quarta-feira, 17 de abril de 2013

“INTRODUÇÃO À ONDA RELIGIOSA”


“AQUILO A QUE PRESTAIS ATENÇÃO MOLDA AQUILO QUE CRIAIS”
“SE NÃO VOS BENEFICIAR, NÃO É IMPORTANTE”
“NENHUMA IDEIA É MAIS IMPORTANTE QUE VÓS” 

Sessão 3147
Tradução: Amadeu Duarte

Sexta-feira, 15 de Março de 2013 (Sessão Aberta)





Participantes: Mary (Michael) e o Rodney (Zacharie)

(Tempo de chegada: 10 segundos.)

ELIAS: Bom dia!

RODNEY: Bom dia para ti! (Ambos riem) Estamos tão encantados!

ELIAS: E sobre que vamos conversar?

RODNEY: Por favor, temos muita gente verdadeiramente ansiosa para saber novas sobre a Onda da Religião.

ELIAS: Ah!

RODNEY: E muitas perguntas, e estava na esperança de nos poderes dar... espero ser capaz de processar áudio neste dia.

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: De modo que temos muita gente ansiosa para saber o que terás a dizer em relação a isso.

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: Posto isso, vou-me sentar a escutar.

ELIAS: Muito bem. A onda nova...

RODNEY: A nova onda.

ELIAS: ...que aborda os sistemas de crenças do religioso.

Bom; conforme já estais cientes, existem certos factores que englobam a religião, mas esse não é o tema principal relativo a esta Onda Religiosa. Aborda as crenças religiosas que são amplamente abrangentes e têm muito pouco que ver com a religião.

RODNEY: Muito bem.

ELIAS: Mas diria que a vossa eleição quanto à escolha de criar esta onda nova foi, e é, bastante criativa.

RODNEY: Posso interromper, dado que mencionaste a diferença existente entre a religião e as crenças religiosas?

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Vais explicar...

ELIAS: Sim.

RODNEY: ...a diferença patente entre ambas?

ELIAS: Sim.

RODNEY: Óptimo. Obrigado.

ELIAS: Eu diria que a vossa escolha de inaugurar a Onda Religiosa com o vosso mais proeminente líder religioso (O Rodney ri) foi excepcionalmente criativa. (referindo-se à figura do recentemente eleito Papa Francisco)

RODNEY: Foi. (Ri)

ELIAS: (Ri) Excelente escolha. (Ambos riem) E bastante pungente também, diria eu, pela ênfase de uma mudança – uma mudança do que é habitual ou, nos vossos termos, do velho, para a inauguração de uma nova era.

RODNEY: Em particular, li que por volta de 1790, um cardeal ou sacerdote qualquer Irlandês terá predito que este Papa seria o último. (Refere-se à célebre profecia dos Papas feita por São Malaquias)

ELIAS: Isso ainda está por ver.

RODNEY: Mas isso já foi discutido e debatido há quanto tempo? Há duzentos ou trezentos anos atrás, o que também vem lançar uma sombra ou uma probabilidade quanto à...

ELIAS: A qualidade está efectivamente a mudar. A qualidade que o Papa representa – a posição que o Papa assume e o que essa posição representa – está decididamente a ser alvo de mudança. Ainda está por ver o que vireis a eleger futuramente em relação á eleição de um outro ou se continuareis nessa direcção, mas por hora é significativo que as escolhas que estão a ser objecto de eleição estejam a ser tomadas.

Agora; comecemos pelo princípio. Esta onda está a ser facultada pela família (espiritual) Ilda. Isso é significativo por as crenças religiosas serem abrangentes. Não se acham (pausa) limitadas a nenhuma religião particular, nem sequer a todas, e a família Ilda é designada como estando em interacção com as culturas e os mais diversos povos. Essa é a razão por que essa família incorpora a qualidade das viagens. Essa não é a sua principal qualidade, mas uma das qualidades em que muitos se focam, mas não é uma das principais qualidades dessa particular família.


Essa família particular envolve-se com os povos, as culturas, as diferenças e as semelhanças, e mistura-se e combina-se com diferentes expressões e diferentes culturas, diferentes ideais, diferentes filosofias. Eles são, por poucas palavras, os que misturam. Combinam. São excelentes a combinar diferentes expressões. Essa é também a razão por que os magos ou os feiticeiros ou os bobos da corte e as dançarinas e os actores – de teatro – têm toda a probabilidade de e afiliarem a essa família particular.


Ora bem; por conseguinte, aqueles que pertencem ou alinham por essa família particular da essência que é a Ilda, como já aconteceu com outras ondas e outras famílias, eles serão instrumentais. Aqueles que pertencem ou alinham pela família Ilda serão úteis relativamente às próprias experiências, mas também em relação ao estabelecimento de pontes com os outros. Nessa medida, direi que a orientação não constitui um factor, na maior parte, em relação às interacções ou à influência.

RODNEY: Não é?

ELIAS: Não.

RODNEY: Certo.

ELIAS: Podem existir diferenças no modo como as várias orientações experimentam esta onda, mas relativamente ao objectivo desta onda, não, as orientações não constituem factor algum.

RODNEY: A família Ilda sairá mais afectada do que as demais famílias?

ELIAS: Afectada unicamente na qualidade de serem os ponta de lança, por assim dizer, ou os que estabelecem as pontes. Ao se prestarem ao auxílio dos outros nas experiências por que passam...

RODNEY: Então será uma experiência positiva para os da (família) Ilda?

ELIAS: Na grande maioria, sem duvida. Eu diria que, conforme com cada onda, depende de cada indivíduo o facto de tornar isso numa experiência positiva ou numa experiência negativa.

RODNEY: Nesse caso, para essa família tornar-se-á mais energético.

ELIAS: Muito.

RODNEY: Certo.

ELIAS: Muito.

Bom; nessa medida, também diria que esta onda trata principalmente da atenção. Da forma como dirigis a vossa atenção, ao que prestais atenção, e da forma como isso afecta e influencia a vossa percepção, e por consequência, a vossa realidade. Por conseguinte, o factor mais importante desta onda reside na atenção, na abordagem da atenção. A forma como isso se aplica ao sistema de crenças da religião torna-se por demais óbvio, por assim dizer, porque aquilo a que prestais atenção molda-vos aquilo que criais. Também vos afecta os sentimentos e o pensar. Por isso, é muito importante.

Agora...

RODNEY: Dizes que a atenção nos influencia as crenças religiosas que temos? Não estou certo de perceber.

ELIAS: Não, é óbvio que a atenção representa o principal factor desta onda...

RODNEY: Claro.

ELIAS: ...porque, em relação às crenças religiosas, é uma questão do quê e como prestais atenção a elas relativamente à forma como vos influenciam...

RODNEY: Certo.

ELIAS: ...e da forma como vos influenciam a realidade.

Ora bem; as crenças religiosas abrangem as filosofias, os ideais, as ideias relativas ao valor, e relativas ao mérito (ou dignidade). Elas influenciam bastante no quadro da individualidade ou do grupo ou da expressão de massas.

RODNEY: E em relação à moralidade?

ELIAS: Em absoluto.

RODNEY: Muito bem. Isso está incluído?

ELIAS: A moral, a ética...

RODNEY: Pois.

ELIAS: ...mas não obrigatoriamente o certo e o errado. Isso circunscreve-se no quadro da duplicidade.

RODNEY: Pois.

ELIAS: Não necessariamente certo e errado nem bom nem mau, mas sim, as diferenças que se enquadram na ética e na moralidade, não a forma como as julgais, mas as expressões que obtém.

RODNEY: E a forma como nos influenciam a percepção.

ELIAS: Muito. Muito, mesmo.

RODNEY: Nesse caso esta onda terá muito a dizer sobre as polaridades que constatamos na cultura de massas, não?

ELIAS: Também tem muito.

RODNEY: Como no caso dos liberais e dos conservadores?

ELIAS: Sim.

RODNEY: E coisas desse tipo?

ELIAS: Por tratar da atenção, que define a importância. Consequentemente, e posto em termos simples, esta onda aborda a importância em geral, em toda a expressão, e em todo o aspecto.

RODNEY: E o significado e a importância de todo e qualquer aspecto?

ELIAS: Sim.

RODNEY: Por influenciar...

ELIAS: Por tratar da atenção, e aquilo a que prestais atenção se tornar importante, ou não lhe prestaríeis atenção. Por conseguinte, a atenção e a importância estão bastante entrelaçadas, e nessa medida, a questão da importância torna-se muto significativa, por ser o que vos motiva individual e em massa, embora nem sempre nas direcções do que quereis ou de que gosteis. Porque, a importância nem sempre se expressa nos termos do que pensais como positivo.

RODNEY: Certo.

ELIAS: Prestais atenção a muitas questões e a muitos sentidos que se tornam importantes e que são fonte de desconforto ou que detestais. Tornai-los importantes. Esse é o aspecto que representa um desafio em relação àquilo a que prestais atenção, por nem sempre notardes a forma como prestais bastante atenção a certos sentidos que são fonte de desconforto e que geram importância em questões do que não desejais.

Agora; na nossa interacção de grupo anterior, debatemos consideravelmente...

RODNEY: Certo.

ELIAS: ...os sentimentos. Esse é um outro aspecto significativo desta onda, não os sentimentos em si mesmos, mas a forma como lhes prestais atenção.


Agora; nessa medida, deixa que te lembre que os sentimentos constituem sinais. Não estão destinados a prosseguir ininterruptamente. A título de um aparte, quando as pessoas respondem à questão. “Que é que queres?” e dizem: “Eu quero ser feliz, “ essa é uma declaração incorrecta. Feliz representa um sentimento. É um sinal. Não é um estado de consciência. Os sinais não são designados como estados de consciência. Não foram concebidos para se prolongarem. Por conseguinte, a ideia de ser continuamente feliz não só é irrealista coo é inatural, por constituir um sentimento.

RODNEY: Dirias que o sentimento de satisfação se circunscreva na mesma ordem de ideias?

ELIAS: Não. A satisfação constitui um estado de consciência. Existe um sentimento que acompanha isso, só que é momentâneo. Sentir-se safisfeito, estar contente, representa estados de consciência. Não são sentimentos.

RODNEY: Então o estado de se sentir feliz não deve existir na verdade, por...

ELIAS: Exacto.

RODNEY: ...não envolver um estado de consciência...

ELIAS: Correcto.

RODNEY: ...e representar um sentimento.

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Existirá mais algum...

ELIAS: O contentamento constitui um estado de consciência, e quando vos sentis contentes, criais muito mais momentos de felicidade...

RODNEY: Pois.

ELIAS: ...que vos validem esse estado de contentamento.

RODNEY: Ñesse caso, dirias o mesmo em relação à beatitude, não? A beatitude constitui uma forma de sentir

ELIAS: Não.

RODNEY: Não? Será um estado de...

ELIAS: A beatitude constitui um estado de consciência.

RODNEY: Está bem, não há mais nada para além...

ELIAS: A alegria constitui um sentimento.

RODNEY: A alegria constitui um sentimento?

ELIAS: Constitui.

RODNEY: Está certo, só precisamos...

ELIAS: A alegria é um sentimento que é mais passível de ser expressado com mais frequência se estiverdes naquele estado de consciência de beatitude.

RODNEY: Está bem.

ELIAS: Agora; a razão por que estou a expressar isto e incluir esta informação com relação aos sentimentos e a esclarecer que não são concebidos para ter continuidade também está fortemente relacionado com a atenção.

Ora bem; um factor relativo aos sentimentos, e que se enquadra na concepção dos sentimentos, é que os sentimentos foram concebidos para atrair. Não importa se são bons ou maus sentimentos. Todos eles atraem, e isso é bastante propositado, por terdes concebido os sinais para vos chamar à atenção.

RODNEY: Então dirias que sejam factores de atracção? Por que um sentimento quase constitui uma sensação física. É com se o corpo estivesse a fazer algo.

ELIAS: Sim.

RODNEY: É o que o corpo está a fazer que atrai. Quero dizer, a tristeza constitui um sentimento, não é?

ELIAS: É, pois.

RODNEY: A raiva...

ELIAS: Sim.

RODNEY: ...é um sentimento?

ELIAS: Sim.

RODNEY: Muito bem, então isso atai...

ELIAS: Atraem.

RODNEY: ...por envolver o corpo.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Então é o que o corpo faz que se torna atractivo?

ELIAS: É.

RODNEY: E não a percepção que tenhamos de ser um sentimento bom ou mau.

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Muito bem. Obrigado.

ELIAS: Precisamente. Não importa que tenhais a percepção de que o sentimento seja bom ou mau. Todos os sentimentos atraem.

RODNEY: Por gostarmos, nós gostamos...

ELIAS: Da sensação...

RODNEY: ...do que ocorre no corpo - a sensação.

ELIAS: Nessa medida...

RODNEY: A qual é física.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Pelo menos a um nível.

ELIAS: Sim. Sim.

Ora bem; nisso, essa é a razão porque, se uma pessoa estiver agitada, ou triste, ou em estado de ansiedade, ou irritada, ou frustrada, ou irada, ou deprimida, continua a prestar atenção a isso, e porque perpetuam esse sentimento, por ser factor de atracção, independentemente de não gostar dele, independentemente de o rotular como mau, a despeito do facto de ser fonte de desconforto, ainda assim é factor de atracção, e por conseguinte, o indivíduo continua a prestar atenção a ele – muito semelhante às sensações físicas, que também representam sinais. Se uma pessoa estiver a passar pela experiência de dor, a sensação física será factor de atracção; é concebido para atrair, para lhe prestardes atenção, mas a questão está no facto de ser concebido como um sinal, pelo que, só é necessário que lhe presteis atenção para reconhecerdes que contém uma mensagem.

Deixa que to refira desta maneira, nesta época actual a maioria de vós ocupa áreas em que dispondes de ruas.

RODNEY: Do quê?

ELIAS: Ruas.

RODNEY: Ruas.

ELIAS: E a maioria de vós conduz veículos.

RODNEY: Certo.

ELIAS: E para conduzirdes veículos pelas ruas fora usais um sistema que organiza a forma como conduzis nas ruas e usais semáforos – luzes vermelha, laranja e verde.

RODNEY: Claro.

ELIAS: Todos estais bastante familiarizados com o vermelho, o laranja e o verde. Sabeis o que significam. Quando os deparais cm o verde, sabeis o que fazer, O mesmo se passa quando vos deparais com o vermelho. Já quando vos deparais com o laranja, questionais se podeis avançar ou se deveis parar. Por isso, essa cor representa o tom de cinzento.


Com os sentimentos é muito parecido. Eles são concebidos para vos captarem a atenção e para vos organizar em meio àquilo a que prestais atenção. A maioria dos sentimentos é-vos familiar. Sabeis o que são. Senti-los. Sois capazes de identificar o que o sentimento circunscreve. A maioria das pessoas tem consciência deles. Alguns poderão questionar mais os sentimentos do que outros, e alguns são capazes de os interpretar mal mais do que outros, mas no geral, incorporais a ideia básica ou a identificação da maioria dos sentimentos e do que significam.

RODNEY: O que não quer dizer que equacionem a mensagem que encerram, ou equacionam?

ELIAS: Sempre há um manifesto a acompanhar os sentimentos, quer sejam de natureza física ou emocional.

RODNEY: Mas tu empregaste o termo da maioria das pessoas estar familiarizada com...

ELIAS: Com o sinal.

RODNEY: E com o que quer dizer.

ELIAS: O que quer dizer pela forma como o definem – isto é triste, isto é alegre, isto é ansiedade, isto é frustração – não necessariamente o que a mensagem encerra.

RODNEY: Essa é a distinção. Muito bem.

ELIAS: A maioria das pessoas é capaz de identificar o sentimento efectivo.

RODNEY: Certo.

ELIAS: São capazes de definir o sentimento efectivo, na maior parte das situações.

RODNEY: Muito bem.

ELIAS: O que não quer dizer que a maioria preste atenção a todos os sentimentos que tem conforme estivemos a debater na nossa interacção de grupo anterior. Mas incorporais um conhecimento básico dos sentimentos e defini-los, não necessariamente a mensagem, mas o sentimento – o sinal.


Nesse sentido, conheceis o sinal. Não é significativo. Não se torna importante que continueis a prestar-lhe atenção. Já sabeis aquilo que representa. Torna-se importante prestar atenção quando o sinal desperta, identificá-lo, mas também é importante não permanecer nele, não continuar a perpetuá-lo, por isso vos voltar a atenção para o sinal, para o sentimento, e não para a mensagem.

RODNEY: Percebo uma cilada aí, que é o facto de que, se não procurarmos ver o que a mensagem encerra, então esse sentimento irá repetir-se uma e outra vez...

ELIAS: Pois, e vai repetir-se mesmo.

RODNEY: ...e de novo, o que quer dizer que iremos de novo prestar-lhe atenção repetidas vezes.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Pois, de modo que...

ELIAS: E isso gera um círculo.

RODNEY: É um círculo, de modo que representa uma cilada.

ELIAS: Sim.

Agora; o outro factor que essa cilada envolve, por assim dizer, é o vosso pensar, porque quanto mais prestardes atenção aos sinais, mais pensareis neles. E quanto mais pensardes neles, mais os sentireis, o que gera um círculo dentro de um círculo.

RODNEY: Caramba.

ELIAS: E continuais a sentir, mas esses sentimentos que continuais a sentir não mais representam o sinal. Já produzistes o sinal. Agora estais a produzir sentimentos que estão a ser criados pelo vosso pensar. Estais a prestar atenção ao sentimento, pensais no que sentimento seja, o que perpetua o sentimento, e pensais mais sobre o sentimento, e o pensar começa a produzir o sentimento.

RODNEY: Mas deixa-me esclarecer o que a felicidade é, que foi que disseste que era?

ELIAS: É um sentimento.

RODNEY: É um sentimento. E a experiência que tenho de felicidade e a ideia que tenho do que represente os sentimentos de felicidade que as outras pessoas têm...que quando se sentem felizes, elas fazem simplesmente aquilo que querem fazer. É quase como...

ELIAS: Não.

RODNEY: Não é tanto o acto de lhe prestarem atenção.

ELIAS: Não. Sentir-se feliz representa um sinal que se acha directamente associado a uma acção, quer se trate de uma acção interior ou de uma acção externa. Quando vos sentis felizes, isso está directamente associado a uma acção que ocorreu. Quando produzis o estado de consciência do contentamento, sim, aquilo que estais a expressar é mais correcto, o facto de vos permitirdes uma maior liberdade para empreenderdes os actos que quiserdes empreender, por estardes a experimentar esse conforto inerente ao estado do contentamento, o qual afasta a preocupação. Elimina a preocupação.

RODNEY: E no estado do sentimento de felicidade...

ELIAS: A felicidade constitui esse sentimento de validação. Por conseguinte, conquanto estejais a preencher um estado de contentamento, e estejais a produzir acções que queirais produzir, e vos sintais confortáveis, isso permite-vos empreender actos quer a partir de vós ou envolver-vos em acções que constituam fontes externas que despoletem o sentimento de vos sentirdes felizes. Mas o sentir-se feliz constitui um sentimento que representa uma expressão directa, um sinal directo, de uma acçao. É um sinal de validação.


Ora bem; já podes começar a ver o quanto a atenção se torna. Se estiverdes frustrados de uma forma qualquer, geralmente quando vos sentis frustrados, a razão por que estais frustrados deve-se ao facto de perceberdes que exista um problema qualquer que sois incapazes de resolver, o que gera frustração, e continuais a tentar resolver o problema.

Agora; nessa situação simples, utilizando a frustração com um exemplo, isso representa o sinal – a sensação.

RODNEY: Certo.

ELIAS: A mensagem, ou a afirmação é: estais a gerar uma acção, estais a focar-vos numa direcção que não vos está a apresentar resposta nenhuma, em razão do que vos sentis frustrados.

Bom; esse sentimento de frustração é concebido para ser momentâneo, para desempenhar a função que lhe compete, por assim dizer, e representar um sinal – para vos assinalar.

RODNEY: Para pararmos e olharmos numa direcção diferente.

ELIAS: Tão simples quanto a luz do semáforo vermelho de stop.

RODNEY: Certo.

ELIAS: Nisso, em vez de o reconhecer rapidamente como um sinal, o que geralmente fareis é prestar atenção ao sentimento da frustração, e começar a pensar no quão frustrados vos sentis. Agora estais a envolver o vosso pensamento. O pensar, muito facilmente, conforme debatemos muitas, muitas vezes move-se no sentido da repetição.

RODNEY: Ao meu nível pessoal, eu continuo a pensar nisso como um problema, e como tal, a minha atenção acha-se focada no problema. Muito bem.

ELIAS: O que também quer dizer que está focada no sentimento.

RODNEY: Certo. Bom, é quase...são quase...

ELIAS: Sim.

RODNEY: É sinónimo...

ELIAS: Sim.

RODNEY: ...de frustração - problema.

ELIAS: Sim. Sim.

RODNEY: De modo que o que obtenho é mais problema.

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Muito bem.

ELIAS: Por continuardes a focar a vossa atenção no pensar o qual perpetua o sentir. E quanto mais o sentirdes, mais nisso pensareis. O pensar é notório por repetir.

RODNEY: Já devia saber disso. (Ri)

ELIAS: Qual é a função do pensar? A função do pensar consiste em traduzir a informação. Caso não tenha qualquer nova informação, ele traduz a informação repetidamente. Por conseguinte, é notório por repetir. Porque, assim que fixardes a vossa atenção num assunto, continuais a prestar-lhe atenção, e que é que ele vos apresenta ao pensar? Nenhuma nova informação. Consequentemente, o vosso pensar repete e repete e repete.

RODNEY: É uma cilada.

ELIAS: Precisamente.

Ora bem; deixa que te dê uma fórmula muito simples que será muito importante nesta onda relativamente à atenção. Vós sois consciência. A natureza da consciência consiste na expansão. E que coisa será a expansão? Expansão quer dizer mais. A vossa natureza, a vossa própria natureza consiste em criar mais, e vós fazeis isso a cada instante, a cada dia da vossa existência quer tenhais ou não consciência disso. Estais continuamente a criar mais.


Por isso, a vossa atenção torna-se demasiado importante, por constituir o único factor que mais influência causa em relação ao que criais mais. Por a vossa atenção representar o único factor mais influente relativamente à vossa percepção.

RODNEY: Será que te ouvi dizer...Muito bem, a acção da consciência reside em se expandir, obter mais?

ELIAS: Tornar-se mais.

RODNEY: Tornar-se mais, Então se obtiver uma maior atenção... vamos supor que a minha atenção se acha focada nesta frustração, no problema.

ELIAS: Criarás mais frustração.

RODNEY: E isso será uma acção natural que a consciência tem?

ELIAS: É.

RODNEY: Será natural?

ELIAS: É. Criarás mais.

RODNEY: E isso é natural...é para onde a consciência normalmente tende a ir?

ELIAS: É.

RODNEY: Nesse caso para mim isso implica que o meu desafio...

ELIAS: É a simples escolha, do que quererás passar a criar mais?

RODNEY: De modo que precisamos influenciar a nossa consciência?

ELIAS: Já estais a criar mais a cada instante. É somente uma questão daquilo a que prestais atenção, portanto, da forma com direccionais aquilo de que criais mais.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Se prestardes atenção ao quão satisfeitos vos sentis, e ao quão contentes estais, e confortáveis, passareis a criar mais disso. Se prestardes atenção àquilo que não tendes (vos falta), criareis mais carência.

RODNEY: Bom; Consigo perceber...consigo perceber o coro.

ELIAS: (Ri)

RODNEY: Há membros do coro que irão dizer, claro, mas já ouvimos essa; já sabemos disso. Já ouvimos isso antes.

ELIAS: Ah, será?

RODNEY: Esse não é um conceito novo.

ELIAS: Ah, será?

RODNEY: Está bem?

ELIAS: Mas continuais a fazer isso!

RODNEY: Isso é o que o refrão reza. De modo que...

ELIAS: Eu diria...

RODNEY: O que será diferente na...

ELIAS: ...muito simplesmente,...

RODNEY: Qual será a diferença aqui patente?

ELIAS:...se se tratar de uma informação que já conheçais, que já estejais a aplicar, nesse caso eu diria que vos estendo as minhas felicitações a todos e a cada um por já estardes a criar precisamente aquilo que quereis a cada instante e jamais vos sentirdes frustrados mas vos sentirdes completamente contentes e satisfeitos com as vidas que levais conforme se apresentam.

RODNEY: Não haverá aí uma ponta de sarcasmo?

ELIAS: Mais.

RODNEY: (Ri)

ELIAS: Bastante.

RODNEY: (Ri)

ELIAS: Por estar bem ciente de existirem uns quantos indivíduos que se encontram efectivamente contentes e satisfeitos com aquilo que estão a criar na sua vida.

RODNEY: Pois.

ELIAS: E dir-te-ia que isso não pretende dar-te a entender que jamais crieis desafios, por os desafios gerarem motivação e vos estimular a criar mais. Isso é igualmente muito natural. Não estou a dizer que jamais crieis o que se assemelhará a situações que não desejeis – ou que assim pareça. Uma vez mais, é uma questão de atenção, daquilo a que prestais atenção.


Eu dir-te-ia, em termos bastante realistas, que a maioria das pessoas no geral, não apenas aqueles que tomam parte neste fórum, a maioria está a criar aquilo que quer, e não estão a prestar atenção ao facto. E por conseguinte, pensam não estar, e sentem-se insatisfeitos e frustrados e ansiosos e tentam desesperadamente descobrir outras opções que lhes mude a realidade em que estão, por variadas formas, já a criar aquilo que querem, só que não o percebem, por não estarem a prestar a tenção. E a que é que não prestam atenção? Não prestam atenção às intençoes que têm.


Já debatemos a intenção muitas, muitas vezes – estabelecer uma intenção – não focar-vos no resultado, mas concentrar-vos no processo, mas que será que quer isso dizer? De que modo chegais efectivamente a pôr isso em prática?


Uma intenção consiste numa direcção que pretendeis ou numa acção que pretendeis. Quereis avançar numa determinada direcção, e estabeleceis uma intenção. Isso poderá envolver manifestações físicas, e geralmente, para falar em termos gerais, envolve.

Bom, nessa medida, já tive ocasião de referir, uma vez que a intenção é estabelecida, já está feito. Por conseguinte, é contraproducente focar-vos no resultado. Isso já está feito. O que é importante é focar-vos no processo.


Ora bem; que é que isso quer dizer? A maioria das pessoas definirá isso como produzir acções que estejam, de alguma forma, associadas à intenção que têm. Eu quero obter um novo emprego, e quero determinadas coisas em relação a esse novo emprego. Consequentemente, dizem a si mesmas: “Deixa de te concentrar no resultado e processa a forma de produzir essa orientação – foca-te no processo.” E o que fazem é usarem diversos sentidos a fim de conseguirem esse novo emprego. Isso não é o processo. O processo consiste em prestardes atenção ao que estais a fazer em cada acto que adoptais ao longo do vosso dia, e o facto de ele estar em harmonia com a intenção. É desse modo que sabeis se estais efectivamente a produzir o que quereis e a intenção que tendes, ou não. Se o que estiverdes a fazer em todas as demais acções estiver em harmonia com a intenção que tiverdes, avançais directamente na direcção da sua criação.

RODNEY: Isso representa o processo?

ELIAS: Sim. Isso é o processo. Portanto, eu quero um novo emprego...

RODNEY: Então ler os anúncios de oferta de emprego ou fazer um currículo, e tudo o mais, nada disso representa o processo.

ELIAS: Isso é focar-vos no resultado.

RODNEY: Agora entendo. Obrigado. É só definir o que...

ELIAS: O que estais a fazer durante o dia em... digamos que marcais um jantar com um amigo, e sentis-vos insatisfeitos com o prato, e devolveis o prato à cozinha e expressais a insatisfação que sentis ao empregado, e sentis-vos insatisfeitos e frustrados com a situação do jantar, por não serdes lá grande companhia para o vosso amigo, nem sequer para vós próprios.


Agora; de que modo isso está associado a “Eu quero um novo emprego?” Já vos encontrais obviamente insatisfeitos com o emprego que tendes ou não quereríeis um novo emprego. Moveis-vos no sentido de criardes situações e acções de satisfação de modo a avançardes em harmonia com essa intenção, ou sentis-vos insatisfeitos com o prato e estais a criar esse tipo de energia? Isso está relacionado; é a energia que é igual e que vos está a direccionar e a mover-vos na direcção daquilo que quereis. Eventualmente criareis uma forma qualquer com base nessa intenção. É uma questão de criardes precisamente essa intenção, e no que designareis por um período de tempo razoável ou curto, ou então de penetrardes numa espécie de desorientação – labirinto – em que girais e andais às voltas e a amover-vos nesta e naquela direcção antes de abordardes a intenção que tendes, por estardes a mover a vossa energia noutras direcções que não se encontram em harmonia com a intenção que tendes. E sabereis, com toda a facilidade e de uma forma simples, em relação ao que estais a prestar atenção, por os sentimentos que tiverdes vos assinalarão isso. Haveis de vos sentir frustrados ou agitados ou aborrecidos. Sentir-vos-eis desconfortáveis. 

Esses sentimentos estão a assinalar-vos. Não estais em harmonia com a intenção que tendes. Não estais a avançar nessa direcção. Essa é a razão por que vos sentis frustrados, por estardes estressados, por não estardes a fazer o que quereis fazer, e o vosso corpo está a assinalar-vos: “Não, não, não, não estás a fazer aquilo que queres fazer.” Haveis de saber, mas como haveis de prestar atenção a isso? Já não estais a ver que estais a criar aquilo que quereis. Por conseguinte, quando produzis sentimentos que sejam de estresse ou de frustração, utilizai-los para justificardes o facto de estardes a deixar de fazer o que quereis, de não terdes aquilo que quereis, e reforçais isso, e isso posiciona-vos na direcção do labirinto.

RODNEY: A palavra desagradável: justificação. É como se fosse o inimigo de mim próprio.

ELIAS: A atenção é de suprema importância e em relação à atenção, conforme expressei, o que a acompanha de mão dada é a importância. Esses dois factores são chave, muito mesmo. Por envolver uma questão de não apenas aquilo a que prestais atenção, mas de vos questionardes a vós próprios do que é importante, e porquê.

RODNEY: E porquê? Por outras palavras, com o “porquê?”, referes-te ao propósito que teremos?

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Ao significado?

ELIAS: Sim. E de que forma isso vos afecta individual e pessoalmente? Ao olhardes para o que pensais ser importante, de que modo isso vos beneficiará? Se não vos beneficiar, não e importante.

RODNEY: Então é uma avaliação.

ELIAS: É, o que é bastante extenso, por as pessoas terem consideráveis iponiões a que dão importância relativamente ao que referi previamente – ideias, ideais, filosofias – a que atribuem importância. Serão importantes? De que modo vos beneficiam pessoalmente? E caso não vos beneficiem, não serão importantes.

RODNEY: Caramba, isso leva-me de volta à questão da polarização em que as pessoas pensam, como o conservadorismo, não gastar mais dinheiro do que temos no bolso; isso é um ideal.

ELIAS: Sim.

RODNEY: É uma filosofia.

ELIAS: Sim.

RODNEY: E...

ELIAS: Os apêndices também penetram nessa área.

RODNEY: Certo. A Mary sugere que... o Michael... que paremos por aqui para fazermos um intervalo.

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: E...

ELIAS: E continues.

RODNEY: Sim.

ELIAS: Muito bem. Assim faremos.

RODNEY: Muito obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Continuaremos num instante.

RODNEY: Até breve.

INTERVALO

ELIAS: Continuando.

Ora bem;...

RODNEY: Posso interromper por um instante?

ELIAS: Podes.

RODNEY: Por estar a tentar resumir para mim próprio algumas das coisas que disseste, e no começo, indicaste que a Onda Religiosa abrange não apenas a religião, como as filosofias, as nossas éticas, oralidades, e todas essas...

ELIAS: Até mesmo os governos.

RODNEY: Governos. E ocorreu-me, dizer que, se eu for um devoto Cristão, isso é um apêndice (apego).

ELIAS: É.

RODNEY: É o que eu ou.

ELIAS: Não. É um apêndice (uma forma de apego).

RODNEY: Só que é um apêndice...mas é a percepção de quem eu sou.

ELIAS: Certo.

RODNEY: Muito bem. Só que não é o meu ser genuíno.

ELIAS: Correcto.

RODNEY: É um apêndice, e eu presto atenção ao que julgo ser importante, e para mim é importante que eu seja um bom Cristão. De modo que, presto atenção ao apêndice, o que o reforça mais e mais e mais.

ELIAS: Sim.

RODNEY: E isso é tudo quanto isso engloba.

Agora; quando ouvi sobre a Onda Religiosa... aquilo que... creio que outros terão sentido que fosse sobre a autoridade, mas tu não utilizaste esse termo. Contudo, creio que o termo se encontre integrado.

ELIAS: Há um aspecto disso...

RODNEY: Um aspecto. Nessa medida, quanto mais forte o apêndice se tornar, mais autoridade exercerá sobre mim.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Estarei a encaminhar-me na direcção correcta?

ELIAS: Estás, ele também envolve a sugestão. Já referi, nos vossos termos, durante muitos anos, que sois todos muito susceptíveis à sugestão.

RODNEY: Sim, eu entendo.

ELIAS: O que não é necessariamente o que definireis como mau, só que representa um factor.

Agora; relativamente à sugestionabilidade e à forma como ela afecta em relação ao que prestais atenção e às autoridades, ou à ideia subordinada à autoridade seja por que forma for, a sugestão é iniciada ou tem início com um indivíduo. Um indivíduo produz um conceito e partilha-o. Outros concordam com a sugestão, e torna-se aceite.


Agora; conforme expressei, isso não é, necessária, intrínseca ou automaticamente mau. O aspecto importante consta de retornar ao indivíduo e (questionar) de que forma isso o beneficia. Representará um benefício para vós individualmente, pessoalmente? Dois exemplos. Uma sugestão pode ser produzida por uma pessoa, e outros indivíduos concordarem com a sugestão, e por conseguinte, ser reforçada a perpetuada e aceite. Cresce e começa a apresentar uma forma em massa. As pessoas aceitam a sugestão em massa.


Ora bem; quando o factor do modo como isso beneficia o indivíduo é ignorado, e não lhe é prestada qualquer atenção, isso vai permitir que a sugestão se transforme, e permite uma abertura ao controlo. E esse é o método que tem lugar no caso da sugestão ser aceite em massa, mas se transforma, e, nos vossos termos, se torna numa coisa negativa em que o indivíduo não representa o factor primordial. O indivíduo não tem importância, e o controlo se torna no objectivo e foco principal, o que também, geralmente, cria uma abertura ao medo, por o medo constituir a expressão mais eficaz em relação ao controlo.


Bom; podes recordar e imaginar muitas situações ao longo da vossa história em que  esse sentido tenha ocorrido relativamente a uma sugestão – uma sugestão apresentada por um indivíduo.

RODNEY: Posso interromper?

ELIAS: Podes.

RODNEY: No começo, em relação a essa sugestão, será benéfica para aquele que a tenha formulado?

ELIAS: Pode ser.

RODNEY: Suponhamos que seja, e ele dê conta disso... sugira isso a uns quantos, e eles pela sua parte encarem isso como um benefício igualmente para eles, de modo que à medida que mais e mais pessoas se congregam na aceitação da sugestão, eventualmente acaba por se tornar num conceito de massas – um conceito na mente das massas – e nesse processo, o indivíduo perca de vista o: “De que forma me beneficiará isto?” Poderás falar um pouco mais sobre isso... Somente essa transição simples que se baseia exclusivamente no número de indivíduos envolvidos?

ELIAS: Sim, isso vai ser realçado no exemplo seguinte.

RODNEY: Ah, está bem. Obrigado.

ELIAS: Um exemplo pelo qual essa sugestão procedente de um indivíduo passa a adquirir uma expressão de massas, mas não se torna, não se move no sentido do controlo ou do medo. A sugestão de um indivíduo que descobre uma vacina, ou que inventa uma vacina destinada à cura de uma doença, tal como a pólio, esse indivíduo dá conta da sugestão no sentido de que a descoberta que fez, ou invenção, tenha provocado uma manifestação que impede a doença. Essa sugestão é partilhada, e cresce. Passa a ser aceite, e propaga-se, por assim dizer; e as pessoas passam progressivamente a aceitá-la, e acaba por se tornar numa expressão de massas.

Bom; neste caso, o factor do benefício do indivíduo...

RODNEY: É claro.

ELIAS:...não está perdido. Permanece importante em relação à expressão de um indivíduo. Não é meramente aceite como uma expressão de massas, como um conceito, mas permanece individualmente como um benefício, e permanece percebido como um benefício individual.

RODNEY: Ah, então a distinção existente entre esse exemplo e um exemplo em que se torna num elemento de controlo é o facto de, no caso do controlo, o benefício começar a ser visto coo u benefício pelas massas.

ELIAS: O benefício das massas em relação ao controlo é o acto de evitar, por o controlo obter expressão por intermédio do medo.

RODNEY: Certo. Mas não é para aí que estava a apontar. Peço desculpa. Um exemplo de um benefício para o indivíduo que, à medida que o grupo cresce, isso se altera de um benefício para o indivíduo num benefício para quem ou para o quê. Qual será a resposta a essa pergunta?

ELIAS: Depende da situação e da questão – a forma como se transforma.

RODNEY: A forma como se transforma. Certo, isso é passível de variar de uma situação para outra.

ELIAS: Bastante. Varia quando de facto a questão não representa um benefício para as massas. Não representa um benefício para o indivíduo nessas massas, por o indivíduo não mais ter importância. O indivíduo deixa de ter um valor primordial. Isso é quando a questão se transforma e passa a assumir um aspecto de controlo e de medo. O indivíduo não tem importância. Quando o individuo permanece como factor de importância, a sugestão não é transformada.

RODNEY: Está bem, óptimo.

ELIAS: No exemplo da vacina, no caso de permanecer, a sugestão de beneficiar as pessoas e o indivíduo continuar a ter uma importância primordial, tornou-se numa tal capacitação do indivíduo que a vacina não mais é efectivamente necessária.

RODNEY: Certo.

ELIAS: A sugestão deixa de ser necessária, por a sugestão se focar no indivíduo e permanecer com o indivíduo como foco primordial de capacitação, e por conseguinte, eventualmente a questão deixa de ser necessária, por as pessoas se capacitarem, e deixarem de precisar que o objecto da sugestão lhes valha. A vacina, em muitas das áreas do vosso mundo actual não mais é necessária. As pessoas não criam essa doença (referindo-se à poliomielite).

RODNEY: Certo, está quase erradicada, mas não por completo.

ELIAS: Exacto. Não está erradicada nem quase devido à vacina. Há milhares e milhares e milhões de indivíduos que jamais tomaram a vacina e não criaram a doença.

RODNEY: A questão da... voltemos à questão da religião. Alguém proferiu a sugestão de que se formarmos um pequeno núcleo de meditação, nos melhoraremos; esse autoaperfeiçoamento e conhecimento de nos próprios constitui um benefício.

Agora; à medida que foi crescendo, tornou-se nisso, não?

ELIAS: Sim, de várias formas.

RODNEY: Por o que se tornou importante foi o indivíduo à cabeça do grupo – o poder dele reunir o grupo?

ELIAS: Ou o que se torna importante ser a ideia, em vez dos indivíduos.

RODNEY: Ah, certo, obrigado. Era do que estava em busca. O facto de se tornar...

ELIAS: Mas um indivíduo adopta a posição da defesa da ideia.

RODNEY: Nesse caso é a ideia que se torna importante...

ELIAS: Em vez do indivíduo.

RODNEY: ...em vez do benefício que traga ao indivíduo.

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Ah, isso faz muito sentido para mim – a ideia ao contrário do benefício.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Isso representa a viragem.

ELIAS: A qual representa a base da maioria dos vossos governos.

RODNEY: É.

ELIAS: Não é meramente a religião.

RODNEY: Correcto.

ELIAS: A maioria dos vossos governos estão baseados nisso.

RODNEY: Bom, a ideia do capitalismo...

ELIAS: De que o indivíduo não assuma importância, mas a ideia.

RODNEY: É por isso que...é por isso que eles...

ELIAS: E daqueles que adoptam posições de defesa da ideia em vez da defesa dos indivíduos.

RODNEY: Juízes.

ELIAS: E a forma como fazem isso é por intermédio do controlo, e a forma como controlam é por meio do medo, e vós respondeis à sugestão ao medo evitando isso.

RODNEY: Quando consideramos isso no geral, sabes, quase nos vem à mente se alguma vez a mudança chegará a ter lugar.

ELIAS: Ah ah, mas está a ter!

RODNEY: (Ri)

ELIAS: Está a ter! E mais e mais se está a tornar consciente, e nisso reside a questão: autoconhecimento ou consciência de vós próprios. E nessa medida, essa é a razão por que esta onda é tão importante nesta mudança.

RODNEY: Será esta a última onda?

ELIAS: Não.

RODNEY: Está bem.

ELIAS: Mais uma.

RODNEY: Mais uma? Qual se seguirá à onda da Religião?

ELIAS: Só mais uma. Que deverá ser a da Ciência.

RODNEY: Ciência. É o que tínhamos...que foi que tivemos? Vamos saltar isso; não estou a pensar direito.

ELIAS: (Ri)

RODNEY: Esta onda em particular incorpora muita coisa do que acabaste de referir. Reúne tudo.

ELIAS: No que reside a questão.

RODNEY: No que reside a questão.

ELIAS: Tendes vindo a preparar-vos. Torna-se difícil ter consciência do panorama, ou do quadro mais vasto, se nem sequer tiverdes consciência de vós próprios

RODNEY: Percebido.

ELIAS: Nessa medida, até mesmo nas matemáticas, de que és tão aficcionado...

RODNEY: (Ri)

ELIAS:...tornar-se-ia num enorme desafio terdes de passar para a Física se não tivesses a capacidade de, ou soubesses somar ou subtrair.

RODNEY: Pois, não o conseguiria.

ELIAS: Vós avançais por passos. Já referi inúmeras vezes, a muitos indivíduos em meio aos processos que trilham, que estão a ignorar passos – a saltar passos – e que quando fazeis isso, não compreendeis, e perdeis detalhes importantes. Todas estas ondas estão a gerar os detalhes que vos são importantes para avançardes no sentido de compreenderdes genuinamente o significado daquilo a que prestais atenção.


Dir-te-ia que presentemente isto não passa de palavras. Em breve deixará de ser meras palavras. Haveis de compreender. Existem muitas, muitas, muitas situações e acções, e percepções e sentimentos, e ideias em relação às quais não tendes consciência de como vos estão a dirigir a atenção. Há tantas acções que empregais que são de tal modo automáticas e familiares, que não chegais a ter consciência daquilo a que prestais atenção. Pensais estar a prestar atenção, mas não estais. Conforme já te disse ao longo desta conversa, há muita gente que já se encontra a criar aquilo que quer. Já estão a empregar as intenções que têm, mas não percebem isso. Não têm consciência de já estarem a fazer o que querem fazer, mas desconsideram isso; não o vêm, e debatem-se.

RODNEY: Já estão a ser bem-sucedidos, e não o sabem.

ELIAS: Já dei conta, inúmeras vezes, ás pessoas em conversa, uma e outra vez, da confirmação disso. Estais a avançar. Estais a conseguir, mas estou bem ciente de que cada um desses indivíduo pensa: “Não, não estou nada.” Ou que pensa: “Para ti é fácil perceber isso; eu não o vejo. Se estivesse na tua posição vê-lo-ia, por não seres humano. Não te encontras nesta realidade.” E todos eles têm razão. Não sou, e não tomo parte na vossa realidade, mas não é por essa razão que eu o vejo, e vós não. Não vos está ocultado. É simplesmente devido ao facto de não vos permitirdes dirigir a atenção, por não prestardes atenção à atenção que dais. Não tendes consciência daquilo a que prestais atenção, ou tendes uma consciência parcial daquilo a que prestais atenção, e não tendes consciência do que estais a fazer. Estais a prestar atenção àquilo que estais a pensar e não estais a prestar atenção àquilo que estais efectivamente a fazer, e para muitíssimos de vós, já estais a fazer o que quereis fazer, mas pensais não estar.


Esse é o significado que a atenção tem, e o sentido da atenção relativamente ao que é importante consiste em definir para vós próprios, em meio àquilo a que prestais atenção: “Porque estou a prestar atenção a isto? Porque razão será isso importante para mim?” A situação financeira, ou nos termos que empregais, a crise: “Porque razão será importante para mim? Porque estou a prestar atenção a isso? Estará pessoalmente a afectar-me? De que forma beneficiarei ao prestar atenção a isso? Se não beneficio com o facto de prestar atenção a isso, então não é importante.”

RODNEY: Deixa-me inserir algo. Não creio que esteja por completo sozinho nisto, mas algumas pessoas querem observar o que ocorre no mundo por uma simples questão da diferença. Quão diferente é da forma como era ontem? De que modo está a mudar?

ELIAS: Bastante válido.

RODNEY: Isso inclui... tudo bem, há quem fale da crise. Há quem diga que tudo está a rolar na perfeição. Certo? Há sempre...

ELIAS: Para falar em termos gerais, aqueles que se interessam pela mecânica da realidade e gostam de observar não se sentem necessariamente entediados com o que observam.

RODNEY: Oh não, eu apreciei parte da mudança. É como se fosse demasiado velho para sentir mudanças significativas quanto ao que as pessoas dizem sobre determinadas questões. Tem acontecida uma tremenda mudança...

ELIAS: (Sorri) bastante.

RODNEY: ...na minha vida...

ELIAS: Sim.

RODNEY:...quero dizer, questões que costumavam ser tabu deixaram de ser tabu, que eram sentidas de uma forma e agora são sentidas de outra, e representam um entretenimento para... precisamos ser selectivos em relação ao que observamos. Não quero saber quantas pessoas tiveram um acidente na noite de ontem, não é? Quero dizer, um acidente automóvel é um acidente automóvel.

ELIAS: Por isso se mover em conjugação com as tuas directrizes.

RODNEY: As minhas directrizes.

ELIAS: Um outro indivíduo pode sentir fascínio por acidentes de automóvel...

RODNEY: Bem lá isso é verdade.

ELIAS: ...um acidente atrás de outro, e de mais outro.

RODNEY: Mas para mim não passa de mais um acidente, certo?

ELIAS: Precisamente, mas isso é uma questão daquilo a que prestas atenção por que...

RODNEY: Certo.

ELIAS:...do que é importante para ti. Acha-se em conjunção com a tua expressão genuína? Estará em conjunção com as tuas linhas pessoais de orientação individuais? De que forma isso te beneficia? Uma pessoa que dê uma atenção considerável aos conflitos e às guerras e se deixa apoquentar por isso...

RODNEY: Esse é um problema cruel, o de nos entediarmos.

ELIAS: ...sim, e se aborrece com isso e se angustia com tais assuntos e se deixa imobilizar com tais assuntos ou acções. De que modo isso beneficiará esse indivíduo? Não beneficia. Por conseguinte, por que razão é importante? Não é, só que acreditais que seja, e a razão por que acreditais que seja baseia-se no medo.

RODNEY: E esse indivíduo opõe-se...

ELIAS: Muito.

RODNEY: ...ao que percebe...

ELIAS: Sim, muito.

RODNEY: ...ao passo que aquele que permanece como simples observador não se opõe.

ELIAS: Exacto. Consequentemente, não se aborrece. Nessa medida, como estará isso baseado no temor? Baseia-se no temor, por o indivíduo prestar atenção, na ideia que o capacite a evitar. Só que não o capacita, só que é a isso que aspira.

RODNEY: E isso é...

ELIAS: Desvalorização do indivíduo, uma vez mais.

RODNEY: Certo.

ELIAS: Por o medo estar intimamente associado ao controlo.

RODNEY: De que modo a ideia de defender alguma coisa se enquadra nisto? Suponhamos que eu sou um observador das maquinações da política, e alguém vem junto de mim e me diz que vão emitir uma lei que torna o aborto uma infracção penal – seja em que circunstâncias for – uma infracção penal. Vão jogar fora as leis que agora temos e mudá-las para o oposto, e dizem: “Vais-te erguer e dizer que te opões a essa mudança, e que a queres tal como está, que uma pessoa tem o direito legal de fazer um aborto?”

Eu, num certo sentido, defendo aquilo em que acredito e simplesmente admito e expresso a minha opinião. Por outro lado, oponho-me à alteração da lei. Isso para mim é fonte de conflito, pessoalmente, e ao conhecer o significado de ambas essas duas posições, e defender aquilo em que acredito, opor-me, e ao fazer isso, não é somente que esteja a opor-me à mudança, estamos a defender aquilo em que acreditamos.

ELIAS: Antes de mais, deixa que te diga que não andam, ambas, necessariamente lado a lado.

RODNEY: Não andam lado a lado?

ELIAS: Não. Expressar a tua opinião, ou nos vossos termos, defender aquilo em que acreditas...

RODNEY: Pois.

ELIAS: ...não constitui necessariamente uma oposição à outra expressão.

RODNEY: Muito bem.

ELIAS: Pode constituir. Podeis dirigir a energia dessa forma pela qual vos opondes à outra (expressão), em que cuja situação não defendereis necessariamente quilo em que acreditais. A vossa atenção focar-se-á mais na oposição.

Nessa medida, a vossa tenção focar-se-ia mais no sentido de expressar o certo e o errado, e a importância foca-se no estar certo.

RODNEY: Muito bem.

ELIAS: Isso não representa uma defesa daquilo em que acreditais. Isso é estar certo, o que é diferente. Nesse sentido...

RODNEY: Por esse ser um território muito lamacento na política.

ELIAS: Estou ciente disso.

RODNEY: É quase...

ELIAS: Por eles o criarem dessa forma...

RODNEY: Pois.

ELIAS: ... o que representa uma outra manipulação do medo. Confundem a questão. Complicam o assunto, e por conseguinte, ele torna-se lamacento e confuso, e é mais fácil de controlar.

Agora; em relação ao que expressaste ou à ideia que tinhas de te ergueres e defenderes aquilo em que acreditas, em geral, se isso for genuíno, o que fazeis é expressar a importância do indivíduo, e estás a expressar um benefício que isso te trás, ao manterdes o valor que tendes enquanto indivíduos, independentemente do assunto. Não importa que, conforme expressaste, o assunto se prenda com o aborto, tu és homem e pessoalmente não farias um aborto, mas independentemente disso, expressas-te de uma forma que constitui um benefício para ti, por defenderes o significado e o valor do indivíduo.

Agora; já é discutível se o outro indivíduo que se opõe ao aborto estar a expressar o mesmo.

RODNEY: Certo.

ELIAS: Por estar a expressar a defesa do valor de quem não nasceu, mas que ele não tem valor. Essa é a sua plataforma, por assim dizer.

RODNEY: Essa é a ideia deles.

ELIAS: Mas não estão a fazer a defesa da importância do indivíduo, porque se estivessem a defender a importância do indivíduo, não se oporiam à acção do aborto, por o indivíduo eleger essa opção. Tens razão; estão a defender a ideia...

RODNEY: Certo.

ELIAS:...que desvaloriza o indivíduo. Mas eu não advogo a favor da oposição a tal acção; essa não é de todo a questão. A questão reside no assunto – a importância do indivíduo – e nessa medida, o valor do indivíduo como primordial e acima da ideia. As ideias são fantásticas, e podem ser excepcionalmente benéficas, e incrivelmente poderosas, mas não são mais importantes do que vós.

RODNEY: Ena, o indivíduo.

ELIAS: nenhuma ideia é mais importante do que vós.

RODNEY: Essa é uma afirmação e tanto.

ELIAS: Vós criais ideias. Elas não vos criam.

RODNEY: Está certo.

ELIAS: Por conseguinte isso é de suprema importância. Essa é a razão por que aquilo a que prestais atenção é tão importante, e por que é tão significativo questionar-vos acerca de: “O que será importante, e porquê?”

RODNEY: Certo.

ELIAS: Em relação à religião, existem aspectos inerentes às religiões que na verdade constituem simples filosofias.

RODNEY: Sim.

ELIAS: Existem aspectos de filosofias que podem ser importantes. Podem ter importância para vós, e podeis responder a essa questão: “De que forma isso me beneficiará por formas específicas?” Podeis produzir a capacidade de identificar, de uma forma específica, a forma como certas ideias ou filosofias vos beneficiam, e essa é a razão por que são importantes para vós. O que se torna perigoso relativamente à atenção é quando dirigis a vossa atenção de uma forma cega, sem considerardes a forma com vos beneficia.

RODNEY: Certo.

ELIAS: E com toda a simplicidade, sem o esterco...

RODNEY: (Ri) Pois.

ELIAS: ...mas expressando de uma forma genuína para vós próprios, se não contiver qualquer benefício, não terá importância nenhuma.

RODNEY: caramba. Está bem.

ELIAS: É tão simples quanto isso.

RODNEY: Essa é uma afirmação esclarecedora.

ELIAS: Que todavia se tornará num desafio implementar.

RODNEY: Ah ah, é claro!

ELIAS: Pode tornar-se muito esclarecedor descobrir a quanta coisa prestais tanta atenção, e dais tanta importância, que na verdade não tem importância.

RODNEY: Como o facto das meias que uso formarem um par ou não.

ELIAS: (Sorri)

RODNEY: Estava a fazer piada. Uma das perguntas que foi suscitada foi: “Esta onda que a consciência atravessa terá um efeito semelhante globalmente em todas as religiões, por todos os continentes, em todas as culturas?” Terá?

ELIAS: Sim. Sim. Eu diria que já teve início. Já apresentastes a vós próprios uma exibição óbvia com a vossa figura de proa...

RODNEY: (Ri)

ELIAS: ...o que não representa coincidência nenhuma.

RODNEY: E o facto de incorporar um continente totalmente novo, com a África do Sul...ou melhor, a América do Sul, relativamente a uma cultura completamente diferente?

ELIAS: Muitíssimo. Além disso, eu dir-te-ia que isso representa um símbolo.

RODNEY: Sim.

ELIAS: O que poderá ser mais significativo de observar, poderá ser alterações em relação à religião Muçulmana, se te sentires inclinado a observar as religiões, por essa religião ser muito mais abrangente do que mesmo as religiões cristãs.

RODNEY: Referes-te ao facto de incorporar mais gente, mais nações, etc.?

ELIAS: Mais culturas, uma maior influência, mas não diria para olhares para isso e o observares. Estou unicamente a expressar que, se prestares atenção às religiões, e se observares as religiões e as mudanças que têm vindo a sofrer, que essa será uma religião que se apresenta como mais abrangente do que as vossas religiões cristãs.

RODNEY: Mas ela virá a sofrer mudança ao mesmo tempo que todas as demais?

ELIAS: Virá, sim. E isso também já teve início. Tem começo nessas polarizações.

RODNEY: Pois. Achei interessante de ver, no outro dia, o factor de controlo no Egipto se opor a atribuir às mulheres o direito de votar pela simples razão de que, se gozassem do direito de voto, ou porventura não propriamente do direito de votar, mas do direito de processar ao abrigo da lei, poderiam processar os maridos por violação, e possivelmente eles não poderiam tolerar semelhante coisa.

ELIAS: Ah, mas a polarização vai alimentar o efeito de dominó, nos vossos termos, da dissensão e da mudança.

RODNEY: Posso fazer uma pergunta?

ELIAS: Podes.

RODNEY: Bom, uma das perguntas é: “De que forma virá ela a afectar as crenças religiosas que temos?” Mas creio que já respondeste a isso. (Ri) A Patricia pergunta: “Quão religiosa serei com relação ao Elias e ao material dele?”

ELIAS: (Ri) Com relação a mim e ao material todos vós sois religiosos.

RODNEY: (Ri)

ELIAS: Por usardes todos do aspecto de ver isso como uma autoridade, coisa que já abordamos.

RODNEY: (Ri) Bem sei que já abordaste, e eu fico grato por isso, Só não creio que a Patricia aceitasse a resposta que dei à pergunta.

ELIAS: Talvez. Nesse sentido, não que eu venha a declinar, à semelhança do vosso Papa...

RODNEY: (Ri)

ELIAS: ...mas por vos erguerdes a vós próprios com a percepção de vos assemelhardes mais a mim.

RODNEY: A nossa própria autoridade. Que poderemos fazer para deixar de dispersar a nossa atenção...?

ELIAS: (Ri)

RODNEY: ...durante a presente onda? O que reúne toda a questão que a onda envolve.

ELIAS: Essa É toda a questão que a onda envolve. Também diria, conforme estivemos a debater antes, nesta nossa conversa, que é uma questão de perceber melhor, de perceber sempre que a vossa atenção se fixa nos sentimentos, ou se fixa no pensar, ou se fixa numa direcção particular a determinado assunto. Porque, quando isso ocorre, distrai-vos e torna-se muito mais difícil dirigir a vossa atenção de uma forma intencional, por já vos encontrardes a mover-vos no sentido de serdes vítimas de vós próprios nesses instantes, por não usardes qualquer controlo. Não controlais os sentimentos, não tenes controlo sobre o vosso pensar, o que está por completo errado. Tendes, mas isso representa uma expressão automática.


Nessa medida, é uma questão de perceberdes quando estiverdes a mover-vos nessas direcções com que estais familiarizados, e como podereis permanecer menos dispersos na vossa atenção? Muito simplesmente, continuai a colocar a vós próprios essa pergunta simples: “Que será importante?”

RODNEY: “De que modo isso me beneficiará?”

ELIAS: “De que modo irá isso beneficiar-me, e será importante?”

RODNEY: Está bem.

ELIAS: Mesmo que de início não consigais identificar a forma como um assunto ou uma acção vos beneficie, perguntais a vós próprios; “O que é que tem importante, e porquê?”

RODNEY: Bem visto.

ELIAS: Vós muito frequentemente, muitas vezes perdeis de vista aquilo que é importante.

RODNEY: E será algo que devíamos... de que beneficiaremos se tiverdes consciência numa base de momento a momento.

ELIAS: Muito mesmo. E deixa-me dizer-te, meu amigo, com toda a sinceridade, que tudo parece muito mais difícil do que realmente é.

RODNEY: (Ri)

ELIAS: Leva muito mais tempo a explicá-lo do que a pô-lo em acção.

RODNEY: (Ri)

ELIAS: E nessa medida, não exige um tremendo esforço nem demasiada energia, porque se estiverdes a aplicar um enorme esforço e energia nessas direcções, estareis a complicar demasiado. A direcção é simples e não requer uma energia extraordinária nem esforço, ou tempo, sequer. É somente uma questão de perceberdes o que é importante e o que não é importante.

RODNEY: Obrigado. Mais uma pergunta...

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: ...que gostaria de colocar na vez do John (Rrussell). Vou-ta ler.

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: “Conceitos de liderança e de dinâmica de grupo (comportamento organizacional) no local de trabalho, ao assentarem nas fundações dos nossos sistemas económicos, parecem colidir com os conceitos da Onda Religiosa – deixa-me terminar – tais como o da ausência de controlo e a directiva própria. De que forma poderá isso ser reconciliado a curto prazo? Por favor, ilustra a função típico de uma organização e a forma como ela poderá mudar por meio da Onda Religiosa, por exemplo, o director executivo de uma organização, um gestor de um banco de investimento, um associado de vendas de uma companhia de software, ou o gerente de projectos de marketing de uma companhia farmacêutica.”

ELIAS: Não importa aquilo que fazeis. Isso não está em oposição entre si. E diria, uma vez mais, que é muito simples. É uma questão de terdes noção daquilo que é importante para vós, independentemente do papel (função, cargo) que desempenhardes, ou da companhia para que trabalhais, ou de que autoridades, por assim dizer, estejam envolvidas no local de trabalho, por assim dizer. É uma questão de cada pessoa ter consciência e de avaliar o que é importante para ela individualmente. Nessa medida, não vai necessariamente estabelecer directamente conflito com as estruturas das organizações ou dos negócios. Na verdade, dependendo daquilo a que estais a prestar atenção, pode representar um benefício. Podeis beneficiar, e a organização pode beneficiar, dependendo do que seja importante para vós, e do que estiverdes a fazer que seja importante para vós, e da razão disso, ou do facto de estardes a fazer relativamente ao que não seja importante para vós. Se assim for, sugiro que pareis. Se não for importante para vós, se não sentirdes qualquer interesse, se o único interesse que tiverdes numa companhia ou emprego, por assim dizer, for o dinheiro, eu diria que isso não representa benefício nenhum, e por conseguinte não é importante, e subsequentemente, talvez não devêsseis fazer isso.


Eu diria que em relação às hierarquias, ou do que pensais como autoridades, elas só são autoridades se lhes outorgardes essa posição, independentemente de quem sejam. Um director executivo só representa uma autoridade se o colocardes nessa posição. Esse indivíduo não é mais importante do que vós, a menos que o coloqueis nessa posição. A vossa função é igualmente importante que a dele, ou ele não teria função nenhuma.

Por isso, é uma questão avaliardes “Qual será a importância da minha posição em meio ao que faço, e qual será o benefício que colho?” e deixardes de vos preocupar co o que os outros estiverem a fazer, ou da posição que ocuparem, ou o facto de representarem uma autoridade ou não, porque ele não poderá representar autoridade nenhuma se o não colocardes nessa posição. Esse é o factor inerente à sugestão; aceitareis a sugestão da importância da ideia ou da importância do vosso ser? Se aceitardes que a ideia seja importante, à vossa própria maneira individual, o provável é que avanceis na direcção da vossa Segunda Grande Guerra Se vos voltardes no sentido de aceitar que VÓS sois importantes, deslocar-vos-eis no sentido da vacina inexistente do Jonas Salk.

RODNEY: Inexistente?

ELIAS: Por ser obsoleta.

RODNEY: Ah, a poliomielite. Está bem.

ELIAS: Ou vos capacitais a vós próprios ou capacitais a ideia. Cabe-vos a vós escolher. Essa é a simplicidade de que a coisa se reveste. Esta onda, muito simplesmente – constitui um desafio implementar – mas é muito simples. A que estais a prestar atenção?

RODNEY: Antes de terminarmos, talvez uma afirmação numa só frase; tenho vindo a ler alguns dos trabalhos escritos do Oscar Wilde, e notei que ele dava muito valor ao indivíduo, em grande parte do que escreveu, e esse foi o último foco que tu tiveste se o considerarmos nos termos lineares. Terás mais alguns focos que também tenham desenvolvido essas ideias?

ELIAS: Muitos.

RODNEY: A sério?

ELIAS: (Ri)

RODNEY: Serão eles...

ELIAS: Não têm tanta notoriedade, mas sim, muitos.

RODNEY: Importar-te-ias de citar... se alguns poderão ter interesse nas perspectivas históricas? Não estou certo de ser a palavra correcta a aplicar. Um outro foco teu cujo trabalho seja facilmente acessível, e cuja leitura que recomendasses por uma questão de prazer ou seja o que for, que trouxesse benefício.

ELIAS: Não agora.

RODNEY: Não agora?

ELIAS: Não agora, no âmbito desta onda.

RODNEY: Está bem, mas poderás citar no futuro?

ELIAS: Talvez. Nesta onda, isso estabeleceria uma dinâmica que facilmente se moveria no sentido de uma outra autoridade.

RODNEY: Ah, está bem, (ri) essa é uma resposta um tanto críptica; agradecido.

ELIAS: Opto por não tomar parte nesse tipo de sugestão. (Ri)

RODNEY: Está bem.

ELIAS: Mas talvez futuramente.

RODNEY: Óptimo.

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer, meu amigo, e diria que foi muito aprazível.

RODNEY: Tanto que estou que espero ter uma sessão privada de carácter pessoal contigo num futuro não muito distante.

ELIAS: Excelente!

RODNEY: Já passou muito tempo.

ELIAS: Fico a antecipar isso com agrado, meu querido amigo.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Meu caro e velho amigo, até ao nosso próximo encontro, e podes estender os meus cumprimentos a todos os nossos amigos que participaram nisto.

RODNEY: Certamente que sim.

ELIAS: A todos, e para ti, au revoir.

©2013 Mary Ennis. Todos os Direitos Reservados.

O MATERIAL ELIAS