terça-feira, 12 de março de 2013

"A EMOÇÃO DO CIÚME"



"DÁ ATENÇÃO, RECONHECE,

E INTERPRETA O QUE COMUNICAS A TI PRÓPRIO"
"A EMOÇÃO DO CIÚME"

Sessão 985


Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2002 (Privada)
Participantes: Mary (Michael) e o Mike (Mikah)
O Elias chega à 1:53 da tarde. (Tempo de chegada: 31 segundos)

ELIAS: Boa tarde, Mikah.

MIKE: Boa tarde, Elias.

ELIAS: Como é que vamos avançar neste dia?

MIKE: Não estou bem certo. É a primeira vez que não anotei quaisquer perguntas.

ELIAS: Ah! Espontaneidade!

MIKE: Sim, sim, estou a aprender! (Ri)

ELIAS: Estou a reconhecer o salto que estás a dar no sentido do desafio.

MIKE: Sim, obrigado! Muito obrigado.

ELIAS: Ah ah ah! Ao incluíres a possibilidade da diversão!

MIKE: Sim, a possibilidade! (A rir)

ELIAS: Ah, muito bem! Vamos avançar?

MIKE: Sim, sim. (O Elias sorri)

Uma pergunta – a questão de que ultimamente tenho vindo a tratar é não saber o que fazer comigo. Não quero voltar à escola, mas em todo o caso voltei. Esforço-me por pensar no que deveria fazer em vez disso, e não faço a menor ideia. Quase tudo quanto tenho vindo a fazer ultimamente não apresenta nenhum tipo de, digamos, segurança intrínseca. Senti-me inseguro em quase tudo quanto tenho vindo a fazer ultimamente, e gostava de saber o quê, como resolver isso. Que é que faço? (Pausa)
ELIAS: De que modo usas da atenção para contigo próprio?

MIKE: De que modo uso disso?

ELIAS: Que tipo de acção empregas em que percebas que estás a dar atenção a ti próprio?
MIKE: Impressões, de vez em quando; imagética ou simbologia que se repete, por vezes. Não tenho necessariamente uma acção definida que procure e que me diga que estou a dar atenção a mim próprio.
ELIAS: De que modo reconheces uma impressão?
MIKE: Após o que a impressão tiver sido, após essa acção ter sido tomada, reconheço ter sido uma impressão e não uma ideia (ou pensamento). Não distingui necessariamente a diferença existente entre um pensamento ou uma impressão.
ELIAS: Mas reconheces a ocorrência de determinadas acções, e subsequente a essa acção, tens uma ideia e defines para ti próprio a impressão que tens.
MIKE: Sim.

ELIAS: Reconheces a tua voz?

MIKE: Não.
ELIAS: E que atenção diriges para a tua emoção?

MIKE: Dirijo muita atenção à emoção que sinto. O telefone está sempre a tocar mas nunca sei muito bem de que modo pegar no auscultador (para atender), ou como dar com o telefone para atender.

ELIAS: Muito bem. Nessa medida, estás a expressar que detectas que expressas emoção; estás a notar os sinais.

MIKE: Sim.

ELIAS: Mas não estás a prestar atenção. O desafio que tens consta de procurares identificar o que os sinais significam e decifrar o sentido da mensagem. Isso é chave, além de ser a razão por que estás a sentir confusão e frustração e não estás a identificar o teu rumo.

Ora bem; identifica uma emoção, uma emoção qualquer; não importa (qual). Escolhe uma emoção que tenhas experimentado recentemente.

MIKE: Ciúme (ou inveja).

ELIAS: Muito bem. Tens esse sinal que identificas em termos de ciúme o qual gera uma intensidade de sentimento, e nessa medida, gera-se uma mensagem.


Ora bem; ao teres uma orientação comum, a projecção automática que estabeleces é no sentido do exterior, o que representa um fluir natural da energia; por isso, não está errado, só que pode tornar-se confuso. Conforme declarei previamente, embora os indivíduos que têm as orientações intermédia e soft também se vejam diante de um desafio com a inclusão desta mudança – e a razão para eu ter escolhido o termo “comum” para essa orientação deve-se ao facto de ser expressada mais comummente; a maioria das pessoas de qualquer era que se manifestam fisicamente na vossa dimensão pertencem a essa orientação – razão por que, o desafio expressado nesta mudança é experimentado em determinados aspectos com uma maior intensidade pela massa populacional na orientação comum, relativamente à orientação. Isso está relacionado com o que estamos a debater, por aqui o desafio consiste em admitires o fluxo natural da tua energia e o que expressas com naturalidade, por expressões objectivas e por expressões exteriores e pela simbologia e produção, mas também empregar a atenção para com o interior.


Posso dizer-te que a maioria das pessoas da orientação comum geralmente não estão habituadas a essa acção. Muito embora os das duas outras orientações possam estar um tanto pouco familiarizados objectivamente com essa acção, cada uma dessas orientações já incorpora naturalmente alguns aspectos dessa acção e um certo conhecimento disso.

No caso da orientação comum, o prestar atenção a si mesmo e à voz que utilizais no que comunicais a vós próprios a partir da consciência subjectiva e dirigida à consciência objectiva foram traduzidas por simbologia objectiva que se tornaram num absoluto. Essa é a razão por que continuo a expressar repetidamente que a imagética, a simbologia objectiva é abstracta. 

Aquilo que expressais a vós próprios com a vossa voz e as vossas comunicações subjectivas não se acha oculto. Isso é objectivamente traduzido, e vós tendes consciência da acção da tradução objectiva que têm lugar através da expressão das impressões, das emoções, dos sentidos, da imaginação. Isso pode ser tudo traduzido de uma forma objectiva, por assim dizer, quer seja através da manifestação ou através da tradução do pensamento.


Agora; a comunicação é simples e precisa e exacta. A tradução para a simbologia objectiva, ao ser tão abstracta, torna-se passível de se manifestar por incontáveis formas com respeito a uma comunicação. Numa só comunicação, a tradução objectiva que fazeis pode manifestar-se em símbolos ou imagens objectivas que assumam diversas expressões. Podeis empregar várias acções em simultâneo que reflita uma comunicação.


Vamos desviar-nos por momentos do ciúme para sugerir um exemplo de outras traduções.

Podeis experimentar um sinal, o vosso telefone a tocar, com uma emoção de alegria. Esse sinal comporta um comunicado, uma mensagem. A mensagem é apresentada pela vossa consciência subjectiva em harmonia com a consciência objectiva; consequentemente, de certo modo, são a mesma. O objectivo da consciência subjectiva consiste em expressar com precisão, exactidão e em termos de definição aquilo que estais a gerar no momento.


Nesse sinal de alegria, podeis nesse momento estar a expressar um comunicado subjectivo de validação de vós próprios. Nesse instante, de modo simples e preciso, estais a admitir um reconhecimento de vós próprios, uma confiança, uma aceitação e uma permissão de livre expressão na vossa escolha. Isso traduz-se objectivamente pelo sinal de alegria, o qual é reconhecido.


Agora; em simultâneo, a expressão objectiva que tiverdes pode ser no sentido de incorporardes vários actos que reflitam essa comunicação. Num momento podereis usar o vosso sentido da audição, o qual poderá levar-vos a experimentar um som agradável. Podeis estar a usar o vosso sentido da visão por meio de uma perspectiva agradável ou prazenteira.

Podeis estar a incorporar a interacção por meio do abraço com um outro indivíduo e desse modo estar a apresentar a vós próprios a simbologia objectiva do contacto e da sensação física. Podeis estar a gerar um raciocínio objectivo ao traduzirdes esse comunicado de alegria e a expressar a vós próprios o fato de estardes a experimentar felicidade. Podeis mostrar-vos bastante criativos e desse modo empregar mais acções e mais imagens (símbolos) objectivas, tudo num breve período de tempo, que sejam todas expressões abstractas de uma comunicação.

Do mesmo modo, cada comunicação que apresentais a vós próprios é expressada de forma precisa, evidente, e simples pela identificação do que estais a produzir em vós próprios no momento. E nessa precisão, também vos apresenta uma identificação clara das crenças que tendes associadas com o que estais a produzir e à sua influência.

Incorporais muita actividade e muita associação relativa aos aparelhos eléctricos que se traduzem pelas vossas novas invenções dos computadores.
MIKE: Pois.
ELIAS: A vossa consciência subjectiva pode ser comparada à precisão e à simplicidade da mensagem ou à qualidade directa e inequívoca de uma mensagem que seja passível de ser apresentada pelo vosso computador. È bastante precisa, o que na expressão natural do vosso foco – em que empregais uma enorme atenção sobre o pensamento e a análise – dá lugar à compreensão daquilo de que estou a falar.


A consciência objectiva produz expressões associadas a sinais, e estes tonam-se confusos. Devido a que a consciência objectiva seja muito expressiva através da criatividade e se baseie em tudo quanto se vos ache disponível na vossa expressão física, na vossa dimensão física, em todo o vosso universo inteiro conforme o percebeis, como disponibilidade de imagens.

Ora bem; a tua pergunta diz respeito á forma como devas atender e reconhecer e interpretar a voz que usas e os comunicados que transmites a ti próprio, e agora contornamos o exemplo que deste do ciúme, no reconhecimento da explicação que dou.


Tu produzes o sinal da inveja. Prestas atenção ao sinal por ser suficientemente óbvio, e a resposta imediata que geras é a associação de que o sinal foi desencadeado ou gerado, antes de mais, por uma acção externa. Essa é a primeira associação errada, por o sinal não ter sido produzido por nenhuma acção externa. A emoção não constitui reacção nenhuma. Só que na orientação comum, essa é uma definição que se torna difícil de assimilar agora, por constituir uma associação fortemente defendida. A redefinição em si mesma torna-se num enorme desafio. Essa é a razão por que há trauma a ser gerado nesta mudança (de consciência).

Ora bem; a simples expressão por meio do raciocínio – por te ser tão habitual – do reconhecimento da emoção não constitui reacção nenhuma, suscita a indagação: “Muito bem, eu estou a expressar e a experimentar este sinal. Estou a identificar este sinal. Reconheço a qualidade que tem. Identifico e defino este sinal em termos de inveja. Não constitui reacção nenhuma. Consequentemente, que será que estou a produzir dentro de mim próprio e que será que estou a comunicar a mim próprio para produzir esse sinal destinado a captar a minha atenção?”

MIKE: Então representa uma comunicação.


ELIAS: Volta a tua atenção para o que encaras como a fonte. A fonte não é o outro indivíduo. Por isso, na tua atenção, elimina o outro indivíduo da cena. Volta a tua atenção para ti. Que será que está a sentir-se ameaçado em ti? Que ameaça estarás TU a produzir no teu íntimo? E que será que produz a ameaça senão a negação da tua expressão?

No instante em que te negares a liberdade da expressão do que queres, produzes uma ameaça, e ao produzires a ameaça, expressas frustração, e a frustração traduz-se pelo um sinal objectivo da inveja que reforça a reacção automática que te leva a focar a tua atenção no exterior e a dizer a ti próprio: "Eu estou a experimentar este sentimento, este sinal da inveja, por este indivíduo aqui estar a produzir esta escolha e eu não concordar com essa escolha, e isso me produzir uma expressão de raiva." A raiva constitui carência de opção. A raiva é expressada na altura em que o indivíduo não percebe nenhuma escolha, e se sente impotente.

Negaste as escolhas de que dispunhas; imobilizaste-te. Uma vez mais, a atenção é projectada no exterior, na direcção do outro, e como não a voltas para ti a fim de descobrires a mensagem – a inveja - a raiva tem continuidade; por o círculo da projecção da atenção e da criação de culpa que projectas no outro indivíduo ter continuidade. Não existe culpa alguma, nem em relação ao outro indivíduo nem em relação a ti. Trata-se de uma questão de escolha e da negação da escolha que tens. Posso-te dizer, Mikah, que nenhuma expressão deve constituir causa mais significativa de pesar para a essência do que a negação da escolha, por ser completamente contrária ao vosso ser natural, e gerar um enorme conflito.




Agora; ao olhares para o outro tipo e identificares a escolha que ele define como aquilo a que avalias estar a reagir – o que constitui um mero desencadear, por na verdade não estares a reagir ao indivíduo, mas a ti próprio – que expressão cria o outro indivíduo a que te vejas a reagir por essa emoção da inveja? Por isso ser chave, por não estares a reagir nem estares já a produzir, antecipadamente em relação à expressão do indivíduo essa recusa em ti próprio. Apresentas a ti próprio a simbologia em simultâneo, mas encara-la, por teres a atenção focada no exterior, como uma coisa objectiva antes a que responder a posteriori, e isso também está errado. Por uma coisa não seguir a outra.

Não estejas preocupado com a hora. (1) Estou a falar contigo, pelo que o Michael compreenderá. (O Mike ri, surpreendido) Este é um ponto-chave na direcção em que te moves, pelo que vou terminar a expressão que te estou a endereçar antes de darmos por terminado.

MIKE: Está bem, obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer.

Nessa medida, em relação a essa expressão da inveja, vamos criar uma situação hipotética. Qual deverá ser a situação em que se produza uma expressão de inveja ou de ciúme no contexto das crenças da expressão das massas? Dois indivíduos que sentem uma atracção afetiva um pelo outro.
Bom; nessa situação entra um terceiro indivíduo. Digamos que sejas um desses indivíduos e que o objecto da afectação que sentes, nos teus termos, possa ser representado pelo outro. Aventurar-nos-emos a dizer que seja uma mulher?

MIKE: Sim, se fazes favor! Obrigado! (A rir)




ELIAS: Muito bem. Estás a incorporar essa atracção e essa afeição por esse outro indivíduo do sexo feminino, quando um outro indivíduo entra em cena.

Ora bem; não importa se esse terceiro indivíduo é do sexo masculino ou feminino, por esse indivíduo que entrou também revelar atracção e afeição no sentido  da mulher por quem sentes o afecto e a atracção. Não importa o sexo que esse terceiro indivíduo tenha. Ele expressa a mesma coisa que tu.


Agora; em que consiste o ciúme? Na ameaça. Consequentemente, notas que esse outro indivíduo expressa o mesmo que tu, e no teu íntimo dás expressão à ameaça, à dúvida. Pois, onde tens a atenção? A tua atenção acha-se focada na mulher por quem expressas  essa afeição e atracção mas agora também se acha dividida de forma a inclires o outro indivíduo e aquilo que ele expressa, mas não repousa ou assenta em ti. Acha-se amplamente concentrada nos outros dois indivíduos. E como não se encontra centrada em ti, isso dá lugar à criação de ameaça. Por agora a tua atenção estar nas escolhas dos outros indivíduos, e ao te te preocupares com as escolhas dos outros indivíduos, não prestas atenção às tuas próprias escolhas, pelo que deixas de apresentar a ti próprio permissão para dares expressão às opções que tens, e desse modo dás lugar à criação da negação das tuas opções - o que representa a ameaça.

MIKE: Então, diz lá, quais serão as escolhas numa situação dessas?
ELIAS: Se prestares atenção a ti próprio e expressares para ti próprio o reconhecimento daquilo que queres e o reconhecimento da permissão para produzires aquilo que queres e o facto de deteres a capacidade de criar o que quiseres, sem que importe que o terceiro indivíduo entre em cena, por não estares a criar essas opções. Não importa o que o outro indivíduo estiver a definir em termos de escolha ou de expressão. O que tem significado é aquilo que TU defines em termos de escolha.


Lembra-te de que tu estás a criar o cenário (situação) todo. Estás a criar ambos os indivíduos; consequentemente, também estás a criar as respostas que adoptam. Se apresentares a ti próprio permissão para expressares aquilo que queres por meio de um apreço genuíno de ti próprio, por meio de um conhecimento genuíno do conhecimento da capacidade que tens para criar isso, também criarás a resposta que o outro indivíduo der. Qual será a ameaça? Que será que poderá ameçar AQUILO que podes criar - ou podes criar?


Nessa situação, ao voltares a tua atenção para ti e expressares a ti próprio: "Este indivíduo por quem expresso afeição e por quem estou a expressar esta atracção - eu sou quem está a optar por expressar isso externamente." PORQUE RAZÃO optas por expressar isso no exterior e O QUE estás tu a expressar? Estás a expressar no teu íntimo o reconhecimento pessoal e o assombro daquilo que crias. Tu criaste o outro indivíduo. Não pelo que possas receber da parte desse outro indivíduo; é motivado pelo que TU desejas expressar.

Por isso estás a produzir dentro de ti um apreço por ti próprio, uma atracção pela energia (que expressas). Consequentemente, relativamente à orientação que tens, também desejas naturalmente expressar no exterior. O que não quer dizer que as outras orientações também não produzam algumas dessas expressões, só que de uma forma diferente.


Ao te permitires a liberdade para expressares aquilo que TU estás a produzir e a experimentar em ti próprio, também criarás a capacidade de resposta do outro. Mas a chave consiste em prestares atenção, prestar uma atenção genuína ao que estás a produzir em ti, e prestar atenção, observar as escolhas que promoves, e não somente o teu pensar.


Pois conforme declarei previamente, por vezes o pensar pode sofrer uma deslocação na sua função de traduzir e não traduzir necessariamente de uma forma precisa, dependendo da atenção que tiveres. Se a tua atenção não te estiver a proporcionar ao teu mecanismo do pensamento informação respeitante àquilo que queres genuinamente, o processo do raciocínio traduzirá nos moldes da informação que receber; consequentemente isso poderá dar lugar à distorção na tradução.


Esse  m que importe que o tterceiro isamento precisa, dependendo da atenç na sua funç que quiseres, sem que importe que o tterceiro io significado de prestar atenção à tua voz, de prestar atenção às comunicações que transmites a ti próprio, ao que estás a escolher, ao que estás a produzir em ti, por isso te dar conta de uma forma mais pormenorizada e exacta daquilo que estás a criar, assim como também te proporciona uma identificares com clareza o rumo que estás a "definir" - mas as escolhas constituem um factor de influência significativo. Mas recorda, que as crenças têm assento na expressão objectiva. O que não quer dizer que a expressão subjectiva não responda igualmente às crenças, por o fazer. Mas a expressão das vossas crenças tem assento no pensamento.


Agora, nesta situação hipotética que traçamos, o outro indivíduo ao se acercar do objecto da afeição que sentes, ele estabelece a escolha para expressar afeição e proporciona a ele próprio permissão para dar expressão a esse afecto. E digamos que ele lhe dê um abraço ou possivelmente lhe roube um beijo (dito com muito sentido de humor). A reacção que terás será a de pores o centro da laranja a rodar freneticamente e de projectares a tua atenção para esse indivíduo a ponto de (tornares isso num) desafio, mas não é.


Agora; se voltares a tua atenção para ti, poderás produzir o mesmo acto. O outro indivíduo terá outorgado permissão a ele próprio para expressar aquilo que queria e o objecto da afeição que sentias responde-lhe, por as pessoas terem a capacidade de responder ao que projectais; mas o objecto da tua afeição hesita em responder-te, por estares a projectar a ameaça. Por isso, aquilo que produzes interiormente é o que produzes externamente, e aquilo a que é respondido e o que criarás em termos de simbologia objectiva por intermédio da percepção que tens. Ao criares a percepção do outro indivíduo, aquilo que estás a produzir interiormente também será o que produzirás nessa imagética concreta ou objectiva.


Portanto, e para concluirmos, o modo por que reconhecerás a tua voz e a mensagem que consta do sinal é desviando a tua atenção, eliminando a fonte externa, por assim dizer, ou o que percebes como sendo a fonte externa – nesse cenário, representado pelo outro indivíduo – e voltando a atenção para ti, com conhecimento de não teres genuinamente eliminado o outro indivíduo, é claro.

MIKE: É claro.

ELIAS: Mas não tem importância, porque ao desviares a tua atenção, embora ele continue a ter expressão temporariamente na tua percepção, ele é eliminado (nela).

Ao voltares a tua atenção para ti, e eliminares o outro indivíduo ou a fonte externa temporariamente da percepção que tens, poderás indagar-te sobre o que TU estás a produzir, o que consiste numa acção distinta meu amigo, e responderás a ti próprio de um modo bastante diferente. Porque, sem a fonte externa, mais nenhum outro elemento existirá para além de ti, e sem a fonte externa poderás dirigir-te àquilo que te influencia, ao que traduza as crenças que tenhas e as recusas (ou negações) se achem no teu íntimo. Estás a compreender?

Poderás empregar esse acto de uma forma bastante objectiva e no caso de estares a pensar, mas também pela acção de prestares atenção a essa voz dentro de ti. Por instantes reduz o campo da tua visão simplesmente para ti, de forma que mais ninguém nessa dimensão física nele se insira ou tenha existência. Porque com toda a sinceridade, meu amigo, essa negação da escolha e da liberdade de que dispões para te expressares e atitude de te ateres à tua energia provoca um conflito formidável e obscurece a maior clareza.



Esse exemplo que apresentaste pode ser usado a título de exemplo que poderá ser filtrado na tua expressão original de te sentires confuso, e de te sentires frustrado, de te sentires inseguro, e de não conseguires perceber qual seja o teu rumo ou o que queiras. A descoberta disso é encontrada no âmbito da atenção para com a tua voz e as comunicações que transmites a ti próprio, e conforme estarás ciente, isso está continuamente a ter expressão.


Não importa que seja um outro indivíduo, escola ou emprego, qualquer expressão externa. Elimina isso e volta-te para ti e paras as influências que adoptas e para o que estás a negar em ti nesse instante, o que estás a desconsiderar, aquilo que estás a expressar a ti próprio em termos de não seres capaz, por não teres a capacidade para tanto, e os juízos que estiveres a expressar. Por não ser uma questão de descobrires uma coisa nem em que direcção te moveres. (Pausa, enquanto o Mike muda a cassete)
Vou voltar a repetir, não é uma questão de descobrir a direcção para que te devas mover nem uma coisa exterior a ti, tal com uma escola, ou um emprego, uma carreira, ou uma direcção particular em que te passes a mover. Já estás a produzir um rumo. É uma mera questão de descobrires o que já estás a produzir, e desse modo do reconhecimento do teu querer genuíno. Se admitires isso numa expressão, começarás a admitir isso noutras expressões. Por não importar – carreira, escola, relacionamentos – é tudo a mesma coisa. Tudo isso tem expressão na orientação que defines. Encaras isso de uma forma compartimentada e distinta, mas não é. E se uma expressão se reflectir numa direcção, expressar-se-á em todas.
MIKE: (Com suavidade) Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

FEMALE: Elias, de que irá tratar a sessão de amanhã?

ELIAS: Eu vou decidir na altura! (Na verdade foi uma sessão subordinada à atenção, justamente!)

MIKE: Oh oh oh! (Riso)
ELIAS: Muito bem, meus amigos. Vou voltar a abordar-vos, os vossos termos, bem em breve. Faculta permissão a ti próprio, Mikah. Tu és digno.

MIKE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Como sempre, com um enorme afecto, uma vez mais vos dou o au revoir.

Elias parte às 2:47 da tarde.

(1) A esta altura a duração da sessão foi de 30minutos e alguns segundos; O Mike tinha acordado com a Mary uma sessão de apenas trinta minutos.

©2003 Mary Ennis, Direitos Reservados

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS