quinta-feira, 23 de maio de 2013

“O MEDO GERA A VÍTIMA”


Sessão 2643

Participantes: Mary (Michael) e Caryn (Jallo)
Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Transcrita e traduzida por Amadeu Duarte
(Excerto)





Elias: Bom dia.



Caryn: Bom dia, Elias.



Elias: Ah ah! De que vamos conversar?



Caryn: Uma das coisas importantes que gostaria de debater é o facto de ultimamente me sentir receosa – coisa de que terás ido consciência – com receio de uma pessoa, e me sentir receosa com o facto de sentir receio por não poder controlar o que anda a fazer – é claro que não posso controlar o que toda a gente anda a fazer – mas sinto que para poder bloquear essa pessoa no contacto que tenha comigo e a forma de lidar com esse medo, tenha que me tornar noutra coisa para além de... (Elias tosse o que torna a palavra que a Caryn pronuncia inaudível) e claro que também não gosto de sentir que me esteja a isolar nem a esconder, nem tampouco a sentir-me preocupada com essa pessoa por ela me estar a contactar ou a fazer-me coisas. E não estou muito certo do que fazer com o medo, pois não sei mesmo que fazer.



Elias: De que é que tu sentes medo, em relação a essa pessoa?



Caryn: Do ímpeto da energia que me afecta para valer, em razão do que procuro encontrar um meio de romper todo o contacto com essa pessoa por não ser lá muito boa a reconfigurar esta energia individual que me é dirigida. Ou provavelmente apenas da energia que gero em reacção à simples ideia que faço da pessoa. (A Catryn pronuncia as frase de ma tirada só o que a deixa ofegante, ao ter que sorver literalmente o ar ao final de cada frase) E afecta-me de tal como que penso em evitar essa situação, mas não consigo.



Elias: E por que razão não a consegues evitar?



Caryn: Creio que esta pessoa sempre pode fazer o que quer, quero dizer, pode vis sistematicamente a minha casa quando lhe dá na cabeça, ligar-me, enviar-me mensagens de email e não consigo evitar nada disso.



Elias: Mas consegues; de facto podes empregar acções que bloqueiem o contacto de uma pessoa contigo...



Caryn: Sem dúvida, mas creio que o medo que sinto é em relação à determinação desta pessoa, por que sempre que tento bloqueá-la no que faz ela descobre uma outra maneira e creio não querer deixar-me envolver... (inaudível, devido à tosse do Elias) assustador. Só quero tentar poder continuar a avançar. (Elias responde: Muito bem) mas estou ciente de que muito disso se deva ao medo que sinto e à falta de compreensão da forma como esta pessoa opera, e muito disso tem que ver apenas comigo mas o medo é real.



Elias: Sim, eu estou a compreender. Nessa medida, se optares por não bloquear o indivíduo, sugeria que te permitisses deixar de responder. Nesse sentido, é uma questão de reconheceres e identificares o sentido que tens de uma outra pessoa e a avaliação que fazes desse outro indivíduo, permitindo-te esse reconhecimento como a avaliação que consegues, quer seja real ou válida em relação ao outro indivíduo ou não, por ser real e válida para ti.



E nessa medida reconhecer isso e capacitar-te pela expressão de optares por incorporar as tuas próprias preferências, de optares por prestar atenção a ti próprio em vez de prestares atenção ao outro indivíduo, e por concederes a ti próprio permissão por deixares de responder por completo.



Desse modo estarás a proceder a um reconhecimento de ti própria e por conseguinte não estarás a evitar o outro indivíduo, estarás a empregar uma escolha activa votada para uma atenção para contigo própria e não de prestares atenção ao outro indivíduo. Em consequência do que o outro indivíduo poderá optar pela acção que escolher, só que tu optas por não tomar parte e nessa medida optas por não responder de forma nenhuma.



Caryn: Sinto que efectivamente compreendo isso e reconheço haver uma parte de mim que entende essa coisa e que quer proceder desse modo mas o medo assume o controlo por sentir que quando não reajo à pessoa ou descubro estar somente a fazer aquilo que sinto querer e não prestar atenção ao que anda a fazer, o medo tome posse de modo que, se deixar de dar atenção ao indivíduo, ele se possa intensificar e possa tentar mais coisas e me tente captar ainda mais a atenção. Mas não sei que fazer em relação a esse medo por despertar sempre que penso com os meus botões que, sabes, que posso conduzir a minha vida da forma que quiser, posso prestar atenção a quem quer que queira, responder sempre que tiver vontade, e incluir o que quiser na minha realidade, mas sempre sinto receio pelo facto de que, se bloquear esta pessoa nenhuma dessas acções seja necessária e o que quer que passar a admita na minha percepção ou na minha própria realidade só venha a piorar isso, em vez de me propiciar isso.



Elias: Cuja dificuldade eu compreendo, por se dever ao facto do medo efectivamente produzir uma energia que irá criar aquilo que temes...



Caryn: Claro, claro...



Elias: Nessa medida, esta é a razão por que eu te digo para deixares de evitar mas para te permitires realmente reconhecer a avaliação que fazes da pessoa. Permite que te apresente um exemplo hipotético. Digamos que te deparas com um indivíduo que na avaliação que fazes, se revele instável e que adopte comportamentos imprevisíveis e que se mostre intrometido e mal-intencionado ou ofensivo. Ora bem; nesse caso, se conseguires reconhecer o realismo dessa estimativa que fazes por ti própria, e reconheceres que a estimativa que fazes é válida para ti. Agora introduzamos um outro factor nessa situação; talvez haja vários indivíduos que conheças e com quem interajas nessa situação hipotética e esses indivíduos possam interagir com essa pessoa muito bem e até talvez gostem dela, e nesse caso, isso introduziria um outro factor, por o elemento composto pelos outros indivíduos que gostam dessa pessoa por quem sentes suspeitas poder induzir-te um questionamento em ti, quanto ao facto dessa avaliação ser válida ou não, em resposta ao que tu começares a prestar atenção ao outro em vez de a ti própria.



E aquilo que fazes é tentar evitar-te a ti própria ao prestares atenção ao outro indivíduo e o que ocorre é que deixas de reconhecer o que comunicas a ti própria e por conseguinte ele torna-se mais forte, e sai fortalecido de uma forma a que testas atenção. Por conseguinte, começas a sentir-te atemorizada em relação ao outro indivíduo e temerosa por ti própria (Caryn responde: Exactamente) e do que possas passar a consentir.



Caryn: Exactamente; creio que esse seja o receio, um medo não tanto da outra pessoa mas da reacção que tenha para com ela e do quão isso se pode transformar numa fonte de desconforto para mim.



Elias: Sim. Agora, numa situação dessas, se voltares a atenção para ti própria, poderás reconhecer que os outros gostem desse indivíduo incómodo, mas poderás igualmente reconhecer que quer compreendas a percepção que ele tenha ou não, isso não tem importância. Ele adopta a interacção que está a criar, e nessa medida, isso não invalida a estimativa a que procedes nem o que sentes, pelo que será uma questão de voltares a tua atenção de volta a ti sem te preocupares com os outros indivíduos todos, e sem te preocupares igualmente com o indivíduo incómodo, mas reconhecendo para ti próprio o facto de que o medo que sentes passará a criar precisamente aquilo que temes (A Caryn responde: Isso já... (inaudível devido á tosse com que o Elias está) na perfeição) assim como se reconheceres a ti própria e à estimativa a que procedes, os próprios sentimentos que tens e as tuas próprias preferências, isso deterá a coisa.



Caryn: Certo. Isso para mim tem representado uma vida significativa mas de facto o que tenho vindo a criar, por independentemente do que tenha feito para tentar bloquear essa pessoa, certas coisas grotescas aconteceram que deram lugar ao começo de todo o ciclo de ultraje de novo, e ainda ontem consegui perceber que os receios que abrigo atraem essas coisas de natureza grotesca, De início não passava de contactos da parte desse indivíduo a seguir ao que coisas esquisitas passaram a acontecer. Eu tentei tudo, sabes a fim de me proteger dessas acções, mas aí algo de estranho aconteceu que me levou a entrar de novo com essa pessoa ao me levar a sentir precisar de o fazer, ou por o ter levado a sentir que precisava entrar em contacto comigo, de modo que percebo isso sem sombra de dúvida...



Elias: Precisamente, tu atraíres precisamente aquilo que estiveres a expressar; tu atrais o que quer que a energia equiparar ao que quer que estiveres a projectar. E nessa medida, se tu te voltares para a protecção de ti própria, isso será motivado pelo medo, e nesse sentido, quanto mais procurares proteger-te mais atrairás situações... (Caryn acrescenta algo ininteligível) Correcto; precisamente...



Caryn: Pois é. Eu sei.



Elias: Por isso, é genuinamente uma questão de te permitires reconhecer-te de uma forma autêntica, e que para ti, a avaliação que fazes da situação e do indivíduo é válida e real, e que para ti é aceitável permitires-te aceitares-te em meio a isso. Por conseguinte, deixarás de estar a evitar – coisa que cria essa atracção ed energia de novo – mas reconhecer-te-ás e capacitar-te-ás no sentido de isso representar a tua escolha e não a escolha dele, por tu escolheres não tomar parte, por não quereres. E por isso constituir a tua opção – e não a opção de mais ninguém.



Desse modo não cederás o teu poder a mais ninguém nem lhe permitirás que passe a ditar as escolhas que deves promover. Ao procurares proteger-te, estás essencialmente a oferecer o teu poder ao outro indivíduo e estás a oferecer-lhe permissão para passar a controlar as tuas opções.



Caryn: Pois claro. Está bem. Obrigado (A sorrir de agrado)



Elias: Não tens de quê. Eu encorajar-te-ia bastante no sentido de reclamares o teu próprio poder.


©Mary Ennis - Todos os Direitos Reservados

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