sábado, 16 de março de 2013

“MORTE E TRANSIÇÃO”




“SUAVIZANDO A PASSAGEM DO HABITUAL PARA O QUE É ESTRANHO”
“APLICANDO O “NÃO TEM IMPORTÂNCIA””
Sessão 889
Quinta-feira, 23 de Agosto de 2001 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael) e Leslie (Margaret)

Elias chega às 10:49 da manhã. (Tempo de chegada: 25 segundos.)

ELIAS: Bom dia, Margaret!

LESLIE: (A rir) Bom dia!

ELIAS: (Sorri) De que modo vamos avançar?

LESLIE: Ah, Não sei ... umas quantas coisas. (O Elias ri) Deixa que te pergunte, estarei a brincar com a ideia do desenlace?

ELIAS: Não presentemente.

LESLIE: A sério? (Ri junto com o Elias) Ah, é de tal modo frustrante! Precisava de uma bola de cristal, Elias!

ELIAS: Ah! (A sorrir)

LESLIE: (A rir) Por vezes isto não se revela tão divertido, sabes! Não seria suposto que fosse?

ELIAS: (Ri) É aquilo que fizerdes por que seja! Ah ah ah ah!

LESLIE: Sim, bem o sei, só que não é. Fazes com que pareça tão fácil!

ELIAS: Justamente! (A rir)

LESLIE: Mas não é! Apenas é fácil para TI. Já conheces o jogo! (Ri, enquanto o Elias sorri) Ah, bom, dispara lá. Com que então não presentemente, uh? Nem sequer estarei a entreter a ideia? (O Elias continua a rir) Jesus! Deus, jamais tenho razão em relação a estas coisas, Elias! (A rir) Recordas-te da tentativa de adivinhar que fiz? Não sei bem – eu nunca acerto! Que estarei para aqui a fazer? (O Elias sorri)

Ah, deixa que te pergunte – o Dr. Goldman. Poderei obter o nome da essência dele e a família a que pertence, etc., por favor?

ELIAS: Muito bem. (Pausa) Nome da essência, Xaine,(ZANE); família da essência, Tumold; alinhamento, Ilda; orientação, comum.

LESLIE: O sonho que tive - ter-me-á o sonho sido providenciado a título de exemplo do que acontece quando nos desprendemos?

ELIAS: Foi.

LESLIE: Foi incrivelmente fantástico!

ELIAS: Isso na realidade constitui o que apresentaste a ti própria em termos de simbologia do à-vontade que o movimento engloba.

As pessoas na tua dimensão física têm crenças muito fortes associadas à morte. Uma dessas associações é a de não constituir uma escolha, e uma outra é a de incorporar dificuldade, e a de se dar uma alteração dramática de vós próprios e da experiência que fazeis ao empreenderdes essa acção de morrer. Na realidade, ao apresentares a ti próprio essa simbologia, consta apenas de uma passagem de uma para outra área da consciência, a qual, conforme declarei previamente, se assemelha bastante à movimentação que criais na vossa dimensão física. Ao passardes de uma localidade física para outra, não estais obrigatoriamente a alterar a vossa realidade toda. Estais apenas a passar de uma localidade para outra.

De uma maneira muito semelhante, o movimento associado à acção ou à escolha da morte constitui um simples movimento, por assim dizer, de um local para outro; mas mudais-vos convosco próprios desse local para o outro. Continuais a ser vós.

LESLIE: No sonho – que foi realmente breve – eu estava, a minha mente era como se fosse apenas um segundo, por exemplo, em o corpo simplesmente entrava em colapso, e pensei: “Ah, é assim!” Mas sabes que mais? O que tinha de divertido era que não apresentava qualquer arrependimento, como eu não ter vontade de partir ou algo do género. Assemelhava-se mais a um avançar em frente. (Começa a rir) Bom, sabes,
o que eu disse a seguir foi: “Elias? Onde estás?” Como que a dizer, agora vamos brincar! Como se tivesse acabado com aquilo, por isso vamos lá folgar!
 
ELIAS: Justamente! É simplesmente...

LESLIE: Mas ao envelhecermos, também nós percebemos... por não ter ideia do que pensei que tivesse acontecido quando era nova, sabes. Não creio que compreendesse o sentido de “ser velho”. Creio que ainda não entendo de verdade, por a nossa mente jamais envelhecer; e nada se alterar nela.

ELIAS: Exacto.

LESLIE: De modo que representa como que um trapaça ou artimanha! (O Elias ri junto com a Leslie) Mas agora, aqueles que se tornaram senis ou... será o que as intermitências da loucura representam?

ELIAS: Isso é a manifestação da transição no foco físico, expressada pelo que poderás designar como um extremo.

LESLIE: Então é uma preparação para o desenlace?

ELIAS: Não necessariamente uma preparação. É uma escolha de incorporar transição até certo ponto, enquanto continuais a empreender o foco físico.

LESLIE: Está bem, mas eu não... sinto uma enorme dificuldade em entender qual será a intenção de continuar por aqui se vamos ser endereçados para uma condição qualquer de inconsciência?

ELIAS: As pessoas muitas vezes optam por incorporar a acção da transição enquanto continuam a ocupar o foco físico, por o acto da transição que empregam, de certo modo, ser menos rápida na imagética, na simbologia que apresenta, e nesse movimento se expressar por uma maior peculiaridade. Porque, ao abordardes o acto da transição no foco físico, continuardes a incorporar a concepção desta dimensão física e da sua expressão, o qual se expressa pela singularidade. Por isso, é expressado de uma forma em que a atenção é dirigida num modo singular de expressão.

Por exemplo, na expressão não física da transição subsequente ao desenlace desta dimensão física, não mais incorporais a concepção desta dimensão física. Consequentemente, a atenção é expressada em muitas direcções em simultâneo, por não mais aderir ou se conformar à concepção ou ao modelo desta dimensão física. Consequentemente, tem permissão para se mover em múltiplas direcções em simultâneo.

Muitos optam por incorporar a expressão do que designais por senilidade por lhes permitir à atenção continuar a funcionar em associação com a concepção desta dimensão física de uma forma singular (isolada), mas também lhes permitir incorporar um tipo de à-vontade nos termos com que estão familiarizados na expressão da transição.

Um indivíduo que empreenda a transição no foco físico soba forma de senilidade permite-se projectar a sua atenção para outros focos ou para outros aspectos deste foco particular; por vezes chegam a interagir com outros aspectos da essência que não se acham fisicamente focados. Mas cada movimento que criarem deverá constituir uma direcção que a sua atenção sofre para essa expressão, tal como um outro foco particular momento, ou interagir com um outro aspecto da essência num outro momento particular, e periodicamente permitem-se voltar a a tenção momentaneamente de novo para ESTE foco e este presente instante. Por isso, a atenção desloca-se facilmente só que de uma forma singular para diferentes experiências e diferentes expressões da sua essência.


No âmbito da acção de transição no âmbito da expressão não física, a atenção não mais é confinada, por assim dizer, à concepção desta dimensão física. Por isso, todas as expressões do enfoque físico – crenças, experiências e percepção objectiva – são exploradas e abordadas em simultâneo. Isso foi o que eu referi pela analogia de vos colocardes num quarto e de vos rodeardes de centenas de televisores. (1)


Agora; na acção do envolvimento da transição durante o enfoque físico, estais a rodear-vos, para o referir em termos figurativos, dessas centenas de televisões, mas estais a abordar simplesmente um programa isolado de cada vez. Por isso, de certa forma, estais a sintonizar um televisor de cada vez, enquanto na transição não física, TODOS os vossos televisores estão sintonizados ao mesmo tempo. Eles existem todos em simultâneo, e todos os programas estão a obter expressão em simultâneo, e a vossa atenção acha-se focada em todos eles em simultâneo.


Muitos indivíduos optam por criar aquilo que percebem como um alívio nessa expressão da transição ao empregarem a transição isolada no foco físico, que nos vossos termos implica um certo tempo. Percebem que essa acção antecipe o movimento da simultaneidade da atenção.

LESLIE: Não me sinto mais assente ligada à terra. Não sinto mais qualquer apego por coisa nenhuma. Não quero saber se é ver televisão, particularmente... não importa o que seja. As artes e ofícios em que sempre me empenhei, nada parece captar-me a atenção. Pareço esvoaçar entre uma coisa e outra, e isso está-me a deixar doida! Não sei o que se está a passar. É quase como se estivesse a tentar agarrar alguma coisa e só pareço andar a esvoaçar por cima de tudo!


ELIAS: Muitos, muitos indivíduos estão a passar por uma experiência bastante similar à tua e ao que estás a descrever, por isso na realidade representar um outro aspecto do movimento desta mudança de consciência: passar-vos do que vos é habitual para o que vos é estranho.



Conforme tive ocasião de declarar antes, passastes para o vosso novo milénio e estais agora a inserir esta mudança na consciência na vossa realidade objectiva, e com isso, estais a redefinir toda a vossa realidade. Estais envolvidos na acção de redefinir a vossa realidade, na verdade estais a alterá-la, e com essa alteração, também o vosso movimento sai alterado. A tua atenção está a passar do que te é familiar para o que te é estranho, e temporariamente experimentas o que associas nas crenças que tens como uma falta de equilíbrio na tua ligação à terra, uma dispersão nos vossos termos, uma dificuldade em dirigires a tua atenção numa direcção isolada particular. Por no âmbito da acção desta mudança estares, conforme declarei previamente, a deixar cair os véus da separação, e com isso também estares a alterar a direcção que a tua atenção toma no sentido de não incorporares esse modelo extremo que é o isolado.


A prova da manifestação temporária na expressão que reflecte o teu movimento fora do contexto isolado da atenção está a expressar-se no que poderás perceber coo uma falta de ligação à terra, uma falta de equilíbrio, uma dispersão, uma distracção. Por vezes, poderá traduzir-se por uma expressão de falta de motivação ou de confusão, e ao permaneceres nesse tipo de expressão darás lugar à frustração, por também estares a tentar forçar-te e à tua energia a expressões familiares. Mas uma vez mais, o que é familiar não encontra mais enquadramento na tua realidade, por, para o referir em termos figurativos, minha amiga, o que criaste, de certo modo, foi remodelar a tua realidade.


Por isso, a forma da tua realidade está agora a tornar-se redonda, e o que era familiar no contexto da realidade que tinhas incorporava ângulos. Os ângulos não se enquadram mais no redondo da tua realidade actual. Consequentemente, ao continuares a forçar a tua energia e a tentar forçar o familiar e levá-lo a enquadrar-se na expressão da tua realidade actual, ela não encontra cabimento, e isso dá lugar à frustração no teu íntimo.

LESLIE: Hmm. Está bem, nesse caso, qual será a resposta para atravessar isso com facilidade? Deixar para lá?


ELIAS: Permitir-te fluir com a tua presente expressão natural da energia, relaxar. Concede a ti própria permissão para expressar simplesmente o que estiveres a expressar no momento, sem te condenares nem forçares às expectativas do que devias ou não expressar ou criar.



Nessa medida, ao te permitires uma folga temporária, por assim dizer, ao te permitires relaxar e não dar expressão às condenações ou juízos, poderás criar um maior à-vontade neste período que está a dar lugar, de certo modo, à manifestação do emergir, ao NASCIMENTO actual da nova realidade e à nova direcção da atenção.


Anteriormente, dei-te conta de tudo quanto estáveis a experimentar, na vossa linearidade do tempo, as dores de parto, por assim dizer, através da analogia do dar lugar à nascença do emergir desta mudança na consciência. Agora com a inserção objectiva dessa mudança da consciência na vossa realidade objectiva, estais, figurativamente falando, a dar lugar à manifestação efectiva, ao nascimento efectivo do emergir dessa mudança. Por isso, de forma semelhante ao parto físico na vossa dimensão física, crias um maior à-vontade nessa acção ao te permitires descontrair e não dar lugar à criação de tensão nem forçar ou pressionar a tua energia. Certo?

LESLIE: Está bem, então serão essas todas as coisas físicas que estão a ter lugar, é o forçar de que estou a usar?


ELIAS: Correcto.


LESLIE: Ah! Está bem... então onde será que isto irá parar? (Ri)


ELIAS: À expressão e à manifestação desta mudança da consciência na tua expressão e experiência individual.


LESLIE: Isso não me diz nada, Elias!


ELIAS: Tu estás a abrir a porta!


LESLIE: (A rir) Oh senhor! Vou ter que pensar nisto tudo, Elias; tu entendes, não? (Ri junto com o Elias)


ELIAS: Como sempre! Ah ah ah!


LESLIE: Tu sempres nos dás trabalhos para casa! (O Elias ri)



Quanto de tudo quanto está a acontecer – oh, não estou necessariamente a referir-me às coisas do dia-a-dia, mas às coisas mais significativas que ocorrem num foco – quanto afectarão elas os outros focos que temos, ou não?

ELIAS: A energia acha-se num contínuo fluir, por assim dizer, ao longo de todos os vossos focos, mas a afectação causada por um foco em relação a outro depende de cada foco individual e do que cada um optar por conduzir a si, de forma semelhante ao modo por que podeis ver o vosso foco físico individual e o movimento do vosso corpo físico. Quando criais uma expressão qualquer física no vosso corpo físico, depende daquilo que escolherdes incorporar que afecte a vossa atenção.

A título de exemplo, instaurais um movimento no vosso corpo físico – os vossos órgãos físicos continuam a funcionar, o vosso sangue continua a circular, o vosso sistema respiratório continua a funcionar, o vosso sistema nervoso continua a proporcionar-vos sensação de movimento – mas isso não vos afecta objectivamente em meio ao que estiverdes a experimentar, nos vossos termos, por a vossa atenção objectiva não estar dirigida para essas funções. O que não quer dizer que não tenham lugar em vós e não vos influenciem a expressão, só que não afectam as vossas escolhas objectivas, por assim dizer.

Mas se derdes lugar à alteração da função do vosso corpo físico, e instaurardes uma dor e doença e tensão e restrição numa área qualquer particular do vosso corpo físico, isso deverá afectar a vossa atenção objectiva. Tu criaste essa expressão particular para conduzires a tua atenção para específicos movimentos e associações. Por isso, pode influenciar-te objectivamente as escolhas numa particular altura, mas optaste neste foco por manifestar essa expressão particular.

De modo semelhante, com respeito a outros focos, eles podem ser encarados como um sistema circulatório ou um sistema respiratório ou um sistema nervoso. Eles movem-se junto convosco; eles afectam na função da essência. Mas em relação à afectação objetiva, eles causam afectação na medida em que voltardes a vossa atenção e vos permitirdes atrair a vós experiências e associações de outros focos no próprio rumo que tomais, e moverdes a vossa atenção neste foco numa direcção particular a fim de notardes ou explorardes ou abordardes um movimento qualquer que tenhais escolhido neste foco.

LESLIE: Bom, este foco particular, está mesmo a focar-se nessa direcção, certo?

ELIAS: Correcto.

LESLIE: Eu sou verdadeiramente única nisso.

ELIAS: Correcto.

LESLIE: Mas terei eu outros focos que estejam a concentrar-se noutros focos? Terei tornado isso claro?

ELIAS: Em outras dimensões, ou nesta dimensão?

LESLIE: Nesta dimensão. (Pausa)

ELIAS: Na sua maior parte, não.

LESLIE: Então encontramo-nos todos mergulhados nos nossos próprios assuntos.

ELIAS: Sim, de certa forma.

LESLIE: Existirá coisa como imaginação, ou será tudo quanto imaginamos ou vemos na TV, lemos num livro que alguém tem na cabeça, estará isso tudo baseado em factos quer desta dimensão ou elaborado numa outra dimensão, ou... sabes ao que me estou a referir?
ELIAS: A imaginação é uma realidade. Consiste na expressão da escolha, e representa a expressão do que é conhecido, quer seja nesta dimensão física ou noutra dimensão física ou numa outra área da consciência.
LESLIE: Ah, está bem. Agora tenho que te fazer uma pergunta. Que seria preciso para eu pessoalmente aplicar o “não tem importância”? Que será que me falta aqui para ser verdadeiramente capaz de aplicar isso?

ELIAS: Posso-te estender a sugestão de praticares a observação das expressões do julgamento.

LESLIE: Ena pá, eu sei. (Suspira)
ELIAS: Porque ao detectares a expressão dos julgamentos – quer seja o que associas ao bom COMO ao mau, certo OU errado – ao notares cada expressão de juízo poderás praticar a cada instante de percepção o reconhecimento de que cada expressão dessas na verdade representa um julgamento.
Deixa que te diga, minha amiga, para prestares atenção às formas de juízo que julgas em termos de certo e de bom, por serem as formas de julgamento que na realidade criam uma maior acção de associação com as vossas crenças do que aquelas como mau e errado. Conquanto perceberes qualquer expressão de certo e de bom, continuarás a perpetuá-los; ao perceberes qualquer expressão de errado ou de mau, também proporcionas motivação a ti próprio para alterar.

LESLIE:
Essa é difícil! Mas tu sabes isso. Que é que colocamos no lugar do bom ou do mau? De que modo neutralizamos isso?

ELIAS: Reconhecendo tratar-se da mesma coisa, que ambas representam expressões de julgamento. Nessa medida, ao reconhecerdes que ambas as expressões constituem ambas formas de julgamento e que são o mesmo, nenhuma delas terá significado.

LESLIE: Deixa-me ver se entendi. Por exemplo, tenho o meu nível de colesterol elevado actualmente, de modo que julgo isso como uma coisa má a fazer ou a ter. De modo que o que necessito fazer é ser capaz de olhar a coisa conforme é, sem que importe o que seja (o significado que tenha).

ELIAS: Correcto!

LESLIE: Está certo. É a mesma coisa. Fulano ou beltrano comete algo que considero errado; não importa o que fulano ou beltrano esteja a fazer, por ser apenas aquilo que é.

ELIAS: Correcto!

LESLIE: E isso aplica-se a todo e qualquer caso.

ELIAS: Correcto.

LESLIE: Não importa o que seja.

ELIAS: Sim.

LESLIE: De modo que é o que eu preciso praticar, neutralizar essas coisas.

ELIAS: É. E o modo por que conseguirás isso é reconhecendo que esse bom, mau, certo, errado, melhor, pior, constituem todas a mesma expressão. São tudo formas de julgamento.

LESLIE: Bom, isso dá-me muito o que tratar!

ELIAS: (Ri, e a Leslie também ri) Muito que tratar, minha amiga! Ah ah ah!

LESLIE: Mas não faz mal.
Eu precisava saber, por ser frustrante. Pelo menos agora tenho onde me dirigir ou o que fazer. Sabes o que estou a dizer? (O Elias ri junto com a Leslie) Não sabes aquilo a que me refiro, todavia!

ELIAS: Precisamente!

LESLIE: Estou certa de ser a única para quem essa representa uma dificuldade.

ELIAS: Tens toda a razão! Ah ah!

LESLIE: Quando passar desta conseguiremos brincar?

ELIAS: Se o preferires!

LESLIE: (A rir) Não foi engraçado quando no sonho que tive eu fui, Elias? Como uma garotinha – vamos lá brincar agora! Estou ao teu lado!” (O Elias ri)

Bom, queria agradecer-te muito!

ELIAS: Não tens de quê, minha amiga.

LESLIE: Estava a sentir-me muito frustrada.

ELIAS: (Sorri) Permite-te relaxar.

LESLIE: Eu apresento esse problema, não? (A rir)

ELIAS: Reconhece igualmente, minha amiga, que ao criares tensão, estás igualmente a criar um outro julgamento. O julgamento não é simplesmente expressado pelo pensamento, mas pela acção igualmente.

LESLIE: Como nos livraremos de – oops! Lá vamos nós! Não queremos usar esse termo! Sabes, as crenças das massas. Digamos, por exemplo, a mais fácil neste momento: o colesterol é uma coisa MÁ! Bom, aqui estou eu a tentar dizer a mim própria que não faz a menor diferença. Assim, de que modo erradicamos as crenças das massas da nossa vida?

ELIAS: Não erradicais! Ah ah ah ah ha!

LESLIE: (A rir) Bom, cá vamos nós outra vez! Quero voltar a usar a maneira simples de novo, certo?



ELIAS: Estás de novo a adoptar a expressão da eliminação, e a questão não reside nisso.
  LESLIE: Oh, claro, o que estás a dizer; “O que eles acreditam, não tem importância.”
ELIAS: As crenças que tendes, os vossos sistemas de crenças constituem um desígnio integral desta dimensão física. Eles não estão a ser eliminados. Na verdade são uma expressão do modelo desta particular dimensão. São um aspecto da sua estrutura. Por isso, não estais a eliminar as crenças que tendes, nem os sistemas em que se estruturam.


Estais a voltar a vossa atenção para a aceitação, a qual reconhece a existência de crenças mas não se confina às mesmas, eliminando as vossas escolhas. Estais a permitir-vos reconhecer dos sistemas de crenças e a aceitar esses sistemas de crenças, de modo a neutralizardes as respostas automáticas e a proporcionardes a vós próprios escolha.

Não estais a eliminar a duplicidade, por ela também consistir numa crença. Estais a neutralizar a crença da duplicidade ao reconhecerdes que a sua expressão representa um julgamento e que achais obrigados a ela, de forma a poderdes reconhecer a sua existência e a poderdes dar expressão às preferências ou às associações que estabeleceis em relação ao bom, ao mau, ao certo, ao errado, COM CONSCIÊNCIA de que isso representa uma mera escolha, não um absoluto, por não existir qualquer absoluto de certo, errado, bom, mau, melhor, pior. Isso são associações que são expressadas em relação à crença na duplicidade, e isso não passa de formas de juízo.

Estais a estabelecer uma acção de aceitação que consiste na ausência de julgamento. Isso não representa a eliminação da crença; é uma neutralização da crença, o que vos proporciona liberdade. Porque com essa expressão, permitis-vos liberdade de escolha.
LESLIE: Essa é uma excelente palavra! Liberdade representa uma excelente palavra! (Ri) Oh-oh, cá vamos nós de novo! (O Elias ri)


Ah! Sabes que mais, isto dá muito que entender. Pensas que vou entender isto assim a correr? (A rir, enquanto o Elias ri) Pelo menos poso tentar, não?


Mas, tu sabes, penso que seja o meu objectivo central, se preferires chamar-lhe isso, ou objectivo que tenho. Seria excelente conseguir isso efectivamente, e conseguir um efectivo “não importa”, não julgar e tudo o mais, e apenas deixar-se levar, gozar as vistas, sem forçarmos nem pressionar nem cutucar e tudo o mais. Seria excelente ser capaz de conseguir isso e usar alguma da informação, alguns talentos que temos e que não utilizamos neste momento, antes de partir. Adorava ser capaz de conseguir isso!
ELIAS: Então cria isso, minha amiga.

LESLIE: Provavelmente é verdade! (O Elias sorri) Se quiser que adopte um aspecto mau para valer, provavelmente é o que passarei a criar, não?

ELIAS: Correcto.

LESLIE: (A rir) Tudo bem, mas depois, é disso que a conversa que estamos a ter trata – ajudar-me a consegui-lo.

ELIAS: Correcto.

LESLIE: Nesse caso, muito agradecida!
ELIAS: Não tens de quê, minha amiga. Expresso-te, como sempre, uma enorme afeição, e estender-te-ei a minha energia num contínuo encorajamento do avanço que estás a conseguir. Lembra-te, minha amiga, de seres brincalhona.

LESLIE: Ah! Quando fazes aquelas coisas às pessoas, usas as luzes. Tem que ver com luzes, coisas eléctricas, não é?

ELIAS: Muitas vezes, sim.
LESLIE: Pois bem, quem será que anda para aqui a provocar batidas, os ruídos físicos, como no caso do batente da porta da casa de banho? Eu estou sempre a escutar coisas, coisas que o vento não pode provocar. Quero dizer, são ruídos sólidos. Quem é que está a ser brincalhão? ELIAS: Devo dizer-te que na realidade isso é uma combinação da minha energia e da tua. LESLIE: (Laughs) Essas batidas sonoras? (Ri)

ELIAS: Exacto.
LESLIE: Muito bem! (O Elias sorri e a Leslie ri) Não faz mal, creio que já tenho muito que fazer!

ELIAS: Muito bem, minha amiga. Estendo-te um enorme carinho e fico a antecipar o nosso próximo encontro.

LESLIE: Eu também!

ELIAS: Para ti neste dia, au revoir.

LESLIE: Obrigado! Adeus!
Elias parte às 11:43 da manhã.

(1)Da sessão #298, de 16 do 7 de 98, uma versão da analogia dos televisores que o Elias empregou:


“Agora, em resposta à tua pergunta – se deixardes este foco particular e passardes a ocupar uma área não física, conseguireis ver os focos físicos? Conseguireis ver este foco físico particular? – isso depende da área do foco não físico que passardes a ocupar.

Se passardes a ocupar a área da transição, sim, podereis ver este foco particular assim como todos os vossos outros focos, embora não consigais distinguir muito bem cada um desses focos.

Conforme declarei previamente neste fórum, no âmbito da acção da tradição não física, podeis representar o aposento e todos os vossos focos representarem centenas de milhares de monitores de televisão, todos a sintonizar diferentes canais em simultâneo. Por isso, NENHUM vos captará a atenção mais do que outro. Devereis ocupar a vossa atenção em todos eles, e nessa medida, um não terá o mesmo significado para vós do que outro qualquer.

Para mais referências à analogia da televisão, consultar a sessão #313 de 11 do 9 de 98, ou a sessão #324, de 23 do 9 de 98.


Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS