sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"A MISSÃO DOS SONHOS"


"RESPONSABILIDADE QUANTO À DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO"

Sessão 139
Quinta-feira, 12 de Dezembro de 1996 (Privada) ©

Participantes: Mary, Vicki, Cathy, e por pouco tempo, o Ron.
Elias chega às 3:21 PM. (Tempo: 15 segundos)

ELIAS: Boa tarde. Tu tens perguntas a colocar, Lawrence!

VICKI: Nós temos perguntas! Vou começar pelas perguntas do Michael. No começo das nossas sessões, tu comparavas o estado dos sonhos ao foco físico. Nessa comparação, dirias ser uma correspondência justa a que podemos fazer quando dizemos que os acontecimentos que produzimos no estado de vigília sejam comparáveis ao imaginário dos sonhos?

ELIAS: É. Vós produzis traduções ou interpretações. Nessa medida, identificais objectivamente no vosso estado do sonho, por meio do que o Michael identifica como o imaginário que produzis, as vossas imagens oníricas ou quadros que recordais. Isso representa um emprego objectivo. Por isso, envolve a tradução de acontecimentos de natureza subjectiva. A consciência desperta também representa uma tradução de acontecimentos subjectivos. Eles podem não se relacionar no mesmo imaginário de uma forma consistente, mas essencialmente trata-se de uma acção comparável.

VICKI: Então, se víssemos uma nave extraterrestre, isso representaria o mesmo tipo de coisa concreta que esta taça?

ELIAS: Sim e não. Tal acção assemelhar-se-ia ao imaginário que colheis nos sonhos, conforme designais isso presentemente, que se traduziria para o vosso estado desperto do mesmo modo. Por vezes, estais a traduzir nos termos do imaginário dos sonhos e estais também a fazer com que as imagens sejam passíveis de ser traduzidas para a vossa expressão física do vosso estado desperto, o que percebeis como uma acção de carácter precognitivo. Do mesmo modo, traduzis no mesmo instante para a objectividade física, embora isso não seja criado como criais uma montanha ou uma árvore ou um oceano, que possa ser visto por todos.

Juntos, em massa, subjectivamente, todos concordais com certas organizações de energia na manifestação de certos objectos que designais por matéria. Existem algumas manifestações com que não concordais todos. Por isso, criais o objecto físico, só que esse objecto físico não se revela permanente.

Agora; também te vou dizer que esta questão envolve mais coisas, por vos ter dito que por vezes, no vosso foco, se dão trespasses que sois capazes de perceber em termos visuais. Por isso, depende da acção. No âmbito do acordo, certos indivíduos podem estar abertos à percepção espontânea e conjunta de um trespasse. Noutras situações, as pessoas podem proceder à criação das suas próprias imagens e traduzi-las em termos físicos.

VICKI: Creio que seja difícil compreender como certa matéria física possa ser considerada como não permanente.

ELIAS: Tal como vos mencionei, os vossos artefactos, os vossos achados arqueológicos, ou as vossas ruínas antigas, a razão por que esses objectos têm continuidade na existência física, conforme a reconheceis, fica a dever-se à vossa atenção; o acordo estabelecido no âmbito das crenças que tendes, e a atenção que dispensastes através da vossa energia providenciou a criação do objecto. Como continuais a ceder energia para a sua manifestação, ela continua a ter existência. No vosso mundo e na vossa dimensão, todos vós estabeleceis aspectos de concordância quanto à manifestação de determinados objectos no âmbito da criação. Em razão disso, mantendes a energia. Continuais a conceder continuidade a essa manifestação com a vossa atenção. Em certas áreas, ou assuntos, vós não estais de acordo por toda a totalidade do vosso planeta. Por isso, a totalidade da consciência não se revela de acordo. Nessa medida, os objectos podem continuar a ser criados, mas não terão a energia suficiente para continuarem a manifestar-se. Existe uma diferença entre o que criais, e o que trespassa, ou o que é transferido.

VICKI: Muito bem. Vou pensar nisso. Não o compreendo por completo, mas compreendo parte da coisa.

ELIAS: Se estiverdes todos de acordo quanto ao facto de um copo ter esta forma, haveis de criar todos um copo com esta forma. O que não quer dizer que um indivíduo ou mesmo um grupo de indivíduos não possa optar por criar um copo físico que não tenha o aspecto convencional do vosso copo. Ele continuará a ter existência. Ele será criado, mas a energia que lhe é cedida não é cedida em massa. Pode ser cedida parcialmente em massa, mas a energia concedida à sua criação não se revelará suficientemente forte para continuar a manter o enfoque, de modo a permitir que o objecto seja reconhecido como uma criação convencionada em termos oficiais; tal como tu e o Michael experimentastes a criação da vossa criatura. Isso não foi um produto da imaginação. Na realidade, na verdade, vós criastes nesse instante, uma manifestação física. Essa criatura na realidade não percorre o vosso planeta, por não terdes cedido energia à sua criação. (1)

No caso daqueles que criam esses objectos ou manifestações, a energia não é cedida continuamente; Por que, nas crenças das massas, mesmo aqueles que à vossa semelhança criam em termos concretos bem à frente dos olhos deles, não os levam a acreditar por completo. Continuam a apresentar-se crenças conflituantes, por as crenças das massas não aceitarem essa informação não oficial. Por isso, a energia que lhes é cedida não é suficientemente forte para dar continuidade à manifestação.

Isso não quer dizer que não possais dar continuidade à manifestação, se o desejardes. Caso todos os indivíduos por todas as culturas desta dimensão estivessem de acordo e aceitassem a informação não oficial, e a aceitassem em termos oficiais, isso materializar-se-ia e passaria a ter existência. Esse é o objectivo da vossa mudança.

VICKI: Torna-se mais ou menos confuso quando falas de coisas permanentes e de massa temporária. Por exemplo, esta nave que as pessoas têm vindo a ver há trinta anos, gostava de saber, se haverá quem possa entrar no compartimento onde essa nave se encontra e não a ver?

ELIAS: Há. Vós aceitais aquilo que a vossa percepção e as crenças que tendes vos ditam.

VICKI: Nesse caso imaginaria que seja por isso que existe tanta controvérsia em torno dessas coisas, por isso por vezes se dar.

ELIAS: Não importa que sejais fisicamente confrontados com informação. Não aceitareis uma informação que não desejais aceitar nas crenças que tendes; e podeis aceitar o que podeis pensar ser uma informação incorrecta, e criar uma adaptação perfeita para essa informação incorrecta. Os vossos matemáticos e os vossos cientistas fazem isso continuamente, não admitir informação que é verdadeira e aceitando informação distorcida; só que a informação distorcida ajusta-se, por fazerdes com que encaixe, e passais a aceitá-la como uma verdade, e não aceitareis mais explicação nenhuma.
(Nota do tradutor: Veja-se o caso da tão controversa questão da Fusão a Frio, que não consegue apresentar sinais duradouros ou passíveis de ser repetidos, justamente por causa deste aspecto associado à crença, aqui referido!)

VICKI: Será isso o que andam a fazer neste momento com a percepção que têm deste cometa e do OVNI que está associado a ele?

ELIAS: É, embora isso também seja significativo em termos de avanço da consciência, pelo reconhecimento da actividade desta mudança. Não vos digo que tais acontecimentos que criais sejam insignificantes. Só que poderão necessariamente não corresponder ao que pensais, e podem não traduzir uma verdade.

VICKI: Nesse caso, à semelhança de vários outros eventos, parece que este “negócio” do cometa tenha sido atraído à minha atenção pessoal. Representará isso uma aceleração exactamente nesta altura, do movimento?

ELIAS: Absolutamente. Está a dar-se uma aceleração, sim. Ela é bastante perceptível. Cada um de vós, também há-de de notar, por meio de pequenos incidentes recentes, essa aceleração. No nosso pequeno grupo haveis de notar interferência que é um indicativo de tal aceleração. É como se a consciência, nos termos do entendimento que tendes - sublinhai “vossos termos” - seja arremessada para um estado de confusão e de caos. A tempestade que antecede a bonança! Por isso, nesta situação, muita é a energia que é libertada no âmbito da consciência e a que vai propiciar muita confusão. Isso também gera muita interferência, e permite interferência proveniente de diferentes ondas de transmissão, assim como interferência na compreensão objectiva na interferência causada pela actividade subjectiva; assim como se está a dar muito movimento com que, até a presente data, não chegastes a familiarizar-vos. Sentistes-vos confortáveis nas crenças que tendes e com a vossa linha oficial de consciência, que estabelecestes, que convencionastes. Agora, abalais as suas fundações! Nessa medida, haveis de notar muitas ocorrências, muita confusão e muita interferência.

VICKI: Então, é o que tenho vindo a constatar nas nossas sessões ultimamente?

ELIAS: É.

VICKI: Haverá alguma coisa que possa pessoalmente fazer, no fórum destas reuniões, para ajudar a esse respeito?

ELIAS: Permite-te aceitar. Compreende que se está a gerar muito movimento na energia. Não é importante. A informação que está a ser apresentada não está a ser objecto de distorção. Ocasionalmente está a ser afectada pela interferência causada pela energia. Mas isso não é importante.

VICKI: Muito bem. Uma outra pergunta da parte do Michael: será toda a actividade onírica e actividade do estado de vigília filtrada pelas crenças?

ELIAS: Não. Isto torna-se difícil de entender para vocês, por traduzirem aquilo que vêem por intermédio das crenças que têm; Embora as acções iniciais da tradução que fazeis da esfera subjectiva para a objetiva, não serem sempre influenciadas inicialmente pelas crenças, embora possam ser subsequentemente influenciadas.

VICKI: Então, se tivermos um sonho que se prenda com a resolução de um problema e acordarmos com a imagem exacta que resolva esse problema, como será que isso irá encaixar na filtragem que é feita por meio das crenças?

ELIAS: Isso não é um caso de não ser filtrado ou de ser filtrado. Depende bastante da acção e da interpretação. Além disso, entendam que para actualizardes uma imagem qualquer, se dá uma filtragem por intermédio das crenças.

VICKI: Creio que a verdadeira pergunta seja: como é que por vezes o imaginário onírico parece estar de tal modo relacionado, tal como no caso de um sonho do tipo resolução de um problema ou de um sonho precognitivo, e outras imagens oníricas ou simbolismos se revelam tão difíceis de interpretar?

ELIAS: Há diferentes razões para tal acto. No caso de alguns, o acto de traduzir é simplesmente traduzido para a consciência objectiva. Por isso, o imaginário onírico que tiverem reflectirá o seu estado desperto. Na maior parte do tempo, hão-de identificar, no contexto da recordação da actividade onírica a que procedem, de modo marcante com as imagens objectivas do estado de vigília. O seu imaginário será traduzido por esse tipo de imagens. Isso fica a dever-se ao facto de se sentirem mais confortáveis com a identificação das imagens objectivas. Geralmente, esses indivíduos também não recordam com frequência a actividade fora do vulgar. Por vezes, só que raramente. Eles acham-se focados em termos bastante objectivos. Isso corresponde ao desejo que têm. Acham-se imersos no foco objectivo. Por isso, o seu imaginário onírico reflectirá igualmente isso. A tradução que fizerem deverá ser automaticamente feita em termos das imagens da consciência de vigília. Aqueles que têm o desejo de uma busca interior, e se permitem um conhecimento objectivo da actividade subjectiva que empreendem, hão-de experimentar imaginários oníricos aparentemente estranhos. Os termos que estabeleceis são os de que só experimentais sonhos simbólicos. "Os meus sonhos não apresentam imagens reais!" Isso também é propositado, por distinguirdes. Não desejais criar imagens com que estejais familiarizados no vosso estado de vigília. Desejais compreender ou investigar a informação subjectiva. Por isso, criais imaginários diferentes. É aí que as vossas “gémeas” e muitos outros se deparam com tanta confusão, por serdes muito criativos nas imagens que criais no vosso estado do sonho. Nessa medida, não repetis muitas das imagens que tendes, e conforme o Michael notou, podeis criar muitas imagens correspondentes a uma só acção. Esse é um empenho criativo.

No vosso estado desperto repetis actos. Esse é um comportamento habitual. No vosso estado desperto, se escolherdes dar um passeio, caminhais sobre os pés. Não caminhais sobre as mãos, geralmente! Por isso, repetis actos continuamente no vosso estado desperto. Por ser uma criação com que estais familiarizados. Foi assim que criastes o vosso estado objectivo. No âmbito da vontade de estabelecerdes contacto com informação subjectiva, escolheis não estabelecer relação alguma com a acção do estado desperto. Não escolheis criar o mesmo ambiente. Por isso, quando subjectivamente confrontados com a mesma acção, haveis de a traduzir pelas vossas imagens de modo diferente. Esse é um reconhecimento que fazeis para vós próprios, de estardes a estabelecer uma distinção entre a acção objectiva e a subjectiva.

VICKI: Portanto, eu acho mais ou menos interessante que tendamos a classificar os sonhos que temos como bizarros, e envejemos aqueles que têm sonhos precognitivos.

ELIAS: É muito engraçado! Embora te deva dizer também que esses indivíduos que se permitem ter o que designas por sonhos precognitivos estejam a abonar um trespasse de actividade subjectiva, ao se permitirem abrir para com os sentidos interiores e ao continuarem a traduzir para a consciência objectiva.

VICKI: Nesse caso, se pudéssemos chegar efectivamente atrás da imagem e estabelecer contacto com a Área Regional 2, seria com uma sensação que estaríamos a estabelecer contacto?

ELIAS: Sim, nos vossos termos. Trata-se de uma acção.

VICKI: E também não associaríamos uma sensação à acção?

ELIAS: Elas são a mesma coisa. Não existe associação. Não se traduz nesse estado. Por isso, são sinónimos. Vós na vossa consciência objectiva traduzis do seguinte modo: "Uma acção produz uma sensação" ou "uma sensação produz uma acção." Isso é uma tradução (interpretação).

VICKI: Então, poderá essa missão dos sonhos ser levada a cabo no foco físico?

ELIAS: Pode, em grande medida; embora te diga que vos esforçais por realizar o que percebeis que poucos tenham conseguido na vossa dimensão física. (Pausa)

VICKI: Ah bom, não tem problema! (Riso)

ELIAS: Não é impossível. (A sorrir)

VICKI: Distinguirias uma emoção de um sentimento ou sensação?

ELIAS: Ah, vamos penetrar no vasto mundo da semântica! Não. Devo dizer-te que poderás distinguir em parte, mas a razão que apresento para dizer que não deve-se ao facto de permitirdes que as crenças influenciem a separação que estabeleceis com a terminologia. Por isso, apresentais a vós próprios uma outra área para separar e dissecar e afastar e segmentar. Na realidade, pode-se referir mais áreas de uma maior definição do vosso termo “sensação”, embora isso também possa ser desafiado. Por isso, digo-te que a emoção não representa sentimento nenhum distorcido. A emoção constitui um sentimento ou sensação. O pensamento que está associado à emoção constitui a distorção.

(A sorrir) Conforme estava desejoso de interromper a conversa que estavas a ter na véspera do dia de ontem, direi que a emoção não constitui a criação negativa de um sentimento puro. Uma emoção é uma emoção. É um sentimento. Aquilo que associais nas vossas crenças a essa emoção, no raciocínio que estabeleceis, é o que estabelece a diferença; mas a emoção, em si mesma, não se acha distorcida.

VICKI: Aquele sonho que o Michael teve a seguir ao qual experimentou um sentimento ou uma emoção de euforia no dia seguinte, no estado de vigília... tenho-me interrogado por ele me ter contado que, se ele contactou o sentimento durante a actividade subjectiva, o sentimento de euforia do dia seguinte terá sido uma expressão, uma expressão emocional dessa ligação. Será essa uma maneira parcialmente correcta de pensar em relação a isso?

ELIAS: É.

VICKI: E se não estivéssemos em ligação com esse tipo de actividade subjectiva no estado de sonho, isso representaria o que chamaríamos de norma, a experiência dessa euforia?

ELIAS: Representaria, em combinação. Isso deverá sempre ser o que podeis designar por subjacente. Pode ser um sentimento mais abrangente, conforme o designais, assim como também poderá não ser; mas sempre deverá acompanhar todos os outros sentimentos no quadro da actividade. A actividade e o sentimento não são entidades separadas. (Pausa)

VICKI: Ah, eu compreendo. (A rir)

ELIAS: Ah não, não compreendes! (A sorrir)

VICKI: E em relação a este conceito referido pelo William na noite passada, do pensamento ser o mesmo que sentimento na Área Regional 2, ou no estado subjectivo?

ELIAS: O pensamento, nos vossos termos, consiste numa criação do foco físico.

VICKI: Então não é uma afirmação correcta.

ELIAS: Não, embora esteja intimamente ligado; por a tradução e a criação objectiva poder não ser feita sem o emprego desse elemento da vossa consciência, e ser, também; mas na actividade dos acontecimentos subjectivos, o pensamento não representaria uma acção. O pensamento é uma criação objectiva. É uma tradução.

VICKI: E por vezes as pessoas na Área Regional 3 experimentarão o pensamento?

ELIAS: Sim, muitas vezes.


VICKI: Uma outra pergunta da parte do Michael. Que é que eu estou a tentar notar em toda a interacção que tens vindo a ter comigo ultimamente? Pergunta interessante!

ELIAS: (A sorrir) Por falarmos em sentimentos e emoções! Essa é uma pergunta bastante evasiva, por os sentimentos de desconforto prevalecerem em meio à criação de interrogação e de embaraço, embora eu ache bastante divertido o facto de o Michael continuar a exibir embaraço junto desta essência! (A rir) Devo dizer ao Michael que ele está a permitir-se ter uma recordação. Ele já reparou. Agora está a passar para uma área, ligada à sua missão dos sonhos, de recordação da interacção com estas essências. Por isso, ele passa pela experiência de ter muitas sensações, conforme chamais a isso, que lhe parecerão estranhas, e sente confusão em relação a tal acção. Há muita coisa que o Michael necessita recordar. Ele está a começar a permitir que essa acção trespasse. (Pausa, à espera de mais, mas sem que nada seja perguntado)

VICKI: Muito bem, mais uma pergunta da parte do Michael. Nas conversas objectivas que teve recentemente com o Kasha, sentiu-se confuso ao tentar descobrir o que será uma expressão da essência. Terás alguma coisa a propor nessa área? Quando uma pessoa está verdadeiramente irritada, em que coisa consistirá uma expressão da essência?

ELIAS: Vou esclarecer-vos a ambos - o que também constitui uma informação adicional apresentada ao Lawrence, com respeito ao bloqueio de pequenos impulsos. (Com humor) Acreditais que agora passastes a ser instruídos nos caminhos da essência. (Riso) Por isso acreditais, no âmbito da vossa nova “religião”, tratar-se do vosso novo credo! Alteramos o credo desde a célebre: “Fazei aos outros como gostaríeis que eles vos fizessem”, para “Expressar-vos a partir da essência a todo o custo, e negar todos os impulsos e todas as expressões do que julgamos ser... negativas!” É aquela palavra maldosa! (De forma muito dramática, enquanto desatamos todos a rir) Devo dizer-te, Lawrence; que no foco físico, o termo “Dar a outra face” em muitas situações não deve ser empregue literalmente. Cada situação constitui a sua própria criação no seu momento próprio; e se o Elias vier a ti, Lawrence, e te der uma calcadela, eu sentir-me-ia bastante divertido se me respondesses: “Não tem problema!”

Sois dotados por vós próprios com emoção, o que não deve ser objecto de negação; tal como sois dotados por vós próprios com o vosso intelecto, que também não é de negar Esses são elementos inerentes ao vosso ser que precisam de uma resposta. O que não quer dizer que devais socar cada indivíduo que vos faça despertar respostas emocionais! Precisais fazer uso de ambos. Conforme declaramos muitas vezes, antes, a expressão isolada da intuição ou da emoção é errada. A expressão isolada do intelecto e a negação da emoção está igualmente errada. Essas expressões estão em desequilíbrio. Precisais empregar todo o vosso ser. A vossa racionalidade ou lógica não é “má”! As respostas emocionais que dais não são “más”! Elas precisam ser avaliadas e operar em conjunto. A resposta emocional é natural. É uma resposta à acção. O vosso intelecto é criado para acrescentar uma avaliação; para temperar a emoção. O que não pretende dizer que vos devais exceder no intelecto e deixar de permitir qualquer expressão emocional!

Cada um de vós está a sair-se bem. Estas são áreas difíceis, por ainda terdes fortes crenças em termos de positivo e negativo. Ainda mantendes crenças enraizadas de certo e de errado. Por isso torna-se-vos menos clara a forma como as vossas expressões “deveriam” ser, por precisardes expressar-vos “correctamente”, e não deverdes expressar-vos “incorrectamente”! A ira é coisa errada! A ira consta de uma emoção. É neutra. Não é correcta nem é incorrecta. É o que é.

A situação é que dita. É aí que o vosso intelecto opera em cooperação com a vossa emoção, compreendendo igualmente que operais por intermédio de crenças. Em reconhecimento dessas crenças, podeis deter-vos temporariamente e questionar-vos acerca da crença que tendes. Se vos permitirdes a percepção de estardes a bloquear respostas emocionais em resposta às crenças que tendes, deveis apresentar a vós próprios uma maior informação para vos expressardes no âmbito da expressão da essência, compreendendo que todas essas expressões que classificais como negativas não são negativas.

VICKI: Por vezes parecem negativas para os outros!

ELIAS: Por todos partilhardes desse sistema de crenças! Vou-vos pedir um ligeiro intervalo, e logo continuareis com as vossas perguntas. Aceitável?

CATHY: Bastante.

INTERVALO

ELIAS: Quanto às elaborações mentais que produzis na Área Regional 3, elas são... digamos, restritas àqueles que se encontram no acto da transição, por existirem outras acções nessa área da consciência que não se prendem com a transição, e em que o pensamento como uma criação objectiva não é empregue. Por isso, as essências que se acham focadas na Área Regional 3, e que estão ligadas ao foco físico pelo objectivo e pelo desejo, conforme vós testemunhastes, não empregam pensamentos. Isso constitui uma limitação para a acção de transição. (Pausa)

VICKI: Então diz-me, com toda a honestidade, não te sentirás por vezes um pouco frustrado quando nós não paramos de produzir novas crenças em torno dessas coisas que dizes?

ELIAS: (A sorrir) É uma realidade! (Riso)

VICKI: Bom, falando de crenças e da formação de novas, eu própria tenho vindo a sentir um monte de frustração ultimamente ao tentar responder às perguntas das pessoas; uma enorme sensação de incapacidade. No meio de uma frase, tenho simplesmente que me calar por perceber que tudo quanto estou a fazer é fornecer uma outra crença, a nova crença actua que defendo. Por isso, quando temos consciência de estarmos a fazer isso, como poderemos possivelmente servir de alguma ajuda para outro indivíduo?

ELIAS: (A sorrir) Eu digo-vos que vós exibis a mesma conduta que achais divertida no Stephen!

VICKI: De que modo?

ELIAS: O Stephen expressa o desejo de se expressar sem crenças no foco físico. Vós encarais isso como divertido na compreensão que tendes do foco físico compreender crenças, mas fazeis a mesma ideia, por encarardes a resposta às pessoas como inadequada, por as respostas que dais serem filtradas pelas crenças. Mas vós não vos “desintegrais”! (A sorrir)


VICKI: Presumivelmente. Mas no fórum destas sessões e desta informação, estou a começar a pensar que devia mesmo manter a boca fechada quando as pessoas me dirigem perguntas, por na verdade poder revelar-me menos útil. Elas já dispõem das suas próprias crenças, pelo que não precisarão também escutar as minhas!

ELIAS: Se reconheceres que apresentas unicamente as tuas próprias crenças recém-descobertas, tens razão. Se estiveres a oferecer auxílio em termos de informação, ao sugerires uma informação periférica ou informação não usada previamente pelo indivíduo com quem estiveres a conversar, poderás fornecer auxílio no âmbito do intercâmbio. Eu encorajei-vos no sentido de interagirdes e de procederdes a um intercâmbio entre vós, no nosso grupo. Acreditarás que eu encare a interacção que tendes à luz da compreensão de não trocardes nenhuma crença?

VICKI: Não. (A rir)

ELIAS: Vós interagis e procedeis a um intercâmbio de informação, e com isso permitis-vos abrir-vos. Continuais a filtrar por meio das crenças, mas também proporcionais a vós próprios a oportunidade de perceber na vossa periferia ao incorporardes uma maior informação que vos possibilite um outro ângulo de percepção da informação subjectiva. Por isso permitis-vos a oportunidade de vos expandirdes. E nessa medida, também proporcionais a vós próprios uma oportunidade de ampliardes as crenças que tendes e de aceitardes essas crenças.

Haverás de continuar a filtrar por meio das crenças que tens. Se experimentares muito conflito com o acto de apresentares uma exposição a uma outra pessoa com respeito à nossa informação, foi-te estendida a oportunidade de clamar por assistência. Por isso, podes, em qualquer altura do vosso elemento de tempo, pedir, que te será estendida ajuda caso optes por isso.

VICKI: Está bem, então vou fazer uma pergunta sobre uma frase específica. Dei por mim sem saber como terminar um enunciado, e anotei-o de forma a conseguir recordá-lo. Eu estava a falar com alguém sobre este intercâmbio de energia e a minha frase começou: “A informação não provém de uma fonte externa, mas...” e calei-me, por ter percebido que não sabia exactamente com terminar o enunciado.

ELIAS: Correcto. A informação não provém de uma fonte externa, mas nas crenças que tendes podeis perceber que essa informação seja fornecida por uma fonte externa, embora na verdade não seja; por ser de natureza interna, e constituir uma acção interior; uma troca. E como não existe separação, não existe “coisa” alguma que se situe fora de vós. Isso torna-se difícil de compreender para muitos, e depende do indivíduo com quem estiveres a falar.

As essências fornecem a informação que conceptualmente pretende toda transmitir o mesmo. Podem escolher uma terminologia diferente, consoante o indivíduo em questão e a percepção que ele apresentar, e a magnanimidade de que gozar na aceitação. Certos indivíduos podem não compreender determinados conceitos, em razão do que, eles terão que lhe ser apresentados em termos que consigam compreender. Eu apresento-vos conceitos que conseguis compreender. Apresento-vos uma informação que podeis presentemente não compreender, mas igualmente com o entendimento de virdes a compreendê-la. (Riso, em razão do tanto que não nos é dado compreender ainda!)

 (A sorrir) Estou ciente de que eventualmente fundirão o saber subjectivo com a compreensão objectiva que tendes e fareis com que resulte uma compreensão objectiva (mais avantajada). Eu apresento uma informação dotada de um conhecimento da actividade subjectiva; mas para além disso, esses indivíduos deixaram-se atrair para esta informação por virem a compreender. O que não quer dizer que toda a gente à face do vosso planeta venha a compreender objectivamente esta informação. Por isso, vós, livres ou imbuídos da menor distorção possível, e no âmbito do conhecimento de Videntes que vos caracteriza, deveis avaliar a informação e usar a confiança que tendes em vós para reordenardes essa informação de uma forma isenta de distorção, para conseguirdes apresentar a informação à compreensão dos demais; foi isso que dissemos quanto à responsabilidade que vos cabe com respeito à acção desta agenda. Agora já podes ver que pode não se revelar tão simples quanto isso!

VICKI: Não é tão simples quanto isso, em absoluto!

ELIAS: Mas vós sois seres criativos e dispondes de imensa capacidade. Já vos disse isso muitas vezes. O intercâmbio que tem lugar que vos possibilita a informação que vos dispenso é muito complicado. O intercâmbio que tiverdes com os outros que possibilite uma informação em termos de auxílio relativamente a esta mudança, também requer esforço.

Quanto à explicação que deste; com a compreensão de não existir separação, este intercâmbio é conseguido interiormente. Com a compreensão de que embora não exista separação no âmbito da consciência e da essência, podereis distinguir a identificação que fizerdes da personalidade. Por isso, a personalidade do Michael não é o Elias. A personalidade do Elias não representa o Michael. Não existe força externa, mas elas não são a mesma coisa. Não são distintas, porém, não são uma e a mesma coisa. (Ah, agora entendo, escreve a Vicki!)

VICKI: Muito bem, obrigado. Vou tentar acabar o enunciado que deixei inacabado! Gostarias de colocar a pergunta que tinhas, Cathy? Já estou a falar há muito tempo.

CATHY: Será o Jim Sumafi? (A Vicki desata a rir)

ELIAS: Ai ai ai. Lá foste tu dar continuidade à coisa!

VICKI: É terrível, não é? (A rir)

ELIAS: Vou expressar à minha querida e pobre Shynla que, embora não incorporemos o conceito de certo e de errado, cometeste uma enorme injustiça para com estes dois gémeos.

CATHY: Oh, vocês, suas idiotas! De forma nenhuma! (A Vicki desmancha-se de riso)

ELIAS: Eles estão a praticar, no foco físico, com as partidas que fazem – a fingir as diabruras não física! Sim, o Yarr é Sumafi, conforme já foi referido.

CATHY: Oh, vocês, pá! É isso! É guerra! (A Vicki passou-se)

VICKI: Não tenho qualquer explicação. Foi o diabo que me levou a cometer isso!

ELIAS: Uma expressão apropriada da essência seria não fazer uso da retaliação!

CATHY: Só vou ver o quão criativa conseguirei ser! Ela terá mesmo falado contigo nessa noite? Quando disse ter obtido aquela informação profunda? (Não acreditava que conseguia rir tanto!)

ELIAS: Não. Eu não estava em comunicação verbal com o Lawrence nem com o Michael. Isso é uma criação da sua invenção!

CATHY: Oh, vocês pá! Fizeram-me mesmo acreditar nisso!

ELIAS: (A sorrir) Que divertido! (Agora o Elias também se ri)

CATHY: Ah, mano! O Ron também terá estado implicado nisto? (Elias fixa o olhar na Vicki, a remeter-lhe a pergunta)

VICKI: Ele não esteve logo. Bom, na verdade não esteve completamente implicado nisso... (E a Vicki desata novamente a rir)

ELIAS: Ele diverte-se muito sozinho! (A rir) Devo dizer, Shynla, que o Elias também já se deu a conhecer muito como brincalhão. Por isso, foi pago na mesma moeda! (Ainda a rir)

CATHY: Oh, é verdadeiramente especial!

VICKI: Mais alguma pergunta? (Desata a rir de novo)

CATHY: Não, não tenho mais nenhuma pergunta!

VICKI: Bom, nesse caso, tenho eu. Eu tenho mais algumas. (Assim que conseguir parar de rir) Bom, isto também foi suscitado numa conversa, relativamente à declaração que fazes continuamente de que a verdade soará como coisa fidedigna junto das pessoas. Muitas coisas soam a verdade a muitos indivíduos em diferentes alturas da sua... (Ele interrompe-me)

ELIAS: Errado!

VICKI: Bom, essa é a pergunta. Parece que muitas coisas soam.

ELIAS: Parece. Mas existe uma diferença! (Firmemente) Haveis de conseguir distinguir a diferença entre uma crença e uma verdade. Podeis acreditar numa crença com intensidade, e se vos for sugerida uma verdade, ela soar fidedigna.

VICKI: Então, se quiséssemos trazer uma pessoa que abrace o fundamentalismo Cristão a uma destas sessões, isso soaria como verdadeiro ás crenças que apresentaria?

ELIAS: Sim.

VICKI: A sério!

ELIAS: O indivíduo poderá traduzir a verdade por ideias que se apresentem consistentes em relação às crenças que tiver, por as crenças que tendes se basearam na verdade. Por isso só vos julgais uns aos outros na interpretação que fazeis. A verdade há-de soar verdadeira, independentemente das expressões que forem utilizadas.

VICKI: Bom, torna-se confuso. Faz-me recordar a altura em que me encontrava tão voltada para a religião, no princípio da minha vida. Isso parecia-me uma verdade. Eu acreditava que isso fosse verdade.

ELIAS: Mas vós incorporais um indivíduo de índole religiosa neste fórum.

VICKI: Sim, é verdade.

ELIAS: E no caso dele dá-se o reconhecimento de se tratar de uma verdade. O que não quer dizer que o indivíduo possa experimentar esta informação e aceitá-la toda, como o não fazem o Lawrence nem o Michael! Mas possuís um saber íntimo que faz soar a verdade em meio às crenças que tendes.

VICKI: Vou transmitir isto à Uriel, e ela poderá responder por ela própria.

ELIAS: Não importa o que cada um possa acreditar no âmbito das crenças religiosas ou políticas, ou sociais que tiver. Ela virá a conhecer a verdade, sem que importe a intensidade das crenças que abraçar. A verdade há-de soar no seu íntimo. Poderá sentir dificuldade em reconciliar parte dessa informação caso se apresente contrária às crenças que tiver, mas também deverá desenvolver um “método” que lhe permita integrar a verdade nas crenças convencionais que tiver. Poderá reordenar os conceitos, alterar os termos; mas a verdade deverá prevalecer por base.

Uma pessoa pode apresentar-se por breves instantes na nossa presença e optar por não voltar, por experimentar conflito com as crenças que tiver, relativamente ao que optará por continuar a abraçar fortemente; mas não negará o elemento da verdade inerente ao que é apresentado. Nem vos dirá: “Isto é completamente falso.” Não haveis de passar pela experiência disso por saberdes todos, de uma forma inata, o que é verdade. E quando vos é apresentada reconhecei-la.


As pessoas criam interpretações. Todos vós criais interpretações, no foco físico. Todos vós filtrais por intermédio dos sistemas de crenças. Tu apresentaste a ti própria o conhecimento disso no contexto da missão que presentemente assumes, mas ainda assim tens conhecimento disso.

VICKI: (Para a Cathy) Terá essa sido a experiência que tiveste com o Greg? (Greg é um amigo da Cathy que veio assistir a duas sessões e nunca mais retornou)

CATHY: Eu estava mesmo a pensar no Greg. Creio que ele sabe, mas parece precisar de algum tipo de truque de salão tangível que o coloque “entre a espada e a parede” ou algo assim.

ELIAS: Conforme expressei, as pessoas podem ter dúvidas, ou apresentar o que podeis designar por cepticismo. Podem experimentar conflito com uma capacidade, num dado momento, no sentido de reconciliar informação com crenças amplamente enraizadas; mas não negarão a verdade.

VICKI: Em geral, recentemente, no jogo que representamos parecem ter surgido certas discrepâncias, coisas que não tinham ocorrido antes, a duplicação de perguntas relacionadas com o jogo. Essa resposta que deste à pergunta que a Cathy fez relacionada com o jogo, de tentar estabelecer contacto com a família Borledim com carinho; a resposta que deste foi a de que essa seria uma expressão inerente a todas as essências. Fiquei curiosa pelo facto de não teres empregado o termo “famílias da essência”, e como estabeleci uma distinção, pensei se não deveria tê-la aplicado. Passaram a apresentar-se, tal como dizia, algumas discrepâncias no jogo, ou o que pareceu ser discrepâncias.

ELIAS: "Todas as essências", será mais correcto. Dizer que “o cuidado seja comum a todas as famílias da essência” cria a ideia da separação, na vossa forma objectiva de pensar, e de famílias ligadas unicamente a este foco; por essas famílias estarem relacionadas com este foco.

VICKI: Creio que o raciocínio que estabeleci de imediato tenha sido na direcção das nove essências que associamos às nove famílias, em vez de a todas as essências.

ELIAS: Mas isso implica separação.

VICKI: Então, que dizer de algumas dessas perguntas que são duplicadas no jogo?

ELIAS: Isso é propositado.

VICKI: Bom, eu logo vi! Não penseis que estivesses a ter um deslize!

ELIAS: Isso é temporário e propositado, para vos levar a perceber! Foi admitido em função da atenção da vossa parte, que nos termos que empregais representa um deslize! (Riso) Por isso, proporcionou-se a permissão, no nosso jogo, para detectares a acção que tiveste. No vosso jogo tornaste-te complacente. Começaste a ver o jogo como coisa mundana e ociosa. Agora já podes estabelecer associações lógicas, por integrares muita informação no vosso jogo. Por isso, permitiste-te ter um deslize. Permitiste que a tua atenção se desfocasse, e nós expressamos um exercício com base na claridade! Estás desfocada. Não estás a prestar atenção! Eu não faço uso deste jogo à guisa de uma acção de policiamento, ao te dizer que já terás estabelecido esse laço. Este é um jogo que vos diz respeito a vós. Eu não preciso dele. Não preciso de o pôr em prática. Por isso, a permissão foi estabelecida, para poderes perceber.

CATHY: Terá tido início há muito tempo com o comportamento da “coruja”?

ELIAS: Não.

CATHY: Foi coisa diferente.

ELIAS: Correcto.

CATHY: Terá tido início com aquilo do repolho?

ELIAS: (Assentindo) Cuja acção mereceu uma completa falta de reconhecimento, e a que nenhuma atenção foi dada, falta de reconhecimento e de atenção essas que tiveram continuidade numa acção repetida!

VICKI: Não dei por isso. 


ELIAS: E depois inquiris-me com respeito à expressão desta informação de uma forma eficiente junto de outros indivíduos, quando não prestais atenção a vós próprios! Aqui está a tua explicação. O Elias não teve deslize nenhum. Nem tampouco se trata de um caso de interferência!

RON: Preciso de mudar a cassete.

INTERVALO

VICKI: Bom, uma pergunta do Michael: Porque será que o imaginário dos sonhos mudou sem parar, na noite passada?

ELIAS: Conforme foi referido, isso representa o emprego de uma recordação. Nós explicamos que o imaginário que criais constitui uma tradução objectiva. Em grande parte dessa tradução, identificais-vos com elementos que vos são familiares. Em tais casos, ao identificardes o que designais por respostas ou sentimentos extremos, numa tentativa de traduzirdes isso por imagens com que possais identificar-vos, podeis recordar um evento que tenha ocorrido objectivamente que compareis em termos de sentimento. Por isso, como no imaginário que o Michael teve, ele não recorda objectivamente nem se identifica com o que designais por uma outra acção ou acção prévia; acção subjectiva ou acção relativa a um outro foco. Ele não encontra comparação, na ideia objectiva que tem, para tal actividade. Em razão disso, não se identifica com a recordação. Na tradução objectiva da actividade inerente à recordação, ele traduz isso por uma acção ou evento recordado, neste foco físico, que é passível de ser comparado em termos de intensidade; desse modo permitindo-se identificar semelhança de sentimento. As imagens permaneceram em mudança por (ele) não se identificar com a recordação objectiva, mas traduzir em termos de uma consciência ou familiaridade objectiva; por isso, na consciência objectiva, conferindo uma maior realidade à acção. Eu digo-vos que cada um de vós encara os outros focos como uma realidade conceptual. Eu falo-vos da interacção que tendes em outros focos e vós aceitais essa informação, só que como um conceito. Na vossa consciência objectiva, não recordais esses elementos de que vos falo. Por isso, se vos falar sobre uma interacção partilhada entre vós e eu num outro foco físico, podeis aceitar isso como um conceito, mas não aceitareis por completo como uma realidade, por não o recordardes. Nos vossos termos, aceitais isso como um acto de fé. Na realidade, porém, não aceitais isso.

Do mesmo modo, o Michael não tem a menor lembrança quanto à interacção destas essências. No âmbito da actividade subjectiva, subsiste uma recordação. Já tive ocasião de referir isso uma vez. Nessa recordação, dá-se uma tradução objectiva a fim de criar uma maior realidade. Por isso, é recordado um evento no âmbito do foco físico. É traduzido por esse imaginário onírico. O indivíduo que ocupa o assunto das imagens muda, por estar flutuante entre a identidade objectiva e a subjectiva. A identidade objectiva é apresentada com uma comparação que tem lugar na realidade, na realidade recordada e conhecida, para ser apresentada a par com a realidade subjectiva. É a criação da apresentação de uma compreensão de eventos experimentados e do sentimento, que representa a actividade, que é recordada ao próprio indivíduo.

Essa é uma acção similar à do vosso novo jogo. A única diferença reside no facto de a experiência ser feita com base no facto dessa acção ser completamente subjectiva. Por isso, a tradução representa uma combinação feita no contexto da identidade. A tradução em si mesma é objectiva. A identidade da tradução é ambas – subjectiva e objectiva. A acção que foi recordada tem que ver com interacção do Elias. A identificação feita na tradução diz respeito a outro; o que representa uma comparação objectiva dotada do propósito de incorporar uma maior realidade dos eventos.

VICKI: Penso estar um pouco confusa com relação a este sentimento ou a essa acção, por teres mencionado que eram sinónimos, e que se tivéssemos que estabelecer a ligação estabeleceríamos uma ligação com a acção por detrás da imagem. Mas depois também afirmaste várias vezes que no foco não físico, não chegamos verdadeiramente a experimentar emoção ou sentimento.

ELIAS: Existe uma diferença. Eu afirmei-vos especificamente que esta Área Regional 2 está directamente relacionada com este foco físico.

VICKI: Então nesse sentido, deve haver uma ligeira diferença.

ELIAS: Exacto. Se te estiveres a referir ao foco não físico, e das essências das áreas de consciência do foco não físico, que não estejam incorporadas em focos físicos, isso é uma acção diferente.

Esta Área Regional 2 acha-se em directa relação com o foco físico. Por isso, representa a área criativa, no âmbito da consciência, da criação e manifestação desta Área Regional 1 da consciência. Abaixo da vossa manifestação física, abaixo ou dentro da acção de tradução da manifestação física, reside a acção do sentimento no âmbito da consciência, que não assume qualquer forma e que constitui uma acção em termos de energia. Essa é uma criação específica destinada a um foco específico. Outras áreas do foco físico também apresentam o que designaríeis por como um equivalente da Área Regional 2. Podem não englobar a acção do sentimento em relação ao foco físico que apresenta. Esta é a vossa criação específica no quadro desta específica manifestação.

VICKI: Está bem. Obrigado. Terás alguma outra pergunta, Cathy?

CATHY: Não, não consigo formulá-la. Eu não entendo! (Vicki: Tampouco eu!)

VICKI: Bom, nesse caso eu tenho uma outra coisinha acerca do jogo. Tenho vindo a notar algo que, com toda a sinceridade, me deixa ligeiramente irritada, que é o facto de as pessoas sempre se referirem à “família da Rosa”. Jamais alguém se refere à família Borledim. Nem sequer sei por que razão me deixa irritada, mas é facto que deixa, e sinto curiosidade se terás algum comentário a fazer sobre isso.

ELIAS: A fonte da irritação que sentes devia ser-te óbvia. Incluído na tua função de escriba e da dedicação que tens por uma menor distorção, respondes a todos os actos de distorção. E neste caso, no caso deste fórum, as pessoas têm a expectativa de não distorcerem, mesmo no que diz respeito aos mais pequenos elementos. Essa não é a família da Rosa. Por isso, essa afirmação constitui uma distorção; uma má interpretação.

VICKI: Está certo. Pensei que talvez tivesse a deixar escapar alguma coisa aqui. (Vicki: E eu acredito estar ainda a deixar escapar alguma coisa. Essa não constitui uma resposta completa. Ninguém faz isso com mais nenhuma das outras famílias da essência!)

Creio que são todas as perguntas que tenho.

ELIAS: Estamos concluídos por esta noite!

VICKI: Não existe conclusão!

ELIAS: Muito bem, Lawrence! Precisamente! (Rimos todos)

CATHY: Que é que ias perguntar acerca... Não consigo pronunciar o seu nome.

VICKI: Oh, esqueci. Eu ia fazer uma pergunta acerca do Seanead. Estarei a pronunciar isso correctamente?

ELIAS: Seanead. (Shawn-ade, com assento na segunda sílaba)

VICKI: Foi interessante observar a reacção que as pessoas apresentaram à energia dele. Também foi interessante notar a resposta que a Shynla e o Olivia deram especificamente à energia dele, assim como notar as respostas opostas que a William e a Lanyah deram à energia da Dehl e do Stephen, além de ter parecido ter-se gerado uma acção de quadrifonia. Terá sido algum tipo de acção de contraparte, que ocorreu?

ELIAS: Não. Isso também vós apresentastes a vós próprios, a fim de vos levar a dar atenção e a praticar. Dir-vos-ei igualmente para observardes os vossos elementos destinados à prática, por no período de tempo do que expressaríeis como de quatro anos anteriores ao envolvimento que criastes com estas sessões, deram-se preparativos e práticas com estes indivíduos centrais. Viestes a ser preparados durante um longo período do vosso tempo. No âmbito da cooperação, preparastes-vos, e interagistes no contexto da cooperação com esta essência num acto de preparação para estas sessões. No envolvimento que tivestes com estas sessões desde o seu início, estivestes envolvidos num outro preparo destinado a esta agenda. Foi-vos apresentado e proporcionastes a vós ambos oportunidades para praticardes diferentes situações. Presentemente percebeis uma expansão muito reduzida. Estais a preparar-vos. Nem todos os indivíduos se revelarão amáveis, mas haveis de notar as respostas que derdes.


Não condeneis a interacção que os outros tenham, reconhecendo que também operam no âmbito das crenças que têm, mas que se deixaram conduzir para esta informação. Em razão do que esta informação é apresentada! Além disso, notai as reacções que tendes. Apresentastes a vós próprios várias vezes oportunidades para detectardes as respostas que tendes para com as pessoas no contexto das vossas próprias crenças, reconhecendo a influência oriunda das crenças, e desse modo permitindo-vos expandir nessas crenças, e aceitar aqueles que se deixam atrair para este fórum. Com isso, ficai igualmente confiantes em relação a vós no reconhecimento que fizerdes da energia.



Esse indivíduo não é prejudicial, mas esse indivíduo, tens razão, acha-se muito disperso no âmbito da energia. Esse indivíduo tem muitas crenças que o influenciam bastante no abono da energia. Por isso, certos indivíduos, com base num fascínio pelo desconhecido, deixam-se conduzir para este indivíduo, por ela agir como receptáculo. Por isso dá-se um reconhecimento da parte de alguns indivíduos de uma flutuação na energia, ou o que podeis designar por uma corrente de energia na direcção deste indivíduo, segundo os termos que empregais; por não se tratar de uma corrente exterior que flua para ele. Ao mesmo tempo, esse indivíduo tem crenças muito fortes que lhe afectam bastante essa energia. Nessa medida, ela acredita ser muito dextra na manipulação da energia. Na realidade, esse indivíduo não é muito adepto na manipulação de energia no intercâmbio com os outros. Por isso, gera-se uma afluência de energia pelo que se pode manifestar como trocas dispersas; uma comunicação distorcida; ou tolices. Independentemente disso, a energia flui, por o indivíduo ter escolhido permanecer aberto como um receptáculo. O que provoca a interferência. Isso será igualmente observado como coisa comum; devido a que no âmbito da vossa mudança de consciência, muitos indivíduos venham a abrir-se na consciência e a permitir-se uma maior afluência de energia pouco familiar e de acontecimentos não oficiais. Isso não é “grave” mas é digno de nota que estejais atentos para com a energia que notais, por poder interferir e causar interrupções. Isso não virá a afectar a energia desta essência, mas no âmbito da novidade da energia que o Michael apresenta, e da compreensão que o Michael tem desta troca de energias, afecta. Por isso, no âmbito desta “onda” (2), ele (Michael ou Mary) pode sentir uma “hesitação”, que vós experimentareis como uma interferência. Pode dar-se durante o que encarais como uma pausa. Pode dar-se no que encarais com uma palavra. Pode dar-se no que sentis como uma mudança momentânea na energia. Isso é o resultado da afluência da energia a interferir com a apresentação do Michael.



Conforme declarei previamente neste encontro, essas interferências não são importantes. Elas não distorcem a informação. Além disso são temporárias; porque à medida que cada um de vós aprende a familiarizar-se mais com a energia e confia mais em si próprio, mas avalia igualmente as crenças que tem, há-de reconhecer essas situações e ceder uma energia de ajuda ao inercâmbio de energias. Isso representará uma ajuda. Além disso, à medida que o Michael amadurece em relação a este intercâmbio (fenómeno de mediunidade), também ele aprenderá a manipular a sua energia de uma forma mais efectiva por meio de um equilíbrio.



VICKI: Então seria considerado uma excelente prática ter um indivíduo com uma abertura dessas presente nas sessões?



ELIAS: Correcto. (Pausa) Apresentais a vós próprios muitas oportunidades de praticardes.



RON: Então, a paranoia cósmica não será mesmo um sintoma da mudança?



ELIAS: (Com sentido de humor) Paranoia cósmica! Isso representa a extensão de um sentimento, traduzido por uma emoção, que representa uma distorção do verdadeiro sentimento no contexto da consciência das massas! (A rir, e obviamente bastante divertido com ele próprio!)



RON: Foi o que eu pensei! (Riso generalizado)



ELIAS: Eu não diria necessariamente que a paranoia cósmica seja um indicador da mudança, mas se optardes por criar isso, pode ser!



VICKI: Então nesse caso foi uma simples “coincidência” o facto da Cathy e do Ron se terem sentido verdadeiramente atraídos por duas pessoas e repelidos por uma outra, e a Gail se tenha sentido repelida pelas mesmas duas pessoas e muito atraída por essa, tudo ao mesmo tempo?



ELIAS: Absolutamente! (De um modo muito sarcástico)



VICKI: Não creio que tenha sido! (Riso generalizado)



ELIAS: Uma dessas coincidências que se repetiram, coisa que temos consciência de ser muito comum e ocorrer com regularidade! Sugiro que erradiqueis o termo “coincidência” do vosso vocabulário! (A rir) trata-se de um desenvolvimento e de uma criação destinada a fazer-vos reparar e observar, e uma oportunidade para cada um de vós de vos endereçardes às crenças que tendes; coisa que todos desejais em comum expandir (crenças). Presentemente apresentais de uma forma criativa a vós próprios a oportunidade de constatardes o que encarais como reacções contrárias, ao vos permitirdes ver crenças semelhantes e ao as expandirdes. Expressais uns aos outros com bastante frequência, ser mais fácil constatar essas situações nos outros. Apresentastes presentemente a vós próprios a oportunidade de realizar tal coisa, e de vos permitirdes ver as próprias crenças que tendes em simultâneo. Nem toda a acção constitui uma contraparte!



VICKI: Bom, creio que de momento estou terminada. Contudo aprecio a oportunidade de divagar, por ter vindo a conter-me durante as sessões.



ELIAS: E não estaremos todos a “sentir-nos” melhor agora? (A rir) Quanto à questão que apresentaste das nossas sessões e da contenção que fazes, isso deve-se ao facto de veres que as pessoas monopolizem essas sessões, e que estejam a ser indulgentes, conforme tu estás.



VICKI: Eu entendo isso.



ELIAS: Mas também te podes sentir acomodada, se optares por fazer uso das perguntas que tens. Eu não rejeito as perguntas que queiras fazer. Por isso, é uma opção individual, além de constituir um exercício de paciência! (A rir) Podeis todos envolver a vossa “periferia” e experimentar o assombro e a beleza de cada um desses indivíduos na contribuição que dão.



Eu vou partir em breve e permitir que passeis a interagir, e voltarei a estar convosco no nosso encontro regular! A todos vós, com muito carinho, au revoir!



Elias parte às 6:22 da tarde



NOTAS:



(1) Isso foi em referência à “criatura alienígena” que a Mary e eu criamos certo dia durante um breve período. Nesse instante, essa criatura foi real. Ambas somos capazes de atestar isso. Todavia, na nossa realidade oficial aceite, não passou de uma colher de plástico grande!



(2) A Mary afirma que a experiência actual que faz durante as sessões pode ser melhor descrita como estar numa praia diante de uma onda enorme que se esbarra sobre nós. Ela concentra-se em permanecer de pé durante esse embate. Compreendei que a experiência que faz tem vindo a mudar muitas vezes ao longo do último ano e meio.



© 1996 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados




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