sábado, 27 de julho de 2013

“ROMPIMENTO COM O QUE É ACESSÓRIO À IDENTIDADE E A FALTA DE FAMILIARIDADE”


“A IMPORTÂNCIA DISSO NO DESENVOLVIMENTO DE UM CARÁCTER FIRME E ÍNTEGRO - OU RESISTÊNCIA”
(Sessão sem número) 15 de Maio de 3013
Participantes: Mary (Michael) e Terri (Uliva)
Transcrita e traduzida por Amadeu Duarte


Elias: Bom dia.

Terri: Bom dia.

Elias: E que estás tu realizar?

Terri: (Sorri) Um monte de altos e baixos. Uma coisa que eu perguntaria antes de continuar... O (…) está a proceder à elaboração do mapa astrológico e de facto não sei a que horas nasci. Recordo de uma conversa que tive há muito tempo com a minha madrasta e creio que ela na verdade me tenha dito que foi depois da meia-noite, de modo que a impressão que tenho é que tenha sido às doze e cinco da manhã. Terá sido?

Elias: Não. Foi às doze e catorze.

Terri: Muito bem… Agora já posso fazer a minha carta astrológica. (Elias sorri) O que me faz recordar que tu já o conheces... (Ambos sorriem)
Então lá fui de viagem de uma semana com a minha mãe biológica e as minhas duas tias (Elias: Ah ah!)... na última parte da semana, e a viagem foi na parte final da semana, o que... (Inaudível) a sessão de grupo... de modo que gostava de saber por que razão terei criado a situação de ir mas perder todas as outras coisas...

Elias: E que avaliação fazes?

Terri: Bom, não sei, só acho que tudo tenha dado para o torto... (A chorar) Sinto-me tão furiosa comigo própria. Eu não saí dessa maneira, aquilo foi algo por que por outras vias eu terei... (Inaudível) porque haverá medo, e não sei porquê, não sei porque o fiz desde logo. Eu ainda não consegui ultrapassar isso. Eu sinto que se conseguir que isto se defina sou capaz de criar qualquer coisa. Mas está-me a acontecer, está tudo a acontecer-me.

Elias: Eu diria que o primeiro aspecto, o primeiro sentido que é importante, é que reconheças os sentimentos que tens e que te permitas simplesmente senti-los. Essa é a primeira direcção, porque, até que te permitas fazer isso e libertar essa energia, ela irá simplesmente mover-se no sentido de perpetuar isso, e tornar-se-á muito difícil voltar-te noutras direcções ou processar informação ou produzir qualquer compreensão se te encontrares inundada de sentimentos e eles se perpetuarem e te continuares a focar neles.
E nessa medida torna-se sobremodo difícil mover a atenção e produzir qualquer outro sentido. É importante que tu te permitas abordar esses sentimentos – senti-los…

Terri: Eu tenho chorado há dias. Não sei que mensagem comportam. Não consigo mesmo descobrir. Eu estava a conseguir ter um domínio tão formidável sobre tudo e agora sinto-me cortada pelos joelhos.

Elias: Vamos examinar a situação. Que terás tu definido em termos de identificação, relativamente aos sentimentos?

Terri: Eu só sinto não ter mais nada de que me orgulhar. Adoro a posição que tinha, adoro o cargo que exercia, adoro o meu pai, e sinto que tudo isso me tenha sido tirado.

Elias: Que é que sentes?

Terri: Sinto-me triste.

Elias: Triste.

Terri: E sinto-me furiosa.

Elias: Irritada.

Terri: E frustrada.

Elias: Frustração. Muito bem. Triste – vamos abordar isso em primeiro lugar. Que é que te leva a sentir tristeza? Que significado terá ela para ti?

Terri: Eu sinto que me tenha sido tirado, mas eu fiz isso a mim própria, sem que saiba porquê, não sei porque faria isso. (A chorar)

Elias: Isso é voltar-nos mais no sentido da explicação da irritação. Triste – que é que estar triste significa para ti?

Terri: Não compreendo a pergunta.

Elias: Muito bem. Isso faz tudo parte disso – a razão por que continua. Isto é importante, não apenas fixar a tua atenção em todos esses sentimentos mas definir aquilo que são e o que significam. Triste – que é que o sentimento de estar triste significa para ti? Que te levará à tristeza no teu íntimo? Geralmente, a tristeza representa um sinal que é produzido em relação à perda. Geralmente, isso é o que induz a tristeza.

Terri: Sinto ter perdido tudo que… (Inaudível) para mim.

Elias: Muito bem. Agora define-me isso com mais clareza, por isso ser uma generalização.

Terri: Eu perdi o cargo que tinha, perdi o emprego, perdi a oportunidade de trabalhar com a (unidade) de salvamento (ou auxílio), perdi isso tudo.

Elias: Muito bem. Agora, em meio a tais perdas, que terá tido importância nas funções que exercias, que terá sido importante em relação ao teu trabalho, que terá sido importante em relação aos cães? Em relação aos cães é óbvio. Que terá sido importante em relação…

Terri: Por estabelecer a diferença.

Elias: Consequentemente, por isso funcionar como uma contribuição, não é?

Terri: É. Por ter perdido a posição de que me orgulhava. Como uma recompensa por todo o trabalho duro que tive durante todos estes anos, nada até o sucedido. Mas finalmente fui recompensada pela posição superior e pelo título superior.

Elias: E que significará isso para ti?

Terri: Isso era eu própria – tudo quanto era.

Elias: Não é a tua identidade. Que significará isso para ti? Significa reconhecimento da parte de outros indivíduos.

Terri: Pois.

Elias: Porque será isso importante?

Terri: Por não o obter da parte de mais ninguém.

Elias: Muito bem. Respira, respira (A Terri está a chorar) Eu não te estou a atacar.

Terri: Eu simplesmente não consigo ultrapassar isto.

Elias: Eu compreendo e essa é a razão porque estou a tentar ajudar. Estás disposta a isso? (A Terri dá uma resposta em tom de lamúria evasiva: Quero!) Muito bem, definiste que a perda, na sua expressão mais significativa, se refere à perda do título e da posição o que para ti significa uma expressão do reconhecimento, da parte de fontes externas, do valor que tens.

Terri: Sim.

Elias: Muito bem. Portanto estás de acordo. Assim sendo, essa é uma razão significativa. Agora, ao abordarmos este sentimento isolado – por os abordarmos um de cada vez – em relação a este sentimento isolado, tu criaste importância com base nas fontes externas e no retorno proveniente dessas fontes externas e associaste isso a um aspecto da tua identidade, o que pode criar de uma forma significativa uma vertente de um potencial significativo para o desapontamento, por esse aspecto do teu mérito, da tua identidade estar a ser expresso a partir de fontes externas e poder ser retirado – qualquer expressão proveniente de uma fonte externa pode ser tirada, e não constitui uma expressão autentica de autonomia ou capacitação. 

É um passo – ouve cá – representa um passo no sentido da tua capacitação genuína, mas ainda não te capacita por completo, mas representa um passo, de estares a avançar nessa direcção. Mas isso pode ser consideravelmente devastador caso te seja tirado, por um aspecto de ti permanecer inflacionado com base nessa validação ou valorização dependente de uma fonte externa.

Deixa que te diga que isso é digno de compreensão, conforme expressaste. A percepção de que deste conta é a de que não experimentaste isso anteriormente, a de que isso não te foi dado previamente, pelo que na percepção de falta disso durante o teu tempo de vida, da parte daqueles que tenham sido mais significativos ou das pessoas da tua vida – que são quem? Os teus pais. E a seguir? Os teus filhos. Essas são as pessoas mais significativas na tua vida por que, relativamente ao que é acessório (apegos) te devem valorizar. Por isso, é suposto que recebas essas expressões de energia da parte dessas pessoas, e quando não recebes, voltas-te para outras fontes para que to proporcionem. Isso são aspectos de apego, e conforme já tive ocasião de afirmar muitas vezes há certos aspectos de apegos que são benéficos, e nos vossos termos “bons” – embora no teu caso não o sejam – e que vos voltam em direcções da criação de um potencial e significativo desapontamento, e este é um deles. Mas é compreensível.

Nessa medida, deslocas-te através das tuas experiências, através da tua vida, e sem pensares geras esses sinais, esses sentimentos, que expressam essas mensagens, “Não estou a receber reconhecimento do valor que tenho e do merecimento que me cabe. E de certo modo, essa mensagem é registada, por assim dizer, e cria uma associação.
Agora vamos abordar a informação de uma forma mais pessoal sobre diferente associações, associações que geras que influenciam sobremodo e ver o que provocam. Que te influenciam na procura dessa validação e desse reconhecimento dessa valorização da parte de outros indivíduos. Não te foi dado pelos indivíduos que tinham importância para ti, pelo que encontraste outros indivíduos para desempenharem esse papel de importância e para buscares essas expressões da parte delas.

Nisso, eu confirmar-te-ia que nesta altura, em especial neste ano que passou, avançaste em direcções que fazem voltar essa capacitação para ti própria em vez de olhares permanentemente para as fontes externas em busca dela. Todavia não foi completado – o que é propositado. Compreendo que te leve a sentir desconforto, mas recorda que em especial neste ano que passou do vosso tempo tens vindo a estar excepcionalmente concentrada no sentido de te capacitares ou de concederes autoridade a ti própria. Estabeleceste a intenção de conceder poder a ti própria, de te valorizares, de tomares consciência do merecimento que te cabe, e para te afastares daquelas expressões habituais e de buscares as fontes externas para a valorização da tua dignidade, do teu merecimento, do teu valor, e mesmo da tua identidade.

E voltar isso para ti própria agora, pela expressão disso, deixa que te recorde o que a energia provoca – tu projecta-la e ela sai à procura do que se lhe equipara, sem discernir ou avaliar se o que se lhe equipara é passível de provocar conforto ou desconforto, nem que o identifiques como bom ou mau. Sabe a intenção que tens e busca equipará-la e criá-la. Tu tens estado de uma forma bastante consistente a avançar nessa direcção de te capacitares, e independentemente da percepção que presentemente apresentas tens vindo consistentemente a ser consideravelmente bem-sucedida em cada passo que tens vindo a dar; tens vindo a realizar, tens vindo a ser bem-sucedida, e estou ciente de que neste momento possas não ver isso ou possas sentir-te preocupada com todas as expressões com que te possas sentir insatisfeita, mas isso não invalida nem nega tudo quanto tens conseguido, que foi considerável.

Nessa medida, nós temos despendido um tempo considerável em conversa em relação a esse emprego e e aos indivíduos associados a esse emprego, e ao relacionamento que tens com pessoas específicas e temos empregado passos em que tu avançaste progressivamente no sentido de prestares atenção a ti própria e de prestares atenção no sentido de te capacitares e tens vindo a fazer isso. Porque fizeste isto? Por estar bastante no alinhamento da intenção que tens – de não dependeres de uma fonte externa para a realização do teu sentido de valor ou o teu merecimento; de não te sujeitares a ninguém nem às opiniões e escolhas e directrizes de outra pessoa; de não te sujeitares às restrições de outros indivíduos – tudo quanto foi expressado nesse emprego e com respeito a uma pessoa especificamente, que virias a caracterizar como teu superior nesse trabalho. E vieste consistentemente a avançar progressivamente no sentido de te retirares debaixo dessa (…) e estavas a ser consideravelmente bem-sucedida, e nessa medida estavas a avançar de uma forma consistente na direcção da intenção que tinhas – e isso também faz parte disso.

Isto não foi um erro, não foi mal feito e na verdade não foi mau; eu entendo que não saiba bem, mas a razão por que não sabe bem deve-se a esse último aspecto de outorgares esse poder ao indivíduo, que o rompeu. Essa última ligação feita no sentido de permitir que o indivíduo te ditasse as directrizes do merecimento e da dignidade e do valor que te diz respeito, em certos aspectos de uma forma atraente, muito á semelhança de um “abanar da cenoura” – ao te dar uma posição, um título. Mas fica igualmente bem ciente de que é ela quem está a ditar enquanto tu permaneces arrestada no apego. Esse apego foi cortado. E que é que isso provoca? Trás ao primeiro plano da tua percepção a consciência… mas sem dúvida que é desconfortável.

E com isso, inicialmente, fazes o que fizeste; culpas o outro indivíduo primeiro e depois culpas-te a ti própria. A razão por que culpas deve-se ao facto de tudo se mover em harmonia. Eu disse-te mesmo antes desse acontecimento, ao me inquirires se estavas a penetrar num labirinto ou se estarias a direccionar-te directamente no sentido da intenção que tinhas – e eu disse-te que não estavas a entrar no labirinto.

Terri: Estou agora.

Elias: Não estás nada! Não estás nada! Tiraste um breve período de tempo em que te detiveste para avaliares – não penetraste no labirinto, não senhor, apenas te detiveste por momentos para te permitires assimilar e para te permitir sentir tristeza e frustração e irritação quando deste um passo significativo na intenção que tinhas e na direcção do que querias em que avançavas. Por vezes, esses passos significativos vão além de um obstáculo significativo, mas o que esse obstáculo significativo representa, na maioria das situações, é geralmente uma situação qualquer ou expressão qualquer que é muito, muito familiar e automática. E quando isso se rompe cria um tipo de afundamento, e cria uma situação que requer uma reavaliação, por teres rompido uma forte associação e na tua experiência não incorporas experiência em que te baseies para saber como te hás-de abordar agora.

Se, nos teus termos, durante toda a tua vida tivesses sempre voltado a tua atenção para fora de ti própria em busca dessa valorização, desse valor e reconhecimento, e caso isso não fosse satisfeito continuasses a projectar a tua atenção desse modo, (isso justificaria o facto). Onde reside a experiência da valorização e da validação e do merecimento? Apenas e tão-somente em ti própria. Em mais lado nenhum. É, pois, tempo agora de dar lugar à criação disso. E tu estavas a direccionar-te nessa direcção com todos as actividades que empreendeste para te preparares a área de acampamento, todo o trabalho artístico que envolveste, os outros que envolveste, os seminários relacionados com outros artistas – todas essas acções foram acções que promoveste relativamente à intensão que tinhas – de te capacitares, de afastares essa atenção dessas fontes externas no sentido de diminuir a importância dessas fontes externas e para te tornares na fonte mais importante da capacitação, do valor e do merecimento. E retirar o poder das outras pessoas quando lhes outorgastes de forma automática ao longo da tua vida.

Esse foi um passo significativo. Por que razão estás triste? Tu estás a lamentar a perda dessa familiaridade; tu produziste essa expressão de familiaridade durante anos e anos: quarenta e alguns anos mais e rompeste essa cadeia. Consequentemente, sim, isso é muito familiar, e antes, conforme expressaste nesta conversa, estavas tão triste em relação a uma parte da tua identidade, que quando essa cadeia foi rompida, esse bocado da tua identidade, essa associação, esse elemento de fixação ou acessório relativo à tua identidade foi igualmente rompido. Isso em última análise é-te muito familiar e nessa medida é inquietante, e para além de inquietante promove esse sentimento de tristeza, dessa perda, independentemente do facto de uma expressão ou orientação ser – nos teus termos – boa para ti ou não, ou seja benéfica ou não. Se te for extremamente familiar e se a tiveres entretido num aspecto qualquer da tua identidade, isso será significativo.


Isso tem importância para ti. 

O que provocaste ao romperes com essa cadeia, conforme reconhecido, não é importante para ti; isto é mais importante – EU SOU MAIS IMPORTANTE! E isso exige um breve período de tempo a ajustar, para assimilares aquilo que fizeste. Eu discordaria de ti e diria que isso não foi um erro nem foi mau nem foi errado, mas foi uma conquista. Estou ciente de que na nossa conversa anterior tu não estavas preparada para ver isso; estavas muito mais irritada na nossa conversa anterior, estavas assustada, estavas sob tensão, estavas triste. Eu diria que parte disso prevalece só que de uma forma muito menor actualmente.


Sim, estás a continuar a expressar uma ligeira raiva mas está a mudar, está a tornar-se numa irritação, e lembra-te da diferença existente entre a raiva e a irritação, por poderem parecer o mesmo mas são muito diferentes por uma te incapacitar por completo enquanto a outra te permite que te capacites. E eu diria que sim, continuas a expressar uma certa frustração, embora consideravelmente menos, e mesmo conforme na conversa que tivemos previamente, mesmo a tristeza é menor, e agora a tua energia está a começar a avançar em frente de novo, e tu apresentas vontade de dar ouvidos. E com isso, estás disposta a avançar no sentido não só de dar ouvidos como de reavaliar contigo mesma. Eu diria que isso que fizeste representa um crédito para ti – não é mau, pois foi um passo no sentido de romperes essa cadeia, e de genuinamente continuares a avançar na direcção de te capacitares.

E deslocar esse valor que te cabe de uma fonte externa para ti própria…

Terri: Representará a mesma coisa que a estrutura sincera de publicação de fotos na Internet para ver os comentários das pessoas…?

Elias: Não. Não por completo. Tem um ligeiro aspecto, só que muito menor. Apresenta um aspecto mais ligeiro, mas não, por na maioria essas são concepções tuas e a direcção que tomaste. Tu inventaste isso; isso não existia antes de o inventares, e tu não concederias tal permissão a ti própria caso tal criatividade procedesse das instruções provenientes da parte de qualquer outro indivíduo. Tu estás a fazer isso por mote próprio.

Quando apresentas as tuas expressões às fontes externas, ou ao mundo, digamos – que é aquilo que estás a fazer – antes de mais, e em grande medida, estás a apresentar a tua criatividade como uma conquista, estás a mostrar reconhecimento por ti e capacitação própria ao mostrares essa criatividade aos outros através da expressão EU FIZ ISTO! É OBRA MINHA! 

Consequentemente, antes de mais e acima de tudo estás a capacitar-te a ti mesma. Para além disso, sim apresenta um pequeno aspecto de busca do reconhecimento da parte de fontes externas, mas é diminuto, porque mesmo que não te reconheçam, tu sentes-te orgulhosa daquilo que fizeste, e continuas a reconhecer o que fizeste, independentemente do facto dos outros o comentarem ou não.

Razão porque é diferente, e eu não diria que esteja a mover-se nessa direcção. Sim, há um reduzido aspecto disso, o qual, de certo modo é perfeitamente compreensível, porquanto o facto de teres rompido com a cadeia não significa que não venha mais alguma vez a dar-se mais nenhuma expressão disso. Não, virá a apresentar-se. Essa é uma forte associação que foi reforçada durante muito tempo, só que na sua maior parte, rompeste isso. E nessa medida, a forma como o apresentas a ti própria agora difere grandemente.



Deixa que te diga, minha amiga, com certeza que as pessoas podem mudar, independentemente da intensidade com que se tenham expressado numa direcção particular no passado, as pessoas podem mudar. O indicador da mudança efectiva que uma pessoa tenha imprimido assenta no facto dos outros automaticamente a perceberem como diferente. Apresenta-se diferente em todos os aspectos. As pessoas chegam mesmo a perceber o teu aspecto de forma diferente, e notarão essa mudança. E tu estás diferente, e estás mesmo! 


Criaste imensas mudanças desde as orientações que tomavas previamente, de tal modo que eu não consigo enfatizá-lo o suficiente. E eu diria que de uma forma bastante tremendamente concentrada e significativa nestes últimos dois anos. Provocaste mudanças e movimentos em frente, contigo mesma, de uma forma tão excepcional que é assombroso, e que em última análise é digno de nota e de felicitar. Neste momento presente, o que importa é que comeces a sentir reconhecimento por ti própria, que olhes esses sentimentos e comeces a avaliar e a definir que não saíste da linha - não saíste. E tampouco te encontras no labirinto.



Consequentemente, este é um período, agora que te permitiste a partir da última conversa que tivemos, para chorares isso, para te sentires zangada, para te sentires frustrada, para te Quais serão as mensagens? Quais serão todas as minhas afirmações relativamente a todos estes sentimentos? Que estarei eu a afazer? Que estará a operar dentro de mim? Por isso ser significativo e ser a forma como começas continuamente a capacitar-te a ti mesma e começas a reconhecer aspectos tais como o da tristeza como um sinal que diz respeito à mensagem de romper essa cadeia familiar, essa habitual busca da validação externa com que possas medir o mérito e o valor que tens. O valor e a identidade que tens não são expressos por esse emprego nem por esse título. Isso era o que fazias – não o que és!


Tu produziste uma contribuição. Mas estás tu a desvalorizar por completo aquilo que fizeste? Tu estás a avançar num sentido diferente, um que te permite que te expresses a ti com liberdade em meio ao que é importante para ti, não ao que seja importante para outra pessoa. E do que seja benéfico para ti, e não para o outro (NT: Que neste contexto não quer dizer a negação do benefício do outro, só que não através da negação pessoal.)

Terri: Terá sido por isso que eu… e dispensei um tempo para julgar esta coisa e para me focar na minha arte…?

Elias: Assim como para removeres um aspecto desse medo. Na nossa anterior conversa, que foi que te disse para fazeres? Para dormires…

Terri: E isso foi o que fiz. (Sorri)

Elias: Chora, berra e dorme. Por isso fazer parte do processo. Libertar essa energia. Agora apresenta-se uma diferença significativa., e nessa medida, que foi que eu te disse nessa conversa? Tu estavas assustada e confusa: “Que será que vou fazer? De que modo irei sobreviver? E o dinheiro tornou-se num outro factor de elevada importância de novo. Isso representa o teu retroceder automático.

Terri: O facto de me sentir preocupada com isso?

Elias: Sim. De ficares inquieta, assustada, preocupada – isso representa um retrocedimento automático. Todavia, produziste uma via para reduzires esse medo e para te permitires sentires-te segura – por na nossa anterior conversa que tivemos não te sentias de todo segura – mas permitiste-te sentir-te segura. Porque escolheste essa viagem em vez daquelas outras acções e actividades que querias empreender nesse instante, nessa altura? Por ter sido mais importante para ti sentires o sentimento de pertença. Nesse instante era para ti mais importante sentir-te parte e valorizada – sim, por uma fonte externa, só que de uma forma bastante diferente, por a percepção que tens junto deles ser diferente – tu não fazes com que o teu valor dependa deles. Eles são uma adição recente à tua vida. Não te direccionaste no sentido de criar essa articulação com eles. Mas permitiu-te reservar um tempo para te sentires parte da família – pertencer.

Nessa medida, provocou uma distracção, e proporcionou-te um aspecto, porventura um aspecto fraco, mas ainda assim um aspecto, de conforto. Por isso teve mais valor para ti. Haverá outras oportunidades para resgatar isso, haverá outras oportunidades para teres uma interacção de grupo comigo. Nisso, relativamente ao que experimentaste, e ao que rompeste, independentemente de ter constituído um benefício – e nos teus termos – de ter sido “bom”, não te ter sabido bem e por conseguinte aquilo que adquiriu uma maior importância foi pertencer, por o sentimento de pertença proporcionar um sentimento de conforto. Não necessariamente fazer parte – o que teria representado o caso relativo à interacção de grupo; terias percebido isso como fazer parte, só que é diferente de pertencer. A pertença diz respeito a uma situação de família. Por isso, foi benéfico e proporcionou uma distracção eficaz.

Terri: Crês que me percebam de uma maneira muito diferente de há um ano atrás?

Elias: Eu diria que eles percebem que estás diferente, sim, muito diferente conforme eu diria, para eles não terem incluído um período de tempo para gerarem esse tipo de avaliação. Muito diferente. Contudo, dir-te-ia em definitivo que sim, eles perceberam que estás diferente dos encontros iniciais que tiveste.

Terri: Terão gostado que eu os acompanhasse no passeio?



Elias: Gostaram! Gostaram. Vou-te dizer que a percepção que têm é que se sentem muito mais confortáveis contigo actualmente, e vou-te dizer que isso te terá sido evidenciado através dos comportamentos que adoptaram. E que se sentem suficientemente confortáveis contigo para se expressarem nos seus modos habituais e para não se expressarem por meio de comportamentos mais adequados ou educados. Eles expressaram-se nos seus modos habituais – o que representa a evidência do quão mais confortável se sentem e da forma com te percebem de modo diferente e do facto de repararem na mudança, por estarem mais descontraídos contigo.


Terri: Este emprego que atraí, faz-me sentir mais ou menos nervosa por parecer tão madura e apresentar as partes que não consigo explicar e começar a sentir-me nervosa quanto a poder perder a oportunidade. Como é que isso…?

Elias: Encaixa na perfeição e de forma razoável, por estares a avançar na direcção de te expressares, e de o fazeres por mote próprio, e de te valorizares e de te capacitares – e isso não soa muito familiar, pelo que será uma questão de estares a começar a navegar por ti própria por águas não cartografadas. Por isso, é compreensível que tu te questiones, que expresses: “Eu fiz isto correctamente, e estou a proceder de forma acertada; talvez eu esteja a produzir uma acção que se arraste…” por não estares habituada. Tu estás a espelhar ou a reflectir no exterior aquilo que estás a gerar intimamente – essa falta de familiaridade e esse desconhecido, e como tal ainda não sentes certezas.

(NT: Curiosa a metáfora que o Elias aqui emprega, se tivermos em mente que ele encarnou o personagem histórico que foi o Vasco da Gama!)

Terri: Então não o pus em perigo?


Elias: Não! Dir-te-ia para te lembrares – isto pode parecer simples, mas é importante – que tu estás segura, e não estás em nenhum labirinto; estás a avançar directamente rumo à intenção que tens. E estás segura. Por que assim poderás confiar em ti mesma – razão porque o deves fazer!


Terri: Achas que me perceberão mais cuidadosa do que a maioria para desempenhar este cargo?

Elias: Eu diria que te percebem como cuidadosa, sem dúvida. Mais do que a maioria – não obrigatoriamente, mas eu diria que não estão necessariamente a produzir esse tipo de comparação.

Terri: Mas sentem-se contentes…?

Elias: Sim.

Terri: Só mais uma pequena coisa. (Começa a chorar de novo) É que vês, eu menti-te, eu não me sinto tão segura.

Elias: A sugestão que te faço é no sentido de não projectares.

Terri: Eu também gostava disso…

Elias: Eu compreendo, e entendo muito bem que este é um período em que os sentimentos estão em operação.

Terri: Ele estará bem?

Elias: Por enquanto está. Endereçar-te-ia um encorajamento no sentido de prestares atenção ao que estás a projectar; não antecipes nessa direcção. Rompe esse (…)! Não te ponhas com antecipações.

Terri: Verás que o David seja o que parece… de forma similar ao que passei, ou terás alguma (…) e manter esta casa?

Elias: Presta atenção ao que é importante, para não te deixares apanhar em sentimentos que te podem prender. Não te deixes prender em meio aos sentimentos e presta atenção ao que tem importância e calcula de uma forma autêntica, que se não representar um benefício para ti já - o modo como venha a decorrer, ou como possa dar-se - se o que estiveres a fazer não constituir um benefício para ti agora, não tem importância! Isso é significativo!

Também te diria uma outra coisa, por o que é importante ser – por mais difícil que possa parecer – reconhecer (manifestar apreço) o que estás a fazer e o que tens. Por automaticamente passares sempre a criar mais e mais. Por isso, não é importante que prestes atenção ao que não tens, ou ao que se revela insuficiente, por ser evidente que começas a criar progressivamente mais disso. Consequentemente, torna-se importante prestar atenção ao que tens, ao que estás a fazer, ao que estás a realizar.

Terri: Transmitiste-me a mensagem. Obrigado.

Elias: Muito bem. Não tens de quê. Mas eu estendo-te o meu reconhecimento. Diria ser uma agradável surpresa – mas sem dúvida que vós humanos conseguis surpreender! (A Terri ri) – é uma agradável surpresa estar na presença da tua energia em meio a esta conversa e reconhecer que tenha avançado consideravelmente além ao que essa tua energia apresentava na nossa conversa anterior.

Terri. É o que podemos fazer. (Sorri)

Elias: Continuarei a estar contigo – sempre, e vou continuar a apoiar e a encorajar. Tu estás a conseguir – e agora talvez o possas ouvir de novo. (Sorri) Para ti com um enorme afecto, minha querida amiga, como sempre, até ao nosso próximo encontro, com um enorme carinho, au-revoir.

Terri: Au-revoir.

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