domingo, 12 de maio de 2013

“DEFINIÇÃO DE ESTADO NATURAL”



“MERECIMENTO - CONTENTAMENTO - PAZ INTERIOR”

“NÃO EXISTE SEPARAÇÃO”

[Sem número]

Participantes: James Galen (Naoko) e Mary (Michael)

Terça-feira, 27 Novembro de 2012

Transcrição e tradução: Amadeu Duarte




Elias: Bom dia.


James: Bom dia, Elias.


Elias: Ah ah ah! Como tem vindo a decorrer, meu amigo?


James: Surpreendentemente em frente.


Elias: Excelente. Mas, e que é que tens vindo a fazer?


James: Ah, aquilo que me disseste previamente sobre o melhor que o ser humano pode sentir ser contentamento, o que representa uma ausência de querer (não confundir com desejo, que é primário, e que na terminologia empregue pelo Elias representa um dos ímpetos naturais do ser, na experiência física e não só). Isso levou-me a perceber que de facto não seria a medicação que me estaria a levar a sentir infeliz mas mais o meu querer ou busca...


Elias: Eu dir-te-ia, neste exacto momento, uma sincera e derradeira congratulação! Recebe da minha parte uma enorme energia de apoio e de carinho, por aquilo que expressaste representar um tremendo feito. Muito bem, meu amigo!


James: Obrigado.


Elias: Com isso podes prosseguir. Ah ah ah ah ah!


James: (Sorri)

...

Galen: Poderias descrever-me o estado natural?


Elias: De que forma?


James: Tipo, em que consiste o estado natural no caso do ser humano e com que se parecerá. O que envolve.


Elias: Compreendes que isso varia dependendo do indivíduo, por cada um de vós ser diferente (James responde que sim), e consequentemente o vosso estado natural também difere. Por conseguinte seria difícil referir uma generalização do estado natural. Existem certos aspectos que eu podia referir, mas reconhecendo igualmente que, mais especificamente, seria diferente para cada indivíduo. Por isso, estarás a indagar em relação a uma generalização, ou estarás a indagar de uma forma mais específica?


James: Em geral, mesmo.


Elias: Muito bem. Um estado natural geral, dotado das qualidades que sejam passíveis de ser expressadas no geral, representa uma sintonia com a consciência do corpo (Uma vez mais, tenha o leitor em consideração que o Elias não emprega a terminologia de Subconsciente, embora seja a mesma coisa, por ter a intenção de revelar que todas as esferas que envolvem a consciência serem conscientes) sem por conseguinte expressar nenhuma oposição à consciência do corpo. No foco físico isso constitui um estado natural. Certo?


James: Claro.


Elias: Muito bem. Também diria que um estado natural compreende o reconhecimento genuíno da vossa própria existência, as qualidades dessa mesma existência, o merecimento que caracterize essa existência. Diria que o estado natural constitui o reconhecimento das influências potenciais externas e o reconhecimento de que a sua aceitação ou falta de aceitação constitui uma escolha, pelo que afirmo que o elemento da escolha e que o reconhecimento preciso que proporciona como uma parte inata de vós, constitui um estado natural. Também diria que num estado natural do ser, isso vá mesmo além da expressão que a valorização tem – sem que queira minimizar a expressão da valorização! – mas para referir que um estado natural do ser representa aquele estado de contentamento que produz a expressão autêntica de estima e valorização e satisfação consigo próprio. 

Isso são tudo expressões ou qualidades que vos são naturais a todos; aquele aspecto do reconhecimento genuíno do vosso merecimento inato constitui uma expressão natural.

Agora, nesse sentido, diria que em grande parte, todas essas expressões são exibidas pelos humanos quando são muito pequenos. Vós expressai-los de uma forma inata enquanto bebés. Penetrais na realidade física automaticamente a expressar de uma forma inata todas essas expressões e qualidades...


James: Então, se bem entendi, o estado natural será a consciência e o reconhecimento da nossa própria existência e um contentamento e uma satisfação em relação a isso.


Elias: Sim. Assim como o aspecto do reconhecimento genuíno do merecimento...


James: Ah ah ah. Soa um tanto a um planeamento.


Elias: ...Ah, mas quanto a isso, diria que uma expressão dessa forma permite ao indivíduo expandir-se de uma forma natural, e a natureza da consciência, conforme expressei, constitui expansão. E expansão representa um outro termo para “Mais”. Essa é a vossa verdadeira natureza! (James: Hmm.) E nesse sentido, vós passais naturalmente a produzir uma maior expansão na condução daquilo que quereis, do que vos apraz e do que se revela satisfatório para vós.


James: Muito bem. Recordo que me encontrava num estado incrível de paz interior, antes. Que será que causa tal estado de paz interior?


Elias: O que gera um estado de paz interior é precisamente o que estivemos a debater previamente: aquela sensação de contentamento e ausência de querer; agora, entende que uma ausência de querer não quer dizer que devais parar de vos expandir, porque essa é a vossa natureza. Por conseguinte uma ausência de querer significa uma ausência da ideia de insuficiência e uma ausência da ideia de que a vossa existência ou direcção, ou o que estivemos a referir, seja deficitária por forma qualquer forma, porque nisso, quando expressais essa autenticidade automaticamente passais a criar mais disso de várias maneiras... (ininteligível) até mesmo em relação ao que percebeis como certos quereres.

Bom; existe uma diferença entre o estado do querer e sentir quereres; isso difere.


James: Eu compreendo.


Elias: Nessa medida, um é motivado pela expressão da carência, e o outro é motivado pela expressão da expansão.

...

James: Então, a essência da Rosa não possui focos nesta dimensão?


Elias: Ah, mas isso é que tem. E neste actual período.


James: Eu tinha entendido que os nove rebentos da essência da Rosa se fragmentaram nas suas próprias essências, pelo que não devem pertencer mais à essência da Rosa.


Elias: Tens razão. Mas isso não quer dizer que a essência da Rosa não disponha de nenhum desses... (ininteligível) nesta dimensão.


James: A essência da Rosa terá focos humanos neste actual período terreno? (Elias responde que sim) Ena! Não sabia disso. Quantos focos humanos terá a Essência da Rosa, nesta dimensão, e na terra?


Elias: Presentemente? Neste período actual? (Galen responde afirmativamente) Três.


James: E quantos terá em todos os quadrantes temporais?


Elias: Em todos os quadrantes temporais. Dá-me um instante. (Acede) Em todos os quadrantes temporais, dezoito mil, novecentos e cinquenta e seis.


James: E eu, em todos os quadrantes de tempo terreno tenho novecentos e vinte e quatro focos humanos? (Elias responde afirmativamente) Muito bem. (Suspira) Como poderei eu voltar a estabelecer ligação e comunicar com a minha própria essência, da maneira em que estou a avançar pela recordação genuína, e poderei aceder a todo o conhecimento que a minha essência comporta?


Elias: Esse é o processo, meu amigo. Eu diria que isso se traduz pelo processo de se tornar consciente de si mesmo. E o que isso quer dizer é tomar consciência das tuas capacidades genuínas e do poder genuíno que possuis e do facto de dispores efectivamente de escolha de todo o género. Eu diria que o factor do conhecimento genuíno de que a escolha vos pertence naturalmente constitui um passo considerável na condução de um viver votado à recordação. (Por “recordação” Elias refere-se à condição que nos caracteriza enquanto alma, ou essência; a imensidão do que isso envolve: Não à mera lembrança de acontecimentos passados)


Mas um outro factor será o reconhecimento autêntico – ou saber – da ausência de separação. Isso é imenso.


James: Contudo, sinto uma certa dificuldade em comunicar directamente com a minha essência.


Elias: Isso é precisamente o que estou a dizer. Agora, a maneira como dás expressão a isso é sem dúvida alguma por meio da suposição que fazes da tua essência ser diferente de ti, ou existir em separado, e que constitui uma outra entidade, mas não é. És tu! É isso que está subjacente quando te refiro esse saber e reconhecimento genuínos da ausência de separação. Tu não te encontras separado da tua essência; também não existes em separado em relação a mais nenhuma outra expressão da consciência, independentemente do que envolva.


James: Isso efectivamente ajuda bastante, muito embora se apresente como muito simples.


Elias: Ah ah ah ah.


James: Por que razão disporá de um número tão massivo em comparação com o número de focos que eu tenho, nesta dimensão?


Elias: Eu diria que isso consta simplesmente como uma expressão da essência e da escolha que essa essência particular promove, por essa essência particular sentir um fascínio pelas realidades e manifestações físicas, para consequentemente incorporar um número considerável de manifestações físicas. Eu dira que eu próprio sinto um fascínio pela vossa realidade, mas incorporo um número menos absurdo de focos na vossa dimensão física.


James: Quando falamos, como quando eu disse, da Terra ou desta dimensão, e tu referiste como esta cintilação particular da Terra e desta particular civilização humana não te referias, por exemplo, aos Lumanianos, não foi?


Elias: Sim. Quando referimos esta dimensão, isso inclui não só a vossa Terra como o vosso Universo. O vosso Universo conhecido acha-se incluído na vossa dimensão física.


James. Certo. Quantos focos terá a Ayla, nesta Terra?


Elias: O número total? (James responde que sim) (Pausa) Seis mil e catorze. 


James: Eu partilho trinta e dois focos com a essência do Rastin, nesta dimensão? (Anterior nome anunciado como nome da essência do Elias)


Elias: Partilhas.


James: Se me abandonar por um período de tempo considerável á solitude, pareço automaticamente tornar-me feliz e ficar num estado de alegria e de beatitude por nenhuma razão aparente. Por que razão acontecerá isso?


Elias: Por quando não estás sozinho te procurares distrair. Eu diria que isso consta precisamente do que estivemos anteriormente a falar ao longo da nossa conversa. Isso representa um desafio considerável para ti por geralmente te deixares distrair com fontes externas e isso constituir uma parte desse desafio, que tu escolheste empregar neste foco: tornares-te em ti próprio, permitires-te a tua própria expressão, sem permitires que o poder que tens seja outorgado a fontes externas.


Eu diria que, quando te encontras a sós, se torna muito mais fácil deixares de te distrair e focar-te em ti, e prestares atenção a ti e ao que queres e ao que te seja fonte de conforto, e ao que constitua uma fonte de prazer, e ao que se te revele aprazível. Já se torna num desafio quando incluis um tipo qualquer de fonte externa nessa situação, por ser fonte de distracção. Mas o desafio não reside necessariamente na comunidade psiquiátrica. O desafio não reside necessariamente numa expressão qualquer que pareça tão ampla assim; o desafio, na realidade, reside em manteres a expressão do contentamento que vives independentemente das fontes externas, e a despeito das fontes externas que se apresentarem, seja de que forma for e em que situação for. Manter o conforto que experimentas, o prazer e o contentamento que sentes, a despeito do que quer que ocorra fora de ti.


James: Ainda dispomos de alguns minutos, e não tenho nada a perguntar-te. Haverá alguma coisa que gostasses de me dizer?


Elias: Aquilo que te diria seria um tremendo encorajamento e para prestares atenção à maneira como deste início a esta conversa e para empregares uma maior energia nesse sentido e nesse reconhecimento de ti próprio e do poder que tens e daquilo que podes realizar, e para minimizares o poder e a importância de todas essas expressões externas incluindo a medicação – que constitui uma fonte externa. Nessa medida expressar-te-ia um formidável encorajamento por isso representar um enorme feito, a percepção disso. Agora é uma questão de dares seguimento a essa percepção rumo a uma nova expressão, a uma nova liberdade para ti próprio. Tu podes realizar isso, meu amigo. Não tenho a menor dúvida quanto ao facto de poderes. Não é uma questão da capacidade que tenhas, mas uma questão de o vires a fazer ou não.


De modo idêntico expressar-te-ia um enorme encorajamento no sentido de tu explorares mais isso e de perceberes o poder que tens. Porque eu diria que o poder que tens é muito mais vasto do que aquele que percebes ter; por mais forte e poderosa que percebas que qualquer fonte externa seja, tu és igualmente poderoso senão mais...


James: Certo.


Elias: ...mas lembra-te que eu estou permanentemente contigo a encorajar-te, e com base na percepção que apresentas a ti próprio agora, apresentar-te-ei uma formidável energia de carinho e encorajar-te-ei a aceitá-la com consciência de que a mereces.


James: Obrigado.


Elias: Não tens o que agradecer, meu querido amigo. Fico a antecipar o nosso próximo encontro.


James: Eu também.


Elias: Com um formidável afecto por ti, como sempre, e com um enorme carinho, meu querido amigo, au revoir.


© Mary Ennis – Todos os Direitos Reservados


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