sexta-feira, 24 de maio de 2013

“OS ELEFANTES E AS CRIANÇAS”


Excerto da Sessão de 19 e Outubro de 2012 (Sem número)
Participantes: Mary (Michael) e Ann (Vivette)

Traduzido por Amadeu Duarte



...


ANN: Bom, eu estava a pensar se quereria viver mais em sintonia com a energia, como os elefantes ou os animais. Deveríamos seguir mais os nossos impulsos ou inspirações, não? Mas só sinto curiosidade em relação à identidade; será que o elefante terá consciência de que o tal fulano terá passado desta vida, para vir ao sítio em que costumava viver, ou terá simplesmente tido uma inspiração para se dirigir a esse local? Quero dizer, de quanta clareza gozarão nessa energia? Como se eu tivesse uma inspiração para fazer uma coisa qualquer, ou um impulso para fazer qualquer coisa, e por vezes só chegar a ter consciência da razão para tal depois. Assim, gostava de saber se eles saberão porquê?


ELIAS: Sabem.


ANN: Ai sim?


ELIAS: Além disso, os elefantes, ao contrário dos outros animais - nem todos, mas muitos – têm muito mais consciência ou estão em muito maior sintonia para com a passagem de um estado para o outro. Essa é a razão por que se deslocam aos cemitérios (de elefantes, bem entendido). Na verdade não o fazem enlutados do modo que pensais - que corresponde meramente a uma tradução humana do comportamento deles. O que efectivamente fazem é produzir, mais exactamente nos vossos termos, uma expressão de respeito pela passagem. Eles reconhecem que a passagem não é o fim, mas reconhecem igualmente tratar-se de uma mudança, e que a energia é removida do domínio físico e que é redirecionada num outro domínio. Eles reconhecem muito bem isso e compreendem-no.


Nesse sentido, o que fazem é isso e arranjam um período para se reunirem e fazer, dependendo da situação, se é singular ou colectiva. Por vezes produzem essa acção no singular, tal como no exemplo da mãe e da cria. A comunidade inteira pode não se juntar pela passagem da cria, dependendo da situação. Se estiverem em movimento o provável é que não se detenham todos por causa da cria, pelo que tanto pode ser um como a colectividade. Mas o que fazem nessa acção é incorporar um período de temo em que projectam uma energia de homenagem e de respeito pelo tempo e pela experiência que foi produzida neste domínio físico, mas projectam também energia relativamente ao indivíduo que terá passado, de uma forma orientadora, por assim dizer.


Quando os animais morrem, conforme estarás ciente, reconfiguram a energia, e muito frequentemente voltam a manifestar-se na vossa realidade física. Nessa medida, como eles voltam a manifestar muitíssimas espécies diferentes de animais, nem sempre se manifestam necessariamente na mesma espécie, mas alteram a manifestação e passam a experimentar de uma forma diferente. Muitas vezes eles voltam a manifestar-se junto das pessoas caso tenham estado ligados aos seres humanos, mas podem não se reconfigurar na mesma forma ou na mesma espécie.


O caso dos elefantes é diferente. Geralmente, voltam a manifestar-se como um elefante. Eles acham-se fortemente motivados para a comunidade e fortemente ligados a essa espécie, e optam por projectar energia colectivamente para aquele que tiver passado, por assim dizer, para o encorajar a voltar a manifestar-se nessa espécie.


Vós interpretais isso como luto, mas na realidade trata-se mais de um encorajamento, e uma homenagem, e respeito que geram em relação a uma pessoa tal como esse homem. 

(Nota do tradutor: Supostamente isto estará ligado ao caso de Lawrence Anthony, que terá sido um ambientalista lendário dedicado à preservação da sua espécie e terá treinado elefantes em vida, na África do Sul, e que posteriormente à sua morte se deslocaram em manada – de notar que eram elefantes selvagens! – ao local em que tinha vivido, para aí permanecerem em vigília, durante dois dias sem arredar pé, como se de um deles se tratasse)


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ANN: Muito bem, li esta manhã a história deste cavalheiro chamado Lawrence Anthony que morreu, e que em Março, creio bem, teria salvo um monte de elefantes, e passados dois dias de ter falecido, cerca de trinta e um elefantes vieram à casa da viúva, depois de uma viagem de dois dias. Permaneceram lá durante dois dias sem comer, após o que se foram.

De modo que me sinto curiosa sobre a forma como os elefantes ...


Elias: O que representa uma indagação bem característica do ser humano, por automaticamente pensardes que preciseis estar presentes ou que preciseis ser informados para ficardes a saber, ó que o que esqueceis é que a energia é infinita, não tem limites. Não requer os tipos de comunicação a que estais acostumados, por constituir uma comunicação em si mesma. Por conseguinte, o que os animais fazem automaticamente e de uma forma natural, que vós esquecestes, é o facto de a energia constituir a sua língua primordial, e como tal no âmbito da consciência tudo é conhecido. Vós utilizais a metáfora que diz que “se uma pena cair num local do outro lado do mundo, isso soprar um vento”. Ou que, se uma borboleta abanar as suas asas numa parte do vosso mundo isso venha a afectar um elemento qualquer numa parte completamente diferente do vosso mundo. Isso na verdade é bem verdade, por envolver a questão da energia, que não tem limites. Não existem limites para a energia, e o que ocorre num determinado local vai afectar o que ocorre noutros locais.


Eu tenho vindo a dar-vos conta disto desde o início deste fórum ao vos dizer que vós, em muitas situações sois inspirados ou sois instigados por um impulso a fim de produzirdes uma acção e em vós próprios, em grande medida, sempre pensais que isso corresponda a uma ideia vossa. E nisso, a configuração da ideia pertence-vos, só que a inspiração pode não vos pertencer. Por um outro indivíduo do outro lado do vosso globo poder estar a gerar produzir uma acção, e a energia correspondente se propagar e poderdes estar receptivos a essa energia particular nesse instante, por poderdes avançar numa direcção muito semelhante e desse modo atrair essa energia, e ela inspirar-vos. Isso ocorre continuamente, a cada instante do dia e ao longo da vossa vida toda.


A diferença que caracteriza o caso dos animais deve-se ao facto de eles terem consciência desse intercâmbio de energia continuamente. Isso também os ajuda nas suas funções naturais. De que forma terá um leão consciência quando uma particular presa se encaminha na sua direcção, quando se encontra a milhas e milhas de distância? É claro que não a escutam nem a sentem por intermédio do olfato. Sabem por terem consciência da energia que está a ser projectada. Têm noção da intenção e por conseguinte também se encontram preparados. Auxilia-os nas suas funções naturais. Isso é muito comum no caso dos animais, por alguns animais se acharem, por assim dizer, mais em sintonia com os humanos. Nem todos eles, por a maioria se achar focada na sua própria espécie e noutras espécies com quem interagem por uma razão específica. Há certos animais que se acham bastante em sintonia com os seres humanos. Os elefantes sempre estiveram, mesmo enquanto mamutes, sempre estiveram em contacto com os humanos. Os cavalos, tanto os selvagens como os que julgais ser domesticados constituem uma outra espécie que se encontra bastante em sintonia com os seres humanos. Os Lamas, também. E obviamente aqueles animais que domesticastes como os cães e os felinos acham-se numa maior sintonia com os seres humanos.


Os gatos menos do que o resto dos animais. Geralmente os gatos, quer sejam ou não domesticados, retiveram o seu sentido de orientação de espécie que os leva a focar-se mais na sua própria espécie e nas outras espécies com que interagem mais directamente tal como as presas ou os predadores. Independentemente de serem domesticados ou não, retêm a sua escolha sobre como dirigirem a sua atenção a qual se foca muito menos nos seres humanos. Existem alguns outros animais que se encontram mais em sintonia com os seres humanos, mas no geral, a maioria acha-se direccionada para a sua própria espécie ou para aquela com que interage directamente.


Um animal que se diferencia do resto dos animais, conforme terás noção disso, são os cetáceos.

ANN: Então eles ainda retêm essa percepção da energia à semelhança dos golfinhos, que retêm a percepção da energia, que nós, seres humanos perdemos?

ELIAS: Retêm.

JOHN: Os bebés ou as crianças farão isso naturalmente para depois desaprenderem ou...

ELIAS: Em certa medida fazem. Não na mesma medida que os animais. Na realidade, um factor curioso sobre os pequenos da vossa espécie ou das espécies animais, eles apresentam-se ao contrários uns dos outros. Por as crias animais estarem menos em sintonia com os seres humanos. À medida que crescem vão-se sintonizando mais. Enquanto seres humanos vós estais mais em sintonia com a energia e à medida que ides crescendo tornais-vos menos sintonizados. Sim, os bebés acham-se muito mais em sintonia com a energia e são mais afectados pela energia, e essa é a razão porque os bebés respondem ou reajem de formas que nem sempre são compreendidas pelos que tratam deles. Choram ou tornam-se agitados em alturas que parecem em que parecem não ter nada a afectá-los. Só que são muito sensíveis à energia que os rodeia. Não sintonizam tanto quanto um animal, ou quanto um elefante, digamos, por não prestarem necessariamente atenção ou não reconhecem as energias que se acham afastadas deles, mas encontram-se bastante em sintonia com as energias que os rodeiam.
Agora; "ao seu redor" refere não somente no meio imediato que os envolve, como pode igualmente incluir a comunidade em que se inserem. Consequentemente a vila ou cidade em que se inserem mas geralmente não além disso.

ANN: Bom, eu estava justamente a pensar se quereria viver mais à semelhança dos elefantes ou dos animais que se acham em sintunia com a energia. Deveríamos seguir os impulsos que temos ou inspirações, não? Só sinto curiosidade quanto à identidade, como em relação ao caso do elefante; terá ele tido consciência daquele cavalheiro ter passado pelo que terá vindo à sua habitação, ou teve apenas uma inspiração para se dirigir para lá? Quero dizer, quanta clareza terá tido em termos de energia? Como quando tenho uma inspiração para fazer qualquer coisa, ou um impulso no sentido de fazer algo, e por vezes não consigo saber por que razão até ter passado a altura. Assim, estava somente a questionar se saberão por que razão farão isso.

ELIAS: Sabem.

ANN: Ai sabem?

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