sábado, 6 de outubro de 2012

"NÃO EXISTEM REGRAS"




Sessão 137
“AS CRENÇAS RELIGIOSAS E A VERDADE”
Domingo, 1 de Dezembro de 1996 ©
Tradução: Amadeu Duarte 
 
Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Gail (William), Christy (Maka), Jim (Yarr), Jene (Rudy), Norm (Stephen), Reta (Dehl), e Daniche (Seanead).

Elias chega às 6:47 da tarde. (O tempo é 15 segundos)

ELIAS: Boa noite. Esta noite vamos abrir-nos às perguntas que tendes, e no nosso próximo encontro passaremos para a área do debate das vossas famílias, no âmbito da acção de contrapartes.

No vosso período de tempo desta semana, eu sugeriria que désseis atenção ao vosso jogo, por poderdes obter pistas quanto à acção de contraparte que opera no âmbito das famílias, assim como também pudésseis apresentar informação a vós próprios, subjectivamente, com respeito à natureza dos objectivos originais de cada uma dessas famílias, por assim dizer. Isso não quer dizer que os objectivos conforme presentemente os identificais estejam errados, por não estarem. Eles representam uma nova tradução. Vós criastes uma compreensão renovada de cada um dos objectivos das famílias ao longo dos vossos séculos, concebendo uma ideia diferente do objectivo de cada família individual, em cada século; mas na forma original do objectivo original, nos vossos termos, podereis associar por intermédio do vosso jogo com o conceito da acção desses objectivos.

Além disso, vou sugerir à Shynla que a citação correcta será: “Oh, capitão, meu capitão!” (Com sentido de humor)

CATHY: Eu estou ciente disso! Eu estava a brincar! Não percebeste? (Desatamos todos a rir)

ELIAS: Por não existirem mestres! (A sorrir) Tens toda a razão quanto ao facto de eu estar a dar atenção a essa declaração!

CATHY: Eu sabia que estavas! (Alguns dias antes da sessão, a Cathy tinha dito, em tom de chacota: “Oh, mestre, meu mestre”, e de forma bastante sarcástica!)

ELIAS: Continuemos; esta noite, tendes o fórum à vossa disposição para fazer perguntas.

RETA: Eu tenho uma pergunta ou duas. Ainda estamos a tentar recuperar do atraso na nossa leitura, mas estávamos a ler sobre um indivíduo chamado David que pode tornar-se instrumental no auxílio da produção deste trabalho sob a forma escrita, e interrogávamo-nos se será o mesmo David que conhecemos. Terás alguma ideia? Conhecemos um David, o amigo da nossa filha chamado David, que é escritor em Hollywood, e interrogámo-nos se será o mesmo, por o modo em que o conhecemos ter sido tão fora do comum, e gostava de saber se estará imbuído de um propósito.

ELIAS: Esse indivíduo pode ser significativo no âmbito das probabilidades, mas dir-vos-ei também que esse não é aquele que designei.

RETA: Muito bem. Obrigado. Também estávamos a ler um dos estupendos debates da tua autoria subordinado às crenças, e à alteração das crenças, e um dos problemas que suscita é o conhecimento de estarmos a alterar crenças e sentirmos medo do que isso venham a causar na nossa vida, ou do que venham a causar em nós. Existirá algum temor nisso? Ou não passa de uma relutância relativa à mudança?

ELIAS: Na realidade ambas as perguntas estão correctas. Estais relutantes em relação ao que encarais como mudança; embora estejais continuamente a mudar! Além disso, tendes medo daquilo que não conheceis objectivamente. Atendes-te às crenças que tendes, por vos serem familiares. São confortáveis. Se perceberdes que essas crenças não vos prestam um serviço eficiente, isso virá a expandir a consciência que tendes e a aceitação dessas crenças.

RETA: E internamente virei a sentir ou a ter conhecimento disso como uma mudança?

ELIAS: Tu saberás. À medida que expandires e passares a aceitar cada crença, hás-de saber.

NORM: Então a chave nisso consiste em percebermos que temos uma crença que não nos deixa crescer. Depois devemos aceitar isso e não reprimir. Se o reprimirmos, isso representará uma coisa errada. É aceitar o facto, e obter algo novo. Será essa a ideia? Ou mudá-lo ligeiramente? Assim, a pergunta é: aceitação ao contrário da rejeição da crença?

ELIAS: A aceitação ao contrário da rejeição ou da alteração. Conforme já vos disse, a questão não passa necessariamente pela mudança das crenças que tendes, mas pelo reconhecimento de terdes crenças e pela aceitação dessas crenças; neutralizando-lhes, desse modo, o poder.

RETA: Eu recordo o facto de teres dito isso antes. Tenho que conseguir isso. Aceitá-las, simplesmente.

ELIAS: Correcto.

RETA: E que dizer do facto de eu ter uma forte crença na minha religião que para mim é de todo aceitável, e procurar alterar ou ajustar ou permitir que isso sobreviva, esses novos conceitos sobrevivam. Existirá um modo melhor de conseguir isso?

ELIAS: Eu já vos disse a todos que as crenças religiosas que tendes não estão erradas.

RETA: Ah, eu não creio que sejam erradas. Eu creio que são adoráveis!

ELIAS: Elas são aquilo que vós criastes. Todas as crenças que tendes constituem uma criação vossa. Por isso, elas também vos prestam um serviço em determinadas áreas. Não existe conflito algum entre as vossas crenças religiosas e a verdade, caso estejais em busca da verdade; por as crenças religiosas que tendes se basearem na verdade. Elas brotaram da verdade.

RETA: É interessante que chegues a mencionar isso porque, quando estávamos a dirigir-nos para aqui vínhamos a conversar sobre o modo de explicarmos a verdade e a luz.

NORM: Em que termos determinarias a verdade?

ELIAS: Verdades constituem absolutos. Verdades são aqueles elementos que não se acham confinados a um foco ou a uma dimensão, nem a uma realidade. Verdades são aqueles elementos da consciência que são filtrados pela totalidade da consciência. As crenças que tendes baseiam-se em verdades. Todas as crenças que tendes em todos os vossos focos físicos estão baseados em verdades, mas são distorcidas e são objecto de interpretação. Por isso, parecem estar afastadas das crenças. Esse é o método por que optastes no foco físico. Traduzis toda a actividade e conhecimento subjectivo. Por isso, por um lado encarais as traduções como uma distorção. Por um outro lado, não constitui distorção nenhuma, por representar a criação que fazeis da vossa realidade. Quanto ao significado de elementos em comparação com o não físico, nós veríamos as interpretações que fazeis como uma distorção.

NORM: Tu estarás a alcançar novas verdades na área ou região em que tens existência? (Pausa)

ELIAS: Eu dir-te-ia que as verdades não são novas. Elas são o que são.

NORM: Foi declarado que quando passamos desta vida, muita gente tem a esperança, mas eu não tenho mais tal esperança, de passar a conhecer todas as coisas. Assim, eu não vou chegar a conhecer todas as verdades. Mas, como é que vós no outro lado determinais as verdades? Essa é a pergunta que tenho a fazer, como é que o fazeis?

ELIAS: Existem áreas da consciência que atravessais subsequentemente àquilo em que acreditais como morte. Inicialmente, não emergis na área de consciência que o Elias ocupa presentemente. Inicialmente hão-de de passar para uma área da consciência que designaríeis por transição. Essa área da consciência representará directamente aquela acção de alargamento ou expansão das crenças, aceitação das crenças. Ao expandirdes as crenças que tendes, também expondes a vossa consciência objectiva à actividade subjectiva. Acreditais que ao passar do foco físico para o não físico automaticamente descartais o vosso elemento objectivo da consciência, e passais a funcionar na consciência subjectiva. Isso está errado. Ao passardes para o foco não físico no âmbito da área de transição, continuais a ter consciência objectiva. Expandis a percepção que tendes, o que funde a consciência objectiva com a subjectiva. Tornais-vos mais conscientes da actividade subjectiva. Nessa medida, ao vos tornardes mais cientes do saber subjectivo, também havereis de compreender e de conhecer o que buscais como as vossas verdades.

RETA: Existirá algum método que possa utilizar a fim de aprender a não distorcer ou interpretar erradamente as verdades? De que modo poderei ter um pressentimento ou conhecimento ou algo que me faça saber que as minhas verdades estão correctas, ou não estão distorcidas ou mal interpretadas? Existirá algum método a que possa recorrer?

ELIAS: Essas são áreas difíceis. Eu falo convosco de forma a permitir-vos familiarizar-vos convosco próprios. Até vos reconhecerdes e familiarizardes convosco mesmos, haveis de sentir confusão no que encarais como distorção das verdades, por não confiardes em vós. Haveis de vir continuamente a questionar: “Isto estará correcto? Isto estará incorrecto? Isto estará errado? Será este o caminho? Não será?” Ao expandirdes a consciência que tendes e passardes a confiar mais em vós, também começareis a identificar essas verdades. Haveis de confiar naquilo que vos soar verdade. Já confiais, em determinada medida, no que vos soa a verdade, mas também desconsiderais muito. Há medida que aprenderdes a confiar mais em vós, também haveis de aprender a dar mais atenção à vossa própria linguagem. Nessa medida, haveis de compreender. Haveis de saber. E de cada vez que experimentardes pequenos impulsos e pequenas certezas que confirmais, haveis de conhecer. E se praticardes no foco físico, mais destros vos tornareis nessa acção; essa é igualmente a razão por que damos continuidade ao jogo que jogamos, por isso vos permitir a oportunidade de prestar atenção a vós próprios.

(Resolutamente) No âmbito das crenças, acreditai nisto: Podeis confiar em vós. Haveis de conhecer verdades. Também haveis de conhecer coisas que não são verídicas. Sereis capazes de distinguir o que é o quê. (Pausa)

VICKI: Eu tenho uma pergunta. Por que razão usaste o termo “mestre” quando descreveste a experiência que o Michael teve no ano passado?

ELIAS: Já cheguei a expressar terminologia diferente ao longo do tempo que temos passado juntos, para enfatizar certas ideias. Nessa altura, era importante expressar-vos essa ideia da consciência e do quão presentemente se acha distanciada de vós próprios. Embora todos vós ocupeis todas as áreas de consciência neste foco, não tendes consciência dessas áreas que ocupais ao nível da essência. Nessa altura, certos termos foram usados para enfatizar certos conceitos e ideias, tal como vos expressei a todos que, a terminologia que os outros possam empregar, ela não é necessariamente contraditória. Eles referem uma terminologia no alinhamento com as pessoas a quem se dirigem e a compreensão que essas pessoas revelam, bem como aquilo por que alinham.

Nesta companhia, em grande parte, e no âmbito dos objectivos que apresentais na identificação da família que fazeis, temos gozado de muito espaço de manobra em relação à terminologia. Gera-se uma concessão em relação ao emprego de uma nova terminologia; embora nos começos das nossas sessões, por assim dizer, as crenças terem sido fortes. A firmeza das convicções, ou obstinação, era bastante proeminente! A energia, ainda que desconhecida de uma forma objectiva entre os gémeos (Mary e Vicki), era muito forte. Consequentemente, a concessão de energia no âmbito das acções de projecção também era muito forte, o que facilitava a projecção para além daquilo que compreendeis. Muitos deparam-se com fenómenos, mas vós não compreendeis aquilo com que se deparam. Por isso, com a excitação e o zelo que sentem, podem sentir-se inclinados a experimentar além da medida da compreensão que têm da experiência. Isso na realidade não é prejudicial, mas podeis encará-lo como prejudicial na compreensão que tendes; assim como podeis encarar isso como assustador, como o fez o Michael. Por isso, havia necessidade de apresentar explicações no contexto da terminologia empregue e que fossem amplamente assimiladas. Agora, como vos expandistes, e a consciência que tínheis se deslocou, possuís a capacidade objectiva de compreender muito mais. Por isso, não é necessário que brinquemos com as palavras.



NORM: A minha mulher e eu somos muito curiosos. A maioria das pessoas têm estado associadas em vários focos de desenvolvimento, por aquilo que lemos nas transcrições ou nas sessões, umas com as outras num local ou época, e eu gostava de saber se eu e a minha mulher teremos tido essa experiência com os outros deste grupo aqui existente.

ELIAS: Isso já foi referido anteriormente, Stephen. Essa pergunta já foi feita e respondida.

NORM: Poderás dizer-nos onde e quando? (Um ponto pela persistência!)

ELIAS: (A sorrir) Vou dizer-te uma vez mais que isso está ao dispor da tua investigação!

CATHY: Tudo o que precisas fazer é submeter-te a um Encontro Transfocal! É canja! (Riso)

ELIAS: É canja! (Desatamos todos a rir) As instruções da Shynla! Ela também dá aulas com um intuito educativo!

RETA: Posso colocar mais uma pergunta subordinada às verdades e às crenças? Temos muita gente nos dias de hoje que causa imensa desordem, em termos de crimes, quer nelas próprias quer em relação à família, etc., e segundo as crenças que têm precisam acreditar que isso seja correcto, ou não o fariam. Elas são prejudiciais para os outros, distorcem as noções do certo e do errado - pelo menos de acordo com a perspectiva que tenho! Por isso, como haverão elas de conhecer a verdade? Elas creem conhecer a verdade. Acreditam que a verdade se resuma ao não faz mal. Como havemos de explicar isso a essa gente?

ELIAS: E tu acreditas conhecer a verdade! (Riso)

RETA: Eu sei que não ajudam. Não fazem algo para... Bom, como poderei dizer que não procedem bem? São abusivos, chocantes, estão repletos de criminalidade, são prejudiciais.

ELIAS: E isso vai contra as crenças que tens!

RETA: Podes apostar que sim!

NORM: Estás metida em sarilhos, Reta! (Riso geral)

ELIAS: (A sorrir) Conforme declarei, no âmbito da acção da vossa mudança de consciência haveis de expandir a consciência que tendes de forma a aceitardes as crenças. Por isso, não mantereis essas ideias do certo e do errado. Nessa medida, não julgareis (condenareis); e se não tiverdes a crença do certo e do errado, desnecessário será pôr em prática qualquer desses elementos. Não será preciso estar certo (ter razão). Também não será necessário estar errado. Por isso, o poder de que isso se investe desaparecerá.

RETA: Todavia, temos gente que tem a crença de estar certa quanto ao que se pode tornar num dano para os outros, e que continua a agir em conformidade.

ELIAS: Exacto.

RETA: Eu não vou ser juíza deles, por os não poder condenar.

ELIAS: Ah, mas tu condenas! (Riso)

RETA: Mas por vezes, quando prejudicam alguém que amamos a coisa torna-se muito... (inaudível).

ELIAS: Não existem vítimas.

RETA: Oh, não! (Desatamos todos a rir)

NORM: Tens que acreditar nisso, Reta!

RETA: É muito difícil acreditar nisso!

ELIAS: Cada um faz a opção. Cada indivíduo cria a própria realidade. Mais ninguém vos aflige (afecta).

RETA: Isso cá para mim vai ser difícil de interpretar, mas vou fazer por isso.

NORM: Por causa disso eu tenho uma pergunta. No começo, evidentemente, ou talvez não no começo (riso) mas algures no tempo, a gestalt do... (A esta altura o Elias ri com tal intensidade que o Norm desiste, e todos desatamos a rir. Fazia tempo que não via o Elias a rir deste modo; uma gargalhada de verdade!)



ELIAS: Já vais ser cuidadoso com a escolha das palavras que fizeres! (Riso geral)

RETA: Jesus, isso é que era bom!

NORM: Antes deste foco físico ser desenvolvido, antes desta Terra ter sido habitada, creio ter existido um período em que isso tenha sido verdade! A gestalt de essências desenvolveu esta Terra para... nosso prazer e diversão! (Desatamos todos a rir de novo) Agora é que dá para rir, não?

ELIAS: Coisa em que o Stephen não acredita! (Riso geral)

NORM: De modo que a gestalt teve a ideia de que isto iria ser uma coisa excelente para todos os nossos focos experimentarem, não foi? Essa experiência constituiu uma probabilidade. O desenvolvimento que na verdade teve lugar foi conforme constatamos, e produziu coisas boas e coisas más. Agora estou outra vez a falar de coisas boas e de coisas más! (Riso) Mas com a mudança estamos a encaminhar-nos para uma nova consciência, a qual também se destina à nossa experiência e expansão da consciência. Virá a apresentar-se a probabilidade de passarem a dar-se guerras por essa altura?

ELIAS: Não.

NORM: Como é que sabes disso? (Desatamos todos novamente a rir) Ou, como é que alguém poderá saber disso? Nós possuímos a nossa liberdade, não?

JENE: Ele tem um telescópio verdadeiramente potente! (Riso geral)

ELIAS: (A acenar e a sorrir para a Jene) Se estiveres a referir-te à vossa espécie e aos vossos focos dimensionais individuais, dir-te-ei que forçareis essas probabilidades. O que não quer dizer que tais probabilidades não sejam actualizadas, por todas as probabilidades serem actualizadas. Nem todas as probabilidades são actualizadas na vossa dimensão, por não ser opção vossa. Colectivamente, em massa, concordastes e optastes por essa acção da mudança de consciência. Nessa medida, optais por avançar na direcção da não aniquilação da vossa espécie.

Agora; eu digo-te que essa é a probabilidade que enfrentais presentemente, por corresponder à acção que foi iniciada; mas vós continuais a ter a opção de escolha. Podeis continuar e actualizar esta mudança de consciência assim como podeis optar por o não fazer, caso esse em que optareis por actualizar outras probabilidades nesta dimensão; mas da forma que a energia se move e se está a mover no âmbito das probabilidades que presentemente escolhestes, estais a avançar no sentido da acção desta mudança. Nessa medida, a vossa espécie não irá "encenar" violência, conforme agora o constatais, entre si.

Eu declarei previamente que esta mudança se aplica unicamente a esta dimensão. Por isso, esta mudança aplica-se a vós. Haveis de vir a tomar consciência dos outros focos, de outras dimensões, de outras realidades. Elas poderão continuar a acção que empreendem de desassossego...

RETA: Neste mesmo período de tempo? (Grande gargalhada da parte do Elias) Peço desculpa! Esta foi uma má palavra!

ELIAS: Exacto! (Riso) Eventualmente, no quadro das vossas probabilidades, se continuardes a eleger as probabilidades que estais presentemente a eleger, também vireis a influenciar a realidade dos outros focos dimensionais.

NORM: Na verdade, todos os focos dimensionais chegam a influenciar todos os demais.

ELIAS: Correcto. 


NORM: Nós somos, por assim dizer, a cobaia de ensaios? Não a cobaia de ensaios mas o experimento. O grande experimento da consciência entre o foco e a essência.

ELIAS: Não.

NORM: Então haverão outros que já tenham feito isto, outras dimensões que já tenham passado por isto.

ELIAS: Não, não no âmbito do que estais a criar.

NORM: Quantos teremos criado? Criamos um número substancial de focos. Esta será uma afirmação apropriada? Vicki? (O Elias começa a rir)

RETA: Ela vai dizer que isso já foi respondido antes! (Riso)

ELIAS: Devo dizer que presentemente acho que vou pedir um recreio em vosso benefício, para poderdes interagir e recompor-vos, e a seguir podereis prosseguir com as vossas questões, por poderdes optar por vos orientardes melhor nas perguntas que formulais! (A sorrir) Regressarei em breve.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos.

CATHY: Eu tenho uma pergunta. Será a Sue uma contraparte que se tenha fragmentado a partir de mim?

ELIAS: Se não acertares à primeira... Não! (Riso geral)

CATHY: Será ela uma contraparte?

ELIAS: De ti?

CATHY: Eu só perguntei isso! Ela será uma contraparte? Ponto final. Por toda a gente ser contraparte num aspecto qualquer, não será?

ELIAS: Correcto. (A sorrir)

CATHY: Oh, óptimo! (Desatamos novamente todos a rir) Bom, nesse caso, vou dar mais uma estocada. E a Mary?

ELIAS: Não.

CATHY: Nesse caso, é para esquecer! (Ainda a rir)

ELIAS: (Também a rir) Eu disse-vos que os indivíduos com quem vos relacionais não são todos contrapartes

CATHY: Bem, então que será ela???

ELIAS: Podeis sentir uma forte atracção por um indivíduo por pertencerdes ambos à mesma família, em razão do que apresentareis muitas qualidades semelhantes e o mesmo objectivo. Geram-se muitas ligações no âmbito da consciência. Mas nem todas as ligações que tendes representam acções de contraparte.

CATHY: Parte delas constitui coisas esquisitas que têm que ver com a fragmentação!

ELIAS: Bastante acertado!

VICKI: Eu tenho uma pergunta sobre ligações. Porque será que a Sena e eu só temos vontade de fixarmos o olhar uma na outra?

ELIAS: Essa acção sucede poucas vezes no caso de certos indivíduos. Ocorre na presença física de alguns, à medida que interagem em termos físicos na presença um do outro. Pelo que objectivamente têm uma ausência. (A sorrir amplamente)

VICKI: Oh, eu tive a mesma experiência somente ao contemplar um retracto! Isso deve ficar a dever-se a uma razão qualquer. Hmm. Tenho uma outra pergunta. Quererás comentar a pergunta que foi apresentada por esta essência que se encontra em transição, relativamente ao modo de alcançar um enfoque mais acentuado? (Pausa)

ELIAS: Isso é difícil, por a compreensão que esse indivíduo possui ser limitada em determinadas áreas. Em certas áreas, a compreensão é avantajada. Uma sugestão: Caso o indivíduo opte por empregar esta ajuda, o que também constitui uma probabilidade, que se foque inicialmente num sentimento. Identifique esse sentimento ao longo do cada foco. Isso pode representar um ponto de partida para estabelecer uma maior clareza e uma menor confusão. Este indivíduo presentemente apresenta muita confusão, e dispersão na atenção que estabelece. Por isso, caso esse indivíduo consiga focar a sua atenção no que de comum tem esse sentimento em cada um dos focos, não os sentimentos todos, somente um, isso poderá servir de auxílio no sentido de lhe permitir pensar como um ponto de partida.

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Também poderás apresentar a esse indivíduo a sugestão de prestar igualmente atenção, por esse indivíduo dispensar tanta atenção e tão bem quanto tu! (Riso) Por isso, muito é o que escapa a esse indivíduo!

NORM: Eu tenho uma pergunta sobre os sonhos que tenho. Eu diria que talvez numas vinte por cento das vezes, acordo a transpirar profusamente. Qual será a razão para isso se dar? Dever-se-á isso à troca das crenças que tenho, ou a que será que dirás que fique a dever-se? (Pausa)

ELIAS: Não, isso não é uma ocorrência que resulte da alteração de crenças. A consciência do vosso corpo encontra-se bastante ligada à vossa consciência subjectiva. Por isso, reage à acção que empreenderdes. Podes experimentar certos sintomas físicos, e podes experimentá-los repetidamente em resposta à actividade subjectiva. O que não quer dizer que isso seja designado como uma crença. Poderás empreender uma outra actividade subjectivamente no teu estado de sonho, e afectar a tua expressão física. Também poderás intersectar uma outra consciência. Por isso, poderás responder a uma outra consciência e actualizar sintomas físicos.

Olhais para as acções que criais repetidamente, e pensais que apresentem uma razão. Não olhais para os acontecimentos individuais nem avaliais que acção na realidade envolverão, por poderdes criar a mesma acção por razões diversas. Podeis realizar diferentes acções subjectivamente, mas traduzi-las em termos objectivos da mesma maneira.

GAIL: Eu tenho uma pergunta que se enquadra mais ou menos nisso. Quanto ao facto de termos personalidades e de as integrarmos, tenho consciência de memórias corporais e de acções inerentes a cada uma agora mesmo, e nessa medida, queria também saber se teremos a capacidade de recordar acções simultâneas focadas no físico e lembranças objectivamente agora.

ELIAS: No âmbito da acção dos vossos outros focos.

GAIL: Bom, submetendo-nos aos Encontros Transfocais (Regressão de memória às chamadas Vidas Passadas), não conseguiremos isso?

ELIAS: Correcto.

GAIL: Mas temos consciência objectiva disso neste foco.

ELIAS: Correcto.

GAIL: Não conseguiremos isso sem nos submetermos a um Encontro Transfocal?

ELIAS: Conseguis.

GAIL: Muito bem. Se praticarmos o exercício, isso ajudar-nos-á a obter uma maior consciência das acções a recordar?

ELIAS: Ajuda, porque, ao vos familiarizardes mais e ao tomardes uma maior consciência da claridade particular que tendes neste foco particular, também vos permitireis a capacidade de diferenciar outros estímulos. Ao serdes afectados e outros elementos influenciarem este foco, detendes a capacidade de identificar essa acção se obtiverdes clareza no foco particular. Se compreenderdes e conhecerdes com clareza o foco que tendes, devereis conhecer intimamente todos os seus elementos. Por isso, também disporeis da capacidade de identificar quais deles não sois, por assim dizer.

GAIL: Se o exercício nos ajuda, se também trabalharmos os nossos centros de energia isso não nos ajudará com respeito a isso?

ELIAS: Ajuda, por vos familiarizardes com todos os vossos elementos.

GAIL: Obrigado. (Pausa, durante a qual a Cathy e a Jene começam ambas a falar)

CATHY: Pergunta.

JENE: Não, Shynla, Pergunta lá tu! (A rir)

CATHY: Eu não ia perguntar isso! (O quê, Cathy?)

JENE: Nem sequer sei como formular a pergunta, por isso, faz o favor de me sondar e de responder, importas-te? (A rir) Sinto este interesse pela transição e sinto curiosidade em relação ao critério empregue no movimento da transição, quer no sentido de nos voltarmos a manifestar quer do de passarmos além. Existirá algum critério? Estou a pensar no facto do Scott ter partido aos onze anos de idade e da energia ainda se achar dispersa. Ainda experimento a sua energia num tipo de direcção espalhada por áreas distintas. Existirá algum critério para o movimento na transição? Existirá, vou utilizar este termo, um período de tempo? Existirá “algo” que se mova durante a transição? Saberás o que estou a tentar dizer?

ELIAS: Não existe nenhum intervalo de tempo.

JENE: Muito bem. Bom, eu estou ciente disso, só que é o único modo que conheço para explicar aquilo que busco conhecer neste momento.

ELIAS: Portanto, vós percebeis uma estrutura de tempo e referes onze anos, o que te parecerá um período de tempo significativo. Na área de transição do foco não físico, isso não assume o mesmo aspecto; apesar de ainda sustentardes consciência objectiva em variados graus. Por isso, um elemento de tempo ou sensação de tempo também pode ser identificado, só que de modo diferente daquele que identificais, por existir igualmente um influxo de tempo simultâneo. O passado e o futuro sobrepõem-se, mas como os indivíduos continuam a ter consciência objectiva, a compreensão que têm da simultaneidade do tempo não é o que designaríeis como completa. Por isso perspectivam parcialmente um movimento de tempo, diferentemente de vós, mas também percebem a sobreposição do passado e do futuro. E isso pode tornar-se factor de confusão.

Agora, no vosso elemento do tempo, tal como no caso da comparação, já vos referi que o vosso elemento de tempo representa um abrandamento na consciência, a criação duma densidade que passa a ser desenvolvida para experimentardes. Na consciência não física, esse aspecto de tempo deverá parecer mais acelerado. Por isso aquilo que encaras como um período de onze anos pode representar onze minutos para a consciência do indivíduo, por ser assim tão acelerado.

Quanto ao método do movimento, não existe método nenhum. Cada foco individual experimenta a transição individualmente, por cada um de vós se voltar para as suas próprias crenças. Isso depende igualmente do vosso desejo e da intenção que tiverdes na escolha de voltardes a manifestar-vos ou não.

Se escolherdes não voltar a manifestar-vos, a vossa acção será diferente; porque se escolherdes voltar a manifestar-vos, não se revelará necessário passar as crenças todas em revista, porque ides dar continuidade a algumas crenças em outros focos.

Isso não implica nenhum Carma! Vós não “carregais nenhuns elementos maus nem perversos” convosco. Continuais a ater-vos às crenças, no decurso da vossa escolha de não interromperdes o vosso ciclo do enfoque físico.

Com a escolha de não voltardes a manifestar-vos, a acção já se revela diferente, por optardes por passar todos os sistemas de crença físicos em revista. Isso inclui não só esta dimensão e período de tempo como as crenças todas inerentes a todos os vossos focos, o que pode representar um feito e tanto, dependendo dos vossos focos.

Se vos focardes fisicamente em muitas direcções ao mesmo tempo, haveis de abrigar imenso número de crenças. Em simultâneo, também tentais - uma vez na transição - como esse indivíduo fez, atacá-las a todas de uma só vez; apesar de essa constituir a abordagem mais difícil, conforme no foco físico tendes consciência de que, quanto mais arduamente tentardes, mais dificilmente o alcançareis. Quanto mais forçardes, menos avançareis. A esse mesmo respeito, se encarardes todos esses focos e todas essas crenças como precisando ser acatadas e ultrapassadas, estareis de facto a realizar o mesmo tipo de movimento; a forçar-vos de encontro à parede, e a não vos permitirdes liberdade de movimento. (Pausa)

Ao consentirdes essas crenças, e ao admitirdes e aceitardes todos os aspectos da mente objectiva, sem juízo crítico, vós passais a aceitar e a conceder a vós próprios a liberdade de movimentos na transição; representando isso igualmente a acção que também adoptais presentemente no foco físico, porque no início, a acção da mudança e da transição assemelham-se bastante.

A escolha nem sempre é definida no momento em que o indivíduo se desloca dum foco em particular. A escolha por vezes é estabelecida mais tarde, nos vossos termos. Em muitos aspectos, tal como declarei previamente, muitos não entendem a área de transição, por prosseguirem na consciência objectiva que tinham. Nesse sentido, eles agarram-se ao pensamento físico. Não compreendem o simbolismo, a tradução, e prosseguem na crença de que o pensamento objectivo seja tudo quanto na realidade exista. Isso, igualmente de acordo com a escolha, pode exigir o que designais como um período de tempo de ajustamento.

Recorda-te da analogia que empregamos do nascimento no foco físico. Vós, por altura do nascimento e enquanto sois infantes, estais a ajustar-vos com o tempo. Estais a aclimatar-vos ao vosso novo ambiente. Grande parte da actividade que prevalece é subjectiva. A maior parte da vossa realidade é subjectiva em relação ao não físico, porque ser isso que recordais.

Do mesmo modo, ao passardes para o não físico, ao vos desprenderdes do corpo, também precisais aclimatar-vos a um ambiente diferente. Passais para uma área da consciência diferente em que precisais integrar-vos. Isso representa aquilo que designaríeis presentemente como um processo de aprendizagem. Na realidade, trata-se dum processo de recobrar o recordado. Permitis-vos recobrar a memória, mas no que designaríeis como a maioria dos casos isso não subentende uma ocorrência instantânea mas sim um processo, porque vós escolheis que isso represente um processo.
(Pausa)

JENE: Obrigado.



RETA: Posso fazer uma pergunta sobre isso? Ocorre-me pensar que tenhas dito que a mudança para este foco físico seja difícil; ou talvez, não propriamente difícil, mas uma transição procedente da subjectividade. Isso evidenciar-se-á em certas crianças que passam por dificuldades ao passarem para a objectividade, como a hiperactividade, ou o retardamento, ou algo do género? Isso evidenciar-se-á de uma forma física, por não ser capaz de proceder a um ajustamento rapidamente?

ELIAS: Quanto à tua pergunta, sim; evidencia-se. Quanto a esses modos específicos, não. Dão-se diferentes acções no foco físico que escolheis manifestar por essas diferentes experiências. Podeis observar naturalmente a acção que acabaste de referir nas crianças pequenas, se prestardes atenção às brincadeiras que têm. Se observardes os catraios, havereis de notar que a observação que eles fazem da realidade objectiva é bastante diferente da vossa.

RETA: Então as brincadeiras delas deverão ser onde primordialmente se poderá perceber isso.

ELIAS: Exacto; da forma mais óbvia. As crianças brincam ao reflectirem aquilo que conhecem. Podereis ver que os pequenos brincam aos polícias e ladrões. Nenhuma das crianças que participam nessas brincadeiras sente qualquer medo. Cada uma desempenha o seu papel e nenhuma procede a qualquer julgamento. E podem trocar de papéis: "Agora vou ser eu o ladrão e tu vais ser o polícia. Agora vou ser eu o polícia e tu o ladrão." Não procedem à menor distinção, por entenderem que não existem fronteiras. Experimentam a brincadeira na sua jovialidade objectiva, com o conhecimento e a confiança de terem as capacidades de desempenhar o que quer que escolherem. Por isso, podereis observar muitos elementos da actividade subjectiva nos pequenos. Na verbalização que utilizam, referem a presença de amigos invisíveis. Esses amigos não são imaginários, conforme percebeis que sejam. Apenas não percebeis aquilo a que assistis; por a imaginação constituir uma realidade.

NORM: Na mudança que se avizinha, as crianças passarão por uma experiência diferente ao se tansferirem pela transição do mundo subjetivo para o mundo objectivo. Será diferente. Na mudança, virá a ser diferente o modo como os jovens progredirão rumo ao mundo objectivo.

ELIAS: Eles já estão a começar. Haveis de notar diferenças nos catraios no vosso actual período de tempo.

NORM: A infantilidade deverá prosseguir por um período mais extenso de tempo.

ELIAS: Podeis assistir, em parte, com respeito a isso, embora não subentenda necessariamente o facto de a sua infantilidade se prolongar por um tempo extenso; mas permitem uma abertura da actividade subjectiva, e não alinham por muitas das crenças com tanta intensidade.

NORM: Poderemos ajudar nessa metodologia? Poderemos produzir um modo melhor de criar as crianças?

ELIAS: Podeis. Se desempenhardes a vossa função como “pequenos rebentos” (dar pessoalmente o exemplo sem se preocupar em mudar os outros) vireis a produzir crianças "melhores", embora não sejam melhores! (A sorrir, seguido de riso)

RETA: Crianças mais conscientes.

ELIAS: Elas apresentam-se naturalmente mais conscientes, nos vossos termos, subjectivamente. Isso representa o que designaríeis por evolução; não a evolução da forma física, mas a evolução do movimento da consciência, e a concessão de uma maior criatividade. (Pausa)

NORM: Existirão algumas escolas que reconheçam actualmente isso, com respeito à psicologia da criança? A minha filha está envolvida com esse tipo de coisa - a minha filha mais nova - e sente que alguns dos professores estejam encaminhados na direcção adequada.

ELIAS: Podeis assistir presentemente, ao longo do vosso planeta, à influência da consciência da escolha desta mudança; por já ter sido posta em marcha, e já estardes a criar no âmbito dessas probabilidades. Por isso, tudo quanto percebeis ao vosso redor reflectir-vos-á essa mudança. Já teve início. Existem provas concretas que podeis constatar presentemente, que confirmam esta mudança da consciência. Estais a criá-la, e como a estais a criar, estais a mudar a consciência de todos os elementos da vossa espécie. Por isso, isso reflecte-se na religião, na criação dos filhos, nas ciências, nos governos, nas vidas dos indivíduos; e tudo isso é influenciado pelo indivíduo. (Pausa)

NORM: Também me parece que os Índios Americanos devam per gozado de uma maior união e consciência entre o seu mundo objectivo e subjectivo, ou essência, do que qualquer dos conquistadores desses mesmos Índios tenham. Eles na verdade precederam-nos de muitas formas.

ELIAS: (A rir) Isso é divertido. Que certas culturas sejam melhores e outras sejam piores, conforme os termos que empregais de bom, de melhor e de pior. O que é muito curioso, é não perceberdes, conforme apresentei anteriormente, que o leão seja melhor do que o antílope, muito embora o leão vença e consuma o antílope. Não percebeis que o antílope seja melhor em razão da passividade que o caracteriza, mas equiparai-los, por se tratar simplesmente da natureza. Nesse mesmo contexto, vós na vossa espécie já instaurais uma forma diferente. Alguns conquistam e outros mostram-se passivos. Os propósitos que tendes são (simplesmente) diferentes.

(De forma bem-humorada) Percebeis que por estardes espiritualmente mais ligados, por obedecerdes a mais rituais e falardes com as outras espécies, sereis melhores, e encarais aqueles que não exibem tal comportamento como piores! Vós sois todos o mesmo. Escolheis diferentes propósitos por (razões que se prendem com) experiências distintas. Os vossos Índios Americanos não são melhores do que os vossos Barões da Industria. São diferentes. Os vossos Romanos não são piores do que os povos que conquistavam. Eles são todos iguais. Vós escolheis diferentes acções, por elegerdes diferentes experiências. Mas lembrai-vos igualmente, que nos debates que tivemos subordinados ao tema das contrapartes, vós tendes contrapartes em todas essas áreas. Por isso, não sois melhores nem piores do que - vós próprios! (Riso)

VICKI: Eu tenho uma pergunta sobre o propósito e as famílias da essência, com respeito à conversa que tivemos no intervalo. Tu referes-te a ti próprio como Sumafi, não é? (O Elias acena afirmativamente) Mas também sabemos que essas famílias da essência se aplicam ao foco físico. Assim, seria correcto supor que apliquemos esses termos a nós próprios nos termos do propósito que temos?

ELIAS: Correcto.

VICKI: Mas noutros focos existem outras famílias da essência...

ELIAS: ...ou bolsas de consciência que alinham umas pelas outras. Exacto. Para vossa compreensão eu refiro pertencer á Sumafi, por nas bolsas de consciência por que alinho na área da consciência que ocupo, isso ser passível de comparação; por o propósito ser o mesmo.

VICKI: Estarás a dizer que o propósito, no âmbito do alinhamento que tens nos mais diversos focos dimensionais, seja o mesmo?

ELIAS: Sim.

VICKI: Então, se estivesses a dirigir-te a uma sala cheia de pequenos seres esquálidos, o propósito que terias seria o mesmo. (O termo que usamos para descrever os alienígenas)

ELIAS: Seria. Vamos uma vez mais entrar nessa área dos vossos extraterrestres muito em breve, ao vos apresentarmos mais informação quanto a esse "fenómeno". (A rir)

RETA: Se tivesses que te tornar muito científico e explorar o universo, poderias facilmente localizar, só na Via Láctea, sessenta e cinco planetas semelhantes à Terra que poderiam abrigar habitantes, mas nas instruções que dispensas, é somente mais uma dimensão em que podemos focar-nos. Não será?

ELIAS: Correcto.

RETA: E eu posso encontrar-me por todo o universo...

ELIAS: ... em simultâneo.

RETA: Simultaneamente! E se, por exemplo, me interessasse por música, e isso correspondesse mais ou menos à arte que eu escolhesse, eu estaria a fazer isso em todas as dimensões? O propósito que teria seria o da arte ou o da música?

ELIAS: Não necessariamente.

RETA: Então, havia de produzir noutra... ainda não entendi isso tudo muito bem! (O Elias sorri) Mas não acreditas que eu fosse sempre Sumari em todas essas dimensões, e tendesse principalmente nessa direcção?

ELIAS: Não. Essas famílias da essência, conforme declarei, são relativas a esta dimensão. Elas são relativas a esta área da consciência.

RETA: Então nesses outros locais do universo existirão outras famílias da essência, mas eu encontrar-me-ei lá.

ELIAS: Correcto. A designação poderá diferir, mas os propósitos serem os mesmos. Os alinhamentos podem ser passíveis de comparação. O que não quer dizer que venhamos a interagir com diferentes essências em diferentes dimensões, por todos ocupardes todas essas dimensões. A designação pode diferir. O propósito é o mesmo. Os alinhamentos são passíveis de comparação. O que não quer dizer que interajam com diferentes essências em diferentes dimensões, por todos ocupardes essas dimensões todas. Por isso, atravessais. Por isso, aqueles com quem interagis e que intersectais numa dimensão, também encontrareis numa outra dimensão. Há ligeiras alterações das famílias ou bolsas de consciência, por se apresentarem alterações nos propósitos e nos desejos, conforme os focos físicos.

NORM: E deve existir um número incontável delas.

ELIAS: Correcto.

NORM: E estão continuamente a ser criadas. Não será verdade?

ELIAS: Correcto.

NORM: Nós, enquanto essências criamos universos novos.

ELIAS: Por assim dizer.

RETA: Disseste que provavelmente encontraríamos ou contactaríamos os mesmos... Por exemplo, eu e o meu marido estaremos relacionados aqui, o provável é que em todas as dimensões também estejamos também relacionados?

ELIAS: Não necessariamente em todas.

RETA: Mas em muitas.

ELIAS: Mas poderás escolher muitas, assim como poderás escolher poucas! (A sorrir)

RETA: Mas a escolha é definida na essência, na família da essência, por todas estas coisas que pretendemos fazer, ou estamos a fazer no presente. Por isso, se escolher quatro entre um milhar, ou mil entre um milhar, isso ficará ao critério da minha escolha.

ELIAS: Correcto.

RETA: Mas faço isso no âmbito dessa família da essência a que pertenço?

ELIAS: Não. Escolhes intersectar uma bolsa de consciência que designamos por família da essência. Isso depende da escolha que definires. Não é designado da mesma forma em cada foco.

RETA: Então defino essa escolha a fim de me posicionar nessa família da essência. Tenho que recuar ao meu tempo. Enquanto consciência separada, algures lá no espaço, estabeleço a opção de alinhar por essa família da consciência particular. Onde me encontrarei por essa altura? Caramba! Estou a perder o meu espaço!

ELIAS: (A sorrir) Cada foco elege o seu próprio propósito e desejo, escolhendo desse modo a aliança com uma família da essência individual. Na escolha dessa família da essência, também poderá escolher alinhar por uma outra família da essência num foco individual. Podeis escolher alinhar continuamente por uma família da essência, mas geralmente não o fazeis.

RETA: Mas eu enquanto consciência separada procedo a essas escolhas, antes de me tornar parte de qualquer desses alinhamentos ou famílias.

ELIAS: Não. Cada foco escolhe por si só.

Podeis optar por um intervalo, assim como podeis optar por terminar.

JENE: Intervalo.

ELIAS: Muito bem.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos de novo!

JIM: Eu tenho uma pergunta ou um pedido de informação adicional, informação de segundo plano respeitante à situação da semana passada, após o encontro de Domingo à tarde e a seguir no que transpirou no resto do dia. Gostaria de compreender um pouco melhor essa expressão na sua globalidade. (Eles acabaram por abater um animal)

ELIAS: Que comunicação tinhas com essa criatura?

JIM: Inicialmente, a comunicação que tinha era a de que a criatura queria estar mais envolvida connosco. A Borloh acolheu a informação de que esta criatura não desejava permanecer focada no físico nos termos da existência que levava, e que desejava passar do foco físico para o não físico. A impressão que obtive, ao lhe ceder energia, foi de chegar a um ponto em que senti que essa expressão estaria mais envolvida com o não físico, que era mais acolhida de uma forma não física.

ELIAS: Por que razão tiveste dificuldade em aceitar a mudança?

JIM: Por causa da crença que tenho dessa mudança para o não físico representar uma morte, e de isso não ser uma coisa agradável, suponho. Mas também me fez ver que esse animal não tinha medo. O animal aceitou a expressão, e não a encarou como tal.

ELIAS: A comunicação foi estendida no sentido da permissão da interacção que tiveste na realização desse movimento, mas tu não aceitas essa comunicação.

JIM: Eu quero. Se a passar em revista e perceber e aceitar mais, eu aceitá-la-ei.

ELIAS: Tens a crença de teres cometido uma coisa errada. Se, no âmbito das crenças que tendes, um indivíduo da mesma espécie te comunicasse um desejo de ajuda por esses mesmos termos, não apresentarias nenhuma crença em contrário.

JIM: Verdade.

ELIAS: Tu tens a crença em contrário, por não confiares na comunicação. Essa criatura não se te dirige por palavras. Por isso, não confias na transmissão da energia que recebes.

JIM: Estou ciente disso. (Pausa prolongada) Creio que vou rever a situação. Não consigo neste momento dizer o que essa comunicação realmente compreenda.

ELIAS: Recorda a interacção que tivemos na semana passada, e as instruções que te demos no sentido de atenderes e confiares em ti.

JIM: Está bem, eu vou fazer isso.

ELIAS: Nessa medida, confia em ti e na identificação que fizeres de outros elementos no âmbito da consciência; tal como na concessão da confiança pessoal, isolaste a área afectada do Lawrence, recebendo desse modo comunicação no âmbito da energia. Desse mesmo modo, recebeste a comunicação da criatura quanto ao desejo que tinha. Desconsideraste essa comunicação, por não confiares em ti próprio e na interpretação que fizeste. Se uma pessoa individual se te dirigir em termos verbais e te disser: "Desejo que me ajudes a interromper o meu foco físico," aquiescerás a esse pedido, no âmbito das crenças pessoais que tens. Quando a criatura te comunicou esse mesmo pedido, não o admitiste, por não teres acreditado na interpretação que fizeste. Não confiaste na comunicação. Acreditaste tratar-se de uma comunicação que tenha brotado do desejo que tinhas. Por isso, desconsideraste-te.

JIM: Nesse caso, a interpretação que a Borloh fez foi acolhida com uma menor distorção. A percepção que teve foi recebida com uma maior clareza.

ELIAS: Agora, vê essa interacção, por eu te ter dito que a comunicação e a cedência de energia deviam fluir em conjunto.

JIM: Isso é o alinhamento de que falaste.

ELIAS: Mas quando eu te disse para pedires uma cedência de energia da parte da Borloh, tu condescendeste, mas ao mesmo tempo estavas a ensaiar a acção que referi inicialmente, por escolherdes papéis invertidos, por assim dizer, e desconsiderardes e não confiardes nessa expressão. A acção de contraparte inversa; foi isso que eu te disse para notares.

JIM: Absolutamente. Muito obrigado. Agradeço igualmente o exercício que me deste nesse dia. Foi uma experiência que jamais esquecerei!

RETA: Eu tenho uma pergunta sobre o ensino que estás a praticar. Em muitas áreas, percebemos que essa mudança esteja a suceder, e com os mesmos debates que o Seth teve, que tu tiveste; existirão por aí muitos mestres que estejam a fazer o mesmo neste presente momento junto de grupos tais como nós, ou haverá somente um ou dois que estejam a ensinar em simultâneo?

ELIAS: Está muita acção a decorrer relativamente a esta mudança da consciência em simultâneo, presentemente. Quanto a esta expressão particular da acção que empregamos, não muitos.

RETA: Mas há alguns. Terão todos esses mestres tal como tu sido ensinados pelo Seth ou trabalhado com o Seth, a fim de produzirem essa mudança?

ELIAS: Não.

RETA: Mas esses mestres que ainda estão a ensinar, estarão todos a ensinar o mesmo conceito da mudança?

ELIAS: Correcto.

RETA: Por todo o nosso globo?

ELIAS: Sim. Na expressão deste fenómeno particular, conforme foi afirmado, isso não é comum; embora eu também tenha declarado que no âmbito da consciência, muitos estejam a ensinar por aspectos diferentes. Estão muitos elementos presentemente a ter lugar com respeito à vossa mudança que podeis encarar como um fenómeno inusitado. Alguns podereis perceber como não inusitados. Outros podereis ver como bastante naturais, ao avançardes para áreas mais cativantes em meio às crenças estabelecidas que tendes. Já falamos sobre isso anteriormente, com respeito aos indivíduos que se preocupam com o vosso planeta, a vossa ecologia. Esses indivíduos obtêm uma maior consciência do entrelaçado que existe entre vós e do que encarais como a natureza, e da ausência (da existência) de separação entre esses elementos.

O movimento tem lugar de muitas formas. Conduzis-vos à experiência com que beneficiareis de uma forma mais eficiente, e àquilo a que prestareis atenção. Alguns conduzem a si pequenos seres esquálidos, (a sorrir) por isso lhes captar a atenção, e os fazer prestar atenção. Outros escutam essências tais como a minha. Muitas essências apresentam igualmente informação, não desta forma, mas de uma forma que se fará útil.

RETA: Dirias que estejamos a alcançar a Região 2 a fim de obtermos informação igualmente destinada a esta mudança?

ELIAS: Subjectivamente, sim. Todas as vossas criações da Área Regional 1 têm origem na Área de Consciência 2.

RETA: E nessa área, mais nos estará a ser apresentado sobre a mudança para prestarmos atenção?

ELIAS: (Faz uma pausa) A mudança é realizada na Área Regional 2. Por isso, conduzis-vos à manifestação e realização que fazeis na Área Regional 1.

RETA: Em razão dessa multiplicidade de formas que referiste.

ELIAS: Correcto.

NORM: Há quatro formas diferentes que pensamos; a política, a religiosa, a emocional e o processo do pensar. Elas virão a permanecer na mesma após a mudança? Continuarão, ou sofrerão alterações no número daqueles que estejam a... Passará a existir mais gente que pense nos moldes do tipo de foco religioso por essa altura?

ELIAS: Não. Esses elementos da essência continuarão no foso físico, mas isso consiste sempre numa opção do que manifestardes. Escolheis a forma de o manifestar, e a forma como o expressareis.

NORM: Ao voltarmos a manifestar-nos, será frequente que passemos por todas elas?

ELIAS: Podeis, se o escolherdes, mas esse não é necessariamente sempre o caso. Muitas essências optam por manifestar o mesmo modo nos seus focos, e escolhem porventura um foco que manifeste um elemento diferente de consciência; mas isso também não é necessário, por terdes contrapartes que contribuem para a vossa experiência. Por isso, se optardes por vos manifestar num elemento físico da essência, não "perdereis" a experiência dos outros elementos, por os experimentardes por intermédio das contrapartes que tendes.

CATHY: (Para o Norm) Oh, diz tu!

NORM: Qual será o meu processo de pensamento?

ELIAS: Em que elemento te focarás? (A sorrir)

NORM: Sim.

ELIAS: Dir-te-ei que ambos estes novos indivíduos se expressam por intermédio do foco emocional.

RETA: Fixo surpreendida. (Para o Norm) Não fico surpreendida em relação a mim própria, mas em relação a ti!

ELIAS: Pensais automaticamente que se exibirdes uma maneira de pensar lógica e racional, sejais um indivíduo que tenha um foco tipo pensamento. Eu digo-vos que existe uma diferença espantosa entre um indivíduo focado no pensamento e um indivíduo focado no emocional; por aqueles que se focam no pensamento não expressarem a emoção do mesmo modo que os focados no emocional. Eles não reagem à experiência, geralmente, por intermédio da emoção, mas por intermédio do pensamento. O que não quer dizer, conforme foi declarado anteriormente, que os indivíduos focados no pensamento não experimentem qualquer emoção. É somente no sentido da expressão que experimentam pouca emoção.

NORM: Nos processos do pensar, sei que quando estou a falar, muitas vezes tenho dificuldade em captar uma palavra, mas retenho a imagem, um gráfico pictórico. Será essa igualmente a diferença que existe entre um indivíduo e outro, o facto de pensarem por palavras ou pensarem por imagens?

ELIAS: É.

NORM: E isso apresenta-se num misto em relação a toda a gente?

ELIAS: Apresenta.

NORM: Nesse caso, eu serei um pensador emocional e pictórico. Será isso o que eu sou? (Riso)

ELIAS: Caso optes por te veres desse modo!

NORM: Mas posso escolher, posso verdadeiramente escolher expressar-me, ou pensar por palavras em vez de o fazer por meio de imagens?

ELIAS: Isso é um indicador do que vos expressei previamente como os vossos sentidos interiores, que deverão revelar-se de uma forma mais distinta em certos aspectos. Alguns deverão experimentar um maior sentimento. Por isso, podem interpretar em termos do que classificas como imagens mentais, que não são retractos. Outros têm o dom visual. Vêem quadros mentais, como se estivessem a assistir a uma tela de cinema. Outros escutam sons. Outros vêem palavras. Isso são tudo diversas manifestações dos sentidos interiores.

Cada um de vós possui um sentido interior que desenvolve mais naturalmente do que os outros sentidos interiores, tal como desenvolveis mais certos sentidos externos do que outros. Alguns possuem um sentido altamente desenvolvido do olfato. Outros poderão ter um sentido de audição altamente desenvolvido. Tu podes ter um sentido interior visual altamente desenvolvido, ou até esta altura altamente desenvolvido. Os vossos psíquicos associam termos psíquicos a esses sentidos interiores, que podeis reconhecer como “clarividente” e “clariaudiente”. Isso são designações de sentidos interiores que naturalmente todos possuem. Cada um desenvolve os seus sentidos interiores do modo mais eficiente e a que prestarem mais atenção. Alguns indivíduos têm um dom muito visual. Por isso, também tendem a desenvolver sentidos interiores visuais. Outros inclinam-se mais para a audição ou para as palavras, em razão do que também desenvolvem uma audição interior.

NORM: Obrigado.

CATHY: Eu tenho uma pequena pergunta relacionada com um sonho. Que representarão todos aqueles pequenos seres que me aparecem nos sonhos? Que se passará? E não esqueçamos os pequeninos póneis minúsculos! (Riso) E a Vicki também teve alguns.

ELIAS: (De forma bem-humorada) Imagens muito, muito reduzidas! Minha nossa, Shynla. De que será isso expressão?

CATHY: Estás a perguntar-me a mim??? Pequenas crenças minúsculas? (Riso geral)

ELIAS: (A sorrir) Ou talvez crenças muito expressivas, E uma confiança muito reduzida!

CATHY: Oh, não! Ah, mano! Isso é especial! (Elias está às gargalhadas)

JENE: Gostava de verificar um impulso que tive na semana passada, no Domingo, no Sábado, e na Quarta-feira, quanto à família da essência da Rosa. (Pausa)

ELIAS: E depois?

JENE: Gostava de saber se o impulso que tive seria acertado, e se eu estaria rodeada por essa família da essência nesses dois dias em particular.

ELIAS: Isso, vou-te dizer a título de distinção, constitui uma impressão. Uma impressão consiste numa forma de saber.

JENE: Bem, pensei que sabia. Só estava a verificar!

ELIAS: Correcto. Um impulso constitui uma incitação à acção.

JENE: Bom, eu senti-me incitada à acção na Quarta-feira, de modo que obedeci. Isso ajudou-me em relação à impressão.

ELIAS: Isso é um pensamento! Um impulso não é necessariamente acompanhado por um pensamento ou um sentimento. É uma incitação íntima à acção, que não está relacionada com o pensamento nem a emoção, embora subsequentemente possas traduzi-lo por um pensamento ou uma emoção; mas inicialmente, não é nada disso.

JENE: Muito bem. Óptimo! (O Elias começa a rir)

ELIAS: E às voltas lá segues tu, no teu carrossel, sem parar!

JIM: Eu tenho uma pergunta rápida sobre um sonho que tive com as três pessoas na praia. Disseste que elas constituíam aspectos. Poderiam esses indivíduos igualmente ser definidos como facetas, ou seriam principalmente aspectos?

ELIAS: Um.

JIM: É uma faceta. Então um desses indivíduos esteve em ambos os sonhos que tive; na praia, e quando me estavam a elevar o ânimo, certo? (O Elias acena na afirmativa) Está bem, vou voltar a sonhar. Obrigado.

NORM: Terei compreendido, em algumas das sessões que li, que a maioria daqueles que aqui se encontram tenham nascido na primavera? Pelo menos, alguns de nós nasceram na primavera, no que chamaríamos de signo de Carneiro. Será isso aqui comum? Isso quererá dizer que eu tenha sido bastante preconceituoso. A minha mulher e eu somos ambos Carneiro, e isso foi escolha nossa, mas que significado terá para nós?

ELIAS: O facto de terdes escolhido nascer nessa altura do vosso calendário anual! (A sorrir, seguido de riso)

NORM: Quando se voltam a manifestar, as pessoas tenderão a fazer o mesmo, nascer nessa mesma altura do ano?

ELIAS: Não necessariamente! (Riso)

GRUPO: (Em uníssono) A menos que o escolham!

JENE: Se gostasses de ser esquizofrénico, tu podias ser Gémeos, da próxima vez! (Desatamos todos a rir novamente)

NORM: Só senti curiosidade!

CATHY: Muito bem. Então para além do exercício da clareza, haverá mais alguma coisinha em que me possa focar esta semana, de modo a poder, porventura, ter mais confiança em mim? Eu vou para este pequeno emprego que tenho, e passo-me como de costume. Um pequeno ponto de referência que me possas dar? (O Elias está a sorrir) Qual? O que é?

RON: Tenta descobrir quem é realmente a Sue! (Riso geral)

CATHY: Pára com isso, Ron! (Novamente a rir!)

ELIAS: (Igualmente a rir) Contraparte de um Africano! (A esta altura perdemo-nos de riso) Oh, peço desculpa. Uma contraparte que brotou de uma fragmentação! (Outra gargalhada profunda) Oh, Shynla! Tu pedes métodos, mas eleges os métodos com que já te sentes satisfeita! Escolhes manifestar essa ansiedade que experimentas repetidas vezes, por te conferir prazer, não é?

CATHY: Bem, deve ser!

ELIAS: Por te entreter!

CATHY: Devo sentir-me aborrecida. As gémeas criam conflito. Eu crio ansiedade.

ELIAS: Mas podes facilmente escolher de outro modo. Só que preferes não o fazer. Escolhes continuar nessa manifestação. Isso permite-te desviar a atenção de ti!

CATHY: Oh! Deixa-te disso!

ELIAS: Percebe que podes manifestar apreço por ti própria e receber a mesma atenção. E se tentares esse experimento de manifestares apreço por ti própria e pelo que consegues, poderás descobrir que poderás desfrutar mais da atenção que tens com respeito a isso do que desfrutas da atenção que tens devido à ansiedade que sentes.

CATHY: Está bem! (De forma sarcástica)

ELIAS: Também te devo acrescentar - caso optes por dar atenção - que fica ao teu critério. (Pausa, durante a qual a Cathy acena com a cabeça em sinal de concordância) Muito bem. Isso também representa uma manifestação do inverso do orgulho. Nas crenças que tens, acreditas que não seja muito bom ser muito bom!

CATHY: Ah. Ai sim? (Riso nervoso)

RETA: Nós fazemos isso a nós próprios. Não nos permitimos...

ELIAS: Por isso, embora creias que sejas bem-sucedida na actividade que exerces, acreditas que a expressão disso não seja boa, em razão do que manifestas ansiedade.

CATHY: Bem, tenho que concordar com isso. Só nunca pensei nisso nesses termos.

ELIAS: (De modo propositado) Não existe nada de errado com a admissão da tua realização. Tu és um ser perfeito. (A esta altura a Cathy faz uma careta horrenda, e o Elias abana a cabeça para a frente e para trás)

RETA: Aí está, isso magoa, não é?

CATHY: Muito bem ... (A esta altura ela já só sente vontade de se sumir)

ELIAS: Mas cá continuamos nós a tratar da Shynla!

CATHY: Está bem ... (Ela já só sente vontade de que ele pare)

ELIAS: (Com firmeza) Tu és digna. Não é arrogância manifestares consideração por ti própria.

CATHY: Está bem, já entendi.

ELIAS: Não entendeste, não! (Desatamos todos a rir novamente) Mas hás-de entender! Vamos prosseguir, pobre Shynla! (A sorrir, seguido de uma pausa) Muito bem. Vou interromper por esta noite.

RETA: Obrigado pelo tempo que te tomamos. (Não existe tempo, Reta!)

ELIAS: Não tens de quê. Voltarei a interagir convosco muito em breve. Esta noite, vou-vos endereçar a todos um afectuoso au revoir.

Elias parte às 9:52 da noite.

Nota da Vicki: Eu intitulei esta sessão "Não Existem Regras" por esse ser o tema da sessão, na minha opinião. Gostaria de dizer ao Norm e à Reta que muitos de nós, eu própria principalmente, tentamos condensar este material em declarações generalizadas em torno das quais possamos desenvolver novos sistemas de crenças. Mas jamais funciona! Conforme o Ron eloquentemente disse: A única regra é que não existem regras!

© 1996 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


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