY: Num robot.

ELIAS: ...de uma vida diferente num novo ser, o que podeis fazer facilmente com os clones.

LYNDA: C-L-O-N-E-S? (Elias acena afirmativamente)

ELIAS: Por conseguinte, fazeis avançar a vossa tecnologia, e produzireis o aparelho que não irá exactamente capturar, mas que em cooperação e numa base de concordância, o depósito de energia apresentar-se-á e será armazenado, e isso na verdade não exigirá muito espaço físico. Poderá ser bem pequeno. Nessa medida, a ideia será desse modo incorporar essa percepção preservada - essa mundivisão - numa outra manifestação física - num outro corpo. Mas quando empregardes a tecnologia da clonagem, podereis fabricar quantos corpos quantos escolherdes.

RODNEY: Então virão a...

ELIAS: Ah, mas isso suscita a pergunta, (Rodney ri.) “O clone será vós?”

RODNEY: É.

ELIAS: “Será o clone real?” É. Muito mesmo.

ANN: Será a mesma essência?

RODNEY: Caramba.

ANN: A original?

ELIAS: É. É. Trata-se, uma vez mais, de uma cópia, por uma desmonstração física, daquilo que conseguis na consciência, tal como repetistes ao vos permitirdes flutuar sobre a água, ou voar pelos céus, ou reconhecer a interligação que tendes por meio da Internet e não serem limitados pela proximidade física. Estais a repetir ou a copiar, através de uma manifestação física, aquilo que sois e o que xonseguis enquanto consciência.


Nessa medida, eu disse desde o início deste fórum, quye existem inúmeras versões de vós. Apenas vêem uma. Mas existem inúmeros versões de vós. O acto da produção de tecnologia destinada ao desenvolvimento da clonagem é, uma vez mais, apenas uma outra demonstração física do que baturalmente conseguis. Eu diria que a demonstração física da clonagem assemelha-se bastante ao fascínio que sentis pela fragmentação. Vós estais continuamente a fragmentar-vos, sempre. Trata-se de uma acção que praticais continuamente, ao produzirdes mais e mais e mais e mais versões de vós. E cada fragmento comporta todos os aspectos da essência de que se fragmentou.

VOZ MASCULINA: Constituirão versões prováveis de nós?

ELIAS: Constituem. Por isso, essencialmente, para falar em termos figurados, podíeis dizer que estais continuamente a clonar-vos por inúmeras formas.

RODNEY: Mas no mundo físico...

ELIAS: No mundo físico, estais unicamente a replicar isso.

RODNEY: Estás a afirmar que iremos passar por um período em que as pessoas consguirão copiar-se a elas próprias indefinidamente no tempo, o que representa a imortalidade. Não admira que estejam a investir tanto dinheiro nesse projecto.

ELIAS: E actualmente pensam, ou vós pensais actualmente, que essa constitua a maior conquista - a imortalidade. Vós já sois imortais. (O grupo ri) E ainda pensais que a imortalidade na expressão física constitua a expressão máxima. Eu dir-vos-ia que na antiguidade, na vossa história da antiguidade, nas histórias que a vossa Bíblia narra, nas histórias que os vossos pergaminhos encerram, sim, a identificação do calendário e dos anos terá sido feita de uma forma ligeiramente diferente da que presentemente fazeis, mas não tão díspar dos presentes calendários e das estimativas quanto aos anos, de forma a produzir um resultado significativamente diferente.


As pessoas, contrariamente ao que agora acreditais, tinham vidas espantosamente prolongadas e aborreciam-se, e por isso, optaram por encurtar o seu tempo de vida, de modo que num único determinado foco a maioria conseguia satisfazer o seu sentido de valor num período de, geralmente, cem anos. Nesse período , a maioria das pessoas conseguia satisfazer a realização do seu sentido de valor. Porque, recordem-se, qual será o propósito que têm? Cada um de vós incorpora um objectivo em cada foco, e qual será? É um tema geral de exploração. Estais a explorar uma matéria. Um, e num só foco, e todas as vias desse único tema num só foco. A maioria das pessoas conseguirá isso num período de 100 dos vossos anos.


Por conseguinte, não é preciso expressar um período de tempo muito prolongado. Algumas pessoas empregam o entusiasmo e a curiosidade e o desejo de prolongar o seu tempo de vida. Agora, devido a terdes tido milhares de anos em que o encurtastes, e agora estarem direccionados para o prolongamento dele uma vez mais, por razões diferentes, por também estarem a expandir a consciência que têm, o que aumenta aquilo que exploram, por não estarem unicamente a explorar esta dimensão física, não estais unicamente a explorar esta dimensaõ física relativamente a esta mudança da consciência. Estais igualmente a explorar a morte. Estais a explorar as áreas não físicas da consciência. Estais a explorar outras dimensões. estais a explorar a interligação que tendes com outras essências, quer se encontrem ou não nesta dimensão. E estais a explorar o vosso universo, o que jamais fizestes.

Sim?

JOHN: Na verdade, eu formulei uma pergunta bem detalhada na primeira parte da sessão por teres logo começado a falar acerca do automóvel – nos esquemas, nas partes, no funcionamento, na construção, e na condução dele – (Inaudível) como as pessoas se juntam em torno de um objectivo comum, não é? E… (Inaudível) a pergunta subordinada às organizações e à liderança organizinativa e ao que a liderança significa nesse contexto, e tem tudo que ver com o funcionar juntos e no contexto da Onda Religiosa.

Mas depois, tivemos uma conversa durante o intervalo acerca do que parece ser um tópico completamente diferente, acerca… (Inaudível) …uma pergunta muito diferente por ter estado a pensar no aspecto mecânico e em como a mecânica chega a operar em conjunto e como… por uma das coisas que o Aaron também mencionou foi… (Inaudível) interessado em como a liderança pode mudar o contexto da mudança… (Inaudível)


Agora; o que parece ser por completo diferente, e estou certo de que é, tu e eu, falamos sobre o Sexo e a actividade sexual; começaste a primeira parte da sessão com isso, não foi? Falamos sobre a energia do Sexo físico e como o masculino representa o sexo masculino assim como a energia masculina, quer isso seja ou não… isso apresenta um enfoque direccional – o masculino representa o aspecto mecânico, o feminio representa a ligação – e as diferenças culturais surgem, e assim essas pequenas mudanças direccionais passam a compor amplas diferenças culturais, não é? E assim, nesse contexto da diferença dos sexos, ou da similaridade dos sexos, dependendo daquele com quem tivermos sexo ou nos reunimos, não é, qual será…

VOS FEMININA: Pergunta.

JOHN: …abordagem. (O grupo ri) Essa é uma excelente questão. Qual será a pergunta? Há uma pergunta semelhante relativa… (Inaudível) que é como… dada a diferença, não é, como os sexos se chegam a unir pela criação de uma actividade sexual, dada essa diferença cultural, não é? (Inaudível) e qual deverá ser a abordagem que deveremos usar em relação ao romance, seja como for que definas o romance.

ELIAS: Para clarificar a pergunta que fizeste… (O grupo ri)

JOHN: Era algo que gostaria, mas estava pensar em voz alta e… (Inaudível)

ELIAS: Em relação aos sexos, e nas tuas palavras, “chegarem a reunir-se,” estarás tu a expressar isso em relação à generalidade ou ao momento?

JOHN: Bom, creio que seja em relação ao momento, conforme a história chegou a acontecer, e aqui estamos agora… (Inaudível) A Onda Religiosa e a forma como as coisas estão a mudar, não é?

ELIAS: Sim.

JOHN: É mesmo?

ELIAS: Muito bem, e o romance.

JOHN: Certo.

ELIAS: Muito bem. Essa é uma excelente questão, por resultar uma confusão considerável nesta altura relativamente à expressão sexual e ao modo como os sexos se hão-de unir mais. Por as expressões do sexo terem pendido para o desequilíbrio. Por em relação a esta Mudança, terdes levado ligeiramente mais do que uma centena dos vossos anos quase a inverter os papéis nos sexos – os indivíduos do sexo feminino a tornar-se mais assertivos e a expressar uma maior dominação, e os indivíduos do sexo masculino a expressarem mais emocionalidade, e uma maior sensibilidade. E nessa medida, cada um dos sexos tenta produzir uma tentativa de equilíbrio ao tomarem uma maior consciência em si mesmos de ambos os aspectos do sexo, mas saíram de equilíbrio e quase inverteram os papéis, caso que se tornou consideravelmente confuso para muitos relativamente às expressões sexuais e à sexualidade e à forma como reunir isso, por as próprias pessoas se encontrarem confusas na forma como se estão a expressar. Os homens estão a tentar expressar uma maior sensibilidade, ser mais conscientes da ligação, ter uma maior consciência da interacção e da emoção, expressam uma maior intuição, e expressam mais os aspectos femininos que comportam.


As mulheres estão a expressar uma maior assertividade: “Sê gente. Sê independente. Expressa-te. Avança para aquilo que queres. Não te permitas comprometer-te nem que te dêm ordens. Porta-te como um homem. Sê mais intelectual.” Uma vez mais, encorajando, nestes cem anos volvidos, muito mais as mulheres a pensar mais, e a prestar atenção a esse pensar acrescido – a serem mais masculinas; mais intelectuais. Isso gera uma dinâmica nas pessoas que lhes mancha a expressão física. Os indivíduos do sexo masculino estão a ser mais sensíveis ou a prestar uma maior atenção aos sentimentos que têm e ao que comunicam a eles próprios emocionalmente, e não estão a prestar tanta atenção ao facto de pertencerem ao sexo masculino, ao facto de optardes por vos manifestar no sexo masculino. Sois homens. Incorporais órgãos genitais masculinos. As mulheres estão a expressar um maior intelecto e não estão a prestar tanta atenção ao facto de optarem por ser indivíduos do sexo feminino, o que, conforme expressamos anteriormente, o que se está a passar relativamente a isso é que cada vez mais há indivíduos do sexo feminino que expressam infertilidade – que quer dizer o quê? Masculinidade. E há cada vez mais homens que estão a expressar incapacidade de produzir erecção – o que quer dizer o quê? Feminilidade.


Chegastes mesmo a inventar medicamentos para vos ajudar nas funções físicas, por os vossos corpos estarem numa confusão, por estarem a expressar uma energia do outro sexo de uma forma desequilibrada. Sim, todos incorporais uma energia feminina e masculina, qualidades femininas e masculinas. Sim, estais a mudar e a expressão dominante de energia cambiou para a da feminilidade – a intuitiva. Podeis ser intuitivos sem serem mulheres. O que não quer dizer que vos expresseis no modo do sexo oposto. Incorporais dois sexos na vossa realidade física por uma razão. Não sois iguais. Os homens e as mulheres são diferentes. Não só a vossa fisiologia é diferente como as vossas expressões naturais são diferentes. Em certos casos, chegais a flar línguas diferentes, por perceberdes de uma forma diferente, por serem diferentes, e estardes a tentar ser todos iguais, mas não sois.


Nisso, a forma como haveis de vos chegar a unir-vos é reconhecendo, antes de mais, o sexo individual que tendes, e avaliais em vós próprios e individualmente as preferências que tendes em relação aos companheiros ou com quem quereis interagir e com quem querereis participar no campo sexual, que é um outro factor que está a ficar turvo, por terdes expressado tantos séculos de crenças religiosas e de regras em relação àquele com quem podeis copular e com quem não podeis copular, e estais a começar a reconhecer que isso não corresponde à verdade. Lembrai-vos dos cetáceos. Eles têm uma actividade sexual uns com os outros independentemente do sexo. O género sexual não constitui necessariamente um factor. A única altura em que o género sexual constitui um factor no caso dos cetáceos é em relação à procriação. Para além disso, eles interagem sexualmente o tempo todo uns com os outros pertencendo a ambos os sexos, por isso não constituir mera expressão de procriação. Vós sois seres sexuados. O que é confuso e limitativo e factor de dificuldade para muita gente sãop as regras. Existem tantas regras alusivas à forma de expressar, ao que expressar, a quando expressarem, ao que assistirem, àquilo a que prestam atenção, ao que é aceite, ao que não é aceite.

O que te diria, quanto à forma como voa haveis de unir com os outros indivíduos em relação às expressões sexuais, é segui oque sentirdes. Prestai atenção àquilo que sentis. A vossa sexualidade expressa-se principalmente por meio do sentimento – sensação e sentimento emotivo. Prestai atenção ao que sentis e segui isso. Jogai fora as regras.


Quanto ao romance, ele constitui um tema interessante, e um tema confuso para muitos indivíduos, por muita gente não compreender o que seja o romance para além do conto de fadas. O príncipe e a princesa, o cavaleiro e a donzela em apuros, cavalheirismo – isso constitui a identificação que a maior parte das pessoas fazem do romance e das expressões românticas. As expressões românticas são muito simples, e nessa medida, a razão por que se tornam tão atractivas deve-se ao facto da expressão do romance expressar tudo como a cortesia e o enlevo do outro. É simplesmente o enfoque e a permissão para expressardes tudo quanto seja de enlevo, de estima e de cortesia ao próximo, e todos vós gostais de ser cumprimentados, e todos vós gostais que o próximo sempre vos diga que tendes razão, que sois belos, que sois maravilhosos, que sois inteligentes, que sois sexuais, que sois atractivos, que sois sedutores – isso são tudo cumprimentos. São tudo expressões do que é apreciado e admirado no outro, e a expressão do romance consta inteiramente apenas da expressão de cumprimento e de estima pelo outro. O romance consta daquele enlevo do outro na forma de ser exactamente aquilo que é – perfeito.

LYNDA: Amén.

ELIAS: E nessa medida, não é somente divertido e entusiasmante e emocionante e maravilhoso expressar-se por meio do romance, mas torna-se muito divertido expressar cumprimentos e ser aquele que eleva. Torna-se muito satisfatório expressar ao outro essa liberdade de vós próprios para expressar cada cumprimento que pudedes imaginar; também vos eleva, porque quando fazeis isso, estais a expressar o reconhecimento da própria liberdade de que gozais e a consciência do que estais a expressar, o facto de terdes suficiente consciência e de prestardes atenção suficiente para notardes detectardes esses cumprimentos em relação ao próximo. Essa é a atracção do romance, por o romance não incorporar nenhuma negatividade.

LYNDA: Hurra.

ELIAS: o romance não comportar qualquer negatividade. Sempre representa um cumprimento.

LYNDA: Hurra. (O grupo aplaude.)

ELIAS: Sim?

KATHLEEN: Olá, sou a Kathleen, e tenho uma pergunta que se divide em duas partes. Está a passar-se alguma coisa na Internet – na interligação que é a Internete - acerca de um país ou uma porção de um país em que as mulheres optaram por deixar de dar à luz, deixaram de continuar sexualmente activas, e eu penso que isso se enquadre na perfeição no que acabaste de dizer acerca dessa indefinição devida à suavização das definições dos papéis sociais – ou das regras, deveria dizer – e à aplicação de maiores liberdades nos países que tinham uma maior rigidez em termos de regras, e o que mais for, e toda esta sociedade está a descobrir que os seus jovens não se estão a reproduzir, não estão a ter filhos, e em vez disso estão a seguir com as suas vidas e a expressar-se de formas que anteriormente se sentiam vetadas e estão a readquirir o ritual de um filho por casal e esse tipo de coisa. E eu queria saber se isso se deverá em parte à Onda Religiosa, em que as pessoas se estão a expressar a partir delas próprias e de uma forma mais genuína, e também estará ligado a essa indefinição e a essa confusão acerca do sexo, da confusão sobre o cruzamento de sexos de que estavas mesmo a falar – esta é a primeira parte da pergunta que tenho.


E a segunda parte foi que estive antes a conversar com alguém sobre a sensualidade e a comida, e uma das coisas que adoro expressar é a confecção e a partilha de bons pratos, e não vou dizer que faça sexo com os vegetais nem nada disso, embora isso me tenha passado pela cabeça… (o grupo ri) mas a satisfação e a imensidade e o êxtase que sinto literalmente tanto física quanto emocionalmente quando aplico o amor que sinto no prato como uma forma de expressão sexual, não será?

ELIAS: É.

KATHLEEN: Quer dizer, senti dificuldade em colocar isso em palavras inteligíveis, mas quando sou capaz de me expressar através dos alimentos, e as pessoas reconhecem-no, e podem não designar isso por esses termos, mas assemelha-se à ideia da bela comida Indiana que é muito tântrica, muito sensual, muito… que acentua a resposta sensorial… ao longo de todo o nosso corpo e da nossa essência…

ELIAS: Precisamente.

KATHLEEN: …sinto isso, de uma forma que ultrapassa as expressões físicas, de modo que só gostava de descaratar isto e pedir desculpa pelo trocadilho que usei em relação aos vegetais. (O grupo ri) Agradecida, Elias.

ELIAS: As pessoas e as culturas, ao longo do vosso tempo, ao longo da vossa história expressaram uma considerável sexualidade e sensualidade em relação à comida e ao que consumis e aos preparos e às combinações dos sabores, por também constituírem um modo que vos permite abordar o vosso corpo de uma forma sensual. Nesse sentido, o que podereis designar por aspecto infeliz disso, nos vossos termos, é que isso também atingiu um extremo, o qual também está directamente relacionado e associado à repressão da actividade sexual e à permissão da actividade sexual, e por conseguinte, essa energia foi canalisada para a comida, o que é mais aceite…

VOZ MASCULINA: Só que numa excessi…

ELIAS: Sim, em excesso, por independentemente de ser uma expressão sensual, está a ser usada como substituição da actividade e da expressão sexual, por as regras que dizem respeito à sexualidade, e nessa medida, encoraja as pessoas a usar comida de formas extremas, o que cria outras dificuldades e situações de que todos vós terão consciência, dificuldades ligadas ao peso e à obesidade, por as pessoas procurarem canalisar essa energia sexual numa outra direcção que acomode sensualidade, mas isso não aemprega bem a mesma expressão, e não emprega um factor muito importante; existe uma diferença. A comida está associada ao consumo. A actividade sexual consiste na libertação de energia, não consumo. A actividade sexual representa uma tremenda libertação de energia, o que também representa a razão por que as pessoas ao longo da vossa história, antes do vosso século passado, geralmente expressavam uma grande saúde e uma manor propensão para a doença. Os vossos problemas de saúdes mais comuns, nesta altura, ligados ao coração, aos pulmões e ao cancro – doenças do coração, dos pulmões, e do cancro – essas expressões de doença, essas doenças físicas, eram quase desconhecidas. Eram consideravelmente raras há um século atrás. Mas as pessoas também execiam uma maior actividade sexual e libertavam muito mais energia. Sim, nos limites das regras, mas em relação às regras, copulavam mais.

KATHLEEN: Então é mais equilibrado.

ELIAS: De certa forma, e em certos sentidos, é. Eu diria que neste século passado, conforme referi anteriormente, avançastes em diversas direcções em relação aos sexos, o que provocou uma influência considerável, não só no campo da infertilidade como no aumento da doença – no aumento das manifestações físicas. Incorporais mais doenças conhecidas agora do que alguma vez ao longo da vossa história enquanto espécie. Expressastes mais doenças do foro conhecido nos últimos cem anos, o que representa um período de tempo bem curto em relação à vossa existência enquanto espécie. E nesse sentido, continuais a deteriorar a vossa saúde e a desonrar as vossas manifestações físicas ao vos negardes e ao usardes de tais regras a tais pontos extremos e ao vos limitardes e produzirdes um desequilíbrio tão significativo. Lembrai-vos dos golfinhos.

KATHLEEN: E esta onda prende-se com a dissolução e o rompimento…

ELIAS: Prende.

KATHLEEN: …dessas regras e…


ELIAS: Sim.

KATHLEEN: …a mudança de todo o…


ELIAS: Sim. Sim, prende, mas também está, para muitas pessoas, a tornar-se mais confusa, por ser muito traumático para muitos, e isso estar a ser exibido ao longo do vosso mundo.

Sim?

CURT: Isto é uma coisa pessoal. Poderias fazer um comentário sobre a expressão dos diabetes e a forma como poderão ser curados?

ELIAS: Se posso comentar a afectação provocada pelos diabetes…

CURT: Enquanto expressão.

ELIAS: Enquanto expressão.

CURT: Sim, é como curar isso.

ELIAS: E como curar isso.

CURT: Obrigado.

ELIAS: não tens de quê.

VOZ FEMININA: Fazendo mais sexo? (O grupo ri.)

ELIAS: Isso também pode servir de ajuda.

LYNDA: Menos açucar. Mais sexo.

ELIAS: Essa é igualmente uma condição física que aumentou de uma forma exponencial neste século passado, por a expressão dessa manifestação física ter sido relativamente invulgar antes. Nesse sentido, ao deixardes de prestar atenção aos vossos corpos, ao desconsiderardes as funções naturais do vosso organismo, e uma vez mais, ao prestardes demasiada atenção ao pensar e ao darem demasiado crédito ao intelecto, e ao negligenciardes a manutenção da consciência do organismo, o que ocorreu foi que, o corpo passou a mover-se progressivamente mais  na direcção de produzir o que designais por “condições” que prevalecem, e que essencialmente vos clamam em altos brados. Os vossos organismos estão, por assim dizer, aos gritos, e com isso, também produzem excesso. E nesses excessos, o organismo elege funções muito simples mas essenciais que passarão a fazer funcionar mal a forma como processais.


A expressão do diabetes constitui uma disfunção no processamento. O vosso organismo atingiu o extremo que produz essa exibição da falta de processamento. Deixa de processar. Deixa de converter na sua forma natural, e funciona mal.


Bom; como podereis abordar isso? Quando a consciência do corpo é negligenciada, passa a clamar pela vossa atenção, e começa a funcionar mal, e escolhe expressões que, nos vossos termos, lhe tragam conforto, e o que conforta o vosso corpo senão o descanso. Por isso, em vez de descansar, provoca mau funcionamento que se expresse pela forma da fadiga, do cansaço, por estar a deprimir os sistemas.


Nesse sentido, a forma de alterar isso, é prestarem atenção àquilo a que não estais a prestar atenção. Prestai atenção ao vosso corpo. Ele expressa anseio por certas formas de conforto – açúcar. Anseia por ele, por o açúcar provocar o quê?

VOZ FEMININA: Eleva-nos.

CURT: Faz-nos sentir bem.

ELIAS: Acelera-vos.

VOZ FEMININA: Pois.

ELIAS: Mas se vos acelerar rapidamente, que a reacção o vosso organismo apresentará a uma aceleração súbita? Torna-se fatigado. Automaticamente se volta no sentido de diminuir, porque quando diminui o rimto, dá-se um menor contributo. Ligar-se-á a muito menos dados oriundos dos sentidos. Todos os vossos sentidos serão atenuados, o que representa a consciência do organismo a proteger-se da sobrecarga. Quando não prestais atenção a isso, ele passa a deprimir; fecha-se, e consequentemente, protege-se.

Nessa medida, o que isso provoca é criar disfunções significativas, e ficais doentes. A forma como haveis de abordar isso é começando a expressar o que o vosso organismo requer de formas naturais, e não por formas artificiais. O açúcar provoca o quê? Acelera, por isso, o vosso corpo exige movimento.

CURT: Como no exercício?

ELIAS: Muita gente desenvolve o diabetes, não só em relação à dieta, como em relação à imactividade. Encontrais-vos inactivos, por estardes a condicionar-vos no sentido da inactividade. Lembrai-vos que estamos a promover o intelecto – o pensar, não o fazer – o pensar. E muitos de vós, nesse sentido, têm empregos e trabalhos a fazer o quê?

GRUPO: Sentados.

ELIAS: Precisamente. Estareis em, movimento? Não. Estais activos? Não. E nessa medida, quando estais inactivos, começais a alterar aquilo que consumis. Começais a comsumir mais fontes de alimento que contenham certas substâncias que produzam essa elevação, essa acelração, por não a estarem a fazer. Não se estão a mover. E nessa medida, o organismo produz expressões – avisos. Tu queres açúcar; queres pasta transformada (macarrão?). Queres batata frita co açúcar. O voso corpo está a avisar-vos em relação ao que estais a consumir. Não se trata simplesmente de pensarem que quereis comer isso. O vosso pensar está a cumprir a sua função; está-vos a traduzir os sinais emitidos pelo organismo – a comunicação procedenteo do vosso corpo- Quereis comer isto; quereis beber isto; quereis consumir isto, por não estarem a produzir nenhuma dessas acções. Consequentemente, a compensação por isso assenta no consumo disso – sê mais sedentário e consome.


Nessa medida, diria também que um outro aspecto disso reside no facto de não confiarem que o corpo consiga funcionar adequadamente e de uma forma eficaz…

CURT: Então, coniar nele.

ELIAS: Sim, e que se regenera. O vosso corpo regenera-se continuamente num período de seis e meio a sete anos; todas as células do vosso organismo ter-se-ão regenerado e serão novas. Nenhuma célula permanecerá a mesma que era há seis anos e meio ou sete antes. Está sempre a regenerar-se, e não existem células no vosso corpo que não disponha da capacidade de se regenerar, inclusive células cerebrais. Mas vós pensais que o vosso corpo não seja capaz de funcionar…

CURT: Consigo identificar-me com isso. No meu caso, eu criei todo um conjunto extenso de lesões no meu corpo, e pouco após isso ter sucedido, contraí diabetes. As minhas lesões, basicamente, não me permitiriam fazer exercícios. Antes disso, eu exercitava-me bastante.

ELIAS: …convenientemente.

CURT: Pois, claro. (Elias ri.) Estava mesmo a captar-me a atenção, mas nunca cheguei a perceber o que me estás a dizer neste momento. E a grande questão, o que para mim é realmente primordial, é a confiança, e no entanto consigo ver, para falar em termos relativos, onde a confiança não estava presente no facto do meu corpo se curar, mas está agora, por fazer uso dela. De modo que quando disseste…

ELIAS: Parabéns.

CURT: …percebi exactamente o que estavas a dizer, e funciona, e posso ver isso. Tenho vindo a curar o meu corpo desde 94, quando começou, quando eu… foram uns dez anos contínuos em que andei continuamente a cair, a quebrar as ancas, a quebrar os ossos – todo o tipo de coisa – tudo destinado a capatar a minha atenção e fazer-me sair de um relacionamento, com que me tinha empenhado, e assim que saí, tudo mudou, só que o diabetes ainda permanece. Mas agora, quando dizes isso, consigo ver para onde me encaminho, por isso muito obrigado.

LYNDA: Elias, queria fazer um comentário. No alinhamento da mudança e do trauma provocado pela mudança, algo que me disseste na última conversa de Agosto, disseste que a razãoporque a mudança é tão difícil se deve aos términos.

ELIAS: Sim.

LYNDA: E eu queria… pensei que pudesses embelezar um pouco a coisa, por estar mesmo a começar a fazer assentar as associações que tinha criado ao redor dos términos e do quão não constituem absolutos, e está a começar a ser muito libertador, e eu pendei que pudesses falar disso.

ELIAS: Muito bem. Essa é igualmente uma expressão significativa. A mudança, conforme estais cientes, acha-se iminente, e está a ocorrer, e estais todos a experimentá-la por diversas formas. Mas a razão por que a mudança se torna difícil para muitas pessoas deve-se a que em muitas, muitas situações, se não em todas, a mudança ser equiparada a términos. Mesmo que queirais um término, torna-se difícil, por parecer que desliga – que o término se equipare a um desligar.


E nessa medida, diria que, antes de mais, existem sempre términos, por existirem sempre começos, e os começos não podem ocorrer sem términos. Ah, mas a questão do ovo ou da galinha… (O grupo ri) Mas na verdade, sem términos, não podem existir começos, e sempre há novos começos com cada término.


Nessa medida, o término não é sinónimo de desligar. A ligação permanece seja em que término for, quer seja um término físico, quer seja o término de uma expressão, quer se trate de um projecto que empreendais, uma relação – não importa. Se produzirem uma escultura, ou pintarem um quadro, e o acabarem, está terminado, mas dá-vos espaço para um novo começo. Pois como está terminado, dá origem a uma nova vida, por assim dizer, ao ser contemplado, e dá lugar à criação do quê? Pelo término, não cria desligar algum; cria conexão, por instaurar uma nova direcção.


Nessa medida, diria igualmente que as pessoas ficam angustiadas ou tristes com relação a términos, por gerardes a ideia que se forem bem-sucedidos no que fizerem, independentemente do que for, isso venha a continuar para todo o sempre. Que o sucesso signifique que não existem términos; e que sempre continuarão. Continuam. Altera a forma. Términos consctituem a expressão da mudança de forma, e não da interrupção, nem do desligar, apenas da mudança de forma. E com isso, o que quer que tiver sido expressado no processo terá servido para enriquecer, quer tenha ou não sdo confortável; não importa. Pois não passaríeis por ele caso não fosse importante.

Sim?

PAUL: Uma pergunta mais leve, Elias. Isto está ligado? Isto está ligado? Já que o tópico foi a sexualidade… (Inaudível) aspectos aqui, na pergunta de carácter mais leve: de modo que, qual será o potencial que tenho de fazer sexo com uma viajante do tempo? (O grupo ri)

ELIAS: Muito mínima. (O grupo aplaude e ri) Quase não-existente. (O grupo ri) Diria que o potencial que tens disso será similar ao rácio do potencial que tens de ter sexo com um cetáceo. (O grupo ri)

PAUL: Está bem.

VERONICA: Quem fala aqui é a Amadia. Encontro-me numa situação em que uma amiga minha, que teve que vender a casa que tinha para encontrar uma onva residência, me pediu se poderia viver comigo. Já sepadssaram três meses e meio, e ela ainda se encontra lá em casa, e durante esse tempo, tenho-me desafiado a detectar as reacções que tenho para com a minha amiga. Antes, encontrava-me só… Não estou bem certa quando ela irá mudar-se, mas sinto que estou… ou me permiti ficar à mercê dela por a não querer botar para fora. De modo que penso na fidelidade a mim própria, e teria que dizer que é hora dela sair, só que me sinto cumpabilizada com isso. E quando os sentimentos entram em jogo…

ELIAS: Sempre. (O grupo aplaude) Sempre em primeiro lugar. Não posso enfatizar o suficientemente forte o princípio de que vós estais sempre em primeiro lugar! Vós sois o principal. Sois sempre o número um. Sempre! Deixar de prestar serviço aos outros sempre que os colocais à vossa frente. Não estais a ser amáveis Não estais a prestar ajuda. O obséquio não representa atenção. A concordância não representa apoio. O comprometimento não encoraja. Quando deixais de prestar atenção a vós próprios; quando fontes externas, independentemente do que sejam, se tornam primordiais ou assumem o primeiro lugar, desonrais-vos a vós próprios e desonrais as fontes externas, independentemente do que compreendam.


Diria que quando criais situações de desconforto, relativamente a outros indivíduos, geralmente a razão deve-se ao facto de focardes a vossa atenção neles, e estarem a tentar praticar o que julgais ser correcto, ou não estar errados. Mas não é uma questão de estar certo nem errado; é uma questão do que é importante para vós e do benefício que represente… *

VERONICA: Sim, isso é…

ELIAS: …ou deixar de estar errado. Não é uma questão de certo nem de errado. É uma questão do que seja importante para ti e de que forma representa um benefício?

VERONICA: Pensei que por um tempo pudesse entreter isso, mas está a ficar tão… (Inaudível) em vez de dizer somente, chegou a hora.

ELIAS: Eu dar-te-ia a sugestão de não te voltares no sentido de criares um conflito para arranjares uma razão ou desculpa para te expressares; isso é desnecessário.

E nisso, diria igualmente que a forma mais efectiva e eficaz de abordardes uma outra pessoa numa situaçãoão de desconforto, ou num término, consiste em abordardes essa situação e essa pessoa da perspectiva da valorização efectiva.


Se abordares uma pessoa, tal como a tua amiga – tu disseste que era tua amiga – independentemente do que pensarem agora, ou do que sentirem agora, ou do que estiverem agora a experimentar, a determinada altura, expressaste apreço por ela. Valorizaste-a ou continuas a faze-lo agora, a apreciar qualidades ou aspectos dessa pessoa. Foca-te nisso e honra-te no que for importante e benéfico para ti, e portanto, no que te trouxer conforto. Porque isso não acarreta culpa. Não acarreta ameaça. Por te expressares de uma forma genuína para com o outro, de maneira ao reconheceres e honrares igualmente, mas dando-lhe simplesmente a saber que a situação terá mudado. A mudança está sempre a acontecer, e neste actual período, não te sentes mais confortável. E neste período actual, isso deixou de constituir um benefício para ti. E com isso, não estás a abordar a outra pessoa com uma energia de erro nem de culpabilização.

VERONICA: Sabes, originalmente, quando ela me pediu, a ideia que eu tinha era não, não, não, não quero isso…

ELIAS: Esse é um outro aspecto (o grupo ri) – prestar atenção ao que comunicais sem passar por cima disso com o que pensam ou devem fazer, ou com o que será suposto que façam, ou a acção correcta a fazer, mas prestar atenção ao que comunicais a vós próprios e à vossa própria intuição. E quando quer dizer “não”, não discutais com isso. Quando expressa “sim” abonai-o. (Ri)**

Vou admitir mais duas perguntas.

Sim?

TERRI: So queria perguntar muito rapidamente sobre o exercício que deste numa outra sessão ontem acerca do quarto mágico. Na noite passada tentamos isso. Tê-lo-emos feito correctamente?

ELIAS: Se o tereis feito correctamente? (O grupo ri) Não existe método certo nem errado. Tereis sido bem-sucedidos? Diria que sim, em parte.

TERRI: Em parte. Então, se o tentássemos de novo esta noite, que poderemos fazer para sermos mais bem-sucedidos?

ELIAS: Não forçar. E nessa medida, não criem expectativa nenhuma. Permiti. O que possa apresentar-se inicialmente poderá ser um tanto fragmentado. Abonai-o. Tornar-se-á mais claro.

TERRI: Seria suposto termos criado esse tipo de quarto? Será suposto que todos nós…

ELIAS: Era.

TERRI: …concordássemos com…


ELIAS: Sim.

TERRI: …a posição do quarto?

ELIAS: Sim. Sim.

TERRI: Está bem, então fizemo-lo mal. Um ponto para o John. Zero para a Ann. (O grupo ri.)

PAUL: Elias, eu tinha uma pergunta… (Inaudível) aspecto para aquilo que respondeste à Terri. Estou constantemente a lutar com o equilíbrio da permissão sem a pressão. Quero fazer coisas – vejo as conquistas – tento confiar nisso. Quero tentar aliviar de volta sem… ter acções positivas sem forçar, quer o tenhamos conseguido no jogo mágico ou não. Qual será a melhor forma de nos focarmos nesse equilíbrio entre a permissão e a pressão?

ELIAS: Torna-te presente. Toda a vez em que projectares adiante, toda a vez em que projectares para a frente, toda a vez em que projectares no futuro, nem que sejam minutos no futuro, geras essa possibilidade ou potencial para pressionares. Porque mesmo quando sentes diversão, o entusiasmo te poderá conduzir na direcção da pressão. Eu quero isso agora. Quero-o fazer agora. Quero-o fazer melhor agora.


Nessa medida, é uma questão de estares presente. E nesse sentifo, não antecipes. Não tenhas expectativa nem antecipes. Vê apenas o que é. Trata-se de um exercício de prática de se sentir satisfeito agora. Lembra-te do que te disse anteriormente na nossa interacção anterior, vós estais continuamente a criar mais. É uma questão daquilo a que prestais atenção que determina o que criais mais. E nisso, diria que todos valorizais o contentamento e a satisfação nas vossas vidas. E com isso, quanto mais atenção prestardes à satisfação no momento, mais a criareis de uma forma automática. Por estarem sempre a criar mais. Fazei-lo de uma forma automática. Não exige o menor pensamento, nem requer nenhum esforço. Fazei-lo de forma automática, por se enquadrar na vossa existência. Faz parte de vós. É aquilo que sois, enquanto consciência, produzir sempre mais.


Por conseguinte, aquilo que quiserdes passar a produzir mais – sedentarização, frustração, insatisfação, tempo insuficiente, interacção insuficiente, dinheiro insuficiente, actividade sexual insuficiente, ou querereis criar todas essas expressões? Satisfaz-te com o que estás a fazer agora, e passarás automaticamente a criar mais e mais disso, e quanto mais o conseguires, mais satisfeito te sentirás, e mais satisfação criarás, e isso aplica-se mesmo aos jogos, e ao jogar sem forçar através da antecipação, mas prestando atenção ao que acontece no omento.

KATHLEEN: O primeiro que me calhou no jogo, que me falou, terá sido um aspecto de mim mesma ou terá sido um espírito que estava presente e que estivéssemos a convidar?

ELIAS: Isso foi o que eu disse que provavelmente…


ANN: Pois, o foco… quero dizer o foco falecido?

ELIAS: Sim. Sim. Sim

KATHLEEN: Obrigado.

ELIAS: Não têm de quê. (O grupo aplaude)

Expresso-vos um enorme afecto a todos…


ANN: Ah, só mais uma coisa, só uma perguntinha rápida; nesse caso, quando ela respondeu “Bravo”, terá isso sido uma essência? Quando a Denise disse “Bravo”, que terá eclodido?

ELIAS: Não. O nome de um foco.

ANN: O nome de um foco? Da Denise? Da Azura?

ELIAS: Um outro foco. Não, não teu.

KATHLEEN: Caça ao tesouro.

ELIAS: é.

Uma enorme afeição por todos vós. 


VOZ FEMININA: E por ti.

ELIAS: Um formidável carinho e um enorme encorajamento nas vossas jornadas e realizações. Lembrai-vos de dizer “Sim” e de dizer “Não” quando sentirdes vontade de o fazer. E acatai todos o exemplo dos golfinhos. (O grupo aplaude e ri)

Au revoir.

(Elias parte após 1 hora e 43 minutos)

©2013 Mary Ennis. Todos os Direitos Reservados.


NOTAS do TRADUTOR:

*A título de adenda e com o objectivo da actualização, não posso deixar de comentar o quanto este intróito se presta ao esclarecimento do que é egoísmo e do que não é, por ser de capital importância compreender em que assentam os seus limites. Desde logo, o termo enuncia uma qualidade própria de uma porção da psique que é responsável por um certo segmento da percepção que no mais das vezes corresponde à faixa limitada e limitativa do julgamento assente no bem e no mal, no certo e no errado. A preocupação com as vidas dos outros, como uma extensão de um deficit de realização da própria, e logo, o comprometimento com o ego. É prática corrente a condenação feita com base nas crenças cristãs, que nos chegam distorcidas pelo uso empírico e abuso gratuito do sentido, quanto ao que deparamos como um obstáculo às crenças mais ou menos limitadas que abraçamos. Só isso já deixaria antever a natureza de um complexo, mas quando partimos para a acusação objectiva e explícita a coisa ganha verdadeiros contornos de inveja e de ciúme inegáveis. O Elias não poderia ser mais contundente nesta matéria, ao longo das várias exposições que tem feito sobre o tema, e aqui uma vez mais assevera em tom clássico e objectivo: "Vós sois o principal!" Isto é música para ouvidos que sentem necessidade de revolver cada pedra em busca da verdade (sentido) e o propósito de esclarecer para libertar das amarras hediondas da falsa moral e da falta de liberdade


** Esta passagem se vem bem a propósito de um factor que escapa sobretudo às pessoas “bem-intencionadas” que ao “desonrarem” justamente os apelos do que verdadeiramente sentem ou querem, quer em defesa do bom nome ou dos princípios ou ideiais que defendem, se forçam a papéis para que não se sentem talhados ou porque não sentem uma genuína atracção, e que de uma forma ou de outra acabam traindo as próprias intenções. "Seja a vossa palavra "sim, sim e não, não". Mateus 5:37



Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS