sábado, 24 de agosto de 2013

“TRAUMA MOTIVADO PELA MUDANÇA”

Voltando-nos no Sentido do Desconhecido
Sessão 2689
Sábado, 13 de Dezembro de 2008 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael) e Ben (Sumarian)
Tradução: Amadeu Duarte (Revista)

ELIAS: Boa tarde!

BEN: Boa tarde, Elias.

ELIAS: (Ri para dentro) E sobre que vamos falar?

BEN: Bom, como provavelmente deves estar inteirado, no último mês e meio passei por um período difícil e traumático, e repleto de drama. Eu queria debater alguns dos detalhes daquilo que se está a passar porque não faço a menor ideia do que envolve. Toda esta provação teve início há um mês e meio quando passei por este acontecimento que me deixou atordoado e desorientado, para além de imensamente assustado. Mudei-me para a casa dos meus pais, fui a um psiquiatra que me diagnosticou uma depressão e me medicou. E durante as última seis semanas tudo o que tenho feito é permanecer na cama, completamente vazio e com pensamentos de desistência da vida e a depreciar-me. Deixei de ir para o emprego mas não aguento continuar no meu apartamento. É quase como se tivesse encerrado todas as vias e não consigo descobrir nenhum modo de lhes dar andamento. Eu interrogava-me se não poderias clarificar a situação, em relação ao que estarei a criar no momento.

ELIAS: Muito bem. Eu tenho consciência de que nesta altura as experiências tendem a tornar-se objecto de muita confusão, desanimadoras e enervantes para a maior parte das pessoas – não para todas mas para a maioria. Esta é uma altura interessante, não só em relação à presente onda que a consciência assume, ou atravessa, como vos está igualmente a afectar o vosso mundo e a todos, e é uma altura interessante por constituir um incremento súbito e genuíno de mudança e uma transformação objectiva, coisa que se evidencia igualmente por todo o vosso mundo.

Nesse sentido, vós estais genuinamente a começar a pisar fora do aspecto do que é familiar e a passar por mudanças significativas. Aquilo que experimentas, na verdade não é depressão, mas é compreensível que a vossa ciência da psicologia o classifique nesses termos. Eu diria que presentemente os vossos psicólogos devem estar a gerar um significativo entusiasmo com a QUANTIDADE de indivíduos que classificam como “deprimidos”. Na realidade essa não é a situação. Aquilo que a situação denota é que estais a começar a transformar-vos e a mudar em direcções significativas que vos são tão pouco familiares que ainda não comportais qualquer associação que lhes possais aplicar.

Agora; tal como já tive ocasião de expressar previamente, uma associação consiste numa avaliação e num quase comentário que vós gerais em relação a uma experiência que envolve ou trás agregada uma apreciação crítica, seja ela boa ou má. Seja o que for que experimenteis, subsequentemente gerais uma associação, uma avaliação dessa experiência, e julgais a experiência em termos de boa ou má.

Bom, essas associações alojam-se ou são mantidas na memória, e o corpo físico é aquilo que aloja essa memória.

Agora; quando gerais novas experiências, o corpo físico gera automaticamente uma busca por uma experiência anterior e por uma associação que se mostre similar, e isso permite-vos assimilar rapidamente a vossa experiência e traduzi-la em termos do pensamento, o que vos possibilita uma compreensão da vossa experiência. Isso perfaz aquilo que designaríeis como a norma. Quando gerais uma experiência completamente nova a consciência do corpo procede a uma busca automática e quando não é capaz de encontrar uma recordação nem uma avaliação que se adeqúe à nova experiência, gera confusão.


Agora; quando a consciência do corpo fica confusa, ela começa a reagir de formas inesperadas, devido a não ser capaz de gerar um ponto de referência em relação àquilo que estais a experimentar. Isso confunde-vos igualmente o mecanismo do pensamento, por ele ter vindo a ser fornecido com informação precisa, ou então não ter vindo a ser provido de informação nenhuma, e para o mecanismo do pensamento isso se traduzir sob a forma de confusão. Por isso, o vosso pensamento pode tornar-se confuso ou obscurecido e pode-se-vos tornar difícil manter as ideias. Em resultado, podeis julgar a situação em termos de vos tornardes facilmente esquecidos. Ou o mecanismo do pensamento voltar-se numa determinada direcção do pensar e começar, por assim dizer, a funcionar mal e a criar pensamento repetitivo, por meio do que continuará a mover-se cada vez mais numa direcção particular, tal como passar a alimentar a ideia de pôr termo à vida. A razão por que se acha susceptível para se voltar nessa direcção deve-se a que a consciência do corpo continue a tentar descobrir uma associação e uma lembrança e não seja capaz. Por isso, a consciência do corpo comunica uma inexistência de escolhas – escolha nenhuma.

E como comunica isso, não se torna muito estranho que o mecanismo do pensar se volte na direcção de uma tradução disso que está a ser transmitido e o faça em termos da única escolha, que é - desistir, parar, desligar-se, deixar de existir. Isso é a tradução que o mecanismo do pensar produz a partir do que a consciência do corpo comunica, comunicação essa que consta de uma considerável confusão e de uma total falta de investimento e de opções. Isso afecta igualmente, ou é susceptível de afectar a motivação. E nesse sentido a razão por que a motivação é afectada deve-se a que aquilo que esteja a ocorrer seja o facto de estardes efectivamente a mudar, mas não incorporardes nenhum plano quanto àquilo que essa transformação represente, e ainda não sejais capazes de a definir, e ainda estejais a assimilar essa transformação.

Agora; nisso, a sensação de falta de motivação parece bastante penetrante e avassaladora. Nesse sentido, em termos gerais, tu, à semelhança da maioria das pessoas, voltas-te para a generalização e para um sentido de expressão de te sentires desmotivado em todas as direcções, o que não é completamente correcto. As pessoas ESTÃO continuamente a sentir-se motivadas só que em direcções bastante diferentes daquelas a que estão acostumadas. De momento, as direcções em que se sentiam previamente motivadas encerram muito pouco interesse para elas. E na verdade isso está a ocorrer a um nível global. Por essa razão a energia acha-se ainda mais robustecida e está a provocar uma maior afectação. Por isso, cada um de vós está a experimentar uma mudança efectiva no sentido de vos dirigirdes a vós próprios (autónomos).

Agora; faz uma quantidade de tempo, nos vossos termos, que vimos a falar de vos dirigirdes a vós próprios, o que essencialmente constituiu um preparo para o que estais agora a experimentar. As pessoas pensavam estar a ser autónomas no sentido de se dirigirem a si mesmas e pensavam estar a compreender o conceito de da autonomia que envolve, mas na realidade existem e têm –se patenteado muitos factores que vos influenciam e que realmente vos impedem de vos dirigirdes a vós próprios. Dirigir-se a si mesmo significa avançar na direcção que desejais e que vos interessa, em relação ao que sentis uma curiosidade e uma afinidade sem a menor influência por parte das fontes externas.

Agora; isso, para a maioria das pessoas do vosso planeta é muito pouco familiar, pois quer o reconheçais quer não, vós incorporais muitíssimas influências externas que vos governam o comportamento e aquilo que fazeis e não fazeis, aquilo que deveis fazer, o que não deveis fazer, o que é adequado e o que não é adequado. Essas influências procedem do modo como fostes instruídos por parte dos outros, na escola, nas vossas sociedades, no que é esperado que façais e do que esperais de vós próprios pelo que percebeis ser os actos normais, tais como dever ir à escola, definir uma carreira, obter um emprego, ou as próprias capacidades. Nesse sentido, durante um certo tempo, muitos criaram até a percepção - bastante real por sinal - de gostarem do sentido a que votaram as suas vidas e de gostarem dos empregos que tinham, assim como das capacidades e talentos que tinham.

Mas nesta altura aquilo que está a ocorrer é uma mudança significativa, mudança essa que se está a deslocar daquilo que vos foi INCUTIDO como dever de sentir apreço ou de gostar, ou deixar de gostar, ou de sentir interesse ou de deixar de sentir interesse rumo a uma expressão genuína de descoberta pessoal, daquilo em que VÒS estais genuinamente interessados e genuinamente gostais ou deixais de gostar e para aquelas habilidades ou criatividade que VÓS expressais de facto com naturalidade. Em grande medida, a maioria não sabe aquilo que objectivamente deseja nem aquilo de que gosta ou deixa de gostar, aquilo em que assenta ou deixa de assentar o seu verdadeiro interesse, aquilo que verdadeiramente apreciam.

Mesmo quando conseguis alcançar um ponto de identificação em relação a alguns dos elementos e expressões do que quereis e do que aprecias e daquilo por que vos interessais, achais-vos todos de tal modo inundados de informação sobre como obter resultados em qualquer sentido particular que automaticamente passais a pensar de um modo particular. Tal como, podeis realmente identificar uma ideia ou uma acção em que vos sintais genuinamente interessados e gostais de fazer, mas haveis automaticamente de dizer para convosco, “Mas é impossível que isso produza um rendimento efectivo.” Uma pessoa pode dizer, “Sou capaz de identificar no meu íntimo uma paixão genuína pela leitura. Sinto-me genuinamente interessado e gosto de verdade de ler, e se conseguisse tornar-me independente e gerar aquilo de que gosto a cada instante, escolheria ler.”

Agora; a partir daí, o indivíduo não faz a menor ideia de como poderá possivelmente passar a adoptar tal acção de modo a ser capaz de se sustentar a si mesmo, tanto física como financeiramente. E a questão reside aí. Tens conhecimento de que eu já ofereci informação nessa direcção durante um certo período de tempo, mas agora aquilo que está a acontecer é que as pessoas estão a começar a reconhecer que estão a atrapalhar-se ou a sentir-se perdidas, por não saberem de facto como se tornarem independentes. Mas vós forçastes-vos todos no sentido de quase vos pressionardes a agir nessa direcção. E isso faz parte da mudança.

És capaz de reconhecer o quanto estão a ocorrer mudanças significativas presentemente no teu mundo, mudanças essas que exigem que lhes deis atenção – o vosso próprio planeta, as vossas economias – e tudo isso não se acha limitado a certas nações em particular. Essas são situações que estão a ter lugar a um nível global. Tal como referi desde o começo deste fórum, esta Mudança envolve o vosso mundo todo, e vós estais agora a começar a evidenciar isso de forma genuína a vós próprios. Existem determinados fundamentos no vosso mundo que superastes e que se revelam ineficazes e ineficientes e que exigem uma mudança. A intensidade com que percebeis a ocorrência e as actividades globais e a necessidade de mudanças em determinadas estruturas colectivas estabelecidas está a ser expressada ao nível individual. Não podeis ter uma colectividade sem indivíduos; por isso, o movimento tem início nos indivíduos. Vós percebeis estar deprimidos ou restringidos ou...

BEN: Sentimo-nos vazios.

ELIAS: Pois. Mas vê a forma como isso está a reflectir-se globalmente por todo o vosso mundo. Que vos traduz a situação das vossas economias? Depressão e vazio. Que é que vos reflecte o planeta? Depressão e vazio. Qual será a expressão assumida individualmente? De turbulência – do mesmo modo que a economia e o planeta, que reflectem turbulência. A razão está no que ESTAIS efectivamente a experimentar mas cujo teor ainda não definistes. Vós estais a experimentar a MUDANÇA. Aquilo que tinha cabimento em termos de importância deixa de ser importante; o que costumava ser valorizado deixa de o continuar a ser; aquilo que constava como norma não mais serve de norma.

Já referi imensas vezes durante o tempo que despendi junto de vós, que esta Mudança constitui um Evento-raiz (proveniente da fonte) e que a energia desta Mudança não pode ser completamente expressada na vossa realidade física. E com o volume dessa energia e dessa mudança, não podeis contar criar o significado destas mudanças sem algum elemento traumático, e eu já referi desde o começo que esta mudança não será fácil. Actualmente estais a começar a reconhecer isso. Porque aquilo que estais a experimentar não é a vossa extinção, e, apesar de ser consideravelmente desconfortável, é, de certa forma, um nascer de novo completamente diferente, devido a que estejais a reconfigurar as percepções que tendes, e ao faze-lo, estejais a reconfigurar a vossa realidade. Vós estais genuinamente a reconfigurar-vos, bem como aos termos que empregais e ao vosso mundo.

O trabalho é um desses termos que estais a redefinir, e nesse processo de redefinição a atracção ou o interesse que sentis por ele está a tornar-se quase nulo, devido a que a estrutura em que foi concebido não encoraje a auto-orientação, e isso é aquilo rumo ao que estais fundamentalmente a avançar.

Agora; reconheço as preocupações que todos comportais nesta mudança, porque por esta altura ainda se torna incompreensível para cada um de vós o modo como haveis de existir de um modo realista e prático sem o fundamento do dinheiro. Nesta presente altura do vosso tempo ainda não estais completamente preparados para abolir por completo a estrutura do dinheiro; porém, já começastes a desmantelá-la.

Por isso, tal como referi na interacção de grupo mais recente que tivemos, a escolha mais significativa para cada um presentemente consiste em avançardes COM a onda ou de avançardes contra ela. Se avançardes juntamente com ela, sereis capazes de a dominar com muito pouco esforço, com o reconhecimento de não poderdes ter nenhuma certeza quanto ao destino que ela tomar, mas permitindo que ele se vá revelando. Ou então, tal como no caso de uma onda específica, podeis combatê-la e nadar contra ela procurando tentar atingir a posição onde permanecíeis antes – mas haveis de ser vencidos por ela e de não alcançar essa posição anterior com uma maior certeza do que se vos deixardes levar por ela. Combatê-la prolongará somente a confusão e angústia que sentis. Coisa que também compreendo inteiramente, por nesta altura esse poder ser igualmente o vosso maior desafio, o de escolherdes e implementardes o acto de avançardes junto com a onda e o de vos permitirdes existir, ao invés de vos forçardes em sentidos que a consciência do vosso corpo actual rejeita e contra os quais luta.

Por isso, trata-se de uma questão de batalhar convosco próprios e a opor-vos a vós próprios ou de tolerarem. Reconheço que a tolerância seja difícil, por essa tolerância englobar tantas associações, associações essas que a consciência do vosso corpo é capaz de identificar, e por acabar por descobrir de modo a depreciar-vos e a avançar contra o que é do domínio do desconhecido. Deixa que te diga, meu amigo, um elemento que permanece desconhecido de todos, uma experiência que é para todos vós desconhecida, é a da morte.

Agora; para a maioria, a morte dá-se numa altura um tanto espontânea. Mesmo aqueles que criam uma doença que eventualmente os fará encaminhar-se nesse sentido, a altura da morte é de algum modo espontânea e o indivíduo não a planeia de modo objectivo. Existem algumas pessoas que planeiam de forma objectiva o seu desenlace e se voltam no sentido de a implementarem objectivamente, por meio daquilo que designais como suicídio.

Agora; aqueles que se voltam na direcção de planearem de forma intencional e de implementarem a execução do seu próprio desenlace, passam por uma dificuldade espantosa e levam um período de tempo significativo. Uma pessoa que refira querer genuinamente morrer pode chegar eventualmente a cometer esse acto, mas nesse processo, isso levará uma quantidade de tempo significativa. Isso não ocorre de forma espontânea. Em termos gerais, o indivíduo há-de manifestar várias tentativas antes de executar efectivamente esse acto, mas nesse processo e todo o tempo despendido, esse indivíduo há-de dar lugar a um conflito considerável no seu íntimo, além de passar por uma considerável falta de à-vontade e aflição.

Agora; a razão por que isso ocorre prende-se com o facto de a consciência do vosso corpo não constituir uma entidade separada de mas fazer parte de vós, e uma parte que se presta a uma função altamente específica, para além das funções físicas que desempenha. As suas funções específicas consistem em armazenar recordações e a de preservar a existência na realidade física. Como esses constituem os dois cargos que se acham ao cuidado da consciência do corpo, ou as duas responsabilidades principais que assume, ela desempenha-as de modo bastante aprimorado e com vigor. Por esses serem os seus dois principais objectivos a manter.

Quando apresentais uma experiência desconhecida à consciência do vosso corpo, ela esforça-se por preservar aquilo que é conhecido como tendo existência. A morte cria uma ameaça, por ser uma experiência do domínio do desconhecido. Não importa quanta informação possais oferecer a vós próprios em relação à questão da morte, porque a experiência da morte em si mesma permanece desconhecida. Por isso, a consciência do corpo deverá tornar-se numa influência ao firmar-se na existência e ao se agarrar ao que é conhecido. De forma similar, tu estás a mover-te rumo a uma experiência do domínio do desconhecido. Não incorporas nenhuma experiência prévia de te orientares a ti mesmo por completo. Mesmo enquanto criança, tu não eras completamente autónomo, devido a dependeres de influências externas para determinadas interacções e para uma certa manutenção da existência.

Com isso, estás a criar uma experiência nova, e essa experiência nova não incorpora nenhum quadro de referências, e a consciência do corpo procura automaticamente voltar atrás para aquilo que é familiar. Por isso, continua à procura de associações que te instiguem a voltar ao que te é familiar. Mas como não existis em separado da consciência do vosso corpo e ela é um elemento que faz parte de vós, moveis-vos em oposição a ela. Não podeis forçar-vos mais a empreender aquilo que é familiar, e nisso, experimentais permanecer como que num limbo, por não poderdes regressar ao familiar, mas não tendes conhecimento daquilo para que vos estais a mover no âmbito do desconhecido.

BEN: Por vezes até parece que nem sequer me movo. E isso é o que ainda causa maior dificuldade. Estou sentado à espera.

ELIAS: Pois, mas não estás. Na verdade não é uma questão de sentar e de esperar. Tu já te encontras a avançar, só que ainda não o definiste. Tu JÁ estás a empreender a mudança, mas ainda não a assimilaste. Ainda não formaste uma associação em relação a ela. Tu já estás a empreender movimento, acção e mudança, e estás a provar isso a ti próprio com bastante vigor. Referes para ti próprio não SERES CAPAZ de empreender o teu trabalho. Tentas mas acabas por desistir. E isso é evidência da mudança. Não consegues voltar para a tua residência; não consegues permanecer nesse ambiente familiar. Isso é outra evidência da mudança. A dificuldade ou o conflito reside no facto de não saberes aquilo em que estás a tornar-te.

BEN: Exacto.

ELIAS: Mas tu ESTÁS a mudar, e a questão reside nisso. Não existe nenhum mapa nem plano. É uma questão de te aplicares de forma genuína e de pores em prática tudo aquilo que vos tenho dito. É uma questão de confiares de forma genuína e de permitires de forma genuína que esse processo se desdobre, sem forçar, sem pressionar – mas de reconheceres com autenticidade estar a participar num processo que é novo e desconhecido, mas que PODES confiar em ti em que ele se desdobrará e de que HÁS-DE começar a definir aquilo que estás a fazer, e de que te hás-de inspirar, e hás-de gerar compreensão. Mas é necessário permitir que o novo, o desconhecido, se desdobre.

Não podes estruturar aquilo que não conheces. Não podes planear um rumo que te permanece desconhecido e que não és capaz de perceber. Por isso é uma questão de confiares genuinamente e de permitires que o teu processo individual se revele, que ele há-de revelar-se. É apenas uma questão de tempo, genuinamente. Quanto mais deixares de te opor a ti próprio e deixares de te debater contigo próprio, menos tempo haverás de despender na descoberta do teu próprio desabrochar.

BEN: Penso que passei o último mês a lutar demasiado, de modo quase automático, por não saber o que mais fazer.

ELIAS: Pois, mas eu diria que isso não é inabitual mas se está mesmo a tornar bastante comum. Por ser aí que reside a questão: tu não sabes o que fazer e continuas a expressar um IMENSO número de associações em relação ao que estás a fazer. Por isso, torna-se demasiado fácil mover-te na direcção de te opores a ti próprio e de te depreciares e de batalhares contigo próprio, por não incorporares uma imagem nítida daquilo que estás a fazer. Por isso, tu PENSAS não estar a fazer nada, mas na verdade, estás a gerar acções, e ESTÁS a gerar movimento e ESTÁS a mudar.

BEN: Nesse caso, a que se assemelhará esse acto de permissão? O meu dia é passado de forma bastante vazia. Essa permissão significará deixar de lutar com esse vazio, e no caso de não me sentir motivado para fazer o que quer que seja - não o fazer? Chega a tornar-se bastante bizarro. O tempo parou literalmente. Os dias prosseguem com bastante lentidão enquanto me sinto como que sentado à espera de um milagre. A que se assemelhará a permissão? Apenas em continuar a andar por aí com confiança em que eventualmente as coisas se revelarão?

ELIAS: Sim, e em permitires-te fazer qualquer acto que sintas vontade de fazer, seja em que altura for. Uma vez mais, eu compreendo a existência de uma forte associação criada ao redor desse acto, e de que jamais devereis fazer isso por ser altamente irresponsável, além de constituir o epítome da indolência, mas na realidade, isso é um elemento dessa permissão (NT: O termo permissão, usado pelo Elias, constitui a essência da paciência). Se, em qualquer altura desejares tomar uma chávena de chá, toma uma chávena de chá. Se quiseres cozer uma panela de sopa, coze uma panela de sopa. Se tiveres vontade de ler uma revista, lê uma revista. Se quiseres ver televisão, vê televisão. Se tiveres vontade de dormir uma sesta, faz isso.

Estou ciente de que parece que não estejas a fazer coisa nenhuma com qualquer dessas acções, mas na realidade estás a empreender uma acção significativa. Estás a implementar permissão e estás a praticar essa permissão. Na realidade estás efectivamente a praticar a atenção por ti e a deixares de te sobrecarregar. ESSE é o factor com que não vos achais de todo familiarizados, devido a que estejais acostumados quer a instruir-vos a vós próprios em relação ao que deveis fazer – o que está baseado nas influências externas – quer por estardes acostumados a ser instruídos directamente pelas influências externas quanto ao que deveis fazer. Isso constitui o acto efectivo da implementação de te permitires fazer aquilo que te impeles a fazer sem a acção de mais nenhuma influência.

BEN: Elias, eu noto que tudo isto que durante a última semana tenho vindo a fazer, tal como a consultar psicólogos, psiquiatras, membros da minha família e amigos, toda a informação que recebo deles, parece ser a de que lhes estou a resistir. Mas parece-me que essa não é a direcção - a de começar a pesquisar o meu passado a fim de alterar as coisas do presente. Dou por mim a opor resistência a todos esses movimentos, mas em seguida reprovo-me por dever fazer alguma coisa para sair desta condição.

ELIAS: Mas isso é um outro factor, meu amigo, o de genuinamente ESCUTARES a tua intuição, o de praticares uma atenção autêntica em relação ao teu conhecimento, o de te escutares a ti próprio sem te voltares no sentido de te questionares e de expressares, “Na realidade eu sinto isto e na realidade incorporo esta intuição em relação a mim próprio, mas todos eles se expressam de modo diferente. Por isso talvez eu esteja errado, e talvez seja necessário questionar-me, porque os outros indivíduos parecem bastante consistentes na posição que assumem, além de se revelarem suficientemente convincentes no que referem. Por conseguinte, talvez eu esteja errado.” Não. Esse é um elemento que faz parte desta mudança. Esse é um elemento desta mudança por constituir um acto de orientação de si mesmo. Não quer dizer...

BEN: Elias, será que por vezes eu escuto a minha voz (da intuição, subentenda-se)? Porque muitas vezes eu não chego a escutar essa voz. Terão essas mudanças que implementei, como por exemplo, voltar para casa dos meus pais e abandonar o meu trabalho, abandonar o meu estirador, poderá isso representar um exemplo de dar ouvidos a mim próprio?

ELIAS: Isso é um exemplo de estares a ser instigado e de te permitires seguir esse incitamento que te é dirigido. Por isso, sim, de certa forma, isso É dar ouvidos a ti próprio. Não é necessariamente a tua intuição aquilo que estás a dar ouvidos, mas sim responder a impulsos. É responder aos teus próprios incitamentos e aos impulsos que sentes, sem passar por cima deles nem os combateres. Subsequentemente passas a batalhar contigo próprio, por teres seguido os teus impulsos – mas na realidade estás a lutar com as associações que estabeleces. Mas aquilo que deves reconhecer é o facto de teres seguido esse incitamento; seguiste os impulsos que sentiste. A despeito de no momento eles te poderem parecer ilógicos, eles são...

BEN: É-me um tanto difícil residir na casa dos meus pais. Parece que me sinto suficientemente confuso tal como me encontro para ainda ter que aceitar um monte de sugestões. Eu tenho vindo a pensar que efectivamente não consigo encontrar um local onde me sinta em paz comigo próprio. Mas neste momento, continuo a residir lá.

ELIAS: Talvez possas permitir-te incorporar a casa deles como tua residência enquanto te permites deslocar por largos períodos de tempo, ao longo do dia, talvez permitindo-te visitar locais que te sejam agradáveis e tranquilizantes, tal como a praia ou outro local que te seja agradável e te traga calma e onde não te seja necessário abordar outras pessoas, se o preferires – o que poderás se o escolheres – mas depende do que escolheres, por não se fazer necessário que abordes ninguém. Na realidade podes mudar por entre uma imensidão de diferentes ambientes sem teres que abordar as pessoas, permitindo-te o conforto de um local aprazível em que consigas expressar tranquilidade sem experimentares pressões externas.

BEN: Oh, em parte isso soa a um verdadeiro desafio. Eu tenho andado a mudar-me duma instalação para a outra, da residência do meu irmão para a dos meus pais e para a minha, pelo que isso estabelece um género de círculo vicioso.

Será que a medicação que tenho tomado está de algum modo a prejudicar-me ou a agravar a consciência do meu corpo físico?

ELIAS: Não. Não, não está.

BEN: Aquilo que estou a entender é que eu me estou a mover e que preciso aprender a relaxar e apenas deixar que a coisa se revele por si só, mesmo apesar de parecer bastante estranho, por sentir um tal vazio e por vezes parecer demasiado assustador.

ELIAS: Estou a compreender. Isso é bastante compreensível, por te estares a deslocar no sentido do desconhecido. Por isso parecer-te-á bastante vazio, devido a que aquilo que seja do domínio do conhecido seja bastante familiar e pleno, mas o desconhecido também deverá tornar-se pleno. Apenas ainda não foi definido. Por isso, poderá parecer-te como muito vazio mas isso deverá ser temporário.

BEN: Temporário é algo que se possa prolongar por um período de meses ou mais?

ELIAS: Isso depende de ti. Pode começar a dissipar-se com rapidez se não te debateres, porque tu já incorporaste um período em que isso ocorreu, e continuas a mover-te rumo a isso, a despeito de o definires ou não. Por isso, estás a alcançar, a despeito do facto de pensares não estar...

BEN: Isso é reconfortante.

ELIAS: E com isso, agora que já incorporas uma maior informação, pode tornar-se de certo modo mais fácil para ti deixares de lutar contigo próprio, e isso deverá apressar esse movimento.

Eu dir-te-ia que a maioria já adoptou a experiência desse movimento aproximadamente durante um a três dos vossos meses, e que com isso, em grande parte, a maioria de vós já terá criado uma porção significativa de um movimento desses. Por isso, poderás em breve começar a perceber o surgimento do novo rumo. Encoraja-te meu amigo, e não te deixes desanimar.

BEN: É uma passagem assustadora. Eu passei um período de um mês e meio apavorante.

ELIAS: Eu compreendo. Mas do mesmo modo que um animal de toca é capaz de cavar fundo até formar um túnel tremendamente escuro, eventualmente ele acabará por emergir por um outro local para empreender novas aventuras.

BEN: Eu tinha uma pergunta muito curta para um amigo. Ele queria confirmar a orientação da namorada que teve há muito tempo atrás, e pergunta se ela será comum.

ELIAS: É.

BEN: Ela é comum… Bom, o nosso tempo terminou.

ELIAS: Muito bem. Fico a antecipar o nosso próximo encontro, e ofereço-te a minha presença e o meu encorajamento contínuo, meu amigo.

BEN: Agradeço-to, porque eu quase que não conseguia dar contigo, e estava a ficar preocupado.

ELIAS: Eu estou sempre presente. Disso podes tu estar seguro.

BEN: Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê, meu amigo. Para ti, com um afecto profundo e um enorme carinho, au revoir.



Notas do tradutor:

Devido à enorme actualidade e interesse que a matéria aqui consagrada revela, resolvi fazer como que duas traduções numa só, e incluir excertos duma outra sessão recentemente publicada subordinada ao mesmo tema:

(Excertos de sessão não publicada sob a forma de transcrição)

http://www.eliasweb.org/transcripts/audio.php?session_nr=2657

...

ELIAS: Vós, ao longo do vosso foco criais experiências; criais experiências a cada momento, e com muitas das experiências que criais vós crias associações. E as associações permanecem por muito tempo após as experiências terem sido expressadas. Agora; um factor significativo no que está a decorrer é um outro elemento da comunicação; esta onda está a dirigir-se a todas as formas de comunicação. Estou ciente de o ter referido muitas vezes recentemente, mas estou igualmente ciente de que a maioria de vós ainda não compreendeu bem o escopo e o significado disso.

Tudo aquilo que fazeis incorpora uma comunicação. Tudo o que acontece ao vosso redor inclui comunicações – existem comunicações íntimas, comunicações externas, a vossa Terra comunica convosco, o vosso tempo comunica, vós comunicais entre vós, comunicais convosco próprios (NT: comungais entre vós), todas as manifestações de vida existentes na vossa realidade criam algum tipo de comunicação e todas são diferentes.

O vosso mecanismo do pensar, tal como estais cientes disso, constitui um mecanismo de tradução. Agora; ele só consegue traduzir informação que lhe seja oferecida e que consiga entender. A consciência do vosso corpo executa uma função bastante exacta e complexa – a da memória. Vós pensais que a vossa memória seja gerada na mente, mas não é. A memória é alojada e armazenada na consciência do vosso corpo (NT: ou subconsciente). A consciência do vosso corpo retém todas as recordações e todas as experiências que alguma vez haveis criado, inerentes a cada momento da vossa existência nesta realidade...

Quando criais experiências novas mas de forma um tanto familiar a consciência do vosso corpo pesquisa memórias a fim de criar uma referência que em seguida passa a ser processada por intermédio do mecanismo do pensar e traduzida numa linguagem que possais compreender e que vos possibilite compreender aquilo que estiverdes a fazer. Quando começais a gerar experiências que não vos são familiares ou que vos sejam desconhecidas, a consciência do vosso corpo move de novo essa pesquisa e quando não consegue encontrar uma recordação, o mecanismo do vosso pensar fica confuso por também andar à procura de uma explicação lógica e razoável, ou racional. Quando essa informação não é proporcionada, ela não consegue traduzir adequadamente. Em resultado disso, podeis sentir-vos confusos e accionar o vosso mecanismo do pensamento de um modo familiar, accionando um pensamento repetido, a tentar apreender algum tipo de lógica ou de raciocínio ou algum tipo de explicação razoável mas numa situação dessas o processo do pensar não funciona de modo adequado. Por isso não consegue encontrar uma equivalência para a vossa experiência por estar a tentar traduzir informação que ainda não se acha disponível...

Em primeiro lugar permiti que vos dê parte daquilo que estais a fazer, e isso traduz o elemento que indica o modo como estais a “conduzir o vosso veículo”. Estais a “conduzi-lo” mas a razão por que não estais a conseguir alcançar o destino ou por que estais a perder tempo deve-se a que estejais a forçar o acelerador sem terdes qualquer mudança engrenada. Aquilo que estais a fazer é a forçar uma energia de oposição contra vós próprios. Estais a observar o modo como empreendeis as acções mas as associações – que estais a criar – são: “Eu não devia estar a fazer isto; devia estar a fazer aquilo; tenho que fazer aquilo; preciso fazer isto. Mas não o estou a fazer.” E subsequentemente, resta-vos: “Que estarei eu a fazer? E em resultado ficais confusos e passais a exercer uma força ainda maior.

Aquilo que ocorre é que estais a experimentar uma mudança e isso é-vos pouco familiar e desconhecido; e por isso gerais informação que ainda não terá sido processada, e quanto mais forçardes e quanto mais vos opuserdes, mais isso aumentará a confusão ou a aceleração que fazeis, com a caixa de velocidades em posição neutra. E mais intenso isso se torna! E mais o vosso motor acelera sem que vos movais do sítio.

Pergunta: Nesse caso, que havemos de fazer?

ELIAS: Relaxar, e tolerar aquilo que estiver a ocorrer. A título de um exemplo hipotético, digamos que percebeis aquilo que seja suposto estardes a fazer com determinado acto – um exemplo fácil será o do emprego; é esperado que vão para o emprego e nesse sentido se levantem todas as manhãs e iniciem o vosso ritual de preparo para começarem a trabalhar, mas a certa altura vós parais – e deixais de ir ao trabalho e em vez disso fazeis outra coisa qualquer, e aí interrogais-vos da razão porque não estais a fazer o que seria suposto estar a fazer. E procurais justificar e oferecer a vós próprios uma razão mas não encontrais propriamente razão nenhuma e por isso começais a estabelecer um juízo crítico e começais a sentir-vos pouco à-vontade – achais-vos pouco familiarizados com isso e não encontrais nenhuma razão, e como tal, devíeis estar a fazer aquilo que seria suposto estar a fazer.

Faz tempo que tenho vindo a referir a importância de estarem presentes no momento. Agora, isso torna-se excepcionalmente importante…

Agora é chegada a altura; esta onda é muito intensa e está-vos a deslocar para uma experiência efectiva desta mudança. Eu dir-vos-ia que na existência física dessa vossa realidade, não existe outro factor mais importante ou mais insaciável do que o da comunicação. Ele é um dos elementos básicos da vossa realidade, um dos padrões principais da vossa realidade. É por essa razão que esta onda (da emoção) – de entre todas elas – incorpora o maior potencial para o trauma – o que estais a testemunhar por todo o vosso mundo. Ocorrerão alterações significativas, e já estão a começar a ocorrer na vossa realidade, a fim de concretizar essa mudança. Já referi, faz muito tempo, por palavras vossas, que uma das alterações mais significativas da vossa realidade virá a ser a do término da existência do dinheiro por não vir a ser necessário e deixar de ter lugar na vossa realidade. Existem muitos elementos que estão a começar a deixar de ter lugar na vossa realidade…

ELIAS: Isso está a começar a ter lugar. Sim, não ocorrerá de imediato. É por essa razão que já referi imensas vezes que esta mudança não constitui um evento único; está a ter continuidade e a traduzir-se por múltiplos eventos que ocorrem em conjugação uns com os outros a fim de criar esta expansão e esta diferença, e isso não se apresentará sem dores.

Pergunta: Muito bem, só sinto curiosidade. Se estamos a debater o dinheiro, estou bastante certo de que… em lugar deste sistema ou modelo de câmbio ou de concepção, deve passar a prevalecer outra coisa qualquer que o substitua, não necessariamente a troca de certas coisas por outras mas deve existir alguma outra coisa que possibilite a troca – não necessariamente dinheiro mas alguma outra coisa, alguma outra instituição ou… seja lá o que for…

ELIAS: Não. Vós não continuareis a fundar as vossas sociedades com base no dinheiro. Ele tornar-se-á obsoleto. Isso resultará - e já começou a resultar – por que cada vez mais as pessoas se tornarão autónomas e estão a criar acções com que actualmente estão a gerar rendimento, mas estão a gerar actos que constituem contribuições que eles desejam fazer. Não que eles estejam a gerar a função ou a tarefa devido a que ela lhes proporcione dinheiro – coisa que têm que fazer – mas porque o desejem e o dinheiro sirva como bónus, e com isso vós estais a mudar numa direcção na qual haveis de empreender as funções ou as tarefas que executais, por quererdes faze-las e não porque isso vos tenha sido imposto - por o terdes escolhido. E dir-vos-ia uma vez mais – qualquer das tarefas que percebais ter que ser empreendida no vosso mundo, a fim de vos promover o funcionamento de qualquer coisa, sempre haverá alguém que a execute, a despeito do que seja. Seja o que for que imagineis como a tarefa mais repulsiva de se executar, alguém mais a executará de boa vontade, por gostar de o fazer. E por isso o dinheiro se tornará obsoleto e deixará de vos ser necessário porque todos vós haveis de fazer aquilo que quiserdes fazer e haveis de funcionar...

As pessoas continuarão a produzir aquilo que produzem...

Continuarão a cozer pão, continuarão a cozinhar, continuarão a trabalhar a terra e continuarão a produzir – todos continuarão a funcionar e a produzir e a explorar. Não se trata de nenhuma utopia, mas o dinheiro revelar-se-á desnecessário. Na realidade - com toda a verdade (dito de forma bastante pausada) – o conceito de dinheiro de que dispondes actualmente é obsoleto. Vós já começastes a mover-vos nessa direcção porque deixastes de sustentar o recurso físico que o dinheiro representa e apenas trocais papel entre vós, papel esse, que não tem mais significado algum...

Haveis de vos ocupar com as acções que gostardes de fazer...

Se realmente gostarem daquilo que fizerem isso não representará tarefa nenhuma e desejarão continuar a faze-lo. Agora; isso não quer dizer que o façam o tempo todo porque no vosso sistema actual de empregos vós não o fazeis o tempo todo…

Vós não passais o vosso tempo todo no emprego, apesar de despenderdes imenso tempo com ele, e assim – utilizando uma vez mais o exemplo do padeiro – se forem padeiros possivelmente não poderão consumir tudo aquilo que cozerem...

A vossa intenção será a de cozer pão – não para dar, nem para consumir, nem propriamente cozer por cozer, se o caso for o de fazerdes aquilo de que gostais verdadeiramente...

Vós partilhais – mas o propósito não se centra na partilha; o propósito centra-se na autonomia que tereis de fazer aquilo de que gostais de fazer pelo prazer e pela gratificação da própria realização que obtendes em meio ao que estiverdes a fazer. Além disso, a partilha constitui um subproduto disso mas não a motivação...

E todas as tarefas que percebeis como necessárias à vossa sustentação serão executadas...

E isso está agora a ter início. Bom; os vossos propósitos não estão a mudar. Vós estais a mudar, vós estais a transformar-vos, e estais a começar a experimentar os efeitos da mudança. E um dos factores da mudança reside na orientação de si mesmo – que é precisamente aquilo que temos vindo a debater. E ao vos tornardes mais autónomos não é pouco habitual que comeceis a experimentar nos seguintes moldes: “Não estou muito certo de me estar a sentir atraído pelo emprego que tenho como o fazia anteriormente; Não estou muito certo de me sentir tão interessado no que faço do mesmo modo que estava anteriormente”, devido a que, o que antes faziam fosse aquilo que vos fosse dito para fazer. Vós sois instruídos a frequentar a escola e a rumar em determinadas direcções em relação à escola, como um preparo para aquilo com que vos ocupareis como uma carreira; sois até mesmo instruídos em relação ao modo como vos haveis de divertir e de ser criativos, e com isso, como esse tem sido o sistema e a base dos vossos hábitos e vos é familiar, é isso que fazeis – vós tendes feito aquilo que vos foi inculcado e nesse processo julgais estar a gostar do que fazeis; pensais gostar disso. E talvez gosteis de algum elemento daquilo que fazeis ou ele se torne estimulante, mas talvez não tudo, e como estais a mudar e a alargar horizontes e a expandir-vos e a tornar-vos mais independentes também prestais mais atenção a vós próprios e às preferências que tendes: “Do que é que gosto? Que quererei eu fazer?” Não: “Que estarei a fazer que me tenha sido inculcado como tarefa ou obrigação?” Mas antes, “ Que será que quero fazer? Que me dará mais gozo fazer?” E esse é um território um tanto menos familiar...

Neste presente momento ainda vos é necessário adoptar o dinheiro, mas podeis gerar dinheiro por meio de qualquer acto...

Quando apresentais um assunto a vós próprios e deixais de lhe reagir e ele não se vos apresenta mais como uma fonte de aborrecimento, vós tê-lo-eis neutralizado. Agora; quando neutralizais uma crença, isso assemelha-se à aceitação – não quer dizer que crieis aceitação e que ela prossiga sempre do mesmo modo. Trata-se de um acto que fazeis ou que não fazeis a cada momento ou em cada situação. Quando neutralizais uma crença, acontece o mesmo; numa certa altura podeis estar a neutralizá-la e no momento seguinte podeis estar a deixar de a neutralizar. Quando confiais suficientemente em vós e quando expressais suficiente confiança e satisfação em vós, torna-se fácil neutralizar crenças por restar muito pouco (inaudível)...

Neste caso é uma questão de terem consciência de que as crenças não representam o vosso inimigo, podendo, desse modo, adoptá-las frequentemente em benefício próprio. É uma questão de conhecerem aquilo que as crenças que têm expressam e de não as julgarem. Ou de as admitirem. Elas podem tornar-se-vos num benefício e deixar de pesar contra vós...

Em relação ao dinheiro, sim, vós gerais vigorosas associações com o dinheiro e vigorosas crenças em relação ao dinheiro quando melhor poderiam debater ou permitir-se efectivamente implementar um acto na criatividade que vos caracteriza, sem receio nem se aborrecerem com a ideia de se voltarem numa direcção diferente em que façam aquilo que lhes apraz e permitir-se expressar desse modo em cooperação uns com os outros com a confiança de serem capazes. Nesse momento teriam neutralizado essa crença relativa ao dinheiro...

Mas essa é a velha associação que vos é inculcada (a de que precisais ir à escola)… Sim, e que outros vos dirigirão e vos dirão o que fazer. O que vos anula toda e qualquer expressão pessoal. Pois, de que credenciais precisareis para ser criativos?
...

Pergunta: Como poderemos manter o actual nível de conforto e fazer aquilo de que gostamos?

ELIAS: Uma vez mais, estais a encarar a questão em termos de contrários; disto ou daquilo (conjunção disjuntiva). Eu continuarei a manter o meu emprego ou passarei a criar um negócio novo em cooperação com os meus amigos mas tenho que manter o conforto actual de que gozo. Não é uma questão de posições antagónicas, é uma questão de transitar...


Vós estais a explorar, vós estais a mudar. Não vos achais familiarizados e em certa medida não tendes consciência ainda de todas as vossas preferências; nem dos interesses que tendes; da curiosidade e do fascínio que sentis. Ainda não estais inteiramente conscientes desses factores. Por isso experimentais, explorais, deixais-vos interessar por um assunto ou por uma acção e podeis comportar um enorme entusiasmo temporário e podeis rapidamente perder todo o interesse. Porque isso pode tornar-se num desafio para vós e para a vossa personalidade e nesse sentido vós empreendeis um período de descoberta. O que representa um outro aspecto de uma maior familiarização convosco próprios e desse modo, da orientação pessoal. Que havereis de tornar autónomo em vós se não vos conhecerdes a vós próprios?


...

Reconhecei que se trata de um processo, que isso faz parte do vosso processo de descoberta; daquilo que verdadeiramente gostais; daquilo de que não gostais; daquilo que traduz o vosso interesse; daquilo porque sentis uma curiosidade genuína. E não necessariamente daquilo em que pensais vir a estar interessados ou que pensais vir a ser benéfico, mas daquilo que genuinamente vos interessa. Aquilo que verdadeiramente vos desafia. E nesse sentido, ao empreenderdes esse processo de descoberta tornais-vos mais conscientes daquilo que estais a dirigir... E a tornar-vos presentes...

Em termos gerais, a maior parte da falta de à-vontade que sentis expressa-se na projecção. Vós projectais quer na recordação do passado ou em antecipação ou suposição quanto ao futuro. E isso é o que vos gera a maior parte do desconforto que sentis. Isto representa o significado da prática da presença no MOMENTO...

Pergunta: Como havemos de o saber? Que sinais nos servirão de indicador para essa presença?

ELIAS: Há-de ser o Experimentar Aquilo Que Sois Agora. Que serás tu neste momento?

Pergunta: Bom, eu estou aqui sentado a tentar descortinar o significado de tudo isso. O modo como poderei descobrir essa presença, esse sentimento agradável de que tudo está bem.

ELIAS: Essa é a razão por que referi que na maior parte das vezes as pessoas se acham mais presentes quando se sentem desconfortáveis. Por estarem demasiado conscientes do desconforto que sentem. Elas têm noção da sua presença física e não estão necessariamente a projectar-se no passado nem no futuro mas concentram-se no desconforto. E na maioria das vezes, falando em termos gerais, isso é o mais perto que elas chegam de se tornarem presentes e não gostam disso.

A questão que isto salienta reside em adoptar esse tipo de presença quando vos sentirdes à-vontade. Ter consciência da vossa existência quando não sentis desconforto. Eu existo. Eu estou a falar. Estou a escutar. Encontro-me aqui. Estou consciente da consciência do meu corpo. Estou consciente de tudo aquilo que sou. Tenho igualmente consciência de todo o ambiente em que me encontro...

Entendo bem que seja melhor dizê-lo que fazê-lo...

Presta uma maior atenção à consciência do teu corpo, observa quando se encontra ou não relaxado...

Permite tornar-te mais flexível sem te baseares tanto nos contrastes. Neste momento, muda da posição em que te encontras...

Coloca os pés no chão e permite-te recostar. Muitas vezes as pessoas sentem tensão e nem sequer tomam consciência disso. Posicionais-vos de modos que indicam uma tensão que nem sequer notais, e isso preserva essa tensão na consciência do vosso corpo, e haveis de assinalar tal facto a vós próprios...

Quanto mais angústia, tensão e desconforto gerardes em relação a qualquer tipo de comida, mais ela (a cadela em questão) rejeitará toda a comida, porque esse é um outro aspecto desta onda – a comunicação; prestar atenção. Os animais comunicam de forma bastante diferente e a forma principal de comunicação que adoptam é através da energia, por não adoptarem crenças e em razão disso, quando recebem energia proveniente de vós, não a recebem deste modo: “Isto é bom ou mau.” Recebem-na nos seguintes termos: “Isto é o que tu queres. Tu queres que eu não coma.” Eles não acolhem a vossa preocupação porque eles não adoptam essas crenças; Eles recebem a energia que vós projectais, e vós projectais: “Isto não é bom para ti.” Aquilo que eles acolhem por intermédio dessa energia não se assemelha a nada disso. Aquilo que entendem é: “Tu não queres que eu coma.” Porque esse é um elemento básico da existência física. Vós estais a expressar uma mensagem de conflito.

Ela (a cadela) tem consciência de ser necessário que coma a fim de sustentar a consciência do corpo dela, mas tu, na qualidade de companheira dela, estás a expressar-lhe a mensagem, em termos de energia: “Não, eu não quero que tu comas.” Por isso torna-se conflituoso. Ela tem consciência de ter que comer para poder sobreviver...

O animal não incorpora tais distinções. Nos vossos termos, aquilo que é melhor é não baralhardes as coisas. Não expresseis uma baralhação de energias. Podeis partilhar de muitíssimas formas em relação à comida. Não baralheis...

Além disso, estás a perguntar-me se o cão também deseja ou exige variedade na alimentação? Não, não exige. Ele não incorpora preferência por uma nem por outra...

domingo, 18 de agosto de 2013

“A ACÇÃO QUE AS SUBSTÂNCIAS EXERCEM NO ORGANISMO (3ª Parte)”


Excerto da segunda parte da sessão de 29 de Maio de 2013
Participantes: Galen/Naoko e Mary/Michael
Transcrição e tradução: Amadeu Duarte


Galen: Com respeito às substâncias, ainda me encontro um tanto na dúvida nessa área. Por exemplo, quando alguém acolhe o veneno de uma cobra do deserto e ele penetra na sua corrente sanguínea, geralmente a pessoa fica paralisada ou morre se não dispuser de um antídoto. Geram-se interacções observáveis químicas e moleculares que os cientistas conseguem medir, tais como os danos causados nas células vermelhas do sangue e efeitos quase tóxicos que também interferem com o cérebro, assim como danos moleculares e celulares em torno da mordedura, de modo que parece que essas interacções moleculares e químicas são absolutas e são provocadas pela própria substância.

O que eu queria saber é como é que essas substâncias não têm nenhum efeito inerente nos humanos, quando é tão óbvio em termos científicos que certas substâncias provocam determinadas reacções e efeitos no corpo humano?

Elias: Eu dir-te-ia, meu amigo, que na verdade, e de uma forma autêntica, é muito simples. É tudo uma questão de percepção. É uma questão de crenças das massas e de sugestão, e nisso, existem exemplos por todo o vosso mundo da inexistência de efeito.

(NT: Ocorre-me pensar num dos mais sugestivos exemplos, que porventura será também amplamente difundido para poder servir de exemplo, que é o caso do russo contemporâneo do último czar e amigo íntimo da czarina, Grigori Rasputin, em quem, alegadamente, o veneno ministrado na comida e na bebida – que ingeriu de maneira avantajada - não exerceu o efeito esperado pelo assassino, que teve que disparar directamente nele para o conseguir matar)

Porém, em grande medida, tens razão, provoca um efeito. Mas, como é que os cientistas o medem e comprovam? Avaliam-no e comprovam-no com base nos indivíduos em quem provoca uma reacção. Por isso, o indivíduo gera essa reacção, e nessa medida, sim, torna-se mensurável. Por conseguinte, conforme referi, imprimem um sentido absoluto, ao procederem à avaliação em termos absolutos, e referem que essa substância particular provoca indubitavelmente esse efeito particular, por o terem observado e mensurado e é isso que acontece. E eles medem e observam isso em muitos indivíduos, o que não é invulgar, por esse representar o poder das expressões de massas e da sugestão.

Tal como estivemos anteriormente a debater – tudo quanto é requerido é que um único indivíduo se expresse num certo sentido de uma forma incondicional, para essa sugestão passar a ser aceite. E assim que for aceite – mesmo que vós, enquanto indivíduos, jamais vos tenhais defrontado com uma cobra, ou outro indivíduo humano que te tenha expressado de uma forma objectiva que a mordedura e o veneno de uma cobra pode ter efeito e revelar-se mortal, mesmo que jamais tenhas apresentado tal informação a ti próprio, ainda conseguirás sentir o efeito desse modo, por consistir numa sugestão de massas. Consequentemente, a energia dessa sugestão de massas existe, quer tenhas conhecimento dela ou não, objectivamente…

(NT: O que aqui não é explicado a fundo é o paradoxo manifesto na questão da aparente falta de enquadramento da crença de massas, e da sugestão daí decorrente, com o factor ignorância da parte do indivíduo, que, em relação aos efeitos em geral,  só é desmontado pela consciência equidistante da mecânica de tal acção, e não por um convencimento directo e proporcional que só irá reforçar a sugestão. É, pois, por uma desconstrução consciente, e não pela vontade, porquanto aqui sortiria efeito justamente coaxial. Tal desconstrução equidistante implica uma certa capacidade de percepção de si mesmo, independente da esfera colectiva que a identidade adquire. Em relação especificamente ao efeito das substâncias isso exige um grau de percepção mais acentuado, ou de cooperação com o subconsciente. Mas, como vamos ver, mais à frente a questão vai ser suscitada de novo de modo perspicaz)

Galen: Está certo. Mas, se a pessoa que usa uma certa substância que seja venenosa, por exemplo, se na realidade ele não acreditar genuinamente que chegue a afectá-lo, estás a dizer que não apresentará efectivamente qualquer interacção molecular ou química no seu organismo?

Elias: Estou. Precisamente! E, para te dizer mais, existem indivíduos que de determinadas formas têm suficiente consciência – podem, de um modo geral, não ter uma consciência formidável deles próprios, mas há indivíduos que têm suficiente consciência da sua própria consciência do corpo, para poderem envolver-se em tais acções, das quais saem completamente imunes. E os vossos cientistas ficam perplexos!

Galen: Bom, a parte mais complicada disto é que, devido a que certos químicos apresentem uma certa composição como estrutura, parece que a estrutura interaja de forma inerente com a nossa própria consciência do corpo…

Elias: Parece, e chega a interagir! Por acreditardes que interage – e consequentemente interagir! Nisso reside a chave da questão. Eu referi repetidas vezes, que o que é chave em tudo isso, em toda a vossa realidade, em qualquer sentido que diga respeito seja a que questão for, assenta na percepção! A percepção que tendes responde pela criação da vossa realidade física. Por isso, aquilo que percebeis é real e afecta. Nessa medida, sim, percebes que certas substâncias apresentem certas propriedades ou componentes químicos que irão interagir com a composição química do vosso organismo, e consequentemente irão mesmo.

E torna-se fácil prová-lo, por acreditardes nisso. Isso não envolve uma questão de crenças, mas uma questão de acreditardes, que significa o quê – conforme expressamos tanta vez – confiança. Vós confiais nisso e por conseguinte, isso acontece.

Galen: Então, a estrutura química real seja de que substância for, não chega a interagir ou a afectar fisicamente o corpo físico, caso o indivíduo não acreditar que o faça?

Elias: Correcto. Podem interagir com ele, mas sem necessariamente apresentar um efeito. A consciência do vosso corpo físico, nos vossos termos, constitui uma criação espantosa. É excepcionalmente adaptável, é excepcionalmente passível de mutação, o que é evidenciado continuamente em relação à frequência e à quantidade de alterações que criais, em relação à doença, em relação às alergias, em relação às manifestações físicas – vós estais continuamente a provocar alterações na consciência do vosso corpo…

Galen: Só para voltarmos a esse aspecto anterior só por um instante; nesse caso, se um indivíduo como eu, efectivamente consumir uma substância dita prejudicial ou uma substância dita venenosa, mas genuinamente não acreditar que provoque qualquer efeito físico, aí não perceberia qualquer efeito e não se daria qualquer interacção ou resposta física?

Elias: Correcto.

Galen: Está bem. É tudo quanto precisava saber. Disseste-me anteriormente que o organismo sabe o que uma substância é, por ter acesso à sugestão que existe em termos de energia e responde a essa sugestão mesmo que não tivesse consciência dela, (O Elias responde: Correcto) Também me disseste que as substâncias não têm literalmente efeito nenhum aparte daquilo em que o indivíduo crê, mas como é que ambos esses aspectos se enquadram?

Elias: Enquadra-se justamente com precisão, porque se tu ingerires uma substância que já comporte uma sugestão relativa a um determinado efeito, e sobre certas propriedades, o mais provável é que tu – a menos que tenhas uma consciência considerável de ti próprio e do que estás a fazer – admitirás de forma automática essas sugestões e provocarás esse efeito. Não é que a substância em si mesma apresente essa capacidade de produzir o efeito por si só, em si mesma, porque não apresenta. Mas o factor de apresentares susceptibilidade em relação à substância, provoca o efeito.

Galen: Mas, isso é realmente substituído pelas crenças.

Elias: É substituído por aquilo em que acreditas, caso acredites de modo diferente.

Galen: Está certo. Por que razão serão as pessoas afectadas pelas substâncias que não têm consciência de ingerir ou de consumir? Tal como no caso de uma pessoa na comida de quem alguém coloca veneno, e que geralmente cai doente ou morre, mas em que não chega a ter consciência do facto de ter consumido a substância?

Elias: Aí, eu discordaria. Eu diria que isso sugere a existência de aspectos da vossa realidade que estejam ocultados de vós e eu referi desde o começo que isso está errado. Podeis não prestar atenção, mas não está ocultado de vós. Por isso, a energia sempre é conhecida. Se uma pessoa se expressar no sentido de querer envenenar outra pessoa, essa energia estará a ser projectada; podereis objectivamente não prestar atenção a ela, mas ela acha-se presente e está disponível. Eu diria, conforme já o fiz antes, que a atenção constitui o aspecto singular que mais afecta a vossa percepção. E nisso, há muito a que não prestais atenção. Portanto, objectivamente poderias dizer que para ti seja desconhecido, só que é desconhecido para ti apenas em relação ao que tu estás a prestar ou a deixar de prestar atenção.

Sim, as pessoas podem realizar uma acção dessas, mas uma vez mais, o outro aspecto disso é que, se um indivíduo for envenenado, ele próprio estará a criar esse efeito. Por isso, ele próprio terá uma razão para criar isso – quer seja para lhe dirigir a atenção num sentido qualquer, ou por o ter escolhido como método de realizar num certo sentido; por exemplo, relativamente a ter atenção ou mesmo na morte – ninguém vos conseguirá matar a menos que escolhais desprender-vos (do físico).

Galen: Mas, como é exactamente que criam esse efeito dessa substância venenosa se não tiverem noção de estarem a entrar em contacto com ela?

Elias: Elas recorrem à… (Imperceptível) Deixa que te diga, meu amigo, existem muitíssimas expressões dentro da vossa vida de acções que ocorreram na vossa experiência relativamente a outros indivíduos que diríeis não ter visto a chegar, ou em relação ao que vos podereis surpreender, ou que tenha mudado um aspecto qualquer da vossa realidade, mas vós conduzistes isso a vós; já estavam a expressar-se numa direcção, e o que fizeram foi utilizar a acção e a energia de um outro indivíduo para favorecer aquilo em que já estavam a entrar. Por isso, em relação aos venenos, digamos que não seja uma acção intencional, digamos que ingeris uma comida envenenada, e que a tomais no restaurante e que voltais a casa, e que mais tarde desenvolveis uma expressão ou manifestação de intoxicação alimentar.

Vós escolhestes ir a esse restaurante específico, escolhestes a comida específica que pedistes, e nessa medida, usastes as fontes físicas externas para promoverem aquilo por que optaste criar.

Galen: Contudo, como é que o que nós acreditamos se enquadra na criação desse veneno, de que aparentemente não temos consciência? Se uma pessoa ingerir uma substância que se creia ser venenosa mas não tenha consciência dela; como é exactamente que cria (o efeito do) veneno se não tem consciência de o estar a ingerir?

Elias: Isso depende da acção em que o indivíduo estiver a entrar, conforme expressei, sempre existe uma razão. Se uma pessoa se envenenar, já terá começado a encaminhar-se no sentido em que se endereça, pelas razões que o próprio terá.

Galen: Então, será a percepção que temos que cria isso, ou a crença ou a sugestão, ou o que será?

Elias: Tudo isso! A sugestão é expressada por a energia se achar continuamente presente. A crença que tendes relativamente à sugestão determina o facto de a aceitardes ou não, e isso influencia a percepção que tendes, que vai instaurar a realidade efectiva do facto.

(NT: Recomenda-se o estudo da acção da sugestão hipnótica submetida em estados de consciência alterados, e os efeitos contraditórios que podem apresentar, que só reforçam o postulado determinista geralmente defendido como princípio)

Galen: Isso faz sentido. Agradeço o facto de me teres respondido a isso.


Elias: Não tens de quê.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

PARTILHA DE SEGREDOS

Atreveis-vos a Suplantar Isto?
Sessão 35
Domingo, 3 de Setembro de 1995
Participants: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Jim (Yarr), Cathy (Shynla), Tom (James), Guin (Sophia), e o Ron 2 (Kali).
Tradução: Amadeu Duarte

Elias chaga às 6:09 da tarde

ELIAS: Bom dia. Inicialmente vamos dirigir a atenção para alguns mal-entendidos, por breves instantes; (para a Vicki) um, com respeito à explicação do foco de desenvolvimento da nossa última sessão, do Peter e da tua mãe. Esses indivíduos, num outro foco, não eram do sexo feminino. Por isso…

VICKI: (Interrompendo) Ambos?

ELIAS: Correcto. Por isso, essas crianças compreendiam uma mulher e dois homens, nem todos irmãos.

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Em relação ao equívoco seguinte, quando ao exercício de Quarta-feira; uma incorrecta interpretação do nome, que eu referi mas vós não compreendestes, que o nome do Michael era Elizabeth. Se virdes essa gravação haveis de o descobrir. Além disso, quanto ao vosso exercício desta semana, de tentardes unir-vos e focar-vos no vosso objecto; para esclarecimento, para não perceberdes que estais a falhar nessa união, direi que inicialmente, ao longo da semana, o Lawrence naquilo que designa por RE2, (a sorrir) estava correcto como RA2, estava a enviar mensagens basicamente para certos indivíduos. Por conseguinte, os outros indivíduos não estavam a conseguir entrar em união tão facilmente. Eu vou explicar que podias ter estabelecido união de qualquer maneira, mesmo sem enviares energia sob a forma de imagens, mas como esse é um novo exercício, e ainda não estás muito focada nele, não estavas a unir com tanta facilidade; isso representa o contínuo problema que temos com o Lawrence, de se focar nas pessoas, pela perspectiva de “cuidar delas”. O Lawrence quer que toda a gente ajude as pessoas a entrar em união, e criou essa situação na perfeição! Além disso, Compreendo que precises de clarificação para uma outra sessão.

VICKI: Claro, o final de uma frase. Queres apenas a frase?

ELIAS: Isso é aceitável.

VICKI: “Nessa medida, dir-te-ei isso e repetir-to-ei de modo a enfatizá-lo, até te estar na massa do sangue.”

ELIAS: “que tu crias a tua própria realidade, e que isso é bastante influenciado pelas crenças que tens.” Sublinha a frase toda! (Caro Elias: Lamento não ter sublinhado a frase toda na última transcrição, mas estou a fazer por isso aqui. Amor. Larry)

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Agora poderás colocar as vossas perguntas do jogo, antes de entrarmos no nosso “temido exercício!” (Riso)

TOM: Elias, eu preciso de um pequeno esclarecimento acerca do jogo.

ELIAS: Que desejas ver esclarecido?

TOM: Muito bem. O próprio exercício. Será que é suposto tirarmos os nossos fantasmas todos do armário e coloca-los em cima da mesa?

ELIAS: Não.

TOM: Está bem. Obrigado.

ELIAS: Para esclarecimento também deste exercício, conforme disse, constitui um início. Sois como bebés tenrinhos para esta percepção. Não estou à espera que se “abram de par em par” de um modo desconfortável, e muito menos em meu próprio benefício. Conforme vos disse, ao nível da essência não existem segredos. Consequentemente, os segredos só têm lugar em vós. Nada do que possais dizer-me poderá revelar-se chocante ou revelador, que a vossa essência já não o tenha partilhado.

TOM: Em relação a ti?

ELIAS: Em relação ao universo inteiro! Pensais que sois de tal modo privados, que mais ninguém saiba de certos problemas que tendes. Isso pode ser verdade no foco físico naqueles que vos rodeiam, mas essencialmente não há nada que já não seja conhecido, o que faz parte do objectivo deste exercício. Além disso, o objectivo consiste em vos unirdes à essência, a também perceberdes a influência e o impacto que as crenças que tendes exercem. (A sorrir) Tu és divertida, Shynla!

CATHY: Eu sabia o que ias dizer, nada mais! (A rir)

ELIAS: Isso deve-se ao facto de ela estar a expandir-se de tal modo que se está a tornar psíquica! (Toda a gente desata a rir) Agora! Vamos para o nosso jogo!

ELIAS: Agora que já tivemos a nossa diversão, e todos vós vos encontrais em desesperado estado de antecipação, onde iremos começar com o nosso exercício? (A sorrir e a olhar ao redor) Vou deixar que escolhais quem começa, ou pode começar se o preferirdes. (Pausa silenciosa)

CATHY: Começas tu, está bem? (Riso generalizado e concordância)

ELIAS: Essa resposta não me surpreende! Muito bem, eu vou começar. Já estais ao corrente da minha última manifestação física, a qual, por si só, fornece ilustrações de “elementos ocultos” e associações de crenças, mas vou voltar a um outro foco de desenvolvimento que cada um de vós, na quarta-feira, tomas parte em ver. Nessa manifestação física, eu envolvi-me no acto de eliminar pessoas; razão por que o Lawrence, em diferentes períodos, foi obrigado a esconder-me, por eu na altura ser considerado um fora da lei, conforme o julgaríeis; o que subentendia actos directos de assassinato. Bom, eu justificava esses actos explicando que eram por uma causa, mas no foco físico nesta dimensão, vós usais regras oficialmente aceites com que isso não se compagina, pelo que não importa a explicação ou a justificação que derdes.

Além disso, vou dizer que nesta manifestação física, eu me encarava com um bom praticante Católico. Por isso, eu usei crenças religiosas que não aceitavam esse tipo de acção. Conforme diríeis, por um lado, eu justificava esses actos no foco físico como necessários na eliminação de um indivíduo e na promoção de uma “boa causa”. Nas crenças que eu próprio tinha durante essa manifestação física eu viva atormentado pela culpa, e encarava esses actos como inaceitáveis e errados e maus; consequentemente, encarava-me como mau. Isso gerou um enorme conflito. Agora vou-me voltar para vós, e dizer-vos, suplantem lá isso! (A sorrir, seguido de muito riso)

TOM: Tu disseste na quarta-feira que te colocaste no foco físico e que eliminaste alguém? Disseste que tinha sido um assassinato, não foi? Isso foi na última quarta-feira? (Incrédulo)

ELIAS: Não. (A sorrir)

RON: Precisavas ter lá estado.

TOM: Precisava ter lá estado? Foi alguma reunião que tiveram aqui?

RON: Foi.

TOM: Ah, nesse caso perdi-a. Peço desculpa. Desculpa-me. Põe isso de lado! Esquece! (Riso)

RON 2: Eu pensei que não íamos ter mais reuniões á quarta-feira.

ELIAS: Na quarta-feira, alguns indivíduos encontraram-se para praticarem a meditação. Nessa medida, o objectivo que tinham era o de descobrirem uma vida passada em comum, conforme o percebeis.

TOM: Muito bem. Quarta-feira, eu captei uma série de imagens, e conversei com a Vicki sobre isso, relativas a uma vida passada. Estamos a falar de carnificina, morte, destruição. Não gostei muito de mim próprio após aquilo que vi.

ELIAS: Isso também encerra uma ligação. Durante esse período de tempo, decorria muita violência, e muitos dos indivíduos que se achavam a manifestar-se nesse período estavam envolvidos nessa situação. Ao longo da vossa história, a vossa espécie neste foco físico criou muitas situações de destruição, nos vossos termos; o que também faz parte do objectivo deste exercício. A ilustração que usei convosco serviu para fazer ver que podeis envolver-vos em actos, que em resultado das crenças que tendes, entendeis serem “maus” ou “errados”, ou mesmo constituírem um “mal”. Não existe certo nem errado. Trata-se tudo de experiências. Elas são influenciadas por crenças. É assim que criais as ideias que tendes do que seja aceitável e do que não seja.

TOM: É como tu disseste, está profundamente enraizado desde o foco original que tivemos. É uma crença que é carregada de foco em foco.

ELIAS: Por vezes; nem sempre.

TOM: Bom, isso engloba os Católicos, os Episcopais, sei lá que mais. Ainda assim, é uma crença que é continuada?

ELIAS: Correcto, mas ao expandirdes a consciência - sublinhai “consciência” três vezes – haveis de ficar a saber que essas crenças nem sempre vos servem.

TOM: Claro, eu já o descobri.

ELIAS: Estais a cercar-vos da vossa mudança, e essas crenças para vós representarão relatos históricos, e não uma realidade.

TOM: Certo, como nos relatos históricos das Tabuletas da Mesopotâmia (Sumérias), em barro - será isso igualmente uma história? Será mais um relato histórico, do modo que nos chega?

ELIAS: É, está correcto.

TOM: Da Babilónia até …

ELIAS: Isso são relatos destinados a ilustrar crenças que vós, eu expliquei, muito criativa e engenhosamente empregais. Não encareis essas crenças como más ou prejudiciais, porque se as encarardes desse modo derrotareis o objectivo, por isso não estar errado! (O Tom suspira) Essas crenças foram escolhidas por vós e criadas por vós por uma razão. Eles prestaram-vos um bom serviço.

TOM: Seriam para nos manter mobilizados na Terra? Será por isso que disporemos dessas crenças?

ELIAS: Não. (O Tom parece estar frustrado e confuso) Vós criastes crenças com base na separação. Empregastes, no foco físico, uma necessidade, em certo aspecto, de estar continuamente ligado à essência. Nessa medida, ao vos terdes separado e esquecido a verdade, criastes crenças no âmbito de focos religiosos para prosseguirdes com essa ligação com a essência, mesmo que fossem distorcidas.

TOM: Então, com essas crenças – peço desculpa por estar a tomar a vez de toda a gente, mas isto são coisas que me têm importunado durante toda a semana. Temos o homem Homosapien, o homem moderno, e existe uma diferença entre os dois. Terá sido por aí que as crenças terão surgido?

ELIAS: Vou-te explicar, antes de mais, tudo quanto já referi; o vosso conceito de evolução acha-se igualmente distorcido quanto o conceito que fazeis do foco religioso (Criacionismo). Não existiu qualquer evolução nos moldes da teoria de Darwin. Vós não evoluístes a partir de um peixe. Não atravessastes estágios evolutivos humanos que vos tenham trazido ao que conheceis hoje, em termos científicos. Tentastes, por assim dizer, diferentes camuflagens. Escolheste diferentes vestimentas em diferentes períodos. Prosseguistes com essa prática até colectivamente decidirdes uma camuflagem que vos servisse, uma que se prestasse às vossas necessidades; essa que encarais agora como essa. (Pausa prolongada)

TOM: obrigado. Eu só queria ter um certo entendimento disso.



ELIAS: Não tens de quê. (Pausa) Bom, eu já partilhei. Agora, podeis vós partilhar. (Pausa prolongada e pesada)


VICKI: Óptimo. Vou eu. (De forma relutante, seguida de riso)

ELIAS: Outra grande surpresa! (A sorrir, seguido de mais riso)

VICKI: Bom …

GUIN: Faz a do Michael, primeiro!

VICKI: Não, Vou acabar com isso.

ELIAS: Isto não é um exame! (A sorrir)

VICKI: Ei sei. O meu problema é o relacionamento que tenho com o meu filho, o contínuo relacionamento conflituoso que tenho com o meu filho, que comecei a compreende esta semana, que está ligado a uma crença que constituía um segredo para mim, do que envolve “ser uma boa mãe”. Quando examinei a crença que tinha, percebi que não sou lá muito boa mãe e que tudo quanto senti nesse sentido todos estes anos provavelmente criou em mim muito conflito, e representa igualmente uma excelente explicação para o comportamento que tenho ao tentar constantemente “ajudar” toda a gente.

ELIAS: E agora, vou expressar ao Lawrence um “muito bem” por ter conseguido ligar. Estás muito certa na observação que fizeste quanto a essa crença. Direi uma vez mais, que isso é uma crença! Tu, na realidade como tu, não o que vês, não incorporas certo nem errado. Procedeste a escolhas que vês não se conformam com a realidade oficial aceite da vossa sociedade. Isso criou conflito, ao te influenciar a compensar na tua outra direcção para compores o que encaravas como uma perda, ou uma conduta inadequada. O segundo elemento, do “compor” não resolve mais a situação do que a cria, para começar. NO foco físico, muitas vezes sentis-vos pressionados para vos envolverdes em actividades que não desejais necessariamente envolver-vos ou criar. Concordais em criá-las, por pensardes que isso seja “normal”. Essa, como todas as expressões que formulardes esta noite, é um excelente exemplo de crenças.

Porque se acredita que para as jovens moças seja aceitável e bom juntar-se a um homem, e assim evitarem a situação de se tornarem numa “solteirona”. (A sorrir) O engraçado é que essas jovens moças encaram a ideia da solteirona somente por altura dois vinte e cinco! Tremem só de pensar que a sua vida esteja quase terminada! (Riso) Mas nesse período de tempo ficado na emoção, em que mesmo os que se focam no pensamento passam por alguns períodos de emoção, sentis que o mundo seja muito intenso. Tudo é intenso. A vida é intensa. Há coisas que precisais conseguir neste tempo intenso, por se esperar isso de vós. Isso são crenças. Eu já expliquei que se vos permitísseis expressar impulsos desde a nascença, não atingiríeis esses picos de intensidade de crenças, porque haveríeis de incorporar uma comunicação automática com a essência; mas como esse não é o caso, dirigimo-nos à presente situação.

Tu fizeste bem em abordares a situação do porquê. Agora, precisas abordar a situação de percorrer isso e de o soltar. Pensarás: “Eu posso deixar para lá, mas o meu filho não.” (A Vicki sorri, e gera-se um riso ligeiro da parte do grupo) Precisas focar-te em ti. Tu chegas à percepção que alcanças. Permites que as crenças desapareçam. Tu, tal como o Michael, não és responsável pelas outras essências, nem mesmo enquanto mãe. Eles constituem as suas próprias essências individuais, e tu e o Michael podem ser muito boas a repetir estes termos, mas não sois tão bons a incorporar estes conceitos enquanto realidade. Essas essências dizem respeito a elas próprias. Elas criam a sua própria realidade, tal como vós.
Já tendes suficiente responsabilidade em relação à vossa própria essência, não tereis? (A Vicki concorda) Se procurardes ser responsáveis pelas outras essências, haveis de incorporar conflito, e essa crença do que uma mãe ou pai seja suposto ser, é ridícula! Eu não vejo leões nas vossas selvas a preocupar-se com um filhote de vinte e três anos! Vou-te dizer, que antes disso, comer-se-ão um ao outro! Tu incorporaste crenças que geram conflito.

Agora também te direi, que se tu desejares prosseguir com esse conflito, podes continuar no teu caminho conforme o tramaste presentemente, que eu jamais o suscitarei. A escolha cabe-te a ti. Podes optar por manter o conflito, como o Peter, (o Elias volta-se para o Ron e segreda-lhe, “isto vai atingi-lo!”) assim com podes optar por não dares continuidade, ou mesmo se a tua comunicação se tornar tensa ou distante em resultado da eliminação do conflito, a tua comunicação já se encontra tensa! Não penses também que ao não permitires a satisfação da decisão do outro indivíduo, estejas a ajudar-te a ti ou a ele. Estás somente a favorecer a tua própria questão do controlo. (Pausa)

Dir-vos-ei a cada um, à medida que prosseguirmos, que cada um dos que interage comigo nesta noite deverá experimentar desconforto, mas vou-vos recordar do propósito deste exercício. Ao expandirdes a consciência que tendes, não conseguireis muito se não estiverdes cientes. Inicialmente, a consciência nem sempre é confortável. Esta não é uma sessão para perturbar nem ofender ninguém. Esta é uma sessão que tem a intenção de vos expandir a consciência e vos apresentar informação sobre vós próprios, de modo a poderdes incorporar mais da essência, e ao incluirdes a essência, observareis que o vosso foco é muito mais isento de esforço. A ausência de esforço dá lugar à alegria! Vou expressar uma energia de carinho para o Lawrence ao tomar conhecimento desta situação, e a confiança de que a resolverás. (Dito com toda a suavidade)

VICKI: Obrigado. (Muito emocionada, e a começar a chorar)



ELIAS: Não tens de quê, e podes chamar-me se precisares. (Pausa) Por conseguinte, agora que o leão se encontra fora da jaula, quem se atreverá a lutar com ele a seguir? (A desafiar  de uma forma bem-humorada, enquanto a Vicki se põe às voltas com um biscoito amarelo)
TOM: Eu vou lutar com ele, Elias: Isto remonta, não remonta a coisa nenhuma. Eu sou um indivíduo bastante auto-indulgente. Basicamente faço apenas o que quero fazer, e quando o quero fazer, e do modo que o quero fazer, e grande parte disso não tem resultado bem. Esqueci o que ia dizer! (Pausa) E os géiseres de que padeço estão muito envolvidos com isso de fazer o que quero, quando o quero e da forma que o quero, e já magoei muita gente na minha vida, e provavelmente em vidas passadas, e na verdade não aprecio isso.

ELIAS: A crença que está associada a essa situação é a de que também acreditas não ser uma “boa pessoa”, por as tuas acções não to terem provado. Errado! Vou-te dizer que se atravessares o teu foco com uma atitude do tipo: Ah, bom, isto é o que eu sou,” então estarás a fazer por te separares mais da essência, por a essência não usar essa atitude; essa é também a razão por que favoreces a erupção dos teus géiseres.

TOM: Mas isso não se deverá ao facto de não dar ouvidos ao que a minha essência está a dizer, e simplesmente tenho os meus géiseres?

ELIAS: Isso é óbvio, por que se te separares por intermédio de uma crença, não darás ouvidos à essência. Não escutarás o murmúrio que a essência te endereça. Ao veres esta situação, este é o teu primeiro passo, por assim dizer. Toda a vez que tens consciência de um impulso, repara e segue esse impulso. Toda a vez que incorporares uma das crenças que abrigues, examina isso e avalia se isso te servirá de algo ou não, que é claro que não. Também te vou explicar que, contrariamente à crença que tens de seres mau, vou-te dizer que és bastante criativo!

TOM: Magistral, não?

ELIAS: Conforme tu próprio disseste, és um perfeito imbecil!

TOM: Perfeito! Obrigado! Acertaste! (Riso)

ELIAS: Tu criaste essa situação na perfeição! Nessa medida, o que apresenta um conflito para aquilo em que te pretendes tornar, não me agradeças.

TOM: Agradeço-te por teres encontrado o nome apropriado. Nem toda a gente é capaz disso. Geralmente é só imbecil, e não perfeito!

ELIAS: Examina a perfeição daquilo que criaste. Examina a construção dessa persona que criaste. Então, poderás começar a desmembrá-la, e a edificar de novo. Recria uma outra persona com que te sintas mais agradado. Não dês abrigo à culpa! Isso, também vos direi a todos, é um desperdício de energia! Não se presta a nenhum propósito para além de criar santuários. É muito poderoso, e também reluzente, e presta-se a maravilhosos adornos, mas não se presta a nenhum propósito construtivo. Não direi que não se presta a nenhum propósito criativo, por ser bastante criativo quando criais santuários!

Não utilizes o “mau” nem o “errado” ao rever, conforme tu dizes, situações ou criações passadas. Foca-te no agora. Cada instante representa o teu momento de poder, o que representa o teu momento do poder. Neste momento, tu consistes no centro fundamental do universo! Este momento é o centro fundamental, e tudo quanto existe. Por isso, não te preocupes quanto às experiências por que tiveres passado anteriormente. Por ora, foca-te neste momento, neste agora. Cada instante do agora faculta-te a oportunidade de escolhas e de mudança. Portanto, quando te situas no momento, no teu lar ou no teu emprego, não penses no que irás fazer duas horas depois, nem em como te irás sair. Pensa e actua no presente momento. Procede a escolhas que não provoquem géiseres no momento.

TOM: Caramba, se não me acertaste com isso! Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê. (Pausa)

RON: Eu sou a seguir. Na verdade, tu abrangeste muito do que eu tinha a expor, com o que conversaste com o Lawrence, que teve que ver com o meu filho, e com o facto de me ter desligado dela, e da culpa que sinto em relação a isso, e da culpa que na verdade sinto por não sentir tanto isso! (Riso)

ELIAS: Eu estou a compreender. (A sorrir)

RON: Eu compreendo muito bem o que disseste ao Lawrence em relação a isso, mas há uma outra coisa que gostaria de suscitar em relação ao que o Lawrence e eu tivemos uma discussão acesa na noite passada. Eu tinha a percepção de que, (para a Vicki) eu disse-te que lhe ia contar isso! (A Vicki mostra um sorriso forçado) Eu tinha a percepção de que o Jesus era somente um canal, e que Deus era a essência que ele canalizava. O Lawrence que a única razão por que suscitaria tal coisa se deva a uma crença que… Nós jamais estamos de acordo nas nossas ideias, mas eu queria perguntar-te sobre essa coisa em particular, só a ver se tens alguma coisa a dizer. (Bem conseguido, adoptar a não personalização, Ron!)

ELIAS: Eu vou discutir esse assunto contigo mais para a frente, e tu vais entender o que quer dizer, mas por ora dar-te-ei uma resposta muito simplificada. Antes de mais, não existe “Deus” conforme pensais nele, o que perfaz apenas uma crença.

RON: Eu compreendo isso.

ELIAS: Quanto á questão do indivíduo Jesus ter estado envolvido com o fenómeno da canalização, dir-te-ei que ele não empregava este fenómeno. Ele era um indivíduo que estava bastante em sintonia com a essência. Esse indivíduo incorporava alguns, mas poucos, factores de separação. Nessa medida, ele encontrava-se habilitado, por intermédio da essência, a falar às massas sem a ajuda e qualquer outra essência. Na verdade, esse indivíduo focou-se fisicamente a partir de uma essência em três indivíduos focados no físico no mesmo período de tempo; por essa essência, ao se focar em termos físicos, não podia manifestar apenas uma forma física de modo a incorporar tudo quanto precisava transmitir. Isso foi declarado por outros previamente, para além de mim, e representa uma verdade. Essa essência era o que podereis designar por um “escolhido”, por meio de um acordo colectivo, para representar uma nova era, que estava destinada a incluir o vosso período e foco até à vossa mudança; tarefa essa, que é demasiado desmedida apenas para um indivíduo realizar, no foco físico. Por isso, foi dividia por três manifestações físicas distintas, que transmitiram o conceito e a criação engenhosa do Cristianismo. Isto servirá de ajuda?

RON: Serve. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

JIM: Quais seriam as outras manifestações físicas?



ELIAS: Uma foi o Paulo, a outra, o João; uma precedeu o Jesus, a outra veio depois, todas no mesmo período de tempo. Contacto com o foco central de Jesus, conforme o conheceis, foi feito unicamente pelo João, no foco físico, mas com o Saulo também foi feito um contacto, na iniciação do foco novo e no despertar para a missão, por assim dizer; Eles eram todos manifestações de uma mesma essência, e todas incorporaram umas personalidade fundamental. (Pausa prolongada)

O MATERIAL ELIAS