sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"MUDANÇA/CURA/ACEITAÇÃO"





Sessão 196
“A Acção Empática”
Domingo, 20 de Julho de 1997 (Grupo)
Tradução: Amadeu Duarte 

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), David (Mylo), Cecelia (Sari), Tom (James), Gail (William), Bob 1 (Siman), Drew (Matthew), Norm (Stephen), Reta, (Dehl), e o Bob 2 (Falon)

Elias Chega às 6:47 da tarde. (O tempo foram 7 segundos)

ELIAS: Boa noite. Primeiro, vamos dar atenção ao nosso jogo!

...

ELIAS: Muito bem. Continuando com a nossa conversa sobre a mudança, deixo esta noite ao vosso critério, por muita mudança se estar a dar no âmbito do movimento que todos vós estais a notar. Por isso, com relação às experiências por que passais, vou-vos estender o vosso período de perguntas e respostas de forma a ajudar-vos na vossa mudança.

DAVID: Estás aberto às perguntas? Muito bem! Esta é uma pergunta um pouco carregada, pelo que te peço que me atures, por a ter redigido. Poderias estender alguma informação que possa ser benéfica para os muitos pais, mães, irmãos, irmãs – que perderam um parente próximo vitimado pela terrível doença da SIDA? Há um enorme tabu a rodear essa doença em particular que muitas das nossas igrejas e estabelecimentos do género estão a distorcer, por estar a assistir ao desenvolvimento de um sistema de crenças ainda mais vasto. Por isso, se pudéssemos cortar o mal pela raiz, como quem diz, então talvez estivéssemos a fazer justiça a nós próprios. Sim, há muitos que nos seus corações sabem que essa não é uma doença discriminativa. Ela pode atingir qualquer dos sexos. Todavia, chamemos-lhe ignorância ou seja o que for, há muitos que optam por acreditar noutra coisa. E para além da informação a que a nossa sociedade tem acesso presentemente, isso não parece oferecer o menor conforto aos enlutados. Talvez se soubessem que os seus entes queridos não sofreram nem morreram em vão, por assim dizer, eles entendessem a causa dessa doença nos termos de representar uma opção de experiência que os indivíduos elegem. Portanto, eu acho que lhes podemos apresentar alguma verdade relativa a tal doença, em vez da versão distorcida de que dispõem presentemente. E se estará a chegar alguma cura para breve, sim?

ELIAS: Eu já me dirigi a esse tema anteriormente, e sugeri a razão para a criação disso. Tu poderás apresentar às pessoas que vires que estão a padecer dessa suposta perda de alguém ligado a eles - embora não exista perda nenhuma - que isso foi criado como um manifesto de massas. No âmbito de um acordo, e em diferentes períodos na vossa história, as essências colectivamente escolheram criar o que podeis perceber como efeitos físicos devastadores. Isso capta-vos a atenção. As vossas sociedades prestarão atenção se colectivamente e em massa criardes uma acção qualquer que perceberdes em termos desagradáveis. Nessa medida, como estais a passar para a vossa Mudança, dá-se um maior reconhecimento e aceitação de que a essência não comporta qualquer sexo; isso consta unicamente de uma criação da dimensão física, dotada do objectivo da experiência. Assim, foi acordada uma declaração de massas destinada a uma informação global, para instruir as pessoas de que isso que encarais como descriminação é desnecessário. Vós não tendes diferenças.

Podes sugerir a esses indivíduos que vós todos, ao optardes por entrar neste ciclo da manifestação nesta dimensão física particular, concordais manifestar-vos três vezes pelo menos, pela experiência da orientação sexual. É um elemento íntimo desta dimensão e da manifestação que tendes nela. Nessa medida, e em reconhecimento do facto da essência não comportar género, essa declaração foi criada em massa de forma bastante similar à das vossas pragas de outrora com o objectivo de esclarecerdes as sociedades e o público quanto a condições que são julgadas actualmente como desnecessárias e inadmissíveis. Por isso, as pessoas optam pela criação dessa doença, e escolhem desprender-se do foco físico em ligação com essa doença. Foi propositadamente orquestrado, e por altura do começo da vossa mudança, intencionalmente.

Quanto à questão da sua cura: Uma cura, nos vossos termos, para essa doença, não deverá surgir antes que o objectivo tenha sido cumprido.

DAVID: Então não apresentas nenhuma altura?

ELIAS: Conforme podeis constatar presentemente se olhardes para o vosso planeta e a resposta que dá a esse evento de massas, o objectivo não foi conseguido, embora um certo avanço tenha sido conquistado. Nos vossos termos, está a gerar um despertar.

DAVID: Nesse caso, estaremos à espera que muitos mais milhões de pessoas morram vitimados por essa doença?

ELIAS: Actualmente, no âmbito das probabilidades elegidas, sim. Lembra-te também de que isso constitui uma escolha, e um simples movimento de emergir para uma outra área de consciência. Por isso, não apresenta aspecto negativo nenhum.

DAVID: Eu aceito o facto de se tratar de uma escolha, mas são os pais, as mães e os pais que têm esta barreira desta coisa gay, que estão a causar uma imensa dor no seu íntimo por pensarem que o seu filho ou filha seja gay, e assim trouxeram uma enorme dor a eles próprios em relação à aceitação do facto. De modo que muitos desses filhos que eu conheço foram despejados porta fora por os pais pensarem que isso seja simplesmente repugnante. Não foram sequer capazes de dizer, “Tu és meu filho.”

ELIAS: Mas isso também suscitou uma enorme atenção em relação ao assunto. Não estais fisicamente a experimentar um tal secretismo objectivo em relação a essa área por estardes a avançar e já existir uma maior aceitação, embora à percepção que tendes por vezes não parecer estar a suceder. Na realidade milhares e milhares de indivíduos estão a conseguir aceitar mais essa situação e opção do que o fizeram no passado.

DAVID: Tenho que concordar com isso. (Pausa)

CATHY: Deixa-me tentar. Isto tem que ver com a aceitação, em relação à qual não creio estar a conseguir aceitar muito o modo como as pessoas estão a criar a sua realidade exatamente agora! Provavelmente o último pormenor terá sido um telefonema que tive esta manhã em relação a uma amiga minha que está... bom, não estou certa, mas suspeito que esteja novamente a manifestar o cancro de novo, e acho que a reacção que tive hoje foi muito idêntica à que tive há três anos quando ouvi falar nisso. Portanto, que terás a dizer em relação a isso?

ELIAS: Examina, Shynla para ti própria: Que elemento representa para ti uma ameaça no que os outros criam em relação à sua realidade? O elemento que representa o problema mais proeminente ou importante para ti é o que está ligado ao que se apresenta como estranho, desconhecido. Todas as coisas, todas as acções, todos os conceitos, todos os pensamentos, todas as sensações que vos sejam estranhas são inaceitáveis. Esse é um problema que escolheste examinar e estás a apresentar a ti própria com muitos exemplos objectivos e em muitas áreas pessoais, assim como no que vês como área exterior a ti. Percebe que nenhuma dessas coisas na realidade te ameaça; facto esse que é parte daquilo em que nos focamos presentemente, com a mudança. É um elemento básico da vossa natureza. Por isso, não é preciso ter medo da mudança. Vós criais isso continuamente. Não é preciso experimentardes conflito, e conflito num extremo a ponto de criardes doenças físicas! (A sorrir) Não vejas isso também como um aspecto negativo. Apresentaste a ti próprio uma oportunidade de examinares um problema marcante em ti, e se não estivesses a identificar e a acompanhar isso, também não terias criado elementos objectivos que pudesses constatar em termos físicos. Isso representa um indicador para ti de estares a começar a dar os teus passos. Também representa uma indicação do vigor que o problema e a crença tem, que se baseia no temor em relação aos elementos estranhos.

CATHY: Muito mais do que a aceitação do modo como os outros criam a sua realidade?

ELIAS: Isso seria a vossa interpretação, o que é fácil de ver; falta de aceitação da criação que os outros fazem da sua realidade. Mas subjacentemente, interroga-te: Por que razão não aceitareis a criação que os outros fazem da sua realidade?

CATHY: (Suspira) Por que razão tenho tanta coisa subjacente? Deus! (A rir, enquanto o Elias começa a sorrir) Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

GAIL: Eu também tenho uma pergunta. Tenho vindo a criar um tipo qualquer de incómodo nas minhas mãos, e gostava de saber por que razão estarei a fazer isso. Tenho vindo a tentar pensar nisso, e não consigo realmente ligar isso a nenhuma coisa específica.

ELIAS: Isso constitui um aspecto de resistência. (Para a Vicki) Nota a interferência! (O Elias tinha vindo a apresentar uma dificuldade em pronunciar as palavras)

GAIL: (Risadinhas) Ah, ela interferiu! (Pausa)

ELIAS: O propósito que tens não assenta necessariamente no sentido da cura, embora tenhas capacidades naturais, e no objectivo e intenção que tens de ser útil, estás a expressar mais essa acção. Nessa medida também manténs uma (atitude de) resistência, por esse não ser o sentido do propósito que tens. Por isso, manifestas uma expressão física. (A esta altura, o Elias volta um olhar de exaspero para a Vicki, e a Gail desata a rir) Desculpa! Vamos fazer um intervalo para reajustar, de modo a podermos descartar esta interferência actual, e já continuaremos com os vossos questionários.

INTERVALO

ELIAS: Continua.

GAIL: Eu tenho uma pergunta que se prende com isso. O Tom sugeriu ou pensou que tenhas dito que eu estava a resistir a alguma coisa?

ELIAS: Apenas ao sentido da cura.

GAIL: Muito bem. Nesse caso, posso fazê-lo caso queira lidar com as dores nas minhas mãos e...

ELIAS: Assim que reconheceres dentro de ti que optas por te envolver nesse acto, mas sem confundires necessariamente com a direcção e a aceitação que fazes disso, as sensações físicas deverão dissipar-se.

GAIL: Muito bem.

DREW: Eu tenho algumas. Antes de mais, haverá alguma coisa significativa que devamos saber acerca do intervalo que precisamos fazer, ou terá sido meramente mais um do tipo desses que tem que ver com a dispersão de energia?

ELIAS: Não necessariamente dispersão; apenas chegar perto de afectar em termos de interferência. As energias podem mover-se na proximidade, mas no caso da intensidade de energia focada neste tipo de troca de energias, quando uma outra essência chega perto, cria uma onda na energia que provoca uma ligeira interrupção.

DREW: Essa foi uma energia para além de... desculpa... uma essência para além da tua e da Mary?

ELIAS: Absolutamente.

DREW: E aproxima-se pela experiência de participação, ou aproxima-se apenas caso aconteça estar por perto, ou terá algum objectivo por detrás da aproximação?

ELIAS: Sim. Essa essência é a do meu querido, a qual se move próximo a esta troca de energias em avaliação do processo, numa preparação para um acto de um processo idêntico junto com outro indivíduo.

DREW: Interessante! Terás referido o assunto do teu querido antes? (Trata-se da essência do Patel, a quem chamamos Paul)

ELIAS: Muitas vezes.

DREW: Muito bem, eu só não estive presente para assistir. De modo que, pelo que entendo do que estejas a dizer, esta acção, esta troca de energias em que participas com a Mary, haverá alguma probabilidade disso se dar entre o teu querido amigo e mais alguém deste fórum?

ELIAS: Há.

DREW: Poderias ser mais específico? (O Elias fixa o olhar no Ron, a sorrir, enquanto desatamos todos a rir) A sério! Ah, nesse caso tratar-se-á do Paul?

ELIAS: Sim.

DREW: Ah, está bem, é o teu querido amigo. Caramba! Uma troca de energias em termos de uma troca verbal no modo em que a Mary participa, ao contrário do modo como o Paul já participa junto do Ron?

ELIAS: Sim.

DREW: E o Ron terá consciência de algumas mudanças nessa troca de energias a esta altura, ou isso constituirá uma surpresa para o Ron a esta altura?

ELIAS: Podes perguntar ao Olivia! (Riso) No acto da troca de energias, esta essência de que falo envolve essa acção, mas não do mesmo modo desta troca de energias que testemunhais.

DREW: Actualmente.

ELIAS: Precisamente.

DREW: Mas isso vai mudar, é o que queres dizer?

ELIAS: Sim...

DREW: Interessante!

ELIAS: ...no âmbito do abono das probabilidades.

DREW: E da concordância das duas essências envolvidas?

ELIAS: Correcto.

DREW: Muito bem. Bom, vamos esperar para ver! Com respeito à mudança, eu tenho algumas perguntas em relação a isso e a esta onda de que falamos há umas semanas atrás. Tenho vindo a deixar-me levar por esta onda e tenho-me sentido verdadeiramente óptima em relação a isso, e tenho vindo a mudar a minha realidade objectiva por intermédio da mudança do meu espaço de vida e de algumas outras coisas ao meu redor, não por que tenha sentido precisar de mudar mas por ter sentido que me tornei numa pessoa diferente. Tornei-me numa pessoa diferente e por isso o meu espaço de vida deixou de estar reduzido a mim. Agora, ao mesmo tempo, tenho vindo a obter montes de imagens objectivas procedentes do Velho Eu, que está de volta a irritar-me. Por exemplo, muito deste crescimento e transformação e mudança em relação a que me tenho vindo a dirigir prende-se com o meu negócio e crescimento financeiro e esse tipo de coisa. E desde que tenho vindo a acompanhar esta onda e a sentir-me verdadeiramente óptima em relação a algumas coisas e em relação a alguma formação nova que tenho vindo a receber e a algumas outras coisas que têm ocorrido, ao mesmo tempo na semana passada todas as marcações que tive ou foram canceladas à última da hora ou fizeram-me ficar à espera. E assim passei toda a semana não só frustrada por causa disso, mas frustrada adicionalmente por ver que o que parecia ser uma mudança que estava a ocorrer em mim, por olhar para as imagens objectivas que tive, e dizer. "Espera lá! Que é que está aqui a acontecer? De modo que isso desperta várias questões, a primeira das quais, que é que está a passar-se aqui? Em segundo lugar, a natureza da mudança, que pode ser diferente para diferentes indivíduos e em diferentes circunstâncias, mas que muda o tipo de coisa que... Já estou mesmo a ouvir a resposta, mas vou colocar a pergunta. Será a mudança um tipo de coisa que simplesmente se dá e em resultado do que ficamos mudamos? Ou terá algum processo que precisemos trabalhar em que andemos para trás e para a frente a percorrer um caminho por meio de uma mudança? Como é que isso opera, e de que modo deverei interpretar aquilo que tenho vindo a sentir ao contrário das imagens que tenho vindo a criar?

ELIAS: Depende do indivíduo e daquilo que ele escolher. Também depende do vigor das crenças que tenha e com que esteja a optar por trabalhar, e das crenças que tenha em relação às crenças e ao trabalho que faça em relação a essas crenças! Por vezes podeis permitir-vos mover-vos instantaneamente através de uma questão, e podeis alterar a percepção e as imagens e o comportamento que tendes e passar a aceitar mais essas crenças que mantendes. Noutras alturas, dependendo daquilo que escolherdes, podeis experimentar um processo, por terdes optado por vos permitir experimentar o processo. Por vezes, em função da compreensão objectiva que tiverdes, isso poderá parecer-vos mais benéfico, de modo a poderdes compreender todos os elementos envolvidos nessas crenças que estiverdes a abordar. Por isso, parecerá que estejais a criar imagens de conflito, embora não sejam necessariamente conflituosas. Estão unicamente a proporcionar-vos uma informação adicional. À medida que avançais, experimentais alguns elementos de movimento nos sentimentos que tendes e permitis-vos ter conhecimento disso. Ao reconhecerdes que não tereis suplantado por completo questões individuais nem abordastes todas as crenças ligadas a essas questões, também proporcionais a vós próprios imagens objectivas a sugerir-vos para avançardes mais e a motivar-vos a prosseguir.

DREW: Na realidade chega quase a tornar-se desmotivador por me levar a duvidar dos sentimentos que tenho. Os sentimentos que tenho têm sido bons... desculpa. Os meus sentimentos têm sido de uma natureza optimista. Os sentimentos que tenho têm sido de uma natureza optimista mas tsurgido senta... desculpa. Os sentimentos que tenho tdar dos sentimentos que tenho. Os sentimentos que tenho tdisop optimista e têm ocorrido sensações de movimento, mas as imagens geram conflito e assim começo a duvidar das sensações que tenho. Confio naquilo que sinto, mas ao olhar ao redor constato que as imagens objectivas que tenho não estão a reflectir aquilo que sinto.

ELIAS: Em razão do que presumes que isso seja negativo.

DREW: Encaro isso como uma contradição, e se isso for imagens do passado que eu sinta ter ultrapassado, por que razão será que essas imagens continuam a presentar-se? E com isso em mente, começo a pensar que as sensações que tenho não devam ser correctas, o que se torna desmotivador.

ELIAS: Já tive ocasião de te dizer que os sentimentos e sensações que tens jamais deixam de ser correctos. Se confiares em ti e aceitares, também poderás utilizar essas imagens como uma oportunidade de motivação e como meio para não te voltares para áreas com que estejas familiarizada em que te foques na negatividade e na desvalorização de ti própria. Isso são respostas automáticas. Tu estás habituada a desconsiderares-te e às acções que empreendes. Por isso, reconhece o movimento. Reconhece os sentimentos e a motivação implícita, e usa as imagens para investigares aqueles elementos que estás continuamente a abordar e a ultrapassar. Por que no âmbito das crenças que tendes, em grande medida, todos vós acreditais dever envolver um processo para ultrapassar questões e aceitar as crenças. Por isso criais um processo. Na realidade, conforme vos disse, podeis alcançar isso instantaneamente, mas as crenças que tendes impedem-vos de realizar tal coisa, por não acreditardes de um modo realista ser capazes de aceitar as crenças instantaneamente ou de ultrapassar os problemas de uma forma instantânea. Acreditais precisar compreender antes de mais, e precisais criar um processo para ultrapassar isso. Se for assim que percebes, as tuas palavras também representarão uma indicação dessa crença, na ultrapassagem de um problema.

DREW: Ao contrário de simplesmente mudarmos.

ELIAS: Em vez de permitires que isso se desvaneça. (Pausa)

Problemas, na ideia que fazeis deles, denotam uma coisa negativa; um elemento qualquer indesejado. Não são negativos. São apenas elementos vossos em que focais a vossa atenção de uma forma mais pesada, desse modo deixando de vos permitir a oportunidade de usardes a vossa periferia de um modo mais eficiente. O objectivo da mudança que estais a sofrer é o de expandirdes a consciência que tendes. Por isso, qualquer elemento que vos impeça de envolver a periferia pode ser encarado como um obstáculo; não negativo, mas como um simples obstáculo de “corredor”. (Pausa)

DREW: Muito bem. Então na realidade tudo se reduz a uma questão de, conforme habitualmente acontece, confiarmos naquilo que sentimos em vez de nos focarmos naquilo de que temos medo.

ELIAS: Absolutamente.

DREW: Muito bem, obrigado.

ELIAS: Ao emprestares mais energia à tua realização e ao conhecimento de ti e à aceitação de ti, também permites que isso flua com mais naturalidade. Se continuares a ceder energia à área de desconsideração de ti própria, perpetuas isso.


TOM: Esta manhã, a Gail estava a trabalhar nas minhas costas. Eu tinha uma ferida nas costas. E enquanto ela fazia aquilo, vieram-me à mente algumas imagens. Queria ver que obtenho alguma validação nisso, por termos tido certas ligações antes em diferentes coisas. Isso terá sido um foco que tive na cavalaria, e caso tenha sido, terá sido durante a Guerra Civil?

ELIAS: Um foco, sim.

TOM: Um foco. Bom vou ter que investigar! Obrigado.

BOB#2: Eu tenho uma pergunta, Elias. Em Setembro passado, eu estava em Denver, na Conferência do Seth nas Montanhas Rochosas. Tive uma leitura da parte de uma jovem que me disse, o que de facto foi bastante surpreendente, que via em mim uma quantidade excessivamente elevada de ira. Foi a primeira vez que alguém que me fez uma leitura em que me disse isso, e a razão por que foi tão surpreendente foi por ela se revelar irredutível em relação ao que afirmou. Em jovem, certamente que tive, mas pensei que tinha neutralizado isso. Só queria saber se ainda terei uma quantidade de ira incomum com que não tenha lidado, ou um comentário qualquer que queiras fazer.

ELIAS: Deixai que isso vos sirva de exemplo a todos, uma vez mais; o facto de ao abordardes actividades nessa área com indivíduos focados no físico que estabeleçam um contacto psíquico, poderem ocorrer mal-entendidos, por eles abordarem a primeira camada da consciência ligada a vós. Por vezes também podem confundir-se quanto ao tempo; por ao estabelecerem contacto com os acontecimentos nas probabilidades na consciência, e acederem à informação, elas serem acedidas de forma muito semelhante ao vosso estado de sonho, em que as molduras temporais flutuam. Não apresentam uma sequência. Por isso, as pessoas podem interpretar erradamente alguma informação com que contactem de uma forma objectiva e apresentar-vos essa informação, por o sentimento que colherem ao contactarem essa informação poder ser muito forte, mas também podem interpretar erradamente os quadros temporais. Por isso, esse indivíduo reconheceu um elemento da tua experiência, mas interpretou mal a informação respeitante à moldura do tempo, ao ver que também és em simultâneo todos os teus aspectos e todas as tuas idades presentemente. Por isso, poderás obter uma compreensão de como um indivíduo pode confundir a informação. Elas podem aceder a um aspecto de ti que se ache presente mas que também seja relativo ao teu passado ou ao futuro, por todos os aspectos do teu foco se situarem simultaneamente na consciência. Por isso o reconhecimento está acertado, mas a altura objectiva não está.

BOB#2: Bom, na verdade essa foi a sensação que tive. Foi a sensação intuitiva que tive. Só fiquei na dúvida, porque, se tivesse algumas questões desse tipo certamente que as quereria trazer à luz e tratar delas. Eu tenho uma pessoa na minha vida, que se encontra na família presentemente e que é jovem, que tem muita raiva e é mais ou menos violento, e pensei que talvez ela pudesse estar a pescar algo disso. Mas não tenho a certeza disso ser possível, que talvez uma pessoa orientada no sentido do material, um psíquico, por assim dizer, pudesse confundir alguém que seja real para nós com a nossa própria essência, é?

ELIAS: Isso é possível, por estarem a lidar com energia e não terem inteira compreensão objectiva daquilo a que estão a aceder.

BOB#2: Bom, isso faz um enorme sentido. É assim que eu próprio o interpreto, ou que pelo menos racionalizei a coisa!

ELIAS: Ah! Invalidação pessoal! Não desvalorizes a tua própria intuição!

BOB#2: Já fiz isso antes!

RETA: Eu tenho uma pergunta. Estávamos a falar da mudança. Ao abordarmos o corpo e a cura, tenho tentado estudar e lidar com as mudanças possíveis que possam existir de forma que as pessoas possam permitir-se sentir-se bem com frequência e não assumirem aspectos de doença. Mas ao olhar para os outros e tentar ajudá-los com a percepção dos seus próprios problemas torna-se bastante difícil, a menos que consigamos entrar em sintonia com elas. Poderias ajudar-me a tomar consciência de algumas das expansões da consciência que serão produzidas à medida que entrarmos na mudança? Algumas das diferenças?

ELIAS: Permite que te apresente, Dehl, uma experiência que tu própria poderás usar, que te proporcionará a experiência de compreenderes um pouco mais a acção desta mudança e da afectação que provocará. Falas de cura e do desejo de ajudar. Eu sugiro-te que temporariamente tentes pôr de lado o desejo que sentes de ajudar, e te permitas observar as pessoas que julgas estarem a precisar de ajuda. Em vez de dirigires a tua atenção no sentido da ajuda, dirige-a temporariamente para uma ligação empática com esses indivíduos. Nessa medida, permite-te experimentar aquilo que o outro indivíduo estiver a experimentar física, emocional ou mentalmente. Na medida em que te permitires essa experiência e a puseres em prática, também poderás apresentar a ti própria uma compreensão das tremendas operações efectuadas pelos sentidos interiores, os quais te deverão estender informação quanto à acção desta mudança. Também te faculta informação quanto ao contacto com outros indivíduos e à compreensão da acção de ajuda, porque ao compreenderes através da experiência aquilo que os outros experimentam, também poderás compreender de que modo poderás servir de ajuda de uma forma mais eficaz. Exemplo: se te deparares com um indivíduo que tenha criado uma situação de braço partido e optares por usar o teu sentido empático e entrar em contacto com esse indivíduo, deverás experimentar o braço fracturado. Numa experiência dessas, também deverás apresentar a ti própria informação relativa ao modo de comunicares com o osso que se acha quebrado e reestabelecer o seu estado natural; por o acto da cura se dar subjectivamente através da comunicação com as áreas afectadas, pela instrução ou recordação junto dessas áreas do restabelecimento da sua ordem natural. Portanto, esse exercício deverá proporcionar-te, se te permitires realizá-lo, muita informação que presentemente te parecerá bastante confusa.

RETA: Está bem. Naquele caso em que me tornei muito empática, consegui compreender e acreditar no que precisava ser feito. Mas conforme disseste em relação ao braço fracturado, assumir o braço fracturado e tentar comunicar comigo própria o que for preciso para o curar, e em seguida comunicar isso á outra entidade essa mesma informação? Ou será suficiente interpretar e comunicar apenas o conhecimento da forma como se sente a essa pessoa?

ELIAS: O conhecimento deverá produzir uma compreensão em ti, e isso deverá apresentar-te a informação da comunicação. Por isso, podes, sem palavras, comunicar energia no sentido de servires de auxílio ao outro indivíduo.

RETA: Em apenas um instante desse conhecimento?

ELIAS: Sim. A experiência que apresentas a ti própria deverá ser-te muito útil.

RETA: É claro, a questão é o período de tempo. Quanto tempo durará isso? Irei sentir-me receosa? Não! Quanto tempo irá o saber ou a empatia permanecer no meu corpo?

ELIAS: Não precisas reter a experiência empática.

RETA: Eu sei disso.

ELIAS: Exacto. Podes libertar a energia de imediato. Ela reformar-se-á, e redirecionar-se-á.

RETA: No sentido do outro indivíduo.

ELIAS: Não necessariamente. Pode redirecionar-se em muitas áreas diferentes, mas isso também poderá ser útil ao te apresentar o elemento de libertação no outro indivíduo.

RETA: No caso em questão, a pessoa era muito receptiva a imagens mentais, mas encontrava-se muito, muito doente, e eu tentei estabelecer a empatia com ela, mas isso não se revelou suficiente para a compreensão da totalidade da sua enfermidade.

ELIAS: Precisas compreender a direcção e o objectivo da tua experiência de empatia. Uma experiência de empatia não significa a simples experiência física daqueles elementos que o outro experimenta. Precisas entrar em contacto e experimentar todo o indivíduo, por ele poder optar por não se curar, e isso tu precisarás compreender; por poderes não causar qualquer influência caso o outro indivíduo optar por continuar na manifestação que faz da moléstia, e poderes não sentir qualquer capacidade de cura junto de outro indivíduo que ele não esteja de acordo em efectivar. Por isso, podes optar por ajudar ou desejar ajudar e sentir um forte desejo no sentido de prestar auxílio a outro indivíduo e não provocar a menor afectação, por depender da escolha que ele queira criar.

RETA: Certamente. É claro, a coisa seguinte seria soltar.

ELIAS: Precisamente; aceitar a criação que o outro faz da sua realidade.

RETA: Mesmo que declarem através da empatia que não o desejam? Como poderei distinguir se os seus sentidos interiores estarão a dizer: “Ah, mas tu queres isso.”

ELIAS: Através do uso do teu sentido empático.

RETA: Está bem. Vou tentar. Vou fazer!

ELIAS: Muito bem! 


BOB#1: Nesse caso estás a dizer que se a acção empática dela for bem-sucedida, ela poderá sentir não só a doença, mas sentir que num nível qualquer a pessoa a quer, precisa dela (doença) e que não vai abrir mão dela, e isso tornaria a coisa mais fácil de aceitar para ela, devido a que num nível qualquer não querer que se sintam doentes.

ELIAS: Em relação à primeira parte da pergunta, sim. Em relação à segunda parte da pergunta, não necessariamente. A Dehl pode necessariamente não achar mais fácil abandonar o desejo que tem de ajudar, independentemente de saber que o indivíduo opta por continuar com a manifestação que tiver criado. Esse é o elemento da aceitação da escolha do outro; isso, por vezes revela-se muito difícil, para muitos indivíduos.

BOB#1: Por diversas razões.

ELIAS: Precisamente.

BOB#1: Algumas das quais orientadas com base em crenças, outras no simples desejo.

ELIAS: O que em muitas áreas é igualmente influenciado pelas crenças.

BOB#1: Então existirá desejo que não seja influenciado pelas crenças?

ELIAS: Existe, mas não que sintais; por deterdes desejo no âmbito da intenção, mas podeis não sentir necessariamente esse desejo, embora ele vos motive. Ele impele-vos, mas não o sentis de uma forma objectiva.

BOB#1: Então quando pensamos estar a sentir alguma coisa, que é que estamos a sentir?

ELIAS: Sentimentos. (A sorrir, enquanto rimos todos)

BOB#1: Está certo. É simplesmente isso. Não têm mais nada que ver seja com o que for, mais.

ELIAS: Não necessariamente! (A rir)

BOB#1: Está certo, muito bem...

RETA: E quando trabalhamos esses sentimentos... vou somente supor que seja melhor se tivermos a atenção do outro indivíduo. Seria mais difícil tratar desses sentimentos caso não esteja a prestar atenção.

ELIAS: A atenção da parte do outro é desnecessária.

RETA: A empatia pode ser suficiente...

ELIAS: Não é a empatia! É o (sentido) empático!

RETA: Está bem, o (sentido) empático. Desculpa. Tenho que tratar de entender a diferença. Explica lá a diferença.

ELIAS: (O sentido) empático constitui a acção do vosso sentido interior que na verdade vos permite, de facto, experimentar tudo o que o outro experimente. A empatia é diferente, por consistir numa emoção. Se estiverdes a usar o vosso sentido empático não vos será necessária a atenção do outro indivíduo. Se estiverdes a usar de uma interacção em termos de cura, aí sim, necessitareis da atenção do outro indivíduo, por também necessitardes do seu acordo.

RETA: Okay. Obrigado.

DREW: Será que o uso do sentido empático para experimentarmos toda a experiência por que passa requererá uma fusão?

ELIAS: Requer.

DREW: Então deve requerer um acordo.

ELIAS: Mas não nos vossos termos.

DREW: Só que subjectivamente... não?

ELIAS: Como não detendes a intenção de causar prejuízo ou de vos intrometerdes, qualquer acção se revelará passível de concordância no âmbito da essência. (Pausa) Já referi isso anteriormente: Não vos fundireis com um outro indivíduo caso ele não esteja de acordo. Isso é automático. Não é necessário estabelecer acordo nenhum. É desde logo alvo de uma aceitação.


DREW: Desde que não haja ofensa nem intromissão.

ELIAS: Absolutamente, excepto em certas situações em que os indivíduos optem por se apartar e, nos vossos termos, fechar-se, mas nesses casos, não disporeis da capacidade de vos fundir nem de utilizar o vosso sentido empático. Haveis de experimentar... a parede. (Batendo ambas as palmas uma contra a outra de modo enfático)

DREW: Se o propósito que tivermos for o de nos fundirmos por meio desse sentido empático, cujo objectivo será o de facilitar a cura, e essa pessoa não pretender ser curada, nesse caso isso seria considerado intrusivo e a fusão não seria aceite por desde logo não querer ser curado, pelo que a fusão dotada do propósito empático não seria necessária e de facto nem sequer desejada?

ELIAS: Não necessariamente. Pode ser utilizado e pode ser permitido, e também poderá ser comunicado que a ajuda não seja aceite.

RETA: Na segunda parte da pergunta, poderias explicar um pouco de que forma esse tipo de cura ou de auto cura mudará à medida que formos entrando na nossa mudança de paradigma?

ELIAS: Conforme referi previamente: Ao expandirdes a consciência que tendes e conseguirdes uma maior compreensão de vós próprios e apresentardes ou proporcionardes a vós próprios a recordação de uma menor separação, haveis de compreender muitos mais elementos da vossa realidade, e por isso aplicá-la com suavidade na sua criação assim como uma compreensão quanto à direcção em que a criais. Haveis de vir a curar muito facilmente elementos em relação aos que compreendereis como e porquê de os terdes inicialmente criado.

RETA: Eu estava hoje a ler num livro, na verdade estava a escutar uma cassete, uma explicação sobre a mudança da vida; por exemplo, uma célula cancerígena. A explicação dada foi a de que a célula se recria a ela própria o tempo todo, por isso corresponder ao que recorda numa base do dia-a-dia, e aquilo que precisamos fazer é conferir ao nível celular um plano diferente ou auxílio a fim de recordar a altura em que se encontrava bem. Como é que isso...

ELIAS: Isso depende da escolha do indivíduo.

RETA: Certo, mas de uma forma útil, para o ajudar a voltar atrás e a recordar como se encontrava antes de se encontrar doente...

ELIAS: Isso depende da escolha do indivíduo! (Riso)

RETA: Eu sei, mas...

ELIAS: Ele pode não optar por empregar esse processo!

RETA: Não, não me referia à escolha. Referia-me ao processo. É assim que entendes o processo?

ELIAS: O processo...

RETA: De restabelecer a condição da célula como uma condição saudável.

ELIAS: (Pacientemente) O processo é realizado continuamente através da comunicação procedente da vossa consciência subjectiva, e à medida que a vossa consciência subjectiva continuar a instruir no sentido de continuar no estado de doença, a célula responderá e continuará.

RETA: Pois.

ELIAS: Se a consciência subjectiva optar por alterar esta acção, poderá alterá-la instantaneamente. Se um indivíduo escolher o auxílio no âmbito da energia da vossa parte no sentido de desfazer essa condição de doença, instrui-lo-eis no âmbito da energia de forma concertada com ele, no sentido dessas células recriarem o seu estado natural. Não necessita de qualquer processo.

RETA: Será pela utilização de palavras? Ou ajudando o indivíduo a compreender pela recordação do seu estado natural, ou pelo simples conhecimento de um estado natural diferente? (O Elias faz uma pausa, fechando os olhos)

ELIAS: Vamos focar-nos de novo no nosso braço partido. (A sorrir)

RETA: Está certo.

ELIAS: Visualiza o osso. Ele é constituído por células. A vossa consciência subjectiva criou a situação da interrupção do estado natural desse osso e partiu-o. Nessa medida, a estrutura celular vê-se confundida e colocada numa situação traumática. Por isso, outro indivíduo poderá abordar-vos e oferecer-vos ajuda no sentido de fazer com que esse osso retorne ao seu estado natural. Manifestais acordo. Nesse sentido, no âmbito da vossa consciência subjectiva dirigis energia para as células numa comunicação com o osso, assim como o outro indivíduo dirige energia na comunicação com as células do osso ao lhes transmitir: “Este é o vosso estado natural. O vosso estado natural é o de voltardes a reunir-vos com as células separadas.” Instantaneamente, elas poderão voltar a juntar-se. Não precisam de qualquer processo. Terá isto ficado claro?

RETA: Ficou óptimo, mas ainda tenho algumas dúvidas.

DREW: Posso colocar uma pergunta acerca disso? Pode ter sido uma figura de estilo que tenhas referido com o propósito da ilustração, mas tu disseste que, se o osso dela estivesse partido, as células poderiam sentir-se confusas nesse estado. Mas se ela tiver optado por partir o braço por uma questão da experiência, não teria que se apresentar um acordo em todo o seu corpo? Os aspectos da sua fisiologia não entenderiam todos que isso iria dar-se? O termo que empregaste, das células se sentirem confusas não representará uma mera figura de estilo?

ELIAS: Não.

DREW: As células sentem-se confusas.

ELIAS: Sentem.

DREW: Não teriam consciência da acção que visasse...

ELIAS: Elas têm noção da acção. Elas encontram-se em estado de concordância e a dar seguimento à acção, mas também estamos a falar da consciência do corpo, a qual não se direcciona por iniciativa própria.

DREW: Sim, e depois?

ELIAS: Depois, não apresenta raciocínio algum quanto às acções que empreende, mas responde às directrizes que lhes apresentais. E responde continuamente numa base de concordância. A consciência do vosso corpo acha-se constantemente de acordo com a vossa actividade subjectiva e a responder às vossas instruções, mas nas células individuais, a consciência é designada para funcionar de uma forma eficiente e não de forma doentia ou disfuncional. Por isso, se optardes por criar elementos desses nas instruções que lhes transmitirdes, interrompereis o seu estado natural. A consciência do corpo responder-vos-á, por jamais se encontrar em discordância com a vossa actividade subjectiva. Mas as células individuais não raciocinam. Apenas funcionam no seu estado natural. Por isso, ao interromperdes isso confundis-lhes a energia.

DREW: Está bem. Bom, isto conduz-me a uma outra pergunta, que é a definição de “estado natural”. Para aqueles que optam por nascer com aquilo a que chamamos de deficiências ou incapacidades ou deformidades, isso para eles representará um estado natural?

ELIAS: Representa.

DREW: Além disso, por “estado natural” quererás referir-te ao estado em que optamos por nascer, e em que qualquer mudança representará um estado não natural?

ELIAS: A forma e o funcionamento dessa forma de consciência corporal num foco individual.

DREW: Escolhida antes do nascimento.

ELIAS: Exacto.

DREW: Muito bem. Então, alguém nasce com uma deformação e de um modo qualquer passa por uma cirurgia e corrige isso, nesse caso estaria num estado não natural?

ELIAS: Em certa medida, embora isso dependa do que escolher. Pode continuar nessa manifestação, tal como podereis optar por quebrar o braço e por não o reparar.

DREW: Pois. Eu entendo. Muito bem.

BOB#1: Então, toda a doença é criada a um nível subjectivo?

ELIAS: É.

BOB#1: Mas de qualquer forma isso deve alinhar pelo objectivo, no geral?

ELIAS: Todas as vossas criações, em certa medida, alinham pelo objectivo que tendes no foco individual, por isso corresponder à vossa realização de sentido de valor, e se não estiverdes a conseguir realização de sentido de valor, não prosseguireis.

BOB#1: Está bem. Então, num nível subjectivo, seremos afectados pelos sistemas de crenças que temos? A nossa consciência subjectiva criará a sua realidade em alinhamento com os sistemas de crenças objectivos?

ELIAS: Em grande parte, sim.

BOB#1: Eu estava entender a consciência subjectiva de uma forma qualquer como... esqueci o termo... o nosso estado puro ou aspecto, mas não é.

ELIAS: (A sorrir) Mas, estarás a sugerir que os vossos sistemas de crenças objectivos não sejam puros?

BOB#1: Eu avisei que foi uma escolha desafortunada de termos! (Riso, a que o Elias se junta) Não, mas sinto curiosidade em relação a isso...

ELIAS: Eu entendo.

BOB#1: ...se a doença é geralmente causada ao nível subjectivo, pelo menos na implicação que apresenta, por uma abordagem mais conhecedora sobre a nossa existência do que ao nível objectivo, e por sofrer um menor impacto por parte dos nossos sistemas de crenças do que as nossas decisões objectivas, nesse caso, em que medida empregaremos a nossa consciência objectiva na cura do que a nossa consciência subjectiva nos tiver provocado? Bom, entendo que a escolha das palavras seja um tanto criativa!

ELIAS: Criativa? Bastante! (A sorrir)

BOB#1: Muito bem, eu só não quero ficar pendurado nisso, mas entendeste o que eu pretendia dizer.

ELIAS: Vós estais continuamente em harmonia. Não estais subjectiva e objectivamente em desacordo.

BOB#1: Está bem. Então, alguém que sofra de uma doença, que quase por definição não seja uma coisa boa nem má, essa doença será simplesmente experiência que não precisará ser curada por uma ou outra forma. Pode ser, assim como poderá não ser; e a cura não representará mais nem menos uma escolha do que a doença.

ELIAS: Exacto.

BOB#1: Todavia, a doença pode matar-nos!

ELIAS: Vós escolheis a altura do vosso desenlace.

BOB#1: Em certa medida, a doença torna-se no mecanismo pelo qual escolhemos o desenlace?

ELIAS: Sim.

BOB#1: Então, em certa medida, caso tenhamos decidido num nível qualquer, subjectivo ou objectivo, criar uma doença, e continuarmos com essa doença em harmonia com a nossa consciência subjectiva e objectiva, estaremos direccionados no sentido do desenlace, o que será completamente consistente com o que queremos, tanto objectiva quanto subjectivamente.

ELIAS: Exacto. São as vossas crenças que vos sugerem que não quereis essa acção (do desenlace).



BOB#1: Contudo, a implicação é a de que se aceitarmos as crenças que temos, não mais adoeceremos, e isso não acontece!

ELIAS: Eu não disse isso.

BOB#1: Não, mas as pessoas inferem isso.

VICKI: Inferem sim!

ELIAS: A aceitação das crenças não subentende a eliminação das crenças, e nem representa uma interrupção da criação de experiências.

BOB#1: Compreendo. Todavia, o termo “cura”, uma vez mais, sob a égide da compreensão da inexistência de bem e mal, tende a revestir-se de uma conotação positiva. Chega mesmo a representar o propósito de uma família, e se uma família tiver o propósito da cura...

ELIAS: Muito embora a definição que damos à cura seja diferente da definição que vós dais.

BOB#1: A nossa e a tua? Então agora estamos separados? (Riso generalizado)

ELIAS: (A sorrir) Ah, Siman! (Nota do tradutor: Que idiota, este Bob!)

BOB#1: Pensei que estivéssemos em sintonia em relação a isto!

ELIAS: Mas estamos, só que tu percebes que na tua realidade estejas separado do que crias objectivamente!

BOB#1: Bom, Quão presunçoso tu és!

ELIAS: Muito!

BOB#1: Está bem, vou admitir isso. (Riso generalizado)

ELIAS: Muito obrigado! (A sorrir) Vou dar lugar a um intervalo, e logo podereis prosseguir com as perguntas.

BOB#1: Está bem.

ELIAS: (A olhar para o Bob) Poderás prosseguir com as tuas perguntas!

BOB#1: Bom, não sei se estarei disposto a isso! (O Elias sai a rir)

INTERVALO

Nota: O Elias retorna ao mesmo tempo que a Reta interroga a Vicki acerca das transcrições sobre as sessões tidas em Elmira)

DAVID: O Elias está presente! (Reta continua a fazer perguntas à medida que o Elias fixa o olhar nela, a sorrir)

RETA: Olá! (Ao perceber finalmente o que está a suceder)

ELIAS: Não permitas que interfira com a conversa que estás a ter!

RETA: Divertiste-te na conferência de Nova Iorque? Já te terei perguntado isso?

ELIAS: Sim. (A sorrir, enquanto desatamos todos a rir)

RETA: Parecias estar em boa forma lá. Dira que parecias estar em boa forma. (O Elias começa a rir)

CATHY: Ele estava com uma rara disposição, em todo o caso!

RETA: Conhecemos lá umas pessoas. Numa certa ocasião havia umas quinze ou dezasseis pessoas num lanche especial, e foi bastante difícil chegar às crenças deles. Tratava-se de um grupo de cientistas. Havia físicos e psicólogos. Estavam lá duas pessoas que se mostravam receptivas ao entendimento de nem sequer terem uma ideia acerca de algumas das coisas que seriam necessárias para compreendermos isto. Estava lá uma jovem senhora, uma estudante de colégio, que parecia estar muito em sintonia com isto. Que tipo de sensações obtiveste em relação àquele grupo? Estivemos num almoço no Sábado durante cerca de hora e meia com aquele grupo de gente, a debater a forma de chegarmos a um ponto de vista científico acerca disto. Terás algum comentário a fazer? Eu sei que te vou perguntar: "Estiveste lá?", e que tu vais responder: "Estive." Como foi que te sentiste em relação à conversa que tivemos? Por fim lá acabamos por desistir por eles estarem constantemente a voltar ao que conheciam em vez de tentarem descobrir aquilo que ainda não conheciam. (Pausa)

ELIAS: Tu não precisas carregar a missão de alterar as crenças de toda aquela gente!

RETA: Oh, eu entendo isso. Só que para expandirmos a mudança, e para expandirmos os desejos do Elias, existe lá um certo grupo ou um certo número de pessoas que pode facilitar isso de uma forma mais rápida do que nós, possivelmente. Talvez não seja verdade. Talvez sejamos nós a faze-lo. Que pressentimento tens em relação a isso?

ELIAS: Eu devo dizer-te que te deverás deixar conduzir para junto dos indivíduos e que deverás conduzir a ti os indivíduos a quem esta informação disser alguma coisa.

RETA: Já não conheceremos parcialmente a forma como iremos fazer isso? Ou já teremos iniciado isso?

ELIAS: Já iniciastes. Apresentas a informação e aceitas a resposta.

RETA: Haveria alguém naquele grupo particular por quem tivesses sentido interesse?

ELIAS: Isso fica a cargo da tua escolha.

RETA: Ah, óptimo! Não vais condescender ao meu pedido! Está bem. (O Elias ri)

...

BOB#1: I Eu tenho uma pergunta. Se um de nós aqui presentes decidisse que não queria que a mudança ocorresse, poderia de alguma forma impedi-la?

ELIAS: Poderia, por alinhasse pelas crenças prevalecentes das massas.

BOB#1: Hmm! Não esperava essa resposta. Estás sempre a fazer-me isto, sabes? Pensava que a mudança decorria com uma força imparável e que nenhum de nós precisaria tomar parte ou deixar de ajudar, que ela acabaria por se dar, não obstante.

ELIAS: Permite que te sugira uma explicação. Todas as probabilidades são actualizadas, pelo que esta mudança é actualizada. Mas como as probabilidades também não se posicionam diante de vós, e as estardes a criar a cada instante, a actualização dessa probabilidade também detém o elemento de não inserção na vossa realidade caso não vos direccioneis no sentido da actualização dela, nesta realidade.

BOB#1: Na minha realidade individual?

ELIAS: Na realidade colectiva do vosso planeta.

BOB#1: Está bem. Bom, estou completamente confuso!

ELIAS: As probabilidades podem ser explicadas muito simplesmente como escolhas, e podem ser tão complicadas de compreender quanto te confundem de forma objectiva. No âmbito da criação de probabilidades e do tempo simultâneo... Siman!

BOB#1: Agora estás a chegar àquilo que eu entendo! (Riso)

ELIAS: Muito! A probabilidade da mudança, conforme foi pensada colectivamente, foi actualizada; mas não se encontra actualizada nesta dimensão. (Faz uma pausa a fixar o Bob)

BOB#1: Está bem.

ELIAS: Por isso, é actualizada no âmbito da consciência; a agora vós, momento a momento criais a actualização nesta realidade. (Faz uma pausa, a fixar o olhar no Bob, novamente)

BOB#1: Está bem.

ELIAS: Por isso, colectivamente, detendes a escolha de em qualquer altura mudardes as probabilidades. Nessa medida, continuais presentemente com a opção global de actualizardes na vossa realidade a acção desta mudança, mas isso tem a capacidade de mudar a qualquer instante. Se cederdes energia à oposição da mudança, sustereis a sua actualização.

BOB#1: Para fazermos isso, teríamos que ter consciência objectiva da mudança e opor-nos a ela de uma forma activa, ao contrário daqueles que mantêm fortes crenças que não se voltam no sentido da mudança, por si só?

ELIAS: No presente quadro das probabilidades, sim.

BOB#1: Hmm! Então, existe a probabilidade de pessoas conscientes e suficientemente dotadas de horizontes rasgados se poderem opor à mudança por uma razão qualquer desconhecida?

ELIAS: Exacto.

DREW: Mas, ao se oporem a ela, não lhe cederão energia?

ELIAS: Não. Podem contribuir com energia para a actualização das vossas profecias.

RETA: Mas a crença das massas que refere o facto de virmos a padecer de desgraça e de destruição é uma crença significativa. De momento, é a crença que as massas têm.

BOB#1: Não estou certo de ser assim tão fortemente sustentada.

RETA: Ah, eu creio que é!

BOB#1: Eu sei que há quem a tenha, mas...

DREW: O entendimento que tenho quanto ao funcionamento desta energia... e estou certa de que me corrigirás se estiver errada, é que, se nos focarmos naquilo que não queremos, cedemos-lhe energia, e muitas vezes provocamos a sua manifestação. Por isso, se houver quem não deseje que a mudança ocorra e focar a sua energia de forma a não permitir que tenha lugar, cederá energia à sua manifestação efectiva.

ELIAS: Mas também entendem no que estão a focar a sua energia.

BOB#1: Mas eu defini-os em termos de pessoas conscientes e com horizontes rasgados que teriam uma compreensão do que estaria a dar-se, ao contrário de gente que ceda energia a coisas por intermédio das crenças que tem.

ELIAS: Correcto.

RETA: Se tomarmos o exemplo das pessoas que leem e acreditam nas revelações, nas profecias, e em todas essas coisas que têm estado a acontecer, poderias fazer uma estimativa do peso que essa crença tem nas massas da população actual? Representará dois terços da população ou metade dessa população que acredita nessa destruição ou no cumprimento dessa profecia?

ELIAS: Mais de metade...

RETA: Bastante!

ELIAS: ...mas isso não contribui necessariamente com energia no sentido da oposição à mudança.

RETA: Bom, eu não sei quantos terão consciência real da mudança para se oporem a ela! Quero dizer, eles usam as revelações e as profecias deles para acreditar nelas, mas não creio que possa existir uma alternativa a parte dessa gente.

BOB#1: (Para a Reta) Eu não estava a falar exactamente no tempo real. Estava a falar mais em termos hipotéticos. À medida que as pessoas tomaram consciência, conseguirão opor-se à mudança, e poderão, conseguirão, ou isso constituirá uma probabilidade?

RETA: É uma probabilidade...

ELIAS: Todas as acções constituem probabilidades. Todas as opções constituem probabilidades. Essa não é uma probabilidade mais provável. É muito menos provável, embora tudo se situe no domínio das probabilidades.

BOB#1: Uma pergunta muito rápida quanto à pergunta dos cinquenta por cento que ela fez. Não será o Apocalipse em larga medida uma crença Judaica, ou na verdade nem sequer Judaica mas Cristã?

ELIAS: Não. Existem muitos outros elementos religiosos que também acreditam nessas profecias, não necessariamente dentro do mesmo quadro de acções, mas no de uma massiva destruição do vosso planeta.

RETA: Ao conversarmos com um grupo de indivíduos que acreditam a pés juntos que isso vai dar suceder, e ao lhes dizermos que a Terra é uma entidade viva etc., e que possivelmente podiamos deter tal acção, eles mostraram-se perentoriamente inflexíveis quanto ao facto de não termos sequer o direito de determos isso, por corresponder ao plano de Deus. De modo que certos indivíduos apresentam uma enorme oposição.

ELIAS: Isso, conforme eu referi, não significa necessariamente oposição, mas uma diferença nas crenças que não conduzem necessariamente à destruição do vosso planeta nem à actualização dessas profecias. Não expressa necessariamente uma ausência de cedência de energia à vossa mudança, por acreditarem que uma mudança massiva extrema deva dar-se, e uma massiva mudança está a ter lugar!

RETA: Mas não em termos de destruição?

ELIAS: Não tem importância!

BOB#1: Na ideia deles, é a destruição dos preceitos que defendem.

RETA: Não sei bem. Eles acreditam na destruição do planeta, e depois referem que eventualmente o globo alcance um estado celestial de um mar de vidro. Quero dizer, pode fazer-se leituras de todo o tipo.

ELIAS: Não tem importância.

NORM: Então, sera este ﷽﷽﷽rt de leituras que se pode fazer.mente o globo alcance um estado celestial de uma mar de vidro. Quero dizer, hpresenteá esse voto absolutamente democrático? Se cinquenta por cento ou uma percentagem mais pronunciada tiver o objectivo de que aconteça, então acontecerá?

ELIAS: Não.

NORM: Bom, de que forma se decidirá isso?

ELIAS: No âmbito de uma concordância global.

NORM: Ninguém poderá alguma vez concordar com coisa nenhuma! Quero dizer, isso envolverá números? Percentagens?

ELIAS: Não nos vossos termos. Não estás a entender bem; essa é a razão por que nos afastamos dessas áreas de debate, por só contribuírem para o equívoco e a confusão.

(Com firmeza) Esta mudança é concretizada. Esta mudança é concretizada. Na vossa dimensão física as probabilidades, presentemente, neste momento - e podeis solicitar que eu vos apresente informação em qualquer outra altura em que estejamos a interagir, que dir-vos-ei que está continuamente situada numa base de concordância global - que no âmbito da essência, da consciência, esta mudança será concretizada e inserida na vossa realidade. O que não pretende dar a entender que as probabilidades em si mesmas não existam, no sentido da oposição ou da não materialização, mas essas são muito menos prováveis de serem inseridas na vossa dimensão neste presente momento e de acordo com essa concordância que se apresenta no âmbito da consciência de todas as essências que se focam nesta dimensão.

NORM: Por outras palavras, a mudança da consciência está a concretizar-se, mas poderão dar-se outras ocorrências que poderão ter lugar em simultâneo ou que ocorram nos próximos cem anos, tal com a destruição. A mudança concretizar-se-á, mas outras...

ELIAS: Caso escolherdes, mas também podeis optar por não actualizar esses elementos.

BOB#1: Nesse caso esta mudança é um resultado de escolhas que já foram estabelecidas e de concordâncias que já foram definidas no âmbito das probabilidades, por assim dizer?

ELIAS: No momento, por assim dizer! (A rir)

BOB#1: Muito bem, para efeitos do debate! E tais escolhas tendem a assumir um pouco da natureza da causa e de efeito. Tivessem outras escolhas sido definidas, e a mudança poderia não ter ocorrido (Nota do tradutor: Que maçada, este Bob!), mas como as escolhas foram definidas em massa, no âmbito da concordância decorrida com o tempo junto de largos números de essências, rumamos no sentido da mudança. De modo que o que estás a dizer é que a probabilidade de não fazermos uma inversão de marcha abrupta num outro sentido não seja altamente provável?

ELIAS: Correcto.

DAVID: Então nesse caso a mudança vai suceder. Por isso, se nesse processo optarmos por sofrer destruição, então tê-la-emos, mas a mudança ocorrerá, de qualquer modo.

ELIAS: Exacto; isso, em parte, é a razão por que vos falo, para poderdes tomar consciência e não criar esses elementos desnecessários, e também não criardes tanto trauma para vós, desnecessário.

BOB#1: Atingiremos alguns atalhos? (Riso)

VICKI: Por falar em tentarmos conscientizar-nos, eu esta noite tenho algumas perguntas pessoais e também de outras pessoas. Gostaria de tentar compreender mais algumas das coisas que sucederam esta semana. Para voltar à pergunta da Cathy, é óbvio que a Cathy e eu escolhemos uma manifestação física similar de modo que podemos tentar descobrir as coisas em conjunto, suponho eu, mas não estou bem certa da razão porquê, mas é óbvio que o fizemos, e temos vindo a explorar as coisas durante toda a semana. Eu cheguei a certas conclusões pessoais, suponho. Uma das coisas a que chegamos em comum, foi, conforme a Cathy disse, o facto de estarmos a ter problemas com a aceitação das crenças das outras pessoas e a criação da sua realidade. E creio que tenhas referido que isso seria uma tradução de falta de disposição, ou uma resposta para com a mudança?

ELIAS: Uma estranheza.

VICKI: Para com a mudança?

ELIAS: Correcto.

VICKI: Então isso estará ligado à mesma coisa que a Drew suscitou em relação a esta onda de mudança de que falamos há uma semana ou duas?

ELIAS: Exacto.

VICKI: Isso está tudo a ter continuidade. Pareceu-me a mim que grande parte disso tenha que ver com a acção directa de contraparte existente entre a Mary e eu, também. Estarei muito deslocada quanto a isso?

ELIAS: Não, estás certa.

VICKI: Isso será um elemento?

ELIAS: É. Assim como um elemento no caso do Lawrence e da Shynla.

VICKI: No âmbito da acção de contraparte?

ELIAS: Correcto.


VICKI: Uma coisa que eu notei durante toda a semana na interacção que tive com o David, foi que manifestei menos em termos concretos. Tornou-se-me óbvio que passados alguns dias notei uma influência directa na interacção objectiva directa que tive, e não sei muito bem como hei-de interpretar isso, excepto parecer-me um tanto contraditório. Porque, se a manifestação tiver que ver com a mudança - é claro que uma data de coisas sobre as quais nós, eu e o David, conversamos girou em torno da mudança - quase me parece lógico que a minha manifestação física tivesse sido mais intensa, ou forte ou mais dolorosa durante essas conversas.

ELIAS: Uma substituição da energia familiar... (A olhar para a Vicki)

VICKI: Ah. (Pausa)

ELIAS: ... na incorporação do quinto ponto.

VICKI: Está certo, tudo bem. (Pausa) De modo que hoje sinto que o que manifesto em termos concretos esteja reduzido a quase nada. Ainda sinto isso, mas está quase reduzido a zero, e sinto-me confuso em relação à forma como hei-de interpretar isso!

ELIAS: O retrocesso aos cinco pontos. Passarei a explicar essa questão mais tarde.

VICKI: Está bem.

DAVID: Poderia saltar mesmo aí? Ainda não quero entrar em detalhes sobre este sonho que te ia narrar que me ocorreu há catorze dias atrás. Tive um sonho vívido sobre esses cinco pontos, creio, e só gostava de saber se captarás aquilo que estou a tentar dizer. Isso estará relacionado com esse sonho?

ELIAS: Está.

DAVID: Obrigado.

ELIAS: Vamos explicar a acção da pirâmide, em razão do que não sentireis confusão nem sentireis estar a perder informação, mas isso vai exigir um certo período de tempo. Assim, vou devotar uma sessão completa a essa questão da pirâmide.

VICKI: Está bem. Além disso, numa tentativa de conseguir uma maior recordação, uma pergunta da parte da Mary. Ela sente curiosidade em saber se a impressão que tem, relativamente a um foco da essência dela que tem lugar na tua manifestação final e a que ela jamais deu expressão verbal antes, se será uma impressão correcta. É?

ELIAS: É. E a impressão que tens, Mylo, quanto à manifestação do indivíduo físico que podes identificar como tu próprio também está correcta; por nesse período de tempo particular do foco físico, não se ter realizado a fragmentação.

VICKI: Muito bem. Então mais um pergunta. Vou verbalizar isto de uma forma vaga por não querer tirar a vez à recordação de mais ninguém? É a sensação que tenho. Mas tive as minhas próprias impressões ontem em relação a uma pessoa que esteve focada nesse mesmo período de tempo e que foi um escritor, e essas impressões foram bastante... Obtive mais imagens da parte da Mary em relação a isso, e também estou a associar a ligação disso com o David, e sinto curiosidade em saber se essa será uma interpretação correcta.

ELIAS: O retorno do Sherlock Holmes! (Riso) Correcto. (Vicki: Por falar em dar com a língua nos dentes!)

VICKI: Está bem, óptimo! Só mais uma pergunta respeitante a algumas coisas que a Drew estava a falar esta noite, acerca de imagens recorrentes associadas, digamos, com os problemas que temos. Essa sempre foi uma área confusa. Eu tive a minha própria experiência nessa área no ano passado quando parei de tomar a medicação e o sentimento que tive quanto a isso ser adequado e eu estar a confiar em mim e tudo o mais, e compreendo que é claro que não tinha completado muita acção ligada a isso.

ELIAS: Precisamente.

VICKI: A pergunta é, e creio que a Drew tem a mesma pergunta, se o que é difícil de descobrir será esse sentimento. É?

ELIAS: Eu não te disse que não estavas a alcançar resultados. Estás unicamente a atirar à sorte, e no raciocínio que fazes estás a interpretar de uma forma errada e a pensar que tenhas enfrentado por completo os problemas que tens, mas eu sugeri-vos a ambos para examinardes as especificidades - as crenças específicas - que quando forem questionadas, tu expressarás com sinceridade que não, não terás conseguido enfrentar essas crenças e acções que te foram sugeridas. Não vislumbraste um outro foco situado numa outra dimensão. Há crenças a que continuas a agarrar-te com força, e sabes que o fazes com firmeza. O que não pretende sugerir que não estejas a avançar e que não possas sentir reconhecimento por esse movimento, por isso ser importante.

VICKI: Bom, sabes, creio que em parte entendo isso. O que não compreendo é este forte sentimento que obtemos por vezes, como se soubéssemos realmente alguma coisa. É que depois não sabemos se poderemos confiar nisso.

ELIAS: Por que haverias tu de deixar de confiar nisso? Procede de ti!

VICKI: Bom, por muitas vezes as imagens regressarem!

ELIAS: Não tem importância! Não te foques no que encaras como uma falha ou uma coisa negativa ou falta de cumprimento, para o que a tua atenção se volta automaticamente.

RON: Uma breve pausa, para mudar a cassete!

ELIAS: Podes prosseguir Lawrence!

INTERVALO

ELIAS: Continua, Lawrence.

VICKI: Bom, creio que não entendo muito bem quando deveremos confiar naquilo que julgamos saber. Torna-se confuso quando sentimos fortemente algo e pensamos saber alguma coisa. Dever-se-á isso ao facto de esse saber estar associado a uma crença verdadeiramente forte?

ELIAS: Não desvalorizes o teu saber!

DREW: Creio que parte da frustração (que sinto) se deva ao facto de buscarmos validação para as sensações que temos através de...

ELIAS: O que se realizará à medida que continuares a aceitar. Estás a invalidar a tua realização e o movimento que empreendes, ao duvidares do saber que tens e ao adiares a tua validação.

VICKI: Mas eu estou a referir-me às alturas em que NÃO duvidamos do saber que temos!

ELIAS: Tu ESTÁS a duvidar do teu saber, ou não estarias a falar dessa maneira! Aceitarías o saber, independentemente das imagens que pudesses criar a fim de captares a tua atenção para o facto de não teres completado o movimento.

VICKI: Okay, estou mais ou menos a entender isso.

DAVID: De facto eu tive uma experiência semelhante com respeito ao que estás a tentar dizer. Terá sido o que eu estive a sentir ou a intuir com relação à Drew durante toda a semana e que contei à Vicki; um saber ou uma sensação. Estarei correcto?

ELIAS: Estás.

BOB#1: Então estás a dizer que a Vicki saiba disso, e que durante um período não manifestou o que crê que costumava manifestar? E que depois arremessa isso de volta a ela própria...

ELIAS: Não.

BOB#1: ... só para ter a coragem de abordar a questão?

ELIAS: Não. Ela não completou o movimento de enfrentar o problema.

BOB#1: Mas ela não voltou a criar a manifestação...

ELIAS: Não.

BOB#1: ...de modo a fazer questão de não ter aceite isso?

ELIAS: Gerou-se movimento, mas a concretização do mesmo não ocorreu.

BOB#1: Simplesmente não ocorreu.

ELIAS: Ainda.

BOB#1: Okay.

ELIAS: (Para a Vicki) Neste caso, reconhece a sensação do saber, por constituir uma realidade; mas reconhece que também apresentarás aquilo a que prestares atenção, ao sugerires a ti próprio que não enfrentaste o problema por completo.

VICKI: Então, basicamente, não julgar as imagens.

ELIAS: Precisamente!

DREW: Será isso igualmente... Peço desculpa. Ias prosseguir?

ELIAS: (Para a Vicki, com firmeza) Não julgues as imagens nem atribuas negatividade a isso. Reconhece isso como o que comunicas a ti própria, para prosseguires com a tua atenção. E não desconsideres o movimento nem a realização que obténs, por isso te neutralizar a aceitação de ti e te invalidar!

DREW: Não se apresentará um pouco de interpretação errada, da nossa parte? Quando temos essa sensação, acreditamos ter ultrapassado o problema, quando de facto se trata de movimento mas não da conclusão de um movimento?

ELIAS: Correcto.

DREW: E é quando obtemos essa sensação e nos sentimos - se me desculpares a expressão - óptimos em relação a isso, mas não entendemos que ainda haja mais a descobrir, pelo que sentimos que esta sensação óptima indique uma conclusão, quando na verdade indica apenas um certo movimento.

ELIAS: Estás-te a esquecer... Desculpa. Deixa que me refira à questão do: "um certo movimento!" Não se trata de um mero movimento qualquer, como se não fosse importante! Estás a esquecer-te da informação que te foi apresentada. Foi-te apresentada informação sobre aqueles aspectos a examinar, mas ao instaurares movimento e reconheceres e teres conhecimento desse movimento e te permitires reconhecer e te sentires óptima e te sentires bem em relação ao facto, coisa que devias fazer em meio ao que crias de uma forma objectiva, esqueceste os elementos que  não  concretizaste por completo. Esqueceste a informação que te foi apresentada e em relação à qual não te permitiste ainda enfrentar por completo. Isto não pretende desvalorizar o passo que conseguiste! Porque havereis de fazer isso a vós próprios? (Riso)

DREW: Culpa tua! (Riso)

ELIAS: Ah! O Elias vai passar a assumir responsabilidade por todos vós!

VICKI: Também gostaria de perguntar qual terá sido a natureza da acção de contraparte específica que se apresentou entre mim e a Cathy.

ELIAS: Eu disse-te desde o início da interacção que a Shynla apresenta que neste foco, a Shynla alinha de uma forma mais vigorosa pelo Lawrence. Nos vossos termos, recentemente a Shynla permitiu a incorporação uma vez mais de uma recordação de outros focos, e de um realinhamento mais forte e subjectivo com o Michael, e andou para a frente e para trás com a criação de imagens similares e de uma experiência subjectiva paralela.  Nessa medida, presentemente realinhou o movimento pelo Lawrence, o que se acha num maior enquadramento com o alinhamento da intenção que tem neste foco e a acção da pirâmide.

VICKI: Certo. Só mais uma pequena pergunta idiota: Na quarta-feira passada gerou-se muita imagem de coisas que não funcionavam, e de movimento focado no físico a parar e a ser adiado até ao último instante!

ELIAS: Bastante óbvio, não concordas?

VICKI: Na verdade não entendo! O Ron e eu conversamos acerca disso. Exploramos isso durante algum tempo e ficamos mais ou menos confusos, embora tenha ocorrido frustração da parte de outras pessoas envolvidas que também se sentiram bloqueadas.

ELIAS: Mas nos instantes finais e chegado o momento decisivo, o movimento realiza-se. (Pausa) Para alguns isso representou uma perspectiva oposta ao método que escolheram para criar a sua realidade e uma oportunidade de ver e de aceitar todas as criações da realidade no caso de toda a gente, independentemente das escolhas que definiram. Já para outros, representou o feito de enfrentar os problemas ligados à responsabilidade pessoal.

VICKI: Muito bem. Tenho algumas perguntas da parte da Sarah.

ELIAS: Absolutamente.

VICKI: A primeira pergunta que faz está relacionada com o noivo. O Erin gostaria de criar uma associação entre ele próprio e a família Vold.

ELIAS: Correcto.

VICKI: Para a Sarah: "Porque razão estarei tão dependente do valor próprio que se prende com a questão da aparência que o meu corpo físico tenha?"

ELIAS: Zuli. (A sorrir, seguido de uma pausa)

VICKI: Está bem, posso falar com ela sobre isso. "Por que fico tão aborrecida e irritadiça com o que parece não passar de ligeiros aborrecimentos?"

ELIAS: Isso representa o mesmo que foi referido à Candace, em resposta a um movimento desta mudança de consciência.

VICKI: Muito bem. A Sarah vai regressar de novo à escola, ao liceu, no Outono, mas sente-se confusa em relação à possibilidade dessa escolha particular constituir um benefício para ela. Por outras palavras, estará ela a atravessar a rua com esse movimento, ou estará a contornar a região para conseguir atravessar a rua?

ELIAS: Não está a contornar a região, mas também não está a atravessar directamente a estrada. Mas isso corresponde à escolha dela. Não é a mais eficiente, mas também não é a menos eficaz.

VICKI: Bom, ela tem algumas reservas (dúvidas) relativamente a isso e gostava de saber porque razão o fará. Queria saber se terá que ver com um problema de controlo e um desejo de segurança financeira, maqs também percebe que isso não é verdadeiramente necessário.

ELIAS: Precisamente; o que representa uma anelo pelas crenças que estão a ser abonadas objectivamente no presente.

VICKI: Está bem. Uma última pergunta da parte dela. Ela tem padecido de miopia durante toda a sua vida, e gostava de saber se isso se deverá a um alinhamento com o código genético, ou se compreenderá mais alguma coisa.

ELIAS: Muitas vezes as pessoas criam um disfincionamento visual simbólico em termos de visão selectiva.

VICKI: Ela está ciente disso, e gostava de saber se será isso.

ELIAS: É.

VICKI: Muito bem, obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

Vamos interromper por esta noite, e vou proporcionar-vos uma sessão extra a título de sessão dedicada à pirâmide, para abordarmos essas questões. E vou-vos endereçar a todos com um extremo carinho um enorme afecto, e projectar-vos uma energia afectuosa a todos nesta noite. Nessa medida, dirijo-vos a todos um au revoir!
Elias parte às 9:32 da noite.

©1997 Mary Ennis / Vicki Pendley. Direitos de Autor Reservados.

VI

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