domingo, 17 de março de 2013

“GAROTOS, MONSTROS, E A ESCURIDÃO”

“BRINCADEIRAS DE TRANSIÇÃO”

Sessão 390

Sábado, 1 de Maio de 1999 © (Privada)

Tradução: Amadeu Duarte



Participantes:  Mary (Michael), Marisa (Glen), e uma nova participante, a Claire (Keenan). (A Claire é mãe da Marisa) 

Elias chega às 5:00 da tarde. (Tempo: 25 segundos) 


ELIAS:  Boa tarde!

MARISA:  Olá!

ELIAS:  Cá nos voltamos a encontrar de novo!

MARISA:  Eu sei!  Não foi há tanto tempo quanto isso!

ELIAS:  As boas-vindas à nova essência!

CLAIRE:  Agradecida.

ELIAS:  E tens perguntas no dia de hoje, de novo! 


MARISA:  Bom, era suposto termos a coisa do grupo, mas isso não resultou, pelo que a Mary decidiu que estaria destinada a acontecer. De modo que viemos até cá cima ver-te.

ELIAS:  (Risada) E vós conduzistes-vos por mote próprio, sem que o Michel tenha contribuído para isso. Conduzistes-vos para esta informação, por desejardes obter respostas para as interrogações que tendes.

MARISA:  Bom, da última vez que nos encontramos... só foi há três semanas, mas muita coisa aconteceu desde então! Já pensei bastante no que disseste acerca dos cavalos, por essa informação me ser próxima e querida ao coração. Eu estava mesmo a dizer à minha mãe que hoje levei o Ricky a dar um passeio, e que correu muito melhor por ter tirado a ideia de tudo o mais. Eu estava a ter dificuldade em o segurar, por ele querer avançar muito, e que foi quase aquela coisa do controlo, e eu não estou habituada a um cavalo tão rápido, mas lá fui com a atitude de já ter feito isso imensas vezes, simplesmente excelente, sabes, e já estivemos juntos antes. Não consegui acreditar naquilo, mas ele pareceu dar-me muito mais atenção e estar atento aos sinais que lhe transmitia, e acabamos por ter o melhor passeio que alguma vez tivéramos!


ELIAS:  Excelente!

MARISA:  Foi, de modo que estou a trabalhar em tudo.

ELIAS:  E como é que está a decorrer a experiência que estás a fazer noutras áreas?

MARISA:  Bom, tenho vindo a tentar abrir-me a todas as coisas, e tive um outro sonho. Senti como se fosse uma recordação. Era eu, e encontrávamo-nos numa quinta, e era há muito tempo, e o celeiro tinha um telhado de palha e apresentava um aspecto barrento – os muros eram de lama ou de pedra ou algo assim – e o Ian encontrava-se nesse celeiro a fazer um trabalho. Por uma razão qualquer, o meu pai na altura... mas não sei o aspecto que tinha. Só me lembro dos gritos e da luta. Ele não queria que lá fosse com ele. Agora, não sei o significado que isso teria. Encarei isso como querendo dizer que não seria suposto associar-me a ele, e recordo-me de ter ficado verdadeiramente furiosa e parti no meu cavalo e fui-me estatelar naquela pequena clareira que havia nos bosques, irritada e a chorar ao mesmo tempo, e a dizer que ia vê-lo à mesma. Eu não me encontrava lá no celeiro, mas conseguia vê-lo a trabalhar no forcado, e foi tudo. Geralmente passa-se muito tempo sem que tenha alguma coisa dessas, mas pensei que seria bom eu ter um logo depois de falar contigo.


ELIAS:  Por te estares a abrir às tuas próprias recordações.

MARISA:  Creio que sim.  Aquilo que queria saber era, qual era o nome que eu tinha quando estava com ele, o meu nome físico? (Pausa)

ELIAS:  Margaret.


MARISA:  A sério... hmm.  E nessa altura, pertenceríamos ao mesmo clã?

ELIAS:  Pertenciam.

MARISA:  Qual era o nome do nosso clã? (Pausa)

ELIAS:  MacMullen.


MARISA:  Não sei se conseguirias saber disso, mas quais seriam as cores do clã MacMullen? (Pausa)

ELIAS:  Laranja e castanho.


MARISA:  Hmm. Soa a um clã de caçadores com essas cores. Então que pensas que se estava a passar nessa recordação? Poderias ampliar o alcance disso?

ELIAS:  Estás simplesmente a apresentar a ti própria mais informação, de modo a conseguires estabelecer contacto com mais aspectos de ti. Portanto, permites-te vislumbrar outros focos de diferentes ângulos, de forma a poderes obter uma compreensão clara das emoções que experimentas neste foco, e também para poderes compreender e avançar com uma maior eficiência por este foco, ao tratares de certas questões e certos tipos de criação. Escolhes deixar-te atrair por esse foco em particular, por te apresentar informação em aspectos similares aos do presente foco.


Nesse foco, existem pontos semelhantes inerentes às qualidades e às expressões emocionais. Também existem semelhanças no âmbito do temor ou da resistência que sentes em relação a certos movimentos, ao te sentires não suficientemente adequada para a competição em determinadas áreas.


Neste foco, escolhes voltar a atenção de um modo ligeiramente diferente, e optas por expressões ligeiramente diferentes que poderás designar como competitivas em determinadas áreas. Nesse foco, trata-se de uma elemento da cultura que é aceite pelas massas, e comporta certas actividades que são desenvolvidas, por assim dizer, que envolvem o que designas por uma certa qualidade de competitividade.


Nessa medida, também partilhas – entre esse foco e o foco presente – uma qualidade subjacente em que ambas as manifestações são de mulher. Ambas as manifestações apresentam um enorme ímpeto, uma enorme energia, e ambas as manifestações também refreiam esse ímpeto, por haver um elemento em ti e nela que te dá conta de que os outros possam conseguir melhor. Só que esse ímpeto te expressa pelo contrário, e te diz que és igual e que te podes destacar e que podes conseguir com eficiência. Apenas deténs o temor que sentes nessa área.


Vós no presente período expressais isso em termos muito modernos – pelos apegos psicológicos que estabeleceis em relação às expressões que assumis – que rotulais como inseguranças; ligeiros elementos, não muito avassaladores, mas ligeiros elementos de inadequação ou incapacidade para competir adequadamente. Existe igualmente o temor do fracasso E do sucesso, e não apenas um ou o outro. O indivíduo desse foco partilha dessas mesmas qualidades. Essa é a razão por que atrais essa energia e essa informação desse foco particular, a fim de te apresentar uma compreensão intuitiva referente a outros focos.


Bom; recorda que todos os focos existem em simultâneo. Por isso, embora na ideia que tenhas esse indivíduo sejas tu, e de certo modo é, por outro lado não é, por esse indivíduo deter esse foco actualmente, conforme tu. Encontrais-vos simplesmente em diferentes níveis desta dimensão. Em razão do que tu és tu, e estás a definir as tuas escolhas neste foco, e ela é ela, mas sois a mesma essência.
MARISA:  Ela ver-me-á?

ELIAS:  Actualmente, não... embora isso não queira dizer que tal seja impossível, por não ser.  Depende unicamente da abertura da parte do indivíduo.


Ocupas um período de tempo diferente em que as vossas sociedades admitem uma maior abertura objectiva. Nesse período temporal e cultura, isso é desencorajado, por haver muita superstição que também é incorporada na cultura.


Uma outra razão por que apresentas uma maior percepção neste foco deve-se ao facto de neste período actual, conforme te dei conta anteriormente, estares a tomar parte nesta mudança de consciência. A totalidade do vosso planeta está a tomar parte nessa mudança de consciência. Consequentemente, dá-se uma abertura na globalidade.


Nessa medida permites-te aceder a informação inerente a outros focos, mas outros focos podem não necessariamente permitir-se ter conhecimento objectivo de ti ou de qualquer outro foco. O que não quer dizer que não tenhas focos da tua essência – passados e futuros, nos teus termos – que não tenham conhecimento de ti, por terem.


Esse foco particular para que te deixaste atrair presentemente não tem conhecimento objectivo de outros focos mas tem experiência do que designais por “escutar pequenas vozes”, como tu também. A diferença existente entre vós ambas está em que tu, na consciência que tens, permites-te uma liberdade de exploração nessa área. O outro indivíduo não, por isso não ser admissível.

MARISA:  Então ela não... como nas ocasiões em que a vejo, quase como que através dos olhos dela... Eu nunca chego verdadeiramente a vê-la, mas vejo por intermédio dos olhos dela, mas ela não tem consciência de eu estar presente?

ELIAS:  Não, mas deixa que te explique aquilo a que estás a ter acesso nessa área, por existirem diferentes maneiras por que podereis aceder informação de outros focos. Podeis permitir-vos ver outros focos e observar como um observador do mesmo modo que neste período actual, com a tecnologia de que dispondes, em que podeis assistir ao cinema, às imagens em movimento. Também podeis fundir-vos com um outro foco. Esse é um modo diferente de estabelecerdes ligação e de acederdes a informação.


Nessa medida, se optares por te fundir – coisa que é um tipo de actividade que estás a permitir-te – não verás meramente como um observador, mas fundirás a consciência que tens com aquela do outro foco. Dispões da capacidade de conseguires isso, por seres a mesma essência. É por isso que te digo que és esse foco, mas também não és.

MARISA:  Essas outras alturas em que te contei que podia ver essas recordações, como esta última passada no celeiro, ou como, digamos, no teatro de que falamos da vez passada, ou ao caminhar ao longo de um caminho, ou na casa de campo... esses são todos focos iguais passados com a Margaret?

ELIAS:  São. 


MARISA:  Eu devia tentar sequenciá-los... mas de qualquer maneira eles devem estar encadeados, não?

ELIAS:  Estão.

MARISA:  Não sou eu num outro foco e esse outro foco.  Eles são todos um só indivíduo? 


ELIAS:  Tu estás a entrar em contacto com um foco e estás a permitir-te o trespasse de secções desse foco, ao te permitires ver diferentes aspectos desse indivíduo em distintas situações. Além disso, estás a proporcionar a ti própria a oportunidade – que ainda não tinhas percebido muito bem – em cada uma dessas experiências de notares as qualidades emocionais desse indivíduo em todos esses diferentes cenários. Muitas das expressões assemelham-se muito às tuas. Isso fornece-te informação, por te permitir ver de uma forma mais eficiente, por assim dizer.


Pensa lá para ti própria nas diferentes situações (em) que defrontas outros indivíduos neste foco. Podes ver um outro indivíduo e avaliar a situação que esteja a dar-se com ele com muita facilidade. Podes avaliar com clareza e com à-vontade as diferentes escolhas que esse outro indivíduo possa estabelecer a fim de alterar a criação em que esteja a participar, por permaneceres como um observador, por assim dizer. Encontras-te afastada da experiência na sua inteireza.


Muitas vezes, ao vos expressardes pelas crenças que tendes e permitis a influência das vossas próprias crenças neste foco, isso pode nublar-vos a visão, e com esse acto de turbardes a visão, nem sempre vislumbrais todas as escolhas que estão ao vosso dispor. Também não identificais necessariamente todas as razões por que respondeis a uma dada situação da forma em que estais. Mas se virdes um outro foco – mesmo por intermédio da fusão de vós próprios com esse outro foco – não importa, por continuardes a deter as vossas qualidades neste foco. Por isso, há um elemento que é removido.

MARISA:  Eu estraguei-lhe a vida dela ao me fundir com ela? 

ELIAS:  Não presentemente, não. Agora; também te direi que também apresentei informação anteriormente a outros indivíduos com respeito a isso, porque muitas vezes ao participardes em actividades com um outro foco, ESTAIS a afectar. Toda a vez em que vos envolveis na participação com um outro foco – não apenas pela observação – afectais esse foco e afectais as escolhas dele. Consequentemente, tratei de acautelar as pessoas, no sentido de não interferirem.

Na actividade que envolves, não estás a interferir com esse outro foco. Estás a fundir-te temporariamente e estás a ver, mas não estás a tomar parte na alteração das escolhas desse indivíduo.

MARISA:  Óptimo. 




ELIAS:  Estás apenas a “deixar-te levar”, por assim dizer. (A sorrir)


Nessa medida, reservas-te na participação que tens, ao apresentares a ti própria a oportunidade de perceberes as semelhanças nas respostas, nos comportamentos, nos raciocínios, e nas qualidades emocionais, e com isso, podes aplicar essa informação a ti própria. Podes constatar o ímpeto nesse indivíduo. Também poderás constatar a frustração resultante da não expressão desse ímpeto – na falta de aceitação dela própria – e podes conduzir essa percepção a ti própria e alterar o que crias.

Agora; ao alterares o que crias neste foco, também estarás a afectar esse outro foco ao lhe cederes energia às realizações dela.
MARISA:  Sinto, em especial após esta última recordação, que quando tenho um sonho, isso seja uma recordação. Será isso que representa?


ELIAS:  Esse tipo de imagética ou simbologia onírica, sim.

MARISA:  Sinto em definitivo que esteja a decorrer um conflito aí. Não sei se será um conflito significativo entre os clãs ou se será um conflito menor na minha família imediata, mas depois o que me confunde é que por vezes... como neste último sonho em que ele era um operário, e depois num outro sonho ele se encontra no chalé. Quer dizer, o que será ele? Que será, e qual será a natureza do conflito? Sinto como se estivesse a fervilhar ao meu redor como um enxame de abelhas, e não precisa ser num sonho. Posso estar na minha cozinha e ser capaz de o sentir, esse fervilhar. Não sei se terá acontecido algo grave, ou... Sei que existe um conflito qualquer comigo e o meu pai nessa recordação, por termos estado verdadeiramente a exibi-lo, e ele obviamente não gostou que eu me tivesse mostrado franca àquele ponto. Por conseguinte, tudo bem, mas então qual será o enorme turbilhão que estará a decorrer?
ELIAS:  O conflito tem origem entre as famílias.

MARISA:  Quais famílias?  A família dele e a minha?

ELIAS:  Correcto.

MARISA:  Contudo, pensei que pertencêssemos ao mesmo clã.
ELIAS:  As famílias individuais.

MARISA:  Nesse caso por que é que... pareceu-me que ele estivesse a trabalhar no nosso celeiro.  Por que razão se encontrará ele lá se está a decorrer um conflito?
ELIAS:  O conflito existe, e não importa que o indivíduo continue no emprego que tem. Existem discordâncias. Existem diferentes ideias e perspectivas quanto às filosofias, por assim dizer.

MARISA:  E às políticas?
ELIAS:  Não necessariamente. O indivíduo a quem percebes como um amigo íntimo tem uma filosofia diferente e perspectivas sobre o mundo – de certa forma – diferentes do indivíduo que detém a posição de teu pai.


Agora; neste foco poderás ver esse tipo de acção e poderás dizer que não se trate de um problema tão grave quanto isso, só que na cultura e nas ideias dessa época, eles têm uma repercussão diferente e originam uma muito mais significativa afectação. Os indivíduos desses grupos dão uma enorme importância à semelhança. Isso confere-lhes essa base, por assim dizer.
MARISA:  E protecção.

ELIAS:  De certa forma, em termos físicos.


Poderás expressar presentemente que esse tipo de ideias e modos de vida representem quase um tipo de código a ser aceite sem desvios. Consequentemente, se um indivíduo se desviar da filosofia individual deles, isso dará lugar a um enorme conflito, por se estender ao exterior. Não é apenas experimentado por um só indivíduo. Deixa que passe a explicar.

Um clã é composto por muitas famílias, mas o clã em si mesmo é encarado como uma família. Esses são indivíduos que tanto poderão ter como não ter laços de sangue, mas situam-se todos no mesmo agrupamento. Podem aceitar indivíduo nesse grupo que não apresentem laços de sangue, nos vossos termos, mas passam a constituir um membro desse agrupamento, o qual constitui a família mais ampla, por assim dizer. Por conseguinte, encaram-se todos como encontrando-se bastante interrelacionados, e movem-se num todo, uma colectividade, não como indivíduos.


Nessa medida, se um indivíduo se desviar e der expressão a uma filosofia diferente em si mesmo, isso irá afectar o todo, o que descreve a situação de atirardes com a vossa pedra num lago. A pedra vai entrar na água e vai afectar muito mais a água com a ondulação que cria do que o mero local onde penetra, por assim dizer. Por conseguinte, muitos são aqueles que são afectados pelo desvio que um indivíduo imprime à realidade aceite.

Isso também te proporciona informação. Apresenta-te a oportunidade de perceberes a força que um indivíduo possui – que na consciência, objectiva e subjectivamente, um indivíduo afecta bastante; não que seja capaz de afectar, mas AFECTA sobremodo. Podereis constatar isso e isso captar-vos-á a atenção pelo facto de essa afectação implicar conflito. Devereis voltar a atenção para a afectação que seja passível de provocar conflito, mas sem conflito, afectais de igual modo no âmbito da consciência. Apenas não o notais.
MARISA:  Muito bem. Queria entrar em certas perguntas relacionadas com o meu filho. Antes de mais, creio ter sido há cerca de... talvez uma ano atrás, ele estava deitado na minha cama antes de se deitar para dormir, e disse que um homem tinha falado com ele. Ele disse-me:”Mamá, um homem falou comigo no quarto e disse-me para me lembrar de quem eu sou.” Quem terá sido que falou com o Natty por essa altura? ELIAS:  Isso representa uma tradução (interpretação). O que ocorre – e posso-te dizer que isso também ocorre com muita frequência no foco dos pequenos – o que está a ocorrer é uma comunicação procedente de uma outra essência que tem o que designarias por proximidade em relação à essência em que ele se foca.


Nessa medida, olha o período. Trata-se de um pequeno, que se manifestou neste período... em que se está a dar um enorme movimento, e em que um dos objectivos, nos vossos termos, deste movimento de mudança de consciência é o de envolverdes a recordação.


Conseguir a recordação e aceitar as crenças constitui dois dos elementos básicos desta mudança de consciência, os quais vos permitem abrir e expandir a consciência que tendes, o que subsequentemente vos permitirá realizar a vossa criatividade de um modo mais pleno e perceber as capacidades de que dispondes mais em pleno.


Nisso, aquilo com que ele entrou em contacto foi com um lembrete, por assim dizer, no sentido de continuar a abrir-se para com a recordação que tem numa idade tão tenra, por assim dizer, por eu te dizer que as vossas crenças de massas são muito tenazes e são assumidas por esses pequenos muito rapidamente.

MARISA:  Quando ele era mais novo e nós vivíamos em Seattle, era muito estranho por ele se sentir muito apegado a mim. Quero dizer, a Mamá pode dizer-te! Ele sempre quer estar no mesmo compartimento em que me encontro, e na altura ainda não tínhamos a LiIlian, e era mesmo muito estranho. Mas quando conseguia tomar um duche, enquanto ele ficava em baixo a brincar ou qualquer coisa assim, certa vez ele entrou na casa de banho e disse: “Vês aquele homem acolá?” E eu respondi: “Que homem?” Eu não queria dizer que não, por a minha tia me ter dito para não fazer isso, e para escutar e apenas mostrar recetividade para com o que ele dissesse. E ele respondeu: “Pois é, ele brinca a toda a hora comigo.”

Mas depois foi estranho, porque quando nos mudamos para aqui – isto passou-se há uns anos - mostrei-lhe um quadro do que me lembro do avô físico que tive, e ele disse. “Como se chama?” E o Nathaniel começou a dizer John, que era o nome do meu avô. E a minha tia, que é psíquica, disse-me que pensava que, fosse qual fosse essa essência, que era o meu avô quem brincava com o Nathaniel e quem se encontrava ali a ocupar-lhe a atenção, por a meu ver ser muito pouco provável que o Nathaniel se deixe preencher por um tempo mais prolongado e descontrair com isso, sabes? Ele sempre quer estar ao meu lado. E eu tenho todo o cuidado para não contrariar qualquer coisa que ele diga.

ELIAS:  Justamente, por isso representar uma realidade! Eu afirmo-te que muitos, muitos pequenos se permitem perceber muito mais da vossa realidade do que vos permitis a vós ver. As pessoas desvalorizam as expressões e as experiências que assumem, ao afirmarem que isso seja unicamente a vossa imaginação. Eu garanto-te que a imaginação constitui uma realidade, e que essas experiências que o pequeno tem são bastante reais!

MARISA:  Bom nesse caso, não sei como lidar com o Nathaniel, e claro está que isso se transfere à Lillian. Ele assusta-se muito, à noite, coisa que é comum nos catraios, e a certa altura chamou isso de monstros, e na verdade chegamos a instalar uma fechadura na porta do armário dele, e eu disse: “Custe o que custar. Se pensas que se encontrem ali, vamos lá fechá-los ou assim.”



Quando lhe contei que te vinha ver, e na verdade pendei que tu estavas a ir à minha casa a essa altura, ele sentiu vontade de se sentar e de fazer algumas perguntas e perguntou-me o que se passava à noite, por os temores que sente serem reais e agora não mais acreditar que se trate de monstros. Deve ser alguma outra coisa. Ele disse: “Não sei o que fazer.” Uma amiga minha chegou mesmo a usar de um imaginário com ele em relação “à escuridão” – que é o que ele continua a repetir – e para o levar a imaginar uma luz brilhante em vez da escuridão, mas não resultou. E depois na semana passada ou ainda nesta ele disse: “Não sei o que fazer, Mamá. A escuridão penetra no meu quarto e fico com a cabeça vazia.” Quantas vezes terá ele dito isso? “O meu cérebro fica vazio, e eu não sei o que fazer.”


De modo que a esta altura não sei o que fazer para o ajudar. Não sei o que fazer, por a minha filha também estar a começar a sentir medo. Que será que ele está a ver agora que o deixa tão apavorado?
ELIAS:  Devo dizer-te que vamos participar juntos numa altura qualquer do teu tempo, mas vou-te estender informação quanto ao que designas por provisoriamente. Há várias acções que estão a ter lugar nessa situação.


Eu afirmo-te que é por completo inútil sugerir imagens a esse catraio e dizer-lhe para direccionar a atenção para uma outra área, por aquilo que lhe estais essencialmente a transmitir é uma invalidação da experiência que faz, e isso apenas reforça (o carácter da) experiência. Ele deseja uma validação, e não que descontem nele.


Esse pequeno apresenta uma abertura que os pequenos têm presentemente, embora se manifestem em famílias e sociedades que não compreenda muito bem a sua abertura. Nessa medida, isso cria neles uma incapacidade de compreensão, por perceberem que os outros depreciam as experiências que narram, pelo que, por sua vez - por assim dizer – passam a depreciar a própria experiência. Mas podem não desconsiderar por completo o que experimentam, por saberem que é real.


Por conseguinte, debatem-se e dizem aos outros que experimentam temor em termos que VÒS aceiteis. Se ele estiver a encarar com monstros, na vossa ideia isso será muito enquadrar-se-á na norma, e batalhareis com esses monstros. Só que não são monstros. São elementos da recordação que faz e aspectos dele que não recorda por completo. Consequentemente, isso gera confusão.


A confusão também conduz ao temor, por ser desse modo que traduzis na ideia que fazeis. Todos vós passais por essa mesma acção. Se não compreenderdes um elemento qualquer da vossa realidade, ficais confusos, e a confusão conduz ao temor. De forma que percebeis que precisais entender. Eu afirmo-te não ser necessário compreender todos os elementos da vossa realidade de uma forma objectiva, por possuirdes um entendimento subjectivamente.


Quanto à interacção que tens com este catraio, eu sugiro-te que deves validar o pequeno.

MARISA:  Então quando ele fala sobre...
ELIAS:  Dá-lhe conta da compreensão que TU tens, por ele não ter nenhuma. Dá-lhe conta da compreensão que tens dessa escuridão. Ela cria uma dificuldade no acto de ver. Cria uma nebulosidade, e aquilo que ele deseja ver torna-se pouco claro, e isso cria confusão e subsequentemente gera temor.

Nas tuas próprias experiencias dá expressão a uma partilha com ele, com base no conhecimento de que inicialmente ao experimentardes certos elementos da vossa realidade que não compreendeis objectivamente, vos poderão parecer assustadores, mas na medida em que vos permitirdes acolher isso, também podereis descobrir não ter nenhuma necessidade de temer.


Aquilo que te estou a dizer é que ambos tendes a oportunidade de vos ajudardes um ao outro, e essa é a razão desse particular comportamento, por assim dizer, estar a ser criado. Existe a expressão manifesta do desejo de se ligar objectivamente contigo, da parte desse catraio, a fim de obter uma validação objectiva de que aquilo que ele está a experimentar constitui uma realidade.


Não digas a esse pequeno: “Vês, não precisas sentir medo.” Isso constitui uma outra forma de desvalorização! Passai pela experiência juntos.


Estás a permitir-te entrar em contacto com ele simplesmente por intermédio da ideia ou do pensar, e nessa medida, avalias e procuras obter um método por que consigas alterar esse seu comportamento.


Eu estou-te a dizer para aceitares o seu comportamento e para passares com ele por essa sua experiência, que com isso, validarás a experiência, e juntos percebereis não existir necessidade alguma de sentir medo.

Presentemente, a escuridão afeiçoa-se como um mau agouro (mau presságio), e provoca rigidez só de ver. Relativamente aos vossos sentidos, experimentais uma maior dificuldade em visualizar ou ver na escuridão. MARISA:  Deverei encorajá-lo a quase visualizar por entre a escuridão, de modo a poder resultar alguma coisa que seja vista, sabes, ou a contornar isso?

ELIAS:  Podes. Inicialmente, eu digo-te que isso não será preciso. Poderás optar por empregar essa acção posteriormente, mas inicialmente, enfrenta simplesmente a escuridão.


Toca a escuridão. Sente a escuridão. Permite que os sentidos físicos processem informação que é veiculada pela escuridão – a tua pele, os teus olhos, o teu olfato. Que será que escutas?

Nisso também, sente emoção junto com esse catraio. Permite-te entrar em empatia com esse catraio. Isso garantir-lhe-á no íntimo de que não estarás a desconsiderar a realidade dele nem estás a tentar “corrigi-lo”. Não está estragado! Não recisa ser reparado. Apenas necessita da participação da tua atenção.


Até agora, tens vindo a procurar remediar (corrigir) a situação, e essa é a razão porque não estás a conseguir, por não haver “coisa alguma” a ser corrigida. Estará o teu filho inutilizado? Não!

Ele está simplesmente a requerer a tua validação do que experimenta no âmbito da realidade dele, e está a associar identificações à experiência dele, de forma a captar a tua atenção, por que se estiver a experimentar conflito, prestarás a tenção!



MARISA:  Está bem, vou fazer isso. Mãe, queres colocar a pergunta que tinhas? A minha mãe veio apenas com uma única pergunta. Vai lá, és capaz de o fazer! Ele é um cavalheiro eloquente!
ELIAS:  Ah, muito obrigado! (Riso) É claro que sou eloquente! (A dar uma risada) Podes perguntar, se o preferires. (A sorrir) CLAIRE:  Bom, os meus pais faleceram – eles morreram há cerca de dez ou onze anos – e eu só queria saber se estarão no céu e se ambos se sentirão felizes.

ELIAS:  Interessante pergunta!  Deixa que te diga que ambos esses indivíduos empreendem uma acção de que designo por transição.


Nessa acção da transição, quando um indivíduo se desprende do foco físico, ou nos vossos termos opta pela morte – a qual não é morte, mas simplesmente um emergir numa região diferente, num tipo de realidade diferente – quando a pessoa se envolve nessa acção, passa desta dimensão física, a qual apresenta muitas, muitas crenças.


Nessa acção da transição, descarta as crenças que estão associadas a esta realidade física. Isso faculta-lhe a consciência, por assim dizer, a passar para novas áreas de exploração que não envolvam crenças.


Bom; nos ossos termos físicos, pensais em termos lineares por uma quantidade de anos. Por conseguinte, podeis perceber dez ou vinte, trinta anos como um período de tempo considerável. No âmbito da consciência não existe tempo. De modo que não é experimentado da forma que experimentais o tempo na forma física. Nessa medida, o que expressais em termos de quantidade de anos pode não passar para esses indivíduos de um mero piscar de olhos.


Ao encetarem a transição, afirmo-te que no movimento inicial da transição, muitos não descartam essas crenças de imediato, por assim dizer. Muitos empreendem a acção que ambos esses dois estão a empreender presentemente, mais no caso da tua mãe do que no do outro parente. Isso será uma exploração –por assim dizer, um brincar com as imagens. Nessa área da transição, o foco individual tem a capacidade de criar o imaginário que escolher.


Certos indivíduos empreendem o acto da transição de uma forma séria e dão atenção às crenças de uma forma que designareis por imediato, e concentram-se bastante em descartar as crenças que têm. Outros, ao contrário, conforme na situação dos teus pais, sentem fascínio pela capacidade que têm de cria diferentes tipos de imaginários à vontade. Consequentemente não se interessam de imediato por descartar as crenças que tinham, por de certo modo, estarem a brincar com a sua realidade! (A sorrir)

MARISA:  Ah, óptimo!  Gostava de saber o que estão a fazer! (A rir) 

ELIAS:  Nessa brincadeira, muitas vezes apresentam-se momentos em que a energia pode chegar a ser sentida pelos indivíduos situados no foco físico, tal como no teu caso. Tens períodos momentâneos em que as pessoas no foco físico podem ter pontadas de um certo tipo ou pressentimentos da presença ou de certas experiências inabituais que no foco físico dizeis a vós próprios ser meramente a vossa imaginação e não necessariamente uma realidade.

Eu garanto-te que as pessoas, nessas situações – os focos que se movem na transição – não se estão a projectar de volta, nos vossos termos, para os locais físicos nem para a realidade física, mas que a sua energia, por assim dizer, está a “derramar” nesse brincar e que é sentida pelas pessoas no foco físico, por estardes todos ligados. Não existe separação. Simplesmente encarais a existência de separação, por a vossa atenção se achar focada de um modo isolado nas criações físicas, mas existe um véu muito delgado – muito delgado – entre vós e os indivíduos que encarais como mortos.


Eu afirmo-te que a área da transição no âmbito da consciência constitui um nível muito próximo da consciência do enfoque físico. Tu envolves uma conversa comigo, (a rir) e a área da consciência que eu ocupo acha-se muito afastada desta dimensão física, mas a realidade e a possibilidade de envolverdes uma outra essência e de experimentardes a energia dessa essência, tal como eu, é evidente.


Por conseguinte, por que razão te surpreenderás por experimentares momentos em que sentes a energia daqueles indivíduos que são teus conhecidos e consegues identificar a energia deles? Eles encontram-se numa área de consciência que se acha, nos vossos termos, dividida de vós por um véu muito delgado.


Consequentemente, quanto à resposta á pergunta que me fizeste quanto à possibilidade de se encontrarem felizes, eles divertem-se. A felicidade é traduzida de forma diferente noutras áreas da consciência, mas em termos que se torne inteligível à compreensão que tens, posso responder pela afirmativa, sim, muito embora responda por uma qualidade diferente noutras áreas da consciência. É uma experiência diferente.

Assemelha-se, conforme já referi anteriormente, a uma outra nação. Se vos permitirdes viajar para uma outra nação diferente em que não saibais falar o idioma, devereis defrontar-vos com muitos prodígios, por vos ser muito estranho, mas tereis muito a explorar e acabareis por vos enquadrar independentemente do resto, por continuardes no vosso elemento, de certa forma. Continuareis no vosso planeta e enquadrados na vossa espécie.

No âmbito da consciência, vós sois vós. Não importa que vos manifesteis num corpo físico. Aquilo que vos compõe e à vossa identidade excede de longe esta manifestação física. Por conseguinte, continuais a ser vós noutras áreas da consciência. Simplesmente permitis-vos ter experiências diferentes, e diferentes explorações.

Mas também te digo que poderás abordar esses indivíduos se o preferires, por te poderes permitir entrar em contacto com a energia deles, por não se encontrarem tão intensamente concentrados na actividade de descartarem as crenças... ainda! Isto servirá de ajuda?

CLAIRE:  muito obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

Vou-vos transmitir neste dia, embora não tenha sido pedido, os nomes da essência e as famílias, a que futuramente podereis aceder.

(Para a Marisa)  Nome da essência, Glen.

MARISA:  Gwen?

ELIAS:  Glen.

MARISA:  Glen, como no caso de um homem!

ELIAS:  Família da essência – à qual a totalidade da tua essência que se foca nesta dimensão física pertence – Milumet. Alinhamento à família da essência neste foco actual, Gramada. Podes perguntar ao Michael que ele te oferecerá informação quanto à explicação dessas famílias.

(Para a Claire)  Apresento-te o nome da essência – o qual representa  o tom inteiro da tua essência e de todos os seus focos traduzido na vossa linguagem nos termos de uma palavra – Keenan. Família da essência, Gramada; alinhamento que tens neste foco – um volte-face – Milumet.

Portanto, digo-vos que detendes os contrários, por assim dizer, nos vossos termos, das famílias e dos alinhamentos, mas também vos posso dizer que essas famílias e alinhamentos se enquadram muito bem entre si nas expressões que têm uma com a outra, o que vos proporciona a cada uma enorme cedência de energia de auxílio uma à outra. (Pausa)

(Para a Marisa)  Encoraja esse pequeno, e aceita-o. E podes entregar-lhe uma mensagem da parte do Elias, e dizer-lhe que fico a antecipar o encontro com ele, e que também irei conversar com ele.

MARISA:  Está bem.

ELIAS:  E podes estender-lhe igualmente a minha afeição.

Para vós ambas, neste dia, estendo um enorme carinho e encorajamento para continuardes na vossa estadia, por apresentardes a vós próprias enormes oportunidades.

(Para a Claire)  Permanece aberta a essa brincadeira ... em ti própria, igualmente! (A sorrir)

E ofereço-vos a cada uma neste dia um afeiçoado au revoir.

Elias parte às 6:12 da tarde.


Nota da Vicki. O Elias mostrou-se muito gentil e afeiçoado nesta sessão, mais do que o habitual. E tenho que admitir que o concelho que deu à Marisa em relação ao filho me abalou. Achei maravilhoso!

© 1999  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Dreitos Reservados

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