sábado, 26 de outubro de 2013

"UM MURMÚRIO SILENCIOSO"




“ESCOLHA”

“O ESTADO DE PROJECÇÃO FORA–DO-CORPO E O ESTADO DO SONHO”


Sessão 151
Domingo, 2 de Fevereiro de 1997 ©
Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Gail (William), Cecelia (Sari), Norm (Stephen), Reta (Dehl), Drew (Matthew), Bob (Simon), e o Bob (Falon). (Por causa de existirem dois Bob, referir-nos-emos ao Simon como Bob 1 e ao Falon como Bob 2)

Tradução: Amadeu Duarte


Elias chega às 7:09 da tarde. (25 segundos)

ELIAS: Boa noite. Esta noite vamos continuar a falar de informação não oficial.

Todos vós experimentais continuamente informação extra-oficial. Na realidade desta dimensão que criastes, criastes uma magnífica atenção exclusiva. Nessa medida, falamos anteriormente do drama por que passais na existência que tendes na vossa espécie. Fazeis isso por uma questão da experiência. Toda esta existência no foco físico se prende com a vossa experiência. Criastes de uma forma magnífica uma expressão física a fim de responderdes a estímulos que recolhem informação no âmbito dos dados dos sentidos por várias formas diferentes. Isso é parte da vossa experiência.

Nesta experiência física particular escolhestes manifestar-vos de um modo excitante. Existem muitos focos físicos diferentes. Existem variadíssimas manifestações diferentes que manifestais fisicamente. E nem todas elas experimentam as mesmas experiências nem sequer similares às vossas. A vossa existência nesta dimensão particular é única, por incorporardes muitíssimos elementos destinados à vossa empolgação e experiência. Criastes sentidos físicos que mencionamos na qualidade de sentidos externos, mas também criastes sentidos interiores. Todos eles respondem continuamente a estímulos do vosso meio e do contexto da consciência.

Existem certos tipos de existência noutras dimensões que não empregam alguns dos vossos sentidos físicos. Existem outras existências que não incorporam os vossos sentidos emocionais. Outras há que não possuem o vosso processo do pensar. Conforme mencionamos anteriormente, os vossos processos do pensar são uma criação relativa a este foco físico; uma linguagem. Nessa medida facultastes a vós próprios muito em que vos apoiar para experimentardes e obterdes informação nesta particular dimensão física. Onde a confusão desperta é no facto de estardes tão acostumados a esse entusiasmo, por ser a maneira como criastes esta realidade, que vos inclinais a deixar de dar atenção e escutar ao silêncio de si mesmos. É-vos apresentada continuamente informação a partir de Ser (de vós). Há uma comunicação aberta constante na interacção que tem mesmo com o vosso conhecimento objectivo, mas não passa de um murmúrio silencioso. Nessa medida, tendeis a criar agitação sobre esse murmúrio. Escutais o ruído da vossa expressão objectiva, e criais confusão e conflito onde nenhum precisava existir, por estardes habituados a uma espantosa quantidade de estímulos contínuos. Isso faz parte da vossa criação. Faz parte da vossa experiência, mas depois olhais para vós próprios e uns para os outros e questionais-vos sobre o porquê de não conseguirdes descobrir soluções para as situações em que vos encontrais.

Foi referido muitas vezes ao longo das eras, por muitos que se vos dirigiram cheios de sabedoria, que no silêncio haveis de escutar as respostas que desejais. Isso não são clichés; por da serenidade do eu, haveis de escutar o que vos é revelado. Isso é igualmente o que mencionamos quanto à aceitação das crenças. Isto também faz parte da vossa mudança de consciência; aprender a sentir-vos confortáveis com a vossa própria serenidade.

O que não quer dizer que devais tornar-vos monges, ou que preciseis isolar-vos e orar continuamente! (Riso) Conforme estais bem cientes, esta essência advoga bastante a diversão! (A sorrir) Mas à medida que aprendeis o valor que tem a atenuação do entusiasmo extremo com assento na confusão, também devereis proporcionar a vós próprios a oportunidade de escutar. Dir-vos-ei que se começardes esse processo, podereis não compreender de que modo estareis a consegui-lo. Podereis constatar conquistas, e podeis igualmente dar um passo atrás e dizer para vós próprios não saber como isso terá resultado! Tereis conseguido por não terdes permitido que o gosto que tendes pelo entusiasmo vos suplante o ser, e por vos permitirdes escutar o silêncio.

Muitas vezes a acção é melhor representada pela inacção; mas vós acreditais, nas crenças que abrigais, que para conseguirdes realizá-lo, precisareis “fazer algo”. Com tal crença, muitas vezes complicais e confundis-vos mais do que o necessário, por actuardes quando o movimento mais isento de esforço consta de deixar de actuar e em vez disso permitir, no âmbito de uma confiança, que o movimento se dará com naturalidade. Se conseguirdes isso e facultardes a vós próprios uma oportunidade para perceber tais conquistas, eventualmente chegareis a compreender que no âmbito de uma ausência de movimento, ou conforme nos vossos termos dizeis não -acção, e tranquilidade, estareis a confiar. Estareis a facultar a vós próprios a capacidade de avançar ao encontro de probabilidades que sejam mais eficazes.

Nessa medida, não tentareis dirigir o vosso movimento objective rumo a probabilidades que nem sequer compreendeis, por não perceberdes a miríade de probabilidades que elegeis a partir de cada escolha que fazeis. Consequentemente, se confiardes, permitireis uma fluência suave, e descobrireis que com uma fluência dessas deparar-vos-eis com muito menos “rápidos” (analogia das águas corrediças) nas vossas águas do que haveríeis, caso procurardes conduzir o vosso barco de uma forma objectiva, sem rumo. O objectivo, caso estejais em busca de um objectivo, para toda esta informação está em que possais aprender mais sobre vós próprios; e desse modo poderdes ficar ao vosso próprio leme, e consciente e intencionalmente vos direccioneis pelo vosso próprio rumo sem expressardes assombro algum sobre a razão para o vosso barco continuar a avançar sem rumo à vista! Vou permitir que façam algumas perguntas por esta noite! (A sorrir para o Norm, enquanto desatamos todos a rir, em especial a Gail, que esta noite está com as risadinhas dela)

NORM: Bem sei que sinto poder criar a minha própria realidade, e há diversas coisas que queria realizar. Seja como for consegui esta informação, talvez há uns quatro ou cinco meses atrás, ou mesmo a partir das primeiras transcrições, que tenhas dito que na verdade podemos pensar de uma forma sobre objectiva em algo, e em vez de contribuirmos para isso, dissuadimo-nos de desenvolver a realidade que queremos criar. Seja como for, assemelha-se a uma acção negativa. Precisamos ter noção de quando devemos deter-nos e deixar que prossiga sem esforço. Isso é, pois, chave, não será?

ELIAS: Exacto. Podeis prosseguir e analisar e dissecar por partículas menores do que um electrão, mas também haveis de empregar demasiado esforço, o que se revela desnecessário. Podeis alcançar o mesmo objectivo de qualquer um, mas no tempo que levais, deveis assemelhar-vos a tartarugas!

NORM: Poderás ver na Área Regional 2 (Esferas Astral e Causal) algumas das áreas que estou a tentar criar?

ELIAS: Pergunta interessante, essa. Eu tenho focos de consciência nessa área da consciência, pelo que tenho consciência da actividade que decorre nessa área de consciência. Seria precisa e ligeiramente difícil estreitar a uma actividade individual a plenitude da área Regional 2, embora tal seja possível.

NORM: Por exemplo, as minhas energias criativas que aí se localizam, não apresentarão a marca da minha essência ou foco?

ELIAS: Absolutamente.

NORM: Nesse caso apresentarão uma qualidade tonal de um tipo qualquer que se identifique com um indivíduo.

ELIAS: Apresentam.

NORM: Certo. Obrigado.

ELIAS: A tua energia que é a da tua essência comporta a tua assinatura, por assim dizer, em todas as áreas da consciência, e é reconhecida como tu próprio em todas as dimensões da consciência.

NORM: Interesante. Muito bem.

DREW: Eu tenho algumas perguntas. Conforme me é dado entender, o propósito da existência física destina-se a manifestarmos o nosso objectivo, o qual é de natureza subjectiva e procede da nossa essência e traduz essencialmente o propósito desta manifestação física, deste foco. Será isso correcto?

ELIAS: Não. O propósito da vossa manifestação consiste em experimentardes. Nessa medida, subsequentemente à escolha que fazeis de entrar no ciclo da manifestação física destinado à experiência, escolheis um objectivo que trás junto focos individuais. No âmbito da essência, tendes um objectivo que não alinha obrigatoriamente pelo foco físico.

DREW: Está bem. Será igualmente verdade que o objective em que baseamos as nossas escolhas pode em certos casos traduzir escolhas de coisas tais como a pobreza, a doença, as coisas que designamos por negativas na nossa realidade física? Isso era possível. Será correcto?

ELIAS: Absolutamente.

DREW: Então, quando falas de desapego e de confiar, de que modo poderemos confiar que as nossas escolhas e objective não sejam que nos conduza a áreas dessas a que chamaríamos de negativas, ou coisas que posamos não querer experimentar na vida?

ELIAS: Em resultado das crenças que tendes, acreditais agora, e acreditastes durante muitos séculos, que certas manifestações sejam negativas ou más. Não são. São experiências. Isso, conforme tem sido declarado, é o vosso objectivo, caso expresseis um objectivo para a manifestação física. Nessa medida, a escolha que elegeis para cada manifestação alinha pelo objectivo e propósito que tiverdes. Por isso, podeis pensar em termos objectivos, influenciados pelas vossas crenças, não desejar escolher uma doença grave. Podeis na realidade manifestar uma doença grave, por a terdes escolhido na bolsa de probabilidades que alinha pelo desejo e objectivo que tiverdes; e eventualmente, no vosso foco, devereis chegar a compreender o porquê. Podeis não revelar essa razão a vós próprios de uma forma objectiva até à altura do desenlace do foco físico. Podeis optar por revelar essa informação a vós próprios antes disso; mas todas as pessoas compreendem, até certo ponto, a razão para terem escolhido criar as probabilidades que tiverem actualizado.

Não manifestareis uma doença grave ou um “acidente” debilitante se isso não tiver lugar na vossa bolsa de probabilidades a menos que atraiam de fora dessa bolsa de probabilidades, o que também deverá alinhar pela intenção e pelo desejo que tiverdes; Mas não manifestareis o que não estiver na linha do vosso desejo e intenção. Podeis alterar o curso das probabilidades que vos assistem. Podeis optar por vos desviar no quadro das probabilidades que vos assistem e dramaticamente alterar aspectos da vossa vida, por assim dizer, mas isso deverá igualmente alinhar pelo desejo e intenção que tiverdes. Podeis escolher isso por variadíssimas razões. Podeis reconhecer subjectivamente as influências que desejais exercer no âmbito da consciência a fim de afectardes determinados movimentos. Podeis numa dada altura entrar em concordância com uma outra essência para lhe prestar auxílio nas suas experiências, e consequentemente podeis optar por manifestar uma situação extrema que vá afectar. 

Conforme afirmei, não manifestareis o que não alinhar pelo desejo e intenção que tiverdes. Estes são elementos importantes a notar; pois nesse sentido, compreendei que essas acções que manifestais não são negativas. Elas não são certas nem erradas. Não há juízo de valor que lhe sejam aplicadas à excepção daquele que brotar das crenças que tendes. Toda a experiência é válida. Adquiris informação a partir de todas as experiências. Uma experiência não é melhor nem pior do que outra. Lembrai-vos igualmente de que não estais sozinhos. Falamos previamente dos muitos “Eu” que existem em simultâneo. Por isso, estais a afectar todos os outros “Eu” assim com eles vos estão a afectar a vós.

DREW: Estarás nesse caso a dizer que, se a intenção ou desejo ou a escolha que tivermos neste foco físico for pela doença, e depois falas de ausência de esforço… Para não combatermos tal coisa, por vir a dar-se de qualquer jeito? E apenas para confiarmos e deixarmos que qualquer escolha que tivermos feito subjectivamente se manifeste por si só fisicamente? E que elas não são boas nem más, mas simplesmente o que são, e portanto deixar simplesmente que aconteçam? E para confiarmos nisso, mesmo que seja pobreza ou doença ou seja o que for? Para não o combatermos?

ELIAS: Sim. Embora, (Riso generalizado) interpreteis isso de uma forma errada! Porque ao referir, “Para não se oporem à manifestação,” podeis interpretar isso como querendo dizer, “Permiti que a manifestação prossiga sem alterações”; mas esse pode não ser o vosso objectivo. O desejo que tiverdes pode ser o da cooperação com outras essências a fim de manifestardes pobreza, e também a escolha, com a criação disso, passar para uma outra criação que não a da pobreza. Isso podeis vós igualmente eleger em cooperação com outras essências como uma inspiração, o que também representa uma experiência. A emoção de ser afectado pela inspiração é uma experiência. Tudo quanto fazeis no foco físico consiste em experiência.

Alturas há em que optareis por aceitar a manifestação. Haveis de o saber, por sentirdes uma força impulsora dentro de vós. Uma dirigir-vos-á na direcção, que na vossa maneira de pensar, é de a suplantar; ou dirigir-vos-á para a continuação na manifestação. Não vos haveis de trair!

Estamos presentemente a combater sistemas de crença profundamente enraizados. Quer identifiqueis ou não em vós essas crenças, elas existem. Também tendes a crença do Carma. Quer entendais esse termo ou tenhais estudado esse conceito ou não, tendes essa crença. Trata-se de uma crença de massas. Acreditais que se experimentardes um elemento qualquer que seja prejudicial para outra pessoa, isso deva ser em vosso próprio detrimento, e que ficareis em dívida por isso. Por isso, manifestar-vos-eis para proceder à liquidação dessa “dívida”. Isso não é verdade. É uma crença. Reforça as ideias que tendes do certo e do errado e do bom e do mau. Reforça as crenças que tendes da doença e das extravagâncias, mas isso são tudo escolhas. Todos vós escolheis. Nenhuma coisa vos é imposta. Conforme vos disse, podeis não compreender instantaneamente compreender de uma forma objectiva as vossas criações; mas à medida que falamos, aprendeis a a prender a vossa própria linguagem uma vez mais, e desse modo começais a compreender a criação que fazeis das vossas próprias manifestações, e os porquês. Vamos fazer um intervalo.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos. (Para a Drew) Escolhe! (Riso generalizado, por isso ser uma continuidade directa da conversa que estivemos a ter durante o intervalo) nenhuma entidade cósmica que ande a flutuar pelo universo escolhe as probabilidades que te assistem em teu lugar para tas emitir a ti, enquanto tu negligentemente avanças ao longo do teu foco como uma marioneta! Tu escolhes. Cada escolha que eleges, é obra tua. Tu conscientemente optas por pôr o pé fora da cama pela manhã e erguer-te. Consciente e objectivamente escolhes cada acção que tomas ao longo do teu dia. Podes em diferentes alturas dizer a ti próprio: “Porque optei por esta escolha?”, mas escolhes. Não existe mais ninguém que escolha por ti. Não te encontras sujeita a mais nada.

DREW: As escolhas alinham sempre pelo objective subjective que temos.

ELIAS: Correcto.

DREW: De modo que esse objective é uma escolha que não é objectiva mas subjectiva.

ELIAS: É uma cooperação. Não existe divisão; tal como presentemente explorais a missão dos sonhos. Já falamos sobre essa missão dos sonhos muitas vezes nas nossas sessões, mas tu não prestas lá muita atenção! Essa é uma diligência interessante. Foi afirmado que pode ser alcançada, embora seja uma conquista rara. Por isso, podes procurar notar um pouco mais.

No âmbito da vossa actividade subjective, avançais no quadro do acontecimentos e de uma acção de uma maneira. Interpretais esse movimento e tais eventos por meio de simbologia. Do mesmo modo, interpretais objectivamente a informação subjectiva que obtendes e manifestai-la nos vossos próprios símbolos. Consequentemente, a vossa expressão objectiva é praticamente a mesma que a simbologia dos sonhos. É uma coisa em si mesma, e também constitui um símbolo. A vossa expressão objectiva possui a sua própria integridade. É ela própria, mas é igualmente um símbolo da vossa actividade subjectiva. É uma interpretação, conforme terás descoberto. Não foi, Lawrence?

VICKI: Claro…

ELIAS: Por isso, se aprenderem a vossa própria linguagem da essência, também entenderão a expressão subjectiva que assumis no foco físico. Conforme disse, ninguém escolhe por vós. Vós objectivamente instaurais as escolhas no foco físico para manifestardes fisicamente o que quer que escolherdes, seja em que direcção objectiva for, no âmbito do ambiente objectivo.

Lidais com um mundo objective; uma moldura temporal. É aí que vos manifestais fisicamente. É o mesmo que manifestar imagens no vosso estado do sonho. Não estais a percorrer um sonho, nem os vossos sonhos são o produto da imaginação. Eles são uma realidade, e isto é igualmente uma realidade. Trata-se de diferentes realidades por abrangerem diferentes áreas de consciência, mas ambas são uma realidade. Não existe nenhuma outra realidade que seja mais real do que a realidade que manifestais. Aquelas realidades que não conseguem ver constituem igualmente símbolos, só que detêm uma integridade própria e constituem uma coisa em si mesma. E afectam–se todas umas às outras.

No foco físico, dá-se um constante entrelaçamento e movimento em termos de comunicação que influencia para trás e para diante. Subjectivamente influenciam a partir de ambas as direcções. A vossa expressão física objectiva influencia-vos a actividade onírica. A vossa actividade onírica influencia-vos a vossa expressão objectiva. Trata-se de um intercâmbio que se dá de um lado para o outro de informação simbólica que interpretastes, mas vós estais sempre no controlo.

DREW: Bem, isso é reconfortante! (Riso generalisado)

NORM: Posso colocar uma pergunta com respeito á ausência de esforço e à individualidade ou independência, e, ou, cooperação com outros focos ou essências na acção do que desejamos? Por outras palavras, a ausência de esforço operará melhor se procurar obter a cooperação de outros?

ELIAS: Isso não é necessário.

NORM: Não é necessário? Mas resultará alguma sinergia caso o façamos? Em termos políticos, poderia certamente resultar uma certa ajuda da cooperação com outras essências.

ELIAS: Hás-de descobrir que aquelas pessoas que confiam nelas próprias e exercitam a situação do pequeno rebento atraem outras essências e outras consciências. Outros indivíduos deixam-se atrair para junto daqueles que confiam e que exibem a nossa história do pequeno rebento. Por conseguinte, exibes a tua qualidade da ausência de esforço. Não precisas solicitar a cooperação de outros indivíduos por ta ser acrescentada de boa vontade, no contexto de uma atracção para uma forma de pensar semelhante e compreensão no âmbito da consciência.

NORM: Para além disso, com respeito à ausência de esforço, as duas realidades de que estamos a falar, a do estado do sonho e a do estado de vigília, poderemos ter ambos esses estados a operar rumo a uma acção no estado desperto? Isso ajudaria à ausência de esforço?

ELIAS: No momento actual do movimento que empreendes, sugerir-te-ia que, se fizeres uso de ambos esses estados de consciência em simultâneo, hás-de experimentar uma extrema confusão! (Ri para a Vicki, que acena vigorosamente ao Norm) Vós aprendestes a separar o vosso estado de vigília do vosso estado do sonho de maneira bastante eficiente. Reconheceis a concepção do estado de vigília e do estado do sonho e identificais com toda a facilidade ambos esses estados de consciência. Ao unires ambos esses estados de consciência, ficais desorientados. Atende a isto como uma informação prévia ao teu avanço; porque ao continuares a frequentar estas sessões para a tua própria expansão da consciência, chegarás a ponto de te fundires numa união, como o Lawrence e o Michael chegaram de forma breve, muito breve, e hás-de experimentar aqueles elementos de que vos dei conta tanta vez; uma sensação de ameaça à vossa identidade, confusão quanto á realidade, falta de compreensão, desorientação. Deverás sentir-te bastante estranho! Isso é uma união da consciência.

Estais bastante acostumados a ser selectivos na atenção que tendes. Estais acostumados a ver a vossa realidade segundo certas perspectivas. Quando elas se derretem e alargais a percepção que tendes e passais a adoptar uma menor separação das áreas da consciência, ficareis temporariamente desorientados; por no foco físico não estarem acostumados a experimentar esse tipo de existência. NO foco físico optastes por ser bastante selectivos e bastante dirigidos na criação a que procedeis das vossas manifestações físicas, objectivas. Ao passarem para uma aceitação incondicional da consciência isenta de separação, as linhas por que vos regeis ficam distorcidas e deixa de haver definições. Mesmo a expressão do vosso corpo deverá funcionar e sentir-se de modo diferente, por começardes a compreender que consta unicamente da cooperação entre átomos e de moléculas na criação de células, juntas num arranjo de espaço convencionado, e mantido unido por meio da direcção exercida pela consciência; e que na realidade não é tão sólido quanto parece ser.

NORM: Quanto ao estado do sonho e ao estado de vigília; existirá mais algum estado de consciência que se situe entre esses, e represente o estado fora-do-corpo? Existirá um estado fora-do-corpo? Diferirá esse dos outros dois?

ELIAS: Penetramos agora nos aspectos técnicos! O vosso estado de sonho constitui um estado fora-do-corpo. Aquilo que reconheceis como estado do sonho constitui a interpretação da acção e dos acontecimentos que terão ocorrido nesse estado fora do corpo. Por isso criais imagens (simbologia) que rotulais de sonhos. Representa uma tradução, a língua que usais convosco próprios, relativamente à actividade que tendes. Alcançais estados fora-do-corpo muitas, muitas vezes. O objectivo que tendes nisso é o de vos tornardes objectivamente conscientes, e de recordardes e compreenderdes essa acção. Não se trata da questão do como conseguir isso ou se o chegais a conseguir, por o conseguirdes continuamente. Toda a vez em que experimentais andar à deriva (acto de divagação) estais a experimentar o estado fora-do-corpo. Toda a vez que caís no vosso estado de sono, sem excepção, empreendeis a projecção fora-do-corpo. Esse é o vosso estado de comunicação com a essência. Apenas não reconheceis nem lembrais a actividade que realizais nesse estado. Esse não é estado intermédio nenhum, entre o desperto e o sonho. O sonhar constitui um estado intermédio. É uma tradução da actividade que empreendeis numa experiência fora-do-corpo. (Pausa) Sari?

CELIA: Elias, noutras ocasiões falaste-nos sobre a consciência subjectiva. O entendimento que tenho disso são esses outros estados de consciência que experimentamos, tal como o estado fora-do-corpo, o estado de sonhos. O período de silêncio de que nos falaste esta noite, poderei interpretá-lo como o estado de meditação? E nesse estado, a voz que escutamos em meio ao silêncio, a voz do nosso ser interior, por vezes referido nos termos de Eu Superior, isso equivalerá à nossa essência a dirigir-se a nós?

ELIAS: De certo modo. Não precisais de empregar a meditação para escutardes a vós próprios em meio ao vosso silêncio. Podeis escolher essa acção, se o preferirdes, mas não é necessário. Quando eu vos digo para escutarem o vosso próprio silêncio, estou a referir para deterem o drama. Já vos falei muitas vezes ao AGORA. Acreditais habitar uma experiência e viver no momento, mas na maior parte das vezes não estais. Achais-vos projectados em frente ou projectados para trás, segundo os termos que empregais. Estais preocupados com eventos que já ocorreram ou aflitos com eventos que estão para a ocorrer. Não estais a prestar atenção ao momento, mas é no AGORA que reside o silêncio; por aqueles elementos com que vos desgastais não se situarem no agora.

CELIA: Obrigado. Mas depois há mais uma coisa. Se, quando sairmos a fim de experimentarmos o estado de sonho ou a experiência fora-do-corpo, poderemos falar com a essência e dirigir-lhe perguntas, ou de que modo poderemos controlar isso? Porque quando regresso, por vezes regresso em sobressalto, ou com uma sacudidela violenta que por vezes é fisicamente desconfortável. Haverá forma de poder controlar essa reentrada, digamos?

ELIAS: Isso torna-se bastante comum no caso de muitos indivíduos. O que te sugiro é que não seja uma questão de controlo, mas uma questão de ausência de controlo! Se te permitires confiar e relaxar em relação a isso, isso deverá interromper o sobressalto; mas ao te agarrares ao controlo que exerces, por te sentires na incerteza quanto à ligação entre ti e o teu corpo, e encarares isso como duas entidades distintas, continuas a forçar o movimento. Por isso, experimentas esse solavanco. Muitas pessoas passam por essa mesma acção física. É muito comum. Só precisais perceber que podeis confiar em vós, e que voltareis a fundir-vos com a vossa consciência do corpo, se essa fora a vossa escolha; e que não precisais arremessar com a vossa consciência para dentro da consciência do vosso corpo, dando azo à criação da manifestação física de um solavanco para vos alertardes do facto de terdes retornado! (Riso)

CELIA: Tudo bem. Obrigado. (Risadinhas)

BOB 2: Esta noite falaste um bocado sobre sonhos. De facto, o sonhar lúcido é algo por que sinto bastante interesse nesta altura da minha vida. Muitas são as disciplinas, na verdade em grande parte disciplinas orientais, consideram o estado de vigília realmente como um sonho bastante lúcido em que acordamos. Que pensarás tu disso?

ELIAS: Já vos transmiti informação prévia acerca disso. Não estais a percorrer um sonho. O Oliver, nas sessões que tivemos no início, interpretou mal a informação transmitida numa sessão, em relação à qual expressão um conceito similar: “Este estado desperto constitui o sonho, e o estado do sonho é que constitui a realidade.” Errado. Esta é a realidade. Isto não é uma ilusão. É um simbolismo, assim como o são as imagens dos vossos sonhos; mas do mesmo modo que as imagens do vosso sonho são reais, também este estado desperto o é.

Estes são conceitos de difícil entendimento, eu entendo; por não encararem o vosso estado do sonho como uma realidade. Podeis pensar encarar o vosso estado do sonho como uma realidade, mas na verdade diferenciais. Não percorreis o vosso estado do sonho como uma área da consciência real, mas como uma área tonta em que podeis manipular e moldar e alterar como nuvens adelgaçadas, mas não exactamente como uma realidade! Na vossa maneira de pensar não envolve a mesma coisa que a vossa realidade objectiva física. Isto é real; o vosso caminhar físico, o sentir, os sentidos, o pensar, o estado objectivo em que tendes os olhos abertos e experimentais a realidade. Com os olhos fechados, deitado sobre a cama em silêncio e sem vos moverdes, estais a experimentar o vosso acontecimento de sonho, o qual não passa de imaginação; os devaneios da mente criativa. Na verdade ambos são o mesmo, na respectiva realidade que apresentam. Apresentam-se de forma diferente, por constarem de diferentes linguagens. São imaginários diferentes, mas ambos são reais.

Podeis equiparar isso à ocupação, da vossa parte, de duas dimensões distintas ao mesmo tempo. Ocupais uma dimensão da consciência que não comporta nenhuma moldura temporal. Ocupais uma outra área de consciência, ou dimensão, que apresenta uma moldura temporal. Moveis-vos continuamente entre as duas. Nessa medida, podeis apresentar a vós próprios uma maior informação sobre outras dimensões que são muito diferentes da vossa.

BOB 2: O sonhar lúcido, creio eu, deve ser uma coisa bastante concreta. Na verdade algumas pessoas não conseguem diferenciar, pelo que me consta. Jamais o experimentei. Elas não conseguem apontar as diferenças que os distinguem. Na verdade crêem estar na realidade física quando têm sonhos lúcidos. Assim, parece-me a mi que se trate mais de uma questão de semântica ou algo com que estamos para aqui a lidar. Parece-me a mi que isso envolverá um sonho concreto, por assim dizer. Tens a certeza de que não envolve somente uma questão de semântica, nem da forma como somos levados a interpretar as coisas nem nada disso? Por outras palavras, a mim parece-me que se situa na mesma esfera.

ELIAS: Isso resulta da parcial fusão da interpretação objectiva e da subjectiva, por o imaginário do sonho se tornar o mesmo que o imaginário do estado desperto, conforme estais a entender. Tens razão; as pessoas experimentam uma ligeira confusão, nesse estado. Se se permitirem avançar na consciência e alargarem a percepção que têm, passarão a expandir essa experiência para um sonho lúcido desperto. Nessa experiência, havereis de sentir muita confusão, por isso envolver o que estivemos antes a debater: informação extra-oficial e actividade extra-oficial. Se expandirem a consciência e permitirem essa acção, essas áreas de consciência fundir-se-ão, e poderão tornar-se imperceptíveis. Podeis experimentar o estado do sonho no estado desperto. Isso indicará um movimento que podereis classificar de “avanço”. Muitas pessoas passam pela experiência de ter sonhos acordadas. Há muitas explicações para os sonhos acordados, mas nem todas essas acções representam um trepasse de uma expansão da consciência para o conhecimento objectivo; mas ao começarem a fundir a actividade subjectiva com a vossa consciência objectiva desperta, começareis a unir esses elementos vossos, e isso representa o “avanço”.

BOB 1: Eu queria colocar uma pergunta. Antes, referiste a outras dimensões diferentes da nossa, em termos do nível de entusiasmo, e em que as interpretações da realidade não se assemelham às que nós fazemos. Estará isto correcto?

ELIAS: Correcto.

BOB#1: Serão essas dimensões “locais” onde a nossa essência tenha um enfoque?

ELIAS: São.

BOB 1: Nesse caso, em que medida poderemos aceder a elas, por a maioria do material subordinado à Regressão a Vidas Passadas não se situar necessariamente neste enfoque, mas na expansão deste foco físico, nesta Terra, no período de tempo que tivermos estabelecido, de modo que esses outros focos físicos que as pessoas experimentam se situam no século dezoito, no século dezassete, no século doze, seja onde for que se situem, mas não parecem situar-se noutras dimensões. Existirá alguma comunicação ou algum sentido de ligação com focos nessas outras dimensões? (1)

ELIAS: Continuamente. Vós, por meio das crenças que tendes, não vos permitis ter informação alguma sobre isso. Não acreditais em pequenos marcianos verdes! Por isso, não conseguis falar com eles! (A rir) Não acreditais que na realidade existam outros seres ou outros Eus, por não conseguirdes ver concretamente, no vosso próprios universo conhecido, outros seres que não semelhantes a vós próprios. Por isso, geralmente não permitis que essa informação trepasse; embora possais experimentar, no âmbito do vosso novo “jogo” (NT: referindo-se à regressão de memória) ver focos, e deparar-vos com outras dimensões e outras formas de existência que não conseguis entender ou não tendes a capacidade de interpretar objectivamente, mas podeis intersectar esses focos. Não é assim tão invulgar as pessoas acederem a outros focos dimensionais. Vós só prestais mais atenção àqueles focos que pensais dispor da capacidade de documentar.

BOB 1: Ou descrever. Disseste que não acredito, mas parece-me a mim que alguém que participe num Encontro Transfocal tenha dado um certo crédito à capacidade que tem de aceder a outros focos e permaneça aberto a essa possibilidade. Estarás a dizer que permanecerão abertos unicamente numa certa extensão com que se sintam confortáveis ou que consigam conceptualizar ou descrever que ignoram, ou que obscurecem, ou que simplesmente negam?

ELIAS: Isso é possível.

BOB 1: Qual das situações?

ELIAS: Todas! (Riso)

BOB 1: Claro, Também, me pareceu. Jamais devia fazer perguntas dessas!

ELIAS: Depende do indivíduo e do desejo que tiver, assim como do medo que sentir.

BOB 1: Será a informação procedente dessas esferas válida, ou será simplesmente particularmente não passível de ser processada neste enfoque devido à natureza estranha que apresenta? Será possível que seja traduzida?

ELIAS: Alguns desses outros enfoques não são passíveis de ser traduzidos na linguagem nem nos processos mentais que tendes neste foco. O que não quer dizer que a actividade não seja válida, por toda a acção do âmbito da essência afectar toda e qualquer outra acção. Por conseguinte, podeis ser influenciados por um outro foco situado numa outra dimensão, o que pode digno de investigação da vossa parte. Este nem sempre é o caso, embora todos os focos influenciem todos os demais. Alguns focos conseguem trespassar para outros.

Eu disse-vos anteriormente que no contexto da concepção da vossa manifestação, por vezes vós optais por vos manifestar por sequências; como uma saga contínua, por assim dizer. Nem sempre vos manifestais dessa maneira. Não constitui regra, uma vez mais! Mas podeis escolher, no âmbito de uma cooperação com outras essências, manifestar-vos dessa maneira. Isso poderá igualmente incluir focos situados noutras dimensões. Por isso, na vossa maneira de pensar, esses focos em particular poderão influenciar um pouco mais; embora não influenciem mais, por todos os vossos focos influenciarem em igualdade de circunstâncias! (A sorrir)

Podereis igualmente contactar um outro foco, assim como um outro foco pode entrar em contacto ou intersectar-vos, conforme foi o caso anterior da Elizabeth e do Mattie. Nesse tipo de situação, esses dois focos influenciam-se directamente e alteram-se um ao outro. Todos os outros focos influenciam, mas esses dois terão optado por se cruzar e se alterarem um ao outro, e passar a influenciar consciente e fisicamente uma ao outro. Consequentemente, qualquer informação que queirais aproveitar, com respeito a qualquer dos vossos outros focos situados nesta dimensão ou noutra, terão valor para vós.

BOB 1: Mas eu tenho uma outra pergunta rápida, que não vem bem ao caso, e se reporta de novo ao tema do sonhar lúcido. Não estou certo de poder descrever os sonhos que tenho como lúcidos, mas descrevi-os como algo em relação ao que tenho a sensação de conseguir manipular, de forma a fazer com que se enderecem para onde quer que eu opte por os voltar. Nesse sentido, dá-se uma certa sensação de ausência de tempo. A pergunta é se, a capacidade de criarmos no estado de sonhos de uma maneira isenta de tempo a mesma capacidade que temos no estado desperto em que não temos assim tanto controlo? Ou sobre o que decerto não achamos ter controlo? Porque, sinto exercer um controlo total sobre o estado de sonho, pelo menos quando consigo controlá-lo! Mas sobre o estado de vigília não sinto ter controlo. Serão a mesma coisa?

ELIAS: São a mesma coisa. Não sentes que sejam o mesmo, e não sentes ter o mesmo controlo para manipular, mas tens. (2)

BOB 1: Então, quando falamos de criar a nossa própria realidade no estado desperto, será isso idêntico à criação que fazemos no estado de sonho?

ELIAS: Essencialmente.

BOB 1: É bom saber disso. Quando conseguir isso dir-to-ei!

BOB 2: Contudo, creio existir um intervalo de tempo, na realidade física.

BOB 1: Bom, segundo o que o Elias ainda agora disse, apenas por darmos lugar à existência desse intervalo de tempo.

ELIAS: Correcto.

BOB 1: Se o conseguirmos fazer no estado do sonho, pelo menos teremos um sentido daquilo a que se assemelha. Já se conseguiremos retirar dele, é outra coisa.

DREW: Como poderemos ter tal controlo objective quando existem outras pessoas?

BOB 1: Existem outras pessoas no nosso estado de sonho!

ELIAS: Ah, então acreditais estar sozinhos no vosso estado de sonho! Na realidade, vós unis-vos de uma forma mais completa com a totalidade da consciência no estado do sonho, por não colocarem barreiras. Objectivamente, barricais-vos e encarais-vos como uma entidade individual isolada que percorre o espaço físico. No estado do sonho, permitis-vos ter uma maior liberdade. No vosso estado de sonho interagis de bom grado com essências em toda a consciência. Por isso lidais igualmente, por assim dizer, com as criações das realidades das outras pessoas no estado do sonho. Não obstante manipulais com eficiência.

BOB 1: Poderei interpor uma outra pequena coisa? Ocorreu-me simplesmente que mesmo no estado de sonho, quando temos a sensação de estar a manipular… não sei se teremos a sensação de estar a controlar os sonhos que temos, temos?

DREW: Eu não atingi isso. 

BOB 1: Bom, eu não o atingi, simplesmente parece acontecer. Não é nada com que tenha trabalhado, é simplesmente uma coisa em que tropeço. Embora agora me pareça, que mesmo no estado de sonho, a manipulação constitua simplesmente uma questão de escolha. Parece mais ocorrer connosco do que termos escolha. No estado de sonho, quando as coisas estão a correr pouco de feição, dizemos: “Não, não quero que ocorra desta forma. Quero que ocorra desta maneira.” E podemos em simultâneo fazer com que ocorra de outro modo, sem esforço. Ao passo que na vida, no estado desperto, ainda dispomos da oportunidade de estabelecer escolhas. Elas simplesmente parecem exigir uma maior esforço, mas são simples escolhas.

ELIAS: Exacto. No estado desperto a vossa realidade parece mais densa, por ser experimentada no contexto de um quadro temporal. (Pausa) Vou-vos dizer que podeis optar por um intervalo ou dar a sessão por terminada.

RETA: Se fizeres um intervalo gostaria de fazer uma pergunta. Caso não faças, perguntá-la-ia agora.

ELIAS: Escolhe!

NORM: Vamos fazer um intervalo.

ELIAS: Muito bem.

INTERVALO

Nota: Os comentários iniciais que o Elias faz aqui são em referência da conversa  que tivemos durante o intervalo, que foi animada!

ELIAS: Continuemos de novo! (A sorrir) Um “querer” constitui uma crença! Só quereis aquilo que não possuía, por serem influenciados por crenças que vos dizem que aquilo que têm ou que experimentam não é adequado. Por isso, “quereis” uma experiência diferente. Isso constitui uma influência directa de crenças. Se aceitarem o facto de que se manifestam em prole da experiência, e se confiardes nas probabilidades que escolhestes e confiardes em vós, eliminareis o querer; mas como não vos aceitais nem à experiência, traduzis isso pela crença do “melhor”. Existe algo além ou melhor do que aquilo que presentemente experimentais; embora no drama que vivenciais experimenteis a ilusão, por não vos permitirdes experimentar o agora. Experimentais aquilo que percebeis já estar criado ou ainda não estar criado.

BOB 1: Expectativa.

ELIAS: Correcto. Por conseguinte, projectais-vos na ilusão e na experiência do drama da ilusão, ao passo que a realidade reside no agora.

RETA: Antes de te fazer uma pergunta séria, quero saber se estiveste envolvido na minha vida, esta semana.

ELIAS: Como sempre.

RETA: Bom, refiro-me a incidentes específicos

ELIAS: Estás a notar!

RETA: Eu tento notar, e só queria saber se estiveste envolvido. E que me digas em que foi! (Riso geral) Eu não te vou dizer, diz-me tu!

ELIAS: (Também a rir) Coisa que não resulta! Embora no nosso próximo encontro te vá interrogar se notaste a acção insidiosa que deverá ter lugar na nossa futura semana, a qual também consta do presente agora!

RETA: Será alguma coisa semelhante ao que ocorreu na semana passada?

ELIAS: Não.

RETA: Tudo bem, eu vou ficar atenta. Foi invulgar! (O Elias dá umas risadas) A pergunta que tenho é que eu estava a ouvir uma cassete em que uma mulher tentava que desses atenção aos teus sentidos interiores e porventura alterasses coisas do passado. Ela falava com base em algo que cometeste no passado e de que tu não gostavas, ou que tinha sido muito grave, e em voltar a concentrar-te nisso e trazer todos os teus outros focos que possam ter estado envolvidos nisso à tua concentração, e mudar isso apelando não ser certo nem errado mas que estava bem, e, por outras palavras,  permitires que esses outros focos porventura alterassem as crenças que tinham por nem serem certas nem erradas nem estarem bem, e assim alterar o passado de uma forma que, talvez no momento isso não fosse recordado como um incidente mau. Isto fará sentido? (Melinda?)

ELIAS: Permite que te diga que todas as probabilidades se actualizam. Por isso, quando mencionamos a possibilidade de alterar ou de mudar o passado no quadro do vosso tempo, a vossa escolha vai no sentido de vos cruzardes, no âmbito do tempo simultâneo, com um Eu provável. Por isso, a acção que originalmente recordavam ainda terá ocorrido. Não foi varrida. Não foi aniquilada, por essa energia ter sido empregue; mas tal como falamos previamente sobre acções futuras ou de acções presentes e intersecções com Eus alternados, podeis conseguir igualmente isso no passado, na vossa maneira de pensar. Recordais o acontecimento e focais a vossa energia nesse acontecimento passado. Também tens razão quanto a precisardes incorporar os outros indivíduos envolvidos nesse acontecimento, por eles contribuírem para a criação do acontecimento. Nessa medida, podeis optar por deslizar para uma probabilidade alternada.

Todas as probabilidades se actualizam. Por isso, podeis, em qualquer altura, optar por alterar uma dada probabilidade. Tudo consta de escolha. E a escolha não se limita ao que pensais ser um movimento em frente. É ilimitada. Não existe isso de “em frente”. É um círculo. E nesse círculo, podeis voltar-vos seja em que ângulo for e podeis alterar qualquer escolha ou probabilidade, e podeis cruzar-vos com um Eu alterno e voltar a criar, na maneira que tendes de pensar, um acontecimento que percebais já ter sido criado. Podeis atingir essa acção tão facilmente e eficazmente quanto criais eventos futuros, por os acontecimentos não se acharem fixos nem serem estáticos. Além disso são simultâneos. Não existe antes nem depois. Isso é uma criação unicamente das dimensões enquadradas no tempo.

O tempo constitui uma percepção. Não é uma coisa em si mesma. É uma criação da percepção que tendes para abrandar os eventos. Isso faculta-vos a oportunidade de experimentardes de forma singular, individual, e sem qualquer distorção quanto ao evento. Muitos focos físicos incorporam elementos inerentes ao tempo por isso vos facultar uma oportunidade exagerada de experimentar sem confusão, por estarem concentrados na vossa atenção numa direcção.

VICKI: Então, quando temos um tipo de imaginário oníricos desses que se parece com o foco objectivo, estamos a inserir uma percepção do tempo de modo a melhor podermos ver o que quer que estivermos a escolher ver?

ELIAS: Há razões diferentes para essa acção. Conforme afirmei anteriormente, algumas pessoas optam por se focar de uma forma bastante objectiva sem prestarem atenção à interacção subjectiva. Por isso, voltarão a criar imagens no estado do sonho que espelhem o estado de vigília. Essa nem sempre é a situação. Depende da direcção que tomarem no quadro das vossas probabilidades. Em certas situações, ao aprenderem mais sobre o vosso estado de sonho e sobre a criação que fazeis de imagens, sim, podeis misturar o vosso imaginário objectivo do estado desperto com o imaginário objectivo do estado do sonho. Isso proporciona-vos informação que podereis assimilar.

Podereis compreender de uma forma mais fácil se criardes imaginários que vos sejam familiares. Vós experimentais estas imagens a fim de descobrirdes a tradução mais eficiente da acção subjectiva que estiver a ocorrer. Tal como o Michael se projectou no período de tempo da nossa sessão e não apresentou qualquer explicação objectiva para a experiência com que se deparou, do mesmo modo não dispondes de linguagem que adequadamente consiga traduzir a actividade subjectiva da essência para o foco físico. Também do mesmo modo que os Eventos da Fonte, conforme foi declarado anteriormente, eles são demasiado grandes para se manifestarem no foco físico. Por isso criais fragmentos. Criais eventos de massas como representações de elementos ou porções dos Eventos da Origem. Do mesmo modo, criais vós imaginários oníricos enquanto representação e interpretação da acção mais ampla, por assim dizer, que pode ser interpretada no foco físico. Vós, no foco físico, detendes uma atenção similar. Vós, no âmbito da actividade subjectiva, encontrais-vos a interagir com todos os vossos Eus; tal como falamos das partículas de ar que se encontram num compartimento. Elas compõem todas o corpo gasoso, mas constituem partículas individuais. Também vós constituís.

 (Com firmeza) Vós sois multidimensionais. Vós não sois uma entidade singular. Sois extremamente diversificados. Sois uma multiplicidade. Por conseguinte, sois mais vastos do que poderá ser veiculado em cada foco físico individual singular. Isso não significa que a criação que fazeis da manifestação não seja uma realidade, porque é. Cada manifestação constitui uma realidade. A manifestação não constitui ilusão nenhuma.

Eu disse-vos anteriormente que criais ilusão em meio ao que experimentais, por vos projectardes fora do agora na percepção que tendes; mas a vossa realidade é real. Não é ilusão nenhuma. O vosso estado de sonhos constitui igualmente uma realidade; mas ambos representam símbolos e interpretações, expressadas de uma forma realista por intermédio de imaginários e de matéria física, da actividade da essência. (Pausa a enfatizar)

BOB 1: Posso fazer uma pergunta? Será a actividade onírica sempre simbólica de ou uma tradução da actividade subjectiva, ou poderá por vezes constituir uma revisão da actividade objectiva?

ELIAS: É. Isso foi o que eu referi anteriormente. Depende da motivação que tiverdes. Há indivíduos que se focam de uma forma muito objectiva e que espelham a actividade objectiva no imaginário onírico. O que não quer dizer que não empreendam actividade subjectiva…

BOB 1: Simplesmente não criam imaginário nenhum em torno disso.

ELIAS: Correcto. Não o traduzem de volta para o foco objectivo.

BOB 1: Tu disseste que o objective disso ou a razão para isso se deve ao facto de se acharem particularmente focadas e resistirem um tanto à actividade subjectiva.

ELIAS: Não é uma questão de resistência à actividade subjectiva, por todos vos moverdes subjectivamente. Cada um de vós elege a experiência, em cada foco individual, que desejais. Escolheis uma bolsa de probabilidades para dentro da qual optais por vos mover. Cada foco constitui um foco.

BOB 1: Parece-me a mim, com base na experiência que tenho com os sonhos, que alturas há em que os meus sonhos representam mais um espelho das minhas actividades objectivas do que outras alturas. Creio que a questão reside no facto de por vezes no meu estado de sonho me encontrar mais aberto à actividade subjectiva e que o sonho assume um carácter diferente do que noutras alturas, quando porventura estarei mais amplamente objectivamente focado e o sonho, conforme tu dizes, espelhar o facto de nas horas em que me encontro desperto me encontrar amplamente concentrado. Portanto, quererá isso dizer que se tentarmos concentrar-nos mais subjectivamente nas horas em que nos encontramos despertos, caso isso seja viável, ou mais abertos à informação extra-oficial e seja o que for mais, no nosso estado de sonho passaríamos a espelhar isso ou a tornar-nos mais aptos a escutar informação subjectiva? Pergunta composta, não?

ELIAS: Eu digo-te que inicialmente, sim, deverás espelhar uma maior consciência da actividade subjectiva ao te permitires uma imagética diferente, mas isso também depende do desejo e da confiança que tiveres e da quantidade de medo que mantiveres no foco; por poderes temporariamente experimentar uma tremenda actividade onírica e uma criação de simbologia, que te pareça sugerir uma actividade subjectiva, e abruptamente deteres essa acção e reverter a próprio imaginário objectivamente focado ou interromper a recordação dos sonhos por completo, por bloqueares o teu próprio movimento objectivamente por intermédio das crenças e do medo que tiveres.

Eu compreendo todos os desejos que tens por avanço subjectivo, mas tu não estás a entender bem a informação que te foi apresentada anteriormente. Desconsideras a informação que te foi veiculada anteriormente de que podeis não desejar avançar e podeis optar por vos bloquear, por encarardes esta informação como mero palavreado. Se experiementarem aquilo que vos digo, poderão pensar melhor!

Isto não tem a intenção de vos assustar, por a aventura que enfrentais ser magnífica. Precisais unicamente conquistar o medo que sentis em relação ao desconhecido e permitir recordar, o que se presta a uma enorme motivação; mas como com todas as jornadas, conforme constatais no foco físico, deparar-vos-eis com as vossas mancha de sarças, e diante delas deixar-vos-eis confundir e devereis questionar a identidade que tendes focada no físico. Essas são situações temporárias, mas ocorrem.

Dou-vos conta disso a título de aviso, que haveis de vos deparar com acções dessas. Tendes crenças associadas a padrões comportamentais e a mentalidades normais, racionais e aceitáveis. E se vos desviais deles, questionar-vos-eis, e questionais a vossa integridade. Lembrai-vos de que sois sãos. Estais a passar para uma percepção mais vasta da consciência; e embora presentemente não aceiteis os lunáticos, esses indivíduos podem ter uma compreensão da actividade subjectiva muito mais clara do que vós.

VICKI: Eu gostaria de perguntar acerca de uma experiência. Apresentaram-se evidentes paralelos ontem na manifestação física entre a Mary e eu, que me pareceram, ao final do dia de ontem, terem adoptado o aspecto de um efeito de culminar de algo que tem sucedido já há algum tempo. Mas não tenho qualquer pista do que seja culminar. Poderás dar-me alguma pista quanto a isso?

ELIAS: Vou-te dar uma pista. Já te disse que vós invertestes os papéis, coisa que objectivamente poderás ver com toda a clareza. Também te disse esta noite que tu dramatizas muitos acontecimentos, por uma questão da tua própria experiência. Por conseguinte, com a troca de passar de novo a inverter uma vez mais, manifestais um enorme movimento, o qual representa um símbolo para ambas; um sinal de indicação. Colocastes essa tabuleta no vosso percurso nesta altura ao expressardes uma à outra que agora permitis-vos regressar ao vosso estado natural, entendendo que passareis a incorporar uma nova compreensão de vós próprias assim como dos outros; por agora experimentardes mais no âmbito da consciência tanto objectiva como subjectivamente, com base num conhecimento objectivo. Por subsistir um entendimento. Ainda não assimilastes como que por completo toda a informação, mas estais a começar. A informação foi apresentada, e haveis de compreender.

Estes são exemplos de como, no foco físico, dramatizais a acção. Nesta dimensão, isso representa uma enfoque de experiência bastante sensacional. Foi assim que o criastes. No contexto da vossa espécie, nesta dimensão, optais por experimentar muita sensação. Se não experimentarem demasiada sensação, não confiarão na acção. Optastes por vos focar de uma forma bastante objectiva. Por isso exigis que informação vos seja ministrada, por assim dizer, objectivamente. Nessa medida, criais o drama, por ser o que podeis constatar e reconhecer. Ao começarem a reconhecer a actualização de uma actividade que foi alcançada sem drama, apren derão a confiar intimamente na tranquilidade, e devereis compreender ser desnecessário estar continuamente a criar drama e excitação.

Estais constantemente em busca de sensacionalismo. (Para a Reta) "Diz-me o que ocorreu!" Isso é sensacionalismo. "Deixa-me presenciar grandes acontecimentos ao meu redor. Se nada acontece, hei-de dar lugar à ocorrência de acontecimentos emotivos e torno-me estrondosa em relação a mim própria!" Por isso ser igualmente sensacional. Isso não está errado nem é "mau", mas criativo. Optastes por uma criação desse tipo. Agora, no âmbito deste fórum, optais por confiar mais em vós, e buscais um maior entendimento da realidade que criais. Nessa medida, procurais diminuir o drama e aprender a dar ouvidos a vós próprias em meio à tranquilidade ou quietude.

Podes igualmente dizer ao Michael que ele criou um excelente exemplo de ausência de drama na indagação e falta de compreensão como na situação das probabilidades que pôs em movimento com o Kasha e a Rudim; mas ao deixar de criar sensacionalismo e drama, e ao aceitar no momento a actividade que se desenrolou no momento, ele avanças com eficiência e sem esforço e cria muito menos conflito. Expressa-lhe um bem-feito, mas talvez ele o reconheça e eventualmente venha a compreender o processo de escutar o silêncio e deixe de criar drama no momento, conforme tu também estás a aprender, Lawrence. Também me dirijo a ti pessoalmente, dizendo-te para te lembrares de fazeres uso do teu tempo natural. Trocaste o emprego que tinhas pelo meu emprego, e também deixaste de incorporar tempo natural neste emprego! Volta a incorporá-lo. (Pausa, enquanto a Vicki mentalmente discorda)

DREW: Aceitas perguntas adicionais?

ELIAS: Podes.

DREW: Há duas semanas atrás, ao anoitecer, a um Domingo à noite após ter tomado parte na última sessão, sonhei com uma sessão. o Michael estava a canalizar, e ou eras tu ou era o Michael que bateu nesta mesa, e o ruído da batida acordou-me. Eu ouvi a batida. Só queria saber se terá alguma coisa de simbólico ou de significativo, ou se deverei retirar alguma coisa disso. Terás algum comentário a fazer acerca do sonho?

ELIAS: (A sorrir) Conforme os termos que o Lawrence emprega, oh Intérprete de Sonhos, eu digo-te que isso representa o simbolismo que empregas quanto a actividade de "recuperar o atraso". No âmbito dessa acção, simbolizaste no quadro do imaginário que empregas um avanço até um ponto de assimilação da informação, e foi a ponto do Elias bater na mesa (bate na mesa) a instruir estes indivíduos para darem apoio ao Michael nas sessões. É um sinal para ti de que subjectivamente, no âmbito da consciência, te permitiste assimilar e compreender a informação previamente apresentada, embora não tenha sido lida de uma forma objectiva, por não ser necessário. Assim, proporcionaste a ti própria uma marca que atingiste. Precisas só pôr-te em dia para o ano que vem! (Riso generalizado) (3)

DREW: (Para o grupo) Tenho que vos perguntar o que isso significa mais tarde! Tenho uma outra questão que tocaste a breve trecho que se prendia com o "querer", querer esse que implica ou indica uma crença ligada à insuficiência de posses ou ao que temos, que não é suficiente. Implica o bem e o mal, o mais e o menos, esse tipo de coisas. O querer representa um enorme problema para mim. Será possível atingir uma situação, ou será mesmo desejável alcançar uma situação em que não mais queiramos, ou será sequer uma condição natural do nosso foco físico? Ponto final. ponto de interrogação!

ELIAS: Sim, é possível alcançar a situação do não querer, e essa situação será a da aceitação. Será ela desejável? Isso fica ao vosso critério. Se optarem pela ausência de esforço, sim, será desejável. Se optarem pelo esforço, então poderão escolher de outra forma. Pode não ser desejável. Podeis alcançar a ausência de esforço e a aceitação, e não vos comprometerdes. Quando não aceitais, passais a querer; mas podeis aceitar, e deixar de vos comprometer, e sentir-vos gratificantes.

DREW: Dever-se-á isso ao facto de se aceitarmos nos sentirmos gratificados por aquilo que temos ser suficiente? Ou, o querer imprimirá alguma direcção na energia?

ELIAS: Sim.

DREW: E ao imprimirmos uma direcção à energia isso também não imprimirá um ímpeto à energia, um movimento à energia?

ELIAS: Toda a energia se acha em movimento; mas, com respeito à pergunta que fizeste, imprime um sentido à energia. Esse direccionar da energia pode não se mover da forma que esperais, por ser filtrado por meio de crenças em sistema. Há motivações que direccionam essa energia. Se vos interrogardes em vós próprios sobre a razão porque quereis, então podereis igualmente identificar as crenças que estão associadas a esse querer, e nesse sentido podereis identificar a motivação inerente ao direccionamento da energia; por a energia poder não se manifestar no vosso querer, por ser dirigida pelas crenças que tendes e pela motivação subjacente a ele.

Em última análise, reconheceis não existir certo nem errado, bom nem mau, melhor nem pior. Em última análise, reconheceis que isso são crenças em sistema. Por isso, o vosso objectivo maneia-se por entre as crenças; mas vós nem sempre manifestais fisicamente o que quereis, por o objectivo que tiverdes maneia-se por entre todas as crenças que tendes. Haveis de manifestar de acordo com o máximo cumprimento de sentido de valor e pelo cumprimento do sentido de valor de todas as outras consciências, e caso não estiverem a satisfazer o vosso sentido de valor e o sentido de valor da consciência, devereis interromper os vossos esforços.

DREW: De imediato? Uma vez mais, estou a falar em termos de tempo. Será possível esforçarmo-nos por algo que não satisfaça o sentido de valor durante anos a fio antes de o terminarmos, ou terminará naturalmente, ou...?

ELIAS: Se não estiverdes a criar sentido de valor na experiência que estiverdes a trilhar no foco físico, havereis de interromper esse foco particular. Se forem uma outra manifestação de energia, porventura uma rocha, e não estiverdes a satisfazer o vosso sentido de valor de rocha e não estiverdes a satisfazer o sentido de valor da consciência num todo, deixareis de ser uma rocha, e devereis reorganizar a vossa energia e manifestar diferentemente a fim de o satisfazerdes.

DREW: Então, o mero facto de nos encontrarmos fisicamente vivos, para me pôr aqui a citar, é uma indicação de estarmos a satisfazê-lo?

ELIAS: É.

DREW: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

GAIL: Eu tenho uma pergunta. Poderás indicar-me a crença que eu não estava objectivamente a aceitar e que a minha consciência subjectiva queria que eu aceite?

ELIAS: Em que situação?

GAIL: Esta última, da infecção que tive na bexiga e nos rins.

ELIAS: (Avalia) Ainda apresentas, em certa medida, uma separação de ti; uma distinção. Ainda manténs a crença nos gomos da laranja! Estás a tentar, com as tuas "tentativas" lutar com isso. Estás a empregar esforço para forçar contra essa crença. Isso não está a resultar. Por isso, expressas, conforme afirmei: "Realiza isso por mim."

GAIL: Bom, poderias dar-me alguma sugestão ou ajudar-me a encarar isso de outro modo? Dou por mim a batalhar, mas não consigo ver para onde me dirigir. Parece que sempre que eu tento alguma coisa, esbarro com uma parede.

ELIAS: Isso torna-se difícil para ti. Empregas confusão por eu te dizer que não existem secções, que não existem partes, e que tu constituis um Eu; mas eu também te digo, em reforço de experiências passadas, que és multidões. Consequentemente, incorporas confusão com ambos estes dois aspectos. Nesta manifestação optaste por examinares a capacidade de separares fisicamente aspectos de ti; não todos os aspectos de ti, mas um exemplo. Entende que todos eles constituem um. Não constituem indivíduos, e não formam este Eu e aquele Eu. Constituem todos um só.

GAIL: De forma similar ao nosso Eu passado e ao nosso Eu futuro que são ambos um só?

ELIAS: Correcto.

GAIL: Bom, eu disse isso a mim própria.

ELIAS: Estes são conceitos difíceis de empregar como uma realidade, e poderás sentir um pouco de dificuldade a mais, por teres proporcionado a ti própria fisicamente o exemplo da experiência de uma maior separação. Todos os aspectos de ti são de uma…

GAIL: Consigo entender e conceptualmente pensar isso, mas actualizá-lo, pareço não o conseguir.

ELIAS: Por continuares a perseguir a separação. Isso é-te familiar. Por isso, e eu digo-te que tu já tens consciência disso, prevalece como uma separação. Optaste por empregar um conjunto diferente, por assim dizer, de probabilidades. Escolheste avançar para um Eu alternado diferente ao longo deste elemento deste foco particular; mas no período de transição, é como se estivesses a expressar “Muito bem” ao que conheceste. Por isso, agarras-te a isso, por ser familiar. Nessa medida, percebe que aí reside a tua indicação de que efectivamente conheces, que não existe certo nem errado, bom ou mau. Por isso, independentemente das crenças que tens quanto a acções que possam parecer negativas ou más, agarras-te a elas… Por não serem más. São experiências, e são habituais. Todos vós enfrentais a mesma jornada, e aventurais-vos pelo que agora pensais ser território não mapeado; desconhecido, e nessa medida, tendes receios quanto a esse território desconhecido. Permite-te assegurar-te de que esse território é acolhedor. Reforças a familiaridade mantendo a continuidade dos esforços que enlevas ao te focares na separação.

GAIL: Não sei como deixar de o fazer.

ELIAS: Tu actualizas aquilo em que te concentras. Se te concentrares em separações criarás isso, e não te permitirás avançar para o teu território desconhecido.

GAIL: Está bem. Compreendo um pouco melhor. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Vou dar por terminado por esta noite, por terem feito grande parte das perguntas que tinham, e vou afectuosamente desejar-vos a todos um carinhoso au revoir!

Elias parte às 10:51 da noite.

NOTAS:

(1) Sem o conhecimento do Bob, alguns de nós tinham experimentado focos de outras dimensões numa regressão a vidas passadas. A experiência do Ron foi provavelmente a mais invulgar, por ter sido na forma de uma rocha cristalina. Ele passou por uma dificuldade considerável para traduzir a experiência, mas foi capaz de responder a uma série de perguntas após ter recebido a sugestão de ter a capacidade de traduzir.

(2) Esta foi a primeira vez que ouvi o Elias a dizer “não”. Ele raramente utiliza contracções; na ideia que tenho, só uma outra vez.

(3) Isto na realidade foi muito interessante. No ano passado, o Elias instruiu-nos para batermos na mesa três vezes se a verbalização que estivesse a empregar parasse durante algum tempo. Tal acção pretendia ajudar a Mary a “regressar”, e só foi necessária uma vez. Normalmente, não vemos dificuldade associada ao “regresso” da Mary, mas dessa vez particular teve que ver com um alinhamento do tom vibratório com outras essências participantes neste fenómeno. Parece que a Drew tinha estado ligada a esse acontecimento singular para lhe comunicar onde se encontrava em relação à assimilação deste material, independentemente do facto de não ter lido as transcrições. Interessante!


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