sábado, 26 de outubro de 2013

"INFORMAÇÃO EXTRA-OFICIAL / ESQUIZOFRENIA"



Sessão 148

Terça-feira, 14 de Janeiro de 1997 (Privada) ©
Participantes: Mary, Vicki, Ron, e a Carole (Aileen).
Nota: O Elias facultou à Carole esta sessão privada, por ela viver no Connecticut e só se encontrar aqui por uma semana.

Elias chega às 3:51 da tarde. (Tempo: 20 segundos)

Tradução: Amadeu Duarte


ELIAS: Boa tarde. 


CAROL: Boa tarde. 


ELIAS: É-te estendida a oportunidade de formulares as tuas perguntas individuais. 


CAROL: Obrigado. 


ELIAS: Para começar, vou-te fazer uma pergunta! 


CAROL: Está bem. 


ELIAS: Não terás, em certas alturas, uma ligeira lembrança, de campos verdejantes a perder de vista e do Thomas?


CAROL: Eu visitei uma escolar onde havia campos verdejantes a perder de vista, e estava sentada em frente do edifício da escola e estava a falar o estado do ser e da indivisibilidade.


ELIAS: Mantém essa recordação, por te dar início à lembrança de um outro foco que tens numa outra terra, muito verde; na qual estiveste envolvida com este indivíduos chamado Tom.


CAROL: Neste foco tenho um filho chamado Tom.


ELIAS: Por isso também representar uma recordação. 


CAROL: Pois é. Uma das coisas que te ia perguntar é se ele será a mesma essência neste mesmo foco, manifestada como o meu irmão Paul. O Paul e o Thomas serão a mesma essência?


ELIAS: São a mesma essência, no âmbito da fragmentação. Um fragmentou o outro, o qual presentemente ainda continua no foco físico.


CAROL: Estou a entender. É algo que senti durante muito tempo, e no estado do sonho observava esses dois; o foco físico, a forma como se manifesta, se alternam; e durante muito tempo não sabia por que razão sempre via isso.


ELIAS: Cada essência fragmentada detém o conhecimento da essência de que se fragmenta. Por isso, elas são a mesma coisa; embora sejam individuais.


CAROL: E já que o tempo existe todo em simultâneo, a primeira manifestação existe ainda num foco paralelo?


ELIAS: Não necessariamente paralelo, mas existe no contexto de escolhas diferentes.


CAROL: Entendo. Os campos verdes de que falas, eram muito lúcidos e vívidos para mim no estão do sonho. Foi uma das vezes em que despertei na outra existência, e o verde dos campos se revelava muito impressionante. Era tão real, e eu trouxe ao meu entendimento físico, e é algo que consigo ver na minha mente quando quero revisitá-lo.


ELIAS: Isso é uma recordação, e na recordação não tens a capacidade de identificar essa essência, por esta essência ser a manifestação do Tom.


CAROL: Não compreendo o que queres dizer com “esta essência”. O meu presente foco físico?


ELIAS: Esta essência do Elias, com a qual falas. 


CAROL: É uma manifestação do Tom? 


ELIAS: Ao contrário. 


CAROL: O Tom é uma manifestação do Elias? (Elias acena) Ah. Sim. 


ELIAS: Por isso, compreendes a identificação que fazes, e a atracção que sentes.


CAROL: Estou a entender. Obrigado. Eu queria descobrir… Estou apenas a começar a entender estas famílias da essência. Ao nível consciente ainda é informação nova para mim. Queria perguntar-te se pertenço à família da essência Vold, e se alinho pela Sumari.


ELIAS: Pertences à família da essência Sumafi. Alinhas pela família Sumari.


CAROL: Entendo. Obrigado. Pensei que o meu filho Tom pudesse pertencer à família da essência Ilda, e alinhasse pela Sumari.


ELIAS: O contrário. 


CAROL: Família da essência, Sumari, e elinha pela Ilda. (O Elias acena afirmativamente) E  o outro filho, a família da essência a que pertence é a Sumari, e alinha pela Milumet?


ELIAS: Tumold. 


CAROL: Alinha pela Tumold, mas pertence à família Sumari? 


ELIAS: Correcto. 


CAROL: O actual marido, família da essência Milumet, e alinha pela Zuli?


ELIAS: Família da essência Sumafi, alinhando neste foco presente pela Milumet. 


CAROL: O nome da essência que me deste, Aileen… 


ELIAS: Isso não produzirá impacto em ti? (A sorrir) 


CAROL: Em definitivo. Em definitivo! 


ELIAS: Esse nome foi igualmente escolhido nesse foco particular dos campos verdejantes.


CAROL: Eu conheci uma amiga há muitos anos cujo nome era Aileen, e quando a conheci não sabi o que era que me manteve animada e cheia de energia. Havia qualquer coisa de mágico em relação a esse relacionamento e eu sabia que tinha que ver com o nome que ela tinha, que era Aileen. E tenho-me interrogado acerca disso, da razão disso.


ELIAS: Por te identificares com esse tom. 


CAROL: Entendo. Gostava de saber acerca do relacionamento que tenho neste foco, das razões e crenças que estão por detrás do relacionamento que tenho com o meu filho mais novo, que em grande parte abandonou o foco físico pelo que os médicos designam, por esquizofrenia, mas que actualmente já retornou. Ele e eu estamos presos nalguma espécie de crença ou acordo, e tenho tentado entender o que precisa ser alterado na crença que ele tem, e na minha, e se deva ser alterado, e a razão para este acordo em que nos achamos envolvidos juntos.


ELIAS: Nessa manifestação que psicologicamente designais por esquizofrenia, identificai-la em termos de doença mental; um distúrbio. Nisso reside a crença, no facto de a designardes por distúrbio ou doença; por não existir qualquer distúrbio nessa manifestação. Eu passo a explicar.


Muitos indivíduos optam por se manifestar no foco físico, e ao se manifestarem, ao longo do período em que são pequenos ajustam-se à criação objectiva e à realidade objectiva. Passam da realidade subjectiva para a objectiva. Consequentemente vêem certas expressões nas crianças que pensais não ver nos adultos.


À medida que essas crianças amadurecem, nos vossos termos, crescem na aceitação de crenças, e na aceitação da realidade objectiva, e da criação objectiva. Passam objectivamente para uma área de separação do saber subjectivo. Por altura em que esses indivíduos atingem uma certa idade, a qual identificais como adolescência, passam para a aceitação da objectividade na sua realidade. Dissociam-se de uma forma objectiva da compreensão subjectiva que têm. Isso permite-lhes crescer para a funcionalidade oficial; a sociedade, no vosso foco físico. Ao passarem a alinhar pelas crenças das massas e a criar a sua realidade em conjugação com elas, conforme o fazeis todos, alguns indivíduos optam por não envolver tal acção.


Haverás de notar que a idade mais comum para o desenvolvimento dessa chamada “doença” não tem lugar nas crianças. Isso mais comummente tem início, por assim dizer, na adolescência e nos jovens adultos. Podes verificar isso junto da vossa psicologia. A razão para isso deve-se a que certos indivíduos, ao se manifestarem no foco físico, optem, por essa altura da passagem para a realidade objectiva, deixar de passar para essa realidade objectiva. Por conseguinte, continuam em termos bem realistas num intercâmbio com a realidade subjectiva, a qual é uma realidade.


Nas vossas sociedades, não só na actualidade mas ao longo da vossa história, isso equivale a uma informação e um comportamento extra-oficial. Não é aceite, por não alinhar pelas crenças das massas. Consequentemente, é rotulado de uma forma inaceitável, por não compreenderem a manifestação. Não entendem a criação. Por isso, não tem cabimento na realidade oficialmente aceite, e até certo ponto é ostracizado.


Esses indivíduos optam por continuar a comunicar de uma forma subjectiva. Por isso, encontram-se em comunicação com outros focos, como deveriam estar se não estivessem na matéria física, e conforme estariam durante o período em que eram crianças pequenas. Nas crianças pequenas isso é aceite. É encarado como imaginação activa e criatividade. Nas “idades mais avançadas” deixa de ser aceitável, por esperarem que os comportamentos se alterem e alinhem pelas crenças das massas.


Nesse contexto, não só no vosso presente actual como ao longo das eras, esses indivíduos que manifestam tal escolha também têm crenças; ao serem influenciados pelos indivíduos que os rodeiam, pela consciência inerente às crenças das massas no período de tempo em que se manifestam, e pela falta de aceitação da parte das massas. Portanto, eles também sentem conflito, por inicialmente manifestarem aquilo que percebem, mas também têm crenças adquiridas. Tal conflito com a manifestação que optaram por actualizar. E nessa medida, hipoteticamente, se um homem aceitasse todas as escolhas quanto á expressão da manifestação, tal conflito não teria lugar.


CAROL: Essa é exactamente a ideia que eu tinha! 


ELIAS: Por o conflito se dar por falta de aceitação de esses indivíduos optarem por comunicar subjectivamente e objectivamente com a essência, e por conseguinte, com todos os seus aspectos e focos. Eles não têm o véu que separa a realidade objectiva da subjectiva. Por conseguinte, podem exibir a escuta de vozes. Vós dizeis que tais vozes são imaginárias, ilusórias, alucinações. Essas vozes que eles podem escutar dirigir-se-lhes são de outros focos deles, outros aspectos da sua essência que se encontram em comunicação com eles. Isso não tem cabimento na vossa realidade convencional, e consta, uma vez mais, conforme começamos a debater na nossa sessão, informação extra-oficial.


A informação extra-oficial assusta as pessoas, por lhes ameaçar as crenças que têm. Infelizmente, para aqueles que se acham envolvidos nessa manifestação, eles também têm crenças influenciadas pelo período de tempo em que se manifestam. Por isso, se confundem e também não aceitam a própria criação. Não entendem que estejam perturbados nem doentes. Encaram-se a eles próprios pelas mesmas crenças de toda a sociedade, e encaram o próprio comportamento como inaceitável. E isso provoca um tremendo conflito.


Tu conduziste-te a ti própria para a experiência disso e ligaste-te a essa experiência para tua própria expansão e para prestares auxílio a esse indivíduo na área da aceitação; porque à medida que cada um de vós começa a reconhecer as crenças e a aceitar essas crenças, o conflito deverá ser mitigado.


CAROL: Obrigado. Tem sido a direcção que temos tomado cada vez mais, à excepção do facto de termos que ir contra todas as crenças existentes.


ELIAS: O que, conforme descobriste presentemente, também gera conflito, e por vezes se pode tornar bem difícil.


CAROL:. Pois. Mencionaste na sessão de Domingo à noite, o facto de sermos capazes de termos acesso a outras essências com a nossa consciência. Eu tive certa vez uma experiência em que fiz isso. Encontrava-me num comboio e o ruído do comboio começou a alterar-me as vibrações, e eu dei por mim a começar a entrar na mente das outras pessoas e a experimentar as suas essências. À medida que entrava na mente de cada um sabia o modo como se sentia, e conhecia-lhe a história, não por palavras mas através do sentimento. A seguir pude ir até à pessoa seguinte e à seguinte, e á seguinte, e à seguinte. Será disso que falas? Eu não decidi conscientemente fazer tal coisa. Foi simplesmente uma experiência que ocorreu. Ou estarias a referir-te aos casos em que alguém tenta conscientemente apossar-se da consciência de alguém? Ou será a experiência de colocarmos a nossa consciência temporariamente na de mais alguém?


ELIAS: Uma pessoa não pode apossar-se da consciência doutra. Nenhum indivíduo, nenhum foco, nenhuma essência não pode apossar-se de nenhuma outra. Podeis fundir-vos temporariamente. E que eu estava a referir na nossa sessão anterior, vou-to explicar, em grande parte era a explicação da troca que se opera entre focos da vossa própria essência; muito embora possais também fundir-vos temporariamente com outras essências, com outros focos que não da vossa própria essência. Isso não representa uma posse da consciência do foco individual. É uma fusão temporária com a consciência do foco, por não existirem divisões nem secções no âmbito da energia e da consciência.


CAROL: Fiz a mesma coisa com as gaivotas e o oceano e a areia e o céu num tipo de experiência diferente. Era o mesmo tipo de coisa, mas mais como se espalhasse a minha consciência a fim de experimentar essas outras manifestações.


ELIAS: Mas, tu fazes parte da totalidade da consciência. Por isso, tens a capacidade de te fundir com tudo. Eu referi muitas vezes no fórum das nossas sessões que as pessoas podem experimentar os elementos do nosso jogo e experimentar tudo, por isso poder ser instrutivo para eles no âmbito da família da essência por que alinham ou no da família de contraparte.


CAROL: Se chegarmos a uma intersecção em que estabelecemos uma escolha, tal como abandonar uma pessoa num relacionamento e assumir outro, o primeiro relacionamento prosseguirá? Eu tenho este forte pressentimento de estar a dar continuidade a dois outros relacionamentos noutros focos.


ELIAS: Toda a escolha que definis na realidade física constitui apenas uma probabilidade. Todas as probabilidades são actualizadas. Por isso, se optares por avançar num sentido diferente, uma eu alternado continuará na direcção existente.


CAROL: Mas eu continuo a aceder aos outros dois relacionamentos. É deveras estranho.


ELIAS: Todas essas probabilidades se actualizam. Isso é uma realidade. Podeis intersectar Eus alternos. Podeis na verdade ver, em termos visuais e concretos, os Eus alternos. Isso não é invulgar, por as pessoas não buscarem a experiência disso, nem buscam o conhecimento dessa realidade, mas é possível experimentá-lo. O conhecimento que se acha em vós é de que essas realidades, em dimensões diferentes da vossa ou daquela que reconheceis, existem e prosseguem em todas a sua miríade de variações. Existem versões alternas de ti, versões de “Eus” prováveis, que nunca experimentaram relacionamentos no que identificas presentemente. Existem “Eus” alternos de ti que não têm filhos. Todo o aspecto do teu ser é actualizado. Tu dispões da capacidade de aceder a essa informação, e de ver essas versões alternas, e de experimentares esses outros focos neste foco.


CAROL: Houve para aí um debate nas sessões acerca de nove bebés que têm nascido e que vão prestar assistência à Mudança.


ELIAS: Eles já nasceram. 


CAROL:  Eu tive uma experiência no estado de sonho em alguma outra realidade, em que vi um bebé a nascer. Eu fui conduzida a esse local. Não se tratava de um bebé do sexo masculino, mas um bebé feminino. Fui conduzida a uma barraca. No estado do sonho eu pensava no cenário do Cristo que se acha presente aqui, não que seja algo que tenha importância para mim, mas eu tinha simplesmente consciência disso. Era interessante, a familiaridade da situação, por esse bebé, essa pequenina chamada Kadu era alguém que supostamente iria influenciar um monte de alterações na realidade física. Estava muita gente ao redor dele, que se encontrava no berço, e eles estavam a ergue-la, e eu encontrava-ma lá como parte daquilo, para tomar parte na cerimónia que estava a chegar. Nesse dia despertei com essa informação, e senti-me como se tivesse presenciado algo de muito importante. Quando fiquei a saber dos bebés a partir destas sessões, pensei que pudesse existir uma relação, mas é óbvio que não há. Terás alguma informação sobre o que tenha sido que experimentei?


ELIAS: Isso constitui igualmente uma recordação de um outro foco, em conjugação com o Lawrence. Essa criança de que falas foi fundamental, nos vossos termos, por ter ocorrido no que encarais como passado histórico. Estas crianças dessa aldeia particular foram afastadas da aldeia e transportadas para outro país. Essa mulher foi fundamental na velhice, conforme designais isso, ao promover acção junto dessa gente para mudar e conquistar a libertação da escravatura. Por conseguinte, Essa criança foi significativa, embora não no contexto do que esperavas; mas o simbolismo inerente á sensação de que essa criança era o Cristo menino é excelente pela exactidão que revela, por ambos se terem focado na libertação. (1)


CAROL: É óptimo saber, por fim, o que foi. Eu tenho esta sensação ou teoria de que quanto mais perceptivos nos tornarmos, mais coisas seremos capazes de realizar caso o escolhamos, por podermos tirar partido das experiência de todos os outros nossos focos. Será isso exacto?


ELIAS: É. (Pausa) 


CAROL: Enquanto foco, e referindo-me a este foco para que estás a olhar, sempre me senti muito consciente desde a altura em que era criança neste foco, e sempre me interroguei se os outros teriam a mesma percepção mas simplesmente não falavam disso, ou se eu era efectivamente mais perceptiva do que os outros. Não é uma pergunta gratuita que se faça a outros, mas coloco-ta a ti.


ELIAS: Esse é um território difícil e perigoso. Todos os indivíduos no foco físico têm a consciência que optam por ter, com respeito ao sentido das probabilidades por que terão elegido passar no foco individual físico. Depende do desejo e do objectivo ou intenção que tiverdes, assim como da direcção que a vossa atenção tomar. Consequentemente, é mais ou menos relativo, por poderem ter uma enorme percepção da actividade subjectiva e de informação que outros possam não ter objectivamente, mas eles optam por a não ter objectivamente. Todo o indivíduo opta por uma direcção. (A esta altura o gravador faz um ruído) Ah! O vosso equipamento eléctrico está a provocar interrupções!


RON: Está óptimo. Estava só para aqui às voltas. 


ELIAS: Nessa medida, a direcção que tomas pode tender para a informação acerca da transição, ou para acções que sejam instrumentais nesta mudança, assim com para muitas outras acções que envolvam essências ou movimento não físico. Outro indivíduo pode ter uma percepção espantosa da realidade objectiva. Isso poderá parecer à estimativa que faças bastante mundano, só que a direcção que assume é diferente. Pode optar por se concentrar, a sua atenção, apenas na experiência do foco físico.


CAROL: Esse é o caso do meu actual marido. É muito parecido com isso. 


ELIAS: Por conseguinte, essa é a percepção que tem. Diz respeito à área do seu interesse. O que não quer dizer que a percepção subjectiva seja inferior, porque não é. Também não quer dizer que o rumo que tomem no que manifestam seja inferior, ou não equivalha a um crescimento: razão por que não empregamos termos como níveis, por as pessoas correrem para as classificações de níveis e de planos, e para aqueles que se acham mais adiantados do que os outros.


Agora; eu referi nas nossas sessões que as pessoas que ocupam o nosso fórum ocupam diferentes estados de conhecimento. Na estimativa que fazem, percebem mais conhecimento ou menos conhecimento. Na actualidade isso é inevitável nesse tipo de pensar, o qual eventualmente também passará; mas no presente momento, alguns em direcções similares da atenção têm um grande conhecimento ou compreensão da consciência que têm do que outros, só que isso não trás consequência alguma; por cada um de vós consegue aquilo que escolhe no âmbito da experiência num dado foco. Neste foco, uma pessoa pode optar por se manifestar como erudito. Simultaneamente, num outro foco, essa mesma essência pode manifestar-se no que designais por loucura, ou ao contrário. Por conseguinte, deve considerar-se que cada foco constitui um foco. Embora cada foco seja central e de suma importância, cada foco é individual e não constitui objectivamente a totalidade da vossa experiência.

Do mesmo modo que as pessoas ajuízam a informação e a conduta oficial ou extra-oficial, com que estais familiarizados, as pessoas também ajuízam os níveis do conhecimento. Não tem interesse; apenas do ponto de vista do vosso nível.


CAROL: Obrigado. À noite, quando vou dormir, vejo imagens, mas de nada que me seja familiar neste plano. Estarei a ver outros focos? Numa outra vez vi uma outra consciência que se assemelhava a um material macio que podia ser esticado para depois voltar a contrair-se, só que tinha consciência. Senti como que estivesse num outro foco. Será o que se está a passar, aqui? Por vezes, vejo como que um círculo branco e consigo ver numa outra realidade. Será isso apenas mais da mesma sintonia com a realidade extra-oficial? Por vezes é de tal modo variado que por gostar de conhecer acerca das coisas, fico na dúvida daquilo que sejam, e creio que se apresentam de tal modo incontáveis que não tenho maneira de saber.


ELIAS: Isso, em parte, são visões de outras dimensões. Por vezes, também vês outras áreas de consciência que não apresentam imagens reconhecíveis. Algumas das experiências por que passas constituem uma penetração em focos físicos de outras dimensões. A vossa essência não se encontra focada apenas numa dimensão física. Foca-se em muitas dimensões físicas que se diversificam. Vou fazer um intervalo, com a vossa permissão, e logo poderás prosseguir com as tuas perguntas.


CAROL: Obrigado, Elias. 


INTERVALO


ELIAS: Continuemos. 


CAROL: Elias. Substitui a força-padrão por uma fonte de tensão.


ELIAS: Não! Tu substitui a força-padrão como uma fonte de tensão! (Desatamos todos a rir, enquanto o Elias ri a bom rir)


CAROL: Terá essa frase alguma coisa que ver com o espectáculo de luz que vi a cintilar quando captei a frase? Será essa a energia a que teremos que ser capazes de aceder a fim de criar?


ELIAS: Aceder a energia! Óptimo começo! 


CAROL: E depois precisamos empreender acção com a energia?


ELIAS: Essa é uma frase que te foi apresentada objectivamente, em descrição de uma actividade subjectiva. A tua pergunta é: “Como crio a minha realidade?” A tua resposta reside nisso.


CAROL: Criar o padrão de força como uma fonte de tensão. 


ELIAS: Precisas envolver a tua periferia e permitir-te uma explicação e uma definição mais abrangente desses termos, por esses termos indicarem a acção que empregais na Área Regional 2 ao criardes a vossa realidade, assim como na vossa missão dos sonhos por detrás do imaginário. É a mesma coisa.


CAROL: De que modo poderia deslocar a minha consciência para o local do imaginário do sonho onde essa informação se torna mais clara para mim?


ELIAS: Não deslocas a tua consciência para um lugar. Permites-te compreender o imaginário que criaste por uma questão de simbolismo; reconhecendo que crias símbolos a fim de explicares acção a ti própria, e reconhecendo igualmente, conforme eu declarei previamente, que cada símbolo, todo o símbolo, constitui um símbolo, e também detém a sua própria integridade pelo que constitui uma realidade.


CAROL: Existirão algumas acções ou incidentes que não sejam significativas? Tal como o facto de ter comprado algumas alfaces e couves de brócolos enquanto aqui me encontrava, coloquei-os no frigorífico do motel, e quando os abri eles estavam solidamente congelados. Agora, será tudo um símbolo da acção original ou da intenção ou da criatividade, ou existirão algumas coisas que não sejam significativas? Se tudo tiver importãncia, precisaríamos de uma imensa concentração para vigiar todo incidente que ocorre de modo a podermos registar que simbologia representa. (O Elias está a sorrir)


ELIAS: Eu vou dizer que toda a acção, todo o instante, toda a escolha é signicativa. Todo o movimento criado no âmbito da consciência é significativo. O que não quer dizer que toda a acção que empreendeis conduza ao que pensais ser probabilidades mais importantes. Toda a acção é importante, por na realidade não existirem acções que sejam mais importantes do que outras. Vós pensais nesses termos. Acreditais que a escolha de um companheiro no casamento constitua uma escolha muito importante, ao contrário da escolha de juntar mostarda à sanduíche! (A sorrir) 
Na realidade ambas constituem escolhas. Uma não tem maior significado do que a outra. A diferença nessas escolhas reside na duração da sua provisoriedade. Por isso, atribuís valor a determinadas escolhas e não atribuís qualquer valor a outras escolhas. Todas as vossas escolhas, todas as vossas acções, são importantes. Todas as vossas escolhas são significativas. Todas as vossas escolhas são intencionais, destinadas à vossa experiência. Agora; há algumas acções e escolhas que poderão parecer objectivamente destituídas de importância mas na realidade não são, por constituírem um pedaço de um quebra-cabeças maior circunscrito no quadro das probabilidades. Haverás de notar que muitas vezes, acções insignificantes como uma couve de brócolos congelada pode despoletar o que percebes como uma informação mais importante. 

Todos vós sois amplamente inventivos, tanto na criatividade como no desencadear das vossas ligações. Sois bastante criativos nos métodos de simbologia empregues para apresentardes a vós próprios informação. Por isso, não te desejo dizer que estejas no teu carrossel, às voltas sem parar! Mas reconhece igualmente que nada é insignificante… à excepção do assassinato do vosso presidente Kennedy, que é bastante desprovido de importância! (Riso geral)


CAROL: Terás mencionado isso por saberes que tive um sonho precognitivo acerca disso? Será por isso que trouxeste isso à baila, ou terás um motive pessoal…? (O Ron e eu perdemo-nos de riso)


RON: É uma piada interna! (2)


CAROL: Ah, está bem. Deve ser uma das boas! O meu filho Rick, aquele que mencionei antes que não se encontra fechado neste foco físico mas exerce mais um foco subjectivo, com o que me vejo mais enquadrada na realidade, à excepção do facto de conseguir ser funcional num enfoque objectivo para além de dispor do enfoque subjectivo, razão porque de certa forma penso que sejamos tão chegados. Ao observar aquilo por que passou pela forma como foi encarado pela sociedade ajudou-me tremendamente a tornar-me menos crítica, mas eu fui tomando consciência disso por fases. É difícil, mas eu continuo a tentar tornar-me cada vez menos crítica por intermédio disso, como um veículo. Teremos, este filho que tenho nesta vida e eu, teremos numa vida simultânea tido contacto um com o outro numa vida na Alemanha dos anos trinta ou quarenta? Ter-nos-emos conhecido aí?


ELIAS: (Obtém acesso) Sim. Membros da família, uma vez mais. Poderás igualmente investigar esses outros focos através do uso da vossa nova “brincadeira”. (Referindo-se à Recordação de Vidas Passadas) 


CAROL: O meu outro filho, Thomas, tem uma namorada chamada Mónica que é brasileira. Numa experiência onírica fiquei impressionado com o facto, ou o que me pareceu ser um facto, deles serem os pais do pai dele, do meu ex-marido. Estarei a ser suficientemente clara? Será isso um facto?


ELIAS: (Obtém acesso) Sim, num foco; tens razão. 


CAROL: Eu tenho uma sítio, não posso dizer que seja um local por ter noção de não ser um local, mas tenho uma experiência no que se parece com um cenário de parque, e já lá vi gente antes, que tinha transitado. Vi uma amiga lá mas não sabia que tinha transitado por ela se ter mudado para sul e eu a não ter visto durante um longo período. Pude ver pela experiência que passei que ela tinha transitado, mas depois investiguei e descobri que de facto tinha. Ela chamava-se Claudette. Gostava de saber se terá efectivamente sido um fragmento da sua essência ou da energia dela, ou se terá sido a sua energia autêntica. Provavelmente não estou a utilizar os termos correctos que aqui tens usado, pelo que não estou certa de me estar a tornar clara. 


ELIAS: Eu falei previamente do que podeis encontrar no âmbito da energia e da identidade das pessoas que passaram para o acto da transição. Podeis cruzar-vos com um depósito de energia desse indivíduo. Não vos cruzais com o próprio indivíduo, mas cruzar-vos com a energia do indivíduo como um depósito de energia que tem lugar na consciência. Podeis igualmente entrar em contacto com um outro foco, que numa cooperação paralela com este foco e com o depósito de energia, poderá parecer o que identificas como sendo o indivíduo; apesar de na realidade não ser.


CAROL: Estou a entender. Neste foco estive activa num caminho espiritual chamado Ekankar. Por vezes não tenho a certeza de dever fazer as coisas que faço, tal como dar palestras e fazer certas coisas para a TV. Muitas vezes, penso para comigo que devia fazer essas coisas estabelecendo-me como um género de mentora, por realmente não sentir desse modo, mas aí parte de mim desfruta disso. Mas a minha pergunta tem mais que ver com o seguinte: este caminho espiritual representará um trampolim ou fará parte da mudança que está a ocorrer? Existe um líder espiritual chamado Harold Klemp. Ele fará parte da mudança ou não?


ELIAS: Todo o indivíduo que se encontra à face deste planeta faz parte desta mudança. Trata-se de um acordo firmado no âmbito da consciência. Por isso, todas as pessoas fazem parte da mudança. Alguns optam por ser fundamentais. Alguns optam por auxiliar outros no âmbito desta mudança, pelo alívio do trauma. Nessa medida, tu és um deles; como muitos que são atraídos a este fórum. Esse indivíduo de que falas é útil numa outra direcção. Muitos indivíduos são úteis à expressão desta mudança, mas nem todos se voltam na mesma direcção. A tua direcção pessoal alinha igualmente com pessoas deste fórum. Além disso, não desconsideres a acção que empreendes, por te dizer que te envio adiante! (Riso geral) Em verdade to digo!


CAROL: Estás a provocar-me, e isso faz parte da razão porque por vezes me interrogo se o deveria fazer, se não o deveria simplesmente deixar de fazer, permanecer no meu próprio caminho! (A rir)


ELIAS: Eu realmente provoco-te, embora também te diga a verdade. Tu estabeleceste probabilidades neste foco que estás a realizar. Nessa medida, também estás a reconhecer o movimento da consciência inerente a esta mudança, e poderás ser útil no auxílio que prestares a outros com essa acção. Tens tirado proveito de informação que poderá ser útil, e deverás continuar a receber informação que poderás utilizar de forma útil, no âmbito da acção desta mudança. Lembra-te também que muita da informação de que dispões se acha igualmente individualmente dirigida para ser usada, por optares por usar essa informação a fim de compreenderes como envolver a transição durante o foco físico; uma acção que é comum a várias, não muitas, mas a várias pessoas no contexto desta comunicação também.


CAROL: Por outras palavras, para um opara a transição a acrescentar ao envolvimento com a mudança? Estarei a compreender correctamente?


ELIAS: Exacto. O acto da transição é empregue durante o foco físico em grande medida. Essas pessoas, e tu achas-te incluída nelas, optam por envolver essa acção de transição numa probabilidade diferente; sem empregarem a acção oficialmente aceite da senilidade.


CAROL: Virei de alguma maneira a ser capaz de prosseguir com este fórum, porventura visitando no estado de sonho? Eu consegui isso certa vez, embora não entendesse por completo o que estava a acontecer, embora tenha sentido estar aqui presente antes de aqui me deslocar. Serei capaz de continuar a fazer isso? Bem sei que provavelmente dependerá de mim, mas agradeço qualquer assistência que me possas dar.


ELIAS: Absolutamente. E poderás prosseguir; e poderás igualmente, ao voltares ao espaço do teu lar, ter consciência da interacção que esta essência tem contigo.


CAROL: Obrigado. Creio ter feito todas as perguntas que tinha. Tenho um comentário a fazer. Quando tiveste a sessão com a Jene, que pertence a este fórum, ela fez-te perguntas acerca da experiência de imenso trauma na existência física. Tu referiste algo acerca do facto de isso ser um modo de irmos ao encontro dos outros de uma forma útil. Eu concordo que podemos ir ao encontro dos outros simplesmente se tivermos consciência, mas neste foco muita gente, se não tiver um sentido de identificação, não permitirão que a consciência chegue até eles, ou tão só porventura objectivamente não o permitam. Talvez subjectivamente o permitam. Será isso que tu… À medida que estou a falar, estou a começar a entender isso melhor. Era isso que querias dizer?


ELIAS: Aquilo que percebes externamente nem sempre constitui um indicador de movimento subjective. As pessoas escolhem a dor no foco físico por variadas razões. Existem muitas acções que ocorrem nesse tema. Eu abordo cada um no contexto da compreensão que tem e daquilo que identifica. Na expressão que a Rudy emprega, esses são elementos que ela compreende. Esse indivíduo também tem uma inclinação para a incompreensão e a falta de aceitação da criação que faz da realidade, por também manter um sistema de crenças negativo em relação a isso. Por conseguinte, impera todo um acto de evitar na perpetuação de certas ideias ao abordarmos este indivíduo.


Cada opção de manifestação comporta diversas acções e raciocínios implícitos e essas acções. Algumas acções poderão parecer as mesmas ou similares, mas cada um de vós é individual e é único. Por isso, cada um de vós cria de uma forma bastante individual. Nessa medida, cada expressão é igualmente influenciada pelas probabilidades individuais, direcção e atenção. Podes ver diferentes pessoas que podem manifestar expressões muito similares de dor no entendimento que tens, e elas podem expressar a mesma acção por razões bastante díspares.


CAROL: Estou a entender. Só tenho mais uma pequena pergunta, que tem que ver com a dor que tenho no lado esquerdo das costas, m baixo. Estará ela ligada a alguma crença, e caso esteja, poderás dar-me uma pequena ajuda na compreensão do que envolve de modo a porventura ser capaz de deixar que passe?


ELIAS: O que te digo é que essa é uma acção similar à que o Michael apresenta, de retensão de energia numa área da expressão física. Essas são áreas difíceis. Tendes crenças ligadas à negatividade, em relação àquilo que percebeis ser a dor. Por isso, procurais “corrigir” essa afectação. Com a incorporação de muita actividade subjectiva, retereis energia em certas áreas da expressão física.


Também envolve crenças e questões ligadas à responsabilidade. Ao reterem certas crenças com respeito à responsabilidade pessoal, isso combinado com o movimento subjectivo rápido e contínuo que se torna objectivo e tem permissão para se tornar objectivo, a energia é contida em áreas da vossa expressão física, por não entenderdes a forma de libertar a vossa própria energia.


(Sorrindo) Torna-se dificultoso expressar estes conceitos a cada um de vós no foco físico, por terem crenças relacionadas com essas ideias. Posso dizer-te, assim como ao Michael também, que podeis, num instante, permitir que essa perniciosidade se dissipe; mas vós não acreditais nisso, nem compreendeis o movimento da energia. Por isso, não libertareis isso num instante. Mas se quiserdes, podeis consegui-lo!


Muito movimento subjectivo que tem permissão para ser incluído objectivamente, vai criar turbulência na energia, por abrigares muitas crenças e não aceitares, no enquadramento dessas crenças, a informação extra-oficial. Aceitas grande parte da informação extra-oficial, por a conheceres. Por isso, debates-te entre o objectivo e o subjectivo por te debateres com crenças e com o conhecimento. Nessa medida, provocas uma turbulência na tua própria energia. Ao não entenderes como libertar essa energia e ao optares igualmente por ser despedaçada continuamente por essa turbulência, isolas uma certa energia e expressas subjectivamente à tua expressão física para a conter. 
Nessa medida, colocas energia em determinadas áreas. Crias uma dor que recordarás.


CAROL: Então está a captar a chamar a minha atenção. É para me fazer perceber.


ELIAS: Assim, não esqueças que a turbulência que experimentas ainda está de pé e precisa ser abordada. Ao abordares as crenças que se encontram em conflito, ao aceitares as crenças e a acção da responsabilidade pessoal, e ao permitires que a informação extra-oficial passe a ser incorporada sem te debateres, isso deverá dissipar-se.


CAROL: Está bem. Farei isso. E não o vou tentar. Vou faze-lo! 


ELIAS: Muito bem! 


CAROL: Obrigado. Não tenho mais perguntas. Agradeço o tempo que me dispensaste. 


ELIAS: Não tens de quê. 


VICKI: Eu tenho uma pergunta, se me for permitido. Houve uma certa suavidade na fluência da energia deste intercâmbio de hoje a que, se bem me lembro, jamais assisti antes, e gostava de saber se poderias explica-la.


ELIAS: Aquilo que percebes, com a explicação a percepção que tiveste da suavidade, é uma cooperação em alinhamento com o Michael no âmbito da consciência. Subjectivamente permitiste-te cooperar com o intercâmbio de energias, permitindo desse modo uma maior suavidade no movimento ou na intensidade.


O que também percebes é a troca objectiva que decorre com suavidade no caso da Aileen; por ser um fragmento do Elias, assim como um com quem partilhou focos na manifestação física. Daí que percebas uma reunião de velhos amigos.


VICKI: Também percebo o que parece uns quantos paralelos existentes entre o Michael e a Aileen.


ELIAS: Justamente; isso deve-se igualmente ao que vês como o lado oposto ou aspecto de outros indivíduos de que foste informada, que se fragmentaram a partir desta essência, e que exibem características bastante diversificadas. (3)


VICKI: Muito bem, tenho uma pergunta desenquadrada (NT: Que em Inglês é aqui usada com a seguinte expressão: “Off-the-wall.”) (A esta altura o Elias volta-se e olha para a parede a questionar a parede, e todos rimos)

(NT: “Wall”, em Inglês significa “parede”)

Estou curiosa em relação a esta inusual manifestação física que tive no passado recente. Está um pouco exagerada, se bem o posso dizer! A pergunta que faço é a seguinte: Será parte disso uma resposta à proximidade física deste indivíduo, em reconhecimento da partilha de um outro foco dimensional significativo?


ELIAS: Isso é um elemento da escolha da acção que empreendeste, por a acção que empreendeste, conforme dissemos anteriormente, constitui uma recordação. Nessa acção experimentas muita mais dificuldade do que tinhas percebido na experiência de atacares as crenças que tinhas. Por isso, também reages de uma maneira mais severa a esta nova acção. A recordação não se cinge unicamente a um foco.


VICKI: Está certo. E para a Rudy, ela queria saber se estará a proceder à coisa acertada.


ELIAS: Não quererás descascar essa questão da tua parede? (Riso generalizado) Ah, Rudy! Quanto conflito e confusão, (a sorrir) e quanta crença em tal consciência! Podes dizer ao Rudim que, se ele optar por dar ouvidos e não saltar fora, a escolha que o assiste no quadro das probabilidades, nos termos dele, não está errada, embora existe correcto nem incorrecto, certo nem errado; mas eu vou dizer que na linha das probabilidades que foi estabelecida nesta situação em curso que as pessoas criaram, essa probabilidade pode ser encarada como mais provável. Por isso, podes dizer que não apresento a mesma resposta que dispensei previamente ao Yarr; e que neste presente instante, é possível que um consiga passar a incluir e a absorver, por o outro o não conseguir. Muitas questões são acarretadas com as escolhas do Yarr, mas elas também poderão ser realizadas.


VICKI: Obrigado. 


ELIAS: Não tens o que agradecer. Desejareis fazer mais alguma pergunta? 


RON: Claro. Então, quem foi que matou o Presidente Kennedy??? 


ELIAS: (Volta o olhar novamente para a parede e agarra em pleno ar) Outro pedaço que está a sair da parede! (A sorrir, seguido de riso generalizado)


CAROL: Sinto um certo conflito relacionado com o método a seguir na acção destinada ao envolvimento com o que está a ocorrer, se se trata do método de dar continuidade ao que tenho estado a fazer, a ensinar e a falar, ou se deva começar a escrever. Terás algum tipo de ajuda a dar-me acerca disso? Por vezes passo dificuldade ao me disciplinar a fim de forçar a assumir acções efectivas. De modo que, se tiver uma ideia quanto às probabilidades e à direcção a seguir, aí isso poderá dar-me um incentivo para me disciplinar!


ELIAS: Ah! Fazemos face a um outro espírito artístico desenfreado! (Para a Vicki) Olha os paralelos! Nota da Vicki: Existem muitos, deveria acrescentar!)


CAROL: Deveria escrever ou deveria pintar ou deveria falar? Ou todas as três? (A rir)


ELIAS: Faz uso da criatividade que tens, e dá continuidade à instrução. 


CAROL: Continuar a falar em vez de…


ELIAS: Dir-te-ei que poderás fazer uso da acção da escrita, e dir-te-ei igualmente que algumas pessoas são escritoras (A olhar para a Vicki) enquanto outras criam de modo diferente.


CAROL: Está bem. 


ELIAS: A cor é bastante agradável! 


CAROL: É! 


ELIAS: E lembra-te, também representa uma verdade. 


Por esta noite vou-vos dar as boas-noites. 


Elias parte às 6:03 da tarde. 


NOTAS: 


(1) Isto é interessante, por eu ter experimentado parcialmente esse foco enquanto me encontrava sujeita a um estado alterado de consciência (hipnose) no ano passado. Dei por mim a observar um homem envolvido no que me pareceu uma dança ritual, que eu interpretei como uma dança qualquer de acasalamento. O cenário era de uma aldeia primitiva. Havia gente a observar esse homem. Ao olhar ao redor para essas pessoas, percebi não haver quaisquer crianças à vista excepto dois bebés ao colo de duas mulheres. A pessoa que facilitava a hipnose perguntou-me onde se encontravam as crianças, e de súbito dei por mim junto a uma praia. Havia um grupo de crianças reunidas ali, e um barco que se aproximava. A visualização terminou nisso, mas havia mais duas pessoas presentes (o Ron e a Mary) que assistiram, ambos, ao mesmo acontecimento. Viram as crianças a ser colocadas no  navio, e ambos ficaram com a impressão de se tratar de um barco de escravos


(2) Creio que seria descortês deixar de partilhar a graça, de modo que aqui vai. Logo no início das nossas sessões, o Elias disse algo do género: “Não responderemos a perguntas sem importância!” Logo depois, alguém perguntou quem tinha disparado no Presidente Kennedy. O Elias respondeu de forma muito bem-humorada que essa era um exemplo de uma pergunta sem importância. O que é interessante é que a pessoa que fez essa pergunta ficou extremamente aborrecido e mesmo irritado com a resposta, sem que ninguém compreendesse bem porquê. Creio que foi por termos rido demasiado!


(3) Conhecemos várias outras pessoas que se fragmentaram a partir do Elias e que estiveram presentes em sessões durante algum tempo, mas que descontinuaram por várias razões. Essas pessoas padecem todas de um conflito significativo num  ou noutra área.


© 1997 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os direitos reservados


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