sexta-feira, 24 de maio de 2013

"TEM CARINHO POR TI PRÓPRIA - BEATITUDE - CONTENTAMENTO"




“OS ESTADOS DE EXCITAÇÃO E DE EUFORIA, E O CONTENTAMENTO"

Sessão de 04 de Outubro de 2012 (Excerto)

Participantes: Ann (Vivette) e Mary (Michael)

Tradução: Amadeu Duarte



Elias: Essas são questões de importância por tu, por assim dizer, aprenderes a fazê-lo de uma forma efectiva em relação a ti própria. Confortar-te ou acalmar-te e acarinhar-te. O que também se estende aos relacionamentos exteriores que tenhas, como junto do teu novo companheiro, e da tua filha, e o gato que representa um ponto de referência disso.


Ann: Sim, de facto. Eu estou unicamente a assimilar mas sim. E penso que, como no caso do meu companheiro, eu sei como iniciar isso por mim própria, e estava a pensar sobre isso... tenho pensado um bocado sobre isso. Sentir isso com o meu companheiro torna-se demasiado fácil para mim por ser uma situação confortável e uma situação  de carinho e de tranquilidade, de modo que se torna muito fácil retomar isso. Com a minha filha, estar com ela não é tão reconfortante ou calmante. Sinto-me um pouco na frente... por sentir que ela queira que eu faça sempre as coisas de modo diferente ou me criticar, e eu automaticamente prestar mais atenção a isso... Não quero passar a remeter-lhe isso automaticamente, só quero deixar de aceitar essas coisas que ela me estende e saber que posso responder sem ser de uma forma reativa. Mas torna-se difícil para mim acarinhá-la e acalmá-la e confortá-la e quando o faço, por vezes não soa tão sincero. E a gatinha, evidentemente, quando se encontra no seu estado de gatinha fofinha, torna-se tão fácil quanto pode ser acarinhá-la e acalmá-la e confortá-la.


Elias: Percebes o paralelo? o que estás a dizer - torna-se-te fácil expressar-te nesse sentido com o teu companheiro assim como se torna fácil faze-lo quando o gato se revela afeiçoado. Já se te torna difícil expressá-lo em relação à tua filha assim como se te torna difícil expressá-lo em relação ao gato quando percebes que o gato se revela exigente.


Ann: Bem! Creio que percebo isso! (Ri) Assim, o início ou o término ou o começo ou fim disso não tem tanta importância. Se eu pretender tranquilizar ou reconfortar ou acarinhar, eu retomo isso.


Elias: Sim! E isso tem início em ti. No facto de o fazeres em relação a ti própria primeiro e de reflectires isso a ti própria subsequentemente, o que também te permite estar melhor equipada, por assim dizer, para estenderes essas expressões aos outros quando tiveres consciência de o fazeres em relação a ti própria. A resposta que tens difere junto dos outros. A resposta que dás ao gato, a resposta que dás à tua gata, serão diferentes quando te familiarizas e envolves activamente o acto de te acarinhares, de te confortares, e de te tranquilizares.


Ann: Elias, creio que me forneceste um atalho, e eu adoro atalhos! (Ambos riem) Sabes, jamais pensei que estivesse a ser... jamais realmente pensei nisso. Que pudesse estar a deixar de me acarinhar, de me tranquilizar, e de me confortar.


Elias: Ah...


Ann: Percebes essa energia da minha parte?


E: Percebo. Diria que a direcção que tomas até ao momento tem estado de tal modo focada na atenção pelo que estás a fazer, coisa que não invalidaria. Isso é importante, mas não representa a globalidade do quadro, e esses são aspectos que conduzem a um equilíbrio. Mas até ao momento a tua atenção tem-se concentrado bastante no que estás a fazer a fim de te familiarizares com os teus companheiros, com os teus hábitos, com o que gostas, com o que não gostas, com o que queres, com o que não queres, e tudo isso é muito importante e tem-te servido como um precursor que agora te faculta a subida de um passo mais à frente, por te ser importante prestar atenção ao que fazes, mas também se torna importante prestares atenção a ti própria e ao que sentes, por aquilo que sen tires ser o que te motiva e nessa medida, influenciar as respostas que geras. Tens-te concentrado sobremodo na acção de não reagir, o que é excelente.



Consequentemente, familiarizaste-te com a identificação das reacções e com a natureza automática delas, assim como também te familiarizaste com as escolhas, e com a diferença entre responder e reagir. Isso representa um excelente avanço. Agora estás pronta para avançares em frente e para começares a dar início a um processo de equilíbrio por meio da inclusão desses factores do conforto de ti própria, da tranquilização de ti própria e do acto de te acarinhares. E por conseguinte, estás pronta para naturalmente expressares isso em relação a uma fonte externa. Reconheço tremendamente e congratulo-te pelo que já realizaste até aqui, e se não tivesses, não estarias preparada para avançar nessa direcção.


Ann: Bom, esta direcção revela-se excelente! Não estou tão certo do que pareça.


Elias: Diria igualmente que de certa forma poderá ser ligeiramente mais fácil para ti, por te dizer que estás familiarizada com sentimentos e que estás familiarizada com o acto de prestar atenção aos sentimentos, pelo que esse aspecto do movimento pode tornar-se ligeiramente mais fácil e avançares com uma maior rapidez do que familiarizares-te com o que estás a fazer.


Ann: Clalro, também creio que sim.


Elias: Excelente.


Ann: Obrigado, Elias. Hmm, eu tenho tido muitas ideias acerca disso, sabes, mas vou-me endereçar nessa direcção, do que estava a pensar ontem... Creio que estava a conversar com a Julie através de e-mails e com mais gente sobre... pois, acerca de nos podermos sentir mesmo bem e sentir que temos as coisas encarreiradas... Especialmente quando estou a conversar contigo sinto estar tão por cima, que me leva a sentir que tudo seja mesmo perfeito, que tudo esteja a resolver-se, sinto-me tão forte e poderosa, mas depois aí um dia ou dois mais tarde sofro uma recessão ou algo do género. Eu gostava de saber se porventura ao nível físico ou energético exista alguma coisa a que não esteja bem aclimatada a sentir por uma tal elevação de ânimo, porventura o meu corpo ou algo mais, e surgem associações passadas e levam-me a ter que instaurar equilíbrio na coisa toda, mas... de modo que creio que a pergunta seja (E eu tenho uma outra pergunta de pois desta).



Uma das perguntas tem que ver com esta dimensão, a forma como estabelecemos isso, e se temos estes picos de elevação de ânimo, se precisará haver um ponto de depressão correspondente que estabeleça um equilíbrio, ou de outra forma não poderemos sentir esses picos de um estado elevado de consciência. Mas aí, ontem estava mais ou menos a reflectir nisso, pelo menos no que me toca, e os sentimentos de que não gosto... não me importo de passar por uma estado de euforia para a seguir mergulhar num outro de melancolia e de reflexão mais lento. Isso é algo que realmente não me importa e que assume o aspecto de um equilíbrio e esse tipo de equilibrar das coisas não me apoquenta. E ontem estava a pensar, em especial nos últimos dias, que falamos muito de eu estar constantemente a actuar. Tenho actuado muito mas não me agrada mais actuar, e não queria continuar a actuar, mas consigo sentir como se estivesse entupida. E eu detive-me e senti mais ou menos... e pensei: “Este é o sentimento que não desejo.” Vou chamar-lhe resistência. Quero é mesmo estar o tempo todo num estado de fluência. Não quero que a energia se detenha dentro de mim, mas quero que flua através de mim o tempo todo. De modo que creio que a pergunta seja se a energia poderá fluir por intermédio de mim o tempo todo, e se eu conseguirei permitir tal coisa, e caso isso aconteça, gozaria mais ou menos de uma estado de euforia e de excitação em vez destes estados de retrocesso, ou ainda terei estados de recessão mas não me importarei tanto com isso?


Elias: Eu diria que, quanto mais consciente te tornares, o que pode ocorrer o o que seja mais provável que aconteça não é necessariamente o facto de passares a incorporar o que designas por recessões, mas por vezes poderás sentir-te excitada e poderás mesmo sentir-te eufórica, só que isso será temporário e em vez de passar para um ponto baixo u o que poderias imaginar pensar em termos de ponto contrário, passarias simplesmente mais para um estado neutro. Não estarias na maior nem em baixo, mas também não te sentirias incomodada. Nessa medida, a razão por que não manténs uma expressão dessas de euforia ou de excitação, deve-se ao facto de isso ser sentimentos. Mas recordemos que relativamente aos sentimentos, a única altura em que os sentimentos têm continuidade é quando deixam de estar relacionados com o momento (agora). Quando passam a estar ligados a uma associação ou a um problema, aí passam a ser sentimentos relativos a posteriori. Os sentimentos e expressões inerentes ao agora, nas expressões naturais que adoptam, são mais momentâneos. Nessa medida, torna-se mais natural a consciência do vosso corpo incitar sentimentos no momento relativamente ao que estais a fazer, ao que estais a apresentar a vós próprios, consequentemente, excitação, euforia, sentimentos de felicidade, isso são sentimentos que experimentais e de que gostais, só que não comportam continuidade, por isso exigir uma expressão de energia formidável.



Os sentimentos exigem mais energia do que permanecer num estado neutral, o que se torna perfeitamente compreensível, porque se tiverdes consciência do objectivo dos sentimentos, quer se trate de sentimentos emocionais ou sensações físicas, o propósito do sentimento consiste em alertar-vos para uma comunicação. É por essa razão que incorporais sentimentos. Nessa medida, a consciência do vosso corpo não se acha naturalmente concebida para manter sentimentos constantemente em curso. Isso requer uma energia considerável e torna-se exaustivo. Aquilo que pensais ser sentimentos negativos ou desagradáveis não são os únicos sentimentos que podem conduzir à exaustão. Até mesmo o entusiasmo ou a euforia podem tornar-se exaustivos, por a consciência do vosso corpo não ter sido concebida para manter sentimentos. Não é dessa forma que funcionais. Nem esse é o objectivo dos sentimentos. Por conseguinte eu diria que quando te tornares progressivamente mais consciente, consciente de ti própria, poderás gerar sentimentos agradáveis com uma maior frequência e entre esses sentimentos agradáveis não te sentirás necessariamente desagradável nem negativa, mas contente.


Ann: E tu consideras isso como neutro?


Elias: Considero. Por o contentamento não representar necessariamente um sentimento, mas ser mais um estado de consciência. Tal como diferenciaria a alegria da beatitude. A alegria consiste num sentimento. Já a beatitude não. A beatitude consiste num estado de espírito. O êxtase, ou beatitude, é aquele estado de espírito que é completamente isento de incómodo. Quando atingis o estado de espírito de beatitude, isso não representa um sentimento, mas um estado de espírito em que a vossa percepção sofre uma expansão a um ponto em que não dispondes da resposta ou o acto de vos sentirdes incomodados por expressão nenhuma. Mas isso não representa necessariamente um sentimento. É um estado de espírito. O contentamento consiste igualmente num estado de espírito em que vos sentis continua e consistentemente satisfeitos.


Ann: Esses são dois estados de espírito percetíveis, sabes, o êxtase e o contentamento, obviamente. Existirá algum estado de espírito que não seja, que não percebamos como positivo? Como a depressão? Será a depressão um estado de espírito? Ou será um sentimento?


Elias: A depressão, por um lado, representa um estado de espírito que gera sentimentos de insatisfação, que cria sentimentos de tristeza, de juízo crítico, de depreciação, e ela diminui a percepção do mérito e do valor, por isso de certa forma eu diria que sim, a depressão no sentido lato da palavra será um estado de espírito. Não representa efectivamente um sentimento. Gera sentimentos, por poder influenciar sentimentos, tal como o contentamento é capaz de influenciar sentimentos de êxtase ou a beatitude é capaz de influenciar sentimentos, mas não são...


Ann: Bom, nesse caso assemelha-se à questão do ovo e da galinha (qual antecederá qual)... Se induzirmos em nós próprios um estado de êxtase... poderemos apreender o percurso? Acho que... poderemos apreender o percurso que tomamos até atingirmos um estado de beatitude? Poderemos tornar os sentimentos que temos a ponto de nos levarem a um estado de beatitude? Ou entraremos um estado de beatitude e passaremos simplesmente a ter esses sentimentos alegres?


Elias: O último exemplo que forneceste. Não envolve uma questão de vos sentirdes num estado de beatitude. Não. A beatitude não resulta dos sentimentos.


Ann: Nesse caso, a forma de penetrarmos num êxtase é como disseste. Que foi que disseste?


Elias: Isso é uma questão de expandirdes a vossa consciência.


Ann: Então não sentimos incómodo? Que foi que disseste? Referiste isso de uma forma tão perfeita.


Elias: Pois. É uma questão de expandirdes a consciência que tendes a ponto de criardes um estado de espírito que seja isento do factor do incómodo. Isso independentemente do que ocorra na vossa realidade, ou das fontes externas que apresentardes a vós próprios, ocupais a posição de um estado de espírito em que a percepção que tendes sofre uma expansão a tal ponto que vos vedes num estado contínuo isento de incómodo.


Ann: Caramba!


Elias: Isso é beatitude. O estado do contentamento pode conduzir a um estado de beatitude. Por conseguinte, u estado de espírito pode conduzir a um outro estado de espírito. Os sentimentos não conduzem a nenhum estado de espírito, mas podeis gerar um estado de contentamento e expandi-lo de forma a torná-lo um estado de êxtase, por o estado do contentamento ser um estado de completa satisfação. Um estado em que impera a ausência de carência. Não há carência de coisa alguma no estado de contentamento. Nesse estado de contentamento não ansiais por coisa nenhuma.


Ann: Bem, isso faz suscitar uma questão interessante. Na verdade isso agrada-me. Ausência de carência. O que não representa uma ausência de desejo, representa?


Elias: Não, não quer.


Ann: Espera! Entendi justamente a coisa! È exactamente verdade. A ausência de carência. Ainda podemos abrigar desejos sem sentirmos carência, o que representa toda a diferença subjacente a todas as coisas.


Elias: Precisamente! Sim!


Ann: Caramba! C’um caraças!


Elias: Abrigais desejos for sentirdes inspiração.


Ann: Claro!


Elias: Na realidade quereis explorar e descobrir, só que isso não se acha atado à carência.


Ann: Exacto! Creio que entendi a coisa!


Elias: Excelente!


©2012 Mary Ennis Todos os Direitos Reservados.

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