segunda-feira, 13 de maio de 2013

“A INFLUÊNCIA CAUSADA PELAS SUBSTÂNCIAS - 1ª PARTE



"A INFLUÊNCIA CAUSADA PELAS SUBSTÂNCIAS - 1ª PARTE" 
"A BUSCA DA FELICIDADE"
"O PODER DA SUGESTÃO - O EFEITO PLACEBO"


Participantes: Galen (Naoko) e Mary (Michael)
Terça-feira 29 de Janeiro de 2013

Transcrição e tradução: Amadeu Duarte


Elias: Bom dia.



Galen: Olá, Elias.



Elias: Que tal estás a prosseguir, meu amigo?



Galen: Na verdade sinto quase como se tivesse voltado ao meu estado natural.



Elias: Parabéns! Conta lá.



Galen: Não estou certo de o conseguir transmitir adequadamente, mas...



Elias: Que é que sentes?



Galen: Sinto um maior alívio...



Elias: Excelente! E como é que te estás a envolver?



Galen: Creio simplesmente que cada vez está a ter lugar uma menor busca.



Elias: Que é que tens feito?



Galen: Não tenho sentido mais tanto conflito interior.



Elias: E quanto à medicação?



Galen: Basicamente, não estou mais a criar efeitos provenientes dela.



Elias: Eu devo apresentar-te, meu querido amigo, uma genuína congratulação. Isso é uma realização significativa. (Galen responde com um obrigado) Estou a reconhecer o quanto avançaste nessa direcção e o esforço que tens feito no sentido de aplicares a informação no sentido de te permitires isso, e isso representa um feito espantoso. (Galen responde com outro obrigado) Muito bem feito, meu amigo!

Posto isso, que dirias tu agora que estás a perceber em termos de novas liberdades consideráveis?



Galen: Existe simplesmente uma sensação de liberdade da negatividade, dos sentimentos negativos, está a ter lugar um menor sofrimento, pelo que...



Elias: Eu diria que isso é notável. E de que forma tens vindo a prosseguir quanto às outras acções?



Galen: Não tenho feito muito mais. (Sorri)



Elias: Ah ah ah ah ah ah. Mas nesse sentido, estarás a notar uma diferença nas acções que envolves regularmente com a tua música ou com a interacção que tens; tens notado diferenças?



Galen: Claro. Há uma maior fluência livre, uma maior espontaneidade...



Elias: Excelente! Isso é espantoso! Muito bem, que vamos abordar neste dia?



Galen: Será impressão minha ou a minha essência é uma essência antiga, tanto quanto a tua e a da Ayla?



Elias: Eu estaria de acordo. (Galen: A sério?) Sim.



Galen: Será o animal que representa a minha essência a águia dourada?



Elias: É.



Galen: Mas qual será o animal representativo do meu foco?



Elias: E que impressão tens?



Galen: Eu tinha a impressão de ser o escorpião. Mas isso é mais um insecto que um animal.



Elias: Certo. Agora, procura traduzir isso.



Galen: Torna-se significativamente difícil para mim. (A sorrir) Eu simplesmente não tenho impressão nenhuma.



Elias: Caranguejo.



Galen: Um caranguejo? Interessante. Serás capaz de ter acesso e de ver as minhas experiências passadas?



Elias: De que forma?



Galen: Serás capaz de apurar o que terei experimentado no passado que me tenha provocado uma determinada experiência?



Elias: Sou.



Galen. Óptimo. Poderás auxiliar-me a identificar a razão por que eu me encontrava num estado de beatitude e de ausência de esforço anteriormente, durante parte do ano 2007, 2008 e 2009?



Elias: Eu diria que na verdade foi muito semelhante ao que estás actualmente a fazer. De uma maneira diferente, por não o estares objectivamente a fazer intencionalmente, pelo que se apresentou uma ligeira diferença, mas na realidade a raiz disso era bastante similar, por nessa altura te estares a permitir expressar-te e teres estado mais focado em ti e no que era importante para ti, do que estavas em relação a fontes externas.



Agora, diria que se apresentou uma certa semelhança para além de não produzires essa acção de uma forma objectiva e intencional. Mas a diferença aí patente foi a de que tu te encontravas focado de tal forma intensa, em ti próprio, e a avançar na direcção das tuas próprias experiências de certa forma extremada, e a bloquear fontes externas e desse modo bloqueando influências externas...



Ora bem, não te estou a dizer que isso seja necessária e experiencialmente mau. O que te estou a dizer é que agora ao produzires essa acção de uma forma intencional e objectiva, tu também estás a incorporar um certo maior equilíbrio em vez de extremos, pois, apesar de eu te certificar isso em termos experienciais, isso não foi necessariamente o que designarias como mau – só não te foi idealmente benéfico, tampouco, por ter representado um extremo. E por conseguinte deu lugar à criação de uma situação, coisa que os extremos provocam – de te ofuscar a percepção de todas as escolhas que te assistem. Consequentemente, não te permitindo alcançar um equilíbrio...



Galen: Muito bem.



Elias: ...Isso, eu dir-te-ia que em última análise não te é benéfico, e que te é muito mais benéfico voltares-te no sentido em que te encontras actualmente, por teres consciência e também teres consciência de que o equilíbrio é significativo. Os extremos direccionam-te num sentido em que a tua atenção é consumida e demasiado focada quase – não propriamente, mas quase por completo nos sentimentos. E isso ofusca-te em relação a todas as escolhas que te assistem. O que te limita!



Eu dira que os sentimentos, conforme debatemos, constituem sinais, e quando vós vos focais demasiado nos próprios sentimentos, e eles vos captam a atenção na sua direcção, podeis perpetuar ou manter esses sentimentos, mas também vos ofuscam quanto às escolhas de que dispondes, e desse modo podem-se tornar perniciosos.



Galen: Posso interromper-te?



Elias: Podes.



Galen: Qual dirias ter sido a causa efectiva desse estado positivo de existência?



Elias. Conforme expressei, a causa efectiva foi a recusa da tua parte de envolveres sugestões externas.



Galen: Está bem.



Elias: Ora bem; o que realmente quis dizer com isso, foi que isso constitui um excelente exemplo de determinação. Porque, a determinação representa a acção de configurardes a vossa intenção numa direcção, de criar uma orientação, sem permitirdes que nenhuma fonte externa vos influencia quanto a ela. É uma acção de ausência de questionamento e de dúvida com relação a vós próprios, de tal forma estais focados no sentido do que estais a fazer e do que quereis que vós, por assim dizer, bloqueais toda a fonte externa que vos possa dominar ou influenciar para fora dessa orientação.



Por conseguinte, essa experiência incorporou um certo benefício, para além da própria experiência em si mesma, mas um certo benefício significativo como um exemplo para ti da forma como tu podes criar o que queres através dessa acção da determinação e do quão poderosa é.



Galen: Será a beatitude parte da minha existência? Será o que me compõe, ou não existe um estado de existência que seja inato em mim próprio?



Elias: Bom, essa é uma pergunta interessante. De certo modo, eu diria responder dizendo-te que sim, é; mas diria uma resposta dessas refere-se mais a ti enquanto essência e consciência. Na realidade física... eu diria que sim, constitui uma parte intrínseca da tua natureza, mas na realidade física existem outros aspectos da tua natureza que te permitem experimentar de outras formas que não exclusivamente essa. Por conseguinte uma resposta exacta a essa questão seria sim e não.



Galen: Mas se é uma parte intrínseca de mim, e uma parte da minha natureza, e efectivamente se pode dizer ser o meu estado natural, nesse caso, posso sempre optar por a experimentar.



Elias: Podes. Com isso concordo em absoluto. Isso representa sempre uma opção que está ao teu dispor.



Galen: Uma observação um pouco diferente: Parece-me que quando persigo um melhor estado de existência ou busco a felicidade, parece que a própria busca cria uma espécie de contracção energética que faz com que pareça que algo esteja errado ou que algo esteja em falta...



Elias: E cria uma maior dificuldade.



Galen: Claro.



Elias: Pois, mas eu diria que isso é muito vulgar...



Galen: (Ri) É quase universal.



Elias: ... por a própria busca dela (felicidade) constituir uma acção que te dá conta de que a não possuis. Ou então por a teres perdido. Por conseguinte, a acção da busca em si mesma de certa forma constitui uma negação desse aspecto de ti próprio. E essa é a razão por que se torna mais esquiva, e por que se torna muito mais difícil realizá-la. Em vez disso, quando a obténs de uma forma natural, reconhecendo simplesmente de que é uma parte da tua experiência, uma parte daquilo que és, e permites que isso simplesmente ocorra... (perda de uma palavra) aí torna-se muito mais fácil voltar a criá-la, ou mesmo mantê-la.



Galen: Eu descubro o que busco basicamente quando paro de o buscar.



Elias: Ah ah ah ah! De certo modo, sim, estás correcto.



Galen: É mais ou menos interessante por na verdade ser a própria busca que encobre a vista dela.



Elias: tens razão, sim. Bem visto! Ah ah ah ah!
 


Galen: Poderás explicar-me por que razão as substâncias nesta realidade física não exercem nenhum efeito intrínseco nos seres humanos?



Elias: Por constituírem extensões de vós. Agora; deixa-me acrescentar que existem certas substâncias que incorporam propriedades que podem exercer influência, mas uma vez mais, isso é igualmente uma questão do envolvimento das vossas crenças individuais, e a forma como interagis com uma substância particular. Eu diria que qualquer substância produzida pelo homem não incorpora qualquer propriedade intrínseca em si mesma.



Mas existe o que pensais ser manifestações naturais de certas expressões químicas que os animais produzem ou que as plantas produzem que incorporam algumas propriedades próprias – até mesmo pedras – só que a forma como vos afectam, uma vez mais, é do mesmo modo que uma manifestação ou substância feita pelo homem, porque independentemente do que essa substância compreenda - digamos que se trate de uma substância natural tal como um químico qualquer que um animal produza que vós considereis venenoso – nesse caso, a substância que o animal produz é gerada especificamente por um processo que é criado quer por uma questão de protecção, ou é criado em relação à forma como o animal de sustenta a ele próprio, relativamente às presas, por assim dizer.



No caso das plantas passa-se o mesmo, por a substância que a planta produz ser especificamente concebida para beneficiar essa planta, geralmente como uma protecção para a planta. Agora; quando extraís essas substâncias para outros usos e para outros propósitos, conforme designais, elas deixam de ser utilizadas em conjunção com o propósito com que foram criadas, e por conseguinte, o efeito dessas substâncias depende das crenças e associações que o indivíduo tiver em relação à substância, por não ser usada em conjunção com a sua função natural. Todas essas expressões são extensões de vós, por a vossa realidade ser toda uma extensão de vós. Por isso, se vos deparardes com uma serpente venenosa, essa mesma serpente constitui uma extensão de vós; vós criastes-lha.



Nessa medida, o que quer que for usado na sua expressão biológica, relativamente à sua virulência, que seja venenoso, por assim dizer, também representa uma extensão de vós, pelo seu propósito, pelo propósito da serpente. Nesse sentido, como é uma extensão de vós, na verdade não vos é prejudicial nem vos afecta, a menos que acrediteis que seja.



Galen: Por que razão sucede isso?


Elias: Eu diria que na realidade isso procede ou foi desenvolvido com relação aos vossos sentidos e ao que vós colheis em termos de informação relativamente à vossa realidade; isso na verdade funcionou em períodos anteriores da vossa história de modo muito semelhante ao de qualquer crença que desenvolvam. Em períodos da pré-ancestralidade da vossa história, ao colherdes informação por intermédio dos sentidos, e através da observação, desenvolvestes associações e ideias. Quando os humanos observaram diversos animais a criar diferentes acções tais como incorporar um tipo qualquer de substância venenosa e o efeito que ela produzia relativamente às presas naturais desses animais, os humanos produziram uma avaliação e uma associação de exercer uma acção absoluta. E que o veneno procedente de um animal seja venenoso e perigoso e afecte qualquer coisa com que entre em contacto, inclusive, vós próprios.



Lembra-te que eu referi que um dos factores desta presente onda que aborda os sentidos, a ter em consciência, consta da informação que os vossos sentidos vos expressam, que é fornecida, por assim dizer, em termos absolutos. Essa é a maneira em que os vossos sentidos foram concebidos a fim de colher informação de uma forma absoluta. Por conseguinte, a vossa visão vê a cor vermelha e vós não a questionais; é absolutamente vermelho. Não é azul, não é amarelo, não é verde, é vermelho. Se observardes uma acção que tenha lugar, os vossos sentidos colhem essa informação de uma forma absoluta. Em relação às plantas passa-se o mesmo.



Galen: Posso interromper-te? (Elias responde que sim) Tu disseste a muita gente anteriormente que nenhuma substância na realidade exerce qualquer acção física efectiva por si só e que as nossas crenças são quem cria o que quer que experimentemos em termos de efeito proveniente delas. (Elias responde afirmativamente) De modo que só queria saber a razão exacta por que isso ocorre, qual será o mecanismo que leve isso a não exercer qualquer efeito intrínseco.



Elias: Por terdes criado isso. É uma parte de vós. Tal como o vosso sangue constituir uma parte física de vós. Naturalmente, e por si só, o vosso sangue não vos é prejudicial. Não incorpora nenhuma propriedade intrínseca que vos seja prejudicial; embora certos indivíduos criem manifestações físicas em que o seu próprio sangue passa a ser danoso para eles. Mas eles criam isso. Não é que o seu sangue intrinsecamente seja venenoso para eles, tal como não acontece o facto do veneno proveniente de uma cobra ser intrinsecamente venenoso para vós, porque não é. Vós sois quem faz com que isso seja em relação às associações e crenças que tendes.



Galen: Então, se bem te estou a compreender, devido ao facto das substâncias serem na verdade criadas pela percepção que temos, é a nossa percepção quem determina o efeito que passam a ter.



Elias: É.



Galen: Então por que razão acredita a ciência de um outro modo? Por que razão acredita a ciência que as substâncias exercem um efeito absoluto?



Elias: Ah, por a ciência se mover na direcção das provas, e as provas que obtém se basearem nas evidências. Aquilo que se sentem muito relutantes em aceitar é que as evidências são passíveis de mudar. A ciência move-se na direcção, uma vez mais, dos absolutos; de que aquilo que pode ser provado se torna num absoluto, razão por que emprega um movimento tão lento na aceitação de uma informação nova. E nessa medida, assim que estabelece o facto de dispor da comprovação de uma afirmação particular, ela automaticamente passa a gerar isso como um absoluto e uma verdade, mas eventualmente passam a apresentar-se outras provas que minimizam tais provas e que vêem alterar o que anteriormente tinha sido postulado. Mas a ciência mostra-se muito relutante á mudança do que quer que tenha afirmado como verdade ou um absoluto e desse modo apresenta-se tem relutância em prestar atenção a qualquer dessas evidências.



Galen: Então, se um grupo de indivíduos se agrupa e desempenha um teste científico em que introduza uma substância a uma outra pessoa, e retire conclusões daquilo que observe, em relação ao que essa substância faça a esse indivíduo, a razão para essa substância exercer tal efeito dever-se-á ao facto desse indivíduo criar esse efeito por intermédio da percepção e das crenças que tem, não é?


Elias: Correcto. E isso pode ser, e geralmente é, consideravelmente influenciado pela sugestão. Se sugerirdes a um indivíduo que a substância exerça um efeito específico, o indivíduo automaticamente passará a aceitar isso e passará a criar tal efeito.



Galen: Mas se na realidade não acreditar nesse efeito, então não o criará a experiência desse mesmo efeito?



Elias: É. Tens razão. Mas dir-te-ia que os vossos cientistas se voltaram, em parte, nessa direcção, em relação à ideia da sugestão ao criarem placebos, e terem consciência de que a mera sugestão do efeito de um placebo seja suficiente para que o indivíduo efectivamente passe a criar esse efeito. Mas no sentido inverso, em relação às substâncias que estejam estabelecidas e em relação às quais já se acredite que disponham de propriedades intrínsecas, não aplicam a mesma observação ou sentido que colhem, por já terem fornecido a eles próprios a constatação – e por isso mesmo a comprovação que exigem – e passam a alimentar aquilo que lhes interessa, o que não difere assim tanto da maioria das pessoas. Vós prestais atenção àquilo a que quereis prestar atenção. Percebeis aquilo que quereis perceber, em vez do que na verdade é.



Galen: Nesse caso, muito embora no corpo físico do ser humano as substâncias na verdade constituam manifestações neutras, e não exerçam efeitos físicos sem a crença do indivíduo, não é?



Elias: Sim.



Galen: Por serem criados pela nossa percepção.



Elias: Correcto. Agora, conforme já expressei, manifestações há que produzem certas qualidades ou propriedades, por assim dizer, intrínsecas em si mesmas. Como se vos aplicam, depende daquilo em que acreditais. Tal como com as pedras mesmo, que tal como as serpentes que criam segregações venenosas, as pedras criam propriedades em acções que elas expressam, e nesse âmbito, a forma como vos afectam quando as utilizais, depende daquilo em que acreditardes e do facto de estardes a contactar as propriedades dessa pedra, que tal como o facto de poderdes efectivamente utilizar o veneno da serpente de uma forma benéfica para vós.



Galen: Só por colidir a alta velocidade com a pedra não quer dizer que tenha que criar ferimentos resultantes disso. Creio que seja o mesmo que acontece com as substâncias. Além disso, fará diferença o facto de a substância ser injectada?


Elias: Não.



Galen: Não importa a forma como for ministrada.



Elias: A forma como ingeris uma substância qualquer não apresenta consequências; na verdade, e uma vez mais, isso também assenta numa questão das associações que gerais, daquilo em que acreditais. Acreditais que se ministrardes uma substância por via intravenosa isso possa ser mais directo e potente. Não é nada, mas vós acreditais nisso, e por conseguinte tem presente o que referimos com relação ao acreditar – é a mesma coisa que confiar. Vos acreditais nisso pelo que passareis a criá-lo.



Galen: Muito bem. Disseste-me anteriormente, numa das conversas que tivemos, que agora me encontro num estado de evolução ou transição mais fluido e que me estou a voltar numa nova direcção de um envolvimento comigo próprio a entrar numa revivescência de mim próprio.



Elias: Mas de facto tu estás a fazer isso agora.



Galen: Considerando isso, qual será o sentido mais benéfico em que poderei voltar-me, se pretender passar a criar isso?



Elias: Tu já estás a criar isso, meu amigo. Já te encontras a voltar-te nessa direcção e a entrar nessa experiência, mas o primeiro aspecto que te diria seria reconhecer isso...



Galen: Muito bem.



Elia: ... não o facto de vires a faze-lo mas de o estares a fazer já. E nessa medida, o mundo constitui o teu panorama, meu amigo, a tela em branco que tu vais utilizar, para nela colocares o que quer que escolhas, por o que quer que te interessar se encontrar ao alcance da tua prossecução.


Galen: Disseste anteriormente que a Rosa (essência) constitui um Caminhante do Sonho e que jamais se manifestara num foco físico até agora. Quererá isso dizer que ela não possuiu focos humanos antes deste período?



Elias: Não foi completamente humano. Sim. Isso está correcto.



Galen: Disseste que ela teve assumiu focos humanos neste momento...



Elias: Para além dos nove (que anteriormente anunciara). (Galen responde pela afirmativa) Correcto. Mas, que pergunta queria colocar?



Galen: Ela terá tido alguns focos humanos, digamos, no seculo 19 e 20? Ou não esteve focada na qualidade de humano nessas alturas?



Elias: No século vinte, sem dúvida, por causa desses nove...



Galen: Está certo.



Elias: ...mas diria que a Rosa incorpora – não focos efectivos da essência mas – focos de observação em número considerável, por isso também poder ser encarado como o uso de focos, por assim dizer, por ser, por assim dizer, o mesmo. Mas não necessariamente focos que dirijam esses focos, como acontece no caso desses nove (catraios).



Galen: Nesse caso, as nove crianças da Rosa não chegam efectivamente a pertencer à essência da Rosa, por se terem fragmentado nas suas próprias essências?



Elias: Sim. Tens razão. O que constitui igualmente um outro factor relativamente a essa essência, que no caso de certas manifestações não se tratar efectivamente da situação de observação, mas a criação de uma manifestação, mas eles fragmentaram-se e constituem as suas próprias essências. Nos vossos termos, a Rosa não incorpora focos.



Galen: Quererá isso dizer que os três focos humanos que teve neste período actual de tempo constituem os seus primeiros focos humanos, por assim dizer?



Elias: Numa certa maneira de falar, sim. (Galen responde: Fixe!) O que representa uma experiência.



Galen: Temos alguns minutos de sobra. Haverá alguma coisa que me queiras dizer?



Elias: O que te quero expressar é um enorme encorajamento. Diria que estás a avançar de forma significativa e com rapidez, e que isso é excitante e de encorajar, e eu estendo-te um encorajamento formidável, por te dizer, meu amigo, que incorporas uma enorme curiosidade e entusiasmo em relação ao que pretendes experimentar e à sua consecução e dir-te-ia que és capaz, e por conseguinte, encorajar-te-ia no sentido de te permitires a liberdade para te expressares seja em que sentido for que escolhas. Mas não percas o equilíbrio de vista. (Galen responde: Certamente) Ah ah ah, por o equilíbrio ser primordial.



Galen: Creio que terá sido por não ter tido equilíbrio antes que eu, muito embora me sentisse muito feliz e contente, terei criado uma interrupção disso.



Elias: Sim, estou de acordo. Contudo, diria que agora incorporas de muita informação objectiva, e nesse sentido, diria igualmente que poderás dirigir-te muito mais a ti próprio de uma forma objectiva, de uma forma intencional, agora. Proporciona-te uma liberdade muito maior.



Galen: No caso dos balões que caíram sobre a árvore que fica no final do meu quarteirão, os roxos e o prateado no meio, terão sido ambos obra tua?



Elias: Ah ah ah! Parabéns por teres notado! Eu diria que foi. (O Elias mostra-se verdadeiramente esfusiante nesta passagem) Foi um pequeno lembrete. (Sorri)



Galen: Obrigado por teres conversado comigo. (Muito compenetrado e um tanto na dúvida)



Elias: Não tens o que agradecer, meu amigo. Como sempre, estou ao dispor, e expresso-te um enorme apreço por ti próprio, e elo avanço e realização que obtiveste, e eu disse e sabia que conseguirias. Ah ah ah ah ah. Expresso-te continuamente um enorme encorajamento no rumo que tomas e por continuar a saber que és capaz de realizar ainda mais, e fá-lo-ás.



Galen: Obrigado.



Elias: Para ti, meu querido amigo, com um enorme afecto, e como sempre, au revoir.

© Mary Ennis - Todos Os Direitos Reservados.

NOTAS: 
(Nota do tradutor: Com efeito o material aqui apresentado teve a sua gênese experimental nas pesquisas levada a cabo ao longo de todo o século XX pelas disciplinas congéneres das ciências da alma (filosofia, psicologia e as coadjuvantes como a disciplina da parapsicologia e da psicossomática) que vieram abrir-nos as portas a todo um novo paradigma que viria a imanar, designadamente por via da hipnose e do esoterismo em geral, e a chamar a atenção para as profundas implicações dos fenómenos da consciência e da sugestão, e propõe-se desenvolver um modelo que leve o leitor a descobrir não ser uma vítima do acaso nem do acidente, ao se confrontar com a adversidade e as manifestações corporais, mas um agente activo - embora porventura desatento - na interacção que estabelece com as outras porções da sua consciência e ser, na base do conflito. 

Esta informação alarga as fronteiras do entendimento humano a uma compreensão mais cabal do homem como um ser multidimensional que responde por toda uma acção que normalmente atribui tudo quanto o acomete a um deus incógnito ou ao acaso - que nos moldes paternalistas e tutelares em que é projectado não tem existência, mas que se manifesta por uma grandeza de uma proximidade e de uma efectividade patentes na imaculada natureza da consciência e das suas manifestações e na relação que o homem tem com ela, e o leva a desenvolver essa consciência como meio privilegiado de se alçar da condição de sujeição à lei e de se tornar senhor dos seus destinos. Por ser ele quem unicamente delimita e restringe o seu caminho por intermédio das condenações de bem e de mal e das inibições e convicções com que pavimenta o seu percurso no terreno da separação e da dualidade.)




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