segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

“CRENÇAS RELATIVAS À MORTE/ CRENÇAS MÉDICAS”




“a protecção é desnecessária”
Sessão 586 
Sábado, 25 de Março de © 2000 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael) e uma nova participante, Mysty.

Elias chega às 2:07 da tarde. (Tempo de chegada é de 22 segundos)

ELIAS:  Boa tarde!

MYSTY:  Olá, Elias! (Elias dá risadas)  Fico grata por esta oportunidade de falar contigo.

ELIAS:  Não tens de quê!

MYSTY:  Muito bem, tenho um monte de perguntas.  Não sei se vamos poder abranger todas, mas queria fazer perguntas relacionadas com a morte do meu marido.  Conseguirás sentir isso, ou precisarei narrar-te cada detalhe? (Pausa curta)  Está lá...?

ELIAS:  Eu estou inteirado.

MYSTY:  Muito bem.

ELIAS:  Deixa que te diga que podes fornecer alguma informação quanto à direcção que imprimes ao questionário.

MYSTY:  Pois, bem, ele morreu de leucemia, e cabia a mim, enquanto mulher dele, tomar a decisão de desligar o suporte exterior de vida, coisa que em relação ao falecimento e de uma forma superficial compreendo e tudo o mais, mas ainda me molesta ter tido que o desligar conforme o fiz – quatro anos volvidos.
Chego a ponto de não conseguir lidar com isso. Não sei o que seja.

ELIAS:  Eu entendo.
Devo dizer-te que muitos são os que passam por dificuldade na experiência desses tipos de acção, por deterdes crenças muito enraizadas em relação a esse tipo de acções.

Agora, deixa igualmente que te diga, a título de tranquilização, que tu não tens responsabilidade nessa matéria. Não criaste a opção efectiva de dar início à separação do outro indivíduo.

Embora, em termos físicos pareça que tenhas sido tu quem definiu a escolha, por assim dizer, de interromper a maquinaria ou o aparelho que parecia reter o indivíduo na manifestação física, isso não passa da aparência da tua realidade física juntamente com as crenças que tens, por na tua realidade física, vos ter sido incutido durante um longo período de tempo que não estabeleceis a vossa própria escolha na morte.

Tendes muitos tipos de crenças diferentes respeitantes à morte. Essa é uma área em que instaurais muito medo, muita responsabilidade, muita expressão emotiva, muitos pensamentos, muitos sentimentos, por ser uma área estranha. É uma experiência estranha, por terdes criado uma realidade em que penetrais na manifestação esquecendo muitos, muitos, muitos elementos inerentes à essência e à consciência.

Fazeis isso de forma bastante intencional, de modo a poderdes proporcionar a vós próprios a pureza da experiência que colheis nesta dimensão física, mas isso também vos elimina muitas das explicações que dais a muitos elementos da vossa realidade objectiva. Um desses elementos consiste na acção da morte, em torno da qual tendes muitas crenças, e com respeito ao que tendes muitas superstições, e em relação ao que assumis muita responsabilidade pelos outros relativamente ao acto de morrer.

Agora; devo dizer-te que cada um escolhe efectivamente quando e como se desenlaça desta realidade física.

Por isso, mesmo nas situações em que um indivíduo possa optar por criar uma doença ou uma enfermidade que se torne o que designais por terminal e sirva o propósito e se preste como método para se desprender do físico, mesmo nessas situações em que as vossas ciências médicas continuam a manter a consciência do corpo físico em operação, ou funcional nesse domínio físico, por assim dizer, e pareça ser preciso que outro indivíduo assuma a escolha aparente da interrupção da vida de outro indivíduo, na realidade não sois vós quem procede à escolha dele, por esse indivíduo já ter criado a sua escolha e se sentir em conformidade.

Devo dizer-te com toda a seriedade e em termos definitivos que, se o outro indivíduo não estivesse de acordo contigo; se ele não estivesse de acordo contigo ao agires no foco físico em concordância com os médicos nesse tipo de situação, não teria falecido.

Estou-te a dizer isto de uma forma bastante literal, por que por vezes essa acção ocorre. Os vossos médicos podem dizer a um indivíduo: “Não antecipamos qualquer esperança. O indivíduo não apresenta capacidade para continuar nesta vida,” digamos, “ e estamos necessitados da sua autorização para interrompermos a continuidade da aplicação de suporte externo de vida,” e tu podes estar de acordo e manifestar acordo para com a petição dos médicos, e o indivíduo não se desprender e continuar no foco físico.

Pode optar por continuar no foco físico no estado que designais por coma. Pode optar por retomar por completo a participação que tinha no seu foco físico, e haveis de julgar que isso seja um milagre.

Na realidade, aquilo que te estou a dizer é que se ACHA em concordância. Se o indivíduo envolver a acção da morte, terá optado por essa acção e concordado com o seu cumprimento por qualquer que seja o modo em que tenha escolhido participar.

Por isso, não assumes qualquer responsabilidade nessa acção, por não corresponder a uma escolha tua. Apenas parece ser escolha tua na tua realidade física, por seres influenciada pelas crenças que tens. Estás a entender?

MYSTY:  Estou. Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

MYSTY:  Enquanto falavas, recordei-me da Kathleen Quinlan (Aqui deve haver um lapso. Deve tratar-se de
Karen Ann Quinlan e não de Kathleen Quinlan). Desligaram-lhe as máquinas, mas ela sobreviveu por um tempo considerável.

ELIAS:  Tens razão.

MYSTY:  Sim, obrigado.  Eu tenho outras perguntas a fazer.

ELIAS:  Podes prosseguir.

MYSTY:  Por vezes, quando me encontro acordada, vejo o que parece um filme a preto e branco a decorrer e tento acompanhá-lo, mas logo sofre um corte. Não entendo o que se passa. Posso encontrar-me a conduzir pela estrada de montanha ou algo assim, e enquanto vou a conduzir, percebo estar acordada e tento assistir a ele, mas logo sofre uma interrupção.

ELIAS:  Bom; vou-te dizer que aquilo que te estás a permitir ver é uma realidade alternativa.
A razão por que te parece destituído de cor deve-se ao facto de criares um tipo de barreira ou uma divisória, para o referir nos termos com que estás familiarizada, entre ti e essa realidade alternada, de modo a não te confundir na tua realidade.
Por isso, permite-te a capacidade natural de assistires a essa realidade sem seres invadida pelo medo, e sem a confundires com a tua realidade nem te ameaçar a noção que tens da tua identidade pessoal na participação que tens nesta realidade.

Também te posso dizer que, se de futuro optares por continuar a permitir-te ver essas realidades alternativas, ao te permitires tornar-te mais confortável e familiarizar-te mais com essas realidades e te permitires reconhecer que elas não constituem uma ameaça para a tua realidade, deixarás cair a barreira existente entre ti e essas realidades, e elas deixarão de continuar a parecer destituídas de cor.

MYSTY:  Isso é óptimo.  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

MYSTY:  E a pergunta seguinte que tenho é que por vezes sei de coisas respeitantes às outras pessoas, como em termos físicos. Não sei se essa será palavra adequada, mas eu tenho conhecimento de coisas, mas no meu próprio caso não tenho, e acontece todo o tipo de coisas esquisitas. Queria saber por que razão não tenho conhecimento em relação a mim própria, quando as coisas vêm ao meu encontro, e tenho no caso dos outros. Eu não lhes revelo isso; não lhes revelo sempre isso.

ELIAS:  (A rir) Também te vou dizer que isso é bastante comum.

Deixa que te diga que nesta dimensão física tendes muito pouca dificuldade em reconhecer os diferentes aspectos inerentes à realidade de um outro indivíduo. No domínio da consciência não existem segredos. Não existe nenhum elemento que diga respeito a um outro indivíduo que já não conheçais, por terdes a capacidade de em qualquer altura aceder por completo à energia de qualquer outro indivíduo. Além disso frequentemente proporcionais a vós próprios essa capacidade com à-vontade, e reconheceis objectivamente poder permitir-vos essa acção.

É muito mais fácil aceder ou reconhecer a energia de outro indivíduo, e às probabilidades que o assistam, e ao que esteja a criar, ao rumo que toma, à personalidade que tenha, à orientação que o caracterize – não importa. Familiarizais-vos bastante com os outros. Mas bloqueais de uma forma bastante eficaz o acesso a vós próprios.

Mas deixa igualmente que te diga, de ânimo leve, que isso também se apresentou previamente de forma bastante propositada, porquanto, que haveis vós de explorar na vossa realidade física se não vós próprios e as vossas criações?

MYSTY:  (Som de campainha de fundo) Eu estou a ouvir.  O meu outro telefone está a chamar, mas eu não o vou atender.

ELIAS:  Muito bem!  Ah ah ah!  Vamos prosseguir.

Neste caso, a razão por que isso agora te atrai a atenção de forma tão contundente é por participares nesta época. Nesta particular altura estás a participar na acção desta mudança de consciência. Toda a vossa realidade está em mudança. Estais a expandir a consciência que tendes. Estais a permitir-vos tornar-vos mais conscientes de vós de uma forma objectiva – do que sois, de quem sois, da maneira como criais a vossa realidade, da razão por que criais a vossa realidade, e do que estais a criar na vossa realidade. De certo modo, estais a expandir a consciência objectiva que tendes. Por isso, também voltais a vossa atenção apara vós próprios e começais a questionar-vos.

Este interrogatório também é propositado, porque, na medida em que perspectivas as capacidades que proporcionas a ti própria em conjunção com os outros, questionas-te quanto à razão para não proporcionares essa mesma capacidade relativamente a ti, o que te motiva a explorar.

MYSTY:  Então, é possível?

ELIAS:  Ah, completamente!

MYSTY:  Está bem...

ELIAS: É...

MYSTY:  É como se não me estivesse a proteger.  Deixo que os outros se acerquem de mim e façam ou digam alguma coisa, e eu devia saber disso de antemão por mim própria, como medida de protecção.

ELIAS:  Deixa igualmente que te diga, antes de mais, que não precisas de qualquer protecção. Ninguém poderá criar seja o que for em relação a ti com que não concordes. Ninguém te poderá ser prejudicial sem uma participação da tua parte. Nessa medida, ninguém poderá tomar-te nenhum elemento que tu não estejas disposta a dar.

Por isso, não há necessidade de qualquer protecção PRÉVIA.

Em segundo lugar, posso dizer-te que não só essa acçao de exploração de ti própria e de proporcionares a ti própria a mesma capacidade que expressas em relação aos outros é possível, como constitui uma acção desta mudança de consciência, destinada a expandir-te a consciência objectiva e expandindo-te o campo de exploração de modo a incluir-te!

MYSTY:  Pois sim, obrigado.  Sinto-me EMPOLGADA! (O Elias ri)  Posso fazer mais uma pergunta?

ELIAS:  Podes continuar!

MYSTY:  Eu queria questionar-te em relação ao meu corpo físico. Os médicos andam a tentar dizer...os meus seios e o meu útero e não sei que mais... mas não creio que tudo isso esteja a acontecer, só que eles querem que eu regresse para fazer mais testes. Não quero que eles me cortem os seios nem nada disso. Não quero que aconteça nada disso.

ELIAS:  Mas eu devo dizer-te, a título de encorajamento, se caso optes por não participar nesses tipos de acção, não precisas participar.

Deixa que te diga com autenticidade, que tudo o que crias na tua realidade física é opção tua. E que excelente liberdade essa, da capacidade que dispões de escolheres, do poder de criares o que quer que escolheres na tua realidade! Não estás sujeita aos ditames de mais ninguém na tua realidade.

Por isso, mesmo numa situação em que possas optar por criar, por hipótese, uma enfermidade no teu corpo físico, e possas merecer uma resposta de intensa preocupação por parte dos vossos médicos, dispões da surpreendente capacidade e poder de alterares a criação disso a qualquer momento, por tudo quanto criais na vossa realidade física constituir uma opção referente a uma probabilidade, e as probabilidades serem criadas a cada instante. Não são criadas de modo a prosseguir. São criadas a cada instante.

Por isso, como isso corresponde à concepção da vossa realidade, também dispondes da opção a cada instante de instaurardes diferentes probabilidades. Podeis criar o que identificais como cancro num determinado momento, e no instante seguinte, podeis optar por não criar isso, e deixará de ser criado, e parecerá na vossa realidade que tenha desaparecido, e pôr-vos-eis em altos brados e direis a vós próprios que terá ocorrido um milagre! O milagre representa unicamente a admirável escolha de que gozais, e o poder que essa escolha confere a cada instante.

Por isso digo-te que, caso não estejas de acordo com os teus médicos, encorajo-te a criar o que TU optares por criar, e não necessariamente o que os outros te ditam.

MYSTY:  Elias, obrigado.

ELIAS:  Não tens o que agradecer.

MYSTY:  Sinto-me cem por cento melhor.  A sério.  Hoje ajudaste-me muito.

ELIAS:  Podes prosseguir.

MYSTY:  Estou aqui a pensar que o meu telemóvel se vai desligar – estas engenhocas modernas, sabes.

ELIAS:  Ah!

MYSTY:  A Mary disse-me que me telefonava.

ELIAS:  Muito bem.

MYSTY:  É por isso que está a fazer este ruido.

ELIAS:  Ah ah ah!

MYSTY:  Gostava verdadeiramente de estar em contacto de proximidade com pessoas de mentalidade semelhante. Sinto-me mais ou menos só, não realmente sozinha, mas não tenho nenhuns amigos que estejam na disposição de admitir a verdade sobre a mudança que se está a operar. Gostava de conhecer alguém assim, a esta altura tardia da minha vida.

ELIAS:  Vou-te estender uma sugestão, a de que converses com o Michael, que ele te fornecerá informação quanto à forma de interagires com outros indivíduos que possam ter a mesma mentalidade e o mesmo espírito, por assim dizer.

MYSTY:  Já não acredito mais que esteja maluca.  Creio que isto está efectivamente a acontecer, e que existe mais gente como eu.

ELIAS:  Mas estás completamente certa, nos teus termos! Ah ah ah ah! Não estás a passar por loucura nenhuma, e existem muitos que estão a experimentar acções muito similares à tua. Isso, na realidade – genuinamente – é uma acção que está a decorrer na vossa realidade, e que está a ter lugar por todo o mundo. (A rir)

MYSTY:  Fico feliz por fazer parte disso.

ELIAS:  Ah ah ah!  E por esta altura do vosso novo milénio, proporcionais a vós próprios colectivamente mais surtos de energia a fim de realizardes a inserção desta mudança na vossa realidade oficialmente aceite.

MYSTY:  Além disso, Elias...

ELIAS:  Sim?

MYSTY:  Os médicos englobaram-me neste programa de Prozac. É um medicamente antidepressivo de que eu gosto mais ou menos, mas só o estou a tomar por acreditar que se enquadre no meu caso. Mas se houver uma outra maneira, então eu adopto-a.

ELIAS:  Bom; vou-te dizer com toda a autenticidade que muitos são os que se movem na expressão de criar juízo quanto ao emprego de acções em que as pessoas tomam parte de acordo com as vossas ciências médicas, mas eu garanto-te que isso são crenças. Não existe nada de errado no que optardes por empregar!

Por isso, se empregares o acto de aceitares a medicação proposta pelos vossos médicos, e isso te proporcionar uma expressão de conforto ou um elemento de suavidade no teu foco, expresso-te um encorajamento destituído de juízo, e digo-te para te permitires aceitar exactamente isso, por não importar aquilo que escolhas. Todas as vossas escolhas não passam de escolhas.

A vossa direcção natural segue no sentido da suavidade e do prazer e da diversão. Por isso, por que haverás de criar conflito, se é desnecessário? Se alinhar pelo que os médicos te indicarem não te provocar qualquer conflito, então expresso-te encorajamento para que continues nesse sentido. Por que haverás de alterar o que estás a criar se não estás a experimentar conflito? (A sorrir)

MYSTY:  Muito bem, obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê. Também te direi que DEVES estar louca se optares por criares conflito por meio dos ditames dos outros indivíduos, ao buscares métodos homeopáticos que te proporcionem um menor conflito! AH AH!

MYSTY:  Eu compreendo.  Obrigado!  Muito obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

MYSTY:  Se tivesses um corpo como o meu, convidava-te para jantar!

ELIAS:  AH AH!  E caso eu me encontrasse no foco físico, aceitaria o teu convite, e divertir-nos-íamos! (A rir)

MYSTY:  Sim!

ELIAS:  E eu ergueria um copo em saudação a ti! (Risada)

MYSTY:  Acolho isso como uma bênção.

ELIAS:  Estendo-te um enorme encorajamento, e recordo-te para conversares com o Michael. Ele também te estenderá informação.

Nessa medida, expresso-te uma tremenda afeição, e encorajo-te a prosseguires com a exploração de ti.

MYSTY:  Obrigado, Elias.

ELIAS:  Não tens de quê, minha amiga. 
Para ti, com carinho, au revoir.

MYSTY:  Au revoir.

Elias parte às 2:41 da tarde.

© 2000  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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