sábado, 16 de março de 2013

"INFORMAÇÃO NÃO OFICIAL - TRANSIÇÃO"



Sessão 158 Domingo, 16 de Março 1997 ©

Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Gail (William), Bob (Simon), Drew (Matthew), Jim (Yarr), Norm (Stephen), e a Reta (Dehl).




Nota: Esta semana dei por mim numa interacção com uma boa amiga que estava a passar pela experiência de um enorme trauma em resultado em resultado de ter dado por si subitamente no meio dos estertores da transição. No Domingo de manhã recebi uma carta dela, dirigida ao nosso grupo. Essa carta foi lida em voz alta antes de a sessão ter tido início. Quando o Elias chegou, lançou-se de imediato no debate subordinado à transição. Pessoalmente, creio que a informação sobre a transição é muito importante para todos nós. Afinal de contas, todos nós vamos “dar o berro”! Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à minha amiga por ter partilhado a sua experiência comigo. A tua experiência ser-nos-á útil a todos. Com amor, Vicki.
...



Elias chega às 7:12 da tarde. (Em quinze segundos)



ELIAS: Boa noite. Esta noite, vamos concentrar-nos mais em informação não oficial com respeito ao auxílio a certos indivíduos específicos, assim como a todos vós. Vamos abordar o acto da transição assim como o da mudança.



Alguns de vós optaram pela acção da transição no enfoque físico, ao terem a intenção de não voltarem a manifestar-se fisicamente. Outros optam por voltar a manifestar-se, mas a acção da vossa mudança em muitos aspectos é muito similar á acção da transição. Por isso, vamos concentrar-nos na Área Regional 3 e na acção que transparece nessa área da consciência, para uma melhor compreensão.



Aqueles de vós que optaram por se voltar a manifestar no enfoque físico e escolheram este foco particular como o que designamos como a vossa manifestação física final já estão a começar a experimentar elementos de transição. Aqueles que estão a optar por se manifestarem estão a começar a notar uma maior informação não oficial em conjugação com a mudança de consciência que estais a atravessar.



O tema da transição é extenso e complicado. Além disso também é muito individual na actualização e movimento. Há certos pontos comuns que as pessoas podem experimentar que poderemos debater, embora mesmo aí haja algumas variações; por cada foco experimentar diferentes elementos e eventos no estado de transição. Inicialmente, dirigir-me-ei às crenças que as pessoas têm; não necessariamente nesta grupo aqui fisicamente presente, mas aos casos das pessoas que privam com esta informação.



Quando optais por vos desprender do enfoque físico entrais numa área de consciência, numa acção, que designamos como de transição. Já referi muitas vezes que o enquadramento do tempo, nos vossos termos, difere bastante do enquadramento do tempo que passa pela experiência da transição não física. Consequentemente, e inicialmente, dir-vos-ei que no enquadramento de tempo que reconheceis, poderá parecer-vos que um indivíduo possa continuar nessa área de transição por muitos anos. Isso não vos deve preocupar. Por isso, torna-se desnecessário preocupar-vos com a ideia da aquisição de um método de auxílio a esses indivíduos de modo a poderem conduzi-los ao longo da transição com uma maior rapidez. Isso será o que muitos nas crenças que têm designam por prestar auxílio às pessoas que se encontram do “outro lado”, e guiá-las na direcção da luz. Isso é um sistema de crenças (opiniões, convicções, pareceres, ideias formadas, crenças. Cada indivíduo empreende a acção da transição durante o tempo – que nos moldes do entendimento que apresentais – que lhes seja necessário para conseguirem dirigir-se às crenças que têm e desligar-se dessas crenças, para avançarem na consciência. Na acção da transição não-física, o indivíduo não experimenta o tempo do mesmo modo que vós.



Falamos anteriormente de indivíduos que se encontram focados no físico assim como de essências não fisicamente focadas que têm o intuito e exercem a acção do auxílio a certos indivíduos após atingirem o ponto que designais por morte, e os conduzir à acção. Isso difere do caso daqueles que empreendem a transição por completo no seu fluxo natural. Alguns indivíduos, conforme declaramos previamente, passam para o desenlace do foco físico e não acreditam ter-se desenlaçado. Alguns ficam confusos desse modo, ao se agarrarem com firmeza à consciência objectiva. Nessa medida, impedem o próprio movimento inerente ao acto da transição. Consequentemente, essências prestam auxílio no sentido de mover esses indivíduos para a acção da transição.



Tal como afirmei anteriormente, as crenças que tendes estão baseadas em verdades. Acham-se baseadas em realidades conhecidas inerentes a acções não físicas. Só que são distorcidas sob a forma de crenças. Por isso, nutris ideias do tipo de resgatar as pessoas e de as fazer avançar, após o momento da morte, na direcção da luz cósmica. As pessoas que empreendem a transição movem-se de forma automática para áreas de confrontação com as crenças que tiveram. Elas não têm aplicação no enfoque não físico, em razão do que são atendidas no âmbito da acção da transição.



Conforme declarei, cada indivíduo empreende essa acção de uma forma única, de acordo com as percepções individuais e crenças que tiver. Consequentemente, a acção pode representar aquilo que pensais como mais prolongada ou mais encurtada, do ponto de vista do vosso enquadramento temporal.



Alguns conseguem uma acção parcial de transição no enfoque físico. Isso tem vindo a acontecer ao longo da vossa história. Não se trata de um conceito novo. Não representa uma acção nova Cada indivíduo que passa pela experiência da senilidade ao longo da vossa história tem vindo a empreender a acção da transição no enfoque físico. Isso tem continuidade nas áreas não físicas da consciência após a morte. Em tais casos, a acção da transição, na vossa maneira de pensar, deverá ser conseguida num período de tempo muito mais rápido.



Lembrai-vos que quando vos separais de um foco podeis escolher voltar a manifestar-vos; mas vós também não repetis a acção da manifestação física nos moldes do eu que (actualmente) reconheceis, por não serdes partes usadas! Cada manifestação é nova. Por isso, no acto da transição, um certo elemento sempre cuida de dar atenção ao envolvimento completo de sistemas de crenças; porque conforme declarei esta noite, elas não se aplicam no enfoque não físico, e se continuardes no enfoque não físico, elas não vos servirão mais para qualquer uso. Ao mesmo “tempo”, um outro aspecto de vós que escolhestes manifestar poderá ater-se a esses sistemas de crenças.



Declaramos anteriormente que, ao vos manifestardes de novo, comportais crenças; o que representa a base de uma outra crença que tendes, enquadrada nas ideias que fazeis da reincarnação e do carma. Essas crenças acham-se distorcidas, mas apresentam a ideia que tendes do facto de carregardes crenças ao vos voltardes a manifestar. Por isso, naquilo que designais por “manifestação final” envolveis as crenças inerentes a todos os focos (vidas) no estado de transição. Aqueles que empreendem o acto da transição numa manifestação final deverão experimentar de uma forma muito mais intensa e diversificada do que aqueles que optem por experimentar a transição e também optem por voltar a manifestar-se, coisa que podeis fazer. Num foco final, abordais a totalidade dos vossos focos. Consequentemente, se optardes pelo acto da transição nesta manifestação física, devereis abrir-vos e admitir “trespasses” (ou efeitos colaterais indesejados), oriundos de todos os focos que tendes. Podeis não estabelecer ligação com todos os focos que tiverdes, mas estabelecereis contacto com muitos.


Há muito mais informação sobre este tema. Vou deixar que todos façam perguntas. Mas primeiro, vamos fazer um intervalo. (Para a Vicki) Podes suspender os pensamentos que tens. Darás continuidade aos pensamentos que tens sem te esqueceres! Eu ajudar-te-ei.


INTERVALO


Nota: Eu notei o que descreveria como uma flutuação ou uma oscilação de energia antes do intervalo. Tratou-se de uma sensação definitivamente física, que também se notou no discurso do Elias. Perguntei de imediato à Mary qual tinha sido a experiência que tinha tido. Ao que ela respondeu ter notado algo de ligeiramente diferente, uma espécie de hesitação de um tipo qualquer, mas que não tinha sido opressiva.


ELIAS: Continuemos; Podeis colocar as perguntas. 


VICKI: Antes de mais, que foi aquela pequena oscilação que notamos?


ELIAS: Ah! Antes de expressardes o que quer que seja mais, em termos de informação, vamos investigar neste fórum aqueles que estão a notar a informação não oficial.


GAIL: Algo se passou ali, acolá. 


DREW: Muita gente a bocejar. 


ELIAS: Eu dei-vos conta de que esta fusão, nos vossos termos, está a tornar-se mais completa. Nos meus termos, está a tornar-se mais actualizada e mais abrangente. Nessa medida, está a dar-se uma fusão com a totalidade da essência. Isso permite um reconhecimento de todos os aspectos, e aqueles com que não estais familiarizados na energia identificável que reconheceis no foco físico.


Existem movimentos subjectivos, uma maior inclusão da fusão que se dá no âmbito do intercâmbio das energias; tal como falamos da explicação que o Seth II deu recentemente, e quando vosso disse que numa altura futura podíeis experimentar uma interacção similar; porque, à medida que o Michael se aclimata e se permite uma maior fusão com a totalidade da essência, também se permite uma informação oriunda de outros aspectos que se acham, nos vossos termos, bastante afastados do foco físico. Podereis experimentar essas flutuações numa menor intensidade antes da actualização da comunicação em si mesma.


O efeito que reconheceis de entorpecimento, ou o que podereis interpretar para vós próprios individualmente como dormência, consiste numa resposta no âmbito da energia de uma energia não reconhecida. Essa energia já foi incluída antes uma vez, só que por muito pouco tempo, e é destituída de qualidade emocional. Por isso, não vos é reconhecível, e vocês têm uma resposta automática de afastamento.


Consequentemente, podeis empregar esta informação e avaliar para vós próprios o quanto desconsiderais a informação não oficial ao apresentardes a vós próprios automaticamente as vossas explicações racionais de cansaço. Nessa medida, permitis-vos notar uma ligeira flutuação, uma resposta pouco habitual mas não demasiado, e podeis de imediato racionalizar a resposta e deixar de aceitar e de investigar a vossa informação não oficial. Isso fornece-vos um excelente exemplo das acções automáticas que adoptais, que nós procuramos expandir.


VICKI: Se essa é a resposta, para o cansaço que sentimos, nesse caso por que será que eu sinto como se alguém, me tivesse ligado à tomada eléctrica?


ELIAS: Eu afirmo-te, Lawrence, que te estás a tornar bastante adepto de reconhecer a informação não oficial. Está em busca disso. Também te ensinaste a ti próprio recentemente a notar e a reconhecer toda a informação não oficial. Poderás não apresentar a ti próprio uma explicação ou compreensão, mas estás a observar. Nessa medida, não reages do mesmo modo, nem sequer o William. Muitos são os que continuam a desconsiderar esta pequena, (a sussurrar) voz baixa. Nessa medida, a energia não reconhecida apela a uma retirada. Obtiveste o gosto do Michael de pular de pés juntos e de confrontares esta actividade desconhecida. Consequentemente, a respostas que adoptas torna-se diferente. (Pausa)


VICKI: Gostava de colocar algumas perguntas sobre a transição, algumas das quais me foram enviadas pela minha amiga em resultado da interacção que estou a ter com ela. Uma das perguntas que eu própria tenho a fazer é relativa á experiência por que ela passa na qual sentiu que uma parte dela tenha morrido e uma parte de que na verdade lamentou a perda. A Mary passou por uma experiência semelhante que descreveu da mesma forma. Poderás explicar-nos em que consiste essa experiência?


ELIAS: Na maneira de pensar que tendes, tornar-se-ia bastante fácil aceder ao facto de terdes intersectado um eu alternado em decurso do que um outro (aspecto) vosso assumiu o papel que vos cabe, facto esse que reconheceis e lamentais em função do aspecto que foi substituído. Isso está errado. É bastante natural as pessoas passarem pela experiência desse tipo de resposta, por consistir naquilo a que estais habituados. Na realidade nada é perdido. Nenhuma morte teve lugar. Nenhuma troca de (aspectos) do eu se deu. O que acontece é que emerge o reconhecimento daquilo que pensais ser o vosso eu subjectivo. Como pensais isoladamente (no singular), torna-se-vos automático pensar em vós como duas partes (dois aspectos).


Se alinhardes pelas crenças que tendes relativas á psicologia, pensareis em termos de eu consciente e eu inconsciente; dois eus. Se alinhardes pelas crenças religiosas que tendes, pensareis em vós e na vossa alma. Se fizerdes uso desta informação, pensareis no vosso eu consciente e no vosso eu subjectivo. Ainda estareis a pensar em pares. Mas não se trata de dois, mas de diferentes acções de um.


Nesta ideia, à medida que vos moveis rumo a uma maior permissão da actividade subjectiva que seja passível de ser reconhecida de uma forma objectiva, começais a pensar em termos de um outro eu. Aquele eu com que estais familiarizados, o vosso eu objectivo, parecerá estar a ser consumido. Consequentemente, a pessoa sente estar a lamentar a morte do eu objectivo. Na realidade, não se dá qualquer “incorporação” ou “tomada de posse”. Dá-se um reconhecimento da actividade subjectiva. O que difere substancialmente, na acção, daquilo a que estais habituados. Ao tentardes apresentar a vós próprios uma explicação, pensais em termos de perderdes uma parte de vós. Não perdestes uma parte de vós. Apenas estais a admitir a expressão da actividade subjectiva de se tornar mais conhecida objectivamente. Todavia esse é um sentimento bastante comum, o que a pessoa experimenta. pode dizer-lhe que não se deu morte nenhuma.

VICKI: Poderás explicar porque razão, quando ela se olha no espelho, sente como se os seus olhos pareçam mortos?


ELIAS: Justamente, por corresponder àquilo que a pessoa crê. Consequentemente, deveis reforçar essas crenças ao apresentardes informação e ao demonstrardes isso a vós próprios. Esse é o sentimento que é experimentado. Por isso, a crença é estabelecida. Isso é reforçado em termos físicos, por a crença ser forte. O indivíduo não encontra explicação para os acontecimentos que experimenta. Nenhum sentido poderá ser obtido em relação a essas experiências. Consequentemente, o indivíduo debate-se com a possibilidade de alcançar algum tipo de explicação pessoal, e quando se apega à explicação que lhe parece suficiente, passa a objectivar isso e a reforçá-lo. Isso representa um fundamento. E na experiência física da transição podereis não sentir qualquer fundamento. Por isso, agarrais-vos a qualquer ponta que vos mantenha o equilíbrio, e para vos aterdes àquilo a que estais habituados.


(Com intensidade) Ficai atentos, aqueles de vós que procuram voltar a manifestar-se. A acção da transição assemelha-se bastante à acção da vossa mudança de consciência. Nessa medida, referimos que iria dar-se muito trauma a acompanhar esta mudança, por virdes a experimentar muita informação não oficial e virdes a experimentar uma muito periferia mais ampla da realidade. Isso não quer dizer que compreendais automaticamente aquilo que percebeis. podeis experimentar, e não ter nenhuma explicação objectiva a dar a vós próprios quanto à experiência que fizerdes. Por isso, nos começos da vossa mudança, poderá resultar muito trauma se não dispuserdes de informação.


Essa é a questão que traduz e responde pela participação que tendes junto deste fórum, para contribuirdes no âmbito da consciência para o alívio desse trauma; cuja importância não poderei enfatizar demasiado! Não vos poderei enfatizar o suficiente a realidade desse trauma. Olhai as pessoas que passam pela experiência da transição no foco físico e não experimentam a senilidade. Muito medo é adoptado, muita confusão, demasiada falta de compreensão, o que provoca trauma. E não me estou a referir a uma ligeira consternação! Estou a referir-me a trauma! Eu expressei desde o começo destas sessões e continuo a enfatizar-vos este elemento, por ser dotado de uma enorme importância, e a influência que causais na consciência ser grande, e igualmente enormemente necessária. (Pausa a enfatizar)


VICKI: Com certeza que experimentei o gosto do trauma esta semana, e nem sequer se tratou de uma experiência que eu tenha feito! uma das perguntas que ela enviou, ou declaração, é a seguinte: “Estou consciente disto não ser Alzheimer nem senilidade, mas parece como se fosse, e gostava de saber se terei falhado o teste de estar apta para a transição com os meus sentidos ainda intactos.”


ELIAS: A percepção dos sentidos acha-se perfeitamente intacta! (A sorrir) A compreensão do movimento pode não ser tão clara, mas a percepção dos sentidos não abandonou este indivíduo.


A senilidade pode ser classificada pelos vossos cientistas, em grande parte. Embora eles não entendam muito bem a função ou acção real que se dá na consciência, é reconhecida pela vossa comunidade científica; por actualizardes a manifestação física em conjugação com esse acto de transição.


Esse indivíduo não está a gerar senilidade. Eu afirmo-te que, nos vossos termos, o acto de empreenderdes a transição por via da senilidade, na vossa maneira de pensar, deverá tornar-se muito mais fácil; por isso vos proporcionar o luxo de descartardes a responsabilidade pessoal a fim de experimentardes a actividade subjectiva sem levar em conta a conformidade objectiva da vossa estrutura social.


VICKI: Então as pessoas que criam senilidade não sentem da mesma forma que a minha amiga.


ELIAS: Não. 


BOB: Será a senilidade uma opção? 


ELIAS: É. 


BOB: Em que, uma vez estabelecida, parece não haver retorno. 


ELIAS: Não é verdade. 


BOB: Aqueles que foram considerados senis, não sei de que situações particulares de que voltem a mostrar-se particularmente normais de uma forma convincente. Voltam?


ELIAS: Não digo que optem por isso, mas não é impossível. A escolha é definida no sentido de experimentarem a transição  no foco físico.


BOB: Então talvez nas tuas próprias definições, por se tornar mais fácil assim que definem a sua opção e se põem a caminho, regressar não parece uma ideia assim tão fabulosa.


ELIAS: Nos vossos termos, pareceria derrotar o propósito. 


BOB: Está bem. Óptima resposta! (A rir) 


NORM: As duas acções da minha consciência e do meu inconsciente - será que faço uso de crenças no meu inconsciente?


ELIAS: Elas influenciam. 


NORM: Eu sonho no meu inconsciente. Por vezes, torno a minha mente consciente, objectiva, ciente do que se passa, mas essencialmente estou sempre a dormir de uma forma inconsciente. Será isso verdade? Que a acção se processa continuamente?


ELIAS: Não. Todos os elementos da consciência sonham; tudo. Não existe coisa alguma na consciência que não experimente o sonhar. A acção do sonhar não consiste numa coisa contínua, mas é uma acção que é empreendida temporariamente em certas ocasiões para comunicardes subjectivamente. Vou classificar ao vos dizer, de modo a não terdes qualquer confusão. Quando vos afirmo que toda a consciência experimenta o sonhar, isso está relacionado a todas as manifestações físicas da consciência. uma rocha sonha. Um electrão sonha. Há alturas que são definidas aparte para envolver a actividade subjectiva, para comunicar com a consciência.


NORM: Isso fará parte do “piscar” (da intermitência que se dá periodicamente)? 


ELIAS: Não da forma em que estais a pensar. É empregue nas alturas em que tendes essas intermitências, por vos achardes continuamente envolvidos nessa acção  ao longo do vosso foco. Consequentemente, também vos encontrais imersos nessa acção no vosso estado do sono.


NORM: Nos sonhos que tenho, no meu inconsciente ou nessa acção da minha consciência, não conseguirei ir até à transição, à Área Regional 3?


ELIAS: A acção da transição consome-vos o vosso foco completo. Não se acha apenas limitada ao vosso estado do sonho. Envolve uma consideração total das crenças que tendes enquanto vos encontrais focados no físico. Também responde pela fusão das consciência subjectiva e da objectiva. Nessa medida, abordais as crenças. A actividade subjectiva parece ser diferente da objectiva. A actividade objectiva traduz-se por uma simbologia ou imagética da actividade subjectiva. Também consiste numa tradução. A tradução trata de um tipo diferente de informação. Lida com a informação dos sentidos. A actividade subjectiva não envolve a informação sensorial. Por isso, quando isso eclode ou trespassa para a vossa consciência objectiva, soa estranho. Parece diferente. Por vezes, parece não ter tradução possível. Razão por que ficais confusos, por não entenderdes mais o que experimentais.


NORM: Poderemos simplesmente gravar isso e tentar integrá-lo mais tarde? Eu tive um sonho assim numa noite destas. Eu estava a ver se conseguia confundir-me, creio bem. Estava a olhar para cinco caracteres distintos que eram feitos de objectos pouco usuais, em que um deles apresentava uma cabeça coo um copo de vinho. Eu estava em comunicação com ele, segundo creio. Era uma daquelas coisas que procurarei explicar mais tarde. Talvez não por completo agora, mas mais tarde.


ELIAS: Isso é o que poderás classificar como acção contrária, da consciência objectiva a trespassar para a actividade subjectiva, a qual estás a apresentar a ti próprio a título de uma percepção objetiva. Quanto à acção da transição, poderás optar por envolver a transição no foco físico assim como poderás optar por envolver a transição no enfoque não físico. Não se trata de um caso de: “Vou deixar esta experiência para avaliar mais tarde.” Trata-se de uma acção caracterizada por uma experiência espontânea. Tê-la-ás escolhido. Se escolheres não envolver essa acção, não a escolherás; embora, tal como disse, até mesmo aqueles de vós que optam por não envolver a transição no enfoque físico, quer por terem uma manifestação final ou por outra razão, ainda abordareis a acção da mudança da consciência, que é muito semelhante àqueles aspectos da transição que experimentais no foco físico.


NORM: Creio que não poderei substituir a senilidade por uma realidade de sonho. 


ELIAS: Não. 


NORM: Não sou suficientemente esperto para conseguir aquilo que as pessoas fazem no estado de senilidade.


ELIAS: Poderás escolher manifestar(-te) nessa crença de massas e criar senilidade. Neste fórum, o objectivo é o de criar essa acção sem envolverdes a senilidade.


NORM: Mas os sonhos não ajudam necessariamente. 


ELIAS: Eles são bastante úteis, mas não compreendem a coisa na sua inteireza. 


RETA: Posso voltar a interrogar-te sobre todo esse processo? Procedemos da família da essência, optamos por ter um foco, passamos por esse foco ou manifestação, escolhemos passar por um estado de transição em que nos unirmos, e a seguir efectuamos uma actualização? Será essa a situação? Juntámo-nos à nossa família da essência? Que me estará a faltar?


ELIAS: Não começais pela família da essência. Vós sois essência. Optais por ter uma família da essência ou escolheis ser, nos vossos termos, uma parte da família da essência, por estardes de acordo com essas essências colectivamente. Não começais ou brotais de uma família da essência. Podeis optar por envolver o ciclo da manifestação física, assim como podeis optar por o não fazer. Há essências que optam por envolver o ciclo da manifestação física pela experiência que proporciona. Também existem essências que não optam por envolver manifestações físicas de nenhum tipo. Por isso, não penetram nesse tipo de ciclo. Tudo depende da vossa opção.


RETA: E em seguida vimos cá abaixo, aqueles que optam por cá vir, e depois passamos pela transição, e a seguir fundimo-nos com outras partes de nós próprios, e depois...


ELIAS: Experimentais a transição na qualidade do foco. Não existe reemergir algum. 


RETA: Tu disseste que na transição juntava-mos outras das crenças que temos em outros focos. E depois?


ELIAS: Abordareis as crenças que tendes. Se optardes por não vos voltardes a manifestar, devereis abordar as crenças que tivestes em todos os focos da essência na sua globalidade. Ao expandirdes a consciência que tendes e descartardes essas crenças mantidas ao longo de todos os focos que tivestes, preparais-vos para empreender qualquer acção destinada a garantir-vos a permanência no enfoque não material. Não vos fundis numa entidade mais vasta. Já vos encontrais nessa condição!


Eu entendo perfeitamente bem que esse conceito se afeiçoa quase impossível de compreender, pela vossa parte, por pensardes em vós como sendo um foco, que empreende crenças no estado da transição relativamente a todos os focos da essência, ou seja este e mais este, e mais este, e mais aquele, (riso) e na medida em que abordardes todas essas crenças inerentes a todos os outros indivíduos que não vós, mas que são, miraculosamente unis-vos à totalidade da essência. Não.


RETA: Não? 


ELIAS: Vós sois a totalidade da essência. 


RETA: Muito bem. Nesse caso se optar por permanecer nessa situação, que será que farei??? (Riso geral) Expando-me? Crio? Que será que faço??? Na crença que tenho, obviamente integrada na religião que professo, alcanço diferentes níveis dessa situação particular. Dependendo do quanto tiver alcançado, poderei ir a certos níveis e tratar de abrir caminho para cima. Mas o que agora gostaria de saber é, que será que estou aqui a fazer? (Um ponto pela persistência!)


ELIAS: Estás a reconhecer isso como crenças! 


RETA: Essa parte já conheço! 


ELIAS: Oh não, não conheces não! (A esta altura perdemo-nos todos de riso) 


RETA: Está bem, quando chego lá e tenho tratado desses sistemas de crenças, o que deverá levar um tempo longíssimo, e quando tiver terminado isso e for a minha própria essência e... Que será que farei aí, quando tiver terminado tudo isso???


ELIAS: O que quer que escolheres! 


RETA: Filho da mãe! (Riso generalizado) 


ELIAS: Poderás criar a realidade que escolheres criar. Poderás desejar criar um planeta completo muito só teu, habitado unicamente por flores adoráveis!


RETA: Conquanto te encontres lá em cima e possamos conversar, isso será óptimo!


ELIAS: Eu não estarei “lá em cima”, mas encontrar-me-ei lá! E contemplaremos as tuas flores juntos! (O Norm desata a rir)


RETA: Está bem. És uma maravilha! 


ELIAS: Mas depois deste apontamento vamos novamente  proceder a um intervalo, e logo podereis prosseguir com as vossas perguntas. (E ele deixa-os a rir!)


INTERVALO


ELIAS: (A rir e a Reta, a fazer-nos rir às gargalhadas novamente) Eu expresso um enorme afecto por esta essência, Dehl! 


RETA: Muito obrigado. Agradeço isso. (Pausa) 


VICKI: Gostaria de colocar mais umas quantas perguntas da parte da minha amiga: “Para mim, não faz o menor sentido que possa constituir uma vantagem seja de que tipo for passar pela transição e permanecer com vida. Além disso, será melhor passar pela transição durante a mudança?”


ELIAS: Com respeito à segunda pergunta, não existe altura melhor ou pior para envolver a transição. É simplesmente uma acção que empreendeis, tal como empreendeis um acto semelhante de transição ao entrardes na manifestação física, de que falamos previamente.

Com respeito à tua primeira pergunta, cada pessoa escolhe, no âmbito do intuito e desejo que tem, o modo de envolver a acção da transição. A mesma acção tem lugar, quer seja no enfoque físico quer seja no enfoque não físico. Não importa.


VICKI: Não apresenta qualquer vantagem seja de que modo for? 


ELIAS: Não é isso que estou a dizer, necessariamente. As pessoas optam por envolver o acto da transição durante a permanência n enfoque físico por isso facilitar, tal como afirmei, o que podereis encarar com um movimento mais rápido no estado não material. Permiti que vos apresente um exemplo hipotético. É muito figurativo, mas somente a título de ilustração.


Vós sois um individuo que se acha a manifestar-se no físico, e desprendeis-vos do foco físico. Por altura da vossa morte, envolveis-vos na acção da transição não física; o que significa tratar das crenças que tivestes no enfoque físico. Digamos que tenhais a intenção de voltar a manifestar-vos, por se dar uma acção completamente no caso de uma manifestação final. Durante um período de tempo reconhecível empreendeis a acção da transição pelo que designais como cinquenta dos vossos anos. Optais por votar a manifestar-vos. Optais, no quadro dessa (nova) manifestação passar pelo acto da transição para o foco físico. Realizais essa acção, e por altura da vossa morte passais para a acção da transição não física que se prolonga por dez dos vossos anos, por já terdes passado por muitas das crenças que tínheis.


Ora bem; essa na verdade não é o caso, por o estado da transição não física não envolver anos conforme o tempo material; embora possais reconhecer no foco físico um outro indivíduo, que tenhais visto que tenha morrido, e envolvido a transição durante cinquenta dos vossos anos. Depende do indivíduo e das crenças que ele tiver, assim como do facto de estar a optar por se voltar a manifestar. Por isso, dá-se uma variação no que encarais como molduras temporais, embora a moldura temporal da acção da transição não ter qualquer relevo para os focos físicos, porque no estado não físico da abordagem da transição isso constitui um elemento parcial, por a certa altura o foco se desprender da consciência objectiva. Por isso, não existe qualquer moldura temporal.


Ao manterem uma continuidade da percepção objectiva, continua a apresentar-se uma moldura temporal, muito embora seja diferente. Não é sequencial, nem é linear, e não é mensurada pelos mesmos instantes com que estias familiarizados no enfoque físico. Assemelha-se mais ao vosso estado do sonho, ao qual aplicais uma moldura temporal. Não se assemelha ao vosso despertar, por o elemento tempo não ter existência no estado do sonho. Este será passível de ser comparado à percepção do tempo que tendes no estado não físico da transição.


VICKI: Na analogia desse indivíduo que empregaste, poderia essa escolha ser definida no sentido de envolver a transição em termos físicos ou não físicos pela experiência?


ELIAS: Vou-te dizer que em geral... Lembra-te de que não existem regras! Mas falando em termos gerais, as pessoas optam pelo acto da transição no foco físico por um propósito definido.


VICKI: Então deve ter “mais a haver” do que a experiência. 


ELIAS: Precisamente! Isso não é empreendido unicamente pela experiência no foco físico. Eles têm um objectivo na intenção que têm de que isso é um elemento. Influencia bastante o movimento empreendido no foco não físico.



Existem muitas razões diferentes para essa acção. Algumas dessas razões constam em parte na inclusão da experiência, mas uma vez mais, ligada à intenção que tiverem; que se seguirão, na vossa maneira de pensar, nas áreas não físicas da consciência. Nessa medida, poderão escolher a experiência ao se permitirem reconhecer uma compreensão a dar continuidade subsequentemente, com auxílio de outros indivíduos que empreendam essa actividade no foco físico; em relação ao qual já vos foi oferecido um exemplo parcial dessa acção, por ter sido conseguida uma intersecção de um na transição do foco não físico para o outro na transição física.



VICKI: Se optarmos por envolver a transição enquanto nos encontrarmos focados no físico e também escolhermos este como o foco final, estaremos por essa altura a abordar os sistemas de crenças de todos os nossos focos?



ELIAS: Estais.



VICKI: E será essa a experiência que esta pessoa teve esta semana? Tenho o pressentimento de que ela tenha elegido tal opção.



ELIAS: Isso representa um começo da experiência das crenças que tem nos outros focos, mas uma manifestação final é muito mais complicada, tal como declarei, quanto à acção que a transição envolve; porque ao vos dizer que abordais as crenças de todos os focos que tendes, estais a recordar.



Não vos achais limitados a esta dimensão da manifestação física. Achais-vos manifestados em termos físicos em muitas dimensões. Por isso, lidais não só com as crenças deste planeta e manifestação física, mas de todas as vossas manifestações; razão por que não conseguireis realizar a transição na sua globalidade no foco físico. O entendimento que tendes, no que escolhestes criar em qualquer foco físico isolado, pode não acomodar a amplitude da multidimensionalidade que vos caracteriza.



Nenhum foco por si só consegue captar ou compreender essa diversidade que caracteriza o ser. Está para além da compreensão física que tendes, não só neste foco físico mas em qualquer manifestação, já que criastes as manifestações físicas de uma forma intencional de forma limitada.



DREW: Assim que optarmos por envolver a transição, será provável que a certa altura optemos por a parar?



ELIAS: É muito pouco provável.



DREW: Nesse caso, esta mulher que está a passar por estas experiências poderá provavelmente antecipar o facto de se virem a prolongar, e até mesmo de se tornarem mais intensas?



ELIAS: Correcto. 


DREW: Tornando a sua realidade objectiva ainda mais difícil, digamos, de lidar no futuro do que tenha sido no passado?


ELIAS: A menos que altere a percepção que tem, sim; tens razão. 


DREW: Então que concelho poderias dar a uma pessoa que dá por si nessa situação, a fazer frente a um futuro composto de um número incontável de anos que se tornam progressivamente mais difíceis de compreender e que continua a perceber ao permanecer na transição até o desenlace físico final?


ELIAS: E que digo é que reconheça esses elementos objectivos da consciência que continuam a funcionar pelo que designais como forma aceitável, e reconheça a ideia do controlo que tem na consciência objectiva, mas também para perceber que o controlo não passa de uma ideia. Não é necessário, por em nenhuma altura estar, sublinha, fora de controlo. A actividade subjectiva que trespassa e se torna no que parece mais uma intrusão, na realidade constitui uma fusão de dois aspectos da consciência. Nesse sentido, o indivíduo deve recordar-se de ter optado por essa acção; e que conforme acontece em relação a todas as acções ligadas à actividade subjectiva, quanto mais lutar contra essa acção que escolheu, mais criará a própria dificuldade.


DREW: Então, isso reporta-se à confiança nela própria.


ELIAS: Todas as coisas se reportam à confiança pessoal. 

Também vou recordar àqueles que se acham envolvidos nessa acção que a acção em si mesma consta da abordagem de crenças. Por isso, todas as crenças sustentadas durante este foco, assim como também nesta dimensão, virão à superfície, digamos assim. Nessa medida, é aconselhável notar todas as ideias e sentimentos que o indivíduo tenha e identificar essas crenças que os acompanham, por a acção da transição representar um passar por essas crenças e o desapego delas.


DREW: Já que necessitamos de crenças para nos manifestarmos fisicamente, será consequente dizer que só exista um número limitado de crenças que possamos percorrer enquanto a manifestar-nos no físico? Porque percorrer o final leva-nos a uma situação em que não nos restarão crenças suficientes para permanecermos fisicamente a manifestar-nos.


ELIAS: Não conseguis envolver a transição na totalidade no foco físico. 


DREW: Então conforme esta mulher se encontra, num certo sentido, a descartar as crenças que tem, será seguro afirmar que a realidade objectiva dela se tornará progressivamente mais bizarra para ela?


ELIAS: Se não dispuser de informação, sim. 


DREW: Assemelha-se quase a sentenciar-nos a nós próprios, nos anos restantes de que dispusermos, em relação a uma vida que podia ser... Bom, se essa mulher está a atravessar aquilo que está a atravessar, e está a ver-se atormentada... Não é escolha que se faça em cima do joelho, é o que me parece! (O Elias começa a rir) Razão por que creio que as pessoas se tornam o que chamaremos de doidas, por as crenças que têm serem tão diminuídas, digamos, em relação àquilo por que o resto de nós costumamos operar.


ELIAS: Podeis ver que a pessoa esteja doida ou louca. Também direi que eventualmente, a pessoa facultará a si própria uma informação procedente da essência. Porque, entende, conforme afirmei, se não dispuser de informação, sim, tens razão. Isso assemelhar-se-á a uma condenação à tortura, mas também te disse que a vossa essência não vos trairá e não vos prejudicará. Nessa medida, à medida que o indivíduo se permitir que mais da actividade subjectiva por que passa se torne objectiva, ou à medida que tomar mais consciência da sua actividade subjectiva, também terá uma maior consciência dos seus impulsos, que representam a linguagem que transmite a si próprio; e nesse sentido, como a actividade subjectiva prossegue, ela estabelece o conhecimento que tem dela própria.


Nos estertores iniciais, na vossa maneira de pensar, dessa acção da transição, mantendes-vos na consciência objectiva que tendes, por isso ser habitual. Consequentemente, como vos agarrais à vossa consciência subjectiva e ao mesmo tempo admitis uma actividade subjectiva, ficais confusos. Vireis a fundir (ambas). Durante o vosso elemento do tempo passais por um ligeiro período de tempo de confusão que podereis encarar como desconfortável; mas não é necessário que o Elias ou a Jade passem a apresentar informação de uma forma objectiva excepto no âmbito do auxílio e do apoio, por o indivíduo proporcionar a ele próprio um entendimento, como esse indivíduo presentemente está a fazer. No âmbito do trauma que esse indivíduo em particular já experimentou recentemente, ela também está a começar a oferecer a ela própria informação quanto a ele próprio, e ela está a começar a acolhê-la, por quantidades muito reduzidas, as próprias respostas a ela mesma.


Pode-se dizer que o truque em relação a essa acção consiste em dar ouvidos a vós próprios e não vos desconsiderardes dizendo a vós próprios que estais doidos; É por essa razão que envolvo estas discussões, de modo a poderdes aprender a identificar a vossa própria voz e a informação não oficial. Por isso, ao vos aproximardes da mudança de consciência e envolverdes a transição, mais sintonizados estareis no sentido de dardes ouvidos a vós próprios e a não desconsiderardes a informação que apresentais a vós próprios. Nessa medida, reduzis o trauma e aumentais a compreensão que tendes.


BOB: Eu tenho uma pergunta. Dado o debate que acabamos de ter, a mudança marcará o começo do fim da manifestação física?


ELIAS: Não. 


BOB: Então quando equiparas a mudança à transição e a Drew tirou a elação de que passar pela transição represente um descartar das crenças, chegaste mais perto de dizer a não sermos capazes de sustentarmos a manifestação física por não termos as crenças exigidas para permanecer fisicamente manifesto, se a mudança consta de uma acção semelhante, não nos aproximaremos todos da situação de termos menos crenças e menos capacidade de nos manifestarmos fisicamente?


ELIAS: Não representam a mesma acção. São similares. Na acção da transição, descartais as crenças que tendes. Na acção da mudança de consciência, estais a aceitar essas crenças. Podeis continuar a ter crenças, mas reconhecendo tratar-se de crenças e aceitando-as; consequentemente sem concederdes a essas crenças qualquer poder objectivo.


BOB: Então, após a mudança, se quisermos, a transição deverá ser muito fácil!


ELIAS: (Com sentido de humor) Estás no bom caminho! Embora, (riso generalizado) a mudança que sofrais seja relativa a este foco! 


BOB: Ah, não! Bom, talvez este seja o meu último foco. 


ELIAS: Dá cá mais cinco! (Desatamos todos a rir) 


BOB: Óptimo! Em todo o caso não queria que fosse! (O Elias desata a rir) 


RETA: Poderias dizer-nos se haverão muitos nesta sala que se encontrem no seu ciclo final? Eu, por exemplo? Não sou capaz de dizer!


ELIAS: No âmbito das probabilidades, como não existem absolutos, no presente momento estás a optar por voltar a manifestar-te.


RETA: Obrigado. 


ELIAS: Alguns optam por voltar a manifestar-se. Outros não. Aqueles que não envolvem as crenças que têm em todos estes focos. Haveis de notar que começareis por focos com que objectivamente estabelecereis contacto numa base de familiaridade primeiro.

VICKI: Ah! Isso faz sentido! (A lâmdapinha!) 



ELIAS: Haveis de fazer trespassar informação inerente aos focos desta dimensão inicialmente, e passareis subsequentemente para uma consciência de outros focos; por vos aclimatardes conscientemente, objectivamente, à acção dos trespasses. Torna-se-vos menos enervante testemunhar ou experimentar trespasses ou outros focos e crença se virdes um outro Eu que se assemelhe a vós, e que possais identificar como da vossa mesma espécie.


NORM: A estrutura psíquica conhecida como inconsciente colectivo exercerá algum papel de ajuda no trauma da mudança?


ELIAS: Exerce. Isso é ao que associais e incorporais auxílio, no âmbito da acção da mudança.


NORM: Existirá uma estrutura psíquica semelhante para a região da transição?


ELIAS: A transição consiste numa acção altamente individualizada. O que não quer dizer que muitas essências não estejam prontas a prestar auxílio no âmbito da consciência, mas como as essências não são invasoras, o auxílio deve ser solicitado.


NORM: Considerarias o inconsciente colectivo ou essa estrutura psíquica como uma “coisa”?


ELIAS: Temporariamente podereis pensar nela nesses termos, embora a consciência não seja uma “coisa”. Vós não sois uma “coisa”!


NORM: Mas o tempo é. 


ELIAS: Embora não seja! (A rir, seguido de imenso riso) 


VICKI: Eu tenho uma outra pergunta que gostaria de perguntar em nome da minha amiga. “Dado que acredito que nós criamos certas condições físicas para nos mantermos com os “pés na terra” e ligados ao nosso foco terreno, a lenta melhoria dos meus pulmões representará uma indicação contínua de ainda não estar comos “pés tão assentes” assim? Se assim for, nesse caso terá o Elias alguma sugestão a fazer quanto ao que possa fazer para assentar mais, ainda que em meio a toda esta confusão?”


ELIAS: Antes de mais, reconhece a acção que está a ser eleita, que é a da transição. Reconhece as crenças. Isso é uma crença. Eu expressei o termo “criação de alicerces” anteriormente nestas sessões, embora não refira o termo da mesma maneira em que pensais metafisicamente. O indivíduo busca comprometer um outro movimento com a transição. Buscar o que refere no quadro das crenças que tem como firmar-se-ou assentar revela-se contrário a essa acção. Isso concede energia para a continuidade da objectivação de toda a informação, e dessa forma perpetua a confusão. Nessa confusão, a consciência do corpo físico também passa a receber instruções conflituantes. Isso provoca doença física. Por isso, à medida que a acção prossegue, a manifestação física também tem continuidade. Como é permitido um menor poder às crenças, a manifestação física também deverá diminuir; O que constitui um problema para aquele outro indivíduo que empreende a transição não física e que comunicou, muito embora essa comunicação também tenha outros objectivos. (Faz uma pausa, a olhar fixamente a Vicki) Falaremos mais tarde, por não desejar intrometer-me, neste fórum, com o Lawrence, nem com as crenças que o Lawrence tem!


VICKI: Muitíssimo obrigado! 


ELIAS: Não tens o que agradecer, muito embora tenha toda a certeza de que estejas a antecipar que te seja dispensada informação!


VICKI: Não tem importância! 


ELIAS: Mas tem, sim! 


BOB: Eu tenho uma outra pergunta sobre a senhora que redigiu a carta. Aparentemente ela passou por um período de tempo bastante traumático. Não estou assim tão certa quanto ao que tenha sido, mas de acordo com a Vicki, foi prolongado e bastante cansativo. Contudo, a sua carta soa bastante optimista e esperançosa e clara.


VICKI: Ela escreveu-me sobre toda a experiência por que passou, de uma forma muito lúcida.


ELIAS: O que é deve ser reconhecido e focado. 


BOB: Nesse caso, preciso colocar-te uma pergunta em primeiro lugar. Terá a lucidez ou a clareza das outras comunicações que estabeleceu contigo sido como esta?


VICKI: Com respeito à lucidez, foi. As expressões foram bastante emotivas e bastante perturbadoras, mas ela estava muito lúcida em tudo o que redigiu.


BOB: Nesta carta, ela parece em certa medida ir além daquilo porque estava a passar, pelo menos durante um certo período de tempo.


VICKI: Sim, os sentimentos expressados nessa carta, que ela redigiu esta manhã, são muito diferentes.


BOB: Ela parece ter alcançado um nível qualquer de compreensão daquilo por que tem passado. Creio que a pergunta que tenho a colocar seja, se isso lhe será útil, à medida que o tempo for passando? Dar-se-á um menor trauma, por assim dizer, do que aquele que ela já experimentou? Ela passou em certa medida por ele, compreendeu-o, expressou a compreensão que obteve dele, e caso ela retorne a ele, ela sentirá um menor medo e uma maior compreensão dele?


ELIAS: Isso depende da escolha do indivíduo. Conforme declarei, a acção natural ou fluxo que se dá no âmbito da consciência é o de que esse movimento subjectivo deverá proporcionar e já está a proporcionar informação destinada ao auxílio que seja passível de ser compreendido objectivamente e usado: e isso, caso seja identificado e reconhecido, deverá reduzir bastante o trauma e o desconforto futuro, tanto emocional quanto fisicamente. Isso fica ao critério da escolha desse indivíduo. O indivíduo poderá optar por não dar ouvidos a ele próprio e desconsiderar a informação apresentada, e nessa medida deverá experimentar um aumento da ansiedade e da disfunção física.


BOB: Obrigado. 


ELIAS: Mas não estarás a detectar informação não oficial no nosso período de tempo semanal?


BOB: Que vem ou passada? (O nosso Homem do Tempo Simultâneo!) 


ELIAS: Nos vossos termos, passada. 


BOB: Não posso dizer que esteja, mas vou pensar nisso. 


ELIAS: Eu vou continuar a “dar-te para a cabeça”! É aceitável, por o Michael também ter necessitado que lhe “desse muito para a cabeça” antes de reconhecer! 


BOB: Bom, nesse caso, estou em boa companhia! 


ELIAS: Bastante! 


RETA: Na verdade nós detetamos isso, esta semana. Queres contar-lhes? 


NORM: Não... 


GAIL: Anda lá, Norm. Eu quero saber! É divertido ouvir isso! 


NORM: Bom, eu estava numa sala a ler e tinha perdido um livro. Ouvi muitas batidas e presumi que fosse o Elias e não me dei ao trabalho de me levantar! (Riso) Em seguida pensei em ir ao quarto adjacente e ver como estava a fazer aquelas batidas. Assim que lá cheguei, reconheci o livro e levei-o de volta e comecei a lê-lo, e deixei de ouvir batidas.


ELIAS: Encorajamento por eres seguido o impulso! (Para a Drew) Um outro indivíduo recentemente incorporado, e já estás a perceber a actividade onírica? Azul!


DREW: Azul? Não estou certa de compreender. Eu tive uma certa actividade onírica em que estiveste envolvido.


ELIAS: Precisamente! 


DREW: No entanto não estou certa de ter estabelecido ligação com o azul. 


ELIAS: Mas estabelecerás. 


DREW: Além disso, uma ligação qualquer contigo num Encontro Transfocal que fiz recentemente.


ELIAS: Correcto. 


DREW: Estou ansiosa por investigar mais. 


ELIAS: Muito bem. Reconheço um bem-feito, por teres cruzado um limiar (passo inicial). Dão-se grandes ligações na participação que tens nesse foco particular.


DREW: Ligações entre nós? 


ELIAS: Correcto. 


DREW: Sinto que em determinada medida, sim. 


ELIAS: Eu estou ciente disso! O que também influencia esse foco recentemente experimentado, quanto ao objectivo que tem. Prossegue com a investigação que estás a fazer.


DREW: Vou prosseguir. 


ELIAS: Mas também esteno o meu reconhecimento à Shynla, nesta noite. Está a dar-se um avanço, a despeito da desconsideração que fazes!



CATHY: Caramba, é óptimo saber disso! (De forma sarcástica, como habitual)



ELIAS: Reconheço a posição que assumes na nossa agenda, em relação à qual ou outro poderá passar a ser incluído num período futuro; Matthew.



Vou dar por terminado por esta noite.



RON: Posso perguntar uma coisa antes de te ires deitar? (Riso)



ELIAS: Quantas exigências perturbadoras colocadas a esta essência! Também posso desejar passar por actividade onírica!



RON: Podes dormir mais tarde, amanhã!



ELIAS: Para mim não existe amanhã!



RON: Só queria saber se estarás familiarizado com um indivíduo que se dá pelo nome de Jean-Henri Ailon.



ELIAS: Precisamente! E o meu reconhecimento igualmente ao Olivia. Um e o mesmo. Prossegue com a tua investigação.



BOB: Já que ainda te encontras acordado, só mais uma pergunta. Perguntaste-me se eu reconhecia...



ELIAS: Eu encontro-me acordado. Eu estou... (fingindo dormir) (Desatamos todos a rir) Oh, desculpa!



BOB: Terás feito uso do telefone, em relação a mim?



ELIAS: Telefone! (Na cara da Vickie) Extraterrestre, telefona para casa! (Forte gargalhada a esta altura. Estou certa de que isto também é divertido para ti, Elias!)



BOB: Isso será uma resposta ou não?



ELIAS: Sim, isto é uma resposta! (Ainda a rir)



BOB: Então devo estar a reconhecer... algo!



ELIAS: Estás, sim. (Ainda a rir fortemente)



BOB: Terei obtido um ponto? (Agora desatamos todos a rir)



ELIAS: O Lawrence pode receber mais um ponto à conta dos extraterrestres! Muito divertido! (Ainda a rir fortemente)



BOB: Então, estou no bom caminho.



ELIAS: Se não desconsiderares!



BOB: Na altura nem sequer pensei nisso, mas ocorreu-me simplesmente isso.



ELIAS: Tens razão.



BOB: Muito bem. Bom, obrigado!



ELIAS: Não tens de quê!



NORM: Então, que foi que aconteceu?



BOB: Vou deixar para o intervalo. Não quero tomar mais do teu “tempo”.



ELIAS: Eu...



BOB: "Eu não tenho tempo!" (Riso generalizado)



ELIAS: Para todos vós, prossegui com a interacção e a investigação que estais a ter, por estardes, conforme declarei, a cruzar o vosso limiar: prosseguiremos com a nossa aventura à medida que se expandir, e moveremos as nossas tropas em frente rumo ao movimento da vossa mudança. Para todos nesta noite, com uma enorme afeição, au revoir!



Elias parte às 10:20 da noite.



© 1997 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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