sábado, 12 de janeiro de 2013

“NÃO EXISTE PRINCÍPIO… NÃO EXISTE TÉRMINO”



Sessão 24

Domingo, 30 de Julho de 1995
Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS: Saudações. Esta noite vamos abordar mais a vossa psique e vou apresentar-vos informação que não apresentei na sessão passada. Já falei nisto ao Michael, como preparativo para este tema. Estivemos anteriormente a discutir as questões do conflito e o modo como podeis lidar com os conflitos. Vou começar pelo início que é um bom ponto de partida, não acham? (De forma bem-humorada) Vou começar por colocar-vos uma questão. Onde acreditais ter tido começo, e quem achais que sois? (A sorrir) (Pausa)

VICKI: Não sei se alguma vez terei suscitado uma resposta a isso.

JIM: É uma daqueles questões em que pensamos, mas em relação às quais jamais encontramos qualquer solução viável. Olhamos para as religiões, mas não é lá que encontramos a resposta. Aquele que somos estende-se por um longo percurso, creio eu, que se estende por várias dimensões. É o que estamos a descobrir, também. (Pausa)

ELIAS: Acreditais ser a Cathy, ou o Jim, ou o Ron, ou a Vicki? É isso que vós sois? (Pausa)



VICKI: Penso que até que toda esta informação começasse a vir da tua parte, fosse aquilo em que eu acreditava. (Pausa)

ELIAS: Acreditais ter tido origem num átomo?

JIM: Acreditamos. Tudo teve que ter origem a partir de alguma coisa. Os tijolos elementares de toda a construção são os átomos, ou assim se crê. Essa é a percepção que temos, por aquilo que os cientistas nos revelaram. Mas estou certo de existirem porções mais diminutas do que os átomos.

ELIAS: É por aí que vamos pegar. Isso está errado.

JIM: (A rir) Bom, não faz sentido. Olhamos para a coisa e ela esboroa-se, pelo que deve existir uma outra explicação.

ELIAS: Vós adoptastes crenças religiosas e crenças científicas e quando sentis falta de umas passais a incorporar as outras e andais a saltar entre ambos esses tipos de crença. Não tivestes origem num átomo nem tampouco o vosso universo teve origem num átomo. Para o referir nos vossos termos, teve início na consciência, porque não teve propriamente um começo. Já referi muitas vezes que vós não tivestes qualquer começo.

Para vós é fácil incluir a crença de que podeis não ter um fim, porquanto sois capazes de olhar em frente e perceber na vossa existência física elementos que parecem ter uma continuidade infinita. Podeis contemplar o horizonte e perceber que o vosso mar se dilui no vosso céu que, segundo a percepção que tendes, se estende sem fim. Desse modo podeis imaginar-vos num continuum infinita de um movimento rumo ao futuro. Mas já se vos torna sobremodo difícil conceber esse mesmo princípio no sentido inverso porque acreditais terdes tido origem algures. Mas não tivestes início nenhum. Na verdade o vosso universo não teve começo. Apenas se organizou de modo diverso. Os elementos inerentes à consciência sempre existiram. Eles escolhem variadas configurações e reagrupam-se de modo diferente, porém, sempre existiram.

Já falamos sobre este foco físico, mas como estamos a abordar a psique, vou limitar-me basicamente aos termos que lidem com o foco físico. Por ser esse foco que usais e aquele em que tendes a vossa vida. Por conseguinte, também vai ser por aí que vamos iniciar, pelo foco físico, no voso começo. Vou desviar-me por um instante só para vos recordar que não tendes qualquer início - só tivestes um começo no que se refere ao vosso enfoque físico; mas no vosso começo material deste planeta em particular, já referi anteriormente que vos encontráveis num estado que designamos como uma atenção desfocada, o que se aproxima bastante do que agora designais por estado de sonho. O que não quero dizer que andásseis a deambular pelo planeta como num sonho porque não foi assim. Já tive ocasião previamente de me inteirar de alguns mal-entendidos acerca disso. Vós acháveis-vos completamente focados; só que a maneira como concentráveis a vossa consciência era diferente. Nesse estado, como também referi, vós não tínheis qualquer necessidade de crenças. Acháveis-vos em comunhão com a essência como que a testar as águas em relação à manifestação física.

Por ora vamos deixar de lado este tema da atenção desfocada para envolvermos os sistemas de crenças porque é com eles que lidais presentemente, além de ser aquilo que vos provoca conflito. No começo da vossa manifestação do foco consciente, começastes a experimentar a manifestação física. Por essa altura do vosso desenvolvimento já vos tínheis separado consideravelmente da essência. Ao faze-lo tornaste-vos confusos e carentes de respostas que explicassem algumas das experiências por que passáveis. É aí que tem início o emprego que fizestes de sistemas de crenças religiosos.

Vou utilizar a título de exemplo a situação daqueles indivíduos pertencentes a uma tribo, por eles representarem aquilo que pensaríeis ser os homens pré-históricos. Criemos um cenário dum dia ordinário da vossa vida do dia-a-dia composto por experiências comuns. Vós, na vossa jornada ao longo da vida fazeis aquilo que normalmente fazeis todos os dias e escolheis passar pela experiência duma caçada. Viajais para longe na companhia dum amigo e achais-vos bastante concentrados nessa caçada. Durante o processo dessa expedição surgem no vosso percurso certos elementos imprevistos. O vosso companheiro empurra-vos de forma acidental e vós despenhais-vos do rochedo e desse modo encontra, a vossa manifestação física, um fim. O vosso companheiro regressa à vossa aldeia e relata que vos empurrou acidentalmente do rochedo, e que agora vos encontrais morto.

O vosso companheiro fica bastante angustiado e experimenta uma reacção emocional. Outro indivíduo pertencente à tribo deixa-se envolver nessa acção e começa a sentir uma emoção de simpatia pelo vosso companheiro e de confusão por não saber como acalmar essa emoção no companheiro. Tende presente que, no início, essas experiências não incluíam consequências e que toda a motivação envolvida era completamente sincera e positiva. Não era vingativa nem violenta mas tinha por vista unicamente acalmar a experiência emocional, pelo que o culto objectivado a seguir sugeria ter que se oferecer qualquer coisa pela parte de quem causara os danos a fim de acalmar a resposta emocional do companheiro. No início, a compensação não era muito expressiva e não passava dum mero acto representativo, porém, serve de exemplo para o modo como, à medida que vos deslocastes na vossa separação e fostes esquecendo a vossa essência também passastes a adoptar mais sistemas de crenças, que se foram avolumando de forma crescente.

Depois sucedeu um tempo em que a expressão verbal não se fazia suficiente. A atenção do homem para com essas expressões emocionais tornou-se confusa, e para que fossem acalmadas começou a parecer ser necessária uma forma de retribuição, uma forma de compensação sob uma forma de expressão idêntica, e se fossem responsáveis pela morte de alguém, deviam passar pelo mesmo como medida compensatória. Foi aí que tiveram início as ideias religiosas do tipo “Dente Por Dente”. Vocês deram continuidade a essas expressões e acabaram por ampliar essa separação até à sua máxima extensão, chegando mesmo ao ponto de, quando na vossa actual sociedade civilizada não vos sentis compensados com a medida “Dente Por Dente”, adoptardes a vossa ideia do Carma. Se vos sentirdes violados, desejareis que o mesmo indivíduo passe pela forma de violação que praticou sobre vós, ou se fordes suficientemente civilizados (com humor) podeis não desejar a mesma violação, todavia havereis de expressar que eventualmente “Eles se verão a contas com o Carma”! (Riso geral) Tem que existir sempre algum tipo de retribuição porque isso consiste no juízo, justiça e igualdade - e lixo! (Todos desatamos a rir, incluindo o próprio Elias)

(A sorrir) Não é assim. Vós não estais a ampliar a separação. O que estais a alargar é a participação da essência. A vossa essência não possui tais crenças. Isso são expressões materiais e quando as examinardes verdadeiramente vereis o quanto elas têm de ridículo. Não é necessária qualquer retribuição. Não é necessária qualquer igualdade pela negativa. Essas não passam de ideias fundadas na separação e muito encorajadas pelas vossas religiões. São igualmente influenciadas pelos elementos científicos de que dispondes, porque as vossas ciências adoptam o princípio da “Causa e efeito”, o que, portanto, vos reforça essas crenças religiosas.

As crenças religiosas são carregadas de foco para foco (ou vida, conforme comummente se designa) conforme já o referi anteriormente. Quanto mais manifestações físicas e manifestações evolutivas adoptardes, mais crenças religiosas possuís. As crenças científicas, nos termos que vos são familiares, são relativamente novas. No vosso passado não foi permitido que elas entrassem em conflito com as crenças religiosas, razão porque não entraram. O facto de as vossas ciências se terem separado e terem estabelecido o seu próprio rumo aparte das crenças religiosas, sem adoptarem qualquer crença religiosa, consiste num desenvolvimento relativamente recente, mas mesmo aí ainda elogiam os vossos sistemas de crenças religiosos. Vós pensais que não o fazeis e pensais que ambas constituam polos opostos mas não são. Ambas constituem explicações provenientes da consciência de separação, a qual vos confunde. Bom, ao ter definido este contexto, vou voltar-me para os vossos conflitos, com a noção de que os vossos conflitos se baseiam todos nessas crenças. Já me referi às crenças por diversas vezes. Mas vós continuais a pensar e a incluí-las e com isso enredais-vos completamente nelas e depois questionais-vos porque razão não vos libertais! E tal como já referi, as respostas são, na verdade, bastante simples e acham-se todas em vós.

Na separação que experimentais, podeis fazer face a situações que parecerão incorporar conflitos de algum género. Também já me referi a isso, quando disse que podeis necessariamente não saltar de forma automática da separação para uma integração plena e instantânea. Vós tivestes muitas vidas evolutivas a fim de vos separardes, não obstante, teoricamente, se o desejásseis de verdade, poderdes saltar inteiramente para a essência, mas nesse caso deixaríeis de permanecer aqui! Haveríeis de vos “desvanecer!” (A sorrir) Quanto a uma resolução em relação à abordagem do conflito, já vos facultei essa resposta previamente. O vosso conflito inclui crenças. Quando eliminais essas crenças ficais a sós convosco próprios. E para lidardes convosco em relação aos outros, se comungásseis com a essência e acreditásseis em vós, e tivésseis confiança em vós, só precisaríeis pensar em vós. Agora; vós tendes termos que referem crenças tais como a do “egoísmo”. Mas eu pergunto-vos: em que consistirá o egoísmo? (Pausa)

VICKI: Pensar em nós antes do outro.

ELIAS: E isso será mau? Ou a questão residirá (justamente) nisso?

VICKI: Eu não sei. Parece ser grave.

ELIAS: Aí é que reside a questão! (Riso) A questão reside no egoísmo. Isso não passa de um termo pejorativo devido a que o vosso enfoque religioso tenha procedido a uma interpretação dotada de um cunho negativo. Se todos vós vos considerásseis a vós próprios e pensásseis antes de mais em vós, não teríeis porque experimentar conflito. Se vos perceberdes a vós próprios e perceberdes os impulsos que tendes - vamos realçar o termo "impulsos" - não vos preocuparíeis com os demais nem eles se preocupariam convosco, e, de forma ideal, não alimentaríeis conflitos em relação a eles, se cada um se preocupasse apenas com a sua essência. Mas infelizmente não pensais na vossa própria essência, nem tampouco ninguém no vosso planeta. E isso é um resultado da vossa separação. Não quer isto dizer que não possais alcançar isso, mas unicamente que tendes que vos esforçar um pouco mais por isso.

Se vos integrardes verdadeiramente na essência - a vossa essência é atenciosa e compassiva e não rude nem intrometida mas acha-se bastante compenetrada em si mesma e é bastante "egoísta" e "autocentrada"; mas isso são tudo elementos positivos inerentes à essência, porque constituem a sua expressão criativa e a sua motivação. Não vos digo que sigais um egoísmo tal qual vos foi retractado pelas vossas crenças religiosas, porque isso radica na negatividade, na indiferença e no distanciamento, mas que se vos abrirdes para com a essência havereis de incorporar expressões positivas.

Tal como expliquei ao Oliver quando me perguntou como poderia estabelecer contacto com uma pessoa que era tão fechada; não tem importância porque se vos abrirdes para com a vossa essência ela revelar-se-á tolerante, carinhosa e compassiva. Essas são expressões naturais inerentes à vossa essência. Ela não busca qualquer vingança nem rudeza nem intromissão; não é prejudicial nem agressiva. Por conseguinte, se vos expuserdes a um contacto com a essência, que é essencialmente positiva, como podereis referir algo negativo? (Faz uma pausa, a sorrir) O Lawrence ainda se sente confuso!

VICKI: Muitas vezes, não obstante evitarmos o conflito para nós, acabamos criando-o para o outro.

ELIAS: Se expressares o desejo de não criar conflito em ti própria, sentirás algum desejo de criar conflito em mais alguém?

VICKI: Não.

ELIAS: Nesse caso não se trata de responsabilidade tua.

VICKI: Bom, é aqui que assenta a confusão, onde tem início e termina a responsabilidade pessoal, bem como a responsabilidade do outro, mas depois existe aquela área em que ambas se misturam mutuamente, devido à semelhança, e torna-se difícil ter ideia de onde a nossa responsabilidade pessoal tem início e acaba. Porque, se tudo aquilo que fizermos for afectar toda a gente, então precisamos ter consciência disso.

ELIAS: Em certa medida tendes consciência, mas numa mais medida mais alargada, não tendes. Eu entendo o que me estás a dizer. E repito que se vos abrirdes ao contacto com a essência e não expressardes qualquer intenção negativa que envolva uma outra pessoa, estareis certamente em comunhão com a essência. Não quer isso dizer que devais permitir que o vosso cão morda o vizinho e depois dizer-lhe que se tratou de uma experiência do vosso cão e que colocar a perna à disposição para ser mordido tenha sido um problema dele. Vós sois responsáveis! Se não vos importardes com os outros isso representará uma expressão incorrecta de ausência de comunhão com a essência. Mas se vos abrirdes à comunhão com a essência e examinardes a motivação, nesse caso, pode ser que se procederem a uma escolha ela não agrade a todos quantos vos rodeiam mas isso não quererá dizer que se trate de uma escolha errada. Não quer dizer que estejais a proceder a uma escolha incorrecta. Estareis a proceder a uma escolha incorrecta se a motivação que tiverdes for apenas em função dos outros. Se a motivação que imprimirdes à escolha de um rumo for a de evitardes um sentido de egoísmo, tratar-se-á também de um sentido incorrecto. Até mesmo os vossos psicólogos, nessa era em que vos encontrais, entendem a importância de vos focardes (darem atenção) em vós próprios, e eu garanto-vos que eles não costumam acertar lá muito! Mas isso haveremos de discutir mais tarde, porque se trata de um assunto que vai enredar o Michael, por ele confiar tanto nessa avaliação e ela se achar tão deslocada! (Com admiração)

Tendes exemplos de indivíduos, no vosso planeta, que podeis observar nas suas próprias manifestações, como o de Gandhi, que acreditava que o seu propósito se destinava ao bem da humanidade, tendo sido um indivíduo que tinha uma orientação política (um dos quatro tipos de orientação que nos caracterizam, segundo a tipologia empregue pelo Elias, e que se não deve confundir com a política enquanto ciência ou prática; a saber, essas orientações são: emocional, política, religiosa e pensamento); mas a expressão que usou para atingir tal fim foi a de se centrar na sua própria essência e em si próprio. A expressão que usou não foi a da comoção temperamental mas a de se sentar passivamente. Ele não se preocupava com alimentar as multidões; ele quase não se preocupava por se alimentar a si mesmo! A sua expressão centrou-se somente nele próprio; todavia, nessa expressão que assumia por ele próprio, ele falou e moveu a consciência do planeta inteiro. Se esse pequeno homem, que era tão simples, foi capaz de se abrir e de se expressar por meio do seu ser, vós também sois. Também vos digo que neste exemplo que referi do Gandhi, inicialmente ele não pensava nessa direcção. Na sua juventude ele era bastante casmurro e pouco tolerante, o que abriu caminho para uma abertura para com a essência, que se expressou por meio da tolerância e da compaixão, sem jamais ser intrometido.

Vou servir-me do vosso exemplo mundano de tocardes a vossa música demasiado alto; se comunicásseis com a essência desde logo que não fareis isso porque a vossa essência tem consciência de não ser intrusa. Portanto, digo-vos que o ideal - no que chamais de “mundo perfeito” - se todos vós vos preocupásseis com a vossa essência egoísta então não haveria conflito! (Sorri para Vicki) Todavia isso não vos resolve o problema actual! (A Vicki ri) E o Lawrence espera que o Elias faculte todas as respostas para todos os problemas de todo o mundo! E eu na verdade podia, porém, posso preferir não o fazer. (Risadas) A tua expressão está a começar a tomar uma direcção acertada, e além disso estou-te a dar a resposta que esperas. Só que tu não lhe deste atenção. Desse modo, para evitar repetir-me e tornar-me supérfluo podeis recorrer às vossas anotações e voltar a lê-las e nesse caso a vossa lâmpada poderá iluminar-se e virdes a descobrir que a resposta que desejais está contida nessa informação. (Pausa)

Vou falar-vos muito rapidamente acerca dos impulsos, porque no fundo eles são importantes para a abertura, além de serem a única coisa que ignorais com mais frequência; razão por que não vos abris à comunicação com a essência, justamente por não prestardes atenção aos impulsos. Os impulsos, conforme previamente referi, não constituem pensamentos nem emoções. Eles são capazes de despoletar um pensamento ou uma emoção mas, em si mesmos, não são nenhuma dessas coisas. Eles são apelos insistentes, um factor de atracção, e sucedem-vos a cada passo. Não me refiro apenas à vossa vida apenas no que respeita a este vosso foco evolutivo, mas à completa manifestação física. A cada dia que experimentais a manifestação física experimentais também impulsos. Nas nossas primeiras sessões eu expliquei que os impulsos podem ser bastante mundanos mas expressei igualmente que se observardes os pequenos impulsos isso conferir-vos-á a oportunidade de vos familiarizardes com eles e de confiardes nas vossas acções ao deixar-vos guiar por eles.(Intuição)

Podeis sentir o impulso suficientemente trivial ou mundano de vos levantardes e irdes a uma outra dependência a fim de pegardes um livro. Isso não engloba qualquer emoção nem pensamento, tampouco. Os vossos pés poderão conduzir-vos a essa outra dependência mas podeis apanhar o vosso livro e dizer para convosco próprios: “Porque terei pegado neste livro?” Isso foi um impulso. E esses impulsos acontecem-vos numa base diária. Se os perceberdes, conforme referi acerca do tema de perceber tudo o mais que não percebeis, estabelecereis uma união. Também ficareis a saber como é que esses impulsos estabelecem conexão com as acções. Compreendereis que esses impulsos são a linguagem da vossa essência, a linguagem que vós esquecestes e que actualmente vos parece estranha, a linguagem que estais a aprender de novo. Na verdade é mais difícil voltar a aprender essa linguagem do que aprender um novo idioma! (Olha para Cathy, que se encontra presentemente a aprender Alemão)

CATHY: Ah, a sério? É óptimo saber isso, por me fazer sentir muito bem! Obrigado! (A rir)

A razão disso está em que para aprenderdes um novo idioma vós concentrais-vos nele, aceitai-lo e não racionalizais a coisa. Aprendeis, unicamente. Os impulsos acham-se em vós o tempo todo, mas vós não só não os notais como, quando o fazeis, não prestais atenção ou então racionalizais. Não vos questionais realmente nem sequer por um momento: “E se eu satisfizesse este impulso?” Nem sequer chegais a esse ponto! (Riso) Ou então, se chegais a fazê-lo, podeis também interrogar-vos: “Que poderá acontecer se eu seguir este impulso?”, porém não vos interrogais. Até mesmo quando observais, olhais para vós próprios e pensais no quão tolos sois, no quão tolo parecerá tudo isso e parecereis vós. Digo-vos que pareceis muito mais tolos ao vos manterdes fechados a tal comunicação, em convulsão e confusos! (Riso) Trata-se unicamente de uma percepção racional que vos leva a acreditar serdes tão inteligentes e impressionantes quando, ao mesmo tempo sois racionais, enquanto as coisas se processam ao vosso redor e no vosso íntimo e as negais aqui e ali e em toda a parte! (Dito com bastante sentido de humor)

Havíeis de ficar assombrados com as conexões que se estabeleceriam se percebêsseis os impulsos que vos acometem; mas para além de os perceberdes - o que perfaz um passo inicial - deveis poder agir sobre eles. É muito acertado e divertido brincar com experiências no campo da consciência, estados alterados da consciência, meditações, visualizações e ideias, e andar de um lado para o outro a dizer: “Estou em comunhão com a essência!” (Riso) Todavia, se não agirdes não estareis a comungar; estareis unicamente a perceber. Mas podeis estar sempre a perceber e não estabelecerdes comunhão nenhuma. Podeis perceber um tigre a andar de um lado para o outro e podeis andar num vivo rodopio e apenas vos conseguirdes divertir. Mas não estareis a agir.

Vou utilizar o Michael como exemplo de um pequeno impulso, muito embora ele possa lamentá-lo. Podeis sentir o impulso de não introduzir a moeda na máquina, conforme aconteceu com ele, e depois pensardes: “Que tolice, não tenho qualquer razão para sentir o impulso de não meter a moeda nesta máquina”, não obstante podermos dizer, em jeito de aparte, que tal pensamento não chegou realmente a ter lugar por ele não ter analisado a situação com uma capacidade de alcance dessas. Ele introduziu prontamente a moeda e ela desapareceu! Tivesse ele seguido esse impulso e ainda teria a moeda no porta-moedas; mas não o fez, e agora a moeda encontra-se na máquina, encravada. (Riso) Isto não passa de um pequeno exemplo. Estou bastante certo de que todos vós já passastes por exemplos bem mais significativos em que tereis sentido o impulso para fazer ou deixar de fazer determinada coisa e de o terdes ignorado. (Pausa) Vamos presentemente permitir o nosso intervalo, e assim que regressarmos, vou deixar que coloqueis perguntas desta noite. Será isso aceitável? (Todos concordam) Óptimo.  Regressarei em breve.

INTERVALO

ELIAS: O Michael pensa que é muito divertido! Tendes a mobília mais desconfortável neste foco! (A sorrir, sendo seguido de riso) Não vos ofendereis se eu eliminar isto? (1)

VICKI: Olha, deixa que te ajude.

ELIAS: Obrigado. Vou estar preparado para estas pequenas partidas! Vamos prosseguir com as vossas perguntas mas antes, vou dar atenção uma vez mais aos mal-entendidos. (Com sentido de humor) Pensava que por esta altura estivésseis familiarizados com o padrão que uso; que vos portásseis como ratinhos no vosso intervalo e não falásseis, embora não importasse, por eu chegar a ter conhecimento, de qualquer modo!

O primeiro mal-entendido tem que ver com o Yarr quanto à ideia que tem da sociedade, que não vos inflige ideias nem crenças. Se optardes por adoptar ideias e crenças, fazei-lo. Se escolherdes não os adoptar, não os adoptareis. Vós escolheis. Vós dispondes sempre de escolha. Se tiverdes crenças, vós tereis escolhido adoptá-las. Elas ganham relevo e são reforçadas com a escolha que estabeleceis de vos alongardes na separação para com a vossa essência, o que representa igualmente uma crença. Vós optais por permanecer separados. Todas as vossas experiências consistem em escolhas. Vós não sois vítimas mas participantes activos por meio da escolha, sempre.

Ao expandirdes a consciência não estais a eliminar os sistemas de crença. Podeis permitir que elas permaneçam em desuso mas isso não significa que as tenhais eliminado. Apenas significa que escolhestes não os adoptar na vossa realidade. Existe uma diferença. Vós não estais a apagar as experiências nem a dissipar os sistemas de crença.

Também vos vou colocar uma ideia, a de que ainda que admitais a convicção de vos terdes permitido distanciar das vossas crenças cristãs, vós adoptastes crenças provenientes do oriente, o que representa o mesmo. Portanto, podeis dizer que não possuís mais crenças religiosas; mas, tal como referi, podeis pensar não abrigar crenças e faze-lo. Se expandirdes a vossa consciência e comungardes com a essência tomareis consciência de que as crenças são desnecessárias.

Todas as crenças religiosas, conforme anteriormente referi, são basicamente idênticas e apenas apresentam alguns elementos de uma maneira diferente. Elas disfarçam-se e camuflam as ideias de uma maneira diferente, porém, os conceitos básicos em que assentam são todos iguais, até mesmo no que se estende a outras dimensões e sistemas planetários. Os sistemas de crença religiosos são isso mesmo, quer sejam inerentes ao vosso planeta ou pertençam a outro planeta situado numa outra galáxia, ou no que pensais ser outro universo. Vamos também dirigir-nos à ideia dos outros universos, porém, isso também vai constituir um imprevisto para o Michael. (Pausa) Vou dar as boas-vindas ao Oliver e ao Thomas, e expressar-lhes afecto por ver as suas essências esta noite após uma ausência. Vou deixar que façais perguntas. (Pausa)

VICKI: E com relação aos outros universos?

ELIAS: (A sorrir) Esta é uma pergunta típica do Lawrence ao ter consciência de que vai aborrecer o Michael, por poder dizer que, se existisse coisa alguma “má” serias tu! (Com sentido de humor) Explicar-vos-ei, muito resumidamente, que o conceito do universo que possuis está errado. Acreditais que ele seja aquilo que vós e os vossos instrumentos científicos percebeis. Acreditais também, junto com os vossos cientistas, que para além daquele que conseguem ver existem outros universos. Existe o que designaríeis por muitos universos, porém, eles não se acham para além deste. Eles existem numa simultaneidade de tempo e ocupam o mesmo espaço. Este espaço em que presentemente vos sentais é ocupado por incontáveis outros universos dimensionais, alguns totalmente em paralelo com o vosso e outros completamente exteriores. Dir-vos-ei que aquilo que foi percebido na vossa “Experiência de Filadélfia”* foi isso. Aqueles indivíduos não foram projectados para outro lugar. Eles jamais abandonaram o lugar original que fisicamente estavam a ocupar. O que aconteceu foi que foram dimensionalmente removidos para um outro universo.

Cada um desses universos não inclui tempo do mesmo modo que o vosso. Alguns não incluem tempo completamente nenhum. Outros não incluem qualquer espaço. Outros ainda podem incorporar tempo mas com total ausência de espaço. Trata-se de conceitos e realidades muito distantes da compreensão que tendes. Contudo dir-vos-ei que nos universos que adoptam tempo e espaço, eles podem ser incorporados de forma bastante diferente da vossa. A esta altura precisamos apresentar uma explicação com respeito à experiência que o Michael teve com o tempo, a qual, vou-vos dizer, fui instrumental no manejo. Não o fiz unicamente por uma questão de diversão mas com um propósito instrutivo também, por ter consciência de que viríamos a debater esse assunto, além de se tratar de um tema ao qual o Michael associa fortes crenças, e vir a achar traduzir ideias difíceis, não obstante agora ter experimentado esta situação e ser capaz de a achar fácil de incluir na sua realidade. Em alguns universos dimensionais o tempo move-se de tal forma lenta que vos pareceria fácil realizar o valor das experiências de um ano inteiro num único segundo da existência neles. Em outros universos dimensionais o tempo desloca-se tão rápido que podeis ter continuamente indivíduos pertencentes a esses universos ao vosso redor e não dar por isso, devido a que se desloquem de tal modo rápido que não conseguis percebê-los.

Na brincadeira a que dei início com o Michael, alterei o tempo dele de forma a mexer-se tão devagar que lhe possibilitou experimentar a acção e a reacção e o movimento, tudo num segundo do vosso tempo. Isto parecia ser impossível na realidade dele mas só é impossível no pensar racional que tendes e na percepção do tempo que tendes nesta manifestação e enfoque físicos. Em outras dimensões também se manifestam fisicamente, e os seus habitantes experimentam o tempo da mesma forma que vós; contudo, o tempo deles é bastante diferente. Já me foi perguntado uma vez, pelo Yarr, se existirão outros seres a habitar o vosso planeta ao vosso lado, e eu respondi que não. Mas essa foi uma resposta parcial, como muitas vezes faço. No vosso modo de pensar e na percepção que tendes, eles não habitam. Mas ao mesmo tempo habitam, porque eles ocupam o mesmo espaço. Contudo, no espaço deles vós não tendes existência, porque vós ocupais uma dimensão diferente, tal como na vossa dimensão eles não têm existência. Foi por isso que expressei que vós não partilhais o mesmo espaço com outras criaturas nem com outros indivíduos em outros focos, por vós não o fazerdes em termos de espaço. O espaço dimensional deles é diferente; mas se estiverdes a pensar no espaço em termos concretos - coisa que fazeis por esse ser o modo como o vosso cérebro físico opera - então sim, eles ocupam o mesmo espaço.

O vosso universo não se está a expandir. Não se está a expandir nem a contrair. Ele não teve início com o vosso surgimento nem terminará de uma forma singular. Ele amplia-se com a percepção mas em termos de espaço, isso não ocorre. Encontra-se em contínuo movimento, como de resto toda a energia, porém não está a crescer nem a encolher-se por já ser tudo. Este é não só um conceito difícil de intuir na experiência física como não é possível percebê-lo, por sempre pensardes em termos do que esteja para além. (Pausa) Contudo, se o universo é tudo, tal como vós sois tudo, então não existe o que possa situar-se além dele.

Eu perguntei a cada um de vós, anteriormente, como é que vos encarais a vós próprios. Eu digo-vos que o modo como vos encarais é capaz de ser ligeiramente mais vasto ou alargado do que percebíeis antes do Elias surgir; Contudo, continuais a encarar-vos basicamente como vós próprios, indivíduos separados, dotados da vossa consciência pessoal, da vossa essência (alma), do vosso próprio ser; coisa que sois, porém, também não sois. Sois a essência de uma personalidade individual mas não existis em separado nem sois diferentes, nem existis aparte nem sois limitados. Vós jamais tivestes início, jamais tivestes fim e além disso comportais tudo. E estou bem ciente de ter dito que vós jamais tivestes qualquer fim devido ao facto de tudo existir em simultâneo. (Dirigindo-se com sentido de humor à Vicki) Assim, quando chegardes a esta parte da vossa transcrição não precisareis discutir com o Elias dizendo que é errado afirmar que jamais tereis fim. Não me vou pronunciar mais em detalhe porque primeiro vou permitir que o Michael digira isto, mas poderemos continuar com este tema do vosso universo numa outra altura. (Pausa enquanto olha em volta para o grupo) Será preciso delegar as perguntas em alguém ou estareis todos roucos? (Riso)

VICKI: Muito bem. Eu tenho umas perguntas aqui anotadas. Uma é da Carole (Dimin) e a pergunta dela refere uma aula de canalização de que ela ouviu falar, e o mentor dessa aula de canalização informou-a que todos os seus estudantes estariam a canalizar mestres ascencionados, e ela queria saber se poderias comentar. (A esta altura o Elias sorri e começa às risadas) A esta altura também se poderia perguntar em que consistirá realmente um mestre ascencionado.

ELIAS: (Com sentido de humor) Isto é muito divertido! Aí está outro exemplo das vossas crenças, e do que, se a minha resposta for transmitida a esse indivíduo, pode representar outro exemplo da criação de conflito! (Riso) Vou dizer-vos que se estivésseis na situação de uma aula e todos os indivíduos estivessem a canalizar a essência de um mestre ascencionado, por assim dizer, o provável é que virásseis costas e fôsseis embora! (Desfazemo-nos a rir)

Antes de mais vou referir que não existe coisa nenhuma ascencionada porque as essências não ascendem. Elas ampliam a consciência que têm; mas, como não estão que subir degraus de escadas, também sequer ascendem a planos. Essa será a primeira nota de esclarecimento que faremos à Dimin. Segundo ponto; aquilo que designais como “mestres”, neste tipo de situação, não estariam a falar através de um indivíduo focado no físico. Eles ampliaram a sua consciência a um tal ponto extremo que as qualidades vibratórias que possuem não podem ser veiculadas por nenhuma manifestação do foco físico. Eles podem comunicar com a vossa essência, porém, não se materializarão verbalmente por meio de nenhuma manifestação física individual. Mas mesmo que comuniquem com a vossa essência, devido ao facto de a vossa essência ainda incorporar a manifestação física, vós não entendereis.

Por outras palavras, podeis considerar uma essência como eu ou o Paul como mestres, mas essa também é uma suposição errada. Tal como referi na nossa primeira sessão ao Lawrence, ao Oliver e ao John, eu sou uma essência da personalidade tal como vós e todos os demais, e isso não implica a existência de planos distintos mas tão só uma expansão da consciência, tal como vós tendes consciência da manifestação física mas possuís a capacidade de ampliar a vossa consciência para além dela e podeis até adoptar e intersectar outras dimensões e outras probabilidades bem como Eus alternos e a essência. Quando não vos encontrais a manifestar-vos fisicamente a vossa consciência amplia-se mais.

Em sessões prévias referi a consciência que a essência que conhecemos como Seth adopta, que é mais expandida e mais abrangente do que a minha. Para vós eu posso tornar-me facilmente reconhecível e por vezes surgir mesmo no vosso subconsciente, assemelhando-me ao que pensais que seja um anjo ou um deus. Eu sou exactamente o mesmo que vós e vós sois exactamente o mesmo que o Seth, e o Seth é exactamente o mesmo que as essências que se acham mais distanciadas em termos de consciência, e todos somos exactamente o mesmo que a Unidade Criadora Universal e o Todo. Não existe qualquer diferença. Não existem secções. Não existem mestres. Não existem anjos nem deuses excepto no que toca a vós e o único termo que estaria na disposição de adoptar seria possivelmente o de guias, só para referir as essências que estão sempre associadas; mas mesmo com este termo, todas as essências se acham associadas umas às outras, pelo que não existe diferença alguma. Vós não trazeis pequenos querubins constantemente atrás de vós a seguir-vos por toda a parte, nem mestres de robe e um aspecto estoico, a carregar coisas enquanto vos seguem. A vossa informação e conhecimento procedem de vós. Podeis receber auxílio da parte de outras essências, em termos de energia, porém, as vossas respostas procedem de vós. A vossa essência é tão gloriosa quanto a essência mais gloriosa.

VICKI: Nesse caso, que é que imaginas que esta gente esteja realmente a fazer nessa aula?

ELIAS: Estão a incluir crenças nos estados alterados de consciência. Já referi que os vossos sistemas de crença são bastante vigorosos. Não penso que compreendeis o quão vigorosos são; e se os carregais convosco de uns focos evolutivos para outros, porque haveríeis de pensar que não os carregais convosco para outros estados de consciência? Aqui diríeis: “Nesse caso como é que havemos de saber que o Elias é real?” Eu afirmo-vos não ter a pretensão de ser vosso mestre. Também não reclamo qualquer diferença em relação à vossa essência. Tive todo o cuidado de referir não estar a dar início a nenhuma religião nova nem a nenhum sistema de crenças novo. Na consciência que o Michael tem, se ele estivesse a falar-vos a partir de um estado alterado de consciência e adoptasse as suas próprias crenças, o mais provável seria que escutásseis uma porção de “Ave Marias” ou talvez algumas mantras (entoações de cânticos) do tipo “Om” (riso) mas não vos transmitiria em definitivo nenhuma informação que entrasse em conflito com as crenças que tem. Estou bastante certo de que se investigardes vereis que estes indivíduos não estão a apresentar qualquer informação contrária àquilo em que acreditam.

Não é assim tão difícil penetrar num outro estado da vossa própria consciência. A única razão por que acham isso tão difícil deve-se a que estejam a tentar alcançar um estado fidedigno de autorização para outra essência falar. Se não se concentrassem nessa direcção podiam estar sempre a falar o que quisessem, porém, estariam a facultar informação proveniente de si mesmos. Esta informação tampouco incorpora informação proveniente da vossa essência, pois ela é capaz de fornecer um tipo de informação idêntico àquele que eu vos dispenso. Não ouvireis dizer que alguém canaliza informação a partir da sua própria essência. Isso não ocorre pela mesma razão que sentem dificuldade com a intersecção de outros “Eus” alternos. Se pudésseis canalizar a vossa própria essência, os vossos circuitos neurológicos tornar-se-iam de tal modo confusos que perderíeis a identidade pessoal que tendes na manifestação física. E vós dais lugar à criação dessa forma de separação de um modo intencional. Esses são pontos inerentes ao enfoque físico presentemente que não cruzais. A identidade que vos caracteriza na manifestação física é demasiado delicada para conseguir incorporar determinada informação.

Portanto, quero transmitir à Dimin que, a despeito do respeito que ela tem pelo professor dessa aula, o que, em si mesmo é divertido, esses indivíduos não estão a canalizar mestres ascencionados nem mestres descendentes nem mestres oriundos das bordas! (Riso) A Dimin, junto com os outros, será capaz de reconhecer uma essência genuína que se esteja a expressar por intermédio de uma manifestação física, porque ela não apresentará informação nenhuma de que estiverdes à espera! Também não apresentará informação que apazigue as crenças que tendes porque, conforme referi previamente, as essências não manifestas fisicamente não adoptam crenças. Por isso elas não encorajarão as crenças nem apresentarão mais crenças. (Pausa)

VICKI: Com respeito aos nossos “exercícios”, terás alguma sugestão a fazer sobre uma orientação que pudéssemos adoptar em relação a eles? (O Elias sorri)

ELIAS: Penso que vos estais a sair muito bem. Vou-te dizer que, conforme o Michael já está bem ciente e ainda não está a dar ouvidos, que eu referi pessoalmente que seria se não vos encaminhardes “cosmicamente” deste modo ou daquele modo ou do outro ou de cabeça para baixo ou seja onde for que fordes, e vos tornardes, e a mim próprio e ao Paul assim como ao Marshuka tontos! (Riso) Seria muito mais produtivo que tentásseis focar-vos de forma semelhante. O que não quer dizer que preciseis todos focar-vos numa única bola, e concentrar-vos nessa bola até que o cérebro vos doa! Só pretende dar a entender que devíeis escolher todos um enfoque semelhante. Se preferirdes unicamente permanecer calados e permitir as vossas próprias visualizações, isso será óptimo. Se preferirdes forçar a energia, isso também será óptimo. Se optardes por notar e permanecer abertos para com a energia de um outro indivíduo, isso é óptimo. Torna-se confuso é quando elegeis muitos pontos de referência, e continuais a alterá-los e a permitir que sejam completamente caóticos! (Riso)

CATHY: Foi isso exactamente que fizemos! Estávamos a usar uma bola!

JIM: Só não tínhamos ideia nenhuma sobre o que diabo estaríamos a fazer!

ELIAS: (A sorrir) Vou-vos dizer, entretanto, que estais a experimentar e que não podeis chegar a conhecer se não experimentardes. Não vos preocupeis com o que estais a experimentar. Haveis de alcançar um foco mais comum de uma forma natural. Haveis de aprender com o que experimentais e divertir-vos-eis nessa aprendizagem, e é nisso igualmente que reside a questão. Sois demasiado sérios. Vamos abordar um pequeno aspecto da seriedade que o Lawrence apresenta, ao se revelar demasiadamente grave quanto às transcrições. Elas realizar-se-ão. Não serão feitas com base no sacrifício de tudo em torno delas. Isto, não me interpreteis mal, não quer dizer a expressão de uma resposta à pergunta que fizeste sobre o trabalho. Isto nada tem que ver com essa situação. Mas não deixes que as transcrições distorçam os relacionamentos que tens, ou que te interrompa o tempo que possa ser aplicado no viver. Esses papéis não são tão importantes quanto isso, e tu acabarás eventualmente por te ver “presa”, nos vossos termos. E podes dizer ao Michael que as crianças experimentam e que isso é admissível, e que ele também não deveria ficar irritado só por estar a trabalhar nas transcrições. O mundo não vai parar só por causa das transcrições do Elias! Não é tão importante quanto isso. O vosso livro materializar-se-á no devido tempo, e eu vou dar assistência a isso. Na verdade, eu vou ditá-lo! (A rir, seguido de riso, e uma pausa)

CATHY: Então …

ELIAS: Então …(Riso)

CATHY: Já que é suposto empreendermos uma maior interacção, tal como fizemos esta semana que passou, que é exactamente o que constitui a interacção? Será, talvez, juntar-nos a conviver socialmente sem falarmos do tema do Elias; será isso interagir?

ELIAS: A interacção é exactamente aquilo que a definição do termo refere, interagir. Isso não quer dizer que devais centrar-vos no Elias com cada expressão do vosso foco. A interacção constitui uma forma de comunicação. Se partilhardes experiências com os demais, isso facultar-vos-á uma oportunidade de observardes e de tomardes uma maior consciência de vós próprios. Permite-vos perceber os impulsos, as emoções, os vossos pensamentos que tendes e estabelecer contacto com eles e desse modo comunicar com a essência. A interacção não significa que eu deseje que vos senteis em conjunto e converseis apenas sobre as sessões do Elias. Estas sessões não vos ocupam o foco todo. Eu apresento auxílio no sentido de dispensar informação destinada à vossa expansão e à vossa união e a evitar o trauma. Estais a abranger. E ao abrangerdes abordais os vossos focos todos. Vós expandis a vossa consciência em toda a vossa inteira manifestação. A cada instante do dia apresentais a vós próprios uma oportunidade de vos expandirdes. Se não perceberdes, não tirareis partido da vantagem da oportunidade para vos expandirdes. A interacção de que podem empreender pode igualmente ter lugar com o vosso cão! (A sorrir) Foi por isso que referi ao Lawrence (Lawrence Durrel, escritor francês do início do século XX, que é igualmente um foco concorrente da Vicki) não ter importância o tipo de indivíduo que possa participar nas nossas sessões. Aquilo que vos expresso a cada um, acerca da interacção consiste numa referência pessoal que vos endereço a cada um para interagirdes de forma regular, não somente com os indivíduos deste grupo mas com todos.

CATHY: Essa ia ser a minha pergunta seguinte. Eu sei que irias responder se esperasse o tempo suficiente! Muito bem. Pela minha parte nada mais tenho a dizer.

VICKI: Eu tenho uma pergunta com respeito à fragmentação. Quando nos sentimos muito ligados a outra pessoa, e temos consciência de não sermos “companheiros de fragmentação”, tal como temos vindo a chamar-lhes, então chegamos inevitavelmente à conclusão que a questão da fragmentação não tem realmente nada que ver com uma maior ou menos ligação existente entre as pessoas, certo?

ELIAS: Não é que não tenha que ver com isso, mas não tem tudo que ver com isso. A questão da fragmentação pode ou não ligar-vos a um outro indivíduo que se fragmentou a partir da mesma essência. Em alguns casos experimentais uma forte atracção em relação àquilo que designais por “companheiro da fragmentação”. Na realidade, na maior parte das situações sentis essa atracção. Isso não quer necessariamente dizer que chegueis a estabelecer um elo de ligação mas tão só que sentis uma atracção, que consiste num reconhecimento de uma fragmentação comum. Em certos casos a questão da fragmentação apresenta uma ligação mais forte do que em outros. Depois existem também ligações que podem igualmente parecer vigorosas entre indivíduos que não se fragmentaram a partir da mesma essência; mas como vos achais todos interligados deveis poder contemplar a complexidade inerente às essências; Eu vou-te dizer que tenho consciência da origem que essa pergunta tenha tido.

VICKI: Eu sabia disso.

ELIAS: E tu não estás a ser “dissimulada!”(A sorrir) Essa ligação de que tens consciência, é bastante real. Vós estabelecestes um acordo a fim de vos manifestardes várias vezes juntas, por vezes somente no enquadramento do foco físico e sem se acharem fisicamente interligadas, e por vezes fisicamente associadas no que designais como relação. Isso deve-se à vossa fragmentação. Já tive ocasião de referir previamente, ainda que por alto, que tanto o Paul como eu somos o que designais como extremamente chegados. Também referirei que tanto ele como eu nos fragmentamos a partir de uma outra essência, o que deu lugar à criação de um laço extremamente profundo entre nós. Foi estabelecido um acordo entre nós e o Paul... tenham em mente que tudo isto está a ser referido nos vossos termos físicos para vos facilitar a compreensão... e esse acordo foi estabelecido no sentido de permitir a fragmentação dos mesmos focos pretendidos. Esses mesmos desejos foram experimentados e expressados em simultâneo, e foram igualmente fragmentados em simultâneo, bem como interligados na altura da fragmentação quase a ponto de constituírem um único fragmento, mas sem o chegar a ser.

Esses fragmentos individuais, por estarem tão ligados entre si, assumem a opção de prolongarem a ligação que têm durante a manifestação física. O que foi interessante foi que as probabilidades não apontavam tal ligação neste foco físico em particular, porém foram alteradas. Isso servirá como um outro exemplo de como podeis alterar as vossas probabilidades em qualquer altura. Eu sugeri ao Peter que suspeitasse dos psíquicos que vos predizem o futuro, porque podeis, em qualquer altura, alterar uma probabilidade. O Michael alterou as probabilidades dele neste foco. O Lawrence continuou no mesmo caminho pretendido ao longo de toda esta manifestação física. O Michael alterou as probabilidades várias vezes. E ao fazê-lo, criou fragmentos e muitas divisões menores; mas, por meio do desejo, com o conhecimento de se encontrar numa última manifestação física, escolheu alterar as probabilidades e estabelecer novamente uma ligação. Trata-se de uma expressão da essência bastante complicada e muito difícil de explicar, por meio dos termos físicos, o intricado dessa expressão da fragmentação. Mas tens razão quanto a não ser necessário ter-se fragmentado a partir da mesma essência para se estar ligado em extremo, por outras formas. A fragmentação não constitui o único factor de atracção nem a única forma de ligação. Vós experimentais diversas, algumas mesmo de forma mais intensa do que a fragmentação. Será isto suficiente?

VICKI: É, e é genial, obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Pausa) O Oliver está tão calado! (A sorrir)

VICKI: O Oliver esta noite está muito cansado e está apenas a desfrutar do que ouve.

ELIAS: Isso é aceitável. Fico encantado por se revelar tão relaxado. Desejareis colocar mais alguma pergunta esta noite?

JIM: Eu quero fazer uma pergunta. Será esta a minha última vida?

ELIAS: Não.

JIM: Também pensei que não fosse! (Riso)

CATHY: Mas ele pode alterar isso, não?

ELIAS: Pode.

CATHY: Só para confirmar e ter a certeza de que tinha entendido correctamente!

ELIAS: (A sorrir) Isso não representa aquilo que estão a pensar nos termos de uma maldição! (Riso) Esta essência está a escolher voltar a manifestar-se, por que na verdade está ansiosa e sente enorme excitação. Essa manifestação subsequente terá lugar após a mudança que ocorre no vosso mundo. Experimentareis uma manifestação física com conhecimento da consciência. O Ron também participará nessa manifestação subsequente com a experiência da consciência tanto física como não física em simultâneo. O Oliver também o experimentará. Trata-se de um fascínio comum inerente à vossa essência que desejareis experimentar. Numa sessão anterior expressei que as essências que não desejam voltar a manifestar-se podem mudar de ideias. Nos termos da manifestação física, essa deverá ser uma era grandiosa. Realizar-se-ão novas descobertas e ireis experimentar fisicamente coisas fascinantes nunca antes experimentadas no enfoque físico. Disporeis de muito mais no vosso enfoque do que alguma vez dispusestes na manifestação física, incluindo (a consciência de) outros focos dimensionais. Nenhum foco dimensional alguma vez terá alcançado tanto individualmente, antes.

Também vos direi que não experimentareis negativismo no vosso enfoque nem na vossa dimensão nem manifestação. Isso não quer dizer que a agressão ou o negativismo não possam existir num outro enfoque dimensional. Somente não terá lugar no vosso, porque podem escolher não vos envolverdes com outros focos dimensionais que incorporem esses elementos. Apartar-vos-eis e adoptareis somente aquilo que desejardes, e tereis a capacidade de o realizar. Não sereis visitados pelos pequenos seres esquálidos (alienígenas) porque eles também passarem a estar e incluídos; mas, tal como expliquei esta manhã, muito resumidamente, todos os universos ocupam o mesmo espaço, só que em dimensões diferentes. Portanto, ao expandirdes a consciência a fim de comunicardes com a essência e admitires a experiência de todas as dimensões, também podeis deparar-vos com aquelas que são mais similares à vossa experiência presente. Elas não são menos evoluídas que vós. Só não possuem um conhecimento tão amplo. Algumas fazem igualmente parte de vós. (Pausa)

CHRISTIE: Estaremos a preparar-nos, com a nossa comparência junto de ti, para essa próxima manifestação seguinte? Quero dizer, será que isso faz parte de um preparo ou esta manifestação não tem nada a ver com a próxima?

ELIAS: Oh, não! Tem sim! É por isso que vos encontrais aqui comigo. Estais a assimilar informação a fim de expandirdes a consciência que tendes e como forma de prevenção para possível trauma na nova experiência dessa mudança. Aqueles de entre vós que escolherem voltarem a manifestar-se beneficiarão desta informação porque terão incorporado estados alterados de consciência e estados de sonho a fim de vos familiarizardes com a vossa nova consciência, a qual será adoptada como a vossa realidade principal. Aqueles de entre vós que não desejam voltar a manifestar-se estão comigo com o propósito de se instruírem para poderem continuar para um enfoque não físico, que deverá ocorrer na esfera do ensino. Qualquer das duas opções inclui a possibilidade de trauma, uma vez destituída de orientação.

CATHY: Eu tenho uma pergunta a fazer. Eu fui a uma outra sessão da canalização, numa outra região, uma sessão em que havia um clarividente e um médium, e eu pergunto-me se não poderias comentar, quer dizer, se alguém te oferecer uma bebida, és capaz de pegar no copo, levá-lo à boca e ingeri-la. Com aquele indivíduo em particular, o clarividente levava-lhe o copo boca e ele bebia imensa água. Eu não penso que ele fosse proveniente da esfera do ensino, contudo não sei, porque tudo o que ele fazia era responder sobre o passado da minha amiga, a quaisquer perguntas que ela tivesse, e a única coisa de que tenho consciência é que tudo o que dizia acerca dela eram coisas com que eu concordava ou julgava correctas. Pergunto-me se poderás fazer algum comentário sobre esse médium, se possível, quanto à sua habilidade física. Quer dizer, és capaz de te levantar se sentires vontade? Serias capaz de te levantar exactamente neste momento?

ELIAS: Vou erguer-me e se quiserem que eu caminhe um pouco vereis... (1)

CATHY: Olhem para aquilo! Alguma vez ele fez isso antes?

RON: Não. Mas tu pediste, é tudo.

CATHY: Que tal?

ELIAS: É uma sensação física bastante estranha! (Riso)

JIM: Tipo parecido como uma peça do mobiliário, hum?

ELIAS: Vocês possuem um gosto muito estranho pelo mobiliário nesta era! Dir-vos-ei que a manipulação da matéria física requer concentração da energia. Para mim é mais fácil manipular um corpo físico do que segurar num copo. Na verdade, parte disso não tem que ver com o segurar no copo fisicamente mas aquilo a que chamaríeis encontrar o copo; pela razão de que há alturas em que a minha visão não é a mesma que a visão que o Michael (Mary) capta por meio dos olhos físicos dele. Para mim não se torna necessário estar continuamente a visualizar os vossos corpos físicos nem a vossa mobília nem o que quer que seja que se encontre no vosso compartimento. Eu posso enxergar as vossas essências diante de mim, e muitas vezes isso basta.

Não desejo sobrecarregar o corpo físico do Michael além do necessário porque a troca de energias força o físico. Este corpo foi criado pelo Michael e consiste na expressão dele. As moléculas e células que o compõem estão acostumadas à consciência dele e reagem-lhe. A consciência que as células deste corpo possuem não se acha familiarizada com a minha energia e em resultado disso cria um certo grau de confusão no corpo. Nesse sentido, não quero confundi-la mais do que o necessário dentro do acordo que estabelecemos. Tal como está, uma determinada área da vocalização é de certa forma afectada, do mesmo modo que a área ao redor da parte de cima do torso, o que por vezes dá lugar a um certo desconforto muscular ou mesmo secura na garganta. (Referindo-se ao pedido para comentar sobre o médium) Isso pode dever-se a que o indivíduo físico se ache menos aclimatado no acordo que tem com o corpo físico. A maioria do fenómeno depende do acordo do indivíduo fisicamente manifesto e do quão dispostos estejam a cooperar. Não se trata unicamente de um trato psicológico ou da consciência mas incorpora igualmente um acordo físico.

Quanto à habilidade que ele apresenta com o copo, tal como já referi, no meu caso, ao ter permissão total para manipular o corpo por meio do acordo com o Michael, sou capaz de manipular um copo ou um objecto, e com a prática posso manipulá-los mais e cada vez melhor. Mas só não consigo encontrar sempre o copo, porque a energia do copo é de tal modo fraca que nem sempre o visualizo. É-me fácil visualizar a energia da essência. Um copo, apesar de conter a consciência dos átomos, não irradia uma aura tão significativa. (A sorrir) se o indivíduo que se acha na manifestação física não concorda em se afastar por completo, a essência experimentará uma expressão corporal bastante limitada. Alguns indivíduos permitem uma expressão corporal total e concordam, segundo os propósitos que têm, em possibilidade à essência uma mobilidade total. No entanto, haveis de ver que isso acontece com aqueles que, conforme vós designais, “canalizam conscientemente uma essência.” Um indivíduo que permite que uma essência se expresse dentro dos moldes do acordo e do modo como o Michael me permite que expresse, geralmente não “anda por aí a rodar”! (Com humor) Porque isso inclui um enorme dispêndio de energia física.

VICKI: Mais do que no caso daquele que canaliza conscientemente?

ELIAS: Absolutamente! O Michael removeu a sua consciência física do corpo. Nesse sentido, a consciência dele foi tão completamente afastada que ele não tem consciência física deste corpo. Foi por isso que eu lhe disse, na nossa sessão anterior, para ele ter cuidado; porque com a completa remoção da consciência e confiança e permissão dada no sentido de que outra essência se desloque tão completamente para este espaço físico, ele podia muito possivelmente destruir este corpo físico sem intenção, e pôr termo à sua existência. Mas ele já se afastou dele. Não obstante o vosso corpo possuir uma consciência - coisa que não discutiremos agora porque iremos debater isso quando falarmos acerca do assunto do vosso corpo – essa consciência não lhe permite sobreviver de forma independente da vossa consciência. (Para a Cathy) Desejas mais alguma informação desta essência?

CATHY: Seria ele um mestre?

ELIAS: Diria que esta essência não se situa no enfoque que nós assumimos; portanto, diria que não. Mas essa essência revela bastante afecto pelas crianças e é muito boa a entabular brincadeiras com elas e esteve igualmente em contacto com a nossa Elizabeth.

CATHY: Sabes o nome dela?

ELIAS: Desejas conhecer o nome da expressão ou o nome da essência?

VICKI: É o único nome que conheço.

ELIAS: O nome dessa Essência será (pausa) Tompkin na essência, e assume o nome Amos na canalização, e deverá dizer respeito a (pausa) Jargar, o qual a Elizabeth interpretava como George.

CATHY: Em que tipo de enfoque se encontra ele?

ELIAS: Esses enfoques não possuem títulos nem nomes. Ao referir-vos que me encontro no enfoque do ensino, tal como o Paul, eu estava a revelar-vos algo que podíeis compreender. Mas existem imensas essências tais como essa que se encontram estreita ligação com este plano físico, se desejardes chamá-lo assim. Algumas dessas essências experimentam um grande sentimento de amor e de apreço pelo enfoque físico e pela manifestação e experimentaram uma ligação de tal modo estupenda com a manifestação física que, quando optam por não voltarem a manifestar-se, escolhem permanecer próximo à manifestação física. Além disso elas servem, de modo bastante propositado, de ponte entre essências mais amplas e a manifestação física, sendo capazes de servir de intérpretes entre uma e a outra. (Pausa)

VICKI: Estou incapaz de assimilar qualquer outra informação esta noite!

ELIAS (Com sentido de humor) Estás a dizer que sentes o cérebro dorido? (Riso) Nesse caso anuncio o “fim da emissão a partir desta estação!” Falarei com o Ron mais tarde.

VICKI: Obrigado por toda a informação.

ELIAS: Não tens de quê. (Para a Christie) Mas sinto-me muito satisfeito por teres decidido juntar-te a nós. Irei interagir contigo na nossa próxima sessão mas antes disso vou-vos desejar a todos as boas noites. (Terminamos às 9:45 da noite)

NOTAS:

(1) O Elias estava sentado de pernas cruzadas no chão. A título de experiência e por brincadeira, decidimos colocar a Mary numa cadeira com forro de serapilheira, com os pés apoiados sobre a mesa do café. A reacção que o Elias teve foi: “Muito divertido!” Ele prontamente começou a retirar-se da cadeira para reassumir a sua posição habitual.

(2) Para espanto de todos os presentes, Elias levantou-se com bastante facilidade e caminhou pelo quarto. Não sei porque razão tínhamos assumido que não fosse capaz de o fazer, pois é óbvio que ele se aclimatara bastante bem ao corpo da Mary.

NOTAS DO TRADUTOR:

* Alegadamente, tratou-se de uma experiência da marinha americana (Projecto Rainbow) levada a cabo a 28 de Outubro de 1943, durante a qual um contratorpedeiro, o USS Eldridge, foi tornado invisível, desmaterializado e teletransportado de Filadélfia na Pensilvânia até Norfolk na Virgínia, e trazido de volta à base naval de Filadélfia.


A experiência foi supostamente dirigida pelo Dr. Franklin Reno como uma aplicação da teoria do campo unificado de Einstein. A experiência provaria uma relação entre a gravidade e o electromagnetismo: um salto espaço-tempo electromagnético.

©1995  Mary Ennis / Vicki Pendley. Todos os Direitos Reservados


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