sábado, 26 de outubro de 2013

"INFORMAÇÃO EXTRA-OFICIAL/CONSCIÊNCIA CORPORAL"





“A PARTICULARIDADE DA EXPERIÊNCIA ENQUANTO CONHECIMENTO”


“RECORDAÇÃO DA CONDIÇÃO DE ESSÊNCIA (A TOTALIDADE SIMULTÂNEA DOS FOCOS)”

Sessão 147


Domingo, 17 de Janeiro de 1997 ©
Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Gail (William), Jene (Rudy), Jim (Yarr), Norm (Stephen), Reta (Dehl), Cecelia (Sari), Drew (Matthew), e dois novos indivíduos, Frank (Sander), e a Carole (Aileen)


Tradução: Amadeu Duarte



Nota: Elias mostrou-se verdadeiramente intenso ao longo da sessão.

Elias chegou às 6:44 da tarde. (Tempo: 25 segundos) 



ELIAS: Boa noite. Damos as boas vindas a novas essências nesta noite. Vamos dispensar formalidades; concedendo uma apenas à Aileen, e outra ao Sander. (Indica respectivamente a Carole e o Frank)



Esta noite vamos debater informação extra-oficial. Cada um de vós experimentou recentemente pensamentos e emoções que não compreendeis. A vossa actividade onírica pode revelar-se invulgar, e não conseguis enquadrar muito bem o que experimentais à compreensão que tendes. Os vossos mestres anteriores apresentaram-vos informação em determinados sentidos e numa certa medida ligada à consciência do corpo. Vamos expandir tais ideias, esses conceitos, seja o que for. Eles constituem realidades, todavia para vós permanecem conceitos.



Muitos de vós actualmente experimentam confusão, por não compreenderem o que experimentam. A informação extra-oficial é informação que é real, mas que não se enquadra nas directrizes do contexto da realidade que aceitais. E existem muitas experiências que não se enquadram nesse contexto. O que não quer dizer que não sejam reais, por que são. Vós só não aceitais essas experiências como uma realidade, por vos terdes ensinado e terem sido ensinados ao longo das eras e dos vossos focos que essa informação não é real. Estabelecestes distinções ao admitirdes o que agora designais, e designastes por muito do vosso período de tempo, como imaginação.



Eu apresentei-vos recentemente informação que até agora não aceitastes. Não compreendeis. Não reconheceis as vossas próprias crenças. Consequentemente, não aceitais a informação apresentada. Eu disse-vos que a informação que ia apresentar ia criar agitação. Mas não percebeis tal coisa, por não identificardes as próprias crenças que tendes. Percebeis determinadas crenças e identificai-las. Em grande parte olhais a vossa realidade e dizeis: “É facto. Não é crença nenhuma, simplesmente existe.” Cada pensamento que pensais é filtrado por crenças em sistema. Estais focados no físico e isso é criação vossa. As vossas experiências nem sempre são filtradas pelas crenças que tendes. Por conseguinte, deixam de se enquadrar nelas. Depreciais tais experiências e não as aceitais, por não serem oficialmente aceites. Já comecei a apresentar-vos elementos relativos à consciência do corpo



Já vos disse desde o começo das nossas sessões que a vossa expressão física, o vosso corpo, não representa receptáculo nenhum, mas uma expressão tangível, composta de matéria física, da essência. Sois vós. Ela tem a sua própria consciência, por cada célula ter a sua própria consciência independente. Cada átomo tem a sua própria consciência individual, e no âmbito de uma cooperação, cria uma consciência colectiva que se torna na consciência do vosso corpo. Vós, enquanto foco da essência, tendes consciência para além da manifestação física da consciência do corpo, mas achais-vos intimamente envolvidos com essa consciência. Dirigis a consciência e o funcionamento da vossa expressão física; o vosso corpo.



Vós não sois um outro foco, mas podeis experimentar um outro foco. Um outro foco tem uma consciência do corpo própria, mas podeis experimentar uma troca e experimentar um outro foco na sua totalidade. Podeis fundir a consciência que tendes na totalidade com um outro foco e experimentar esse outro foco, conforme ele também o poderá fazer.


Também referi que intersectais Eus alternos. Eu disse-vos que podeis trocar com Eus alternos. Podeis passar por um certo período num foco e trocar com um Eu alterno, que deverá dar continuidade ao foco do mesmo modo que vós continuareis no dele. De que forma será tal coisa possível se a consciência do vosso corpo é somente a consciência do vosso corpo? É aqui que nos deparamos com informação extra-oficial.



Percebeis ser uma entidade. Percebeis possuir uma mente, um corpo. Não sois! Encarais a consciência que tendes como uma mente que raciocina, um processo de pensamento. Vós sois um número incontável de processos do pensamento. Cada foco constitui uma entidade. O ar deste compartimento ocupa um espaço. Não é uma entidade. Do mesmo modo, focais-vos numa expressão física material, mas a vossa consciência não é isolada. A expressão do vosso corpo físico entra em ressonância com um de vós, com um foco; não com a totalidade da essência, mas com o foco individual; por cada foco consistir numa criação nova. Sempre existiu, mas é nova. Não lidamos com material usado.



A consciência do vosso corpo reconhece a vossa qualidade do ser. A consciência do vosso corpo também reconhece que a qualidade do ser do vosso foco constitui um aspecto da vossa essência e também se identificará com todos os outros aspectos da essência. Por isso, no âmbito da essência podeis trocar temporariamente entre focos.



Cada foco assemelha-se ao ar deste compartimento; miríades de aspectos, inúmeros elementos da personalidade a cooperar a fim de criarem um foco. Isso facilita todos os “Eus” alternos. Eles podem trocar com um foco individual. Contudo, um outro foco não pode trocar convosco. Podeis intersectar temporariamente e experimentar, mas não podeis “assumir”. Perguntastes há muito tempo atrás sobre o conceito que tendes de “walk-ins”; outras entidades que “entram em vós”, passando desse modo a assumir a vossa expressão física e a prosseguir em vosso lugar enquanto vos dissipais no cosmos! Mas não sabemos por onde vos podereis dissipar, mas a entidade nova deverá “apossar-se” da vossa forma física. Isso não tem lugar! Sublinhai-o! Não podeis assumir um outro foco, por não ser vós, embora sejais vós! (Riso de confusão) podeis temporariamente intersectar, fundir-vos, experimentar um outro foco, tal como ele poderá temporariamente fundir-se a vós e experimentar. Em tal fusão, não tendes consciência dessa presença. Não perdeis aquele que sois, assim como eles não se perdem.



Se trocardes de posição com um outro foco, podeis fundir-vos com a experiência desse outro foco. Podeis empaticamente tornar-vos nesse outro foco. Aspectos do vosso foco deverão fundir-se. Na realidade podeis considerar isso como uma acto físico, nos vossos termos. A vossa consciência deverá fundir-se nesse outro indivíduo. Podem sentir-se esquisitos ou estranhos, mas eles também deverão continuar a sentir ser quem são. Tereis uma consciência, como se fosse a deste foco. Isso pode ocorrer de forma temporária. Não podeis assumir o outro foco. Como sois os focos todos de uma essência, as fusões podem ocorrer. O tom é muito aproximado, nos vossos termos, para cada uma das consciências corporais aceitarem temporariamente essa fusão; temporária.



Os Eus alternos detêm quase completamente o mesmo tom que o que identificais como vós próprios. Aquele Eu que identificais como vós possui um número incontável de Eus alternados que também sois vós. Só identificais um Eu, mas tal coo identificais um ar num compartimento, existem miríades de partículas que compõem esse espaço. Esses Eus alternados podem trocar de lugar convosco, nos vossos termos, por o seu tom não provocar qualquer interrupção na consciência do vosso corpo. Se uma outra essência se fundir convosco (NT: Como no presente caso da canalização do Elias) será reconhecida pela consciência do vosso corpo; conforme foi afirmado anteriormente, a resposta física que se gera no vosso organismo, por colocardes objectos estranhos nele, deverá operar como uma rejeição. O vosso corpo e a consciência que tem está ciente e reage a vós.


O que não quer dizer que uma troca com uma outra essência não possa ocorrer… 

Obviamente! (Riso) No âmbito do acordo, pode dar-se uma troca com uma outra essência, só que a consciência do corpo reconhecerá essa troca e passará a rejeitar parcialmente essa troca. Deverão ocorrer elementos físicos, por a consciência do corpo perceber a essência ocupante e dirigir… Expressá-lo-emos melhor por meio do termo dirigir, por a essência não estar a flutuar para dentro e para fora! Mas o corpo reconhece a direcção e o tom, que é diferente. Consequentemente, a resposta que tem é de o rejeitar. Não rejeitará os Eus alternos. Não rejeitará as trocas temporárias com outros focos da essência. Mas rejeitará uma troca com outra essência. (Esta deve ser a razão porque a Mary experimenta inexplicáveis sintomas físicos e afectação) Isso faz parte da informação extra-oficial. Em, todos os seus aspectos, podeis experimentar uma troca ou uma intersecção com Eus alternados ou com um outro foco, e podeis passar pela experiência de mudanças emocionais, mudanças na forma de pensar, mudanças na acção, que não compreendereis. Elas deverão ser temporárias, na vossa perspectiva, mas haveis de o notar.



Eu disse-vos que não reencarnais. Cada foco é uma criação sua, independente no âmbito da personalidade. Não vos manifestastes uma e outra vez, mas sempre exististes; por que fora da vossa actual realidade, não existe uma moldura temporal conforme a compreendeis. Por isso, o que tiverdes sido, sereis. Sereis então conforme sois agora também. Se pensardes no vosso foco individual e pensardes destas partículas de ar, por não serdes uma só entidade, podereis igualmente admitir uma maior clareza na compreensão da diversidade que compreende o Eu. Tal como as partículas não comunicam através do tempo a uma velocidade maior do que a da luz mas sabem em si mesmas, também vós o fazeis. Subjectivamente, tendes consciência, até certo ponto, dos vossos outros focos. Eles não ocupam o mesmo tempo que vós, mas todos decorrem agora. Por isso, como tu és uma Vidente, és este momento actual, e és também presentemente uma Vidente no que consideras como o começo da vossa manifestação física agora. (Pausa)


A particular de ar que capturei (ao apanhar o ar com a mão) é agora esta partícula de ar (apanha ar com a outra mão) e agora são ar. Elas não ocupam o mesmo espaço. Mas existem em simultâneo. Ambas são ar. São ambas a mesma coisa, tal como sois nos vossos focos.



Não existiu nenhuma entidade em algum “começo” que tenha criado a essência. A essência não encerra uma entidade. Nenhuma “coisa” criou outras “coisas” que por sua vez criam outras “coisas”. É tudo consciência. Posso instruir o Lawrence para colocar os objectos todos em letra maiúscula! (1) Por isso enfatizaremos a divindade e a importância de toda a consciência e manifestação e criação, por serem inseparáveis. Além disso é tudo a mesma coisa. Apenas escolhem disposições diferentes. Essência é um termo que é utilizado em vosso benefício; para entenderem a identificação de um tom de consciência que comporta uma certa direcção, uma certa intenção para a sua criação e manifestação. Toda a consciência tem intenção no seu próprio cumprimento de sentido de valor A essência é esse tom que escolhe a manifestação na personalidade por certas experiências. Sois vós. Todas as outras manifestações têm consciência e estão cientes de si mesmas e têm o objectivo da realização de sentido de valor, até mesmo o mais diminuto “elo de consciência”; e conjuntamente tudo isso forma a acção da Unidade Criadora Universal e do Todo, que por sua vez não é entidade nenhuma nem ser, mas uma acção, um movimento.



Vamos fazer um intervalo. Poderás colocar as perguntas que tens dentro de pouco tempo. 



INTERVALO


ELIAS: Informação extra-oficial: Para onde vou quando morrer? Não me voltarei a manifestar de acordo com as directrizes da reincarnação. Para onde irei? (Para a Vicki) Onde estarão a Lydia e a Tweety? (A sorrir)



VICKI: Pois é! (Riso generalizado) 



ELIAS: Ao se moverem através da consciência e passarem para a área da transição, ocorrem muitos eventos. Continuais também, como sempre, a estabelecer escolhas. No âmbito dessas escolhas podeis optar por voltardes a manifestar, embora não volteis a manifestar-vos, por cada foco constituir uma criação nova! Esta parece uma informação contraditória, mas não é.



Podeis optar por vos voltar a manifestar e podeis consegui-lo em muitas direcções diferentes. Podeis optar por voltar a manifestar um aspecto vosso, conforme vos identificais. Assim como podeis optar por interagir com um outro foco ou com uma outra essência e conjuntamente voltar a manifestar uma combinação de aspectos, que deverão corresponder a vós mas também não sereis vós, por constituir a sua própria criação nova. Podeis fragmentar-vos e podeis permitir que esse fragmento se volte a manifestar, o qual sereis vós mas também não sereis; por todos os aspectos, fragmentos, todos os focos conterem a totalidade da essência. Vós sois a essência toda. Sois um foco da essência. Assemelhais-vos ao ar. Não podeis diferenciar. Todavia, que é que vos terá acontecido? A nova manifestação foi criada, e para onde tereis ido? Porque vós não vos desintegrais! A energia não pode ser aniquilada. Por conseguinte, prosseguis. A direcção que passareis a tomar fica ao vosso critério.



Apresentei-vos antes, durante o período das nossas sessões, que vos encontrais a manifestar-vos e que não vos encontrais a manifestar ao mesmo tempo. A Catherine estava a dizer a esta essência, de modo a parecer astuta, e numa tentativa de manipular por meio da informação para “trapacear”. E eu explicava-vos na altura que podeis voltar a manifestar-vos e que podeis não vos voltar a manifestar ao mesmo tempo, por isso ser verdade. Na pergunta que colocaste: “O meu pai ter-se-á voltado a manifestar?” e ao responder: “Sim, agora é uma criança pequena localizada num outro local,” isso corresponde à verdade; mas o foco na sua inteireza não se voltou a manifestar, por a personalidade prosseguir em termos não físicos e opta pelo novo rumo que toma. O aspecto do foco que desejou voltar a manifestar-se, voltou a faze-lo, E criou uma nova personalidade e um tom ligeiramente diferente.



Vós, conforme vos percebeis, podeis optar por permanecer em transição durante o que percebeis ser um certo período de tempo, embora não existe período de tempo nenhum; assim como vós, conforme pensais no que sois, podeis optar por a direcção que possivelmente imaginardes. Fica ao vosso critério. Não existem sistemas estanques. Por isso, o que quer que desejarem, passareis a dirigir-vos na sua direcção e passareis para a área de consciência correspondente. Por isso, não te poso dar uma localização precisa do local em que tu ou a Lydia se encontrem, por ser escolha vossa a direcção que escolhereis passar a adoptar; mas optareis por adoptar movimento, e continuareis a tornar-vos imateriais. Também me vou dirigir por breves trechos a uma preocupação quanto à manifestação da forma física neste, entre aspas, “plano físico”, dotada de todos os seus motores! No presente foco físico, tendeis a perceber ser “menos do que”. Tendei a encarar-vos como “inferiores”, menos inteligentes, menos evoluídos, menos criativos.

Podeis preencher os espaços em branco! Isso é errado. Posso-vos dizer nesta noite que existem essências que não têm a experiência que vós tendes, por ter sido escolha sua não se manifestarem em nenhuma dimensão. Consequentemente, falta-lhes essa experiência. No âmbito da consciência, assumem a experiência da parte daqueles que passam pela experiência, mas na escolha que elegem individualmente, não possuem a experiência nem a compreensão dessa experiência.



Aqueles que percebeis em termos de “Grandiosos mestres”, que ocupam as áreas de consciência que percebeis achar-se muito removidas de vós e tão repletas de conhecimento, podem possuir conhecimentos relativos a universos, mas não possuem a compreensão da experiência emocional que colheis. Aqueles que percebeis como “mestres ascensionados” possuem muito conhecimento que vós não possuís, mas vós também possuís muito conhecimento que eles não possuem. Por isso, sois a mesma coias. Estais todos, estamos todos, num estado de transformação. Jamais existe conclusão. Por conseguinte, jamais existirá um ponto de término ou uma área de consciência em que saibais tudo, porque ao chegardes a ter conhecimento de tudo, percebereis existir mais por conhecer; como percebeis presentemente que quanto mais conhecimento adquiris, mais conhecimento se acha ao vosso dispor. Podeis agora colocar as vossas perguntas.



VICKI: Eu tenho uma pergunta. Nesse caso, se fica ao critério da nossa escolha a direcção que escolhemos após termos completado a acção da transição, não poderia uma dessas escolhas corresponder a uma nova manifestação na mesma personalidade?



ELIAS: Não, não por completo; por essa ser uma criação nova e voltar a experimentar o foco físico, coisa que já tereis experimentado.



VICKI: Então, sempre escolhemos uma experiência nova.



ELIAS: Correcto. No âmbito da escolha de uma nova experiência, na vossa maneira de pensar, podeis não perceber isso como uma experiência completamente nova; tal como no foco físico podeis experimentar determinadas acções repetidas vezes. Cada acção deverá ser ligeiramente diferente, mas percebereis as acções como as mesmas. Isso é o que designais por criação dos vossos padrões. Além disso, no foco imaterial, podeis escolher acções muito semelhantes, mas sempre vos apresentarão aspectos diferentes.

Devereis ter consciência da diferença imaterial mais clara do que tendes no foco físico; muito embora no foco físico possais optar por ser mais perceptivos, e podeis permitir-vos dispor da consciência que permita diferenciar os padrões e as experiências que actualmente tendes. Estais a experimentar a nova manifestação ao voltarem a manifestar um aspecto vosso. Pensais em termos de Eu. Isto constitui a totalidade do Eu! (Indica o corpo. Este é o meu aspecto! (Ergue um dedo no ar) Vou cortar este aspecto e ele voltará a manifestar-se aqui de novo! Não! Isto é um aspecto! (Indicando o corpo) É um aspecto. É alternado. Sois vós. É a essência! Por isso, na nova manifestação do aspecto do Eu vós estais a voltar a manifestar-vos, tal como na descrição do caso da Lydia; mas também prosseguis. Já vos disse repetidamente que não sois uma entidade singular (isolada)! Sois um incontável número de Unidades de Consciência, que comportam uma tonalidade (tom).



Pensai de novo convosco próprios na vossa pulverização de partícula. Contidas na partícula acham-se todas as partículas que emergem. Embora seja uma só partícula, pode produzir centenas nesse borrifo. Era uma. Não constituem partes dessa partícula. São partículas novas, mas são aquela.



Estes são conceitos difíceis, o que eu compreendo bem; mas vós optastes por perguntar! Consequentemente, a informação é-vos apresentada.



NORM: Posso fazer uma pergunta? 



ELIAS: Podes. 



NORM: A acção da essência, com respeito ao aspecto que se volta a manifestar, poderia eu considerá-la, para esclarecer a ideia que tenho disso, como um acto de criação de uma essência separada mas conjunta, uma nova personalidade? Será uma personalidade nova…



ELIAS: É uma personalidade nova. Não é obrigatoriamente uma essência nova. Podia ser, caso opte por se fragmentar. Caso não opte por se fragmentar, não será uma essência nova, mas constituirá um foco novo da essência. Essa também não representa uma acção sequencial, mas simultânea.


CELIA: Eu tenho uma pergunta. Nos termos em que referes “agora”, e dizes… Estamos a falar do tempo e que sabemos que o tempo realmente não existe conforme aqui temos a noção dele. De modo que falamos de “agora”. Assim, esse “agora” será semelhante ao de sempre? 



ELIAS: Numa definição imaterial, sim. Numa definição material, não; por reconhecerdes o tempo. Criastes esta dimensão do tempo, este elemento. Cada foco físico cria a sua própria definição de tempo, a sua própria avaliação do tempo. Isso é unicamente relativo aos focos físicos individuais, mas nesse foco particular constitui uma realidade.



CELIA: Mas para a essência, indo além do foco físico, para a nossa essência se achar presente agora… se bem estou a entender, achamo-nos agora presentes na qualidade deste foco físico, mas a nossa essência sempre terá existido.



ELIAS: Exacto. Em termos não físicos, na essência, na consciência, agora é para sempre, agora é eternidade; não começo, nem término, não antes, nem depois. Tudo é agora.



CELIA: E isso então é o que a essência é. 



ELIAS: A essência situa-se nesse agora. 



RETA: Eu tenho uma pergunta. Estavas a falar de uma essência, que enviou cá abaixo todos esses focos ou seja lá o que for. Existirá alguma altura em que essa essência reúna tudo isso, e regresse em conjunto, depois de todos os focos terem a manifestação terminada e obtido as experiências, reúna isso tudo e o combine uma vez mais? Digamos que tenhamos feito tudo isso, e tenhamos colhido toda esta experiência. Encaminhar-nos-emos para mais alguma coisa maior, por assim dizer? Sair da transição? Alguma vez nos conduziremos de volta como toda uma essência?



ELIAS: Já discutimos isso anteriormente, mas vou explicar uma vez mais. A essa altura, na terminologia que empregais, não vos fragmentastes, nem estais a “absorver de volta” o Todo, por serem esse Todo a cada instante. Consequentemente, é diferenciado unicamente pela dimensão e pela atenção. Sim, podeis optar no enquadramento da essência deixar de incorporar o foco físico na vossa essência, mas não estareis a chamar de volta todos os vossos filhos ao vosso lar para vos reunirdes numa colectividade! No âmbito da essência podeis optar por entrar num ciclo de manifestação física, e podeis experimentar isso designando focos físicos em dimensões da manifestação material. Podeis igualmente optar por interromper o ciclo da manifestação física. Nessa medida, podeis optar pelo que pensais ser a plenitude do foco imaterial.



Estes são termos extremamente simplificados. Recordar-vos-ei que, à medida que o vosso conhecimento aumenta, eu deverei apresentar-vos futuramente informação que vos parecerá, uma vez mais, contraditória; porque dir-vos-ei que tereis manifestações físicas ao vos focardes por completo de uma forma imaterial e subjectiva. Presentemente não iremos entrar nessa área, por isso apenas se prestar à confusão; mas no âmbito do tempo simultâneo, todas as coisas existem a um só tempo. Não se trata de uma situação criada de experiência de um ciclo de manifestação em determinadas dimensões físicas e depois avançar em frente de forma linear, para depois, sublinhai, saírem do foco físico e vos manifestardes por completo no subjectivo. Tudo existe em simultâneo. Por conseguinte, tudo se acha constantemente incluso.



Podeis ser – não o sois – mas podeis ser uma essência que opte por não envolver qualquer manifestação em nenhuma dimensão, e não experimentareis este tipo de realidade objectiva. Por isso, devereis estar continuamente congregados, sem quaisquer dedos a espalhar-se por diferentes dimensões que precisam ser puxadas de volta e recolher à essência! Devereis avançar para áreas da manifestação física e não física em simultâneo. Certas essências optam igualmente por continuar na manifestação física; o que é opção delas, por corresponder ao desejo que têm; continuar a envolver a manifestação física. Este não é um plano inferior, sublinhai-o lá mais uma vez – da existência no contexto da consciência. É diferente. É uma escolha. Na consciência, todas as vias constituem uma escolha feita no âmbito da acção da transformação.



NORM: O nosso sistema de filtragem, de todos nós, baseia-se nas três dimensões que temos aqui, e no tempo. O debate que tiveste de meia hora antes do intervalo foi extremamente difícil de interpretar por causa do sistema de filtragem de que disponho, assim como, estou certo, a maioria de nós, mas tu tens a capacidade de pensar dessa forma continuamente, de modo que tentava ter uma ideia qualquer do modo como podereis pensar como tu pensas! (Riso) Com respeito à existência de um devir, à existência de acção, existirá um conjunto de dimensões de que possas falar? Existe uma certa separação. Existe muita unidade. Adoraria poder da acção uma amálgama; o devir, a separação, a unidade. Será assim que pensas? Por favor, ajuda-me! (Riso) LI anteriormente que o Seth tinha dito que a acção e a criatividade são as duas dimensões da verdadeira realidade. Seria desse modo que deveria pensar?



ELIAS: Isso foi uma forma de ilustrar. Existem muitas dimensões da realidade e todas constituem uma realidade. A totalidade da consciência constitui uma realidade. Toda a criatividade e criação constituem uma realidade nas suas inúmeras formas ou ausência de forma.



O que vêm neste fenómeno é também uma filtragem por meio de camadas de consciência; uma tradução da ausência de linguagem; uma tradução de energia e de um saber para a linguagem objectiva e os padrões da fala. Vós filtrais por intermédio de crenças e de processos mentais a que agregais crenças. Podeis expandir isso por meio da aceitação das crenças que mantendes. Primeiro precisais identificar as crenças que mantendes; por todos vós terem crenças e o conceito de não terdes crenças! Se identificarem e compreenderem que embora pensem acreditar em certos conceitos, acreditais no contrário, permitir-vos-eis expandir-vos pela aceitação dessas crenças. Nessa medida, facultarão a vós próprios a oportunidade de actualizarem a vossa realidade de uma forma mais eficiente. Com isso podereis comparar o facto de poderdes pensar conforme eu penso, por a única diferença constar do facto de eu recordar, e compreender aquilo que recordo. Vós não recordais.



NORM: Essa é a verdade! 



CAROL: Elias, eu tive uma experiência que soa parecida ao que a Reta descreveu antes, na qual eu fazia um exercício para sair da minha consciência física, para expandir a consciência que tenho, e enquanto a fazia senti como que um movimento físico e desloquei-me a um local na consciência em que conseguia experimentar o que senti ser uma reunião de todas as minhas existências ao mesmo tempo, e senti como se todas as épocas existissem ao mesmo tempo, e no entanto ao mesmo tempo não sentia a existência de tempo nenhum. Para mim foi extremamente poderoso experimentar isso e fez-me chorar, coisa que não conseguia parar, por ter sentido como que eu sabia quem era, e senti aquela incrível compreensão e expansão, e foi incrível. Foi assombroso! Foi como um despertar, por fim.



ELIAS: Isso foi uma experiência de recordação. É uma identificação de ti própria; uma compreensão, se o permitires, de seres, em cada um dos focos individuais, a essência inteira; e que embora te manifestes num foco individual, num tom individual da personalidade, também a essência inteira. Consequentemente, gozas da capacidade de intersectar todos os aspectos da essência. Também deténs o conhecimento todo da essência. Permitiste-te a oportunidade de veres uma recordação da essência, o que representa uma abertura do que mencionamos anteriormente, dos corredores neurológicos. Essa abertura permite-te identificar ser mais do que aquilo que percebes.



Isso também representa uma informação extra-oficial, mas tu permitiste-te aceitar essa informação extra-oficial e reconhecer que isso é tudo o que és. Isso pode resultar bastante opressivo no momento do que descreves como impacto, por experimentares instantaneamente a totalidade da essência. Uma reacção bastante normal e esperada seria a de chorar; não por identificares qualquer tristeza, nem pela identificação emocional da alegria, mas por saberes e identificares a qualidade esmagadora do Ser. Encarais essas coisas em termos de grandes e enormes. Encarai-vos como ISSO, por serdes mais grandiosos do que a vossa imaginação é capaz de vos identificar.



Nessa medida, isso está a tornar-se uma experiência cada vez mais comum; não identificada por completo do mesmo modo, mas muitos, muitos indivíduos deverão experimentar um começo de uma recordação, de que falamos anteriormente. Nesse sentido, estais a permitir-vos identificar na vossa própria linguagem, a comunicação que vós próprios estabeleceis com a essência, a identificação a que procedeis de vós próprios, que, na vossa maneira de pensar, é inimaginavelmente incomensurável; mas isso sois vós. Sois multidimensionais, e extremamente diversificados, e em última análise imaculadamente criativos. Outros indivíduos experimental ocorrências emocionais num começo da recordação. Isso deverá prosseguir, por vos achardes presentemente envolvidos nos começos da vossa mudança de consciência.



VICKI: Óptimo! (Num sussurro, por não pretender ser escutada) 



ELIAS: À medida que aprenderem a aceitar-se e à auto-expressão e a ver que a expressão pessoal não é “má” mas sempre aceitável, não vos vereis completamente num desconforto contínuo! Vou fazer um intervalo pelo Michael, e logo podereis prosseguir com as vossas perguntas.



INTERVALO


ELIAS: Matthew! A resposta para a pergunta que tinhas ficou mais clara? 



DREW: Ficou, com uma nova pergunta! Quando conversamos na semana passada, afirmaste que frequentemente que aquilo que pensamos acreditar na verdade não é uma crença numa crença, mas uma crença num conceito de uma crença. E eu gostava de saber quando é que confiamos quando é que poderemos confiar que o que pensamos acreditar é de facto uma crença numa crença, e não a crença num conceito de uma crença? Até que ponto poderemos confiar que a crença seja real, e não apenas pensamento positivo?



ELIAS: Quando não experimentardes conflito. Quando não experimentardes confusão. Quando compreenderdes a crença, e de facto incorporardes o percebimento dessa crença. Com aquelas crenças que aceitais não experimentais qualquer conflito. Essas por vezes encarais como crenças que “operam a vosso favor”. Não sentis conflito. Não sentis confusão. Podeis igualmente identificá-las como crenças, mas não tendes o menor conflito. Já com outras não cumpris, mas aceitais e reconheceis como crenças e não sentis conflito, e sempre que vos for apresentada a crença, seja em que aspecto for, sublinhai-o, não sentireis qualquer conflito. Isso traduz uma aceitação. Nisso podereis confiar.



DREW: Então poderemos abordar aquelas crenças que temos que nos causam conflito nas nossas vidas?



ELIAS: (Com sentido de humor) O tempo actual de que dispomos é quanto? (Riso) Vamos passar horas nesta sessão particular se tiver que vos enumerar as crenças que vos causam conflito! Muitas das crenças que tendes causam-vos conflito, por aceitarem ou pensarem que aceitam parte de uma crença, mas somente em determinadas directrizes e aplicações. Podeis conceder o benefício de certas crenças a outros, e não a vós próprios. Podeis conceder certas crenças a vós próprios, e não as conceder aos outros. As vossas crenças são muito complexas. Também são bastante criativas e extensas, e sofrem muitas variações. Quando não sentirdes qualquer conflito (com uma crença) tê-la-eis aceitado. Quando não tiverdes qualquer dúvida seja a que respeito for, tê-la-eis aceitado. 



Podeis dizer a vós próprios repetidas vezes que aceitais o conceito de criardes a vossa realidade. Também isso aceitareis de forma limitada, por poderem descobrir áreas e aspectos da vossa realidade que não aceitareis que criais. Cada instante da existência que tendes no foco físico, seja em que foco for, sois vós quem o cria. Toda a experiência por que passais, vós criais.



Isso são conceitos. O conceito, aceitais vós; tal como no caso do enfoque religioso, durante muitos séculos aceitastes o conceito do vosso Deus Pai. Não aceitastes a realidade - embora não traduza uma realidade - mas aceitastes o conceito. Não aceitais a realidade deste conceito, que é uma realidade! Não aceitais muitas realidades que constituem uma verdade, por não compreenderem. Conforme afirmei previamente, a verdade no vosso foco revela-se inconsequente. As crenças que tendes são consequentes.

Não regeis as vossas vidas pela verdade, embora penseis fazê-lo! Mas aventurar-me-ei a referir que não conheço ninguém que se encontre focado no físico que reja a sua vida inteira e o seu foco pela vibração da cor! Não conheço ninguém que se encontre focado no físico que dirija toda a sua vida com base na verdade do tom! Isso são verdades. E no foco físico são inconsequentes. As crenças que tendes são a vossa Bitola. As crenças que tendes, uma vez mais, não são más, nem erradas. São o que são.



DREW: E se forem destrutivas? 



ELIAS: Não são destrutivas. É percepção vossa acreditar que sejam destrutivas; por no momento, não perceberdes a totalidade das probabilidades para que passais. Por isso, podeis perceber determinadas experiências com base em determinadas crenças como destrutivas, mas todas as experiências constituem uma passagem por probabilidades e não são negativas nem destrutivas, mas significativas. É percepção vossa que sejam destrutivas ou negativas; razão porque vos deixastes conduzir para este fórum; para entender e ampliar essa percepção, e envolver a vossa periferia. Nessa medida, podeis aprender a ver mais do quadro inerente às vossas probabilidades, ao contrário de uma probabilidade apenas; uma pequena peça da totalidade do enigma. (Pausa) Yo ho, Yarr!
  
(NT: Yo ho, é uma velha aclamação usada pelos piratas da antiguidade) 



JIM: Yo ho! Boa noite! 



ELIAS: E no debate subordinado às probabilidades, como perceberás tu as probabilidades nesta presente altura?



JIM: Como bastante criativas. Percebo a criação que as preenche, e tento simplesmente permanecer aberto à possibilidade do avanço de certas probabilidades, e naquelas que se apresentam percebo existirem escolhas.



ELIAS: Mesmo as obscuras! 



JIM: Sim, e muito, quando descobrimos a obscuridade, mas pareço tornar a obscuridade obscura muito criativa por vezes!



ELIAS: E como passa o teu ombro actualmente? 



JIM: Tem fases. Na verdade não está tão intenso quanto antes.



ELIAS: Neste presente instante? 



JIM: Está muito, muito brando. Existe (a dor) mas creio simplesmente que é por lhe ter dado atenção. Mas antes, não tinha pensado nele.



ELIAS: E também poderás sentir um alívio nos pés. 



JIM: No quadro das probabilidades que se apresentam noutras áreas, no trabalho com outras pessoas neste nosso grupo. Interessante. Acha-se de tal modo em união! Surpreende-me cada vez mais!



ELIAS: Estendo à Aileen que, se quiseres uma audiência, podes colocar as perguntas que eu ver-me-ei obrigado.



CAROL: Obrigado, Elias. 



ELIAS: E vamos jogar o nosso jogo, para grande consternação do William! (A sorrir) Por precisardes de praticar a interacção subjectiva, e notar as impressões que tendes, e estabelecer conexão com a informação que o vosso jogo fornece quanto às vossas famílias e a vós próprios. Essa palavra de novo! Sempre regressa! (NT: Refere-se ao “Eu” equivalente a Self) Eu, eu, eu! (Riso)





GAIL: Nas últimas semanas experimentei captar sentimentos da parte das outras pessoas que eu sabia não me dizerem respeito. Será isso um tanto o que descrevias no início das nossas sessões?



ELIAS: Em parte. Em parte também não; por tu estares a incorporar um começo da lembrança em que identificarás sentimentos que não te são habituais, e eles deverão ser incorporados na tua recordação. Mas conforme vos disse no nosso último encontro, grande parte do que experimentas presentemente é um sentido empático e identificação junto com outros indivíduos que estão a passar pela recordação. Lanyah encontra-se activamente a passar por uma recordação e tu estás a estabelecer contacto por via empática com essa experiência. Isso pode ser factor de confusão, por poderes considerar a recordação como tua, coisa que não é. Estás a entender?



GAIL: Estou. 



ELIAS: Presentemente fazes um ligeiro uso da actividade de recordação, embora a tua atenção se ache desviada para muitas outras áreas, e não te permita presentemente uma recordação muito expressiva; mas estabeleces contacto por meio da empatia com outros que se acham envoltos numa recordação mais acelerada, embora eles não compreendam aquilo que estão a realizar.



GAIL: Então, quando estão a recordar e têm uma emoção, eu capto essa emoção e tenho vontade de a expressar?



ELIAS: Exacto. Por vezes também podes equivocar-te quanto ao facto de estares a passar pela recordação, quando na realidade a pessoa com quem te estás a ligar pela via da empatia é quem está a ter a recordação.



GAIL: Na realidade eu sinto que ela pertence a essa pessoa por não ser um sentimento meu. Quando fico emocionada, eles são diferentes. Quando a Mary estava a ficar emocionada eu captei o estado dela de forma que tive noção de não me dizer respeito, mas não sabia onde ela ia e eu estava a ir com ela, e procurei suprimir a emoção em vez de permitir que fosse expressada.



ELIAS: Mas estás a fazer uma maior uso do sentido empático, Nessa medida, por vezes poderás confundir-te, ao evocares a experiência empática e ao permitires um resíduo dela que deverá ser interpretada como uma recordação, que identificarás como tua, coisa que pode resultar confusa; razão por que te disse que essas recordações não são recordações tuas. Consequentemente, se estiveres a experimentar uma recordação extremamente vívida, identificarás isso como um resíduo da acção de empatia e não como uma recordação tua. 



GAIL: Como aquela que o Norm descrevia com o arame farpado ao redor do edifício? Na verdade entrei nessa e sabia que não me dizia respeito. Estava simplesmente a captar aquilo. Dessa não gostei!



ELIAS: Exacto. Compreende que essas não são recordações tuas, e ao serem incluídas ou ao estabeleceres contacto com elas, elas não causam danosas.



GAIL: Assustadoras, algumas delas! 



ELIAS: Permite-te a oportunidade de encarar as experiências como experiências. Aquelas que não são experiências, por assim dizer, põe-nas à experiência e em prática, concedendo a ti própria a oportunidade de encarares essas experiências sem a crença crítica do temor, do bem, do mal, do certo, do errado. Isso ajudar-te-á a incorporar as tuas próprias experiências, e a aceitá-las.



GAIL: Está bem. Obrigado. 



VICKI: Eu tenho uma pergunta. Eu recebi esta semana um comunicado da parte da Jessele, que me fez uma pergunta que parece alinhar com o tema desta noite, respeitante à essência e às tonalidades. Na experiência desse indivíduo, já lhe chamaram diferentes nomes por parte de diferentes essências ou entidades, e gostava de saber se teremos um nome diferente em cada dimensão e porventura em cada foco de cada dimensão, e também queria saber de o nome da essência estará de todo relacionado com a família da essência.



ELIAS: Vós tendes um tom de essência diferente. Podeis alterar o tom com que vos identificais no âmbito da essência, coisa que muitas vezes não vos aventurais a fazer, mas não tendes diferentes nomes da essência em diferentes dimensões. Por isso, poderá parecer-vos que tendes diferentes nomes, por usardes palavras. O tom permanece o mesmo. Conforme foi dito, cada foco detém o próprio tom que se acha alinhado pela essência. É o tom da essência, que comporta uma variação própria muito ligeira, que constitui uma diferença na personalidade. No geral, se no foco físico tocásseis um acorde num instrumento musical dos vossos, escutaríeis o som do acorde conjunto; um tom, embora incorporando várias notas. Também podeis alterar a tonalidade desse acorde de uma forma muito ligeira, e ao ouvido podeis não reconhecer a alteração. A variação deverá parecer tão ligeira que parecerá ser a mesma no reconhecimento que fizerdes, mas existe uma diferença muito ligeira que incorpora a variação da tonalidade na totalidade do tom da essência, o que concede exclusividade e a singularidade à personalidade.
 


Pode-se-vos ser apresentados vários nomes de essência, por parte de diferentes indivíduos. Isso não vos deve perturbar caso entendam que estão a solicitar uma palavra. Solicitais o que identificais em termos de nome. Isso é uma tradução. Não é a mesma coisa que o tom. Trata-se da tradução mais aproximada que encontra paralelo na vossa linguagem. Por isso, numa dimensão diferente poderá estar ligada a uma palavra diferente. Depende do enfoque da essência que estiver a proceder ao intercâmbio, a área em que estabelecerá ligação. Certas essências, no âmbito de um intercâmbio deste género, podem limitar a disponibilidade que têm de estabelece ligação com focos físicos. Por conseguinte, apresentarão informação com que poderão estabelecer ligação e legitimamente apresentar-vos uma palavra seja em que língua for que estiver a expressar-se, que não deixará de constituir uma tradução; razão por que vos digo a todos, desde o começo das nossas sessões, que isso não é importante. Eles servem unicamente em benefício da identificação e da curiosidade que tendes no foco físico.



Quanto ao significado que têm em termos de sentido, não significam nada. Não são significativos. O que tem significado é o tom, que não pode ser traduzido na totalidade, nem de forma idêntica, ou pura, na vossa linguagem. Por isso, é-vos dada uma aproximação no âmbito da tradução. E isso pode variar em diferentes traduções. Conforme foi afirmado, é incomum alterarem o tom que têm. Ocorre, mas não é vulgar.


O tom que têm não é determinado pelas famílias da essência. As famílias da essência não determina nenhum elemento do vosso ser. Passais para uma família da essência no âmbito da identificação de similaridade de objectivo. Não sois extraídos, nem criados, nem nasceis, nem sois produzidos a partir das famílias da essência. Trata-se de uma atracção e de uma atracção por um objectivo semelhante. O alinhamento que tendes pelas famílias da essência sofre uma alteração. Por isso, não tem qualquer influência sobre o vosso tom individual, por alterardes o alinhamento que tendes pelas famílias da essência conforme quereis. Nessa medida, não há nenhuma designação de tom que seja criada pelas famílias da essência. Agora; no âmbito do tom, haveis de vos sentir atraídos por um tom similar, que se deixa a trair por um objectivo similar. Consequentemente, muitas essências numa família individual da essência deverão apresentar um tom parecido, mas não como regra.



CAROL: Estará o tom ligado ao sentimento? Que coisa será exactamente o tom? 



ELIAS: No âmbito da tradução do enfoque físico, nesta dimensão do foco físico, podeis interpretar os tons como estando relacionados a sentimentos, embora não estejam; por não existir tradução adequada em nenhum foco físico do tom da essência, por esses elementos da verdade imaterial não são passíveis de ser traduzidos no foco físico, tal como a totalidade de um Evento da Fonte não é passível de ser traduzido no foco físico; mas no âmbito da tradução, uma aproximação representa a identificação do sentimento.



CAROL: Poderemos, não obstante, intuir os tons das outras pessoas? 



ELIAS: Na tradução que fazeis no foco físico, sim; e por vezes haveis de reconhecer isso, e ter noção. Não é impossível identificardes um traço comum no tom de uma outra pessoa. Embora possais não compreender aquilo que identificais objectivamente, haveis de ser levados a isso com o reconhecimento.



CAROL: Então as manifestações exteriores podem parecer completamente diferentes no foco físico, e o tom pode assemelhar-se, ed modo que resulta uma atracção.



ELIAS: Absolutamente. Sim; tal como declaramos que podeis ter o mesmo nome da essência no âmbito da tradução, e apresentar dois tons diferentes. Pode traduzir-se pela mesma palavra, e o tom não ser o mesmo. (Pausa)



JIM: Eu experimentei recentemente a sensação de uma energia diferente, e a sensação de um tom diferente dessa energia. Terá isso sido em referência de uma lembrança do tom que tenho, que reconheci? Parece distante, mas parece situar-se numa parte física de mim diferente.



ELIAS: Isso, uma vez mais, constituiu o uso parcial de uma recordação. Devereis manifestar essas recordações por variadíssimas formas. Cada um de vós manifestará diferentes expressões que notareis nessa acção de recordação. Inicialmente podereis experimentar uma confusão. Podereis experimentar conflito. POdereis mesmo experimentar angústia nos inícios dessas recordações, mas à medida que vos moverdes nessa recordação ela deverá tornar-se bastante útil ao vosso entendimento, assim como à consciência que tendes de vós próprios. Quanto mais recordardes de vós próprios (da vossa condição original), devereis tornar-vos úteis a vós próprios, e devereis ter uma maior capacidade de ser objectivamente úteis a outros igualmente. Subjectivamente, estais sempre a influenciar e a prestar auxílio. Objectivamente, nem sempre prestais ajuda! Mas vós estais a começar, e isso também representa uma manifestação deste movimento desta mudança.



Vamos dar por terminado por esta noite, e logo podereis regressar com as vossas muitas perguntas no nosso próximo encontro. Vou afectuosamente despedir-me de todos por esta noite, com um terno adieu.



Elias parte às 9:48 da noite. 



NOTAS



 (1) Isto é uma menção feita em face da minha contínua objecção à apresentação da Unidade Criadora Universal e do Todo em letra maiúscula. Esta tem representado uma área de contínua discórdia entre mim e o Elias. Na minha opinião, a redacção desses termos por maiúsculas implica na existência de um ser separado ou entidade, o que representa uma distorção. Porque o faço? Por respeito para com os falecidos!



© 1997 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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