quinta-feira, 3 de outubro de 2013

RESENHA DE TERMOS

Traduzido por Amadeu Duarte



TRESPASSES (DE EFEITOS INDESEJÁVEIS)





ELIAS: Juntos, colectiva e subjectivamente, vós “acordastes” todos em proceder a certas organizações da energia que se manifestam em determinados objectos que designais como matéria. Existem algumas manifestações com que nem todos “concordais”. Por isso, podeis criar o objecto material, mas esse objecto material não terá permanência.

Bom; dir-vos-ei que o tema envolve mais coisas, porque já vos referi que por vezes no vosso foco gera-se um trespasse de efeitos indesejáveis que conseguis visualizar em termos físicos. Por isso, depende da acção. Com um acordo, certos indivíduos podem abrir-se conjuntamente à percepção de um trepasse espontâneo. Noutras situações, as pessoas podem criar a própria imagética e traduzir a simbologia que compreende em termos físicos.

ELIAS: O tempo cria muitas das próprias dimensões. Isso é diferente das áreas da consciência, de que falamos anteriormente.

Se pensardes em termos de coisas, podeis pensar no tempo como uma coisa que se dispersa por muitas outras coisas, criando muitas dimensão a partir de si própria. Elas assemelham-se a diferentes compartimentos da casa; cada compartimento simboliza uma dimensão distinta, enquanto a casa comporta os compartimentos todos.

Já falamos dos vislumbres passageiros que se dão num piscar de olhos e por intervalos de tempo. Já mencionamos a sinfonia da consciência e indicamos que vós representais as notas que não são tocadas. A parte da sinfonia que é expressada são os “elos da consciência”, os quais criam todas as coisas. Eles situam-se em todas os períodos de tempo, e em todo o lugar ao mesmo tempo. Vós focais-vos exclusivamente na qualidade das “notas” que não são expressadas.

Subjacente ao tema dos períodos de tempo, mencionamos anteriormente, em relação ao ritmo da vossa criação particular do tempo, da vossa dimensão do tempo, que na vossa dimensão da realidade também abrangeis muitas dimensões menores, por todos os períodos de tempo existirem em simultâneo, apesar de o encarardes em termos lineares. Portanto, na realidade de uma dimensão de tempo existem muitas dimensões temporais que percebeis como passadas, futuras e presentes.

Os quadros temporais não têm todos um ritmo completo, consistente e imaculadamente preciso. Tal como os vossos cientistas já têm consciência, o tempo é flexível, elástico. Por isso, os intervalos não se acham espaçados de uma maneira uniforme. Em todas as outras dimensões, os intervalos tampouco se acham espaçados com regularidade. Por isso, “por vezes” (a rir) esses intervalos intersectam-se. Podeis ter uma dimensão cujos intervalos de tempo cintilam alternadamente, digamos como um fio de luzes a tremeluzir sem cintilarem exactamente ao mesmo ritmo. Se colocardes, digamos, um outro fio com luzes a cintilar perto desse, também não piscarão no mesmo ritmo. Eventualmente, algumas luzes hão-de piscar em simultâneo.

Do mesmo modo, vós experimentais trespasses de efeitos desses indesejáveis em certas alturas. Experimentais trespasses desses na realidade dos vossos outros focos. Podeis experimentar sensações de “dejá vu”, sobre as quais já falamos anteriormente. Mas apresento-vos agora a de possibilidade de um maior entendimento dessa experiência do “dejá vu” (sensação interna de uma pessoa que sente já ter passado por uma determinada experiência presente). Já referi previamente que isso se acha envolvido com o vosso elemento do tempo e a vossa percepção do tempo. Vós detendes a vossa atenção de modo singular; mas apesar de projectardes um foco numa moldura temporal única, conheceis de forma inata a multidimensionalidade que vos caracteriza. Por isso, estais receptivos ao reconhecimento desses trespasses relativos à informação não convencional. Nem sempre possuís uma explicação para tal informação, porque a esqueceste propositadamente. Por isso, criais explicações novas, tais como a sensação do “dejá vu”.

Vós também experimentais trespasses provindos de outras dimensões. Esses trespasses, em certas alturas, não se acham limitados à vossa própria realidade. Alguns desses trespasses que vos acometem podem constar de uma intersecção de uma existência completamente estranha, em relação ao vosso modo de pensar, que podereis testemunhar de modo realista no vosso estado de consciência objectivo. As pessoas vislumbram naves (voadoras) e não encontram qualquer explicação para a sua existência, já que elas desaparecem igualmente com bastante rapidez. Isso, por vezes, também é uma intersecção que se dá entre intervalos de tempo. Trata-se de informação não convencional.

ELIAS: Já referi que globalmente, as pessoas virão a experimentar trauma com a acção desta mudança. Vós próprios experimentais efeitos indesejáveis que trespassam da consciência subjectiva e que inicialmente vos poderão confundir. Aprendeis a identificar esses trespasses subjectivos e a compreender que são elementos que fazem parte de vós próprios. Aqueles que não dispõem de um conhecimento objectivo acerca da consciência subjectiva apenas desenvolvem a nova crença de estarem a sofrer de insanidade, porque eles também experimentarão os mesmos elementos que vós experimentais. Apenas não encontram qualquer explicação para essas experiências; sendo por essa razão que existem aqueles que buscaram informação, a fim de auxiliarem os outros em termos de consciência e prestarem assistência ao avanço da mudança.

PERGUNTA: Descreve um pouco mais a fundo esses trespasses. Tratar-se-á de uma alteração que sofremos no campo da visão?

ELIAS: Esses trespasses podem ocorrer de muitas e variadas formas. Trata-se da consciência subjectiva, aquilo que na vossa terminologia concebeis como o inconsciente, o que não é inconsciente porque não existe nenhum inconsciente! Tudo é consciente! Mas a actividade e consciência subjectiva é aquilo de que vós nem sempre tendes uma consciência objectiva no estado desperto.

Isso são elementos vossos. Elementos que fazem parte da vossa essência; actividade, acção, eventos, movimento que ocorre continuamente no avanço desta mudança que a consciência atravessa. À medida que todos vos posicionais de acordo com a esta mudança, também vos permitis experimentar aquilo que designamos por trespasses da actividade ou consciência subjectiva para a vossa consciência desperta e objectiva. Fazeis isso porque se vos abrisses completamente e de uma só vez a todo o vosso conhecimento subjectivo haveríeis de sofrer um trauma. Por isso, escolhestes fazer trespassar essa informação aos poucos. Pode ocorrer por meio de visões. Pode ocorrer por meio de eventos, por meio da identificação de outros focos ou de um aumento da actividade do estado de sonhar. Podeis experimentar a visualização de diferenças no vosso estado de vigília relativas a objectos físicos, assim como a indivíduos; o que vos parecerá, por vezes - se não dispuserem de informação - uma distorção da vossa visão. Na realidade, trata-se de um trespasse de conhecimento subjectivo.

É como se o vosso estado de sonhar se sobrepusesse ao estado desperto. No estado do sonhar as vossas crenças encontram-se afrouxadas. Por isso, permitis-vos experimentar acções, eventos e elementos que não acreditais poder realizar no vosso estado desperto. Podeis voar nos sonhos. No estado de sonhos podeis realizar acções que são contrárias às crenças sustentadas no estado da consciência de vigília; mas como nesse estado do sonhar as vossas crenças sofrem um relaxamento e vós experimentais um enquadramento temporário diferente e não linear, vós aceitais uma actividade menos usual, nos vossos termos.

Do mesmo modo, estais actualmente a permitir que trespasses desse tipo de actividade - tal como a actividade que decorre no estado de sonhar - se sobreponham ao estado de vigília. Podeis experimentar diferenças ou alterações no tempo. Podeis experimentar uma passagem de tempo mais rápida ou mais lenta, o que vos demonstra a activação dos vossos sentidos interiores. Podeis experimentar ver um objecto no vosso quarto que se distorce por momentos e se torna noutro objecto por meio da percepção visual que tiverdes, para de seguida se tornar de novo no que parecia ser originalmente. Podeis experimentar fragrâncias, cheiros que vos sejam pouco familiares. Podeis experimentar escutar diferentes elementos. Podeis experimentar uma maior projecção da consciência, aquilo que designais como experiências de projecção fora do corpo (viagens astrais). Também haveis de notar em maior número, todos vós, aquilo que encarais como coincidências. Elas hão-de ocorrer em toda a parte, mais do que sereis capazes de explicar a vós próprios!

Isso são trespasses subjectivos. São formas de conhecimento que comportais sempre convosco mas que nem sempre reconheceis, por terdes criado esta realidade material para ser encarada de modo subjectivo. Por isso, na vossa consciência objectiva não reconheceis muitos dos elementos da realidade subjectiva, a qual existe em paralelo e tem um desempenho harmonioso com a vossa realidade objectiva. Durante a vossa história, tem sido testemunhado que apenas uns poucos indivíduos especiais, dotados de dons psíquicos, ou de bruxaria ou de feitiçaria, gozariam da privacidade desses tipos de conhecimento. Na actual circunstância, à medida que vos deslocais para a acção da vossa mudança de consciência, todos começais a experimentar esses elementos de conhecimento subjectivo e a permitir que trespassem para a consciência de vigília e objectiva, de forma que possais reconhecer a informação não convencional; porque a informação não convencional é tão real quanto a vossa realidade oficialmente aceite. Apenas comporta mais!

Sendo que isso representa outro elemento do que temos vindo a debater, dada a permissão de trespasses subjectivos. Não se trata daquilo que acreditais como sendo uma entidade cósmica que está a vir ao vosso encontro! Isso é a essência. É uma comunicação de vós para convosco próprios. Vós experimentais dúvida e temor e em razão disso fizestes com que a essência se vos dirigisse e vos oferecesse auxílio e informação. Com isso, não corrais a abrigar-vos debaixo dos cobertores! Acolhei-a, com o conhecimento de serdes vós no vosso elemento mais amplo, por assim dizer, o qual não vos há-de trair e vos oferecerá auxílio através da compreensão e da identificação das crenças que presentemente comportais, bem como dos temores que surgem em resultado dessas crenças.

Nesse sentido, se vos permitirdes ter uma interacção dessas com a essência, também podereis descobrir vir a experimentar uma maior tranquilidade e um sentimento íntimo de segurança; porque, quando as pessoas deixam de conseguir aceitar-se, passam a colar-se ao exterior, aos outros. A essência dirige-se-vos numa tentativa de levar a cabo tal aceitação, mas o temor que sentis mantém isso à distância, e em vez disso arrepiais-vos todos. Experimenta o teu próximo encontro e permite que o teu sentido intuitivo se mantenha alerta, porque o sentido intuitivo que possuis acha-se em boa sintonia. Por isso, presta atenção ao teu próprio tom.

LESLIE: À medida que vamos atravessando esta mudança de consciência, que poderemos esperar experimentar em termos das nossas emoções, das experiências psicológicas que temos, e coisas desse género? Talvez isso pudesse explicar aquilo por que tenho passado nos últimos dois anos. Fará isto sentido?

ELIAS: Absolutamente. Vireis a experimentar um enorme trespasse de informação subjectiva para a realidade objectiva. Nesse contexto, permite que te diga que a definição que emprego em relação à actividade subjectiva é o de todos os conteúdos da consciência que não têm cabimento na consciência de vigília, o que inclui todos os estados alterados de consciência – para o referir por palavras em entendeis – todos os outros focos, todas as imagens oníricas, tudo o que vós considerais afastado ou subconsciente. Muitos, nas escolhas que fazem, também atribuem isso a uma Supraconsciência ou a uma Consciência Cósmica. É tudo a mesma coisa. Trata-se de uma consciência subjectiva que compreende o aspecto mais amplo de vós, enquanto essência, que detém uma informação e uma capacidade de imaginação espantosas.

Nesse sentido, e nesta dimensão em particular, tendes sido extremamente selectivos na vossa manifestação, ao vos limitardes a doses ligeiras de trespasses subjectivos. No contexto da acção desta mudança de consciência, abristes as “comportas” e permitistes que a consciência subjectiva se precipitasse para a objectiva. Por isso podeis experimentar muitos tipos de ocorrências na consciência que reconheceis como sendo o que sois, e de que estais cientes, ou o estado de vigília.

Alguns encontram-se presentemente a deparar-se com o que designam por extraterrestres. Trata-se de focos das suas essências. Outros experimentam aquilo a que chamam transmigração da personalidade, o que representa uma troca com outros focos pertencentes a outras dimensões - que são reais. Alguns experimentam trespasses de informação e de imagens pertencentes a outros focos desta dimensão, aquilo que classificais como vidas passadas. Podem experimentar alterações nas imagens que visualizam na sua experiência do dia-a-dia, no estado de vigília. Certos objectos da sua experiência podem sofrer uma alteração. Podeis estar a contemplar uma cadeira e ela subitamente tornar-se num outro objecto, para posteriormente voltar ao formato da cadeira. Podeis experimentar diversos estados alterados de consciência de forma espontânea, sem esforço nem a menor intenção. Podeis experimentar um acréscimo na projecção fora do corpo ou experiências de viagem astral. Tudo isso são elementos naturais e normais da essência de que estais a permitir-vos tornar-vos objectivamente conscientes.

Com tal acção, também vos deparais com muitas das vossas crenças, por elas constituírem elementos de bloqueio. Por isso, elas vêm à superfície a fim de vos captarem a atenção, de molde a serem aceites e a poderdes expandir a consciência que possuís nessas áreas; porque com a realização global da vossa mudança de consciência, não existe lugar para a falta de aceitação dessas crenças. Não se trata da eliminação das crenças! Trata-se, sim, de uma aceitação assente na consciência da sua existência e de uma neutralização do seu poder.

ELIAS: Vós possuís somente três (sentidos interiores). Não é preciso ficardes chocados com todas essas categorizações. Possuís o vosso sentido empático, o vosso sentido da conceptualização, e o vosso sentido da diferença de tempo. Isso é tudo aquilo de que precisais para vos unirdes a toda a vossa actividade subjectiva e a fim de que isso vos permitir uma compreensão da informação que “trespassa” ou “derrama”.

ELIAS: Existem outros elementos que surgem na vossa dimensão, aqueles que designais como os “círculos dos campos de trigo” que não são criados por vós. São algo que trespassa de outras dimensões; sinais, placas de sinalização, por assim dizer, que trespassam de outras dimensões e se imprimem na vossa. Isso não é criação vossa, mas aparece na vossa dimensão.

ELIAS: Vós encarais muitos elementos desta dimensão particular como constantes e como verdades, por definirdes esta realidade como universal, significando com isso que este universo abrange toda a realidade, o que não acontece. Existem muitos universos dentro de universos em variadas e diversas dimensões a ocorrer todas em simultâneo, e tal como já expressei no nosso último encontro, todos as disposições do vosso espaço, todas as vossas dimensões se acham incluídas umas nas outras. Todas as dimensões, todos os universos ocupam as mesmas disposições. Podem configurar-se de modo diferente, mas acham-se todos sobrepostos uns nos outros. Apenas se acham velados, uns em relação aos outros…

JEN: Por isso surgem trespasses?

ELIAS: Dão-se trespasses, mas em grande parte eles são velados uns dos outros de forma a permitir a cada dimensão ou a cada realidade a pureza das suas experiências particulares.

JEN: Então esses trespasses poderiam comprometer uma dimensão por colocar essa pureza em questão?

ELIAS: Não necessariamente. Não se direcciona no sentido do comprometimento porque tudo consiste em experiências, e todos os focos influenciam os demais, e por sofrerdes algum tipo de influência entre cada um de vós e com todos, por a consciência não comportar separação. Por isso, toda a acção, todo o movimento afecta todos os demais movimentos. Tudo se acha unido a tudo o mais mas podem existir alterações em diferentes áreas da consciência devido a que certos elementos trespassem, porque como acedeis a uma outra realidade, também a influenciais num sentido mais objectivo.

É por essa razão que apesar de encorajar as pessoas a investigarem os outros focos que possuem, também as previno para não interagirem continuamente com esses outros focos nem se concentrarem demasiado nem intensamente neles, porque com essa acção estareis a provocar alterações na realidade desse outro foco, devido a que a influência que exerceis se torne num forte factor objectivo. No entanto, estais a influenciar ao nível subjectivo, mas isso traduz a acção da interligação de todos os vossos focos e é acordado ao (nível) da essência. Mas nesse sentido, também quero referir que cada foco detém a própria integridade e independência, por assim dizer, em razão do que cria completamente a sua própria realidade e as escolhas no enquadramento do livre arbítrio de que goza.

TIM: Eu interrogava-me sobre o que é que o Elias pensa ou no que comentaria em relação ao termo “dejá vu” e de que modo estará relacionado com o tempo simultâneo, as eras, os focos físicos e coisas assim.

ELIAS: Na realidade existe uma explicação para esse fenómeno que referes como “dejá vu”. Nesse contexto, aquilo que experimentais, muito simplesmente, é um trespasse de efeitos indesejados.

Cada foco – sendo que designo um foco como aquilo que sois (ou vida) – contém toda a informação e memória relativa a todos os outros focos da vossa essência mantidos nesta dimensão em particular; de outras dimensões também, mas a atenção acha-se mais focada nesta, por ser onde colocais a vossa atenção. Nesse sentido, e subjectivamente, vós detendes toda a informação e todas as experiências de todos os outros focos. Por vezes essa informação escorre para a vossa consciência objectiva. Bom; isto é uma explicação, mas vou-te oferecer outra.

Nesse sentido, podeis estar a experimentar essa sensação de “dejá vu” ao permitirdes que trespasse informação relativa a outro foco para a vossa consciência objectiva. Por isso é que parece que tenhais estado num certo local ou situação antes. Isso deve-se a que outro foco da vossa essência, situado nesta dimensão esteja a experimentar a mesma situação ou acção ao mesmo tempo. Essa é uma das acções que isto engloba. Nessa acção em particular, representa uma semelhança na identificação do tom.

Pensai para convosco nas experiências que podeis fazer no foco físico em qualquer altura em que por uma questão de diversão dais por vós a sussurrar ou a cantar em uníssono com uma gravação, e em que, se atingirdes um certo tom da escala musical em simultâneo com a gravação, sentis uma vibração dentro de vós. O som provoca uma ressonância e vós sentis o efeito físico de vibrar à mesma escala. Do mesmo modo, ao permitirdes uma acção de trespasse relativa a uma mesma acção de um outro foco ao mesmo tempo, isso cria ressonância, e vós experimentais um saber relativo a ambas essas duas acções que ocorrem ao mesmo tempo.

ELIAS: À medida que avançais na acção desta mudança de consciência, também expandis a consciência que tendes e permitis alargar o campo da vossa visão, não só física como também intuitivamente, e com essa acção, também vos abris mais para com a realidade da consciência, acção com que, tal como declarei previamente, diluís mais os véus e podeis penetrá-los com uma maior facilidade. Por isso, as pessoas podem perceber muito mais elementos da vossa realidade do que se permitiam antes.

Já referi imensas vezes neste fórum para vos manterdes vigilantes porque haveis de vir a perceber mais sobre a vossa realidade do que vos permitistes perceber durante milénios, e actualmente abris a consciência aos milagres assombrosos que a vossa realidade global traduz e que se vos acham disponíveis! Apenas escondestes esses elementos pertencentes à vossa realidade de vós próprios, na singularidade da vossa visão. Mas haveis de perceber histórias ainda mais espantosas no futuro! (A rir)

Referi recentemente que estais actualmente a passar para o ano final deste século e deste milénio. Isso é significativo, por terdes cedido muita energia a esse evento. Cedestes muita energia a esta faixa temporal durante grande parte da vossa história e encarais este período como um ponto de viragem, razão porque virá a ser um período de viragem, devido a que o tenhais criado!

Já cedestes uma energia espantosa a essa área, e eu já vos referi, faz tempo, que cabe-vos escolher que opções passareis a inserir na vossa realidade objectiva convencional. Percebeis o que estais a inserir na vossa realidade, e que ESTAIS a dar os vossos passos, e estabeleceis cada vez mais aquilo que percebeis e o que progressivamente se torna aceite, não como inusitado, mas aceite e acolhido na vossa realidade como “normal”.

JEN: É excitante!

ELIAS: Absolutamente! Vós estais a embarcar numa nova aventura que está a ganhar ímpeto numa base diária! Esta altura deste ano particular deverá traduzir-se por MUITAS mudanças.

JEN: Este ano, ou o 2000?

ELIAS: Centramo-nos neste ano final do século e do milénio por ser o que ocupais!

Nesse sentido, podeis perceber muitas alterações e mudanças, as quais vós próprios vireis a iniciar e pôr em marcha, por ESTAREM a permitir-se uma maior consciência. Por isso, as pequenas percepções insignificantes que tendes podem tornar-se muito mais comuns à medida que avançais mais no ímpeto desta mudança. Ao passardes para o novo milénio, como já vos referi anteriormente a título de preparo, essa força ou ímpeto deverá sofrer um acréscimo formidável. A onda desta mudança deverá avançar imensamente à medida que passardes para o vosso novo milénio.

RICHARD: Essa onda ainda está a erguer-se?

ELIAS: Absolutamente!

PAT: Tenho o que poderá representar uma pergunta engraçada. Há este tipo chamado Whitley Strieber que já escreveu muitos livros sobre a comunicação com o espaço exterior e ovnis, a que chamou “Comunhão” e “Transformação”, segundo os quais, durante toda a sua vida tem sido visitado por esses seres, bom já sabes… Ele pertencerá à família da essência Ilda? (Riso) Sinto-me curiosa quanto à possibilidade dele pertencer à família Ilda e se será devido a isso que ele estará a passar por essas experiências.

ELIAS: Não. Nem é por essa razão que esse indivíduo escolhe adoptar essas experiências.

Alguns, em conjugação com esta mudança que a consciência está a sofrer escolhem permitir a acção daquilo que poderá ser designado como “trespasses de outras dimensões”. Nesse sentido, aquilo com que estão a interagir é bastante real mas consiste noutro foco deles próprios, e aquilo com que interagem, bem como o modo como o fazem, consiste numa tradução dirigida a esta dimensão física, e essa tradução é expressada com base no que é do conhecimento desta dimensão.

Por isso, a tradução daquilo com que o indivíduo está a interagir não é inteiramente exacta. Aquilo que ele percebe, aquilo com que interage, aquilo que até mesmo fisicamente pode tocar consiste numa interpretação que é traduzida pela percepção que tem. Mas ele está a permitir um trespasse real a fim de perceber um outro aspecto de si próprio enquanto essência, um outro foco da sua atenção que está a ocupar outra dimensão física.

Alguns permitem-se empreender uma acção dessas; outros permitem-se incorporar uma acção relativa a focos que incorporam NESTA dimensão, mas isso é expressado com menos frequência porque uma acção dessas gera um perigo ou ameaça maior para a identidade singular que o indivíduo possui nesta dimensão material do que relacionando-se com um foco de uma outra dimensão. Porque, segundo as crenças que abrigais, vós associais um grau de separação entre vós e aquele que manifestais e uma outra manifestação vossa, enquanto essência, que esteja a ocupar outra dimensão material.

Agora; Posso-te dizer que esse indivíduo, do mesmo modo que muitos outros, permite esse tipo de experiência em conjunção com o movimento desta mudança de consciência que está a diluir os véus de separação da consciência. O que não quer dizer que o indivíduo reconheça de forma objectiva aquilo com que está a interagir como outro foco dele próprio, enquanto essência, mas o mero acto de diluir os véus da separação através da concessão que cede a esse tipo de interacção traduz um movimento que se coaduna com esta mudança da consciência. Por isso não importa que o indivíduo reconheça ou identifique objectivamente que se trata de outro foco da sua essência.

PAT: Nesse caso, a minha pergunta é: percebo um foco que tenho na qualidade de soldado, mas só o vejo quando estou a dormir. Ele não me vem visitar nem o vejo em termos físicos, nem converso com ele nem escrevo um livro sobre o encontro que tenho com ele. Por isso, como é se compreende que esse tipo esteja a fazer o mesmo tipo de coisa? Estou a tentar compreender. Será mais fácil faze-lo se pensarmos tratar-se de homenzinhos verdes?

ELIAS: Para muitos, é.

PAT: Bom, ele já publicou uma data de livros em torno disso, de modo que resultou com ele. Mas nesse caso, não se trata da família a que pertence (Ilda) de qualquer forma. Fiquei com a ideia de poder pertencer a essa família por ele estar a ter essas comunicações.

ELIAS: Isso consiste unicamente numa expressão e escolha diferente sobre o modo como podereis adoptar passos em relação a essa mudança de consciência. Cada um de vós dirige a sua atenção de forma diferente e permite expressões e experiências distintas no avanço e na acção que empreende da ampliação da consciência, e isso traduz a escolha de alguns.

Gostava de começar com uma pergunta. Disseste, se bem te entendi, que eu estava a lidar com um trespasse de um outro foco concorrente que possuo, antes do acidente que sofri. E gostava de dar uma espreitadela no tipo de trespasse que isso envolverá. Quer dizer o quê, percebes? (Elias ri)

Elias: Muito bem. Esse indivíduo que tu permitiste que trespassasse passou por uma experiência invulgar. Bom; essa experiência resultou de certa forma da combinação de diferentes elementos. Gostavas de conhecer o nome dele?

Rose: Gostava

Elias: De modo que talvez possas interceptá-lo – mais?

Rose: Sim.

Elias: Muito bem. O nome concreto desse indivíduo é Robert. Esse indivíduo, enquanto criança, nesse foco, adoptou a capacidade de aceder a outras áreas da consciência e de explorar outros focos dimensionais com bastante facilidade. Ora bem; enquanto criança, ele não questionava isso e até se permitia incorporar essa acção com alguma frequência. Enquanto criança, aqueles adultos que o rodeavam, não encaravam tal acção como ameaçadora, nem como estranha, devido a que o aceitassem como uma criança bastante imaginativa. De certo modo, a sua experiência era encorajada.

À medida que começou a ter mais idade, as experiências prosseguiram, mas ele começou a fazer uma maior segredo delas por reconhecer que os indivíduos que o rodeavam não mais o encaravam como imaginativo mas inusual, ao invés. Por isso ele começou a retrair-se em relação a tais experiências. Por altura do que designarias como os seus vinte e poucos, ele começou a colocar-se em questão. Com isso, começou a ter algumas experiências que não se achavam associadas necessariamente a outros focos dimensionais nem a outras áreas da consciência, mas traduziam experiências inerentes à sua, que ele não conseguia compreender em termos objectivos. Com isso, ele começou a avaliar as experiências que tinha como prova de que ele era aquilo que lhe mostravam, ou por palavras vossas, instável. Começou a dirigir-se na direcção dessa percepção, e começou a acreditar que as suas experiências não eram reais e que seriam erradas.

Com essa percepção… Cada vez a retrair-se mais dentro dele mesmo, mas sempre a atribuir sentido crítico a si próprio, por possuir facetas que não eram normais e eram erradas, e que eram instáveis e até certo ponto incontroláveis, gerou uma maior autodepreciação e confusão consigo próprio. Eventualmente ele recomeçou a permitir essas experiências relativas aos outros focos dimensionais, os quais, como poderás reconhecer, lhe reforçaram a avaliação e a ideia que fazia dele próprio, de estar errado, de não ser real, e de estar cada vez mais a deslizar para um estado incontrolável.

E assim, esse Robert tinha um amigo com quem se permitia partilhar algumas – muito poucas – mas algumas das experiências, e apesar do amigo sentir um interesse genuíno, ele também concordou que as experiências não eram reais e que eram perigosas.

Na avaliação que estabeleceu, em relação à única maneira para controlar e silenciar as suas experiências, que começara a avaliar como perigosas, para além de já pensar não ser normal, tomou a decisão de se remeter ao silêncio.

E nos vossos termos, foi isso que ele fez. Escolheu pôr termo à vida pelo método do suicídio. Deixa que te diga que – quando passais desta vida, não é apenas que deixeis de existir - coisa que não deixais - MAS tampouco as vossas recordações deixam de existir. As vossas recordações permanecem; tal como ontem mencionamos na conversa que tivemos, vós SOIS essência.

E sem a independência, ou essa separação que se verifica entre o foco individual e a essência, todas as experiências e todas as recordações de todos os vossos focos se acham presentes e incluídas. Agora; no foco físico, o receptáculo ou o detentor da recordação é o vosso corpo físico. A consciência do vosso corpo retém todas as recordações relativas a todas as experiências que tendes neste foco.

Quando passais desta vida, as recordações não são perdidas mas são transferidas do receptáculo, ou o… (forte expiração por parte da Rose, que oblitera a audição da palavra em falta) que é a consciência do vosso corpo físico, para a essência enquanto consciência. Por isso, permanecem; apenas deixam de continuar encerradas na consciência do corpo. Com isso, qualquer recordação, qualquer experiência, pode ser acedida por parte de qualquer foco – e pode ser incluída na experiência de um outro foco da (mesma) essência.

Tal como expliquei previamente, não é que essas recordações ou experiências sejam impostas ou forçadas em qualquer foco da essência, mas antes que o foco individual pode passar por uma orientação semelhante à de outro – e portanto isso vai estabelecer uma abertura para com tais recordações e aquilo que passa a ocorrer é que o indivíduo passa a permitir que essa informação trespasse desse outro foco, por ele próprio já se encontrar a empreender alguma experiência ou acto, ou direcção, ou exploração semelhante à desse outro foco. E quando um trespasse desses é permitido, ele vai realçar a experiência do foco que concede tal permissão.

Bom; isso não quer dizer que ao permitirem esse trespasse, os focos entendam objectivamente aquilo que estão a fazer. Muitas vezes não entendem. Muitas vezes a sua experiência sai realçada. Mas objectivamente, não incorporam necessariamente nem compreendem aquilo que está a ocorrer. Porque o que ocorre não se apresenta sob a FORMA de uma recordação, mas sim sob a forma de uma experiência presente. Por isso, o indivíduo que o está a experimentar não distingue de forma objectiva que possam existir factores que não fazem necessariamente parte da sua experiência, nem a possibilidade de poderem haver factores que estejam a ser incluídos a título de recordações, mas que não têm a aparência de recordações na sua consciência individual, mas representam sombras, num sentido figurado do falar.

São imagens fantasma. Mas o indivíduo não reconhece necessariamente isso de uma forma objectiva, e encara tudo isso como uma experiência sua, e assim, muitas vezes o indivíduo fica confuso e pode mesmo sentir-se oprimido ao deixar de compreender objectivamente aquilo em que está a participar. De modo bastante semelhante ao do Robert, deixa de compreender aquilo em que está a “meter pé”. Durante o seu tempo de vida, a ideia ou conceito de outras vidas, de outros focos, de outras manifestações físicas, em outras dimensões, não era assunto que tivesse cabimento.

Era – nos vossos termos – coisa que não se ouvia, impensável. Não impensável no modo do que poderia suceder, nem coisa sobre o que se pense – impossível. Mas impensável no sentido da falta de motivação e até mesmo de estímulo para entreter a ideia. Ou até mesmo para dar lugar à criação de tal ideia.

Por isso – a avaliação que ele fez, com a compreensão de que dispunha – foi que se tratava de experiências que eram geradas por ele próprio nesse seu foco, e eram muito confusas. Porque muitas das realidades não teriam cabimento – na tua realidade. Mas eram bastante reais. E com isso deixou de perceber de modo objectivo que dispunha da capacidade de reconciliar aquilo que as suas experiências representavam. Assim como a visão que tinha da realidade.

De modo bastante semelhante ao que poderás, de certo modo, designar por “Antiguidade”, em que as crenças das massas referiam que o vosso mundo não era um planeta, mas uma outra manifestação caracterizada por fronteiras ou limites, das quais podíeis na verdade cair ou despenhar-vos.

Tais ideias tinham um grande assento na realidade, na percepção que tinham da realidade inerente aos seus tempos. Estariam correctos? Não necessariamente. MAS, se um indivíduo perceber estar empoleirado nas bordas do seu mundo, poderia realmente criar o acto de cair e desaparecer? PODIA – porque isso era real, e tal como já referi muitas vezes, podem existir muitos elementos da vossa realidade ou relativos às vossas experiências que não são necessariamente válidos, nem são necessariamente genuínos, nem que têm autenticidade, que isso não nega o facto de serem reais.

E como são reais, podeis criar qualquer experiência real. A partir desses conceitos em que acreditais.

Acreditais ser real, pelo que se TORNA real. E nesse contexto podeis criar muitos aspectos da experiência bastante reais a despeito do facto de serem ou não válidos.


Consciência resultante da união ou fusão da consciência subjectiva com a objectiva. Alguns no vosso presente deparam-se com o que designam como seres extraterrestres, que são focos da sua essência. Alguns passam pela experiência do que chamam “Transmigração da Alma” (ou walk-ins, em que uma personalidade distinta parece assumir o lugar da anterior, em relação à qual se diferencia, e que não passa de um aspecto alternado do mesmo indivíduo). Isso consiste num intercâmbio entre focos de outras dimensões, os quais são reais. Algumas pessoas experimentam a percepção e imagens ou a obtenção de informação referente a focos, daquilo que designais como vidas passadas. Isso são tudo elementos naturais e normais da essência em relação aos quais vos permitis tomar consciência de forma objectiva.


CONSCIÊNCIA




A Unidade Criadora e o Todo é consciência. Trata-se de uma acção. Ela inclui tudo. Antes da incorporação da essência, por assim dizer, existiam elementos de consciência. Podeis designá-los igualmente como “unidades”, termo que outros empregaram anteriormente. Esses elementos pertencentes à consciência não conhecem limites de tempo nem de espaço. Podeis pensar neles como pequenos buracos negros, ou, se preferirdes, em termos físicos menores do que a menor das vossas partículas materiais; mas são esses elementos que criam toda a expressão material. Tudo, no vosso universo e em todas as dimensões é criado por acção desses elementos da consciência, que se traduzem por todas as coisas. São não só a força dinâmica subjacente à matéria e a toda a acção como também são a matéria e a acção; constituindo essa a base do que designais como “Deus”...

A essência não criou a consciência. A consciência existe. A consciência cria tudo. Tudo se acha num estado de transformação, do mesmo modo que a Unidade Criadora Universal e o Todo, a qual não é um produto acabado mas um movimento contínuo, que se acha sempre presente, como agora. Essa Unidade Criadora Universal e o Todo é consciência e muito mais. Deus é uma experiência. É um movimento. Uma acção que abrange tudo. Toda a consciência brota dessa acção. Podeis não ter percepção da vastidão da experiência de que falo. Torna-se-vos automático conceber um ser imenso que dizeis achar-se para além da vossa compreensão, mas vós agregais uma forma de entendimento a esse ser imenso! Mas esse “ser” não existe! Aquilo que existe é a totalidade da experiência. Toda a consciência procede dela...

A essência é aquilo que designaremos como uma porção desse todo abrangente, apesar de não ser porção nenhuma! (Sorri) Nas limitações da vossa linguagem torna-se-nos impossível expressar-vos a inexistência de divisão e de separação; sendo por isso que vos peço para conceptualizardes estes conceitos que vos proponho, porque nos padrões do pensamento inerentes ao foco físico, não vos é de todo possível eliminar toda a separação e passar a compreender tais conceitos. Quando vos refiro que a consciência comporta todos os sistemas, e que todos esses sistemas se acham à vossa disposição, isso é justamente o que se pretende expressar em relação à consciência. Vós possuís isso. Cada elemento da consciência possui todos os elementos do todo.

...O Todo antes da existência ou deste universo. Uma acção. Não um ser. E ela comporta todas as coisas...

Todo o elemento da consciência possui todos os elementos do Todo, que escolhe manifestar-se de acordo com o próprio desejo e função. Uma flor manifesta-se na plenitude das suas capacidades. As unidades de consciência que a compõem são os mesmas que aquelas que vós possuís igualmente...

A consciência, para o empregar no sentido figurado, a coisa que manifesta e gera as coisas, por assim dizer, na vossa realidade.

...Aquilo que estais a alcançar é um contínuo desdobramento em vós próprios, que traduz a acção da transformação, a qual consiste na acção da essência e da consciência, e se traduz na dimensão física pela exploração que é gerada por meio do acto de experimentar.

...A acção da consciência consiste numa mudança contínua, que se traduz por uma constante e interminável auto descoberta desprovida de começo. Essa é a acção da totalidade da consciência e como tal, engloba o acto do auto conhecimento, da transformação e da exploração. É acção de si própria explorar, por ser desse modo que ela se expande. Mas não se trata duma coisa definida; tampouco o sois vós!

É aquilo que aceita ou reconhece a informação que a atenção acolhe.

ELIAS: Bom; isto conduz-nos de volta, uma vez mais, à área da percepção dos vossos aspectos. Já debatemos todos os “Eus” que fazem parte do vosso eu, que são aspectos vossos, porque tal como previamente afirmei, tudo o que encarais nesta dimensão física consiste numa projecção de vós. Não existe separação. Apenas vos parece, na percepção que tendes, que se insere em cada momento do vosso tempo linear, que existis em separado e que detendes distinções em termos de entidades, separadas e apartadas de todo e qualquer outro tipo de entidade.

A vastidão daquilo que sois, em muitos aspectos torna-se-vos incompreensível no foco físico. Essa é igualmente a razão por que nos começos destas sessões eu encorajava as pessoas a fazer uso do seu sentido conceptual, porque isso concederá uma maior facilidade no entendimento de muitos dos conceitos que vos apresento, tendo em mente que tudo aquilo que designais por conceitos constitui uma realidade efectiva. Apenas deixam de o ser na percepção que tendes.

Vejamos o funcionamento da consciência – o que a consciência É – e as distinções existentes entre consciência e essência. Podeis dar-vos conta de que em toda esta informação eu estabeleço uma distinção entre a essência e a consciência. A essência é consciência, mas existe consciência que não é essência. A essência é também ilimitada. Essa é a área que se torna de todo difícil para o vosso entendimento no foco físico, por estarem bastante acostumados a pensar em termos exclusivos. Tudo aquilo que criais na vossa dimensão física move-se nesse sentido.

Vós criais coisas. Vós identificais coisas. Mesmo aquelas coisas que não conseguis perceber são classificadas como coisas, e isso dá lugar a uma enorme dificuldade no vosso pensar e na vossa imaginação de como poderá existir algum elemento que não seja coisa nenhuma e que possa conter uma qualidade em si mesma e ao mesmo tempo seja ilimitada, em que se possa pensar em termos de distinção mas sem separação...

Nesse sentido, já mencionei previamente a existência de “elos de união” da consciência. Esses elos também não são coisas. São elementos da consciência, todavia não possuem forma. Eles não se situam naquilo que designais como tempo, mas a própria moldura de tempo é abrangida por “elos de consciência”, e esses elos não possuem necessariamente qualquer organização em termos de espaço. Eles existem em todas as formas de organização de espaço em simultâneo e em todas as molduras temporais ao mesmo tempo.


Ora bem; esses elos podem agregar-se e em agrupamentos específicos e chegar a criar um tom, e escolher colectivamente passar a criar em conjunção com esse tom o que poderá ser identificado como personalidade. A personalidade consiste numa organização específica de movimento enquadrado na qualidade vibratória de uma expressão colectiva desses “elos de consciência”, o que neste tipo de configuração cria o que designamos por essência.

(Com intensidade) A essência não se acha separada nem apartada da consciência. Não existe nada separado nem apartado da consciência. Não existem fronteiras para a consciência. Ela não comporta limites. Portanto, não existe nenhum elemento nem acção exterior à consciência, porque não existe nenhum exterior. No enquadramento da consciência, chama-se essência à configuração desses “elos de união” que são responsáveis pela criação do tom da personalidade.

Essas configurações não existem em separado nem apartadas umas das outras, pois recordai que vos referi, que cada “elo da consciência” ocupa todas as disposições de espaço e todas as molduras temporais e toda a consciência. Por isso, um elo de consciência pode representar um elemento que faça parte duma configuração ou grupo que em si próprio inclua a criação da vossa essência, enquanto simultaneamente, esse mesmo elo de consciência ocupa todas as demais essências. (Pausa)

Permitam que vos diga que todos vós detendes um imenso leque de qualidades distintas. E cada uma delas é uma qualidade e uma qualidade que vos diz respeito. Abrigais preferências. Expressais uma percepção e essa percepção torna-se-vos única. Onde assentará a vossa percepção? Que percepção tereão? Pensai numa qualidade qualquer que tenhais. Sois um indivíduo que expressa nobreza e carácter. Isso será a designação duma qualidade que podeis exibir. Onde reside ela? Apresentai-me essa nobreza que vos distingue! (Estende uma mão com a palma voltada para cima, enquanto fixa todos) Em que consistirá a nobreza que possuís?

PERGUNTA: Ela expressa-se por meio da acção.

ELIAS: Moldai isso num objecto. Não é. É uma qualidade. De certo modo é uma coisa, por constar de uma projecção. Aquilo por que se traduz é energia. Em que consistirá a energia? A energia não é uma coisa. Energia é movimento. É um movimento, uma acção.

PERGUNTA: Do quê? Da consciência?

ELIAS: É uma acção desses “elos da consciência”. A própria energia, que identificais em termos de uma coisa, é uma acção. Não é uma coisa, apesar de a identificardes como uma coisa.

Os “elos de união da consciência” não são uma coisa. Eles traduzem uma existência, mas não formam nenhuma entidade. Eles não são coisa nenhuma. Não os podeis tocar, nem segurá-los, nem tampouco vê-los. Eles EXISTEM tão só.

Já procurei trazer esta área para o debate, antes, junto com as pessoas, mas ao apresentar o assunto nesta mesma sessão, o Elias procurou voltar-se na direcção desta questão, mas ESTE assunto torna-se-vos demasiado difícil de entender e vós revelais muita resistência ao assunto, por pensardes em termos de coisas e de absolutos, e implícita à estrutura de idealização da vossa linguagem, as vossas próprias palavras se revelarem contrárias às próprias explicações.

Já referi previamente que na consciência - que engloba TUDO - não existem absolutos; e deparei-me com a declaração, “Mas essa declaração consiste num absoluto!” A vossa linguagem não facilita nenhum tipo de conceito que vos possa proporcionar essas ideias adequadamente. As próprias afirmações que faço poderão parecer-vos inconsistentes, por a vossa língua se basear naquilo que conheceis no foco físico, no que criais no foco físico, naquilo que é fruto da criação da vossa percepção no foco físico.

Por isso, posso-vos dizer com toda a verdade que não existem absolutos na consciência. Um “não” é um absoluto. E um absoluto é um absoluto. Sim, é um absoluto! Posso expressar-vos que a energia consiste numa acção, e vós podeis perguntar-me: “Uma acção de quê?” Esse “quê” representa uma coisa. Podeis assimilar que a energia seja um movimento, mas para vós é demasiado difícil assimilar que um movimento não constitua coisa nenhuma! Não existe coisa nenhuma que possa representar o movimento.

Nesse sentido, como vos moveis por meio das criações da consciência - da consciência que se orienta a si própria - a essência orienta-se a si própria mas a consciência é que a dirige, e dirige a consciência, porque ambas são a mesma coisa apesar de deterem configurações de agrupamentos distintos com um aspecto diferente. Existe uma completa ligação e uma harmonia totais. Não existe separação.

A expressão mais aproximada que vos posso sugerir, dentro dos limites da vossa linguagem é que adoptem o termo “fusão”, porque com esse termo desenvolvereis a ideia no vosso íntimo de mais do que uma coisa a ser absorvida na outra, e isso apresenta-vos um conceito muito reduzido da ausência de separação. Mas até com essa fusão vós vos deparais com a separação, porque concebeis a existência de várias coisas que se reúnem e se deixam absorver pelas outras, e a existência de qualidades dessas coisas individuais que vêm a ser distintas ao se unirem.

Nesse contexto, se vos voltardes no sentido de um “elo de consciência” singular – que não consta de coisa nenhuma – uma expressão de energia, de que modo poderá essa expressão de energia ocupar todas as disposições de espaço, e ser a totalidade da consciência e a totalidade das essências todas em simultâneo, se não passa de uma coisa?

Referir-me-eis tratar-se de uma coisa imensa. Estes conceitos que vos apresento, são apresentados de modo bastante reduzido, e de uma maneira diminuta, mas eles são muito mais vastos do que podeis compreender e vós nem sequer perto chegais de lhes actualizar a efectividade na vossa realidade.

É por essa razão que vos digo para omitirem essa parte porque tenho consciência de poderem não compreender a informação que lhes estendo, e de que uso poderá servir ela na vossa realidade? Por não poderem aplicar essa informação na vossa realidade física de maneira que vos possa resultar benéfica por nem sequer conceberem a realidade que envolve!

PERGUNTA: E precisaremos?

ELIAS: Não. É por essa razão que foco a minha atenção em vós e na vossa realidade física e no que criais na vossa realidade física, e na forma de manipular energia de uma maneira mais eficiente nela, e na consideração das áreas que escolhestes criar nesta dimensão física com uma maior ausência de esforço e de possibilidade de trauma. Entendo sem a menor dúvida que este tipo de informação pode tornar-se fascinante e bastante interessante de escutar no foco físico, mas não se vos torna útil na maioria das áreas do vosso dia-a-dia.

PERGUNTA: Nesta altura? Viremos a sentir uma maior necessidade após a mudança de consciência?

ELIAS: Existem elementos desta informação que hoje vos apresentei que havereis de achar úteis e auxiliar-vos futuramente, por virem a facultar-vos um maior entendimento do que criais, e com a acção dessa mudança, ao acederdes a outras áreas da consciência também podereis encará-la como um auxílio na manipulação de energia que fazeis... Mas lembrem-se de que a energia não é uma coisa! É um movimento.

Na realidade, tal como expressei nos começos das nossas sessões, ao vos referir, de forma complacente com as crenças arraigadas que sustentáveis nessa altura – o conceito que fazeis de Deus ou da Unidade Criadora Universal e do Todo, e ao vos dizer não se tratar de entidade nenhuma mas de uma acção... coisa que nenhum de vós compreendeu! - vós aceitastes a afirmação mas sem a compreender - e agora voltamos ao mesmo conceito de um modo mais avançado e volto a repeti-lo, dizendo que não se trata de nenhuma situação de entidades mas de acção.

A consciência toda consiste numa acção, e não numa coisa. Por isso, é um movimento... Sem que exista o que quer que crie esse movimento! E VÓS sois movimento, sem terdes nada a imprimir-vos esse movimento. Vós sois acção.

PERGUNTA: Então, enquanto acção, que dizer do conceito da identidade e da personalidade nesse caso? Tratar-se-á igualmente de uma acção?

ELIAS: Correcto.

PERGUNTA: Intangível.

ELIAS: Correcto.

FRANK: Eus prováveis...

ELIAS: Tudo isso são manifestações.

Bom; isso não quer dizer que tudo aquilo que vós criais não seja real! NÃO é o que designais como uma ilusão. A qualidade física que vos caracteriza a forma física, não é uma ilusão! Vós sois uma realidade, e tudo aquilo que criais É uma realidade.

Cada expressão da energia, cada movimento traduz uma realidade. Trata-se de diferentes expressões e de configurações da energia, de movimento, que por intermédio de diferentes combinações cria diferentes expressões da realidade.

O tempo consiste numa expressão de “elos de consciência” agrupados para criarem densidade que propicie as criações físicas. O tempo é um factor que facilita a criação das vossas dimensões físicas: a matéria. Sem a configuração do tempo, também seríeis incapazes de criar qualquer expressão física, ou matéria física. Mas o tempo não passa de uma outra expressão da consciência, uma configuração formada por “elos da consciência” agrupados numa organização diferente da essência a fim de criar uma acção que propicie as manifestações físicas. As manifestações agrupadas em conjunção com o tempo formam os elos de consciência que geram certas organizações de cooperação com as organizações do tempo, o que dá lugar à criação das manifestações físicas...

Esta solidez, (bate com o pé no chão) estes elementos que vos parecem sólidos, (bate no estribo da madeira da cama) é uma percepção. É um MOVIMENTO. Isto não passa de um MOVIMENTO. (Indicando a madeira)

Vós no foco físico tendes um significado muito parcial disso, com a investigação que empreendeis das moléculas e dos átomos e do que designais como partículas subatómicas. Como as percebeis em movimento e como se configuram em cooperação umas com as outras, elas geram a matéria sólida. Mas vós propondes apenas parte da explicação a vós próprios quanto ao que esteja a criar essas partículas. De que modo surgirão essas partículas na vossa dimensão física a fim de criar qualquer dos vossos objectos materiais, e assumir uma espessura física?

Elas são dirigidas por Vós, porque na sua configuração, através da cooperação e da organização de “elos de união de consciência” que criam o tom – o qual gera a personalidade, que é a identificação da essência - a essência também dirige esses “elos de consciência” por meio de diferentes movimentos e configurações de organizações, que vos criam todas as dimensões físicas. E nesse contexto, ISTO não se acha separado de VÓS. (Bate na madeira) VÓS, SOIS ISTO. (A bater na madeira de acordo com a cadência das palavras) A vossa percepção, no foco singular de atenção que assume como um aspecto de vós na dimensão física e no movimento lento do tempo, é o que estabelece densidade e uma perspectiva da percepção que vos faz crer que ISTO (batendo na madeira) exista em separado DISTO. (Bate na perna da Mary)




CRENÇAS/CONVICÇÕES/CORRENTES DE OPINIÃO





As crenças ou correntes de opinião são a invenção que criais a fim de explicardes aquilo que não entendeis. As verdades são imutáveis. A realidade traduz uma verdade, mas a forma como encarais a realidade consiste numa forma de crença.

Os sistemas de crença não traduzem nenhum aspecto da essência. São uma criação, um instrumento destinado à manipulação da percepção nas dimensões físicas, que vos influenciam e criam a realidade.
Não estais a eliminar os conjuntos de crenças.
O próprio conjunto de crenças constitui, tal como já tive ocasião de declarar muitas vezes, uma “gaiola”. Os aspectos relativos às crenças representam os pássaros que se acham encerrados nessa gaiola. Todos esses pássaros se acham bastante animados, cheios de vivacidade, cheios de energia, e a afectar bastante, tal como uma ave real do vosso foco físico que se ache presa numa gaiola, incomoda. Requer atenção e por vezes chega mesmo a exigi-la. Requer comida e água e cuidados, como a vossa atenção, além de requerer que vos relacioneis com ela, e os pássaros que se encontram nesta gaiola do conjunto de crenças – dos aspectos das crenças – são bastante similares. Eles são bastante exigentes em relação à atenção que requerem da vossa parte, e deslocam-se no sentido de querer ser alimentados do mesmo modo que as vossas aves do vosso foco físico, e vós sois bastante eficientes a alimentar todos esses aspectos, porque lhes DAIS atenção e lhes reforçais as energias, que é a maneira como os alimentais.

Bom; também vos sugerirei que no âmbito da acção desta mudança que a consciência atravessa, a questão reside em “abrir a porta” a esses pássaros que se encontram nessa gaiola e em permitir-lhes voar em direcção à liberdade, neutralizando dessa forma as correntes de opinião e as convicções por meio do esvaziamento dos aspectos das crenças – esvaziando a gaiola dos pássaros – mas com essa acção, não estais a eliminar os conjuntos de crenças. Não vos estais a desfazer da gaiola. Apenas estais a esvaziar a gaiola e desactivar as exigências relativas à gaiola, e subsequentemente podereis permitir-vos utilizar essas gaiolas para ornamentar, no contexto da vossa criatividade, e alterá-las segundo os padrões que escolherdes, refazer a sua energia num produto mais eficiente e benéfico.

A aceitação de uma crença, a permissão para que as aves voem em liberdade, consiste no reconhecimento de cada um desses pássaros sem criar juízo nenhum, por a aceitação constar da ausência de qualquer forma de julgamento, e toda a vez que se permitirem mover no sentido de não empregar sentido nenhum de juízo em relação a qualquer aspecto de uma crença, estais a permitir que o “pássaro” voe em liberdade e estais a retirar um outro “pássaro” da gaiola.

Por isso repito uma vez mais, a questão não está em eliminardes as crenças nem em as alterardes mas em aceitardes as crenças que comportais porque elas constituem um elemento complexo do vosso foco físico que não pode ser eliminado. Fazem parte do seu modelo. Vós criastes esta realidade incluindo as crenças. Elas são-lhe intrínsecas. Elas SÃO a vossa realidade. Por isso não estamos a tentar eliminá-las, mas a aceitá-las.

A aceitação de uma corrente de opinião, o acto de permitir que os “pássaros” ganhem asas, representa o reconhecimento de cada um desses “pássaros” sem a criação de qualquer consciência crítica, porque a aceitação consiste na ausência de consciência crítica, e toda a vez que vos permitis voltar na direcção da ausência continuada de espírito crítico em relação a cada aspecto de um dado conjunto de crenças, estais a permitir que um “pássaro” desses voe para a liberdade e estais a retirar mais um “pássaro” da gaiola.
Lista dos Conjuntos de Crença Básicas:

Conjunto de Crenças relativas ao Relacionamento

Conjunto de Crenças relativas à Duplicidade

Conjunto de Crenças relativas à Sexualidade

Conjunto de Crenças relativas à Verdade

Conjunto de Crenças relativas à Emoção

Conjunto de Crenças relativas à Percepção

Conjunto de Crenças inerente a certos Sentidos

Conjuntos de Crenças Religiosas

Conjunto de Crenças ligadas à Ciência

Conjuntos de Crenças relativas à Criação Física do vosso Universo
CRENÇAS BÁSICAS
As crenças foram inseridas nesta realidade física objectiva, do mesmo modo que vós inseris nesta mesma realidade todas as vossas criações físicas. Os vossos elementos da sexualidade e da emoção não constituem inserções subsequentes nesta realidade física, mas um elemento básico da criação desta realidade em si mesma.

Aquilo que se acha sujeito à mudança ou é passível de mudar.

As crenças consistem em expressões objectivas - em explicações, por assim dizer - inerentes à interpretação da vossa realidade física, pertinentes em cada aspecto da vossa realidade física.



ATENÇÃO





A vossa atenção sois vós. Vós sois consciência. A atenção consiste na expressão da combinação da vossa consciência subjectiva com a objectiva, essas expressões que fazem de vós aquilo que sois. A vossa atenção é o volante que vos direcciona o rumo do barco da vossa existência individual, e esse barco direcciona-vos ao longo das vossas experiências.

As vossas formas da atenção consistem todas em focos da vossa essência, (vidas ou encarnações) todas presentes no local físico em que vos achais, porém, não no tempo. Os focos (da essência) consistem meramente em diferentes formas da atenção de vós próprios enquanto essência, noutras dimensões, noutras áreas da consciência, tanto físicas como não físicas, que são inumeráveis!

ELIAS: A atenção não quer dizer pensamento; a atenção sois vós. Vós sois a atenção…

VOZ DE HOMEM: Atenção procedente da nossa essência?

VOZ DE MULHER: Nesse caso não é necessariamente o nosso corpo que represente a atenção que nós…

ELIAS: Não.

VOZ DE MULHER: É algo de outro tipo… O que nos deverá parecer mais vago e menos específico.

ELIAS: Que sois? Que sois? Que (factor) responderá pela criação de serem vós próprios?

VOZ DE MULHER: Será isso a atenção?

ELIAS: É.

Atenção é aquilo que sois, aquele que sois, aquilo que vos gera a existência que vos caracteriza…

A atenção traduz-se igualmente pela recepção de informação, (sendo a consciência aquilo que a admite ou reconhece essa informação).

Já vos referi previamente que a percepção consiste na mais ponderosa ferramenta desta dimensão física que detém a capacidade de alterar TODA a vossa realidade de uma forma instantânea – sem métodos nem intervalos de tempo – e a acção que propicia a alteração da vossa percepção depende da vossa atenção.

Se deres uma martelada no dedo, a tua atenção deverá centrar-se imediatamente no teu dedo, e em resposta ao facto da tua atenção se concentrar imediatamente no teu dedo e na crença que comportas de causa e de efeito, criarás imediatamente uma acção de latejar no teu dedo e começarás a experimentar dor, e à medida que continuas a concentrar a tua atenção no teu dedo, passo-a-passo, continuarás a criar essa probabilidade e a perpetuar a palpitação e a dor que sentes.

Ora bem; num momento subsequente, ao visares física e visualmente o teu dedo e sentires o latejar e a dor no dedo experimentarás emoções relativas ao que tiveres criado no teu dedo. Um veículo poderá estampar-se contra a tua janela. A tua atenção deverá automática e imediatamente voltar-se para o veículo que se esbarra contra a tua janela.

No âmbito disso, ao experimentares voltares a atenção para além do dedo que martelaste e a centrares – sem mudares de posição mas concentrando a tua atenção – no veículo que se tenha esbarrado contra a tua janela, o teu dedo deixará de latejar e deixarás de sentir dor, devido ao facto da tua atenção não se achar mais centrada no teu dedo, e as acções efectivas que tiveres criado cessarão. Deixarão de ser geradas, por não estares a centrar a tua atenção nelas, e a criá-las. Vós não criais uma probabilidade que subsequentemente venha a persistir. Não é desse modo que vós criais a vossa realidade.

Vós criais a vossa realidade momento a momento, no âmbito da linearidade do tempo, probabilidade a probabilidade, porque nos momentos sequenciais em que experimentas o latejar de dor no teu dedo, estás continuamente a recrear a probabilidade e a dor do latejar.

Não é uma criação singular que persiste. É a continua série de probabilidades que são criadas momento a momento numa sucessão, que dá lugar á criação da ilusão física de uma acção como criadora de um evento continuado. É esse acto que vos reforça a crença na causa e efeito, e a avaliação que fazeis por meio da percepção que tendes, a qual vos cria a realidade.

À medida que a tua atenção eveolve, a tua percepção também se altera. Na realidade, quando voltas a tua atenção para o veículo que se terá esbarrado contra a tua janela, tu tornas-te objectiva e completamente inconsciente da presença do teu dedo físico, como se tivesse deixado de existir.

O que pretendo ilustrar com o presente cenário hipotético é o poder e a importância que a atenção e a percepção têm, bem como o poder da consciência que tens disso no momento.

Se não te permitires ter uma consciência objectiva da tua atenção e da percepção que tens a cada instante, também te permitirás deslizar para comportamentos automáticos, os quais do mesmo modo que as vossas máquinas voadoras, também pilotais em piloto automático, mas se reagires e criares de forma automática e te interrogares a ti e aos outros - assim como a mim - da razão por que elementos da tua realidade estarão a ser criados sem conhecimento nem permissão da tua parte. Que elemento teu será esse que cria a tua realidade pelo modo que não desejas que prossiga?

Mas eu continuo a dizer-te que és Tu quem continua a criar todas essas acções, e colectivamente – não apenas tu individualmente mas colectivamente – escutais estas palavras mas não as assimilais e continuais na expressão familiar da questão: “Porque serão criados na minha realidade estes elementos que eu não escolho?” Mas escolhes!

A questão desta mudança consiste em vos tornardes objectivamente conscientes do que criais por meio da atenção que tiverdes no momento e a expansão da vossa consciência de forma a abranger o facto de criardes a vossa realidade e o reconhecimento do poder que a vossa percepção tem, o que vos possibilita o reconhecimento do poder da escolha. Vós já detendes esse poder de escolha, e já vos encontrais a criar a vossa realidade de forma objectiva. Apenas não o notais. Não prestais atenção, e isso é o que está a sofrer alteração com esta Mudança da Consciência.

A vossa atenção é aquilo que conduz a vossa percepção; ela dirige-vos a percepção. A vossa atenção não é necessariamente o processo do vosso pensamento. A vossa atenção está focada no reconhecimento das vossas comunicações e das vossas crenças e isso direcciona-vos a percepção.

Ora bem; neste aspecto da crença (...) a tua atenção também se projecta na avaliação que fazes de ti própria, e essa avaliação é que és inferior àqueles que “sabem mais”. Mas não és, e não existe ninguém no teu planeta que saiba mais do que tu. Eles poderão explorar diferentes expressões mas ninguém de entre vós “sabe” mais do que quem quer que seja, porque vós todos já conheceis tudo o que diz respeito à vossa realidade, e munis-vos da identificação desse conhecimento de modo bastante eficiente e preciso por meio do reflexo dos outros. Esse reflexo oferece-vos uma via de comunicação. Essa comunicação consiste em vos perceberes a vós próprios nesse reflexo. Aquilo que este indivíduo me está a apresentar sou eu própria, e uma oportunidade de me perceber a mim própria.

A tua atenção desloca-se também de forma bastante vigorosa e familiarizada para os sinais ao contrário das mensagens. Vós criais sinais físicos que são dirigidos pela vossa consciência subjectiva à consciência do corpo físico e passais a experimentar um efeito na expressão do vosso corpo físico. Pode tratar-se de uma dor; pode ser igualmente aquilo que encarais como uma cãibra num músculo; pode ser um mal-estar: Pode ser uma comoção na cabeça, na visão, nos vossos sentidos exteriores. Pode ser somente uma tensão que experimenteis na vossa energia, por meio da qual avalieis que o vosso corpo físico não estará a mover-se de um modo fluído como habitualmente vos permite. Pode expressar-se por meio da percepção de tensão e de peso no vosso corpo físico.

Lembra-te, meu amigo, que a tua atenção dirige-te o “barco”. Por isso, aquilo a que deres atenção passará a dirigir aquilo que vieres a criar.

Nesta altura, a sugestão que te dou é que te permitas descobrir a identificação que fazes da tua atenção. Porque se te permitires descobrir o mecanismo da tua atenção, também te permitirás uma via por meio da qual poderás dirigir a tua atenção de um modo mais deliberado. Porque eu posso-te dizer, tal como poderei igualmente dizer a outros, que grande parte do movimento que a tua atenção toma é direccionado de forma automática; mas isso não quer dizer que não possas alterar isso identificando com precisão, por assim dizer, onde se situa a tua atenção.

Bom; Se te permitires descobrir a tua atenção, poderás permitir-te deslocá-la do pensamento ou da associação em que ela se foca relativamente às experiências, por meio da recordação de experiências, e por meio da projecção de experiências futuras, em associação com a qualidade do “absoluto”. Mas à medida que começares genuinamente a descobrir essa expressão da atenção que crias, também a poderás deslocar para o teu elemento criativo, para esse aspecto teu que escolhe e opera. Isso torna-se significativo, por consistir no aspecto que te permitirá de forma genuína uma consciência da tua liberdade.

Ora bem; Onde reside a vossa atenção, de cada um de vós, em relação a vós próprios? Isso é significativo, porque a maioria daqueles que se acham aqui presentes adoptam a orientação comum e o acto com que vos achais menos familiarizados é o de prestardes atenção ao que ocorre fora de vós e ao que ocorre dentro de vós em simultâneo, em terdes consciência da vossa própria presença, em terdes consciência da vossa própria manifestação.

Sentis os vossos pés?

PAT: Agora sinto! (Riso)

ELIAS: (Sorri) Tendes consciência do vosso cabelo?

KATHLEEN: Então, será isso um outro tipo da redução de nós próprios, ter uma orientação “comum” e prestar mais atenção ao exterior do que...

ELIAS: Não necessariamente. Mas vós estais a mudar, e que é que escolhereis com essa mudança, transformar-vos com suavidade ou com dificuldade? E o MÉTODO (riso) para essa transformação suave passa pela aceitação pessoal.

Estou bem ciente de ter declarado isto desde o começo deste fórum, assim como do facto de que a maioria daqueles que a eles se acham ligados não entende aquilo que refiro. E vós escutais-me a proferir-vos estas coisas e após os debates saís e debateis entre vós e ponderais, “Como poderei dar atenção a mim próprio?”

Mas eu estou a apresentar-vos o método: prestar atenção ao que estais efectivamente a fazer no momento, e inquirindo a vós próprios – especialmente naquelas alturas em que expressais conflito ou vos depreciais ou em razão do temor em geral – e em oferecer a vós próprios uma oportunidade de vos interrogardes especificamente: “Que medo sinto neste momento? Que estarei a FAZER neste momento?”

Neste momento encontro-me num período em que tudo me corre mal, e eu já notei ter tido períodos assim. Já aprendi a detectar quando me encontro num período assim em que sucedem gastos inesperados, ou eu fico doente, e tudo corre mesmo mal. Já nem me preocupo mais com isso por ter consciência de se tratar dum período que acabará por terminar. Porque na maioria das vezes tudo corre na perfeição.

ELIAS: Mas, que estarás tu a expressar a ti próprio?

PERGUNTA: Diz-mo tu! (Elias ri) Não sei! Que estarei a expressar? É isso que me confunde – eu não sei. Tens alguma pista?

ELIAS: Não quererás tentar?

PERGUNTA: A sensação que deixa, sempre que sucede, é a de sentir que a confiança com que usualmente vivo decresce e passar a permitir-me sentir a existência de uma grande quantidade de temor aí, pelo que passo a debater-me com tudo o que corre mal de forma a deparar-me com a robustez que emprego contra a adversidade.

ELIAS: Em parte; em parte traduz uma expressão da depreciação de ti próprio. Mas em grande parte tu geras esses períodos por meio dos quais avalias ou percebes o estado errado de muitas coisas devido a estares a prestar uma menor atenção a ti próprio. É por essa razão que podes avaliar que em certas alturas deixas que a tua confiança sofra um decréscimo, por assim dizer.

Na realidade, deve-se ao facto de não estares a prestar atenção a ti próprio mas estares a prestar atenção às tuas expressões. A tua atenção volta-se para fora de ti, e ao deslocar-se nesse sentido, deixas de te dirigir com a mesma precisão que permites noutras alturas.

De certo modo, e para o referir no sentido figurado, nessas alturas tu és capaz de perceber estar a deixar de ter controle sobre a situação. Noutras alturas, tens a mão firme na condução do teu veículo e diriges-te a ti próprio e prestas atenção e diriges-te no sentido que pretendes. Nessas alturas, falando em termos figurados, deixas de segurar o “leme” e o teu veículo passa a mover-se ao “deus dará”. (Sorri) Eventualmente cansas-te disso e lembras-te de prestar atenção e tornas a segurar o “leme” de novo!

Não se trata de uma expressão de controlo ou de falta de controlo; trata-se de uma expressão de condução da tua atenção e de prestares atenção a ti próprio ou de deixares de o fazer. Nessas alturas em que deixas de prestar atenção a ti próprio, ocorrem variadas expressões, vários eventos que podem revelar-se incómodos ou aquilo que não desejas ou de que não gostas necessariamente.

Ora bem; No meu último e mais recente encontro de grupo, o tópico de debate foi prestar atenção a vós próprios no momento, de uma forma genuína. Debatemos aquilo a que de facto dais atenção e a quantidade do vosso tempo e acções a que deixais de prestar atenção por as encarardes como insignificantes; os actos mundanos que incorporais no dia-a-dia. E vós não reconheceis as crenças que vos influenciam as acções que empreendeis, mas essas mesmas crenças que empregais e que vos influenciam todas essas diferentes acções que empreendeis a um só dia são as mesmas que vos influenciam as experiências que encarais como abrangentes e significativas.

Tal como já tive ocasião de declarar, podeis não encarar o acto de escovar os dentes como significativo, e podeis não empregar a vossa atenção nesse processo, por meio do pensamento. Podeis agir de modo irreflectido, sem identificardes as crenças que vos estejam a influenciar tal acto. Mas se estabelecerdes deixar de fechar a porta da vossa habitação e derdes lugar à intrusão de assaltantes que vos saqueiem a casa, já passais a ter consciência das crenças que se acham associadas com o acto de fechar a porta. Traduzem uma mesma crença, mas influenciam diferentes acções. Aquilo a que prestais atenção são aqueles actos e experiências que julgais significativos, abrangentes.



Podeis não prestar atenção à crença que influencia o modo como interagis com um determinado indivíduo no mercado ou um indivíduo que possa ser colega de trabalho que meramente conheçais, mas o modo como havereis de interagir com ele em certas ocasiões pode ser influenciado pelas mesmas crenças que vós valorizais e que podem exercer a mesma espécie de interrupção de um relacionamento.

Bom; não vou interromper a transmissão das vossas gravações nesta interacção particular, mas dir-te-ei que isso foi propositadamente expressado num grupo anterior, e a razão esteve precisamente associada ao próprio assunto.

As crenças são vigorosas e o significado de prestardes atenção a vós próprios no momento consiste em permitir-vos reconhecer essas crenças e o modo como vos influenciam.

ELIAS: Qual é o vosso factor produtor? O que é que vos dinamiza? Que é que vos permite funcionar? Não é o vosso coração – é a atenção. (Ri) Isso é o vosso factor produtor, porque é ela que vos dinamiza todas as funções.

PERGUNTA: Muito bem, então eu tenho esta crença na aquisição... Quando me foco subjectivamente no dinheiro, deixo de acreditar nela, como se não sentisse estar separado dele, pelo que...

ELIAS: Não é uma questão de te sentires separado dele. Podes necessariamente não te sentir separado dele, mas isso não querer dizer que estejas a expressar a crença de estares de facto a criá-lo.

PERGUNTA: De que modo o criarei, então? Poderemos avançar passo-a-passo, neste caso? Tenho vindo a mexer nisso há algum tempo, com esta criação e com este acto de manifestar, e tenho sido levado a criar uma enorme complexidade ao redor dele, tenho consciência disso. Só não tenho a certeza de que modo estarei a proceder a isso e eu quero imprimir uma direcção à energia. Eu continuo a dirigir a energia mas aí não permito que se manifeste. Continuo a exercer controlo o tempo todo, sempre a substituir a minha ordem, creio bem. De qualquer modo essa é a percepção que tenho daquilo que estou a fazer.

ELIAS: O que é similar ao desejo, e o que traduz uma mera expressão do pensamento. Essa é a razão por que na maior parte das vezes não encorajo as pessoas a repetirem afirmações nem a recitarem mantras, porque isso traduz uma mera acção de repetição do pensamento, o qual não é o que cria. Aquilo que faz é deter-vos a concentração em associação com a crença que vos bloqueia a manifestação.

Agora; isso torna-se chave no que podes iniciar, que é reconhecer aquilo em que te concentras. Aquilo em que te concentras é a crença respeitante à aquisição, e ao facto de não conseguires materializar efectivamente nem criar essa manifestação. Por isso, deténs a tua concentração na aquisição, e nesse sentido, a tua concentração está-te a criar a expressão da crença.

Tal como referi previamente, muitas e muitas vezes, vós realmente criais aquilo em que vos concentrais. Se a vossa concentração for expressada com intensidade de modo associado a uma crença em particular – porque é isso que a vossa concentração faz, ou seja, foca-se em crenças específicas e nas influências específicas dessas crenças, mas a vossa concentração não é necessariamente a vossa atenção, a vossa atenção, de certa forma reflecte aquilo em que vos concentrais – vós haveis de traduzir isso muitas vezes em termos de pensamento.

Ora bem; O processo do pensamento pode não ser exacto e requerer alguma avaliação naquilo que estiver efectivamente a traduzir. Por exemplo, nesta situação, o teu processo do pensar continua a expressar-te: “Eu quero manifestar dinheiro; Eu quero manifestar dinheiro em abundância”, o que é exacto, mas também serve de indicador daquilo em que te concentras, porque, de certa forma, a tua atenção está a reflectir isso e está a ser traduzida em termos de pensamento.

Assim que começares a reconhecer que estás a expressar uma certa intensidade em termos de concentração, também poderás intencionalmente começar a relaxar essa concentração e desse modo deixares de te consumir com esse assunto, com o que começarás a permitir-te confiar ao invés de controlares.



APREÇO


Constitui a derradeira forma de aceitação. Traduz um reconhecimento do valor daquilo para que voltais a vossa atenção em relação ao apreço, a expressão autêntica do conhecimento do seu valor destituída de temor, resistência e  de resignação. Vai além da gratidão. Tal apreço pode não se expressar sem esse conhecimento.

Posso dizer-vos que naquilo que expressais que seja estendido num gesto autêntico de oferta imbuído de uma energia de reconhecimento isento de qualquer expectativa, podeis surpreender-vos e criar o reflexo do que estendeis com tal apreço. Isso, meu amigo, na qualidade de amor que o caracteriza, traduz uma verdade.

ASPECTOS


São todos os vossos elementos “situados” em todas as áreas da consciência, em todas as dimensões. “Vós possuís um número infinito de aspectos. Do mesmo modo que vós, neste foco físico particular, podeis expressar inúmeros pensamentos que são projectados a partir de vós, e que constituem elementos que vos dizem respeito, vós também possuís incontáveis “Eus” nesta dimensão em particular assim como em outras dimensões. Isso são tudo aspectos do “Eu”.
EUS ALTERNOS
São em número infinito mas é tudo VÓS; forma todos os vossos Eus, enquanto foco particular da atenção.



ABSOLUTO



Absoluto é aquilo que não sofre mudança e é inalterável. #415


Não faço questão de vos provar coisa alguma em relação à autenticidade ou à realidade do que me diz respeito. Aquilo que é importante é examinardes a vossa realidade e as vossas verdades. Se usasse de truques de salão junto de vós isso não incluiria uma maior verdade nem produziria qualquer factor absoluto; apenas reforçaria o aspecto absoluto das vossas verdades, dos vossos factos, mas os factos nem sequer são absolutos. #1449


PERGUNTA: Como é do teu conhecimento, e falando em termos gerais, a maioria das pessoas na nossa sociedade acredita em certos conceitos morais e em razão disso ensinamos aos nossos filhos, por exemplo, a não mentir, a não enganar, a não ofender os outros, e que a violência física não é coisa boa. Mas ainda assim, se (considerarmos) o conceito da ausência de importância, nesse caso não se deverá tornar irrelevante mencionar essas coisas ou procurar transmitir tais conceitos nas crianças ou nos outros? Que cabimento terá isso?

ELIAS: De forma bastante literal e genuína, meu amigo, isso não tem importância.

Porque ao reconhecerem que a vossa realidade é gerada por meio da percepção que têm, e que cada pessoa possui a sua própria percepção, e que, se concentrarem a atenção em vós sem se preocuparem com as expressões que os outros possam assumir, deixam de conceder energia à perpetuação das expressões por que não sentem preferência.

Em grande parte, as pessoas na vossa realidade física geralmente escolhem aquelas expressões que se acham associadas às suas preferências. Podes expressar na tua família aquilo que associas em termos de princípios de conduta, quer em relação aos teus filhos como em relação à tua companheira. Mas se te permitires examinar genuinamente essa informação e esses conceitos, permitir-te-ás igualmente reconhecer aquilo que é referido com a inexistência de absolutos.

Expressais certas linhas mestras de moralidade, em termos do que percebeis como sendo a honestidade, a boa-fé, conduta correcta, comportamento adequado, ética, mas outro indivíduo poderá perceber essas expressões que percebeis como sendo correctas e válidas, como inconsequentes. Podeis expressar que não se deve roubar e chegar mesmo a definir aquilo que associais como roubar; e outro indivíduo definir isso de uma forma diferente. Podeis referir que uma conduta correcta seja expressar-vos com honestidade, e a definição que encontrardes para a honestidade ser formulada em termos específicos, ao passo que outra pessoa poderá percebe-lo de modo completamente diferente.

Ao referirdes uma moralidade em termos de rigidez e definirdes regras e condutas, também estais a reforçar a crença nos absolutos. Podeis expressar preferências e opiniões na vossa realidade, mas reconhecei igualmente que elas dizem-vos respeito e à percepção que tendes e criai uma aceitação por meio da qual não useis de espírito crítico em relação às tremendas diferenças relativas à percepção e às escolhas dos outros.

Isso ainda não vos é completamente familiar porque ainda vos engalfinhais com o conceito de que gerais cada aspecto, cada momento e cada manifestação da vossa realidade – até mesmo as outras pessoas – por meio da vossa percepção individual, além do facto de que gerais cada aspecto da vossa realidade e de que o escolheis. Esses ainda não são conceitos inteiramente aceites e como tal ainda não são completamente gerados como uma realidade que vos diga respeito. Eles VIRÃO a ser, mas neste presente actual ainda não o são. Mas podes igualmente proporcionar a ti próprio conceptualmente o reconhecimento da forma como é criado o conflito com base na falta de aceitação e em associação contínua com os absolutos, como os da existência de um bem absoluto e de um mal absoluto, além de as pessoas não criam cada aspecto da sua realidade, o que justificais com os absolutos de “certo” e “errado”. #1088


Como criais, na vossa percepção, definições e identificações em termos de absolutos, também estabeleceis um forte juízo crítico e vigorosas expressões em resposta a tais absolutos.

E com isso, apresentais a vós próprios uma oportunidade de perceberdes o modo como a reacção que tendes em face dos absolutos, em muitas situações e em muitas circunstâncias, pode criar uma expressão de conflito.

Isso permite-vos igualmente a oportunidade de reconhecer que, na medida em que vos permitis aceitar, e reconhecer a inexistência de quaisquer absolutos, e se desviardes suavemente a vossa percepção e permitir-vos ir além da expressão da identificação com as formas de juízo que abrigais de uma forma tenaz, também vos permitireis perceber o modo diferenciado como a vossa energia se moverá, e deixareis de estabelecer tal tipo de conflito.

Existem muitas expressões na vossa dimensão física que as pessoas percebem em termos absolutos, e a que reagem com bastante vigor. Uma declaração do tipo: “Nunca mais,” traduz uma declaração bastante poderosa, para o referir por termos que empregais, em relação àquilo que escolheis projectar em termos de absolutos através de variadíssimos tipos de expressão, e alinha pela consciência das massas e por isso mesmo o reforça, por um considerável volume de energia que é projectado desse modo.

E isso dá igualmente lugar à expressão de um enorme conflito convosco próprios – porque vós lutais com a energia que definiste nos termos desses absolutos... Mas permite-vos uma oportunidade de identificar os aspectos das crenças que se movem em conjugação com tais definições absolutas.

Podeis permitir-vos relaxar a energia por intermédio do reconhecimento da inexistência de absolutos e do facto de que toda a vossa realidade é bastante transitória e que esses actos em que depositais tão forte juízo crítico podem ser intimamente questionados com clareza, o que vos proporcionará muito mais uma oportunidade de vos voltardes no sentido de uma expressão da aceitação, com o reconhecimento de se tratar de uma criação da vossa percepção, a qual é influenciada por intermédio das crenças que sustentais, e que apesar de ser responsável pela criação da vossa realidade, nem a própria percepção traduz um absoluto e é passível de sofrer alteração. #541

Ora bem; vou-te dizer que aquilo em relação ao que te poderás acautelar é moveres-te no sentido de encarares as tuas experiências em termos absolutos, porque as tuas experiências movem-se em conjugação contigo, enquanto consciência e energia que és, e isso muda continuamente. Por isso, apesar de elas te proporcionarem validação em muitas situações, em si mesmas e individualmente, elas também não se traduzem por absolutos.

Por isso, ao prosseguires com o teu avanço por entre as probabilidades, e em relação à criação de probabilidades e à alteração das tuas experiências, dir-te-ei para não encarares essas experiências que rotulais como “passadas” em termos absolutos, passando desse modo a instaurar um tipo de fundação, por assim dizer, nessas experiências, porque com um tipo de movimento ou acção dessas também começarás a estreitar as tuas escolhas e a deixar de te permitir expandir a tua consciência.

Vós criais experiências nesta realidade física a fim de que vos proporcionem e permitam assimilar e compreender de uma forma objectiva os passos que dais, as escolhas que definis, assim como permitir-vos, em termos objectivos, uma compreensão de vós próprios e da interacção que estabeleceis com o universo em termos físicos, por assim dizer.

Por isso torna-se bastante proveitoso que produzais experiências nesta dimensão física, e nisso CONSISTE o propósito, por assim dizer, de vos manifestardes nesta dimensão física, porque é desse modo que criais uma compreensão objectiva da vossa dimensão física e de vós próprios.

Estou apenas a referir-te que muitos se voltam no sentido de perceber as coisas em termos absolutos, e por isso, quando dais lugar à ocorrência de uma experiência em vós próprios, começais a projectar no exterior que a vossa experiência – ou aquilo que tiverdes criado com essa experiência – se traduz num absoluto, em razão do que se afirma como verdadeira, por assim dizer, em relação aos outros indivíduos e às demais situações.

Nesse sentido, as vossas experiências são geradas por meio da vossa percepção individual. A vossa percepção É aquilo que vos cria a realidade, mas não consiste em nenhum absoluto, até mesmo no que diz respeito a vós. Porque, tal como já referi, as experiências são passíveis de mudança – VÓS alterai-las. Podeis criar um cenário no vosso foco e proporcionar para vós próprios uma determinada experiência. Podeis mesmo criar um dejá vu, por assim dizer, e criar o mesmo cenário e proporcionar para vós próprios uma experiência distinta.

Podes olhar o exemplo da interacção que tens com esta informação na sua forma escrita. Podes permitir-te ler uma transcrição duma dessas interacções sob a forma duma sessão e oferecer a ti próprio uma experiência. Poderás encetar a mesma acção de ler a mesma transcrição numa outra altura, e oferecerás a ti próprio uma experiência diferente.

Isso é válido em relação a todos os vossos focos e a todas as experiências que estabeleceis. Vós criais as vossas experiências no momento, com base na probabilidade que estais a gerar no momento, a fim de vos proporcionar informação e compreensão nesse momento. #542


ACEITAÇÃO



Consiste da ausência de espírito crítico ou condenação e incorpora igualmente ausência de expectativa, por ser uma expressão genuína da consideração destituída de afectação que se traduz pelo: “Não tem importância”. Isso não significa tolerância, por nessa área ainda SUBSISTIR um sentido de importância subjacente às vossas expressões.

A aceitação, na vossa linguagem, devia representar o termo mais amplo que possuís e incorporar mais letras do que qualquer outra, pois traduz o conceito mais vasto e mais difícil de realizar, para cada um de vós. Fostes ensinados a não aceitar, pelo que, automaticamente não aceitais. Além disso comportais a duplicidade pessoal, o que reforça a não-aceitação pessoal. Por isso, como podereis aceitar o outro?

Aceitação é AUSÊNCIA de espírito crítico, o reconhecimento de que a realidade é o que É. A coisa é muito simplesmente o que é em si mesma mas não é boa nem é má. É apenas. Essa é a área da aceitação, e com essa aceitação possibilitais a vós próprios uma tremenda liberdade, porque deixa de estar presente a afectação inerente às crenças.

Com a aceitação das crenças vós eliminais o certo e o errado. Não eliminais as crenças! Expandis o conhecimento que possuis com consciência, de forma a eliminardes o certo e o errado; pelo que possibilitais a vós próprios unir-vos de um modo mais efectivo à essência, pela vossa consciência objectiva; E permitindo-vos assumir uma expressão mais eficiente da essência no foco físico. Haveis de experimentar tudo isso de forma isenta de esforço, quando tiverdes estabelecido essa união. Todas as vezes que expressais para convosco próprios, “Desejava expressar-me desta forma, mas…!” (Sorri, seguido de riso geral) Deixareis de experimentar mais “mas” porque a expressão deverá tornar-se natural. E representa uma expressão natural da vossa essência, aceitar. Neste simples conceito e neste simples termo reside toda a vossa mudança, e reside também todo o vosso trauma, por ser o domínio mais difícil de admitir. As vossas crenças encorajam-vos e reforçam em vós a não-aceitação. Vós não aceitais os outros. Não vos aceitais a vós próprios. Não aceitais ideias. Não aceitais nada, à excepção do que escolheis aceitar na própria expressão de separação que caracteriza aquela por que optais, a qual forma o vosso próprio espaço privado e individual. Com a expansão da vossa consciência, vós haveis de vos tornar conhecedores da inexistência de qualquer espaço privado ou individual! Está tudo interligado. Tudo afecta. Tudo é uma só coisa.
Aceitação pessoal
A questão está na aceitação; em reconhecerem a vossa própria criação e não em se preocuparem com a criação dos outros mas em se preocuparem com o que criam e a participação que têm nessas crenças que perpetuam as próprias situações que tentam eliminar.

A aceitação de uma crença traduz-se pela completa ausência de juízo ligado à crença particular, seja em que área for.
Aceitação do outro em nove passos simples:

1. Sois abordados por uma outra pessoa que vos interroga com relação às experiências e crenças que abriga.

2. Não respondeis.

3. Prestais atenção, empreendeis os vossos sentidos interiores, avaliais a situação, a posição dele assim como as crenças que manifesta.

4. Respondeis intuitivamente.

5. Ordenais a vossa linguagem de forma a acomodardes e a aceitardes as crenças do indivíduo… Configurais a informação no contexto das próprias crenças do indivíduo, de forma a poderdes auxiliá-lo no reconhecimento de não estar a expressar nada de inusitado nem nada de irreal nem estar a ser lunático.

6. Recordais-vos de que a questão não reside na alteração da percepção do indivíduo nem das suas crenças.

7. Recordais-vos de que a questão está em propor informação sob a forma de apoio, e não em vos preocupardes em assumir responsabilidade pela realidade dele.

8. Tendes presente que a realidade que ele está a experimentar é a realidade dele, mas que É REAL!

9. (Para ser colocado antes do primeiro passo) Ides ao encontro de todos aqueles com quem vos achais em contacto.



Abordai-los e não vos deixais ficar ETERNAMENTE à espera que eles vos abordem! Tomai a iniciativa! As pessoas passarão por experiências ligadas à mudança da consciência, nas suas vidas de todos os dias.

Aceitação pessoal: A edição correctiva:

1. Reconheceis que estais num enfoque físico. Vós sois seres gloriosos!

2. Reconheceis albergar crenças. Elas são aceitáveis. Não são más. Não são inaceitáveis. Eles compõem a vossa realidade.

3. Ao vos examinardes a cada momento, reconheceis abrigar uma enorme duplicidade e que não a reconheceis continuamente ao longo do vosso dia.

4. DETECTAIS toda a vez em que vos estiverdes a depreciar.

5. Assim que tiverdes uma impressão, haveis de a reconhecer como uma impressão. Quando tiverdes um impulso, haveis de seguir esse impulso sem vos preocupardes com os outros... nem com aquilo que eles possam perceber em relação a vós. Por isso não vos importareis que pareça que sejais lunáticos. Haveis de dar seguimento a vós próprios de qualquer jeito!

6. À medida que seguis os vossos impulsos e as vossas impressões e as aceitais no vosso íntimo, também haveis de prestar atenção à linguagem que usais, porque com ela vós expressais o reforço da vossa própria depreciação.

7. Notais as reacções que sentis em relação aos outros... Detectar a linguagem ser-vos-á bastante útil, pois possibilitar-vos-á exemplos de como não vos aceitais. Bem que podeis passar os vossos dias a expressar o quanto sois gloriosos e vos adorais a vós próprios serdes merecedores disso.

8. Também podeis dar atenção aos “fantasmas” que se acham continuamente em comunicação convosco, e reconhecer isso assim como o seu auxílio. E bem que podeis considerar-vos igualmente como “fantasmas”, porque a vossa essência, aquela parte de vós que se acha “morta” entrará em comunicação convosco.

9. Reconhecei as próprias capacidades. É inconsistente referir que são seres gloriosos se forem ineficazes e incapazes de realizar tal coisa!

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