domingo, 10 de março de 2013

ABSOLUTOS - OPOSIÇÃO - MOTIVAÇÃO NO TRABALHO



“encarando as situações como absolutos e inevitabilidades”
“QUANDO A expectativa REPRESENTA UMA ENERGIA DE OPOSIÇÃO”
“proporcionar inspiração e motivação aos empregados”
“opondo-se às expressões HABITUAIS”

Sessão1915

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006 (Privada/Telefone)

Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e Frank (Ulra)


ELIAS: Bom dia.

FRANK: Bom dia. Bom, é excelente voltar a conversar contigo.

ELIAS: (Ri) E como está o teu...

FRANK: [Inaudível]...no meu tempo.


ELIAS: E como está a tua aventura a avançar?

FRANK: Bom, as coisas estão melhor, graças ao Dr. Elias (O Elias ri) creio que as coisas estão melhores, mas já conversamos sobre isso. E como estão as coisas no plano etéreo?

ELIAS: Como sempre. (Ri)

FRANK: Muito bem. A forma como dizes isso soa enfadonha.

ELIAS: (Ri) Jamais enfadonho. (Ri)

FRANK: Bom, óptimo. Deixa-me começar por te colocar uma pergunta sobre um sonho. Na verdade recordo um sonho desde a última vez que conversamos. Deixa-me pensar nesse sonho. O que aconteceu foi que – não recordo todos os detalhes – mas eu fazia algo que queria fazer e que saia que alguém mais não quereria que eu fizesse. E a coisa seguinte de que tenho conhecimento é que eu estava numa sala com um gangster de um show de TV, uma pessoa de má índole, digamos. E ele chamou por mim e pressionou-me para fazer o que ele queria, de modo que faria o que ele queria, e tinha muito medo dele e esse tipo de coisa.
ELIAS: E que impressão tens?
FRANK: Creio estar a tentar dizer a mim próprio para não me deixar governar pelos temores, o que corresponde a grande parte do que conversamos da última vez, segundo creio.
ELIAS: Em parte, mas também, em arte trata-se de simbologia respeitante à situação de forçar os limites e ao fazer isso, em certas situações, poderes sobrecarregar-te e reforçar os medos que tens.
FRANK: O que provavelmente corresponde a muito do que está a acontecer actualmente. (O Elias ri) Hmm. Poderias porventura explicar isso um pouco?
ELIAS: E em que perceberás estar a forçar os limites presentemente e a reforçar o medo?
FRANK: Bom, estou a forçar-me fortemente com respeito à minha nova companhia, pelo que isso representará a parte do forçar, não?

ELIAS: É.

FRANK: Muito bem. Mas obviamente, ultimamente tenho-me sentido muito receoso, embora pense ter sido melhor do que a última vez em que conversamos.
ELIAS: Muito bem. Mas estás a notar mais.
FRANK: Pois é, bom, ia falar contigo sobre isso. Também faz parte da minha lista. Não sei se estarei a notar mais ou a expressar menos o medo, ou se não será um pouco de ambas. Não estou certo. Que é que pensas?

ELIAS: Eu diria tratar-se de ambas.

FRANK: Coloquemos a coisa da seguinte forma – e provavelmente uma coisa resulta da outra, mas com toda a probabilidade não estou a notar isso; como deverei colocar isso? – assim como podia. (O Elias ri) mas o simples facto de me sentir melhor diz-me que as coisas mudaram de forma definitiva de uma maneira positiva desde a última vez que falamos.

ELIAS: Sim.

FRANK: E ando mais contente, de modo que isso serve como um barómetro para o que sucede.

ELIAS: Sim.


FRANK: Mas uma vez mais, isso faz parte daquilo que eu ia mencionar-te, o facto de pensar estar a focar-me menos no futuro e a tentar estar mais presente no momento e a confiar mais em mim. Mas ainda tenho estas recaídas, em geral quando consulto a conta bancária e vejo todo o dinheiro que estou a gastar. (O Elias sorri) è quase como m gatilho que dispara por ele próprio, e por mim.

ELIAS: (Ri) E talvez constitua um teste.

FRANK: O que foi que disseste?

ELIAS: Que talvez constitua um teste.


FRANK: Ah, está certo. Então devia olhar a conta bancária e permanecer forte.

ELIAS: Sim, e confiares em ti sem produzires a resposta automática da apreensão e do nervosismo.

FRANK: Hmm. Ser intrépido e destemido. (O Elias sorri) Bom, é interessante por ter gente que investiu na minha empresa, assim como um amigo que é mais ou menos meu mentor. Ele é o meu mentor do mundo objectivo; tu és o do subjectivo. (O Elias ri)
De qualquer forma, e ao conversar por alto com essa gente ela aconselha-me para não me preocupar em relação a isso.
ELIAS: Mas tu continuas a preocupar-te.

FRANK: Claro, eu sei. Por que será que faço isso?

ELIAS: (Ri) Por não confiares em ti e veres as situações como absolutos e inevitabilidades.


FRANK: Vais precisar explicar isso por não me parecer muito certo. Quero dizer, não estou certo de achar que nada seja inevitável. Sinto receio do que pode acontecer, mas penso cá no fundo acho que estou bastante convencido de que isto vai resultar.
ELIAS: Estou ciente disso.

FRANK: Mas, que é que queres dizer com inevitabilidade?

ELIAS: Mas, nisso, geram-se associações familiares. Lembra-te de que não estais a eliminar as crenças que tendes, e assim, por vezes certas crenças com que possais estar a escolher junto com diferentes influências podem ser despoletadas numa outra altura por uma das velhas influências familiares. E nessa medida, se as finanças estiverem a esgotar-se, gera-se essa inevitabilidade subjacente disso gerar o forte potencial de não dispores da capacidade de conseguires. Independentemente de continuares a expressar uma forte associação com a confiança de que conseguirás, torna-se num elemento conflituante nisso, por te estares a permitir preocupar-te com certos factores, em vez de te focares por completo no processo e de expressares com autenticidade uma confiança sem duvidares de ti próprio. Isso produz a familiaridade da inevitabilidade dos potenciais que possam criar significativos obstáculos que te impeçam de saíres bem-sucedido. Tu és forte na expressão da confiança de te saíres bem, mas isso não quer dizer que certas dessas influências familiares que não usaste durante um certo tempo não venham à superfície, por gerares dúvida, e te estares a distrair e não te estares a focar por completo no processo.


Confirmo-te que estás a gerar de uma forma mais efectiva do que estavas quando falamos na nossa última conversa, mas como terás consciência, geras esses deslizes, por assim dizer, em que começas a gerar a apreensão de novo. E ao gerares isso, permite que se abra uma janela em que as velhas associações familiares podem de certo modo vir á superfície. Isso não quer dizer que devam assolar a confiança que sentes no sentido de deveres conseguir, por ela ser suficientemente forte para não ser assolada, mas essas influências familiares incorporam força suficiente para gerar uma certa confusão e uma certa dúvida em relação a ti próprio, o que gera o desconforto. Não te está a impedir de o conseguires; apenas está a gerar uma tensão de energia.

FRANK: Muito bem, então as coisas estão a melhorar, mas ainda preciso de melhorar mais.
ELIAS: (Ri) Presta atenção e nota nos momentos em que estiveres a gerar essa apreensão e o que estiveres realmente a fazer. E nesse instante ao notares o que estás efectivamente a fazer, e as comunicações que estiveres a apresentar a ti próprio, permite-te deter-te, e voltar-te a direccionar, e a focar-te.
FRANK: Certo, o que corresponde ao que me disseste da última vez.
ELIAS: Correcto.
FRANK: Bom, normalmente o que faço é olhar para a minha conta bancária.
ELIAS: (Ambos riem) Talvez optes por interromper a acção temporariamente. (Sorri)

FRANK: Bom, ou talvez ao contrário. Talvez o faça e ponha em prática deixar de me preocupar com isso.
ELIAS: Sim, o gladiador destemido, e saibas que conseguirás (ri) e domines o oponente louco das finanças e da apreensão.
FRANK: Muito bem. Bom, talvez tente isso. Vou tentar olhara conta bancária um certo número de vezes ao dia sem sentir medo. (O Elias sorri)


Aquilo que a seguir queria conversar contigo era as questões genéricas que tenho vindo a ter com os empregados, embora da última vez que conversamos tenha falado de um deles. Mas eu tenho uma outra empregada com que estou a ter problemas, e estive a conversar com ela e fiquei bastante desapontado por realmente ter abrigado expectativas mais elevadas em relação a esta pessoa do que as que está a desenvolver.
ELIAS: O que se revela bastante inevitável - geras as expectativas e determinas o potencial para o desapontamento.

FRANK: Está bem, mas deixa-me dizer-te que teria ficado desapontado mesmo que abrigasses expectativas normais.

ELIAS: As expectativas são o que gera o desapontamento, independentemente do facto de serem expectativas mais intensas, por que isso não tem importância. Apenas gera diferentes graus de desapontamento. É uma questão de perceber de uma maneira diferente e de gerares uma cooperação em vez de uma energia de oposição, e as expectativas constituem sempre energias de oposição.



(Nota do tradutor: De notar como aqui a expectativa é tratada num contexto completamente diferente da exposta pelo Lazaris, no meu blogue:





em que é apresentado como um instrumento fundamental do crescimento - justamente por se aplicar ao indivíduo e não aos outros nem às condições exteriores. Não representa a adopção de uma postura de cinismo, não, do cinismo de não acreditar que possa ser diferente, e por isso mesmo o oposto da esperança; apenas de ausência de oposição - se devidamente alicerçado nos restantes factores que indiciem justamente um potencial de crescimento. De resto, o mesmo se aplica com respeito ao perdão - que não se insere necesariamente no quadro de uma acção que empreendamos em relação aos outros - desde logo por que somos nós quem atrai os eventos ofensivos e eles não nos são atirados à cara, com base numa susceptibilidade não atendida - mas mais em relação a nós próprios, e representa mais a aceitação que o Elias utiliza. É imperativo distinguir o sentido em que ambos aplicam esta informação, por o fazerem de forma muito original e própria, diga-se de passagem, e o discernimento da diferença responder por toda a diferença de sentido)



Eu estou a compreender que em muitas situações este se torna num conceito difícil para as pessoas compreenderem de uma forma genuína, por em certas situações percebeis que as expectativas sejam normaism,e que se as não tiverdes, como conseguireis alcançar? Mas podeis conseguir de uma modo mais efectivo, e com muito menos obstáculos e menos conflito e menos confusão se não gerardes expectativas, mas em vez disso focais-vos em vós próprios e permitis-vos gerar a cooperação.


Isso é significativo, em especial nas situações em que estais a abordar um empregador e um empregado seja em que condição for, por a expressão generalizada e a associação convencionada pelas massas sejam a de que um empregador tenha um empregado, e automaticamente produza a expectativa em relação ao empregado no sentido de ele cumprir com certas tarefas de uma particular forma, por essa ser a razão por que ele tenha sido empregado.
FRANK: Certo.

ELIAS: Por isso, torna-se demasiado fácil dar expressão a tal associação e a esse tipo de interacção, sem perceberdes que ao fazer isso estais a projectar uma energia de oposição, e que isso gera fricção, e põe em marcha o desapontamento e a defensiva e reflectir oposição, a qual, conforme expressei anteriormente, pode ser expressado por uma multiplicidade de formas. Algumas das quais são superficialmente camufladas a ponto de nem sequer as reconhecerdes como energias de oposição.


Em determinadas situações, reconheceis e identificais a forma como as expectativas podem constituir uma oposição, e aceitais isso e prestais a tenção ao facto. Mas noutras situações, não reconheceis o quanto podem tornar-se numa oposição, e representam o que poode ser encarado como verdades. Constituem absolutos. E não são questionados. Um empregador emprega um indivíduo a fim de que ele produza determinadas tarefas, razão porque será empregado, e o empregador espera que esse empregado cumpra com essas tarefas, e de uma forma particular.


O empregado também abriga certas expectativas em relação ao desempenho dessas tarefas, e quanto à possibilidade de ser remunerado. Mas isso nem sempre cria uma situação eficiente entre as pessoas, por ao não reconhecerem que as expectativas estão a ser expressadas e que as estão a gerar por determinados modos, em certas alturas de uma forma mais proeminente do que em outras, isso estabelece o potencial para um desapontamento inevitável e para outras formas de expressão de oposição a ser projectada.


A oposição em certas situações pode revelar-se suficientemente suave de modo a que as pessoas se permitem comprometer-se em satisfazer, o que, conforme declarei, constitui uma outra forma de oposição. Mas por vezes, em certas situações, isso representa um tipo de oposição conflituosa menor do que outros tipos de oposição, por apesar de nenhum dos indivíduos se sentir por completo satisfeito com essa situação, aceitá-la-ão, por que apesar de gerar uma certa tensão, eles continuam a mostrar-se à altura. Mas noutras situações, as expectativaqs ou a energia de oposição pode ser projectada de uma forma mais forte, e com isso criar uma maior oportunidade para outras expressões de oposição e para o desapontamento. Ao passo que, se alterardes a percepção que tendes, e abordardes a situação de um modo diferente, e gerardes um ambiente de cooperação, que altere a energia e se torne num ambiente que não constitua a menor ameaça, pelo que não se fará necessário qualquer defesa ou precaução em relação a nenhum dos envolvidos.


Mas se concentrardes a vosa atenção no que o outro indivíduo estiver a fazer de errado ou não estiver a fazer suficientemente bem, ou no que devia - e estamos bem cientes de que as formas de "dever" constituem expectativas - no que devia, conforme eu estava a dizer, estar a fazer de forma mais eficiente, ou melhor, deixais de focar a vossa atenção em vós e na forma como estais (ou não) criativamente a criar uma atmosfera e um ambiente de cooperação com o outro. Estais a focar-vos no outro e no que ele estiver a fazer ou a deixar de fazer. E qual será o tipo de resposta automática que esse tipo de percepção e de atenção compreende? O que vos voltardes para a instrução ou da exigência no sentido de o outro indivíduo mudar aquilo que está a fazer ou a forma como está a expressar. Podeis efectuar alterações na forma como o outro estiver efectivamente a operar fisicamente alterando o que estiverdes a fazer, e alterando o que estiverdes a escolher.


Que estarás tua envolver em relação a esse outro indivíduo para te ter gerado tal desapontamento?

FRANK: Bom, é apenas o caso dessa pessoa despender muito tempo com questões pessoais nas horas do trabalho, e de não estar presente quando devia estar presente, e coisas do género.

ELIAS: Mas, e que estarás tu a fornecer em termos de motivação? Recorda que esse negócio és tu. Recorda que a empresa és tu. É uma projecção de ti. Por isso, aquilo que queres alcançar com esse negócio em relação à forma como interages com os outros que empregas precisa traduzir-se de uma forma por que o outro indivíduo participe contigo em termos de (também ele) ser o negócio. Consequentemente, ao seres o negócio, se o outro indivíduo pretender envolver esse negócio de uma maneira em que tome parte nele, que estará o negócio - TU - a proporcionar em termos de motivação para o indivíduo a fim de conseguir por intermédio da cooperação aquilo que queres? Se tu enquanto o negécio (que és) não proporcionares o estímulo, a inspiração e a motivação àquele que empregas, ele não tampouco sentirá razão para estar focado (concentrado).

FRANK: Muito bem, então vamos ficar por aqui. O que sempre tentei fazer foi motivar as pessoas ao lhes proporcionar em larga medida muita autonomia em... ao tentar colocá-las em posições em que se enquadram e oferecendo-lhes uma boa possibilidade de autonomia naquilo que fazem. Muito do que, creio bem, alinha pelas preferências que tenho, o que talvez constitua a forma errada de o conseguir, mas ser aquilo a que creio a maioria das pessoas melhor reagem, que é situá-las num ambiente em que se tenham um trabalho interessante que consigam controlar, e não tenham alguém sempre a olhar por cima do ombro e a dizer-lhe o que devem fazer.

ELIAS: eu estou a entender.

FRANK: Para além do dinheiro, obviamente.

ELIAS: Eu estou a entender. Mas deixa-me dizer-te que o dinheiro não constitui necessariamente um factor de motivação. Poderá motivar o indivíduo e levá-lo a crer que pareça, mas não constitui necessariamente um factor de motivação na forma COMO realiza as suas tarefas.

FRANK: Entendo isso.

ELIAS: E nessa medida, entendo e reconheço a associação que estabeleces em relação à permissão que garantes aos outros indivíduos em termos da liberdade para empreenderem as suas tarefas da forma que desejarem, mas com isso também geras uma atmosfera em que não te sentes completamente satisfeito. Expressas-lhes: aqui está a tua área, aqui está a tarefa que tens a cumprir, gozas da liberdade que mais se te adequar no sentido de a realizares, mas subsequentemente também te sentes desapontado com a forma como a desempenha.


Permite que te diga, meu amigo, que a maioria das pessoas - nem todas - mas a maioria tem a IDEIA de querer dispor de liberdade de uma certa forma. A associação que estabelecem em realção a isso é a de que devem expressar-se da forma que quiserem. Mas a maioria das pessoas, ao contrário de tal ideia, na realidade funcionam de uma forma mais eficiente mais por intermédio de uma expressão de estrutura.

FRANK: Estás a dizer que não lhes garanto suficiente estrutura?

ELIAS: Por vezes, a extrutura, dependendo da forma como a expressais, permite que o outro se expresse a si próprio, como é tua preferência, mas também gera uma maior motivação, por incorporar uma menor dispersão.

FRANK: E será esse o caso em relação a esta pessoa em particular, o facto de não ter provido uma estrutura suficiente?

ELIAS: Em parte. Mas essa estrutura também é passível de ser expressada não pela instauração de regras, mas de inspiração e formas de motivação.

FRANK: Hmm. E eu suponho de grande parte disso esteja ligado a outras coisas de que falamos hoje, às minhas outras questões.

ELIAS: Está, pois reconhece que como tu te dispersas por vezes e projectas preocupação em diferentes direcções e não te focas em ti, tu enquanto o negócio que és reflecte isso no que quer que o negócio esteja a revelar.

FRANK: Está bem, na verdade isso é interessante, por conseguir ver como se aplica a muitas outras pessoas na empresa.

ELIAS: Se gastares um período de tempo significativo a cada dia a abordar , nos teus termos, as questões pessoais, que será que acontecerá ao teu negócio, enquanto tu que é, e consequentemente, não se apresentarão reflexos disso?

FRANK: Hmm. Nesse caso, os meus empregados estão a reflectir aquilo que estou a fazer.

ELIAS: Exacto. E, consequentemente, se alterares a percepção que tens, e te focares, e produzires um ambiente de cooperação, e forneceres inspiração e motivação, e te concentrares, os outros também deverão apresentar uma maior concentração.

FRANK: Muito bem. Com certeza que isso resolveria um monte de outros problemas que tenho. (O Elias ri) Muito bem. Está certo, eu vou tentar isso. Sais-te sempre com qualquer coisa de que não estou à espera.

ELIAS: (Ambos riem) Mas essa não será a razão por que conversas comigo - para te inspirar em diferentes direcções?

FRANK: Exacto, e “nós” estamos a sair-nos muito bem com isso. (O Elias ri)


Muito bem, da última vez que conversamos, mencionaste o facto de eu estar a opor-me às expressões familiares, e eu estava justamente a dar ums olhada aqui nos apontamentos que fiz e queria inquirir-te sobre isso e ver se poderíamos conversar um pouco sobre isso. Falaste do quanto eu queria mover-me em novas direcções, e me estou a opor a expressões familiares. Que querias dizer com isso? Terás mencionado isso em relação, por exemplo, aos receios que tenho em relação às coisas das finanças, como que por eu estar a direcccionar-me no sentido de não me preocupar com essas coisas, e assim me estar a opor a elas ao contrário de as aceitar - seria isso que estavas a tentar dizer-me?

ELIAS: Sim, em parte.

FRANK: E que mais?

ELIAS: E os modos familiares com que interages com os outros, as expressões familiares que assumes em ti próprio que, ao permaneceres no limiar de novas aventuras e de instaurares novas criações e novas direcções - novas perspectivas - por vezes, esses factoreds de familiaridade se tornarem numa irritação, e causarem interrupção. Ao passo que, se te permitires reconhecer, interomperás a concentração em relação a elas e deixarás de te opor a elas. Tal como no exemplo que traçaste das finanças. Preocupar-te com ela constitui uma familiaridade. Não proiduziste isso por um certo período de tempo, mas recentemente estás de novo a produzir. Isso constitui um aspecto familiar. Mas também geras essa oposição em relação à familiaridade, e isso gera uma maior concentração nela, e reforça o medo. Em vez de reconheceres tratar-se de um aspecto familiar, isso actua como uma influência familiar, mas também nbão te impede de realizares. Só que produz uma irritação, e tensão, o que te abranda o movimento e cria um menor à-vontade.


Com o reconhecimento de certos velhos aspectos de familiraridade da influência das crenças, em vez de vos opordes a ela, permites-te fazer uso de ambos - dos velhos e dos novos aspectos - e permites-te mover-te com uma maior eficiência no sentido de novas descobertas, das tuas novas criações.

FRANK: Hmm. Muito bem, vou-te perguntar duas coisas, nesse caso. A primeira, queria saber se me poderias fornecer alguns outroa exemplos de... finanças - essa é uma questão bastante óbvia para mim - mas existirão outras expressões familiares dessas que me possas indicar?


ELIAS: A forma como interages com os outros.

FRANK: Hmm. Muito bem, precisas revelar-me mais sobre isso, por não estar certo do que queiras dizer com isso.

ELIAS: O que temos vindo a debater. O que é habitual é gerar uma permissão no sentido de falta de directrizes, mas depois o desapontamento conhecido, também. Em vez de reconheceres isso e de interromperes a concentração nisso que te bloqueia, e de voltares a tua atenção numa direcção diferente de modo a permitir-te admitir isso e que de certo modo isso é eficaz, apesar de noutras situações não o ser. Muito bem, permite-te reconhecer, e usar as formas que vês que sejam benéficas em associação com o rumo que tomas, mas envolver a criatividade de que gozas de modo a criares uma nova expressão diferente de cooperação associada ao modo como estás actualmente a gerar.


Não é o modo de ver a forma como interages com uma pessoa, e como criaste um ambiente particular no passado, nem como te associaste aos outros e eliminaste isso, e de expressares a ti próprio por meio de um tipo de afirmação genérica: "Isto não está eficaz." Não, existem certos elementos que se revelam eficientes. A permissão para que o outro indivíduo expresse a autonomia que o capacite pode representar uma expressão efectiva e eficiente a adoptar, só que de uma forma diferente da aque previamente adoptaste. Por isso, reconhecer e empregar o "velho" mas também emnpregar um movimento rumo ao novo.

FRANK: Muito bem, bom, não quero aqui estar a "bater no velhinho", mas não serias capaz de me dar um exemplo diferente de alguma expressão habitual? Só queria saber quanto disso estará a ter lugar.

ELIAS: A tua filha.

FRANK: Muito bem. A Lizella?

ELIAS: Os factores de habitualidade que empregas nas respostas automáticas em relação a ela e ao te opores aos teus prórpios aspectos de familiaridade, por não quereres continuar a expressar de uma forma particular. Não queres incorporar responsabilidade pessoal ou continuamente te moveres no sentido de lhe reforçar as compensações, mas em vez de reconheceres para ti prórpio que isso representa uma habitualidade e que, por vezes, também poderás querer empregar alguma ajuda, na percepção que tens, em relação a ela, só que não da forma que encontras muitas vezes. E nese caso, torna-se numa situação do tipo "assim ou assado". "Ou não garanto, em absoluto, o que percebo em termos de auxílio, ou continuo a estender auxílio e a sentir um certo conflito, por ter consciência de também estar a mover-me na área da responsabilidade pessoal."


Mas não é uma questão de "assim ou assado" nem preto ou branco. É uma questão de reconheceres as associações com o papel que tens de pai, de progenitor, e de escolheres aquelas influências que não te tragam conflito, e de admitires o facto de teres certas associações e crenças, e que isso é admissível. Mas também podes optar por te moveres rumo a novas expressões a acrescentares às velhas expressões - não te direccionares no sentido de te opores a ti próprio ao dizeres a ti próprio: "O que estou a fazer, o que tenho estado a fazer neste tipo de situações é gravoso, e devo parar." Em vez disso permitir-te a flexibilidade e a liberdade de incorporares uma estimativa de cada situação, e não afirmação genérica nenhuma, e de reconheceres que em detertminadas situações poderá efectivamente optar alinhar por algumas das "velhas" associações e que noutras situações poderás não o fazer. Mas não é uma questão de te opores ao que TIVERES feito nem ao que TIVERES criado nem ao que TIVERES empregue anteriormente, mas de reconheceres os elementos que se te mostrarem de acordo com as preferências que tens, produzindo desse modo uma cooperação contigo próprio em vez de produzires uma oposição em relação a "velhos" hábitos.

FRANK: Está bem, eu compreendo aquilo que estás a dizer. (O Elias sorri) Muito bem. A outra coisa que te queria perguntar - provavelmente há uma semana ou isso, ou mesmo menos do que isso, mas creio que que tenha sido isso - eu acordei e senti alguns destes receios presentes na minha mente, e conforma me tinhas recomendado, eu detive-me e simplesmente - não sei muito bem como expressar isto - mas decidi de um jeito qualquer que ia dar uma volta agora, ou que isso iria sofrer uma reviravolta, ou assim. E de repente, vou trabalhar e descubro um novo cliente que me vai trazer uma certa quantidade de dinheiro bem rápido, e acontecem umas certas coisas e, quero dizer, terá sido tão simples quanto isso? Pareceu tão simples quanto tenha decidido nesse mesmo dia que as coisas iam ser diferentes, e elas passaram a evidenciar sinais de que iriam ser diferentes.

ELIAS: Quão inacreditável. (Com ironia - a seguir ao que ri)

FRANK: (Ri) Bom, é e não é, se sabes o que quero dizer.

ELIAS: No período de tempo em que te permitires soltar isso e descontrair-te, geras com toda a facilidade.

FRANK: Foi mais ou menos surpreendente, mas não é.

ELIAS: Estou ciente disso. (Ri) mas sim, é tão simples quanto isso, mas igualmente tão difícil quanto isso.

FRANK: Pois é, por aquilo que acontece ser - eu esquecer ou me distrair e a saeguir começar a optar pela "velha" via, não será?

ELIAS: Não estás a prestar atenção. É isso que está a ocorrer. No momento...

FRANK: Quando consigo focar-me e dizer: "Olha lá, não estou a gostar da forma disto, e quero que seja diferente."

ELIAS: Sim.

FRANK: Então fico concentrado e presto atenção, mas aí o que acontece é que...

ELIAS: Perdes a concentração.

FRANK: As coisas distraem-me.

ELIAS: Pois é. E deixas de estar focado.

FRANK: É tão difícil deixar de estar focado.

ELIAS: E no instante em que deixas de te focar, abres aquela janela que dá para direcções em que passas a gerar uma maior densidade de energia. Começas a produzir uma maior tensão...

FRANK: Claro e isso fica tudo a dever-se... e então as respostas autónomas tomam conta da situação.

ELIAS: Correcto. Ao passo que, see stiveres focado, permitir-te-ás relaxar e mover-te por meio de um maior à-vontade, e alcanças com rapidez.

FRANK: Claro. Achei aquilo bastante interesante.

ELIAS: (Ri) Apresenta a ti próprio um exemplo que consigas recordar nos momentos em que notas estar a distrair-te e a desfocar-te.

FRANK:
Certo. Bom, é como tu dizes, é assim tão simple e assim tão difícil. É uma
coisa espantosa.

ELIAS: Exacto.

FRANK: Está bem, na semana passada o meu pai ficou doente e na verdade foi hospitalizado durante uns quantos dias, mas por fim acabo por não ser opr coisa nenhuma. Só sinto curiosidade relativamente ao que tenha motivado tal coisa.

ELIAS: Permitir-se abrandar o movimento que empreendia assim como permitir-se gerar um tipo particular de atenção.

FRANK: Quando referes um tipo particular, a que tipo te referes?

ELIAS: Mais uma expresão de atenção em associação com um tip de energia de preocupação e de carinho.

FRANK: Está certo.

ELIAS: Permitir-se prouzir essa compensação de acolher esse tipo de energia, e permitir-se realmente acolhê-la.

FRANK: Ah, está bem – o que frequentemente ele nao permite a ele próprio.




ELIAS: Exacto. Mas gerando uma manifestação em que ele dê lugar à permissão para expressar uma maior vulnerabilidade e, portanto, uma maior abertura, pela qual lhe permitisse acolher efectivamente esse tipo de energia que procurava.

FRANK: E por que é que subitamente ele quer receber isso? Por alguma razão particular?

ELIAS: Essencialmente pelo reconhecimento – não um completo reconhecimento – mas um reconhecimento parcial da falta de que padece de acolhimento desse tipo de energia e do quanto isso gera como que uma barreira entre ele próprio e os outros, e por não se sentir por completo confortável com esa barreira actualemte.
FRANK: Está bem. Duas coisas que eu tenho para te perguntar, para terminarmos: a primeira, como conseguirei fazer com que reapareça a minha luva de baseball?

ELIAS: Deixa de te concentrares nela.
FRANK: Está bem. (O Elias ri) É tudo?

ELIAS: É.
FRANK: Ena pá – isso é como dizer para não pensar num elefante cor-de-rosa.

ELIAS: (Sorri) Quanto mais te concentrares nisso, mais continuarás a reforçar o seu desaparecimento.

FRANK: Está certo. Bom, iremos ver se isso funciona.

ELIAS: (Sorri) Muito bem.
FRANK: Quero dizer, eu tenho este pressentimento de que quando tiver que reaparecer, eu vou reagir tipo: “Não posso acreditar que não sabia onde estava.” (O Elias ri)


A última pergunta que te quero colocar é a seguinte: conversamos no passado sobre este problema médico que tenho, que tem que ver com a doença do refluxo, e uma das formas por que se manifesta no meu caso deve-se ao álcool. Se eu beber álcool, isso deixa-me doente. Por vezes, apenas uma ligeira quantidade, que nao faz assim tanto sentido, creio bem, em termos médicos. Mas por que razão terei optado por uma tal expressão? Quero dizer, podia padecer deste problema sem precisar ter essa expressão do álcool.
ELIAS: Correcto.

FRANK: Então, por que razão a terei escolhido?

ELIAS: Está associada a crenças de que o álcool provoque certas formas de afectação, e como tal, nessa associação automática, tu também a crias automaticamente.

FRANK: O quê – epor eu pensar que seja maus para mim, ou isso?

ELIAS: Não necesariamente que seja mau para ti, mas tu geras a associação de provocar uma afectação física por diferentes modos, e que qualquer medida de utilização dele deva criar certas respostas físicas, e consequentemente, crias automaticamente isso. E nessa medida, se já incoporares alguma manifestação física, como já geras a associação de que o álcool te afecta fisicamente, deverás automaticamente incoporar uma afectação ou influência de uma manifestação física qualquer que já tenhas criado. Se te estiver fisicamente a afectar, e não tiveres criado mais nenhuma manifestação física, se incluires uma manifestação física, também deverá afectá-la.
FRANK: Soa como uma crença estranha.

ELIAS: É bastante comum.

FRANK: Ah, a sério?

ELIAS: Sim.

FRANK: Quero dizer, é mais ou menos estranho – creio que realmente não lhe sinto a falta, mas alturas há em que desejava sentir.
ELIAS: Isso depende de ti. Tu consegues. É somente uma questão de enfrentares a crença que tens associada à substância e associada à manifestação física, que consegues gerar diferentes tipos de expressão que deverão afectar isso.
FRANK: Certo. Muito bem, creio que, se bem compreendi o que estás a dizer, eu acredito que as bebidas alcoólicas exerçam um efeito nestas coisas do meu organismo, pelo que crio esta reacção através do problema do refluxo ácido.

ELIAS: Correcto. Por tu...

FRANK: Para evitar que faça isso e de modo a não afectar os outros problemas.

ELIAS: Exacto, por protegeres a manifestação disso.
FRANK: Caramba, como vim a acabar com isso?
ELIAS: Resguardaste isso, e portanto, crias uma situação em que seja menos aborrecido para ti. E ao protegeres isso, também limitas o leque do que podes conseguir, por poder afectar essa manifestação. Por isso, és cuidadoso, e ao te mostrares cuidadoso, continuas a resguardar a manifestação, o que provoca restrições. O que esteve mais ou menos efectivo ao gerares isso, mas ser uma questão daquilo com que escolhes restringir-te.
FRANK: Certo. Bom, é útil mas desnecessário, segundo creio. (O Elias sorri)

Tudo bem, bom, obrigado, como sempre. Tem sido um prazer.
ELIAS: Tu não tens de quê, meu amigo. Fico na antecipação do nosso próximo encontro e do relatório do quão bem-sucedido te estás a tornar ao te mostrares cooperativo e ao inspirares.  

FRANK: Claro, tudo bem. Isso vai seervir de trabalho de casa.

ELIAS: (Ri) E talvez que ubstituas a ansiedade que sentes ou preocupação ou temor pelo símbolo do gladiador e que incorpores uma maior diversão.

FRANK: Está bem. (O Elias ri) Sou sempre a favor de uma maior diversão. (O Elias ri)

ELIAS: Muito bem, meu amigo. Como sempre, manifesto-te um enorme apreço e afeiçao.

FRANK: Obrigado.

ELIAS: Um carinhoso au revoir.

FRANK: Adeus.

(Elias parte após uma hora e dois minutos)

©2006 Mary Ennis. Todos os Direitos Reservados.

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