quinta-feira, 13 de junho de 2013

“CAMPOS DE ENERGIA”


“ZUMBIDO NO OUVIDO”
“INTERUPÇÃO DA CONCENTRAÇÃO NUMA MANIFESTAÇÃO INDESEJADA”

Sessão 1744
Segunda-feira, 4 de Abril de 2005 (Privada/Em pessoa)

Participantes: Mary (Michael) e Hernan (Hernan)

Tradução: Amadeu Duarte




(Tempo de chegada do Elias: 18 segundos.)


ELIAS: Bom dia!


HERNAN: Bom dia, Elias. Estou um tanto nervoso. É a minha primeira vez aqui. Tu dizes que todos estamos a mudar – quererá isso dizer que eu também esteja?


ELIAS: Estás.


HERNAN: Eu sei que estou a mudar. Sei que existem muitos aspectos de mim que estão a mudar, mas não sei como faço isso. Tu dizes que não existem métodos, mas eu creio que utilizo um. Creio que seja reflectir na minha vida, na situação que tenho. Será dessa forma que é feita?


ELIAS: Eu posso dizer às pessoas que não há necessidade de métodos, mas isso não quer dizer que não useis métodos. A maioria usa, por isso lhes permitir compreender aquilo que estão a fazer. Permite-vos reconhecer diferentes passos que dais, e co o uso de um método, proporcionais a vós próprios direcção, o que pode ser bastante deliberado. Nessa medida, permitis-vos ter uma perspectiva do vosso próprio progresso e aquilo que mudais. Isso reforça-vos e valida-vos ao reconhecerdes as capacidades que tendes.


HERNAN: Estou a entender. E que dizer sobre esta emoção que desperta? Nessas situações, não si, mas especulo sobre isso. Por vezes creio tratar-se de autocomiseração, devido às experiências que tive na juventude, pois... Não sei, por vezes descubro essa autocomiseração. Creio ser um reconhecimento da existência de algo mais vasto, desta parte de mim, desta parte mais vasta de mim, desta coisa vasta que também sou eu, mas não sei. Este momento, creio que é de tensão.


ELIAS: Em parte, em parte. Qual será o sinal ? Que é que sentes?


HERNAN: Não é justo.


ELIAS: Que é que é injusto?


HERNAN: Não, eu não disse justo; queria dizer medo. Mas creio não se tratar de medo. Ansioso... Bom, eu sinto-me sempre mais ou menos em ansiedade, mas creio que seja tensão, nervosismo. Não sei exactamente bem aquilo que estou agora a sentir.


ELIAS: Pode ser parcialmente um tanto opressivo conversar comigo individualmente. Muitos, muitos são os que interagem comigo mas percebem que eu represente uma autoridade, mas a acrescentar ao facto de perceberem que eu represente uma autoridade acime deles mesmos, dá-se um reconhecimento genuíno que as pessoas identificam comigo próprio, com a energia da minha aceitação. Por vezes, essa aceitação enfatiza os juízos que o indivíduo faz dele próprio, e isso pode tornar-se um tanto opressivo.


Ser confrontado com uma aceitação incondicional representa uma experiência interessante, o que de certa forma, faz brilhar uma luz naquelas vossas áreas obscuras que depreciais e que encarais como inaceitáveis. Mas essas áreas obscuras constituem unicamente as sombras que vos proporcionam profundidade e vos cria a dimensão do vosso próprio ser. Sem essas áreas negras ou obscuras, as áreas brilhantes não teriam brilho. (Ri)


HERNAN: Entendo. Bom, deixa ver se consigo continuar.


ELIAS: Muito bem.


HERNAN: Não estou muito ciente do meu nome de essência. Não sei porquê. Por eu colocar um desafio a mim próprio, por que razão... (Inaudível) nesta vida, para dominar a vida da maneira comum, da maneira em que o fazemos no dia-a-dia. Eu penso que seja possível. Eu estou a fazer isso. Gostava de continuar a fazê-lo. Talvez não seja tão imaginativo, mas não tem importância para mim.


Sinto curiosidade por saber se esse será um foco meu. Eu sonhei com uma moça, de uns 30, negra, que usava um turbante na cabeça, que me parecia muito próxima. Essa foi a impressão que me transmitiu – um coisa breve, mas marcante. Será um foco meu?


ELIAS: É, sim.


HERNAN: Ah, é fantástico! Isso é óptimo. Terás estado por alguma forma em contacto comigo?


ELIAS: Tenho.


HERNAN: Num dia destes eu estava a ler um romance. O herói, que na verdade era um anti-herói, eu fiz uma apreciação crítica dele, e no instante que o fiz, senti o lado direito do rosto ficar adormecido. Foste tu?


ELIAS: Fui.


HERNAN: Deus do céu! Isso é fantástico. Muitíssimo obrigado.


ELIAS: Não tens de quê. Eu estou continuamente a projectar-te energia. É apenas uma questão de notares. Nessa medida, por vezes tenho projectado energia para te captar a atenção em certas alturas apenas com a intenção de te levar a perceber isso.


HERNAN: Muito obrigado.


ELIAS: Não tens de quê. Eu continuarei a fazê-lo.


HERNAN: Tenho vindo a pensar no propósito que tenho. Observei a minha vida toda, a minha juventude, tudo. O que reconheci foi que tenho sido um líder. Tenho estado na liderança em muitas situações, situações de família, em relação ao meu irmão, em muitas situações. Essa liderança tem vindo constantemente a desafiar a autoridade, ou a desafiar coisas que deviam ser feitas de um outro modo, ou coisas que pretendo mudar, mas no geral penso na autoridade.


ELIAS: Sim.


HERNAN: Isso constituirá um tipo de propósito?


ELIAS: Constitui uma exploração do papel da autoridade, e da forma de manipular essa energia por diferentes meios, como ter consciência de produzir esse tipo de papel automaticamente, mas igualmente com o desenvolvimento desse papel na exploração que fazes dele, ao reconheceres que pode ser expressado de um modo diferente do que apenas pela instrução, mas é passível igualmente de ser incorporado como um papel estimulante e solidário e de partilha, se desenvolveres esse papel automático da autoridade que não da sua vertente de dar instruções ou de guiar e de proteger, mas pelo de estimular e partilhar e o de dar apoio. Por outros indivíduos continuarem a olhar-te nesse papel, o que não é errado, nem sequer o papel é errado, mas ao mudares, a experiência e a acção do papel sofrem uma mudança. Por esse motivo, tu continuas a explorar essa experiência particular, e esse papel de autoridade, mas como continuas a mudar e a expandir a consciência que tens, isso também sofre uma expansão.


HERNAN: Eu tive uma óptima experiência em tudo isso. Estou a tratar disso. Eu sei do que estás a falar.


Eu tive uma experiência estranha há seis meses atrás, durante uma visita à escola do meu irmão. Fui abordado por uma pessoa que se me dirigiu em Inglês, o que consiste uma coisa estranha no Chile, e ela via um luz a cobrir-me e falou de anjos e muitas outras coisas. 

Para mim foi uma coisa espantosa. Então, o meu irmão, que é psiquiatra, disse-me que ela era doida. Mas eu tenho lido sobre aquilo que dizes, e a forma como expões as coisas é tão marcante e perfeita, a meu ver! O sistema é de tal modo poderoso que ouvi o que dizias sobre esse tipo de distúrbio, e que não o compreendemos, em razão do que os apelidamos de doentes (doidos) ou algo assim. Qual terá sido o caso dessa senhora? Terá ela visto algo na sua imaginação, ou terá efectivamente percebido alguma coisa?


ELIAS: Efectivamente percebeu. Nessa medida, aquilo que expressou foi a interpretação dela do que estava a ver, a tradução que fez, a qual naturalmente é traduzida por intermédio das crenças que tem, mas efectivamente viu. O que ela viu foi o teu campo de energia, o qual é muito forte. Em muitas alturas, o teu campo de energia expande-se bastante.


Deixa que te diga que os campos de energia que as pessoas têm podem ser bastante curiosos, por reflectirem bastante o indivíduo e a forma com o indivíduo se expressa, a forma com se percebe, e isso é expressado no campo de energia que circunda o vosso ser físico. O campo de energia de alguns indivíduos parecem estreitos e delgados, muito chegados ou rigidamente mantidos ao redor da sua forma física. Os campos de energia de outros revelam-se muito expansivos, e podem estender-se por um perímetro considerável a partir do corpo físico para o exterior.


O vosso campo de energia é produzido a partir de todos os vossos centros de energia. Se todos os vossos centros de energia estiverem a rodar em harmonia uns com os outros, e estiverem em alinhamento uns com os outros, isso produz um campo mais vasto a circundar-vos o corpo físico. Se a pessoa estiver a produzi r uma maior intensidade ou uma expressão mais agravada desses mesmos campos de energia, isso também poderá expandir o campo de energia que vos envolve o corpo.


É semelhante ao que experimentais quando agudizais os vossos sentidos exteriores físicos. Podeis aumentar os vossos sentidos físicos exteriores que eles agudizar-se-ão; o vosso paladar sofrerá um maior realce. Todos esses sentidos exteriores podem ser desenvolvidos de modo a obterem uma maior nitidez e uma maior consciência, e isso produz um campo de energia maior.


Algumas pessoas vêem com naturalidade os campos de energia físicos. Mas se a pessoa que naturalmente vir um campo de energia se deparar com outra cujo campo de energia for demasiado expandido, ela captar-lhe-á mais a atenção, por não ser uma expressão que geralmente as pessoas que vêem os campos de energia de uma forma natural, costumem ver. Consequentemente, na sua falta de habitualidade, pode incitar uma pessoa a expressar-vos o facto de estar a vê-lo. Podem necessariamente não compreender aquilo que estão a ver, assim como poderão interpretar isso de uma modo diferente, com sendo um anjo ou um guia ou uma outra energia qualquer, mas aquilo que estão efectivamente a ver, o que essa mulher estava realmente a ver era o teu campo de energia.


Eu posso-te dizer que no encontro que tivemos, no nosso grupo de interacção, assim como neste instante, eu aproximaria o teu campo de energia como a expandir-se e a estender-se do teu corpo físico aproximadamente por dois metros, o que representa uma expansão considerável – uma energia poderosa.


HERNAN: Terei sido sempre assim?


ELIAS: Dir-te-ia que flutua, mas que na maioria das vezes, dir-te-ia que sim, tem-se apresentado assim de uma forma consistente.


HERNAN: Eu ouço um som agudo na maioria das vezes no meu ouvido esquerdo, a que chamam zumbido. Ouvi-te dizer que há duas possibilidades. Uma é a de que o cérebro pode ter diferentes sinapses, e a outra é a de eu estar a envelhecer; estou a ficar mais velho. Qual será, no meu caso?


ELIAS: Não está associado ao teu envelhecimento. Está associado a duas acções. Uma é a abertura de vias neurológicas a fim de te permitir alargar a consciência que tens cada vez mais, e a outra acção que tem lugar é, neste desenvolvimento da expansão da tua consciência e da abertura das vias neurológicas, que tu estás também a tomar uma maior consciência da ausência de separação que tens com outros aspectos de ti mesmo, aqueles que poderão não se manifestar necessariamente nesta dimensão física.


Tu constituis um ser tremendamente vasto. Tu abranges a vastidão da consciência, e existem vários tipos de atenção tua que ocupam muitas áreas distintas da consciência e muitas outras dimensões, muitas outras realidades. Essa manifestação que reconheces no teu ouvido representa uma manifestação de uma menor separação existente entre ti enquanto esta forma de atenção que representas, e as tuas outras atenções que reconheces com o teu sentido auditivo.


HERNAN: Não tenho a certeza de querer entrar em contacto com os meus outros focos.

ELIAS: Não é necessário. Constitui meramente um sinal de validação por seres realmente este ser vasto que és. Não é um convite à investigação, e não é preciso ter nenhum interesse ou curiosidade respeitante a esses outros aspectos de ti próprio que se manifestam noutras realidades. Representa unicamente um sinal que te permite reconhecer a existência de outros aspectos de ti próprio que possuem um longo alcance e que não estás simplesmente limitado a esta realidade física.

Há muitas pessoas que não sentem curiosidade relativamente a outros focos ou a outras realidades físicas ou a outras áreas de consciência, e isso é completamente aceitável, por vos posicionardes aqui.

HERNAN: (Ri juntamente com o Elias) É isso. É onde nos encontramos, tens razão. Mas o que realmente queria era saber mais e mais sobre mim próprio, e essa é a maneira como quero faze-lo.

ELIAS: Mas isso é bastante sensato, meu amigo.

HERNAN: Muito obrigado. Em relação a isso, creio que a minha (inaudível) de toda a maneira.

ELIAS: Sim, tens razão.

HERNAN: Ei sei que... (inaudível) e que sou muito bom nisso. Eu coloco a coisa desta forma, eu motivo-me mas...

ELIAS: De que forma?

HERNAN: Sexualmente. Mas também encaro isso como uma oportunidade. Eu fiz isso devido a esta ideia Católica que se prende com o pecado e com o que fazemos com a nossa sexualidade. Agora vejo que talvez tenha sido uma excelente coisa. Mas já não quero fazer mais isso. Não quero continuar e acabar por contrair cancro ou qualquer outra manifestação que venha a requerer intervenção cirúrgica. Não, não quero tal coisa. Não quero fazer mais isso. Não sei se conseguirei tratar disso. Nem sequer tenho consciência do que quero perguntar! (Ri)

ELIAS: Mas estás a experimentar medo e dúvida quanto à capacidade que tens.

HERNAN: Estou, por não querer voltar a expor-me a essa cirurgia de novo. Eu tenho um problema actualmente com as hemorroidas. Por vezes penso que venha a precisar de uma outra cirurgia. Não, não quero mais cirurgia nenhuma. Vou tratar disso.

ELIAS: Deixa que te diga, antes de mais, que a concentração se torna importante. Se te concentrares na manifestação e estiveres continuamente a gerar medo, reforçarás essa concentração. Por isso, o que é significativo e útil é interromper essa concentração e produzir um movimento diferente e dirigir a tua atenção de outras formas de modo a não reforçares o medo e assim não criares a manifestação, e tu dispões bem da capacidade de conseguir isso.

Nessa medida, recorda aquilo que referi junto do grupo de pessoas anterior. Por nisso, a expressão mais significativa que foi identificada pela maioria delas? Oposição. Quanto mais vos opuserdes àquilo que fazeis, mais o reforçareis. Por isso, o método por meio do qual te permitirás interromper isso é reconhecer o que criaste, ver aquilo que criaste e permitir e permitir-te relaxar nisso. Isso foi o que já criaste, isso está feito. Questionar o que continuas a fazer apenas te irá reforçar o que já fizeste e te irá encorajar a repeti-lo.

Ao passo que, se aceitares o que já fizeste, e se te permitires deixar de estabelecer uma luta com isso, não te opor a isso, mas gerar um elemento qualquer de apreciação – pois embora tenhas gerado uma manifestação física e embora tenhas empregado um método físico para erradicar ou alterar essa manifestação física, tu conseguiste. Podes não estar de acordo com o método, e podes não ter experimentado esse método de uma forma confortável, mas conseguiste, o que é digno de apreço. Tu criaste isso. Com a criação disso, incorporaste um método que te permitisse continuar no teu foco de uma forma funcional, e isso é igualmente digno do teu apreço.

O apreço constitui uma expressão poderosa, e é capaz de mudar a energia que expressas automática e imediatamente. Nessa medida, interrompe de uma forma bem-sucedida a oposição. Representa a expressão mais poderosa na interrupção da oposição.
Nesse sentido, nas alturas em que deres por ti a deslizar para essa dúvida e para essa tensão, permite-te parar. Não procures forçar essa dúvida ou apreensão, mas repara que isso é o que estás a experimentar nesse momento, isso é o que estás a fazer, e permite-te intencionalmente expressar apreço por ti próprio. Não importa o que seja. Pode ser valorização da escolha que promoves quanto às roupas no momento; não importa. Mas permite-te escolher uma expressão de apreço nesse instante. Isso deverá automática e imediatamente interromper a dúvida familiar e a apreensão.

Também te darei uma sugestão, e vou também sugerir-te vivamente para que nas alturas em que estiveres a experimentar esse medo, a título de mais uma distracção, para empregares a acção de uma pequena dança.

HERNAN: (Confuso) Sim?

ELIAS: Dança. (Demonstra com saltos e balanços na cadeira)

HERNAN: Está bem! Isso para mim é um tanto estranho.

ELIAS: Eu estou ciente disso, mas resultará de uma modo eficaz. Podes incorporar essa acção por apenas uns quantos dos teus dias, mas sugiro fortemente que incorpores essa acção física toda a vez em que sentires esse medo, e não só dúvida. Mas nas alturas em que estiveres a experimentar medo, começa a dançar nem que seja por momentos.
Recomendo às pessoas muitos tipos de exercícios, e na altura em que proponho o exercício à pessoa estou bem ciente de me encararem e pensarem naquilo que sugeri, e de assumirem uma resposta automática - muito embora não ma expressem por palavras - e a resposta automática que têm é: "Isso é ridículo. Porque haverei de empregar essa acção, e que será que ela irá possivelmente alterar?"

Mas tenho plena consciência da energia de cada pessoa e do que irá realmente influenciá-la, e nessa medida, em cada exercício que proponho a cada pessoa, há diversas acções que se dão nessa acção única que expressam. Ela interrompe-vos o padrão. Distrai-vos. Diverte-vos. Altera-vos a energia. Proporciona-vos informação que vos permite tornar-vos mais conscientes da frequência com que experimentais medo ou dúvida ou vos depreciais, porquanto a mera consciência da frequência com que a pessoa emprega tais acções é suficiente para romper o círculo dela.

Nessa medida, se a pessoa der continuidade ao exercício, ele torna-se num motivo de humor bastante aprazível, e muito embora possais ver que inicialmente estais a cometer uma tolice, também vos encoraja a relaxar e a divertir-vos mais e a empregar uma maior jovialidade e uma menor seriedade.

HERNAN: O exercício que me propuseste agrada-me. Por eu ter tido essa ideia, e saber que uma mudança de actividade pode alterar a emoção.

ELIAS: Pode.

HERNAN: Falaste a alguém acerca do modo como podemos deter a emoção que sentimos, não me recordo bem, mas...

ELIAS: Eu estou a entender. O choro constitui uma libertação natural de energia, mas também requer uma certa intensidade de tensão. Mas se empregares a acção de respirares profundamente, o teu corpo físico não te permitirá que continues a manter essa tensão. É bastante difícil. Talvez se empregares o teu exercício, o teu irmão te veja e te diga que estás maluco também! (Ambos riem)

HERNAN: Eu gosto de ser um pouco doido. Isso agrada-me.

ELIAS: Ah, sem dúvida! Por ser jovial.

HERNAN: Eu não ando a dormir muito bem. Tenho um monte de problemas com as minhas costas que estão associados ao sono, creio bem. Para poder dormir bem, creio que todos essas coisas que me estás a recomendar também se encaminham nessa direcção, não?

ELIAS: Vão, por te encorajarem o relaxamento e te encorajarem a deixar de gerar essa tensão sobre a consciência do teu corpo físico. Essa tensão é produzida pela depreciação que fazes de ti próprio e pela dúvida que tens em relação às capacidades que tens. Com o contínuo questionamento que fazes de ti próprio, geras um retesamento dos teus músculos físicos. Ao exerceres tensão sobre os teus músculos, restringes o teu sistema nervoso e isso provoca ansiedade, e isso pode perturbar-te bastante o estado de sono.

Também te pode ser temporariamente benéfico incorporar um período de tempo, talvez um breve intervalo de tempo durante o teu dia, para te permitires tirar uma soneca, o que também te encorajará a relaxar, e a não te manteres sempre tão activo, que o que deves fazer, ou percebes ter que fazer será feito, sem que seja preciso forçar.

HERNAN: Eu estou a começar a fazer isso.

ELIAS: Eu estou ciente disso.

HERNAN: Estás a ajudar-me bastante, por eu sentir remorso devido a essas pequenas sonecas que tiro. Mas já não sinto culpa. A emoção está constantemente presente, mas acho que é assim que eu sou.

ELIAS: Mas isso é o que comunicas a ti próprio. Deixa que te diga, meu caro amigo, que a sensibilidade que expressas é espantosa. A compaixão que expressas com naturalidade e essas comunicações emocionais que estás a expressar são expressões genuínas de apreço. Eu estou ciente disso.

HERNAN: Mas eu não sou nenhum crocodilo. No meu país dizem que choramos como um crocodilo, só que eu acho que eles choram antes de morder!

ELIAS: O que também contribui para a expansão do teu campo de energia, essa libertação de energia e essa permissão e abertura. É bastante atraente, meu amigo.

HERNAN: Muito obrigado. Só nos restam uns quantos minutos, mas creio que passeis tudo quanto era importante em revista. Pela minha parte, creio que estou... (Inaudível)

ELIAS: Tu és uma pessoa magnífica, meu amigo. Sinto um enorme afecto por ti, e estimo a nossa nova amizade. Fico a antecipar o nosso próximo encontro, mas talvez tu próprio venhas a apreciar e a valorizar a espantosa sensibilidade que tens, que constitui uma expressão espantosa. Com uma enorme amizade, com esta nova amizade, e com um formidável carinho por ti, au revoir.

HERNAN: Au revoir.

Elias parte após 52 minutos.

©2008 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados 

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