sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CIÚME - INVEJA (EXCERTOS)



Traduzido por Amadeu Duarte

Publicado por Sharon Mendenhal, neste sítio:

 http://www.flickr.com/photos/lfdeale/2584634951/

ELIAS: Ah, a inveja! (A sorrir) Uma emoção tão colorida, não é? (A rir, seguido de riso) E bastante apaixonada! (A sorrir) Mas a expressão que tens é a de incorporares conflito em relação a essa emoção particular?
(Sessão 683)

O SINAL INERENTE À INVEJA

Produzes o sinal da inveja. Prestas atenção ao sinal por se tornar por demais óbvio, e a resposta imediata que geras é criar a associação de que o sinal tenha sido desencadeado (gerado), antes de mais, por uma acção externa. Esse é o primeiro equívoco, por o sinal não ter sido produzido por uma acção externa. A emoção não representa uma reacção. Só que na orientação comum, essa é uma definição que se torna difícil de assimilar, por ser uma associação fortemente mantida. Esta redefinição em si mesma constituiu um enorme desafio. É por essa razão que se produz trauma com esta mudança.

Ora bem; expressa simplesmente, através do raciocínio - por estares familiarizado com ele - o reconhecimento de que a emoção não constitui uma reacção, o que motiva a indagação: "Muito bem, estou a expressar e a experimentar este sinal. Estou a identificar este sinal. Reconheço-lhe a qualidade. Identifico e defino esse sinal em termos de inveja. Não constitui uma reacção. Por conseguinte, que estarei a produzir em mim próprio e que estarei a transmitir ou a comunicar a mim próprio para ter produzido esse sinal que me captou a atenção?"
MIKE: Então, trata-se de uma comunicação. 

VOLTA A TUA ATENÇÃO PARA TI

EM QUE CONSISTIRÁ A AMEAÇA?

ELIAS: Volta a tua atenção para o que encaras como a fonte. A fonte não é o outro indivíduo. Por isso, na tua atenção, elimina o outro indivíduo da cena. Volta a tua atenção para ti. Que será que está a sentir-se ameaçado em ti? Que ameaça estarás TU a produzir no teu íntimo? E que será que produz a ameaça senão a negação da tua expressão?

NEGAÇÃO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

No instante em que te negares a liberdade da expressão do que queres, produzes uma ameaça, e ao produzires a ameaça, expressas frustração, e a frustração traduz-se pelo um sinal objectivo da inveja que reforça a reacção automática que te leva a focar a tua atenção no exterior e a dizer a ti próprio: "Eu estou a experimentar este sentimento, este sinal da inveja, por este indivíduo aqui estar a produzir esta escolha e eu não concordar com essa escolha, e isso me produzir uma expressão de raiva." A raiva constitui carência de opção. A raiva é expressada na altura em que o indivíduo não percebe nenhuma escolha, e se sente impotente.

Negaste as escolhas de que dispunhas; imobilizaste-te. Uma vez mais, a atenção é projectada no exterior, na direcção do outro, e como não a voltas para ti a fim de descobrires a mensagem – a inveja - a raiva tem continuidade; por o círculo da projecção da atenção e da criação de culpa que projectas no outro indivíduo ter continuidade. Não existe culpa alguma, nem em relação ao outro indivíduo nem em relação a ti. Trata-se de uma questão de escolha e da negação da escolha que tens. Posso-te dizer, Mikah, que nenhuma expressão deve constituir causa mais significativa de pesar para a essência do que a negação da escolha, por ser completamente contrária ao vosso ser natural, e gerar um enorme conflito.
(Sessão 985)

Agora; na expressão da inveja tu produzes o sinal emocional. Esse sinal emocional é criado com o fim de te voltar a atenção para a mensagem inerente à comunicação que está a ser expressada por meio da emoção. A comunicação estende-te a identificação que se acha patente na emoção. A comunicação apresenta-se uma identificação daquilo que na verdade estás a produzir no momento, do que estás a FAZER no momento.

DESCONSIDERAÇÃO E DESVALORIOZAÇÃO PESSOAL

Agora, o que nesse instante estás a produzir é uma desconsideração e uma desvalorização de ti próprio, e estás a expressar no teu íntimo uma falta de confiança na capacidade que tens de criares aquilo que queres. Isso é projectado no exterior por meio da falta de confiança no outro, pelo que expressas o sinal da inveja.

Ora bem; as crenças que influenciam tal expressão são múltiplas. Não é apenas uma, mas várias. Uma das crenças que expressas é a crença de que as experiências sejam absolutas, e que uma vez criadas - por se tornarem absolutas - devam continuar a ser produzidas da mesma forma, por não incorporares nem permitires mais nenhuma opção e por teres tornado a experiência na expressão de um absoluto.

Isso é expressado com frequência em associação com as crenças psicológicas. As pessoas...

JULIE: É por isso que queria saber se a crença terá surgido nessa altura quando eu era catraia. Creio que estou a verdadeiramente a tentar compreender a aceitação e o sentir as emoções, ao detectar a crença, e ao querer saber sobre a crença, a procedência que tenha, a forma como terá evoluído, de modo a poder realmente ser capaz de facilitar essa aceitação. É por essa razão que queria saber se essa crença – e tal como disseste, existem algumas – se terá surgido por essa altura. (Pausa)

ELIAS: Desencadeamento, não necessariamente o que designas como surgimento; mas ates da tua experiência, essa crença particular de solidificar as experiências em absolutos não tinha ainda expressão. O que não quer dizer que não se achasse em estado latente, só que não era expressada.


Bom; outras crenças já estavam a ganhar expressão em associação com os papéis, os relacionamentos, a família, as formas de conduta, as expectativas relativas às escolhas dos outros, á acção de bem e mal – que continuam agora a ser expressadas e a influenciar.


O que representa o maior desafio nas situações dessas é a expressão de absoluto que associas às experiências.

JULIE: De que modo conseguirei aceitar isso?

ELIAS: Permite-te simplesmente, minha amiga, reconhecer que as experiências não são absolutos e que crias no momento. Cada experiência representa o seu próprio resultado, e não tem continuidade no momento seguinte; o momento seguinte constitui uma outra escolha. Cada momento representa uma escolha. A cada instante gerais experiências, e com a escolha dispondes da liberdade para vos permitirdes criar aquilo que quiserdes. Não estais presos às experiências que tiverdes criado anteriormente.


Se vos permitirdes reconhecer que criais no momento e que a cada instante podeis apresentar permissão a vós próprios para escolher aquilo que quiserdes e que corresponder à vossa preferência, permitir-vos-eis aliviar a garra que exerceis através da expressão dos absolutos.
(Sessão 1083)

EMOÇÕES QUE TREPASSAM

BEN: Eu creio que a primeira coisa que quero abranger é o facto de ter procedido a mais (uma) regressão no sentido de investigar, e um dos relacionamentos com que correntemente tenho problemas é o relacionamento que tenho CONTIGO. Muita gente parece... Não sei bem. Eles parecem: "Ah, não será o Elias tão estupendo, tão assim e assado," e eu digo simplesmente: "Não sei. Eu tenho certos problemas em relação a ele!" (O Elias ri a fim de se sobrepor ao grupo!) De modo que passei por uma pequena regressão de memória que me fez ver que talvez sejamos amantes num outro foco, ou que essa seja a explicação que tenha encontrado para os problemas actuais que estou a sentir em relação a ti.

ELIAS: Ah ah ah ah ah! E não estarás a apresentar impressões a ti próprio nessa área?
BEN: Estou, de modo a explicar o que se está a passar. Senti-me como um amante escaldado ou um rival, e que exista um certo ciúme ou uma certa competição ou algo assim, e estava a tentar explicar isso a mim próprio, por uma via qualquer.

ELIAS: Tens razão. Deixa que te diga que muitas vezes, as experiências que ocorrem nos focos se podem assemelhar bastante às experiências que criais num foco. Ao interagirdes com um indivíduo num foco e experimentardes desdém ou irritação em relação ao indivíduo nesse foco, poderás permitir-te identificar a possibilidade de criares uma tal intensidade de desdém por um indivíduo que até o nome físico dele pode invocar certos sentimentos de negatividade em vós, por assim dizer, e que se encontrardes um outro indivíduo com o mesmo nome, desencadeareis esses sentimentos em vós, em recordação das experiências que tenhais avaliado como negativas.

No relacionamento mútuo entre os diversos focos, isso também constitui uma ocorrência comum - a de poderdes experimentar um tipo de interacção com um indivíduo num foco, e poderdes encontrar um outro foco dessa essência numa outra altura, e o trespasse da energia do outro foco vos poder afectar neste foco a ponto de criardes reacções automáticas com respeito a esse indivíduo. Independentemente da personalidade ou da energia que ele projectar na vossa altura, a vossa memória interior, por assim dizer, assolar-vos-á a vossa presente experiência, em certa medida.

Agora, de certa forma, tal acção é propositada por te permitir o reconhecimento objectivo de uma aparente inconsistência, o que provoca uma motivação objectivar em ti no sentido de questionares a razão por que devas reagir ao indivíduo nos moldes em que dás por ti a reagir, e isso cria uma abertura, por assim dizer, à investigação no questionamento que fizeres, e permite-te uma maior compreensão de ti próprio pelo emprego de um quadro mais pleno de ti próprio. Também te faculta uma oportunidade de te dirigires a ti próprio e de reconheceres as crenças que te têm vindo a influenciar certas experiências, e a forma como essas experiências podem estabelecer um paralelo com algumas das acções ou comportamentos ou experiências que exerças no presente momento.

Tu conduzes a ti próprio essas experiências - ou permites esse tipo de trespasses de energia procedentes de outros focos - em conjugação com o presente momento, de modo a poderes estender a ti próprio informação respeitante ao teu presente foco da atenção. Por conseguinte, não se trata do que poderás designar por experiências aleatórias, ou experiências que trespassem que não apresentem qualquer propósito na percepção objectiva que fazes delas.
É por essa razão que estás a sofrer esses trespasses a cada passo, procedentes de todos os focos que tens nesta dimensão. Existem focos particulares que têm permissão para te influenciarem no teu foco da atenção, por poderem ter um tipo de energia propositada ao te trazerem à atenção elementos objectivos no teu presente foco a que optas por dar atenção ou ver. Estás a compreender?
(Sessão 579) 

COMPARAÇÃO

Tu voltas a tua atenção para fora de ti, na direcção de outros indivíduos, e expressas em ti uma atracção para com outros indivíduos que te parecem expressar com liberdade a sua energia. Isso em ti mesmo, cria uma carência, um tipo de escassez ou carência. "Queres" criar esse tipo de expressão do mesmo modo que os outros, mas como focas a tua atenção no exterior no sentido das acções dos outros ou naquilo que eles criam, automaticamente estabeleces uma comparação.

IDEAL

Comparas a concepção da sua expressão de energia à própria expressão de energia que assumes, e com essa comparação - por a tua atenção se achar focada no exterior no sentido dos outros - crias o que poderá ser designado por um modelo em ti próprio, um "ideal" do que devias expressar e de que a tua expressão "devia" equiparar-se a esse modelo do ideal que tens, mas o modelo do ideal é criado na sua forma através da avaliação das acções e daquilo que os outros criam.

DÉFICE E DIFERENÇA

Nessa medida, a inveja, o ciúme expressado constitui o julgamento que é atribuído a ti próprio, numa asserção da avaliação que fazes de ti próprio, como não tendo essa mesma capacidade, ou de que a tua expressão manifesta um défice, ou de que a tua conduta se apresenta disfuncional em relação a esse tipo de acção. Por isso, gera-se igualmente uma desconsideração automática de ti próprio, e uma inequívoca expressão de falta de aceitação do teu fluxo natural de energia, por a tua expressão poder ser diferente. E a diferença, na vossa realidade física, é inadmissível.

NÃO ACEITAÇÃO DA DIFERENÇA

Podeis criar em vós uma ideia, e identificar-vos como muito abertos e liberais nas ideias e nas expressões que tendes, e expressar a vós próprios e uns aos outros que aceitais bastante a diferença, que eu vos direi em termos inequívocos, neste momento, que não aceitais.

AMEAÇA

A diferença gera a ameaça. Ela ameaça-vos enquanto indivíduos. Ameaça-vos a aceitação que fazeis de vós próprios, por vos julgardes por aquilo que percebeis como exterior a vós. Criais o acto automática da comparação, e com a comparação, não admitis o vosso fluxo natural livre da energia individual na expressão da diferença.

Bom; já falamos muitas vezes de famílias, de orientações, de personalidades na vossa dimensão física, que constitui tudo aspectos da vossa realidade e que vos influenciam as vossas expressões individuais.

SINGULARIDADE

Mas cada um de vós constitui essencialmente um indivíduo altamente único. Não existe mais ninguém que se assemelhe a cada um de vós. Sois tão singulares quanto a concepção do vosso corpo físico, que apresenta impressões digitais únicas e individuais. Mais ninguém ao longo da vossa história - passada, futura ou presente - alguma vez exibirá a qualidade física e a identidade pelas impressões digitais que vós apresentais. Trata-se de uma expressão física de identificação pessoal altamente única e individual que tendes.

TIPO DE PERSONALIDADE

Do mesmo modo, cada um de vós escolhe uma expressão única de energia. Podeis incorporar um tipo de personalidade, mas nesse tipo de personalidade, exibis as vossas qualidades únicas. Cada um de vós expressa uma exibição única de energia que difere de qualquer outra expressão de energia, seja de que forma for, seja em que área da consciência for, em todas as dimensões ou períodos de tempo.

Vós sois essencialmente únicos. Por isso, como vos podereis comparar com outra pessoa?
Nessa medida, o acto da comparação desconsidera-vos automaticamente, mesmo as comparações com o que encarais como bom, por gerar o acto automático da desconsideração da vossa própria expressão de aceitação.

Com a aceitação pessoal não precisareis estabelecer esse acto de comparação. Dir-te-ei que muitos dos conflitos que tens em relação aos outros são expressadas ao manteres a tua atenção fora de ti.

Agora; quanto à expressão do ciúme, como poderás permitir-te continuar a experimentar essa emoção, se não incorporares o conflito?
(Sessão 683)


ANOREXIA

MARISSA: Mas depois tenho esta amiga que sofre de anorexia, mas que parece estar bem e que se sente óptima. Está sempre contente, mas como serei eu capaz de ajudá-la ou porque estará sempre a fazer isso? (Pausa)

ELIAS: Há opções que as pessoas estabelecem por si próprias, mesmo enquanto pequenos, que vos parecerão a ti e aos outros bastante extremas e inaceitáveis, por criarem o que encarais como ofensas a elas próprias. Por vezes, um indivíduo pode entrar no foco físico e ter uma tal falta de confiança nele próprio que mesmo em criança manifestará certos elementos físicos em si que espelham o tumulto íntimo que experimenta. (Pausa)

MARISSA: Obrigado. 

ELIAS: O método, por assim dizer, por que poderás ser útil à tua amiga passa por dares apoio e por aceitares, por que por vezes as pessoas no foco físico podem entrar em contacto e aceitar nelas próprias a aceitação evidenciada por outra pessoa e permitir que isso se torne num substituto temporário da própria aceitação.

Deixa que explique que isso poderá ser exibido de forma similar àquele que tenha criado um ferimento físico por que possa criar dificuldades para si próprio na actividade da locomoção. Digamos que podereis ter um amigo que esteja envolvido no que designaríeis por acidente, e que nesse acidente, ele magoe fisicamente uma das pernas, o que os leve a deixar temporariamente de ter a capacidade de caminhar. Tu na qualidade de amiga não sentirias dificuldade nem sentirias confusão no reconhecimento do modo por que poderias prestar ajuda à tua amiga. Poderás dar-lhe apoio físico e caminhar junto com ela, e com isso eventualmente encorajá-la a caminhar por si própria, não é? (Pausa)

MARISSA: Muito bem, obrigado.
(Sessão 276)

Elias: Deixa que te diga, meu amigo, que em associação com a inveja - em primeiro lugar não consegues produzir num outro indivíduo a certeza ou confiança de que ele ande à procura; ele busca um absoluto, busca uma validação do próprio mérito que tu não lhe poderás transmitir; mas mesmo que conseguisses expressar-lhe isso por uma forma qualquer, por um meio qualquer em que efectivamente conseguisses transmitir-lho, ele não o aceitaria necessariamente, por representar uma expressão que precisa ser reconhecida interiormente pelo próprio, e não se tratar da questão de estares a ameaçá-lo, porque não estás. Ainda que empregasses uma acção que fosse contrária à relação estabelecida ou às linhas de orientação convencionadas de um relacionamento estabelecido, tal como a da infidelidade. Mesmo que praticasses esse tipo de acção em associação com um relacionamento existente – tu não representarias aquele que constitui a fonte da ameaça, o que o próprio indivíduo constitui, por ele já se ameaçar a ele próprio com a própria falta de valor pessoal, e já não confiar nele próprio nem se valorizar de uma forma efectiva, mas se estar a desconsiderar pela percepção de não merecer um relacionamento particular ou o compromisso de um relacionamento. 

E desse modo, com a percepção de não merecer um (determinado) relacionamento ou o compromisso de um relacionamento, a ameaça já se acha presente na desvalorização que tece em relação a ele próprio; só que é de tal modo intensa que ele não consegue dar-lhe atenção pelo que a projecta no exterior por intermédio da expressão da inveja (ciúme) - a qual, na realidade conduz inevitavelmente a um tremendo desapontamento e a um maior desconforto por gerar uma forte energia de oposição e aquele que se encontrar em posição de acolher essa energia em geral a rejeitar e a equiparar a uma energia de um tipo qualquer - quer por meio da projecção de uma energia equiparada a uma forma de oposição em relação ao outro através da agressividade, ou equiparando essa energia em defesa própria, o que representa uma outra forma de energia de oposição, ou ainda procurando não equiparar a energia em absoluto mas afastando-se apenas .


(Sessão 2968) SESSÃO NÃO PUBLICADA


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