sábado, 27 de outubro de 2012

“A FÓRMULA DA CRIAÇÃO DA REALIDADE”




Sessão 3069
Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011 – Em pessoa (Excerto)
Participantes: Mary (Michael) Ann (Vivette), Ken (Oba)
Tradução: Amadeu Duarte

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ELIAS: A fórmula da criação da vossa realidade consiste no seguinte: Vós projectais energia, reflectis essa projecção, e, ou reagis a esse reflexo ou empreendeis escolhas em relação a ele. Geralmente, se não tiverdes consciência do que estais a fazer, projectais energia, reflectis energia e reagis a esse reflexo. Quando estais cientes do que estais a fazer empregais a escolha em vez da reacção. Nessa medida, o que tiverdes apresentado a vós próprios representa um passo significativo. Esse é o passo inicial no movimento para o reconhecimento autêntico do vosso ser genuíno e nesse sentido, o começo do reconhecimento genuíno procedente do eu genuíno do modo como criais a vossa realidade; daí, a fórmula. Nessa medida, o mais significativo aspecto é o da inexistência de separação entre o interior e o exterior. Não existe nenhuma separação.

Durante milhares de anos, gerastes a percepção de que aquilo que produzis interiormente e do que é expressado externamente sejam, digamos, duas coisas distintas e separadas; de forma bastante similar ao modo como percebeis a consciência subjectiva e objectiva, como duas coisas separadas, coisa que não são. Mas nessa medida, a vossa realidade exterior não se acha separada de vós; sois vós. É isso que quer dizer: “É uma extensão de vós por consistir numa projecção externa.” Tudo tem início na projecção de energia que fazeis.

Nessa medida, como no exemplo que deste da canção, o que começais a notar quando começais a ter percepção, e muitos de vós estão agora a começar conforme solicitado por esta onda particular, mas encontrais-vos na fase dos espasmos iniciais disso. Assim, criais duas versões da realidade, por assim dizer. Criais a versão da periferia e a versão pessoal. O que quer que realmente empreendam na vossa experiência de vida tê-lo-eis personalizado a fim de produzirdes a vossa própria configuração pessoal desse aspecto da realidade. Agora; eu apresentei recentemente um exemplo generalizado disso; o facto de poderdes residir numa área particular, área essa que pode comportar quinze parques na vossa área circundante de que podeis ter consciência. Isso constitui a vossa realidade periférica. Eles existem, são reais e fazem parte da vossa realidade. Podeis visitar um desses parques. Esse personalizai-lo. Esse criá-lo-eis de um modo muito mais específico. De certa forma, para falar em termos figurativos é como se os outros catorze parques sejam uma espécie de borrão e aquele com que interagis seja claro como cristal. Ora bem, com isso, quando visitais esse parque tereis então personalizado a criação que fazeis dele ao mínimo detalhe, com respeito à configuração de cada haste de relva, ao tipo de solo, ao que tem existência nessa área, quanto a cada árvore, a cada folha, a todo o aspecto que é configurado na realidade desse parque; tê-lo-eis criado pessoalmente. De certo modo, tê-lo-eis carimbado com a vossa assinatura pessoal. Essa é a vossa concepção. E antes mesmo de entrardes nesse parque já tereis projectado a energia que o cria.

Antes de teres escutado essa canção já terás projectado a energia que a configurou. Por isso, tens razão; em vez da canção vir ao teu encontro, tu criaste-la, ela brotou de ti. O que não quer dizer que os aspectos da vossa realidade não tenham já existência. Eles existem, tal como os parques. Eles existem, mas quando abordas pessoalmente qualquer aspecto da tua realidade, mesmo que se trate de uma fotografia, ou digamos que abordas um livro e vejas uma imagem do Japão; nesse momento estás pessoalmente a criar esse aspecto do Japão com a tua assinatura pessoal e ele torna-se parte da tua realidade individual. Agora, essa individualidade e essa realidade pessoal confunde-se e mistura-se com outras realidades pessoais por vos achardes todos ligados mas incorporará sempre esse aspecto da tua assinatura pessoal que será ligeiramente diferente de qualquer outra assinatura pessoal.

ANN: É como se nós fôssemos a história, não é?

ELIAS: É.

ANN: E aí.. claro, ok.

ELIAS: Brota tudo de vós. O que começareis a reconhecer; alguns já estão a reconhecer e a questionar e mesmo em certa medida a incorporar algum aspecto do conflito, e eu também hei-de alargar esse tema, mas uma outra faceta disso no reconhecimento do vosso ser genuíno, uma mudança significativa envolverá metas. Durante milhares de anos produzistes uma realidade que se baseava em metas externas. O que isso subentende é o facto de serdes motivados por algo, por uma manifestação qualquer, por um conceito qualquer, por uma ideia que procurais atingir. Quer se trate de uma manifestação física ou de conhecimento, não importa. Há esse factor de procurar alcançar. Isso acha-se bastante relacionado aos apegos. Ao expressardes e ao serdes o eu genuíno não mais estareis a funcionar ou a produzir a partir da perspectiva do apego. Por isso, aquilo a que estais acostumados na expressão da paixão alterar-se-á, e nessa medida, não é que as paixões não mais se apresentem, embora durante um período temporário assim pareça por estardes habituados ao facto das paixões que sentis serem conduzidas por metas externas. Até mesmo os vossos monges e santos das vossas religiões do Oriente se deixam motivar por paixões e expressam paixão em relação a metas exteriores; o Nirvana, a Iluminação, o Céu. Isso são alvos exteriores. Destinam-se a ser atingidos pelo que resulta a percepção de ainda não serem possuídos. Precisais atingi-los.

A expressão a partir do vosso eu genuíno comporta um conhecimento de já possuirdes tudo. É apenas uma questão de manipulardes a vossa atenção de modos específicos para acederdes ao que quer que seja em que a paixão que sentirdes assente. Por isso, a vossa paixão é motivada de modo diferente e como essa é uma percepção profundamente arraigada em todos vós, essa orientação com base em metas, quando começais a expressar-vos mais a partir do vosso ser genuíno poderá inicialmente parecer que tenhais perdido todas as paixões que sentíeis, e que tudo o que tinha lugar, tudo o que reconhecíeis anteriormente como uma paixão não mais tenha importância. Por todas as paixões que em grande parte reconheceis serem fortemente influenciadas por apegos e desse modo serem alimentadas pelo exterior.

O que não quer dizer que algumas das vossas paixões não sejam desencadeadas por uma expressão interior autêntica, mas são muito encobertas por apegos, pelo que é acessório. Isso é aquilo com que estais familiarizados por até mesmo aquelas paixões que são expressadas a partir do eu genuíno poderem parecer temporariamente insignificantes e não mais uma paixão. Mas, essa é uma expressão transitória ao passardes mais para a expressão do vosso genuíno ser, com conhecimento de não existir separação entre o interior e o exterior. O que quer que exista no vosso mundo, o que quer que tenha lugar na vossa percepção, terá lá sido colocado pela energia que projectais, ou não existiria. Nessa medida, ao vos familiarizardes mais com essa ausência de separação e vos tornardes mais cientes do vosso ser genuíno a percepção que tendes da paixão sofrerá uma alteração e tornar-se-á muito mais satisfatória por passar sempre a ser expressada em vez de aguardar que seja expressada quando atingirdes a meta.

Mesmo que a meta se proponha em termos de curto prazo: o objectivo que tenho é o de produzir esta acção amanhã. Não existe nenhum compasso de espera em relação às paixões genuínas, por já existirem. Já se acham presentes e nessa medida podereis manifestá-la da forma que escolherdes. E isso não quer dizer que não mais vos motivais ou estimulais a seguir em frente ou a fazer mais ou a expressar mais. Esse é o desdobramento de qualquer paixão e por isso prossegue numa perspectiva bastante diferente. E o que tereis feito terá sido permitir-vos dar esse passo inicial, e com esse passo inicial tereis tocado com os pés na margem da corrente. Tereis tocado as águas. No sentido de que, assim que tiverdes tocado as águas, é simplesmente uma questão de avançardes em frente até vos permitirdes nadar e fazer parte (disso) da corrente.
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