sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"A CONSCIÊNCIA DAS CRIATURAS I"


"CONFLITO"

Sessão 260
Domingo, 18 de Janeiro de 1998 © 1998 (Grupo)
Tradução: Amadeu Duarte 

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Bobbi (Jale), Sue (Catherine), Reta (Dehl), Norm (Stephen), Drew (Matthew), e um novo participante, o Kaan (Ian)
...
Elias chega às 6:57 da tarde. (Tempo: 18 segundos)

ELIAS: Boa noite! (A sorrir) Vamos avançar para o nosso jogo?

...
ELIAS: Muito bem. Vamos, esta noite, dar início ao nosso debate subordinado às vossas criaturas? (A Cathy murmura qualquer coisa em sinal de frustração a esta altura por ter declarado antes da sessão não estar preparada para esse tema, pelo que tínhamos elegido outro) Este é um dos tópicos que tínheis sugerido desejar debater!

CATHY: Então, por que razão atacaria um cão alguém que se encontra no estado de coma? (Riso)

ELIAS: Por que razão (a sorrir) atacaria uma criatura um indivíduo que não parece ameaçador? Por que, nas crenças que tendes, acreditais que um animal só ataque caso se veja ameaçado ou esteja (o que encarais como) temeroso ou o faça em defesa própria, por ser nisso que acreditais, na falta de compreensão em relação à consciência que as criaturas têm. Conforme afirmei antes, os animais domésticos apresentam ligeiras diferenças na consciência em relação às demais criaturas, por serem mais influenciados pela vossa consciência. Consequentemente, eles também assumem aspectos da vossa consciência. Vós, nas vossas crenças também os influenciais. Também os influenciais com os vossos pensamentos e emoções.

A consciência transmite energia independentemente do estado físico em que se encontre. Eu declarei anteriormente que o estado do coma consiste simplesmente no afastamento parcial da interacção – um afastamento parcial da interacção subjectiva também – mas subjaz um aspecto da interacção subjectiva no indivíduo que escolhe permanecer nesse estado comatoso. Por isso, continua a dar-se um certo volume de comunicação subjectiva. O indivíduo também mantém uma consciência objectiva parcial. Essa é a razão por que os vossos médicos podem sugerir que um indivíduo que se encontra nesse estado seja capaz de ouvir-vos, assim como de vos responder. Nesse estado, também tem a capacidade de comunicar subjectivamente.
As criaturas acolhem a maior parte da comunicação que têm convosco individualmente de forma subjectiva mais do que objectiva. Elas processam a informação de um modo mais eficiente subjectivamente. Por isso, uma comunicação pode ser-lhes apresentada por um indivíduo qualquer subjectivamente no estado de coma, que poderá ser acolhida por uma criatura e obter resposta.

CATHY: Então foi uma comunicação subjectiva da parte desta pessoa, a dizer...

RON: "Morde-me!"

CATHY: Claro!

ELIAS: É uma resposta dada a uma comunicação subjectiva.

CATHY: Uma resposta automática da parte do cão?

ELIAS: Aquilo que percebeis como uma resposta automática da parte de um animal é filtrado por intermédio das crenças que tendes. Entendei que os animais não raciocinam – não pensam nos termos de uma linguagem conforme vós pensais – apesar de pensarem! O seu raciocínio é diferente do vosso, mas possuem raciocínio. Isso permite-lhes igualmente a acção do sonhar mais vívida.

CATHY: Então, terá sido um impulso?

ELIAS: Foi uma RESPOSTA.

VICKI: Que tipo de comunicação subjectiva estaria a dar-se para dar início a uma resposta dessas?

ELIAS: Agitação.

VICKI: Da parte do indivíduo?

ELIAS: Exacto, com a qual a criatura se conectou e à qual respondeu. Vós vedes exemplos das vossas criaturas que encarais como animais de estimação que respondem continuamente à vossa actividade subjectiva e à vossa actividade objetiva. As vossas criaturas também respondem às crenças que tendes. Elas respondem aos vossos humores.

CATHY: Eu tive uma enorme dificuldade em relação a essa, por ter noção de por vezes me ter encontrado em estados de humor de rudeza e ter tido algum desempenho excelente com cães muito... o que eu chamo de cães sensíveis. É claro que tenho a crença de que alguns cachorros se achem numa maior sintonia comigo do que outros, mas eu estou INTEIRADA. Já tive a experiência demasiadas vezes de me encontrar em total estado de ansiedade e ainda assim conseguir resultados, e é por isso que a coisa não faz sentido para mim.

ELIAS: Não estou a dizer que uma criatura que não seja um animal de estimação vosso vos responda a todos os estados de humor que apresentardes. Elas hão-de responder às crenças que tiverdes. Além disso, a criatura que reside junto de ti por vezes há-de responder às tuas crenças a despeito dos humores que tiveres.

CATHY: Então, elas criam coisas intencionalmente, mas não têm crenças?

ELIAS: As criaturas não têm um objectivo conforme vós tendes.

CATHY: Bom, eu não queria dizer isso. Só queria dizer que, quando estão a mascar ou a lamber as patas ou algo a que chamo de comportamento neurótico, estarão a fazer isso devido ao facto de eu não entender algo da parte delas ou devido à actividade subjectiva que apresento ou por isso corresponder ao que eles querem fazer por criarem a própria realidade ou...

ELIAS: Depende da criatura. Por vezes estão a criar aquilo que desejam criar para sua própria experiência. Noutras alturas aquilo que criam é sobremodo influenciado pelas crenças que apresentais. Podem criar um evento ou uma acção, assim como também poderão responder-vos de modo diversificado naquilo que estiverem a criar dependendo das VOSSAS crenças e da influência que projectardes nelas.

VICKI: Eu tenho uma pergunta. Disseste que nós temos crenças quanto ao facto das criaturas nos atacarem por nos sentirmos ameaçados. Será essa a realidade da situação?

ELIAS: Nem sempre.

VICKI: Qual será a realidade da situação?

ELIAS: Por vezes podem simplesmente responder à vossa energia e às vossas crenças.

VICKI: Isso seria alguma coisa de que uma pessoa pudesse ter consciência objectiva?

ELIAS: Não; apesar de, de certo modo, as pessoas por vezes TEREM uma consciência parcial disso. Exemplo: um indivíduo pode ir a caminhar pela rua fora. Sente um medo terrível de um certo animal, por ele se poder mostrar agressivo a ele e o poder atacar - um cão. Surge um cão, mas a natureza intrínseca dessa criatura não o impele a atacar o indivíduo. Ao se aproximar do indivíduo, o indivíduo passa a criar a sua própria realidade no contexto das crenças que tem e do medo que sente e projecta uma energia correspondente na direcção da criatura, a qual é subjectivamente acolhida e à qual passa a responder, e essa criatura que pode jamais morder quem quer que seja pode subitamente alterar o comportamento que adopta e atacá-lo no âmbito dessa cooperação. Não foi ameaçada. Não sente temor. Está apenas a responder à energia projectada pelo indivíduo ao sentir temor e as crenças (de poder ser perigosa e de poder atacar, etc.)

VICKI: Então isso vem dar razão aos velhos adágios que dizem que o cão fareja o medo? Eles respondem ao medo?

ELIAS: Ao medo que VÓS sentis.

VICKI: Certo. Bom, gostava de fazer uma pergunta de carácter pessoal sobre essa área de modo a conseguir entender melhor. Já tomei conta de muitos animais de outras pessoas, animais que não conhecia, e animais com que nunca tive problemas, em razão do que obtive uma enorme experiência nessa área. Certa vez estava a tomar conta de um, na vez da Cathy - coisa que também fiz inúmeras vezes. Mas esse animal em particular respondeu-me com temor. Ele não me atacou, mas ladrou-me. Rosnou-me e não deixou que me aproximasse. Demorei um tempo interminável a contê-lo pelo modo que precisava contê-lo, mas sempre senti curiosidade quanto ao que terá acontecido nesse dia por ter representado uma experiência singular.

ELIAS: Conforme afirmei, as criaturas são muito mais complexas do que podeis perceber e também criam as suas realidades, e por vezes também experimentam o mesmo tipo de experiências de escorrimento ou trespasse que vós experimentais, desse modo apresentando diferenças no comportamento e na personalidade... por também serem dotadas de personalidade! Nessa medida, em certas alturas as criaturas podem tornar-se mais sensíveis àqueles em quem reconhecem acções de trespasse.
(Aqui, o Elias volta-se a sorrir para a Cathy) esta vai ser uma sessão em que a Cath vai reflectir o Michael e não vai repetir! Há áreas em que todos sentis uma dificuldade objectiva, o que não quer dizer que não sejam verídicas.
Por vezes, certos animais podem reagir no contexto de trespasses que se deem no âmbito de um reconhecimento; não ao modo como reconheceis por meio do processo do pensar, e que conheceis objectivamente, mas podem responder a um determinado indivíduo de certo modo, por reconhecerem subjectivamente um outro foco. Assumem a mesma acção que vós, apesar de não serem essência; mas constituem igualmente uma criação vossa. Por isso, subjectivamente colhem muita informação no âmbito da consciência relativamente a focos e a acções.
NESSA situação, a criatura responde fora do contexto das crenças que apresentais e desafia o reconhecimento que podeis fazer, no âmbito de um trespasse procedente de um outro foco em que NÃO é um cão, e de uma interacção que teve lugar entre ti e ela.

VICKI: A sério! Isso é interessante. Acreditas nessa, Cathy?

CATHY: Teria esse cão feito o mesmo a mim caso eu tivesse ido na mesma altura que a Vicki e me tivesse chegado a ele? Teria eu obtido a mesma reacção?

ELIAS: Não.

CATHY: Por estar familiarizado comigo?

ELIAS: Pela razão de a acção de trespasse e de reconhecimento não ser a mesma, e não ter relação alguma contigo.

VICKI: Então, por outras palavras, é possível que num outro foco eu tenha tido uma interacção com esse animal... digamos, por poder ter sido um urso.

ELIAS: Foi um cavalo.

VICKI: Ah, foi um cavalo, e foi a isso que ele reagiu?

ELIAS: Correcto.

VICKI: Aah!

CATHY: Hmm!

ELIAS: A interacção que tiveste com os cavalos nem sempre foi idêntica à que tens NESTE foco.

VICKI: Hmm!

ELIAS: Nem sempre foi tão carinhosa! (A sorrir)

VICKI: Aaah! (A rir)

NORM: Trata-se aqui de uma acção Cármica!

ELIAS: De todo! É simplesmente uma reacção motivada por um reconhecimento.

VICKI: Claro, não pensava que os animais reagissem a isso.

ELIAS: (Para a Cathy) Conforme te disse anteriormente ao te responder à pergunta que me dirigiste sobre a razão por que o teu cachorrinho reagiu aos sons dos estalidos.

CATHY: Nesse caso diz-me por que razão deixou de fazer isso!

ELIAS: Por ser desnecessário.

CATHY: (Com uma ponta de sarcasmo) Porquê? Por ter suplantado alguma coisa? (O Elias fixa a Cathy com o seu famoso olhar de "Oh, não") Oooh...! (Riso generalizado)

ELIAS: Eu posso mostrar-me brincalhão contigo caso desejes que brinque contigo, e (também) podemos debater um outro tema! (Riso) A criatura não "suplanta" crença nem problema nenhum, por não abrigar nada disso.

CATHY: Então terei sido eu?

ELIAS: Não.

CATHY: Nesse caso, por que razão não está ela irritada? Por o outro cão o estar a fazer agora? Por que ele está!

ELIAS: O cão apresentou uma resposta temporária pela razão que te apresentei: em resposta a um outro foco e a um estalido sonoro semelhante. O cão chega a um ponto em que não aceita essa transferência (trespasse) por reconhecer não ser a mesma acção que está a ter lugar. Ele não tem uma maneira de pensar como vós tendes. Ele pensa, só que não da mesma maneira que vós pensais. Por isso, não analisa nem avalia que esse som esteja a ocorrer e reage ao som com base na transferência. Ele não analisa essa acção; apenas responde. Por isso, ao se acostumar ao ruído e à segurança que lhe sucede, e ao facto de não ocorrer acção nenhuma que seja prejudicial conforme sugerido pela transferência, ele sente-se mais confortável.

CATHY: Então tratou-se de uma transferência procedente de outro animal em que se terá manifestado, certo?

ELIAS: Correcto.

CATHY: Muito bem, então por que terá o cão feito aquilo? Terá sido pela mesma razão?

ELIAS: Isso foi uma resposta a ti.

CATHY: Uma resposta a mim.

ELIAS: Correcto, e às crenças que tens.

CATHY: Mas eu nem sequer estava a pensar em coisa nenhuma! Quero dizer, estou no computador a fazer uma coisa qualquer e vou abrir uma coisa qualquer e bang! Ele está justamente ali! Terá sido em resposta a qualquer coisa que estivesse a pensar subjectivamente, que eu...

ELIAS: Não. Isso foi em resposta às crenças que tinhas; nas quais não precisas andar continuamente a pensar! As vossas crenças detêm energia e são continuamente projectadas. Tu procedes a uma forma de juízo que cria uma crença quanto ao tipo de personalidade desse animal, e ele responde às crenças que tens e à energia que tu projectas. É o termo que empregas em relação a essas criaturas, a essa criatura. É neurótico! (Riso) Por isso, ele responde-te na mesma moeda.

CATHY: Claro, mas... (desatamos todos a rir) mas antes de ter noção objectiva de que esse cão reagiria deste modo a certos ruídos... a única coisa que posso assumir é que o ruído aconteça, e eu dou com o cão mesmo ao lado dele próprio, sabes? E assim, de cada vez que vejo isso, reforço-o e assumo como uma coisa que irá sempre fazer por acreditar que é o que ele irá fazer? Portanto, em resposta a mim... (A Cathy começa a sentir-se frustrada)

ELIAS: Ele pode deixar de fazer ESSA acção e criar uma OUTRA acção neurótica!

CATHY: Bom, então, deixa que te pergunte o seguinte! Que haveria eu de fazer, ou deixar de fazer, ou tentar - qualquer dessas equações - para fazer com que possivelmente o meu cão se senta mais confortável?

ELIAS: Permite-te manter menos juízos de valor, e relaxa as fortes crenças que tens na área desses animais. Tu tens crenças MUITO fortes e juízos de valor MUITO intensos nessa área.

CATHY: Tenho, sim! Não vou discutir esse aspecto, e vou-te dizer que já pus esse cão em situações em que pensei: "Oh, isto deve ser realmente bom!" E eu sei que estou a pensar, "Oh, ele vai dar a volta a isto!" Não obtenho qualquer resposta! Vês como não consigo entender isso? O cão tem sido o maior desafio que tenho tido na minha vida! E eu sei que me deixei atrair para ele por uma razão qualquer, mas só não consigo descobrir qual! (De notar que a Cathy é treinadora de animais e trabalhar para a indústria cinematográfica, pelo que tem que trabalhar regularmente com animais que não conhece)

ELIAS: E isso não te parecerá tão simples? Tu deixaste-te atrair para esse animal para desafiares as crenças que tens, por ele exibir um comportamento que não é previsível.

CATHY: Tenho esse direito!

ELIAS: Portanto, isso proporciona-te a oportunidade de desafiares essas crenças.

CATHY: Ena pá! Por que, eu vou-te dizer, este é um cão que eu não tenho sido capaz de... eu uso o termo "dar-lhe para a cabeça". Ainda não consegui isso, pelo que é tudo... bom, não é de surpreender que me tenha deixado atrair para esse cão! Muito bem, alguém que faça mais uma pergunta! Vou descansar um pouco! (Riso, enquanto o Elias sorri)

RETA: E que dizer dos cães e gatos da nossa vida? Terão eles por vezes sido outros animais noutros focos das nossas vidas?

ELIAS: Por vezes, sim.

RETA: Por exemplo, eu tive um cão que realmente adorei, na California. Foi o cão mais esperto que tive! Mudámo-nos para a Nova Jérsia e o cão continuava sempre a querer voltar para casa. Continuou a fugir, e a voltar para a Califórnia. Terá isso sido por eu querer permanecer lá?

ELIAS: Por vezes essa pode ser a situação. Em grande parte, esse é um comportamento natural que as criaturas geram. No foco físico eles mantêm a familiaridade como VÓS mantendes  familiaridade, só que vós desafiais a vossa familiaridade e explorais além do que vos é familiar, por serdes inspirados a essa acção, por serdes essência. As criaturas não são essência. Por isso, na manifestação física da consciência, elas agarram-se fortemente à familiaridade que têm no foco físico.

RETA: Bom, os nossos gatos deram apenas umas voltas e em breve familiarizaram-se, mas o cão só queria ir. Por fim foi encontrado por um camionista a algumas centenas de milhas de distância. Mas eu só queria saber se terá sido o meu padrão de pensamento, de querer voltar para a Califórnia.

ELIAS: Isso pode influenciar bastante.

NORM: Esse cão em particular parecia falar com a Reta. Ele começava a rosnar e a ganir e chegava e observava... jurávamos que ele estava realmente a falar com ela. Isso era muito invulgar e foi a primeira vez que vi uma coisa assim. Que tipo de resposta será essa?

ELIAS: Na realidade, isso é mais comum do que percebeis. Muitas criaturas que são domesticadas e que vivem junto das pessoas como animais de estimação, tentam estabelecer uma comunicação objectiva com aqueles com quem residem.

NORM: Recentemente, de facto creio que tenha sido hoje, eu estava a ler um artigo sobre um jogador de futebol que era extremamente agressivo. Ele tinha tido pitbulls que atacaram os filhos dele. Bom, o pitbull foi obviamente criado por nós ou criados por nós para serem extremamente agressivos. Portanto, o ataque aos filhos pode ter-se devido, conforme dizes, a alguma das acções de que falaste hoje, e poderá ter sido o caso de ter sido uma experiência que os pitbulls tenham querido fazer?

ELIAS: Já falei anteriormente dessas situações. Essas situações são MUITO influenciadas pelos indivíduos que residem junto das criaturas. As criaturas respondem às emoções e aos problemas das pessoas com quem vivem.

NORM: Por exemplo, os elefantes foram muito usados pelos Rajás da Índia como elefantes de guerra, e podem ser treinados para responderem a trinta formas de comando diferentes da parte do domador. Então, nesse caso, eles estarão mesmo a ser ensinados a fazer coisas que não são normais na sua natureza?

ELIAS: Correcto; mas as criaturas, nos vossos termos, são muito mais inteligentes do que lhes concedeis.

KAAN: Elias, eu tenho uma pergunta. Antes de mais, é muito agradável conhecer-te em termos objectivos! Eu tive um acontecimento com uma criatura em que não consegui compreender o sentido daquilo para que eu próprio me deixei conduzir. Eu estava a conduzir tarde da noite certo dia de um Estado para o outro, e estava a passar em revista alguns dos temores que tinha. Em associação com os temores que recordei, veio-me à mente a ideia de que no sistema Chinês o ano do meu nascimento esteja associado aos coelhos. Essa não foi uma ideia agradável e eu criei uma associação especial com esses temores, mas tentei mais ou menos aceitá-los e pensei: "E se for esse o caso? E se estes temores forem isso?" E tentei ver qual deles. À medida que estava ocupado com a aceitação desses temores que estavam a surgir, um coelho correu apressado desde uma berma da estrada e basicamente foi morrer debaixo no pneu da frente do lado direito do carro. Até à data, não me recordava de ter passado conscientemente por cima de nenhum animal. Foi no meio do nada. Obviamente esse foi um acontecimento que eu atraí a mim. Contudo, não fui capaz de o interpretar. Queria conseguir uma interpretação qualquer e dizer: "Bom, essa é a maneira com os tipos que têm carácter de coelho morrem, com esse tipo de temores." Mas não fui capaz de o interpretar, e só queria pedir a tua opinião sobre o assunto.

ELIAS: Conforme declarei, as criaturas são uma criação vossa. Por isso, podeis tirar partido dessas criações em diferentes alturas a fim de apresentardes a vós próprios diferentes imagens de situações em que possam apresentar-se em cooperação, reconhecendo que não existem separados de vós. Encarais-vos como separados da natureza, conforme o referis, e separados uns dos outros, e separados de todas as vossas criaturas, mas elas têm a compreensão de não se acharem separadas de vós. Por isso, nesse conhecimento, elas podem estar em cooperação convosco no âmbito da consciência, e não ter qualquer medo do que designais por morte.
As criaturas não têm temor da morte. Por isso, não importa, por também terem a compreensão de que, na altura do que designais por morte, a energia da sua consciência simplesmente se reconfigura e se reordena. Nessa medida, elas podem ser atraídas por vós em cooperação, a fim de vos apresentar imagens destinadas à vossa própria percepção e informação. O coelho apresentou-se-te como uma imagem, na tentativa que empreendeste no problema do temor, como um símbolo para pôr cobro ao temor, por encarares a morte como um fim.

KAAN: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Essa nem SEMPRE é a situação. Podeis muitas vezes pôr termo, por assim dizer, (a sorrir) às vidas das criaturas pequenas com os vossos carros ou outros instrumentos. O que não quer dizer que todo o esquilo que piseis e a cuja vida pondes termo - esquilo ou coelho ou doninha ou seja lá o que for - seja sempre um exemplo disso, mas essa situação em particular É um exemplo disso.

KAAN: Sim. Por causa da intensidade da experiência gerou-se uma compreensão. Contudo, nunca se tinha feito luz na minha mente sobre a questão final que referiste, de poder ser levado na conta de um símbolo disso. Obrigado.
A outra questão, na mesma linha do que estás a desenvolver em relação às criaturas, é a seguinte: eu segui uma certa informação proveniente de uma outra fonte há algum tempo, sobre os animais, de modo que queria que tu falasses sobre isso, em termos de cada criatura possuir a sua própria linha de evolução e constituir uma espécie de tipo de aroma ou de essência ou seja lá o que for, e de ter basicamente a sua própria evolução que é independente da nossa, nesta terra, à excepção possivelmente daqueles animais de estimação que interagem de forma mais acentuada connosco... não semelhantes a nós, individualizadas, mas de uma forma mais colectiva. E quando se encontram a morrer, por exemplo, não vivem até ao momento final da morte no corpo mas saltam de imediato para um outro exemplo de uma outra vida animal, e não experimentam a morte física no corpo da mesma forma que podemos experimentar. Portanto, estará isto correcto?

ELIAS: Estou a entender. De certo modo, sim, tens razão, por a criatura não exigir um período de transição no movimento que empreende no âmbito da consciência. Ela apenas reconstrói e reconfigura o seu padrão de energia. Não precisa de um período de transição, por não ter crenças.

KAAN: Qual será a diferença essencial que apresenta na sua construção interior que a separa de nós no tipo de desenvolvimento que apresenta? Obviamente, nós trabalhamos com sistemas de crenças, mas ao apresentarem uma modalidade de consciência diferente, poderá ser descrita por outros termos que possamos compreender?

ELIAS: Elas não são essência. São criadas a partir da consciência. Possuem a sua própria consciência, mas não são essência. São uma criação que VÓS produzistes, enquanto essência, mas não possuem essência. Por isso, também não têm crenças. O que não quer dizer que a essência comporte crenças, mas no foco físico vós criastes determinadas experiências que elegestes.
As criaturas, o vosso planeta, a vossa vegetação, tudo isso pode ser encarado como um tentáculo vosso. O vosso dedo não pensa, mas responde-vos. Por vezes, o vosso dedo pode apresentar uma resposta automática. É capaz de se contrair. De modo semelhante, tudo quanto vós criastes no foco físico são como tentáculos que se estendem a partir de vós. A certos tentáculos atribuís determinadas qualidades também, que vos espelham.

KAAN: Então, noutras realidades, elas na verdade são capazes de exibir diferentes qualidades?

ELIAS: Absolutamente! Podem não SER criaturas de todo!

KAAN: Mas o contexto delas acha-se estritamente relacionado com as intenções da essência, e nesse elas não têm existência, num sentido qualquer?

ELIAS: Correcto.

SUE: Parece-me a mim que exista a crença de massas de que os gatos e os cães se odiavam uns aos outros e que perseguiriam e lutariam uns com os outros, e parece-me a mim que isso não seja comummente aceite conforme costumava ser, e também que os gatos e os cães não reagem uns aos outros desse modo tanto quanto costumavam fazer. Será isso correcto? Será isso um exemplo de uma crença, de uma crença de massas que tenha mudado?

ELIAS: Correcto, e também poderás ver o modo como as crenças das massas estão a afectar as vossas criaturas e o comportamento que apresentam.

SUE: Quando arranjei o meu primeiro gato, obtive-o enquanto ainda tinha acabado de ser parido. Ela fazia parte de uma ninhada de seis gatinhos. Levei algum tempo a decidir entre ela e uma irmã que era muito parecida, e por fim escolhi-a a ela. De certo modo, sempre tive a sensação de que realmente não importava aquele que eu escolhesse, por acabar com o mesmo gato fosse qual fosse aquele que escolhesse de entre os dois animais físicos. Isso conterá alguma verdade?

ELIAS: A resposta que a criatura teria para contigo seria a mesma.

SUE: Muito bem. Creio que era disso que já suspeitava.

ELIAS: As personalidades seriam ligeiramente diferentes, mas a resposta que te seria apresentada teria sido a mesma.

SUE: Além disso, há um esquilo que está a habitar numa árvore próxima à minha varanda, e durante os seis meses ou ano passados comecei a dar-lhe amendoins e comecei a interessar-me por ele, e o esquilo começou a demonstrar menos medo do que costumava e provavelmente menos do que deveria, por questões de segurança relativas a um esquilo... não que eu venha a fazer-lhe alguma coisa! Só senti curiosidade em relação à razão por que isso terá ocorrido, se é que existe alguma razão para tal. Creio que realmente pretendo saber o que é que o esquilo pensa de mim, se houver alguma maneira de apurar isso.

ELIAS: Muitas vezes, as criaturas que encarais como selvagens – não domesticadas – apresentar-se-ão às pessoas como uma dádiva. Isso faculta-vos a oportunidade de vos sentir menos separados desse elemento que percebeis como a natureza, em relação à qual percebeis existir em separado.

SUE: Está bem. Então ao começar a cultivar mais plantas na minha varanda e a ter essa ligação com a natureza, suponho que o esquilo também tenha respondido a isso?

ELIAS: Correcto. Está a responder-te a TI.

VICKI: Creio que tenho uma pergunta sobre os animais. Eu tive uma experiência em que estava a medicar um dos meus gatos, coisa de que ele não gostou. Aquilo que achei interessante foi o facto do gato começar a morder-me, e tenho consciência de isso ter sido uma resposta automática da parte do gato. Ao chegar ao meu dedo, parou. Foi bastante claro que houve uma resposta automática que terá sido travada por parte do animal. Sinto curiosidade quanto ao que isso indique sobre o modo como eles pensam.

ELIAS: Estás a presumir que a criatura esteja simplesmente a responder de forma automática.

VICKI: Bom, claro que estou.

ELIAS: Consequentemente, também te sentes intrigada por não apresentar nenhuma reacção automática. A criatura não está a responder no contexto do que acreditas ser uma resposta automática. Tu simplesmente ACREDITAS nos sistemas de crenças que manténs de que as criaturas assumam respostas automáticas, por não pensarem; elas funcionam através do instinto. VÓS funcionais com base no instinto! Já falamos disso antes. O instinto não é aquilo que PENSAIS que seja.
A criatura está a responder ao TE apresentar o desejo que tem. Está a responder no seu modo de comunicar convosco. Não comunica contigo por meio de uma língua. Por isso, está a comunicar-se pelo que possais compreender: “Estou em desacordo com esta acção.” Mas também vos está a responder ao não corresponder a essa acção, ao reconhecer que levá-la por diante é desnecessário. Ela fez questão disso.

VICKI: Hmm!

ELIAS: Ela não deseja prejudicar-te, mas também deseja permanecer em comunicação contigo. As vossas criaturas comunicam convosco continuamente por meio de acções. O seu pensar, por assim dizer, é traduzido por um tipo de linguagem gestual.

VICKI: Bom, o pensamento que de imediato se segue a isso, se for esse o caso, é que é uma coisa muito ruim eu continuar a acção que exerço com uma criatura nessas circunstâncias.

ELIAS: Mas tu apresentas crenças nessas áreas.

VICKI: Claro, é daí que isso procede.

ELIAS: Vós tendes a crença de precisar influenciar aquilo que as vossas criaturas produzem, da mesma maneira que "apanhais" uma constipação, por não o fazerem por escolha própria! (A sorrir)

VICKI: Claro, eu entendo essa parte, mas é interessante pensar nessa acção como uma resposta não automática mas antes uma linguagem a que basicamente não respondo, e a que provavelmente muitos de nós não respondem.

ELIAS: Absolutamente, por operardes no quadro das crenças que tendes e não escutardes nem reparardes nas comunicações, por as bloqueardes e vos cegardes em relação a elas no âmbito das crenças que tendes.

VICKI: Interessante. Então possivelmente, caso eu aceitasse essa crença particular e respondesse fora do seu contexto, não mais teria medicado o gato?

ELIAS: Correcto.

VICKI: Estou a entender.

ELIAS: Aceitarias aquilo que a criatura produz e aquilo que te comunica.

VICKI: Por outro lado, se deixar de medicar a criatura e continuar a manter a crença, isso já deverá ser diferente.

ELIAS: Podes influenciar a perpetuação da criação, por continuares a manter a crença e por estares a evitá-la.

VICKI: Hmm. É interessante.

DREW: Não representará toda a interacção, e tudo o mais que temos com uma criatura, um acordo?

ELIAS: (Com um toque de exasperação) Não na maneira de pensar em que a ideia que tens se inclina.

DREW: Bom, não terá existido um acordo entre ela e o gato?

ELIAS: Vós concordais em existir. Concordais em interagir. Mas do mesmo modo, em alinhamento com o vosso pensar, de poderdes interagir com um outro indivíduo, num nível da consciência estais de acordo em relação a toda a ocorrência de interacção, mas objectivamente podes não estar de acordo com o facto de subitamente o Stephen se erguer e te dar um soco!

DREW: Bom, é a mesma analogia que a de alguém que é assassinado por outro indivíduo.

ELIAS: Correcto.

DREW: Isso só ocorre por acordo.

ELIAS: Mas esse acordo não é necessariamente objectivo.

DREW: Da maneira que entendo a coisa, isso fica apenas a dever-se às crenças.

ELIAS: Aqui penetramos numa outra área da interpretação errônea! Vós automaticamente passais para as áreas em que atribuís julgamento e interpretais erradamente esta informação. Eu apresento-vos realidades e verdades no âmbito da essência, mas também vos disse muitas vezes que a vossa realidade física constitui a VOSSA REALIDADE. Por isso, na vossa realidade física tendes certo e errado, bom e mau, que prevalece COMO UMA REALIDADE. TENDES convicções muito marcadas quanto ao que seja aceitável e o que não seja aceitável. Quando vos digo não existir certo nem errado e que tudo assenta num acordo, isso tem prevalência NA ESSÊNCIA. Mas a vossa realidade física consiste numa realidade, e consequentemente criastes regras que respeitais e que compõem a vossa realidade aceite. Nessa medida, os acordos, o que já referi muitas vezes antes, não querem dizer a mesma coisa que é ditada pela ideia que deles fazeis no foco físico.

DREW: Bom, eu entendo que haja uma diferença entre o que chamo de teoria e prática. Basicamente, aqui estamos a colher teoria, que difere um pouco da prática objectiva. Mas não será a intenção de tudo isto tentar expandir e ir além da ilusão da vítima e do perpetrador e da situação de alguém ficar sujeito à acção e à actividade de mais alguém?

ELIAS: É a de vos expandir a percepção. O perpetrador e a vítima NÃO são ilusão nenhuma. Eles constituem a vossa realidade!

DREW: São uma crença.

ELIAS: São uma crença, mas são uma realidade!

DREW: Bom, mas devem ser uma realidade apenas para aqueles que têm essa convico do que seja certo e percepçferirem das dos outrosra quem isso seja verdadeica objectiva. Mas n
ção.

ELIAS: E vós não tereis essas crenças?

DREW: Depende da situação. Pode dar-se uma circunstância em que... há gente que mata. Aventurar-me-ia a dizer que essa gente obviamente tem diferentes crenças daquelas que consideram errado matar.

ELIAS: Não necessariamente.

DREW: Não necessariamente, mas mesmo que haja UMA pessoa para quem isso seja verdade, nesse caso isso desmentirá o caso como uma regra. Se criamos as nossas próprias realidades e todos temos as nossas próprias crenças, então a realidade de todos será diferente com base nas crenças que tiverem.

ELIAS: Em certos aspectos.

DREW: Então, se as crenças que tenho diferirem das dos outros, então a minha realidade e percepção do que seja certo e bom e mau deverá ser diferente da deles.

ELIAS: Correcto.

DREW: Assim, o bom e o mau, o certo e o errado não constituem verdades.

ELIAS: Correcto.

DREW: Então, estamos a começar as atenuar as linhas de demarcação. Não, de facto estamos a criar uma distinção em que tenho vindo a trabalhar no último ano em certa medida no sentido de eliminar. Já falamos disto antes, em termos de acidentes de viação e vítimas de assassinato e como tudo isso terá assentado num acordo e como não existem vítimas nem perpetradores, não existe certo e não existe errado, no esquema mais alargado das coisas.

ELIAS: Correcto.

DREW: E eu tenho vindo a esforçar-me por incorporar parte disso nas convicções que tenho, e tenho-me esforçado por pôr parte disso em prática. Por isso, dizer AGORA: “Bom, é o quadro mais alargado da coisa, mas na realidade não funciona desse modo, e...”

ELIAS: PODE ser, por estardes a expandir a consciência que tendes. Eu apenas afirmo que não estais a desconsiderar a realidade oficialmente aceite, por que ao desconsiderardes a realidade oficialmente aceite, também passais automaticamente para a área da desconsideração da Aceitação dos Outros.

DREW: Se o Stephen se levantasse neste momento e me esmurrasse o nariz, eu podia não gostar disso e pensar que seja errado, mas só poderia ocorrer com base numa concordância. Não será isso verdade?

ELIAS: Num outro nível da consciência, é verdade. Mas objectivamente, não obrigatoriamente;  não no modo em que estás a pensar.

DREW: Eu entendo. Provavelmente iria querer esmorrar-lhe o nariz em resposta ou defender-me...

ELIAS: Podes não o fazer! Podes aceitar isso. Depende do quão aberta estiver a consciência que tiveres ...

DREW: Bom, ainda não cheguei a esse ponto! (Riso)

 
ELIAS:... e da aceitação que conseguires de ti própria e das realidades dos outros.

DREW: O que nos leva de volta ao emprego da perspectiva mais alargada, da aplicação da teoria na prática da nossa vida diária.

ELIAS: Exacto.

DREW: Então, agora conduzamos isto de volta ao exemplo que a Vicki deu do gato. O gato não tem crenças. Qualquer acção que a Vicky usasse em relação a esse gato teria que assentar numa concordância.

ELIAS: Num estrato da consciência. A concordância pode não ser objectiva.

DREW: Bom, se o gato não tem crenças, o que o levaria a ver-se como uma vítima de uma acção desagradável?

ELIAS: Não tem que ver com o facto de se encarar a ele próprio como uma vítima mas com o reconhecimento da criação da sua realidade, e o facto de responder simplesmente ao próprio desejo que tem de criar a sua realidade.

DREW: Coisa que faz!

ELIAS: Mas o indivíduo procura alterar a criação que a criatura faz da sua realidade. Nem todas as criaturas poderão responder dessa maneira. Podeis tentar alterar a realidade da criatura ao lhe ministrardes uma medicação, conforme afirmaste, que ele condescenderá com isso se estiver objectivamente de acordo com a vossa acção. Se ele optar por criar um evento específico ou uma experiência e VÓS por meio das crenças que tendes tentardes alterar a criação disso, ele PODERÁ optar por aquiescer, mas poderá inicialmente optar por dar voz à opinião que tem em relação àquilo que ela própria cria.

DREW: Se todos nós criamos a nossa própria realidade – e se isso difere do modo que os animais empregam, essa poderá constituir a distinção ou a razão de me sentir confusa – como poderemos alterar a realidade de mais alguém?

ELIAS: Podeis alterar a realidade de uma criatura. Podeis alterar a realidade de uma planta. Elas não são essência.

DREW: Mas eles não conduzirão somente a si uma acção com base num acordo? Não compreendo isso. Não faz sentido. Sinto-me completamente à deriva em relação a isto, por eu poder calcar um insecto e o esmagar; não estará isso baseado num acordo?

ELIAS:Não nos termos em que estás a pensar nisso.

DREW: Subjectivamente.

ELIAS: Nem sequer inteiramente de modo subjectivo. Num outro estrato da consciência, sim, traduz um acordo, por toda a acção consistir num acordo, num outro estrato da consciência. Ele concorda em passar a existir. A própria consciência concorda em configurar. Ela concorda em ter existência numa realidade física. Concorda em interagir. Mas vós estais a criar a vossa realidade de forma espontânea a cada instante. Por isso, a ideia que fazeis dessa concordância relativamente a acidentes não é a mesma que aquela que tendeis a fazer.

A consciência concorda com a acção de experimentar. Por isso, quanto a ISSO, não existe certo, não existe errado, não existem vítimas, não existem perpetradores, não existe bom, não existe mau. Mas em cada dimensão individual e realidade individual, VÓS escolheis os tipos de experiência. (Pausa)

DREW: Bom, creio ser exactamente o que eu defendia. Retiremos isso do contexto do reino animal por um instante, por poder estabelecer uma distinção. Essa pode ser a diferença. Se eu crio a minha própria realidade, ninguém nesta sala nem ninguém com quem eu interaja em qualquer altura da minha vida poderá alterar a minha realidade de um modo que eu não opte por que o faça.

ELIAS: Exacto.

DREW: Óptimo. Isso também não prevalecerá no caso dos animais?

ELIAS: Não.

DREW: Muito bem. Então, só para ter a certeza de estar a entender isto, pelo menos, nos termos dos outros indivíduos. Se o Stephen se erguesse e me esmurrasse o nariz, ele não o poderia conseguir a menos que eu optasse por isso como uma parte da minha realidade.

ELIAS: Correcto.

DREW: Ele não conseguiria alterar-me a realidade de forma nenhuma pela qual eu não optasse.

ELIAS: Correcto.

DREW: Mas não no caso de um animal.

ELIAS: Correcto.

DREW: Muito bem!

ELIAS: Vamos fazer um intervalo e logo podereis prosseguir com as vossas perguntas.

INTERVALO
ELIAS: Continuemos.

RETA: Só queria perguntar-te como é que acolhes a energia destas flores, destas adoráveis flores que se encontram nesta sala esta noite. De que modo chegará a ti a sua energia?

ELIAS: Como energia. (A sorrir)

RETA: Ah, eu estava a pensar em termos de tom....

ELIAS: É uma criação do vosso foco físico.

RETA: Não será mesmo um sistema complexo de energia? Percebes a cor delas? Sentes a cor ou visualizas a cor dessa energia?

ELIAS: Não.

RETA: Então, para ti não passam de flores, que não apresentam necessariamente colorido?

ELIAS: É energia, que não difere de nenhuma outra forma de energia que se encontre na sala, para além da vossa.

RETA: Mas terás conhecimento de se tratar de flores, distintas, por exemplo, de uma caixa de chocolates?

ELIAS: Eu não distingo. Se me focar propositadamente num objecto que se encontre na vossa sala, então conseguirei identificar o objecto. Mas no geral, se não tiver o menor propósito de identificar um objecto que se situe no vosso enfoque, foco a minha atenção nos indivíduos, nas essências que ocupam este vosso espaço. Todas as outras energias se acham misturadas em termos de energia e não são distinguíveis.

KAAN: Então, se precisasses de te focar num objecto, chegarias a olhar e a formar uma compreensão desse objecto com base no contexto em que o empregamos, das nossas crenças, da atenção que lhe dispensamos?

ELIAS: Correcto. A título de exemplo, por vezes posso focar-me num objecto que se encontre no  vosso arranjo espacial e posso utilizar o objecto como um exemplo junto de vós como uma analogia. Mas no geral, ao interagir convosco, interajo com cada um dos vossos focos nesta moldura temporal e com todos os aspectos que o compõem, por assim dizer. Por isso, interajo com a VOSSA energia e com as vossas personalidades e com a vossa atenção objectiva e subjectiva. Não foco a minha atenção nem a minha energia nos objectos que se encontrem no arranjo de espaço que aqui tendes. De certo modo, para mim tem o mero aspecto de uma energia.

DREW: Poderemos prosseguir com o debate a partir do ponto em que o deixamos antes do intervalo?

ELIAS: Se quiserdes.

DREW: Se é possível alterar a realidade que o animal escolhe e se é possível um animal experimentar a acção com que possivelmente não tenha necessariamente concordado, nesse caso que será que isso quererá dizer quanto à liberdade de escolha do animal?

ELIAS: A criatura tem liberdade de escolha. Se a criatura desejar que não lhe altereis por completo o que está a criar, caso se ache em total desacordo, deverá afastar-se de vós. Não vos permitirá que lhe altereis a realidade.

SUE: Então fugirá ou morrerá?

ELIAS: Exacto, assim como poderá comunicar à força convosco. Poderá atacar-vos e não vos permitir que lhe altereis o que está a criar. Pode não se afastar por completo, se optar por continuar na vossa presença, mas deverá criar uma acção que vos impeça de lhe alterar o que estiver a criar.



DREW: Então, nesse caso NÃO é possível alterarmos a realidade de uma criatura se ela não optar por isso?

ELIAS: Se não estiver em completo acordo; mas vós nas crenças que tendes podeis alterar a realidade que a criatura escolha, por elas serem ditadas por vós, e a criatura poder não estar de acordo inicialmente e poder expressar isso, mas ela também pode optar por alterar o desacordo que tenha convosco, num acto de condescendência para convosco. A criatura cria igualmente a sua realidade.

KAAN: Quanto a essa questão, se utilizássemos mais a nossa própria essência na fisicalidade ou na realidade objectiva, não disporíamos de um poder soberano ou habilitar-nos a alterar a realidade das criaturas simplesmente por acedermos a um nível mais profundo de consciência em que teremos mesmo permitido que o processo da sua própria escolha ocorra?

ELIAS: Vós criastes as vossas criaturas para elas desenvolverem as suas próprias opções e o seu próprio livre-arbítrio, conforme disseste. Inicialmente não foi esse o caso. Inicialmente vós criastes todas as acções por elas e ditastes-lhes a realidade, mas nesta dimensão estabelecestes a permissão para que essas criaturas desenvolvam a SUA própria realidade. Por isso, agora, e durante grande parte do vosso tempo, elas criam a sua própria realidade. Criam-na independentemente de vós, de certo modo, mas prosseguem igualmente com a ligação que têm convosco. Por isso, elas também vos permitem que as influencieis na criação da sua realidade.

KAAN: Mas esse nível não se encontra normalmente acessível no estado objectivo que nós conhecemos, que possamos exceder.

ELIAS: Objectivamente influenciais bastante. Objectivamente, muitas vezes vós substituís-vos à criação que elas fazem da sua realidade, por elas criarem uma acção com que podeis estar em desacordo. Por isso, impondes a vossa energia e crenças sobre elas e alterais-lhes o comportamento.

KAAN: Nesse caso, domar cavalos selvagens não será um exemplo disso?

ELIAS: Exacto.

DREW: Mas esses mesmos cavalos não poderiam ser domados a menos que concordem com a experiência.

ELIAS: (Com sentido de humor) Vamos percorrer esse carrossel durante um certo tempo, esta noite! (Riso geral)

DREW: Soa a um conceito muito importante justamente devido a que por um lado, eu esteja a deparar-me com uma resposta afirmativa, como a de que podemos alterar a sua realidade. Por outro lado, estou a ouvir-te a dizer que elas dispõem de livre-arbítrio e que podem fazer o que bem desejarem. Por isso, estou um pouco confusa sobre qual seja a resposta.

ELIAS: São AMBAS.

DREW: São ambas. Poderão os cavalos selvagens ser encurralados se não tiverem optado por o ser?

ELIAS: Eles não optam objectivamente por o ser!

DREW: Compreendido. Entendo isso. Estou a referir-me ao nível subjectivo.

ELIAS: Não; mas objectivamente NÃO optam por o ser, e vós impondes-lhes as vossas crenças.



A intenção de todo este debate reside em facultar-vos uma oportunidade de perceberdes mais sobre a vossa realidade, e assim passardes a dispor de uma maior compreensão da aceitação. Ao identificardes as crenças que tendes e o quão afectam não somente a vós próprios e uns aos outros, mas também às vossas criaturas e a tudo o que criais, também podereis ver como também estais a sujeitar outros elementos da vossa realidade às crenças que tendes, e a influência que essas crenças provocam. Mas ainda não conseguistes identificar muito bem que POSSUÍS crenças em muitas áreas. Por isso, como podereis influenciar certos elementos se não tiverdes uma crença relacionada com a área em que se circunscreva? Como podereis expandir a consciência que tendes se não conseguirdes sequer identificar que tendes crenças? Ao vos apresentar esta informação, isso faculta-vos uma oportunidade de perceber mais as convicções que tendes e o quão elas influenciam e afectam toda a realidade que criais.

DREW: Está bem, por ora vou abandonar o tema! (Riso)

VICKI: Não será isso o mesmo que a Drew tentar alterar a minha realidade? Por essa altura eu tenho uma escolha quanto ao facto de permitir isso ou não.

ELIAS: Exacto.

VICKI: Não será isso exactamente a mesma coisa?

ELIAS: É praticamente a mesma coisa.

DREW: Com a excepção de ser diferente! (Riso)

ELIAS: HÁ uma diferença, correcto.

DREW: Por teres dito ser possível alterar a realidade de uma criatura, mas não a realidade de um outro indivíduo.

ELIAS: Correcto.

DREW: Pelo que há toda uma diferença, e essa parece-me uma diferença justamente importante, a mim.

ELIAS: Estás certo, por poderdes alterar a realidade de uma criatura em áreas em relação às quais não o podeis com um outro indivíduo; essa é a razão para terdes criado a vossa realidade de modo diferente, enquanto essência, do mesmo modo que podeis optar por uma acção para vós próprios. De forma idêntica aos nossos tentáculos, podeis estabelecer uma acção por vossa própria iniciativa. Podeis optar por cortar um dedo. As vossas criaturas são um elemento vosso. Podeis alterar-lhes a realidade. Tereis alterado a realidade do vosso dedo, se o tiverdes cortado. Tê-lo-eis retirado da vossa forma física. Não se trata de uma opção do vosso dedo, e o vosso dedo tem consciência, mas vós ter-lhe-eis alterado a realidade.

VICKI: Descobriríamos que os animais selvagens provavelmente sejam menos complacentes com a alteração da sua realidade do que os nossos animais domésticos?

ELIAS: Tens razão. Não interagis a esse ponto no caso do que designais por animais selvagens. Por isso, permitis-lhes uma maior liberdade para criar a sua realidade da forma que escolhem.

DREW: Se os animais não temem a morte, porquê, por exemplo, uma zebra foge quando um leão ataca a manada?

ELIAS: Há diversas razões para tal acção. O modo como criastes as vossas criaturas como um reflexo de elementos vossos e o modo como criastes as vossas próprias formas físicas. Nesta dimensão em particular, um dos aspectos da vossa criação física também reflecte um aspecto da essência em movimento. Todas as vossas criaturas se movem. Vós moveis-vos. A vossa forma física requer movimento para poder funcionar. Conforme constatais, se não empreenderdes movimento por longos períodos do vosso tempo, a vossa forma física começa a deteriorar-se. O modo como criastes as vossas criaturas em certos aspectos reflecte isso, mas elas não concebem o mesmo tipo de elaborações mentais que vós concebeis. Por isso, não têm uma motivação para se movimentarem conforme vós tendes.


Nessa medida, olhai as vossas criaturas. Elas empregam uma maior actividade subjectiva do que objectiva. Olhai o comportamento de tantas das espécies de criaturas que tendes e o quão a maior parte do seu tempo é consumido a dormir, coisa que fazem. Elas passam A MAIOR parte do seu tempo a dormir. Por isso, como foram criadas para interagir subjectivamente mais do que para exercer uma interacção objectiva, vós criastes uma concepção de movimento. Lembrai-vos de que essa é UMA dessas razões. Nessa medida, há necessidade de motivação no sentido do movimento. Os vossos animais de rebanho, os quais primordialmente são animais de pasto, e que essencialmente constituem animais de presa, passam a maior parte do seu tempo a pastar e a dormir. Os vossos animais predadores passam grande parte do seu tempo a dormir. Por isso, no âmbito da acção de movimento, torna-se motivador para o vosso predador empregar a acção de caçar a sua presa, o que se presta a um movimento físico que garante  que a sua forma física em excelente estado, por assim dizer. Podem necessariamente não caçar uma presa que não se mova do lugar. Não haverá nada para caçar se forem atrás de uma árvore! Consequentemente, trata-se de uma cooperação existente entre o predador e a presa; o primeiro obtém movimento na perseguição e o outro acolhe a maior parte do seu movimento no acto da fuga.


DREW: Então toda essa acção do leão a caçar a manada é basicamente pelo exercício?

ELIAS: Em muitos aspectos é.

DREW: Ah!

ELIAS: Um leão não se sentirá motivado para mover-se demasiado se não for por uma perseguição, e não se meterá a perseguir nenhum outro animal se não for para se alimentar. Um leão é capaz de permanecer deitado durante dias sem consumir nada nem se mover.

DREW: Interessante!

KAAN: Então não existe elemento algum de temor enquanto o animal está a ser caçado? A experiência do animal não chega a comparar-se ao temor que sentimos?

ELIAS: Não.

VICKI: Não??

ELIAS: Não. EXISTE um tipo de resposta emocional, mas não é o que compreenderíeis como pertencendo à área do temor. Existe um laço comunitário e familiar nessas criaturas e desse modo envolve um elemento emocional, mas não é medo da maneira que encarais o medo.

KAAN: Contudo, quando olhamos nos olhos desses animais, há algo que reconhecemos nos termos dessa emoção básica. Tal como os olhos de uma pessoa com medo mudam de uma maneira evidente, os olhos dos animais também mudam diante do perigo, quando somos capazes de reconhecer a mesma emoção básica. Agora, nós classificamos isso como medo.

ELIAS: Exacto.

KAAN: Mas com eles não é o que se passa. Então nós devemos experimentar essa emoção básica, muito embora por cima disso o medo e outras crenças estejam presentes. Não será assim?

ELIAS: Correcto. (A esta altura, a Cathy e a Vic começam a falar ao mesmo tempo)

VICKI: (Para Cathy) Fala tu!

CATHY: Os animais domésticos sentirão medo?

ELIAS: Os animais domésticos adquirem um elemento de temor, em resposta àquilo que colhem de vós.

CATHY: Então nesse caso terei razão na estimativa que faço quanto a um certo cão que creio ter sido treinado por meio do medo, razão por que é a única forma que ele conhece para poder trabalhar.

ELIAS: Há certas criaturas domesticadas com que interagis que APRENDEM a ter medo. Elas aprendem isso convosco.

CATHY: Pois, e assim na realidade, o que as motiva para o trabalho é o medo.

ELIAS: É uma emoção adquirida.

CATHY: Isso eu compreendo. Então, tenho razão.

ELIAS: Exacto.

CATHY: Há um monte de animais que a única coisa que os motiva a trabalhar é o medo.

ELIAS: Exacto.

BOBBI: Então poderão eles captar esse medo, sem ser em particular por intermédio de uma experiência de interacção com o medo? Estou a pensar numa situação em particular em que a minha gata esteve fora a noite toda. Nessa noite em particular, vislumbrei um coiote nas traseiras. E imaginei que ela tivesse ido à vida :"Foi isso, ela foi apanhada!" Ela voltou na manhã seguinte e permaneceu em casa escondida durante os três dias seguintes, e pareceu-me bastante atemorizada. Estaria ela a captar o receio que senti por ela, pela sua segurança?

ELIAS: Exacto.

BOBBI: Estava a responder a isso?

ELIAS: Não é necessariamente uma acção e uma resposta procedente de um acontecimento. Vós nas crenças que mantendes acreditais que se fordes rudes com um animal ou violentos com um animal, ele reaja com temor a essa acção. Aquilo a que ele reage é a vós e ao temor que sentis. Carregais o temor da criatura e a sua capacidade de ser prejudicial. Por isso, organizais essa energia e projectai-la no exterior na direcção da criatura e ela assume essa emoção. Ela detém, conforme disseste, o elemento básico, o que é diferente. A experiência disso é diferente. Não se trata de medo do modo que experimentais no âmbito da emoção, mas pode TORNAR-SE numa emoção que é aprendida a partir da interacção que têm convosco.

CATHY: Isto é uma crença, bem o sei, mas sinto um verdadeiro problema com os animais que são motivados a trabalhar com base no medo, de modo que isso torna difícil para mim trabalhar dessa forma, só que tenho que o fazer – caso seja esse for o único modo que descubra de o fazer no momento. Mas será essa provavelmente uma das razões por que estarei a ter um pouco de dificuldade, por ter uma crença tão grande nessa área?

ELIAS: Por vezes.

CATHY: Mas a maior parte é provavelmente medo, medo que eu própria tenho, o meu medo?

ELIAS: Exacto. O medo que TU tens é projectado nessas criaturas com que interages bastante.

CATHY: Quando me refiro ao medo que sinto; refiro-me ao... por para mim, na minha experiência, se pensar que um cão me vá morder, não o vou pressionar de maneira nenhuma, ou ainda o vou influenciar ou fazer algo que o leve a chegar a mim. A maior parte dos animais com que trabalhei, não creio que tenha tido medo de eles me morderem nem nada disso, naquilo que lhes pedia para fazerem. Essa parte foi mais ou menos confusa para mim, quando falavas da projecção do medo dessa forma. Eu estou a falar de medo de mim própria e das minhas capacidades, bla bla bla.

ELIAS: Certo; mas outros indivíduos podem interagir com os teus animais, e o raciocínio subjectivo deles em relação a esse tratamento ser o de sentirem esse medo e de o projectarem na criatura, por encararem isso como uma protecção deles próprios.

CATHY: Bom, não estou realmente a compreender isto!

VICKI: Eu tenho uma pergunta sobre o medo e os animais. Já passei por muitas experiências de meter um rato na gaiola de uma cobra e de observar o rato a mijar-se todo. Se não sente medo, o que será?

ELIAS: Ele responde de diversos modos. Por um lado, está a responder à energia que TU projectas. Por outro lado, está simplesmente a responder fisicamente à situação, de que está ciente, mas cuja percepção é também influenciada por ti. Numa situação natural, uma cobra pode atacar o rato. O rato prestará muito pouca atenção à cobra, por NÃO ter medo. Essa é a razão por que tantos ratos são comidos por tantas cobras! (A sorrir) Também poderás encarar a experiência de outro indivíduo que mete um rato numa jaula com uma cobra dentro, e o rato poder trepar para cima da cobra. Ele não sente medo da cobra.

KAAN: A Mary tinha uma pergunta: qual será a semelhança que existe entre a criatura e uma criança que nos leva por vezes a abordá-los de uma forma semelhante, e a tratar os cães como crianças ou as crianças como cães por brincadeira ou a colher a expectativa que temos acerca do seu comportamento e da sua espontaneidade?

ELIAS: A semelhança que percebeis é muito simples; é a de que as crianças interagem mais subjectiva do que objectivamente. Além disso elas têm uma maior percepção subjectiva do que objectiva durante um certo tempo. E nessa medida, podem parecer-se mais com as vossas criaturas, por as criaturas também interagirem mais subjectiva do que objectivamente.


Um bebé pequeno compara-se mais às vossas criaturas no comportamento que assume do que mesmo uma criança pequena. Um bebé pequeno também passa a maior parte do seu tempo a dormir e a interagir subjectivamente e a responder ao que pensais ser necessidades básicas, mas comportando igualmente alguma emoção e um tipo de elaboração mental diferente, por ainda não ter aprendido a linguagem objectiva.

KAAN: Então, a maioria das nossas crenças encontra-se pendurada no nosso lado racional, o que objectiva coisas que lhes faltam? Será isso verdade?

ELIAS: Não necessariamente. As vossas crenças também são mantidas subjectivamente.

KAAN: Mas essas são as crenças básicas que constroem esta realidade, e não as coisas posteriores que são adquiridas pela sociedade e pela cultura. Não será verdade?

ELIAS: Por vezes; por haver alturas em que transitais para o foco físico e trazeis convosco, por assim dizer, muitas crenças.

KAAN: Então um bebé ainda deve manter essas crenças, mas não são expressadas a esse nível por não disporem de...

ELIAS: Exacto. Eles não objectivam, embora por vezes não tenham crenças dessas. É uma questão da escolha do foco.

KAAN: Assim, caso comportem tais crenças, os bebés que reagem às nossas crenças numa idade tenra, essas reacções serão filtradas por intermédio dessas crenças subjectivamente?

ELIAS: Exacto.

VICKI: Eu tenho uma pergunta sobre aquilo que vós, estáveis a falar, pessoal; esse conceito das crianças e dos animais. O que disseste sobre os bebés faz sentido para mim. Essa também foi a experiência por que passei. Os bebés dormem muito, tal como os animais também, e muitas vezes respondem do mesmo modo. Para voltar à pergunta da Mary, eu também a ouvi a formular a pergunta dela. A experiência que ela cita tem que ver com os animais domésticos dela... ela equipara o comportamento deles com o comportamentos dos catraios pequenos. A minha experiência pessoal é completamente diferente, mas tenho a certeza de que cada indivíduo será capaz de relacionar isso a uma experiência diferente. A pergunta que tenho a fazer é se não terá que ver com uma escolha individual a forma como os animais nos respondem?

ELIAS: E tem que ver com os animais que atraís a vós. Atraís certos animais a vós de acordo com as crenças que tendes e de acordo com o que escolheis criar.

VICKI: Pois. Então duas pessoas distintas podem ir obter um animal, digamos, e escolher duas personalidades completamente diferentes dependendo do seu próprio...

ELIAS: Exacto.

VICKI: ...do quê? Problemas? Escolhas? Crenças? Desejos pessoais?

ELIAS: Tudo.

VICKI: Todas essas coisas.

ELIAS: E as suas criaturas deverão responder nos mesmos moldes.

VICKI: Pois, isso faz sentido para mim.


ELIAS: O Michael pode atrair a ele criaturas que se apresentem em conformidade com as crenças e desejos e escolhas que tem, e essas criaturas deverão responder em conformidade. Por isso, se mantiver a crença de as criaturas dele devam responder como crianças pequenas, elas mostrar-se-ão de acordo com isso e concordarão com isso e reagirão como crianças pequenas. Cada um de vós pode influenciar bastante as vossas criaturas desse mesmo modo. Elas respondem no âmbito da consciência às crenças que TENDES.

VICKI: Certo; o que suscita uma outra questão que tenho, e estou certa de todos termos passado por essa experiência, em que seleccionamos um animal, e num curto período de tempo... não conservamos o animal. Livrámo-nos do animal por o comportamento dele ser tal que nos causa demasiado conflito. Que será que teremos atraído a nós nesses tipos de situações? Parece ir contra o que estamos aqui a tratar.

ELIAS: Tu atraíste a ti a oportunidade de ver que essas criaturas CRIAM a sua realidade e podem nem sempre ser manipuladas por vós.

VICKI: Isso faz sentido. Então, quando queremos livrar-nos nos nossos catraios, é a mesma coisa, não é? (Riso geral)

ELIAS: (A sorrir) Isso fica a vosso cargo, embora tenhais fortes crenças NESSA área, por abrigardes as crenças de que muitas vezes as criaturas possam ser descartáveis!

VICKI: Hmm! Isso é completamente diferente!

ELIAS: Não tendes a crença de que as crianças sejam descartáveis!

VICKI: Não, ainda não chegamos a ponto de mandar abater os nossos filhos!

ELIAS: Isso é bem verdade!

KAAN: Elias, posso perguntar pelo meu nome de essência, assim como o da minha mulher, e do meu amigo que me introduziu a ti, Owen Massie?

ELIAS: Nome da essência, Ian; família, Sumafi; alinhamento, Milumet. A tua companheira: nome da essência, Bartholomew; família, Sumari; alinhamento, Ilda. O teu amigo: nome da essência, (A rir) Cynthia!

VICKI: Cynthia? (Elias acena afirmativamente)

ELIAS: Família, Ilda; alinhamento, Sumari.

KAAN: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

SUE: Eu tenho uma pergunta. Esta pode ser uma pergunta idiota, mas ...

CATHY: I.V. (Riso)

SUE: O que é que I.V. significa?

VICKI: Invalidação pessoal.

ELIAS: Ela é excelente a reconhecer os outros!

SUE: Obrigado! Os nossos animais domésticos sentirão amor por nós?

ELIAS: Eles sentem emoção e experimentam afecto. Não experimentam aquilo que VÓS designais por amor, mas experimentam a emoção do afecto.

KAAN: E fascínio?

ELIAS: Sim, sentem fascínio.

KAAN: Pela nossa realidade e pela interacção que têm connosco?

ELIAS: Em certos aspectos, sim.

KAAN: Acerca de bebés, ouvi falar num experimento em que crianças de idade tenra são capazes de entender a língua primitiva, numa fase precoce. Podemos pedir-lhes para fecharem os olhos e colocá-los no meio de uma sala, num ponto que compreenda uma distância razoável entre a cadeira e a parede, e pedimos-lhe para fechar os olhos e tocar na parede e elas são capazes de produzir um som ou de tocar na parede. Elas são capazes de fazer um ruído. Agora, caso eu repita essa experiência numa situação similar e não conseguir obter isso, dever-se-á isso ao facto das crenças que tenho afectarem a criança? Serão elas idênticas aos animais? Elas responderão assim tanto às crenças que temos?

ELIAS: Não necessariamente. Disferentes indivíduos escolhem taxas, por assim dizer, nas quais interagem de uma forma objectiva. Cada indivíduo que entra no foco físico penetra na acção de transição que antecede o foco físico. Ao dar início ao foco físico, assume uma orientação quase por completo subjectiva. À medida que a vossa estrutura de tempo avança, aumenta a interacção objectiva que tem, mas depende da escolha de cada foco a interacção objectiva e a quantidade de interacção que escolhe permitir numa determinada altura.


Possuem uma compreensão de longe mais vasta do que acreditais no caso dos bebés. Podem não se permitir dispor da capacidade de comunicar objectivamente convosco através da linguagem, mas detêm uma compreensão do meio que os circunda assim como de vós, desde uma fase muito anterior ao que percebeis. Também possuem uma compreensão subjectiva de vós desde a altura em que a essência penetra na forma física.

KAAN: Haverá alguma forma pela qual consigamos pressionar, quer intencional quer sem ser intencionalmente, a taxa do progresso deles, ou objectivá-la mais do que aquilo em que se mostrem interessados em objectivar?

ELIAS: Não. Isso depende da opção do foco individual.

KAAN: Existirá alguma flexibilidade da parte do pai que guia a criança. Qual será a função facilitadora dos pais na manifestação do volume da objectividade que venha a envolver ou a reconhecer?

ELIAS: Vós tendes muitas crenças na área da parentalidade.

VICKI: (Interrompendo) Posso mudar a cassete?

ELIAS: Podes.

ELIAS: Vós tendes muitas crenças na área do ambiente.

KAAN: Eu, individualmente ou a humanidade?

ELIAS: Colectivamente. Por isso, acreditais que o ambiente e os pais em última análise infuenciem os pequenos. Os pequenos adquirem essa crença igualmente, desde muito cedo. Essa crença é aceite enquanto o pequeno se acha na fase da infância.

KAAN: Se os pais abrirem mão dessa crença no âmbito do esforço que empreendem isso influenciaria a criança no sentido de não adquirir essa crença? Ou o facto de isso ter lugar também dependerá da opção delas?

ELIAS: Isso depende da escolha do foco. Essa é a razão por que muitos indivíduos na parentalidade experimentam eleger os seus métodos com todo o cuidado e as crenças que mantêm de uma forma muito diligente a fim de ajudarem ao máximo a criança, e a criança não reage por completo aos seus esforços. Em grande medida, na vossa realidade oficial aceite, o foco que vai entrar acha-se em conformidade com a família em que terá optado por se inserir. Portanto, há um aspecto de semelhança entre as crenças das crianças e as crenças dos pais.

KAAN: Então, o reconhecimento natural do próprio valor, por parte do pai, a própria autoexploração que empreenda, deverá constituir a forma mais natural, digamos, de permitir que a criança se desenvolva, sem levar a criança a sentir-se restringida num modo objectivo qualquer não natural? Será esta uma afirmação correcta?

ELIAS: Um método eficiente de criar as crianças neste vosso tempo, no âmbito da mudança de consciência, será o de vos permitirdes aceitar-vos a vós próprios e aceitar a criança, uma percepção de que vós criais a vossa realidade e de que a criança cria igualmente a sua própria realidade desde a altura em que nasce, assim como o reconhecimento dos impulsos; permitir que a criança dê expressão aos próprios impulsos sem os bloquear em resposta às vossas crenças do que seja uma conduta aceitável ou inaceitável.
(Pausa de 15 segundos, que é demasiada para o grupo)



DREW: Posso dar continuidade a uma coisa de que falamos ontem com respeito ao conflito e aos problemas e desafios? Tem que ver com uma pergunta que te coloquei ontem quanto à capacidade de identificarmos se um conflito surgirá em resultado de uma crença e de não aceitarmos a nossa situação e em ultima análise o aceitarmos e o ultrapassarmos, digamos, ou do reconhecimento de não alinharmos pelo objectivo e do conflito ser um resultado da ineficácia em termos de actualizarmos o objectivo. Eu sei que pessoalmente me seria útil obter alguma informação enquadrada nessas linhas nos termos do reconhecimento do que esteja a causar conflito, e de como reconhecer se será uma questão de mudar de curso ou uma questão de aceitarmos as crenças.

ELIAS: E a resposta que dei foi para examinares aquilo que estás a criar no AGORA.

DREW: Bom, tenho vindo a pensar nisso desde ontem, e de facto tenho vindo a praticar isso um pouco. No MOMENTO... eu descobri hoje que quando me foco no MOMENTO, no mesmo instante deixa de existir conflito.

ELIAS: Justamente.

DREW: Contudo, na minha situação actual, existem montes de conflito.

ELIAS: Isso foi o que eu te identifiquei na sessão de ontem. A razão por que muitas vezes geras conflito e experimentas conflito - muitos indivíduos, e não só tu, deve-se ao facto de NÃO vos focardes no agora e vos projectardes no futuro.

DREW: Bom, e que dizer da situação em que o imaginário de que nos tivermos rodeado, o nosso estilo actual de vida, ou situação, nos provocar conflito ou um grau de infelicidade? Estou a tentar determinar se será uma questão das crenças que tenho nos termos do que seja bom ou mau ou de como as coisas deveriam ou não deveriam ser e de aprender a aceitar o modo como as coisas são, ou se será um imaginário que tenha criado para eu perceber e compreender que devia fazer algo diferente.

ELIAS: O conflito que TU estás a experimentar brota das crenças e da rigidez com que te posicionas nessas crenças, e da incapacidade presente que tens de te focar no momento.

DREW: Actualmente.

ELIAS: Exacto.

DREW: Então, quando dizes que o conflito é resultado das crenças que tenho em certa medida, quererá isso dizer que precise aceitar a situação que tenho, ou que as crenças que tenho estejam a CAUSAR uma situação que acho desconfortável?

ELIAS: TU crias a situação por meio da filtragem das crenças que tens. As crenças que tens não constituem uma entidade que te cria a realidade na TUA vez. TU estás a criar a tua situação e a tua realidade sob a influência das crenças que tens.

DREW: Em alinhamento com as crenças que tenho.

ELIAS: Exacto.

DREW: Então, a mudança das crenças que tenho mudará a minha realidade. (A esta altura o Elias ostenta um sorriso retorcido, e nós rimos)

ELIAS: Sim, de certa forma.

DREW: Bom, isso também se assemelha um pouco a um carrossel, por ser difícil saber...Caramba! Aceitá-lo-ei simplesmente e superarei isso? Será que é assim e que é perfeitamente normal?

ELIAS: Mas, estarás tu a acreditar nisso? (A sorrir)

DREW: Não, mas será isso apenas uma crença ou representará alguma informação subjectiva para mim própria de eu precisar mudar de rumo? Já falamos antes sobre o facto de uma vida de pobreza e de enfermidade e de devastação poder alinhar perfeitamente pelo propósito que tivermos para a nossa realidade particular.

ELIAS: Correcto.

DREW: Por isso torna-se difícil, quando experimentamos dificuldade, saber se terá sido a escolha que fiz para esta realidade, em razão do que deveria aceitá-la por não ser má. Ou estarei a “contornar a região toda só para poder atravessar o rio”?

ELIAS: Tu ESTÁS a criar a tua realidade no âmbito do propósito que tens, mas também estás a expandir a consciência que tens e a admitir a informação de que se não estiveres agradada com a realidade que estás a criar, dispões da capacidade de a alterar. O método mais eficiente de alterares a tua realidade nas áreas que forem causa de conflito é abordar aquelas crenças que estiverem a influenciar a criação dela. O método mais eficiente para essa acção é olhar para o que estiveres a criar no MOMENTO (AGORA).

DREW: O momento, o instante, este momento no tempo. Não sei. De algum modo torna-se ilusório para mim a forma como o momento, o instante, o que estou a criar nele, irá... bom, talvez tenha que o fazer.

ELIAS: Justamente! Quando dás por ti a experimentar conflito, nesse instante identifica para ti própria aquilo que estiveres a criar, a razão por que estás a criar esse conflito.

DREW: Não nos terás dito a certa altura, ou não me terás dito que a única razão por que sentimos precisar mudar a situação se deva ao facto de acreditarmos não ser uma boa situação, e que de facto se aceitarmos as crenças que temos não procuraríamos mudar? E que não existe certo nem errado nem bom nem mau?

ELIAS: Eu não disse que não procuraríeis mudar. A motivação que tendes será diferente.

DREW: Sim. Não brotaria do desagrado de uma situação actual. Brotaria de uma transformação criativa.

ELIAS: Exacto.

DREW: E então não será lógico que a situação que vivo deva corresponder à que deveria ter e que não exista razão para me sentir desagradada com ela? Por representar tudo sistemas de crenças.

(A esta altura, o Elias começa a tossir e prossegue durante trinta segundos, altura em que a Mary reaparece)

MARY: (A tossir) Culpa minha! Peço desculpa! Peço desculpa! (Riso) Desculpem-me! Desculpem-me! Eu sei que provoquei isto! (A rir e a tossir ao mesmo tempo)

RETA: Bom, tu estás a tossir! O facto de estares a tossir não tem mal!

CATHY: Estavas a brincar, Mary? Ela anda por perto!

MARY: Estava! Peço desculpa. (Ainda a tossir)

SUE: E nós que estávamos mesmo para obter a resposta para a pergunta mais importante! (Riso geral ao longo de toda a frase)

MARY: Não tem mal, vou deixar que ele regresse! Foi culpa da minha parte.

RETA: Eu pensava que estavas a tossir e PRECISASSES sair disso.

MARY: Não, eu andava por perto! (Ainda a tossir e a rir)

CATHY: Ela estava a brincar!

MARY: Estava sim! Bom, o Donald fez-me uma sugestão no outro dia. Creio que não resultou! (Riso)

CATHY: Ele tê-la-á obtido numa meditação? (Dito de forma sarcástica, enquanto a Mary desata a rir, a seguir ao que a tosse continua)

DREW: Caramba! (Comentando o facto da Mary ainda estar a tossir)

MARY: Deus do céu!
Sinto como se me tivesse esfaqueado na garganta!



DREW: Isso terá alguma coisa a ver com o fenómeno? Ou será apenas uma coisa física, o facto de começares a tossir?

MARY: Bem, parece que por vezes fico demasiado próximo... creio eu... não sei por que razão sucede sempre nesta área, mas é assim que acontece! (Aponta a área da garganta, ainda a tossir)

DREW: Estavas a a fazer uma experiência? (Mary acena afirmativamente e ri)

SUE: Talvez por ser a garganta que o Elias usa?

MARY: Bom, tu sabes, já há tanto tempo que me encontro nesta onda, e o Donald deu-me a sugestão de quando me encontrar nela procurar afastar-me e tentar aproximar-me um pouco mais do que julgo identificar como sendo a energia do Elias, pelo que penso que talvez o tenha feito. Eu não conseguiria saber se o conseguiria ou não. Creio que não! Talvez ainda não esteja preparada para isso! Talvez ainda permaneça de pé! (A rir enquanto ainda tosse) Realmente pensei que o conseguisse fazer por esta altura. Quero dizer, tenho estado parada faz tempo! Pensei que talvez estivesse preparada.

DREW: Quão longe foste?

MARY: Não muito longe! É como um tipo qualquer de... não sei como o descrever. Assemelha-se a uma barreira ou a uma membrana ou a alguma coisa que parece ser muito mais duro do que pensava! (Pausa) Muito bem. Peço desculpa. Não tinha a intenção de interromper.

DREW: Não faz mal. Não quis parecer que estava... não quero dar a entender que esteja a arrastar isto com as perguntas que estou a fazer.

MARY: Podes ir já directo de volta para o... (a rir-se de alguma malandrice)

RETA: Volta atrás e fica na tua onda. Ainda será violeta?

MARY: O quê?

RETA: O local onde te encontras?

MARY: Eu não vejo nada violeta. Eu não vejo NADA.

RETA: Oh, pensei que estavas numa onda violeta...

MARY: Não vejo coisa nenhuma. (Murmura) Muito bem. Desculpem. Raios me partam! Muito bem, eu consigo isso. (A Mary volta a fechar os olhos e o Elias regressa em três segundos)

ELIAS: Continuemos. As crenças contra o objectivo. (A sorrir)

DREW: Não tenho a intenção de me demorar muito nisto mas, caso eu aceite o facto de que tudo estaria bem, de que tudo está perfeito conforme indicaste que está, não sentiria necessidade de alterar as minhas circunstâncias em resultado de não me sentir agradada com elas. Posso querer alterá-las pela criatividade da experiência, mas não por estar descontente.

ELIAS: Exacto.

DREW: Pelo que a pergunta que colocaria é se a tarefa que me cabe consistirá em aceitar as crenças e compreender que tudo é perfeito conforme está e essencialmente permanecer feliz com a forma como as coisas se encontram, OU reconhecer que por uma razão qualquer este imaginário é um indicativo de não estar a actualizar o objectivo que tenho com tanta eficiência quanta deveria? (Pausa)

ELIAS: (A rir) Deixa que te diga que se tivesses a crença de que podias aceitar todas as crenças que actualmente tens, instantaneamente, neste momento, eu te diria que essa seria a acção mais eficaz, mas tu não acreditas nisso. Por isso, a sugestão que te dou é que olhes as crenças que te estão a influenciar.

DREW: As crenças que me estão a influenciar no sentido de me estarem a deixar infeliz com a situação que tenho, ou as crenças que antes de mais me estão a criar a situação?

ELIAS: As crenças que estão a provocar conflito.

DREW: Mas se eu olhar para o momento, conforme tenho vindo a tentar desde ontem, o que em si mesmo tem representado um exercício, apenas tentar permanecer no momento, haverá alguma coisa... estás a sugerir que, quando estou a experimentar um conflito, haja algo especifico para estabelecer contacto com o momento? Será isso?

ELIAS: Estou-te a dizer para experimentares o momento SEMPRE.

DREW: O que me sobreveio à ideia hoje é que no momento não existe conflito. Somente na avaliação da minha situação geral, das crenças que tenho, da interpretação que faço, é que surge o conflito. E ainda assim, por um lado, eu digo que é somente quando faço isso, mas de facto isso é a realidade! A assim, se neste exercício de me concentrar no instante não existir conflito...

ELIAS: Não será por isso que lutas, por não sentires qualquer conflito? Eu apresento-te o método da ausência de conflito, mas tu rebate-lo!

DREW: Não, estou a tentar compreender isso!

ELIAS: Quando experimentas conflito no momento, aí proporcionas a ti própria a oportunidade de examinares o que estará a criar o conflito. Mas se não estiveres a experimentar conflito no momento, nesse caso qual será o problema? Não será isso que tu desejas, ausência de conflito?

DREW: Pois, mas também gostava de alterar as imagens que tenho! Tu dir-me-ias a mesma coisa se eu fosse aleijada e estivesse a morrer de cancro: "Aceita isso. Isso é a realidade que escolheste. Está tudo bem."

ELIAS: Não necessariamente. Se não desejares continuar naquilo que estás a criar eu posso-te dizer: "Nesse caso podes alterar essa experiência."

DREW: Mas o concelho que me dás neste momento é para eliminar o conflito ou para mudar... sabes, é como dizer a alguém: "Supera lá isso! Esta é a maneira de o fazeres!" ou: "Se não gostas disso muda-o!" Não estou certa qual dessas... se é que andam de mão dada. Parece-me a mim que não conseguimos fazer ambas, podemos?

ELIAS: Presentemente não te encontras em posição, nas crenças que abrigas, de aceitares os sistemas de crenças. Eu continuo a expressar-te que em última análise essa é a acção mais eficaz e que em última análise aceitarás as crenças que tens, por teres optado por te envolveres nesta mudança e elas sere a mesma coisa. Mas em reconhecimento do que estás presentemente a criar e das crenças e de que neste instante não te permitirás aceitar as crenças que tens, não te digo para as "suplantares." Estou-te a dizer que, se não te sentes agradada com a escolha que empreendes em relação à criação que fazes da tua realidade, nesse caso poderás alterá-la. Tu tens essa capacidade. (Pausa)

NORM: Eu tenho algumas perguntas relativas às criaturas. A definição de criaturas com respeito a tudo o que tens vindo a tratar aplica-se, por exemplo, dos animais unicelulares aos animais multicelulares. Além disso, ocorre-me pensar que as características e a personalidade das criaturas também se possam aplicar a coisas como tempestades, e que a interacção que se dá entre as tempestades e os indivíduos é muito semelhante à acção que tem lugar entre as criaturas e os indivíduos. Estarei a ir demasiado longe com isto?

ELIAS: Existe uma distinção. Vós criastes essas criaturas de modo a compreenderem personalidade.

NORM: As tempestades não comportam personalidade?

ELIAS: Também criastes essas criaturas dotadas de escolha e de emoção. As tempestades constituem uma projecção da emoção - de VÓS. Elas constituem uma acção.

NORM: Hmm. E a Terra, assemelhar-se-á quase a uma criatura?

ELIAS: Também constitui uma projecção de vós.

NORM: De todos nós, é claro.

ELIAS: Exacto.

NORM: E é passível de ser modificada por nós, como é claro que está a ser modificada.

ELIAS: Exacto.

NORM: E nós estamos a sair-nos muito bem com a modificação das probabilidades?

ELIAS: Como sempre! (A rir)

RETA: De acordo com todas as notícias e histórias e tudo o mais, ainda corremos o risco da perdição e da desgraça!

ELIAS: Isso constitui igualmente uma crença!

RETA: Quando falo com as pessoas que apregoam a vinda dessa desgraça e perdição - em Fevereiro de 1998! - etc., digo: "Não vou ceder energia a isso por não querer acreditar em tal coisa, e não o faço." E elas olham para mim e dizem: "Mas vem nos jornais!" Assim, há muitas publicações, muito exagero, mais conhecimento da desgraça e da perdição do que existe sobre a aceitação ou a esperança, à excepção das alturas em que falas às pessoas. Aí passa a existir uma maior esperança de criarmos uma sociedade melhor e do mundo não sofrer uma devastação massiva, etc. É pena que não tenhamos alguma dessa gente nos meios de informação!

ELIAS: Ambas constituem probabilidades.

KAAN: Estou a verificar uma diferença em relação a certas crenças em que sou capaz de as elevar e atirar com elas, por subjacente existir uma outra crença que está a sobrevir ou um movimento através do qual estão preparadas para seguir e eu ser capaz de as cavalgar. Já com outras, reconheço qual seja a crença que esteja a provocar conflito, mas acha-se agregada a algo mais profundo que não consigo perceber, e que eclode à superfície como "Não quero fazer isso," embora reconheça que gostava de alterar essa crença. Essa é uma sensação mais arraigada. Não se trata de uma crença conceptualizada nem nada que seja reconhecível. Haverá realmente alguma coisa que projectemos para experimentarmos? Será uma categoria mais vasta de coisas que teremos que reter ao nosso redor, ou será por o nosso foco não penetrar suficientemente fundo para desenterrar essa coisa por debaixo dessa crença superficial?

ELIAS: Estais a atingir a percepção na periferia para extrairdes as principais crenças e as identificardes. No vosso foco físico olhais para isso como um processo, e além disso, no processo de identificardes as crenças e de as desalojardes, digamos, atravessais camadas das crenças. Inicialmente identificais as crenças superficiais que tendes. Depois permitis-vos passar para a área da identificação das crenças mais fechadas, e depois eventualmente permitis-vos identificar as centrais e as básicas, que são mantidas com tal intensidade que nem chegais a reconhecê-las.

KAAN: Bom, elas precisam ser reconhecidas num nível conceptual intelectual, com clareza, para serem afastadas. Ou existirá algum processo de sentido interior que possa tratar delas?

ELIAS: Isso é parte do vosso processo, permitir-vos objectivamente identificar mais daquilo que conheceis subjectivamente. Isso faz parte da acção da vossa mudança, tornar-vos mais conscientes de uma forma objectiva da actividade subjectiva que é do vosso conhecimento.

KAAN: Há uma outra sensação que, no curto período de eliminação das crenças, parece particularmente clara e que ocorre e que nos deixa algo a desejar. Cria-nos uma sensação de vazio e de falta de desejo; ausência de movimento, portanto.

ELIAS: Vós não estais a eliminar crenças. Estais a avançar rumo à aceitação das crenças que tendes, mas não estais a eliminá-las.

KAAN: Mas podemos escolher focar-nos fora delas, deixando desse modo de criar por meio delas.

ELIAS: Haveis SEMPRE de criar a vossa realidade com crenças. Estais a aprender a aceitar essas crenças, e com a aceitação delas, o poder que exercem sobre vós será afrouxado, o que vos permitirá uma maior capacidade de experimentardes a vossa criatividade. Permite-vos uma maior liberdade. (Pausa, em que o Elias sorri para o Kaan) Este é um conceito difícil!

CATHY: Então, na crença básica principal que tenho, a atracção que sinto por este animal em particular, centrar-se-á mesmo no aspecto da duplicidade básica?

ELIAS: Ao te deixares atrair para esse animal em particular, estás a apresentar a ti própria a oportunidade de examinares crenças básicas que tens na área das criaturas. Vós tendes crenças muito fortes na área das criaturas: O modo como são, como criam a sua realidade, como NÃO criam a sua realidade, o quão influentes, ou NÃO, sois com elas, como elas NÃO raciocinam e como são instintivas, o modo como reagem automaticamente.

CATHY: (A rir) Bom, eu estou só a tentar descobrir em que direcção me devo voltar para lidar com isto, por envolver muita coisa! Quero dizer, para além da aceitação de mim própria e da aceitação do cão e de certas coisas que ele faz, eu só preciso... bom, não, não é verdade. Tenho a forte crença de ele ser neurótico e de que sente ansiedade com a minha separação e que quando eu o abandonar ele vai mutilar-se de uma forma qualquer ou por um meio qualquer, coisa que vai acontecer! Mas mesmo quando me encontro na casa, não posso dar dez passos de um compartimento para o outro sem que ele venha atrás de mim!
E eu só queria...



ELIAS: E as crenças que tens influenciam bastante o comportamento e aquilo que as criaturas criam!

CATHY: Está certo. Como sei que ele tem apresentado esse comportamento com os treinadores anteriores, isso reforça a crença que tenho, não é?

ELIAS: Exacto.

CATHY: Então...

ELIAS: A criatura cria aquilo que opta por criar. Tu escolheste deixar-te conduzir para essa criatura para obteres a tua própria informação. Outros optam por não se deixar conduzir para essa criatura, por não desejarem interagir com a escolha que elege nem com o que cria. Tal como o Lawrence referiu, podeis deixar-vos conduzir para uma criatura, e se não aceitardes a conduta que apresente eliminais a criatura. Não continuareis a manter essa criatura na vossa casa. Tu optaste por continuar o relacionamento que tens com esse criatura, por ela te apresentar a oportunidade de identificares as próprias crenças que manténs no sentido do que TU pensas e do que TU acreditas com relação às criaturas!

CATHY: O que eu penso e acredito. Bom, vou-te dizer, a criatura que lá tenho causa muito menos irritação do que ESSA criatura! É tudo quanto posso dizer!

ELIAS: Só que essa criatura capta-te a atenção, não é?

CATHY: Claro, claro que me capta a atenção!

ELIAS: Justamente!

CATHY: Mas também a Caleigh; só que ela não me incomoda! Eu digo-lhe isso quase todos os dias. Dou por mim a dizer-lhe isso todos os dias! (Caleigh é a cadela da Cathy, ao contrário do cão ao redor do que a maioria destas perguntas se debruça)

ELIAS: E que foi que dissemos no nosso dia de ontem? Haveis de atrair experiências a vós que são fonte de desconforto, por isso vos captar mais a atenção!

CATHY: De modo a poder expandir-me e envolver a periferia, ou torturar-me? (A rir)

ELIAS: De modo a poderes apresentar a ti própria a oportunidade de identificares as crenças que tens, com o que também expandirás a tua periferia.

CATHY: Mas precisa ir um pouco além da mera identificação, não será? Quero dizer, eu sei...

ELIAS: Tu NÃO identificaste!

CATHY: (Suspira profundamente) Mas o...

ELIAS: Esse é o teu primeiro passo! (A sorrir)

CATHY: (Suspira novamente) Bom, uma delas tem que ser a crença de massas que a maioria dos treinadores tem com relação a esse cão! Quero dizer, essa tem que ser uma delas!

ELIAS: Uma.

CATHY: E todos eles optam por não trabalhar com ele!

ELIAS: Mas tu optas por trabalhar!

CATHY: Bom, ainda me sinto confusa, mas vou continuar à mesma. Não entendo.

ELIAS: A cada instante do agora, examina o conflito e tenta identificar a crença que está a influenciar e a criar esse conflito.

CATHY: Bem, creio que seja a crença que tenho em mim própria, de não conseguir concretizar e de ser muito temerosa.

ELIAS: Essa é uma crença subjacente que tens em muitas áreas, mas existem igualmente outras crenças específicas em relação às quais esta criatura te apresenta a oportunidade de veres.

CATHY: Está bem. Hei-de examiná-las. Obrigado.

ELIAS: Não tens do quê.

RETA: Nesse caso, o que na verdade estás a dizer à Shynla é o que disseste à Drew. O instante do conflito traduz-se pela oportunidade que se te apresenta de examinares esse conflito que estás a sentir no momento.

ELIAS: Estou a dizer-vos isso a TODOS.

RETA: Bom, eu sei, mas estes são dois tipos de exemplos distintos, um que se prende com uma criatura e o outro que se prende com o ser. E assim, o momento do conflito não representará porventura um pouco uma abertura da nossa mente? A maioria de nós impõe cercas a nós próprios e permite-se pensar unicamente até determinado ponto, mas nessas alturas de conflito, estamos a permitir-nos uma maior abertura de modo a podermos examiná-lo e sair dele com mais factos, por nos termos permitido olhar um pouco mais fundo?

ELIAS: Sim, de certo modo.

RETA: Para então avaliarmos o que tivermos descoberto nesse instante? Por estar certa de que toda a gente, entre nós, passar por alguma espécie de conflito. Hoje tive um dia conflituoso e ele teve um dia de conflito hoje, e nós não estamos a tratar disso dessa forma. Eu sei disso!

ELIAS: Abordai esses problemas e desafios, esses conflitos, no momento, no instante, e permiti-vos a oportunidade de observar o AGORA, que havereis de apresentar a vós próprios mais informação.

RETA: O que está a acontecer é que estamos a perceber o conflito e estamos a deixar que porventura suplante o bom senso ao permanecermos nesse conflito e ao nos deixarmos perturbar em vez de utilizarmos esse momento para alcançarmos uma decisão melhor em relação ao que devíamos fazer. Eu sei que é isso que faço. Esse conflito torna-se mais importante do que o pensamento racional, e nós precisamos alterar isso.

ELIAS: O conflito torna-se mais importante do que as escolhas.

RETA: Sim.

ELIAS: Portanto, deixais de VER as escolhas.

RETA: É isso mesmo, e assim preciso inverter isso e usar esses momentos de conflito e alargá-los e observá-los.

DREW: O conflito torna-se mais importante do que as escolhas?

ELIAS: Por vos prender a atenção e a desviar das escolhas.

DREW: Com que então, nesse instante, a informação que buscamos são as escolhas e as opções ao contrário das crenças, ao criarmos o conflito?

ELIAS: Ambas!

DREW: O conflito obscurece a capacidade que temos de perceber as escolhas.

ELIAS: Exacto.
 
RETA: Mas ainda assim, a emoção proveniente desse conflito confere-nos realmente um maior espaço de observação.

ELIAS: Também identificais a emoção que sentis no conflito, o que também vos perturba a visão.

VICKI: Estou a dar-te ouvidos... o que aqui está a passar-se é que estarmos a chegar à conclusão de que o conflito nos abre a percepção, não? Quero dizer...

ELIAS: Ele apresenta-vos uma oportunidade de expandirdes a percepção que tendes.

VICKI: Mas o conflito em si mesmo não nos abre a percepção, abre?

ELIAS: Apresenta-vos a oportunidade de expandirdes a percepção. Conduzistes o conflito a vós por essa razão!

VICKI: Então trata-se de uma oportunidade de que não gozarei nas alturas de ausência de conflito??

ELIAS: Tendes a capacidade de o fazer, e oportunidade para isso, mas também não prestais atenção.

VICKI: Então se repararmos que estamos a conduzir muito pouco conflito a nós próprios na maior parte das vezes, que será que isso indica?

(Nota do tradutor: Pergunta capciosa esta, que a Vicki lançou, que se baseia, todavia, em duas premissas interessantes: a de que se não enfrentarmos os conflitos poderemos permanecer pueris, por um lado, enquanto por outro, o conflito represente sinal de frivolidade, e coisa que não se deve manter.)

ELIAS: Uma escolha. Muitos indivíduos não prestarão atenção àquilo que desejarão abordar caso não criem conflito. Não é necessário, mas representa um método eficaz para muitos indivíduos.

VICKI: Está certo, creio ter compreendido.

ELIAS: É uma escolha individual e aquilo a que ELAS prestarem atenção.

RETA: Bom, no passado, por vezes descobri que quando me encontro em conflito e ele é intenso, eu me rebaixo em vez de olhar as qualidades que podia usar para sair dele. Então, vou reverter esse processo. (Pausa)

ELIAS: Vou dar por terminado por esta noite, e poderemos continuar com este assunto no nosso próximo encontro, por parecer que no vosso caso ainda não terminou! (Exclamações de acordo) Muito bem. Fico a antecipar a segunda parte no nosso próximo encontro.

DREW: Terceira parte!

ELIAS: A todos vós nesta noite, endereço-vos um imenso afecto e um carinhoso adieu!

Elias parte às 10:08 da tarde.

NOTAS DE RODAPÉ:

(1) Em Outubro de 95, o Ron teve um sonho em que recebeu um A.S.I como uma equação. Na noite seguinte, o Elias começou a sessão com essa equação. Este excerto é da sessão de 18 de Outubro de 95:

ELIAS: Bon jour! Aspecto, Vidente, Intenção. (Pausa) A.S.I. Os olhos são o símbolo dos Videntes.  Essa é uma equação pertencente aos portais dos Videntes. Isso enquadra-se numa equação mais vasta, em relação à qual agora dispões de um pedaço do enigma para poderes juntar a uma outro. Isso faz parte da construção da vossa cidade, a qual também acompanha a telha (azulejo) do Michael. Iniciamos, portanto! Também incluído nisso está uma ligação com a Sophia, ao ver ou visualizar a mesma essência Vidente que o Michael incorporou. O vosso corredor de entrada também faz parte da vossa construção. Por isso, a vossa cidade teve início!

Haverás de notar duas entradas na equação; um representa o que designais por futuro, a outra a representar o que designais por passado, ambas associadas com o vosso foco arqueológico como pistas para o vosso livro; um foco futuro, outro passado; ambos aspectos do mesmo, cada um, parte dos gémeos (Vicki e Mary) Isso é a tua equação.

© 1998 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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