sábado, 26 de outubro de 2013

"INFORMAÇÃO EXTRA-OFICIAL/TEMPO"




“COMO FORMAMOS AS ESCOLHAS”
"DEFINIÇÃO DE AMOR" 
"PROJECÇÃO FORA DO CORPO"


Sessão 152
Domingo, 9 de Fevereiro de 1997 ©
Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Gail (William), Bob (Simon), Jene (Rudim), Norm (Stephen), Reta (Dehl), e a Drew (Matthew)

Tradução: Amadeu Duarte


Nota: Esta sessão foi o que eu chamo de “nos deixar com a cara a arder!”



Elias chega às 6:46 da tarde. (Tempo: 25 segundos)

ELIAS: Boa noite. Ao prosseguirmos com a investigação da informação extra-oficial esta noite, vamos também abordar a questão do tempo. Ele é o grande criador de informação não oficial. O tempo, conforme estão cientes, consiste na criação de percepção, embora como com todos os símbolos, também representa uma coisa em si mesmo. Pensais nos elementos como coisas compostas de outras coisas. Mas certas coisas não são compostas por coisas tangíveis. E o tempo é uma delas. Constitui uma dimensão em si mesmo. Além disso também cria dimensões. A energia que no âmbito da consciência foi designada para a criação do elemento do tempo tornou-se na própria coisa que é.

Os factores do tempo são relativos aos focos físicos, conforme afirmei previamente. Falamos de muitos assuntos diferentes que são influenciados pelo tempo. Falamos dos trespasses que se dão entre as dimensões. E nisso, o tempo é enorme factor de influência na criação desses trespasses. Algumas formas de trespasse são o resultado directo das interacções do tempo. Isso também consta da informação extra-oficial.

Falamos sobre a informação extra-oficial que testemunhais, como nos casos dos avistamentos dos vossos extraterrestres, e do questionamento a que procedeis quanto à possibilidade disso e da realidade de outras existências. E conforme antes declarei, existem muitas explicações diferentes sobre as circunstâncias relacionadas com os avistamentos com que vos defrontais. Uma dessas explicações envolve igualmente a vossa dimensão do tempo.

Se pensarem em termos de coisas, podeis pensar no tempo como uma coisa que se dispersa em muitas outras coisas, ao criar muitas dimensões a partir de si próprio. O tempo cria por si só muitas das dimensões existentes. Isso difere das áreas de consciência, de que falamos previamente. Elas representam os diferentes compartimentos numa casa; cada compartimento simbolizando uma diferente dimensão, enquanto a casa contém todos os compartimentos; a casa representa o elemento do tempo.

Falamos da cintilação intermitente que se dá e de intervalos de tempo. Falamos da sinfonia da consciência, e de vós enquanto as notas não expressas. A sinfonia que se expressa são os “elos de consciência” que criam todas as coisas. Eles espalham-se por todos os quadrantes do tempo, e em toda a parte ao mesmo tempo. Vós focados no exclusivo representais as notas que não são expressadas. No tema dos intervalos de tempo, falamos anteriormente sobre o ritmo da vossa criação particular do tempo, da vossa dimensão do tempo; mas na dimensão da realidade criada por vós também abrangem muitas das dimensões menores, por todos os vossos períodos de tempo existirem em simultâneo, muito embora os percebais de uma forma linear. Assim, na realidade de uma só dimensão de tempo existem muitas dimensões de tempo que percebeis em termos de passado, futuro, e presente.

Nem todos os quadrantes do tempo são consistente ou imaculadamente exactos num certo ritmo. Conforme os vossos cientistas já estão conscientes, o tempo é flexível, e elástico. Por conseguinte, os intervalos não são espaçados por igual. Tampouco em todas as outras dimensões são esses intervalos espaçados de uma forma uniforme. Por isso, por vezes esses intervalos intersectam-se. Podeis ter uma dimensão de intervalos de tempo a surgir intermitentemente, como um cordão de luzes a piscar, que não piscam exactamente precisamente num ritmo exacto. Se colocardes uma outra fileira de luzes a piscar junto da primeira, elas também não piscarão precisamente ao mesmo tempo. Por conseguinte, eventualmente, algumas das luzes piscarão em simultâneo.

Do mesmo modo, experimentais vós “trespasses” em certos quadrantes de tempo. Experimentais “trespasses” na própria realidade dos outros focos que tendes. Podeis experimentar “dejá-vu”, de que já falamos antes. Estendo-vos agora uma maior compreensão dessa experiência do “dejá-vu”. Eu referi previamente que isso se acha envolvido com o vosso elemento do tempo e com a percepção que tendes do tempo. Empregais de um tipo de atenção exclusivo; mas embora projecteis um foco num período exclusivo de tempo, de uma forma inata conheceis a multidimensionalidade que vos caracteriza. Por conseguinte, estais receptivos ao reconhecimento de “trespasses” de informação extra-oficial. Podeis nem sempre ter uma explicação para tal informação, por a terem esquecido de uma forma intencional.

Também experimentais “trespasses” oriundos de outras dimensões. Esses “trespasses”, em certas alturas, não se acham limitados à vossa própria realidade. Alguns dos “trespasses” que tendes podem ser uma intersecção de uma existência completamente estranha, à vossa maneira de pensar, que podeis testemunhar de uma forma realista na vossa experiência objectiva do estado de consciência de vigília. As pessoas têm visões de naves e não têm qualquer explicação para a sua existência, por também desaparecerem muito rapidamente. Elas, por vezes, representam igualmente intersecções de intervalos de tempo. E isto representa uma informação extra-oficial.

Eu disse-vos anteriormente que vós experimentais informação extra-oficial o tempo todo. Estais agora a aprender a reconhecer esta informação extra-oficial e em parte, estais parcialmente a aceitar alguma dessa informação extra, embora não aceiteis grande parte dela, por estar em conflito directo com as crenças aceites. E isso gera conflito. Todos vós escutais o conceito de “Vós Criais a Vossa Realidade.” Conforme afirmamos previamente, isso não passa de um conceito, na vossa maneira de pensar; por cada escolha que formulais também envolver um elemento de informação extra-oficial. Não reconheceis a informação extra, por não permitirdes que a vossa atenção perceba essa informação. Por conseguinte, nem sempre vos satisfazeis com as escolhas que empreendeis. O que eu vos digo é que, se vos voltardes para vós vereis que cada sopro de respiração que tendes, cada escolha, independentemente do quão reduzida possa ser na percepção que tiverdes, constitui uma escolha consciente.

Falamos antes de não serem vítimas da orientação subconsciente. Não estais a ser conduzidos ao longo deste foco por espíritos nem por informação subjectiva de que não tenhais consciência. A comunicação que se dá no todo da vossa consciência é precisa. É extremamente eficaz, criativa, e comunicativa.

Vós escolheis de uma forma objectiva. Podeis dizer a vós próprios não compreender as escolhas que fazeis, mas escolheis de uma forma consciente. O que presentemente procurais compreender é a direcção que as probabilidades tomam na influência que causam nas vossas escolhas. Esse é o sentido que a informação extra-oficial toma. Ao começardes a olhar para todos os aspectos da informação extra que vos circunda continuamente, apresentareis a vós próprios uma maior informação quanto às direcções que tomais na definição das escolhas das probabilidades.

Lembrai-vos igualmente; tal como dissemos anteriormente no contexto das religiões e das filosofias, que elas se baseiam em verdades, uma dessas verdades é: “Vós sempre respondereis a vós próprios. Sempre recebereis aquilo que tiverdes pedido.” No âmbito das religiões, referem que se pedirem a Deus, ele vos providenciará. Se pedirdes, haveis de receber uma resposta; mas conforma já podeis reconhecer, sois quem responde a vós próprios, e haveis de responder a vós próprios de uma forma criativa e de uma maneira que vos resulte instrutiva; porque mais ninguém vos conhece nem à vossa atenção nem ao que vos possa ser elucidativo como vós conheceis. Por vezes podeis ver as vossas próprias criações como curiosas, mas utilizais informação extra-oficial de uma forma criativa para apresentardes a vós próprios métodos eficientes, no contexto das escolhas e dos acontecimentos, a fim de enfatizardes a vós próprios aquilo que desejais conhecer. Por isso, se derem por vós na posição de dizerem que estão a passar por confusão ou por falta de compreensão ou por ansiedade, podeis igualmente olhar para vós próprios e interrogar-vos como foi que escolhestes captar a vossa própria atenção.

Nenhuma entidade cósmica vos está a controlar pelos cordelinhos como marionetas! Sois os directores das vossas próprias peças, e haveis de as dirigir eficazmente pela atenção. Se pedirem para se expandir e procurarem isso de uma forma sincera, haveis de vos bombardear com as vossas próprias crenças de modo a eficientemente realizardes aquilo que tiverdes pedido. Por conseguinte, a vossa confusão poderá ser abordada ao olhardes à vossa própria inquirição e exame de toda a informação extra-oficial que apresentardes a vós próprios continuamente, por o fazerem. Se vos voltardes para a confusão, mais relutantes vos sentireis no sentido de dar atenção à informação extra-oficial que vos chega; mas conforma vos disse anteriormente, se escutardes em silêncio e não vos permitirdes cair presa na teia do drama, podereis ouvir algumas das vossas respostas. Vamos fazer um intervalo, e a seguir passarei a aceitar perguntas.

INTERVALO

ELIAS: Podeis colocar as vossas perguntas, se estiverem dispostos a tal! (A rir, o que nos contagiou a todos, que libertarmos alguma tensão confusa)

VICKI: Eu tenho uma pergunta acerca do que acabaste de dizer, sobre a direcção que as nossas probabilidades tomam ao influenciarmos as escolhas. Isso soou um pouco confuso. Não compreendo muito bem.

ELIAS: Ao entrardes num foco físico à vossa escolha, conforme referimos, criais uma bolsa de probabilidades que vos rodeiam continuamente, e a que podeis recorrer. Todas essas probabilidades, conforme foi afirmado, são actualizadas. Todos os eventos são simultâneos. Por isso, todas as probabilidades, ao se actualizarem em simultâneo, vos influenciam as escolhas. (Pausa)

VICKI: muito bem, vou tentar ruminar isso por um tempo…

ELIAS: (A sorrir) O nosso tema mais difícil do tempo simultâneo! O tempo é um negócio muito traiçoeiro! (Riso) trata-se de uma criação muito interessante, por criar muitas dimensões diferentes. É uma percepção, mas também existe a priori.

NORM: Por suposição, a unidade fundamental de todas as coisas que existem, que inclui e significa tudo, é a unidade de consciência. Presumo que a unidade de consciência não possui nenhum outro paralelo, e que traduz a única unidade fundamental de tudo quanto existe, não?

ELIAS: Eu prefiro usar este conceito dos “elos de consciência” por unidades pressuporem sistemas fechados e na consciência não existem sistemas fechados. Eu dei conta a estes indivíduos que é mais eficientemente pronunciado por meio dos “elos de consciência”; mas sim, estás acertado na ideia que tens; sendo isso a sinfonia.

NORM: A sinfonia? (Elias sorri para o Norm) Por exemplo, os “elos de consciência” podem representar gestalts, assim como se podem unir, claro está, em qualquer conjunto. Certos conjuntos, por exemplo, são electrões e átomos, neutrões, electrões que formam átomos, que na verdade são compostos por dezenas de milhões desses “elos”? Será esta uma afirmação correcta?

ELIAS: Correcto.

NORM: E eles possuem a capacidade de rumar em várias direcções ao mesmo tempo, como uma unidade?

ELIAS: Eles encontram-se em toda a parte em simultâneo, e não são limitados pela dimensão nem pela ordenação espacial nem pela percepção das dimensões do tempo.

NORM: Está bem. Disseste que o tempo constitui uma coisa, e que também… talvez eu devesse ter afirmado que os “elos” ou Unidades de Consciência têm a capacidade e propensão para serem qualquer coisa. Eles podem tornar-se qualquer coisa.

ELIAS: Correcto.

NORM: Será que o tempo, nesse caso, a coisa que o tempo é, um “elo” ou uma Unidade de Consciência, uma gestalt dessas?

ELIAS: Ao abrir a sessão desta noite, eu referi-vos a todos que vós pensais em termos de coisas. Pensais em termos de átomos, moléculas, electrões, fotões. Pensais em termos de coisas tangíveis. Mas nem toda a realidade é assim tangível. Ao vos dizer que o tempo constitui uma coisa em si mesmo, não quero com essa palavra dizer uma coisa tangível, um elemento físico, embora seja uma coisa em si mesma. É uma força. Agora, Stephen, concentra-te na tua equação; por o tempo constituir uma força padrão. (A equação é, “Transmitir a força padrão como uma fonte de tensão”)

NORM: E pode passar a fornecer uma tensão, é uma fonte de tensão.

ELIAS: Tal como poderás olhar para a vossa existência física e reconhecer a a vossa força da gravidade, que reconheceis como uma coisa, ao passo que não é composta de coisa nenhuma. É uma força. (Com intensidade) O tempo constitui uma força padrão. É uma coisa em si mesma que detém a capacidade de ser criativa, e que pode criar variações num tema próprio; mas não é composto de unidades.

NORM: Nem elos.

ELIAS: Tudo, todas as coisas, sublinhai-o três vezes! São compostas de “elos de consciência”, por não existir existência que não seja consciência!

NORM: Obrigado. (A esta altura o Norm começa a mostrar uma ar confuso e engraçado que haveria de permanecer ao longo de toda a sessão)

DREW: Eu tenho uma pergunta acerca das escolhas por me sentir um pouco confusa com isto. Disseste na semana passada que os foco e a manifestação física são símbolos da actividade da essência. Caso isso seja verdade, então de que modo poderemos nós enquanto símbolos proceder às escolhas de coisas que ocorrem dentro da nossa essência?

ELIAS: Por olhardes para um símbolo somente como a representação de qualquer coisa. Eu referi-vos que um símbolo detém a qualidade de representação de outra coisa qualquer, uma interpretação, mas que também é ele próprio e possui uma integridade própria e uma realidade própria. Por isso, vós sois um símbolo, por a vossa manifestação constituir um símbolo de um foco da essência. Ao olharem por intermédio dos vossos olhos físicos e verem diferentes objectos, eles são parte da vossa realidade, embora para vós também representem símbolos; mas em si mesmos constituem a sua própria realidade. Consequentemente, vós também sois uma coisa em si mesma.

DREW: De forma similar ao modo como uma criança pode representar o reflexo dos pais, e ainda assim tomar as próprias decisões e as suas próprias escolhas na vida? Esta será uma metáfora que resulte?

ELIAS: Podes ver desse modo, embora isso dê igualmente lugar a ideias enganadoras. Dir-te-ei que tu, conforme foi declarado, fazes parte do todo, e que o todo faz parte de ti, certo? Certo!

DREW: Não vou discutir contigo! (Riso)

ELIAS: Ao asires de casa e te deparares com uma flor, essa flor não és tu, embora faça parte de ti. Também representa um símbolo para ti. Simultaneamente, constitui uma coisa em si mesma, detentora da sua própria integridade e realidade; na vossa maneira de pensar, separada e afastada de vós, embora não esteja separada nem afastada de vós. Desse modo, tu, enquanto foco da essência, constituis a projecção de uma imagem perceptível simbólica da essência, mas em ti mesma constituis uma realidade; detentora da tua própria integridade, que crias a tua própria realidade e elaboras as tuas próprias escolhas.

DREW: Muito bem, então a outra pergunta que tinha era… quase tenho medo de a colocar! A que nível serão as escolhas feitas? Por haver escolhas que tenho a certeza de estar a fazer de que não tenho consciência. E queria saber; existirá alguma diferença entre a percepção consciente e o que poderá ser designado por consciência do dia-a-dia? Se for verdade que tudo nos acontece em resultado das escolhas que elaboramos, aventurar-me-ia a dizer que aqueles que são vítimas de assassínio e aqueles que se envolvem em acidentes de automóveis e que têm doenças terminais, na consciência diária que têm, não estão a proceder a tais escolhas. Tal como se eu, neste exacto momento, ou amanhã, na consciência diária que tenho proceder à escolha de alterar a minha realidade… As escolhas que faço na consciência diária que tenho muitas vezes não se reflectem na minha realidade.

ELIAS: Ou assim não te pareça! (A sorrir)

DREW: Gostava de saber a que nível serão essas escolhas estabelecidas, e como aceder a esse nível

ELIAS: Essa é a razão por que estamos a debater a informação extra-oficial presentemente, de modo a poderdes melhor compreender como criar a vossa realidade ao testemunhardes e prestardes atenção a toda a vossa realidade, e não só ao que estais acostumados a prestar atenção. Eu disse-vos que na verdade, as vítimas de assassinato, as vítimas de acidentes, assim como todo o indivíduo seja em que situação ou circunstância for, se perceberdes de verdade toda a informação que se vos acha ao dispor, vereis que tendes indicadores dessas probabilidades. Tal como podereis, em circunstâncias bastante objectivas e óbvias, perceber um padrão em vós que conduza a uma certa realização, e também poderem perceber objectivamente, caso noteis, indicadores por meio de informação extra-oficial que vos expressem a direcção que tiverdes escolhido no âmbito da vossa atenção, e as probabilidades que tendeis a criar.

E, tal como no caso da missão dos sonhos, precisais olhar de uma forma criativa. Compreendei que sois seres criativos. Por isso, uma pessoa pode escolher um acidente debilitante de automóvel, nos vossos termos. Ele pode ocorrer de uma forma bastante surpreendente. Na realidade, se notardes toda a informação disponível na realidade do indivíduo, percebereis um “curso condutor” à criação drástica e dramática pelas razões inerentes às probabilidades que o indivíduo escolheu.

Caso em questão: O Jaren. No âmbito comportamental e das probabilidades e escolhas e interacções que teve com os outros, e caso notassem a informação extra-oficial que apresentava a par da informação oficialmente aceite, ou convencional, perceberiam como o indivíduo criou uma situação correspondente em relação aos desejos não expressados do pai. Nessa situação, também perceberíeis esse indivíduo, Jaren, a criar a opção de envolver temporariamente essa acção correspondente, sem desejar dar continuidade a essa acção de correspondência durante todo o seu foco. Consequentemente sinais, nos vossos termos, foram exibidos no sentido de não querer continuar nessa acção de correspondência. Além disso, (perceberíeis) que da parte do pai foram exibidos sinais quanto ao facto dessa acção de correspondência não ser mais necessária, por a realização de sentido de valor ter sido alcançada. Por isso, nos confins do relacionamento, é feita a escolha de alterar o foco. O foco é alterado de uma forma drástica, pela interrupção da acção de correspondência e também no sentido da continuidade do foco individual com base nas probabilidades que esse indivíduo teria escolhido para o seu próprio foco. Nessa medida, foi estabelecida a escolha de um acontecimento dramático; um acidente de automóvel que provocou uma acção e uma reacção devastadora - unicamente nos vossos termos – nos indivíduos do círculo íntimo desse indivíduo que veio a romper o laço de acção de correspondência, e restabelecer o sentido das probabilidades que tinham, inicialmente sido elegidas para dar continuidade ao foco individual, e que permitiriam a realização do pai através da experiência que obteve expressão.

Nota da Editora: Para mais informação acerca do Jaren, consultar as sessões #86 e #87 (que serão tão prontamente traduzidas quanto possível) O Jaren constitui certamente um excelente exemplo. A Vicki e eu concordamos que isto é complicado, mas se observarmos com atenção, perceberemos certos comportamentos, certas opções, certas acções que deverão servir de indicador, pistas do rumo que tomamos. Precisamos dar atenção à periferia e entender que nem toda a realidade que criamos se processa numa linha estreita. Extraímos a partir de variadíssimos ângulos no âmbito das probabilidades, e também interagimos e intersectamos Eus alternos. Muito mais se passa na nossa realidade do que o que percebemos!

Nessa medida, se olhardes a forma como estais a criar a vossa realidade, precisareis igualmente levar em consideração a realidade toda e todos os seus ângulos, por muitos serem. Toda a acção que elegeis pode na verdade não estar directamente relacionada com a acção imediatamente anterior. Poderá parecer que a acção siga uma certa linha de probabilidades e linha de ocorrências, mas esse nem sempre é o caso; embora em simultâneo tudo se enquadre no presente movimento, só que pode apresentar ramificações para além das presentes circunstâncias.

Não pensais nas influências que vos pressionam continuamente. Tendes muitos focos no âmbito da essência. Tendes muitos Eus alternados em cada foco. O vosso Eu futuro, conforme pensais que seja, também vos influencia bastante o presente. Uma vez mais, isso não quer dizer que não tenhais qualquer controlo objectivo nem rumo, por terem todos. Apenas não olhais a vossa própria acção.

Eu afirmo-vos que a mais pequena, na vossa maneira de pensar, acção que alterais na vossa rotina diária é precisamente elegida. Podeis despertar uma bela manhã e optar por escovar o cabelo de uma forma diferente. Podeis escolher tomar os vossos cereais antes do café ou do chá, ao contrário da rotina normal de bebericar o vosso café ou chá primeiro. Essas poderão ser alterações significativas, mas representam igualmente opções conscientes que vos afectam; por terem escolhido, nesse dia em particular, uma rotina diferente. Tereis optado por alterar os vossos métodos, e no âmbito disso alterais-vos por completo. A percepção que tendes altera-se. Podeis não notar uma dramática alteração da percepção, mas a vossa percepção alterar-se-á. Este é um ligeiro exemplo que vos sugere uma ligeira alteração da vossa realidade; mas constitui um exemplo da forma como cada escolha é determinada, que altera a percepção e também vos cria a presente realidade.

(Com firmeza) Trata-se tudo de escolhas objectivas. Não percorreis esta realidade física a dormir! Não estais a envolver os outros nem o vosso emprego como se num sonho! Estais despertos. Gozais de objectividade. Raciocinais. Escolheis. As escolhas que elaborais são elaboradas de uma forma objectiva. Vós estais na direcção.

BOB: Posso fazer uma pergunta? Dirias que esse será um processo de tentativa e de erro?

ELIAS: Não. (Com firmeza)

BOB: Implicará que conheçamos os resultados das nossas escolhas antes de procedermos a elas?

ELIAS: De certo modo.

BOB: Mas se eu escolher tomar os meus cereais antes de bebericar o meu café, terei alguma ideia do que a mudança implicada na minha vida compreenda?

ELIAS: Se te permitires ter atenção para com a periferia e para com a realidade. De certa forma, sim; na essência tens consciência, por todos os acontecimentos se darem em simultâneo. Não existe futuro. Não existe passado. Por isso, tens consciência da acção que praticas na sua inteireza. Por outro lado tu não tens consciência, por optares por te focar de uma forma isolada e também optares por não dar atenção e perceber a informação extra-oficial.

BOB: Mas independentemente, procedemos às escolhas. De modo que aqueles que têm mais consciência da sua informação extra-oficial subjectiva, seja como for, elaboram escolhas à luz disso, pelo menos indiscutivelmente, e aqueles que não têm procedem às suas escolhas…

ELIAS: …na mesma. (A rir)

BOB: Está certo. Creio que não é isso que eu deveria ter dito!

ELIAS: Vós escolheis de forma diferente, por optardes por envolver a acção de expansão… e por o terem pedido!

BOB: Então, a única diferença assenta na percepção. Procedemos às escolhas com um resultado claro para nós, a um nível qualquer, mas a consciência que temos dos resultados ou das escolhas… Tanto podemos estar conscientes como não conscientes delas.

ELIAS: Não é necessário para a vossa consciência. Muitíssimos são os indivíduos que se envolvem no foco físico e não têm qualquer entendimento objectivo das probabilidades, e que percorrem os seus focos de uma forma objectivamente eficiente. Vós pedistes esta informação, e conduzistes-vos a ela. Desejais esta mesma informação para a vossa própria expansão da consciência (espiritualidade), pela razão expressa de empreenderdes a mudança e de envolverdes a transição no foco físico.

BOB: Está bem. Poderia colocar uma pergunta diferente? Compararias o tempo ao pensamento?

ELIAS: De certo modo; por o pensamento também constituir uma realidade e uma coisa em si mesma, embora constitua igualmente uma percepção e um símbolo. Por isso, sem dúvida; de certo modo, seria comparável ao pensamento.

BOB: Será o pensamento uma força de uma forma muito idêntica àquela por que o tempo constitui uma força?

ELIAS: Eu definiria o pensamento como um movimento.

BOB: Porquê???

ELIAS: Por se tratar de um movimento. Outros elementos na consciência se conjugam com o pensamento a fim de criardes a realidade, ou outra realidade. O tempo não precisa juntar-se para criardes realidade, por poder criar variações de si próprio.

BOB: De si próprio???

ELIAS: Sim.

BOB: Pensei que o tempo for a criação nossa, da essência, e que não existia separado de nós. (A esta altura o Bob está a ficar corado!)

ELIAS: E é, mas vós continuais a perceber de uma forma isolada como coisas. A essência é consciência.

BOB: Está certo. Então, o tempo existe aparte da cosnciência.

ELIAS: Nada existe aparte da consciência!

BOB: Está bem. (Pausa) Eu estou a ajudar-te ou estarás tu a ajudar-me??? (Riso generalizado com o Elias na gargalhada a suplantar a banda!)

DREW: Se não existisse realidade física, existiria tempo?

BOB: Demasiado hipotético.

DREW: Isso será de algum jeito o que estás a perguntar, se existe aparte da realidade física?

BOB: Não…

DREW: Ah, não é. Peço desculpa. Bom, poderias responder a essa pergunta? Caso não existisse realidade física, existiria tempo?

ELIAS: Isso está dependente do acordo e do desejo da consciência para criar esse elemento.

DREW: Mas é possível.

ELIAS: É.

DREW: Então não depende da realidade física.

ELIAS: Não, embora esteja directamente relacionado com a realidade física, por essa ser a área de consciência que afecta. Por isso, é relativo ao foco físico.
DREW: Desculpa Bob. Não tinha a intenção de…


BOB: (O Elias ri) Então o tempo existe em... não quero dizer na tua realidade. Com hei-de dizer? Bom, quando não te encontras entre nós, seja onde for que te encontres, existirá tempo?

ELIAS: (A rir) Na área de consciência que eu ocupo, este período em que estou convosco não tem existência enquanto tempo. Não envolve qualquer sequência de momentos.

BOB: Está bem, mas nós já tínhamos aceitado que o tempo não é necessariamente sequencial e que pode ser simultâneo, mas que existe apesar de não ser...

ELIAS: Ah! Aceitamos a realidade do tempo simultâneo, não? (Riso)

BOB: Bom, aceitamos!

ELIAS: Ah! Vamos deixar a nota de atribuírem um troféu ao Simon por aceitar a existência do tempo como uma realidade simultânea, enquanto o primeiro ser humano a aceitar a realidade disso! (Desatamos todos a rir)

BOB: Mas suspeito que a nota de sarcasmo que notei me leve a acreditar que a aceitação nos meus termos possa não equivaler à aceitação dos termos que empregas!

ELIAS: Justamente! (Rido generalizado) Aceitastes um conceito. Não aceitastes a realidade! (A sorrir com ironia)

VICKI: Na verdade o termo simultâneo em si mesmo soa bastante contraditório.

ELIAS: Isso é bem verdade, mas vós lidais com uma estrutura de tempo. Deverei dizer-vos, uma simultaneidade de coisa nenhuma? (Riso) Não entenderíeis. Por isso, expresso-me em termos que possais compreender. Achais-vos envolvidos uma realidade que ocupa uma estrutura de tempo. Toda a vossa realidade envolve intimamente tempo. Não existe nenhum aspecto da vossa realidade que não seja afectado pelo tempo. Por conseguinte, lidamos com o tempo nos nossos debates e nas nossas explicações; embora eu jogue com a vossa terminologia, como no uso que faço de "antes do começo". (Sorriso irónico)

VICKI: Então, quando temos um sonho do tipo precognitivo, na realidade estamos a presenciar o evento à medida que decorre.

ELIAS: Exacto; o qual decorre agora. Estais a presenciar de lado, e não de frente. (Pausa) Vou instruir o Lawrence, e dizer-lhe que o vou abordar amanhã para o questionário que tens e que envolve os nossos novos amigos, isoladamente.

VICKI: Na verdade, já entendi mais ou menos a mensagem.

ELIAS: Muito bem!

VICKI: Excelente para mim, não? (A rir)

ELIAS: Informação extra-oficial aceite! Muito bem conseguido, Lawrence! Vamos fazer novamente um intervalo, e prosseguiremos... em breve! (A sorrir, seguido de riso) Embora até isso seja relativo!

VICKI: É uma questão de percepção!

INTERVALO

NOTA: Durante o intervalo gerou-se uma enorme discussão em relação à acção de correspondência e os acordos em geral, e especificamente acerca da acção entre o Josh e o pai dele. Também se gerou uma discussão quanto ao sentido do termo amor, e se refere uma crença ou não. Demasiadas foram as crenças religiosas que esvoaçaram ao redor durante a conversa!

ELIAS: Uma nota a acrescentar ao nosso presente cenário da discussão acerca da acção de correspondência: o sentido de valor foi satisfeito da parte do pai, mas não da parte do filho. A acção de correspondência constava da conclusão da satisfação do sentido de valor não expressado no pai, o qual foi satisfeito.

NORM: Poderias dizer-nos que sentido de valor seria esse?

ELIAS: O filho expressou na personalidade elementos que o pai se sentiu incapaz de expressar objectivamente. Consequentemente, no âmbito da acção e da personalidade o filho conseguiu, por meio da sua realidade em idades jovens, feitos, que se traduziriam por uma criatividade académica que o pai foi incapaz, ou acreditou ser incapaz de expressar em termos objectivos. Por conseguinte, o filho deu expressão a essas qualidades como uma acção de correspondência, ao realizar o sentido de valor do pai.

NORM: Nas famílias gerar-se-ão habitualmente muitas acções de correspondência?

ELIAS: Muitas vezes ocorrem acções de correspondência nos agregados familiares.

DREW: Estamos de novo abertos a perguntas? Será isso que estamos a fazer? (O Elias acena na afirmativa) Durante o intervalo surgiu uma palavra em que, por coincidência, tenho pensado durante a semana. É divertido como isso acontece! Amor. Será o amor apenas uma coisa que nós percebemos? Será o amor uma coisa real? É um sentimento, pelo que deve ser real, mas em relação ao amor temos todas estas associações do amor saber bem, e no entanto não existe bem nem mal. Poderás definir ou explicar ou dar-nos um entendimento qualquer quanto à palavra e ao sentimento, e ao que o amor traduz?

ELIAS: O que expressais no foco físico com respeito ao amor consta de uma interpretação. O amor consiste numa realidade. O amor é uma verdade. Isso abrange todas as dimensões, todas as áreas de consciência, toda a realidade. Cada dimensão e foco físico tem a sua própria interpretação individual da acção do amor. A interpretação que fazeis do amor nesta dimensão consta de um sentimento. Além disso associais muitas, muitas, muitas crenças ao conceito Na realidade o amor, ao representar uma verdade, é dimensional; tal como a cor e o tom. Detém muitos aspectos próprios. Encarais essa palavra como uma emoção, um sentimento, e por vezes uma acção. É uma qualidade dimensional da consciência; uma verdade em si mesmo, que comporta a sua própria integridade, conforme referimos antes.

Nesta dimensão, tendes muitas interpretações e definições para o amor. Nesta dimensão, podeis experimentar um aspecto da realidade da acção dessa verdade, embora não seja frequentemente experimentada; porque ao experimentarem a verdadeira acção dessa realidade e verdade deveis permitir-vos, no contexto do vosso tempo, um lapso de tempo momentâneo desprovido de crenças e de apegos, o qual poderá temporariamente ocorrer. Isso também exige uma irrevogável confiabilidade. Eu afirmo-vos que haveis de experimentar isso apenas por momentos no foco físico, por essa ser a extensão do tempo em que detereis a capacidade de manter o foco da experiência. Poucos indivíduos no foco físico experimentam esse tipo de acção. Vós, nas definições que dais, haveríeis de explicar essa acção em termos emocionais, e expressar exaltação com a sua forma verdadeira. E poucos experimentam tal coisa.

Mas quanto à pergunta que fizeste da sua validade e realidade, sim. Isso traduz uma verdade. Isso é uma realidade que não é restrita por nenhuma dimensão nem área da consciência. Apenas é interpretado e representado diferentemente nas diversas dimensões. Por conseguinte, é experimentado de modo diferente; embora tal como eu expliquei presentemente, se vos permitirdes despojar num instante de crenças e abrir-vos à experiência da acção dessa verdade, isso também transcenderá os elementos dimensionais; por cada dimensão dever experimentar a mesma acção, alcançando esse instante particular em tal ocorrência. Por isso, a interpretação que fazeis do amor não importa, por numa outra dimensão a interpretação que fazem do amor poder ser bastante diferente da vossa, mas a sua experiência, uma vez concedido o devido abono, deverá ser a mesma.

RON: Nesse caso, o ódio constituirá igualmente uma verdade? (As artimanhas do Ron!)

ELIAS: Não.

RETA: A compreensão que tenho é que podemos conduzir um maior amor a nós próprios, ao que nos facultará uma maior energia, ao nos concentrarmos no chakra do coração. Haverá algum método especial, meditação, qualquer coisa, de modo a podermos receber uma maior energia para podermos dar mais amor? Terei enunciado a coisa correctamente?

ELIAS: Na apresentação que fizeste, formulaste-a de forma efectiva. Eu responderei dizendo-te que não te achas limitada na energia nem no amor. Não existe limite. Não atrais mais a ti, aos bocados, por ele não ser repartido por vós aos bocados. Ele é; e não tem barreiras nem limites. A verdade é a verdade. É sem limites. Não existe limite para a viabilidade ou para o que podeis encarar como a posse, da vossa parte, por na realidade não possuirdes, apenas sois; tal como não podeis atrair a vós mais cor. Ela é; e a sua qualidade vibratória situa-se em vós. Não se trata de uma coisa que consumis e a seguir exsudam para o exterior. Simplesmente sois. As verdades são.

RETA: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

BOB: Nesse caso o amor constitui uma verdade da essência? O amor constitui uma verdade que faz parte da essência? Ele existe enquanto parte da essência?

ELIAS: É uma verdade, ponto final.

BOB: Certo, mas tu definiste-o em larga medida como uma acção.

ELIAS: Exacto.

BOB: Como o encaramos como um sentimento, trata-se de uma rotulagem algo errónea.

ELIAS: Não necessariamente. Essa é a interpretação que fazeis nesta dimensão e criação física, tal como interpretais os eventos da fonte na realidade física no contexto dos eventos de massas e dos eventos individuais. Eles também são uma realidade. Não abrangem a totalidade do Evento da Fonte, por não caber no quadro e nos limites da vossa realidade física: tal como as verdades não se enquadram nos limites e no quadro de nenhuma realidade física, por serem infinitas. Todas as verdades são dimensionais, e acção.

RON: Posso interromper por um momento? Preciso mudar a cassete.

ELIAS: Muito bem. (Pausa para mudança da cassete)

BOB: De modo que esse amor constitui em larga medida uma acção, ao mesmo tempo que constitui igualmente uma verdade, é algo que escolhemos, por a acção implicar escolha.

ELIAS: Implica?

BOB: Para mim implica! (O Elias sorri) Ora bem, se criamos a nossa realidade e essa realidade passa pela elaboração de escolhas e tudo quanto somos são tais escolhas, nesse caso o amor não terá existência na nossa realidade enquanto escolha?

ELIAS: Estás a situar isso entre limites. A vossa realidade inteira não se baseia apenas nas vossas escolhas. (Pausa)

BOB: Está certo…

ELIAS: A consciência é toda acção. (Pausa mais prolongada)

BOB: E que mais? (Pausa) Será isso tudo quanto obterei por ora? (Riso)

ELIAS: (Sorrindo) Estás a limitar o teu raciocínio ao posicionares este conceito nos limites que acreditas poder compreender. As verdades, na realidade, encontram-se além de toda a compreensão que tendes num foco físico individual. Na essência, na totalidade do que sois, tendes essa compreensão; mas seja em que foco físico individual for, a totalidade da compreensão de qualquer verdade está além da capacidade que tendes de compreender.

A totalidade da consciência consiste em movimento. A totalidade da consciência é acção. Estais acostumados a encarar a realidade, conforme declarei, como coisas. Individualizais e objectivais a vossa realidade, e classificai-la como coisas. É assim que percebeis a vossa realidade. Isso funciona na perfeição nesta realidade. O que não quer dizer que constitua a realidade inteira. Por que não constitui. NO âmbito da consciência, a energia não é definida como coisas. Por isso, a verdade não é definida como coisa nenhuma. Torna-se difícil transmiti-vos, nos limites da vossa língua, uma explicação adequada.

Eu digo-vos que a cor representa uma verdade. Estou amplamente ciente de que na vossa maneira de pensar isso é registado como uma coisa. Podeis ver o que fisicamente encarais como uma cor, o que definireis com uma cor. Aquilo que pensais que seja e definis com uma cor, nesta dimensão e foco físico, representa uma interpretação de uma verdade. É, uma vez mais, uma coisa em si mesma, e também representa um símbolo. Vós percebeis o símbolo. Percebeis diferentes cores a que associais termos no contexto da vossa linguagem, tal como vermelho, cor-de-rosa, azul, verde. Além disso associais qualidades vibratórias a essas cores.

Numa realidade mais vasta, por assim dizer, a cor representa uma acção e é dimensional. O amor é uma acção e é dimensional. Na vossa maneira de pensar, podeis aceitar o facto de a cor ser dimensional, mas não compreendeis como pode ser uma acção. Na vossa maneira de pensar, podeis aceitar que o amor constitua uma acção, mas de que modo poderá ser dimensional?

Isso parecem inconsistências, mas for a da atenção isolada do físico a realidade é muito ampla e destituída de limites. É tudo um estado de transformação. Por isso, também as verdades constituem acções e estados de transformação.

RON: Seria justo afirmar que todas as emoções, como o ódio e a alegria e a dor, constituem apenas interpretações objectivas ou equívocos da acção que acabaste de descrever em termos de amor? (Ainda a tentar aprimorar-se!)

ELIAS: Não equívocos; mas sim, interpretações relativas ao vosso foco físico. Eu disse-vos recentemente que há existências, dimensões, que não empregam a emoção como vós o fazeis. As suas existências proporcionam-lhes um cumprimento de sentido de valor do mesmo modo que as vossas, só que num contexto diferente, por terem optado por uma experiência diferente. Vós criastes muitas dimensões diferentes para variadíssimas expressões e experiências físicas. Por isso, tal como interpretais a emoção, isso é relativo a certos enfoques físicos. Não constituís o único enfoque físico que emprega e experimenta a emoção, mas nem todas passam pela experiência dessa criação. Por isso, quando perguntas se o ódio constitui uma verdade, não, não constitui. É uma emoção relativa ao foco físico. É o resultado directo de crenças. Existe uma diferença entre criações que tenham brotado de crenças e verdades que sejam interpretadas por intermédio de crenças.

DREW: Então isso torna o amor num elemento fundamental, ao contrário das nossas outras emoções todas, uma acção fundamental daquilo que passarei a dizer ser o universo, mas da consciência. É um aspecto fundamental do ser, ao contrário de todas as outras emoções que sentimos. A conversa que tivemos durante o intervalo foi quase a questão da importância que tem relativamente ao ser. O que estás a dizer é que o amor… Nas poucas semanas em que aqui permaneci, utilizaste o termo verdade em relação às coisas de que falamos muito poucas vezes. Se utilizas amor e o descreves como uma verdade, então o que isso me transmite em termos de importância do ser é que é fundamental em todas as dimensões.

ELIAS: Correcto.

DREW: Bom, isso é muito importante!

ELIAS: Correcto.

DREW: Eu queria esclarecer um termo. Quando referes que o amor seja dimensional e que a cor seja dimensional, quererá isso dizer multidimensional?

ELIAS: Correcto.

BOB: Todavia, se bem entendo o que estás a dizer quando referes que o amor constitua uma verdade, isso não quer dizer que a interpretação típica que fazemos do amor e das descrições do amor constituam uma verdade.

DREW: Certo. Essas são interpretações nossas, mas constitui uma verdade fundamental do ser.

BOB: Certo, de que temos muito pouco entendimento, caso tenha escutado correctamente. De modo que, as características que impomos ao amor não são necessariamente exactas, nem descrevem necessariamente o quadro. Não constituem a verdade. A verdade do amor é algo aparte do carácter que lhe atribuímos.

ELIAS: O que não deve servir para diminuir a realidade da interpretação que fazeis!

BOB: Tudo verto, mas a questão reside no facto de muita gente equacionar o amor e o ódio como contrários um do outro, e com base na nossa definição, isso deixará de ser verdade, por…

ELIAS: Correcto.

BOB: …o amor constitui uma verdade e o ódio é uma emoção filtrada por meio de crenças. De modo que o amor não é algo que tecnicamente seja filtrada por meio de crenças, mas a descrição que fazemos daquilo que percebemos seja o amor é filtrada pelas crenças, certo? Assim, o amor é algo verdadeiramente aparte disso, que não chegamos verdadeiramente a compreender muito bem e em relação a cuja descrição usamos de uma imensa liberdade, mas o facto dessa liberdade ser válida ou não é uma outra conversa. (A Vicki desata a rir. Já passei por esse carrossel várias vezes, Bob!)

ELIAS: Aproximas-te de uma área perigosa! (Riso generalizado)

BOB: Parece que esta noite é uma a seguir à outra!

ELIAS: Faço da desconsideração do que criais uma enorme questão, por serem bastante profícuos e adeptos na desconsideração daquilo que criais e da invalidação de vós próprios! As vossas criações constituem interpretações, mas são uma realidade que não deve ser depreciada. A interpretação que fazeis de uma verdade pode constituir uma interpretação nos termos da consciência não física na sua totalidade, mas a vossa interpretação de uma verdade no foco físico constitui uma realidade. Além disso não é negativa, mas criativa!

BOB: Tudo bem, mas a realidade não é a verdade. (Desatamos todos a rir)

ELIAS: (A sorrir para o Bob) A realidade é verdade!

BOB: Então toda a experiência e tudo quanto criamos constitui a verdade!

ELIAS: De certo modo.

BOB: Certo. Se nós criamos a nossa realidade e a realidade constitui a verdade, então criamos a verdade! (O Elias sorri de forma sedutora para o Bob, que recua) Bom, vou pensar um pouco nisso!

NORM: Eu tenho uma pergunta. Não estou certo de merecer debate, mas sinto que a área da cooperação é talvez muito importante na minha vida. A relação existente entre a cooperação e a separação ou a individualidade, terás algumas palavras sensatas a proferir em relação a isso?

ELIAS: Como já estás consciente, haverás de apresentar a ti próprio oportunidades de notares aquilo que optas por abordar. Com respeito à cooperação e à separação, isso fica ao vosso critério, ambas; embora se escolheres por te expandires e exigires de ti próprio informação a título de ajuda, haverás de apresentar a ti próprio a oportunidade de ver aspectos de ti próprio que poderás notar serem menos eficientes. Por isso, criarás a oportunidade de escolhas enquadradas nas probabilidades da mudança, e eventualmente abrir-te-ás ao reconhecimento da direcção que tomas no âmbito da cooperação, ao chegares a compreender não existir separação.

Esta é uma questão difícil para todos vós, sem excepção; por terem criado um foco físico que tem uma camuflagem de separação. Não se trata de ilusão nenhuma, mas de uma camuflagem eficaz de separação. Mas como percebes que não existe separação, não existem secções, (a sorrir) deverás permitir-te uma maior compreensão da cooperação.

Lembra-te objectivamente de que és uma parte do todo e que o todo é uma parte de ti, independentemente do bom gosto que tenhas por qualquer aspecto. Poderás perceber outra pessoa ou actividade como detestável, mas são elementos de ti. Não tem importância. Não te encontras afastado nem separado do todo. Não existem muros entre nenhum de vós. Unicamente te permites uma perspectiva temporária que parece seccionada; mas embora cries uma manifestação física, mesmo isso não se acha limitado e seccionado em relação a tudo o mais.

Haverás de descobrir, se continuares no teu processo de expansão, conforme muitos dos meus queridos amigos continuaram comigo neste períodos das sessões, que se exigires de ti próprio a tua própria expansão haverás de a apresentar a ti próprio, e haverás de te confundir, e por vezes haverás de guinchar de desalento! Mas tu exigiste. Tal como temos falado, tu escolhes objectivamente. Não és vítima de um movimento de conspiração subjectiva. Tu escolheste, e haverás de apresentar a ti próprio aqueles elementos que precisas ver para tua própria consciência e a tua própria expansão; o que melhor te permitirá tirar partido da tua mudança e transição no foco físico, sem senilidade!

VICKI: Eu gostava de fazer uma pergunta acerca de um desses elementos. Tive uma experiência interessante ligada à informação extra, esta semana, na apresentação objectiva de uma mulher e logo a apresentação onírica da mesma mulher, e de um nome e um alinhamento por uma família. Para mim foi uma experiência invulgar. Tenho várias sensações do que seria um exemplo em diferentes áreas, mas em certas situações estou por completo às escuras. Não compreendo do que tratava toda aquela ênfase na família Zuli, e não obtenho a menor impressão sobre isso. Não estou bem certa sobre a conexão que tenha com essa mulher ou se sequer envolverá alguma ligação com uma pessoa, ou se terei interpretado mal o imaginário. (1)

ELIAS: Esse é um exemplo efectivo de informação extra-oficial. Temos vindo a debater esse assunto, e nessa medida deverás começar a notar informação não oficial e deverás apresentar a ti própria oportunidades de veres e de reconheceres informação não oficial. Tal reconhecimento nem sempre passa por uma condução a ti daquilo que pensas nos vossos termos como informação profunda dotado de profundos significados cósmicos! Estás a apresentar a ti própria a oportunidade de ver objectivamente e de reconhecer informação não oficial. Isso, poderia dizer, na “extremidade da cauda” da tua aventura subjectiva, constituiu uma apresentação feita a ti. Uma vez mais, uma dádiva; uma apresentação de informação não oficial que poderás objectivamente e concretamente ver; embora aposte, em termos de interrogação, que aqueles focados como tu presentes nessa ocorrência não têm qualquer lembrança dessa aparição. (A sorrir)

Apresentaste a ti própria uma verificação no teu estado de sonho para tua própria compreensão. Isso constitui igualmente uma ligação entre as realidades do estado desperto e do estado de sonho, numa consciência objectiva da fusão de ambos, por eles na verdade não constituírem enfoques separados no vosso foco individual manifesto. São expressões, mas completamente a mesma. Por conseguinte, apresentas a ti própria um exemplo objectivo e subjectivo, em termos de informação que possa ser confirmada. Bem feito.

VICKI: As afirmações que acabaste de proferir também se aplicarão ao sonho que a Mary teve há algum tempo, sobre alguém chamado Patience?

ELIAS: Essa é outra actividade similar. Sim, tens razão. Quanto ao significado da família Zuli, isso uma vez mais, constitui informação não oficial que apresentas a ti própria a fim de reconheceres essa família particular; a interacção que tem, a representação, do que também falamos recentemente no âmbito da interacção da energia e da identificação que fazeis da importância dessa interacção, assim como desta acção de criação física da Zuli no âmbito da acção desta mudança, num regresso ao objectivo original, por assim dizer; nos vossos termos, uma criação da expressão física; os experimentadores. Aproximais-vos de um novo experimento nesta mudança. Por isso, essa família virá a ser fundamental na actualização.

VICKI: obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

BOB: Poderei fazer uma pergunta mesmo breve para esclarecer o debate que tiveste com o Lawrence? Deverei entender que na maior parte, a experiência que ela teve com essa mulher e o sonho subsequente não foi tanto informação que lhe foi transmitida, mas mais um exemplo do processo através do qual a informação poderia ser veiculada de molde a ela poder perceber o processo, e identifica-lo, ao contrário da informação actual? Foi isso que disseste?

ELIAS: Em parte, sim.

BOB: Muito bem. Isso é suficientemente bom. Não precisamos…

ELIAS: Sim, interpretaste correctamente, em parte. É importante, ao vos expandirdes, fundir as realidades objectiva e subjectiva. Isso, podeis vós encarar como um processo, embora não haja processo nenhum, (a sorrir) por passardes para a percepção dessa fusão gradualmente; o que vos beneficia a todos por evitar o trauma, ao não vos empurrar para uma fusão de consciência e de desorientação.

BOB: Então em certa medida isso explica o sonho que tive na outra noite?

ELIAS: Isto não é um sonho. Esta acção não constitui um imaginário onírico. Esta é uma acção diferente. Isto é informação similar à que vos foi apresentada nos termos da informação não oficial que recordais. Recordaste objectivamente uma experiência de projecção fora do corpo. Ao mesmo tempo, o William também empreendeu uma experiência fora do corpo. Por isso, tu, ao reconheceres por instantes isso, pensaste em dize-lo ao William, embora o William não estivesse a prestar atenção. Empreendeste a tua própria actividade numa outra direcção. Ao perceberes que não te encontravas no que vês como o estado desperto, a resposta que tiveste foi um instantâneo “pular de volta” à expressão física.

BOB: Está bem, entendi muito bem tudo quanto disseste, excepto no início quando disseste que não me encontrava no estado de sonho.

ELIAS: Correcto.

BOB: Então, estás a dizer que me encontrava desperto. Por inicialmente ter pensado estar desperto.

ELIAS: Não. Tu mergulhaste no teu estado de sono. Nesse processo, optaste por empreender uma projecção fora do corpo, coisa que todos experimentais e conseguis, sublinhai isto por completo, cada vez que dormis! Não recordais todas as experiências que tendes fora do corpo. Tu apresentaste a ti próprio a oportunidade de recordar a actividade que empreendeste nessa experiência fora do corpo.

BOB: Então, enquanto me encontrava for a, envolvi uma informação não oficial, reconheci o facto, permiti-me experimentá-la em certa medida e de um modo algo confortável, procurei envolve-la nela (a Gail) embora sem sucesso, e a certa altura percebi que me encontrava fora do corpo mas não o reconheci enquanto tal, e optei por o recordar como se tivesse estado num sonho, e isso fez-me voltar ao corpo e despertar em simultâneo.

ELIAS: Correcto.

DREW: Em que é que isso difere de um sonho?

ELIAS: Os sonhos são imagens. Elas constituem uma interpretação da actividade subjectiva. Vós envolveis-vos numa actividade, nos vossos termos, de projecção fora do corpo, continuamente. Todos os dias da vossa existência física experimentais situações fora do corpo. Não o recordais, por nas crenças que tendes isso não ser natural e é assustador. Mas conforme todos estamos bem cientes, vós só vos desprendeis do vosso corpo físico por altura da morte! Por isso, cuidado com as experiências fora do corpo! (Com sentido de humor)

Mas para continuar, na experiência do que pensais ser for a do corpo, podeis recordar porções da acção que empreendeis. Podeis optar por ter uma acção semelhante às do estado de vigília; caminhar por corredores, olhar a mobília, sair porta fora, ver-vos num outro local físico do vosso planeta. Isso são tudo acções que podeis levar a cabo. Não compreendem a totalidade da acção que envolveis toda a vez que dormis, mas a vossa consciência pode escolher uma actividade física temporária. Nessa medida, podeis recordar, caso vos permitis, a actividade que tereis nesse estado.

No estado do sonho, ou no que designais por estado de sonho, isso são imaginários que criais para vós próprios a título de interpretação criativa da acção que tiverem empreendido enquanto no estado do sono. Foi-vos dito muitas vezes que o vosso estado do sono não se destina ao descanso físico. A vossa expressão física, o vosso corpo, não precisa de sono. A vossa consciência exige sono por estarem no foco físico, por essa ser a vossa oportunidade de entrar em comunhão com a essência. Essa é a oportunidade que tendes de exercer a vossa criatividade no máximo da capacidade no foco físico; a utilização que fazeis da Área Regional 2.

DREW: E o sonho é a interpretação dessas experiências.

ELIAS: É.

DREW: A experiência por que o Ron passou terá então sido uma manifestação real numa dimensão física diferente? Será isso que estás a dizer? Que a experiência fora do corpo por que ele passou foi uma manifestação numa outra dimensão física, ao contrário de mero imaginário de uma experiência subjectiva do estado de sonho? (Creio que a Drew queria referir o Bob e não o Ron)

ELIAS: Não numa outra dimensão; (pausa) numa outra área da consciência desta dimensão.

DREW: A sério. Nesta dimensão física?

ELIAS: Correcto.

DREW: Ele projectou-se for a do corpo para uma outra área de consciência nesta dimensão física?

ELIAS: Correcto.

DREW: Não compreendo isso! (Riso) Serei unicamente eu?

BOB: Uma dimensão pode ser paralela, de modo que pode existir mesmo na mesma proximidade. Não envolve necessariamente o mesmo local, no tempo. Pelo menos é como eu entendo a coisa.

DREW: Então, quando se lembra de caminhar por corredores com vigas e vermelho brilhante e buracos nas portas e esse tipo de coisa, isso foi uma experiência física real? (Referindo-se à experiência por que o Bob passou, de projecção fora do corpo, no estado de sonho)

ELIAS: Correcto.

DREW: Não foi uma simbologia.

ELIAS: Correcto.

BOB: Bom, tenho umas quantas perguntas. Tentei interagir com a Gail enquanto me encontrava nesse estado fora do corpo. Teria ela sido capaz de interagir comigo, e essa interacção não teria sido diferente da actividade que empreendemos na consciência objectiva?

ELIAS: Sim, ela podia ter interagido contigo caso tivesse optado por isso, e se o tivesse feito, essa interacção não seria diferente da interacção que experimentais no estado de vigília.

BOB: Nesse caso essas experiências for a do corpo, que não creio ter tido assim tantas vezes por parecer um tanto… (A esta altura o Elias ergue-se erecto e sorri para toda a gente) Ouvi-te dizer-lhes a toda a hora! Eu ouvi isso! (Riso generalizado) Mas não passei pela experiência consciente de as ter da mesma forma que aquela que tive na outra noite. Eu não as recordei.

VICKI: O reconhecimento constitui uma coisa espantosa!

RETA: Talvez ele receba um outro troféu!

BOB: Agora perdi o fio à meada! Existirão interacções nesse estado com variadas outras essências? Serão elas coisa comum? Ou geralmente, quando nos encontramos fora do corpo estamos a projectar-nos sozinhos seja em que dimensão for que nos encontremos e não teremos tantos focos fora do corpo com quem possamos interagir a essa altura?

ELIAS: Jamais estais sozinhos! Podeis não ter consciência na recordação que trazeis da interacção que tendes com outras essências, mas não vos envolveis numa acção sozinhos!

BOB: Está bem, por ora vou aceitar isso. Creio que provavelmente seja o único ser humano a aceitar tal coisa! (Riso geral, enquanto alguém comenta: “Outro troféu!”) A outra pergunta que tinha é, como as experiências fora do corpo acontecem regularmente e habitualmente sem o recordarmos, ocorrerão em simultâneo com imagens simbólicas e camadas de imagens e nós só aceitamos uma coisa de cada vez? Não se encontrarão necessariamente interligadas? Por exemplo, nesta experiência, encontro-me fora do corpo, experimento algo, certo? E na realidade estou a interagir com isso ou a recordá-lo. Ao mesmo tempo estou a experimentar actividade actividade onírica que podia ter recordado em vez disso? Estarei a fazer várias coisas em simultâneo nesse estado do sonho?

ELIAS: Na realidade, estás.

BOB: Está bem. Então, é como ver a parte do disco a que vou aceder numa dada altura.

ELIAS: Presentemente, poderás ver isso desse modo, por não te permitires o luxo de ver todas as tuas facetas em simultâneo.

BOB: Mas podia.

ELIAS: Sim.

BOB: Poderei??? (Desatamos todos a rir)

ELIAS: Podes.

BOB: Obrigado!

VICKI: Poderás obter um outro troféu!

BOB: Não te vou perguntar quando, por isso soar tipo… vou unicamente aceitar que sim!

ELIAS: Muito bem. Vou dar por terminado por esta noite e vou estar mais do que preparado para o vosso questionário do nosso próximo encontro, por me sentir bastante animado, nos vossos termos, por estarem a começar a questionar mais. Isso representa um indicador de avanço no âmbito da nossa direcção dirigida! (A rir) Vou abordar o Lawrence sobre informação relativa a perguntas da parte de novos amigos.

A todos com muito afecto, au revoir!

O Elias parte às 10:08 da noite, mas regressa inesperadamente às 10:38. Uma vez mais, geralmente essas entradas inesperadas têm lugar a meio de uma frase, quando alguém se lembra de ligar o equipamento de gravação. Aqui, o Elias dirige-se à conversa que tivemos subordinada aos Eus prováveis, e especificamente ao Norm.

ELIAS: …Eus prováveis. A energia de um Eu provável não é absorvida pelos Eus prováveis restantes. Tu és um Eu provável, como são todos os outros Eus. Cada um representa um Eu provável para cada um dos outros. Cada um representa a sua própria manifestação. Cada um deles detém a sua própria realidade. Um não é real enquanto os outros são imaginários. São todos reais. São todos independentes, de certo modo. São todos criações individuais. São todos energia, conforme tu és energia. Se tu és um Eu provável, coisa que és, quando mores, serás absorvido pelos outros Eus prováveis?

NORM: Bom, creio que a interpretação que fiz foi a de que havia energia disponível para o outro eu provável. Não que toda a energia desse foco se tenha passado para o outro lado, mas o facto de haver energia ao dispor da outra pessoa, ou porventura experiência. Creio que existiria experiência disponível para o outro Eu provável.

ELIAS: Toda a experiência e toda a energia de todos os Eus prováveis se acha ao dispor de todos, mas cada um é exclusivo em si mesmo. Portanto, continuam na sua existência individual no âmbito da realização de sentido de valor; tal como tu não és absorvido de volta no conceito da essência ao te desligares do foco físico, por não serem separados. Por conseguinte, não sois lançados fora para depois serem absorvidos de novo. Sois a totalidade. Sois também únicos e individuais e constituís uma criação nova, e prosseguis.

Nota: Acho interessante que até agora, cerca de cinco minutos após o seu regresso, toda a gente no grupo tenha tossido tanto, em especial o Norm. Há algo a notar aqui…

NORM: Nos mundos prováveis, e presumo que tais mundos existam verdadeiramente no plural… Por exemplo, quando tinha dezasseis anos tive um acontecimento na minha vida em que podia ter optado por seguir numa direcção ou noutra. Eu encontrava-me aqui na Califórnia como um rapaz de dezasseis anos, sozinho, e optei por, em vez de permanecer na Califórnia, voltar para casa e terminar o liceu. Agora, a leitura que faço à luz desses Eus prováveis, eu pensava que isso provavelmente… Eu tinha uma decisão a tomar. Terá isso representado um começo de um Eu provável, ou estará toda a interpretação que faço dos Eus prováveis incorrecta?


ELIAS: Os Eus prováveis existem. Eles situam-se todos na energia que és tu. O movimento que empreendem, numa direcção paralela e contrária à tua, tem lugar em momentos de escolha.

NORM: Os quais acontecem a cada passo, realmente.

ELIAS: Exacto. Podem seguir a escolha que fizeres, assim como poderão escolher de uma forma alternada. Cada escolha que elegeis vai influenciar todas as outras, e todos serão influenciados. Alguns actualizarão outras escolhas. Alguns actualizarão a mesma escolha só com uma inclinação diferente. Dir-te-ei que um Eu alternado teu tem uma existência paralela à tua com menos um filho do que tu…

NORM: Nos Estados Unidos?

ELIAS: …por no contexto as probabilidades e dos Eus prováveis, uma filha ter optado por não continuar no foco físico. Por isso, na tua realidade, existe uma filha. Numa realidade provável, essa filha não existe.

NORM: Então existem múltiplos sistemas de camuflagem em que eu tenho existência simultaneamente.

ELIAS: Correcto.

NORM: Mas deve ter existido uma infinidade deles! (A esta altura o Norm está a ficar com a cara vermelha)

ELIAS: Correcto. (A sorrir, enquanto rimos todos)

NORM: Belo! Terei assim tantas esposas??? (A rir)

VICKI: Posso fazer uma pergunta acerca disso? A energia e a experiência que está disponível a partir, digamos, de um Eu provável, ela encontra-se disponível quer alguém bata a bota ou não, não é?

ELIAS: Correcto.

VICKI: Não faz a menor diferença.

ELIAS: Não.

VICKI: Uma outra pergunta. Quanto à experiência de outros focos, ocorreu-me que dispomos da capacidade, temporária, de experimentarmos o foco de uma outra essência de forma tão rica quanto a que experimentamos um foco da nossa própria essência. Será isso correcto?

ELIAS: Temporariamente. Não existem divisões na consciência. Não sois gomos de laranja! (A rir)

VICKI: Eu tive esta experiência no outro dia que creio ter sido incomum, por pensar que tenha presumido que experimentaríamos um foco da nossa própria essência de uma forma muito mais rica do que de uma outra essência.

ELIAS: A consciência é consciência. É tudo energia. A única distinção reside no arranjo que apresenta. (Pausa)

NORM: Infinita, quero dizer, infinita… (O Norm desata a rir. Pobre Norm! Ele apresentou o aspecto mais estranho ao longo da noite toda!)

ELIAS: (A rir) Também vou dizer, quanto à pergunta que fizeste, que não é tão geral. É precisa e imaculada. Foi-te apresentada esta noite uma pista quanto ao vosso elemento do tempo. (Para a Drew) E tu também poderás reconhecer isso sim, um indício.

DREW: Acerca da cor?

ELIAS: Sim.

DREW: Assim como acerca do som e da música. (Elias acena afirmativamente)

ELIAS: Isso indica profundidade, e uma percepção interior de mais do que fisicamente percebes; de modo que tens razão.

DREW: Obrigado.

ELIAS: Não tens do quê. (Para o Norm) Continua a investigação da tua equação! Pensa com clareza e transmite esse padrão de força. Eu instruí-te quanto ao facto desse termo “transmitir” ser fundamental.

NORM: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Como vos esclareci a todos, por esta noite, estendo-vos a todos uma vez mais um adieu!

Elias parte às 10:51 10:51 da noite.

NOTAS:

(1) Esta experiência envolveu a visão do que pareceu uma mulher muito velha no banco. Ela não parecia enquadrar-se no quadro, e eu sentia-me mesmerizada por ela. Fiquei a fixá-la por um tempo considerável. Algumas noites mais tarde, vi essa mesma mulher em sonhos. Ela apresentou-se como alinhando pela família Zuli, e eu pude ver o nome “Mary Summer Rain”. Estou agora inteirada do facto de ser um autor, mas jamais tinha ouvido falar dela até ter tido o sonho. Uma amiga trouxe alguns livros publicados pela Mary. A descrição de uma velha Índia que era “mestra” dela constitui uma réplica exacta da mulher que vi no banco e nos meus sonhos. Esta mulher faleceu. Pensei que era interessante por ter tido a visão objectiva primeiro, e a seguir o imaginário do sonho. Geralmente recebo informação onírica em primeiro lugar, e considero-o um sonho precognitivo. Aqui aconteceu ao contrário! (É claro que faço montes de coisas ao contrário!) Vicki


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